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CONSERVAÇÃO DE FORRAGENS:

FENAÇÃO

Ricardo Andrade Reis


Prof. Departamento de Zootecnia
UNESP-JABOTICABAL
Pesquisador do CNPq
Introdução

• Disponibilidade e qualidade
ALTERNATIVAS

• Conservação de forragem

• Concentrado
Fenação

• É a conservação do VN da forragem
através da desidratação rápida e
parcial, uma vez que a atividade
respiratória das plantas, bem como a
dos microrganismos é paralisada.
Vantagens:

• ser armazenado pôr longos períodos com


pequenas alterações no VN;
• grande número de forrageiras podem ser usadas;
• ser produzido e utilizado em grande e pequena
escala;
• ser colhido, armazenado e fornecido aos animais
manualmente ou num processo inteiramente
mecanizado;
• atender o requerimento nutricional de diferentes
categorias.
Alfafa Tifton 85
Corte
Corte
Estrutura da Leira
Curva de secagem de plantas forrageiras em
condições ambientais uniformes. Rotz, 1995
Estrutura da Leira
Curva de secagem de plantas forrageiras em
condições ambientais uniformes. Rotz, 1995
Ancinho X fase de secagem
Ancinho X fase de secagem
Ancinho X fase de secagem
Estrutura da Leira
Enfardadeira
Enfardadeira
Fatores que interferem na
desidratação

- Fatores climáticos

- Fatores inerentes a planta

- Fatores de manejo
Fatores climáticos
- radiação solar
- temperatura
- umidade do ar
- velocidade do vento
- potencial de evapotranspiração
Umidade de equilíbrio dos fenos em função da umidade relativa do ar.
Umidade Relativa do Ar (%) Conteúdo de Umidade do Feno (%)
95 35,0
90 30,0
80 21,5
77 20,0
70 16,0
60 12,5
Fonte: RAYMOND et al., 1991.
Fatores inerentes à planta
• conteúdo de umidade inicial da planta
• características físicas da forragem
- razão de peso de folha
- relação folha/caule
- comprimento e espessura do caule
- espessura da cutícula
- densidade de estômatos
MAcDONALD e CLARK, 1987
Foto de Cynodon

Plantas recomendadas
Plantas recomendadas
Fatores de manejo

Segadeira convencional
Segadeira condicionadora
Segadeira condicionadora
Segadeira condicionadora
Utilização de produtos
dissecantes
• produtos químicos que alteram a
estrutura da epiderme (carbonato de K
ou de Na, dos herbicidas dissecantes
dinoseb, endothal e diquat) podem
resultar em maior taxa de secagem de
plantas forrageiras, uma vez que
promovem redução na resistência
cuticular e à perda de água.
(MEREDITH e WARBOYS, 1993).
Fatores de manejo
Ancinho X Fase de secagem
Fatores que interferem no
valor nutritivo do feno

• Fatores relacionados à planta


– Fatores ambientais
– Espécie forrageira
– Estádio de desenvolvimento
Digestibilidade in vitro da matéria orgânica de
alfafa, capim dos pomares e capim tifton-85 com 28
e 56 dias de rebrota.
Fonte: Adaptado de WALDO e JORGENSEN, 1981 e RIBEIRO et al., 2001.
Fatores que interferem no valor
nutritivo do feno

• Perdas no campo
• Perdas no armazenamento
Perdas de matéria seca em relação ao conteúdo de
umidade. HOGLUND, 1964
Perdas mecânicas

-Perdas devido à altura do resíduo;


MUCK e SHINNERS (2001)
Perdas mecânicas

- Perda de folhas em decorrência do


manuseio excessivo da forragem,
notadamente na fase final de secagem
MUCK e SHINNERS (2001)
Perdas mecânicas

Perdas no recolhimento
MUCK e SHINNERS (2001)
Perdas no processo de secagem
• Respiração celular
• Fermentação
• Oxidação de vitaminas
• Decomposição de compostos nitrogenados
• Lixiviação
Perdas no armazenamento
Fatores que interferem no valor
nutritivo do feno

Perdas no campo

Perdas no armazenamento
Sistemas de armazenamento
Perdas no armazenamento
• Respiração celular
• Atividade de microrganismo
• Elevação da temperatura
População de fungos em fenos de gramíneas enfardados
com alta umidade (44%).
Dias de armazenamento
Grupos de Fungos 0 2 5 7 12 19
Aspergillus O -- D D D D
Pennicillium O -- D D D D
Scopulariopsis O -- -- -- -- --
Fusarium D D -- -- -- --
Cladosporium D D D D D --
D- Dominante, O-Ocorrência freqüente
Fonte: HLODVERSSON e KASPERSSON, 1986.
Atividade de microrganismo
Perdas no armazenamento
•alterações na composição química;
•toxinas produzidas por fungos
patogênicos como Aspergillus glaucus e
Aspergillus fumigatus
MOSER, 1995; REIS e RODRIGUES, 1998; MEISSER, 2001
Temperatura
x
Reação de Maillard
Formação de produtos de Maillard em forragem em função do
aquecimento

Glicose Glicina Produtos de Maillard

Collins e Owens, 2003


Qualidade de Fenos
Concentrações totais de açúcares solúveis não redutores,
redutores e nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA)
conforme o tempo de estocagem em fenos de alfafa com alta
(30%) e baixa umidade (20%)
Fonte: Adaptado de COBLENTZ et al., 1997.
Composição química de feno de Capim Bermuda submetido a aquecimento
Aquecimento (Graus dias)
Composição
5 119 201 273 401
MS 88,7 89,2 88,9 88,1 87,5
MO 93,5 93,1 92,8 92,9 92,5
NT 1,87 1,94 1,94 1,83 1,92
FDN 76,8 77,0 77,7 77,0 76,2
Hemicelulose 43,0 42,0 40,8 40,3 39,1
FDA 33,8 35,0 36,9 36,7 37,1
NIDN (%MS) 1,19 1,26 1,22 1,13 1,18
NIDN (%NT) 64,0 64,4 63,2 61,2 61,8
NIDA (%MS) 0,12 0,16 0,24 0,25 0,34
NIDA (%NT) 6,45 8,25 12,44 13,66 17,80
Consumo (g/dia) 637,8 638,6 639,4 638,4 625,6
Dig. MS 58,3 59,4 56,6 51,0 54,4
Absorção N% 59,0 59,9 54,2 46,4 47,8
Graus dias: soma dos incrementos diários na temperatura superior a 35°C
McBETH et al., 2001
Composição química e digestibilidade aparente de feno, após
o armazenamento

Normal Muito Aquecido Excessivamente Aquecido

(%MS) Dig. (%MS) Dig. (%MS) Dig.


FB 33,1 67,5 33,0 66,3 37,0 57,8
PB 10,1 53,7 10,4 26,2 9,98 Indig.
ENN 47,4 65,4 47,2 57,7 43,9 48,9
PB (verdadeira) 9,0 51,1 8,9 17,1 8,4 Indig.

Adaptado de Watson e Nash, 1960


Composição química e consumo de fenos de alfafa com diferentes
conteúdos de fibras e fungos

Tratamentos
Composição
LL HL HM HH
MS 83,1 87,4 86,8 85,5
FDN 43,7 49,1 48,2 52,8
FDA 33,2 36,1 37,0 38,2
Micotoxinas - ve - ve - ve - ve
Glucosamina 1,5 1,7 3,2 4,3
Consumo (Kg/dia) 1,8 1,4 1,1 0,6
LL – Baixa fibra e baixo fungo, HL – Alta fibra e baixo fungo, HM – Alta fibra e médio
fungo, HH – Alta fibra e alto fungo.
WITENBERGER et al., 1996.
Composição química, consumo e digestibilidade de fenos de alfafa
fornecido a novilhos angus

Tratamento dos fenos


Composição Sem fungo Com fungo
Fibra longa Picado Fibra longa Picado
MS (%) 82,7 83,4 81,3 81,9
FDN (% MS) 50,8 52,3 52,8 54,6
FDA (% MS) 38,5 39,0 38,8 38,8
PB (% MS) 16,1 16,1 21,9 20,8
Glucosamina g/kg MS 2,9 2,9 5,1 6,0
Consumo % PV 2,0 b 2,5 a 2,0 b 2,4 a
Digestibilidade MS (%) 58,0 a 54,7 ab 57,7 a 51,9 b

Adapto de Bossuyt et al., 1996


Previsão de perdas (%), durante o processo de fenação
em diferentes condições de secagem no campo

Ótimas Normais Adversas


Fontes de perdas
P C P C P C
Forragem cortada 100 100 100
Corte/condicionamento 5 95 10 90 20 80
Respiração 5 90 10 81 15 68
Ancinho 5 86 10 73 20 54
Lixiviação 0 86 10 66 15 46
Enfardamento 5 81 10 59 20 37
Armazenamento 5 77 10-20 53-47 30 26
Manuseio 5 74 10 48-43 30 18
Forragem consumida 74 48-43 18
P- Perdido (%); C- Conservado (%).
Fonte: MACDONALD e CLARK, 1987.
Atividade de microrganismo
MICROBIOLOGIA DE FORRAGENS
CONSERVADAS

➢ As plantas forrageiras normalmente são


contaminadas por microrganismos epífitas
benéficos ou não e o desenvolvimento de
cada espécie dependerá das condições
encontradas no meio ambiente.
População de fungos em fenos de gramíneas enfardados
com alta umidade (44%).
Dias de armazenamento
Grupos de Fungos 0 2 5 7 12 19
Aspergillus O -- D D D D
Pennicillium O -- D D D D
Scopulariopsis O -- -- -- -- --
Fusarium D D -- -- -- --
Cladosporium D D D D D --
D- Dominante, O-Ocorrência freqüente
Fonte: HLODVERSSON e KASPERSSON, 1986.
Classes de freqüências de fungos nos fenos de grama seda (Cynodon dactylon (L.)
Pers), não-tratados (NT, 12-15% de umidade) ou amonizados (A - 20-25% de umidade),
avaliados em três períodos de aeração.
Gêneros de Período de Aeração
Fungos Na abertura 15 dias 30 dias
NT A NT A NT A
Aspergillus R R O R O R
Chaetomium NO R R R R R
Cladosporium NO R R R R R
Curvalaria NO R R R R R
Fusarium R R R R NO R
Pennicillium C C C C C F
Ocorrência: NO = Não-Ocorrente; R = rara (1-20%); O = Ocasional (21-40%); F =
Freqüente (41-60%); C = (61-80%)

Adaptado de Reis et al.(1997)


Microrganismos indesejáveis em
Fenos
➢ Grupo contaminante mais comum:
Actinomicetos
– Fungos filamentosos (Reis et al., 1997)
– Aspergillus, Penicillium, Absidia, etc.
• Grama bermuda (Cynodon dactylon Reis et al.,
1997)
– Maior frequência com maior teor de umidade
• Esporos alergênicos (A. flavus, A. fumigatus)
– Febre do feno em humanos
– Efeito no metabolismo de ruminantes
– Intoxicações e abortos em bovinos (Coulombe Jr., 1993)
Micotoxinas

O termo micotoxina é originário de uma palavra grega


“mykes” (fungo) e de uma palavra do latin “toxicum” (toxina),
As micotoxinas são compostos, altamente tóxicos, produzidos
por certos fungos ou leveduras que são organismos aeróbios
que se desenvolvem em substratos que apresentam baixa
disponibilidade de água, o quais são inadequados para o
crescimento de bactérias.

Jobim e Gonçalves (2003)


Micotoxinas
➢ A susceptibilidade de diferentes alimentos à infecção por
mofos está diretamente relacionada com as características
dos mesmos.

➢ Os requerimentos básicos para a colonização de


forragens e grãos por parte de fungos toxigênicos incluem de
forma generalizada:
1- utilização do substrato como fonte de energia e
nutrientes;
2- teor mínimo de umidade do substrato entre 14 a 24%;
3- umidade relativa do ar maior que 70%;
4- presença de oxigênio;
5- ocorrência de temperaturas apropriadas, variáveis de
acordo com a espécie
Cheeke e Shull, 1985 , Arcuri et al. (2003)
Micotoxinas de origem microbiana em
forragens conservadas
➢ Mais de 100 espécies de fungos toxicogênicos (Cheeke &
Shull, 1985)
➢ Endomicotoxinas
– toxinas intracelulares
– Efeitos agudos , algumas vezes fatais
– impacto na pecuária não é frequente
➢ Exomicotoxinas
– toxinas são liberadas no substrato (em geral, alimentos)
– Alto impacto na pecuária
– Aspergillus, Penicillium, Fusarium, etc.
Quadro 3 – Importantes fungos e micotoxinas encontrados em ração animal.
Fungo Micotoxina Alimento afetado Esp. Afetadas Referência
Aspergillus Aflatoxina Milho, amendoim, Todas as espécies, BRUERTON,
farelo de algodão e incluindo homem 2001
sorgo
Aspergillus Ochratoxina Milho, cereais e arroz Principalmente HURBURGH,
Penicillium suínos e aves 1995
Aspergillus Ácido Cereais, amendoim e Suínos e aves SUKSUPAHT et
Penicillium ciclopiazonico milho al., 1989
Fusarium Deoxinivaleno Cereais e milho Suínos e aves NEWMAN,
2000b
Fusarium T-2 Cereais e semente de Aves NEWMAN,
oleaginosas 2000b
Fusarium Zearalenona Milho, feno, gramíneas, Suínos e NEWMAN,
grãos ruminantes 2000b
Fusarium Fumonisin Milho, grão Eqüinos, suínos e NEWMAN,
aves 2000b
Claviceps Ergot Sorgo Todas as espécies BRUERTON,
2001
Alternaria Ácido Cereais e frutas Todas as espécies BRUERTON,
tenuozóico 2001
Qualidade Sanitária de Forragens
Conservadas

TABELA 5- Efeito das micotoxinas mais comuns em alimentos sobre o desempenho


animal.
MICOTOXINAS EFEITOS NOS ANIMAIS
Aflatoxina Má conversão alimentar, Comprometimento hepático
Ocratoxina Perda de peso
Deoxinivalenol Recusa do alimento, Baixo consumo
Thicothene T-2 Recusa do alimento, Baixo consumo
Zearalenona F-2 Distúrbios reprodutivos ou estrogênicos
Slaframina Sialorréia, Diarréia
Ergot (alcalóides) Convulsão, Fraqueza de membros e gangrena de extremidades
Fonte: Tucci, 1993.
Listeria monocytogenes
• Bastonetes não-formadores de esporos
• em vida livre atua como SAPRÓFITA
• Mamíferos (inclusive humanos) (Donald, 1995)
– Abortos
– Doenças neuro-degenerativas (meningite, encefalite)

• Efeito no metabolismo de ruminantes


– Silagem contaminada (McDonald, 1991)
• Somente quando de baixa qualidade
• Maior ocorrência com cobertura plástica Fenlon,
1989)
– uso de soluções desinfetantes
– Ácidos fórmico, propiônico (Kalac & Woolford, 1982)
100

80

60 Listeria sp.

40 Listeria
monocytogenes
20

0
campo abertura 15 dias 30 dias

Ocorrência de Listeria sp e de Listeria monocytogenes, a partir de colônias


típicas isoladas da forragem no campo e das silagens de capim-Tifton 85
avaliadas em diferentes períodos de exposição ao ar.

Schocken-Iturrino et al., 2005


100,0

% de ocorrência 80,0

60,0

40,0

20,0

0,0
0 5 10 0 5 10 0 5 10 0 5 10

0 2 4 6
% PCP / Tempo (dias)

Listeria spp Listeria monocytogenes

Figura 2. Identificação de Listeria spp e de Listeria monocytogenes, a partir de


colônias típicas isoladas de silagens de capim Tanzânia submetidas a
adição de polpa cítrica peletizada.

Coan, 2004
100,0

90,0

80,0

70,0

% de ocorrência
60,0

50,0

40,0

30,0

20,0

10,0

0,0
0 5 10 0 5 10 0 5 10 0 5 10

0 2 4 6
% PCP / Tempo (dias)

Listeria spp Listeria monocytogenes

Figura 4. Identificação de Listeria spp e de Listeria monocytogenes, a partir de colônias típicas


isoladas de silagens de capim Braquiarão submetidas a adição de polpa cítrica
peletizada.

Coan, 2004
Weiberg et al. (2006) avaliaram a sobrevivência de Escherichia coli (106
UFC/g) adicionada a fenos de ervilha, trevo e trigo armazenados com
baixa e alta umidade e, observaram que as bactérias desapareceram
rapidamente das forragens, contudo em alguns casos estas
sobreviveram e podem sobreviver em condições favoráveis.
Microbiologia de silagens e
fenos

➢ Impacto da Qualidade Sanitária de


Forragens Conservadas sobre o
Produto Animal
Qualidade do leite : “É o conjunto das
propriedades desejadas pelo
consumidor”

QUALIDADE
Qualidade Sanitária Valor Gastronômico Valor Nutricional
Bacteriológica Sabor Composição Química
Química Odor
Microbiologia do leite
➢ Importância para a saúde pública
➢ Veículo de várias doenças (Homens e
Animais  brucelose, toxoplasmose, febre
aftosa, tuberculose e toxinfecções
alimentares).
Microbiologia do leite
➢ Principais fontes de contaminação:
– Fezes, poeira, higiene na ordenha (animais e
equipamentos)

• “O número de microrganismos refletirá a


qualidade do leite, das condições de
ordenha e armazenamento do produto.”
Qualidade do leite para
produção de queijos
• Clostridium tyrobutiricum
• Ácido lático  ác. Butírico + C02

• Clostridium sporogenes
• PB  produção de aminas
Microbiologia da silagem

Quadro 2- Teor de matéria seca, pH, esporos de clostrideos na silagem e no leite de vacas
Esporos na MS (%) pH Ordenha Higiene Higiene
Silagem Sem higiene com ducha Ducha + papel
81.000 esp/g 19,5 4,8 11.200 esp/L 8.100 esp/L 4.500 esp/L
4.000 esp/g 15,9 4,3 1.700 esp/L 900 esp/L 500 esp/L
Adptado de Murphy & Palmer (1993)
Aditivos para preservação de
fenos

• Alteração do pH
• Características desejáveis:
- Baixa toxicidade para os mamíferos;
- Efeito sobre fungos, actinomicetos e bactérias;
- Distribuição uniforme nos fardos;
- Baixos níveis de perdas por volatilização;
- Não ser excessivamente absorvido pelo feno;
- Manuseio fácil e seguro;
- Amplo espectro de ação;
- Solúvel em água.
BARON e GREER (1988) ; LACEY et al. (1981)
Ácido propiônico parcialmente
neutralizado com a amônia é o
mais utilizado.
LACEY et al. (1981); BARON e GREER (1988)
• MEISSER (2001) observou que o uso de
propionato de amônio (equivalente a 64% de
ácido propiônico) foi efetivo em preservar a
qualidade de fenos. A aplicação de ácido
propiônico promoveu adequada conservação
de fenos com 23% de umidade, porém não foi
eficiente quando aplicado em fenos
armazenados com 29% de umidade.
Uso da amônia anidra

• Alteração do pH
• Alteração da síntese de DNA
• Alteração na síntese de proteína
Desenvolvimento de fungos em fenos de gramíneas tratados com
amônia anidra.
Umidade (%) NH3 (% MS) Nº de colônias /g de MS
0,0 1,1 x 106 9,5 x 105
20,0 a 25,0%
1,5 5,5 x 101 6,7 x 101
Fonte: 1.BONJARDIM et al., 1992; 2. REIS et al., 1993.
UTILIZAÇÃO DA URÉIA
Hidrólise pela ação da urease

O urease
NH2 C NH2 CO2 + 2NH3
H2O
Ghate e Bilanski, 1979; Ghate et al., 1981, Alhadhrami et al., 1989
População de microrganismos (No/g de amostra) do feno de capim green
panic enfardado com alta umidade (40%) e tratado com uréia (3,5% da MS).
Dias de armazenamento pH Fungos Leveduras
0 6,5 1,1 x 1010 2,5 x 1011
4 9,8 --- ---
20 7,8 1,5 x 101 5,5 x 108
Fonte: SILANIKOVE et al., 1988.
Ocorrência de Aspergillus em fenos de Cynodon dactylon
não tratado (umidade 12-15%) ou amonizados (umidade 20-
25%) avaliados em três períodos de pós tratamento.
Ocorrência de Penicillium em fenos de Cynodon dactylon não
tratado (umidade 12-15%) ou amonizados (umidade 20-25%)
avaliados em três períodos de pós tratamento.
• ROSA et al. (1998) observaram
diminuição na incidência de
Aspergillus no feno de braquiária
decumbens, enfardado com alta
umidade e tratado com amônia
anidra (1,0% na MS) ou com uréia
(0,9; 1,8% na MS).
• FREITAS et al. (1997) observaram
em fenos de alfafa com alta umidade:
15 gêneros de fungos (controle), 11
(amônia) e 12 (uréia).
• O gênero Paecilomyces foi o de
maior ocorrência em todos os fenos.
• Os tratamentos com amônia ou com
uréia foram eficientes em controlar
os gêneros Aspergillus e Penicillium.
Considerações finais
Considerações finais
Coeficientes de regressão linear simples entre a perda de água das
plantas e características morfológicas de gramíneas tropicais.
Idade em semanas
8 12 8-12
Razão de peso de folhas (g/g) 0,983 0,972 0,948
Comprimento dos caules (cm) -0,988 -0,839 -0,780
Diâmetro dos caules (mm) 0,172 0,659 0,433
Comprimento das folhas (cm) 0,889 0,836 0,751
Largura das folhas (cm) -0,051 0,003 -0,056
Área de folhas (cm2/folha) 0,638 0,604 0,611
Área de folha (cm2/perfilho) 0,559 0,604 0,379
Área específica de folhas (dm2/g) -0,338 -0,425 -0,403
Fonte: COSTA e GOMIDE, 1991.