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Os conhecimentos, para Aristóteles, dividem-se em teoréticos e práticos.

Os conhecimentos práticos
dividem-se em dois: Política e Ética.

Infere-se daí que Política e ética não são a mesma coisa.

O tema trata da interseção entre tolerância e Laicidade. A laicidade trata de uma certa postura diante
de posturas metafísicas e religiosas. Tolerância é uma virtude moral. Tolerância está no coração da
Ética. Laicidade é um princípio de organização política. Ela está no coração da política.

Embora não sejam a mesma coisa, apresentam pontos de tangência muito importantes.

A tolerância tem como referência o indivíduo, como toda virtude moral. É um critério de conduta
que diz respeito apenas a sujeitos. Nao há que falar em cadeira tolerante, Estado tolerante, bule de
café tolerante, mas Maria, Joao e Pedro tolerantes, pois toda virtude moral diz respeito a indivíduos
e suas condutas.

Laicidade. Não é atributo possível de indivíduos, mas de uma sociedade, um Estado.

A virtude da tolerância pode ser definida pelo que ela não é. Ela é uma virtude moral que se opõe ao
ódio, à cólera, fanatismo, raiva, violência. Ela não é nada disso.

Positivamente, ela é a virtude que nos leva a aceitar pensamentos, discursos e comportamentos do
outro que não aprovamos. Aceitar a existência de manifestações com as quais não concordamos ou
aprovamos.

Pressupostos da definição:

1º Sempre é em relação à alguém. Não há tolerância no isolamento. É uma virtude moral exercida
na relação de convivência.

2º É preciso que este outro alguém comunique uma mensagem. É preciso que haja alguma forma
privilegiada de comunicação.

3º É preciso que eu não concorde com o que está sendo comunicado par que eu possa ser tolerante.
A virtude da tolerância só pode existir na discordância/ desaprovação.