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1 CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM SEGURANÇA, PLANEJAMENTO E RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM

SEGURANÇA, PLANEJAMENTO E RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS

DE GRANDE PORTE

MMAARRCCEELLOO GGAANNDDRRAA FFAALLCCOONNEE

PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

Brasília/DF São Paulo/SP/EAD

2018

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2018

PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

MARCELO GANDRA FALCONE

i

i CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM SEGURANÇA, PLANEJAMENTO E RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM SEGURANÇA, PLANEJAMENTO E RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

MMAARRCCEELLOO GGAANNDDRRAA FFAALLCCOONNEE

PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

ii

Brasília/DF

São Paulo/SP/EAD

2018

MMAARRCCEELLOO GGAANNDDRRAA FFAALLCCOONNEE

PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

Monografia

UnYLeYa como exigência parcial à obtenção

do

Planejamento e Resposta de Emergência em

Eventos de Grande Porte.

apresentada

Especialista

à

em

Faculdade

Segurança,

título

de

Orientador: Marco Aurélio Nunes da Rocha

iii

Brasília/DF

São Paulo/SP/EAD

2018

L a

Falcone, Marcelo Gandra, PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE, Faculdade UnYLeYa – São Paulo, SP. Brasília EAD

89f. ; A4.

Trabalho de Especialização em. Faculdade UnYLeYa

Orientador: Prof.

Inclui bibliografia.

1. Plano de Emergência em Eventos de Grande Porte - modelo. 2. Planejamento de Eventos. 3. Eventos de Grande Porte – Plano de Emergência. 4. Planos de Emergência -Alvará de Autorização de Eventos Públicos e Temporários. 5. Plano de Emergência – Eventos.

Classificação Decimal de Dewey CDD

iv

iv TERMO DE CIÊNCIA E RESPONSABILIDADE Eu, Marcelo Gandra falcone, aluno matriculado no curso de Pós-Graduação

TERMO DE CIÊNCIA E RESPONSABILIDADE

Eu, Marcelo Gandra falcone, aluno matriculado no curso de Pós-Graduação em PLANEJAMENTO

E RESPOSTA DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE oferecido pela

FACULDADE UNYLEYA, orientado pelo professor Marco Aurelio Nunes da Rocha, CONCORDO

com este Termo de Ciência e Responsabilidade, declarando conhecimento sobre meus

compromissos abaixo listados.

1. Estou ciente que a pesquisa e a escrita do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) devem necessariamente e obrigatoriamente ser acompanhadas pelo meu orientador e que o envio apenas do produto final implicará em reprovação do TCC.

deverá versar

2. Estou ciente

de

que

o

Trabalho

de

Conclusão

de

Curso

(TCC)

necessariamente sobre a área de especialização cursada.

3. Estou ciente de que a existência, em meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), de trechos iguais ou parafraseados de livros, artigos ou sites da internet sem a referência da fonte é considerada plágio , podendo me levar a responder a processo criminal por violação de direitos autorais e a estar automaticamente reprovado no curso, caso não haja tempo hábil para elaborar outro trabalho de minha total autoria.

4. Estou ciente de que, se for comprovado, por meio de arguição ou outras formas, que o texto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) não foi elaborado por mim ou é igual a outro já existente, serei automaticamente reprovado no TCC, caso não haja tempo hábil para elaborar outro trabalho de minha total autoria.

5. Estou ciente de que a correção gramatical, formatação e adequação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) às normas utilizadas pela FACULDADE UNYLEYA, são de minha inteira responsabilidade , cabendo ao orientador apenas a identificação e orientação de problemas no texto relativos a estes aspectos, mas não sua correção ou alteração.

6. Estou ciente que a versão final do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deverá ser postada no portal do aluno em local específico, após a aprovação do meu Orientador.

Brasília-DF, 20 de janeiro de 2018.

Professor Orientador:

em local específico, após a aprovação do meu Orientador. Brasília-DF, 20 de janeiro de 2018. Professor

v

Dedico a minha Família que está sempre presente na minha vida e por acreditarem e incentivarem meus estudos.

vi

AGRADECIMENTOS

Aos parceiros de SEGUR, por ter me dado todo o apoio e respaldo para ter chegado até aqui, e principalmente por suportarem meu mau humor todo fim de mês durante o ccurso;

A minha esposa Alessandra Aparecida Vieira, pela paciência em esperar para jantar todas as segundas e quartas- feiras das 18:00 até 11 horas (horas dedicadas ao curso) e na ultima semana do mês quando tinha que entregar a ultima tarefa.

Aos meus pais: Aurio Gilberto Falcone (In memoriam) e Rosa Cheganças Gandra Falcone e filhos que já viraram estrelinhas Gabriela Viera Falcone (In memoriam) e Daniel Viera Falcone (In memoriam ), que foram as pessoas que me ensinaram que só com muito trabalho, vontade, honestidade, estudo e preparo e superação inclusive na dor, nos alcançamos nossos objetivos e metas;

vii

Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de você.

Kim Hubbad – In "O melhor do mau humor", coletadas por Ruy Castro, Companhia das Letras - São Paulo, 1990.

viii

RESUMO

O trabalho tem como objetivo estudar elaborar um plano de emergência com base no dimensionamento técnico de um grande evento, uma vez que não existe um plano pronto para atender as necessidades, segurança, ou plano de emergência de um evento. Cada evento exige um planejamento próprio. Como resultado esperado do presente trabalho teremos uma propositura de um Plano de Emergência Modular para um grande evento em área fechada e descoberta sujeita a intempéries, com elementos de risco tais como acesso difícil, entradas e saídas controladas, venda de bebidas, presença de publico jovem entre outros.

Palavras-Chave: Eventos – Eventos de Grande Porte, Shows, Plano de Emergência, Planejamento de eventos.

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SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS

Figura 01: Publico no Show do The Killers na Chácara do Jockey Figura 02: Montagens do Show do Paul McCartney – Arena Allianz Parque Figura 03: Montagens do Palco Central do Show U2 360º - Estádio do Morumbi Figura 04: Relatório do Plano de Abandono Figura 05: Lançamento do Livro “O espetáculo mais triste da terra” Figura 06: “Folder/Flyer/Panfleto” da lona de Nylon que acabou pegando fogo Figura 07: Dequinha acabou confessando ter ateado fogo na lona por vingança ao proprietário do circo Figura 08: Mutirão de atendimento medico e local da tragédia Figura 09: Mutirão de atendimento medico e local da tragédia Figura 10: Mutirão de atendimento medico e local da tragédia Figura 11: Mutirão de atendimento medico e local da tragédia Figura 12: Mutirão de atendimento medico e local da tragédia Figura 13: Dr. Ivo Pitanguy conta ao 'JB' os momentos mais marcantes da tragédia no circo Figura 14: Atendimento no reaberto Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP Figura 15: Atendimento no reaberto Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP Figura 16: Encaminhamento, saída do IML Figura 17: Tragédia de Hillsborough Stadium Figura 18: Tragédia de Hillsborough Stadium Figura 19: Tragédia de Hillsborough Stadium Figura 20: Tragédia de Hillsborough Stadium Figura 21: Um documentário da BBC (de 2014) "Hillsborough - How They Buried The

Truth" Figura 22: Tragédia da Boate Republica de Cromagnón Figura 23: Protesto na Praça de Maio pelas vítimas da tragédia, 9 de dezembro de 2007 Figura 24: Como foi o incêndio de santa Maria Figura 25: Inicio do fogo em Santa Maria Figura 26: Inicio do fogo em Santa Maria Figura 27: Relação lotação x área segundo relatos Figura 28: O pânico Figura 29: As saídas Figura 30: As saídas Figura 31: Encaminhamento para o banheiro

Figura 32: Pisoteamento

Figura 33: Mortos por asfixia Figura 34: Mortos por asfixia Figura 35: Casa Noturna mais segura Figura 36: Buraco aberto para efetuar o resgate no

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38

39

41

x

Figura 37: Bombeiros combatem as chamas na boate Kisss 2013

44

Figura 38: Campanha de Terror Rússia 2018

56

Figura 39: Metodologia ARENA da ABIN

62

Figura 40: SCI – Fonte Revista Emergência nº 103 do CBPMESP

60

Figura 41: Modelo de estrutura da Seção de Operações

66

Figura

42: Telefones úteis

72

Figura 43: Identificação Básica conforme Anexo 2

73

Figura 44: Exemplo de localização feita pelo Google

74

Figura 45: Torre de Delay

77

Figura 46: Palco Orbital e Torre de PA

77

Figura 47: Torre iluminação ou de PA

78

Figura 48: Modelo de Projeto gentilmente cedido pela Arquita Vera Lucia Nogueira

81

Figura 49: Distancias percorridas e rotas de acesso

86

Figura 50: Regressão linear para quantificação de sanitários por lotação

88

Figura 51: Distancias percorridas e rotas de acesso

90

Figura 52: Profissionais praticando ato inseguro

103

Figura 53: Croquis do Evento Lolapalooza

104

Figura 54: Centro de Controle Operacional do Allianz Parque em Eventos

112

Figura 55: Projeto para o SMUL SEGUR e Corpo de Bombeiros

122

Figura 56: Lista de verificação visual das instalações elétricas em baixa tensão

125

Figura 57: Curva Isocerâunicas – Anexo B da Norma NBR 5419/2005/ABNT

126

Figura 58: Curva Isoceurânicas por endereço

126

Figura 59: Lounge de Banheiros Químicos na Formula 1

128

Figura 60: Modelo para elaboração de uma lista simples de verificação de ações e providencias

149

Figura 61: Queda do Palco da Banda GUNS N´ ROSES

170

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários por quantidade de pessoas

02

Tabela

2: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários pela duração

02

Tabela

3: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários pela duração

02

Tabela 4: Parte do Anexo IV da Portaria SMS G – Comurge 677/2014

04

Tabela 5: Fonte planilha de Cálculos para dimensionamento de eventos

33

Tabela

6: Exemplo de analise de ameaças em grandes e mega eventos

58

Tabela 7: Exemplo de analise de ameaça de terrorismo, vulnerabilidade e risco, no país sede, durante o Grande Evento

59

Tabela

8: Níveis hierárquicos de um SCI

65

Tabela

9: Densidade de ocupação em locais de reunião

84

Tabela 10: Dimensionamento de Unidade de passsagem

85

Tabela 11: Dimensionamento de quantidade de sanitários por sexo

88

xi

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

 AA – Auto de Autorização  AAE – Alvará de Autorização de Eventos Públicos e Temporários  ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas  AFLR – Alvará de Funcionamento do Local de Reunião  AVCB - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros  CBPMESP – Corpo de Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo  COE – Código de Obras e Edificações  CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas  FEMA: Federal Emergency Management Agency (USA);  LOE: Legislação de Obras e Edificações;  LPUOS – Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo  NBR - Norma brasileira  NR - Norma Regulamentadora  NT: Norma Técnica;  NTC: Norma Técnica de Concessionária;  NTO: Norma Técnica Oficial (registrada na ABNT);  PMSP – Prefeitura do Município de São Paulo  SEGUR – Coordenadoria de Uso Especial e Segurança de Uso  SEGUR 3 – Divisão Técnica de Locais de Reunião  SMUL – Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento  SMPR – Secretaria Municipal da Coordenação das Prefeituras Regionais

xii

INDICE ANALÍTICO

1- INTRODUÇÃO

14

2

– TEMA

6

3 – PROBLEMA

6

4 – JUSTIFICATIVA

6

5 – OBJETIVOS

6

5.1

Objetivo geral

6

5.2.Objetivos específicos

7

6 - METODOLOGIA

12

7 - CAPÍTULO I

17

7.1. ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PUBLICO

17

7.2. ANÁLISE DE AMEAÇAS, RISCOS E VULNERABILIDADES

45

7.3. SCI (SISTEMA DE COMANDO DE INCIDENTES)

63

8

- CAPÍTULO II

73

8.1 - PROJETO TECNICO DO EVENTO

73

8.2 - PLANO DE ATENÇÃO MÉDICA - CALCULO DO GRAU DE RISCO

8.3 - PLANO DE SAÚDE OCUPACIONAL

9 - CAPÍTULO III

98

102

9.1

PLANO DE ABANDONO

9.2

PLANO

DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO OPERACIONALIZADO POR

MEMBROS DA BRIGADA DE INCÊNDIO, DE FORMA A ATENDER A NBR –

15.219 – 2005 DA ABNT

107

9.3

PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE

113

10

- CONSIDERAÇÕES FINAIS

150

11

- BIBLIOGRAFIA

156

APENDICES

160

APENDICE 1 –

DESCRIÇÃO DAS SITUAÇÕES DE RISCO (UMA ABORDAGEM O

MAIS GENÉRICA POSSÍVEL)

160

ANEXOS

171

ANEXO 1 - Tabela de classificação de risco conforme Capítulo III da classificação de Risco,

artigo 3º, § 2º constante do Anexo IV da Portaria Nº 677/2014 – SMS / COMURGE

ANEXO 2 – Modelo para formulário de uma solicitação identificando claramente um evento

171

xiii

ANEXO 3 - Atestado de estabilidade das estruturas e instalações provisórias

173

ANEXO 4 - Atestado de instalações elétricas e aterramento

174

ANEXO 5 - Atestado de sistema de proteção contra descargas atmosféricas

175

ANEXO 6 - Atestado de geradores de energia

ANEXO 7 - Atestado de equipamentos de segurança contra incêndio

176

177

ANEXO 8 - Atestado de Formação de Brigada de Incêndio

178

ANEXO 9 - Relação dos

179

ANEXO 10 - Atestado de acessibilidade das instalações e equipamentos

ANEXO 11 - Atestado de instalações de gás

ANEXO 12 - Atestado de atoxidade e ignifugação de materiais de acabamento

180

181

182

ANEXO 13 - Termo de compromisso quanto ao controle dos níveis de ruídos emitidos

183

ANEXO 14 - Termo de compromisso quanto ao atendimento de legislações diversas

184

ANEXO 15 – Modelo para Ofícios Diversos

ANEXO 16 – Alvará de Autorização do Lollapalooza

185

186

Figura 01 : Publico com lotação máxima na Pista VIP, no Show do The Killers na Chácara do Jockey – Pirajussara – São Paulo – SP em 21/11/2019

Jockey – Pirajussara – São Paulo – SP em 21/11/2019 Fonte: Arquivos de Segur 3- Fotografado

Fonte: Arquivos de Segur 3- Fotografado pelo Engenheiro Marcelo Gandra Falcone em 21/11/2009 em vistoria das Condições de Segurança de Uso.

1

1.

INTRODUÇÃO

Em nosso trabalho faremos um Estudo, com base nas normas vigentes e através de um modelo consagrado dos cinco passos apresentado no livro “A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NO BRASIL”, coordenação de Alexandre Itiu Seito, São Paulo: Projeto Editora, 2008. em especial o capitulo XXI Processo de Elaboração de Plano de Emergência, item 4 - Metodologia para elaborar plano de emergência, da NBR 15.219 “Plano de emergência contra incêndio – Requisitos”, Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Normas Técnicas e instrução técnica IT Nº. 16/2011, “Plano de emergência contra incêndio” do CBPMESP com introdução de Segurança patrimonial e demais requisitos de ordem publica.

Nosso trabalho será feito com base uma pesquisa (REVISÃO BIBLIOGRÁFICA) e tem como objetivo principal a descrição das características de um grande evento o

estabelecimento de relações entre as variáveis de risco segundo as normas aplicáveis como por exemplo:



Quantidade de Sanitários;



Quantificação de Suporte de atendimento médico;



Tamanhos e quantidade e dimensões das saídas de emergência para percurso máximo e um tempo limite (velocidade= espaço/tempo);



Lotação em função da densidade de ocupação por m²;



Sanitários;



Tipo e setorização do publico;



Central de Comando e Controle;



Inteligência;



Segurança;



Orientadores conforme numero de pontos de acesso;



Brigada;



Auditoria;



Equipe de Reação/Reforço.

As variáveis para definição dos tópicos serão obtidas em Normas Técnicas nacionais e estrangeiras disponibilizadas pela manual da FIFA 2006 e 2010, GREEN GUIDE, FEMA (Defesa Civil Norte Americana) e Legislação Nacional tais como a Lei 10671/03

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conhecida como Estatuto do Torcedor que preconiza elementos tais como o artigo 16 da norma:

“Art. 16. É dever da entidade responsável pela organização da competição:

I - confirmar, com até quarenta e oito horas de antecedência, o horário e o local da realização das partidas em que a definição das equipes dependa de resultado anterior;

II

- contratar seguro de acidentes pessoais, tendo como beneficiário o torcedor portador

de

ingresso, válido a partir do momento em que ingressar no estádio;

III

– disponibilizar um médico e dois enfermeiros-padrão para cada dez mil torcedores

presentes à partida;

IV – disponibilizar uma ambulância para cada dez mil torcedores presentes à partida;

V – comunicar previamente à autoridade de saúde a realização do evento.”

A referencia a utilizada para elaborar o PLANO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PORTE foi obtida pela estratificação da disponibilidade em nossos arquivos na Prefeitura Municipal de São Paulo nos últimos 3 anos acima de 500 pessoas:

Tabela 1: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários por quantidade de pessoas.

Eventos Públicos e Temporários por quantidade de pessoas. Tabela 2: Estratificação dos Eventos Públicos e

Tabela 2: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários por tipo de publico.

dos Eventos Públicos e Temporários por tipo de publico. Tabela 3: Estratificação dos Eventos Públicos e

Tabela 3: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários pela duração

e Temporários por tipo de publico. Tabela 3: Estratificação dos Eventos Públicos e Temporários pela duração

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Para escolher uma faixa de corte, vamos utilizar as linhas conforme o GPAE – Grupo de Planejamento e Ações Estratégicas para Eventos e Eventos em Massa, da Secretaria Municipal de Saúde do Município de São Paulo (SMS). Os riscos estão definidos na Portaria Nº 677/2014 – SMS / COMURGE, que estabelece as normas para a elaboração de Planos de Atenção Médica em eventos temporários públicos, privados ou mistos na Cidade de São Paulo:

“[

]

VI – Classificação do risco do Evento –é o conjunto de fatores e características identificados previamente ao evento, que podem interferir nas urgências e emergências. O Baixo Risco define-se como o conjunto de fatores e características que podem influenciar os agravos a saúde, em situações eventuais, não acrescentando riscos previsíveis comparados com a população não participante do evento. O Risco Especial define-se como aquele onde o conjunto de fatores e características representa o maior risco previsível. CAPÍTULO III - DA CLASSIFICAÇÃO DO RISCO Art.3º. São considerados fatores de risco para o público presente, I - Tipo do Evento II - Local do Evento III-Horário do Evento IV-Duração do Evento V-Características do Público VI- Faixa Etária VII-Número de pessoas VIII- Controle do acesso de Público IX-Acomodação X-Climatização do Ambiente XI-Acesso a líquidos XII-Consumo de álcool XIII- Probabilidade de drogas ilícitas §1 Os eventos, segundo o risco, serão classificados como Baixo, Médio, Alto, Altíssimo e Especial §2-Esta classificação está baseada na pontuação descrita no Anexo IV;

4

Tabela 4: Parte do Anexo IV da Portaria SMS G – Comurge 677/2014

4: Parte do Anexo IV da Portaria SMS G – Comurge 677/2014 §3-A Classificação do Risco

§3-A Classificação do Risco indicado pela pontuação, poderá sofrer alteração, atendendo a características específicas do evento, desde que justificada tecnicamente pelo organizador e anuída pelo GPAE-EVENTOS/COMURGE[ ]”

Como fica claro o evento “modelo” para o estudo de caso será escolhido neste universo um evento com a maior pontuação de risco possível, conforme Anexo 1 (Segundo a NBR 14724 de dezembro de 2005, a diferença entre Anexo e Apêndice é que o Anexo é um texto ou documento não elaborado pelo autor do Trabalho Científico e o Apêndice é um texto ou documento elaborado pelo autor do Trabalho)

Em analise com amparo no anexo 1 procuramos escolhes dentro do universo de eventos no período:

I - Tipo do Evento : Grandes Shows Musicais = 8 pontos;

II - Local do Evento : Fechado com alta densidade de Publico= 4;

III-

Horário do Evento: noite/madrugada = 3;

IV-

Duração do Evento= maior que 6 horas menor que 12 horas por dia = 4

podendo ser mais de um dia;

V- Características do Público= estrelas internacionais=4:

VI - Faixa Etária= jovem = 4;

VII - Número de pessoas=16;

VIII - Controle do acesso de Público= existente controlado=1;

IX-Acomodação= em pé=4;

X-Climatização do Ambiente=inexistente=4; XI - Acesso a líquidos=controlado= 1;

XII - Consumo de álcool=sem controle=8;

XIII - Probabilidade de drogas ilícitas=provável=4,

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De posse deste perfil escolheremos um evento que totaliza por volta de 60 até 86 pontos, ou seja, um evento de risco médico especial, e com necessidades estruturais amplas.

Enfim para estabelecer os parâmetros do Plano de emergência vamos definir um grande evento Show de Musica internacional, em local fechado e descoberto, sujeito a intempéries de publico superior a 40 mil pessoas e que já tenha ocorrido no âmbito do estado de São Paulo (Lolapalooza – Autodromo Municipal José Carlos Pace - Interlagos – São Paulo Capital de 25 e 26 de março).

Reiterando, utilizaremos na analise todos os aspectos conforme a legislação vigente e iremos propor a adoção dos parâmetros de calculo para melhor atendimento as condições mínimas para a elaboração de um plano de emergência, visando proteger a vida, o meio ambiente e o patrimônio.

mínimas para a elaboração de um plano de emergência, visando proteger a vida, o meio ambiente

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2. TEMA:

Plano de Emergência em Eventos de grande porte.

3. PROBLEMA:

Como estabelecer parâmetros e quantidades mínimas de recursos para obter as condições mínimas de segurança na elaboração de um plano de emergência, visando proteger a vida, o meio ambiente e o patrimônio?

4.

JUSTIFICATIVA:

O

plano de emergência e as saídas são a base das providencias a serem projetas e

implementadas, para assegurar o fluxo das pessoas e a capacidade de escoamento no caso de

ocorrências.

Não basta apenas um plano, é necessário ter um projeto onde às saídas de emergência e o fluxo das pessoas seja dimensionado para assegurar uma saída coordenada de tal sorte evitar a ampliação da ocorrência.

Não é possível ter certeza de que um evento ocorrerá sem incidentes, mas é o dever dos profissionais, que atuam com eventos de se precaverem contra os riscos que são inerentes ao confinamento, às aglomerações de pessoas, às intempéries entre outras falhas.

É fundamental seguir a risca as normas e legislações, além das boas práticas e fatores associados ás características do evento que permitam evitar, mitigar e minimizar os riscos de acidentes, bem como possibilitem agir de forma adequada caso ocorrências venham a ocorrer.

5. OBJETIVOS:

7

A propositura tem por objetivo traçar parâmetros para elaboração de um plano de emergência e saídas de tal sorte mitigar e/ou minimizar os impactos em caso de ocorrências.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Fazer um estudo de caso de um evento de grande porte definindo formas, critérios e pontos de vista. A análise, com base em fatos e dados, legislação será utilizada para:

o

Definir e quantificar os recursos sanitários, recursos de segurança contra incêndio e pânico, de atendimento de primeiros socorros e remoção, equipes de segurança, orientadores, socorristas e bombeiros (brigadistas).

o

Evitar que os riscos identificados e classificados, caso ocorram, venham a se configurar em perdas de vida e danos ao meio ambiente e ao patrimônio das empresas e entidades envolvidas no evento.

o

Definir

o

procedimento

padrão

para

as

situações

de

contingências

a

ser

desempenhado

pelos

membros

das

equipes

de

segurança,

orientadores,

socorristas e brigadistas tais como:

Isolar e sinalizar o local; Comunicar o gestor e/ou a Central de Comando e Controle; Orientar e conduzir a evasão das pessoas; Preservar o local do fato; Acionar os Órgãos Públicos Orientar e conduzir as viaturas de remoção.

Um Evento tem como objetivo reunir pessoas, alguns por motivos culturais, sociais, assistenciais, religiosos outros simplesmente institucionais para divulgação ou comercialização de produtos. Todos os grandes eventos precisam de instalações temporárias de acordo com suas necessidades, e sua montagem e realização movimenta uma grande quantidade de profissionais, num tempo mínimo.

A montagem de um evento de grande porte muitas vezes lembra uma legião pessoas “montando desesperadamente um abrigo provisório para uma pausa na jornada sem muita

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organização”, tal como o “exercito” do filme L'armata Brancaleone (no Brasil: O Incrível Exército de Brancaleone ), que é um filme italiano de 1966, do gênero comédia, dirigido por Mario Monicelli que retrata um grupo de de medievais que roubam de um cavaleiro o título de um castelo, situado no feudo de Aurocastro. Mas para se apossarem do feudo, eles necessitam de um cavaleiro, e acabam por encontrar Brancaleone da Nórcia. Brancaleone simboliza um líder sem o miníno de senso critico e administrativo que acredita que a liderança esta centrada apenas no objetivo e na motivação, é bem- intencionado porém total desorganizado e sem planejamento. Em sua jornada para tomar posse do feudo de Aurocastro, objetivo do qual pela falta de planejamento é desviado em diversas oportunidades demonstrando que nem só de boa vontade uma equipe sobrevive e atinge seus objetivos com eficiência e eficácia.

Um grande evento sem o devido planejamento se assemelha mais ou menos aos pioneiros da construção de Brasília contratados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Os chamados “Candagos” que começaram a chegar em 1957 ao local da futura capital do Brasil. Estes trabalhadores se assemelhavam a uma massa humana de diferentes origens e características sociais, que vinham atraídos pela possibilidade de um novo começo e novas oportunidades. Saíam da terra natal com uma mala e pouquíssimo dinheiro — às vezes nem isso, só com a roupa do corpo — e lotavam a carroceria dos caminhões para viajar 45 dias em estradas precárias, de terra batida, até o local demarcado para a construção de Brasília, onde só havia mato e poeira.

No Estado de São Paulo, a verificação nos eventos realizados em bens de uso comum do povo (vias públicas, praças, etc.), a atribuição para apuração das condições de segurança é da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo. Podemos citar como exemplos os comícios, apresentações musicais gratuitas, blocos de carnaval, reuniões de grupos religiosos, dentre outros. Para a utilização de bens de uso comum, apenas se admitem regulamentações gerais de ordem pública, preservadoras da segurança, da higiene, da saúde, sem particularizações de pessoas ou categorias sociais (artigo 99, inciso I, do Código Civil).

Para eventos em que ocorre a cobrança de ingressos, formando- se a relação de consumo, há evidente interesse na área dos Direitos do Consumidor, principalmente em relação aos riscos à integridade física dos frequentadores. Existe a possibilidade de responsabilização civil da entidade organizadora do evento, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, já que a

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proteção da vida, saúde e segurança é direito fundamental do consumidor, nos termos do art. 6º e 8º do Código de Defesa do Consumidor. Independente do local de realização do evento, em local publico ou privado, há necessidade de normatização pelo Município sobre as condições de uso e ocupação do solo além da fiscalização.

Quanto a Segurança Pública sabemos que se trata de dever do Estado, porém é um direito e responsabilidade de todos, e deve ser exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Cada órgão público tem sua função especifica:

I - Polícia federal; II - Polícia Rodoviária Federal;

III - Polícia Ferroviária Federal;

IV - Polícia Civil;

V - Polícias Militares;

VI - Corpos de Bombeiros Militares e Defesa Civil;

VII- Guardas Civis; VIII- SUS/SAMU; IX - Empresas Publicas de prestação de Serviços Públicos tais como Companhias de Transito, Companhia de Limpeza Urbana, Cias de Iluminação Publica, entre outras.

Como a prioridade do planejamento de eventos deve ser a Prevenção, Combate a Incêndios, Controle de Pânico e Salvamento e dever do realizador do evento avisar e trabalhar em conjunto conjunta com estes órgãos públicos e autarquias, pois em caso de atendimento de emergência, pois em face de eventualidade, temporalidade desta forma de uso e ocupação do solo os parâmetros de incomodidade e a resposta do atendimento em Emergências e Desastres não fazem parte da infra-estrutura padrão e planejamento da localidade e dos órgãos públicos supra citados.

A falta de comunicação e trabalho em conjunto leva na prática a percalços e fatos não desejáveis:

 É comum que às vésperas da realização de um evento na sua Comarca, o Promotor de Justiça receba um representante da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, ou popular, informando as irregularidades no evento, principalmente a falta de Alvará da Prefeitura ou Vistoria do Corpo de Bombeiros. Ou ainda, há a informação de

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que o Corpo de Bombeiros ou a Policia Militar fez uma vistoria e constatou irregularidades. Quando o evento não possui os requisitos básicos indispensáveis para sua realização com segurança e o tempo é exíguo, a medida adequada é a propositura urgente de ação civil pública com pedido de liminar pleiteando a suspensão de sua realização, ao menos até o cumprimento das obrigações de fazer relativas aos itens de segurança (obtenção de auto de vistoria do Corpo de Bombeiros, alvará de funcionamento, atendimento a irregularidades já constatadas, p. ex.).  Agravamento de incidentes que poderiam ter sido evitados ou ter seus efeitos minimizados



Reclamações/Ocorrência de incomodidade ou de outras natureza de ordem publica que poderiam ter sido eliminadas ou mitigadas.

Isto posto, este trabalho tenta orientar responsáveis e produtores de eventos da necessidade de um planejamento esmerado que integra todos os agentes e cenários de um grande evento principalmente os órgãos públicos: ”Um evento pode demorar anos para ser realizado, às vezes décadas, dias para ser montado e minutos para ser realizado e em caso de incidentes segundos para ser desmoralizado. Como o evento é um momento único, não da para voltar ou arrumar para a próxima seção, cada evento é um evento mesmo sendo o mesmo objeto, enfim o evento é o momento definido dentro daquele período para um determinado local, publico e circunstâncias”.

Claro que incidentes em eventos podem ocorrer, porém eles se não forem previstos e não existir meio de mitigar, com certeza toda aquela preparação vai cair por terra e a ocorrência irá manchar ou destruir a imagem do evento e das empresas organizadoras, assim como os promotores e patrocinadores, enfim todas as empresas e marcas envolvidas, além do prejuízo financeiro. Já vimos casos de eventos serem desmoralizados ou deixarem de ter apreço do publico pelo simples preço da pipoca.

Não existe um plano pronto para atender as necessidades, segurança, ou plano de emergência de um evento. Cada evento exige um planejamento próprio.

A empresa produtora do evento, contrata outras empresas (terceirizadas) para construir o projeto idealizado, para gerenciar e se responsabilizar tecnicamente, a qual aprova o evento

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nos órgãos públicos competentes, também respondendo pela Gestão do projeto e Segurança

do Trabalho. Como foi dito as instalações são temporárias acontecem num curto prazo de

tempo, dificultando o planejamento de sua montagem. As empresas contratadas são inúmeras e terceirizadas. Assim como o publico por mais habitual que seja nunca será integralmente o mesmo. Não existe repetibilidade e habitualidade no planejamento de eventos, pois cada evento é um momento único (o tempo não volta).

O planejamento além de projeto engloba um conjunto de diretrizes que influenciam

diretamente o modo como os recursos humanos, técnicos e organizacionais serão utilizados.

As providências e recursos que serão adotados para garantir que o evento transcorra com um

mínimo de incidentes. Definir as diretrizes e o plano de segurança tarefa do organizador do

evento, pois é a ele que cabe formalizar como o evento deverá funcionar e quais serão as prioridades e linhas gerais do produto final a ser entregue para o publico.

A política pode variar muito em função do tipo e local do evento, perfil do público, condições

de realização e, principalmente, a cultura do patrocinador e/ou promotor e/ou organizador de evento. Seguem alguns exemplos: controle de acesso ao evento, rigor de revista na entrada e amplitude de abrangência, rigor na prevenção de incêndios, combate a furtos, combate à ação de cambistas (se houver), tratamento do público e patrocinadores, estacionamento, bolsões de

táxis, transporte publico, transporte por aplicativos) proteção no percurso do estacionamento

ao local do evento, controle do fluxo de entrada do público, entre outros.

Por fim, não existe formula mágica para planejar eventos. Em virtude do caráter imediato e transitório dos eventos e a celeridade de analise e implantação de todos os recursos a serem empregados e a multiplicidade de fornecedores, rotatividade de mão de obra e as vezes até mesmo profissionais utilizados na organização, montagem, limpeza e orientação e um evento que as vezes são funcionários contratados por tarefa. Sem registrado, que as vezes nem passam por exames médicos, ou possuem o mínimo de escolaridade, a multiplicidade de vetores envolvidos, até mesmo climáticos implicam em um poder de organização muito grande para poder obter resultados satisfatórios

12

6.

METODOLOGIA

Foram encontrados na literatura diversos estudos que tratam de Planos de Abandono e Planos de Emergência, porém com foco em atendimento a Legislação de Bombeiros ou de Para- Polícia (Segurança Privada), que procura atender principalmente a segurança e a ordem publica principalmente em lugares privados e fechados principalmente em edifícios acima de 9 metros e 750 m², conforme atribuição constitucional dos mesmos com fulcro no artigo 144 da CF. As normas de referencia mais comuns na área são a NBR 15219 – “Plano de emergência contra incêndio – Requisitos”, Rio de Janeiro, Associação Brasileira de Normas Técnicas, instrução técnica IT Nº. 16/2011, Plano de emergência contra incêndio e o livro “ A segurança CONTRA INCÊNDIO NO BRASIL”, de Alexandre Itiu Seito, Alfonso Antonio Gill, Fabio Domingos Pannoni, Rosaria Ono, Silvio Bento da Silva, Ualfrido Del Carlo e Valdir Pignatta e Silva, coordenação de Alexandre Itiu Seito, São Paulo: Projeto Editora, 2008. em especial o capitulo XXI Processo de Elaboração de Plano de Emergência.

De acordo com a instrução técnica IT Nº. 03/2011 do CBPMESP –“Terminologia de segurança contra incêndio” item 4.494: “Plano de emergência: documento estabelecido em função dos riscos da edificação que encerra um conjunto de ações e procedimentos a serem adotados, visando à proteção da vida, do meio ambiente e do patrimônio, bem como a redução das conseqüências de sinistros” . Segundo o Cel. Res. PM Alfonso Antonio Gill e o Major PM Omar Lima Leal em “A SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO NO BRASIL”, [coordenação de Alexandre Itiu Seito, São Paulo: Projeto Editora, 2008 pagina 311], No Brasil ainda há poucos bancos de dados sobre acidentes que forneçam conteúdos suficientes para permitir diagnósticos mais aprofundados sobre emergências em geral e incêndios em particular. Os levantamentos estatísticos sobre acidentes normalmente são feitos pelo corpo de bombeiros dos Estados e do Distrito Federal. Face a limitação dos dados disponíveis os autores optaram em propor processo de elaboração de um plano de emergência, na forma de um manual pratico mais voltados para as emergências limitadas à edificação de origem e seu espaço contíguo e os acidentes industriais ampliados.

Porém verificamos que os grandes eventos e massa normalmente ocorrem em locais abertos ou fechados, descobertos públicos ou privados tais como edificações ou suas áreas externas, ainda que descobertas e abertas, tais como jardins, áreas de lazer e recreação, pátios de estacionamento, áreas externas em clubes de campo, áreas para a prática de atividades físicas,

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esportivas e similares; terrenos vagos, terrenos não-edificados e edificações inacabadas; logradouros públicos, tais como ruas, praças, viadutos e parques. Neste trabalho entende-se por evento público e temporário aquele dirigido ao público, com ou sem a venda de ingressos, realizado em período restrito de tempo ou com prazo determinado de duração conforme definições do Decreto 49.969/08 do Município de São Paulo em seu artigo 5º.

Conforme

existência humana. Nem o homem, nem as organizações e sociedade aos quais pertences podem sobreviver por um longo período sem a existência de tarefas perigosas.

inevitável da

afirmam

ANSELL

e

WHARTON,

o

risco

é

uma

característica

Para EWALD, François, um acidente possui duas características marcantes e que devem ser analisadas:

o

Previsibilidade, calculabilidade seria a sua primeira característica, onde há uma objetividade que escapa à prudência, ao cuidado de vigilância individual;

o

O segundo elemento característico é que o acidente é produto da ação coletiva, da sociedade de massa. Assim, o acidente de trânsito pode ser responsabilidade do condutor, por uma falha ou um erro, mas também pode ser explicado e justificado em grande parte pelo aumento significativo e sem a devida estrutura das cidades para a grande circulação de veículos nas ruas. Apresentando uma visão holística, em que todos os fatos são interdependentes.

Os grandes eventos a principio deveriam ser ambiente para relaxar com seus amigos e se divertir. Porém, quando as coisas saem do planejado, seja por falta de organização, segurança ou pensar em todas as possibilidades para que o público fique seguro, acidentes e até mortes podem acontecer. Para evitar isso, é necessário ter conhecimento de planejamento e implantação onde deve ser abordada gestão de crises, segurança do público, posicionamento de palco e setores, instalações e muito mais. Podemos citar alguns exemplos notáveis de ocorrências em eventos de grande porte tais como:

1) Trágico acidente no show dos Raimundos, no dia 8 de novembro de 1997, em um clube de Santos, quando mais de 60 pessoas ficaram feridas e oito delas perderam a vida por causa do desabamento dos corrimões da escada de acesso ao palco.

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o The Who Tour em Ohio, EUA (1979), 7.000 pessoas aguardavam do lado de

fora do local do show, e após ouvir a passagem de som e a confundirem com o início do

show.

com que sete pessoas acabassem falecendo após serem pisoteados e mais 26 ficassem feridos.

A falta de segurança de público e planejamento e o desespero e correria dos fãs fez

2) Durante

3) Tragédia na apresentação dos “Rebeldes” (grupo mexicano RDB), ocorrida no dia 4 de fevereiro de 2006, no estacionamento de um shopping center, em São Paulo, quando morreram três jovens e mais de 40 sofreram ferimentos graves, em razão da queda de um alambrado, quando a banda entrou no palco.

4) Rodeio de Jaguariúna 2009 – ou Festa de peão de Jaguariúna – um acidente que ocorreu na entrada, no momento que foi aberto o portão de entrada. Assim que abriu o portão para o show de João Bosco e Vinícius, muita gente começou a correr – provavelmente pra tentar pegar um melhor lugar. Quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas por causa disso.

5) Madrugada de domingo, 22 de novembro de 2009 , quando o eletrizante Chiclete com Banana animava a “Micareta do Vale”, em São José dos Campos, o camarote onde os foliões estavam dançou literalmente. Motivo: “desajuste do solo molhado”, dizem as primeiras investigações. E cerca de 60 pessoas feridas foi o saldo da insegurança produzida pelos organizadores do evento.

6) Durante a apresentação do Pearl Jam, no Roskilde Festival na Dinamarca em 2000, milhares de fãs se amontoaram para chegar o mais perto possível do palco. A banda percebeu a confusão um pouco tarde, e mesmo com pedidos para que os fãs dessem alguns passos para trás, os pisoteamentos e pessoas presas contra a grade causaram a morte de 9 pessoas, além de muitos feridos.

7) No festival de música eletrônica Love Parade, na Alemanha em 2010 aconteceu um acidente de controle de massas que fez com que o festival se encerrasse após o episódio. Com capacidade para apenas 250 mil pessoas, a popularidade do evento fez com que um milhão de espectadores aparecesse para o festival. A falta de planejamento de acessos e segurança fez com que os fãs invadissem o local, causando a morte de 21 pessoas e mais de 500 feridos

15

8) Show musical, Pukkelpop Festival na Bélgica em 2011, onde uma tempestade sem precedentes atingiu o local durante o show da banda Skunk Anansie. A área de acampamento ficou completamente alagada, e os fortes ventos acabaram derrubando o palco principal, causando a morte de cinco pessoas e uma centena de feridos.

9) Em 2017, um show de rock terminou em tragédia na Argentina. Duas pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante uma apresentação do cantor Indio Solari, ex-vocalista da banda "Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota". Entre 350 mil e 550 mil pessoas compareceram ao show, em uma área privada ao ar livre na cidade que fica a 300 quilômetros de Buenos Aires. De acordo com as autoridades, havia superlotação, já que o espaço comportava apenas 200 mil pessoas

10) O mundo dos eventos registra ainda uma tragédia diferente: Feira Mundial de 1893, em Chicago, também conhecida como a Exposição Universal, foi um marco na história tanto da cidade quanto do mundo, levando as ideologias, invenções e projetos futuristas para o público, que estava encantado com o evento. A feira atraiu 27 milhões de visitantes ao longo de seis meses. Em um único dia, 716.881 pessoas compareceram para conferir as homenagens ao aniversário de Grande Incêndio de Chicago, que havia acontecido em 1871, estabelecendo um recorde mundial de público. No entanto, o grande evento também trouxe algo a mais para a cidade: uma grave epidemia de varíola. Os imigrantes europeus que construíram a feira viviam em condições deploráveis, sendo que trinta trabalhadores morreram durante a construção e mais 5.919 casos chegaram ao departamento médico da exposição. A cidade de Chicago não realizava um programa de vacinação contra a varíola por uma década e os acampamentos dos trabalhadores tornaram- se um terreno fértil para a doença. Os casos subiram em agosto e tudo se transformou em uma enorme epidemia em novembro. O surto matou 1.213 pessoas.

De acordo com Anita Pires, Presidente da ABEOC Brasil Associação Brasileira de Empresas de Eventos, no prefacio da Cartilha “Evento Seguro - Orientações sobre segurança em eventos”, um Evento tem como objetivo reunir pessoas, alguns por motivos culturais, sociais, para divulgação ou comercialização de produtos. Todos os Eventos precisam de instalações temporárias de acordo com suas necessidades, e sua montagem e realização movimenta uma grande quantidade de profissionais, num curto espaço de tempo. A Empresa Produtora do Evento, contrata outras empresas (terceirizadas) para construir o projeto idealizado, para

16

gerenciar e se responsabilizar tecnicamente, a qual aprova o evento nos órgãos públicos

competentes, também respondendo pela Gestão do projeto e Segurança do Trabalho, enfim

[Cartilha ABEOC folhas 7 e 8]:

A qualidade da segurança é fator crítico para o sucesso de um evento, por isso, de nada

adianta planejar impecavelmente uma recepção empresarial, se o controle de acesso não for

capaz de barrar a entrada de intrusos que tomam o lugar dos convidados. Pouco importará

que um Evento tenha sofisticados recursos de som e imagem, se um princípio de incêndio

ocorrer, provocando um tumulto que deixe dezenas de pessoas feridas ou até mortas. A

caríssima exposição de arte promovida por uma empresa não será notícia no caderno de

cultura dos jornais, e sim no de polícia, se falhas na vigilância facilitarem o roubo ou furto

de obras expostas. Não se espera que os profissionais que organizam eventos saibam fazer

sua segurança. Mas se espera que saibam avaliar corretamente os planos de segurança,

destinados a proteger a vida de pessoas, a imagem de empresas e a integridade dos bens

envolvidos nos eventos. A proposta da cartilha é simples e objetiva: O que não podemos

esquecer e o que devemos fazer no quesito Segurança, quando estivermos fazendo um evento!

Figura 3 - Montagens do Palco Central do Show U2 360º - Estádio do Morumbi

do Palco Central do Show U2 360º - Estádio do Morumbi Fonte: Arquivos de SMUL/Segur 3

Fonte: Arquivos de SMUL/Segur 3 PMSP- Engenheiro Marcelo Gandra Falcone em 07/02/2011 em vistoria prévia das Condições de Segurança de Uso em Evento de Grande Publico.

17

7.

CAPITULO 1.

7.1.

ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA EM EVENTOS DE GRANDE PUBLICO

Durante o estudo acerca do atendimento de emergência em eventos de grande publico, ou em locais de reunião, onde normalmente a densidade de ocupação do espaço físico é muito grande (geralmente algo em torno de 2,5 pessoas por m²), dificultando a mobilidade e realçando as reações grupais (comportamento de massa), atender às necessidades de saúde e segurança relacionadas risco visa minimizar os riscos de agravos durante durante possíveis incidentes neste tipo de uso. Visando minimizar as conseqüências acreditamos que os estudos, novos regramentos visam ampliar e melhorar os serviços de urgência e emergência e de assistência hospitalar. Temos algumas atitudes que minimizar que ajudam implantar serviço de resposta rápida a agravos relacionados ao evento:

 Isolar e sinalizar o local;

 Comunicar o gestor e/ou a Central de Comando e Controle;  Orientar e conduzir a evasão das pessoas;

 Preservar o local do fato;

 Acionar os Órgãos Públicos

 Orientar e conduzir as viaturas de remoção.  Acionar os sistemas integrados de Comando de Sistema de Incidentes (ICS) para eventos que o exijam, bem como da interação com os serviços hospitalares.  Gerir o recursos de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em conjunto com o os pronto socorros dos hospitais habilitados.

Porém para as atitudes acima darem certo é necessário a existência do treinamento, conhecimento, infra-estrutura implantada e implementada, necessidade de protocolos organizados, ampliar e melhorar serviços de vigilância sanitária, de laboratório, de Saúde Pública, de gestão em segurança pública e privada da informação em saúde e de vigilância à saúde, implantar a gestão integrada da saúde para os grandes eventos alem dos sistemas de

18

policia existente e principalmente investir em educação e cultura de preventiva de massa, ou

seja, treinar a população para este tipo de ação integrada e como se comportar em casos de

tragédias. Crianças em paises com cultura de prevenção começam a treinar abandono e

comportamento em situação de risco no jardim de infância, na mais tenra idade.

Concluindo as ações para eliminação os riscos de pânico e a vida na realização de grandes

eventos ou nos locais de reunião, devem ser contemplado por educação, treinamento e nas

etapas de planejamento e gestão das ações especificas, especialmente no que diz respeito à

gestão de emergências, evitando que incidentes sejam amplificados de tal sorte se

transformem em grandes tragédias como as que veremos nos itens abaixo. São alguns

exemplos de tragédias e como foi feito o atendimento a emergência e como foi dada a

resposta a sociedade.

a emergência e como foi dada a resposta a sociedade. Figura 4 : Colegio Estadual Prof.

Figura 4 : Colegio Estadual Prof. "Segismundo Antunes Netto" Ens. Fundamental, Médio Estado do Paraná - Relatório do Plano de Abandono. Para maiores informações Clique aqui:

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact

=8&ved=0ahUKEwjx5cfVkM7WAhWBgpAKHcZ7A-

YQjhwIBQ&url=http%3A%2F%2Fwww.sqcsegismundo.seed.pr.gov.br%2F&psig=AOvVaw

19

7.1.1 O GRAN CIRCUS NORTE-AMERICANO – 1962 – NITERÓI/RJ

De acordo com “O Jornal do Brasil” em 17/12/2011 apresentou em sua versão eletrônica

sobre o Incêndio no Gran Circo em Niterói que completava a época 50 anos. A matéria de

Luisa Bustamante procura relembrar a tragédia de 17 de dezembro de 1961, onde mais de 500

pessoas morreram na maior tragédia circense da história. De acordo com a matéria a história

detalhada do incêndio do Gran Circo é narrada nas páginas do livro “O espetáculo mais triste

da história”, do jornalista Mauro Ventura, pela editora Companhia das Letras, 2011.

Mauro Ventura, pela editora Companhia das Letras, 2011. Figura

Figura

https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact

=8&ved=0ahUKEwjB9aXNqM7WAhUDC5AKHdJcA10QjhwIBQ&url=http%3A%2F%2Fb

logues.publico.pt%2Fciberescritas%2F2011%2F12%2F06%2Flancamento-do-livro-de-

mauro- ventura- hoje- no- rio- de

janeiro%2F&psig=AOvVaw34Of2sPtJFXYq7Q8R459wP&ust=1506909253646976

5

:

Lançamento

do

Livro

“O

espetáculo

mais

triste

da

terra”.

Conta o autor do livro supra que no dia 15 de dezembro de 1961, foi a estréia em Niterói do

Gran Circus. Era o maior e mais completo circo da América Latina com cerca de sessenta

artistas, vinte empregados e 150 animais. O proprietário do circo, Danilo Stevanovich, havia

comprado uma lona nova, que pesava seis toneladas e seria de náilon – detalhe que fazia parte

da propaganda do circo. O Norte-Americano chegou a Niterói uma semana antes da estréia e

foi instalado na Praça Expedicionário, centro da cidade. Para que a montagem do circo

acontecesse, foi necessária a contratação de trabalhadores provisórios.

20

20 Figura 6 – “Folder/Flyer/Panfleto” com referencia a lona de Nylon que acabou pegando fogo Fonte

Figura 6 – “Folder/Flyer/Panfleto” com referencia a lona de Nylon que acabou pegando fogo Fonte Jornal do Brasil: Mais informações leia em :

http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/12/16/627w/cartaz-do-gran-circo-anunciava-sua-

chegada- na- cidade- de- niteroi- no- rio.jpg

Diversas pessoas foram contratadas, um deles chamado Adilson Marcelino Alves, o

“Dequinha”, possuía problemas mentais e tinha antecedentes de furto. Ficou trabalhando dois

dias e foi demitido pelo proprietário Danilo Stevanovich no terceiro dia. No dia 17, Dequinha

se reuniu com amigos para montar um plano e colocar fogo no circo.

Durante o espetáculo, o circo foi devorado pelo fogo gerando 238 mortes, mas, minutos

depois já se computava 260 mortes, dois dias depois passava dos 300, e semanas depois

chegava próximo a 400 mortos. O número de crianças mortas chamou muita atenção, visto ser

uma das únicas diversões que acontecia na cidade. Ainda houveram muitos feridos e

sobreviventes que tiveram sequelas físicas e psíquicas da luta direta contra o fogo.

sequelas físicas e psíquicas da luta direta contra o fogo. Figura 7 : Dequinha acabou confessando

Figura 7 : Dequinha acabou confessando ter ateado fogo na lona por vingança ao proprietário

do circo. Fonte Jornal do Brasil: Mais informações leia em :

http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/12/16/627w/cartaz-do-gran-circo-anunciava-sua-

chegada- na- cidade- de- niteroi- no- rio.jpg

O atendimento às vítimas foi rápido, pois o quartel de bombeiros situava-se bem próximo,

porém, devido ao grande número de vítimas, eles contaram com ajuda de populares,

enrolando com cobertores corpos em chamas. Alguns ilesos buscavam familiares para ajudar

e carros particulares conduziam vítimas ao atendimento médico local. Não havia

planejamento e um plano formal para atendimento de desastres, que ocorreu literalmente em

forma de “mutirão”.

21

21 Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da
21 Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da
21 Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da
21 Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da
21 Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da

Figuras 8, 9, 10, 11 e 12 – Mutirão de atendimento medico e local da tragédia. Fonte Jornal do Brasil: Mais informações leia em :

http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/12/16/627w/cartaz-do-gran-circo-anunciava-sua-

chegada- na- cidade- de- niteroi- no- rio.jpg

22

Diversos médicos de Niterói foram acionados pelo cirurgião Ivo Pitanguy, que foi um dos que inicialmente realizou a triagem das vítimas. Quando houve o incêndio, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy trabalhava como professor na PUC, e ainda não tinha inaugurado a famosa clínica na rua Dona Mariana, em Botafogo. No dia, conta ao JB, ele seguia para a Santa Casa da Misericórdia quando ouviu, pela rádio, o anúncio de que o circo pegava fogo. Pitanguy seguiu para o Iate Clube do Rio e, a bordo da sua lancha particular, atravessou a Baía de Guanabara para se juntar ao mutirão que procurava ajudar as vítimas.

“Cheguei com uma equipe em pleno momento de comoção. Havia muita gente querendo ajudar, mas também uma enorme desorganização”, lembra o médico. “Lembro de um caso muito heróico de um menino que tinha se salvado e voltou para debaixo da lona para buscar o seu amigo. O que era mais dramático é que eram muitas crianças, e ao lado delas, seus amigos, de modo que devia haver ali pelo menos 500 delas”.

amigos, de modo que devia haver ali pelo menos 500 delas”. Figura 13 : Dr. Ivo

Figura 13 : Dr. Ivo Pitanguy conta ao 'JB' os momentos mais marcantes da tragédia no circo OBS: Pitanguy relembra os momentos mais marcantes do incêndio no Gran Circo:

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/12/17/ivo-pitanguy-relembra-os-momentos-mais-

marcantes- do- incendio- no- gran- circo/ Ver também Vídeo com o depoimento:

https://youtu.be/Uvj6qG06BJM

A maioria dos feridos eram crianças chegando a ter 70% do corpo queimado. Em virtude da dificuldade de leitos hospitalares, somente os gravemente feridos eram internados, os outros recebiam atendimento de emergência com acompanhamento ambulatorial. A equipe de atendimento organizou um centro de atendimento de emergência e triagem, reabrindo o Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP, que havia sido fechado meses anteriores.

23

23 Figuras 14 / 15 – Atendimento no reaberto Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP. Fonte
23 Figuras 14 / 15 – Atendimento no reaberto Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP. Fonte

Figuras 14 / 15 – Atendimento no reaberto Hospital Municipal Antonio Pedro – HMAP. Fonte Jornal do Brasil: Mais informações leia em :

http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/12/16/627w/cartaz-do-gran-circo-anunciava-sua-

chegada- na- cidade- de- niteroi- no- rio.jpg

Havia profissionais capacitados para tratar os queimados, mas não para o tamanho da

tragédia. Voluntários doavam sangue, medicamentos e alimentos ao Hospital Universitário,

que não estava preparado para um grande número como este. A cidade estava encoberta pela

fumaça, gritos e um grande cheiro de carne queimada.

Devido ao elevado número de mortos, o Instituto Médico Legal – IML necessitou de câmaras

frigoríficas para armazenar os corpos.

de câmaras frigoríficas para armazenar os corpos. Figuras 16 – Encaminhamento, saída do IML. Fonte Jornal

Figuras 16 – Encaminhamento, saída do IML. Fonte Jornal do Brasil: Mais informações leia em : http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/12/16/627w/cartaz-do-gran-circo-anunciava-sua- chegada- na- cidade- de- niteroi- no- rio.jpg

24

7.1.2. HILLSBOROUGH STADIUM – 1989 – INGLATERRA

Incidente que ocorreu no dia 15 de abril de 1989 no Estádio de Hillsborough, em Sheffield

(Inglaterra) entre o jogo do Liverpool e do Nottingham Forest, em disputa das semifinais da

Taça da Inglaterra. No decorrer da partida, houve uma avalanche de pessoas provocada pela

superlotação, fazendo com que 96 fossem pisoteados e mortos e 766 ficassem feridos.

que 96 fossem pisoteados e mortos e 766 ficassem feridos. Figuras 17 e 18: Tragédia de
que 96 fossem pisoteados e mortos e 766 ficassem feridos. Figuras 17 e 18: Tragédia de

Figuras 17 e 18: Tragédia de Hillsborough Stadium. Fonte:

https://www.google.com.br/search?q=hillsborough+tragedia&client=firefox-

b&dcr=0&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjIi4XL6YDZAhXMEJAK

HTDGBPYQiR4IhwE&biw=1440&bih=799 em internet em 30/01/18.

As principais causas da tragédia apontadas após a investigação ocorreu por superlotação do

estádio, seu estado de conservação e pelo não cumprimento das normas de segurança. Os

policiais tomados por um pensamento duvidoso e acreditando em um comportamento de

25

vândalos e não de tragédia impediu o acesso das ambulâncias e dos médicos ao gramado para

socorrer os feridos. No momento em que as grades foram derrubadas os policiais avançaram

em cima dos torcedores com cães, a fim de conter a invasão, enquanto pessoas foram

esmagadas umas sob as outras nas grades. Havia somente uma ambulância dentro do estádio e

outras 42 do lado de fora com a informação de que estava havendo uma “batalha campal”.

Enquanto isso, alguns torcedores improvisaram macas para realizar os primeiros-socorros,

visto o grande número de feridos.

os primeiros-socorros, visto o grande número de feridos. Figuras 19: Tragédia de Hillsborough Stadium. Fonte:

Figuras 19: Tragédia de Hillsborough Stadium. Fonte:

https://www.google.com.br/search?q=hillsborough+tragedia&client=firefox-

b&dcr=0&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjIi4XL6YDZAhXMEJAK

HTDGBPYQiR4IhwE&biw=1440&bih=799

Houve uma grande falha de liderança e coordenação para atendimento das vitimas, visto que o

plano de incidentes não foi corretamente acionado. A comunicação dos serviços de

emergência foi mal-executada e imprecisa, levando ao atraso e à lentidão para perceber que a

tragédia estava acontecendo. Oficiais da Ambulance Service, preparados para grandes

incidentes, eram os que estavam lentos a fim de se atentarem para o desastre. Equipe médica e

oficiais sêniores das ambulâncias demoraram a ser acionados, falhando o plano de emergência

e a organização médica.

Apesar da falta de direção, muitos oficiais da equipe júnior da ambulância e da polícia

tentaram reanimar vítimas e transferi- las para o ponto de recepção de vítimas designadas no

26

ginásio. Eles foram auxiliados pelos esforços de muitos fãs, alguns dos quais ficaram feridos.

Médicos e enfermeiros entre os fãs fizeram uma contribuição para a reanimação. Não houve

avaliação sistemática (triagem) de prioridades para o tratamento ou a remoção para o hospital.

para o tratamento ou a remoção para o hospital. Figuras 20: Tragédia de Hillsborough Stadium. Fonte:

Figuras 20: Tragédia de Hillsborough Stadium. Fonte:

https://www.google.com.br/search?q=hillsborough+tragedia&client=firefox-

b&dcr=0&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjIi4XL6YDZAhXMEJAK

HTDGBPYQiR4IhwE&biw=1440&bih=799

Equipamentos básicos e indispensáveis não estavam disponíveis, como vias respiratórias,

material de sucção entre outros. Embora estes materiais estivessem em ambulâncias de linha

de frentes, estas se encontravam fora do estádio, sem saber o que estava acontecendo

no seu interior.

sem saber o que estava acontecendo no seu interior. Figura 21 - Um documentário da BBC

Figura 21 - Um documentário da BBC (de 2014) "Hillsborough - How They Buried The Truth":Ver video You tube URL: https://youtu.be/MNS26Oj9B4o

27

7.1.3. REPÚBLICA CROMAGNÓN – 2004 – BUENOS AIRES

Na noite de 30 de dezembro de 2004, a discoteca República Cromagnón, de Buenos Aires, foi

o cenário da maior tragédia não-natural da história da Argentina. Um incêndio com

características similares à tragédia de Santa Maria - provocado por um sinalizador disparado

por um frequentador dentro da casa de shows - provocou a morte de 194 pessoas, a maior

parte delas asfixiada e iniciou mais ou menos às 22 horas e 50 minutos, depois que alguém

acendeu um elemento de pirotecnia, cujos projeteis incandescentes entraram em contato com

a decoração do teto, que era feita de placas de poliuretano. Ao entrar em combustão a “meia

sombra” contaminou o ar com gases nocivos, intoxicando mais de cem jovens que se

encontravam ali.

intoxicando mais de cem jovens que se encontravam ali. Figura 22 – Tragédia da Boate Republica

Figura 22 – Tragédia da Boate Republica de Cromagnón – Fonte:

https://www.google.com.br/search?client=firefoxb&dcr=0&biw=1440&bih=799&tbm=isch&

sa=1&ei=rf1wWpXoJ4eowATW2pqADA&q=Rep%C3%BAblica+Cromagn%C3%B3n+%E

2%80%93+2004+%E2%80%93+Buenos+Aires&oq=Rep%C3%BAblica+Cromagn%C3%B3

395371.396090.0.396

n+%E2%80%93+2004+%E2%80%93+Buenos+Aires&gs_l=psyab.3

979.1.1.0.0.0.0.103.103.0j1.1.0

0

1c.1.64.psy-ab

0.0.0

0.PH6crAyv-RQ

A dinâmica, causas e o socorro são

incêndio da Boate Kiss de Santa Maria que iremos estudar de forma mais detalhada no item

7.1.4 desta Monografia. O caso da República Cromañón carrega várias semelhanças com o de

similares a outros incêndios e quase uma premonição do

28

Santa Maria. O fogo começou após o uso de fogos de artifício, durante o show de uma banda.

O local tinha seis portas, mas quatro estavam fechadas para que as pessoas não saíssem sem

pagar. A maioria das vítimas morreu por asfixia, devido a inalação de gases tóxicos.

Ao perceber o incêndio os presentes no local começaram a evacuar o lugar. Entretanto, esta evacuação não se realizou de forma adequada por diversos motivos: a quantidade de pessoas que estavam dentro da discoteca era maior que a capacidade estipulada; uma das saídas se encontrava fechada com um cadeado e fios; os gases tóxicos produzidos pelos materiais inflamáveis asfixiaram rapidamente as pessoas; e a queda de energia elétrica produzida pelo incêndio.

Muitos dos que conseguiram sair do lugar retornaram para resgatar as pessoas que ainda se encontravam no interior do edifício. Apesar dos esforços, durante o incêndio e nos dias subsequentes à tragédia morreram 194 pessoas e ao menos 1432 ficaram feridas, inclusive familiares de integrantes da banda. Faleceram várias crianças e muitos meios de comunicação declararam que havia uma espécie de berçário ou creche para crianças – onde as mães deixavam seus filhos para assistirem ao show – no banheiro feminino, o que foi desmentido pelas testemunhas.

Quase todas as mortes foram resultantes da inalação de diferentes gases (principalmente monóxido de carbono e ácido cianídrico). Durante a operação de socorro participaram 46 ambulâncias, encarregadas de transportar as vítimas até algum dos 24 hospitais públicos ou 11 clínicas privadas. As pessoas contratadas pelos organizadores para efetuar os primeiros auxílios não contavam com o treinamento requerido já que foram contratados outros profissionais para diminuir os custos.

A tragédia teve impacto político e cultural. O prefeito de Buenos Aires na época do incêndio,

Aníbal Ibarra, foi alvo de um processo de impeachment e destituído dois anos depois. Ele foi acusado de não ter feito a fiscalização. A carreira política de Ibarra, que despontava como líder progressista, implodiu. À época cotado para uma eventual sucessão presidencial, é hoje deputado estadual.

29

Os parentes, durante meia década, realizaram frequentes marchas para exigir justiça. A vida

noturna portenha sofreu uma drástica guinada, já que várias discotecas foram fechadas pela

fiscalização municipal.

discotecas foram fechadas pela fiscalização municipal. Figura 23: Protesto na Praça de Maio pelas vítimas da

Figura 23: Protesto na Praça de Maio pelas vítimas da tragédia, em 9 de dezembro de 2007.

https://www.google.com.br/search?client=firefoxb&dcr=0&biw=1440&bih=799&tbm=isch&

sa=1&ei=rf1wWpXoJ4eowATW2pqADA&q=Rep%C3%BAblica+Cromagn%C3%B3n+%E

2%80%93+2004+%E2%80%93+Buenos+Aires&oq=Rep%C3%BAblica+Cromagn%C3%B3

n+%E2%80%93+2004+%E2%80%93+Buenos+Aires&gs_l=psyab.3

979.1.1.0.0.0.0.103.103.0j1.1.0

395371.396090.0.396

0

1c.1.64.psy-ab

0.0.0

0.PH6crAyv-RQ

A tragédia deu início a uma série de mudanças nas regras de segurança para casas noturnas no

país - das 160 que existiam na cidade, apenas 61 tinham os requisitos para reabrir as portas

sob as novas normas.

Entre as medidas, conhecidas como "Efeito Cromañón", houve o aumento na sinalização

interna das discotecas e limite mais rígido de público. Locais com mais de um andar agora

precisam atualizar informações sobre a resistência do prédio. A fiscalização ficou sob a

responsabilidade da Agência Governamental de Controle, órgão da prefeitura de Buenos

Aires.

As novas regras foram determinadas após reuniões entre engenheiros, arquitetos, empresários

da noite, músicos e representantes dos pais das vítimas. As normas de segurança em bares,

clubes e salões com música ao vivo, também foram reforçados. Eventos de grande público

passaram a exigir autorizações especiais.

Leia

boates- mudancas- na- lei- 7410825#ixzz4uDn5FZCustest

mais:

https://oglobo.globo.com/brasil/na-argentina-tragedia-causou-fechamento-de-

30

7.1.4. BOATE KISS – 2013 – SANTA MARIA/RS

Neste tópico iremos nos alongar um pouco mais, pois faz parte da nossa vivencia profissional. O incêndio na boate Kiss foi um acidente que matou 242 pessoas e feriu 116 outras em uma discoteca da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul e é considerado o terceiro maior incêndio em boates da historia, sendo menos trágico apenas que o incêndio da Boate Coconut

Grove em Boston, 20 de novembro de 1942 com 492 mortos e mais de 600 feridos.

Na

seqüência temos a boate de Luoyang, China, na noite de Natal do ano 2000, que deixou 309 mortos.

Mais detalhes veja em:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/01/27/tragedia-em-boate-de-santa-

maria-e-terceira-mais-fatal-da-historia.htm

Como mencionado no item 7.1.3, outros dois incêndios com dinâmica muito parecida com Santa Maria foram o incêndio da discoteca República Cromagnón em Buenos Aires (Argentina), que ocorreu na noite de 30 de dezembro de 2004, durante um show da banda de rock Callejeros. Este incêndio causou a morte de 194 pessoas e ao menos 1432 feridos e iniciou mais ou menos às 22 horas e 50 minutos, depois que alguém acendeu um elemento de pirotecnia, cujos projeteis incandescentes entraram em contato com a decoração do teto, que era feita de placas de poliuretano. Ao entrar em combustão a “meia sombra” contaminou o ar com gases nocivos, intoxicando mais de cem jovens que se encontravam ali. O segundo de dinâmica muito parecida foi o incêndio no clube The Station Nightclub em Rhode Island (Estados Unidos), ocorrido em de 20 de fevereiro de 2003, na cidade americana de West Warwick, resultou na morte de 100 pessoas. O incêndio foi causado por fogos pirotécnicos iniciados pelo gerente da banda Great White e agravado pela obstrução nas saídas de emergência.

Ao perceber o incêndio os presentes no local começaram a evacuar o lugar. Entretanto, esta evacuação não se realizou de forma adequada por diversos motivos: a quantidade de pessoas que estavam dentro da discoteca era maior que a capacidade estipulada; uma das saídas se encontrava fechada com um cadeado e fios; os gases tóxicos produzidos pelos materiais inflamáveis asfixiaram rapidamente as pessoas; e a queda de energia elétrica produzida pelo incêndio.

31

Retomando, o incêndio de Santa Maria ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e

foi causado pelo acendimento de um sinalizador por um integrante da banda Gurizada

Fandangueiro, que se apresentava na casa noturna. A imprudência, negligência, imperícia,

falta de cultura de enfrentamento as situações de insegurança e pânico e as más condições de

segurança ocasionaram a morte de mais de duas centenas de pessoas.

O acidente foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um

incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte- Americano, ocorrida em

1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas estudado no item 7.1.1 desta Monografia.

vitimou 503 pessoas estudado no item 7.1.1 desta Monografia. Figura 24: Como foi o incêndio de

Figura 24: Como foi o incêndio de santa Maria: Fonte

https://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/01/29/confira-os-itens-de-seguranca-que-podem-

evitar-incendios-em-casas-noturnas.htm

32

a) Inicio do Fogo.

32 a) Inicio do Fogo. Figuras 25/26: Inicio do fogo em Santa Maria: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-

Figuras 25/26: Inicio do fogo em Santa Maria: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

O fogo iniciou- se por uma centelha de um fogo de artifício utilizado pela Banda Gurizada

Fandangueira. O produtor da banda colocou uma luva na mão no vocalista da banda na qual

estava acoplado o objeto que acionou fogos de artifício, mediante controle remoto. O

vocalista da banda levantou a mão em direção ao teto e uma chama ou faísca tocou o forro, o

qual possuía isolamento acústico de esponja, material altamente inflamável (poliuretano).

Assim, poucos segundos depois a espuma pegou fogo, gerando uma fumaça preta e tóxica

que se alastrou por toda a boate (vídeo de um minuto e vinte segundos extraídos de um

telefone celular pertencente a um freqüentador da boate), fazendo com que muitas pessoas

desmaiassem tão logo aspiraram o ar impregnado da fumaça originada da queima. No vídeo,

33

verifica-se que quarenta segundos depois das pessoas que portavam o telefone terem

percebido que se tratava de fogo, a fumaça já havia tomado conta e o caos estava instalado no

ambiente superlotado do estabelecimento.

b) A Superpopulação:

Apesar de colocado fator preponderante para o pânico conforme acima , acreditamos, que esta

hipótese parece pouco provável como o principal motivo do alargamento da tragédia.

Claro que a concentração de pessoas com certeza é fator de agravamento, porém conforme as

ilustrações vêem que mesmo com as estimativas da policia de haverem 1000 pessoas, pelas

normas e Legislação vigente temos permissão de até 2,5 pessoas por m² em local em pé e no

caso temos 690 m² de área livre vemos que a principal causa não é esta.

Conforme ilustrações abaixo as noticiam da época faziam uma correlação de uma pessoa por

m², portanto esta hipótese parece afastada como causa, porém contribuiu para o agravamento.

Fazendo o calculo conforme norma NBR 9077 ABNT vemos que a área era compatível com

a lotação existente e concedida pelos órgãos públicos em questão, ou seja, pelas Normas

abaixo utilizadas fizemos uma comparação população x área útil em uma planilha Excel®:

população x área útil em uma planilha Excel®: Tabela 5: Fonte planilha de Cálculos para dimensionamento

Tabela 5: Fonte planilha de Cálculos para dimensionamento de eventos, desenvolvida pelo Eng. Marcelo Gandra Falcone.

34

34 Figura 27: Relação lotação x área segundo relatos: Fonte

Figura 27: Relação lotação x área segundo relatos: Fonte

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/02/18/cianeto-pode-nao-ter-

provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

c) O Pânico.

O pânico tomou conta dos indivíduos que estavam na boate, fazendo com que as pessoas se desesperassem e tentassem deixar o local, mas a Boate Kiss possuía apenas uma saída que

dava acesso ao seu exterior. Havia gradis e balizamento obstruindo as saídas limitando as mesmas para 1,2 metros. Alem disto os seguranças dificultaram a saída acreditando em um

primeiro

comandas.

momento

que era manobra articulada de pessoal que queria sair sem pagar as

manobra articulada de pessoal que queria sair sem pagar as Figura 28 – O panico:

Figura 28 – O panico: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

35

c) As Saídas.

35 c) As Saídas. Figura 29 – As Saídas : Fonte https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-

Figura 29 – As Saídas : Fonte https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm Figura 30: As Saídas - Fonte

Figura 30: As Saídas - Fonte

http://www.correio24horas.com.br/fileadmin/user_upload/tt_news/AFotos1/santamrrra.jpg

36

O pânico tomou conta dos indivíduos que ficaram desesperados tentando deixar o local, mas

a Boate Kiss possuía apenas uma saída que dava acesso ao seu exterior. A referida saída foi

absolutamente insuficiente para dar vazão à quantidade de pessoas que se amontoaram na

tentativa desesperada de deixar o local, sendo que muitas delas morreram buscando a saída.

Não bastasse a existência de uma única saída, contribuiu também para o resultado danoso a

existência de diversos obstáculos físicos, guarda-corpos (barras de contenção) nas rotas de

saída, degraus, deficiência da iluminação de emergência, falta de indicação ou sinalização das

rotas de fuga, além do local estar superlotado, fatores que em conjunto dificultaram a rápida

evacuação do local.

A boate não tinha janelas além de dispositivos de sombra para tornar o local escuro. Com a

queda da energia elétrica luzes de emergência conforme filme e deficiência de se ver a

sinalização indicativa da rota de emergência que era fotoluminescente. Estes fatos causaram

um efeito atípico e característico desta tragédia. Sem enxergar em função da fumaça, o

público acabou se dirigindo para os banheiros onde havia janelas, portanto luz e extração de

fumaça. Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros da boate, assim sendo, foram nos

banheiros onde a maioria das vítimas foi encontrada.

nos banheiros onde a maioria das vítimas foi encontrada. Figura 31: Encaminhamento para o banheiro:

Figura 31: Encaminhamento para o banheiro: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

37

c) Das Vítimas Fatais e do Socorro.

Todas as mortes causadas dentro da boate tiveram como causa a asfixia, segundo a perícia,

porém a de se ressaltar que muitos corpos apresentavam inúmeros traumas por pisoteamento e

empilhamento. A espuma de isolamento acústico que revestia o teto e algumas paredes da

Kiss foi apontada pela polícia, desde os primeiros dias, como uma das protagonistas na

tragédia. O material, feito de poliuretano, liberou gases tóxicos durante a queima, como

cianeto e monóxido de carbono, comprovou a perícia. Esses elementos químicos foram os

causadores da morte por asfixia de pelo menos 234 das 242 vítimas, conforme os laudos da

necropsia.

De acordo com relatos sistemas de ar condicionado e de exaustão também contribuíram para o

grande número de mortes, ao propagarem rapidamente a fumaça tóxica em vez de dissipá-la.

De acordo com a perícia, os dutos de ar da casa noturna operavam de forma ineficiente e

ainda estavam parcialmente obstruídos por janelas basculantes, impedindo que parte da

fumaça saísse para o ambiente externo do prédio.

parte da fumaça saísse para o ambiente externo do prédio. Figura 32 - Pisoteamento:

Figura 32 - Pisoteamento: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

38

38 Figura 33- Mortos por asfixia : https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao-

Figura 33- Mortos por asfixia : https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas- noticias/2013/02/18/cianeto- pode- nao- ter- provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm

provocado- as- mortes- na- boate- kiss- diz- jornal.amp.htm Figura 34 – Morte por asfixia:

Figura 34 – Morte por asfixia: https://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/01/29/confira-os- itens-de-seguranca-que-podem-evitar-incendios-em-casas-noturnas.htm

Vimos que para verificarmos se o local é seguro, a casa noturna deverá ter alvará de

funcionamento (que precisa estar exposto na entrada do local) o que assegura a existência de

um projeto que agracia o sistema de segurança de uso edilício, saída de emergência,

39

extintores, iluminação de emergência e sinalização de saída de emergência entre outros itens

de segurança que podem auxiliar na garantia de segurança para os frequentadores de casas

noturnas e outros estabelecimentos comerciais.

Abaixo as recomendações para verificação padrão:

Abaixo as recomendações para verificação padrão: Figura 35:

Figura 35: https://noticias.uol.com.br/infograficos/2013/01/29/confira-os-itens-de-seguranca- que-podem-evitar-incendios-em-casas-noturnas.htm

Porém de acordo com o site G1 RS em matéria veiculada

grande-do-sul/noticia/2015/01/dois-anos-depois-veja-24-erros-que-contribuiram-para-

tragedia- na- kiss.html, dentre procedimentos de resgato que amplificaram a tragédia (estamos

citando apenas os de resgate, não incluindo neste tópico atendimento fatores técnicos de

legislação, normas e projetos) :

, link http://g1.globo.com/rs/rio-

40

 Bombeiros não tinham máscaras suficientes – A estrutura dos bombeiros de Santa Maria foi criticada após o incêndio. Segundo as investigações da polícia, faltaram equipamentos como máscaras de oxigênio. Bombeiros disseram que de seis a oito respiradores autônomos estavam disponíveis para o resgate das vítimas de um total de 21. A polícia concluiu que se os bombeiros estivessem equipados com os tais 21 aparelhos “teriam mais condições de entrarem no interior da boate tomada pela fumaça e de lá retirarem mais sobreviventes”. O inquérito foi encaminhado para a Justiça Militar para que o comandante do 4º Comando Regional dos Bombeiros, tenente-coronel Moisés da Silva Fuchs, fosse investigado por homicídio culposo por suposta negligência, mas o caso foi arquivado.



Frequentadores saíram e entraram na boate.



Participação de civis no resgate das vítimas – Várias pessoas que estavam na festa ajudaram no resgate das vítimas e tiraram de dentro da boate incontáveis sobreviventes, conforme os relatos. A polícia conseguiu provas de que pelo menos cinco desses civis morreram ao ingressarem novamente no prédio. O relatória da polícia concluiu que os bombeiros “estimularam” e “forneceram equipamentos” para que civis entrassem na boate e pediu à Justiça Militar que sete militares fossem indiciados por homicídio culposo por suposta omissão. O MP Público arquivou a denúncia por entender que não há provas ou indícios suficientes e que não há como individualizar a conduta de cada bombeiro diante das circunstâncias de caos e desespero no cenário da tragédia.

A

apostila “Atendimento de Emergência em Eventos de Grande Público”, elaborada pelo

professor Carlos Alcântara, para o curso Curso de Pós graduação Latu Senso EAD Segurança

em Eventos de Grande Porte, da Faculdade Unyleya de Brasília, em 2017, corrobora e

complementa:

O atendimento às vítimas foi realizado inicialmente pelas pessoas e colegas que estavam no

local, alguns homens chegaram a derrubar paredes da boate com o intuito de abrir lacunas e

ajudar os que estavam presos.

O resgate foi muito criticado pelo pequeno efetivo de bombeiros no local, que permitiu que

sobreviventes participassem das tentativas de salvamento dos que ainda de encontravam no

41

interior da boate. Muitos desses jovens, que haviam incialmente conseguido escapar, morreram tentando ajudar seus amigos e até mesmo desconhecidos. Houve tentativas de reanimação de diversas vítimas por colegas até a chegada das ambulâncias.

Bombeiros tiveram que usar caminhões refrigerados para acomodação dos corpos. Diversos profissionais de saúde compareceram ao local, como: enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, médicos, soldados e policiais, para dar suporte, muitos deles no improviso, de bermuda e chinelo.

E o principal para minimizar os efeitos: Não houve implementação de Sistema de Comando de Incidentes e triagem de vítimas impossiblitando os diversos setores de atendimento de conseguir fazer um trabalho concatenado sabendo gerir a crise, verificação de necessidade de recursos externos, sabendo alocar recursos internos e externos, comunicar a imprensa e setores de apoio com informações fidedignas e verídicas, enfim fazer os planos táticos e estratégicos.

verídicas, enfim fazer os planos táticos e estratégicos. Figura 36: Buraco aberto para efetuar o resgate

Figura 36: Buraco aberto para efetuar o resgate no banheiro. blogdopavulo.blogspot.com

7.1.5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ACERCA DO ITEM 7.1 – ATENDIMENTO DE

EMERGÊNCIA

Quanto ao exemplo das tragédias estudas existem algumas lições em comum que nos fazem pensar. Imputar toda responsabilidade as licenças vencidas do Corpo de Bombeiros e a Prefeitura ou aos proprietários, seguranças, as causas do incêndio é o suficiente, resolve o

42

problema minimiza o numero de vitimas? São ações que bastam como meios de prevenção e minimização dos efeitos de uma tragédia? Ou são estudos que visam prevenir a ocorrência das tragédias e não o enfrentamento das mesmas em caso de ocorrência?

Será que este tipo de discussão e arguição não é no mínimo fugir a causa raiz da extensão e alargamento da Tragédia. Isto nos leva a uma série de novas indagações:

 É fato que prefeitura liberou alvará e os bombeiros são licenças de funcionamento para uma boate e comprovação da existência de equipamentos de segurança. Conforme legislação existente para o local, mas significa que a documentação basta?

 Será que realmente a boate não tinha saída de emergência, não possuía sistema contra incêndio e se quer os extintores não estavam em condições de Funcionamento? Se existiam os documentos, não podemos fugir a realidade que existia um projeto e uma execução do mesmo.



Será que o fato de uma pessoa ter sua habilitação para dirigir ela esta realmente preparada para dirigir e evita qualquer tipo de acidente?



Será que a licença para dirigir basta e é condição suficiente para conhecer realmente e saber executar a legislação, normas e boas praticas?



Será

que

a

fiscalização

basta

e

impede

as

pessoas

de

cometerem

erros

ou

irregularidades?

 



O estado é capaz de fiscalizar 24 horas por dia todos os dias (onipresente), e para ser qual seria o custo disto?



O poder publico constituído de ordem publica esta integrado o suficiente para atender grandes tragédias ou incidentes de massa?



Existe Prevenção e treinamento junto aos órgãos publicos

 

43



O sistema de prepara a grandes incidentes existe, é eficiente e eficaz?

Fica claro durante os estudos realizados neste artigo que poucos lembram do que é trabalho coordenado e integrado maximizando os esforços (para usar palavra da moda Sinérgico) e que não existe no Brasil a cultura da prevenção em nenhum campo.

Como causa raiz do alargamento das tragédias e o agravamento com certeza se da por termos uma cultura que não valoriza a prevenção.

Mas a realidade é que ao se esquecer deste importante requisito abre se espaço para que possíveis acidentes possam ocorrer e no caso desta ocorrência a mesma ainda pode ser agravada por descaso ou desconhecimento dos meios de evacuação.

A primeira lição que podemos tirar sem sermos passionais é que apenas fiscalização e

documentação em dia não evita acidentes, assim sendo, a principal lição que tiramos depois

do incêndio na boate Kiss foi relacionada à segurança em Locais de Reunião é para evitar

tragédias como a de Santa Maria, é preciso redobrar o cuidado com a prevenção, checando saídas de emergência e possíveis obstruções, quantidade e validade de extintores, e quaisquer outros pontos relacionados à segurança contra incêndio e pânico além de sistemas de segurança patrimonial e de operação administrativa.

Um projeto bem executado permite minimizar efeitos e conseqüências do incêndio, permite um combate ao incêndio de maneira mais eficaz, porém não cria o risco zero, mas se seguirmos todas as recomendações acima e todas as normas de segurança estabelecidas por

lei,

boa parte do caminho está andada e poderemos com certeza obter resultados significativos

em

prevenção.

Concluindo não basta ter um EVENTO COM QUALIDADE APARENTE DE SEGURANÇA (conceito de qualidade percebida), não basta ter diversos setores públicos bem equipados, se não estiverem integrados e preparados.

É necessário ter todos equipamentos e saber utiliza-los e trabalhar de forma treinada, prepara

de sabendo geris e destinar os recursos, enfim fazer o máximo com o mínimo. A sociedade,

portanto, deve estar ciente de como se comportar em cada situação e ter conhecimentos

44

básicos de gerenciamento de riscos, quais são e como enfrentá-los – todas aquelas que você analisou e identificou anteriormente. Realizar treinamentos práticos periódicos conforme Legislação Trabalhista, Estadual e Municipal, para acostumar seus colaboradores a situações, aumenta a eficiência deles em um incidente de verdade.

Prevenir se torna a palavra chave para as pessoas que querem estar um passo à frente, pois situações acontecem e a cada momento devemos aumentar nossas preocupações com este tema, pois seu poder de destruição ultrapassa o que pensamos que pode ocorrer.

Recorrendo

simulações realizadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein para atendimento em situações

de crises e catástrofes o vamos fazer a mesma pergunta e vamos dar a mesma resposta:

ao vídeo disponível em https://youtu.be/KeI6l7vwnmU acerca da experiência e

Pergunta: Quantas pessoas podem ser salvas por uma equipe bem preparada.? Resposta: O máximo possível!

uma equipe bem preparada.? Resposta: O máximo possível! Figura 37: Bombeiros combatem as chamas na boate

Figura 37: Bombeiros combatem as chamas na boate Kisss 2013 (Foto: Germano Roratto/Agência RBS) http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/01/dois-anos- depois- veja- 24- erros- que- contribuiram- para- tragedia- na- kiss.html

45

7.2. ANÁLISE DE AMEAÇAS, RISCOS E VULNERABILIDADES

Devido as recentes crises econômicas no mundo inteiro, a transferência do centro produtivo para a China, o reequilíbrio das forças políticas, ataques cibernéticos, surgimento e migrações de povos de paises devastados para a Europa, novos centros de terrorismo como Estado Islâmico, novo movimento nacionalista mundial com eleições de políticos conservadores em diversos eixos centrais, deixam claro a formação de uma nova ordem mundial com novos paradigmas e conseqüentemente novos tipos de ameaças, vulnerabilidades e riscos. Enfim novos contornos que o mundo vem assumindo recentemente, o terrorismo, enquanto ameaça transnacional, continua a ser um fator de preocupação crescente.

Somente como referencia no dia da abertura da Copa de 2014 no Brasil tivemos uma cidade do porte de São Paulo com 10 milhões de habitantes totalmente parada e congestionada, uma rotatividade de aproximadamente 3,7 milhões de turistas, entre nacionais e estrangeiros nas 12 sedes da copa. Eventos paralelos, tais como a FIFA FUN FEST que reuniu cerca de 300 mil pessoas em praças publicas para assistirem a cerimônia de abertura, o Jogo e Shows musicais. Feriado decretado na maioria dos municípios do Brasil, ou seja, aproximadamente 200 milhões de pessoas focadas em um único evento. Neste contexto, o emprego de metodologias de análise de risco mostra-se imprescindível para o assessoramento do processo decisório, principalmente em face dos grandes eventos esportivos que aglomera multidões multifacetadas e sem definição de fronteira (eventos internacionais).

7.2.1. DEFINIÇÕES UTILIZADAS

a) Ameaça Ameaça é um concito que está intimamente relacionado a situações que tem o poder de causar danos ou gerar crises. O Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa define ameaça como “1. ação, gesto ou palavra que intimida; promessa de castigo ou malefício; 2. prenúncio ou indício de acontecimento mais ou menos perigoso ou maléfico; ameaço, sinal”. Desta forma, a

definição do termo está diretamente relacionada com a idéia de sinal, de iminente e de perigo. Com estes conceitos trabalhamos a ameaça no gerenciamento de crises. Uma vez que as ameaças possuem diferentes origens, podemos classificá-las didaticamente em:



Naturais: ventos, terremotos, furacões, tornados, outros;

46

 Humanas: terrorismo, crime organizado, violência urbana, sabotagem;

 Mistas : em que há componentes humanos e naturais agindo de forma conjunta. Exemplo: Uma pessoa joga um cigarro aceso no mato. Dada às condições de baixa umidade do ar, no entanto, a vegetação pega fogo e transforma- se em um grande incêndio. A ação do homem só se transformou em um incêndio porque as condições naturais permitiram.  Siderais: felizmente pouco freqüentes, mas dizem respeito à queda de lixo espacial, bem como de asteróides.

b)

Vulnerabilidade

O

conceito de vulnerabilidade esta relacionado à incapacidade de resistir ou suportar as

ameaças. Enfim a vulnerabilidade é qualquer debilidade/fragilidade que pode ser explorada por uma ameaça, possibilitando o acesso a um ativo, podendo vir a causar Impacto (dano ou perda).

c) Risco

É o evento resultante das variáveis:



 Vulnerabilidade,

Ameaça,



Prioridade e



Hipótese.

Observação: O Risco é uma resultante de variáveis permanente em todas as atividades do ser humano, que afetam todos os seus resultados de maneira positiva desde que seja conhecido e mantido em um nível aceitável, como oportunidade de desenvolvimento. Fora de controle, o risco afeta os seus resultados de maneira negativa e pode pôr em perigo sua estabilidade.

d) Prioridade

Do dicionário Aurélio, tiramos:

1- Anterioridade. 2 - Preferência conferida a alguém, relativamente ao tempo de realização do seu direito, com preterição do de outros.

47

Aplicando o conceito a gestão e analise de riscos temos que a prioridade é a relevância levando em consideração o numero de ocorrências ou a probabilidade de falhas, enfim e uma

definição que a principio parte da prioridade que é elencada segundo percepção ou histórico.

É uma variável que pode ser modificada segundo a própria a avaliação de ameaças e

vulnerabilidade. E composição básica da formulação do risco.

e) Hipótese

De acordo com o dicionário Aurélio:

1- Suposição do que é possível (para do fato se tirar uma conclusão).

2 - Teoria não demonstrada, mas provável; suposição.

A Hipótese nos sistemas de planejamento é a premissa, ou seja, a ameaça ou vulnerabilidade

que deve ser estudada.

f) Dano

De acordo com o Aurélio dano é Danificar, perverter, estragar. Nos nossos estudos podemos definir como perda, ou resultado final da materialização de uma ameaça, ou seja, as conseqüências negativas ou efeitos negativos de uma ação ou ocorrência.

g) Pontos fortes

Variável controlável pela instituição. Os pontos fortes são aqueles que devem ser mantidos e sempre monitorados e reavaliados para que não se tornem obsoletos ou apresentem “rachaduras”. São as características internas vantajosas da instituição. É o “carro-chefe” das organizações.

i) Pontos fracos

Variável controlável pela instituição. Os pontos fracos são as características desfavoráveis da

instituição, ou seja, na qual é possível e necessário, haver melhorias para que tais pontos sejam fortalecidos. Seria como estivéssemos reforçando os alicerces de uma casa, ou trocando a fiação defeituosa e, em um contexto institucional, otimizando o trabalho dos servidores, de tal forma que possam produzir com mais eficácia e eficiência, sem prejuízo da qualidade de vida no ambiente organizacional.

j) Correção (mitigação)

48

Para este tipo de analise a correção não esta associada ao sentido de exatidão, aperfeiçoamento, aprimoramento, melhoria ou castigo e punição. O conceito basicamente está ligado ao conceito de Retificação:

Como neste caso a correção ainda esta na etapa de planejamento, ela será a ação preventiva de conserto, reparo, revisão, remédio, reparação, emenda, retificação, para evitar um dano. Esta no âmbito das medidas de mitigação ou ações para evitar o “mal”.

k) Implantação da correção:

Basicamente as ações e recursos efetivos a serem adotados/utilizados para colocar em pratica as ações propostas

l) Avaliação das correções:

Verificação do custo x benefício e os óbices à implantação das correções

m) Análise do Risco Avaliação final comparativa entre o custo e os benefícios da adoção das medidas para eliminar o risco e assumir o risco

n)Terrorismo Internacional e Crime Organizado

Normalmente entendemos terrorismo pela prática por um ou mais indivíduos de atos extremos cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública. Atos de terrorismo portanto, podem ser vários tais como, guardar ou portar explosivos, ameaçar pessoas, serviços de transporte, mecanismos cibernéticos, entre tantos, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.

É necessário observar que o conceito de ameaças terroristas não pode ser aplicado à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais

49

De acordo com a apostila “Resposta em emergências e desastres”, capitulo 3, pagina 34, um ato para ser qualificado como ato é terrorista existe a necessidade de pelo menos um nexo de causa: motivação (o ato não é o objetivo final), medo generalizado na população (mais até que o medo, a percepção de insegurança frente a um estado inoperante), que entre as situações que objetivam principalmente estabelecer os danos psicológicos graves, relacionados ao pavor, medo, terror, insegurança e culpa. Por exemplo: nos atentados de 11 de setembro de 2001, no World Trade Center, mais de 400 policiais e bombeiros foram mortos. No total houve mais de 3.000 mortos. Um dos problemas encontrados entre os sobreviventes foi o chamado The Survivor Victim, que poderia ser resumido em uma frase: “Por que eu sobrevivi?”. Também podemos citar aqui a Síndrome de Estocolmo [Síndrome de Estocolmo ou síndroma de Estocolomo - Stockholmssyndromet em sueco- é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor].

Em seguida vamos relacionar os atentados terroristas mais recentes para podermos focar na tendência existe, principalmente por conta do Estado Islâmico e fazer um estudo de caso.

a) 2016 – Atentados de Janeiro até Dezembro

1. Atentado em Istambul em janeiro de 2016. Em 12 de janeiro de 2016 . O atentado suicida,

com bomba, provocou 11 mortes (todos estrangeiros) e 15 feridos.

2. Atentados em Jacarta em 2016. Em 14 de janeiro de 2016 houveram sete explosões e

tiroteios com 17 mortos.

3. Atentado de Ouagadougou. Foram uma série de ataques que aconteceram em Burkina Faso

em 15 de janeiro de 2016, quando um grupo fortemente armado invadiu o restaurante Cappuccino no Hotel Splendid e fez dezenas de reféns. Pelo menos 29 pessoas (de 18 nacionalidades) morreram num período de vinte e quatro horas. Contudo, outros ataques, como ao hotel YIBI, também foram reportados.

50

4. Atentado em Charsadda de 2016. Um ataque que ocorreu em 20 de janeiro de 2016, quando

vários homens abriram fogo na Universidade Bacha Khan . Mais de 20 pessoas foram assassinadas e outras 20 ficaram feridas

5. Atentado em Ancara em 2016. O atentado em Ancara em 2016 ocorreu em 17 de fevereiro

de 2016 na cidade de Ancara, capital da Turquia. Foram confirmados 28 mortos e 61 feridos.

6. Atentados em Bruxelas em março de 2016. Uma ação terrorista suicida cometida na manhã

de 22 de março de 2016, no aeroporto e no metropolitano de Bruxelas, capital da Bélgica. Os

atentados causaram a morte de pelo menos 35 pessoas e deixaram outras 300 feridas.

7. Massacre de Orlando foi um atentado terrorista doméstico que ocorreu em 12 de junho de

2016, na boate LGBT chamada "Pulse", em Orlando, Flórida, Estados Unidos. Ao menos 50 pessoas foram mortas e 53 ficaram gravemente feridas

8. Atentado de julho de 2016 em Nice. Em de 14 de julho de 2016, um caminhão com

semirreboque invadiu a celebração do Dia da Bastilha na avenida marginal de Nice. Foram confirmados 84 mortos e 18 feridos em estado muito grave

9. Atentado na igreja de Saint- Étienne- du- Rouvray em 2016. Em 26 de julho de 2016, em

Saint- Étienne- du- Rouvray, na Normandia, norte da França, dois terroristas do Estado Islâmico

do Iraque e do Levante mataram o padre Jacques Hamel, de 86 anos

10. Atentado de Gaziantep. Em 20 de agosto de 2016, um homem- bomba atacou uma festa de

casamento em Gaziantep, na Turquia. Um total de 57 pessoas foram mortas, enquanto 66 pessoas ficaram feridas no ataque

11. Ataque de Outubro de 2016 em Sinai. O ataque no dia 16 de Outubro de 2016 em Sinai

foi um ataque terrorista num posto de controle do exército egípcio.

12. Atentado no Cairo em 2016. Em 11 de dezembro de 2016, uma

explosão dentro da Igreja de São Pedro e São Paulo, deixou 25 mortos

51

13. Atentado em Istambul em dezembro de 2016. Em 10 de dezembro de 2016, duas

explosões causadas por um carro- bomba e ataques suicidas mataram 38 pessoas, ferindo outras 166.

14. Atentado de Berlim em 2016. Em 19 de dezembro de 2016, um caminhão invadiu o

mercado de Natal ao lado da Igreja Memorial Imperador Guilherme na Breitscheidplatz, em

Berlim, Alemanha. Doze pessoas foram mortas e outras 49 feridas.

b) 2017 – Atentados de Janeiro até Dezembro

1. Atentado em Istambul em janeiro de 2017. Um tiroteio em massa ocorreu numa festa de

passagem de ano realizada numa discoteca na madrugada de 1º de janeiro de 2017. O atentado provocou a morte de pelo menos 39 pessoas e deixou 69 feridas

2. Atentado em Gao em janeiro de 2017. Em 18 de Janeiro de 2017, um homem- bomba

conduziu um veículo cheio de explosivos contra um acampamento militar perto de Gao, Mali, que deixou pelo menos 77 mortos e dezenas de feridos.

3. Atentado de Quebec. em 29 de janeiro de 2017, no Centro Cultural Islâmico de Quebec,

uma mesquita em Sainte- Foy, na cidade de Quebec, no Canadá. Seis pessoas foram mortas e

outras dezenove ficaram feridas.

4. Atentado em Lahore em fevereiro de 2017. Em 13 de fevereiro de 2017, ocorreu um

atentado suicida no Paquistão. 15 pessoas foram mortas e pelo menos 87 foram feridas.

5. Atentado em Westminster de 2017. Em 22 de março de 2017 na ponte de Westminster, um

veículo foi conduzido entre uma multidão de pessoas perto dos portões do palácio, e um atacante apunhalou as pessoas. 6 foram mortas e mais de 50 feridas.

6. Atentados em Maiduguri em 2017. Em 22 de março de 2017, uma série de bombardeios

que ocorreram em três locais na área do campo de refugiados internos de na Nigéria. Os ataques, desencadeados por cinco pessoas em locais diferentes, resultaram na morte de pelo menos 8 pessoas e em 20 pessoas feridas.

52

7. Ataque no metrô de São Petersburgo em 2017. Em 3 de abril de 2017, um ataque com um

objeto explosivo ocorreu no metrô de São Petersburgo, 11 pessoas morreram e pelo menos 50 outras ficaram feridas no incidente

8. Atentado em Estocolmo em 2017. Em 7 de abril de 2017. Provocou cinco mortos e quinze

feridos, atropelados intencionalmente por um veículo pesado numa área cheia de pessoas.

9. Atentados no Domingo de Ramos em igrejas do Egito em 2017. dois ataques suicidas por

explosivos que aconteceram em 9 de abril de 2017 durante o Domingo de Ramos na Igreja de São Jorge e na catedral Ortodoxa Copta de São Marcos deixando 43 mortos e 119 feridos

10. Atentado na Manchester Arena em 2017. Em 22 de maio de 2017. Dupla explosão após

um show por um homem bomba causando pelo menos 22 mortos e 60 feridos.

11. Ataque a ônibus do Borussia Dortmund. No dia 11 de abril de 2017, o ônibus que conduzia a equipe de futebol Borussia Dortmund para disputar as quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA contra Mônaco foi atacado com explosivos

12. Ataque em Cabul em maio de 2017. No dia 31 de maio, quando um caminhão- bomba

explodiu em uma área de alta segurança, perto do Palácio Presidencial, de várias embaixadas

e edifícios do governo, deixando ao menos 90 mortos e 460 feridos.

13. Ataque ao Resorts World Manila em 2017. Em 2 de junho de 2017, atentado com arma de

fogo com 38 mortes e 70 feridos.

14. Atentados de junho de 2017 em Londres. Uma série de ataques terroristas em 3 de junho

de 2017. Pelo menos oito pessoas foram mortas no atentado, com outras 48 ficando feridas.

15. Ataques em Teerã em 2017. Em 7 de junho de 2017, dois ataques foram realizados

simultaneamente contra o parlamento iraniano e o Mausoléu de Ruhollah Khomeini, deixando

18 pessoas mortas e 52 feridas.

53

16. Atentado de Finsbury Park em 2017. Em 19 de junho de 2017, uma van foi jogada contra

pedestres no Finsbury Park, Londres, Reino Unido, matando 1 pessoas ferindo pelo menos dez pessoas.

17. Atentados da Catalunha (Praça central de Barcelona), aconteceram em 17 de agosto de

2017. O primeiro ataque ocorreu em Barcelona, quando um homem dirigindo uma van atropelou propositalmente vários pedestres em La Rambla, matando 13 pessoas e ferindo pelo menos outras 100. Dois suspeitos fugiram a pé logo em seguida. Pelo menos quatro pessoas com ligações com o atentado foram presas; um outro homem teria sido morto pela polícia. O motorista autor do atentado teria sido Driss Oubakir, de origem marroquina. O grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a autoria do atentado. Na noite anterior também houve uma explosão na cidade catalã de Alcanar que destruiu uma casa e matou uma mulher. O chefe da Mossos d'Esquadra, Josep Lluís Trapero, disse que o incidente estava relacionado ao atropelamento. Nove horas após o ataque, a polícia matou cinco pessoas em um tiroteio em Cambrils, que eram suspeitas de estarem planejando um ataque terrorista coordenado.

18. Atentado de Nova York em 2017. Em 31 de outubro de 2017, Sayfullo Habibullaevich

Saipov, um uzbeque de 29 anos, jogou uma caminhonete alugada contra ciclistas e corredores

por cerca de 1,6 km da ciclovia do Parque do Rio Hudson, em Lower Manhattan, Nova York, Estados Unidos. O ataque com veículo matou oito pessoas (cinco argentinos, dois estadunidenses e uma belga) e feriu outras 12 pessoas.

19. Ataque em Mogadíscio em outubro de 2017 foi uma enorme explosão causada por um

caminhão-bomba ocorrido em Mogadíscio, capital da Somália, que deixou ao menos 510 mortos e centenas de feridos no dia 14 de outubro

20. Ataque à mesquita Al Rawdah em 2017 foi um atentado terrorista perpetrado em 24 de

novembro de 2017 na localidade de Bir al- Abed, perto de al- Arish, Sinai do Norte, no Egito, a uma mesquita no dia de Jumu'ah. O ataque, à bomba e com armas de fogo, terá feito pelo menos 235 mortes e 109 feridos. [3][4][5]

21. Ataque em Semuliki em 2017. foi um ataque realizado por elementos das Forças

Democráticas Aliadas contra a base da Missão das Nações Unidas na República Democrática

54

do Congo na região de Kivu do Norte, República Democrática do Congo, em 7 de dezembro

2017. O ataque foi altamente coordenado e resultou na morte de quinze funcionários da

missão de manutenção de paz da ONU e provocou outros 53 feridos tornando-o o incidente mais mortal para a ONU desde a morte de 24 soldados de paz paquistaneses em uma emboscada na Somália em 1993.

c) 2017 – Atentados de Janeiro de 2018 até o dia 28/01/2018

1. Na noite de 5 de janeiro e durante o início da manhã do dia 6, um grupo de 13 drones

com explosivos foram interceptados por soldados russos em duas bases aéreas russas diferentes, localizadas na Síria. O Ministério da Defesa russo afirmou que foram lançados por jihadistas de uma cidade perto da cidade de Idlib. Ninguém foi ferido no incidente. Este é o primeiro incidente terrorista em que os drones são usados para perpetrá-lo, pois tem memória histórica.

2. O assassinato de Oliver Ivanovic foi perpetrado em Kosovska Mitrovica (Kosovo) em

16 de janeiro de 2018, depois de ter sido atirado fora dos escritórios de seu partido. Ivanovic era um político sérvio no Kosovo, que era ex- vice- chanceler naquele país. O governo sérvio descreveu o ato como um ataque terrorista, com o objetivo de desestabilizar o país.

3.

Em 11 de janeiro de 2018, um preso identificado por Christian Ganczarski apunhalou

4

guardas da prisão em uma prisão em Vendin- le- Vieil, no distrito francês de Pas- de- Calais.

O atacante foi enviado à prisão acusado do ataque à sinagoga da Ghriba em 2002 na Tunísia, na qual morreram 21 pessoas. O Ministério Público antiterrorista francês investiga o incidente como uma "tentativa de assassinato em relação ao terrorismo".

4. O ataque contra o Hotel InterContinental Kabul em 2018 foi um ataque terrorista

realizado desde a noite de 20 de janeiro até as primeiras horas do dia 21 de janeiro de 2018 contra a sede do InterContinental Hotels Group na cidade de Cabul, a capital do Afeganistão, perpetrada pela rede insurretiva global do Talibã, o ataque deixou como equilíbrio 22 pessoas mortas e entre 22 a 43 pessoas feridas entre os locais e estrangeiros.

55

em 24 de janeiro contra uma mesquita na cidade de Benghazi, no nordeste da Líbia, o ataque consistiu na explosão de dois carros- bomba em diferentes momentos, o primeiro destinado a muçulmanos fiéis saindo do santuário religioso e o segundo contra as forças de segurança e paramédicos que vieram ajudar as vítimas da primeira explosão, o duplo ataque causou a morte de 41 pessoas e deixou outros 80 feridos.

6. O ataque aos escritórios de Save the Children em Jalalabad (Afeganistão) foi um

ataque terrorista realizado em 24 de janeiro de 2018. O ataque foi revindicado, através da agência de notícias Amaq, pelo grupo terrorista do Estado islâmico. O ataque consistiu na explosão de um carro- bomba na entrada do alvo e uma posterior entrada forçada de estranhos em roupas policiais afegãs, que dispararam tiros contra os presentes no local.

7. O ataque contra o distrito da polícia de San Lorenzo em 2018 foi um ato descrito como

um terrorista ligado ao tráfico de drogas no Equador em 27 de janeiro na cidade equatoriana

de San Lorenzo. O incidente ocorreu quando um carro bomba explodiu no prédio da polícia em San Lorenzo, causando danos à maior parte da estrutura e cerca de 23 pessoas feridas.

8. O ataque com uma ambulância bomba em 2018 ocorreu em 27 de janeiro de 2018,

perto da Praça Sidarat, em Cabul, no Afeganistão. Pelo menos 103 pessoas morreram e outros 235 ficaram feridos no ataque. Os talibãs reivindicaram a responsabilidade pelo ataque. Os atacantes explodiram uma ambulância cheia de explosivos perto de um edifício do Ministério do Interior em uma rua ocupada e fortemente protegida em Cabul durante a hora do rush. O hospital Jamhuriat, escritórios governamentais, empresas e uma escola estavam perto do local da explosão. É o terceiro grande ataque nos últimos sete dias após o ataque de Save the Children em 2018 e o ataque contra o Hotel InterContinental Kabul em 2018.

9. Os ataques às estações de polícia de Bolívar e Atlántico em 2018 ocorreram em

Barranquilla, Soledad e Santa Rosa del Sur, Colômbia, nos dias 27 e 28 de janeiro de 2018. No primeiro caso, um homem jogou duas granadas de mão na estação Polícia do bairro de San José. O ataque na outra estação ocorreu de um táxi em Soledad 2000, em Soledad, deixando cerca de 5 mortos e 48 feridos. Entre estes últimos, havia dois civis. As vítimas eram membros ativos da Polícia Nacional da Colômbia na seção metropolitana de Barranquilla. O terceiro ataque ocorreu no mesmo domingo 28, contra uma delegacia colombiana no corregimiento de Buenavista, município de Santa Rosa del Sur, no departamento de Bolívar,

56

onde morreram dois policiais, aumentando o número de mortos para 7 O primeiro ataque foi reivindicado pelo grupo guerrilheiro, o Exército de Libertação Nacional.

De acordo com o Site Gospel Prime em matéria assinda por Jarbas Aragão em 25/10/2017 as

14:58

horas

https://noticias.gospelprime.com.br/estado- islamico- ameaca- atentados- na- copa-

do-mundo-de-2018/

Estado Islâmico ameaça atentados na Copa do Mundo de 2018. Na matéria eles divulgaram um pôster onde Lionel Messi aparece com um dos olhos sangrando, vestindo uma roupa de presidiário com seu nome escrito. De acordo com a reportagem o Estado Islâmico (EI) esta perdendo diariamente territórios na Síria, os terroristas do EI decidiram mostrar que ainda tem apoiadores em todo o mundo.

Essa campanha de terror associa a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, um dos países responsáveis pelas grandes derrotas do EI no Oriente Médio. A imagem, divulgada pela Wafa Media Foundation, espécie de porta-voz do Estado Islâmico, vem acompanhada da frase “Você está lutando contra um estado que não tem a palavra fracasso no seu dicionário”.

que não tem a palavra fracasso no seu dicionário”. Figura

Figura

https://images.gospelprime.com.br/LVGeGSGaMIVe6FA6xAcnD2J5rBk=/370x0/smart/filter

s:strip_icc()/noticias.gospelprime.com.br/files/2017/10/copa-do-mundo-x-estado-islamico.jpg

38fonte:

57

Inicialmente faremos um estudo levantamento genérico das ameaças mais evidentes nos grandes (Shows Internacionais) e mega eventos, tais como o Carnaval. Para analisarmos, então a ameaça, deve primeiro relacionar as mais conhecidas e freqüentes. Destas partiremos para as que possuem maior poder de destruição. Cada ameaça relacionada será depois comparada a uma situação hipotética, em que serão apresentadas soluções de resposta e gerenciamento de crises, como também uma avaliação de risco. Ameaças em grandes eventos:

 Naturais: ventos, terremotos, furacões, tornados, outros;  Humanas: terrorismo, violência urbana, Brigas por rivalidade (histórica, política, de momento), Hooliganismo (para a língua portuguesa do inglês hooligan, "vândalo", refere- se a um comportamento destrutivo e desregrado), Sabotagem, Manifestações reivindicatórias ou políticas, Greves oportunistas, Ações não previstas de marketing de emboscada (ações comerciais não oficiais que causam bloqueios ou desconforto aproveitando os grandes eventos), entre outras.

 Mistas : em que há componentes humanos e naturais agindo de forma conjunta. Exemplo: Uma pessoa joga um cigarro aceso no mato. Dada às condições de baixa umidade do ar, no entanto, a vegetação pega fogo e transforma- se em um grande incêndio. A ação do homem só se transformou em um incêndio porque as condições naturais permitiram.  Siderais: felizmente pouco freqüentes, mas dizem respeito à queda de lixo espacial, bem como de asteróides.

Nesse primeiro momento, em que estudamos apenas as ameaças, trabalharemos uma tabela com apenas as variáveis abaixo, a título de exemplo, relacionaremos algumas ameaças e hipóteses comuns em eventos esportivos (tabela6 – Ameaça – prioridade – hipótese). Lembramos que deve primeiro relacionar as mais conhecidas e freqüentes. Destas partiremos para as que possuem maior poder de destruição.

No segundo momento, levando em consideração os recentes ataques a eventos com grande concentração de publico e até mesmo a equipes esportivas, faremos agora um estudo de caso como exemplo da possibilidade de um ataque terrorista (maior poder de dstruição), a partir de uma tabela de analise de ameaças, vulnerabilidades e riscos em uma Copa do Mundo genérica com o modelo FIFA. A planilha é básica sem particularidades de local, publico e fatores

58

políticos e econômicos de um país sede específico. A tabela proposta foca na analise da

prioridade, hipótese, danos, pontos fortes, pontos fracos, correção, implantação da correção e

avaliação das correções, direcionadas a um evento de grande porte.

Tabela 6 – Exemplo de analise de ameaças em grandes e mega eventos (ex Shows e

Carnaval).

Ameaça

Terrorismo/Crime Organizado

Furto/Arrastões

Desinteligência entre torcedores.

Manifestações / Greves

Incêndio

Raios

Tempestade / Vendaval / Furacões, Tornados, outros

Hipótese

Ocorrência de um atentado terrorista contra equipe ou evento vinculado a grandes eventos.

Ocorrência de furtos em eventos ou turistas (locais ou estrangeiros) em função de grandes eventos.

Ocorrência de conflitos entre culturas ou desafetos políticos ou intolerância entre raças e, credo.

Ocorrência de manifestações e greves oportunistas de emboscada aproveitando o evento e seus patrocinadores

Ocorrência de um Incêndio em um evento ou Local de Reunião vinculado ao evento.

Ocorrência de raio em um equipamento/local de evento.

Ocorrência de vendaval atingindo o local do evento

Tabela 7 - Exemplo de analise de ameaça de terrorismo, vulnerabilidade e risco, no país sede, durante o Grande Evento.

Prioridade

1 (Alta Prioridade)

Ameaça

Terrorismo e/ou Crime Organizado

Hipótese

Ocorrência de um atentado terrorista contra equipe, local ou publico vinculado ao evento.

59

Danos



Ferimento nas pessoas, podendo até causar morte



Pânico



Destruição de patrimônio



Desmoralização do evento (ex Carnaval)



Destruição da credibilidade do Promotor do Evento



Destruição de patrimônio



Perdas do valor agregado para sediar o megaevento (Benefícios associados a realização do evento)

Pontos fortes



Pais com tradição em grandes festas populares e existência de regramento para a realização de grandes eventos.



O país tem experiência recente na realização de mega eventos esportivos internacionais (copa e olimpíada).



Investimentos associados e grandes patrocinadores com grande experiencia na realização e gerenciamento de grandes eventos.



Vasta mão de obra especializada na gestão e produção de grandes eventos inclusive dos e órgãos públicos.



Boas agencias de propaganda e Marketing que produzem boa percepção associada a qualidade aparente do evento (envelopamento dos eventos)

Pontos fracos



Exploração de um grande evento pode dar publicidade a um grupo de facções criminosas que costumam usar técnicas de intimidação similares as de causa terrorista.



Turismo eclético (linguagem, cultura e econômico).



Baixa percepção do risco por parte de autoridades governamentais.



Os grandes eventos tornam as fronteiras permeáveis facilitando movimentos migratórios indesejáveis



Comercio internacional de passaportes falsificados



Circulação e facilidade de distribuição de dinheiro falso em grandes eventos que financiam o crime



Facilidade para a obtenção ilegal de armas e artefatos explosivos e inflamáveis



Vulnerabilidade global frente a Internet, tais com “Cyber” ataques, facilidade de financiamento de terrorismo através de transferência ou compras com moedas virtuais (“bitcoin”) e “Receitas” prontas com instruções e manuais para ataques terroristas ou mega ações criminosas.

60

Vulnerabilidade

Risco

Correção

(Mitigação)

Implicações de

correção

Avaliação das

correções



Eventos com alta vulnerabilidade contra ataques terroristas e criminosos devido a alta concentração de pessoas

Alto (ameaça grande e grave diante de uma vulnerabilidade também alta).



Instituir ou incrementar unidades especiais de combate ao crime/terrorismo e analisar e incrementar leis crime de terrorismo/crime organizado.



Intensificar medidas que dificultem a entrada pessoas e produtos ilegais no País



Estabelecer sistemas de gestão de comandos de operações interligadas de inteligência e monitoramento (comitês de gestão de crise) dentro dos padrões internacionais de combate ao terrorismo/crime organizado



Monitorar pessoas suspeitas de ligação com grupos terroristas/crime organizado.



Monitorar quadrilhas que comercializem armas e explosivos e inflamáveis e outros ilícitos.



Modernizar ou criar marco regulatório de Internet



Implementação de Lei geral do Carnaval de Rua com base na Lei Geral da Copa



Treinamento de profissionais de segurança específicos para o evento que devem dificultar ao máximo a realização dos crimes/atentados.



Criação de barreiras alfandegárias e de fronteira aumentando os seus custos das importações ou contrabando de materiais utilizados para artefatos de terror.



Ações pontuais no intuito de desestimular a ocorrência de atividades de subversão a ordem publica.



Investimento ou para anular ou minimizar o risco reduzir as vulnerabilidades existentes.



Internacionalização dos sistemas de inteligência



Implantação de centros de gestão de crises e operacionais integrados específicos para os grandes eventos (planos de contingenciamento).



Investimento em infra estrutura voltado a segurança



O custo total de organizar a Copa do Mundo no Brasil ultrapassou o

R$ 28 bilhões (cerca de US$ 7 bilhões), dos quais cerca de R$ 1,9

bilhão (cerca de US$475milhões, +/- 6,75% do investimento)

correspondem aos gastos em segurança que abrange todos os tipos de

riscos associados a segurança.



Daí concluímos que o custo do investimento em segurança é baixo

frente ao custo total do evento e das conseqüências no não

61

Análise do risco  investimento. O Custo de adoção das medidas preventivas implica em um

Análise do risco



investimento.

O Custo de adoção das medidas preventivas implica em um custo

adicional para o evento porém elas são investimento e legado, uma

vez permanecerão ativas mesmo após o término da Copa do Mundo

a) Assumir o risco



Neste caso, deve- se considerar que a ocorrência de um atentado durante o evento poderia implicar em:



Danos financeiros elevados decorrentes de inúmeras indenizações.



Implantação do sentimento de terror na população e nos organismos ligados a Copa do Mundo



Danos financeiros materiais



Impacto na estabilidade econômico- financeira do pais sede e quiçá política também.



Associação do País com o fenômeno do terrorismo internacional e pais de alta Criminalidade.



Justificação para uma intervenção das forças de segurança nacional nas sedes de grandes eventos.



Repercussões negativas para a imagem do país.



Questionamento sobre a realização de Eventos futuros



Desmoralização do Governo e dos órgãos públicos



Perda de valor agregado e de patrocinadores

b) Não assumir o risco



Em caso de ocorrência de atentados implica em arcar com todos os

custos de implementação das medidas corretivas para sanar os efeitos

tangíveis decorrentes do item a, além de outros efeitos intangíveis e de

longo prazo.

Como podemos observar atualmente existe um crescente no numero de atentados e crimes

praticados por facções criminosas, apesar de todos esforços dos órgãos voltados a segurança

pública eda comunidade internacional no combate ao crime organizado e ao terrorismo. A

tendência dos novos ataques terroristas é repercussão, ou seja, antigamente o alvo era alguém

famoso ou algo de grande valor financeiro ou psicológico. Hoje, os atentados,

predominantemente atingem qualquer pessoa de forma aleatória, ou seja, não existe mais a

62

personalização qualquer um pode ser atingido, pois o alvo é o local. Geralmente existe uma

cuidadosa escolha dos alvos a serem atingidos, buscando sempre o medo e a divulgação.

Não há como calcular, por exemplo, o valor da propaganda que a rede terrorista Al Qaeda e o

Bin Laden obtiveram com os atentados do 11 de setembro. Quanto custaria para esse grupo

pagar vinte e quatro horas de transmissão ao vivo em todas as redes de TV do mundo? De

acordo com o site da ABIN (Agencia Brasileira de Inteligência), a propaganda e o marketing

de emboscada esta dentre os objetivos específicos do terrorismo na atualidade.

Se não há consenso, cada ataque é um ataque e por mais estratégias de segurança adotadas, as

pessoas seguem sempre assustadas, os governos acuados, milhões são investidos em aparatos

de inteligência e segurança sem garantias de que novos ataques ocorram. Organizações como

Comando vermelho, PCC (Primeiro Comando da Capital) Estado Islâmico (com indícios de

embriões em Foz do Iguaçu), tem seus ataques praticados individualmente ou por no máximo

duas ou três pessoas militantes sem compromisso nenhum com a vida própria ou de terceiros.

sem compromisso nenhum com a vida própria ou de terceiros. Figura 39 – Metodologia ARENA da

Figura 39 – Metodologia ARENA da ABIN. Fonte:

63

7.3.

SCI (SISTEMA DE COMANDO DE INCIDENTES)

7.3.1.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

No Estado de São Paulo, existe um SCI integrado com os diversos orgãos publicos

implementado desde 1995, trata-se do SiCOE (Sistema de Coordenação de Operações de Emergência). Desde então, o sistema tem sido utilizado para subsidiar ações de planejamento

de

operações programadas e ações de gerenciamento de emergências, tais como:.



as emergências atendidas propiciaram a realização de autoavaliações sobre a eficiência dos atendimentos e sobre as vantagens da implantação do SiCOE,

 contribuindo no processo de melhoria contínua do gerenciamento de emergências, resultando em adequações no suporte material, na devida preparação e treinamento do efetivo e na inclusão de outras agências nos programas de treinamentos e simulados.

O

Sistema

de

Comando

de Incidentes (SCI) é uma ferramenta largamente utilizada para

organização das atividades de resposta de diversas instituições e, inclusive, nas ocorrências onde há mais de uma instituição envolvida.

Apesar de ter sido criada para solucionar ocorrências de grande vulto, pode ser utilizada para o gerenciamento de ocorrências cotidianas, independente de sua complexidade.

O

SCI deve ser implantado desde a chegada da primeira equipe de emergência no local. Com

o

aumento da complexidade do evento a estrutura pode ser adaptada (expandida ou contraída)

a

fim de possibilitar a melhor resposta, ou seja, Considerando as particularidades dos órgãos

envolvidos

deslanche rápido, coordenado e efetivo dos recursos, minimizando a alteração das políticas e

dos procedimentos operacionais próprios das instituições envolvidas.

em

um

incidente,

o SCI deve adotar princípios que permitem assegurar um

No Estado de São Paulo, com a promulgação da Lei Complementar nº 1.257/2015, que institui o Código Estadual de Proteção contra Incêndios e Emergências, o CBPMESP – Corpo

de

Bombeiros da Policia Militar do Estado de São Paulo recebeu, oficialmente, a incumbência

de

estabelecer, difundir e fomentar o emprego da doutrina e dos princípios do SiCOE. No

mesmo ano, foi organizado um Estágio de Atualização Profissional para todo o efetivo da

64

corporação, reforçando o conteúdo difundido nos cursos de formação e especialização com a organização de simulados. Os simulados, realizados anualmente, seguem premissas como a utilização de formulários padronizados e estabelecimento de toda estrutura do SiCOE, reunindo várias agências de resposta como Planos de Auxílio Mútuo, Redes Integradas de Emergências, brigadas de incêndio e demais profissionais de segurança das empresas envolvidas, de modo que todos os participantes recebem instrução básica sobre o Sistema de Comando de Incidentes (SCI).

Segundo o artigo da Revista Emergência nº 103 do CBPMESP “Especial/Sistema de Comando de Incidentes”, em entrevista concedida pelo orientador desta disciplina Ms Marco Aurélio Nunes da Rocha, mestre em Prevenção de Riscos, pós-graduado em Gestão de Emergências e Desastres e em Segurança Contra Incêndio e Pânico e o Engº Rubens César Perez, Engenheiro Químico, especialista em Incêndios Industriais, mestre em Processos Tecnológicos e Ambientais e com amparo na Norma Operacional n. 14/2014 - Sistema de Comando de Incidentes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, o SCI, como dito anteriormente, foi desenvolvido para atender qualquer tipo de emergência. A estrutura do sistema desenvolve-se de cima para baixo, com a delegação de funções e responsabilidades baseada na complexidade do evento.

No comando do SCI , são analisamos os conceitos básicos e as atividades relacionadas com o planejamento, administração ou finanças, logística e operações e enquanto não são delegadas, são de responsabilidade integral do comando daquela ocorrência. Desta forma, mesmo em uma emergência simples o sistema é necessário para um adequado ordenamento e sistematização das ações. Dentre os parâmetros organizacionais do SCI, as emergências/ocorrências podem ser classificadas em cinco tipos, ou níveis de complexidade, tais como:



Tipo 1 (altamente complexa), de interesse nacional;



Tipo 2 (muito complexa), de interesse regional/nacional;



Tipo 3 (não rotineira), de interesse local;



Tipo 4 (rotina) e



Tipo 5 (inicial).

65

65 Tabela 8 - Níveis hierárquicos de um SCI Cada um destes níveis possui uma detalhada

Tabela 8 - Níveis hierárquicos de um SCI

Cada um destes níveis possui uma detalhada caracterização que auxilia na operacionalização

de um sistema de gestão e preparação.

Os principais pontos a serem analisados no Sistema de Comando de Incidentes – SCI, são:

Utilizar recursos de gerenciamento comum, incluindo terminologia comum e estrutura organizacional modular.

 Enfatizar o planejamento ativo através do uso de gerenciamento por objetivos e plano de ação de incidentes.  Apoiar os socorristas através do gerenciamento efetivo de informações.

 Utilizar os princípios de cadeia de comando, unidade de comando e transferência de comando.  Assegurar a utilização plena dos recursos mantendo um alcance de controle gerenciável, estabelecendo instalações pré-designadas, implementando práticas de gerenciamento de recursos e comunicações integradas.



O SCI já foi colocado

problemas mais comuns no gerenciamento de incidentes são:

à prova inúmeras vezes e mostrou sua eficiência. Sem o uso do SCI, os



Legislação edilícia de Sistemas de Combate a incêndio ineficientes.



Falta de responsabilização (accountability).



Comunicação deficiente.



Planejamento não sistemático.



Integração deficiente entre os socorristas.

66

Vale destacar que o SCI não é uma estrutura física pronta e sim um sistema que, diante de

uma emergência, é utilizado para definir estratégias e funções que serão realizadas no

gerenciamento. Geralmente é montado um posto de comando, coberto ou ao ar livre, do qual

partem todas as ações coordenadas por um comandante, junto com os representantes de cada

órgão e instituição presente na operação. A estrutura de recursos materiais e humanos

dependerá do tipo de ocorrência, bem como dos recursos disponíveis.

do tipo de ocorrência, bem como dos recursos disponíveis. Figura 40 - SCI – Fonte Revista

Figura 40 - SCI – Fonte Revista Emergência nº 103 do CBPMESP

7.3.2) ESTRUTURA DO SCI

Emergência nº 103 do CBPMESP 7.3.2) ESTRUTURA DO SCI Figura 41 – Modelo de estrutura da

Figura 41 – Modelo de estrutura da Seção de Operações – Fonte: Apostila do Curso EAD Unyleya – Caderno de SCI – Sistema de Comando de Incidentes – Autor Rodrigo Caselli Belém

67

7.3.2.

1)

Comando (Chefia das Operações)



Assumir o comando do SCI;



Zelar pela segurança das pessoas e da segurança pública;



Desenvolver e executar o Plano de Ação do Incidente (PAI);



Administrar os recursos disponíveis;



Manter a coordenação geral das atividades.

7.3.2.2)

Segurança



Identificar situações perigosas associadas com o incidente;



Identificar situações potencialmente inseguras durante as operações;



Investigar os acidentes;



Fazer uso de sua autoridade para deter ou prevenir ações perigosas;



Revisar e/ou aprovar o plano médico.

7.3.2.3)

Informação Pública



Ser “porta voz oficial” centralizando as informações e dando credibilidade as mesmas;



Emitir notícias aos meios de imprensa;



Participar de reuniões junto ao comando;



Responder as solicitações especiais de informação.

7.3.2.

4)

Ligação



Responsável por obter relatos breves junto ao comando;

 Observar as operações do incidente com o objetivo de identificar problemas atuais ou potencias problemas futuros.

7.3.2.5)

Planejamento



Designar o pessoal de intervenção para as posições do incidente, de forma apropriada;



Supervisionar a preparação do Plano de Ação do Incidente;



Proporcionar previsões periódicas acerca do potencial do incidente;



Distribuir ao comando informações resumidas acerca do estado do incidente.

68

 Desenvolver a parte operacional do Plano de Ação do Incidente (PAI) em conjunto com a seção de planejamento;

 Supervisionar as operações;  Determinar as necessidades e solicitar recursos adicionais.

7.3.2.7)

Logística

 Designar lugares de trabalho e tarefas preliminares ao pessoal;

 Identificar os serviços e as necessidades de apoio para as operações planejadas e esperadas;

 Fazer uma estimativa das necessidades futuras de serviços e apoio.

7.3.2.8)

Administração e Finanças

 Desenvolver um plano operacional para o funcionamento das finanças no incidente

 Participar das reuniões de planejamento para obter informação;

 Manter contato com as instituições no que diz respeito a assuntos financeiros e disponibilização de recursos;

7.3.3) COMBATE AO INCENDIO

Diversas técnicas são utilizadas para combater um incêndio, dentre as fases que um combate a incêndio requer, na qual compreende o reconhecimento do local, o combate ao incêndio e/ou salvamento, o rescaldo e a inspeção final.

As ações de combate a incêndio propriamente ditas devem surgir após as atividades de reconhecimento, quando o comandante de socorro já tomou conhecimento da área conflagrada, das condições do local, dos detalhes do sinistro e das circunstâncias que o envolve, das facilidades de propagação, da localização do foco, das espécies de materiais em combustão, dos perigos existentes e dos locais de penetração.

No nosso caso em questão, informar à equipe que o local é uma boate, com aproximadamente 1000 pessoas, sendo que o local possui quatro pistas de dança e 02 pavimentos. Caso já seja possível, informar a localização das saídas de emergência, dos extintores e hidrantes e se no local há materiais inflamáveis.

69

Como dissemos os incêndios podem ter varias causas e neste caso preliminarmente a origem tem que ser investigada, pois o incendio pode ter causas elétricas, combustíveis, por fogos de artifícios ou efeitos especiais.

Trata- se uma ocorrência na qual há formação de fogo e este fica descontrolado. Para a criação do fogo, é necessária a presença do chamado “Triangulo do fogo”, formado pelo combustível (qualquer material que pegue fogo), comburente (elemento que, associado ao combustível, pode fazê- lo entrar em combustão – como o oxigênio), o calor (necessário para iniciar a combustão) .

Retirando qualquer um dos três primeiros componentes, não há fogo e o incêndio é apagado. Os extintores seguem essa ideia, podendo atuar nas três pontas do triângulo, mas não na reação em cadeia.

Outro ponto importante a frisar é o tipo do extintor que deve ser utilizado para cada classe de incêndio. Cada tipo de extintor age de uma forma, o que o torna mais ou menos eficaz para cada tipo de combustível.  Classe A - Extintores de H2O (água)são utilizados somente: materiais sólidos como madeira, papel, tecidos e seus derivados;

Extintores PQS (Pó químico) são utilizados: líquidos inflamáveis como



Classe

B

-

gasolina, álcool, tinta, óleo diesel, etc;

 Classe C - Extintores de CO2 (Gás Carbônico)são utilizados: redes elétricas e fiações, como em motores elétricos, geradores, equipamentos elétricos e eletrônicos, etc.  Extintores denominados “ABC” atuam em todos os casos

É importante atentar para o fato de termos no evento além dos equipamentos de extintores de incêndio, os hidrantes do Local de Reunião ou publico, temos uma equipe de Bombeiros Civis alem da Brigada e dos Seguranças, devidamente distribuídos em todas as áreas para o atendimento imediato de qualquer princípio de incêndio (Ver no capitulo III o Plano de Emergência e o Plano de Abandono).

70

Entendemos que esta o Local de Reunião ou publico tem Alvará de Autorização para Evento Publico e temporário, Alvará de Funcionamento de Local de Reunião ou AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), portanto todas as áreas do evento, estão devidamente sinalizadas e todas as saídas de emergência encontram-se iluminadas , desobstruídas e abertas.

As buscas e salvamento de pessoas são considerados como ações de maior prioridade, levando o comandante de socorro a iniciar os trabalhos de controle do fogo o mais rápido possível, a fim de permitir ou garantir as ações de busca e resgate, ou ainda, para garantir que o incêndio se mantenha distante de suas possíveis vítimas.

Para a extinção do fogo, poderão ser utilizadas as técnicas de isolamento, que consiste facilitar a organização do combate a incêndio iniciando-se pela delimitação da área sinistrada, visando ao melhor aproveitamento do espaço pelas guarnições de bombeiros e impedindo que pessoas estranhas ao socorro atrapalhem o serviço e por fim o confinamento, onde consiste em impedir a progressão (ou propagação) horizontal ou vertical do incêndio, garantindo o seu confinamento na área de origem e impossibilitando que os ambientes ainda não atingidos pelo incêndio (calor, chama ou fumaça) sofram os seus efeitos.

7.3.4) GERENCIAMENTO E CONTROLE DO PÂNICO

Em primeiro lugar é necessário que TODAS as pessoas presentes no SCI estejam mantendo o controle de suas próprias emoções, desenvolvendo também sua capacidade de liderança, para então auxiliar no controle do pânico das pessoas presentes na cena do incêndio. Deve- se ter em mente que, no nosso caso específico, o perfil do nosso público no local é de serem pessoas jovens, muitas delas alcoolizadas ou drogadas de presença esporádica e sem habitualidade no local.

Logo, terá de analisar esse aspecto no que se refere às características do público encontrado, para só então efetivar uma escolha rápida e bem direcionada da maneira de lidar com ele. Para convencer as vítimas envolvidas em um sinistro, o autor do resgate deverá ser persuasivo, ao conversar com elas.

71

7.3.5) DEFINIÇÃO DE ZONAS DE TRABALHO E SEGURANÇA DO LOCAL

Para a elaboração das zonas de trabalho, alguns pontos devem ser vistos como:

 Realizar o reconhecimento do local, observando a situação e os óbices para viabilizar a ação do socorro, verificando continuamente as condições de segurança no local, providenciando medidas que evitem agravamento do quadro e assegurando tranqüilidade para a atuação das guarnições;

Estabelecer as viaturas no local adequado (mais próximo e seguro possível), conforme a estratégia previamente definida ou o plano tático a ser usado;

 Localizar e organizar os pontos de abastecimento das viaturas (hidrantes urbanos e de passeio, mananciais disponíveis, etc);  Adotar todos os procedimentos administrativos relacionados ao evento, tais como:

solicitar perícia de incêndio, Instituto Médico Legal, Criminalística, Polícia Militar, Defesa Civil e outros órgãos, caso haja necessidade;  Os responsáveis pelo salvamento devem verificar se há possibilidade de adentrar ao ambiente, pois se deve atentar pela sua própria vida também;

 Verificar se o local esta devidamente desenergizado;  Os locais de atendimento as vítimas e a central de comando devem ser montadas, no que tange a segurança, em local com boa visibilidade, facilidade de acesso e circulação, fora da zona quente ou área de risco (afastado da cena, do ruído e da confusão).



7.3.6) REALIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE SALVAMENTO, EVACUAÇÃO E RETIRADA DAS PESSOAS DO LOCALDO EVENTO.

O salvamento, principalmente o de pessoas, consiste na promoção da fuga do local sinistrado,

colocando-as em local seguro e isento de riscos.

O principal meio de fuga são as escadas enclausuradas, nas quais, só existem em edifícios

mais altos e/ou novos. Portanto, deve-se verificar se o local possui esse tipo de escada, localizá- la na edificação e conduzir as vítimas até a porta do pavimento sinistrado, daí terão acesso à rua, através da escada enclausurada. Na sua falta, utiliza-se a escada comum.

72

Dependendo da necessidade, poderão ser usadas outras técnicas de salvamento, como cabos aéreos, escadas ou plataformas mecânicas, entre outros.

Deve- se verificar em todos os locais se não há pessoas desmaiadas ou escondendo- se do fogo ou em pânico, bem como pessoas com mobilidade reduzida.

Como a segurança humana é uma das principais finalidades do escape nos incêndios, a evacuação deve estar baseada nos princípios da objetividade, precisão, disciplina e segurança. As vítimas devem ser conduzidas para as escadas de incêndio, deixando um bombeiro ou mais encarregados de dar as seguintes orientações necessárias:

 As vítimas não devem ir para os andares superiores;

 Devem manter uma distância segura entre uma vítima e outra;

 As vítimas descem apenas de um lado da escada, destinando o outro para o trânsito das equipes de bombeiros;  Evitam-se correrias e aglomerações desnecessárias; e

 Concentram- se as vítimas em um mesmo local a fim de se efetuar uma chamada rápida e para que se verifique se há falta de alguma pessoa.

e para que se verifique se há falta de alguma pessoa. Figura 42 – telefones úteis

Figura 42 – telefones úteis – Fonte http://www.ssp.sp.gov.br/servicos/190.aspx

73

8.

- CAPITULO II

8.1

- PROJETO TECNICO DO EVENTO

8.1.1 MEMORIAL DESCRITIVO DO EVENTO

O Memorial Descritivo do evento deverá conter as seguintes informações básicas sobre o evento. Os tópicos a seguir devem ser informados em documento a ser anexado ao processo no momento da autuação.

a ser anexado ao processo no momento da autuação. Figura 43 – Identificação Básica conforme Anexo

Figura 43 – Identificação Básica conforme Anexo 2

8.1.1.1 . Denominação / Título do evento

Informar o título OFICIAL do evento, conforme será divulgado para a imprensa e para a divulgação oficial do mesmo para não haver diferença entre os planos analisados e estabelecidos com o nome de divulgação. Imaginem a confusão que poderá causar nos órgãos de fiscalização, de segurança publica, imprensa e até mesmo no treinamento do pessoal que ira trabalhar no evento.

8.1.1.2 Identificação do Objetivo

Deve-se descrever o tipo e / ou natureza do evento (Ex: Religioso, esportivo, artístico, etc bem como se o mesmo é para fins lucrativos ou não e se haverá ou não cobrança de ingressos.

),

74

É fundamental informar o tipo do evento, justamente para analisar o perfil do público, local onde será realizada e também a classificação da mesma.

8.1.1.3 Datas da realização e horários

Informar a(s) data(s) de realização e/ou período do evento, bem como os horários de realização do mesmo.

NOTA: Para a presente informação, são considerados evento apenas os períodos em que haverá presença de público no local do evento ou nas seções com presença de publico como cultos religiosos ou seções de projeção ou espetáculos circenses por exemplo, ou seja, período de montagem, desmontagem e outros períodos onde não há presença de público não são contabilizados como evento propriamente dito, porém são fundamentais para a implantação e planos de emergência para os trabalhadores, equipes permanentes ou mitigação de entorno.

8.1.1.4 - Identificação do imóvel e logradouro

Deverá ser informado o local de realização do evento, com endereço completo do mesmo, bem como detalhar as estruturas permanentes do local que serão utilizados para a realização do mesmo. E sempre desejável estabelecer um croquis com a localização ou mapa de acesso.

um croquis com a localização ou mapa de acesso. Figura 44 – Exemplo de localização feita

Figura 44 – Exemplo de localização feita pelo Google Maps.

75

8.1.1.5 - Identificação do interessado

Descrever informações pertinentes ao organizador / promotor do evento como:



Razão social;



CPF / CNPJ;



Endereço;



Telefone e/ou fax;



E-mail;



Representante(s) da promotora perante o evento;



RG/CPF do representante;



Telefone e/ou fax do representante;



E-mail do representante;

8.1.1.6

- Identificação do coordenador do evento ou responsável técnico do evento

Informar do coordenador ou do profissional responsável técnico pelo evento, por seus próprios Atestados, bem como pelo “Gerenciamento Técnico” dos demais profissionais técnicos envolvidos. O profissional designado deve estar “ativo” em suas respectivas entidades, sendo:

 Engenheiro Civil, perante o CREA;  Arquiteto, perante o CAU;  Profissional com Especialização em Segurança do Trabalho, perante o seu órgão de classe (CREA e/ou CAU).

8.1.1.7 - Identificação da Área total do event e sua Área útil

Informar a área total a ser utilizada para a realização do evento e sua área útil (onde são debitadas da área total as áreas de estruturas provisórias e permanentes), consideradas para cálculo de lotação (ver 8.). Caso exista, deverá ser informada também a lotação por cada área setorial a ser efetivamente utilizada pelo público (sentado e “em pé”, cadeiras, arquibancadas, área de dispersão, etc );

76

8.1.1.8 – Quantificação do Publico e Lotação estimados

Para análise da segurança para o evento, é considerada é a LOTAÇÃO MÁXIMA DO LOCAL DO EVENTO ou seja o número de pessoas que o local comporta fisicamente o espaço a ser utilizado, Esta informação é necessária para verificar o adensamento e os recursos de saída de emergência e suas rotas dede acesso. Este numero faz parte do calculo da velocidade de evacuação da área . É uma informação importante que deve ser fornecida pela promotora.

O público estimado, ou seja, a expectativa de pessoas que irão freqüentar o local, durante o período total do evento, também poderá ser informada, porém este número esta ligado a apenas logística de abastecimento, mão de obra e borderô e não a capacidade física (exemplo:

um circo para 400 lugares com lotação máxima durante 12 seções terá um publico de 4800 pessoas, porem as condições do projeto de segurança ficam inalterados).

8.1.1.9 - Infraestrutura e Estruturas provisórias

Devem ser informadas as estruturas provisórias que será montadas e utilizadas para a realização do evento, como:

 Palco(s) ou pódio para premiação;  Arquibancada(s);  Praticáveis;  Áreas de convivência;  Camarotes e/ou áreas “VIP”;  Tendas e/ou Barracões;



 Torres de iluminação/PA e/ou Torres de “Delay”;  Áreas suspensas;  Demais estruturas existentes no local (provisórias e/ou permanentes).

Gradis e/ou barricadas;

77

77 Figura 45 – Torre de Delay falow-spot-e-delay em internet 01/02/2018 - Fonte

Figura 45 – Torre de Delay

falow-spot-e-delay em internet 01/02/2018

- Fonte http://www.eurotendas.pt/index.php/features-3/torres-pa-

http://www.eurotendas.pt/index.php/features-3/torres-pa- Figura 46- Palco Orbital e Torre de PA – Fonte

Figura 46-

Palco Orbital e Torre de PA – Fonte http://www.eurotendas.pt/index.php/features-

78

78 Figura 47- Torre iluminação ou de PA – Fonte http://www.eurotendas.pt/index.php/features-

Figura 47- Torre iluminação ou de PA – Fonte http://www.eurotendas.pt/index.php/features- 3/torres-pa-falow-spot-e-delay em internet 01/02/2018

8.1.1.10 - Sistema de segurança contra incêndio e pânico

Descrever o Sistema de Segurança contra Incêndio e Pânico que será projetado para o evento,

como:

 Presença de Brigada de Combate a Incêndio;

 Equipamentos de Segurança contra Incêndio (extintores);

 Sistema de orientação de público, em caso de evacuação do local;

 Demais itens pertinentes do assunto para o evento em questão.

8.1.1.11 - Identificação Segurança patrimonial

Descrever se, para a realização do evento, será contratado empresa que prestará os Serviços

de Segurança Patrimonial no local da realização do evento.

NOTA: A empresa contratada deverá constar registros e Alvarás de Funcionamento

atualizados perante a Polícia Federal e/ou Polícia Civil.

8.1.1.12 - Isolamento acústico e/ou emissão de ruídos

Descrever se haverá montagem de estruturas para isolamento acústico no local do evento,

bem como dos métodos a serem realizadas para que o evento não emita ruído acima dos

níveis estipulados pela LPUOS de São Paulo ou para os demais locais NBR 10151/2001.

79

8.1.2 PEÇAS GRÁFICAS DO PROJETO DE SEGURANÇA

Deverá ser apresentada Cópia(s) das Peças Gráficas Descritivas necessárias à perfeita compreensão do evento, contendo os itens a seguir:

 Área total do Evento (Área de Concentração);  Todos os Equipamentos de Combate e Prevenção à Incêndio;

 Localização dos gradis, painéis, mobiliários, palcos, barracas, stands, etc.;

 Indicar em planta todas as saídas de emergência com as devidas larguras;

Estacionamento de Veículos, com a indicação das vagas reservadas para cadeirantes e pessoas com deficiência;

 Geradores de Energia Elétrica, com o devido isolamento físico;

 Local de posicionamento de Ambulâncias e posto médico;  Local de Acesso de Viatura do Corpo de Bombeiros na ocupação temporária da Edificação;

 Demais itens pertinentes conforme o tipo de evento.

 Quadro de legendas (Carimbo de peça gráfica);



o tipo de evento.  Quadro de legendas (Carimbo de peça gráfica);  Figura 48: Exemplo

Figura 48: Exemplo de quadro de Legenda

80

Deverá ainda, constar na peça gráfica do projeto, as notas padrão relacionadas a seguir:

I.Este projeto atende a Lei 10.205/1986, Lei 16.642/2017, Lei 16.402/2016, Decreto 57.776/2016, Decreto Estadual 56.819/2011 e Decreto 49.969/2008. II.Este projeto atende a Lei 11.345/1993, de acessibilidade, ou seja, a Norma NBR

9050/ABNT

III.Sistema de iluminação de emergência de aclaramento e balizamento esta de acordo com a NBR 10.898/ABNT, com acionamento automático e fonte independente da rede geral. O sistema de alarme de advertência geral atende NBR 17.240/ABNT. IV.As rotas de fuga, saídas e acesso aos equipamentos de combate a incêndio serão mantidos desobstruídos, conforme Norma NBR 9077/ABNT V. As saídas destinadas ao escoamento abrirão no sentido da saída, de acordo com a Norma NBR 9077/ABNT. VI.O sistema de combate a incêndio e seus equipamentos estão conforme Decreto Estadual 56.819/2011 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Provisórias). VII. As montagens atendem o novo COE, que dispões sobre o material empregado na decoração dos ambientes e aquele armazenado em função da própria utilização da edificação que não deverão obstruir os espaços de circulação nem reduzir o fluxo de pessoas. VIII. As montagens são permanentes, porém removíveis (containeres metálicos e estruturas metálicas desmontáveis) que serão substituídos por edificação permanente após aprovação de projeto de aprovação e execução na PMSP. IX.A lotação máxima será monitorada de contador manual e disponibilizada conforme legislação municipal em vigor. X.Resíduos serão coletados por empresa contratada. XI.As instalações metálicas atenderão individualmente:

 A sinalização das saídas, rotas de fuga, quadros de luz e força e equipamentos de combate a incêndio, serão executados de acordo com a norma NBR 13434- 1/ABNT e IT-20/2011, em atendimento ao Decreto Municipal 49.969/2008.  As instalações elétricas serão executadas / instaladas de acordo com as Normas NBR 5410/ABNT e NBR 14039/ABNT.  Os sistemas de aterramento das estruturas e das instalações elétricas serão executados / instaladas de acordo com as normas elétricas NBR 5410/ABNT.

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 O sistema de proteção contra descargas atmosféricas, abrangendo toda edificação será executado e instalado de acordo com a norma NBR 5419/ABNT.  Os guarda-corpos, corrimãos e degraus atendem a NBR 9050/ABNT.

guarda-corpos, corrimãos e degraus atendem a NBR 9050/ABNT. Figura 48 - Modelo de Projeto gentilmente cedido

Figura 48 - Modelo de Projeto gentilmente cedido pela Arquita Vera Lucia Nogueira.

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8.1.3 CÁLCULOS PARA DIMENSIONAMENTO

Para o projeto de segurança para o evento, bem como visando o conforto do público presente, alguns cálculos de dimensionamento deverão ser realizados por parte do produtor do evento e/ou responsável técnico pelo mesmo.

8.1.3.1 Capacidade de Lotação e Escoamento conforme IT-12/2011