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A SAÚDE NO ESTADO

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09 de fevereiro de 2018 (Sexta-Feira)


Programação no Hospital Galileu prioriza segurança no trânsito
Nas palestras foi enfatizada a importância de não dirigir após a ingestão de bebida alcoólica, por representantes da Associação
Paraense de Motociclistas e da Fundação Hemopa.
08/02/2018 17:18h
O incentivo à humanização e prevenção foi a prioridade da programação de Carnaval realizada pelo Hospital Público Estadual Galileu, em
Belém, nos últimos dias 06 e 7. Com palestras que enfatizaram a importância de não dirigir após a ingestão de bebida alcoólica,
representantes da Associação Paraense de Motociclistas (Aspamoto) e da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará
(Hemopa) estiveram no hospital sensibilizando usuários e acompanhantes.
O professor de História Alessandro Santos, 37 anos, que está internado no Hospital Galileu há cinco dias, após ter sido baleado no braço
esquerdo durante uma tentativa de assalto em sua casa, no município de Castanhal, considerou interessante a abordagem sobre atenção
no trânsito próximo a uma grande festa popular. “As pessoas, em geral, parecem achar que carnaval e responsabilidade não cabem na
mesma frase. Então, aumentam os índices de acidentes e a criminalidade. É importante alertar para isso”, disse Alessandro Santos.
Para o diretor-geral do Hospital Galileu, Saulo Mengarda, a programação reforça o trabalho desenvolvido ao longo do ano pela unidade,
que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), gerida pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar,
sob um contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
“Desenvolvemos programas como o ‘Direção Viva’, que alerta para a importância do trânsito seguro, de dirigir de forma consciente,
sensibilizando e alertando por meio de panfletos e palestras. Acreditamos que isso faz parte da nossa missão, que é cuidar de vidas”,
ressaltou o diretor.
Musicoterapia - Além das palestras, os usuários se divertiram com a apresentação do grupo de musicoterapia da Fundação Santa Casa de
Misericórdia do Pará, o “Voluntarização”. “É muito bom porque aqui, por exemplo, eu não tenho companhia. Muitas vezes me sinto solitário,
tenho problema de insônia, e é bacana quando tem uma ação dessas, que humaniza mais o tratamento e torna mais agradável a nossa
estadia aqui”, acrescentou o professor Alessandro Santos.
O “Voluntarização”, que completa cinco anos em 2018, fez sua primeira apresentação no Hospital Galileu. Formado em sua maioria por
acadêmicos de Terapia Ocupacional, Enfermagem e Serviço Social, o grupo percorreu todas as enfermarias da unidade, levando música e
palavras de conforto aos pacientes.
Anne Pina, uma das coordenadoras do grupo, que atua na área administrativa da Santa Casa, ressaltou que o trabalho surgiu na área de
Humanização do hospital. Segundo ela, a parceria com o HPEG demonstra a importância de os setores de humanização de todos os
hospitais trabalharem em parceria pelo bem-estar dos usuários. “Isso demonstra como as fronteiras da humanização podem ser
transversalizadas e ampliadas. Esse ano de 2018 vem para isso, expansão. Estamos aqui provando que é possível trabalharmos todos
juntos”, afirmou Anne Pina.
Saúde - Também foram realizados na quarta-feira (7) exames para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Uma
equipe da Sespa fez os exames, cujos resultados foram entregues em 20 minutos.
Os funcionários do hospital aproveitaram a oportunidade para cuidar da própria saúde. A auxiliar de cozinha Silvana Vieira aprovou a
programação, “principalmente pelo lado dos pacientes, que precisam se distrair, e tiveram um momento de alegria. E também a parte dos
exames para incentivar as pessoas a se cuidarem. Eu fiz questão de vir. Nem que fosse no último minuto eu ia chegar aqui para fazer os
exames”, contou Silvana Vieira.
Por Kennya Corrêa

Sespa orienta ribeirinhos para evitar escalpelamentos durante o carnaval


Integrantes da Coordenação de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
08/02/2018 13:58h
Integrantes da Coordenação de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) abriram, na manhã desta quinta-
feira (8), na Feira do Açaí, em Belém, o cronograma da Campanha de Enfrentamento aos Acidentes de Motor com Escalpelamento, como
parte das ações preventivas para o período do carnaval 2018.
A mobilização se estenderá até a quarta-feira de cinzas, dia 14, e inclui visitas nos cais de Abaetetuba, Soure, Barcarena, São Domingos
do Capim, Igarapé-Miri, Moju, São Sebastião da Boa Vista e Curralinho, a partir desta sexta-feira (9), com atuação de técnicos dos Centros
Regionais da Sespa e das equipes de cada secretaria municipal de Saúde envolvida.
O objetivo da campanha é orientar a população que costuma viajar de barco, aproveitando o grande fluxo de pessoas que deixa as cidades
rumos aos interiores no feriado de Carnaval, para prevenir os casos de escalpelamento, acidente causado pelo eixo exposto dos motores
das embarcações que atinge principalmente as mulheres e menimas reibeirinhas. Além de arrancar parte ou todo o couro cabeludo,
causando intenso sofrimento físico e psicológico nas vítimas, esse tipo de acidente pode levar à morte.
Grande parte delas vítimas é oriunda de 42 municípios localizados entre o Arquipélago do Marajó e o oeste paraense. O balanço dessas
ocorrências mostra a eficácia do trabalho que vem sendo feito. De 1982 até dezembro de 2014 foram registrados 409 casos de
escalpelamento, contra 11 em 2015, seis em 2016 e um caso registrado em agosto de 2017, em Portel.
A maior parte dessas vítimas é de ribeirinhos, que têm no barco seu principal meio de transporte. O trabalho consiste na orientação dessa
população acerca das medidas preventivas que podem evitar esses acidentes. A meta da Sespa é zerar esse tipo de ocorrência no Pará.
“O objetivo é mostrar que a adoção de hábitos simples pode salvar vidas, como fazer um 'pitozinho' no cabelo, usando de uma linguagem
que o povo compreenda de imediato”, explica Socorro Silva, coordenadora de Mobilização Social da Sespa.
No campo preventivo, a Sespa vem se empenhando em combater o escalpelamento, sobretudo há dez anos, quando foi criada a
Comissão Estadual de Erradicação dos Acidentes com Escalpelamento, que já promoveu, entre outras atividades, a ação de cobertura de
carenagens, feita pelos militares da Capitania dos Portos, responsável pelas ações de segurança naval nos rios do Pará. A colocação de
proteção no eixo do motor, procedimento feito em parceria com a Sespa, tornou-se obrigatório em 2009, por meio de lei federal.
Desde então, mais de três mil embarcações receberam proteção nos eixos. A instalação não tem custo para o dono dos barcos, porque é
patrocinada por empresas privadas. A medida é um reflexo de dez anos de campanhas preventivas, que contaram ainda com a adesão de
grupos de mestres carpinteiros, responsáveis pela construção de pequenas e médias embarcações utilizadas como principal meio de
transporte de quem vive nas áreas onde os rios, furos e igarapés são as únicas 'estradas' disponíveis - e que corresponde a 63% dos
municípios paraenses.
Tanto na capital como no interior as informações preventivas são reforçadas em outras vésperas de datas especiais, como as férias
escolares de julho, Círio e Natal. Na oportunidade, também são divulgadas informações sobre o atendimento às vítimas, que hoje é
oferecido pelo Programa de Atenção Integral às Vítimas de Escalpelamento (Paives), realizado na Santa Casa, em Belém, e sobre o
acesso ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), um benefício fornecido pelos municípios aos pacientes que precisam cuidar das sequelas
fora da cidade de origem.
A Campanha de Enfrentamento aos Acidentes de Motor com Escalpelamento Carnaval 2018 é uma realização da Sespa, por meio da
Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde (DPAIS), em parceria com a Comissão de Erradicação dos Acidentes de Motor com
Escalpelamento (CEEAE), composta pela Secretaria e por mais oito órgãos e entidades envolvidas.
Por Mozart Lira

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