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Orientações Iniciais

Este é um material de apoio à Aula Temática nº 1: Empresas


Estatais – Características Comuns, disponível gratuitamente no
endereço:

www.elyesleysilva.com.br/aula-tematica-1

É de essencial importância que você assista à aula para, só


então, se valer das informações contidas abaixo. Assim você
terá o máximo de rendimento neste que é um dos temas
prediletos das bancas examinadoras em praticamente todas as
provas de Direito Administrativo: empresas estatais.
Aprecie este conteúdo sem nenhuma moderação.

Prof. Elyesley Silva

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Quem é Elyesley Silva

Elyesley Silva é professor de Direito Administrativo e especialista


em produtividade para concursos públicos. É também assistente
jurídico efetivo e   instrutor do Centro de Formação, Treinamento e
Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados.

Autor de livros na área jurídica (Curso de Direito Administrativo,


Lei nº 8.112/90 - Estatuto dos Servidores Públicos Federais, entre
outros) e de autoajuda (Os 7 Hábitos do Concurseiro).
Idealizador do Método Tríade da Alta Performance, tem inspirado
milhares de alunos no país afora com seus cursos online.

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O Método Tríade da Alta Performance

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O Método Tríade da Alta Performance

Antes de iniciar a exposição do conteúdo, é


importante explicar em breves palavras o que é o
método Tríade da Alta Performance.
Trata-se de um método calcado em três passos
sequenciais que podem simplesmente te fazer aprender
o conteúdo de forma mais rápida e aprofundada,
memorizar com facilidade os assuntos mais difíceis e
gabaritar questões de provas. Em detalhes é o seguinte:
O primeiro passo é a TEORIA! O primeiro passo de
qualquer estudante é a busca pelas informações
fundamentais acerca daquele conteúdo que ele pretende
estudar.
O segundo passo são os ESQUEMAS MENTAIS.
De nada adianta você ficar horas e horas folheando
livros sem desenvolver uma forma de fazer com que
esse conteúdo teórico entre definitivamente na sua
memória e fique disponível para você no momento da
prova. Para isso, os esquemas são essenciais, na medida
em que vão visualmente organizar o conteúdo no seu
cérebro.
O terceiro passo da Tríade é a resolução de
QUESTÕES. Aqui temos a parte mais prática e
divertida da tríade. É nesse momento que você será
capaz de aplicar o que ensino nas duas fases anteriores
onde realmente interessa: nas questões de prova.
Na Tríade a ideia não é simplesmente resolver
questões de provas, mas respondê-las com método,
estratégia e aferição de resultados. Muita gente
lamentavelmente não sabe fazer questões de prova.

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Conteúdo

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Conteúdo

Enfim, como alguém que já foi aprovado em 10


concursos públicos e que está há mais de 12 anos
lidando com concursos públicos, posso dizer que a
TRÍADE DA ALTA PERFORMANCE em Direito
Administrativo é um método totalmente inovador e
diferente de tudo o que se tem hoje.

Porque estou dizendo isso? Porque o alicerce básico


da Tríade é focar em gabaritar questões de prova. Sabe
aqueles métodos teóricos que buscam munir o estudante
de uma avalanche de informação (as quais raramente
serão cobradas em prova)? Pois bem, na Tríade você vai
direto ao ponto, foca nos temas que realmente caem em
prova e atinge grau de perfeição na arte de
GABARITAR.

Agora que você já conhece o Método, veja que a


Aula Temática sobre Empresas Estatais é aplicação
prática do método Tríade da Alta Performance, vou
aplicar a sequência.
Após ter assistido à aula, acompanhe o roteiro a
seguir:

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Como já mencionado, o 1º passo do Método Tríade é
a exposição teórica da conteúdo por meio da aula em
vídeo que você provavelmente já assistiu.
Para aclarar ainda mais o tema, abaixo você
encontrará um reforço teórico acerca das empresas
estatais.

As empresas públicas e sociedades de economia


mista, juntamente com as suas subsidiárias e as
entidades controladas pelo Poder Público recebem a
denominação de empresas estatais ou empresas
governamentais.

Empresas públicas são pessoas jurídicas de direito


privado, integrantes da Administrativa Indireta, criadas
pela inscrição do ato constitutivo no órgão competente
após autorização em lei específica, com capital
inteiramente público, para prestação de serviço
público ou exploração de atividade econômica de
relevante interesse coletivo, podendo adotar qualquer
forma empresarial admitida em Direito.

Sociedades de economia mista são pessoas jurídicas


de direito privado, integrantes da Administrativa
Indireta, criadas pela inscrição do ato constitutivo no
órgão competente após autorização em lei específica,
com participação majoritária do Poder Público e
também de particulares no seu capital votante, para
prestação de serviço público ou exploração de
atividade econômica de relevante interesse coletivo,
podendo admitir apenas a forma de sociedade
anônima.

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As empresas estatais podem desempenhar dois tipos
de atividades: prestação de serviços públicos ou
exploração de atividade econômica.

Alguns exemplos de empresas estatais prestadoras de


serviços públicos são: Serviço Federal de
Processamento de Dados (Serpro), Empresa de Correios
e Telégrafos (ECT), Casa da Moeda do Brasil, Empresa
Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia
(Hemobrás), Centrais Elétricas do Norte do Brasil
(Eletronorte) etc.

Como exemplos de empresas estatais exploradoras de


atividade econômicas podemos mencionar: Indústria de
Material Bélico do Brasil (Imbel), Caixa Econômica
Federal (CEF), Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa), IRB-Brasil Resseguros S.A
(IRB-Brasil Re.), Banco do Brasil (BB), Banco do
Nordeste do Brasil, Banco da Amazônia, Indústrias
Nucleares do Brasil (INB), Petrobras etc.

A personalidade jurídica das empresas estatais é


sempre de direito privado. Entretanto, é imperioso
sublinhar que o fato de terem personalidade jurídica de
direito privado não significa dizer que tais entidades
sejam instituídas por particulares. Quando se afirma que
uma entidade tem personalidade jurídica de direito
privado isso apenas significa que essa pessoa jurídica
será regida por normas de direito privado, notadamente
do Direito Civil e do Direito Comercial. Portanto, é
plenamente possível que o Estado crie entidades e as
submeta ao regime de direito privado. Quando isso

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ocorre, não se deve esquecer que a submissão dessa
entidade ao direito privado jamais será total, pois ela
nunca terá a mesma liberdade e desenvoltura que as
pessoas particulares (empresas privadas, por exemplo).

Assim, o regime jurídico aplicado a elas será um


regime de direito privado parcialmente afastado
(derrogado) pelo direito público. Essa conjugação de
regras de direito privado com regras de direito público
(em menor peso) leva alguns autores a defenderem que
a elas se aplica regime jurídico híbrido.

O processo de criação das empresas estatais inicia-se


com a publicação da lei que autoriza a sua criação. Esta
lei disporá sobre características gerais dessas entidades
a fim de dar a elas o mínimo de forma jurídica
(denominação, natureza jurídica, finalidade etc.).
Contudo, a publicação da lei autorizativa não cria
efetivamente a entidade. Após isso, é necessário um ato
do Chefe do Poder Executivo (usualmente, decreto) que
estabelecerá o estatuto jurídico da entidade. Esse
estatuto, sim, disporá sobre as todas as características da
empresa estatal: duração, sede, princípios, objetivos e
competências, capital e ações, pessoal, recursos
financeiros, administração e organização da entidade,
entre outras. Editado o Estatuto deverá este ser
registrado no órgão competente.

Em relação aos seus trabalhadores, as empresas


estatais adotarão obrigatoriamente o regime celetista,
em vista da sua natureza jurídica de direito privado. As
regras trabalhistas a eles aplicáveis são as mesmas

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relativas aos trabalhadores da iniciativa privada: CLT
(Consolidação das Leis Trabalhistas). Por isso, seus
agentes são chamados de celetistas.

Os agentes públicos das empresas estatais são


denominados empregados públicos e, naturalmente,
ocupantes empregos públicos, cujo ingresso depende
de prévia aprovação em concurso público, nos termos
do inciso II do art. 37 da Constituição Federal. Recebem
salário (ou remuneração em sentido amplo) como
retribuição pecuniária pelo exercício de suas funções.
As causas trabalhistas entre empregados públicos e as
empresas estatais são processadas e julgadas na Justiça
do Trabalho (art. 114, CF/1988).

Quanto às suas contratações de obras, serviços e


compras, as empresas públicas e sociedades de
economia mista Nas atividades-fim, estão dispensadas
de processo licitatório por força do disposto no art. 28,
§ 3º, I, da Lei no 13.303/2016; e nas atividades-meio,
estão obrigadas a realizar procedimento licitatório
com base na Lei no 13.303/2016.

As empresas estatais, quando em juízo, não gozam de


quaisquer prerrogativas processuais. Sujeitam-se às
regras aplicáveis às pessoas comuns. Com efeito, prazos
dilatados em juízo, duplo grau de jurisdição, pagamento
de dívidas pelo sistema de precatórios, prescrição
quinquenal, nada disso se aplica às empresas estatais.

A justificativa de não aplicação desses privilégios é o


princípio constitucional da livre concorrência, que

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impede a concessão de tratamento diferenciado a
agentes econômicos que se encontrem na mesma
categoria. Caso contrário, poderia o Estado funcionar
como fator de desequilíbrio nas disputas de mercado.
Ainda que o Estado resolva desempenhar atividade
empresarial, não poderá conferir tratamento privilegiado
exclusivo às suas empresas.

A exceção a essa regra ocorre nos casos de empresas


públicas e sociedades de economia mista prestadoras
de serviços públicos em regime de monopólio, pois
nessa hipótese não haverá prejuízos a outras empresas.
Não haverá desequilíbrio de mercado. Como exemplo,
pode-se citar o caso da Empresa de Correios e
Telégrafos (ECT), cujas dívidas são pagas pelo regime
de precatórios previsto no art. 100 da Constituição
Federal.

O mesmo deve ser dito em relação a privilégios


fiscais. Assim, o Poder Público, quando cria entidades
que irão competir no mercado com as demais empresas,
não pode dar às suas entidades privilégios
tributários exclusivos, salvo as empresas públicas e
sociedades de economia mista prestadoras de serviço
público de prestação obrigatória e exclusiva do
Estado.

Os bens das empresas estatais são considerados bens


privados. Dessa forma, fica claro que os bens
destinados a uma empresa pública serão transformados
de bens públicos para bens privados, uma vez que o
ente político instituidor efetuará a doação a uma pessoa

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jurídica de direito privado. Já no caso das sociedades de
economia mista isso não ocorrerá plenamente, uma vez
que parte dos bens (especificamente os bens móveis)
destas entidades serão oriundos de particulares. Estes
bens são, e continuarão a ser, bens privados.

Nesse passo, há uma observação a ser feita: não


obstante os bens das empresas estatais prestadoras de
serviços públicos sejam bens privados, tais bens não
se submetem integralmente ao regime de direito
privado. Sucede que os serviços públicos são norteados
pelo princípio da continuidade, segundo o qual, de
modo geral, não podem sofrer interrupção na sua
prestação, uma vez que atendem necessidades
inadiáveis dos usuários. Caso os bens das empresas
estatais prestadoras de serviços públicos pudessem ser
livremente penhorados, por exemplo, certamente
haveria prejuízo para a continuidade desses serviços.

Assim, podemos afirmar que os bens afetados à


prestação do serviço público (atividade-fim da estatal)
gozam de impenhorabilidade, bem como das demais
prerrogativas e restrições próprias dos bens públicos.
Vale advertir que tais bens continuam a ser privados.
Quanto ao regime jurídico é que haverá incidência de
normas de direito público naquilo que for (e somente se
for) cabível, sobretudo para preservar o princípio da
continuidade.

Sobre a possibilidade de as empresas estatais irem à


falência, devemos trazer a comento a literalidade do art.
2o da Nova Lei de Falências (Lei no 11.101/2005), que

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expressamente prevê que “essa lei não se aplica às
empresas públicas e sociedades de economia mista”.
Note que o dispositivo não faz distinção entre empresas
estatais prestadoras de serviços públicos e empresas
estatais exploradoras de atividade econômica. Assim,
pode se concluir que nenhuma empresa pública ou
sociedade de economia mista, mesmo se exploradora
de atividade econômica, está sujeita à falência.

Feita a exposição teórica do assunto (1º passo da


Tríade da Alta Perfomance), vamos sintetizar todas
essas informações num mapa mental, que seria o 2º
passo.

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Mapa Mental

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Os esquemas mentais como um todo servem para
facilitar a memorização do conteúdo aprendido.
Portanto, é de fundamental importância você revisar o
mapa mental com frequência. A título de sugestão,
recomendo a revisão deste mapa da seguinte forma:

1ª Revisão: em 48 horas após o primeiro contato


2ª Revisão: em 7 dias após a primeira revisão
3ª Revisão: em 15 dias após a segunda revisão
4ª, 5ª, 6ª,... Revisão: a cada 30 dias após a última
revisão

Sem prejuízo das revisões do mapa mental,


seguiremos para o 3º passo da Tríade da Alta
Performance: a resolução de questões recentes sobre o
assunto. Aqui, iremos direto ao ponto, ao que realmente
interessa, que é gabaritar questões de provas anteriores
sobre este assunto.

Vamos lá?

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Questões

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Questões - Empresas Estatais

1. (CESPE DPU Técnico em Assuntos Educacionais 2016) Cria-se


empresa pública e autoriza-se seu imediato funcionamento por meio
de publicação de lei ordinária específica.


2. (CESPE TJDFT Juiz de Direito 2016) As sociedades de economia


mista, cuja criação e cuja extinção são autorizadas por meio de lei
específica, possuem personalidade jurídica de direito privado, são
constituídas sob a forma de sociedade anônima e aplica-se ao
pessoal contratado o regime de direito privado, com empregados
submetidos ao regime instituído pela legislação trabalhista.


3. (CESPE TRE-RS Analista Judiciário Área Judiciária 2015)


Embora a sociedade de economia mista esteja vinculada aos fins
definidos na lei que autorizou sua criação, é possível a alteração
de seus objetivos mediante ato do Poder Executivo, devidamente
aprovado na forma prevista em seus estatutos.


4. (CESPE SEDF Analista 2017) Embora sejam entidades dotadas de


personalidade jurídica de direito privado, as empresas públicas,
como regra geral, estão obrigadas a licitar antes de celebrar contratos
destinados à prestação de serviços por terceiros.


5. (CESPE TRE-MT Analista Judiciário Área Administrativa 2015)


Conforme a CF, as empresas públicas e sociedades de economia
mista exploradoras de atividade econômica estão sujeitas ao
regime jurídico próprio das empresas privadas, exceto quanto aos

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direitos e obrigações civis e comerciais.


6. (FCC TRT 4ª Região Analista Judiciário Área Administrativa


2015) Considere que uma sociedade de economia mista
controlada pela União, que atua na área de processamento de
dados, pretenda oferecer seus serviços ao mercado privado, com
vistas a ampliar suas receitas para além dos recursos obtidos com
a prestação dos serviços à Administração pública. Referida
entidade 


a) dado o regime de direito público a que se submete, está imune à


tributação sobre a prestação dos serviços aos privados. 
b) sujeita-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas
inclusive no que diz respeito às obrigações tributárias. 
c) passará a caracterizar-se como uma empresa com fins lucrativos,
perdendo a imunidade tributária. 
d) perde a prerrogativa de ser contratada pela Administração com
dispensa de licitação, caso a atuação caracterize regime de
competição no mercado.
e) passará do regime de direito público ao de direito privado,
mantida, contudo, a obrigatoriedade de observância dos princípios
aplicáveis à Administração pública.

7. (CESPE TCU Procurador 2015) A sociedade de economia mista


integrante da administração   pública indireta possui prazo em
dobro para recorrer, por estar   inserida no conceito de fazenda
pública.


8. (CESPE STJ Analista Judiciário Área Administrativa 2015) O


simples fato de o poder público passar a deter a maioria do capital
social de uma empresa privada a transforma em sociedade de
economia mista, independentemente de autorização legal.


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9. (FCC TRT 15ª Região Juiz do Trabalho Substituto 2016)
Considere que a União pretenda instituir uma entidade autônoma,
com personalidade jurídica própria, para executar obras de
infraestrutura necessárias à realização dos Jogos Olímpicos.
Tendo em vista as características e o regime jurídico aplicável,
referida entidade poderá ser

a) autarquia, criada por lei, com autonomia administrativa e sujeita a


regime de direito privado parcialmente derrogado pelos princípios
aplicáveis à Administração pública.
b) empresa pública, cuja criação é autorizada por lei, sujeita ao
mesmo regime jurídico do ente instituidor. 
c) fundação, constituída mediante contrato de programa celebrado
em conjunto com as entidades da federação beneficiadas pelas obras.
d) sociedade de economia mista, cuja criação é autorizada por lei,
admitindo-se a participação minoritária de particulares no seu capital
social.
e) agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial,
cuja criação é autorizada por lei, dotada de autonomia financeira.

10. (FCC TRT 3ª Região Técnico Judiciário Área Administrativa


2016) O Ministério Público ingressou com ação contra diversas
empresas, dentre elas, uma empresa pública municipal prestadora
de atividade econômica, pleiteando reparação por suposto dano
gerado ao patrimônio público. No que concerne ao prazo para
defesa da empresa pública, bem como ao tema da penhora de
bens, vigora o prazo


a) em quádruplo e a impenhorabilidade dos bens.


b) em dobro e a impenhorabilidade dos bens.
c) em quádruplo e admitida a penhora dos bens.
d) simples e a impenhorabilidade dos bens.
e) simples e admitida a penhora dos bens. 

20
Gabarito

21
Gabarito

1. E


2. C


3. E


4. C


5. E


6. B


7. E


8. E


9. D


10. E


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E aí, o que você achou da material?
Espero que tenha gostado!

Caso tenha alguma dúvida, sugestão ou feedback, fico à sua


disposição no email “professor@elyesleysilva.com.br”

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Bons estudos!