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Métodos Práticos de

previsão da carga
admissível
FUNDAÇÕES
SLIDES 08

Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt


prof.douglas.pucgo@gmail.com
Métodos Práticos

 São realizados ensaios tipo prova de carga, em


que a fundação ou semelhantes são submetidos a
carregamentos progressivos até a iminência de
“ruptura”
 Os ensaios são executados dentro da própria área
de fundação
 Prova de carga sobre placa
 Prova de carga estática em estacas
 Ensaio de carregamento dinâmico
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Prova de carga sobre placa

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Prova de carga sobre placa

 Método executivo ABNT NBR 6489


 Instalação e aparelhagem
 Cota de aplicação da carga igual a da fundação
 A placa deve ser rígida ter A ≥ 0,5 m² (Ø = 80cm)
 A placa dever ser apoiada no fundo da cava preservando a condição
natural do solo
 Relação largura profundidade do poço idêntica
 Transmissão vertical de carga em área aplainada
 4 Extensômetros opostos com precisão de 0,01mm
 Distância das ancoragens ≥ 1,5 Ø
 Evitar trepidações no terreno
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Prova de carga sobre placa

 Método executivo ABNT NBR 6489


 Execução da prova de carga
 Prova de carga em estágio de 20% da provável carga admissível do solo
 Cada estágio de carga recalques em Δt/t = 1 (1,2,4,8,15 min...)
 Cada estágio é terminado após estabilização dos recalques (Δr = 5% do
recalque total no estágio, entre leituras sucessivas)
 O Ensaio é levado até 2 σadm provável ou recalque total de 25 mm
 Carga máxima caso não haja ruptura, deverá ser mantida por 12 horas
 Descarga em estágios sucessivos de 25% da carga total, lendo-se os
recalques finais

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Prova de carga sobre placa

 Método executivo ABNT NBR 6489 (1984)


 Resultados – curva tensão-recalque

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Prova de carga sobre placa

 Tensão admissível do solo

Argilas Areias
 r

 2 r
 adm    adm 
  max 2

 1,5

 r  tensão na ruptura  r  tensão na ruptura


  max  tensão no recalque máximo (trecho retilíneo final)

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Prova de carga sobre placa

 Previsão de recalques

Argilas Areias
 BS BP  0,30 
2
BS
s  P s  P  
BP  P S
B  B  0,30  

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Prova de carga estática em estacas

 ABNT NBR 6122 (2010)

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Prova de carga estática em estacas

 Método executivo ABNT NBR 12131


 Identificação da curva carga-recalque
 Avaliação da carga admissível da estaca
 Aplicação de cargas conhecidas no topo da estaca
 Estágios sucessivos e iguais
 Monitoração dos recalques
 Atingir a carga de ruptura ou pré-definida e descarregar

 Sistemas de reação:
 Estacas, tirantes ou cargueiras

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Prova de carga estática em estacas

Estacas de reação

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Prova de carga estática em estacas

Tirantes

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Prova de carga estática em estacas

Cargueiras como sistema de reação


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Prova de carga estática em estacas

 Prova de carga lenta (CML)


 Carga Mantida Lenta
 Estágios de carga sucessivos e iguais 20% de Padm
 Carga máxima (NBR 6122)
 2xPadm (início da obra)
 1,6xPadm (verificação de desempenho)

 Manutenção da carga do estágio até a estabilização dos


recalques e pelo menos 30 minutos
 T = 0, 2, 4, 8, 15, 30 e 60min, 2h, 3h, 4h, etc.

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Prova de carga estática em estacas

 Prova de carga lenta (CML)


 Critério de estabilização dos recalques
 A diferença entre duas leituras consecutivas não deve ser
superior a 5% do recalque do estágio

 Última fase de carregamento


 Manter a carga por mais 12 horas após estabilização

 Descarregamento em 4 estágios
 Recalques estabilizados e duração mínima de 15 minutos

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Prova de carga estática em estacas

 Prova de carga rápida (CMR)


 Carga Mantida Rápida
 Estágios com duração padronizada sem estabilização dos
recalques
 20 estágios com 10% de Padm com duração de 10 minutos
 Melhor definição da curva carga-recalque

 Descarregamento em 4 estágios

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Prova de carga estática em estacas

 Prova de carga rápida


(CMR)
 Não estabilização dos
recalques acarreta menores
recalques
 A capacidade de carga no
CMR é cerca de 10% maior
que no CML

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Prova de carga estática em estacas

 Ensaio Misto
 Primeira metade com carregamentos lentos
 5 estágios com incrementos de 20% de Padm

 Segunda metade
 10 estágios com incrementos de 10% de Padm

 Vantagens
 Recalque estabilizado para Padm
 Estágio rápido na fase que seria mais demorada

 Alonso (1997) propõe a primeira parte para até 1,2xPadm

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Prova de carga estática em estacas

 Ensaio Misto

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Modos de “Ruptura” Geotécnica

 “Nos modos de ruptura geotécnica em provas de carga, a


palavra ruptura tem um significado semântico especial, sem
qualquer relação com destruição, quebra, ruína ou inutilização.
Reensaios na mesma estaca comprovam que a capacidade
de carga é no mínimo igual ao valor anterior, podendo até
aumentar, mesmo que antes tenha havido ruptura ou sido
atingido um recalque elevado. Assim, a ocorrência de ruptura
geotécnica na prova de carga não condena uma estaca e, por
isso, a prova de carga pode ser conduzida sobre estacas da
obra, além da opção de ensaios em estacas adicionais à parte
do estaqueamento” (Cintra et al, 2013).

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Modos de Ruptura

 Ruptura Nítida
 Ocorre a verticalização da curva P x ρ antes do último estágio
 Os recalques são incessantes
 Atinge-se a resistência máxima do
sistema estaca-solo
 O valor de R representa a capacidade
de carga da estaca e não requer inter-
pretação para ser determinado

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Modos de Ruptura

 Ruptura Física
 Curva do tipo aberta
 Os pontos na fase de
carregamento constituem parte
de um gráfico assintótico a
uma reta vertical
 A capacidade de carga R é
definida pela assíntota vertical

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Modos de Ruptura

P  R 1  e  
 Ruptura Física     ln 1  P R 
 Critério de Van der Veen (1953)
 α é o coeficiente que define a forma da curva (mm-1)
 ρ é o recalque (mm)
 α e R são constantes determinadas por tentativas, adotando-se
valores para R e desenhando-se os respectivos gráficos de
–ln (1-P/R) contra ρ
 O gráfico que mais se aproximar de uma reta indicará o valor
procurado de R

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Modos de Ruptura

 Ruptura Física
 Critério de Van der
Veen (1953)

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Modos de Ruptura

 Curva sem ruptura nítida ou


física
 Ruptura convencional
 Ponto convencionado que
representa a capacidade de
carga

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Modos de Ruptura

 Curva sem ruptura nítida ou


física

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Ensaio de carregamento dinâmico

 “Prova de carga dinâmica”


 Aplicação de golpe de martelo no topo de estacas com
medição de aceleração e de deformação específica
 À medida que a onda viaja pela estaca ela perde intensidade,
pois a energia do golpe é utilizada para mobilizar a resistência
por atrito e na ponta, fazendo a estaca penetrar no solo
 Os resultados obtidos são lidos pelo PDA (Pile Driver Analyzer)
 A partir da “Teoria da Equação de Onda” pode ser calculada a
resistência geotécnica do sistema de fundação

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Ensaio de carregamento dinâmico

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Ensaio de carregamento dinâmico
Transdutor de deformação

Acelerômetro

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Ensaio de carregamento dinâmico

Exemplo de sinal obtido depois


de aplicado um golpe de pilão

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Fórmulas dinâmicas

 Fórmula de Brix
 P = peso do martelo do bate estacas
 Q = peso da estaca quando da retirada
do sinal da nega
 P2  Q  h 
  s
 h = altura de queda do martelo
 P  Q  
2

 s = penetração final para o último golpe Rd 


FS
do martelo (nega)
 FS = Fator de Segurança
 4 ≤ FS ≤ 5

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Fórmulas dinâmicas

 Fórmula dos Holandeses


 P = peso do martelo do bate estacas
 Q = peso da estaca quando da retirada
do sinal da nega
 P2  h 
 h = altura de queda do martelo  P  Q   s 
 s = penetração final para o último golpe Rd   
FS
do martelo (nega)
 FS = Fator de Segurança
 6 ≤ FS ≤ 10

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Ensaio de Integridade – PIT

 PIT – Pile Integrity Test


 Avaliação da integridade física de
estacas cravadas e escavadas
 Limpar o topo da estaca expondo o
concreto de boa qualidade
 Instalar acelerômetro no topo da estaca
 Aplicação de golpes de martelo
(0,5 kg < P < 5 kg)
 A integridade é avaliada pela variação da
impedância ao longo do fuste, dada pela
variação do sinal de velocidade
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Ensaio de Integridade – PIT

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Ensaio de Integridade – PIT
Estaca com sinal de anomalia

Anomalia
defeito

Estaca OK
Estaca contínua

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