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Paracletologia

A Natureza do Espírito Santo

Rogamos ao Senhor enquanto estudamos neste seminário, que nos


encha de sabedoria e graça, para poder ministrar tão importante matéria
acerca da natureza e do Ministério do Espírito Santo, não devemos contentar
com apenas este conhecimento do assunto, devemos continuar a conhecer
suas profundezas.

Ministrador do curso: Pastor Valter Braga.


Telefone para contato: 91253880
E-mail: prvalterbraga@adpinda.org.br

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Índice dos assuntos a estudar

1. A personalidade do Espírito Santo.


2. A divindade do Espírito Santo.
3. Os nomes do Espírito Santo.
4. Símbolos do Espírito Santo.
5. Operações do Espírito Santo.
6. Batismo com Espírito Santo.
7. Dons do Espírito Santo.
8. Fruto do Espírito Santo.
9. Blasfêmia contra o Espírito Santo.

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1.Personalidade do Espírito Santo

Para ser uma pessoa não se faz necessário possuir uma forma corpórea
(um corpo). Entretanto é mister que possua três atributos básicos de uma
personalidade que são:
a) Intelecto;
b) Sensibilidade;
c) Volição;

E o Espírito Santo possui esses três atributos.


a) Intelecto – capacidade de pensar (João. 14:26 – I Co. 2:11) pensar é
formar ideias, raciocinar, meditar, etc.
b) Sensibilidade – capacidade de sentir (Ef. 4:30).
c) Volição – capacidade de agir (At. 13:1 e 16:6).

Como personalidade o Espírito Santo possui um nome: Consolador, que


no grego significa paracleto, alguém chamado para estar ao lado, tudo isto, são
provas da personalidade do Espírito Santo.

O Espírito Santo é uma pessoa ou é apenas uma influência?


Muito cuidado neste particular é necessário. Muitos têm negado esta
realidade, apresentando o Espírito Santo de maneira impessoal, como sopro,
união que unge, fogo que ilumina, etc. Contudo esses nomes são apenas
descrições das duas operações. Deve-se descrever o Espírito Santo de uma
maneira que não deixe dúvidas quanto a sua personalidade. Ele exerce os
atributos de uma pessoa, tem bondade I Co. 12:11, tem sentimentos Ef. 4:30,
tem atividades pessoais que lhe são atribuídas; ele revela II Pe. 1:21, ensina
Jo. 14:26, clama Gl. 4:6, ordena atos 16:6-7, fala Ap. 2:7, pode ser entristecido
Ef. 4:30, contra ele pode-se mentir At. 5:3 e blasfemar Mt. 12:31-32.
A falta de uma forma corpórea definida, não é argumento contra a
realidade da personalidade do Espírito Santo, o vento é real apesar de não
possuir forma, Joâo. 3:8.

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2. A Divindade do Espírito Santo

É o Espírito Santo divino no sentido absoluto?


Sim, porque ele possui também todos os atributos das outras duas pessoas da
Trindade.
Quais os atributos divinos que lhe são atribuídos?
a) Eternidade: Hebreus 9:14;
b) Onipotência: Lucas 1:35;
c) Onipresença: Salmos 139:7-10;
d) Onisciência: I Coríntios 2:11;

Obras divinas lhe são atribuídas:


a) Criação: Gênesis 1:2; Salmos 33:6 (dava vida a criação).
b) Preservação: Salmos 104:30.
c) Salvação: João 16:8-9.
d) Formação do homem: Jó 33:4.

3. Os nomes do Espírito Santo

a) Espírito Santo. (Porque o Espírito de Deus é chamado assim?).


1°. Porque existem muitos espíritos, mas somente o de Deus é Santo.
I Jo. 4:1.
2°. Porque sua principal missão em relação aos crentes é a de santificá-los.
b) Espírito de Deus - Romanos 8:9.
c) Espírito de Cristo – Romanos 8:9.
d) Espírito de verdade – João 14:17 e 15:26.
e) Espírito de oração e Súplica – Romanos 8:26-27.
f) Espírito de Graça – Zacarias 12:10; Hebreus 10:29.
g) Espírito Consolador – João 14:26 e 15:26.
h) Espírito de Adoção – Romanos 8:14-17.
i) Espírito de Vida – João 33:4;Romanos 8:11.
j) Espírito de Glória – Romanos 8:18, I Pedro 4:14.
k) Espírito do Senhor – Isaías 40:13.
l) Espírito de Temor – Isaías 11:2,

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4. Símbolos do Espírito Santo

A Bíblia menciona vários elementos, quase todos existentes na


natureza, obra das mãos de Deus, para descrever as operações do Espírito
Santo, como veremos a seguir:
a) Fogo: O fogo ilustra limpeza, pureza, etc. Mt. 3:11; ex. 3:2; At. cap. 2.
b) Vento: At. 2:2; Jo. 3:8; Ez. 37:7-10.
c) Chuva: Falta de chuva é uma grande provação. A bênção do pentecoste
está simbolizada como a chuva, Jl. 2:23-28. Existe uma lei “lei da chuva”
Jó. 28:25-26. Qual? É a obediência diante de Deus e de sua palavra Dt.
28:1-12. Todavia quando há desobediência de nossa parte, então o céu
se torna como bronze, e em lugar de chuva aparece poeira. Cuidado
com irrigações espirituais. A chuva é de cima, irrigação é de baixo.
d) Orvalho: O orvalho, também de origem divina, é um símbolo do Espírito
Santo. Gn 27:28; Dt 32:2. Nós como lavoura somos lavoura de Deus e
precisamos deste orvalho toda manhã.
e) Rio da vida: Jo. 7:38;39; Ez 47, etc. Renovação contínua.
f) Pomba: Mt. 3:16. A pomba representa a pureza, era uma das aves que
servia para sacrifícios por ser limpa, Lv. 12:8, veja também Lc. 2:24. A
igreja como noiva deve ter olhos como de pomba, Ct. 1:15, 4:1 e 5:2, ver
como o Espírito Santo.
g) Azeite: O azeite é talvez, o mais comum e conhecido símbolo do Espírito
Santo. Tem vasta utilidade, beleza, alimento, iluminação, lubrificação,
cura e alívio da pele. Da mesma sorte o Espírito fortalece, ilumina,
liberta, cura e alivia a alma. Ex. 30:24; Lc. 4:18; I Jo. 2:20. salmo 23: L.c
10: 34
h) Selo: Temos neste símbolo os seguintes pensamentos: Possessão,
Deus sela os seus, II Tm. 2:19. Segurança também está incluída.
Ef.1:13, os crentes são propriedades de Deus, e sabe-se que o são pelo
Espírito que neles habita. Nós temos sidos selados, mas devemos ter
cuidado para não destruir a impressão do selo, Ef. 4:30.
i) Água: A água é o elemento indispensável à vida física, ela purifica,
refresca, sacia a sede e torna frutífero o estéril. A água é indispensável
na vida física e o Espírito Santo é indispensável na vida espiritual.
Tt. 3:5; Jo. 3:5, 4:14.

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5. Operações do Espírito Santo.

5.1 Operação do Espírito Santo no Velho Testamento.


5.2 Operação do Espírito Santo no Novo Testamento.
5.3 Operação do Espírito Santo no Crente.
5.4 Operação do Espírito Santo na Igreja.

5.1 Operação do Espírito Santo no Velho Testamento.


Era de maneira tríplice:
1. Como Espírito criador, ou cósmico, por cujo poder o universo e todos
os seres foram criados.
2. Como Espírito dinâmico ou doador de poder.
3. Como Espírito regenerador, pelo qual a natureza humana é
transformada.

Como Espírito Dinâmico ou doador de poder, o Espírito atuava criando


duas espécies de ministros:
1. Obreiros para Deus.
2. Locutores para Deus.

1. Obreiros para Deus.


Josué (Nm. 27:8-21). Otoniel (Jz. 3:9-10). José (Gn. 41:38-40). Era de
maneira singular e para uma determinada finalidade. Deus capacitava uma
pessoa para fazer uma obra.
Exemplos:
Bezaleel: Foi cheio do Espírito de Deus para inventar invenções. Ex. 31:1-3.
Sansão: O Espírito do Senhor começou a impelir de quando em quando
para o campo de Dã. Jz. 13:25.

2. Locutores de Deus.
O profeta é um locutor de Deus. Um que recebe mensagens de Deus e as
entrega ao povo.

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5.2 Operação do Espírito Santo no Novo Testamento.
A operação do Espírito Santo no Novo Testamento é de forma
abundante, derramada e permanente. Ele desceu sobre a igreja no dia de
pentecostes para com ela permanecer.

5.3 Operação do Espírito Santo no Crente.


O Espírito Santo tem duas áreas de atuação aqui na terra:
No crente e na Igreja.

Como o Espírito Santo opera no crente individualmente?


1° Dando regeneração.
a) Natureza da regeneração – a natureza da regeneração é de natureza
espiritual. É obra do Espírito Santo.
b) Necessidade da regeneração – Todo homem precisa nascer de
novo. Antes do novo nascimento estávamos mortos em nossos
delitos e pecados (Ef. 2:1); necessitamos nascer de novo, nascer no
Espírito.

2° Produzindo Santificação (Kadok) Separação, dedicação.


A santificação é um assunto muito vasto, que não pode ser abordado
neste pequeno espaço. O Espírito Santo é o agente divino realizador da
santificação.
Quando sentimos os impulsos da velha natureza, podemos estar certos
de que temos um maravilhoso poder dentro de nós. Por esse divino poder,
podemos ser vitoriosos.
Que privilégio este, de recebermos em nossos corações, não o simples
dom do Espírito Santo, mas a sua presença, habitando em nós, não de modo
figurado, mas real!

3° Como mestre.
Jesus disse que o Espírito Santo nos ensinará todas as coisas
(Jo. 14:26). O Espírito Santo é o maior professor. Jesus estando no mundo foi
considerado o “Grande Mestre” e o Espírito ocupou seu lugar, ensinando
milhões de discípulos.

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4° Como consolador.
Ao anunciar a vinda do Espírito Santo, Jesus usou o termo consolador.
Foi sem dúvida sob a influência consoladora do Espírito, que Paulo e Silas
feridos pelos açoites, presos e algemados “a meia noite, oravam e cantavam
louvores a Deus.”
O Espírito Santo conforta os crentes das seguintes maneiras:
 Encoraja a esperar o sucesso.
 Avisa e aconselha.
 Toma providências oportunas.
 Conforta como amigo presente.
 Conforta, tornando real a nossa aflição. Em Romanos 8:15-16, o Espírito
Santo é chamado de Espírito de adoção, etc.

Exemplos:
 Estevão cheio do Espírito Santo (At. 6:8, 7:55-57).
 Pedro cheio do Espírito Santo (At. 4:8).
 Operação do Espírito Santo na vida de Felipe (At. 11:22-24).
 Barnabé é cheio do Espírito Santo (At. 11:22-24).
 Ágabo recebeu a revelação pelo Espírito Santo (At. 11:28).
 Paulo cheio do Espírito Santo amaldiçoou Elimas o encantador
(At. 13:8-12), etc.

5.4 Operação do Espírito Santo na Igreja.


O Espírito Santo encontrou na terra um lugar especial para a sua
atuação, a igreja. Jesus o edificador da igreja, ao encerrar sua missão aqui
na terra, apresentou seu substituto, ao dizer: “Eu vos enviarei outro
consolador, para que esteja convosco para sempre” (Jo. 14: 16).
 O nascimento de Cristo (cabeça da igreja) – foi obra do Espírito
Santo.
 O trabalho de Jesus, no fundamento da igreja – foi no poder do
Espírito Santo.
 O Espírito Santo é o administrador da igreja – (governo teocrático).

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As operações do Espírito Santo na igreja são:
a) O Espírito Santo opera na doutrina. Só sob a influência do
Espírito Santo é que a doutrina faz sentido. Só através do
Espírito é que a vida de santidade é possível ao cristão.
É bom ressaltar que, qualquer manifestação do Espírito
Santo, se for legítima e verdadeira, redundará em confirmação da
sã doutrina.
Não há uma verdadeira doutrina da santidade cristã sem
haver uma doutrina clara sobre a atuação do Espírito em nossas
vidas.
b) O Espírito Santo opera na união da igreja (Salmos 133).
A união da igreja pode ser chamada de “unidade do
Espírito”, que é a união de cada membro um com o outro e de
cada um com a pessoa de Cristo. O Espírito Santo preside este
aspecto importante da vida cristã.
Por causa da operação do Espírito Santo na união da igreja
é que se torna possível guiar grandes rebanhos com milhares de
membros e isto exercendo influência total sobre os mesmos, haja
visto que o governo da igreja é diferente ao governo Municipal,
Estadual, Federal, etc.

6° Batismo com o Espírito Santo.

A palavra “batismo” é usada figurativamente para descrever a imersão


no poder vitalizante do Espírito Divino.
O batismo com o Espírito Santo é uma necessidade imperativa do
cristão. Jesus disse aos seus discípulos (Lc. 24:49), “Ficai em Jerusalém até
que do alto sejais revestidos do poder.” (Ver também At. 1:8). É impossível
realizar a obra de Deus sem a ajuda de Deus.

 O batismo com o Espírito Santo é para nossos dias ou só para os dias


apostólicos?

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Vejamos o que diz Pedro na sua mensagem em Atos 2:39, “Porque a
promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe,
a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.”
 Devemos pedir o batismo com o Espírito Santo?
Sim, não somente pedir, mas rogar, suplicar, clamar com todas as
nossas forças, crendo na promessa de Deus e esse respeito.
 Existe uma fórmula bíblica para receber o batismo com o Espírito Santo?
Vamos relacionar o que não é fórmula bíblica:
- Estar com a bíblia na cabeça daquela que deseja receber.
- Ensinar as pessoas a falarem em línguas (qualquer insinuação).
- Ficar sacudindo a cabeça do irmão desejoso. Impor as mãos é diferente.
Não existe uma fórmula. Deus opera como desejar. A bíblia diz:
a) Os discípulos estavam assentados quando o Espírito Santo veio
sobre eles (At. 2:2-3).
b) Pedro e João... ”lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito
Santo”.
c) Durante a pregação, Pedro na casa de Cornélio... Caiu o Espírito
Santo sobre todos que ouviam a palavra. (At.10.44 e 46-47)
d) Sabemos de casos diversos, quanto ao derramamento do Espírito
Santo, como por exemplo: Em casa lavando roupas, no momento do
batismo em águas, num culto de oração, etc. Temos que ter cuidado
para não mecanizar as coisas do Espírito.

 Vivemos no mundo do artificialismo. É bem provável que


nesta área haja quem queira fazer como Simão, o mágico,
que ofereceu a Pedro dinheiro para adquirir a condição de
impor as mãos para alguém receber o Espírito Santo.

Tipos de efeitos do batismo com o Espírito Santo:


- Efeito individual.
- Efeito coletivo.
- Efeito universal.

Coisas novas do Batismo:


- Novas línguas.

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- Novas mensagens.
- Nova autoridade.
- Nova visão.

Propósitos do Batismo com Espírito Santo:


- Fortaleza de ser testemunha.
- Proteção pessoal.
- Uma porta de acesso.
- Ajudar-nos em oração.

O batismo: Promessa bíblica.


No velho testamento:
Isaías. “Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto...” (Is. 32:15)
Isaías. “... derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha
benção...” (Isaías 44:3).
Salomão. “... eis que abundantemente derramarei sobre vós o meu
Espírito e vos farei saber...” (Pr. 1:23).
Joel. “E há de ser que depois, derramarei meu Espírito sobre toda a
carne.. (Jl 2:28)”.
No novo testamento:
João. “... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Mt. 3:11).
Jesus. “... Ficai... até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc. 24:49).
João. “... Sobre aqueles que vires descer o Espírito... esse é o que
batiza com o Espírito Santo.” (Jo. 1:33).

Evidência Inicial:
Como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo, está o falar em
outras línguas.
Provas bíblicas:
“... Em meu nome... falarão novas línguas.” (Mc. 16:17).
“E todos foram cheios... e começaram a falar noutras línguas...” (At. 2:4).
“Porque os ouviram falar línguas...” (At. 10:46)

7° Dons do Espírito Santo.

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Os dons são classificados em: vocacionais e espirituais.

Dons vocacionais (Rm. 12:8).


 Exortar.
 Repartir.
 Presidir.
 Misericórdia (socorro).

Dons espirituais.
Dentre as insondáveis riquezas espirituais do Senhor Jesus Cristo à
disposição da igreja para o cumprimento do seu plano e propósito por meio
dela aqui na terra, estão os dons espirituais.
Dons espirituais ou dons do Espírito Santo são dotações ou concessões
especiais e sobrenaturais de capacidade divina para serviços especiais na
execução do propósito divino através da igreja.
Estudando a natureza e as funções dos dons espirituais, estaremos
apenas seguindo a exortação de Paulo em I Co. 12:1 – “Concernente aos dons
espirituais, não quero, irmão, que sejais ignorantes”.
Nestes dias que precedem a volta do Senhor Jesus, quando o Espírito
Santo aumenta as suas atividades na terra, é para os cristãos um imperativo
estarem suficientemente instruídos acerca das operações do Espírito nos
crentes e através destes.

Que entendemos por dons?


Primeiro de tudo é necessário definirmos o termo “dons”.
Usualmente quando pensamos em dons, nos vem a mente coisas
tangíveis, que nos são dados por possessão, para serem usados quando e
como queremos. Todavia, a palavra grega traduzida “dons”, nos capítulos 12 e
14 de I aos Coríntios, não tem esse sentido. Esses dons não são objetos que
possam ser guardados e usados por qualquer pessoa.
Apalavra “dons”, que no grego quer dizer “carisma”, significa literalmente
“Habitação do favor e da graça de Deus”, e não é encontrada em nenhum dos
evangelhos, mas somente nas epístolas.

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Os dons do Espírito Santo relacionados no capítulo 12 de I AOS
Coríntios, dividem-se em três grupos distintos. Passamos a estudá-los
separadamente.

1° Dons de revelação (I Co.12:8-10).


a) Sabedoria.
b) Ciência ou conhecimento.
c) Discernimento de espíritos.
Esses três dons manifestam a sabedoria de Deus. Concedem a
capacidade do saber sobrenatural.

2° Dons de poder (I Co. 12:9-10).


a) Fé.
b) Curas.
c) Operações de maravilhas ou milagres.
Esses três dons manifestam o poder de Deus. Concedem a capacidade
do agir sobrenatural.

3° Dons verbais (I Co. 12:10)


a) Profecia.
b) Variedade de línguas.
c) Interpretação de línguas.
Esses três dons são de expressão verbal e manifestam a mensagem de
Deus. Concedem a capacidade do falar sobrenatural.

Vejamos agora do que esses três grupos são constituídos e falemos um


pouco sobre cada um deles.

I. Dons de revelação.

a) Dom da palavra da sabedoria.


Esse dom está ligado à mente, vontade e propósito de Deus. Trata-se da
“palavra da sabedoria”, isto é, uma partícula da infinita sabedoria de Deus. Há
vestígios desse favor divino muito antes do derramamento do Espírito no dia de
pentecostes. Na vida de José – Gn. 41:28-40, em Salomão – I Rs. 3:16-28, em

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Daniel, etc. Esse dom opera na esfera do saber, na pregação, no ensino da
palavra, no governo da igreja, nas emergências, no aconselhamento, na
escolha de obreiros, na administração da própria vida através da prudência do
Espírito.
b) A palavra do conhecimento.
A palavra do conhecimento é a revelação dos fatos não manifestados
através de processos naturais. É a revelação de uma série de ações e se
baseia no perfeito conhecimento de Deus.
A origem desses dons é a onisciência de Deus, que é um dos seus
atributos divino.
No velho testamento encontramos verdadeiros tipos desse dom. Samuel
soube da vinda de Saul (I Sm. 9:15-16) e que ele havia se escondido “entre a
bagagem” (I Sm. 10:21-22). Eliseu também teve conhecimento sobrenatural
concernente ao local em que estava acampado o exército Sírio
(II Rs. 6:8-12).
Toda via podemos observar como o Filho de Deus manifestou este dom
durante o seu ministério terreno. Por exemplo: Ele soube que Natanael estivera
debaixo da figueira (Jo. 1:48). Sabia também que Lázaro estava morto (Jo.
11:14).
As faculdades intelectuais são úteis ao trabalho, mas a palavra de
conhecimento vem por concessão divina, por intermédio do Espírito Santo.

c) Discernimento de espíritos.
Muitos falham na concepção do real sentido de discernimento dos
espíritos. Não se trata de julgar, criticar ou fazer mau juízo do próximo.
Discernir os espíritos é saber quem está operando no ambiente, se é o Espírito
Santo, o espírito humano ou o espírito mau. O vocábulo discernir significa aqui
“ver o oculto”. O dom da ciência tem haver com pessoas e coisas, mas este
tem haver somente com espíritos. Paulo discerniu pelo Espírito de Deus
através do dom de discernir espíritos, que o espírito que estava na moça que
vinha atrás deles dando anúncio que Paulo e Silas eram servos do Deus
Altíssimo, era um espírito de adivinhação e ele expulsou em nome de Jesus
(At.16:16-18).

II. Dons de poder.

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a) Fé.
A fé é mencionada em primeiro lugar, provavelmente por ser necessária
para a operação dos dons de curar e operação de milagres.
A fé é a capacidade de confiar em Deus de modo sobrenatural. Não
podemos ser salvos sem a fé. Sem fé não agradamos a Deus. Fé aqui é um
dom especial de Deus, distribuído pelo Espírito a algumas pessoas e também
para ocasiões especiais. Dá a essas pessoas a certeza divina do triunfo sobre
as circunstâncias.
Há abundantes exemplos desta espécie de fé na palavra de Deus.
Daniel exerceu essa espécie de fé quando foi lançado na cova de leões (Hb.
11:33). Abraão demonstrou-a quando creu no nascimento de Isaque. Elizeu
também demonstrou esse tipo de fé quando fez multiplicar o azeite da viúva (II
Rs. 4).
Uma porção desta fé divina que de fato é um atributo de Deus
derramado sobre o homem, pode fazer até mesmo o que é aparentemente
impossível, é isto o dom de fé, não o confundamos então com a fé comum que
se manifesta para a salvação, logo que ouvimos a palavra de Deus (Rm.
10:17).

b) Curas.
O poder de curar é muito desejado em virtude de ser um sinal eloquente
na confirmação da mensagem do evangelho. Entretanto, à semelhança de
todos os outros, estes dons estão na dependência da soberania de Deus. O
propósito do dom de curar é, naturalmente, libertar das enfermidades
sofredoras. Contudo, ele tem ainda um propósito mais alto, a glória de Deus.
Ele (o dom de curar) chama a atenção para a majestade do poder de Deus
pela confirmação de sua palavra. Esse dom contribui para abrir os corações de
tal maneira que muitos aceitam o evangelho da salvação.

c) Operação de maravilhas ou milagres


Dos dons que manifestam poder este é o último. Este dom é tão
estupendo que se torna quase inconcebível à mente finita do homem. A bíblia é
o livro dos milagres, de fato, ela é talvez o maior milagre. As pragas do Egito
foram milagres. A separação das águas do Mar Vermelho, o maná que enviou
ao povo no deserto, a água provinda da rocha em Refidim, foram milagres

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realizados por Deus por intermédio daqueles a que Ele encheu do Seu Espírito.
Ainda a paralisação do sol por intermédio de Josué, o machado que emergiu
do fundo das águas através de Elizeu, a sombra do sol que voltou atrás
atendendo a oração de Ezequias. Todos estes foram milagres testemunhados
por muitos e estão registrados na bíblia.
 Milagres são manifestações especiais e extraordinárias do poder de
Deus.

III. Dons verbais.


a) Profecia.
A profecia tem sido definida como “falar na própria língua sob inteira
unção do Espírito Santo”. É a voz do Espírito Santo.
Muitos ministros pentecostais podem profetizar de vez em quando no
meio de um sermão. Subitamente o Espírito vem sobre eles, de maneira fora
do comum e, por um período de tempo, são tomados por este poder, proferindo
verdades em que não pensaram e nem estudaram antes.
Em um determinado congresso quando um pastor veio de longe para
dar uma mensagem. E na igreja que esse servo de Deus iria pregar, havia um
irmão cuja esposa era muito incrédula e não queria saber de Jesus. Na hora da
mensagem o pastor dirigiu-se para aquele irmão e disse: “sua esposa vai ser
salva”. Deus naquela hora estava usando o homem com o dom de profecia.
Segundo as sagradas escrituras, os deveres e as responsabilidades de
quem recebe o dom da profecia, se limitam a edificação, a exortação e a
consolação. “Mas o que profetiza, fala aos homens, edificando, exortando e
consolando.” (I Co. 14:3). O dom da profecia, portanto, serve para falarmos
sobrenaturalmente a Deus.

A profecia em três aspectos:


1. Edificação.
É o construir algo firme e útil.
É a intenção de o Senhor Jesus Cristo construir a sua igreja, e Ele
mesmo disse bem claramente a Pedro que, confessar a Jesus como seu
salvador é a confissão fundamental sobre a qual seria possível edificar uma
igreja que sobreviveria aos séculos.

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O dom do Espírito Santo, a palavra de Deus e a salvação concedida por
Jesus Cristo, é a operação do Trino Deus nesta obra eterna. “Agora, pois,
encomendo-vos ao Senhor e á palavra da Sua graça, que tem poder para vos
edificar e dar herança entre todos os que são edificados.” (At. 20:32).

2. Exortação.
É “chamar alguém para o lado” que é tradução literal da palavra grega
“Parakalao”, com a finalidade de confortar, inspirar, defender e guiar. Não
deve ser o tipo de exortação que admoesta com ameaças. Esta obra tem
que ser feita com dedicação pelos crentes que tem esse dom.

3. Consolação.
É o dar alegria e paz. É igual ao aspecto mais doce e agradável da
exortação.
Quando a bíblia nos ensina que a consolação é para o corpo de Cristo
na sua totalidade e não apenas para trazer alegria individual e particular,
aprendemos que ao recebermos o amor de Deus em nossas vidas, também
estamos recebendo ordens e capacidade no sentido de amarmos ao nosso
próximo com este mesmo amor. “Porque todos podereis profetizar, um após
outros, para todos aprenderem a serem consolados.” (I Co. 14:31).

As profecias podem ser julgadas nas seguintes formas:


 Confere com o que afirma a bíblia? Se não, pode ser rejeitada.
 O que profetiza vive condignamente? (Mt. 7:20).
 Cumpriu-se afetivamente: Note-se que nem todas as profecias são de
caráter preditivo.
Exemplos: At. 11:28 – preditivo.
At. 21:11 – preditivo.

Os perigos que envolvem a manifestação do dom de profecia.


 Acréscimo por conta de quem anuncia.
 A profecia ser tomada por tão importante que substitua a pregação.
 Os que profetizam serem consultados.
 O abuso de profecias quantitativas numa reunião.

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 A influência do conhecimento de quem profetiza, com relação aos
problemas e necessidades daqueles que recebem as mensagens
proféticas.
 O profissionalismo.
A verdadeira profecia, indubitavelmente, precede do Espírito de Deus.
b) Variedade de línguas.
Este dome o poder da expressão vocal em línguas desconhecidas, dado
a certas pessoas na igreja pelo Espírito de Deus, capaz de ser interpretado por
meio de um outro dom igualmente sobrenatural em condições que tais
expressões possam tornar-se inteligíveis a toda congregação.

c) Interpretação de línguas.
O dom de interpretação de línguas é quase semelhante a interpretação
de uma língua estrangeira, onde o interprete explica em nossa língua natural o
que o outro diz na língua dele. A diferença é que a interpretação das línguas é
feita sobrenaturalmente pelo Espírito Santo.
Quando o dom de interpretação opera em consonância com o dom de
línguas, os dois juntos são equivalentes ao dom de profecia.
O dom de interpretação revela o poder, a riqueza e a sabedoria de
Deus.

Conclusão.
Neste século em que estamos, o diabo tem lutado para dizimar a
verdadeira igreja de Deus. Portanto é necessário que a igreja esteja armada
com os dons do Espírito.

8° Fruto do Espírito Santo.


São nove os aspectos do fruto do Espírito:
1. Caridade.
2. Gozo.
3. Paz.
4. Longanimidade.
5. Benignidade.
6. Bondade.
7. Fé.
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8. Mansidão.
9. Temperança.

Falaremos agora sobre o fruto do Espírito que é a colheita resultante


de uma vida que é vivida permanentemente em submissão ao Espírito. Assim,
com essa atitude, o Espírito produz o seu fruto. Vejamos um pouco mais sobre
cada um de seus aspectos.

1. Caridade ou amor.
A palavra ágape conota que ela é apropriada ao Divino e de fato, a
palavra é unicamente utilizada pelo Cristianismo. Desde que “Deus é amor”
(I Jo. 4:7-8; Jo. 3:16 e 15:13), este fruto engloba o máximo da essência e da
natureza de Deus. Este amo divino é suficiente para influenciar todos os pontos
de vista e conduta do cristão (Ef. 5:1-2). Amor é a motivação que encontra seu
prazer principal na satisfação dos outros, como instruem os seguintes
versículos: Mt. 22:37-39; Jo. 13:35; I Co. 12:31 e I Co. 13.
Quando o amor, fruto do Espírito, funciona corretamente, ele habilita o
crente a dominar as exigentes circunstâncias da vida. O amor divinamente
implantado permanece firme mesmo em face de castigo e disciplina. E ele não
se estende unicamente aos amigos, mas também aos seus inimigos (Mt. 5:44,
18:21-22). Este amor motiva o crente, como testemunha cristã, a tentar levar o
Deus de amor a todos os homens e levar todos os homens ao Deus de amor!
No discurso de Paulo sobre o “amor” (I Co.13), ele enumera um total de
15 atributos: 7 positivos e 8 negativos. Nesta passagem, muitos outros
aspectos do fruto do Espírito como longanimidade, bondade, fé e mansidão,
são descritos como expressões de amor. Isto, portanto, enfatiza que o amor é a
base das outras graças espirituais e que é absolutamente essencial na vida de
cada cristão. Oremos para permanecer com este fruto em nossas vidas.
Claramente, é pelo desígnio de Deus que o amor é o primeiro
enumerado na contagem dos aspectos do fruto do Espírito.

2. Gozo.
A dádiva espiritual do gozo é um regozijo interno ou senso de prazer.
As escrituras dão um grande lugar ao gozo.

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A palavra grega para gozo é: Chara. O gozo do Espírito pode existir
simultaneamente com a tristeza em face de tragédias e adversidades. Ele pode
crescer até mesmo quando o crente sofre perseguição, aprisionamento e
hostilidade de homens perversos.
Quando este aspecto do fruto opera no crente, torna-se um princípio
possível, relacionado à esperança, confiança e otimismo. Isto não é um
sentimento, mas uma atitude ou perspectiva; é uma maneira de ver e entender.
Esta dádiva espiritual do gozo é suficiente para neutralizar as naturais reações
humanas de desencorajamento, depressão, tristeza mórbida e autopiedade. O
ponto de vista da alegria é uma nota tônica no novo testamento (At. 13:52.
15:3; I Jo.1:4). Assim como o ministério do Espírito na vida do crente e da
igreja são incrementados no novo testamento, assim também o gozo
incrementa.
A façanha do crente, no gozo espiritual, une-se com o seu crescimento à
semelhança de Cristo (Lc. 10:21;I Jo. 15:11; Sl. 40:8). Quando o Espírito Santo
habita na pessoa, Ele proporciona gozo (I Ts. 1:6; Rm. 14:17; I Pe 1:8; Is.
35:10).

3. Paz.
No grego o significado da paz como um aspecto do fruto do Espírito,
está enraizado nos atos do Espírito e não ao evento da vida de crente. A paz
espiritual pode reinar no meio de dificuldades, conflitos e de circunstâncias
hostis. O caminho de Deus primeiramente envolve uma mudança na mente e
no coração do crente (Is.26:3; Rm14;7; 8:6). A paz interior, como um dos
aspectos do fruto do Espírito, deve caracterizar a vida de cada cristão vitorioso.

4. Longanimidade.
A palavra grega para longanimidade é: Makrothumia, que significaria o
oposto de um temperamento rapidamente explosivo. O crente manifesta
longanimidade quando ele mantém uma auto-retratação em face de uma
insistente provocação.
As escrituras repetidamente exortam à paciência e à longanimidade
(Ef. 4:2; I Ts. 5:15; II Tm 4:2). Deus seriamente deseja a qualidade de
paciência ou longanimidade que seu povo usará, certamente, para relatar a
seus amigos cristãos.

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A longanimidade é importante em nossas vidas porque ela:
 Evita contendas.
 Sara injúrias.
 Promove perdão e bem querer.
 Dá a resposta branda que lança fora a fúria.
A verdadeira longanimidade espiritual incorpora uma força e um senso
de positiva vitória. Quando este aspecto do fruto do Espírito é manifesto, o
crente vai resistindo no equilíbrio e serenidade a respeito da misericórdia e
provação. Ele mantém uma despreocupada perseverança em fazer o bem, ele
aceita as ações dos outros com tolerância e abstem-se totalmente de tomar
vingança (Tg. 5:11).
Este aspecto do fruto capacita o crente a reagir de uma verdadeira
maneira cristã ante um tratamento injusto da parte de outros. Antes quando eu
não tinha Jesus em minha vida, gostava de tomar vingança contra meus
adversários, porém agora que sou cristão desfruto desta longanimidade
outorgada pelo Espírito Santo. E você meu querido leitor, também desfruta
dessa longanimidade?

5. Benignidade.
A palavra benignidade no grego é: Chrestotes. É particularmente
equivalente a amabilidade ou benevolência e no caso, equivale a bondade,
generosidade ou honestidade. Também imprime a ideia de bondade moral e
integridade que se expressa em ser gracioso e disposto a servir (Rm 2:12;
I Pe. 2:3; Cl. 3:12).
Como um caráter característico, benignidade denota um espírito e
vontade que é exercida para assumir a máxima consideração aos outros. O
crente exercendo a benignidade é verdadeiramente uma pessoa de sentimento
e ações nobres. Ele é naturalmente bom, honesto, utilmente ajudador e terno
de sentimentos. Ele sempre procura ver os outros na melhor das intenções.
Ao manifestar benignidade, o crente trata seus amigos da mesma
maneira que Deus o tem tratado (Ef. 4:32). O verdadeiro cristão gentil,
intencionalmente ou não, nunca ferirá os outros (Sl. 18:35; I Ts. 2:7; II Tm.
2:24). O meio do cristão ganhar benignidade é a apropriação do gentil Espírito
Santo.

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6. Bondade.
A palavra grega para bondade é: Agathosune e como aspecto do fruto
do Espírito, inclui os caracteres de quem é virtuoso e bondoso. É uma maneira
especial de viver para os outros sem esperar recompensa, apenas a dilatação
da sua alma. É constituído de um benefício prático e de zelo pelo bem. É um
esforço deliberado em colocar o mundo no certo. A bondade é amor em ação.
Um sinônimo primário para a bondade é “generosidade”. Aquele que
manifesta bondade é generoso por si mesmo em relação aos outros e
generosamente submete a sua vontade a Deus. Ele didica-se a servir seus
amigos e em obedecer aos padrões morais de Deus.
Jesus ensinou que a bondade é de origem divina. “Não há bom senão
um só, que é Deus...” (Mt. 19:17). A dádiva da bondade de Deus tornou
possível o desejo de Paulo: “Pra que possais andar dignamente diante do
Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra” – literalmente,
frutificando em toda bondade. – (Cl. 1:10). A realidade deste aspecto do fruto
foi evidenciado no que Paulo tinha em mente para os crentes da Galácia.
“Então enquanto temos tempo, façamos bem a todos mas principalmente aos
domésticos na fé” (Gl. 6:10)

7. Fé.
O original grego usa a mesma palavra para o aspecto do fruto fé e para
o dom fé. É permitido neste contexto considerar que, a fé é o aspecto do fruto
expresso no caráter. Subentendem-se estas qualidades como: O cumprimento
do dever, fidelidade, fidedignidade, confiança, lealdade, constância, firmeza,
diligência, pontualidade e veracidade. Ele, em quem a fé é ativa, é
naturalmente obediente e tem perfeita confiança em Deus.
Seu profundo envolvimento assegura que ele fielmente desempenha o
dever confiado. Sua relação com Deus e sua chamada tornam-se inabaláveis o
termo fidelidade, particularmente descreve a manifestação da fé no caráter.
A fé guia o crente, além de um mero emocionalismo sentimental, e uma
decisão firme de repousar impertubavelmente em suas mãos.

8. Mansidão.

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Mansidão é uma graça interior que se estende em direção a Deus e aos
seres humanos. O termo original é: Prutes, que interpretado significa
“mansidão”. É equivalente também a “brandura” ou “bondade”. A palavra de
origem significa: acalmar, suavizar, amansar ou tranqüilizar.
No padrão da Bíblia, mansidão pertence aquele que serve. Era chamado
“a roupa de um servo”. O homem manso era voluntário a servir não porque
possuía poder, mas porque ele estava pronto para tornar-se um instrumento de
Deus em grandes realizações.
Mansidão simplesmente significa uma entrega total à vontade de Deus.
Faz parte do caráter do servo de Deus.
Jesus Cristo, que grandemente conquistou a morte, o inferno e a
sepultura, certamente disse a si mesmo: “Eu sou manso e humilde de coração”
(Mt. 11:29).

9. Temperança.
A capacidade para um autogoverno pessoal em assegurar total controle
dos apetites e instintos, é o resultado da temperança. A palavra original grega
é; Egkrteia. Denota, ”aprisionando com uma mão firme”; e isto fala da liberdade
de extremos.
Os crentes, em quem o Espírito alcança temperar, controlar e restringir
todos seus impulsos e motivações serão guardados em equilíbrio e nenhum
destes impulsos alcançam um domínio destrutivo. A expressão autocontrole é
um sinônimo adequado para temperança. O crente temperado pelo Espírito,
exercita o autocontrole de todos os apetites, temperamento e paixões físicas,
mentais e espirituais. Submeter-se ao Espírito Santo é o primeiro passo em
negar seu próprio espírito e tornar-se a base do autocontrole total.
A temperança é uma qualidade essencial para o serviço cristão e para
cada crente maduro.

 Todos, absolutamente todos estão convidados a buscar o Espírito Santo


essas dádivas maravilhosas, que resultam em base e fundamento para
uma vida espiritual bem desenvolvida.

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9° Blasfema contra o Espírito Santo.
Falando de um modo geral, os crentes podem entristecer e mentir a
pessoa do Espírito Santo e extinguir o seu poder.
 Não entristeçais o Espírito Santo (Ef. 4:30).
 ...Porque encheu satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito
Santo?... (At. 5:3).
 Não extingais o Espírito (I Ts. 5:19).
 Os incrédulos podem blasfemar contra a pessoa do Espírito e resistir ao
seu poder.
 “... Vós sempre resistis ao Espírito Santo...” (At. 7:51).

Quando os escribas deliberadamente acusaram Jesus de expulsar


demônios pelo príncipe dos demônios. O mestre respondeu: ”Qualquer que
blasfemar contra o Espírito nunca obterá perdão” (Mc. 3:29), sobre o pecado
imperdoável, vede também (MT. 12:31; I Jô 5:16).
Blasfemar significa desrespeitar uma dignidade, principalmente a
divindade – Jesus disse: “E, se qualquer disser alguma palavra contra o filho do
homem, ser-lhe-á perdoado, mas se alguém falar contra, o Espírito Santo, não
lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (MT. 12:32).
Sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, lemos em Hebreus o
seguinte: Porque é impossível... leiamos (Hb. 6:4-6). No mesmo livro no
capítulo 10:26-29 - ...E fizer agrado ao Espírito da graça?

 Blasfemar contra o Espírito Santo não significa acreditar ou não nos


dons espirituais.
Os ignorantes desta bênção, apenas desconhecem, o erro é portanto
acreditar, receber e depois desprezar ou pisar.
Tenhamos cuidado, pois em toda forma de espiritualismo para não
macular o Espírito Santo, pois estamos na última dispensação, do
Espírito Santo. Carecemos pois ter um conhecimento básico sobre a sua
pessoa, bem como de sua manifestação.

Em resumo: Blasfêmia contra o Espírito Santo é comparar ou associar


a obra do Espírito Santo a obra do diabo. Cuidado neste particular, se
não temos experiência, é melhor ficar de boca fechada (calada).
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O que é pecado imperdoável? (Mateus 12.31)

O Conceito de um pecado imperdoável tem sido uma fonte de


dificuldades para muitos, porque ele parece ir contra os ensinamentos bíblicos
a respeito da graça. Nós entendemos que a graça de Deus perdoa todo o
pecado, mas o nosso Senhor mencionou um pecado que não pode ser
perdoado.

Os líderes religiosos tinham vindo para ouvi-lo, mas eles


verdadeiramente se opunham contra tudo o que ele dizia. Quando ele estava
expulsando os demônios, eles o acusavam de fazer isso por meios satânicos
(Mt 12.24). Aquelas pessoas eram tão cegas espiritualmente, que eles
atribuíam a obra do Espírito Santo à Satanás. Além disso, eles estavam
rejeitando a obra do Espírito Santo nas próprias vidas deles. Em essência, o
Espírito Santo estava falando sobre Jesus: “Esse é o Filho de Deus. Esse é
Deus”, mas eles estavam dizendo: “Ele não é Deus! Ele é o agente de
Satanás”. Foi, então, que Jesus disse: “Todo o pecado e blasfêmia se perdoará
aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos
homens” (Mt 12.31) e (I João 5.16).

Obviamente, o pecado imperdoável não está em dizer palavras


grosseiras a respeito do Espírito Santo. Os líderes religiosos envolvidos haviam
se voltado completamente contra a revelação de Deus. Eles estavam tão
aprofundados na suas iniqüidades, eles rejeitaram, não somente a Jesus
Cristo, como também ao Espírito Santo. Eles estavam dizendo que o bom era
mau, e o mau, bom. Eles chamaram o Espírito de Deus de Satanás. Uma vez
que eles haviam rejeitado Jesus, a única fonte de perdão, agora não havia
mais perdão para eles. Uma pessoa que se vira contra Jesus Cristo não pode
mais receber o perdão, e isso foi exatamente o que eles haviam feito. Se você
quer obedecer a Deus, mas está preocupado que você tenha cometido o
pecado imperdoável, você, na verdade, não o cometeu. Se alguém, hoje,
cometeu esse tipo de pecado, seria alguém com um coração duro, que tenha
se voltado contra Jesus, que o tenha insultado, que tenha se tornado tão
depravado, que ele diria que o Espírito de Deus é Satanás.

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