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Aluno: JOSÉ SILVA Turma: F Data: 13/09/2017

REFERÊNCIA: HAIDAR, Maria de Lourdes Mariotto. O Ensino Secundário no Brasil


Império. 2° ed. São Paulo: EDUSP, 2008.

OBJETIVOS: Analisar o ensino secundário no império brasileiro no período situado entre a


reforma constitucional de 1834 e a proclamação da república.

PRINCIPAIS CONCEITOS: Estudos Preparatórios: Estudos das disciplinas que figuravam nos
exames de admissão nas faculdades. (p.37); Exames Parcelados: Exames realizados sem
necessidade de comprovação de frequência em turma regular seriada, podia-se fazer aulas avulsas
de uma disciplina e prestar exame para ela. (p.48).

PRINCIPAIS CONCLUSÕES: O Ato institucional não significou descentralização do ensino e


o governo central continuava controlando o ensino secundário por todo o império (p.20); O ensino
secundário nas províncias carecia de recursos financeiros, administração mais eficiente e era
afetado pelo não reconhecimento das aprovações dos liceus nos cursos superiores do império
(p.33), nessa situação os colégios privados se multiplicaram com subvenção provincial. (p.32) O
ensino secundário ficou reduzido aos preparatórios para matricula nas faculdades. (p.45) Os
estudos secundários foram resumidos aos pontos dos exames dos cursos superiores. (p.68) “Os
exames parcelados, incentivando os estudos irregulares, acobertando a fraude, estimulando e
protegendo a decúria e a ignorância” haviam reduzido o preparo para as faculdades em ensinar
apenas o necessário para aprovação nos preparatórios. (p.78) Nas províncias, os liceus perderam
alunos para as aulas avulsas e o ensino secundário encontrava-se quase que totalmente nas mãos
da iniciativa particular. (p.85) O colégio Pedro II tido como padrão ideal de ensino, contudo em
todo o império os preparatórios e os exames parcelados continuam existindo. (p.94) Devido ao
número reduzido de alunos, da concorrência com escolas que exigiam o mínimo e da
‘desmoralização dos exames preparatórios’, pouco faltou para que o colégio Pedro II também
fosse resumido a um mero curso de preparatórios. (p.134)

COMENTÁRIO PESSOAL: Durante a segunda metade do século XIX tentou-se organizar uma
escola secundária pública de qualidade. O colégio Pedro II, cogitado a ser modelo de ensino
secundário para todo o império e que resistiu prezando pelos estudos seriados e regulares, quase se
rende às aulas preparatórias e aos exames parcelados que representavam ‘o real’ no ensino
secundário do período. As instituições privadas cujos interesses comerciais conduziam-nas a
oferecer um ensino que falhava na qualidade, mas tinha como sua maior propaganda o acesso
rápido e fácil ao ensino superior prosperaram durante todo o império.

PALAVRAS-CHAVE: História da Educação. Ensino Secundário, Império.