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para criares filhos felizes

4 Valores Base da Parentalidade Consciente | 1

4 valores base da
PARENTALIDADE CONSCIENTE
É sabido que não existe um manual de instruções sobre como educar uma criança e
cada caso é um caso.

Mas também é sabido que nós, os pais, nos enchemos de dúvidas sobre se estaremos
a educá-las da forma correta, se não estaremos a criar vícios ou a dificultar situações
com a nossa permissividade ou excesso de zelo.

Muito do interesse inicial dos Pais e Mães foca-se na procura de ferramentas (ou ajuda)
para a educação dos seus filhos. Esta procura surge com a intenção de resolver pro-
blemas que são de aparente importância, mas que na realidade são um verdadeiro
sintoma de que algo não está bem.

Por exemplo, sentir a necessidade de ter um mecanismo (ou truque) que reduza as
birras dos filhos é normal, no entanto, por norma, as birras são na verdade um sintoma
da utilização de um outro mecanismo que simplesmente não funciona.

Utilizando este exemplo, quando praticamos Parentalidade Consciente não olhamos


para o comportamento das crianças como algo a corrigir, olhamos para o comporta-
mento como algo a entender para depois poder fazer as mudanças que achamos
necessárias (sejam elas relacionadas connosco ou com a criança ou ambos)!

Muitas vezes, principalmente quando não estamos habituados a esse processo de


reflexão, pode ser desafiante entender. Aliás, por oferecer toda uma nova abordagem,
a Própria Parentalidade Consciente pode ser desafiante de entender.

Neste guia, e com a intenção de a clarificar, desvendamos gratuitamente aquele que


é o início, ou se quiseres, a resposta ao "por onde começar".

Vais descobrir quais os principais valores da Parentalidade consciente e como defini-


res as tua próprias intenções para que consigas ter uma relação incrível com o(s) teu(s)
filho(s), aquela que imaginas.
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"The confident parent is not the one who knows how to parent in every
situation. The confident parent is the one who knows that knowledge will
emerge in the midst of the situation.

The parent's mind is free of complications, ready to respond without


preconceptions. This parent will always act rightly."
(William Martin in The Parent's Tao Te Ching)
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OS 4 VALORES BASE DA
PARENTALIDADE CONSCIENTE
Não há valores certos nem errados. Não sei quais os valores mais importantes para ti
e para a tua parentalidade. Se calhar é empatia, compaixão, justiça, respeito.... Só tu
é que podes saber! O que posso fazer é dar-te um exemplo do que acredito ser um bom
conjunto de valores base para a vida em família, são os valores base da Parentalidade
Consciente e se olhares bem, vais ver que a maior parte dos outros valores nos quais
possas pensar, encaixam aqui de alguma forma.
Vou procurar apresentar-te os valores na teoria, mas também como podem ser apli-
cados na prática.

IGUAL VALOR

Somos como somos, para o bem e para o mal. Quando falo em ”igual valor” não quero
dizer igualdade ou similaridade. Quero dizer que há uma espécie de equivalência onde
na relação temos o mesmo respeito pelo valor de ambas as partes e pela a integridade
de ambos. Os nossos desejos, as nossas opiniões, os nossos pensamentos, as nossas
necessidades e as nossas emoções são levadas a sério da mesma forma e não são
despachados por causa de idade ou sexo.

As tuas opiniões, as tuas necessidades, os teus desejos e as tuas emoções não têm
mais valor do que os do teu filho (nem ao contrário!). Mas tu, como o adulto, tens uma
responsabilidade acrescida e um poder em termos económicos, sociais e psicológi-
cos. A forma como escolhes exercer essa responsabilidade e esse poder faz toda a
diferença.

O ”igual valor” é principalmente expresso através da tua comunicação.


Quero dar dois exemplos de como poderá ser:

Sara (4 anos): Mamã, tenho fome!


Mãe: Não pode ser! Comemos há menos de uma hora! Ainda não podes estar com
fome.

Para este diálogo ser um diálogo praticando o ”igual valor” a mãe poderia dizer algo
como (dependendo das circunstâncias):

- A sério?! Comemos há tão pouco tempo. Tens a certeza? Já perguntaste à barriga


se é mesmo fome que ela tem?
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- Ui que rápido! Agora só vamos comer daqui a duas horas. Estás com tanto apetite
que não me parece muito saudável. Vamos beber um copo de água e depois brinca-
mos com os Legos para esqueceres a fome um pouco.

- Tens muito apetite hoje! Queres uma banana?

- Já? Olha, agora não te posso dar nada. Vou acabar de pôr a roupa a lavar e depois
vemos o que podes comer.

Santiago (5 anos): Não quero comer!


Pai: Tens de comer agora como todos os outros!

Para este diálogo ser um diálogo praticando o ”igual valor” o pai poderia dizer algo
como (dependendo das circunstâncias - é importante avaliar se o Santiago não tem
fome ou se a razão aqui é outra):

- Ok, não precisas de comer. Fica só aqui a conversar connosco.


- Ok, quando quiseres comer diz-me.
- Ok, lembra-te só que é agora que vamos comer e depois vamos sair e já não vai
ser possível comer.

Maria Inês (11 anos): Não quero ir à casa da Avó! Não gosto de ir à casa da Avó!
Mãe: Não digas isso! Não tens opção, vens connosco!

Para este diálogo ser um diálogo praticando o ”igual valor” o pai poderia dizer algo
como (dependendo das circunstâncias):

- Pois eu sei que não gostas, é difícil satisfazermos sempre as necessidades de


todos. Ainda não me sinto confortável de te deixar sozinha em casa por isso a única
opção neste momento é vires connosco.

- Entendo, o que achas que poderia ser uma solução justa?


- Pois, já me tinha apercebido disso, queres me explicar o que é especificamente que
não gostas?
- Agora vamos à Avó como eu quero e a seguir fazemos uma coisa escolhida por ti,
o que te parece?
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INTEGRIDADE

Quando falo em integridade estou-me a referir a limites e necessidades físicas e psico-


lógicas. Uma integridade é a soma atual das emoções, os valores e os pensamentos.

Historicamente temos valorizado pouco a integridade a favor da sociedade. Mas certa-


mente já ouviste falar que há estudos demonstram que quanto mais forte o indivíduo,
mais forte o grupo. E se tradicionalmente tivéssemos cuidado da integridade de cada
um provavelmente não teríamos tantos problemas de autoestima como os que existem
hoje em dia. Na educação ensina-se muitas vezes a desrespeitar a própria integridade
e uma pessoa que não sabe respeitar a própria integridade vai ter muita dificuldade em
respeitar a integridade dos outros.

Respeitas a tua integridade quando continuamente observas as tuas emoções,


observas-te a ti, aos teus pensamentos e aos teus valores, e sabes refletir sobre o
que descobres. Quando fazes este exercício desenvolves também empatia pelos
outros e também podes descobrir se são as tuas necessidades centrais, os teus
limites pessoais e os teus valores que estão em jogo ou se são apenas desejos do
momento, uma ideia fixa do passado ou um velho hábito.

Quando falo de respeitar a integridade da criança muitas vezes ouço, ”mas a criança
não pode ter tudo o que quer!” Acho importante referir que respeitado a integridade
do teu filho, não quer dizer que ele recebe tudo o que quer. Além disso é importante
separar a necessidade do desejo e a vontade. A diferença está na forma como
comunico.

Por exemplo:

- Temos fome! Queremos ir ao McDonalds!


- Também tenho muita fome! Sei que gostam muito do McDonalds, mas hoje acho
importante comermos algo mais saudável.

Os meus filhos querem jantar no McDonalds. Têm uma necessidade de comer e o


desejo é comer hambúrgueres. Se eu disser que não, continuo a respeitar a integri-
dade dos meus filhos.

- Quero umas calças da Levi´s!


- Pois, é verdade. Precisas mesmo de umas calças novas. Levi´s é o que muitos dos
teus amigos têm, não é?
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- Sim!
- Ok, entendo que também gostavas de ter e não quero gastar tanto dinheiro só num
par de calças. Vamos comprar calças novas hoje só que não vai poder ser umas Levi´s.

A minha filha quer umas calças de ganga da Levi´s. Ela precisa de umas calças novas,
mas acho as da Levi´s muito caras. Continuo a respeitar a integridade da minha filha
ao comprar umas calças mais baratas.

AUTENTICIDADE

Historicamente, para muitos pais e educadores, o grande foco da educação tem sido
a obediência e a importância da criança se ”portar-bem” (e para muitos ainda é esse
o foco). Quando falamos em autenticidade estamos a falar em credibilidade.

Ser autêntico é ter a capacidade de se exprimir de uma forma credível. A autenticidade


é um pressuposto necessário para um contacto próximo e carinhoso entre adultos e
crianças. E aqui é muito importante definir que esse contacto ocorre tanto em termos
de harmonia, como em termos de conflito. Para ambos é necessário ter um ambiente
de presença, abertura e credibilidade e ambos são essenciais para o nosso desenvol-
vimento!

Só quando sabes ser autêntico consegues exprimir o que te teus limites e o que é
importante para ti. Para poderes praticar mais a autenticidade é importante saberes
utilizar uma linguagem pessoal, algo que vamos abordar mais a frente.

Muitos pais exercem o papel de ”Mãe” ou o papel de ”Pai” (ou de marido / mulher /
parceiro / filho etc.). Representam o papel da forma que acham que deveria ser. A
alternativa a essa peça de teatro são as relações autênticas. Uma relação autêntica é
uma relação entre duas pessoas que procuram (e normalmente conseguem) ser
autênticas.

Avó, pai e filho está a passear na marginal da praia. O pequeno de 2 anos começa a
correr e cai e começa a chorar O pai sente-se um pouco inseguro com tanta gente a
volta porque já ouve comentários do género ”Olha que ele vai cair!” e há muita gente
na marginal neste lindo dia. E assim o pai pega no menino e diz:

- Ó filho! Tu já sabes que não deves correr assim, já te disse muitas vezes. A culpa foi
tua. Anda cá, vou dar um beijinho no teu dói-dói.
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Se este pai conseguisse ser autêntico poderia ter dito algo do gênero:

- Upa! Desculpa, deveria ter prestado mais atenção quando começaste a correr. Anda cá!
ou
- Oups! Caíste? Deve ter doido! Anda cá! Queres andar um pouco ao meu colo?

O Pedro 4 anos quer brincar com a mãe. A mãe está muito cansada e só quer ficar a
ler um livro durante um pouco.
Pedro: - Mãe, anda brincar com os Legos!
Mãe: - Não pode ser agora filho. Já te disse que a mãe precisa de descansar um pouco.
Além disso este livro é muito importante tenho de o acabar de ler ainda esta semana.
Tens mesmo de aprender a brincar sozinho, não posso estar sempre ao teu lado!

Formas mais autênticas se calhar seriam:

- Filho, eu neste momento quero ler o meu livro. Faltam-me algumas páginas para
acabar este capítulo e quando acabar quero brincar aos Legos contigo.
ou
- Agora vou ler o meu livro durante 10 minutos. Enquanto leio podes ir preparando os
Legos e vou ter contigo.
ou
- Sabes, Pedro, hoje estou muito cansada e apetece-me ficar aqui a ler o meu livro.
Que tal ires buscar um livro tu também e ficamos aqui a ler juntos?

Um dos grandes inimigos da autenticidade dos pais é o desejo de ser um pai/uma


mãe perfeito/a. A autenticidade nunca pode ser perfeita! O que podes desejar é ser
uma pai ou uma mãe suficientemente bom! Um pai/uma mãe que faz o melhor que
pode com os recursos que tem disponível em cada momento.

RESPONSABILIDADE

Há uma diferença entre responsabilidade social e responsabilidade pessoal. Tal como


com a integridade tem se dado pouca importância à responsabilidade pessoal e educa-
-se muito para a responsabilidade social.
A responsabilidade pessoal é a responsabilidade que tens pela tua vida, as tuas emo-
ções, as tuas ações e as tuas escolhas. Um sentido de responsabilidade pessoal é
um grande ganho para a comunidade. Quanto mais consegues assumir responsabili-
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dade pessoal, menos és vítimas das manipulações dos outros. Mas a tendência para
muitos pais é de assumir responsabilidade que deveria ser dos filhos, desde muito
cedo.

Podes ensinar ao teu filho sobre responsabilidade pessoal de duas maneiras.

Primeiro, podes deixá-los assumir a responsabilidade pessoal adequada à idade deles.


Desde cedo (e antes dos 12 anos) uma criança consegue assumir responsabilidade,
por exemplo, pelas seguintes coisas:

- o seu apetite e o que gostam e não gostam (isto desde a nascença!)


- se têm frio ou calor
- o que vestir e o corte de cabelo
- as suas relações mais próximas
- o seu sono e gerir isso sozinhos, mais ou menos quando começam a escola
- os trabalhos de casa
- o que fazem com o seu dinheiro
- a escolha de amigos
- a comida, a roupa suja e a higiene.

Segundo, tens mesmo de assumir a tua responsabilidade pessoal!


Vou explicar através de um exemplo:

Uma mãe está a sair do supermercado com dois sacos de compras cheios nas mãos
e atrás dela vai o filho de 3 anos que de repente começa a chamar:

- Mamã, não quero andar! Estou muito cansado!!


A mãe, não querendo causar uma cena, diz:
- Oh, por favor, filho, é só um bocadinho, vamos devagar.
- Nãoooo! Quero colo!!!
A mãe esforça-se para se manter calma, pega nos dois sacos numa mão e consegue
levar a filha ao colo.

Se esta mãe tivesse assumido responsabilidade pessoal, talvez tivesse dito:


- A sério?! Estás mesmo assim tão cansada?
- Sim, mamã! Não consigo andar!
- Olha, sabes, estes sacos estão mesmo pesados e não aguento levá-los contigo ao
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colo. Se quiseres ficas aqui à espera e eu vou deixar os sacos no carro e depois
venho-te buscar.
- Não quero ficar aqui sozinha!!!!
- Pois, então vais mesmo ter de andar.

Se a mãe está mesmo, mesmo a falar a sério, ao começar a andar a filha vai prova-
velmente ficar zangada, mas vai atrás (responsabilidade pessoal é ”contagiosa”).

Outra solução poderia ser:


- Também estou mesmo muito, muito cansada! Não aguento levar-te a ti e aos sacos.
Vamo-nos sentar aqui um pouco a descansar e dizes-me quando já estás preparada
para andar?
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Agora que conheceste os 4 valores base da Parentalidade Consciente deixo-te as


seguintes Perguntas de Reflexão.

De onde vêm os meus valores?


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Quem é que me influenciou para eu ter estes valores?


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Os meus valores mudaram com o tempo? Porquê?


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De que forma vivo e mostro ao meu filho os valores que são importantes para mim?
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Como é que se manifestam no meu comportamento?


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Os valores na relação com o meu filho são os mesmos que nas outras relações que
tenho (familiares, etc)?
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Como te referi no inicio, não sei quais os valores mais importantes para ti e para a tua
parentalidade. Só tu é que podes saber!

No entanto sei o importante que é termos esses valores presentes na nossa parentali-
dade e, principalmente, estarmos atentos sobre se realmente os estamos a conseguir
manifestar na nossa relação.

É muito normal um pai ou mãe definirem como valor a calma ou o carinho e depois
viverem diariamente o oposto, ou seja, uma parentalidade de gritos e castigos.

Lembra-te, não é sobre os valores que queres que o teu filho tenha no futuro, é sim
sobre os valores que tu, como pai ou mãe, tenhas e te sirvam de guia nas tuas ações
e intenções diárias.

Para interiorizares mais este conhecimento, convido-te a fazer o seguinte exercício.

Usa a folha seguinte (em branco) e escreve 2 ou 3 valores que gostarias de ter na tua
parentalidade.

Depois para cada valor, faz as seguintes perguntas (e toma nota):

O que é que este valor significa para mim?

Porque é que este valor é tão importante para ti?

De que forma, na prática, vivo este valor?

Descreve uma situação específica na qual realmente viveste este valor. Que tipo de
comportamento tiveste?

Descreve uma situação na qual agiste contra o teu valor:

De que forma reages se este valor não é respeitado pelos outros?

(Descreve as tuas emoções, pensamentos e ações.)

Agora reflete sobre o resultado deste exercício!


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INTENÇÕES
Depois de definirmos os nossos valores, o próximo passo é decidirmos um conjunto
de intenções que nos vão guiar na nossa parentalidade. Vão ser as nossas intenções
que vão guiar o nosso comportamento, são como uma bússola da nossa parentalidade.

Tal como os valores, também as intenções apenas tu as podes decidir, mas para facilitar,
deixo-te aqui um exemplo com as minhas e as da Ana Luísa.

AS INTENÇÕES DA MIA

1ª Intenção: A minha intenção é entregar-me totalmente a uma parentalidade consci-


ente e ter sempre os meus valores base (igual valor, autenticidade, integridade e
responsabilidade) comigo.

2ª Intenção: Vou olhar para a parentalidade como uma oportunidade única de me


ficar a conhecer cada vez melhor. Para assim poder partilhar o melhor de mim com
os meus filhos (e em todas as minhas relações).

3ª Intenção: Vou praticar Mindfulness e vou procurar estar conscientemente presente


em todos os momentos (particularmente com os meus filhos).

4ª Intenção: Vou-me sempre esforçar para VER os meus filhos. Vou procurar deixar o
meu ego de lado. Vou procurar deixar todas as minhas expectativas e todos os meus
medos de lado. Vou procurar aceitar os meus filhos exatamente como são em todos
os momentos. Isso também quer dizer que vou trabalhar para me ver a mim, e para
me aceitar a mim, para assim conseguir ajudar os meus filhos a fazerem o mesmo.

5ª Intenção: Vou-me esforçar para ver sempre os pontos de vista dos meus filhos e
procurar perceber quais as suas necessidades. Vou olhar sempre além do comporta-
mento e focar-me na nossa relação.

6ª Intenção: Vou aproveitar todos os momentos da minha vida com os meus filhos.
Os bons e os menos bons, exatamente como estão. E a minha intenção nestes
momentos será sempre de criar as melhores condições para o desenvolvimento de
uma boa autoestima dos meus filhos.
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7ª Intenção: Vou guardar estas intenções no meu coração junto com os valores que
quero praticar e tenho um compromisso comigo mesma de as ter presentes da
melhor forma que consigo, todos os dias.

AS INTENÇÕES DA FILIPA

Mãe Terra: uma mãe que nutre, acolhe, que está presente, que cresce
Mãe Fogo: uma mãe que mostra limites, que aquece, que mostra as suas emoções
Mãe Água: uma mãe que identifica as necessidades dos filhos, que identifica as suas
necessidades e que atua de forma autêntica
Mãe Ar: uma mãe que ouve, que negoceia, que procura soluções criativas para os
desafios.

Para continuares este curso é bastante importante pensares nas tuas intenções.

Estas intenções vão te guiar no teu caminho da parentalidade. Vão te guiar nos
momentos desafiantes. Vão te guiar quando tens dúvidas.

AS INTENÇÕES DA ANA LUISA

1ª CONFIANÇA quero ser uma mãe presente com quem os meus filhos sabem que
podem contar!

2ª INTEGRIDADE quero ser o exemplo diário dos valores em que acredito para os
meus filhos!

3ª AUTONOMIA quero ensinar a fazer e preparar os meus filhos para resolverem os


seus problemas!

4ª PACIÊNCIA quero ter calma e resolver de uma forma construtiva os comporta-


mentos dos meus filhos nos quais não me revejo!

5ª PERSPICÁCIA quero perceber a razão por traz dos comportamentos não


saudáveis!
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6ª EVOLUÇÃO quero ser capaz de identificar e ultrapassar as minhas limitações e


ser uma melhor pessoa!

7ª IRREVERÊNCIA quero alimentar e não matar com regras e preconceitos sociais o


espírito crítico dos meus filhos!
8ª CORAGEM quero ensinar os meus filhos a não se deixarem vencer pelos seus
medos!

9ª RESILIÊNCIA quero ensinar os meus filhos que só com empenho e trabalho


conseguimos os nossos objetivos!

10ª AMOR quero sentir o amor dos meus filhos!


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Utiliza o espaço em branco para também tu, agora definires as tuas próprias intenções:

Olhando para trás, as atitudes que tens tido como mãe ou pai estão alinhadas com
as intenções que definiste?
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Se não, o que podes fazer diferente a partir de agora?


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NOTA FINAL
Neste Guia Inicial da Parentalidade Consciente explorámos quais são os nossos
valores e quais são as nossas intenções.

Acredito que estes são os pilares que servem de ponto de partida para a tua paren-
talidade.

Ao executares os exercícios vais saber claramente quais os teus valores e quais as


tuas intenções.

Provavelmente já vai ser uma grande revelação e muitas coisas que acontecem agora
na tua relação com os teu(s) filho(s) vão ficar extremamente claras.

Para aprofundares as tuas capacidades de Pai/Mãe consciente temos os seguintes


recursos disponíveis:

Teste
Testa a qualidade de presença na vida dos teus filhos

Curso Online
A Linguagem Secreta da Parentalidade
www.dharma5academy.com

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