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GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável


Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

PARECER ÚNICO SUPRAM TM/AP PROTOCOLO Nº 335379/2009

Indexado ao(s) Processo(s)


Licenciamento Ambiental Nº 02531/2004/002/2007
Empreendimento: PETROBRAS TRANSPORTE S/A - TRANSPETRO
CPF/CNPJ: 02.709.449/0012-01 Município: Uberlândia/MG

Atividades objeto do licenciamento:


Código DN 74/04 Descrição Classe
Base de armazenamento e distribuição de lubrificantes,
F-02-04-6 combustíveis líquidos derivados de petróleo, álcool 5
combustível e outros combustíveis automotivos.

Responsável Ambiental pelo empreendimento: Registro de classe


Leonardo Mitidiero Mansor RS-83697/D

Data: 18/06/2009
Equipe Interdisciplinar: MASP Assinatura
Luciene Oliveira de Paula 1.198.226-1
Evandro de Abreu Fernandes 115.5586-9
Franklin Almeida Costa 1.197.575-2
Rodrigo Angelis Alvarez - Diretor Técnico 1.191.774-7
Larissa Machado Moreira – Analista Jurídica 1.197.687-5

Av. Nicomedes Alves dos Santos, 136– Uberlândia – MG DATA: 18/6/09


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ALTERAÇÃO DE CONDICIONANTE

A Petrobras Transporte S/A – Transpetro é um empreendimento localizado na zona


rural do município de Uberlândia cuja atividade consiste no armazenamento e distribuição
de combustíveis (diesel, gasolina, GLP – Gás Liquefeito de Petróleo e álcool). A empresa
obteve Licença de Operação Corretiva (LOC), com validade de quatro anos, em
08/08/2008, sob decisão do Conselho Estadual de Política Ambiental – COPAM, na 46ª
Reunião Ordinária realizada em Santa Vitória.
A Licença de Operação Corretiva foi concedida com 06 (seis) condicionantes. Em 13
de abril de 2009, a Transpetro encaminhou o Ofício n. 1188/2009 solicitando a alteração da
condicionante 5, a saber:

Item Descrição Prazo

5 Realizar anualmente testes de estanqueidade nos tanques e Durante a vigência da


tubulações subterrâneos licença

A empresa solicita a revisão da condicionante, pelas razões abaixo transcritas:

- Os tanques subterrâneos armazenam efluentes líquidos provenientes do sistema de


separação da drenagem oleosa e, portanto, não armazenam combustíveis. Vale ressaltar
que estes tanques são revestidos de fibra de vidro e ficam armazenados dentro de um
tanque de concreto.

Figura 1: Tanque subterrâneo

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A empresa informou que para os procedimentos de manutenções e inspeção visando


garantir a integridade dos referidos tanques, a Transpetro segue as normas internacionais,
nacionais e da própria Petrobras, listadas a seguir:

 N-2789 – Inspeção em serviço de tanques atmosféricos de uso geral;


 Portaria n.º 3214, 08/06/78 – Norma Regulamentadora n.º 20 (NR-20) - Líquidos
Combustíveis e Inflamáveis;
 PETROBRAS N-9 – Tratamento de Superfície de Aço com Jato Abrasivo e Hidrojateamento;
 PETROBRAS N-13 – Aplicação de Tinta;
 PETROBRAS N-270 – Projeto de Tanque Atmosférico;
 PETROBRAS N-271 – Montagem de Tanques de Armazenamento;
 PETROBRAS N-1018 – Identificação de Tanque e Vaso de Pressão;
 PETROBRAS N-1590 – Ensaio Não-Destrutivo – Qualificação de Pessoal;
 PETROBRAS N-1596 – Ensaio Não-Destrutivo – Líquido Penetrante;
 PETROBRAS N-1597 – Ensaio Não-Destrutivo – Visual;
 PETROBRAS N-1598 – Ensaio Não-Destrutivo – Partículas Magnéticas;
 PETROBRAS N-2318 – Inspeção em Serviço de Tanque de Armazenamento Atmosférico;
 PETROBRAS N-2667 – Inspeção por ACFM – “Alternating Curret Field Measurement”;
 ABENDE DC-001 – Qualificação e Certificação de Pessoal em Ensaios não Destrutivos;
 ABENDE NA-001 – Qualificação e Certificação de Pessoal em Ensaios Não-Destrutivos;
 API RP 12R1 – Recommended Practice for Setting, Maintenance, Inspection, Operation and
Reapair of Tanks in Production Service;
 API STD 653 – Tank Inspection, Repair, Alteration and Reconstruction;
 AWS D1.1 – Structural Welding Code-Steel;

- Com relação às tubulações subterrâneas, a empresa justifica que o sistema de tubulações


do Terminal não foi projetado para a realização de testes de estanqueidade, e por isso
existem impedimentos para a implementação desta rotina, tais como, falta de dispositivos
para conexão aos equipamentos de execução do teste, acessórios que permitam a
liberação da linha para manutenção e a própria necessidade de continuidade operacional.
Dessa forma, e de acordo com as normas apresentadas não são previstos testes de
estanqueidade nas linhas subterrâneas.

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A empresa informou que para os procedimentos de manutenção e inspeção visando


garantir a integridade das tubulações subterrâneas são realizados segundo as normas
internacionais, nacionais e da própria Petrobras, listadas a seguir:

 N- 2555 – Inspeção em Serviço de Tubulação;


 PETROBRAS N-13 – Aplicação de Tinta;
 PETROBRAS N-115 – Montagem de Tubulações Metálicas;
 PETROBRAS N-1594 – Ensaio Não-Destrutivo – Ultra-Som;
 PETROBRAS N-2371 – Inspeção em Serviço – Medição de Espessura a Quente;
 API RP 570 – Piping Inspection Code;
 API RP 574 – Inspection of Piping, Tubing, Valves and Fittings;
 ASME B31.G – Manual for Determining the Remaining Strength of Corroded Pipelines;
 ASME B.31.4 – Pipeline Transportation Systems for Liquid Hydrocarbons and others liquids.

A garantia de integridade se dá através de outros itens previstos nas normas citadas


anteriormente além de outras rotinas e sistemas de segurança, dentre os quais são listados
a seguir:

 Controle quantitativo das movimentações;


 Monitoramento on line das variáveis operacionais (vazão e pressão);
 Revestimento das linhas;
 Implantação de poços de monitoramento;
 Inspeções externas nos trechos aéreos;

Diante o exposto, a empresa solicita a revisão da condicionante, substituindo o texto hoje


existente para: “Realizar testes de estanqueidade nos tanques subterrâneos a cada
cinco anos”.

Considerando que a empresa utiliza outros métodos de detecção de possíveis vazamentos,


visando garantir a integridade dos referidos tanques e tubulações; considerando a
impossibilidade de realização do teste de estanqueidade no tipo de tubulações
subterrâneas existentes no empreendimento, somos pela Alteração da Condicionante 5,
ouvida a Unidade Regional Colegiada do Conselho Estadual de Política Ambiental do
Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

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