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REVISÃO DE CONTEÚDO

Monitoramento E Avaliação Em
Serviço Social

Professora: Mª. Elaine


Cristina Vaz Vaez Gomes.
Tema 1 Avaliação de Políticas
Públicas: Um conceito em Debate
Profª Ma Elaine Cristina
Vaz Vaez Gomes
Realizar um processo de avaliação é
desafiador para governos e pesquisadores, e,
à medida que a sociedade evolui, há a
necessidade de atualização de conceitos e
metodologias avaliativas.
É urgente, portanto, maior eficácia na
utilização de metodologias de avaliação, uma
vez que há cobrança por todos os setores de
eficiência no gasto do dinheiro público,
(CARVALHO; apud RICO, 2009, p. 7).
Segundo a autora, a avaliação de políticas e
programas é tida como “procedimento
estratégico e imprescindível” para aqueles
sujeitos.
Nesse sentido, a avaliação de políticas
públicas está na agenda de todos os
interessados em diferenciar “o joio do trigo”
e, segundo Melo (2009, p. 11), ela “está
ancorada num conjunto de valores e noções
sobre a realidade social”.
Os processos de avaliação se justificam no
intuito de dar maior transparência às
atividades do poder público, de conhecer e
compreender as ações públicas.
Tema 2 Conceitos e Métodos numa
Avaliação de Programas Sociais

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Vaz Vaez Gomes
Faria (2009) faz referência a processos
educacionais. Ainda assim, a autora ajuda a
compreender as evoluções e tendências no
tema. Inicia com a afirmação de que avaliação
de programas e projetos educacionais e
pesquisas educacionais têm afinidiades no que
diz respeito a conteúdo,
técnicas de coleta,
análise dos dados e
utilização dos resultados.
Faria (2009, p. 42) destaca que, na avaliação
de programas e projetos educacionais, o
processo metodológico é: “uma atividade que
obtém, combina e compara dados de
desempenho com um conjunto de metas
escalonadas”, que sua finalidade “responde”.
a que s t õe s s obre a
eficácia/efetividade dos
p r o g ra m a s e , n e s s e
sentido, sua tarefa é
julgar e informar.
Aqui se faz uma ressalva: é tarefa deste
p r o c e d i m e n t o d e a va l i a ç ã o , q u a n d o
detectadas falhas no processo e no intuito de
permitir “a correção ou confirmação de
rumos”, realizar atividades formativas.
Tema 3: Avaliação Nacional da Educação Básica:
Um Sistema em Construção

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Vaz Vaez Gomes
Neste tema você estudará a avaliação nacional
da educação básica. Vale lembrar, nesse
sentido, que este é um sistema que está em
construção.
Neste contexto são trazidas à memória as
preocupações diagnosticadas nas décadas de
1960 e 1970, as quais Pestana (2009)
considera fundamentais para o estudo.
Na década de 1980, com as crises sociais e
econômicas do pós-guerra, o processo de
competição no mercado mundial, exigiu uma
qualificação educacional para a classe
trabalhadora.
Dessa forma, as políticas de educação
demandaram uma agenda pautada na
liberação de recursos, e principalmente em
metodologias que verificassem o resultado do
investimento.
Pestana (2009, p. 54) afirma que “ampliaram-
se e aprofundaram-se as análises de eficiência
da administração escolar, as mensurações de
ganhos de aprendizagem e de eficácia dos
currículos e, mais recentemente, as de
aquisição e domínio de competências e
habilidades cognitivas”.
Até o final da década de 1970, no Brasil, o
foco estava na construção de prédios
escolares e na garantia de equipamentos
mínimos. Não se tinha uma avaliação com
informações sobre a localização da
comunidade sem escola e principalmente
sobre a oferta de vagas.
É a partir de 1980 que o Ministério da
Educação e Cultura (MEC) implementa
programas como o EDURURAL e o
MONHANGARA, com recursos do BIRD. Esses
programas tinham foco principal numa
avaliação a partir de sua implementação, mas
também nos impactos e
no próprio sistema de
ensino.
Tema 4: Questões Metodológicas no Processo de
Implementação da Avaliação e Impactos em
Programas Sociais.
4:
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Vaz Vaez Gomes
Neste estudo há dois novos conceitos:
avaliação de impacto e avaliação de processo.
De acordo com Perez (2009, p. 65) avaliação
de impacto “diz respeito aos efeitos do
programa sobre a população alvo”, e avaliação
processual “representa chances à monitoração
dos processos responsáveis pela produção
do efeito esperado”.
O desenvolvimento dessas pesquisas de
avaliação tem início na década de 1950 nos
EUA, mas sua expansão se deu apenas na
década de 1960. Esse desenvolvimento trouxe
dois elementos para o estudo: o entendimento
sobre o que é o processo de implementação e
suas variações existentes
por meio, segundo Perez
(2009, p. 67), “do tempo,
das políticas e das
unidades de governo”.
Inicialmente a ideia de implementação era
pautada, como diz o autor, no “cumpra-se”,
depois foi incorporada à dimensão temporal. O
estudo vai mostrar como há variação
dependendo do tipo da política, de seus
formatos, e vai apontar ainda se a tomada de
decisão está com apenas
uma autoridade ou não.
Segundo Perez (2009), nos EUA foi feito por
um grupo de especialistas um estudo sobre as
características básicas de implementações por
um longo período e o resultado foi o seguinte:
Em relação à metodologia foram dados dois
enfoques: um da área da fenomenologia e o
outro da positivista. A fenomenologia
contribuiu com as questões mais relativas, e o
positivismo trouxe para a pesquisa as
questões mais objetivas.
Tema 5:Avaliação Participativa e Participante:
Metodologia e Abordagem

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Vaz Vaez Gomes
No debate sobre avaliação participativa há
uma introdução ao tema, ao conceito
propriamente dito da avaliação participativa.
No aprofundamento teórico sobre a
abordagem da avaliação participante há
reflexões a respeito das modalidades de
avaliação, do novo paradigma de avaliação e
do conceito de avaliação emancipatória.
Avaliar requer um aprofundamento sobre o
conceito, e, de acordo com Sul-brandt (apud
CARVALHO, 2009, pág. 87), os processos
tradicionais estão esvaziados “pelo seu caráter
externo;
pelas debilidades metodológicas
apresentadas; pela sua preocupação
demasiada com a eficiência e, portanto, pela
sua incapacidade de apropriar-se do conjunto
de fatores e variáveis contextuais e
processuais”
e ainda “pelo baixo grau de relevância e de
utilidade dos produtos avaliativos que não
respondem às necessidades de informações
dos agentes sociais envolvidos no programa”.
A avaliação participativa propriamente dita
surge no mesmo contexto que a pesquisação
e, segundo a autora, “guarda assim
propósitos, princípios, procedimentos e
estratégias muito próximas das utilizadas
neste tipo de pesquisa”.
Tema 6: Avaliar para quê?
Profª Ma Elaine Cristina Vaz Vaez Gomes
Neste tema será aprofundado o debate a
respeito de por que avaliar. Além disso, dentro
do âmbito da avaliação participativa, será
tratado o Programa de Avaliação Institucional
da PUC de São Paulo, dentre outros assuntos.
Rios (2009) nos convida a uma viagem pela
filosofia, buscando nela os argumentos
necessários para realizar uma avaliação. A
autora sugere ainda partir da realidade,
olhando com clareza, com profundidade e com
a inclusão de muitos dados.
Isto é, é necessário “ver claro”, no sentido
de estabelecer certo cuidado com aquilo que
poderá enfraquecer nosso olhar, evitando
armadilhas impostas internamente e no
ambiente em que vivemos;
“ver fundo” no sentido de muito mais do
que um simples olhar, de estar atento para o
que é superficial e ir além do que pode
parecer, ou seja, radicalizar, ir profundamente
até o último respiro, buscando aquilo que está
sendo investigado;
e, “ver largo”, no sentido de perceber na
totalidade o processo em que se está inserido,
com as questões determinantes e olhando
para o objeto de todos os lados.
É, nesse sentido, perceber todos os lados para
não cair na armadilha de achar que este
processo se dá apenas por um caminho, ou,
para o caso de não se dar conta de todos os
lados, pelo menos perceber se o caminho ao
qual se está olhando é o mais adequado.
 
Tema 7: Políticas Públicas em Avaliação: Gasto e
Financiamento
Profª Ma Elaine Cristina Vaz Vaez Gomes
Fagnani (2009), em uma informação
importante para o estudo, aponta que somos
“um país de industrialização tardia, pobre, que
acumula enormes desigualdades e
heterogeneidade social
e afirma que isso impõe “limites objetivos às
fontes de financiamento da política social, uma
vez que nessas condições não é qualquer
fonte que possibilita efeitos redistributivos”.
Desta feita, essa característica de
subdesenvolvimento “impõe enorme
distância...
entre o Brasil e os países industrializados, de
capitalismo maduro, nos quais a maioria da
população está integrada e possui renda para
acessar diretamente no mercado bens e
serviços sociais de que necessita”, apenas “um
contingente populacional relativamente menos
expressivo é considerado
pobre e encontra-se a
margem do mercado”.
Dito isso, em contraposição, no Brasil a grande
maioria da população, segundo o autor, “não
tem condições de comprar com seu próprio
salário e/ou renda, bens e serviços sociais no
m e r c a d o ”. M u i t a s p e s s o a s n ã o t e m
possibilidade de “pagar um plano privado de
saúde, por exemplo,
ou de arcar com os custos financeiros de um
programa habitacional regido exclusivamente
pelas leis do mercado”, ressalta Fagnani
(2009, p. 120).
Toda essa conjuntura é base para as
discussões que virão em seguida, pois, em se
tratando da política social a ser avaliada, num
primeiro momento, segundo Fagnani (2009, p.
121),  
“o financiamento e o gasto fornecem
indicações sobre o alcance, os limites e o
caráter redistributivo desta” no plano
específico. Para no próximo momento, no
plano geral, “a análise dos mecanismos de
financiamento e gasto refletem as relações
existentes entre a política
social avaliada e a política
econômica geral do
governo”.

 
Os indicadores sobre financiamento e gasto
relevantes para a avaliação das políticas
sociais estão, segundo o autor, divididos em
três dimensões, quais sejam: a da direção do
gasto social, a da magnitude do gasto social e
a da natureza das fontes de financiamento.
Tema 8: Programa de Transferência Monetária para
Famílias Pobres: Um Exercício de Avaliação de
Políticas Públicas

Profª Ma Elaine Cristina


Vaz Vaez Gomes
Neste tema você fez um percurso no que diz
respeito ao Programa de Garantia de Renda
Familiar Mínima do Município de Campinas,
com apontamentos dos aspectos
metodológicos do estudo do perfil das famílias
e os principais resultados de um programa
como este.
No Brasil, nos últimos anos, tem aumentado a
implementação do Programa de Garantia de
Renda Familiar Mínima (PGRFM), na esfera
municipal, inovando no campo do combate à
pobreza e à fome.
A experiência que você vai estudar é de um
programa implantado na cidade de Campinas,
estado de São Paulo. A exemplo desta cidade,
o programa já foi implantado em outros
municípios e capitais, tais como: Boa Vista,
Vitória, Salvador, Ribeirão Preto, Jundiaí e
Belo Horizonte e no
Distrito Federal
(FONSECA, 2009).
A experiência de Campinas, desde sua criação, é
acompanhada pelo Núcleo de Estudos de Políticas
Públicas da UNICAMP, que, segundo Fonseca
(2009, p. 132), realizou inúmeros processos de
avaliação e “acompanhamento institucional do
processo de implementação, estudo do perfil das
famílias beneficiadas  
(com base nos dados
cadastrais do Programa), e
um estudo domiciliar de
uma amostra de famílias
beneficiárias”.