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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

Avaliação e diagnóstico do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade


(TDAH) de Rodrigo Linckgraeff e Cícero e. Vaz

Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade e psicologia histórico-cultural


de Nádia Mara Eidt e Silvana Calvo Tuleski.

Artigos relatados em síntese como avaliação


parcial na Disciplina Psicologia da
Aprendizagem, na Universidade Federal do
Maranhão, com orientação da Profª. Drª. Jenna
Hanay.

São Luis
2015.2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

Jonas Aguiar Alves Junior

Luiz Felipe Alves Ribeiro

Artigos relatados em síntese como avaliação


parcial na Disciplina Psicologia da
Aprendizagem, na Universidade Federal do
Maranhão, com orientação da Profª. Drª. Jenna
Hanay.

São Luis
2015.2
RESUMO DO ARTIGO: Avaliação e Diagnóstico do Transtorno de Déficit
de Atenção e Hiperatividade (TDAH) de Rodrigo Linck Graeff e Cícero E.
Vaz

O artigo começa falando que o TDAH é uma patologia de alta


prevalência em crianças e adolescentes.
É falado sobre o número de diagnósticos errados sobre TDAH.
Logo em seguida é apontada a tendência que as escolas têm de explicar o
mau desempenho de seus alunos pela presença do TDAH, daí vem a
quantidade de erros de diagnósticos que se tem.
Existem uma série de dificuldades para dar um diagnóstico completo: “A
primeira dificuldade é a inexistência de testes físicos, neurológicos ou
psicológicos que possam realmente provar a presença do TDAH numa criança
ou num adolescente. Uma segunda dificuldade que ocorre na avaliação clínica
é que 80% das crianças ficam quietas durante a consulta, não possibilitando ao
profissional condições para identificação dos sintomas do transtorno” (Phelan,
2005).

Características Gerais

Basicamente o problema já citado é definido como: “O TDAH é um


transtorno no desenvolvimento do autocontrole, marcado por déficits referentes
aos períodos de atenção, ao manejo dos impulsos e ao nível de atividade”
(Barkley, 2002).
De forma simplificada, seria a dificuldade para manter atenção,
caracterizada por uma agitação e/ou inquietude, o que muitas vezes pode
causar impulsividade ou hiperatividade.·.
O artigo nos diz que: “As crianças com TDAH são comumente descritas
como desligadas, aborrecidas e desmotivadas frente às tarefas, sem força de
vontade, bagunceiras e desorganizadas”. Outra coisa é bastante comum que
crianças com TDAH também tenham outros sintomas, como baixa tolerância à
frustração, troca contínua de atividades, dificuldade de organização e presença
de sonhos diurnos.·.
A patologia foi caracterizada no DSM-IV TR (2002) pelos seguintes
sintomas agrupados em três clusters: Desatenção, Hiperatividade e
Impulsividade.

1.Desatenção

“Os sintomas da desatenção podem ser identificados pelas seguintes


manifestações: dificuldade de atentar a detalhes, tendência a cometer
equívocos por pequenos descuidos em atividades escolares e de trabalho,
dificuldade de manter a atenção em atividades lúdicas ou tarefas em geral, não
seguir instruções dadas e não terminar tarefas escolares, ser facilmente
distraído por estímulos alheios à tarefa, apresentar dificuldade em organizar
tarefas e atividades em geral, apresentar esquecimento em atividades diárias e
evitar, ou mostrar relutância quanto à realização de tarefas que exijam esforço
mental”.(Rohde.et-al.,1998).

2. Hiperatividade
O sintoma mais aparente da hiperatividade é a inquietação.

3.Impulsividade
A impulsividade pode gerar riscos para a criança. É caracterizada por ações
sem controle racional.

O processo diagnóstico
“O diagnóstico do TDAH é realizado predominantemente através de uma
minuciosa investigação clínica da história do paciente” (Barkley, 1999).
RESUMO DO ARTIGO: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO/
HIPERATIVIDADE E PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL de Nádia Mara
Eidt e Silvana Calvo Tuleski.

Não parece ser intenção das autoras do artigo fazer um esboço teórico
do que seja TDAH, tampouco levantar mais dados do que tem sido feito em
termos de diagnóstico no Brasil e no mundo. O artigo é muito menos um
daqueles manuais que “aconselham” estudantes iniciais em disciplinas como
Psicopatologia, Psicologia Hospitalar ou mesmo Psicologia Educacional para a
compreensão do transtorno, sendo mesmo uma “pausa” para releitura do que
seja o TDAH.
Esta releitura não é simplesmente uma “pausa” para compreender o que
tem ocasionado os diagnósticos errôneos e desnecessários, mas também
parece pôr sobre suspeita a própria conceituação da doença: faz-se desde o
início do artigo a colocação de que o Transtorno de Déficit de Atenção e/ou
Hiperatividade tem quadro diagnóstico não claro. Esta é a provocação feita
pelas duas profissionais, ambas atuantes na Psicologia Educacional.
Sem uma clareza do TDAH, diversas “confusões” são trazidas ao
cotidiano clínico por especialistas. Embora não seja o objetivo do registro a
descrição do Transtorno, elas referenciam alguns autores para conceituações
que já têm aceitação nos campos de estudo.
Ocorre que os problemas de ordem educacional e, por nossa
interpretação de ordem institucional, são mascarados pela “facilitação”
imediatista de diagnóstico TDAH, inclusive pelos fracassos individuais nos
diversos ambientes como escola, família e trabalho.

Encaro o TDAH como um transtorno do desenvolvimento da capacidade de


regular o comportamento com um olho voltado ao futuro. Acredito que o
transtorno tenha sua base numa área do cérebro com subatividade que,
enquanto amadurece, fornece meios crescentes de inibição comportamental,
de auto-organização, auto-regulação e previdência. [...] a deformidade
comportamental causada por essa subatividade é perniciosa, insidiosa e
desastrosa em seu impacto na capacidade de uma pessoa lidar com seus
afazeres diários críticos, através dos quais os seres humanos se preparam
para o futuro, próximo ou distante. (Barkley, 2002, p.40, grifos nossos)
Segundo as autoras, falta clareza do quadro clínico do TDAH.
A proposta de intervenção é a Escola de Vigotsky, que reflete sobre a
psicologia idealista do século passado e critica a concepção de que todas as
faculdades humanas sejam processos orgânicos. O desenvolvimento humano
seria, portanto, apenas neurológico.

Esta Escola propõe que o homem seja multideterminado, tanto no


plano econômico quanto no social além da estrutura biológica e motora.

O uso da ritalina faz parte da reflexão no artigo. O aumento das


prescrições medicamentosas em crianças adolescentes e adultos é alarmante.
O artigo é mais que um simples “alerta”, trata-se de uma “denúncia” aos erros
diagnósticos pelo imediatismo contemporâneo. Os efeitos da ritalina são
diversos, inclusive pondo em risco o desenvolvimento saudável do suposto
portador de TDAH.