Você está na página 1de 24

- DIREITO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE

- LEI 8.069/90 (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO


ADOLESCENTE): SURGIMENTO E EVOLUÇÃO
HISTÓRICA;

- EVOLUÇÃO NO BRASIL;

- CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988: ART. 227


(DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL)

Art. 227. “É dever da família, da sociedade e


do Estado assegurar à criança e ao adolescente,
com absoluta prioridade, o direito à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão”.
- INSPIRAÇÃO NA NORMATIVA
INTERNACIONAL:

. PRINCIPAIS DOCUMENTOS:

a) Declaração de Genebra – 1924;


b)Declaração Universal dos Direitos Humanos
das Nações Unidas – 1948;
c) Declaração dos Direitos da Criança – 1959;
d)Pacto de São José da Costa Rica – 1969;
e) Regras Mínimas das Nações Unidas para a
Administração da Justiça da Infância e da
Juventude – (Regras de Beijing) - 1985;
f) Regras Mínimas das Nações Unidas para a
Proteção dos Jovens Privados de Liberdade
– 1985;
g)Diretrizes das Nações Unidas para a
Prevenção da Delinqüência Juvenil
(Diretrizes de Riad) – 1986;
h)Convenção das Nações Unidas sobre os
Direitos da Criança – 1989;
i) Convenção de Haia. Convenção relativa à
Proteção das Criança e à Cooperação em
Matéria de Adoção Internacional – UNICEF –
1995.
- ROMPIMENTO COM A DOUTRINA DA
SITUAÇÃO IRREGULAR DO ANTIGO CÓDIGO DE
MENORES ATÉ ENTÃO VIGENTE (LEI 6.697, DE
10 DE OUTUBRO DE 1979).

- DOUTRINA DA PROTEÇÃO INTEGRAL (ECA):


É dever da família, da comunidade, da
ART. 4º.
sociedade em geral e do poder público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária.

Parágrafo único. A garantia de prioridade


compreende:

a) primazia de receber proteção e socorro


em quaisquer circunstâncias;
b) precedência de atendimento nos serviços
públicos ou de relevância pública;
c) preferência na formulação e na execução
das políticas sociais públicas;
d) destinação privilegiada de recursos nas
áreas relacionadas com a proteção à
infância e à juventude”.
. FUNDAMENTO: SUJEITO DE DIREITO
FRENTE À FAMÍLIA, À SOCIEDADE E O PODER
PÚBLICO;

. CRIANÇA E ADOLESCENTE: SERES EM


DESENVOLVIMENTO;

. PRIORIDADE ABSOLUTA.

- ECA: INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA – ART.


Art. 5º. “Nenhuma criança ou adolescente


será objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão, punido na forma da lei qualquer
atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos
fundamentais”

Art. 6º.”Na interpretação desta Lei levar-se-


ão em conta os fins sociais a que ela se dirige,
as exigências do bem comum, os direitos e
deveres individuais e coletivos, e a condição
peculiar de criança e adolescente como pessoas
em desenvolvimento”.

- DIREITOS FUNDAMENTAIS:

1. DO DIREITO À VIDA E À SAÚDE:


. proteção à vida e à saúde: políticas sociais
públicas (art. 3º CF/88);
. assegurado atendimento à gestante, à
criança e ao adolescente através do SUS;
. apoio alimentar à gestante e à nutriz;
. atendimento especializado a criança e ao
adolescente portador de deficiência;
. fornecimento de medicamentos, próteses
etc;
. permanência de um dos pais ou responsável
junto à criança ou adolescente internado;
. campanhas de vacinação obrigatória;
. programas de assistência médica e
odontológica;
. aleitamento materno – art. 9º ECA;
. obrigações dos hospitais – art. 10 ECA;
. assistência psicológica à gestante (incluindo
àquelas que pretendem entregar seu filho à
adoção) e à mãe no período pré e pós-natal;
. CASOS DE SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE
MAUS-TRATOS: COMUNICAÇÃO AO
CONSELHO TUTELAR – ART. 13 ECA.

2. O DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À


DIGNIDADE:

. Pessoas humanas em processo de


desenvolvimento;
. Enquanto sujeitos de direitos;

. Síntese da cidadania.

. Direito à liberdade: ir, vir e estar nos


logradouros públicos e espaços comunitários,
opinião e expressão, crença e culto religioso,
brincar, praticar esportes etc (restrições
constitucionais);

. Direito ao respeito: inviolabilidade da


integridade física, psíquica e moral da criança
e do adolescente;

. É dever de TODOS VELAR PELA DIGNIDADE


DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: ART. 18
ECA.

- DIREITO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE –

- DIREITOS FUNDAMENTAIS:

3. DO DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E


COMUNITÁRIA:
. Direito de ser criado e educado no seio de uma
família, e, excepcionalmente, em família substituta;

. Preferência: manutenção ou reintegração da criança


ou adolescente a sua família de origem; excepcionalmente
em acolhida familiar, institucional (reavaliados a cada 6
meses e este último num prazo máximo de 2 anos) e
família substituta;

. em ambiente livre da presença de pessoas


dependentes de sustâncias psicoativas;

. igualdade de condições:art. 20 ECA e art. 227, § 6º


CF/88;

. poder familiar: art. 21 ECA – tem limite no interesse e


bem-estar dos filhos (art. 226, § 5º CF/88);
. deveres dos pais: art. 22 ECA;
. perda e suspensão do poder familiar – art. 24 ECA e
art. 1637 CC (suspensão) e art. 1638 CC (destituição);

PROCEDIMENTO PARA DECRETAÇÃO: ARTS. 155 A


163 ECA (procedimento contraditório e que reclama a
existência de um motivo)

. a falta ou a carência de recursos materiais não


constitui motivo suficiente para a perda ou a suspensão do
poder familiar: art. 23 ECA;

- DA FAMÍLIA NATURAL –
. Família Natural – art. 25 ECA: a comunidade
formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes
(art. 226, §§ 1º ao 4º CF/88);

. Família Extensa – art. 25, parágrafo único ECA:


aquela que se estende para além da unidade pais e fihos
ou da unidade do casal, formada por parentes próximos
com vínculos de afinidade e afetividade;

. Reconhecimento voluntário da paternidade – art. 26


ECA e art. 1609 e seu parágrafo único do CC;

. Reconhecimento judicial da paternidade – art. 27


ECA e Lei 8.560/92

- DA FAMÍLIA SUBSTITUTA –

. oitiva sempre que possível da criança ou do


adolescente;

. necessário o consentimento se adolescente ( maior


de 12 anos);

. grau de parentesco e relação de afinidade e


afetividade;

. os grupos de irmãos numa mesma família substituta,


sendo situação diversa excepcionalidade;

. ambiente familiar adequado;

. obrigações indelegáveis e irrenunciáveis;

. família substituta estrangeira: medida excepcional,


somente admitida na modalidade de adoção;
. colocação em família substituta precedida de
preparação gradativa e acompanhamento posterior: equipe
técnica do Juizado com apoio técnico dos responsáveis
pela execução da política municipal de garantia do direito à
convivência familiar.

. Espécies:

1. Guarda;
2. Tutela;
3. Adoção.

PROCEDIMENTO PARA COLOCAÇÃO EM FAMÍLIA


SUBSTITUTA: ARTS. 165 A 170 ECA.

- DA GUARDA –

. Compromisso nos autos: art. 32 ECA;


. assistência material, moral e educacional à criança e
ao adolescente;
. destina-se a regularizar a posse de fato;
. procedimento incidente em tutela e adoção (exceto
por estrangeiro) e em situações peculiares (ex: art. 34
ECA);
. não pressupõe prévia decretação de perda ou
suspensão de poder familiar, tanto que o deferimento da
medida não impede o direito de visitas pelos pais, bem
como o dever de prestar alimentos (objeto de
regulamentação específica);
. condição de dependente (art. 33, § 3º ECA);
. pode ser revogada a qualquer tempo não mais
subsistindo os motivos ensejadores de sua decretação.
.

- DA TUTELA –
(arts. 1728 a 1766 CC)

. Destina-se a suprir a incapacidade em razão da


idade do tutelado;
. a pessoa de até 18 anos incompletos;
. com o falecimento dos pais ou julgados ausentes ou
pais que decaíram do poder familiar;
. implica no dever de guarda;
. especialização da hipoteca legal – dispensa: se o
tutelado não tiver bens; se seus bens forem apenas
suficiente para sua mantença ou se os bens constarem
de instrumento público devidamente registrados no
Cartório de Imóvel;
. destituição: art. 24 c/c art. 164 ECA e arts. 1.194 a
1198 CPC e art. 919 CPC.

- DA ADOÇÃO –

. Vedada por procuração;


. caráter excepcional e irrevogável;
. adulto (arts. 1618 a 1629 CC) e art. 227, § 6º CF/88);
.adotando com 18 anos, salvo sob guarda ou tutela
dos adotantes (21 anos): art. 40 ECA;
. mesmos direitos e deveres: art. 41 ECA;
. adoção unilateral: art. 41, § 1º ECA;
. adotantes – 18 anos, independente do estado civil:
art. 42 ECA;
. . adoção conjunta: durante (casados civilmente e em
união estável) e separados (estágio de convivência na
constância da convivência – guarda compartilhada) – art.
42, § 2º, 4º e 5º ECA;
. não podem adotar: ascendentes e irmãos do
adotando;
. adotante – 16 anos mais velho que o adotando;
. adoção póstuma: adotante que falece após
inequívoca manifestação de vontade;
. deve se fundar em motivos legítimos e significar reais
vantagens para o adotando: art. 43ECA;
. Consentimento dos pais ou do representante legal do
adotando:

- casos de dispensa: pais desconhecidos ou


destituídos do poder familiar (art. 45, § 1º ECA)

. adotando maior de 12 anos necessita de seu


consentimento;

. Estágio de convivência (art. 46 ECA):

- casos de dispensa: adotando estiver sob a


guarda legal e tutela dos adotantes com período de
convivência conveniente anterior;
. Adoção por estrangeiro: período a ser cumprido no
Brasil: prazo mínimo de 30 dias para crianças e
adolescentes;
Acompanhamento da equipe interprofissional: do
Juizado e da política de garantia do direito à convivência
familiar;
. requisitos gerais: art. 165 ECA;
. vínculo: sentença constitutiva;
. mudança do nome do adotado e do prenome (se
requerida pelo adotante é obrigatória a oitiva do
adotando): art. 47, § 5º e 6º do ECA;
. adotando tem direito de conhecer sua origem
biológica (maior e menor de 18 anos): art. 48 e seu
parágrafo único ECA;
. cada Comarca deve ter cadastro de possíveis
adotantes e adotandos: art. 50 ECA;
. cadastros estaduais e nacionais – art. 50, § 5° ECA;
. manutenção e alimentação dos cadastros:
Autoridade Central Estadual (CEJA ou CEJAI) com
comunicação posterior à Autoridade Central Federal
Brasileira (Secretaria de Estado dos Direitos Humanos
do Ministério da Justiça) - art. 50 § 9º ECA – fiscalização
cabe ao Ministério Público – art. 50, § 12 ECA;
. inscrição de postulantes à adoção - período de
preparação psicossocial e jurídica: equipe técnica do
Juizado e da política municipal da garantia da
convivência familiar: art. 50, § 3º ECA;
. Exceções: adotante não cadastrado – art. 50, § 13 do
ECA (adoção unilateral, parente e se já detém a tutela
ou a guarda legal);
PROCEDIMENTO PARA HABILITAÇÃO DE
PRETENDENTES À ADOÇÃO: arts. 197-A a 197-E
ECA.
. Adoção por estrangeiro (A pessoa ou casal
postulante é residente e domiciliado fora do Brasil):

Definições, requisitos e exigências: arts. 51 e 52,


seus parágrafos e incisos ECA;
CEJAI – Comissão Estadual Judiciária de Adoção
Internacional – parecer prévio sobre a pretensa adoção
por estrangeiro (análise de parecer da Autoridade
Central de acolhida e dos requisitos objetivos e
subjetivos): laudo com validade de 1 ano;
Organismos credenciados: intermedeiam pedidos
de habilitação à adoção internacional;
- Consonância com a Convenção de Haia.
- DIREITO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE –

- DIREITOS FUNDAMENTAIS:

4. DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO


ESPORTE E AO LAZER (Arts. 205 e 206 CF/88 e
Arts. 53 e sgts ECA e Lei 9.394/96 – LDB):

Art. 205.”A educação, direito de todos e dever do


Estado e da família, será promovida e incentivada com
a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho”(CF/88)

. Acesso da criança e adolescente ao ensino


fundamental é direito público subjetivo (art. 208, § 1 º
CF/88 e art. 54 ECA);

. Obrigação dos pais ou responsável de matricular


seus filhos: art. 55 ECA;

. Participação da proposta pedagógica – interação


entre família e escola;

. comunicação obrigatória ao Conselho Tutelar: maus-


tratos, reiteração de faltas injustificadas e evasão escolar,
além de elevados níveis de repetência (infração
administrativa do art. 245 ECA).

5. DO DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO E A
PROTEÇÃO NO TRABALHO:

. idade mínima de trabalho: 16 anos, salvo na


condição de aprendiz (14 anos) – art. 7º, XXXIII CF/88;

. proteção ao trabalho do adolescente – legislação


especial (art. 61 ECA c/c arts. 402 a 441 CLT);

. Formação técnico-profissional – princípios: art. 63


ECA;

. Aprendizagem: art. 62 ECA – Trabalho Educativo:


art. 68, § 1º ECA;
. Adolescente aprendiz: direitos trabalhistas e
previdenciários – art. 65 ECA (art. 227, § 3º, II CF/88 e Lei
10.097/00);

. Adolescente portador de deficiência – art. 66 ECA.

- DA PREVENÇÃO –

. É DEVER DE TODOS PREVENIR A OCORRÊNCIA DE


AMEAÇA OU VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E
DO ADOLESCENTE (ART. 4º ECA C/C ART. 227, CAPUT
CF/88);

. Informação, cultura, lazer, esportes, diversões,


espetáculos e produtos e serviços que respeitem a
condição peculiar de que crianças e adolescentes são
pessoas em processo de desenvolvimento, bem como
respeitem o princípio da prioridade absoluta.

- DA PREVENÇÃO ESPECIAL:
. Informação, cultura, lazer, esportes, diversões e
espetáculos regulados pelo Poder Público (Departamento
de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça);

. Regra: acesso livre a diversões e espetáculos adequados


a faixa etária: art. 75 ECA;

. emissoras de rádio e TV – aviso de classificação: art. 76


ECA;

. cuidados necessários com venda e aluguel de fitas,


revistas e publicações contendo material impróprio ou
inadequado: arts. 77 e 78 ECA;

. casas de jogos ou estabelecimento que explorem


comercialmente bilhar, sinuca ou congênere – art. 80 ECA.

. Dos produtos e serviços:

. vedação de venda de armas, bebidas, produtos que


causem dependência física e/ou psíquica, fogos, revistas e
publicações do art. 78 e bilhetes lotérico (crimes definidos
no ECA para quase todos);

. vedação de hospedagem de criança e adolescente sem


autorização e desacompanhado dos pais ou responsável:
art. 82 ECA.

. Da autorização para viajar:

. nenhuma criança se ausentará sem autorização judicial –


ressalvas (art. 83, § 1º ECA);

. viagem ao exterior – autorização para criança ou


adolescente – ressalvas (art. 84 ECA);
. autorização judicial para sair do país com estrangeiro: art.
85 ECA.

- DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO –

. Conjunto articulado de ações governamentais e não


governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios: art. 86 ECA;

. Linhas de Ação:

. políticas sociais básicas e programas específicos (at. 87


ECA);

. Diretrizes:

. municipalização e descentralização político-administrativa;

. criação dos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacionais


(órgãos deliberativos
e controladores das ações);

. fundos vinculados aos Conselhos;

. integração operacional do Judiciário, Ministério Público,


Defensoria Pública, Segurança Pública e Assistência Social
em um mesmo local;

. mobilização social.

- DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO –


. Regimes:

. Proteção:

I – orientação e apoio sociofamiliar;


II- apoio sócio-educativo em meio aberto;
III-colocação familiar;
IV-abrigo;

. Quando o adolescente violou direito alheio:

V –liberdade assistida;
VI-semiliberdade;
VII-internação.

. as entidades têm que se registrar obrigatoriamente para


funcionamento, especificando seus regimes de
atendimento junto ao Conselho Municipal dos Direitos das
Crianças e Adolescentes – CMDCA, que comunicará ao
Conselho Tutelar e a Autoridade Judiciária (art. 90, § único
ECA);

. Entidades de Abrigo – princípios: art. 92 ECA);

. Obrigações das Entidades de Internação: art. 94 ECA;

. Medidas Aplicáveis às Entidades de Atendimento que


descumprem obrigações constantes do art. 94 ECA: art. 97
ECA.

- SITUAÇÃO DE RISCO PESSOAL E SOCIAL (ART. 98


ECA) –

. por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;


. por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável;

. em razão de sua conduta.

– Medidas de Proteção que poderão ser aplicadas isolada


ou cumulativamente (art. 98 c/c art. 101 ECA):

. Medidas de Proteção:

I – encaminhamento aos pais ou responsável, mediante


termo de responsabilidade;

II- orientação, apoio e acompanhamento temporário;

III- matrícula e freqüência obrigatórias em estabelecimento


oficial de ensino fundamental;

IV- inclusão em programa comunitário ou oficial de auxílio à


família, à criança e ao adolescente;

V – requisição de tratamento médico, psicológico ou


psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;

VI- inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio,


orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos;

VII- abrigo em entidade;

VIII- colocação em família substituta (somente o Juiz da


Infância).
. MEDIDAS APLICÁVEIS AOS PAIS OU RESPONSÁVEL:

- Art. 129, I a VII (Juiz da Infância ou Conselho Tutelar;

- Art. 129, VIII a X (somente o Juiz da Infância) -


observância do princípio do contraditório e da ampla
defesa.

- CONSELHO DE DIREITOS –

1. É um Órgão ou instância colegiada, de caráter


deliberativo, formulador e normatizador das políticas
públicas, controlador das ações, gestor do fundo,
legítimo, de composição paritária e articulador das
iniciativas de proteção e defesa dos direitos da criança
e do adolescente (ECA – arts. 88, 214 e 260).

Integra a estrutura básica do Poder Executivo, da


Secretaria ou Órgão da área social e tem composição e
organização fixadas em lei.

Tem competência para promover e controlar todos os


direitos das criança e adolescentes, tais como:
coordenação e organização da eleição do Conselho
Tutelar; gestão do Fundo, através de uma Junta; registro
de Entidades e programas de atendimento de crianças e
adolescentes; elaboração do plano de ação, montagem
da proposta orçamentária do fundo; edição de
resoluções; formulação e controle da execução das
políticas sociais etc.

- DO FUNDO DA CRIANÇA –

2. É o produto de receitas específicas que, por lei, se


vincula à realização de determinados objetivos ou
serviços, facultada a adoção de normas peculiares de
aplicação (art. 71 da Lei 4.320/64)

É uma concentração de recursos provenientes de


várias fontes que devem financiar programas ou serviços
que visem o atendimento aos direitos ameaçados ou
violados de crianças e adolescentes.

- DO CONSELHO TUTELAR –

3. É um Órgão Público que atua na esfera municipal,


encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos
da criança e do adolescente. Não presta atendimento
direito, mas atua de forma a viabilizá-lo em casos
concretos de ameaça ou violação de direitos. É um
Órgão permanente que não pode ser dissolvido pelo
Chefe do Executivo Municipal; é autônomo, não
podendo sofrer qualquer interferência em relação ao
modo de cumprimento de suas atribuições e na
oportunidade e conveniência de sua aplicação de
medidas de proteção. Além disso é não-jurisdicional e
não integra o Poder Judiciário.

Sua criação se dá via lei municipal.


. Atribuições - arts. 136 e outros do ECA:

. atender casos do arts. 98 e 105, aplicando-se as


medidas do art. 101, I a VII (considerar art. 99 e 100 ECA);

. atender e aplicar aos pais as medidas do art. 129, I a


VII;

. encaminhar a autoridade judiciária os casos de sua


competência (at. 129, VII a X; Art. 101, VIII; art. 148 e 149);

. promover a execução de suas decisões (nos serviços


públicos, como: saúde, educação etc);

. representar a autoridade judiciária os casos de


descumprimento injustificado de suas deliberações (art.
249 – inf. Adminstrativa);

. providenciar a medida estabelecida pela autoridade


judiciária, dentre as previstas no art. 101, I a IV para o
adolescente autor de ato infracional;

. oferecer representação a autoridade judiciária (arts.


194 e 191 ECA);

. encaminhar ao MP notícia de fato que constitua


infração administrativa ou penal contra os direitos das
crianças ou adolescentes;

. representar ao MP, em nome da pessoa e da família,


contra violação dos direitos previstos no art. 220, § 3º, II
CF/88;
. representar ao MP para efeito de ações de perda ou
suspensão do poder familiar;

. assessorar o Poder Executivo local na elaboração da


proposta orçamentária para execução de planos e
programas de atendimento dos direitos das crianças e
adolescentes (art. 227 CF/88 e art. 4º ECA);

. expedir notificações para comparecimento;

. receber comunicações obrigatórias dos arts. 13 e 56


do ECA;

. receber comunicação do Conselho Municipal sobre


registro de entidades e inscrições de programas –
arts. 90 e 91 ECA;

. fiscalizar entidades – art. 95 ECA;

. requisitar certidões de nascimento e de óbito quando


necessário.