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Associação Brasileira de Formação e Desenvolvimento Social - ABRAFORDES

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Curso Cuidador de Idoso


Lição 01: Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741 de outubro de 2003

ESTATUTO DO IDOSO (LEI Nº 10-741 DE OUTUBRO DE 2003)

Ø O Estatuto do idoso visa garantir os direitos assegurados ás pessoas com idade igual ou superior
a 60 anos. (Art 1º)

Ø O Estatuto veda qualquer tipo de negligência, descriminação, violência, crueldade ou opressão


ao idoso

Ø Alguns direitos fundamentais do idoso:

Ø Do direito á vida (Arts 8º e 9º): O direito do envelhecimento é um direito de todo ser humano, daí
o Estatuto o considera um direito personalíssimo, essencial.

Ø Do direito à saúde (Arts 15º a 19º): Destaca-se aqui o dever do Poder Público em fornecer aos
idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como, próteses,
orteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação e reabilitação. Além disso, há previsão
de atendimento domiciliar, incluindo a internação, para o idoso que dele necessitar e esteja
impossibilitado de se locomover.

Ø Da educação, cultura, esporte e lazer (Arts 20º a 25º): A fim de inserir o idoso no processo
cultural, o Estatuto garante que a participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será
proporcionada mediante de pelo menos 50% (cinquenta por cento) nos ingressos para eventos
artísticos, culturais, esportivos e de lazer, bem como o acesso preferencial aos respectivos locais.

Ø Da assistência social (Arts 33º a 36º): É assegurado aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco)
anos e que não possuam meios para prover sua subsistência, nem tê-la provida por sua família, o
benefício físico mensal de 1 (um) salário mínimo.

Ø Da habitação (Arts 37º e 38º): O idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia
própria, nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recurso públicos.

Ø Do transporte (Arts 39º a 42º): Seguindo o que determina a Constituição Federal é assegurado a
gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi urbanos, exceto nos serviços seletivos
e especiais, aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos bastando, para tanto, que o idoso apresente
qualquer documento pessoal que identifique sua idade, sendo reservados 10% (dez por cento) dos
assentos para os mesmos. O idoso que comprovar renda mensal de até 02 (dois) salários mínimos
também tem direito do transporte coletivo interestadual gratuito, sendo assegurada a gratuidade de
duas vagas por veículos e o desconto de 50% (cinquenta por cento) no valor da passagem que
exceder á reserva de vagas.

Ø Da previdência social: Para ter acesso aos serviços previdenciários é necessário contribuir. A
Previdência Social é o órgão responsável pela execução das políticas dessa área. INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social), garante a renda ao idoso que contribui, aposentadorias por idade, por
invalidez, por tempo de contribuição. A mulher que completam 60 (sessenta) anos de idade e o
homem que chegou aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, já podem fazer o pedido de
aposentadoria ao INSS.

Ø Benefício de Prestação Continuada (BPC): É um benefício assistencial concedido ao idoso a partir


de 65 (sessenta e cinco) anos, desde que o mesmo, ou sua família, não tenha meios de prover a sua
própria subexistência. O benefício de prestação continuada de amparo ao idoso não pode ser
acumulado com nenhum outro benefício; não há direito ao 13º (décimo terceiro) salário; é
intransferível, portanto, não gera pensão aos dependentes.

Os Direitos Humanos e o respeito não envelhecem! Viver mais vem acompanhado de muitos
desafios. Ao se viver mais, espera-se que a dignidade e o respeito e condições favoráveis sejam
também incorporados á vida cotidiana das pessoas idosas. A integralidade do cuidado requer do
poder publico a organização de serviços e, sobretudo, a oferta de políticas publicas eficientes para
consolidar a pratica de proteção e respeito aos direitos humanos dos cidadãos idosos. Cuidados de
idosos e direitos humanos estão na mesma relação de prestar cuidado para pessoas idosas. Por fim
queremos ressaltar o fato de que em 2014 estamos comemorando 66 (sessenta e seis) anos da
Declaração Universal dos direitos humanos. Isto é um fato para ser celebrado por toda sociedade. As
pessoas têm direito a ter direitos. Quem precisa de cuidados deve ter garantido esse direito.

OS DIREITOS DOS IDOSOS E OS DEVERES DA SOCIEDADE

Falar-se nos direitos das pessoas idosas é cuidar-se dos direitos daqueles seres humanos a quem
tudo devemos.

São eles os responsáveis pelos ensinamentos que colhemos ao longo da vida e também pelas boas
realizações do mundo e da humanidade.

Então, o primeiro dever da sociedade é reconhecê-los como seres humanos dignos de todo o respeito
e gratidão.

Os idosos possuem todos os direitos que a generalidade das pessoas detêm e mais alguns direitos
específicos em razão da especial fase da vida em que se encontram.

Isso porque a lei aumenta os cuidados com pessoas que merecem proteção especial em razão dos
mais variados motivos e o atingimento dos sessenta anos de idade é um deles.

Por alcançar este tempo de vida, o idoso, além de prosseguir gozando de todos os direitos que já
possuía, passa a ser titular de alguns outros. Exatamente aqueles que estão relacionados no Estatuto
do Idoso.

Dentre os direitos específicos dos idosos podem-se relacionar o atendimento preferencial, imediato e
individualizado junto a órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; o direito de
ser bem cuidado e atendido por sua própria família, em detrimento à internação em asilos; o direito
de receber pensão alimentícia de seus familiares e, na ausência destes, de ter suas necessidades
básicas satisfeitas pelo Governo; o direito de receber do Poder Público, gratuitamente,
medicamentos e outros recursos relativos ao tratamento de saúde; o direito de não ser discriminado
nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade, dentre outros. Mas o
que pretendo registrar neste espaço é que a realização desses direitos depende de cada um de nós.

É respeitando a pessoa idosa na vida quotidiana, conferindo-lhe tratamento digno e valorização,


outorgando-lhe prioridade na passagem, no ingresso em locais públicos e no transporte coletivo, no
atendimento em instituições públicas e privadas, por exemplo, que se estará dando vida a esses
direitos.

É dever de todos, igualmente, a não submissão das pessoas idosas a situações de constrangimento e
a denúncia às autoridades de casos de abandono, abuso ou violência a que possam ser submetidas.

As pessoas idosas também possuem o direito de serem cuidadas e amadas, de se sentirem felizes e
valorizadas.

Ao Estado, incumbe, ainda, assegurar-lhes tudo o que for necessário à sua preservação, à
alimentação adequada, ao lazer, à educação, à previdência social, dentre outros.

Então, por constituírem deveres de justiça, de ética e de moral, além de obrigação legal e não por
indulgência ou sentimentos análogos, incumbe a cada um e a todos o respeito, o cuidado e a
asseguração dos direitos das pessoas idosas.

A materialização dos direitos dos idosos depende do cumprimento dos deveres impostos ao poder
público e à sociedade.

Levantemos, todos, pois, esta bandeira, porque é justa, legítima, ética, moral e também porque
constitui dever de todos.

Lição 02: Programa de atenção a pessoa idosa

PROGRAMAS DE ATENÇÃO A PESSOA IDOSA

São modalidades de atendimento, previstas na Lei Orgânica de Assistência Social e na Política


Nacional do Idoso:

CENTROS E GRUPOS DE CONVIVÊNCIA

Consiste no fortalecimento de atividades associativas, produtivas e promocionais, contribuindo para


autonomia, envelhecimento ativo e saudável, prevenção do isolamento social, socialização e aumento
da renda própria.

INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA

Estabelecimentos com denominações diversas (abrigo, asilo, lar, casa de repouso, clínica geriátrica),
equipados para atender pessoas com 60 anos ou mais, em regime de internato, mediante pagamento
ou não, durante um período indeterminado. Dispõem de quadro de recursos humanos para atender
às necessidades de cuidados com assistência, saúde, alimentação, higiene, repouso e lazer dos
usuários e para desenvolver outras atividades que garantam qualidade de vida. Esse tipo de
atendimento é prestado prioritariamente aos idosos sem famílias, em situação de vulnerabilidade.
Deve funcionar em unidade inserida na comunidade, com características residenciais e estrutura
física adequada, visando o desenvolvimento de relações mais próximas do ambiente familiar e a
interação social com pessoas da comunidade. As edificações devem ser organizadas de forma a
atender aos requisitos previstos na regulamentação pertinente.

CASA-LAR

Residência participativa destinada a idosos que estão sós ou afastados do convívio familiar e com
renda insuficiente para sua sobrevivência. Trata-se de alternativa de atendimento que proporciona
uma melhor convivência do idoso com a comunidade, contribuindo para sua maior participação,
interação e autonomia. Residência em casa lar é uma alternativa de atendimento que proporciona
uma melhor convivência do idoso com a comunidade, contribuindo para sua maior participação,
interação e autonomia. É uma residência participativa destinado a idosos que estão sós ou afastados
do convívio familiar e com renda insuficiente para sua sobrevivência. Trata-se de uma modalidade de
atendimento, que vem romper com as práticas tutelares e assistencialistas, visando o fortalecimento
da participação, organização e autonomia dos idosos, utilizando sempre que possível a rede de
serviços local.

CENTRO DE REFERÊNCIAS PARA IDOSOS

A Secretaria de Estado da Saúde participa de maneira importante no funcionamento dos Centros de


Referência do Idoso , unidades criadas para proporcionar assistência integral à pessoa idosa. Nos
dois Centro de Referência para os Idosos existentes, além das ações tradicionais de atenção à saúde,
estão disponíveis espaços destinados à assistência social, oficinas, lazer, apoio familiar . Oferece
atendimento especializado à população idosa, desenvolvendo ações de prevenção à violência,
promoção da cidadania, combate ao preconceito e à discriminação, além de fornecer orientação
jurídica, social e psicológica, por meio de equipe interdisciplinar capacitada para o trabalho junto às
vitimas de violência, ao agressor e à família. O Centro de Referência de Atendimento ao Idoso
oferece atendimento integral em saúde a pessoas a partir de 60 anos ou mais que necessitem de
uma intervenção especializada.

O atendimento é realizado por uma equipe interdisciplinar psicólogo, enfermeiro, assistente social,
fisioterapeuta, nutricionista, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e técnicos de enfermagem. Esses
profissionais atuam em conjunto, o que permite um atendimento global e completo aos idosos com
problemas de saúde agravados pela idade. Fornece orientação geral sobre direitos humanos às
vítimas de violação, informando sobre as garantias legais e encaminhando para os serviços
especializados de atendimento a cada caso específico.

Lição 03: Conhecimento básico sobre envelhecimento

CONHECIMENTO BÁSICO SOBRE ENVELHECIMENTO

O processo de envelhecimento e as mudanças a ele associados constituem um dos temas de maior


interesse na atualidade. Sobre o envelhecimento têm-se procurado respostas a questões acerca de
mudanças que ocorrem, causas e consequências, e domínios possíveis de intervenção para retardar
ou travar esse processo. Mas afinal, o que é envelhecimento? Embora complexo trata-se de um
fenômeno que apresenta algumas características:

Ø É normal, gradual e universal. Ou seja, implica um conjunto de transformações que ocorre em


todos os seres humanos com a passagem do tempo, independentemente da sua vontade.

Ø É irreversível. Apesar de todos os esforços e avanços da ciência nada (até agora) impede ou
reverte o processo de envelhecimento.
Ø É único, individual e heterogêneo. Uma vez que depende da interação de fatores internos
(como o patrimônio genético), externos (como o estilo de vida, educação, ambiente e condições
sociais). São estas interações que explicam a diversidade e a heterogeneidade do envelhecimento
humano.

AS TRÊS VERTENTES DO ENVELHECIMENTO

Atualmente destingem-se três vertentes do envelhecimento: a biológica, a psicológica e a


social. – o envelhecimento biológico, ou senescência, designa as transformações que ocorrem nos
sistemas orgânicos e funcionais reduzindo a sua capacidade biológica de auto-regulação e,
consequentemente, diminuindo a probabilidade de sobrevivência. A diminuição da densidade óssea,
a flacidez da pele, a perda de cabelo e o surgimento de cabelo brancos, o decréscimo da massa
muscular ou a diminuição da acuidade visual ou auditiva são algumas modificações normais do
processo de envelhecimento.

Ø O envelhecimento psicológico refere-se à evolução dos processos cognitivos (como a inteligência,


memória, aprendizagem, criatividade) e ao desenvolvimento de competências comportamentais e
emocionais que permitam à pessoa ajustar-se às modificações que ocorrem com a idade.

Ø - O envelhecimento social encontra-se marcado pela cultura e historia de cada sociedade e


refere-se ao desempenho dos papeis sociais ajustados às expectativas da sociedade em que a pessoa
se insere. Caracteriza-se pela mudança de papeis, implicando a perda de alguns (por exemplo, o de
profissional) e o ganho de outros (nomeadamente, o de avós).

Ø O envelhecimento é um processo normal, diferente de doença. Aliás, a maioria das pessoas


idosas hoje em dia, conserva as capacidades e competências que foi adquirindo no seu percurso e
desenvolve trajetórias de vida ajustadas aos desafios do envelhecimento.

IDADE DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO (OMS)

•Idade media – 45 aos 49 anos


•Pessoas idosas – 60 aos 74 anos
•Velhice - 75 aos 89 anos
•Grande velhice – a partir de 90 anos

ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA – AVD

São tarefas pessoais concernentes aos autocuidados e também a outras habilidades pertinentes ao
cotidiano de qualquer pessoa.

São considerados AVD:

1- Autocuidados: escovar os dentes, pentear os cabelos, vestir-se, tomar banho, calçar sapatos,
alimentar-se beber água, fazer uso do vaso sanitário, dentre outros.

2- Tarefas diárias: cozinhar, lavar louças, lavar roupa, arrumar a cama, varrer a casa, passar
roupas, usar o telefone, escrever, manipular livros, sentar-se a cama, transferir-se de um lugar a
outro.

INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA DA PESSOA IDOSA

O que confere à pessoas idosa em envelhecimento ativo e saudável é o fato dela ser independente e
ter completa autonomia. Independência significa a facilidade e a liberdade que o idoso tem de se
locomover por seus próprios meios, sem a ajuda de outras pessoas. Autonomia é a capacidade que o
idoso possui de gerir a sua própria vida, seus próprios compromissos sociais e financeiros, seguindo
a sua própria vontade.

A boa saúde na terceira idade se reflete basicamente nesses dois indicadores: a independência e a
autonomia. Autonomia é a capacidade de decidir coisas sozinho. Independência é a capacidade de
fazer coisas sozinho. Nem sempre um idoso perde as duas coisas! Um idoso pode nãoconseguir
trocar de roupa sozinho, mas pode escolher a roupa que quer vestir. O inverso também pode
acontecer: um idoso pode nãoconseguir escolher sua roupa, mas pode conseguir vesti-la sozinho.
Lembre-se que o idoso pode não conseguir fazer toda a atividade, mas pode conseguir fazer parte
dela. Pode ser necessário,então, dividir a atividade em etapas. Por exemplo: a atividade de cozinhar
arroz pode ser difícil porque envolve o uso do fogão e utensílios como a faca, mas pode ser que o
idoso consiga escolher o arroz e lavá-lo. Também pode ser difícil fazer uma escolha dentro de uma
infinidade de opções, mas você pode facilitar diminuindo as alternativas. Por exemplo, em vez de
abrir o guarda-roupa, mostre duas peças e peça para ele escolher uma. Permitir pequenas escolhas
quando o idoso deseja e está pronto também ajuda a diminuir a sensação de que ele não tem
controle sobre o ambiente. Quaisquer decisões, por mais simples que sejam, são importantes, pois
permitem ao idoso exercitar o autodomínio, reduzindo a sensação de perda da autonomia, fato
gerador de grande ansiedade.Alerta: Autonomia e independência podem e devem ser exercidas
sempre desde que a segurança não seja comprometida. Portanto,sempre que possível estimule essas
duas habilidades, que podem ser perdidas à medida que não são exercidas.

Lição 04: Alterações nutricionais no idoso

ALTERAÇÕES NUTRICIONAIS NO IDOSO

A avaliação nutricional em idosos é complexa em virtude da grande heterogeneidade que envolve


esse grupo etário e pelo fato de seu valor preditivo estar associado a um conjunto de fatores não
apenas relacionado às mudanças biológicas da idade, às doenças e às mudanças seculares, mas
também às práticas ao longo da vida (fumo, dieta, atividade física) e aos fatores socioeconômicos.
Essa avaliação compreende toda e qualquer condição que coloque em risco as reservas corporais
existentes, o que se denomina risco nutricional.

CUIDADOS NUTRICIONAIS DO IDOSO

No processo de envelhecimento normal ocorrem alterações fisiológicas e biológicas que afetam a


alimentação e a nutrição do idoso. E as doenças crônico-degenerativas (diabetes, hipertensão,
obesidade e doenças cardiovascular) comuns na população idosa sofrem influência da dieta na sua
prevenção e tratamento. A alimentação pode interferir tanto no aparecimento da doença como na
determinação de sua gravidade, o que justifica a preocupação com o padrão alimentar no
envelhecimento.

Alteração Fisiológica Efeito


1. Percepção do olfato/paladar Redução no apetite, perda de peso e
2. Perda progressiva do número de papilas desnutrição, alteração da composição
gustativas e da secreção salivar nutricional da dieta
3. Consumo de medicamentos que podem Limitações na ingestão alimentar, na
levar alteração da palatabilidade, diminuição absorção e interação com nutrientes
da sensibilidade olfativa alterando sua utilização e a ingestão
alimentar
4. Menor capacidade de mastigação (por Redução no consumo alimentar
falta de dentes ou pelo uso de próteses mal
adaptadas e também alguns distúrbios da
deglutição
5. Redução na produção de enzimas Má digestão e diminuição de absorção da
nutrientes, principalmente vitamina B12
6. Redução da deficiência no sistema Torna o organismo mais susceptível a
imunológico desnutrição

AS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO IDOSO.

O uso de carboidratos complexos (batata, arroz, mandioca, pães) e fibras na dieta (aveia, farelo de
trigo, arroz integral, frutas e hortaliças) são altamente indicados por serem importantes na
prevenção e controle de doenças cardiovasculares, diabetes e obstipação intestinal, comuns nesta
fase da vida.Com relação às gorduras, recomenda-se que se reduza o uso de gordura saturada
(carnes gordas, leites e derivados, óleo de dendê e coco) e colesterol, dando preferência às gorduras
insaturadas (óleos vegetais; soja, milho, canola, azeite de oliva e peixes). Substituir as carnes gordas
(porco, picanha, contra filét) e os embutidos (lingüiça, salsicha, salame, mortadela, presunto, etc),
pelas carnes magras (filé mignon, coxão mole, patinho e lagarto) e carnes brancas (frango sem pele
e peixes).As frutas, verduras e legumes são fontes de vitaminais e sais minerais, portanto inclua em
todas as refeições.

A prevalência da osteoporose está associada à redução da massa óssea em decorrência do aumento


da idade e com isso eleva o risco de fraturas, principalmente entre mulheres após a menopausa. A
absorção do cálcio também diminui com a idade e sua suplementação é necessária. Aumentar o
consumo de alimentos ricos em cálcio (leite e derivados), fazer atividade física e exposição ao sol
auxiliam para melhor absorção no organismo.

A água, que é um nutriente muito importante nos idosos, muitas vezes é esquecida. A inadequada
ingestão de água leva à desidratação e problemas associados com hipertensão, elevação na
temperatura corporal, obstipação intestinal, secura das mucosas e diminuição da excreção de urina.
Portanto consuma de 4 a 6 copos de água , chás e sucos por dia.

Um cuidado nutricional preventivo é importante, pois na 3ª idade é que algumas doenças como
(hipertensão arterial, obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, osteoporose e outras)
aparecem. A atenção em desenvolver atividade física e os hábitos alimentares saudáveis podem fazer
diferença e farão com que se sintam melhor nos anos futuros.

ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS

Dentre as teorias que procuram explicar o envelhecimento, as teorias do desequilíbrio gradual que,
afirmam que o cérebro, as glândulas endócrina ou o sistema imunológico começam a deixar de
funcionar gradualmente. Deficiências do sistema imunológico deixam os indivíduos idosos
vulneráveis a doenças de vários tipos de doenças, ao chamado senilidade, ou seja envelhecimento
com doença. O outro tipo de envelhecimento chama-se senescência, que é o envelhecimento sem
doença.

O envelhecimento do sistema imunológico recebe o nome científico de imunosecescência e, como


todo o organismo sobre perda da sua capacidade com o avançar da idade do indivíduo, levando ao
aparecimento de um número maior de infecções e resposta terapêutica menor, além do surgimento
de cânceres.
A progressiva involução do timo (glândula marcadora dos linfócitos T) tem importante papel no
desenvolvimento da imunodeficiência dos idosos. Sabidamente, os linfócitos T dos idosos são
deficientes quanto à sua capacidade para ativar e para proliferar em resposta a um determinado
antígeno. Com a idade, os linfócitos T diminuem a produção e secreção de interleucina-2 (citocina
necessária ao recrutamento de outras células de defesa). Os micronutrientes melhoram a
imunidade mediada por células e reduz o estresse oxidativo. A suplementação de vitamina E em
idosos bem nutridos saudáveis aumenta a proliferação de linfócitos e resposta de hipersensibilidade
tardia, assim como diminui a formação de prostaglandinas imunossupressoras.

ALTERAÇÕES ENDÓCRINAS

As mudanças mais importantes na atividade endócrina durante o envelhecimento, do ponto de vista


clínico, envolvem o pâncreas e a tireóide. Aproximadamente 40% dos indivíduos com idade entre 65
e 74 anos e 50% dos indivíduos com mais de 80 anos, possuem algum problema com tolerância a
glicose ou "diabete mellitus", e quase metade dos diabéticos idosos não são diagnosticados. Essas
pessoas estão correndo o risco de desenvolver rapidamente complicações secundárias,
principalmente vasculares. Outros três sistemas hormonais apresentam diminuição da concentração
de hormônios durante o envelhecimento, e essas mudanças são consideradas principalmente
fisiológicas. Recentemente, estratégias de reposição hormonal têm sido desenvolvidas, mas ainda
existem controvérsias em muitos de seus aspectos, já que a segurança e os benefícios desses
tratamentos não foram uniformemente comprovados nos adultos entre 30 e 50 anos, nos quais se
aumentaram os níveis de hormônio no sangue. A mudança mais rápida e dramática ocorre nas
mulheres em torno dos 50 anos, a chamada menopausa. Nos homens, durante o envelhecimento,
ocorre um declínio gradual nos níveis de testosterona. Essa "Andropausa" é caracterizada por uma
diminuição do número de células de Leydig nos testículos e de sua capacidade de secreção, assim
como por uma gradual diminuição do estímulo Gonadotrófico. Embora o envelhecimento não resulte
simplesmente em uma variedade de estados de deficiência hormonal, a intervenção médica nos
processos de menopausa, andropausa, pode, de forma bem sucedida, prevenir ou atrasar alguns
aspectos do processo de envelhecimento.

ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES

O envelhecimento cardiovascular fisiológico é caracterizado por uma série de alterações:

Ø aumento progressivo na pressão sanguínea sistólica e, consequentemente, na pressão de pulso;

Ø aumento da velocidade de onda de pulso;

Ø aumento da massa ventricular esquerda;

Ø redução do preenchimento diastólico inicial do ventrículo esquerdo;

Ø redução da frequência e do débito cardíacos máximos;

Ø redução da capacidade aeróbica máxima ou consumo máximo de O2 (VO2 max);

Ø redução do aumento da fração de ejeção induzida pelo exercício;

Ø redução das respostas reflexas da frequência cardíaca e da variabilidade da frequência cardíaca;

Ø menor vasodilatação em resposta a estímulos beta-adrenérgicos ou vasodilatadores mediados


pelo endotélio;
Ø incidência aumentada de doença arterial coronariana e fibrilação atrial.

O quadro do doente cardiovascular se agrava quando achados clínicos se associam: à ação do


hormônio pós-menopausa; ao aumento da gordura na região abdominal; ao fumo; ao uso de bebidas
alcoólicas; ao jejum prolongado e a uma dieta desequilibrada. A modificação dos padrões
alimentares pode reduzir os fatores de riscos envolvidos nas doenças cardiovasculares
(Aterosclerose e Hipertensão Arterial Sistêmica).

ALTERAÇÕES DO APARELHO RESPIRATÓRIO

Sistema respiratório:

A frequência respiratória diminui devido às alterações estruturais e funcionais. O espaço morto


aumenta, calcifica a traquéia a superfície, o volume alveolar e o movimento mucociliar diminuem. A
parede torácica sofre alterações devido à calcificação da cartilagem, do espaço morto e da
intervertebral. Baixa o volume e a difusão do oxigênio, ocorre o excesso de cálcio, a resposta
ventilatória, elasticidade pulmonar, e o risco da elasticidade pulmonar, diminuirem. O catarro
obstrui as vias áreas e ocorrendo a infecção. A pressão do gás carbônico e oxigênio caem
drasticamente. Cria-se o mecanismo de defesa: a tosse para fazer a limpeza das vias.É comum na
velhice a apnéia do sono, mas isso pode variar conforme o estilo de vida do idoso.

ALTERAÇÕES GENITURINÁRIAS

O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de elaborar a urina e
armazená-la temporariamente até a oportunidade de ser eliminada para o exterior. Na urina
encontramos ácido úrico, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc. Este aparelho pode ser dividido em
órgãos secretores - que produzem a urina - e órgãos excretores - que são encarregados de processar
a drenagem da urina para fora do corpo.

ALTERAÇÕES MUSCULO ESQUELÉTICA

Alterações Relacionadas com o Sistema Músculo-Esquelético

1. Diminuição da massa muscular

2. Alterações na remodelação óssea

3. Perda de massa óssea

4. Atrofia muscular

5. Degeneração da cartilagem

Quase de forma universal, a osteoporose afeta a população idosa, embora a mulher seja mais
susceptível à doença. Nesta patologia desenvolve-se uma perda gradual de massa óssea. A
osteoporose susceptibiliza os indivíduos a terem eventos relacionados com a perda de massa óssea,
que podem ser muito importantes na degradação da sua função. A ocorrência de fraturas associadas,
por exemplo, condiciona uma degradação funcional muito marcada nos idosos. Além da osteoporose,
há que ter presente a osteoartrite, um processo degenerativo ao nível da cartilagem. Esta provoca
dor, alteração funcional e deformidade, acabando por ser muito prevalente no idoso.

Lição 05: Hábitos saudáveis

HÁBITOS SAUDÁVEIS QUE AJUDAM A ENVELHECER COM QUALIDADE DE VIDA

Com o passar do tempo, vários transformações naturais acontecem e isso deve ser aceito com
naturalidade. O tabaco, o álcool, a poluição, o excesso de exposição ao sol, o sedentarismo, a
obesidade, uma vida agitada e poucas horas de sonos – todos esses fatores trazem complicações
para a nossa saúde. No entanto, se alimentar bem, se exercitar regularmente e buscar uma vida
sócio-afetiva ativa nos trazem muita saúde. Sempre há tempo de mudar hábitos ruins por práticas
saudáveis. Há cuidados para vida diária como saber posicionar-se para andar, deitar, sentar, entre
outros, que certamente trarão qualidade de vida para a pessoa que está entrando na chamada
terceira idade. A prática de exercícios e buscar uma alimentação saudável são duas dicas
importantes, diz ele. Uma alimentação equilibrada tem muita influência na manutenção da nossa
saúde, energia e vitalidade e diminui os riscos de aterosclerose e doenças cardiovasculares, entre
outras. Faça uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais. Use as gorduras com moderação e
não abuse dos doces nem do sal. Beba água e não fique muitas horas sem comer. Exercício físico
regular também é fundamental, pois previne uma série de doenças. A hidroterapia é uma excelente
opção, pois o exercício dentro da água aquecida é relaxante, evita impacto e facilita os movimentos.
Para se envelhecer de forma saudável, a prevenção é a palavra de ordem. É preciso que a pessoa da
terceira idade faça controles médicos regulares, incluindo a sua tensão arterial. O médico poderá lhe
prescrever um tratamento individualizado, acompanhando seu desenvolvimento. A velhice relaciona-
se intimamente com a preservação da autonomia do indivíduo. A promoção do envelhecimento
saudável para a atenção ao idoso está relacionada com as práticas de saúde, em geral, e é vista
como valiosa conquista humana e social. Propiciar um envelhecimento saudável à toda a população é
um dos eixos do cuidador de idosos. E neste propósito também se destaca a saúde bucal na terceira
idade: consiste na manutenção dos dentes saudáveis sob aspectos biológicos; devolver a habilidade
para bem mastigar; melhorar a sensibilidade gustativa; ajudar numa fonação adequada e uma
estética que ajude na reinserção social e assim proporcionando bem estar e qualidade de vida.
Cuidado aos idosos deve ser diferenciado, idealizando modelos de atenção multidimensional com
características peculiares pela presença de múltiplas enfermidades que determinam limitações
funcionais e psicossociais.

Nos últimos anos, a maior consciência preventiva dos pacientes e dos profissionais foi uma
contribuição essencial para a preservação dos dentes naturais e consequentemente a demanda por
tratamentos odontológicos mais complexos foi aumentada e os índices de edentulismo reduziram.
Não se pode mais conceber a idéia de que perder dentes é inerente ao Envelhecimento.

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS

A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e
psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não
caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais
comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por
uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas
psiquiátricos induzidos por medicamentos. Muitos transtornos mentais em idosos podem ser
evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Consequentemente , uma avaliação médica se faz
necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso. Diversos fatores psicossociais
de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais. Esses fatores de risco incluem:

Ø Perda de papéis sociais;


Ø Perda da autonomia;

Ø Morte de amigos e parentes;

Ø Saúde em declínio;

Ø Isolamento social;

Ø Restrições financeiras;

Ø Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma


lógica, com prejuízo na memória).

PREVENÇÃO DO USO DE ANTIDEPRESSIVOS

Cabe ao profissional identificar interesses e incentivar o idoso a adquirir novos interesses, ampliar
sua criatividade, envolver-se com novos hobbies, investir em situações que nunca teve oportunidade
antes por conta do trabalho e da família. Usar seu tempo agora mais disponível em seu favor e no
enriquecimento de seus interesses. Conhecer os interesses do idoso e a existência ou não de
interação social é fundamental para estimular a realização de alguma coisa que lhe interesse;
realizar algum tipo de trabalho voluntário; buscar companhia de outros idosos; estar disponível para
ajudar um vizinho; criar e/ou buscar espaços de exposição de artes; aprender atividades novas;
utilizar seu potencial para realizar atividades que ajudem a obter uma renda melhor; associar-se a
pessoas e criar cooperativas;etc.. É necessário conhecer o que o idoso aprecia nas suas relações e o
quanto ele se valoriza para incentivar a realização de atividades que tenham sintonia com as coisas
que ele tem vontade ou interesse de fazer. Atuar de forma educativa com a família e/ou cuidador
sobre a manutenção da independência é fundamental, mesmo que seja na execução de pequenas
tarefas diárias como descascar os legumes, secar a louça, etc. Muitas vezes, na intenção de poupar o
idoso, a família/cuidador o impede de fazer suas mínimas tarefas diárias e dessa forma poderão estar
antecipando a dependência, a perda da autonomia e da auto estima. Estimular a pessoa idosa a
manter-se informada sobre a sua condição física. Isso fará que se sinta com mais poder e autonomia
sobre sua vida. Mostrar interesse pelo o que está fazendo, como está ocupando seu tempo, seus dias,
quais são os seus planos, como fará, o que foi recomendado pela equipe de saúde, se está sendo
difícil seguir um tratamento. Estimular a estabelecer pequenas metas e a alcançá-las. Ajudar, por
exemplo, a plantar flores, cuidar do jardim, mostrar interesse por suas plantas, ir na casa do idoso,
elogiar sua horta.Reforçar e valorizar as conquistas que ele teve, por mínimas que sejam. Manter-se
ativo contribui para um envelhecimento saudável. O exercício regular é um fator que reduz os riscos
de aparecimento de doenças que normalmente aceleram o processo natural de envelhecimento.

PENSAMENTOS NEGATIVOS

Geralmente encontraremos expressões de baixa autoestima, sentimentos de impotência e descrédito


da vida (exemplo: “não posso fazer nada por mim”). Assim, solicite ao idoso que identifique o que
ele pode fazer por si, por mais simples que seja (exemplo: levantar seu próprio corpo, virar de um
lado para outro, mostrar um sorriso para você), afirmando o quanto isso nos faz bem e tem valor. O
idoso com demência tem dificuldade para interpretar o que está sentindo e, portanto, para
comunicar tal fato. É importante que o cuidador esteja atento para identificar situações como sede,
fome,frio, calor, dor etc. No caso do idoso com demência: evite falar muito e rápido; dê ordens
simples e faça perguntas cujas respostas sejam “sim” ou não”. Ao entardecer, prefira atividades
calmas e relaxantes. Evite situações de conflito e mude o foco do assunto quando uma situação como
essa ocorrer.

PENSAMENTO POSITIVO MELHORA A SAÚDE

NA TERCEIRA IDADE
Com o passar dos anos, manter-se ativo intelectual e fisicamente são essenciais para o
envelhecimento saudável. Resultados mostraram que idosos com pensamentos positivos em relação
ao futuro apresentavam uma probabilidade 44% maior de se recuperar completamente de alguma
incapacidade do que as demais pessoas. Assim, esses participantes recuperaram algumas
habilidades sem qualquer ajuda. Além disso, a gravidade das enfermidades costumava ser menor e o
declínio físico mais lento. Ter uma visão positiva da velhice ajuda idosos a terem uma vida mais
independente e saudável, o que, consequentemente, aumenta a longevidade.

Ser independente não significa viver isoladamente. Na verdade, o convívio social é essencial para
elevar a autoestima e, assim, preservar a saúde, especialmente de idosos. Confira a seguir algumas
dicas para quem deseja socializar na terceira idade.

Lição 06: As principais doenças nos idosos

AS PRINCINPAIS DOENÇAS NOS IDOSOS

De acordo com o IBGE, 3 em cada 4 idosos têm alguma doença crônica, ou seja, uma doença de
curso arrastado, boa parte delas incurável. As doenças infecciosas e os acidentes continuam a ser
importantes, mas a maior parte da carga de doença da terceira idade no Brasil é por causa das
doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus e as consequências da hipertensão
arterial. Com a melhora nas condições de vida, avanços nas pesquisas e os progressos da medicina,
as pessoas estão vivendo mais, um fato cada vez mais evidente. Se por um lado isso é bom, porque
significa aproveitar a vida por mais tempo, significa também que mais pessoas estão sujeitas às
doenças associadas ao envelhecimento.

1 – DEPRESSÃO

Em seu dia-a-dia, o idoso está em uma situação de perdas continuadas. A diminuição do suporte
sócio-familiar, a perda do status ocupacional e econômico, o declínio físico continuado, a maior
frequência de doenças físicas e a incapacidade pragmática crescente compõem o elenco de perdas
suficientes para um expressivo rebaixamento do humor. Também do ponto de vista biológico, na
idade avançada é mais frequente o aparecimento de fenômenos degenerativos ou doenças físicas
capazes de produzir sintomatologia depressiva. Ocorre a diminuição da: visão, audição, força e a
precisão manuais, robustez e a flexibilidade, rapidez na execução de tarefas, memória, imaginação,
criatividade, adaptação, atenção, energia, iniciativa e sociabilidade.

É através dessa percepção da nova realidade que a saúde mental é afetada (saúde mental pode ser
entendida como o equilíbrio psíquico que resulta da interação da pessoa com a realidade). Essa
realidade é o meio circundante que permite à pessoa desenvolver suas potencialidades humanas e,
normalmente, essas potencialidades estão estreitamente associadas à satisfação das necessidades
humanas

2 - DIABETES

O Diabetes é uma enfermidade que provoca o aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue
por falta absoluta ou relativa de insulina sem a qual ou com seu funcionamento comprometido a
glicose se acumula no sangue e é eliminada através da urina. O paciente diabético vivencia
sensações de cansaço, perda de peso, necessidade constante de urinar e como conseqüência das
alterações nos vasos sanguíneos, problemas na visão – levando inclusive à cegueira.

3 - DOENÇAS CARDIOVASCULARES: INFARTO, ANGINA, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

Ø Causa: sedentarismo, hábito do fumo, diabetes, alta taxa de gordura no sangue (colesterol) e
obesidade (gordura);

Ø Sintomas: Falta de ar, dor no peito, inchaço e palpitações;

Ø Como prevenir: Pratica de atividades físicas, evitar o fumo e controlar o peso, o colesterol e a
diabetes.

4 - AVC (ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL) OU DERRAME

Causa: Pressão alta (hipertensão arterial), fumo, sedentarismo, obesidade e colesterol elevado;

Sintomas: Tontura, desmaio paralisia súbita;

Prevenção: Pratica de atividade física de forma regular e sistemática, evitar o fumo, controle da
pressão arterial, do peso e do colesterol;

5 - CÂNCER

Causas: Fumo, exposição ao sol, alimentação inadequada, obesidade, casos na família, alcoolismo.

Sintomas: Dependendo do tipo de Câncer, um dos sintomas mais ocorrentes é o emagrecimento


inexplicável.

Prevenção: Buscar a consultar com o médico , no mínimo, uma vez por ano para realização de
exames preventivos, e evitar exposição ao sol em excesso e não fumar.

6 - PNEUMONIA

Causa: Gripe, enfizema e bronquite anteriores, alcoolismo e imobilização na cama

Sintomas: Febre, dor ao respirar, escarro, tosse.


Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática, boa alimentação, vacinação
contra gripe e pneumonia.

7 - HIPERTENSÃO ARTERIAL

A hipertensão causa estreitamento, obstruções, entupimento dos vasos. É um importante fator de


risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quando causa entupimento, surge o
infarto. Caso se rompa no cérebro, causa um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e pode também
provocar a paralisação dos rins. Se o músculo cardíaco não receber a quantidade correta de sangue,
ocorre hipertrofia (aumento de tamanho), que por sua vez provoca insuficiência cardíaca. As
medidas para prevenir a hipertensão e, consequentemente, as doenças do coração são:

Ø Evitar o sedentarismo;

Ø Praticar esportes;

Ø Evitar a obesidade;

Ø Alimentação saudável;

Ø Não abusar do sal;

Ø Não abusar do álcool;

Ø Não fumar;

Ø Evitar o estresse;

Ø Medir sempre a pressão arterial e consultar um médico periodicamente.

A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Alguns idosos conseguem
controlar a pressão com hábitos saudáveis, outros só conseguem com medicamentos. “Se a pessoa
tiver uma carga genética para a hipertensão, mas for magra e praticar esportes, tem chance menor
de manifestar o problema.

8 – MAL DE ALZHEIMER

Doença é a principal causa de demência entre idosos. Atividade intelectual e exercícios físicos são as
principais medidas preventivas. O Alzheimer é degenerativo, mais comum após os 65 anos de idade
e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. O Alzheimer é degenerativo, mais comum
após os 65 anos de idade e caracteriza-se pela perda progressiva de células neurais. Há um acúmulo
anômalo de algumas proteínas no tecido cerebral que provoca a morte dos neurônios. Os sintomas
geralmente são desenvolvidos lentamente e pioram com o tempo. Alguns pacientes conseguem ter
uma redução progressiva da doença, mas outros não conseguem voltar à normalidade. Em casos
mais graves, o paciente pode ter apatia, depressão, alucinação e pensamentos delirantes. Ainda não
existe cura para o Mal de Alzheimer, mas alguns estudos testam medicações que poderiam
estacionar a doença. Além disso, a prática de exercícios físicos e uma dieta saudável previnem a
doença. Algumas teorias dizem que a atividade física aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro,
aumenta a lavagem (retirada) da proteína do Alzheimer que se acumula no cérebro, além de
melhorar o humor e a saúde em geral.

9 – MAL DE PARKINSON
O mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se
movimentar e se coordenar. O mal de Parkinson se desenvolve mais frequentemente depois dos 50
anos. É um dos distúrbios nervosos mais comuns dos idosos. Às vezes, o mal de Parkinson ocorre em
adultos jovens. Ele afeta tanto homens quanto mulheres. O médico pode ser capaz de diagnosticar o
mal de Parkinson com base nos sintomas e no exame físico. Porém, os sintomas podem ser difíceis
de avaliar, principalmente nas pessoas mais velhas. Os sinais (tremores, alterações no tônus
muscular, problemas na marcha e postura instável) se tornam mais claros conforme a doença
avança. Os sintomas incluem:

Ø Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar);

Ø Constipação;

Ø Dificuldade de deglutição;

Ø Babar;

Ø Equilíbrio e caminhar comprometidos;

Ø Falta de expressão no rosto (aparência de máscara);

Ø Dores musculares (mialgia);

Ø Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar


de uma cadeira;

Ø Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar
mais difícil);

Ø Movimentos diminuídos;

Ø Posição inclinada;

Ø Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas);

Ø Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna;

Ø Tremores que desaparecem durante o movimento;

Ø Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés;

Ø Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse;

Ø Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro);

Ø Voz para dentro, mais baixa e monótona.

10 – DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO

O trato urinário é o local de infecção mais frequentemente acometido na população em geral e com o
avançar da idade, a sua prevalência aumenta de forma significante, tanto nos os homens como nas
mulheres. Os processos infecciosos, especialmente as infecções do trato urinário (ITU) têm
incidência progressiva, pois os idosos apresentam mais fatores de risco, podendo ser sintomática ou
assintomática, independentemente do sexo. Esta prevalência praticamente se duplica após os 80
anos.

SINAIS E SINTOMAS

Os profissionais da área da saúde e cuidadores devem ficar atentos para os sinais e sintomas clínicos
dessa infecção, que podem incluir diversos sintomas como:

• Vontade frequente de urinar;

• Dor, queimação ou ardência ao urinar em casos mais avançados;

• Urina com cheiro forte, podendo ter sangue ou pus;

• Dor nas costas e no estômago;

• Dificuldade de urinar;

• Tremores, suores, calafrios;

• Náuseas, vômitos e febre.

TRATAMENTO

Deve ser indicado após confirmação diagnóstica. Neste caso, somente o médico é quem poderá
indicar a medicação correta e a duração do tratamento. É muito importante que o tempo de
tratamento seja respeitado e seguido, mesmo após o desaparecimento dos sintomas.

MEDIDAS PREVENTIVAS

Ø Aumentar a hidratação e deambulação dos idosos é recomendável;

Ø Imprescindível a higiene frequente e bem feita de pacientes acamados,

observando o sentido dos movimentos: de frente para trás;

Ø Cuidado com a higiene pessoal diária e, após evacuar fazer a higiene sempre

da frente para trás;

Ø Ingerir bastante água, pelo menos de 2 litros por dia; • Não reter a urina por longos períodos, o
ideal é urinar a cada duas ou três horas;

Ø Evitar o uso de perfumes, sprays e desodorantes na área genital;

Ø Usar calcinhas de algodão que são mais absorventes, evite nylon que pode

causar irritação na pele;

Ø Lavar a área genital diariamente e em especial antes e após o ato sexual e

esvaziar a bexiga após a relação sexual;


Ø Durante o período menstrual os absorventes devem ser trocados várias

vezes, pois o sangue é um meio de proliferação de bactérias;

Ø Dieta balanceada: alimentar-se bem para resistir à doenças.

11 - OSTEOPOROSE

A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu a osteoporose como uma doença esquelética
sistêmica caracterizada por massa óssea baixa e deterioração microarquitetural do tecido ósseo,
com conseqüente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à fratura.A osteoporose é uma
doença sistêmica que resulta em reduzida massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do
tecido ósseo, levando à fragilidade mecânica e conseqüente predisposição a fraturas com trauma
mínimo, atingindo a todos, em especial a mulheres após a menopausa .

A doença é considerada uma importante questão de saúde pública mundial devido a sua alta
prevalência, em função dos seus efeitos devastadores na saúde física e psicossocial, com grandes
prejuízos financeiros. Causa invalidez pelas deformidades e incapacidades dos indivíduos afetados e,
pelo demorado tratamento das fraturas decorrentes da enfermidade, gera um ônus elevado. As
fraturas de quadril reduzem o tempo de vida em 36% para homens e 21% para mulheres (3),
ocorrendo a morte nos primeiros seis meses depois da fratura de colo do fêmur. Em pacientes com
desordens psiquiátricas, a taxa de mortalidade chega a 50% após a fratura.

Resumindo a situação dos exercícios físicos em relação à osteoporose: a sua importância é grande
tanto para a profilaxia quanto para o tratamento dessa condição. A sua utilização deve ocorrer desde
a infância, nos anos onde se atinge a massa óssea máxima. Por mecanismos ainda pouco
esclarecidos, os exercícios mais eficientes são os que implicam em suporte de cargas e contrações
musculares fortes. Dentre esses tipos de exercícios, os mais seguros e práticos são os exercícios com
pesos.

TERCEIRA IDADE: SAIBA QUAIS SÃO OS EXAMES CLÍNICOS QUE DEVEM SER FEITOS
PERIODICAMENTE

Exames preventivos podem detectar precocemente algumas doenças e contribuir,


consideravelmente, para o tratamento e a cura. As consultas médicas e diagnósticos deveriam ser
hábitos freqüentes da população acima de 60 anos para garantir a qualidade de vida na terceira
idade. No entanto, por falta de reconhecimento e de recursos financeiros, grande parte dos idosos
brasileiros não cuida adequadamente de sua saúde.

A primeira medida a ser tomada, é agendar consulta médica ao menos uma vez ao ano para a
realização de um check-up. Após um exame clínico minucioso e uma avaliação dos hábitos de vida do
paciente, bem como o histórico de saúde de sua família, o médico indicará quais são os exames que
devem ser realizados.

Lição 07: Saúde na terceira idade

SAÚDE NA TERCEIRA IDADE

Com o envelhecimento da população cresce também a preocupação com a saúde. As medidas de


prevenção de doenças devem ser focadas em aumentar os anos de vida vividos com saúde, e não
meramente prolongar a vida.
CHECK UP

Com o avançar da idade aumentam as chances de determinadas doenças, como as doenças


cardíacas, alguns tipos de câncer, dentre outros. Por isso, são recomendados alguns exames médicos
e laboratoriais periódicos que buscam identificar problemas que ainda não se estabeleceram ou que
ainda não deram nenhum sinal de sua existência com o objetivo de detectá-los precocemente e tratá-
los evitando problemas maiores.

OS PRINCIPAIS EXAMES SÃO:

Medida dos níveis de colesterol: níveis elevados de colesterol aumentam o risco de problemas
cardíacos como o infarto. Recomenda-se até mesmo que sejam realizados nos adultos jovens.

Medida da pressão arterial: a hipertensão arterial, ou "pressão alta" também aumenta o risco de
doenças cardíacas e as medidas da pressão arterial devem ser realizadas em todos os idosos a cada
visita ao médico, ou pelo menos a cada ano.

Exame clínico da mama e mamografia: a fim de detectar precocemente o câncer de mama, as


mulheres devem realizar o exame clínico das mamas e a mamografia a cada 1 ou 2 anos. A
mamografia deve ser realizada em todas a mulheres acima de 50 anos ou mais novas caso haja casos
na família de câncer de mama.

Exame de sangue oculto nas fezes, sigmoidoscopia e exame total do colo: esses exames visam
pesquisar o câncer na parte mais distal do intestino, chamado de câncer colo retal. É recomendado a
partir de 75 anos, ou antes, caso haja casos na família.

Exame preventivo de câncer do colo do útero (Papanicolaou): deve ser realizado em todas as
mulheres a cada 1 a 3 anos e pode ser encerrado nas mulheres com mais de 65 anos com três
exames anteriores recentes normais.

Toque retal e PSA: são medidas para pesquisa de câncer de próstata. É aconselhável para os
homens entre 50 e 70 anos.

Exame da pele: o médico deverá estar atento e examinar toda a pele a procura de lesões
cancerosas e aconselha-se a realização de um exame periódico da pele por um dermatologista para
as pessoas com maior de risco para desenvolver câncer de pele.

Glicemia de jejum: esse exame mede a quantidade de glicose (açúcar) no sangue a procura de
Diabetes mellitus. A Associação Americana de Diabetes recomenda a sua realização a cada 3 anos,
principalmente para as pessoas com maior risco, como as pessoas obesas.

Medida do hormônio TSH: esse exame é realizado para se pesquisar alterações na tireóide, como
o hipotireoidismo e hipertireoidismo. Recomenda-se para todas a mulheres acima de 65 anos.

Pesquisa de glaucoma pelo oftalmologista: recomenda-se para todos acima de 65 anos.

É importante ressaltar que essas são recomendações gerais, ficando sempre a critério do seu médico
quais exames solicitar e quando solicitar, dependendo da avaliação individual.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Outras medidas importantes de prevenção de doenças na terceira idade devem ser


lembradas:
Ø Parar de fumar: o tabagismo é um importante fator de risco para várias doenças, como o câncer
de pulmão, câncer de laringe, câncer da cavidade oral e outros tipos de câncer, asma, bronquite
crônica, doenças cardíacas, derrame, úlcera, menopausa precoce, osteoporose, catarata,
envelhecimento precoce e muitas outras. Portanto, parar de fumar previne uma série de doenças e
diminui a mortalidade na população idosa.

Ø Realizar atividade física regularmente: o exercício físico regular pode reduzir potencialmente
o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, fraturas de bacia, e a diminuição da capacidade
física funcional. Mesmo as pessoas idosas aumentam a sua força, equilíbrio e resistência com a
prática de atividades físicas.

Ø Dieta: para a população em geral, é recomendada uma dieta com redução de gorduras e
aumento de frutas, vegetais e grãos.

Ø Suplemento de vitamina D e cálcio: é recomendado, particularmente para as mulheres idosas,


para a prevenção de osteoporose.

HIGIENE PARA PROMOÇÃO DO BEM ESTAR DO IDOSO.

HIGIENE

A higiene corporal alem de proporcionar conforto e bem estar se constitui em fator importante para
a recuperação da saúde. O banho deve ser diário, no chuveiro, banheira ou na cama. Procure fazer
do banho um momento de relaxamento. Pode ser promovido para pessoas idosas que andam
sozinhas, com andador, com muletas, de cadeira ou com ajuda.

HIGIENE BUCAL

O cuidado com a boca (cavidade oral) é muito importante. A higiene bucal envolve a lavagem das
próteses (dentaduras e pontes), dentes naturais, gengivas, bochechas (mucosa oral) e língua a fim de
evitar o acúmulo de alimentos entre os dentes e infecção, o que oferece uma sensação de bem-estar
à pessoa idosa (ver assunto Pneumonia)

Deve ser realizada rigorosamente, principalmente após as refeições (café da manhã, almoço, jantar e
lanche noturno). Quando possível deve ser estimulada e/ou ensinada para o idoso realizar, usando
escovas (macias para as gengivas e dura para as próteses), creme e fio dental, alem de água limpa
para o enxágue e bacia para desprezar o bochecho, se necessário. A solução antisséptica bucal
também pode ser utilizada, principalmente quando não tem a possibilidade de realizar a higiene com
a escova, recomenda-se então envolver gazes em espátulas ou palitos de sorvete (“bonequinhas”)
para remover a sujidade da boca.

O “mau hálito” que, às vezes está presente, pode ser eliminado com a realização da higiene e uso da
solução antisséptica bucal após as refeições.

As gengivas, língua e bochechas devem ser higienizadas com escova macia, para evitar ferimentos
ou com as “bonequinhas”. Os lábios devem ser protegidos com vaselina liquida ou manteiga de
cacau, quando estiverem ressecados.

É extremamente importante observar as condições de conservação das próteses. Isto porque


próteses desajustadas na boca, fazem com que a pessoa idosa deixe de comer certos alimentos,
principalmente os de difícil mastigação, além de provocar ferimentos nas gengivas que facilitam
ocorrência de infecção e aparecimento de tumores a longo prazo. Elas devem ser levadas com
escovas duras a cada realização da higiene bucal e no período noturno devem ser retiradas da boca
e colocadas em um copo com água filtrada ou fervida.

COMO PROCEDER NO BANHO DE CHUVEIRO

Ø Providenciar colocação de barras de apoio ao lado do vaso sanitário e nas paredes internas do
boxe.

Ø Garantir piso não escorregadio ou uso de tapete antiderrapante (Como prioridade o banho de
chuveiro).

Ø Separe antecipadamente as roupas pessoais.

Ø Prepare o banheiro e coloque num lugar de fácil acesso os objetos necessários para o banho.

Ø Regule a temperatura da água.

Ø Mantenha fechada portas e janelas para evitar correntes de ar.

Ø Retire a roupa da pessoa ainda no quarto e a proteja com um roupão ou toalha.

Ø Evite olhar para o corpo despido da pessoa afim de não constrangê-la.

Ø Coloque a pessoa no banho e não a deixe sozinha porque ela pode escorregar e cair.

Ø Estimule, oriente, supervisione e auxilie a pessoa cuidada a fazer sua higiene. Só faça aquilo
que ela não é capaz de fazer.

Ø Após o banho, ajude a pessoa a se enxugar. Seque bem as partes intimas, dobras de joelho,
cotovelos, debaixo das mamas (se mulher), axilas e entre os dedos.

A higiene do cabelo deve ser feita no mínimo três vezes por semana. Diariamente inspecione o couro
cabeludo observando se há feridas, piolhos, coceiras, ou áreas de queda de cabelos.

O banho de chuveiro pode ser feito com a pessoa sentada numa cadeira de plástico com apoio lateral
colocada sobre tapete antiderrapante, ou em cadeiras próprias para banho.

COMO PROCEDER NO BANHO DE LEITO

Quando a pessoa não consegue se locomover ate o chuveiro o banho pode ser feito na cama.

Caso a pessoa seja muito pesada ou sinta dor ao mudar de posição, é bom que o cuidador seja
ajudado por outra pessoa no momento de dar banho no leito. Isso é importante para proporcionar
maior segurança à pessoa cuidada e para evitar danos à saúde do cuidador.

Antes de iniciar o banho na cama, prepare todo o material que vai usar: papagaio, comadre, bacia,
água morna, sabonete, toalha, escova de dente, lençóis, forro plástico, e roupas. É convenente que o
cuidador proteja as mãos com luvas.

Ø Antes de iniciar o banho cubra o colchão com plásticos.

Ø Iniciar a higiene corporal pela cabeça.

Ø Com um pano molhado e pouco sabonete, faça a higiene do rosto, passando o pano no rosto, nas
orelhas e no pescoço. Enxague o pano em uma água limpa e passe na pele ate retirar toda a espuma,
secar bem.

Ø Lavagem dos cabelos:

Ø Cubra com plásticos um travesseiro e coloque a pessoa com a cabeça apoiada neste travesseiro
que deve estar na beirada da cama.

Ø Molhe a cabeça da pessoa e passe um pouco de xampu.

Ø Massageie o couro cabeludo e retire toda a espuma.

Ø Seque bem os cabelos.

Ø Lave com um pano umedecido e sabonete os braços, não se esquecendo das axilas, as mãos,
tórax, e a barriga. Seque bem, passe desodorante, creme hidratante e cubra o corpo da pessoa com
um lençol ou toalha. Nas mulheres e pessoas obesas é preciso secar muito bem a região em baixo
das mamas para evitar assaduras e mucosas.

Ø Faça da mesma forma a higiene das pernas, secando-as e cobrindo-as. Coloque os pés da pessoa
numa bacia com água morna e sabonete, lave bem entre os dedos. Seque bem entre os dedos, passe
creme hidratante.

Ø Ajude a pessoa a deitar de lado para que se possa fazer higiene das costas. Seque e massageie as
costas com óleo ou creme hidratante para ativar a circulação.

Ø Deitar novamente a pessoa de barriga para cima, colocar a comadre e fazer a higiene das partes
intimas. Na mulher é importante lavar a vagina de frente para trás, assim evita que a água escorra
do ânus para a virilha. No homem é importante descobrir a cabeça do pênis para que possa lavar e
secar bem.

A higiene das partes intimas deve ser feita no banho diário e também após a pessoa urinar e
evacuar, assim se evita umidade, assaduras e feridas.

É importante usar pano macio para fazer a higiene e lembrar que as partes do corpo que ficam em
contato com o colchão estão mais frias e sensíveis e qualquer esfregada mais forte pode provocar o
rompimento da pele e a formação de feridas (escaras).

BANHO DE SOL

A importância do banho sol para o idoso

Quem deseja ter uma vida longa deve incluir na agenda um tempo para o banho de sol. Embora o
astro rei seja um dos vilões do envelhecimento e do câncer de pele, é através dele, que o corpo
consegue absorver a vitamina D. A queda do nível dessa vitamina pode provocar o surgimento da
osteoporose ou ainda promover a diminuição da massa muscular. Mais: a substância está
relacionada à imunidade (defesas do organismo contra infecções) e pesquisas recentes analisam
seus benefícios na prevenção de doenças do coração. O banho de sol pode ajudar as pessoas idosas a
reduzir o risco de desenvolver doença cardíaca e diabetes. A exposição à luz do sol estimula a
produção de vitamina D, cuja deficiência estaria associada à síndrome metabólica – conjunto de
fatores de risco para doença cardíaca e diabetes. Os idosos são mais propensos à deficiência de
vitamina D, por causa do processo natural de envelhecimento e de mudanças no estilo de vida, a
exposição ao sol seria especialmente importante para esse grupo de pessoas. A deficiência de
vitamina D é uma condição que está causando um grande problema de saúde em todo o mundo, com
particular impacto deletério entre os idosos. Os baixos níveis de vitamina D estão associados a um
risco aumentado de ter síndrome metabólica, e estava também significativamente associado com
resistência à insulina aumentada. Recomenda-se que os idosos tomem mais sol, mas com
responsabilidade. O sol estimula a energia vital, trazendo-nos mais vida. Muitas vezes nos curamos
de uma doença apenas por ter tomado banhos de sol. Experimente banhar-se depois de uma noite
perdida (eliminará todos os sintomas de cansaço) ou numa gripe (sentirá mais disposição, muitas
vezes curando-a). É indispensável na cura de doenças sérias como osteoporose e raquitismo.

O sol tem o poder de matar as bactérias (daí o hábito de colocar cobertores no sol), cicatrizar
feridas, estimular o sistema imunológico, fazer suar, o que ajudará a eliminar toxinas do corpo, se
acoplado a um banho frio (não molhar a cabeça).

ORIENTAÇÕES DE POSICIONAMENTO NO LEITO

A posição em que o idoso permanece deitado pode causar: úlcera de por pressão, dor na coluna,
dificuldade respiratória, e diminuição da qualidade do

sono. Mudar, de 2 em 2 horas, para as posições: barriga para cima (decúbito dorsal),

barriga para baixo (decúbito ventral), de lado (decúbito lateral), sentar no leito

ou em poltrona e caminhar com o idoso se for possível.

Lembretes:

· A permanência prolongada numa mesma posição pode facilitar o

aparecimento de úlceras por pressão.

· Realize as mudanças de posição frequentemente, no ideal em 2 em 2

horas.

· O posicionamento adequado ao leito é fundamental para a prevenção da

úlcera por pressão.

· Diminua progressivamente o tempo de repouso no leito, levando-se em

conta a condição clinica do paciente. Passar um período de tempo

sentado é muito importante.

· O idoso que permanecer um longo período em uma mesma posição fica

com a sua circulação, seus movimentos e sua sensibilidade

comprometidas.

· A caminhada é uma atividade importante, pois ajuda a melhorar a

circulação sanguínea e a manter o funcionamento das articulações,

entre outros benefícios.


Dicas:

· Para auxiliar o idoso cuidado a andar é preciso que o cuidador lhe dê

apoio e segurança.

· Se o idoso incapacitada de andar, deixá-la parte do tempo na sala, local

onde ocorre maior circulação dos membros da família, diminuindo o

sentimento de solidão.

Lição 08: Exercícios e massagens feitas pelo cuidador

EXERCICIOS E MASSAGENS FEITAS PELO CUIDADOR

O idoso por diversas razões pode ficar muito tempo acamado, com diminuição da mobilidade e
comprometimento da sensibilidade e da circulação.

o cuidador deve ajudar o idoso recuperar movimentos e funções do corpo, prejudicados pela doença
ou pela falta de mobilidade. Para isso deve incentivar

ou realizar exercícios físicos no idoso e massagens.

MASSAGENS

Podem ser feitos com a mão, com uma esponja macia, toalha ou com panos de várias texturas. Nas
massagens é bom usar creme ou óleo.

- As massagens podem ser feitas no corpo todo. Os toques e massagens

ajudam o idoso a perceber o próprio corpo e a relaxar, além de ativar a

circulação e melhorar os movimentos.

EXERCICIOS

Os exercícios podem ser realizados mesmo que os idosos estejam acamados, em cadeira de rodas. Os
exercícios devem ser fáceis e práticos.

· Movimente cada um dos dedos dos pés, para cima e para baixo, para os

lados e com movimentos de rotação.

· Segure o tornozelo e movimente o pé para cima, para baixo, para os dois

lados e em movimentos circulares.

· Dobre e estenda uma das pernas, repita o movimento com a outra perna (sem

atritar o calcanhar na cama, que favorece o surgimento de feridas).


· Com os pés do idoso apoiados na cama e os joelhos dobrados: faça

movimentos de separar e unir os joelhos; solicite que o idoso levante os

quadris e abaixe lentamente; Levante e abaixe os braços do idoso, depois abra

e feche; Faça movimentos de dobrar e estender os cotovelos, os punhos e

depois os dedos; Ajude o idoso a flexionar suave e lentamente a cabeça para

frente e para trás, para um lado e depois para o outro, isto alonga os músculos

do pescoço.

O QUE SÃO ESCARAS

As escaras também conhecidas por úlceras de pressão ou úlceras de decúbitos, corresponde a um


tipo especial de lesões da pele, de extensão e profundidade variações. A principal causa da formação
de escaras é a deficiência prolongada na irrigação de sangue e na oferta de nutrientes em
determinada área do corpo, em virtude da pressão externa exercida por um objeto contra uma
superfície óssea ou cartilaginosa.

Unidade e fricção são condições que ajudam a agravar o quadro. As feridas podem aparecer em
diversas regiões de apoio do corpo, especialmente atrás da cabeça, nas costas, na articulação do
quadril, no cóccix, nas nádegas, cotovelos e calcanhares.

COMO ARRUMAR A CAMA E EVITAR ESCARAS

Muitos idosos passam grande parte deitados em sua cama, seja por debilitações físicas, invalidez ou
fatores alheios a sua vontade, que proporcionam o aparecimento de escaras, Sendo assim, é
importante deixa-los bem confortáveis, sobre um colchão adequado ao seu problema de saúde, com
roupas de camas cheirosas, limpas, bem passadas e esticadas, evitando qualquer tipo de desconforto
ao seu corpo. Nesse sentido, a arrumação da cama é muito importante, pois ira ajudar a prevenir
complicações, como as úlceras por pressão, mais conhecidas como escaras.

O cuidador de idosos, pensando no melhor para a saúde de seus clientes, devera se atentar a alguns
detalhes muito importantes, quanto à arrumação do leito. São eles:

1- Prender os lençóis a cama, evitando que o idoso escorregue;

2- Manter um lençol móvel para ajudar na movimentação caso o idoso tenha dificuldades em se
movimentar sozinho, caso precise da ajuda de alguém para executar qualquer tipo de tarefa na ama
ou, ainda caso use fraldas;

3- Verificar se o colchão é confortável e adequado às necessidades dos idosos;

4- Solicitar aos familiares, caso necessário, para evitar feridas no corpo do idoso, que troquem o
colchão para um “caixa de ovos” ou de água.

NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DA PESSOA IDOSA

Com o aumento no ritmo de envelhecimento da população brasileira, torna-se fundamental planejar


e desenvolver ações de saúde que contribui com a melhoria da qualidade de vida dos idosos
brasileiros.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Uma alimentação saudável deve ocupar lugar de destaque em nossa vida diária, pois ela é
certamente uma das formas para se ter uma vida melhor.

Para que uma alimentação seja saudável, ela deve ter uma combinação correta de alimentos,
procurando sempre utilizar um maior numero de cores, ou seja, quanto mais colorido for o prato,
maior é a chance dele fornecer todas as “vitaminas” etc, que o nosso corpo precisa.

Outro ponto que faz com que uma alimentação seja mesmo saudável é a forma como ela é
apresentada para a pessoa idosa. É desejável que tenha uma boa apresentação no prato, seja
saborosa e seja servida em um ambiente agradável, tranquilo e bem iluminado, preferencialmente
servida no mesmo horário da família, para que ela possa continuar sempre integrada à rotina da
casa. Se a pessoa idosa apresentar um estado de confusão mental, é mais indicado que faça as
refeições em um lugar mais calmo, pouco barulho, sob a orientação da cuidador do idoso.

OS DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

1- É necessário pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches
saudáveis por dia. Não pule as refeições.

2- Incluir diariamente seis porções dos alimentos básicos ou grupos de cereais (arroz, milho, trigo,
pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas
refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.

3- Oferecer diariamente os alimentos reguladores, pelo menos três porções de legumes e verduras
como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

4- Oferecer feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato
brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.

5- É bom que o idoso use diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes,
aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves, antes da preparação,
torna esses alimentos mais saudáveis.

6- Consumir, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras
trans.

7- Evitar oferecer refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados,


sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.

8- Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos
industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto,
salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.

9- Oferecer pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo
de água nos intervalos das refeições.

10- Procure tornar a vida dos idosos mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de
atividade física todos os dias e evite oferecer bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro
de limites saudáveis.
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO IDOSO

O envelhecimento é um processo caracterizado por mudanças biológicas normais que ocorrem com o
passar da vida. A qualidade de vida na terceira idade relaciona-se a diversos fatores do cotidiano,
como a saúde física e mental, satisfação com o trabalho, relações familiares, vida social, estado
nutricional adequado, atividades físicas, entre outros.

Um estilo de vida que combina uma alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do
estresse, contribui para aumentar a expectativa de vida do idoso e, principalmente, uma vida mais
saudável.

Nos idosos as funções no organismo diminuem como um todo, diferenciando-se na intensidade


segundo o órgão ou sistema em questão.

Uma das maiores modificações no organismo é a mudança na composição corporal, com o aumento
do tecido adiposo e diminuição da massa magra. A partir dos 60 anos, este quadro atinge todos os
órgãos e com maior intensidade na massa muscular, provocando alteração na força e mobilidade,
favorecendo a possibilidade de quedas. Esta alteração da composição corporal reflete diretamente
na diminuição do metabolismo basal.

O olfato, paladar e a visão diminuem, podendo reduzir o consumo alimentar, assim como a
capacidade de mastigação. O idoso passa a ter escolhas alimentares alteradas que podem diminuir o
valor nutritivo da alimentação e com isso, aumentar o risco de desnutrição.

Um bom estado nutricional, com o fornecimento adequado de energia, proteínas, vitaminas e


minerais é de extrema importância para que o idoso resista às doenças crônicas e debilitantes e
possa manter a saúde e independência.

Para a avaliação nutricional do idoso é fundamental ressaltar uma história alimentar. Contudo, é
necessário questionar o idoso, assim como os familiares, sobre alterações de peso, restrições
alimentares voluntárias ou impostas, alcoolismo, depressão, alterações gastrointestinais, doenças
crônicas e uso de medicamentos. Além disso, um registro da alimentação habitual do paciente por
três dias é interessante para avaliar o padrão rotineiro de ingestão.

Nos exames físico e laboratorial devem ser identificadas as alterações procurando não confundir os
sinais de desnutrição com o processo de envelhecimento.

NECESSIDADES ENERGÉTICAS

Nos idosos, assim como em toda a população, a quantidade energética ingerida na alimentação é
fundamental para manter um estado nutricional adequado. Uma alimentação diversificada, com
alimentos de diferentes fontes, oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada,
desde de que ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos.

O fracionamento das refeições, assim como a diminuição do seu volume contribuem para o processo
de digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos. Recomenda-se o consumo de quatro a seis
refeições diárias. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor,
sabor, aroma e textura.

A redução na massa magra corpórea e a atividade física estão associadas com a necessidade total de
energia. O metabolismo basal reduz cerca de 10% até os 60 anos e aumenta com passar da idade,
influenciando diretamente com a diminuição do gasto energético.
O gasto energético diário é estimado mediante a soma do metabolismo basal e as atividades físicas.
Para determinar a taxa metabólica basal recomenda-se a utilização da equação da Organização
Mundial da Saúde, OMS, 1996 que considera o peso corporal. A energia gasta com a atividade física
pode ser mensurada e avaliada em tabelas com o gasto energético por tipo de atividade.

CARBOIDRATOS

O carboidrato é um nutriente essencial na nutrição humana. Algumas de suas funções são: fornecer
energia para o organismo, preservar a proteína, servir como único substrato energético para o
sistema nervoso central e ativar o metabolismo.

A dieta do idoso deve obter entre 50% a 60% do valor calórico total de carboidratos. É necessário
ressaltar a prioridade de carboidratos complexos, como o arroz, macarrão, pães, batata e cereais,
para minimizar os picos de hiperglicemia. Os carboidratos simples, como a glicose e sacarose
deverão ser no máximo 10% do total de carboidratos.

PROTEÍNAS

As proteínas são formadas por diferentes combinações dos 20 aminoácidos e exercem funções
estruturais, reguladoras, de defesa e de transporte nos fluidos biológicos. A melhor fonte proteica
são as de origem animal, entretanto, a mistura de cereais e leguminosas fornece a quantidade
necessária de aminoácidos para a síntese proteica.

Os idosos apresentam diminuição na síntese e degradação proteica, além de uma menor massa
magra, assim, o fornecimento proteico é fundamental. A recomendação estabelecida pela
Recomendações das Necessidades Diárias (RDA) é de 0,8g/kg/dia. É importante ressaltar o cuidado
para não haver uma ingestão acima do recomendado, podendo sobrecarregar o sistema renal, além
de interferir na absorção de cálcio, prejudicando a massa óssea.

LIPÍDEOS

Os lipídeos desempenham funções energéticas, estruturais e hormonais no organismo, além de


auxiliar na absorção e transporte de vitaminas lipossolúveis.

A ingestão de lipídeos recomendada é de 20% a 30% do valor calórico total. No entanto, as gorduras
saturadas não devem ser superior a 10%, pela sua associação com doenças coronarianas. São
encontradas em carnes, ovos, leite e derivados.

O restante deverá ser de mono e poliinsaturados, encontrados em gorduras vegetais. A ingestão de


ácidos graxos essenciais, que incluem o ômega 6 (ácido linoléico) deve ser de 11g/dia, sendo
encontrado em nozes, castanhas, sementes e óleo de soja, girassol e milho; e o ômega 3 (ácido
linolênico) com ingestão de 1,1g/dia, encontrado em óleos de canola, linhaça, salmão, arenque,
sardinha e algas. O consumo de colesterol não deve ser superior a 300mg/dia.

VITAMINAS E MINERAIS

O uso de suplementos vitamínicos e de minerais pelos idosos pode ser uma alternativa a ser
considerada quando há consumo de dietas inadequadas ou alguma enfermidade específica. Porém,
seu uso não pode ser extrapolado, visto que uma dieta equilibrada pode suprir as necessidades do
indivíduo.

O cálcio é um dos principais micronutrientes relacionados com o envelhecimento, além de ser o


mais abundante no corpo humano. O metabolismo do cálcio está diretamente relacionado com a
perda da massa óssea ou osteopenia, podendo atingir a osteoporose. Além disso, a absorção de
cálcio está diminuída no idoso, sendo mais um fator de contribuição da doença. A suplementação
pode ser necessária para grupos de risco, como mulheres na pós-menopausa com histórico familiar
da doença, raça branca, baixo peso, sedentárias e com exposição solar inadequada.

Segundo as DRIs, a recomendação de cálcio para a população acima dos 51 anos é de 1200mg/dia.

A vitamina D é um outro fator relacionado ao metabolismo ósseo, sendo necessário um controle


adequado na ingestão deste nutriente. O estilo de vida do idoso, prática de atividade física,
reposição hormonal e a genética devem ser levados em consideração. Além disso, o consumo de
cafeína, alimento comum entre idosos, hábito de fumar e excesso de álcool podem comprometer
negativamente a massa óssea.

Contudo, o acompanhamento do paciente idoso é extremamente necessário para que o mesmo tenha
uma dieta equilibrada e mantenha a saúde.

HIDRATAÇÃO

A água deve merecer atenção especial, principalmente nesta faixa etária, na qual a desidratação é o
distúrbio hidroeletrolítico mais comum.

O sistema renal diminui sua capacidade com a idade, assim como os idosos sentem menos sede que
os mais jovens, gerando uma privação de água. Esta pode ocorrer por um distúrbio cognitivo, pela
diminuição da sede ou por debilidade física. Contudo, a água deve ser controlada, assim como a
dieta e os medicamentos, principalmente, para idosos que requerem um maior cuidado.

Como visto a população idosa apresenta particularidades que merecem maior cuidado e atenção. A
nutrição pode contribuir para a manutenção e melhoria da saúde destes indivíduos, buscando a
união de uma dieta equilibrada e saudável com o prazer, alegria e conforto que o alimento propicia,
respeitando sempre as preferências e hábitos dos idosos.

COMO AUXILIAR PARA ALIMENTAR DE FORMA ADEQUADA

Ø Posicionar a pessoa idosa adequadamente: sentada, com os pés apoiados no chão; quando houver
engasgos, abaixar a cabeça levemente em direção ao peito.

Ø Nunca oferecer o alimento na posição horizontal ou mal sentada, sugere-se elevar o tronco e/ou
usar rolos de toalhas ou almofadas para apoiar a cabeça.

Ø A higiene oral deve ser realizada sempre, após a ingestão de alimentos. Também quando houver
saliva em excesso, é muito importante limpar a cavidade oral, evitando que pequenos resíduos de
alimentos possam ser aspirados.

Ø Observar o ambiente da refeição que deve ser longe de outros estímulos, sem distrações.

Ø Algumas pessoas idosas são mais lentas e outras mais rápidas. Se o ritmo não atrapalhar na
deglutição, deve ser respeitado. Porém, é observar se a lentidão não faz com que parte do alimento
seja esquecido na boca ou se a rapidez não faz com que o alimento seja mal mastigado.

Ø O uso de utensílios adequados facilita a boa alimentação; caso a pessoa idosa degluta melhor
com pequenas quantidades, deve-se oferecer-lhe uma colher menor.

Ø O volume, sabor e temperatura devem estar adequados para facilitar a melhor deglutição.
O QUE FAZER PARA AJUDAR O IDOSO DURANTE AS REFEIÇÕES

Ø Auxiliar com ordens verbais durante as refeições.

Ø Evitar dupla consistência (sopa com muito pedaços, pois pessoas idosas com dificuldades
cognitivas podem se confundir).

Ø Evitar que a pessoa idosa se deite logo após alimentar-se, devendo permanecer sentada, pelo
menos, durante 30 minutos.

Quando as orientações acima não são suficientes e a alimentação deixa de ser segura, é indicada a
introdução da sonda nasoenteral, como complementação da alimentação ou como única fone
alimentar. Esta opção só deve ser realizada por diversos profissionais, entre eles a fonoaufióloga,
que poderá realizar manobras, exercícios e/ou troca de consistência alimentar orientando quanto à
segurança da alimentação, juntamente com a nutricionista sobre a quantidade a ser ingerida via oral
ou sonda, sendo esta uma opção que pode ser utilizada por um determinado período ou
definidamente.

QUANDO E COMO A ALIMENTAÇÃO POR SONDA DEVE SER UTILIZADA

Quando a pessoa idosa, por motivo de doença, problemas de deglutição, ou por uma perda de peso
muito grande não conseguir mais comer pela boca, ela pode ser alimentada por via de um tubo,
também chamado de sonda, que é colocada pelo nariz e transporta o alimento liquido ou
liquidificado até o estomago.

O objetivo da dieta que vai ser passada pela sonda é melhorar ou corrigir o estado nutricional das
pessoas idosas que não podem se alimentar normalmente pela boca. Portanto, o cuidador deve ter
muito controle com a higiene, o preparo e com a forma em que os alimentos ou preparações serão
oferecidos à pessoa idosa.

As dietas oferecidas pela sonda podem ser preparadas em casa ou compradas prontas
(industrializadas). A escolha de qual tipo usar deve ser feita pelo médico ou nutricionista.

As preparadas em casa devem ser feitas com os alimentos fonte de proteínas, carboidratos,
gorduras, fibras, vitaminas e minerais e os ingredientes devem ser liquidificados e coados em
peneira fina.

Já as industrializadas possuem várias especificações e serão indicadas conforme a doença que a


pessoa idosa apresentar.

Para a administração da alimentação por sonda, o cuidador deve tomar alguns cuidados:

Ø Os alimentos devem ser guardados na geladeira;

Ø Os alimentos devem ser passados pela sonda, bem lentamente;

Ø O intervalo entre as refeições deve ser de aproximadamente 2 a 3 horas;

Ø Após cada refeição, lavar a sonda com 20 ml de água;

Ø Sempre oferecer os alimentos pela sonda com a pessoa idosa sentada de forma bem reta.

Todos estes cuidados e orientações podem tanto evitar que ocorram engasgos, como, também,
permitem um tratamento mais eficiente para os casos de disfagia.
ORIENTAÇOES GERAIS PARA O PLANEJAMENTO ALIMENTAR

Ø Aumentar o fracionamento das refeições (de quatro a seis) em horários regulares;

Ø Ingerir ao menos seis copos/dia de líquidos (água, suco, refresco e outros), principalmente pela
manhã e a tarde, evitando à noite;

Ø Ingerir frutas e vegetais da época, de preferência crus, com casca e bagaço;

Ø Alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes, frutas e cereais integrais, auxiliam na
formação do bolo fecal, prevenindo a constipação intestinal;

Ø Talos, folhas e cascas são ricas em fibras; podem ser preparados de diversas formas: farofas,
omeletes, sopas, bolinhos. Evitar, porém, vegetais que podem provocar gases. Ex: repolho, couve-
flor, pepino etc.

Ø Ingerir alimentos ricos em ferro (carnes brancas, vermelhas, folhosos verde-escuros,


leguminosas etc) nas refeições, acompanhados de boas fontes de vitamina C, como limão, laranja
etc. para prevenção da anemia;

Ø Evitar excesso de frituras e gorduras de origem animal, dando preferência e utilizando com
moderação óleos vegetais e azeite.

FATORES DE RISCO PARA O ESTADO NUTRICIONAL DO IDOSO

Ø Fatores socioeconômicos;

Ø Ingestão inadequada de alimentos;

Ø Hábitos alimentares arraigados;

Ø Doenças que reduzem o apetite, diminuem a absorção e/ou a utilização e aumentam os


requerimentos;

Ø Drogas que afetam a ingestão, a absorção, a utilização e a excreção;

Ø Perda da habilidade física;

Ø Alcoolismo;

Ø Saúde oral: dentição, próteses;

Ø Fatores psicossociais: isolamento social, solidão, depressão;

Ø Problemas mentais.
Lição 09: Nutrição e alimentação da pessoa idosa

NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DA PESSOA IDOSA

Com o aumento no ritmo de envelhecimento da população brasileira, torna-se fundamental planejar


e desenvolver ações de saúde que contribui com a melhoria da qualidade de vida dos idosos
brasileiros.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Uma alimentação saudável deve ocupar lugar de destaque em nossa vida diária, pois ela é
certamente uma das formas para se ter uma vida melhor.

Para que uma alimentação seja saudável, ela deve ter uma combinação correta de alimentos,
procurando sempre utilizar um maior numero de cores, ou seja, quanto mais colorido for o prato,
maior é a chance dele fornecer todas as “vitaminas” etc, que o nosso corpo precisa.

Outro ponto que faz com que uma alimentação seja mesmo saudável é a forma como ela é
apresentada para a pessoa idosa. É desejável que tenha uma boa apresentação no prato, seja
saborosa e seja servida em um ambiente agradável, tranquilo e bem iluminado, preferencialmente
servida no mesmo horário da família, para que ela possa continuar sempre integrada à rotina da
casa. Se a pessoa idosa apresentar um estado de confusão mental, é mais indicado que faça as
refeições em um lugar mais calmo, pouco barulho, sob a orientação da cuidador do idoso.

OS DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

1- É necessário pelo menos três refeições (café da manhã, almoço e jantar) e dois lanches
saudáveis por dia. Não pule as refeições.

2- Incluir diariamente seis porções dos alimentos básicos ou grupos de cereais (arroz, milho, trigo,
pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas
refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos na sua forma mais natural.

3- Oferecer diariamente os alimentos reguladores, pelo menos três porções de legumes e verduras
como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.

4- Oferecer feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato
brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde.

5- É bom que o idoso use diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes,
aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves, antes da preparação,
torna esses alimentos mais saudáveis.

6- Consumir, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
Fique atento aos rótulos dos alimentos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras
trans.

7- Evitar oferecer refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados,


sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.

8- Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos
industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, salsicha, lingüiça, presunto,
salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos.
9- Oferecer pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo
de água nos intervalos das refeições.

10- Procure tornar a vida dos idosos mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de
atividade física todos os dias e evite oferecer bebidas alcoólicas e o fumo. Mantenha o peso dentro
de limites saudáveis.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO IDOSO

O envelhecimento é um processo caracterizado por mudanças biológicas normais que ocorrem com o
passar da vida. A qualidade de vida na terceira idade relaciona-se a diversos fatores do cotidiano,
como a saúde física e mental, satisfação com o trabalho, relações familiares, vida social, estado
nutricional adequado, atividades físicas, entre outros.

Um estilo de vida que combina uma alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do
estresse, contribui para aumentar a expectativa de vida do idoso e, principalmente, uma vida mais
saudável.

Nos idosos as funções no organismo diminuem como um todo, diferenciando-se na intensidade


segundo o órgão ou sistema em questão.

Uma das maiores modificações no organismo é a mudança na composição corporal, com o aumento
do tecido adiposo e diminuição da massa magra. A partir dos 60 anos, este quadro atinge todos os
órgãos e com maior intensidade na massa muscular, provocando alteração na força e mobilidade,
favorecendo a possibilidade de quedas. Esta alteração da composição corporal reflete diretamente
na diminuição do metabolismo basal.

O olfato, paladar e a visão diminuem, podendo reduzir o consumo alimentar, assim como a
capacidade de mastigação. O idoso passa a ter escolhas alimentares alteradas que podem diminuir o
valor nutritivo da alimentação e com isso, aumentar o risco de desnutrição.

Um bom estado nutricional, com o fornecimento adequado de energia, proteínas, vitaminas e


minerais é de extrema importância para que o idoso resista às doenças crônicas e debilitantes e
possa manter a saúde e independência.

Para a avaliação nutricional do idoso é fundamental ressaltar uma história alimentar. Contudo, é
necessário questionar o idoso, assim como os familiares, sobre alterações de peso, restrições
alimentares voluntárias ou impostas, alcoolismo, depressão, alterações gastrointestinais, doenças
crônicas e uso de medicamentos. Além disso, um registro da alimentação habitual do paciente por
três dias é interessante para avaliar o padrão rotineiro de ingestão.

Nos exames físico e laboratorial devem ser identificadas as alterações procurando não confundir os
sinais de desnutrição com o processo de envelhecimento.

NECESSIDADES ENERGÉTICAS

Nos idosos, assim como em toda a população, a quantidade energética ingerida na alimentação é
fundamental para manter um estado nutricional adequado. Uma alimentação diversificada, com
alimentos de diferentes fontes, oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada,
desde de que ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos.

O fracionamento das refeições, assim como a diminuição do seu volume contribuem para o processo
de digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos. Recomenda-se o consumo de quatro a seis
refeições diárias. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor,
sabor, aroma e textura.

A redução na massa magra corpórea e a atividade física estão associadas com a necessidade total de
energia. O metabolismo basal reduz cerca de 10% até os 60 anos e aumenta com passar da idade,
influenciando diretamente com a diminuição do gasto energético.

O gasto energético diário é estimado mediante a soma do metabolismo basal e as atividades físicas.
Para determinar a taxa metabólica basal recomenda-se a utilização da equação da Organização
Mundial da Saúde, OMS, 1996 que considera o peso corporal. A energia gasta com a atividade física
pode ser mensurada e avaliada em tabelas com o gasto energético por tipo de atividade.

CARBOIDRATOS

O carboidrato é um nutriente essencial na nutrição humana. Algumas de suas funções são: fornecer
energia para o organismo, preservar a proteína, servir como único substrato energético para o
sistema nervoso central e ativar o metabolismo.

A dieta do idoso deve obter entre 50% a 60% do valor calórico total de carboidratos. É necessário
ressaltar a prioridade de carboidratos complexos, como o arroz, macarrão, pães, batata e cereais,
para minimizar os picos de hiperglicemia. Os carboidratos simples, como a glicose e sacarose
deverão ser no máximo 10% do total de carboidratos.

PROTEÍNAS

As proteínas são formadas por diferentes combinações dos 20 aminoácidos e exercem funções
estruturais, reguladoras, de defesa e de transporte nos fluidos biológicos. A melhor fonte proteica
são as de origem animal, entretanto, a mistura de cereais e leguminosas fornece a quantidade
necessária de aminoácidos para a síntese proteica.

Os idosos apresentam diminuição na síntese e degradação proteica, além de uma menor massa
magra, assim, o fornecimento proteico é fundamental. A recomendação estabelecida pela
Recomendações das Necessidades Diárias (RDA) é de 0,8g/kg/dia. É importante ressaltar o cuidado
para não haver uma ingestão acima do recomendado, podendo sobrecarregar o sistema renal, além
de interferir na absorção de cálcio, prejudicando a massa óssea.

LIPÍDEOS

Os lipídeos desempenham funções energéticas, estruturais e hormonais no organismo, além de


auxiliar na absorção e transporte de vitaminas lipossolúveis.

A ingestão de lipídeos recomendada é de 20% a 30% do valor calórico total. No entanto, as gorduras
saturadas não devem ser superior a 10%, pela sua associação com doenças coronarianas. São
encontradas em carnes, ovos, leite e derivados.

O restante deverá ser de mono e poliinsaturados, encontrados em gorduras vegetais. A ingestão de


ácidos graxos essenciais, que incluem o ômega 6 (ácido linoléico) deve ser de 11g/dia, sendo
encontrado em nozes, castanhas, sementes e óleo de soja, girassol e milho; e o ômega 3 (ácido
linolênico) com ingestão de 1,1g/dia, encontrado em óleos de canola, linhaça, salmão, arenque,
sardinha e algas. O consumo de colesterol não deve ser superior a 300mg/dia.

VITAMINAS E MINERAIS
O uso de suplementos vitamínicos e de minerais pelos idosos pode ser uma alternativa a ser
considerada quando há consumo de dietas inadequadas ou alguma enfermidade específica. Porém,
seu uso não pode ser extrapolado, visto que uma dieta equilibrada pode suprir as necessidades do
indivíduo.

O cálcio é um dos principais micronutrientes relacionados com o envelhecimento, além de ser o


mais abundante no corpo humano. O metabolismo do cálcio está diretamente relacionado com a
perda da massa óssea ou osteopenia, podendo atingir a osteoporose. Além disso, a absorção de
cálcio está diminuída no idoso, sendo mais um fator de contribuição da doença. A suplementação
pode ser necessária para grupos de risco, como mulheres na pós-menopausa com histórico familiar
da doença, raça branca, baixo peso, sedentárias e com exposição solar inadequada.

Segundo as DRIs, a recomendação de cálcio para a população acima dos 51 anos é de 1200mg/dia.

A vitamina D é um outro fator relacionado ao metabolismo ósseo, sendo necessário um controle


adequado na ingestão deste nutriente. O estilo de vida do idoso, prática de atividade física,
reposição hormonal e a genética devem ser levados em consideração. Além disso, o consumo de
cafeína, alimento comum entre idosos, hábito de fumar e excesso de álcool podem comprometer
negativamente a massa óssea.

Contudo, o acompanhamento do paciente idoso é extremamente necessário para que o mesmo tenha
uma dieta equilibrada e mantenha a saúde.

HIDRATAÇÃO

A água deve merecer atenção especial, principalmente nesta faixa etária, na qual a desidratação é o
distúrbio hidroeletrolítico mais comum.

O sistema renal diminui sua capacidade com a idade, assim como os idosos sentem menos sede que
os mais jovens, gerando uma privação de água. Esta pode ocorrer por um distúrbio cognitivo, pela
diminuição da sede ou por debilidade física. Contudo, a água deve ser controlada, assim como a
dieta e os medicamentos, principalmente, para idosos que requerem um maior cuidado.

Como visto a população idosa apresenta particularidades que merecem maior cuidado e atenção. A
nutrição pode contribuir para a manutenção e melhoria da saúde destes indivíduos, buscando a
união de uma dieta equilibrada e saudável com o prazer, alegria e conforto que o alimento propicia,
respeitando sempre as preferências e hábitos dos idosos.

COMO AUXILIAR PARA ALIMENTAR DE FORMA ADEQUADA

Ø Posicionar a pessoa idosa adequadamente: sentada, com os pés apoiados no chão; quando houver
engasgos, abaixar a cabeça levemente em direção ao peito.

Ø Nunca oferecer o alimento na posição horizontal ou mal sentada, sugere-se elevar o tronco e/ou
usar rolos de toalhas ou almofadas para apoiar a cabeça.

Ø A higiene oral deve ser realizada sempre, após a ingestão de alimentos. Também quando houver
saliva em excesso, é muito importante limpar a cavidade oral, evitando que pequenos resíduos de
alimentos possam ser aspirados.

Ø Observar o ambiente da refeição que deve ser longe de outros estímulos, sem distrações.

Ø Algumas pessoas idosas são mais lentas e outras mais rápidas. Se o ritmo não atrapalhar na
deglutição, deve ser respeitado. Porém, é observar se a lentidão não faz com que parte do alimento
seja esquecido na boca ou se a rapidez não faz com que o alimento seja mal mastigado.

Ø O uso de utensílios adequados facilita a boa alimentação; caso a pessoa idosa degluta melhor
com pequenas quantidades, deve-se oferecer-lhe uma colher menor.

Ø O volume, sabor e temperatura devem estar adequados para facilitar a melhor deglutição.

O QUE FAZER PARA AJUDAR O IDOSO DURANTE AS REFEIÇÕES

Ø Auxiliar com ordens verbais durante as refeições.

Ø Evitar dupla consistência (sopa com muito pedaços, pois pessoas idosas com dificuldades
cognitivas podem se confundir).

Ø Evitar que a pessoa idosa se deite logo após alimentar-se, devendo permanecer sentada, pelo
menos, durante 30 minutos.

Quando as orientações acima não são suficientes e a alimentação deixa de ser segura, é indicada a
introdução da sonda nasoenteral, como complementação da alimentação ou como única fone
alimentar. Esta opção só deve ser realizada por diversos profissionais, entre eles a fonoaufióloga,
que poderá realizar manobras, exercícios e/ou troca de consistência alimentar orientando quanto à
segurança da alimentação, juntamente com a nutricionista sobre a quantidade a ser ingerida via oral
ou sonda, sendo esta uma opção que pode ser utilizada por um determinado período ou
definidamente.

QUANDO E COMO A ALIMENTAÇÃO POR SONDA DEVE SER UTILIZADA

Quando a pessoa idosa, por motivo de doença, problemas de deglutição, ou por uma perda de peso
muito grande não conseguir mais comer pela boca, ela pode ser alimentada por via de um tubo,
também chamado de sonda, que é colocada pelo nariz e transporta o alimento liquido ou
liquidificado até o estomago.

O objetivo da dieta que vai ser passada pela sonda é melhorar ou corrigir o estado nutricional das
pessoas idosas que não podem se alimentar normalmente pela boca. Portanto, o cuidador deve ter
muito controle com a higiene, o preparo e com a forma em que os alimentos ou preparações serão
oferecidos à pessoa idosa.

As dietas oferecidas pela sonda podem ser preparadas em casa ou compradas prontas
(industrializadas). A escolha de qual tipo usar deve ser feita pelo médico ou nutricionista.

As preparadas em casa devem ser feitas com os alimentos fonte de proteínas, carboidratos,
gorduras, fibras, vitaminas e minerais e os ingredientes devem ser liquidificados e coados em
peneira fina.

Já as industrializadas possuem várias especificações e serão indicadas conforme a doença que a


pessoa idosa apresentar.

Para a administração da alimentação por sonda, o cuidador deve tomar alguns cuidados:

Ø Os alimentos devem ser guardados na geladeira;

Ø Os alimentos devem ser passados pela sonda, bem lentamente;


Ø O intervalo entre as refeições deve ser de aproximadamente 2 a 3 horas;

Ø Após cada refeição, lavar a sonda com 20 ml de água;

Ø Sempre oferecer os alimentos pela sonda com a pessoa idosa sentada de forma bem reta.

Todos estes cuidados e orientações podem tanto evitar que ocorram engasgos, como, também,
permitem um tratamento mais eficiente para os casos de disfagia.

ORIENTAÇOES GERAIS PARA O PLANEJAMENTO ALIMENTAR

Ø Aumentar o fracionamento das refeições (de quatro a seis) em horários regulares;

Ø Ingerir ao menos seis copos/dia de líquidos (água, suco, refresco e outros), principalmente pela
manhã e a tarde, evitando à noite;

Ø Ingerir frutas e vegetais da época, de preferência crus, com casca e bagaço;

Ø Alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes, frutas e cereais integrais, auxiliam na
formação do bolo fecal, prevenindo a constipação intestinal;

Ø Talos, folhas e cascas são ricas em fibras; podem ser preparados de diversas formas: farofas,
omeletes, sopas, bolinhos. Evitar, porém, vegetais que podem provocar gases. Ex: repolho, couve-
flor, pepino etc.

Ø Ingerir alimentos ricos em ferro (carnes brancas, vermelhas, folhosos verde-escuros,


leguminosas etc) nas refeições, acompanhados de boas fontes de vitamina C, como limão, laranja
etc. para prevenção da anemia;

Ø Evitar excesso de frituras e gorduras de origem animal, dando preferência e utilizando com
moderação óleos vegetais e azeite.

FATORES DE RISCO PARA O ESTADO NUTRICIONAL DO IDOSO

Ø Fatores socioeconômicos;

Ø Ingestão inadequada de alimentos;

Ø Hábitos alimentares arraigados;

Ø Doenças que reduzem o apetite, diminuem a absorção e/ou a utilização e aumentam os


requerimentos;

Ø Drogas que afetam a ingestão, a absorção, a utilização e a excreção;

Ø Perda da habilidade física;

Ø Alcoolismo;
Ø Saúde oral: dentição, próteses;

Ø Fatores psicossociais: isolamento social, solidão, depressão;

Ø Problemas mentais.

Lição 10: Cuidados com alimentação na terceira idade

CUIDADOS COM ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE

A terceira idade inicia-se em torno dos 65 anos de idade, mas muitos fatores influenciam na
velocidade e intensidade do processo de envelhecimento de cada um. Dentre estes podemos citar a
alimentação, o meio ambiente, estilo de vida, o hábito de fumar, a alimentação, a prática de
atividade física, a depressão, o stress, etc.

A escolha de alimentos e os hábitos alimentares dos idosos são afetados não apenas pela
preferência, mas também pelas transformações que acompanham a experiência de envelhecer em
nossa sociedade. Se as pessoas vivem sós, com familiares ou em instituições, tudo isso afeta o que
elas comem.

EXEMPLOS DE MUDANÇAS FÍSICAS PROVOCADAS PELO ENVELHECIMENTO QUE


AFETAM A NUTRIÇÃO:

Ø Trato digestório: Os intestinos perdem força muscular, o que resulta em motilidade retardada
levando a constipação. Inflamação do estômago, crescimento bacteriano anormal e grande redução
do débito de ácido prejudicam a digestão e absorção. As dores podem causar recusa de alimentos ou
ingestão reduzida.

Ø Composição corporal: Perda de peso e declínio da massa corporal magra levam a necessidades
diminuídas de calorias. Pode ser evitável ou reversível com a prática de atividades físicas.

Ø Órgãos sensitivos: A diminuição dos sentidos do olfato e paladar podem reduzir o apetite; visão
diminuída pode dificultar a compra e a preparação dos alimentos.

Ø Hormônios: Por exemplo, o pâncreas secreta menos insulina, e as células tornam- se menos
responsivas, causando metabolismo anormal de glicose. É preciso cuidado para desenvolver um caso
de diabetes.

O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos processos vitais. Ele nos fornece a
energia necessária para a manutenção destes processos. Uma dieta adequada é aquela que assegura
a ingestão equilibrada de todos os nutrientes, ou seja: as proteínas, as gorduras, as vitaminas, os
sais minerais, as fibras e também água. Todo alimento possui vários nutrientes e estes nutrientes
exercem diferentes funções no organismo. Portanto os alimentos são classificados em grupos de
acordo com a quantidade de nutrientes que possuem, e a função que exercem.

Então foi feita uma divisão em três tipos de alimentos que são importantes para o nosso corpo. As
funções dos alimentos são classificadas em: energética, construtora e reguladora.

FUNÇÃO ENERGÉTICA
Uma das funções dos alimentos é a de fornecer energia que funciona como combustível para
exercermos as mais diversas atividades (andar, falar, respirar, para o coração bater, etc.)

Portanto os alimentos que mais fornecem energia são os que possuem quantidades elevadas de
carboidratos e gorduras.

ALIMENTOS ENERGÉTICOS:

Fontes de carboidratos: arroz, milho, centeio, pão, macarrão, batata, aveia,


cará, inhame, açúcares, doces, mel, geléia, cevada trigo, aveia, etc.
Fontes de gorduras: creme de leite, amêndoas, amendoim, banha, bacon, manteiga, margarina,etc.

Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, devido o seu consumo excessivo estar
associado a incidências de obesidade, dislipidemias e hipertensão arterial. É importante ressaltar
que a ingestão de alimentos ricos em gordura auxilia na absorção das vitaminas lipossolúveis.

FUNÇÃO CONSTRUTORA

É a de fornecer “material” para construção e manutenção das diferentes partes do corpo e a


reparação dos tecidos que são perdidos com maior frequência, através de descamações, suor,
cicatrizações, dentre outros. Os alimentos que exercem esta função são fontes de proteínas. As
proteínas e que são responsáveis pela formação dos anticorpos (protege contra as doenças), e de
todos os órgãos do nosso corpo.

ALIMENTOS CONSTRUTORES:

Fontes de proteínas: ovos, feijão, ervilha, lentilha, soja, grão de bico, leite iogurte, coalhada, carne,
etc.

O consumo de leite e derivados torna-se ainda mais importante na terceira idade devido os ossos
ficarem mais fracos e são de difícil cicatrização.

FUNÇÃO REGULADORA

Regular as funções do organismo, ou seja, facilitar a digestão e absorção dos nutrientes, fortalecer o
sistema imunológico, permitir o bom funcionamento intestinal, proteger a visão, pele e dentes. Os
alimentos reguladores são fontes de vitaminas, minerais e fibras.

ALIMENTOS REGULADORES:

Fontes de vitaminas, minerais e fibras: pepino, berinjela, abobrinha, chuchu, cenoura, limão, laranja,
goiaba, manga, caju, morango, mexerica, almeirão, acelga, brócolis, escarola, mostarda, salsa, couve
e cereais integrais.

DICAS PARA O IDOSO TER UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Planejar as refeições diárias. Faça um cardápio bem variado;


Ø Fazer as refeições em local agradável;

Ø Higienizar sempre as mãos antes das refeições;

Ø Se possível fazer as refeições em companhia de outras pessoas;

Ø Não ficar preso às regras de etiqueta;

Ø Preparar refeições atrativas e saborosas;

Ø Comer devagar, mastigando bem os alimentos;

Ø Cortar os alimentos em pedaços pequenos, moer, ralar, desfiar ou alterar sua textura;

Ø Tomar líquidos devagar, gole por gole;

Ø Variar alimentos e forma de prepará-los;

Ø Utilizar com moderação óleos vegetais para preparar as refeições;

Ø Não cozinhar com gordura animal (banha, toucinho);

Ø Reduzir o consumo de açúcar e sal. Retirar o saleiro da mesa;

Ø Incentivar o consumo de frutas e hortaliças. Usar leite e derivados desnatados, pães integrais,
arroz integral;

Ø Comer de 3 em 3 horas;

Ø Dar preferência à água e sucos naturais. Evitar refrigerante;

Ø Usar com moderação alimentos ricos em cafeína (café, chocolate, chás,etc.);

Ø Não substituir refeições por guloseimas e lanches;

Ø Ingerir diariamente um produto probiótico (leite fermentado, iogurtes,etc.);

Ø Evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas;

Ø Manter o peso dentro dos limites saudáveis;

Ø Praticar atividade física após orientação com um profissional.

CUIDADOS NA COMPRA DOS ALIMENTOS

Os cuidados com a aquisição dos alimentos iniciam-se com a elaboração da lista de compras. No
momento da compra, ao observar os produtos, deve-se escolher aqueles:

Ø De procedência segura;

Ø Que apresentem características próprias nos aspectos de aparência, cor, cheiro e textura;

Ø Que estejam dentro do prazo de validade;

Ø Com embalagens não danificadas;


Ø Sem sinais de degelo, como cristais de gelo ou água dentro da embalagem (para

produtos congelados) que estejam armazenados corretamente e na temperatura adequada.

Lição 11: A importância dos sinais vitais

A IMPORTÂNCIA DOS SINAIS VITAIS

Sinais vitais são aqueles que evidenciam o funcionamento e as alterações da função corporal. Dentre
os inúmeros sinais que são utilizados na pratica diária para o auxilio do exame clinico destacam-se
pela sua importância de verificar, a pressão arterial, o pulso, a temperatura corpórea e a respiração.
Por serem os mesmos relacionados com a própria existência, recebeu o nome de sinais vitais.

As alterações da função corporal geralmente se refletem na temperatura do corpo, na pulsação, na


respiração e na pressão arterial, podendo indicar alguma enfermidade.

Ø Os sinais vitais referem-se a: Temperatura (T)

Ø Pulso ou batimentos cardíacos (P)

Ø Respiração (R)

Ø Pressão arterial (PA)

TEMPERATURA (T)

A temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção ou perda de calor no organismo, mediado,


pelo centro termo-regulado. Pode ser verificada na região axilar, ingerial, bucal ou retal. A axilar é a
mais comumente verificada e o seu valor normal varia no adulto entre 36 e 37,8ºC.

TERMOLOGIA BÁSICA

Febre: aumento patológico da temperatura corporal;

Hipertermia: elevação da temperatura do corpo ou de uma parte do corpo acima do valor normal;

Hipotermia: redução da temperatura do corpo ou de uma parte do corpo abaixo do valor normal.

TEMPERATURA AXILAR

1- Lavar as mãos;

2- Explicar ao idoso o que vai ser feito;

3- Fazer desinfecção do termômetro com algodão embebido em álcool 70% e certificar que a
coluna de mercúrio esta abaixo de 35ºC;

4- Colocar o reservatório de mercúrio no côncavo da axila, de maneira que o bulbo fique em


contato com a pele;

5- Após 5 (cinco) minutos, retirar o termômetro, ler e anotar a temperatura e fazer a desinfecção
do termômetro;
6- Lavar as mãos.

PULSO (P)

É a onda de expansão e contração das artérias, resultantes dos batimentos cardíacos. Na palpação
do pulso, verifica-se frequência, ritmo e tensão. O numero de pulsação normais no idoso é de
aproximadamente 0 a 0 bpm (batimento por minuto).

TERMOLOGIA BÁSICA

Ø Taquicardia: pulso acima da faixa normal (acelerado);

Ø Bradicardia: pulso abaixo da faixa normal (frequência cárdia baixa);

Ø Pulso irregular: os intervalos entre os batimentos são desiguais;

Ø Pulso decrótico: dá a impressão de dois batimentos.

COMO VERIFICAR A PULSAÇÃO:

1- Lavar as mãos;

2- Explicar ao idoso o que vai ser feito;

3- Manter o paciente confortável (deitado ou sentado). O braço apoiado na cama, mesa ou colo
com a palma da mão voltada para baixo;

4- Procurar sentir o pulso antes de iniciar a contagem;

5- Contar os batimentos durante 1 minuto;

6- Se necessário repetir a contagem;

7- Anotar os batimentos;

8- Lavar as mãos.

RESPIRAÇÃO (R)

É o ato de inspirar e expirar promovendo a troca de gases entre o organismo e o ambiente. A


frequência normal oscila entre 16 a 20 respirações por minuto. Em geral, a proporção entre a
frequência respiratória e o ritmo de pulso é aproximadamente de 1:4. Exemplo: R=20/Pulso=80.
Como a respiração, em certo grau, esta sujeito ao controle involuntário, deve ser contada sem que o
paciente perceba, observando a respiração como se estivesse verificando o pulso.

TERMOLOGIA BÁSICA

Ø Taquipnéia: aumento da respiração acima do normal

Ø Apneia: parada respiratória. Pode ser instantânea ou transitória, prolongada, intermitente ou


definitiva.

Ø Respiração subvalente: com sons que assemelham assovios.


Ø Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar (falta de ar).

PROCEDIMENTOS

1- Deitar o paciente ou sentar confortavelmente;

2- Observar os movimentos de abaixamento e elevação do tórax. Os dois (2) movimentos


(respiração e expiração) somam um movimento respiratório;

3- Colocar a mão no pulso do paciente afim de disfarçar a observação;

4- Contar durante 1 minuto;

5- Anotar;

6- Lavar a mão.

Observação: Pedir ao paciente que não converse durante o ato para não prejudicar o procedimento.
Também não contar a respiração logo esforços do paciente.

PRESSÃO ARTERIAL (PA)

É a medida da pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias. A pressão (PA) depende da
força de contração do coração, da quantidade de sangue circulante e da resistência dos vasos. Ao
medir a Pressão Arterial, consideramos a pressão máxima ou sistólica que resulta da concentração
dos ventrículos para ejetar o sangue nas grandes artérias e a pressão mais baixa ou diastólica, que
ocorre assim que o coração relaxa. A Pressão Arterial é medida em mmHg. Difícil definir exatamente
o que é pressão arterial normal. Fatores constitutivos e ambientais interferem na PA (Pressão
Arterial aumenta com a idade e é considerada normal para o adulto entre 130/80, 130/70, 120/80.

TERMOLOGIA BÁSICA

Hipertensão: PA acima de 140/90;

Hipotensão: PA inferior a média (menos de 100/60);

Pressão Arterial Convergente: quando a sistólica é a diastólica se aproximam (EX: 120/100)

Pressão Arterial Divergente: quando a sistólica e a diastólica se afastam (Ex: 120/40)

PROCEDIMENTOS

1- Explicar ao idoso sobre o cuidado a ser executado;

2- Lavar as mãos;

3- Manter o idoso deitado ou sentado com o braço comodamente apoiado ao nível do coração;

4- Quando o aparelho for manual, coloca-lo acima da prega do cotovelo, prendendo sem apertar
demasiado, nem deixar muito frouxo.

5- Localizar cm os dedos a artéria branquial na dobra do cotovelo;

6- Colocar o estetoscópio no ouvido e o diafragma do estetoscópio sobre a artéria branquial;


7- Fechar a válvula de ar e insuflar rapidamente o manguito até o desaparecimento do pulso radial
(pressão sistólica);

8- Observar no manômetro o ponto em que são ouvidos os primeiro batimentos (pressão sistólica)
e em seguida observar o ponto que o som foi ouvido por ultimo (pressão diastólica);

9- Anotar os valores;

10- Lavar as mãos.

Observação: Quando o aparelho for digital, coloca-lo no pulso com o visor sempre na mesma
posição da palma da mão. Ele por si próprio fará a leitura;

MODULOS

VACINA DO IDOSO

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO NA QUALIDADE DE VIDA DO IDOSO

Embora as pessoas pensem que somente as crianças precisam manter o calendário de vacinação em
dia, isso não é verdade. “Além de melhorar a qualidade de vida de maneira significativa, a
imunização contribui para a prevenção de doenças infecciosas e de possíveis descompensações de
doenças crônicas (como diabetes, hipertensão, entre tantas outras). Consequentemente, gastos com
medicamentos, muito comuns nessa faixa etária, também são reduzidos. Os riscos de internações e
óbito, por doenças como pneumonias, por exemplo, também diminuem”, destaca a diretora médica
da Rede Vaccini, Isabella Ballalai. Os idosos são mais propensos a adoecer gravemente e, por isso,
os cuidados com a saúde devem ser redobrados nessa fase da vida.

Apesar de a maior parte das pessoas reconhecer a relevância das vacinas, muitas desconhecem
quais delas são indicadas para determinadas faixas etárias. A adesão à imunização costuma ser mais
expressiva quando há campanha governamental, como no caso da vacina contra a gripe para idosos.
“Porém, o número de pessoas com mais de 60 anos que se vacinam contra as doenças
pneumocócicas, o tétano e a coqueluche, por exemplo, ainda é muito baixo, o que é preocupante”,
informa Isabella.

TÉTANO

Ferimentos que podem colocar em risco para o tétano não são raros. A maioria dos casos no Brasil
ocorre em adultos. Isso acontece, principalmente, por conta da baixa adesão desse grupo à
vacinação (deve ocorrer a cada 10 anos). Na rede pública, a vacina dupla do tipo adulto protege
contra o tétano e a difteria.

COQUELUCHE

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em seu Calendário do Idoso, recomenda a vacinação


dos maiores de 60 anos contra a coqueluche (como já é rotina nos EUA). Essa infecção respiratória,
que pode se apresentar de forma grave entre os mais velhos não vacinados, tem sido motivo de
preocupação no Brasil e no mundo pelo aumento de casos nos últimos anos. Quem já teve a doença
precisa se vacinar, uma vez que o fato de ter tido coqueluche protege por, no máximo, 15 anos.
“Também é preciso lembrar que os reforços dessa vacina são necessários a cada 10 anos”, diz
Isabella. Para quem tem acesso à rede privada é possível fazer a vacina tríplice bacteriana do tipo
adulto, que protege da coqueluche. Além disso, a vacina previne o tétano e a difteria.

PNEUMONIA PNEUMOCÓCICA

As doenças pneumocócicas são causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida


popularmente como pneumococo (principal agente causador de pneumonia no mundo). Mas,
felizmente, ele pode ser prevenido por vacina. Na terceira idade, os riscos de pneumonia
pneumocócica são mais elevados, porque o sistema imunológico já está naturalmente mais fraco. A
médica ressalta que essa doença pode ser grave e até requerer cuidados específicos em unidade de
terapia intensiva.

Uma pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde, incluindo 31 países da América Latina,


mostrou que a Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é a terceira principal causa de morte
entre as pessoas com mais de 65 anos.

VACINAS INDICADAS PARA IDOSOS

· Pneumocócica

· Influenza (gripe)

· Febre Amarela (dependendo da localidade ou viagens)

· dTpa (tríplice bacteriana do tipo adulto – difteria, tétano e coqueluche)

· Hepatite A (na dependência do passado de doença)

PRINCIPAIS RISCOS DE ACIDENTES COM IDOSOS EM CASA

As casas das pessoas idosas geralmente são repletas de perigos. Os principais riscos são:

Ø presença de muitos móveis atrapalhando a passagem,

Ø escadas inclinadas, com degraus irregulares, mal iluminadas e sem corrimão,

Ø tapetes avulsos e carpetes mal adaptados ou rasgados

Ø má iluminação,
Ø tacos soltos no chão ou pisos quebrados,

Ø pisos encerados ou escorregadios,

Ø camas e sofás muito altos ou muito baixos,

Ø prateleiras de difícil alcance,

Ø presença de animais domésticos pela casa,

Ø uso de chinelos ou sapatos em más condições ou mal adaptados,

Ø fios elétricos soltos, objetos espalhados pelo chão.

FORMAS DE PREVENÇÃO ADEQUADAS

Ø retirar móveis que estejam atrapalhando a passagem (principalmente em corredores, caminho


para atender ao telefone, à porta, para chegar ao banheiro) ou colocá-los em outros locais.

Ø colocar corrimão nas escadas e utilizá-los sempre;

Ø utilizar as escadas sempre com luz acesa;

Ø colocar fita adesiva colorida e antiderrapante nos degraus ou

Ø principalmente no primeiro e no último degrau;

Ø retirar todos os tapetes avulsos e consertar o carpete;

Ø se for impossível retirar os tapetes, colocar fita adesiva antiderrapante para evitar que
escorreguem;

Ø aumentar a altura dos móveis e do vaso sanitário;

Ø evitar sentar em cadeiras, sofás e camas que dificultem a transferência para outros locais;

Ø manter os objetos e utensílios mais utilizados entre a altura dos ombros e da cintura, evitando
subir em banquinhos e cadeiras ou abaixar-se demais;

Ø evitar o uso de chinelos e sapatos mal calçados ou soltos, como tamancos, sandálias, pois a forma
como o peso é descarregado nos pés muda completamente, favorecendo a queda;

Ø manter os fios presos ou embaixo de móveis;

Ø instalar barras de apoio no box e no vaso sanitário, para facilitar o banho e a utilização do
banheiro.

TIPO DE RESIDÊNCIA SEGURA PARA IDOSOS


Cama: O colchão deve ser adequado para o peso e para a altura do idoso, podendo ser de molas ou
de espuma. O importante é que tenha uma altura entre 55 e 65 centímetros, que facilite sentar-se e
levantar-se com segurança.
Armário: O local deve ser bem iluminado para ajudar na localização dos objetos. Além disso, as
portas devem ser fáceis de abrir e o móvel deve ser acessível, ou seja, não deve ter que obrigar o
idoso a subir em escadas ou cadeiras para alcançar roupas e outros utensílios.
Mesa de cabeceira: é um móvel importante, que deve ter um abajur e um telefone com os números
de emergência. Se o idoso precisa ingerir água durante a noite, o ideal é colocar uma garrafa e um
copo de plástico, para evitar acidentes.
Outro item importante no quarto é uma cadeira ou uma poltrona, para calçar os sapatos, fazer uma
leitura, etc. Não coloque nenhum tipo de tapete, exceto aqueles que são antiderrapantes. Também
não deixe fios soltos ou qualquer outro objeto que possa obstruir o caminho ou causar acidentes.

Banheiro: O banheiro é um dos cômodos mais perigosos quando o assunto é queda de idosos dentro
de casa. O ideal é colocar um piso antiderrapante, tanto no boxe quanto na área externa. Outro
ponto fundamental é a instalação de corrimões ou barras de apoio no chuveiro e no vaso sanitário,
para facilitar os movimentos de sentar, levantar e sair do banho. Se optar pela colocação de tapetes,
sempre devem ser os do tipo antiderrapante. Em alguns casos, é recomendável colocar uma cadeira
de plástico com pés de borracha antiderrapante dentro do chuveiro para que o idoso tome banho
sentado. O vaso sanitário deve estar bem preso ao chão, com um assento confortável. Lembre-se: o
box de vidro pode representar um perigo em uma queda durante o banho. O ideal é colocar um de
plástico ou de outro material que evite cortes ou outros traumas em caso de acidente.

Cozinha: Considerada também um dos lugares mais perigosos, deve ser especialmente projetada
para garantir a segurança do idoso. A regra do tapete é a mesma, se colocar, opte pelos
antiderrapantes. A bancada da pia e o fogão devem ter uma altura aproximada de 80 a 90
centímetros, para proporcionar mais conforto ao idoso. Já em relação ao gás de cozinha, é
importante colocar um adesivo na parede ou um aviso para desligar o gás na válvula sempre que não
estiver utilizando. Os armários devem ser baixos para evitar o uso de cadeiras ou escadas pelos
idosos, o que representa um verdadeiro perigo e provoca muitos acidentes.

Sala: A regra básica dos tapetes: retire-os ou coloque aqueles antiderrapantes. Outra dica é: quanto
menos móveis e objetos, melhor. Os sofás devem ser confortáveis, com uma altura de 55 a 65
centímetros. Estantes devem estar muito bem presas às paredes, para não correr o risco de caírem
sobre os idosos. O controle remoto evita o ato de levantar e sentar e com isso diminui a chance de
queda. Fios nunca devem ficar soltos. Na sala de jantar, a mesa deve ter o tamanho de acordo com a
altura do idoso e pontas arredondadas. Evite mesas que tenham a tampa solta ou de vidro. Prefira
as cadeiras sem braço, que facilitam a acessibilidade.

Escadas: Se a casa possuir escadas, é importante instalar corrimão dos dois lados da parede, prover
uma boa iluminação, além de colocar fita adesiva colorida e antiderrapante nos degraus ou,
principalmente, no primeiro e no último degraus.

Corredor: É vital deixar os corredores sempre bem iluminados, livre de objetos, tapetes, fios, etc.

SEGURANÇA DOS IDOSOS NA RUA


Ø Não é só dentro de casa que os idosos correm perigos. As ruas tornam-se mais inseguras quando
a idade chega. Tanto para as pessoas com mais de 60 anos que dirigem, quanto para aquelas que
andam de transporte público, a atenção deve ser redobrada. Além disso, os idosos estão mais
sujeitos a assaltos, roubos e golpes. Veja como se proteger;

Ø Os pedestres devem sempre andar na calçada, distantes da guia, para evitar que uma tontura ou
um tropeço os façam cair em meio aos carros;

Ø Para os idosos com dificuldades para andar, o ideal é usar um andador ou uma bengala para dar
mais firmeza ao passo;
Ø Para atravessar a rua, espere sempre o sinal de pedestre ficar verde ou nos locais sem semáforo
peça ajuda para outra pessoa;

Ø Evite carregar muito peso, peça ajuda de familiares ou de cuidadores;

Ø Use sapatos adequados e cuidado com buracos, troncos de árvores ou locais acidentados, que
podem causar uma queda;

Ø Se estiver dirigindo, evite distrações e faça os exames de vista e audição regularmente;

Ø Ao sair de um veículo, escolha o lado da calçada para desembarcar.

QUEDAS

A queda em idosos é um importante problema, pois além de contribuir para a diminuição da


qualidade de vida das pessoas, a ocorrência da queda pode acarretar em gasto considerável tanto do
ponto de vista financeiro quanto do familiar e social. Apesar de ser um problema multifatorial, a
queda em idosos pode ter os seguintes componentes desencadeadores:

FATORES INTRÍNSECOS

Ø Perda da acuidade visual – catarata, glaucoma, degeneração de macula (danos na retina), uso de
lentes multifocais, etc;

Ø Uso de medicamentos - psicoativos (tranquilizantes) e cardiológicos;

Ø Pessoas em uso de quatro ou mais medicamentos;

Ø Condições medicas especificas - doença cardiovascular, demências, problema no labirinto, etc;

Ø Osteoporose, principalmente em mulheres pós-menopausa;

Ø Atrofia muscular e osteoartrose (doença crônica das articulações);

Ø Perda de acuidade auditiva;

Ø Sedentarismo;

Ø Deficiências nutricionais;

Ø Condições psicológicas – depressão, medo de cair (mais de 5% das pessoas que relatam medo de
cair restringem por completo o contato social e a atividade físicas)

FATORES EXTRÍNSECOS

1- Riscos acidentais – má iluminação, chão escorregadio, uso de tapetes não aderentes, animais
domésticos, etc;

2- Uso inadequado de sapato e de roupas;

3- Uso inadequado de aparelhos de auxilio a locomoção (bengala, andadores, etc)

Conhecendo os fatores que podem causar uma queda, o cuidador de idoso poderá planejar
estratégias para prevenir que esta aconteça.
POR QUE OS IDOSOS CAEM

Cerca de 29% dos idosos caem ao menos uma vez por ano e 13% caem de forma recorrente. A lesão
acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas idosas. A queda é responsável por 70% dessa
mortalidade.

As doenças que acometem os idosos podem ser fatores únicos das quedas ou fatores coadjuvantes
das labirintopatias.

Entre as causas que predispõem à quedas , podemos citar as seguintes:

Ø Tipos e excesso de medicamentos: cerca de 3000 medicamentos são citados como possíveis
causadores de tontura e vertigem. Os efeitos indesejáveis causados pelo excesso e pela interação
medicamentosa são incontáveis. O paciente idoso costuma tomar remédios receitados por vários
médicos.Além de tomarem remédios demais, as doses nem sempre estão certas.

Ø Visão: as causas principais de visão prejudicada são glaucoma, degeneração macular


retinopatia diabética.

Ø Ortopedia: artrite, osteoporose , sequelas de fraturas ,anquiloses.

Ø Labiríntica: prevalência das tonturas posicionais , tonturas infecciosas, degeneração


progressiva das estruturas labirínticas.

Ø Cardiovascular: problemas circulatórios nas extremidades distais causando neuropatia


periférica , baixo impulso vascular cardíaco.

Ø Neurológico: história de acidente vascular cerebral , insuficiência vertebrobasilar, esclerose


múltipla.

Ø Endocrinológica: aumento de incidência de diabete trazendo consequências à retina e ao


labirinto.

Ø Vida sedentária: vida sedentária leva à obesidade e esta afeta a função do equilíbrio.

Há pessoas idosas que costumam sair pouco de suas casas pelo receio que possam cair. As quedas
porém são mais frequentes justamente em casa e são resultantes de ‘’perigos domésticos’’ como as
escadas, os pisos escorregadios, pouca luminosidade e disposição inadequada de móveis. As escadas
e o trajeto quarto-banheiro,

principalmente à noite, são considerados os de maior risco na moradia.Além da limitação social e


física em idosos com tonturas , uma queda pode resultar em fratura. As fraturas podem levar à
hospitalização muitas vezes prolongada e de custo elevado.

CAUSA DE QUEDAS

A maior causa de queda dos idosos são de natureza acidental : cair das escadas , tropeçar num
tapete, escorregar num assoalho encerado , etc.

Mas um outro tipo de queda pode ocorrer nos idosos: o ‘’ ataque de queda’’ ou sincope postural . Os
ataques de queda são súbitos, não acidentais ,sem nenhum sinal ou sintoma pregresso de queda. A
pessoa simplesmente cai (desaba) e se dá conta que está no chão. Em geral resultam em lesões
(fraturas, ferimentos,hematomas, contusões ) de maior ou menor gravidade.Os casos de ataques de
queda ou sincopes posturais são atribuídos a uma hipotensão ortostática com momentâneo deficit
circulatório cerebral, acompanhados de perda temporária da consciência.

COMO REDUZIR AS QUEDAS

A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma consequência
inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além
dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes,
aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada
três indivíduos com mais de 65 anos e, que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram
uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos e mais, 40% caem a
cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas é de 50%. A
prevenção de quedas é tarefa difícil devido a variedade de fatores que as predispõem.

A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não institucionalizados. As


quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de
marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas
tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha,
"síncope de pernas", tontura/vertigem, alteração postural/hipotensão ortostática, lesão do Sistema
Nervoso Central, síncope e outras causas.

Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos e mais); sexo
feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de
membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos
curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia.
Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair,
pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim,
desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da freqüência de exposição ao ambiente inseguro e do
estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos
que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais
suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da
capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente
são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais,
facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles
portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades
rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num
ambiente familiar e bem conhecido.

COMO PREVINIR E TRATAR TONTURAS E QUEDAS NOS IDOSOS

Enquanto alguns fatores de risco para as quedas não podem ser mudados, como o envelhecimento,
outros podem ser eliminados ou reduzidos através de orientações de prevenção a pacientes e
familiares:

Ø Estar ciente dos objetos e móveis existentes na casa e suas localizações;

Ø Evitar escadas;

Ø Eliminar objetos e móveis desnecessários;

Ø Mover-se devagar;Usar iluminação de orientação;

Ø Evitar bebida alcóolica;


Ø Evitar o uso de roupas folgadas e longas que possam enganchar em objetos ou móveis;

Ø Eliminar tapetes que possam deslizar ou dobrar;

Ø Estar atento aos animais domésticos , seus brinquedos e recipientes com água;

Ø Colocar roupas ao fácil alcance, evitando bancos ou escadas;

Ø Usar calçados bem adaptados aos pés. Evitar chinelos, pantufas, etc. pequenos ou folgados

PROBLEMAS COM O SONO

A falta de sono ou sonolência em excesso interferem na qualidade de vida da pessoa cuidada e do


cuidador. A insônia pode se manifestar de varias maneiras: a pessoa pode demorar a dormir ou
dormir por pouco tempo, acordar e não conseguir adormecer novamente, ou acordar muito cedo
com a sensação de “sono que não descansa”. Essas alterações podem estar relacionadas com a
doença, com algum medicamente ou com o uso de alimentos excitantes no período da noite, tais
como: café, chá, chimarrão e refrigerantes a base de cola.

O SONO NO IDOSO. QUANDO DORMIR É UM PROBLEMA

Para a maioria dos idosos, dormir é um problema. Não têm pressões profissionais e as preocupações
são menores, mas o simples acto de dormir é um drama. Muitos idosos estão descontentes com o seu
sono e tomam, durante anos a fio, comprimidos para dormir. “O sono dos idosos é mais fragmentado
e menos profundo. Não se pode afirmar que os idosos precisem de dormir menos, mas têm menos
capacidade de dormir de forma contínua.

O seu sono é mais frequentemente interrompido por despertares noturnos. Com o avançar da idade,
o nosso ritmo biológico muda, e há tendência para adormecer e despertar mais cedo, o sono dos
idosos é diferente em vários aspectos e mais fragmentado. Acordam muitas vezes.

O sono dos idosos está menos concentrado na noite e está mais disperso no dia. Isto é, têm
tendência a dormir a várias horas durante o dia, de manhã e de tarde.

O sono não é um estado único. No sono, passamos por vários estádios diferentes. A mudança de
estádio ou níveis de sono é muito frequente. Os idosos passam mais facilmente de um estádio para
outro, comparativamente às pessoas de outra idade.

O sono dos idosos está desfasado do das pessoas jovens, não para o atraso, mas para o adiante. O
idoso tem sono mais cedo do que as pessoas jovens e tem tendência para se ir deitar, normalmente,
uma, duas e até três horas mais cedo. Não é raro termos idosos que se queiram deitar às 19, 20 ou
21 horas... Logo, há uma tendência para acordarem mais cedo e têm muita dificuldade em
adormece.

COMO PREVENIR A INSÔNIA

Ø Evite, após as 18 horas, dar a pessoa substancias estimulantes como o chá preto, mate e café.

Ø Verifique se a pessoa cuidada esta sentindo dor, coceira na pele, câimbra ou outro desconforto
que possa estar prejudicando o sono.
Ø À noite evite dar líquidos a pessoa, pois ao acordar para urinar á pessoa pode demorar a
adormecer novamente.

Ø Converse com a equipe de saúde sobre a possibilidade de mudar o horário de medicação que
aumenta a vontade de urinar.

Ø Mantenha uma iluminação mínima do quarto de modo a facilitar os cuidados e não interferir no
sono da pessoa.

Ø Evite que a pessoa cuidada permaneça por muito tempo à noite assistindo televisão ou lendo.

Ø Atividades prazerosas, exercícios leves e massagens ajudam a relaxar e melhoram a qualidade do


sono.

Ø Converse com a pessoa a fim de identificar as causas da insônia ou da sonolência. Pode ser que a
pessoa esteja sentindo medo ou angustia ou ter tido desentendimentos familiares.

Ø Fique atento aos medicamentos para dormir, só podem ser administrados se tiverem sido
receitados pelo médico. Esteja atento às reações, pois alguns medicamentos podem provocar
agitação ou excesso de sono.

Ø Prevenção de acidentes domésticos com idosos

Riscos de acidentes domésticos estão nos mais diversos ambientes e situações, desde o contato com
altas temperaturas na cozinha até o caminhar do quarto para o banheiro durante a noite. Este último
é um dos casos mais comuns de acidentes que acomete os idosos, quando o risco é maior; pois a
recuperação, na maior parte das vezes, é mais lenta e complicada. Residências adaptadas com
corrimões e materiais antiderrapantes colaboram muito para evitar este tipo de acidente. Mas
cuidados simples como tirar objetos que obstruam o caminho pela casa e manter iluminação
adequada podem ser a diferença para evitar um transtorno deste tipo.

PRIMEIROS SOCORROS

ANIMAIS PEÇONHENTOS

O QUE FAZER

Ø Manter a vítima calma e deitada.

Ø Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão.

Ø Cobrir com um pano limpo.

Ø Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear, em caso de inchaço do membro
afetado.

Ø Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno.

Ø Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele.

Ø Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o soro antiofídico.

Ø Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro
específico.
O QUE NÃO FAZER

Ø Não fazer torniquete, impedindo a circulação do sangue: isso pode causar gangrena ou necrose
local.

Ø Não cortar o local da ferida, para fazer 'sangria'.

Ø Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, poderá provocar infecção.

CONVULSÃO

São contrações musculares involuntárias de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento


anormal do cérebro.

Tem duração aproximada de 3 a 5 minutos.

O QUE FAZER

Ø Afastar a vítima de lugares perigosos (fogo, piscina, objetos cortantes).

Ø Retirar objetos pessoais como: óculos, colares etc..

Ø Proteger a cabeça, deixando-a agitar-se à vontade.

Ø Manter a vítima de barriga para cima (decúbito dorsal) e a cabeça lateralizada, para evitar
engasgos.

Ø Proteger a boca, observando se a língua não está sendo mordida. Caso os dentes estejam
cerrados, não forçar a abertura da boca.

Ø Afrouxar as roupas, se necessário.

Ø Observar a respiração durante e após a crise.

Ø Encaminhar ao serviço médico, após a crise.

O QUE NÃO FAZER

v Não jogar água ou oferecer algo para cheirar durante a crise.

v Não deixar de socorrer a vítima, uma vez que esse problema não é contagioso.

DESMAIO

É a perda dos sentidos, desfalecimento. Conhecido também como síncope

O QUE FAZER

Ø Afastar a vítima de local que proporcione perigo (escadas, janelas etc.).

Ø Deitá-la de barriga para cima (decúbito dorsal), e elevar as pernas acima do tórax (com a cabeça
mais baixa em relação ao restante do corpo).

Ø Lateralizar a cabeça para facilitar a respiração.


Ø Afrouxar as roupas.

Ø Manter o local arejado.

Ø Após recobrar a consciência, deve permanecer pelo menos 10 minutos sentada, antes de ficar em
pé, pois isso pode favorecer o aparecimento de um novo desmaio.

Ø Transportar a vítima para atendimento médico.

O QUE NÃO FAZER

Ø Não jogar água fria no rosto, para despertar.

Ø Não oferecer álcool ou amoníaco para cheirar.

Ø Não sacudir a vítima.

ENGASGO

O QUE FAZER

Enlaçar a vítima com os braços em volta do abdome. Uma das mãos permanece fechada sobre a
chamada “boca do estômago” (região epigástrica). A outra, comprime a primeira, ao mesmo tempo
em que empurra a 'boca do estômago" para dentro e para cima, como se quisesse levantar a vítima
do chão.

Em adultos: posicionar-se atrás da vítima, se ela ainda está consciente.


Em crianças: posicionar-se atrás da vítima, de joelhos.

Efetuar movimentos de compressão para dentro e para cima, até a vítima eliminar o corpo estranho.

Essa é a Manobra de Heimlich, utilizada para desobstruir a passagem do ar pelas vias aéreas, em
casos de engasgos ocasionados por corpos estranhos ingeridos pela vítima.

Hemorragias

É a perda súbita de sangue, originária do rompimento de um ou mais vasos sanguíneos.

O QUE FAZER

NOS CASOS DE SANGRAMENTO DE BRAÇOS E PERNAS

Tentar estancar a hemorragia, utilizando um dos métodos abaixo: