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Proteção e Controle de Erosão em Taludes com Geocélula

Avesani Neto, J. O.
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT, São Paulo, SP, Brasil,
avesani@ipt.br

Bueno, B. S.
Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, São Carlos, SP,
Brasil, bsbueno@sc.usp.br

Resumo: A proteção e, se necessário, o controle da erosão em taludes é uma prática constante e corriqueira
em obras civis como cortes e aterros de rodovias, canais e obras urbanas. Esta proteção se faz necessária para
a manutenção da integridade da face do talude, e consequentemente, de sua segurança. O leque de materiais
geossintéticos plausíveis de serem utilizados para evitar erosão é bem abrangente, com especial destaque
para a geocélula. Como descrito neste artigo, este produto possui versatilidades e particularidades - como o
confinamento do material de preenchimento e a flexibilidade do sistema de proteção - que destacam o seu
emprego para uma faixa ampla de utilizações, desde simples proteções de taludes contra precipitação da
chuva como revestimento de vertedores de barragens.

Abstract: The erosion protection and control, when necessary, on slopes is a usual practice in civil works
such as embankments of roads, canals and urban works. This protection is necessary for integrity
maintenance of the slope face and, therefore, their safety. The range of possible geosynthetics materials to be
used to prevent erosion is very ample, with special emphasis on geocélula. As described in this article, this
product has features and versatility - such as the fill material containment and system flexibility of the
protection – that make its use feasible for a wide range of applications, from simple slopes protection against
the rain precipitation as dams spillways.

1 INTRODUÇÃO carregamentos de trânsito de veículos. A


necessidade era criar técnicas para a rápida
Com a crescente utilização de materiais construção de uma base sólida e firme o suficiente
manufaturados e industrializados na engenharia civil para servir de estradas e pistas de pouso e
(pré-moldados, perfis metálicos, concreto usinado) decolagem em praias e desertos (MENESES, 2004 e
há também um avanço, tanto da demando como da WESSELOO et al., 2008). Devido ao sucesso desta
oferta, de materiais industrializados de fácil tecnologia, sua assimilação para fins civil foi
obtenção e manuseio e que resulte em uma solução rapidamente efetuada de forma que nas décadas
mais eficiente e econômica se comparadas com posteriores a geocélula já era um material produzido
aquelas in loco. comercialmente por diversas indústrias e se tornou
O mercado de geossintéticos nasceu e se uma técnica disseminada em diversos lugares do
desenvolveu em um ambiente destes. Aliando planeta.
inovação com criatividade, diferentes materiais Com esta assimilação da técnica de
sintéticos foram concebidos engenhosamente de confinamento celular por parte da indústria, estudos
maneira a substituir soluções tradicionais da acadêmicos com geocélulas começaram a ser
engenharia geotécnica com grande êxito e desenvolvidos. Os experimentos pioneiros foram
economia. conduzidos por Webster e Watkins (1977) e
Deste propício mercado nasceu a geocélula e seu Webster e Alford (1978) que investigavam
conceito de reforço por confinamento celular. Este alternativas para construção de estradas sobre
conceito de reforço do solo é proveniente de camadas de solos moles. Eles realizaram ensaios em
motivações militares norte-americanas da década de uma pista experimental de grandes dimensões (55 x
70 creditadas ao United States Army Corps of 3,6 m) com alguns trechos reforçados com
Engineers, que criaram o conceito de estabilização geotêxteis e outros com confinamento celular. Este
de materiais granulares como areias de praias, sobre estudo confirmou o potencial da geocélula como

1
base de estradas e pátios de armazenamento sobre
solos de baixa capacidade e concluiu que com sua
utilização, a espessura de projeto da base poderia ser
reduzida a 70 %, ou menos, do valor inicial.
Após esta investigação, muitos outros estudos
foram realizados em diversos centros acadêmicos do
planeta nestas três décadas, com diferentes tipos de
confinamento tridimensional, para as mais diversas
finalidades de e locais de aplicação.

2 SOBRE A GEOCÉLULA

2.1 Definição

A norma brasileira NBR 12553 de 1997, o Curso


Básico de Geotêxteis (ABINT, 2001) e o Manual
Figura 1 Geocélula com tiras de geotêxtil de PP
Brasileiro de Geossintéticos (AGUIAR e
(KOMETA, 2008)
VERTEMATTI, 2004) definem o geossintético
“geocélula” (GL ou GCE) como um produto com
estrutura tridimensional aberta, constituída de
células interligadas, que confinam mecanicamente
os materiais nela inseridos, com função
predominante de reforço e controle de erosão.
Outras definições que expressam o mesmo
sentido podem ser encontradas na literatura
internacional, citando aqui aquela expressa por
Koerner (1994), que define geocélulas como uma
caixa composta por tiras rígidas de polímeros
habilmente dispostas verticalmente com formato
celular, utilizado em arranjo horizontal (com as
células na vertical) e preenchidas com solo, de sorte
a gerar um confinamento celular capaz de criar um
colchão impressionantemente forte e estável.

2.2 Caracterização

Usualmente, as geocélulas são fabricas com os


mesmos materiais de outros geossintéticos como o
Polietileno (PE) e o Polietileno de Alta Densidade
(PEAD) das geomembranas, e o Poliéster (PET) e o
Polipropileno (PP) dos geotêxteis e geogrelhas. São Figura 2: Geocélula de PE (POLIFRABRICS, 2008)
feitas tiras com dimensões pré-definidas, e soldadas
umas as outras para obter o formato celular. Para a
união destas tiras em geocélulas de PE e PEAD,
utilizam-se soldas ultrassônicas e por termofusão,
sendo a primeira mais recomendada. No caso de
tiras de geotêxteis (PET e PP), usualmente a união é
feita por costuras. A Figura 1 exibe um colchão de
geocélula feito com tiras de geotêxtil de PP, e a
Figura 2 e 3 uma geocélula de PE e outra de PEAD,
respectivamente.

Figura 3: Geocélula de PEAD (WEBTEC, 2008)

Muitas aplicações de geocélulas prevêem uma


função secundária de drenagem das mesmas. Para

2
tal, é comum encontrar as paredes das células (tiras)
com perfurações, permitindo o fluxo de água no
plano do colchão. A Figura 4 exibe um exemplo
deste material.

Figura 6: Camada de geocélula feita a partir de


geogrelhas pronta para receber o material de
preenchimento (TENSAR, 2008)

Os procedimentos de projeto de instalação e


montagem de geocélulas no próprio canteiro de obra
através de geogrelhas são descritos por Bush et al.
Figura 4: Geocélula com paredes perfuradas (1990).
permitindo drenagem (PRESTO, 2008) Contudo, como citado, nos dias atuais esta
utilização “artesanal” da geocélula é restrita a raras
Foi muito comum no inicio da utilização de e específicas obras. Com o crescimento exponencial
geocélulas a sua manufatura feita “in loco” no experimentado pela indústria de geossintéticos nas
próprio canteiro de obra, de forma artesanal. Para últimas décadas, a esmagadora maioria das
isto, eram comumente empregados outros aplicações de geocélula utiliza-se de material pré-
geossintéticos como geotêxteis tecido e não tecido, e fabricado. As vantagens de utilizar uma geocélula
principalmente as geogrelhas, para sua montagem. feita pela indústria abrangem desde a garantia da
A Figura 5 exibe a montagem “in loco” de uma qualidade de um produto industrializado até a
camada de geocélulas feitas com geogrelhas, e a facilidade e rapidez de sua instalação. A Figura 7
Figura 6 estas células prontas para receberem o exibe uma seqüência de instalação de uma camada
material de preenchimento. Apesar do crescimento de geocélula. Nota-se por estas imagens a facilidade
da fabricação de geocélulas industrializadas, é de execução do trabalho em comparação com uma
comum ainda encontrar este tipo de utilização deste camada de células feitas manualmente “in loco”
geossintético em obras, principalmente as como mostrado na Figura 6:.
rodoviárias.

Figura 5: Montagem “in loco” da camada de


geocélula feita com geogrelhas (TENSAR, 2008)
Figura 7: Seqüência de instalação de uma camada de
geocélulas (AMBEDKAR, 2006)

3
Tabela 2 – Principais tipos de obras de estabilização
2.3 Aplicações de encostas (adaptado de ALHEIROS et al., 2003)

De acordo com o Manual Brasileiro de Grupo Subgrupos Tipos de Obras


Geossintéticos (BUENO, 2004), as principais

Retaludamento
funções da geocélula são: proteção, erosão e reforço, Cortes
Taludes contínuos e
tais quais descritos na Tabela 1. escalonados

Aterro Carga de fase de talude (muro


Tabela 1 – Funções dos geossintéticos (BUENO, compactado de terra )
2004) Gramíneas
Grama armada com

Geofibras
Geotubo
Materiais geossintético

GCL

Obras sem estrutura de contenção


GM
GG

GN
GT

GL
naturais Vegetação arbórea (mata )
Função
Selagem de fendas com solo
argiloso

Proteção superficial
Canaleta de borda, de pé e de
Separação X X X - - - - - descida
Cimentado
Proteção X - - X - X - - Geomanta e gramIneas
Filtração X - - - - - - - Materiais
Geocélula e solo compactado
Drenagem X - - X - - X - Tela argamassada
artificiais
Pano de pedra ou lajota
Erosão X - - - - X - - Alvenaria armada
Reforço X X - - - X - X Asfalto ou polietileno
Impermeabili Lonas sintéticas (PEAD, PVC
X¹ - X - X - - - etc )
zação
Estabilização
Nota: 1- Quando impregnado com material asfáltico.
de blocos
Retenção Tela metálica e tirante

Desempenhando as funções anteriormente Remoção Desmonte


descritas, as aplicações da geocélulas estão inseridas Solo cimento ensacado (sacos
basicamente em dois grandes grupos descritos na Solo cimento de fibra têxtil ou
Tabela 2: proteção superficial e estruturas de geossintéticos )
contenção. Entre suas principais aplicações, destaca- Pedra seca (sem rejunte )
Muro de arrimo

se sua utilização como melhoria da capacidade de Pedra rachão Alvenaria de pedra (com
carga de solos, revestimentos e controle de erosão rejunte )
Obras com estrutura de contenção

Concreto armado
em canais, proteção e controle de erosão em taludes Concreto
Concreto ciclópico
e estabilidade por construção de muros de Gabião Gabião-caixa
gravidade. Devido a especializações do material e a Bloco de Bloco de concreto articulado
criatividade de engenheiros, algumas geocélulas concreto (pré-moldado, encaixado e sem
podem desempenhar outras funções como no caso articulado rejunte )
das tiras perfuradas que também desempenham a Solo-pneu Solo-pneu
Placa pré-moldada de concreto,
função de drenagem. Terra armada ancoragem metálica ou
Outras soluções de

geossintético
contanção

Placa e montante de concreto,


Micro-
ancoragem metálica ou
ancoragem
geossintético
Solo Geossintético
compactado e
reforçado Paramento de pré-moldado
movimenta

Materiais
Obras de
proteção

Barreira vegetal
massas

naturais
para

das

Materiais
Muro de espera
artificiais

3 PROTEÇÃO DE TALUDES

A erosão de taludes é um fenômeno que pode


ocorrer em locais com solos arenosos e sem
cobertura vegetal assolados por intensa ação da
água, geralmente causada pela chuva. A magnitude
deste detrimento por erosão é função tanto da
energia do agente (água) como da resistência ao
transporte do solo (BROWN e SOJKA, 1991).

4
Quando não há como impedir o fluxo de água na
superfície, a melhor alternativa para evitar a erosão
é a proteção superficial do talude, que pode
desempenhar basicamente duas funções principais:
reduzir a velocidade e a turbulência da água que
escoa sobre o solo; e manter de forma estável as
partículas do solo, evitando seu transporte.
A forma mais usual de combater estes dois
problemas chaves na erosão superficial é a
incorporação de elementos resistentes à atuação do
fluxo de água, e capazes de efetuar a estabilização
das partículas de solos. O elemento mais comum e
simples utilizado para esta função é uma cobertura
de vegetação. A cobertura vegetal funciona como
uma proteção do solo, pois diminui o impacto da
gota de chuva e conseqüentemente impede ou
minimiza a ocorrência da desagregação, além de
reduzir o escoamento superficial devido ao aumento Figura 8: Proteção de talude com geotêxtil
da porosidade da camada de solo mais próxima da (MACCAFERRI, 2008)
superfície, e por constituir uma barreira mecânica ao
fluxo. O plantio pode ser feito por diferentes
técnicas - como semeadura, hidrossemeadura,
mudas e placas. A escolha do tipo de vegetação
deve atender, além das necessidades da obra, fatores
como o tipo de solo do local, a inclinação da encosta
e a localização da obra (condições climáticas).

3.1 Proteção com Geossintéticos

Há situações, contudo, que o simples plantio de


vegetação não satisfaz as condições necessárias de
proteção da encosta, seja pelas características
geométricas da obra, por impossibilidade de
sobrevivência da vegetação (condições de solo ou
clima) como por valores elevados de carga
hidráulica. Nestes casos, a utilização de materiais
sintéticos se mostra necessário.
A indústria de geossintéticos possui hoje uma Figura 9 Proteção de talude com geogrelha
gama elevada de soluções de proteção de taludes (NORTENE, 2008)
contra a ação erosiva. Dentre os materiais, há grande
destaque para geotêxtil, geogrelhas, georredes e
geomantas com ou sem a função de grama armada e
biomanta, sempre agindo nos dois processos básicos
erosivos já descritos. Porém, a utilização destes
materiais é tipicamente restrita onde já existe uma
vegetação jovem. A atuação destes geossintéticos
descritos se faz no entrelaçamento com esta
vegetação nova, reforçando sua raiz e permitindo
uma melhora na resistência ao atrito da face do
talude. Geralmente não é aconselhada a utilização
destes produtos em locais áridos e semi-áridos.
As Figuras 8, 9, 10 e 11 exibem soluções de
proteção de taludes com geotêxteis, geogrelhas,
geomantas e biomantas, respectivamente.

Figura 10: Proteção de talude com geomanta


(MACCAFERRI, 2008)

5
segurança da encosta. Um sistema de confinamento
tridimensional desta massa de solo auxilia de forma
eficaz a evitar problemas deste tipo na face do
talude, substituindo com grande êxito o efeito um
reforço vegetal. Desta forma, geocélulas são
preenchidas com esta massa do solo superficial de
sorte a evitar o deslizamento da face das encostas
(WU e AUSTIN, 1992).
Uma vez instalada, a camada de geocélulas
forma um sistema estável que age como escudo na
superfície da encosta. Por meio do confinamento do
solo pelas paredes das células, há redução
significativa na velocidade do fluxo de água devido
ao obstáculo físico formado pelo colchão celular.
Além deste fenômeno, há uma maior absorção de
água pelo solo, o que reduz o próprio fluxo de água
Figura 11: Proteção de talude com biomanta (MENESES, 2004).
(DEFLOR, 2008) Outro fator que contribui no aumento da
resistência ao cisalhamento da face do talude, e
3.2 Proteção com Geocélula consequentemente, na redução a susceptibilidade de
erosão é o aumento da massa específica do solo
Muitos casos de taludes íngremes existentes, ou que contido nas células por meio do processo de
precisam ser construídos, em zonas onde as forças compactação e pelo confinamento das paredes
hidráulicas são de magnitudes elevadas possuem destas células. Deste modo a superfície da encosta
graves problemas erosivos, pois há dificuldades no ganha um acréscimo expressivo de resistência
estabelecimento da vegetação, mesmo com contra as ações da água (BROWN e SOJKA, 1991).
alternativas de geossintéticos. Nestes casos, o uso da Uma aplicação inovadora da geocélula é como
geocélula se torna eficaz ao assegurar que a proteção de taludes em barragens. Pode-se utilizar
superfície do solo seja retida na encosta, pois esta este geossintético em ambas as faces de montante e
tem a capacidade de confinar fisicamente o solo de jusante, desde que associado a outros materiais
dentro do interior das células de maneira mais compatíveis com a resistência necessária para a
eficiente que os outros geossintéticos. proteção. Usualmente na face de montante é
Um exemplo de aplicação de proteção de talude utilizado concreto como material de preenchimento
ferroviário com geocélula pode ser observado na das células, devida às altas solicitações impostas
Figura 12. pelo corpo de água contido. Já na face de jusante, é
comum o uso de solo com vegetação.
Como aplicação em barragens, as geocélulas
preenchidas com concreto podem até desempenhar o
papel de revestimento do vertedor da barragem,
desde que devidamente dimensionada. As Figuras
13, 14, 15 e 16 exibem, em seqüência, a instalação
da proteção em uma aplicação no revestimento de
vertedor em uma barragem de mineração brasileira.
Nesta seqüência pode ser observado: a base para o
recebimento da camada de geocélula, com esta já
ancorada na parte superior e pronta para ser
colocada (Figura 13); a instalação da camada de
geocélula em forma de “cortina” (Figura 14); a
camada de geocélula instalada e sendo fixada por
grampos e ancoragens em espaçamentos pré-
definidos para posterior preenchimento das células
Figura 12: Exemplo de utilização de geocélula para com concreto (Figura 15); e finalmente, a camada de
proteção de talude (PRS, 2008) geocélula já preenchida com concreto e em teste
para funcionamento no vertedor (Figura 16).
Outra vantagem da utilização da geocélula é a
proteção contra escorregamentos superficiais.
Quando uma grande massa de solo superficial
possui uma inclinação com a horizontal e se
encontra saturado, a ruptura desta massa e seu
deslizamento compõem um risco iminente para a

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Figura 13: Vertedor da barragem da mineradora
MBR: base preparada para recebimento da Figura 16: Vertedor da barragem da mineradora
geocélula (OBER, 2008) MBR: concretagem pronta e vertedor em
funcionamento (OBER, 2008)

A concepção da proteção de um talude é feita


através da escolha da geocélula a ser utilizada, da
precipitação de água local e das características
geométricas do talude. É necessária além do projeto
do controle de erosão, a verificação ao
escorregamento e da resistência da geocélula.

4 CONCLUSÕES

A geocélula ainda se mostra um material de pouca


utilização no panorama nacional, apesar de sua
grande aplicabilidade em cenários de extrema
importância no contexto brasileiro.
Sua utilização pode substituir plenamente
técnicas tradicionais com sensíveis melhorias de
Figura 14: Vertedor da barragem da mineradora execução, prazo, qualidade e prazo em aplicações de
MBR: geocélula sendo instalada (OBER, 2008) melhoria da capacidade de carga de solos,
revestimentos e controle de erosão em canais,
estabilidade por construção de muros de gravidade e
proteção e controle de erosão em taludes.
Como descrito, esse geossintético possui plenos
requisitos para ser utilizado como proteção e
controle de erosão de taludes, podendo ser associado
com materiais de construções comuns como solo,
brita e enrroncamento, com vegetação, e até com
concreto – em situações extremas com vertedores.
Todavia, destaca-se aqui a necessidade de um
estudo criterioso em seu emprego, de forma a
oferecer um projeto e uma execução compatível
com as reais necessidades da obra.

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