Você está na página 1de 412

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE

BIBLIOTECA NACIONAL

DOCUMENTOS
HISTÓRICOS
CORRESPONDÊNCIA DOS GOVERNADORES
GERAIS

1704 ~ 1714

VOL- XL
-¦¦:¦-,:;

aaa
M
TYP. BAPTISTA DE'SOUZA
Rua da Misericórdia, 51
RIO DE JANEIRO
1938

¦¦ -.
.
*'¦'-

:'¦¦' .-¦'.. ..-'..'

1 * ¦ ¦_ *
, ; . .,. ,
;'

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E SAÚDE

BIBLIOTECA NACIONAL

DOCUMENTOS
HISTÓRICOS

CORRESPONDÊNCIA DOS GOVERNADORES

GERAIS

1704 - 1714

VOL. XL

typ! baptista de SOUZA.


Rua da Misericórdia, 51
RIO DE JANEIRO
1938
aA
«-.MO
IO oc i 1
«•Eirçk^o^

Q4&3-6

¦. ',
.t

\
Carta que se escreveu ao Revê-
rendo Doutor Nicolau Pais Sarmento.
Dião e Vigário Geral de Pernambuco.

Recebi as cartas de V/ Agos-


tot parabéns, que atenção

Li também

su-
zelo datenção eu
conhecimento
ponho Por Tudo • ' V
terra, que nV,or
.... essa Capitania • Senhor
-p da justiça,
jix observância
~ ~ n11V verdadeiros termos
. . este grande em • • um c
outro juiz embaraçando-se
Governador, se
re~
parte de Vossa Mercê ¦ ¦ • ¦ • • • • •
....
presentamse *>Prelado Eclesiash-
de prender ou desterrar a qualquer
culpas que e o
co, se lhe não podem pedir as
a represento-
mesmo que a razão que tem para
fazer os Pedados.
ção, e o mais que costumam conta ao
é depois de dado a execução, darem
tem «do
mesmo Príncipe, e se acaso a pnsao
•ão ou de Governador,
por insinuação de Ministro,
7m
y
-Ar-
forma, sem passarem
seguira também a mesma

','..' '' ' ...


semelhantes
das praticas,
'„' ' ,Un das eclesiásticas
¦ * sinuaçoes que
sempre
alegouBula
'. do mesmo
cujos ca... ¦ ¦ ¦ ¦ —
para ^ a0 príncipe . .
da sua
'"*"*' prontamente
par Joséperturbar o sossego.
Maurício

SJcS ^rcl^que Por virtude de uma


para
neticão do dito Padre o mandava passar
ao Desem-
fnova cadeia, passara precatória dandoquac-
bargador, e outros proced.mentos, nao re
tos de hora, por cômicas admoestaçoes,
cebendo apelação no suspensivo

carcereiro agravar para a ^
Vossa Mercê use destes
Sr. Bispo: v'v;v:;:;para • • e^

noder " • • - Vossa Mercê estar
P°';Í
assim, ouvidor, mandar qualquer
Relação.

" '" t ,. lhe deferir.


da sua parte
Espero de Vossa Mercê que
• • • • • •¦
continue tudo para o sossego • . . . . ¦
prometo de ... que o meio
é o procurar nao entrar na
perturbação, consentir
contenda de jurisdições X..:...:-¦
(".?

- 5 -
-'' ¦' • . . y.

requerimen-
que Eclesiástico algum em
tos, e pretenções seculares.
Quando Vossa Mercê tenha alguma cousa
de seu serviço destas partes, fico com pronta
a
vontade para lhe dar gosto. Deus guarde
Vossa Mercê. Baía e outubro 7 de 1714.
Marquez de Angeja

Senhor Dião e Vigário Geral de Pernam-


buco Nicolau Pais Sarmento.

Carta que se escreveu ao Padre


Vigário Geral
João de Matos Serra,
do Ceará Grande.
Recebi a carta de Vossa Mercê, e lhe agra-
chega-
deço o parabém que me dá da minha
muito na
da, a esta Baía, cuja atenção me fica
a Vossa
lembrança, para em tudo que tocar
a todos
Mercê desejar dar-lhe gosto, e deferir
os seus particulares. _
Mercê
Vi toda a representação que Vossa
Ceará m-
me faz pelo que toca à Capitania do
do Ui-
vasão . .• do gentio, má conduta
pitão dimento que houve com
" ".'. . representar ou-
sem
por ora não posso fazer
vir, e me informar avisar ao dito be-
tem pas-
nhor me informe logo de tudo o que
Sa,d° ••'/• .".'.'dilatarem ..
este negocio '.,.. emquanto ,
Puder
a essa Capitania: e se Vossa Mercê nesta
passar me achara ....
parte tiver que me representar,
" "
•'¦ < J Á ''

'
- 6 -

Vossa
para o servir. Deus guarde a
Mercê
Marquez de Angeja

Senhor Matos Serra, Vigário


Geral do Ceará Grande.

Carta que se escreveu ao Doutor


Ouvidor Geral da Paraíba, para reme-
ter o traslado dos autos autênticos que
nela se processaram por parte do Sar-
gento-mor João Ferreira Batista.
Porquanto por parte de João Ferreira Ba-
tista Sargento-mor da Infantaria da Capitania da
Paraíba, se me representou que estando preso um
seu filho, e Irmão, e outro na cadeia pública desse
presídio, sendo mandados mudar por ordem do
Governador para a Fortaleza do Cabedelo, fugi-
ram do caminho, do que procedeu ordenar o
mesmo Governador que o dito João Ferreira
os buscasse, e repusesse na cadeia, pena de pri-
são, e por ser-lhe impossível o fazê-lo, e recear
algum excesso, ficou recolhido no Convento de
São Francisco, onde se achava, e pòr ordem
do Governador o autuou o Doutor ouvidor ge-
ral dizendo aconselhara a fugida dos presos,
e de em os não prender, e repor na
e
prisão, e depois do suplicante ser preso, priva-
do do posto, foi condenado a degredo, e pena
pecuniária, e vendo-se o suplicante sem\recur-
so, e oprimido na Fortaleza ç\o
Cabedelo, se resolvera a sair dá referida prisão.
e recorrer a mim, apresentando-se nesta cadeia,
Por-
pedindo-me lhe mandasse dar livramento.

¦
./
"
\t ¦"-

.-1
- 7 -

tanto atendendo ao que alega o suplicante, e


estando nesta cadeia onde se apresentou volun-
tariamente mando ao Doutor Ouvidor Geral da
dita cidade da Paraíba, me remeta o traslado
autêntico de todos os autos crimes, que contra
o suplicante se houverem processado, e senten-
ciado nessa cidade, e caso que já se tenha reme-
tido a Portugal, ou por via de apelação, ou por
outra qualquer, nem por isso deixe de me reme-
ter o traslado deles autêntico, porquanto sem-
pre deve ficar o próprio nessa cidade, o que
cumprirá logo que esta lhe for apresentada, sem
dúvida alguma, fazendo trasladar os autos a
custa desta parte. Baía e Janeiro 23 de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Capi- x-


tão-mor da Paraíba João da Maia da
Gama.
Nesta ocasião ordeno ao Doutor Ouvidor
Geral dessa Capitania da Paraíba, me remeta
o traslado autêntico de todos os autos crimes
e
que nessa cidade se houverem processado,Fer-
sentenciado, contra o Sargento-mor João
reira Batista, e no caso que se tenham remetido
a Portugal, ou por apelação, ou outra qualquer
o
via que seja, nem por isso deixe de remeter
h-
dito traslado autêntico; porque sempre deve
car o próprio nessa cidade, fazendo trasladar
se
os autos a custa desta parte: porquanto esta
apresentou na cadeia desta cidade voluntária-
mente, pedindò-me lhe mandasse dar livramen-
me tem
to: e posto que sobre este particular
fazer.
Vossa Mercê já dado conta, o tornará a
»¦»•' -rfOIrikVj- »

- 8 -
tem pas-
representando-me todos os termos que nos autos
sado, no procedimento que se houve
que se processaram contra o suplicante para que
se con-
nos que se seguirem em seu livramento as-
tinue a proceder na forma de juízo: para quetoda
com
sim se faça; ordeno a Vossa Mercê
esta car-
a recomendação, que tanto que receber
logo sem
ta aplique ao dito Ouvidor Geral que
e mos
demora mande trasladar os ditos autos, es-
remeta com toda a brevidade em qualquer se
tado que estiverem, sem réplica alguma, por do
não retardar a esta parte o fim que pretende
conta
seu livramento; e Vossa Mercê me dará or-
de o dito Ouvidor assim executar a minha
e
dem. Deus guarde a Vossa Mercê. Baia Ja-
neiro 23 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor João da Maia da Gama.

Carta que se escreveu ao Capi-


Lu-
tão Regente da Vila de Guaiana
cas Nunes.
4*,rr Mestre da Sumaca
José Pinto de Paiva, minha a
São Miguel e Almas vai por ordem
esse porto da Guaiana, conduzir farinhas para
man-
esta praça na mesma forma que o tenho
se ex-
dado fazer aos mais deste Estado, por
dela para sustento
perimentar já alguma falta
da Infantaria, e Povo da mesma praça, a que
nao
devo acudir com toda a providência, porque
Ordeno a Vossa
passe a ser maior a dita falta: o
Mercê dê todo o favor e ajuda que lhe pedir
i Mestre da tal embarcação para que carregue
'¦¦..:¦.¦¦'

*.

y-t 9 -.

consentindo se
com a brevidade possível, não
estiver va->
altere o preço, por que geralmente
sua chegada.
lendo a farinha ao tempo da
Baía e Fevereiro
Deus guarde a Vossa Mercê.
5 de 1765.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


Ma-
nador de Pernambuco Felix José
chado sobre (sic) .
chuvas
Senhor meu. Pelas continuadas
-que tem havido, apodreceu a maior parte das
no reconca-
mandiocas, que estavam plantadas
ordinário da
vo desta cidade, para sustento
se começa a
Infantaria, e povo dela, de que já
acudir com
sentir alguma falta: e porque devo
a este dano, te-
toda a providência necessária
das Vilas e Lu-
nho mandado conduzir, não só
senão das mais partes
qares desta Capitania, legumes que os
do Estado, a farinha, e mais

ne
SK a8 «?f; sendo
J
foX - • ,u11ffl tavor
favor ae de Vossa
v Senhoria
. para
cessano algum i
o conseguir com todiia
J^P^S-i
lh£ £
Guaiana ordeno
Ao Capitão Regente de chega
não consinta se altere o preço por que
vendendo gerai
da da dita sumaca se estiver
haja ta-bm-^
Íente: eguando nesta Baía a Vossa Se
ma cousa em que possa dar gosto
- 10 >-

nhoria, o farei com mui pronta vontade. Deus


Baía e
guarde a Vossa Senhoria muitos anos.
Fevereiro 5 de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu


Jacob de Souza e Castro, Go-
vernador dos índios da sua Nação
Tabojara.
Pelos Reverendos Padres Missionários da
Companhia de Jesus, se me fez presente o zelo
com que Vossa Mercê e a sua gente se mostra-
ram, na ocasião em que os Tapuias, quiseram
invadir os vassalos de El-Rei meu Senhor unin-
do-se Vossa Mercê com a sua gente aos Portu-
Vossa Mer-
gueses, como tão bom vassalo, que
cê é de El-Rei meu Senhor. E como nisto fez
Vossa Mercê serviço ao dito Senhor, e nele
continua com aquele mesmo zelo, pelo qual já
mereceu, que o dito Senhor o honrasse com
carta assinada pela sua real mão, me acho obri-
gado a agradecer-lhe de novo este particular
serviço, o qual farei presente a Sua Majes-
tade, e espero que Vossa Mercê continue na
mesma forma, para que eu tenha sempre muito
que lhe louvar e muitas ocasiões de o atender.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía 25 de Fe-
vereiro de 1715.
Marquez de Angeja

Para Dom Jacob de Souza e Castro, Go-


vernador dos índios da sua nação Taboiaras.

'w<;
— 11 -
ôcj
Carta que se escreveu a Sebas- '/>

tião Pinheiro Guimarães, Governador


dos índios.
Estando informado do bem, que Vossa
Mercê tem servido em todas as ocasiões do
serviço de El-Rei Meu Senhor, especialmente
nas perturbações dessa Capitania, obedecendo
em tudo exatamente, o que pelos Governadores
dela, lhe tem servido, digo sido mandado não
só nos presentes tempos, mas nos passados, me
acho obrigado a agradecer-lho, e dizer-lhe que
em tudo obre Vossa Mercê com imitação aos
seus antecessores; e porque por parte dos Mis-
sionários da Companhia de Jesus, se me re-
sua administra-
presentou que nas Aldeias da de ai-
ção viviam os índios delas molestados
Vossa Mercê os
guns apertos e serviços a que
obrigava; e como não é costume deferir sem
ouvir as partes, quero Vossa Mercê me infor-
me deste particular, e entretanto ordeno a Vos-
a traba-
sa Mercê, não obrigue os ditos índios do
lho, ou serviço algum sem expressa ordem
e ao de-
Senhor Governador dessa Capitania,
Mercê . •
pois de ouvir a Vossa ...
na forma que hão de ser tirados os índios
nas ocasiõe sque se oferecerem
me
do" serviço real: espero que Vossa Mercê nao
se
informe com toda a brevidade, para que
a essas
dilate o meu deferimento, e o sossego
Baia 28
Aldeias. Deus guarde a Vossa Mercê.
de Fevereiro de 1715.
Marquez de Angeja
*-ffijjjSfaff£gfcyií

- 12 ;*>-

Carta que se escreveu ao Prove-


dor da Mesa dos Irmãos da Miseri-
córdia de Pernambuco.
Recebi a carta de Vossas Mercês, e agra-
com
decendo-lhes em primeiro lugar a caridade,
Cidade e povo,
que açodem à pobreza dessa terços,
e juntamente à cura dos soldados dos
sem embargo de experimentarem a falta; que
da Ua-
me insinuam das mesadas que o Senado
do
mara era obrigado a satisfazer, por força
contrato, feito no tempo do Governador André
Vidal de Negreiros, cuja consignação me pedem
Vossas Mercês ordene ao Governador dessa
Capitania faça pontualmente pagar: desejan-
e
do eu em tudo compuser a Vossas Mercês
mostrar-lhes minha tenção, me acho por ora
com o embaraço de não estar cabalmente intor-
mado de todas as circunstâncias deste contrato,
e das causas, por que a cidade tem faltado a
este pagamento; e se Deus for servido
ensejo para que pessoalmente possa passar a
essa Capitania, espero que neste negócio....
satisfeita, o
providência que essa Mesa fique
Senado da Câmara dessa Cidade sem. .
possa pagar o atrazado, e continue pontual-.
mente ...... e que a despesa.
as mais consignações. '.>.
entanto me pareceu escrever ao Sr. Bernardo
e de sua grande prudência
há de dar toda............
Baía 29 de Fevereiro
Marquez de Angeja
Para o Provedor e mais Irmãos da Mise-
ricordia de Pernambuco.
- 13 -

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Felix José Ma-
chado.
Recebo a carta de Vossa Senhoria com os
mapas inclusos, a que mais dis-
tinto e melhor do que a relação que me man-
dou o Provedor da Fazenda,
agradecer a Vossa Senhoria o cuidado, e dis-
tinção •• remeteu.
No que toca ao imposto dos negros, pare-
ceu-me declarar a Vossa Senhoria que este que
El-Rei meu Senhor mandou pôr não é de ne-
nhum modo sobre os que ficam e
servem para a lavoura dela; mas só nos que
Capitania das minas
por comércio vão para a
do ouro, mas como sobre esta matéria dei já
esperam
conta a El-Rei meu Senhor e estamos
a frota
do que com o favor de Deus chegue
resolução
brevemente, me não atrevo a tomar as res-
nesta parte, sem primeiro me chegarem
postas desta,
Vossae outras representações que tiz
Senhoria fará continuar
aqui, sem
neste direito na mesma forma que até
meu Senhor
alteração das ordens de El-Rei
a Vossa be-
que para isso teve. Deus guarde
nhoria. Baía 28 de Fevereiro de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


Ma-
nador de Pernambuco Felix José
chado.
de 14 de
Diz-me Vossa Senhoria nas cartas Fazenda
da
Dezembro, querendo o Escrivão de Ul-
Real desta Capitania concessão
\-

- 14 —-
um
Rei' meu Senhor para poder nomear mais
oficial para o ajudar custa o mesmo ordenado,
tinha, se
proes, e precalços, que o outro que já nomea-
acham servindo ofícios só pelas
as Provisões do
ções do Escrivão, sem tirarem do
Governo, a quem é concedido pelo capítulo
Regimento que Vossa Senhoria acusa. E.
no-
Vossa Senhoria que na concessão de
li

1 ' ' *
mear só '
superior, quando este não porque achan-
do ... outro. E quando ao e
nomeação do
vencerem proes e precalços, só pela
dos muitos
Escrivão é erro, manifesto, e será um da r/a-
absurdos, que se praticam na arrecadação
zenda Real neste Estado, e só se lhe deve pagar
sendo ofício de Provisão, tendo-a pelo Governo, do
na forma de seu Regimento, ou por despacho
a no-
Governador, em que manda se cumpra
nos
meação, e se lhe sente a praça, como se faz
ofícios da Vedoria, nas Províncias, em Portugal;
se
e tendo-se-lhe pago sem estas circunstâncias,
não deve levar em conta ao Tesoureiro, ou paga-
dor a quem toca estes pagamentos, por os haver
feito sem despacho do Governo; e isto é o que
Deus
posso dizer a Vossa Senhoria nesta parte.
28 de Fevereiro
guarde a Vossa Senhoria. Baía
de 1715,
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Felix José Ma-
chado.
A apelação do Ajudante se sentenciou nes-
ta Relação em minha presença, e foi condenado
em degredo de Angola, e em perdimento do pos-
- 15 ~

to, e para cumprir a sua sentença fica preso


nesta enxovia; creio tem pedido vista para em-
bargos, que até agora não teem vindo à Rela-
ção; do que resultar avisarei a Vossa Senhoria
a quem Deus guarde. Baía 28 de Fevereiro de
1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco, Felix José Ma-
chado.
Fico no cuidado que Vossa Senhoria me
representa, em ordem do Procurador da Coroa,
e até agora não tem aqui chegado requerimen-
to de nenhum pretendente para este ofício, em
chegando sempre procurarei muito seguir as in-
formações de Vossa Senhoria a quem Deus
guarde. Baía 28 de Fevereiro de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Felix José Ma-
chado.
Por parte do Provedor, e Mesa da Mise-
da
ricórdia, se me representou, que o Senado
me-
Câmara lhe faltava com o pagamento das
sadas, que era obrigada, na fôrma do contrato
Vi-
celebrado, no tempo que Governava André
dal de Negreiros, para a cura dos soldados dos
de
Terços da Cidade, e Recife; em cuja falta
a ta-
pagamento se achava muito prejudicada
zenda da Casa aplicada para outras obras pias;
e assim me pediam passasse ordem para que
¦- ¦¦>*,

•A'

- 16 -
do que se lhe de-
orontamente fosse satisfeita com os
vae" lhe continuasse pontualmente deferir, me
oaaamentos. E para eu lhe poder se sirva de me
éS* que Vossa Senhoriae achandc.Vos-
informar sobre este particular, M'sencord,a no
a
sa Senhoria que tem razão lhe for possi
que pede, espero contribua quanto nao
vel para que a Câmara, quando possa pa-
falte continuar a
lar o atrazado, ao menos não
do futuro. Deus guarde a Vossa
pontualidade de 171!).
Senhoria. Baía 28 de Fevereiro
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


Ma-
nador de Pernambuco Felix José
chado.
em que me
Vi a carta de Vossa Senhoria
com o Wk)<»?
refere o que se tem passado
e fico entendendo tudo o
MaurícioVanderlei,
esta matena, nem e ne
que me informa sobre se canse em a
cessãrio que Vossa Senhoria
os »«*»£££
deduzir mais, e fazer trasladar
o Remo. como também
que tem mandado paranovo
não tenho cousa de que avise a Vossa
o Eclesmst co,
Senhoria do procedimento com
lhe haver declarado a minha opinião,
por jã com a pruden-
Vossa Senhoria em tudo obrará segundo as
cia que costuma, e mui igualmente,
Senhor.
ordens que tiver de El-Rei meu apelações,
Pelo que toca aos agravos, e
toca o saber
ainda que o Provedor diz lhe não obriga-
. se se remetem para o Juizo Superior, e
as partes as tn
do se o Escrivão a remeteu, e se
o nao tenham
raram para as remeter; e quando
- 17 ~

feito, dar-lhes as ordens necessárias para que os


Mestres das Embarcações ou caminheiros se-
à Alçada a que tocam,
jam obrigados a trazê-las
e cobrarem recibo para lhe apresentarem quan-
do tornarem à mesma terra; porque de outro
modo ficaria na liberdade dos apelantes o esco-
lherem o que lhes fosse mais cômodo, ou livra-
rem-se, ou não o fazerem, andando sempre so-
bre o seguro ou fiança. Deus guarde a Vossa
Senhoria. Baía 28 de Fevereiro de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Felix José Ma-
chado.
Vejo o que Vossa Senhoria me diz sobre o
Vigário Geral do Ceará Grande João de Matos
be-
Serra, e fico entendendo tudo o que Vossa nao
nhoria me diz neste particular, sobre o qual
tenho que lhe responder por ora. Deus guarde de
a Vossa Senhoria. Baía 28 de Fevereiro
1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao G°vcr-


nador de Pernambuco Felix José Ma-
chado.
sobre
Recebi a carta de Vossa Senhoria
Eon-
os presos que ficaram no Forte das Cinco vm-
tas, e como destes, que agravaram teem ,a ti-
do alguns à Relação pelos deferimentos que
Senho-
veram naquele Tribunal, será a Vossa e so
ria presente o como foram sentenciados;
~ 18 ~a

em uma parte tem o Ouvidor razão, e é em que


o Réu lhe alegue; porque sem isso não tem obri-
aqui sucedeu nesta Re-
gação de julgar, como
lação julgando-se aos que o alegaram e nao
aos que faltaram em o produzir. Deus guarde a
Vossa Senhoria. Baía 28 de Fevereiro de 1715.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador da Paraíba João da Maia da
Gama sobre madeiras para naus.
Ma-
Nesta monção me veio ordem de Sua
mandar
iestade, que Deus guarde, para haver de a
fazer um corte de madeiras, para irem para
entendo,
Ribeira das naus de Lisboa, e como
segundo o que lhe
que o dito Senhor resolverá as Capitanias
propus, pôr feitorias em todas e me
donde se entender haja estas madeiras, de-
dizem que essa da Paraíba é mui abundante
Ias, e que terão fácil condução: Vossa Mercêe
me informará do que acha neste particular,
faça a sua informação
para que Vossa Mercê
com a ciência do método, que determino por
neste negócio é o seguinte.
Na Baía se há de fazer o Armazém geral
das madeiras, não só para a fábrica da nau que
se há de fazer na Baía todos os anos pela repar-
tição da Coroa; mas dela hão de sair todas as
conduzir esta
que forem para o Reino. Para
madeira à Baía hão de andar sempre duas char-
ruas, que as transportem dos portos do Norte,
e Sul, à dita Baía, e outra charrua grande, que
há de andar na frota, para conduzir as ditas
imadeiras direitas para o Reino as madeiras que
- 19 -

se pedem do Reino são toda a sorte de madeira


direita, a saber quilhas, vãos, latas, cintas, dor-
cos-
mentes, mandrís, siscordas, e taboados de
de
tado bem compridos como também taboado
tapinhoan, e utí, para forros que isto declaro
e
a Vossa Mercê porque sei a sua curiosidade,
a fábrica de
que sabe o que é necessário para Vossa
um navio, e assim na informação que com-
o
Mercê tirar veja se pode conseguir saber
estas madeiras,
primento de que se podem tirar
madeiras compri-
porque para o Reino querem mui individual
das? de tudo me prometo uma
o fio da sua
notícia de Vossa Mercê porque
serve aH,
muita inteligência, e zelo com que
Vossa Mercê.
Rei meu Senhor. Deus guarde a
Baía e Maio 20 de 1715.
Marquez de Angeja

margem): - Remeteu-se a cópia desta


(A adiante.
carta com a de 27 de Outubro registada
de
Outra carta para a Paraíba
Governador da Pa-
João digo para o
raiba João da Maia da Gama.
6 de Outu-
Vi a carta de Vossa Mercê de
celebrado
bro do ano passado sobre o contrato Vossa
de pagamento das fardas; a conta que
Mer^me havia dado sobr<= este partícula^re-
da Fazen
solução que lhe remeti, do Provedor
tribunal; porque
da cujo negócio remeti àquele entenda
tendo eu a jurisdição geral, contudo^
daquek Tn
não podia resolver sem despacho
das Cap.tama
bunal, e como os Governadores
a sua )unsd.
deste Estado ignoram totalmente
m- 20 -

.....
ção, procuram só ampliá-la, sem conhe.
não teem não reparo nem na desconfian-
de Vossa
ça de Vossa Mercê, nem que depois
Mercê dar conta, replicasse ao despacho do
Conselho, carregando nela ao Procurador da
Fazenda, sem razão alguma, pois de nenhum
modo se pode entender, que na sua resposta
ficava a Vossa Mercê: nem quando ele o fizera,
se costuma responder a despacho dos tribunais,
expressando contra as razões dos Ministros
dele. \
Pelo que toca ao arbítrio que Vossa Mercê
me propõe, como Vossa Mercê se acha nessa
terra, e lhe pareceu não dar cumprimento ao
despacho do Conselho, e entende ser mais em
utilidade da Real Fazenda o dito arbítrio, achan-
do que tem jurisdição para poder entender na
Real Fazenda o pode praticar, e do que obrar
dar conta a El-Rei meu Senhor. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Maio 22 de 1715.
Marquez de Angeja

Outra carta para o Governador


da Paraíba João da Maia da Gama.
Vi a carta de Vossa Mercê de 11 de Ou-
tubro em que me dá conta de que ausentando-
se o Sargento-mor João Ferreira Batista por
haver faltado às mostras, a que devia assistir,
e achar-se pronunciado por crime de que se lhe
formou auto me parece obrou Vossa Mercê bem
em lhe dar a baixa visto a falta de não assistir
às mostras, pois por esta, na forma do Regimen-
to, tem o perdimento do posto: e por esta causa
obrou Vossa Mercê bem, em prover outro, vis-
- 21 -

to estar nessa posse: só me parece declarar a


Vossa Mercê, que não seria bastante para lhe
dar baixa, e Vossa Mercê poder prover, o ter
acabado o triênio, que lhe dava a Patente, assi-
nada pela mão real pois que enquanto por Sua
Majestade, que Deus guarde, não vem novo
o posto, ainda que
provido, se não pode vagar
traga na sua Patente limitação de tempo.
A esta terra chegou o dito João Ferreira
Batista e se meteu na Cadeia, donde fez os seus
requerimentos de que resultou passar-se ordem
ao Ouvidor, para logo remeter os Autos a esta
Relação para onde devia o dito Ouvidor tomar-
lhe o agravo, ou apelar; porque ainda que o
Regimento das Fronteiras diga o que Vossa
Mercê me refere, este serve-nos só neste Es-
tado para o imitarmos, e para que o que havia
de ser remetido ao Conselho de Guerra, fosse
ao do Ultramar, a quem pelas Provisões Reais
se tem devolvido as jurisdições dos mais tribu-
nais, em todo o Ultramar.
Vossa Mercê como obrou pelo que pare-
ceu ao seu Ouvidor Geral e Ministros com quem
eles
se aconselhou, fez bem em seguir o que
a
lhe disseram, por não ser da sua profissão,
inteligência de processar: porem eles entende-
ram-no muito mal, tanto na forma do processo
como na parte para onde tomaram o agravo,
devia ser, para o
que segundo as ordens, estilo, e o
Auditor Geral deste Estado e Relação,
modo ser o
processam não havia de nenhum homiziado,
ouvido o Réu estando ausente, ou
na prisão e que
pois só seguro e afiançado ou nenhum
havia de ser ouvido, e ser citado, e de
se lhe
modo, pela forma que o foi, e a em que
., „ ,

- 22 -

aceitou procuração para se defender, porque nes-


tes casos se citam os Réus por Editos, e se sen-
tenciam à revelia logo que chegarem os autos,
e tam~
que se ordenou ao Ouvidor remetesse,
bem o escrevi a Vossa Mercê, se entrará na
Relação a examinar esta culpa, e a sentenciá-la
na forma dela, procurando revalidar alguns de-
feitos, que se acharam no processo. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Maio 22 de 1715.
Marquez de Angeja

Outra carta para o Governador


da Paraíba João cia Maia da Gama.
Vi as cartas de Vossa Mercê em que me
dá conta de todas as perturbações, que tem ha-
vido nessa Capitania da Paraíba, e na de Per-
nambuco, e tudo o que Vossa Mercê tem obra-
do tanto para o sossego, como para a conser-
vação das ditas Capitanias: e em tudo o que
Vossa Mercê tem executado, e praticado, acho,
ter procedido com acerto, e com aquele zelo,
com que sempre se empregou no real serviço: e
me prometo o continue em todos os mais aci-
dentes em que for necessário exercitá-lo.
Não respondo a todos os particulares de
que Vossa Mercê me dá conta, porque esta
matéria de levantamentos depois do Perdão de
Sua Majestade a tenho já por passada, e por
preciso, que se não fale mais nela, sendo o re-
médio mais eficaz para o sossego, o seu esque-
cimento, e só me parece dizer a Vossa Mercê,
que no que entendo deve pôr o maior cuidado,
é, em procurar se estinga a frase, de levanta-
dos, e traidores, de fiéis zelosos, de nobreza, e
—. 23 ~

mascateiros, e que todos se chamem Portugue-


ses, pois o são, e como tais uns, e outros só-
cuidem de se conservar, e no que for mais do
serviço de El-Rei nosso Senhor.
Pelo que toca aos soldados, e cabos de es-
sairam com alga-
quadra que depois do perdão
zarras, e músicas que podiam ocasionar algum
tumulto: visto estarem presos os processe e os
remeta com a sentença que lhe der pelo seu Ou-
vidor Geral, a esta Baía, para que na Relação
dela se sentencie a apelação.
Quanto aos clérigos inquietos quando
Vossa Mercê ache que algum, por qualquer
Po-
modo possa perturbar a inquietação desses
vos deve representar ao Bispo ser do serviço
desse
de El-Rei Nosso Senhor que logo o separe
execute
distrito, e no caso que o Bispo o não Vos-
assim (o que não espero) neste caso pode
conta
sa Mercê mandar para esta Baía dando
ao General do Estado da Justificada causa queo
nao
teve para isso: digo justificada porque
sendo não podemos prosseguir este procedi-
mento, e se fica incorrendo em excomunhão da
me
Quanto ao mais que Vossa Mercê dessa
conta sobre o Terço do Sipó, e soldados
do que resolver
praça, fico considerando, e
avisarei a Vossa Mercê, a quem Deus guarde.
Baía e Maio 22 de 1715.
Marquez de Angeja

Carta para os oficiais do Senado


da Câmara da Cidade de Olinda.
23 de
Recebi a carta de Vossas Mercês de en-
Fevereiro em que me dão conta de haver de
ano
trado a servir nesse Senado por este
>- 24 -

715: e agradecendo a Vossas Mercês a atenção


com que me dão esta parte, passo a segurar-
lhes a estimação que faço dela, e das pessoas de
Vossas Mercês ficando na certa esperança que
enquanto administrarem as suas vereações, não
só o hão de fazer com o mais seguro acerto
mas com igual cuidado no sossego dessa Ci-
dade para que como cabeça de toda a Capita-
nia haja de comunicar a toda ela pelo meio do
mesmo sossego o esquecimento de todas as in-
quietações passadas que tanto perturbaram a
todo o seu distrito.
Agradeço a Vossas Mercês muito o desejo
que mostram em quererem que eu passe a essa
Capitania e posso segurar a Vossas Mercês que
os satisfaço com o mesmo desejo, não para en-
trar nos exames que Vossas Mercês me insi-
nuam, porque depois que a grandeza, e gênero-
sa piedade de El-Rei meu Senhor os dispensou
pelo seu real perdão fez com ele também escu-
sados os vexames, e só repetida na memória
dos seus vassalos a sua piedade, e a obrigação
de que todos concorrendo para o seu real ser-
viço com a maior união na obediência das suas
reais ordens se façam merecedores dos empre-
gos dele: tudo como digo desejava pessoalmen-
te repetir na presença de Vossas Mercês e fora
logo buscá-la se os grandes negócios que me
são encarregados nesta ocasião me não pren-
dessem para não por ora poder sair desta Baía:
mas espero que o Senhor Dom Lourenço de
Almeida a quem El-Rei meu Senhor pelos gran-
des merecimentos deste cavalheiro, e seu ilus-
tre nascimento, mandou para esse Governo o
faça de maneira que Vossas Mercês se dem por
- 25 -

assás satisfeitos, e me atrevo a prometê-lo as-


sim a Vossas Mercês porque como este cava-
lheiro foi na índia meu Companheiro, sei, e
conheço a sua grande prudência, e a atenção
com que há de ouvir, e deferir a todos os seus
requerimentos: neste seguro espero que Vossas
Mercês me repitam o gosto com que ficam de o
terem nessa terra; e eu nesta não faltarei a dar-
lhes gosto em tudo o que de mim dependerem.
Deus guarde a Vossas Mercês. Baía e Maio
30 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhores Oficiais do Senado da Câmara


da Cidade de Olinda.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Louren-
ço de Almeida.
Meu Compadre e Senhor. Dou a Vossa
Senhoria os parabéns de haver chegado a essa
terra com a perfeita saúde que lhe sei desejar,
e meu afilhado logre a mesma.
A boa viagem que os navios que sairam
esta
em Companhia de Vossa Senhoria para
be-
Baía tiveram nos promete lograra Vossa
tomado
nhoria a mesma, e terá há muitos dias
com as pru-
já posse desse Governo, no qual espero
dentes disposições de Vossa Senhoria
se ponham em todo o sossego e em esquecimen-
nobreza,
to o nome de levantados, e zelosos,
e mascateiros. ,
Senhoria o haver-me
Aqradeço a Vossa saiu da
escrito do mar e assegurado, no dia que
26 -

barra de Lisboa entrava nela a Balandra, que


daqui mandei de aviso, a qual pelas circunstân-
cias que Vossa Senhoria me referiu não pode
ser outra, e sinto não haver chegado alguns *
dias antecipados, para poder ter tido resposta
de importantíssimos negócios de que dava con-
ta, mas suponho que assim por eles como pela
teremos até
publicação da paz, que se esperava
Setembro aqui alguma embarcação que haja
de trazer esta notícia como o Secretário de Es-
tado me segura.
Estamos com grande cuidado na tardança
da nau de Guerra, por não haver chegado até
agora neste porto, trazendo uma viagem tão an-
tecipada ao tempo em que Vossa Senhoria par-
tiu: e como lhe sobreveio aquela grande tor-
menta se não pode fazer prognóstico certo da
sua derrota, e a falta da sua chegada nos faz
todo o mal possível por retardar a resolução
da saida da frota; porque não tendo com que
carregar os navios que aqui há desejo que não
levem dois males como o são vir tarde, e sem
carga: e assim me resolvo a que no mês de Ju-
lho saia infalivelmente daqui porque as chuvas
tornavam a fazer-nos parar a condução dos as-
sucares dos Engenhos dos matos e já não es-
pero que os caminhos se ponham praticaveis
de se tirarem mais assucares para a carga da
frota.
Eu até agora me tenho dado bem nesta,
terra sem queixa na saúde Deus louvado, e o
atribuo a milagre, não pelo que toca à terra,
v que sempre me pareceu bem, e dei bem com este
clima, nem pelos seus naturais que para tudo o
que é o serviço de El-Rei os tenho achado sem:
>-. 27 w

a menor repugnância: mas sim pelas impaciên-


cias que justamente me causam as ordens ex-
todas
pedidas pelo Conselho Ultramarino, que o.real
se não encaminham mais que a embaraçar
serviço, e o que é mais de utilidade dele, mas
eu vou trabalhando e remando sempre contra
esta maré, procurando conciliar as ordens, sem
mais me inquieta
que se falte ao serviço; o que
é que depois desta paz estou aqui sempre com
navios estrangeiros e para coadunar a lei de
El-Rei, em que manda se lhe dê tudo o de que
necessitarem pelo seu dinheiro, lhe não deixem
fazer negócio, é cousa bem dificultosa, porque
nos navios não costuma trazer-se dinheiro se-
não gêneros: a venda dos gêneros é proibida,
logo com que dinheiro hão de pagar o que lhes
for necessário; enquanto os navios são mer-
cantes me não dá isto tão grande cuidado, por-
se me dá dos seus
que mando-os embora, e não
naus de guerra,
protestos do risco, porem as
como me acho agora com duas de El-Rei de
França, uma chamada Mercúrio, e outra Venus
as quais
com Capitães e oficiais de El-Rei,
nau maior
vêem da índia, e o Mercúrio é uma
vem em tanto risco
que Penha de França, e não con-
que examinada pela mestrança, e o podee, que
sequir viagem sem dar querena, peor
Baía e e neces-
esta se lhe não pode dar nesta
e a torma
sário í-la dar ao Recôncavo que tal com
da nau, e tem sido o embaraço dos maioresnossa
livrando a
que me hei visto, para que este
Corte dele possa sem faltar à Lei remediar neste
dano: confesso a Vossa Senhoria que a lida
Governo não há cousa mais pesada que sabido
de navios estrangeiros e se eu houvera
»- 28 -
não hou-
desta Lei antes de partir de Portugal a este
vera cousa que me obrigasse a passar esta
Estado: o mais que se me tem encarregado
conseguido, e praticado. mandar
Pelos Armazéns, tive ordem de
e como te-
preparar um bom corte de madeiras; vários portos
nho já botado minhas linhas por
e me informa-
para neles estabelecer vistorias, abundante de
rem que essa Capitania é também
no dis-
muitas e boas madeiras, especialmente
boa con-
trko de Tamandaré, e que poderão ter
a me-
dução ao mar: remeto a Vossa Senhoria
saber
mória inclusa para que se sirva querer
ai-
se podemos também nessa Capitania lazer
tenham os compn-
qum corte das madeiras que dita
mentos, e grossuras da dita melhor digo da
memória: como também na forma da sua con-
dução, que há de ser a esta cidade, em que
facilmente embar-
porto irão as charruas mais da
cá-las: o orçamento pouco mais ou menos
despesa que farão: e se haverá homens que queí-
ram por assento tomar a obrigação do corte, e
ser
pôr a dita madeira à borda da água para Se-
embarcada: de tudo espero me faça Vossa
nhoria uma relação muito clara, e individual.
Vossa Senhoria será também servido avi-
sar-me do tempo em que daí poderá sair a frota
cartas ao
para eu antecipar por ela algumas
tempo a que daqui sair. Fico para servir a Vos-
sa Senhoria a quem Deus guarde. Baía e Maio
30 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.


r-29 -

, Carta para o Capitão de Mar e


Guerra João Antunes.
Recebi a carta de Vossa Mercê que estimei
e a boa notícia da viagem que trazia a qual es-
pero tenha conseguido até esse Recife com boa
saúde, para que assim lhe fiquem sendo suaves
as moléstias do mar; fico esperando que Vossa
Mercê assim mo certifique com novas letras
suas; avisando-me juntamente do tempo em que
há de sair a frota desse porto para que nela pos-
sa antecipar algumas cartas a minha Casa, ou
avisos que for preciso expedir do serviço de
El-Rei meu Senhor. E para o que for do gosto
de Vossa Mercê me achará com boa vontade.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Maio 31
de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Capitão de Mar e Guerra João An-


tunes.

Carta para o Governador de Per-


nambuco com outra de El-Rei, e uma
petição inclusa.
Meu Senhor. Já tenho escrito a Vossa Se-
nhoria nas embarcações antecedentes; agora o
faço nesta para remeter a Vossa Senhoria a
carta de El-Rei nosso Senhor inclusa, perten-
cente a esse Governo.
Valentina dos Santos, moradora nessa Ci-
dade, me fez aqui a petição que com esta remeto,
para me certificar, que Domingos Gonçalves
Lisboa, seu marido, anda ausente de há muito
largo tempo por essa cidade, e Capitania: espero
*-. 30 -

Vossa Senhoria defira a dita petição com


que
3 ÍUSVoassTseCnhoUrrme
repita novas suas por-
fazer a maior estima-
aue sempre delas hei de
Deus guarde a Vossa Senhoria muitos
ção.
anos. Baía e Julho 11 de 1715 de Almeida. A
Senhor Dom Lourenço
Senhoria ao Ca-
carta que vai remeterá Vossa
pitão-mor da Paraíba.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


Lourenço
nador de Pernambuco, Dom
de Almeida.
Recebo a
Meu Compadre, e meu Senhor.
aquela estimação
carta de Vossa Senhoria com
Vossa Senhoria me favore-
que sempre faço de me continue
cer com novas suas. esperando que
saúde. Vi a
o gosto de me segurar passa com da d.l.g n-
faz
relação, que Vossa Senhoria me a madeira,
cia que lhe pedi fizesse, em ordem
se corte neste
que El-Rei meu Senhor ordena e confesso
Estado para a sua Ribeira de Lisboa sem a me~
a Vossa Senhoria meu Compadre que com
nor afetação lhe seguro o contentamento
a destinaçao,
que li a sua carta, vendo nela tem
cuidado, e forma com que Vossa Senhoria
os meios
tratado este negócio, tão importante, e
com suavidade e
que tem aplicado, para que e me
efeito se consiga: e acho-os tão próprios,
fio tanto do acerto co mque Vossa Senhoria
disporá tudo o que pertence a esta matéria, que de
sem embargo de lhe haver escrito havia
re-
mandar ao mestre que veio de Lisboa, me
- 31 -.

.solvo a não mandá-lo e Vossa Senhoria lá es*


colherá o mais capaz, e com experiência para
este corte. Mas para que comecemos primeiro,
digo comecemos pelo primeiro meio preciso,
sem o qual é tudo dispor no ar, passo consigna-
ção donde se há de fazer esta despesa: esta man-
dará Vossa Senhoria tirar, dos vencimentos da
Dízima da Alfândega dessa Cidade, e quando
na dita Alfândega não haja o cabedal neces-
sário para toda a despesa, Vossa Senhoria a
poderá tirar de outra qualquer consignação, da
Real Fazenda, e ainda no caso que na Alfan-
dega, nem nas mais consignações reais haja o
Vossa
que baste para isto, neste caso, se servirá
Senhoria procurar pessoas, que queiram nesta
praça assistir com esse dinheiro, ordenando
Vossa Senhoria ao Provedor-mor que se lhe
Ge-
passe letra para esta, sobre o Tesoureiro
ral do Estado, cuja importância será pontual-
mente satisfeita, na forma da dita letra. Ao
Mestre que Vossa Senhoria ordenar, digo que
Vossa Senhoria nomear, para assistir ao corte
da dita madeira por suas bitolas, nomeará, Vos-
sa Senhoria salário que entender proporciona-
do ao estilo da terra. Também se Vossa Se-
nhoria entender ser necessário nomear um fei-
tor, para ir assistir ao pagamento do corte, e
carretos, o poderá Vossa Senhoria fazer entre-
os di-
gando a ele também algum dinheiro para
tos pagamentos, porque vendo os trabalhadores
se lhes paga pontualmente, irão mui voluntários
ao trabalho, e não fugirão dele, como sucede,
em todo o que é do serviço real: para o que tam-
bem contribue muito a dilação de fazer papeis
correntes, do que Vossa Senhoria deve fugir
- 32 -
aquela melhor
nuanto lhe for possível, dando
arrecadação des-
forml que entender para a boa meu Senhor
a despesa, de modo, que El-Rei a despesa de
fique bem servido, e com distinçãoseus vassalos,
aos
sua fazenda, e sem vexação
melhor encos-
e me parece que para isso, será aos dilatados
tar a conta e estilo mercantil que a
termos das Provedorias, Pelo queou pertence
aos Mar-
irem as charruas a Pernambuco,
Senhoria en-
cos, depende da parte a que Vossa a condução
tender será mais fácil, e mais barato Vossa be-
das madeiras, e assim as mandará acharem
nhoria conduzir para aquela, aonde
o que ouço,
estas circunstâncias, que segundo
°s Marcos.
entendo escolherá Vossa Senhoria
Sua Majestade
E como as duas charruas que
para andarem
que Deus guarde tem destinado madeiras, nao e
na carreira na condução destas
todas em um ano, antes
possível que as levem para que
se hão de estabelecer em perpetuo, eje esta-
continuem as feitorias deste Brasil, nao
belecer nelas a sua grande utilidade, pode-
rão neste levar o corte que está a principiar
Senho-
doze léguas desta Barra, poderá Vossa lhe
ria ir fazendo o corte com a expedição que
com aviso de Vossa
parecer a este respeito, e uma le-
Senhoria dividirei então as charruas,
vara daqui os paus, que se acharem cortados,
outra passará ao porto, que Vossa benhona be-
me avisar, para nele receber os que Vossa £
nhoria tiver para ele mandado conduzir.
como desta parte há hoje muita falta de supop
, será conveniente a Vossa be--
nhoria preferirá no caso, as madeiras de volta
e bussardas-, mas
que são

,-*
- 33 -

a
sempre com alguma direita para que façam
boa arrumação na charrua. Também me parece
fala
dizer que posto que na relação em que se
na madeira de toda a proporção, se expressem
menor
as polegadas, e para que não seja de
grossura, que as ditas polegadas, asporem, quan-
madeiras, e
to maior a tiver, melhor serão
ordenas-
assim me parece que Vossa Senhoria
se que no caso de o pau dar maior grossura
se lhe tirarem E te-
que a bitola nem por isso me oferece
nho dito a Vossa Senhoria o que se
escrevo
sobre esta matéria, e só acrescento que
ao Provedor da Fazenda dessa Capitania faz, por
mesmo
o que respeita à consignação, e o
nau de guer-
o Provedor-mor deste Estado. A
tem com
ra até agora não tem chegado, e nos
do que me resol-
qrande cuidado, sem embargo do Kio
vi a que a frota partisse com o comboi
Deus
de Janeiro, e fica pronta para partir (se
Nao vai a
der tempo) sábado dois de Agosto:
nau nova com ela porque não tem a administra-
a aparelhar, e eu
ção da junta dinheiro para Senho-
recebi aqui a mesma ordem que Vossa da
ria, para lhe não assistir com consignação
Fazenda Real. A .
notícia que no Araripe
Aqui me chegou
distrito da jurisdição de Vossa Senhoria se ti-
nao recebo
nha tirado bastante ouro: enquanto
dou credito
aviso de Vossa Senhoria lhe não
donde se
e o certo é que em todo este Brasil
cava se acha minado de ouro.
me nao
A fadiga com que estou da frota
desejava.
dá lugar, a escrever tão largo como também
mas tanto que ela partir o farei, e então
do bri-
mandarei a Vossa Senhoria o parecer

l-A Junte Ml
34 -.

fortificação de que Vos-


gadeiro Massé, sobre a
sa Senhoria me mandou o risco, e expôs a dú-
vida, em que se achava. Peço a Vossa Senho-
ria me ponha da minha parte às ordens de meu
afilhado: e às de Vossa Senhoria estarei sem-
de o servir.
pre com um desejo muito eficaz
Deus guarde a Vossa Senhoria muitos anos.
Baía e Julho 30 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Prove-


dor da Fazenda de Pernambuco.
Foi El-Rei meu Senhor servido, mandar es-
tabelecer nas Capitanias deste Estado, duas ou-
trás, feitorias, digo ou três fábricas de madeiras,
donde se remetam as que se pedirem, para a Ri-
beira das naus da Cidade de Lisboa: e como
sobre este particular escrevi ao Senhor Dom
Lourenço de Almeida Governador dessas Ca-
seu, de
pitanias de Pernambuco, recebi aviso lhe
1 que se pode nelas assentar uma, pedindo-me des-
declare consignação onde se há de pagar a
e agora
pesa que se fizer com as ditas madeiras,
lhe escrevo, que do Rendimento da Dízima da
Alfândega dessa praça, e no caso que não baste,
de outra qualquer consignação, e que na falta
1ii de uma, e outra, se há de tomar dinheiro para
esse efeito e passar letras sobre o Tesoureiro
Geral da Fazenda Real deste Estado, para as
pagar prontamente nesta cidade: faço a Vossa
Mercê este aviso, para que assim o tenha enten-
-dido para o executar, e o mesmo há de escrever
"a- >-¦
35

a Vossa Mercê o Provedor-mor da Fazenda


Real do dito Estado. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Julho 30 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Provedor da Fazenda de Pernam-


buco.
seguem fo-
(A' margem): As cartas que
Vi-
ram entregues pelo Excelentíssimo Senhor
ce-Rei a Francisco Marques Mestre da suma-
ca Bom Jesus e Santo Antônio que daqui partiu
Agosto.
para Pernambuco em 3 de
Carta para o Capitão de Mar e
Braz
Guerra da nau Penha de França
Nunes, sobre a ordem que há de se-
a frota.
guir para acompanhar
do
Por uma embarcação que aqui chegou a
de que
Rio de São Francisco, recebi notícia
Penha de
fragata de guerra Nossa Senhora da
Pernam-
França tinha arribado a esse porto de
viagem:
buco depois de tão larga, e trabalhosa de
e posto que esta notícia não seja mais quedizer
me
ouvido, é com a circunstância de
um próprio que trazia
quem ma deu falara com
o dito aviso com cartas do Senhor Governador
Mercê,
Dom Lourenço de Almeida, de Vossa
e as vias de El-Rei meu Senhor, acrescentando,
segundo
que depois do primeiro próprio passara e certeza
também com cartas; nesta suposição, de
de Vossa Mercê ter tomado o dito porto
Pernambuco, me resolvi a que o comboi, que
Semedo,
aqui se acha com o Capitão José de
- 36 w,

e Vossa
vá demandar essa barra com a frota,
frota, e
Mercê saia dela a ajuntar-se com a dita
comboi, e continuar a viagem a Portugal: por-
nau, não necessita mais
que suponho que essa
seguir via-
que de aguada e mantimentos para
mandando El-Rei meu
gem: nem é razão que
Senhor essa nau para que junto com a que veio
do Rio comboiassem a frota havendo-nos Deus
feito a mercê de a trazer ao Brasil, deixe de
cumprir a resolução com que Sua Majestade
escrito ao Sr. Dom Lou-
o expeça
renço de Almeida para que logo que
todo o man-
e lhe peça a Vossa Mercê, dando-lhe
e ordeno
timento necessário para a dita fragata:
dito benhor
a Vossa Mercê que tudo o que o
execute
Governador lhe ordenar nesta parte
de Vossa Mer-
pontualíssimamente, esperando a
cê contribua com o seu trabalho, e cuidado,
expedição da dita nau, e pô-la pronta, para que
tanto que aí aparecer a frota sair a incorporar-
se com ela, para o que me parece não haverá
cuja
desculpa admissível em uma nau de guerra
e
carga não deve constar mais que de pólvora
bala, e mantimentos, os quais recebidas, fica
as ordens que se
pronta para poder executar
lhe mandam. Torno a dizer a Vossa Mercê que
em tudo seguirá as ordens que lhe der o dito
Senhor Governador a quem tenho escrito sobre
a expedição dessa nau.
Estimarei que Vossa Mercê tenha chegado
com saúde, e a gente que trazia na nau, e que
seja certa a notícia que me deram de não ha-
ver faltado nem a mais que três homens. Deus
- 37 -

Mercê. Baía e Agosto 2 de


guarde a Vossa
1715.
Marquez de Angeja

Senhor Capitão de Mar e Guerra Braz


Nunes.

Carta para o Governador de Per-


nambuco sobre a nau Nossa Senhora
da Penha de França.

Meu Senhor. Por o Mestre de uma suma-


ca, que veio do Rio de São Francisco a esta
Baía, tive a noicia de haver chegado a essa
barra, a nau de guerra Nossa Senhora da Pe-
nha de França, e o dito Mestre mo segurou
com tantas circunstâncias que eu me não posso
despersuadir de ter assim sucedido: as mes-
mas, me figura um Religioso Bento, que veio
na dita sumaca, também do Rio de São Fran-
cisco, e este acrescenta, haver falado com o pn-
meiro próprio, que Vossa Senhoria mandou,
são as notícias que dá o dito Religioso, e quasi
as mesmas o Mestre haver chegado a dita nau
falta totalmente de água, e mantimentos: que
nesta trabalhosa viagem lhe não morreram da
gente, que trazia, mais que três pessoas: que do
tari-
Rio de São Francisco se vieram fazer
be-
nhas, para provisão da dita nau, que Vossa
aviso,
nhoria me mandou um próprio com um
este
com o qual falara o dito Religioso, e que
havia já mais de vinte dias que tinha passado
es-
o Rio de São Francisco, e lhe fazia grande
três
panto, não o achar já aqui, que passados
dias, tivera notícia de haver passado outro pro-
- 38

também com
prio que Vossa Senhoria mandava
cartas para mim, por haver chegado outra em-
barcação de Lisboa, com a qual vinham cartas
de El-Rei meu Senhor que Vossa Senhoria me
remetia pelo dito próprio, que se supunha ser
moço de pazes; por o tal Religioso haver visto
uma carta a um tal homem escrita de Per-
nambuco, na qual se lhe dizia, estarem as pazes
feitas, e designado um tal dia para a sua pu-
blicação; e porque sendo certa a notícia da che-
gada da nau de guerra a esse porto, não ser de
razão, que falte a comboiar a frota, que vinha
buscar, me pareceu expedir a Vossa Senhoria
este aviso, para que a faça pôr logo pronta de
mantimentos, e aguada, para poder sair, logo
que a frota desta Baía aparecer nessa Barra, a
se incorporar com ela, e seguir viagem a Lis-
boa em companhia de outro comboi, que daqui
vai; porque em razão deste acidente, me tenho
resoluto a ordenar ao Cabo desta frota, tome
volta dessa Barra, e avistando-a, faça os sinais
do Regimento, para sair a nau; declarando-lhe,
que na dita paragem se não dilate em esperar
por ela, mais que quatro dias, e quando ne-
les não sair a dita não, sempre Vossa Senhoria
lhe ordenará haja de sair, e siga a derrota da
frota procurando velejar quanto lhe for possi-
vel para se unir à dita frota.
Vossa Senhoria bem entende o quanto será
do serviço de Sua Majestade, que esta nau haja
de acompanhar, e unir-se à frota que daqui par-
te, pois me obriga, dilatá-la mais quatro dias
neste porto, esperando os próprios, e a mandar
Ri ao Cabo, vá por esse porto de Pernambuco.
- 39 -

Suponho, que a maior dificuldade que se


a nau, será a grande carga
porá para expedir
de particulares; mas como
que me dizem traz
esta seja contra as ordens de El-Rei, e ordina-
riamente descaminhada aos seus reais
procurando quanto for pos-
sivel que ponham em terra os materiais que
traz para a nau nova que se fez na ribeira desta
Cidade; e quando entre estes pode vir artilha-
ria, é mui natural, não se poder descarregar com
facilidade, neste caso, não importa que a dita
artilharia torne para o Reino, o-
tempo que é necessário para meter lastro na nau
igual ao peso dela.
A gente que vem para guarnição desta nau
nova fará Vossa Senhoria desembarcar, e aquar-
telar em terra, emquanto recebe outro aviso meu,
do que há de ordenar à dita gente.
Chegados que sejam os próprios, expedirei
e no
logo outro avisando a Vossa Senhoria,
a man-
caso de eles tardarem e eu me resolver
dar a frota, sem a sua chegada, o anteciparei
a Vos-
também. E por ora o que só posso dizer e
sa Senhoria, é, que a frota estava carregada,
toda a dilação
pronta para partir sábado, e que esperar
pelos
que tiver não é outra mais que
sejam, a mando
próprios, que chegados, que me
loqo fazer à vela para seguir viagem, o que
a Vossa Senhoria porque no
pareceu declarar
Vos-
caso de não chegar o segundo aviso, tenha
consiae-
sa Senhoria sempre a nau pronta nesta
ração. ,_ ,
Fico para servir a Vossa Senhoria, dese-
ter muitas ocasiões de me empregar em
jando
40 -.

Senhoria
seu serviço. Deus guarde a Vossa
muitos anos. Baía 2 de Agosto de 1715.
Parece-me dizer a Vossa Senhoria que ao
em tudo
Capitão de Mar e Guerra ordeno siga
e
as ordens que Vossa Senhoria lhe mandar,
daqui
também que a frota, o mais tardar partirá
até quarta-feira.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.


Chama-se o novo Ouvidor de Pernambuco
o Doutor José de Lima Castro.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida sobre a nau Penha de
França acompanhar a frota.
Meu Senhor. Ontem que foram cinco do
corrente mês, recebi a carta de Vossa Senhoria,
feita em quatro do passado, em que me dá no-
tícia da chegada da nau Penha de França a es-
se porto, e do que Vossa Senhoria obrou na
resolução de a meter no poço, e o mais de que
Vossa Senhoria me dá conta, em que entendo
1 fez Vossa Senhoria grande serviço a El-Rei
Nosso Senhor, e obrado, com aquele grande
zelo, acerto, e eficaz diligência, com que sempre
se empregou, e emprega no real serviço do dito
Senhor.
Antes de ter recebido esta carta de Vossa
Senhoria e pela notícia que aqui tive de pessoas
expedi
que vieram do Rio de São Francisco,
logo um aviso a Vossa Senhoria por uma em-
barcação que foi como nos
^v3*?H^

>-. 41 -

tempo, que se tem seguido à


promete o bom
sua partida, e bons ventos, pela parte do sul,
aviso, verá Vossa
que teem corrido. Pelo dito
Senhoria em como eu tinha tomado a resolu-
frota do Rio de Ja-
ção de ordenar ao Cabo da
neiro que se acha nesta Baía, fosse por Per-
nambuco, para receber a nau em sua companhia
e segurar mais esta frota, que vai importantís-
sima, com esse comboi, e como estou na mesma
resolução, e não tenho alteração, que me obri-
Vossa Senhoria re-
gue a fazer outro aviso a
meto incluso o extrato do que lhe fiz na primei-
ra embarcação a que não tenho que acrescentar
e declarar mais que o seguinte: que posto a fro-
ta estava para partir amanhã, me pareceu dar-
lhe mais dois dias de dilação; para que possam
avisos a
com alguma antecipação, chegar os
sai da-
Vossa Senhoria, mas que infalivelmente
embaraçara, o nao dar
qui sábado, e que só lho e vai
Deus tempo para a poder deitar para fora,
consigo a nau, e a
por Pernambuco, para levar e ir to-
derrota que me diz o Cabo há de fazer,
a
mar ao sul do Cabo de Santo Agostinho
Na-
avistar a fortaleza de Nossa Senhora de
zaré: e há de fazer sinal de atirar com uma peça,
Mas-
e largar bandeira holandesa, no tope do
se deter
tro grande; e que ali fará muito por
lugar a
dois ou três dias, se o tempo lhe der
aviso
isso, para que da dita fortaleza possa ir
Senho-
a Vossa Senhoria, e no caso que Vossa
lho po-
ria queira fazer algum ao Cabo da frota
or-
dera mandar em jangadas. Vossa Senhoria
avista-
denará, que se da fortaleza de Nazaré
nzer
rem a frota, virem, e ouvirem o sinal que
L,aoo
o cabo respondam a ele, para que o dito
- 42 *-
com~
fique entendendo, ter
boiado.
nau
Quanto a Vossa Senhoria ter antes a
a frota, obrará
posta fora da barra a esperar
Vossa Senhoria nisso o que entender, c lhe:pa-
recer melhor, e for mais do serviço de Sua Ma-
da dita nau.
jestade, e brevidade da expedição
No caso que digo a Vossa Senhoria que nao
a mande em segui-
podendo a nau sair logo,
mento da frota se entende mediante só aqueles
dias, que a Vossa Senhoria lhe parecer pruden-
temente poderá a nau incorporar-se com a frota
antes de chegar à Ilha.
Não tenho mais que avisar a Vossa Senho-
ria que dizer-lhe, que tudo o que Vossa Senho-
ria fizer hei de aprovar, e entender, obra com a
maior ponderação, e acerto, e ser o que mais
convém ao serviço real.
Fico para servir a Vossa Senhoria a quem
Deus guarde. Baía e Agosto 6 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Capi-


tão-mor do Rio de São Francisco Dom
Pedro de Souza a qual foi junta com
outro maço de cartas para remeter ao
Governador de Pernambuco Dom
Lourenço de Almeida.
E' importantíssimo ao serviço de El-Rei
meu Senhor que em Vossa Mercê recebendo
esta carta sem a menor dilação remeta por dois
próprios de toda a confiança o maço de que se
-. 43 .*-.

acompanha, ao Senhor Dom Lourenço de Al-


meida Governador de Pernambuco, para que
no caso que suceda adoecer um continue o outro
a jornada levando o maço ao dito Governador;
a brevidade desta diligência torno a recomen-
dar a Vossa Mercê pela sua importância. Deus
Agosto 4 de
guarde a Vossa Mercê. Baía e
1715.
Marquez de Angeja

Para o Capitão-mor do Rio de São Fran-


cisco Dom Pedro de Souza.

Carta que se escreveu ao Capi-


tão-mor da Capitania do Ceará.
O Governador Geral do Estado do Mara*
nhão Cristóvão da Costa Freire, me fez pre-
sente em carta de quatro de Janeiro deste ano
meu Senhor, or-
que há quatro se serviu El-Rei
denar ao Governador de Pernambuco, remetes-
In-
se a essa Capitania do Ceará, quatrocentos
ordem
dios, para se continuar a guerra, que por
ao gentio
do mesmo Senhor se estava fazendo
socorro,
de corso; e que por se não remeter este
Campo
não só sucedeu a morte do Mestre de muitas
Antônio da Cunha, senão também as
estavam experimentando os mo •
desordens que total-
radores daquelas Capitanias, expostas como
mente à sua última ruina, e por a evitarconser>
convém ao serviço do mesmo Senhor
Ordeno a
vação e segurança de seus vassalos. carta
Vossa Mercê, que tanto que receber esta
em despedir
ponha todo o cuidado e diligência com o LaDo
os quatrocentos índios de guerra,
- ¦—
44

maior satisfação,
aue a Vossa Mercê parecer de os conduza
para que com a brevidade possível do dito Gover-
à casa forte do Igoará, à ordem substituir;
nador Geral, ou a quem o seu lugar
e manti-
aonde me diz acharão as munições, naque-
mentos necessários, e soldados práticos os di-
les sertões, para que se possam extinguir,
suposi-
tos bárbaros. Este negócio é de tanta
me precisa o dizer a
ção, e conseqüências, que
Vossa Mercê, não tenha nele o menor descuido,
I pelo grande prejuízo que de
o haver pode resul-
o que
tar; e de Vossa Mercê haver executado,
logo conta, para
por esta lhe ordeno, me dará
me ser presente o zelo com que Vossa Mercê
nele se tem havido. Deus guarde a Vossa Mer-
cê. Baía e Junho 19 de 1715 .
Marquez de Angeja

Para o Capitão-mor da Capitania do Ceará.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Permanbuco, Dom Lourenço
de Almeida.
Pela cópia junta da carta que me escreveu
o Governador Geral do Maranhão Cristóvão
da Costa Freire em 4 de Janeiro deste ano, fi-
cará Vossa Senhoria entendendo o grande des-
cuido, e omissão que houve em se remeterem da
Capitania do Ceará 400 índios à ordem do .dito
Governador Geral, para se continuar a guerra,
se
que El-Rei meu Senhor foi servido ordenar
fizesse aos bárbaros de corso dos sertões da-
quele Estado de cuja omissão tem resultado
muito grande prejuízo ao serviço do mesmo Se-
- 45 -

nhor, conservação e segurança de seus vassa-


los, e se acharem hoje expostas aquelas Capi-
tanias à sua última perdição, a que é preciso
acudir prontamente com o socorro dos 400 ín-
dios, que ordeno ao Capitão-mor do Ceará os
envie logo, com Cabo de suposição à ordem do
dito Governador Geral, indo com toda a brevi-
dade possível, em direitura à casa forte do Igua-
rá, como Vossa Senhoria verá da mesma cópia,
em cujos termos é muito conveniente ao serviço
do dito Senhor, que Vossa Senhoria pela parte
os 400
que lhe toca, faça expedir prontamente
índios, para que ao cuidado e zelo de Vossa
Senhoria, fique devendo o Estado do Maranhão,
ver-se livre das opressões e ruinas que atual-
mente padece, sendo a maior a do grande nú-
mero de mortes, que os bárbaros teem feito nos
moradores daquelas Capitanias, estando ja ai-
nao po-
gumas em termos de se despovoar, por
derem resistir aos ditos bárbaros. Deus guar-
de a Vossa Senhoria. Baía e Junho 19 de 171 i>.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida.
Vos-
Meu Senhor. Pelo papel incluso verá
Briga-
sa Senhoria a informação que me deu o
Plantas,
deiro João Massé, sobre a Relação e
do bargento-
que Vossa Senhoria me remeteu üiz
mor Engenheiro dessa praça cuja opinião
acerta-
o dito Brigadeiro, lhe parece ser muito
V

*- 46 —
entender
da Não remeto a dita planta, por
nem se me
ficou lá a Vossa Senhoria a mesma; cousa
oferece que dizer sobre este particular
a seu ta-
alquma, porque como estas obras teem de
vor o grande zelo, experiências, e atividade
mais
Vossa Senhoria, a tudo dará a providencia
conveniente, e acertada, de que necessitarem.
Deus guarde a Vossa Senhoria. Baía e Agosto
de 1715 (sic).
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.


O papel que esta carta cita vai registado
adiante.
Carta para o Governador de Per-
nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Meu Compadre, e meu Senhor. Por uma
sumaca que daqui expedi em direitura ao porto
o
dessa cidade, escrevi a Vossa Senhoria, e
mesmo fiz, por segunda embarcação, que man-
dei ao Rio de São Francisco para dali o Capi-
I tão-mor expedisse a toda a diligência próprio
com as cartas que fazia a Vossa Senhoria: em
umas e outras lhe avisava o quanto era impor-
tante ao real serviço que a fragata de guerra
que arribou a esse porto fosse em companhia
da frota, que daqui partia para a comboiar, por
ser este o destino a que El-Rei meu Senhor a ti-
nha mandado a esta Baía e supondo houvera
Vossa Senhoria já recebido os dois avisos que
lhe fiz, não tenho nesta parte mais que acrecen-
tar ao que neles lhe dizia senão que fico com
uma esperança mui certa de que Vossa Senho-

,
- 47 -

ria havia de procurar quanto lhe fosse possi-


vel o conseguir o efeito de esta nau se ajuntar
à frota: e como a dita frota partiu daqui a dez
do corrente na forma que tinha avisado a Vossa
Senhoria com uma feliz saida desta barra, e foi
em mui boa volta sem nos tornar a parecer aqui
ao outro dia, entendo terá hoje chegado ao cabo,
e segundo a demora que lhe dei na minha or-
dem, quando chegar esta fragata dos Padres a
não achará já nessa barra, e como tudo isto se-
se
jam conjeturas, e nos acidentes do tempo,
possa dar certeza infalível me parece acrescen-
tar no que avisei a Vossa Senhoria o seguinte:
Porquanto me dizem que nessa fragata ar-
ribada vinham várias fazendas, a entregar a
homens de negócio desta praça, e sem embargo
das procurações que eles teem mandado se re-
ceiem que os oficiais dos defuntos, e ausentes
e vendê-las,
quererão tomar as ditas fazendas,
não havendo por bastantes as procurações dos
comissários: Vossa Senhoria porá nisto um
tais fazen-
grande cuidado, ordenando que as
das se entreguem às pessoas que mostrarem pro-
curações dos homens de negócio desta praça a
quem vinham a entregar

e quanto às fazendas de que se não achar teem


nesta
procurações para as haverem, e receberem
cidade, essas, mandará Vossa Senhoria que
também entregue que as nao
vendam, e também em. ate apare"
cer procuradores que as pretendam receber, e
lhes to-
que dessas poderá levar comissão que
car: e porque poderá, au

_
- 48 -

fazendas desembarcadas <^?f™J&*££ na Alfândega


cidade, hão de pagar os direitoscaso em beneh-
de Pernambuco ou nesta, neste
resolver que toda
cio da mercância me pareceu e reque-
a oessoa que tiver lá a sua procuração
Nliíl

lhe deixe trazer


rer ao Provedor da Alfândega lho consentira
a dita fazenda para esta cidade 21 do Foral
o Provedor na forma do capítulo o have-
da dita Alfândega, não se pretendendo declara o dito
rem de pagar os 4 por cento que
se faz a mer-
capítulo por ser esse o favor que entendido
cância; porém terá o dito Provedor
lhe há de dar carta de guia declarando os
que
pacotes que vêem. e fazendas que forma pagaram di-
se pro-
reitos, e não pagaram para nessa
tudo na forma
ceder, na Alfândega desta cidade, da mesma
da arrecadação que dispõe o foral
A a tem
Te^do visto a grande disparidade que
escravos
havido no rendimento do direito dos
tem
que vão para as minas, na forma quecidade pro-
duzido no Rio de Janeiro, a desta que
três
não é menos de exceder a desta cidade,
partes mais das quatro paga- • •
rem os negros no Rio de Janeiro •
de peças de índios, cujas em todas
I as três Capitanias
• • • • ? ?'

e
executar dando-lhe para isso todo o favor,
ajuda de que para isso necessitar.
Parece também dizer a Vossa Senhoria
Vossa Senhoria
SI pela razão que acima refiro a
dos acidentes do tempo que
se acaso por algum impedimento se tenha feito
invencível seguisse sair a.
w 49 -

fragata a tempo de incorporar-se com a frota,


ou a segui-la com a mediação de tempo de que
Vossa Senhoria prudentemente entende se po-
dia alcançar a frota, e unir-se a ela, neste caso
me avisará Vossa Senhoria logo para que eu
também lhe possa avisar do que se há de se-
fragata: dando-me o mo-
guir em ordem a dita
íivo para neste particular a Vos-
sa Senhoria nesta Baía
uma sumaca arribada das Alagoas carregada
com farinha que levara por ordem de Vossa
Senhoria para a dita fragata, e assim como esta
ha-
condução lhe tem faltado poderá em outras
ver tido igual sucesso.
Pelo que respeita ás madeiras também nao
tenho que acrescentar de novo e por ora
continuando com as de Igarassú, ficando sem-
a Vossa Senhoria
pre muito certo para servir
a quem Deus guarde. Baía e Agosto 17 de 1715.
Marquez de Angeja
Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Prove-


dor da Fazenda Real de Pernambuco
digo da Capitania de Pernambuco com
' /
a Provisão sobre
Papel do Brigadeiro João Massé.

Senhor. Em cumprimento da ordem


de V. Excia., examinei uma Relação do bar-
de Pernambu-
gento-mor engenheiro, da Praça
do livro, devido à
..(*) Estão esfaceladas duas folhas
ação corrosiva da tinta de escrever.
*- 50 -
arrimado,
co sobre reedificar-se um Cavaleiro
da Madre de
que se acha no forte chamado do mesmo
Deus do Recife: Vi também a planta
em que
Engenheiro, em que se mostra o sítio
defender
está a dita obra, e tudo dela, que é
o surgidouro daquele porto.
Considerando muito acerta-
da opinião do dito Sargento-mor, e nao
reedificar o tal cavaleiro, na altura em
reduzir-se a uma
que achava, mas antes devia
bateria baixa, a qual se podia prolongar pela
frente que olha para o mar, para ter mior ca-
pacidade.

Na . desenho fortifi-
cação por não ^ertir.
que se deve cuidar alicerces
.como tam-
por ser aquele terreno ....-: na
bem em evitar a despesa à Fazenda Real
grossura das muralhas,
E' o que nesta matéria se me oferece que possa
for
informar a V. Excia. que mandará o que
servido. Baía e Agosto, três, de mil e setecentos
e quinze.
Marquez de Angeja
¦
1 Carta que se escreveu, ao Gover-
nador de Pernambuco Dom Lourenço
' de Almeida.
Meu Compadre e Senhor. Com grande
cuidado meu de não ter até agora recebido car-
tas de Vossa Senhoria, tanto para me certificar
não tem acha-
por elas logra perfeita saúde, e
- 51 -

sa-
do nela diferença nesse clima, quanto parameus
os
ber se recebeu Vossa Senhoria todos
companhia
avisos em
de Agosto,
da frota que daqui partiu em dez
de que sem em-
por estar com grande receio, Vossa Senhoria,
barqo da grande atividade de havia
não pudesse vencer as dificuldades que ainda
e
de sugerir aos oficiais da mesma nau, supo-
o administrador da Junta pela falta que
impedi-
nho de dinheiro naquela administração,
mento, que segundo as ordens que temos su-
supra-natural, e invencível: mas posto quesegu-
há só para
ponho todas estas dificuldades o seu
rar o zelo, e atividade de Vossa Senhoria
vencimento e assim fico esperando no pelo preciso
caso que
aviso de Vossa Senhoria para que a
a fraqata não pudesse dispor
há de fazer para este porto, e juntamente
que
dar conta a El-Rei meu Senhor, por embarca-
1 .
cão de aviso, assim da
a~ uco nau,
desta .
como de outros negocio
quando assim decida, minas, eu a
mui importantes especialmente das se qu.-
notícia dou a Vossa Senhoria para que as cartas
ser escrever a Portugal me remeta
eu tenha a fortuna de o serv. em as
para que me ordenar.
remeter a quem Vossa Senhoria
umas em
Dizem-me que nesse porto estão
se ainda a
barcações das Ilhas para partirem, favor re-
se acharem, me fará Vossa Senhoria
Estado, av
meter a inclusa ao Secretário de
onde parto
sando ao Governador da Ilha para
que
a embarcação, a queira remeter na primeira
a
passar a Lisboa, com toda Pontualldadaerara
na sua graça e_
Tenha-me Vossa Senhoria
que
dê-me sempre muito em que o sirva, para
- 52 w;

eu tenha o gosto de obedecê-lo. Deus guarde


e Setem-
a Vossa Senhoria muitos anos. Baía
bro 12 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Braz Baltasar da Silveira,


digo Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Senhor


Dom Lourenço de Almeida Governa-
dor de Pernambuco.
Meu Compadre, e meu Senhor. Não tenho
última,
tido carta de Vossa Senhoria depois da
em que me avisa-
que recebi sua de 4 de Julho, Fran-
va da arribada da nau de guerra Penha de
tivera
ça, a esse porto, e do bom sucesso, quecuidado,
na entrada dele, e me tem com grande
o não saber, se os meus despachos sobre o que
toca à dita nau, teem chegado a Vossa Senho-
ria, e sobretudo mo dá muito maior, o não sa--
ber se Vossa Senhoria, passa, ou não com sau
de, e de como se tem achado nessa terra: espe-
rando em Deus o conserve nela sem a menor
lhe sei de-
queixa, e com as felicidades, que
sejar.
Como nos falta embarcação desse porto,
nem tem chegado próprio por terra, estamos sem
notícia alguma da frota, que daqui saiu a dez do
mês passado, e se alguma há, é tão confusa,
que não lhe podemos dar crédito, e assim estou
todos os dias olhando para a barra se encontro
embarcação, para me livrar deste cuidado: e um
dia destes chegou um barco do Rio de São Fran-
cisco, que é o por onde fiz o segundo aviso a
¦«..." u. '¦

- 53 -

Vossa Senhoria, e o arrais dele disse, que no


fim do mês de Agosto vira, da boca do Rio, a
frota, e a Capitanea tirara cinco peças, e se
fizera na volta do mar, e que todo aquele dia
avistara a dita frota, e ao outro a não vira já,
a parte das Ala-
que ouvira umas peças, para
dizer, que defronte da-
goas, e também ouvira das naus em grande
quela barra estivera uma
bem o haver visto a
perigo, porem, nem prova
frota, nem há noticia das Alagoas; depois disso,
chegou um homem por terra que diz ser da Pa-
raiba, e que vinha de Pernambuco com uma ape-
lação: este depõe, que quando saiu de Pernam-
buco, tinha já chegado o meu primeiro aviso,
também a fro-
que fiz a Vossa Senhoria, e que
ta desse porto, tinha saído já dele, e se susten-
tava bordejando sobre o mesmo porto, espe-
rando chegasse a frota, que saiu desta Baía e
mês de Setembro
que estando ele a cinco deste
nas Alagoas, ouvira atirar muita artilharia, para
a parte de Pernambuco do que supunha, ter che-
a a esperava.
gado a frota, e unindo-se com que e nos li-
Esta notícia nos parece mais certa,
vrou do cuidado de haver sucedido desastre nas
Alagoas: diz mais este. homem, que a nau ar-
ribada, não estava em estado de poder sair,
ser
e seguir viagem, para o Reino: e como pode
certa esta noticia, e com efeito a nau nao saísse,
e eu haja avisado a Vossa Senhoria que no caso
me
dela não conseguir viagem, para o Reino
avisasse, pois que poderá ainda tardar o aviso,
e eu desejo sempre prevenir a tempo as ordens,
dizer a Vos-
que se possam executar: me parece nao saísse
sa Senhoria que no caso, que a nau
com a frota, e se ache ainda nesse porto, Vossa
- 54 -

Senhoria a mande para esta Baía, fazendo-se


sair desse porto, em oportuna ocasião, que não
toca às cautelas, e
perca a monção; e pelo que
cuidado, da saida do dito porto, não tenho que
dizer a Vossa Senhoria porque Vossa Senhoria
as sabe muito bem, e em tudo obra com grande
acerto.
Por todo o mês que vem determino man-
dar desta Baía navio de aviso para Lisboa pelo
tenho de Dom
pedirem as que
Braz Baltasar da Silveira Governador das Mi-
nas, não haver acompanhado essa nau a frota,
e ter vindo, para esta Baía aonde espero que
chegue: e outros particulares do serviço de El-
Rei meu Senhor, de que dou esta noticia a Vos-
sa Senhoria, para que querendo escrever me re-
meta as cartas a tempo conveniente.
A meu afilhado me recomende Vossa Se-
nhoria com muitas lembranças: e fico para ser-
vir a Vossa Senhoria em tudo o que for do seu
agrado, com a maior e mais pronta vontade.
Deus guarde a Vossa Senhoria muitos anos.
Baía e Setembro 20 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

li Carta que se escreveu ao Capi-


tão-mor do Rio de São Francisco Dom
Pedro de Souza com a que se segue
abaixo.
Recebi a carta de Vossa Mercê, em que
me dá conta de haver remetido ao Senhor Dom
Lourenço de Almeida Governador de Pernam-
- 55 >-

e porque
buco, as que foram naquela ocasião:
me parece repetir os avisos com brevidade,Vossa
para
conveniente:
que se executem a tempo inclusa ao dito be-
Mercê remeterá logo a carta
Vossa Mer-
nhor Governador. Deus guarde a
1715.
cê. Baía e Outubro o primeiro de
Marquez de Angeja
Fran-
Para o Capitão-mor do Rio de São
cisco Dom Pedro de Souza.

Carta que acusa a carta acima


de Al-
para o Senhor Dom Lourenço
meida Governador de Pernambuco
com segunda via da de 29 de Setem-
bro acima registada.
A carta in-
Meu Compadre e meu Senhor.
em o patacho
clusa escrevi a Vossa Senhoria
Silva que desta
de que é mestre Antônio da
29 do mes pro-
Baía" saiu, para esse Recife em
Vossa Senhoria
ximo passado; e esta repito a oRk.de
em uma embarcação, que partiu para daquela
São Francisco, por via do Cap.tao-mor
Capitania Dom Pedro de Souza, P«vemn£ este des
chegue a Vossa Senhoria com tempo de
a nau guerra
pacho, para que no caso, que . . ..
Penha de França não acompanhasse. a^mon ^
seguisse a frota, como ordenei, nao perca
como na mclu^go
ção de vir, para esta Baía, a Vossa Sc
a Vossa Senhoria. Deus guarde 20 de 171S.
nhoria muitos anos. Baía e Outubro
Marquez de Angeja
Almeida.
i Senhor Dom Lourenço de
- 56 *-*

Carta que se escreveu a João da


Maia da Gama Capitão-mor da Pa-
raiba.
Em 29 de Maio deste ano escrevi a Vos-
sa Mercê a carta de que com esta remeto a có-
necessárias para
pia sobre as madeiras que são
a Ribeira das naus da cidade de Lisboa como
expressa a mesma cópia: e porque até o presen-
te não recebi resposta de Vossa Mercê sobre
este particular (o que atribuo, a ter sucedido
descaminho à minha carta, ou à sua resposta)
torno a repetir esta a Vossa Mercê, para que
me dê por via segura, com a brevidade possível
muito individual informação de tudo o que toca
as ditas madeiras. Deus guarde a Vossa Mer-
cê. Baía e Outubro 27 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor João da Maia da Gama.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida por duas vias, uma que
levou um seu criado, a outra por um
próprio.
Meu Compadre e Senhor. Depois, que da-
qui partiu a frota tenho recebido de Vossa Se-
nhoria três cartas cujas datas são de 8, 21 e 27,
de Setembro sendo a de 27 a que primeiro che-
gou, vinda pelo navio, que da costa da Mina
tinha arribado a esse porto de Pernambuco: e
as outras duas muitos dias depois, entendo foi a
causa da sumaca ficar nas Alagoas, e por outra
do mesmo porto das Alagoas, vieram remetidas
>-. 57. -.

a José de Araujo Rocha e na dele me diz Vossa


Senhoria haver-me escrito por um próprio lar-
agora não tem chegado, e
gamente, o qual até
suponho devia experimentar algum contratempo
no caminho; por a demora ter sido extraordiná-
ria eu a tenho sentido, em primeiro lugar, por
me faltar a carta de Vossa Senhoria e se me
dilatar o favor que me faz de novas suas, as
e em segundo,
quais eu desejo ter mui repetidas,
da viagem da frota:
por saber as circunstâncias o tê-la mandado
porque me tinha com cuidado,
tornar a Pernambuco: e posto que pela gente,
cartas, que os
que veio no patacho, e algumas
Mestres dos navios da mesma frota escreveram,
todos dão tão variadas noticias, só me podia
segurar nas que recebesse de Vossa Senhoria:
entre elas, a que me dá maior cuidado, é o di-
zerem alguns que a nau da índia havia feito
água, e como ela quando entrou nesta Baia,
recear, que daí se lhe
seguisse,'a'água que lhe vez na via-
isto ha o haver
gem, sem embargo de que contra
sido examinada enquanto esteve neste porto
muitas vezes, e nunca fazer pinga de água, e e
certo que a nascer do acidente, que teve na
entrada desta Baía sobrevindo depois um lu-
rioso temporal, em o qual trabalhou muito so-
bre a amarra, se houvesse recebido dano, na-
via de descobri-lo: mas nem depois do aciden-
te, nem do temporal se lhe achou que fizesse
de um no-
pinga de água. Li também uma carta
mem que vai na mesma nau da índia, na qual
refere a viagem, e queixando-se do mal que
vai de vela o comboi, não fala em que a dita
nau faça água, antes diz que todos vão bons, de
- 58
nao deve
onde infiro, que se a dita nau faz água,
de tora
de ser tanta, como algumas pessoas
talvez os oficiais da
publicam, se não é, que maior: ja
mesma nau a quisessem fazer parecer
fosse, para se não dilatarem em Pernambuco,
ou para prevenirem pretexto de não esperarem
navios de vela como
pelo comboi indo tão maus ficarei
dizem: de todas estas minhas inferências
livre logo que me chegue a carta de Vossa Se-
nhoria pelo próprio, porque tenho por sem du-
vida havia de mandar examinar o dano da nau,
e a res-
quando tenha assim sucedido, passando de 8 e 21
ponder às cartas de Vossa Senhoria
neste particu-
quanto às madeiras, tudo o que
lar tenho para dizer, é o ter Vossa Senhoria
obrado neste expediente, com todo o acerto, e
com aquele zelo que costuma em tudo o que lhe
encarrega, e pertence ao real serviço: a forma
a arre-
que Vossa Senhoria deu ao corte, como
cadação dele, e sua despesa, e livros que foi
levar ao Apontador, e Carpinteiro, para a re-
ceita, e despesa, e assento dos dias, não pode
ser melhor, nem mais bem advertida, e assim,
nesta matéria seguro toda a boa disposição na
que Vossa Senhoria tem dado, e no mais que
lhe parecer acrescentar-se como o tempo, e oca-
sião o pedir: só me pareceu lembrar-lhe, por as
que tenho achado perdidas de
cortes antigos que se fizeram nesta Baía cujo
dano se lhe ocasionou por causa de estarem mal
arrumadas, e descobertas à inclêmência da chu-
va, e sol, que será bom prevenirem-se estes fu-
turos danos, com Vossa Senhoria ordenar, que
no porto, para onde se conduzem as madeiras,
e há de ser o Armazém onde se embarquem na
~ 59 -.

charrua, se for possível, se lhe faça uma espécie


de tercena, que possa servir-lhe de sombra, para
o reparo do sol, e também de cuberta, para o
dano da chuva: porem deve haver também a
advertência de que pelos lados fique aberta,
entre a
para que possa entrar o ar, e passe por
madeira, a qual deve estar posta em pilha, de
forma, que o receba: tenho pois por bem neces-
sária esta prevenção, e a causa dela é a incerte-
za de virem as charruas de Portugal no tempo
des-
que me avisam; porque dependia a viagem
tas, de chegarem primeiro de Holanda a Lisboa,
e outrossim, da instabilidade natural das nossas
disposições principalmente quando podemos
dar muito
presumir, que esta expedição há de
ciúme ao Conselho Ultramarino por não serem
aque-
passadas as ordens de Sua Majestade por
le Tribunal, mas só por a Secretaria, e sobretu-
do ter eu descoberto na fábrica, que estou ago-
ra fazendo, que já pela Provedoria desta Baía
se me tem mandado de Portugal fazer três cor-
tes de madeiras, que com efeito se fizeram, e não
foram mandados conduzir, e procurando eu
agora querer-me aproveitar da dita madeira,
e incapaz
para a fragata, se achou toda podre, à incle-
de serviço, por ter ficado sem reparo,
mência do tempo, e assim ainda, que com esta
a tenho
prevenção se aumenta a despesa eu
fal-
por menor do dano que poderá sobrevir, por
ta dela, à mesma madeira.
Como Vossa Senhoria me diz pára com a
obra da fortificação por não haver na dízima
dinheiro para ela, e juntamente, para as ma-
deiras, e Sua Majestade que Deus guarde tem

.>¦ ;j.
60 -i
e outra despe-
aplicado estes direitos, para uma,
relações que ti-
sa fico trabalhando com umas e des-
ve dessa Provedoria. dos rendimentos, e l/H.
de 1712, 1713,
pesas dela dos três anos
da mesma forma
para dividir as consignações,
dei a esta da Fazenda e na primeira oca *
que a
sião a remeterei a Vossa Senhoria, para que
faça praticar.
Fico esperando pela nau Nossa benhora
boa
da Penha de França, queira Deus dar-lhe
viagem a este porto, para que não va também
arribar ao Rio de Janeiro: e ao mesmo tempo
sentindo o trabalho
que a desejo aqui já, estou
da gente, pois
que há de dar com o pagamento
sendo necessário dispender-se com a gente des-
sa nau, e da outra, que aqui está, talvez mais
de dois contos de réis, que na soma dos meses
alem
que aqui se hão de dilatar importa cabedal,
do fornecimento para a viagem, querrena, e
concerto que provavelmente se fará aqui à nau,
e orçar o Administrador da Junta esta despesa
em mais de 600 mil réis, ao mesmo tempo, que
na tesouraria da Junta não há, com que pagar
aos soldados, que Vossa Senhoria daía mandou
as ordens de
para guarnição desta nau nova, e
El-Rei meu Senhor sejam para que à dita junta
se não dê dinheiro algum pela repartição da
Coroa: e ainda que se queira alterar a dita ordem
é tão grande a soma, que não sei haja nos co-
fres da Fazenda dinheiro para a suprir, e os par-
ticulares com razão negam o tomar letras sobre
a Junta, quando as ordens reais, são as que per-
spadem a maior desconfiança no seu paga-
mento.
>-. 61 -

Fico para servir a Vossa Senhoria dese-


jando ter muitas ocasiões de obedecer-lhe, a
quem Deus guarde. Baía e Outubro 26 de 1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta para o Governador de Pep


nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Meu Compadre e meu Senhor. O estar
com a fadiga de expedir um navio de aviso
para o Reino me tira o tempo que eu mais de-
sejava escrever a Vossa Senhoria largamente
a várias cartas que tenho recebido suas do mês
de Setembro até doze de Novembro: em todas
elas tenho tido particular gosto, de ver o acerto
com que Vossa Senhoria dispõe tudo, e a cia-
reza com que mo participa.
O próprio chegou, e diz esteve doente mais
de trinta dias nas Alagoas, e que essa foi a causa
da sua demora, e foi galante, que primeiro che-
ele.
gou aqui a nau Penha de França, do que
Principio a responder a Vossa Senhoria
neste
pelo que toca ao corte das madeiras, e
Senho-
particular, não tenho que dizer a Vossa
ria mais que agradecer-lhe o acertado da sua
disposição, tanto pelo que toca a expedição,
da des-
quanto pelo que respeita a arrecadação
clara,
pesa, que não pode ser melhor, nem mais
e também entendo, com grande conveniência
Se-
para a fazenda real, é o ajuste que Vossa
nhoria fez com os lavradores de Cunhaú, é
maravilhoso, e não menos em fazer conduzir
em sumacas a madeira, com a economia de diim-
62 -
1
da Jun-
nuir esta despesa com a administração
Brasil.
ta, pela condução do pau e boa
Também achei de grande acerto,
sondar a
nrevenção o mandar Vossa Senhoria
muito bem por
Barra do Marcos, e me parece
Vossa Senhoria
evitar por aquela razão tomasse
.ti,
madeiras a esse
m a resolução de mandar vir as
convenienc.a,
norto de que se tira ainda outra
A>
ia;

é o Vossa Senhoria aí mandar re-


Sue podê-las
colher em tercenas, ou barracas, tem para lhe evita
me mostrado
o dano (que a experiência ao sol, e a
lhe causa nestas partes o estarem
em uma pouca de
chuva, como agora sucedeu uma
madeira que aqui se tinha cortado para lazer
dela, para
qalé, querendo me aproveitar de-
umas barcas, se achou a maior parte podre, as
mais, que já me dá cuidado, o tardarem-me
deviam parto
charruas, que por aviso que tive, a trota
com as fragatas, que viessem esperar toda a
ha
e como nas nossas disposições nao
constância necessária, começo a temer possam
o tempo
faltar estas charruas, ou não virem em
é necessário para carregarem com
próprio, que também
descanso, e boa arrumação, ou que tudo
faltem em vir nesta monção, com que para
serve o recolher Vossa Senhoria as madeiras
com
a esse porto de Pernambuco, e o tê-las
aquele resguardo, que se puder conseguir.
Pelo que toca à moeda falsa, que Vossa
na
Senhoria me remeteu a mandei examinar
Casa da Moeda, e se achou na mesma forma
recebi este
que Vossa Senhoria diz, e logo que
aviso de Vossa Senhoria mandei logo deitar um
edital como Vossa Senhoria fez nessa praça,
acrescentando, que a pessoa em cuja mão se
- 63 -

achasse, seria obrigada a declarar aquela de


quem a tinha havido: e todas as diligencias que
Vossa Senhoria tem feito sobre este particu-
lar, são tão iguais, como o são todas as acerta-
das disposições de Vossa Senhoria.
Pelo que toca à tomadia, e seqüestro que se
fez nas fazendas que vieram no navio da Ilha
parece-me que está mui bem feita e que o ho-
mem a há de perder, porque alem desta entendo
os
pela nova Lei de Sua Majestade, hão de ser
mais bens seqüestrados como Vossa Senhoria
verá pela carta que escrevo ao Provedor da
Fazenda.
Faça-me Vossa Senhoria dar mil recados
a meu afilhado e tenha-me Vossa Senhoria na
sua graça, mandando-me em muitas ocasiões de
servi-lo como desejo. Deus guarde a Vossa Se-
nhoria muitos anos. Baía e Dezembro 7 de
1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Prove-


dor da Fazenda Real do Rio de Ja-
neiro digo Provedor da Fazenda Real
de Pernambuco.
Recebi as cartas de Vossa Mercê de 22 de
Setembro e 12 de Novembro a que faço res-
Dom
posta: enquanto à disposição que o Senhor
Lourenço de Almeida tem dado em ordem as
madeiras que El-Rei Meu Senhor manda la-
zer neste Estado, e para esse efeito estabelecer
duas feitorias nele, a execução que Vossa Mer-
v- 64 >-

o dito Senhor Go-


cê tem dado ao disposto por
.... dar o
vernador, como também em
nao haja demora
dinheiro necessário para que me
no disposto por o dito Senhor Governador:
Mercê a sua pontua-
parece agradecer a Vossa se-
lidade, e espero de Vossa Mercê continue,
do dito Senhor Go-
quindo em tudo as ordens
vernador, que em tudo são tão acertadíssimas
e do
como ele costuma obrar em tudo o que
Real Serviço.
Vossa Mer-
Fico também entendendo o que
das fazen-
cê me diz em ordem ao descaminho
invocação bao
das que vinham no patacho da
• • • •
Bernardo da Ilha da Madeira, e
Gomes r/ar-
velhacaria do seu capitão Manuel
teve
to- e o procedimento que Vossa Mercê
conlor-
;-i.- neste negócio me pareceu ser coerente
IKS
me o Regimento, e Ordens de Sua Majestade: logo
só me parece, que Vossa Mercê o devia
diante de Vos-
prender, tanto que ele apareceu o Procurador
sa Mercê, sem ser necessário que
ím-
da Coroa lho requeresse. Esta tomadia, é
diz, e quanto a
portante, como Vossa Mercê a
mim, não só traz consigo o ser perdida para
Fazenda Real pela fraude, que o introdutor dela
fez, tirando-a da Alfândega debaixo de fé de
haver sido despachada em Lisboa e por lhe
faltar ao selo daquela Alfândega na forma das
últimas ordens de El-Rei meu Senhor, mas ain-
da me parece, que provando-se, que foi tomada
de-
por baldeação no mar de navio estrangeiro
vem os bens do Capitão e dos sócios que man-
daram fazer esta negociação, serem confisca-
dos para a fazenda real
- 65 -

leis de Sua Majestade os que co-


pelas novas e
merciam com os estranjeiros neste Estado pos-
to que este negócio peça maior informação para
ad-
ser julgado me parece, para maior cautela,
vertir a Vossa Mercê que provando-se
o navio francês, e tendo Vossa
Mercê notícia, que o Capitão tem mais alguma
fazenda sua nesse porto, ou dos seus armado-
res, lha seqüestre; porque no caso de se julgar
fa-
a seu favor, sempre, se lhe entregará a sua
de
zenda, e se julgar contra eles, não parece
razão, que por falta de prevenir a ap
pena que mereciam pelo delito.
A manifestação que Manuel Franco Farto
valer,
mandou fazer era já tarde, e não lhe pode
a fazenda, e ti-
por ser depois de denunciada
rada por alto.
diligencia
Vossa Mercê deve fazer toda a
se vir no conhecimento de quem foram os
para e concor-
tomadores deste negócio em Lisboa de tazen-
reram para o convênio da baldeaçao
e a prova que
das estrangeiras para este Brasil,
manda-la ti-
disto se achar, deve Vossa Mercê
rar por traslado, autêntico, e remeter-mo, para
dar conta a El-Rei meu Senhor.
a Vossa
Fico trabalhando para mandar a que
Mercê uma provisão das consignações Fro-
dessa
hão de ser aplicados os rendimentos da toa
vedoria; porque tenho já acabado nestaconsigna-
as
em dar forma às folhas, e dividir
até agora andavam em confusão e
ções, que me man-
assim estimei muito que Vossa Mercê
dasse o extrato da importância por que
mataram os contratos este ano
- 66 -

não serve de mais. Deus guarde a Vossa Mer-


! i cê. Baía e Novembro 29 de 1715.
Marquez de Angeja
Senhor Provedor da Fazenda, Real de Per-
nambuco.
Carta que se escreveu ao Gover-
nador de Pernambuco Dom Lourenço
9 de Almeida.
Meu Compadre, e meu Senhor. Com esta
remeto a Vossa Senhoria as cartas inclusas, que
vieram de Lisboa com a notícia da paz, que El-
Rei meu Senhor foi servido confirmar e ratifi-
car com El-Rei de Castela, de que dou a Vossa
Senhoria o parabém, porque sei a há de festejar
com o grande contentamento, >
pela glória que dela resulta à Coroa de Sua
Majestade, reputação das suas armas, conve-
niências, e quietação de seus vassalos, em todo o
Reino, e suas Capitanias. Deus guarde a Vos-
sa Senhoria muitos anos. Baía e Dezembro 8 de
1715.
Marquez de Angeja
Dom Lourenço de Almeida. Sirva-se Vos-
sa Senhoria encaminhar o maço incluso para a
Paraíba.
Carta que se escreveu a João da
Maia da Gama Governador da Pa-
raiba.
Com esta remeto a Vossa Mercê a carta
que veio de Lisboa, com a notícia da paz, que
El-Rei meu Senhor confirmou e ratificou com
—. 67 ~.

El-Rei de Castela, de que dou a Vossa Mercê


o parabém, porque sei a há de festejar, pela gló-
ria que resulta à Coroa de Sua Majestade, e con-
e
veniências a todos os seus vassalos no Reino
suas Conquistas, e sossego com que ficam para
as podermos lograr pacificamente, que tudo se
deve à real fortuna de El-Rei meu Senhor.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
8 de 1715. ,
Marquez de Angeja

Senhor João da Maia da Gama.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida.
Ávila
Pedindo-me o Coronel Garcia de ao
Pereira licença para mandar fazer guerra
do Maranhão
qentio bárbaro que dos sertões onde
vinha destruindo todas as fazendas por
que nelas as-
passava com morte das pessoasCapitania, e Kio
sistiam, a unir-se com os dessa
de São Francisco o que seria (se o conseguis-
eu o
sem) uma total ruina do Brasil: e vendo de 2U
em carta
que El-Rei meu Senhor ordena a
de Abril de 708 sobre se fazer guerra geral
todas as nações de índios de corso entrando-se
das ditas Capi-
por todas as partes dos sertões Ávila, a hcen-
tanias, concedi ao dito Garcia de
me em observância da mesma oi-
ça que pedia o cabo
dem, mas que Mateus Leme, que era
a minha
y que nomeava havia de vir primeiro
presença para me informar mais boa
particularmen-
d.spos.çao
te de tudo o que convinha à

jr
- 68 -

da mesma guerra, e como o dito Garcia de Ávi-


Ia faltasse a mandar o tal sujeito a falar-me, e
dele não havia grandes informações me mandei
informar aos sertões de pessoas que o conhe-
ciam, da sua capacidade, e suficiência, e antes
de me chegarem as ditas informações, mandou
o dito Garcia de Ávila procurar patente de Ca-
do Sul
pitão-mor dos distritos do Rio Grande
Vossa Se-
para o mesmo Mateus Leme que
nhoria lhe concedeu estando provido por paten-
te do antecessor de Vossa Senhoria Manuel Ál-
vares de Souza em Capitão-mor da freguezia
de São Francisco do mesmo Rio Grande do Sul.
a qual foi a confirmar, por El-Rei meu Senhor
ii na frota que saiu este ano desse porto. Dou a
Vossa Senhoria esta noticia para que saiba o
que neste negócio tem passado.
E também a dou de que vários moradores
dessa cidade que naqueles distritos do Rio
Grande teem muitas, e importantes fazendas de
gado me representaram queriam concorrer com
toda a despesa precisa de munições de boca, e
guerra para que se impedissem os estragos que
o dito Gentio ia fazendo nas suas fazendas, e
como nesta cidade se achava o dito Capitão-
mor Manuel Álvares de Souza, que é o mais em-
penhado em evitar as ruinas que já se experi-
mentam pelos muitos currais que tem naqueles
distritos, e por me constar pelos papéis que me
presentou, ser sujeito capaz de fazer a guerra
aos índios nos sertões da freguezia de que é
Capitão-mor pelas experiências que dela tem, e
ser muito conveniente ao serviço de El-Rei meu
Senhor, e ao bem comum de seus vassalos acu-
dir com pronto remédio ao dano que ameaça a
-„ 69 -

ruína geral de todas aquelas povoaçoes e gran-


de
des distâncias que há em se procurarem
Vossa Senhoria todas as ordens convenientes
da-
à conservação dos moradores, e fazendas
ordem ao dito Alva-
queles sertões passei uma
res de Souza, para fazer a dita guerra enquan-
des-
to recorria a Vossa Senhoria, para que lhe
se todas as que entendesse serem mais conve-
nientes ao serviço de El-Rei meu Senhor e como
impra-
os ditos sertões são tão dilatados se faz
ticavel que o Coronel Garcia de Ávila Pereira
mandar fazer guerra ao
possa ao mesmo tempo
Gentio por toda a parte na forma da dita ordem
Vos-
de El-Rei meu Senhor, e as notícias que
sa Senhoria dela tiver mas participará para
meios possíveis a des-
procurarmos por todos os se-
truição daqueles bárbaros, para que o não
iam deles as Capitanias do Brasil. Deus guar-
de
de a Vossa Senhoria. Baía e Dezembro 9
1715.
Marquez de Angeja

Sr. Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida.
Sem em-
Meu Compadre, e meu Senhor.
Senhoria
bargo do que tenho escrito a Vossa
que da
por terra, e por algumas embarcações
neste patacho em
qui teem ido, o torno a fazer tinha es-
que vai Henrique Antônio porque )a
cartas
crito a Vossa Senhoria, como vera das re-
que leva minhas: parecendo-me juntamente
w. 70 -.

meter esta inclusa, que é a que escrevi a Vos-


sa Senhoria por terra, servindo só esta, de mos-
trar a Vossa Senhoria não perco ocasião de me
pôr às suas ordens, pois em todas desejo que
Vossa Senhoria me dê muitas, e repetidas oca-
siões de servi-lo.
Dizem-me, que nesse porto se acha um na-
vio, para ir para a Ilha da Madeira, e posto que
há poucos dias, pela fragata de aviso, escrevi
ao Secretário de Estado sempre há alguma cou-
sa de novo, ou que faltou explicar-se bem: se aí
se achar o dito navio Vossa Senhoria se servirá
enviar nele, essa carta pela Ilha. E torno a pôr-
me às ordens de Vossa Senhoria a quem Deus
guarde muitos anos. Baía e Dezembro 27 de
1715.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador da Paraíba João da Maia da
Gama.
Por outra sumaca que partiu daqui escrevi
a Vossa Mercê, com as cartas que vieram de
Sua Majestade que Deus' guarde, para a publi-
cação da paz, as quais espero tenha Vossa Mer-
cê já recebido: e esta somente serve de reme-
ter a Vossa Senhoria o termo incluso, que man-
dei fazer ao Sargento-mor João Batista Ferrei-
ra para não entrar nessa Capitania, da Paraíba
sem ordem minha, para que Vossa Mercê o te-
nha assim entendido, para que no caso dele fal-
Ki tar ao dito termo, entrando na dita Capitania
- 71 ¦-

sem novo despacho em que o desobrigue do tal


termo, o mandar prender, e remeter-mo a esta
cidade. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Dezembro de 1715.
Marquez de Angeja

Sr. João da Maia da Gama.

Carta para Dom Lourenço de Al-


meida Governador de Pernambuco. .
leva o Ajudante do Terço
dos Paulistas.
do
Mateus Mendes Pereira Ajudante supra
na campanha
Terço dos Paulistas, que assiste
a esta
do Assú, Capitania do Rio Grande, veio
lerço,
cidade, requerer como mesmo
esse
os soldos que se lhe estão devendo: e para
Provedo-
efeito, se entregaram com fiança na
leva
ria-mor desta cidade, dez mil cruzados que
Senho-
o dito Ajudante, o que constará a Vossa
da *a-
ria pelos avisos, que o Provedor-mor
o dito
zenda Real fez ao dessa praça. E como
Senhoria
Ajudante há de requerer ante Vossa
o resto que lhe falta para inteirar o pagamento
or-
do dito Terço: Vossa Senhoria se servira
das so-
denar se lhe satisfaça pelo rendimento
bras de todos os contratos, que se arrematam na
nas capitanias de Itamaracá, e Rio Grande,
meu
forma das ordens que houver de El-Kei
Senhor sobre este particular.
sana
Por uma sumaca, que brevemente as
desta Baía para esse Recife, farei resposta
cartas que tenho recebido de Vossa Senhoria.
~ 72 t-í

Deus guarde a Vossa Senhoria muitos anos.


Baía o primeiro de Março de 1715.
Marquez de Angeja
Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu a Dom


Lourenço de Almeida Governador de
Pernambuco sobre a sumaca que vai
carregar de mantimentos.
Meu Compadre do meu coração e meu Se-
nhor. Aqui nos achamos com grande falta de
farinha, e de alguma com que se
possa suprir na parte esta
sumaca de que é Mestre João de
nesse porto carregar estes mantimentos
que Vossa Senhoria nos socorra
com este provimento deles, permitindo-lhe pos-
¦ sa trazer os que for possível em direitura a esta
cidade.
Fico para servir a Vossa Senhoria com mui
pronta vontade em tudo o que for do seu agra-
do. Deus guarde a Vossa Senhoria muitos anos.
Baía e Março 3 de 1716.
Marquez de Angeja
Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco Dom Lourenço
de Almeida.
Meu Compadre e meu Senhor. Parte esta
sumaca para Pernambuco, e não quero faltar em
significar a Vossa Senhoria a estimação que faço
í
das novas que me dá da boa saúde que logra.
-! 73

Dentro em pouco tempo determino mandar


deste porto embarcação de aviso para Lisboa;
se Vossa Senhoria quiser escrever por ela pode
remeter-me as suas cartas com toda a brevi-
dade.
Na última carta que escrevi a Vossa Se-
nhoria em 3 de Março lhe signifiquei a falta que
nesta terra havia de farinha, e alguns legumes,
e por essa razão avisou o Provedor-mor da Fa-
zenda Real deste Estado ao dessa Capitania,
lhe remetesse a farinha, e legumes que consta-
vam da sua memória: espero que Vossa Senho-
ria por amor de mim queira tomar por sua conta
mandar aplicar ao dito Provedor que com a
maior brevidade despache a sumaca que foi a
transportar estes gêneros, que são para mata-
lotagem da nau da índia que neste porto se
espera.
Tenho entendido que a barra de Lisboa
se tem fechado para não sairem por ela embar-
cações para o Brasil pois há tantos tempos que
a nenhum porto dele tem chegado: o certo é que
aqueles senhores por cuja conta corre despa-
ehá-las tanto que nos põem da parte do sul se
não lembram mais de nós: com que se Vossa Se-
nhoria por estar mais vizinho tiver algumas no-
tícias da nossa corte, espero me participe, que
se por cá chegarem me não descuidarei em as
dar a Vossa Senhoria, como também em nao
faltar em tudo o que entender é do seu gosto,
Deus guarde a Vossa Senhoria muitos anos.
Baía e Março 26 de 1716.
Marquez de Angeja

Dom Lourenço de Almeida.


•- 74 >-'

Carta que se escreveu ao Prove-


dor da Fazenda Real de Pernambuco.
O Provedor-mor da Fazenda Real deste
1
Estado me deu conta haver escrito a Vossa
Mercê, lhe remetesse os legumes, que consta-
vam da sua memória, na sumaca que mandou,
para esse efeito: espero que Vossa Mercê se ha-
ja nesta diligência como se há em todas, as que
tocam ao serviço de El-Rei meu Senhor, para
que a dita sumaca venha com a brevidade pos-
sivel, por serem estes gêneros, para matalota-
gem da gente da nau da índia que nesta monção
se espera. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía
H e Março 26' de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Provedor da Fazenda Real de Per-


nambuco.

Carta para o Governador de Per-


nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Meu Senhor. Nesta embarcação que vai
!*
para esse Recife faço estas regras a Vossa Se-
nhoria para lhe dizer fico entregue da carta que
¦
Hn
Vossa Senhoria me escreveu de 28 de Abril,
a que farei resposta em outra embarcação que
partirá brevemente por me não dar lugar a fazê-
lo a chegada dos navios da frota com que ando
lidando estes dias; a outra carta que
ainda me não tem chegado, nem sei o que será
feito da sumaca em que vinha, com o rigoroso
temporal ontem ocorrido.
As novas que posso dar por ora a Vossa
Senhoria é de que tem partido um comboi para
~ 75

o Rio de Janeiro, e que para essa foi outro que


devia de sair com as naus da índia.
Eu determino expedir a frota da Baía até
dia de Santo Antônio se Deus me ajudar e o
tempo o não impedir, em o que fico trabalhan-
do com todo o desvelo.
Vai inclusa essa via de El-Rei meu Se-
nhor e duas cartas do Secretário de Estado para
Vossa Senhoria.
Fico para servir a Vossa Senhoria com a
mais pronta vontade. Deus guarde a Vossa Se-
nhoria . Baía e Maio 14 de 1716.
Marquez de Angeja
Senhor Dom Lourenço de Almeida.

O portador desta, é o próprio, que veio


com os dízimos dessa Capitania, Paraíba, e Ita-
maracá, o qual me entregou a carta que trouxe
de Vossa Senhoria, a que responderei na mes-
ma embarcação que sair para esse porto, que
se não dilatará a sua partida, o que agora me
embaraçou também a arribada a esta costa, de
um navio francês, que sempre causam cuidado
a quem governa estes novos acidentes. Fico
para servir a Vossa Senhoria tão pronto como
certo. Deus guarde a Vossa Mercê muitos anos.
Baía e Maio 1 8de 1716.
Marquez de Angeja
o
(A margem): Repetiu-se esta carta por
próprio que diz, com este acrescentamento.
¦ - 76 -•
da Pa-
Carta para o Capitão-mor
Gama ausente
raiba João da Maia da
a quem seu cargo servir.
ãe El-Rei
Com esta remeto duas cartas Mercê, e
Vossa
nteu Senhor que vieram para
o Ouvidor Geral dessa Capitan.a na
uma Sra há poucos d.as
fegatfnha guarda-costa que
Che9°VotL£ce lhe toca. te-
pela parte que
os Navios desse porto, para se m-
„ha prontos
com a frota, e comboi do Rio de
coroorarem
-sa costa Para
anTo quando chegarem por
unirem com ele. que
aue não haja dilação em se dimtura para o
VàZ Baía fica de partida em
nao ter vento su
Reino e não saiu ontem, por
com o expedtr,
Se e porque fico lidando como quena,
não escrevo a Vossa Mercê largo, se oferecer-
o que farei na primeira ocasião que e
Deus guarde a Vossa Mercê.
Baia Julho 31
de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor João da Maia da Gama.


Fa-
Carta para o Provedor da
zenda Real da Capitania de Peruam-
buco.
da
O Excelentíssimo Senhor Marquez dos
Fronteira Vedor da Fazenda da Repartição do Uo-
Armazéns, me avisou que a importância se cos-
nativo pertencente a essa Capitania que se
tuma remeter em todos os anos em assucares impor-
não fizesse a dita remessa, e ficasse a tal
tância aplicada ao pagamento das madeiras que
w 77 ¦-

hão de ir para o Reino. Vossa Mercê o executa-


rá assim, e no caso de se acharem os assucares
já comprados para aquele efeito os venderá
Vossa Mercê, e o dinheiro procedido deles o
carregará ao Thesoureiro declarando na recei-
ta ser consignado para o pagamento das madei-
ras que hão de ir para o Reino. Baía e Agosto
l°de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Provedor da Fazenda Real da Ca-


pitania de Pernambuco.

Para o Governador de Pernam-


buco.
Por aviso que tive do Senhor Marquez de
Fronteira Vedor da Fazenda da Repartição dos
Armazéns me diz o dito Senhor que eu mande
aplicar para pagamento das madeiras que Vossa
Senhoria tem mandado cortar nessa Capitania
de Pernambuco, e que hão de ser conduzidas a
Portugal na forma que El-Rei meu Senhor foi
servido ordenar-me na ordem em que me man-
cia formar feitorias de madeiras neste Estado,
se aplicasse ao seu pagamento os efeitos do Do-
nativo que se cobra no dito Pernambuco, e as-
sim o ordeno ao Provedor da Fazenda o que
Vossa Senhoria fará também executar: e quan-
do se achem já comprados os assucares para re-
meter para esta consignação, Vossa Senhoria
os fará vender em praça pública ou como me-
lhor entender, e carregar a sua importância ao
Tesoureiro para ser aplicada ao dito corte de
— 78 -

a Vossa Senhoria. Baia


madeiras. Deus guarde
e Agosto o Io de 1716.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


na fraga-
nador de Pernambuco e foi
tinha dos Padres.
estase acom-
Meu Senhor. A carta de que
é a segunda via da que escrevi aVossa
panha
Senhoria pelo próprio ^™°c°m°Sv**Z da Paraíba^ee
das Capitanias da Capitania (sic
esta fragaUnha do
itamaraca, e porque parte a Vossa &e
Padres para esse Recife, a repito me escreveu
nhor" As que Vossa Senhoria recebi ontem
Ílo próprio em sete e 23 de Junho
resposta na primei-
S do corrente, a que farei
mo embaraçar
ra ocasião que se oferecer por oca-
agora a saída da frota deste porto, que por
sião do tempo não saiu ontem. as car-
Com esta remeto a Vossa Senhoria
Secretario de
tas de El-Rei meu Senhor e do
Estado, que vieram na fragatinha guarda-cos-dessa Ca-
ta para Vossa Senhoria e Ministros
será Vossa Senhoria
pitania. O maço incluso Capitao-mor da Fa-
servido remeter logo ao das
raiba para que se não retarde a execução
ordens que lhe vão. a
A fragatinha guarda-costa chegou aqui
15 deste mês, e ainda que já pelo porto tínhamos
mandou
a mesma nova que Vossa Senhoria me
estava-
como era devedor digo era de ouvida, veio
mos na mesma incerteza, da qual ela nos as
tirar e pudera fazê-lo mais cedo se nao tora
Cabo
muitas calmas que achou da altura do
- 79 ~.

para esta Baía porque até Pernambuco


não pôs mais que quarenta dias saindo de Lis-
boa a 17 de Maio e dentro em três dias há de
carregar, e aparelhar , nela me veio
ordem para assistir à frota com o dinheiro do
Conselho Ultramarino, e se eu o não tivera fei-
to assim não estiveram os comboios prontos a
estas horas, mas sempre estimei a resolução, por
vir confirmar o que eu tinha já disposto: os di-
tos combois pus prontos para partirem a treze
de Maio, porem como a Junta mandou que a
nau nova fosse carregada, estes homens de ne-
gócio se apostaram em lhe não querer dar ca"-
ga té deferi a partida para dia de Santo Antônio,
e fiz à força carregar a dita nau, passando or-
dem que fosse à revelia e enfim leva 500 caixas
e 1500 arrobas que posso dizer as arranquei dos
trapiches porque nem nesta parte, querem nada
os homens de negócio com a Junta, e que é o
que Vossa Senhoria diz, quererem os Ministros
dela, que se obrem as cousas sobrenaturalmen-
te, o que confirma dizer-me Dom Lourenço de
Almada, na sua carta que ao tempo que sem
dúvida se esperava a frota, entrava o patacho,
de aviso, o que me obrigou a responder-lhe, que
aquele discurso podia fazer alguma gente de
Lisboa mas não ele, porque estava na Junta, e
tinha estado no Brasil e pela Junta sabia que
esta não tinha nenhum dinheiro, em nenhum
porto deste Estado para socorrer, e aparelhar
os seus combois e por haver estado no Brasil,
se não podia ter esquecido do que lhe sucedeu,
quando foi para o Reino, sendo-lhe necessário
emprestar o seu dinheiro à Administração da
Junta para conseguir, que os combois fizessem
w 80 :-

£ tempo em que
TZvtignorar, que eem Janeiro,
nau
podia nova com

a frota passada tinha levado todos


constava que antecedente, isto
assucaic e tabacos do ano
os açúcares,
Lourenço e é cousa no-
é o que respondi a Uom do Brasil nos es
tavel que até os que vamos vi-
do que experimentamos, e do que
teçamos nao e
mos neste Estado mesmo que
P°SS cônsul-
Ael,:9nta°rtambem fez uma galante
o ir a nau no-
ta supondo que eu embaraçava
eles mandavam,
va em laneto, com a carta que navios que sai-
nara o que veio uma ordem nos se me man-
coL naus da índia, em que e
embaraçasse as ordeni^aJunfâ,
dava não
seguisse as que aqui havia'P™™™%n
daquela Administração con sso
particulares largar por
a Vossa Senhoria que estive para ver se P
mão a que tocava à sua partida para
alguma cousa
Administrador por si conseguia de produz"
inda assim não deixou tal ordem de ter saído
dano- porque a não ser ela, haviam ainda que
deste pPorto os combois a 14 de Junho frota o
da> que
fossem sem levar nenhum navio, meu be
era mui útil para o serviço de El-Rei
teima deste,
nhor, por se castigar justamente a
recebido as
homens de negócio, e se houvera
w* 81 -

ordens que agora me vieram, pelo patacho, as-


sim houvera de suceder, porque depois carre-
qaram mais em 15 dias do que tinham feito em
muitos meses.
Suponho que nas ordens de El-Rei que
agora remeto a Vossa Senhoria lhe irá o mes-
mo aviso, que eu tive sobre o comboi, que há
de ir a esse porto, e serão as ordens seguintes
não viesse à
que o comboi do Rio de Janeiro
Baía, e fosse em direitura a Pernambuco, para
o que se lhe remetesse logo as ordens que ti-
nham da Junta, e que no caso do comboi, e fro-
ta do Rio de Janeiro achar os dois da frota desta
Baía, neste caso fosse a Nau Penha de França
a Pernambuco, a comboiar aquela frota, que
o comboi do Rio
para Lisboa fosse em direitura
de Janeiro com a nau nova, e frotas do Rio, e
Baía. Logo expedi uma embarcação com as or-
dens que vieram para remeter ao Governador
daquela Capitania; porem como os ventos, e a
monção é contrária duvido que achem já o com-
boi, e os navios da sua conserva no Rio: pare-
ce-me fazer a Vossa Senhoria este aviso para
bem suceder
que assim previna, porque poderá
a tempo que
que as ordens que remeti cheguem
achem no Rio o mesmo comboi, especialmente
não tendo até agora aviso nem do Rio de Janei-
ro , sendo o ultimo que tive de 27 de Maio o que
aqui me dá bastante cuidado, tanto por a che-
embru-
gada do comboi, quanto por algumas
lhadas, em que estava aquela cidade, e parem-
lidades entre Amarais, e os seus do que
tem resultado algumas mortes; e assim ou o
comboi vá em direitura de lá ou venha aqui sem-
Senhoria
pre tenho por conveniente que Vossa
- 82 -*
de Agos-
tenha os navios da frota prontos até 24
to.
A frota saiu ontem deste porto com mui
navios
bom sucesso, e levava consigo trinta
ela e a
mercantes, foram os dois combois com
navio
nau da índia, a charrua de El-Rei, um
francês que aqui confiscamos, em cumpnmen-
to das novas ordens, e Alvará de El-Rei meu
Senhor. Sirva-se Vossa Senhoria de me man-
eu
dar dizer se teve também lá este Alvará que
lho não remeti, porque as ordens do Conselho
diziam que se remetiam a todos os Governado-
be-
res, e Capitães-mores e mande-me Vossa
es-
nhoria também dizer como passou com uns
trangeiros que cá me dizem tocaram, que supo-
nho serem os que daqui foram de arribada, por
lhes não darmos cousa alguma em razão àz se
não quererem sujeitar. Já esta manhã se nao
via navio algum da frota. Deus a leve a salva-
mento.
As charruas não chegaram até agora, po-
de
rem promete-se-me que partiriam no mês
Maio, se chegarem a tempo que eu entenda po-
dem ir a Pernambuco antes de ali chegar o com-
boi do Rio a remeterá Vossa Senhoria, senão
como Vossa Senhoria tem também guardada
, essa madeira as mandarei daqui ambas carrega-
das para que no ano futuro vão ambas a Per-
nambuco.
O Brigadeiro João Massé se fica apare-
lhando para passar a essa Praça, e terá Vossa
Senhoria lá um grande oficial, e bom compa-
nheiro.
A apelação em que Vossa Senhoria me
fala farei expedir todas as vezes que vier á Re-
» .

lação; a servir a Vossa Senhoria quero sempre


a quem Deus guarde. Baía e Agosto o primeiro
de 1716.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco sobre ser che-
gada a frota do Rio.
Meu Senhor. Ontem que se contam onze
do corrente por noite deu fundo nesta Baía o
comboi que veio do Rio de Janeiro; de que dou
a Vossa Senhoria esta notícia por um correio
que despacho a toda a pressa e logo parte uma
sumaca, com a certeza do dia em que a frota
há de sair deste porto, para que Vossa Senho-
ria tenha mandado prevenir os Navios, que se
acham nesse Recife. Deus guarde a Vossa Se-
nhoria muitos anos. Baía e Agosto 12 de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco sobre favore-
cer ao Mestre da Lancha que levou
as cartas de Lisboa ao dito Senhor.
Meu Senhor. Esta lancha vai sem frota,
a levar a carta que escrevo a Vossa Senhoria,
com a notícia da chegada da frota do Reino:
se o Mestre dela tiver conveniência em carre-
nessa Ca-
gar alguns gêneros dos que houver
o lavo-
pitania, estimarei que Vossa Senhoria
reça, por ser um homem pobre, e ir de boa von

.....
w-. 84 w.

tade fazer este serviço. Deus guarde a Vossa


Senhoria. Baía e Agosto 12 de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida,

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco sobre terem en-
trado alguns navios da frota do Reino.
Meu Senhor. Ontem que se contaram 8 do
fa-
corrente, pelas dez horas da noite me veio
lar o Capitão do Navio Inglês grande que ha-
via dado fundo na Barra desta Baía tendo saído
do Rio de Janeiro em companhia do comboi
Piedade que saiu daquele porto ai... do pas-
sado: nele vem embarcado o Senhor Francisco
de Távora Governador, e Capitão Geral que
foi daquela Capitania, que por instantes chega-
rá a esta Baía, onde determino se não detenha
o dito comboi, mais que oito dias. Dou a Vossa
Senhoria esta notícia para que a sua grande ati-
vidade e zelo tenha mandado pôr prontos os
navios que estiverem nesse Recife, para que
tanto que o comboi aparecer não tenham de-
mora na saída os que se acharem dentro do
mesmo Recife: e parecendo a Vossa Senhoria
fazer este aviso ao Capitão-mor da Paraíba,
se
para que também estejam prontos os que
acharem naquele porto, entendo será conve-
niente para que uns e outros não tenham a me-
nor dilação em se incorporarem com o comboi:
depois da chegada deste despacharei segundo
aviso, o que faço por não faltar ao que Vossa
Senhoria me escreveu sobre este particular.
- 85 -

Fico para servir a Vossa Senhoria em tudo


o que entender lhe posso dar gosto. Deus
quarde a Vossa Senhoria. Baía e Agosto 20 de
1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta para o Governador de Per-


nambuco com os sinais que há de fazer
*> comboi á cid^dí».

Meu Senhor. Por uma lancha tenho avis^-


Io a Vossa Senhoria da chegada do comboi Pe-
nha de Fra digo do comboi do Rio de Janeiro
a esta Baía, e o mesmo aviso repeti por um pró-
prio por terra, tudo na forma que Vossa Se-
nhoria me tinha escrito; agora o torno a fa-
zer por este patacho, para lhe dizer que sábado
22 do corrente sai infalivelmente o comboi desta
Baía, dando Deus tempo; e remeto a Vossa Se-
nhoria os sinais que o Capitão de Mar, e Guer-
ra há de fazer, para Vossa Senhoria ter conhe-
cimento de ser chegado a esse porto; e eu só
a eles acrescento que será conveniente que Vos-
sa Senhoria ordene ao Forte que está no Cabo,
lhe responda para que o dito Capitão de Mar,
e Guerra fique no conhecimento de serem co-
nhecidos os seus sinais. E espero que Vossa Se-
nhoria vá dispondo os navios da frota desse
tenha ai
porto de maneira que o comboi não
nenhuma dilação.
As charruas até agora não chegaram, e eu
não posso ser mais largo nesta faina com que
estou com a expedição deste comboi. Ficando,
- 86 -

sempre para servir a Vossa Senhoria como dc-


sejo, e a meu afilhado a quem também me reco-
mendo. Baía e Agosto 16 de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Sinais por onde Vossa Senhoria


há de conhecer é chegado o comboi
a buscar os navios desse porto.
Tanto que estiver leste-oeste com o cabo
de Santo Agostinho, se for de dia largarei ban-
deiras vermelhas nos topes, e atirarei peças a
miúdo.
Si for de noite acenderei por lais as luzes
foguetes de
que puder, e deitarei cucharras, e
ampulheta, com alguma artilharia, e sendo co-
nhecidos estes sinais poderá fazer ir saindo a
frota.
Marquez de Angeja

Carta que se escreveu ao Gover-


nador de Pernambuco.
Meu compadre e Senhor. Com esta reme-
to a Vossa Senhoria a carta que lhe tenho escri-
to por outras vias para que não haja falência
em chegar a Vossa Senhoria este aviso, e como
até agora não há alteração e segundo mostra o
tempo espero que infalivelmente saia com o
favor de Deus sábado que se contam 22 do cor-
rente, a frota deste porto, e se até então hou-
ver cousa de novo, avisarei a Vossa Senhoria,
a cujo serviço fico sempre certo e pronto. Deus
- 87 -

guarde a Vossa Senhoria. Baía e Agosto 20


de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta para o Governador de Per-


nambuco.
Meu Compadre e meu Senhor. Parte esta
sumaca para esse Recife e por não ir sem carta
minha escrevo estas regras a Vossa Senhoria a
solicitar novas suas, e juntamente dar-lhe o pa-
rabem pelo descanso em que já considero a Vos -
sa Senhoria do grande cuidado e trabalho que
lhe havia de causar a expedição da frota desse
porto, de que nunca se pode livrar quem go-
verna.
Como o Brigadeiro João Massé há de par-
tir desta Baía para essa praça, com outra em-
barcação , por ele escreverei a
Vossa Senhoria com a distinção que agora de-
sejava; E no entanto sempre fico para servir a
Vossa Senhoria muitos anos. Baía e Setembro
dez de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Dom Lourenço de Almeida.

Carta para o Governador de Per-


nambuco, digo para o Provedor da
Fazenda de Pernambuco.
O Brigadeira João Massé, vai nesta embar-
cação, que por resolução de El-Rei meu Senhor
e ordem e examinar as fortih-
88 r-.
ane-
cações dessa praça, e das mais Capitanias
Vos-
xas- enquanto se ocupar nestas diligencias
os
sa Mercê lhe mandará pagar prontamente
ha
soldos que houver na forma da sua guia que
a
de apresentar a Vossa Mercê. Deus guarde
Vossa Mercê. Baía e Setembro 28 de 1716.
Marquez de Angeja

Senhor Provedor da Fazenda Real da Ca-


pitania de Pernambuco.

Carta para o Governador de Per-


i>-j^~ nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Meu Compadre e meu Senhor. Vai o Bri-
na forma da
gadeiro João Massé a essa praça
ordem de El-Rei meu Senhor a qual eu estimei
para executar que Vossa Senhoria
já me tinha feito de o desejar nessa praça para
ver as obras que determinava fazer, tanto no
Recife, como nas mais partes em que se néces-
sitasse de fortificar: e como sobre as que se
hão de fazer na praça, e mais portos dessa Ca-
instrução algu-
pitania, eu não tenha ordem, ou
ma quando Vossa Senhoria as tenha, lá as com
feri mais conveniente: e quando
não as haja, sempre me parece que Vossa Se-
nhoria com ele visitem os' pontos que entende-
rem necessitam de fortificação, para assenta-
rem no que for mais conveniente. De Portugal
se fala muito em cidadelas para todas as praças:
eu reconheço a sua utilidade, ser regra geral de
as haver em todas as praças, e só sou de diverso
Ministros
parecer da causa, e o fim para que os
- preferem as cidadelas às mais fortificações; por-
.-*•-. 89 -

que entendo, que todo o benefício que lhe su-


põem, é para sujeição dos povos, tendo por
suspeito o deste Brasil: mas como a minha opi-
nião é se não deve reputar por tal, senão por
colônia; me parece que o primeiro cuidado há
de ser na defensa do inimigo estranjeiro, sem
entrar em desconfiança do natural e próprio
dos vassalos, contudo sempre será útil, que se
designe sítio para a dita cidadela, ainda que se
haja, como eu entendo, de preferir outra obra.
O dito Brigadeiro Massé, tem sido
meu companheiro em a maior parte das cam-
panhas que temos feitos, e nesta terra, em todo
o tempo que há que aqui estou: o seu grande
procedimento e experiência militar, junto com
as virtudes pessoais me teem feito ter dele gran-
de estimação; e entendo há Vossa Senhoria de
achar nele, não só o ser um bom oficial de guer-
ra, e com grande notícia e experiência da defesa
das praças, mas que há de procurar em tudo
agraciar a Vossa Senhoria, e dar-lhe gosto, e
ele o mostra grande em ir assistir a Vossa Se-
nhoria.
As charruas até agora não apareceram,
nem sei quando aparecerão, e segundo o meu
discurso entendo que nesta matéria o
tempo em que Henrique de Figueire-
do para Angola, e Antônio de Brito para o Rio,
e quanto a mim para viagem, não po-
dem vir em peor tempo; porque para tornarem
só, como se me tinha avisado, vão no verão à
costa de Portugal, e poderão ser uma riquíssima
presa dos mouros, e se houverem de esperar
para irem com o comboi e a frota, farão grande
dilação nesta parte e não pequena despesa, com
- -
f
-

- 88 -

mais Capitanias ane-


cações dessa praça, e das
diligenc.as Vos-
xas enquanto se ocupar nestas os
sa Mercê lhe mandará pagar prontamente ha
da sua gu.a que
oldos que houver na forma Deus guardea
de assentar a Vossa Mercê^ 28 de 1716.
Vossa Mercê. Baía e Setembro
Marquez de Angeja
Real da Ca-
Senhor Provedor da Fazenda
pitania de Pernambuco.

Carta para o Governador de Per-


nambuco Dom Lourenço de Almeida.
o Bri-
Meu Compadre e meu Senhor. Vai
na forma da
padeiro João Massé a essa praça
eu estimei
ordem de El-Rei meu Senhor a qual
para executar que Vossa Senhoria
nessa praça para
já me tinha feito de o desejar no
ver as obras que determinava fazer, tanto
se nèces-
Recife, como nas mais partes em que
as que se
sitasse de fortificar: e como sobre
dessa L>a-
hão de fazer na praça, e mais portos
ou instrução algu-
pitania, eu não tenha ordem, as com
ma quando Vossa Senhoria as tenha, Ia
feri mais conveniente: e quando
Vossa Se-
não as haja, sempre me parece que
entende-
nhoria com ele visitem os pontos que
assenta-
rem necessitam de fortificação, para
rem no que for mais conveniente. De Portugal
se fala muito em cidadelas para todas as praças:
de
eu reconheço a sua utilidade, ser regra geral
as haver em todas as praças, e só sou de diverso
os Ministros
parecer da causa, e o fim para que
fortificações; por-
preferem as cidadelas às mais
d -89-

o benefício que lhe su-


que entendo, que todo
tendo por
põem, é para sujeição dos povos,
suspeito o deste Brasil: mas como a minha opi-
nião é se não deve reputar por tal, senão por
colônia; me parece que o primeiro cuidado há
de ser na defensa do inimigo estranjeiro, sem
entrar em desconfiança do natural e próprio
dos vassalos, contudo sempre será útil, que se
designe sítio para a dita cidadela, ainda que se
haja, como eu entendo, de preferir outra obra.
O dito Brigadeiro Massé, tem sido
meu companheiro em a maior parte das cam-
terra, em todo
panhas que temos feitos, e nesta
o tempo que há que aqui estou: o seu grande
com
procedimento e experiência militar, junto
as virtudes pessoais me teem feito ter dele gran-
de estimação; e entendo há Vossa Senhoria de
achar nele, não só o ser um bom oficial de guer-
ra, e com grande notícia e experiência da defesa
das praças, mas que há de procurar em tudo
agradar a Vossa Senhoria, e dar-lhe gosto, e
ele o mostra grande em ir assistir a Vossa Se-
nhoria.
As charruas até agora não apareceram,
meu
nem sei quando aparecerão, e segundo o
discurso entendo que nesta matéria . • o
tempo em que Henrique de Figueire-
do para Angola, e Antônio de Brito para o Kio,
e quanto a mim para viagem, nao po-
dem vir em peor tempo; porque para tornarem
a
só, como se me tinha avisado, vão no verão
costa de Portugal, e poderão ser uma riquíssima
de esperar
presa dos mouros, e se houverem
para irem com o comboi e a frota, faraó grande
dilação nesta parte e não pequena despesa, com
>-. 90 --
útil o transporte
a qual, poderá parecer menos
Seja como aqueles
destas madeiras ao Reino.
nós só toca, nao oca-
Senhores quiserem, que a
sionar pela nossa parte o dano. arribou,
Por uma sumaca que aqui que ia
haver encon-
oara esse porto soube do Mestre
Agosto, na altura
So a frota da Baía a 14 de
fique, contente,
das Alagoas, com o que não tarde do que
entendendo passaria o cabo mais o encontrou
supunha; o comboi do Rio também na volta do
ia
a mesma sumaca. e diz que este
calculo, en-
sueste, com o que segundo o meu nao mon-
tendo que antes de quinze deste mês,
esse porto, e
taria o cabo, e se a vinte, tomou
recebeu a frota, não levam ma viagem. nas
A diferença que Vossa Senhoria acha
El Rei meu Senhor às do Con-
• todos nós; e
selho' Ultramarino
de Estado me remeteu a
posto que o Secretário com que Sua Ma-
cópia de uns forma
iestade repreende aqueles Ministros da
Oover-
e incurial frase com que escreviam aos
nao con-
nadores, não foi bastante, para que e
tinuassem em passar ordens que nao podem,
expen-
tão informes, como Vossa Senhoria lá
menta; vindo-me o mesmo que Vossa Senhoria se
me diz pela Junta do Comercio. João 1 eles
me queixou tanto de não ter cartas minhas que
me achei obrigado, a responder-lhe, e dizer-lhe,
di-
não o havia feito por me achar obrigado a
ti-
zer-lhe a petulância de umas cartas que me
nham chegado do Conselho assinadas por ele,
e sem ser por consulta a Sua Majestade

resulta contra o serviço • • • • •
sentimos reprovar-se-nos pela ignorância dos
- 91 -.

Ministros, o que representamos mais útil dele, e


náo tendo estes mais castigo que o de sua re-
ficam rindo do
preensão, que lhes não dóe, se
que escreveram.
Agradeço a Vossa Senhoria o favor que
me fez no alvoroço com que me diz espera por
meu sobrinho Francisco de Tavora, e espero que
ele não deixe de saltar em terra, não só pela
curiosidade de ver essa Praça, mas para rece-
ber a honra de ver e assistir a Vossa Senhoria:
ele nesta me deixou com o sentimento de se não
achar bem nela.
Ponha-me Vossa Senhoria aos pés de meu
afilhado com mil lembranças e me dê sempre
muito em que o sirva. Deus guarde a Vossa Se-
nhoria. Baía e Setembro 24 de 1716.
Depois de ter feito esta entra uma sumaca
vinda desse porto, e o Mestre me segura que
em dia de São Mateus saia toda a frota com
bom sucesso, e que Vossa Senhoria ficava bom,
e livre do trabalho, que lhe suponho teria com
a expedição da dita frota, de que lhe dou o pa-
rabem.
Neste navio vai um inglês chamado
Butler (?) companheiro de Jorge Lepi, a quem
dou licença para ir para o Reino com condição
de que não ficaria em nenhuma das terras aon-
de o dito navio fizesse escalas, o que me pare-
ceu avisar a Vossa Senhoria, para que se ele
em ficar aí, Vossa Senhoria o nao
consinta, e o faça embarcar. Neste mesmo na-
vio vão para o Maranhão.umas árvores de ca-
nela, e outras de pimenta que El-Rei meu be-
nhor ordenou se remetessem para aquele Es-
tado e porque poderá suceder que algumas che-
- 92 -

a Vossa Senhoria
auem aí já danificadas, peço
em que vao, e se
Se examinar o estado a que falte
d algumas mandar suprir
destas.
de Al-
Carta para Dom Lourenço
meida.
Depois de
Meu compadre e meu Senhor,
me chegou a sua
haver escrito a Vosa Senhoria
ano, em que me
carta de 22 de Setembro deste a Vossa Se-
avisa da saída da frota dou
nhoria mil parabéns
"" ' Senho-
Também torno a agradecer a Vossa
rran-
na " sobrinho
¦; V ' '
cisco de Távora y
talvez
como Vossa Senhoria me diz
nesta ter-
seria à conta de se não achar tão bem
a sua
ra e embarcar-se com dias antecipados
não poder dila-
partida, e com a mesma pressa
tar-se mais nesse Pernambuco. e
Tenha-me Vossa Senhoria na sua graça,
• • 9ue
a mesma recomendação faço .
Senho-
tenho de o servir. Deus guarde a Vossa
de 1/1 o.
ria muitos anos. Baía e Setembro 27 es-
{Seguem-se cinco folhas completamente
[aceladas).
dela
Da corte não tive carta alguma, nem
nos
se cansam a mandá-las aos portos, e ainda
vezes
navios que vêem de Lisboa muitas
mostra
só por algumas galeotas que aparecem se tez
não faltarem lá novidades: a nossa Armada
Mouros, em Aline-
presa em duas galeotas dos
- 93 ~

ria, e por uma carta de Lisboa por datar


.... Agosto pendente de um
.... que haviam chegado novas
notícias que a nossa Armada havia pelejado com
.... naus de Mouros no Golfo, e depois de
mui porfiado o combate se retiraram estes com
perda de 4 naus, duas rendidas, e duas a pique,
que a nossa Armada perdera 400 homens, entre
os quais se contava um título, e que no mais re-
cebera pouco dano. Se foi assim é muito boa
nova, e poderá segurar-se o benefício de El-
Rei nosso Senhor pôr forças no mar.
Faleceu D. Francisco de Souza, comissário
geral da Armada
as circunstâncias, pela graduação em que sem-
pre andou aquele lugar.
O exército do Imperador em Hungria é for-
midavel, e já se achava nele o Príncipe Eugênio,
do que se entende se não seguiriam as operações
que se esperavam dos três contra Itália. El-Rei
de Inglaterra chegou já a Holanda e estará por
hoje nos seus Estados aonde passou as
diferenças que havia entre príncipe
Estas notícias são as que por maior recebemos
o que faz apetecido a chegada de
alguns de Lisboa ocasião que nos
promete ......
Henrique de Figueiredo suponho não ter
ainda partido para Angola, nem também o Go-
vernador para o Reino, porque se não fala uma
palavra na sua partida, nem que se aprestasse
navio para esse efeito.
Faça-me Vossa Senhoria mercê pôr aos pés
de meu afilhado, e assim obedecer-
*-*. 94 «

Deus guarde a Vossa Senhoria muitos


lhe.
-*5Sí °rebscr^o?Vossà6Senhoria que
Depois de Pernambuco desse a
ordenava ao ...-•• ••• daparaiba
Paraíba
minha carta ao Ouvidor ^
'faço
qU^lh£ • • - lhe'mande sobre
f° :! . . . • • que'
lo melhor com
SrS. de Pernambuco
eKSS
a seu tempo. ^^ de Mgeja
Almeida.
Senhor Dom Lourenço de
Per-
Carta para o Governador de
Almeida.
nambuco Dom Lourenço de
Recebi a carta de.Vossa Se-
Meu Senhor.
do Ouvuloxda^
nhoria em que me dá conta
de, P~buca
l£ no distrito do Governo' Senhor,
Vossa
sem primeiro apresentar a e ^sua
ou man
carta para lhe pôr o cumpra-se, pemitir e sendo
dar que continuasse na dita correio, M«»W
deste
muito de estranhar o proceder
em tã0- dúvida, foi muito de louvar
usou ......
para de que Vossa Senhoria houvesse de
que este Ministro não
cair na ignorância de pretender exercitar júris-
dicão • • os poderes que lhe estão dados
Senhor A que pessoa
para isto por El-Rei meu em que
estava encarregado o governo das vilas * "
ele havia *

conta para'me ser presente. Baía e Janeiro 27


de 1717.
Marquez de Angela
>- 95 -

Carta para o Capitão-mor do Rio


Grande do Sul Manuel Alves de Sou-
za.

O Padre Frei João da Assunção e Cunha


me entregou uma carta de Vossa Mercê de 8
de Março eu li com muito gosto
que nela me dá de tudo o que obrou
na entrada que fez contra o Gentio bárbaro, e
bom sucesso que teve e de haver assen-
tado arraial em um dos mesmos Barba-
ros.
Ao dito Padre e a Sebastião Pereira
ofereci logo toda a pólvora, e bala
que fosse necessária para esta guerra na supo-
sição de que Vossa Mercê necessitava de uma e
outra cousa, o qual eles não aceitaram, dizendo
estava Vossa Mercê de tudo bem provido, e que
só carecia de gente, por ser grande o poder dos
ditos Bárbaros. Bem quisera eu que das Aldeias
que há nas missões desta Capitania, pudesse
remeter a Vossa Mercê um bom número de gen-
tio, porem como ainda há pouco para acudir ao
governador Mataroa, e ao Sargento-mor Miguel
de Abreu de Sepulveda, e ao Capitão-mor Ma-
teus Lemes, que todos se acham ao tempo fazen-
do guerra aos Bárbaros em sertões bem distan-
tes, que não é possível socorrer uns aos outros,
e necessariamente há de estar cada um destes
cabos com poder bastante para resistir, ou co-
meter aos inimigos, e ainda quando se pudesse
tirar algum gentio, era impraticável a sua con-
dução para lugar
• » * ••¦••••¦• • • ••• o • •
o o
,- 96 -
de Pernambu-
que o Senhor Governador
Mercê com algum
co'terá socorrido a Vossa
vsto a conta que Vossa Mercê me d.z
Gentío
ardera da <*££?££?fjS%.
* «*« « mesmo
:rcómqtodaVaa SSffiSemSembargo de conhe-
particular dos índios. e zelo com que Vos-
a
cer que grande atividade
de El-Re. meu
a Mercê se emprega no serviço
minha recomenda-
Senhor não necessita desta
a qual faço a Vossa Mercê da pessoa do
ção. ser bom Reli-
Padre Frei João da Assunção por
Procurador do que
cioso lava companheiro, e «££
XPen?arregaP e sobretudo I*
a Sua Majestade
faz a Deus Nosso Senhor, e me entregou
lue Deus quarde; o dito Religioso
2 casal dos .. que Vossa Mercê me env.ou.o
e eu
e agradeço o cuidado da sua galanteria; for das suas
Suito particular em tudo o que Deus
guar
conveniências, e acrescentamentos. 13 de 1 /1 / •
de a Vossa Mercê. Baía e Março
Marquez de Angeja

Carta a que alude a de cima para


Al-
o Governador D. Lourenço de
meida.
veio
Meu Senhor. Os tempos passados
Capitão-
a esta cidade Manuel Alves de Souza, e me
mor da freguezia do Rio Grande do bul, cam
fez presente os estragos, e ruinas que tinha
currais
sado o Gentio de corso nas fazendas, e
circunvizinhos, com mortes e roubos, das pes"
soas que neles assistiam, e que se se não acudis-
os
se a este dano prontamente despejariam todos
97 -*

moradores daqueles sertões como já muitos ti-


iiham feito. Eu lhe passei a Ordem cuja cópia
com esta remeto a Vossa Senhoria para que veja
o estado em que se acham os danos que o Gen-
tio Bárbaro tem ocasionado naqueles sertões.
Agora de presente recebi uma carta do
dito Capitão-mor em que me dá conta de haver
saido em busca dos ditos Bárbaros, e do encon-
tro que teve com eles, onde lhe matara muita
gente, e lhe queimara toda a sua bagagem, fa-
zendo uma casa forte no mesmo lugar em que
eles determinavam aldear-se, por ficarem em lu-
gar, de onde mais a seu salvo fizessem maiores
hostilidades, pedindo-me o socorresse com gen-
tio manso; e como todo o que há nas missões das
aldeias desta Capitania estava já dividido para
assistir aos três cabos, que se acham em campa-
nha em partes muito remotas, e ficarem as ditas
Aldeias muito exaustas de índios de guerra, e
não posso socorrer ao dito Capitão-mor com os
que me pede, assim para segurança do Arraial,
como para as entradas que determina fazer: dou
a Vossa Senhoria esta notícia na suposição que
ainda a não tenha, para que Vossa Senhoria
com o seu grande zelo, e atividade queira so-
correr ao dito Capitão-mor com todo o Gentio
que lhe for possível, para que de todo se não
despovoem as fazendas, e currais, que há na-
queles distritos. Se nestas da Baía houver ai-
guma cousa em que Vossa Senhoria não queira
ter ociosa â minha Vontade a achará sempre
pronta em seu serviço. Deus guarde a Vossa
Senhoria. Baía e Março 13 de 1717.
Marquez de Angeja
-» 96 -.
de Pernambu-
Que o Senhor Governador
Vossa Mercê com algum
co'terá socorrido a Vossa Mercê me diz
Genüo visto a conta que com se achava:
^e dera da falta de gente que
vai com esta a remeterá Vossa Mer-
a carta que é sobre o mesmo
cê com toda a brevidade, que
dos índios. Sem embargo de conhe-
partícular e -Io com que Vos
£ que a grande atividade de El-Rei meu
sa Mercê se emprega no serviço
minha recomenda-
Senhor não necessita desta
Mercê da pessoa do
qual faço a Vossa ser bom Reli-
Padre Frei toão da Assunção por
a companheiro, e Procurador do que
atoso pa "encarrega"
X e sobretudo pelo serviço, q
Sua Majestade
faz a Deus Nosso Senhor, e a me entregou
aue Deus quarde: o dito Religioso me enviou.
o casal dos . . que Vossa Mercê
e eu o
e áqradeço o cuidado da sua galanteia;
muito em tudo o que for das su
tete particular Deus guar
conveniências, e acrescentamentos. 13 de 1 /1 /.
de a Vossa Mercê. Baía e Março
Marquez de Angeja

Carta a que alude a de cima para


de Al-
o Governador D. Lourenço
meida.
veio
Meu Senhor. Os tempos passados
Capitão-
a esta cidade Manuel Alves de Souza e me
mor da freguezia do Rio Grande do Sul, cau-
fez presente os estragos, e ruinas que tinha
currais
sado o Gentio de corso nas fazendas, e
circunvizinhos, com mortes e roubos, das pes-
soas que neles assistiam, e que se se nao acudis-
os
se a este dano prontamente despejariam todos
- 97 m-

moradores daqueles sertões como já muitos ti-


nham feito. Eu lhe passei a Ordem cuja cópia
com esta remeto a Vossa Senhoria para que veja
o estado em que se acham os danos que o Gen-
tio Bárbaro tem ocasionado naqueles sertões.
Agora de presente recebi uma carta do
dito Capitão-mor em que me dá conta de haver
saido em busca dos ditos Bárbaros, e do encon-
tro que teve com eles, onde lhe matara muita
gente, e lhe queimara toda a sua bagagem, fa-
zendo uma casa forte no mesmo lugar em que
eles determinavam aldear-se, por ficarem em lu-
gar, de onde mais a seu salvo fizessem maiores
hostilidades, pedindo-me o socorresse com gen-
tio manso; e como todo o que há nas missões das
aldeias desta Capitania estava já dividido para
assistir aos três cabos, que se acham em campa-
nha em partes muito remotas, e ficarem as ditas
Aldeias muito exaustas de índios de guerra, e
não posso socorrer ao dito Capitão-mor com os
que me pede, assim para segurança do Arraial,
como para as entradas que determina fazer: dou
a Vossa Senhoria esta notícia na suposição que
ainda a não tenha, para qUe Vossa Senhoria
com o seu grande zelo, e atividade queira so-
correr ao dito Capitão-mor com todo o Gentio
que lhe for possível, para que de todo se não
despovoem as fazendas, e currais, que há na-
queles distritos. Se nestas da Baía houver ai-
guma cousa em que Vossa Senhoria não queira
ter ociosa â minha Vontade a achará sempre
pronta em seu serviço. Deus guarde a Vossa
Senhoria. Baía e Março 13 de 1717.
Marquez de Angeja
CÓDICE 1=4=1
HIST. E GEOG, DO BRASIL
N • 5 853 DO CAT. DA EXP. DE
NACIONAL
N." 92 DO CAT. DE MANUSC. DA BIBLIOTECA

Carta para o Capitão Paulo Dias


Laços sobre remeter farinha para o
todo o cui-
povo desta Cidade, e pôr
dado, para que se não levante o cerco
dela.
de 6 do
Recebi a carta de Vossa Mercê
diligencia,
corrente, e fico muito satisfeito da
de que Vossa Mercê me dá conta faz, para que
o Recon-
não vão desses distritos farinhas para com
cavo; no qual espero continue Vossa Mercê bre-
todo o cuidado, e vigilância, e faça vir com
des-
vidade toda a que for possível, para o povo
lalta
ta Cidade, por estar padecendo grande
nao
deste gênero, por haver muitos tempos, que
vem farinha para seu sustento, que a que veio
até a partida da frota, foi para a matalotagem
dos navios dela, por a irem lá comprar, por
mais do preço taxado; e o mesmo cuidado terá
Vossa Mercê, em que se não levante o dito
este povo
preço, pelo prejuizo que se segue a
como lhe tenho ordenado.
Sobre o que Vossa Mercê me representa,
tocante ao provimento do Alferes da sua Com-
panhia, não duvido ser verdadeira, a parte que
Vossa Mercê me dá; mas como tenho manda-

1 ¦—-¦ - -
¦¦
- 99 ~

do informar ao Coronel, no requerimento que


me fez o primeiro Alferes, é preciso que venha
a sua informação, para que eu possa deferir
neste particular o que for justo, e razão. Deus
quarde a Vossa Mercê. Baía e Maio 21 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel Ál-


vares Varajão, sobre fazer remeter fa-
rinha para o povo desta Cidade, e não
consentir que do Recôncavo a vão bus-
car daqueles distritos.
Muito antes da partida da frota, e depois
dela, até o presente não tem vindo farinha, des-
ses distritos de Maragugipe para sustento do po-
vo desta cidade: e suponho que a causa dessa
falta, não é, a de não haver roças de vezes, por-
há muitas em
que estou bem informado, de que
abundância, senão o quererem os lavradores
vender a farinha, por maior preço que o taxado,
como o fizeram enquanto esteve a frota neste
porto, às pessoas que a iam lá comprar, para
matalotagem dos navios e sustento de suas
casas. E porque convém acudir à necessidade
falta
que o dito povo está padecendo, com a
deste gênero. Ordeno a Vossa Mercê, que logo,
sem demora alguma remeta toda a farinha, que
lhe for possível, para esta Cidade, nos barcos
da carreira, e não consentirá que os do Recon-
cavo, a vão buscar a esses distritos, observan-
do neste particular a ordem que sobre ele tenho
dado, que Vossa Mercê guardará inviolável-
mente. Espero que Vossa Mercê se haja na re-
messa das farinhas, com tal cuidado, que se ve-
** 100 —

ia esta Cidade brevemente abundante deste gê-


nero, e que fique eu satisfeito da sua diligência,
to-
e do zelo com que se emprega em tudo o que
ca ao serviço de Sua Magestade que Deus guar-
de. Guarde Deus a Vossa Mercê. Baía e Maio
21 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila do Cairú sobre se lhes re-
meterem duzentos mil réis para fari-
nhas do Conchavo.
i
Pelo Sargento Manuel Rodrigues, remete
Vossas
o Senado da Câmara desta Cidade, a
Mercês, duzentos mil réis, que com duzentos,
es-
sessenta e três mil, cento e sessenta réis, que
sa Câmara está devendo, até dezenove do pre-
so
sente mês de Maio, do resto do dinheiro que
¦

lhe tem mandado, faz soma de quatrocentos ses-


senta e três mil, cento, e sessenta réis, cuja
do Con-
quantia é para pagamento da farinha
chavo, que Vossas Mercês remeterão com toda
a brevidade possível, para se socorrer a Infan-
taria que há muitos meses se lhe não dá ração,-i
por falta de Vossas Mercês não mandarem
farinha que estão devendo do primeiro quartel
deste ano, e o resto do passado, como lhes te-
nho ordenado várias vezes. Deus guarde a Vos-
sas Mercês. Baía e Maicr-23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
'Z
101 - /

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila de Boipeba sobre se lhes
remeterem cem mil réis para farinhas
do Conchavo.
Pelo Sargento Manuel Rodrigues, remete
o senado
S da Câmara desta Cidade a Vossas
Mercês cem mil réis, que com cento e dois mil
duzentos, e quarenta réis, que essa Câmara está
devendo, até, dezenove do presente mês de
Maio, de resto, do dinheiro que se lhe tem man-
dado, que faz soma de duzentos, e dois mil du-
zentos, e quarenta réis, cuja quantia é para pa-
gamento da farinha do Conchavo, que Vossas
Mercês remeterão com toda a brevidade possi-
vel, para se socorrer a Infantaria, que há muitos
meses se lhe não dá ração por falta de Vossas
Mercês não mandarem a farinha que estão de-
vendo, do primeiro quartel deste ano, e o resto
do passado, como lhes tenho ordenado várias
vezes. Deus guarde a Vossas Mercês. Baía e
Maio 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila do Camamú sobre se lhes
remeter quinhentos mil réis, que com
mil
quinhentos, vinte, digo quinhentos
réis para farinha do Conchavo.
Pelo Sargento Teodósio de Oliveira, reme-
te o Senado da Câmara desta Cidade, a Vossas
Mercês, quinhentos, mil réis, que com quinhen-
tos vinte e dois mil quinhentos, e cinco réis, que
essa Câmara está devendo, até dezenove do
m 100 >-.

abundante deste gê-


ia esta Cidade brevemente da sua diligencia,
nero e que fique eu satisfeito
em tudo o que to-
ê do zelo com que se emprega Deus
ca ao serviço de Sua Magestade queBaía e guar-
Maio
de Guarde Deus a Vossa Mercê.
21 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


re-
ra da Vila do Cairú sobre se lhes
fan-
meterem duzentos mil réis para
nhas do Conchavo.
remete
Pelo Sargento Manuel Rodrigues,a Vossas
Cidade,
o Senado da Câmara desta com duzento,.
Mercês, duzentos mil réis, que re.s, que es-
I sessenta e três mil. cento e sessenta do pre-
sa Câmara está devendo, até dezenove se
sente mês de Maio, do resto do dinheiro queses-
lhe tem mandado, faz soma de quatrocentosre.s, cuja
senta e três mil, cento, e sessenta do Com
da farinha
quantia é para pagamento com toda
chavo, que Vossas Mercês remeterão
a lntan-
a brevidade possível, para se socorrer ração,
taria que há muitos meses se lhe nao da
não mandarem a
por falta de Vossas Mercês
farinha que estão devendo do primeiro quartel te-
deste ano, e o resto do passado, como lhes
a Vos-
nho ordenado várias vezes. Deus guarde
sas Mercês. Baía e Makr23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
S* 101 -

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila de Boipeba sobre se lhes
remeterem cem mil réis para farinhas
do Conchavo.
Pelo Sargento Manuel Rodrigues, remete
o Senado da Câmara desta Cidade a Vossas
Mercês cem mil réis, que com cento e dois mil
duzentos, e quarenta réis, que essa Câmara está
devendo, até, dezenove do presente mês de
Maio, de resto, do dinheiro que se lhe tem man-
dado, que faz soma de duzentos, e dois mil du-
zentos, e quarenta réis, cuja quantia é para pa-
Vossas
gamento da farinha do Conchavo, que
Mercês remeterão com toda a brevidade possi-
vel, para se socorrer a Infantaria, que há muitos
meses se lhe não dá ração por falta de Vossas
de-
Mercês não mandarem a farinha que estão
resto
vendo, do primeiro quartel deste ano, e o
do passado, como lhes tenho ordenado varias
e
vezes. Deus guarde a Vossas Mercês. Baia
Maio 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila do Camamú sobre se lhes
remeter quinhentos mil réis, que com *¦

mil
quinhentos, vinte, digo quinhentos
réis para farinha do Conchavo.
Pelo Sargento Teodósio de Oliveira, reme-
te o Senado da Câmara desta Cidade, a Vossas
Mercês, quinhentos, mil réis, que com quinhen-
tos vinte e dois mil quinhentos, e cinco reis, que
essa Câmara está devendo, até dezenove do
^ 102 -

de resto do dinheiro que


presente mês de Maio. de um conto vm-
se lhe tem mandado, faz soma
réis, cuja quantia e
te mil, quinhentos e cinco
farinha do Conchavo que
para pagamento da toda a brevida-
Vossas Mercês remeterão com
infantaria que ha
de possível para se socorrer a falta de
muitos meses se lhe não dá ração, por
a farinha que
Vossas Mercês não mandarem deste ano e
estão devendo, do primeiro quartel
ordenado
o resto do passado como lhes tenho Mercês.
várias vezes. Deus guarde a Vossas
Baía e Maio 23 de 1704.
>.. Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


dêem
I ra da Vila do Cairú, para.que
Ro-
embarcação ao Sargento Manuel
Im

drigues para passar a Boipeba.


man-
O Sarqento Manuel Rodrigues, que
Mercês o
do a essa Vila a entregar a Vossas de pas-
dinheiro para farinha do Conchavo, ha
daquela
sar à de Boipeba, a levar aos oficiais
o mes-
Vila, o dinheiro que se lhes remete, para
mo efeito: Vossas Mercês lhe dêem embarcação
é razão que ele
que o leve à dita Vila, pois não
a pague indo em serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde. Guarde Deus a Vossas Mercês.
Baía e Maio 26 de 1704.
- íoà &
Carta para o Sargento-mor da
Vila do Camamú Pantaleão Rodrigues
de Oliveira sobre evitar se não venda
a farinha por maior preço do taxado,
e quando haja alguma pessoa que a
venda a mandar presa.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 27 de
Abril passado; e me não foi possivel responder
a ela, pelas ocupações da frota me não darem
lugar. Assim que chegou a lancha que foi a essa
Vila a comprar farinha, de que Vossa Mercê
me dá conta, a mandei entregar ao Juiz do Po-
vo, para que fizesse dela, o que fosse justo. No
que toca a haver algumas pessoas, que vendem
farinha, nessa Vila por maior preço do que está
taxado, Vossa Mercê o examinará, e quando
ache que elas o fazem, as prenderá, e remeterá
tendo daqui em
presas à Cadeia desta Cidade;
diante particular cuidado (por ser em prejuízo
do povo desta Capitania) em evitar que se nao
venda a farinha por mais da taxa; com
faz o contrário,
que algum desses moradores
executará o que nesta lhe ordeno. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Maio 29 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provincial do Car-


mo desta cidade sobre evitar que os
seus Religiosos não vão a bordo da
nau francesa que veio da índia.
Consta-me, que assim que chegou esta nau
francesa que veio da índia, foram a bordo dela
alguns Religiosos desse Convento; e porque con-
...{"'

w 104 -

disso resulta ao ser-


vem evitar o prejuízo, que Deus guarde^ por
v£ de Sua Ma estade. que
ordens; peço a Vossa
ser contra as suas reais
o cuidado em que
Reverendíssima ponha todo
bordo da dita nau.
não vá Religioso algum, a
castigos, ou pelo mo-
proibindo-lhe com graves mais
do que a Vossa Reverendíssima parecer
Vossa Reverendis-
conveniente. Deus guarde a
sima. Baía e Maio 30 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-maior da


de
Vila dos Ilhéus, Baltasar Furtado
Mendonça, sobre mandar-se àquela
Vila o Condestavel Domingos Garces
a averiguar o estado em que se acham
as peças.
r

Mando a essa Vila o Condestavel Domin-


o estado em
qos Garces Rangel a averiguar, nela ha, e
que estão as peças da artilharia que ha,
tomar as medidas delas, ver as balas que
e o mais de que necessitam, para eu o mandar
remeter. Vossa Mercê lhe dará todo o favor,
esta
e ajuda, que lhe pedir, para efeito de fazer
diligência com brevidade. Deus guarde a Vos-
sa Mercê. Baía e Maio 28 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
*<*p %$fl*3
.*-.'•¦

*#¦>>"

& 105 ^

Carta para o Provedor da Fazen-


da Real da Capitania dos Ilhéus, An-
dré Viegas Pereira sobre mandar-se
àquela Vila o Condestavel Domingos
Garcês a averiguar o estado em que
se acham as peças.

Ao Sargento-maior dessa Vila escrevo,
Domingos Gar-
todo o adjutório ao Condestavel
o estado em
cês Rangel, que mando a averiguar
nela há, que balas
que se acha a artilharia que mandar: e
tem e o de que necessita, para eu
brevemente, Vos-
para que faça esta diligência também, toda
sa Mercê de sua parte, lhe dará
Deus guarde
ajuda, e favor, que houver mister.
1704.
a Vossa Mercê. Baía e Maio 28 de
Dom Rodrigo da Costa

cia
Carta para o Juiz Ordinário
de Gois
Vila do Cairú, José Tourinho
com que
aqradecendo-lhe o cuidado
Comissa-,
se houve em ajudar ao Juiz os
rio, da mesma Vila, a despachar do
barcos que vieram com a farinha
Conchavo.
de 14 de
Recebi a carta de Vossa Mercê a ela^
Abril passado, e a causa de não respondertato. o
da
foi o estar ocupado, com a partida
agora faço. agradecendo a Vossa Mercê o
que Comi sano
cuidado que teve em ajudar o Juiz vieram
dessa Vila, em despachar ps barcos que dilata
nao
com a farinha do Conchavo, por se
dito ju z
rem: e ainda que esta obrigação e do
continue
Comissário, espero que Vossa Mercê

*;¦.
- 106 *-
farinhas, para a
nela' ajudando-o a conduzir as
vir para o po-
infantaria, e juntamente em fazer com
vo desta Cidade, toda a que for possível, falta
brevidade, por estar padecendo grandee Maio
Baia
dela. Deus guarde a Vossa Mercê.
28 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


de Oli-
pitania de Porto Seguro José
veira Quaresma sobre ir o Condesta-
vel Domingos Garcês àquela Vila a
ver as peças de artilharia que nela há.

Mando o Condestavel Domingos Garcês


Rangel, a essa Vila, a ver as peças de artilha-
ria que nela há, para tomar as medidas delas;
Vossa Mer-
por se não entenderem bem as que
cê remeteu, e o mais de que necessitam, para eu
o mandar; e juntamente saber que balas há:
e para o dito Condestavel fazer esta diligência
com brevidade, lhe mandará Vossa Mercê dar
toda ajuda, e favor que lhe pedir, e lhe for ne-
cessário para ela. Depois de feita a dita diligên-
cia, o mandará Vossa Mercê botar na Vila dos
Ilhéus na mesma embarcação em que vai para
essa ainda que se detenha alguns dias, ou em
outra qualquer, que aí se achar para ir para a
pescaria com declaração, que lhe não hão de le-
var frete, porquanto vai em serviço de Sua Ma-
jestade que Deus guarde. Deus guarde a Vos-
sa Mercê. Baía e Maio 29 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 107 -

Carta para o Ouvidor da Capita-


nia dos Ilhéus, Luiz de Melo de Vas-
^concelos, sobre fazer guardar o segu-
ro real, concedido a Jerônimo Pereira
homem pardo; e dever proceder na
forma da ordenação do Capitão-mor
Antônio Rodrigues e Góis e mais su-
do Tabe-
jeitos criminosos, e também
lião de quem se queixa.

Recebi a carta de Vossa Mercê, de 24 do


corrente, e no particular o seguro real, que a jus-
tiça concedeu a Jerônimo Pereira de Carvalho
homem pardo de que Vossa Mercê me dá con-
ta- deve Vossa Mercê fazê-lo guardar pontual-
mente, porque disso se não pode seguir pertur-
bação, ou desassocego algum, senão muita quie-
tação; nem eu posso mandar se observe o con-
trário, do que tem determinado a justiça; e quan-
do alguma das pessoas que Vossa Mercê man-
dou notificar, em virtude do dito seguro, laça,
ou intente fazer algum agravo ao dito pardo,
a
Vossa Mercê a mandará prender, e remete-la
Cadeia desta Cidade,
Ko-
No que toca ao Capitão-mor, Antônio tem
drigues, e mais sujeitos criminosos, que da
agregado a si, encontrarem o bom regimemdeve
e zelo,
justiça, pelo seu mau procedimento, ordenar
Vossa Mercê proceder contra eles, ou
ao Juiz da Vila de Boipeba o faça, na formamere-
que
dispõe a ordenação, castigando-os como
tiverem
cem as suas culpas; è depois que eles a ai-
formada, se Vossa:Mercê lhe for necessário dará
me
guma ajuda, e favor para os prender,
houver mister.
parte para eu lhe mandar a que
:r- 108 -;
ser
Sobre o Tabelião da Vila de Boipeba,
cometido
desobediente aos Julgadores, e haver
erros no ofício: veja Vossa Mercê a ordenação,
Isto e o
e proceda contra ele, como ela dispõe.
a Vossa Mercê, to-
que me pareceu responder na sua carta. Deus
cante ao que me representa
Baía e Maio 30 de 1704.
guarde a Vossa Mercê.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro sobre remeter toda a farinha
tirar de-
que se deve ao Conchavo, e
vassa das pessoas que a venderam por
maior preço do arbitrado.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 27 de
Maio passado; e suponho que não terá Vossa
Mercê mais desculpas que dar, para deixar de
remeter a farinha do Conchavo, que essa Ca-
mara está devendo; porque até o presente foi
a da planta das mandiocas; agora é a das lavou-
ras serem poucas, por causa de apodrecerem as
roças, e de presente estarem ocupados os lavra-
dores, com a colheita dos arrozes. Vejo que
tem vindo muita farinha dessa Vila, para esta
cidade; e só para a infantaria, não tem Vossa
Mercê remetido a que se deve ao dito Concha-
vo; trate Vossa Mercê logo logo de mandar to-
da, para se dar ração à infantaria, (pois o ser-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde, se
deve fazer primeiro que tudo) e não executando
Vossa Mercê com brevidade o que nesta lhe
ordeno o castigarei com todo o rigor. Sei que
esses moradores vendem o sírio de farinha por
>- 109 -

mais do que está taxado, e porque convém acu-


dir ao prejuízo, que disso se segue a este povo;
ordeno a Vossa Mercê tire uma devassa das
pessoas que a vendem por maior preço, e ma
remeta, e esta mesma ordem dará Vossa Mercê
de minha parte ao Juiz Ordinário, seu compa-
nheiro. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Ju-
nho 2 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Vigário da Vila de


Boipeba Antônio de Souza de Brum
sobre a queixa que faz do Capitão Car-
los de Sepulveda.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 26 do
corrente, na qual se queixa do Capitão Carlos
e
de Sepulveda, ser causa das desobediências,
Presídio do Morro.
perturbações que havia no
Sobre o mesmo particular, me escreveu Vossa
Mercê outra carta de trinta de Junho do ano
muitas ocu-
passado, a que não respondi, pelas este negocio
pações deste Governo: mas como
me não toca, e só pertence ao Eclesiástico, nao
defiro ao que Vossa Mercê me pede: o dito Ca-
o mandarei cha-
pitão se acha nesta Cidade, eu
mar, e lhe advertirei se haja com bom modo, e
com todo o
que encaminhe aquele Povo, a viver
sossego, e obediência. A carta que me escreveu
o Juiz Ordinário dessa Vila, Manuel de Barros
Pinheiro, se me entregou e não me persuado que
o dito Capitão fizesse tão grande absurdo em
abri-la, para revelar o segredo dela às partes
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Maio 31
de 1704; L
,,.,,.,,; ..., Dom Rodrigo da Costa
j- UO r-

da Ca-
Carta para o Capitão-mor
Seguro, José de Oh-
pitania de Porto
veira Quaresma sobre haver provido Neto
os ofícios que servia Manuel
Cruz, não tendo crime algum.
Mercê de 27 do
Recebi a carta de Vossa
de estar criminoso
corrente em que me dá parte
cujo respeito, havia
Manuel Neto Cruz. por
Vossa Mercê provido os ofícios Manuel que ele serve.
O dito Ne o,
^Zacarias le Abreu. nela, que ,n-
2 fez uma petição, narrando-me
do com o Ouvidor dessa Capitania, a Vila do
o mande, a fazer a
Rio das Caravelas, a que
servia, <««£*«
avaliação dos ofícios que
incorrido em cousa alguma: eu lhe dei o
tivesse
(que Vos-
despacho, que entendi era de justiçatenha algum
ele
sa K fardará) e quando Ouvidor, e
crime para isso há nesta Vila Deu. juiza
Ordinário, para o punir por de. guarde
1704.
Vossa Mercê. Baía e Maio 31 de
Dom Rodrigo da Costa

da
Carta para o Juiz Ordinário
o di-
Vila da Cachoeira sobre remeter
da-
nheiro das tenças que a Câmara
quela Vila está devendo.
O Juiz de Fora desta Cidade me fez pre^ ao
sente, que passando uma Carta Precatória
fazer remeter
Juiz Ordinário dessa Vila, para das
ao Tesoureiro deste Senado, a importância e
tenças da Renda do Ver, que essa Câmara
Ma-
obrigada a dar, na forma da carta de bua
a meu ante-
jestade, que Deus guarde, escrita
— 111 —

ressor, se não havia dado cumprimento a ela, e


se remeteram por parte do Procu-
que somente
rador Tome de Mesquita, trinta e dois mil tre-
zentos, e oitenta réis, e em nome de João Pires
Ribeiro, Procurador que foi dessa Câmara, se-
tenta e oito mil seiscentos e sessenta réis, do
ano de seiscentos e noventa e nove, se lhe es-
tavam a dever todos os mais. Para que Vossa
Mercê remeta este dinheiro com toda a brevi-
dade mando esse Ajudante com ordens, para
Vila, sem trazer em sua
que não venha dessa
companhia a pessoa a quem Vossa Mercê man-
dar com o dinheiro que se estiver devendo dos
da Cama-
ditos anos, a entregar ao Tesoureiro
im-
ra desta Cidade, passando certidão do que
como na mesma car-
portaram as ditas tenças, Recomen-
ta precatória se declara miudamente.
menor di-
do a Vossa Mercê muito, não haja a
neces-
lação, na remessa deste dinheiro por ser
esta
sário para o sustento da Infantaria, a que
Baia e
aplicado. Deus guarde a Vossa Mercê.
Junho o Io de 1704,
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque sobre tratar
es-
aos Missionários das Aldeias, que
tão a cargo dos Padres da Companhia
com toda a cortezia, e respeito.
Su-
Os Religiosos da Companhia de Jesus
e do Juru.
periores das Aldeias da Canabrava,
e o que assiste na fazenda do Aracaju, manda-
ram um Religioso a esta Cidade, a queixar-
se
-se-me das violências com que Vossa Mercê
>- 112 -•

Colégio, descompondo-
houve nas fazendas do e obrando outras
os <k palavras, e por escritos, de suas pessoas.
insoíências contra o decoro desta Cidade, lhe
SuaSo Vossa Mercê partiu ditos Religiosos com
adverü que tratasse aos
e que se nao m-
toda a cortezia, e veneração,Padres da Çompa-
írometesse com cousa dos
obrou o contrario,
nhia vejo que Vossa Mercê estranhar
do que lhe recomendei; e me parececom os ditos
usou
lhe muito, o mau termo que
tratar com todo
Religiosos, aos quais, se deve muito, e Sua
o respeito, porque eu os estimo mesmo.peb
teso
Majestade, que Deus guarde com
sua cirande suficiência, e zelo que servem
busque logo ao,
Tnosso Senhor. Vossa Mercê das mas
ditos Religiosos, e lhes peça perdão
e lhe ordeno os
ausências que deles tem feito, nao tenham
respeite, e venere de maneira que Mercê a m,
So de me fazerem de Vossa
inquiete a gente
nima queixa, nem perturbe ou
fazendas e Aldeias em qu,
que assiste nas suas o con ra-
estão, porque fazendo Vossa Mercê castiga
rio lhe hei de dar um rigoroso, e áspero 1
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Junho
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
— 113 -

Carta para o Sargento-maior Fi-


lipe de Melo Garcia em que se lhe re-
mete uma petição dos moradores de
Maragugipe, sobre venderem a fari-
nha, nesta Cidade por 480 rs. o alquei-
re, e naqueles distritos a cruzado.
a
Com esta remeto a Vossa Mercê petição em que
inclusa dos moradores de Maragugipe, de fan-
lhes concedo possam vender, o alqueire e nesses
desta Cidade;
„ha por um selo na praia na forma do termo
distritos, por um cruzado,
da Câmara. Suponho
aue se fez neste Senado mais que ale-
aue não terão esses moradores,
de mandar farinha para sus-
qar. para deixarem Vossa Mercê faça
& do Povo desta Cidade:
tal abundância,
vir toda a que for possivel, com com tartura:
aue se veja esta praça brevemente
neste particular
Espero que Vossa Mercê obre
com que serve a
com o mesmo zelo, e cuidado,
Sua Majestade que Deus guarde, pelo opres- gosto
sem a mín.ma
que terei de ver este Povo, Deus guarde a
são, por falta de mantimentos
1 /U4.
Vossa Mercê. Baía e Junho 3 de
Dom Rodrigo da Costa

Capi-
Carta que se escreveu ao
Sergipe
tão-mor, e Ouvidor Geral de es-
Del-Rei sobre a nau Almirante que
tava na Enseada do Vasabarris.
de 29 do
Recebi a carta de Vossa Mercê em
mês passado, e com ela a noticia do estado des.
da frota que
que se acha a nau Almirante
te porto saiu. A toda a pressa fico despachando
- 114.- *

o necessário de gente
duas sumacas com todo e amarras. Sao
do mar. oficiais de carpinteiro
estando a dita nau ainda em ser, se lhe
W» que
por todos os meios poss.ve.s o remédio:
procure Vossa Mercê serve a
Espero do zelo com que faça todo o
Sua Majestade, que Deus guarde, ou de outros
empenho para que da Cotinguiba, se lhe acuda
embarcações,
portos, onde haja chegam as que mando
prontamente, enquanto todo o
desta cidade, e se faça poss.vel por que
está a bordo dela; e
não perigue a gente que
entrega das vias
mandará Vossa Mercê tomar
e da que eu escre-
que iam para Sua Majestade, as mais cartas,
via para minha casa, e de todas
dita nau: e sendo
e papéis que se acharem na
nao permita)
caso que dé à costa ( o que Deus
arrecadação
mandará Vossa Mercê pôr em
nau, de que
tudo o que se puder salvar da dita
dela, monta-
se fará Inventário; e ao Capitão
acharem
dores, oficiais, e marinheiros, que se
Mercê
nessa cidade, ou fora dela, deterá Vossa
am-
da sorte que lhe parecer para que estando a
da a nau capaz de se poder salvar, ajudem
a livrá-la do pe-
gente que mando nas sumacas re-
rigo em que se acha. Esta mesma diligência
comendo também ao Capitão-mor dessa Capi-
seu
tania para que assim se consiga melhor o
efeito. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e ju-
nho 9 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
£ 115 w.
Carta para o Juiz Ordinário da
Vila da Cachoeira sobre a condução
dos tabacos.
Mercê rece-
No mesmo ponto que Vossa
ao trapiche da ar-
her esta, fará conduzir logo,
dessa cidade, todo o que
recadação do tabaco, do porto dessa
estiver enrolado nos armazéns efeito, os bar-
esse
Vila e não bastando, para trazer, manda-
cos da carreira que o costumam embarcações
rá Vossa Mercê tomar, quaisquer
dos Engenhos, e Iara
eme houver, exceto as todos os mais
descer para os ditos armazéns,
casas dos lavradores
tabacos que estiverem nas
a prontidão, para
QUe os fabricam, com toda
o dito trapiche
deíes virem com a mesma para nos navios
desta cidade, para descarregarem ate: dia de
deste porto,
da frota, que há de sair Sua Majestade,
São João, por assim mo ordenar lavradores ne-
os ditos
aue Deus guarde. E se
a condução dos seu
essitarem9de carros, para
fará dar, dos que
tabacos Vossa Mercê lhes
houverem mis-
orem de atôguel, todos os que
diligência espero
te'Aa^para esse efeito: e nesta cuidado qu
Vossa Mercê com aquele
ao serviço de bua
deve ter em tudo o que tocar
Mercê. Baia
Metade. Deus guarde a Vossa
e Junho 9 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 116 *-
... v J

Carta para o Capitão de Cavalos


Pedro de Araújo Vilasboas sobre a
condução dos tabacos.
Tanto que Vossa Mercê receber esta, fa-
os armazéns do por-
ça conduzir logo logo para
to dessa vila todos os tabacos, que estiverem,
nas casas dos lavradores que os fabricam; para
deles virem para o trapiche de sua arrecadação,
de onde se hão de embarcar nos navios da fro-
ta que brevemente hão de sair deste porto, por
assim me ordenar Sua Majestade, que Deus
necessitarem
guarde. E se os ditos lavradores,
de carros, para a condução dos seus tabacos,
Vossa Mercê lhes fará dar, dos que forem de
aluguel todos os que houverem mister, para es-
se efeito. Esta diligência encarrego a Vossa
Mercê muito a faça com aquele cuidado que
convém tenha em tudo o que pertence ao ser-
viço de Sua Majestade. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Junho 9 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor João


de Pamplona sobre ter repreendido ao
Capitão João Pinto por não dar os sol-
dados para esta praça.
Recebi a carta de Vossa Mercê, do primei-
ro do corrente; e o Capitão João Pinto, me veio
falar; eu o repreendi, por não haver executado
a ordem que Vossa Mercê lhe encarregou sobre
dar inco homens, para soldados desta
praça: ele me segurou que ia mandar os ditos
homens, dos que tivesse na sua Companhia; e
¦-. 117 e.

e desculpas me deu
por esse respeito, pelas castiguei,queeomo me-
de o não fazer logo, o não
recia. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Ju-
nho9de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Alferes Antônio Ál-


vares Silva sobre se lhe encarregar
to-
que se haja com cuidado no que
car à segurança da nau almiranta da
frota deste ano.
Recebi a carta de Vossa Mercê com as no-
tícias que me dá do estado em que se acha a
nau Almiranta da frota que deste porto saiu.
Espero continue com a mesma diligência com
lhe encarrego
que se tem havido, e novamente
o particular cuidado com que se deve haver em
tudo o que tocar à segurança da dita nau no
caso que ainda se conserve sobre amarra, ou na
arrecadação do que sair a nessas praias no caso
Deus não permi-
que tenha dado à costa, o que
ta. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Junho
10 de 1704.
" ' v.
Dom Rodrigo da Costa
"
' ' '•'
-. .". j-<

Carta'que se escreveu ao Capi-


tão-mor, e ao Ouvidor de Seregipe
Del-Rei com a carta atrás registrada.
Depois.de ter escrito a Vossa Mercê a que
os
será com esta, me resolvi a mandar por mar
v
soldados que as levam (que chegaram ontem
do corrente) por evitar a demora que necessa-
riamente haviam de ter indo por terra. Vossa

:to :' -*-:


^ 118 -

com toda a segurança


Mercê me remeterá logo
v as iam para Sua Majestade que Deus
2 que verde, e a que eu
guarde que são de chamalote é um saco de pa-
mandava para minha casa, quea D. Leonor Josefa
no branco com sobre-escrito
outro, de seda car-
de Vilhena, e dentro deste
Mercê, Baia e Ju-
mesim. Deus guarde a Vossa
nhol0del704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ouvidor Geral de


com os
Sergipe Del-Rei sobre assistir
livrar
mantimentos à gente que foi a
do perigo em que está a Nau Almiran-
ta Nossa Senhora da Vitória.
me
O Coronel Antônio da Silva Pimentel
re-
veio oferecer, que sendo necessário algumas
a socor-
zes, para sustento da gente que mandei
da Vito-
rer a Nau Almiranta Nossa Senhora a
ria, e de toda a mais que nela trabalhar, para eu
livrar do perigo em que se acha, as podia
nessa
mandar tirar dos seus currais, que tem
Capitania; e que ele ordenava aos seus curralei-
ros, dessem todo o gado que se houvesse mister:
Se a Vossa Mercê lhe for necessário valer-se
dele, para sustento da dita gente, o pode man-
dar buscar aos currais do dito Coronel, passan-
do-se quitação das rezes que se tomarem, para
se pagarem prontamente nesta cidade: e Vossa
Mercê mandará tomar todos os mais manti-
mentos que houver mister para a dita gente; e
a sua importância, mandarei satisfazer logo, à
esta
pessoa que Vossa Mercê enviar para fazer
/.:.- £ 119

a Vossa Mercê. Baía


cobrança. Deus guarde
e Junho 12 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra do Rio das Caravelas sobre ter re-
cebido carta sua, e outra para Sua
Majestade.
de 14 de
Recebi a carta de Vossas Mercês
Sua Majes-
Abril passado; e com ela outra para ao dito be-
tade, que Deus guarde, que enviarei chegou ate-
não
nhor, na presente frota; e me
Mercês me dizem,
qora, a outra via que Vossas a Vossas
vinham ambas juntas. Deus guarde
Mercês. Baía e Junho 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Antô-


evitar
nio de Almeida Velho sobre e de
que do Sítio do Limoeiro, se que nao tire
Leonor Pereira Marinho
do sahtre,
qado algum para as oficinasfazendas da
nem se entenda com as
dita Leonor Pereira.
se me
Por parte de Leonor Pereira Marinho
representou, que 4««J»~*^
Sío.
da Jacobina, de um bi.tio, cnamauu u ddito
se livrai:
que. ela tem nesse Sertão; por de
Vigário mandara meter nele umas cabeças a
entregues
gado, do Capitão Amador Aranha dito Sitio, ao
um José da Silva; e despejar do estar
Sargento-mor Francisco Gonçalves, po me
conluiado com o mesmo Vigário, para
120 i-

o dito Sargento-maior,
mar o dito Sítio, e que
o mal, incitara aos oficiais
por lhe fazer todo daquele Sitio.
do Salitre, a que tirassem gado
sustento da gente, que trabalha na fabrica
para a Casa da Torre
dele- e porque não é justo que
suas fazendas, pois
se faca violência alguma nas Deus guar-
está servindo a Sua Majestade, que
dos gados que sao
de, não só com a assistência
do Salitre;
necessários, para sustento da fabrica
com que tem
senão também é muito o cabedal
como e noto-
concorrido, para aquela fábrica,
rio- Ordeno a Vossa Mercê, não consulta que
algum,
do dito Sítio do Limoeiro se tire gado
nem se entenda com
para as oficinas do Salitre, faltar
as fazendas da dita Casa, visto ela não
sustento
com os gados que se hão mister, para
mui
dessa fábrica, o que hei a Vossa Mercê por
taça
recomendado, para que evite se me nao
Vossa
outra queixa semelhante. Deus guarde a
Mercê. Baía, e Junho 15 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda sobre a farinha que ven-
dem os moradores das vilas por mais
preço, e estar com toda a cautela, por
dizer aparecem cinco velas.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 13 do
corrente; e no particular dos moradores dessas
vilas do Cairú, e Boipeba, venderem o sírio de
farinha por mais da taxa, de que V. Mercê me
dá conta; tenho ordenado ao Juiz da dita Vila
do Cairú, tire devassa para se saberem quais
são os culpados, e se castigarem rigorosamente,
•- .!<Aáíft**wufee1Sl*

'**
121 -.

e esta mesma ordem remeto agora aos Juizes do


Camamú, e Boipeba, para que a executem como
devem: e Vossa Mercê observará inteiramente
a que lhe dei, sobre a prisão dos Juizes Comis-
sários de todas as três Vilas.
Não presumo, que Vossa Mercê fizesse
tão grande absurdo, em abrir a carta do Viga-
rio, e esteja Vossa Mercê seguro, de que me
não fica o menor escrúpulo neste particular.
Vossa Mercê esteja com toda a prevenção,
navios
e cautela, porque não temos notícia, que
aparecem,
sejam os que Vossa Mercê me avisa
e por esse respeito devemos estar prevenidos,
se ofereça: e Vossa
para qualquer ocasião que Capitao-mor
Mercê avisará de minha parte ao
da Capitania dos Ilhéus, e aos Sargentos-mores
acudi-
dessas Vilas, que estejam prontos para a
rem com a infantaria da Ordenança, guar-
ta-
necer os portos de maior perigo, para que
circunyizi-
çam o mesmo aviso aos mais portos Baia e
nhos. Deus guarde a Vossa Mercê.
Junho 16 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

-' Carta para os Juizes Ordinários


so-
das Vilas do Camamú, e Boipeba, o
vender
bre tirarem devassa de se
taxa.
sírio de farinha, por mais da
vir farinha
Suponho que a causa de não
destei Oda-
dessa Vila, para sustento do Povo ma s
de, é o venderem-na esses moradores, por
da taxa, às pessoas que a vão lá comprar: sese por-
disso
que convém acudir ao prejuízo aqueVossa Mercê
Ordeno
gue-ao mesmo Povo,
122

que v<rende m a
tire logo devassa, das pessoas -ma
remeta com
dita farinha por maior preço, e
Mercê. Baia
brevidade. Deus guarde a Vossa
e Junho 17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor Fe-


lipe de Melo Garcia sobre fazer re-
meter farinha para o Povo desta ei-
dade.
19,
Recebi duas cartas de Vossa Mercê, de
das
e 13 do corrente, e no que respeita à planta
Mer-
mandiocas que tenho encarregado a Vossa
a
cê, espero se não descuide nela, e faça toda
diligência, para que se execute o que tenho or-
denado a Vossa Mercê sobre esta matéria.
Vossa Mercê me fez presente, que a causa de
não vir farinha para o Povo desta cidade, era
o pretenderem os lavradores, se lhe levantasse
o preço. Tenho reparado, que depois de eles
conseguirem a sua pretenção, não tem vindo
desses distritos de Maragogipe, mais farinha
ai-
para o Povo, do que antes vinha, e se vem
esse
guma para esta cidade, é de entrega: e por
respeito torno a recomendar muito a Vossa
Mercê, faça logo logo remeter toda a farinha,
que for possível, para sustento do dito Povo,
que está padecendo grande falta dela: e junta-
mente a que é necessária, para a nau de guerra.
As couçoeiras em que falei a Vossa Mercê, es-
pero mas mande com toda a brevidade, porque
com a mesma há de partir a frota, e se não vie-
rem a tempo, se não poderão embarcar nela.
-¦¦¦<:

/:-'':
:~ 123 -
16
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Junho
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite sobre fazer conduzir com
presteza os tabacos.
Até o fim deste presente mês, há de partir
infalivelmente a frota e se não há de demorar,o
a respeito da carga, um dia mais por assim
nes-
ordenar Sua Majestade, que Deus guarde; o
ta consideração, ponha Vossa Mercê todo os
cuidado, e desvelo em fazer conduzir todos
tabacos que estão nas casas dos lavradores,
dessa Vila, com toda
para os armazéns do porto a tem-
a brevidade possível, para que cheguem
da trota: e tio
po de se carregarem nos navios neste par-
da sua atividade se haja de maneira azer-lhe
ticular, que me não seja necessário
Vossa Mer-
nova advertência. Deus guarde a
cê. Baía e Junho 18 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa


Carta para o Doutor João de
Del-
Sotomaior Ouvidor de Sergipe
perten-
Rei, sobre vários particulares naquela
centes à nau Almiranta que dd.gen-
'costa
naufragou, fazer toda a
dela, e en-
cia por prender o Capitão
e Escrivão
viar a esta cidade o Mestre
que estão presos.
de Vossa Mercê de 9 ¦£
Recebi a carta
e cuidado com
corrente, e lhe agradeço o zelo,
~; 124 -:

ver se podia livrar do


que se tem havido, para
a nau Almiranta, ou sal-
perigo em que se acha
var-se alguma cousa dela; e pelo trabalho que
Vossa Mercê tem tido neste particular deve es-
Deus guarde, o
perar de Sua Majestade, que
mesmo agradecimento. O lastimoso estado em
Vossa Mercê me
que está a dita nau, de que
dá conta, e o ter eu notícia de que dentro dela
estão algumas crianças, e escravos, é a causa
de se aumentar mais o meu sentimento; Vossa
Mercê faça toda a diligência por ver se pode
salvar a gente que na dita nau se acha, e tirar
dela as escopetas, catanas, e o mais que for
nau, e
possivel, visto estar ainda inteira a dita
sem nenhumas esperanças de remédio. As su-
maças que mandei a socorrê-la, chegaram à
vista dela, e uma lancha que ia em sua compa-
nhia andou ao redor da mesma nau, e por se-
rem grandes os mares, não pôde chegar a ela,
e se voltaram para esta cidade. O Capitão não
trouxe nada de seu, e precisamente se havia de
aproveitar da ocasião: Vossa Mercê faça toda
a diligência pelo prender, e às mais pessoas que
roubaram a dita nau, para que se restitua a seus
donos, o ouro, e dinheiro que eles tiraram. O
Mestre, e Escrivão que Vossa Mercê prendeu,
os remeterá com toda a segurança a esta cida-
de, por mar, ou por terra, como Vossa Mercê
lhe parecer mais conveniente, para os embarcar
para Lisboa, com a devassa na nau de comboi
que se acha neste porto para partir brevemente
com a frota, para na Corte darem a sua des-
carga. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Junho 20 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
125 >-

Carta par ao Capitão das Entra-


das Antônio Cabral sobre prender as
pessoas nela declaradas.
Sou informado que Manuel Rangel, fur-
tara seis cavalos; Vital Vieira dois; Manuel
Teixeira três, Agostinho de Brito, outros três,
que eram de uma tomadia, que havia feito o Ca-
pitão Manuel Pessoa de Albuquerque, a um
comboi que ia para as minas do ouro. Tanto
que Vossa Mercê receber esta, faça toda a di-
ligência possível para prender estes sujeitos, que
são moradores no Rio de São Francisco na
Tapera de Paulo Afonso, e procurar deles os
cavalos que furtaram, entregando-os a Fran-
cisco Rodrigues Brandão; e os presos remeterá
com toda a segurança à cadeia desta cidade: e
se Vossa Mercê não tiver notícia do dito Ma-
nuel Rangel, por haver fugido, e se não saber
para que parte Vossa Mercê se informará onde
possa estar, e o irá prender em qualquer parte
em que estiver, e o remeterá com a mesma segu-
rança à dita cadeia. Deus guarde a Vossa Mer-
cê. Baía e Junho 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
~ 126 -

Carta para Francisco Rodrigues


da Vila do
Brandão, sobre os Juizes
a ordem
Largato, não irem executar
Ma-
do Senhor General, ter o Capitão
as cou-
nuel Pessoa vendido em praça
encar-
sas das tomadias que fez, e se
Cabral
regar ao Capitão Antônio
furtaram os ca-
prenda os sujeitos, que
valos das tomadias.
do primei-
Recebi a carta de Vossa Mercê
aos Juizes da
ro do corrente: e no que respeita
distrito exe-
Vila do Lagarto, não irem a esse
não escrevi
cutar a minha ordem, como eu lhes
de que ti-
sobre este particular, os^ não advirto
zeram mal sua obrigação. ¦
Manuel
Visto Vossa Mercê, e o Capitão ele
Pessoa, ter vendido na praça as cousas queficou
tomou do comboi. de que Vossa Mercê devia
em diminuição;
por depositário por irem ao Bro-
Vossa Mercê remeter a sua importância o
vedor-mor da Fazenda Real, e não entregar
Mercê
dinheiro ao dito Capitão a quem Vossa
remeterá a carta junta onde quer que ele estiver.
Ao Capitão das Entradas Antônio Cabral,
lhe
ordeno, na carta inclusa, que Vossa Mercê
enviará, prenda os sujeitos que furtaram os ca-
valos da tomadia que fez o dito Manuel Pessoa;
e os remeta à cadeia desta cidade, entregando
os cavalos que se lhes acharem a Vossa Mercê:
Vossa Mercê tome entrega deles, e os remate
em praça (e que não seja por preço inferior)
ca-
quando Vossa Mercê veja que não estão
pazes de virem a esta cidade; e a sua importam
cia mandará Vossa Mercê entregar ao dito
- 127 ~

Provedor-mor. Deus guarde a Vossa Mercê.


Baía e Junho 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque sobre se re-
tirar da diligência, da tomadia dos
combois para as minas do ouro, em
que andava advertir-lhe do mau termo
com que se houve com os Missioná-
rios da Companhia e mandar prender
os sujeitos que furtaram os cavalos
das^tomadias pelo Capitão das Entra-
das Antônio Cabral.
Recebi quatro cartas de Vossa Mercê, em
obrado, sobre os
que me dá conta do que tem
combois que tomou, e de ir em seguimento de
outros que iam para as minas do ouro: e como
esta diligência que encarreguei a Vossa Mercê,
lhe tem servido de adquirir muitas inimizades,
e ódios, ordeno a Vossa Mercê, que tanto que
receber esta, se retire para sua casa, e não use
mais das ditas ordens, as quais trará Vossa
a
Mercê consigo (quando vier a esta cidade
dar conta das tomadias que tem feito, e do pro-
caso
cedimento delas) para mas entregar. No
Mercê diz vai
que os ditos combois, que Vossa em seu
seguindo, forem perto, Vossa Mercê irá
Mercê
alcance, e se forem mui distantes, Vossa
Mer-
se retire como lhe ordeno. Quando Vossa
com
cê partiu desta cidade, lhe encarreguei, que
nem
os Padres Missionários da Companhia,
se me
com cousa sua entendesse, para evitar
mas
não tornassem a queixar de Vossa Mercê;
± 128 >-
contrário, que
Vossa Mercê obrou tanto pelonovamente
que.-
deu ocasião, a eles me fazerem Vossa Mercê se
x do mau termo com que
com palavras m-
houve com eles, tratando-os ausências, con-
decorosas, e fazendo-lhes ruins
o que escrevi a
tra o seu procedimento, sobre deste excesso
Vossa Mercê, repreendendo-o
Missionários o
com que se houve com os ditos
se verifica, da conta que Vossa Mercê me
que Padre Mis-
dá de ter dado um bom capelo ao o
sionário Frei Atanasio, pelas dúvidas quecom
teve
Capitão-mor da Aldeia da sua missão,
devia
ele o que estranho a Vossa Mercê, pois nao
dito Religioso,e
pôr-se sempre da parte do Mis-
da dos índios, para que.eles tratem ao seu
sionário com todo o respeito, e ao dito Capitão-
mor da Aldeia segurará Vossa Mercê da minha
e lhe dirá que
parte, que o não hei de castigar,
andou muito mal em ser desobediente ao seu
Missionário, e que ele, e os mais índios o devem
venerar, como a seu pai espiritual que é.
Ao Capitão das Entradas Antônio Cabral
ordeno, prenda os sujeitos que furtaram os ca-
valos das tomadias que Vossa Mercê fez, e os
remeta à cadeia desta cidade com toda a segu-
rança, e tome conta dos cavalos que lhes achar,
e os entregue a Francisco Rodrigues Brandão,
Vos-
que ficou por depositário das cousas que
sa Mercê lhe entregou das tomadias que fez.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Junho 24
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 129 -

Carta para o Capitão José de


Góis sobre remeter uma lista dos fa-
miliares do Santo Ofício, que há.

Tanto que Vossa Mercê receber esta, me


remeta com toda a brevidade, uma lista dos
familiares do Santo Ofício, que tem a sua Com-
nela não estejam alista-
panhia; e no caso que Re-
dos todos os que há, nesta cidade, e seu
côncavo; Vossa Mercê os aliste a cada um pelo
Sua
seu nome, por convir assim ao serviço de
a
Majestade que Deus guarde. Guarde Deus
Vossa Mercê. Baía e Junho 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Ma-


o Ca-
nuel Dantas Cerqueira e para
Penedo do Rio
pitão-mor da Vila do
de São Francisco sobre mandarem
legumes
carregar de farinha, e mais Do-
ao barco de que é Mestre Manuela esta
mingues para virem vender
pelo preço que quiserem.
o barco
Tanto que a esse porto chegar, o faça
de que é Mestre Manuel Domingues, eqao
farinha,
Vouaa Mercê carregar logo de a, hou
milho, arroz, e dos mais legumes que
brevidade para
ver para que venha com toda a Mercê que
Ista cidade; advertindo a Vossa
preços,
nela se há de vender estas cousas pelos
e est.1correrem
que quiserem, e não pelos que a Vossa Mercê
nesta praça; encarrego muito toda a pron
esta diligência para que a faça com
- 130 ~-
e Ju-
tidão. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía
nho 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ouvidor de Sergi-


remeter toda
pe Del-Rei sobre fazer
a farinha e mais legumes que for pos-
sivel para apresto de um socorro.
Tanto que Vossa Mercê receber esta, faça
remeter com toda a brevidade, a farinha que
lhe for possível, e os mais legumes de feijão,
milho, e arroz, que houver nos distritos dessa
Capitania, que são necessários para apresto de
um socorro, que estou preparando. A todas as
cartas de Vossa Mercê tenho respondido, e lhe
recomendo muito, tenha particular cuidado em
mandar pôr em arrecadação tudo o quejia nau
Almiranta sair a terra, para que se não des-
caminhe. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Junho 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário do


Camamú sobre as causas que teve
para sobster a Manuel dos Santos
Belo.
Em carta de 21 de Maio passado, me dá
Vossa Mercê conta, da causa que teve para
sobster a Manuel dos Santos Belo, a quem eu
havia mandado prender, pelo Sargento-maior
dessa vila: Vossa Mercê obrou bem em dar
cumprimento ao despacho que eu havia dado
a Pelonia de França, a quem tenho já deferido
¦¦. '
.*.

í- 131 -

sobre o seu requerimento. Deus guarde a Vos-


sa Mercê. Baía e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Camamú Belchior Gonçalves
Barbosa sobre se remeter farinha para
o Povo, e a que se está devendo para
socorrer a Infantaria.
O Mestre Manuel Rodrigues, entregou cen-
Con-
to e quarenta e três sírios de farinha do
chavo, e a que vinha de partes, que se entregou
com brevida-
ponha todo o cuidado em remeter Vossa Mercê,
a seus donos. Encarrego muito a
devendo
dê a farinha que essa Câmara está
e para
para se socorrer a Infantaria; juntamente
o Povo desta cidade, que está padecendose gran-
haja
Mercê
de falta dela; espero que Vossa e zelo, do
neste particular, eom mais atividade,
que
com que se houve o seu antecessor para com que
tenha eu que lhe agradecer, o cuidado de bua
serviço
Vossa Mercê se emprega no
Os cento e dez
Maiestade que Deus guarde.
S de farinha do Conchavo que.trouxe.
barco, hcam
Mestre Antônio Simões no seu

Baía e Junho 26 de 1704.


Dom Rodrigo da Costa
i..
- 132 -

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda sobre ficar preso o Sargen-
to-mor Manuel Antônio, mandar os
dois Juizes Comissários do Camamu
e Boipeba presos e fazer aviso se apa-
recém por aquela parte navios.
O Sargento-maior Manuel Antônio che-
veio falar; a minha
gou a esta Cidade, e me
tenção não era dar-lhe o castigo que lhe dei;
mas como Vossa Mercê me deu conta de ele
haver faltado à palavra que lhe tinha dado, e
se ausentar para essa praça depois de Vossa
Mercê o ter preso, o mandei meter na cadeia
aonde fica. Ainda que se tem feito, novo Juiz
Comissário na Vila do Camamu, não deixe
Vossa Mercê de mandar prender, ao seu.^an-
tecessor, como lhe tenho ordenado, e remete-
lo à cadeia desta cidade, e ao Juiz Comissário
de Boipeba.
Vossa Mercê me avise se aparece dessas
bandas, alguns navios. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra do Camamu sobre a remessa da fa-
rinha do Conchavo, e licença que pe-
dirá, para a embarcarem nos barcos
estroncados.
Recebi a carta de Vossas Mercês de 14
do corrente, em que me dão conta, de que tan-
to que tomaram posse, fizeram logo o lança-
mento da farinha, para a infantaria desta praça,
- 133 -

e da que assiste de presídio na fortaleza do Mor-


ro; e que encarregaram a cobrança dela ao Juiz
mais velho dessa Câmara assim da que toca ao
Conchavo deste ano, como do resto que se deve
do passado: Vejo que desta diligência que Vos-
sas Mercês teem obrado, surtiu até o presente
mui pouco efeito; porque não tem vindo fari-
nha de consideração para se socorrer os sol-
dados, a que se está devendo dois quartéis ven-
cidos de suas rações: Vossas Mercês tratem lo-
farinha do Conchavo,
go logo de remeter toda a
e ajustar o resto do
que pertence a este ano,
Comissário escrevo,
passado; e ao novo Juiz diligência,
se aplique com todo o cuidado nesta
os ditos soldados,
para que não experimentem nao teem
a mínima falta de suas rações pois
Vossas Mercês
outra cousa de que se surtam: e
farinha para
se aplicarão também em que venha falta
o povo desta cidade, que padece grande algu-
dela; e não consentirão, que embarcação a
toda que
ma a vá buscar a essa vila, e que
se nao di-
vier seja nas da carreira para que
virta para outra parte. \
Vossas Mercês
Em outra carta, me pedem
Conchava
licença para mandarem a farinha do
nos barcos estroncados: Vossas Mercês podem lhes
remeter a dita farinha nas embarcações.ssoquehcen
parecer, por não ser necessáriovilapara
ha •»»'<««
ça minha; sendo que nessa es a farinha
coberta, em que se pode embarcar algu™ re
e quando os donos delas tenham
devem V^^f ££?.
pugnância a fazê-lo, os a Vossas Mer
obrigar a trazê-la. Deus guarde
cês. Baía e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 134 -~

Carta para o furriel Francisco


Pinheiro sobre a remessa da farinha
do Conchavo, para se escrever à Cã-
mara do Camamú acerca da licença
a dita fa-
que pede, para embarcarem
rinha nos barcos estroncados.
Por carta de 16 do corrente, me dá Vossa
Mercê conta da diligência que tem feito, sobre
a remessa da farinha do Conchavo; e porque
vejo o pouco efeito que dela tem resultado, por
ter vindo até o presente, muito pouca farinha
devendo dois
para a infantaria, a que se está
novamente po-
quartéis vencidos; lhe ordeno
nha todo o cuidado, em fazer remeter toda a fa-
rinha que for possível para se socorrer a infan-
taria, que está padecendo grande falta dela, e
aplique ao novo Juiz Comissário, a que mande
com brevidade toda a farinha que essa Câmara
está devendo, visto o antecessor deste, se ha-
ver com tanta omissão na sua remessa; porque
para esse efeito o mandei assistir nessa vila.
Sobre o que Vossa Mercê me escreve em
outra carta, que agora recebi, não tenho de no-
vo que lhe dizer, mais que o que nesta lhe digo;
e no particular de vir a farinha do Conchavo
nos barcos estroncados, escrevo aos oficiais da
Câmara dessa vila. Deus guarde a Vossas Mer-
cês. Baía e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
oot»^

-- 135 -

Carta para o Juiz Ordinário do


Cairú, José Tourinho de Góis, sobre
a farinha do Conchavo, e para susten-
to do povo desta cidade.

O Mestre Tan. . . . Rodrigues entregou


Mer-
cento, e dois sírios de farinha, que Vossa
desta
cê remeteu para sustento da infantaria
e atividade, continue
praça: espero do seu zelo até o pre-
nesta diligência da mesma sorte, que
nao ex-
sente o tem feito, para que os soldados
rações; e junta-
perimentem a falta das suas farinha que
mente fará Vossa Mercê vir toda a
desta ei-
for possível, para o sustento do povo
divirta para
dade* e não consentirá que ela se
vai muita
outra parte, porque tenho notícia que alguma
embarcação
para Jaguaripe, nem que vier para esta
a vá buscar dessa vila; e a que
terá Vossa
cidade, seja nas carreiras, no que evitar
Mercê particular cuidado procurando haver.
dela possa
qualquer descaminho, que e 2b
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía Junho
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

da Câ-
Carta para o Procurador Araújo,
de
mara de Boipeba Antônio
"Góis, ser-
sobre na falta dos Juizes,
dito cargo e
virem os Vereadores, o
do Conchavo.
si remeter a farinha
Mercê de^do
Recebi a carta de Vossa
corrente em que »^a P^/y ^^f
Câmara dessa vila sem juizes.
remetesse
fora tão zeloso em solicitar se
- 136 -
está de-
rinha do Conchavo que essa Câmara
vendo, assim como o é em procurar jurisdições;
não havia a infantaria desta praça, estar pade-
rações
cendo, por falta de se lhe não dar as suas
vencidas. Quando sucede faltarem os Juizes
Ordinários, por causa de algum impedimento,
mais
entra a servir em seu lugar o Vereador
velho, e estando impedido este, o outro que se
lhe segue, e desta sorte se fica acudindo, ao
serviço de Sua Majestade, que Deus guarde, e
ao requerimento das partes. Se um dos Juizes
se veio livrar a esta cidade, do crime que se lhe
imputou, é justo que corra com o seu livramen-
to, e o não posso divertir disso. Vossa Mercê
me faz presente, que o outro Juiz, é Tesoureiro
do dinheiro do Conchavo, e que por ter ido a
executar a minha ordem, se dilataria por esse
respeito, a remessa da dita farinha: não é bas-
tante esta desculpa, para Vossa Mercê, e os
mais oficiais dessa Câmara, deixarem de man-
dar a farinha que estão devendo ao Conchavo,
se
pois vejo que não tem vindo nenhuma para
socorrer os soldados, que se lhes estão devendo
dois quartéis vencidos; e juntamente para o po-
vo, desta cidade, que experimenta grande fal- **r
ta dela; e uma, e outra fará Vossa Mercê
com toda a brevidade possível, o que lhe hei
por mui recomendado. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baia e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 137 w;

Carta para o Sargento-mor Ma-


nuel Pinto sobre
se receberem as listas que remeteu da
planta das mandiocas do seu Regi-
mento, e que envie uma lista das pes-
soas que se ocupam nas serrarias.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 24 do
corrente, e com ela as listas da planta das man-
diocas que se fez no Regimento de Vossa Mer-
cê, o ano passado; e as que Vossa Mercê man-
ano,
dou ao seu Coronel, pertencentes a este
ainda mas não remeteu; e porque vejo das mes-
mas listas que Vossa Mercê me enviou. ......
vir feita a repartição das covas de mandioca,
de serviço que
conforme o número de pessoas de muitos se
cada morador tem; e ser a causa
a sua fabn-
ocuparem nas serrarias, divertindo
aquele servi-
ca da planta das mandiocas, para
faça uma lista de
co- ordeno a Vossa Mercê se ocu-
todas as pessoas do seu Regimento que
nas serrarias, e ma remeta com toda a bre-
pam mas
vidade para eu determinar o que parecer
Majestade qüe
conveniente ao serviço de Sua
desses vassalos.
Deus guarde, e ao bem comum
Baía e Junho 27
Deus guarde a Vossa Mercê.
de 1704. J _ ,
Dom Rodrigo da Costa

Padre
Carta que se escreveu ao de e-
da Companhia,
Jacobo Cocleo centeudo nela.
sus sobre informar do
Majestade que
Da cópia da carta de Sua V. Pa
Deus guarde, que com esta remeto vera
me ordena sobre
ternidade o que o dito Senhor
— 136 —

está de-
rinha do Conchavo que essa Câmara
vendo, assim como o é em procurar jurisdições;
não havia a infantaria desta praça, estar pade-
rações
cendo por falta de se lhe não dar as suas
vencidas. Quando sucede faltarem os Juizes
Ordinários, por causa de algum impedimento,
entra a servir em seu lugar o Vereador mais
velho, e estando impedido este, o outro que se
lhe segue, e desta sorte se fica acudindo, ao
serviço de Sua Majestade, que Deus guarde, e
ao requerimento das partes. Se um dos Juizes
se veio livrar a esta cidade, do crime que se lhe
imputou, é justo que corra com o seu livramen-
to, e o não posso divertir disso. Vossa Mercê
me faz presente, que o outro Juiz, é Tesoureiro
do dinheiro do Conchavo, e que por ter ido a
executar a minha ordem, se dilataria por esse
respeito, a remessa da dita farinha: não é bas-
tante esta desculpa, para Vossa Mercê, e os
mais oficiais dessa Câmara, deixarem de man-
dar a farinha que estão devendo ao Conchavo,
se
pois vejo que não tem vindo nenhuma para
socorrer os soldados, que se lhes estão devendo
dois quartéis vencidos; e juntamente para o po-
vo, desta cidade, que experimenta grande fal- **r
ta dela; e uma, e outra fará Vossa Mercê
com toda a brevidade possivel, o que lhe hei
por mui recomendado. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baia e Junho 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
tp-i ',«;. fWMiVXS
¦"WKísap* flSsiÉíS'*-.

- 137 ~-

Carta para o Sargento-mor Ma-


nuel Pinto sobre
se receberem as listas que remeteu da
planta das mandiocas do seu Regi-
mento, e que envie uma lista das pes-
soas que se ocupam nas serrarias.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 24 do
corrente, e com ela as listas da planta das man-
diocas que se fez no Regimento de Vossa Mer-
man-
cê, o ano passado; e as que Vossa Mercê
ano,
dou ao seu Coronel, pertencentes a este
mes-
ainda mas não remeteu; e porque vejo das
mas listas que Vossa Mercê me enviou.......
vir feita a repartição das covas de mandioca,
de serviço que
conforme o número de pessoas
de muitos se
cada morador tem; e ser a causa
a sua fabri-
ocuparem nas serrarias, divertindo
aquele servi-
ca da planta das mandiocas, para
faça uma lista de
ço- ordeno a Vossa Mercê se ocu-
odas as pessoas do seu Regimento que a bre-
e ma remeta com toda,
pam nas serrarias, mas
vidade para eu determinar o que parecer
Ma.estade que
conveniente ao serviço de Sua
desses vassalos.
Deus quarde, e ao bem comum e 27
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía Junho
de 1704. , _ ,
Dom Rodrigo da Costa

ao Padre
Carta que se escreveu
Cocleo da Companhia de e-
Jacobo centeudo nela.
sus sobre informar do
Majestade que
Da cópia da carta de Sua
.vera'V.J£>
Deus guarde, que com esta remeto ordena sobre
me
ternidade o que o dito Senhor

ir.?:.:-:
w 138 -
v.
a notícia que quer lhe dê, das Capitanias sujei-
tas a jurisdição deste Governo Geral, e do Rio
de Janeiro, para o que é necessário saber com
certeza a divisão por onde partem estes dois
Governos; e porque o dito Senhor me ordena
também me valha de Vossa Paternidade, pela
descrição, que havia feito de todas as Capitanias
deste Estado, me dará Vossa Paternidade, com
a brevidade possivel, a tal notícia, com toda a
individuação e clareza, para com ela informar
ao dito Senhor. Deus guarde a Vossa Paterni-
dade. Baía e Junho 23 de 1704.

Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor dos


Ilhéus Martinho de. Freitas de Couros
sobre remeter uma lista das pessoas
que teem serras nas vilas do Cairú, e
Boipeba.

Sou informado que muitos lavradores dessa


vila do Cairú, e da de Boipeba, ocupam a sua
fábrica nas serrarias, divertindo-a da planta
das mandiocas, para o serviço das serras; o que
é em grande prejuízo das ditas lavouras: orde-
no a Vossa Mercê, que tanto que receber esta,
faça uma lista com toda a distinção e clareza,
das pessoas que teem serras nas ditas duas
vilas, e do número de escravos, que cada mo-
rador ocupa nelas, e ma remeterá com toda a
brevidade, para eu determinar o que parecer
mais conveniente ao serviço de Sua Majestade,
1

- 139 -

que Deus guarde e bem comum de seus vassa-


los. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Ju-
nhò 28.de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor da 6°


vila do Camamú Pantaleão Rodrigues
de Oliveira remeter uma lista das pes -
soas que teem serras nela.
Sou informado que muitas pessoas, lavra-
nas ser-
dores dessa vila ocupam a sua fábrica
rarias, divertindo-a da planta das mandiocas,
serras, o que é em grave
para o serviço das
lavouras. Ordeno a Vossa
prejuízo das ditas uma
Mercê, que tanto que receber esta, faça
lista com toda a distinção, e clareza, das pes-
soas que teem serras, e do número de escravos
nelas; e ma remeta,
que cada uma traz ocupados o
com toda a brevidade para eu determinar
ao serviço de bua
que parecer mais conveniente de
Majestade, que Deus guarde, e bem comum
Mercê.
seus vassalos. Deus guarde a Vossa
Baía e Junho...... de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta que se escreveu aos Coro-


car-
néis do Recôncavo apontados na
a
ta de 2 de Janeiro deste ano, sobre
assen-
gente que hão de mandar para
tar praça.
Pelo último aviso que tive de Sua Majcste-
de guer-
de, que Deus guarde, vindo na fragata

..¦¦:. x
..»£.¦*.

r- 140 —

ra Nossa Senhora dos Prazeres, que próxima-


com
mente chegou a este porto, é preciso estar
e
toda a cautela, e prevenção, para segurança
defensa desta praça: e como ela se não acha com
a sua guarnição: ordenei
gente competente para
a Vossa Mercê, em carta de dois de Janeiro
deste ano fizesse no seu Regimento (*)ho-
mens, para com eles reencher os Terços da mes-
ma praça, e como quasi todos os que vieram, não
tinham fiadores, se retiraram outra vez para
fora, por cuja causa se acham os ditos Terços,
na mesma sorte que estavam: ordeno a Vossa
Mercê, tire das Companhias do seu Regimento
os ditos (*) homens, dos
mais desimpedidos, e capazes de tomar armas,
e os que não tiverem fiador, e forem vadios, os
remeterá Vossa Mercê a bom recado à cadeia
desta cidade. Esta diligência é tanto do serviço
de Sua Majestade, e da conservação desta ca-
e eficaz
pitania, que está pedindo o majs pronto,
remédio: e tenha Vossa Mercê entendido, que
lhe não hei de admitir desculpa alguma, para
deixar de perfazer o número de gente que é
obrigado a dar, até o fim do mês de Julho pró-
ximo, digo até quinze ou vinte do mesmo mês,
o mais tardar; e se Vossa Mercê achar alguns
soldados da praça nos distritos do seu Regi-
mento os remeterá também presos. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Junho 30 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

(*) Ha um espaço em branco.


*

¦¦.-

! — ¦141 i—.

(A' margem): — Coronéis — Gente


Pimentel . 40
Leal . . . 90
Mcrgulhão 50
Góis . . . 30
Sousa . . . 60
Barreto . . 50
Albuquerque 80

Cartas que se escreveram aos


Coronéis para absterem a ordem que
se lhes encarregou na carta acima.

Sem embargo de haver escrito a Vossa


Mercê, em carta de 30 do passado tirasse das
Companhias do seu Regimento certo número de
nesta diligên-
gente: Vossa Mercê se abstenha Deus
cia, até segunda ordem minha. guarde
a Vossa Mercê. Baía e Julho 3 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor Fe-


lipe de Melo Garcia, sobre a planta
das mandiocas, fazer com que se não
desfaçam as roças novas, e não con-
dis-
sentir se plante tabaco naqueles
o
tritos e todo o que achar plantado
mande arrancar.
do
Recebi a carta de Vossa Mercê de 24
mês passado, e por ela vejo a diligência que
das
Vossa Mercê tem feito, tocante à lavoura
conta,
mandiocas; mas como Vossa Mercê me da
dos lavradores se valerem das roças novas, por
causa das velhas serem poucas; lhe recomendo
- 142 - ,
em que se não des-
muito tenha grande cuidado, de vez. porque
façam as roças, que não estiverem
resultar ao Povo desta
disso forçosamente há de o ano; e com o
cidade, uma grande fome para
moradores desses
mesmo cuidado aplicará aos a fa-
distritos a planta das mandiocas, para que
não consentindo
çam com grande vantagem,
e todo aquele
Vossa Mercê plantem tabaco,
arrancar, como
que achar plantado o mandará se não des-
lhe tenho ordenado. Vossa Mercê
lhe for pos-
cuide em fazer vir a farinha que
sivel para sustento do Povo desta cidade, que
está padecendo grande falta dela. Deus; guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Julho 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel Ál-


vares Varajão sobre não consentir
novas os mo-
que desfaçam as roças
radores daquele distrito de que é Ca-
de as fazer
pitão e se não descuidar
plantar.
do
Recebi a carta de Vossa Mercê de 13
mês passado; e no que respeita à conta que me
da
dá, de ter corrido as roças dos moradores
sua Companhia, e ser a mais velha mandioca
que se achou, de um ano, e de grande prejuízo
o desfazer-se; Vossa Mercê não consinta que
ela se desfaça, nem as roças novas; porque dis-
so resulta, o padecer o Povo desta cidade, urna
se não
grande fome para o ano; e Vossa Mercê
descuide em aplicar aos lavradores das man-
->. 143 .-.

diocas, a planta delas, para que a façam com


grande vantagem. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Julho 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila dos Ilhéus sobre os privilé-
gios, e foros que lhes foram concedi-
dos, a quem devem mostrar o direito
que teem para as pessoas que distilam
aguardente naquela Capitania, não pa-
garem ao Contador dela o que lhe
pertence, e que remetam toda a fari-
nha e mais legumes que lhes for pos-
sivel para sustento do Povo desta ei- '
dade.
Recebi duas cartas de Vossas Mercês, e
o Aju-
juntamente os papéis que me entregou a
dante Antônio Pereira da Silva, sobre posse
No particular
que foi tomar dessa Capitania.
dos privilégios, e foros que lhe foram concedi-
dos, de que Vossas Mercês me dão conta, tem
declinado em muita parte, por se não haverem
confirmado os forais: devem Vossas Mercês
mandar trasladar os ditos forais em publica lor-
ma, e remetê-los, para se enviarem a Lisboa
a procurar a confirmação deles; e tudo o que
estiver na minha mão o hei de fazer, por dese-
au-
jar aos Povos dessa Capitania, grandes
mentos.
Sobre o que Vossas Mercês me represen-
tam, tocante ao Contratador das aguarden-
tes pretender lhe paguem as pessoas que nessa
seu
Vila distilam, na forma das condições do
, ,
• •".

- 144 m

Vossas Mercês com a có-


contrato; respondo a
carta (que com esta remeto) do Senado
ptada a eu havia orde-
& Câmara desta cidade quem e por
nado me informasse sobre este particular;
Vossas Mer-
esse respeito pus na petição que meios de di-
dos
cês me fizeram, que usassem Mercês mos-
reito pelos quais devem Vossas ao Contra-
trar que o teem, para não pagarem
alambiques,
tador, cousa alguma, os donos dos ate o
fazerem-no pre-
por ser estilo observado
sente
falta
O Povo desta cidade, padece grande
muito
de farinha, para seu sustento: recomendo com
remetam
particularmente a Vossas Mercês, farinha,
brevidade que lhes for possível, toda, a
se
arroz, e mais legumes que puderem, para
acudir a esta necessidade tão precisa; e espero
com esta remes-
que Vossas Mercês continuem
sa, para que se veja este Povo livre da opres-
são que padece, por causa de mantimentos. Deus
e Julho 4 de
guarde a Vossas Mercês. Baía
1704.
t;
Do,m Rodrigo da Costa

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite sobre a condução dos ta-
bacos, e trazer, ou mandar preso ao
Capitão Pedro de Afonseca de Melo.
Vejo a conta que Vossa Mercê me dá na
sua carta de 27 do mês passado, acerca da di-
ligência que faz, tocante à condução dos taba-
cos: espero da sua atividade, continue nela de
maneira, que brevissimamente estejam os ditos
tabacos, no trapiche de sua arrecadação, para
— 145 -

há de
se embarcarem nos navios da frota, que
partir no* tempo que está determinado.de Melo,
Ao Capitão Pedro de Afonseca
trará Vossa Mercê preso em sua companhia,
cidade, ou o remeterá
quando vier para esta
conta dele; para vir
por pessoa capaz de dar se
entregar o que tiver cobrado da finta que
resto que
lançou à sua Companhia, e ajustar o
Mercê.
estiver devendo. Deus guarde a Vossa
Baía e Junho 2 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Carlos Se-


es-
pulveda sobre não consentir quenação
trangeiro algum de qualquer
vá àquela fortaleza do Morro.
Mercê de 26 do
Recebi a carta de Vossa
conta, de; haver en-
mês passado, na qual me dá
uma lancha de pe car,a com
trado nesse porto,
franceses e que estes haviam d te, a Vossa
três licença, para
Morre aue eu lhes havia dado
«-Wj^^to
foremo ma", e que por lhe
se retiraram a essa
Eu lhe conce
navio que aparecia. ^^S^dSÍ
amna:£ «^
cença para irem ao «ar. a« m
o dito navio, mas nao, para queadvertido, pa
fortaleza: e fique Vossa Mercê
não deixar ir a ela, *™£»J*% &£ es-
a v a. nem
quer nação que se,a,
Baía e Julho 3
^«arrts^S
de 1704.
Costa
Dom Rodrigo da
a- 146 r*?

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda sobre ficar entregue o
de Boipeba
Juiz Comissário da Vila
bem em
que veio preso, ter obrado
mandar repartir a farinha da lancha
que ali foi arribada, e que a que os
oficiais das Câmaras devem para o
sustento dos soldados a mande cobrar.
O Sargento entregou preso, ao Juiz Co-
missário da Vila de Boipeba; e o do Camamú
ainda não tem chegado.
Em outra carta me dá Vossa Mercê conta
de haver tomado treze sírios de farinha, de uma
lancha, que nesse porto amanheceu arribada, e
a mandara repartir pelos soldados, e pedreiros
que trabalham nessa fortaleza; neste particular
obrou Vossa Mercê com acerto; e em todas as
embarcações que ali forem com farinha, tomará
Vossa Mercê a que for necessária para sustento
da infantaria, e dos ditos pedreiros: e a que
os oficiais das Câmaras das três vilas são obri-
gados a dar para os soldados dessa fortaleza,
na forma do seu contrato, a mandará Vossa
Mercê cobrar, obrigando aos ditos oficiais, a
que a dêem prontamente. No que toca a ven-
derem-na por mais da taxa; tenho ordenado aos
Juizes das vilas do Camamú, Cairú, e Boipeba
tirem devassa, para com ela resolver o que for
mais conveniente ao serviço de Sua Majestade,
que Deus guarde, e ao bem comum do Povo
desta cidade. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Julho 6 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
*-. 147 -

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque sobre se reti-
rar, e não continuar maiores tomadias
dos combois.
Já tenho escrito a Vossa Mercê, se retire
mais na dili-
para sua casa, e que não continue te-
gência das tomadias dos combois; porque,
nho entendido que tudo quanto Vossa Mercê
tem obrado, é uma palhada, por haver tantos
meses que Vossa Mercê partiu desta cidade, e
até hoje não tem tomado comboi algum, sendo
tantos os que vão para as minas, como Vossa
Mercê me escreve; e depois de ter ido a esta
diligência, mandei um Alferes de Infantaria,
com soldados desta praça, e prisionou alguns
combois, e voltou com eles, para ela: e o que
tem surtido das diligências que Vossa Mercê
tem feito, são várias queixas, que se me fizeram,
obrado
das extorções que Vossa Mercê tem
a Vos-
nesses Sertões: por cujo respeito ordeno casa,
sua
sa Mercê, que logo logo se retire para
dos com-
e que deixe de continuar nas tomadias
bois, por evitar tão repetidas queixas, quantas
Vossa Mer-
são as que se me fazem, do mal que
soldados
cê obra nesses Sertões; e restitua os
sua companhia, aos
que Vossa Mercê traz em Vossa Mercê.
seus Capitães. Deus guarde a
Baía e Julho 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Cesta
~: 148 -

Carta para o Doutor João de Sá


Sotomaior sobre a nau Almiranta que
naufragou naquela costa.
O Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado me mostrou a carta que Vossa Mercê
lhe escreveu, sobre o que havia obrado a res-
Almiranta: Vossa
peito do naufrágio da nau
Mercê serve tão bem a Sua Majestade, que
nem podia deixar de obrar com grande acerto
em tudo o que dispôs, sem embargo de que não
conseguisse o que procurava. O mesmo Pro-
vedor-mor
v manda porem arrecadar tudo o que
se puder aproveitar da dita nau. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Julho 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


pitania de Sergipe Del-Rei Fernão
Lobo de Sousa, tocante à nau Almi-
ranta que naufragou naquela costa, e
que remeta as vias das cartas de Sua
Majestade se o não tem já feito.
Vi tudo o que Vossa Mercê me escreveu
na sua carta, sobre o naufrágio da nau Almi-
ranta, e o particular cuidado, e diligência com
que se houve, não só em solicitar o remédio
para que se não perdesse, senão também na as-
sistência que fez na praia do lugar donde ela
estava, para que o que saisse a terra se não rou-
basse, no que obrou Vossa Mercê com o zelo
que se deve esperar do bem que serve a Sua
Majestade, que Deus guarde.
- 149 --

No que toca a arrecadação de tudo o que


se puder salvar da dita nau, há de mandar o
Provedor-mor da Fazenda Real fazê-la; à pes-
soa por quem correr esta diligência dará Vos-
sa Mercê todo o favor, e ajuda que lhe pedir.
Torno a recomendar a Vossa Mercê, me
remeta com suma brevidade as vias que iam
minha mulher,
para Sua Majestade, e para
remetido, para as
quando as não tenha ainda
mandar na nau de guerra que está para sair
deste porto. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía
e Julho 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Fernão Pe-


reira da Rocha sobre mandar fazer
uma dúzia de champrões de Jataipe-
ba de dezoito palmos, para a forta-
leza de Santo Antônio Alem do Car-
mo.
Anto-
Para a porta da fortaleza de Santo
dúzia de
nio Alem do Carmo, é necessário uma de
champrões de Getaipeba, de dezoito palmos
comprido, um conto de grosso, e dois P**nosd*
racha algu-
largo; e que não tenha brojio nem man-
ma; e porque sei que só Vossa Mercê podelhe en-
dar fazer esta madeira com brevidade; e com a /
faça,
carreqo muito particularmente o Fran-
mesma a remeta ao Capitão da Artilharia o
cisco Pinheiro, que há de pagar prontamente
es* efei£
custo dela por ter dinheiro para e 7 de
Deus guarde a Vossa Mercê. Ba.a Julho
1704. „ .
Dom Rodrigo da Costa
- 150 -

Carta para o Capitão-mor Ma-


nuel Dantas Siqueira sobre não ter lu-
gar o requerimento que pretende em
ser admitido a pleitear a jurisdição
que lhe toca, ou quer que lhe toque,
pela patente que se lhe passou.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 10 de
Maio passado; e no particular de Vossa Mercê
me pedir, o admita a pleitear o seu direito, pela
patente que lhe mandei passar; tenho' deferido
a Vossa Mercê nas cartas que lhe escrevi, de-
clarando-lhe nelas, qual é a jurisdição que lhe
toca pela dita patente, e o fim para que o provi
a Vossa Mercê neste posto, na forma da ordem
de Sua Majestade, que Deus guarde, como na
mesma patente se declara: nestes termos, não
tem lugar o seu requerimento, porque diante
de quem há Vossa Mercê de pleitear o direito
que diz tem? Há de ser de mim, e eu lhe defe-
ri já a ele, em virtude da mesma patente. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Julho 7 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ajudante Luiz An-


tunes Portugal sobre algumas cousas
pertencentes à oficina do salitre e exa-
minar se a causa da morte do negro
foi o castigo que lhe deu o fabricante
por não ser justo, que a Fazenda Real
o perca.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 7 de
passado' em
k j na fatura 9ue me dá conta do que tem
obrado/ dos armazéns, para o bene-
- 151 -

ficio do salitre; espero que nesta diligência, po-


nha Vossa Mercê todo o cuidado, e desvelo,
para que os ditos armazéns se acabem com bre-
vidade.
Vossa Mercê me diz que ao presente se
não faz salitre nessa oficina, por se divertir o
gentio no trabalho dos armazéns: Quando Vos-
sa Mercê foi desta cidade, lhe encarreguei fi-
zesse todo o salitre que pudesse; e não é bas-
tante, a causa que Vossa Mercê alega, para
deixar de continuar no lavor do dito salitre;
porque em um, e outro trabalho se podia ocupar
o dito gentio ao mesmo tempo, deixando os ín-
dios necessários na oficina, e mandando outros
a trabalhar nos ditos armazéns: Vossa Mercê
trate logo do lavor do salitre, e procure se faça
em muita abundância, por ser muito necessário,
para o benefício da pólvora que se há mister
para provimento das Capitanias deste Estado.
Sobre o negro de Sua Majestade, que Deus
guarde, que morreu, examinará Vossa Mercê
com toda a particularidade, se a causa da sua
morte, foi o castigo que lhe deu o fabricante, e
achando ser assim, porá Vossa Mercê em ar-
recadação o seu valor, por não ser justo, que
a Fazerlda Real o perca. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Julho 7 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 152 -

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda acerca de ficarem na ca-
deia os Juizes das três vilas, Camamú,
Boipeba, e Cairú, e estar com toda a
prevenção pelos navios que dizem apa-
recém, e que mande ordem, para que
de vila em vila se faça publica esta
notícia.
Os Juizes Comissários das vilas do Cama-
mú, Boipeba, e Cairú, ficam na cadeia, onde
hão de estar, até virem as farinhas do Concha-
vo que se estão devendo: e no que toca a esses
moradores venderem-na por mais da taxa, te-
nho mandado tirar, nas ditas três vilas, devas-
sa, para castigar os que saírem culpados nela.
A notícia que Vossa Mercê me dá de apa-
recer uma nau grande, e três ou quatro embar-
cações na volta do Sul, me não tem dado pe-
queno cuidado, por se não saber que navios
possam ser, e haver muitos dias que corre este
boato nesta cidade: eu estou com toda a pre-
venção para o que possa acontecer; e recomen-
do muito a Vossa Mercê esteja com a mesma,
mandando ordem, para que de vila, em vila, e
de povoação, em povoação, vão noticiando
umas a outras, estejam prevenidos os morado-
res delas, e acautelados para qualquer ocasião
que possa oferecer-se, pois se não sabe que na-
vios sejam os que aparecem. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Julho 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
-

~ 153 w

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila de Boipeba sobre se ter or-
denado ao Juiz Comissário daquela
vila mandasse entregar o dinheiro que
tinha em seu poder, para pagamento
da farinha do Conchavo.
Ao Juiz Comissário dessa Vila, que se acha
mandas-
preso na Cadeia desta cidade, ordenei
se entregar logo a Vossas Mercês, o dinheiro
fa-
que tinha em seu poder para pagamento da
rinha do Conchavo, para que por falta dele,
não deixem Vossas Mercês de remeter toda a
infanta-
que estão devendo, para se socorrer a
ria, e se lhe ajustar as suas rações: Vossas Mer-
cês se apliquem de maneira nesta diligência,
na remessa da
que não haja a mínima dilação, infantaria,
dita farinha, para se socorrer a que
não tem outra cousa de que se sustente. Deus
Baía e Julho 12 de
guarde a Vossas Mercês.
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque sobre se re-
tirar para sua casa, e não continuar
nas tomadias dos combois.
Duas vezes tenho escrito a Vossa Mercê
se retire para sua casa, e que não continue mais,
na diligência das tomadias dos combois, por -

ver que tudo quanto Vossa Mercê tem obrado,


é uma palhada; pois há tantos meses que par-
tiu desta cidade, e até hoje não tem tomado
comboi algum, sendo tantos os que vao para
- 154 -

as minas; e o que tem surtido das tais diligên-


cias, são várias queixas que se me teem feito, e
agora se me fizeram das extorsões que Vossa
Mercê tem obrado nesses Sertões; e por esse
respeito torno a ordenar de novo a Vossa Mer-
cê, se retire para sua casa, e deixe de continuar
as tomadias, por evitar tão repetidas queixas
quantas são as que se me fazem do mal que
Vossa Mercê tem obrado: e à pessoa que en-
tregar a Vossa Mercê esta carta, lhe dará re-
cibo, para me constar em como Vossa Mercê a
recebeu. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Julho 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o cabo da frota, Si-


meão Porto sobre se acharem neste por-
to duas naus francesas, e saber a forma
com que se há de haver com elas.
Nos últimos do mês passado, entraram
neste porto duas fragatas francesas, vindas da
China, de 30 peças cada uma, com 80 homens
pouco mais, ou menos, de sua guarnição; e no
dia seguinte chegou um patacho de Viana, que
havia arribado ao de Lisboa, e saiu em compa-
nhia desta esquadra, de que Vossa Mercê é
cabo, e depois entrou outra Ua mesma esquadra,
e com a notícia que deram, de ficar o Arqui-
duque já na Corte, os capitães franceses, se re-
colheram logo a bordo, com alguns oficiais
estavam em terra, e se que
puseram com as suas
fragatas em franquia, o
que eu lhes não impedi,
por não ter ordem de Sua Majestade, que Deus
guarde, para o fazer: mas porque Vossa Mercê
"Z
-N

- 155 -

pode trazer algumas, que alterem a forma obser-


vada, até o presente com esta nação, me pare-
ceu fazer este aviso a Vossa Mercê, para que
saiba a forma em que se há de haver com as
tais fragatas. Pelo Ajudante que esta leva, me
envie Vossa Mercê logo logo, todas as cartas
de Sua Majestade, que por Vossa Mercê, ou
outra qualquer pessoa dessa nau, se me remete-
rem, para que eu saiba a forma, com que neste
particular me hei de haver, e do que sobre ele
resultar, notificarei logo a Vossa Mercê. E no
entanto, estará com toda a prevenção, e cau-
tela conveniente para executar o que o dito Se-
nhor tiver resoluto sobre as naus estrangeiras,
com quem não conservarmos a paz, sendo acha-
das nos portos das suas conquistas. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía 6 de Junho (sic) de
1704. t

Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra de Porto Seguro sobre o Contra-
tador das aguardentes pretender lhe
paguem os alambiques, na forma do
seu contrato.
Recebi a carta de Vossas Mercês de 8 do
corrente, em que me dão conta, de o Contra-
tador das aguardentes, mandar executar os mo-
radores dessa vila, que teem alambiques, por
um mandado dos oficiais da Câmara desta ci-
dade, acompanhado de um despacho meu; e que
nunca nenhum Contratador cobrara direito ai-
gum dos ditos alambiques, por ser essa terra
muito pobre. O Procurador dessa Câmara me

»¦¦¦.'-...
- 156 -

fez petição, em nome dos oficiais dela, pedindo-


me se não procedesse, contra os donos dos
alambiques, pelas ordens que o dito Contrata-
dor remeteu, para se fazer a dita cobrança, e
que tendo ele que alegar, o fizesse pelos meios
ordinários: eu lhe fiz o despacho, como pedem,
e Vossas Mercês não impedirão a tratar o Con-
tratador do seu direito; porque as minhas or-
dens, sempre são dadas de maneira que não
tiram o direito às partes. Deus guarde a Vossas
Mercês. Baía e Julho 18 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ouvidor de Seregi-


pe Del-Rei João de Sá Sotomaior, so-
bre ordenar aos Juizes da Vila de
Santa Luzia, não mandem fazer dili-
gência, ao distrito do Rio Real da
praia, por não ser da sua jurisdição.
O Senado da Câmara desta cidade me re-
presentou, em carta de 16 do corrente (cuja có-
pia remeto a Vossa Mercê) que os moradores
do Rio Real da praia, se queixaram pela pe-
tição, de que também envio cópia, que os Juizes
da Vila de Santa Luzia, da comarca dessa Ca-
pitania, os obrigaram a responder a pleitos, e
ser em tudo sujeitos às suas justiças; mandan-
do os oficiais dela, fazer diligências fora do
seu distrito, usurpando por este modo a júris-
dição ao mesmo Senado de que havia dado con-
ta a Sua Majestade, que Deus guarde, deter-
minar o que fosse mais conveniente a seu real
serviço: e porque convém se não altere neste
negócio cousa alguma, até a resolução de Sua

J
- 157 -

Majestade. Tanto que Vossa Mercê receber


esta, ordene logo aos Juizes da dita Vila, se
abstenham de mandar fazer diligências nos dis-
tritos do Rio Real da praia, nem obriguem aos
moradores deles, estarem sujeitos às suas jus-
tiças, visto não serem da jurisdição daquela vi-
Ia, e pertencerem à desta cidade. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Julho 21 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão do Rio Real


Jorge Martins de Oliveira sobre pren-
der os oficiais de justiça da Vila de
Santa Luzia, que vierem fazer dili-
gências aos distritos do Rio Real.
Os moradores do Rio Real da praia, se
Câ-
queixaram por uma petição ao Senado da
mara desta cidade, que os Juizes da Vila de
Santa Luzia da Comarca de Seregipe Del-Rei,
os obrigaram a serem sujeitos às suas justiças,
mandando os oficiais dela fazer diligências aos
distritos do Rio Real, não sendo da sua júris-
dição, senão desta cidade; de que o dito Senado
me deu conta, para eu mandar evitar esta vio-
lencia que se lhe faz. Ordeno a Vossa Mercê,
da
que indo aos ditos distritos do Rio Real
de
praia, algum oficial de justiça da dita Vila
Santa Luzia, a fazer diligências aos moradores
deles, os prenda Vossa Mercê e os remeta à
cadeia desta cidade à minha ordem, por pessoa
que os entregue com toda a segurança. Deus
de
guarde a Vossa Mercê. Baía e Junho 21
1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 158 -

Carta para o Juiz Ordinário da


Vila do Cairú José Tourinho de Góis.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 14 do
corrente, e com ela a devassa, que ordenei a
Vossa Mercê tirasse, das pessoas que vendiam
o sírio de farinha por mais da taxa.
Agradeço a Vossa Mercê a diligência com
que se há, na remessa da farinha do Conchavo,
que tem feito; espero do seu zelo, continue na
mesma diligência de maneira, para que venha
brevemente toda a farinha que essa Vila deve
ao dito Conchavo, para se socorrer a infanta-
ria desta praça com as suas rações vencidas,
pois não tem outra cousa de que se sustente o
que recomendo muito a Vossa Mercê a quem
Deus guarde. Baía e Julho 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Padre Provincial da


Companhia João Pereira para mandar
dar das Aldeias de Porto Seguro doze
índios ao Sargento-mor do Rio das
Caravelas.
O Sargento-mor da Vila do Rio das Ca-
ravelas Antônio Gonçalves Garcia me repre-
sentou, que o gentio bárbaro, havia por três
vezes dado na mesma Vila, e destruído as la-
vouras dos moradores dela, matando a um ho-
mem branco, e ferido outro; pedindo-me lhe
mandasse dar doze índios das aldeias de Porto
Seguro, que estão a cargo dos Religiosos da
Companhia, para com os mesmos índios, os di-
tos moradores ver se podiam domar os ditos
: ~ 159 >-,

bárbaros, ou afugentá-los, para que não padeça


aquele povo, as vexações, e insolências, que ex-
perimenta. Vossa Reverendíssima escreva ao
Padre Superior das ditas aldeias de Porto Se-
guro, ordenando-lhe dê doze índios, com seu
cabo da mesma nação, ao dito Sargento-mor
para efeito de expelirem os bárbaros daquela
vila; e Vossa Reverendíssima me remeterá a
carta que escrever ao dito Superior, para a
mandar ao mesmo Sargento-mor. Deus guarde
a Vossa Reverendíssima. Baia 4 de Aqosto
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor da


Vila do Rio das Caravelas, Antônio
Gonçalves Garcia, sobre se lhe reme-
terem dois barris de pólvora de duas
arrobas e dois cunhetes de bala meu-
da para defensa do gentio bárbaro.
Recebi a carta de Vossa Mercê do primei-
ro de Julho deste ano, em que me dá conta das
extorsões, que o gentio bárbaro tem feito a es-
ses moradores; e me pede juntamente doze ín-
dios das aldeias de Porto Seguro, e pólvora, e
bala, para se defenderem dos ditos bárbaros.
Com esta remeto a Vossa Mercê a carta inclusa
do Padre Provincial da Companhia, para o Su-
perior das mesmas aldeias dar a Vossa Mercê
doze índios, com seu cabo, da mesma nação,
para ajudarem a esses moradores a defende-
rem-se dos ditos bárbaros; e juntamente há de
entregar a Vossa Mercê o Mestre Manuel Soa-
res, dois barris de pólvora de duas arrobas, e
-160 <-

dois cunhetes de bala meuda, para o mesmo


efeito, de que Vossa Mercê lhe dará recibo,
para a sua descarga.
Sobre o requerimento que esses morado-
res fizeram a Sua Majestade, que Deus guarde,
Vila, informei
pedindo-lhe Ouvidor para essa
ao mesmo Senhor de maneira, que devem es-
defira de sor-
perar de sua real grandeza, lhes
te que fique esse povo livre do detrimento que
Majestade
padece, e juntamente remeti a Sua
a carta que os oficiais da Câmara dessa Vila
me enviaram para o dito Senhor. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Agosto 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão de mar, e


guerra Simão Porto sobre passar por
Pernambuco e levar em sua compa-
nhia dois navios, que ali se acham.
Ontem que se contaram 4 do corrente, re-
cebí uma carta do Governador de Pernambuco
em que me avisa, acharem-se naquele porto dois
navios arribados, um aberto com água e outro
desarvorado, da esquadra de que é cabo José
de Vasconcelos de Guevarra: pedindo-me, que
indo desta Baía alguns navios dos que supunha
terem arribado da mesma esquadrados mandas-
se avistar o Recife, para se incorporarem com
eles: em cujos termos me é preciso dizer a Vos-
sa Mercê, que não sendo com detrimento da
viagem, e derrota que leva, passar pelo mesmo
Recife, o faça para levar em sua companhia
os ditos navios, que estão já prontos, para o
poderem seguir: e por esta diligência ser muito

¦
.
\

- 161 >-

do serviço de Sua Majestade, que Deus guar-


de, e do bem comum dos seus vassalos, a hei
por muito recomendada a Vossa Mercê, a quem
Deus guarde muitos anos. Baía e Agosto 5 de
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Padre Missionário


Frei Miguel de S. Jeronimo, sobre ter
ordenado a Francisco da Costa pague
aos índios que vieram com a sua boia-
da; ir ordem para vir o mulato de que
se queixa, preso; e ordenar-se aos ofi-
ciais do salitre não vão, nem mandem
buscar índia alguma das aldeias, ou
seja moça, ou velha.
Recebi a carta de Vossa Paternidade, e
sinto muito que haja tido os dissabores de que
me dá conta; mas todos os que eu puder reme-
diar, o hei de fazer, por aliviar a Vossa Pater-
nidade dessa moléstia.
Mandei chamar a Francisco da Costa, e
lhe ordenei pagasse logo, aos dois índios que
vieram com a sua boiada, o que o seu vaqueiro, í
¦*

havia ajustado com Vossa Paternidade. Com m


esta remeto a ordem- inclusa, para que qualquer
oficial de milícia, ou justiça, prenda o mulato
de que Vossa Paternidade se queixa, e o reme-
ta à cadeia desta cidade, com toda a segurança,
índios
para o que dará Vossa Paternidade, os
que forem necessários. Também vai carta para
o Capitão-mor Antônio de Almeida Velho, or-
denar aos oficiais, e mais pessoas que assistem
nas oficinas do salitre, não vão, nem mandem
- 162 -

buscar às aldeias, índia alguma, ou seja moça


ou velha, para trabalhar no dito salitre. E Vos-
sa Paternidade as não dará ainda que seja com
ordem do dito Capitão-mor; para se evitar por
este meio o dano que se pode seguir, em desser-
viço de Deus e de Sua Majestade. Deus guarde
a Vossa Paternidade. Baía e Agosto 11 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Antô-


nio de Almeida, sobre proibir que ne-
nhuma pessoa das que assistem no sa-
litre, vá, nem mande buscar às aldeias
índia alguma, seja moça, ou velha,
para trabalhar no dito salitre.
Tenho notícia que os oficiais do salitre,
mandam buscar às aldeias, as cunhatãs com
sa-
pretexto de serem para o serviço do mesmo
litre, o que é em desserviço de Deus, e de Sua
Majestade, e porque convém evitar o dano que
disso se segue: tanto que Vossa Mercê receber
esta ordene ao ditos oficiais, ou outra qualquer
pessoa que assiste nas oficinas do salitre, não
vão, nem mandem buscar às aldeias, índia ai-
guma ou seja moça, ou velha, para trabalhar no
dito salitre; porquanto escrevo ao Padre Mis-
sionário Frei Miguel de S. Jerônimo, não dê as
ditas índias, ainda que seja com ordem de Vos-
sa Mercê; e só dará os índios que se houverem
mister para essas oficinas. Deus guarde a Vos-
sa Mercê Baía e Agosto 9 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
~ 163 -

Carta para o Coronel José Car-


, neiro obrigar a Estevão Pinheiro que
assiste nas fazendas de João Verdoa,
a que as entregue à pessoa que o dito
João Verdoa manda.
No mesmo ponto que Vossa Mercê rece-
assis-
ber esta, obrigue a Estevão Pinheiro que
no Rio
te nas fazendas que João Verdoa tem
Grande, a que entregue logo, o gado, negros,
à
e cavalos, que houver nas ditas fazendas, pes-
tomar
soa que o mesmo João Verdoa, manda
Pinhei-
entrega delas; e quando o dito Estevão
ro, duvidar fazê-lo, Vossa Mercê o mandara
toda a segurança, a
prender, e remeterá com
cadeia desta cidade; mandando-lhe fazer par-
for-
tilhas, por dois homens de sã conciencia, na
a
ma que é estilo fazer-se, o que recomendo
Vossa Mercê, seja com todo o sossego e quieta-
ção.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila do Cairú sobre executarem
da sua parte a ordem que leva o Sar-
co-
gento-mor Manuel Antônio parae ou-
brar as farinhas do Conchavo,
tros particulares.
Castro,
Ao Sargento Maior Antônio de
lhe passei ordem
Juiz Comissário dessa Vila, os mo-
para cobrar a farinha do Conchavo que
e obn-
radores da mesma Vila estão devendo,
e desfaçam as que
gá-los a que plantem roças,
estiverem de vez; e juntamente que constando-
i- 164 ~.

lhe que alguma pessoa vende o sírio de farinha


por mais da taxa, a prenda, e remeta à cadeia
desta cidade, e o mesmo fará, às que a forem
comprar dos distritos de Jagoaripe ou de outra
qualquer parte; e se lhe for necessário alguma
ajuda, e favor para efeito de dar a execução a
dita ordem, Vossas Mercês lhe dêem toda a que
houver mister; e ordeno a Vossas Mercês que
da sua parte executem o mesmo que ao dito
Sargento maior encarrego. Deus guarde a Vos-
sas Mercês. Baía e Agosto 11 de 1704.
Dom Rodrigo da Cosia

Carta para o Padre Missionário


Frei Lourenço de Jesus Maria, sobre
se ordenar ao Administrador do Sali-
tre não consinta que nenhum dos ofi-
ciais dele, mande buscar índia solteira
algumas às aldeias; e outros partícula-
res.
Recebi a carta de Vossa Paternidade de 18
de Julho passado; e sinto muito a moléstia, que
lhe causaram as maleitas, que Vossa Paterni-
dade me diz lhe deram. Fico com grande gosto,
de que a Igreja, a que Vossa Paternidade tem
dado princípio para nela administrar os sacra-
I mentos aos índios dessas Aldeias esteja no es-
tado que está, porque do zelo de Vossa Pater-
nidade, e da sua virtude, se não devia esperar
menos fervor no serviço de Deus, em
que consi-
dero a Vossa Paternidade com tanto empenho.
No particular das aldeias que Vossa Pa-
ternidade determina mudar,
para esse sítio em
que assiste; me parece que'se que os

, ^'
*- 165 ~

índios delas o queiram fazer de sua livre von-


tade, e não obrigados, porque como são de vá-
rias nações, poderá haver entre eles, alguma
desunião, e ser esta, causa de sua ruina, ao que
Vossa Paternidade deve pôr todo o cuidado,
para a sua conservação.
Não me é possível, dar aos índios, o Pro-
curador que eles pedem; porquanto Domingos
Dias Machado, está provido por Sua Majesta-
de que Deus guarde, há muitos anos, nesta ocu-
pação; e ele é que tem a seu cargo, procurar
todos os negócios pertencentes aos índios.
Na carta, que com esta remeto, ordeno
ao Administrador do Salitre, que não mande,
nem consinta que os oficiais que assistem na-
quelas fábricas, vão às aldeias a buscar as ín-
dias solteiras, ou sejam moças, ou velhas, para
trabalharem nelas, por evitar o mal que usam
das ditas índias, e ser em desserviço de Deus,
e de Sua Majestade e que todas as que es-
tiverem nas ditas oficinas, as remeta a Vossa
Paternidade para lhes mandar outros tantos ín-
dios machos; e só poderão ir assistir naquele tra-
balho, as índias que forem em companhia de
seus maridos: e Vossa Paternidade não dará
daqui em diante índia solteira, ainda que seja
pedida com ordem do dito Administrador, para
por este meio se evitarem os desgostos, que pa-
decem esses índios: e não ser possível livrá-los
do trabalho do salitre, como Vossa Paternidade
me pede, porque bem sabe que aquele serviço se
não pode fazer sem índios, e os dessas aldeias
serem os que estão mais prontos, e versados na-
quele trabalho.
- 166 -

Suponho que o Coronel Antônio da Silva


Vossa Pa-
Pimentel, não faltará em mandar a
remeta
ternidade, mas no caso que ele os não
me
e se isente de o fazer Vossa Paternidade
dará parte, para eu mandar dar ordem, a en-
viar a Vossa Paternidade um ornamento para
celebrar os ofícios divinos: e tudo o mais que
estiver na minha mão, o hei de fazer com gran-
de vontade. Deus guarde a Vossa Paternidade.
Baía e Agosto 12 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Antô-


nio de Almeida Velho, para que não
consinta que nenhum dos oficiais do
salitre mande buscar índia alguma das
aldeias, das que forem solteiras.
Sou informado, que os oficiais, e mais pes-
soas que assistem nas fábricas do salitre, usam
mal das índias solteiras, e que vão buscar às
aldeias, para o trabalho do mesmo salitre; e por-
que estes sucessos são em prejuízo das ditas Al-
deias, pelos índios delas se queixarem das vio-
lências que se lhes fazem; e em desserviço de
Deus e de Sua Majestade, que me move a pro-
curar o remédio a este dano tão prejudicial; e
o que tenho por mais eficaz é, que Vossa Mercê
ordene aos ditos oficiais do salitre, não vao,
nem mandem às aldeias, pricipalmente, às de
que é Missionário o Padre Frei Lourenço de
Jesus Maria, buscar índia solteira, para traba-
lhar no dito salitre, ou seja moça ou velha; e
todas as que estiverem nessas oficinas, as re-
meterá Vossa Mercê aos seus Missionários,
'•'.- '

*- 167 ¦-

tantos mdios, e
para que lhes mandem outros índias,
só ficarão nas ditas oficinas as que fo-
rem casadas, com seus maridos; e o mesmo es-
crevo ao dito Missionário Frei Lourenço de
dê as índias solteiras
Jesus Maria para que não
ainda que se vão buscar com ordem de Vossa
Mercê, a quem Deus guarde. Baía e Agosto 12
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Paulo


Gonçalves.
Pau-
Muito estimo, que o Capitão-mor
estejam
Io Gonçalves, e os índios da sua aldeialhes man-
satisfeitos, do Padre Missionário que os ba-
dei, para os doutrinar, e lhes administrarCapitão,
dito
cramentos: recomendo muito ao
tratem ao dito
mor que ele, e os seus índios,
e amor, por
Missionário com toda a veneração, Grand,
ser sujeito de grande zelo e virtude.dado
contentamento tenho de que se tenha se acate, prin-
cípio à Igreja, e para que brevemente
ao Missionário, lhe de
pedirá o Capitão-mor, das outras ai-
os índios que forem necessários, os ajudar a
deias, que estão a seu cargo para nao eu
trabaíhlr na dita Igreja, visto os poder
me pede o
isentar do serviço do salitre, como necessários
dito Capitão-mor, por serem muito a quem
naquelas oficinas, para o seu trabalho
de 1704.
Deus guarde. Baía e Agosto 12
Dom Rodrigo da Costa

/•: ÍS(';
¦— 168 -

Carta para o Sargento maior Fe-


lipe Melo Garcia, sobre mandar ar-
rançar todo o tabaco que se achar
plantado nos distritos de Maragugipe,
e mandar presas as pessoas conteudas
no rol junto.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 7 do


corrente, e com ela as listas das covas de man-
dioca, que se acham plantadas em quatro com-
panhias desses distritos de Maragugipe: e não
é bastante esta diligência, que Vossa Mercê
tem feito para deixar este povo de experimentar
falta de farinha; e esses moradores, de se em-
pregar na lavoura do tabaco; Vossa Mercê or-
dene a todos os Capitães, que todo o tabaco
que acharem plantado nos distritos de Mara-
gugipe, o mandem arrancar logo, sem respei-
tarem ser de pessoa, de qualquer qualidade que
seja, ainda que esteja o dito tabaco, em terras
incapazes de se plantar nelas mandiocas; e
quando os ditos Capitães faltem a executar esta
ordem, os remeterá Vossa Mercê presos à ca-
deia desta cidade, e se algum desses moradores,
repugnar o arrancar-se-lhe o tabaco, ou depois
de arrancado o tornarem a plantar, o Capitão
o mandará preso à dita cadeia: espero que Vos-
I sa Mercê faça executar e execute esta ordem
pontualmente, porque obcando Vossa Mercê o
contrário, me será forçoso estranhar-lhe seme-
lhante procedimento.
Em outra carta de 10 do presente, me dá
Vossa Mercê conta, da notificação que o Capi-
tão Francisco de Almeida, mandou fazer pelo
seu Alferes, aos moradores da sua Companhia,
»^: ^HWs^fr"

t-. 169 -

tabaco, e que eles não obe-


para não plantarem
deceram, mas antes continuaram a mesma plan-
ta; Vossa Mercê mande vir presos para esta ei-
dade, os sujeitos que contem o rol incluso, que
são os mesmos que vêem na notificação que
Vossa Mercê me remeteu, e lhes mande logo ar-
rançar o tabaco que tiverem plantado.
O Padre Alexandre de Gusmão, me faz
uma petição, em que me pedia livrasse a dois
homens, que eram obrigados a dar farinha para
o Seminário, de serem fintados; eu lhe pus por
despacho, que lhes dessem a farinha que lhes
fosse necessária para o dito Seminário e que to-
da a mais, seriam obrigados a mandá-la para M

esta cidade, e não os isentei, do que me pedia


o dito Padre Alexandre de Gusmão. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Agosto 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz dos Órfãos da


Vila de Sergipe do Conde João de
Aguiar Vilas Boas, sobre não poder
criar o ofício que lhe pede.
de 8 do
Recebi a carta de Vossa Mercê
nela me
corrente; e vendo o que Vossa Mercê de
representa; me parece dizer-lhe que antes
de Juiz dos Or-
prover a Vossa Mercê no ofício
fãos dessa vila, havia eu feito conceito, de que
o dito
era a sua pessoa suficiente para exercer
ofício, e que nas obrigações dele, procederia
com grande acerto, e satisfação. Brevemente,
há de voltar o Corregedor, para a sua comarca;
na
eu lhe advertirei, sobre o que há de obrar da
falta de oficiais, de que Vossa Mercê me
- 170 >-

conta, visto eu não poder criar o ofício que


Vossa Mercê me pede, por ser contra as ordens
de Sua Majestade, que Deus guarde*. Guarde
Deus a Vossa Mercê. Baía e Agosto 17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Vereador mais ve-


lho da Câmara da Vila de Baipeba
Francisco de Araújo Milão sobre ter
ordenado ao Juiz Comissário daquela
Vila o como se devia haver na co-
branca da farinha do Conchavo.
Antes de receber esta carta de Vcssa Mer-
cê de 10 do corrente, havia eu mandado soltar
ao Juiz Comissário, dessa Vila que mandei pren-
der na cadeia desta cidade, por ver era assim
necessário, para ir assistir às suas obrigações;
ao qual mandei passar ordem, para cobrar pron-
tamente, toda a farinha que se estivesse deven-
dp ao Conchavo, e para remeter presas, à ca-
deia desta cidade, todas as pessoas que a não
pagassem logo; para cujo efeito, levou junta-
mente ordem, para o Capitão da fortaleza do
Morro lhe dar os soldados, que lhe fossem ne-
cessários, e quando Vossa Mercê veja, que esta
não basta, me avisará para eu lhe mandar outra
mais executiva. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Agosto 17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 171 --

Carta para o Sargento-maior da


Vila do Camamú Pantaleão Rodri-
gues de Oliveira sobre mandar pren-
der aos sujeitos que deitaram o boa-
to de que se mandava prender gente
aos
para a Nova Colôlnia, e obrigar
dois sujeitos que teem serrarias na-
fá-
quela Vila, a que não divirtam a
brica e plantem mandiocas.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 23 do


corrente; e no que toca à posse dessas Vilas, de
as certidões, fico
que Vossa Mercê me remeteu
muito satisfeito, do que Vossa Mercê obrou nes-
te particular.
Sobre a conta que Vossa Mercê me da,
or-
de que uns passageiros botaram fama de eu
a
denar a Vossa Mercê prendesse gente para
con-
Nova Colônia; pode Vossa Mercê ver o
e que
trário, das cartas que lhe tenho escrito;
esse boato foi nascido dos ditos passageiros,
nem a Vossa Mercê,
porque eu não ordenei,
nem a outro algum oficial, prendesse gente para
Mer-
a mandar para nenhuma parte: e se Vossa
o tal
cê tiver notícia dos sujeitos que lançaram
à cadeia
boato, os mande prender e remetê-los
desta cidade. nes-
No que respeita aos dois sujeitos que me
Vossa Mercê
sa Vila teem serrarias, de que
dá conta; Vossa Mercê os 0^9"?'a diverürem**£
nao
tem primeiro as suas roças, por <e depois
a fábrica delas para outro^ trabalho
as tiverem plantadas, lhes permitira Vossa
que
_-. 172 >-.

Mercê, o poderem serrar. Deus guarde a Vossa


Mercê. Baía e Agosto 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Juiz Comissário da Vila


do Camamu, Belchior Gonçalves Bar-
bosa sobre vários particulares de fa-
rinha do Conchavo.
Vejo o que Vossa Mercê me diz, na sua car-
ta de 2 do corrente, acerca de se não descuidar,
na remessa das farinhas do Conchavo; cuja dili-
gência torno a recomendar muito a Vossa Mer-
cê, para que a faça com toda a brevidade, pela
necessidade que se tem de farinha, para se so-
correr a infantaria, e se lhe ajustar as suas ra-
ções; pois não teem cousa de que se sustentem
os soldados, que estão de guarnição nas forta-
lezas desta cidade, e se lhes não acudir com as
ditas rações de farinha, padecerão a falta dela.
No particular de Vossa Mercê remeter a
farinha do Conchavo, nos barcos estroncados *
por falta de embarcações descobertas, deve
Vossa Mercê sempre procurar estas, para nelas
embarcar as ditas farinhas; e só no caso que as
não haja e seja forçoso mandar procurará Vos-
sa Mercê que seja a embarcação (sendo esta
estroncada) bem acondicionada, e que venha
quando fizer bom tempo para que a dita farinha
não tenha avaria alguma; e isto se entende, no
caso que não haja embarcações descobertas.
Também encarrego a Vossa Mercê faça toda
a diligência em mandar farinha
para o Povo
desta cidade, que está experimentando
grande
* : " -,

— 173 "a-

falta dela. Deus guarde a Vossa Mer -.. Baía


e Agosto 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Cosia
v
Carta para o Mestre de Campo
Antônio de Albuquerque da Câmara,
sobre pretender levar um dos seus so-
brinhos para o Sertão.
Recebi a primeira carta de Vossa Mercê,
e me não foi possível responder a ela pelas mui-
tas ocupações, com que me achava. Agora tive
outra de Vossa Mercê de 2 do corrente, em que
me dá conta de determinar passar ao Sertão do
Rio de São Francisco, a continuar a mesma di-
ligência em que andava seu irmão, para cujo
fim pretendia levar um dos seus sobrinhos, para
tomar conhecimento do negócio a que Vossa
Mercê vai. O Padre Alexandre de Gusmão e o
Tutor dos Menores, me representaram, que
Vossa Mercê os queria levar para o Sertão, vio-
lentamente; e porcjue na fidalguia de Vossa
Mercê, não cabia o excesso de querer tirar do
a seus so-
poder de Pedro Fernandes Aranha
brinhos tratando-os ele com todo o amor, e pro-
curando-lhes todas as suas melhoras, e aumen-
tos: devia Vossa Mercê nestes termos haver-
se com ele pelos da cortezia, para lhe entregar
a seus sobrinhos, e quando por estes o não con-
seguisse, o podia fazer pelos meios ordinários:
e para tudo o que eu valer me achará Vossa
Mercê pronto para lhe dar gosto. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Agosto 18 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

"*.
I

- 174 -.

Carta para o Doutor João de Sá


Sotomaior com a qual se lhe envia
uma portaria sobre as plantas que há
de mandar fazer das Vilas da Capi-
tania de Seregipe Del-Rei.
Esta serve somente de acompanhar a por-
taria inclusa, sobre as plantas que Sua Majes-
tade, que Deus guarde, manda fazer das Vilas
distritos dessa ei-
que se eregiram de novo nos
dade, e recomendar a Vossa Mercê, a pronta
execução destas diligências, para que venham
feitas a tempo de as remeter ao dito Senhor, na
Deus guarde
primeira ocasião, que se oferecer.
a Vossa Mercê. Baía 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-maior da


Vila do Camamú Pantaleão Rodrigues
de Oliveira sobre a pólvora que se
lhe remete, e buscar pessoas para arti-
lheiros etc.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 13 de
Julho passado, e com ela a certidão dos oficiais
da Câmara dos Ilhéus de como fica de morada
naquela vila o Capitão-mor José Filgueiras Cal-
das.
No que toca a Casa da Pólvora, hei de
mandar os oficiais de pedreiro a medi-la, e fa-
zer vistoria do estado em que está, e se se acha
capaz de se recolher nela a pólvora, e bala ne-
cessaria para a defensa dessa vila. Sobre o Con-
destavel, e gente que há mister para manejar a
artilharia; há Vossa Mercê de procurar nessa

¦É< ¦>
.
- 175 -

Vila pessoas capazes de servirem de artilheiros,


e ao que for mais suficiente, mandarei com avi-
so de Vossa Mercê, passar patente de Condes-
tavel: e recomendo muito a Vossa Mercê, es-
teja com toda a cautela, e vigilância para qual-
quer ocasião que se lhe ofereça, tendo
*
prontas
as companhias dessa Vila para acudirem a
guarnecer os portos de maior perigo, e impedi-
rem ao inimigo o desembarque; e não consen-
tira Vossa Mercê, que fique companhia alguma
nessa Vila, e que todas açudam aos seus postos
nas ocasiões que se oferecerem, por ser este o
estilo observado em semelhantes casos. O Mes-
tre Sebastião Gomes, há de entregar a Vossa
Mercê um quintal de pólvora, e um cunhete de
balas miúdas, e não mando a Vossa Mercê mais
supo-
pólvora, por me pedir somente esta, que
nho será pouca para os soldados, e artilharia.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Agosto
20 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta parao Capitão-mor Antô-


nio de AlmeidaVelho sobre dar con-
ta do que obrou no comboi que se to-
mou ao CapitãoJoão Rodrigues de Sá.
O Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado me representou, mandara ordem a Vos-
sa Mercê, para fazer vender e rematar os bens
do comboi que se tomou do Capitão João Ro-
drigues de Sá, ou os remetesse aos oficiais da
Câmara da Cachoeira, para nela se venderem;
e que até o presente não tinha Vossa Mercê
dado conta do que havia obrado neste particu-
-* 176 U

lar: e porque convém ao serviço de Sua Majes-


tade, que Deus guarde, saber-se o estado em
que se acham estes bens: Ordeno a Vossa Mer-
cê, que tanto que receber esta me dê logo con-
ta do que obrou neste negócio, declarando se
remeteu os ditos bens, aos oficiais da Câmara
da Cachoeira, ou se Vossa Mercê os rematou; e
quando os tenha vendido, enviará o procedido
deles ao Provedor-mor, por pessoa segura; e se
estiverem ainda em ser, por não haver quem os
compre, os fará Vossa Mercê remeter aos di-
tos oficiais da Câmara para os mandarem rema-
tar, na forma da ordem do Provedor-mor da
Fazenda Real a quem dará parte de tudo com
individualidade. Recomendo a Vossa Mercê
muito esta diligência, por ser serviço de Sua
Majestade em que Vossa Mercê deve pôr todo
o cuidado, para que se não descaminhe o que
pertence à sua Real Fazenda. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Agosto 20 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque para que- de
conta se tem remetido os combois que
tomou à parte aonde lhe ordenou o
Provedor-mor da Fazenda.
O Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado me representou, mandara ordem a Vos-
sa Mercê, para remeter os combois que havia
tomado, à Vila que lhe ficasse mais vizinha à
paragem onde tinha os mesmos combois, man-
dando-os entregar aos Juizes Ordinários da di-
ta Vila, para rematarem tudo e remeter a sua
<" a

— 177 *~.

importância à Provedoria-mor; pela dificuldade


de se não poderem conduzir os ditos combois,-
para esta cidade, e que até o presente não ha-
via Vossa Mercê dado conta, do que tinha obra-
do neste particular. E porque convém ao ser-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde, sa-
ber-se o estado em que se acham os combois
que Vossa Mercê tem tomado: lhe ordeno que
logo logo que receber esta, me dê conta do que
obrou neste negócio, declarando a que Vila re-
meteu os ditos combois, e que Juizes tomaram
entrega deles, ou se Vossa Mercê os tem ainda
em ser, ou se os rematou; e no caso que Vossa
Mercê os tenha em seu poder, os remeterá ao
Juiz de qualquer das Vilas que lhe ficar mais vizi-
nha, e quando Vossa Mercê os haja remata-
do, enviará o dinheiro deles à dita Provedoria-
mor por pessoa segura, dando também parte de
tudo o que obrar, ao dito Provedor-mor, com
toda a clareza, e distinção, por convir assim
à boa arrecadação da Fazenda Real. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Agosto 21 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila da Cachoeira.
O Provedor-mor da Fazenda Real deste
Estado, me fez presente, que pela ordem que
ele remetera a Vossas Mercês, mandaram Vos-
sas Mercês rematar nessa Vila, quatorze cava-
los, que se tomaram ao Padre Frei Antônio Ra-
mos, que eram do Padre Frei Miguel, e junta-
mente remetera outra ordem, para Vossas Mer-
.- 178 :—.

se tomou a
cês fazerem rematar o comboi que
cavalos de
Valerio Teixeira Adorno, e treze
Al-
outro comboi do Sargento-mor Cristóvão os
vares da Palma; e para pôr em arrecadação
cur-
cavalos, que ficaram cansados em alguns
Vossas
rais- e que até o presente não tinham
so-
Mercês dado conta, do que haviam obrado
bre este particular, nem remetido a importân-
nessa
cia dos combois, que mandaram rematar
Ma-
Vila- e porque convém ao serviço de Sua
saber-se o estado, em
jestade, que Deus guarde,
dos ditos combois:
que se acham as tomadias rece-
ordeno a Vossas Mercês, que tanto que
berem esta, mandem logo conta, do que obra-
ram neste negócio, e remetam por pessoa segu-
ra à Provedoria-mor, o procedido dos combois
estiverem em
que tiverem rematado; e os que
ser, os farão Vossas Mercês rematar logo, pon-
do em arrecadação os cavalos que ficaram pelos
currais, para também se rematarem, dando de
tudo parte com especialidade, ao dito Prove-
dor-mor. Recomendo a Vossas Mercês muito
esta diligência, por pertencer ao serviço de Sua
Majestade, em que Vossas Mercês devem pôr
todo o cuidado, para que se não descaminhe o
que pertencer à sua Real Fazenda. Deus guarde
a Vossas Mercês. Baía e Agosto 18 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
— 179 ^

Carta que se escreveu ao Juiz Or-


dinário da Vila de São Francisco de
Seregipe do Conde, e ao da Vila da
Cachoeira.
Tanto que Vossa Mercê receber esta, man-
dará logo logo tirar o traslado de uma demar-
cação que fez no termo dessa Vila, por ordem
de meu antecessor, o Desembargador Estevão
Ferraz de Campos, das terras em que se haviam
de plantar mandiocas, assim para sustento dos
moradores desse Recôncavo, como para os des-
ta cidade, o qual me remeterá Vossa Mercê lo-
go pela Secretaria do Estado. Deus guarde a -
Vossa Mercê. Baía e Agosto 25 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Coronel Bernardi-


no Cavalcante de Albuquerque sobre
mandar arrancar todo o tabaco que se
achar plantado no distrito de Mara-
gugipe.
Por ter notícia, que todos os distritos de
Maragugipe estão plantados de tabaco, contra
a forma das minhas ordens, o que é em manifes-
to dano, e prejuízo do bem comum: Ordeno a
Vossa Mercê, que tanto que receber esta, vá
aos ditos distritos, e achando neles algum taba-
co plantado, o mande logo logo arrancar, obri-
moradores, a
gando as pessoas que neles são
distritos, por
que plantem de mandioca os tais
convir assim ao serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde: e feita esta diligência, me dará
Vossa Mercê conta dela com suma brevidade,
¦-. 180 ~t

e clareza expressando os nomes dos lavradores


em quem executou esta ordem, e de que Capi-
tães são soldados. Da mesma sorte obrará Vos-
sa Mercê, em ver e examinar, se as mais pes-
soas, que não plantam tabacos, teem satisfeito
a obrigação do número de covas de mandioca
que lhes tocam por cada escravo de serviço de
que Vossa Mercê me remeterá lista, de cada
companhia, declarando nelas as pessoas que
teem faltado a sua obrigação. Este negócio é de
tanta importância, que só o fio do cuidado, zelo,
e inteireza, com que Vossa Mercê nele há de
proceder, advertindo que hei de estranhar as-
peramente a mínima omissão com que Vossa
Mercê se haja neste particular. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Agosto 20 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para Garcia de Ávila Pe-


reira sobre o forte que se obrigou a
fazer,
Informando-me agora, do estado em que
Vossa Mercê tinha a obra do forte, que o
seu zelo quis fabricar, no sítio em que estava o
outro que o tempo arruinou, por fazer a Sua
Majestade, que Deus guarde, mais este parti-
cular serviço: me disseram, que ainda se lhe
não havia dado princípio: e como o dito forte
seja de tantas conseqüências, assim para a de-
fensa daquelas praias, como para acolhimento
das nossas embarcações. Me pareceu lembrar
a Vossa Mercê quanto convém a suma brevi-
dade com que Vossa Mercê deve mandar fa-
bricar esta obra como tão necessária à segu-
>-. 181 -

rança desta cidade, e dos moradores desse dis-


trito: espero que a atividade e zelo de Vossa
Mercê a mande pôr em sua última perfeição
com a brevidade que o tempo presente está pe-
dindo, para que Sua Majestade tenha novos
motivos de lhe fazer mercê, e eu muito que lhe
agradecer, como tão amante que sou, dos que
servem ao dito Senhor com a grandeza com que
os antepassados de Vossa Mercê sempre o fi-
zeram. Deus guarde a Vossa Mercê muitos
anos. Baía e Agosto 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa H
Carta que se escreveu aos Coro-
néis do Recôncavo desta cidade, ex-
ceto Bernardino Cavalcante, sobre
as plantas das mandiocas, e não con-
sentirem que se plantem tabacos.
Pela notícia que agora se me deu, de que
no Regimento de que Vossa Mercê é Coronel,
haviam faltado os moradores dele, a plantar o
número de covas de mandioca que são obriga-
dos por cada escravo de serviço, pelos Capitães
das Companhias do mesmo Regimento não exe-
cutarem como deviam as repetidas ordens, que
sobre este particular tenho encarregado a Vos-
sa Mercê, de que procedeu a falta com que esta
cidade, e seu Recôncavo se acha de farinha, por
cuja razão se valem os moradores ido mesmo Re-
côncavo da pouca que vem das vilas de baixo,
para o sustento desta praça; o que é em mani-
festo prejuízo deste povo, e eu devo evitar por
todos os meios possíveis, e no tempo presente
com maior cuidado, a respeito de poder ser in-
>- 182 -
e se não
vadida de alguma nação da Europa,
experimentar nela a falta de mantimentos que
tanto
hoje padece. Ordeno a Vossa Mercê, que
ver, e exa-
que receber esta, vá pessoalmente
minar se os moradores do seu Regimento teem
satisfeito a planta de quinhentas covas de man-
dioca, que são obrigados pela Lei, mandan-
do fazer novas listas de todas as Companhias,
declarando nelas as pessoas que faltaram à
dita planta: advertindo a Vossa Mercê, que
sentirei muito ter ocasião de me ser preciso
executar as penas do bando que se lançou so-
bre este particular: mas como é tanto do ser-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde e ge-
ralmente do bem comum; espero que Vossa
Mercê obre nesta diligência de maneira que só
tenha que lhe agradecer o cuidado com que nela
se houver de que me dará conta com as listas.
Se nos lugares aonde se haviam de plan-
tar mandiocas estiverem tabacos, Vossa Mercê
os mandará logo logo arrancar, e plantar neles
as ditas mandiocas, dando-me também conta
desta execução. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Agosto 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Cartas para os Coronéis Luiz de


Melo, Bernardino Cavalcante, e o Sar-
gento-mor Manuel Pinto d'Eça sobre
a limpa dos fortes que declara.
Em 25 de Agosto de 1704 se escreveu ao
Coronel Luiz de Melo de Vasconcelos para que
ordenasse ao Capitão mais velho do forte da
Passagem fosse logo com os soldados da sua
- 183 -

Companhia a limpar todo o mato que houvesse


dentro e fora do dito forte. Ao Coronel Ber-
nardino Cavalcante de Albuquerque ordenasse
ao Capitão a que tocasse a limpa da plataforma
da Ponta da Barra de Paraoassú de cuja exe-
cução daria o Capitão conta ao Senhor Gene-
ral. Ao Sargento-mor Manuel Pinto d'Eça viés-
se à Ponta de Taparica mandar limpar o mato
do forte que nela se acha com os soldados da
companhia daquele distrito: e dessem todos
conta de estar feita a dita diligência, para o Se-
nhor Governador ir pessoalmente ver de que
necessitam os ditos fortes para a sua segurança
e defensa daqueles moradores. Foram firmadas
estas cartas pelo Senhor Dom Rodrigo da Cos-
ta.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Capitão-mor Manuel Dan-


tas Serqueira sobre se lhe dizer que
deve obedecer a tudo o que lhe orde-
nar o Capitão-mor de Seregipe Del-
Rei por ser seu súbdito.
Várias vezes tenho escrito a Vossa Mercê,
o provi,
que o posto de Capitão-mor em que
não tem mais jurisdição, que a de dar a execu-
ção as ordens da justiça, como na sua paten-
te se declara; e que não devia Vossa Mercê in-
trometer-se, em querer governar os moradores
dessa Vila, nem passar mostra às companhias
da Ordenança que há nos distritos dela. E sem
embargo destas advertências, se me queixou o
Capitão-mor da Capitania de Seregipe Del-Rei,
contumá-
que Vossa Mercê continuava na sua
o- 184 -
¦ ¦ j '-

cia; não dando cumprimento às suas ordens:


Vossa Mercê deve obedecer, a tudo o que lhe
ordenar o dito Capitão-mor de Seregipe Del-
Rei, como seu súbdito que é, por ser essa Vila
sujeita àquela Capitania, e não querer exceder
a jurisdição que pela sua patente se lhe conce-
de; e se Vossa Mercê lhe não acomoda exercer
esse posto nesta forma, pode fazer deixação
dele; e quando tenha conveniência em o servir,
há de ser obedecendo às ordens do dito Capi-
tão-mor de Seregipe, e conhecendo-o Vossa
Mercê por seu superior. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Agosto 25 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Fernão Ra-


belo Barbosa.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 6 do
corrente, em que me dá conta de haver reme-
tido, ao Capitão Manuel Pessoa de Albuquer-
se
que, a minha carta, e que pelo não acharem,
lhe não entregou, e ficava na mão de Vossa
Mercê: Vossa Mercê envie logo a dita carta à
casa do dito Manuel Pessoa para sua mulher lha
mandar, aonde tiver notícia que está. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Agosto 25 dc 1704.
Dom Rodrigo da Costa
-'-.-v'
s :t,-V. '.'*,»-¦ rt**j

t-, 185 -.

Carta para o Capitão-mor da Ca-


Fernão
pitania de Seregipe Del-Rei,
Lobo de Souza, sobre se lhe enviar
carta para o Capitão Manuel Pessoa
de Albuquerque, e mandar este preso
em que
quado continue nas diligências
anda.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 2 do


tem
corrente, em que me dá conta do mal que
o Capitão Manuel
procedido nesses Sertões, a
Pessoa de Albuquerque. Com esta remeto
lhe
Vossa Mercê essa carta para ele, em que
ordeno, se retire para a sua casa, e que não con-
das
tinue mais na diligência que lhe encarreguei
mi-
tomadias dos combois, que forçm para as
me
nas do ouro; por evitar as queixas que se
tem feito, das vexações que ele faz nesses ber-
lhe
toes: e juntamente a cópia da ordem que
da
dei para efeito de fazer estas diligências,
nela lhe encar-
qual verá Vossa Mercê, o que ajuda, e la-
reqo; e que sendo-lhe necessário,
a pediria aos
vor e gente para o acompanhar e nao que
oficiais declarados na mesma ordem; dita carta,
a
a tomasse por violência. Assim
Meree, para
como outra que remeto a Vossa
o mesmo Manuel Pessoa, lhas enviara pormao.e pes-
soa segura, que lhas dê em sua própria
delasjl
receba quitação de como fica entregue Pessoa
se Vossa Mercê vir que o dito Manuel
diligencias
de Albuquerque continua das ditas Vossa
das tomadias dos combois, o mandara ada-
desta
Mercê prender, e remeter à cadeia faça esta
¦de, advertindo a Vossa Mercê que
r- 186 r?
e Deus
prisão com todo o bom termo, quietação. 26
Agosto de
guarde a Vossa Mercê. Baía e
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuquerque, para se reti-
rar da diligência em que anda, e que
não use mais das ordens que se lhe
teem dado.
Quatro cartas tenho escrito a Vossa Mer-
cê, e em três lhe ordenei se retirasse para sua
casa, e que não continuasse na diligência que
lhe encarreguei, das tomadias dos combois, que
fossem para as minas do ouro, por ver o pouco
efeito que dela tinha resultado; e evitar as mui-
tas queixas que se me teem feito das vexações, e
violências, que Vossa Mercê faz aos moradores
desses Sertões; agora me repetiram as mesmas
queixas, representando-me que Vossa Mercê
continua as ditas vexações, mais escandalosa-
mente; e para evitar alguma ruina que pode
acontecer, ordeno a Vossa Mercê, que tanto
que receber esta, se retire logo para sua casa, e
que não use mais das ordens que lhe dei para
tomar os combois que passarem para as minas;
e os soldados que Vossa Mercê trouxer em sua
companhia, os restituirá aos seus Capitães; e
mandará satisfazer as rezes e tudo o mais que
tiver tomado, a seus donos, porque não quero
ouvir tantas queixas, do seu mau procedimen-
to. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Agos-
to 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
w 187 -

Carta para o Capitão-mor da Ca-


Fernão
pitania de Sergipe Del-Rei,
Lobo de Souza sobre se lhe remeter
carta para o Capitão-mor Manuel
Dantas Serqueira acerca de lhe não
pertencer o governo da Vila aonde
assiste.

O Mestre, e Escrivão da nau nova, que


tempo,
Vossa Mercê remete presos, chegaram a
me
de se embarcarem na frota: Vossa Mercê
de
dá conta da dita nau estar encalhada, e cheia
a dih-
áqua; nesta consideração, será baldada
se salvar cousa alguma
qência que se fizer, para o que
dela, por estar tudo consumido; e para
ordem
sair a terra observará Vossa Mercê a
Provedor-mor da Fazenda
que lhe remeteu o
63
em falso,
Da carta inclusa, que vai fechada
leia, verá o que orde-
para que Vossa Mercê a Serqueira.
no ao Capitão-mor Manuel Dantas
e a jurisdição que lhe toca, pela _suaas patente,
ordens
não é mais que para dar a execuçãoDeus
da justiça, que Sua Majestade, que guar-
do Sertão des-
de mandou criar nas freguezias
ordens man-
ta cidade, e em virtude das mesmas fosse aquela
dei ao Ouvidor dessa Capitania,
de justiça que
chamada Vila, a fazer os oficiais nos ditos
Sua Majestade ordenava se fizessem_
tenham quem
Sertões; e para que estes oficiais,
lhes faça guar
lhes execute as suas ordens e Dantesn»
dar respeito, provi ao dito Manuel mas
posto de Capitão-mor daquela .freguezia, sobre a or
não para que ele tenha jurisdição
forem necessa
denanças (porque quando lhe
a- 188 -

rios alguns homens, os há de pedir aos oficiais


das companhias que houver naquela Vila) nem
tão pouco para que a governe, por pertencer so-
mente esta jurisdição a Vossa Mercê, como Ca-
pitão-mor dessa Capitania, de quem o dito Ma-
nuel Dantas é súbdito, e deve obedecer, a tudo
o que Vossa Mercê lhe ordenar. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Agosto 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


pitania de Seregipe Del-Rei, Fernão
Lobo de Souza sobre mandar presos
aos oficiais que assistem fora do dis-
trito das suas companhias, no caso
que não obedeçam, ao que o dito Ca-
pitão lhes tem ordenado.
Em carta de 24 de Junho passado, me dá
Vossa Mercê conta de haver mandado notifi-
car, aos oficiais que assistem fora dos distritos
das suas companhias, para que venham morar
neles, ou façam deixação das mesmas compa-
nhias; e que haviam respondido a Vossa Mercê,
que nem uma, nem outra cousa haviam de fazer.
No caso que os ditos oficiais, não dêem cumpri-
mento ao que Vossa Mercê lhes tem ordenado,
os mande prender, e remeta-os à cadeia desta
cidade para se castigar a sua desobediência.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Agosto 25
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
~- 189 -

Carta para o Sargento-mor da


Vila do Camamú prender os vadios.
Sou informado de que nessa Vila, se acham
de presente alguns vadios, especialmente um
José Coelho irmão do Padre Frei Francisco
Coelho, os quais por serem pessoas desocupa-
das, e de mau procedimento motivam aos mo-
radores dela notório escândalo de suas desin-
quietações, e travessuras; e assim ordeno a Vos-
sa Mercê que tanto que receber esta, se informe
com toda a cautela, do procedimento dos tais
vadios, e achando ser verdade o que se me in-
formou, e eles solteiros sem ocupação, tendo
com que possam sustentar-se, Vossa Mercê
mos remeta presos à cadeia dela, para lhes man-
dar sentar praça de soldados nos Terços deste
presídio: e quando sejam pobres, que não sir-
vam para soldados, Vossa Mercê me dará con-
ta para eu lhe ordenar o que há de executar,
nos tais sujeitos. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Setembro 3 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Fernão Pe-


reira da Rocha acerca de terem nau-
fragado os champrões para as portas
do Forte de Santo Antônio e mandar
vir outros.
Sinto a notícia que Vossa Mercê me deu
na sua carta de dois do presente mês, do nau-
frágio, que na barra de Jaguaripe, teve o barco
em que me remetia, como lhe ordenei, os cham-
prões, para as portas do forte de Santo Antônio
— 190 —.
fazem,
Alem do Carmo, não tanto pela falta que
perda que Vossa
para aquela obra, como pela desejo,
Mercê experimentou; porque não tenha
a que for menos sensível em todas as cousas
Vossa Mercê
que lhe pertencerem: espero que remeta outros
com toda a brevidade possível,
champrões (pois me assegura, tinha já disposto
o fazerem-se, para que eu possa mandar pôr o
dito forte, com tudo o de que necessita para a
sua segurança e defensa; e como conheço o cui-
dado com que Vossa Mercê serve a Sua Majes-
tade, que Deus guarde, lhe não recomendo
mais prontidão desta diligência. A que toca a
fazer soldados para esta praça substenha Vos-
sa Mercê até segunda ordem minha, guardan-
do o segredo que é conveniente ter neste par-
ticular, para que se não ausentem algumas da-
capazes para ser-
quelas pessoas, que são mais
vir a Sua Majestade com segurança. Deus guar-
1704.
„ de a Vossa Mercê. Baía e Setembro 5 de
Dom Rodrigo da Cosia

Carta para o Capitão João Pinto


de Matos sobre a do Capitão Manuel
Pessoa de Albuquerque e os soldados
para a praça.
O Correio me entregou a carta de Vossa
Mercê escrita em 2 do mês próximo passado,
com a que o Capitão Manuel Pessoa de Albu-
os
querque, lhe enviou para me remeter, com
róis nela inclusos, da fazenda que vendeu das
tomadias que havia feito de uns combois. Vossa
Mercê obrou como devia nessa remessa, e da
mesma sorte, no bando, que me diz botou, de
- 191 -

homens da sua companhia,


que ia isento de dar
indústria de que usara para aparecerem os que
se tinham ausentado, entendendo vinha Vossa
Mercê preso a seu respeito, esta mesma caute-
for
Ia conservará Vossa Mercê os dias que
conveniente, para poder segurar os soldados
esta praça, que espero
que há de remeter para
venham com toda a brevidade possível, pela
falta de gente com que se acham os dois Ter-
a Vossa Mercê,
ços deste Presídio: advertindo
as mais capazes de se
que sejam as tais pessoas
servir a Sua Majestade
poderem sustentar, e
nesta praça com segurança. Deus guarde a Vos^
sa Mercê. Baía e Setembro 6 de 1704.
Essa carta que escrevo ao dito Capitão
Mercê en-
Manuel Pessoa, lhe mandará Vossa
tregar logo.
t Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


a
Pessoa de Albuquerque vir logo
General.
presença do Senhor
reme-
O Capitão João Pinto de Matos me
enviou para
teu a carta que Vossa Mercê lhe
mim, com os róis da fazenda que vendeu (dasc
entregue)
tomadias que tem feito, de que fico es-
não respondo a carta de Vossa Mercê, por sem
esta, venha
perar, que assim como receber dar conta,
a mínima demora a minha presença,
seu poder
e satisfação de tudo o que tem em
à Fazenda Real como deve a sua
pertencente Mercê. Baia e Se-
pessoa. Deus guarde a Vossa
tembro 6 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
w. 192

Carta para os Juizes Comissários


das Vilas do Cairú, e Boipeba sobre
mandarem farinha do Conchavo e para
o povo.
Há muitos dias, que dessa Vila, não vêem
farinhas para esta cidade, assim das que Vossa
Mercê deve mandar do Conchavo, pertencen-
tes à ração ordinária da Infantaria, como das
que lhe tenho ordenado repetidas vezes, faça
vir, para sustento deste povo; razão por que a
mesma infantaria e povo, experimentam grande
falta deste mantimento, o que me obriga a reco-
mendar de novo a Vossa Mercê, com todo o
aperto, faça logo vir sucessivamente dos rios
dessa vila, em direitura a esta cidade, de tal mo-
do, que seja continuo, o concurso delas neste
porto, e possam remediar uns, e outros a exces-
siva falta que padecem. Será muito do meu agra-
do, toda a aplicação, e diligência, que Vossa
Mercê puser em um, e outro particular, em que
espero obre de maneira, que satisfazendo, como
deve ao serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, não falte às mais obrigações que lhe to-
cam, com que evitará, passar o bom ânimo, que
tenho de favorecer a todos à execução do cas-
tigo que merece, a que pontualmente se não der
às minhas ordens. Deus guarde a Vossa Mercê
Baía e Setembro 10 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
>- 193 ¦—.

Para o Capitão de Capanema Ma-


nuel Cardoso da Silveira sobre fa-
rinhas.
O Mestre Manuel Rodrigues, chegou a esta
cidade com a farinha que registou na Companhia
de Vossa Mercê, e lhe agradeço o cuidado com
nesta diligência, que
que Vossa Mercê procedeu
espero continue de maneira, em observância da
minha ordem, que mereça novos agradecimentos.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Setembro
10 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Juiz Comissário da Vila do


Camamú Baltasar Gonçalves Barbosa
sobre a farinha que remeteu do Con-
de
chavo, e para o Povo, remessas
uma, e outra que deve continuar; que
a Câmara mandará o dinheiro na pri-
meira ocasião, e sobre a contribuição
Lopes, que
que deve pagar Antônio^
está na fazenda do Varejão.
uma
Recebi três cartas de Vossa Mercê, a
do primeiro, e duas de três do corrente, Fer- que
respondo com esta. Os mestres Lourenço
a farinha
nandes, e Antônio Simões, entregaram
do Conchavo, que constará dos conhecimentos re-
a
em forma, que levam, e da mesma sorte, queVos-
espero que
gistaram para o Povo e partes: de uma, e outra
sa Mercê continue as remessas
seja conte-
com toda a aplicação e cuidado, que Vila no
nuo o concurso das ditas farinhas dessa da m-
o sustenta
porto desta cidade, assim para
194 oi

íantaria, como para o Povo pela grande falta


Vossa
que padecem deste mantimento; pondo
Mercê particular vigilância, em que toda venha
registada, para que os mestres das embarcações
a não possam divertir, por alguma conveniência,
e advirto a Vossa Mercê, que nisto me dará gran-
de gosto, pelo que tenho, de ver a infantaria, e
Povo com abundância do sustento principal.
Ao Senado da Câmara desta cidade, tenho
ordenado, remeta o dinheiro à dessa Vila, para
as farinhas do Conchavo, por Vossa Mercê me
dizer, estava já distribuído o que se tinha man-
dado: anda-se prevenindo o que há de ir, em
estando pronto, na primeira ocasião se enviará,
para que sem demora se reparta, e remetam as
farinhas da sua importância, fazendo Vossa
Mercê ajustar primeiro, todo o resto que se está
devendo, do antecedente.
No que toca a Antônio Lopes, que sucedeu
na fazenda de Lourenço Varejão, sita nas ter-
ras dos Padres da Companhia, contribuir com
a farinha do Conchavo, em que foi fintado: me
pareceu dizer a Vossa Mercê, não tem necessi-
dade de licença pontifícia, para o obrigar a sua
satisfação; porque sendo foreiro dos ditos Pa-
dres, o lançamento que se lhe fizer, com igual-
dade, e justiça, que é estilo nessa vila, não há
razão que o isente, de concorrer com o que lhe
tocar, como os mais moradores do seu termo.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Setembro
10 de 1704
Dom Rodrigo da Costa
w 195 -

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Camamu Baltasar Gonçalves
Barbosa, com o Sargento Rodrigo Lobo
que levou 800$ réis para farinhas do
Conchavo.
Pelo Sargento Rodrigo Lobo, que é o por-
tador desta, remete a Câmara desta cidade, dois
mil cruzados em dinheiro, que são para farinhas
do Conchavo, sem embargo de não ter vindo
dessa Vila, as que pertencem ao resto que deve
do dinheiro que se tem enviado: assim ordeno a
Vossa Mercê, faça vir com toda a brevidade, a
maior quantidade de farinhas, que for possível,
assim do resto que se deve ajustar, como do di-
nheiro que agora vai, para se satisfazer a ração
ordinária à Infantaria, que experimenta grande
falta dela para o seu sustento, pelas demoras com
remessas, em que es-
que se fazem dessa Vila as
de maneira daqui em
pero se haja Vossa Mercê o cuidado
diante, que me obrige a agradecer-lhe
desta
e diligência com que se aplicar na execução
o Mestre
ordem, dando-a também à que levou
corrente.
Manuel Rodrigues Maia, de 10 do
Setembro
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

?-'";-'í Carta para o Capitão Manuel de . -v.


,-v-
fugiram
Sá sobre os negros minas que
em um barco.
a noti-
Recebi a carta de Vossa Mercê com
distn-
cia que me dá do barco que foi dar a esse
nove
to do mar grande. O portador entregou
- 196 w.

neqros, e um ferido (que morreu bruscamente)


casa do
e seis negras, declarando ficar uma em
dores
Sargento Manuel Nunes por lhe darem
de parir: Vossa Mercê lhe ordenará mande ter
muito cuidado com ela, e toda a despesa que fi-
zer lhe há de pagar seu dono: e como no dito
barco se entende irem mais de cincoenta escra-
vos; e os que se prisionaram não foram mais que
dezesete mandará Vossa Mercê fazer toda a di-
ligência possivel, para que se apanhe o resto
deles de que também seus donos hão de pagar
as tomadias, e a mesma ordem mandará Vossa
Mercê notificar ao Capitão Lourenço de Medei-
ros para que também se empenhe com esta dili-
Mercê se-
gência; o dito barco, mandará Vossa
se en-
gurar de maneira que se não perca, não
tregando a pessoa alguma sem ordem minha:
agradecendo a Vossa Mercê muito o cuidado
com que se houve neste particular. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Setembro 19 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila Real de Santa Luzia.
Com esta remeto a Vossas Mercês, a peti-
ção que me fizeram sobre lhes acrescentar o ter-
mo dessa Vila, e a que Vossas Mercês fazem
com ela a Sua Majestade, que Deus guarde, e a
carta que me enviaram para o dito Senhor, por-
que como veio fechada, não me ficou ação de
mandar meter nela as ditas petições, o que Vos-
sas Mercês farão, e ma tornarão a enviar, para
ir na primeira ocasião que se oferecer, pois a nao
perde ao presente: e no que de mim depender o
- 197 -

seu requerimento, me acharão sempre com gran-


de vontade. Deus guarde a Vossas Mercês.
Baía e Setembro 19 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila de Boipeba Manuel de Araújo de
Sousa, sobre mandar ordem para que
se prendam os soldados da fortaleza
do Morro que faltaram à cobrança das
farinhas do Conchavo.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 18 do
do
corrente, e sinto que os soldados da fortaleza
se
Morro se houvessem tão mal, na cobrança que
lhes encarregou das farinhas que os moradores

dessa Vila estão devendo ao Conchavo, que
cobraram os vinte e quatro sírios que remetia,
nem
deixando de prender aos que são morosos,
lhes darem conta do que tinham obrado : e para
o mau procedimento
que não fique sem castigo, ao Capitão da dita
dos ditos soldados, ordeno merece a
fortaleza, os prenda, e castigue como
caso seme-
sua culpa, para que oferecendo-se
suas obriga-
lhante satisfaçam inteiramente as
Mercê a pedir-lhe
ções, e que tomando Vossa lhe remeta os
soldados para a tal diligência,
se recolhe-
mesmos ordenando-lhes, que quando Mercê,
rem lhe hão de presentar carta de Vossa na arre-
de como executaram o que lhes ordenou e re-
cadação das ditas farinhas. A cobrança tenho
messa delas, e para o Poyo desta cidade de dez
recomendado a Vossa Mercê em carta de Pina
do corrente, que levou o mestre Marcos
recebido,
Correia, e como me não diz que a tem

'„«
<";„. C
- 198 ¦-,

novamente encarrego nesta a Vossa Mercê, uma,


e outra diligência em que espero do zelo com que
Vossa Mercê deve servir a Sua Majestade, que
Deus guarde, se aplique de tal forma, que con-
tinuamente venha dessa Vila farinha do Con-
chavo, e para o Povo; porque à infantaria se
estão devendo muitas rações, por lhas demorar
nessa Vila, de que resulta experimentar grande
falta, por ser este o seu pão de munição, e não
ter outro de que se sustente, e o Povo sente o
mesmo, por lhe faltar o concurso das farinhas,
que desses rios costumam vir : Vossa Mercê se
não descuide um só instante em as remeter;
porque lhe não hei de admitir desculpa alguma
neste particular. Deus guarde a Vossa Mercê.
i
BI
Baía e Setembro 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda para que mande prender os
soldados que não fizeram a cobrança
da farinha do Conchavo que lhes en-
carregou o Juiz Comissário da Vila de
Boipeba.
O Juiz Comissrio da Vila de Boipeba, me
deu conta em carta de 18 do corrente, de que os
soldados que dessa fortaleza foram para fazer a
cobrança das farinhas pertencentes ao Conchavo
da Infantaria, que estão devendo os mordores
da dita Vila, cobraram somente vinte e quatro
sírios de um rol que lhes dera, que importava
oitenta, ou cem, não prendendo os que eram re-
missos em pagar, como lhes ordenara, nem lhes
deram conta do que obraram, recolhendo-se a
- 199 >-

essa fortaleza; e porque procederam muito contra


o serviço de Sua Majestade, e as suas obriga-
os mande logo
ções. Ordeno a Vossa Mercê
merece a sua culpa, e
prender, e castigar como
vezes soldados para a
pedindo o dito Juiz mais
cobrança das ditas farinhas, Vossa Mercê lhe
mandará os mesmos, declarando-lhes que quando
voltarem para a fortaleza, hão de trazer carta do
dito Juiz, por que conste executaram pontualmen-
te o que lhes encarregou do serviço de Sua Ma-
Vossa Mer-
jestade, e fazendo algum o contrário
cê o prenderá, e me dará conta do que obrar
nesta matéria. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Setembro 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Capitão Francisco de Al-


meida Monteiro na várzea da Ca-
choeira.
Tanto que Vossa Mercê receber esta, me
venha logo logo falar, por convir assim ao serviço
de Sua Majestade, que Deus guarde. Guarde
1704.
Deus a Vossa Mercê. Baía e Setembro de í
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Ordinário da


Vila do Cairú Manuel Santo de Cas-
e
tro sobre a farinha do Conchavo,
mandar preso o Capitão Francisco Pm-
to quando não satisfaça a que deve.
21 do
Recebi a carta de Vossa Mercê de
obrado,
corrente, em que me dá conta do que tem ao
sobre cobrar, e remeter as farinhas que tocam
¦ ' 1

I;
~. 200 -

Conchavo, e também para o Povo desta cidade,


e de se haver perdido na barra de Jagoaripe, um
barco com alguma que trazia para a Infantaria.
Vossa Mercê se não descuide um só instante em
averiguar se dele se salvou alguma, que o esti-
marei, para com ela ajudar a satisfazer as rações
de que expe-
que se devem à mesma infantaria,
rimenta grande falta, aplicando todo o seu cui-
dado, e diligência em cobrar tudo o que se estiver
devendo ao Conchavo, fazendo logo ajustar as
contas dele aos oficiais da Câmara, que as teem
em aberto, para que se proceda com o acerto,
di-
que é justo tenha este particular, e se faltar
nheiro para as ditas farinhas, Vossa Mercê me
avise, para o mandar remeter prontamente. Se
o Capitão Francisco Pinto não satisfizer logo por
bom termo a farinha que estiver devendo do
Conchavo, Vossa Mercê o remeta preso à cadeia
desta Cidade, para mandar ter com ele o proce-
dimento, que o seu merecer; executando pontual-
mente tudo o que por esta lhe encarrego, e em
outra, que levou o mestre João Gomes, em que es-
pero se haja Vossa Mercê de maneira, que tenha
eu muito que lhe agradecer. O mestre entregou
a farinha, que constará do conhecimento que
leva. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Se-
tembro29de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Amaro Fer-


reira de Almeida acerca de ficarem
entregues os presos nela declarados.
O Sargento Manuel Gomes Machado, en-
tregou presos a Vicente de Almeida, João Teí-
•xeira da Rocha, Antônio Martins de Souza, e

:-->

JL
¦ ¦"^^Y^.^¦*«*i¦¦'^1v!^^'M^fe6»ft'i,

- 201 -

remeteu
Toão Fernandes Dias, que Vossa Mercê
se lhe pre-
em execução do meu despacho que
informação que me
sentou, e estimo muito a boa espero te,
dá desses procedimentos, pela qualculpa
nham a soltura que merecem
da que as
Deus guarde a Vossa
partes lhes formaram. 1704.
Mercê. Baía e Outubro 10 de
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


de Freitas
pitania dos Ilhéus, Martinho
de Couros, sobre o mau exemplo que
dá aos moradores daqueles distritos, em
ter serrarias.
Vossa
Estou muito admirado, de que sendo
deve dar,
Mercê, por razão do seu posto, o que
as minhas
e fazer que se dê inviolável execução
do serviço de
ordens (que são passadas a bem
e utilidade
Sua Majestade, que Deus guarde,
exemphh-
comum de seus vassalos), seja o que
da sua jurisdição, tal-
que tão mal os moradores se lhe mostrou e
?a„do à observância da que
tetos das mada
mandei expedir, sobre os esta fazen
ras, estando Vossa Mercê atualmente m -
serras, de que tem resultado
do-as, com três
outras várias pessoas, deixando por esta
tá-lo, *™
conveniência, de plantar as ™f°™f* manda assim
ordenado, como Sua Majestade
o sustento da infantaria, que dessas Vdaa
para mesmos moradores de as,
costuma vir, como o dos
haver a
e Povo desta cidade, de que procedeu meses se
há muitos
grande falta de farinhas, que de uns e outos
experimenta, com grave prejuízo
meios mais ef.ca-
e porque eu devo evitá-lo pelos
- 202 -

zes : encarrego também a Vossa Mercê a obser-


vância da dita ordem, da qual o Juiz Comissário
Manuel Antônio de Castro, há de enviar a copia
a Vossa Mercê, para que logo irremissivelmente
as execute, e faça guardar como nela se contém,
não deixando serrar pessoa alguma, sua subor-
dinada, sem que tenha plantado grande número
de roças de mandioca que produzam o referido
sustento com abundância; pois não é justo, que
prefira a conveniência particular, ao bem co-
mum : e de Vossa Mercê obrar o contrário (o
que não creio) me dará ocasião a proceder, como
não quero, contra a falta das suas obrigações e
desserviço de Sua Majestade. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Outubro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro, sobre farinhas do Conchavo, e
remeter uma carta para Martinho de
Couros.
O Mestre João Gomes, entregou as cartas
de 30 de Setembro, e primeiro do corrente, e a
farinha para o Povo, com a do Conchavo, que
constará do conhecimento que leva. E pareceu-
me dizer a Vossa Mercê, que ainda que me re-
presenta o desejo que tem de remeter mais, como
este não satisfaz as rações da infantaria, é mui-
to necessário que Vossa Mercê, não perca um
instante de tempo, em cobrar desses moradores
toda a que estiverem devendo ao dito Conchavo,
obrigando-os como entender é mais eficaz, a
ajustarem o número de sírios
que lhes foram
- 203 -

lançados, aplicando-se com todo o desvelo, e


vigilância, assim na dita cobrança, como na
haja abundância
planta das mandiocas, para que
deste mantimento, que é mui preciso no presen-
te, e convém se não experimente falta dele, nos
anos vindouros, a que se deve aplicar muito pelas
circunstâncias do tempo: advertindo a Vossa
Mercê, que tenho muito particular atenção nas
não fazerem as obri-
queixas que resultam de se
Majestade, que Deus
gações do serviço de Sua
injustiças, e violências
guarde, ou procedem de
Vossa Mercê o
particulares, e assim execute
e ás minhas ordens,
que deve ao Real Serviço,
que não terá que temer.
Tenho mandado preparar dinheiro para se
remeter a essa Vila, em estando pronto irá com
toda a brevidade para que com a mesma venham
as farinhas da sua importância, fazendo Vossa
do que
Mercê inviolavelmente ajustar o resto
se sus-
tem ido pois não há outra eousa com que
tente a infantaria.
As duas cartas que com esta remeto, para
sobre o ajus-
os oficiais da Câmara, dessa Vila, e para
te das contas, que atégora não fizeram,
de Couros,
o Capitão-mor Martinho de Freitas
das mand.o-
acerca das serras, e falta da planta
entregar em
cas, lhas mandará Vossa Mercê da Ca-
mão própria com certidão do Escrivão
e que
mara, e recibo do dito Capitão-mor; paraVossa
este execute como o deve as ordens que
mandiocas
Mercê tem minhas sobre as serras e
Vossa Mercê lhe enviará cópia dela, (porque
como nela
também lhe encarrego a faça guardar
certidão
se contém) dando-me conta com a dita
- 204 -

e recibo do procedimento dos tais sujeitos, para


me ser presente. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baíae Outubro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro sobre se remeterem à Câmara
daquela Vila duzentos mil réis para
as farinhas do Conchavo.
O Senado da Câmara desta cidade remete
à dessa Vila, pelo Sargento Antônio de Sousa,
duzentos mil réis em dinheiro para as farinhas
do Conchavo, como em outra aviso a Vossa
Mercê se ficava preparando para ir: e ordeno a
Vossa Mercê, trabalhe com tal aplicação na re-
messa delas, que se não experimente a mínima
demora nelas, e nas que se estão devendo de
resto do dinheiro antecedente, de que ordeno à
Câmara com todo o aperto, ajuste logo a conta,
com o que não terá Vossa Mercê razão de quei-
xa deles, nem de desculpa, para o que lhe encar-
rego, da sua obrigação no serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde, em que espero continue
Vossa Mercê com a satisfação que deve. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Outubro 13
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
w 205 <-

Carta para os oficiais da Câ-


mara da Vila do Cairú, sobre se lhes
remeterem duzentos mil réis em di-
nheiro para as farinhas do Conchavo.
O Sargento Antônio de Sousa que esta há
duzentos mil
de entregar a Vossas Mercês, leva desta
réis em dinheiro, que o Senado da Câmara do
cidade remete à dessa Vila, para as farinhaslogo
Conchavo; e ordeno a Vossas Mercês, que à in-
ração
a toda a pressa enviem (para se dar
a dita
fantaria) o número de sírios que produzir o
quantia de dinheiro, remetendo juntamente ido, de
resto que se estiver devendo do que tem forma
a conta na
que Vossas Mercês ajustarão
espero de Vossas
que por outra lhe ordeno: e na remessa
Mercês não haja a mínima dilação lhes
dessas farinhas, para que eu tenha que bua
de
agradecer, o bem que obrarem no serviço a
Majestade que Deus guarde. Deus guarde:
de 1704.
Vossas Mercês. Baía e Outubro 14
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmaraa


da Vila do Cairú sobre ajustarem e la-
conta das farinhas do Conchavo,
zerem plantar a aqueles moradores
consen-
muitas roças de mandioca, não sem
tindo que nenhum serre madeiras
das mandiocas
primeiro a planta
esta
Loqo que Vossas Mercês receberem dessa
Câmara
se aPrao todos na casa da as con
Vila e sem a mínima demora a,ustem repo. o
fazendo
tas das farinhas do Conchavo,
- 206 -

dinheiro às que se estiverem devendo, e evitar a


de se lhes
justa queixa, que teem os moradores,
não fazer o seu pagamento, como é razão: adver-
tindo a Vossas Mercês, que sendo a maneira com
digna
que teem procedido nesta matéria muito
de se lhes estranhar, e do castigo que merecem,
o substem o bom ânimo, que tenho de não mo-
lestar a nada, na esperança com que fico, de
que Vossas Mercês executarão pontualmente, o
que lhes ordeno a bem do serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde, satisfação de seus vas-
salos, e das obrigações que Vossas Mercês teem
a seu cargo.
E porque sou informado, de que os mora-
dores do termo dessa Vila pela conveniência
particular das madeiras, que estão serrando
atualmente, teem faltado à planta das mandiocas,
que tenho ordenado se façam com toda a abun-
dância, como S. Majestade manda, assim para
o sustento da Infantaria, e Povo desta cidade,
que anualmente lhe costuma vir dessa Vila, como
para o dos mesmos moradores dela, de que tem
resultado, experimentar-se a grande falta que
há deste mantimento há muitos meses, com irre-
paravel prejuízo de uns, e outros, o que eu devo
evitar por todos os meios possíveis. Ordeno a
Vossas Mercês, que logo logo, obriguem aos
ditos moradores (sem exceptuar pessoa alguma)
a plantar muitas roças de mandioca, de que se
possa tirar com abundância o referido sustento,
atendendo, a que se com estas plantas, se não
remedeia a falta presente, convém muito nos
anos vindouros, que não somente haja o preciso
mantimento, mas também o de sobejo, que será
muito útil, às ocasiões e circunstâncias do tem-
— 207 -

algum dos ditos mora-


po: não consentindo que
dores serre madeiras, sem primeiro ter satisfeito
e
em grande número, a planta das mandiocas,
sucedendo fazer o contrário ( o que não espero)
Vossas Mercês procederão logo contra as tais
do que obrarem neste
pessoas, e me dêem conta
hei por muito encarregado,
particular, que lhes
ser da sua obrigação
para me ser presente, por
este cuidado: e o Escrivão dessa Câmara dará
ma remeter,
certidão ao Juiz Comissário, para
carta nos
de como fica entregue e registada esta Mer-
livros dessa mesma Câmara para Vossas invio-
cês e todos seus sucessores executarem a
lavelmente o que nela ordeno. Deus guarde
de 1/U4.
Vossas Mercês. Baía e Outubro 13
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


se or-
da Vila de Boipeba, sobre o que
nao
dena ao Juiz Comissário acerca de o
tomar as farinhas que vêem para
Povo, para o Conchavo, nem intimide
os Mestres; e fazerem remeter farinhas
Povo.
para a infantaria e
Ao Juiz Comissário dessa Vila ordeno,na
pelo
sua
representaram
que Vossas Mercês me en-
carta de seis do corrente, não intimide.nem nem
tenda com os Mestres das embarcações,
lhes tome a farinha que nelas tiverem granjea-
a que deve
do para o povo, para com ela supor
devendo ao
cobrar dos moradores que estão
lhes.tez, e
Conchavo pelo lançamento que se
as minhasor-
que se não der inteira execução o castigar
dens, o hei de mandar vir preso, para
- 208 -

como merece a grande falta com que procede


eu, que
nas suas obrigações: e muito estimarei
satis-
Vossas Mercês em todas as que lhe tocam
lhes
façam muito como devem, as que também
tenho encarregado do serviço de Sua Majesta-
de que Deus guarde, fazendo da sua parte tudo
venham prontamente
quanto lhes toca, para que
as farinhas do Conchavo, de que muito necessita
a Infantaria para o seu sustento, e as mais que
for possível para o Povo desta cidade que dela
experimenta grande falta. Deus guarde a Vos-
sas Mercês. Baía e Outubro 15 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
de Souza.
{Á margem): Manuel de Araújo
i

Para o Juiz Comissário de Boipe-


ba sobre não intimidar os mestres dos
barcos, nem lhes tomar para o Con-
chavo farinha que trazem para o Povo,
e remeter logo logo a do Conchavo.
Mando o Sargento Antônio de Sousa a
essa Vila, a entregar esta carta a V. Mercê,
em que lhe ordeno remeta para esta cidade em
companhia do mesmo Sargento, toda a farinha
que se está devendo ao Conchavo, advertindoo
a Vossa Mercê, que se faltar a esta ordem,
que não espero, o hei de mandar vir preso, para
o castigar, como merece a grande falta, e omis-
são com que tem procedido assim na remessa
destas farinhas, como nas que havia de fazer
vir para o Povo desta cidade, na forma que lhe
tenho ordenado repetidas vezes, havendo-me
Vossa Mercê prometido havia de executar pon-
209
¦

-
^" ¦
-¦•

experimento
tualmente as minhas ordens, o que da In-
muito ao contrário, com pública queixa
insuportável
fantaria, e Povo, pelo que se faz
Mercê.
tanta falta, e omissão de Vossa
Os oficiais da Câmara me representaram,
não quisera
que Vossa Mercê os dias passados, trazia vin-
despachar uma lancha de tabaco, que
de presente
te sírios de farinha para entregar, e
aos mes-
fizera o mesmo a outra, querendo tomar com ela
três delas a farinha que traziam, para lança-
o
suprir ao Conchavo, havendo-se feito o
mento das que lhe pertenciam, aos moradores,
este procedimen-
qual ficara ajustado: e porque
de todo o castigo,-
to de Vossa Mercê, é digno
as embarcações que
por não ser justo impedir nem tomar-lha para
trazem farinha para o Povo,
Mercê cobrar as
o Conchavo devendo Vossa
Vossa Mercê nao en-
que devem os moradores:mestres das tais embar-
?enda, nem intimide os tiverem
cações, nem lhes tome a farinha que e remeta
cobre,
nelas qranieada para o povo, e
foqo loqo a do Conchavo, dando inteira exe-
lhe torno a adver-
cuçãoilMas ordens, o que eu, o qu
* execute como deve, aliás executareiatas. üeus
suas
me parecer justo, contra as
a Vossa Mercê, Baía e Outubro 15 de
guarde
1704.
Dom Rodrigo da Costa
ü 210 -

Carta para Domingos do Prado


de Oliveira, sobre a tomadia que se
fez ao Capitão Gaspar de Lima, parte
que toca dela aos executores, fazer
que não escape nenhuma, nem o ouro
I €" que das minas vier por quintar.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 2 de
Agosto deste ano, em que me dá conta, de se
haver feito tomadia de uma boiada ao Capitão
Gaspar de Lima, que ia para as minas, para o
qual efeito dera Vossa Mercê toda ajuda que
lhe pediram, em observância das minhas ordens,
o Capitão Manuel Francisco, pai de Vossa Mer-
cê, e o Capitão-mor Atanásio de Serqueira Bran-
dão, sem embargo de lhes não haver ainda dado
a minha carta, o Capitão João Freire, no que
mostrou V. Mercê bem o zelo com que se em-
prega no serviço de Sua Majestade, que Deus
guarde, em que espero continue de maneira, que
tendo sempre, como agora, o meu agradecimen-
to, mereça ao dito (a quem hei de fazer presen-
te este particular serviço que lhe faz) as mercês,
que justamente deve esperar da sua real gran-
deza: pois é tão importante a execução das suas
reais ordens, que não consistem menos, que na
conservação deste Estado, e aumento dos mora-
dores dele, e do contrário, experimentar-se a úl-
tima ruína que a todos está ameaçando, com se
lhe tirarem os escravos para as minas, dos quais
depende, manifestamente todo o benefício das
lavouras que produz, e na sua falta, perderem-
se os Engenhos, canaviais, tabacos, e fazendas
de gados, que é o de que se compõem os cabe-
dais do Brasil, em que V. Mercê não deve ser
,

ris. 211 -
o dito Capi-
o menos interessado. Entendo que
a entregar a Vossa
tio João Freire, não faltará Vossa Mercê
Mercê a minha carta, para que
ordeno, sobre as to-
execute tudo como nela lhe forem para as
madias de todos os combois que desta Ca-
minas e delas vierem para os Sertões
Vossa Mercê, que tenho
pi âniaf advertindo a minas muito ouro
notícia, de que vem das ditas
e como até agora se não tomou ne-
por quintar Mercê também
nhum, convém muito ter Vossa
neste particular toda a vigilância, por ser mu.
Real Fazenda de Sua Ma,estade
pSudicial à
aauele descaminho.
Serqueira escre-
Ao Capitão-mor Atanásio
tomadia que se fez,
vo oue da importância da
se repardr «£««;
lhe Ta a metade para

e liquido o rendi*.£
TJA* execução, com toda a segu
e que a outra metade remeta
<T a eSt^2eT
ivca p
Reat^trnKr
vedor-mor da Fazenaa pcHm^reiaue
as^pPO^^^^SS^a
se aplique
daqui em diante a£dade que^
dil^ência com tal cuidado^
este
escape cousa alguma m£
valer os seus aci^^^
o que para Deus gua
há de achar com boa vontade 15 de 17U4.
Vossa Mercê. Baía e Outubro
Dom jRodf/go da Cosia
- 212 -
v O, v- Carta para o Capitão-mor Ata-
V
násio Serqueira Brandão, sobre a to-
madia que se fez ao Capitão Gaspar
\Y de Lima, parte que toca dela aos
executores, fazer que não escape ne-
nhuma, nem o ouro que das minas vier
por quintar.
Vejo a conta que Vossa Mercê me dá na
sua carta de 2 de Agosto deste ano: com o ter-
mo da rematação da tomadia que fez, da boiada,
(com o Capitão Manuel Francisco, e ajuda de
Domingos do Prado) ao Capitão Gaspar de Li-
ma Dantas que ia para as minas, a qual por não
haver quem por ela mais desse na praça desse
arraial, por estar muito danificada, em razão da
grande seca, rendera liquidamente, trezentos cin-
coenta mil e oitocentos réis, que ficavam depo-
sitados, em mão de Domingos do Prado, para
os entregar todas as vezes que lhe fosse man-
dado: e pareceu-me agradecer a Vossa Mercê,
o cuidado, e zelo com que se houveram nesta di-
ligência tanto do serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde, em que espero continuem de ma-
neira que mereçam justamente a satisfação que
devem esperar da real grandeza do dito Senhor,
por este particular serviço que lhe fazem, o que
lhe hei de representar, em ordem à remuneração
que costuma fazer, a todos aqueles de que se dá
por bem servido.
Ainda que o rendimento da dita tomadia,
não saboreou muito o gosto de Vossa Mercê, e
seus Companheiros, nem deu à Fazenda Real o
proveito que pudera, Vossas Mercês obraram
bem, em arrematar por ser só bois, e cavalos e
Ü 213 -
esta cidade
evitar que na remessa dela para
(estando já com tanto prejuízo) pudesse ter
seca, e dilatados
maior diminuição, no rigor da
conduzir. Ua
caminhos por que se havia de
Vossa Mer-
importância da dita tomadia, tirará a repar-
cê a metade, que é o que lhes toca, para
é justo, vis-
tição entre si, com a igualdade que rendimen-
o
to estar finda a execução, e líquido
Mercê com
to- e a outra metade, remeterá Vossa a or-
toda a segurança a esta cidade, a entregar
Real para
dem do Provedor-mor da Fazenda
arrecadação; (yv\
mandar pôr a sua importância em
em diante se
e ordeno a Vossa Mercê que daqui lhe nao
haja com tal vigilância, e cuidado, que
for para as
escape cousa alguma, assim do que
forma da or-
minas, como do que delas vier, na
minha, que
dem de Sua Majestade, inserta na nao
Vossa Mercê tem em seu poder; porque la-
cavalos,
consiste só nas tomadias dos bois,
mas tam-
zendas secas, e gêneros comestíveis
bem (muito especialmente) nos escravos;resulta por-
ditas minas,
que de os levarem para as a ultima
a este Estado, e aos seus moradores,
na falta deles, e dos
ruina que já se experimenta
de que se conserva
SSs e má? lavouras tao interessado
o Brasil e Vossa Mercê como o remédio que
nele deve executar inteiramente
a este prejuízo «o
Sua Malestade tem aplicado, e porque a
aeral aue auasi se faz irremediável: tem menor
do dito Senhor o "ão
&MM de ue
no ouro que sai das minas por,quinar o^pre
tenho notícia vem muita V™*daâe.<.ate
advirto a vossa
sente se não confiscou nenhum,
este
Me^r que° está pedindo cuidadosa,
exame, e vigilância muito
J*-»fj*£ e adverti
n .*•

~- 214 -

da, para as cautelas, e indústrias com que os


culpados o pretendam livrar da perdição a que
o trazem exposto; fio tanto de Vossa Mercê a
execução de tudo, que só lhe recomendo, par-
ticipe esta carta ao Capitão Manuel Francisco,
e aos mais Cabos, a quem nesses distritos tenho
encarregado as tomadias dos combois, para que
todos estejam de acordo, no que hão de obrar a
bem do serviço de Sua Majestade, e utilidade
sua; e eu no que valer de seus acrescentamentos,
não hei de faltar a Vossa Mercê, a quem Deus
guarde. Baía e Outubro 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


mara da Vila do Camamú sobre adver-
tir que se haja com os moradores da-
quela Vila com todo o bom termo, (o
Corregedor da Comarca) .
Quando o Corregedor da Comarca passar
a essa Vila, lhe advertirei se haja com os mora-
dores dela, com todo o bom termo, para que
não experimentem aquelas vexações que Vossas
Mercês receiam poderão ter, sendo punidos por
alguma culpa que tenham cometido; porque de-
sejo a todos, alem da sua quietação, e sossego,
grandes aumentos, e felicidades: mas como eu
não posso impedir ao dito Ministro fazer a sua
obrigação, por ser contra o serviço de Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, precisamente há de
tomar conhecimento dos crimes que se tem feito
1 - nessa Vila, e de tudo o mais que pertencer ao
seu cargo; e fiquem Vossas Mercês entendendo,
que este Ministro, há de fazer justiça a esses
- 215 - I
¦

Deus guarde
moradores, sem violência alguma.
30 de 1704.
a Vossas Mercês. Baía e Outubro
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda sobre mandar soldados à
cobrança da farinha do Conchavo to-
das as vezes que o Juiz Comissário da
Vila de Boipeba lhos pedir, e ficar
dos soldados
pronta a farda, e socorro
da sua Companhia para com seu aviso
se lhes ir pagar.
22 do
Recebi a carta de Vossa Mercê de
Comissário
corrente em que me dá conta do Juiz a
da Vila de Boipeba lhe pedir soldados para
do Conchavo
cobrança de um resto das farinhas
eu lhe
e que Vossa Mercê lhe remetera (como
haviam ido
ordenei) os próprios soldados que
farinhas. Todas
à mesma Vila, a cobrar as ditas mandar
as vezes que o dito Juiz Comissário cobran-
a
pedir a V. Mercê soldados, para e nao ta-
mandará;
ça delas, Vossa Mercê lhos
eles a sua obrigação, nem escutando as
zendo
Mercê o ca£flue
ordens do dito Juiz Vossa
ofr^
rigorosamente, por não obrarem
Deus guarde
no° serviço de Sua Majestade, que
socorro dos sol-
No par icular das fardas, e
Mercê me n£
dados daP Companhia de Vossa o *
descuido, porque tenho mandado prevenjr
a farda está pronta; e como ele nao
nheiro, e
«esese seus sol
teem vencido mais que nove
dos, e eu determinava mandar-lhes m"
no fim^de te por se
ano que acabam de vencer
meses de resto
lhes não ficar devendo três
ã-í 216

dito ano; foi essa a causa porque não teem ido


os pagadores a socorrer ,e fardar, essa Infan-
taria; mas se Vossa Mercê lhe parece, que se
se
pague aos ditos soldados, os nove meses que
lhes devem somente, mandarei ir o dinheiro, e
juntamente a farda, que tudo está pronto para
esse efeito. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Outubro 30 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor do


Camamú Pantaleão Rodrigues de Oli-
veira sobre lhe ordenar não faça a dili-
gência que se lhe encarregou sobre
José Coelho, visto ter bom procedi-
mento, não ser chegado o preso de que
dá conta, e sobre dar parte se a Câ-
mara ou Alcaide-mor daquela Vila está
obrigado a fazer a Cadeia e dar ferros
para a prisão dos criminosos.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 17 de
Setembro passado, em que me dá parte, de não
executar a minha ordem, acerca de prender a
José Coelho, e outros vadios, de que se me fez
queixa, para soldados desta praça, por achar
não ser verdadeira a informação que se me deu;
e serem todos casados nessa Vila: Suposto o
que Vossa Mercê me representa, me parece or-
denar-lhe não faça a diligência que lhe encar-
reguei visto o dito José Coelho, não ter mau pro-
cedimento, e ser a queixa arguida, pelos inimi-
gos de seu irmão, nem ser justo obrigar aos mais
sujeitos que são casados a que sentem praça.
íi 217 -~

O preso que Vossa Mercê diz remetera,


haja chegar
não tenho notícia ao presente, que
me dê conta se
do a esta cidade; Vossa Mercê a ela, e
veio nesta ocasião, ou antecedentemente
Mercê preso.
tia causa por que o remeteu Vossa se a
Também me dará Vossa Mercê parte,
dela, esta
Câmara dessa Vila, ou o Alcaide-mor
os ferros, para
obrigado a fazer a Cadeia, e dar
tem de obri-
a prisão dos criminosos, ou o que resolver
eu
qação cada um a fazer; para a poder
Vossa Mercê.
o que for justo. Deus guarde
Baía e Novembro 3 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor Feli-


o Capitão
pe de Melo Garcia, e para sobre nao
Manuel Álvares Varajão
desta
consentirem que pessoa alguma
lan-
cidade compre naqueles distritos man-
nha alguma, e quando o façam as
de presas.
desta d-
Por ter notícia que várias pessoas soldado
e negras,
dade, assim mulatos, negros
<tetntos
e outros sujeitos, vão aos J ^ ^
a virem¦
qipe, a comprar farinha para a stePovo^
oculíamente,W exorbitante preço,

dane, Or
remédio, para que se evite este geral
em d.ante pon
deno a Vossa Mercê que daqu.
aquele cuidado, Sua
g^jg^
atividade, com que Vossa lvieixVa ic l
nenhuma pessoa de auap.
qual
Majestade para que
- 21$ -

todos esses^
quer qualidade que seja, compre em
distritos farinha; e sendo Vossa Mercê sabedor,
: que alguma o faz a remeterá presa à Cadeia
desta cidade, à minha ordem, porque só por
este meio, se poderá conseguir o vir muita fari-
nha a esta cidade, não havendo quem a compre
nesses distritos, e os compradores, com o temor
do castigo, a deixarão de ir buscar a eles. Esta
ordem mandará Vossa Mercê distribuir pelos
Capitães do seu Regimento encarregando-lhes
muito particularmente a execução dela, para que
a guardem inviolavelmente, advertindo-lhes, que
obrando o contrário, os hei de castigar com ri-
gor, por não fazerem sua obrigação, no serviço
de Sua Majestade. Espero que Vossa Mercê
pela parte que lhe toca, obre neste negócio de
maneira, que se evite este prejudicial dano, e se
veja esta cidade abundante de farinha. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Novembro 8 de
1704.
Dom 'Rodrigo da Costa

Carta para o Vereador da Vila


de Boipeba Francisco de Araújo Mi-
lâo sobre farinha do Conchavo.
Vejo o que Vossa Mercê diz na sua car-
ta de 10 de Outubro passado, acerca da remessa
das farinhas do Conchavo; que faltavam por
cobrar 50 sírios, de resto deste ano, e de três
atrazados; e toda a mais estava cobrada; e que
se o Juiz Comissário a não havia mandado, era
por omissão sua. Consta dos Livros da Câmara
desta cidade, que.foi lançada essa Vila este ano
em quatrocentos, noventa, e quatro sírios de fa-

y.
" '
li-

£- 219 -
re-
rinha, para o dito Conchavo; que se não tem
metido, mais que trezentos e setenta e seis sírios;
e que se estão devendo, cento, e dezoito, para
ajustamento dos quatrocentos noventa e quatro,
a
exceto os restos dos três anos antecedentes
50
este: Suposta esta conta, não são somente
sírios os que faltam para se ajustar o numero
dos
dos que se lançaram este ano a essa Vila, e
três atrazados, como Vossa Mercê me faz pre-
sente: se a dita farinha está cobrada, Vossa
Mercê ordene ao dito Juiz Comissário a remeta
logo; e quando esteja por cobrar, Vossa Mercê
co-
e ele se apliquem com particular cuidado na
branca dos cento e dezoito sírios que faltam,
foi lançada, este
para ajustar os 494, em que dela, tem a Ca-
ano, essa Vila, e para satisfação
resto,
mara dessa mesma vila 124$300 réis de
do dinheiro que se lhe tem remetido, para paga-
mento das ditas farinhas; e juntamente cobrarão
anos atrazados
os restos das farinhas, dos três
e uma, e outra, se remeta
que se estão devendo; a Infan a-
com toda a brevidade, para se ajustar Vossa Mercê
ria desta praça as suas rações. Se
conhecer que o dito Juiz Comissário Mercê (sem em-
he
bargo das advertências que Vossa e^messa
fizer) se há com omissão na cobrança, o castigar,
eu
desta farinha, me dê conta, para
fazei-o serviço
como me parecer justo, visto nao
de Sua Majestade, que Deus guardecomoe o a,u-
obrigado: e Vossa Mercê da sua parte se
dará9 em tudo o que ele necessitar, paraumebrevidade
faça a cobrança da dita farinha com entenden-
eu
e se remeta com a mesma; e fique
Sua Majestade
do, que Vossa Mercê serve a
ao lugar q.ie
com a satisfação, e zelo que deve
¦

-> 220 e
Baía e
ocupa. Deus guarde a Vossa Mercê.
Novembro 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Camamú Baltasar Gon.aWes
Barbosa, sobre a ausência de Nuno
Marques Pereira o tabelião Antônio
Duarte Nunes, e Antônio Gonçab, ,3(
que assistiam na mesma Vila.
Em carta de 7 de Outubro passado, me dá
Vossa Mercê conta, de se ausentarem dessa Vi-
Ia, para esta cidade, Nuno Marques Pereira, o
Tabelião Antônio Duarte Nunes, e Antônio Ál-
vares, por várias culpas que haviam cometido; e
e
que se vinham valer do meu auxílio, poderiam
com alguma informação menos verdadeira, ocul-
tar as suas maldades. Nenhum destes sujeitos,
me veio falar até o presente; quando eles o fa-
çam, lhes deferirei com aquela justiça que cos-
turno fazer; suposto que eles se hão de livrar das
tais culpas, pelos meios ordinários, visto Vossa
Mercê haver feito autos deles, que precisamen-
te há de remeter a esta Relação, aonde se há
de ver, e sentenciar conforme o merecimento dos
mesmos autos. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Novembro 2 de 1704. >
Dom Rodrigo da Costa

¦-'•-• -,¦:¦ ¦"¦¦¦ - '.

-iiísí,;¦¦¦¦'¦
¦¦¦":¦

¦ ¦¦¦-" ;-¦--•¦•. ¦' . ¦


-W~" .•¦¦: ¦'
/¦.¦¦¦¦
'¦¦..•>';..=¦"/'..¦.
¦¦'! .
-* 221 -

Carta para o Ouvidor da Capita-


nia dos Ilhéus Luiz de Melo de Vas-
concelos, sobre mandar preso à Ca-
deia desta cidade, ao Juiz Ordinário
da Vila do Cairú, José Tourinho de
Góis.
Por carta de 13 de Outubro passado, me
fez Vossa Mercê presente haver-lhe eu ordena-
do, fizesse guardar a Hieronimo Pereira de Car-
valho, o seguro real que alcançara, contra várias
pessoas dessa Vila, e não consentisse se lhe fi-
zesse agravo algum; e que proximamente o pren-
dera o Juiz Ordinário da dita Vila, José Touri-
nho de Góis, sem embargo de Vossa Mercê lhe
mandar fazer presente a minha ordem, por ser
o dito Juiz, um dos sujeitos mencionados no mes-
mo seguro. Tanto que Vossa Mercê receber
esta, remeta na primeira ocasião que se oferecer,
visto ter
preso ao dito Juiz à cadeia desta cidade,
faltado a dar cumprimento a minha ordem, e às
cláusulas do dito seguro. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Novembro 2 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro sobre vários particulares tocan-
tes a farinha do Conchavo.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 28 de
Outubro passado, que lhe mandei remeter para
satisfação das farinhas do Conchavo; e lhe pa-
recia ser pouco dinheiro para se pagarem as di-
tas farinhas. Suposto o que Vossa Mercê me re-
a- 222 -

ordenei à Câmara desta cidade, man-


prescnta, das farinhas;
de mais dinheiro, para pagamento Vossa Mercê com
e «quanto ele não for. pode
as tais farinhas,
o que lá está, ir satisfazendo delas, na
não pare a remessa qual se
para que com todo o cuida-
deve Vossa Mercê empregar
o mesmo na co-
do e diligência, e haver-se com ao dito Con-
branca da que se estiver devendo as suas
chavo, para se ajustar à Infantaria
"avisto vinha
se haver salvado a farinha que
Inácio de Araújo;
no barco de que é Mestre a dita ta
Vossa Mercê ponha em arrecadação
rinha no casoque o dito Mestre lt«P*
dos oficiais da
sente conhecimento em forma
a entregou no
Câmara desta cidade, de como fazendo
Armazéns dela. como é obrigado; oarco, pagar a dita
ao dito Mestre e ao dono do mesmo
da que se sal-
farinha, visto haverem disposto U Ca-
vou, como Vossa Mercê me representa.
me não escreveu a
pitão Carlos de Sepulveda, e ainda
favor do dito Mestre Inácio de Araújo;
de deixar de lazer
que o fizesse, não havia eu ao ser-
o que entendesse era justo, e convinha Guar-
viço de Sua Majestade, que Deus guarde.
de Deus a Vossa Mercê. Baía e Novembro
10 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa ^ (

'.¦¦'•
.-> ¦ ' W /¦:''. :'
- 223 -

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila do Cairú sobre o inconvenien-
te que dizem teem para não ajustarem
a conta do dinheiro que teem recebido
das farinhas do Conchavo; que execu-
tem o que se lhes tem encarregado no
particular das plantas das mandiocas,
e que suspendam ao Escrivão da Câ-
mara daquela Vila, Nicolau de Souza
Pereira.
¦ ¦
j ,¦¦

Recebi a carta de Vossas Mercês de 16 de


o in-
Outubro passado, em que me representam
con-
conveniente que se lhes oferece a ajustar a
ta do dinheiro, que teem recebido da Câmara
do
desta cidade, para satisfação das farinhas
de
Conchavo, por lhes faltar cobrar um resto
de Ja-
32$ réis, em que a Companhia do distrito
donativo, antes de
quiriçá fora lançada para o
se anexar à Vila de Jagoaripe; e que mandando
Costa
fazer esta cobrança pelo Capitão João da
Teixeira, inpugnara o Capitão Fernão Pereira
ordem
da Rocha, o satisfazer o dito resto, sem
termo
minha, por ser o dito distrito de Jaquiriçá
duvida,
da dita Vila de Jagoaripe: Suposta esta da
devem Vossas Mercês recorrer aos ohciais
con-
mesma Câmara desta cidade, dando-lhes
dos
ta do inconveniente que tem a cobrança h-
e
ditos 32$ réis, para lhos mandarem abater,
carem Vossas Mercês isentos da tal quantia,
ajustar o dinheiro que teem re-
para poderem
cebido, para as farinhas do Conchavo.
Provedor da
Quando o Doutor Ouvidor, e se
Comarca, passar a essa Vila, lhe advertirei,
haja com os moradores dela, com toda a comise-
- 224 -

desejar favorecer em
ração e bom termo, pelos
valer; suposto, que o.
udo o que eu lhes puder
faltar a fazer justiça
dl Ouvir não havia de
retidão (no caso que
aos ditos moradores com ser Ministro de
eu deixasse de o advertir) por
toda a inteireza, e satisfação. das mandiocas,
No que respeita as plantas
e executem o
se não descuidem Vossas Mercês;este
sobre particular,
que lhes tenho encarregado
se deva à sua diligência, e cuidado a
para que logre o Povo
abundância de farinha que espero
meu Governo.
desta cidade, em todo o tempo do esta,
Tanto que Vossas Mercês receberem
Nicoláu
suspendam ao Escrivão dessa Câmara, Mer-
de Souza Pereira, e o não deixarão Vossas nu-
cês servir o dito ofício, sem segunda ordem No-
e
nha. Deus guarde a Vossas Mercês. Baia
vembro 12 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
'-
s.

Carta para o Ouvidor de Sergipe


sobre
de El-Rei João de Sá Sotomaior mil
mandar vir daquela Capitania dois
Co-
alqueire de farinha para a Nova
lônia.
O Governador da Nova Colônia do Sacra-
a ialta
mento, me escreveu, representando-me
farinha, para sus-
que havia naquela praça de
tento da infantaria, e mais Povo dela: e porque
ordena
Sua Majestade, que Deus guarde, me lhe
socorra a dita praça com os mantimentos que
forem necessários; e juntamente o Governador
do Rio de Janeiro me pede de presente remeta
me ior
para a dita Colônia toda a farinha que
- 225 -

ele a não pode mandar, pela


possível, porquanto remeter
não haver naquela cidade; me resolvi a
a quantidade de alqueires que me pareceram
e a
convenientes, e permite o tempo presente,
um
brevidade com que os hei de mandar, em
Rio
Patacho, que está para partir para o mesmo
Vilas
de Janeiro, repartindo esta farinha pelas
cida-
da Capitania dos Ilhéus, Recôncavo desta
toca,
de, e por essa de Seregipe de El-Rei, à qual
fiz, dois mil alqueires, e para
peía repartição que
logo: me pareceu, en-
que estes venham logo
carregar a Vossa Mercê esta diligência, por
em-
conhecer do seu zelo, e satisfação, se há de
consta se
nreqar nela, com o mesmo, que me
ao serviço
houve sempre, em tudo o que pertence
não é o menor
de Sua Majestade, e porque este
dito Senhor lhe reco-
que Vossa Mercê faz ao
brevidade nas
mendo muito remeta com toda a
cidade, os
embarcações que vierem para esta
e o custo dela
ditos 2.000 alqueires de farinha;
das embarca-
mandarei satisfazer aos Mestres
o seu Ire-
ções, que a trouxerem, e pagar-se-lhe sem
te: e quando Vossa Mercê lhe pareça, que
custo da dita
mais conveniente remeter-se-lhe o
seu; adver-
farinha, o mandarei fazer, com aviso
a remes-
tindo Vossa Mercê, que não se retarde
haver Ja di-
sa da dita farinha, por causa de nao
me nao se-
nheiro pronto para ela: Suponho que
vez a Vossa
rá necessário recomendar outra
do seu taknto
Mercê este negócio, porque fio
cuidado, e
se hã de empregar nele com grande
a tempo
diligência, para que venha esta farinha,
nao seja
de se embarcar, no dito patacho, e que
«ate porto,
a sua dilação, causa de ele se deter
há de partir brevissimarr.cn.e para o
porquanto
- 226 -

Mercê.
do Rio de Janeiro. Deus guarde a Vossa
Baía e Novembro 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


sobre
pitania de Seregipe de El-Rei
dar toda a ajuda que lhe pedir o Ou-
vidor da mesma Capitania para a dili-
da farinha
gência que se lhe encarrega
para a Nova Colônia.
Ao Ouvidor Geral dessa Capitania encar-
neces-
rego dois mil alqueires de farinha que são
um
sários, para mandar para a nova Colônia, em
o Rio de Ja-
patacho que está para partir para
neiro, para sustento da Infantaria, e Povo da
dita Colônia, por me representar o Governador
dela estar muito falto deste gênero, e Sua Ma-
ordenar remeta ao
jestade, que Deus guarde, me
dito Governador os mantimentos que ele me pe-
dir; e para que o dito Ouvidor mande logo logo
a dita farinha, como lhe encarrego; ordeno a
Vossa Mercê que pedindo-lhe ele para esse efei-
to, alguma ajuda, Vossa Mercê lhe dê a que
lhe for necessária, e da sua parte fará toda a
diligência possível, para que venha brevíssima-
mente a dita farinha nas embarcações que forem
partindo desta Capitania para esta cidade, por
convir ao serviço de Sua Majestade mandar
prontamente a dita farinha para a nova Colônia,
a
pela necessidade que dela tem. Deus guarde
Vossa Mercê, Baía e Novembro 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 227 -

Carta para o Coronel Pedro Bar-


bosa Leal sobre remeter dos distritos
dos Campinhos seiscentos alqueires de
farinha para a Nova Colônia.
Nova
Por me representar o Governador da
sus-
Colônia, a falta que tinha de farinha, para Ma-
e bua
tento da infantaria daquela praça;
ordenar lhe reme-
iestade, que Deus guarde, me me pareceu
ta os mantimentos que ele me pedir;
de farinha que
conveniente repartir os alqueires Vilas
hei de mandar para a dita Colônia pelas desta ei-
da Capitania dos Ilhéus, e Recôncavo e com a
dade. para que venha com brevidade
esta
mesma a mandar em um patacho, que a pron-
e que to-
to para partir para o Rio de Janeiro,
dita farinha aos
cou oelci lançamento que fiz da
600 alqueires (os
Sito dos Campinhos, são o
encarrego a Vossa Mercê com todo
quais a est' «dade re
aperto, os remeta logo logo distn
pelos moradores dos ditos
partidos c o custo
tos oara que os façam brevemente,
da«
d°elesPse eltregará ao Mestre mandarei saus»
farinha e lhes ,,-
n An* tannna
que trouxer a dita Vossa Mercê nareCerparecer
fazer o seu frete; e se a
dos d. os 60 ai-
se lhe remeta a importância
nueires de
ae farinha,
i«u mandarei fazer com aviso
oMercê,
queires nao se)a
seu; mas advirto a Vossa merec-., 4que í^a, °
dest>
causa de se dilatar a remessa
para ela
não ter Vossa Mercê dinhe.ro pronto sa
de uma. ou de outra sorte se ha de
pois que Vossa Mercêseta
tisfazer logo. Suponho que
com o««o«fe
de empregar nesta diligência
sempre o fez em tudo o que: tocou oo
com que nao ser este
serviço de Sua Majestade, por
- 228 <-

menor que Vossa Mercê faz ao dito Senhor, e


será necessário tor-
por esse respeito, me não
nar a recomendar a Vossa Mercê a brevidade,
com que espero mande esta farinha, para que
não seja a sua diíação causa de partir com a
mesma brevidade o dito patacho, para o Rio de
Baía e
Janeiro. Deus guarde a Vossa Mercê.
Novembro 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta que se escreveu ao Sargen-


to-mor Felipe de Melo Garcia sobre
remeter dos distritos de Maragugipe,
mil alqueires de farinha, para a Nova
Colônia.
Por me representar o Governador da Nova
Colônia, a falta que tinha de farinha, para sus-
tento da infantaria daquela praça; e Sua Ma-
mantimentos
jestade me ordenar lhe remeta os
repar-
que ele me pedir; me pareceu conveniente
tir os alqueires de farinha, que hei de mandar
Capitania
para a dita Colônia pelas Vilas da
dos Ilhéus, e Recôncavo desta cidade, para que
venha com brevidade, e com a mesma a mandar
em um patacho que está pronto para partir para
o Rio de Janeiro, e a que tocou, pelo lançamento
que fiz da dita farinha, aos distritos de Mara-
a
gugipe são mil alqueires, os quais encarrego
Vossa Mercê com todo o aperto, os remeta logo
logo a esta cidade, repartindo-os pelos morado-
res dos ditos distritos, para que os façam bre-
vemente; e o custo deles se entregará ao Mestre
da embarcação que trouxer a dita farinha, e lhe
mandarei satisfazer o seu frete; e se a Vossa
- 229 -

a importância
Mercê lhe parecer se lhe remeta
o mandarei
dos ditos mil alqueires de farinha,
Vossa Mercê
fazer com aviso seu; mas advirto a
dilatar a remessa des-
que não seja a causa de se
ta farinha, o não ter Vossa Mercê dinheiro pron-
sorte se
to para ela, porque de uma, ou de outra
Vossa Mer-
há de satisfazer logo. Suponho que
com o
cê se há de empregar nesta diligência,
o
mesmo zelo, com que sempre o fez em tudo que
nao ser
tocou ao serviço de Sua Majestade, por
dito Se-
este o menor que Vossa Mercê faz ao
necessário
nhor e por esse respeito, me não será
a brevida-
tornar a recomendar a Vossa Mercê
de com que espero mande esta farinha, para que
com a
não seja a sua dilação causa de partir
o Rio de
mesma brevidade o dito patacho para
a Vossa Mercê, Baia e
Janeiro. Deus guarde
Novembro 14 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta que se escreveu aos oficiais


Ca-
das Câmaras das Vilas dos Ilhéus,
sobre nao
mamú, Cairú, e Boipeba,
consentirem que nenhuma embarcação,
carre-
das que não forem da carreira
gue farinha naqueles portos.
vão
Por ter notícia, que várias embarcações ven-
a virem
a essa Vila a comprar farinha, para ao Po
der ocultamente, por exorbitante preço de bua
vo desta cidade, o que é em desserv^o e,u.zo
Majestade que Deus guarde, e-grande p .com
devo acud
dos moradores dela, ao que
remédio, para que se evite este gera da
pronto daqui em
no: Ordeno a Vossas Mercês que
230 -

diante, ponham aquele cuidado, e vigilância, que


fio do zelo, e atividade, com que Vossas Mercês
servem a Sua Majestade, para que nenhuma em-
barcação de qualquer casta, das que não forem
da carreira compre nessa Vila farinha; e a mes-
ma diligência farão para que às lanchas da pes-
caria se lhes não venda mais que a que lhes for
bastante para sustento da gente que levarem a
as lanchas,
pescaria: porque sou informado que
e as embarcações, a vão buscar a essa Vila, para
a embarcarem ocultamente nas sumacas que vão
para o Rio de Janeiro: e sendo Vossas Mercês
sabedores, que vai a ela alguma das sobreditas
embarcações, a comprar farinha, Vossas Mer-
cês mandarão prender ao Mestre, e remetê-lo
preso a minha ordem, à cadeia desta cidade, e
juntamente a dita embarcação; porque só por
este meio, se poderá conseguir o vir a farinha em
abundância a esta cidade, não havendo quem a
compre nessa Vila, para a vender por mais da
taxa; e os compradores com o temor do castigo
a deixarão de ir buscar, assim a essa Vila como
às mais. Espero que Vossas Mercês obrem nesta
diligência de maneira, que se evite, por causa
dela, o prejudicial dano, que se segue a este Po-
vo, de irem os atravessadores a essa Vila a com-
prar farinha, para lha virem vender por alto
preço, e ir para o Rio de Janeiro, e se veja esta
cidade abundante deste gênero. Deus guarde a
Vossas Mercês, Baía e Novembro 8 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 231 -

Carta que se escreveu aos oficiais


da Câmara da Vila dos Ilhéus, para
remeterem a esta cidade quatrocentos
sírios de farinha que são para a No-
va Colônia.
No-
Por me representar o Governador da
farinha, para
va Colônia, a falta que tinha de
e Sua Ma-
sustento da infantaria daquela praça;
me ordenar, lhe reme-
jestade que Deus guarde, me pareceu
ta os mantimentos que ele me pedir;
hei de man-
conveniente, repartir a farinha que
Vila, e pelas
dar para a dita Colônia, por essa
cidade,
mais circunvizinhas, e Recôncavo desta
a brevidade, e com a
para que venha com toda esta pron-
mesma a mandar, em um patacho que
Pela repar-
to para partir para o Rio de Janeiro.
a essa Vila
tição que fiz da dita farinha, toca
estes se condu-
quatrocentos sírios; e para que
vam logo logo, mando ao Alferes João de Arau-
leva dinheiro, para sa-
jo, a assistir nela, o qual 540 reis o
tisfacão da dita farinha à razão de
nesta
sírio,J que é o preço em que está taxado
nesta ei-
Vila- e o frete dela, o mandarei pagar
a trou-
dade aos Mestres das embarcações que esta
xerem: Vossas Mercês tanto que receberem tanto
farinha logo logo digo: Vossas Mercês
a diligencia que
que receberem esta façam toda farinha o-
lhes for possível para que venha esta
de Sua Majesta-
qo logo, por convir ao serviço a dilaçao,
de enviá-la brevemente, e não permitir
na dita U>-
a necessidade, e falta que dela há
dito Alie-
lônia; dando toda a ajuda, e favor ao
Mercês
res para esse efeito; e fiquem Vossas
se nao
advertidos, que por causa desta farinha
- 232 -

há de suspender a remessa da que é necessária


desta cidade. Suponho
para o sustento do Povo
tornar a recomendar
que me não será necessário
a Vossas Mercês, a brevidade com que espero
venha a dita farinha, para que não seja a sua
tardança, causa de não partir o dito patacho para
o Rio de Janeiro, com a mesma brevidade; por
entender se empregarão Vossas Mercês, neste
serviço de Sua Majestade (que não é o menor
mesmo zelo com
que fazem ao dito Senhor) com o
vassalos seus.
que sempre o fizeram como leais
Deus guarde a Vossas Mercês, Baía e Novem-
bro 15 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provedor da Fazen-


da Real da Capitania dos Ilhéus André
Viegas Pereira sobre fazer remeter a
esta cidade quatrocentos sírios de fa-
rinha, para a nova Colônia.

Por me representar, o Governador da No-


va Colônia, a falta que tinha de farinha, para
sustento da infantaria daquela praça; e Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, me ordenar, lhe reme-
ta os mantimentos que ele me pedir; me pareceu
conveniente, repartir a farinha que hei de man-
dar para a dita Colônia, por essa Vila, e pelas
mais circunvizinhas, e Recôncavo desta cidade,
para que venha com toda a brevidade, e com a
mesma a mandar, em um patacho que está pron-
to para partir para o Rio de Janeiro. Pela repar-
tição que fiz da dita farinha toca a essa Vila
quatrocentos sírios; e para que estes se condu-
zam logo logo, mando ao Alferes João de Arau-
- 233 -

leva dinheiro, para sa-


io a assistir nela, o qual
razão de quinhentos, e
isfazer a dita farinha, à
em que está taxa-
auarenta o sírio, que é o preço
o mandarei pagar
do nesta Vila; c o frete dela,
embarcações que
nesta cidade aos Mestres das
tanto que receber
a trouxerem: Vossa Mercê
lhe for possível,
esta faça toda a diligência que
logo; por con-
nara que venha esta farinha logo
enviá-la bre-
vir ao serviço de Sua Majestade
a necessidade e
vemente, e não permitir dilação,
dando toda a
falta que dela há na dita Colônia;
esse efeito;
aiuda e favor ao dito Alferes para causa
e fiaue Vossa Mercê advertido, que porremessa
a
dessa farinha se não há de suspender Povo desta
do
da que é necessária para sustento
será necessário
cidade. Suponho que me não
a brevida-
tornar a recomendar a Vossa Mercê,
farinha, para
de com que espero venha a dita
tardança. causa de partir o
que não seja a sua digo para o
dito patacho para a Nova Colônia en-
Rio de Janeiro com a mesma brevidade; por
neste serviço
Tender se empregará Vossa Mercê
o menor quefaz
de Sua Majestade (que não e
com que sem-
ao dito Senhor) com o mesmo zelo a
o fez, como leal vassalo seu. Deus guarde
pre 15 de 1 AH.
Vossa Mercê. Baía e Novembro
Dom Rodrigo da Costa
- 234 -

Carta que se escreveu aos oficiais


da Câmara da Vila do Camamú, sobre
remeterem a esta cidade mil trezentos,
e trinta e quatro sírios de farinha para
a Nova Colônia.

Por me representar, o Governador da No-


va Colônia, a falta que tinha de farinha, para
sustento da infantaria daquela praça; e Sua Ma-
jestade, que Deus guarde, me ordenar, lhe reme-
ta os mantimentos que lhe pedir; me pareceu
conveniente, repartir a farinha que hei de man-
dar para a dita Colônia, por essa Vila, e pelas
mais circunvizinhas e Recôncavo desta cidade,
para que venha com toda a brevidade, e com a
mesma mandar, em um patacho que está pronto
para partir para o Rio de Janeiro. Pela repar-
tição que fiz da dita farinha, toca a essa Vila
mil trezentos e trinta e quatro sírios; e para que
estes se conduzam logo logo mando o Alferes
André Marques a assistir nela, o qual leva di-
nheiro para satisfazer, a dita farinha, à razão de
540 réis o sírio, que é o preço em que está ta-
xada nesta Vila; e o frete dela, o mandarei pa-
gar nesta cidade aos Mestres das embarcações
que a trouxerem: Vossas Mercês tanto que re-
ceberem esta, façam toda a diligência que lhes
for possível, para que venha esta farinha logo
logo, por convir ao serviço de Sua Majestade
enviá-la brevemente, e não permitir dilação, a
necessidade, e falta que dela há na dita Colônia;
dando toda a ajuda, e favor ao dito Alferes para
esse efeito; e fiquem Vossas Mercês advertidos,
que por causa desta farinha se não há de sus-
pender a remessa da que pertence ao Conchavo,
- 235 -

Povo desta cida-


e é necessária para sustento do
tornar
de Suponho que me não será necessário
a brevidade
a recomendar a Vossas Mercês,
com que espero venha a dita farinha, para queo
não partir
não seja a sua tardança causa de
com a mes-
dito patacho para o Rio de Janeiro,
Vos-
ma brevidade, por entender se empregarão
Majestade,
sas Mercês, neste serviço de Sua
fazem ao dito Senhor)
(que não é o menor que o fizeram,
com o mesmo zelo com que sempre
a Vossas
como leais vassalos seus. Deus guarde
Mercês, Baía e Novembro 15 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta que se escreveu ao Prove-


dos
dor da Fazenda Real da Capitania
di-
Ilhéus André Viegas Pereira sobre
zer-lhe que se lhe remeteram as armas
de fogo que pede.
de 13 de
Recebi a carta de Vossa Mercê
apresenta achar-
Outubro passado, em que me
essa Vila falta de todo o necessário, para se
se do. inumgo.
defender de qualquer acontecimento
veio a esta cidade,
Quando o Almoxarife dela c murrao
lhe mandei entregar duas arrobas
sacatrapo po
três cocharas, três soquetes, e um
necessitar a Artilharia que esta ^^**™
Por me^achar ao
tes dessa Vila destes petrechos. ocupações, nao
e precisas
presente com várias, Vossa Mercê me
dou resposta ao mais, de que
ocasião; e manda
dá conta" o que farei em outra Vossa Mace
rei remeter as armas de fogo que
Deus a Vossa Mercê. Baia e No
pede. guarde
vembro 17 de 1704.
^ ^.^ dg Co$ta
- 236 -

Carta para o Capitão Fernão Pe-


reira da Rocha sobre ficarem entregues
os champrões que vieram para as por-
tas da fortaleza de Santo Antônio do
Carmo.
A dúzia de champrões que Vossa Mercê
remeteu para as portas da fortaleza de Santo
Antônio do Carmo; suponho devem ser da mes-
ma qualidade, que encarregeu a Vossa Mercê, e
com aquela bondade que convém tenham para a
dita obra. Como eles não estão entregues ao Ca-
cuja
pitão da Artilharia Francisco Pinheiro, por
conta corre a obra da mesma fortaleza, e Vossa
Mercê não manda dizer o custo dos ditos cham-
prões, se não satisfez logo, o que Vossa Mercê
fará ao dito Capitão, que tem ordem e dinheiro
pronto para os pagar à pessoa que Vossa Mercê
avisar se entregue. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía 18 de Novembro de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Coronel Egas Monis


Barreto, sobre ser escusado o dar par-
te da desobediência do Capitão, por-
que o devia prender aonde lhe pareces-
se, visto ser do seu Regimento.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 12 do
corrente, em que me dá conta de um Capitão do
seu Regimento não executar a ordem que Vossa
Mercê lhe havia mandado, para ir assistir no
forte que está no Engenho de Hierônimo Monis:
Vossa Mercê podia escusar, dar-me parte de
não obedecer este Capitão ao que Vossa Mercê
- 237 -

obriga-
lhe ordenou; porque se ele faltou a sua
mandá-lo prender, onde
ção, devia Vossa Mercê cida-
lhe parecesse, ou remetê-lo à cadeia desta
ordem
de. Visto o dito Capitão não executar a
de Vossa Mercê, escusando-se de o fazer por
Al-
doente, nem mandar para o dito posto o seu
Mer-
feres, com a sua Companhia, como Vossa
cê me representa, o deve Vossa Mercê mandar
mais oficiais. Deus
prender, para exemplo dos
Baía e Novembro 18 de
guarde a Vossa Mercê,
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Coronel Pedro Bar-


o di-
bosa Leal sobre se lhe remeter
nheiro para a satisfação dos seiscen-
lhe en-
tos alqueires de farinha que se
das
carregaram, e ser inútil a despesa
ou es-
cem varas de pano de algodão
topa que pede para os sacos.
de 18 do
Recebi a carta de Vossa Mercê
haver fato o
corrente em que me dá conta de
de farinha
lançamento dos seiscentos alqueires
Mercê mandasse fazer, para
que ordenei a Vossa zelo com que
a Nova Colônia. Por.conhecer o
no serviço de
Vossa Mercê se empregou sempre
lhe encarte-
Sua Majestade, que Deus guarde,
espero corresponda
guei esta diligência, em que zelo;
Vossa Mercê com o mesmo para que se
farinha por
envie com toda a brevidade a dita
Majestade, e
convir assim ao serviço de Sua
daquela piaça.
benefício dos povos, e infantaria
conduzir-se a
Parece-me muito acertado o
a de Vos-
farinha da casa dos lavradores, para
238 -

sa Mercê, para que dela venha para esta cidade


brevemente peh que Vossa Mercê me
representa: e para esse efeito, me pede Vossa
Mercê, cem varas de pano de algodão, ou de
estopa, para sacos, para conduzir a dita farinha;
como esta despesa que se fizer com o pano de
algodão, ou estopa é inútil por ficarem os ditos
sacos depois, sendo de nenhuma utilidade, e por
essa causa, e por evitar mais este gasto à Fazen-
da Real me pareceu dizer a Vossa Mercê, que
esses moradores podem mandar a dita farinha
nos sacos que tiverem, pondo-lhe seus sinais
man-
para por eles se lhes entregarem, os quais
darei remeter a Vossa Mercê e ter todo o cui-
dado com eles, para que se não divirtam.
O Sargento Rafael Correia, há de entregar
a Vossa Mercê o dinheiro para satisfação dos
óOOalqueires de farinha, que se há de pagar por
é
preço de 480 réis o alqueire, com o frete, que
o que custa posta nesta cidade pela taxa da Câ-
mara dela; e bem sabe Vossa Mercê, que a Fa-
zenda Real a pagou sempre pelo mesmo preço
da taxa: e se esses moradores o teem alterado,
e vendem nesses distritos o alqueire de farinha
por mais, é contra a disposição da Câmara, e
por lho consentir os oficiais desses distritos, o
que Vossa Mercê evitará por todos os meios,
para que se não continue o prejuízo que disso se
segue a este Povo. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Novembro 22 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
r-.
i..'
- 239 -

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila do Cairú, remeterem 200 si-
rios de farinha, para a Nova Colônia.
Esta mesma se escreveu aos da Cama-
ra de Boipeba, para mandarem 67 si-
rios e o Alferes Francisco Luiz foi con-
duzí-los a uma e outra Vila.
da Nova
Por me representar o Governador
farinha, para sus-
Colônia, a falta que tinha de
e Sua Ma,es-
tento da infantaria daquela praça,
ordenar, lhe reme-
ade, que Deus guarde me
me pedir, me pa-
sse os mantimentos, que ele
farinha que he, de
receu conveniente, repartir a essa, Vja. e
mandar para a dita Colônia, por desta
nelas mais circunvizinhas, e Recôncavo
venha com toda a brevidade e
cidade para que
um patacho que e a
om a mesma4a mandar em
para o Rio de Janeiro. Pela re
pronto para partir toca a essa Vila
narticão que fiz da dita farinha
se conduzam o-
Cnrsirios e para que estes Lu z a as-
mando o Alferes Francisco
qo logo ha de en-
istir nela. o qual leva o dinheiro que
sat.sfaçao da dita
treqar a Vossas Mercês para
sírio que e o p£0
Ka à razão de 540 réis,o
Vila; o tredela o
em que está taxado nessa

embarcações que a trouxerem. «fa


Jíiiaên-
a d hgen
façam
tanto que receberem esta, venha esta ta
cia que lhes for possível, para que
serviço de Sua
rinha logo logo. por convir ao
e«P»«
Majestade enviá-la brevemente, dela ha na*
dilação, a necessidade e falta que e favor ao
ta Colônia, dando toda a a,uda,
¦- 240 -

Alferes para esse efeito; e fiquem Vossas Mer-


cês advertidos que por causa desta farinha se
não há de suspender a remessa da que pertence
ao Conchavo, e é necessária para sustento do
Povo desta cidade. Suponho que não será ne-
cessário tornar a recomendar a Vossas Mercês,
a brevidade com que espero venha a dita farinha,
de não
para que não seja a sua tardança, causa
com
partir o dito patacho para o Rio de Janeiro,
a mesma brevidade, por entender se empregarão
Vossas Mercês, neste serviço de Sua Majestade
(que não é o menor que fazem ao dito Senhor)
com o mesmo zelo com que sempre o fizeram,
como leais vassalos seus. Deus guarde a Vossas
Mercês. Baía e Novembro 15 de 1704,

Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Domingos


° de Matos sobre o mulato e negro de
D. Bernarda que fugiram com 4 bois,
e os que mandar para o trabalho da ar-
tilharia serem capazes de o poder atu-
rar.

Assim que Vossa Mercê receber esta, man-


de logo prender ao mulato, e negro de D. Ber
narda, moradora na Praia Grande, que fugiram
com 4 bois, e os remeta à cadeia desta cidade.
Também são necessários mais bois para a con-
dução da artilharia, e fique Vossa Mercê adver-
tido, que os que remeter sejam capazes de aturar
neste trabalho; por serem muito magros os que
- 241 -

Vossa Mercê mandou, e não servirem para ele.


Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Novembro
24 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Alcaide-mor Fran-


cisco de Araújo sobre mandar aviso se
tem prontos os materiais para a obra
do forte de Taporande.
Como Vossa Mercê me pediu, provesse a
Tapo-
seu filho no posto de Capitão do forte de
rande; e eu determino mandar o Sargento-mor
o
Engenheiro a delinear a obra de que necessita
a Sua
dito forte ( que Vossa Mercê por servir
man-
Majestade, que Deus guarde, se ofereceu dar
de se
dá-la fazer a sua custa) por ser tempo
muito conveniente se
princípio a dita obra, e de Vossa
acabe com brevidade; espero aviso
Mercê, de como tem prontos os materiais deste para
ela, e pode mandar procurar na Secretaria seu
Estado, a patente do posto de Capitão, para de
Baia 24
filho. Deus guarde a Vossa Mercê.
Novembro de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


lhes
da Vila de Boipeba sobre pedirem no
concedam o poderem criar gados
termo da mesma Vila.
de 7 do
Recebi a carta de Vossas Mercês
ao Vovo
corrente, em que me pedem, conceda os seus
dessa Vila poderem criar no termo dela,
~ 242 -

aos mo-
gados, a exemplo de haver eu permitido
radores do Cairú esta concessão, e para esse
efeito me remeteram Vossas Mercês a petição
(que lhes torno a enviar) que o dito Povo lhes
fez sobre este particular. Não estou advertido,
de que tenha concedido tal faculdade a estes mo-
radores; e para deferir ao requerimento dos des-
sa Vila, é necessário, que Vossas Mercês nela
metam o traslado autêntico da petição e mais do-
cumentos, que me presentaram os ditos morado-
res do Cairú, e despacho que lhes dei, para eles
poderem criar gados livremente, no termo da-
quela Vila. Deus guarde a Vossas Mercês. Baía
e Novembro 24 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz da Vila de Boi-


peba Manuel de Barros Pinheiro, so-
bre pertencer à justiça o castigo de An-
tônio Coelho Ferreira escrivão da mes-
ma Vila; e mandar preso a Teodósio
Cardoso soldado desta praça.

Em carta de 15 do corrente, me dá Vossa


Mercê conta, haver suspendido o escrivão dessa
Vila, Antônio Coelho Ferreira, por erros de seu
ofício, e por ter mau procedimento; o que me ha-
via Vossa Mercê já representado por outra car-
ta, a que não respondi, pelas muitas ocupações
que tive até o presente. Como este negócio per-
tence à justiça, deve Vossa Mercê proceder con-
tra o dito escrivão, pelos termos dela, para ser
castigado como merecer a sua culpa; e enquanto
- 243 -

estiver suspenso obser-


o dito Antônio Coelho,
dispõe a Ordenação,
vara Vossa Mercê o que
neste caso.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor das


Entradas Bernardo Cardoso de Ma-
cedo, acerca de pretender que sejam
cativos os gentios bravos que ele pri-
sionar fazendo entrada ao Sertão.
me
Por carta de 28 de Setembro passado,
danos que tem feito
representa Vossa Mercê, os
corso nos Sertões
o qentio bárbaro, que anda a
evitar estes, sc
do Rio de São Francisco, e para N.
entradas ao dito
oferece Vossa Mercê a fazer
em nome de Sua Majestade
gentio, dando eu se prisionar, por ^^^
Le Deus guarde, todo o que
defenr ao re-
caüvo. Folgara eu muito, poder
se me, nao encon-
uerimento9de Vossa Mercê,
Governo Geral do
trará as ordens que há, neste
manda, se,a livre todo o
dito Senhor, por que
do Brasil; e se o que se toma na guerra
qentio cativo, e por o dem
do Rio Grande, fica sendo
de Sua Majestade, que foi servido
particular P«J»W. vrem
mandar, afim.de obrigar aos
àquele gentio bárbaro, c nao
fazer a dita guerra, o mais que nos
dá faculdade, para que se cative, deste to
fizer guerra, em outra qualquer parte:
a Vossa Mercê. Baia e No
tado. Deus guarde
vembro 25 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 244 -

Carta para o Juiz Ordinário da


Vila do Rio das Caravelas Teodósio
de Morais, sobre a queixa que fez o
Povo daquela Vila de Manuel Gomes
de Abreu.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 16 de


Outubro passado, em que me representa, haver-
se queixado o Povo dessa Vila por uma petição,
que fez a Vossa Mercê, de Manuel Gomes de
Abreu o desinquietar; e que mandando-o Vossa
Mercê prender arrombara a cadeia, e quebrara
as prisões em que estava: como este negócio pe -
tence à justiça deve Vossa Mercê proceder con-
tra o dito Manuel Gomes, pelos termos dela.
para ser castigado como merece a sua culpa.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Novembro
25 de 1704,
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Fernão Pe-


reira da Rocha sobre aplicar a Braz
Coutinho, e Manuel Gonçalves de
Evangelho mandem logo as madeiras
I* que lhe encomendaram para a obra da
oficina da pólvora.
O Mestre das obras da oficiana da polvo-
ra, encomendou a Braz Coutinho, e a Manuel
Gonçalves de Evangelho moradores nesse dis-
trito, as madeiras necessárias para a mesma ofi-
cina, e como estes sujeitos não teem mandado as
ditas madeiras até o presente e se necessita delas
para se continuar com as ditas obras, que estão
- 245 -

esse respeito: Ordeno a Vossa


paradas, por
Mercê que tanto que receber esta, aplique com
todo o cuidado, aos ditos Braz Coutinho, e Ma-
nuel Gonçalves, mandem logo logo as madeiras
estas obras; por
que se lhes encomendou para
convir ao serviço de Sua Majestade, que Deus
brevidade: recomendo
quarde, se acabem com
muito a Vossa Mercê esta diligência, para que
a faça com todo o cuidado, e venham as ditas
madeiras com a mesma brevidade. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Novembro 26 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provincial do Carmo


Frei Manuel da Madre de Deus sobre
mandar ao Religioso que assiste na
Aldeia do seu Convento entregue os
casais de índios que fugiram da Al-
deia do Massarandúpio.

O Padre Frei Cristóvão de Santa Tereza,


Missionário da Aldeia do Massarandúpio, me
representou, haverem fugido dela, para o Rio
Real uns casais de índios, e que mandando-os
buscar, os não quisera entregar o Religioso, que
naquela Aldeia, do Convento de Vossa Revê-
rendíssima pedindó-me lhe mandasse restituir
os ditos índios. Vossa Reverendissima por ser-
viço de Deus, e de Sua Majestade ordene ao di-
to Religioso, que assiste na dita Aldeia do Rio
Real, entregue os ditos casais e todos os mais
índios que nela estiverem, da Missão do Mas-
sarandúpio, ao Cabo que os for buscar, e que
não consinta na sua aldeia se ocultem os ditos
- 246 ~-

digo se ocultem os índios daquela Missão. Deus


guarde a Vossa Reverendíssima. Baía e No-
vembro 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


pitania de Seregipe de El-Rei Fernão
Lobo de Sousa sobre o provimento do
Capitão-mor das Entradas, Francisco
Soares de Moura.
A patente do Capitão-mor das Entradas,
que Vossa Mercê me pede para Francisco Soa-
res de Moura, mandei passar por ser em utilida-
de do serviço de Sua Majestade, e benefício dos
moradores dessa Capitania, extinguirem-se os
Mocambos que houverem nos Sertões dela: e
advirto a Vossa Mercê, que lhe não toca prover
este, nem outro posto algum militar, por não ter
jurisdição para o fazer. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Novembro 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Francisco


Dias de Ávila Pacheco sobre estar se-
guro de que se lhe não há de tirar a
Companhia.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 14 do
corrente, em que me dá conta do Alferes da sua
Companhia persuadir, a maior parte dos solda-
dos dela, a que lhe não obedecessem a Vossa
Mercê; e que o dito Alferes vinha a esta cidade,
com intento de expulsar a Vossa Mercê da dita
— 247 -

Companhia, para ser provido nela. Esteja Vos-


sa Mercê seguro, de que lhe não hei de tirar a
Companhia, em que o provi; e quando os solda-
dos dela, repugnem obedecer a Vossa Mercê,
e fazer sua obrigação, os mandará prender, e re-
meter à cadeia desta cidade; e se o dito Alferes,
amotinar a esses soldados, Vossa Mercê me da-
rá parte, para eu o castigar como me parecer
Vossa Mercê. Baía e
justiça. Deus guarde a
Novembro 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Coita

Carta para o Padre Frei Cristo-


vão de Santa Tereza Missionário da
Aldeia do Massarandúpio, sobre lhe
remeter carta do Provincial do Carmo
índios que
para se lhe entregarem os
lhe fugiram.

,Com esta remeto a Vossa Paternidade


desta
a carta inclusa, do Provincial do Carmo
na Aldeia
cidade, para o Religioso que assiste
nela esti-
do Rio Real entregar os índios, que
Pater-
verem pertencentes à Missão de Vossa
Patermda-
nidade, a qual carta, mandará Vossa
de, pelo Capitão dessa aldeia, ou por qualquer
Religioso,
índio dela, que lhe parecer ao dito
os índios que nela se acha-
para que lhe entregue taça, me
rem acoutados; e quando ele o nao
eu mandar
dará Vossa Paternidade conta para
entregá-los prontamente. Deus guarde-aVossa
1/U4.
Paternidade. Baía e Novembro 28 de
Dom Rodrigo da Costa
- 248 -

Carta para o Sargento-maior Fe-


lipe de Melo Garcia sobre se lhe dizer,
que a ordem que se lhe tem dado so-
bre as farinhas não se entende senão
com os atravessadores; e que deixe
trazer a que for buscar o Religioso do
Convento do Carmo.
O Padre Prior do Convento do Carmo des-
ta cidade, me representou mandara um Religioso
seu, a esses distritos, a buscar farinha para o
mesmo convento, e que Vossa Mercê lhe impe-
dirá o comprá-la. A minha ordem se entende
com os atravessadores, que vão buscar, para a
virem vender nesta cidade, por mais da taxa, e
não com os Religiosos que a mandam comprar
para o seu sustento: Vossa Mercê deixará tra-
zer ao dito Religioso a farinha que foi buscar,
a qual virá com registo, para eu ter notícia da
que traz, e não venha junto com ela alguma des-
caminhada. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía
e Novembro 29 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila da Cachoeira sobre ficar
entregue o preso que mandaram, e que
havendo pessoa que atravesse farinha
naqueles distritos a mandem presa.

O preso que Vossas Mercês remeteram, fi-


ca na cadeia desta cidade; e recomendo muito a
Vossas Mercês, que tendo notícia de
que algu-
mas pessoas atravessam, nos distritos dessa Vi-
- 249 -

Ia farinha para a venderem por mais da taxa, as


serem
prendam, e as enviem à dita cadeia, para
castigadas na forma dos bandos que se tem lan-
çado sobre este particular. Sempre será conve-
niente, que Vossas Mercês me remetam uma in-
se castigar
quirição jurídica, para à vista dela
o preso que mandaram. Deus guarde a Vossas
Mercês. Baía e Dezembro .... de 1704.

Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel Ál-


vares Varajão sobre ficar entregue a
farinha que mandou para a Nova Co-
lônia, e não terem privilégio nenhum
os soldados de cavalo para deixarem
de contribuir com a farinha que se lhes ^
lançar.

O Mestre do barco entregou a farinha, que


e
Vossa Mercê remeteu, para a Nova Colônia;
trabalham no
pelos oficiais de Carpinteiro, que
de embarcar nao te-
patacho, em que ela se há se nao
rem, por sua omissão, acabado o Paiol,
esse
descarregou logo nele, a dita farinha, e por
respeito se deteve o dito barco alguns dias.
lan-
No que respeita a contribuição, das
nhas, tocantes ao serviço de Sua Majestade, que
Deus guarde, não há privilegio algum; quanto
mais os soldados de cavalo, que não teem pnvi-
légio, para deixarem de contribuir com a farinha
mais fintas, e quan-
que se lhes lança, nem com as Vossa
do algum repugne o dar a dita farinha,
- 250 -

Mercê o mandará prender, e remetê-lo à cadeia


desta cidade. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía
e Dezembro 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-maior Fe-


lipe de Melo Garcia sobre ficar entre-
gue a farinha da Nova Colônia que
mandou; entregar-se o dinheiro dela
ao Mestre, e não serem privilegiados
os soldados de cavalo para deixarem
de contribuir com a farinha que se lhes
lança, e mandar preso Gaspar de Ara-
gão.
Pelos oficiais de Carpinteiro, que trabalham
no patacho que há de levar a farinha que Vossa
Mercê remeteu para a Nova Colônia, não terem
por sua omissão, acabado o Paiol se não des-
carregou logo a dita farinha, e foi necessário de-
ter-se por essa causa, o barco alguns dias. O
mestre dele me disse lhe mandasse entregar o
dinheiro da farinha que trouxe, para ele a sa-
tisfazer a seus donos: eu ordenei ao Provedor-
mor da Fazenda Real lho desse; e aos mais
Mestres, que vierem com a dita farinha: Vossa
Mercê lhes tomará conta do dito dinheiro, para
se entregar a seus donos.
Os soldados de cavalo, não teem privilégio
para deixarem de contribuir com a farinha que
se lhes lança, tocante ao serviço de Sua Majes-
tade, que Deus guarde, nem para outra qualquer
finta; e todo aquele que repugnar a dá-la, o man-
dará Vossa Mercê prender, e remetê-lo à cadeia
r- 251 -

desta cidade: e o mesmo fará a Gaspar Bento


de Aragão, ainda que seja a todo o risco, para o
que vai o Ajudante Bento Lopes, que Vossa
Mercê me pede o mande para esse efeito. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro 4 de
1704.
Dom Rodrigo da Cosia

Carta para o Coronel Pedro Bar-


bosa Leal, sobre ficar entregue a fari-
nha que mandou, para a Nova Colo-
nia, e que mande aviso da importância
do pano de que fez sacos, para se lhe
mandar satisfazer.
Fica entregue a farinha, que Vossa Mercê
remeteu para a Nova Colônia, e lhe agradeço o
cuidado com que se empregou na diligência de a
mandar fazer, para que viesse toda prontamente,
o que não fez Vossa Mercê por causa de sacos
digo por causa de não ter sacos em que a con-
duzir: supunha eu que estes se podiam remediar,
a quem
pedindo-os os lavradores emprestados
os tivesse, que se a mim me parecera havia Vos-
sa Mercê de ter tanta moléstia na condução des-
ta farinha, a respeito dos sacos, mandara reme-
ter o pano que Vossa Mercê me pediu para eles,
dispenda da sua
porque não quero Vossa Mercê
fazenda, em cousa que pertença ao serviço de
Sua Majestade, que Deus guarde, sendo dirigi-
da por mim. O pano que Vossa Mercê tinha para
toldos do seu Engenho, de que mandou fazer os
sacos para remeter a farinha, mandarei satisfa-
zer avisando-me Vossa Mercê do custo dele.
- 252 -

Leva o Mestre os ditos sacos, e a causa de


não voltar logo, foi o não estar feito o paiol do
Patacho, para se baldear nele a farinha: neste
barco algum que
porto se não achou ao presente
navegasse para o de Santo Amaro; em o haven-
do, mandarei remeter a Vossa Mercê, para vir
nela a dita farinha. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Dezembro 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Carlos de


Sepulveda, sobre mandar socorrer os
soldados em se acabando o ano, e
mandar soldados quando os Juizes Co-
missários lhos pedirem.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 23 do
mês passado, em que me dá conta, de ter manda-
do os soldados à ordem do Juiz Comissário Ma-
nuel de Araújo; e que o do Cairú Manuel An-
tônio, pedira a Vossa Mercê oito soldados; e
presumia Vossa Mercê que ele se me queixara,
por lhos não mandar, por causa de não ter ca-
noa em que fossem. O dito Juiz me não escreveu
sobre este particular, Vossa Mercê lhe remeta
os ditos soldados, todas as vezes que ele lhos
pedir, que bem sabe, são para o serviço de Sua
Majestade, que Deus guarde, e cobrança das
farinhas para a infantaria.
Aos soldados dessa fortaleza, mandarei so-
correr em se acabando o ano, para que se lhes
não fique devendo cousa alguma dele, e junta-
mente irá a farda que teem vencido. Baía e De-
zembro 4 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 253 -

Carta para o Sargento-maior Fe-


lipe de Melo Garcia sobre se ter en-
tregue a Antônio de Meireles Mestre
do barco do Capitão Manuel Álvares
Varajão, a importância dos mil alquei-
res de farinha que se lhe encarregaram,
para a Nova Colônia.
O Mestre do barco do Capitão Manuel
Álvares Varajão, Antônio de Meireles, recebeu
do Tesoureiro Geral do Estado, para entregar a
Vossa Mercê em dinheiro, a importância dos
mil alqueires de farinha, que lhe tenho encarre-
gado remeta a esta cidade para se enviar, para
o sustento da infantaria da Nova Colônia do Sa-
cramento: Vossa Mercê cobre do dito Mestre a
importância dos ditos mil alqueires de farinha
à razão de quatrocentos e oitenta réis, em que
entra o frete dela, e a satisfaça aos lavradores
a que a lançou, e o frete aos Mestres das embar-
cações que a conduzirem, com tal clareza, que
não possa haver entre uns, e outros a mínima
equivocação, ou queixa, cuja satisfação encar-
rego a Vossa Mercê, por evitar o grande nume-
ro de papéis correntes, que seria necessário fa-
zer-se, se cada um viesse arrecadar seu paga-
mento: e no ajuste da remessa da dita farinha,
obrará Vossa Mercê com toda a brevidade, como
lhe tenho ordenado. Deus guarde a Vossa Mer-
cê. Baía e Dezembro 5 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 254 -

Carta que se escreveu aos Jui-


zes Comissários do Camamu Baltasar
Gonçalves Barbosa, do Cairú Manuel
Antônio de Castro, e de Boipeba Ma-
nuel de Araújo de Sousa sobre a co-
branca, e remessa de toda a farinha do
Conchavo que se está devendo.

A grande demora com que Vossa Mercê,


do
há muitos tempos, faz remessa das farinhas
Conchavo, que essa Vila é obrigada a dar, para
sido a
o sustento da infantaria desta praça, tem
causa de que a mesma infantaria esteja expe-
excessiva
rimentando (com notável queixa) a
falta que lhe faz este mantimento principal, por
nao e
não ter outro de que se alimente: e porque
a sua ração ordma-
justo que falte aos soldados em
ria, estando a festa do Natal tão próxima,
contentes, satisfeitos,
que eu desejo tê-los todos Or-
e ajustados, das que se lhes estão devendo.
deno a Vossa Mercê, que no mesmo ponto que
receber esta faça logo ajuntar na Casa da Câ-
mara dessa Vila, aos oficiais dela, e lendo-lhes
esta carta, trate Vossa Mercê e eles, sem a mi-
nima dilação, de cobrar toda a farinha do Con-
chavo que se está devendo, e Vossa Mercê a
remeta com toda a brevidade a esta praça, por
se dar infalivelmente pela festa, sustento à In-
fantaria dela, e se lhe ajustar (como é estilo) a
conta das rações, que se lhe estão devendo, pela
demasiada omissão com que dessa Vila se reme-
tem as farinhas que lhe pertencem. Muito esti-
marei que Vossa Mercê, e ps ditos oficiais da
Câmara obrem de maneira nesta diligência, que
satisfazendo como devem, as obrigações que teem
- 255 -

a seu cargo do serviço de Sua Majestade, que


Deus guarde, mereçam agradecer-lhes o cuida-
do, e desvelo que tomarem por me aliviar, do
com que fico esperando a pontual execução des-
ta ordem, e repetir-lha outra vez advertindo que
se me achar obrigado a isso, será de maneira
que não desejo, e está merecendo a grande dis- ;
simulação com que me hei abstido, daquele pro-
cedimento. Deus guarde a Vossas Mercês. Baía
e Dezembro 8 de 1704.
Dom Rodrigo da. Costa

Carta para o Sargento-maior da


Vila dos Ilhéus Baitasar Furtado de
Mendonça sobre mandar limpar as for-
talezas daquela Vila, fazer exercício
aos soldados, e obrigá-los que tenham,
pólvora, e balas.
Por uma carta, que se me escreveu dessa
Vila, fui sabedor, em como Vossa Mercê, se tem
descuidado em tudo o que pertence a sua de-
fesa; porque as fortalezas dela estão cheias de
mato, a artilharia descavalgada, e sem os petre-
chos necessários para ela; os soldados, sem pól-
vora, e bala, e sem Vossa Mercê lhes fazer exer-
cício, nem os ter prontos, para acudirem a qual-
e por-
quer ocasião que se ofereça de inimigo;
ou a esta
que este pode suceder vir a essa Vila,
cidade, ou a outro qualquer porto dos deste Es-
tado, todas as horas; é justo que estejamos pre-,
parados, para nos defendermos, e impedir-lhe,
o lançar gente em terra: ordeno a Vossa Mercê
da parte de Sua Majestade, que Deus guarde,
mande logo logo alimpar as fortalezas dessa Vi-
- 256 -

Ia, pondo-as capazes de pelejarem, e montar a


artilharia que nelas houver; e exercite os solda-
dos, obrigando-os a que tenham armas, polvo-
ra, e balas, como tenho ordenado a Vossa Mer-
cê repetidas vezes, para que estejam prontos
Vossa Mercê
para guarnecerem os postos, que
lhes nomear, nas ocasiões de rebate. Espero que
Vossa Mercê se haja neste particular, com gran-
de cuidado; e constando-me que Vossa Mercê
não faz sua obrigação, e que se há nelas, sem
aquele zelo que convém tenha no serviço de Sua
Majestade, lhe hei de estranhar muito o mínimo
descuido com que se houver nesta matéria e dar-
lhe o castigo que merecer a sua omissão. Deus
9 de
guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila Real de Santa Luzia.
Recebi a carta de Vossas Mercês de 30 de
Outubro passado e juntamente outra para Sua
Majestade, que Deus guarde, que remeterei na
Vos-
primeira ocasião que se oferecer: e fiquem
sas Mercês no conhecimento que hei de favore-
cer o seu requerimento em tudo o que puder, pelo
desejo que tenho, de que essa Vila logre todos
os aumentos, e os seus moradores não padeçam
o menor detrimento nos seus particulares. Deus
guarde a Vossas Mercês. Baía e Dezembro 9
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 257 -

Carta para o Alferes João de


Araújo sobre remeter a farinha que foi
conduzir para a Nova Colônia.

Tanto que Vossa Mercê receber esta, re-


meta logo toda a farinha, que lhe for possível
No-
da que Vossa Mercê foi a conduzir para a
va Colônia; e com a mesma brevidade, irá man-
a
dando o resto dela, por não permitir dilação
a há de levar para o Rio
partida do patacho que esta
de Janeiro. Muito encarrego a Vossa Mercê
em-
diligência, para que com todo o cuidado se
causa a demora desta
pregue nela, e não seja e
farinha, de se deter o dito patacho neste porto,
recomendar a Vo^sa
por esse respeito torno a
Mercê a brevidade deste negócio. Deus guaroe
a Vossa Mercê. Baía e Dezembro 9 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

do
Carta para o Sargento-mor
suces-
Rio das Caravelas dar conta do
so que teve com os bárbaros.
deste ano
Pela sua carta de 28 de Setembro
h^ver recebido
me dá Vossa Mercê conta de
de balas que
os barris de pólvora, e cunhetçs
Provincial da
lhe mandei remeter, e a carta do
Aldeias dar os
Companhia para o Superior das de-
índios, para fazer entrada aos bárbaros que
Vila: e porque
sinquietam os moradores dessa
o Sertão
Vossa Mercê me diz partia logo para
seu, do que
e até o presente me não chegoui aviso
me de logo
resultou desta entrada; Vossa Mercê
bárbaros, para
conta do sucesso que teve com os
fosse bom,
me ser presente; porque estimarei
- 258 -
com aquela
que esses moradores estejam Vossa Mercêquieta-
apli-
ção que lhes desejo no que
cará todo o seu cuidado por me dar gosto, e
executar o que deve ao serviço de Sua Majesta-
de que Deus guarde. Guarde Deus a Vossa
Mercê. Baía e Dezembro 10 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Antônio Pi-


nheiro de Sousa sobre haver excedido
o despacho que se lhe presentou, na
ocasião da prisão de Luiz Cardoso.
Recebi a carta de Vossa Mercê, em que me
e
dá conta de remeter preso a Luiz Cardoso; que
Ventura corria
por lhe requerer Manuel Alves Vossa Mercê,
perigo sua vida, se não informara
do deduzido na petição do dito Manuel Alves.
Muito estranho a Vossa Mercê, não dar cum-
forma nele de-
primento ao meu despacho, na
clarada; porque sem preceder primeiro informa-
Mercê
ção, como lhe ordenava, prendeu Vossa
o dito Luiz Cardoso, no que excedeu Vossa Mer-
cê a minha ordem, e fez o que a parte lhe pediu.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
11 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

1
El
Carta para os oficiais da Câmara
da Vila da Cachoeira sobre a conta que
dão das minas do Serro do Frio.
Recebi a carta de Vossas Mercês de 28 de
Novembro passado, em que me dão conta de se
haverem descoberto no Serro do Frio, umas mi-

11
~- 259 -

nas que se fabricavam de novo, as quais perten-


ficarem
ciam à jurisdição dessa Capitania, por
Rio de São Francisco, para eu
para a parte do o que
mandar examinar este negócio, e dispor
Deus
fosse mais acertado. Sua Majestade, que
ordenar se impedissem os
quarde, foi servido nos
descobrimentos das minas que houvessem
essa
Sertões da jurisdição desta Capitania, e por
causa me não é possível, mandar à averigua-
Proporei este negócio no
ção das ditas minas: o
Conselho da Fazenda, para nele se resolver
ao serviço de Sua Ma-
que for mais conveniente
seus vassalos. Deus
jestade e de utilidade aos
Baía e Dezembro 10
guarde a Vossas Mercês.
de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

da
Carta para o Sargento Maior
Vila do Camamú Pantaleão Rodrigues
aos oh-
de Oliveira sobre se ordenar
Vila, la-
ciais da Câmara da mesma
çam a cadeia.
Vila ordeno
Aos oficiais da Câmara dessa
se recolherem
mandem fazer a cadeia dela, para se-
os presos, e dar os ferros necessários paraia,
deles; visto ser sua obrigação; e Vossa
gurança tem o Alca.de-
Mercê me fazer presente, a nao de con
mor da dita Vila, nem haver exemplo,
Deus guarde
correr com cousa alguma para ela.
10 de 1704.
a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
Dom Rodrigo da Costa
¦— 260 -

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila do Camamú sobre mandarem
fazer a cadeia da mesma Vila, e ferros
para a segurança dos presos.

Tenho notícia que a cadeia dessa Vila está


incapaz de se recolher nela os presos, e que não
tem os ferros necessários para a segurança deles:
e porque Vossas Mercês são obrigados a fazer
a dita Cadeia, e dar os ferros que se houverem
mister: Ordeno a Vossas Mercês a mandem
pôr capaz de estarem os presos nela com segu-
rança, ou fazê-la de novo, e juntamente os fer-
ros que forem necessários por não ser justo es-
teja essa Vila sem cadeia suficiente de estarem
nela os presos. Deus guarde a Vossas Mercês.
Baía e Dezembro 10 de 1704.

Dom Rodrigo da Costa

wy Carta para o Almoxarife da Ca-


pitania dos Ilhéus Diogo Machado de
Figueiredo sobre mandar entregar o
dinheiro da Redizima pertencente ao
sobrinho do Senhor General, ao Capi-
tão Belchior Moreira.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 4 de


Novembro passado, e lhe agradeço o cuidado
que teve em me dar conta, do estado em que es-
tão as fortalezas dessa Vila; e da diligência que
faz, em solicitar as vontades desses moradores,
para concorrerem com o necessário para se fa-
bricar a casa da pólvora.
— 261 -

O dinheiro da Redízima, que pertence a


meu sobrinho, cobrado que seja, o mandará Vos-
sa Mercê entregar ao Capitão Belchior Moreira,
Deus guarde a
que também é seu procurador.
Vossa Mercê. Baía e Dezembro 10 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provedor da Fazen-


da Real da Capitania dos Ilhéus, An-
dré Viegas Pereira, sobre dar conta se
os moradores daquela Vila, ou o dona-
tário contribuem com alguma cousa
se a Fa-
para as fortificações dela, ou
zenda de Sua Majestade, e sobre vá-
rias cousas pertencentes à mesma for-
tificação.
me dá
Em carta de 13 de Outubro passado,
se acham
Vossa Mercê conta, do estado em que
Vila, e
as fortificações digo as fortalezas dessa
dela.
do mais que é necessário para a defensa
man-
Ao Sargento-maior da mesma Vila ordenei
concerta-
dasse alimpar as ditas fortalezas, e
se porem
Ias de tudo o que houverem mister para
capazes de pelejar; e tivesse as ordenanças pron-
ao
tas, para acudirem aos seus postos a impedir
inimigo o lançar gente em terra no caso que
intente invadir essa Vila; e pelo Almoxarife
eram
dela, mandei os petrechos que me disse
como
necessários, para as ditas fortalezas: mas
òe-
Vossa Mercê me representa, que a de bao
nem
bastião, não tem terrapleno, nem soalho,
mais
ladrilho, nem reparo algum; e depende de
Vossa
custo, o seu conserto; me pareceu dizer a
~ 262 -

Mercê me dê conta, se esses moradores contri-


buem com cousa alguma para as fortificações,
ou se o donatário dessa Capitania é obrigado, a
mandá-las fazer, ou a fazenda de Sua Majesta-
de que Deus guarde, para eu determinar o que
se há de obrar neste particular.
Não é conveniente que se tirem as duas
na praia de
peças das fortalezas, para se porem
Tambepe, ainda quando elas não teem as que
lhes são bastantes para a sua defensa; e na dita
de faxina,
praia se pode fazer uma trincheira
assistirem,
para reparo dos soldados que nela
a impedir o desembarco do inimigo, a qual farão
os mesmos soldados, por ser esse o estilo pra-
ticado nesta praça, e em todas as mais da Euro-
pa: e me dará Vossa Mercê parte se há nessa
Vila carpinteiro que saiba fazer carretas, para
lhe enviar as molduras delas, para o que reme-
terá Vossa Mercê a grossura dos manchões, e
comprimento das peças, que não tiverem carre-
tas, e o seu calibre.
Bem sabe Vossa Mercê que os moradores,
são obrigados a ter armas suas, e pólvora, e ba-
la, para com elas defenderem, as terras onde as-
sistem; e se muitos sujeitos dessa Vila, as não
teem por causa da sua pobreza, devem ter seus
dardos de dois ferros, que também servem para
a defensa: e quando eles, por muito pobres, nem
estes possam comprar, me dê Vossa Mercê con-
ta, para lhe mandar remeter as vinte armas, que
Vossa Mercê me pede. Sobre a conta que Vos-
i sa Mercê me dá de não haver nessa Vila quem
entenda de artilharia, mais que o Ajudante To-
maz de Souza, deve Vossa Mercê procurar se
há alguns sujeitos que queiram aprender com ele
263

a artilheiros, para que os haja, para assistirem


ao manejo da mesma artilharia. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Dezembro 11 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro sobre informar sobre as serras
do Capitão-mor Martinho de Freitas
de Couros.
Para deferir ao requerimento do Capitão-
mor da Capitania dos Ilhéus, Martinho de
Freitas de Couros, me é forçoso saber, se a sua
serra é de água, e os negros que nela trabalham,
são dos que se ocupam das madeiras, e se tem
vantagem do que
plantado a sua roça com mais
fez os anos passados. Vossa Mercê me informe
sobre este particular para eu resolver nele o que
for mais conveniente ao bem comum. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Dezembro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


Martinho de Frei-
pitania dos Ilhéus in-
tas de Couros sobre ser necessário
formação para deferir ao requerimen-
to que faz tocantes às serras.
de 14 de
Recebi a carta de Vossa Mercê
seu reque-
Novembro passado, e para deferir ao
bobre
rimento, me é forçoso informar primeiro,
seja
este particular, folgarei que a informação
Mer-
de sorte, que dê lugar a conceder a Vossa
eu proibir
cê o que me pede: porque o mandar
262

Mercê me dê conta, se esses moradores contri-


buem com cousa alguma para as fortificações,
ou se o donatário dessa Capitania é obrigado, a
mandá-las fazer, ou a fazenda de Sua Majesta-
de que Deus guarde, para eu determinar o que
se há de obrar neste particular.
Não é conveniente que se tirem as duas
peças das fortalezas, para se porem na praia de
Tambepe, ainda quando elas não teem as que
lhes são bastantes para a sua defensa; e na dita
praia se pode fazer uma trincheira de faxina,
para reparo dos soldados que nela assistirem,
a impedir o desembarco do inimigo, a qual farão
os mesmos soldados, por ser esse o estilo pra-
ticado nesta praça, e em todas as mais da Euro-
pa: e me dará Vossa Mercê parte se há nessa
Vila carpinteiro que saiba fazer carretas, para
lhe enviar as molduras delas, para o que reme-
terá Vossa Mercê a grossura dos manchões, e
comprimento das peças, que não tiverem carre-
tas, e o seu calibre.
Bem sabe Vossa Mercê que os moradores,
são obrigados a ter armas suas, e pólvora, e ba-
Ia, para com elas defenderem, as terras onde as-
1 sistem; e se muitos sujeitos dessa Vila, as não
teem por causa da sua pobreza, devem ter seus
¦
dardos de dois ferros, que também servem para
a defensa: e quando eles, por muito pobres, nem
estes possam comprar, me dê Vossa Mercê con-
ta, para lhe mandar remeter as vinte armas, que
Vossa Mercê me pede. Sobre a conta que Vos-
sa Mercê me dá de não haver nessa Vila quem
entenda de artilharia, mais que o Ajudante To-
maz de Souza, deve Vossa Mercê procurar se
há alguns sujeitos que queiram aprender com ele
¦
- 263 ~

a artilheiros, para que os haja, para assistirem


ao manejo da mesma artilharia. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Dezembro 11 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Comissário da


Vila do Cairú Manuel Antônio de
Castro sobre informar sobre as serras
do Capitão-mor Martinho de Freitas
de Couros.
Para deferir ao requerimento do Capitão-
mor da Capitania dos Ilhéus, Martinho de
Freitas de Couros, me é forçoso saber, se a sua
serra é de água, e os negros que nela trabalham,
são dos que se ocupam das madeiras, e se tem
mais vantagem do que
plantado a sua roça com
fez os anos passados. Vossa Mercê me informe
sobre este particular para eu resolver nele o que
for mais conveniente ao bem comum. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Dezembro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Ca-
Carta para o Capitão-mor da
Martinho de Frei-
pitania dos Ilhéus in-
tas de Couros sobre ser necessário
formação para deferir ao requerimen-
to que faz tocantes às serras.
de 14 de
Recebi a carta de Vossa Mercê
ao seu regue-
Novembro passado, e para deferir bobre
rimento, me é forçoso informar pnme.ro.
informação seja
este particular, folgarei que a
Vossa Me -
de sorte, que dê lugar a conceder a
eu proibir
cê o que me pede: porque o mandar
- 264 -

as serras, é afim de se plantarem as roças em


abundância, e se não divertir a fábrica delas,
desejo que
para o trabalho das serrarias, pelo
tenho de que haja muita farinha, para sustento
do Povo desta cidade, para que não padeça a
menor falta dela. Em o Sargento-maior Manuel
Antônio de Castro dando execução às ordens
que lhe tenho encarregado, não obra com ódio
algum porque faz o que deve a sua obrigação e
em executar o que se lhe ordena. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Dezembro 15 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


pitania de Porto Seguro José de Olivei-
ra Quaresma sobre se lhe enviar por
Lourenço Monteiro seis barris de pól-
vora, e o mais conteúdo na dita carta.
O Mestre Lourenço Monteiro leva no seu
barco, seis barris de pólvora, trinta balas de duas
libras de calibre, duas carretas, uma arroba
de murrão para trancas, dois cunhetes de bala
meuda, um de bala mosqueteira, e outro de bala
arcabuzeira, dois soquetes, uma colher e um sa-
catrapo para entregar a Vossa Mercê; e todas
estas munições, e mais petrechos, mandará Vos-
sa Mercê recolher em parte que não tenham
nenhum prejuízo, e que estejam prontos para
qualquer ocasião que se ofereça e não levem o
fim, que tem levado a pólvora, que se mandou
para essa Vila, a qual averiguará Vossa Mercê,
em que se gastou; também tenho notícia, que a
que há na dita Vila está em uma arca, e incapaz
de servir. Vossa Mercê esteja com toda a cau-
— 265 <-
acudi-
tela e tenha as ordenanças prontas, para
tempo presente
rem' a qualquer incidente, pelo
Mercê. Baia e
o pedir. Deus guarde a Vossa
Dezembro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para Pascoal Rodrigues de


Brito Capitão-mor das Entradas sobre
a faculdade que pede para passar mos-
tra aos índios, e ser contra a ordem de
Sua Majestade o criar postos novos.
de 25 de
Recebi a carta de Vossa Mercê as noticias
agradeço
Novembro passado, e lhe
nela me da. mas como me não é necessário
oue Missões, nao re-
valer agora dos Índios dessas
para lhes
meto a Vossa Mercê a ordem que pede
mostra, o que farei quando os houve «£
^sar de Sua Majestade,
ter Por ser contra as ordens
novos, me não é possível fazer a
criar postos
dos pretos; que; Vos-
Companhia de Cavalos, e a ha a nesse dis^
sa Mercê me representa convém Mercê.
tritos. Deus guarde a Vossa
Dezembro 13 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

das
Carta para o Sargento-mor
de _ Almeida^
Entradas Antônio Vaz
ha de prende
sobre a cautela com que de Albu-
ao Capitão Manuel Pessoa
querque.
em que me
Recebi a carta de Vossa MercêC»WUM*-
ao
dá «Sí da prisão que foi fazer virtude de um
em
nuel Pessoa de Albuquerque,
- 266 -

despacho meu, e de outro do Ouvidor Geral


do Crime: o que Vossa Mercê deve obrar nes-
ta diligência, é, que quando der a execução os
ditos despachos, faça com toda a cautela, e bom
modo a dita prisão, para que não suceda alguma
morte, e se evite qualquer ruina que possa acon-
tecer; porque nem eu, nem os Ministros de Sua
Majestade, que Deus guarde, mandam, que as
prisões se façam com descomposturas; e por essa
causa recomendo a Vossa Mercê, se haja nesta,
com aquele termo que é justo, por evitar toda a
desordem que pode acontecer. Os cavalos que
o dito Manuel Pessoa tem em seu poder, deve
me dar conta deles, e dos mais, que tomou dos
combois, que iam para as minas. A ordem que
Vossa Mercê me pede para impedir os ditos
combois, remeterei em outra ocasião, pelo não
poder fazer nesta. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Dezembro 17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
Rvl

Carta para o Ouvidor Geral da


Capitania de Seregipe de El-Rei, so-
bre a farinha que se lhe encarregou,
para a Nova Colônia.
Em uma sumaca que deste porto partiu,
para esse, escrevi a Vossa Mercê, encarregan-
do-lhe remetesse dois mil alqueires de farinha,
para a Nova Colônia; e porque até o presente,
não tem vindo nenhuma, nem aviso de Vossa
Mercê, sobre este particular; e a brevidade des-
te negócio, não sofre dilação; encarrego a Vossa
Mercê, me dê conta, do que tem obrado nele,
- 267 -

hei de fazer nesta matéria.


para eu saber o que
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
17 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Pessoa de Albuqerque sobre o que de-
ve obrar acerca da prisão que lhe ia
fazer o Sargento-maior Antônio Vaz
de Almeida.

Duas cartas de Vossa Mercê recebi, e no


o Sargento-maior das
que respeita à prisão que a
Entradas Antônio Vaz de Almeida foi fazer
do
Vossa Mercê, por virtude de um despacho
dei
Ouvidor Geral do Crime, e de outro que
despacho, deve Vossa
para se executar o dito acon-
Mercê, por evitar alguma ruina que possa
cidade
tecer, fazer todo o possível, por vir a esta
a mostrar a sua verdade, para se livrar da que
dar conta dos
se lhe tem arguido, e juntamente
de cobrar o
combois que tem tomado, e tratar
lhe toca das tais tomadias; a causa de eu
que nao continue,
haver ordenado a Vossa Mercê
foi as repeti-
mais em fazer as ditas tomadias,
mal que Vos-
das queixas que se me fizeram do
ordens que lhe
sa Mercê obrou na execução das
encarreguei sobre este particular. Mercê me
Sobre a devassa de que Vossa
dos tiros
dâ conta se tirara na Vila do Lagarto a Vos,a
se fez
que houve na emboscada que *
Mercê, não tive notícia até o P^-f*»*"1 ao-
me deu conta deste negócio, por pertence:mos-
mente, à justiça, onde Vossa Mercê pode
~ 268 -

trar a sua verdade. Deus guarde a Vossa Mer-


cê. Baía e Dezembro 18 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão de cava^


Francisco Ferreira de Vasconcelos, so -
bre não vir a Companhia do Capitãc
Francisco Pereira do Lago, pas.^r
mostra, e vir depois dos Reis a sua, e
a do Capitão Paulo de Matos.
Havendo eu ordenado a Vossa Mercê, avi-
sasse aos Capitães de Cavalos Miguel Bezerra,
e Francisco Pereira do Lago, viessem a esta ci-
dade com as suas companhias a passar mostra,
somente veio a ela o dito Capitão Miguel Bezer-
ra; e faltou Francisco Pereira. Vossa Mercê me
dê conta se o avisou, e da causa que teve para
não vir, para eu o ter entendido. Também avi-
sara Vossa Mercê aos soldados da sua compa-
nhia, e ao Capitão Paulo de Matos, para que
estejam prontos para virem depois dos Reis a
passar mostra, e lhes não falte soldado algum, e
que todos tragam suas armas, pólvora, e bala.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Dezembro
23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Alferes Francisco


Luiz, sobre as ripas para as obras do
forte de Santo Antônio do Carmo.
Tanto que Vossa Mercê receber esta, pro-
\ curará saber de Manuel da Costa Pereira, mo-
rador nessa Vila do Cairú se tem feito as dezoi-
- 269 -

to dúzias de ripa serrada, que se lhe encomen-


dou, para as obras do Forte de Santo Antônio
do Carmo desta cidade; e as fará remeter com
toda a brevidade, a entregar ao Capitão da Ar-
tilharia Francisco Pinheiro: e no caso que o di-
to Manuel da Costa, não tenha feito a dita ripa;
Vossa Mercê a mandará tomar, onde tiver notí-
cia que a há feita, e remetê-la ao dito Capitão
da Artilharia, para satisfazer o custo dela:
advertindo a Vossa Mercê que a dita ripa há de
ser boa, sem racha alguma, e não seja da estrei-
ta, e venha brevemente, por se carecer dela para
as ditas obras. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Dezembro 23 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor Antô-


nio Veloso da Silva acerca da petição
Ferreira da
que fez sobre Antônio
Cruz o mandar citar para lhe pedir
as perdas e danos que lhe deu pelo
encarrega nao deixe
prender e se lhe
comboi algum.
passar para as minas
de 17 do
Recebi a carta de Vossa Mercê
me fez sobre
corrente, e com ela a petição que
citar para
Antônio Pereira da Cruz, o mandar
e danos
um libelo em que lhe pede as perdas
que teve de Vossa Mercê o prender, me por ir para
as minas: eu lhe pus o despacho que pareceu
Encarrego
justo e Vossa Mercê devia querer cuidado,
muito a Vossa Mercê tenha particular
nenhum com-
em não deixar passar para as minas
elas algum
boi e tendo notícia de que vai para
os sujeitos
o tomará Vossa Mercê e prendera
- 270 -

tudo a esta cidade a


que o levarem e remeterá
minha ordem; e havendo alguma pessoa que in-
tente contenda com Vossa Mercê me dará conta
for justo, e razão. Deus
para eu mandar o que
Baía e Dezembro 24 de
guarde a Vossa Mercê.
1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Sargento-maior Manuel


Pinto de Eça mandar logo fazer duas
amarras de piassava.

Tanto que Vossa Mercê receber esta, man-


dará logo logo fazer duas amarras de piassava
de vinte e quatro polegadas de grosso cada
uma, e com o comprimento ordinário, muito bem
obradas, que serão para Sua Majestade, que
Deus guarde, e o custo que elas fizerem, se há
de pagar nesta cidade pontualmente, pela Fa-
zenda Real a seus donos, ou às pessoas que Vos-
sa Mercê me avisar, querem os mesmos donos
se entregue o dinheiro das ditas amarras; e o
frete delas, me avisará Vossa Mercê se é estilo
das em-
pagar-se particularmente aos mestres
barcações, ou aos fabricantes das amarras, para
mandar satisfazer tudo prontamente. A brevida-
de com que hão de vir estas amarras, recomendo
muito a Vossa Mercê, pela necessidade que há
delas; espero que Vossa Mercê se não descuide
um instante de tempo pela importância da sua
serventia. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e
Janeiro Io de 1704.
Dom Rodrigo da Costa
- 271 -

(A' margem): Levou esta carta, Ma-


Mon-
nuel Freire da Companhia de Jeronimo
teiro.
Para o Juiz Comissário da Vila
do Camamú sobre se entregar ao Pa-
dre Agostinho Ribeiro a sua lancha e
negros dela, e haver mandado soltar
o mestre; e constando-lhe que torna a
ir buscar farinha para negócio o pren-
da e remeta, e os mais que forem àque-
les portos.
de 7 do
Recebi a carta de Vossa Mercê
remeter preso o
corrente em que me dá conta de
Vila a car-
Mestre de uma lancha que foi a essa
lhe agradeço a
reqar de farinha ocultamente, e
de dar a exe-
Vossa Mercê o cuidado que tem
soltar o dito
cução as minhas ordens. Mandei
ao Pa-
Mestre, e a lancha e negros dela entregar
dono, por ser
dre Aqostinho Ribeiro, que é seu
comprar, era
informado, que a farinha que foi
da sua Armação: se
para sustento da gente lancha
Vossa Mercê tiver notícia que a mesma
vai a essa Vila buscar farinha para negócio pren-
a minha
dera o dito Mestre e o remeterá preso
e o mesmo
ordem, e juntamente a dita lancha,
embarca-
observará Vossa Mercê, com as mais
a comprar farinha
ções que forem a esses portos
tenho ordenado: so-
para esse efeito, como lhe lanchas de pe -
mente permitirá Vossa Mercê as
necessária
caria, comprem a farinha que lhes for
torço-
para a gente que levam a pescar,o porque seu sustento.
samente a hão de mister para
- 272 -

Deus guarde a Vossa Mercê. Baia e Dezembro


27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Juiz Comissário da Vila


do Cairú sobre o bem que obra na re-
messa da farinha do Conchavo, que
continue nela e na que é para o Povo.
O cuidado que Vossa Mercê teve na re-
messa da farinha do Conchavo, é merecedor de
lhe agradecer o zelo com que Vossa Mercê se em-
Deus
prega no serviço de Sua Majestade que
o mesmo vá continuan-
guarde: espero que com vir
do nesta diligência, e juntamente em fazer
farinha para o Povo desta cidade, que padece
ter outras de onde
grande falta dela, por não
lhe venha mais que dessa Vila, e das outras cir-
cunvizinhas. Não mando remeter a Vossa Mer-
cê dinheiro para farinha do Conchavo, por se-
rem estes dias de festa, o que farei passada ela.
Deus guarde a Vossas Mercê. Baía e Dezembro
27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Para os Oficiais da Câmara das


Vilas do Cairú, e Boipeba sobre se
mandar retirar o Alferes Francisco
Luiz com a farinha que tiver comprado
para a Nova Colônia, e o dinheiro que
estiver em ser: E a mesma se escreveu
aos Oficiais da Câmara da Vila do Ca-
mamú sobre se mandar retirar ao Al-
feres André Marques Cardoso.
Mando retirar ao Alferes Francisco Luiz
que foi a essa Vila a conduzir as farinhas para
- 273 -

mister mais, e
a Nova Colônia, por se não haver
leva, carregado; e or-
por estar o patacho que as estiver
deno ao dito Alferes traga o dinheiro que
em ser, e as farinhas que tiver compradocidade; que
servirão para o sustento do Povo desta
recomendo muito a Vossas Mercês, tenham par-
na remessa
ticular cuidado, em ir continuando
está expe-
da farinha para o mesmo Povo, que de
rimentando falta dela, e não tem outra parte
Vila, e das
onde lhe possa vir, mais que dessa se nao
outras circunvizinhas: Vossas Mercês
dêem conta
descuidem na planta das roças, e me delas,
se se tem plantado muitas, e da quantidade
obrar neste particular
para eu saber o que hei de muito recomen-
que hei a Vossas Mercês por Mercês. Baia e
dado Deus guarde a Vossas
Dezembro 27 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Alferes André Mar-


do Camamú,
quês Cardoso se retirar Cairu e
e o Alferes Francisco Luiz do tive-
Boipeba trazendo a farinha que o di-
e
rem comprado para a Colônia,
nheiro que estiver em ser.
Vossa Mercê receber esta se
Assim que
em sua^compa
retire para a cidade, trazendo
nhia o dinheiro que estiver em ™£™J*%Z nao se et»
as farinhas que estão compradas, por
e, ar
necessárias mais para a Nova Colônia por
Deus guarde
o patacho que as leva carregado.
27 de 1704.
Vossa Mercê. Baía e Dezembro
Dom Rodrigo da Costa
- 274 -

Carta para o Capitão-mor de Se -


regipe de El-Rei Fernão Lobo de Sou-
sa, sobre se mudar o cabo, e mais solda-
dos que estão de presídio nela.
Respondo as duas cartas que recebi de
Vossa Mercê, 17, e 18 de Dezembro passado,
sobre o cabo, e soldados que pretendem ficar
nessa Capitania, com lhe dizer, que tenho man-
dado nomear outro cabo, e soldados, para irern
mudar os que aí asistem de presídio; e determi-
nava não ficasse lá nenhum; e a minha tenção é,
mandar retirar o dito Cabo para esta praça.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Janeiro 3
de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Alferes Roque de Sousa


sobre a telha para as obras de Sua Ma-
jestade.
Assim que Vossa Mercê receber esta, re-
meta logo no seu barco toda a telha que estiver
feita, nas olarias de seu sogro, e que se for fazen-
do nelas daqui por diante, a irá Vossa Mercê
enviando, por se haver mister para as obras de
Sua Majestade, que Deus guarde, grande quan-
tidade dela, e a sua importância se há de pagar
pontualmente à pessoa que Vossa Mercê avisar
se entregue nesta cidade. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Janeiro 4 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

J
- 275 -

Para o Juiz Comissário do Cairú


Manuel Antônio de Castro sobre reme-
ter o Senado da Câmara 20$ réis pelo
fa-
Sargento Jerônimo Fernandes para
rinha do conchavo.

de 19 de
Recebi a carta de Vossa Mercê tem feito
Dezembro passado, e pelo serviço quena.remessa
a Sua Majestade, que Deus guarde,
farinha do conchavo, se faz digno de eu lho
da
do cuidado, e di-
acradecer, e de ficar satisfeito se houve neste
Hqênda com que Vossa Mercê com o mesmo
òlrtícular no que espero continue e para que
zeío com que o fez até o presente:
efeito, remeteu-
lhe não falte dinheiro para esse
cidade, aos dessa
do os oficiais da Câmara desta Fernan-
Vila 20$ réis. pelo Sargento Jeron.mo se ir contmuan-
des Para com o resto que devem,
deoScom a farinha do conchavo, para que se _nao
com as suas rações,
falte à Infantaria desta praça en-
o que Vossa Mercê executará pontualmente
não largar a ocupação que exerce. Dem
qnlnto Baía e Jane.ro 4 de 170^.
guarde a Vossa Mercê.

Dom Rodrigo da Costa


- 276 -

Para o Juiz Comissário do Cairú


Manuel Antônio de Castro sobre fa-
zer vir em abundância farinha para o
Povo: não poder impedir ao Corre-
gedor, tomar a embarcação que houver
mister para o conduzir, e sobre a pch-
ção que fez para ser isento o seu barco
de conduzir os materiais para a forta-
leza do Morro.

Recebi as duas cartas de Vossa Mercê de


20 e 28 de Dezembro do ano passado, e no que
respeita a condução da farinha para a Nova Co-
lônia, me fez presente o Alferes Francisco LuL,
o grande cuidado, e diligência com que Vos.,a
Mercê se houve na remessa dela, e fico muito sa-
tisfeito do zelo com que Vossa Mercê se empre-
gou neste serviço que fez a Sua Majestade que
Deus guarde, não obstante chegar a dita farinha
a tempo que estava o patacho em que havia de
ir, carregado, e por esse respeito, a mandei re-
partir pelo Povo desta cidade, que se acha com
grande falta dela,'pelo que encarrego a Vossa
Mercê muito, faça vir em abundância, a fari-
nha que lhe for possível, para sustento do dito
Povo, para que não padeça a fome, que atual-
mente experimenta da qual desejo vê-lo aliviado.
Não posso impedir ao Doutor Corregedor
da Comarca, tomar embarcação que houver mis-
ter, para o conduzir às diligências que vai fazer,
pertencentes ao seu cargo, por ir também em ser-
viço de Sua Majestade.
Na petição de Vossa Mercê, em que me
pede o isente de que o Capitão da força do Mor-
ro tome o dito barco para a condução dos mate-
- 277 ~

riais dela, lhe pus o despacho que Vossa Mercê


verá. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Ja-
neiro 3 de 1705.
Dom Rodrigo da Cosia

Para o Juiz da Vila de Boipeba


Francisco de Araújo Milão sobre re-
meter o Senado da Câmara 100$000
réis para farinha do conchavo, com
106$300 que lá devem, vir tudo logo:
sobre serem obrigados os oficiais da
Câmara levar a farinha à fortaleza do
Morro para sustento da sua guarnição,
e não ser necessário prender pessoa ai-
a Nova
guma, por não ir socorro para
Colônia.
remetem
Pelo Sargento Jerônimo Fernandes
aos dessa
os oficiais da Câmara desta cidade
Vila cm mil réis, para com 106$300 206$3UU) que estão
de
devendo de resto que faz soma
do conchavo
^u- continuando com a farinha
se não faltar à Infantaria desta praça, com
para Mercê, enquanto
as suas rações e assim Vossa como o Ju*
não largar a ocupação que exerce,
too^J
Comissário que entrar a serv.r lhes for
cuidado em fazer vir toda a farinha que em cu,a
da dita Infantaria;
possível para socorro *alta.
diligência espero não haja a menor os soldados
No particular da farinha para
foi sempre: estdo
do Morro, sou informado, que
iciai s dwCan»
observado, mandarem-na os o nao
ras dessas Vilas, levá-las àquela fortaleza.
casas dos lav a
irem os soldados cobrá-la pelas
sao rem.ssos
dores, e que quando alguns destes
- 278 -

em a dar, então se valem os Juizes dos mesmos


soldados, para a irem buscar, mas não que seja
sua obrigação fazê-lo, e nestes termos, devem
os oficiais dessa Câmara obrar o mesmo que sem-
pre se praticou.
Nesta ocasião, não mando socorro algum
de gente para a Nova Colônia, por cujo respeito
me não é necessário mandar prender nenhuma
pessoa para esse efeito. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Janeiro 4 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para os Oficiais da Câmara da


Vila de Boipeba sobre se remeterem
100$ réis para farinha do Conchavo,
que com 106$300 que lá devem de res-
to, fazem 206$300. A mesma carta se
escreveu aos da Câmara do Cairú para
onde levou o mesmo Sargento 200$
réis para os mandarem na dita farinha
com o resto que lá devem.
O Senado da Câmara desta cidade, remete
à dessa Vila pelo Sargento Jerônimo Fernandes,
cem mil réis em dinheiro que com 106$300 que lá
se estão devendo de resto, do mais que tem ido,
fazem 206$300, de que Vossas Mercês, ou os
novos oficiais da Câmara farão logo repartição
pelos moradores dos sírios de farinha do con-
chavo que importa a dita quantia, e com toda a
brevidade a farão cobrar das pessoas a que for
lançada, e remeter sucessivamente, para que as-
sim não experimente a Infantaria falta alguma
das suas rações, que esta farinha é aplicada: es-
pero que Vossas Mercês, ou os novos oficiais
- 279 -

sua
obrem com tal cuidado nesta diligência da
obrigação, que me poupem o tornar a recomen-
dar-lha, e mereçam agradecer-lhes o zelo com
e nas mais do serviço
que se empregarem nela,
de Sua Majestade que Deus guarde. Deus guar-
de a Vossas Mercês. Baía e Janeiro 3 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila de Boipeba sobre o Correge-
dor da Comarca: chegada de Fran-
cisco Luiz com a farinha para a Colo-
nia; mandar vir a que for possível para
o Povo: e sobre meia légua para pas-
to dos gados dos moradores da dita
Vila.
Comarca
Quando o Doutor Corregedor da
se houvesse com
partiu desta cidade, lhe adverti dessa Vila, e das
bom termo com os moradores
conserva-
mais circunvizinhas, em ordem a sua
e
ção; por lhe desejar todo o sossego, de quietaçao:
favorecer
Suponho que o dito Coregedor há
lugar,
a esses moradores no que a justiça der
fazer a sua
porque eu lhe não posso impedir, contra o ser-
obrigação na forma da Lei, por ser
viço de Sua Majestade que Deus guarde. ei-
esta
O Alferes Francisco Luiz chegou a
e su-
dade com a farinha para a Nova Colônia;
não era necessária
posto que veio a tempo que já havia de ir ti-
por ter partido o patacho em que com
muito satisfeito da diligência que Vos-
quei e a
sas Mercês se houveram na remessa dela, esta
mandei repartir pelo Povo desta cidade, que
falto deste gênero e por esse respeito encarrego
- 280 -

muito a Vossas Mercês, remetam toda a farinha


do dito Povo, por-
que for possível para sustento
e
que desejo vê-lo livre da opressão que padece,
com grande abundância de mantimentos.
No que respeita a conceder a essa Vila o
termo de meia légua para pasto de suas criações,
não serve de exemplo a faculdade que permiti
a Nicolau de Souza de Eça, e a seu irmão, por
ser a Vila do Cairú isolada, e não receberem as
lavouras prejuízo algum, por estarem na terra
firme, distantes da dita Vila, três e quatro lé-
guas, e por esse respeito despachei a petição que
Vossas Mercês me remeteram na forma que dela
verão. Deus guarde a Vossas Mercês. Baía e
Janeiro 8 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Sargento-maior da Vila do


Cairú Antônio de Castro sobre poder
serrar o Capitão-mor dos Ilhéus Mar-
tinho de Freitas, e o dito Sargento-
mor, como nela se declara.
Em duas cartas que escrevi a Vossa Mercê,
lhe agradeci o cuidado, e diligência com que se
houve na remessa da farinha, assim para a Nova
Colônia, como para a Infantaria desta praça. O
mestre Manuel Pires, entregou os 18 sírios de
farinha do conchavo, que chegaram a tempo de
se ajustar uma ração à dita Infantaria.
Ao Capitão-mor Martinho de Freitas de
Couros, dirá Vossa Mercê que pode continuar
com a sua serraria; visto Vossa Mercê me infor-
mar, ser a serra de água, e não se servir nela
mais, que com duas pessoas, nem divertir a fá-
- 281 -

serra; ca Vossa
brica das suas roças na dita
ficando adver-
Mercê concedo a mesma licença,
serra os escra-
tido que não há de ocupar na sua de servir de

vos'das suas lavouras, e que
executor das or-
exemplo para os mais, por ser
dens que lhe encarreguei sobre este particular.8
Baía e Janeiro
Deus guarde a Vossa Mercê.
de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ouvidor de Sere-


a farinha que se
gipe de El-Rei, sobre es-
lhe encarregou para a Colônia ser
a
cusada: prender o Mestre que levou
carta se a não entregou por sua omis-
re-
são; e sobre os dois soldados que
os
meteu presos, e obrar o mesmo com
mais de que tiver notícia.
de Aguiar es-
Pelo Mestre Francisco Jorge cópia vai com
cuja
creví a Vossa Mercê a carta, remete- dois m
a em que lhe recomendava Colônia, e nela
nloueires de farinha para a Nova mandar,i
pa-
vela Vossa Mercê lhe dizia, quefrete dela nesta
oar o custo da dita farinha, e o
Vossa Mercê entendesse era
cidade quando
Ís conveniente remeter-lhe o dinheiro^faria
com aviso seu; porque o meu intento^nwera.
com o seu dinhei
cue Vossa Mercê a comprasse corresse*i c, ns-
lhes
Tnem que os donos dela, conta da Fazenda
co, que esse havia de ser por
mas como me não é já necessária a di a f a
Real; de r ter pa
rinha, por o patacho em que hav.a nele das V
tido, e haver chegado a que ^met. e Maragug.
Ias do Cairú, Boipeba, Camamú,
- 282 -

pe fica Vossa Mercê livre da moléstia que podia


ter na remessa da dita farinha: Vossa Mercê
mandará procurar o dito Mestre Francisco Jor-
ge, e sendo sabedor que ele não entregou a dita
carta a Vossa Mercê por sua omissão, o pren-
dera, para que a prisão sirva de castigo ao seu
descuido, e de exemplo aos mais, para não terem
outra falta semelhante.
Os dois soldados que Vossa Mercê reme-
teu presos, ficam na enxovia, e Vossa Mercê
fará toda a diligência por prender todos os que
tiver notícia estão nessa Capitania fugidos, por-
que se teem ausentado muitos desta praça, não
que tenham causa para o fazerem, porque se lhes
não falta com os seus socorros farinha e farda,
senão afim de não fazerem a sua obrigação, e
apetecerem a ociosidade. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Janeiro 9 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Sargento-mor Felipe de


Melo Garcia sobre o índio que reme-
teu ficar preso para lhe dar modo de
vida: e fazer toda a diligência para
mandar farinha para o Povo.
O índio que Vossa Mercê remeteu, o man-
dei meter na enxovia aonde fica, e por não ha-
ver ferimento na culpa que cometeu, lhe não
dou outro castigo maior: eu lhe darei algum mo-
do de vida em que se ocupe, para que não tor-
ne para esses distritos, a fazer as travessuras
que tem feito.
A farinha que o Mestre Francisco da Cos-
ta trouxe no seu barco, se entregou a seus donos:
- 283 -

vem é de par-
ee tenho reparado que toda a que
está padecendo
tes e nenhuma para o Povo, que ordeno a
arande falta dela: por cujo respeito
Vossa Mercê, faça toda a diligência possível,
o Povo desta cida-
para que venha farinha para de-
de e que não seja toda de entrega; porque
e livre da
seio muito vê-lo cuidado com fartura,
todo o meu
opressão que padece por ser esse
Mercê. Baia e
cuidado. Deus guarde a Vossa
de 1705.
janeiro 8Dom Rodrigo da Costa

Para o Capitão João Alves Soares


da Franca vir exercer o lugar de Ve-
reador.
me
O Doutor Juiz de Fora desta cidade
Mercê, para
deu parte, de ter avisado a Vossa
Vereador da
vir tomar posse da ocupação de
tinha Vossa
Câmara e que até o presente o não receber
Mercê feito. Assim que Vossa Mercê a dita
esta, lhe ordeno venha logo a exercer de bua
ocupação por convir assim ao serviço Deus a
Ma^stade que Deus guarde Guarde
17Uí>.
Vossa Mercê. Baía e Janeiro 10 de
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provincial do Car-


Deus,
mo, Frei Manuel da Madre de
Massa-
sobre os índios da Missão do
Aldeia
randúpio, que fugiram para a
do Rio Real.
do
Mandando o Missionário da Aldeia Ke-
Massarandúpio, a minha carta, e a de Vossa Kio
do
verendíssima, ao Religioso que assiste na
- 284 -

Real para entregar os índios que nela estão, da


dita aldeia do Massarandúpio, o não fez o dito
Religioso: e porque os Missionários não teem
no temporal jurisdição alguma sobre os índios,
Geral; e é con-
que essa só pertence ao Governo
tra o serviço de Deus, e de Sua Majestade, ocul-
tarem-se os índios que fogem de umas aldeias
se^ segue às Mis-
para outras, pelo prejuízo que
soes, de se não conservarem os índios nas suas
aldeias como Vossa Reverendíssima sabe, que
Sua Majestade tanto recomenda: me parece
dizer a Vossa Reverendíssima, mande mudar ao
Religioso que assiste na dita Aldeia do Rio Real,
e a de Vos-
por faltar a executar a minha ordem,
sa Reverendíssima, e ordene ao que for para ela,
entregue ao Capitão Veríssimo de Oliveira Ser-
aldeia se acha-
pa, todos os índios que na mesma
rem da Missão do Massarandúpio, e juntamen-
te o Capitão-mor, e Sargento-maior da do Rio
Real porquanto ordeno ao dito Capitão Verís-
simo de Oliveira, vá buscar, uns, e outros índios.
Deus guarde a Vossa Reverendíssima. Baía e
Janeiro 10 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o dito Provincial do


Carmo sobre o que contem a carta
acima.
Da carta inclusa, verá Vossa Reverendís-
sima o que o Padre Frei Cristóvão de Santa
Tereza me representou acerca do Padre rrei
Antônio Godinho, não entregar os índios da
Missão do Massarandúpio; não duvido das pren-
das e qualidades, que concorrem no dito Frei
- 285 -

de me ficar
Antônio Godinho: mas não deixa
causa, de se
o escrúpulo, de ser ele a principal
deven-
não entregarem os ditos índios; porque
duvidou en-
do-o fazer ainda sem ordem minha,
mandei para
tregá-los, a quem lhe deu a que lhe
esse efeito; e não é justo que os Missionários
façam das Aldeias, em que assistem, couto, para
de
ocultarem os índios que forem das outras,
e dano às Missões,
que resulta grande prejuízo
Majestade,
e é em desserviço de Deus, e de Sua
obrigados a
e porque os ditos Missionários são
e o Padre
executar minhas ordens pontualmente,
devia,
Frei Antônio Godinho o não fez, como
mudar da
deve Vossa Reverendíssima mandá-lo
dita Missão; e encarregar ao Religioso que para
Verissi-
ela for, entregue com efeito ao Capitão
e bar-
mo de Oliveira Serpa, o Capitão-mor,
do Rio Real, sem
qento-maior da dita Aldeia se
repugnância alguma. Sobre o termo em que
Frei An-
houve o dito Padre Frei Cristóvão, com esta
tônio Godinho, me não toca advertir-lhe
faze-lo
ação, por pertencer ao seu Visitador
Baia e
Deus guarde a Vossa Reverendíssima.
Janeiro 12 de 1705. Costa
Dom Rodrigo da
Frei Ma-
Reverendíssimo Padre Provincial,
nuel da Madre de Deus.

Carta para o Capitão Veríssimo


o
de Oliveira Serpa sobre executar que
e bar-
nela se contem do Capitão-mor
do Rio Real.
gento-maior da Aldeia
essa carta
Com esta remeto a Vossa Mercê
ao ra-
do Provincial do Carmo, em que ordena
- 286 -

Aldeia
dre Frei Diogo de Jesus que assiste na
Capi-
do Rio Real, entregue a Vossa Mercê, o
tão-mor, e Sargento-mor da mesma Aldeia: as-
sim que Vossa Mercê tomar entrega deles os
remeterá presos à cadeia desta cidade, com toda
a segurança, e esta diligência encarrego a Vos-
sa Mercê a faça logo que receber esta. Deus
Baía e Janeiro 13 de
guarde a Vossa Mercê.
1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Padre Frei Cristo-


vão de Santa Tereza que acompanhou
a carta acima.
Ao Capitão Veríssimo de Oliveira Serpa,
mandará Vossa Paternidade por dois índios, a
carta inclusa, dentro da qual vai outra do Pro-
vincial do Carmo, para o Padre Frei Diogo de
Real, entre-
Jesus, que assiste na Aldeia do Rio
e o Sargento-
gar o Capitão-mor da dita Aldeia
maior dela, ao dito Capitão Veríssimo de Olivei-
ra, a quem ordeno os remeta presos à cadeia
desta cidade, e ao dito Provincial escrevi, man-
dasse mudar o Religioso que assistia por Mis-
sionário na mesma Aldeia, e ele o fez assim, por
não entregar os índios dessa Missão, que fu-
Vossa
giram para a do Rio Real. Deus guarde a
Paternidade. Baía e Janeiro 13 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 287 -

Carta que se escreveu às Cama-


ras das Vilas da Cachoeira, São Fran-
cisco de Seregipe do Conde e Nossa
Senhora da Ajuda de Jaguaripe para
remeterem logo ao Senado da Cama-
ra desta cidade o dinheiro que perten-
ce a ele das terças.

Os oficiais do Senado da Câmara desta


cidade me deram conta em como Vossas Mercês
não haviam mandado até o presente, o dinheiro
das terças que essa Câmara é obrigada a pagar
Ma-
ao dito Senado em virtude da ordem de Sua
Assim que Vossas
jestade, que Deus guarde. ao
Mercês receberem esta, remetam logo logo
de-
mesmo Senado, todo o dinheiro que estiver
terças,
vendo a essa Câmara pertencente às ditas des-
das
por se necessitar dele para a satisfação
não ter este Se-
pesas a que está aplicado, por
nado outro dinheiro de que se possa valer para
de Vossas
esse efeito: espero da pontualidade a
Mercês que me não será necessário tornar-lhes
execu-
escrever sobre este particular, por supor
tarão Vossas Mercês o que lhes ordeno pontual-
Baia e
mente. Deus guarde a Vossas Mercês.
Janeiro 16 de 1706.
Dom Rodrigo da Costa
da Ca-
Para os Oficiais da Câmara da Vila
choeira.
- 288 -

Para os oficiais da Câmara da


Vila da Cachoeira virem logo para a
Vila, mandarem chamar os novos ofi-
ciais e lhes darem posse de seus car-
os não quise-
gos, dando conta dos que
rem aceitar.
re-
Tenho notícia de que Vossas Mercês se
tiraram para suas casas sem darem primeiro pos-
de
se aos novos oficiais, o que é em desserviço
Sua Majestade, que Deus guarde, pelo prejuízo
de não terem quem lhes
que se segue às partes, 1 an-
dê os despachos que lhes são necessários.
to que Vossas Mercês receberem esta, venham
logo para a Vila, e mandem chamar os novos
e
oficiais, e lhes dêem posse dos seus cargos,
e não quei-
quando eles o não façam brevemente,
ram aceitar os ditos cargos, Vossas Mercês me
darão conta para eu determinar o que convém ao
serviço de Sua Majestade, que Deus guarde.
Deus guarde a Vossas Mercês. Baía e Janeiro
16 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Escrivão da Câmara da


Vila da Cachoeira com a carta acima.
Aos Oficiais da Câmara dessa Vila escrevo
a carta que Vossa Mercê lhes dará, mandando-
os avisar para esse efeito, em que lhes ordeno
venham para a dita Vila assistir ao despacho das
oficiais,
partes, e que mandem chamar os novos
e lhes dêem posse de seus cargos, e quando eles
o não façam logo, e se queiram isentar de ser-
vir os ditos cargos, me dêem conta, para eu de-
— 289 -
ao serviço-
terminar o que for mais conveniente e os casti-
de Sua Majestade, que Deus guarde,
qar como parecer justiça. me
Domingos Francisco que Vossa Mercê
ter morto a Ma-
dá conta de haver indícios de
na cadeia desta
nuel Pereira, se prendeu ontem
Vossa Mercê me
cidade, e ao sujeito por quem
fosse ver a dita
remeteu a sua carta, mandei o
era o pro-
cadeia; ele me veio dizer, que o preso defunto.
matador do
prio Domingos Francisco ser castiga-
Eu o mandei entregar à justiça, para a Vos-
do como merece a sua culpa. Deus guarde
1705.
sa Mercê. Baía e Janeiro 16 de
Dom Rodrigo da Costa

Pereira
Para o Capitão Fernando
a oh-
da Rocha sobre as madeiras para
cina da Pólvora.
de Góis por-
Mando o Ajudante Manuel
madeiras qu Manuel
tador desta, a conduzir as
de Evangelho, e Braz_ Cou unho se
Gonçalves
a dar para as obra» d. o ema da
obrigaram teem
constam dos roa que os d.tt*
pólvora, que )—^
em seu poder, que lhes presentarao
e necessar para a mes
te a madeira que demais d rol qu_e le
ma oficina, que também
ha de dar o cm
consta
mesmo Ajudante, a qual com toda a
Coutinho! e porque convém, que:

"etTr/em'acossa Mercê, que tanto


esta obrigue a estes sujeitos man-
u receber
equanec. eles a
lem logo a dita madeira a
façam brevemente, os remeta presos
— 290 -
Ma-
desta cidade: e Vossa Mercê notificará a
nuel Gonçalves da Cruz, faça logo logo as ma-
deiras, que se obrigou a dar para a mesma ofi-
cina, e terá Vossa Mercê cuidado de o aplicar,
a mesma brevidade: e
para que as remeta com
uma, e outra diligência encarrego a Vossa Mer-
cê a faça com todo o cuidado, por convir assim
ao serviço de Sua Majestade que Deus guarde.
Guarde Deus a Vossa Mercê. Baía e Janeiro 18
de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Para o Capitão Carlos de Sepul-


veda sobre a demasiada farinha que
toma nas embarcações que vão àquele
socorrer e
porto: e irem os pagadores
fardar a Infantaria.
Recebi a carta de Vossa Mercê de 17 do
corrente, e sobre o particular de que Vossa Mer-
cê me dá conta, não tive até o presente queixa
alguma de seu procedimento, nem eu havia de
dar crédito à dita queixa, pelo conhecimento que
dele tenho: mas não posso deixar de reparar que
é muita a farinha que Vossa Mercê toma para a
no-
gente que trabalha nessa fortaleza, que pela
tícia que tenho, tira Vossa Mercê de cada em-
barcação que passa por ela, dez, doze, e mais
sírios de farinha, e da que vinha para a Nova
Colônia, tirou Vossa Mercê trinta, e que desta
farinha dá Vossa Mercê a que é necessária para
sustento da gente que trabalha nessa força, e a
mais a manda a esta cidade a seus amigos: e não
parece justo, que a farinha que vem para se ven-
der ao Povo, e de partes, tire Vossa Mercê dela
— 291 —

sírios, e só poderá Vossa


tanta quantidade de neces-
Mercê tomar os que forem precisamente
aí trabalham pagan-
ãrios para as pessoas que
estas se podem reme-
do os pela taxa; porque
o Povo desta cdafe
dL «ato depressa do que
não tem outra parte de onde se valha. Vao
que
e fardar a Infantaria
os pagadores a socorrer,
e armas, o ano que se
aue assiste nesse presídio
fardas vencidas. Deus
lhe deve de seus soldos, e
a Vossa Mercê. Baía e Janeiro 20 de
guarde
1705.
Dom Rodrigo da Cosia

Fran-
Para o Capitão de Cavalos
remeter os sol-
cisco Pereira do Lago
declara.
dados presos, e as listas que

me envie logo por esse P«*™*^j£ L

^
tem vindo fazer ate o presente, a Vossa Merc
os ditos soldados. Deus guarde
Baía e Janeiro 23 de 1605.
Dom Rodrigo da Costa
_- 292 -

Para o Doutor Corregedor com a


carta de Manuel Tavares e examinar
as roças que estão plantadas.
Com esta remeto a Vossa Mercê a carta
inclusa que Manuel Tavares de Sá me escreveu,
para que vendo Vossa Mercê o que nela me re-
presenta lhe defira que fique este sujeito livre
das vexações que padece.
Encarrego muito particularmente a Vossa
Mercê se informe das roças que há em todas
essas vilas, e faça vistoria nas que puder, exami-
nando se se tem plantado a quantidade de covas
a respeito das pessoas que cada lavrador tem de
serviço; e todos os que o não tiverem feito os
mandará Vossa Mercê prender, e remeter à ca-
deia desta cidade.a minha ordem. Deus guarde
a Vossa Mercê. Baía e Janeiro 23 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Provedor da Fazen-


da Real da Vila dos Ilhéus, André Vie-
gas, Pereira, sobre as fortificações, e
casa da pólvora daquela Capitania, e
sobre não consentir que nenhuma em-
barcação das que não forem da car-
reira vá à mesma Vila buscar farinha,
e quando suceda ir alguma prenda o
Mestre dela e o remeta a esta cidade
com a embarcação; e que faça o mesmo
às que forem a aquele porto carregar
para o Rio de Janeiro.
Três de Vossa Mercê recebi,- duas de 21,
e outra de 22 de Dezembro do ano passado; nes-
ta me dá Vossa Mercê conta do estado em que
— 293 <-

dessa
estão as fortificações digo as fortalezas
a
Vila, e artilharia dela e tudo o mais tocante
sua defensa: se for necessário fazer-se alguma
Vossa
obra mais, nas ditas fortalezas, me dará
do
Mercê parte, para eu ordenar ao Procurador
fa-
Donatário, a mande fazer por conta de sua
zenda, visto a de Sua Majestade, que Deus guar-
a
de. não estar obrigada a isso. No que toca
ofi-
casa da pólvora, fará Vossa Mercê com os
Povo
ciais da Câmara dessa Vila, para que o
casa,
dela concorra com o necessário para a dita
em estar a pólvora, na do
pelo perigo que tem
Almoxarife, exposta a algum incêndio que possa
a
acontecer, e ficar por essa causa destruída
mesma Vila, e seus moradores.
Os quatrocentos sírios de farinha, que trou-
xe em sua companhia o Alferes João de Araújo,
ainda que não chegaram a tempo de irem para
com
a Nova Colônia, vieram em ocasião de remir
de fa-
eles a necessidade que este Povo padecia
rinha, com o qual a mandei repartir; e agradeço
na
a Vossa Mercê o cuidado, com que se houve
nessa
diligência de a remeter. Tenho notícia que
vila está uma sumaca de Domingos Rodrigues,
e
carregada de farinha para o Rio de Janeiro, a
desta cidade para
que outras muitas que vão o mesmo:
do dito Rio, entram nesse porto a fazer
em se
e pelo prejuízo que se segue, a este Povo,
seu sus-
divertir a farinha, que é necessária, para em
tento; deve Vossa Mercê pôr todo o cuidado nao
cuidar, que nenhuma embarcação, das que a-
a ela
forem da carreira dessa vila vá carregar
ou outra
rinha, para a levar para o mesmo Rio
alguma destas em-
qualquer parte: e no caso que farinha,
barcações entre nesse porto a buscar
- 294 -

Rio, ou outra qual-


para a levar para o mesmo
alguma destas
quer parte: digo: e no caso que
embarcações entre nesse porto a buscar farinha,
Vossa Mercê prenderá o Mestre dela, e o re-
meterá junto com a dita embarcação, a esta ei-
dade, a minha ordem; e o mesmo executará Vos-
sa Mercê sendo sabedor, que levam negros, ou
que os vão comprar a essa Vila. Deus guarde a
Vossa Mercê. Baía e Janeiro 25 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Juiz Ordinário da


Vila dos Ilhéus, Manuel Antunes Fa-
leja sobre ser necessária informação
dos Oficiais da Câmara da mesma Vila
para resolver o que se há de obrar no
particular que trata: e como se deve
haver com o Sargento-mor da dita
Vila.
Para responder a carta que recebi de Vossa
Mercê de 10 de Dezembro do ano passado, me
é necessário informar primeiro, dos oficiais da
Câmara dessa Vila, se é estilo, irem eles atrás da
sua
procissão em Corpo da Câmara, e com a
informação, resolverei o que se há de obrar, so-
bre o particular de que Vossa Mercê me dá con-
ta na dita carta. Também me parece dizer a Vos-
sa Mercê, que não desacerto prender Vossa
Mercê o Ajudante, suposto não ser ele agressor
da pendência; visto ser o fim da dita prisão, o
evitar-se alguma ruina que pudesse acontecer:
e juntamente escrevo ao Sargento-maior dessa
1 Vila se haja com os oficiais de justiça com toda
a sociedade, e bom termo, por convir, ao serviço
- 295 -
o dito
de Sua Majestade, que Deus guarde, e
deve
Senhor assim o ordenar; e Vossa Mercê
ofi-
também da sua parte fazer o mesmo, com os
o
ciais maiores de milícia, e com mais razão com
do
Sargento-maior dessa Vila, que está em lugar
os
Capitão-mor porque não havendo união entre
mi-
Ministros de Justiça e os oficiais maiores da
Ma-
lícia, não se poderá fazer o serviço de Sua
iestade bem feito, e tudo serão desacertos, e dis-
córdias; e fique Vossa Mercê entendendo, que
ou
nos casos militares pode o Sargento-maior,
e
outro oficial de milícia, prender os agressores;
com
sucedendo achar-se oficial de justiça junto
o que
outro de milícia, em qualquer pendência,
naquele sofra-
prender primeiro os delinqüentes
sendo seus os presos,
gante (sic) delito, ficam de
não havendo ferimento algum, por que hajam
oficial
ser punidos, porque nesse caso, deve o
toca
de milícia entregar o preso à justiça a quem
a
o castigo da culpa que cometer. Deus guarde
Vossa Mercê. Baía e Janeiro 17 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

da
Carta para o Sargento-mor
de
Vila dos Ilhéus Baltasar Furtado
Mendonça e Eça sobre a prevenção
com que está, e deve estar para qual-
fazer com que
quer intento do inimigo, armas, e
todos os soldados tenham
dá cumpri-
ter cuidado em ver se se
Sal-
mento à ordem que tem o Alferes
ver o mar.
vador Lopes, para mandar
do ano pas-
Em carta de 22 de Dezembro
do estado em
sado, me dá Vossa Mercê conta
296 -

que tem as fortalezas dessa Vila, e prevenção


com que ela está para acudir a qualquer inten-
to do inimigo, que a pretenda invadir: no que
toca às ditas fortalezas, suposto se abater com
os pés a erva que nelas nasce, sempre é justo
que esta se limpe, para que não cause alguma
ruina nas carretas, e se veja a danificação que
tiverem. Os soldados que se acham sem armas,
ainda^que sejam pobres, tendo com que possam
comprá-las, deve Vossa Mercê obrigá-los a tê-
Ias, e só isentará desta obrigação aquelas pes-
soas que totalmente não tiverem, por sua muita
pobreza com que as compre; e estes terão os
seus dardos com dois ferros: às Companhias
da Ordenança, fará Vossa Mercê exercício nos
Domingos, e dias santos, porque nestes, se não
divertem os soldados do seu trabalho, e o mes-
mo se observa em todas as praças: Vossa Mer-
cê terá grande cuidado, em ver se se dá cum-
primeiro à ordem que tem dado ao Alferes Sal-
vador Lopes, para mandar ver o mar; porque
tenho notícia aparecem quatro navios sobre Per-
nambuco, e se não sabe de que nação sejam, e
pode acontecer que venham correndo a costa, e
intentem entrar em algum dos portos dela; e
nesta consideração faço este aviso a Vossa
Mercê, para que esteja prevenido, e com toda a
vigilância, e cautela, e ordene aos Mestres das
embarcações que saírem desse porto, se não fiem
dos navios que encontrem no mar, pelo perigo
que podem correr, se não forem acautelados.
Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Janeiro
27 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 297 -

Carta para o Sargento-mor Bal-


tasar Furtado de Mendonça e Eça
sobre as dúvidas que teve com o Juiz
da Vila dos Ilhéus Manuel Antunes
Faleja.

Recebi a carta de Vossa Mercê de 10 de


me dá con-
Dezembro do ano passado, em que
Mercê, e o
ta das diferenças, que entre Vossa
Faleja, houve acerca da
Juiz Manuel Antunes
do Capitão Pascoal Gon-
prisão do Ajudante, e o me
çalves de Paiva; e vendo juntamente de que Vossa
representou o dito Juiz, queixando-se
Mercê se haver com ele, sobre o mesmo parti-
Vossa
cular, com mau termo: me parece dizer a
se deve
Mercê que com os Ministros de Justiça
ter toda a boa sociedade, e correspondência,
discórdia e o ser-
para que não haja a menor acer-
viço de Sua Majestade se faça com todo o
to, por o dito Senhor assim o ordenar; e para
devido às justiças,
que o povo tenha o respeito maiores
lho devem guardar também os oficiais
todo
de milícia, e nobreza dessa Vila. dando-lhe
Advir-
o favor, e ajuda que lhe for necessária.
ta Vossa Mercê que nos casos acidentais que
os oti-
sucedem, podem prender os delinqüentes,
casos
ciais de justiça, ainda que sejam os ditos
oti-
militares e se achem presentes os mesmos
ciais de milícia; e fica sendo o preso de quem
entre os agres-
primeiro pegar nele, e havendo
sores culpa por que hajam de ser punidos pela
o ohcial ae
justiça, nesse caso, deve entregar
milícia o preso à mesma justiça para o castigar
como merecer a culpa que tiver cometido: este

iJk
— 298 -

é o estilo que se observa, para se evitarem dú~


vidas entre os oficiais de milícia e justiça. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Janeiro 27 de
1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila dos Ilhéus, sobre não con-
sentirem que nenhuma embarcação vá
àquela Vila buscar farinha, assim para
o Rio de Janeiro, como para outra
qualquer parte, que a que vier para
esta cidade seja nos barcos da car-
reira; e que não consintam também
que se venda negro algum às ditas
embarcações.
Em companhia do Alferes João de Araújo,
chegaram os quatrocentos sírios de farinha, que
por ele mandei conduzir, para o Nova Colônia:
e ainda que não vieram a tempo de os remeter;
foi em ocasião de remir com eles a necessidade
de farinha, que este Povo padecia, com quem os
mandei repartir: e agradeço a Vossas Mercês
a diligência com que se houveram na sua con-
dução: suposto que o meu intento, não era dar
o mínimo detrimento aos moradores dessa Vila:
porque o mandar eu a ela buscar esta farinha,
foi ocasião, ver, que as embarcações que ve tn
desse porto trazem farinha para vender nesta
cidade, e por esse respeito a mandei conduzir
dessa Vila, e se os seus moradores tiveram ai-
guma vexação em dar a dita farinha, foi por se
lançar esta aos lavradores pobres,
que os mais
- 299 -

ricos ficaram isentos desta repartição, para ve..-


derem a sua farinha por alto preço às embar-
cações que desta cidade vão a esse porto, bus-
cá-la, para a levar para o Rio de Janeiro, como-
tenho notícia o fazem, e fizeram alguns dos ofi
ciais que serviram nessa Câmara, o ano passado
muito) e juntamente
(o que é para estranhar
Vila, uma sumaca de Do-
que se prepara nessa
migos Rodrigues, para ir carregada de farinha
Mercês o devem evi-
para o dito Rio; e Vossas
tar por todos os meios, não consentindo, que
embarcação alguma vá à dita Vila carregar de
farinha, assim para o Rio, como para outra
se segue de fi-
qualquer parte pelo prejuízo que
car esse e este Povo sem aquela farinha para seu
sustento; e a que vier para esta praça seja nas
embarcações, que são da carreira dessa Vila;
e a mesma diligência farão Vossas Mercês, para
e quando sejam
que se não venda negro algum,
sabedores de que alguma das referidas embar-
cações, vão carregar de farinha ou comprar ne-
desta praça, para
gros a essa Vila, ou os levam
o Rio de Janeiro mandarão Vossas Mercês
com a mesma
prender o Mestre, e o remeterão
embarcação a esta cidade, a minha ordem. Deus
e Janeiro 26 de
guarde a Vossas Mercês. Baía
1705.
Dom Rodrigo da Cosia
~- 300 -

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila dos Ilhéus sobre informa-
rem o que se observa na procissão de
Nossa Senhora da Conceição que se
costuma festejar na mesma Vila.

Para evitar algumas dúvidas, e discórdias,


que sucede haver, quando sai a procissão de
Nossa Senhora da Conceição (cuja celebridade
se festeja nessa Vila) indo atrás da dita pro-
cissão a Companhia que assiste de guarda à
porta da Igreja, é necessário que Vossas Mer-
cês me informem, se os oficiais dessa Câmara a
acompanham em corpo de Câmara; e se é es-
tilo ir também acompanhar a mesma procissão o
Sargento-maior dessa Vila, e em que lugar vai.
e do que se usou sempre em semelhante ato, me
darão Vossas Mercês conta com toda a cia-
reza, para resolver o que for mais conveniente
ao serviço de Sua Majestade, que Deus guarde,
e quietação desse Povo. Deus guarde a Vossa
Mercês. Baía e Janeiro 26 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite, para que em a recebendo
prenda os soldados de cavalo, na lis-
ta que acompanhou esta, nomeados.

Tanto que Vossa Mercê receber esta vá


logo prender os soldados de cavalo inclusos na
lista junta; levando em sua companhia o Sar-
gento e soldados desta praça, que mando para
- 301 -

o acompanharem, e assim que Vossa Mercê for


os irá remetendo
prendendo os ditos soldados,
à cadeia desta cidade, e não excetuará nenhum
ainda que estejam doentes. Esta diligência, é
à custa dos referidos soldados de cavalo; por-
desta praça, desde o dia
que hão de vencer os
cada um por dia, o
que dela sairem, a tostão
Sargento a duzentos réis, e Vossa Mercê a 320:
e todos os soldados de cavalo que se não acha-
rem em suas casas, e constar a Vossa Mercê se
escondem afim de não virem presos, lhes porá
Vossa Mercê todos os soldados de infantaria
à porta: e depois de passados dois dias, se não
aparecerem; vencerão daí em diante, assim Vos-
sa Mercê como o Sargento, e os ditos soldados
os seus salários em dobro, até o de cavalo em
cuja porta se tiver posto guarda, aparecer.
Para constar o tempo que assistiu a dita guarda,
se ela
à porta do soldado de cavalo em que
uma certidão do Ca-
puser, tirará Vossa Mercê
dos mesmos
pitão, ou dos Cabos da Companhia dos
soldados, com toda a distinção, e clareza,
dias que em cada uma delas esteve a dita guar-
da, para se lhe pagar, o que venceram: e qu.m-
le-
do Vossa Mercê for a fazer estas prisões,
vara consigo o Sargento, e todos os soldados
se lhe tor a
que vão para o acompanharem:
Vossa Mercê necessário alguma gente rna-.s
Coronéis, bar-
para esta diligência, a pedirá aos
Ordenança dos
gentos-maiores, e Capitães da c? -
distritos onde morarem os ditos soldados de
o
valo, para que dêem a Vossa Mercê, todo
favor e ajuda que houver mister, e lhe encarre-
toda a pon-
go muito execute esta ordem com
- 300 -

Carta para os oficiais da Cama-


ra da Vila dos Ilhéus sobre informa-
rem o que se observa na procissão de
Nossa Senhora da Conceição que se
costuma festejar na mesma Vila.

Para evitar algumas dúvidas, e discórdias,


que sucede haver, quando sai a procissão de
Nossa Senhora da Conceição (cuja celebridade
se festeja nessa Vila) indo atrás da dita pro-
cissão a Companhia que assiste de guarda à
porta da Igreja, é necessário que Vossas Mer-
cês me informem, se os oficiais dessa Câmara a
acompanham em corpo de Câmara; e se é es-
tilo ir também acompanhar a mesma procissão o
Sargento-maior dessa Vila, e em que lugar vai,
e do que se usou sempre em semelhante ato, me
darão Vossas Mercês conta com toda a cia-
reza, para resolver o que for mais conveniente
ao serviço de Sua Majestade, que Deus guarde,
e quietação desse Povo. Deus guarde a Vossa
Mercês. Baía e Janeiro 26 de 1705.
Dom Rodrigo da Cosia

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite, para que em a recebendo
prenda os soldados de cavalo, na lis-
ta que acompanhou esta, nomeados.

Tanto que Vossa Mercê receber esta vá


logo prender os soldados de cavalo inclusos na
lista junta; levando em sua companhia o Sar-
gento e soldados desta praça, que mando para
- 301 ~~

o acompanharem, e assim que Vossa Mercê for


os irá remetendo
prendendo os ditos soldados,
à cadeia desta cidade, e não excetuará nenhum
ainda que estejam doentes. Esta diligência, é
à custa dos referidos soldados de cavalo; por-
os desta praça, desde o dia
que hão de vencer
cada um por dia, o
que dela saírem, a tostão
Sargento a duzentos réis, e Vossa Mercê a 320:
e todos os soldados de cavalo que se não acha-
rem em suas casas, e constar a Vossa Mercê se
escondem afim de não virem presos, lhes porá
Vossa Mercê todos os soldados de infantaria
à porta: e depois de passados dois dias, se não
aparecerem; vencerão daí em diante, assim Vos-
sa Mercê como o Sargento, e os ditos soldados
os seus salários em dobro, até o de cavalo em
cuja porta se tiver posto guarda, aparecer.
Para constar o tempo que assistiu a dita guarda,
se ela
à porta do soldado de cavalo em que
uma certidão do Ca-
puser, tirará Vossa Mercê
dos mesmos
pitão, ou dos Cabos da Companhia dos
soldados, com toda a distinção, e clareza,
dias que em cada uma delas esteve a dita guar-
da, para se lhe pagar, o que venceram: e qum-
le-
do Vossa Mercê for a fazer estas prisões,
vara consigo o Sargento, e todos os solda.o.
se lhe lor a
que vão para o acompanharem: ma-s
Vossa Mercê necessário alguma gente
Coronéis, bar-
para esta diligência, a pedirá aos
Ordenança dos
gentos-maiores, e Capitães da ca-
distritos onde morarem os ditos soldados de
o
valo, para que dêem a Vossa Mercê, todo
favor e ajuda que houver mister, e lhe encarre-
toda a pom
go muito execute esta ordem com
- 302 -

tualidade. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e


Janeiro 28 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Manuel


Alves Vara jão sobre lhe ordena:
prenda toda a pessoa que vender c
alqueire de farinha por mais de 400
réis.

A farinha que o Mestre An mio de Mei-


reles, trouxe no seu barco, se entregou às pes-
soas para quem vinha: tenho reparado, que toda
a que vem desses distritos, é para partes, e ne-
nhuma para o Povo; e a causa desta falta, é
venderem esses lavradores a farinha por mais
de 400 réis em que está taxado o alqueire, a
não
quem lha vai comprar, e por esse respeito, a
mandam para esta cidade. Para evitar o pre-
juizo que disso se segue ao mesmo Povo; orde-
no a Vossa Mercê prenda todas e quaisquer
pessoas que Vossa Mercê souber vendem o ai-
queire de parinha por mais de 400 réis e as re-
d meta à cadeia desta cidade, e faça vir para ela
toda a que for possível para o dito Povo, pois
(pelas notícias que tenho) se acham esses dis-
tritos com muita abundância de mandiocas.
Esta ordem participará Vossa Mercê ao seu
Sargento-maior, para que a execute, e ordene
de minha parte, aos Capitães do seu Regimen-
to, que cada um no seu distrito a observe in-
violavelmente. Baía e Janeiro 22 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 303 -

Carta que se escreveu ao Capi-


tão Carlos de Sepulveda sobre estar
com toda a vigilância, prontidão, e
cautela para acudir a qualquer aco-
metimento a respeito de quatro navios
e man-
que se viram em Pernambuco,
dar vigiar o mar de manhã, e tarde
a ofensa ou de-
para se prevenir para
fensa que for preciso fazer, e do que
houver dar conta. Esta mesma carta
do
se escreveu ao Capitão da Vila
e
Camamú, ao da Vila de Boipeba,
Capitão-mor de Porto Seguro assim
como está registada.
a Vossa
Ainda que tenho recomendado a
com toda preven
Mercê várias vezes, esteja
çâo e cautela, para ^ída
£•»£"?££ t

J, e sePnão •*£«£££
a^ta e*£
acontecer que venham correndo delato de
tentem entrar em algum dos portos
esteja com toda
no novamente a Vossa Mercê acudir^a
a vigilância, prontidão, e cautela para oferece se
qualquer acontecimento que possa
aoeMesUea
e mandará Vossa Mercê advertir
dos por o dessa
das embarcações que sairem
nav.o algum que
Capitania que se não fiem de
nao suceda : pe
encontrarem no mar, para que
rigarem na sua mesma contaiça po
iviercJalta
cautela. Deus guarde a Vossa
29 de Janeiro de 1705.
Dom Rodrigo da Costa f
- 304 -

Carta para o Capitão-mor de Se-


regipe de El-Rei sobre se não poder
repartir as Companhias de ordenança
daquela Capitania, por ser ordem de
Sua Majestade se não crie posto ai-
gum de novo; e estar com toda a caute-
tela e prevenção, em razão dos navios
que aparecem.

Duas cartas de Vossa Mercê recebi, am-


bas de 12 do corrente; e no que respeita, ao
particular do sucesso, que aconteceu ao Alferes
Arsênio Alves, como na minha jurisdição, se
não compreende a eclesiástica, me não toca cas-
tigar o clérigo que ofendeu o dito Alferes.
Sobre as Companhias da Ordenança dessa
Capitania, que Vossa Mercê me representa são
dilatados os seus distritos, e tem a maior parte
delas mais de cento e sessenta homens, me não
é possível reparti-las, por o impedir as ordens
que há de Sua Majestade, que Deus guarde,
neste Governo Geral, em que manda se não crie
de novo posto algum de milícia: e para que os
soldados das ditas Companhias se avisem para
acudirem às mostras, e às obrigações, deve Vos-
sa Mercê ordenar aos Capitães delas nomeem
para Sargentos, e Cabos de Esquadra as pes-
soas que morarem no meio das mesmas Compa-
nhias, repartindo os soldados delas em Esqua-
dras, para que os Cabos saibam os que tocam à
sua, e possam avisar os ditos soldados com bre-
vidade, e todos acudirem às mostras pronta-
mente.
- 305 -
Pernam-
Tenho notícia apareceram sobre
navios, e se não sabe de que nação
buco quatro
acontecer, que venham
sejam; e porque pode entrar em algum
correndo a costa, e intentem
Vossa Mercê, este,a
dos portos dela; ordeno a acudir a
com toda a cautela, e prevenção, para oferecer-se:
qualquer acometimento que possa aos Mestres
avisar
e mandará Vossa Mercê
dos portos dessa
das embarcações que saírem
fiem de navio algum,
Capitania, para que se não
no mar pelo perigo que po-
que encontrarem com cautela. Deus
dem correr, se não forem
a Vossa Mercê. Baía e Jane.ro 28 de
guarde
1705.
Dom Rodrigo da Costa

Pe-
Carta para o Capitão Fernão
lhe encarre-
reira da Rocha sobre se
o resto da
oar venha com brevidade
da oficina da
madeira para a casa
pólvora.

„ „sr ,°»X"-. - rei te


com
rt Aindante Manuel de Góis,

e agradecea Vossa N
a casa da pólvora,
se houve nad> g
o cuidado, e zelo com que conheço[^
de as fazer remeter. Bem
pinteiros, que ««^^TJL conven
como
con.
buscam sempre a sua
negócio não tem já remedia e oque c
este
- 306 -

que as chuvas não façam dano às paredes; e


por esse respeito encarrego muito a Vossa Mer-
cê tenha grande cuidado em aplicar as ditas ma-
deiras, e fazê-las vir com toda a brevidade pos-
sivel, para se dar fim a esta obra, antes que o
inverno entre, que nisso faz Vossa Mercê gran-
de serviço a Sua Majestade, que Deus guarde.
Guarde Deus a Vossa Mercê. Baía e Janeiro
30 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para Nicolau da Fonseca


Tourinho sobre o gado que se cria no
termo da Vila de Boipeba.
Ao requerimento que me fizeram os ofi-
ciais da Câmara dessa Vila, por parte do Povo
dela, acerca de me pedirem lhe concedesse fa-
culdade, para criarem dentro do termo da dita
Vila, os seus gados, lhe não deferi por ser con-
tra o serviço de Sua Majestade, que Deus guar-
de e atender eu ao prejuízo das lavouras dos
moradores dessa Vila; e por esse respeito, se
deve dar cumprimento ao bando que mandei
lançar, sobre se matarem os gados que se acha-
rem dentro das mesmas lavouras, constando
terem feito nelas algum dano: nem tãopouco,
despachei petição alguma, de morador dessa
Vila, em que lhe concedesse poder criar gado
nela. Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Ja-
neiro 30 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

I
- 307 -

Carta para o Sargento-maior da


Vila de Boipeba, sobre mandar noti-
ficar aos Padres Vigário e Coadjutor..
e aos mais moradores da mesma Vila
os retirem para
que tiverem gados a lavou-
parte onde não prejudiquem
ra.
esta man-
Assim que Vossa Mercê receber
e Coadjutor des-
de notificar ao Padre Vigário tiverem
sa Vila e os mais moradores dela que
de qualquer casta que seja, os retirem
qados lavoura algu-
rara parte onde não prejudiquem Vila: e quando os
ma dos moradores da mesma
o nao taçam
ditos Padres, e mais moradores «uta. para
brevemente, me dará Vossa Mercê ao ser-
eu resolver o que for mais conveniente e bem
viço de Sua Majestade, que Deus guarde, a Vossa
comum desse Povo. Deus guarde
Mercê. Baía e Janeiro 30 de 1/U!).
Dom Rodrigo da Costa

de
Carta para o Capitão Carlos
licença
Sepulveda sobre lhe conceder
e nao pro.-
para vir a esta cidade, a.
bir que tome nos barcos que por
necessária para
passarem a farinha
sustento dos Oficiais.
duas cartas de Vossa Mercê de 19
Recebi
muito que os
e 30 de Janeiro passado; e estimo
soldados desse presídio, ficassem »tjsfatoa.^
A licença que
farda e socorro que se lhes deu.
esta cidade
Vossa Mercê me pede para vir a
- 308 -

lha concedo, deixando Vossa Mercê em seu lu


ficar na sua ausência,
gar o oficial que é estilo
e os soldados dela.
governando essa fortaleza,
Não proibo a Vossa Mercê tome nos barcos que
necessária para sus-
por aí passarem, a farinha
tento dos oficiais que trabalham na dita forta-
leza e dos soldados dela; e só lhe advirto que
seja com moderação, como lhe tenho ordenado,
Mercê a me-
para que não haja, contra Vossa
nor razão de queixa. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Fevereiro 3 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão-mor da Ca-


pitania dos Ilhéus Martinho de Cou-
ros ou de Freitas Couros (sic) sobre
mandar prender os soldados desta
praça, que andam pelas vilas daquela
Capitania.
O Ajudante portador desta, entregou o
re-
preso Teodósio Cardoso, que Vossa Mercê
meteu à cadeia desta cidade, aonde fica seguro,
na forma da minha ordem; e pareceu-me agra-
decer a Vossa Mercê, como por esta o faço,
o cuidado com que Vossa Mercê a executou, o
¦¦
qual acredita bem o zelo, e obediência que Vos-
sa Mercê me representa, de que eu nunca du-
videi.
Tenho notícia de que por essas vilas, e dis-
tritos da sua jurisdição, andam muitos soldados
que se teem ausentado desta praça, com o que
recebe grande falta, e prejuízo o serviço de Sua
Majestade, que Deus guarde, e assim ordeno,

I
- 309 -
Mercê, que em teu-
, recomendo muito a Vossa
andar qualquer dos
Ac°Znoticia da parte aonde a dissimula-
soldados fugidos, com toda
o mande prender logo, e remeta
jre cautela

ESSE: 255S.-5ÜS
Fevereiro 4 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-maior


sobre as amar-
Manuel Pinto de Eça
ras que mandou.
o cuidado com
Agradeço a Vossai Mercê
** '°90 que elas
^tZ^SÍi
o custod
da Real mandasse satishir ^
estl*°
amarras, na forma do Vossa
a
Francisco Lamberto, «cocava
lhe^esc eve o
Mercê, mandasse fazer, V^«
vedor-mor; que estas que
remeteu, por minha ordem, as ^ naus de bu Ma,
para o Rio de Janeiro para
Deus guarde. Guarde ue
jestade que 5 de 171».
sa Mercê. Baia e Fevere.ro
Costa
Dom Rodriflro da
- 310 -

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite sobre não continuar na di-
ligência da prisão dos soldados de ca-
valo.
Os soldados de cavalo, que Vossa Mercê
remeteu presos, os mandei soltar, por me cons-
tar, por informação do Furriel, e Cabos da sua
companhia, e escrito do seu Capitão Francisco
Pereira do Lago, não mandara avisar a tempo,
assim a estes soldados como aos mais, para vi-
rem passar mostra, e que a falta que tiveram os
ditos soldados não foi por omissão sua. Vossa
Mercê não continue mais nesta diligência, e re-
tire o sargento, e soldados da praça que tiver
^s portas dos de cavalo; avisando-me dos dias
que tem gasto na dita diligência, para mandar
satisfazer da fazenda dos soldados de cavalo, a
que Vossa Mercê, o sargento, e os desta praça
tiverem vencido,
Dom Rodrigo da Costa

Torno a recomendar a Vossa Mercê a di-


ligência que lhe encarreguei tocante ao comboi,
e se lhe forem necessários para ela os ditos sol-
dados e sargento, pode Vossa Mercê levá-los
em sua companhia. Deus guarde a Vossa Mer-
cê. Baía e Fevereiro 7 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

m
- 311 —

Carta para o Provincial do Car-


segun-
mo desta cidade sobre escrever
de je-
da carta ao Padre Frei Diogo
do Kio
sus, que assiste na Aldeia
Capitão-
Real, para que entregue o
mor dela.
Cristóvão de
O Padre Missionário Frei
a carta de Vossa
Santa Tereza me noticiou, que
lhe remetia, parsoPar
Reverendissima, que eu assiste na Aldeia
dre Frei Diogo de Jesus (que e Sargen-
Io Rio Real) entregar o Capitão-mor de Oliveira
Veríssimo
to-mòr dela ao Capitão
tiveram mau sucesso as ditas cartas, com
Seroa ao
^pendência que sucedera, mato.P°^J e porque
*« levava com uns negros do
_£___-. ^avraaSrfrsec
J ma «f^^^^S-d.
Capitao-mor eôa Âvjla
tregue o
Aldeia, ao Capitão Franc.*° Deus
ou ^9™ p
sem a menor dilaçao, e
a Vossa Reverendiss.ma. Baia
guarde
reiro 11 de 1705. Dom ^-^ ja Cosia
Missionário
Carta para o Padre Tereza^ com
Frei CrSovão de Santamais, uma para
rrmal se remetem duas
Frei Diogo, eout« P- o
oqPadre de Ávila.
Capitão Francisco D.as
Agradeço muito aJgPa^
desejo que me s^nifica tem
grande sinto ^
boa a minha saude, e que
- 312 -

tual efeito, a minha ordem, pelas causas que Vos-


sa Paternidade me representa na sua carta de 8
do corrente: e para que se consiga com toda a
eficácia o que por ela resolvi, torno com esta a
remeter a Vossa Paternidade carta para o Capi-
tão Francisco Dias de Ávila com outra do Pro-
vincial do Carmo para executar o que nela lhe
ordena, o Padre Frei Diogo de Jesus, e o dito
Capitão o que eu lhe recomendo, ao qual man-
dará Vossa Paternidade entregar a dita carta
em mão própria. Também lhe ordeno prenda to-
dos os índios pertencentes a essa Aldeia, que es-
tiverem espalhados pelas casas de quaisquer mo-
radores, e os entregue aos oficiais que Vossa Pa-
ternidade lhe avisar, remetendo presos à cadeia
desta cidade as pessoas que repugnarem tirar-
lhes os ditos índios de seu poder; e para que o
dito Capitão obre com maior brevidade, lhe re-
meterá Vossa Paternidade um rol dos nomes dos
índios que deve prender, e dos moradores em
cujas casas estão, para que ele se não desculpe,
com a razão de que os não conhece, e Vossa Pa-
ternidade me avisará de tudo o que se for obran-
do para o ter entendido. Deus guarde a Vossa
Paternidade. Baía e Fevereiro 11 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Francisco


Hil Dias de Ávila, sobre mandar presos ao
Capitão-mor e Sargento-mor da Aldeia
do Rio Real. '
A carta do Provincial do Carmo que com
esta remeto a Vossa Mercê, a entregará em mão
própria do Padre Frei Diogo de Jesus, assisten-
- 313 -
há de entre-
tP na Aldeia do Rio Real, pela qualo Cap.tao-mor
lar o dito Padre a Vossa Mercê,
Aldeia, os quais me
fsarqento-maior da mesma e seguros a ca-
remeterá Vossa Mercê presos, ordeno a Vossa
ITa desta cidade: e outrossim
os índios, que estive-
Mercê prenda logo todos de
fim espalhados pelas casas quaisquer mora-
do Massarandup.o,
dores pertencentes à Aldeia o Padre Miss.o-
c os enüegará aos oficiais, queSanta Tereza. avi-
de
nár o dela Frei Cristóvão
entregar: e havendo
sa a Vos a Mercê, os pode
S;erssaoa Vossa.Mer-
alguma que repugne tirar-lhe
índios, Vossa Mercê
cê de seu poder os ditos desta cidade a
a prenderá e remeterá à cadeia conta de haver
minha ordem, dando-me logo o cuidado
«ecutado esta, para me ser presentese emprega
Mercê
e dilSa com que Vossa Deus guarde.
no serviço de Sua Majestade que e Fevereiro
Baía
Deus^uSde a Vossa Mercê.
11 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Manuel Al-
Carta para o Capitão
a execução
ves Varajão sobre subster mandado
da ordem que se lheihavta^farmh po
tocante aos que vendema todosi os mo
mais da taxa: e notif.car

cuja razão, e
rquÍShVmt:S',por
- 314 -

a de ser tempo de plantar as mandiocas, sus-


a execução de prender os
penderá Vossa Mercê
tais culpados como lhe ordenava, por cuidar o
às ditas plantas de
grande prejuízo que resultaria
se desinquietarem esses moradores em tempo se-
melhante: Vossa Mercê obrou com a atenção
Vossa Mercê subs-
que devia: e assim ordeno a
tenha a execução da minha ordem, até outra mi-
nha: e mandará Vossa Mercê notificar de mi-
nha parte a todos esses moradores, que nenhum
venda farinha por maior preço de 400 réis sob
a cadeia
pena de os mandar vir presos para
desta cidade, pagarem a condenação imposta
nos bandos, e serem degredados para Angola,
da qual notificação me remeterá Vossa Mercê
certidão em que venham declarados os nomes
dos nojficados.
O Mestre Antônio de Meireles entregou 20
alqueires de farinha que Vossa Mercê remeteu
dinheiro de
para o gasto de minha casa, e leva o
sua importância. E porque há muitos dias que
não vem desses distritos, farinha para o Povo
desta cidade, Vossa Mercê se não descuide em
fazer vir toda a que puder, sem que totalmente se
divirtam as fabricas na presente ocasião das
plantas, para que seja menos sensível a falta que
se experimenta. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Fevereiro 12 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

ti
1
M. ¦ ¦
BI
- 315 -

Carta para o Capitão Francisco


Ferreira de Vasconcelos sobre dar
conta do que tem obrado o Ajudante
dos soldados
José Pereira, na prisão
de cavalo, a que foi.
o
Há perto de um mês, que foi desta praça,
Sargento Manuel
Ajudante José Pereira com o fal-
Ferreira, e os soldados deste presídio, que
resolvi, e forma
taram à mostra, a prisão, que
levou; e porque
expressada na dita ordem que efeito a sua
até o presente tem sortido tão poucoe tenho noti-
diligência, que nada tem obrado, cidade varias
dâ certa de que tem vindo a esta deixando
vezes, a tratar de suas conveniências, so t a-
e
a execução do que lhe encarreguei, que Mercê
Vossa
ta dos seus passeios, e intçresses.
ha neste paru-
logo logo me dê conta, do que
maio.-certeza,
cular, para me ser presente com e de minha
o procedimento do dito Ajudante; mviolavel-
narte lhe diqa Vossa Mercê, execute
Pmen
e comtoda a brevidade, a*fj^ de cavala
o mandei: e que quando os soldados na* casas
nao estejam
que deve trazer presos,
aonde são moradores, traga .'"!miss^e'1°^ oui paren
em seu lugar, presos, os pa s, irmãos dar conta, nao
tes, que deles devam ter notícia e
«ecuçaoque
se demorando um instante nesta
»«£«"«
também hei a Vossa Mercê por
Deus a Vossa Mercê. Baia e te
gada. guarde
vereiro 12 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 316 -
Fer-
Carta para o Ajudante João
sus-
reira Leite sobre se lhe ter avisado lhe
ordem que se
penda a execução da dos sol-
havia mandado para a prisão
dados de cavalo.
de Vossa Mer-
Quando me chegou a carta
eu tinha escrito a
cê de 6 do presente mês, já mês, nao con-
Vossa Mercê em sete do mesmo os so -
tinuasse mais na diligência, de prender e boi-
dados de cavalo, e retirasse o Sargento,
avisando-me
dados, que lhes tivesse às portas
dos dias, que tinha gasto na dita diligência, para de
mandar satisfazer da fazenda dos soldadose os
cavalo, o que Vossa Mercê, o Sargento,
desta praça tivessem vencido. Ordenando jun-
a diligencia,
tamente a Vossa Mercê, executasse
ao comboi, e sendo-
que lhe encarreguei, tocante e boi-
lhe necessário para ela o dito Sargento Isto
dados, os podia levar em sua companhia.
mesmo torno a ordenar a Vossa Mercê, para que
do seu
o execute, com aquela satisfação que fio
a Vossa Mercê.
procedimento. Deus guarde
Baía e Fevereiro 12 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-maior Fe-


lipe de Melo Garcia sobre não ter exe-
cutado a ordem que se lhe encarregou,
para arrancar os tabacos.
Muito tinha eu que estranhar a Vossa Mer-
m cê, se não esperara ainda do seu procedimento
a satisfação que me tenho prometido. Sou in-
formado de que executando Vossa Mercê na
companhia do Capitão Manuel Alves Varajão, e
- 317 -

a ordem que lhe


nas de Capanema, e Petinga
os tabacos, se
remeti sobre se arrancarem todos
tal demasiada
tem Vossa Mercê havido com
seu partido que
omissão nas mais companhias do
nelas um so pe
até hoje não mandou arrancar respeitos,
de tabaco por conveniências, ou por
o
e que devendo Vossa Mercê ser primeiro que
dos mais mora-
arrancasse o seu, para exemplo execução
dores o conserva intacto da inviolável severa-
que devia dar a minha ordem: pelo quelogo logo
mente ordeno a Vossa Mercê, que sem aten-
continue a execução da mesma ordem
der a respeito, ou conveniência alguma particu-
o bem comum,
lar, porque a esta deve preferir
de haver muita
o qual especialmente resulta
cujo fim sao ex-
abundância de mantimentos, a
Governo Geral em vir-
pedidas as ordens deste Deus guarde, e
tude das de Sua Majestade, que
de: mandarver
advirto a Vossa Mercê que he. e de toda
e examinar por pessoa desinteressada, executado n
a confiança se Vossa Mercê tem o. distrito
teiramente a dita ordem em todos
a sua jurisdição, e achando o con-
que pertencem Vossa Mercê
Lio, o que não presumo ha de
como esta pe
ser castigado tão rigorosamente
falta a executar
dindo a dissimulação com que
Majestosas
como deve o serviço de Sua
Deus guarde
obrigações do posto que ocupa
12 de 1705.
Vossa Mercê. Baía e Fevereiro
Dom Rodrigo da Costa
318

Carta para o Sargento-maior da


de
Vila do Cairú, Manuel Antônio
Castro sobre aplicar os oficiais da Câ-
mara na remessa das farinhas do Con-
chavo: bom exemplo que deu com a
satisfação da que lhe tocou; ajustar a
conta do dito seu Conchavo; fazer des-
nas
fazer as roças de vez; aplicar-se
em não exce-
plantas das mandiocas,não descaminhar
der o preço da taxa, e
naquela Vila as da carreira desta ei-
dade.

O bem que Vossa Mercê obrou este ano


dessa Vila, na
que serviu de Juiz Comissário
remessa que fez das farinhas do Conchavo, per-
tencente ao sustento da infantaria desta praça
bem merece todo o agradecimento, e não menos
de
as mais obrigações que lhe tocaram do serviço
Sua Majestade, que Deus guarde em que espe-
ro continue da mesma sorte o Sargento-maior
dessa Vila aplicando aos novos oficiais da Ca-
mara, e Juiz Comissário a que as ditas farinhas
se lancem, cobrem, e remetam com a maior bre-
vidade que possa ser, para que a infantaria te-
nha sempre prontas no Armazém desta cidade,
as rações que é estilo dar-se-lhe; e louvo muito a
1 Vossa Mercê o exemplo que deu aos mais mo-
radores satisfazendo os quarenta e quatro sírios
conta do
que este ano lhe foram lançados. A
se ainda
passado fará Vossa Mercê logo ajustar
o não tiver feito para que os novos oficiais não
tenham essa desculpa na omissão com que pro-
cederem. Todas as roças que estiverem de vez,
fará Vossa Mercê desfazer para que venha
- 319 -

Povo: na plan-
muita farinha para a infantaria, e
o preço das
ta das mandiocas: em não exceder nes-
farinha, o da taxa, e não se descaminharem
™ Vila da carreira desta cidade, se aplicara
Vossa Mercê de maneira, e nas mais obrigações
mais que
do seu posto, que cada vez tenha eu Mercê
lhe agradecer, o que tudo hei a Vossa Vossa
Deus a
por muito recomendado. 14 de guarde
1705.
Mercê. Baía e Fevereiro
Dom Rodrigo da Costa

Carta que se escreveu ao Capitão-


so-
mor da Capitania de Porto Seguro,
bre sustar as obras das fortificaçoese
calor
té segunda ordem: aplicar com
conta
ajuda as da Igreja Matriz, e dar
do estado em que se acha.
esta, man-
Tanto que Vossa Mercê receber
fortificaçoes
de logo parar com as obras das
trabalha e
dessa Vila, em que tenho noticia se ordem mi-
não continue com elas sem segunda d -
nha, porquanto hei de mandar o Engenheiro mais
forem
ta praça ver essas, e delinear as que
defensae segu
convenientes, e precisas, para a
rança desses moradores, por ser «fomadojue
as que de presente existem nao servem.denada
e mal situadas-th
por estarem em má forma em me representar
que Vossa Mercê advertido,, ao.serviço
primeiro o que entender é preciso e bemcomum ^de
Sua Majestade, que Deus guarde, or mas
de seus vassalos, para eu resolver o que
outra sorte
conveniente e acertado; porque de
ficar sendo inúteis semelhantes^obras e
poderão to
as praças sempre indefesas nas ocasiões que
~. 320 -
a Vossa Mercê
rem invadidas. Também ordeno nao chega a dita
lhe
que da sua parte (enquantoe de todo calor, eaju-
minha resolução) aplique, da Igre,a Ma-
da que lhe for possivel às obras Vila,
nessa para que
triz que se está fabricando
e fiquem os mo-
se acabe com suma brevidade,
à condução dos
radores, que se acham obrigados das for-
materiais, desimpedidos para o trabalho
repugnância
tificações, a que devem acudir sem
estas a todas as
alguma, assim por preferirem
não podem ter e-
mais obras particulares, que
sem aquelas se «tabele-
qurança nem defensa
cerem, como por serem as mais importantes para
sequrar as vidas, fazendas, e famílias, quando
Mercê
forem acometidas do inimigo; e Vossa obra da
a
me dará logo conta do estado em que esti-
dita Igreja se acha para me ser presente; assim
marei muito esteja posta em boa altura bem
Senhor, e
por ser casa para Deus Nosso
espiritual das almas, como por Sua Majestade
haver concorrido para ela de sua Real Fazenda
Mer-
com tão liberal mão. Deus guarde a Vossa
cê. Baía e Fevereiro 14 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

!¦'¦¦"¦

In
- 321 -

Carta para os oficiais da Cama-


remeterem
ra da Vila do Cairú sobre
brevidade,
a farinha do conchavo com conta do
a
e para o Povo; ajustarem das
ano passado, aplicarem as plantas de vez,
mandiocas, desfazer as roças nem se
não se alterar o preço da taxa, carreira
da
descaminhar naquela Vila
desta cidade.
deste presídio expe-

isolai
&1*<
A falta que a infantaria

delas nadecem
padecem qrande necessidade (sendo pre
armazém
ciso que uns, e^outrc«tenham .ente a seu
tempo
a dita
farinha para se lhe dar
com que eja ^
sustento) e a demora
Vila as remessas d^arinh^°cês com todo o
as N* ^^
obriga a ordenar a Vos
' « go remeter a
Sn' Çb"St
a farinha do conchavo que
a
1 cidade toda
esfa
do
está devendo, de resto ^^Z,
«"»»*«»
do ajustar a conta aos of.c.ais
danio-ma das
toda a fm"a
cerem: e porque^XA^^
á importanda duzentos mil
dos d-^'«
do, e a tocante
«^^J^S/^
réis em dinheiro que fiz
Jerônimo Fernandes logo. tomoia
^^^^endar
a
sas Mercês remeter
Vossas Mercês o executem ^^^incip,\
a
vidade para que não alte f ^^Mercês
sustento de que s; a hmen,« ncc
dinhdra
e
me representarão se lhes
322

estarem
para lho mandar enviar, para ano, de prontas
as ditas farinhas deste presente que já
de Castro
o Sargento-maior Manuel Antônio
remeteu quarenta e quatro sírios que lhe foram
lançados nele. Ao Povo desta cidade faz também
falta mui sensível, as farinhas que lhes costumam
vir dessa Vila para ajuda do seu sustento, no
e isso ordeno
que tenho feito grande reparo, por
a Vossas Mercês, façam cuidadosamente des-
fazer todas as roças que estiverem de vez (sem
suspender a continuação da planta das mandio-
cas. o que Vossas Mercês devem aplicar com
todo o desvelo) para que venha muita farinha
a Vossas
para o conchavo, e Povo: advertindo
Mercês, que estou bem informado de todas as
indústrias que se usam só afim de dar maior va-
lor às farinhas, e que hei de castigar com de-
monstração rigorosa a exorbitância dos preços
e os descami-
por que se vendem contra a taxa,
nhos, que dela costumam fazer nessa Vila por
lograr aquele interesse: e com a brevidade que
for possível, determino mandar averiguar o re-
ferido, e examinar as roças novas, as que não
teem tempo conveniente para se desfazer, e as
que estão de vez, e será grande descontenta-
¦! mento meu achar-me obrigado a proceder como
não desejo. Espero que Vossas Mercês obrem
,!i em tudo o que nesta carta lhes ordeno de manei -
ra que sirvam a Sua Majestade com o zelo, e
cuidado que devem as obrigações dos cargos
que ocupam. Deus guarde a Vossas Mercês.
Baía 14 de Fevereiro de 1705.
Dom Rodrigo da Cesta

I
- 323 -

Carta que se escreveu aos oficiais


sobre
da Câmara da Vila do Camamú
do conchavo,
a remessa das farinhas
conta do ano
oara o Povo, ajustar a
as roças que estive-
passado, desfazer das man-
rem de vez, aplicar a planta
o preço da
diocas, não deixar exceder na-
taxa, nem consentir descaminhos
vem da carreira
quela Vila da que
desta cidade.
expe-
A falta que a infantaria deste presídio

LveniLe; e a -™^£^íe
ar nha ^
sa Vila as remessas d q
obriga a ordenar
^V««^ unindo.3e
aperto que tanto que ^cebcrem
«^J^Xvo
com o Juiz Comissário dito concna 4que aí
do
cidade toda a farinha o ano pa sada p^
se está devendo de resto
que assim «££&£*££ íviei logo fazendo
dando-ma
ano devem Vossas
*^^»;
ajustar a conta aos seus * torno a
das dúvidas que " a im,
J ^iviei ex£CUtemían-
recomendar a Vossas ««^»
com suma brevidade para quese £ Vos.
taria o único sustento de que ârio
lhe > e

sas Mercês me representarão,*
enviai pa ^
dinheiro para lho mandar Ao rov
farinhas.
prontas as ditas
- 324

eus-
de, (que muito sente a falta das farinhas que
seu susten-
tumam vir dessa Vila, para ajuda do
reparo, c
to no que tenho feito muito grande
Mercês façam cuida-
por isso ordeno a Vossas
dosamente desfazer todas as roças que estive-
rem de vez, sem se suspender a continuação das
Vossas Mercês de-
plantas das mandiocas, que
vem aplicar com todo o desvelo) para que venha
muita farinha assim para o conchavo, como para
o Povo: advertindo a Vossas Mercês que estou
bem informado de todas as indústrias que se
usam, só afim de dar maior valor às farinhas, e
rigorosa
que hei de castigar com demonstração
a exorbitância dos preços, por que a vendem
contra a taxa, e os descaminhos que dela se cos-
tumam fazer nessa Vila, por lograr aquele inte-
resse: e com a brevidade que for possível, de-
termino mandar averiguar o referido, ver, e exa-
minar as roças novas, e as que não teem tempo
conveniente, e as que estão de vez, e será gran-
de descontentamento meu achar-me obrigado a
Vossas
proceder como não desejo. Espero que
Mercês obrem em tudo o que nesta carta lhes
ordeno de maneira, que sirvam a Sua Majesta-
de com o zelo, e cuidado que devem as obriga-
ções dos cargos que ocupam. Deus guarde a
Vossas Mercês. Baía e Fevereiro 13 de 1705,
»¦
¦*

¦ Dom Rodrigo da Costa

' ¦j r Para o Coronel Manuel de Araújo


j
de Aragão sobre a escrava que com-
W prou a Roberto da Silva Henriques.
r Por conhecer a verdade e razão com que
o Capitão Roberto da Silva Henriques, se de-
fende da caluniosa queixa, que dele me fizeram,
— 325 -
de Nossa Se-
c Irmãos da Mesa da Irmandade
sobre as sevic.as
Tho«
' do Rosário desta cidade, uma pe-
te fazia à sua escrava, lhe despache,
q se nao proce-
ão os dias passados, para que
contra ele, nem contra a pessoa a quem
Se dizia ser a Vossa
Hnha vendido a escrava, que
esperar use com du.
Mercêde quem não posso representado; e a
!! se me tinha
" tiranias que a pode
J resoeito digo a Vossa Mercê, que por
ZZ buscar todas as vezes que quiser, lhe pare-
lf nue a leve com a segurança que
toca ao castigo que merecem os
fL e no qu para
££ 1 Rosário é preciso qu<:o Deisftam guaroe
evitar semelhantes queixas. 15 de 1706.
Vossa Mercê. Baía e Fevereiro
Dom Rodrigo da Costa

da Cama-
Carta para os Oficiais a remes-
sobre
ra daVila de Boipeba, o Po-
farinha do Conchavo, para
sa da e nao deixar
vo planta das mandiocas dela.
taxa
exceder o preço da
Aftqsrsír^rdfsi oi ^
rimenta, das suas rações
e especialmenteos>f****£%^ sair
po. r
nição nas fortalezas, que«««^/to
delas, padecem grande armaz
ciso que uns, e outros tenhanno
í-arinla para se lhesida.-^ ^azem dei
conveniente:
c e a demora con! ^ ^
sa Vila as da famha ^ q
cessas V*»
obriga a ordenar ^ unJndo.se
aperto, que tanto que: reccDe iog
^
façam
com o Juiz Comissário
- 326 -

oficiais seus antecessores cem mil réis em dinhei-


ro que levou o Sargento Jeronimo Fernandes; e
resto atrazado, e a to-
porque toda a farinha do
cante à importância deste dinheiro devem Vos-
sas Mercês remeter logo, fazendo ajustar a con-
ta aos ditos seus antecessores (dando-ma das
dúvidas que dela se lhes oferecerem neste parti-
cular), torno a recomendar a Vossas Mercês o
executem assim, com suma brevidade, para que
não falte à infantaria o único sustento de que se
alimenta: e Vossas Mercês me representarão se
lhes é necessário dinheiro, para lho mandar en-
viar por estarem prontas as ditas farinhas. Ao
Povo desta cidade faz também falta mui sensi-
vel as que lhes costumam vir dessa Vila, para
ajuda do seu sustento, no que tenho feito repa-
ro muito atento, e por isso ordeno a Vossas Mer-
cês, façam cuidadosamente desfazer todas as
roças que estiverem de vez (sem se suspender a
continuação das plantas da mandioca que Vos-
sas Mercês devem aplicar com todo o desvelo)
para que venha muita farinha, assim para o Con-
chavo como para o Povo, advertindo a Vossas
Mercês que estou bem informado de todas as
indústrias que usam só afim de dar maior valor
às farinhas, e que hei de castigar com demonstra-
ção rigorosa, a exorbitância dos preços, por que
a vendem contra a taxa, e os descaminhos que
nelas se costumam fazer nessa Vila, por lograr
aquele interesse: e com a brevidade que for pos-
sivel determino mandar averiguar o referido, ver
e examinar as roças novas, as que não teem tem-
po conveniente, e as que estão de vez, e será
grande descontentamento meu achar-me obriga-
do a proceder como não desejo. Espero que Vos-
- 327 -
'
o que nesta carta
^as Mercês obrem em tudo a Sua Ma-
lhes ordeno de maneira, que sirvam devem as
e ade com o zelo, e cuidado queDeus
ocupam. guarde
obrigações dos cargos que 14 de 1705.
e Fevereiro
a Vossas Mercês. Baía
Dom Rodrigo da Costa

Nu-
Carta para o Capitão Paulo
na exe-
nes de Aguiar, sobre continuar
tinha en-
cução da ordem que se lhe
carregado.
Mercê me dá na
Vejo a conta que Vossa
mês. da diligencia
,ua carta de 10 do presente lhe encar-
nue tizera, nor executar a ordem que
que fizera poi mmto como
r;9t'en<asqstaIspero
continue a execução da

Vossa Mercê me signito, o qu^ _


como a y
Senhor para que
representar ao dito atende««
dade de sua real grandeza Deus gua
amor aos seus requerimentos 13 de
Vossa Mercê. Baía e Fevereiro
Dom Rodrigo da Costa
- 328 -

Carta para os oficiais da Cama-


ra de Porto Seguro sobre se ordenar
ao Capitão-mor daquela Vila deixe de
continuar com as obras da fortificação
da mesma Vila.

Recebi a carta de Vossas Mercês de 12 de


a Vossas Mercês
Janeiro deste ano, e agradeço dar as boas entra-
o cuidado que tiveram de me
logre
das dele, e o desejo que teem de que eu
felicidade neste Estado, amor bem merecido ao
a todos
que me devem os seus moradores, por nas suas
desejar as mesmas com muitos alívios
aflições,
' e necessidades.
Sobre o que Vossas Mercês me represem
tam da proposta que lhe fez o Capitão-mor
dessa Capitania, e operações que prosseguiu
es-
nas trincheiras e força para a defensa dela,
de con-
crevo ao mesmo Capitão-mor se abstenha
tinuar essa diligência até eu mandar o Engenhei-
lor-
ro desta praça, como pessoa inteligente nas
e
tificações, ver as que são mais convenientes,
delineação por ser
precisas, se façam pela sua de
informado que as antigas que aí há, servem
segurança ainda
pouca, ou nenhuma defensa e
bastará para
que Vossas Mercês entendem, que
ela. As fortificações das praças, e postos marí-
timos devem Vossas Mercês ficar entendendo,
nelas
que preferem a todas as mais obras, pois bem
consiste a maior segurança, e defensa do
comum, para que sucedendo fazerem-se trinchei-
ras, fortalezas de novo, ou reedificarem-se as
antigas, das ruinas que tiverem, não repugnarem
Vossas Mercês o concorrerem os moradores para
a sua fábrica, antes devem animá-los ao traba-
- 329 -

cômodo, para que eles


Ihn com toda a indústria, e
nele com gosto e b=fde,p r
peguem
íeda°s Mer-
SSKtnnl^o qíVossas sustar
-fiquem advertidos. E como mando
neste tem-
fn cS-mor nas tais fortificações, os morado-
;°o ou" se meta de permeio,ância, podem
e desvelo, aph-
£ dessa Vila com toda a
sea obra da Igreja Matriz que se íabnca.
Z Deus Nosso Senhor, e
'//sim por ser casa para
espiritual das almas, como por Sua Ma-
, bem
concorrer de sua Rea
estade que Deus guarde

a Vossas Mercês
edifícios. Deus guarde
e Fevereiro 13 de 1705.
Costa
Dom Rodrigo da

Pedro Bar-
Carta para o Coronel
C7XX
de licença para
bosaSal com a petição
ir o seu comboi.
Na certeza da verdade^ J^»e
escxavos ql
Vossa Mercê, e que os
eesnjM
gente que com £«;£ fazendas da
intenta fazer, e surtiment c"
a j.^ que
Parnaiba, e Piagohy me , ti ãoquerne
consta de.despachodpetiç
pede. como de o nac.te J^
Fazenda
fez, sem embargo Tribunal
nhuma pessoa, senão pelo
¦a-: 330 —.

deste Estado na forma das ordens de Sua Ma-


e dos mais bandos:
jestade que Deus guarde,
e sentirei que em algum tempo conste o contra-
rio, o que não fio de Vossa Mercê a quem Deus
17 de 1705. Dom Ro-
guarde. Baía e Fevereiro
drigo da Costa. Na carta que escreveu o dito
Senhor General está o traslado da petição, e do
Rol das cousas, e o despacho que se lhe poz.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Fernão Pe-


reira da Rocha sobre as madeiras da
casa da oficina da pólvora e mandar
de Evange-
preso a Manuel Gonçalves
lho, não fazendo as que se obrigou, a
tempo.
Chegou o barco com as madeiras que Vos-
sa Mercê fez remeter pertencentes a Manuel
Gonçalves, e Braz Coutinho, e como não falei
com o Carpinteiro, não sei se teem satisfeito estes
dois homens, todas as que devem dar conforme
a sua obrigação; o que Vossa Mercê verá do
rol que tem em seu poder, para o que torna o
barco, para trazer o resto das ditas madeiras e
nele,
para que se não divirta, mando um soldado
que é o portador desta. A Manuel Gonçalves
de Evangelho obrigará Vossa Mercê a dar as
madeiras com toda a prontidão, sem embargo de
se achar sem fábrica para este efeito, pois se
obrigou a fazê-las e tem recebido o dinheiro
delas: e quando o não faça, o remeterá Vossa
Mercê preso à cadeia desta cidade, pois não e
razão que as obras de El-Rei fiquem paradas,
por nenhum respeito, devendo ele ser quem neste
- 331 -

não ignorando se não


particular se não metesse,
achava com fábrica para a tirar; e no que Vossa
Mercê o puder ajudar não falte, por fazer nisto
Majestade. A madeira
grande serviço a Sua e
dos Engenhos, quisera também não faltasse,
não achem os paus para os
quando de todo se a Manuel Gon-
pilões, como se encomendaramele avise aos Mes-
çalves da Cruz, será bom que se
três da obra, para que eles digam, a com que
em tudo espero obre
poderá remediar esta falta, tudo o
Vossa Mercê romo lhe recomendo, e em
vontade. Deus
que valer me achará com pronta
Baía e Fevereiro 1 J
guarde a Vossa Mercê.
de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para Belchior Gonçalves


Capitão
Barbosa sobre se ordenar ao man-
da Povoação do Rio das Contas
de presas a sua ordem as pessoas que
se ausentaram,
para a dita povoação as farinhas que
quando não paguem
lhes foram lançadas.

ordem 9«JjP^
devendo: e se for necessário
M1^
Vossa Mercê os mandar p»^ aviso seu a teme
outros que se ausentarem, com
- 332 -

Deus guarde a Vossa Mercê. Baía e Fe-


terei.
vereiro 19 de 1705.
Dom Rodrigo da Cosia

Carta para o Capitão da Povoa-


Diogo Pereira
ção do Rio das Contas as pes-
de Melo, sobre mandar presas,
lhe envia
soas conteudas no rol que se
Vila do
à ordem do Juiz Comissário da
o
Camamú, quando não satisfaçam que
devem ao conchavo.
das fari-
O Juiz Comissário do conchavo
consigna-
nhas pertencentes à Vila do Camamú.
do presidio
das para o sustento dos soldados
moradores da
desta praça, se queixa de vários essa po-
mesma Vila, se haverem ausentado para
o conchavo;
voação e distrito, sem satisfazerem
do ser-
e porque esta falta é em grande prejuízo
Infantaria;
viço de Sua Majestade e sustento da
receber
Ordeno a Vossa Mercê que tanto que
rol incluso
esta remeta as pessoas, que contém o
do Juiz Comissário,
presas àquela Vila, à ordem toram
não pagando logo, as farinhas que lhes
o dito
lançadas,que constará, pelo que disser
Vossa Mercê, obre
Juiz. Tudo recomendo a se
com a diligência que espero, porque só assim
evitará este dano. Deus guarde a Vossa Mercê.
Baía e Fevereiro 19 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
¦- 333 -

Para o Coronel Pedro Garcia Pi-


mentel.
15 do
Recebi a carta de Vossa Mercê de
diz tem obra-
corrente e sinto os excessos que me
assim com o Li-
do seu irmão de Vossa Mercê, com os ho-
cenciado Bernardo Mendes, como
me mandarei
mens do seu Engenho; de tudo
informar com particularidade, para obrar neste
de ambos;
neqócio o que for a bem da-quietação ocasião de
ver livres de toda a
porque os desejo Vossa Mercê.
maior desgosto. Deus guarde a
Baía e Fevereiro 19 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para Luiz Antunes Portu-


gal.
de 5 de Ja-
Recebi a carta de Vossa Mercê saber logra
de
neiro deste presente ano e folgo
que os Arma-
Vossa Mercê boa saúde, e estimo ordene,
como porem
S"e tenham continuado
Vossa Merejie
não posso deixar de dizer a com a
sendo o tem obrado neste part,cular
que nada_ tento
demora que tenho experimentado,
aue lhe aqradecer, sendo que o serviço de Sua
'Maj dflgeaoa. nao
stade padece, por falta de
também.a^gran
só no beneficio das terras mas; sem nenhuma
de despesa que se está fazendo
utilidaíe, e não *J^^*£*
iei
rar o deixar Vossa Mercê ae

haverá um ano, que


de. quando aqui esteve, que
.- 334 -

embargo de se fazerem os Armazéns não


sem salitre fosse pos-
ddxa^e de fazer todo quanto Mercê
Vossa que como
sivd veio agora dizer-me
se vá fazendo salitre ao mesmo tempo que
quero logo manda a,un-
se anda com os Armazéns, que ir fazendo algum
ar todo o gentio, para com ele
a minha vonta-
salitre, mostrando nisto, ignorava o havia de
de tendo eu dito a Vossa Mercê que respeito,
a este
obrar, que é o que acima digo: E
dos Armazéns a
tinha deputado para a obra aJaze-
Gaspar dos Reis, que se tinha obrigado Mercê
Vossa
los, e neste particular só digo a
Sua Majestade tem t,do,
que toda a perda que Vossa
na falta do salitre que se não fez, a deve
Mercê pagar. Também me chegou a notícia, que em
a fábrica de El-Rei, e os índios se divertiam
os particulares de Vossa Mercê, distribuindo-os
tam-
com quem lhe parece, e no que lhe parece^e
O pano
bem esta é a razão de não haver salitre. dos
de linho que Vossa Mercê tomou a Gaspar se
Reis o deve ter bem acondicionado para queSua
a
não perca, até se deferir se há de pagar
se se
Majestade o negro, que dizem matou, ou
Frei
lhe há de entregar. Em lugar do Padre
Daniel, que assistia nessas oficinas por Capelão,
ordenarei ao Padre Provincial de São Franciscoa
nesta cidade mande logo outro religioso, para
e o
mesma ocupação e doutrina dos índios que
cidade se
que me dá maior cuidado. Nesta
acha o Capitão-mor Antônio de Almeida Velho,
administrador dessas fábricas, a quem tenho re-
comendado o que nelas deve dispor. Deus guar-
de a Vossa Mercê. Baía e Fevereiro 19 de
1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 335 -

Carta para o Padre Missionário


Frei Lasaro da Purificação sobre livrar
aos índios Tambaquens e Araquens, e
lhes conceder licença por tempo de um
ano para não serem ocupados nas ofi-
cinas do salitre.
Agradeço a Vossa Paternidade o gosto com
de ano, que com
que me deseja boas entradas sen-
mui igual afeto, reciprocamente satisfaço
tindo as queixas que Vossa Paternidade padece,
de que espero livre, como lhe apeteço.
Não estou lembrado da petição que Vossa
Paternidade me fez, em ordem aos índios, Tam-
baquens e da nação Araquens, que de novo trou-
xe para esse missão; e porque me parece justihca-
do este requerimento concedo a uns, e a outros
de
o ano que Vossa Paternidade quer, os livre
necessi-
assistirem nas oficinas do salitre, visto
as casas
tarem de todo este tempo, para fazerem
em que hão de viver: com tal advertência, que
todos os
não deixará Vossa Paternidade de dar, assisr
mais que pertencem a essa Missão, para lhe to-
tirem à fábrica do mesmo salitre, quando
rem pedidos pelo administrador, ou fabricantes,
neste par-
como até o presente fez, e é tudo o que
Vossai Fa
ticular posso fazer,, afim de mostrar a desejo
teraidade a minha vontade e o muito que
¦o aumento de todas essas Missões. Deus guar-
19
de a Vossa Paternidade. Baía e Fevereiro
«de 1705.
Dom Rodrigo da Costa ,
a- 336 — .
de Cava-
Carta para o Capitão
de Vasconcelos
los Francisco Ferreira
se prenderam
sobre os soldados que
da sua companhia.
os soldado,
O Ajudante que foi a prender

em lheorden.a não pudesse ai-


E, gue
Mercê me diz, e tendo
ffsereíÍqevl

de Matos, e não
lun da compaS d" Paulo
ele tenha feito alguma das suas, ma,
duv"do que
âotantls as suas razões, que ^ t^bem
deixo de entrar nesta averiguação,realidade que.tombem
d -
se dificulta, por não ter quem
ele obrou, e a ruina dos^que prendeu .e
o que o arguem: E pe lo-
a razão da calúnia com que
diligência que Vo
cue espete as fintas. farei a
a Mercê me aponta, assim &£%£&£.. dos.P«™e
zenda de Sua Majestade, como
em tudo desejo evitar queixas quando
porque os Soldados, de Cavalo
parecem justas. Do que
ao rigor com
dizem de Vossa Mercê, em ordem s
os tenho punido, não é matena de que
que nao teem ne
faça caso; porque eles bem sabem,
favor e Vossa
nhuma razão que alegar a seu
serviço.deSua
Mercê muitas para não faltarão
como quem^
Majestade, e a sua. obrigação, e Feverei.o
Deus guarde a Vossa Mercê. Baia
12 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
337 -r

Anto- ,A*
Carta para o Capitão-mor negros
oito
ni0 Veloso, sobre prender Fernandes
"ue
Manuel
por ordem de com outras cou-
Ventura, se remeteram Amaro,
soa mais, ao Capitão-mor João
a Fernão Pais.
pertencentes
com toda a cer-
Aauí me chegou a notícia,
Aqr
teza da V^Cj^^-^

se não tem sai o para -


rentea,nensrcidade, faze, os negro, qv
minas,o intenta
que ^
os viu seu be^
são oito, quais
s mo me «^
Mercê, de quem espero
deste particular e façaooa a esta
toda a cautel^e_sSÍm não suce-
prender, com ordem; e quando assam ^
Cidade a minha eute, me da ^
da, por algum inconven e
,udoP mui Pa^cularmen pa.^ ^ ^
vem ao serviço de tanto
JKai
VossaJ4et com ^
guarde, a quem sab
zelo; e tudo queo Vossrvier ^
cse g
rei agradecer, como merece recom g ^
e assim não tenho mais que majs ^
neu no
Mercê neste particular, essa^
bois, que me dizem yao por ^ ^ ^
fio de Vossa Mexce.^dojeu ^ ^ ^
de deixar passar. Ueus 1705. gu
Baía e Fevereiro 22 de Cosia
Dom itodri^o da
- 338 -

Carta para o Ajudante João Fer-


reira Leite, sobre a prisão de Felipe
da Silva, e tomar as cousas pertencen-
tes ao comboi do Paulista, aonde tiver
notícia estão, e prender, o creoulo de
Manuel Fernandes Ventura, que con-
duziu os negros do dito Paulista: dar
conta dos dias que gastou na prisão
dos soldados de cavalo; e dizer ao Fur-
riel da Tropa do Capitão Fernando
Pereira do Lago que razão tem para
não trazer o Cabo de Esquadra que
foi buscar.

Não respondi à carta de Vossa Mercê, de


10 deste mês, pelo não poder fazer todos estes
dias; o que agora faço, respondendo a tudo o
há dúvida,
que Vossa Mercê nela me diz. Não
de
que Felipe da Silva, é condutor de comboi,
muitos
que a Vossa Mercê avisei, e de outros
de
que teem ido para as minas, sem embargo
Vossa Mercê lhe não achar nada em sua casa,
nem nas circunvizinhas, porque este homem se
havia logo prevenir, e acautelar com todo o cui-
dado, pelos avisos que teve, da prisão do seu
sócio, que ainda se acha nesta cadeia; e será
mui importante, que Vossa Mercê o prenda a
ele, com toda a diligência, para que seja castiga-
do, como merece o seu crime, para emenda de
outros semelhantes. O Paulista que Vossa Mer-
cê me avisa, me dizem se acha ainda doente;
contudo, eu o determino segurar, para que não
faça a jornada, tanto a seu salvo; e se Vossa
Mercê tiver notícia certa, de que em casa de Ma-
nuel Fernandes Ventura, estão algumas cousas,
- 339 -

nertencentes a este comboi, ou em qualquer


P boa arrecada-
, f oarte as tomará, e porá em deixará estar
tem preso, o
^Ç o e o negro que
^rlHa até nova ordem minha; e se puder
"ter Ventura,
o cèoutde Manuel Fernandes

™ me
HheXeTo que Vossa Mercê

do Provedo
or conhecer a mtmreza
de-me Vossa Mercê dizei, diligência
he remet. ,na«
e os soldados que daqu. ^
das prisões dos de cavak>; perd.
da tropa do ^Vu^ ,
ao Furriel xar de vir,
temp ^ra de ixar
^*°
ra do Lago, que razão
com o Cabo de Esquadra «» £

a
só de o trazer, pende ^f^°sql os sala.os q f°ram
de pagar aos ^dados ^
ele
ganhar; e quando ap^^; ^^ Vossa Mercê
de Esquadra não da a £
a venha ele logo com
ao Furriel, que
a Vossa Me
tidão. Deus guarde
Fevereiro 22 de 1705.
Costa
Dom Rodrigo da
- 340 -

Carta para o Reverendo Vigário


da Freguezia de São Gonçalo de Se-
regipe do Conde executar pela parte
Majesta-
que lhe toca a carta de Sua
de que se lhe remeteu sobre a nova
Matriz, e remeter por duas vias a re-
lação das esmolas que prometerem os
freguezes para ela.

Em 4 de Novembro do ano próximo passa-


do, remeti a Vossa Mercê ordem (com a cópia
de uma carta de Sua Majestade que Deus guar-
de) sobre a nova Igreja Matriz que se represen-
tou ao dito Senhor, era preciso fazer-se nessa
freguezia) para que Vossa Mercê desse cumpri-
mento à dita carta de Sua Majestade pela par-
te que lhe toca: fazendo assinar a cada um dos
freguezes, as promessas das esmolas que derem
Vos-
para a obra da nova Igreja; e me remetesse
sa Mercê relação delas por duas vias, com toda
a clareza, e distinção pela Secretaria do Estado,
da im-
para com ela dar conta a Sua Majestade
mais
portância das ditas esmolas. E porque há
de três meses, que se expediu esta ordem, e até
o presente não tem chegado a dita relação: Me
pareceu recomendar novamente a Vossa Mercê
(como por esta o faço) dê logo cumprimento à
dita carta de Sua Majestade, no que lhe toca, e
me remeta o traslado da tal relação por duas
vias, assinadas por Vossa Mercê, para as enviar
ao dito Senhor: que Vossa Mercê como tão
zeloso do serviço de Deus,' e de Sua Majestade
o execute assim com toda a brevidade possivel.
~ 341 -

Mercê. Baía e Fevereiro


Deus guarde a Vossa
22 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
Viga-
Dom Rodrigo da Costa. Reverendo
de São Gonçalo de Seregipe do
rio díf"guezia
Conde.
Carta para o Padre Missionário
Luiz da Pe-
da Aldeia do Sahy, Frei a Leo-
nha, sobre se haver de escrever tomar a
se
nor Pereira Marinho para
resolução conveniente.
a carta de Vossa Paternidade de
Recebi
de aneiro passado e para responder ao qu
18
Vossa P^t^lm£nh^obre o par-
primeiro a Leonog^rpaternidade
Vossa Fater me dá ^^ conta,
ticular de que a
c com a sua resposta avisara tomatj*ste neg
dade da resolução que
a dito Leonor Pereira ha d
suponho que <*'"d'°* *
nele de sorte, que fiquem f que se con.
livres da opressão que padecempara 'que
e
servem com todo o sossego, ^»; ade
«^J^Vossa Paternida-
prontos para a
Deus guarde. Deus guarde
23 de 1705.
de. Baía e Fevereiro
Costa ¦
Dom Rodrigo da
- 342 -

Carta para os oficiais da Câmara


da Vila do Cairú sobre se lhes reme-
terem duzentos mil réis para farinha
do Conchavo; planta das mandiocas;
não decotarem as roças novas e vir fa-
rinha para o Povo.

O Sargento Jerônimo Fernandes me entre-


gou a carta de Vossas Mercês de 17 do cor-
rente; e fico muito satisfeito do cuidado com que
Vossas Mercês se houveram na remessa da fari-
nha do conchavo, que veio em sua companhia;
espero que Vossas Mercês como tão bons servi-
dores de Sua Majestade que Deus guarde, a
continuem de maneira que não experimente a in-
fantaria desta praça falta de farinha para o seu
sustento, que para esse fim ordenei à Câmara
desta cidade remetesse dinheiro a Vossas Mer-
cês, a qual manda pelo Sargento Manuel Ro-
drigues portador desta 200$ réis para os entre-
gar a Vossas Mercês. Justo é que se continue
nas plantas das mandiocas, para que pelo tempo
adiante, haja abundância de farinha; mas é de
advertir, que os lavradores decotem as lavouras
para parecerem novas, afim de venderem a fari-
nha por alto preço, e se perpetuarem nele por
este modo; ao que Vossas Mercês devem aten-
der, pelo dano que disso se segue a este Povo,
evitando se não decotem as ditas lavouras; e
sendo sabedores que algum desses lavradores, o
faz, o mandarão prender, e remeter a esta cadeia,
a minha ordem, para o castigar rigorosamente.
Também encarrego a Vossas Mercês façam vir
farinha para o sustento do Povo desta cidade,
que padece grande falta dela; porque nisso me
- 343 -

darão Vossas Mercês particular gosto, pelo que


deste ge-
tenho de ver esta cidade abundante
Mercês. Baía e
nero. Deus guarde a Vossas
Fevereiro 25 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para os oficiais da Cama-


lhes
ra da Vila do Camamú, sobre se
remeterem seiscentos mil réis para man-
de-
darem farinha do conchavo: não
cotarem as mandiocas novas; e manda-
darem farinha para o Povo.
desta,
O Furriel Tome de Caldas, portador
600$ réis, que
ha de entregar a Vossas Mercês
lhes remetem
os oficiais da Câmara desta cidade
a farinha do conchavo; espero que Vos as
para de Sua r>.a-
Mercês, como tão bons servidores
se hajam na remessa
,estade, que Deus guarde eu muito satisfe -
dela, com tal cuidado, que fique
lhes agradece ,
to da sua diligência, para ter que
desta praça fal-
o não experimentar a infantaria
Também en
ta de farinha para o seu sustento. vir toda a que
façam
carreqo a Vossas Mercês
desta cidade que
he for possível para o Povo arao
fafta dela; porque nisso£
paedec°e gS pelo que tenho^
Vossas Mercês particular gosto, deste
gênero, e
de ver esta cidade abundante **'££££,
lhes advirto, por notícia certa que
vradores decotam as lavouras, P«« ^«^
novas, afim de venderem a farinha modo. poralt o preço
este ao que
e se perpetuarem nele, por dane, qu
Vossas Mercês devem atender pelo se nao oe
evitando
disso se segue a este Povo. sabedores
cotem as ditas lavouras; e sendo
- 344 -

algum desses lavradores o faz, o mandarão pren-


der, e remeter a esta cadeia, a minha ordem, para
o castigar rigorosamente. Deus guarde a Vos-
sas Mercês. Baía e Fevereiro 25 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão Diogo Pe-


reira de Melo sobre fazer toda a dili-
o Povo
gência por mandar farinha para
desta cidade.
Recebi a carta de Vossa Mercê do primei-
re-
ro do corrente; e lhe agradeço o cuidado da
messa dos cem sírios de farinha, que Vossa Mer-
cê mandou para a Nova Colônia (sem embargo
de não virem os 250 que encarreguei a Vossa
Mercê remetesse), e ainda que não chegaram a
tempo de os mandar para a dita Colônia, estimei
viessem, para se repartirem com o Povo desta ci-
dade, que festejou muito, pela falta com que
está de farinha para o seu sustento; e por esse
respeito encarrego a Vossa Mercê particular-
mente faça toda a diligência por mandar a farinha
a quem
que lhe for possivel, para este Povo,
desejo ver com fartura, pricipalmente de farinha,
porque nisso me dará Vossa Mercê grande
os
gosto. O Mestre da lancha em que vieram
cem sírios de farinha, recebeu o dinheiro deles,
das pessoas a quem se venderam. Baía e de Fe-
vereiro 26 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
o- 345 -

Carta para o Capitão de Cava-


Vasconcelos
los Francisco Ferreira de
Francisco de
sobre não entender com
Morais Serafim seu soldado.
de Morais Serafim, soldado da
Francisco
trona de Vossa Mercê, se me queixou, que Vossa
alguns solda-
Xê mandara por ele notificar exercício, afim
j L Tta tropa para fazerem

tS a quem toca fazer estas *W

Pvontadeq Mercê. Baia


Deus guarde a Vossa
e Fevereiro 28 de 1705.
Costa
Dom Rodrigo da

ao Capi-
Parta aue se escreveu
de Seregipe de
fn mor e ao Ouvidor
Smm sobre a Almiranta,
d que nau-
El-Rei, e ^
fragou naquela costa, pnsao
ciais dela.

que
sentir, pelas circunstancias desg Ç ^.^
aquela
para se fazer precisa «^°^
da pelos mesmos qu• certo, se os mandado-
e q
lhe o remédio, pois
- 346 -

res não desampararam tão intempestivamente a


dita nau, se não havia de perder; porque susten-
tando-se nove dias sobre a amarra, é infalível
lançasse outra
que havendo dentro dela quem
âncora ao mar, ou forrasse a que tinha, se ha-
via de conservar, até que chegasse o socorro que
eu tinha mandado em duas sumacas, e uma lan-
cha, de gente, âncoras, amarras, jangadas, e
tudo mais que pareceu conveniente: nestes ter-
mos não há mais que conformar com a vontade
divina e porá Vossa Mercê e o Capitão-mor todo
o cuidado na arrecadação do que for saindo às
praias, advertindo a Vossa Mercê que na dita
nau iam mais de cento e cincoenta mil cruzados
em moeda, barretas, e ouro em pó, para que apa-
recendo algum se restitua a seu dono, o que há
de constar pelos letreiros dos sacos em que ia.
Vossa Mercê me remeta logo logo as vias
que iam para Sua Majestade, e a que eu manda-
va para minha mulher, agradecendo a Vossa
Mercê o zelo, e trabalho com que se houve nesta
ocasião. Vossa Mercê fará todo o possivel, por
prender o Capitão, e os mandadores todos da
dita nau, e remetermos com toda a segurança à
cadeia desta cidade. Deus guarde a Vossa
Mercê. Baía e Junho 16 de 1704.
Dom Rodrigo da Costa

Carta ao mesmo Ouvidor, e Ca-


pitão-mor de Seregipe de El-Rei sobre
o mesmo particular da Almiranta.
Depois de ter escrito a Vossa Mercê a que
será com esta, chegou a lancha que eu havia
mandado em companhia das sumacas com a notí-
- 347 -

mas que ainda


cia de que a nau estava em terra, desfazia com
se não
se conservava inteira, e que mares: 1 or-
facilidade, por estar com a popa aos
Mercê o cuidado
no a recomendar muito a Vossa as caixas e
oue deve ter em se salvarem todas cabedais,
baús que nela estiverem, pelos grossos
de negócio desta
aue dentro levam dos homens
ouro em po; nao
oraça em moedas, barretas, e
dentro na mesma
falo na gente que tinha ficado
acudina pelos
nau; porque suponho que se lhe
Deus.guarde a
nreiospossiveis para salvar-se.
de 1/U4.
Vossa Mercê. Baía e Junho 16
Dom Rodrigo da Costa

Se-
Carta para o Capitão-mor de
regipe de El-Rei sobre os soldados que
assistem naquele presídio.
de 14 de
Recebi a carta de Vossa Mercê lhe escre-
da que
Fevereiro passado, em resposta a Nova
vi sobre o particular da farinha para representou
Colônia; mas os incovenientes que havia^para a
o Ouvidor Geral dessa Capitania em de-
mandar, e ter já partido o patacho foi aquecausa
terminava remeter a dita farinha se nao cansas
de eu ordenar ao mesmo Ouvidor
necessária para
se em a enviar, por não ser ,a
esse efeito.
Os soldados que foram Pf» ha inclusa e
são os que constam da ^^
presídio, e culpa doU*o
se não chegaram mais que três,
os não levar em sua companhia ^*'™™£ estão de assis
nessa praça muitos dos que nela **]"£
tência Pela dita lista, examir«^ dos
são os que faltam Y»" que agora
que soldados
- 348 -

foram; e me dará conta, para eu mandar fazer


diligência por eles para se remeterem. Deus
Baía e Março 3 de
guarde a Vossa Mercê.
1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Sargento-mor Ma-


nuel Antônio de Castro, sobre obrigar
a João do Couto Guimarães faça logo
a ripa que se obrigou a fazer para a
casa da pólvora, e fazê-la remeter com
toda a brevidade.
morador nessa
João do Couto Guimarães,
Vila, se obrigou a dar ao Mestre Carpinteiro
da obra da casa da pólvora toda a ripa que se
houvesse mister, para a mesma casa: e como são
necessárias oitenta dúzias, para se acabar de ri-
ao dito João
par; ordeno a Vossa Mercê obrigue
do Couto, as faça logo, e Vossa Mercê porá
todo o cuidado, em ir remetendo nas embarcações
a que
que vierem dessa Vila, para esta cidade,
se for fazendo; embarcando nas ditas embarca-
ções a oito, dez, e quinze dúzias, ou o que nelas
couber, por serem muito necessárias estas ripas,
para se continuar com a obra que está paradaa
por causa dela; e para ajudar a Vossa Mercê
esta condução, mando o Sargento, portador
desta: quando Vossa Mercê veja que o dito João
do Couto, se há com omissão em fazer a dita
ripa, o remeta Vossa Mercê preso, pelo dito Sar-
de
gento, a minha ordem. Baía e de Março 8
1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 349 -

Carta para o Coronel Antônio


Vieira de Lima sobre passar mostra às
companhias do seu Regimento, e man-
as-
da* notificar aos Capitães dele, que
ve-
sistiam fora das suas companhias,
a
nham nelas morar. Prender toda
escoteira que
pessoa, ainda que seja uma relação
vão para as minas; e fazer
os
dos caminhos em que se há de por
ha
Prepostos (*) e da gente que se
mister para assistir com eles.
de 14 de
Recebi a carta de Vossa Mercê
agradeço as
Dezembro do ano passado; e lhe
Vossa Mercê as
boas festas que me dà. Logre lhe possa
mesmas, livre de qualquer queixa, que
causar a menor moléstia.
<k-Sua.Ma
E' muito conveniente ao serv.cc.Vossa^ Mercê
que
jestade que Deus guarde, do seu «*»*»?£
passe mostra às companhias para esta ei -
nara auando Vossa Mercê voltar dtas comp
das
rde^me entregar as listas
nhias, para me ser presente, a*«* ass™
hà. Aos Capitães e mais of.ciais ^
fora das suas companhias, «^X distrito dela e
notificar, venham morar nos
lhes não acomode, os avisara Voss
quando das ditas compa
Mercê que façam deixaçao
nhias, e trará uma, e outra f^^rem maTs
prover os postos, nas nos pessoas <£« j^X
«pazes, e moradores -"^f^rchar
marcha
companhias para estarem prontas.paraa execução
e darem
quando se ofereça ocasião,Geral.
as ordens deste Governo
(*) Porpostas, diz o original.
- 350 -
me dá de
Vejo a conta que Vossa Mercê
várias do
passarem muitos combois por fora partes
Rio de São Francisco; justo que Vossa
Mercê fizesse toda a diligência possível, pelos
levam to-
impedir, e prender as pessoas que os
ordem
mando-os por perdidos, não mostrando
Fazenda
minha, ou despacho do Ministro da
Real por que conste que vão despachados para
notícia
as suas fazendas: e tendo Vossa Mercê
vao
certa que as pessoas que passam escoteiras,
se não levarem
para as minas também as prenderá re-
despacho para ir para alguma fazenda, e as
meterá à cadeia desta cidade, por proibirem as
ordens de Sua Majestade haja comunicação com
as minas, sem licença minha.
Sobre os Prepostos que convém haver para
Vossa
tomarem as estradas, é necessário que
Mercê faça uma relação dos caminhos, em que
se hão de pôr, e da gente que se há mister, para
assistir com eles, para efeito de impedir a pas-
sagem; a qual relação me trará Vossa Mercê
de obrar, e lor
quando vier, para ver o que hei
mais conveniente ao serviço de Sua Majestade.
di-
Quando sucede mandar algum oficial a fazer
ligência, não vai às escondidas, e forçosamente
se há de ter notícia da sua ida; o que importa e
dar ele a execução a diligência a que o mando,
com o cuidado que convém.
O Tenente Manuel de Borba Gato, me
havia já dado conta estava, servindo de Supe-
rintendente das minas, e tinha tomado alguns
combois que a elas tinham ido: suposto a di-
ligência que ele faz neste particular, bem podia
fazer mais tomadias, das que tem feito, por se-
rem muitos os combois que passam para aquelas
- 351 -
Baía e
minas. Deus guarde a Vossa Mercê.
Março 8 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa

Carta para o Capitão de Cavalos


Pedro de Araújo Vilas Boas sobre a
condução dos tabacos.
faça
Assim que Vossa Mercê receber esta
dessa
conduzir logo para os armazéns do porto
Vila todos os tabacos que estiverem enrolados
nas casas dos lavradores que os fabricam, para de
dele virem para o trapichc de sua arrecadação
da trota,
onde se hão de embarcar nos navios
se nao dila-
que brevemente se espera, para quedo tempo
te neste porto a sua partida mais que
não estarem os
trouxer de demora, por causa de com
ditos tabacos prontos; e fará ir enrolandoenrolar
brevidade todos os que se acharem se por
enviarem
nas ditas casas, para com a mesma neces-
aos ditos armazéns, E se os.lavradores, seus ta
dos
sitarem de carros, para a condução
dos que forem
bacos, Vossa Mercê lhes fará dar,
mister, para
de aluguel, todos os que houverem
de qualquer
esse efeito, não excetuando nenhum
diligencia encarrego.a
pessoa que seja. Esta e com
Vossa Mercê a faça com todo o cuidado, toca
o
aquele zelo que convém tenha em tudo que
Deus guarde.
ao serviço de Sua Majestade, que
Baía e Março 9 de 1705.
Dom Rodrigo da Costa
- 352 -

Carta para Antônio Soares Fer-


Serro
reira Guarda-mor das Minas do
to-
do Frio, sobre vários particulares
cantes às mesmas minas.
deste
Em 20 de Fevereiro próximo passado,
de 20 de No-
ano, recebi a carta de Vossa MercêFrancisco Fe,-
vembro de 704, pelo próprio João os soldados
tel aue por se ter encontrado, com
Capitania, a
e cabo que trago nos sertões desta do ouro,
respeito dos combois, e descaminhos
foi preso, e seu
que vem por quintar, por quem da sua de-
companheiro; diz ser esta a causa
remetidos a
tença, sem embargo de virem logo Mercê
esta cidade, o que não sucedera se Vossa carta
lhe passara a eles, como aos demais, a sua
de quintos, ou certidão de os haverem pagos,
não tiveram tido estes encontros; e para se poder
e tica
entregar a seus donos, o que se lhes achou,
Vossa Mercê
em depósito, é preciso venha por tis-
justificada, a certeza de os haverem pagos,da
timo muito estar Vossa Mercê entregue pro-
seus
visão, que lhe remeti, de Guarda-mor desses sem
descobrimentos, e de nosse do dito cargo,
consta,
contradição de pessoa alguma, antes me
Povo, o
ser com grande gosto, e satisfação desse zelo
que não posso duvidar, assim pelo grande
no serviço de Sua Ma-
que Vossa Mercê mostra
como por hino de
jestade, que Deus guarde, o que
um pai tão digno de sua real grandeza,
a res-
bem testemunha este Estado, e Capitanias
a inficionava; e assim espero, ver
gentio, que
afeito da grande parte que teve na extinção do
\m Vossa Mercê logradas aquelas mercês, que
o dito Senhor lhe deve fazer, pois com tanto
- 353 -
a
trabalho e despesa de sua fazenda se expôs
aumen-
lhe fazer este tão grande serviço, só por
de re-
tar a do mesmo Senhor, de que lhe hão
me toca
sultar tão lucrosos aumentos; e pelo que
a mim nesta parte, dou a Vossa Mercê, quanto
e
me é possivel, e posso, os agradecimentos, pa-
todos
rabens, do bem que tem obrado, deixando
estes
os mais interesses, só afim de conseguir Vaz
descobrimentos. Sinto que o Doutor José
Pinto, usasse com Vossa Mercê, as incivilidades de
de que se queixa, sendo Vossa Mercê digno,
Mercê
toda a galanteria, entendendo ser Vossa
filho daquele pai, e não ignorando o serviço que
haver
ia fazer a El-Rei Nosso Senhor, que pelo
feito Superintendente das minas gerais,entende-
desço-
ria, não podia Vossa Mercê fazer estes aten-
nao
brimentos, sem expressa licença sua,
nao podem
dendo, que estes sertões da Baía, lhe
sem Sua Majestade assim o decla-
pertencer,
raI'
obrado, sobre
Tudo o que Vossa Mercê tem
dos currais teto
a entrada dos gados que vão esses teco-
Capitania, e das «ais partes, para Vossa Mercê
brimentos, clareza, e distinção que
entrate obn-
manda fazer no termo das ditas
aos compradores, e vendedores^ por sua
gaudo os quintos do ouro pro-
pessoa, e bens, a pagar e mais cautelas que usa.
cedido do mesmo gado
a bem da arrecadação dos ditos ^"^
muito bem; só me parece advertir a
parecido mais fazendas,
Vossa Mercê, que em todas as
e molhadas, deve tato
que também vão, secas, todas as
seguir esta mesma ordem, lançando
cotnc.faz, no
adições dos quintos que pagam, distinção das
livro de sua Receita; mas com
- 354 -

mesmas fazendas, passando aos que quintarem


carta de guia, com a mesma clareza por evitar
os subterfúgios que pode haver, nos que deixam
de pagar os quintos; e tudo o mais que Vossa
Mercê vir pode obrar, para se evitar este desça-
minho, espero se aplique, com o seu grande zelo,
a impedir, se possam extraviar.
A queixa geral de todos os que servimos
a Sua Majestade nesta America, e ainda em Por-
tugal, é dos manifestos roubos que há na sua
Real Fazenda pelos descaminhos dos quintos do
ouro, que se deixam fazer nas minas gerais, ou
por incúria dos oficiais a quem pertence esta ar-
recadação, ou por destreza, dos que se eximem
de pagar a El-Rei Nosso Senhor o que de direito
divino, e humano, se lhe deve, como Senhor
absoluto das nossas vidas, e fazendas; principal-
mente de todos os Tesouros, e metais que seus
vassalos descobrem; e não há dúvida, que nasce
esta grande falta, de se não tomarem, com a
exação devida, as entradas dos gados, e mais fa-
zendas, que vão por negócio, na forma em que
Vossa Mercê tem disposto; e eu lhe advirto, e
não duvido, que em algum dos Ministros da
mesma arrecadação seja negócio, este mesmo
descuido; porque a ambição de maiores lucros,
os persuade, ou se deixam persuadir, de seme-
lhante infâmia; a inhumanidade que se usa, com
os que vão para as ditas minas, com combois,
sem licença minha, toda é bem merecida, do seu
atrevimento, por faltarem ao respeito das ordens
de Sua Majestade, e dos mpis bandos, ratifi-
cados com novas ordens que me vieram de Por-
tugal, o ano passado, em confirmação das an-
tigas, e das execuções que faço, e tenho man-
- 355 -

de Sua Majes-
dado fazer. E ainda que a ordem nunca e
tade se queira entender stricti júris,
execução, que se
possível ser assim, pela pouca estão dentro das
lhes dá, tanto que os combois
a melhor carta de
mesmas minas, aonde acham essas como
sequro; e para o que pode ir paradeixar de res-
são da minha jurisdição, não posso do sustento
neitar tudo aquilo que for a bem
Real, e dos
desse Povo, e aumento da Fazendaconsigam
se por
mais descobrimentos que espero da sua
e
meio do zelo de Vossa Mercê lhe nao grande serem
atividade, advertindo, que para devem ir com
tomados os combois que levarem este Es-
licença minha, ou de quem governar do estilo,
na forma
tado, e se lhe há de passar
licença corrente,
e todos os que não levarem os haverá
nelo Provedor-mor da Fazenda Real. faz«d..
a d,ta,
vSs- Mercê por perdidos, para e assim o
o cue lhe hei por mui recomendado, o execute
ordeno a Vossa Mercê, esperando
muito pontualmente. Pmmra-
Morais. Pwçura
De Baltasar de Lemos de:
Coroa, e Fazenda, dos quintos de se
dor da
tive carta, em que me dercon a de es
distrito,

cargos; porque sei,


Mercê para os mesmos
"T
^li
SeS SShoasddaPqt
e a^^
Lourenço Carlos Mascarenhas^
PÍnt°' é só, o que
mas a ^tS*
aprovação uc > ^
- 356 -

Vossa
para comigo os acredita. Os cunhos que
Mercê me pede, com as armas reais, para se
porem no ouro que se tira nesses descobrimen-
tos, não vão pelo portador, pela pressa com que
parte, e se não poder deter mais tempo, a res-
peito das travessias, que não sei como as poderá
já achar; e também por querer dar conta a Sua
Majestade do serviço que Vossa Mercê lhe tem
feito, e o de que se oferece de novo fazer, na
casa dos quintos, que pretende fabricar a custa
da sua própria fazenda, e com resposta do dito
Senhor, poderei com acerto dizer a Vossa Mercê,
o que ele for servido ordenar-me neste parti-
cular: e entretanto deve Vossa Mercê continuar
a arrecadação dos quintos, na forma, em que os
tem disposto.
A notícia que Vossa Mercê me dá do ren-
dimento dos Ribeiros descobertos e venda das
datas de suas repartições, estimo muito, pela
clareza, e distinção com que Vossa Mercê o faz,
que é a que eu podia pretender, para assim a po-
der fazer presente a El-Rei Nosso Senhor; só
me fica um escrúpulo de que Vossa Mercê me
pode livrar, que é dizer-me o Padre Frei Pedro,
que no Ribeiro que ele lavra, de que é também
Mineiro, se tem tirado bateadas de libra, e meia
libra de ouro. E como deste negócio, não tenho
grande experiência, pelo pouco trato que tenho
com minas, me parece dizer a Vossa Mercê,
está a Fazenda Real mui prejudicada, na venda
do dito Ribeiro, pois sendo tão lucroso, se deve
reputar igualmente a sua venda, aos demais,
que é certo a terá Vossa Mercê feito na forma
que é estilo nas minas gerais: a amostra do ouro
que Vossa Mercê me oferece, estimo como parto
- 357 -
a Vossa Mer-
da sua generosidade, agradecendo
enriquecer; mas
cê a qrandeza com que me quis
nem destruir a
como não tenho uso de aceitar,
não pareceu razão,
ninquem a sua fazenda, me despesa,
acrescentar a Vossa Mercê a grande minas em
dessas
que tem feito no descobrimento
e agora em utilida-
serviço de Sua Majestade;
devo aproveitar, pelo
de mtaha, de que me não só interesse nos
teeto que tenho de ser quem
o que sempre pro-
aunSntos de Vossa Mercê, e assim mandei
cüS com a maior vontade; da Fa-
nôr em depósito, na mão do Tesoureiroouro
o mesmo que
zenda Real deste Estado, no ni»o -nj
Vossa Mercê me ofereceu,
veio, não quis se abrisse, e nesta for
em que que dispuser
ma o achará Vossa Mercê, quando
dele o que poderá fazer, mandando procuração oficiais
à pessoa que o cobrar, justificada pelos
e desse distrito; =; do d te
dffaWa, justiça Mercê
depósito remeto essa certidão a Vossa
P distancia^que te de
Muito desejo saber, a como se mposs^
sas minas,a esta cidade ^s
vota^
l«a esta inte igêncm peha
mer ^
torno a repetir a Vossa
com o W£P^ a do
por me parecer que como ta
a vencer esta dificuldade,
«"a^**^,
gentio, e montanhas;se atalhar mu .ta Pparte
Mercê me segura pode
daquele caminho, pelo queJfJ^ lão Paulo,
fazer: As minas que chamamos^J«MO faleaV«»
são as gerais, e destas e quea esse d^ tQda
^
sobre a distância daquek
a clareza mais, que VossaMer muito.
neste particular a estimarei
- 358 -

A ordem em que Vossa Mercê me fala de


Sua Majestade, sobre se expulsarem das minas,
aquelas pessoas, que consta serem prejudiciais
a elas, não veio a este Governo, porquanto se
não acha na Secretaria deste Estado; porém en-
tendo deve estar na do Governo do Rio de Janei-
ro, aonde mando pedir a cópia dela, e vindo, a
remeterei a Vossa Mercê, pois é certo, não pode
deixar de haver esta ordem, por ser muito útil,
e necessária ao serviço do dito Senhor, e bem
público; sem embargo de que para se dar a
execução a separação dos membros podres que
a República sustenta, não é necessário recorrer
mais que à ordenação do Reino, que manda se
exterminem, por evitar as perturbações, e desas-
sossegos de que a sua inutilidade, serve à paz
pública; e assim deve Vossa Mercê não consen-
tir que os tais vão infecionar essa nova Povoa-
ção, porque se nela se tiver esta cautela, se po-
dera fazer, sem controvérsia o serviço de Deus,
e de Sua Majestade, porque sem esta utilíssima
consideração, virão sem dúvida esses Povos, a
experimentar os grandes danos, que hoje sem
remédio, choram os que teem povoado as minas
gerais; o que desejo se não verifique nessas, que
Vossa Mercê tem sido descobridor, em quem
descubro não só o zelo do serviço de Sua Ma-
jestade, mas também o de Deus Nosso Senhor,
que é o que mais convém, a todos os que nasce-
mos com a felicidade de católicos.
O ouro dos quintos, e rematações das datas,
que Vossa Mercê pretende mandar, espero seja
com toda a segurança, porque não haja algum
desvio, que embarace a sua arrecadação; e quan-
do venha o deve Vossa Mercê mandar remetido,
- 359 -

deste Esta-
ao Provedor-mor da Fazenda Real dando-
do que hoje é, ou quem seu cargo servir,
distinção, de
me conta com toda a miudeza, e
umas e outras partidas.
Também me parece dizer a Vossa Mercê,
a gente que
me deve mandar uma lista de toda
minas, assim
se acha no descobrimento dessas com
eclesiásticos, como seculares, e escravos, caso
nenhum
toda a clareza, e distinção, e em
andem estran-
consinta Vossa Mercê, que nelas
sejam, nem os
qeiros de nenhuma nação que todo o
admita em nenhum caso, antes ponha
distritos, por
cuidado, em que não entrem nesses de bna
ser esta prevenção, utilíssima ao serviçode se en-
Majestade, e livrarmos por este modo, ser
riquecerem tanto os Reinos Estranhos, a por
lucrem os nossos naturais, o que mdus-
justo, também advirto
ria daqueles sabe adquirir: conveniente, se
a Vossa Mercê, não será menos
de gente, que
não admitam as turbas multas IaJama ços
tuma concorrer para esse d.stnto pe como se ^ taz
há dos grandes lucros que promete, dois^con
seguem
nas minas gerais, de que se
venientes, ambos dignos de 9rfd^7oa^eSse°a de sua
do o orimeiro os descaminhos dos quintos
Ma eTde, e o segundo a falta tudo Je^u^q«nasc.do «
continuamente se experimenta, nao d
go que*
se não ter tido esta precaução:

e: sigam seu ca-


L lhes dever, sem vexação sua,
aponto,e por «te
minho por evitar os danos que dajazenda
modo, fica mais fácil a arrecadaça,
Também me
real, e o sustento desse Povo.
- 360 -

meterá Vossa Mercê, uma lista das pessoas, que


desta Capitania, e seus sertões teem entrado nes-
sas minas, com os nomes de todos, partes aonde
moram, e fazendas que levaram, o que não será
dificultoso por ter Vossa Mercê mandado tomar
as entradas das fazendas com que daqui foram:
e assim esta, como a lista que acima digo, man-
dará Vossa Mercê todos os anos, a mim, e a
meus sucessores. Isto é tudo o que por ora se
me oferece dizer a Vossa Mercê, em ordem ao
serviço de Sua Majestade, bem, e conservação
desses descobrimentos; e que a mim me tem Vos-
sa Mercê com prontíssima vontade, para tudo o
que de mim quiser, e valer a minha pessoa. Deus
guarde a Vossa Mercê. Baía e Março 17 de
1705.
Dom Rodrigo da Costa
ÍNDICE

Reverendo Doutor
Carta que se escreveu ao Diao e Vigário
Nicoiau Pais Sarmento, • • • • • ¦ 3
Geral de Pernambuco. . .. •de Matos
Padre João
Carta que se escreveu ao Grande. 5
Serra Vigário Geral do Ceara Ouvrdor
ao Doutor
Carta que «escreveu remeter o trás-
Geral da Paraiba, para nela se
lado dos autos autênticos que
do Sargento-mor
processaram por parte ¦ • • • 6
Toão Ferreira Batista. . .
ao CapUao-mor da
Carta que se escreveu Gama. .... 7
Paraiba João da Maia da
Capitão Regente da
Carta que se escreveu ao Nunes. ..••¦• 8
Vila de Guaiana Lucas
Governador de Pe-
Carta que se escreveu ao sobre («). 9
nambuco Felix José Machado
^VsourrC^Governado-rdosln-
.^-- 10
dios da sua Nação Tabojara^
11

12
Governador de Per- 13
Cartão se'escre;eu'ao Machado^
^ ..
Zbuco Felix José
Governador ae
Carta aue se escreveu ao
Carta„aqmbuco 13
Felix José
g^.^pil 14

^JSS-SETSSSS. 15
362 —

Carta que se escreveu ao Governador de Per-


nambuco Felix José Machado 15
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Felix José Machado 16
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Felix José Machado 17
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Felix José Machado 17
Carta que se escreveu ao Governador da
Paraiba João da Maia da Gama sobre ma-
deiras para naus 18
Outra carta para a Paraiba de João digo para
o Governador da Paraiba João da Maia
da Gama 19
Outra carta para o Governador da Paraiba
João da Maia da Gama 20
Outra carta para o Governador da Paraiba
João da Maia da Gama 22
Carta para os oficiais do Senado da Câmara
da Cidade de Olinda 23
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Dom Lourenço de Almeida. 25
Carta para o Capitão de Mar e Guerra João
Antunes 29
Carta para o Governador de Pernambuco
com outra de El-Rei, e uma petição in-
clusa 29
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco, Dom Lourenço de Almeida. 30
Carta que se escreveu ao Provedor da Fa-
zenda de Pernambuco 34
Carta para o Capitão de Mar e Guerra da
nau Penha de França Braz Nunes, sobre
a ordem que há de seguir para acompa-
nhar a frota. 35
Carta para o Governador de Pernambuco
sobre a nau Nossa Senhora da Penha
de França 37
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Dom Lourenço de Almeida sobre
a nau Penha de França acompanhar a
— 363 —

frota. 4°
Carta que se escreveu ao Capitão-mor do Rio
de São Francisco Dom Pedro de Sousa
a qual foi junta com outro maço de cartas
Pernam-
para remeter ao Governador de
buco Dom Lourenço de Almeida 42
Carta que se escreveu ao Capitão-mor da Ca-
pitania do Ceará 43
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco, Dom Lourenço de Almeida. 44
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Dom Lourenço de Almeida. 45
Carta para o Governador de Pernambuco
Dom Lourenço de Almeida 46
Carta que se escreveu ao Provedor da Fa-
zenda Real de Pernambuco digo da Ca-
com a Provisão
pitania de Pernambuco ¦ • •
sobre •
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco Dom Lourenço de Almeida. 50
Carta que se escreveu ao Senhor Dom Lou-
renço de Almeida Governador de Per-
'
nambuco Y n-
do Kio
Carta que se escreveu ao Capitão-mor
bousa
de São Francisco Dom Pedro de
• ¦ • ¦ •
com a que se segue abaixo
o òenhor
Carta que acusa a carta acima para
Dom Lourenço de Almeida Governador
da de
de Pernambuco com segunda via
.... ¦.
29 de Setembro acima registada.
Maia da
Carta que se escreveu a João da
... •. ¦
Gama Capitão-mor da Paraíba.
de Per-
Carta que se escreveu ao Governador
nambuco Dom Lourenço de Almeida por
criado, ^
duas vias, uma que levou um seu
a outra por um próprio *'",''
Carta para o Governador de Pernambuco
Dom Lourenço de Almeida. ;•.•••"•••
fa-
Carta que se escreveu ao Provedor da
Pro-
zenda Real do Rio de Janeiro digo 63
vedor da Fazenda Real de Pernambuco.
- 364 -

de Per-
Carta que se escreveu ao GovernadorAlmeida. 66
nambuco Dom Lourenço de
Maia da
Carta que se escreveu a João da 66
Gama Governador da Paraíba. ••••••
de Per-
Carta que se escreveu ao Governador 67
nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Per-
Carta que se escreveu ao Governador de 69
nambuco Dom Lourenço de Almeida.
da
Carta que se escreveu ao Governador 70
••••••
Paraíba João da Maia da Gama.
Go-
Carta para Dom Lourenço de Almeida
vernador de Pernambuco leva 71
o Ajudante do Terço dos Paulistas. ..
de
Carta que se escreveu a Dom Lourenço
so-
Almeida Governador de Pernambuco
bre a sumaca que vai carregar de man- 72
timentos i
Carta que se escreveu ao Governador de nPer-
72
nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Fa-
Carta que se escreveu ao Provedor da 74
zenda Real de Pernambuco
Carta que se escreveu ao Governador de Per- 74
nambuco Dom Lourenço de Almeida.
Carta para o Capitão-mor da Paraíba João
da Maia da Gama ausente a quem seu
cargo servir 76
Carta para o Provedor da Fazenda Real da
76
Capitania de Pernambuco
Carta que se escreveu ao Governador de Per- 78
nambuco e foi na fragatinha dos Padres.
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco sobre ser chegada a frota do
83
Rio.
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco sobre favorecer ao Mestre da
Lancha que levou as cartas de Lisboa
ao dito Senhor 83
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
nambuco sobre terem entrado alguns na-
vios da frota do Reino 84
Carta que se escreveu ao Governador de Per-
a- 365 -.

fazer
nambuco com os sinais que há de
o comboi á cidade
há de co-
Sinais por onde Vossa Senhoria buscar os
nhecer é chegado o comboi a
••
navios desse porto •¦ ••• •••
de ^er- ^
Carta que se escreveu ao Governador
Pernambuco. 87
Carta3parTo Governador de
de Pernambuco
Carta
' para o Governador da Fazenda de ^
digo para o Provedor '
Pernambuco ''Dom/
Pernambuco
Carta para o Governador de
Lourenço de Almeida. ••••••• . .. q?
de Almada. .
Carta para Dom Lourenço Dom
Carta para o Governador de Pernambuco "d
Lourenço de Almeida. •••••••••* 7 do
Rio Grande
Carta para o Capitão-mor do
Sul Manuel Alves de bousa.
o Gover-
Carta a que alude a de cima para ¦•¦¦••¦
nador D. Lourenço de Almeida
Laços sobre
Carta para o Capitão Paulo Dias
desta Qda-
remeter farinha para o povo
que se ^
de, e pôr todo o cuidado, para • ¦••
não levante o cerco dela. • ¦
A vare, Vara-
Carta para o Capitão Manuel
iã°' "tÜoLtoTJ níenS que
daqueles ^
rtrca™ t'vi buscar
da Vila do
Cartí pata os oiiciais' da Câmara
CartCaTrüas°oL°e
se lhes remeterem^duzentos
Conchavo. ...^
mil réis para farinhas do da Vila
Carta oara os oficiais da Câmara
CaIVBoVba cem
sobre se lhes remeterem ....
Conchavo^
mil réis para farinhas do

com q
nheitos mil reis, que
vinte, digo quinhentos mil reis para ^
rinha do Conchavo. .. • • • 1.
Carta para os oficiais da Câmara da Vila
- 366 -

do Cairú, para que dêem embarcação ao


Sargento Manuel Rodrigues para passar
a Boipeba 102
Carta para o Sargento-mor da Vila do Cama-
mú Pantaleão Rodrigues de Oliveira so-
bre evitar se não venda a farinha por
maior preço do taxado, e quando haja
alguma pessoa que a venda a mandar
103
presa .' ci-
Carta para o Provincial do Carmo desta
dade sobre evitar que os seus Religiosos
não vão a bordo da nau francesa que
veio da índia 103
Carta para o Sargento-mor da Vila dos Ilhéus,
Baltasar Furtado de Mendonça, sobre
mandar-se àquela Vila o Condestavel
Domingos Garces a averiguar o estado
em que se acham as peças 104
Carta para o Provedor da Fazenda Real da
Capitania dos Ilhéus, André Viegas Pe-
reira sobre mandar-se àquela Vila o Con-
destavel Domingos Garces a averiguar
105
o estado em que se acham as peças....
Carta para o Juiz Ordinário da Vila do Cairú,
José Tourinho de Góis agradecendo-lhe
o cuidado com que se houver em ajudar
ao Juiz Comissário, da mesma Vila, a des-
a fari-
pachar os barcos que vieram com 105
nha do Conchavo
Carta para o Capitão-mor da Capitania de
Porto Seguro José de Oliveira Quares-
ma sobre ir o Condestavel Domingos
Garces àquela Vila a ver as peças de
artilharia que nela há 106
Carta para o Ouvidor da Capitania dos Ilhéus
Luiz de Melo de Vasconcelos, sobre fazer
guardar o seguro real, concedido a Jerô-
nimo Pereira homem pardo; e dever pro-
ceder na forma da ordenação do Capitão
mor Antônio Rodrigues e Góis e mais
sujeitos criminosos, e também do Tabelião
- 367 -

107
de quem se queixa
do
Carta para o Juiz Comissário da Vila
Cairú Manuel Antônio de Castro sobre
remeter toda a farinha que se deve ao
Conchavo, e tirar devassa das pessoas
do arbi-
que a venderam por maior preço 108
trado •
Vila de Boipeba An-
Carta para o Vigário da
tônio de Sousa de Brum sobre a queixa
de Sepulveda. 109
que faz do Capitão Carlos de
Carta para o Capitão-mor da Capitania
Porto Seguro, José de Oliveira Quares-
ma sobre haver provido os ofícios que
servia Manuel Neto Cruz, não tendo cri-
110
me algum \" n '
Carta para o Juiz Ordinário da Vila da Ca-
choeira sobre remeter o dinheiro das
tenças que a Câmara daquela Vila está
110
devendo 7 "A7
Al-
Carta para o Capitão Manuel Pessoa de
"tratar aos Missionários
buquerque sobre
das Aldeias, que estão a cargo dos Pa-
dres da Companhia com toda a cortezia, 111
• • • • ¦ '*
e respeito • • • • • •
de Melo
Carta para o Sargento-maior Filipe
Garcia em que se lhe remete uma petição ven-
dos moradores de Maragugipe, sobre480 rs.
derem a farinha, nesta Cidade por 113
cruzado.
o alqueire, e naqueles distritos a
e Uu-
Carta que se escreveu ao Capitão-mor,sobre a
vidor Geral de Sergipe Del-Rei do
nau Almirante que estava na Enseada"'" ' 113
*' '
Vasabarris ;;'
Vila da Ca-
Carta para o Juiz Ordinário da tabacos. 11?
choeira sobre a condução dos
Pedro de
Carta para o Capitão de Cavalos dos
Araújo Vilasboas sobre a condução 116
Pamplona
Carta para o Sargento-mor João de
sobre ter repreendido ao Capitão João
Pinto por não dar os soldados para esta
- 368 -*

116
Carta para o Alferes Antônio Álvares Silva
sobre se lhe encarregar que se haja com
cuidado no que tocar à segurança da nau
almirante da frota deste ano 117
Carta que se escreveu ao Capitão-mor, e ao
Ouvidor de Seregipe Del-Rei com a carta
atrás registrada 117
Carta para o Ouvidor Geral de Sergipe Del-
Rei sobre assistir com os mantimentos à
em que
gente que foi a livrar do perigo
está a Nau Almirante Nossa Senhora da
Vitória 118
Carta para os oficiais da Câmara do Rio das
Caravelas sobre ter recebido carta sua,
e outra para Sua Majestade 119
Carta para o Capitão-mor Antônio de Al-
meida Velho sobre evitar que do Sítio
do Limoeiro, que é de Leonor Pereira
Marinho se não tire gado algum para as
oficinas do salitre, nem se entenda com
as fazendas da dita Leonor Pereira. .. 119
Carta para o Capitão Carlos de Sepulveda
sobre a farinha que vendem os morado-
res das vilas por mais preço, e estar com
toda a cautela, por dizer aparecem cinco
velas 120
Carta para os Juizes Ordinários das Vilas do
Camamú, e Boipeba, sobre tirarem de-
vassa de se vender o sírio de farinha,
121
por mais da taxa
Carta para o Sargento-mor Felipe de Melo
Garcia sobre fazer remeter farinha para o
Povo desta cidade 122
Carta para o Ajudante João Ferreira Leite
sobre fazer conduzir com presteza os
tabacos 123
Carta para o Doutor João de Sá Sotomaior
Ouvidor de Sergipe Del-Rei, sobre vá-
rios particulares pertencentes à nau Al-
mirante que naquela costa naufragou,
- 369 -

fazer toda a diligência por prender o


Capitão dela, e enviar a esta cidade o
123
Mestre e Escrivão que estão presos.
Carta para o Capitão das Entradas Antônio
Cabral sobre prender as pessoas nela de-
125
claradas
so-
Carta para Francisco Rodrigues Brandão,
bre os Juizes da Vila do Largato, não
irem executar a ordem do Senhor Gene-
ral, ter o Capitão Manuel Pessoa vendido
em' praça as cousas das tomadias que
fez, e se encarregar ao Capitão Antônio
Cabral prenda os sujeitos, que furtaram
126
os cavalos das tomadias
Al-
Carta para o Capitão Manuel Pessoa de
diligência,
buquerque sobre se retirar da
as minas
da tomadia dos combois para do
do ouro, em que andava, advertir-lhe os
com
mau termo com que se houve
mandar
Missionários da Companhia e
furtaram os ca-
prender os sujeitos que En-
valos das tomadias pelo Capitão das 127
tradas Antônio Cabral
de Gota sobre re-
Carta para o Capitão José do banto
meter uma lista dos familiares 129

da Vila
Cegueira e para o Capitão-mor sobre
do Penedo do" Rio de S- Franciscoe mais
farinha
mandarem carregar de
e Mestre Ma-
legumes ao barco de que
virem vender a
nuel Domingues para ....... 129
esta pelo preço que quiserem. Del-Rei
Sergipe
Carta para o Ouvidor de
a farinha e ma.
sobreLer remeter toda apresto de
íegumes que for possível para 130
um socorro A
de, Camam», so-
Carta para o Juiz Comissário sobster
bre as causas que teve para 130
'•¦••¦•''„'
Manuel dos Santos Belo.
da Vila ao Ca-
Carta para o Juiz Comissário
- 370 -
sobre
mamú Belchior Gonçalves Barbosa
e a que
se remeter farinha para o Povo,
a Inran-
se está devendo para socorrer 131
' '' ' ' '' ' ' '
taria *
Sepulveda
Carta para o Capitão Carlos de
sobre ficar preso o Sargento-mor Manuel
Antônio, mandar os dois Juizes Comissa-
rios do Camamú e Boipeba presos e fazer
aviso se aparecem por aquela parte na-
132
vios
Carta para os oficiais da Câmara do Cama-
mú sobre a remessa da farinha do Con-
chavo, e licença que pedira, para a em-
132
barcarem nos barcos est'roncados
Carta para o furriel Francisco Pinheiro sobre
a remessa da farinha do Conchavo, para
se escrever à Câmara do Camamú acerca
da licença que pede, para embarcarem
a dita farinha nos barcos estroncados. 134
Carta para o Juiz Ordinário do Cairú, José
Tourinho de Góis, sobre a farinha do
Conchavo, e para sustento do povo desta 135
cidade "''/
Carta para o Procurador da Câmara de Boi-
sobre, na
peba Antônio de Araújo, e Góis,
falta dos Juizes, servirem os Vereadores,
o dito cargo e se remeter a farinha do
135
Conchavo
Carta para o Sargento-mor Manuel Pinto. . .
sobre se receberem as listas
do
que remeteu da planta das mandiocas
seu Regimento, e que envie uma lista das
. . 137
pessoas que se ocupam nas serrarias.
Carta que se escreveu ao Padre Jacobo Co-
cleo da Companhia de Jesus sobre infor-
mar do conteúdo nela 137
Carta para o Capitão-mor dos Ilhéus Marti-
nho de Freitas de Couros sobre remeter
uma lista das pessoas que teem serras nas
vilas do Cairú, e Boipeba 138
Carta para o Sargento-mor da vila do Cama-
- 371 -

re-
mu Pantaleão Rodrigues de Oliveira teem ^
meter uma lista das pessoas que
serras nela • ,'.","D* '
Coronéis do Ke-
Carta que se escreveu aos 2 de Ja-
concavo apontados na carta de nao
neiro deste ano, sobre a gente que
de mandar para assentar praça
Coronéis para
Cartas que se escreveram aos
absterem a ordem que se lhes encarregou ¦ • ¦
^
na carta acima • • • •
Felipe de Melo
Carta para o Sargento-mor mandiocas,
Garcia, sobre a planta das
as roças
fazer com que se não desfaçam
tabaco
novas, e não consentir se plante
naqueles distritos e todo o que achar plan-
tado o mande arrancar •¦•¦•
Álvares Vara-
Carta para o Capitão Manuel as
ião sobre não consentir que desfaçam d-
daqueU:
oÇas novas os moradores nao descui- ^
e se
trito de que é Capitão • ¦ ¦ ¦¦• ¦ • •
dar de as fazer plantar
Câmara daVUa dos
Carta para os oficiais da e toros que
Ilhéus sobre os privilégios,
a quem devem
lhes foram concedidos, as pes-
mostrar o direito que teem para naquela Ca
soas que distilam aguardente
ao Contador dela
pitania, não pagareme toda
o que lhe pertence, que remetam
lhes or
a farinha e mais legumes que
sustento do Povo desta ^
possível para
cidade ••'•*''"'. ra TLeite íf
o Ajudante João Ferre
Carta para
tabacos, e trazer ou
sobre a condução dos Pedro de Afon ^
mandar preso ao Capitão
seca de Melo. . ' •-•''sepuívei sobre

vá aquela fortaleza ^g
qualquer nação ',„ '
Morro. ¦..••¦;••• .T
de' Sepulveda
de P i
Carta para o Capitão Carlos Uumss
o Juiz
sobre ficar entregue
372 -

rio da Vila de Boipeba que veio preso,


ter obrado bem em mandar repartir a fa-
rinha da lancha que ali foi arribada, e que
a que os aficiais das Câmaras devem para
o sustento dos soldados a mande cobrar. 146
Carta para o Capitão Manuel Pessoa de Al-
buquerque sobre se retirar, e não conti-
nuar maiores tomadias dos combois. .. 147
Carta para o Doutor João de Sá Sotomaior
sobre a nau Almiranta que naufragou na-
costa 148
quela
Carta para o Capitão-mor da Capitania de
Sergipe Del-Rei Fernão Lobo de Sousa,
tocante à nau Almiranta que naufragou
naquela costa, e que remeta as vias das
cartas de Sua Majestade se o não tem já
feito 148
Carta para o Capitão Fernão Pereira da Ro-
cha sobre mandar fazer uma dúzia de
champrões de Jataipeba de dezoito pai-
mos, para a fortaleza de Santo Antônio
Alem do Carmo 149
Carta para o Capitão-mor Manuel Dantas 7.1
li
Siqueira sobre não ter lugar o requeri-
mento que pretende em ser admitido a
pleitear a jurisdição que lhe toca, ou quer
que lhe toque, pela patente que se lhe 150
passou
Carta para o Ajudante Luiz Antunes Portu-
gal sobre algumas cousas pertencentes à
oficina do salitre e examinar se a causa
da morte do negro foi o castigo que lhe
deu o fabricante por não ser justo, que a
Fazenda Real o perca 150
Carta para o Capitão Carlos de Sepulveda
acerca de ficarem na cadeia os Juizes das
três vilas, Camamú Boipeba, e Cairú, e
estar com toda a prevenção pelos navios
que dizem aparecem, e que mande ordem,
para que de vila em vila se faça pública
esta notícia 152
.- 373 -

da Vila de
Carta para os oficiais da Câmara
Boipeba sobre se ter ordenado ao Juiz
Comissário daquela vila mandasse entre-
qar o dinheiro que tinha em seu poder, 153
farinha do Conchavo.
para pagamento da
Pessoa de Al-
Carta para o Capitão Manuel casa,
buquerque sobre se retirar para sua
com-
e não continuar nas tomadias dos 153
'
bois r»
Porto^
Carta para o cabo da frota, Simeao naus
sobre se acharem neste porto duas
se
francesas, e saber a forma com que 154
há de haver com elas •¦
Câmara de Porto
Carta para os oficiais da aguar-
Sequro sobre o Contratador das
alambi-
dentes pretender lhe paguem os 155-
seu contrato
quês, na forma do
Seregipe Del-Rei
Carta para o Ouvidor de
sobre ordenar aos
loão de Sá Sotomaior, nao.man-
uizes da Vila de Santa Luzia do Rio
dem fazer diligência, ao distritosua -uns-
da
Real da praia, por não ser 156
Real Jorge Mar-
Carte para o Capitão do'Rio os oficiais
tins de Oliveira sobre prender Luzia,
que
de justiça da Vila de Santa do
aos distritos
vierem fazer diligências "AA.' '. 157
Rio Real * ': ' ',
da Vila do Ca.ru
Carta para o Juiz Ordinário ' 158
Tose Tourinho de bois. ••••¦'•; ,".
da.Companhia
Carta para o Padre Provincial
mandar dai das Al
João Pereira para doze Índios ao
deias de Porto Seguro Caravelas. „ 158
Sargento-mor do Rio das
da Vila do R o
Carta para o Sargento-mor
GonçaWe. Ga
das Caravelas. Antônio dois barris
cia, sobre se lhe remeterem
e dois cunh-
de pólvora de duas arrobas do gentio
tes de bala meuda para defensa 159
bárbaro cj^Kn
Capitão de mar, e guerra Simao
Carta para o

!
- 374 -

Porto sobre passar por Pernambuco e


levar em sua companhia dois navios, que
ali se acham • 160
Carta para o Padre Missionário Frei Miguel
de S. Jeronimo, sobre ter ordenado a
Francisco da Costa pague aos índios que
vieram com a sua boiada; ir ordem para
vir o mulato de que se queixa, preso^ e
ordenar-se aos oficiais do salitre não vão,
nem mandem buscar índia alguma das
aldeias, ou seja moça, ou velha 161
Carta para o Capitão-mor Antônio de Almei-
da, sobre proibir que nenhuma pessoa das
que assistem no salitre, vá, nem mande
buscar às aldeias índia alguma, seja moça,
ou velha, para trabalhar no dito salitre. 162
Carta para o Coronel José Carneiro obrigar
a Estevão Pinheiro que assiste nas fa-
zendas de João Verdoa, a que as entre-
gue à pessoa que o dito João Verdoa
manda 163
Carta para os oficiais da Câmara da Vila do
Cairú sobre executarem da sua parte a
ordem que leva o Sargento-mor Manuel
Antônio para cobrar as farinhas do Con-
chavo, e outros particulares 163
Carta para o Padre Missionário Frei Lou-
renço de Jesus Maria, sobre se ordenar ao
Administrador do Salitre não consinta
que nenhum dos oficiais dele, mande bus-
car índia solteira algumas às aldeias; e
outros particulares 164
Carta para o Capitão-mor Antônio de Almeida
Velho, para que não consinta que nenhum
dos oficiais do salitre mande buscar índia
alguma das aldeias, das que forem sol-
teiras 166
Carta para o Capitão-mor Paulo Gonçalves. 167
Carta para o Sargento maior Felipe Melo
Garcia, sobre mandar arrancar todo o ta-
baco que se achar plantado nos distritos
- 375 -
as pes-
de Maragugipe, e mandar presas 168
...•••• •
soas conteudas no rol junto.
da Vila de Ser-
Carta para o Juiz dos Órfãos Vilas
aipe do Conde João de Aguiar
Boas, sobre não poder criar o ofício que 169
lhe pede 'A-
;,'"," Câmara
da
Carta para o Vereador mais velho Araújo
da Vila de Boipeba Francisco de
Comis-
Milão sobre ter ordenado ao Juiz
haver
sário daquela Vila o como se devia 170
na cobrança da farinha do Conchavo.
da Vila do Ca-
Carta para o Sargento-maior Oliveira
mamú Pantaleão Rodrigues de
sobre mandar prender aos sujeitos que
de se mandava
deitaram o boato que
a Nova Colônia, e
prender gente para teem serra-
obrigar aos dois sujeitos que
divirtam a
rias naquela Vila, a que não 171.
fábrica e plantem mandiocas
Vila do Camamu,
Para o Juiz Comissário da
^BeiLior
GonçaJv« *ubosa sob— 172
Campo Antônio de
CJ"X o Merede
Ca sobre pretender
Albuquerque da Câmara o Ser-
levar um dos seus sobrinhos para 173

de Seregrpe Del
daS Vilas da Capitania 174
da Vilaça-
Carta para o Sargento-maior
mamú Pantaleão Rod^U'Sr°e
se lhe remete, e bus. 174
sobre a pólvora que etc . .
car pessoas para artilheiroson.o de Ata^
An
Carta para o Capitão-mor conta do que
da Velho sobre dar ao Capitão jo
no comboi que se tomou •- • ¦ • - 175
.^
Rodrigues de Sá. ^
Manuel^r
Carta para o Capitão de conta se tem
buquerque para que
- 376 --

metido os combois que tomou à parte


aonde lhe ordenou o Provedor-mor da
Fazenda 176
Carta para os oficiais da Câmara da Vila da
Cachoeira 177
Carta que se escreveu ao Juiz Ordinário da
Vila de São Francisco de Seregipe do
Conde, e ao da Vila da Cachoeira.... 179-
Carta para o Coronel Bernardino Cavalcante
de Albuquerque sobre mandar arrancar
todo o tabaco que se achar plantado no
distrito de Maragugipe 179
Carta para Garcia de Ávila Pereira sobre o
forte que se obrigou a fazer 180
Carta que se escreveu aos Coronéis do Re-
côncavo desta cidade, exceto Bernardino
Cavalcante, sobre as plantas das man-
diocas, e não consentirem que se plantem
tabacos 181
Cartas para os Coronéis Luiz de Melo, Ber-
nardino Cavalcante, e o Sargento-mor
Manuel Pinto d'Eça sobre a limpa dos
fortes que declara 182
Para o Capitão-mor Manuel Dantas Serqueira
sobre se lhe dizer que deve obedecer a
tudo o que lhe ordenar o Capitão-mor de
Seregipe Del-Rei por ser seu súdito. 183
Carta para o Capitão Fernão Rabelo Barbosa. 184
Carta para o Capitão-mor da Capitania de Se-
regipe Del-Rei, Fernão Lobo de Sousa,
sobre se lhe enviar carta para o Capitão
Manuel Pessoa de Albuquerque, e man-
dar este preso quando continue nas dili-
gências em que anda 185.
Carta para o Capitão Manuel Pessoa de Al-
buquerque, para se retirar da diligência
em que anda, e que não use mais das or-
dens que se lhe teem dado 186
Carta para o Capitão-mor da Capitania de
Sergipe Del-Rei, Fernão Lobo de Sousa
sobre se lhe remeter carta para o Capitão-
- 377 -
acerca de
mor Manuel Dantas Serqueira Vila
lhe não pertencer o governo da 187
aonde assiste
da Capitania de
Carta para o Capitão-mor Sousa
Seregipe Del-Rei, Fernão Lobo de
as-
sobre mandar presos aos oficiais que
compa-
sistem fora do distrito das suas
ao que
nhias, no caso que não obedeçam, 188
o dito Capitão lhes tem ordenado
Vila do Cama-
Carta para o Sargento-mor da 18*
mú prender os vadios
Pereira da Ro-
Carta para o Capitão Fernão cnam-
cha acerca de terem naufragado os
do Forte de Santo
prões para as portas 189
Antônio e mandar vir outros
de Matos
Carta para o Capitão João Pinto de
sobre a do Capitão Manuel Pessoa 190
Albuquerque e os soldados para a praça.
Pessoa de Al-
Carta para o Capitão Manuel do Senhor
buquerque vir logo à presença • • • • • • • • 191
General ¦...••
Comissários das Vdasdo
Carta para os Juizes farinha
Cairú, e Boipeba sobre mandarem.••••¦•• 192
do Conchavo e para o povo.
Manuel Car-
Para o Capitão de Capanema • 193
doso da Silveira sobre farinhas.
do Camamu
Para o Juiz Comissário da Vila sobre aja-
Baltasar Gonçalves Barbosa e: para
rinha que remeteu do Conchavo
e outra que
o Povo, remessas de uma,
mandara o
deve continuar; que a Câmara e: sobre a
dinheiro na primeira ocasião,Antônio Lo
contribuição que deve pagar Varajao. .. 193
fazenda do
pes, que está na
dâVUjdo Ca-
Carta para o Juiz Comissário Barbosa com
mamú Baltasar Gonçalves
que levou
o Sargento Rodrigo Lobo Conchavo. 195
800$ réis para farinhas do
Sá^obre^os
Carta para o Capitão Manuel de um barco. 195
negros minas que fugiram em
>- 378 -

da Vila Real
Carta para os oficiais da Câmara 196
de Santa Luzia ,";; i",'"'_,"•'
Vila de Boi-
Carta para o Juiz Comissário da
de Sousa sobre
peba Manuel de Araújo os
mandar ordem para que se prendam fal-
soldados da fortaleza do Morro que
taram à cobrança das farinhas do Con-
• • • * * " " * ' ' ' 197
chavo •
Carta para o Capitão Carlos de Sepulveda
os soldados
para que mande prender da farinha
que não fizeram a cobrança
do Conchavo que lhes encarregou o Juiz
198
Comissário da Vila de Boipeba
Para o Capitão Francisco de Almeida Mon-
teiro na várzea da Cachoeira 199
Carta para o Juiz Ordinário da Vila do Cairú
Manuel Santo de Castro sobre a farinha
do Conchavo, e mandar preso o Capitão
Francisco Pinto quando não satisfaça a