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CHRISTINE FEEHAN

Série Cárpatos 29

Traduzido e Revisado do Inglês e Espanhol por Fãs


Revisoras: *Lunna *Rosangela *Eva *Amanda

Formatação: *Rosangela
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle teve o suficiente de batalhas, de guerras, de ver Gary Jansen, o homem


que ela ama quase perder a sua vida quando não era nem mesmo sua luta. Uma vez
ele era um pesquisador gentil e muito humano. Agora ele é um guerreiro Cárpato
destemido e letal com o sangue de uma linhagem antiga correndo em suas veias—
um homem que Gabrielle ainda precisava com desejos e sonhos a cada respiração
que ela tomava. Tudo que ela queria era uma vida longe das Montanhas Cárpatos,
longe de vampiros e das sombras projetadas pelo mosteiro em ruínas que esconde
muitos segredos terríveis. Mas Gabrielle logo descobre que as promessas feitas no
escuro podem perfurar o coração como um punhal.
E ela não é a única em busca de respostas nos cantos do desconhecido ...
Trixie Joanes chegou às Montanhas Cárpatos em busca de sua neta rebelde,
temendo que ela foi lá atraída por algo indizível. Em vez disso, Trixie tropeçou no
caminho de um homem desesperado e uma mulher no amor e na corrida. E eles
estão todos destinados a ir para o covil de um misterioso antigo com vingança em
sua alma e o poder infinito para fazer sonhos ruins se tornar realidade.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Para Joan Colbert

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

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— oie, você pode acreditar nesta noite? —Gabrielle Sanders olhou pela
janela para as estrelas espalhadas pelo céu. A noite era quase um azul
marinho com tantas estrelas no céu que seria impossível contá-los. A lua
estava subindo, uma bela meia-lua de luz brilhante. — É a perfeição. Tudo o
que eu sonhei.
Sua noite de núpcias. Ela tinha sonhado com isso por tanto tempo. Por
fim, esta era a noite que ela esperou e o tempo estava cooperando, como se
ele soubesse que ela estava se casando com o homem dos seus sonhos.
— Temos que prepará-la, Gabby, —Joie respondeu. — Volte aqui. Eu
preciso ter certeza de que você tem tudo que você precisa e temos que ter a
'conversa'.
Gabrielle voltou com uma risada curta. — Eu vou casar com Gary, Joie,
o amor da minha vida. Certamente não precisamos ter essa 'conversa'. Eu amo
Gary Jansen a cada respiração no meu corpo, —Gabrielle Sanders sussurrou
enquanto sua irmã passou a mão para baixo no vaporoso vestido marfim e
rendas e recuou para examinar sua obra.
— Daratrazanoff, —Joie a corrigiu, uma pitada de preocupação em sua
voz. — Você ainda persiste em agir como se você fosse humana, Gabrielle.
Você não é. Nem o Gary. Ambos são totalmente Cárpatos. Quando Gary
subiu Cárpato, levantou-se como um verdadeiro Daratrazanoff. Ele é de uma
das mais poderosas linhagens Cárpatos que tem. Você não pode fingir que
não é.
— Ele ainda é Gary, —Gabrielle protestou suavemente. Ela pegou as
mãos de sua irmã na dela. — Esteja feliz por mim. Na verdade, eu nunca

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estive mais feliz do que esta noite. Nós esperamos tanto tempo para estar
juntos.
— Eu estou feliz por você, —Joie imediatamente disse, sorrindo para a
irmã. — Você está tão bonita. Como uma princesa.
Gabrielle olhou-se no espelho. Seu vestido estava exatamente certo. O
ajuste perfeito, uma linda queda até os tornozelos, girando ao redor dela de
forma que ela parecia ser etérea. Ela amava o decote de renda quadrado e o
corpete equipado mostrando sua cintura pequena. Ela era alta o suficiente
para mostrar elegância, e o vestido fazia exatamente isso.
Joie não entendia. Nenhum deles fazia. Apenas Gary. Ele sabia. Ele viu
dentro dela. Bem profundo, onde ninguém jamais olhou.
— Joie, eu não sou como você ou Jubal, —admitiu ela referindo-se a seu
irmão. — Eu não sou uma mulher que anseia por aventura. Eu não sou uma
guerreira que quer ir combater as injustiças do mundo. Eu sou apenas
Gabrielle. Ninguém especial, mas eu gosto da minha vida simples. Pacífica.
Eu gosto de cantar quando eu acordo e cantarolar o dia inteiro. Eu gosto de
piqueniques. Cavalos. Galopar pelos campos e saltar sobre troncos de árvores
e riachos. Eu adoro sentar em um balanço da varanda e falar calmamente
com alguém que eu amo. Esse alguém é Gary.
— Oh, Gabby, —Joie colocou os braços em volta de Gabrielle. — Eu
não sabia que você tem estado tão infeliz. Você tem, não é?
Gabrielle abraçou Joie de volta, sentindo-se com sorte de ter uma irmã
e irmão que a amava tanto. Ela sentia seu amor em todos os momentos. O
seu apoio. Mais do que tudo, ela queria o apoio de Joie agora no maior
momento de sua vida.
— Eu não me encaixo neste mundo, Joie, —disse ela suavemente,
tentando encontrar uma maneira de explicar cuidadosamente. Joie se afastou
e olhou para ela com olhos líquidos. O coração de Gabrielle bateu mais alto.
Ela não queria ferir sua irmã, mas ela queria ser honesta. — Eu gosto de
observar as pessoas à distância, não estar no meio de algum tipo de batalha

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louca entre vampiros e metamorfos. Eu nem sabia que havia coisas como
metamorfos ou vampiros no mundo. Cárpatos. Lycans. Magos. Jaguares. E
tudo louco, como um pesadelo louco, Joie. A violência e a guerra não estão
no topo na minha agenda. Na verdade, o modo de vida dos Cárpatos é
totalmente estranho para a minha natureza.
Ela, graças a Deus, nunca tinha ouvido falar dos Cárpatos quando ela
estava crescendo. E ela sempre pensou que os vampiros eram um mito. Ela
ainda desejava que ela pensasse assim. Cárpatos nunca matavam por sangue,
mas dormiam no chão para rejuvenescer, não podem sair à luz do sol, e
existiam apenas consumindo sangue. Eles caçavam o vampiro que viviam
para matar suas vítimas.
Gabrielle sentiu um pequeno arrepio. Ela teve o suficiente de batalhas.
De guerras. De ver alguém que ela amava—tal como Gary—quase perder a
vida quando não era nem sua luta. Ela tinha quase o perdido. Gregori o tinha
convertido, trazendo-o completamente ao mundo Cárpato—como se já não
tivessem trazido ele para lá.
Gary tinha de alguma forma se tornado parte integrante da vida dos
Cárpatos, tão essencial a eles que mesmo o príncipe procurava a sua opinião
sobre os assuntos dos Cárpatos. Gregori, o segundo do príncipe, estava
sempre com Gary agora. Não era como se Gary nasceu um Daratrazanoff.
Ele nasceu Gary Jansen, um gênio, inteligente acima de qualquer média,
alto, magro, um homem que usava óculos e uma sede de conhecimento. Um
nerd. Como ela.
Agora, ele era alto, completamente preenchido, o andar de um guerreiro.
Ele entrou em batalhas sem vacilar. Antes mesmo de Gregori o haver
convertido. Ela observou-o lentamente mudar de seu nerd, a um homem
completamente diferente, com os Cárpatos colocando mais e mais demandas
sobre ele.
Joie mudou-se para uma cadeira como se Gabrielle estivesse lhe dando
um golpe terrível, e ela provavelmente estava. Ela não tinha contado a
ninguém, somente Gary sabia dos seus verdadeiros sentimentos. Seu amado

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gary. Ele era quieto e sólido. Ela podia sempre, sempre, contar com ele. Todo
mundo contava com ele, mas especialmente Gabrielle.
Ela continuou tentando fazer sua irmã entender. — Joie, você e Jubal
pertencem ao mundo dos Cárpatos. Eu não. Eu não quero nem estar aqui.
Não mais.
Joie inalou bruscamente. — Gabby ...
Gabrielle balançou a cabeça. Isto tinha de ser dito. Ela queria que Joie
compreendesse exatamente o que Gary significava para ela. O que ele tinha
sido para ela no passado e o que ele seria em seu futuro. — Espero que, depois
desta noite, depois de eu me casar com Gary, nós iremos embora juntos e
viver em uma bela casa. Nada grande. Nada extravagante. Apenas pequena
e confortável e cheia de amor. É isso. Esse é o meu sonho. Gary e minha
pequena casinha escondida em algum lugar onde não existem tais coisas
como vampiros e que as mulheres engravidem dando à luz a bebês saudáveis
e felizes. Sem guerras. Só a paz e a felicidade.
— Pronto, —ela disse. Essa era a verdade estrita e Joie precisava saber
como ela realmente se sentia.
As sobrancelhas de Joie se juntaram quando ela franziu a testa. — Quer
dizer que você deseja morar longe daqui? Onde o seu laboratório está
montado? Você adora trabalhar aqui. Você quer ir para longe das Montanhas
dos Cárpatos? Longe do Príncipe? De Gregori?
Gabrielle endireitou os ombros e ergueu o queixo. — Especialmente longe
do príncipe e Gregori.
Joie balançou a cabeça, parecendo chocada.
— Eu não pertenço ao mundo dos Cárpatos, não me encaixo. Só Gary
parece compreender isso sobre mim. Ele não se importa que eu não seja uma
mulher guerreira feroz. A coisa é, Joie, eu não quero ser diferente. Eu sou
uma pessoa de livros. Eu gosto de viver tranquilamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Gabrielle, você está tão longe sobre si mesma e do Gary. De onde


vem isso? Você adora aventuras. Você foi escalar no gelo com Jubal e eu um
milhão de vezes. Você já fez espeleologia . Fez caminhadas nos países mais
remotos do terceiro mundo.
Gabrielle assentiu. — Eu fiz espeleologia porque você e Jubal foram, e
eu gosto de passar tempo com vocês, mas eu não vivo para aventuras como
vocês fazem. Eu realmente sou uma pessoa mais caseira.
— Você está louca, Gabby? Você é um gênio que gosta de estudar vírus
letais. Só lembrando, irmã. Brincando com esse tipo de vírus, sem uma
maneira de combatê-lo você pode acabar morta. Se você não gostasse de
aventura, você nunca, sob quaisquer circunstâncias, iria estudá-los.
— Você luta com as injustiças do mundo à sua maneira, e eu luto contra
eles no meu jeito. Vírus fazem sentido para mim. Eu posso resolver o quebra-
cabeça e tentar ajudar com coisas como encontrar um modo de impedir que
o vírus Ebola continue solto no mundo. Os vampiros não fazem sentido.
Nenhum. —Ela deu um pequeno estremecimento. Joie nunca entenderia que
ela fugiu para o laboratório, que uma vez que ela se concentrou em tudo o
que ela estava estudando, tudo ao seu redor desaparecia e ela não tinha que
pensar em mais nada.
— Você tem habilidades loucas em um laboratório, Gabby, —disse Joie.
— Você é um gênio, não é só o Gary. Ele não é mais esperto do que você.
— Na verdade ele é. A maioria dos homens aborrece-me depois de dois
minutos a sós em sua companhia. Posso falar com Gary por horas. Mais, eu
só posso ouvi-lo quando ele fala com os outros. Ele é brilhante. Ele também
é o mais gentil dos homens, mais doce que eu conheço.
___________________________________

Espeleologia – 1. geol estudo da formação e constituição de grutas e


cavernas naturais; espeologia, espeluncologia. 2. bio estudo dos organismos
que vivem dentro das cavernas.

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Joie sacudiu a cabeça. — Ele é um Daratrazanoff. Cada pedaço de


poder, do conhecimento, seu sangue, seus antepassados, tudo isso foi dado a
ele na caverna dos guerreiros. Você sabe disso. Você estava lá. Ele era
poderoso antes, Gabby. Ele é ainda mais agora.
Gary sempre cobriu as costas dos caçadores e ele nunca deixaria
qualquer um deles para baixo durante uma batalha, nem uma vez. Gabrielle
sabia porque quando ele quase morreu, seus melhores caçadores vieram para
dar sangue e para pagar seus respeitos. Ela sabia porque Gregori
Daratrazanoff lhe tinha feito seu irmão, sua própria carne e sangue. O poder
da família Daratrazanoff corria em suas veias. Estava em seu coração e alma.
Estava lá, em sua mente.
Ok, ela tinha que admitir para si mesma que ela as vezes evitava um
pouco o poder absoluto que estava lá, mas ainda assim, ele sempre foi o seu
Gary. Gentil e amável com ela. Vendo ela quando os outros não podiam—
ou não queriam. Ela tentou dizer a Joie e Jubal que ela era diferente, não de
todo selvagem ou intencional, mas eles riram e diriam que ela não se
conhecia muito bem.
Talvez ela não conhecia. Mas ela sabia o que queria—o que ela sempre
quis—e isso era o Gary. — Eu não me importo com o seu último nome, ou
cujo sangue corre em suas veias, ele é meu, —ela declarou com firmeza. —
Ele sempre foi meu, e eu o quero de volta. Sua vida não deveria ser lutando
contra vampiros. Ele é um gênio e eu sinto falta dele no laboratório. Quero
que ele volte para lá. Uma vez que estivermos casados e encontramos uma
casa, podemos montar um laboratório e ele pode investigar soluções para
todos os problemas dos Cárpatos, mas longe das Montanhas dos Cárpatos e
dos vampiros e de qualquer outra coisa que seja monstruosa.
Joie limpou a garganta e o olhar de Gabrielle pulou para sua irmã mais
nova.
— Apenas me diga, Joie, —ela disse. — Nós sempre conversamos direto
um com o outro.

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— Você não pode mudá-lo, Gabby. Gary é um homem que vai se colocar
no caminho do perigo mais e mais se se tratar de seu senso de certo ou errado.
Ele tem um sentido claro de honra, do dever, e é por isso que Gregori o
aceitou desde o início—desde o início quando conheceu Gary. Gregori não
se associava com os seres humanos, mas Gary já tinha os mesmos valores.
Ele estava disposto a colocar-se na linha de fogo. Como Gregori, ele é um
homem de ação, e ele é decisivo sobre isso.
Gabrielle balançou a cabeça. — Eles o forçaram a se tornar como eles.
Ele pertence em um laboratório. Ele ama a pesquisa e ele tem a mente para
isso, Joie. Você sabe que ele faz, mas cada vez mais eles estão puxando-o
para fora do trabalho para ir caçar vampiros com eles. Ele está com o príncipe
e Gregori o tempo todo.
— Porque eles valorizam o seu conselho, Gabby, —Joie disse
gentilmente. — Você devia estar orgulhosa dele.
— Eu tenho, muito orgulho dele, —Gabrielle assegurou a sua irmã, que
ela estava orgulhosa de Gary. — Ele é brilhante. Gregori o mudou.
Joie mordeu o lábio, os olhos sombreados. — Ele não fez, Gabby.
Gregori não teria o mudado—ele não podia. Fundamentalmente, Gary é o
mesmo homem que sempre foi. Gregori olhou em sua mente e ele viu um
irmão—um homem que pensa como ele pensa. Gregori aceitou Gary porque
Gary é exatamente como ele é. É claro que Gary não tem as habilidades ou
conhecimentos para lutar contra os mortos-vivos, mas ele tem agora. Ele é
um Cárpato por completo. Você tem que estar muito certa de que você o
conhece e aceita quem ele é, e não apenas uma pequena parte dele.
— Eles quase o mataram. De certo modo eles conseguiram matá-lo. —
Ela abaixou a cabeça e torceu os dedos. — Eu estava lá quando ele estava
morrendo. Eu estava lá. Você sabe o que ele disse quando Gregori disse que
ele estava indo convertê-lo? Gregori explicou que Gary estava morrendo.
Todos nós sabíamos.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela pressionou a mão trêmula até a boca, como as memórias a


inundando, as que ela tentou tão difícil manter sob controle. Ela realmente
se sentia mal do estômago. Seus pulmões recusavam o ar e seu coração
acelerou ao ponto que ela teve medo de ter um ataque cardíaco. Ela nunca
iria esquecer a visão de Gary, rasgado e sangrando em tantos lugares. Ele
tinha salvado a vida de Zev Hunter, companheiro de Branislava dos
Caçadores de Dragões. Zev era Hän ku pesak kaikak — guardião de todos e
um membro muito necessáro de seu povo. Mas, ao salvar a vida de Zev, Gary
quase morreu. Tão perto. Tinha sido terrível algumas horas. A pior. Ela
nunca queria passar por isso novamente.
Ela não era uma curandeira como algumas das mulheres. Esse não era
o seu dom. Ela nem sequer sabia qual era seu dom, com exceção de um
truque ou dois. Ela podia olhar num mapa e localizar as coisas. Para que
serviria isso? Sua família—e os Cárpatos—diziam que ela era psíquica, mas
ela não era. Não como Joie, não como Jubal. Ela era simplesmente Gabrielle.
Ninguém especial. Mas Gary era um presente e ele a viu dessa forma
também. Ela quase o perdeu para a loucura da vida dos Cárpatos.
— Ele disse que poderia servir melhor o povo como humano, —ela
sussurrou, os dedos cobrindo a boca como se ela não podia dizer as palavras
em voz alta. — Ele estava pronto para morrer por eles. Ele não tomou a
decisão de se tornar Cárpato. Gregori fez isso por ele.
Havia dor em sua voz. Ela sabia que Joie podia ouvir. Os Cárpatos
tinham sido colocados em cima dela. Tudo em sua vida tinha mudado
quando ela foi quase morta. Um membro de uma sociedade humana de
matadores de vampiros a tinha esfaqueado repetidamente, um brutal ataque
vicioso. Ela ainda tinha pesadelos, embora ela não compartilhava isso com
ninguém, nem mesmo com Gary. A fim de salvar a vida dela, eles a tinham
trazido ao mundo dos Cárpatos.
Se não fosse por Gary, ela teria desejado que eles não a tivessem salvado.
Ela não fazia parte disso. Era tão simples. Mikhail, o príncipe dos Cárpatos
tinha lhe dado a escolha. Viva ou morra. Claro, que tinha sido sua própria

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

decisão de ser convertida ... mas Gary era uma grande parte disso. Ela nunca
teve arrependimentos por causa dele. Na época, aterrorizada e com dor, ela
tinha ficado feliz pela chance. Principalmente, porque ela sabia que esse dia
chegaria. Seu dia. O dia em que ela se casaria com Gary.
— Gabby, —disse Joie. O tom dela disse tudo. Compassiva. Simpática.
Gabrielle piscou para conter as lágrimas. — Eu sei que ele tem um senso
de dever. Eu sei disso. Eu amo isso nele. Quando estivermos unidos como
companheiros, minha alma à sua, aquele senso de dever absoluto, honra e
amor será para mim. Eu vou estar em primeiro lugar. Traian coloca você em
primeiro lugar. Mesmo Gregori coloca Savannah em primeiro lugar. Os
companheiros estão sempre em primeiro lugar.
— Você está absolutamente certa de que Gary é a pessoa certa para você,
Gabrielle? —Joie perguntou.
Gabrielle sempre tinha escolhido pensar antes de falar, especialmente
com sua irmã e irmão. Ela amava os dois ferozmente. Ela pensou no que Joie
disse repetidamente em sua mente. Ela estava enganando a si mesma? Era
seu amor por Gary real? Será que ela o viu do jeito que ele a via? Porque ela
sabia, sem dúvida, que Gary a viu. Dentro dela. Ele a conhecia melhor do
que ninguém nunca tinha conhecido ela.
Ela umedeceu os lábios. Ela nunca tinha realmente usado suas
habilidades como Cárpato para olhar na mente de Gary. Isso era verdade.
Ela poderia. Ele teria permitido, mas ela queria aquele aspecto humano de
descobrir lentamente sobre o seu parceiro. Ela ainda precisava. Ela estava
perdida nas montanhas, em meio às guerras acontecendo, guerras que ela
não entendia e não queria ter nada a ver com isso.
— Eu amo Gary, Joie. Eu sempre o amei. Sua mente é tão incrível. Ele
começa a trabalhar em algo e é de tirar o fôlego vê-lo. Ele obtém um perfume
e ele é como um cão de caça. É uma bela e alucinante coisa para se ver. Ele
está sempre indo na direção certa. Eu amo isso nele. Eu amo que eu não
tenho que falar por baixo com ele, falamos do mesmo jeito. Ou me calar.

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Quando eu falo, ele me ouve e ele acredita que eu sou inteligente. Juntos,
podemos realizar muito.
— Você já é, —disse Joie gentilmente. — Dê a si mesmo crédito. Você
e Shea estavam ali com Gary tentando encontrar soluções e chegando com
todos os tipos de coisas.
— Mas foi realmente Gary que nos apontou na direção certa. Ele poderia
ter levado anos ou mais para descobrir as coisas, —disse Gabrielle. — Eu
amo sua mente. Eu amo como ele funciona. Eu amo como ele é gentil, como
ele é e amável. Eu amo o quão doce ele é.
— E sobre seu senso de dever, —disse Joie. — Essa é uma grande parte
dele. Seu senso de honra. Sua integridade. Essas coisas fazem seu caráter.
Ele vai colocar os outros antes de sua própria vida. Ele vai colocar-se em uma
situação perigosa, a fim de proteger os outros. Ele, como Gregori, é um
escudo.
Gabrielle sentiu seu estômago assentar. Seu coração desacelerou para o
normal. A respiração entrava e saía de seu corpo naturalmente. — Uma vez
que formos companheiros, esse escudo é meu Joie. —Ela sabia que era a
verdade absoluta. Ela sabia praticamente desde o momento em que ela
colocou os olhos sobre ele. Ele era dela. Depois desta noite, ela seria
eternamente grata que ela era Cárpato. Esta noite era a sua noite. A espera
finalmente acabou.
Joie sorriu para ela. — Eu posso ver que você tem absoluta certeza.
Posso dizer ao papai e mamãe, que tive a 'conversa' com você e que você
passou com louvor.
— Eu estou tão apaixonada por ele, que eu mal posso respirar às vezes
quando ele está por perto, —reconheceu Gabrielle.
— Você realmente está de tirar o fôlego, —Joie reiterou. — Eu sempre
achei que você era bonita, mas como você está hoje, Gabrielle ... Gary é um
homem de sorte.

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Gabrielle sorriu. Seu coração saltou. Ela era a sortuda. Ela e Gary iam
trocar seus votos e iriam embora, longe das montanhas, onde todas as noites
Gary era solicitado pelo Príncipe ou Gregori ou alguém para executar
alguma tarefa monumental que ninguém mais poderia fazer, além dele.
Alguma coisa terrível que colocaria sua vida em perigo. Ela não podia
suportar isso, nunca mais. Ter orgulho de seu parceiro estava muito bem, até
que ele morreu em seus braços, então o orgulho já não era mais tão bom.
Gabrielle passou as mãos no seu vestido vaporoso e respirou fundo,
empurrando seus medos. Nada iria estragar essa noite especial. Nada
mesmo. Hoje à noite era dela. Mais uma vez ela olhou para fora da janela
para o céu à noite onde as estrelas brilhavam como um teto de diamantes. O
resto da tensão enrolada em seu estômago deslizou para longe.
Não havia uma única nuvem. Nenhuma. Apenas um belo manto de
estrelas e ela sabia porquê. Gary. Essa era a razão. Cárpatos criavam
tempestades facilmente. Eles também poderiam fazer um tempo bonito,
perfeito quando necessário. Gary tinha trazido esta noite. Ela não sentiu a
força sutil de poder, mas ela sabia que estava lá.
— Ele está esperando por mim.
— Ele pode esperar. Você precisa de algo emprestado, —disse Joie. Ela
tirou um colar ao redor de seu pescoço. Um pequeno pingente pendurado em
uma corrente fina. — Eu guardo isso comigo a maior parte do tempo. —Seus
dedos enrolaram em torno do pingente. — Bem, o tempo todo. Eu encontrei
Traian naquela caverna e quando estávamos fugindo, achei isto preso no
gelo. Eu acho que ele pertencia a um dos magos. Talvez até o pai. Eu nunca
mostrei isso a ele porque eu amo isso e me sinto muito atraída por ele e eu
realmente não quero perdê-lo. Sinto como se ele devesse ser meu.
Gabrielle compreendeu que sua irmã estava dando a ela algo que era
importante para ela. Ela pegou o pingente e corrente em sua palma aberta,
estudou-o de todos os ângulos. Era feito de pedra. Parecia quartzo para ela,
mas ela foi moldada em quatro cantos circulares com linhas no meio de cada
círculo. Foi altamente polido, mas ainda parecia bruto. Gabrielle fechou os

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dedos em torno dele e sentiu o calor instantaneamente. Mais, ela sentiu a


presença de sua irmã—como se ela segurasse um pequeno pedaço dela na
mão.
— Eu não posso levar isso, —ela sussurrou seu coração vibrando com o
amor por sua irmã oprimindo ela. — Isto é para você. Eu sinto você nele. —
Ela podia sentir a maneira que Joie a amava. Ferozmente. Protetora.
Incondicionalmente. Ela tinha isso. As lágrimas encheram seus olhos. Joie
deu-lhe isso.
Joie estendeu a mão e gentilmente colocou a mão sobre Gabrielle. — Só
por esta noite. Para sua noite. Eu quero estar lá com você de alguma forma.
Eu não posso ir para o campo da fertilidade com você, mas eu posso lhe dar
algo que é importante para mim para que eu possa viajar com você e saber
como você está feliz. E você merece ser feliz, Gabby.
— Obrigado, Joie, eu vou usá-lo, então. —Gabrielle deslizou
cuidadosamente a corrente sobre seu penteado intrincado e deixou o
pingente cair entre os seios.
— Algo azul, —disse Joie sorrindo, fazendo uma liga rendada e
escorregando-a sob o vestido de casamento na coxa de Gabrielle. — Gary
terá o prazer de descobrir isso.
Gabrielle corou. — Adorável. Ele terá.
— Algo velho. —Joie disse um pouco séria. — Jubal me deu isso para
você. Ele disse que era do papai, uma pulseira antiga de um ancestral que
nunca ouvimos falar.
— Papai deu isso a Jubal? É para uma mulher, —Gabrielle disse, seus
olhos sobre os elos delicados, tudo moldado por um joalheiro antigo e
brilhante. A pulseira foi feita de um material que ela não conhecia, mas os
elos estavam trancados juntos e não podia separa-los. Ela não podia ver o
fecho.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela quis ele instantaneamente. Era lindo. Primitivo. É tinha poder. Ela
sentiu nos elos delicados.
— Por que papai deu isso para Jubal?
— Ele disse que Jubal saberia a quem ele pertencia e quando dar a ela.
Jubal disse que pertence a você e agora é o momento, —Joie disse.
Gabrielle mordeu o lábio e pegou a pulseira das mãos de Joie.
Imediatamente a pulseira veio a vida. Quente, como o pingente de Joie, mas
havia uma onda de poder, quase como uma corrente elétrica. Os elos se
moveram, como cobra na palma da sua mão. Ela devia ter tido medo, mas
ela não estava. Seu coração bateu mais rápido, mas apenas em antecipação.
Isto era dela. Assim como o pingente era de Joie e seu irmão tinha uma
pulseira que era realmente uma arma, este delicado pedaço de antiguidade
era para ser parte dela.
Ela fechou os dedos em torno dele, aceitando-o. Aceitando que tinha
poder e de alguma forma se tornou uma parte dela. Ela sentiu os elos antigos
movendo-se novamente, deslizando para o lado de seu punho para enrolar
em volta do pulso. Por um momento os elos chamejaram se tornando
brilhante, quente, mudando a cor desse estranho metal para um vermelho
brilhante. O pulso dela estava quente, mas não queimava, tinha apenas a
sensação de calor—um monte disso. Em seguida, a pulseira estava lá.
Fechada. Sem o fecho. Não havia como tirá-la. Era como se os elos em torno
de seu pulso era uma parte dela.
Joie pegou a mão dela. — É lindo, mas, Gabby, é algum tipo de arma
como é a de Jubal. Acho que meu pingente é para proteção, mas acho que
isso é uma arma.
— Eu não sei o que é isso ou para que ele foi criado, —Gabrielle disse
suavemente, acariciando os elos com as pontas dos dedos. — Mas eu sei que
me pertence. É suposto para ser meu. Eu amo isso, Joie. Ele se sente bem no
meu pulso, quase como se ele fosse parte da minha pele. —Ela levantou a
pulseira para admirá-la à luz do luar.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Assim que os feixes de luz o atingiu, a pulseira se iluminou, movendo-


se por sua própria vontade, um calor brilhante que rodeou seu pulso,
confortavelmente, mas não em todo apertado. Ela adorou. Mais, ela adorava
o fato de que tinha pertencido a um antepassado antes dela e de que Jubal
tinha sido o único a passá-lo para ela.
— Você tem algo velho. Algo emprestado e algo azul. Você ainda precisa
de algo novo. Você disse que queria misturar a cerimônia tradicional Cárpata
com a humana por isso precisamos cobrir todas as quatro bases, —disse Joie.
— Tudo está perfeito, Joie. Eu não poderia pedir mais nada.
— Shea, Savannah e Raven tem algo feito para você. Algo novo. Byron
fez. Você se lembra dele não é? Ele vive na Itália com sua companheira, mas
ele é um chamador de gemas, e lhe pediram para fazer algo especial para seu
casamento.
Lágrimas entupiu a garganta de Gabrielle. Ela sabia que ela tinha se
tornado amarga com os Cárpatos desde que Gary quase morrera—desde que
Gregori tinha trazido ele totalmente para seu mundo. Ela sentiu como se
tivesse perdido ele duas vezes. Primeiro na morte, e depois para o Príncipe e
seu segundo em comando. Gary era completamente um Daratrazanoff, e
com esse nome veio o poder e as responsabilidades dadas—e aquelas eram
enormes. Ainda assim, ela havia deixado de lado as amizades que tinha
forjado com algumas das mulheres, e isso tinha sido errado. Muito errado.
— Eu não mereço nada deles, Joie, —ela admitiu em voz baixa. — Eu
estive distante.
Mais do que isso, ela tinha estado inquieta e irritada, como se algo
profundo dentro dela a chamasse. Procurando. Não, mesmo necessário e
reconheceu que o tempo estava se esgotando. Ela tinha empurrado para o
casamento, porque ela sabia que se ela não fizesse isso agora, algo terrível ia
acontecer.
Ela pressionou as duas mãos sobre o estômago revolto. Ela tinha
acordado de seu sono—a terrível paralisia do povo dos Cárpatos—nas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

profundezas da terra. Ela podia ouvir seu coração batendo perigosamente


alto. Ela sentiu o eco do pesadelo, o esfaqueamento vicioso quando a lâmina
da faca penetrou seu corpo, cortando profundo mais e mais. Ela reviveu isso,
mas no momento que ela acordou, houve um eco de algo mais. Algo que ela
não conseguia capturar. Tão esquivo, mas muito importante. Um sentimento
de pavor cresceu nela, até que cada sublevação ela queria fugir e se esconder.
Ela ainda não poderia dizer a Joie, tanto quanto ela queria. Ela só
poderia dizer a Gary. Ele não a olhava como se ela não fosse o bastante para
os padrões da família Sanders. Joie e Jubal podiam chutar traseiros. Gabrielle
deteve-se sobre o corpo quebrado, ferido de Gary e chorou. Ela tinha
pesadelos quando outros Cárpatos disseram que não sonhavam—nem uma
única vez. Ela estava ficando com medo a cada sublevação passada. Ela tinha
que estar em algum lugar e a necessidade nela era tão forte, ela temia que ela
iria sair por conta própria em breve. Ela não fazia sentido. O modo de vida
dos Cárpato não era definitivamente bom para ela e ela tinha que encontrar
um equilíbrio antes que ela enlouquecesse. Gary era seu equilíbrio.
— Shea, Raven e Savannah te amam, Gabrielle. Todos nós notamos que
você se afastou, mas é perfeitamente admissível e até compreensível, depois
do que aconteceu com Gary. Todo mundo sabe que você o ama. Como
poderia isso não afetar você? Claro que você ficou mal-humorada e se
afastou.
— Não dê desculpas para mim, —disse Gabrielle. — Eles são meus
amigos. Você é minha irmã e eu me afastei de todos vocês.
Joie a abraçou com força. — Eu sou a rainha em afastar as pessoas,
Gabby. Você é uma Sanders. Quando temos problemas, tendemos a mantê-
los para nós mesmos, até descobrir uma solução. Não será possível com o
seu companheiro. Estou te avisando agora. Ele vai saber quando você estiver
chateada e ele não vai se importar, nem um pouco, de entrar em sua cabeça
e ler qual é o problema. Os machos querem consertar tudo.
Gabrielle sorriu. Ela não podia evitar. Era a verdade. A coisa boa era,
Gary a conhecia. Ele sabia como curá-la. Ele não tinha que invadir seu

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

espaço pessoal e ela gostava assim. Embora, desde que ele tinha subido como
um Daratrazanoff, ela notou que ele era muito mais silencioso—e ele sempre
tinha sido tranquilo. Muito mais sério, e ele sempre tinha sido sério. Ele tinha
o mesmo olhar que Gregori por vezes, tem—ou Darius—irmão mais novo
de Gregori—um ar de comando—como se todo mundo era melhor fazer o
que ele disser quando ele disser isso. Ainda assim, ele nunca olhou para ela
dessa maneira.
Joie mostrou-lhe o anel. Era lindo. Elegante. De tirar o fôlego mesmo. Era
para ser usado na mão direita, o dedo anelar, e no momento que Joie
deslizou-o, Gabrielle sabia que havia mais no anel de platina e pedras
preciosas. Ela amou, assim como ela amava a pulseira, o pingente, e sua liga
azul. A perfeição para seu casamento. Ela sabia que cada uma das gemas
estabelecidas em seu anel eram gemas de poder e cada uma teria um
propósito. Ela aprenderia sobre eles mais tarde. Por enquanto, ela poderia
apreciar o fato de que sua irmã e suas três melhores amigas estavam
compartilhando este evento monumental com ela.
Ela ficou ali por um momento, sentindo-se radiante e afortunada. Ela
realmente se sentia bonita, como uma princesa prestes a encontrar seu
príncipe. Ela nunca tinha sido mais feliz do que nesse momento sabendo que
ele estava esperando por ela lá fora. Sentiu-o. Ela sempre sabia quando ele
estava perto dela.
— Ele está aqui, —ela disse baixinho para Joie. — Ele está esperando
por mim.
Joie a abraçou novamente e beijou sua bochecha. — Você nunca esteve
mais bonita do que você está neste momento, Gabrielle. Eu espero que você
seja sempre feliz.
— Eu estarei com Gary. Como posso não ser feliz? —Gabrielle
perguntou e abraçou Joie de volta.
Ela virou-se na direção da porta, com um nó na garganta. Ela queria ver
seu rosto quando ele á visse. Isso iria contar tudo a ela. Ela saberia se ele

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sentia o mesmo. Joie ficou ao lado da porta, e abriu-a para ela, Gabrielle
pegou os lados de seu vestido e saiu. Seus sapatos de cristal e vestido marfim,
era todo de renda e cristais de modo que no momento em que os raios de luz
da lua batesse nela, cintilaria como as estrelas no céu.
Gary se virou para ela, e ela prendeu a respiração. Ele estava lindo. Toda
vez que ela olhou para ele, ela sentiu como se ela estivesse o vendo pela
primeira vez. Ele parecia mais velho do que quando ela o conheceu, mas lhe
convinha. Ele tinha algumas cicatrizes, mas elas também lhe convinha. Seu
cabelo estava longo e grosso, crescendo como o cabelo dos Cárpatos parecia
fazer. Isso lhe deu um olhar mais primitivo, antigo, mas ela descobriu que
gostava. Seu cabelo tinha alguns fios grisalhos em meio ao seu cabelo escuro.
Gary era alguns centimetros mais baixo do que Gregori, mas não menos
intimidante. Ela nunca tinha visto isso nele antes. Ele sempre foi um homem
que se matinha nas sombras, e deixava que os outros fossem o centro das
atenções. Ela não podia imaginá-lo nas sombras agora. Seus olhos estavam
grudados nela. Ele já não usava óculos. Em qualquer caso, porque ele estava
muitas vezes em batalha, defendendo as crianças contra as marionetes do
vampiro, que ele já estava a um longo tempo usando lentes de contato
especiais que Gregori fez para ele. Agora, que ele era completamente Cárpato
não precisava mais de óculos ou das lentes de contatos, e ela podia ver o
incrível verde de seus olhos.
Ela adorou a expressão em seu rosto. Ela não poderia ter pedido uma
manifestação melhor do seu amor. Todo o seu rosto se iluminou. Sua boca
ficou mole. Seu rosto ficou quente e seus olhos se tornaram quentes.
Realmente quentes. Um milhão de borboletas levantou vôo em seu estômago.
Seus pulmões se sentia um pouco como se não conseguisse obter ar
suficiente. Ela umedeceu os lábios com a ponta da língua. Ele era tão bonito
para ela. Por dentro e por fora. Tudo nele. Especialmente sua mente. Ela
amava sua mente, embora, naquele momento, quando ele estava olhando tão
bonito em um terno escuro, tão apropriado para um casamento, ela pensou
que talvez ela pudesse amar seu corpo ainda mais. Bem ... igualmente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele estendeu a mão para ela. — Você está linda, princesa.


Ele sempre a chamava de princesa quando eles estavam sozinhos. Nunca
na frente dos outros. Ele a fazia se sentir como uma princesa num conto de
fadas. Sempre. Nenhuma outra pessoa no mundo foi tão gentil com ela da
maneira que ele era. Quando a violência girava em torno deles, Gary sempre
foi sua rocha.
— Obrigado. Acho que você está muito bonito está noite também, —ela
disse um pouco timidamente. Ela se sentia tímida com ele. Ela não sabia por
que. Gary a conhecia melhor do que ninguém, mas ainda assim, era seu
casamento e depois desta noite, eles estariam unidos no caminho dos
Cárpatos. Não apenas em seus corações, mas em suas próprias almas. Ela
secretamente amava essa idéia. Sendo a sua outra metade. Ela amou, sabendo
que era melhor do que qualquer conto de fadas.
Gary puxou-a para ele, seus olhos ainda à deriva sobre seu rosto. Sobre
seu corpo. Lentamente. Tomando-a. Apreciando o tempo que ela tinha
passado se preparando. Tempo humano. Não Cárpato. Ela havia
cuidadosamente colocado cada peça de roupa manualmente. Tomando seu
tempo, tornando-o certo. Querendo esta noite para ser uma mistura de ambas
as culturas, humana e Cárpato.
Sua mão tremia e ele sabia disso. Ele imediatamente envolveu sua mão
entre as suas.
— Você está segura comigo, Gabrielle. Sempre.
Ela sabia disso. Ela sempre soube isso. Ela amava o timbre de sua voz.
Tão delicado, como uma carícia. Ele era um homem tão bom. Tanto quanto
Gregori era intimidante com ela, ela não queria que Gary fosse qualquer coisa
como ele, ela não podia deixar de admirar os flashes de Daratrazanoff em
Gary. A confiança. A capacidade de mantê-la segura.
Talvez não fosse tão ruim que ele era um Daratrazanoff, especialmente
se eles pudessem se afastar do príncipe. Sempre, Mikhail Dubrinsky e sua
família iriam atrair vampiros e agora, Lycans desonestos. Eliminar o Príncipe

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

consistia em eliminar o povo dos Cárpatos. Mikhail agora tinha uma filha e
um filho. Ambos eram ameaças aos vampiros e desonestos.
Os ataques nunca iriam parar e os Daratrazanoffs protegiam o príncipe.
Se eles permanecessem, não importa que ela era sua companheira, mesmo
colocando-a em primeiro lugar, a vida de Gary estaria sempre em perigo e
ela não queria isso. Ela não podia ter isso. O que a fez não gostar dos
Cárpatos. Estava entranhado em cada homem, mulher e criança para
proteger o príncipe e seus herdeiros. Mesmo ela sentia isso. Gary, mesmo
como um ser humano, sempre tinha tomado para si a proteção de todos os
Cárpatos, das crianças por nascer ainda, e ao próprio príncipe. Agora, como
um membro de uma das famílias mais poderosas de Cárpatos, ele assumiria
duas vezes mais essa demanda.
— Gabrielle? —Gary a chamou suavemente. Ele não puxou sua mão ou
tentou apressá-la, no mínimo. Ele nunca fez. Ele nunca estava impaciente
com ela. Ela sabia que ele era capaz perder a paciência porque ela o tinha
visto dando ordens a alguns dos outros machos e ele fez isso com uma voz
que mostrava que entendia do negócio—e eles o obedeceram.
— Eu estou pronta. —Ela ergueu o queixo, afastando o desejo estranho
de correr que insistia em ficar no caminho de sua felicidade. Correr para
onde? Para quê? Tudo o que ela queria ou precisava estava parado bem na
frente dela. Ela só tinha o sentimento vago e persistente de pavor, como se
algo terrível fosse acontecer a qualquer minuto. A sensação foi ficando mais
forte a cada dia. Outra guerra? Outro momento em que Gary iria salvar uma
vida à custa de sua própria? Em salvar Zev Hunter, Gary tinha sido
eviscerado pelos Lycans desonestos. Ele nadou onde nenhum outro
humano—bem, exceto seu irmão—se atreveria a ir.
— Você está pronto, Gary? —Ela perguntou, precisando de sua
confiança. A necessidade de saber que ele a queria com a mesma urgência de
que ela o queria. Ela tinha esperado tanto tempo. Tudo dos Cárpatos sempre
ficavam entre eles. Eles nunca tinham tido um momento para si mesmos. Era
como se o destino tivesse conspirado contra eles.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Mais do que pronto, princesa. Esta é a nossa noite. O nosso tempo.


Quero dar tudo que você sempre quis. —Gary estalou os dedos e um cavalo
saiu das árvores.
Gabrielle prendeu a respiração. O cavalo tinha uns bons 1,70 de altura.
Branco puro. Cauda e crina fluíam como seda com cada movimento gracioso
que o animal fazia. Ele veio para eles, empinando enquanto ele fazia isso,
seus olhos em Gary.
Gary colocou as mãos ao redor da sua cintura e a ergueu sobre o dorso
do cavalo, na sela feminina de lado, seu vestido fluía em torno dela muito
parecido com a crina do cavalo. A saia de renda marfim estabeleceu-se em
uma bela cortina. Sua respiração se estabilizou em seus pulmões enquanto
Gary tomou as rédeas e começou a levar o cavalo através das árvores em
direção à montanha, onde as flores da fertilidade crescia em abundância—
outra coisa que Gary havia contribuído para o seu povo. Ele tinha plantado
e cultivado as flores até que um campo inteiro mais uma vez cresceu
selvagem até a montanha.
Pétalas brancas flutuavam em torno deles e se estabeleceram na trilha
para que houvesse um tapete branco para o cavalo que a carregava. No alto,
as folhas sussurravam enquanto iam sob a copa das árvores. Ela olhou para
cima e jurou que alguns dos ramos se inclinou em direção a eles quando eles
passaram, definindo as folhas balançando para eles que pareciam um belo
prata ao luar.
Lobos começaram uma serenata, e ela sabia que eles cantavam para eles.
Ela adorava isso. Ela adorava que a natureza rodeava eles e parecia abençoar
sua união. A marcha do cavalo era tão suave que ela nem sequer tinha que
segurar, mas poderia equilibrar-se sem esforço. Ela sentiu como se estivesse
flutuando no ar em direção a seu destino final.
Os cascos emitiam um som de luz sobre a rocha quando começaram a
subir a montanha, adicionando mais beleza ao momento. Ela não poderia
ter solicitado uma forma mais perfeita para fazer a subida. Seu homem—não,
companheiro—levando-a a um incrível campo de flores nas costas de um

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

cavalo branco. Quem tinha um homem assim? Só Gabrielle Sanders, que em


breve será Daratrazanoff. Só ela que tinha.

perfume das flores Night Star permeava o ar. Gabrielle encontrou


o perfume potente, quase um afrodisíaco. Quando Gary a ergueu da parte
traseira do cavalo e a colocou no chão, a sensação de suas fortes mãos na
cintura enviou uma emoção através dela, até mesmo um estranho arrepio de
medo que se arrastou por sua espinha.
Ela olhou para o campo branco. Acima deles estava um teto de estrelas
cintilantes e ao redor deles estavam as flores que todos tinham pensado que
tinha sido extinta. Gary as tinha descoberto na América do Sul com seu
irmão, Jubal, e trouxe-as de volta para ajudar com os problemas de fertilidade
das mulheres dos Cárpatos estavam passando. Tinha sido Gary que tinha
descoberto a existência da flor nos séculos passados e percebeu que era uma
parte vital do cortejo dos Cárpatos.
A flor era grande, em forma de estrela, mas as pétalas e a textura eram
muito semelhantes ao de um lírio. Os filamentos no interior eram listrados e
o ovário era vermelho rubi. Joie tinha dito a ela que a flor assumia o cheiro
do macho Cárpato e da fêmea, somando-se a necessidade de consumar o
___________________________________________

Night Star ou Flor estrela da noite

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

vínculo de companheiros. Gabrielle tinha esperado tanto tempo por Gary


que ela não precisava de uma flor para torná-la mais preparada para ele, mas
ela não encontrou nenhuma falha com esse arranjo.
No centro do campo de flores tinha uma cama de dossel, envolto em
branco. Pétalas da flor Night Star estavam espalhadas ao longo dos lençóis
de cetim branco. Sua respiração ficou presa na garganta. Ela colocou uma
mão no peito de Gary. Seu conto de fadas. A cama ao ar livre em um campo
de flores perfumadas com as estrelas brilhando sobre eles. Lembrou-se na
única vez que ela lhe contou sobre sua noite de núpcias dos sonhos.
O luar bateu no bracelete em seu pulso e parecia vir a vida, indo quente,
parecendo um anel de fogo, os elos brilhavam vermelho e ouro. Ela estava
linda em seu pulso, tão delicada, e ainda assim ela sabia que a pulseira era
muito mais do que isso.
Inesperadamente, a mão de Gary veio sob a dela para puxá-la afastando
para que ele pudesse inspecioná-lo. — Há poder nisto. Onde você conseguiu
isso?
Seu estômago deu uma cambalhota. Ele soou ... perigoso. Nada como
o Gary. Gabrielle pressionou seus lábios juntos. Gary soava totalmente
Cárpato, um caçador, recusando-se a ser negado uma resposta. Quando ela
olhou para cima para olhar em seus olhos, eles brilhavam para ela. Seu
coração estremeceu.
— Você está me assustando, Gary, —ela disse. Ele realmente estava,
mas ela não sabia o por quê. E ela não sabia por que a pulseira sentia como
se fosse uma ameaça para ele, mas, também, tinha ido de bonito para mortal,
assim como Gary tinha.
Gary não tocou a pulseira e seu olhar não deixou seu rosto. — É uma
arma, Gabrielle. Aonde você conseguiu isso?
— Meu irmão. Para a algo velho. Você sabe, —ela insistiu. — Algo
velho. Algo novo. Algo emprestado e algo azul. Isso é algo antigo. Meu pai

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

deu a Jubal para dar a mim quando fosse o momento certo. Jubal disse a Joie
que era o momento certo.
— Na nossa noite de núpcias?
— Eu não entendo o que está errado. —Ela não entendia, e ainda que
ela entendesse. Sua pulseira tinha começado a sussurrar. Era baixo, mas
estava lá. Ela ouviu. Gary ouviu. Ela tirou a mão dele e colocou o braço atrás
das costas para acalmar a pulseira. Ela não sabia como tirá-la, se soubesse,
ela faria sem pensar duas vezes. Ela não queria que essa linda pulseira
arruinasse esta noite para ela.
— O que está errado é que esta pulseira está tentando me cortar em
pedaços. Tire isso.
Ela mordeu o lábio com força. — Eu não posso, Gary. Eu não sei
como.
Ele prendeu a respiração, seus olhos indo para um verde elétrico. Ele
parecia mais predador do que ela tinha visto em um lobo. Ela conteve o
fôlego e desejou que a pulseira se comportasse e parasse de sussurrar.
— Você coloca um objeto de poder, sem ter a menor ideia de como
removê-lo ou como fazer isso funcionar ou parar de funcionar?
Isso foi um golpe. Um golpe enorme. Ela podia ouvir o sarcasmo em
sua voz. Ele olhava para ela como se ela não fosse muito brilhante, quando,
na verdade, ela era brilhante. OK. Talvez ele tivesse um ponto, não era o
mais inteligente, mas era sua noite de núpcias e um presente de seu irmão. E
de seu pai. Ele era dela. Parecia certo em seu pulso, e ela sabia que era dela.
Assim como o pingente era de Joie e Jubal tinha sua arma dos magos.
— Sei que deveria saber, —ela admitiu. — Mas foi um presente de
Jubal, e eu estava envolvida nas tradições do casamento. Quando Joie a deu
para mim, eu pensei que era uma pulseira, um pedaço de joia, e não uma
arma.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela não queria tirar a pulseira. Ela estava disposta a manter ligada a
ela, como Jubal estava conectado com a arma dele. Ela sabia que Jubal podia
controlar sua arma com a sua mente.

Mn mn
Gary estudou o rosto de Gabrielle. Ela era bonita. Ela sempre foi
bonita, mas desde que foi convertida em uma dos Cárpatos, ela estava ainda
mais. Era difícil resistir a expressão em seu rosto. Seus olhos de um
verdadeiro cinza chumbo fixaram-se nele, mantendo-o lá cativo. Ele a queria
com todo o fôlego em seu corpo. Ele a quis desde o momento em que ele
tinha olhado para ela. Os Cárpatos tinham estados ameaçados de extinção e
ele tinha trabalhado dia e noite para ajudar a aliviar esses problemas,
esperando comprar-lhes tempo suficiente para realmente encontrar maneiras
de resolvê-los permanentemente.
Sem filhos nenhuma espécie poderia continuar, nem mesmo com a
longevidade que os Cárpatos tinham. Ele tinha posto de lado suas próprias
emoções, desejos e talvez até mesmo necessidades a fim de ajudá-los. Então
o príncipe lhe tinha enviado inúmeros recados e lhe dado tantas tarefas, tanto
perigosas e não. Quando ele não estava aprendendo a lutar contra o inimigo,
proteger as crianças durante o dia ou pesquisando, Mikhail e Gregori pediu-
lhe para se juntar a suas reuniões de estratégia.
Não tinha havido tempo para si mesmo ou para Gabrielle. Ele tinha
pensado que este dia nunca chegaria. Sua bela noiva. Ela era inteligente e
engraçada e tão bonita que feria olhar para ela. Ele pegou a mão dela
novamente. Ambas. Na cultura dos Cárpatos, o macho era impresso com as
palavras rituais antes do nascimento. Em essência, Gary tinha renascido
como um Daratrazanoff, um Cárpato completo, e as palavras estavam lá,
juntamente com o poder e conhecimento de seus antepassados.
Dizendo as palavras rituais para Gabrielle ligaria sua companheira a
ele por toda a eternidade. Sua alma a sua alma. Simplificando, ele a amava
com cada célula de seu corpo. Ele amava sua mente e a compaixão e empatia

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

por ela. Ele adorava a forma como a mente dela trabalhava, focada
completamente em um problema e resolvendo a situação peça por peça. Ele
poderia falar com ela e ela entendia o que ele falava. Ela pegava rapidamente
quando ele tentava explicar uma resolução e o porque ele tinha a certeza de
que sua solução funcionaria. Quando eles trabalhavam lado a lado, a
pesquisa era muito mais rápida porque eles faziam uma boa parceria. Ele não
tinha que orientá-la. A mente dela seguia o mesmo caminho que a dele fazia.
Era impossível não amar Gabrielle. Ela iluminava uma sala com seu
riso. Como a luz do sol. Com as possibilidades de sua mente brilhante. Se
eles discordavam sobre um problema, ela sempre tinha um argumento sólido
e as razões por que ela achava que eles deveriam escolher uma maneira
diferente.
Ele sabia que ela tinha lutado com a forma de vida dos Cárpatos desde
que ele quase havia morrido. Ela tornou-se reclusa e mal-humorada e ele
podia ver a preocupação em seus olhos. Ela tinha começado a se afastar de
seu relacionamento com Shea, sua melhor amiga. Shea era a companheira
de Jacques, irmão do príncipe. Ele sabia que o motivo era ele. Ele não gostou,
e ele estava determinado a corrigi-lo.
Gabrielle queria um casamento. Ela queria seu relacionamento
finalizado. Ele não tinha perdido suas emoções ou sua capacidade de ver em
cores como os Cárpatos faziam ao longo do tempo, de modo que nunca teve
a confirmação exata se ela era sua companheira, mas ele sabia que amava
Gabrielle Sanders. E ele iria defendê-la com o seu último suspiro e ele faria
qualquer coisa para fazê-la feliz.
Ele estava certo, uma vez que fossem companheiros, suas almas unidas,
ela iria relaxar um pouco e perceber que não seria tão fácil matá-lo. Ele tinha
vivido inúmeras batalhas como um ser humano. Ele poderia viver muito
mais como um homem dos Cárpatos. Ela veria isso uma vez que ela
compartilhasse sua mente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Diga, —ela sussurrou. — Neste momento, Gary, com a lua


brilhando sobre nós, neste campo perfeito de belas flores. Nos una para a
eternidade.
Ele sorriu para ela. — Eu só estava pensando que eu sou um homem
de sorte de ter encontrado você, Gabrielle. Por tê-la aqui na minha frente.
Por conhecê-la antes de qualquer um de nós termos sido convertido. Eu sei
que alguns dos machos Cárpatos conheceu suas companheiras desde a
infância, mas é raro. Temos um passado que nos une ainda mais perto.
Ela sorriu para ele, seu sorriso atingiu os olhos, levando sua respiração.
Este finalmente era seu tempo. Ele apertou seus dedos ao redor dela,
ignorando a pulseira ainda brilhando. Pelo menos ele tinha parado o sussurro
de aviso.
— É minha companheira. Reclamo-te como minha companheira. —
Ele disse as palavras rituais decisivamente. Ele queria dizer isso antes que ele
se transformasse em Cárpato. Ela era tudo o que ele sempre quis em uma
mulher. — Eu pertenço a você. Eu ofereço minha vida. —Ele lhe pertencia.
Ele a amava com todo seu coração. Ele daria sua vida por ela num piscar de
olhos. — Eu te dou minha proteção. Eu te dou minha lealdade. Eu te dou o
meu coração. Eu te dou minha alma.
No momento em que ele pronunciou as palavras, algo mudou dentro
dela. Dedos de pavor se arrastaram por sua espinha. Seu intestino ficou em
nós. Apertado. A tensão deslizou. A pulseira explodiu em chamas, em uma
dança vermelha através do ouro ameaçadoramente, saltando em torno de seu
pulso e cantarolando um aviso.
Gabrielle mordeu o lábio, empurrando a pulseira com a mão, tentando
tirá-la. Ela não se moveu, agarrando-se como se fosse uma parte de seu corpo.
Ela fez o seu melhor para ignorá-la, sentindo-se desesperada, seu estômago
dando cambalhotas enquanto tudo nela gritava que ela poderia perder a
pessoa mais importante em seu mundo. — O que está errado? Por que você
parou?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele havia renascido Cárpato. Totalmente Cárpato. Ele não era mais
humano. Ele amava Gabrielle Sanders, com todo o seu coração. Ela o amava
da mesma forma. Com seu coração. Todo. Mas este voto devia trazer duas
metades da mesma alma de volta juntos. Ela tinha que manter a luz de sua
escuridão. Gabrielle era definitivamente da luz. Ele podia vê-la brilhando em
seus olhos. Ele quase podia ver sua alma naqueles belos olhos. Mas agora
não. Não neste momento—ele viu a relutância. Ele viu o mesmo medo nela
que estava lá dentro dele.
— Não, Gary. —Disse Gabrielle. — Termine isso. Diga na língua
antiga, talvez o ritual precise ser recitado na língua antiga. Eles não vão levá-
lo para longe de mim. Isso não. Você é tudo que me resta. Eu não posso fazer
isso sem você. Diga as palavras para nos amarrar juntos.
Ela sabia. Em algum nível sabia. O conhecimento era forte nele, mesmo
quando ele queria negar. Sua alma não podia ligar-se á sua.
— Gabrielle ...
— Não. —Lágrimas nadaram em seus olhos. — Por mim. Se você me
ama, faça isso. Eu preciso de você, Gary. Eu te amo. Por favor, termine. Diga
no antigo idioma.
Gary respirou fundo. Seu mundo estava desmoronando ao seu redor.
Ele não podia imaginar Gabrielle com outro homem. Ele não estava nem
mesmo certo se ele não iria ficar louco se ele visse uma coisa dessas. Ele
perderia sua mente e tentaria matar seu companheiro. Ela pertencia a ele. Ele
pertencia a ela. Ela olhou ... devastada, assim como ele estava devastado.
— Por favor, querido, por favor, por mim, tente outra vez. —Gabrielle
implorou.
— Te avio päläfertiilam. Éntölam kuulua, avio päläfertiilam. —No
momento em que ele pronunciou as palavras de ligação na língua antiga, o
pavor dobrou dez vezes mais. Seu estômago embrulhou. Os nós se
apertaram. Ele prendeu a respiração, balançando a cabeça.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela balançou a cabeça de novo e tentou freneticamente rasgar a pulseira


de seu pulso. Suas unhas cavando em sua pele, deixando rastros de sangue.
— Eu não vou deixar eles fazerem isso conosco. Eles levaram tudo, de
nós dois. Mais e mais, deixando-nos secos. Eles não podem ter você. Isso não
está funcionando porque nós éramos ambos humanos. Suas regras não se
aplicam a nós. Nós os ajudamos, Gary. Se não fosse por você, e também por
mim, seus filhos ainda estariam morrendo. Eu sei que Lara ajudou, mas foi
você quem apontou todos na direção certa. Você foi o único que salvou seus
filhos. Nós merecemos ser felizes.
Ele puxou-a em seus braços, encaixando seu corpo no dele. — Querida,
não são eles. Não há nenhum deles contra nós. Eles querem que sejamos
felizes. —Ele ficou parado no meio do campo, piscando quando ele olhou ao
redor, notando inquieto que as pétalas das flores já não estavam tão brancas.
O verde das folhas das flores havia desaparecido também. Ele respirou.
Fechou os olhos. Ao abrir, com o coração sangrando para ambos. — Isso
não é culpa sua.
— Como isso aconteceu? Eu não entendo como isso pôde acontecer.
—Gabrielle gritou contra sua camisa.
Ele entendeu. Ele tinha renascido. Sua alma já não era a alma de um
ser humano, mas a de um homem dos Cárpatos. Gabrielle sempre pertenceu
a outro homem. Outro dos Cárpatos. Ela era a guardiã da alma deste homem.
Se ele estava vivo ou já se fora, se ele realmente iria encontrá-la, era um ponto
discutível. Sua alma ainda procuraria por ele—de seu verdadeiro
companheiro.
— Eu não me importo, —disse Gabrielle, indo para trás para olhar para
o rosto dele. — Quais são as chances de qualquer um de nós encontrarmos
nossos companheiros? Sério, Gary calcule as probabilidades. Nós podemos
viver como seres humanos. Podemos ir para longe daqui, construir uma vida
juntos, ter nossos filhos e realizar todas as coisas que nós conversamos sobre
fazer pelo mundo.

33
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Lá estava. Ela iria embora com ele. Seu coração gaguejou em seu peito.
Não era a coisa certa a fazer, não para qualquer um deles, mas, meu Deus,
ele a queria. Ela estava lá, debaixo de sua pele, em seu coração, seu tudo.
Mas ela não era sua companheira—e ele não era o dela.
— Não. —ela sussurrou. — Eu vejo isso no seu rosto. Não faça isso,
Gary. Devemos ficar juntos. No mundo humano nós iríamos nos casar e ter
filhos e viver nossas vidas juntos. Nós seríamos felizes. Você sabe que sim.
Seus dedos se enroscaram nas lapelas do paletó. Seu paletó. O seu terno
de casamento. Gary fechou os olhos mais uma vez, a necessidade tão forte
nele, ele balançou. Ela estava dando-se a ele. Nenhum homem, nem mesmo
um macho dos Cárpatos, poderia ser oferecido o amor de sua vida e recusá-
lo. Ninguém.
Ele abriu seus olhos lentamente, seu olhar encapuzado. Sensual.
Precisando dela. Querendo ela. Amando-a com cada respiração que ele dava.
Ele só tinha que pegar a mão dela e levá-la para a cama e ela seria dele. Ela
iria embora com ele, e ele sabia, sem sombra de dúvida que ele seria feliz com
ela. Ela era tudo.
Ainda assim, a noite foi se obscurecendo. A cor do mundo em torno
dele havia desaparecido de forma significativa. Tentou não se alarmar, mas
as flores brancas estavam agora maçantes. Seu cabelo não era um rico negro,
mas um cinza mais suave. Seus lábios, sempre tão vermelhos, tinham
desaparecidos na cor também. Ao redor dele, ele podia ver que ele estava
perdendo sua capacidade de ver em cores. Os tons vibrantes não foram
desaparecendo ao longo do tempo, como fizeram com a maioria dos
Cárpatos; eles estavam sendo arrancados toda dele em uma única noite. Seu
cérebro processou a informação mesmo quando ele rejeitou a ideia.
Ele não havia considerado o que o renascimento significava. O que o
derramamento de riqueza em sua mente de todos os antigos na linhagem
Daratrazanoff teria realmente significado. Ele recebeu todo o poder. Todas
as habilidades e conhecimentos adquiridos em séculos de batalhas, de vida,
estavam em sua cabeça. Tudo. Mas com isso veio a escuridão. Esmagadora.

34
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Terrível. Descendo sobre ele como se ele tivesse vivido esses séculos, em uma
única noite. Roubando-lhe a sua humanidade. Tomando esta mulher dele.
Seu único amor.
Sua mão apertou convulsivamente em torno de Gabrielle. Ele chegou
mais perto, precisando sentir seu corpo contra o dele. Precisando segurá-la.
Ele colocou seus braços em volta dela e segurou-a firmemente. Uma mão
segurou a parte de trás de sua cabeça, pressionando o rosto contra ele. Ele
ignorou o zumbido crescente da pulseira.
— Querida, você é tão Cárpato como eu sou. —As palavras, tão
verdadeiras quanto eles eram, deixou um gosto amargo em sua boca. Era
tarde demais para eles. Ela não entendia o que estava acontecendo com ele.
Ele a estava machucando. Ele sabia que ele estava e isso só aumentou a
tristeza nele. Ela tinha escolhido viver, porque ela pensou que eles estariam
juntos. Agora ela se sentia como se ele estivesse a abandonando.
— Não, Gary. Por favor. Por favor, não deixe que eles o levem para
longe de mim. —Gabrielle chorou incontrolavelmente, seus braços ao redor
dele. Se agarrando. Pressionando-se ainda mais perto.
Se havia um inferno, era isso. Gary baixou a cabeça para esfregar o
rosto em seu cabelo macio. Respirando-a para dentro dele. Respirando em
sua doçura. Tentando fazer uma memória que não pudesse ser arrancada
dele em alguns momentos.
— Eu posso fazer você feliz, —ela sussurrou baixinho. — Eu posso
Gary. Eu sei disso. Podemos sair daqui, ir para longe e nós casar. Ter uma
família. Juntos podemos viver uma vida de companheiros humanos. Depois
disso, espera-se que é suposto morrer e ser enterrado, então talvez nós
teremos o bastante um do outro, mas eu não posso imaginar minha vida sem
você. Eu não posso.
— Eu sei, Gabrielle. Eu sinto o mesmo. —Ele ouviu o pesar em sua
voz. Ela ouviu-o, também, porque ela endureceu.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle se afastou, colocando espaço entre eles, as mãos se curvaram


em dois punhos apertados. Seu rosto inclinou-se em direção dele e ele podia
ver a raiva e a mágoa lá. Ele podia sentir vibrando no ar entre eles.
— Você está me recusando. Me rejeitando. Na. Noite. Do. Nosso.
Casamento.
— É uma questão de honra, querida. Você sabe que é a coisa certa a
fazer.
— Para eles. É sempre sobre eles. Não acredito que você está disposto a
nós sacrifícar. Me sacrificar. Para eles.
As lágrimas escorriam pelo seu rosto sem controle, quebrando ainda
mais o seu coração. Mais da cor se foi para longe. Gary estendeu a mão para
ela. Ela deu um passo para trás, sacudindo a cabeça.
— Eu tenho que te dizer o que está acontecendo, Gabrielle, assim você
vai poder entender. —Se a sua capacidade de ver em cor estava
desaparecendo tão rápido, era lógico que ele iria perder suas emoções tão
abruptamente. Não podia arrisca-la.
— Eu sei o que está acontecendo, Gary. Esta é a nossa noite de núpcias.
Você fez promessas para mim, e agora você está indo embora. Me rejeitando.
Me dando o fora.
Ela parecia perto da histeria e ela colocou o punho em sua boca,
recuando ainda mais longe dele. Seu intestino amarraou em nós duros e
amargos. Gary murmurou o nome dela e deu um passo em direção a ela.
Gabrielle levantou a mão entre eles, a palma para fora.
— Não faça isso. Não, a menos que você esteja indo comigo. Ir embora
daqui e viver nossa vida como seres humanos enquanto podemos. Podemos
ter isso. Pelo menos isso, Gary.
Ele queria dar isso a ela. Ele queria dar isso a si mesmo. Ela estava bem
ali, em pé na frente dele, tudo o que ele sempre sonhou. Ele a amava com
cada batida de seu coração. Cada respiração que ele tomava.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Querida, apenas por um momento, me escute. Eu já estou perdendo


minha capacidade de ver em cores. Está acontecendo rápido. Tudo está
desbotando para cinza. Quando os antigos na linhagem Daratrazanoff me
aceitou como um deles, eles derramaram seus conhecimentos em mim. Eles
me deram enormes dons, o seu poder, suas habilidades, até mesmo suas
habilidades para combater vampiros. Tudo isso, como se eu tivesse nascido
com essas habilidades e poder.
Ela mordeu o lábio, seus olhos cinzentos cheios de lágrimas. Ele podia
ver as lágrimas brilhando nas extremidades dos cílios absurdamente longos.
Naquele momento, com as flores em torno dela e o céu à noite em cima dela,
ela era mais bonita do que nunca. — Como pode ser isso? —Ela sussurrou.
Seu coração virou-se para a preocupação na voz dela. — Eu não sei
como ele é feito exatamente, eu só sei que eles têm uma consciência coletiva.
Mikhail tem acesso a eles lá na caverna de guerreiros. Quando eles vêm
juntos, como eles fazem, todos os guerreiros, passados e presentes, eles são
muito poderosos. Esse poder atravessa através de Mikhail. Eu senti. Ele é
uma espécie de condutor, ou melhor, um receptáculo para esse poder
combinado.
Gabrielle abraçou ele novamente, os braços dela circulando sua
cintura, a cabeça no peito dele. — O que fizeram com você?
— Eu te amo, Gabrielle, —admitiu. Sentia as palavras sendo
arrancadas dele, deixando-o nu e exposto. Ele não poderia tê-la. Ele teria que
permitir que outro homem a tivesse, e isso iria matá-lo. O guerreiro nele
protestou.
— Eu sei que você faz, —ela sussurrou. — Eu também te amo. Tem
que haver uma maneira. Se você sente amor por mim, você ainda pode sentir
a emoção, mesmo se você está perdendo sua capacidade de ver em cores.
Nós ainda podemos ir embora e viver juntos. Ter essa vida. A maioria dos
seres humanos conseguem quarenta a cinquenta anos juntos. Podemos ter
esse tempo para nós mesmos, não poderíamos? O que seria tão errado quanto
a isso?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele a abraçou, sentindo o calor do corpo em torno dela. Inalando o


cheiro dela. A tentação de mantê-la—tê-la para si mesmo—era alarmante a
sua força.
— Não podemos tomar uma decisão como essa sem realmente pensar
nisso, Gabrielle. Nós teríamos que ir embora. Viver muito longe daqui, longe
de outros Cárpatos. Se o seu companheiro vier junto, ou a minha ...
— Certa vez perguntei a Mikhail o que aconteceria se um homem dos
Cárpatos encontrasse sua companheira e ela fosse humana, casada com uma
família e feliz. Ele disse que um homem de honra iria conhecer o amanhecer
ou esperar, esperando que seu marido morresse antes dela. Ele nunca iria
entrar entre eles. Um companheiro faz sua outra metade feliz.
— Exatamente, Gabrielle. Você não está pensando como você se
sentiria. Se seu companheiro a encontrasse, você seria obrigada a fazê-lo
feliz. —Ele manteve sua voz suave enquanto explicava uma realidade, que
ele estava certo de que ela não tinha considerado.
— Eu não sei por que, eu estaria feliz com você e ele não iria revelar-
se, —ressaltou.
Ele sempre soube que ela tinha uma veia teimosa. Isso era parte do que
a tornava tão bem em um laboratório. Ela lutava tão ferozmente por eles. Ela
seria uma mãe fantástica, aquela que iria lutar por seus filhos com uma
ferocidade que ele iria admirar sempre. Ela cuidava daqueles que ela amava.
— Não, ele não iria, Gabrielle, mas ele iria sofrer. Ele pode até mesmo
tirar a própria vida, porque estávamos nos dando alguns anos juntos de forma
egoísta.
Ela levantou a cabeça e olhou em seus olhos. — Você é um gênio, Gary.
Quais são as chances de nós dois encontrarmos nossos companheiros?
Ele sabia que muitos dos antigos ainda estavam lá fora, olhando,
esperando. Pendurado por um fio. Ela tinha ido às Montanhas dos Cárpatos

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

e conheceu muitos deles. Nenhum tinha reivindicado ela. As chances eram


muito menores para ele. Ela viu a resposta em seus olhos.
— Exatamente, —disse ela. — Gary, temos o direito de sermos felizes.
Nós dois. Já ajudamos os Cárpatos. Você sabe que nós fizemos. Este é o
nosso tempo.
Suas mãos subiram para enquadrar o rosto dela. — E se eu perder as
minhas emoções? Minha capacidade de sentir amor por você, o que
aconteceria, Gabrielle? O que aconteceria com você? Com os nossos filhos?
— Eu não sei. O futuro nem sempre é certo, Gary.
Ele respirou fundo e, em seguida, ele a beijou. Duro. Quente. Com
fome. Ela tinha um gosto incrível. Ela o beijou de volta, abrindo a boca para
a dele, levando-o tão avidamente, assim como em sua necessidade. Da
mesma maneira cheio de desespero. Eles se abraçaram em silêncio até que
ele levantou a cabeça.
— Gary, honestamente não sei se eu posso fazer isso sem você, —ela
sussurrou contra sua garganta. — Eu não sei como viver sem você na minha
vida.
Ele entendeu porque ele sentia da mesma maneira. Ele apertou os
braços em volta dela, pressionando seu corpo firmemente ao dele. Mesmo
que ele temesse que poderia estar em perigo de esmagar ela, ela não
protestou. Ela o segurou tão firmemente.
— Por favor, venha comigo, —ela sussurrou. — Eu tenho medo sem
você. Me sinto segura com você. Você me faz sentir como se eu tivesse uma
âncora em um mundo que eu não entendo. Se você me deixar sozinha, eu
vou secar e sumir.
Ele fechou os olhos, seu coração chorando. — Dê-me tempo para
descobrir se teremos tempo para criar uma família e ficar juntos antes de eu
perder a minha capacidade de sentir. Eu não vou deixar você passar por isso,
Gabrielle. Eu preciso falar com Mikhail e Gregori ...

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Não, —ela disse bruscamente, suas mãos indo para as lapelas de seu
paletó. — Você sabe que eles vão dizer a você para me deixar ir. Você sabe
que eles vão. Isso é entre nós dois. É a nossa decisão, não deles.
— Querida, você persiste em pensar que eles são os inimigos.
— De certa forma, eles são, Gary. Eles são meus inimigos. Eles tiraram
você de mim. Você sempre foi meu, a única pessoa que eu realmente já tive.
— Gabrielle. —Ele pegou o queixo e levantou o rosto na direção dele,
obrigando-a a olhar em seus olhos. — Você vem de uma família amorosa.
Você adora sua irmã e irmão. Você ama seus pais.
— Muitíssimo, —ela admitiu. — Mas eu não me encaixo em qualquer
lugar. Nem com eles. Eles não me conhecem. Eles não me entendem. Eles
nunca tentaram, tanto quanto gostaria. Essa gente, —ela varreu sua mão ao
redor do campo para indicar os Cárpatos, — eles nem sequer tentaram me
conhecer. Eu faço a pesquisa e eu as guardo para mim. Eu não significo nada
para eles. Mas você ... você me vê. Você se importa. Eu existo. —Ela
balançou a cabeça, as lágrimas nadando em seus olhos novamente. — Você
não pode tirar isso de mim, Gary. O que vai me restar?
Ele respirou. — Tudo bem, querida. Eu quero que você tenha algum
tempo e pense sobre isso de forma realista. Se em uma semana você ainda
sentir que nós podemos fazer dar certo, nós vamos rever a questão, mas você
precisa realmente pensar sobre o que poderia acontecer se eu perder minhas
emoções tão abruptamente e ter todo o passado histórico de centenas de anos
de solidão derramando em mim de uma vez. Isso pode ser perigoso para nós.
— Você é um homem de honra, Gary. Você poderia me dizer o que
estava acontecendo e nós enfrentaria isso juntos. Você sabe que é o que você
faria. —Ela estava absolutamente certa.
Ele abraçou ela novamente, sabendo que ele teria que desistir dela, que
ela não era dele. Ela acreditava muito nele. Ele era o único que não tinha
mais uma família. Ele tinha desistido estar no mundo humano, a fim de
tentar ajudar Gregori. Ele admirava-o. No começo ele tinha ficado intrigado

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

com os Cárpatos, mas depois tornou-se uma compulsão, uma necessidade


em ajuda-los. A espécie estava em perigo de extinção, apesar de sua
longevidade. Sem mulheres e sua incapacidade de conceber ou carregar as
crianças, algo tinha que ser feito, e Gary tinha estado determinado a fazê-lo.
Ele tinha levado os projetos de investigação, com Gabrielle e Shea, uma
médica, para ajudá-lo. Em pouco tempo, eles percorreram um longo
caminho.
Ele estava no meio de um trabalho sobre como remover
permanentemente todos os micróbios mutantes do mago, que se espalhou
por todo o solo. Xavier, um mago que o povo dos Cárpatos tinha acreditado
ser seu amigo, tinha conspirado para derrubar toda a espécie, e quase tinha
feito isso.
Cárpatos eram diligentes sobre a limpeza do solo onde eles dormiam, e
sobre a remoção de qualquer um dos micróbios que encontraram em seus
corpos que matariam as crianças não nascidas ou os bebês em seu primeiro
ano. Gary estava certo, se Xavier pôde mutar os micróbios para cumprir suas
ordens, ele poderia reverter o processo. Ele estava perto, muito perto. Ele
sentiu. Ele sempre sentiu alguma coisa antes de um grande avanço.
Gary nunca tinha se arrependido de sua decisão de ajudar as pessoas
dos Cárpatos. Nunca. Ele estava totalmente comprometido com eles. Até
agora. Neste momento. Desistir de Gabrielle era quase impossível. Ele
respirou fundo e escovou a boca sobre o topo da cabeça dela, saboreando a
sensação dela em seus braços. Ele queria comprometer-se neste momento
com a memória. O perfume das flores. O céu noturno. O jeito que ela estava
em seu vestido. Seu cabelo feito tão intrincado, com flores de tecido através
dos fios de seda. Mesmo a pulseira, queimando chamas vermelho ouro
capturados nos elos, que circundavam seu pulso delicado.
— Eu sei o que você está fazendo, —sussurrou Gabrielle. — Eu estou
fazendo a mesma coisa. Eu não vou mudar minha mente, Gary. Eu escolhi
você. A cada vez, eu escolhi você. Será sempre você.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele não respondeu. Ele era um Daratrazanoff e ele sentia a pesada


responsabilidade de sua linhagem. Ele tinha um dever para com o príncipe,
e seu povo. Ele era um escudo agora. Um protetor de seu povo. Ele tinha
todo o poder e habilidades, mas ele também tinha nascido com um cérebro.
Ele sabia que ele era um grande recurso para os Cárpatos, e Mikhail e Gregori
o reconhecia como tal.
Gabrielle estava correta quando disse que o príncipe e Gregori
desencorajaria qualquer romance entre eles. Ainda assim, ele também sabia
que, quando ele perdesse toda emoção na vida, realmente não restaria
absolutamente nada, eles iriam tentar amortecer quando caísse. Seria brutal.
Ele era inteligente o suficiente para saber por que as emoções dos Cárpatos
desvaneceram-se ao longo do tempo e por que, quando elas foram
restauradas e sua companheira era tirada deles, esse vazio abrupto enviava-
os em um frenesi assassino e perigoso, conhecido como o escravo.
Ele não poria em perigo Gabrielle. Ele tinha que descobrir quando isso
iria acontecer. Quanto tempo ele tinha. Se ele tivesse cinquenta anos, ele
tomaria esses anos e daria a ela. Se ele não tivesse pelo menos esse tempo,
ele teria que desistir dela. Ela não o perdoaria. Isso seria o preço que teria
que pagar para mantê-la segura. Ela sempre se sentiria como se ele a tivesse
abandonado. Rejeitado.
— Pense nisso, Gabrielle. Vou fazer alguma pesquisa e ver com o que
estamos lidando. Nós vamos conversar em poucos dias.
Ela balançou a cabeça, agarrada a ele. — Se eu deixar você ir agora, eu
vou te perder. Faça amor comigo. Me dê isso.
Pura tortura. Ele sentiu como se seu coração estivesse sendo arrancado
de seu corpo. — Querida, se eu te tocar, eu nunca vou ter a força para ir
embora. Eu acho que você sabe disso. Nós temos que saber no que estamos
nos metendo antes de tomar uma decisão.
Ela rasgou-se fora de seus braços. — Você já fez a sua opinião. Deus.
Eu odeio eles. Eu odeio o que eu sou. Eu odeio que eu tenha que viver minha

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

vida de acordo com suas regras. Que algum homem que eu não tenho amor
possa ditar-me o que eu posso ou não posso ter. Eu nem sei se ele ainda existe
e ele já está governando a minha vida.
Ela se virou e correu para longe dele, passando através do campo das
flores Night Star. Os caules inclinavam em direção a ela, como se curvando-
se enquanto ela passava, e depois saltava para cima. Gary observou-a fugir,
a ouviu chorar enquanto corria montanha abaixo, seu vestido fluía atrás dela.
Ele chorou com ela, suas lágrimas vermelhas de sangue, escorrendo sobre as
pétalas das flores em torno dele. Enquanto ele olhava para as gotas, o
vermelho desbotou para um cinza maçante.
Gary piscou rapidamente para limpar a sua visão. Com a saída de
Gabrielle, toda a cor desapareceu de sua vida. Ela tinha levado com ela. Ele
ficou ali por um longo tempo. Minutos. Horas. Ele não sabia. Ficou quieto.
Sabendo que se ele se movesse, ele poderia quebrar. Ela tomou sua luz
brilhante e deixou-o na escuridão.
— Gary.
Ele fechou os olhos. A voz tinha muita compaixão. Mikhail Dubrinsky,
príncipe dos Cárpatos, apareceu ao seu lado. Gregori estava no outro.
Guardando. Cuidando dele. Para proteger os outros, ou defendê-lo? Ele não
sabia, mas Gabrielle deve ter retornado enquanto ele ficou sozinho e eles
tinham vindo a ele.
— Você sabia. —Foi uma acusação.
— Eu suspeitava, —Mikhail corrigiu. — Eu esperava, por sua causa.
Eu sinto o amor que você tem por ela. É muito forte. Eu queria que ele
funcionasse, mas as chances eram ...
— Zero, —disse Gary, sentindo um gosto amargo na boca. — Ela não
mantinha a outra metade da minha alma, nem eu poderia segurar a dela. Eu
esperava que ela não fosse a companheira de outro homem. Que ela fosse
psíquica, mas que ela não era uma companheira. Nem todas as mulheres
psíquicas são. Quando ela foi convertida, eu esperava por isso. Eu não fiz

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

nenhum movimento, esperando outro para reclamá-la. Eles não o fizeram.


Ela era minha. Ela pertencia a mim.
— Gary, —Gregori disse, sua voz suave. — Sinto muito.
— Eu a destrui. Ela está tão ferida.
— Ela vai chegar a um acordo com isso, —disse Mikhail.
Pela primeira vez Gary olhou para o príncipe, encontrou seus olhos.
Ele sabia que havia fúria em seu olhar, mas Mikhail não vacilou. — Ela foi
destruída. Eu fiz isso com ela. Vocês sabiam que eu iria perder a minha
capacidade de ver em cor imediatamente. Vocês deveriam ter me avisado.
Ele estava olhando diretamente para Mikhail então ele viu o choque no
rosto do príncipe. Mikhail olhou para Gregori. Gary seguiu seu olhar.
Gregori parecia tão chocado.
— Você perdeu sua capacidade de ver as cores? —Gregori perguntou.
Gary assentiu com a cabeça. O sentimento de traição desapareceu com
o choque em seus rostos. — Sim. Esta noite. Quase tudo de uma vez. Quando
ela saiu, ela levou a última cor com ela.
— Isso não é bom, —disse Gregori. — Se isso aconteceu com você,
acontecerá em todos os outros. Não com Zev. Ele tem sua companheira. Mas
Luiz. E ele é um De La Cruz. Isso vai ser brutal.
— Quanto tempo antes de eu perder minhas emoções? —Perguntou
Gary.
Olhar de Gregori ficou afiado. — Nem pense em viver com Gabrielle,
Gary. Você tem alguma ideia de quão perigoso isso seria?
— Isso só cabe a nós dois decidir. Eu quero saber quanto tempo eu
tenho.
— Gary, —disse Mikhail, voltando a atenção de Gary de volta para ele.
— Não tínhamos ideia de que você perderia sua capacidade de ver em cor,
pelo menos não por duzentos anos. Nós deveríamos ter sabido melhor. Você

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

tem o sangue, as memórias e experiências dos antigos. Claro que você


também teria a perda da emoção e cor, como muitos deles não tinham
nenhuma companheira e nem você.
Gregori xingou na língua antiga. — Gary. Quando você perde as
emoções muito rápido, é perigoso. Horrendo. Você não pode ficar com
Gabrielle quando isso acontecer. Você vai precisar de ajuda através desses
primeiros meses escuros.
Gary amaldiçoou no seu próprio idioma. Ele sabia. Ele não queria
saber, mas ele sabia. Ele tinha perdido Gabrielle. — Eu não posso encará-la.
Se eu vê-la chorar mais uma vez, ou se ela me implorar, eu não serei capaz
de resistir ao amor que tenho por ela.
Mikhail soltou a respiração lentamente. — André encontrou sua
companheira. Ele acredita que ela tem a capacidade de estender o tempo dos
antigos, antes que se tornem tão perigosos, que eles não possam caçar os
mortos-vivos ou se alimentar de inocentes. Gregori estava indo ao mosteiro
acima nas montanhas para conversar com Fane, que parece ser o guardião
do lugar. Nós estamos esperando que, se a companheira de André possa
realmente fazer uma coisa dessas, os outros curandeiros poderiam ser
ensinados também. Talvez você devesse ir no lugar do Gregori.
Gregori se moveu como se para protestar, mas o olhar de Mikhail
levantou ao seu apenas uma vez e o protesto de Gregori desapareceu.
É possível que ela possa ajudá-lo também.
Gregori tomou uma respiração profunda, deslizou um passo mais perto
de Gary como se quisesse protegê-lo do que estava por vir no futuro.
Gary olhou para Gregori, segurando seu olhar por um longo tempo e,
em seguida, assentiu. Isso lhe daria tempo e distância, algo que ele precisava
para separar-se de Gabrielle. Ele também acharia uma solução com o tempo,
ou ele iria aprender a aceitar que ele a tinha perdido para sempre.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

abrielle riscava através do céu escuro. Ela sentia que seria tarde de
mais. Ela sentiu isso. Esse terrível acúmulo de tensão. De pavor. Estava ali,
uma tremenda pressão em seu peito. Sua barriga estava em nós.
Seu coração doía. Uma dor real. Ninguém iria dizer a ela onde Mikhail
tinha enviado o Gary, mas definitivamente ele tinha sido mandado embora.
Ele foi embora no dia seguinte de sua sublevação quando ela foi procurá-lo.
Ela tinha feito o que ela nunca tentou fazer antes. Ela usou sua profunda
ligação com ele para chamá-lo—e então ela tinha tentado mudar sua forma
sozinha. Voar por conta própria.
O eco de sua resposta foi fraco, muito fraco. Ela sabia que ele estava a
uma distância muito longa longe dela, mas não importava, ela poderia seguir
sua trilha psíquica. Ela teve tempo para pensar em como seria sua vida sem
ele, e ela sabia que ela não queria viver nas Montanhas dos Cárpatos. Ela iria
embora, longe de tudo e todos que ela conhecia. Desassociar. Isso foi o que
ela fez. Perdeu-se na sua pesquisa para não ter de enfrentar a vida. Uma vida
solitária. Gary foi o único que "viu" ela. Ela precisava que ele fosse real. Para
existir.
Ela nem se importava que ela estivesse indo atrás dele, carente como o
inferno. Como uma ex-namorada psicopata. Porque ela sabia, sem sombra
de dúvida que ele a amava. Ele iria atravessar o fogo por ela. Se ela não
levasse ele para longe do príncipe e de Gregori, ela iria perdê-lo para sempre
e ela iria perder-se.
Abaixo dela, as montanhas passavam. Ela vislumbrou a floresta densa
e as montanhas escarpadas. À frente estavam as brumas que rodeavam o

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mosteiro onde os antigos iam quando eles não conseguiam caminhar para o
sol, mas já não podiam ser confiáveis em torno de seres humanos ou dos
Cárpatos. Quando eles já não podiam caçar os mortos-vivos com segurança.
Eles eram homens perigosos.
Gabrielle não queria ir a qualquer lugar perto do mosteiro. Ela não
queria ter nada a ver com eles, mas se fosse esse o destino de Gary, então, ela
ia estar lá primeiro. Ela soube disso, deslizando na mente de sua irmã, que
ele tinha ido para ver André e sua nova companheira, Teagan. Juntos, os três
se aproximavam daqueles no mosteiro para ver se eles estariam dispostos a
deixar Teagan tentar ajudá-los. Gabrielle pretendia pegá-los fora dos portões.
Ela tinha seguido a trilha psíquica de Gary e encontrou seu caminho.
O ar tinha esfriado, excepcionalmente. Ela podia sentir as salvaguardas
tecidas nas névoas transmitindo um aviso que estava sob sua pele mesmo
quando ela sabia o porquê e como ele estava lá. Dentro da névoa as coisas se
moviam. Formas. Vozes sussurravam avisos. A névoa rodava, densa e
pesada, de modo que mesmo na forma que ela tinha tomado, ela estava
saturada, a água penetrava em suas penas, um feito quase impossível.
Ela poderia facilmente ver como os antigos tinham ficado
desconhecidos por tantos anos. Seu sistema de alerta era brilhante e
inteligentemente funcional, durante todo o ano, bem como o dia e a noite. A
localização real do mosteiro parecia mudar também. Ela tinha um vislumbre
dele, a névoa iria fechar sobre ele e quando o véu se separava de novo sobre
o que ela poderia jurar que era exatamente o mesmo local, os edifícios tinham
desaparecido.
Ela era completamente Cárpato com todos os poderes. Ela realmente
nunca tinha utilizado seus dons antes. Ninguém tinha realmente falado com
ela sobre o que ela podia e não podia fazer, e ela não tinha pedido. Ela deveria
ter perguntado. Ela sabia que a maioria dos humanos eram convertidos por
uma companheira e seu companheiro ensinava-lhes tudo o que elas
precisavam saber. Ela tinha sido convertida e, embora grata por estar viva,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ela tinha desaparecido em seu trabalho para que ela não pudesse enfrentar
uma vida que era muito estranha para ela.
Talvez se alguém tivesse trabalhado com ela, ela não se sentiria tão
isolada, mas ninguém pensou em fazer, e ela não podia pedir. Não ao
príncipe. Certamente não a Gregori. Ela contava com Gary. Ela sempre
contava com Gary. Ele iria ensinar a ela o que ela precisava saber.
Agora, ela usava sua mente para se manter no ar. Ela sabia que tudo
começava na mente. Suas penas podiam ficar encharcadas, mas ela poderia
se deslocar no ar se ela tivesse que fazer. O que quer que os antigos tenham
tentado, ela não teria medo. Ela não iria recuar. Gary pertencia a ela.
Ninguém ia levá-lo para longe dela. Ela tinha visto em seus olhos que ele
estava perto de se render.
A coruja começou a vacilar no centro da névoa e ela forçou uma
mudança, uma que ela nunca tinha tentado antes, mas ela estava muito
familiarizada com moléculas e a estrutura molecular do corpo humano, de
modo que ela não estava com tanto medo de se tornar moléculas como tinha
sido quando ela aprendeu a mudar para a forma de um animal ou ave.
O véu de névoa se separou novamente e desceu a montanha, ela teve
um vislumbre de quatro homens e uma mulher caminhando na trilha da
montanha acima da vila humana. Eles pareciam minúsculos, como formigas.
Ela estava grata que não poderiam vê-la no meio das nuvens grossas, que
rodava a milhas do nevoeiro e milhas bem acima deles.
Sem aviso uma doença dolorosa assumiu ela, que mesmo em seu estado
atual, sem um corpo, ela se sentiu como se ela pudesse cair do céu e vomitar
repetidamente. O medo tomou conta dela. Ela não podia dizer o por quê.
Não era razoável. Ela sabia disso, mas isso não ajudou a diminuir o efeito
sobre ela. Felizmente, o véu se separou de novo, e desta vez, ela realmente
viu os portões do mosteiro. Mais. Ela viu Gary. Ele estava com André. Ela
reconheceu o Cárpato que outros se referiam como "o fantasma". Ele estava
com uma mulher. Ela era mais baixa que Gabrielle e tinha uma pele bonita,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

marrom. Seu cabelo era de um ébano profundo, e até mesmo o trançado era
muito grosso e caia até a cintura.
Alívio a inundou e ela desceu rapidamente, com medo de não
conseguir atravessar o pequeno buraco na neblina, ela perderia o local
novamente. Ela viu Gary virar sua cabeça em direção a ela, quando ela saiu
da névoa para mudar somente nos pés dele. André pulou na frente de sua
companheira.
— Gabrielle. —Gary respirou seu nome.
O olhar desprotegido em seu rosto era tudo o que ela poderia desejar
antes da máscara dele voltar.
— Gary. Eu já tive tempo suficiente para pensar sobre tudo, e estou
disposta a correr o risco. Nós já sofremos bastante, para eu estar com medo
de alcançar o que eu quero, —Gabrielle disse apressadamente, movendo-se
direto para ele.
Ela ignorou André e sua companheira, Teagan. Ela ignorou o fato de
que ela estava quase pressionada contra os enormes portões grossos do
mosteiro. Ela sabia que não devia tocá-lo, mas ela ficou firmemente inserida
entre Gary e os portões. Ela sabia que tinha apenas alguns minutos antes que
tudo estivesse perdido. Ela sabia, porque ela sentiu os dois Cárpatos à direita
atrás dela. Se eles chegassem antes que ela conseguisse convencer Gary que
eles mereciam o seu tempo juntos, ela perderia tudo.
— Gabrielle. —Gary disse o nome dela suavemente. Apenas isso—o
nome dela.
Ela fechou os olhos para o amor em sua voz. Tão real. Tão cru. Tão
honesto. Como poderia alguém pedir-lhes para desistir um do outro? Como
seres humanos teriam casado, tido filhos e viveriam uma vida feliz. Ela sabia
disso em cada respiração que dava. Ela podia ouvir o mesmo conhecimento
no som da voz de Gary. Em seu nome.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela estendeu a mão. — Venha embora comigo. Agora mesmo. André


pode cumprir a ordem do príncipe. Podemos tomar cinquenta anos.
Cinquenta. Isso é tudo o que estamos pedindo para nós mesmos. Nós temos
uma quantidade infinita de tempo à frente de nós. —Ela não podia pensar
nessa longa eternidade de solidão que se estendia na frente dela—não sem
Gary. — Cinquenta anos não é pedir demais, Gary.
Ela segurou a respiração. Olhou nos olhos dele. Deixou ele ver o
quanto ele significava para ela. Quanto ela o amava. Eles mereciam estar
juntos. Eles pertenciam. Ela sentia ele em seu coração. Não, em sua própria
alma, a alma que ela supostamente compartilhava com outro homem.
— Gabrielle. —A sensação de fusão em seu coração disse a Gary que
ele estava tão profundo nesta mulher que ele ia perder a batalha. Ele não
queria machucá-la. De novo não. A expressão em seu rosto antes que ela
corresse montanha abaixo, a rejeição e a dor foi tão clara em seus olhos que
tinha destruído ele junto com ela.
— Nós demos a eles. Nós dois temos. —Ela deu um passo mais perto.
O cheiro dela era indescritível, hipnotizante, belo e delicado como ela
era, envolvendo-o em torno dele com ela. Gary sempre se perdia nela quando
ela estava tão perto. Ele não podia ajudá-lo, ele tinha que tocá-la. Toda a pele
macia. Parecia tão suave sempre. Ele emoldurou o rosto com as duas mãos,
ignorando André, que se aproximou, sua companheira, Teagan, tinha
lágrimas nos olhos, estava a um passo atrás de seu homem.
Gary olhou nos olhos cinzentos de Gabrielle e caiu duro. Ele sempre
fazia. Ela estava certa. Ambos tinham dado muito para os Cárpatos. Ambos
tinham sofrido. Quase morreu. — Cinquenta anos, —ele sussurrou.
Seus olhos procuraram os dele, a esperança rastejando em sua
expressão. — Nós vamos voltar depois e dar o resto de nossas vidas a eles.
Se encontrarmos nossos companheiros nesse momento, tudo bem, se não o
fizermos, nós tivemos nosso tempo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Querida, —disse ele, ainda tentando fazer a coisa certa. — Eu


poderia perder minhas emoções. Há qualquer momento. Qualquer dia. E
então?
— Você saberá antes que aconteça. Eles desaparecerão. Ao longo do
tempo. Nós temos tempo. Isso é uma coisa que nós temos.
— Minha capacidade de ver em cor me deixou quando você foi embora
em nossa noite de núpcias. —Ele sempre se lembraria da visão dela fugindo
dele, levando as cores vivas com ela, deixando seu mundo cinzento. —
Minhas emoções podem seguir o mesmo caminho.
— Eu entendo que você está dizendo que há um risco. Eu sei que você
nunca iria me machucar, Gary. Eu sei disso. Se você perder suas emoções,
vamos lidar com isso. Mas deve ser o meu risco. A minha escolha. Eu devo
ter esse direito. Eu trabalho com vírus perigosos; você acha que eu não
arriscaria tudo por você? Eu estou lutando por nós, Gary. Eu preciso saber
que eu sou tão importante para você como você é para mim. Eu preciso que
você lute por mim.
Ela colocou tudo para fora. Corajosa. Bem na frente de André e
Teagan. Ela mostrou a sua alma, deixando-se exposta e vulnerável a ele. Não
havia nenhuma oposição. Ele sentiu o sorriso começar em algum lugar lá no
fundo. Ela estava certa. Ela estava tão certa. Cinquenta anos em uma vida
dos Cárpatos não era nada. Para eles, seria tudo o que queria.
— Eu te amo, Gabrielle, —afirmou. — Eu te amo com todo o fôlego
em meu corpo. E querida, nunca, por um momento, pense que não vale a
pena lutar. Eu morreria por você. Você não é segunda opção de ninguém.
Você é a minha prioridade número um.
Seu rosto se iluminou. Como a luz do sol. Como as estrelas sobre a
cabeça. Acendendo o mundo. Ele pode não ser capaz de ver em cores, mas
ele podia ver a luz que brilhava como um farol—para ele. Seu coração
estremeceu em seu peito.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu acho que André e Teagan podem lidar com esta tarefa sem mim.
Eu estava aqui para observar, se os antigos queriam tentar o experimento de
Teagan. Podemos sair agora. Ir para os Estados Unidos, viver o nosso tempo
lá.
Gabrielle se atirou para ele com um grito de alegria, sua boca virou-se
para a dele. Ele a pegou no ar, envolvendo os braços em volta dela, ao mesmo
tempo em que ela enrolou as pernas em volta dele. Sua boca encontrou a
dela, saboreando-a. Provando o selvagem nela. O selvagem que ela nunca
deixou ninguém ver, mas ele sempre soube que estava lá, sob a superfície.
Dele. Ela tinha sido sua a partir do momento em que ele pôs os olhos nela.
Ele a beijou. Duro. Molhado. Um beijo que prometia havia muito mais
para vir. Sua boca era uma espécie de paraíso, era o viciante gosto dela. Doce.
Mel puro. O corpo dela empurrou duro, quase puxando-a de seus braços. Ele
levantou a cabeça. Viu seus olhos arregalados de choque e medo.
— Gary, —ela sussurrou. Assustada. Aterrorizada.
O corpo dela empurrou novamente. Duro. Com força suficiente para
arranca-la de seus braços. Ela gritou quando ela voou para trás, batendo nos
portões de madeira grossa do mosteiro. Videiras, como cobras, circulou os
seus pulsos e puxou as mãos acima da cabeça. Mais videiras enrolou em
torno de sua cintura, prendendo-a à parede maciça, segurando-a lá, uma
prisioneira.
Ela gritou de novo, seus olhos nele. — Socorro! O que está
acontecendo? O que está errado? Ajude-me!

Mn mn
Uma voz o acordou. Um murmúrio suave e musical. Som. Melódico.
As notas empurrando através da escuridão de sua mente. Notas prateadas
que deixaram uma pequena trilha em seu caminho. Ele quase podia vê-los,
minúsculos, riachos estreitos de prata líquido penetrando nas folhas densas
da escuridão implacável. As estrias deixaram trilhas através de sua mente,
como um cometa. A propagação da luz. Afundou profundamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei acenou com a mão para remover o solo à sua volta. As notas
musicais foram de prata para ouro. Ouro. Não cinza. Não um branco sujo
maçante. Ouro. Prata e ouro. Ele podia ver as notas dançando através da folha
da escuridão, explodindo como estrelas, rasgando a folha em pedaços. Cada
nota rasgava mais escuro em sua mente, deixando entrar a luz até que a parte
de trás de seus olhos estava queimando.
Ele piscou rapidamente e olhou em volta lentamente, seus olhos
encapuzados, piscando e olhando para baixo para proteger sua visão. As
plantas cuidadosamente cultivadas estavam com flor e ele podia ver a
profusão de cores. Tão brilhante. Tão vibrante. Seus olhos ardiam e a
intensidade das cores causou um solavanco em sua barriga. Desorientador.
Ainda. Cores.
Ele respirou fundo e soltou o ar que respirava. Sua companheira. Ela
estava perto. Do lado de fora dos portões. Ele a ouviu, um suave murmúrio.
Um apelo. Ela estava discutindo com alguém. Ele puxou-a em seus pulmões.
Profundo. Mais profundo. Segurando-a ali como um milagre de prata e ouro
de notas que queimavam através de sua alma desfiada. Cauterizando. A
tentativa de reparar os danos causados por séculos de morte. De estar
sozinho, esperando e, em seguida, perder a esperança. A escuridão não tinha
vencido, ainda—até agora.
Ele forçou os olhos a fechar um pouco, para reduzir as cores vivas o
suficiente para que ele se levantasse sem oscilar, a sensação de desorientação
era tão perturbadora. A voz dela levantou-se fora dos portões, carregadas
pelo vento para ele. Suave. Suplicante. Lágrimas em sua voz. Seguido do
sopro de um homem. Raiva bateu nele. Mortal. Perigoso.
Socorro! O que está acontecendo? O que está errado? Ajude-me!
Emoção era algo que ele nem se lembrava, e a intensidade era
esmagadora. Ele mal podia conter a euforia em encontrar sua companheira,
e a fúria que outro homem a machucou o suficiente para fazê-la chorar. A
tempestade dentro dele era violenta, implacável e exigente. Ele fez o melhor

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

para controlá-la. Ele tinha que estar no controle. Ele era muito perigoso para
não ser.
Aleksei se elevou para o céu, algo que ele não tinha feito em um tempo
muito longo, girando como a névoa, levadas pelo súbito vento forte. Os gritos
de sua companheira o rasgava, enviando raios de pura raiva correndo através
de sua corrente sanguínea. Ele nunca tinha ouvido falar do medo e da
angústia na voz de alguém como ele ouviu na dela, e o rasgou, arrancou o
último verniz de civilização, deixando-o apenas o que ele sempre foi—um
predador no topo da cadeia alimentar. Não haveria nenhuma escapatoria.
Não para ela. Não para o homem que causava suas lágrimas.
Do ar, ele viu a mulher que ele sabia que pertencia a ele e o homem que
ela enfrentava com lágrimas correndo pelo seu rosto. Ela era bonita.
Absolutamente linda. Ela estava de costas contra o portão, ambos os braços
estendidos acima da cabeça, pulsos amarrados pelos guardiões. Outra ligação
rodeava a cintura fina. Ela usava traje de um homem, algo que ele não ligava
a mínima, especialmente quando um outro homem estava olhando para ela
como se ela fosse seu mundo inteiro. Encaixavam-se perfeitamente,
revelando suas curvas exuberantes. As plantas que Fane usava como
salvaguardas para proteger aqueles no mosteiro tinham feito seu trabalho,
reconhecendo que essa mulher pertencia a ele e segurando-a lá. Se qualquer
um tentasse se aproximar dela, as videiras iriam protegê-la.
Ele imediatamente notou que André estava lá com sua companheira—
uma mulher que ele reconheceu de alguns dias antes, quando ela tinha
tentado curar André depois que ele tinha lutado com um vampiro mestre.
Fane, o guardião do mosteiro, tinha-lhes dado auxílio, mas Aleksei e outros
dois tinham ficado perto para protegê-los.
O estranho se aproximou da companheira de Aleksei e algo animalesco
nele rugiu em protesto. Ele caiu do céu para inserir seu corpo solidamente
entre o estrangeiro e sua companheira.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você se atreve a tocar na minha mulher? Minha companheira?


Como ousa uma coisa dessas? —Ele mudou para o inglês, percebendo que
estavam usando essa linguagem. — Eu sou Aleksei, e a mulher é minha.
Aleksei estava totalmente confiante em suas habilidades, mas ele ficou
surpreso e um pouco surpreendido ao reconhecer o homem—seu inimigo—
era um Daratrazanoff. Não havia dúvida da linhagem ou do poder que
emanava de um deles. Ele nunca tinha conhecido um Daratrazanoff que
fosse um homem sem honra, mas tentar tirar a companheira de outro homem
era um crime punível com a morte—mesmo aqueles que eram o segundo em
comando do príncipe.
Ele explodiu em ação, e ele foi rápido. Estes últimos anos no mosteiro
nunca poderia tirar a velocidade e experiência de seus séculos de batalha.
Para manter a forma e a prática, todas as noites os antigos se reuniam para
lutar, usando armas e combate corpo-a-corpo. Eles ficavam em forma dessa
maneira, e isso ajudava a ocupar suas mentes.
Ele sabia que estava arriscando sua honra de ir para a batalha; que o
risco era a própria razão pela qual ele tinha entrado no mosteiro em primeiro
lugar. Ele era muito poderoso. Tinha vivido muito tempo. Ele seria um
vampiro que poucos poderiam matar. Essa era sua companheira, e ele iria
defendê-la com o seu último suspiro, mesmo que ele arriscasse a desonra
final.

Mn mn
Gabrielle gritava e lutava contra as videiras que a segurava no lugar.
André ladrou um comando para Teagan e ela desapareceu, obedecendo-o
instantaneamente. Gary mal estava ciente dessas coisas. Sua atenção estava
centrada na besta feroz que reivindicava Gabrielle. O homem era alto e
forte—de forma anormal, mesmo para um Cárpato. Seus ombros eram
largos, o peito musculoso. Seus olhos brilhavam vermelhos, vicioso,
predatório. Ele o atingiu como uma britadeira, batendo com o punho

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

diretamente no coração de Gary, seus dentes brancos expostos. Seus dentes


mostravam o seu estado de espírito e não era bom.
Gary se dissolveu rápido antes que o punho pudesse penetrar no peito
dele. Ele veio por trás do Cárpato, chegando a dar a volta em seu pescoço
com seu braço, para travar em torno dele em um esforço para quebrar o
pescoço. O cabelo preto grosso derramando nas costas do intruso, o cabelo
ficou selvagem, tornou-se vivo, cortando como lâminas que cortam a carne
quando tocado.
Em torno dele, Gary podia sentir a energia frenética que derramava em
todas as direções. Gabrielle, quase histérica, desesperada para ficar livre,
apavorada por ele. Aterrorizada com a criatura predatória que o tinha
atacado. Ele podia sentir a energia derramar fora do estranho, tão quebrado,
tão longe, a escuridão nele absolutamente esmagadora. Surpreendentemente,
as próprias emoções de Gary eram muito mais fáceis de controlar em face a
ameaça.
Ele não tinha ideia de quem era Aleksei, mas até agora, André não
tinha feito um movimento em direção a eles, o que ele faria se o antigo louco
fosse um vampiro. Ainda assim, Gary não estava disposto a permitir que
alguém ferisse Gabrielle, e este homem tinha que ser o responsável pelas
videiras que a prendiam como sua prisioneira. Ela tinha sido empurrada para
trás uns bons quatro metros e meio e batido com força contra os portões do
mosteiro.
Os cabelos de Aleksei eram como lâmina, Gary não teve escolha senão
libertá-lo e saltar para trás. Ele precisava manter a distância e usar armas
modernas. Este era um dos Cárpatos antigos, possivelmente um vampiro, e
não importa o quanto poder e conhecimento Gary possuía, ele não tinha a
experiência deste caçador. Ele precisava usar o intelecto para derrotá-lo, e
não os músculos. Ele seria derrotado e ele sabia disso, e isso significava que
ele tinha que pressionar e pressionar até que ele fosse completamente jogado
fora. A única coisa que ele não podia permitir era que seu oponente tivesse
tempo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele pulou para trás e puxou sua arma. Ele vinha desenvolvendo
maneiras de combater os vampiros desde que se tornou amigo de Gregori.
Ele tinha aperfeiçoado várias. Ele voou de volta, seu corpo agora protegendo
Gabrielle, quando ele tirou e disparou sua arma. Aleksei, simultaneamente,
girou e veio para ele, sua expressão de pura pedra, os olhos brilhando de
fúria.
A pequena arma era leve e cabia na palma da mão de Gary. Para matar
um vampiro não era tão fácil. A pessoa tinha que extrair o coração e
incinerar. A arma rápida disparou várias balas circulares letais—garras de
aço. Os discos de alta velocidade, eram afiados o suficiente para penetrar
através de carne e ossos e projetado para escavar profundamente.
Uma vez disparado, o disco travava no alvo—batia no nível do coração
murcho do vampiro—cercando o órgão que controla tudo. Assim que a garra
tinha o coração, suas garras emitia um grito agudo avisando, que, mesmo
durante uma batalha ruidosa, que o coração estava pronto para a extração.
O segundo gatilho da arma ativava a extração. Todo o processo levava a
mesma quantidade de tempo que levava para disparar uma bala.
O disco atingiu o alvo. Aleksei cambaleou para trás sob o impacto, as
mãos indo para seu peito. Gary disparou um segundo disco quando Aleksei
enfiou a mão no próprio peito para puxar a garra de dentro de seu corpo. O
antigo não fez um único som. Nenhum. Ele nem sequer piscou. Se ele sentia
dor, ele não mostrava, mas ele se esquivou do segundo disco com assombrosa
velocidade, vindo para Gary tão rápido que não houve tempo para se mover,
não havia tempo para pensar em nada, além da sobrevivência. Durante todo
o tempo Aleksei continuou com a mão no peito para remover a garra de seu
coração.

Mn mn
Aleksei não tinha tempo para decifrar a razão que sua companheira
continuava a gritar para a segurança de seu oponente. Ele não podia correr o
risco que Gabrielle fosse ferida na batalha, e um Daratrazanoff estava entre

57
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

eles. Perto dela. Muito perto dela. Ele sentiu André movendo-se em sua
mente, dizendo-lhe para parar, mas isso também não fazia sentido. André
sabia que uma companheira nunca podia ser tocada por outro homem.
Nunca. Para quebrar essa regra sagrada era punível com a morte, não
importa a linhagem do ofensor.
Quando ele girou em direção de Gary, usando tanto a velocidade como
o movimento para impedir que o Cárpato enlouquecido usasse sua arma,
Aleksei enviou o vento correndo em torno deles, dirigindo o homem longe
de Gabrielle com uma série de bolas de fogos apontada para ele chovendo do
céu da noite. Os dois combatentes se uniram em uma fúria de fogo ardente.
As chamas saíram do vento, bombas incendiárias caindo para cercá-los, para
manter os dois no centro, movendo-os longe da companheira de Aleksei. Ele
teve o cuidado de que as bolas de fogo estivessem bem longe dela, mas as
chamas impediam Gary de ficar perto dela.

Mn mn
— Pare eles André, —Gabrielle gritou, aterrorizada por Gary. Ela lutou
contra as videiras, e quanto mais ela lutava, mais difícil a videira mordia a
pele dela, até que o sangue começou a escorrer por seus braços. — Ele vai
matar o Gary.
Ela não conseguia ver nada agora, além da parede de chamas.
Estranhamente o fogo não era no mínimo pouco quente para sua pele. Ainda
assim, não ver o que estava acontecendo entre os dois homens era muito pior
do que testemunhar.
— Eu não posso. —André disse calmamente, e indicou algo para a
esquerda e depois para a direita.
Gabrielle virou a cabeça, e sua respiração deixou o seu corpo em uma
corrida. Por um momento ela ainda ficou, com o coração batendo tão forte
que quase saiu do peito. Havia outros. Outros como aquele chamado Aleksei,
que alegava que ela pertencia a ele. Ela sentiu sua escuridão. Ela o oprimia.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Assustadora. Triste. Tão triste que, mesmo no meio de seu medo por Gary,
ela sentiu o peso de sua tristeza pressionando sobre ela.
Ela podia ver que estavam observando atentamente os combatentes, e
eles também estavam muito conscientes do sangue que pingava de seus
pulsos. Eles podiam sentir o cheiro. Às vezes, os olhos se moviam sobre ela
e, em seguida, se fixavam em seus pulsos. Terror a montou. Se Gary não a
salvasse, esses horríveis antigos Cárpatos iam banquetear-se com ela.
Devorá-la. Beber o sangue dela até que não havia mais nada dela.
— Gary. —Ela sussurrou seu nome. Sua única salvação. O amor dela.
Seu medo. — Por favor, Deus, ajude-o.
Ela não se importava se cada um desses antigos horríveis rasgasse ela
em pedaços. Se André não iria ajudar Gary, então, ela iria. Ela virou a cabeça
e olhou para a pulseira em seu pulso. Ela tinha visto o bracelete de seu irmão
Jubal se tornar uma arma. Ele fazia isso por meio de controle metal.
Funcionava só para ele.
Gabrielle fechou os olhos e tentou bloquear o que estava acontecendo
ao seu redor. Ela se concentrou nos elos delicados de metal em torno de seu
pulso. De repente, ela ouviu o zumbido baixo que ela tinha notado antes.
Imediatamente ela se focou a isso e enviou seu próprio comando. Ela
precisava que as videiras a soltassem. Direto. Neste. Momento.

Mn mn
Gary Daratrazanoff bateu nele com a força de um trem de carga,
levando-o de volta para a parede de chamas. Aleksei se dissolveu e veio por
trás de Gary, mudando, pegando em sua cabeça e tentando arrancar com
enorme força para quebrar o pescoço. Gary mudou por baixo dele, tornando-
se uma enorme python , poderosa, enrolando em volta dele rápido, a cabeça
olho no olho, a constrição mortal.
Aleksei não lutou contra isso; em vez disso, ele mudou seu corpo ao de
uma python também, como ele, um feito que muitos Cárpatos não eram

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

capazes de fazer. Poucos poderiam mudar quando eles estavam sendo


mantidos em cativeiro, sob qualquer forma. As duas cobras enrolaram-se e
se debateram, na posição vertical, em pé sobre suas caudas, frente a frente
com os dentes grandes, com raiva e curvados. Uma vez que esses dentes se
afundassem, seria difícil extraí-los, mesmo na sua forma atual.
A cabeça da python se aproximou e, sem aviso, pequenas, cobras se
contorcendo explodiu de sua boca, saltando para preencher a sua. Aleksei
usou a chuva de fogo para combater a infinidade de cobras saltando para ele,
tentando entrar dentro de seu corpo. Ele virou a cabeça de sua cobra para
comprar um par de segundos, enquanto procurava a batida do coração dentro
da cobra. Havia sempre um coração, não importa como alguém tentou
protegê-lo. Não importa o quão murcho e preto havia se tornado.
Ele se concentrou no som até que ele o identificou perfeitamente e, em
seguida, ele mudou uma mão, atirando para fora do corpo de sua python
para bater com força na python de Gary, seu punho penetrando
profundamente.
Gabrielle gritou o som perfurando a noite. Um grito de total desespero
e terror. Seus gritos aterrorizados encheram sua mente. Encheu seu coração
e alma. Ainda assim, para combater um Daratrazanoff com o tipo de poder
e habilidades que tinham, ele teria que fechar seu terror. Ele não conseguia
sentir nada. Nada. Somente o poder correndo através de seu corpo. A
confiança nascida de séculos de batalhas. Ele sabia lutar e matar este homem
era perigoso para ele também. Mais uma morte, mesmo com sua
companheira para ancorá-lo, poderia enviá-lo ao longo da borda para a
loucura. Ele estava no mosteiro para evitar ter que caçar e destruir vidas—
até mesmo os mortos-vivos.
Uma vez que ele penetrou a cavidade torácica, ele mudou, e para sua
______________________________

Python

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

surpresa, Gary mudou também, algo extremamente difícil sob as


circunstâncias, mas isso não importava. Aleksei tinha-o agora. Ele sabia
disso. Então os olhos de Gary mostraram triunfo e Aleksei sabia que ele
estava lutando com algo completamente diferente do que os vampiros que
ele lutou ao longo dos séculos.
O punho de Gary esmagou seu peito em direção ao seu coração, vindo
de uma direção totalmente diferente, e a forma em frente a ele simplesmente
se desintegrou. Gary tinha deliberadamente enganado ele com a python, com
os batimentos cardíacos. Um gênio no campo de batalha. Agora que
realmente era uma questão de vida ou morte, Aleksei não tinha nenhuma
intenção de morrer agora que ele tinha encontrado sua companheira.
Genialidade não significava experiência em batalha. Aleksei bateu com
a cabeça na testa de Gary, mudando apenas o suficiente para colocar uma
marreta lá. Gary caiu para trás de costas, e Aleksei caiu de joelhos, seu punho
indo para matar. Algo o atingiu por trás, e ele pegou o atacante com um braço
atrás das costas, circundando a cintura fina e quase arremessando o corpo de
pluma em direção ao portão do mosteiro. No último momento ele percebeu
que seu agressor era sua própria companheira. Simultaneamente, ele ouviu o
baixo protesto de seus irmãos e do comando afiado de André para parar.
Ele colocou Gabrielle suavemente no chão e levantou-se devagar,
chocado com seu comportamento. Ele podia ver que seus irmãos estavam
atordoados também—exceto André, que parecia olhar para ela com
compaixão. Seus pulsos estavam sangrando e ele podia sentir o cheiro dela,
o fraco, perfume feminino quase indescritível que chamava cada célula de
seu corpo.
Ela havia traído ele. Com outro homem. O homem que ela estava
tentando proteger. O homem que não era ele. Nenhuma mulher Cárpato
faria uma coisa dessas. Ela ficou ali, olhando para ele com olhos enormes e
assustados. Ele sabia o por quê. Todo mundo sabia o por quê. Houve um
silêncio absoluto. Até o vento prendeu a respiração enquanto ele decidia se
iria matá-la ou mantê-la. Ela não merecia viver, e tampouco Gary

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Daratrazanoff. Ele havia sido traído por sua própria espécie. Por uma família
que ele conhecia e respeitava.
Ele deixou escapar o fôlego lentamente, seus olhos sobre ela. Ela era
linda, mesmo no seu medo. Seu corpo inteiro tremeu. Ela levantou uma mão
pequena, delicada para sua boca e ele podia ver que ela tremia. Ela era alta,
com um monte de curvas, mas ela parecia frágil para ele.
Ele ouviu o murmúrio de seus irmãos e virou a cabeça para ver Mikhail
Dubrinsky, o príncipe reinante do povo dos Cárpatos e Gregori
Daratrazanoff, seu segundo em comando, materializando-se perto dele.
Perto o suficiente para serem uma ameaça para ele. Ele sentiu a ameaça
emanando de Gregori e seus irmãos sentiram também. Eles se aproximaram,
tocando os recém-chegados, forçando André para o meio. André era
imprevisível, mas os outros ficariam com ele. Nenhum dos antigos residentes
no mosteiro havia jurado lealdade ao príncipe. Não ele. Não os outros.
Mikhail se aproximou, mas Gregori e André cerraram fileiras
imediatamente, impedindo-o de se mover em direção a Aleksei. Mikhail
levantou a mão conforme Aleksei permaneceu sobre Gary, segurando o
homem no chão com sua mente, seu punho pronto para remover o coração.
Ele ouviu sua companheira fazer um único som. Baixo. Um de terror.
— Eles merecem a morte. —Aleksei fez uma declaração, mas ele sabia
que ele não queria matá-la. Ele queria ficar com ela. Ele queria que o príncipe
realizasse um milagre para ele. Ele pensou que Gabrielle era o seu milagre,
mas ele estava errado e o amargo na boca, em sua mente, tinha virado um
sabor feio, escuro.
Ele planejou cada movimento em sua mente. A velocidade que ele
precisava para matar Gary e Gabrielle. Seus irmãos acabariam quando ele
entrasse na ânsia da matança ou escravo, e ele ainda teria sua honra. Ainda.
Ele esperou. Por um milagre.
— Eu sei o que isso parece ser, —disse Mikhail. Sua voz era suave.
Baixa. O som sozinho carregava poder. Não o poder desafiador de um

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

caçador masculino, mas um som magnético, convincente que entrou em sua


mente e levou sua raiva. Raiva. A condução precisa para matar. — Eu lhe
garanto, minha palavra como o príncipe de nossa gente, isso não é o que
parece.
— Ela é minha.
— Eu estou ciente disso, —disse Mikhail, no mesmo tom calmante. —
Ela não entende, e a falha não esta sobre ela, ou com Gary, mas com a gente.
—Ele indicou Gregori. — Somos os únicos responsáveis por essa bagunça.
Gabrielle gritou. Baixo. Receosa. Ele meio que se virou para poder
tentar tranquilizá-la, sem colocar-se em risco. Ela parecia apavorada. — Não.
—ela sussurrou. — Mikhail, não.
— Você é a sua verdadeira companheira, Gabrielle. Ele não fará mal a
você. Ele vai cuidar de você e protegê-la.
Gabrielle sacudiu a cabeça, lágrimas correndo pelo seu rosto. — Não
vou aceita-lo. Não posso. Você não pode me pedir para fazer isso.
Ela realmente estava com medo, e estava claro para Aleksei que havia
algo que ele não entendia sobre a situação. Ela estava quebrando seu coração
ali de pé, com uma mão suplicante na direção de Mikhail, o sangue
escorrendo do pulso macio. Implorando a ele.
Aleksei procurou tranquilizá-la. Ele falou na língua antiga. Claramente
ela não entendia, continuando a olhar para ele com medo nos olhos. Como
isso poderia ser ele não sabia, mas ele mudou para inglês e traduziu para ela.
— Não há nenhuma razão para temer agora. Estou aqui, sou seu verdadeiro
companheiro. Este homem não tocará em você novamente.
Ela balançou a cabeça, lágrimas derramando pelo seu rosto. — Não,
você não entende. Eu me recuso. Me recuso a ser sua companheira. Eu o
amo. Eu sou dele.
Fúria o encheu. Tinha passado séculos procurando sua mulher. Séculos
de solidão sombria. A esperança desvaneceu-se, e tudo o que tinha sobrado

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

era a sua honra. Ela não levaria isso dele porque estava com medo. Mulheres
dos Cárpatos sabiam o seu dever. Elas entendiam o que pode acontecer
quando um companheiro era tirado de sua outra metade.
Ela ousou amar outro homem? Escolher outro homem? Ela era sua. Sua
recompensa. Sua âncora. Sua única esperança. Ela não tinha o direito de
recusá-lo. Ele sentiu a sede de sangue subir nele, sentiu os dentes alongar. Ele
não hesitou, não quando um Daratrazanoff estava tentando tirar sua mulher.
Não quando ela estava com muito medo de fazer o certo por ele. Não quando
a desonra estava a uma respiração.
— Te avio päläfertiilam. Éntölam kuulua, avio päläfertiilam. Ted kuuluak,
kacad, kojed. Élidamet andam. Pesämet andam. Uskolfertiil-amet andam.
— Pare! Pare com isso! —Gabrielle gritou as palavras. Frenética. —
Mikhail, por favor. Pare ele. Você tem que fazê-lo parar.
Ele ouviu as lágrimas em sua voz o que rompeu com ele, mas ele não
conseguia parar. Não havia nenhuma maneira de parar. Nem mesmo para
consolá-la. Nem mesmo para tranquilizá-la de que ela estaria segura com ele.
A raiva ainda estava lá. A sede de sangue não havia diminuído.
— Sívamet andam. Sielamet andam. Ainamet andam. Sívamet kuuluak kaik
että a ted. Ainaak olenszal sívambin. Te élidet ainaak pide minan. Te avio
päläfertiilam. Ainaak sívamet jutta oleny. Ainaak terád vigyázak.
Ele falou com firmeza, num timbre profundo, comandante. Ele usou
sua língua antiga e sentiu cada palavra arrancada de sua alma. Mesmo
quando ele pronunciou as palavras de ligação impressas nele antes dele
nascer, ele sentiu os laços ligando-os juntos. Sua alma a dela.
Ela gritou com cada voto concluído. Como se tivesse a atingindo.
Como se, de alguma forma, ele tivesse arrancado seu coração e alma. Antes
que ele pudesse dar um passo perto dela para acalmá-la, ouviu o rosnado de
advertência do Daratrazanoff no chão. E foi um rosnado.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Gabrielle. —O único nome foi falado em voz baixa. O amor cru era
tão forte que doía ouvir isso. O som fez o homem exposto, vulnerável, e
mostrou sua perda. Seu desespero. O conhecimento que ela estava perdida
para sempre para ele.
Aleksei saltou para trás quando Gary Daratrazanoff levantou do chão.
Ele ficou ainda mais chocado quando ele olhou para o rosto do homem. Ele
tinha testemunhado quando a ânsia da matança ou escravo tomava conta de
um homem dos Cárpatos que havia perdido sua companheira em mais de
uma ocasião. Cada vez, ele tinha sido o único a entregar a morte
misericordiosa para os impedir da desonra.
— Gary!
Sua mulher—Gabrielle—gritou mais assustada do que nunca. Ela não
podia deixar de reconhecer a forma como o homem desligou completamente.
Era uma coisa terrível de ver a escuridão reivindicar um bom homem.
Aleksei moveu seu corpo diretamente entre Gary e sua companheira. O
homem estava em uma fúria assassina. A ânsia ou escravo era impossível de
parar, mas só era provocado quando uma companheira morre. O que estava
acontecendo? Certamente que a sua mulher não poderia ter sido
companheira de Gary também.
Ele tinha tido o suficiente. Ele tinha passado por muito e não aguentaria
mais nada de nenhum deles. Ele girou, pegou sua mulher, jogou-a por cima
do ombro e estava dentro dos portões antes que alguém pudesse impedi-lo.
Atrás dele, seus irmãos se juntaram a ele, selando as salvaguardas contra
todos os forasteiros.
Ele pouco se importava com o que o príncipe, Gregori e André teriam
que fazer para o Daratrazanoff que tinha tentado levar sua companheira dele.
Trancá-lo, mandá-lo para a terra para curar ou simplesmente matá-lo. Nada
disso importava agora. Apenas sua companheira. A mulher que o havia
traído com outro homem.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele a colocou no chão, e ela se atirou de volta em direção ao portão.


Ele a pegou em um punho de ferro ao redor da sua cintura e levou-a para
trás. Suas costas bateram de encontro a parede do prédio. Instantaneamente
ele a enjaulou lá, usando seu grande corpo para segurá-la no lugar. Ele
colocou uma mão em sua barriga e a outra ao lado de sua cabeça. Ela olhou
para ele com lágrimas nadando em seus olhos e um olhar de absoluto terror
no rosto.
Seus olhos brilharam para ela. Ele se recusou a ser influenciado por seu
medo. — Agora você vai explicar a sua conduta indecorosa e saiba isto,
mulher, você vai sofrer a punição por você não me obedecer.

abrielle olhou desafiadoramente para o rosto de Aleksei. Ela o odiava


com cada célula de seu corpo. Detestava o fato de que seu rosto era
puramente masculino e ela notou isso. Ela odiava que ela sentiu o calor de
seu corpo, ou viu que seus olhos eram de um surpreendente verde claro. Ele
não era bonito no sentido correto da palavra; ele era muito perigoso e de
aparência rude para isso. Ele não tentou esconder o fato de que ele era um
predador de ninguém, muito menos dela. E ela não se importava. Nem um
pouco.
— Obedecer a você? É isso o que você espera? Isso nunca vai acontecer.
—Ela cuspiu as palavras para ele, na esperança de incitá-lo a matá-la. —
Você tirou tudo de mim. Nunca farei nada do que você disser.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua respiração vaiou e seus olhos ficaram planos e frios. Duros.


Aterrorizantes. Sua mão enrolou em sua garganta e por um momento ela
pensou que ele iria realmente quebrar seu pescoço. Ou estrangulá-la. Seu
pulso bateu na palma da sua mão. Ela segurou seu olhar, mas era difícil.
Muito, muito difícil. A ferida aberta no peito dele, já estava se fechando, sua
camisa limpa de todo o sangue. Como ele conseguiu isso ela não sabia, mas
isso a deixava ainda mais irritada com ele.
— Nunca diga que eu não lhe dei uma chance para se explicar.
Ela empinou o queixo para o alto. — Eu não te devo uma explicação.
Não tenho nada para lhe dizer. Nada. —Ela quase cuspiu a última palavra
para ele.
Seu coração quase parou de bater quando ele transferiu seu domínio na
garganta dela para seu cabelo. Ele apertou as longas mechas em seu punho,
e não havia nada gentil sobre a maneira como ele torceu a mão para que seu
aperto estivesse bem junto ao seu couro cabeludo. Ele se virou e caminhou
rapidamente na direção oposta, forçando-a, pelo cabelo, a ir com ele.
Ela reprimiu um grito de dor e bateu na sua mão e braço. Quando isso
não atrasou ele—na verdade, ele nem sequer pareceu notar—ela tentou se
concentrar sobre a ativação da pulseira. Até isso a decepcionou. Ela lutou,
mas o domínio sobre seu cabelo era implacável e cada movimento que ela
fazia, de tentar chutá-lo ou bater-lhe tão forte quanto possível, só aumentou
a agonia em seu couro cabeludo.
Aleksei empurrou sua companheira para dentro das paredes de sua
casa. Cada um dos antigos tinha o seu próprio espaço pessoal e este era o
seu. O esqueleto de uma casa. Nada nas paredes. Nada de móveis. Qual era
a necessidade? O chão estava no chão. O solo era sua cama. Ele acenou com
a mão e imediatamente apareceu um tapete macio cobrindo a terra. Isso era
tudo o que ela ia conseguir.
Ele a teria matado lá fora. Antes. Antes que ele pronunciasse as palavras
rituais e ligasse ela a ele. Ele deveria ter feito. Outro erro de sua parte. Um

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

grande. Agora, ele não poderia matá-la. Era impossível matar a própria
companheira após as palavras rituais os unir. Ele tinha que mantê-la ou
caminhar para o amanhecer, algo que era tão contra a sua natureza que ele
tinha vindo aqui para este mosteiro, onde outros como ele considerava-a
como um ato covarde.
Ele viveu uma vida de honra para ser trazido a isso, tão perto de sua
derrocada, ele podia sentir. A escuridão se espalhando como um vírus por
meio dele. Um fôlego. Esperando para levá-lo. Ele tinha vivido por muitos
séculos e tinha habilidades que muitos não tinham. Ele daria um vampiro
terrível, que mataria centenas se não milhares antes que ele fosse derrubado.
Ele sabia disso. Ele sabia com cada fibra do seu ser.
Ele empurrou a mulher longe dele, até seus joelhos. Ela tinha trazido
isso para ele. Ela era dos Cárpatos e ela sabia as consequências de suas ações
para seu companheiro se ela o traísse. Mesmo o rosto coberto de lágrimas
não conseguia parar o ímpeto de fúria contra ela. Ela não só o trouxe para
baixo, mas ela seria indiretamente responsável pelos inocentes que ele iria
matar se ele se transformasse. E ele se transformaria se ele não terminasse e
fizesse essa meretriz traiçoeira totalmente dele.
Ele tentou fechar suas emoções, para as lágrimas não chegar a ele, não
iria amolecê-lo, mas sua fúria era grande demais, a escuridão tomando conta
dele tão firmemente, que ele temia não conseguir completar a ligação, e ele
iria perde-se e matá-la e a tantos outros quanto possível. Caso os antigos
tivessem que destruí-lo, eles iriam se transformar também. Por causa dela.
Desta meretriz. Ela colocou todos em perigo.
— Tire suas roupas.
Qualquer vestígio de cor desapareceu de seu rosto, deixando sua pele
pálida e seus olhos enormes. Ela balançou a cabeça, colocou os braços ao
redor de seu corpo e mordeu o lábio.
Ele não estava a ponto de se repetir. Ele aproximou-se dela, pegou o
cabelo em seu punho e arrastou-a para seus pés. Levou um momento com

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ela lutando para conseguir coloca-la de pé. Ele não ia ajudá-la. No momento
em que ela estava em pé, ele inclinou-se e afundou os dentes em seu pescoço,
bem em cima daquele tentador pulso batendo.
Ela gritou, mas ele soltou seu cabelo e puxou-a com força contra ele.
Seu sangue derramado em sua boca. Saturado suas células. Vermelho rubi.
O melhor que ele já tinha experimentado. Nunca. Em todos os séculos de
vida, de sobreviver, de tirar sangue para sustentá-lo, não tinha havido
nenhum outro sangue que provou tão incrível. Nada o havia preparado para
o gosto dela. Ela explodiu em sua língua como bolhas finas, provocando e
iludindo a sua capacidade de nomear a mistura de sabores.
Ele sabia que estava instantaneamente viciado. Ele iria ansiar por ela
por toda a eternidade. E isso era muito bom para ele. Ela era sua, e ela
ganhou seu lugar como sua escrava. Nada mais. Nenhum status de
companheira para uma mulher tão traiçoeira. Ele iria alimentar-se dela.
Desfrutar de cada gota que tomava dela.
Enquanto se alimentava, ele tirou as roupas de seu corpo com sua
mente, tomando muito cuidado para não entrar em sua mente. Ele não se
atreveu. Ele não queria ver sua traição, o que tinha feito com esse outro
homem. Isso iria enviá-lo direto sobre a borda. Ele sabia disso, essas imagens,
seus sentimentos por outro homem. Sua traição.
Deliberadamente, ele permaneceu totalmente vestido, de modo que ela
estava completamente nua e indefesa em seus braços. Ele queria que ela
soubesse que não havia nada que pudesse fazer. Nada. Ele a controlava. Ele
teria o controle de sua vida por toda a eternidade. Ela não merecia bondade
ou amor. Ela merecia a humilhação de servir a cada uma de suas
necessidades. O sangue dela era requintado. Ele esperava que o resto fosse
assim.
Ele não tentou acalmá-la enquanto ele despertava seu corpo. Ele queria
que ela soubesse que ele poderia dobrar sua vontade à sua. Ele era um antigo.
Ela era muito jovem para uma companheira dos Cárpatos, mas isso não era
desculpa para o seu comportamento adúltero. Sua mão foi para seu seio, para

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

seu mamilo. Mesmo enquanto ele rolava e puxava duro, ele enviou a
impressão de sua língua lambendo sobre seu peito, puxando-a em sua boca e
sugando.
Ela gritou. Contorcendo-se. Ele cheirou seu calor e ainda tomava seu
sangue. Deixou-se entrar em suas necessidades. Necessidades que eram
afiadas e terríveis, arranhando para ele agora. Seu corpo estava duro. Um
pico de aço entre as pernas, crescendo em um monstro de necessidade. Para
ela. Para esta mulher que o havia traído.
Ele fechou a ferida no pescoço dela, mas não tirou a prova de sua
propriedade. Seu olhar caiu para o círculo de lacerações em seus pulsos e, a
contragosto, ele levantou primeiro um lado e depois o outro para curá-los
com a língua. O fato de que ele tinha que fazer isso—de que ele não podia
suportar sua dor—o deixou ainda mais irritado. Ele abriu a camisa com um
movimento do pulso. — Alimente-se. —Ele proferiu o comando friamente.
Ela engoliu em seco e balançou a cabeça, piscando para ele. Suas
lágrimas continuaram a cair. Ele abaixou a cabeça e deliberadamente lambeu
o rastro de lágrimas, puxando o sabor na boca. Assim como o sangue dela, o
gosto era requintado. Ele pegou a parte de trás da cabeça com a palma da
mão, abriu seu peito com uma única unha e pressionou a cabeça brutalmente
a ele. Mais uma vez, ele não deu nenhuma escolha, e ele sabia que, uma vez
que o gosto dele estivesse em sua boca, nos lábios, ela estaria tão viciada a
seu gosto como ele estava no dela.
Sua boca se moveu contra ele e o pico entre suas pernas cresceu ainda
mais monstruoso. Grosso. Ávido. Tão faminto por ela que sentiu a escuridão
deslizar mais perto. Ele teve seu corpo mais excitado, em um estado de
frenesi. Suas mãos percorriam sobre ela, não gentilmente, mas exigindo uma
resposta. Ele sentiu cada ingestão rápida de ar quando ele encontrou uma
zona erógena e ele tirou proveito sobre isso. Ainda assim, isso nunca ia ser
sobre ela. Isto seria sempre sobre ele, e ele queria que ela soubesse isso desde
do início.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela poderia recusar o seu amor e a lealdade dele, mas ele sempre teria
acesso a seu sangue e a seu corpo. Ele encontrou ambos extremamente
agradáveis. Seu corpo era cheio de curvas suaves. Seus seios eram
extremamente sensíveis. Ele gostava de seus mamilos e sabia que ele iria
passar horas brincando com seu corpo. Não. Seu corpo. Ela pertencia a ele—
toda sua—e nenhum outro homem jamais tocaria nela novamente. Ele sabia
que poderia atá-la a ele através do sexo. Ele sabia que podia fazê-la querer
ele com cada respiração do seu corpo. Não o amor, mas pura fome. Talvez
em algumas centenas de anos ele conseguisse superar sua traição. Mas por
agora ...
Seus dedos deslizaram para baixo de sua barriga. Ele adorava a
sensação de sua pele e queria mais contra ele. Ele livrou-se de suas roupas
com um único pensamento e permitiu que suas mãos tomassem mais dela.
O calor que emanava da união de suas pernas. O corpo dela se movia sem
descanso contra o dele. Ainda assim, ele queria ela mais excitada. Ele queria
que ela precisasse dele, obedecesse cada comando, apesar do fato de que ela
afirmou que ela o detestava.
Ele passou o dedo ao longo de sua entrada úmida, e seu corpo inteiro
tremeu. Ele sorriu acima de sua cabeça. Ela era definitivamente sensível, e
ele estava indo para se divertir. Ele manteve sua alimentação, sabendo que
seu sangue seria um afrodisíaco para ela. Ele deslizou um dedo dentro dela
lentamente, sentindo o calor liso, ao alcance de seus músculos delicados,
surpreso com o quão apertada ela era. Seu protesto foi outro gemido, e o som
vibrou diretamente através de seu pênis.
Ela protestou, mas apesar dela detestar ele, seu corpo queria o dele. Ele
tinha certeza disso. Ele controlou seus sentidos. Ele queria que ela soubesse
que ele poderia fazer isso. Que ele se tornaria seu mundo. As únicas coisas
que ela gostaria eram seu sangue e seu corpo. Ele seria o único homem que
ela desejaria. Ela faria qualquer coisa para tê-lo no momento em que ele
terminasse com ela. E ele nunca iria terminar com ela. Esta era uma frase
para a eternidade—para ambos.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Tomou seu tempo, circulando seu botão sensível, observando seu corpo
tremer em reação. Observando o rosto dela, ir de suave a sensual. Os olhos
dela lutavam contra ele, mas seu corpo respondeu ao calor e a fome que ele
criou.
— Suficiente, —ele murmurou. Ele não duvidaria que ela tentaria
drenar ele até ficar seco. Ele manteve um poder sobre seus sentidos, ainda se
recusando a entrar em sua mente na forma de companheiro. Ele não queria
ver aquele homem ali—nem nunca. Daratrazanoff. Apenas esse pensamento
tinha feito ele rosnar. Grunhindo. Uma resposta quase animal. Ele estava há
muito tempo longe da civilização. Ele se foi desde os tempos antigos e não
sabia nada das mulheres modernas. Mas ela iria aprender seu lugar.
Gabrielle lambeu o pequeno ferimento no peito dele e só o ato da sua
língua lambendo ele enviou uma ondulação de calor através de seu pênis. Ele
queria mais. Ele a empurrou para trás. Longe dele. Arrogantemente, ele se
afastou dela, para o centro do tapete grosso que tinha instalado.
— Fique de joelhos.
Seus olhos brilharam em desafio. Ele sorriu. Lento. Significativo.
Querendo que ela o desafiasse. Querendo que ela odiasse isso, porque isso
iria fazê-la se render ainda mais doce. Ela não podia falar. Ele tinha lhe dado
a oportunidade de falar e ela não tinha feito, então não havia nada mais a
dizer. Seus olhos permaneceram no seu, e o desafio transformou em
desespero quando ela não podia fazer outra coisa senão ir de joelhos e rastejar
em direção a ele.
Aleksei assistiu seu corpo se mover. Ela era realmente bonita. Se ele a
tivesse visto em algum lugar, ele teria notado ela imediatamente. Escolhido
ela diretamente em uma multidão. Ele saberia que ela era sua, mesmo antes
de ouvir sua voz. O que ele nunca teria imaginado era que ela poderia ser tão
linda por fora e tão podre por dentro.
Ela estava em seus pés, movendo as pernas, as mãos deslizando por
suas coxas. Ele pegou seus pulsos e segurou-a ainda, uma feiura ondulando

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

através de seu estômago. Revoltado. Ele não queria vê-la assim. Ele estava
com raiva, e ele não estava familiarizado com tal emoção. Ele estava perto
de se converter, e ele não tinha ideia do que fazer com os sussurros escuros e
necessidade de violência brotando nele. Mas ele não podia vê-la assim. Ele
não podia fazer isso.
Não importava que ela estivesse podre por dentro. Que ela o havia
traído. Ela ainda era sua companheira e fazendo isso—tomando sua vontade,
forçando-a a completar a ligação, compartilhando seu corpo com o seu,
quando ela claramente não queria—era tão desonroso como tornar-se um
vampiro.
Ele fechou os olhos e puxou-a para seus pés, suas mãos suaves. Ele
tinha que deixá-la ir, e só havia uma maneira de fazer. Uma. Ele não ia sem
memorizar cada polegada dela. Sem segurar seu corpo contra o dele. Ele
merecia pelo menos isso. Ele não queria ver seus olhos. Ele não queria que
ela o odiasse com cada respiração que dava. Ou que ela quisesse outro
homem.
Ele ia fazer o que cada antigo no mosteiro havia se recusado a fazer,
porque eles sentiam que era errado. Era covardia. De alguma forma, eles
tiveram que ser fortes o suficiente para superar essa terrível escuridão que
rasgavam suas almas. Eles haviam jurado viver até que eles descobrissem
como morrer. Ele não tinha mais essa escolha agora. Ele iria caminhar para
o amanhecer e libertar sua companheira para encontrar seu caminho no
mundo. Talvez as palavras rituais não tivesse funcionado nela como deviam.
Em qualquer caso, ele não estava indo olhar em seus olhos novamente.
Ele tomou seu tempo, saboreando a sensação de seu corpo muito
feminino. Sua pele era mais suave do que qualquer coisa que ele já tivesse
tocado. Suas mãos eram grandes. Calejada. Áspera. Ela se sentia
maravilhosa sob a palma da sua mão explorando e as pontas dos dedos. Ele
a gravou em sua memória, e ele fez isso lentamente. Do rosto aos pés. Frente
e verso. Ela tinha curvas exuberantes e ele passou seu tempo moldando-a e
gravando-a em sua memória. Ele a conheceria cegamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele não a soltou de seu controle enquanto ele explorava seu corpo,
porque ele não queria que seu ódio e seu veneno se aproveitassem desse
momento dele. Ele ia caminhar para o sol com o cheiro dela em torno dele.
Com a sensação de sua pele macia em suas mãos e seu corpo, gravados em
sua mente. Ele poderia fazer isso.
Porque ela não podia controlar as reações do seu corpo à sua
exploração, ele aprendeu cada ponto sensível. Às vezes, seus quadris
empurravam contra ele. Às vezes, a respiração presa na garganta e um
pequeno gemido escapavam. Isso era tudo dela. Não ele. Ele não alimentou
a reação de seu corpo para ele. Ele não tentou fazer isso sobre sexo ou sobre
ela. Era seu adeus. Sua recompensa.
Ele foi o mais suave possível, sabendo que ela detestava seu toque. Ele
não queria que ela se sentisse pior do que já estava. Não era como se ela
estivesse tentando seduzi-lo e a todos os outros homens ao seu redor. Ela
tinha lhe dito que ela estava apaixonada pelo Daratrazanoff. Ele já tinha ido
muito longe e agora, ele teria que deixá-la ir, pelo menos ele gostaria de
pensar que ele teria. Suas emoções eram muito novas, muito esmagadoras, e
as trevas tinha pressionado tão profundamente dentro dele que havia pouca
bondade.
Aleksei sabia que ele tinha interpretado mal os sinais fora do portão.
Ele tem estado no mosteiro há bem mais de cem anos. Ele a ouviu gritar e
pensou que ela estava sendo atacada. Tudo nele tinha-o feito voar em seu
socorro. Nunca lhe ocorreu que uma mulher dos Cárpatos se voltaria contra
seu companheiro, mas tinha sido com o Daratrazanoff que ela tinha se
preocupado, que ela até tentou lutar.
Ele estava enojado com suas ações. Pelas ações do Daratrazanoff. Mas
acima de tudo, ele estava enojado com suas próprias. Nunca em séculos de
vida tinha se inclinado tão baixo. Ninguém merecia o que ele tinha feito para
ela, muito menos sua companheira. Suas ações desprezíveis só serviram para
lhe mostrar o quão longe ele realmente estava. Ela poderia merecer a justiça

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

do seu povo, certamente o que ela tinha feito era punível com a morte, mas
não isso.
Ele inalou seu perfume, sua incrível fragrância, e então ele deixou cair
as mãos e deu um passo atrás, a vestindo e soltando-a ao mesmo tempo. Ela
caiu no chão, envolvendo os braços em torno de si, com os cabelos em
desalinho, seus belos olhos cinzentos cheios de lágrimas, mas ainda gritantes
desafiadoramente.
— Faça o seu pior, —ela sussurrou.
Curvou-se para ela, uma reverência cortês. — Peço desculpas por meu
comportamento.
— Eu poderia colocar uma estaca em seu coração e nem sequer pensar
duas vezes, —ela cuspiu. — Você me controlou. Me forçou.
Ele balançou a cabeça, dando mais um passo para trás. Ela não estava
segura. Ele não era seguro. Não havia ninguém. — Eu não senti nenhuma
emoção em mais de mil anos. Em muito tempo. Muito mais tempo. Não é
desculpa, mas estando tão perto de ser um vampiro, passar por essa margem
e depois encontrá-la, a mulher que eu ... —Ele parou. Balançou a cabeça. —
Eu temo que eu não consiga ver nada além de sua traição. Na próxima
sublevação, dou-lhe a minha palavra, você vai sair daqui uma mulher livre.
Vou deixá-la agora e ninguém vai lhe fazer mal. Procure a terra em um dos
edifícios desocupados. Não se arrisque a céu aberto.
Gabrielle estudou seu rosto. Parecia que ele queria dizer o que ele disse
e a esperança floresceu. Ela lambeu os lábios, tentando parar a estranha
relutância florescendo juntamente com a esperança que ela sentia. — Se você
quer dizer o que você diz, por que não me permite sair agora? Os outros estão
ainda por perto. Eu iria ser escoltada com segurança.
Ele lhe enviou um olhar de repreensão. Um de desgosto. Quase um
sorriso de escárnio. Gabrielle não queria sentir isso, mas ela fez. Aquilo doeu
olhar. O olhar a fez se sentir culpada quando ela não tinha nada sobre se
sentir culpada. Ele ainda a estava segurando como sua prisioneira. Gary e os

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

outros ainda estavam fora dos portões. Ele só tinha que abri-los e ela estaria
livre.
— Eu vivi minha vida com honra. Não vou permitir que alguém como
você, tão enganosa, uma mulher dos Cárpatos egoísta que está disposta a
forçar seu companheiro a escolher entre a desonra e a morte, para ter o seu
caminho. Você sabe o que esse vínculo é, e ainda assim, você quebrou. Estou
muito perto de escuridão para ver você ir para ele. Você pode esperar uma
sublevação. Vou andar para o sol, e você pode ir para a terra convencida de
que eu não vou mais manter você e seu amante separados.
Gabrielle olhou no rosto dele. Ela podia ver a tristeza nele. Sentir isso,
um grande peso pressionando sobre ela. Ela sentiu os séculos, séculos de
escuridão. De solidão. De um mundo árido, frio, sem cor, emoções, família
ou cuidado. Ele tinha sofrido tudo isso. No final não havia ... Nada. Nada
além de Gabrielle. Nada além de uma mulher que não o queria.
Ela viu o que havia em seus olhos. Nas linhas esculpidas em seu rosto.
Esse conhecimento a envergonhava, mesmo quando ela procurava se
desculpar. Ela não era Cárpato. Ela estava apaixonada por outro homem, e
ela tinha estado por um longo tempo. Ela não sabia a primeira coisa sobre
companheiras, apenas o que ela tinha observado. Quando ela estava
trabalhando no laboratório, eles conversavam sobre o trabalho. Desde que
ela tinha sido convertida, ninguém tinha lhe dado qualquer conselho. Ela se
sentia humana, não Cárpato.
Ela conhecia o básico. Ela poderia mudar, o que raramente fazia. Mas
ela não podia se alimentar. Alguém sempre proporcionava para ela. Ela
dormia acima do solo e alguém sempre o abria depois que ela adormecesse,
e antes que ela despertasse. Ela não se sentia realmente dos Cárpatos. Ainda
assim, colocando tudo isso de lado, ela sentiu uma tristeza profunda nele e
ela tinha um terrível pressentimento do que poderia acontecer se ela o
deixasse. Ela não sabia o que exatamente, mas havia algo sobre o conjunto
de seus ombros. A máscara em seu rosto.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele se afastou dela. Por alguma razão insana que ela não entendia, ela
não podia deixá-lo ir embora.
— Ele não é meu amante. Ele nunca foi meu amante. Eu não tenho
amantes. —Ela deixou escapar a verdade em voz baixa. Tão baixo que era
um mero fio de voz.
Ele se voltou para ela lentamente. Seus olhos encontraram os dela.
Procurando. Ela sabia que ele não acreditava nela. Seu rosto poderia ter sido
esculpido em pedra, mas seus olhos estavam vivos com desprezo. Que
envergonhava mais.
— Não fale. O melhor é que não haja mais mentiras vindo de sua boca.
Estou incerto o quão forte eu sou. Você ... —Ele parou e balançou a cabeça,
afastando-se dela uma segunda vez.
Ela apertou os braços ao redor de sua cintura, aterrorizada, o estômago
revirando como se fosse vomitar, e ela estaria vomitando em todos os lugares
bem na frente dele. Ela não tinha ideia de por que era importante para ela,
que ele soubesse que ela não estava mentindo para ele.
— Eu não estou mentindo. Eu tenho trabalhado em um laboratório e
eu me apego a minha pesquisa. Eu nunca tive tempo para relacionamentos.
Ou a inclinação. Eu nunca tive um amante.
Gabrielle mordeu o lábio inferior. Ela mordeu tão forte que, na
verdade, ela tirou sangue, o tempo todo lutando contra o desejo de fugir
dele—ou de si mesma. De repente, ela estava apavorada. Com medo de si
mesma. Do que estava dentro dela. O que Gary manteve afastado. Estava ali
mesmo em seu estômago, levantando-se, estendendo a mão, ameaçando
consumi-la. Ela engasgou, e ele virou-se novamente, seu cenho franzido
quando seu olhar ardente pousou nela.
Aleksei notou a gota de sangue no seu lábio. Ele queria lamber. Beijá-
la melhor. Ele não pode deixar de ver a maneira que seus braços seguravam
seu estômago com força. Ele sentiu a necessidade de ir até ela e abraçá-la

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

suavemente. Ela parecia o epítome de uma mulher em perigo. Mais, sua voz
soava com a verdade.
Ela também parecia perdida, e apesar de si mesmo, apesar do perigo,
ele não poderia ajudar a súbita onda de emoção para ela. Sua companheira.
Ele prometeu colocar sua felicidade antes da sua própria. Ela o havia traído,
mas ele tinha retalhado de uma forma que era muito, muito abaixo dele.
— Eu acredito em você. —É claro que era importante para ela ele lhe
dar isso. Ainda assim, não mudou nada. Ela queria a outro homem. Ela tinha
o recusado. Ela havia deixado claro que o desprezava. As escolhas eram
ainda as mesmas, e ela não estava em estado de espírito de compartilhar seu
corpo com ele. Sem completar sua ligação, ele não conseguiria através da
próxima sublevação. — Obrigado por isso. —Ele se virou novamente. Cada
vez era muito mais difícil, mas ele sabia que era a coisa certa a fazer.
— Por favor. Só espere. Não pode fazer o que você está pensando em
fazer. —Sua voz tremeu.
Aleksei fechou os olhos. Ele tinha que fugir dela. Do seu cheiro. Do
conhecimento íntimo que ele tinha do seu corpo. Ele teve tempo para pensar.
Para processar. Uma companheira era sobre se importar. Sobre ter um lar.
Uma família. Alguém para amar você como você a amava. Para levá-lo a
vontade. Aceitá-lo. Esta mulher não queria fazer parte disso. Ela continuou
estendendo a mão para ele, mas não havia nada lá para ele. Ele não conseguia
olhar para ela novamente. Ela estava pedindo demais dele.
— É muito perigoso para eu ficar e conversar. —E sinceramente, não
havia nenhuma razão. Não havia mais nada a dizer. — Vou falar para o Fane
vir até você. Ele vai cuidar de você até que os outros estejam no chão. —Sua
voz era rouca. Ele podia ouvir o rosnado vindo perto da superfície e engoliu-
o para baixo. Ele estava perto. Muito perto. — É melhor que você vá para o
chão imediatamente para ficar mais segura. Na próxima sublevação você
saíra daqui. Fane abrirá os portões para você.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele ouviu um movimento e então ela estava lá, pisando na frente dele,
bloqueando seu caminho. Ele continuou andando e ela foi forçada a recuar,
as mãos dela entrando em contato com seu peito.
— Pare. Você tem que me dar um minuto. Você não está me deixando
sequer pensar, —disse Gabrielle. — Você não pode simplesmente me dizer
calmamente que você vai cometer suicídio e depois vai embora. Isso não está
certo.
— O que não está certo, é minha companheira escolher outro homem
sobre mim, —ele disse silenciosamente. — Isso é perigoso para nós dois. Eu
me recuso a perder a minha honra. Sem você, eu não posso viver. Você sabe
disso. Seu dever era para mim. Você me recusou. Você escolheu outro.
— Pare de dizer isso. Pare de pensar isso. —Gabrielle pegou sua camisa
desesperadamente. — Você não está me ouvindo.
— Você não está dizendo nada.
— Porque você não vai me dar tempo para pensar.
Ele pegou seu queixo, forçando a cabeça para que ele pudesse olhar em
seus olhos. — Você está disposta a compartilhar sua vida comigo? Seu corpo
com o meu? Para dar-se a mim? A fim de nos tornarmos realmente
companheiros, assim como as coisas deveriam ser.
Ela lambeu os lábios, manchando com essa pequena gota de vermelho
rubi. Seus cílios vibraram tremendo e, em seguida, caiu para ocultar sua
expressão.
— Isso é o que eu pensei. —Ele gentilmente tirou os punhos de sua
camisa e deu um passo em torno dela.
Gabrielle observou-o andar com passos largos para longe e quase
entrou em colapso no chão, mas isso não faria nenhum bem. Isso não poderia
estar acontecendo. Ela não podia ser responsável pela morte deste homem.
Ela queria vê-lo morto a poucos minutos mais cedo, mas a realidade de sua
morte acontecendo era algo completamente diferente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela ficou indecisa, observando-o enquanto ele acenava com a mão em


direção à porta. Imediatamente ela obedeceu, abrindo facilmente. Lá fora,
ela podia ver a noite. Sentir a brisa. O ar frio. A névoa fechando o mosteiro
em um véu cinza. Ela prendeu a respiração e foi atrás dele. Não havia
nenhum pensamento real na sua mente, só que ela tinha que pará-lo.
Ela não podia pensar em Gary agora ou o que estava acontecendo com
ele. Ela já tinha perdido ele. Ela o perdeu no momento em que ela concordou
em tornar-se dos Cárpatos. Aleksei estava certo em acreditar que ela tinha
conhecimento sobre os companheiros e que ela poderia ser uma para alguém,
mas ele estava errado em pensar que ela o tinha traído. Ou ela tinha?
— Pare. Aleksei. Pare! —Ela não podia impedir o tremor em sua voz,
mas estava também implorando. — Apenas me dê mais um minuto do seu
tempo.
Ele não se virou novamente. Ele continuou andando. O desespero se
instalou. Ela correu atrás dele. — Eu não sou dos Cárpatos. Eu era humana.
Eu queria Gary antes de me converter. Quando me converti, eu pensei ... —
Ela estava quase nele e ela ainda estava falando com as costas dele. Ele
precisava da verdade, então ela tinha que enfrentá-lo. No fundo dentro dela,
onde ninguém olhou, nem mesmo ela, ela tinha que enfrentar a verdade para
salvar a vida deste homem. — Eu pensei que eles iriam me ensinar o que eu
deveria saber. Pensei que alguém iria me ajudar. Instruir-me, mas não
fizeram.
Ela parou. Colocou uma mão sobre a boca, encontrou seus dedos
tremendo e mordeu-os em uma tentativa de parar. Para parar de falar. Ele
não queria ouvi-la. Ele não queria vê-la. Seja qual for a transgressão que ela
fez, e mesmo ela admitindo olhando em seus olhos, ela tinha feito uma
enorme, ele não queria ouvir o que ela tinha a dizer.
Ela odiava ser dos Cárpatos. Ela não poderia simplesmente tirar porque
ela não sabia nem mesmo o básico para cuidar de si mesma. Sua irmã se ia o
tempo todo, então não havia pedido a ela. E, então, essa estúpida, estúpida
guerra com a facção dos Lycans que queria destruir ambos Lycans e

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Cárpatos. Ela odiava se sentir incompetente. Ela foi ficando mais e mais
tempo no laboratório, e ela sabia que havia se agarrado a ser humana cada
vez mais como o tempo passando. Como não poderia? Ninguém tinha o
menor interesse por ela ou tratada como se ela valesse a pena qualquer coisa,
diferente de Gary.
— Aleksei. —Ela sussurrou seu nome. Ela já tinha muitos pecados na
sua alma e ela não sabia se ela merecia ou não.
Ela sabia que Gary estava em apuros. Ela não podia salvá-lo. Ela era
responsável, e ela não podia salvá-lo. Agora este homem, inocente em toda
essa bagunça horrível, ia morrer também. Por causa dela. Por causa de sua
incapacidade de se adaptar.
Ela caiu de joelhos. — Não faça isso. —Ela sussurrou isso também.
Como ela tinha bagunçado a sua vida a este ponto? Ela chorou por
dentro por Gary. A tristeza pressionada tão profundo que ela mal podia ver
as lágrimas nos olhos. Ela mal podia respirar com lágrimas entupindo sua
garganta. Mas ainda. Havia Aleksei. Tinha que haver uma maneira de salvá-
lo. Ela não queria pensar muito sobre o que seria desse jeito.
Você está disposta a compartilhar sua vida comigo? Seu corpo com o meu? Para
dar-se a mim? A fim de nos tornarmos realmente companheiros, assim como as coisas
deveriam ser.
Ela lambeu a pequena laceração no lábio. Estas são as coisas que deveriam
ser. Ela era tão covarde que ela não poderia lhe dar essas coisas para salvar
sua vida? Seria impossível? Ela fechou os olhos, sentindo a carícia de suas
mãos em sua pele. Seu corpo reagiu, ganhando vida, tal como tinha feito
anteriormente. Como se tivesse uma vida e vontade própria. Para
compartilhar seu corpo com Aleksei seria uma traição para Gary.
Ela fechou os olhos. Ela culpou a todos por esta confusão, mas ela tinha
escolhido ser Cárpato. Ela mordeu o lábio de novo, balançando a cabeça.
Sua irmã, Joie, não era dos Cárpatos e ela ainda tinha sido uma companheira

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

para Traian. Ela era humana. Gabrielle fechou os olhos com mais força, não
querendo enfrentar a realidade do que estava acontecendo com ela.
Ela não entendia o vínculo de companheiros. Ela só sabia que era
intenso. Muito intenso. Muito sexual. Muito tudo. Companheiros estavam
sempre juntos. E os homens eram muito dominadores. As mulheres não
pareciam se importar, na verdade, elas geralmente só rolavam seus olhos e
fazia o que eles queriam, mas os homens dos Cárpatos a assustava.
Gabrielle respirou. A vida a assustava. A violência. O sangue. A
intensidade das suas vidas. Ela era tão covarde. Ela tinha visto vampiros de
perto. Seu corpo inteiro estremeceu. Eles não eram o único inimigo. Ela
tocou suas costas, lá em baixo, onde os rins dela foram cortados pelas
facadas. A dor tinha sido excruciante. E então os Lycans haviam chegado.
Ela queria seu mundo seguro de volta. O casulo de seu laboratório onde
pudesse se esconder. Gary teria dado isso a ela.
Ela cobriu o rosto com as mãos quando a compreensão ocorreu. Ela
amava o Gary com todo seu coração, porque tinha dado a ela exatamente o
que ela queria. Não é o que ela precisava. O que ela queria. Ela queria se
esconder. Ficar a salvo. Ser feliz. Sem solavancos. Sem sustos. Apenas uma
doce e fácil viagem através da vida.
Joie e Jubal poderia facilmente lidar com os colapsos intensos de sua
mãe. Seu pai apenas balançava a cabeça e sorria. Quando era jovem,
Gabrielle se escondia debaixo da cama, com o punho na boca, com o coração
batendo forte. Quando ela era adolescente, ela aprendeu a não dizer uma
palavra. Ela iria desaparecer em sua mente. Quando ela se tornou adulta, ela
se escondeu no trabalho. Ela se escondia. O tempo todo. De tudo e de todos.
Incluindo dela mesma.
Se escondendo a levou a este momento. Para a possível morte de dois
homens bons. Ela era uma pesquisadora, e ainda assim ela não tinha feito
nenhuma pergunta sobre a vida dos Cárpatos. Ela não levantou um dedo
para adquirir conhecimento quando o conhecimento era o seu mundo. Por
quê? Isso por si só deveria ter levantado uma bandeira vermelha para ela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle colocou os braços em torno de si mesma e começou a


balançar para a frente e para trás, tentando acalmar-se. Tentando pensar no
que fazer. Ela era inteligente. Muito inteligente. Ela não podia salvar Gary,
o que lhe dilacerava. Comia-lhe viva. A deixava aflita com esse peso terrível
de culpa pressionando diretamente sobre ela. Mas e Aleksei?
Sinceramente, ele a aterrorizava. Ele era violento. Perigoso.
Definitivamente dominador. Ele esperava sua obediência. Sua lealdade. A
sua participação na troca de sangue. Em—bem—tudo. O corpo dela deu
outro arrepio, quase de antecipação. Sua boca ansiava por seu gosto. Seu
corpo ansiava por seu toque. O que é que isso fazia dela quando ela amava
Gary? Como ela poderia querer outro homem quando seu coração pertencia
a outra pessoa?
Nada fazia sentido para ela. Ela nunca tinha falado com sua mãe sobre
tudo o que era importante para ela. Havia sempre o drama com sua mãe. Ela
sabia que sua mãe amava seus filhos—os amava tanto que ela queria
comandar suas vidas. Ela não tinha nenhum problema com as birras em
público e isso sempre humilhava Gabrielle. Como seu pai, Joie e Jubal
achavam sua mãe divertida.
Ela tinha se fechado como uma criança. Recusando-se a viver a vida.
Com medo. Ela ainda estava metaforicamente sob a cama, tremendo, com
seu punho encravado na boca para não fazer nenhum som. Ainda
escondendo-se. Ela tinha se trancado em um laboratório porque ela preferia
enfrentar um vírus letal do que viver sua vida. Com Gary era seguro. Ele viu
o quão frágil ela era. O quanto ela sentia medo da vida. Ela queria um
ambiente controlado, e ele estava disposto a dar isso a ela. Ela o amava por
isso. Ela o amava porque ele era um homem gentil, suave, protetor. Mas ela
não poderia tê-lo. Ela não poderia salvar Aleksei se ela se agarrasse ao seu
mundo seguro. Se ela se agarrasse ao Gary amaroso.
Ela tomou outra respiração profunda. — Desculpe-me, Gary. —ela
sussurrou. Ela tinha que deixá-lo ir se ela ia salvar Aleksei e ela mesma. Ela
não se importava em morrer, mas ela não podia viver com a morte de Aleksei

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

na sua consciência. Ela não podia. Isso significava que ela tinha que deixar
Gary ir com seu próprio destino, e ela tinha que tentar descobrir o seu
próprio.
Gabrielle levantou-se devagar e seguiu Aleksei para fora para o centro
do jardim do mosteiro. Ela não se apressou. Não havia nenhum sentido. Ela
sabia que ele estaria esperando lá fora pelo sol, e que seria uma longa espera.
O sol não se levantaria por várias horas.
Ela sentiu os outros antigos observando. Ela não podia vê-los, mas ela
sabia que eles estavam lá. Seu estômago se apertou. Nós formaram. O terror
a impedia de respirar, mas ela forçou seu corpo a continuar em frente. Ela
sabia que os antigos tinham cercado Aleksei—de longe—mas eles estavam lá
para destruí-lo, se o amanhecer não o fizesse. Ele tinha falado a verdade
estrita.
Ela andou direto para ele e se afundou no chão ao lado dele. Perto. Sua
coxa tocando nele. Só um leve encostar de sua perna contra a sua enviou um
tremor de consciência através dela. Ela viu o corpo dele estremecer ... e sabia
que ele estava tão ciente dela quanto ela estava dele.
— O que você está fazendo? —Perguntou ele. — Volte para dentro e se
coloque no chão.
Sua voz era assustadora. O olhar em seu rosto era ainda mais
assustador. Ela balançou a cabeça e ficou.
— Eu não vou permitir isso, Gabrielle. Eu sou capaz de forçar sua
obediência, como você bem sabe.
Ela levantou seu queixo e olhou para ele, realmente, se permitindo a
vê-lo pela primeira vez. De perto, ele era todo o sexo masculino. Todas as
arestas duras. De certa forma, de uma maneira muito assustadora, ele era
impressionante. Ela não podia imaginar qualquer um que lutasse com este
homem e saísse vitorioso. Ele parecia extremamente letal, e ela estava muito
certa de que ele era tão mortal como ele parecia. Ainda assim, ela o olhou
diretamente nos olhos.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu sou sua companheira, Aleksei, você gostando ou não. Isso


significa que você não vai sentar aqui e esperar o sol sem mim. Aconteça o
que acontecer a você, acontecerá comigo. Estou disposta a fazer isso, se é o
que você quer fazer. Com os erros que cometi, eu acho que você merece
tomar essa decisão—mas saiba, o que você decidir, é para nós dois, não só
para você. Como sua companheira, é meu direito tomar a decisão de segui-
lo, onde quer que você vá.
Ela fez a declaração em silêncio. Com firmeza. Em um tom baixo, de
modo que ele tinha que prestar atenção em ouvi-la falar. Ela quis dizer o que
ela disse, e ela sabia que ele podia ouvi-lo em sua voz. Foi a primeira vez em
sua vida, fora do laboratório, que ela já tinha sido conflituosa, com medo da
sua mente, mas determinada.

— ocê tem ele? —Perguntou André. — Nós não podemos perdê-lo.


O que aconteceu? Como isso pôde acontecer? Ela não era sua companheira.
Isso não deveria acontecer.
— Gary perdeu tudo ao mesmo tempo, como se ele tivesse perdido sua
verdadeira companheira. —Mikhail explicou. — Cores e emoções
desapareceram. Tudo. De uma vez.
— Você tem ele? —André perguntou novamente.
Gregori sacudiu a cabeça. — Não sem Mikhail. Ele é forte. Eu não
esperava isso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Nós não levamos em consideração a possibilidade de que o amor de


um humano podia ser tão forte como o de um companheiro. Não vemos isso
com frequência, —disse Mikhail. — Mas esta é a perda de um humano, não
a perda de um companheiro. Isso aconteceu muito rápido. Fomos salvos de
tal evento porque perdemos cor e emoções durante um longo período de
tempo, de modo que mal percebemos que estavam desaparecendo ao longo
desses duzentos anos. Para ter tudo apagado em um só momento iria enviar
um homem à loucura.
Gregori sacudiu a cabeça. — Isso não vai acontecer. Temos que tirá-lo
daqui. Somos vulneráveis aqui.
— Eu os sinto também, —Mikhail disse severamente. — Caçadores
humanos. A sociedade está nesta montanha, arrastando-se atrás de alguém.
Ainda assim, eles estão a milhas de distância.
— Eu posso ficar para trás e caçá-los. —André ofereceu. — Leve Gary
para casa e coloque-o no chão. Tente curá-lo, Gregori. Nós não podemos
perdê-lo.
— Há grandeza dentro dele. —Mikhail disse suavemente. — Ele está
destinado a fazer grandes coisas para o nosso povo. Eu deveria ter sentado
com Gabrielle depois que eu a converti e explicado suas obrigações como
mulher dos Cárpatos. Eu não fiz. Eu pensei que sua irmã faria. Pensei que
outros iriam ajudá-la no aprendizado, mas no final era minha
responsabilidade e meu fracasso.
— Nenhum de nós poderia ter previsto isso, —disse Gregori, abaixando
para colocar Gary em pé. Os olhos de Gary queimavam com fúria escura.
Ele poderia prender seu irmão controlando-o com a ajuda de Mikhail, já que
compartilhavam da mesma linhagem.
— Não, mas poderíamos ter ajudado Gabrielle a se ajustar ao nosso
modo de vida, então ela não se sentiria tão dependente de Gary. Nós
praticamente os jogamos juntos. Desde o início, eu estava inquieto sobre seu
relacionamento, mas ainda assim, eu não interferi, —Mikhail admitiu. — Eu

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

pensei que, uma vez que Gary tornou-se totalmente Cárpato, ele iria entender
que eles não estavam destinados um ao outro. Eu não levei em consideração
o amor humano, fosse tão real.
— Mikhail, —Gregori alertou. — Nós temos que ir agora.
— Eles estão ainda a uma distância. —Mikhail olhou na direção dos
portões do mosteiro, franzindo a testa. — Eu não gosto de deixá-la para seu
companheiro. Aleksei não entende o que estava acontecendo, e ele está muito
perto de se converter.
— Nenhum daqueles que habitam o mosteiro juraram lealdade a você,
—disse Gregori. — Você não pode correr o risco de ir lá. Gabrielle tem um
companheiro, e como eles escolhem consertar essa bagunça está sobre eles,
não você. Temos que ir. Rápido. Agora.
Uma agitação na mente de Gregori surpreendeu a ambos. O escravo
estava lá, um frenesi assassino provocado pela perda repentina de toda a
emoção e a influência derramada de séculos de muitas batalhas, muitas
mortes rápidas demais para uma mente poder lidar com isso.
Eu posso senti-los. Lá em baixo. Ansiosos para matar. Me deixem para trás, e
eu vou mantê-los longe do príncipe. —Gary usou o caminho telepático mais
comum de todos os Cárpatos, para que pudesse não só Mikhail e Gregori
ouvi-lo, mas também podia qualquer outro Cárpato na área, incluindo os
antigos.
Gregori ouviu seu irmão distintamente. Ele ainda estava lá. Diferente.
Mas sua mente estava lá. A mente inteligente de Gary foi rápida e sem medo.
É muito perigoso para você, agora. Gregori respondeu. André pode cuidar
desta ameaça. Você vem comigo de volta para nossa casa para proteger Mikhail.
Eles têm novas armas. Armas que André ainda não viu. Eu tenho investigado
a sociedade e encontrei alguns de seus esquemas. Eles poderiam matá-lo ou aqueles
dentro do mosteiro.

87
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Eles sabiam que Gary estava se referindo a Gabrielle. Apesar, de suas


memórias estarem desaparecendo rapidamente. Ela seria a última para ele.
A lembrança do amor que a maioria dos Cárpatos tentava segurar. Amor da
família. De irmãos e amigos. Ele perderia inclusive isso, mesmo que se fosse
a qualquer momento, tão rápido quanto a perda de cor e emoção, suas
memórias dessas emoções poderiam ir a qualquer momento. Ele ficaria
apenas com sua honra para sustentá-lo. E ele manteria a escuridão de todos
os antigos que tinham ido antes dele.
Eles não vão me matar. André assegurou. Nem vão matar os antigos.
— Precisamos falar com os irmãos De La Cruz. Eles precisam vigiar
Luiz. A mesma coisa vai acontecer com ele. —Disse Mikhail.
— Vou chamá-los do meu celular. —André formou um leve sorriso. —
Imaginem Zacarias com um telefone celular. Seus irmãos o chamando
apenas para deixá-lo louco. E as mensagens de texto de Josef. Como eu sei
isso? Zacarias tinha algumas palavras para me dizer sobre isso a última vez
que o vi.
Até mesmo Gregori deu uma pausa com a ideia de alguém chamando
Zacarias De La Cruz em um telefone celular.
Precisamos levar o príncipe daqui. Gary estava claramente se puxando de
volta, assumindo o controle.
Gregori estava um pouco chocado que ele já era forte o suficiente para
fazer isso. Ele trocou um longo olhar com Mikhail. Ele tinha se apoderado
de seu irmão com a ajuda do príncipe, impedindo-o de se mover, impedindo-
o de matar alguém. Precisou dos dois para controla-lo, e os dois juntos eram
extremamente fortes. Ainda assim, foi uma luta. Agora, Gary estava
exibindo sinais de que tem força para pensar claramente, quando seu cérebro
não deveria ser capaz de processar nada, além de matar.
— Gary tem razão, Mikhail. —Ele concordou. — Nós precisamos tirar
você daqui. André, nenhum vestígio pode ser deixado para trás.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Mikhail suspirou. — Você nunca vai mudar, Gregori.


— Não quando se trata de sua segurança.
— E Gary vai ser igualmente ruim.
Liberte-me.
Não com uma ameaça tão perto para o príncipe. Não com Gabrielle presa no
mosteiro! Mikhail respondeu a Gary, poupando Gregori.
Não posso fazer nada para ajudar Gabrielle. Eu posso ajudar a proteger o nosso
príncipe.
Mikhail levantou uma sobrancelha para Gregori e balançou a cabeça
ligeiramente. Estava lá, esta clareza, mas Gary era também uma pessoa
extremamente inteligente. Ele trabalhou em muitas de suas estratégias de
batalha. Ele poderia tão facilmente, mesmo em seu estado atual, acalmar a
todos em uma falsa sensação de segurança. Ele estava pensando e isso era
um bom sinal, mas eles estavam muito perto de Gabrielle, e se aqueles
começando a subir a montanha realmente eram membros da sociedade vindo
para caça-los, Gary poderia facilmente ser derrubado na borda da escuridão
permanente para matar, e isso era algo inadmissível, mesmo para salvar o
príncipe.
— Nós estamos indo. —Gregori empurrou o queixo em direção a
Mikhail, e o príncipe balançou a cabeça, um pequeno sorriso suavizando suas
feições duras.
— André. Bom te ver. Espero encontrar a sua companheira em breve.
Raven estava muito contente quando chegou a nóticia de que você tinha
encontrado Teagan. Ela gosta muito de você.
— Mikhail. —Gregori grunhiu seu nome, a paciência tinha ido. — Seus
inimigos estão por toda parte. Nós não temos nenhuma ideia de quão perto
qualquer um daqueles no mosteiro estão. E nós precisamos colocar Gary no
chão. —Ele jogou o seu trunfo, sabendo que Mikhail gostava de Gary.

89
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Felizmente, Gary entendeu o que ele estava fazendo e permaneceu em


silêncio.
Mikhail mudou imediatamente e se elevou para o céu. Gregori esperou
que o corpo de Gary mudasse, ficando em sua mente, assim como fez
Mikhail. Gary fez isso com tanta rapidez e precisão, que Gregori encontrou-
se pensando o quanto das informações que os antigos na linha dos
Daratrazanoff lhe tinham dado que o homem já havia processado. Ele estava
"fazendo" isso a uma velocidade alarmante.
Mikhail está correto, Gary. Disse Gregori. Você vai fazer grandes coisas para
o nosso povo, mais do que você já fez. Mantenha a sua honra, irmão. Segure-se a ela e
quando não existir nada mais para você, você vai ter isso.
Eu vou.
Duas palavras, mas Gregori sentiu a verdade delas. A sinceridade. Ele
sempre soube. A partir do momento que ele conheceu Gary, quando
caminhavam pela rua juntos em Nova Orleans, ele sabia, então, que este
homem estava ligado a ele. Ele mudou e se elevou para o céu, os dois
Daratrazanoff fazendo o que sempre fizeram, posicionando-se em cada lado
do seu príncipe para o longo voo para casa. Eles estavam a muitas e muitas
milhas da Roménia, onde todos eles residiam, e que seria necessário uma boa
parte da noite para voltarem.
Ao longe, eles ouviram o som de um rifle. Eles estavam muito alto, no
meio do nevoeiro e o atirador estava mais próximo à parte inferior da
montanha, mas ainda assim, todos eles sabiam que não era nenhum caçador,
mas sim um dos membros da sociedade ansioso para fazer uma matança.
Como é que eles poderiam saber que não somos nada mais do que parece?
Mikhail perguntou para André através de seu vínculo telepático comum, de
repente preocupado com os antigos no mosteiro.
Teagan pode se sintonizar com os vampiros e seguir o caminho direto para seu
covil. André admitiu um pouco relutante. Eu acredito que é a sua avó com aqueles
homens, e ela tem o mesmo talento.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

André. Teagan respirou seu nome. Encheu-o com angústia. A sensação


de que ele a tinha traído. Você não sabe disso.
Teagan, nosso primeiro dever, sempre, é o príncipe. Sem ele, nosso povo está
perdido. Seu filho ainda é muito jovem para assumir o manto. Ele é muito pequeno
para ser um recepiente para o nosso povo. O príncipe deve permanecer vivo ou todos
nós morreremos e nossa espécie será extinta. André fez o seu melhor para explicar
a sua companheira.
Teagan era jovem. Ela tinha sido humana e ele tinha recentemente
convertido ela. Ela tinha vindo para as montanhas dos Cárpatos, em busca
de uma pedra ou gema específica, que iria ajudá-la a "curar" sua avó de sua
crescente loucura. Sua avó acreditava em vampiros e tinha ido tão longe
quanto ao ponto de adquirir um kit de caça-vampiros pela Internet. Sua
família havia tentado convencê-la a parar de falar sobre eles e, em seguida,
mandou-a para profissionais. No final, Teagan, com medo pela sanidade de
sua avó, tomou o assunto em suas próprias mãos e fez uma viagem para as
Montanhas dos Cárpatos, só para descobrir que sua avó estava certa e todo
mundo estava errado.
O problema era, que sua avó não discernia entre um vampiro e um
Cárpato. Ela não tinha ideia das pessoas perigosas, cruéis, que viajava com
ela.
Teagan saiu da névoa, caminhando em direção a ele, tomando-lhe o
fôlego, como sempre fazia quando ele punha os olhos nela. Ela era linda, não
havia dúvida sobre isso, mas era mais, ela estava tão viva quanto os vivos.
Ela possuía muita vivacidade. Neste momento, ela estava muito infeliz com
ele, e não havia nenhuma leitura errada nesse olhar em seu rosto. Com
Teagan, o que você via era o que você tinha. Ela adorava a sua avó. A família
era muito importante para ela.
O perigo, André decidiu de trazer os seres humanos para seu mundo,
era que levaria muito tempo para que eles percebessem a importância de
proteger o príncipe e seus filhos. Eles não podiam entender que um homem

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

segurava todo o futuro de sua espécie, que o tornavam vulnerável a ataques


de fora.
Sua avó estava sendo usada como um peão, ou ela era simplesmente
fanática. Se fosse o último, André sabia que ele teria que matá-la. Se ele a
matasse, Teagan teria um tempo difícil em perdoá-lo. Ainda assim, ele teria
que fazer, e os companheiros não mentiam para o outro.
— Ela não é má. —Teagan falou. — Ela está sendo enganada.
— Independentemente disso, ela está com quatro homens, Teagan.
Quatro homens que vieram aqui determinados a matar-nos. Você ... Eu. Os
homens no mosteiro. Ela esta trazendo eles direto a nós. Nós vamos ter que
pará-los.
— Eu não sabia que você era diferente quando te conheci, André, e ela
também não sabe. Podemos encontrá-los na trilha casualmente e dizer que
nós estamos acampados para nossa lua de mel. Porque nós somos recém-
casados, e vai parecer natural que nós querermos ficar sozinho, mesmo nas
horas do dia. —Teagan se aproximou, colocando a mão em seu peito e
olhando para ele.
Seu coração deu uma cambalhota lenta quando ele olhou em seus
olhos. Ele lhe daria o mundo se ele pudesse. Ele queria dar-lhe isto. Eles
estariam caminhando direto para o acampamento do inimigo. Ele não tinha
nenhuma dúvida de que ele teria feito isso por conta própria, mas trazer
Teagan junto era uma loucura.

— É perigoso, sívamet . Essas pessoas mataram muitos de nós. Eles


encontram os nossos lugares para dormir e nos matar quando não temos
nenhuma maneira de lutar contra eles. Eles matam os inocentes. Eu duvido
que eles já tenham matado um vampiro de verdade em suas vidas. Sua avó é
a única trazendo-os a nós, abusando de um dom especial.
_____________________________
Sívamet – meu coração

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Mas ela não sabe o que é que ela está fazendo. —Teagan insistiu. —
Ela é engraçada e inteligente e gosta de ser sarcástica, mas ela não mataria
uma pessoa inocente. Ela só não sabe.
— Teagan. —Ele disse o nome dela suavemente. Amorosamente.
Ela balançou a cabeça. — Não faça isso. Ela é minha avó, André.
Ela piscou para ele com os olhos de chocolate escuros, e esses cílios
exuberantes que nunca deixaram de lhe tirar o fôlego. Ela estava puxando
todos os pontos, e porque ela era o mundo para ele, ele sabia que era
suscetível. Ainda assim. Era perigoso.
— Mesmo se você fosse convencê-la, Teagan—e não estou dizendo que
permitirei que você corra esse risco—seus amigos não vão se importar de
uma forma ou de outra. Eu tenho visto sua espécie muitas vezes. Eles não
toleram os diferentes. Eu sou diferente. Você é diferente. Os antigos acima
no mosteiro são diferentes. E eles não virão até nós a noite. Eles sabem
melhor. Eles vão atacar durante o dia, quando estamos vulneráveis.
André sabia que ele não conseguiria convencê-la. Ela amava a sua avó
Trixie e ela não ia voltar atrás sobre o assunto. Ele pegou sua mão e levou as
pontas de seus dedos para o calor de sua boca.

— Csitri . —Mais uma vez ele usou sua voz nela. Suave. Hipnotizante.
Amorosa. Seda pura e aveludada que sempre á sacudia. Ela não era imune a
sua voz.
— Ela é minha avó. Ela me criou. Imagine como se sentiria, André, se
você tivesse que sequer pensar em matar alguém que você amasse.
Ele fechou os olhos brevemente. Ele tinha destruído várias pessoas que
ele se importava. Amigos que ele tinha crescido. Amigos que haviam perdido
a luta contra a escuridão dentro deles—escuridão que Teagan o tinha
_______________________
Csitri – pequena

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

salvado.
— Você não pode jamais ser cegado pelo amor, Teagan. Por qualquer
coisa. Nós vamos estar em perigo a cada momento que estivermos na
companhia dos seres humanos. A menos que você possa sentir a ameaça,
como fazemos agora, porque eles estão nesse modo, você pode estar bem ao
lado de um membro da sociedade e não saber disso.
— Ela não é má.
— Eu, em nenhum momento, disse que sua avó era má, Teagan. —Ele
emoldurou o rosto com as duas mãos, inclinando sua cabeça para que ela
fosse forçada a encontrar seus olhos. — Você a ama. Você quer ela segura.
Vou mover céus e terra para conseguir isso para você. Mas, csitri, você tem
que entender o que eu estou dizendo para você ou eu não posso ter você em
qualquer lugar perto dessas pessoas. Eles são perigosos. Eles iriam matá-la
sem sequer pensar duas vezes sobre isso. Eu tenho que saber que você está
comigo. Eu. Seu companheiro. Não sua avó.
— Eu não posso estar com vocês dois? —Ela perguntou em voz baixa.
Ele passou o dedo na sua pele cor de mocha macia. Uma pele bonita.
A sua linda empata. — Não, sívamet. Não desta vez. Desta vez temos de ir a
esta situação com o conhecimento que as coisas podem dar errado. Se isso
acontecer, eu tenho que saber que posso confiar em você para tomar conta
das minhas costas—que não importa o quão difícil seja, você possa aceitar as
minhas decisões.
Seus olhos procuraram os dele. Ele gostava disso em Teagan. Ela
pensava nas coisas por si mesma. Ela gostava de tagarelar quando estava
nervosa, algo que ele descobriu que gostava demais, mas ela era sempre se
focava quando o assunto era sério. Ela sabia o que ele queria dizer. Ela sabia
que sua avó poderia enfrentar uma sentença de morte e ele não hesitaria se
ela ficasse com os membros da sociedade fanática. Ainda assim ... Ela
mordeu o lábio. Era sua avó. A mulher que a tinha criado.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Trixie teve uma vida difícil. Ela teve sua única filha aos quinze anos.
Uma criança criando um filho. Ela amava a filha com todo o seu coração e
gastou cada minuto do dia em seu cuidado e educação. Ela queria que sua
filha tivesse tudo o que ela não teve. Ela chamou sua filha de Sherise e a
amava mais do que qualquer outra coisa. Quando Sherise se apaixonou no
ensino médio e repetiu o mesmo erro de Trixie, ficando grávida aos dezesseis
anos, Trixie continuou amando ela. Felizmente, o homem pelo qual Sherise
se apaixonou também a amava, e casou-se com ela. E mudaram-se com
Trixie.
Teagan nervosamente mordeu o lábio. Sua avó era uma mulher
extraordinária, muito brilhante, e ela tinha tido a chance de uma boa
educação, em um lugar diferente, Teagan sabia que ela teria se destacado.
Mas, como tudo resultou, dedicou-se em fazer uma família. Ela trabalhou
duro até que ela tinha dinheiro suficiente para mudar-se com Sherise, seu
marido, Terence, o bebê e ela mesma para outra parte da cidade muito
melhor. Ela trabalhou muitos para que pudessem continuar os seus estudos.
Sherise teve três filhas com intervalos de dezoito meses de diferença.
Terence conseguiu terminar seus estudos, arrumou um bom trabalho como
contador e felizmente criaram suas garotas até que ele ficou fatigado e
doente. Ele morreu de câncer quando ele tinha apenas vinte e quatro anos de
idade. Sherise e suas três filhas voltaram a morar com Trixie e ela nunca
protestou, nenhuma vez, por ter que ajudar sua filha a criar seus bebês.
— Teagan.
Teagan fechou os olhos. Ela mal podia resistir a voz de André. Não
quando ele falava o nome dela assim. Parecia uma seda aveludada
acariciando sua pele. Ela se inclinou para ele e apertou os lábios em sua
barriga lisa, direto sobre o umbigo dele. Ela o amava. Pura e simplesmente,
ela o amava.
— Eu te mostrei o que minha avó fez para sua família em minhas
memórias. Minha mãe não se aproximou de outros homens durante anos. E
então ela conheceu Charles no lugar onde ela trabalhava. Ele era branco, mas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

isso não importava para ela. Ela pensou que eles estivessem apaixonados.
Ela ficou grávida de mim. Depois de tantos anos de não estar com um
homem, ela finalmente escolheu um que a deixou no momento em que ele
descobriu sua gravidez.
Ela olhou para peito duro de André. Ela não queria olhar nos olhos
dele. Ela sabia que quando se tratava de questões de segurança, ele era
implacável. Ainda assim, era sua avó, e ela tinha que tentar fazê-lo
compreender. — Ela morreu nos braços de minha avó, André. Dando à luz
a mim. Ela morreu. A única filha da minha avó.
Ela traçou círculos em seu peito. — Ela cuidou de todas nós. Minhas
irmãs e eu. Eu era um bebê recém-nascido. Meu pai era branco. —Ela
finalmente levantou os olhos para ele. — Ela me amou, André, apesar do
fato de que sua única filha, morreu dando á luz a mim. Eu tirei-lhe a filha
amada, mas ela me amava de qualquer maneira. Ela é toda sobre a família.
Ela amava minhas irmãs. E mais uma vez, ela trabalhou duramente para que
pudéssemos ter educação. Ela queria que nós tivéssemos as escolhas que ela
nunca teve. Ela deu isso para nós.
Ela estava desesperada para ele entender. — Se você tem que fazer isso,
você pode separá-la deles. Levar ela para um algum lugar seguro, como a
nossa caverna, para me dar uma chance de explicar a diferença. Ela não
poderia me machucar com você por perto.
Ela sentiu André tomar uma respiração profunda e ela sabia que ele
tinha sido convencido. Ele acenou com a cabeça. — Mas, a sério, Teagan.
Você me conhece. Se eu disser a você para fazer algo, você faz isso sem
nenhuma pergunta.
Isso foi um aviso total e ela sabia que ele quis dizer isso. Ela acenou
com a cabeça, porque se não o fizesse, ele não iria deixá-la ir. Ela conhecia
ele agora, por dentro e por fora, e havia certas coisas que ele não abria mão
nem uma polegada. Em sua mente, ele estava fazendo uma grande concessão
em levá-la junto, então ela tinha que lhe dar algo em troca.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você vai ter que confiar em mim de que eu vou olhar sempre por
você e sua avó.
Ela acenou com a cabeça dela novamente. Ela confiava nele. Não havia
dúvida em sua mente que se ele dava sua palavra, ele faria exatamente o que
ele prometeu. Ela subiu na ponta dos pés, os braços indo ao redor de seu
pescoço para trazer a cabeça para a dela para que ela pudesse escovar os
lábios nos dele. Ele inclinou a boca sobre a dela e assumiu o controle do beijo,
o que fez seu estômago cair como em um mergulho de montanha-russa.
Ela amava seus beijos. A sério, adorava-os. Seus beijos deveriam ter
sido uma inspiração para toda a humanidade. Eles eram elétricos,
disparando pequenas cargas de relâmpago branco em suas veias direto para
o seu sexo, por isso tudo o que ela conseguia pensar enquanto ela estava
beijando ele era arrancar suas roupas. Francamente, essa parte de ser
Cárpato, a facilidade de entrar e sair de roupas—e botas elegantes—era uma
das melhores coisas. Isso e não ter que pagar as roupas e botas. Como isso
não poderia ser legal?
— Teagan.
Lá estava ele. O nome dela. Aquela voz. Enrolando os dedos dos pés.
Ela adorava isso. Ela simplesmente amava André.
— Hum ... —Ela levantou os olhos para o rosto dele.
— Sivamet. Quando estou beijando você, você pode considerar esquecer
roupas e botas por um momento. Prefiro que sua mente esteja em mim.
Ela riu suavemente. — André, só para sua informação. Minha mente
está sempre em você. Vamos antes que eu esqueça tudo, e você deixe minha
avó muito tempo caminhando nesta montanha. Quero dizer, francamente, o
que no mundo ela está pensando sobre caminhadas e acampar na natureza
selvagem na idade dela?
André pegou a mão de Teagan e eles caminharam juntos longe dos
portões do mosteiro. Eles estavam nas brumas e ele não tinha medo de ser

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

visto, mas o seu sistema de alarme estava ativo. Ele estendeu a mão, desta
vez para um dos antigos dentro do mosteiro, um antigo que lhe dera sangue.
Ele tinha estabelecido uma comunicação telepática mais privada entre eles.
Fane.
Houve um pequeno silêncio. André não estava certo se o antigo
responderia ou não. Todos eles dentro daquelas paredes estavam muito perto
de se converter. Fane era o guardião reconhecido e isso disse muito por sua
capacidade de permanecer no controle. Ele não estava tão longe quanto os
outros.
Eu estou aqui.
André se encolheu um pouco com o tom. Fane não queria se comunicar
com ele. Nenhum deles queriam. Eles precisavam da distância dos outros, e
agora com uma mulher dentro da segurança de seus portões, todos eles
tinham que estar no limite.
Duas coisas e então vamos deixar este lugar. Um aviso a todos vocês. Há um
grupo de viajantes, liderados por uma mulher—uma mulher relacionada com minha
companheira. Ela pode localizar a todos nós. Conduz os outros diretamente para nós.
Um dom. Teagan tem utilizado o dela para encontrar o local de descanso dos
vampiros. A avó dela se envolveu com os membros da sociedade. Eles têm novas armas.
Que equilibram o campo de jogo quando eles nos atacam. Além disso, com esta mulher,
eles têm a capacidade de encontrar este lugar.
Mate ela.
Espero poder evitar isso, mas se eu não tiver nenhum outro recurso, então eu
vou.
Obrigado pelo aviso.
André sabia que se ele não matasse a avó do Teagan e ela cometesse o
erro de levar os outros ao mosteiro, os antigos iriam matá-la. Infelizmente,
engajar-se em uma batalha para qualquer um deles, onde eles seriam forçados
a tomar mais vidas poderiam enviá-los ao longo da borda.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Só mais uma coisa. Minha mulher—você a conheceu então sabe que ela é
verdadeira—ela acredita ter encontrado uma maneira de trazer a todos vocês um
pequeno alívio e ganhar mais tempo. Eu a encontrei quando eu desisti. Eu acredito
que há mulheres humanas com habilidades psíquicas que sustentam a outra metade
de cada uma de suas almas.
Fane ficou em silêncio novamente o que pareceu um longo tempo. Cada
um de nós tem procurado em todo o mundo, ao longo dos séculos, e não encontramos
a mulher que iria nos salvar. Mesmo enquanto falamos, estamos todos conscientes da
rejeição da mulher de Aleksei. Se não há esperança para ele, um homem de tal honra,
não há ninguém para o resto de nós.
Sempre há esperança, Fane. Eu aprendi essa lição. Teagan ensinou-me isso.
Temos acesso agora a um banco de dados de mulheres psíquicas. Temos a intenção de
encontrá-las antes que os membros da sociedade façam. Foram eles que criaram o
banco de dados.
Estou longe do mundo exterior há muito tempo, velho amigo. Eu não entendo o
que você quer dizer.
Temos aprendido que as mulheres humanas com habilidades psíquicas podem
ser companheiras para nossos homens. Acreditamos que Vlad enviou aqueles de nós a
quem ele sabia ter essas mulheres como companheiras em outros tempos, então eles não
iriam ser mortos na guerra. Ele tinha o dom da premonição. Todos sabemos disso. Se
ele soubesse que cada um de nós tinha uma companheira e teríamos que aguentar até
a hora certa, você sabe que ele iria nos mandar para fora.
Ele sentiu Fane de repente ficar em alerta. Enviá-los para fora para
suportar até quando nascessem suas companheiras seria algo que Vlad faria.
Ele tinha pedido voluntários quando ele enviou os caçadores em outros
mundos, mas ele foi muito específico sobre os outros, André, sendo um deles.
Cada um dos antigos dentro do mosteiro, ele tinha pedido pessoalmente.
Então é isto. Houve especulação na voz de Fane. E sua mulher pode nos
ajudar a aguentar um pouco mais.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Acreditamos que sim. Ela não teve a oportunidade de experimentar, mas ela está
disposta, se um de vocês lhe permitir.
Teagan apertou os dedos ao redor dos de André. Fane também tinha
lhe dado seu sangue. Ele disse que tinham uma conexão estranha que ele não
podia explicar, mas talvez tenha sido isso. Talvez ela era a única a dar-lhe
esperança, bem como trazê-la para os outros antigos. André esperava isso.
Os três antigos mais próximos dele—os trigêmeos cuja família o tinha
adotado quando ele perdeu sua própria—estavam muito perto da borda. Eles
tinham ido para os Estados Unidos e ele pretendia os seguir. Ele esperava
que Teagan pudesse aliviá-los também.
Explique este banco de dados. O que é isso?
A sociedade compilou nomes de mulheres com capacidades psíquicas e guardou
tudo em um só lugar. Nós conseguimos t deles. No processo, descobrimos que os
vampiros tinham se infiltrado na sociedade ...
Os vampiros nunca iriam se associar com os seres humanos a não ser para
destruí-los. Eles não têm tanta disciplina.
Fane. Eles têm agora. Vampiros Mestres têm vindo a recolher seguidores—
vampiros menores. Eles os usa como peões. Os vampiros mestres formaram uma
aliança na América do Sul e planejaram assassinar Mikhail Dubrinsky. Eles
praticaram seu plano primeiro sobre os irmãos De La Cruz. Agora, eles são uma
ameaça muito grande para o nosso povo.
Houve outro longo silêncio enquanto Fane tentava processar como o
mundo tinha mudado enquanto ele e seus irmãos tinham se trancado no
mosteiro. Isto não poderia estar acontecendo. Vampiros são vaidosos e nunca seriam
capazes de resistir a matar uns aos outros.
André não discutiu. Ele nunca discutia. Ele disse a Fane a verdade.
Alguns dos vampiros mestres eram mais astuto, e eles buscavam o poder. Tendo
vampiros menores que os cercavam e alimentava seus egos, permitiu-lhes mais poder.
Isso não é bom, André. Nós não tínhamos ideia.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Avise aos outros. Eu farei o meu melhor para livrar a ameaça para vocês, mas
se algum passar por mim, entenda com o que você pode estar lidando. Os membros da
sociedade também usam drogas—drogas que podem nos paralisar.
Fane manteve uma presença em sua mente. E, em seguida, André
sentiu ele alcançar Teagan. Imediatamente ele estava lá, um escudo,
impedindo Fane de fazer mais do que um exame superficial. Ele permitiu
que seu velho amigo visse sua determinação, mas se recusou a deixá-lo ir
mais fundo em sua mente. Fane pareceu respeitar os limites, porque ele não
empurrou.
Quando você tiver nos livrado dessa ameaça, traga de volta sua companheira.
Eu vou deixar ela tentar suas habilidades curativas em mim. Se ela for bem-sucedida,
sem dúvida, alguns dos outros lhe permitirá experimentar sobre eles também.
André não poderia pedir nada mais do que isso. Ele sabia como era
viver na escuridão total, século após século fluindo para o outro até que não
houvesse diferença e nenhuma maneira de marcar o tempo, tinha seu preço.
Quando você adiciona a caçada e matança de velhos amigos e até mesmo a
família, o número de vítimas ficava muito pior até que fosse sua própria alma
que pagasse o preço final. Quando já não se podia sequer ouvir o sussurro da
tentação, já era hora de ir. Mais uma batalha. Mais uma morte. Que poderia
facilmente ser o único empurrando um antigo sobre a borda. Depois de viver
uma vida de honra, isso seria o pior destino possível.
Arwa-arvo olen isäntä, ekäm — Que a honra o mantenha, meu irmão. André
sussurrou telepaticamente na língua do seu povo. Essa era a intenção.
Pedindo para Fane aguentar um pouco mais.
Sívad olen wäkeva, hän ku piwtä — Que o seu coração fique forte, caçador.
Fane respondeu de volta.
André pegou a mão de Teagan. — Lembre-se do que eu te disse. Eles
dispararam contra as corujas voando. Não podemos correr nenhum risco.
Caminharemos para baixo como seres humanos. Vou montar um
acampamento fora do caminho, nas rochas onde fica o penhasco que você

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

escalou. Nós vamos encontrá-los acidentalmente. Estamos gastando nosso


tempo sozinho aqui depois do nosso casamento.
— Eles podem verificar alguma coisa na Internet, André, —advertiu
ela. — Nós ainda não somos casados.
Ele lhe deu um olhar. Aquele olhar que lhe dizia que ela era casada.
Ela estava ligada a ele no caminho de seu povo. Os votos já foram ditos. Eles
eram casados. Mais do que casados. Era impossível separá-los. Um não
poderia sobreviver muito bem sem o outro.
— Josef já entrou com nossos papéis, Teagan. Somos oficialmente
casados. Uma vez eu te disse que nunca usei sobrenomes porque não
significavam nada para mim. Não até que eu conheci você. Você tem o meu
nome. —Ele olhou para ela, seu olhar se movendo sobre o rosto dela. — É
importante.
Ele viu os olhos dela ficarem suaves. Derretendo o chocolate escuro.
Seus cílios vibraram, ele queria beijar sua boca arrebitada, e assim o fez. Ela
era irresistível. Sua boca era um refúgio aniquilando com o seu passado, um
período solitário e escuro que tinha ido de século após século, assim como
Fane e os outros antigos sofriam.
Ela colocou os braços ao redor da cintura dele, pressionando seu corpo
ao dele, os seios pressionados contra ele. Ela era muito mais baixa e ele
sempre achava que quando os seios macios roçavam em sua virilha, seu pau
saltava à vida, à procura de um lugar quente para descansar.
— E importante, —ela murmurou contra sua boca. — É bom que o
mundo exterior saiba, que somos casados, mas minha avó não vai ficar feliz.
Tenho certeza de que ela está vindo aqui para me impedir de cometer um
erro. Ela acha que você está envolvido em uma quadrilha de tráfico humano
ou algum sheik que vai me colocar em seu harém no deserto.
Ele passou a mão sobre a parte de trás de sua cabeça. Teagan sempre
trançava seu cabelo quando eles estavam ao ar livre. Filas e filas de trancinhas
que eram apertados sobre a cabeça e amarradas para trás em um rabo de

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

cavalo grosso que caía até a cintura. Ele se opôs no princípio. Ele amava seu
cabelo e preferia eles soltos. Ela obedecia quando estavam sozinhos dentro
da caverna onde eles tinham um lugar de descanso, e ele se contentou com
isso—para o momento.
— É melhor continuarmos descendo a montanha, sívamet. Precisamos
saber com o que estamos lidando, e eles estão a uma boa distância. Eu quero
viajar como ser humano, apenas no caso. Se eles podem atirar em corujas,
suspeitando ser mais do que a vida selvagem natural na área, eles têm alguém
além da sua avó ajudando-os. —Sua voz era mais sombria do que ele queria
que fosse.
Ela teve um leve tremor, segurando seu olhar. — Você acha que tem
um vampiro viajando com eles?
— Eu acho que é incomum para eles, atirar em três corujas voando fora
de uma névoa que é tão grossa e cheias de salvaguardas como aquelas em
torno do mosteiro. Sua avó pode ouvir as notas musicais, e talvez detectar o
mosteiro, mas quando assumimos a forma de uma coruja, somos aquela
criatura. As notas estariam em perfeita harmonia. Ela não era a única
apontando para Mikhail, Gregori e Gary quando eles voaram para longe.
Teagan virou-se e começou a se mover rápido para descer a montanha.
— A vovó Trixie esta em perigo, André?
Ela já sabia a resposta ou ela não estaria praticamente correndo. Ele
estendeu a mão e pegou o braço dela.
— Desacelere. Estamos na nossa lua de mel e temos que jogar essa
parte. Sua avó sabe que você gosta de caminhar e escalar. Ela vai pensar que
é o que você está fazendo e ela vai convencer aos outros que não somos
suspeitos.
— O quanto é perigoso? —Ela exigiu.
— Ela está viajando com pelo menos quatro membros de uma
sociedade que mata indiscriminadamente. Eles são fanáticos, e isso significa

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que não há nenhum raciocínio com eles. Muito provavelmente há algo mais
em jogo aqui. Um vampiro. Um fantoche de um mestre. Talvez as duas
coisas. Se houver um vampiro, por agora, sua avó vai saber que ela está com
problemas. A fim de continuar viva, ela terá que ser muito, muito cuidadosa.
— Ela é muito inteligente, André. Vovó Trixie não teve uma educação
formal, mas ela é brilhante. Se algo não estiver certo, ela vai saber
imediatamente.
— Então ela está com mais problemas do que nunca. —Ele não ia
mentir. Ele não podia mentir para ela, nem mesmo para remover a ansiedade
de sua mente. — Mas, csitri, vamos ter certeza de que ela esteja segura.

abrielle prendeu a respiração. Ela nunca tinha visto um homem tão


assustador como Aleksei e ela tinham estado em torno de bastante Cárpatos,
mesmo antigos, por um longo tempo agora. O próprio ar vibrava com sua
escuridão. Com sua fúria. Ele definitivamente estava no limite de seu
controle e isso sozinho quase tinha feito ela correr dele. Seus olhos brilhavam
como fogo. Como em chamas. Ela podia vê-los.
Ela inspirou, esvaziando seus pulmões, fingindo que estava fazendo
respiração meditativa, sentada em modo de meditação como se ele não
estivesse assustando a merda toda fora dela. Ela desejou que fosse como seu
irmão e irmã e poderia encontrar diversão em qualquer situação, como
faziam, mas seu coração batia forte e sua boca ficou seca. Ainda assim. Ela

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

se manteve firme. Ela não ia fugir. Ela iria segui-lo onde quer que ele fosse.
Ela devia isso a ele, e ela estava determinada a fazer isso.
— Coloque-se no chão, mulher. —Aleksei vaiou cada palavra, seus
olhos verdes brilhantes e sua boca definida com ameaça absoluta.
Ela ergueu o queixo. — Eu vou segui-lo aonde quer que vá. É meu
direito como sua companheira você me rejeitando ou não.
Ele rosnou. Não baixo, mas um estrondo, assustador, um rosnado
ameaçador. Como um tigre pode fazer antes que ele se lançasse sobre você e
te rasgasse em pedaços. Ela piscou e cavou seus dedos em suas coxas. Seu
olhar caiu para suas mãos. Inspecionando os nós dos dedos brancos.
— O jelä peje terád, emni. —Ele disse as palavras baixa desta vez, em sua
própria linguagem, e por algum motivo, isso foi pior que o rosnado.
Ela ergueu o queixo, tentando controlar o tremor. — Eu não sei o que
isso significa. Eu não sei a linguagem dos Cárpatos.
Algo se moveu em seus olhos. Algo diferente. Não era gentil. Não era
suave, mas ainda assim, ela tinha chegado até ele. Ela não sabia o idioma.
Algumas palavras talvez, mas essas palavras não tinham soado muito
agradáveis.
— Isso significa ‘que o sol queime você, mulher’.
Não. Definitivamente não é bom. Ela se encolheu. — Eu suponho que
é o que estamos fazendo aqui, não é? Sentados em campo aberto, esperando
o sol nascer? —Ela tentou um sorriso fraco. — Pelo menos você sabe que vou
obedecer a essa ordem.
— O que há de errado com você? Você é uma lunática? Insana?
Ela umedeceu os lábios, e essa pequena ação teve seu olhar caindo para
sua boca. Ela viu o corpo dele estremecer como se ela tivesse dado um soco
nele. Ela provavelmente era uma lunática. Caso contrário, o que ela estaria
fazendo no meio do pátio do mosteiro, rodeada por antigos que estavam lá
para garantir que Aleksei na verdade se matasse? Eles acreditavam que ela

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

havia traído um deles e merecia a morte, ela sentia o peso de seus olhos,
embora ela não pudesse vê-los.
Seus dedos torciam firmemente o tecido do seu jeans vintage macios.
— Eu não acho que sou. Mas estou tão confusa, que eu poderia estar.
— Coloque. Você mesma. Dentro. Da. Terra.
Seu coração quase parou de bater. Ela realmente, realmente o fez ficar
com raiva. Ele estava terrivelmente zangado. Ela já tinha visto ele assim e ela
não queria ir lá novamente. Seus punhos apertaram em torno do material de
seus jeans.
— Não, a menos que você faça também. Eu te disse. Sua decisão é
minha decisão. —Ele olhou para ela. O ar espessando. Vibrando com sua
raiva. Ele era de uma época diferente, recordou-se. A mulher não falava de
volta com os homens em sua época. Elas obedeciam.
De repente, ele estava de pé. Ele se abaixou e pegou seu braço,
levantando-a, puxando-a para ele. Seu corpo estava duro. Ela não poderia
encontrar um lugar macio sobre ele. Ele era enormemente forte e seus dedos
a seguravam tão bem como qualquer algema fariam.
— Se eu realmente tivesse uma escolha, eu iria jogá-la para baixo e
enterrar meu pau em seu corpo. Eu iria provar você, comê-la, beber seu
sangue. Reivindicar cada polegada de você para mim. Eu não deixaria você
descansar até que o sol começasse a subir e então eu iria colocá-la no chão
comigo e te abraçaria enquanto dormíamos. Quando nós despertássemos, eu
ia começar tudo de novo.
Ele estava deliberadamente assustando-a. Ela não tinha dúvidas de que
ele quis dizer cada palavra. Cada palavra. Ela mal conseguia respirar. Mal
elaborar uma respiração. Ela prendeu o lábio inferior entre os dentes,
tentando avaliar sua própria reação. Seu cérebro gritava para que ela
corresse, mas seu corpo derreteu com suas palavras. Realmente derreteu. Ela
realmente estava úmida e seus seios doíam.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela não entendia como isso podia acontecer quando ela sabia que ela
realmente amava outro homem, mas estranhamente, ela estava fisicamente
atraída por Aleksei. A química era acima da média, mesmo quando ele
estava segurando-a cativa como ele estava. Ela não era selvagem. Não havia
nada nem um pouco selvagem sobre ela; normalmente ela teria corrido por
sua vida, mas ela não podia. Não se ela estava indo para salvar Aleksei, e ele
merecia ser salvo.
— É essa a sua decisão, então? —Ela não podia olhar para ele. Ela
simplesmente não podia. Não com o coração batendo forte e seu corpo
reagindo a ele e sua mente gritando com ela.
Sua pergunta foi recebida com silêncio. Ela olhou para o chão,
aterrorizada de olhar para ele. Aterrorizada com sua resposta. Eles iriam
regressar ao tapete horrível no chão e ele tomaria seu corpo, ou eles iriam
sentar-se juntos e queimar no sol.
— Olhe para mim.
Ela engoliu em seco, cuidadosamente olhando para o chão. — Aleksei.
Esta é a sua decisão. Eu disse que faria tudo o que você quisesse e eu quero,
mas eu estou realmente com medo. Se eu olhar para você, você vai ver isso
e eu não quero influenciá-lo de uma forma ou de outra.
— Quando eu lhe disser uma coisa, Gabrielle, você vai fazer.
Seu tom de voz era suave pela primeira vez. Sua voz suave.
Convincente. Mas não havia nenhuma suavidade lá. Nenhuma concessão.
Ele quis dizer isso. Ela fechou os olhos brevemente, convocando a coragem
que ela precisaria. Na verdade, ela tinha causado danos a este homem
inocente. Ela quase o empurrou sobre a borda direto para a escuridão. Ela
sabia disso. Ela era responsável. Ela sentiu a escuridão subindo e ela deveria
ter sido capaz de puxar-se para acalmá-lo, em vez de incita-lo ainda mais.
Ela tinha ficado muito chateada por perder Gary para pensar direito.
Ela estava desesperada por uma saída. Não havia nenhuma maneira. Nem
mesmo com Gary.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

O punho de Aleksei agarrou nos seus cabelos em um claro aviso.


Gabrielle engoliu o caroço terrível ardente em sua garganta e levantou o olhar
para ele. No momento em que seus olhos se encontraram, seu coração bateu
descontroladamente. Ela sentiu a escuridão dentro dele, e isso era ruim o
suficiente, mas ela podia vê-lo, também. Os demônios levando-o. Sua força
implacável. Este era um homem completamente oposto do que ela tinha
caído de amor. Ele era duro e assustador e exigiria coisas de que ela não
estava certa de que fosse capaz de dar. Ainda assim. Sem ela, ele não iria
sobreviver.
— Você amarraria a sua vida com a minha por toda a eternidade. —
Havia sarcasmo na voz dele, e ela estremeceu, como se ele tivesse batido
nela. — Você daria seu corpo aos meus cuidados.
Ela não conseguia desviar o olhar. Seus olhos eram de um verde tão
profundo, que eles pareciam olhar através dela. Ela assentiu com a cabeça.
— Isso não é bom o suficiente, Gabrielle. Diga.
Ela engoliu em seco, com medo que ela poderia ficar doente, não
porque seu corpo dela não queria o dele. Na verdade, ela estava ficando
quente. Muito quente. Seus seios doíam e ela estava mais do que amortecida
entre as pernas. Mas, francamente, seu terror estava crescendo com cada
palavra que ele dizia.
— Sim.
A impaciência cruzou seu rosto. Seus dedos apertaram, e ela puxou
outra respiração. As mãos dela pousaram em seu peito e ela engasgou com o
calor que emanava dele.
— Sim, o quê?
Ela olhou para todo aquele verde puro. Não havia manchas de ouro.
Sem manchas. Todo verde queimando. Ela respirou fundo e se lançou
diretamente para as mandíbulas do lobo. — Eu te dou o meu corpo aos seus
cuidados.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua declaração foi recebida com silêncio. Ele olhou para baixo em seus
olhos o que parecia ser uma eternidade. Ela estava apavorada que ele iria
aceitar sua oferta. Mas ela também estava apavorada, de que ele não iria
aceitar.
Seus dedos foram para seu queixo. — Estou muito perto da escuridão.
Perto demais. Eu não sei nada das mulheres modernas. Eu vou esperar
lealdade completa de você. Completa honestidade. E obediência.
Ela forçou seu olhar para permanecer firme no dele. Ela não iria mentir
para ele. — Eu vou dar minha lealdade completa para você. Eu te darei a
honestidade completa. Mas eu não posso prometer obediência.
Algo se moveu em seus olhos. Algo quente e selvagem. Algo que
enviou calor direto para a boca do estômago.
— Você tem medo de mim.
— Sim.
— De dar seu corpo para mim. Não vou tomar uma mulher que não
me queira. Para fazer isso iria me empurrar completamente para a escuridão.
Eu não posso passar por outra sublevação sem completar a nossa ligação. É
melhor você se colocar no chão agora e parar de me tentar.
Ela tomou outro fôlego. — Eu quero você. Mas isso não significa que
eu não tenho medo. Eu tenho. Eu nunca fiz sexo. Não sei nada sobre agradar
você ou o que devo fazer. Isso não significa que eu não quero. Isso significa
que estou com vergonha e sou inexperiente.
Ela apertou os dentes. Ela não podia fazer isso. Ela não podia ficar lá e
convencer este homem a tomar seu corpo sem amor. Sem cuidado. Ela
tentou se afastar dele, mas suas mãos a impediram de se mover.
— Olhe para mim.
Ela sabia que não deveria desobedecê-lo naquele momento. Seu tom de
voz era quase um rosnado novamente. Seu olhar saltou para o seu e sua
respiração ficou presa na garganta. Ela não podia ler sua expressão, mas seu

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

coração gaguejou enquanto seu polegar deslizou gentilmente sobre sua


bochecha. Seu toque estava em desacordo completo com seu tom.
Ele era bonito de uma forma totalmente masculina, selvagem mesmo.
Ela encontrou-se tremendo. Seu toque, tão leve como uma pluma, tão doce,
se sentia como uma marca contra sua pele. Havia uma parte dela que gritou
com ela que ela estava traindo o Gary. O homem que amava. O homem que
ela tinha planejado passar sua vida. A outra metade sua gritava que ela tinha
traído este homem. Ela tinha deixado ele na completa escuridão. Completa
desonra.
— Eu não posso fundir minha mente com a sua. —ele disse, e desta vez
sua voz era suave como seu toque. — Eu não posso arriscar vê-lo lá.
— Eu sei.
— Isso significa que você tem que falar comigo.
— Eu sei. Sua voz era um fio de som. — Estou com tanto medo,
Aleksei. Seu olhar se agarrou a ele. Ela sabia que estava querendo que ele a
mantivesse segura.
De repente, ele se inclinou e passou os braços em torno de suas costas
e coxas, levantando-a facilmente em seus braços, embalando-a contra seu
peito.
— Não haverá mais volta a partir disto. Quando eu te fizer totalmente
minha, não haverá nenhum espaço para mais ninguém.
— Eu sei, —ela disse de novo. Ela não conseguia encontrar o ar para
respirar. Essas duas palavras eram tudo o que iria escapar através de seu
coração batendo e os pulmões queimando. Ela circulou o pescoço com os
braços, sem saber o que fazer. — Eu estou com muito, muito medo. —Ela
admitiu.
— Ele não estará conosco, —continuou ele, seu olhar verde ardendo
nos olhos dela. — Não em sua cabeça. Você me entende? Quando eu estiver

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

dentro de você, haverá apenas nós dois lá. Ele não. Você pensa em mim.
Você diz meu nome quando você me der sua rendição.
Isso foi um decreto. Mais, um ultimato. Ela reconheceu-o para o que
era. Ela mordeu o lábio inferior nervosamente. Ela não achava que qualquer
outro homem se atreveria a entrar em sua mente quando ela estivesse com
Aleksei.
— Gabrielle. —Ele rosnou o nome dela em advertência.
— Ninguém mais. —Ela sussurrou seu acordo.
Era apenas sexo. Esperemos que realmente, realmente fosse um bom
sexo. Ela estava salvando-o da escuridão. Ele precisava dela. Ele precisava
dela para salvá-lo. Ela trabalhava em um laboratório desde seu décimo oitavo
aniversário. Ela costumava ficar na faculdade até à meia-noite. Em seguida
fez suas especializações. Seu mestrado e doutorado. Ela nunca tinha tido a
oportunidade de estar com rapazes. Até aquele momento. Para
experimentar. Pensar que ela estivesse apaixonada. Para saber.
Ele virou-se e atravessou o pátio do edifício que tinham deixado mais
cedo. Sua casa. Um esqueleto de um edifício. Nenhuma casa. Não havia
cercas brancas. Não havia vizinhos que apareceriam para um café e um bate-
papo. Apenas quatro paredes, teto e um chão de terra batida.
Seu lugar de descanso era a morte de seu sonho. Seu único sonho, desde
que ela tinha sido uma criança e a mãe dela estava jogando as coisas na
cozinha e ela estava debaixo da cama, construindo um conto de fadas para
não ouvir sua voz estridente, o suave murmúrio do seu pai e em seguida mais
riso suave. Ela não entendia seu relacionamento louco, mas era deles, não
dela.
Gabrielle escondeu o rosto entre o seu pescoço e o ombro. No mesmo
instante ela podia ouvir a batida rítmica constante, de seu pulso. Havia algo
sólido sobre essa batida, algo firme como uma rocha, como se nada jamais
fosse abalá-lo. Chocando-a. Para-lo. Que aquela pulsação seria constante
através de tudo e que poderia sempre contar com ele.

111
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei a colocou em pé no centro da sala. Ele emoldurou o rosto com


as duas mãos, forçando-a a olhar para ele. — Você tem que ter certeza,
Gabrielle. Muita certeza. Eu não serei capaz de parar uma vez que eu
comece. Estou muito perto da escuridão. Com tudo o que aconteceu nessa
sublevação, estou ainda mais perto, estou em risco, e agora, você. Não
haverá como voltar atrás.
Ela engoliu em seco. Ela podia ver a escuridão dentro dele. Vê-lo
estampado em suas feições de granito, o conjunto cruel de sua boca, mas
acima de tudo, estava lá em seus olhos.
— Eu não sei o que estou fazendo, mas eu quero fazer algo de bom para
você. Você vai ter que me ajudar. —Ela sabia que eles tinham uma química,
que a convenceu de que eles eram companheiros de verdade, mas ela não o
amava. Ela não esperava que fosse desfrutar dessa união, mas ela estava
determinada a fazê-lo.
Ele olhou para ela durante o que pareceu uma eternidade. Ele respirou.
Ela o fez, também. Seu coração batia tão forte que ela tinha medo de ter um
ataque cardíaco, mas ela iria salvar este homem. Ela podia vê-lo lutando. Ela
podia ver que ele estava com medo por ela. Ela sabia, sem olhar para sua
mente, que ele era um bom homem. Ela tinha-o trazido para isto e nem que
se fosse a última coisa que ela fizesse, ela iria consertá-lo.
Algo brilhou nas profundezas de seus olhos. Algo muito assustador.
Ela sabia que era o momento em que uma decisão foi tomada. — Eu sei que
você não me conhece, Gabrielle, mas você estará segura aos meus cuidados.
Vou fazer com que seja bom para você. Sou mais animal do que homem,
agora. Não há luz em mim, mas vou fazer isso certo por você.
Ela sabia que era uma advertência, ela simplesmente não entendia
muito bem o que significava. Ainda assim, porque ele era o homem mais
assustador que ela já conheceu—e muitos dos homens dos Cárpatos eram
muito assustadores—ela acenou com a cabeça.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele se afastou dela e imediatamente ela sentiu a perda. Ele tinha sido a
sua âncora. Seu protetor, por mais estranho que soasse. Agora, sentia-se
sozinha e com mais medo do que nunca. Suas características masculinas
eram duras, com os olhos tão verdes que realmente parecia ser um fogo
verde.
— Tire a roupa para mim.
Ela olhou ao redor da sala. O quarto austero, frio, desprovido de todos
os móveis. Desprovido de todos os sinais de vida ou amor. Nenhum fogo
quente. Nenhum campo de flores. Nenhum cavalo branco.
Um longo e lento grunhido retumbou através da sala. Ele estava junto
dela em segundos, seu punho agarrado ao seu cabelo, arrastando sua cabeça
para trás. — O que eu disse para você? Esse homem não vai estar nesta sala
com a gente.
— Ele não está. Eu não estava pensando nele, —ela negou, lágrimas
reunindo porque seu couro cabeludo realmente estava doendo. Havia
escuridão dentro dele. Profundamente. Ela podia vê-lo. Ela podia ver que ele
estava lutando. — Era apenas uma memória, restos de sonhos infântis. Por
favor, não me machuque.
Instantaneamente ele afrouxou o controle sobre seu cabelo. Para sua
surpresa, seus dedos massageavam seu couro cabeludo, aliviando a dor. Ele
se inclinou para frente e chocou-a ainda mais por escovar um beijo longo
primeiro num olho e depois no outro. Sua boca seguiu a trilha das lágrimas
dela, tomando-os, removendo-os com a língua. Isso foi ... íntimo. Tão
íntimo, o roçar de sua língua e lábios enviou outra onda de calor se enrolando
em seu estômago.

— Sinto muito, ó jelä sielamak , é difícil controlar as emoções intensas


depois de tanto tempo sem eles. Você disse que você não vai me dizer uma
inverdade e eu escolho acreditar em você. Vou ter mais cuidado com você.
— Seu olhar caiu para seus olhos. — Eu preciso de você. Direto. Agora.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele disse essas duas últimas palavras contra a boca dela, e então ele
estava beijando ela. Não apenas dando um beijo. Mas beijando ela. Ela não
sabia que um beijo poderia ser assim. Exigente. Áspero. Quase selvagem de
tão áspero. Ela pensou que ela queria suave. Ela precisava do suave. Talvez
sua mente quisesse, mas seu corpo respondeu à fome em sua boca, a forma
violenta dura, com a qual ele a devorava. Chamas dançavam através de seu
corpo. Não havia combustão lenta; seus beijos a levaram direto para o fogo.
Seu corpo se movia contra o dele inquieto porque não havia como
controlar sua resposta a ele. Suas roupas feriam sua pele. Precisava sentir sua
pele, e ela tocou-o, deslizando as mãos sob a camisa para passar por suas
costas largas. Ela podia sentir cada músculo, e esse calor—o calor incrível
que emanava dele. Durante todo o tempo ele a beijou. Reivindicando ela.
Colocando sua marca sobre ela. Apenas com sua boca.
Ele a beijou como um homem faminto. Ele a beijou como se fosse dono
dela. Sua boca estava quente e exigente. Ele tinha gosto de paraíso. E o corpo
dela ... O corpo dela se esqueceu de quem estava no comando. O cérebro dela
parou de funcionar. Entrou em curto-circuito. Ela o beijou de volta.
Realmente o beijou. Não apenas deixando-o leva-la, mas beijando-o de volta,
com as mãos, tendo tanto de sua pele lisa, quente como poderia. Ela não
conseguia se conter. Ela não tinha ideia do que estava fazendo, mas de
alguma forma, seguiu sua liderança, ela aprendeu rapidamente.
Ela poderia dizer que ele gostava de seus beijos, porque quando as suas
línguas se entrelaçavam, seus braços a apertavam até que ela teve medo de
ser esmagada sob sua enorme força, mas ela não queria que ele parasse.
Seu corpo tinha ganhado vida com apenas sua boca na dela. Vivo.
Cantando. Gritando por mais. Cada célula tinha conhecimento dele. Uma
corrente elétrica parecia ter fixado sua residência em sua corrente sanguínea.
Ela nunca tinha sentido nada assim em sua vida. Ela não sabia que uma
__________________________________
ó jelä sielamak – luz da minha alma

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mulher poderia se sentir assim. Ele se moveu e ela apertou os braços,


choramingando um pouco, tentando mantê-lo lá.
Ele passou a mão pelo seu cabelo enquanto ele levantou a cabeça,
eliminando a trança intrincada para que seu cabelo escuro caísse em nuvens
em torno de seu rosto e pelas costas. Seus olhos verdes eram mais escuros.
Cheios de fome. Seu coração acelerou. Seu canal feminino se contraiu.
— Eu gosto de seu cabelo solto. Use-os soltos para mim.
Sua boca estava de volta na dela antes que ela pudesse protestar. Não
que ela ia protestar. Ela não conseguia pensar além da necessidade de beijá-
lo novamente. Seus beijos queimavam ainda mais quentes. Sua mão foi para
a garganta dela, inclinando a cabeça para trás, enquanto o outro braço
tornou-se uma barra de ferro em suas costas, puxando-a firmemente contra
ele.
Ele levantou a cabeça novamente. Apenas polegadas. Olhos verdes em
chamas para ela. Ela subiu na ponta dos pés, tentando seguir sua boca.
Aleksei roçou a boca com a sua, mas se conteve. — Você vai me dar
isso, Gabrielle? Quando for apenas só nós dois, você vai dar isso para mim?
Seu cabelo solto, onde eu posso sentir isso no meu corpo? Contra a minha
pele?
Deus. Deus. Ele roubava seu fôlego.
— Minha mulher não diz não para mim. Nunca. Ela confia em mim
para fazer o certo por ela. Você vai me dar o que eu quero?
Hipnotizada, fascinada por sua sensualidade escura, sem tirar os olhos
dos dele, ela balançou a cabeça.
— E você não vai dizer não para mim.
Ela poderia dar isso? Ela não sabia se ela era forte o suficiente para fazer
o que ele queria ou precisava. Ela tinha tanto medo dele. Confiar nele ia ser
muito difícil.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Gabrielle. —Seu tom de voz lhe disse que ele estava perdendo a
paciência.
Ela engoliu o medo e balançou a cabeça. — Eu vou tentar, Aleksei. —
Ela prometeu.
Instantaneamente ele recompensou com sua boca na dela, respirando
fogo em sua garganta para que as chamas alcançassem seus seios. Tão
sensível. Tão dolorido. Tão carente. Apenas com sua boca na dela.
Ele puxou sua camiseta e misteriosamente revelando o corpo dela. O
sutiã dela foi o próximo. Ambas as mãos foram para os seios dela, colocando
o peso suave em suas mãos. Um pequeno grito escapou. Seu toque era
áspero, nada suave. Ela não esperava gentileza com ele, seus beijos estavam
longe disso. Mas ela não esperava que a aspereza só a deixaria mais quente.
Suas pernas ameaçaram ceder quando sua boca percorreu seu queixo e
abaixo de sua garganta.
— Acho que não posso me manter de pé, —ela sussurrou com
sinceridade.
Ele os levou para o chão, despindo ambos enquanto eles desciam,
amortecendo um pouco a queda, apenas um pouco, sua boca já estava em
seu seio. Sua mão estava em seu outro seio, os dedos rolando e puxando
enquanto sua boca sugava fortemente. Seus quadris empurraram construindo
uma intensidade de calor que formaram estrias de relâmpagos que viajavam
de seus seios direto para o seu sexo.
Lá no fundo a tensão começou a enrolar mais e mais apertado. Sua
respiração veio em suspiros. Sua boca foi para o outro seio e seua dedos
estavam em seu outro mamilo. Ela arqueou as costas, dando-lhe mais,
precisando de mais, envolvendo os braços em volta da cabeça para embala-
lo lá. A sensação do seu cabelo, todo seda negra, como sal e pimenta, a
deixou selvagem. A visão dele banqueteando-se com ela era erótico. A força
nos braços e o calor de sua boca alimentando o fogo queimando tão
profundamente dentro.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua boca deixou seus seios e começou a viajar pelo seu corpo. Ele
beijou ambos os seios, costelas e até o umbigo dela. Sua língua saboreava
cada polegada dela enquanto ele fazia o seu caminho para baixo de seu
corpo. Suas mãos estavam por toda parte, as palmas das mãos deslizando
sobre a pele dela possessivamente.
Seu corpo estava inquieto. Era demais, ainda assim não era suficiente.
Sem pensar, ela cravou os calcanhares no tapete e tentou se afastar
deslizando. Ela não sabia para onde estava indo ou o que ela ia fazer, mas
apenas que se ela continuasse se sentindo assim, todo o seu corpo ia
desmoronar.
Aleksei rosnou profundamente em sua garganta e suas mãos passaram
de deslizar para segurar. Duro. Seu coração saltou pela agressão súbita. Ela
pensou que ele tinha sido agressivo, mas, obviamente, ela tinha cometido um
erro e provocou um lado muito perigoso dele. Sua cabeça subiu e seus olhos
verdes brilharam para ela.
O olhar em seu rosto a assustava como nada mais poderia ter feito. Ela
não se atrevia a se mexer. Suas feições eram duras, despertas. Seu olhar caiu
de seu rosto para completamente e totalmente concentrar-se na junção entre
suas pernas. Apenas a maneira como ele olhou para ela, toda aquela
escuridão. Forte. Cru. Erótico. Faminto. Ela não conseguia levar o ar da
garganta para seus pulmões.
Ele estava nu. Músculos em todos os lugares. Seu corpo duro e quente.
Sua ereção era longa e grossa, pulsando contra seu estômago. Uma mão
circulou a largura dele, só por um momento, e ela não conseguia tirar os
olhos da visão daquele pico de aço envolto por seu punho. Ela não conseguia
ver como ele poderia caber dentro dela. O medo a tomou, mas ao mesmo
tempo ela o queria ainda mais. A fome manteve a necessidade queimando
dentro dela. Mais alto. Mais quente. Delicioso. Aterrador.
— Fique quieta, —ele rosnou.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua voz estava rouca. Áspera. Ainda assim, havia uma qualidade de
seda que era fascinante—que passava sobre ela como uma carícia. Ela queria
obedecer-lhe. Ela tinha prometido a si mesma que iria entregar-se a ele, de
qualquer maneira que ele quisesse, mas as sensações eram demais.
Destruindo sua capacidade de raciocínio.
Ele abaixou a cabeça de novo, e sua respiração ficou presa na garganta
quando mãos grandes passaram para a parte interna de suas coxas para
espalha-las abertas para ele. Ampla. Bem abertas. Expondo-a. Tão
vulnerável. Ela gritou, tentando não se contorcer contra o tapete. Tentando
fazer o que ele queria, mas apenas deitada lá tão exposta a sua ferocidade,
cheio de luxúria, o olhar tão quente que quase a destruiu.
As mãos dele sentia-se áspera e duras contra a parte interna das suas
coxas macias e ela ouviu um gemido suave escapar, a única evidência de que
ela ainda conseguia respirar. Ela não conseguia tirar os olhos dele, da ânsia
dura gravada lá em seu rosto, tão sensual, tão crua e bela. Seus dedos se
moveram perto de seu centro e ela engasgou. Choramingou. Esforçou-se para
ficar parada quando ela precisava dele dentro dela, apagando o fogo terrível
que ele tinha construído. Que ainda estava construindo.
Em seguida, sua boca estava nela. Bem ali. Sua língua mergulhou
profundamente, e em seguida, circulou seu duro, pequeno botão apertado em
círculos torturantes. Então ele lambeu, seu creme derramando de seu corpo.
Não havia nenhuma maneira de ficar quieta. Seus quadris empurraram, se
sacudiam. Ela arqueou as costas, pressionando mais apertado contra a sua
boca. Ela precisava desesperadamente se agarrar em algo para não gritar e
voar para longe, então suas mãos se seguraram em seu cabelo, seus punhos
se agarrou naquela seda grossa com força.
Aleksei não protestou ou rosnou com seus movimentos, desta vez. Ele
agarrou suas coxas em suas mãos fortes, um aperto inquebrável segurando-a
aberta para ele enquanto ele a devorava. Gabrielle estava com medo que seu
coração fosse explodir, ele batia tão forte. O prazer era tão intenso, que
contornava as bordas da dor. A boca dele era implacável, tomando o que ele

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

queria, levando-a sem piedade até que ela estava tremendo com a
necessidade. Suplicante. Implorando-lhe. Aterrorizada de que ele fosse
perder a cabeça.
Sua respiração era áspera, irregular, seu rosto uma máscara de pura
sensualidade. Sua boca sugando, sua língua pincelando sobre seu clitóris, e
o fogo correu sobre ela. Antes que isso a consumiu, ele puxou sua boca longe,
seus olhos penetrantes nela. Escuro. Cintilante. Cheio de luxúria. Com fome.
— Quem está com você, Gabrielle? Quem está dando tanto prazer a
você?
Prazer? Ela não tinha certeza de que o prazer era a palavra que ela
usaria. A sensação era muito intensa, beirava muito perto da dor. Ainda
assim, ela não queria que ele parasse.
Seus dedos mergulharam em sua dor, derretendo sua carne. Ela jogou
a cabeça para trás. — Aleksei. —Ela conseguiu dizer o nome dele, só que saiu
como um apelo. — Você tem que parar. Pare.

— O köd belső . —Ele cuspiu a maldição em seu idioma ancestral, a


fúria queimando em seus olhos, aumentando a luxúria lá.
Sua boca estava nela imediatamente, a língua dele lambendo e
sorvendo, sua boca era implacável, arremessando ela direto sobre a borda.
Ela resistiu, seus gritos baixos enchendo a sala. Ele não parou. Não lhe deu
tempo para recuperar. Sua língua atraiu o mel de seu corpo, atraiu seu clitóris
em sua boca e atacou as terminações nervosas com fúria ainda mais difícil.
Mesmo mais áspero. Com mais insistência.
Ela sacudiu seu corpo, tentando mover a cabeça. Ele estava
construindo o fogo dentro dela, muito quente. Muito rápido. Empurrando-a
muito alto. Quando as mãos seguraram seus quadris, ainda assim, ela tentou
puxar a sua cabeça para longe dela usando seu cabelo. Ele rosnou para ela.
____________________________________________

O köd belső – a escuridão te leve (xingamento Cárpato)

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Como um animal. Uma criatura selvagem, muito selvagem. Sua boca nunca
parou banqueteando-se com ela. Voraz. Devorando-a. Enviando mais
sensações que quebraram através dela.
Ela gritou, precisando de mais. Sentindo-se desesperada. Ela puxou seu
cabelo. — Por favor. Aleksei. Eu preciso de você. Agora. —Porque ela
estava se desfazendo. Desmoronando. Sentindo-se vazia. Ela precisava de
mais.
Sua língua mergulhou profundamente e sua vagina convulsionou. As
ondas de choque se espalharam para fora de seu núcleo por todo o corpo.
Até os seios arfaram. Suas coxas pularam para o alto. Ela abriu a boca para
gritar mais outra onda bateu nela, esta mais forte do que a última e ela não
conseguiu recuperar o fôlego. Não conseguia pensar. Ela apenas se
fragmentou e ainda, não foi o suficiente.
Aleksei subiu acima dela, segurando suas coxas separadas, seu rosto
uma máscara dura quando ele colocou sua ampla coroa de seu pesado pênis
em sua entrada. Ela tentou empurrar-se para baixo, tentando empalar-se
nele.
— Você vai me dizer para parar agora? —Perguntou ele. Sua voz e
mãos eram ásperas. Ele mordeu as palavras para fora em um grunhido, seus
dentes brancos e nus. Ele parecia selvagem, dominante, totalmente selvagem.
O próprio diabo. E ela não podia resistir a ele.
Ela mordeu o lábio, seu olhar agarrado-se ao seu. Ela balançou a
cabeça, e ele empurrou mais profundo. Ele a queimou. Doeu. Ela engasgou
quando ele lentamente invadiu seu corpo, esticando-a incrivelmente. Ela
gemeu baixinho, insanamente e virou a cabeça para longe dele. Ele parou de
avançar.
Podia senti-lo dentro dela, empurrando contra os músculos tensos,
forçando seu corpo a acomodar o seu. Era sexy. Sensual. Erótico. E ela
definitivamente estava em algum lugar entre a dor e o prazer. Ela não podia
decidir qual, mas ela não queria que ele parasse.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Olhe para mim, —ele ordenou asperamente. — Mantenha seus


olhos em mim.
Ela não sabia se ele queria ver seus olhos para ver o que ela estava
sentindo, porque ele não estava em sua mente, ou porque ele queria que ela
o visse e não outro homem, quando ele a tomasse. Talvez as duas coisas. De
qualquer maneira, ele não estava se movendo até que ela fizesse o que ele
exigia. Ela trouxe seu olhar de volta para o seu rosto. Ela teria jurado, que
nesse momento, ele se parecia com o pecado encarnado. As linhas em seu
rosto eram cortadas profundas. Seus olhos verdes estavam cheios de luxúria
e uma intenção cruel. Ele parecia cada polegada como um predador.
— Você me sente dentro de você? Como eu te sinto ao meu redor. Tão
apertada. Tão escaldantemente quente. Seu corpo é meu, kessa ku toro .
Agora olhe para mim e me pergunte do que você precisa. Diga meu nome.
Ela não tinha ideia do que kessa ku toro significava, mas ela não achava
que fosse uma maldição. Não como o que ele falou para ela mais cedo.
— Eu não quis dizer ... —Ela parou, observando seu olhar cair para
onde seu corpo encontrava o dela. Ele parecia tão enorme, intimidante.
Ainda assim, era sexy. Ao vê-lo esticá-la assim, seu dedo movendo-se sobre
os grandes lábios onde eles envolviam em torno dele com tanta força.
— Você disse isso. —Ele era implacável, sua voz era dura com o
grunhido. Ela sabia que ele estava no limite de seu controle. Ela sabia que
quando ele a tomasse ele seria tão violento, tão rude como quando ele a
beijou.
Seus dedos deslizaram através do calor luxurioso de sua entrada, o fogo
líquido escorregadio que revestia todo seu pau, suas coxas e brilhava em seu
maxilar. A outra mão foi para o seio esquerdo, segurando o mamilo e
puxando com força. Um tiro de fogo direto para o seu sexo. O sangue
_________________________________

kessa ku toro – gato selvagem

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

corria quente em suas veias. Sua vagina se contraiu em torno dele, enviando
mais líquido que banhou sua cabeça ampla e grossa de seu pau, enterrado
nela. Os olhos dele estavam encapuzados, as pálpebras pesadas, os dentes à
mostra enquanto ele esperava que ela obedecesse. Custou-lhe esperar, e ela
sabia que uma palavra iria destruir o último de seu controle. Não o
movimento. Sua rendição. Isso é o que ele queria dela. Rendição total.
Ela não tinha mais nada. Nenhum outro lugar para onde ir. Ninguém
mais a quem recorrer. Havia apenas um homem, o antigo que ela tinha
prejudicado. Um antigo que era mais feroz do que dócil. Um antigo que não
tinha o menor pingo de civilidade. Havia apenas Aleksei e as coisas que ele
estava fazendo para seu corpo.
— Não pare, Aleksei, —ela sussurrou, porque ela precisava dele
desesperadamente.
Seus olhos mudaram. Escuro. Perigoso. De tirar o fôlego. Olhando em
seus olhos, ele a tomou, batendo com o seu pau em casa, rasgando, passando
o seu escudo fino para enterrar-se até o punho. Ele parecia alojar-se em seu
ventre. O pesado saco pressionado firmemente contra suas nádegas. Dor
guerreou com prazer enquanto seu corpo lutava para acomodar seu tamanho,
seus músculos tensos se estendiam além do suportável. Era demais. O prazer
correu sobre ela, pegando-a de surpresa, até que ela não sabia o que era dor
e o que era o paraíso.
Ela levantou as mãos para afastá-lo, o corpo dela tentando se esquivar
dele, mas ele pegou os dois pulsos em seu aperto e bateu eles no tapete em
ambos os lados de sua cabeça, os olhos brilhando em advertência.
— Não tome de volta a sua palavra, —ele assobiou. — Lutar contra
mim agora é muito perigoso.
Ela não teve tempo para lhe dizer que não era sua intenção. Ela só
precisava de um pouco de espaço para respirar. Um pouco de tempo para o
seu corpo assimilar os relâmpagos, o fogo reunindo como uma tempestade
terrível. A pressão construindo muito rápido. Muito quente. Sua boca desceu

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sobre a dela em um beijo selvagem que levou o que restava de sua sanidade.
Então, ele estava mergulhando profundamente, estabelecendo um ritmo
duro, feroz que sacudiu seu corpo com cada golpe, enviando raios de fogo
direto para seu núcleo.
Ela engasgou e pegou ele como uma âncora, o prazer era tão intenso
que ela temia que pudesse realmente desmaiar. Ela não conseguia respirar.
Ela não poderia encontrar uma liberação. Ele nunca parou, empurrou mais
e mais alto até que ela estava certa de que ela não aguentaria. Ela estava
sendo puxada para outro lugar. Foi terrível. Foi lindo. Foi assustador.
— Pare de lutar comigo, —ele sussurrou, indo de joelhos. — Kessake,
você gosta disso. Você quer isso. Eu posso sentir a sua necessidade, sua fome.
Sua luta só me faz perder todo o controle. Relaxe para mim. —Ele rosnou as
palavras, mas ela poderia dizer que ele estava tentando acalmá-la. Houve um
apelo subjacente em seu comando. — Deixe-me ajudá-la.
Ela não tinha percebido que seu corpo estava se debatendo sob o dele
ou que suas unhas estavam cavando em sua pele. Ela podia ver as marcas de
'meia lua' marcadas no peito e sabia que tinha que estar em suas costas
também. Ela estava tão fora de controle como seu próprio corpo.
— O jelä peje terád, emni. —Mordeu a maldição para fora entre seus
dentes. — Que o sol a queime, mulher, pare de lutar contra mim. —Ele
xingou novamente selvagemente, em inglês desta vez, e seu aperto se
transferiu para suas coxas.
Ele segurou suas coxas com um aperto que formou hematomas, seu
pau implacável, sem nunca parar, batendo profundo e duro com cada curso,
enterrando-se mais e mais, seu rosto uma máscara de pura luxúria, roubando-
lhe toda a respiração. Sentiu-o em todos os lugares. Em torno dela.
Tomando-a. Seu corpo um pistão, uma britadeira, dirigindo profundamente,
enviando o fogo, as chamas, através de todo seu corpo.
Sua vagina apertada pulsava em espasmos. Seus músculos internos
agarraram seu pau grosso violentamente, apertando-o como um torno,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

segurando-o, aumentando o atrito enquanto ele dirigia dentro dela. Em


seguida, ele estava lá, explodindo através dela, rasgando seu corpo, rugindo
com uma vida própria.
Ela gritou seu nome. Dando-lhe isso. Ele deu a ela as estrelas. Ela
tentou levá-lo com ela, mas seus olhos verdes foram treinados em seu rosto
e ele mergulhou dentro dela uma e outra vez, observando-a enquanto seu
corpo fragmentado morria e renascia.
— Isso é o que eu quero, —ele respirou. — Lindo. Eu dei isso a você.
Seu companheiro. Aleksei. Eu dei isso a você.
Seu pênis continuou a dirigir profundamente em seu corpo, no encalço
do primeiro orgasmo violento a outro, levando-a intensamente através dela,
dilacerando ela, um lamento selvagem baixo que ela não podia parar. Ela
jurou que sua visão escureceu como a tempestade que corria através dela,
consumindo cada célula de seu corpo.

leksei precisava ver a expressão em seu rosto quando ele lhe deu
esse dom, essa beleza. Ele sabia que era muito difícil. Muito selvagem. Mas
sua companheira foi feita para ele. A outra metade de sua alma, mesmo que
ela não soubesse disso—não o reconhecia—ela era uma gata selvagem e era
um verdadeiro jogo para coincidir com sua natureza selvagem.
Ele não queria parar. Era o paraíso puro estar enterrado no fundo de
seu corpo. Raias do relâmpago bifurcado atravessou seu corpo, como se

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

dedos escaldantes estivessem arrastamdo-se pelo seu corpo e indo


diretamente para seu cérebro. Em torno do pau dele o corpo sofria espasmo
e convulsão, banhando-o com o mel quente e rico. A sensação de
estrangulamento era intenso adicionado ao atrito, como se, um punho de
seda quente e úmido estivesse agarrando-o e ordenhando ele.
Um terceiro orgasmo rasgou dela e ele sentiu seu pau inchar. Glorioso.
Impossível. Perfeição. Sua vagina apertada pulsava em torno dele, apertou o
cerco e pulsou novamente. Pulso depois de pulso. O mel rico queimava e
queimava que ele se sentia tão bem com cada espasmo que ela derramava
mais ao redor de sua carne dura, inchando dolorosamente.
Ele olhou em seus olhos chocados. Ela parecia atordoada. Seus lábios
estavam inchados, o cabelo em todos os lugares. Ela parecia completamente
tomada. Reivindicada. Dele. Ele esvaziou-se nela, explodindo sua semente
profundamente dentro dela.
Lutando para respirar, ele se permitiu cair sobre ela, obrigando-a a
tomar o seu peso, enquanto ele enterrou o rosto em seu pescoço. Seu coração
batia nesse ponto pulsando perto de sua orelha. Ele podia ouvir o ritmo
frenético. Sentiu ela lutando por ar. Ele virou a cabeça e cravou os dentes
profundamente.
Ela gritou, arqueou o pescoço, os braços chegando para embalar a
cabeça mais perto enquanto um fluxo de líquido quente envolvia mais seu
pênis. Ele segurou-a no chão, deixando-a respirar superficialmente enquanto
ele a cobria, seu corpo conectado ao dela. Ainda duro. Ainda um grosso pico
que se recusava a relaxar enquanto ele tomava seu sangue. Enquanto ele se
saciava com ela.
Ele começou a deslizar. Lento. Fácil. Suas mãos deslizaram para os
seios, amassando. Massageando. Tomando posse de seus mamilos, áspero.
Suave. Nunca definindo um padrão. Cada puxão ou apertão o recompensou
com uma onda de calor líquido. Suas mãos estavam em seu cabelo, e ele
adorava a sensação de seus dedos lá, movendo-se através dos fios. Ele amava
o jeito que ela o embalou enquanto se alimentava.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Com uma preguiça lânguida, ele varreu a língua nas alfinetadas gêmeas
e em seguida, deixou sua boca lá, marcando-a ainda mais. Ela teria sua marca
por todo o corpo. Em toda parte. E ela iria senti-lo em todos os lugares. Em
sua pele. Sob a sua pele. Em seu sangue. Em seus ossos. Profundamente
dentro de seu núcleo mais feminino. Ele estaria lá com cada respiração que
ela desse. Cada passo que dava. Cada movimento que ela fizesse. Ele estaria
dentro dela.
Ele levantou a cabeça lentamente, continuando a mover-se dentro dela.
Ela ainda usava um olhar atordoado, como se ela não conseguisse acreditar
no que aconteceu. Sentia-se vivo. Eufórico. Completo. Ele deveria estar
saciado, contudo, ele sabia que, se alguma vez fosse chegar a estar, seria de
curta duração e muito temporário com ela por perto. Ele queria viver dentro
dela.
— Eu não estava lutando contra você, —ela sussurrou, quase com
tristeza. — Desculpe-me, se eu te fiz pensar que eu estava.
Seus quadris se moveram suavemente, elevando-se para encontrá-lo.
Ela era tão insaciável quanto ele. Sua outra metade. Ele tirou o seu peso dela,
plantando uma mão em cada lado dela para que ele pudesse continuar a
deslizar dentro e fora de seu quente refúgio e acolhedor.
— Foi demais. Muito rápido. Eu não podia processar o que estava
acontecendo com meu corpo.
— Eu machuquei você? —Ele inclinou a cabeça para a tentação de seu
seio, e capturou seu mamilo, puxando-o para o calor de sua boca. Seus dentes
puxaram e sua língua acariciou antes que ele deixasse o seu prêmio ir.
Ela engasgou, e houve sua recompensa instantaneamente, seu mel
quente, liso banhando seu pênis enquanto seu corpo apertava o cerco em
torno dele. Sim. Ela definitivamente era sua companheira. Ela gostava do
bruto. Ela se desfez com o áspero. Ele não era civilizado e ele duvidava que
algum tempo ele tivesse sido. Ele tinha estado muito tempo vivendo à beira

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

da escuridão, parte animal, parte selvagem e parte demônio. Ele nunca seria
manso.
Gabrielle balançou a cabeça. — Foi intenso e isso me assustou. —Ele
não a deixou que seu olhar fosse para longe dele. Esperando.
Ela mordeu o lábio. — Às vezes beirava a dor, mas então ... —Ela
parou de falar, um rosa suave rastejando em seu rosto.
— Você gostou, —ele incentivou. — Kessake, nisso e em todas as coisas,
você tem que ser honesta comigo. Nós vamos passar a eternidade juntos. Vai
ter um monte disso. —Ele levou um momento para saborear a sensação de
seu corpo em torno do seu enquanto ele se movia dentro dela. — Preciso
saber o que te agrada. Você precisa saber o que me agrada.
— Eu não entendo isso. Nada disso. —Lágrimas de repente nadaram
nos olhos dela.
— Kessake. —Ele sussurrou. Seu nome para ela. Pequeno gato ou
gatinha. Ela tinha arranhado o inferno fora dele com as unhas. Marcando
ele. Marcando seu peito e costas. Amando o que ele estava fazendo com ela.
Agora ela tinha lágrimas nos olhos. Suas mãos se apertaram ao redor dele e
ela circulou seus quadris com as pernas, prendendo seus tornozelos,
envolvendo-se em torno dele. Ele sabia que ela estava, inconscientemente,
tentando se segurar nele. Ele deslizou um braço ao redor dela, meio
levantando-a. Segurando-a com ele. — Fale comigo, —ele ordenou
suavemente.
Seu corpo tremia. Ele acelerou o passo, movendo-se mais profundo
dentro dela. Enchendo-a. Ele estava falando com ela com seu corpo. Estava
tentando dizer que ela estava segura com ele. Ambos estavam. Eles tinham
completado o vínculo e não havia perigo de que ele perdesse sua alma para
a escuridão.
— Gabrielle.
— O que significa kessake?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua respiração se tornou irregular. Seus olhos ficaram nos seu e ele
gostou do olhar lá. Ele tinha posto lá. Suave. Atordoado. As lágrimas ainda
perto, mas ele segurou-o na baía com o fácil deslize, amoroso de seu corpo.
Ele deu isso para ela porque ela precisava de cuidados. Ele tinha sido áspero.
Ele podia ver a evidência de suas mãos e da boca em sua pele sedosa. Ele
podia ver um fio de sangue misturado com a sua semente em suas coxas. Ela
precisava do suave.
— Isso significa pequeno gato ou gatinha. —Ele podia ver a tensão
enrolando em seus olhos, aí mesmo. Ele ouviu em sua respiração.
— Você me chamou de gatinha?
Ele não queria falar mais. Ele queria se concentrar na sensação.
Sentimento puro. — Segure-se firme, —ordenou abruptamente.
Gabrielle obedientemente apertou os braços e as pernas em torno dele.
Ele gostava que ela mantivesse a sua palavra e obedeceu quando ele lhe disse
para fazer alguma coisa. Era necessário que ela aprendesse a obediência
imediatamente. Ele não iria tolerar que sua mulher, olhasse para outros
homens, e claramente tinha algo de errado com ela que ela se permitiu se
envolver com outro homem dos Cárpatos. Ele iria mantê-la longe dos outros
homens até que ela aprendesse que seu lugar era ao seu lado. Em qualquer
caso, ninguém tinha discutido com ele, não em mais de mil anos. Ele era
predador demais e um olhar para ele era o suficiente para convencer até
mesmo o idiota mais maçante do fato.
Ainda assim, ele queria uma mulher que iria falar o que pensa. Não até
que ele tenha a certeza de que ela não ia tentar fugir com outro homem. Ela
tinha um temperamento explosivo. Isso poderia realmente ser divertido
quando ele estava se sentindo tolerante. Depois do sexo. Naquele momento
ele estava se sentindo muito tolerante.
Mudando as mãos para o tapete, ele começou a se mover do jeito que
ele queria. Mais profundo. Encontrando esse ponto doce que tomou a
respiração completamente e fez com que ela soltasse esses pequenos ruídos

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

na garganta que ele estava certo de que ela não percebeu, mas ele fez. Ele
queria ouvir esses sons para o resto de sua vida. E ele queria que fosse uma
vida longa com ela.
— Você é tão quente, tão apertada. Eu mal posso suportar isso. —Sua
voz soava dura, um gemido mais do que palavras. Ele sentiu o arrepio que
atravessou seu corpo. Ela era muito receptiva a ele. A voz dele. Seu toque.
Seu beijo. Seu pênis. Ele não tinha ideia que uma companheira poderia ser
um milagre.
Ele se permitiu perder-se em seu corpo. Encontrar o ritmo perfeito,
construindo a tensão nela, sentindo ela se reunindo mais e mais apertada.
Mudando de duro e profundo para fácil e suave, reduzindo justamente
quando ela estava tão perto e ele podia sentir seu corpo se reunindo. Seus
gritos suaves soavam como música para ele.
Ele adorava a maneira como seus gritos vibravam direto através de seu
pênis. Sua respiração irregular jogava contraponto para seus pequenos
lamentos e ronronar que saia de sua garganta com cada impulso. Ele sabia
que essa mulher valia a pena ter. Valia a pena guardar. Não importando que
ela não entendesse seu dever, ele poderia ensinar-lhe isso. Ela tinha medo
dele. Ela não parecia saber nada sobre companheiros e ela não saberia que
ele realmente não iria machucá-la. Ela aprenderia a lealdade de um mestre
rigoroso.
Ele a beijou novamente, desta vez mais gentilmente, tomando seu
tempo, sentindo sua resposta. Ela seguiu seu exemplo. Ela deu-lhe mais
quando ele exigiu e ela era boa, alimentando o fogo que corria através de seu
corpo. Aleksei sabia que ele iria desfrutar ensiná-la, treiná-la, instruindo-a
sobre como uma companheira deveria ser.
Ele ficou um pouco chocado que tivesse qualquer doçura nele, alguma
ternura, mas sentiu ambos direcionados a ela, apesar do fato de que ela o
tivesse traído com outro homem. Ela veio a ele, aterrorizada. Não tinha que
estar em sua mente para sentir o terror saindo dela em ondas, mas ela tinha
feito, sem saber se ele iria matá-la ou não. Ele tinha esse direito. Nenhum das

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mulheres Cárpatos deveria ter feito o que ela fez. Na sua porta. Na frente de
outros antigos. Homens honrados que estavam pendurados por um fio. Ela
poderia muito bem ter derrubado ele e os outros direto sobre a borda.
Ele sentiu as mãos empurrando seu peito e seus olhos saltaram para o
rosto dela, brilharam para ela, captou o temor gritante em seu rosto. Ele
percebeu que tinha rosnado e suas mãos tinham ido para o seu corpo, duro,
mantendo-a imóvel, enquanto seu corpo tomava o dela com força. Ele não
tinha percebido que ele ainda estava zangado com ela. Não era apenas só
raiva, era uma espécie de fúria que o consumia rapidamente. Ele precisava
perder isso se ele ia resolver sua relação com ela—e ele precisava resolver isso
antes da próxima sublevação para que ela soubesse o que ele esperava dela.
Ele aliviou o seu deslizamento para lento. Suavemente. Ele aliviou a
pressão sobre seus quadris. — Relaxe, kessake, você está segura. Não importa
o que, eu vou ver sempre o seu prazer.
Seus olhos procuraram os dele. Ela mordeu o lábio. Toda vez que ela
fazia isso, ele mesmo queria morder seu lábio inferior. Sua mão encontrou
um seio. Seu mamilo, tão duro e convidativo, que fez água na sua boca. Ele
diminuiu seus movimentos para um deslize preguiçoso, torturante,
certificando-se que seu pau raspasse sobre seu pequeno broto sensível
enquanto ele inclinava a cabeça para tomar o outro seio em sua boca.
Profundo. Chupando duro. Usando a língua e os dentes até que ela estava se
contorcendo sob ele e gritando.
— Aleksei, mais duro. Eu preciso de mais duro.
Ela não conseguia parar o seu corpo de se contorcer sob o seu. Houve
uma intensa satisfação em saber que ele deu isso a ela. Ele fez isso por ela.
Não outro homem. Ele. Ela usou seu nome como ele ordenou, e ela pediu
docemente. Ofegante. Mostrando a ele o que ela precisava. Expondo-se.
Ele dirigiu profundo. Duro. Dando a ela o que ela queria. Dando-se
esse presente. Essa beleza. Ele tinha visto tanto em seus séculos. Ele tinha
visto. Escutado. Aprendido. Ele sabia das coisas que ele queria. Coisas que

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ele queria fazer com ela. Ter ela fazendo com ele. Ainda assim, ele não
esperava isso. Esta beleza quente absoluta.
Ele sentiu seu corpo apertar, estrangulando-o na medida em que,
molhava seu punho quente, seda, ordenhando e emocionando. — Espere, —
ele mordeu para fora. — Espere por mim.
Suas mãos voaram para os ombros, as unhas cavando fundo. Ele sentiu
sua luta instantânea para acomodá-lo, mas seu corpo estava perto. Muito
perto. Exigindo que ela soltasse. Que ela voasse. — Não. Sem. Mim. —Ele
fez um decreto. Ele queria isso. Ele ainda precisava.
— Depressa, —ela sussurrou. — Aleksei, por favor se apresse.
Era a voz dela, aquele apelo macio. O som de seu nome sussurrado em
uma voz de pânico que lhe enviou sobre a borda. Ele gemeu e empurrou até
o punho. Profundo. Tão profundo enquanto ela convulsionou em torno dele.
Ele enterrou o rosto em seu pescoço, deixando-a tomar o seu peso
novamente. Ela era tão suave. Seus seios estavam cheios e sentiu-os
surpreendente contra seu peito nu. Desta vez, seu pênis estava saciado, pelo
menos por um curto período de tempo, relaxando lentamente no refúgio de
seu corpo. Ele adorava as réplicas que sacudia ela, enviando pequenos
tremores de prazer através de seu corpo e banhando seu pau com seu mel
líquido.
Aleksei sabia que ele desejaria para sempre o sabor dela. Para sempre
ansiaria seu corpo. Ele não estava disposto a compartilhar isso com outro
homem, e ela precisava saber isso agora. Ele estava seguro. Não havia perigo
de ele virar vampiro, mas se ela pensou que depois de salvá-lo ela iria embora,
ela precisava saber imediatamente que não iria funcionar. Eles foram
amarrados juntos para a eternidade. Não havia nenhuma Gabrielle sem
Aleksei. Não havia nenhum Aleksei sem Gabrielle.
Moveu-se lentamente, empurrando-se sobre um braço para escovar a
boca sobre a dela. Sentiu-a se afastando dele, retirando-se, se fechando em
sua mente. Ele não estava certo de que ele estava pronto para segui-la lá. Sua

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

raiva ainda ardia sob a superfície, e ela merecia punição. Ele não chegou a
confiar em si mesmo para encontrar este homem em sua mente e ver a
extensão da sua traição.
Ele rolou para fora dela, limpando-se automaticamente, embora tenha
havido grande satisfação em ver a evidência de sua posse em seu pênis e suas
coxas. Ele gostou de vê-lo em cima dela.
— Vamos definir algumas regras básicas, Gabrielle, —ele disse.
Ela rolou para o lado dela e se enrolou em uma pequena bola,
colocando em posição fetal. Ele pegou o brilho de lágrimas em seus olhos
antes que ela se enrolasse em si mesma.
Por alguma razão, a visão de lágrimas nadando em seus olhos cinzentos
causou um puxão curioso na região de seu coração. Ele não gostava disso.
Ele não queria ser afetado por suas emoções. Ainda não. Não até que ele
soubesse que partes dela eram reais e quais eram manipulação.
— Eu machuquei você? —Foi a segunda vez que ele lhe fez essa
pergunta. Ela balançou a cabeça, mantendo suas costas para ele.
— Gabrielle. Não se esconda de mim. Eu não gosto disso. —E não
gostava. Se ela fosse chorar, ela poderia fazer em seus braços. Ele a puxou de
novo na posição sentada. Ela resistiu por um momento, até que os dedos se
fixaram em torno de seus braços como um torno advertindo-a. — Nós vamos
conversar, e você vai fazer isso olhando para mim.
Ela engoliu em seco, empurrou a mão dela contra sua boca e assentiu
com a cabeça. Levou um momento para ela resolver, levantar seus joelhos,
circulando-os com os braços, mantendo-se quieta e fechada, mesmo quando
ela ergueu o queixo, os olhos relutantemente em encontrar o seu. Suas mãos
tremiam. O cabelo dela caia em ondas pelas costas e se reuniram no tapete
em torno de suas nádegas. Lá estava ele. Ele. Brilhando em suas coxas. Ela
não limpou. Ela tinha deixado lá. Dentro dela. Nela.
Ela limpou a garganta. — Eu gostaria de colocar roupas.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele sabia que ela se sentia vulnerável. Ela estava nua, e ele gostava dela
assim. Ele gostava que ele pudesse apenas chegar e afundar seus dedos dentro
dela. Que ele poderia colocar a boca sobre ela. Saboreá-la. Tê-la. Ele decidiu
sobre a honestidade estrita, embora ele estivesse bastante certo de que ela
estaria com mais medo dele do que nunca.
— Você precisa se acostumar com isso. Eu gosto de você nua. Eu gosto
de olhar para seu corpo e tocar em você. Gosto de sua pele tocando a minha.
—Ele queria ter acesso ao seu corpo sempre que ele quisesse ter ela—no
entanto ele a queria. Ela ia ter que se acostumar com o fato de que seu pau
não a deixaria tão cedo. Não depois de tê-la duas vezes. — Você está segura
aqui. Só fale comigo. Se eu não te machuquei, porque essas lágrimas?
Ela umedeceu os lábios e fez um esforço para conter as lágrimas. — Eu
tenho medo de você.
— Eu sei. Você vai aprender, com o tempo, que você está segura.
Enquanto isso não vai machucar você ter medo de mim um pouco. Você
pode ter certeza que eu posso mantê-la protegida contra qualquer perigo que
apareça em seu caminho.
Ela engoliu. — Não quero te deixar irritado. Você quer a verdade de
mim e eu realmente quero dar-lhe isso, Aleksei, mas há coisas que não posso
falar.
— Este homem.
Ela mordeu o lábio com força.
Ele pegou seu queixo e virou o rosto para ele. — Pare com isso. —Ele
se inclinou e lambeu a pequena ferida. — Seu corpo me pertence. Eu não
quero que você se machuque, especialmente essa boca linda. Esse lábio
inferior é tentador e numa dessas vezes, quando você o morder, vou assumir
e fazer isso por você.
Seu corpo estremeceu, respondendo ao seu tom baixo e sensual. Ela
começou a morder o lábio de novo e rapidamente se conteve.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Diga-me o que você está sentindo.


Ela respirou. E deixou sair. Seus dedos torcidos juntos e seu olhar
encontrou o seu novamente e se afastou. — Nada disso faz qualquer sentido
para mim. Não entendo como posso ter ... —Ela parou abruptamente com
um pequeno soluço antes de travar a si mesma. — Sentimentos por ele e
ainda assim responder a você. —Ele manteve o olhar fixo no dela.
Ela assentiu com a cabeça. — O que isso diz sobre mim? Eu devo ser
uma pessoa horrível. Eu quero você. Seu corpo. Sua voz. Tudo o que você
faz ou diz me faz responder a você, mas meus sentimentos, meu coração ...
Ele jogou seu cabelo para trás e estudou seu rosto. A expressão dela.
Os olhos dela. Ela não estava inventando. Na verdade, ela estava achando
difícil dizer a ele. Este não foi uma oferta de simpatia. Ela parecia miserável.
Horrorizada mesmo. Totalmente confusa. E que o confundiu. Ela realmente
não sabia o que estava acontecendo com ela. Como poderia uma mulher dos
Cárpatos não entender os poderosos laços entre companheiros?
Ela balançou a cabeça, sufocando um soluço, balançando para frente e
para trás. — O que há de errado comigo? Como pode o meu próprio corpo
me trair desse jeito?
Seus dentes apertaram-se em uma mordida dura. Sua simpatia tinha
ido embora tão rápido. O corpo dela a traiu? — Eu. Acho. Que. Não. Penso.
Assim. —Sua voz saiu baixa. Mas trovejou através de seu corpo como era
suposto fazer. Ela se encolheu para trás e mordeu o lábio com força. Mesmo
que isso não iria levá-la longe de problemas.
Sua mão veio e deu um puxão nos cabelos longo dela, trazendo sua
cabeça para trás antes que ela pudesse esconder o rosto dele.
— Você precisa entender algumas coisas, Gabrielle. Se entendi. Você
traiu a mim. Seu corpo pertence a mim. Não a ele. Seu corpo sabe o que está
fazendo. Você, no entanto, não sabe, mas é melhor que aprenda rápido ou
você vai encontrar a sua vida miserável, até que você faça. Você me deve
lealdade. Eu te dei todas as chances de viver sua vida sem mim, mas você

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

escolheu. Você a escolheu. Eu disse que não haveria como voltar atrás. Você
não pode sobreviver sem mim, e agora, nem eu. Então aprenda isso agora.
Você me pertence. Seu corpo. Seu coração. Sua alma e sua mente traiçoeira,
são meus.
Gabrielle se encolheu com cada golpe que ele dirigiu a ela. Era como
se ele tivesse dado um soco nela várias vezes mais e mais, mesmo no seu
intestino. Ela estava grata por seus joelhos estarem dobrados com força ou
ela teria caído. Então, sentiu a bile subir. Seu corpo a tinha traído. Ao mesmo
tempo, ele estava certo. Ele estava certo sobre ela. Ela não valia nada. Ela foi
desleal com Gary. Seu amado Gary. Gary, que representava todas as coisas
humanas. Ele representou bondade e segurança. Ela não estava pronta para
jogar fora aquele conforto e abraçar esse homem selvagem, áspero que exigia
não só a sua lealdade, mas seu corpo, alma, coração e mente. Tudo. Ele iria
tirar tudo dela.
Ela já estava despida. Ele a desprezava. Ela estava aterrorizada com ele
e a vida que eles levariam juntos. Não havia nenhum lugar para ir. Nenhum
lugar para correr. Ela sabia que ela estava ligada a ele e não apenas através
de seu sangue e sua alma. Ela sabia que ela não seria capaz de passar muito
tempo sem sentir seu corpo dentro dela. Sua boca sobre ela. Ela iria queimar
por ele. Ela estava viciada em seu gosto. Em seu toque. Em seu pênis.
Ela cobriu o rosto com as mãos e chorou, sem se importar se a visse ou
não. Ela estava perdida. Tão incrivelmente perdida. Era possível para ela
encontrar o amanhecer sem feri-lo? Por um momento, pareceu que era a
única resposta.
Ele puxou as mãos dela para baixo e ele olhou para seu rosto. Ela sabia
o momento em que seus olhos verdes ficaram escuros, que ele viu o que ela
estava pensando. Ele não entrou em sua mente e ela estava grata por isso,
mas ele parecia mais terrível do que nunca.
— Você não vai sequer considerar tal coisa.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Não havia nenhuma tentativa dela parecer inocente e ela tinha


prometido a verdade. Então ouça isso. — Eu não sei o que eu deveria fazer.
Eu nunca estive com um homem. Não sei nada sobre os companheiros ...
— Porque sua família não iria ensinar a sua filha sobre companheiros?
—O ceticismo estava em sua voz.
— Eu disse a você. Eu sou humana. Era humana. —ela corrigiu. Ela
não disse a ele? Ele tinha sido tão assustador. Tão fora de controle. Era
possível que ele não a tivesse ouvido. Ela não se lembrava do que tinha sido
dito ou não dito. — Fui esfaqueada várias vezes por membros de uma
sociedade humana que caçam vampiros e quase morri. Acho que morri e fui
renascida como Cárpato. Não sei por que me marcaram. Mas Mikhail, o
príncipe do povo dos Cárpatos, me converteu.
Aleksei olhou para ela, com os olhos ardendo através dela, mas ela não
podia dizer por sua expressão, se ele acreditava nela. Ainda assim, ela jogou
adiante.
— Eu sou psíquica, de uma família de psíquicos, e no caso de ser
novidade para você, psíquicos podem ser convertidos sem medo que eles não
vão enlouquecer. Minha irmã é a companheira de um Cárpato. Eu não sei o
que estou fazendo. Eu não consigo tomar sangue por mim mesmo. Eu não
consigo dormir no chão, e eu não sei nada sobre os companheiros.
Ela ergueu o queixo e olhou para ele desafiadoramente. — Você tem
uma verdadeira pechincha. Eu não sei nada sobre ser sua companheira. Eu
não sei como ser Cárpato, e eu amei Gary durante muito tempo. Assim, não
só eu, inadvertidamente traí você, eu o traí e eu me trai. Portanto, não pense
que você está sozinho nessa bagunça que eu fiz. Eu praticamente ferrei a
todos.
Pronto. Ela tinha contado sua história triste e esperava que ele
acreditasse nela porque ela não ia se repetir. Ele poderia muito bem saber o
pior sobre ela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei olhou para ela por tanto tempo que ela tinha medo que ela
acabaria gritando. Houve um silêncio absoluto dentro das quatro paredes.
Nem mesmo um sussurro de movimento. Ele ainda era isso. Um predador
observando-a, totalmente focado nela. Um calafrio penetrou-lhe a espinha.
Seu coração bateu duro e começou a acelerar. Seu sangue gelou.
— Este homem que você diz que ama. Ele é um Daratrazanoff. Ele
sabia melhor. —Ela soube naquele momento que ele iria caçar Gary e matá-
lo. Estava lá em seus olhos. Aquele verde escuro que brilhava com ameaça e
intenção cruel. Aleksei realmente tinha uma parte selvagem, como qualquer
dos mais selvagens animais predadores vagando pela terra. Ele ia matar o
Gary, e ela estava certa de que ele tinha o conhecimento e habilidade para
fazê-lo apesar de todo o conhecimento que Gary tinha adquirido quando eles
o converteram.
Gabrielle balançou a cabeça. — Ele não sabia. Ele era humano,
também. Ele se tornou amigo de Gregori Daratrazanoff. —Ela passou a mão
pelo cabelo, de repente exausta, tão cansada que mal conseguia levantar a
mão. Ela não queria fazer isso. — Isso não é culpa de Gary. Tivemos
sentimentos um pelo outro antes de sermos convertidos. Eu não tinha a
compreensão de ser a companheira de alguém ou o que isso implicaria.
— Sua irmã é uma companheira para alguém e ela era humana como
você. —As palavras eram uma acusação baixa.
Ela era inteligente. Ela sabia. Ela não queria saber, mas lá no fundo,
onde ela era boa em esconder-se de si mesma, ela tinha o conhecimento que
havia a possibilidade. Ela só tinha se convencido de que não aconteceria,
porque estava com medo. Ela não queria alguém para consumi-la. Ela não
queria que aquele lado da sua própria natureza que ela mantinha escondida,
que ela reprimiu e empurrou longe, nunca saisse—como ele tinha trazido
para fora dela.
Ela gemeu baixinho em desespero. Não havia como voltar atrás. Ele
não iria deixá-la. Ela sabia disso, ela sabia pela sua expressão implacável e a
dureza em seu olhar verde. Ele tinha dito que ela era selvagem. Que ela o

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

acompanhou. Ela não queria isso. Ela estava com medo de quem ela era. A
que distância ela iria? Ele iria governar a sua vida se ela permitisse isso a ele
e ela estava com muito, muito medo do que ela faria se ela não encontrasse
a coragem para lutar com ele.
— Você vai esquecer este homem, Gabrielle. Se não o fizer, eu vou
matá-lo. Você não me conhece, então você não pode saber, eu não faço
ameaças vazias. Ele não tem direito a qualquer parte de você e eu me recuso
a compartilhar você com ele.
— Eu vou odiar você para sempre, se você o matar, —ela sussurrou.
Sua mão apertou em seu cabelo, forçando-a a olhar em seus olhos. —
Se este homem está na sua mente e coração, não há espaço para mim, —disse
ele. — Você deu a si mesma para mim. Toda você. Você é uma mulher de
palavra?
Ela queria ser. Ela umedeceu os lábios. Ela sabia que ele estava dizendo
a ela que ela tinha que deixar Gary ir, mas ele não entendia que era muito
mais do que isso.
— Diga, —ele estalou, seus dedos apertando em advertência. — Se
você não for honesta comigo, vou tomar sua mente e ver cada canto do
mesmo e varrer este homem dai. Eu estou te dando esta concessão. Fale
honestamente mesmo se você saiba que vai me fazer ficar zangado. Se você
não o fizer, não vou perguntar de novo.
— Eu sei que fiz algo errado, —disse ela, incapaz de conter seu
temperamento subindo. — Eu tentei compensar isso. Puna-me se isso faz
você se sentir melhor. Eu não sei o que mais posso fazer. Se eu me entregar
completamente, eu perderei tudo o que eu era. Tudo o que eu sou. Toda
minha humanidade. Eu vou estar tão perdida que eu não saberei como voltar
para mim. —A dura verdade estourou fora dela antes que ela pudesse
compreender através de seus pensamentos desesperados.
Mais uma vez ele apenas observava. Para sempre. O que parecia uma
eternidade. Abruptamente, ainda segurando o cabelo dela, ele puxou a

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

cabeça para trás mais longe e se inclinou para ela, tomando sua boca. Ela
manteve a boca fechada. Ela estava determinada que ele não teria mais seu
direito então. Ela estava muito vulnerável. Muito exposta. Muito frágil. Mais
um golpe e ela poderia não sobreviver. Ela não queria saber que seu corpo já
era dele. Ela só queria ficar dormente e não pensar em nada. Nunca mais.
Ela virou o rosto para o lado, mas ele fechou a mão em torno de sua
mandíbula, segurando seu rosto em direção ao seu.
— Kessake, você não pode ter medo que você vá se perder. Sempre te
acharei. Sempre encontrarei você não importa o quão perdida você esteja.
Você colocou-se aos meus cuidados eu posso ser áspero e meio selvagem,
mas você não tem que temer essas coisas. Vou ver a sua felicidade. Eu vou
lhe amar e protegê-la sempre.
Seus lábios roçaram os dela suavemente, quase com ternura, e seus
olhos ardiam com lágrimas mais uma vez. Como ele poderia ser tão doce em
um momento e tão assustador no seguinte? Ela estava tão cansada.
— Eu te ensinarei as coisas que você teme. Você é inteligente,
Gabrielle. Informação é poder. Você sabe que informação é poder. Você tem
medo do que você não sabe. Você vai crescer forte e hábil nos caminhos do
nosso povo. Isso não vai diminuir quem você é ou quem você era, apenas
melhorá-la.
Ela pressionou a testa na dele. — Você está fazendo sentido e isso me
assusta um pouco, —admitiu ela. Ela levantou a cabeça. — Como? Como eu
faço o que você me pede?
— Você não tem escolha, kessake, porque eu não tenho escolha. Não
consigo compartilhar você com outro homem. Eu não farei. Nenhum outro
homem te toca.
— Eu sei disso, —disse ela. — Eu não iria traí-lo assim. Nem mesmo
com ele. —E ela não iria. Ela tinha dado a sua palavra, e sinceramente, não
estava segura de que qualquer outro homem jamais iria satisfazê-la. Pior, ela

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

não estava certa de que poderia permitir que outro homem tocasse ela, nem
mesmo Gary.
— Eu quero toda você.
Era uma exigência, e isso dizia tudo sobre ele. Ele era implacável.
Arrogante. Ele mataria. Ele tinha matado. Ele era difícil e assustador ... tudo
o que Gary não era. Ela deixou escapar o fôlego lentamente e fechou os
olhos.
Gary. Ela respirou seu nome com pesar. Com tristeza. Eu sinto muito.
Ela estava arrependida. Com tudo, mas principalmente porque ela já
pertencia a Aleksei. Talvez não seu coração, mas ela tinha escolhido, e ela
iria ficar com essa escolha, não importa a quão apavorada ela estava.
Ela não sabia como deixar Gary ir, mas ela ia tentar. Gary não sentiria
a dor que ela sentiu. Ela sabia que o amor que ele tinha por ela mal seria uma
mlembrança para ele se Gregori e Mikhail havia conseguido salvá-lo—e ela
tinha certeza de que eles tinham. Ela saberia se ele tivesse ido embora.
Ela respirou a despedida e tomou outro fôlego. Quando ela abriu os
olhos, viu-se olhando para os olhos verdes brilhantes de Aleksei. Ele não
piscou. Ele se recusou a lançar o seu olhar.
— Você está o deixando ir?
Ela assentiu com a cabeça lentamente.
— Me beije.
Ela se afastou um pouco, ou tentou. Tinha esquecido a mão em seu
cabelo. Isso disse o quão gentil ele tinha sido com ela, mas agora ela sentiu a
picada da demanda em seu couro cabeludo. Ela lambeu os lábios com a
ponta da língua. Ela não estava pronta para isso. — Aleksei. —Ela sussurrou
seu nome, pedindo misericórdia. Desejando que ele entendesse.
Sua espera deslizou de seu cabelo para envolver ao redor da nuca dela.
— Kessake, você precisa confiar em seu companheiro. Eu quero que você me
beije.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela envolveu seus braços mais apertados nos joelhos, os segurando


juntos quando ela estava com medo de que ela fosse se desfazer.
— Incline-se para mim. Coloque as mãos sobre os meus ombros e me
beije.
Sua voz era suave. Paciente. Por alguma razão isso transformou seu
coração mais e a fez querer chorar. Ela nunca sabia o que esperar dele e
manteve a sensação fora de equilíbrio. Ela forçou seu corpo a desenrolar um
pouco, apenas o suficiente para tirar as mãos de suas pernas e colocá-los em
seus ombros largos. Ao mesmo tempo o calor se filtrou nela. Ela nem sequer
sabia que ela estava com frio ou com tremores. Sua pele estava quente e
aqueceu todo o seu corpo apenas por ter as mãos sobre ele.
— Isso é um começo, mas você esqueceu a parte onde você se inclina
para mim. Eu quero seus seios pressionados contra o meu peito e sua boca
na minha.
Seus olhos procuraram os dele. Ela não sabia o que fazer com as suas
instruções, mas ela sentiu seu corpo reagir com a sugestão. Seus seios de
repente foram de suaves e sensível, para doloridos e com necessidade de seu
toque. A pulsação começou no fundo de seu núcleo. Ela se inclinou para ele,
deixando seu peito largo, musculoso tomar seu peso.
A sua mão permaneceu na nuca em seu pescoço, enquanto o outro
braço varria em torno de sua cintura puxando-a para ele. Ela teve que
levantar a cabeça para que ela pudesse ver sua boca. Ela poderia se fixar em
sua boca, especialmente porque ela sabia o seu gosto. Sabia a maneira como
ele beijava.
Ela passou os braços em volta do pescoço, apertando-se ainda mais
perto, deixando-o segurá-la. Consolando-a. Cuidando dela. Isso é o que ela
sentiu. Ao mesmo tempo, sentia-se um pouco como sua prisioneira. Cercada
por ele. Tomada por ele. Marcada por ele.
Ignorando tudo o mais que lhe veio à mente, ela concentrou-se em sua
boca. Seus lábios estavam cheios e sensuais, seus dentes muito brancos e

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

fortes. Não havia absolutamente nada feminino sobre ele; na verdade, ele
tinha um olhar ferozmente masculino. Ela encontrou seu coração
acelerando. Seu estômago dando cambalhotas. Seu sexo pulsando.
Para bloquear a sua reação a ele, ela se moveu as escassas polegadas e
escovou um beijo na boca dele. Em seguida, um segundo. Sua língua tocou
a costura de sua boca e ele abriu para ela. Ela era tímida. Ela realmente não
sabia o que estava fazendo, mas ela teve a experiência de beijá-lo e ela seguiu
seu exemplo. Ele deixou-a tomar a iniciativa por alguns segundos de parar-
a-mente. Ela explorou o calor de sua boca, provocando com sua língua,
traçando os dentes dele, beijando-o, porque agora ela queria, e não porque
ele exigia.
Então ele assumiu. Completamente. Varrendo-a para outra dimensão.
Seus beijos faziam isso com ela. Ele expulsou todos os pensamentos. Bons
ou ruins. Todas as outras pessoas até que havia apenas Aleksei. Só o homem
segurando-a para ele. Seus beijos tiravam-lhe o fôlego. Começando sozinho
um incêndio com apenas sua boca.
Seu corpo se movia sem descanso contra o dele. Seu pênis ficou
subitamente duro e quente e descansando contra sua coxa. Sem pensar, ela
deixou cair uma mão para baixo para cobri-lo, sentindo-o estremecer sob sua
mão. Parecia veludo sobre aço. Espesso. Tão grosso. Tão longo. Como isso
poderia caber dentro dela? Mas coube, e a fez se sentir tão bem.
— Envolva seu punho em torno do meu pau, Gabrielle.
Ele sussurrou o comando contra sua boca e então ele estava beijando-a
novamente. Longamente. Molhado. Duro. Muito gostoso. Sua boca
tornando-se mais áspera. Ela não podia resistir à tentação e ela colocou os
dedos em torno da pesada ereção. Ele pulsava em sua palma. Tão quente.
Veludo macio. Ferro duro. Ela não se impediu de explorar. De percorrer com
a palma da mão até o eixo e deslizar para cima e sobre a ampla coroa.
— Seu. —ele disse suavemente. — Todo seu.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Um braço foi para as costas, o outro sob seus joelhos. — O amanhecer


está rastejando em cima de nós. Vamos para a terra e continuaremos na
próxima sublevação. E, kessake. —Ele lambeu apenas atrás da orelha e, em
seguida, mordeu suavemente sobre a pele entre o ombro e pescoço, enviando
mil chamas dançando sobre sua pele. — Você não pensou sobre ele sequer
uma vez, não é? Eu lhe disse para confiar em mim. Eu posso te ajudar.
Quando você precisar de ajuda, peça.
Seus olhos ficaram nos dela e ela balançou a cabeça lentamente, sua
respiração ainda presa em seus pulmões. Ele abriu a terra, e ela fechou os
olhos. — Eu nunca fui para a terra a menos que eu já estivesse dormindo, —
ela confidenciou.
— Você vai deitar comigo, a terra estará aberta até termos que fechá-
lo, e eu vou dizer-lhe como fazer isso. Posso te ajudar. E sempre saiba, você
está segura comigo. Se você não conseguir dominar seu medo, me diga e eu
vou ajudá-la.
— Eu não estou limpa ainda.
— Eu quero que você vá para a terra comigo dentro de você. Quando
você acordar na próxima sublevação, eu prometo que você vai estar limpa.
Ela não tinha certeza do que pensar sobre isso, mas ela sabia de uma
coisa—ela sabia exatamente por que ele queria que ela o beijasse. Gary tinha
desaparecido de sua mente, assim como ele tinha ido quando Aleksei tinha
tomado seu corpo nas duas primeiras vezes. Beijar Aleksei fazia isso e ela
não queria pensar muito sobre o que ele dizia sobre ela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

rixie Joanes estava em apuros. Não era um pouco de problemas, mas


numa grande. O tipo de problema que você poderia acabar morto muito
rápido se não tomasse decisões inteligentes. Ela estava bastante certa de que
as montanhas estavam, provavelmente, escondendo um milhão de vampiros,
mas o seu kit de caça-vampiros que ela tinha comprado na Internet—era
realmente muito difícil de ser carregado por aí.
A caixa inteira era grande e pesava uma tonelada. Era inadequado para
caminhar nas montanhas—o que era difícil o suficiente—e impossível de
realizar. Então, realmente, o que era bom? Uma caixa de madeira grande,
com todos os tipos de conteúdo, que, quando sentada em casa na sua sala de
estar parecia muito legal, mas quando ela estava tentando transportá-la por
aí com ela, caminhando até uma montanha seriamente alta, e, atrás da bunda
de um vampiro, estava fora de questão.
Ela estava caminhando por horas, correndo quando podia, o que, na
verdade, não era muito frequentemente. Ela estava indo para cima. Ela não
foi construída para a velocidade. Ela era uma mulher com o corpo de uma
mulher. Em forma, mas ainda assim, ela tinha curvas. Curvas femininas
reais, não alguma figura magricela que estava na moda.
— Sério. —Ela murmurou a palavra sob a respiração quando ela evitou
um campo cheio de pedras e tentou encontrar um lugar que era seguro para
se sentar e descansar. Ela realmente precisava descansar. Ela tinha subido à
montanha em vez de descer por uma variedade de razões, nenhuma das
quais, naquele momento em particular quando ela estava sugando o ar para
tentar dar-lhe aos pulmões queimando uma pausa, parecia lógico.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela viu uma pequena rocha para boulder na parte de trás de uma sombra
da montanha que se erguia por trás dela como um espectro. Ela poderia
apenas sentar-se lá por alguns minutos. Ela não queria estar em campo
aberto, onde seus companheiros de viagem poderiam encontrá-la. Eles
descobririam seu desaparecimento no momento em que se levantassem. Ela
só podia esperar que eles pensassem que ela tinha ido de volta à aldeia, em
vez de subir a montanha, mas ela estava certa de que Denny Jashari poderia
rastrear qualquer coisa nas montanhas.
Trixie não tinha que ter ido a um país estrangeiro andando com um
bando de hienas que fingem ser boas pessoas quando elas claramente não
eram. Se alguma das suas meninas tivesse tomado essas decisões podres ela
teria agarrado nas suas orelhas e a trazido para casa para com uma boa surra
em sua bunda.
Ela se sentou-se sobre a rocha e caiu de costas no chão, considerando
pela milionésima vez se deixava ou não seu kit de caça-vampiros. Não era
que ela não acreditava em vampiros—mas ela tinha sido convencida de que
monstros realmente existiam—mas sabia que não estava a dois passos desse
hospício—mas, francamente, ela simplesmente não conseguia evocar energia
suficiente para carrega-lo. Ela não precisava se preocupar com os monstros
que estavam lá na montanha, ela tinha que se preocupar com os maníacos
que vieram com ela.
Ela não gostava de viajar e ainda assim, ela encontrou-se nas Montanhas
dos Cárpatos, em algum lugar próximo a Polónia ou a Ucrânia, ou um desses
países onde ela não entendia uma palavra que qualquer um dizia. A única
razão pela qual ela iria deixar sua casa e seu próprio bairro era sua amada
neta—Teagan.
Teagan gostava de viajar e ela estava sempre se metendo em problemas.
_________________________________

boulder – é uma das modalidades da escalada em rocha, praticada sem o uso


dos equipamentos de segurança convencinais como cordas e mosquetões.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Acima de tudo, ela conseguia sair deles, porque ela era extremamente
inteligente, mas desta vez ... Bem, ela precisava de sua avó se ela achava que
sim ou não. Teagan estava apaixonada. Por um estrangeiro. Trixie sabia
tudo sobre o tráfico de seres humanos e o comércio do sexo acontecendo com
as jovens, lindas, meninas suscetíveis como Teagan. Ela tinha que impedi-la
de cometer um erro terrível. Bem, agora, a sua primeira prioridade era salvar
a si mesma e se o fizesse, seria preciso muita sorte. Ela deveria ter pensado
melhor antes de se meter com um bando de fanáticos.
Trixie olhou cautelosamente ao seu redor, tentando se orientar. Ela
escapou da área de acampamento, sob o pretexto de recolher lenha para uma
fogueira. E ela tinha apenas partido. Seus companheiros de viagem eram
totalmente doidos. Malucos. Como em insano. Eles poderiam muito bem ter
sido seguidores da Bíblia, que acreditavam em tudo, menos na Bíblia. Sério
doidos.
Teagan era de Trixie. Sua menina especial. Seu sol na parte da manhã e
as estrelas à noite. Ninguém ia prejudicar Teagan. Não algum estranho
horrível que encantou uma jovem, inexperiente e provavelmente estava
tentando se casar com ela para entrar nos Estados Unidos, e nem esses
caçadores de vampiro fanáticos que não sabe a diferença entre um vampiro
e um ser humano.
Totalmente sanguinários. Trixie não se importava em chutar uns
traseiros quando estava em guerra, mas ela era exigente. Seus companheiros
de viagem não eram exigentes. Ela esfregou a mão pelo rosto, tentando lutar
contra a exaustão. Ela tinha estado caminhando a maior parte do dia, o sol
estava prestes a descer. Ela tinha subido a montanha, não descido, porque
algo obrigou-a a ir para o pico mais alto e a névoa, ao invés de voltar para
baixo.
A névoa serpenteava logo acima dela, espessa e densa. As coisas
pareciam mover-se na névoa, e ela podia ouvir vozes escuras no
vento. Esteve Teagan lá em cima? Nisso? Se assim for, ela precisava ser
resgatada, e Trixie estava lá para fazer exatamente isso. Ela podia ouvir a

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

música da noite. O vento, as árvores mudando sutilmente, as rochas, alguns


delicadamente escorrendo pela encosta da montanha, até mesmo os lobos,
todos misturados juntos em harmonia para fazer lindas melodias, de tirar o
fôlego.
Ela ouvia a música das pessoas. Ás vezes suave. Ás vezes alto. Alegre.
Triste. A música sempre esteve lá, a partir do momento que ela pudesse se
lembrar como uma menina. Uma parte dela. Quando ela ficou mais velha
começou a discernir as notas musicais nas pessoas a alertavam para o tipo de
pessoa que eles eram. Encontrando seus companheiros de viagem na parte
inferior da montanha a convenceu de que ela estava em apuros. As notas que
ela ouviu vindo deles enquanto eles caminhavam pela trilha, bem como as
conversas sobre estacar pessoas, a fez sentir fisicamente doente.

Ela olhou para a névoa novamente. Rodopiando em padrões.


Antinatural. Ela não sabia como ela sabia que não era natural, porque a
música fazia parte da canção da noite, ás notas do denso véu de cinza não
tilintou, ou foram discordantes, mas ainda assim, a massa de vapor cinza
redopiando definitivamente não era normal.
Mais uma vez ela sentiu a ansiedade puxando seu centro. Seus pés
queriam seguir o caminho direto para o nevoeiro e ir ainda mais alto. Ela
esperava que ela estivesse sintonizada com Teagan. Ela sempre soube onde
estavam suas meninas porque sentia sua música. O caminho que ela tomou
lhe trouxe notas fracas que eram de Teagan, mas elas pareciam fora de
alcance, como se ela não pudesse alcançá-la. E o que é que Teagan estava fazendo
correndo ao redor da montanha à noite em um país estrangeiro? No momento em
que havia problemas, ela deveria ter pegado um avião de volta para os
Estados Unidos. E ela estava com problemas. Enormes problemas desta
vez. Essa menina estava indo para se lembrar um pouco do que foi dado na
sua bunda quando pequena.
Trixie estava em boa forma. Ela ainda tinha uma boa figura. Ela tinha
curvas e nenhum deles eram de flacidez. Ela parecia bem em suas calças de
combate realmente abraçando-a moldando-lhe seu corpo e que ficou muito

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

bem com suas botas de caminhada. Ela ainda tinha a cintura próxima da que
tinha quando jovem e seu cabelo era tão cheio e tão brilhante como
sempre. Ela gostava dele comprido, com toneladas de tranças para que ela
pudesse fixa-las de forma intrincada o que a fazia se sentir como uma mulher,
não um robô.
Secretamente, ela tinha algo que a deixava realmente atraente—e sexy—
uma calcinha; claro que ninguém sabia sobre aquele pequeno vício e ela não
ia deixar seus companheiros de viagem descobrir seu segredo,
tampouco. Eles tinham inclinação pela morte, e ela tinha a sensação de que
a matariam quando eles a alcaçassem. Se você não estivesse com eles, então
você estava contra eles. Pareciam irracionais—racistas—e sendo negra, ela
teve o suficiente disso para durar mais de uma vida.
Ela suspirou. A trilha para a montanha era íngreme e a levou direto para
o nevoeiro. Ela podia estar em forma, mas ela não era uma jovenzinha mais
e ela havia seguido aquelas notas musicais fracas durante toda a noite e agora
a maior parte do dia e ela estava cansada. Muito cansada. Pior. Ou
muito pior era o fato de que estes homens com quem ela estava acampando
agora a estavam caçando, e pior não só a ela, mas, também a sua neta Teagan
e o homem que estava com ela.
Trixie e seus companheiros de viagem tinha se reunido com um homem
no vilarejo logo abaixo da montanha—um homem com o nome de Denny
Jashari. Ele afirmou que um casal, um homem e uma mulher—tinha matado
seu filho e sobrinhos lá na montanha. Quatro de seus sobrinhos e seu
filho. Então, cinco homens. Ele descreveu Teagan.
Teagan. Sua amada Teagan. Como se Teagan pudesse machucar uma
mosca. Trixie tinha recebido o telefonema de Teagan dizendo que ela tinha
conhecido um homem e ia se casar com ele. Ela também disse que seu guia
era um serial killer. E um estuprador. Que o guia havia sido Armend Jashari,
filho de Denny Jashari. Sim. Trixie estava com problemas, mas também
estava Teagan. Ela tinha que encontrar sua neta primeiro e rápido, antes que
os outros o fizessem, e levá-la para casa, onde ela estaria segura.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Estou muito velha para essa merda, —Trixie murmurou, e se


empurrou para fora da rocha. Sua mochila parecia que pesava uma tonelada
e novamente sentiu-se tentada a jogar fora seu kit de caça-vampiros, mas ela
poderia ter que usá-lo contra os idiotas humanos que a estavam
caçando. Jashari tinha enviado os homens com quem ela estava em um
frenesi assassino, convencendo-os de que Teagan e seu homem eram
vampiros.
Ela colocou seus pés em chamas de volta na trilha e começou a subir
na direção do estranho nevoeiro. O banco de névoa parecia perto, mas
embora ela tenha viajado por horas, ainda havia uma boa distância. Ela
realmente, realmente estava velha demais para isso. Ela devia ter retirado seu
kit de caça-vampiros da mochila e simplesmente ter atirado em todos bem ali
no antigo prédio em ruínas, onde eles realizaram a sua reunião, no momento
em que eles descreveram Teagan.
Fred Wilson tinha sido seu contato nos Estados Unidos. Tinha sido sua
esposa, Esmeralda, a primeira a fazer amizade com Trixie. Trixie sacudiu a
cabeça. Ela tinha sido enganada por essa bruxa velha. Elas tinham rido juntas
e tinham feito comentários irritantes uma sobre a outra online—algo que
ambas gostavam—reunindo-se em salas de bate-papo e se tornaram amigas
rápidamente. Ela tinha sido tão tola.
Ela se manteve em movimento, ganhando velocidade enquanto pensava
na maneira como Esmeralda a tinha empurrado para uma teia de enganos
tão facilmente. Trixie sabia que ela era inteligente e ainda podia contar com
esse conhecimento, por vezes, se sentia um pouco superior quando outros a
interpretavam mal porque ela não teve uma educação formal. Ela tinha
educado a si mesma e ela tinha feito muito bem no mundo dos negócios. Ela
tinha criado sua própria filha e quatro netas, as quais todas eram graduadas
na faculdade. Ela havia feito um bom trabalho. Ainda assim, ela tinha sido
enganada por Esmeralda.
A mulher não era sua amiga. De modo nenhum. Ela de alguma forma
soube sobre a capacidade de Trixie para sintonizar-se com as pessoas.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ninguém fora da família sabia sobre isso. Bem ... há alguns anos ela havia
feito testes psíquicos apenas por diversão. Mas isso era confidencial. Ou pelo
menos haviam dito que era. Esmeralda obteve essa informação. Ela fez o
contato inicial online em um site onde os leitores de romances de vampiros
se reuniram para discutir os livros. Elas se divertiram juntas. Agora não era
mais tão divertido, e definitivamente não era divertido neste momento,
agora, não com o marido de Esmeralda acreditando no que aquele homem
psicopata Jashari disse sobre Teagan. É claro que eles não sabiam que Teagan
era sua neta ou eles provavelmente a teriam matado no local.
Ela tinha ouvido eles juntos sussurrando em sua tenda. Como eles
poderiam usá-la para encontrar os vampiros ... e em seguida, eles teriam que
se livrar dela, porque ela sabia demais e não acreditava em sua causa. Como
se sua presença não era o suficiente para eles. Ela tinha certeza de que era
Jashari que a queria morta. Ele havia liderado as discussões e os outros o
tratavam com deferência, e seguiam a ele em todas as coisas. Ela tinha a
sensação de que ele era bastante alto em sua organização.
Finalmente. Definitivamente. Ela atingiu o banco de nevoeiro. Ou mais
corretamente, uma parede de nevoeiro. Parecia sólida e impenetrável.
Estudou-a de vários ângulos diferentes, ela decidiu que precisava encontrar
uma maneira de entrar. As notas fracas que ela seguiu foram chamando-a de
dentro da cobertura espessa e cinzenta de vapor—então ela teria que entrar.
Trixie era um monte de coisas, mas ser paciente não era uma delas. Ela
jogou a mochila no chão, grata por tira-la de cima dela, mas não tão grata
que ela teria de se sentar no chão e sujar as calças dela. Elas eram bonitas e
ela realmente gostava delas. Não era tão fácil de encontrar calças que
mostravam suas curvas em seu máximo proveito. Se ela ia ser assassinada lá
em cima na montanha, pelo menos, eles encontrariam seu cadáver
elegantemente vestido.
Ela tentou tirar a poeira do chão e a vegetação de todo o local antes de
sentar-se cautelosamente ali mesmo no chão, olhando para a frente para o
nevoeiro. O vapor se movia, girando, quase hipnotizante, fazendo padrões,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mas não havia vento que para move-lo. Uma mão invisível talvez, mas não
o vento. Ela podia sentir o vento, mas não estava movendo a neblina. Ela
fechou os olhos, recusando-se a olhar para a névoa rodando. Em vez disso,
ela ouvia atentamente, ouvindo a música dentro do nevoeiro. As notas de
prata e ouro cantaram baixinho para ela.
As notas não foram discordantes em tudo, não como as notas que Denny
Jashari e seus amigos emitiam. Estas notas eram de aviso, transmitindo aos
outros para ficar longe, mas ao invés de estar fora de sintonia com a natureza,
eles se encaixam perfeitamente. Harmonioso. Definitivamente, uma parte
daquele lugar selvagem.
As notas a atraíam como nenhuma outra coisa em sua vida já teve. Algo
dentro dela respondeu, igualando o ritmo, quase como um piscar de
olhos. Ela sentiu seu corpo em sintonia com as notas. Abraçando-as. Sua
própria sinfonia tocada em contraponto e, em seguida, cantou em
harmonia. Quem ou o que tinha colocado essas notas no nevoeiro se
encaixava com ela. Pertencia.
Apesar do perigo para sua neta, apesar do perigo muito real para si
mesma, pela primeira vez em sua vida, ela relaxou completamente. Ela não
se lembrava de jamais ter relaxado. Ela estava sempre muito ocupada. Ela
tinha muitas responsabilidades. Ela trabalhava sem parar. Ela teve que cuidar
das crianças e sua educação. Ela fez uma casa para eles. Ela não teve tempo
para ver a suas próprias necessidades. Sua família era sua vida. Tudo. Ela
não relaxava.
Ela encontrou-se simplesmente respirando, deixando as notas enchê-la.
Reanimando-a quando ela estava tão exausta. Ela queria rir. Chorar. Sentia-
se segura embrulhada em sua canção. Era selvagem. Indomável. Ao mesmo
tempo, havia elegância lá. Refinamento. As coisas simplesmente fora de seu
alcance. Ela tinha dado a suas netas, mas ela nunca tinha dado para si
mesma. Sentada lá no chão, ela cantou de volta para as notas, sentindo-se,
pela primeira vez em sua vida, elegânte e refinada. Sentindo-se segura.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Demorou alguns minutos, ou talvez fosse horas—para perceber que ela


estava envolta na névoa. Ela não tinha visto ela se mover, mas então ela não
estava olhando. Ela estava só sentindo. Ela tateou procurando por sua
mochila, porque o nevoeiro era denso demais para a visão penetrar. Estava
lá, bem ao lado dela, então, ela não havia se mexido. Apenas o nevoeiro
tinha.
Ainda assim, ela não tinha medo. Era impossível sentir medo quando
tudo dentro dela sentia-se transformado. Dourado. Perfeito. Ela nunca tinha
estado assim antes, e ela não ia desistir. Se sentiu tentada a sentar-se naquele
ponto exato para sempre, mas ela sabia que tinha de encontrar Teagan. Ela
ainda não tinha certeza de que ela estava na trilha de Teagan. Claramente,
ela tinha estado no mesmo nevoeiro. Trixie ouviu ecos da canção de Teagan,
mas as notas eram ainda muito fracas, como se ela não estivesse mais perto
dela.
Por mais estranho que fosse foi as notas no nevoeiro que a
chamavam. Elas cresceram mais forte, mais insistente, e tudo nela respondeu
às notas misteriosas e belas. Ela se levantou e pegou sua mochila, colocando-
a nos ombros, quase sem nem mesmo sentir o peso dela, porque as notas
estavam recarregando-a, lhe fornecendo a sua luz.
Ela seguiu as notas, sem se importar que ela não pudesse ver no
nevoeiro. Ela poderia ter sido vendada para tudo o que importava. Não faria
diferença. As notas musicais simplesmente ficaram mais altas enquanto ela
as seguia. Seus pés naturalmente encontrando o caminho, como se houvesse
realmente um. Ela não topou com um único obstáculo. Nenhum. Ela sabia
que o sol estava perto de se por, e ela deveria tentar encontrar abrigo. O
nevoeiro estava molhado e quando ela tocou, ou virou o rosto para ele, sentiu
a umidade fresca, como pequenas gotas de água em sua pele, mas enquanto
ela caminhou através dele, ela não se molhou de modo algum. Ela sentiu-se
envolta em um xale de proteção.
Trixie se deteve quando altos e grossos portões pairavam sobre ela. Sua
respiração ficou presa na garganta. Ela havia sonhado com um mosteiro no

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

topo de uma montanha. Agora tudo era familiar para ela. Em seus sonhos o
mosteiro sempre estava envolto na névoa e mistério. Ela às vezes via coisas
em seus sonhos, e eles acabavam se tornando real, mas isso era
assustador. Em seu sonho, dentro do mosteiro, por trás desses portões, estava
algo tão terrível para ela, ela nunca tinha sido capaz de enfrentá-lo. Ela se
obrigava a acordar. Ela estava certa de que tinha um vampiro esperando para
drenar seu corpo deixando-o seco, sem sangue.
Seu coração batia. Forte. Com urgência. Ainda assim, apesar de seu
medo, sua mão foi para o portão, a palma aberta tocando suavemente. Como
uma carícia. No momento em que ela tocou o portão, ela sentiu as notas
lá. Muito mais alto. Chamando-a. Alcançando dentro dela um lugar que teve
sempre, sempre, esteve sozinho. Ao meio da noite, sozinha, quando suas
meninas estavam dormindo em segurança nas camas que tinha fornecido
para elas. O melhor que o dinheiro poderia comprar. Dentro da casa que
tinha comprado para elas. Ela tinha estado sozinha.
Ela tinha empurrado suas próprias necessidades para baixo, a fim de
cuidar daquelas a quem que ela amava. E ela fez isso feliz, sem
arrependimentos. Nenhum. Ela iria escolher o mesmo caminho sempre, mas
isso não significa que, no meio da noite, a solidão não chamou, e ela ficava
acordada mantendo sua mente em branco para que ela não sentisse um
buraco dolorido que nunca seria preenchido dentro dela. Ela sabia que ela
fez essa escolha e o que ela recebeu em retribuição foi maravilhoso. Suas
meninas encheram sua vida com risos e amor. Ela não precisava de mais
nada. Ainda assim, esse vazio às vezes levantava-se para assombrá-la.
As notas douradas mesclavam-se com as notas dentro dela. Cantando
para ela. Chamando profundo dentro dela por suas notas, então ela cantou
de volta. Ela harmonizou e o vazio dentro dela foi preenchido por aquela
bela música. Música que ela nunca tinha esperado. Lá no portão, ela ouviu
as notas crescendo em volume, cantando uma música suave e sussurrante
que tudo nela acenou para frente. Ela podia ver as notas agora, dançando no

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ar, e suas próprias notas juntou-se a elas, prata e ouro, que se entrelaçavam
em torno um do outro.
Houve um clique e o portão se abriu, as notas deslizaram para dentro do
portão aberto. Trixie não hesitou em seguir. Ela entrou pelo portão mal
aberto, seguindo a música que dançava em um pátio. Atrás dela, o portão se
fechou. Ela olhou por cima do ombro para ele, principalmente porque ele
soou alto e pesado, no final.
Com a neblina tão densa, ela não poderia dizer se o sol estava se pondo,
mas parecia frio de repente. Ela estremeceu e deu meia volta. Ela não podia
ver como abrir o portão. Até onde ela podia ver, havia vários pequenos
edifícios espalhados dentro de um muro muito alto. O muro em torno dos
edifícios era alto e grosso e ocupava uma boa quantidade de espaço. Na
verdade, era claramente uma fortaleza.
Olhando em volta, ela estava certa de que era uma fortaleza deserta. Não
havia nada para indicar se alguém morava lá, e se tinha vivido alguém
alguma vez ali, foi há muito tempo. Ela não podia ver nada que pudesse
indicar a existência de um ser humano. Ela deu dois passos em direção ao
centro da fortaleza.
Os edifícios eram velhos, mas eram sólidos e era feito de grandes pedras.
As notas musicais chamaram sua atenção de volta a elas. As notas dançavam
no ar em direção às portas do edifício mais próximo dos portões. Era uma
bela visão e ela se aproximou. A música aumentou em volume. Não a música
de Teagan, mas muito mais masculina. Selvagem. Sexy. Elegante.
Extremamente masculina. Como uma música poderia ser todas essas coisas,
Trixie não sabia, mas era e foi lindo.
Ela foi até o prédio, com o coração batendo forte no peito. Sua boca
ficou seca. Ela não sabia o que esperar, mas a música linda, perfeita a
rodeavam preenchendo as notas que faltavam de sua canção. Ela sentiu-se
compelida a se mover para a frente e sabia que se tentasse impedir-se que ela
não seria capaz parar. Ela tinha que achar o dono dessa canção.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Seus dedos se enrolaram em torno da maçaneta da porta cruamente


esculpida. Não havia tranca. A porta era pesada, mas ela se abriu facilmente
quando ela empurrou ele, entrou e parou. Ela soltou a porta em estado de
choque, e atrás dela, ela se fechou. As notas musicais encheram a sala,
dançando, rodopiando por todo o espaço a sua volta, mas não havia nada
dentro daquelas quatro paredes, mas a terra. Um chão de terra. Um chão de
terra sem ser perturbado.
Ela não sabia por que ela queria chorar, mas ela fez. Ela estava
cansada. Exausta. Ela tinha estado como uma criança caçando o pote de
ouro no final do arco-íris e ela se sentiu enganada. Ela deixou cair sua
mochila no chão e se sentou. Suas pernas tremiam tanto que ela não podia
suportar.
Trixie balançou a cabeça, recusando-se a deixar as lágrimas súbitas nos
olhos cair. No que ela estava pensando? Ela já havia passado há muito do
seu apogeu. Ela tinha perdido a chance de qualquer tipo de ... o quê? Ela não
queria um homem. Ela havia escolhido seus caminhos. Pensou irritada
consigo mesma. Ela sempre falava em sua mente e muitas vezes de modo
sarcástico e desagradável quando ela se apanhava com esses pensamentos.
Os homens gostavam de mulheres doces, coisa que ela não era. A vida tinha
sido boa para ela, trazendo suas netas com ela, mas também tinha tomado
muito. Ela tinha sua vida do jeito que ela gostava agora. Ela não mudaria um
momento dele para um homem.
Ela endireitou os ombros porque, realmente, ela estava em algum tipo
de feitiço hipnotizante e talvez, apenas talvez, a menina adolescente que
havia ficado grávida e achou que seu homem a amava e iria acompanhá-la
houvesse ressurgido do nada, estava sonhando de novo. Ela tinha que
encontrar sua força e seu senso de humor, não importava que ela estivesse
sozinha. Ela não podia se dar ao luxo de sonhar. Ela tinha desistido de
sonhos para si mesma uns bons cinqüenta anos atrás. Seus sonhos eram para
suas meninas. E elas estavam vivendo um sonho que era suficientemente
bom para ela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Trixie olhou ao seu redor. Pelo menos ela tinha abrigo. Ela estava
cansada e precisava dormir. Ela estava bastante certa de que os homens que
estavam perseguindo ela não poderia não seriam capazes de fazer o seu
caminho através da densa neblina. Em qualquer caso, eles não podiam
rastreá-la, uma vez que eles atingissem o nevoeiro. Ela teve as notas musicais
para guiá-la e eles não as tem.
Ela abriu sua mochila e tirou seu saco de dormir. Ela ia dormir ali
mesmo no edifício vazio com as notas musicais que dançavam ao redor
dela. E ela nem sonharia. Ela não se sentiria sozinha. Ela iria apenas
dormir. Sendo um tipo de mulher cuidadosa e sempre acreditando em estar
sempre preparada, ela puxou sua caixa do kit de caça-vampiros para fora de
sua mochila e colocou-a ao lado dela.
Olhando para ele, ela se sentiu um pouco melhor. Havia um frasco de
água benta e uma bíblia. Havia todos os tipos de outras coisas também, mas
ela realmente gostava da pequena arma que disparava pequenas e afiadas
estacas. Elas não eram tão grandes como ela gostaria. De modo nenhum. Ela
franziu a testa enquanto examinava-os. Se ela tivesse projetado o kit, ela teria
se livrado da maior parte do lixo nele e teria se concentrado em fazer algumas
estacas grandes. Do tipo que faria um buraco sério no coração de um vampiro
de modo que ele nunca iria subir novamente. Era uma arma com um
reservatório para colocar as estacas, então era só apontar e disparar e ela
gostava disso. Ela o colocou ao lado de seu saco de dormir com um pacote
adcional de estacas extras.
— Espero que eu realmente não tenha que usá-las, —ela sussurrou em
voz alta, porque, na verdade, elas pareciam bobas. Elas pareciam pontas de
estacas apenas. Ela gostava de coisas grandes. Arrojadas. Maior que a vida.
Sólidos. Especialmente uma estaca que se interpunha entre ela e um vampiro.
Trixie deitou-se em cima do saco de dormir, olhando para as notas
dançantes, ouvindo a bela canção, que a fez sonhar quando ela não queria.
Quando ela sabia melhor. — Eu nunca quis um homem de novo, não depois
de saber que eles eram vagabundos e preguiçosos que mentiam e enganavam.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele nunca falou uma palavra para nossa filha. Nenhuma. Nossa menina
bonita. —Sua mão tremeu e se fechou ao redor da pequena arma. Se o pai de
sua filha estivesse de pé diante dela naquele momento, ela o teria estacado
naquele local.
Ela ficou em silêncio por um longo tempo, às vezes chegando a limpar
o molhado em seu rosto. Ela não chorava, então a humidade não era
lágrimas, talvez sobra de resíduo do nevoeiro. Ainda assim, seus olhos
estavam um pouco úmidos e fora de foco quando ela notou a perturbação no
chão de terra. Bem no meio. A terra se espalhou pelo ar, pequena no início
e, em seguida, como um gêiser.
Trixie ficou de pé e saltou para o lado. Ela ficou parada perto de um
buraco no chão, olhando em estado de choque. O buraco era profundo e
comprido. Ele era comprido porque tinha que acomodar um homem muito
grande. Ele estava deitado na sepultura aberta—e era um túmulo aberto—
olhando para ela. Seus olhos estavam abertos.
Trixie gritou. Ela não era do tipo de gritar e seu grito a assustou. O mais
provável é que assustou os anjos no céu. Ela levantou a mão e apontou para
ele. Um verdadeiro vampiro, por Deus. Olhando para ela. Levou um
momento para perceber que a pequena arma estava em sua mão e ela
convulsivamente puxou o gatilho. A pequena estaca voou para fora da arma
e o atingiu na altura do ombro.
Ele fez uma careta. Seus olhos, de um azul lindo—e eles eram lindos,
ela notou—que escureciam. Tornando-se iguais as nuvens de tempestade.
Além disso, ele estava totalmente nu. Como em despido. Todo ele. Mesmo as
melhores partes, e embora tenha sido realmente seu pior pesadelo, ela ainda
observou que as melhores partes dele eram realmente o melhor. Santo Deus.
Sua pequena estaca estúpida não tinha feito seu truque. Ela recuou,
tropeçou e caiu sobre seu traseiro, sua mão tentando encontrar as outras
estacas. Ela estava carregando a arma, quando ele se levantou. Flutuando.
No ar. Flutuava. Seus pés não tocando o chão. Santo Deus mais uma vez.
Ela enfiou a estaca na arma e disparou uma segunda vez.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Dessa vez a estaca pegou-o no braço. Realmente não era só carregar e


atirar como ela foi anunciada, e não parecia estar matando-o.
Absolutamente. Ele parecia realmente vivo e realmente grande. Montes de
músculos. Lotes de ... hum ... tudo.
Ela pegou a água benta e jogou o frasco de vidro nele, esquecendo-se de
tirar a rolha. Ele pegou o frasco no ar. Ele foi rápido. Muito rápido.

— Köd alte hän, emni , —ele retrucou.


Sua voz era como música, mesmo quando ele estava xingando. O som
fez seu estômago ondular, algo que não acontecia desde que tinha quinze
anos de idade. E ele definitivamente a estava xingando.
— Afaste-se, vampiro, —ela sussurrou, estendendo a grande cruz de
prata. Até agora o seu kit de caça-vampiros muito caro não estava
funcionando. Esperava que a cruz fosse realmente de prata. — E pelo amor
de Deus, coloque algumas roupas.
Porque realmente. Como ela poderia se concentrar em matá-lo quando
ele estava bem ali, em toda sua glória? E ele tinha glória.
Um lento sorriso puxou as bordas de sua boca. Ele era todo homem.
Não era como aqueles caras magros, que colocavam nas capas dos livros que
ela gostava de ler. Não, ele era definitivamente um homem. Com
extremidades duras e muitos e muitos músculos. Ele podia ser um vampiro
sugador de sangue, mas ele era realmente quente, viril. Se ela fosse morrer,
pelo menos o vampiro que a matou era escaldantemente quente. Ela poderia
levar isso para a sua sepultura e perverte-se por um tempo muito longo na
vida futura.
— Senhora, largue essa cruz boba e me diga o que você está fazendo,
porque até agora, você só disparou dois dardos em seu companheiro e atirou
um frasco de vidro para ele. Tudo isso pode ser considerado desrespeitoso.
______________________________
Köd alte hän, emni – que a escuridão te leve, mulher (xingamento cárpato)

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Suas sobrancelhas se ergueram. — Desrespeitoso? —Ah, não, ele não ia


fingir que ela não era um adversário digno. — Aquilo não são dardos. Eles
são estacas. E eu tenho mais de onde vieram, então não acho que você está
indo para me morder.
Seu sorriso aqueceu seus olhos, e a sério, lá estava ela de novo, aquela
revoada de borboletas em seu estômago. Desta vez foi acompanhado por
uma vibração curiosa em uma região há muito esquecida. Havia se passado
muito tempo. Acabou por cair no esquecimento. Ela estava seriamente
confusa. Ele era perigoso, e ele só tinha de colocar as roupas, porque ela não
conseguia parar de olhar.
— Você está tentando me matar?
— Bem, é claro. —Ela colocou as mãos nos quadris. — Você é um
vampiro e eu estou te caçando. Então sim. Você vai ter que morrer, o que é
muito triste e não gosto de ser eu a ter de despachar você, porque sua música
é linda, mas estou à altura da tarefa, então não chegue mais perto. —Ela
olhou para ele.
— E coloque algumas roupas.
Tinha sido um longo tempo desde que ela tinha visto um homem nu e
ela não se lembrava deles se parecendo com ele. Os artistas, os mais famosos
por suas esculturas, não devia entender direito. Eles deviam ter tentado lhe
esculpir—antes de se tornar um vampiro de qualquer maneira.
— Você está me distraindo e eu tenho um trabalho a fazer, —ela
anunciou, antes que ela pudesse deter as palavras que caiam fora de sua
boca. Agora ela sabia de onde sua neta herdou sua compulsão para deixar
escapar coisas quando ela estava nervosa.
— E seu trabalho é me matar? —Ele perguntou.
Sua voz era suave, quase uma carícia. Ela sentiu as notas acariciar sua
pele como o toque de dedos. Ela estremeceu. Ela não podia evitar. Ela queria

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ouvir a sua voz enquanto ela dormia. Em seus sonhos. A noite toda. O tom
era bonito, como a sua canção.
— Alguém tem que fazer isso, e eu não vou fugir da responsabilidade.
Você é um lindo pedaço de macho, mas isso não importa. Eu não vou deixar
você me morder e me trazer para o lado negro.
Seu sorriso se alargou. Ele tinha dentes perfeitos brancos. Não tinha, ela
notou, dentes de vampiro.
— Eu aprecio que você acha que eu sou um lindo pedaço de macho.
Ela queria fechar os olhos para saborear a sua voz, seu sotaque, mas era
muito perigoso. Tudo nele era perigoso. Seu cabelo era muito longo e muito
preto, mas salpicado com listras finas de cinza prateada. Ela sempre pensou
que os homens com cabelo comprido pareciam um pouco bobo, mas nele, o
cabelo dele não lhe tirava nem por um momento suas características ultra-
masculinas. Ela estava bastante certa, de que ele tinha uma tatuagem que se
arrastava das costas até seus ombros e para baixo em seus braços, mas não
era como qualquer tatuagem que ela já tinha visto e só com a fraca luz
entrando pela janela ela não poderia ter certeza.
— Você ficará feliz em saber então que eu não sou um vampiro. Eu caçei
vampiros durante séculos, mas parei há muito tempo atrás.
Ela piscou. Seu olhar caiu para seu grosso peito, musculoso. Em
seguida, para o seu achatado—abdômen—totalmente plano. Haviam muitos
músculos lá. Ela engoliu em seco, tentando impedir seu olhar de continuar
descendo por seu corpo, mas não havia como parar seus olhos errantes.
Droga. O homem estava bem. Ela estava bastante certa de que ele tinha uma
bela bunda também. Apenas, ele não tinha se transformado completamente
ainda.
— Se você não é um vampiro, como você pode flutuar no ar e dormir
no chão? —Ela perguntou. Ela estava com água na boca de ficar olhando um
pouco para o corpo do homem.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Seu olhar vagou sobre seu rosto. Em seguida, para o corpo dela. Ela
sentiu o toque direto através de suas roupas para seu núcleo. O núcleo que
deu um espasmo. Ele estava acordando coisas que era melhor deixar
adormecidas. Havia posse em seu olhar. Interesse. Não era qualquer
interesse, mas o interesse sexual e ela não estava indo para lá, não importa
quão bom ele fosse.
Seus pés tocaram o chão em frente a ela. Ele acenou com a mão, um
movimento gracioso que enviou uma infinidade de notas que dançaram no
ar entre eles. Imediatamente ele estava vestido. Uma camisa preta fina
esticada em seu incrível peito. Calças que lhe caiam perfeitamente bem. Ele
usava sandálias em seus pés.
Ele parecia muito bem em roupas. Realmente muito bem. Essa coisa de
matá-lo não estava indo tão bem. E agora ele estava perto. Tão perto que ela
podia sentir seu calor. Ela estava fria, então seu calor a fez se sentir bem. Bem
demais.
— Eu sou Fane. O porteiro e guardião do mosteiro.
Em sua vida, Trixie raramente tinha perdido as palavras, mas ela mal
conseguia respirar. De perto ele cheirava bem e sua música misturada com o
dela. Ela podia ouvir a música e sabia que era linda e estava correta. Como
ele poderia ser um vampiro quando ele tinha uma música tão perfeita? Não
fazia sentido. As notas fizeram o seu caminho dentro dela, assim como
tinham feito antes. Instalaram-se, toda a prata e ouro, naqueles lugares
solitários, e desta vez elas não recuaram. Eles ficaram. E o trouxeram com
eles. Seu corpo começou a tremer e ela recuou, tropeçou na caixa do kit de
caça-vampiros e começou a cair.
Fane a pegou, segurando-a em seus braços para estabilizá-la, trazendo-a
para bem perto de seu corpo. Para seu calor. Santo Deus. Ele estava
quente. Ele tinha que notar que ela tremia como uma adolescente boba. Ela
era uma senhora idosa, bem passada do seu auge. Ele tinha que parar de olhar
para ela com aqueles olhos famintos. Se ele estava com fome do sangue dela,
bem, ela poderia lidar com isso. Ela poderia lutar por sua vida. Mas ela tinha

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

a sensação de que ele estava com fome para algo completamente diferente e
ela não sabia como processar isso.
Ela colocou uma mão para afastá-lo. Ela não era alta e ela não era
baixa. Ela era uma mulher com curvas, mas ele a fazia se sentir pequena. Sua
mão parecia um pouco boba lá, uma defesa magra contra ele. Ele se
aproximou ainda mais de modo que sua mão descansou contra seu peito. Ela
podia sentir aqueles deliciosos músculos lá. Ela sentiu seu coração batendo,
parte do ritmo de sua música. Será que os vampiros têm corações que
batem? Ela pensava que eles estavam mortos.
— Senhora. Me diga seu nome.
Ele deu o comando em voz baixa e profunda. Rouca. Áspera. Fazendo
carinho. Ela tinha que encontrar uma maneira de se recompor e parar seu
corpo de responder a apenas o som de sua voz. Ela não era uma adolescente
para se perder em um homem. Ele estava tecendo um feitiço. Porque. Ele.
Era. Um. Vampiro.
— Se eu te der meu nome, isso te dará algum poder sobre mim?
Seu sorriso brilhou novamente e ele sacudiu a cabeça. — Sivamet, você
incorporar o significado da palavra fofa. Eu nunca gostei muito dessa palavra,
até este momento, porque eu não conseguia captar um significado. O
significado é uma mulher que pensa que eu sou um vampiro, mas ainda me
faz perguntas, pensando que eu poderia ajudá-la. Um vampiro iria matá-la
imediatamente. Ou ele iria quase drena-la e, em seguida, torturá-la antes de
lhe conceder a morte. Ele é totalmente mau. Não há conversa com um
vampiro. E essas coisas que você trouxe com você são inúteis contra ele.
Bem. Isso não era bom em tudo. Não. Para. Todos. Ela suspirou. —
Eu estou cansada e eu vou me sentar, então, se você não é realmente um
vampiro, me dê alguns minutos para descansar. Eu estive caminhando
durante todo o dia e parte da noite e eu não sou mais tão jovem. —Ela achou
melhor salientar para ele então ele tiraria esse olhar faminto do rosto
dele. Ela era uma ameixa seca velha e não tinha ideia do que fazer com um

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

homem tão bom quanto ele. Bem, ela tinha lido livros suficientes para saber
o que fazer com ele, mas desde que ela não tinha qualquer experiência
prática, ela sabia que não ia acontecer.
Adequando a ação às palavras, ela sentou-se em seu saco de dormir e
começou a recolher suas ferramentas do seu kit de caça-vampiros. Pelo
menos ela não teria que carregar a pesada caixa estúpida por aí com ela mais,
porque nada disso funcionou nele. Nem uma única coisa. Um desperdício de
dinheiro, e quando ela chegasse em casa ela estaria colocando uma avaliação
de uma estrela, e destruiria a reputação do vendedor. Isso era certo.

ane estudou as características de sua mulher, enquanto ela se sentou


no chão. Ela parecia exausta e estava escondendo seu medo. Ela tinha uma
pele bonita. Essa tinha sido a primeira coisa que ele tinha notado. Suave
como uma pétala de rosa. Uma linda cor escura, quase cor de chocolate que
o fez querer correr os dedos sobre sua pele. Ela tinha um monte de cabelo. Era
longo, atingindo sua cintura, e estavam em pequenas tranças enroladas nos
lados de seu couro cabeludo indo para a parte de trás onde foi recolhido por
um laço de algum tipo e as tranças caíam em uma cascata grossa para baixo
de suas costas. Bonito. Incomum.
Ele não tinha visto em cores em bem mais de mil anos. Mais até. Ele não
sentia absolutamente nada. No começo, era difícil de assimilar o que ele
estava sentindo, mas ele era um homem paciente e a euforia estava em
primeiro plano. Ela era humana, e ela claramente tinha idéias sobre o que ia

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

e o que não ia acontecer entre eles. Ele não se preocupou em desiludi-la de


qualquer de suas idéias muito erradas. Ela era sua companheira. Sua
recompensa depois de tantos séculos de manter o mundo de ser um lugar
seguro.
Ele ainda era capaz, depois de tantos séculos, para manter um manto de
civilidade em torno dele o levando a desempenhar a função de manter os
outros antigos lá no mosteiro sob controle. Ele não era um homem que
discutia ou perdia a paciência. Olhando para sua companheira, ele estava
bastante certo de que ele iria precisar dessas características.
Ele agachou-se ao lado dela, seus dedos segurando seu queixo de modo
que ela foi forçada a olhar para ele. — Seu nome, minha senhora.
Ela fez uma careta para ele e por um momento ele pensou que ela
poderia desafiá-lo. Ele seria forçado a levar a informação dela e ele não
queria assustá-la ainda mais. Ela estava se segurando por um fio.
— Trixie. Trixie Joanes. Eu sou dos Estados Unidos, e eu vim aqui à
procura de minha neta Teagan.
Teagan. Ele deveria ter sabido. Fane tinha sentido uma forte ligação
com Teagan, companheira de André, a partir do momento em que ele a
conheceu. Ela estava relacionada com sua mulher.
— Eu conheci Teagan. Ela está segura.
Seus olhos se iluminaram. Ela estendeu a mão e agarrou seu pulso. —
Tem certeza de que era ela? Quando você a viu?
— Na última sublevação.
Ela franziu a testa, e ele percebeu que ela estava do mundo moderno e
humano. — Na noite passada, —ele corrigiu. — Ela está com André e ele
vai mantê-la segura.
Trixie conteve o fôlego e balançou a cabeça, deixando cair a mão para
olhar ao redor em busca da sua mochila. — Eu tenho que ir, para chegar até
ela. Ela não sabe o perigo em que está e nem este André.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Diga-me.
— Eu vim até a montanha com um grupo de homens loucos. Fanáticos.
Deixei-os no meio da noite. Eles estão com um homem da aldeia local, um
homem com o nome de Denny Jashari. Eu o ouvi descrever Teagan e um
homem que ela está viajando. Ele convenceu os homens com quem eu estava
a caçar e matá-la. Eles têm todos os tipos de armas estranhas com eles, e eu
sabia que eles planejaram me matar depois que eu os levasse até este mosteiro
e para a minha neta. Felizmente, eles não perceberam que Teagan está
relacionada comigo.
— Eles sabem, —disse Fane. — Existe uma sociedade de seres humanos
que caçam indiscriminadamente aqueles que consideram vampiros.
Mataram muitos do meu povo ao longo dos anos, mas eu duvido que eles
alguma vez viram ou mataram um vampiro. O mal se sente e tem um cheiro
diferente. Eles não reconhecem esse mau cheiro porque ...
— Eles cheiram e sente da mesma maneira, —ela terminou por ele. Ela
olhou para suas mãos. — Me desculpe por eu ter tentado matá-lo. Eu deveria
saber que não era como eles. —Seu olhar saltou de volta para o seu rosto. —
Mas você estava no chão. —Ela estava muito confusa. Sua canção a
confundia. Isso e o fato de que ele se levantou do chão e era tão bom de olhar
quando ele deveria ter sido realmente um feio cadáver, assustador, e que
parecia fazer sentido quando na verdade, ele não o fez.
— Como você conseguiu passar através das salvaguardas? —Perguntou.
Ela tentou puxar seu olhar dele, mas os olhos dela estavam cativos no
dele. Sua voz era suave, mas instintivamente sabia que não havia nada gentil
sobre a questão. Era uma exigência. Ele queria saber. Ele só era um pouco
assustador, do tipo que mantinha seu temperamento na borda. Ela era muito
velha para ter medo de um homem.
Agora que ela teve uma boa chance de olhar para a cara dele—sem a
distração de seu corpo nu—ele tinha um olhar penetrante e bonito, mas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

muito mandão. Ela não gostava do mandão. Ela era a chefe. Apenas por
segurança, ela segurou melhor sua arma.
— Você se importaria de me dar de volta a minha água benta e as duas
estacas disparadas contra você? —Ela estava orgulhosa de que ela conseguiu
soar prática e talvez um pouco arrogante também. Afinal, ele estava com as
coisas dela. Ela tinha comprado e pago por eles.
— Você quer de volta?
Ela fez uma careta para ele e estreitou os olhos para mostrar-lhe que ela
não era uma mulher para brincadeiras. — Eu sinto muito sobre isso. Mas,
elas são minhas.
Ele olhou para o frasco de água benta e, em seguida, estendeu a mão
para o braço e casualmente removeu à estaca. O sangue escorreu pelo seu
ombro. Ela mordeu o lábio. Ela não tinha pensado que as pequenas estacas
ainda estavam nele e que eles realmente o feriram. Sentia-se mal por isso. Ele
parecia muito invencível para sua arma de disparar pequenas estacas poderia
fazer algum dano. Secretamente, ela estava apenas um pouco exultante. Seu
dinheiro não foi um completo desperdício.
O olhar de Fane nunca saiu dela quando ele removeu a segunda estaca
e mais sangue apareceu, pontilhando sua imaculada camisa. Isso não parecia
bom.
— Eu tenho um kit de primeiros socorros, —ela ofereceu, embora ela
não tinha certeza de que queria tocar seus músculos novamente. Apenas
tocando seu peito fez seus joelhos fracos, e por ser uma ameixa seca muito
velha, ela tinha respondido em áreas de seu corpo que ela tinha perdido as
esperanças há muitos anos. — Eu poderia deixar você usá-lo.
Seu olhar constante e focado, a enervava. Era a maneira que ele olhava
para ela, como se ele pudesse devorá-la.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você realmente está sangrando muito, —ressaltou. — Nós não


estamos em qualquer lugar perto de um hospital e se você não parar o
sangramento ... —Ela parou.
— Você vai fornecer o sangue necessário. Você é minha companheira. E
abaixe essa arma boba. Você será responsável por me atirar novamente, dessa
vez por acidente.
Ela tentou o seu olhar mais severo, o que faz as meninas tremer e correr
para os seus quartos. Isso sempre funcionou. — Não seria um acidente. Não
tente me dar ordens. Eu não estou intimidada por você.
Um lento sorriso curvou sua boca e suavizou suas feições. Será que ele
tem que ser tão bonito? Ela nunca tinha sido capaz de suportar ver qualquer
pessoa ferida. E ela era a pessoa que fez isso. Porém, ele saiu do chão. Nu. E
ele flutuou. E colocou roupas sem realmente se vestir.
Seus dedos se fecharam mais duros em torno da arma. Não estava
carregada e ela precisava tentar chegar até as outras estacas. Quando ela fosse
baixar a avaliação para uma estrela ao fabricante, ela ia mencionar que a
arma realmente precisava disparar pelo menos seis tiros. Você, obviamente,
não poderia derrubar um vampiro de verdade com uma ou duas estacas tão
pequenas. Você precisaria de uma arma maior.
— Eu estou lendo sua mente, —ele anunciou suavemente.
— Eu não acredito em você. Ninguém pode fazer isso.
— Uma arma maior? Você está planejando atirar em mim de novo?
A diversão em sua voz a irritava. — Você precisa me levar a sério, —ela
retrucou. — Eu tenho a arma, não você. E eu não tenho medo de usá-la.
— Você fechou seus olhos quando você atirou em mim. Sua mão tremeu
o que lhe fez errar o alvo duas vezes, —ressaltou. — E então você se esqueceu
de tirar a tampa do frasco de água benta.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela olhou para ele. — Não é muito bom soar arrogante e divertido
quando você está apontando um par de pequenos erros. Tenho certeza que
eu vou melhorar com a prática.
— Companheira. Você tem atitude suficiente para dez mulheres.
— Exatamente. —Ela estava mais do que satisfeita que ele tenha visto
isso. Isso devia enviá-lo gritando para as colinas e respeitando o seu kit de
caça-vampiros, embora ele fosse meio ineficiente e precisava de algumas
melhorias, que ela tinha a intenção de providenciar.
Ele estava em pé perto num momento e no próximo ele estava lá. Bem
ali. Em seu espaço. A arma que estava em sua mão a jogou fora. Ela ainda
não tinha visto ele se mover. Ela piscou e lá estava ele. Todo lindo, uma
massa de músculos quentes invadindo seu espaço. Tocando-a. Ela levantou
as duas mãos para afastá-lo. As palmas pousaram em seu peito e ela fechou
os olhos, sentindo a ondulação dos músculos bem definidos.
— Eu gosto de atitude, —ele sussurrou, sua boca contra seu ouvido.
Ela sentiu o toque dos lábios dele em sua orelha e uma infinidade de
formigamentos se moveram através de seu corpo em uma agitação real. Não
havia como controlar essa reação. Empurrando contra a parede do peito não
era uma opção, e não quando a boca se moveu contra seu ouvido e sua língua
tocou logo atrás dele em um pequeno e delicioso deslize, enviando um
pequeno tremor através de seu corpo. Acordando-a. Ela não podia ser
despertada. Ela tinha domado aquele monstro há muito tempo. Ela não
saberia o que fazer com um homem como ele.
— Não. —Uma palavra. Isso era tudo que ela poderia pronunciar. Sua
mente estava se desgastando em torno das bordas. Sua boca estava quente
em sua pele. Sedutor. Ela pensou que podia resistir. Ela sabia que não devia
brincar com o fogo, mas seu corpo de repente não era dela. Sentia-se fraca
demais para se mover.
Você está dizendo não a seu companheiro?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela ouviu as palavras em sua mente, não em voz alta. Ela pensou que
tivesse ouvido. Mas sua boca estava em seu pescoço, sua língua deslizando
sobre sua pele, sobre seu pulso, e ela não queria que ele parasse. Ele precisava
parar, mas ela não queria que ele parasse.
Te avio päläfertiilam. É minha companheira.
Ela não tinha idéia do que ele quis dizer com a palavra companheira,
mas ele parecia sério. Ela tentou se concentrar, mas sua boca estava em seu
pescoço, os dentes raspando para frente e para trás, e parecia erótico.
Muito erótico. Ela adorava a maneira como se sentia, embora seu cérebro
continuou a tentar funcionar adequadamente e protestar.
Éntölam kuulua, avio päläfertiilam. Reclamo-te como minha companheira.
Sua voz era tão sexy, com um timbre profundo. Ela amava sua voz. Mas
ela queria sua boca no pescoço dela mais. Ela ainda virou a cabeça para lhe
dar melhor acesso. Seja qual for o assunto de ser sua companheira era, só
desta vez ela poderia suportar apenas para sentir sua boca sobre ela.
Ted kuuluak, kacad, kojed. Eu pertenço a você.
Ela gostava que ele pertencia a ela. Só por esse momento, é claro. Ela
não era uma menina com sonhos para o futuro. Ela sabia que os homens não
ficavam, especialmente na sua idade. Especialmente quando eles se pareciam
com ele. Ela estava começando a pensar que ela foi pega em algum tipo de
sonho. Se assim fosse, ela estava disposta a ficar dormindo um pouco mais.
Élidamet andam. Eu ofereço minha vida a você. Pesämet andam. Dou-lhe
minha proteção. Uskolfertiilamet andam. Dou-lhe minha lealdade.
Oh meu. Ela nunca tinha tido ninguém oferecendo sua vida, sua
proteção ou a sua lealdade. Ela sentiu a honestidade de suas palavras e seus
olhos se encheram de lágrimas. Verdadeiramente, este era algum tipo de
sonho estranho. Homens lindos não se levantava debaixo da terra e
anunciava que daria sua vida para você.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua boca queimou em seu pescoço. Direto sobre seu pulso. Seu pulso
batendo. Seu coração tinha acelerado até que ela estava com medo de que
fosse explodir em seu peito. Seus seios realmente doíam. Ela não sabia o que
fazer com isso.
Seus dentes se afundaram em seu pulso e sua cabeça caiu para trás. Seu
corpo se arqueou em seus braços, e ela ouviu um gemido suave que escapou
de sua garganta como uma picada de dor deu lugar ao prazer. Não. Mais do
que mero prazer. Fogo correu por suas veias direto para seu núcleo. Ela
sentiu como se ela pudesse ser a bela adormecida, adormecida por décadas e
agora despertada pela mordida de um mestre.
Sivamet andam. Eu te dou o meu coração.
A voz dele. Aquela voz. Sexy. Tentadora. Rouca. Perfeita. Ela podia
ouvi-la para sempre. E ela não queria que sua boca nunca parasse de
trabalhar em seu pescoço.
Sielamet andam. Eu te dou minha alma.
Isso foi tão bonito, seus olhos se encheram de lágrimas que escorriam
pelo seu rosto. Ela tinha pensado que ela não poderia ser tocada por nada.
Tinha passado seu tempo para sonhar, mas aqui estava ela, presa em um
sonho, e era o mais bonito do que ela jamais poderia ter esperado. Ela achou
um pouco criativo e ficou surpresa de que ela poderia imaginar um homem
tão lindo como Fane. O nome dele. Seu sotaque. Sua aparência. E ele nem
era um irmão. O quão estranho que foi isso? Após a experiência de sua filha
ela nunca deixou o olhar perdido de novo. Okay, talvez isso não era
totalmente verdadeiro. Alguns homens apenas pareciam bons em um belo
par de calças jeans que moldavam a sua bunda tão perfeitamente.
Companheira. Você não olha para bundas de outros homens, e não quando
estamos dizendo os nossos votos. Você deve prestar atenção ao seu homem.
Uou. Ela não estava dizendo nenhum voto. De maneira nenhuma. Ela
estava em silêncio e apenas deixando o sonho se desdobrar. Ele era mandão
e arrogante e gostava de usar esse tom. Então está bem. O tom estava bom,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mesmo que ele soasse arrogante e mandão. Estava quente. E em seu sonho,
ela estava bem com quente.
Você não quer que eu pare de dizer os nossos votos.
Lá estava ele novamente. Mandão. Arrogante. Tão malditamente sexy
que uma mulher não poderia evitar, totalmente em chamas, mesmo quando
seu motor já não tinha idade para funcionar. Então, não. Ela não queria que
o sonho terminasse. Sua boca em seu pescoço era tão surpreendente,
enviando raios de fogo puro espalhando por seu corpo como o sangue em
suas veias.
— Não. Não pare, —ela murmurou.
Ainamet andam. Eu te dou o meu corpo.
Ela sinceramente apreciou o presente, embora ela não tinha a mínima
ideia do que fazer com ele. Fazia muito tempo. Décadas muito longas. Ela
era todo trabalho, nenhum tipo de jogo de menina por mais que ela não
queria admitir que ele era o homem dos seus sonhos.
Sua boca tomou uma última sugada e ele relutantemente levantou a
cabeça, sua língua passando sobre o local e ela estremeceu. — Você tem um
gosto requintado, senhora. Você é como uma droga no meu sistema.
Viciante. Eu nunca conseguirei tirar seu gosto da minha boca, nem eu quero
tampouco.
Sua camisa parecia ter desaparecido e suas mãos estavam contra os
musculos de aço puro, e pele quente. Ela virou a cabeça e o acariciou
intimamente. Havia uma parte de si mesma que parecia ter separado dela,
olhando, um pouco chocada diante do gesto. Isso não era nada como ela.
Ainda assim, ele cheirava delicioso. Parecia ainda melhor. E ela gostava que
ele a chamava de sua senhora quando ninguém nunca fez, e ela tinha tentado
se fazer em uma para suas netas.
Ele murmurou algo que ela não entendia, algo nessa linguagem que
pronunciou antes de dizer-lhe o que significava. Desta vez não houve

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

nenhuma explicação, mas ela encontrou-se lambendo ao longo de seu peito,


bem acima de seu coração. Ela provou sua pele. Provou sua pulsação. Em
seguida, ela provou-o. Quente. Picante. Viciante, assim como ele tinha dito
que ela era. Sua mão a segurou na parte de trás de sua cabeça, segurando-a
contra o peito, sua boca movendo-se contra ele, extraindo a mistura perfeita
agindo sobre ele como um afrodisíaco.
Seu corpo se movia sem descanso contra o dele. Sua mão livre se movia
pelas costas, em seu cabelo, sobre seus quadris. Todo lugar que ele a tocou
ficava líquido, de modo que ela sentiu como se seus ossos se derreteu direto
para ele.
Sivamet kuuluak kaik että um ted. Do mesmo modo tomo o teu aos meus
cuidados.

Oh. Uou. Ele estava tomando seu corpo aos seus cuidados. Ela gostou
do som disso. Em seus sonhos, é claro. Na realidade, ela correria gritando
para as colinas, ou tentaria matá-lo novamente com a arma do kit de caça-
vampiro. Porque ... realmente ... ele não poderia saber que ela era
praticamente virgem na sua idade. Que é terrivelmente humilhante.

Hän sívamak .
Sua voz era tão sensual, quando ele sussurrou as palavras em sua mente,
ela se sentiu bonita e sexy. Ela se sentiu sua. Ela nem sabia o que significava,
mas sabia que era algo que ele a chamou e era um carinho de algum tipo.
Avio päläfertiilam, você é minha companheira. Não há necessidade de se sentir
constrangida ou humilhada. Eu sempre vou cuidar de você. Ainaak olenszal sívambin.
Sua vida será apreciada por mim por toda a minha vida. Te élidet ainaak pide
Minan. Sua vida será colocada sobre a minha para todo o sempre.
As lágrimas ardiam em seus olhos. Ele tomou o ar de seus pulmões com
a beleza de seus votos para ela. Ninguém jamais acarinhou ela ou colocou a
______________________________________
Hän sívamak – minha amada ou amado

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

vida dela acima da sua própria. Ele era um estranho para ela, um homem de
seus sonhos, mas ainda assim, ele disse todas as coisas que uma mulher
gostaria de ouvir.
Te avio päläfertiilam. É minha companheira. Ainaak sívamet oleny jutta. Você
está unida a mim por toda a eternidade. Ainaak terád vigyázak. Você estará sempre
aos meus cuidados.
A mão de Fane veio e escorregou entre sua boca e seu peito. Ela estava
relutante em deixá-lo impedi-la de beber a essência dele. Ele era tão perfeito
em todos os sentidos. Ele tinha um sabor delicioso. Ainda assim, ele levantou
seu queixo para cima em direção ao seu rosto e trouxe sua boca para a dela.
Seu coração deu um pulo. Sacudiu com força no peito. Seu canal
feminino convulsionou em choque total. Seu beijo era quente. Duro.
Molhado. Sexy como o inferno. Durou para sempre. Ele beijou-a uma e outra
vez e ela pensou que não iria se lembrar de como beijar, mas ela
simplesmente se derreteu nele e foi tão bom, sua boca se abriu para ele e as
suas línguas emaranhadas dançaram, e ele a encheu de urgência quente e
uma terrível necessidade que afundou em linha reta entre suas pernas e
arranhou seu estômago.
— Susu, —ele sussurrou em sua boca. — Eu estou em casa.
Casa. Ele disse que estava em casa. Casa era ... ela. Ela sabia o que ele
estava dizendo. Ela sabia o que estavam dizendo seus beijos. Ele queria ela.
Ela não era jovem. Ela não era bonita. Ela não era magra como uma tabuá
como os padrões atuais exigiam. Seu tempo tinha passado há muito, mesmo
para que isso acontecesse em um sonho. Parecia tudo muito real.
Seu corpo estava duro e quente e ela não conseguia parar as mãos de
vaguear sobre sua pele. Ela encontrou os sulcos em suas costas, e ela queria
ver como a tatuagem era. Seus dedos traçaram a obra de arte. Era grande, e
fluia através de suas costas, acima dos ombros e braços. Não era de tinta.
Não como a tinta que já tinha visto. Personagens. Letras. Todos tecidos na
tatuagem.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela quase perguntou se ele poderia virar, para deixá-la vê-la, mas ela
sabia que se o fizesse, ela iria saber demais. Ela ia ir longe demais com este
homem e não seria capaz de se afastar. Trixie tinha um segredo que ela
mantinha estritamente para si mesma. Ela nunca tinha contado a ninguém.
Nunca. Ela tinha grande confiança em suas habilidades para criar suas netas.
Para trabalhar longas e duras horas para lhes dar um lar. Ela poderia fofocar
com qualquer um deles, e ela tinha voltado o sarcasmo e insultos em forma
de arte. As pessoas tinham medo de cruzar com ela. Ela exalava confiança
quando ela confrontou outros. Ela lutou por suas meninas em todos os
aspectos e nunca recuou.
Na verdade, ela tinha absolutamente zero confiança em sua capacidade
de ser uma mulher sexy. Ela tinha desistido desse sonho há muito tempo, e
ela não tinha habilidades e menos ainda desejo. Ela tinha lutado muito duro
para deixar de necessitar um homem. Para parar a necessidade de sexo. Para
parar de precisar de conforto e proteção.
— Você não entende, —ela sussurrou. — É tarde demais para mim.
Você está muito atrasado. Você pode estar em meus sonhos, mas você não
pode ser real.
Ela era tímida. Ela sempre foi tímida com os homens que ela achava
atraente. Ela ficou com a língua presa e ela se sentia como uma adolescente
boba. Ela não sabia como lidar com a atenção de um homem, e ela
normalmente fugia dele rápido com seu sarcasmo e atitude. Ela tinha um
adereço especial que ela convocava. A bruxa do mar. Ninguém podia fazer
a bruxa do mar, como ela fazia. Ela teria que encontrá-la rápido, porque ela
não poderia cair mais profundo com Fane. Não, se ele fosse real, e ela o
sentiu muito real quando ele a beijava.
Ela não podia sentir essa fome urgente arranhando ela. Ela havia
sacrificado ser uma mulher para sua família. Ela não podia voltar atrás. Ela
não saberia como.
— Hän sívamak, —disse ele baixinho, direto na boca dela. Ele derramou
ternura em sua garganta. Em seus pulmões para que ela respirasse—ele. A

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

palavra encontrou suas veias e se arrastou para dentro, para espalhar por seu
corpo como lava quente, queimando-a de dentro para fora.
— Eu não entendo, —ela sussurrou. Ela não conseguiu encontrar sua
voz ou sua atitude. Sua bruxa do mar havia desaparecido completamente.
Ela simplesmente se recusou a sair em torno deste homem.
— Minha companheira é a minha casa e ela é hän sívamak—minha
amada.
Amada. Ela não podia ser a amada de alguém. — Eu sou uma avó, —
ela deixou escapar. — Eu sou uma bisavó. Provavelmente sou velha o
suficiente para ser sua avó. Eu não sou sua amada. Você tem que parar de me
beijar, porque eu acho que há algum tipo de lei contra isso. E se não houver,
deve ser criado.
— Eu tenho séculos de idade. Um antigo entre o meu povo. Eu estou
preso neste mosteiro longe de todos os seres humanos. Longe do meu próprio
povo, os tenho protegido de toda a minha existência, porque não era seguro
estar entre eles. Ou não era. Agora, com você, é. Você vai trazer esperança
para meus irmãos aqui. Minha linda e amada companheira.
Ela ficou horrorizada. Ho-rro-ri-za-da. — Agora você está falando como
um louco. Seriamente maluco. Séculos, no caso do seu Inglês não ser tão
bom, significa centenas de anos. As pessoas não vivem tanto tempo.
Ele tinha que parar de acariciar sua pele. Seus dedos tinham ido à sua
nuca e apenas ficou lá. Ela se encolheu um pouco lembrando que ela estava
meio deitada sobre um saco de dormir e ele estava meio deitado por cima
dela e isso não ia acontecer. Mesmo se ele pudesse beijar como o
pecado. Mesmo que ele se parecia com o pecado. Mesmo que ele fosse o
pecado.
— Os seres humanos não vivem tanto tempo, —ele corrigiu gentilmente,
e se inclinou para colocar a boca sobre a dela. — Não há necessidade de
tremer. Eu nunca poderia machucá-la, mas estamos unidos agora e o ritual

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

deve ser concluído. Estou muito perto da escuridão para esperar. Você me
quer. Eu quero você.
Ela empurrou seu peito novamente, usando mais força desta vez. Ele
não foi para trás nem uma polegada. Na verdade, ele nem pareceu notar.
— Eu tenho novidades para você, Fane. Qualquer mulher iria querer
você. Mas isso não vai acontecer. Não comigo. Há realmente mulheres
bonitas lá embaixo no vilarejo e você só tem que andar direto entre elas, e
qualquer uma delas vai te querer. —Doía dizer as palavras. Na verdade isso
deixou um gosto amargo na boca. Ela estava encorajando este homem lindo
que a queria, a sair para encontrar outra pessoa. Melhor agora do que mais
tarde, quando ele percebesse que ela não era a única mulher à sua disposição,
e uma vez que ele visse as outras iria jogá-la fora. Assim como antes. E isso
doía. Muito. Ela não iria para lá novamente. Nunca mais.
— Senhora, você acha que eu não posso ver a sua mente? Eu vejo você. O
que você esconde de todos os outros. Essa é a minha mulher. A mulher que
me pertence. E eu sei o que a palavra séculos em Inglês significa.
Por um momento horrível ela não conseguia respirar. Ela não sabia
porque ela acreditou nele, mas ela fez. Ele tinha séculos de idade. Ele tinha
uma pele perfeita e dentes perfeitos. Ele tinha o corpo de um homem que era
um guerreiro e, talvez, em seus trinta e tantos anos. Ela não iria por esse
caminho com ele só para terminar sozinha. Aff! Ele era louco?
— Eu preciso da minha arma. Se você tem séculos de idade e dorme
debaixo da terra, você tem que ser um vampiro e eu sou obrigada a matá-lo.
Ele se moveu. Apenas polegadas. Isso era tudo—algumas polegadas—
mas ela se encontrava de costas, olhando para seu rosto bonito. Essa boca.
Aqueles olhos. Seu coração acelerou na expectativa, não medo. Isso em si já
era assustador. Ele era assustador. Tudo nele era assustador porque ela não
conseguia encontrar a força para empurrá-lo de cima dela e fazer uma corrida
louca para a sua arma.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele afastou os cabelos para trás e emoldurou seu rosto com as mãos. —
Você está obcecada com essa arma boba. Hän sívamak, ele não vai me
matar. Não vai matar um vampiro. Você está se agarrando a ele porque você
tem medo de enfrentar o fato de que você é minha companheira.
— Você não é humano, —disse a ele. Mais uma vez sua voz se recusou
a ir além de um sussurro e não havia uma única nota de ironia. Ou
atitude. Sentia-se exposta e vulnerável, com medo de que ele realmente
poderia ler sua mente, porque isso seria tão embaraçoso.
— Você me mataria porque eu não sou humano? —Seus olhos ficaram
nos dela, mantendo-a cativa enquanto a ponta do polegar traçou seus
lábios. — Responda-me, Trixie? Você me mataria simplesmente porque eu
não sou humano?
Não havia nenhuma maneira que ela pudesse matá-lo. Na verdade
não. Ela tinha fechado seus olhos quando ela disparou a arma de estacas,
mas foi bastante deselegante da parte dele indicá-lo. — Não. —Sua música
era muito bonita. Sua música já estava envolvida em torno dela. Ela ouviu
sua canção, sua harmonia, a maneira como eles se pertenciam.
Ele sorriu para ela e roçou sua boca sobre a dela. — Eu disse a você,
senhora, você pode confiar em mim para cuidar de você.
— Veja, essa é a coisa, —ela disse, determinada a não se perder em seu
olhar. Isso foi muito difícil. Ela estava caindo rápido em todo aquele azul
bonito. As chances foram se acumulando muito rapidamente contra ela. Isso
não poderia acontecer. Mas suas mãos moveram-se para baixo de seu corpo,
e ele tinha grandes mãos. Ela sentiu a letargia peculiar que tinha passado
mais cedo. O corpo dela estava debaixo dele, querendo ele. Mesmo o cérebro
dela a traiu, sussurrando: Só desta vez. Você está sozinha com ele. Só desta vez
deixe-se sentir bonita. Sexy. Como uma mulher.
— Eu não preciso ser cuidada, —ela o informou.
Sua mão deslizou sob sua camisa e se moveu para um dos lados dela,
mantendo os dedos em sua pele. Pele que estava quente. Carente. Pele que

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ansiava por seu toque. Sua mão alcançou as laterais de seus seios e
acariciou. Sua respiração ficou presa em sua garganta. Abandonou seus
pulmões em uma corrida. Ela deveria ter gritado e o empurrado para
longe. Essa era a única coisa sã a fazer.
Uma vez que ela tivesse essa lembrança tão bonita, a assombraria para
sempre. Ela não era estúpida. Ela sabia que ela sentia as coisas muito
profundamente. Ela tinha que proteger-se ou seria marcada por ele por toda
a vida. Até o dia em que ela morresse. Ela iria se sentir bonita. Sexy. Uma
mulher. E então ele teria ido e ela estaria sozinha.
— Você vive muito em sua mente.
Ele tomou sua boca. Não suave. Não persuadindo. Ele a tomou. Como
quem afirma. Como em fazendo sua boca—dele. Ela nunca poderia beijar
outro homem. Nunca. Não sem sentir o gosto dele ou pensar nele o
comparando. Não haveria nenhuma comparação. Cada outro homem teria
ficado aquém.
Ela tentou manter sua sanidade. Ela tentou cantar em sua mente quem
ela era. Quem seria sempre. Mas seus beijos varreram através dela como uma
droga. Tão quente. Muito tentador. Tão exigente. Ela se entregou até ter
mais. Muitos mais. Ele teve que compartilhar sua respiração com ela para
impedi-la de desmaiar. Ainda assim, ele a beijou, e, em seguida, suas mãos
estavam em seu seio e ouviu-se gritar. Suave. Exposta. Precisando dele.
Precisando de mais.
De alguma forma, depois de todos os anos de vazio, ele derramou-se
dentro dela, preenchendo cada espaço vazio. Dando-lhe algo que ela estava
apavorada de tomar. Ele estava acordando seu corpo quando ele tinha ido
dormir há muito tempo. Sentia-se como uma virgem. Uma virgem
apavorada. Isso foi totalmente humilhante considerando sua idade, e que ela
deveria ser uma mulher, não uma adolescente incapaz de controlar-se.
Ela não tinha ideia do que fazer, mas ela precisava de mais. Ela beijou-
o como uma mulher morta de fome, e ela tinha passado fome. Ela beijou-o

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

como uma mulher possuída, e ela estava certa de que ele a tinha possuído.
Pelo menos ela estava sob algum feitiço que ele tinha lançado sobre ela.
Suas mãos estavam em sua pele nua, sussurrando sobre a elevação de
seus seios, deslizando para baixo para seus mamilos, seus polegares fazendo
coisas deliciosas que enviaram raias de fogo direto para seu núcleo mais
feminino. Então sua boca estava lá. Em seus seios. Alternando entre eles,
sugando-os profundamente e, em seguida, passando rapidamente a língua,
usando a ponta de seus dentes até que ela estava chorando de fome
desesperada.
Não havia como segurar sua sanidade. Sua mente escapou de cada
pensamento coerente e ela só podia sentir como seus dedos se moviam sobre
seu corpo, sua boca seguindo-o. Seus dedos encontraram o calor e seda
molhada entre suas pernas e mergulhou. Sua cabeça girou violentamente e
ela cavou seus dedos em seus ombros para ancorar-se, pois ela tinha quase
certeza que se soltasse nunca mais se juntaria novamente. Isto não
importava.
Isto valia à pena perder sua sanidade. Bem aqui. Agora mesmo. Nas
mãos dele. Na boca dele. Seu corpo duro, quente. Ela tinha esquecido o que
era sentir o corpo de um homem. Não, ela nunca tinha tido o corpo de
homem. Ela tinha sido uma adolescente tateando no escuro com outro
adolescente. Este homem sabia exatamente o que estava fazendo,
encontrando sua canção. Sua música. Tocando o corpo dela como um mestre
que afina um instrumento.
Sua respiração veio em suspiros irregulares. Seu corpo estava
queimando, a tensão se enrolando tão apertado que ela pensou que poderia
morrer. Ela não se cansava de tocá-lo, e por duas vezes ela tentou
desesperadamente rolar, para estar por cima, para atacá-lo e conseguir o que
queria, porque ele estava indo muito devagar e ela estava quase chorando
com sua necessidade.
— Shh, —ele sussurrou. — Eu tenho você. Você está sob os meus
cuidados, hän sívamak, e eu lhe darei tudo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela tentou ficar calma. Ela tentou fazer seu cérebro funcionar, mas seu
corpo tinha assumido. Não havia como voltar atrás ... e ela nem queria. Ele
tinha que estar dentro dela antes que esse buraco vazio, oco a
consumisse. Ele tinha que estar dentro dela até que, o vazio implacável
horrível foi preenchido por ele, assim como ele inundou sua mente com ele,
enchendo cada local solitário em sua mente.
Em seguida, ele estava lá. Ajoelhado sobre ela, entre suas pernas. Sentiu-
o em sua entrada. Ouviu-o deixar escapar o fôlego enquanto ele deslizava
apenas uma polegada dentro dela. Queimando. Alongando. Ele teve que
lutar contra seu túnel apertado e quente. Uma pequena polegada de cada vez.
Retirando. Voltando. Ela se debatia sob ele, seus quadris empurrando.
Tentando levá-lo. Precisando dele.
Ele era muito grande. Ele parecia grande demais. Ela não achava que
seu corpo jamais poderia acomodar seu tamanho, mas seus murmúrios
suaves e mãos suaves mas insistentes lhe disse que ele estava indo para
possuí-la.
— Relaxe, hän sívamak, faça isso por mim. Confie em mim. Isso vai ser
bom para você. Você é tão apertada, e escaldante. Céu. Nirvana. Senhora,
dar-se a mim.
Sua voz era um rosnado áspero. Ele deslizou mais profundo,
empurrando contra os músculos tensos que não queriam ceder, nem mesmo
quando ela estava tão escorregadia com a necessidade. Com tanta fome por
ele. Suas mãos foram para os ombros largos, a única parte dele que chegava
a ela. Quando ele se retirou, ela soluçou, tentando levá-lo de volta.
— Trixie, —ele sussurrou suavemente, — olhe para mim.
Seu olhar saltou para o seu rosto. Ele era lindo. Sua fome era tão
profunda como a sua própria. Ela viu a grande necessidade lá. Para ela. Por
seu corpo. Por Trixie—nenhuma outra mulher—e ela queria chorar. Viu-se
em sua mente. Ele achava que ela era bonita. Da mesma forma que o
viu. Seus olhos queimavam. Ardiam. Ninguém nunca tinha olhado para ela

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

como ele estava olhando. Nem uma única pessoa. Como se ela fosse seu
tudo. Sua razão para se levantar e ir para a cama. Sua razão para respirar. Ela
viu isso, em seus olhos. Em seu rosto. Em sua mente.
— Dê a si mesmo para mim. Deixe-se ir.
— Muito alto. Demais, —disse ela. Mas ela queria. Desejava. Tudo o que
ele podia lhe dar. Mas e depois ... Depois que ela perdesse tal beleza. Ela
poderia viver com isso?
— Eu sempre vou te pegar, não importa o quão alto. Dê a si mesmo para
mim.
Como ela poderia resistir à sua voz? Sua voz era tão áspera com fome.
Áspero com necessidade. Sensual. Ele empurrou mais profundo dentro dela,
conectando-os. Ela respirou e deixou-se mergulhar. Os olhos nos dele, ela
forçou seu corpo a relaxar.
— Obrigado, hän sívamak. Amada, —ele sussurrou. — Você é tão
apertada e escaldantemente quente. Eu não tinha idéia que seria assim. E
você? Você sabia?
Ele deslizou um outro par de polegadas, esticando sua passagem
suportável, mas estava tão bom. Tão incrivelmente bom. Ela não sabia.
Como poderia? Lágrimas escaparam dos seus olhos. Ela não podia detê-las.
Ela não podia acreditar que ele estava dentro dela. Enchendo-a. Tomando-
a. Desejando-a.
Mais, o jeito que ele olhou para ela preenchendo esse espaço oco, o que
ela nunca tinha sido capaz de preencher com o amor de sua família. Que a
assombrava todas as noites quando ela foi para a cama. Ele estava lá. Fane.
Um homem que ela não conhecia, no entanto, ela o conhecia melhor do que
ela conhecia a si mesma.
— Segure-se, amada. Respire fundo. Vou levá-la todo o caminho.
Ela não sabia se ela poderia suportar tanto prazer. Ela respirou fundo e
manteve seu olhar firme no dele. Querendo ele. Precisando dele. Recebendo

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ele. Ele recuou e avançou, penetrando através de seu canal apertado. Ele
empurrou seu pênis, estirando e queimando juntamente com o atrito a
mandou caindo sobre a borda em alguma outra dimensão. Ouviu-se gritar.
Ela sentiu a maré levá-la, jogando-a para o espaço. Ele continuou se
movendo dentro dela, dirigindo profundo, mais e mais, prolongando a
enorme onda ondulando através dela.
Não. Ela não sabia que algo pudesse ser assim. Ela não podia recuperar
o fôlego, mas ela jamais queria que ele parasse. E ele não o fez. Fane já estava
construindo a próxima onda nela, levando-a direto para cima, sua voz rouca
tornando mais sensual conforme ele a incentivou.
— Essa é a minha senhora, —disse ele. — Mais uma vez. Para mim. De
novo, Trixie. Dê-se para mim de novo.
Ela estava indo para continuar dando-se a ele longamente, e quantas
vezes fosse possível durante toda a noite.

leksei acordou ao som de asfixia. Ao lado dele, o corpo de Gabrielle


estava quente, coberto de suor, e ela estava ofegante, arranhando a terra em
torno deles, lutando por ar. Seu primeiro pensamento foi para abrir a terra
para ela. Ele não o fez. Ele passou os braços em volta dela e puxou seu corpo
por cima dele, sua boca encontrando a dela, respirando por ela. Dentro dela.
Enchendo seus pulmões com o ar.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Kessake. Não entre em pânico. Você está segura comigo. Você é totalmente
Cárpato. Não é humana. Você não está enterrada viva.
Suas mãos agarraram-se a ele, os punhos encontrando seu cabelo,
agarrando duro. Segurando-o. Seu coração batia tão forte que ele temia que
iria explodir, mas ela se agarrou a ele e deixou sua boca tomar a dela. Ele foi
gentil. Calmo. Disposto para ser assim.
Seu coração bate muito rápido. Sinta meu. Ouça o meu. Siga o ritmo do meu
coração e diminua o seu, gatinha.
Ele realmente sentiu ela se esforçando para seguir as suas instruções e
ele moveu uma mão para baixo de sua coluna, seguindo a curva delicada
para a inclinação suave de sua bunda. Como ele disse, ele limpou seu corpo
e forneceu uma ligeira almofada de ar acima deles. Ele deixou sua mão ficar
em sua parte inferior, enquanto ela desacelerou seu coração até que
combinou com o ritmo do dele.
Aleksei continuou a respirar por ela. Lento. Fácil. Intimamente. Sentiu
o corpo dela maravilhoso sobre o dele, seus seios macios pressionando
profundamente em seu peito. Ele poderia acordar todas as sublevações como
esta, mas antes ele preferia encontrar seu pênis enterrado em sua boca
envolvida em torno dele. Apenas o pensamento teve seu corpo se agitando
com a necessidade.
Isso é exatamente o que eu queria. Você está indo bem. Agora abra os olhos e olhe
para mim.
Seu coração balançou. Seus punhos se apertaram em seu cabelo e ele a
sentiu enrijecer o corpo. Não. Não, eu não posso fazer isso, Aleksei.
O que eu disse a você sobre dizer não a mim? Não há razão para não abrir os
olhos e olhar para o seu homem. Eu tenho você em meus braços. Em meus cuidados.
Faça como eu digo.
Por favor. Por favor. Por favor, não me peça para fazer isso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele sentiu o terror crescendo. Ela ainda tinha a idéia de que ela estava
enterrada viva em sua mente. Ele não tocou em sua mente, mas ele sabia. Ele
sabia porque ela estava tão apavorada e seu corpo mostrava esse terror para
ele.
Ele parou de respirar por ela e beijou-a. Suavemente. Muito gentilmente.
Ele não sabia que ele podia ser gentil, mas era o que ela precisava.
Persuadindo. Kislány. Ele sussurrou a palavra em sua mente. Garotinha.
Bebê. Dele. Você está segura comigo. Agora abra os olhos e olhe para mim. Veja
que você está segura comigo.
Ela lutou para obedecer às suas ordens. Ele sentiu sua luta e estava
orgulhoso de que ela tentou quando claramente ela estava com tanto
medo. Ele acariciou uma mão através de seu cabelo; a outra alisou sobre a
curva de seu traseiro.
Finalmente seus longos cílios se levantaram e ela olhou para ele.
Diretamente em seus olhos. Ele sorriu para ela. Aí está você. Você pode ver que
eu nunca permitiria que qualquer mal aconteça com você? Eu posso ser mais demônio
do que um homem, mas você é minha mulher e está sob meus cuidados. Beije-me,
Gabrielle. Não se preocupe com a respiração. Sinta a terra. O solo. Ele acaricia em
cima de você, alimentando seu corpo. Curando e rejuvenescendo você. Nutrindo-a.
Seus cílios se agitaram. Ele manteve sua boca na dela, porque ele sabia
que se ele movia mesmo uma respiração longe dela, o pânico voltaria. Ela
mal mantia-o na baía, mas ela confiava nele o suficiente para seguir suas
instruções. Ela não percebeu que ela estava lhe dando esse presente—a
confiança dela. Mas ele fez. E ele sabia como era precioso esse presente.
Seus olhos se agarrou ao dele, mas ele sentiu um pouco da tensão
deixando seu corpo. Ele a recompensou, amassando os músculos firmes de
suas nádegas e, em seguida, deslizando a mão entre seus corpos para
encontrar seu núcleo. No momento em que seu dedo deslizou sobre suas
dobras suaves e aveludadas, ele sentiu a umidade acolhedora. Ele amava que
ela estava assustada, agarrando-se a ele, confiando nele, e ainda assim ficou

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

molhada quando ele a tocou. Tão pronta para ele. Sem dúvida ela era sua
companheira. Ela só tinha que acreditar.
Você vê que não tem nada a temer? A terra pertence a nós. Nós pertencemos à
terra. Você pode acordar e não precisa de ar até sair à superfície. Você pode abrir a
terra acima de nossas cabeças com um pensamento. Visualize a terra aberta. Faça isso
agora, Gabrielle.
Era uma ordem, mas ele manteve o dedo em movimento suavemente
em suas dobras, deslizando sobre ela por um momento e depois voltando
para fazer pequenos círculos preguiçosos. Seu próprio corpo se mexeu.
Cheio. Tornou-se inchado quente e necessitado. Ele queria sua boca lá. Ele
precisava dela lá, mas isso era mais importante. Deixando-a sentir seu próprio
poder.
Ela não tirava os olhos dos dele, mas ele sentiu a onda de energia e do
solo ao redor deles se mover. Levantando-se. Separando-se. O ar frio os
encontrou. Ele sorriu contra sua boca. Você fez isso, kessake. Não há necessidade
de temer. Quando você não sabe algo, simplesmente pergunte-me e eu vou te ensinar.
Ele os flutuou para fora da terra e fechou a abertura atrás deles. Durante
todo o tempo ele manteve seu corpo esparramado sobre a dele. Eles deitaram
no mesmo tapete. Pouco importava o que estava abaixo deles. A fome bateu
nele. Ela não sabia como se alimentar corretamente e ele iria lhe ensinar
também. Mas ainda não. Não até que ele lhe ensinou outras coisas. Não até
que ele deu a ela outras coisas.
— Eu estava com tanto medo, —ela confidenciou, levantando a cabeça,
os olhos ainda no dele. — Eu sinto que eu tenho medo há tanto tempo que
eu não sei como não ter mais.
— Você vai aprender. —Ele manteve o punho agrupados em seu cabelo.
— Você é o tipo de mulher que precisa saber o que está fazendo para se sentir
confortável. Eu vou te dar isso.
Sua língua tocou o lábio inferior, chamando a sua atenção
imediatamente. Ela era atraente e não tinha a menor idéia. Ele ficou surpreso

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ao ver a combinação de inocente e sexy e apenas o que ele poderia fazer para
seu sangue.
— Diga-me o que fazer agora, —ela sussurrou. — Eu quero você,
Aleksei, mas eu não sei o que fazer para ter você.
Sua confissão sussurrada arrancou-lhe o coração. Duro. Lhe deu um
soco no estômago. Mais duramente. Seu corpo ficou apertado. Doloroso.
Seu pênis inchou, engrossou, alongou. Queimava como uma saída contra
incêndio fora de controle. O sangue em suas veias correu como uma
tempestade de fogo.
— Eu sonhei com você, —ela confidenciou. — Eu sonhei que você
estava dentro de mim e eu estava voando livre e eu não estava mais com
medo.
— Cárpatos não sonham. —Ele rosnou sua resposta, porque em
primeiro lugar, companheiros não mentiam para o outro. Em segundo lugar,
ela estava matando-o, levando-o até o limite de seu controle novamente, e
ele tinha prometido a si mesmo que seria gentil com ela.
— Eu faço. Tenho pesadelos daquela noite quando fui esfaqueada
repetidamente. Eu posso sentir a faca entrando em mim mais e mais. Doeu
tanto. Às vezes eu não consigo tirar o som dele para fora da minha
cabeça. Mas eu não tive esse pesadelo. Você o levou. —Ela beijou seu
queixo. Em seguida, sua garganta.
Ele fechou os olhos e saboreou a sensação de seu corpo, toda a pele
macia e exuberantes curvas movendo-se sobre ele. Ela pode achar que ela
não saiba o que está fazendo, mas ela podia levar um homem fora de sua
mente com o suave sussurro de seus lábios em seu corpo.
Ele acreditava nela. Sua voz tinha o anel da verdade, e ele tinha estado
olhando em seus olhos. Ela quis dizer cada palavra. Ele tinha levado seu
pesadelo. Incomodava-lhe que ela tinha pesadelos quando Cárpatos não
sonham. Não deveria sonhar. Ela tinha que estar agarrada firmemente a sua
forma humana que até mesmo o sangue do príncipe não tinha removido essas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

necessidades dela. Mas ele o faria. Ele iria tirar esses pesadelos e substituí-los
com belos sonhos.
— Continue, —ele aconselhou. — Não pare por aí. Seu corpo pertence
a mim, Gabrielle, mas o meu pertence a você. Você o quer, você vai te-
lo. Quando você já teve o suficiente, eu vou assumir.
Ela levantou a cabeça para olhar para ele. Ela, na verdade, lambeu os
lábios. — Conte-me sobre sua tatuagem nas costas e nos ombros. Eu sinto
quando ... —Ela parou.
Ele sorriu. — Quando você se torna minha pequena gatinha e arranha
minhas costas com suas unhas?
Ela corou, a cor rolando até o seu corpo, transformando sua pele num
belo tom rosado. — Eu sinto Muito. Eu não pude evitar.
— Eu gosto. Assim como você gosta de áspero, eu também.
Ela abaixou a cabeça em direção ao seu peito, mas não antes dele a pegar
mordendo o lábio duro. Isso a envergonhou, que ela gostava de áspero.
— Gabrielle. —Ele esperou.
Houve um curto silêncio. Sua mão alisou seu traseiro nu. Uma
vez. Duas vezes. Um aviso silencioso, mas ele não achava que ela entendeu.
— Olhe para mim.
Ela respirou. Seus seios empurrando contra seu peito e sentir a sensação
de seda que enviou uma onda de calor direto para seu pênis. Ela levantou a
cabeça novamente.
Ele segurou o olhar dela porque era importante que ela entendesse. Ele
nunca quis que ela se sinta envergonhado ou embaraçado por tudo o que
fizemos juntos. — É minha companheira. A outra metade da minha alma.
Você foi criada para mim. — Eu para você. Você nasceu para satisfazer as
minhas necessidades. Eu nasci para satisfazer as suas. Você entende o que eu
estou dizendo para você?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela respirou fundo e, em seguida, assentiu. — Eu tenho que me


acostumar com isso, isso é tudo.
Seu sorriso se alargou. — Você tem que se acostumar com um monte
então. Eu pretendo ficar muito criativo e vivendo muitos séculos como eu,
adquiri uma grande quantidade de conhecimento que eu gostaria de
experimentar.
Um arrepio percorreu seu corpo. O calor flamejou em seus olhos. — Eu
acho que eu gostaria disso.
A timidez em sua voz e os olhos, tão em desacordo com a ousadia de
suas respostas, enviadas mais chamas correndo através de sua linha reta de
sangue para o pênis.
— Preciso de sua boca em mim. —Ele deu a ela a verdade nua, crua. —
Dê-me essa boca, kessake, e eu vou assistir a todas as suas necessidades.
— Você vai me dizer sobre a tatuagem?
Sua boca se moveu em seu peito, demorando-se em seus mamilos duros,
os cabelos roçando sua pele como tanta seda. Ele fechou os olhos e deixar
que ela tem seu corpo. Uma mão encontrou seu caminho para os cabelos
porque não podia ajudar a si mesmo. Ele precisava sentir isso agrupados em
sua mão. Ele gostava de dar-lhe isso. Era poder, mas ela não tinha percebido
isso ainda. Poder sobre seu corpo. Sobre ele. Ele sentiu sua boca acariciando
ele. Sentiu sua fome.
— Ainda não, —ele negou-la. — Espere. E esperar o torna melhor.
Nítida. Eu quero que você me reivindique da maneira que eu reivindiquei
você.
Ela não hesitou. Suas mãos se moviam sobre seu corpo. Ele trouxe as
duas mãos atrás da cabeça e olhou para ela. Ela era bonita. Muito mais
bonita do que nunca tinha imaginado que uma mulher pode ser.
— Quando um homem dos Cárpatos já matou muitas vezes, já viu muita
violência, e viveu na escuridão, o sussurro da tentação de sentir, apenas por

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

um momento, torna-se irresistível. Um só ele precisa matar, enquanto se


alimenta. Para fazer essa escolha. Depois de mil anos de escuridão e
nenhuma emoção, essa tentação, perversamente, torna-se a única coisa que
resta para nós.
Ela fez um suave som de angústia, como se ela nunca tinha considerado
o quão difícil a vida de um antigo poderia ser. Sua boca suavizou sobre a sua
barriga lisa, sua língua traçando os músculos tão definidos lá em seu
abdômen. Suas mãos foram para seus quadris, traçando os contornos dos
ossos. Tomando seu tempo. Matando-o.
Ele tentou se concentrar. Para dar a ela algo de si mesmo. — Ainda
assim, isso não é o pior. Quando mais séculos passam, mesmo que se
foi. Não é apenas a escuridão e o demônio dentro de nós abraçando essa
escuridão. Tão perto. Não podemos mais nos dar ao luxo de caçar o vampiro
e matar porque essa matança nos mandaria para um reino que não ousamos
ir, não depois de adquirir as habilidades e conhecimentos que temos.
Seus dentes rasparam ao longo de seu osso do quadril. O ar deixou seus
pulmões em uma corrida. Kessake. Ele não podia deixar de respirar o seu
carinho em sua mente. Ela tinha que levar a sério logo, ou ele não seria capaz
de dar-lhe isso. A necessidade arrastou através dele até que ele queria bater o
seu corpo no dela. Para ficar ali naquele paraíso requintado que ele tinha
reivindicado na última sublevação.
— Diga-me mais, —ela sussurrou contra sua coxa. Sua respiração estava
quente. Suas mãos acariciavam. Uma mão segurou o pesado saco e
simplesmente segurou-o.
— Nós viemos aqui. Nove de nós. Não poderiamos encontrar o
amanhecer porque parecia errado. Vivemos com honra. Nós discutimos.
Precisamos sair lutando, mas o custo era alto demais para correr esse risco.
Por isso fizemos deste lugar nosso lar. Fane guarda os portões e traz sangue
quando precisamos mais do que o que nós damos um ao outro. Ele é escuro,
mas nem de longe como o resto de nós. É seu dever ter certeza de que
permanecemos fortes. Se um de nós cai, ele vai ser o único a destruir o caído.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela fez um som e, ao mesmo tempo, envolveu o punho em torno da base


de seu pênis. O som vibrou direto através de seu corpo. Cada célula
queimando unicamente.
— Use sua boca para me umidecer e ficar escorregadio, Gabrielle, —ele
instruiu, tentando não cerrar os dentes. Sua mão acariciou o saco de veludo
gentilmente. Ele sentiu o roçar de sua língua. Apenas varrendo lá que fez seu
pau saltar. Obrigou-se a continuar a falar com ela. — Nós viemos com a ideia
de gravar os nossos votos em nossos corpos. Algo tangível. Algo que
poderíamos ver e sentir um sobre o outro.
Sua língua saboreou ele. Um pingo de tentativa. É enrolou em torno do
lado de baixo da coroa sensível. Seus quadris quase sairam do chão.
— O jelä peje terád, emni. No caso, Gabrielle, de não entender a língua
antiga, —ele mordeu fora, com as mãos agarrando em seu cabelo de seda, —
isso significa "o sol te queime, mulher", vamos logo com isso ...
Por alguma razão insana, quando ela tinha estado tão aterrorizada com
ele, ela não parecia, no mínimo intimidada por sua explosão. Ele realmente
sentiu seu sorriso enquanto sua língua trabalhava para cima e para baixo do
seu eixo. — Acho que você gosta disso.
— Mulher. —Ele fez uma ameaça, e puxou seu cabelo para forçar sua
cabeça exatamente onde ele precisava.
Sua boca tomou conta dele. Levou-o em calor e fogo. Envolveu-o em
um lugar que ele sabia que iria precisar para sempre. Ela podia usar sua boca
e ela o fez. Instintos ativaram, mas era mais do que isso. Ela queria isso para
ele. Ela deu-lhe isso. Ela fez isso por ele, não por si mesma. Ele sentiu a
diferença, e ele sabia que era um presente único.
Sua companheira. A mulher que ele chegou perto de matar. Ele sabia
que não poderia ter feito isso, mas o pensamento tinha estado lá. Agora, ela
estava lhe dando tanta beleza, tanta perfeição, levando-o a um lugar que ele
nunca tinha estado. Sua gata selvagem. Ele deixou-a estabelecer o ritmo.
Deixou-a levá-lo perto. Tão perto que ele patinou no limite de seu controle.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Tão perto que empurrou os quadris em sua boca. Tão perto ele moeu-se
profundamente e manteve-se lá por alguns momentos de felicidade absoluta.
— Venha aqui.
Ela não parou. Ela continuou trabalhando nele. Ele estendeu a mão e a
pegou por baixo dos braços, tão perto de perder o controle que ele tinha medo
que ele iria encher boca dela quando ele queria encher seu corpo.
— Eu disse, venha aqui, —ele retrucou, arrastando-a até seu corpo.
Ele rolou debaixo dela, pegou suas coxas e as separou. Ele levou um
momento para inclinar-se e tomar um gosto. Seu corpo tremia. Ela estava
deliciosa. Sua. Tudo isso era dele. Ele colocou suas pernas sobre os ombros,
se apoiou em suas mãos e empurrou para dentro dela. Duro. Profundo.
Áspero.
Ela estava apertada, como se já não tivesse esticada e aberta. Ele mal
podia forçar seu pênis dentro do túnel estreito dela. Ele gemeu com o esforço.
Com o quão bom o calor escaldante era. Como grande o atrito era. Seus
gritos como miados e falta de ar foi adicionado ao fogo que o envolvia. Ele
retirou-se e seus músculos tensos segurou e agarrou-se, apertou o cerco em
torno dele em um estrangulamento que sentiu como céu.
Ele olhou para o rosto dela, a beleza lá, toda feminina. Perfeita e
suave. Seus grandes olhos, emoldurados com muitos cílios pretos, longos e
grossos. Como a seda de seu cabelo. Todo aquele cabelo que ele amava sentir
contra seu corpo.
— Esta madrugada, kessake, eu quero deitar com você na terra, sua
cabeça no meu colo. Seu cabelo caindo sobre meus quadris, meu pau e
minhas coxas. Eu quero acordar com essa sensação, sentindo o que é meu
me cercando.
No momento em que ele começou a falar, seu olhar saltou para o seu e
agarrou-se lá. Sua necessidade admitida alimentou o fogo nela. Ele sabia

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

porque ele sentiu a súbita onda de líquido ardente banhando seu pênis, e viu
a fome em seus olhos sendo construída ainda mais.
— Você vai dar isso para mim. —Ele fez uma declaração, uma ordem,
porque ele podia ver que ela faria. Ela tomou sua respiração. A mente dele.
Ela estava tomando seu coração. Roubando-lhe um pequeno pedaço de cada
vez. Ele não queria isso, não com ela, não até que ele soubesse que ela seria
fiel a ele. Leal a ele.
— Não, —ela disse suavemente. — Por favor, não. Você disse que para
não trazê-lo aqui com a gente e você está fazendo isso.
Ele percebeu que seu poder sobre ela tinha ido de áspero para
brutal. Seus quadris tinham ido selvagem, dirigindo profundo e duro, mais e
mais como um pistão. Ela não tinha lutado com ele ou tentado escapar; em
vez disso, ela levantou os quadris para encontrar cada impulso, ajudando-o
a ir ainda mais fundo. Sua mão tocou seu rosto, os dedos alisando a fúria em
seu rosto.
— Diga-me a quem você pertence, —ele cuspiu entre os dentes.
Ela não hesitou. — Você, Aleksei. Eu pertenço a você.
— A quem eu pertenço? —Ele perguntou, seu corpo sacudindo o dela
com cada golpe profundo.
Seus olhos se suavizaram. Moveu-se sobre o seu rosto. Houve uma
sugestão de posse em suas feições suaves. Um indício de que gostava, onde
ela pertencia, mesmo que ela não sabia ainda. Mais uma vez ela não
hesitou. — A mim. Aleksei, você pertence a mim.
Sua mulher estava confusa, mas ela estava disposta a ser endireitada. Ele
tinha que deixar ir. Ele não era o tipo de homem para deixar outra caça ilegal
em seu território ir, mas tinha que ser feito. Ele só não havia descoberto como
ainda. Ele queria matar Gary Daratrazanoff. Ele queria ter algumas palavras
com o príncipe reinante sobre o que ele deveria ter feito e o que seu erro havia

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

custado a todos eles. Acima de tudo, ele queria acreditar na mulher que ele
havia enterrado seu pênis tão profundamente. Ao seu redor como o céu.
Ele a levou rápido e duro, mantendo os olhos em seu rosto, querendo
assistir o prazer impotente em seu rosto enquanto ela se desfez. Ele amava
aquele olhar atordoado em seus olhos e ele continuou se movendo dentro
dela, não permitindo que ela viesse abaixo, alimentando o fogo assim que
um orgasmo correu para o lado e ela se transformou em seu pequeno gato.
Contorcendo-se. As garras arranhando, seu corpo exigente. Seus quadris
subindo para encontrar o seu, sua necessidade e a fome gravado em seu belo
rosto. Ele adorava isso. Amava isto.
Ela deu a ele sua rendição três vezes, e ele viu cada vez. Sentindo isso.
Satisfação. Sabendo que ele deu isso a ela. Sabendo que o vício era tão forte
nela, pois estava nele. A quarta vez que ele a levou ele foi com ela,
permitindo que a onda a consumindo para varrê-lo junto com ela. Ele tomou
sua boca, gemendo em sua garganta, derramando dentro dela, alimentando
a sua própria fome.
Tome meu sangue. Se alimente de mim. Ele precisava de sua boca sobre
ele. Mais, ele queria que ela soubesse que ela poderia fazer isso sem ajuda. A
fome estava nela. Ele sentiu bater nele. Ela precisava. Ele fornecia.
Ela não se moveu. Aleksei levantou a cabeça e olhou para ela, seu corpo
ainda duro no dela. Ainda sentindo cada tremor. Cada ondulação.
Seu olhar se moveu sobre seu rosto, avaliando seu humor. — Eu não
posso. —Ela sussurrou a negação. — Eu sinto muito. Eu não posso.
Ele a beijou. Duro. Molhado. Exigente. Ele continuou beijando-a até
que ela derreteu nele novamente. Até que seu corpo apertou sobre o seu e ela
estava beijando-o de volta. Ele beijou o seu caminho até o queixo em sua
garganta.
Lembra-se como eu provei? Me prove agora, Gabrielle. Ele sussurrou a
tentação em seu ouvido, enviou-o em sua mente. Em seu corpo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle fechou os olhos contra o poder na voz de Aleksei. Seu corpo


apertou duro em torno dele. Ele era pecado. Puro pecado. Ela podia sentir o
gosto dele em sua boca.
Eu pertenço a você. Esse gosto, kessake, esse é todo seu. Apenas seu.
Pela primeira vez, sentiu o deslizamento de seus dentes, a nitidez lá. Ela
gritou, fechando os olhos, balançando a cabeça.
Não há necessidade de ter medo. Dê isto a mim, Gabrielle. Eu preciso disso de
você.
Ela podia ouvir seu coração batendo. Ela queria dar-lhe qualquer coisa
que ele queria. Ela não tinha qualquer outra forma de agradá-lo. De retribuir-
lhe o que ela tinha tirado, mas se ela faz isso ... Se ela desse isso para ele, ela
estaria dando mais de sua humanidade, que a deixava. Ele estava tomando
peça por peça, até que ela não sabia quem ela já era. As lágrimas ardiam em
seus olhos. Ela estava tão perdida. O medo estava sufocando-a. Precisava
gritar. Correr. Lutar. Para sua auto-preservação.
— Pare.
A única palavra falada em voz alta a chocou. Sua voz era um chicote de
uma ordem e ela percebeu que estava lutando contra ele. Ela estava
engasgada com seus próprios gritos. As lágrimas caíram, embora ela estava
tão certa de que ela lhes havia controlado. Suas mãos estavam presas ao
tapete em ambos os lados de sua cabeça. Seu corpo estava sobre o dela,
cobrindo-a, permitindo-lhe sentir o seu peso e sua imensa força. Seu pênis
ainda estava enterrado profundamente e ela sentiu-o como um pico de aço,
crescendo ainda mais grosso e mais longo, o dominante nele respondendo à
luta.
— Eu sinto muito.
— Fale comigo. Neste momento, Gabrielle. Diga-me a verdade.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Oh Deus, oh Deus, oh Deus. Ela havia jurado que ela iria dizer-lhe a
verdade. Ela tinha jurado. Para ele. Para si mesma. Como ela poderia colocar
isso em palavras que ele iria entender? Ela lambeu os lábios. Engoliu em seco.
— Olhe para mim e me dê a verdade. —Foi uma demanda.
— Aleksei. —Ela sussurrou seu nome, como um pedido, precisando
tocá-lo. Precisando de uma âncora. Ele segurou suas mãos e seu rosto era
implacável. Seus olhos ardiam dentro dela. Vendo-a. Vendo a confusão que
era ela.
— Me dê você.
Ela balançou a cabeça. — Você não entende. Não há mais de
mim. Estou tão perdida. Eu não sei quem eu sou ou o que eu sou. Eu acordei
e eu estava enterrada no chão. Como um morto. Você disse que os Cárpatos
não sonham, mas eu faço. Eu tenho pesadelos horríveis uma e outra vez e eu
não posso sair dele. Os seres humanos não tomam sangue. Eles não têm
vontade ou necessidade dele, e ainda assim eu tenho. Mas se eu fizer isso
para você, por mim própria, sem a sua ajuda, haverá uma outra parte de mim
que se foi e já há tantos pedaços que já tenham ido, que eu não posso me
encontrar.
Ela sentiu as lágrimas em seu rosto. Ela odiava admitir como
verdadeiramente fodida ela era para ele, mas, novamente, ele tinha o direito
de saber. Ele sabia que ele não estava fazendo um bom negócio com ela. Ele
sabia que ela tinha forçado-o tão perto de se tornar a própria coisa que ele
tinha caçado por séculos. Ela mal conseguia olhar para ele; seu olhar deslizou
longe, porque ela estava com vergonha. Ela estava humilhada.
Envergonhada. Ela queria ele, mas ela dessa vez não o fez. Ela adorava seu
corpo, mas ela não sabia como dar-lhe qualquer coisa mais do que sexo, e ele
merecia muito mais.
— Mantenha seus olhos nos meus.
— Eu estou tentando. —Ela deu-lhe isso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Kislány. —Ele soltou suas mãos e rolou de modo que ela estava em
cima, espalhada sobre ele, mas ainda conectados. Ele afastou as lágrimas
muito suavemente com o polegar. O movimento forçou seu pênis mais
profundo dentro dela e ela sentiu o espasmo em torno dele.
Seu coração virou na gentileza dele. Ao som de sua voz. Ela sabia que
não significava sua pequena gatinha carinhosa. Ela sabia que era mais
parecido com a forma humana de um bebê. Ou garotinha. Fosse o que fosse,
ele pegou seu coração.
— Não importa o quão perdida você estiver, eu vou te encontrar. Não
importa quantos pedaços estão espalhadas ou perdidos, eu vou encontrá-los
para você e dar-lhes de volta para você um de cada vez. Sou seu
companheiro. Você está segura agora, Gabrielle. Você sempre estará segura
comigo.
Ela balançou a cabeça. — Como você pode me encontrar quando eu
nem sei quem eu sou?
— Não importa, pequena. Eu tenho você. Você pode quebrar em um
milhão de pedaços. Você pode sentir-se dilacerada e perdida. Vou mantê-la
segura. Você não pode ir a qualquer lugar que eu não posso encontrá-
la. Vamos lá, Gabrielle. Deixe de lado o que você se agarra. Seu corpo confia
em mim ou você não seria capaz de voar tão alto. Você incendeia para
mim. Quando eu te toco. Quando eu te beijo. Quando eu te levo tão duro,
tão áspero, você ainda confia em mim. Deixe ir. Dar tudo de si para mim,
não apenas o seu corpo. Vou mantê-la segura.
— Eu não sei se eu posso, Aleksei, —ela sussurrou, mais lágrimas
transbordando. — Eu quero dar-lhe tudo. Sim. Eu não estou sendo teimosa.
Estou tão apavorada. Eu tenho estado toda a minha vida.
— Diga-me a primeira lembrança de ter medo.
Sua voz era muito gentil para ela estar com medo. Seu coração
derreteu. Ela não queria isso. Ela não queria uma conexão que não fosse

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sexo. Era muito ... tudo. Ele era muito dominante. Muito assustador.
Também capaz de perder a paciência.
Ela umedeceu os lábios. Sua mãe tinha um temperamento terrível e ela
se atirava as birras. — Eu era muito jovem. —Ela tentou se lembrar. Quando
tinha iniciado pela primeira vez? Ela nunca tinha pensado em voltar e
descobrir isso. — Minha mãe era muito acima emocionalmente. Ela
costumava ter ataques de fúria, chutando, batendo e jogando as coisas, e em
seguida, cinco minutos depois, estava rindo e nos beijando.
Isso era tão verdadeiro. Ela nunca soube como o humor de sua mãe
seria. — Seus acessos de raiva nunca incomodaram meu irmão, minha irmã
ou meu pai. —Ela ficou em silêncio.
— Mas eles incomodaram você, e fez se sentir como se estivesse errado
sentir medo.
Ela balançou a cabeça lentamente. — Quando eu era realmente muito
pequena ela ficou com raiva de mim por quebrar um de seus vasos
favoritos. Eu não queria. Eu estava correndo e eu esbarrei e uma das peças
me cortou. Doeu e eu comecei a chorar. Ela ficou furiosa e começou a atirar
coisas. Quebrá-los ao meu redor. Vidros choveram. Eu não podia me mover.
Eu estava com tanto medo, e isso cortou meus braços, minhas pernas e pés.
De repente, ela me pegou e correu para o banheiro comigo e, em seguida,
meu pai estava lá. Eu não contei a ele o que ela fez, porque ele teria sorrido,
dado de ombros e falado: — Essa é a sua mãe, a rainha do drama.
— O köd belső —Aleksei xingou. — Seu pai não quer me conhecer. Que
tipo de homem permite que sua mulher se comporte de tal maneira? Não é à
toa que você tem medo de se tornar o que você é.
— E você, —ela sussurrou. — Você não tem nenhum problema em
expressar sua raiva.
Ele acariciava a mão sobre seu cabelo. — Você acha que eu iria
machucar você? Estamos totalmente ligados. Estou além da tentação de
escuridão.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você é muito assustador, Aleksei. E você tem um temperamento. —


Isso pareceu uma leve forma de expressar que a fúria poderia ultrapassá-lo.
— Isso é assim, —ele concordou com calma. — Eu definitivamente vou
ficar com raiva sobre as coisas, e você vai aprender a ficar bem com isso. O
que eu não vou fazer é jogar coisas em você ou nossos filhos. Se vocês são
punidos por algo, eu vou ter certeza de que, no final, você está bem com a
sua punição e comigo.
Ela não pôde evitar o arrepio que atravessou seu corpo. — Punição? Eu
sou uma mulher adulta. Os homens não puni mais as mulheres. Isso
acontecia um ou dois séculos atrás. —Ela estava um pouco errada com sua
matemática, mas ela não se importava. Ela não ia ter esse homem achando
que ele poderia tratá-la como uma criança.
Ele levantou a cabeça na direção da orelha. Sua língua acariciou e seus
dentes pegou o lóbulo da orelha e puxou. — Mas, então, eu não sou um
homem moderno. Minha companheira não corre solta por aí e, nem me
atropela. Você é minha mulher e você se deu para mim. Você vai viver no
meu mundo comigo. Não haverá mais erros como me trair com outro
homem.
Gabrielle estremeceu quando ele desferiu o golpe de corpo inteiro. Ela
tentou compensar o seu erro. Ela tinha feito tudo o que ela sabia fazer e até
mesmo se forçado a fazer coisas que ela não tinha nenhuma idéia sobre,
apenas para fazer este homem perceber que ela não tinha o traído de
propósito. Ela não era esse tipo de pessoa. Ela tentou sentar-se, para afastar-
se dele, mas seus braços se fecharam sobre ela, impedindo o movimento.
Ela virou o rosto para longe dele. Ela não tinha ideia do que ela estava
fazendo ali. Com ele. Claramente ela não pertencia ali, também. Ela não era
humana. Ela não era Cárpato. Ela não era mesmo plenamente da sua própria
família—a que ela tinha nascido dentro. Ela não se encaixava em qualquer
lugar. O amanhecer estava olhando cada vez melhor e melhor.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele rosnou. Sua mão estendeu sua garganta. — Não. Vai fazer. Nem
pesar. Nisso. Nunca. —Ele mordeu cada palavra. Rosnando isto. Seus olhos
tinham uma espécie de fúria. — Você vai lutar pela nossa relação. Você me
deu sua palavra. Sua palavra não é boa? Diga-me agora e eu vou acabar com
isso para nós dois.
Ela sabia que nunca deveria ter tentado dar uma parte de si mesma para
ele. Se ela tivesse apenas mantido ao sexo, ela poderia lidar com isso. Ela
adorava sexo com ele. Não o seu cérebro, mas seu corpo. Ela não podia
evitar. Ela derretia quando ele a tocava ou beijava. Mas isso, esse outro, ela
não tinha mais força para continuar perdendo pedaços de si mesmo.
Os dedos de Aleksei apertou ao redor da garganta de Gabrielle. Seu
pulso latejava na palma dele. — Olhe para mim, —ele assobiou.
Ela não iria prejudicar a si mesma. Ele não se importava com ele, mas
ela era sua companheira e teria sua proteção de tudo. Todo mundo. Até
mesmo de si mesma. Ele iria entrar em sua mente, se ela não recuasse. Ele
tinha sido cuidadoso com seus desejos, dando-lhe o tempo para purgar o
outro homem de sua mente, mas ele teria que voltar atrás em sua palavra, se
ela continuasse a pensar tal blasfêmia. Eles estavam totalmente ligados. Ela
era sua. Corpo. Mente. Alma. E no coração. Ela só não tinha aceitado isso
ainda. Mas ela o faria.
— Gabrielle, —ele assobiou novamente.
Ela poderia ter estado com mais medo quando ele usou a palavra
punição. Ela poderia ter estado genuinamente indignada, mas, ao mesmo
tempo, ele estava enterrado no fundo de seu corpo e ele sentiu o calor do
líquido escaldante da reação de seu corpo para o seu domínio. Ela foi feita
para ele. Ela precisava aprender a confiar nele e relaxar sob seus cuidados.
Ele não deixaria nada machucá-la, mas ela tinha que vir aos termos com a
ser um dos Cárpatos. Sendo um companheiro. Sendo a companheira de um
antigo que tinha patinado muito perto da beira da loucura e foi deixado com
demônios.

199
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela fez a coisa mais inesperada. Ela levou as mãos abaixo e emoldurou
seu rosto. Seus dedos se moviam como pluma, sobre suas características
ásperas. Ela traçou as sobrancelhas, os olhos, a estrutura óssea, para baixo
no queixo, no nariz, e estabeleceu-se em sua boca.
— Eu não vou voltar atrás na minha palavra, Aleksei, —disse ela. —
Mas não importa quanta raiva você sinta, não importa quantas vezes você
jogue o que eu fiz na minha cara, eu não posso mudá-lo. Eu fiz isso. Eu traí
você. Eu não tive a intenção de fazê-lo, mas eu ainda fiz. Eu aceito isso. E
eu aceito quem você é. Eu vivi de uma certa maneira e eu vou cometer mais
erros, porque eu não sei as regras do seu mundo. Mas eu não vou voltar atrás
na minha palavra.
Ele não tinha percebido que sua barriga estava amarrada em milhares
de nós, até que ouviu sua afirmação. Ele acreditava nela. Ela estava confusa.
Receosa. E miserável. Mas ela não iria deixá-lo. Não procurando o
amanhecer.
Ele a tinha machucado. Sentiu-a estremecer quando ele trouxe sua
traição. Ele não tinha a intenção de ser tão mesquinho quando arremessou
isso em seu rosto. Não novamente. Ele tinha provado medo quando ele leu
suas feições. Ela não tinha conseguido esconder seus pensamentos e
claramente ela contemplou em encontrar com o amanhecer. Ele não
conhecia o medo por tanto tempo que ele ainda não tinha reconhecido a
emoção quando ele penetrou pela primeira vez em seu corpo e, em seguida,
assumiu.
— Um relacionamento é sobre a confiança, Gabrielle, —ele disse
suavemente, seus lábios se movendo contra as pontas dos dedos. Ele enrolou
a língua em torno de um e chupou-o para o calor de sua boca. Ele começou
a deslizar suavemente dentro e fora dela. — Vamos começar devagar. Uma
coisa de cada vez. Deixe-me entrar um pouco de cada vez para que você
entenda que eu não estou tomando posse. Pegue pedaços de mim quando
você quiser ou precisar deles. Quando você sente que você pode processá-los
sem entrar em pânico. Você acha que pode fazer isso?

200
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela umedeceu os lábios, o olhar dela agarrado a ele. Já seu corpo moveu-
se para montar o seu, seus quadris subindo e descendo com o ritmo que ele
estabeleceu. Ele podia ver a beleza do seu prazer já empurrando o medo de
seus olhos.
Ele pegou seu cabelo com ambas as mãos, punhos de aperto. — Prova-
me, kislány, lembre-se como era bom. Sua fome está batendo em mim, e eu
quero isso para você. Este pequeno passo. Eu não quero tomar o triunfo de
você. Tome o que pertence a você, Gabrielle.
Ela engoliu em seco, passou a língua ao redor do interior de sua boca,
e ele sabia que ela sentiu seus dentes deslizando no lugar. Sua voz era uma
tentação pecaminosa—ele fez certo disso—mas não havia nenhuma
compulsão. Ele queria que ela visse que ela poderia fazer isso. Ser dos
Cárpatos. Abrir a terra. Alimentar-se sozinha. Ser uma mulher que poderia
ser auto-suficiente. Ela não precisa de ninguém—nem mesmo dele—para
fazer essas coisas para ela. Ela precisava se sentir poderosa em seu próprio
direito. Ele queria para ela essa pequena coisa—um enorme obstáculo para
ela—começaria nesse caminho.
Você pode fazer isso, kislány, eu sei que você pode. Beije o seu caminho até meu
peito. Monte-me enquanto você prova a minha pele. Enquanto você sente meu coração
batendo. Enquanto você ouve meu sangue chamando o seu.
Ela olhou para ele por um longo tempo, seus olhos procurando o seu.
Suas pernas estabelecidas em ambos os lados do seu corpo, para que ela
montasse nele completamente. Segurando seu olhar, ela balançou a cabeça
lentamente, ainda movendo os quadris. Montando-o. Lentamente.
Vagaroso. Escaldante.
Suas mãos foram para seus quadris, dedos cravados em sua carne
enquanto ela se inclinou e beijou sua boca, apenas um toque de seus lábios
nos dele. Beijou-lhe o queixo. Sua garganta. Seu pau quase explodiu. De
repente, o passeio de lazer não era suficiente. Ainda assim, ele precisava para
dar-lhe isso. Ele queria isso para ela. Se ele tomasse o controle, ela não
sentiria seu próprio poder e que era essencial.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua boca se moveu em seu peito. Ele sentiu sua língua e um gemido
escapou. Ela precisava se apressar. Ele simplesmente precisava. Sua
respiração veio em suspiros irregulares e ele já estava mudando o ritmo,
balançando seu corpo com cada golpe, as mãos erguendo-a e a puxando
duramento enquanto ele aumentava o ritmo para enterrar-se nela, nas
profundezas de seda quente.
Ele sentiu o raspar de seus dentes. Sua língua rodou e em seguida ela
fez isso. Seus dentes, sem a sua ajuda, pouco profundo. Encontrando sua
veia. Enganchando. Conectando-os intimamente. A dor erótica cedeu
instantaneamente ao prazer. Tal prazer. Sua mulher. Sua companheira,
alimentando-se por si própria. Tomando o que era dela. Tomando o sangue
de seu companheiro, pela primeira vez sem ajuda.
Ele teve isso dela. Ele só teve seu corpo. Ele foi o primeiro. Ele foi o
primeiro que ela tomou sangue por conta própria. Ele lhe deu esse dom de
poder. Sua boca se moveu. Seus quadris levaram-na mais e mais. Quando ela
bebeu o suficiente e acariciou a língua sobre as espetadas, ele pegou-a e rolou-
a, tomando-a com força. Tomando-lhe da maneira que ele precisava. A
maneira que ela precisava. Ambos estavam sobre a borda em conjunto, com
o rosto enterrado em sua garganta.
Estou tão orgulhoso de você, kislány. Você assumiu o controle e você fez isso.
Aleksei levantou a cabeça dele quando ele conseguiu respirar direito e beijou-a
completamente. Eu tenho que ajudar Fane a alimentar os outros. Nós podemos ter que
sair para impedir que fiquemos muito fracos e encontrar sangue na aldeia. Não entre
em nenhum dos edifícios, enquanto eu me for. Você pode passear no jardim e você
estará segura o suficiente. Você entendeu?
Ele esperou que ela acenasse com a cabeça e, em seguida, ele a beijou
novamente antes que ele saiu. Ela virou-se e levantou os joelhos contra o
peito, enrolando em posição fetal. Ele não gostou, mas ele podia sentir a
fome combinada dos antigos subindo e sabia que não podia dar-se ao luxo
de adiar para garantir que todos eles tenham o suficiente de sangue.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

h meu Deus. Oh meu Deus. Oh meu Deus. Ela tinha acabado de ter
sexo com um homem lindo. Um estranho total. No chão. Em seu saco de
dormir. Ela era uma avó pelo amor de Deus. Não. Ela era uma bisavó. Pior.
Ela não tinha tido relações sexuais desde que tinha quinze anos de idade, o
que ela era praticamente virgem, e ela agiu como uma vagabunda doida.
Trixie olhou para o rosto bonito, lindo e pensou em virar a arma de
estacas em si mesma. Ela tinha perdido sua mente maldita. Totalmente. O
que ela ia dizer a suas netas? Absolutamente nada. Nada. Nada mesmo. —
Estamos indo para nossos túmulos com isso, —ela sussurrou em seu rosto
sorridente, e muito satisfeito. — Eu quero dizer isso. Para. Nossa. Sepultura.
Ela olhou ao seu redor. Onde estavam as suas roupas? E a calcinha. Oh,
meu Deus. Ela estava nua. Nua. Sem a calcinha. Em um saco de dormir. Com
um estranho. Ele tinha que ser um vampiro. Ele tinha que ter um feitiço sobre
ela. Ela estava tão acima desse absurdo, mas seu corpo se recusou a mover-
se. Se recusou a parar de tremer e ondular, sentindo seu magnífico ... um
... sua mente se recusou a fazer qualquer coisa, além de lhe dar uma
fotografia. Que foi queimada em seu cérebro. E ela jurou que tinha marcas
de derrapagem no fundo. Ele a tinha marcado lá.
— Estamos indo para nossas sepulturas com o quê? —Perguntou Fane.

É melhor que ele não esteja sorrindo. Ela olhou para ele, estreitando os
olhos. — É melhor você não estar sorrindo. Quero dizer isso. Limpe esse
sorriso masculino de auto-satisfação direto de seu rosto. Você não vai contar
a uma única alma que isso aconteceu. E isso nunca vai acontecer

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

novamente. Estou me vestindo e descendo a montanha para entrar em um


avião.
Ela respirou fundo. Ele não se moveu. Ele ainda estava trancado dentro
dela e ela podia senti-lo. Tão grande. Esticando-a quase dolorosamente, mas
no bom sentido. Ele deveria deixá-la ir. Ele conseguiu o que queria.
Certamente ele terminou com ela. Ele poderia ter qualquer mulher que ele
queria se ele tinha séculos de idade ou não. Depois de todos esses anos, ela
estava certa de ter teias de aranha nela ... um ... Era isso. Ele estava preso por
causa das teias de aranha e eram pegajosas.
— Companheira. Você é apenas um pouco louca, —disse ele. — Eu acho
que vou ter que tomar sua boca e encher sua mente com coisas muito
criativas.
Havia diversão em sua voz. Riso. Ele não parecia no mínimo receoso de
sua palestra, de sua voz sarcástica e seus olhos apertados. Ele abaixou sua
magnifica cabeça na direção dela e tomou sua boca, sua língua movendo-se
direto para seus lábios entreabertos para varrer e reclamá-la. Para que se
calasse. Isso é o que ele queria dizer. Para que se calasse.
Ela tentou segurar de alguma forma a emoção, mas seu corpo derreteu
e sua boca pegou fogo e ela perdeu o fio de pensamento completamente.
Beijou-a completamente, seu corpo movendo-se suavemente no dela antes de
finalmente se retirar. Ele levantou a cabeça. — Você pode andar ao redor dos
jardins, mas não entre em nenhum dos edifícios. Quero dizer isso, Trixie.
Eles são perigosos. Outros antigos residem aqui. Eu tenho que ir ver as
necessidades deles.
Ele apenas disse isso. Ele realmente estava indo para dar o golpe, bam, e
indo embora? Será que ele não vai segurá-la? Ou falar com ela? Ou
tranquilizá-la de que ela não era uma completa idiota que ela sabia que ela
era? É claro que ele faria. Homens fazem isso. Garotos de dezesseis anos de
idade faz isso—e claro que homens crescidos também fazem. Eles
conseguiam o que queriam e eles iam embora.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Trixie. Pare. —Fane disse suavemente. Suas mãos emoldurando seu


rosto. — Vou voltar o mais rápido que eu puder. Você está exausta. Vá
dormir e espere por mim. Quando eu voltar podemos conversar.
Ela odiava sua voz porque ela adorava. Ela sentiu-o sob sua pele. Dentro
dela. Ela estava com medo de nunca ser capaz de tirá-lo. Acima de tudo, ela
se odiava por ser tão tola. — Vá fazer tudo o que você tem que fazer. —Ela
queria que ele se fosse. Ela tinha sido uma tola aos quinze anos, e claramente
ela ainda era uma tola. Essa foi uma razão pela qual ela não queria nada com
os homens.
Fane suspirou. — Eu não quero que você me deixe quando estou
cuidando de algumas questões. Você poria em perigo todos nós, abrindo os
portões.
Ela olhou para ele. Ela voltou seu olhar mortal, mas ele não virou fumaça
como deveria ter. — Eu tenho o direito de sair.
— Na verdade, você não precisa. Você entrou no mosteiro por sua
própria vontade. Você atravessou as salvaguardas e você deixou para trás um
rastro para os outros seguirem.
Ela olhou em volta para o frasco de água benta. Ela provavelmente
precisava se apegar a ele. Sua voz sexy estava começando a ter um "tom" para
ela, um que ela não gostou. Ela não era uma criança para ser repreendida,
embora ali totalmente nua a fazia se sentir vulnerável. Ela pegou sua camisa
e colocou-a pela cabeça, sem sequer olhar para o seu sutiã.
— Não há necessidade de falar comigo nesse tom. Eu te aviso agora, eu
não sou uma menina que pode mandar, apenas porque nós tivemos um
ótimo sexo. Eu não tive relações sexuais em um longo tempo, é possível que
qualquer coisa poderia ser chamada de bom sexo. —É claro que o beijo foi
também excepcional, mas ela não ia mencionar isso. Em vez disso, ela
limpou a boca com as costas da mão dela enquanto ela se sentava e puxava
a camisa sobre suas costas.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Companheira, você é uma criança para mim. Sua idade é apenas


sobre o tempo que somos considerados adultos. É claro que você está se
sentindo envergonhada. —Agora havia uma borda em sua voz e seus olhos
tinham ido duro. Esfumaçado. — Você é minha companheira. Minha
companheira deve querer ficar comigo, não se sinta envergonhada, porque
manifestámos a nossa alegria em estar juntos.
— A alegria de estar juntos? —Ela repetiu. Ela olhou em torno de sua
arma de atirar estacas. E ela não era sutil sobre isso. — Eu não estive com um
homem em décadas, —ela assobiou. Ela pegou sua calcinha e arrastou as
calças mais perto. — Você me seduziu, e então, decidiu que você tem que ir
trabalhar e eu posso ficar aqui e dormir. Então você me acusa de deixar um
rastro para os outros seguirem direto sob suas salvaguardas. Nesse tom.
Ela sabia algo sobre tom. Ela era a rainha do tom. Ela não se importava
com quantos anos ele tinha, ou até mesmo o que ele era, ninguém poderia
superar seu tom. Era pura perfeição. Ela deu a ele a plena explosão. — Você
é um cão de caça, assim como todos os outros homens que já havia
encontrado.
— Companheira. —Ele rosnou a palavra para ela. Seus dentes fortes e
brancos cerrados como se para dar uma mordida. — Eu não quero que você
me jogue suas façanhas sexuais para mim. Vou ignorar o fato, porque você
não esperava encontrar seu companheiro, mas não vou tê-los jogados na
minha cara.
Ela olhou para ele. Chocada. Incapaz de se mover por um momento,
com a boca aberta. — Minhas aventuras sexuais? —Ela finalmente conseguiu
murmurar. — Você está falando das minhas façanhas sexuais?
Ele se moveu para longe dela, de pé, com um movimento fluido que
enviou uma emoção direto para sua coluna vertebral. Ele estava
completamente vestido. Ela piscou e arrastou suas calças e calcinha em seu
colo, desejando que ela pudesse se levantar completamente vestida em vez
de sentar em seu saco de dormir sentindo sua semente escorrendo pela sua

206
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

coxa. Não havia nem mesmo um banheiro para se limpar. Ele parecia estar
insinuando que ela era algum tipo de vagabunda—tendo tido sexo selvagem
com um total estranho, provavelmente a colocava nessa categoria, mas ela
estava indo matá-lo e enterrar seu corpo ali naquele prédio estranho.
— Vejo que você não pretende ser razoável, Trixie. Eu lhe disse que
iriamos conversar quando voltasse. Eu preferiria ficar com você e limpar
estas questões, mas meus irmãos me chamam e é perigoso aqui. Para
você. Para a companheira de Aleksei e agora para mim e Aleksei.
— Eu não trouxe os outros aqui, —ela retrucou. Ela usou sua calcinha
para limpar suas coxas, tentando não morrer de vergonha e embaraço.
Ele acenou com a mão e não só ela estava perfeitamente limpa, mas ela
estava completamente vestida. Sua respiração ficou presa na garganta
quando percebeu o quão poderoso Fane realmente era. Ela não tinha ideia
de como ele a convenceu a fazer sexo com ele. Ela só sabia que olhando para
ele foi um erro terrível, porque ela queria fazer sexo com ele novamente.
Ele se aproximou, pegou a mão dela e puxou-a para cima, passando o
braço em torno de suas costas, puxando-a para ele. Ela não queria deixá-lo—
ela mentiu para si mesma, dizendo a si mesma que iria—mas ele teve que
segurá-la. Suas pernas estavam fracas ao redor dele, com os joelhos cedendo.
— Trixie. —Ele murmurou o nome dela suavemente. — Por que você
está envergonhada de estar comigo? Eu não entendo. Eu sei que você sentiu
o mesmo prazer que eu. Explique isso para mim. Por favor.
Era dor que ela sentiu em sua voz? Em seus belos olhos? Ela o tinha
ferido. Chocada com ela mesma e com raiva de si mesma. Ela tinha idade
suficiente para saber melhor. Com qualquer outro homem que poderia ter
tido o momento certo como um presente inesperado, mas ela sabia que iria
para sempre sentir esse homem dentro dela. Isso não foi culpa dele. Era dela.
— Apesar da minha idade, eu não sou exatamente experiente. Eu não
tenho façanhas sexuais e é um pouco embaraçoso para ter relações sexuais

207
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

com um homem que eu não conheço. —Não. Isso foi tudo o que ele ia
conseguir.
Ela não ia dizer a ele que de alguma forma ele tinha marcado seu
caminho dentro dela e nunca seria capaz de tirá-lo. Ou que ela estava
envergonhada, ou porque aos quinze anos de idade, ela tinha tido um bebê
porque ela deixou um rapaz tocar nela nove meses antes. Agora ela tinha
feito a mesma coisa novamente. Não houve compromissos. Não houve
cortejos. Ou palavras doces. Apenas sexo. Não importava que o sexo fosse
incrível, ainda era sua atuação como uma idiota. Ela não tinha aprendido
uma única lição nos seus sessenta e tantos anos de estar na terra.
— O que foi isso que você me chamou? Este "cão de caça". Isso não soou
como um elogio.
Ela moveu-se para colocar um pouco de espaço entre eles. Seu braço
travado em torno de suas costas e a outra mão veio até seu cabelo. Ela tinha
cabelos longos, e ninguém tinha colocado as mãos em seu cabelo, nunca. A
sensação enviou uma pequena resposta de espasmo profundamente dentro
de seu núcleo. Este homem era letal para ela. Ela trouxe as duas mãos para
empurrar contra seu peito. No momento em que as palmas das mãos
encontraram seus músculos sob sua camisa fina, o calor bateu nela. Ele era
como uma droga, correndo por suas veias e espalhando por seu corpo com o
calor incrível. Ela queria ele mais uma vez.
— Eu não entendo nada disso, —ela sussurrou, querendo ficar sozinha
para que ela pudesse ter um bom choro. Em privado. Ela não estava
compartilhando isso. Ela nunca chorou na frente de ninguém.
Ele colocou um pouco mais de pressão sobre ela, para que seu corpo
estava pressionado contra o seu. Muito apertado. Ela suspirou e cedeu,
relaxando contra ele, lhe permitindo segurá-la. Ela reconheceu que ele estava
tentando confortá-la.
— Eu sei que para você é difícil. Vou explicar tudo quando eu voltar. Eu
não vou demorar. Por favor, faça-me a cortesia de permanecer dentro dos

208
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

portões. Estou ciente de que você tem algum tipo de dom que permite que
você ande através das minhas salvaguardas, mas não é seguro. Vou voltar o
mais rápido possível, e vamos esclarecer as coisas entre nós.
Ela mordeu o lábio, permitindo-se um momento para deslizar os braços
em volta dele e apenas segurá-lo. Senti-lo. Toda essa força masculina. Ela
nunca teria isso de novo, mas ela tinha agora, ela inclinou a cabeça, como se
concordando com ele.
— Trixie. —Havia diversão em sua voz. — Eu posso ler sua mente.

Ela piscou. Recuando. Se isso fosse verdade, não era uma coisa boa. Sua
mente era um lugar onde ninguém mais deveria estar. Ela repreendia muito.
— Você não me deixa escolha. Vou acrescentar mais salvaguardas no
portão. Um que certamente você será capaz de atravessar. Mas se você sair
por aqueles portões, companheira, você vai fazê-lo sem uma peça de roupa
em você.
Ela o empurrou. Duro. — Você não pode fazer isso. Não há nenhuma
maneira que você possa fazer isso.
Ele nem sequer balançou longe dela, nem uma polegada, e ela colocou
um monte de energia em seu empurrão. — Claro que eu posso. Eu sou
Cárpato. Você vai ficar aqui e esperar por mim como você deve. Eu gosto de
sua atitude, mas um desafio aberto ou se colocando em perigo não será
tolerado.
Suas sobrancelhas se ergueram. Desta vez, ela bateu no seu peito duro.
— Você não acabou de dizer isso para mim. Você não fez.
— Eu fiz. Preste atenção a meu aviso, sívamet. Você sai do mosteiro, e
você estará fazendo isso nua.
Ela tinha roupas na mochila. Ela sairia bem, nua ou não, e o que ela
faria ...
— Trixie. Você vai ser difícil. —Ele acenou com a mão.

209
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela virou-se. Ele a deixou, soltando o braço nas costas dela. O momento
em que ela foi totalmente de costas para ele, ele trancou-a no lugar
novamente, com o braço em torno de seu estômago. Sua mochila havia
sumido. A única coisa que restou era seu kit de caça-vampiros—e não
continha nem uma muda de roupa—e seu saco de dormir.
Trixie suspirou e deitou a cabeça contra a parede sólida de seu peito,
tentando manter a mente em branco para que ele não pudesse ler sua próxima
jogada. Desde que ela não tinha idéia do que ia fazer, mas provavelmente
envolvia assassinato e caos, ela estava certa de que ele não iria conseguir nada
mais fora de sua mente.
— Caos e assassinato?
A diversão masculina soou em sua voz, tão suave e gentil, juntamente
com a mão na nuca dela era quase sua ruína. Ele soou afetuoso. Como se ele
se importasse. Como se ela fosse importante para ele e ele achou ela bonita e
não irritante.
— Meu assassinato? —Ele perguntou, virando as costas em seus braços
para que ela mais uma vez confrontasse ele, seu corpo apertado contra o seu.
Ela assentiu com a cabeça, os seios doloridos e sensíveis. Não havia
muito mais o que fazer além de inclinar a cabeça quando ele estava lendo sua
mente. Essa arma estúpida de atirar estacas, estúpida, não tinha feito seu
truque. Então, iria solicitar uma revisão de avaliação de uma estrela quando
ela voltasse para casa.
Ele riu suavemente e emoldurou seu rosto com as mãos, inclinando sua
boca em direção ao seu. — Vou ter que trabalhar muito mais para convence-
la que eu valho mais vivo do que morto. Estou certo, que com o tempo, você
vai ver o que eu posso fazer por você.
Ele trouxe a cabeça para baixo lentamente. Muito lentamente. Ela
deveria ter virado o rosto. Ele estava segurando-a ali, mas suas mãos eram
gentis e ela poderia ter escapado. Mas não. Sua boca era muito tentadora. O

210
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

olhar em seus olhos era quente, movendo-se direto para quente, e ela sabia o
gosto dele.
Ele tomou sua boca gentilmente. Bem. Ele começou dessa maneira, e
então ele estava beijando-a com força e profundamente, enviando todo o seu
corpo em algum tipo de colapso estranho. Ela derreteu de dentro para fora
devido à tempestade de fogo correndo através dela. Quando ele levantou a
cabeça, ela ouviu, a sua vergonha eterna, um gemido de protesto escapar de
sua garganta. Ela piscou para ele, sentindo-se atordoada. Fraca. Suas mãos
estavam agarradas em sua camisa e ela se agarrou a ele.
— Trixie. Hän sívamak. Você tem que me deixar ir. Não posso esperar
mais. Precisam de mim, mas vou voltar o mais rápido possível.
Ela assentiu com a cabeça, olhando para ele. Provando-o. O fogo nem
mesmo sequer tinha baixado um pouco. Nem. Uma. Pequena. Parte.
— Hän Sívamak, —repetiu ele, seu tom suave, derretendo o coração dela
novamente. Suas mãos foram até a dela e ele gentilmente tirou os dedos onde
eles apertavam na sua camisa.
Ela piscou um pouco, tentando sair do seu nevoeiro. Sob seu feitiço.
Onde estava Trixie? A mulher que ela conhecia. A mulher que lidava com
qualquer situação sem sequer pestanejar. Ela estava tão longe de si mesma
que ela não tinha idéia de como reagir.
— Diga que você vai esperar por mim, —ele solicitou.

Naquele exato momento, ela teria dado a ele qualquer coisa. Ela teria se
despido e envolvido seu corpo em torno dele. Ela teria ...
— Trixie. —Era a sua vez de gemer. — Eu estou lendo sua mente, mulher,
e você não está fazendo isso fácil para mim.
Ela sentiu exatamente como ela não estava tornando mais fácil. Ele
estava pressionado contra ela, com força, seu corpo duro. Quente.
Deliciosamente duro. Sem pensar, sua mão deslizou para a protuberância ali,
enrolando em torno tanto quanto ela poderia obter de forma que ele

211
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

pressionou na palma da mão. Ela sentiu o empurrão de resposta e se


encontrou sorrindo. E feliz. Ele queria ela. Mais uma vez. Ela não tinha um
pingo de experiência. Ela era velha. Com teias de aranha. Uma ameixa seca,
e ele ainda a queria. Este homem lindo.
Ela deu um passo atrás para dar-lhe espaço para sair, mas a mão não
deixou seu pênis. Sentiu-o, queimando quente, queimando através do
material de suas calças. Se ele quisesse sair, ele ia ter de se afastar dela.
— Eu vou fazer você me implorar, —ele advertiu suavemente. —
Quando eu voltar, vou ter você de novo, e desta vez você vai implorar pela
sua liberação e não vou dar a você por um longo, longo tempo.
Ela levantou uma sobrancelha e deu-lhe o olhar altivo que tinha
aperfeiçoado em professores e diretores das escolas onde suas netas iam. Os
professores sempre assumiram—com razão—sua falta de educação, mas um
olhar altivo e eles deixaram de ser tão crítico.
— Não haverá mais sexo até estarmos em uma cama adequada com
lençóis agradáveis. Uma cama que eu posso dormir em seguida. Porque
acampar não é coisa minha e eu estou velha demais para ter relações sexuais
no chão. Eu tenho bastante dores crônicas, sem acrescentar mais a eles. —
Claro, ela estava bastante certa de que ela merecia um bom tempo depois de
tantos anos de absolutamente nada. Este homem lindo a queria novamente,
chão de terra ou não, ela estava lá. Mas ela preferia uma cama.
Fane enganchou sua mão ao redor de seu pescoço, rindo baixinho. —
Eu vou cuidar das dores e ver qualquer um dos seus pedidos em meu retorno.
Ele inclinou-se, roçou os lábios nos dela e num momento ele se foi.
Como em literalmente. Do tipo que o mágico faz. Como em desaparecendo
no ar, o que era um pouco desconcertante para dizer o mínimo. O que era
ele? Se ele era um vampiro, não iria sentir ele mal, mesmo que ele não parecia
mal? Francamente, ela não se importava. Ela estava em um país estrangeiro.
Ninguém, nem mesmo Teagan, sabia onde ela estava. Bem. Não

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

precisamente. Ela ia levar tanto quanto ela poderia começando a partir do


‘Sr. Lindo’ e, em seguida, levá-lo para casa com ela. Um segredo maravilhoso.
Ele havia despertado seu corpo depois de tantos anos de vazio. De estar
sozinha. Quando ela estava com ele, ela não se sentia sozinha. Sentia-se viva
e incrivelmente feliz. Ela adorava suas garotas e seus bisnetos, mas pela
primeira vez em sua vida, ela sentiu-se bonita e especial para alguém.
— Embora, —ela murmurou em voz alta. — Eu me sentiria muito mais
especial se ele tivesse uma cama.
Ela foi até a porta e abriu-a, olhando para a noite. A névoa formou
redemoinhos acima do mosteiro. Era denso e escuro, como um véu cobrindo
ao longo de toda a fortaleza. Ela ouviu vozes, silenciosas, mas do sexo
masculino. Eles não pareciam feliz, e ela estremeceu e deu um passo para
fora do prédio. Ela estava exausta e nada do que tinha acontecido com ela
desde que ela entrou no mosteiro parecia real, mas ela sabia que era. Ela não
estava presa em um sonho ou uma alucinação. Ela não podia imaginar um
‘Sr. Lindo’, não como ele—ela não tinha esse tipo de imaginação.
Suas netas pensavam que ela estava ficando louca quando ela cometeu
o erro de dizer-lhes sobre vampiros. Esmeralda tinha mostrado suas
gravações de vídeo e, a princípio ela pensou que eles eram falsos, mas,
eventualmente, ela teve a certeza de que eles eram reais. A idéia desses
monstros vivendo em qualquer lugar perto de seus netos a deixou louca. Ela
os tinha protegido toda a sua vida, e Esmeralda admitiu que Teagan seria
uma excelente candidata para vítima de um vampiro. Ele seria atraído por
seus dons. Todos sabiam que Teagan tinha dons.
Ela tinha sido tão suscetível as besteiras de Esmeralda como tinha sido
ao toque de Fane. Ela estava bastante certa que sua solidão a tinha feito
suscetível. Ela não tem muitos amigos, e estava na sala de chat na Internet
com Esmeralda o mais rápido que podia, só porque elas riam muito juntas.
Ela gostava de ter uma amiga.

213
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Outro som chegou a seus ouvidos. Não masculino neste momento.


Distintamente feminino, e onde quer que a mulher estivesse, estava
aparentemente chorando. Silenciosamente. Mas, definitivamente chorando.
Como se seu coração estivesse quebrado e não havia maneira de consertá-lo.
Trixie tentou parecer dura, mas ela cuidou de cinco meninas e ela era tão
suscetível a genuínas lágrimas de uma menina como ela foi as besteiras de
Esmeralda e ao toque de Fane.
O som estava vindo de dentro de um dos prédios. Fane tinha dito a ela
para não entrar em qualquer um deles, mas ela não podia suportar o som
desses soluços de coração partido. Ela fez seu caminho através do pátio com
os pés descalços, porque quando Fane tinha vestido ela, ele tinha se lembrado
da calcinha mas os sapatos se esqueceu. Ela franziu a testa. Ela não achava
que Fane era o tipo de homem que esquecia algo, e ela não podia ir muito
longe na montanha, caminhando ao redor descalça. Talvez não tenha sido
um erro, afinal.
A terra era macia debaixo dos seus pés, não rochosa como ela tinha
esperado, quase como um tapete espesso. Ela podia ver que era rica em
minerais e de alguma forma, embora não fosse uma espécie de mulher que
andava por aí com os pés descalços, gostou da conexão com a terra. As solas
dos seus pés pareciam absorver os minerais e os pontos onde ela estava
dolorida das horas de caminhada em suas botas apenas parecia curar. Não
havia bolhas. Nenhuma dor em tudo. Ela pressionou os dedos dos pés na
terra, enquanto ela estava na porta, olhando para ela, ouvindo o som de
soluços. Ela levantou a mão e bateu.
O choro não parou. Ela estava certa de que quem estava dentro não
tinha ouvido. Ela baixou a mão para a maçaneta esculpida e empurrou a
porta aberta facilmente. Assim como a casa de Fane tinha apenas quatro
paredes e um telhado, com um chão de terra, por isso não era uma
surpresa. No meio do chão estava uma jovem deitada enrolada em um tapete
espesso. Um cobertor estava sobre ela, mas estava claro que ela estava nua
por baixo dele.

214
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aproximando-se da mulher chorando, Trixie podia ver marcas em sua


pele. Contusões. Chupões. Manchas que pareciam impressões digitais. Seu
coração afundou. E se isso tivesse sido com Teagan ou uma de suas outras
meninas? Ela não podia deixá-la assim. Na verdade, ela precisava chegar a
uma outra arma ou duas e ajudar esta criança a fugir.
Trixie se agachou ao lado da menina e colocou uma mão suave na
testa. — Querida criança, você vai ficar doente.
A mulher levantou os cílios encharcado de lágrimas, agora longo e
espetado, seu olhar assustado, seus olhos cinzentos cheios de lágrimas. —
Sinto muito, —ela sussurrou. — Eu te perturbei? Você pôde me ouvir? —Ela
parecia assustada, e ela sentou-se, puxando o cobertor em volta dela.
Pelo menos a mulher tinha um tapete para se sentar, muito melhor do
que o saco de dormir de Trixie. Trixie se sentou na beirada, perto da mulher
sem esperar por um convite. — Eu sou Trixie. Trixie Joanes.
— Gabrielle Sanders, —a mulher apresentou-se. — Você deve estar
relacionada com Teagan.
— Eu sou sua avó. —Trixie sorriu em encorajamento. — Você a
conhece?
Gabrielle balançou a cabeça. — Eu conheço seu companheiro, André.
Havia essa palavra novamente. Companheiro. Claramente significava
alguma coisa e ninguém levou de ânimo leve. Ainda assim, ela voltaria para
isso. Ela tocou o ombro de Gabrielle gentilmente. — Será que alguém te
machucou?
Novas lágrimas inundaram os olhos de Gabrielle. Ela balançou a cabeça
e empurrou o cabelo para trás. — Não é como você está pensando. Ninguém
me bateu. Eu sou apenas uma ... uma bagunça. Sou eu. Não é ele. Eu
estraguei tudo tão mal que não sei como consertar isso.

215
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Querida criança, há sempre uma maneira de cosertar alguma


coisa. Eu criei cinco meninas. Tenho visto e ouvido de tudo. Apenas
conversar com alguém ajuda às vezes.
Gabrielle apertou os lábios. — Como você está dentro do mosteiro?
Supõe-se que ninguém pode entrar aqui.
Trixie acenou com a mão levemente. — Fane é meu companheiro. —Ela
não tinha absolutamente nenhuma ideia do que isso significava, mas Fane
tinha dito isso e ela e estava indo colocar esta criança à vontade, usando isso
como uma desculpa para sua presença.
Os olhos de Gabrielle se arregalaram. — Isso é incrível. E bom. Não,
ótimo. Eu sou a companheira de Aleksei. —Ela explodiu em uma tempestade
de lágrimas.
Trixie tomou em seus braços, com cobertor e tudo, segurando-a como
ela fez com sua filha e netas quando a vida tinha sido cruel e tinha certeza de
que a vida tinha sido cruel com esta mulher. Ela parecia jovem, muito jovem,
para ficar sozinha, deitada sobre um tapete nua, coberta de hematomas e nas
montanhas dentro de uma cabana com quatro paredes, um telhado e chão de
terra.
— Fale comigo, Gabrielle. Tenho visto muito da vida. E eu provei a
amargura e crueldade. —Ela sabia dessas coisas. Ela sabia sobre renunciar
acima dos sonhos. Ela sabia sobre a perda.
Gabrielle olhou para o rosto de Trixie. A mulher era bonita. Ela tinha a
pele requintada e o cabelo incrível. Gabrielle não estava certa de quantos
anos ela tinha; ela parecia elegante e intemporal, mesmo em calças de
combate e pés descalços. Ainda assim, ela tinha sido atacada por um homem
que queria matar vampiros, e ela não podia permitir-se ser enganada.
Ela mordeu o lábio inferior. Ele nunca tinha aberto caminho para a
mente de outro. Nem uma única vez. Ou por qualquer motivo. Ele podia
falar telepaticamente com sua irmã e irmão. Ela poderia usar o caminho
comum dos Cárpatos, mas, na verdade, invadir a mente de outra pessoa, ou

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

tê-los na dela, parecia muito íntimo. Ela tinha planejado dar isso a Gary. Ao
pensar sobre ele as lágrimas brotaram novamente.
Trixie colocou a mão na de Gabrielle. — Eu criei cinco meninas, e eu
não posso ter você deitada neste casco vazio de uma casa, chorando seu
coração para fora. Fale comigo. Deixe-me ajudar. Pelo menos, me use para
desabafar.
Gabrielle olhou nos olhos de Trixie. Mais do que qualquer outra coisa,
foi a bondade em seus olhos que permitiu a Gabrielle muito privada e
desconfiada soltar seus pecados para Trixie.
Ela confessou tudo a está completa estranha, mas Trixie realmente
parecia se importar. Ela realmente parecia simpática. Gabrielle precisava de
alguém que ela não tivesse medo de falar. Como ela poderia simplesmente
parar de amar Gary? Não era possível. Ela não podia permitir que Aleksei
entrasse em sua mente, mas sabia que mais cedo ou mais tarde teria que dar
isso a ele e deixa-lo levar. Ele saberia o que ela sentia por Gary. Ela tinha
jurado sua lealdade para Aleksei, e ela ansiava por ele. Ele preencheu sua
mente e seus pensamentos. Ele era dono de seu corpo. Mas a traição estava
lá agora em ambos os lados. Ela traiu Gary com Aleksei e Aleksei com seus
sentimentos por Gary.
Ao longo de toda a sua confissão, Trixie permaneceu em silêncio,
escutando atentamente, sua mão esfregando as costas de Gabrielle
gentilmente.
— Você não pode ter o seu Gary?

Gabrielle balançou a cabeça. — Pior, ele não será capaz de sentir


qualquer coisa por mim. Bem, isso é pior para mim, mas felizmente não para
ele.
— Se você pudesse tê-lo, você deixaria Aleksei por ele?

— Não é possível. Eu sou a companheira de Aleksei. Nós estamos


unidos.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Trixie franziu a testa, olhou como se ela pudesse questionar isso e depois
sacudiu a cabeça. — Isso não é o que eu lhe perguntei. Se você pudesse, nesse
momento, depois de tudo o que aconteceu, depois de passar um tempo com
Aleksei, você o deixaria e iria para o Gary?
Gabrielle abriu a boca para explicar que ela não podia—que Aleksei não
a deixaria ir e Gary não poderia amá-la mesmo que ele pudesse sentir, porque
ela tinha estado com Aleksei—mas ela fechou a boca. Trixie fez uma
pergunta legítima, e por que ela não conseguia responder com um firme e
sonoro sim? Ela deveria ter saltado para isso. Ela deveria ter imediatamente,
sem pensar, dito que sim. Por que não o fez?
Ela piscou várias vezes, velando os olhos do olhar penetrante de Trixie.
— Eu não sei, —ela finalmente confessou em voz baixa, chocada. Não
chocada. Horrorizada. Aleksei era aterrorizante. Ele tinha um
temperamento. Ele era o seu pior pesadelo. Gary era doce e gentil. Tudo o
que ela sempre quis. — Eu não sei se eu poderia. —A admissão trouxe uma
nova torrente de lágrimas.
Gabrielle olhou para Trixie. — O que há de errado comigo? Que tipo de
pessoa eu sou? Eu sei que eu amo Gary. Eu sei isso. Mas Aleksei assumiu de
modo que eu estou obcecada por ele. Eu almejo ele. Eu não sei como eu
poderia ir de ter o tipo de sexo que eu tenho com Aleksei e estar com mais
alguém. Ele me faz sentir ... —Ela parou, mordendo o lábio com força. —
Ele só me faz sentir, —acrescentou sem convicção. — Eu não sei como
descrevê-lo, mas ... —Ela parou, jogando as mãos no ar. — Eu sou uma
vagabunda. Como eu poderia até mesmo considerar trocar um homem que
eu estou certa de que eu amo para o sexo?
— Você quer fazer funcionar com Aleksei? —Trixie perguntou
delicadamente, ignorando o drama.
Gabrielle estava bastante certa de que ela tinha muita prática ignorando
o drama, depois de ter criado cinco meninas. Ela balançou a cabeça
lentamente, tentando ser o mais honesta possível. Ela estava arrasada e
confusa, mas ainda assim, tinha de haver honestidade. — Aleksei me

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

assusta. Ele é o homem mais assustador que eu já conheci e eu conheci um


monte deles. Machos Cárpatos são perigosos. Eles mostram em tudo o que
dizem ou fazem. Mas Aleksei, ele é um pouco diferente. Algo dentro dele é
tão escuro ... —Ela parou de novo, porque dizendo isso se sentia como outra
traição. Ela não queria dizer nada de ruim sobre ele pelas costas. — Eu quero
que isso funcione, —ela sussurrou com firmeza, o que significava.
— Mas você está se sentindo culpada por sentir amor por Gary e traiu
Aleksei. Na verdade, você acredita que ainda está traindo ele? Estou certa?
—Trixie perguntou.

Gabrielle enxugou as lágrimas com a borda do cobertor. — Isso é tudo


sobre ele, —ela admitiu. — E tomar a decisão que eu sei que é o certo faz-me
sentir culpada por deixar Gary ir. E isso me faz sentir sacana e egoísta. Como
poderia eu trair Aleksei?
— Você não conhecia ele.

Gabrielle suspirou. Ela empurrou as duas mãos pelos cabelos, mantendo


o cobertor no lugar com os cotovelos. — Mas então, eu me virei e agora estou
traindo Gary.
Trixie sorriu para ela. — Criança, amar alguém nunca é um erro. Nunca.
Há todos os tipos de amor no mundo. Gary era doce e gentil com você
quando necessário. Você não tem ninguém e você não tem nenhuma
experiência. Ele foi o primeiro homem que você se apaixonou. Em essência,
o seu amor adolescente. Pense nisso. Tinha trabalho em comum com você e
ele te fez rir, mas você não teve relações sexuais com ele. Você não tomou
cada minuto que podia para ficar sozinha com ele, escondidos porque você
não conseguia manter suas mãos longe um do outro.
Gabrielle franziu o cenho para ela. — Eu não sei o que dizer.
— Você pode manter suas mãos fora deste seu Aleksei?

— Bem. —Gabrielle pensou sobre isso. Não quando ela estava com
ele. Ela queria que ele a tocasse. Beija-se. Ela principalmente o queria dentro

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

dela. — Não. Mas isso é apenas sexo. Nós não fazemos amor. Ele não é
gentil.
— Mas você gosta do que ele faz.

— Sim. Muito. —Gabrielle foi honesta. Ela tinha que ser se ela ia
resolver isso. E ela precisava resolver isso rapidamente. Antes que ele
voltasse.
— Existem todos os tipos de formas de fazer amor. Se for bom, isso é o
que você precisa. Mas voltando ao seu Gary. Você se agarrou a ele, porque
ele fez você se sentir ligado à terra. Tudo ao seu redor era tão diferente e você
não sabia como lidar com isso. Eu acho que você o ama, Gabrielle, mas eu
não acho que você está apaixonada por ele. Se você estivesse apaixonada por
ele, você não iria sentir como se toda a sua lealdade deveria pertencer a
Aleksei.
— Eu sei que eu o amo e ele me amava.

— Sim, —Trixie concordou. — Mas duvido que qualquer um de vocês


estavam apaixonados. Não do jeito que destrói a alma de amor. Se você
tivesse sido, teria sido como você e Aleksei, um sobre o outro. Vocês se
amam, porque ambos são inteligentes, têm muito em comum, fazem o outro
rir, todas essas coisas. Mas, criança. Onde estava a paixão?
Gabrielle fechou os olhos. Trixie estava fazendo sentido, e isso só
pareceu fazê-la sentir-se pior.
— Gabrielle. Pense nisso. Este homem, Aleksei, que te assusta. Ele não
lhe dá uma única coisa mais que você pensou que queria ou precisava. Mas
você está relutante em dizer qualquer coisa que possa colocá-lo em uma luz
má. Você se recusa á dizer uma coisa ruim sobre ele, e olhando para você,
vendo o seu sofrimento, eu acho que existem algumas lições que o homem
precisa aprender sobre as mulheres e ele precisa aprender-los rapidamente.
— Você não entende a enormidade do que eu fiz, —disse Gabrielle. —
Você não pode entender ainda. Você ainda é humana. Você nem mesmo sabe

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

realmente nada sobre os Cárpatos. A traição foi tão profunda. —Ela franziu
a testa e acenou com a mão. No momento em que ela fez, ela estava
completamente vestida, embora, como Trixie, ela deixou seus sapatos.
— Como você faz isso? —Trixie exigiu.

Gabrielle piscou como se estivesse saindo de uma névoa profunda. — É


porque ele é meu companheiro.
— Isso é outra coisa. Talvez você deva explicar o que são Cárpatos e
companheiros para mim, porque eu não entendo muito bem isso, também.
Gabrielle virou a cabeça, varrendo seu longo cabelo sobre o ombro para
olhar para Trixie em estado de choque. Claramente chocada. — Você me
disse que você é a companheira de Fane. —Seu coração começou a bater.
Duro. E se ela tinha cometido um erro? Ela não podia mais confiar em seu
próprio julgamento. Se ela estava conversando com essa mulher, levando-a
pelo valor da face, e ela estava lá para caçá-los, ela tinha acabado de ajudar
a convencer o caçador para matá-los.
— Isso é o que ele me disse, —disse Trixie. — Mas eu não entendo
exatamente o que isso significa.
Gabrielle mordeu o lábio com força. Duro o suficiente para que os
dentes tirou uma pequena gota de sangue. Trixie estremeceu por ela, mas
Gabrielle realmente não fez mais do que registrar esse pequeno
movimento. Ela não sabia o que fazer.
Houve um momento em que ela sentiu algo se mexendo em sua
mente. E então ele estava lá. Derramando-se nela. Caloroso. Íntimo. Ela não
sentiu em tudo como uma invasão. Se sentiu completa. Segura.
Kessake. O que é isso? O que perturbou você?
Será que ele não quis dizer mais perturbada? Se ele sabia que ela estava
preocupada com algo, ele tinha que ter sabido que ela estava chorando.
Como? Se ele não tinha estado em sua mente ... Se tivesse mentindo para ela?

221
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Eu não posso mentir para você. Eu não vou mentir para você. Sua alma está
ligada á minha alma. Eu sinto suas emoções, assim como você pode sentir as minhas,
você deveria tentar. Entrei em sua mente, porque você está muito perturbada. Eu sou
o seu companheiro e se você precisar de mim, eu irei até você. Diga-me. Agora.

abrielle sabia que Aleksei tinha acabado de lhe dar uma ordem. Se
ela não disser a ele o que ele queria saber, ele iria tomar as informações de
sua mente. Ela respirou fundo. Submetendo. Não porque ela tinha medo
dele, mas porque ela tinha medo por ele. Ela estava com medo por todos os
residentes do mosteiro.
Há uma mulher comigo. O nome dela é Trixie Joanes. Ela disse que ela é a avó
de Teagan e companheira do Fane. Eu ... Deus. Deus. Por que ela era tão ingênua
e estúpida? Por que ela não pensou antes de agir? Agora, ela tinha isso
pairando sobre a cabeça também. Eu disse a ela coisas que revelavam muito sobre
o que você é. Ela poderia ser um inimigo. Eu não acho, mas eu poderia ter colocado
todos em risco.
O que somos.
Ela engoliu em seco com o tom que ele usou. Veludo sobre aço.
Raspando, que sentia dentro de seu corpo, um golpe carinhoso, mas qualquer
outra coisa que a colocou de coração batendo. Não estou entendendo.
Nós somos. Você. Eu. Nós. Somos ambos Cárpatos. Se você me colocar em risco,
então você se coloca em risco também. E. Eu não estou. Não. Ali.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Uh. Oh. Ela entendeu. Ela pegou isso imediatamente. Ele não estava
feliz com ela em tudo.
O que eu devo fazer?
Fane diz que a mulher é sua companheira. O que ela está fazendo com você?
Isso foi ficando pior a cada momento. Ainda assim, havia algo em seu
tom que obrigou-a á responder. Eu preciso resolver isso eu mesmo. Ela é alguém
com quem eu posso falar. Talvez ela possa me ajudar.
Fúria. Quente. Selvagem. Intensa. Verteu-se sobre ela. Encheu sua
mente. O jelä peje terád, emni. O sol te queime, mulher. Se livre dela. Você fala
comigo. Nós vamos resolver isso juntos. Não com um estranho. Você. E eu. Juntos.
Ela se manteve muito quieta. Ela sabia que ela tinha empalidecido, ela
podia sentir o sangue deixando seu rosto. Você me xingou. Em Cárpato. Isso é
considerado um palavrão, não é? E você continua dizendo a palavra ‘peje’ para mim.
Queimar. Escaldante. É igual a foder, que é mais moderno.
Ela fez uma careta. Não só ele ficou zangado com ela, ainda por cima
louco da vida com raiva, mas ele xingou ela. Ela estava tentando resolver-se,
para ele. Okey, ela tinha estragado tudo regiamente, mas ela estava tentando.
Ela estava determinada a fazê-lo.
Bem, eu não gosto disso. Ela teria aceitado queimar ou escaldante se ele
não tivesse comparado a palavra com foder. Queimar não parecia tão ruim.
E ela teve a implicação. O sol te queime em Cárpato estava queimando-a até
a morte ou enviá-la para o inferno, ou, neste caso, dizendo foda-se.
Não foda-se.
Eu ainda não gosto.
Se acostume com isso. E comece se livrando dela. Agora.
Gabrielle apertou os dentes. Trixie não é uma ameaça para nós. Claramente.
Você não pode ordenar-me quem eu posso ver ou falar com os amigos ou estar com eles.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Você é a minha mulher?


Sua respiração vaiou entre os dentes. Eu não disse que eu iria obedecer.
Você é a minha mulher?
— Gabrielle? —Disse Trixie, chamando sua atenção. — Você está bem?
Gabrielle assentiu com a cabeça. Sim, eu sou. Mas eu sou a maior confusão
no mundo agora e eu preciso resolver as coisas. Você só me deixa louca. Eu não posso
falar com você sobre o que estou sentindo, porque meus sentimentos te deixaram
louco. Nós dois não podemos ficar loucos.
Consiga. Se livrar. Dela. Isso é entre nós. Eu te advirto, Gabrielle. Você não quer
me testar sobre isso. E abruptamente ele se foi.
Gabrielle respirou fundo e soltou o ar. Okay. Isso foi horrível. Além de
assustador. Mas ele não ia ditar suas amizades. Trixie estava fazendo
sentido. Ajudando-a. Ela estava ouvindo-a quando ela precisava.
— Eu estou bem, Trixie. Eu estou tentando descobrir como explicar o
que uma companheira é para você. É um pouco complicado. Fane não é
humano. Ele é um dos Cárpatos. Assim como André é e Aleksei. Eles vivem
uma vida muito longa. Muito longa, —Gabrielle enfatizou.
Trixie respirou fundo e olhou para os olhos de Gabrielle. Ela acreditava
em cada palavra que ela dizia. Nos começaram a se reunir no seu
estômago. Fane tinha usado a palavra séculos mais de uma vez. Ela tinha
deixado passar porque, francamente, ele era lindo e ela estava sob seu feitiço
e não queria ouvir qualquer coisa que pudesse tirá-la dele. Mas se isso era
verdade, juntamente com dormindo no chão ...
— Ele é um vampiro, —ela sussurrou.
— Não. —disse Gabrielle. — Absolutamente não. Ele caça vampiros.
Ele dedicou sua vida a caçá-los. Os homens dos Cárpatos vivem vidas muito
difíceis, Trixie. Eles perdem a capacidade de sentir emoção ou ver em cores
após vários anos tenham se passado. Há apenas uma mulher para eles. Uma.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela pode restaurar essas coisas para ele. Sem ela, ele tem apenas duas opções.
Ele pode ceder para a escuridão, perder a sua honra e se tornar vampiro, ou
ele pode caminhar em direção ao sol e ter uma morte horrível. Sua
companheira é tudo para ele. Ele liga sua alma á sua e ele está seguro.
Trixie estava começando a ter uma sensação muito ruim. — Como ele
faz isso?
Gabrielle hesitou.
Trixie sacudiu a cabeça. — Isso não augura nada de bom, você está me
olhando assim desse jeito. Você sabe de algo que eu preciso saber.
— Você tem um dom psíquico, não é? —Gabrielle disse suavemente. —
Como Teagan. Como eu. Você tem um dom.
Trixie não podia negar isso. Ela ouvia as canções das pessoas. A canção
de Gabrielle estava triste. Temerosa. A canção de Fane era bonito e cada
célula no seu corpo respondeu a ele. — Sim. Por quê?
— Os Cárpatos estão quase extintos. Eles começaram a ter cada vez
menos crianças do sexo feminino nascidas. E então essas crianças morriam
antes de completar muito mais do que um ano, ou as mulheres
abortavam. Logo, havia muito poucas mulheres e uma criança que vivia era
raro. Eu estava ajudando na pesquisa junto com Gary, a fim de ajudá-
los. Seu príncipe descobriu que uma mulher humana com habilidades
psíquicas poderia não só ser apenas uma companheira de um dos Cárpatos,
mas ela poderia se tornar Cárpato. Ela poderia ser convertida.
Trixie não gostava do som disso. — É isso o que aconteceu com você? É
por isso que você não percebeu que tinha um companheiro? Você não era
Cárpato? Você era humana?
— Eu era humana. Eu fui quase morta, e os Cárpatos me salvaram me
convertendo. Isso não me impediu de pensar como um ser humano ou me
agarrando as formas humanas. Eu não queria considerar que porque eu tinha

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

dons psíquicos, um homem dos Cárpatos que havia sofrido séculos de


escuridão poderia estar procurando por mim para salvá-lo.
Trixie provou do medo em sua boca. O que estava acontecendo aqui era
muito maior do que ela esperava. Ela estava preparada para ter um pouco de
aventura com um homem muito quente. Aquele que sabia que,
eventualmente a deixaria, mas ela pensou que valia a pena. Não. Ela sabia
que iria valer a pena no final. Ele já tinha substituído essas lembranças
terríveis, daquela menina inocente de quinze anos de idade, com medo.
Fane a tinha feito se sentir bonita e sexy. Ele a tinha feito sentir como
uma mulher desejável. Ela não era uma mulher que se enganava a si mesma.
Ela era muito velha. Ela morava longe, uma vida completamente diferente,
mas ela poderia manter Fane em suas memórias. Ela não tem que
compartilhar essas memórias com mais ninguém. Ela tinha dado e tinha
dado a vida inteira dela. Assim, como muitos pedaços seus tinha
desaparecido ao longo do caminho. Ela não tinha nenhum sonho. Ela sabia
que não deveria sonhar para si mesma, mas ela tinha sonhado grande para
suas meninas e fez com que elas tivessem a oportunidade de realizar esses
sonhos. Ela não tinha nada que lamentar. Nenhum. Mas Fane seria só dela,
e ela merecia cada memória que ela poderia fazer com ele.
Ela respirou fundo. Agora, ela temia que o preço era muito, muito maior
do que jamais imaginou ser possível.
— Trixie. —Gabrielle sussurrou seu nome. — Eu não deveria ser quem
explique isso para você. Fane deveria ser. Ou Teagan e André. Teagan está
feliz. Eu estou muito confusa e misturada para ser um bom exemplo de como
é maravilhoso encontrar seu companheiro. E o meu companheiro é diferente.
Muito diferente.
— Ele tem uma tatuagem em suas costas? —Trixie adivinhou.
Os olhos de Gabrielle se arregalaram. Suas pestanas se agitaram. Ela
balançou a cabeça lentamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— O mesmo acontece com Fane. Se o seu homem é diferente, então


Fane deve ser como ele. Como ele é diferente?
Gabrielle balançou a cabeça. — Eu absolutamente não estou fazendo
isso com você. É assustador saber que você é uma companheira, mas a minha
irmã é tão feliz. Você não tem idéia o quão feliz ela é. Você será, também.
Gabrielle não parecia nada feliz para Trixie. Ela certamente estava
ansiosa, seu olhar deslizando em direção à porta uma e outra vez, como se
esperasse algo terrível acontecer a qualquer momento.
— Eu estou em meus sessenta anos, Gabrielle. Eu vivi toda a minha vida
sem um homem. Fazendo minhas decisões. Expressando minhas opiniões.
Fazendo o que eu queria fazer. Eu trabalhei duro, e eu tenho uma família
que eu amo acima de tudo. Eu estou bem passada da idade fértil, se eles estão
procurando para repovoar. Eu nunca iria aceitar qualquer ordem de um
homem, e eu posso te dizer agora, qualquer homem acharia que eu sou uma
dor na bunda. Nós iriamos colidir a cada minuto. Você é doce e você quer
encontrar uma maneira de agradar seu homem. Eu, terminaria tudo, assim
que eu batesse na cabeça dele com uma frigideira.
Isso lhe rendeu um sorriso de Gabrielle. Um primeiro. Quando
Gabrielle sorriu, seu belo rosto quase brilhava.
— Você está de tirar o fôlego, criança. Tal como a minha Teagan. Não
admira que estes homens, ambos, tinham os olhos em você. Seu Aleksei tem
sorte de ter você. Você pensa sobre isso quando ele está com você. Ele deve
fazer você se sentir bonita e especial. Não minar a sua confiança em si
mesmo.
— Ele me faz sentir bonita, —reconheceu Gabrielle. — A maneira como
ele olha para mim, como se ele nunca tinha visto outra mulher da maneira
como ele me vê.
Trixie fechou os olhos brevemente. Ela conhecia aquele olhar. Todo
foco de Fane tinha sido nela. Ela sentiu dessa maneira exata. Como se ele

227
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

nunca tinha visto outra mulher como ele a via. Isso estava ficando cada vez
mais complicado a cada minuto.
— Eu tenho uma arma de estacas. Ela dispara minúsculas pequenas
estacas. Não ajudou muito quando eu atirei em Fane e acertei-o. Ele
simplesmente riu e puxou-os para fora. Mas eu lhe ofereço-a se você achar
que ele iria fazer-lhe algum bem, —ela ofereceu. Porque ela não iria precisar
dele. Ela estava saindo. Agora mesmo. Rápido.
Ela ficou de pé. — Vou descer a montanha, Gabrielle. Gostaria de
convidá-la para vir junto, embora tenho que ir nua todo o tempo. Eu tenho
que encontrar a minha mochila, porque eu tenho roupa extra nele e posso
colocá-las quando estas desaparecerem. Ele escondeu, mas eu posso
encontrá-lo.
— Fane ameaçou tirar sua roupa? —Gabrielle adivinhou.
— Ele fez. Eu não acho que ele poderia realmente fazer isso, mas ele fez
algumas coisas que pareciam impossíveis, então não vou arriscar.
Gabrielle sentiu um sorriso crescendo. Foram dois sorrisos, Trixie lhes
tinha dado no espaço de um par de minutos, quando ela tinha pensado que
nunca sorriria novamente. Ela gostava da mulher mais velha. Realmente ela
gostava. Ela levantou-se também.
A porta não se abriu. De modo nenhum. As dobradiças não rangeram.
Mas ele estava lá. Enchendo a sala até que vibrou com fúria. O ar estava tão
pesado que Gabrielle sufocou. Tossiu. Ela congelou, com medo de se mover
em qualquer direção. Seu olhar deslizou para Trixie. A mulher tinha
congelado também. Gabrielle não era a única que sentiu essa raiva como um
golpe.
Ele materializou perto dela. Tão perto que Gabrielle sentiu seu calor. Ele
cheirava a floresta. Das montanhas. De chuva. Seu cabelo era uma queda
selvagem em torno de seu rosto, e seus olhos brilhavam de um verde puro
para ela. Sua mandíbula estava tensa. Sua boca também. Ele parecia tão

228
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ameaçador, Trixie deu instintivamente um passo para ela, como se ela


pudesse colocar seu corpo entre Gabrielle e Aleksei.
Ele não olhou para Trixie, com os olhos cheios de fúria voltados
inteiramente para Gabrielle. Ele acenou com a mão casual para Trixie e ela
parou de se mover, seu corpo ficando imóvel, com a boca ligeiramente
aberta, mas nenhum som emergiu. Gabrielle sabia instantaneamente que
Aleksei lhe tinha congelado ali, o que fez ele ainda mais assustador do que
as quatro paredes cheias de sua ira.
— Gostaria de se explicar para mim? —Ele mordeu cada palavra entre
os dentes fortes e brancos.
Gabrielle endireitou as costas. As lágrimas ainda agarrados a seus cílios,
podia sentir, fazendo-os parecer molhado e espetado. O monte de simpatia
que ela estava recebendo de seu companheiro. Ela umedeceu os lábios, seu
coração batendo como um tambor. — Não, realmente não.
Sua cabeça ergueu. Se fosse possível, seus olhos se tornaram um verde
puro, como nenhuma outra cor. Verde brilhante. Como uma chama
verde. Ela ficou sem fôlego. Ela estava apavorada, mas ele ainda era o
homem mais quente que já tinha visto em sua vida. Ela mordeu o lábio e
inclinou a cabeça para um lado, varrendo seu cabelo sobre um ombro, um
gesto nervoso que esperava que Aleksei não interpretá-lo dessa forma.
— Não. Realmente. Não. —Ele repetiu cada palavra como se não
pudesse acreditar no que acabou de sair de sua boca.
Gabrielle mordeu o lábio inferior mais duro e mais uma vez empurrou
o cabelo longo e solto, deixando o seu pescoço para fora, porque de repente
ela estava muito quente.
Aleksei olhou para a sua mulher com os olhos sem piscar. Esse pequeno
gesto, varrendo seu cabelo, revelando seu pescoço delicado, sua garganta,
revelou sua vulnerabilidade. Olhando para seu pescoço o fez querer cravar
os dentes profundamente, para saboreá-la. Reclamá-la. Seu cabelo estava em
toda parte, em cascata ao redor dela. Tanto dele, selvagem e indomável e tão

229
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

suave que mal podia respirar quando ele enterrava seus dedos nele, assim
como ela era quando ele a tocava. Ela sempre se retirou dele depois, mas ele
sabia, um toque, e ele podia acender esse fogo. Trazê-la para sua natureza de
gata selvagem que ele sabia que ela era.
— Aleksei, —Fane vaiou, caminhando através da porta. Ele não parou,
movendo-se rapidamente na habitação de Aleksei.
Aleksei acenou com a mão para liberar a mulher do outro—a única que
se atreveu a invadir o seu espaço e interferir no seu relacionamento. — Sua
companheira não tinha o direito de entrar no meu lugar de descanso. —Havia
uma ameaça definitiva com essas palavras—e com razão. Para entrar em
qualquer espaço dos antigos era uma violação das regras do mosteiro.
— Eu retiro tudo que eu disse, Gabrielle, —Trixie estalou. Ela respirou
fundo, tremendo, olhou para Aleksei e abriu a boca de novo, claramente
indignada com o comportamento dele. Fane estava lá instantaneamente, de
pé solidamente entre ela e Aleksei. Ele agarrou seu braço em um aperto forte.
— Estou certo de que minha companheira, por respeito á você e para
mim, vai pedir desculpas á você mais tarde, Aleksei. Vamos deixá-lo com sua
companheira.
Um único som de protesto escapou da garganta de Trixie, mas foi
abafado e cortado quando Fane marchou para fora do lugar de descanso
designado de Aleksei, deixando-o sozinho com sua mulher muito
desobediente.
Gabrielle estava muito pálida, a pesada queda de seu escuro, e brilhante
cabelo enfatizando sua pele macia. O movimento de seus cílios muito escuros
fez o mesmo com seus olhos cinzentos suaves. Ele resistiu de estender a mão
e enrolar os dedos ao redor da nuca dela como ele queria. Ele esperou até ter
certeza de que estavam sozinhos e então sua fúria crua vibrou através da
habitação.

230
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Repita o que você disse para mim, —ele retrucou, deixando claro que
se não o fizesse, haveria um inferno a pagar.
Seu olhar saltou para o seu. Foi mantido lá. Ele podia ver a comoção.
Suas mãos tremiam. Seu corpo tremia. Ela inclinou-se para ele, não se
afastando, surpreendendo-o. Seu olhar permaneceu estável nos dele.
— Eu já tive o suficiente e eu realmente não me importo muito com o
que você faz para mim. Eu estava tentando—trabalhar com as coisas para você.
Não foi fácil e eu estava apavorada, mas eu estava tentando encontrar o meu
caminho até você.
Ele esperou. Se segurando ainda. Travando o seu olhar com o dela.
Usando seu olhar predatório, possessivo que ele sabia que a intimidava.
Ainda assim, ela se inclinou ainda mais perto.
— Eu tenho uma sugestão para você, Aleksei, —ela sussurrou baixinho,
polegadas de sua boca.
— Tenha muito cuidado, —alertou a ela. — Você já está em apuros.
Sua sobrancelha se elevou. — Então você não vai se importar quando eu
dou-lhe a minha sincera sugestão de uma forma ou de outra. Então, aqui
está. Por que você não vai para um dos cemitérios, você sabe, um dos
realmente antigos, como os do século XVI ou até mesmo antes. Desenterra
outra companheira. Deve haver uma abundância de mulheres para escolher.
Respirar um pouco de vida dentro dela, ou hey, talvez não. Talvez você deva
apenas pedir que se levante no meio do tapete e ordenar que ela não pode
dizer qualquer palavra. Em qualquer caso, viva ou morta, ela pode realmente
obedecer a você como uma idiota treinada muito melhor do que a
companheira que você tem agora, porque eu lhe asseguro, eu não vou.
Antes que ela pudesse se afastar, ele fechou a mão ao redor da nuca dela
e segurou-a no lugar. Através de sua palma, ele podia sentir os tremores
correndo por seu corpo. Ela totalmente o intrigava. Aterrorizada, ela ainda
enfrentou ele. E ela estava apavorada. Ela também era uma submissa
natural, que era uma coisa boa dada a sua natureza dominante. Ela nem

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sequer tentou desviar o olhar. Ela quis dizer o que disse. Ela havia atingido
um muro.
Ela mais do que o intrigou. Lhe divertia. Divertida. Ele tinha esquecido
essa emoção. Ele lutou contra o impulso de puxá-la para perto, mas
sinceramente, sua pequena rebelião o cativou. Ela sabia que ele era poderoso,
muito mais poderoso como ela jamais iria se tornar, inclusive como sua
companheira. Ele era enormemente forte. No entanto, ela enfrentou ele,
dando-lhe atitude em face da sua ira.
O sangue correu quente em suas veias. O dominante nele se levantou
rapidamente. Junto com tudo isso, ele queria sorrir. Desenterrar um cadáver?
Sério? Ela não tinha tanto medo dele como ela pensava que tinha.
— Eu acho que vou renunciar ao corpo morto, —ele disse suavemente,
sua boca contra a dela, —e passar um pouco de tempo com a companheira
de pé diante de mim, vendo que ela é a única.
Ele se moveu com velocidade ofuscante, um braço deslizando atrás das
costas, o outro por trás de seus joelhos; antes que ela pudesse protestar ou
tentar lutar com ele, ele estava no ar, levando-a para longe do mosteiro, longe
de qualquer interferência possível.
Você quer resolver as coisas, Gabrielle, você fala comigo, e não com uma
estranha. Uma estranha, a propósito, que estava liderando um grupo de assassinos
direto para o nosso mosteiro. Esses homens têm armas e a intenção de nos matar.
Todos nós. Inclusive você.
Ela deu um pequeno suspiro surpresa e se agarrou a ele, seus braços
rodeando seu pescoço quando ele a levou para a névoa. Seu corpo
estremeceu contra o dele e ele regulou automaticamente sua temperatura
para ela.
Eles viajam com uma marionete de um vampiro. O vampiro se chama Aron
Mazur e ele é um antigo, muito perigoso. André está seguindo Aron. A marionete é
capaz de andar no sol e foi criado para ajudar Aron em encontrar e nos destruir.

232
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle empurrou o rosto contra sua garganta, enterrando-o lá.


Fane e eu nos encontramos com André. Destruímos o acampamento usando
meios naturais, mas não fomos capazes de matar os quatro caçadores porque Aron
enviou seus peões atrás de nós. Houve uma batalha ...
A respiração dela a deixou em um suspiro e ela olhou para ele. Ele leu a
ansiedade lá. Suas mãos foram para os ombros, seus braços, alisou seu peito,
procurando evidências de feridas. Ele quase parou ela, mas depois algo bateu
nele. Ela estava preocupada com ele. Essa ansiedade era para ele. A
preocupação era para ele. Ele nunca tinha tido isso. Pelo menos se ele teve,
ele não se lembrava.
Eu estou bem. Algumas lacerações facilmente curadas. Não fique preocupada.
Ele gostou que ela estava preocupada com ele—talvez um pouco demais.
Ele baixou a cabeça sobre a dela e esfregou o topo de sua cabeça com o
queixo enquanto ele a levou a uma boa distância de vampiros e caçadores, a
um lugar que ele tinha marcado uns cem anos antes. Era alto o suficiente nas
montanhas e profundo o suficiente na floresta que ele sabia que ainda estaria
lá, apesar de todas as mudanças.
Ele era um dinossauro desde os tempos antigos presos em um mundo
moderno. Ele sabia disso. Ele sabia que ele teria que entrar em acordo com
isso, agora que ele tinha uma companheira e não poderia fechar-se longe da
civilização, sem aceitar os valores modernos e mudanças. Ele sabia que essas
mudanças começariam com a mulher em seus braços. Ainda assim, ele não
poderia mudar sua natureza. Ele era um predador e ele era um
dominante. Ele estava cheio de escuridão. Ele lutou contra os demônios, e
mesmo com a descoberta de sua companheira, esses demônios ainda o
assombrava, assombrado sua alma.
Ele caiu na floresta profunda, em busca da caverna que tinha fechado
tantos anos antes. Tinha tudo para um esconderijo perfeito e ele o tinha
marcado bem. Ele moveu a rocha grande longe, e levou-a para dentro
reposicionou a rocha, acrescentando tanto a tampa e as salvaguardas para

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

garantir que Aron Mazur ou seus subordinados não seriam capazes de


tropeçar acidentalmente através deles.
Apesar do fato de que ele podia ver perfeitamente no escuro, ele acenou
com a mão para enviar arandelas queimando ao longo do corredor estreito
que conduzia à câmara profunda. Ele tinha estado na mente de sua mulher,
brevemente, e ela não sabia, no mínimo, como se usava um ambiente estéril,
como ele.
Antes de chegar à câmera, ele estabeleceu isso também. O teto era alto,
o quarto era longo com uma série de piscinas em direção à parte
traseira. Uma delas era grande, as outras duas pequenas, todas eram quentes
e com água natural. Ele acrescentou uma cama grande, porque ele tinha
planos para usar a uma certa altura. Ele não a tinha tomado em uma cama,
mas ele sabia que os humanos usavam, e ela tinha sido humana.
Acima, as estrelas foram espalhadas através do teto, e enviou uma leve
brisa para limpar o ar de modo que as arandelas nas paredes internas da
câmara dançaram e piscaram quando entraram. Ele havia acrescentado duas
cadeiras e uma pequena lareira também. Ele tinha visto quartos em casas e
criou um similar ao que ele tinha gostado.
Quando ele a colocou sobre seus pés, Gabrielle olhou ao seu redor. Ele
teve um vislumbre de seu rosto e sabia que ele tinha feito a coisa
certa. Parecia que ela mal podia acreditar em seus olhos.
— Que lugar é esse?
— Nossa casa para o momento. Uma segura. Não podemos deixar os
outros por muito tempo. Vou ter que ajudar Fane a defender os antigos dos
assassinos, mas não há como aqueles que nos caçam serem capazes de se
recuperar de nosso ataque de hoje à noite. Assim, kessake, temos esta noite
________________________

arandelas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

para continuar a nossa conversa sem interrupção. —Deliberadamente, ele


manteve a voz baixa. Neutra.
Ela ergueu o queixo e foi se afastar dele. Sua mão serpenteou fora e os
dedos dele algemaram seu pulso, impedindo o movimento.
— Desenterrar uma sepultura antiga? —Repetiu ele.
Seus grandes olhos cinzentos suavizaram e ele pegou uma pitada de
diversão. — Parecia uma boa idéia no momento. Talvez não tanto agora. Eu
acho que o cadáver teria sido muito feliz com aquele tapete em sua antiga
casa. Eu gosto disso. —Ela olhou em volta novamente.
— Gabrielle. —Ele disse o nome dela em voz baixa. Suavemente.
Ela se virou para ele, seu olhar um pouco cuidadoso. Finalmente. Ele
estava chegando a algum lugar. Ele queria que ela o visse. Só ele.
Ele abaixou a cabeça e tomou sua boca. Não havia nenhum pensamento.
Seu corpo só reagiu, só precisava, e ele arrastou-a para ele, sua língua
apunhalando profundo, sua boca quente e urgente. Ela não hesitou. Ela se
abriu para ele. Foi à loucura para ele. Sua boca tão voraz quanto a dele.
Levou muita força de vontade e disciplina para não continuar a beijá-
la. Seu corpo já estava quente, duro e dolorido. Ele sabia que podia tê-la. Ela
daria-se a ele sem hesitação, assim como ela o beijou. Sem esconder nada.
Seu corpo era dele. Ela lhe dera isso, comprometeu-se com ele. Ele pensou
que seria suficiente por um tempo, mas ele descobriu que queria mais. Foi
essa pequena rebelião. De "desemterrar uma sepultura", que a colocou sob sua
pele.
Ele levantou a cabeça, seu olhar buscando o dela. — Diga-me o que mais
você precisa hoje à noite. Olhe em volta. Roupas? O que for preciso para que
se sinta mais confortável.
— Na verdade, eu pedi a minha irmã para me ensinar como fazer a coisa
de roupas, —reconheceu Gabrielle. — Eu gosto de roupas bonitas. Embora
durante a noite quando eu estava sozinha, antes de eu ser Cárpato, gostava

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

de me sentar com meu moletom confortável e saborear um copo de


merlot . É bom para relaxar depois de lidar com vírus letais.
— O que mais você pediu a sua irmã para lhe ensinar? —Ele pegou sua
mão e puxou-a pela sala em direção às cadeiras em frente à lareira.
— A primeira coisa que eu queria saber era mudar de forma. Eu amei a
idéia de voar. Parecia que seria pura liberdade.
Ele nunca tinha pensado nisso dessa forma. Nem uma única vez. Mudar
e voar era algo que ele fazia naturalmente. A capacidade nunca tinha sido
um presente para ele, mas vê-lo através de seus olhos, mudar de forma e voar
através do céu assumiu um significado inteiramente novo.
— Quando você aprendeu?
Ela mordeu o lábio e baixou a cabeça para que nuvens reluzentes de
cabelo preto caindo ao redor do rosto, escondendo sua expressão dele. Ela
acenou com a mão e imediatamente ela estava usando calças de amarrar
suaves que se agarrava a seus quadris e moldaram suas pernas. Na parte
superior estava uma blusa curta, mal cobrindo sua barriga, expondo uma
pequena tira de pele intrigante.
— Gabrielle, —ele solicitou. — Nós fizemos um pacto para falar um com
o outro. Você não gosta de mim em sua mente. Tentei estar ciente da sua
privacidade, mesmo quando eu toquei em sua mente.
— Você mudaria estas cadeiras para a imagem que eu tenho em minha
mente?
Foi a primeira vez que ela o tinha convidado a compartilhar sua mente.
Era simplesmente a imagem de uma cadeira, mas ela o convidou. Isso,
juntamente com suas roupas que mostravam mais pele do que ele já tinha
visto uma mulher expor, enviou uma onda de sangue quente correndo em
_________________________
merlot – e um vinho tinto

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

suas veias.
— É essa roupa considerada digna no mundo moderno? Não estou
reclamando, mas as mulheres usam essas roupas?
Ela olhou para ele sob seus longos cílios. Seu rosto era suave, seus olhos
gentis, virando seu coração. — Sim. Algumas mulheres usam muito
menos. Eu gosto dessas roupas quando estou simplesmente relaxando. Essa
roupa seria considerada casual.
— Estas não são roupas de sedução?
Ela balançou a cabeça lentamente, e a expressão rastejando em seus
olhos e em seu rosto enviou outra onda de calor através dele.
— Mais tarde eu vou lhe mostrar roupas criadas para seduzir um
homem.
Seu pênis reagiu, apesar de sua decisão de manter seu corpo sob
controle. Ele queria dar a ela uma chance de se contentar com ele. O sexo
era intenso a cada vez que ficavam juntos, mas não estava recebendo o seu
coração—e ele queria seu coração.
Ele enviou-lhe um sorriso lento. — Vou olhar para a frente a
isso. Mostre-me esta cadeira que você deseja.
Ele foi derrando em sua mente lentamente. Facilmente. Ela tinha
deixado cair seus escudos. Ele teve o cuidado de não olhar em volta, para
não bisbilhotar. Ele queria que ela se acostumasse a ele dando-lhe acesso
total a toda ela. Como ele daria tudo dele, e ele queria. Ele não aceitaria
limitações sobre seu relacionamento. A cadeira que ela queria parecia muito
confortável. Profunda. Larga. Estofada. Ele mudou as cadeiras
imediatamente ciente de que ela não tinha respondido a pergunta sobre
quando ela aprendeu a mudar de forma. Ela tinha evitado isso. Ele não
cometeria o erro de olhar em suas memórias.
— Esta certo isso? —Ele perguntou, colocando a mão na parte de trás
da cadeira mais próxima do fogo.

237
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela deu um sorriso satisfeito e sentou-se. — Está perfeito.


Ele sentou na outra ao lado dela. Ele teve que admitir, era uma cadeira
muito confortável, quase inclinada
— Você gosta disso?
Sua voz era tímida. Hesitante. Ele estendeu a mão e pegou a mão dela,
levando-a à boca, beijando os nós dos dedos antes de deixá-la ir.
Imediatamente as duas mãos foi para o colo, os dedos torcendo juntos.
— Muito. Quando sua irmã te ensinou sobre mudar de forma? —Ele
manteve sua voz suave, sabendo que ele normalmente soava como se ele
estivesse fazendo exigências ou dando ordens.
Ela umedeceu os lábios e olhou para ele, ainda nervosa, ainda não
relaxada da maneira que ela fazia quando ele a segurava.
Ele inclinou o rosto para o seu. — Calma, Gabrielle. Você está segura
comigo.
Ela começou a responder, puxando-se um pouco para trás e respirou
fundo.
— Você tem que ser capaz de falar comigo. Estamos apenas
conversando, conhecendo um ao outro. Eu respeito o fato de que você
prefere esperar para compartilhar sua mente. Se isso é mais fácil para você ...
Ela balançou a cabeça. — Ainda não. Eu não estou lá ainda.
— Eu vejo isso, kislány. Estamos apenas conversando.
Ela assentiu com a cabeça. — Eu sei. Eu sei disso. É só que ... —Ela
levantou os olhos para ele. — Você disse que estava indo me punir. Bem.
Talvez não com essas palavras, mas você estava com raiva de mim e disse
que se eu não fizesse o que você disse ... —Ela parou novamente.
— E você está nervosa sobre isso?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela assentiu com a cabeça. Mordeu o lábio. Torceu os dedos no


colo. Ele colocou a mão suavemente sobre a dela, acalmando os dedos dela.
— O jelä sielamak, mesmo se eu quizesse puni-la por colocar-se em perigo,
eu nunca machucaria você.
— Como eu estava em perigo?
Ele ouviu a pequena mordida em sua voz. Ele deveria ter sabido. Ela
não podia acender o fogo dentro dele do jeito que ela faz, se ela não tivesse
paixão dentro dela. Se ela não tivesse uma espinha dorsal de aço. Ele tinha
interpretado ela mal. Ela não era tão submissa como ele pensava. Ela queria
agradá-lo. Ela tinha desejado compensar sua traição de antes, agora,
conhecendo os fatos, não era tanto uma traição que ele tinha pensado
inicialmente.
Ele gostava que ela queria agradá-lo. Ele gostava muito disso. — Aquela
mulher viajou com assassinos. Eu não estava lá para protegê-la. Já, essas
pessoas transformaram sua vida de cabeça para baixo. Você me disse que foi
atacada por eles e teve de ser convertida pelo príncipe. Não por seu
companheiro, mas por um outro. Porque eu não estava lá para cuidar de
você.
Ela piscou para ele, e ele sabia que tinha revelado algo importante para
ela e ela viu. Sua raiva era dirigida mais em si mesmo do que para ela. Odiava
deixá-la, a fim de ajudar a alimentar os antigos e garantir que eles foram
contidos no chão em segurança novamente antes de voltar para ela. Ele tinha
sido atrasado pela batalha com os vampiros menores do mestre vampiro e
durante esse tempo, alguém tinha penetrado seu lugar de descanso quando
ele considerou a salvo. Ele não tinha nem mesmo criado salvaguardas para
protege-la. Esse era seu dever. Isso seria sempre dele.
— Aleksei.
Apenas o seu nome. Seu coração bateu em seu tom. Ele sabia que ela o
havia perdoado tudo apenas pelo tom que ela usou para dizer seu nome. Ele
gostava de música.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— É meu privilégio e meu dever protegê-la de todo o mal, —disse ele.


— Vou tomar mais cuidado, —ela prometeu. — Você não poderia saber
que ela estava indo lá. Ela me ouviu chorar e acabou se chegando, —ela
admitiu. — Eu nem sequer a ouvi.
Isso não o fazia sentir-se melhor. — Por que você estava chorando?
Ela engoliu em seco. Ele sabia que a resposta honesta ia ser difícil para
ela, mas ela estava determinada a dar-lhe a verdade. Seu respeito e admiração
por ela levantou-se um pouco mais. Tinha-lhe prometido a verdade, e não
importa o que, ela estava dando-lhe isso.
— Eu me senti como uma vagabunda. Eu gosto de ter sexo com você.
—Os olhos dela evitou o seu. Ela olhou sem ver para o fogo enquanto ela fez
sua confissão. — Um monte, Aleksei. Eu gosto muito. Eu queria mais.
Quando eu estou com você, eu só estou pensando em você, e sentia como
uma traição ao Gary. —Seu olhar saltou para o seu rosto e, em seguida se
corrigiu. — Dele.
Claramente ela estava com medo de dizer seu nome em voz alta para
ele. Ele tinha feito isso. Ele fez isso para que ela não pudesse falar sobre seus
sentimentos com ele. Foi por isso que ela virou-se para um estranho. Mais
uma vez. Totalmente culpa dele.
— Então, quando você saiu e pensei sobre isso, parecia uma traição de
vocês.
— Gabrielle, você não me traiu. Eu estava errado por fazer você pensar
isso. Eu não sabia que você tinha sido humana. Você não foi guiada como
deveria ter sido. Estes erros são meus, não seu. Eu não sentia emoção em
centenas de anos. Eu estava tão longe que eu tive que me trancar para
proteger a minha própria espécie. Mesmo agora, há escuridão e demônios
dentro de mim.
— Isso não é necessariamente uma coisa ruim, Aleksei, —disse ela, com
a voz tímida.

240
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele amava o som de sua voz quando ela falava com ele naquele tom.
— Eu gosto de você um pouco assustador. É excitante.
— Sabe o que é verdadeiramente excitante? —Ele perguntou.
Seus olhos escureceram. Ardiam. Sexy como pecado.
— A idéia de ver as roupas destinadas a seduzir um homem.

leksei ficou muito quieto, esperando-a Gabrielle cumprir. Ele queria


que ela fizesse um movimento, para mostrar a ele ela o queria tanto quanto
ele a queria. Ele estava começando a precisar dela. Não a lealdade de um
companheiro, mas o voto, a promessa de um verdadeiro companheiro. Ele
queria que ela quisesse a ele. Para vê-lo. Ele tinha que admitir, ele não havia
lhe dado muito. Ele pretendia mudar isso.
— Às vezes, leva-me um par de vezes para obter a roupa certa e
inevitavelmente eu esqueço alguma coisa, —reconheceu Gabrielle.
Ele gostou que ela disse isso a ele. Foi uma coisa pequena, mas ainda
assim, era algo que ela estava dando a ele, um pedaço de si mesma.
— E a mudança de forma? Você cometeu erros com isso? —Isso seria
preocupante. Se as roupas de Gabrielle não eram perfeitas, que ainda seria
perfeitamente bem, mas mudança de forma era perigoso se não sabia o que
estavam fazendo. Ele não gostava que ela estava tão relutante em discutir
isso com ele.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela respirou. — Eu mudei, pela primeira vez na noite que eu vim aqui
para encontrar Gary. —Ela mordeu o lábio. — Hum. A ele, —ela se corrigiu.
— Kislány. —Ele a chamou de bebê delicadamente na sua língua. — Você
pode dizer o nome dele para mim. Não é só você que tem que chegar a um
acordo com isso. Eu também. Devo fazer o mesmo. —Lentamente. Muito
devagar. Ele queria rasgar o coração do homem, mas ela não precisava ouvir
isso. — Conte-me sobre a mudança. Se você foi convertida há algum tempo
atrás, por que sua irmã esperou tanto tempo para ensinar-lhe alguma coisa?
— Foi minha culpa, —Gabrielle disse apressadamente. — Joie é muito
ocupada. Ela viajava muito com seu companheiro. E eu estava ocupada
fazendo um monte de investigação.
Ele tocou sua mente. Ele não conseguia se conter. Gabrielle estava
escolhendo claramente as palavras com cuidado, não querendo que ele
pensasse menos de sua irmã. Ele inalou profundamente.
— De onde você tirou a idéia de que você era menos do que a sua
irmã? Ou seu irmão? —Ele saiu antes que ela pudesse censurar. Antes que
ele seria censurado. Sua mente estava mais do que apenas confusa. Ela
realmente acreditava nessa idéia ridícula.
Ele se retirou imediatamente. Ele sentiu. Ele estendeu a mão e pegou seu
rosto, virando-a para ele. — Você não é inferior a ninguém. Ela não fez o
trabalho que era necessário mais do que você estava fazendo.
— Assim que eu perguntei a ela, ela me mostrou, —disse Gabrielle em
uma voz pequena, um sussurro de som.
Seu coração afundou. Sua mãe tinha feito isso com ela. A fez sentir-se
pequena e impotente. Ela não tem a personalidade para fazer frente com as
birras. E ela tinha sido muito jovem. Muito sensível. Muito inteligente. Ela
tinha se enterrado na aquisição de conhecimentos e ninguém percebeu que
ela tinha recuado—ido em sua própria mente e viveu lá. Ela era jovem
demais para todas as pessoas ao seu redor na escola, e novamente, ela
simplesmente desapareceu em estudos e em sua própria mente.

242
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele percebeu que havia se tornado um padrão com Gabrielle. Quando


ela tinha sido brutalmente atacada, repetidamente esfaqueada por assassinos
que caçavam os Cárpatos, sob o pretexto de que eles eram vampiros, havia
se refugiado em sua própria mente. Ninguém tinha notado. Nem mesmo sua
irmã. Nem o príncipe, que era o responsável por ela. Ninguém tinha tomado
conta dela. Eles não tinham lhe ensinado os princípios básicos de ser um
Cárpato. Se alimentar. Para dormir no solo, onde ela iria ser rejuvenescida e
protegida. As salvaguardas. Mudança de forma. Eles não tinham lhe dado
nada. Não era de admirar que ela pensava menos de si mesma do que os
outros. Para eles, parecia que ela não tinha nenhum valor.
Gary tinha notado. Ele tinha percebido que ela precisava de
amizade. Socorro. Alguém para conversar, para compartilhar seu trabalho e
rir com ela. Prestar atenção. Não era de admirar que ela pensou que amava
esse homem. Ele foi o único que realmente lhe mostrou algum interesse ou
bondade.
Aleksei saiu da cadeira, abriu suas coxas e aninhou-se entre eles,
ajoelhado no chão entre suas pernas. Ele emoldurou seu rosto com as
mãos. — Sem você, Gabrielle, eu seria um vampiro ou teria ido deste
mundo. Sem você, a idéia de cada sublevação só teria me feito sucumbir à
escuridão crescendo em mim. Eu fiz um voto para você, que eu nunca a
desonraria. Você me manteve sã. Você fez isso.
Sua respiração ficou presa em seus pulmões. Ela balançou a cabeça. —
Não, Aleksei, você era o único. Você é um homem honrado. Você se
manteve firme contra a escuridão.
Ele sustentou seu olhar cativo. — Eu fiz essa promessa para você,
Gabrielle. Esse voto para minha companheira flui em letras nas minhas
costas. Por você. Para você. Se eu encontrasse você ou não, eu te
conhecia. Eu vi você, lá na minha mente. No meu coração. Eu sabia que
você seria apaixonada e doce. Que você me daria tudo o que eu pedi. E isso
é você. Você sempre me dá o que eu peço.
— Eu desobedeci você, —ela sussurrou.

243
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu não estou falando de obediência. Quando eu perguntei se você ia


usar seu cabelo solto para mim quando estivéssemos sozinhos, você disse que
sim. Você deu isso para mim. Toda vez que eu te pedi alguma coisa, você
disse que sim. Você o dá para mim. Eu não tinha idéia que você seria tão
bonita, mas eu te conhecia. Eu conversei com você. A cada sublevação, antes
de ir a caça, eu disse que estaria lá para você. Eu daria tudo o que você queria
ou precisava. Que gostaria de mantê-la segura. Eu te protegeria. Te amaria e
cuidaria de você. Eu quis dizer aquelas coisas. Você me salvou. Você fez isso,
ninguém mais.
Ela balançou a cabeça. — É por isso que você estava tão zangado. Eu
entendo melhor agora. Eu o traí quando você precisava mais de mim.
Ele acalmou seu rosto. — Não, o jelä sielamak, que significa "luz da
minha alma", porque é isso que você é para mim. A luz da minha alma
quando eu não tinha nenhuma. Quando era nada além de escuridão.
— Aleksei. —Ela sussurrou seu nome. Uma negação.
— Você é a pessoa mais importante no meu mundo. Eu sei que você tem
medo de mim. Eu tenho demônios. A escuridão reside em mim. Eu controlo
o meu mundo. Eu quero a minha mulher para mim. Eu quero ela dedicada
somente a mim. Com nenhuma destas coisas é fácil viver, e quando
combinados, é particularmente difícil. Não é uma tarefa fácil de tomar, mas
sempre, sempre, você deve saber que você é a pessoa mais importante na
minha vida.
— Você me assusta a maior parte do tempo, Aleksei, —ela admitiu.
Ele passou a mão sobre seu cabelo escuro. — Eu sei que eu faço, kislány,
mas me temendo, faz você se sentir viva.
Ela respirou fundo e soltou o ar, acenando com a cabeça. Dando-lhe
isso. Ela estava relutante e com vergonha de admitir isso, mas ainda assim,
ela deu a admissão para ele.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu não posso deixar de ser quem eu sou, Gabrielle. Eu sempre vou


estar controlando. Eu farei o meu melhor para tentar lembrar que você é
moderna, mas tenho séculos de ser um predador sem ninguém me
desafiando. Quando você me desafia, isso me deixa louco. Tenho a
necessidade de dominá-la. Para mostrar a você a quem você pertence. Eu
preciso de você para dar-se para mim.
Ela lhe deu um leve sorriso, seus dedos arrastando ao longo de sua
mandíbula. — É bem legal ter alguém para tomar decisões, especialmente
quando eu questiono cada decisão que eu estou fazendo. Eu não posso ser
diferente, embora, também, Aleksei, e eu não sou toda sobre obedecer.
Ele riu suavemente. — Então, teremos a certeza de que nós dois
desfrutemos da sua desobediência.
— Isso é possível?
— Oh, sim, minha inocente, é muito possível. Você vai aprender a lição
desta noite. Temos muitas lições para desfrutar juntos. Podemos praticar
mudança de forma até que eu saiba que você está segura, e depois
continuaremos até que você se sinta como se você nasceu Cárpato e é tão
poderosa em seu próprio direto. Será que isso soa como um plano?
Ela assentiu com a cabeça.
Pela primeira vez, ela relaxou completamente, e ela parecia feliz.
Ele passou a mão pela testa, desceu pela sua garganta para seu
colo. Leve. Possessivo. Reivindicando a ela. — Você pode começar por me
mostrar essas roupas de sedução*.

— Eu não acho que você precise de roupas de sedução para ser seduzido,
—disse ela, seus longos cílios ocultando a expressão sensual súbita em seus
olhos. — Eu acho que essa já seduz você sem ser eles.
Suas sobrancelhas se ergueram. Ela estava brincando com ele. Eu nunca
tinha sido provocado e se tivessem feito, não se lembrava. Esse sabor
maravilhoso em sua língua. O sorriso dela. O som de sua voz. A provocação

245
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

tinha o gosto de Gabrielle e encheu a boca com o sabor requintado que ele
era tão viciado, o que ele desejava e agora precisava tão urgentemente.
— Qual é a sua cor favorita, Aleksei?
Sua voz saiu rouca. Sensual. Um sussurro que tinha batido no sangue
em seu pênis.
— Cor? —Repetiu ele.
— Você deve ter uma cor que você gosta mais do que de outros.
Ele não entendeu onde a conversa estava indo, mas ele estava disposto
a ir junto com ela, porque seus belos olhos lhe prometeu o paraíso.
— Eu gosto de fogo. Vermelho.
— Claro que sim. —Gabrielle respirou fundo, puxando o perfume
masculino de Aleksei profundamente em seus pulmões. Eu deveria ter sabido
que ele preferia o vermelho.
Ela manteve seu olhar queimando profundamente no seu, passou as
mãos lentamente pelo corpo dela, deixando as pontas dos dedos roçar os
lados de seus seios, seguindo sua cintura estreita e os seus quadris largos. Seu
toque continuou até as coxas. Todo o tempo, ela imaginou a imagem mais
ousada na sua cabeça da lingerie mais sexy que já tinha visto.
O corpete era de um vermelho profundo, feito do estiramento de rendas
floral, revelando e escondendo, mas definitivamente mostrando suas curvas
abundantes. A frente tinha um detalhe de espartilho simulado, de modo que
os laços eram atravessados, mas mostrou uma abundância de pele. As ligas
ligando as meias arrastão vermelhas que foram completadas com um laço
floral. A pequena, tanga vermelha era mais elástica, e ela tinha a certeza de
que ela estava lisa e nua para ele.
___________________________

*roupa de sedução *tempos modernos* ... Mata cárpato antigo do coração ... kkkk

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei afundou-se nos seus calcanhares, o rosto apertado duramente, a


luxúria alimentando o fogo em seu olhar. — Levante-se, —ele sussurrou,
quase rouco.
A onda de calor liberado corou seu corpo num rosa profundo. Ele não
se moveu para trás, por isso, quando ela se levantou, a junção de suas pernas
estava no nível de sua boca. O que enviou um tremor através de seu
corpo. Ela estava bastante certa de que ela teria um mini orgasmo apenas
pelo olhar em seu rosto. Calor úmido inundou a pequena tanga que ela sabia
que ia estar embebida quando ele fosse tirá-lo.
— Ande. Lentamente. Ao redor da sala.
Ela fez o que ele pediu. Ela sabia como andar e ela queria que ele
olhasse. Ela adorava ver aquele olhar em seus olhos. Ele a fez se sentir bonita
e especial quando ele olhava para ela assim. Como um lobo faminto
determinado a devorá-la. Um predador, e ela era a sua única refeição.
Ela sabia que ele gostava de seus seios e sua bunda. Ela tinha curvas,
suaves e cheias, e ele prestou muita atenção a ambos. Ela fez certo em virar
e parar, lhe mostrando as nádegas nuas com essa pequena tira desaparecendo
entre suas bochechas enquanto ela se afastava.
Sua respiração assobiou fora dele, uma exalação lenta que fez seus
mamilos apertados. Ela já estava doendo por ele. Dolorida. Ele não a tinha
tocado. Não fisicamente. Nem uma única mão. Ele se ajoelhou no chão
olhando para ela, com os olhos ardendo de desejo. Com tal fogo. Tudo para
ela. Ela pode nunca ter se sentido bonita antes, ou especial, mas ela sentia
agora, caminhando lentamente ao redor da sala, mostrando-lhe seu corpo.
— Meu, —ele corrigiu, mostrando que ele estava em sua mente. — Esse
corpo pertence a mim. Você o deu aos meus cuidados.
Ela deveria ter ficado chateada que ele estava em sua mente, sem o seu
conhecimento, mas sinceramente, ela não se importava. Não naquele
momento. Ela queria que ele soubesse o quanto ela queria agradá-lo. Para
dar-lhe isso. Para dar este presente para si mesma.

247
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Pare.
Ela parou no meio da sala, de costas para ele. Sentiu-o. Perto dela. Atrás
dela. Ela estremeceu, mas ela ficou muito quieta. Só estando lá de pé em
renda vermelha e meias a fez sentir-se sexy. Sua mão afastou o cabelo da
parte de trás do pescoço e em torno de seu ombro esquerdo. Ela sentiu sua
respiração em sua nuca e ela fechou os olhos, puxando uma respiração
irregular.
Ela adorava que ele era tão alto e forte. Ela adorava que ele exalava tal
poder. Olhando para ele fez seu corpo vir vivo, mas quando ele estava assim,
convincente, a hipnotizando, cada célula entrava em alerta. Ela estava
encharcada em seu próprio desejo e necessidade. Ele ainda não havia
tocado. Ela sofria por ele. Queria suplicar-lhe para colocar as mãos em seus
seios, para dar-lhe isso, mas ela permaneceu em silêncio. Esperando.
Prendendo a respiração. Precisando dele. Precisando dar-se a ele de qualquer
jeito que ele queria.
Sua boca se moveu contra seu pescoço. Um toque. Leve. Ela estremeceu.
Seus mamilos atingiu o pico máximo, como seixos rígidos individuais. Seu
sexo se contraiu. Um gemido baixo escapou de sua garganta. Ela não podia
para-lo. A picada de seus dentes a teve saltando. Ele se foi tão rápido. Ela
mordeu o lábio, irritada com ela mesma. Ela ficou muito quieta, respirando.
Esperando, enquanto seu coração batia forte e seu corpo formava um espiral
mais apertado.
Sua boca voltou para a nuca dela. Ela sentiu sua língua deslizar sobre a
mordida. Seus lábios roçaram sua pele sensível e, em seguida, os dentes
morderam uma segunda vez. Ela não se moveu. Não gritou. Ela deixou a
sensação passar por cima e através dela. O fogo quente. Ele foi tão bonito.
Tão perfeito. Ela estava com medo que seu coração pudesse bater para fora
do peito.
Minha mulher. Você me agrada muito, Gabrielle.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Todo o seu corpo entrou em um colapso na intimidade do seu louvor


dentro de sua mente. Ela não conseguia se lembrar por que ela não queria
que ele estivesse lá antes. Agora parecia que ele encontrou todos os lugares
solitários, cada sombra e cada memória que doía, e ele encheu-os de si
mesmo. Com sua força. Com sua crença de que ela era bonita e
especial. Suas mãos foram para os ombros. Mais uma vez, seu toque era tão
leve que não deveria ter sido capaz de sentir muito, mas em vez disso, sentiu
como se ele estivesse marcando-a.
Eu teria que matar qualquer homem que viu você nesta roupa de sedução.
Ela engoliu em seco. Duro. Ele não estava brincando e ela sabia que ele
era poderoso o suficiente para matar um homem em muitas, muitas
maneiras. Ela umedeceu os lábios. Orou por seu toque. Ela precisava dele.
Você usaria isso para qualquer outro homem?
As pontas dos dedos desceram na curva de suas costas. Ela sentiu o calor
através do laço elástico. Sua palma alisou sobre a pele nua de suas nádegas,
o envio de outro espasmo direto através de seu sexo. Ela sabia que sua
calcinha estava encharcada. Suas pernas começaram a tremer, ficando fracas
apenas por seus toques leves.
Ela balançou a cabeça. Apenas para você. Eu queria dar-lhe isso. Ela
percebeu que era a verdade. Ela adorava estar em pé na sala que ele tinha
criado para ela, sabendo que seus olhos estavam sobre ela. Dele. Aleksei. Ela
queria pertencer a ele. Em algum lugar ao longo da linha, havia encontrado
a verdade da sabedoria de Trixie. Ela se agarrou ao familiar. Ela precisava
de alguém para notá-la. Para compartilhar com ela. Ela sempre amaria Gary,
mas ela tinha que deixá-lo ir, a fim de encontrar seu companheiro. A fim de
ser uma companheira.
Ela estava colocando-se nas mãos de Aleksei. Todo o caminho. Dando-
lhe toda a sua confiança. Ela percebeu, em pé na frente de Aleksei, em sua
lingerie sexy, ousada, esperando que tudo o que ele tinha em mente para ela,

249
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

que tinha vindo a exigir a sua confiança. Agora, ele estava pedindo a ela para
ele e ela se entregou a ele sem um único pensamento de sobrevivência.
Sua palma acariciou sua pele nua, moldando a bochecha, arredondada
de suas nádegas, o envio de mais arrepios na espinha. Seus joelhos
ameaçaram ceder. Sem aviso, a palma da sua mão aterrissou com força.
Doeu. Ele enviou calor em espiral através de seu corpo, direto para seu
núcleo. Ela choramingou. Ela não podia parar o som pouco impotente.
Não se mexa, ele sussurrou em sua mente.
Seu canal apertou com força. Em necessidade. Sentia-se como uma
mariposa atraída para uma chama. Uma chama muito quente, que ela
claramente não podia resistir. Ele empurrou sua zona de conforto, mas ela
foi de bom grado. Confiando nele. Ela sabia que uma grande parte era por
causa do vínculo de companheira, mas mais, era a maneira como ele a fazia
se sentir segura. Uma contradição quando ele a assustava também.
Ela ficou muito quieta, querendo mais. Precisando de mais. Sua mão
acariciou o calor em sua bunda nua. Sua mão escorregou para baixo e ao
redor, seguindo a pequena tira do material aninhado entre os globos de suas
nádegas. Ele encontrou sua umidade. A extensão da sua necessidade.
Minha mulher me quer.
Muito.
Sua grande mão bateu na sua parte inferior, desta vez com um pouco
mais de força. Calor surgiu no meio dela, cada nervo vivo. Quatro golpes
duros mais rápidos, enviou fogo correndo através de suas nádegas, direto
para o seu sexo. Ela gritou, empurrando o corpo para trás, querendo mais
fogo. Mais calor. Querendo ele.
Sua mão acariciou primeiro uma bochecha queimando e depois a
outra. Ela prendeu a respiração. Precisando. Sua respiração ficou presa em
seus pulmões enquanto esperava. Mais duas palmadas rápidas e, em seguida,
ele mergulhou dois dedos dentro dela e de seu escorregadio calor
encharcando ele, sua vagina apertou apertado, tentando puxar os dedos mais

250
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

profundo. Ela empurrou contra sua mão. Esfregando. Precisando.


Imediatamente ele retirou seus dedos. Ela quase chorou.
Aleksei.
Sua boca estava de volta ao seu pescoço. Apenas sua boca. Sua palma
tinha voltado a acariciar a pele nua de suas nádegas. Ela fechou os olhos,
mantendo-se absolutamente imóvel, não querendo perder qualquer outra
coisa. Não seu toque. Não sua boca. Outra palmada enviou chamas quentes
em espiral através dela. Mais uma vez, sua mão estava lá, alisando afastado
o calor, esfregando carícias em pequenos círculos, enviando tantas sensações
que deixaram de funcionar através de sua mente, ela gemeu em voz alta
novamente.
Eu acho que não posso ficar mais em pé Aleksei, ela admitiu, com medo de
que ela iria cair aos seus pés.
Então vai para a cama, mas caminhando lentamente para que eu possa vê-la.
Ajoelhe-se sobre ela, de quatro. Mãos e pernas, virados para mim.
Ela se moveu, porque ela sabia que se não o fizesse, ela teria de rastejar.
Suas pernas simplesmente não iria sustentá-la mais. Tremendo de
antecipação, com a necessidade, ela fez seu caminho para a cama.
Lentamente. Amando que ele a observava. A queimadura tinha ido de
combustão lenta ao completo fogo. Ela mal conseguia se impedir de implorar
para que ele a tomasse.
Ela se posicionou exatamente como ele disse a ela, de frente para ele. Ela
podia vê-lo finalmente. Ele estava completamente nu, seu corpo duro, sua
ereção completa. Sua mão vagamente circulando seu pênis e foi a coisa mais
sexy que já tinha visto, a maneira ocasional que ele deslizava seu punho sobre
a espessura do seu eixo. As linhas em seu rosto eram profundas, seus olhos
quentes com o desejo—para ela. Ele parecia sensual, focado inteiramente
sobre ela. Com fome. Possessivo.

251
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Todo seu corpo ficou quente. Ela sentiu o ar frio da sala contra seu canal
escaldante e mesmo isso se sentiu sexy. Seu traseiro ainda sentia o calor de
sua mão, acariciando, acariciando, batendo, trazendo cada nervo vivo.
Você está tão bonita.
Seu cabelo caía em uma longa queda ao redor dela, as extremidades
reunindo nos Lençóis. Seus seios esticou o tecido rendado, sentindo-se cheia
e dolorida quase dolorosamente. A renda provocou seus mamilos,
esfregando as pedras apertadas fazendo que ela quisesse se contorcer,
aumentando a sensação, mas seu olhar segurou-a no lugar. Seu olhar caiu
para a mão dele em punho no seu eixo. Ela sabia o que ele ia fazer e ela
queria. Sua boca encheu de água para o gosto dele. Sua vagina feminina
pulsada e chorava.
Ele se aproximou dela, agarrou seu cabelo com uma mão e o usou para
erguer sua cabeça. Ela podia ver miçangas peroladas queimando na cabeça
larga de seu pênis. Sua língua saiu, ela não podia parar. Ela umedeceu os
lábios, olhando seu prêmio.
Ele esfregou essas gotas de pérolas ao longo da costura de sua boca e,
em seguida, sobre o rosto, uma carícia lenta com sua carne quente. Parecia
devasso e sexy. Abra a boca para mim. Olhe para mim, kessake. Eu quero ver seus
olhos.
Suas mãos a apoiou nas folhas. Ela tinha que confiar nele, e ela sabia
que era sua intenção deliberada. Ele estava mostrando a ela que ela não
confiava nele, que o corpo dela fez. Ele estava em sua mente. Ele saberia o
quanto ela queria isso. Ele saberia o momento ela não gostava de algo que
ele fez com ela.
Ela lambeu os lábios novamente, levantando o olhar para ele. Oh.
Deus. Esse fogo estava lá. Essa intensidade. Seus olhos estavam
encapuzados, com uma expressão de crua sensualidade. Acalmando-a. Fazia
sentir-se como se pudesse fazer qualquer coisa para ele. Qualquer coisa com
ele. Ela abriu a boca, os olhos nos dele.

252
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Você quer isso? Pertence a você. Diga que você quer. Me diga o que você quer
fazer com ele.
Ele trouxe seu pau perto para que ela pudesse sentir o calor dele, sentir
seu cheiro masculino, o que a fez se sentir selvagem por dentro. O que a levou
à loucura. Ele estava empurrando sua zona de conforto. Ela poderia dizer-
lhe que ela queria, mas para dizer o que queria fazer com ele era difícil. Ainda
assim, ela sabia que ele estava empurrando esses limites para quebrá-
los. Para permitir a intimidade completa. E ela queria isso. Para ser capaz de
fazer suas próprias demandas, para dizer-lhe em voz alta ou intimamente o
que ela queria ou apreciava, era importante. Ela sabia disso.
Eu quero o seu pênis na minha boca, ela disse, sabendo que ele podia ler
seu desconforto. Mas se ele pudesse ler seu desconforto, ele também podia
ler sua ânsia. Ele saberia que o corpo dela estava em chamas, todo molhado.
Seu liso creme quente estava começando a tocar a parte interna das coxas.
Ela não podia imaginar o quão molhada o fio dental estava.
O que você quer fazer, gatinha?
Eu preciso do seu pênis na minha boca. Eu quero lambe-lo todo e chupar-lhe até
que eu estou cheio com o gosto de você.
E depois?
Então eu quero que você dentro de mim. Me levando.
Suave ou difícil?
Ambos. O que você quiser. Eu amo o que você faz comigo.
Ela sabia que era uma boa resposta, porque ele colocou a cabeça larga
de seu pênis contra seus lábios e então lentamente alimentou ela. Se ela
estava sendo completamente honesta consigo mesma, esta era a parte do sexo
que ela temia mais. Ela não sabia se ela iria gostar. Ela não sabia o que estava
fazendo. Para o marido dela, ela sempre quis ser boa nisto, ao ponto de que
ela realmente olhou para cima, mas ela realmente não achou que seria bom
porque ela não podia imaginar provando ele.

253
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela não tinha contado com o seu gosto. O fato de que ele era dela. E
ela quis para ela. Ela não tinha contado com o vínculo companheira sendo
tão forte já. Mais, ela não tinha percebido o quanto ela queria se sentir segura
e protegida, para ter algum sentido em um mundo que ela não queria viver.
Aleksei era todas essas coisas, mas ainda mais. Ele era Aleksei. E ela queria
dar-lhe algo especial. Algo para se lembrar. Ela não podia usar as mãos, mas
ela descobriu que estar à sua mercê era sexy e excitante porque tinha que
confiar nele.
Ele era gentil e que a surpreendeu. Muito gentil. Ela o levou em sua boca
e usou a língua para explorar, para pegar as gotas que saiam como especiarias
frescas da floresta. Como Aleksei. Ele era grande e intimidador, então ela
não poderia fazer o que todos os livros tinham dito para fazer, mas ele não
parecia se importar.
Inferno quente. Você parece tão escaldantemente quente. Um punho molhado
apertado em volta de mim. Só assim, kessake. Perfeição. Suas mãos agarraram seu
cabelo e ele a puxou um pouco mais perto, para que fosse um pouco mais profundo.
Ela adorava que ele era cuidadoso. Ela adorava que seus olhos ardiam
nos dela enquanto ela amamentava e usava sua boca e língua para o prazer
dele. Ela principalmente adorava que ele amava o que ela estava fazendo
com ele. Ela podia ver em seu rosto. Em seus olhos. Em seu corpo. Sintia-o
ali na sua boca.
Suficiente, kessake, ou eu não serei responsável pelo que acontecer.
Seus lábios se agarrou a ele conforme ele lentamente deslizava para fora,
com a mão enrolada firmemente em torno da base pesada de seu eixo.
Você é lindo, Aleksei. Eu adoro ter você na minha boca. Ela queria dizer a ele
que ela queria continuar, que queria aprender mais, para ser realmente,
realmente boa em dar-lhe prazer, mas seu corpo já estava tremendo com a
necessidade.
Ele se moveu ao redor dela, até que ele estava atrás dela, a mão nas
costas dela. Ele passou o braço em volta da cintura dela e puxou-a para trás

254
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

até que ela estava de joelhos na borda da cama. Sua mão foi entre as
omoplatas e começou a aplicar pressão. Ela obedeceu imediatamente. Sua
cabeça e tronco foi para o colchão. Ela manteve a bunda no ar.
Mais alto. Empurre para cima os seus quadris.
Coração batendo forte, ela fez isso. Neste ângulo, ele seria capaz de
realmente penetrar, mais profundamente dentro dela. Conectá-los. Ela mal
podia respirar com antecipação. Ela esperou. O ar frio atingiu sua entrada
quente e ela fechou os olhos enquanto as sensações varreram através
dela. Esperar era tão difícil. Ela não podia vê-lo. Ela não podia ouvi-lo. Ela
só podia esperar por ele para tocá-la.
Sua mão desceu em sua bochecha esquerda nua, afiada, plana,
inesperado, fazendo-a saltar, inundando seu corpo novamente com o calor
do líquido. Não doeu, embora sentiu a picada, mas de uma forma erótica, e
sua mão estava lá, alisando e esfregando carícias. Então ela sentiu o puxão
de sua tanga e esta se foi, rasgada. Deixando-a completamente exposta a ele.
Ela usava apenas o corpete rendado e suas ligas e meias. Suas mãos se mudou
para o interior de suas coxas, os dedos acariciando para cima e para baixo no
centro de seu desejo.
Ela engoliu em seco, tentando ficar parada por ele. Tentando não
implorar e chorar quando ela estava ficando desesperada. Então ele começou
realmente torturá-la. Acendendo toda ela, nunca no mesmo lugar, com força
suficiente para enviar o calor se espalhando e sensibilizando todas as
terminações nervosas, não com força suficiente para machucar. Ela nunca
tinha sentido nada tão erótico em sua vida. Ela não sabia como respirar
através dele. A tensão se enrolando mais e mais até que ela sabia que ela
estava indo para implodir.
Aleksei. Ela tentou avisá-lo. Ela não seria capaz de suportar, e sabia
instintivamente não queria atingir o orgasmo. Ela estava tão perto. Tão
carente. Era demais. Tudo o que o calor e o fogo. Construindo,
constantemente construindo sem alívio.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Não.
O único comando vibrou através de seu corpo. Enviando-lhe ainda mais
perto. Ela forçou o ar através de seus pulmões, determinada a segurar para
ele. Seus dedos mergulharam profundamente e ela gritou. Quase destruída.
Lutando novamente.
Eu não posso.
Você pode. Não até que eu diga.
Ele estava com vontade de jogar. Seu corpo tremia com urgência
enquanto seus dedos foram substituídos por sua boca. Sua língua mergulhou
profundamente e ela gemeu e empurrou para trás, moendo-se contra sua
boca. Imediatamente ele foi embora e ela gritou em frustração.
Paciência, kessake. Você está se tornando meu pequeno kessa ku toro, minha gata
selvagem.
Sua voz a estabilizou como nada mais podia. Ela atraiu uma respiração
profunda e esperou. Ela não teve que esperar muito tempo. Sua boca voltou
e ele passou a atormentá-la mais e mais, levando-a até a beira, sugando seu
clitóris, usando a ponta de seus dentes e sua língua e depois recuando pouco
antes que ela se inclinasse sobre a borda. Cada vez que ele se afastou, sua
mão estava em seu traseiro nu, um pouco mais de cada vez, enviando fogo
através de seu corpo, chamas puras lambendo sobre sua pele e derramando
em sua corrente sanguínea.
Aleksei. Ela gemeu seu nome.
O que é que você quer, kessa ku toro? Diga-me.
Seu pênis. Dentro de mim. Baby, por favor. Eu preciso disso agora. Eu não acho
que eu vou sobreviver a isso.
Seus dedos cravaram em seus quadris e ele entrou nela. Como uma
britadeira. Dirigindo em linha reta através de músculos tensos, invadindo
profundo, forçando seu corpo para acomodar o seu tamanho. Ela estava
escorregadia com o calor líquido, mas ainda assim, o atrito foi demais—

256
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

muito bom—e ela gritou, incapaz de conter a riqueza de sensações que


derramava através dela.
Espere por mim.
Oh Deus. Oh Deus. Oh Deus. Ela repetiu o mantra mais e mais, tentando
manter seu corpo unido antes de se fragmentar por ele.
Ele bateu nela, enviando mais chamas correndo através dela. Parecia
uma aquisição. Uma reivindicação. Posse pura. Parecia como o céu.
Perfeição. Ainda assim, ela não achava que ela poderia mantê-los juntos. Ela
estava tão perto. Bem ali—na borda—e ele não mostrou sinais de parar. De
deixá-la ter a sua liberação e, em seguida segui-la.
Eu não posso. Realmente, Aleksei. Estou muito perto.
Ele não parou. Segurando-se ainda. Enterrado todo o caminho até o
punho dentro dela, tão profundo que ela tinha medo que ele estava em seu
ventre. Ele se sentia enorme, enchendo-a e ainda empurrando com força
contra seus músculos internos.
Não. Não pare. Você não pode parar.
Ele esfregou suas nádegas, alisando carícias suaves sobre suas bochechas
quentes e descendo suas coxas.
Você tem um gosto delicioso. Eu sou viciado em seu gosto. Eu poderia passar
horas comendo você.
Seu canal feminino convulsionou em torno de seu pênis, apertando
mais, até que ela estava praticamente estrangulando-o.
Eu amo como você precisa de mim. Como seu corpo implora o meu e me diz isso.
Você é tão quente, tão apertada, tão perfeita. Um homem poderia viver em você e
nunca se cansar.
Por favor. Por favor. Por favor. Ela não se importava que ela estava
implorando.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Tão faminta por mim. Ele se inclinou e beijou a base de sua coluna, direto
na curva ali. Seus dedos apertados.
Gabrielle prendeu a respiração. Ele bateu profundo. Uma vez. Duas
vezes. Ela ofegou. Tão perto. Ela não ia ser capaz de parar uma onda. Ele
estendeu a mão para ela. A alcançou. Sacudindo-a. Consumindo-a. Ela
gritou. Soluçou. Seu corpo inteiro parecia convulsionar, as ondulações
correndo até os seios e as coxas. Ele não parou, indo e indo, tão intenso que
ela pensou que ela poderia morrer. Assim como ela pensou que o orgasmo
monstruoso foi cedendo, Aleksei bateu profundo novamente, mais e mais,
bombeando sua semente dentro dela, jatos quentes espirrando, provocando
uma segunda onda tão forte quanto a primeira.
Ele segurou seus quadris para ele, um braço deslizou ao redor da cintura
dela enquanto seu corpo lhe agarrava e ordenhava avidamente. Seus joelhos
teriam entrado em colapso, e ela não tinha idéia de como ele ainda estava de
pé. Ele tinha alimentado ela mais e mais, até que ela perdeu a noção do
tempo, sua mente moveu-se em outro lugar, outro reino, mas ela sabia que
ele tinha passado muito tempo dentro dela. Ela estava deliciosamente
dolorida.
Moveu-se para cima da cama, guiando-a em torno de modo que ela se
arrastou, ainda ligada a ele, ao redor para a cabeceira. Com cada movimento
ela sentiu a ondulação do corpo em torno dele, pegando sua força, relutante
em deixá-lo ir. Ele estava certo, que ela desejava ele. Ela sabia que sempre
seria assim.
Ainda ajoelhado atrás dela, ele se moveu suavemente, trazendo ambos
flutuando do espaço que ocupavam. Suas mãos lhe pediram para voltar para
ele, e com cuidado que seu corpo ondulava e pulsava ao redor dele. Ele beijou
a base de sua coluna, murmurando para ela na sua própria língua, suas mãos
acariciando suas nádegas e alisando sobre suas coxas. Então ele gentilmente
deslizou para fora dela. Gabrielle não poderia parar o pequeno grito de
protesto contra a perda.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele ajudou-a a deitar-se, mantendo as mãos sobre ela, colocando-a a seu


lado enquanto ele virou seu corpo para o dela. Ele beijou-lhe os olhos. Seu
nariz. Moveu sua boca suavemente sobre a dela e, em seguida, beijou-lhe o
queixo.
— Você está bem?
— Isso foi perfeito.
— Então você gostou da sua punição? —Perguntou ele, acariciando seu
pescoço. Ela sentiu seu sorriso contra seu pulso. — Eu certamente gostei.
Gostei de ver a forma como eu a deixei com cores tão intrigante, minha mão
acariciando todo aquele calor.
— Uh-oh. Você está em apuros, Aleksei, se essa foi a minha punição. Eu
vou acabar sendo como a menina má do século.
Sua mão se moveu sobre a renda elástica. Encontrado o mamilo e
puxou. — Esta é uma bela renda. Eu gosto de olhar para o seu corpo, mas se
tiver de ser coberta, este é sexy. Você é muito sexy, Gabrielle.
Ela se aconchegou mais perto de seu calor. — Obrigado. Eu gosto que
você saiba o que quer, Aleksei. Eu não preciso me preocupar. Eu sou uma
pessoa preocupada. Eu nunca penso que eu faço qualquer coisa certa, e
quando você assume o controle assim, eu amo isso.
Ele mudou um pouco para que ele pudesse acariciar seus seios. Seu
corpo pulsava. Ela realmente estava com fome dele. Ele não parecia se
importar que ela queria seu corpo tanto.
— Eu gosto de coisas de uma certa maneira, Gabrielle. É minha
companheira, minha outra metade. É natural que você iria atender minhas
necessidades e eu iria atender as suas. —Sua língua lambia seu mamilo
através da renda, como se o tecido elástico o intrigava. Desejou ter pensado
para adicionar sabor à textura. Talvez na próxima vez.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu gosto do seu jeito, então, —disse ela. — Se alguma vez alguém


tivesse me dito que eu gostaria de levar umas palmadas, eu teria dito que eles
eram loucos, que eu não era uma criança.
Ele esfregou seu peito novamente. — O jelä sielamak, uma palmada
erótica é muito diferente do que um homem batendo o inferno fora de sua
mulher. Se você não gostasse, não teria feito isso.
— Mesmo para me punir?
— Claro que não. Eu posso pensar em maneiras muito mais criativas
para fazê-la implorar por perdão.
A nota sensual em sua voz a fez estremecer. Ela percebeu que o "castigo"
não era a mão em seu traseiro nu, mas construição da necessidade dela até
que ela implorasse por misericórdia. Ela riu suavemente. — Você é muito
criativo, Aleksei, e eu aprecio isso também.
Sua boca se moveu para a direita sobre a renda e puxou seu peito
profundamente para dentro onde estava quente e úmido. Ela ainda estava
ultra-sensível e a sensação de sua boca através do tecido de renda era sexy,
emocionante, o que enviou raios de fogo direto para seu canal feminino. Ela
pulsava e latejava. Precisando. Ela tinha que conseguir uma alça sobre seus
desejos.
Ela gostava de como ele encaixa-la tão perto de seu corpo. Ela amava
sua boca amamentando seu peito. Ela amava que ela pudesse envolver o
braço em volta de sua cintura e que sua coxa estava sobre a dela e a outra foi
em entre as dela. Ela se sentia segura. Sensual. Perfeita. De repente, ela
queria saber tudo o que havia para saber sobre ele.
— Quando você pensou em ter uma companheira, que tipo de mundo
que você deseja para si mesmo? Onde você quer viver?
Ele moveu um pouco a cabeça, soltando de seu mamilo, sua língua
ampla e plana, acariciando lá. — Eu só pensava em fazer a minha
companheira feliz. De reivindicar ela e terminar com a escuridão. Durante

260
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

esses momentos, eu imaginei que eu ainda iria caçar os mortos-vivos. Eu não


tenho demônios habitando em mim. Ou uma escuridão implacável.
Ela passou a mão sobre o peito, alisando sobre sua pele nua logo abaixo
para a sua barriga plana. Ela gostava de todo esse músculo. Tanto dele.
Melhor do que qualquer abdômen que já tinha visto. Ela gostava que ele
parecia desfrutar de se aconchegar com ela. Ela gostava do quão forte ele era.
Como, em um mundo que parecia estar mudando constantemente sob ela,
Aleksei era uma rocha, uma âncora estável. Mais, ela simplesmente adorava
sexo com ele.
— E quanto a você, Gabrielle. O que você quer?
Ela abriu a boca para dizer-lhe tudo sobre sua casa de sonho. A casa. Os
jardins. A cerca branca. As crianças rindo e o importantíssimo balanço da
varanda. Ela fechou a boca tão rápido. Será que ela sabe mesmo o que ela
queria? Que tinha sido seu sonho humano. Qual era o seu sonho Cárpato?
— Kislány.
Sua palavra para baby. A maneira suave que ele falava virava seu
coração. Derretia seu interior. Ele estava em sua mente. Sentiu-o lá.
Preenchendo seu vazio, esses lugares solitários, assim como seu pênis encheu
sua vagina. Ele já estava se tornando uma parte dela. Em sua mente, ele era
a melhor parte.
— Eu me enterrei em pesquisas porque era uma maneira de me esconder
do mundo, Aleksei. —Ela queria dar-lhe a verdade. Para dar a ambos a
verdade. — Eu pensei que se eu me tornasse uma esposa e mãe que eu não
iria querer fazer isso mais, mas a pesquisa que eu estou fazendo é importante
e eu sou boa nisso.
— Você quer dizer a pesquisa que você está fazendo com Gary?
Ela estremeceu com a menção de seu nome e, em seguida, ela percebeu,
era a primeira vez que ela pensava nele desde Aleksei tinha retornado. Ela
respirou fundo e soltou o ar. Ela deixou seu sonho ir. Ela soltou Gary. Ela o

261
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

amava. Ela sempre o amaria. Ela sempre se sente como se tivesse uma
conexão com ele, mas Trixie estava certa. Ela o amava, mas ela não estava
apaixonada por ele.
Ela estava começando a acreditar que ela não tinha idéia do que era o
amor, mas ela queria envolver a sua vida em torno de Aleksei. Ela queria
sentir como fazia neste exato momento. Parte dele. Completa com ele. Plena.
Feliz. Ela adorava ver aquele olhar em seu rosto. O foco total sobre ela. A
aprovação. A necessidade urgente.
— Ele perdeu suas emoções e sua capacidade de ver em cor de uma só
vez. Eu vi seu rosto. Os olhos dele. Ele está perdido para nossa pesquisa e
que torna ainda mais importante que eu continue, —disse ela. — Eu acho
que ele sabia, talvez ele tivesse uma precognição . Eu nunca soube
exatamente o que suas habilidades psíquicas eram. Nós nunca falamos sobre
eles.
Ela percebeu que era verdade também. Eles haviam discutido pesquisa
e Cárpatos e os problemas com os bebês sem parar, mas eles não tinham dado
detalhes de sua vida pessoal com o outro.
— Então você está me dizendo que você gostaria de fazer a sua casa nas
montanhas dos Cárpatos perto do príncipe? É lá que você configurou o seu
laboratório?
Sua voz era estritamente neutra. Ela não tinha idéia se era a favor ou
contra a idéia. Ela mordeu o lábio, dividida entre lhe dizer a verdade e
adivinhar o que ele queria.
— Gabrielle. — Desta vez, sua voz estava ordenando. Autoritária.
Seu coração quase explodiu em seu peito. Ela adorava esse tom. Ela
amava como ele poderia ir de olhar tão suave, quase amoroso, para um
______________________
precognição - 1. clarividência relativa a acontecimento, ainda não vivido. 2. percepção ou
conhecimento antecipado de fatos futuros não deduzíveis logicamente; pressentimento, intuição.

262
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

predador assustador escuro. Ela sabia que estava segura com ele, de modo
que só aumentou a atração sensual, muito sexy. Sua voz emocionou, enviou
dedos de desejo por sua espinha, até as coxas e pulsando através de seu sexo.
— A verdade é Aleksei, eu não sei. Eu quero ser decisiva, mas eu não
sei onde eu quero viver. Eu sei que preciso trabalhar. Eu sei que é importante
ter certeza de nossas mulheres pode conceber, carregar um bebê, alimentar o
bebê naturalmente, e que nós podemos produzir crianças do sexo feminino
que vivam mais de um ano. Esse não é o único problema para resolver. Há
muitas razões por que isso aconteceu com a espécie dos Cárpatos. Xavier
atacou de muitos ângulos e ele foi bem sucedido. Vai levar um monte de
trabalho para descobrir todas as várias coisas que ele fez e encontrar uma
maneira de revertê-las.
— E você pode fazer isso? —Havia admiração em sua voz. — Eu tenho
uma companheira muito inteligente.
Ela encontrou-se brilhando por dentro. Ela adorava que ele pensava que
ela era inteligente.
— Eu realmente acredito que posso ajudar. Eu não sei sobre realmente
descobrir cada segmento e erradicá-lo, mas eu gostaria de tentar.
— Fane me disse que sua mulher terá de voltar para os Estados Unidos
em breve, junto com André e sua neta. Eu serei necessário aqui até que outro
possa assumir que guardar o portão e os antigos dentro. Se Teagan pode
realmente fazer o que ela pensa que ela pode e ajudar aqueles que
permanecem ser capaz de deixar este lugar buscando suas companheiras,
seremos capazes de sair.
— Essa foi a razão por que Gary foi enviado para cá. Ele veio para
descobrir se os nossos curandeiros poderia fazer o mesmo para os outros
caçadores ou se apenas Teagan poderia fazer. —Ela não percebeu que ela
tinha usado o termo nosso até que ela disse as palavras. Mais e mais ela estava
começando a aceitar que ela era Cárpato, não humana. — Josef, um dos
Cárpatos mais jovens, mas muito hábil em tecnologia, tem um banco de

263
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

dados de mulheres psíquicas e onde vivem. Os Cárpatos estão tentando


chegar a elas para protegê-las. Os vampiros, bem como a sociedade humana
de assassinos também estão caçando a elas. Se Teagan pode dar-lhes o
tempo, é possível que posso apontá-los na direção de suas companheiras.
— Como? —Ele soou neutro novamente.
— Eu tenho esse estranho dom. Nunca serviu realmente para muita
coisa, mas eu posso estar com alguém e olhar para um mapa e saber que eles
devem ir para um determinado local, que, se o fizerem, algo surpreendente
vai acontecer com eles. Eu não sei se seria útil, mas se eu tivesse as direções
em um mapa e o antigo estando na minha frente, ele poderia funcionar.
Sua mão alisou o cabelo dela. — Você é um milagre, Gabrielle.
— Pode não funcionar, —ressaltou. — Eu sempre meio que considerei
a capacidade como um truque bobo de salão. Eu nunca pensei sobre isso
antes—colocando um antigo nas imediações de uma companheira em
potencial.
— Se for esse o caso, vamos ir para as montanhas dos Cárpatos, embora
devo avisá-la, kislány, estou além de antigo. A escuridão habita em mim, e eu
nunca serei totalmente livre dele. Eu tenho demônios que nem sempre
consigo superar. Sou de tempos muito antigos. Isso significa que, nenhum
homem toca na minha mulher. Ninguém coloca suas mãos ou boca sobre
ela. Sem abraços ou beijos de saudação. Seu corpo é só meu. Toda você. Eu
não sei quanto tempo vou ser capaz de tolerar outros nas proximidades, mas
para você, eu vou tentar. Eu vi as longas horas, dias que você trabalha e, mais
recentemente, as noites que você tem trabalhado. Quando eu lhe dizer é
suficiente, não haverá discussão. Você vai vir comigo. Para mim. Você
entende isso?
Ela era uma mulher moderna e por que isso iria excitou, ela não sabia,
mas ele não apenas a excitou, ela estava úmida imediatamente. Ela assentiu
com a cabeça. — Às vezes, quando estou trabalhando, eu esqueço do
tempo. Você vai ter que ...

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele se inclinou sobre ela e mordeu na junção entre o pescoço e o


ombro. Duro. Afundando seus dentes apenas um pouco. — Não. Você vai
cumprir. Vou dar-lhe tempo para trabalhar, mas o seu primeiro dever é
sempre comigo. Você virá para mim quando eu te chamar. —Sua boca se
moveu contra a sua pele, sua língua lambendo-a, tomando a picada para
longe. — Quando eu quero seu corpo, onde quer que eu esteja, você vai dar-
se a mim.
Ela adorou isso também. — Se eu quiser o seu corpo? —Ela desafiou.
— Eu pertenço a você?
Ela não hesitou. — Sim.
— Meu corpo pertence a você. Isso não quer dizer, que precisa de
punição, não vou prolongar sua espera.
Ele parecia muito mais sensual do que ameaçador, e ela estremeceu. —
Se for esse o caso, Aleksei, eu quero seu corpo agora. Eu quero a sua boca de
volta no meu peito.
— Minha companheira. Ela precisa do pau do seu homem, muitas
vezes.
— Ela necessita de seu homem o tempo todo. Mas sim. Eu gosto muito
do seu pau.

265
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

rixie estava completamente furiosa. Ela estava muito velha para esta
merda. Ter homens ditando o que ela podia ou não podia fazer. Silenciando-
a com um ondear de suas mãos. Um ondear. O que era isso? Ela não estava
vivendo com esse tipo de poder em um homem. De maneira nenhuma. Não
ia acontecer. Ela foi com Fane porque ela não tinha escolha, mas no
momento em que eles estavam de volta em seu esqueleto feio que ele
chamava de casa e ele a soltou, ela se separou dele e pisou duro no chão de
terra até sua mochila.
— Estou indo embora. Eu vou para casa, —anunciou ela, sem olhar para
ele. Ela não podia olhar para ele. Ou estar perto o suficiente para sentir o
calor do corpo ou inalar o cheiro dele. Havia algo sobre ele que trabalhava
sobre ela como um ímã e ela não queria correr nenhum risco. — Eu não vou
ser tratada dessa maneira. Aquele homem é abusivo para aquela menina e
ele foi para mim. Você permitiu ... —Seu olhar caiu sobre a sua mochila, de
repente, ali na frente dela.
— Trixie.
Fane simplesmente disse seu nome. Gentilmente. Suavemente. Sua voz
tão baixa que mal pegou o fio de voz, no entanto, vibrou direito através de
seu corpo junto com sua música. Ela podia ouvir isso também. Ela poderia
até mesmo ver as notas musicais que flutuavam ao redor da sala. Dele. Dela.
Suas notas preenchendo a sinfonia e foi lindo. Ainda assim, ela não queria
olhar. Não iria reconhecê-lo. Ela tinha que ir para casa. Era mais, ela estava
indo para casa e ninguém iria impedi-la. Nem mesmo o homem mais quente
na terra que lhe deu orgasmos de abalar sua mente pela primeira vez em sua
vida.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela pegou o kit de caça-vampiros inútil e começou a descartar as coisas


que não prestavam. Ela não estava disposta a sair carregando qualquer coisa
que ela não poderia usar. Ela estava mantendo a arma e estacas extras porque
era a única arma disponível para ela. Enquanto ela enfiou os frascos e as
estacas em sua mochila, ela encontrou uma revista e puxou isso. Parecia
bastante inofensivo, mas ela aprendeu que poderia usar esse item de
aparência inocente, como uma defesa muito boa.
Ela sabia que estava em pânico. Ela só entrou em pânico duas vezes em
sua vida. A primeira vez foi quando seus pais a jogou na rua porque ela estava
grávida. Ficou três dias inteiros chorando no canto de um beco antes dela se
levantar, determinada a fazer uma vida para si mesma e para seu filho. A
segunda vez foi quando ela estava sobre o corpo de sua filha, observando sua
vida se esvaindo dela, enquanto os médicos freneticamente tentavam salvá-
la. Ambas as vezes, ela não conseguia respirar.
Mesmo enquanto colocava seus pertences de volta em sua mochila e
tentou enrolar o saco de dormir, ela descobriu que não poderia obter ar
suficiente. Ela era uma tola. Que idiota. Como ela podia ter sido tão
estúpida? Ela não tinha mais quinze anos. Ela sabia que não podia arriscar
toda a sua família, sua vida por uma breve aventura. E isso é tudo o que seria.
Uma aventura. Porque, por um momento, este homem—um total estranho—
tinha feito sentir bonita e sexy. Ele fez ela se sentir como uma mulher, não
uma concha vazia.
Estúpida. Estúpida. Estúpida. Ela abaixou a cabeça para tentar tomar
respirações profundas. O que quer que essas pessoas eram, não importava o
quão bonito suas músicas com melancolia ou doce fosse, eles eram poderosos
e perigosos. Ela não queria fazer parte disso. Ela tinha uma família. As
pessoas que amava. As pessoas que ela protegia. Seja qual for o feitiço que
Fane tinha lançado sobre ela tinha ido embora. Ela estava indo. Ela
resolveria isso fora de sua cabeça mais tarde. Muito mais tarde, quando ela
estivesse no longo vôo de volta para os Estados Unidos.

267
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Trixie sentiu calor em suas costas. O perfume masculino de Fane a


envolveu. Quando ela respirou o ar, ela puxou ele. Seu perfume. Sua
presença. Sua mão foi até a nuca, os dedos suaves mas insistentes, segurando
sua cabeça para baixo.
— Respire, hän sívamak, —disse ele suavemente.
Sua voz envolveu-a em um casulo de segurança. Uma teia de desejo
instantâneo. Sua voz era baixa e tão suave que ela quase podia acreditar que
ele se importava. Mas ela sabia melhor. Ele a forçou ficar em silêncio. Isso
não era uma atitude carinhosa. Ela se recusou a chorar. Ela derramou
lágrimas suficientes quando tinha quinze anos e foi abandonada pelo seus
pais e seu namorado. Eles haviam lhe derrubado duro, mas ela se levantou.
Ela não conseguia entender por que este golpe sentia tão profundo. Tão
doloroso.
Ela prendeu a respiração. Mesmo que foi afiada e dolorosa. Ela podia
sentir o gosto dele em sua boca. Senti-lo profundamente dentro dela. Ela era
uma tola. Uma velha idiota. Ela apertou os dedos contra os olhos, tentando
piscar a queimadura atrás e ignorar a forma como os dedos massageavam
seu pescoço. Ele era tão bom no que fazia. Tão prático. Ela deveria ter
pensado melhor. Antes de se deixar seduzir. Como ela poderia viver com esta
memória sem se contorcer de vergonha?
— Pare com isso, Trixie, —ele advertiu. — Você não tem nenhuma
razão para se envergonhar. Sou seu companheiro. Claro que você responde
a mim.
Detestava sua voz. Seu toque. Ele conseguiu chegar dentro dela,
penetrar cada escudo com as duas coisas, e ela não iria permitir que isso
acontecesse novamente. Tomando um último suspiro profundo, ela forçou
seu corpo a se endireitar. Ela ainda tinha a revista em sua mão e quando ela
levantou-se, deixou cair o saco de dormir, enrolou a revista, deu um passo
para longe dele, virou-se e atacou.

268
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela bateu-lhe repetidamente, esperando empurrá-lo para trás. Ele não se


moveu. Rocha sólida. Ele não vacilou. Ele era alto e a revista bateu-lhe na
barriga. Ela foi para o pesadelo de cada homem, mas sua arma saltou longe
daquela área. Então, ele estava pronto para ela, protegendo-se, tentando
mostrar a sua superioridade, sem se mover. Grande erro. Ela pulou e foi para
sua garganta, golpeando.
Ele pegou seu pulso e torceu, puxando-a facilmente, removendo a revista
de sua mão e jogando-a de lado. Ela lutou com ele. Ela era forte. Ele deixou
que lutasse, não fazendo muito mais do que trancá-la a ele, de costas para
sua frente. Era impossível virar-se, mas ela conseguiu atingir alguns golpes
com o seu calcanhar direito em sua canela. O tempo todo ela lutou, ela o
xingou, chamando-o dos piores nomes que ela poderia pensar, mas ele não
reagiu a isso tampouco, nem ele silenciá-la. Ele não estremeceu quando seu
calcanhar conectou com sua canela. Ele simplesmente permaneceu
silencioso e estóico.
Eventualmente, ela desgastou-se a si mesma. Sua respiração veio em
irregulares, suspiros e tremedeira e ela lutou contra as lágrimas, sentindo-se
impotente; ela pendia como uma boneca de pano em seu braço. No momento
em que a vontade de lutar a deixou, ele a puxou de volta contra seu corpo,
um braço ainda fechado em torno de sua cintura. Sua mão livre se moveu
pelo cabelo na parte de trás do seu pescoço e pressionou sua boca lá.
Trixie tentou não deixar que o seu toque a afetasse, mas seu corpo
estremeceu. Dedos de desejo deslizou lentamente para baixo em sua coluna
em um ataque furtivo.
— Hän sívamak, eu sei que você está magoada e até mesmo com medo,
mas eu não podia lhe permitir colocar-se em perigo. Aleksei é incapaz de
fazer mal a sua companheira. Eles já completaram o ritual e ele está seguro.
Ainda assim, ele é extremamente perigoso. Temos trabalhado duro para
encontrar um equilíbrio aqui no mosteiro. Não se envolver em batalhas.
Aleksei não tinha dito ou feito nada contra você que poderia ser interpretado
como um ataque, ou eu teria a defendido e um de nós estaria morto. Nossa

269
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

companheira estaria perdida também. Foi apenas mais fácil te tirar da


situação, a fim de explicar isso para você quando todas as partes estivessem
a salvo.
Sua boca se moveu contra seu ouvido. — Sinto muito que você estava
chateada, mas não poderia dizer o que pensava. Comigo, você pode falar o
quanto quiser. Eu acho sua atitude agradável e sexy, mas Aleksei não
acharia. Ele ... luta contra seus demônios. Mesmo com sua companheira para
equilibrar-lo, ele ainda tem a escuridão nele. A maioria daqueles que vivem
aqui o tem. Eu protegerei você contra esse perigo.
Trixie fechou os olhos, tentando não ouvi-lo. Tentando não acreditar na
sinceridade em sua voz. Tentando evitar o fato de que ela estava tão apertada
contra ele e podia sentir seu corpo grande, muito duro pressionado contra
ela. Ela não queria sentir o quão duro ele estava, muito menos como sua
ereção estava pressionada com tanta força contra ela. Era tudo o que podia
fazer para não se esfregar contra ele. Ela se odiava por isso.
— Deixe me ir. Eu quero ir para casa.
— Você sabe que eu não posso fazer isso, Trixie.
Ela endureceu, seu coração batendo tão alto que ela tinha certeza de que
ecoou ao longo das quatro paredes vazias.
— Nós vamos voltar para a sua família, —disse ele suavemente. — Eu
prometo a você. Quando o ritual estiver completado, vamos chamar Teagan
para tentar ajudar a curar os antigos o suficiente para lhes permitir deixar este
lugar. Se isso não funcionar, eu já expliquei para Aleksei que você precisa
voltar para casa e eu irei com você para os Estados Unidos.
Ela balançou a cabeça. Ela não podia levá-lo para casa. Não com suas
netas e seus maridos. O que eles pensariam? Eles já acreditavam que ela tinha
perdido o juízo. Se ela aparecesse com um homem tão lindo como Fane, um
que parecia muito mais jovem do que ela ...

270
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você é linda, Trixie. Absolutamente linda. Pertencemos um ao outro.


Você já sabe disso. Eu vi a conversa com Gabrielle em sua mente. Você sabe
o que é um companheiro.
— Há um erro, disse ela em voz baixa. Ela tinha que alcançar a sua voz
porque havia uma parte dela que queria mantê-lo. Ela não sabia por que. Ela
era uma mulher independente e o bom senso ditava que ela não queria ter
um homem por perto para compartilhar sua vida, para ser mandão, e não
havia nenhuma dúvida em sua mente que Fane poderia ser muito mandão.
E ele tinha a capacidade de fazê-la se calar. Isso era totalmente inaceitável. Ela
não iria ser silenciada. Ela lutou muito duro para chegar onde ela estava.
Ninguém ia tirar isso dela. — Este é um erro terrível. Você reconheceu a
pessoa errada.
Sua boca se moveu sobre a nuca, para o lado onde seu pulso batia com
força. — Você sabe que não é um erro. Você sente isso também. —Sua língua
saboreou sua pele. Rodando lá. Sua cabeça caiu para trás por sua própria
vontade, virando ligeiramente para lhe dar melhor acesso. Um convite.
Seu pulso batia e latejava naquela parte secreta dela. Ela sentiu seu
aperto no útero e o espasmo em seu sexo. Sua respiração deixou seus
pulmões em uma corrida quente. Por mais difícil que tentasse, não conseguia
parar a reação de seu corpo. Sua boca estava quente. Sua língua rodou e seus
dentes rasparam eroticamente. A antecipação foi crescendo em seu corpo
quente, mais antecipação do que, ela não poderia dizer, apenas que ela queria
... precisava.
Seus dentes se afundaram profundamente e ela arqueou as costas,
gritando, chegando por trás dela pela cabeça inclinada, tentando dar a volta
com o braço para segurá-lo para ela. Sentia-se em uma névoa, um sonho
nebuloso, pecaminoso que enviou lanças de desejo disparando através dela,
diretamente para seu núcleo. O fogo se espalhou, por suas coxas, sua barriga,
viajou para seus seios ao ponto em que o material de suas roupas feria sua
pele.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ouviu-se gemer. Baixo. Carente. Faminta mesmo. Sua boca continuou


a trabalhar em seu pescoço e ela sabia que teria uma mordida de amor lá,
como uma adolescente boba. Ela pensou em protestar, mas seu corpo estava
muito longe, já não lhe pertencia. Ela provou-o em sua boca. Essa foi uma
coisa estranha. Ela sabia seu gosto, embora ela não tinha idéia de onde veio,
mas de repente o desejo estava lá.
Sentiu-o movendo-se em sua mente, deixando carícias ali, acalmando-a,
sussurrando suavemente na sua própria língua. Ela não tinha ideia do que
ele sussurrou para ela, mas era suave e sexy e ela sabia que era bonita. Ela
sabia porque as notas em torno deles se misturavam na mais bela sinfonia
que ela já tinha ouvido. Seus próprios gemidos parecia acompanhar a música
que estava tocando ao redor e através deles.
Joŋesz éntölem, fél ku kuuluaak sívam belsö. Vinde a mim, amada. Palj3 na
éntölem. Mais perto. Acke éntölem ella. De mais um passo em minha direção.
Către lumea mea. Em direção ao meu mundo. Sõl olen engemal, sarna sívametak.
Ouse estar comigo, canção do meu coração.
Sua língua varreu seu pescoço e ele virou-a de frente para ele, ainda
segurando seu corpo perto do dele.
Tõdak pitäsz wäke bekimet mekesz kaiket, emni. Ele voltou a falar na sua
própria língua e, em seguida, mais uma vez traduziu para ela, as palavras em
sua mente, não falou em voz alta. Eu sei que você tem coragem de enfrentar
qualquer coisa, minha senhora.
Sua mão se moveu para sua camisa, abrindo a frente. Muito gentilmente,
ele pegou sua mão e alisou a palma da mão sobre os músculos de seu peito
direto sobre seu coração. Sinta isso. Você é hän ku vigyáz sívamet és sielamet. Mais
uma vez ele sussurrou as palavras em sua mente, enchendo-a com ele. Com
sua força. Com sua necessidade. Ele traduziu em sua língua e era poesia.
Guardiã do meu coração e alma.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela se inclinou para pressionar sua boca sobre sua pele aquecida. Ela
sentiu o pulso acelerar. Chamando por ela. Ela ouviu as notas inchando em
sua canção.
Joŋesz éntölem, fél ku kuuluaak sívam belsö. Vinde a mim, amada, ele
repetiu. Venha para perto de mim, Trixie. Eu preciso de você.
Seu dedo deslizou sobre seu peito, direto sobre seu pulso, e ela seguiu
esse caminho instintivamente. Ele segurou a parte de trás de sua cabeça e
jogou para trás a sua própria, sua respiração deixando seus pulmões em um
fluxo duro. Ela provou essa ambrosia requintada em sua boca. Ela estava
familiarizada com ela, e imediatamente ela não poderia obter o suficiente.
Ela lambeu as pequenas contas lá e, em seguida, em sua insistência, começou
a sugar, atraindo mais e mais em sua boca. O gosto explodiu através dela
como bolhas de champanhe.
Fane sabia que ele estava tomando uma vantagem injusta de sua
companheira, mas naquele momento, não importava. Ela queria deixá-lo.
Ela tinha uma vida muito longe das montanhas dos Cárpatos, que ela não
estava disposta a desistir. Ele podia viver com isso. Ela não tinha intenção de
incorpora-lo em seu mundo. Ele não podia viver com isso. Ele tinha pensado
em dar-lhe tempo, para lhe permitir se acostumar com a idéia do mundo dos
Cárpatos e, em seguida, ela se tornaria um e viveria com ele.
André perseguia o mestre vampiro. Isso significava que os assassinos
humanos, a marionete viajando entre eles e os vampiros menores estariam
tentando chegar ao mosteiro. Fane tinha outros antigos para proteger. Ele
não podia lhes permitir lutar. Uma única morte poderia enviá-los ao longo
da borda. Ele sabia que Aleksei iria ficar com ele, mas, apesar disso Aleksei
tinha uma companheira e havia completado o ritual, ele não tinha certeza do
quão longe a escuridão no homem tinha se espalhado, ou se iria continuar se
espalhando a cada nova morte.
Não havia a mínima possibilidade de vida sem esta mulher. Ela não via
a si mesma como ele fazia. Ela se via em termos humanos. Ela se considerava
velha. Ela era apenas uma criança pelos padrões dos Cárpatos, mal saída da

273
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

adolescência. Ele sabia que ela se achava demasiadamente velha para ele,
mas isso foi mais divertido do que qualquer outra coisa.
Estando tão perto dela, sua boca movendo-se sobre sua pele, bebendo
sua essência, seu corpo ficou duro. Dolorido. Ele queria ela novamente. Eles
precisavam conversar, para resolver as coisas, mas seu corpo não ia esperar
para que isso acontecesse. Ela era tão linda. Ele amava especialmente sua
pele. A cor. A sensação. A forma em que seus músculos se movia debaixo de
toda aquela maciez. A maneira como suas curvas exuberantes convidava seu
corpo para o paraíso.
Sua segunda troca. Tão perto. Apenas uma mais e ela entraria
completamente em seu mundo. Ela não seria capaz de se sentir confortável
sem ele por perto, mas ele estava em sua mente e ela tinha determinação.
Determinação absoluta. Sua senhora não hesitaria em colocar-se em uma
situação desconfortável, ou se sacrificar para alguém que ela amava. Ela
amava sua família e ela não considerava Fane parte disso—ainda.
Suficiente, ele disse suavemente, e inseriu a mão entre a boca e a laceração
que tinha feito sobre seu peito.
Para distraí-la enquanto seu corpo se curava, e porque não havia nada
que ele queria fazer mais, ele inclinou seu rosto para o dele e tomou sua boca.
Sua língua se enroscou com a dela e picos quentes do desejo penetrou
profundo. Sua mão deslizou por baixo da camisa para encontrar a pele
quente. A sensação de suas mãos movendo-se sobre ele, seu corpo
pressionado perto, era tão incrível e maravilhoso como a primeira vez que
ele a tocou. A beijou. Sentiu sua pele e a seda de seu cabelo. Ele teria sempre
esse sentimento de admiração que ela poderia ser real. Que ela faria seu corpo
pegar fogo com seus beijos e incendiar, queimar mais quente do que nunca
tinha imaginado que uma mulher faria.
Atrás dela, ele acenou com a mão. Ela havia dito que não teria sexo com
ele novamente sem uma cama decente. Ele proporcionou a ela uma, durante
todo o tempo que a beijava. Sua boca era pura magia. Ele podia beijá-la por
horas e nunca seria o suficiente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Fane a levou para trás até que a parte de trás de seus joelhos bateu no
colchão. — Sua cama, hän sívamak, assim como você pediu. Você só tem que
pedir e será seu.
Trixie piscou para ele, confusa. Aturdida. Saindo de debaixo do véu
escuro que tinha tecido ao seu redor. Sua boca encontrou a dela antes que ela
pudesse percorrer todo o caminho para a superfície. Ele amava o olhar de
surpresa em seu rosto. Em seus olhos. A inocência lá. Ele tinha dado a sua
mulher, seu primeiro orgasmo. Ele tinha a intenção de lhe dar muitos mais.
Ele queria isso para ela.
Ela merecia mais do que ela se permitiu a si mesma e ele estava indo
para lhe dar tudo o que ela sempre tinha sonhado. O problema era, Trixie
não sonhava para si mesma. Ela teve grandes sonhos para sua filha e ela
trabalhou dia e noite varrendo pisos e limpando escritórios e, eventualmente,
banheiros em bares, a fim de deixar a rua antes que seu bebê nascesse. Ela
trabalhou até que ela tivesse o dinheiro para um pequeno quarto numa
pensão e depois trabalhou mais para tirá-los de lá para um apartamento.
Quanto mais Fane olhava em sua mente e suas memórias, mais ele
admirava e respeitava ela. Esta mulher tinha uma vontade de aço. Ela
provavelmente tinha passado esse legado para sua filha e netas. Ela fez seu
próprio caminho no mundo e não pediu nada á ninguém. E ela era sua. Esta
mulher incrível que amava sua família e fez seu caminho no mundo sem seus
próprios sonhos. Salvando-os para suas meninas.
Fane a beijou novamente. Longo. Duro. De novo e de novo. Desejando
que ela entendesse o que estava crescendo tão forte nele. Esse respeito. Essa
admiração. O fato de que ele estava indo descobrir cada sonho secreto, os
que ela nem sabia que ela tinha, e dar a ela porque sua senhora os merecia.
— Uma cama? —Ela murmurou em sua boca, seus olhos escuros
olhando ao seu redor.
Quando Fane tirou suas roupas, pela necessidade de estar pele a pele.
Ela não protestou; na verdade, suas mãos tocaram nele, fazendo carícias.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu gosto do seu corpo, —ela confessou. Desabafando-o e, em


seguida, olhou chocada.
Ele levantou a cabeça e olhou para ela. Sorrindo. Porque como ele não
poderia sorrir quando ela dizia coisas assim para ele? Quando ela,
obviamente, queria dizer? Ele gostava da forma como o seu olhar se moveu
sobre ele. Sobre o rosto. Seu corpo. Suas mãos acariciaram seu peito e, em
seguida, começou a viagem para baixo em direção a sua virilha. Seu corpo
inteiro se apertou.
— Obrigado, querida. Estou mais do que satisfeito que você gosta do
jeito que eu sou.
— Eu gosto. Muito. Eu tenho que me lembrar que você é real. Eu não
acho que eu poderia imaginar um homem tão lindo como você é.
Ela se moveu debaixo dele, claramente tentando se esquivar de seu
escrutínio . Ele pegou seus pensamentos. Ela era velha. Demasiada cheia de
curvas em um mundo onde as curvas de uma mulher não eram mais
apreciadas. Embora ela sempre fez questão de cuidar de si mesma, ficando
em forma e olhar o seu melhor, ela não queria que ele visse seu corpo.
Fane ia mudar isso. Agora mesmo. — Você é realmente bonita, Trixie,
uma bela mulher. —Ele pegou ambos os pulsos e levantou-os acima de sua
cabeça, esticando os braços para cima, prendendo ambos os pulsos no
colchão facilmente com uma mão. A ação levantou os seios perfeitamente,
tentando-o. Ele estava olhando para ela. Com fome. Ele a deixou ver a fome.
Possessivo. Ele a deixou ver isso também.
— Fane. —Ela sussurrou seu nome em um protesto, com os olhos
deslizando dos dele. Sacudindo a cabeça. — Eu não posso.
— Você pode. Por mim. —Ele se abaixou e tomou sua boca novamente.
Deixando seu gosto a necessidade nele. — Eu sei que eu não posso convencê-
_________________________
escrutínio – significa um exame que se faz minuciosamente.

276
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

la com palavras, hän sívamak, então deixe-me mostrar-lhe com o meu corpo.
Deixe-me mostrar-lhe a minha necessidade de você. Minha fome por
você. Só você. Não existe outra mulher no meu mundo e nunca haverá. Só
você.
Trixie fechou os olhos, tentando afastar-se da honestidade em seu rosto.
Em seus olhos. Essa fome crua, que tinha sido sua ruína mais cedo. Ele tinha
tomado seu corpo, e depois, ele a deixou. E então ...
— Amada. Pare. —Ele inclinou a cabeça novamente e pressionou beijos
a cada pálpebra e, em seguida, arrastou mais pelo seu rosto. — Abra os olhos
e olhe para mim assim você sabe que eu estou dizendo a verdade. Eu não
posso mentir para minha companheira.
Ela não conseguiu se conter. Sua voz era tão convincente para ela que
ela teve que abrir os olhos. Seus olhos eram tão bonitos. Como safiras
individuais. Ela nunca tinha considerado que ela iria encontrar um homem
como ele tão atraente. Ele era tão grande. Grande e assustador. Ela nunca
deixaria homens assustá-la, porque ela era a proteção das suas meninas, mas
se ela estava sendo rigorosamente honesta consigo mesma, Fane era um
homem muito assustador. Não da maneira demoníaca, terrível que Aleksei
era, mas ela tinha aprendido ao longo dos anos a ler as pessoas, e Fane era
definitivamente um homem que você não gostaria de cruzar.
Ela umedeceu os lábios. Engoliu em seco. Ela não protestou, mas apenas
o olhou diretamente nos olhos, o coração batendo rápido. Ela não tinha
percebido que ela estava realmente magoada com a forma que ele a deixou
tão abruptamente. Ela queria algo diferente. Ela precisava de algo diferente.
Ela não estava certa do que era, mas ela se sentiu abandonada por ele. Ela
não podia mover as mãos, porque ele tinha prendido os pulsos acima de sua
cabeça, deixando-a exposta e vulnerável. Ela havia se sentido anteriormente
exposta e vulnerável, tão crua, que a tinha cortado profundamente.
Fane gemeu baixinho. — Eu tenho que explicar para você. Eu não
queria te deixar, Trixie. Eu não tive escolha. Eu não podia permitir que a

277
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

fome dos antigos se intensificasse. Eles tinham de ser alimentados. Eles são
perigosos. Muito perigosos. Eles são predadores, e tem crescido ainda mais,
a cada sublevação que passa, estão presos neste pesadelo sem fim. Eu sou o
que se interpõe entre eles e o mundo. Agora, porque ele completou sua
ligação com sua companheira, tenho Aleksei para me ajudar. Eu não podia
correr nenhum risco, não com você, tanto quanto eu queria ficar e te
confortar.
Ela se encolheu um pouco com isso. Ela não precisava de conforto. Ela
era uma mulher adulta, capaz de cuidar de si mesma. Isso não ajudou que
ela não sentisse as lágrimas queimando atrás de suas pálpebras. Ela tinha
chorado em um beco quando ela era uma criança. Ela tinha chorado em um
quarto de hospital, quando ela tinha perdido sua filha. Ela se recusou—
recusou—a chorar por um homem que tinha usado seu corpo e a deixado.
— Você não está ouvindo o que estou dizendo a você.
Ela estremeceu com a leve repreensão em sua voz. Ela estava ouvindo,
ela simplesmente não queria ouvir. Ela não queria correr esse risco. Ela não
poderia tê-lo. Não poderia levá-lo para casa e mantê-lo. Ela não tinha idéia
do que fazer com ele e ela odiava seu corpo deitado lá com seus sessenta anos
de idade, exposto e vulnerável, e ele estava tão em forma e perfeito. Ele não
estava certo. Ela não poderia ser a companheira de ninguém. Ela não poderia
ser o seu mundo inteiro. Ela precisava voltar para casa e fechar suas portas
para o mundo.
Fane fez um som profundo em sua garganta, um rosnado que vibrou
através de seu corpo, enviando calor úmido entre as pernas. Seu olhar, tão
quente quando ele se moveu sobre seu corpo, enviando espasmos para seu
sexo e sangue e fazendo correr veementemente direto para esse mesmo lugar,
especialmente. Não deveria ser tão difícil resistir a ele. Ela era forte. Ela tinha
uma vontade de ferro. Ela sabia que ela tinha, mas ela não conseguia parar a
maneira como seu corpo derreteu e necessitava, almejava ele.
Antes que ela pudesse protestar, ele abaixou a cabeça a deslizou seu
rosto ao longo dela. Foi um movimento tão benigno, ainda assim, ao sentir

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sua mandíbula sombreada deslizar ao longo de sua bochecha, seu coração


acelerou e ela sentiu uma sensação de fusão na boca do estômago. Ele
lambeu sua orelha, traçando toda sua forma e, em seguida, mergulhando ao
longo do caminho para a garganta. A queimação entre suas pernas ficou mais
quente.
Fane beijou sua garganta, um mero roçar de lábios, mas era como se ele
estivesse adorando ela. Ele pressionou outro beijo no pequeno recuo em seu
esterno. Borboletas levantou vôo em seu estômago. Sua mão acariciou-a,
reclamando seu corpo.
— Eu vou deixar você ir, mas eu quero que você mantenha suas mãos
aqui. Estou com vontade de fazer alguma exploração. Eu gostaria muito de
conhecer cada polegada sua intimamente. —Ele beijou a curva suave de seu
seio. — Você vai fazer isso por mim? Eu preciso disso, Trixie.
Sua voz tinha ido cru. Puro sexo. Um sexo pecaminoso. Uma tentação
que ela sabia que deveria evitar, mas ela não podia resistir. Mantendo os
olhos nos dele, ela balançou a cabeça.
— Olhe para minhas mãos. Minha boca. Veja a beleza que eu vejo. Seu
corpo é a coisa mais linda do mundo. Meu. Um tesouro que eu vou amar
para sempre.
Ele disse coisas que ela tinha bastante certeza a maioria dos homens
nunca diria a uma mulher, e suas palavras combinava com a música. Ele
beijou seu caminho através das curvas superiores suaves de seus seios, e ela
não podia ajudar a si mesma, ela se contorcia, arqueando as costas,
precisando de sua boca sobre ela. A necessidade era tão grande que superou
tudo. Seus olhos, olhando para os seus seios, tão concentrado, com fome,
estava tão quente que pensou que poderia entrar em combustão espontânea.
Ele ergueu o olhar de seus seios para os olhos. — Olhe para você. Já
ofegante. Respiração irregular. Seu corpo macio e derretido. Eu amo que
você faça isso por mim. —Ele passou uma mão possessiva do vale entre os
seios ao vee na junção de suas pernas, observando o arrepio que seguiu a

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

palma da mão. — Aposto que você já está molhada e acolhedora para mim.
Você está, hän sívamak? Você está pronta para mim?
Ela estava. Para sua vergonha eterna ela estava. Ele fez soar como uma
coisa boa. Uma ótima coisa. Como se ela fosse a mulher mais sexy do mundo.
Mais. Do jeito que ele disse isso a ela a deixou ainda mais quente para ele.
Sua mão desceu por sua cintura, entre os seios através de sua barriga—
o que era mais suave do que ela teria gostado—e baixou ainda mais até que
sua mão ficou pouco acima seu monte. Mais líquido quente derramou para
fora. Sua boca se moveu perto de seu seio esquerdo um pouco acima de seu
mamilo tenso, tão perto que ela podia sentir sua respiração quente. Seus
quadris resistiram e ela arqueou em direção a sua boca de novo, incapaz de
se conter. Precisando. Um gemido escapou, um gemido suave, pequeno e
suplicante.
Ela umedeceu os lábios com a ponta da língua sob o calor de seu olhar.
Seus olhos passaram de desejo á luxúria, mas havia algo mais ali. Algo que
ela estava com medo de nomear porque estava muito perto de uma emoção
que ela sabia que não poderia ter dele. Ainda assim ... ele esperou. Ela sabia
o que ele estava esperando. Ela engoliu em seco e assentiu. Ela estava pronta
para ele. Ela estaria sempre pronta para ele, não importa onde o futuro os
levaria. Ela nunca tinha pertencido a um homem, e agora, neste tempo, ela
era totalmente dele.
Fane sorriu, seus dentes muito brancos e fortes, o sorriso tão suave que
ela mal podia respirar quando ele inclinou a cabeça para escovar uma série
de beijos suaves ao redor de seus seios. Ao longo da curva inchada, para
baixo e ao longo de um lado, por baixo e, em seguida, até o outro lado.
Adorando-a—reclamando-a—se sentindo assim, e novamente ela sentiu a
queimadura de lágrimas atrás de seus olhos. Ninguém nunca a havia tocado
como ele fazia. Ninguém nunca tinha tido tempo para trazer seu corpo para
a vida.
— Eu sabia que minha senhora me daria as boas-vindas. Obrigado,
amada. Você não sabe o quanto suas boas-vindas significa para mim. Eu amo

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

que você fez o que eu pedi, mantendo os braços acima da cabeça. Obrigado
por isso também.
Estava claro que ele sabia o quão difícil era para ela permanecer imóvel
sob seu olhar aquecido, dando seu corpo para ele enquanto ela teve que lutar
para não se encobrir. Ela estava inexplicavelmente satisfeita que ele se
importava o suficiente para perceber.
Sua mão se fechou sobre seu seio esquerdo e ele o puxou direto
profundamente em sua boca e sugou fortemente. Ela gritou enquanto o fogo
atravessou seu corpo, de seu seio diretamente para o seu sexo. Seu canal
ondulou. Estremeceu. Ela quase teve um orgasmo só com sua boca.
Muito sensível. Tão sensível. Que homem poderia esperar tal presente?
Ele tomou seu tempo, saboreando e festejando em seus seios. Não havia
nenhuma outra palavra para isso. Ele saboreou enquanto ela engasgou e
apertou seus dedos no lençol acima de sua cabeça, através da sua força de
vontade, quando ela queria enterrar os dedos em seus cabelos e mantê-lo com
ela. Sentia o corpo febril. Vazio. Desesperada. Suas mãos estavam por toda
parte, amassando seus seios, puxando seu mamilo, deslizando para embalar
seu monte possessivo. Ele acrescentou sua língua e os dentes até que ela
começou implorar para ele.
— Fane. Eu tenho que te tocar. Eu não posso simplesmente ficar aqui.
É muito bom.
Ele levantou a cabeça. — Só mais alguns minutos, hän sívamak, deixe-
me ter isso por mais alguns minutos.
Ela poderia morrer de um ataque cardíaco. Ou combustão. Ou outro
mini orgasmo que veio do nada, mas ela lhe daria qualquer coisa quando ele
olhava para ela assim. Mais uma vez, porque ele parecia precisar de uma
resposta, ela balançou a cabeça. Ele sorriu de novo, tão bonito. Tão perfeito.
Todo dela. Ela nunca, nunca, esqueceria aquele sorriso ou a maneira como
ele olhou para ela como se ela fosse a única mulher no mundo. Ela levaria
para casa essa visão, queimado em sua mente, e sempre que estivesse

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sozinha, ela iria sonhar novamente. Ela se permitiria isso. Ela sonharia com
ele.
Sua boca deixou seus seios e desceu para baixo da caixa torácica para
sua barriga. Ela se contorceu um pouco, e levou um esforço enorme para não
se encobrir. Ele tinha um abdômen espetacular. Nem uma única grama de
gordura. Ela era macia por toda parte, especialmente na sua barriga. Ela não
era uma menina, mas uma mulher ...
Pare, Trixie. Você é minha senhora.
Fane sussurrou as palavras em sua mente. Tão íntimo. Ela estremeceu
com a intimidade, quase tão íntima como quando ele estava dentro de seu
corpo, talvez até mais. Ela adorava quando ele a chamava de sua senhora.
Amava isso.
Minha senhora é bonita e sexy. Tudo sobre ela é. Eu amo suas curvas e seu corpo
exuberante. Adoro a maneira como você se sente contra mim. Para mim você é perfeita.
Eu não me importo sobre o resto do mundo, e nem ligo sobre suas opiniões ou padrões
de beleza. Para mim, você sempre será o epítome da beleza de uma mulher.
Agora as lágrimas realmente se formaram. Ela não poderia impedi-los
de modo que ela fechou os olhos. Não havia nenhuma dúvida na sinceridade
em sua voz. Ela ouviu a verdade nele. Ele realmente se sentia assim sobre
seu corpo. Sobre ela como uma mulher.
Ela sentiu seu beijo como uma marca em seu umbigo. Um rastro de
beijos foi para seu quadril, uma perna, depois a outra. Beijou-a em seu monte
e a respiração deixou seus pulmões. Ele passou as mãos sobre uma coxa, e
depois a outra, com a boca seguido-o. Ele pressionou beijos em suas pernas
e para baixo nos seus pés. Ele levantou suas pernas e envolveu-os em torno
dele enquanto ele se movia para cima e para dentro dela, usando seu corpo
para abrir as pernas para ele.
Seu sexo pulsava. Seu canal pulsada. O sangue quente correndo por suas
veias, chamando por ele. E então sua boca estava lá. Suave. Não voraz. Não
louco. Gentil. De luz, quase. Deixando-a louca. Ele bebeu dela como se fosse

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

o mais fino vinho. Ele saboreou cada gota de seu mel. Ele usou sua língua
em uma exploração lânguida de seu corpo. Uma reivindicação sem pressa.
Ela pensou que ela poderia sair de sua mente.
Seu corpo estremeceu de antecipação ao primeiro toque de sua boca,
mas depois acomodou-se numa felicidade feliz e fácil. Mas ele não parou o
ritmo. Ele não parou. Simplesmente ele continuou usando sua boca e os
dedos, de modo que se tornou uma tortura, mas uma tortura gloriosa. Ela
começou a pensar que ela realmente poderia enlouquecer.
Ela não podia manter as mãos onde ele queria mais. Ela tinha que tocá-
lo. Seu corpo não podia ficar parado. Seus quadris empurraram contra sua
boca, pressionando profundo, tentando alcançar o efeito explosivo, mas sua
língua circulou seu clitóris, sacudindo duro de forma que ela engasgou,
alcançando, e depois desapareceu.
Ela pegou o cabelo em ambos os punhos para puxa-lo para mais perto.
— Fane. —Ela só podia suspirar seu nome. Ele realmente estava deixando-a
louca. Ele esfaqueou a língua profundamente e usou seu polegar em seu
clitóris. Ela estava perto. Tão perto. Em seguida, desapareceu e ele estava
bebendo isso. Comendo-a como se ela fosse uma refeição agradável. Antes
que ela pudesse se acalmar, seus dentes rasparam e sua boca sugou e ela
gritou e implorou.
— Fane. Por favor. Eu preciso de você. —A voz dela disse tudo. Os
gemidos saíram rasgados. Suspiros. Ela mal podia argumentar com ele,
incapaz de encontrar ar suficiente.
No momento em que ela disse isso, ele foi para cima e em cima dela.
Cobrindo-a com seu peso. Com seu calor. Ele jogou as pernas sobre os
braços, pôs as mãos no colchão e subiu nela. Não lentamente. Não vagaroso.
Duro. Profundo. Rápido. Perfeição. Exatamente o que ela precisava. A onda
levou-a naquele primeiro golpe. Ela fragmentou. Dissolveu. Todo o tempo,
ele olhou para o rosto dela como se ela fosse a coisa mais linda que ele já
tinha visto.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele não parou de se mover, levando-a enquanto seu corpo apertou e


estrangulou pulsando, queimando quente ao redor de seu pênis. O primeiro
orgasmo se foi, e estava construindo um segundo, não fluindo facilmente,
mas construindo bruscamente. Tão quente. Em chamas. Ele inclinou seu
peso sobre ela, agarrando seu traseiro em suas mãos e urgindo os quadris
para encontrar com o seu mais difícil. Mais forte. Mais profundo. Outra onda
a levou. Sacudindo-a. Consumindo-a.
Ela gritou o nome dele, agarrando seus ombros duro enquanto ele
continuou, subindo mais rápido para dentro dela. Sem parar. Não
permitindo que ela recuperasse o fôlego. E a terceira onda já estava
construindo. Maior. Mais forte. Enrolando tão apertado que ela temia que
não poderia mantê-los unidos quando ele viesse.
Ela o sentiu inchando, impossível, mas ele a esticou ainda mais. Ele a
tinha observado vir através dos dois orgasmos, agora ele tomou sua boca.
Quente. Em chamas. Em seguida, seu rosto estava enterrado em seu pescoço
e ela sentiu a mordida sobre seu pulso. Essa mordida erótica que a enviou
correndo sobre a borda, levando-o com ela. Ele empurrou várias vezes e, em
seguida, enterrou-se profundamente, mantendo-se imóvel, sua boca ainda
em seu pescoço.
Seus braços foram ao redor dele e ela o segurou para ela. Estranhamente,
ela podia ouvir seu coração em uma louca sincronização perfeita. Os
tambores foram adicionados á perfeição de sua canção. As notas musicais
explodirão ao redor deles, como estrelas de prata e ouro que estouram no ar
quando sua música cresceu. Foi lindo. Ele foi perfeito. E ela deixou as
lágrimas cegando-a cair pelo rosto. Ela nunca tinha conhecido o que era estar
com um homem—ou que o homem certo—poderia ser tão bom.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ane era um homem grande e seu peso estava inteiramente sobre ela.
Trixie achou um pouco difícil respirar. Ainda assim, ela não queria que ele
se movesse. Podia senti-lo dentro dela, seu eixo pulsando, enviando ondas
espalhando por todo seu corpo. Tão bom. Tão incrível. Ele passou a língua
sobre seu pulso e pressionou beijos na junção do pescoço dela antes de
levantar a cabeça. De uma só vez seu olhar varria seu rosto, observando as
lágrimas brilhando em seus cílios e a trilha fresca em seu rosto.
— Hän sívamak.
Só isso. A voz dele. Ela sabia o que isso significava agora. Amada. Ele a
chamou de sua amada. Ela nunca tinha tido um homem dando-lhe um
apelido carinhoso ou amoroso. Tinha lhe dado os dois. Ela nunca tinha tido
um homem abraçando-a como se nunca quisesse lhe deixar ir ou olhando
para ela com uma mistura de ternura e repreensão.
Ele abaixou a cabeça e provou suas lágrimas. Seu corpo apertou mais
difícil. Cada movimento seu enviado mais ondulações por todo o corpo. Ela
adorava que eles ainda estavam ligados. Ela traçou padrões preguiçosos com
as pontas dos dedos em suas costas.
— Diga-me por que você está chorando.
Ela não conseguia olhar para longe do azul convincente de seus olhos.
— Você é tão bonito, Fane. Isso é lindo. Eu queria poder ... —Ela parou. —
Eu tenho ir para casa. Voltar para a minha vida lá. É um belo sonho, mas eu
não acho que você poderia viver com alguém como eu, a minha atitude e
minhas opiniões são muito fortes. Eu duvido que eu poderia viver com um
homem. O que você me deu é mais do que eu já tive na minha vida e ...

285
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele a beijou. Imediatamente seus pensamentos dispersaram. Ela não


podia pensar com a boca na dela e seu corpo movendo-se delicadamente
dentro e fora dela. Tão gentil. Calmante. E então ele deslizou para fora e
rolou de cima dela, mas manteve a posse de modo que ela estava enfiada
perto de seu lado, de frente para ele. Um joelho deslizou entre suas coxas.
Uma perna passou por cima dela para mante-la lá. Seu braço rodeou sua
cintura.
Trixie olhou para ele, com medo de que ele poderia estar chateado. Ela
estava. Ela quase esperava que sim, mas ele olhou para ela com algo perto
da diversão.
— Você é minha companheira. Sua alma está ligada à minha. Não
podemos nos separar.
Ela franziu a testa. Ele disse isso, como se ser companheiros era uma
ocorrência diária e ela deveria saber que não poderia ficar longe dele. A idéia
de deixá-lo a fez querer chorar, mas ainda assim, ela tinha uma vida e tinha
que voltar. Ao mesmo tempo, ela não conseguia se mover. Ele segurou-a
perto dele. Tão perto, as mãos passando suavemente sobre seu corpo,
esfregando e amassando, uma massagem suave. Trixie nunca tinha pensado,
que depois de todos esses anos, sozinha em uma cama, ela gostaria de
aconchegar-se—mas ela fez—a tal ponto que ela ficou e falou quando ela
deveria ter fugido.
— Você e Gabrielle usam a palavra companheiros como se eu saberia tudo
o que significava. Ela me explicou um pouco sobre você. Que você vive na
escuridão até encontrar a mulher certa ...
Ele acariciou o topo de sua cabeça com o queixo. Sua mão estava
alisando a curva do seio, seu polegar deslizando sobre seu mamilo, causando
um arrepio através de seu corpo e uma corrente distinta em seu canal
feminino.
— Há apenas uma mulher ou um homem para um Cárpato, Trixie. Não
podemos cometer erros. As palavras rituais de ligação juntam as nossas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

almas, são impressas sobre o macho antes de ele nascer. Uma vez que os
votos são falados e os dois são amarrados juntos, eles não podem estar
separados por muito tempo. Esses laços lhes permiti falar telepaticamente
por um caminho íntimo.
Trixie respirou fundo e abriu a boca, mas ela não tinha idéia do que
dizer.
— A escuridão não descreve o inferno em que vivemos à espera de
nossas companheiras. O mundo é sombrio, e temos apenas a nossa honra de
nos impedir de nos voltar para o caminho errado. Os vampiros são Cárpatos
que optam por desistir de suas almas para a chance de sentir uma descarga
de adrenalina quando matam. Isso é o quão desesperado torna-se viver nesse
mundo cru, feio. —Ele escovou beijos sobre sua orelha e para baixo para seu
pescoço.
Seu coração acelerou. Sua mão estava em sua cintura agora, de volta à
acariciando carícias suaves sobre a pele dela, espalhnado os dedos para tomar
o máximo dela como podia.
— Você tem que ter cometido um erro, Fane. Eu não sou aquela mulher.
— Nós perdemos nossa capacidade de ver em cor e sentir a emoção.
Ambos desaparecem lentamente para não sucumbir à loucura de nossas
vidas, sendo lentamente tirado de nós, mas estou sentindo-os após tantos
anos. Cada matança que fazemos em nome da justiça contribui para a
escuridão. Quanto mais vivemos, mais difícil pode se tornar. Quando
encontramos a única mulher, a nossa mulher, a nossa companheira, ela
restaura as cores e emoções para nós. Nós podemos sentir a maneira perfeita
e bonita de fazer amor. Podemos ver sua incrível pele sedosa e sentir seu
cabelo deslizando sobre a nossa pele. Quando nos beijamos, é uma espécie
de êxtase, porque cada sentimento é apreciado e sentir intensamente.
Trixie umedeceu os lábios. Ela se sentia lânguida, tão relaxada que não
podia mover-se, mas, ao mesmo tempo, um mal-estar tinha entrado. Isto
nunca seria seu lar. Na idade dela, ela não podia simplesmente largar tudo e

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

seguir um homem, não importa o quanto ela poderia quere-lo. Mas, quanto
ao pensamento de deixá-lo a fez desmoronar por dentro. — Fane, você está
dizendo que eu fiz isso para você? Eu dei de volta a sua capacidade de ver
em cor e sentir emoções?
— Isso é exatamente o que você fez por mim.
Ela fechou os olhos, a tristeza varrendo-a na enormidade da sua
declaração simples. Ela sempre foi inteligente, capaz de compreender um
conceito imediatamente, e ela sabia que o que ele disse significava que eles
foram amarrados. Alma para alma. Ela poderia ter zombado da idéia ou feito
uma piada clara de alguém acreditar em tal absurdo se ela não estivesse
deitada ao lado dele, nua e saciada de sexo incrível. Ela não fazia esse tipo
de coisa. Nunca.
— Estou tão feliz que eu fiz, Fane. Você é um bom homem. —Ela
respirou. — Mas eu sou um ser humano, não Cárpato, e eu tenho uma vida
em outro lugar.
— Eu estou ciente disso, Trixie. Estou em sua mente. Eu vi a sua vida e
sua falta de sonhos para si mesmo. Você deu pedaços de si mesma para todos
que você ama toda a sua vida e não reteve nada para si mesmo. —Ele
escovou um beijo ao longo de sua cabeça, e agora sua mão se moveu para
baixo, entre suas pernas. — Eu nasci para te dar tudo. Para mantê-la segura
e fazer você feliz. Verdadeiramente feliz.
— Estou feliz, Fane.
— Eu sei que você ama sua família, mas eu achei o vazio em ti. Aquele
lugar que se sente tão sozinho como eu estava. Você o mantê-lo longe de
todos, no fundo, onde ele só pertence a você. Agora é meu para preencher.
Ela fechou os olhos. Querendo ele. Sabendo que não poderia tê-lo. Ela
tinha estado quase toda sua vida sem um homem. Era impossível incorporar
um em sua vida. Fane era doce para ela, mas ela podia ver que ele era um
homem assustador. Perigoso. Ele usava aquele olhar nas linhas de seu rosto

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

e o conjunto de seus ombros. A maneira como ele se movia. Ele era um


homem, ou seja, totalmente masculino. Ele seria mandão. Ela era mandona.
— Fane, eu vivi sozinha por um longo tempo, fazendo minhas próprias
decisões, não só para mim mas para meus filhos. Eu tenho atitude. Sou
insolênte. Eu não lhe conviria. Eventualmente nós brigáriamos o tempo
todo, porque você não seria capaz de viver comigo.
Sua mão alisou o cabelo dela. Ela nunca gostou de ninguém tocando em
seu cabelo. Não demorou muito para colocar seu cabelo em tranças e, em
seguida, todo ele. De alguma forma, ela não se importava quando Fane
acariciou e massageou seu couro cabeludo. Seu toque se sentia bem. Tão
bom. Ela poderia se perder em seu toque. Esquecer todas as suas objeções e
só querer ficar ali com ele para sempre.
Para sempre. A palavra reverberou por sua mente. Essas pessoas dormiam
no chão. Eles viviam por um tempo muito longo. O que mais eles poderiam
fazer?
Ela umedeceu os lábios repentinamente secos, tentando não endurecer,
mas ela deve ter, porque seus dedos pararam de se mover ao longo de sua
pele e em vez disso, mordeu profundamente, como se ele estivesse
segurando-a para ele. — Quando você disse que tinha que alimentar os
antigos, o que isso quer dizer?
— Não é seguro para eles deixar o mosteiro e ir caçar.
Ela sentiu tudo nela ir. Em sua mente, como erótico como era, ela sabia
o quão frequentemente a boca de Fane estivera em seu pescoço e ela sentiu a
mordida de seus dentes.
— Sangue? Como um vampiro? Você existe no sangue?
— Sim.
Ela fechou os olhos novamente e se manteve firme. Coração batendo
forte. Ela tinha perguntado, embora ela já tinha adivinhado a resposta. Não
era de admirar que os seres humanos que caçava os vampiros confundia os

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Cárpatos com eles. — Qual é a diferença? —Ela perguntou em voz baixa,


infelizmente instável.
— Nós não matamos quando nos alimentamos. Somos respeitosos e nós
garantimos que não é traumático e não se lembrará.
— Teagan? —Ela perguntou suavemente. — Ela está com um de vocês?
— Ela é a companheira de André. —Fane emoldurou seu rosto com as
duas mãos e olhou em seus olhos. — Ele é totalmente dedicado a ela, como
eu sou para você. Ele nunca permitirá que algo aconteça com ela, e ele vai
mover céus e terra para trazer sua felicidade. Ele tem a intenção de se mudar
para os Estados Unidos.
Ele roçou sua boca com a dele. Seus lábios tremiam. Sua Teagan. Sua
neta amada. Estes homens tomaram seu sangue. Ela tentou rolar para longe
de Fane. Ela tinha que chegar a Teagan, de alguma forma encontrar uma
maneira de protegê-la.
— Hän sívamak.
Fane expressou o carinho na voz que sempre rasgou-a por dentro. Seus
braços se fecharam a sua volta e ela sabia que era inútil lutar com ele.
— Eu tomei seu sangue e você gostou. Você nunca esteve em qualquer
perigo por parte de mim. Nunca. Eu nunca poderia fazer mal a você ou te
ver sofrer algum dano. Você segura a minha alma. Você é a luz de minha
escuridão e ilumina o caminho para mim. Você é susu. Casa. Minha,
finalmente.
Ela balançou a cabeça. — Teagan ...
— É feliz. Nós os veremos em breve. Muito em breve. Leva três
intercâmbios de sangue para completar uma conversão. Trocamos sangue
duas vezes.
Ela não gostava do som disso. — Eu realmente preciso me sentar. E
colocar algumas roupas. —Ela precisava de armadura. Ela precisava de
espaço. Duas trocas de sangue? O que isso significa? A palavra troca implicava

290
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

que ela tinha tomado o sangue dele. Imagens vieram, nebulosas, mas eram
de sua boca em seu peito, do gosto que ela não podia deixar sair de sua mente.
No momento em que ela pensou nisso, o desejo começou tudo de novo.
Mais uma vez ela lutou para respirar, ofegando e sufocando. Ele se
inclinou e tomou sua boca, respirando por ela. Respirando para ambos. Ele
forçou ar em seus pulmões, suas mãos fortes e seguras, abraçando-a,
consolando-a, mesmo quando ele despedaçou seu mundo.
Quando ele levantou a cabeça, seus olhos estavam brilhando para ela,
movendo-se possessivamente sobre seu rosto, ela sacudiu a cabeça. — Eu
não posso fazer isso. Eu não posso, Fane. Não está certo.
— Você ouve-se, sívamet? Você está dizendo 'não pode.' Você quer isso.
Você sabe que é certo. Estamos certos. Você sente isso, eu sei que você sente,
porque eu estou com você. Você tem medo que você vai perder a sua família,
mas você não vai. Eu vou ver a sua felicidade, Trixie, e a única coisa que faz
você quem você é, a única coisa que te faz mais feliz é a sua família.
Por que ele soava tão confiante? Por que ele fazia sentido quando nada
do que estava acontecendo com ela fazia sentido?
— Gabrielle me disse que algumas mulheres não têm filhas e que é por
isso que todos estão trabalhando para permitir essa possibilidade. Os meus
dias férteis já terminaram há algum tempo. Eu estou muito velha. Eu não
seria de qualquer uso. —Mesmo quando ela admitiu a verdade para afastá-
lo, ela sentiu como se tivesse retalhado seu próprio coração. As crianças eram
importantes para os Cárpatos. Ela conseguiu isso a partir de Gabrielle, mas
porque Fane estava compartilhando sua mente, ela pegou as coisas sobre ele.
E as crianças significava muito.
— Claro que você pode ter filhos. Quando você estiver convertida, uma
mulher de sua idade está saindo da adolescência. Nossas crianças
amadurecem por cerca dos cinquenta anos. Você está na idade perfeita.
Com uma onda de adrenalina, disparou por Trixie, arrastando-a longe
de Fane, rolando para fora da cama, agarrando um travesseiro. Quando ele

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

se sentou, ela bateu-lhe com ele. — Eu. Não. Estou. Tendo. Crianças. —Ela
mordeu cada palavra entre os dentes. Ela bateu-lhe com o travesseiro
novamente para dar ênfase.
Ele fez um som estrangulado, e ela puxou o travesseiro para cima, a fim
de ter certeza de que ela não tinha feito danos permanentes. Em qualquer
caso, ela estava olhando para a parte errada de sua anatomia. Seus olhos
azuis dançavam, e ele começou a rir.
— Mulher, você tem uma propensão para a violência. —Ele segurou o
travesseiro, evitando o próximo golpe.
Ela amava o som de sua risada. Ele sentou-se, enquanto ela tentava levar
o travesseiro para longe dele. Sua risada capturou no seu interior, fazendo-a
derreter o coração e seu estômago virar em uma cambalhota lenta. Ela
encontrou-se presa entre suas coxas musculosas. Eles eram como carvalhos
individuais. Fortes. Os músculos bem definidos. Seu olhar caiu para sua
virilha. O sorriso desapareceu de seu rosto. Parecia ... delicioso.
— Você realmente é bonito, Fane, —ela sussurrou, segurando o
travesseiro como proteção. Como ela poderia se afastar dele? A partir de sua
necessidade? Sua fome? De tudo o que ele estava oferecendo a ela? Sem
pensar, ela colocou seu punho em torno de seu grosso eixo, de seda. Tão
quente. Escaldante. Seu pênis empurrou em sua mão. Pulsando. Vivo.
Assim, grosso e longo, ela se perguntou como ele poderia ter conseguido
entrar dentro dela.
— Trixie. Eu vou cuidar de você. Eu vou te amar e protegê-la. Sua
atitude é uma característica que eu gosto muito. Quando tiver o suficiente,
você vai saber. A coisa que você precisa se lembrar sobre companheiros é que
ambas as partes têm de fazer o outro feliz. É uma necessidade.
Ela lambeu os lábios, sua mão deslizando lentamente até a coroa de seu
pênis. Ele a fascinava. Quando ela fez isso, mantendo o punho apertado, mas
deslizando bem devagar, os músculos de seu abdômen ondulou em resposta.

292
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Gabrielle estava chorando seus olhos para fora. Quando seu


companheiro entrou, parecia como se estivesse prestes a matá-la, —ressaltou.
— Era o homem mais assustador que eu já vi, e sua fisionomia não mudou
quando ele viu o rosto manchado de lágrimas de sua mulher.
— Aleksei vai ver a sua felicidade, Trixie, —Fane disse gentilmente. Ele
envolveu sua mão ao redor da dela e moveu seu punho em um ritmo mais
profundo. Sua respiração voltou irregular. — Ele não pode abusar dela. Eles
têm coisas para resolver, mas eles vão fazer isso funcionar, porque não há
outra alternativa. Seu vínculo é forte. Eu posso sentir quando estou com ele.
Ele estendeu a mão e agarrou sua trança, puxando-a até que ela caiu de
joelhos no chão. Ele tinha atapetado o chão em uma pele de carneiro espessa
de modo que a posição seria confortável. Ela estava começando a esquecer o
que eles estavam falando. Foi muito importante, mas, nesse momento, havia
ums batida de fome para ela. Seu desejo. Sua necessidade. Ela descobriu que
ele estava certo, ela queria—não, precisava—satisfazê-lo.
Sua mão em seu cabelo puxou sua cabeça para a frente. Ela lambeu os
lábios. Movendo-se direto sobre a coroa onde havia duas gotas, no instante
que o gosto dele estourou através de sua boca. Inundando-a com desejo.
Podemos ter filhos daqui a cinquenta anos, cem, ele disse suavemente,
intimamente, empurrando o pensamento em sua mente. Precisamos de tempo
para explorar um ao outro.
Eu criei minha família. Eu fiz isso já. Ele tinha que saber. E, no entanto,
quando ela fez o protesto, mente a mente, e sabia que ele ouviu, algo nela se
encolheu evitando de rejeitar a idéia. Ela nunca tinha criado filhos com um
homem. Um homem forte. Um homem que iria ficar com ela e ajudá-la. Ela
nunca tinha tido isso. Ela queria-o em um sonho há muito esquecido, mas
ela tinha aceitado que ela nunca teria.
Ela lambeu a coroa suave—dura—bonito, saboreando o gosto dele. Eu
nunca fiz isso.
Você não tem que fazer isso agora.

293
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua mão permaneceu em seu cabelo, mantendo-o em seu punho


enquanto ela deslizava a mão para cima e para baixo, observando e sentindo
os tremores de prazer chicoteando através dele. Ela amava que ela estava
fazendo isso com ele. Ela amava que ela podia. Ele era grande e poderoso.
Ele era lindo. E, ainda assim, ela o fazia sentir dessa maneira. O mais
profundo que ela estava em sua mente, mais ela sabia como ele se sentia.
Ele a deixou entrar. Não de uma maneira pequena, mas todo o caminho.
Ela viu a escuridão nele. Ela viu a sua capacidade de lutar. Para matar. Ela
viu o custo para ele—a sombria solidão—e ela se identificou com ele. Ele
tinha feito o seu dever. Ele tinha sido escolhido para cumprir o seu dever—
exatamente como ela tinha.
Ele precisava dela. Ela inclinou a cabeça e levou-o em sua boca, sentindo
a adrenalina através de seu sangue e incapaz de dizer se era sua pressa ou
dela. Ele queria ela. Ela. Trixie Joanes. Na idade dela. Ele a queria com cada
célula de seu corpo. Toda ela. Ele viu dentro dela. Ele a admirava. A
respeitava. Ele gostava de sua atitude e até mesmo seus ataques ultrajantes
sobre ele. Ele não se limitou a não gostar. Ele amou eles. Ela o fez rir. Ela o
fazia pensar. Mais, ela fez isso por ele—criando fogo. Criando o paraíso.
Quero que você me leve, Trixie. Ele soprou o convite em sua mente.
Ela sentiu seu tom, aquela voz hipnotizante, como o toque de seus dedos
em sua pele. Ela gostava do que estava fazendo com ele, gostava da maneira
como seu corpo estremeceu de prazer e sua mente estava consumida com ele.
Ela sabia, quando ela experimentou com sua língua, tudo o ela fazia ele
gostava. Estar em sua mente era um dom incrível. Ela sabia o que fazer. Ela
poderia seguir sua mente, as imagens eróticas e o prazer riscando através
dele. Seu gosto era tão familiar, tão perfeito, e ela queria mais. Ela queria
tudo.
Quero que você me leve, Trixie.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela olhou para ele enquanto ela tomava-o mais profundo, como ela
rolou sua língua abaixo da coroa e sentiu sua resposta. Observando seus
olhos. Aqueles belos olhos de safira.
Diga. Diga que você vai entrar no meu mundo comigo e permitir-me no seu. Diga.
Diga-me que você me quer tanto, hän sívamak. Minha amada.
Ela não podia desistir dele. Ela sabia que não podia. Ele foi um presente.
Ele achava que ela era um milagre e ela sabia que ele sempre seria assim, mas
o que ele não entendia foi que ele a encheu. Esse lugar vazio onde ela estava
vazia por tanto tempo. Por toda a sua vida. Um lugar onde sabia que
ninguém a queria nem nunca o faria. Ele fez. Sempre o faria. Este homem
bonito e incrível.
Eu te quero tanto.
No momento em que ela lhe deu isso, ele a agarrou, puxou-a para cima
e sobre ele, para que ela montasse em seu colo. Sua mão foi entre suas pernas
para assegurar-se que ela estava pronta para ele e empurrou-a sobre seu pênis.
A respiração deixou seus pulmões e ela gritou, chocada com as raias de fogo
correndo através dela. Em seguida, sua boca estava mais uma vez no seu
pescoço e, desta vez, não havia neblina, sem véu. Apenas a boca e os dentes,
mordendo direto sobre seu pulso batendo.
Ela gritou com o prazer surgindo através dela. A sensação de sua boca
puxando fortemente, tomando o seu sangue. Não parecia nojento. Não foi,
no mínimo assustador. Foi totalmente sensual, e todo o tempo, seu corpo se
movia no dela. Seus quadris subiram enquanto suas mãos a guiou a um ritmo
mais rápido.
Monte-me, sívamet. Bem assim.
Ela colocou os braços ao redor de seu corpo, levantando-se para cima e
deslizando para baixo, um apertado espiral, quente que enviou chamas
correndo por ela. Através de ambos. Seu prazer era tão agudo, que ela mal
podia respirar com ele. Ela queria dar-lhe mais.

295
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele levantou a cabeça apenas o suficiente para rodar a língua sobre as


espetadas no pescoço dela. Ele a beijou no pescoço, ombro e, em seguida,
beijou sua boca. Ela provou esse néctar, uma ambrosia ela não poderia
conseguir em qualquer outro lugar. Ela adorava o gosto.
Me dê mais. Dá-me tudo.
Parecia pura tentação. Pecaminoso. Bonita. Céu. Ele trouxe sua boca
para seu peito.
Não, querida. Tome tudo de mim. Não há parte de mim que não é seu.
Ela sentiu as contas borbulhando, o carmesim profundo caindo, melhor
do que qualquer vinho que ela já tinha experimentado. Ele. Todo Fane. Dela.
Ela bebeu. Profundamente. Durante todo o tempo, suas mãos cravaram em
seus quadris e ele assumiu o ritmo, enchendo-a. Enchendo o local oco no
fundo de sua alma. Enchendo sua mente, onde toda a solidão residia.
Levando tudo fora.
Eu vou amar você para sempre, Trixie, ele sussurrou em sua mente. Quando
você estiver pronta para uma outra família, você só tem que me dizer e nós vamos fazer
isso juntos. Qualquer coisa que você queira e eu posso fornecer, é seu.
Sua mão se moveu em seu cabelo, puxando, dizendo que ela tinha
tomado o suficiente, e ela fez exatamente como ele fizera—rodou a língua
sobre a pequena laceração como se ela pudesse fechá-lo, ou como se ela
precisasse de um último gosto.
Fane os rolou, mantedo-os conectados, ela debaixo dele para que ele
pudesse ver seu rosto enquanto ele se movia dentro dela. Ela era tão linda.
Ele amava que ela tinha vivido a vida. Que ela tinha conhecido a tristeza e
felicidade. Que ela viveu sua vida, tanto quanto possível e ensinou aos seus
entes queridos á fazer o mesmo. Ela entendia a solidão. Ela precisava dele
da mesma forma que ele precisava dela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele a levou sobre a borda e foi com ela, e depois ficou ali, dentro de sua
senhora. Sentindo sua beleza. Sentindo a sua satisfação. Amando quando ela
relaxou debaixo dele, confiando nele.
Beijou-a uma e outra vez antes dele rolar para o lado dela, colocando a
mão espalmada sobre sua barriga macia. — Isso não será fácil. André me
disse que a conversão é difícil, mas conseguiram passar através dela, hän
sívamak, confie em mim para você passar por isso.
Ela fez um círculo preguiçoso com a ponta dos dedos em seu abdômen.
— Conversão?
— Do seu mundo para o meu. Nós não podemos ficar separados.
Durante o dia, eu não posso estar ao sol. A paralisia me supera. Com a
aproximação do amanhecer, teremos de estar no chão.
Trixie piscou para ele. Ela ficou muito quieta. — Eu não posso dormir
no chão com você, Fane. Eu iria sufocar.
— Não se você passar pela conversão em primeiro lugar, —ele apontou.
— Você vai se tornar como eu sou. Você será capaz de ver a sua família,
Trixie, não tenha medo disso. Nós podemos fazer ajustes ...
— Eu quero estar com você, Fane. Eu concordei com isso, —disse ela,
— e eu não vou voltar atrás na minha palavra. Mas eu não vou tomar sangue
de pessoas para sobreviver ou dormir na terra como um vampiro. Por um
lado, eu sou muito velha para esse absurdo. A sério. É melhor que você me
escute, porque eu estou estabelecendo a lei aqui. Eu quero dizer isso. Eu
durmo em um colchão próximo a você, mesmo que você pareça morto em
sua paralisia, mas não na terra. Eu nem gosto de acampar.
Ela estava, ‘estabelecendo a lei’. Ele gostava disso. Era completamente
absurdo, é claro, mas gostava de que ela pensou que podia. Muito. Sua
senhora tinha coragem e atitude; ele estava bastante certo de que ela iria
tentar enfrentar um vampiro, se a situação exigisse.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu posso ver que eu vou ter que manter um olho em você se eu vou
caçar vampiros. Claramente, você é o tipo de mulher capaz de pegar seu kit
de caça-vampiros tolo e tentar me ajudar.
— Meu kit de caça-vampiros é não tolo, —ela negou. Então ela arruinou
seu tom inflexível por rir. — Ok, isso é um pouco tolo. A maioria das coisas
são absolutamente inúteis.
— Eu odeio dizer isso, sívamet, mas todo esse lixo é absolutamente inútil.
Sob sua mão, ele sentiu seu estômago apertar em uma onda longa. Ela
suspirou e apertou seu pulso. Seus olhos se arregalaram em alarme. Ele
mergulhou em sua mente para acalmar e monitorar ela.
— Eu estou bem aqui, —ele lembrou-a suavemente.
Ela respirava através da dor, como uma mulher ia dar à luz. De certa
forma, ele podia ver isso. Esta era a morte de um humano e o nascimento de
um cárpato. Ainda assim, mesmo com André dizendo-lhe que o
procedimento era difícil, ele não esperava tanta dor. Queimou através dela.
De agonia. Ela não fez um som. Nem um único. Nem um grito, nem mesmo
um gemido.
Ela manteve os olhos nos dele, e a única vez que ele tentou ir para pegar
um pano fresco, as mãos apertaram sobre ele e trouxe seu olhar de volta para
o dela. Ele ouviu seu protesto em sua mente e sabia que ela estava confiando
nele para passar por isso e significava que seus olhos estavam nos dela em
todos os momentos.
Ela estava doente, um custo terrível arrancado quando seu corpo se
livrava de todas as toxinas e os vómitos pareceu durar por muito tempo. Foi
brutal e feio e ela ainda não protestou. Seu corpo convulsionou e ela se
agarrou a ele firmemente ao seu lado, e quando ela não agüentava mais, ele
a segurava.
Hän sívamak, você é tão valente. Ainda mais corajosa. Estamos quase
terminando.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Fane falou com ela usando uma mistura de sua linguagem antiga e seu
Inglês, segurando-a com ele o tempo todo. Balançando-a. Dizendo a ela de
sua vida. Das noites que ele havia se agarrado ao seu sonho de uma
companheira. Da mulher que devia ser sua vida. Ele explicou a vida dos
Cárpatos para ela. Os prós. Os contras. Ele manteve a voz baixa e suave, mas
na maior parte, ele queria que ela soubesse que ele estava lá com ela. Em sua
mente. Sentindo a brutalidade de sua conversão com ela.
Quando ele percebeu que as terríveis ondas de dor começaram a
diminuir e ele tinha certeza de que poderia fazê-lo, ele se aproximou, sua
boca contra seu ouvido, embora ele falou em sua mente. Ele queria que ela
sentisse o toque de um beijo lá quando ele falou.
Vou enviar-lhe para dormir, Trixie. Você já não tem que carregar esse fardo. Eu
posso fazê-lo para você.
Ela agitou sua cabeça, seus dedos apertados ao redor dele. Teagan teve
que passar por isso? Esse André foi tão bom com ela como você tem sido comigo?
Fane não se sentia como se ele fosse bom com ela. Ela era a única que
tinha sofrido. Ele tentou suportar o peso da dor, mas tinha sido impossível.
Ele não podia mandá-la para dormir até que era seguro fazê-lo. Agora ela
não queria dormir. Ele podia ver e sentir sua exaustão e já outra onda de dor
correu por seu corpo. Assim como no início, ela respirou seu caminho através
dela.
— Sim, amada, —ele murmurou em voz alta, — Teagan foi convertida
por André. É um processo doloroso. Não podemos tirar a dor, tanto quanto
nós gostaríamos de fazê-lo. Estou certo de que ele foi bom para ela. Para
André, a lua nasce e se põe com ela.
Ela ficou em silêncio, esperando a dor a diminuir. — Você sabe que isso
não foi apenas doloroso, mas também foi humilhante para você me ver desse
jeito.
Seu olhar ainda se agarrava ao seu. Ele forçou um sorriso tranquilizador
quando ele realmente queria chorar pela agonia que ele a fez passar. — Se

299
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

você passar por algo tão doloroso que perturba a sua vida, vou passar por isso
com você. Você nunca estará sozinha novamente.
Outra onda de dor a pegou. Era evidente que o pior não tinha passado.
Ele alisou o cabelo para trás e, com um aceno de mão, a limpou, como a
cama e o chão.
— Isso vai vir a calhar. —Ela conseguiu dar um sorriso. Suas mãos se
agarrou a ele. Seus olhos não se moveram do seu. —Eu nunca gostei muito
de limpeza.
— Você confiou em mim, —Fane murmurou baixinho, com a mão
espalmada sobre seu estômago, onde ele sabia que se sentia muito como se
um maçarico tinha sido levado para dentro dela. Seu aperto sobre ele não
vacilou. Ele se inclinou para saborear as lágrimas escapando de seus olhos.
Ela não precisa saber que elas eram vermelho sangue.
— Você disse que ia me levar com ele, e eu te senti lá comigo. Eu ouvi a
nossa música.
— Nossa música?
Ela assentiu com a cabeça. — Sua música e minha música se fundem e
eu não posso dizer onde a sua começa porque a minha é tão completamente
incorporada na sua.
Ele ainda não tinha certeza do que ela estava dizendo. Ele podia ver as
notas musicais em sua mente, prata e ouro, movendo-se em torno deles no
ar, às vezes perto, às vezes se espalhando. Ele não podia vê-los sem olhar em
sua mente.
— É assim que eu encontrei este lugar. —Ela engasgou e estremeceu,
suas mãos apertando em seus pulsos enquanto ela respirou fundo, soprou seu
caminho através da dor ondulante.
Fane respirava com ela, olhando em seus olhos. Dentro de sua mente,
ele podia ver as notas musicais virar vermelhos e rubi. As notas foram
queimando brilhantemente, tão brilhante que doía os olhos. Intercalados

300
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

com os vermelhos e rubi entre as outras notas estavam o roxo e preto.


Tristeza. Dor. Ele sabia que a sua música tinha se fundido com a dele.
— Você tira meu fôlego, —disse ele suavemente. — Mesmo nisso,
quando a dor te rodeia, há tanta beleza. Sua música é incrível, Trixie. É tudo
sobre amor e aceitação.
Ela umedeceu os lábios. — Assim, como a sua.
— Nós encaixamos.
Ela assentiu com a cabeça. — Eu não vou ser tão fácil de se conviver.
Ele ouviu a advertência em sua voz. Ela achava-se tão difícil. Ela não
tinha ideia do homem perigoso ele era. Ele nunca seria perigoso para ela,
mas ele iria protegê-la ferozmente. Ele queria que ela tivesse sua vida, o que
uma menina tinha sonhado. Ele era o homem que estaria em suas costas e
pegá-la toda vez que ela poderia cair. Ele não se importava com sua pequena
inclinação para a violência—ele descobriu que o divertia, e a maioria das
coisas não o fazia.
— Eu não vou ser, Fane, —alertou novamente. — Acho que este é um
daqueles casos em que você deve ter muito cuidado com o que desejas.
Ele levou as mãos à boca, beijando os nós dos dedos, um gesto íntimo
que esperava que lhe dizia como se sentia. — Você confiou em mim, Trixie.
Você deu-se a mim.
— Eu acredito em você, Fane. Eu não sei quando isso aconteceu, porque
eu nunca acreditei em qualquer homem, mas eu sabia que estaria comigo
através disto, não importava o quão ruim era. Mais, eu precisava saber o que
a minha Teagan tinha atravessado por seu companheiro. Eu me perguntei se
ela tinha feito isso por vontade própria, ou se ele a forçou.
Fane estremeceu. Ele sabia que ela o sentiu estremecer em sua mente.
Através de seu corpo e a conexão com suas mãos.
— Eu diria que não temos escolha, hän sívamak, mas é claro que nem
sempre é uma opção. Eu não teria sobrevivido sem você. André nunca teria

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sobrevivido sem Teagan, e Aleksei ... —Ele se inclinou para perto dela. —
Aleksei teria sido difícil para qualquer um de nós mata-lo. Ele é hábil para
além da imaginação. Todos os antigos isolados aqui no mosteiro são.
Seus olhos se moveram sobre sua face. À deriva. Seus cílios tremularam.
Ela estava exausta. Ainda assim, ele não a mandou para dormir. Ele tinha
pedido o suficiente dela e ela tinha entrado em seu mundo de bom grado. Ela
não esperava a agonia da conversão, mas ela lidou com isso estoicamente.
Sua senhora. Dele. Ele nunca pensou que, depois de tanto tempo, tantos
séculos de escuridão, que ele nunca iria encontrar sua companheira. Ele tinha
perdido a esperança. Os outros no mosteiro tinha perdido a esperança
também.
— Você precisou de mim, não é? —Ela sussurrou.
— Eu precisava mais do que eu precisava do ar para respirar. Eu sempre
vou. Você nunca terá que se preocupar que eu iria procurar outro lugar para
a minha felicidade. Você é a minha casa para mim. Você é meu milagre, e de
ter passado séculos sem você, acredite em mim, eu sei o quão precioso você
é.
— Fane.
Ela apenas disse o seu nome. Uma repreensão. Ela estava repreendendo-
o porque ele estava tentando tranqüilizá-la. Ela pensou que ele ficaria feliz
com uma mulher jovem, imatura, mas ela tinha visto a vida e ela aceitou as
dificuldades. Ela colocaria sua família em primeiro lugar. Ela era leal e
generosa na sua entrega, o que significava que ela estaria em sua vida sexual.
Ela tinha todas as características que ele poderia desejar em uma mulher.
— Deixe-me dizer isto, Trixie. Você merece ouvir. Você é meu mundo.
Não tenha medo de falar a minha mente. Diga-me o que você pensa. Se chega
um momento em que suas opiniões francas a colocará em perigo, confia em
mim para lidar com isso.
Ela lhe deu um leve sorriso. — Você quer dizer ao me calando?

302
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Se necessário for. Mas eu não prevejo que isso aconteça no futuro.


— Só para você saber, se você me calar eu vou retaliar.
Ele riu suavemente. — Eu não tenho nenhuma dúvida sobre isso,
amada. —Ele passou a mão sobre seu cabelo. — Você precisa ir dormir,
Trixie. Quando você acordar, você vai estar completamente curada.
Ela limpou a garganta e, pela primeira vez, parecia assustada. — Eu
tenho que dormir no chão?
Ele não ia mentir para ela, mas ele desejava que ele poderia suavizar o
golpe. Para os seres humanos, essa era um dos obstáculos mais difíceis de
superar. Dormir no chão, para eles, era como ser enterrado vivo. Ele pegou
esse pensamento de sua mente. Para ela, era pior do que tomar sangue. Ela
gostou do sabor dele.
— Você vai dormir e eu vou colocar-nos lá juntos. O solo vai curar seu
corpo. Você não vai acordar até que eu te traga de volta à superfície.
— Como você pode ter certeza?
— Sou muito poderoso, Trixie, você não tem necessidade de se
preocupar. Eu estarei com você, e, eventualmente, eu vou ensiná-la a abrir a
terra.
Seu olhar se agarrou ao seu por um longo tempo. Procurando. Por fim,
ela assentiu. Alívio passou por ele. Ele precisava para ela parar de doer. Ele
lhe deu o comando e ela caiu em um sono profundo. Só então ele abriu a
terra e chamou os minerais ricos para ele para ajudar no seu processo de cura.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

quarto de hotel na pousada era muito pequeno e cheio. Gabrielle


provou o medo em sua boca, mas ela tinha que tentar. Natalya iria matar esse
homem. Este ser humano. Brent Barstow. Ele estava tão confuso. Em um
momento ela estava falando sobre a pesquisa com células-tronco com
Natalya e no próximo, Barstow estava no quarto, com uma arma na cabeça
da gerente. A família da gerente estava no térreo, raptada.
Tão rápido. A vida mudou em um instante dessa forma. Ela não
conseguia ar suficiente. Natalya já estava, tão perto da borda, tão pronta para
rasgar Barstow em pedaços. Gabrielle tentou o seu melhor para acalmar a
situação. Que sempre tinha sido seu papel, o pacificador, a única que se
colocou entre os combatentes e trazendo sanidade a uma situação louca.
Mesmo depois que Barstow foi desarmado, Natalya estava pronta para rasga-
lo em pedaços.
Gabrielle fez o que sempre fazia, ela se colocou entre os dois. Ela sabia o
que estava por vir. Ela reviveu esse momento mil vezes e ainda assim, ela não
podia impedir-se de pisar na frente de Barstow. Em mais um segundo ela
sentiria o primeiro corte da faca em seu rim. Três. Quatro vezes. Então ele iria
esfaqueá-la no peito repetidamente. De novo e de novo. A agonia iria
começar tudo de novo.
Ela sentiu calor em suas costas e ela se virou, porque, isso nunca tinha
acontecido. Ela sempre estava gelada. Era seu pesadelo, revivendo o ataque
uma e outra vez, e o cenário nunca se desviou do que já tinha acontecido.
Agora, quando ela se virou, Aleksei havia se colocado entre ela e a faca. Ela

304
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sabia que ele tomou a facada, essas repetidas punhaladas em seu corpo. Seus
olhos estavam em seu rosto. Sua mão se aproximou e ele gentilmente varreu
o cabelo para trás de seu rosto.
Ela podia sentir a dor irradiando através dele, mas ele não recuou. Ele
não olhou para longe dela. Sentiu-o, em seguida, em sua mente, enchendo-a
com sua força. Ele tomou-a em seus braços e a levantou, embalando-a contra
seu peito, e ele a levou diretamente de lá, para fora do pequeno e horrível
quarto onde ela não conseguia respirar. Onde ela não podia parar a estúpida,
estúpida ação de dar um passo na frente de um assassino. Da terrível agonia
da faca entrando em sua carne.
Você está a salvo, Gabrielle. Abra seus olhos. Você está aqui comigo e eu nunca
permitiria que o dano chegue até você.
Ela tomou uma lufada de ar fresco. Ainda assim, ela não abriu os olhos.
Ela queria sentir seus braços em volta dela. Ele a fez se sentir segura. Ela
nunca se sentiu mais segura do que quando ela estava com ele, o que era
louco, porque ele poderia aterrorizá-la com um olhar. Ainda assim, ela se
aconchegou mais perto dele. Para sua rocha no peito sólido e os seus braços
de aço. Ela queria ficar ali mesmo e apenas sonhar doces sonhos dele.
Ela sentiu a boca escovar sua cabeça. Eu tenho uma mente para virar doce
para erótico.
Isso a fez sorrir. Ela não podia parar. Por que não estou surpresa? Ainda
assim, ela levantou seus longos cílios e olhou em seus olhos verdes brilhantes.
Tão penetrante. Tão bonito. Tão expressivo. Neste momento, ele olhou para
ela quase com ternura, e ela nunca tinha visto aquele olhar particular sobre o
seu rosto. Seu estômago deu uma cambalhota lenta e seu coração se moveu
em seu peito.
— Como você fez isso? Como você interrompeu o pesadelo? —Ela
estendeu a mão para tocar seu rosto. Foi ousada; ela nunca tinha o tocado
por conta própria, a menos que eles estavam ferozmente unidos, e ela não se

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

conteve. Agora ela queria moldar o seu rosto com as mãos, para empurrar o
fio de seda teimosa de cabelo caindo em torno de seu rosto para trás.
— Eu te disse, kessake, a minha mulher não pode ter pesadelos. Agora
não. Nunca. O que quer que perturba você deve ir embora imediatamente.
Ela varreu seu cabelo para trás, amando a sensação dos fios de seda
contra os dedos. — Obrigado. Eu sei que você sentiu a facada. —Ela
estremeceu e se aconchegou mais perto dele. — Eu não queria isso para você.
— Eu sei, mas eu sou seu companheiro, Gabrielle, e você está sempre
aos meus cuidados. Nenhum dano toca em você, mesmo em seus sonhos. —
Ele virou a cabeça e puxou seu dedo em sua boca. Seus olhos nos dela. —
Ninguém faz você ter medo, nunca mais, nem mesmo sua própria mãe. Eu
sempre ficarei entre você e qualquer coisa que faz você se sentir
desconfortável.
Seu coração batia descontroladamente. Tudo o que ele disse tinha um
anel da verdade, a honestidade crua, que não podia ser negado. Ele quis dizer
o que ele disse. Ela fez uma nota mental para mantê-lo longe de sua mãe.
Gabrielle amava sua mãe, mas não havia dúvida de que ela era a rainha do
drama e birras. Sua família sempre permitiu que ela escapasse impune, mas
Gabrielle soube imediatamente que Aleksei não.
Olhando em seus olhos, os seios de repente doeram e ela sentiu um calor
úmido entre as pernas. Seus olhos estavam encapuzados. Sensual. Cheio de
fome por ela. Ela adorava isso. Tudo o que ele fazia parecia totalmente
sensual. O erótico só veio natural para ele. Ela tocou com a língua nos lábios.
A fome bateu nela. Ela queria inclinar para a frente e afundar seus dentes
direto no pulso que batia tão fortemente em seu pescoço. Mais, ela queria
rastejar sobre ele e saborear cada polegada de seu corpo. Ela desejava que ela
fosse corajosa o suficiente para fazê-lo, mas ela só conseguia olhar para ele
um pouco impotente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Sua mão acariciou o cabelo dela. Seus dedos vasculharam através dos
fios. Ele raspou os dentes contra as pontas dos dedos, enviando pequenas
faíscas que correram através de seu sangue.
— Gabrielle, você tem alguma idéia do quanto você me agrada?
Reclamei, cada polegada sua, para mim próprio. Quando eu quero te beijar,
ou tocar em você, ou comê-la, ou estar dentro de você, no entanto, sempre
que eu quero isso, eu espero tê-lo. Por que as suas necessidades tem que ser
menor do que a minha? Eu pertenço a você. Isso significa que você pode
reivindicar cada polegada minha para você própria. Não apenas meu corpo,
kessake, mas a minha mente, coração e alma. Se eu espero que você me dê
essas coisas, você deve ter as mesmas esperanças de obtê-lo.
Ela gostava muito disso. Ela gostava que ele queria isso para ela. Ela
estava indo devagar com ele, sentindo seu caminho, porque ela tinha
estragado tudo tão mal quando ela percebeu que tinha um companheiro. Ela
era tímida com ele, principalmente porque ele ardia quente e ela não sabia o
que fazer com isso. Na maior parte porque ele era perigoso e seu
temperamento queimava ferozmente quente como suas necessidades sexuais.
— Eu não disse a você que eu poderia lidar com as coisas melhor?
Vamos olhar para a frente, não para trás. Você não é culpada de nada. Eu
deveria ter olhado em sua mente. Eu teria visto o que aconteceu, e eu gostaria
de ter conhecido que você era um inocente. Se houver perdão, que deve ser
tido, você precisa perdoar os meus pecados.
Ela não gostou nada disso. Aleksei era um antigo e ele tinha mais do que
pagou suas dívidas. Ele tinha lutado durante séculos na escuridão. Ela não
poderia tê-lo conhecido, mas uma vez que ela era Cárpato e a possibilidade
de que ele estava lá fora em algum lugar era uma realidade, ela deveria ter
sabido melhor.
— Não tenho nada para te perdoar, Aleksei, —ela declarou com firmeza.
— Absolutamente nada, e por favor, para mim, não diga mais isso
novamente. Eu te vejo. O que há dentro de você. Você não é só um bom

307
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

homem, você é um excepcionalmente grande homem. Você merece o


melhor.
Ela viu que ele teria protestado, franzindo a testa, então ela inclinou-se
e tomou sua boca. Foi ousada. Com medo. Emocionante. Ela apertou os
lábios nos dele, passando a língua ao longo da costura lá, assim como muitas
vezes ele fez com ela. Ao mesmo tempo, ele abriu a boca para ela e ela enfiou
a língua dentro, acariciando, construindo o calor. Mesmo com ela iniciando
o beijo, era quente e um pouco selvagem.
Aleksei assumiu e o beijo passou de quente e um pouco selvagem para
totalmente fora de controle e escaldante. Ela serviu-se nele, como seria
indiferente para o quanto ele estava dando. Ela tinha que deixar o Gary ir,
deixar ir seu lado humano e dar-se totalmente a esse homem. Ao fazer isso,
ela aceitou o que ele lhe deu. Aceitou. Ele não era perfeito, mas nem era ela.
Ele cometeu erros, ela também. Eles se encaixam. Ela não sabia por que,
quando ele era tão assustador, ela se sentia segura com ele, e ela fez.
Esta era sua maneira de dizer-lhe que ela estava totalmente
comprometida. Totalmente em seu mundo. Totalmente confiando nele. Ela
o beijou mais e mais, a língua igualando a sua a cada curso, com o coração
igualando o ritmo do seu—e foi perfeito. Ela amava sua boca e a maneira
como ele poderia usá-lo. Ela adorava as mãos, cobrindo seus seios,
acariciando seus mamilos e depois inesperadamente rolando e puxando,
mesmo beliscando e o fogo disparou por ela.
Ele parecia saber o que seu corpo ansiava e ele deu-lhe isso. Ainda assim,
ela queria ser o agressor, para tê-lo em seu caminho. Ela sabia que ele não
iria dar-lhe um monte de tempo. Ele assumia o comando quando se tratava
de sexo, mas ela gostava disso e ele sabia disso. Ele deu a ela todas as
indicações que ele estava disposto que ela assumisse a liderança e ela queria.
Ela usou a palma da sua mão para empurrá-lo para baixo, percebendo pela
primeira vez que ela estava em uma cama com ele—uma cama que tinha
dado a ela—com sua bela sala—e um quarto que tinha criado para ela.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela levantou a cabeça apenas polegadas, emoldurando seu rosto,


esparramado-se sobre ele, colocando seu corpo sob o seu. Ela sentiu seu
pênis, grosso e duro contra seu estômago, e parte dela queria ir para lá
imediatamente, mas ainda não. Não antes que ela tomou cada polegada dele
para ela própria.
Ela escovou beijos sobre cada um de seus olhos. Eles tinham ido para
um verde escuro, cheio de fome. Com luxúria. Com algo que ela não se
atreveu a nomear, mas seu coração estava batendo forte e o pulsar latejando
entre suas pernas. Ela beijou seu nariz, o nariz reto e aristocrático era tão
forte e se encaixam perfeitamente no rosto masculino, muito viril. Ela beijou
ambos os lados de sua boca—oh tão talentosa.
— Eu amo a sua boca, —ela sussurrou para ele. — Eu amo o jeito que
você me beija e da forma como se sente entre as minhas pernas quando você
está me devorando. Tão voraz. Eu amo o som de sua voz. Você é meu,
Aleksei, e eu estou reivindicando você para mim. Cada polegada de você. —
Ela se sentiu muito ousada. Seus olhos estavam ainda mais escuros. Mais
sexys. Pura sensualidade.
Ela beijou seu caminho ao longo de sua mandíbula—essa teimosa,
mandíbula muito masculina, sempre sombreado de uma maneira que ela
achava que era sexy. — Eu amo esta pequena sombra escura, sinto-a tão sexy
no interior das minhas coxas, a escova dele sobre minha barriga e moendo
em meu sexo. É o mais incrível, sensual, pecaminoso que eu já senti na minha
vida e é a pura verdade.
Ela deu-lhe isso. Ele merecia isso. Ele poderia fazê-la desmoronar só de
olhar para ela, mas quando ele foi direto ao assunto, não havia nada para
comparar. Ela queria fazer a exploração boa para ele, sexy para ele, da
maneira que ele fazia isso para ela. Ela sussurrou suas confissões a ele,
confiando que ele entendeu o que ela estava dando a ele e que ele iria
considerar precioso.
Ela abriu um caminho de beijos para baixo de sua garganta e no pescoço
para passar alguns momentos na sua orelha e, em seguida, seu pulso onde ele

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

batia tão fortemente em seu pescoço. — Eu gosto que o seu batimento


cardíaco é sempre tão forte e constante. Posso contar com isso—confiar na
sua força. Mesmo quando eu estou morrendo de medo, eu me sinto segura
com você. Eu não sei por que e eu não me importo mesmo. Você me faz
sentir assim. Eu preciso disso. Eu amo isso, e eu amo que você dê isso para
mim.
Ela beijou seu caminho através de seus ombros. Ela amava como amplo
eles eram, como um enorme cabo de machado, seus braços poderosos e cheio
com músculos. Ela amou a tatuagem, embora fosse tão diferente, gravado
em sua própria pele, não com tinta, mas com algo nítido.
Ela mudou-se para baixo, sobre o peito, ignorando a fome crescente. Ela
queria sentir o gosto dele, para encher-se com sua essência, mas ela tinha um
plano e queria cumpri-lo. Ela teria tudo dele hoje. Ela iria deixá-lo saber que
ele era dela de uma forma que nunca poderia ser trazido de volta.
— Eu amo seu peito, o músculo aqui e os abdominais tão duros aqui. —
Ela usou a língua para traçando-os, deslizando por seus quadris, fechando os
olhos quando ela montou ele e estava tão aberta. Ele podia sentir seu aroma
agradável, mas ela se recusou a ficar envergonhada. Não dessa vez. Talvez
nunca mais. Ele era dela, e ela estava tomando o que era dela. Ela teve a
coragem de fazer isso.
Suas mãos deslizaram sobre sua pele quente, notando o quão duro ele
era. Não havia nenhuma maneira real para tomar seu corpo, mas ela gostava
disso também. Ela sentiu as mãos em seu cabelo, e adorou o jeito que ele
parecia gostar do jeito que caia sobre o seu corpo e lençóis. Ela adorava a
maneira como seus músculos ondulavam conforme ela chegou perto de seu
pênis.
Ela levantou-se mais para que pudesse olhar para ele. O que era seu.
Para ela. Apenas para ela. Ela nunca teria que se preocupar com ele encontrar
outra mulher atraente. Ele pertencia a ela e ele estava totalmente focado nela.
Ela estava em sua mente agora, e ela sabia a verdade disso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

O conhecimento a fez se sentir bonita e especial, de uma maneira que


ele nunca pensou que podia. Ele era grande. Poderoso. Grosso. Longo. Ela
não podia acreditar que ele poderia caber dentro dela, mas ele tinha e ele foi
perfeito. Ela acariciou suas mãos para baixo na coluna espessa de suas coxas.
Dedos se arrastando para dentro, empurrando suas pernas abertas.
Aleksei se acomodou e quando ela olhou para ele, seu estômago se
enrolou em uma onda quente e sangue correu através dela, batendo bem no
seu clitóris. Seus olhos eram pura sensualidade. Erótico. Quente. Cheio de
luxúria. Seus dedos permaneceram suave em seu cabelo, mas ela podia sentir
a crescente fome nele. Ela precisava acelerar as coisas ou ela não iria
conseguir o que queria.
Sua mão acariciou seu pesado saco. Veludo macio. Ela passou os dedos
suavemente e depois se inclinou para pressionar beijos sobre ele. Ela ouviu
seu suspiro e ela sorriu. Ela estava, definitivamente, fazendo uma declaração.
Ela o levou em sua boca, sua língua e as mãos explorando. Ele quase deixou
o colchão, mas isso não aconteceu. Ele deu a ela isso. Mas ele rosnou.
— Kessake, o que você vai fazer, é melhor que saiba o que está fazendo,
—ele disse.
— Você gosta disso. Eu sabia que você iria, —disse ela. Ela lambeu seu
eixo, todo o caminho, enrolando a língua ao redor dele, passando
rapidamente no lado inferior da coroa.
Seus dedos apertados em punhos em seu cabelo. — Você está me
matando, Gabrielle.
Ele nunca encurtou seu nome, e ela gostava disso também. Ela gostou
da mordida de seus dedos em seu couro cabeludo. Ela gostou do áspero em
sua voz. Principalmente ela gostava do que estava fazendo. Ela não tinha
pensado nisso, mas no momento sua língua girava em torno da coroa, e ela
provou ele, que estava viciada no sabor masculino que era puro Aleksei, ela
sabia que queria mais. Tudo. E ela estava indo para tê-lo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela levou o seu tempo. Ele queria que ela se apressasse, ela podia sentir
a urgência construindo nele. Ele resmungou mais de uma vez, quando ela
puxou-o profundamente em sua boca, levando-o tanto quanto ela poderia,
mesmo que ele estendeu sua boca, assim como ele fez em sua vagina
feminina, mas era tão bom. Tão perfeito. Seus quadris contrairam
gentilmente, sua mão de repente dura contra a dela, fazendo seu punho ainda
mais apertado enquanto ela trabalhava nele.
— Isso é o suficiente, Gabrielle, —ele mordeu fora, por entre os dentes
cerrados. — Você tem que parar antes que seja tarde demais.
Ela queria que fosse tarde demais. Ela amamentou profundo e forte,
usando a língua, passando rapidamente no local que o fez ir tão louco. Ela
trabalhou nele com o punho, deslizando para cima e para baixo assim como
ela fez com a boca. Apertado. Quente. Molhado. Muito duro. Veludo sobre
aço. Ela adorava isso.
Você disse que eu poderia ter tudo o que eu queria. Eu quero isso.
Houve um silêncio. Ela olhou para cima para encontrar seu olhar e seu
coração quase parou com o que viu lá, embora sua boca não. Seus olhos
brilhavam, tão escuro agora com a luxúria, ela sentiu a tensão enrolando
mais apertado e mais apertado em seu próprio corpo. Sua expressão era quase
selvagem e ela sabia que estava empurrando o seu controle, mas ela queria
isso. Realmente, realmente queria isso.
Por favor, Aleksei. Dê isto para mim.
Ela viu a capitulação súbita.
Vire-se. Traga seu traseiro aqui em cima. Eu quero a minha boca entre suas
pernas. Essa é a única maneira de você conseguir isso.
Seu sexo se contraiu. Duro. Sem tirar ele de sua boca, ela virou seu
corpo, lentamente, abrangendo o peito, então seu rosto, dando-lhe o que ele
queria. No primeiro toque de sua língua todo seu corpo estremeceu e depois
se desfez. Isso foi o quanto ela gostava do que estava fazendo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela teve que fazer uma pausa e ofegar um pouco com a fragmentação do
seu corpo. Ele não parou, ele rodou com ela, amamentou e jogou com a sua
língua, inspirando-a. Ela se concentrou nele, em seu gosto, e em seguida,
aumentou o prazer que sentiu em sua mente. Ela queria isso para ele. Ela
queria dar-lhe isso. Sua idéia. Seu dom. Embora ela estava começando a
perceber que ela estava sendo um pouco egoísta, porque ela gostava tanto.
Ela gemeu, o som vibrando através de seu pênis. Sua respiração vaiou
dele direto por entre os dentes cerrados, um ponto longo, lento de desejo cru.
— Aí mesmo, kislány, é a perfeição.
Ela gostou do poder, mas mais, ela gostava de trazê-lo prazer. Ele a fez
se sentir inteira. Completa. Quando ela estava com ele assim, não importa o
quão ruim as coisas estavam em sua mente, ela não estava sozinha, ela não
tinha medo, e ela estava feliz. Viva. Ele a fez se sentir tão viva e vibrante.
Seus quadris começaram a se mover, tornando-se agressivo. Ela manteve
seu punho em torno da base de seu pênis, mas levou-o tão profundo como
pôde, sentindo o fogo se espalhar através dele. As veias de relâmpagos que
ela deu a ele. Isso era tudo Gabrielle. A sensação dele movendo-se em sua
boca, agarrando uma grande parte de seu cabelo, foi inspirador.
Eu amo isso, Aleksei. Eu amo que você se sente tão bem e eu faço você se sentir
assim.
Sua boca se moveu entre suas pernas e ele pegou a cabeça entre as mãos
duras. Ele empurrou profundamente quase antes que ela pudesse agarrar
uma respiração profunda. Ela relaxou, tomando-o profundamente enquanto
empurrava. Ele inchou, tremeu, explodindo. Ele encheu sua garganta com o
sabor afrodisíaco que era exclusivamente de Aleksei. Ele pulsou mais e mais
e ela manteve-se com ele, com dificuldade, mas determinação.
— Minha vez, kessake, —ele assobiou por entre os dentes. — Eu vou
tomar você do jeito que eu quero agora. Você já teve sua diversão.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gostava desse veludo áspero em sua voz, aquele que disse que ela levou-
o para o fim de seu controle e ele estava assumindo novamente. Ela rolou a
língua sobre ele, levando cada gota, tomando seu tempo, apesar da urgência
de seu tom. Apesar do fato de que seus dedos se cravaram em seus quadris e
ele estava mais uma vez fazendo rosnados profundos.
Ela sentiu seu corpo estremecer e sabia que não estava indo para movê-
la até que ela tinha terminado. E ela não terminaria até que ela tinha tudo
dele e sabia que ele estava completamente limpo e não havia nada semi-duro
sobre ele. Até que ele era todo duro. Como uma rocha. Só para ela.
— Satisfeita? —Ele rosnou quando ela levantou a cabeça um pouco.
Ela sorriu, respirando o ar quente sobre ele. Amando que ela tinha
tomado o que lhe pertencia. — Muito.
— Você terminou?
Ela passou a língua pelos lábios, inclinou-se e beijou a coroa de seu
pênis, permitindo-se um último gosto. — Agora eu estou satisfeita. —Havia
satisfação e um pouco de malícia em seu tom. Definitivamente triunfo.
Aleksei não perdeu um momento no comentário. Decisivo. Ela adorava
isso. Ele pegou seus quadris com as mãos duras, puxando-a em direção a ele
quando ele veio de joelhos, com uma mão empurrando a cabeça para o
colchão para que sua bunda impinava para ele. Ele enterrou seu pênis em
casa, empurrando por suas dobras apertadas, lisa, escaldante, invadindo
profundo, conduzindo para dentro para preenchê-lo completamente com ele.
A beleza disso a deixou sem fôlego. Ele era tão grande, esticando-a além
de sua imaginação, o atrito impetuoso tão bom que ela sentiu o fogo já
começando a consumi-la. Ele tinha acabado de vir e vir duro, mas ele já
estava grosso, inchado e desesperado por ela novamente. O sentimento, tão
requintado, causou-lhe tanto prazer que beirava a dor. Ela já patinou tão
perto da borda por sua boca e dedos.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Aleksei. — Ela gemeu ofegante, tentando adiar o tsunami subindo.


— Eu não posso segurá-lo. Eu não posso ...
— Solte-se para mim, kessake. Dê-me tudo. Dê-me você.
Seu corpo inteiro se apertou com suas palavras, e foi assim que ela
quebrou. Ele continuou se movendo nela. Implacável. Insistente. Seu corpo
apertou e pulsou em torno dele. As ondulações se espalharam por seu corpo,
juntamente com o fluxo de sangue quente. Ele pegou o ritmo, uma mão
deslizando ao redor para encontrar seu seio. Os dedos deram forma ao monte
macio, cheio e depois encontrou seu mamilo.
— Mais uma vez, —ele exigiu. — Agora, Gabrielle. Mais uma vez.
Gabrielle engasgou quando ele puxou duro em seu mamilo e o fogo
disparou através dela, enviando uma série de terremotos através de seu
corpo. Seu terceiro orgasmo rolou em linha reta em uma quarta. Ela soluçou
seu nome, empurrando de volta para ele conforme ele continuou a empurrar
duro. Tão profundo. Ela tinha medo que ele iria se alojar no seu ventre e
apenas ficar lá. Parecia o paraíso, e ainda assim ela precisava recuperar o
fôlego. Ela precisava parar por apenas um momento, reagrupar, mas não
houve trégua. Ele a levou de novo, duro e rápido, os quadris, como uma
britadeira selvagem, quase brutal em sua posse dela.
— Mais uma vez, kislány, dá-me isso de novo. —Sua voz era áspera.
Crua. Puro sexo.
— Eu não posso. Não posso, Aleksei. —Ele iria matá-la. Ela estava
muito alta agora, enrolada muito apertado, seu corpo já despedaçado.
Ela sabia que ela pertencia a ele. Ela sabia isto. Ele mostrou que a ela.
Seu corpo não era seu, e ninguém mais jamais iria fazê-la sentir assim como
ele. Seus dentes de repente afundaram em seu pescoço, os dedos puxou seu
mamilo duro novamente e sua outra mão foi entre suas pernas, seu polegar
infalivelmente encontrando seu clitóris.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Agora, Gabrielle. Eu quero isso de novo agora. —Isso era puro


Aleksei, todo o comando, que ela não se atreveu a desobedecer. Não podia
desobedecer. Ele tornou impossível com sua boca, mãos e seu pau.
Ela gritou. Todo o seu corpo tremeu. Ele empurrou de novo, enterrando-
se todo o caminho, enquanto sua vagina convulsionou em torno dele,
agarrando seu pênis em um estrangulamento.
Tão quente. Queimando, gatinha. Eu amo como você se desfaz em pedaços por
mim. Como você dá isso para mim. Você é apertada e quente, e simplesmente o paraíso.
Ela teria entrado em colapso, caindo para a frente, porque não havia
nenhuma maneira de sustentar a si mesma, mas seu braço foi uma banda de
ferro em volta da cintura. Ele aliviou-a para o colchão, deslizando para fora
dela, suas mãos movendo-se sobre as costas e as nádegas em um padrão
suave enquanto seu corpo ondulava e estremeceu pelo que pareceu horas.
Ouça a batida do meu coração, Gabrielle. Deixe que seu coração siga o meu.
Ela percebeu que seus pulmões queimavam por ar. Sua garganta estava
crua. O mesmo fez seu sexo. Saciado, mas cru. Ela virou a cabeça para olhar
para ele, sorrindo. Acho que tenho marcas de derrapagem. Dentro. Ela tocou sua
garganta. Sua mão deslizou por seu quadril e desapareceu debaixo de seu
corpo. Ele teve a idéia imediatamente.
Aleksei instantaneamente se inclinou sobre ela, virando seu corpo até
que ela estava de costas e ele estava sobre ela, sua expressão preocupada. Ele
passou a palma da mão em torno de sua garganta e a outra tomou sua cintura.
Sentiu-o se movendo dentro dela, uma energia incandescente, espírito puro,
curando-a no caminho dos Cárpatos. Ela não esperava isso dele, não por algo
tão pequeno como desconforto. Um delicioso desconforto.
Ao mesmo tempo o sentimento cru se foi assim, restando apenas a parte
deliciosa. Ela encontrou-se olhando em seus olhos verdes. Onde havia
sempre estado a posse, havia agora algo mais, algo que ele amava. Ela podia
ver a afeição lá. Talvez o começo de algo mais.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela tocou sua boca com os dedos. Ela sabia que ele estava dentro dela,
em sua alma. Profunda. Ele tinha reivindicado seu corpo. — Obrigado por
ter tomado o meu pesadelo. Eu o tive todas as noites desde que aconteceu.
— Você se colocou entre eles. A mulher dos Cárpatos e do humano. Por
quê?
Aleksei pegou-a, embalando-a contra seu corpo protetor. Pelo menos, a
Gabrielle, a maneira como ele a segurou sentiu protetora. Seu coração
acelerou em reação. Ela passou os braços em volta do pescoço enquanto ele
a levou para uma piscina fumegante rasa. Quando ele se afundou nela, ele a
manteve em seu colo.
— Eu não sei por que fiz isso. Quando eu era uma criança crescendo, eu
fiz a mesma coisa, uma vez que parei de me esconder debaixo da minha
cama. A minha mãe perdeu a cabeça com alguma coisa e em um acesso de
raiva, o que significava jogando objetos. Eu me esgueirei entre ela e minha
irmã para que ela não pudesse machucá-la. Não que ela alguma vez teve a
intenção, ela não o fez. Ela só tinha esses acessos de raiva, muito destrutivos.
Eles foram rápidos e, em seguida, ela era toda sorrisos e felicidade e
estávamos indo para tomar um sorvete. Eu acho que foi uma coisa
automática para mim fazer esse tipo de coisa.
Gabrielle virou o rosto para sua garganta e lambeu sua pele. Ele sempre
tinha um gosto tão bom. Sua mão subiu para a parte de trás de sua cabeça,
segurando-a perto dele.
— Pegue o que você precisa, kislány, sua fome bate em mim. Então,
vamos caçar e eu vou te ensinar como conseguir comida para si mesmo. Eu
não quero que você o faça, mas você pode praticar em caso de uma
emergência.
— Você não quer que eu cace por mim mesma?
— O pensamento de você seduzindo um homem com a sua voz
chamando-o para você, não se sente bem comigo. Ainda assim, você precisa
da habilidade.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Por quê? —Ela agarrou seu ombro, de repente, com medo da razão,
mas precisando saber.
— Eu vou caçar o vampiro novamente, e ao fazê-lo, há a possibilidade
de lesões. Você pode precisar trazer sangue para mim.
Ela respirou fundo e soltou o ar lentamente. Ela pensou que ela iria sentir
uma aversão a caçar humanos, que iria perturba-la, mas era o pensamento
dele ferido. Ela acariciou os dedos sobre seu pulso. Tão forte. Assim
constante. Sua rocha.
— Por que você tem que voltar à caçar vampiros?
Ela poderia ter mordido a língua. Mas escapou. Ela se sentia como uma
criança choramingando, em vez de uma mulher adulta aceitando o fato de
que Aleksei tinha estado em milhares de situações perigosas e sabia o que
estava fazendo. Ela estava sendo egoísta. Mas estava com medo por ele.
Medo por si mesma. Ela sabia que os Cárpatos eram caçadores de vampiros
e lutavam contra eles. Eles caçavam os assassinos e os detinham. Era
necessário.
— Kislány.
Sua voz era tão suave que seu coração afundou.
— Você é Carpato e você sabe o perigo que enfrentamos. Tanto dos
humanos como de vampiros. Eu tenho certas habilidades e agora que estou
a salvo da escuridão ...
— Não. —Ela balançou a cabeça, mantendo-se perto dele, aninhando o
rosto em sua garganta, deixando sua pulsação abaixo da orelha. — Eu vejo
dentro de você, Aleksei. Eu vejo a sua luta contra seus demônios. Eu vejo a
escuridão lá.
— Não é o mesmo, Gabrielle. Não há perigo de me converter em
vampiro. Eu sempre tenho que olhar em torno de outros. Você é a única
pessoa na Terra que sabe com absoluta certeza que é seguro. Qualquer outro
... —Ele balançou sua cabeça. — Quanto a meus demônios, acho que você e

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

muito boa em lidar com eles. —Ele pegou seu rosto entre as mãos e inclinou
para ele, forçando seus olhos para encontrar os dele. — Minha mulher doce.
Tão, pronta para me dar o que eu preciso quando eu precisar dele. Você
enfrenta meus demônios, Gabrielle, em cada sublevação, e você nunca
recuar.
Gabrielle olhou em seus olhos verdes e deixou-se cair neles e se afogar
lá. Ele era um homem bonito se ele sabia ou não. Ela sabia disso. Ela
reconheceu a forma como ele estava longe antes que ele se mostrou a ela. Ela
quase tinha destruido este homem. No início, ela pensou que ela merecia
sentir seus demônios por raiva, mas depois ela percebeu que ele nunca iria
machucá-la. Ele iria empurrar seus limites de conforto, mas ele também iria
trazê-la um monte de prazer, tanto, que ela pensou que poderia morrer disso.
— Eu temo o seu mundo, —ela admitiu. — Todo o tempo. —Ela sabia
que era por isso que ela se agarrou ao familiar. Ela tinha escolhido Gary
porque ele dividiu o mundo humano com ela que tinha se tornado um lugar
estranho e perigoso.
Seus dedos passaram através de seu cabelo com delicadeza infinita. —
Gabrielle. Este é o seu mundo, também. Você está comigo agora. Você nunca
tem que ter medo novamente. Eu tenho séculos de habilidade em batalha.
Séculos. Há poucos vampiros ou fantoches que pode vir a mim com algo que
eu não vi. Você estará sempre protegida. Você pode viver a sua vida, no
entanto, você deve querer vivê-la. Podemos ter a casa que você quer, ou
podemos voltar para as montanhas onde o príncipe reside e você pode
continuar o seu trabalho. Independentemente disso, você pode fazê-lo sem
medo. Você confiou seu corpo aos meus cuidados, confia que eu irei protegê-
la em todos os momentos.
Ela procurou em sua expressão. Os olhos dele. Ela tinha visto Aleksei
em uma raiva, uma raiva em cada regra que tinha virado seu sangue em água
gelada, mas isso era novo. Este era suave. E doce. Seus olhos se encheram
de lágrimas. Queimando. Ela teve que piscar rapidamente para não fazer
papel de boba. Ela balançou a cabeça lentamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Tome meu sangue, antes que eu decida que preciso de você


novamente.
Ela gostou do tom rouco em sua voz. Ela sabia que ele queria ela mais
uma vez, a evidência estava apertada contra suas nádegas onde ela estava
sentada em seu colo, mas ele estava determinado a mostrar-lhe como caçar
e, embora ela queria ele também, ela gostou da idéia de sair para fora no
aberto.
Ela moveu o rosto para seu pescoço e inalou seu perfume masculino. Já
o seu gosto estava em sua língua a fome feroz, roendo, batendo nela,
superando suas inibições. Pelo menos, ela disse a si mesma que era a fome,
mas quando ela estava sendo rigorosamente honesta, era Aleksei. Ela o
desejava, todo ele. Incluindo isto. Ele tinha feito o ato de se alimentar erótico.
Ela lambeu sobre seu pulso e sentiu que saltava por debaixo de sua
língua. Os braços foram ao redor de seu pescoço e ela se acomodou perto
dele, empurrando os seios para seu lado enquanto ela trouxe a cabeça para
mais perto dela. Deliberadamente, ela usou seus dentes para raspar
suavemente para trás e para a frente, construindo a tensão. Ele era um mestre
com seu toque. Com sua boca. Ela era uma estudante rápida. Ela sempre
tinha sido.
Ela sentiu seu corpo apertar. Seus músculos travando no lugar. Debaixo
de suas nádegas, seu pau empurrou. Duro. Ela beijou-lhe o pulso, apenas um
toque, apenas um beijo. Ele gemeu e sua mão apertou em seu cabelo.
— Você está brincando com fogo, kislány. Se você não quer gastar toda
essa sublevação de costas comigo jogando por um longo, longo tempo antes
que eu permita sua liberação, vá em frente continue assim. Eu não tenho
controle infinito.
Ela sorriu contra seu pulso, saboreando o fato de que ela poderia fazê-lo
perder o controle. Seus "castigos" não eram muito assustadores e, na verdade,
a maioria fazia isso ser tão "bom". Ainda assim, ela queria sair um pouco. Ela
não podia evitar, mesmo enquanto ela obedeceu, ela entrou em sua mente

320
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

enquanto ela o mordeu com seus dentes, só para sentir o que essa mordida
sensual fez a ele.
O gosto dele explodiu através dela, através dele. Ela sentiu a intensidade
de seu prazer enquanto ela se alimentava em seu pescoço, levando o que ele
tão livremente ofereceu—mais—do que tudo o que tinha, mas ordenou que
ela tomasse. Sua essência. Rica. O sangue de um antigo era diferente, ela
percebeu. Aleksei sabia e sentiu como ele. Perigoso. Quente. Rico.
Masculino. E muito, muito poderoso. Aleksei, pode afugentar o pesadelo,
ele ficou entre ela e seu passado. Se ela pudesse fazer isso ... Ela fechou os
olhos e saboreou o seu gosto, seus dedos movendo-se na seda de seu cabelo.
Aleksei segurou-a firmemente, quase esmagando-a contra ele, sua mão
se movendo sobre seu corpo, moldando seus seios, deslizando a mão pela
sua cintura até o quadril. Sobre suas costas. Ele a tocou e abraçou-a como se
ela fosse tudo para ele. Lágrimas queimaram perto a beleza da coisa. Na
beleza de ser o foco inteiro dele. Sua única. A única.
Gabrielle passou a língua sobre as espetadas no pescoço e encostou a
cabeça no ombro dele. — Você é muito bonito, Aleksei, —ela sussurrou. —
Tanto assim, que às vezes você tira o meu fôlego.
Ele ficou em silêncio por um momento. Tenso. Ela sentiu a maneira
como seu corpo tinha ido duro e apertado. Sua mão foi para o queixo. Ela
não queria que ele visse as lágrimas ridículas então ela teimosamente tentou
manter o rosto enterrado em seu ombro. Ela deveria ter pensado melhor.
Aleksei não aceitaria um não como resposta. Não sobre qualquer coisa. Sua
mão se moveu para sua mandíbula e ele virou o rosto para ele, inclinando-se
de modo que seus olhos não podiam afastar-se deles.
— Kessake.
Seu coração bateu mais rápido. Havia posse lá. Mas havia muito mais.
Seus olhos ardiam sobre ela. Marcando ela. Sua marca afundando profundo.
O som de sua voz, chamando-a de gatinha em sua própria língua.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu quase destrui você, Aleksei. Eu poderia ter perdido você. O


mundo poderia ter perdido você, tudo porque eu era tão tola e não entendia
o presente que me foi dado.
Seu polegar se moveu através do rastro de lágrimas. — Eu quero que
você pare de fazer isso. Neste momento, Gabrielle.
Seu tom de voz era suave, mas ainda era uma ordem. Firme. Suave. Ela
não tinha ideia de como alguém poderia lidar com isso, mas ele fez.
A ponta do polegar seguiu a trilha das lágrimas pelo rosto, apagá-las. A
boca dele se aproximou e ele sorveu as lágrimas dos seus cílios e, em seguida,
usou a língua para limpar toda evidência deles. Suas mãos foram para os
quadris, os dedos cavando fundo, e ele virou-a, ali mesmo na piscina.
— Monte meu colo, kessake, estamos quase terminando antes de ir caçar.
Ele realmente não lhe deu escolha, não que ela queria uma, mas no
momento que ela se virou, com as pernas sobre seus quadris, os seios
apertados contra seu peito, seu pau enterrando profundamente, sua boca
estava sobre a dela, e tudo caiu, mas ele—tudo, mas Aleksei e a sensação de
seu corpo duro e o prazer que ele trouxe para dela.

— s homens são mais fortes e você pode tomar um pouco mais deles,
especialmente se eles são grandes. Se você pode evitar, não entre em uma
casa, mesmo se for convidado. E você deve ser convidado a entrar, se você
está pensando em tomar sangue. Essa é uma medida de proteção para todos,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

bem como mostrar respeito. Não vai ser difícil para você conseguir um
convite, você simplesmente usa sua voz para encantar, mas ainda assim, os
riscos são maiores. Crianças. Os membros da família. Não é uma coisa boa,
kessake.
Gabrielle estava nas sombras com Aleksei apenas fora de um bar. O céu
pulverizou gotas de prata, mas ele manteve a chuva fora dela, seus braços
fechados em torno de sua cintura, mantendo seu corpo escondido perto dele,
protegendo-a. Ela se inclinou de volta para ele, gostando do jeito que ele a
rodeou com sua proteção. Ele a fez se sentir segura. Seu corpo tremia, mas
ela não sabia se era os nervos ou excitação.
Ninguém nunca se preocupou em lhe ensinar essas habilidades. Aleksei
queria que ela aprenda a ser auto-suficiente. Ela adorava isso. Ela não estava
certa de que ela poderia realmente atrair alguém para ela e tomar o seu
sangue, mas ela queria tentar.
— Você entende, Gabrielle? É importante. Você pode entrar em uma
casa, se você não conseguir encontrar presas adequadas em outros lugares e
apenas em casos de emergência.
— Eu entendo, —ela disse suavemente, chegando de volta para tocar
seu rosto com a mão. — Estou ouvindo. E eu sou grata que você está
tomando o tempo para me ensinar.
Ele esfregou a mão dela com a mandíbula levemente áspera e, em
seguida, virou o rosto para um beijo direto no centro da palma da mão.
— Eu estou gostando de nosso tempo. —Ele moveu o longo cabelo fora
da nuca, empurrando-o ao redor de seu ombro esquerdo enquanto ela deixou
cair sua mão. Que deu acesso à boca e sua pele nua e seu ouvido direto, sem
obstáculos pelo cabelo espesso. — É sempre melhor encontrar um lugar
como este, onde há muitas pessoas para escolher. Sempre escolha um que
está entrando, se possível. Eles não beberam nada, e por isso eles são
imaculados. Aqueles que saem podem ser usado em situações de emergência,
mas o sangue não é tão bom.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela umedeceu os lábios, mais consciente da presença dele, de sua força,


de sua fome, do seu poder. Quando se moveu era fluido, um fluxo de
músculo e osso; quando ele parou, ele estava completamente imóvel. Era
impossível esconder o poder nele, e ele não tentou. Quando ele não quer ser
visto, ele encoberta sua presença, ao invés de tentar se misturar.
Ela sentiu uma súbita mudança nele, em sua abordagem, e um arrepio
de medo e excitação desceu sua espinha. Ela nunca se sentiu mais viva.
A boca de Aleksei se moveu sobre sua orelha, causando uma rotação
lenta no estômago. — Este aqui, kislány, leva este. Use sua voz. Atraí-lo para
você. Trazê-lo para as sombras. Eu estou aqui, cuidando de você. Vou
garantir que nada dê errado.
Ela lambeu os lábios novamente, ouvindo seu coração bater. Ela
realmente podia fazer isso? Caminhar até um homem e encanta-lo com sua
voz sozinha? Atraí-lo de volta para as sombras com ela e deixá-lo com a vaga
impressão de que ele tinha tido uma conversa e nada mais tinha acontecido?
Ela estudou o homem se aproximando do bar. Ele era jovem, nos seus
vinte anos, e ele parecia forte. Ela sentiu os braços de Aleksei a soltar e ela
deu um passo para fora das sombras, em um caminho para interceptar o
jovem macho. Seus olhos foram a ela imediatamente e ele imediatamente
sorriu, retardando o seu passo decidido.
Gabrielle sorriu de volta, e a cabeça dele empurrou. Ela parou onde
estava e lhe permitiu chegar a ela, uma mão indo para o cabelo, deslizando
seus dedos pela massa de seda enquanto ela esperava. Seu olhar caiu para os
seios enquanto eles ergueram sob a blusa com a ação e, em seguida, mudou-
se de volta até seu rosto.
— Venha comigo, —ela disse em voz baixa, com um tom hipnótico. —
Venha comigo agora. —Ela estendeu a mão para ele. — Eu preciso de você.
Ela não podia acreditar a forma como sua voz era tão sensual. Ela sabia
que Aleksei tinha dado-lhe isso—a confiança que nunca tinha em si mesma
como uma sedutora. Ele a fez se sentir bonita e sexy.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Você é bonita e sexy. Alcance a sua mente, kislany. Você precisa saber que você
tem o controle completo, e não só tê-lo seduzido.
A voz de Aleksei não só era gentil, mas ela podia sentir seu orgulho nela.
Isso a fez querer brilhar e surpreendeu-a ao mesmo tempo. Ele era um
homem que seria ciumento e não quer outro homem tocando-a. Isso foi
realmente a última coisa que ela esperava de que ele a ajudaria. Ela o
admirava ainda mais por isso.
O homem pegou a mão dela, e se moveu para perto dela. Ela não gostou.
Ele não se sentia como Aleksei sentia. A queimadura de seu desejo sexual
parecia errado. Ela mal podia suportar o toque da pele dele contra a dela. Ela
quase se afastou, mas Aleksei estava lá, em sua mente, solidária e forte.
Eu gosto que você não gosta de seu toque, Gabrielle. Você está fazendo muito bem.
Alcance sua mente. Tome o controle dele para que ele não possa tecer fantasias de você.
Ela não tinha considerado que podia fazer isso, e mais uma vez foi grata
pela orientação de Aleksei. Ela respirou fundo e forçou passando as barreiras
na mente do homem. Por um momento ela sentiu-se mal, seu estômago
protestando pelo ato invasivo.
Você não está machucando-o de nenhuma maneira. Você está protegendo ele.
Não se preocupe tanto. Nós vamos ficar aqui para se certificar de que está tudo bem
depois. Se possível, você sempre faz isso. Você nunca quer tomar inadvertidamente
muito sangue e deixá-los desprotegidos.
A voz de Aleksei acariciou sua mente. Suave. Apoiando. Persuasivo.
Ela sabia que se ela recuasse, ou disse que não poderia fazê-lo, ele não
estaria chateado com ela, mas queria sua aprovação. Ela queria que ele tivesse
razões para estar orgulhoso dela. Mais, se ele estivesse em dificuldades e
precisava dela para conseguir sangue para alimenta-lo ou ajudar a curá-lo,
ela estava determinada a aprender.
A mente do homem estava preenchida com todos tipos de imagens dos
dois se contorcendo no chão juntos. Ela ignorou isso, e assumiu o controle,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

acalmando ele, plantando uma breve conversa sobre algumas direções. Ela
acompanhou-o até a Aleksei.
Aleksei se aproximou dela, sua mão enrolando em volta do pescoço,
puxando-a para o outro lado e longe do homem que docilmente ficou na
frente deles, mantendo-a perto dele quando ele estendeu a mão para o
homem. Gabrielle observou enquanto, sem preâmbulos, Aleksei assumiu,
empurrando na mente do homem, acalmando-o, quando ele enterrou os
dentes e bebeu profundamente. Todo o tempo, ele reafirmou a ideia de que
o jovem tinha tido uma conversa com um turista que estava pedindo uma
ajuda sobre algumas direções.
Gabrielle ficou na mente do homem, para assegurar-se de que ele não
estava com medo, ou que ele mesmo sabia o que estava acontecendo. Ela
não podia deixar de ver que ele era um bom homem, na esperança de
encontrar a mulher "certa" e estabelecer-se, mas ele sabia que todas as
mulheres disponíveis na vila não eram para ele. Ele era um trabalhador duro,
amava seus pais e foi bem educado. Ele estava lutando com a idéia de ficar e
ajudar seu pai em seu negócio, ou sair assim ele tinha a chance de encontrar
uma mulher e se apaixonar. Ela gostava dele ainda mais por isso e encontrou-
se sentindo protetora com ele.
Apreensão de Aleksei apertou sobre ela. Apertou-a firmemente a seu
lado quando ele finalmente levantou a cabeça. Com uma mão ele baixou o
homem ao chão e lhe permitiu descansar contra um banco de madeira que
estava lá.
— Você não pode se apegar, kislány. Não é saudável. Nem eu ia querer
isso. Eu prefiro que você me permita caçar para você e alimentá-la. Vou levá-
la na caça comigo para ajudar a aprimorar suas habilidades, mas você tem
que endender que não precisa recolher outros homens.
Ela fez uma careta. Honestamente, sentiu como se ele tinha dado um
golpe em seu corpo. Ela quase desejava que fosse físico, porque, realmente,
doeu como o inferno quando ele lembrou de sua indiscrição. Ela tentou se

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

afastar, mas seu braço travou em seu lugar. Ele pegou o queixo e forçou-a a
encontrar seus olhos.
— Eu estava brincando com você, Gabrielle, não castigando você. Eu
não tinha Gary na minha mente em tudo. Eu entendo o que aconteceu entre
vocês e eu não o culpo por isso. Eu interpretei mal a situação e administrei
errado. Eu disse isso para você e eu espero que você me ouça neste momento
e deixe-o ir.
Que era ao mesmo tempo doce e irritante. Ele podia ser tão arrogante,
ordenando-lhe para deixar ir, quando ela tinha causado tantos danos, como
se ela pudesse simplesmente esquecer tudo, porque ele lhe disse.
Um leve sorriso iluminou seu rosto por um breve momento e, em
seguida, só que rápido, tinha desaparecido. — Quando você está com raiva
de mim, gatinha, seus olhos brilham fogo. Eu gosto disso. —Ele pegou sua
mão e trouxe-o para a frente de suas calças, de modo que a palma da mão
cobriu o grosso vulto ali direto através do material. — Você me faz tão duro
como uma rocha quando você tem esse fogo em seus olhos. Principalmente
porque me lembra de como você pega fogo quando eu te toco.
Ela não sabia o que fazer com isso, então ela ignorou. — Você não pode
simplesmente me ordenar a esquecer alguma coisa e esperar que isso
aconteça.
Ela deveria ter tirado sua mão, eles estavam justo lá em campo aberto,
mas a sua mão tinha apertado duro sobre a dela e ela sabia que se tentasse
haveria uma luta. O homem que ele tinha usado para se alimentar se mexeu
e gemeu baixinho. Ela mexeu a mão para tentar alertar Aleksei que sua presa
estava saindo do transe. Mais, ela podia ouvir outros dois homens se
aproximando com pesadas passadas.
Aleksei se recusou a abandonar sua mão, mas moveu os dois mais para
trás para as sombras. Sua mão livre levantou o queixo para ele. Eu não iria
nunca envergonhá-la ou permitir que outro homem ver o que é meu, e só para mim.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ainda assim, quando eu quiser o seu toque, ou tocar em você, eu vou fazê-lo. Você vai
ter que confiar em mim para nos proteger.
Parece ... Ela queria dizer como exibicionismo, porque ele fez, embora
agora ela acreditou nele quando ele disse que outros não podiam vê-los. E
ele tinha implícito que ele faria muito mais do que pressionar a palma da mão
sobre seu pênis coberto.
Parece como o céu, Gabrielle. Quando você me toca, sempre sinto assim. Ninguém
pode nos ver. É sempre nós dois.
Deliberadamente, ele enfiou a mão dentro da blusa e acariciou seus seios
através da renda do sutiã. E então o sutiã tinha ido embora e seu peito estava
sendo segurado com as duas mãos, o polegar deslizando através do seu
mamilo. A respiração deixou seus pulmões como chicotes de relâmpago
riscando direto para o seu sexo. A boca de Aleksei desceu sobre a dela, e o
mundo sumiu. Seu cérebro não estava funcionando corretamente. Derretido.
A sanidade tinha desaparecido e havia apenas ele, sua boca e as mãos.
Abruptamente ele se foi. Sua cabeça tinha se virou para os dois homens
agora paralelo com eles. Sua respiração vaiou, um sinal perigoso, enquanto
ele a empurrou atrás dele. Ela percebeu que seu sutiã estava de volta no lugar
e suas roupas estavam em ordem completa. Ela piscou rapidamente,
tentando recuperar sua capacidade de pensar. Para entender o que estava
acontecendo.
Aleksei? O ar ao redor deles tinha ido de fresco e limpo a uma escura e
perturbador, uma sensação muito pesada. Ela apertou a mão ao estômago e
tentou olhar ao redor de seu corpo grande.
Aleksei arrastou Gabrielle de volta com uma mão, desta vez usando a
força. Fique quieta. Ele mordeu a palavra para fora, sentindo a ordem em sua
mente, seu único aviso. Se você não obedecer, eu vou forçar sua obediência. Ele a
deixou ver que ele queria dizer isso. Ela agarrou a parte de trás de sua camisa
para apoio, sua mão segurando o material. Ela não puxou. Ela não o

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

combateu. Ela não protestou ou até mesmo agiu, em sua mente, irritada com
ele, apesar de sua ameaça muito real para ela.
Ele estudou os dois homens se aproximando do homem que ele tinha
usado para a alimentação. Ambos estavam contaminados. Ambos fediam a
vampiro. Ambos fediam a conspiração. Eles claramente tinham sido
dirigidos para o bar, e quando ele tocou levemente suas mentes, ele sabia que
havia alguém lá dentro esperando por eles. Ele temia que ele sabia o era esse
alguém. Não humano.
Ele compartilhou seu conhecimento com Gabrielle. Seus dedos
torceram mais apertado em sua camisa, mas ela permaneceu muito quieta, e
ele sentiu-a lá em sua mente.
Você pode controlá-los?
Ele percebeu que ela estava com medo para o jovem que estava sentado
do lado de fora do bar sobre o banco.
Se necessário, mas eles estão conectados com o que está dentro e o bar está cheio
esta noite. Se ele sabe que há um caçador aqui fora, ele não vai deixar pacificamente.
Haverá um banho de sangue.
— Izaak? Você está mal? Você já teve o suficiente para beber?
A linguagem era Polonês, não Inglês, mas Aleksei traduziu sua mente
para que Gabrielle pudesse entender melhor.
O único segurando a gola de Izaak endureceu. — Ele foi usado.
Os dedos de Gabrielle cravaram nas costas de Aleksei. Eu pensei que você disse
que ninguém poderia dizer. Você deixou uma marca?
A respiração de Aleksei vaiou novamente em uma longa corrida de
aborrecimento. Sua mulher pensou que ele iria fazer tal erro? Eu não vou
castigá-la por esse insulto, porque você está muito perturbada, mas eu não deixei provas
ou marcas. Há algo mais aqui. Algo que eu ainda tenho que entender. Eu raramente
corro através de um quebra-cabeça que eu não tenho visto antes. Ele cuidadosamente

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

deslizou na mente de Izaak, ficou muito calmo e imóvel, de modo a não


chamar a atenção de qualquer uma das marionetes.
Eles são vampiro?
Humanos, mas um vampiro controla-los. Eles não percebem isso, é claro. Eles
acreditam que eles estão caçando o vampiro. O vampiro os usa para caçar o povo dos
Cárpatos.
Se eles me ver na mente de Izaak, eles vão saber o que aconteceu? É assim que eles
souberam? Eles podem entrar em sua mente?
Aleksei foi cuidadoso em olhar ao redor. Normalmente, uma marionete
era simplesmente isso—um corpo para um vampiro usar de qualquer
maneira que ele entendesse. Ele poderia usar seus olhos para ver o que a
marionete viu. Ele poderia usar sua mente para ir ao outro. Ele estava
bastante certo que a marionete tinha descoberto por si mesmo que Izaak tinha
sido usado através do sangue e se reportaria ao seu mestre. E isso só poderia
chamar o mestre para eles. Ele iria querer examinar Izaak para ver com o que
ele estava lidando.
— Mate-o, Denny, —disse um deles. — Mate-o antes que ele se
transforme em um deles.
— Ainda não, Vaugn. Precisamos levá-lo para a cabana e forçá-lo a
dizer-nos tudo. Você tem as drogas?
Denny tinha mudado para o Inglês. Vaugn tinha de ser um dos
caçadores que tinham vindo de fora do país.
Denny é Denny Jashari, um local cujo filho era um ‘serial killer’ assassino em
série juntamente com seus sobrinhos. Eles tentaram matar a companheira de André,
Teagan. André cuidou deles, mas Jashari é claramente o chefe da sociedade de
caçadores de vampiros local. Eles operam em segredo, mas principalmente como alvo
as pessoas que não gostam. Eles os acusam de ser vampiro e então os matá. André nos
disse que eles estavam caçando Teagan. Aleksei deu a Gabrielle a informação.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele continuou ficando na mente de Izaak, esperando para ver o que


Denny e Vaugn faria em seguida.
Vaugn deslizou seus braços ao redor de Izaak. — Levante-se, rapaz.
Vamos caminhar.
Izaak cooperou, tentando encontrar seus pés quando ele estava tonto.
Denny de repente se endireitou e olhou ao redor cautelosamente. Na
verdade, ele olhou através de Aleksei. — Deixe-o cair, Vaugn, —ele ordenou.
— Deixe-o cair agora mesmo.
Vaugn soltou Izaak e Izaak oscilou e tentou chegar a Vaugn para que ele
não caísse. Vaugn o empurrou, olhando em volta também, com o rosto
revelando a ansiedade. Aleksei cheirava seu medo. Ele pressionou Gabrielle
atrás dele. Ele sabia o que estava por vir.
A porta para o bar se abriu. A música e o riso se derramou na noite. A
chuva vaiou, quando caiu sobre o homem caminhando para fora. Ele era alto
e de aspecto confiante. Bonito ao extremo. Ele parecia sem idade,
intemporal, e movia-se com facilidade. Ele voltou seu olhar sobre Denny e
Vaugn e os dois homens congelou.
— Boa noite. — Ele enviou um sorriso. O sorriso não fez nada para
iluminar os olhos ou para iluminar seu rosto. Em vez disso, parecia muito
ameaçador. Ele parou perto deles. — Você não me informou de que estava
levando um prisioneiro.
— Ele tem sido usado, —disse Denny, sua voz mais aguda.
Estrangulada. Como se ele não poderia conseguir ar suficiente.
— E você sabia disso, como?
— Você me ensinou como saber, Mestre Aron. Eu toquei nele, e ele
estava frio e seu volume de sangue estava baixo o suficiente para fazê-lo
sentir-se tonto. —Denny pigarreou várias vezes e sua mão subiu protetora
como se fosse se estrangular, mantendo os dedos longe.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— E, no entanto, depois que eu lhe dei esse dom para ajudar a sua causa,
você não pensou em me informar sobre este homem? —O vampiro falou
suavemente. Em voz baixa. Seu tom era mortal.
Aleksei o reconheceu desde a sua juventude. Ele conhecia o nome Aron
Mazur. André estava em seu rastro, então ele sabia que o caçador Cárpato
mais conhecido como ‘o Fantasma’ poderia estar perto.
— Eu pensei que não iria incomodá-lo, a menos que ele tinha
informações importantes, —Denny gaguejou. Chiou. Tentando sugar o ar.
— Vaugn tem a droga com ele e pensamos que poderíamos usá-lo, para
extrair as informações e, em seguida, trazê-lo para você.
Os olhos de Aron, eram planos e frios, totalmente sem emoção, olhou
para a marionete. — Você acha que eu não sei o que está na sua mente,
Denny? Eu poderia abrir sua cabeça e ver os restos podres lá. Você sabe o
que eu sou. Vaugn é um peão, nada mais. Um peão para nós dois, mas você
queria mostrar-lhe o seu poder. Você queria que ele tivesse medo de você.
Seu ego mais uma vez obteve o melhor de você. —Seus olhos começaram a
brilhar um vermelho escuro. — Pensei que estávamos além disso. Você
precisa de outra lição?
Aleksei sentiu a testa de Gabrielle contra suas costas. Ele chegou por trás
dele e a encontrou com a mão livre, enfiou os dedos nos dela trazendo-lhe a
mão na coxa. O bracelete em seu pulso delicado brilhava com chamas de
fogo em protesto contra o mal no ar, mas os elos estavam frios ao toque.
Ele sabia que não podia ser visto, mas ainda teve o cuidado de que o ar
não foi deslocado. Ele percebeu que Gabrielle nunca tinha estado na
presença do mal. O vampiro tinha escolhido entregar sua alma,
deliberadamente torturando suas presas antes de matá-la, para que ele
pudesse obter a adrenalina elevada. Ele era totalmente mal, e ele tinha
encontrado uma contrapartida humana em Denny Jashari.
Gabrielle tinha sido esfaqueada várias vezes por um homem infectado
com o fanatismo, envenenado por um vampiro, como Jashari. A família

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Jashari era claramente distorcida, produzindo homens que estupraram,


torturaram e mataram mulheres. Não foi um grande passo para ver como
Aron Mazur tinha encontrado Denny e o recrutou para ajuda-lo, em vez de
matá-lo. Ainda assim, Mazur gostaria de mantê-lo intimidado e curvando-se
diante dele.
Ele sabia que Gabrielle estava assustada. Ele podia sentir seu corpo
tremendo e seus pesadelos estavam muito próximos, mas quando ele pegou
sua mão e apertou-a contra sua coxa, ela acalmou, sua respiração após a sua.
Seu coração tão firme quanto o dele. Ela lhe deu esse dom. Confiança. Em
face do perigo extremo, ela deu-lhe isso.
Ele se inclinou lentamente, trazendo-lhe a mão à boca, gentilmente
beijando os nós dos dedos e esfregando a ponta do polegar sobre os elos de
sua pulseira. Era uma arma, que ele sabia que viria em seu auxílio se ela
estava em apuros. Ele gostava de vê-lo em seu pulso, especialmente quando
ela estava nua. Ele gostava de saber que estava lá apenas no caso. Sabendo
que ele tinha que demostrar que ele tinha absoluta confiança, não importa as
probabilidades contra eles, ele voltou suas mãos unidas na coxa.
Denny cambaleou para trás, longe do mestre vampiro, claramente
aterrorizado, sua mão ainda em sua garganta. Seu rosto estava vermelho e
inchado. Era difícil ouvi-lo com falta de ar. Vaugn olhava de um para o outro,
claramente desconfortável e não sabendo o que fazer. Ele não gostava de ser
chamado de peão, mas ele não queria desafiar o homem que ele conhecia
como Aron Mazur. Ele não tentou ajudar Denny. Ele afastou-se de ambos
os homens.
Aron sorriu, revelando dentes afiados, muito brancos. — Eu pensei que
você iria entender o meu ponto, Denny. —Ele acenou com a mão e o corpo
de Denny caiu como ele tomou uma respiração profunda, ofegante. Com
isso, o vampiro se virou para Izaak.
Aleksei apertou a mão de Gabrielle e depois a soltou. Dê um passo para
trás lentamente. Dá-me espaço, e não revele-se, por qualquer motivo, mesmo se você

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ache que eu estou em apuros. Ele empurrou a ordem em sua mente. Não me
desobedeça, Gabrielle.
Ela deu um passo para trás. Ele não estava satisfeito. Ela tinha mostrado
coragem em várias ocasiões. Ela havia se jogado sobre ele a fim de proteger
Gary. Ela tinha vindo a ele no pátio, embora ele tinha mostrado a ela tanto
a sua escuridão e seus demônios e ela sabia que ela estava tomando sua vida
em suas mãos. Ele não tinha nenhuma dúvida, ela deveria pensar que ele
estava perdendo a batalha, ela iria tentar ajudar, apesar de seu grande medo.
Eu preciso de você para me dar sua palavra de que permanecerá escondida o
tempo todo, ou não terei escolha senão prender você.
Aleksei. E se ... Ela parou quando ele levantou a mão para ela.
Agora. Ele quase cuspiu a palavra. Eles estavam correndo contra o
tempo. A qualquer momento, Mazur iria desistir de seu pequeno show para
tomar posse da mente de Izaak e todo o inferno iria quebrar solto.
Por você, mas é a coisa mais difícil que você me pediu para fazer.
Ele sabia disso. Ele não estava convencido de que ele seria capaz de
manter sua palavra, se ele achava que ela estava em apuros.
André está por perto. Eu não sei o quão perto. Caso haja problemas, acesse o
caminho comum dos Cárpatos e o chame. Ele virá para você.
Ele não disse mais nada. Ele soltou Gabrielle e alcançou a escuridão
nele. Os demônios que o dirigia. Eles se estabeleceram nele como velhos
amigos, capas familiares que cobriam cada parte da humanidade, deixando
apenas o guerreiro, o predador.
Ele esperou. Agachado. Calmo. Seu coração uma roccha constante. Sua
respiração inalterada. Ainda assim, o monstro estava lá, perto da superfície,
estendendo-se, pronto. Esperando com ele.
Ele sentiu Mazur invadir a mente de Izaak. O vampiro golpeou, uma
lança perfurante de dor, deliberadamente cruel. Izaak gritou. Ele gritou de
dor. Ele caiu de joelhos apertando a cabeça entre as mãos. Vaugn saltou para

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

trás, olhando assustado como se ele quizesse correr. Denny sorriu e


aproximou-se, obviamente apreciando a tortura de Izaak, um homem que ele
conhecia desde que era uma criança.
Aleksei não esperou. Ele atacou Mazur, um duro golpe, destinado a
terminar a batalha antes que ela realmente começará. Ele usou a armadilha
da mente de Izaak para ganhar o controle, empurrando duro na mente podre
do mestre vampiro, rompendo todas as barreiras assim a podridão foi
exposta. De modo que cada um de seus peões e marionetes estavam no
comando de Aleksei. Mazur não tinha escolha real; ele se virou para fugir,
desesperado para salvar a si mesmo enquanto seu cérebro começou a se
fragmentar.
Não houve exploração na sua capacidade de manter sua imagem
humana. A podridão e decadência era tão grave, que quando ele se levantou,
sua carne estava desprendo de seu esqueleto ósseo. Seus dentes estava todos
corroídos, manchado de preto e vermelho. Seu nariz não era mais que um
buraco em seu rosto e seus olhos eram fundos e vermelho. Ele gritou em sua
fúria e medo quando seu cabelo espesso desapareceu para ser substituído por
nada mais do que fios longos e manchados de cinza que parecia e cheirava
muito sujo.
Aleksei bateu-lhe com força no peito, seu punho conduzindo profundo,
espetando Mazur, levantando-o no ar para que o seu peso corporal
adicionado ao golpe, ajudando a incorporar o punho de Aleksei e braço
profundamente na cavidade torácica. O golpe foi tão forte que o punho viajou
através dos músculos e ossos, direto para o murcho coração, enegrecido.
Gabrielle engasgou enquanto sangue negro caía sobre o braço de Aleksei
e sua pele realmente esfumaçou, queimado como se a substância era ácida.
Aleksei nem estremeceu. Denny se arrastou em direção as sombras mais
escuras das montanhas. Vaugn puxou uma faca e correu para Aleksei.
Tomou cada onça de disciplina que possuía, para permanecer onde
estava. Aleksei! Ela tentou avisá-lo, mas ela sentiu a lâmina deslizando em
suas costas. Bem gelado. Fogo quente. Ela podia ver Vaugn atrás dele, mas

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

ela não podia ver o que estava fazendo, não de onde ela estava. Ela só podia
ver o braço de Aleksei sendo carbonizado até os ossos, o cheiro de carne
queimada encheu seus pulmões.
Ela puxou, uma respiração ofegante irregular, e desistiu de lutar contra
seus instintos. Ela não podia ajudá-lo com o mestre vampiro, mas ela poderia
com Vaugn. Ela tentou se mover e nada aconteceu. Nada. Seus pés foram
plantados com firmeza, como se tivessem criado raízes. Ela não podia se
mover. Seu coração se contraiu de medo. Seu estômago deu um nó. Ela
poderia ter que ficar ali e assistir Aleksei ser morto.
Ele se virou, ainda segurando o mestre vampiro no ar, o punho e
antebraço enterrado no peito do vampiro. Mazur gritou horrivelmente, o som
reverberando acima e abaixo das ruas da aldeia, um barulho horrível que
feriu seus ouvidos. Ele soou como um animal ferido, e ainda assim ele
arranhou o rosto de Aleksei. De alguma forma, Aleksei evitou as garras do
mal na maioria das vezes, embora várias vezes marcou sulcos profundos não
só no rosto, mas também seu ombro. É evidente que o vampiro estava
tentando arrancar os olhos de Aleksei e rasgar seu pescoço.
Aleksei virou para enfrentar Vaugn, que ainda estava apunhalando as
suas costas e, conforme ele fez isso, ele jogou o mestre vampiro para o
homem com a faca. A lâmina foi para o vampiro, diretamente em suas costas.
A força do arremesso enterrou a faca até o cabo e enviou tanto o vampiro e
Vaugn a cairem juntos a vários metros de distância de Aleksei.
O braço de Aleksei emergiu da parede torácica. Em seu punho estava o
coração enegrecido do vampiro. Imediatamente ele o deixou cair e levantou
seu braço queimado em direção ao céu. Relâmpagos chiaram. Bifurcados.
Riscando para baixo para bater no coração, incinerando-o. Mesmo quando
ele fez isso, Aron Mazur estava de pé, correndo em direção a Aleksei,
colidindo contra ele, seus dentes monstruosos, foram para o ombro de
Aleksei, rasgando e arrancando.
O vampiro de repente endureceu, sua boca se esticando amplamente em
outro grito, embora este era silencioso. Ele desmoronou no chão e o chicote

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

de um raio atingiu o seu corpo, transformando-o em cinzas. Aleksei


casualmente banhou seu corpo na energia incandescente e, em seguida,
olhou para Vaugn.
Gabrielle caiu de joelhos e estava doente, mais e mais novamente, se
debatendo por náuseas, seu estômago protestando com que sua mente não
conseguia lidar. Ela ainda não podia mover seus pés e ela estava bastante
certa de que Aleksei ficaria furioso com ela, mas, naquele momento, ela não
se importava. Seu mundo se desintegrou em torno dela. Ela tinha pensado
que ela poderia fazer isso, viver com ele em seu mundo, ser o que ele
precisava que ela fosse, o que ela queria e precisava de si mesma, mas ela
sabia que não podia. Ela poderia nunca, nunca ser uma verdadeira
companheira de um antigo guerreiro como Aleksei—e claramente ele sabia
disso.
Vaugn olhou horrorizado para as cinzas no chão, ao chicote do
relâmpago e Aleksei, que ainda não tinha mudado de expressão. Ele tentou
empurrar-se do chão para correr, mas não podia mover-se, de alguma forma
congelado no lugar. Ele assistiu com horror absoluto como o relâmpago
queimou brilhante. O trovão rolou. Ele não conseguia parar de olhar como
os chicotes de energia incandescente assumiu vida renovada, se bifurcando
para fora, alcançando com a queima de ganância direto em direção a ele. Ele
não gritou. Ele não teve tempo. Sua mão tinha subido em protesto. Ele abriu
a boca, mas o chicote já tinha atingido ele. Ele nem sequer sentiu a
queimadura. Ele simplesmente desapareceu como se nunca tivesse existido.
Imediatamente, Aleksei girou para Gabrielle, com os olhos ainda
queimando com uma espécie de fúria ameaçadora. Ela sabia que no instante
em que ele a soltou, mas ela não se moveu. Ela ainda estava levantando.
Ainda engasgando. O cheiro de carne queimada permeou o ar. Ela observou
como Aleksei foi para Izaak e gentilmente colocou as mãos nos lados da
cabeça do homem. Ela o viu sair de seu próprio corpo, fazendo-se
completamente vulnerável quando ele ia na mente de Izaak para curá-lo e
remover toda a memória do que tinha ocorrido.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei gentilmente colocou o homem no banco e plantou memórias de


uma grande noite com os amigos no bar com ele. Assim que ele estava certo
de que o homem estaria bem, ele acenou com a mão para limpar o ar de todo
cheiro de batalha, bem como a limpeza do chão de todas as provas. Só então
ele levantou a barreira entre o bar e o mundo exterior que ele tinha feitos às
pressas, por isso não houve sons da batalha que podia ser ouvido lá dentro.
Ele se virou para Gabrielle. Sua companheira. Ela ainda estava de
joelhos e agora havia lágrimas em seus olhos e escorrendo pelo rosto. Ele
empurrou para baixo a paciência, sabendo que sua reação de medo por ela.
Se não tivesse conseguido detê-la antes que ela pudesse se mover, ela teria
chamado a atenção do vampiro e Vaugn. Denny há muito havia
desaparecido na floresta, escondendo-se como o covarde que ele era, mas ela
poderia ter sido prejudicada. Ainda assim, ele não tinha coragem para puni-
la, não quando ela estava olhando como se seu coração estivesse partido.
— Venha aqui para mim, —ele disse suavemente.
Ela balançou a cabeça e seu coração se apertou em seu peito. Ela
balançou a cabeça firme. Inflexivelmente. Ele soube imediatamente que sua
cabeça estava em um espaço que não augura nada de bom. Ele não se
preocupou em discutir. Ele foi até ela, recolheu-a e riscou o céu da noite,
permitindo que a chuva caísse sobre eles, encharcando-os, lavando seu
próprio sangue de seu corpo.
Ele sentiu seu movimento, mesmo com as lágrimas nos olhos, atingindo
o ombro, onde as lágrimas irregulares caiam, sua língua lambeu
instintivamente usando a saliva de cura em sua boca para fechar essas
lacerações. Então, ela estava segurando seu rosto entre as mãos, fazendo a
mesma coisa, ignorando que eles estavam no ar, o ar mais frio que cresceu
de forma constante, enquanto ele subia a montanha para seu covil escolhido.
Durante todo o tempo, ela chorou enquanto ela curou seu rosto, e, em
seguida, procurou qualquer outro lugar em seu corpo, examinando as costas
por evidência da ferida a faca, encontrando eventualmente até mesmo os
menores cortes para curar.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Até o momento que ele chegou a segurança de sua caverna, definiu as


salvaguardas e tinha-a na cama, com a cabeça em seu colo enquanto ele
tentava confortá-la, ele honestamente não sabia quem estava mais
perturbado—Gabrielle ou ele.
— É suficiente, kislány. Você vai ficar doente e não há necessidade destas
lágrimas. Eu estou muito bem. E você também. Nada aconteceu.
Seus dedos se fecharam em um punho e ela bateu na coxa. — Alguma
coisa aconteceu, —declarou ela através de seus soluços. — Eu tenho que ir.
Eu tenho que te deixar. Eu não posso ficar aqui com você.
Ele endureceu. Nós enormes se formaram em sua barriga. Suas mãos
apertaram convulsivamente na massa espessa de seu cabelo. Obrigou-se a
respirar. Dentro. Fora. Esperando a fúria passar. Esperando seus demônios
se acalmar.
— Gabrielle, você é minha companheira. Nós não podemos deixar o
outro. Fale comigo. Diga-me o que se passa na tua cabeça. Eu estou sendo
educado e permitindo-lhe o seu espaço, mas se você não pode parar, não terei
escolha senão tomar essa informação de você para que eu possa impedi-la de
ficar doente. Fale comigo.
— Eu não posso fazer isso. Eu nunca deveria ter sido convertida. —Ela
cobriu o rosto com as mãos e soluçou, um grande lamento, soluços de partir
o coração.
Os dedos de Aleksei passou através de seu cabelo, mantendo a cabeça
em seu colo, inspirando e expirando para manter seus demônios na baía. Sua
mulher estava sofrendo. Ferida. Isso era inaceitável para ele. — Minha
gatinha, você é minha companheira. Você nasceu minha companheira. Você
pertence ao meu mundo comigo. O que faz você pensar que não?
Ela colocou os braços apertados em torno de suas pernas. — Eu não
sirvo de nada. Eu deveria ter sido capaz de ajudá-lo quando você precisou.
Joie, minha irmã, teria saltado sem pensar.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei acariciou carícias através dessa massa de seda escura. — Kislány.


—Ele sussurrou o carinho suavemente. — Você tentou saltar para me ajudar.
Mas eu impedi.
— A diferença ... —Ela tentou se sentar, para afastar-se dele.
Aleksei se recusou a permitir isso. Ele manteve a mão sobre a cabeça,
impedindo-a de se mover. Ele aplicou mais pressão até que ela cedeu, caindo
contra suas coxas com outro soluço, como se até sua incapacidade de lutar
contra sua força era um pecado.
— A diferença, —ela repetiu, — é que você teria permitido minha irmã
para ajudar porque ela saberia como. Ela não iria vomitar. Ela não seria uma
desvantagem para você, ela seria um trunfo
Outra tempestade de choro se seguiu. Desta vez Aleksei puxou-a para
que seu rosto estava pressionado contra seu peito. Ele envolveu-a com força.
— É suficiente. Eu permiti todas essas lágrimas, porque você precisava da
liberação. Você estava chocada com a violência e medo por mim, mas agora
você só vai ficar doente. Pare. Eu quero dizer isso, Gabrielle.
Seus dedos se curvaram em um punho e ela bateu no peito. — Você não
pode me dizer para parar de chorar e esperar que eu obedeça.
— Sim eu posso, kislány. Pare agora. Você obviamente não entende o
conceito de companheiros, e nós precisamos de ser muito claros sobre isso.
Eu preciso que você me olhe, não esconda seu rosto. Eu não quero lágrimas
em seus olhos quando eu falar com você sobre isso. Eu preciso ser capaz de
ver que você está entendendo.
Ela apertou o rosto mais profundamente em sua camisa. Ele sentiu a
umidade de suas lágrimas, e ele deu a ela tempo para obedecê-lo. Os
segundos pareciam horas antes de eu finalmente deu várias respirações
profundas e, soluçando levantou o rosto, tomando uma respiração no ar para
tentar obedecê-lo. Seus dedos ficaram sob essa queda pesada de seda
enrolando em torno da sua nuca. Ela era linda, mesmo com o rosto banhado
de lágrimas. Seus grandes olhos se encontraram e ele sentiu o impacto na

340
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

boca do estômago. Seu corpo agitou-se, como sempre acontecia quando ela
olhou para ele. Quando ela estava perto dele. A qualquer hora.
Ele roçou uma carícia pelo seu rosto com a mão livre, como se pudesse
enxugar toda a lágrima. — Isto é porque você é minha companheira,
Gabrielle. Não sua irmã. Sua irmã nunca me serviria. Nós não iriamos nunca
se encaixam. Você se encaixa comigo. Quando eu digo-lhe para fazer algo,
não importa quão difícil, você faz o seu melhor para mim. Você acha que eu
não sinto sua luta para permanecer quieta quando eu estava na batalha? Você
tentou duramente para mim. É a sua natureza, se você sabe o que está
fazendo ou não, é para ajudar os outros. Mas você tentou fazer o que eu pedi.
— Ordenou, —corrigiu ela, soando um pouco ofendida.
Ele não sorriu, embora ele queria. — Ordenei, —ele concordou. — Eu
sou um homem que vai pedir a sua mulher e esperar que obedeça. Além
disso, vou tomar muito cuidado com ela, sempre. De toda forma. Vou ver a
sua felicidade, porque, kislány, dando-me isso, me dando sua obediência
quando eu precisar, ela está me fazendo feliz.
— Eu disse que não estou certa de que eu posso dar a obediência.
Ele riu então. Suavemente. Delicadamente. Assim que ela saberia que
ela era tudo para ele e ele não estava rindo dela. — Eu entendo isso,
Gabrielle. Mas você tenta. Isso é o que faz com que seja um presente. Se fosse
fácil para você, se isso não importasse para você que eu estava em apuros e
você ficou de fora, porque a obediência era fácil, ela não significaria nada.
Você queria me ajudar e ainda assim você lutou para fazer o que eu lhe pedi.
— Mas no final, eu desobedeci.
— Eu estou certo que você vai me desobedecer frequentemente. É o
presente que é difícil e você tentar e o que importa para mim. Embora, em
uma batalha, eu nunca vou permitir que você me ajude. Eu não sou esse tipo
de companheiro nem nunca vou ser. Minha mulher fica segura onde eu
colocá-la. Não há discussão sobre isso. Nunca haverá. Sua irmã nunca iria

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

me satisfazer, Gabrielle. Nem em um milhão de anos. Eu não quero uma


mulher que pode lutar ao meu lado. Eu sou muito ...
— Chauvinista?
Ele riu e deu um beijo na boca. Sua boca doce que sempre o tentava. —
Eu ia dizer protetor, mas chauvinista servirá.
— Eu odiei isso. Eu odiei saber que você poderia ser morto, que estava
sendo queimado ao osso pelo sangue do vampiro. Esse Vaugn foi direto
esfaqueando você com uma faca em suas costas. —Ela estremeceu, sua mão
movendo-se sobre o seu rosto, tocando suavemente as lacerações que já não
estavam abertas, mas ainda cru.
Havia ternura em seu toque. Em seus olhos. Seu coração se moveu em
seu peito. Ela nunca tinha olhado para ele com aquela expressão em
particular. Suave. Amorosa mesmo. Ele não queria pensar sobre essa
palavra. Ele não sabia se ele poderia aceitar a decepção se ela não sentia essa
emoção, então ele estava fora de sua mente. Dando o seu espaço. Dando a
ela tempo.

abrielle mudou de posição, subindo no colo de Aleksei. Sobre ele.


Encaixando seu corpo firmemente ao dele. Ele parecia estar sempre duro
para ela. Pronto para ela. Ela se inclinou para ele, esfregando seu monte
contra sua protuberância dura, enquanto gentilmente beijou cada arranhão e

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

lágrima no rosto dele. Ela não sabia o que estava sentindo, apenas que se
sentia completa. Inteira. E ele a fez se sentir assim.
— Você falou sério, Aleksei? Você não está desapontado por não obter
uma mulher que poderia lutar ao seu lado?
— É impossível estar decepcionado com você, kislány.
Aleksei deslizou suas mãos pelo corpo dela, por debaixo de seus braços
até os quadris, tirando-lhe a roupa. Ele inclinou a cabeça para capturar sua
boca. — Não temos muito tempo, gatinha, e há coisas que eu quero fazer
com você. Coisas que eu preciso de você, por isso desta vez, você vai dar isso
para mim. —Ele murmurou o comando contra seus lábios, suas mãos em
torno da cintura dela.
— Eu já te dei a obediência, —ela apontou, a boca em busca da dele.
Ele a levantou facilmente e depositou-a na cama, empurrando-a para
baixo, sua boca na dela, seu corpo, muito mais pesado, prendendo o dela. Eu
entendi o fascínio dos seres humanos sobre as camas.
Agradável. Certo? Ela perdeu-se na boca dele. Em todo esse calor e fogo.
Ela não podia acreditar que alguém pudesse beijar como ele. Quando ele a
beijava, se pedisse a ela a lua, ela iria encontrar uma maneira de dar a ele.
Muito agradável.
Aleksei beijou seu caminho até sua garganta. Coloque suas mãos acima de
sua cabeça, kislány, eu gosto da maneira como o movimento levanta seus seios, como
uma oferta maravilhosa. Tenho a intenção de tomar o meu tempo, o tempo que temos
antes de ter que voltar para o mosteiro, adorando seu corpo. Eu quero seus olhos em
mim em todos os momentos. Não desvie o olhar.
Gabrielle olhou em seus olhos. Tão verde. Tão cheio de desejo. Desejo
tão intenso, instantaneamente ela sentiu seu corpo contrair em resposta. Sem
tirar os olhos dos dele, ela lentamente obedeceu, levantando os braços acima
da cabeça.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela não tinha ideia de quanto tempo se passou ou quantas vezes seu
corpo deu-lhe exatamente o que ele exigiu. Sua boca, os dentes, a língua e os
dedos estavam por toda parte, reivindicando, empurrando-a mais e mais, até
que um clímax se juntava a outro. Até que ela pensou que poderia morrer.
Até que estava se contorcendo na cama, soluçando seu nome, implorando
por ele.
Diga-me quem é o seu companheiro, ele exigiu, arrastando-a para baixo na
cama, ajoelhando-se sobre ela e colocando as pernas dela sobre os ombros,
colocando-a em uma posição vulnerável. Ele guiou a cabeça de seu pênis
para sua entrada molhada. Deixe as mãos onde eu disse a você, Gabrielle. Sua voz
era um chicote, duro e autoritário, após tê-la empurrado tão longe de sua
zona de conforto, e, ela tinha ido lá com ele.
— Eu não posso, —ela disse, sua cabeça batendo de um lado para o
outro. — Eu tenho que segurá-lo.
Ela estendeu a mão para ele, ou tentou. Não podia mover seus pulsos do
colchão. Seu olhar saltou de volta para o rosto dele. — Aleksei. —Ela
respirou seu nome. Irregular. Ofegante. Contorcendo-se. Ele apenas a
manteve ali, com seu corpo suspenso sobre ela, ela tentou empalar-se nele,
mas ele se recusou a permitir.
Ela lutou pelo controle, os seios arfando, seus pulmões queimando. —
Por favor, Aleksei. Me diga o que você quer.
— Eu quero que você me diga quem é o seu companheiro. E saiba disso,
Gabrielle. Estou em sua mente enquanto entro em seu corpo. É melhor saber
a quem você pertence.
Ela lambeu os lábios para umedecê-los. Ele estava pedindo mais do que
seu corpo. Ela sabia disso. E não se importou. Ela podia ser a pessoa mais
inconstante sobre a face da terra, mas esse homem tinha encontrado o seu
caminho dentro dela. Alma para alma. Ela sempre amaria Gary. Ela sabia
disso e aceitou, mas ela iria amá-lo de forma diferente, como o homem que
a viu e salvou quando ninguém podia vê-la.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você é meu companheiro, Aleksei, —ela sussurrou. Ela deu-lhe a


verdade. Ela abriu a mente para ele. O deixou vê-la. Deixou ele ver como
amava Gary, e também, como seu amor por seu companheiro já era tão
intenso, tão além de qualquer coisa que ela poderia ter imaginado, que sabia
que ele não estaria preocupado com seus sentimentos por Gary.
— Ele está perdido para você, —Aleksei disse suavemente. — Além de
qualquer emoção agora. Talvez, as memórias dele de você, vão mantê-lo
seguro pelos caminhos que o destino reservou para ele. Mas você é minha.
Total e completamente minha.
Ela assentiu com a cabeça. Ela sabia disso. — Sua, Aleksei, e eu estou
queimando. Eu preciso de você, agora.
Ele respondeu-lhe da única maneira de que Aleksei já respondeu—da
maneira dele. Ele tomou-a duro, rápido e profundo. Em algum momento,
enquanto seu corpo estava caindo aos pedaços outra vez, ela percebeu que
ele havia devolvido suas mãos e as usou bem, segurando-o, cravando as
unhas nele toda vez que ele a levou ao longo da borda e continuou batendo
nela até que ela estava gritando, seus gritos ecoando através da câmara.
O sentiu esticá-la ainda mais. Impossivelmente. Prendeu a respiração
para que não pudesse gritar, mas seus olhos nunca deixaram os deles. Ela viu
isso, movendo-se sobre ele, por meio dele. Ela sentiu a ondas esmagantes de
prazer, de felicidade, que varreram por cima de seus dedos do pé, e para baixo
de sua cabeça, e se uniram em uma onda, tão grande, que varreu os dois à
distância.
Ele enterrou o rosto em seu pescoço, deixando-a tomar todo o seu peso,
mantendo-a lá por vários minutos antes de levantar a cabeça para olhar para
ela. Ele emoldurou seu rosto com as mãos, usando os cotovelos para
sustentar-se. Seus olhos verdes brilharam para dentro dela.
— Você está bem, kislány? —ele perguntou.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

O coração dela deu uma cambalhota com a gentileza em sua voz. —


Como eu poderia não estar bem? —Seu corpo ainda estava ondulando.
Sentia-se saciada e amada e envolveu-se totalmente nele.
— Conosco. Você está bem? Você entende o conceito de companheiros?
Não é qualquer pessoa que iria combinar com a minha personalidade, ou a
sua. Nós encaixamos. Nos pertencemos. Você a mim. Eu a você. A maioria
das mulheres não poderia viver comigo.
Gabrielle balançou a cabeça. — Isso não é verdade.
— Kislány. É verdade. Eu pertenço aos tempos antigos, quando o
homem protegia sua mulher, e esperava que ela estivesse em casa
aguardando-o, protegendo a família. Mais, o homem esperava que sua
mulher satisfizesse suas necessidades e fosse feliz fazendo isso. Você vê as
minhas necessidades e você está feliz cuidando disso.
— Você torna isso fácil para mim, Aleksei.
— E quando estivermos perto de outras pessoas? Será que vai ser fácil
para você, quando sua família e seus amigos esperam que você me desafie a
cada momento? Quando eu me recusar a permitir que sua mãe tenha seus
acessos de raiva em torno de você? Quando eu não voltar atrás sobre
qualquer coisa que pode ferir ou prejudica-la de alguma forma? Não apenas
fisicamente? Porque, Gabrielle, isso é o que você pode esperar de mim.
— Eu sei disso. Eu tenho pensado muito sobre você e como você é. —
Ela tinha. Ela esfregou as mãos para cima e para baixo nos braços dele,
sentindo os músculos definidos lá. Ele era um homem bonito e uma vez que
ela parou de se preocupar sobre o que os outros iriam pensar sobre ela e sua
relação, ela começou a imaginar como poderia viver, o que a faria feliz, dada
sua natureza.
— A coisa é, em primeiro lugar, a sua prepotência arrogante me deixa
louca ...
— Prepotência arrogante? —Não havia humor em sua voz.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você sabe que você é arrogante, Aleksei, e você é definitivamente


mandão.
O sorriso desapareceu de seu rosto. — Eu quero que você saiba em que
você está se metendo, Gabrielle. Eu não sou o tipo de homem que joga
conversa fora com os outros. Eu nunca me associei a seres humanos e não
tenho tolerância com pessoas e a forma como se julgam importantes.
Ela estudou seu rosto. Ele estava muito sério, mas não estava dizendo
qualquer coisa que ela já não soubesse. — O que você está tentando me dizer,
Aleksei?
— Eu não gosto que você pense que você não é uma companheira digna
para mim. Eu nunca vou me posicionar a favor de sua mãe, ou qualquer
outra pessoa, em qualquer assunto, que intimide você com acessos de raiva
ou petulância. Seu pai e seu irmão deveriam proteger você. Eles não
protegeram. Eu vou. Se esta mulher, que eu sei que você ama, pegar um
objeto e jogá-lo em você ou em um de nossos filhos, eu vou cuidar do
problema de uma vez por todas. Você entende? Eu não quero que você
comece nosso relacionamento pensando que conseguiu alguém agradável.
Ela tocou sua boca com dois dedos. — Eu nunca iria descrevê-lo como
agradável, Aleksei. No entanto, você pode ser doce. Eu percebi que, você
assumindo o controle, me fez sentir segura, pela primeira vez na minha vida.
Eu amo meu pai e meu irmão. Eu amo. Adoro a minha irmã. Mas, na minha
casa, enquanto crescia, eu nunca me senti segura. Eu nunca senti como se
qualquer um deles fosse ficar do meu lado contra minha mãe. Eu posso estar
errada, porque eu nunca desafiei ela, mas eu sei que você faria. Eu sei que
você não deixaria ela lançar coisas que poderiam acertar nossos filhos. Eu sei
que, se eu estiver chateada por seu comportamento, você irá impedi-la. Então
eu sei, por você, por esse tipo de proteção, para apoiar-me, tão pesadamente
em sua força, fazendo o que você pediu, nunca seria um fardo.
Seus olhos verdes brilharam para ela. Queimando como brasa. Ela
sentiu seu pau, profundamente dentro dela, empurrando, esticando as
paredes apertadas de seu canal, e parecia delicioso. Perfeito. Tão certo.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Então você sabe que eu não vou tentar fazer com que pessoas gostem
de mim, nem mesmo a sua família ou amigos. Eu não me importo se alguém
gosta de mim. —Seu rosto suavizou e ele mordeu seu queixo suavemente,
enviando outra onda de fogo através dela. — Com a exceção de você. Eu
prefiro muito mais se você gosta de mim.
Gabrielle não poderia esconder, ela riu suavemente. — Eu acho que você
está seguro, Aleksei. Eu estou bastante certa de que eu gosto de você.
— Isso é bom. —Seu corpo começou um deslizamento lento no dela. —
Eu estava preocupado.
— Você não estava no mínimo preocupado. Se você imaginasse que eu
não gostasse de você, você simplesmente iria ordenar que eu superasse isso.
—Seus dedos apertaram ele. — Você possivelmente não pode começar tudo
de novo.
— Eu acho que você está errada, kislány. Estou bastante certo de que
posso.
Gabrielle começou a rir, o som cantou através da câmara. Seu riso era
genuíno e ela percebeu que estava feliz. Muito feliz. Ela não estava em uma
casa com uma cerca branca e um balanço na varanda, ela estava em uma
caverna no alto das montanhas dos Cárpatos, e ela estava mais feliz do que
jamais poderia se lembrar.
Ela circulou o pescoço de Aleksei com os braços e puxou sua cabeça
para a dela, sua boca encontrando a sua. Ele facilitou, e seus beijos
iluminaram seu mundo. E adorava isso também. Ela entregou-se a ele. Para
o fogo que ele criou. Para a maneira como ele a fez sentir, segura e
valorizada. Em um milhão de anos, ela nunca teria acreditado que Aleksei
seria o homem a fazê-la se sentir tão feliz.
Ela não sabia quanto tempo se passou. Ela estava perdida em seu corpo,
nas coisas que ele fez com o dela, mas ela sentiu que era cedo demais para se
vestir e sair da caverna. Ela fez uma pausa na entrada, olhando para trás,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

sabendo que eles estavam retornando para o mosteiro, para aquele lugar de
quatro paredes e nada mais.
— Gabrielle?
Ela virou-se. Aleksei estava ali, alto e totalmente masculino, seu longo
cabelo solto, o vento movendo-se através dele, do mesmo modo que ela
gostava de o acariciar com seus dedos. Ele estendeu a mão para ela. Ela
olhou para ele por um longo momento. Ele tinha mãos grandes, fortes. Tão
forte. Ela respirou fundo e colocou a mão na dele. Aleksei a puxou para o
seu lado. Perto. Ela gostava de como ele sempre fazia isso. Ele gostou do
contato com ela. Muito. Ela passou o braço em volta da cintura dele.
— O que é isso?
— Eu gosto daqui. Eu não gosto do mosteiro também. — A honestidade
era a única maneira de ir com Aleksei. Sabia que se tentasse evitar responder,
ele iria ficar lá para sempre, até que ela lhe dissesse ou ele perdesse a
paciência e olhasse em sua mente a resposta.
— Nós não vamos ficar lá para sempre. Eu sei que seu trabalho é
importante. Logo que possível, vamos fazer uma casa mais perto de onde
você faz sua pesquisa. —Ele levou a mão dela à boca, seus lábios roçando os
nós dos dedos. — Vamos ter uma bela casa, Gabrielle. Qualquer coisa que
você quiser.
— Você vai sair muito? —Ela não podia evitar a trepidação em sua voz.
Ele franziu a testa. — Para onde? Onde você acha que eu vou?
— Você caça vampiros.
— Eu não vou deixá-la. Se eu for a algum lugar, Gabrielle, você irá
comigo. —Havia uma dura autoridade em sua voz, como se achasse que ela
estava tentando se livrar dele.
Ela se inclinou para ele, circulando sua cintura com o braço e inclinando
a cabeça para olhar para seu rosto. — Estou feliz. Eu não quero que você vá
a lugar nenhum sem mim.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Você sabe que Gary não irá trabalhar com você. —Ele fez disso um
decreto.
— Ele não queria que Gregori o convertesse, mesmo estando tão perto
da morte. Ele sabia. Eu não sei como ele sabia, mas ele disse que valia muito
mais para os Cárpatos como um ser humano do que como um dos Cárpatos.
Ele é um gênio. Sua mente é incrível, Aleksei. —Por um momento ela
esqueceu o que Gary significava para Aleksei, e que ele poderia não gostar
de ela estar tão entusiasmada sobre Gary. Ela colocou a mão sobre a boca.
— Eu sinto muito. Ela sussurrou. — Eu não estava pensando.
Ele gentilmente puxou a mão dela de sua boca e segurou-a firmemente
sobre o coração. — Essa é a primeira vez que você falou dele como se ele
fosse um colega que admirava e não o homem com quem você queria passar
sua vida. Depois de ver a sua infância, e como sua vida tem sido desde então,
especialmente depois que foi convertida, estou grato que você teve a amizade
dele. Saber que você tinha alguém que se preocupava com você me faz feliz,
Gabrielle, não chateado. Este homem não vai ser capaz de sentir, mas ele vai
lembrar de você, e se ele é o homem que eu vejo em sua mente, se esse é o
seu caráter, ele irá verificar você para ter certeza de que está feliz. Ele ficará
em contato, mesmo que à distância.
— Você vai ficar bem com isso? —Ela não queria que Aleksei ficasse
zangado com ela, ou pior, que lutasse com Gary.
— Eu tenho você. Você deu, a si mesma, a mim. Um presente precioso
que eu sei que você nunca vai tomar de volta. Eu tenho você. Ele não. E ele
nunca terá. Eu sei como é isso, como é amar você, Gabrielle. Ele pode não
sentir, mas ele vai se lembrar. Isso vai ser sempre muito difícil para ele.
Ela engoliu em seco. — Você me ama? —Ela não podia acreditar nisso.
Como ele poderia estar apaixonado por ela quando ela tinha ...
Aleksei apertou sua mão sobre a de Gabrielle, pressionando a palma da
mão dela com força no peito dele. — Não, kislány, —alertou. Ele não a teria
se culpando continuamente por algo que ele não sentia ser culpa dela. —

350
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Temos de colocar um fim nesse assunto. Como eu não poderia me apaixonar


por você?
Ela não se via como ele a viu. Ela era muito inteligente. Suave. Doce.
Vulnerável. Ela precisava de cuidados, e ele era um homem que precisava
cuidar de uma mulher. Ele tinha bastante escuridão, demônios suficientes,
para mais de um homem. Ele precisava de uma mulher que fosse toda luz,
para trazê-lo de volta da borda quando ele estivesse muito perto, não uma
mulher que fosse uma companheira de batalha. Ele precisava que ela
soubesse quando passasse além da borda, que seus demônios não o haviam
abandonado, e quando ele estendesse a mão para ela, para perder-se nela, ela
desse boas vindas, e estendesse a mão de volta, sabendo que era mais
importante para ele do que a luta ao seu lado.
Gabrielle era aquela mulher. Ela detestava violência. Isso a fazia doente.
Ele era grato por isso. Ele iria ensiná-la a proteger a si mesma, porque ela
precisava saber. Por ela. Por seus filhos. E por ele. Ele tinha que saber que,
quando ele não estivesse ao seu lado—o que seria raro—ela seria capaz de se
defender em caso de necessidade. Fora isso, ele queria a sua Gabrielle.
Vulnerável. Doce. Com atitude suficiente e muita inteligência para mantê-lo
muito feliz. Ainda mais, que ela fosse escaldantemente quente em sua cama.
Gabrielle escondeu o rosto contra o peito dele. — Eu quero que você me
ame, Aleksei. Eu juro, eu vou fazer o que for preciso para te fazer feliz.
Ele sorriu para ela. Ela não teria escolha nessa matéria, porque ele não
iria dar-lhe uma. Ele pensou que poderia ser prudente, manter silêncio sobre
isso. — André e Teagan estão indo para o mosteiro. Precisamos encontrá-los
lá. Fane está com os antigos que concordaram em deixar Teagan tentar curá-
los, o suficiente para que eles saiam e procurem por suas companheiras.
André tem acesso ao banco de dados de mulheres psíquicas através de um
menino chamado Josef. Se você pode se conectar com cada um dos antigos
e tentar ser uma bússola, com este truque de salão sobre o qual você falou,
nós podemos ser capazes de dar-lhes esperança de um futuro.
— Se Teagan falhar?

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele respirou. E deixou sair. Ela era inteligente demais para não saber o
que iria acontecer. Ele não teria outra escolha senão permanecer no mosteiro,
tornando-se o guardião do portão, como Fane havia sido. Fane tinha de ser
liberado de suas funções, para que ele e sua companheira pudessem viajar
com Teagan e André de volta para os Estados Unidos.
— Eu sinto muito, gatinha, eu teria que ficar e proteger os antigos.
Permaneceríamos aqui. Eu vi o seu sonho de uma casa com jardim, e
crianças brincando ...
— Os sonhos mudam, Aleksei, —disse Gabrielle, pressionando a ponta
dos dedos sobre os lábios dele. — Isso foi um sonho de criança. Você é o meu
lar. Você. Não uma casa e um jardim. Podemos transformar, onde quer que
estejamos, em um lar, porque estamos juntos. Meu trabalho é importante, no
entanto. Eu realmente sinto que fizemos uma quantidade enorme de
progresso. Shea é uma grande médica e ela tem uma maneira de colocar-nos
no caminho certo quando todos nós estamos jogando fora ideias, mas com
Gary fora, eu sou necessária.
— Então, se ficarmos, nós teremos que construir um laboratório para
que você possa fazer a sua investigação no mosteiro.
— Você faria isso?
Ele sorriu para ela, balançando a cabeça. — Kislány. Eu sou um homem
egoísta e quero você só para mim. Eu nunca vou pedir desculpas por isso,
mas eu não sou tão egoísta a ponto de não querer que você faça um trabalho
importante, que só você pode fazer para o nosso povo. Se voltarmos para as
montanhas dos Cárpatos, eu poderia até oferecer os meus serviços ao
príncipe. Eu não jurei lealdade a ele nem pensei que iria jurar um dia, mas
eu tenho uma família para pensar agora.
Ela começou a rir. — Tão importante tarefa. Jurando lealdade a seu
príncipe.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele deu-lhe uma carranca falsa quando seu riso era a música mais bonita
do mundo. — Mulher. Eu fui dono de mim mesmo durante séculos. Eu não
aceito nenhuma ordem de qualquer homem.
— Você poderia apenas bater no seu peito, —sugeriu ela, ainda rindo.
Ele passou os braços em volta dela. — Nós vamos subir a montanha, de
volta para o mosteiro. Só por esse insulto, você pode regular sua própria
temperatura corporal.
Gabrielle se aconchegou nos braços de Aleksei, percebendo
imediatamente que, quase desde o momento em que ela tinha ido a ele para
dar sua lealdade, ele havia assegurado que ela permanecesse quente e
confortável. Ela não tinha pensado nisso. Ela lutou com a coisa toda de
controle de temperatura, bem como manter o volume baixo. Precisava
prática, e sua cabeça estava sempre cheia de seu trabalho. Até Aleksei. Agora
estava preenchida com ele. Ela também percebeu que ele era um quebra-
cabeça que sua mente tentava resolver e provavelmente nunca iria encontrar
uma solução completa, mas que estava tudo bem para ela. Ela amava que ele
tinha regulado a temperatura de seu corpo.
Ela não disse uma palavra, mas conforme eles se moviam através do ar
frio até o mais alto das montanhas, onde a neblina espessa rodava
ameaçadoramente, ela deliberadamente não se manteve quente. Ela esperou.
Estremeceu. Instantaneamente, ela estava quente. Ela sorriu para si mesma.
Aleksei. Cuidando dela, mesmo quando ele ameaçou que não iria. Ela amava
isso ainda mais.
A névoa era desorientadora e pesada contra sua pele. Ela ouviu vozes
sussurrando, aviso, e ela reconheceu o poder de fortes salvaguardas. Ela se
lembrou de se mover através dessa massa sozinha, em busca de Gary. Ela
tinha tido tanto medo. Agora, com Aleksei segurando-a, ela não tinha medo
de nada. Ela percebeu que ele não tinha feito com que ela mudasse de forma
para passar pela névoa. Ele tinha notado que isso a incomodava, e segurou-
a perto dele, mais uma vez, fazendo-a sentir-se segura.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela nunca tinha considerado que Aleksei poderia ser tão cuidadoso.
Estou me apaixonando por você. Ela tinha que dar isso a ele. Ele havia dito que
a amava. Ele colocou-se na linha e lidou com ela com cuidado, uma vez que,
soube que ela não tinha nascido Cárpato. Como ela poderia não ter
sentimentos intensos por ele? Ela não prestou atenção a ele por um bom
tempo; ela passou muito tempo acreditando que ela estava apaixonada por
Gary, não percebendo o quanto ela o amava.
Trixie estava certa o tempo todo. Houve uma diferença. Ela não tinha
nenhuma dúvida em sua mente de que, se ela e Gary nunca tivessem sido
convertidos, eles teriam vivido uma vida feliz juntos, mas não teria sido nada
parecido com o que ela tinha agora. Ela não sentiria falta do que não
conhecia, mas ainda assim, ela não teria tido Aleksei. Ela enviou uma oração
silenciosa para que Gary encontrasse sua companheira, e quando o fizesse,
de que ele fosse tão feliz como ela era agora.
Ela sentiu o toque dos lábios de Aleksei em seu cabelo.
Melhor não me dizer isso enquanto estamos no ar, gatinha. Você dando isso para
mim me deixa duro. Suponho que poderíamos ter relações sexuais durante o vôo, mas
mantendo-a quente, e fazendo você se partir em pedaços para mim, pode ser difícil nos
impedir de cair.
Ela virou o rosto em seu peito e riu. Tudo faz você duro, e eu não tenho
nenhuma dúvida que você não teria dificuldade em fazer-me em pedaços muitas vezes,
manter-me quente e nos impedir de cair. Você é apenas muito talentoso.
Finalmente. Ainda bem que você reconhece isso.
Okay, esse início-de-amor-estava indo em direção definitivamente—lá.
Ela adorava que ele tinha senso de humor, e a provocava, e que, quando ela
brincava de volta, ele estava bem com isso. Mais do que bem. Ela sentiu a
risada dele em resposta. Ela adorava o som porque sabia que ele não tinha
rido frequentemente—se riu alguma vez—antes de reivindicá-la.
Os portões do mosteiro elevaram-se à frente deles conforme emergiram
da névoa. Ela torceu os dedos na camisa de Aleksei. — Você não foi muito

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

agradável com Trixie, Aleksei, —ela apontou. — Talvez você queira reparar
esse dano.
Aleksei a colocou no chão, à direita, fora dos portões. — E eu deveria
estar preocupado com isso porquê?
Ela ouviu o desafio em sua voz. Ele havia explicado para ela mais cedo,
deixando-a saber, em termos inequívocos, que não se importava se as pessoas
gostavam dele ou não. Nem sua família. Nem seus amigos. Ninguém. Ela
teria que lidar com isso com cuidado. Ela passou a mão pelo peito dele,
ficando perto.
— Trixie me ajudou. Muito. Eu precisava falar com alguém ... —Ela
parou de falar quando seu corpo endureceu, cada músculo tensionado. —
Aleksei, ouça-me apenas por um momento. Eu sei que é importante para
você resolver as coisas, você e eu, juntos. Eu quero isso também, mas eu
estava com tanto medo de você e tão envergonhada de mim mesma, e me
sentia culpada, que eu não conseguia falar com você.
— Você sempre pode falar comigo, Gabrielle. Eu sou a pessoa com
quem você deve falar sempre.
A mão dele subiu, dedilhando seu cabelo da maneira carinhosa de
sempre, que a fazia consciente dele como homem e dela como mulher. — Eu
sei, eu sei, —ela disse apressadamente. — Mas naquele momento, eu estava
grata a ela por me ouvir, quando eu não achava que eu estava fazendo
sentido. E ela, disse que se eu estivesse apaixonada por Gary, e ele por mim,
não teríamos sido capazes de manter nossas mãos longe um do outro.
Ela arriscou um rápido olhar para o rosto de pedra. Ele definitivamente
parecia ter sido esculpido em granito. Ela suspirou. — Eu estou fazendo as
coisas piores. Eu só queria que você soubesse que ela me ajudou. Isso é tudo,
querido. Eu precisava colocar as coisas em ordem em minha cabeça, e ela me
ajudou a fazer isso.
Sua mão deslizou para o rosto dela, acariciando sua bochecha. — Você
me chamou de "querido". Você nunca usou, nenhuma vez, uma palavra de

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

carinho, de qualquer tipo. —Seus olhos verdes se moveram sobre seu rosto e
seu estômago deu uma lenta cambalhota. — Eu gosto disso, kessake, eu gosto
muito.
Ele era tão sexy. Em tudo o que fazia. A maneira como ele a tocou. O
jeito que ele olhou para ela. O som de sua voz, acariciando-a, hipnotizando-
a.
Ela enviou-lhe um sorriso rápido. — Talvez não seja tão importante que
você se de bem com ninguém. Eu posso viver no mosteiro e apenas olhar
para você durante toda a noite e ser feliz. —Ela mordeu o lábio. Com força.
Ela deixou escapar isso? Em voz alta? A cor fraca subiu em seu rosto.
Seu sorriso enviou um tremor menor a seu sexo, e seus seios realmente
vibraram. Ele não tinha que fazer nada, nem mesmo abrir a boca, e ela
apenas derreteu.
— No caso de eu não ter lhe dito isso nessa sublevação, kessake, você é a
mulher mais linda que eu já vi. —Ele inclinou a cabeça e deu-lhe um beijo
na boca. — André e sua companheira estarão aqui em alguns momentos, —
acrescentou em advertência.
Ela sentiu em seguida, a perturbação na névoa. Ela não sabia se estava
tão ligada a mente de Aleksei que sentiu o sistema de alerta dele, ou, se suas
lições em ser Cárpato estavam despertando suas habilidades. Ela esperava
que fosse isso. Ela estava em seu mundo, e agora ela queria abraçá-lo.
Segundos depois, uma grande coruja pousou no chão, a alguns pés deles.
Aleksei, instantaneamente, deslizou-se entre ela e o pássaro conforme este
mudava de forma. Ele fez o movimento parecer natural, como se estivesse
um passo à frente para cumprimentar André, agarrando os antebraços na
forma tradicional de guerreiros dos Cárpatos, mas Gabrielle sabia que era
mais do que isso. Ele mais uma vez usou seu corpo para protegê-la.
Ela esperou enquanto eles falavam suavemente em sua língua, mas,
quando Aleksei não fez nenhum movimento para deixá-la cumprimentar
André, ela começou a avançar por conta própria. Ela tinha visto André em

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mais de uma ocasião, embora ela não falou com ele. Ele estava lá quando
tentou convencer Gary a ir embora com ela. Ela não estava ansiosa por
encará-lo, mas calculou que agora seria melhor do que mais tarde. Não havia
ninguém por perto. Ela estava completamente despreparada quando Aleksei
se moveu novamente, cortando-a. Novamente, foi um passo sutil, mas ela
não podia mover-se em torno dele.
Espere até que sua companheira se junte a nós.
Ela não entendia isso, também. Exteriormente, Aleksei aparecia calmo
e amigável, mas ela sentiu a tensão enrolada nele, como uma cobra, pronto
para atacar. Eu pensei que vocês dois eram amigos.
Sim. Mas eu nunca arriscaria você. Nunca. Ele pode trazer sua companheira
para fora, no aberto, antes que ele tenha acesso a você.
Gabrielle estendeu a mão e agarrou a parte de trás da camisa dele em
seu punho. Unindo-os. Se segurando. Obrigando-se a empurrar para baixo o
pacificador natural que vivia nela, e ficar onde ela sabia que Aleksei queria
que ela ficasse. De certa forma, era mais fácil. Sabendo que André
testemunhou sua traição à seu amigo—e Aleksei era seu amigo—de tê-lo
sabendo o quão perto ela tinha dirigido Aleksei à loucura, era mais que
mortificante. Ela odiava que ele soubesse que ela havia rejeitado a
reivindicação legítima de Aleksei sobre ela.
Temos de colocar um fim nesse assunto, Gabrielle.
A voz de Aleksei era severa, mas suave ao mesmo tempo. Ela não sabia
como ele conseguia isso.
Você não deve ficar envergonhada com isso. Você me entende? Deixe ir.
Gabrielle suspirou. Lá estava ele novamente. Ordenando a ela que
deixasse ir uma coisa que ficava dando voltas em sua cabeça. Metade do
mundo dos Cárpatos já deveria estar sabendo agora. Ela sabia que Gary
havia sido levado para a caverna dos guerreiros para a cura pelo príncipe e
Gregori. Cada Carpáto sabia; a notícia foi dada no caminho comum de

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

telepatia dos Cárpatos. Ela descobriu que eles estavam todos falando sobre
sua traição pelo caminho comum.
Não é assim tão fácil, Aleksei. Ele estava lá.
Ela chegou por trás dele e pegou sua mão livre, puxando-a para baixo,
na coxa dele, a mão dele pressionando a palma da mão dela no músculo duro
lá. Ele tinha feito isso antes, e por algum motivo ela sentiu aquele gesto tão
profundo que deixou cair a cabeça contra as costas dele, puxando uma
respiração profunda para manter as lágrimas, que estavam entupindo sua
garganta, a baía. Ele foi tão doce. Instintivamente, ela sabia que poucas
pessoas jamais iriam ver esse lado dele. Ele reservou isso para ela.
Doce e mandão.
Você gosta de mim mandão.
Seu tom implicava todos os tipos de coisas, sexys, eróticas. Imagens
encheram sua cabeça, porque estavam na cabeça dele. Algumas dessas
imagens a fez corar, e ela ficou feliz por estar escondida atrás de seu grande
corpo, e André não podia ver seu rosto.
Ser amarrado não é sexy. Mas tinha sido.
Será quando eu fizer isso com você.
Ela sentiu um tremor no corpo inteiro e decidiu que era prudente, devido
às circunstâncias, parar de falar, mas percebeu que não estava mais
constrangida. Ela estava muito ocupada pensando sobre essas imagens na
cabeça de Aleksei e querendo experimentar todas elas.
Um segundo depois, uma coruja menor se juntou a eles, descendo em
espiral para pousar ao lado de André. Teagan tinha traços muitos mais leves
que os de sua avó, mas ambas eram bonitas. Gabrielle podia ver vislumbres
de Trixie nela. Ela tinha muito cabelo, toneladas dele, caindo em cascata
pelas costas, e usava as mesmas tranças intrincadas que Trixie.
No momento que Teagan chegou, Aleksei moveu Gabrielle para o seu
lado, segurando-a lá com um braço em volta da cintura. Ele apresentou-a

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

imediatamente. André apresentou Teagan. Aleksei ligou seu charme e seu


sorriso de alta voltagem.
— Sua avó veio em auxílio de Gabrielle e eu sou grato a ela, —ele
cumprimentou. — Ela é uma mulher muito sábia.
O coração de Gabrielle gaguejou novamente. Aleksei fez isso por ela.
Isso não era algo que ele diria normalmente, ela sabia instintivamente. Ele
estava sendo amigável com Teagan porque ele pretendia fazer as pazes com
Trixie. Por ela. Porque ela pediu para ele, e ele sabia, Trixie importava para
ela. Seu amor por ele cresceu um pouco mais.
Teagan instantaneamente sorriu. — Ela é, não é? Eu não posso esperar
para André encontrá-la, embora eu estou um pouco aterrorizada pois ela
poderia tentar usar o seu kit de caça-vampiros sobre ele.
Para o choque de Gabrielle, Aleksei casualmente deu uma informação
que ele não tinha, sequer, dito a Gabrielle. — Fane me disse que ela usou a
arma contra ele, tentando estaca-lo com dardos ridículos.
— Oh, meu Deus, —disse Teagan.
Ambas as mulheres olharam para o rosto impassível de André. A boca
de André não fez mais do que uma contração. Assim como Aleksei. As duas
mulheres se entreolharam e depois começaram a rir, e Gabrielle não sabia se
elas estavam rindo do valente ataque de Trixie contra Fane, que deve ter
ficado chocado, ou dos dois homens que se recusaram a rir, mas tinham que
pensar que foi engraçado.
— E ela jogou um frasco de água benta sobre ele, mas ela esqueceu de
tirar a tampa, não que teria feito muito mais do que deixá-lo um pouco
úmido. —Aleksei entregou mais esse pedacinho com o mesmo rosto sem
expressão, sóbrio.
As duas mulheres desataram a rir novamente. Nenhum dos dois homens
riram.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Gabrielle revirou os olhos para Aleksei. Acredito que seja uma demonstração
machista, arrogantes, homens mandões, não rirem na frente de outros arrogantes
homens, machista, mandões? Porque isto é engraçado. Apesar de não ser tão engraçado
quanto você e André fingirem que não é.
Se nós rirmos, perderíamos o status de homens arrogantes, mandões, machista.
Aleksei pegou seu queixo e olhou nos olhos dela. Você está me dando um pau
duro agora, me provocando assim e rolando seus olhos para mim.
Você não pode ficar de pau duro por ser provocado ou ter sua companheira
revirando os olhos para você.
Eu posso quando ela é você e você está me provocando e rolando seus olhos, porque
isso significa alguma coisa.
Gabrielle olhou em seus olhos verdes penetrantes. Seu coração
gaguejou. Sua barriga deu cambalhota. E ele teve um espasmo de resposta
em seu sexo. Um tiro direto. Com seu olhar. Com suas palavras e entrega
íntima em sua mente.
Suas palavras ecoaram através dela. Eu posso quando ela é você e você está
me provocando e rolando seus olhos, porque isso significa alguma coisa.
Ela sabia o que ele queria dizer. Provocações e virar os olhos significava
que ela estava confortável com ele. Que ela o conhecia o suficiente agora,
que ele não ficaria chateado com suas palhaçadas. Que ele até gostava delas.
Que o amor estava crescendo, e ela pertencia a ele. Ela tinha aceitado
plenamente que ela pertencia a Aleksei.
Ela moveu-se, deslizando os braços ao redor de sua cintura, sem se
importar que André e Teagan sabia tudo a respeito de Gary. Sem se importar
que qualquer um soube. Agora eu gostaria que estivéssemos sozinhos e eu o tomaria
em minha boca. Eu faria o meu melhor para mostrar-lhe o cuidado que pretendo tomar
você, querido.
Seus olhos se estreitaram. Contra seu estômago sentiu a provas concretas
de sua resposta, crescendo ainda mais duro.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Kislány, você sabe que não pode dizer coisas como essa perto de mim. E se você
não sabe, é melhor você aprender rápido. Eu poderia tê-la agora, duro e rápido, direto
contra os muros do mosteiro, e ainda nos proteger para que ninguém nos visse. Se você
continuar com isso, é o que vai acontecer.
Gabrielle riu suavemente em sua mente, o tempo todo segurando seu
olhar, deixando-o ver que sua advertência não assustava, nem um pouco. Se
ele queria ela dessa maneira, ela estava pronta e disposta para ele. Ela deixou
isso transparecer em seus olhos. Em sua mente. Ela não ia ser intimidada por
algo que prometia prazer total. Se ninguém poderia ver, quem se importava
onde eles estavam?
Ele balançou a cabeça. Ela sentiu seu sorriso lento. Ele gostava que ela
estava bem com suas ameaças.
Nós vamos cuidar deste negócio rapidamente, minha gatinha, porque eu gosto da
ideia de você me ter em sua boca todas as vezes em que formos brincar com as imagens
que você viu em minha mente.
Ela mordeu o lábio. Com força. Ela gostava disso, e de repente cuidar
dos negócios não pareceu tão importantes quanto havia sido. Eles
atravessaram os portões, a mão de Aleksei nas suas costas, guiando-a,
fazendo-a se sentir segura, a suave risada dele íntima em sua mente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

abrielle observava o reencontro entre Trixie e de sua neta.

Trixie envolveu Teagan em seus braços e beijou-a em cada bochecha.


Ambas as mulheres tinham lágrimas nos olhos. Isso levou os seus homens a
se aproximarem, envolvendo um braço em torno delas para trazer sorrisos
lacrimejantes enquanto as apresentações eram feitas. André foi galante,
inclinando-se para roçar um beijo na testa de Trixie, enquanto Fane beijou a
mão de Teagan. Gabrielle estava feliz de compartilhar esse momento, mesmo
à distância, porque os antigos que emergiam da terra ou dos edíficios eram
aterrorizantes.
Mesmo que Teagan possa, realmente, dar a estes homens um pouco mais de
tempo, Aleksei, eu não acho que seria uma boa coisa para eles estarem vagando no
mundo moderno.
Gabrielle mordeu o lábio com força, seus dedos movendo-se no bracelete
em seu pulso. Ele estava quente e, talvez, um pouco reconfortante. Ela não
tinha nenhum problema com Aleksei mantendo seu corpo entre ela e os sete
homens que formavam um semicírculo em torno deles—na verdade, ela
gostava que ele estava lá. Sólido. Seguro. Ela poderia dizer que Trixie tinha
a mesma opinião que ela. Trixie foi puxada por Fane para o lado dele, mas
seus olhos preocupados estavam sobre sua neta, que se aproximava do antigo
chamado Dragomir. André estava ao lado de Teagan, seu braço ao redor
dela, seu corpo muito protetor. Ainda assim, os antigos eram bonitos e
terríveis.
A tensão era tão espessa que podia cortar com uma faca. Os antigos não
eram mais homens. Eles eram, na maioria, demônios, tão perigosos que sua

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

própria espécie os temia—e Fane, Aleksei e André eram, por direito próprio,
poderosos e perigosos. Ainda assim, eles se aproximaram dos antigos com
cuidado, sem as mulheres, persuadindo-os a tentar a pedra de cura de
Teagan.
Agora, com os antigos sentados em um círculo no chão, Gabrielle sentiu
como se estivesse em uma jaula de tigres—tigres que não tinham sido
alimentados em meses. Anos mesmo. Os homens eram grandes, de
constituição como a de Aleksei, muito musculosos, com cordas de músculos
definidos. Eram seus rostos que seguravam uma estranha beleza masculina,
quase como se cada um tivesse sido meticulosamente esculpido, a partir do
mais difícil, mas da mais bonita pedra na terra. Todos eles tinham a mesma
tatuagem, que cobria as costas e chegava aos seus ombros e braços, uma
oração fluindo em letras antigas. Cada um deles tinha um longo e espesso
cabelo. Todos tinham algumas cicatrizes, mostrando as feridas das batalhas
fatais que, de alguma forma, conseguiram sobreviver. Foi aí que a
semelhança terminou.
A atenção de Dragomir parecia totalmente focada em Teagan conforme
ela se aproximava dele, seus olhos dourados—eles eram absolutamente
dourados—perfuravam através dela. Seus dentes eram muito brancos.
Gabrielle podia dizer, porque ele apertou-os com força, como se Teagan
invadindo o seu espaço pudesse machucá-lo de alguma forma. Como ele não
podia sentir, Gabrielle sabia que era porque ele estava segurando-se para
evitar prejudica-la. Sua aparência era como se gelo corresse em suas veias—
na mais fria temperatura ártica já registrada. Ele era mais do que assustador.
Gabrielle agarrou a mão de Aleksei quando o corpo de Dragomir
estremeceu, e, um rosnado baixo emergiu. André interrompeu o progresso
de Teagan abruptamente, parando e apertando-a a seu lado. O rosnado de
Dragomir deixou claro, essa distância era o mais perto que ele poderia
tolerar. A pulseira de Gabrielle ficou, definitivamente, quente, como se
estivesse vigilante. Ela tentou bloquear o zumbido baixo que emergia da

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

pulseira, mas, felizmente, o som foi baixo o suficiente para que os antigos
não fizessem mais do que olhar de relance em sua direção.
Teagan ajoelhou-se na frente de Dragomir, com uma pedra na mão. Era
redonda e achatada, não polida. Ainda assim, brilhava como ouro velho e
antigo, como o ouro dos olhos de Dragomir. Gabrielle sentiu a conexão
instantânea, a atração. Ao mesmo tempo, ela se sentiu compelida para os
mapas desenhados no chão macio e rico. Ela se afastou de Aleksei e se
agachou no chão, sua mão pairando sobre as linhas lá. A respiração rápida
de Trixie disse que ela estava vendo o que ela chamava de música emergindo
de Dragomir.
Teagan começou um canto suave, fechando os olhos. Para o choque
completo de Gabrielle, ela podia ver a aura de Teagan começar a se expandir,
a partir de onde ela estava ajoelhada em frente a Dragomir, para cercar e
cobrir a aura dele. A aura dele era camada após camada de escuridão
implacável. A aura de Teagan era de um fresco verde, fresco como a
primavera. Quando a aura dela envolveu a dele, um arco-íris de cores
começou a infiltrar-se na escuridão.
A visão era tão surpreendente e inesperada que Gabrielle mal conseguia
deixar de olhar para observar o efeito sobre os outros antigos. Eles estavam
olhando impassivelmente, mas ela podia ver os olhos, começando a ir de
mortos para outra coisa. Eles não seriam capazes de ver a cor real, mas
podiam ver a luz se movendo em estrias de cinza.
O de nome Sandu, o oposto completo de Dragomir, com fogo em seus
olhos em vez de gelo, parecia acender as chamas para seus olhos negros que
queimaram em um vermelho escuro. Isai, com seus olhos azuis safira,
inclinou-se para assistir mais de perto. Petru tinha olhos que eram da cor do
mercúrio e agora eles eram de um líquido misterioso, como se dentro dele,
um vulcão tivesse entrado em erupção e enviado calor para transformá-lo em
fluído.
Gabrielle olhou para Aleksei, seus dedos em seu bracelete, no calor lá.
Ele, assim como André e Fane, olhavam para Teagan como se ela fosse um

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

milagre. Foi incrível. Mais cores foram adicionadas nas camadas de


escuridão, infundindo o mundo implacável cinzento de Dragomir com raias
de brilho. Gabrielle percebeu que ninguém poderia viver nesse mundo por
muito tempo sem sofrer seus efeitos. Saber que esses homens faziam isso há
séculos a fez respeitá-los ainda mais.
Aleksei tinha feito isso. Seu Aleksei tinha vivido naquela terrível
escuridão, implacável. Um mundo de sombras, onde ele nunca poderia se
conectar com qualquer pessoa. E seu Gary tinha sido deixado cair
abruptamente nele, com nenhum condicionamento lento. Depois de ter
emoções e cores por toda a sua vida, como ele poderia experimentar a perda
da emoção e cor de cada guerreiro que tinha ido antes dele na linhagem
Daratrazanoff e não enlouquecer?
Ela queria chorar. Ela estava chorando. Assim como Trixie. Todos eles
sentiram. A carga que estes homens tinham carregado era muito antiga. A
mão de Aleksei encontrou seu ombro e deslizou para a nuca, segurando-a
firme.
Querido, ela sussurrou baixinho em sua mente. Você foi assim. Você
suportou isso. E eu ...
Você foi meu milagre pessoal, e aquelas cores que ela está empurrando na
escuridão, não penetrarão além da primeira camada. A suas cores riscou através da
escuridão em mim por todo o caminho até o âmago. Você me deu isso, Gabrielle. Você.
Ele humilhou-a. A carícia em sua voz. A ternura em seus olhos. Ela mal
conseguia olhar para ele quando ele olhava para ela assim—como se ele
acreditava em cada palavra que ele disse. E a coisa era—ele acreditava. Ela
sentiu-se escorregar ainda mais sob seu feitiço. Deslizando para “cair”,
diretamente para, “o” amor. Não só “superficialmente”, mas “completamente”.
Seus olhos começaram a brilhar. Você não pode olhar assim para mim
quando estamos no meio de algo tão importante. Eu preciso estar sozinho com você
quando você faz isso comigo, kessake.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Imediatamente, a reação familiar espalhou-se através do corpo dela


como uma tempestade de fogo. Seu corpo apertou, e um espasmo muito
agradável aconteceu em seu núcleo mais profundo. Ela enviou-lhe um
pequeno sorriso e voltou sua atenção para o que estava acontecendo.
Benedek, outro antigo, com a mesma tatuagem gravada, cabelos longos
e grossos, e seus olhos únicos, preto meia-noite, moveu-se sobre seus pés,
dando um passo mais perto de Dragomir, a fim de tentar averiguar o que
estava acontecendo. Gabrielle sabia que eles não viam as cores, mas todos
eles compartilhavam o mesmo caminho psíquico, e eles poderiam sentir a
diferença em Dragomir. Os antigos viam as estrias de cinza mais claro que
se deslocavam através do cinza mais escuro de sua aura.
Trixie se aproximou um pouco mais e inclinou a cabeça para um lado,
ouvindo. Ela também estava usando o mesmo caminho, permitindo que os
outros ouvissem as notas tristes que tocavam em sua cabeça. Não apenas
triste—Gabrielle entendeu—mas as notas de um predador feroz em busca de
presas. Ela estremeceu, ouvindo essas notas, sabendo que era a música de
Dragomir. As notas saltaram para o ar, por cima do mapa desenhado no
chão. Observou que não tinha nenhuma cor real, somente a mesma escuridão
que permeou através de todos os antigos.
Andor, um antigo, com os olhos índigo, azul escuro, levantou-se
abruptamente, pegando uma das notas como se pudesse capturá-la em suas
mãos. Seu cabelo, tão longo que atingia sua cintura, mudou-se com uma leve
brisa, e seus músculos ondulavam debaixo de sua pele, trazendo sua
tatuagem para a vida. Fane moveu-se para mais perto de Trixie, ficando entre
Andor e Trixie, sem hesitação, um aviso sutil que as mulheres estavam
tentando ajudar os antigos, mas para não chegarem muito perto.
No momento em que Fane moveu-se entre sua companheira e o antigo,
o sétimo antigo, o que tinham apresentado como Ferro, levantou-se também.
Seus olhos eram os mais incomuns de todos. A cor do ferro, completo com a
ferrugem. Tão penetrantes como os olhos de Aleksei, talvez mais. Ele era
alto. Seus ombros eram largos—ainda mais amplos do que os dos outros

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

antigos. Ele era uma figura muito imponente no meio desses homens
poderosos. Ele deslizou pelo chão, e Gabrielle prendeu a respiração quando
ele se aproximou de Trixie. Ele não estava olhando para a mulher, mas sim
para as notas e a forma como elas rodeavam Gabrielle.
Ela mordeu o lábio com força. Ela não gostava de atenção. De modo
algum. Ela estava acostumada a ficar sozinha em seu laboratório por noites
a fio, semanas, meses até, ficando sozinha. Ela não tinha a personalidade
viva de sua mãe—maior que a vida—ou da irmã e do irmão. Ela se encolheu
no chão, fez seu melhor para ficar “invisível”, ter a atenção concentrada de
todos os sete antigos era desconcertante.
Ainda assim, era a vez dela. Ela tinha que tentar ajudá-los com seu
truque de magia tolo. Ela não deveria ter mencionado isso a Aleksei, que ela
podia ser capaz de fazer isso. Pequenas chamas pareciam ter vindo à luz em
sua pulseira, dançando com fogo, quente e reconfortante contra sua pele. Ela
a esfregou nervosamente.
Teagan havia feito seu melhor por Dragomir. Trixie tinha encontrado
sua assinatura, sua canção única e enviou para Gabrielle. Agora, era a sua
vez de tentar encontrar a localização, no mundo, onde a companheira de
Dragomir poderia estar. André entraria em contato com Josef, que estava
junto com o banco de dados, e iria procurar as mulheres psíquicas nas
imediações de onde ela apontasse.
O coração de Gabrielle bateu forte. Teagan havia feito um trabalho
incrível. Surpreendente. Um milagre realmente. Trixie tinha lhe dado uma
chave. Agora era sua vez de desbloquear a porta para que Dragomir tivesse
a chance de encontrar sua companheira. Estar sentado no mosteiro lhe
proporcionava uma chance de quase zero. Ela sabia que o que faria não iria
obter um local exato. Não funcionava dessa maneira. Os países eram
grandes. Eles estavam cobrindo um pequeno pedaço do terreno.
Você consegue fazer isso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Aleksei. Ele acreditava nela. Apenas com sua voz, ele conseguiu
estabilizá-la, mas seus dedos na nuca a fizeram se sentir aterrada. Ela
respirou fundo e soltou, seu próprio ego, sua própria personalidade, tudo o
que ela era, muito parecido na forma dos Cárpato curando um ao outro. Ela
não se tornou energia de cura encandescente, ela simplesmente expandiu sua
consciência, chegando ao universo. Ela pegou a música de Dragomir com
ela. Sombria e perigosa como era, indomável e selvagem, tão violento e triste,
como em necessidade. Ela a levou com ela como a energia que ela era,
movendo sobre o mapa desenhado no chão.
No início, ela não sentiu nada em tudo. Ela não deixou que isso a
afetasse. Se fizesse, ela iria recuar para o seu próprio corpo, e isso não era
sobre ela. Isto era sobre um homem de imensa honra que não tinha
esperança. Ele merecia muito mais do que ele tinha. Ela não sabia que tipo
de mulher seria forte o suficiente para lidar com estes antigos, tão distantes
que já não havia nada civilizado sobre eles. Nada remotamente humano. Ela
não podia pensar sobre o que seria para eles, sair para o mundo moderno,
mesmo com André dando-lhes cada pedaço de informação que ele tinha
acumulado sobre esse mundo, bem como Aleksei e Fane acrescentando o
que tinham aprendido de suas companheiras.
Então, ela sentiu, uma atração que veio do nada, leve a princípio, mas
ela refinou seus sentidos. Nos Estados Unidos. Em algum lugar na parte
norte da Califórnia. Califórnia era um grande estado. Gabrielle tentou
identificar, chegar um pouco mais perto, mas não conseguiu. Ela balançou a
cabeça e desenhou um círculo com a ponta do dedo, mantendo a parte mais
forte do puxão no centro do círculo.
— Sinto muito, —disse ela. — Isso é o melhor que posso fazer. Eu acho
que ela está em algum lugar aqui, mas é uma grande área para se procurar.
Houve um silêncio enquanto os antigos olhovam para o círculo.
Dragomir limpou a garganta. Quando ele falou, sua voz estava rouca, como
se ele não tivesse falado em voz alta a muito tempo. — Você acredita que

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

minha companheira existe, e que ela está em algum lugar desse local? Nesse
círculo? Em outro continente?
Gabrielle engoliu em seco. Ela assentiu com a cabeça. — Me desculpe,
eu não poderia ser mais específica, mas talvez André pode ajudar a reduzir o
território.
Os antigos trocaram longos olhares.
Kessake, eles procuraram em todo o mundo várias vezes. Você está dando-lhes de
volta a esperança. Você, Teagan e Trixie. Surpreendente.
Eu poderia estar errada. Eu não tenho nenhuma maneira de saber com certeza.
Eu apenas sempre fui capaz de localizar coisas e pessoas desta forma.
Você nunca disse a ninguém sobre essa habilidade? O príncipe? Gregori?
Ela encolheu os ombros. Parecia mais um truque de salão do que algo
realmente útil. Nunca me ocorreu que poderia ser uma maneira de encontrar
companheiras. Eu precisava da canção de Dragomir, e só Trixie poderia me dar isso.
— Eu passei o local para Josef. Ele está olhando por todas as mulheres
psíquicas que estão no banco de dados no momento. Dragomir, isso não
significa que ela vai ser uma dessas mulheres. Nem todas as mulheres
psíquicas foram para o instituto para testes. Você precisará procurar por toda
a área, —disse André.
Dragomir assentiu. Levantou-se, numa ondulação fluída de músculos,
como um grande gato selvagem se alongando. Ele curvou-se na direção das
três mulheres, um gesto cortês do velho mundo. — Eu não posso retribuir.
Seja lá o que vocês fizeram para me curar e me ajudar a encontrar a minha
companheira, ou não, eu estou em dívida com vocês.
Ele olhou em volta para os outros antigos que tinham compartilhado o
mosteiro com ele durante os últimos séculos, ou mais. — Não hesitem. Arwa-
arvo olen isäntä, ekämak.
Que a honra os mantenha, meus irmãos, Aleksei interpretou para Gabrielle.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

André apertou os braços na forma tradicional dos guerreiros dos


Cárpatos. — Vou enviar-lhe todas as localizações que temos das mulheres
psíquicas nessa área. Teagan e eu vamos estar seguindo vocês em breve para
os Estados Unidos. Tomas, Mataias e Lojos foram na nossa frente e eu
prometi que iria me juntar a eles. Nós estaremos lá em breve se você precisar
de ajuda.
Dragomir olhou para Fane e Aleksei. Ele aproximou-se deles, chegando
primeiro a Fane. Fane pegou seus antebraços em um aperto firme. — Arwa-
arvod mäne me ködak, —Fane disse.
Que a tua honra contenha a escuridão, Aleksei sussurrou na mente de
Gabrielle.
Isso é tão bonito, ela sussurrou de volta. E foi. Estes homens, tão
determinados a ajudar um ao outro a aguentar.
Dragomir virou-se para Aleksei e pegou seu antebraço em um aperto
forte.
Aleksei devolveu o cumprimento. — Arwa-arvo olen gæidnod, ekäm. Que
a honra o guie, meu irmão, —ele repetiu em Inglês para Gabrielle.
Com mais uma reverência em direção às três mulheres, Dragomir se foi,
deixando o mosteiro pela primeira vez em mais de cem anos. Houve um
longo silêncio após de sua partida. Uma brisa fresca deslizou pelo pátio.
Teagan se moveu primeiro, pegando uma pedra diferente. Esta era da cor de
índigo. Ajoelhou-se em frente ao antigo chamado Andor. Esperou.
Lentamente, muito lentamente, quase como se ele fosse um animal selvagem
a ser empurrado para um canto, o homem caiu no chão e fixou os olhos em
cima dela.
Eles trabalharam durante a maior parte da noite, trazendo um pouco de
alívio a cada um dos antigos. Surpreendentemente, cada uma de suas
companheiras pareciam estar em algum lugar neste século. Tinha o pai de
Mikhail sabido disso quando pediu aos antigos para partirem? Foi dito que
Vlad tinha o dom da precognição, por isso era possível.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Nenhum deles tinha qualquer ideia de quanto tempo a infusão de cor de


Teagan iria durar em suas auras, implacavelmente, escuras. Para alguns,
como Andor e Ferro, as cores se recusavam a penetrar todo o caminho
através da primeira camada. Ainda assim, através da capacidade de Trixie
ver suas músicas, Gabrielle encontrou um “puxão” para cada um deles. As
mulheres estavam espalhadas por vários continentes, mas ela foi capaz de
guia-los em uma direção.
No momento em que o último dos antigos tinha ido embora, as três
mulheres desabaram, exaustas. Pálidas. Necessitando de sangue. Aleksei
pegou Gabrielle em seus braços para segurá-la perto dele, seu corpo
abrigando o dela.
— Na próxima sublevação, vou encontrar Denny Jashari e trazer um
pouco de justiça a sua vida, —ele disse aos outros.
— Dois dos peões de Mazur foram eliminados, —informou André. —
O terceiro desapareceu.
— Ele provavelmente vai seguir em frente, —disse Fane.
— E os outros caçadores humanos? —Perguntou Aleksei.
— Eles estavam indo para o aeroporto mais próximo, —disse André,
conforme ele abraçava a uma Teagan trêmula.
Trixie deu um suspiro de desgosto. — Covardes. Fred e Esmeralda
Wilson me recrutaram. Esmeralda fingiu ser minha amiga, mas eu ouvi ela
falando com o marido e os outros que precisavam me matar assim que eu os
levassem a vocês. Eles já estavam reclamando de ter de caminhar no frio. Jay
Benson estava com eles. Ele estava comigo no avião, e tomamos café juntos
várias vezes nos Estados Unidos. Ele me queria morta também. Aposto que
todos eles já estão em um avião voltando para os Estados Unidos. —Ela caiu
no chão e pareceu surpresa.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eles não vão fugir, —Fane disse suavemente, estendendo a mão para
ela. — Nós vamos para casa assim que Josef tiver todos os nossos
documentos em ordem. Isso deve ser na próxima sublevação.
Aleksei assentiu. — Gabrielle e eu vamos remover o mosteiro e garantir
que não haja evidência de que estava aqui, em seguida, iremos até príncipe
para deixá-lo saber que as três mulheres foram capazes de ajudar os antigos.
— Ele vai querer enviar outros antigos para elas, —disse André. —
Claramente, vocês três foram bem sucedidas no que fizeram pelos antigos,
ao menos em dar-lhes esperança, tempo e uma direção.
— Será difícil se Gabrielle estiver trabalhando em seu laboratório nas
Montanhas dos Cárpatos, e Trixie e Teagan nos Estados Unidos, —Aleksei
apontou.
André concordou pensativamente. — É necessário ter o seu laboratório
aqui, Gabrielle? Você poderia trabalhar nos Estados Unidos?
O coração de Gabrielle pulou. Ela esfregou seu pulso, seus dedos
traçando as chamas nos elos de sua pulseira distraidamente enquanto ela
considerava a pergunta de André. Ela não ia para casa a muito tempo, mas,
por outro lado, sua mãe e pai viviam nos Estados Unidos. Ela ficava a uma
distância deles porque sua mãe ainda tinha o poder de feri-la. Ela não tinha
mais medo dela, mas ela ainda desprezava suas birras, e a idade não tinha
amadurecido a natureza ígnea de sua mãe.
Isto é algo que você estaria interessada em fazer? Viver nos Estados Unidos, perto
de Teagan e Trixie?
Ela gostava de Trixie. A mulher não era apenas sábia, ela realmente se
importava com as pessoas. Trixie poderia pensar que ela era tão dura como
pregos, mas ela tinha um coração gentil, uma alma gentil. Se as três vivessem
perto elas poderiam apoiar uma a outra quando necessário.
Eu não tinha pensado em viver lá, Gabrielle admitiu, e eu sei que minha
pesquisa é importante, então não quero fazer nada que possa comprometê-la. Ainda

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

assim, eu meio que gosto da ideia agora que poderia ser uma possibilidade. O que você
acha?
Eu acho que eu vou ser feliz em qualquer lugar que você esteja, Gabrielle. Se
vivermos lá, você pode ter a sua casa dos sonhos, desde que o solo abaixo seja rico em
minerais.
Mais uma vez o coração dela bateu duro. Ele tinha visto seu sonho há
muito tempo e teve cuidado suficiente para se lembrar. Ela não precisava
mais disso, mas ainda assim, ela estava muito feliz que importava para ele.
Ela enfiou a mão na dele. A realidade é muito melhor do que qualquer sonho,
Aleksei. Se tivermos a oportunidade de mudar para os Estados Unidos, perto de Trixie
e Teagan, eu vou amar isso, mas vou amar tanto quanto qualquer outra coisa que
decidirmos juntos.
— Gabrielle? —André solicitou. — Você pode levar o seu trabalho para
fora das Montanhas Cárpatos? Teagan e Trixie tem família nos Estados
Unidos. Elas não podem sair. Poderíamos montar um laboratório de última
geração para você. Ninguém pode viver tanto quanto nós sem acumular
riqueza. Podemos conseguir qualquer coisa que você precise.
Trixie assentiu. — Seria bom ter você por perto, Gabrielle.
Ela adorava o caráter sincero que Trixie tinha. Claramente ela era uma
mulher que falava o que pensava. Ela ainda estava de olho em Aleksei com
uma cautela distinta.
— Eu honestamente não sei. Todas as amostras que eu venho
trabalhando estão aqui. O solo e a ... —Ela parou. Ela tinha vindo estudar a
composição biológica das mulheres que sofreram abortos múltiplos,
procurando uma anomalia comum que poderia explicar por que elas não
podiam suportar a gestação e não podiam amamentar corretamente, com os
nutrientes necessários. — Os bebês costumavam ser capazes de ir para a terra
com suas mães; agora, eles não podem, nem nos primeiros meses. Em um
par de casos, em vários anos. Muitas das mulheres não podem alimentar
adequadamente seus bebês sem suplementos. Há uma razão. Poderia ser do

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

meio ambiente, como o parasita que foi um fator contribuinte, mas ... —Ela
parou de novo, percebendo que provavelmente não estavam tão interessados
no que ela fazia. Eles só queriam saber se ela poderia fazê-lo em qualquer
lugar.
Ela abaixou a cabeça. — Eu estaria disposta a ir para os Estados Unidos
se Shea concordar em me fornecer qualquer coisa que eu precisar das pessoas
que vivem aqui.
Aleksei enfiou os dedos em seu cabelo. — Se for sua vontade viver nos
Estados Unidos, Gabrielle, eu vou ter uma conversa com o príncipe e vamos
fazer isso funcionar. O que você está fazendo, o trabalho que você está
fazendo, é muito importante para você se sentir desconfortável ou infeliz.
Vamos encontrar uma maneira.
Gabrielle olhou para Trixie e Teagan. Elas poderiam ajudar a outros
antigos, mas apenas se as três estivessem juntas. A notícia iria se espalhar,
como sempre fazia, pelo caminho comum dos Cárpatos, e os antigos iriam
procurá-las, especialmente se qualquer um dos sete antigos encontrasse sua
companheira.
— Eu, definitivamente, prefiro viver nos Estados Unidos, perto Trixie e
Teagan, se puder ter um laboratório. Poderíamos ajudar outros antigos e ...
Talvez, até mesmo Gary.
O pensamento estava lá antes que ela pudesse detê-lo. Ela olhou
nervosamente acima, para Aleksei, encontrando o verde brilhante de seus
olhos. Ela ergueu o queixo. — Eu quero ajudar Gary a encontrar sua
companheira. —Ela disse com firmeza. Significativamente. Querendo que
Aleksei entendesse que ela quis dizer isso.
Aleksei assentiu, seus olhos quentes e suaves com uma emoção que fez
seu coração amolecer em seu peito. — Claro que você iria querer ajudá-lo,
kislány, eu não esperaria nada menos de você.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Seu olhar continuou a mover-se sobre o rosto dela, verde, lento, a deriva,
com posse e algo mais. Algo mais fez seu coração ir de um batimento rápido
para um derretimento lento. Amor. Puro e simples.
— Você precisa se alimentar. —As palavras eram íntimas. Seu tom de
voz hipnotizante.
Gabrielle olhou para ele, sentindo-se como se estivesse caindo, caindo
diretamente para essas profundas piscinas gêmeas verdes. Tão agradável.
Tão bonito e atraente. Ela não percebeu que André tinha levado Teagan para
o canto do pátio, ou que Fane estava envolto protetor em torno de Trixie,
dando claramente seu sangue. Ela só tinha olhos para Aleksei.
Eles se moveram, flutuando através do pátio até que estavam contra essa
parede pesada. Ela se sentiu segura. Segura. Sexy. A maneira como ele a
segurava. O jeito que ele olhou para ela. Ela sabia que iria conseguir muito
mais do que sangue. Ela sentiu seu corpo, duro e grosso, pressionado
firmemente contra a dela. Ela também sabia que ele iria escondê-los, envolvê-
los em um casulo de silêncio, onde outros olhos não poderiam vê-los ou ouvi-
los.
Ela adorava que ele a tomasse quando a queria—e que ele a quisesse
tantas vezes. Ele a fez se sentir sexy e importante para ele.
Mulher, você é sexy. Mais, não há nada e ninguém neste mundo mais importante
para mim do que você. E eu sei que seu corpo já está pronto para o meu.
Ela estava. Ele estava absolutamente correto. A fome bateu nela.
Fraqueza. Não importava. Só que ele estava perto. Forte. Quente. Delicioso.
Ela alisou as mãos sobre seus ombros largos, deixou as mãos a deriva através
de seu cabelo, com indulgência.
— Eu amo o seu cheiro, Aleksei, —ela sussurrou, e esfregou seu
pescoço. — Como um homem. Como a floresta e as montanhas. Limpo,
fresco e um pouco selvagem. Você tem esse mesmo gosto. Eu desejo o seu
gosto. Às vezes, quando eu estou pensando em você, eu posso te provar na
minha boca. —Ela fez a confissão um pouco timidamente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

As mãos dele estavam em seus seios, tomando o peso suave deles em


suas mãos. Ela não tinha notado que suas roupas tinham desaparecido até
aquele momento e, que tudo o que ela usava era sua pulseira de fogo. O ar
fresco da montanha contra sua pele quente.
— Coloque seus braços em volta do meu pescoço e segure, kislány, você
vai dar um passeio. Tome meu sangue agora. Tome o que você precisa. Vou
ter tempo suficiente para a caça e, em seguida, voltar para você, mas não há
tempo suficiente para toma-la novamente antes de descansar.
Ela estremeceu, amando seu tom exigente. Amando que ele sabia que
não teria tempo suficiente para enterrar-se nela antes de irem para a terra, se
não aproveitasse a oportunidade agora, e isso era importante para ele.
Suas mãos foram até seu traseiro e ele levantou-a facilmente. Ela enrolou
as pernas em torno de seus quadris, e a boca dele encontrou a sua. Ela
adorava beijá-lo. Amava isto. Ela poderia beijá-lo para sempre. Ela levou o
seu tempo. Ela podia sentir a ampla coroa do seu pau queimando contra sua
entrada apertada, mas ele a beijou como se beijando importasse tanto para
ele como para ela.
Gatinha. Você é meu mundo.
Ela o beijou novamente. E de novo. Ele tinha de alguma forma se
tornado seu mundo e ela nem sequer sabia quando isso aconteceu. Apenas
que ele era seu mundo. Apenas que ela amava agradá-lo. Fazê-lo feliz. Ver
seu rosto se iluminar enquanto eles conversavam.
Você é o meu, ela sussurrou de volta.
Ele não se enterrou avidamente nela como ela pensou que ele iria, mas
a baixou lentamente para que ela sentisse cada polegada requintada dele
enchendo-a com perfeita lentidão. Ela suspirou, jogou a cabeça para trás e
deixou a sensação engoli-la. Puro êxtase. Aleksei. Ele deu a ela isso a cada
vez.
Tome meu sangue, kislány.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

A necessidade em sua voz era quase tão forte quanto a fome dela. Ela
acariciou seu pescoço, ouvindo o fluxo de seu sangue. Tão quente. Tão forte
e poderoso. Tudo dela. Seu coração estava tão firme quanto o dele. Sempre
sua rocha. Sempre seu porto seguro. Ela lambeu sobre seu pulso. Pegou o
lóbulo da orelha entre os dentes para senti-lo estremecer. Para sentir o
inchaço de seu membro, forçando os músculos apertados a esticar. Essa
mordida de dor só aumentava o prazer, se espalhando através dela como um
incêndio.
Gabrielle.
Ele sussurrou o nome dela e ela sabia que estava dando a ele o mesmo
prazer que ela estava tendo, moveu seus quadris em um passeio lento, em
espiral para baixo, a fricção intensa com seu corpo agarrado ao dele com
tanta força.
Ela ignorou o aviso e começou uma série de mordidas pequenas de sua
orelha até o ombro. Beliscando. Pequenas picadas que sua língua acalmou.
Ela adorava a maneira como seu membro inchou e empurrou dentro dela,
empurrando seus músculos internos, exigindo que ela tomasse tudo dele. Ela
levantou-se e deslizou de volta para baixo, movendo-se em círculos, ouvindo
a respiração sibilar para fora dele e amando isso também. Ela sentiu a
mordida convulsiva de seus dedos em seu traseiro, e ela afundou seus dentes
profundamente em seu pulso.
Ele apertou os dedos com mais força em sua pele e rugiu. O sabor único
dele estourou através de sua boca, e cada terminação nervosa em seu corpo
cresceu ainda mais conscientes, mais sensível, sua essência agindo como um
afrodisíaco.
Ele assumiu, inclinando-se de costas contra a parede, dobrando-se para
ela não perder o contato com seu pescoço enquanto ele empurrava
profundamente dentro dela. Foi tão bom. Ótimo. Perfeição. Êxtase absoluto.
Estrias de fogo corriam através dela, dos seios para seu núcleo. Ela sentiu a
tensão familiar enrolando cada vez mais apertado. Ela agarrou o cabelo dele

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

com as mãos, amando o jeito que ele a preenchia, estava dentro dela, em sua
boca, no corpo dela.
Ela podia sentir a força que derramava em suas células, dando-lhe poder
e força. Alimentando-a enquanto seu pênis a fazia se sentir completa, para
além da ruptura. Ao mesmo tempo, sua mente verteu na dela, enchendo cada
lugar vazio, varrendo os últimos vestígios de solidão. Ele tinha tomado seu
corpo desde o início, possuindo-o. Em seguida, ele havia reivindicado sua
alma e ela a tinha dado a ele de bom grado. Agora, ela sabia, que era seu
coração que ele havia tomado. Toda ela. Cada polegada dela, dentro e fora,
pertencia a Aleksei.
Ela lambeu sobre seu pulso, fechando os buracos individuais que ela
tinha colocado lá, e descansou a cabeça por um momento em seu ombro,
saboreando-o. Todo dele. Ela beijou sua garganta, o pescoço, beijou sua
orelha. Colocou os lábios perto para que ele pudesse sentir o sussurro, ela
disse a ele o que estava em seu coração. O que havia em sua alma e tinha
sido quase desde o início. O que estava em sua mente e corpo.
— Eu amo você, Aleksei. Com tudo em mim. Eu te amo. Eu pertenço a
você. Tudo de mim, pertence a você.
Sua cabeça empurrou de volta. Seus olhos verdes encontraram os dela,
incendiando intensamente, possessivo, que parecia ir diretamente através
dela. Seu corpo tomou o dela, duro e rápido.
Ela gritou e depois deixou o rosto cair em seu ombro, mordendo para
não gritar. Eu tenho que deixar ir.
Não. Você vai esperar por mim.
Era impossível. Ela estava voando muito alto. O nó enrolado com tanta
força, cada terminação nervosa queimando para a liberação. Aleksei. Ela
soluçou seu nome.
Me espere. Ele era implacável.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ele empurrou dentro dela profundamente, conduzindo-a mais alto do


que ela nunca pensou que poderia ir, mas ela se segurou—para ele—ela faria
qualquer coisa por ele, seus braços apertados, os punhos em seu cabelo,
aguardando-o.
— Agora, kessake, minha gatinha. Dá-me isso. Venha comigo.
Ela havia esperado, segurando a onda de desejo quando ela pensou que
não poderia, quando ela pensava que era impossível, só porque ele queria.
Cores explodiram por trás de seus olhos e irradiaram através de sua mente.
O corpo dela voou aos pedaços, encontrando uma outra dimensão, onde ela
flutuou, enquanto seu corpo ondulava e tremia, ordenhando o dele, seus
músculos tensos estrangulando-o, até que ela sentiu sua felicidade também,
até que ele gemeu e seus dedos se afundaram tão intensamente que ela sabia
que deixaria marcas em seu corpo, e ela adorava isso também. Tudo.
Quando pode respirar, ela levantou a cabeça. — Aleksei?
— Em um minuto, kessake, me dá um minuto para absorver a sua
admissão. Para saber se é real e que eu não inventei isso. Você deu-se a mim?
Ela esfregou o rosto em seu pescoço, sentindo o a seda de seu cabelo.
Não havia a menor coisa feminina sobre ele. Parecia mais com um guerreiro
antigo mantendo-a cativa. Aprisionada, e ela sabia que não poderia escapar,
mesmo que quisesse, e isso era emocionante para ela.
— Eu me dei a você, —ela admitiu, sabendo que ele estava esperando
por sua resposta. Seu coração batia rápido. Como trovões.
— Toda você? —ele perguntou.
— Isso foi o que me pediu, querido, e é isso que eu dei a você.
— Você sabe que não há volta, que não vai tirá-lo de mim, depois de me
dar esse presente. —Isso foi um aviso, pura e simplesmente.
Ela lhe deu um beijo sobre seu pulso. Firme como uma rocha. Dela. —
Estou bem ciente disso.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Dê-me sua boca, agora.


Ela sorriu contra seu pescoço. — Você vai ser insuportavelmente
mandão, não é?
— Absolutamente. Agora me dê sua boca. Eu tenho que ir caçar e eu
quero o seu gosto comigo enquanto eu estiver fora.
Ela fez o que ele pediu, beijando-o com tudo o que tinha. Quente.
Selvagem. Com absoluta confiança. Ela abriu sua mente completamente a
ele, dando-lhe o que ele queria. Deixando-o ver o quanto ela amava o seu
corpo, seus beijos e seu pênis e o que eles poderiam fazer com ela. Deixando-
o ver muito, muito mais do que isso. Como ele a fazia se sentir
verdadeiramente segura, em um mundo que não compreendia plenamente,
pela primeira vez em que ela conseguia se lembrar. O quanto ela precisava
dele e acreditava que ele estaria sempre ali se para ela. Como seu o pulso
firme a acalmou e deu-lhe a confiança para viver sua vida—de qualquer tipo
de vida—com ele.
— Você só me deu o mundo, —ele disse suavemente.
— Você é meu mundo, —ela disse a ele.
Relutantemente, o corpo de Aleksei escorregou do dela. — Eu tenho que
ir, Gabrielle. Fique com Trixie e Teagan a menos que o sol realmente comece
a subir. Vá para o meu quarto e use o solo lá. As névoas e os portões irão
protegê-las. Fane teceu fortes salvaguardas, então não tente deixar este lugar,
por qualquer motivo. André e eu vamos adicionar novas salvaguardas, então
você vai ficar bem, enquanto nós não estivermos aqui.
Ela concordou com a cabeça enquanto ele baixou seus pés suavemente
no chão e passou a mão sobre ela, vestindo-a. Ele fez o mesmo consigo.
— Temos treinado como abrir e fechar a terra. Você pode fazê-lo se for
necessário, kislány. Eu espero que você faça o que eu digo. Eu não vou ficar
satisfeito se você me desobedecer. Isto é para sua própria segurança.

380
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Mas você vai voltar. Antes de termos de ir ao chão. Você vai voltar.
—Ela agarrou a camisa dele, de repente com medo. Ela não gostava mesmo
de pensar sobre ele não voltar. Ela descobriu que, de repente, estava muito
ansiosa, aqueles nós de medo começando a se formar em seu estômago. Não
apenas começando, ela percebeu. Ela estava tensa desde que enfrentaram os
antigos.
— Eu não prevejo um problema, Gabrielle, —disse ele calmamente. —
Mas você tem que estar sempre preparada para uma emergência. Eu preciso
saber que você pode cuidar de si mesma, em caso de me deparar com
problemas e me atrasar. Eventualmente teremos filhos. Eu preciso saber que
você pode protegê-los.
Gabrielle mordeu o lábio com força. — Eu não sou boa com violência,
Aleksei, mas eu nunca permitiria que nada, nem ninguém, prejudicasse
nossos filhos. —Ela esfregou sua pulseira, querendo agarrar-se a ele, para
mantê-lo com ela. Ela sabia que o que ele estava dizendo tinha sentido, mas
a própria ideia a fez desconfortável.
— Ou você, —ele persistiu. — Se alguém a ferir, kislány, estará me
ferindo. Se alguma coisa acontecer com você, acontece comigo. Quando
você está protegendo a você mesma, você está me protegendo.
Ela balançou a cabeça lentamente. Ela nunca permitiria danos a Aleksei,
tampouco, se ela pudesse ajudá-lo. — Eu vou para a terra, se tiver que fazer.
—Ela se perguntou se Teagan e Trixie já haviam dominado o que para ela
era um desafio particular. Se tivessem, ambas foram muito mais fortes do que
ela. Se não, ela iria ajudá-las.
Aleksei a recompensou com um sorriso. — Essa é minha garota.
Ela não podia evitar e sentiu um brilho quente conforme eles fizeram o
seu caminho de volta para as outras duas mulheres. Trixie e Teagan, ambas
tinham seus próprios brilhos. Ela não era a única que foi empurrada contra a
parede. As três mulheres trocaram sorrisos. Trixie estendeu a mão para
Gabrielle.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Vocês, rapazes, vão em frente e encontrem algo para se alimentarem.


Nós ficaremos bem. Eu tenho o meu kit de caça-vampiros e estamos bem, —
Trixie anunciou, assim que Gabrielle pegou sua mão.
— Mulher. Não tente usar esse kit em ninguém, especialmente em um
de nós quando voltarmos, —Fane avisou. Sua advertência teria sido muito
mais eficaz se não tivesse rindo. É evidente que ele achava sua companheira
ao mesmo tempo interessante e divertida.
— Eu quero ver esse kit, —disse Gabrielle. — Talvez possamos melhorá-
lo.
— Ele precisa ser melhorado, —disse Trixie. — Um desperdício de
dinheiro, a maior parte dele.
Teagan começou a rir. — Vovó Trixie, você é incorrigível.
Fane juntou-se a risada de Teagan e depois foi para o ar, seguindo
Aleksei e André em direção ao vilarejo, onde poderiam encontrar homens
fortes para dar-lhes o sustento de que precisavam.

abrielle agitou as mãos de modo que cada uma das três mulheres teve
cadeiras confortáveis para se inclinar para trás e apreciar a última das estrelas.
A noite estava fria e acrescentou uma fogueira, de modo que o brilho quente
pode aquecê-las, enquanto as chamas crepitantes trouxeram uma espécie de
conforto. Ela deu uma olhada longa e lenta ao redor, ainda se sentindo
desconfortável, apesar do fato de que ela sabia que os três antigos tinham

382
Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

colocado salvaguardas nos portões e teceram ainda mais salvaguardas na


névoa espessa em torno delas.
— Há algumas coisas sobre ser Cárpato que eu poderia gostar, —Trixie
anunciou com satisfação. Ela estendeu as mãos em direção ao fogo e prendeu
sua neta com seus olhos de aço. — Você sabe que eu vim procurar por você.
E eu trouxe esse bando de problemas comigo. Não há maior tola que uma
velha tola.
— Vovó Trixie. —Teagan respirou seu nome suavemente.
Amorosamente. — Eu acho que o destino te trouxe aqui para Fane. Eu tenho
que admitir que eu nunca considerei que você estaria com um homem, mas
a maneira como ele olha para você e a maneira como você olha para ele, é
lindo.
Trixie fez uma careta para sua neta. — Esse homem acha que pode lidar
comigo, ele nem imagina o que vem. Ele acha que a minha atitude bonita.
Fofa. Pior ainda, quando eu fico irritada, ele ri. Isso não o perturba nem um
pouco. E então ele ... —Ela parou abruptamente, franzindo o cenho ainda
mais.
— Beija você e te deixa sem sentido, —Teagan terminou, e começou a
rir.
— Chega dessas tolices. O que vamos dizer a suas irmãs?
Teagan ficou séria imediatamente. Ela respirou. — Que nós duas
estamos apaixonadas, vovó, mas nunca podemos dizer-lhes o que somos.
Nós vamos ter o cuidado de sempre parecer plenamente humanas. Se nós
escolhermos viver nesse mundo e nossos companheiros concordam em fazê-
lo por nós, temos que seguir as regras dos Cárpatos. Nós estamos sob o
domínio do príncipe, e os seres humanos não podem saber sobre nós—nem
mesmo a família.
Gabrielle estendeu a mão para o fogo. Ela sentiu um arrepio por sua
espinha, apesar das chamas dançando na fogueira. Ela sentou-se lentamente,
ouvindo as duas mulheres provocando uma a outra. Ela deu uma olhada em

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

volta, sem entender o frio, mas não o ignorou também. As salvaguardas eram
tão fortes, que ela não acreditou que, mesmo um mestre vampiro, conseguiria
penetra-las. Sua pulseira chamou sua atenção, emitindo um zumbido baixo
que ia cada vez mais forte. Mais alto. Mais insistente. As chamas nos elos
estavam vermelhas agora, e tinham ido de morna a quente. Não queimando-
a, mas definitivamente quente.
— O que é foi, Gabrielle? —Perguntou Trixie.
— Eu não sei. Você se sente estranha? Você ouve alguma nota que,
simplesmente, não parece certa? —A sensação persistiu, mesmo quando ela
tentou dizer a si mesma que não era nada e que ela sempre tivera medo.
Muito medo. Aleksei tinha ido embora, e esta era à razão por que ela não
gostava de ficar longe dele. Por que de repente ela não se sentia segura. Ela
não sabia o que a misteriosa pulseira podia ou não podia fazer. Talvez nada
como os antigos e o poder persistente do mosteiro.
Antes que Trixie pudesse responder, ela se levantou e foi correndo para
os portões. — Eu acho que me sentiria melhor se nós colocarmos mais
salvaguardas, —disse ela. — Eu já vi isso ser feito, mas eu nunca realmente
fiz isso antes. —Ela estava sendo paranoica, e mostrando as outras duas
mulheres que ela estava, mas sem Aleksei, ela não podia se segurar. O frio
abaixo de sua espinha havia se tornado um tremor, que tomou todo o seu
corpo. Ela teve de cerrar os dentes para resistir a chamar Aleksei de volta
para ela.
— Fane, Aleksei e André triplicaram as salvaguardas, —disse Teagan.
— Eu sei. Eu sei, —repetiu Gabrielle. Seu estômago se agitou tanto que
ela começou a procurar ao redor de si pelo complexo, olhando nos telhados,
ao longo de toda a própria parede. Ela não tinha ideia do que ela estava
procurando, algo fora do lugar, talvez.
— Eu já os desvendei, —disse Teagan, observando-a de perto. — Eu
provavelmente poderia descobrir como reverter isso e configurá-los. —Ela
seguiu Gabrielle até o portão.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Trixie permaneceu sentada, fechando os olhos por um momento e


chegando a ouvir a montanha e o jogo do vento. — Eu ouço a música da
montanha, —ela relatou, — e sua música, Gabrielle. Você está com medo,
mas eu não consigo encontrar nada para você ter medo.
Gabrielle balançou a cabeça, e parou. Ela era um bebê sem Aleksei. Ela
tinha prometido a ele que iria aprender a proteger seus filhos. Que ela
guardaria suas costas, mas ela era tão covarde, sempre com medo.
— Eu só estou sendo boba, —ela admitiu. — Um pouco ridícula. —Ela
tentou um pequeno riso autodepreciativo, os dedos mais uma vez caindo
para a sua pulseira, agora iluminada com um fogo firme, com raiva. Os elos
brilhavam como chamas. — Eu sempre fui uma dessas pessoas que têm medo
em certas circunstâncias. Eu nunca fui uma campista como você, Teagan. Eu
não iria, nunca, sair sozinho em viagens. Joie, minha irmã, e Jubal, meu
irmão, iriam largar tudo e ir em um piscar de olhos. Eu sou mais de planejar,
e eu gosto de quatro paredes sólidas em torno de mim. Me desculpe se eu as
deixei nervosas.
Trixie endireitou-se e levantou a mão pedindo silêncio. Gabrielle fechou
a boca e, em seguida, mordeu o lábio—duro. Outro calafrio desceu por sua
espinha, e desta vez o ar parecia mais pesado. Ameaçador. O vento parou.
De repente, ela prendeu a respiração. O ar mudou rapidamente, de uma brisa
limpa e fresca a um óleo pesado, atmosfera muito densa.
— Precisamos ir para dentro de um dos edifícios agora, e, Teagan, você
comece a tecer salvaguardas para o edifício, —Gabrielle gritou, e correu de
volta para Trixie para arrancá-la da cadeira. — Depressa. Nós só temos
alguns minutos. Aleksei! Me diga o que fazer. Porque agora ela tinha certeza.
Havia um vampiro perto. Sua mente lhe disse. Sua pulseira estava tentando
lhe dizer isso. Ele está aqui dentro com a gente. Sinto ele, Aleksei. Como ele poderia
passar através das salvaguardas? Como não o sentimos antes?
Mantenha-se calma, Gabrielle. Olhe em volta. Eu sinto o perigo através da minha
conexão com você, mas eu tenho que ‘ver’ para poder lhe ajudar. Se ele estava
flutuando, moléculas de ar, acima do mosteiro, todo o tempo em que você estava

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

trabalhando com os antigos, isso poderia ser feito. Ele já estaria dentro quanto tecemos
as salvaguardas. Mas ele teria que ser muito velho e muito hábil. Aron teria sido o seu
servo.
Oh. Deus. Isso significa que ele tem que ser extremamente poderoso, certo?
Eu estou voltando para você.
Sua voz a estabilizou. Calma. Como uma rocha. Sua âncora em uma
tempestade. Ela tomou uma respiração de ar contaminado, sujo, quando ela
puxou Trixie da cadeira e a empurrou para a segurança relativa das quatro
paredes. Se elas pudessem entrar e tecer salvaguardas, poderiam aguentar até
os caçadores retornarem. Quando Trixie correu para o edifício mais próximo
—que era o de Fane—ela parecia assustada.
— Eu não posso ouvir a sua música.
Trixie não pode ouvir a sua música.
Ela não será capaz porque ele está numa forma em que não teria uma. Ele faz
parte do ar. Você sente a espessura. A impureza. Ele está aí.
— Basta entrar. Teagan, depressa, —Gabrielle sussurrou, enquanto
empurrava Trixie para dentro.
Ela deu um passo em direção a Teagan e sentiu uma mão em seu cabelo.
O vampiro caiu do céu, materializando-se enquanto descia, sua mão indo
para o cabelo longo de Gabrielle em um aperto terrível de ferro. Ele puxou-a
com tanta força que ela saiu voando, de volta, contra ele, saindo de seus pés,
incapaz de virar a cabeça para olhar para ele, para dar a Aleksei o que ele
precisava.
Teagan derrapou até parar e voltou-se para trás, ambas as mãos em uma
posição apaziguadora. — Vamos todos nos acalmar, —disse ela suavemente.
Eu não posso vê-lo, Gabrielle falou para Aleksei. Ele me pegou e eu não
consigo me desvensilhar.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Não lute contra ele. Fique parada. Estamos no caminho de volta. Ele vai querer
se gabar. Conversar. Deixe-o.
Gabrielle fechou os olhos por um momento e, em seguida, obrigou-se a
obedecer. Ela caiu contra seu captor como se em sinal de rendição. Sem
aviso, ele abaixou a cabeça e dirigiu seus dentes a seu pescoço. Ela gritou.
Doeu além de qualquer coisa que ela poderia imaginar. A queimadura era
feroz, como ácido pingando todo o caminho até os ossos, enquanto os dentes
rasgaram sua pele.
Teagan gritou também e correu em direção a eles. Trixie rompeu para
fora do prédio com sua arma, disparando as estacas de madeira. A primeira
atingiu o vampiro no pescoço quando ele se inclinou sobre Gabrielle. A
segunda atingiu a garganta quando ele se virou, com os olhos vermelhos
incandescentes para encontrar um novo alvo.
— Afaste-se dela, —Trixie gritou.
O bracelete no pulso de Gabrielle se desprendeu, rodopiando, as chamas
dançando no ar em círculos, girando direto para o pulso do vampiro. Cortou
a carne e o osso de forma limpa, deixando chamas parar trás, chamas que
varreram o braço do vampiro, ele gritou e soltou Gabrielle.
Teagan segurou o braço de Gabrielle e a puxou para longe do vampiro
alto, que tinha a sua atenção centrada unicamente em Trixie. Sangue
derramava do pescoço de Gabrielle, onde o vampiro tinha rasgado grandes
lacerações irregulares de sua carne para obter o que ele mais queria. Teagan
continuou a arrastá-la tão longe do vampiro quanto possível, antes de ajudá-
la a sentar-se no chão.
Gabrielle virou a cabeça para o vampiro para permitir Aleksei usar seus
olhos, a fim de ver o morto-vivo que tinha ficado à espera, se mantendo
escondido, ganhando tempo, para jogar sua vingança sobre os três caçadores.
A ação fez com que mais sangue jorrasse da ferida no seu pescoço.
O vampiro fez um som horrível, um chocalho com uma cobra em sua
garganta enquanto ele apagou as chamas, os buracos afundados dos olhos

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

centrados em Trixie, enquanto dava um passo em direção a ela. Trixie se


afastou, mas corajosamente soltou outra estaca de madeira. Esta atingiu o
morto-vivo no centro do peito. Ele rosnou, tirou a estaca e investiu contra
Trixie, levantando o braço bom, o punho cerrado para que antebraço e punho
formassem um enorme martelo. Ele era tão rápido que não havia como fugir
do golpe mortal.
Trixie jogou a arma nele e virou-se para tentar fugir, sabendo que era
tarde demais. Ela ouviu, como se à distância, Teagan e Gabrielle gritar. Ela
tropeçou e caiu quando um sopro de ar quente queimou a sua pele. Sua carne
parecia encolher em um esforço para evitar uma abominação antinatural,
para impedi-lo de tocá-la, e muito menos bater nela.
Ela rolou para vê-lo de pé sobre ela, seus dentes horríveis, irregulares e
cobertos do sangue de Gabrielle. Sangue negro gotejava do lugar onde antes
havia uma mão. Seu rosto de esqueleto manchado de sangue. O braço
levantou e desceu, e ela sabia que ela estava morta. Ela fechou os olhos e
orou para que Teagan e Gabrielle estivessem fugindo.
O golpe não veio. Ela ouviu um grunhido e um rosnado horrível da
garganta do vampiro uma segunda vez, como se estivesse sufocando.
Cautelosamente, ela abriu um olho e viu outro homem lá. Ele não era tão
alto quanto os Cárpatos que conhecia, mas seu cabelo fluía em torno de seus
ombros. Ele estava mais magro, mas todo músculo definido. Ela podia ver a
ondulação debaixo da camisa quando ele jogou o vampiro bem longe dela.
— Gary. —Gabrielle respirou seu nome. Como ele havia chegado até lá,
passado pelas salvaguardas e conseguido salvar Trixie era um milagre.
Gabrielle olhou com admiração para o homem que ela tinha conhecido
e amado por tanto tempo como Gary Jansen. Este homem tinha
desaparecido. Em seu lugar surgiu um antigo guerreiro. Um Daratrazanoff.
Ele tinha movimentos fluidos. Deslizando sobre o chão. Sua força era
enorme quando ele empurrou o braço do vampiro para cima e longe de Trixie
e segurou-o, forçando-o para longe da mulher caída.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Moveu-se com absoluta confiança, seus traços impassíveis, seus olhos


frios enquanto ele segurava o braço do vampiro fora do caminho e batia o
punho diretamente no peito, na direção do coração.
Trixie ficou de pé e fez seu caminho com cautela em torno dos dois
lutadores, circulando-os para chegar às outras duas mulheres. Teagan estava
de joelhos ao lado de Gabrielle, com os olhos fechados, e claramente André
estava dirigindo-a para curar a ferida na forma dos Cárpatos.
Gabrielle, fazendo um suave som de consternação, não tirou os olhos da
cena de combate. Gary tinha sido um acadêmico. Mais, ele era um cérebro
além da compreensão da maioria das pessoas. Ele serviu o mundo e, em
seguida, o mundo dos Cárpatos com a sua capacidade de ver o que os outros
não podiam. Ela sabia que ele ainda possuía o cérebro, mas esse Gary não
estava mais lá. Os antigos tinham se derramado sobre ele, dando-lhe seu
sangue e suas memórias. Boas e más. Habilidades e escuridão.
Ela queria olhar para longe da violência. Parecia tal blasfêmia quando
era Gary, não Aleksei, lutando contra o morto-vivo. Um erudito com uma
alma gentil, um poeta, um homem com um tal cérebro ...
Kislány. Esse único sussurro de carinho em sua mente, tão íntimo. Ela
fechou os olhos, sentindo o seu amor em torno dela. Ela não estava mais
perdida, não quando ela tinha Aleksei.
Ele se foi, Aleksei, completamente desaparecido. Eu estou olhando para ele e
quase não o reconheço. É como se ele estivesse com a idade de mil anos.
Ele tem.
Ela sabia que Aleksei lhe tinha dado a dura verdade. Ele não adoçava a
verdade para ela. Ela mordeu o lábio com força, querendo chorar por Gary.
Por dentro ela estava chorando.
Gabrielle. Você não fez isso. Ele foi convertido e depois trazido para a caverna dos
guerreiros. Se Gregori não o tivesse reclamado, ele poderia ter vivido uma meia-vida
Cárpato e ainda assim não, sem a esperança de uma companheira. Ninguém sabia

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

exatamente como funcionava. André disse que poucos machos são convertidos. Até o
príncipe converter sua companheira não se sabia que era sequer uma possibilidade, sem
o problema da loucura. Nunca houve uma razão para converter um macho humano.
Não até que eles caíram em combate para defender as mulheres dos Cárpatos e
crianças. Ela tentou não soar amarga.
Ele está vivo, kislány, o que é um milagre por si mesmo.
Ele não é Gary. Eu não conheço este homem, ele não é Gary. Com o tempo, vi a
diferença em sua constituição e suas habilidades de combate. Ele teve que se tornar um
lutador, a fim de defender as crianças, mas ele é completamente diferente agora. Ele
parece ...
Gregori. A família Daratrazanoff.
Sim.
Porque é isso que ele é. É quem ele tinha de se tornar para entrar plenamente em
nosso mundo. Assim como você está mudada, ele também.
Aleksei estava errado. Essencialmente, ela ainda era Gabrielle. Ela não
era cega. Ela sabia que sua aparência melhorou, mas por dentro, ela era
Gabrielle. Gary já não era Gary. Ele era todos esses antigos que tinham ido
antes dele.
Ele era um caçador de vampiro. Especializado. Impiedoso. Capaz de
arrancar um coração e jogá-lo no chão. Capaz de suportar feridas horrendas
sem vacilar para terminar um trabalho. Capaz de chamar o relâmpago e
incinerar o coração enegrecido, enrugado e banhar seus braços e torso na
energia encandescente, a fim de se livrar do sangue ácido dos mortos-vivos
antes que de dirigir o chicote de relâmpago para o corpo do vampiro.
— Eww TÃO nojento, —Trixie sussurrou. — Então é assim que isto é
feito. Não creio que possam colocar um raio em uma garrafa e vender isso
nos kits de caça- vampiros da Internet.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

— Eu não penso assim, vovó, —disse Teagan, sua voz ainda mais suave
do que a de sua avó. — Eu vi André fazer isso várias vezes e nunca me parece
real.
Gary virou-se para elas, e o coração de Gabrielle bateu
descontroladamente. Aleksei?
— Estou aqui, kislány, disse ele, caminhando em sua direção, passando
diretamente por Gary para envolve-la em seus braços, e inspecionar seu
pescoço.
Eu tenho que ir até ele.
Eu sei. Dê-me um minuto para ter certeza de que esta ferida está completamente
limpa, e tão curada quanto possível, até irmos ao chão.
Eu sei. Duas pequenas palavras, mas lhe disseram tudo. Significavam
tudo.
Sentiu-o dentro dela, tão brilhante. Sem ego. Todo Aleksei.
Imediatamente a dor latejante em seu pescoço sumiu.
— Teagan, —Aleksei disse suavemente. — Obrigado. Você fez um
ótimo trabalho.
Teagan enviou-lhe um sorriso. — André tem trabalhado comigo.
André e Fane ficaram à frente de Gary. Gabrielle podia vê-los
cumprimentá-lo do modo que os guerreiros Cárpatos faziam. Antebraços
com antebraços. Tornando-se vulneráveis a ataques.
Gary tinha definitivamente salvo a vida de Trixie. Sem ele, os três
caçadores não poderiam ter voltado a tempo para salvar qualquer uma de
suas companheiras, e muito menos Trixie. Seus olhos se moveram dos dois
guerreiros, que o estavam agradecendo, para Gabrielle. Ela sentiu seu olhar
penetrante até os dedos dos pés. Foi um pouco desconcertante estar olhando
nos olhos de Gary e ver que ele não era Gary. Ela viu isso tão claramente.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Seus olhos eram ainda mais diferentes. Ele sempre tinha usado óculos.
Agora, seus olhos eram de um azul profundo, passando para um preto escuro
como tinta e, em seguida, quando ele piscou, a um verde azulado, como a
cor do mar. Seu coração trovejava quando Aleksei colocou seu braço em
volta de sua cintura e levou-a em direção ao outro homem.
Eu não acho que posso fazer isso, Aleksei. Talvez se eu tivesse ...
O quê? Reconhecido que não era sua companheira? Isso teria mudado
alguma coisa para ele? Ele não tinha tomado a decisão de se tornar Cárpato.
Gregori tinha tomado a decisão por ele, com base em sua condição extrema.
Ela estava lá. Ela não poderia ter parado Gregori. Ninguém, nem mesmo o
príncipe, poderia. Gregori tinha poucas pessoas que ele amava em sua vida.
E Gary era um deles.
Você precisa ir a ele, Gabrielle. Eu estarei com você. Perto. Dentro de você. Na
sua mente. Mas você precisa disso e você sabe. Aleksei parou de andar e permitiu
que ela tomasse os últimos passos sozinha. Kislány, você não deve tocá-lo. Não
por qualquer motivo. Eu não vou ser capaz de tolerar isso, então, para o nosso bem,
mantenha suas mãos para si mesma. Ele não vai tocar em você. Ele é um antigo agora,
longe de qualquer um de nós—mesmo de Gregori.
Ela odiava isso. Ela odiava que Gary tivesse dado tanto de si mesmo
para os Cárpatos que tinha perdido tudo de si. Ela ergueu o queixo e
aproximou-se dele. Ela farejou algo selvagem—primitivo. Um animal preso
que não estava familiarizado com a civilização. Gary. Seu Gary. Tão longe.
Tão fora de alcance.
André e Fane foram em direção à suas mulheres, permitindo-lhe um
pouco de privacidade com Gary. Seus olhos se moveram sobre o rosto.
Impassível. Frio. Remoto. Ela estendeu a mão para Aleksei em sua mente,
precisando da sua força para passar por isso.
— Você foi incrível. Obrigado por ter vindo em nossa ajuda.
— Eu tinha que saber que você estava bem, Gabrielle.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Ela estremeceu com a frieza em seus olhos. Seu Gary tinha ido embora
para sempre. Em seus olhos queimava o inferno de séculos de escuridão—de
batalhas. Ele tinha se tornado uma embarcação para os antigos, e não havia
viagem de volta para o homem que ela conhecerá.
Ela deu um passo para perto dele, tentando encontrar o homem que
amava. Sempre amaria. Ele estava em algum lugar. A alma gentil cujo
cérebro não tinha igual. — Gary. —Ela disse seu nome suavemente, tentando
chamá-lo de volta para ela. Longe da escuridão terrível, implacável, que tinha
visto nos antigos lá no mosteiro.
— Você está feliz? Ele é um bom companheiro para você?
Ela estremeceu e colocou os braços em torno de si mesma. Mesmo sua
voz era diferente. Ela teve que trabalhar para lutar contra as lágrimas. Ela
assentiu com a cabeça. — Ele é muito bom para mim, Gary. Ela está lá fora.
Para você. Sua companheira.
Seus olhos mudaram de cor novamente, sombrio e frio e ele olhou para
longe dela. Os antigos, com o seu desespero de encontrar uma companheira,
já estavam trabalhando nele. Ela sabia que o amanhecer estava perto e todos
eles teriam de ir ao chão. A luz estava cruzando o cinza, anunciando o sol.
Ainda ...
— Teagan ajudou os antigos, Gary. É possível que ela possa diminuir
sua escuridão, ajudá-lo a aguentar um pouco mais. Vamos tentar com você.
Trixie pode combinar com sua música ...
— Não é só meu.
Gabrielle olhou para Trixie. As outras duas mulheres já estavam
pressionando perto deles.
— É toda sua, —Trixie respondeu suavemente. — Eu vejo as notas, e
elas eram originalmente de outros, mas elas se misturaram com sua música
original e fizeram outra completamente diferente, exclusiva, só para você.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Deixa-nos tentar. Você salvou minha vida. Você salvou a minha neta. Por
favor. Permita-nos fazer isso por você.
Gabrielle podia ver que Gary não tinha qualquer esperança. Ela teve que
lutar para manter suas mãos para si mesma quando ela queria tomar seu
braço e puxá-lo, até que ele fosse com elas para o mapa ainda desenhado no
chão.
— Pode ser pior saber que ela não está lá, —Gary arriscou.
— Nada pode ser pior do que onde você está, —disse Aleksei. — Eu sei.
Sem esperança. Apenas a escuridão implacável. Nem mesmo o sussurro da
tentação. Tão longe que você sabe, que não pode estar em torno de qualquer
pessoa, sem arriscar a sua honra. Dê isto a elas. Se não for por você, então
por ela. Por Gabrielle.
Gabrielle amou-o, apenas por isso, e ela tinha que lhe falar. Dizer a ele.
Fazê-lo compreender que, mesmo que Gary estava bem na frente dela e ela
sofria por ele, chorou por ele, ela queria Aleksei. Eu amo você.
Eu sei, kislány, eu sinto isso. Estou em sua mente, te segurando firme para mim.
Ele está perto de concordar. Não temos muito tempo antes do amanhecer estar sobre
nós. Tão antigos como somos, é quase impossível de suportar até mesmo o sol da
manhã. Convença-o. Houve uma pausa. Sem tocá-lo.
Ela não tinha percebido que ela estava indo em direção a Gary como se
pudesse segurar a escuridão dele. Ela puxou a mão para trás e apertou-a com
força contra sua coxa. — Por favor, —ela disse suavemente. — Apenas faça
isso. Se isso não funcionar, bem, pelo menos você tentou. Mesmo que não
possamos encontrar uma direção para uma companheira, Teagan pode
aliviar a escuridão apenas um pouco.
— Por você, Gabrielle.
Pelo menos a memória dela ainda estava lá, em sua mente. Ajudando-o
de alguma forma. Ele podia não ser capaz de sentir o amor que tinha por ela,

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

mas ele se lembrava. Ele se lembrava o suficiente para se importar se ela


estava bem e para fazer isso por ela.
Teagan chamou-o para o mapa, obviamente, esperando que, com ele tão
perto, elas pudessem gerenciar o processo mais rápido. Trixie já estava
sintonizada com sua canção e empurrou as notas na direção de Gabrielle. A
canção de Gary era escura um mal presságio—tão perigosa quanto o de
qualquer um dos antigos que haviam sido trancados no mosteiro. Isso doía.
Gabrielle se manteve firme, apoiando-se na força de Aleksei. Ele estava
lá, em sua mente, segurando-a firme. Ela sabia que ele queria estar perto dela
e que teve muita disciplina para manter-se fisicamente longe. Amava-o ainda
mais pelo que fez—por dar a ela este tempo com Gary. E por dar a Gary o
que ele precisava também.
As mãos de Teagan se moveram sobre suas pedras, buscando a que
caberia a Gary. Gabrielle prendeu a respiração, rezando silenciosamente
para que o que estavam fazendo desse certo. Ela não tinha considerado que
Teagan poderia não ter o que ele precisava. Ela tinha estado nas montanhas,
recolhendo várias pedras que se sintonizaram com ela, mas e se ...
Teagan franziu o cenho e tirou várias pedras, colocando-as em ambas as
mãos. — Eu nunca tive a força de mais do que uma, —ela admitiu, — mas
ele precisa de todas elas.
Isso não soava bem. Gabrielle mordeu o lábio. Com força. Uma única
gota de rubi surgiu. Instantaneamente o olhar de Gary se prendeu em sua
boca. Um grunhido baixo retumbou no peito de Aleksei. Um aviso. Moveu-
se, inserindo seu corpo entre Gary e Gabrielle, tombou a cabeça de lado e,
com sua língua, removeu a única gota de sangue que estava nos lábios de
Gabriele.
Não o tente novamente. Ele está perto do fim. Os antigos que se verteram nele não
tinham companheiras. Cada um deles sofreu séculos de escuridão, sem qualquer
recompensa no final. Eles procuraram o sol para manter sua honra. Ele é todos eles
juntos. Se a magia de Teagan não funcionar, ele terá de fazer o mesmo em breve.

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Promessa Sombria - Série Cárpatos 29

Nenhum guerreiro, não importa quão forte, pode levar os demônios de muitos antigos
e continuar honrado por muito tempo.
Ela sentiu seu toque por todo o caminho até os dedos dos pés. Ela sentiu
sua revelação invadir sua alma. Ela estremeceu e inalou seu perfume
procurando sua força, porque agora ela sabia que não havia esperança, não
sem o que elas iriam fazer. Aleksei não mentia a ela.
Teagan começou seu canto suave e ao mesmo tempo, a cor verde a
envolveu e começou a espalhar-se em direção a Gary. A cura, verde
calmante, bem no centro do círculo de cores. Lentamente, as outras cores
começaram a aparecer, todas elas à procura de um caminho para a escuridão
implacável em torno de Gary. Gabrielle prendeu a respiração, aterrorizada
porque as cores não penetraram nada, nenhuma parte. No início, parecia
como se a densa nuvem fosse impenetrável, mas o verde encontrou um fio,
uma única abertura, e teceu uma linha fina, na largura de uma teia de aranha,
através do preto.
Gabrielle quase mordeu o lábio de novo, mas ela sentiu Aleksei escovar
os dedos sobre seus lábios, e impedi-la. Ela percebeu que ele estava muito
consciente de seu mau hábito e estava concentrado mais nela do que em
Teagan ser bem-sucedida ou não.
As cores se moveram em torno da espessa e sólida massa. Parecia
impossível. Além do único segmento de verde, parecia que nada mais podia
passar. Então Gabrielle sentiu o impulso sutil de poder. Primeiro André
juntou-se a Teagan. Em seguida, Fane. E por último foi Aleksei. Os três
antigos derramaram sua força combinada para a companheira de André.
A explosão de energia enviou algumas das cores com muita força contra
as bordas da aura escurecida. Uma delas, um roxo profundo, se juntou ao
verde, enrolando em torno dele, de modo que as duas cores foram tecidas em