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Maquinas Motrizes Hidrdaulicas Archibald Joseph Macintyre Professor da Escola de Engenharia da UFRJ, do Centro Técnico-Cientifico da PUC-RJ, da Escola de Engenharia da UERJ ¢ da Faculdade de Engenharia Souza Marques GUANABARA DO'S Biro Dircitos excusvos para agua portuguesa Copyright = by EDITORA GUANABARA DOIS S.A. Rio de Janeiro Ro 1983 10987654321 Reservados todos os dceitos. pribid «dupiasso cu reproduc deste vlume, ou de pasts do mer, $b quaisqer formes ou po quisauer melon (eleonica, mecinic, grmvaga, otoesps, ob outros, ‘Sem permisso express 6a Editors Fotocomposigdo de Eaitora Guanahara Koogan S.A. Prefacio Aiea forma de enero eu umena i medida queda rere dot vole espinal Pe, Femand Banos de Avil |A imensa potencialidade hidro-energética do Brasil confere &s rmiquinas motrizes hidrdulicas uma singular importancia. Muito tem. ‘do realizado no Brasil em termos de aproveitamento hidreletrico. onforme 0 leitor teri oportunidade de ver nas pginas deste lv. [No decorrer deste ano de 1983 entrardo em ago duas das dezoito turbinas operacionais da Usina de Itaipu, cada qual com uma potén- cia motriz de 971,000 cv, as maiores do mundo até esta data, © fabricadas no Brasil, Prosseguem as obras da Usina de Tucurut, no Estado do Pari, que, quando em funcionamento, geraré 9.970 MW ‘com a operagio de 24 turbinas de 440.000 ev cada uma. Outrasusinas Se grande porte encontram-se em construe ou em ampliagaode sua capacidade geradora, obedecendo a0 denominado Plano 2000, ou Seja,o Plano de Suprimentos aos Requistos de Energia Bletricaatéo ano 2000 ‘Mas 0 ano 2000¢ apenas um marco ou referéncia para. aclabora ‘40 de um planejamento nacional de aproveitamento energético sob Yérias formas, e io uma data final de exaustio de nossas reservas, hidro-energéticas, Durante um razodvel periodo, jano século XX, hhavera possbilidade de construgio de usinas hidelétricas conven- Cionais de grande porte e usinas de médio porte, além de usinas de baixa queda e de grande nimero de miniusinas “AS centras lericas de acumulagio, aproveitando a capacidade ‘ociosa das termoeletricas nucleares nos perfodos de menor demanda dde consumo, permitirao, por bombeamento, o reaproveitamento da Sava ji turbinada, de modo a ser possivelretornr agua para reser- ‘Vatérios de acumulagao, conforme seri expliado no Cap. 12. Essa Solugio vira representar um reforgo energético quando 0s recursos hidricos estiverem aparentemente exaurides. As amplitudes favoriveis das oscilages de marés na regio de Séo Luiz do Maranhio, até o Terrt6rio do Amapi, justificam a expectativa favoravel de construsdo. no futuro. de usinas maré ‘motrizes, de que faremos breve estudo, ‘0 aproveitamento da energiaeslica na geragi de energa el teica é mais uma possibilidade que transcende os limites de utli2aga0 ‘dos romanticos cataventos. 0 fato de entidades e empresas inter ‘ionais de renome, como 2 NASA, a Boeing, a MeDonnel! Douglas ‘Aireraft Co, ea Wind Power Prodict, entre muitas outs, estarem fabricando motores eslicos de capacidade geradora superior a3 MW ‘mostra a importincia que se deve atribuir 4 energia eolica. ‘Como 0s prinepios bsicos do projeto dessas miquinas sio os mesmos que 0 das méquinas motrizes de uidos considerados como incompressiveis, foi dedicado um capitulo a assuntoe indicada arta bibliografiaatualizada a respeito. (0 presente livro procura ser ttl no apenas ao estudante de cengenhatia, mas também a0 proissional, que nele encontrar infor ‘magdes para projeto, montagem e manutenco de turbinas, as quals foram recolhidas de obras espevalizadas e publicagdes tecnicas. © plano de desenvolvimento dos assuntos teatados neste livro pode ser resumido como indicado a seguir [Apds uma recordacio de nogdes de hidrodindmica necessrias 8 compreensio do assunto, éapresentada uma clasiicasio das turbi ras eso indicadas as modalidades de instalagao, acompanhadas do ‘estudo das quedas, potencas e rendimentos. E apresentada a teoria clementar dos rotores das trbinas de reagta¢em seguida anise de imerdependéncia entre as grandezas que caractenizam 0 funciona ‘mento das turbinas, acompanhadas do tragado © do emprego dis Mostra-se como se escothe modernamente 0 tipo de turbina adequado a condigoes preestabelecidas. Em seguida,¢ feito separa ‘damente o estudo das turbinas Francis, Pelton, Propeller, Kaplan. Bulbo, Tubulares e Staflo, ‘io dedicados capitulo individuaizados as usinas hideléticas de acumulagio, as usinas maré-motrizes e as usinas de pequeno porte. Sulgamos merecerem um destaque as turbinas de recuperagio de ppoténcia, aplicagao industrial moderna de pequenas turbinas. En ‘bora sem a importincia das turbinas, a “rodas d'égua"” no podiam deixar de ser estudadas, face 3s aplicagoes interessantes que podem ter, se bem que de modesto alcance. Os acessorios das usinas hidrelétricas, tais como comportas, vlvulas tubulagdes,sioapresentados por serem fundamentais para © projeto e a anilise de comportamento das unidades geradoras ‘Recorda-se.emum capituloa determinagao das perdas de carga, ¢em ‘outro € apresentado um estudo sucinto do golpe deariete em tuba ‘ges de usinashidreétricas. O estudo das turbinas, tanto em modelo Feduzido quanto das instaladas, segue © que determinam as normas brasieiras da ABNT. Umassunto importante, como o da regularizago do movimento «as turbinas, merece um capitulo que, apesar de extenso, represent ‘uma timida incursio em assunto de Certa complexidade (Os motores hidrdulicos de deslocamento postivo, por sua im- Portincia,justificam sua inclusio entre os assuints tratados ‘As miquinas mistas 6leo-dindmicas acoplamentos, conversores de torque e variadores hidrocinéticos de velocidad) se apresentam ‘como apicagao dos princpios de funcionamento das turbo-bombas € «das turbinas hidriulicas, merecendo o destague de um breve estud. Finalmente, os aeromotores, ou motores edlicos, sao estudados ‘como miquinas motrizes de fuido considerado incompressivel, face 4 pequena variasdo de pressio no provesso de conversio de energia do vento em conjugado de rotavao, Acreditamos haverem sido abordadas neste livro as nogdes fun- ddamentais e apresentadas aplicagdes voltadas para os casos econ ‘s0es prprias do nosso pas © Autor Reconhecimento Este lvro trata de transformasao de enerpia: energa hiréuliea {em meciinica, para sob essa forma poder vi a gerar energa elétrica, Estudaremos as méquinas que usam fontes de energia nio-poluentes «© que podem ser consideradas inesgotaveis, na medida em que nio Prejudicarmoso ciclo da Agua na natureza com a predagio ecoldgica A energia sob a forma citada pode, assim, ser considerada como rene, mas nfo possuiacaracteristicadeaumentar sempre maiscom 8 utilizagdo, A dnica forma de energia que aumenta a media que € Usada é a “energia dos valores espirituais", como admiravelmente afrmou o insigne socislogo Pe. Fernando Bastos de Avila S.J. Essa forma de energia inesgotivel, sempre assumindo novas fulguragiese novos potenciais, fi dada constatar em meus eompanheitos de en sino de Maquinas Hidréulicas ao longo de tantos anos e aos quais me abe prestar um preto de admiragao, reconhecimento, amizade € saudade. ‘Aomeuinsigne mestre Iddio Ferreira Leal—eujacompeténciae Aidatica nas aulas de Mecinica Aplicada is Méquinas e Maquinas Hidrulicas em vio tenteimitar desde otempoem que tiveahonra de Ser seu assistente — minha admirago e gratido, ‘Aes companheirosfalecidos, Jorge Frederico de Souza da Sil veira, Joio Jelineck e Emil Kwayser — cujas vidas dedicadas a0 censino revelaram que é posstvel conciliaroelevado saber e a compe ‘éncia com a valiosa modéstia — a saudade que permanece, mas & certeza de que estio flizes. [Um agradecimento especial e carinhoso & minha esposa, cuja paciéncis, compreensio e incentivo mantiveram o entusiasmo ne cessirio do cumprimento do objetivo planciado. ‘Aos meus fils e filhas, norae gentos, reconhecimento pelo apoio e interesse que sempre demonstraram. Se alguma coisa houver de aproveitivele til neste livre, que reverta apenas para a maior ghria de Deus. © Autor Indice 1 Generalidade Sobre Méquinas Hidréulicas, 1 2 Nogoes Fundamentais de Hidrodinamica, 3 2 Liquido Perfelto, 3 22 Escoumento Permanente, 3 23. Escoumento Irrotacional ou Nao-Turbihonar, 4 24 Trajetéria, Lina de Corrente. Fete Liquido, 3 2.5. Teorias Sobre o Escoamento dos Liquidos, 6 246 Equacio de Comtinuidades. Descarga, 8 2.7 Forcas Exercidas por um Liquide em Escoumento Permanente. 9 28 Energia Cedida por um Liquido em Escoumento Perma- rnente, 13. 2.9 Queda Hidréulica. Altura de Elevagao, 17 2.10 Perda de Carga, 19 2.11 Unidades de Pressao, 21 2.12 Pressdo Absolutae Pressio Relativa, 22 2.13 Bxereicios, 23 2.14 Blocos de Ancoragem, 26 Biblingrafia, 31 3 Classificagao das Turbinas Hidréulicas. Modalidades de Instalagao, 32 41 Evolucao dos Diferentes Tipos, 32 3.2. Turbinas Francis, 33 33 Turbinas Helices, 39 34 Turbinas Kaplan, 40 35 Turbinas Dériaz, 40 36 Turbinas Pelion, 43 47 Turbinas Tubulares, Bulbo e Straflo, 46 34 Ouras Classifeagées das Turbinas, 51 39 Caractericagao das Turbinas de Escoumento Livre e das de Escoamento Forgada, 31 3.10 Modalidades Relativas & Construgio « Instalago das Turbinas, 53 311 Adugto de Agua nos Diversos Tipos de Instalacao de Turbinas, 57 Bibliografia, 63 Quedas, Potencias e Rendimentos, 64 41 Quedas, 42 Determinagao da Queda Disponivel em Instalacdes Tipi- ‘cas de Turbinas, 67 43 Poténcias, 75 44 Rendimentos, 81 Bibliografia, 82 Teoria Elementar da Acao da Agua Sobre o Rotor das Turbinas de Reagao, 83 5.1 Projecto Meridiana, 83 5.2 Diagrama das Velocidades, 85 5:3 Diagrama de Entrada no Receptor, 87 SA Equacio das Velocidades, 88 55. Grau de Reagdo, 92 Bibliografia, 93 Interdependéncia Entre as Grandezas Caracterisicas do Funcionamento das Turbinas, Curves Caractere ticas, 94 6.1 Iniroducao, 94 62 Functonamento de uma Mesma Turbina Sob Quedas Di ‘erentes, 98 6.3 Valores Unitrios, 97 64 Varlogaa do Rendimento com a Velocidade (Nimero de ‘Rotagto por Minuto) 97 6.5. Variagho do Rendimento com a Descarga, $8 65. Grau de Admissdo, 100, 6.7. Variaydes do Rendimento com a Potencia, 101 68 Variapao da Descarga com o Numero de Rotacies, 102 63. Variapéo da Potenca Un com o Nimero de Rota. “02 6.10 Variagao da Poéncia com a Descarga, 12 G11 Curvas de Igual Rendimento. 108 6.12 Rewogdo em Vazioe Veloidede de Disparo, 105 46.13 Cures de Variagdo da Descarga em Fungto da Oued, ‘8 6.14 Curvas de Varagto da Poténcia Util com a Queda, 106 6.15 Turbinas Geometricamente Semelhante Sob a Mesma ‘Queda, 107 6.16 Funcionamento de Turbinas Semelhantes Sob Quedas Dijerenes, 108 6.17 Diagrama Topogrifico para Hl =1 me D = 1m, 110 6.18 Rendimento do Modelo do Proipa, 112 Bibuoprafia 1 Escolha do Tipo de Turbina, 114 7.1 Consideragdes Preliminares, 14 10 7.2 Turbina Unidade. Grandezas Unitdrias ¢ Grandezas Es- pectficas, 114 7.3 Turbina Padrio — Grandesas-padrio, 116 74. Emprego dos Diversos Tipos de Turbinas, 120 7.5 Numero Real de Rotagao das Turbinas, [22 7.6 Grandevas Nominais ou Criicas, 123 77 Aumento de Velocidade de Turbina, 125 78 Exemplos, 125 7.9 Formulas Empiricas para Obtengao de iy 129 7.10 Determinagio do Nimero Real de Rotacses por Minuto da Turbina, 130 Biblografia, 132 Turbinas Francis, 133 8. Inrodugao, 133 8.2 Escolha do Tipo de Turbina Francis, 133 8. Receptor ou Rotor, 135 84 Distrbuidor, 164 85 Tubo de Suegio, 173 86 Caixa em Forma de Caracol, 187 8.7 Diimetro do Eizo da Turbina, 191 88 Turbinas Francis da Usina de lap, 192 Bibliografia, 164 Turbinas Pelton, 195 9.1 Generalidades, 195 9.2 Mimero de Jatos ¢ Posigzo do Eixo, 195 9.3, Velocidade Correspondentea Maxima Poténcia Ut, 199 94 Velocidade do Jato, 200 95 Relagéo Enire 0 Raio da Roda e a Velocidade Especif- ‘ca, 201 9.6 Nimero de Pas, 208 97 Trajewirias Relativas, 208 9.8 Formas ¢ Dimensoes da Pé, 207 9.9 Forma e Dimensoes do Bocal Injetor, 211 9.10 Mecanismos de Manobra da Aguiha, 213, 9.11 Material da Turbina, 215 9.12 Turbinas Pelton Funcionando a Contrapressio, 215 9.13 Frenagem com Jato Ausilar, 215 9.14 Algumas Instalagies de Turbinas Pelton no Brasil, 219 9.15 Aigumas Instalagdes de Turbinas Pelton de Grande Po- téncia no Exterior, 220 Bibliografia, 220 Turbinas Axiais, 21 10.1 Genevalidades, 221 10.2 Métodos de Célculo das Turbinas Aviais, 221 103 Asas Portantes, 223 104 Corrente Através de uma “Grade”, 229 10.5 Interagdes das Pas (Asas) em Sistema de Grade, 229 10.6 Cilewlo da Potencia e do Rendimento Hidréulico dos Rotores Axiais, 230 10.7 Diagrama das Velocidades, 236 108 Caleulo do Rotor de uma Turbina Kaplan, 236 u 2 B 77 15 109 Distribuidor, 244 10,10 Tubo de Sucgao, 246 10.11 Caracol ou Caixa em Espira, 248 10.12 Mecanismo de Comando das Pés, 250 10.13 Algumas Instalagses de Turbina Kaplan no Brasil. 251 \ Bibliografia, 251 Turbinas Bulbo, Tubulares e Straflo, 252 11 Generalidades, 252 11.2 Turbinas Bulb, 253 113 Turbinas Tubulares, 258 114 Turbinas Axiais com Instalagao do Gerador em um Poco, 259 MS Turbinas “Straflo”. 260 11.6. Exemplos de Instalagies de Baiva Queda, 267, Bibliografia, 268 Centrais Elétricas de Acumulacéo, 269 IL Generalidades, 269 122 Modalidades de Usinas de Acumulagao, 271 123° Tipos de Maquinas, 273, 124 Indicagdes sobre o Emprego das Méquinas nas Centrais de Acumulagito, 277 125 Tempos de Manobra, 288 126 Indicagdes sobre 08 Grupos Bindrios (Turbina-tiomba), 290 12.1 Indicagdes sobre os Grupos Ternérios, 291 128 Tempos de Comutagao ou de Troca de Unidade nos Gru ‘pos Ternarios, 23 12.9 NPSH nas Usinas de Acumulasdo, 204 Bibliografia, 297 4 Usinas Maré-motrizes, 299 BBL Generalidades, 299 13.2 Grandezas Basicas de uma Usina Maré-motriz, 300 13.3 Esquemas Basicos de Usinas Maré-motrizes, 303 134 Turbinas para Usinas Maré-motrizes. 309 135A Usina Maré-motrz de Rance, 314 Bibliografia. 315 Usinas de Pequeno Porte, 316 14.1 Generalidades, 316 142. Tipos de Usinas de Pequeno Porte, 317 14.3 Normas para Aprovagdo de Projet de Usinas de Peque- no Porte Particulares, 339 } Bibliografia, 340 Turbinas de Recuperacdo de Potencia, 341 15.1 Inrodugio, 341 15.2 Turbinas de Recuperagéo, 341 15.3, Turbinas-bombas para Sistemas de Oleo, 348 Bibliografia, 380 16 Rodas Hidréulicas, 351 16.1 Generalidades, 351 16.2 Classiicagao, 351 16.4 Rodas de Cima, 351 164 Rodas de Lado, 354 165 Rodas de Baixo, 357 16.6 Rodas Flutuantes, 359 16.7 Vantagens e Inconvenientes das Rodas Hidréulicas, 359 16.8 Acionamento de Bomba de Embolo por Rodd dus, 360 Bibliografia, 360 17 Acessérios de Usinas Hidrelétricas, 361 17.1 Generalidades, #61 172 Comportas, 361 173 Grades. 367 174 Valvulas, 368 17.5 Tubulagdes para Usinas Hidrelericas, 386 Bibliografia, 398 18 Perdas de Carga, 399 18.1 Introducao, 399 18.2 Viscosidade, 399 18.3 Numero de Reynolds, 402 184 Rugosidade dos Encanamentos, 407 18.5 Perdas de Carga nos Encanamentos, 409 18.6 Perdas de Carga Acidentais, $17 Bibliografia, 25 19 Golpes de Ariete nas Tubulacdes de Usinas Hidrelétricas, 26 19.1 Generalidades, $26 192. Cileulo do Golpe de Ariete pelo Método Cléssico Su- pondo a Agua Incompressivel ea Tubulasio Nao-elds- ica. Método de Jouguet, 29 19.3 Método de Aliévi, 430 194. Celeridade das Ondas, 435 195. Interrupcao Total e Instantinea da Descarga, 436 196 Curva de Varlagéo da Pressao, 437 19.7 Fendmeno do Golpe de Ariete sob 0 Ponto de Vista Ft sco, 438 19.8 Fechamento Total Progressivo do Distibuidor, 442 199 Manobra de Fechamento Lenta, 443 19.10 Fechamento Lento Segundo Lei de Variagio Linear 446 19.11 Fechamento Lento, 446 19.12 Manobra de Fechamento Répido Total, 47 19.13 Fechamento Total a Partr de uma Abertura Parcial Re- duzida, 48 19.14 Método Grafieo. Epuras de Bergeron, $51 1915 Epura de Bergeron para o Caso de Fechamento Total ¢ Lento do Disiribuidor, 455 19.16 feito das Perdas de Carga, 459 19.17 Influéncia do Ar Dissolvido ma Agua, 463 Bibliografia, 467 20 2 2 23 Ensaios de Turbinas Hidréulicas, 468 20.1" Consideragdes Gers, 48 202 Normas de Ensais de Turbinas, 468 20'3 Laboratirio de Ensais de Turbinas, 469 204 Constiuigdo Exsencial de um Laboratorio de Ensaio de Turbinas, 09 205 Ensais de Recepcao em Modelo Reduzido de Turbinas idriuticas, 98 Bibliograia, 504 Regularizagao do Movimento das Turbinas, 506 21 Consideragies Prliminares, 506 212. Natureca da Questao, 307 213. Equilibrio Dindmico nas Méquinas, 507 214 Recursos para se Obler a Regularizagio do Movimen- 10, 509 21S. Volante, 310 216 Reguladores Autométicos de Velocidade, $11 27. Distriuidores, 512 218 Freos, 312 219 Consideragdes sobrea Agaodo Volante nas Turbnas, S12 21.10 Reguladores Autométicos de Velocidade, 516 211 Regularizagao para ax Turbinas Pelion, 361 21.12 Regularzagao da Turbina Francis, 363 213 Regularizapao de Turbina Kaplan, 566 21.14 Distriuigao da Carga entre Varios Grupos em Paraleto. Conseaiéncias sobre a Variagio da Velocidade, 567 2115 Establidade na Regularizagdo Automdtica de Veloci- dade, 373 21.16 Aplicagio dos Principios da Anise Analégica ao Sis- tema de Regularieacao com Feedback, 578 Bibliogratia, 581 Motores Hidrdulicos Rotativos de Deslocamento Pos v0, $83 22.1" Transmissio Hidréulca, 583 Bibliografia, 590 Acoplamentas Fluido-cinéticos, Conversores de Conju- ‘gado. Variadores de Velocidade Fluido-cinéticos, 591 231" Caracterizagao de um Acoplamento Fidorindic, 391 2.2 Classiteagdo, 393 2.3 Rendimento do acoplamento, 593 24 Emprego dos Acoplamentes Hidrodinimicos, $04 23.5 Turborembreagem, 504 23.6 Conversores de Conjugado, 585 2.7 Escolha do Acoplament Hidvodinimico, $97 238 Emgyeo de Acipamentos Converse de Congado, 22.9 Variadores de Velocidade Hidrocinéticos, 600 23.10 Aplicagdes das Transmissoes Hidrocinéticas nos Vet- ‘culos Auromotores, 602 Bibliografia, 603 24 25 Motores Eélicos (Aeromotores), 604 2. Introducio, 604 242 Classificagdo dos Motores Eslicos, 605 243 Localizagio dos Aeromotores, 609 244 Indicagdo Quanto aos Principals Tipos de Motores Esl ‘cor, 610 445. Escolha do Tipo de Rotor, 616 24.6 Fundamentos para Avaliagdo Preliminar de uma Usina Ealica, 617 24.7 Teoria Blementar dos Motores a Vento, 619. 248 Poténcia Cedida pelo Vento ao Aeromotor, 621 24.9. Pressdo Exercida pelo Vento, 625 Bibliografia, 26 Mancais. Fixagdo do Rotor ao Bixo. Vedadores, 627 25.1. Mancais, 627, 252. Fixagio do Rotor ao Eixo, 638 25.3. Lahirintos © Vedadores, 641 Bibliografia. 643 Indice Alfabético, 644 MAQUINAS MOTRIZES HIDRAULICAS ‘a pret da dun (ode outro lauido, com o de) ‘Siiguido seb pressio, normalmenis proporcionads por uma ‘bomb ata sobre pistes localizados em cir, permitind que ‘xtestransmitam edforgos considers, pagan grande sey rane: ‘eral piso sabe qual o guido tts. Funcionam, semindo esse principio os cindros hdrulcos, prensashidralcaseservomoto Fe tanibém o caso dor motores foativoshsulicos, como os de ‘charenagem, gue recebem les hombeido pr bomba de engrenaaers {eat cuta de destocamento postive). Sob ago doco soh presi. ‘roan dentadas gir. seonando uma dels sm exo MOOT ‘+ da fargas devida velocidade de excoumento da Sgua ‘Nesta cateporia. podemos inclu rodas agua te baico fdas ddgua de lado (onde em certo tipos, também o peso da fin concorre par produzit 0 movimento) — tarbinas Mdrca ossuem um Grp rotitéro dotadodepés, entre quis agua x0 pssar muda continuumente de regio, determinando um momen Em elagio so exo de forgas que dependem da veloc de exces ‘mento da massa em escoamento ‘As trbnashidsulcas, cia ongem remonta a ano de 1827, evo Jainan de nna orm puprtstonaate pot despa dezcuns doe, Fomecidos pelos modelos primiivos slansartm ho em sa pot ‘ine mens como €0 caso das trbinas da Usina de ap, poténca € de 970.000 ev. cada Trataremo da canscasioeuii2ago dus turbinashidrulica no ‘Cap. 3, man desde pr interesante slentar gue no Brasil 9 proves {amen das reverts eneratieas de curson gaa, com winay de ‘Scimulagto,wsnas "ao dg vsinas de bala quod, pean teins e cenrain'de scumulagao com bombeamen, segura fmprego de turbinas em novas usias a seem sonstrdss te 8 primers decade do século XI (Usias mare-motrzes aa regio do Htoal do Marantio até norte sd Par seria tambu fone de cnoeme forneemento Je ener com ‘utliagio de wrhinas debalxa quoda, de que tataremos nos Caps Te © poiencalhdrilio aprovitivel no invalid a necessdade do recuso a usinasnuclares, sins elias, termeliieas a carvio © ‘Into outros combusts que Pais possi ‘Vale menconar que os. vultosos investimentos em usinshidel wat de qaisquer tips so larzamente compensaos por bere {ss usnas de compromissos com suphinento Ge combustves; seam ‘de origen fai sejam de bromassar ou eapazes de reagoes tetmon “leares. Somente a predaso ecoloica a ncira na preserva das ‘eservas ventas dos mananelals poder reir as wsias hire ‘esacaractersiadeperenidade que possuem grag 0 ciclo dag 4 Seoplaments Nud-ndimios ‘Ua aplicato dos prinepios qu regem ofuncionarmento das ur- borbombas e das turbnas hdrieas se reaa nos acoplamentos {nid-dinamicos, onde olen bombeado por un rotor analogs ao de ‘ima taro bombs aciona tm rotor semelnante ao de uma tubing, onto ao mesmo, ambos alsados numa mesma cai. Ess acoplamentos qe subsite asjuntspuramente mecnicas sero entudadon no Cap. 23 aub a designayao de maguinas mistar