Você está na página 1de 2

Bibliografia

Alves, Ieda Maria. Neologismo: Criação Lexical. São Paulo, Ática, 1990.

O livro trata da criação lexical neológica na Língua Portuguesa. Apresenta todos os


possíveis processos de criação: neologismo fonológico, sintático, conversão, semântico,
empréstimo...
Já no século XX, um movimento chamado purista, grupo de jornalistas, escritores e
gramáticos contrário/reacionário ao emprego de francesismos em nosso idioma. (p.6) Tais
relatos nos mostram que a neologia não é um fenômeno recente.
Quanto à Neologia fonológica:
“A neologia essencialmente fonológica supõe a criação de um item léxico cujo
significante seja totalmente inédito, isto é, tenha sido criado sem base em nenhuma palavra já
existente.” P.11
Elenca-se a criação onomatopaica e recursos fonológicos.
“sendo de caráter social, há uma resistência coletiva a toda inovação linguística, pois a
língua constitui um patrimônio comum a todos os falantes de uma comunidade linguística.”
P.11
Quanto aos neologismos sintáticos:
Podem subdividirem-se em: NEOLOGISMOS FORMADOS POR DERIVAÇÃO PREFIXAL:
derivação prefixal, mudança de função, substantivação de prefixos, transferência de significado
para prefixos, oposição entre prefixos, prefixos e economia discursiva; NEOLOGISMOS
FORMADOS POR DERIVAÇÃO SUFIXAL: derivação sufixal, sufixos nominais, verbais e sufixo
adverbial, concorrência entre sufixos, a expressão da pejoratividade, novos sufixos, derivação
parassintética; NEOLOGISMOS FORMADOS POR COMPOSIÇÃO: composição subordinativa,
coordenativa, satírica, convergência entre derivação e composição, composição entre bases
não-autônomas; COMPOSIÇÃO SINTAGMÁTICA: composição sintagmática nos vocábulos
técnicos; COMPOSIÇÃO POR SIGLAS OU ACRONÍMICA: derivados de siglas.
Dentre tantas possibilidades, destaco algumas informações que julgo importantes
sobre alguns processos:
“Costumam afirmar as gramáticas que os elementos prefixais, ao contrário dos
sufixais, caracterizam-se pela não-alteração da classe gramatical das bases a que se associam.
Entretanto, vários exemplos atestam que um prefixo, unido a uma base substantiva, pode
atribuir-lhe função adjetiva e mesmo adverbial.” P.22/23
 O uso de alguns prefixos ligados a substantivos promovem adjetivos neológicos.
 Prefixos sem base tornam-se substantivos e até podem atuar como base:
supermicros.
 Economia discursiva:
Policiais não-violentos – policiais que não são violentos
Um acontecimento extrapauta – um acontecimento fora da pauta.

“Em termos da gramática gerativa, pode-se dizer que, na estrutura profunda, as frases
desprovidas de prefixo são mais complexas e mais longas; na estrutura de superfície, o prefixo
torna-as mais econômicas.” P.29

Diferença entre um termo composto e uma composição sintagmática:

Termo composto Composição sintagmática


Nem sempre segue a ordem: Segue a ordem: determinado-determinante
determinado – determinante
Regras próprias de flexão de Flexionam conforme a categoria de origem
gênero/número
Geralmente usa-se hífen Vias de lexicalização (geralmente sem hífen)
Única unidade léxica
Pode conter preposição
p.50/51

A obra contempla ainda outros processos neológicos, como: conversão, neologismos


semânticos, truncação, palavra-valise, reduplicação, derivação regressiva, NEOLOGISMOS POR
EMPRÉSTIMO, sentimento de neologia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

“O estudo da neologia lexical de uma língua permite-nos analisar a evolução da


sociedade que dela se utiliza, pois as transformações sociais e culturais refletem-se
nitidamente no acervo léxico dessa comunidade.” P.87