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"A reforma trabalhista: uma solução ou um problema?".

Desde o trabalho comunal primitivo- adotado pela comunidade pré-histórica e tribos


indígenas antigas, a sociedade foi se configurando aos diferentes métodos laborais conforme
a sua realidade e , ao mesmo tempo, buscando reformas trabalhistas de modo a aprimorá-las
para seu bem-estar e amenizar os aspectos exploratórios e arcaicos. Nesse contexto, pode-se
afirmar que se faz necessário o surgimento de reformas no campo trabalhístico, sob condição
de atender as necessidades de ambos os lados- patrão e empregado-, de forma que uma não
se sobressaia a outra.

Em primeira instância, cabe ressaltar que a atual reforma trará alterações positivas no
que tange as relações de negociações entre empresário e funcionário, isto é, uma maior
integralização e diálogo entre ambos. Comprova-se isso por meio da facilidade que o
empregador e o empregado terão para estabelecer acordos e se ajustar as suas necessidades,
tendo como base uma legislação trabalhista mais flexível, a qual permitirá que essas mudanças
possam ser feitas. Dessa forma, vê-se que tal projeto intensifica a configuração dos interesses
do empresário e funcionário, corroborando na construção de uma relação de trabalho mais
adaptável conforme as necessidades.

Destarte, urge a necessidade de meios para atenuar as problemáticas que residem


na tal reforma. É imprescindível que o ministério do trabalho fiscalize os acordos que ocorrem
entre empresários e trabalhadores , por meio de diálogos entre esses dois agentes para que se
evite medidas radicais adotadas tanto pelo funcionário, quanto pelo patrão. Além disso, é
essencial que tais reformas sejam discutidas entre os legisladores e sociedade para um
esclarecimento entre a população , por meio da mídia – programas jornalísticos, revistas e
jornais-, como também nas escolas para que os jovens, desde a tenra idade, se tornem futuros
cidadãos cientes de seus direitos. Feito isso, poder-se-á refletir o que a célebre frase do
Immanuel Kant propõe: “ O ser humano é aquilo que a educação faz dele”.