Você está na página 1de 8

Para uma pesquisa teórica sobre os Direitos Humanos e a

Utopia do Consenso Sobreposto


For a theoretical research on Human Rights and
Utopia the Overlapping Consensus

Gustavo Saboia de Andrade Reis


Psicanalista, Mestre em Filosofia,PPGF/UFRJ.
Pesquisador do Memorial Antonio Houaiss/Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos
Bolsista - FAPERJ

Palavras Chaves: Direitos Humanos, Filosofia Política Contemporânea, Atualidade, Ética

Resumo: A partir da reflexão de artigos de Samuel Moyn, buscamos articular a história dos
direitos humanos ao duelo das ideias no contexto da guerra fria à atualidade. Aos conflitos
que são não mais apenas por disputas entre o capitalismo x comunismo, e sim pela disputa
entre a democracia e as suas oposições sejam ideológicas e religiosa. Apresentamos a nossa
reflexão sobre o Estado Laico e sobre o Secularismo. Debatendo a presença dos costumes
cristãos como influencia as decisões da Corte, em oposição ao conceito de secularismo.

Keywords: Human Rights, Contemporary Political Philosophy, Current Events, Ethics

Abstract: From the reflection of Samuel Moyn articles, we seek to articulate the history of
human rights to the duel of ideas in the context of the Cold War to the present. The conflicts
that are no longer only for disputes between capitalism x communism, but by the struggle
between democracy and their oppositions are ideological and religious. We introduce our
reflection on the secular State and the Secularism. Debating the presence of Christian customs
and influences the decisions of the Court, as opposed to the concept of secularism.

Introdução

João Paulo II disse que "da concepção bíblica do homem a Europa tirou o melhor de sua cultura
humanista, e, não menos importante, promoveu a dignidade da pessoa como sujeito de direitos
inalienáveis". A poderosa invenção da tradição que podia permitir tal visão ocorreu em 1930 e 1940,
Acima de tudo graças à Jacques Maritain”. (Samuel Moyn, 2008. p.24)

Esse artigo é resultado do contato que tivemos com uma literatura atual que compreende a História da
Intelectualidade, a História do Cristianismo, a História dos Movimentos Sociais a partir de 1970 e a História dos
Direitos Civis e dos Direitos Humanos, a nossa reflexão se fundamenta no debate atual sobre o secularismo, ao
direito à liberdade de religião, à liberdade de escolha e a liberdade de expressão. Lançando mão do pensamento
de historiadores contemporâneos como Samuel Moyn e Barbara Keys, e a nossa retomada de leitura do texto de
John Rawls, com as recentes investigações sobre religião e política, e os primeiros passos que são recentes ao
estudo do Cristianismo. Propomos uma reflexão que seja crítica, que acompanhe os elementos da narrativa
histórica e da filosofia política tendo como objeto de investigação considerações aos Direitos Humanos.
Atualmente colaboramos com o Professor Dr. André Rangel Rios do Instituto de Medicina Social,
desenvolvendo uma pesquisa que relaciona a Religião, política, História da Intelectualidade e Direitos Humanos.
Com a pretensão à formulação de objeto de tese de doutorado a ser explorado no campo do pensamento
reflexivo, sobre o surgimento das ideias que norteiam os direitos humanos e os seus principais teóricos.
Abordando o Estado Liberal que supomos ter em sua constituição a presença de religiões cristãs, a serem ainda
melhor definidas ou descartadas. Trabalho esse sendo realizado em paralelo a nossa pesquisa do Memorial
Antonio Houaiss/CEBELA como bolsista TCT-5 FAPERJ desde 2012.
O que apresentamos é fruto do que foi compreendido do debate sobre os direitos humanos e sobre o
secularismo, sendo providencial a nossa introdução ao estudo da religião associada á política. Oferecemos ao
leitor, mesmo que de forma provisória, a nossa reflexão sobre o poder e sua relação com a política, e as
consequências sobre os direitos humanos.
Comentaremos alguns pontos da narrativa de Samuel Moyn sobre os direitos humanos na
contemporaneidade a partir da análise dos textos consultados do autor e de outros autores como apoio a questão
do secularismo como indicado ao final nas referências bibliográficas. Dedicaremo-nos, à reflexão sobre as
influências do Cristianismo na fundação do Estado Liberal e de sua influência na formulação da Declaração
Universal dos Direitos Humanos de 1948. Do costume e do hábito cristão na cultura ocidental que se faz
enquanto tradição na vida Institucional e pública. Abordaremos o debate sobre a liberdade de religião, sobre o
secularismo ou secularismos como Samuel Moyn demonstra em sua análise sobre a legalidade e a decisão sobre
um símbolo religioso e sua adequação ou não ao espaço público, trata-se de Lautsi vs. Itália1.

1 - Samuel Moyn, Lautsi vs. Itália e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

Para Samuel Moyn, a Corte Europeia remonta a estratégia de combate contra o comunismo, defende-
se a ideia de democracia contra a ideia de socialismo ou comunismo, nesse sentido a oposição ao Islamismo
remonta historicamente a batalha travada entre a União Soviética e os Estados Unidos da America nesse período
histórico, durante a guerra fria, cabendo então proteger a tradição no sentido de liberdade de religião em seu
segmento cristão e liberal em oposição ao Islamismo, estrangeiro à terra liberal e democrática.
Apostasse em dizer que o levante do Islamismo pode ser interpretado como a insurgência do
antiorientalismo pensado a partir do conceito de orientalismo de Edward Said. Conceito que significaria que a
religião está estreitamente ligada à política no Islã, e a partir de uma perspectiva ocidental, como colonial,
imperialista e cristã. O orientalismo trata do argumento como imposto pelo cristianismo sobre o oriente.
Podendo-se ainda interpretar que para a esquerda seria oportuno se associar ao Islamismo em combate
ao Imperialismo. Chamamos a atenção ao recente ataque do PKK, partido extremista curdo de esquerda na
Turquia e a resposta dada pela Turquia ao PKK, e ainda a proximidade que pode ser conferida entre o Islamismo
e o Estado Islâmico, e na fronteira entre a bestialidade e civilização, que podemos presenciar como surgimento
do novo, como o que ameaça ao ocidente, o seu contrário, que seja a repetição de uma nova versão da guerra fria
marcada pelo terror. Ao mesmo tempo, que no Sudão o seu governo muçulmano negocia com a China a
prospecção de petróleo, chacina o seu próprio povo, promovendo o apartheid entre os muçulmanos e não
muçulmanos no Darfur, negros e árabes, patrocinando a guerrilha árabe Jajaweed para tal ação.
Do outro lado do mundo observa-se uma guerra ideológica entre a esquerda e a direita, visto a
Venezuela e o Brasil, violentados pela corrupção que tem empurrado ambos os países à recessão econômica, e o
fim do sentido de política enquanto representativa. Não seria então a corrupção uma forma de derrubar o Estado
de Direito?
A Turquia possuidora de um Estado Laico, estruturado da forma que se assemelha ao que John Rawls
concebe em seu Liberalismo Político, em crise contra o extremismo Curdo, muito próximo ao ISIS. Temos o
impossível ao consenso sobreposto. Esses exemplos servem para falar do Estado Laico e dos seus opostos, como
o Fundamentalismo Islâmico, o Comunismo e o Socialismo, e de situações de conflitos como nos Grandes Lagos
Africanos, lembramos a Guerra do Congo e suas consequências atuais de fronteira, o Genocídio em Ruanda em
1994 e os recentes conflitos em Burundi com tentativa de golpe sobre o presidente eleito, e atualmente o
extremismo do Boko Haram. Lembramos aqui que em Ruanda a maioria no parlamento é composta por
mulheres.
No caso Lautsi vs. Itália, em uma realidade civilizada como a europeia que assim supomos, um caso é
julgado pela Corte europeia dos direitos humanos que nega a pretensão de retirada do crucifixo das escolas
Italianas, interpretado pelos reclamantes como imposição de crença. Em primeira instância temos o
ressarcimento às vitimas que seriam ideológicas de um cristo pregado em uma madeira em cruz e no segundo
momento julga-se a permanência dos crucifixos com o inalterado em proteção ao costume, de manter a
hegemonia liberal em oposição à crescente presença na Europa do Islamismo, assim trata Samuel Moyn. A
presença do Islamismo seria a possibilidade da repaginação da civilização que se impõe em oposição ao
denominado Imperialismo, assim a Corte mantém em resistência os símbolos históricos como o crucifixo em
lugar de direito a partir dos tempos e dos costumes.
Considera-se ainda, que o véu islâmico, uma veste em imposição sobre a identidade do gênero,
recobre o direito de sua escolha ou de sua ausência, da mesma forma o crucifixo em sua retirada serve de

1
Lautsi vs. Itália - O Tribunal Europeu de Direitos Humanos em 3 de novembro de 2009, determinou que
a exposição de crucifixos nas salas de aula é "uma violação do direito dos pais de educar seus filhos de acordo
suas convicções e o direito dos estudantes à liberdade de religião". Por não ter o poder de forçar a retirada de
crucifixos de escolas italianas e europeias, o Tribunal condenou a Itália a uma multa de 5.000 euros à requerente
por danos morais. O julgamento final de 18 de março de 2011, em seguida, revogou a decisão em primeira
instância. Os juízes aceitaram a tese segundo a qual não há nenhuma evidência que prove qualquer influência da
exibição do crucifixo aos alunos. A decisão foi aprovada com 15 votos a favor e dois contra 3.
analogia também a retirada do véu, surgindo da ausência a significar enquanto secularismo. Que o véu
esconderia a verdade do erótico com a questão do que é o gênero, e o seu costume significado pela religião, e
ainda o direito de tirar o véu ou manter o seu uso como gesto político ou ético.
Nesse caso questiona-se a perspectiva orientalista como negativo a cultural do véu e a não
positividade como o quis demonstrar a Corte Europeia com o crucifixo. Tratando-se de decisões sobre a escolha
das pessoas submetidas à escolha racional da Corte. A liberdade de expressão e a liberdade de religião, e o
respeito à diversidade, são liberdades historicamente constituídas, e o principal, a liberdade de ter uma crença.
Mas o que é religião? As conquistas são históricas, mesmo que durante a guerra fria, quando se teve
seu ápice os movimentos sociais e a contra cultura os direitos humanos não eram nem um pouco respeitados pelo
próprio mundo chamado democrático, a ser chamado de conservador ou de direita.
Dessa forma a concepção de direitos humanos se dá na história, buscando-se demarcar principalmente
o conceito de pessoa de direito em sua dimensão ideológica e territorial de poder e de luta pelo poder. Na disputa
geopolítica, de expansão, de um lado a presença do liberalismo de capital associado à democracia de respeito ao
individuo, que tentasse realizar-se pela força e pela educação de um ideal de liberdade, marcado pela liberdade
de escolha, pela oportunidade de uma boa vida, em oposição à esquerda que remontasse na busca da Hegemonia
do Estado da democracia do proletariado, na utopia tem se também seu amargor.
Como ocorre na America Latina temos por um lado uma ânsia à justiça social que viria da esquerda
denunciada enquanto criminosa por uma direita fascista que se adéqua ao Estado de Direito corroído por uma
luta pela igualdade social combinada a questões de risco de soberania interpretada como criminosa. Na Europa,
temos o surgimento crescente do Islamismo associado ou não ao Fundamentalismo, visto sempre a sua
associação ao terrorismo e com o surgimento do Estado Islâmico. A mídia por um lado é revolucionária porque
promove a transparência da verdade ao mesmo tempo em que, pode construí-la em nome de uma ideologia ou de
ideologias.
Nesse momento se trata de oposições de crenças em disputa, que se apresenta na formação do Estado
o que seja novo ou a repetição do antigo, na concepção de pessoa de direito e da liberdade de religião, ou de
tradição da religião de uma determinada cultura que se pretenda hegemônica no seu espaço territorial, e da troca
de símbolos de crença, principalmente nas relações econômicas.
A nossa análise aponta então em frentes à estabilidade do liberalismo no mundo como buscasse ser
hegemônico, ao mesmo tempo em que se revela frágil aos acontecimentos globais, preservasse o seu seguimento
cristão, defende-se o Estado Laico, que seja democrático sobre representação, funda-se a busca de uma economia
forte e integrada regida por tratados, e oferece-se a liberdade dentro da dimensão democrática construída de
forma histórica e justificada em oposição ao retorno de uma esquerda histórica e o terror promovido pelo
Fundamentalismo Islâmico.
Mesmo que as decisões da Corte se pretendam laica e que apresente em sua forma normativa nada que
interfira em suas decisões, o caso citado apresenta a contradição no que se entende por neutralidade, a partir da
imposição do contexto político e até mesmo como imposição de lei como no Brasil, sobre o próprio Estado em
ameaça econômica por crime ocorrido em seu interior.
E dessa forma em John Rawls, pode-se pensar em uma gestão institucional, em regime de
autopreservação, pela neutralidade e compromisso com a democracia. A preservação de um projeto de
democracia em que as decisões da Corte em oposição à insurgência do que pode ameaça-la através do
antiorientalismo ou da imposição de liberdade de religião da forma mais extrema como o no caso do ISIS, ou nas
reações às críticas de esquerda a toda e qualquer manifestação religiosa como o Charlie Hebdo e da forma como
veio a resposta a sua defesa da liberdade de expressão inspiração iluminista, com a violência do terror se
combate a violência da língua e do promovido pelas as artes gráficas se supondo de bom gosto.
Dessa forma, faz se arbitrária e discriminatória a decisão sobre a liberdade de religião e seus símbolos,
como ameaçados ao avanço de outra religião em crescente expansão, demonstra-se como instauração da
desigualdade de concorrência de crenças e assim decide-se manter a decisão sobre algum um símbolo de tradição
que determina a igualdade entre as religiões, o que se apresenta no caso é a preservação do costume cristão como
símbolo que faz parte da própria história de uma sociedade, se mantém o símbolo na preservação mesma e a
observância sobre o passado. O questionamento passa pela presença na Europa do Islamismo crescente como
remontasse uma ameaça a busca hegemônica da Igreja Católica, aqui representaria uma ameaça ao projeto de
democracia inaugurado pelo pós-guerra.
Samuel Moyn associa a presença do Islã na Europa como a ameaça do Comunismo durante a guerra
fria e com o seu crescimento, de forma ideológica e econômica x o liberalismo que defendia sobre o pano de
fundo da igualdade de oportunidades, em contradição ao preço dos investimentos feitos em países ditatoriais no
combate da esquerda com a tortura e repressão e desrespeito a soberania.

Na imposição de um modelo ideológico e econômico em oposição ao Comunismo, temos assim uma


nova leitura da paranoia sobre a semente que insurge sobre modelos que buscam a estabilidade e hegemonia
sobre o poder democrático. O trabalho de Samuel Moyn trata não apenas de como surgem às ideias, seus atores e
o contexto histórico, mas entendemos que em sua narrativa descreve-se como se dá a guerra entre as ideias, da
visão de mundo e da constante construção do conceito de direitos humanos e do Estado, e ainda dos limites dos
tratados e da extensão das Cortes Liberais.
Temos o liberalismo marcado pelo cristianismo, de um lado a Igreja Católica e as Igrejas Cristãs, e do
outro o Comunismo, como disputa geopolítica, e o surgimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos
em 1948, uma formalidade entre os países signatários, que se pretendia impedir toda e qualquer atrocidade entre
os seres humanos. Mesmo assim após 67 anos as pessoas continuam se matando, e a morte agora será cada vez
mais marcada pelo fato da democracia se tornar a cada vez mais inserida dentro de um argumento econômico.

2 - Levantamento sobre o poder e a dignidade humana

Todas essas questões, em levantamento, fazem parte de uma pesquisa sobre a temática da disputa de
poder, do sentido do ser humano de direito, da dignidade humana, da ameaça à pessoa em regimes democráticos
e em regimes ditatoriais, que supostamente seriam uma transição sobre crises políticas e ajustes geopolíticos.
Acreditamos em uma terceira-via, que não seja de Anthony Giddens, estaríamos mais próximos a Jacques
Maritain e a John Rawls, agradecemos a Samuel Moyn a forma como nos apresenta a história das ideias e de
seus atores, afinal o mundo contemporâneo é fruto da luta pela melhor ideia sempre posta em prática de forma
objetiva, mas cabe observar nem sempre de forma reflexiva.

“É preciso democratizar a democracia e isto significa eliminar a burocracia e combater a corrupção. Há


políticos, polícias, jornalista e banqueiros que são corruptos”, afirmou, referindo-se às novas tecnologias
como ferramenta de denúncia de problemas que “minam” as democracias” diz Anthony Gddens 2

O que são realmente os direitos humanos, para que servem esses tratados? Será que os tratados não
representariam apenas os interesses econômicos? É possível pensar em sustentabilidade em direitos humanos?
Do que se trata a ajuda humanitária? São perguntas que trazemos para pensarmos a polarização da política do
pós-guerra e da forma como nos interessa para pensar a perspectiva da desconfiança como paranoica, e na
diferença, e nas ocupações dos espaços ideológicos e econômicos na vida pública.
É essa re-reconfiguração como diz Samuel Moyn da sociedade europeia, sendo necessário reconstruir,
refazer, retomar após a guerra o fim da segunda guerra, um mundo que consiga viver em paz, mas vigiado pelos
tratados e pelas forças institucionais, mas será a economia que irá construir os novos modelos sociais e globais, e
principalmente uma nova semântica para os direitos humanos.

3 - A Construção do Justo

Jacques Maritain, como pensador moderno dos direitos humanos participou da formulação da
Declaração Universal dos Direitos Humanos, apresentando uma leitura e compreensão cristã sobre a pessoa e o
Estado. Observamos que os Direitos Humanos tem em sua origem moderna, ou pós-guerra de cunho liberal,a
Declaração Universal dos Direitos Humanos seria uma forma de buscar algo semelhante ao que John Rawls
chamaria de consenso sobreposto, assim as partes envolvidas em um determinado grupo estariam de acordo sem
oposições às leis e as normas estabelecidas, que normatizariam a sociedade global e suas instituições
democráticas caberiam decidir sobre os conflitos existentes.
Mas o que nos chama a atenção é essa relação entre contradição e formalização de uma declaração,
com a participação de grupos heterogêneos sobre uma carta liberal, assim entende-se que por disputa ideológica
na declaração, o liberalismo vence e fracassa por não se manter na História como mantenedor da paz e do
equilíbrio sustentável dos direitos. Desdobrando-se em tratados de condenação por crimes e não no impedimento
das atrocidades. Pessoas continuam morrendo na travessia da África para a Europa, essa diáspora, da fuga e do
mergulho em que se aposta na sobrevivência e de uma vida melhor. Na realidade o cosmopolitismo e o
nacionalismo seriam muito próximos e de alguma seria a mesma coisa, ser cosmopolita é reconhecer que o
estrangeiro pode ser a salvação como pensava Medeia.
Mas pode ser uma ameaça, e cabe matar, afogados, ebola, AIDS, a droga, ao mesmo pensa-se na
morte como nascimento do humano e pensa-se também como o seu fim, e principalmente na morte definitiva de
Deus de Jacques Maritain. Charlie Hebdo que o diga que não é bem assim e será nas metralhadas que a Europa
em convulsão mostra que da decisão sobre um crucifixo o problema é bem maior.
A ausência de lugar se confronta com a tradição, uma tradição que se pretende em sonho ser
hegemônica, que busca a se articular à democracia sempre como a repetição do orientalismo. Jacques Maritain
nos 40 ao mesmo que está em discordância com o liberalismo e a forma de pensar a ordem e a economia norte
americana faz parte da formulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos e isso é claro na Introdução
2
Ver: http://www.publico.pt/politica/noticia/autor-da-terceira-via-anthony-giddens-nunca-viu-o-mundo-tao-
opaco-1593226
dos Anais de um Simpósio sobre a Declaração. Jacques Maritain confere ao possível à democracia, a aliança ou a
única forma de governança à relação: Estado x Igreja Católica.
Articularemos os textos, de John Rawls (dos anos 50) e Jacques Maritain (1951), observando as
oposições de ideias, o que será feito em outro artigo quando buscaremos as convergências entre os primeiros
artigos de John Rawls ao pensamento de Jacques Maritain, sobre o Estado e a Religião, para pensarmos a pessoa
em John Rawls como abstrata e a relação com o personalismo católico na concepção dos direitos humanos.
A mais terrível constatação está na representação política como a evidenciação da desigualdade como
fundamental para se pensar as relações entre as pessoas e o direito, em discordância da pessoa que seja a
substanciação de Deus, diante da moral cristã somos irmãos e porque será que nos aniquilamos? Temos na terra a
necessidade da construção da norma para que seja possível o Justo e a regulação da vida para a liberdade.

4 – Jacques Maritain por Samuel Moyn ao Personalismo

Reconhecemos que nada sabemos sobre São Tomas de Aquino e para isso fizemos algumas consultas,
encontramos assim o significado que convém ao nosso argumento para falar da pessoa a partir de Jacques
Maritain. Para a Igreja Católica em cada homem é visto como a imagem viva do próprio Deus, a vida social é a
expressão de Deus sobre representação da pessoa. Então a pessoa é substanciação de Deus e o social é a
comunhão das pessoas entre e si e para si determinada por Deus. Dessa forma temos a anulação da diferença
entre as pessoas e como todo mundo é igual em significado de amor não teríamos nenhum tipo de discordância
com os direitos humanos, afinal a grande sorte da pessoa seria estar em amor entre aqueles que lhe são iguais.
Na realidade essa visão da pessoa submissa a algo maior e estar entregue as determinações de um
Deus que pode ser entendido como a sorte do cristão. Na Grécia Antiga os deuses acompanhavam e
determinavam os fins de todas as pessoas como se todos reunidos sobre um tabuleiro de xadrez, decidindo ao bel
prazer sobre essas coisas menores que são as pessoas, e assim faço a representação imagética dos direitos sobre
os humanos. Essa coisa de pessoa é entendida como a encarnação da contradição sobre o divino, afinal o divino é
mau, é punitivo, é controlador, é lei, é verbo e o pior é linguagem.
Colocar em dúvida a decisão de um Deus é dizer, enquanto pessoa humana na terra que se auto
determina por si mesmo, desvinculado a uma crença de um Outro, talvez esse seria o papo do Ateu, Deus não
existe e para o Comunista, Deus é alienação e a democracia do proletariado estaria na superação do homem do
Capital, em busca da igualdade a partir de um projeto, que em acidente toma o lugar desse Outro em um Outro
de poder sobre as massas.
A Igreja perde esse lugar de Outro com a Revolução Francesa, na realidade o que vai determinar as
ideias não são apenas as formas dos argumentos e a persuasão de um profeta ou a antecipação de um oráculo,
mas a forma como esse argumento atinge as pessoas em seus interesses, em sua solidão e no desamparo como
identifica a psicanálise.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos trata Deus como um representante de crença entre as
mais diversas comunidades de crença, que não devem determinar a ideia de neutralidade, mas sim de liberdade
de religião, o diverso é representado por um discurso laico, burocrático e igualitário. A contradição estaria no
jogo das cadeiras na História que faz Historia do revezamento do poder. E da substituição de um Outro por outro,
o Estado e seus tratados e o lugar da religião é estar fora dos negócios de Estado.
Bom se realmente Deus existe, podemos pensar que Deus atiçou seus filhos uns contra os outros, ele
fez com que se matassem, como Medeia enraivecida matou seus próprios filhos em vingança a Jasão. Para quem
sabe buscar no horror entre si o gesto de amor e fraternidade. Se Deus faz os homens bons, ele também faz
aberrações, e são as aberrações que nos dão as características de humanidade, afinal com Deus ou sem Deus
somos capazes de tudo e de qualquer besteira pelo poder.
Não seria então o liberalismo proposto por John Rawls que viria fornecer as diretrizes a partir dos dois
princípios da justiça como parâmetros ideias de uma nova religião, a democracia liberal? Se o Deus cristão é
todo poder, transferimos essa crença cristã para as Instituições democráticas, o fundamental será sempre as suas
instituições que são normativas e sobrevivem aos tempos e se renovam pelas exigências da sociedade.
É nesse argumento que iremos chegar ao debate sobre o secularismo em Samuel Moyn, pensando a
Corte como determinado por John Rawls, onde não cabe decisão sobre questões de fé, mas politicamente é
inevitável em preservação das instituições que se faça o que compreendemos por judicialização. Decidindo de
forma arbitrária em proteção da Instituição e na sorte do cidadão, a preservação da democracia contra o demônio
chamado Comunismo e agora o Fundamentalismo Islâmico.

A religião dessa forma aparece como uma ameaça a democracia, em analogia ao passado da guerra
fria, trazendo a tona a fragilidade da democracia em sua História, mesmo que essa fragilidade seja importante
para dar espaço às reformulações, por outro pode representar a queda de seu projeto de poder. Confundi-se
aquele que é muçulmano, com o extremismo, ou ao fascismo, ou ao esquerdismo, ou ao conservadorismo de
Nixon ao direitismo de Pinochet. Principalmente em debates que sejam considerados polêmicos, como
sexualidade, a liberdade de expressão, a liberdade de religião, tudo o que implica em escolhas individuais ou de
grupo podem desencadear uma crítica, cabendo a Corte sempre temperar pela via da razoabilidade a
permanência da República. Que seja para o bem ao para o mal.
É necessário um código normativo para que a pessoa mesma possa viver em liberdade, mas a
liberdade será determinada por parâmetros de convivência entre as pessoas, entre países, entre comunidades.
Inevitáveis são os tratados, mas o problema é a sua extensão e imposição de correção e reconhecimento e do
nível de participação que parece desaparecer com a representação democrática liberal e do surgimento de novos
integrantes que sejam signatários em um ambiente sobre tradição orientalista.
Em Barbara Keys, historiadora australiana, encontramos a narrativa sobre os problemas enfrentados
pelos direitos humanos durante a guerra fria, sobre os direitos humanos que surgem como um problema de
disputas geopolíticas e do que propriamente possa ser entendido como ser humano, e da existência de
sentimentos de culpa, de vergonha, e principalmente de uma indiferença necessária ao processo de aprendizado
sobre a realidade do conceito de pessoa.
Dessa forma parece que o governo norte-americano ficava entre reconhecer a culpa das atrocidades
cometidas na guerra do Vietnã e a manutenção das ditaduras na América Latina, em uma luta paranoica contra o
comunismo. A luta é sobre os valores que sejam conservadores cristãos, aos liberais e a importância dada aos
movimentos sociais nos ano 70. O movimento dos direitos civis surge na busca da inserção da pessoa na vida em
comum com a diferença em uma realidade doméstica não muito afoita aos princípios liberais de sua própria
constituição que pareciam não existir enquanto prática cidadã.
Para Samuel Moyn, o cosmopolitismo teria a feição então de um nacionalismo doméstico que resiste a
mudanças internas do que seja o direito da pessoa, e fica parecendo que esse papo de direitos humanos é
exclusivo da esquerda, e pelo visto a formalização de uma declaração passa por aqueles que ditaram as formas
ideias de uma nova ordem mundial polarizada, mesmo que a esquerda fizesse parte desse processo parecia ainda
muito à margem da concepção mesmo dos direitos humanos, na História das atrocidades cometidas por Stalin e
sua constituição dos anos 30 era a mais extensa em direitos humanos antes mesmo da guerra fria.
Muito ainda se recusa a respeitar o que determina a Declaração Universal dos Direitos Humanos e
suas convenções. Não esquecendo é claro da nova geografia global, com o fim das colônias e do processo de
descolonização dos anos 60 na África e nas mudanças geopolítica na Ásia. O poder nacional ou doméstico surge
sobre o como conceber-se a si mesmo, buscando a sua autodeterminação e legitimidade, e a definir a soberania e
as práticas políticas domésticas em abertura a um novo mundo que hoje se tornou um risco para si mesmo.
A nova religião então seria o Capital? E sua Igreja o Capitalismo? Conferi-se a impressão de que a
Declaração Universal dos Direitos Humanos surge como outra forma de colonização global, com os argumentos
de justiça social, do bem estar, de liberdade de religião, do mercado livre, da democracia, da igualdade, todo um
projeto estruturado que seja a nova versão de um orientalismo. Aqui destacamos como principais, ou o que seria
o que trata John Rawls, sobre os compromissos firmados para uma estrutura básica de uma sociedade, que
entendemos como doméstica à sua ampliação em dimensão do global.
Compreendemos essa perspectiva como metafísica ou critérios teóricos que dariam os parâmetros
corretos para uma verdadeira política de convivência, ou um secularismo sobre consenso sobreposto. Mesmo
que, John Rawls, em sua teoria trata não de uma metafísica, o seu argumento passa por uma abstração mesma da
pessoa, trata-se da política enquanto abstrata da pessoa concreta para uma pessoa normativa, que representa a
pessoa mesma, pois vivemos mais ou menos em uma sociedade temente à justiça e que não é divina, mas veio
tomar o lugar de Deus e criar um novo ser humano, um ser humano determinado por suas próprias singularidades
e marcado pela cultura, e inserido em uma sociedade cosmopolita e heterogênea. Mesmo que se pretenda negar
essa sociedade, pode vir a ser bem ordenada, a partir do momento em que reconheçamos uns aos outros como
iguais e respeitados como pessoas em reciprocidade.

“Jesus dividiu o pão e o multiplicou e compartilhou entre as pessoas e delas a fome deixou de existir” De
um Padre durante a missa do domingo

A democracia liberal por John Rawls é marcada pela mutualidade e pelo respeito ás leis e por
Instituições suficientes que dão conta perfeitamente de si mesmas, permitindo que as pessoas estejam em paz e
possam usufruir de uma boa vida. Utopia ou uma esperança cristã? Vemos assim que John Rawls propõe o que
entenderíamos uma teorização sobre os parâmetros justos ou aos direitos humanos em forma mais básica que só
pode ser exercida em uma democracia, mas a democracia real enquanto Estado de Direito se fez e se refaz em
constantes injustiças.
Eis as contradições que a História mesma aponta, quando queremos ser justos nos tornamos injustos.
Assim se a pessoa é boa ela também é má e isso que a faz uma pessoa humana, sendo necessário as leis que
garantam os seus próprios direitos, que vem sempre de um Outro, as Instituições democrática. A pessoa vista
dessa forma será inerente à pessoa intergral por Jacques Maritain, mas por outro lado o Estado Liberal condensa
os interesses de todos ou grupos de pessoas, dos mais diversos, assim secular, mas em sua luta se tem a intenção
de neutralidade que se contradiz muitas vezes em suas decisões sobre o comum, que seja a promoção da guerra,
da cobrança de empréstimos, das injustiças cometidas contras as pessoas pelos bancos, pela inexistência da real
estrutura básica da sociedade.

5 - Ao secularismo que seja cristão ao antiorientalismo em denuncia de sua ausência

Uma das propostas a serem investigadas por esse trabalho, de como poderíamos identificar os
elementos que remontem às influências do cristianismo na formação do Estado Liberal e a presença de uma
forma de conceber a deliberação a partir de uma moral cristã sobre o argumento laico. Isso implica em
compreender o que é o cristianismo e sua História, e buscar a relação entre as Igrejas de seguimento cristão em
oposição ao Islamismo, enquanto formadores do Estado de Direito alvo de uma esquerda que remonta os ideais
da democracia do proletariado. Estado de Direito como Instituição de exercício de poder regulador das práticas
Institucionais e suas consequências sobre a vida humana, sobre decisões racionais a partir da burocratização de
decisões sobre a vida.
Reconhecemos que esse processo faz parte mesmo da tomada de conhecimento do que se trata o
cristianismo e do que resultou enquanto formação da cultura ocidental em oposição ao oriente, da passagem da
guerra fria às consequências atuais sobre a religião e as suas expressões. O cristianismo abre campo ao
surgimento não apenas de disputas de poder de hegemonia ideológica e também aos surgimentos de grupos
religiosos que manipulam o desamparo associado à estrutura de mercado. O capitalismo apresenta-se também
nas crenças ao consumo como fim, sendo a crença em algo material como guia ao sucesso de um rebanho crente
à satisfação através do consumo.
Em outro extremo temos o surgimento de grupos fundamentalista baseados no Alcorão, com a crença
do fim de tudo aquilo que seja originado pelo orientalismo, e ainda o Islamismo com suas formas tenta
sobreviver contra o extremismo que surge de seu próprio meio, influenciado por interesses econômicos.
O capitalismo dessa forma é um sistema de relações de crenças combinadas ao extremo da disputa de
mercado do sangue negro ao preço do sangue mesmo, trazendo um ambiente de constantes conflitos combinados
ao socialismo envolto a crises políticas, a corrupção e a imposição de uma forma de vida concentrada em
determinismo de um Estado Único que decide sobre as práticas humanas, sem considerar a escolha pessoal como
uma das formas mais importantes de liberdade, a liberdade de escolher os fins da própria vida.
Esse artigo é investigação, é formação de questões, é problematização, e análise, é inicio do processo
mesmo de verificação acerca do cristianismo e suas consequências na contemporaneidade. A pesquisa se adéqua
ao secular, questões do século. Para pensar o Estado Laico como uma nova religião, que regula as práticas do
capital em equidade. Mas o labirinto argumentativo cai sempre em mais perguntas e retoma a principal, afinal o
que é a religião? E desdobra-se em outras perguntas como; o que será que promoveu o declínio da Igreja
Católica? Quais são os efeitos disso na atualidade?
O orientalismo é fundamentalmente uma doutrina política deliberada sobre o Oriente, pelo fato do
oriente ter sido fraco ao ocidente diz Said, como elidida na diferença por esta fraqueza. O orientalismo é uma
política de dominação sobre os mais fracos enquanto o secularismo se constitui a partir da dominação, na busca
de um Estado do Laico que faz desaparecer a religião a partir de um argumento de neutralidade ao consenso
sobreposto, mesmo que como pano de fundo se tenha uma diversidade de culturas, de religiões e de um
complexo de crenças.
Na maioria dos artigos lidos levantam a seguinte pergunta que na realidade para nós é uma questão,
seja, O que é a religião? Segundo Gil Anidjar é necessário buscar sobre o processo de orientalização, a forma do
começo e do como o cristianismo realizou o processo de dominação, colocando em questão o que é o Islã, assim
ao argumento do secularismo que demonstra força no sentido da busca de um argumento que venha anular a
verdade sobre a pergunta o que é? O secularismo para o comunismo é a negação da religião, o secularismo para a
democracia atual é não permitir que o privado se sobreponha ao público, e o secularismo trata do que é do século
e o laico trata da não interferência da religião sobre o Estado.
E por questões estratégicas basta significar e fazer ser o Islã não apenas a diferença ao estrangeiro, do
significado do comunismo, que é a ameaça e é a possibilidade de revelar ao Imperialismo a sua fragilidade pela
reversão dos costumes, pela manipulação da massa, seja por uma ideologia à paranoia do extremismo islâmico.
Logo o uso do véu é a presença do que o ocidente chama de orientalismo, podendo também significar o processo
de ocupação outrora conquistado e anunciando o seu fim. A História da civilização é marcada pela disputa pela
hegemonia através da dominação, que seja pela força, pela economia, pela crença e pelos costumes que se
pretendam propagar.
Ao que se reclama ou que se pretenda reclamar, na retirada de um crucifixo é dizer não à presença da
religião como determinante da formação do caráter da pessoa contemporânea, o fazendo enquanto privado,
campo de crenças que não devem ser impostas de forma institucional, ou educada a todos sem consentimento.
Dessa forma, pode-se entender a decisão do Corte europeia como o fracasso a sua pretensão de ser
laica, desconsiderando o secularismo como identidade da convivência com a mais extensa gama de possibilidade
e conjuntos de crença, sob a proposta de consenso sobreposto. A Corte recusa-se em preservação de uma
geopolítica dizer não aos princípios liberais do Estado de Direito e da liberdade religiosa e até mesmo do direito
da pessoa ou grupo em reclamar o seu lugar contemporâneo de ser secular. Dessa forma é a sociedade que diz a
Corte que deve retornar ao seu lugar Laico em defesa da secularidade e não o Estado em delimitar o que é
secularismo. Assim pensamos sobre a construção do reconhecimento da pessoa para efetivação dos direitos
humanos não apenas como formalidade, mas da pessoa que vive em uma sociedade diversa e constituída por um
complexo de crenças, a sociedade como possibilidade de convivência pacífica na diversidade, contemporânea,
cabendo ao Estado se manter isento de qualquer influência das religiões, e sim norteadora da igualdade, e do
controle temos a condição da igualdade e da paz.

Conclusão

E dessa forma seguimos em uma dialética trágica que só a História apresenta conclusões, poucas
respostas e resignificações do sentido dos direitos humanos, contingente, político e conceitual na dimensão da
ideia da pessoa política e de direito. Chegamos ao fim? Com a intenção de apresentar uma série de questões que
surgiram no percurso, a partir de nosso olhar sobre a atualidade, apoiados em leituras sobre os direitos humanos,
sem que tenhamos uma conclusão formal aos trabalhos, pelo fato de se tratar da abertura, do levantamento, da
análise histórica, da atualidade e da reflexão que seja filosófica sobre o tempo presente, da efetividade e do
estabelecer metodológico sobre questões sobre o secularismo, ideologia, religião, Estado e cristianismo.

Referências Bibliográficas:

MOYN Samuel, “The Universal Declaration of Human Rights of 1948 in the History of Cosmopolitanism” In:
Critical Inquiry Vol. 40, No. 4, Around 1948: Interdisciplinary Approaches to Global Transformation (Summer
2014) , pp. 365-384.
_____________, “Jacques Maritain, Christian New Order, and the Birth of Human Rights, 2008”. Acesso em:
22/04/2015, Disponível em: http://ssrn.com/abstract=1134345
_____________, “The Return of the Prodigal: the 1970s as a Turning Point in Human Rights History”.In: The
Breakthrough : Human Rights in the 1970s / ed. by Jan Eckel and Samuel Moyn. University of Pennsylvania
Press, 2014.pp 1-14.
_____________, “From Communist to Muslim: European Human Rights, the Cold War, and Religious Liberty”,
The South Atlantic Quarterly 113:1, Winter 2014 – doi 10.1215/00382876-2390428.
MCCRUDDEN, Christopher (2011). “Religion, Human Rights, Equality and the Public Sphere”. Ecclesiastical
Law Journal, 13, pp 26-38
ANIDJAR, Gil. “Secularism”. Critical Inquiry, Vol. 33, No. 1 (Autumn 2006), pp. 52-77.
RAWLS, John. O Liberalismo Político. São Paulo: Ática, 2000
___________. Uma Teoria da Justiça, Rio de Janeiro: Editora Martins Fontes, 2012.
KEYS, Barbara J. Reclaiming American virtue : the human rights revolution of the 1970s.
Harvard University ,2014.
MARITAIN. Jacques. “The People and State” In:Logos: A Journal of Catholic Thought and Culture, Volume 11,
Number 2, Spring 2008, pp. 163-18
_________________. O Homem e o Estado, Rio Janeiro: Ed. Agir, 1952