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Edital

LÍNGUA PORTUGUESA: Ortografia. Sistema oficial vigente (emprego de letras, acentuação,


hífen, divisão silábica). Relações entre sons e letras, pronúncia e grafia. Morfologia. Estrutura
e formação de palavras. Famílias de palavras. Classes de palavras e suas características
morfológicas. Flexão nominal: padrões regulares e formas irregulares. Flexão verbal: padrões
regulares e formas irregulares. Sintaxe. A oração e seus termos: Emprego das classes de
palavras. Sintaxe da ordem. Regência nominal e verbal. Concordância nominal e verbal. O
período e sua construção: Período simples e período composto. Coordenação: processos,
formas e seus sentidos. Subordinação: processos, formas e seus sentidos. Equivalência entre
estruturas; transformação de estruturas. Discurso direto, indireto e indireto livre. Pontuação:
sinais, seus empregos e seus efeitos de sentido. Semântica.. Valores semânticos das classes
de palavras. Valores dos tempos, modos e vozes verbais. Efeitos de sentido da ordem de
expressões na oração e no período. Elementos de estruturação do texto: recursos de coesão;
função referencial de pronomes; uso de nexos para estabelecer relações entre segmentos do
texto;

BANCA: FAURGS
CARGO: Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa

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Aula 1

CLASSES DE PALAVRAS (MORFOLOGIA)

Na Morfologia, as palavras são estudadas isoladamente, geralmente se desconsiderando a

função que exercem dentro da frase ou do período, estudo realizado pela Sintaxe. Nos estudos

morfológicos, as palavras estão agrupadas em dez classes, que podem ser chamadas de classes

de palavras ou classes gramaticais. São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome,

Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição.

1. Substantivo

A palavra que dá nome aos seres, coisas, lugares, ideias, sentimentos. O substantivo faz parte

da classe de palavras variáveis da língua portuguesa. Isso quer dizer que pode apresentar

flexões de gênero, número e grau.


•• lugares: Itália, Porto Alegre...

•• sentimentos: raiva, ciúmes...

•• estados: alegria, tristeza...

•• qualidades: honestidade, sinceridade...

•• ações: corrida, leitura...

2. Artigo

É a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira

definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos

substantivos.

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Detalhe zambeliano 1
Substantivação!
•• O jantar foi servido às 20h30min.

•• A Psicologia interessa-se pelo estudo do eu.

Detalhe zambeliano 2
Artigo facultativo diante de nomes próprios.
•• Sérgio chegou. / O Sérgio chegou.

Detalhe zambeliano 3
Artigo facultativo diante dos pronomes possessivos.
•• Sua turma é pequena no curso.

•• A sua turma é pequena no curso.

3. Adjetivo

Palavra variável que caracteriza o substantivo, indicando-lhe qualidade, defeito, estado,


condição.
•• Material bom, menino agitado, moça elegante.

O adjetivo pode aparecer antes ou depois do substantivo.


•• Elegante senhora / Senhora elegante

Morfossintaxe do Adjetivo:

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto

adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

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•• Você estava nervosa.

•• A estudante nervosa foi mal na prova.

Locução adjetiva
•• Noite de chuva (chuvosa)

•• Atitudes de anjo (angelicais)

•• Pneu de trás (traseiro)

•• Seleção do Brasil (brasileira)

Detalhe zambeliano!

4. Advérbio

Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio

advérbio.

Dica do Zambeli
•• Aqui dormi nesta semana.

•• Hoje eu estudei gramática no curso.

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Classificação dos advérbios:
Lugar – ali, aqui, aquém, atrás, cá, dentro...
Tempo – agora, amanhã, antes, ontem...
Modo – a pé, à toa, à vontade...
Dúvida – provavelmente, talvez, quiçá...
Afirmação – sim, certamente, realmente...
Negação – não, nunca, jamais...
Intensidade – bastante, demais, mais, menos...

5. Preposição

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo

ao primeiro, ou seja, o regente e o regido.

Regência verbal: Assisti ao vídeo do curso.

Regência nominal: Estou alheio a tudo isso.

Zambeli, quais são as preposições?


a – ante – até – após – com – contra – de – desde – em – entre – para – per – perante –
por – sem – sob – sobre – trás.

6. Pronome

Indefinidos
•• Não encontrei nenhum conhecido na aula do Zambeli.

•• Não encontrei nem um conhecido na aula do Zambeli.

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Demonstrativos

Este, esta, isto – perto do falante.


ESPAÇO Esse, essa, isso – perto do ouvinte.
Aquele, aquela, aquilo – longe dos dois.

Este, esta, isto – presente/futuro


TEMPO Esse, essa, isso – passado breve
Aquele, aquela, aquilo – passado distante

Este, esta, isto – vai ser dito


DISCURSO
Esse, essa, isso – já foi dito

RETOMADA

As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes

menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes.

E se fossem 3 elementos para retomar, Zambeli?


Emprego de este, esse e aquele em relação a três termos:

Este: indica o que se referiu por último.


Esse: se refere ao penúltimo.
Aquele: indica o que se mencionou em primeiro lugar.

Possessivos
•• Aqui está a minha carteira. Cadê a sua?

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Pessoais – retos e oblíquos
Retos – eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

Oblíquos – Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos, que

não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por preposição.

Átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.
•• Enviaram aquele material do curso para mim.

•• Enviaram-me aquele material do curso.

•• Enviaram aquele material do curso para eu usar na aula.

7. Numeral

Indicam quantidade ou posição – um, dois, vinte, primeiro, terceiro.

8. Interjeição

Expressam um sentimento, uma emoção...

9. Verbos

Indicam ação, estado, fato, fenômeno da natureza.

10. Conjunções

Ligam orações ou, eventualmente, termos. São divididas em:

Coordenadas – aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.

Subordinadas – concessivas, conformativas, causais, consecutivas, comparativas, condicionais,

temporais, finais, proporcionais.

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QUE – Pronome Relativo ou Conjunção Integrante?


“Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Quero que saibas que me lembro

Queria até que pudesses me ver.” (Legião Urbana)

Exercício

1. Classifique a classe gramatical das palavras destacadas na reportagem abaixo retirada do site
www.g1.com
Mulher toca spray de pimenta em consumidores!
Uma mulher(1) enfurecida usou spray de pimenta(2) para espantar outros(3) compradores em
uma loja de Los Angeles para poder ter acesso às ofertas promocionais(4) – Black Friday (Sexta-
feira Negra), a superliquidação posterior ao "Dia de Ação de Graças" dos americanos, informou
o jornal local "Los Angeles Times".
A mulher, que não(5) teve a identidade revelada, jogou gás nos corredores de um(6)
supermercado Wal-Mart no bairro(7) de Porter Ranch para conseguir chegar mais rápido aos
produtos de beleza(8) que a interessavam, contou o chefe(9) de bombeiros, James Carson.
Em meio ao empurra-empurra dos consumidores, a mulher descontrolada(10) também jogou
gás de pimenta em outros compradores(11) animados(12). Cerca de 20 pessoas, entre(13)
eles várias crianças(14) pequenas(15), reclamaram de dor(16) de garganta e irritação(17) forte
na(18) pele e(19) nos olhos(20).

1. 6. 11. 16.
2. 7. 12. 17.
3. 8. 13. 18.
4. 9. 14. 19.
5. 10. 15. 20.

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Questões

1. (26442) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo derivado de verbo.

a) surpreendente (l. 13).


b) administrativa (l. 31).
c) construção (l. 38-39).
d) poluídos (l. 42).
e) indignados (l. 44).

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2. (26450) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e
Verbal
As expressões olho no olho (l. 26), por um telefone (l. 27) e para o bem ou para o mal (l. 27-28)
exprimem no texto, respectivamente, ideias de

a) modo, instrumento e finalidade.


b) lugar, modo e direção.
c) situação, modo e lugar.
d) modo, lugar e finalidade.
e) lugar, instrumento e direção.

3. (26482) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
Considere as afirmações a seguir sobre o emprego de artigos no texto.
I – O pronome o que antecede o pronome que (l. 34) poderia ser suprimido sem prejuízo ao
significado e à correção do período em que se encontra.
II – Caso o artigo o fosse inserido antes do substantivo jornal (l. 66), isso alteraria o significado
do trecho, indicando que se trata de um jornal específico.
III – Caso a autora do texto quisesse evitar a dupla negação, poderia suprimir o pronome
nenhum (l. 81), sem prejuízo à correção do período em que se encontra.

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Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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4. (26492) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e
Verbal
Considere as seguintes afirmações sobre substantivos do texto.
I – O vocábulo google (l. 05) está empregado como substantivo comum.
II – O prefixo ex (l. 45) está empregado como vocábulo substantivado.
III – O vocábulo scraps (l. 72), por ser estrangeiro, apesar de estar flexionado em número, não
estabelece concordância de gênero.

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Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

5. (24114) FAURGS 2010 PORTUGUÊS Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e Verbal


Considere as seguintes afirmações sobre classes de palavras do texto.
I – A palavra querer, tanto na linha 07 quanto na linha 12, é um verbo.
II – A palavra privadas (l.13) é um adjetivo.
III – A palavra similar (l.26) é um adjetivo.

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Quais delas estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) I e II.
e) I, II e III.

6. (24123) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal, Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e Colocação
No que se refere a recursos coesivos empregados no texto, considere as afirmações abaixo.
I – a palavra títulos (l. 09) é um recurso coesivo encontrado pelo autor do texto a fim de evitar a
repetição da palavra livros (l. 09).
II – O adjetivo sul-americanos (l. 20) refere-se ao substantivo povo, ainda que este não apareça
explicitamente no texto.
III – O pronome que (l. 29) refere-se à expressão O ato de ler (l. 27-28).
IV – O pronome seu (l. 37) refere-se ao pronome alguém (l. 37).

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Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e IV.
e) Apenas I, II e IV.

7. (27133) FUNDATEC – 2010 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
Naturalmente, não será por causa dessa reação típica que você evitará dar feedbacks críticos
para as mulheres. Ambos, homens e mulheres, precisam feedbacks construtivos, sejam
corretivos ou positivos, para crescerem e se desenvolverem. Saiba, entretanto, reconhecer que
mulheres tendem a ser mais sensíveis às críticas do que os homens. E as mulheres precisam
reconhecer que o feedback crítico não é sinônimo de desaprovação, nem rejeição. Muitas
mulheres querem falar sobre a situação que originou o feedback negativo e restabelecer a
conexão. Mas a melhor hora para isso é, normalmente, quando elas querem.
A respeito da frase destacada, pode-se dizer que
I – A palavra isso refere-se a uma informação já mencionada no mesmo parágrafo.
II – O nexo coesivo Mas atribui à frase ideia de concessão.
III – A supressão de normalmente não provocaria nenhuma alteração na frase.
Quais estão incorretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.

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8. (35210) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e
Verbal
Avalie as seguintes afirmações a respeito da palavra a nas ocorrências assinaladas no texto.
I – Na linha 04 do texto, a palavra a é um artigo feminino definido.
II – Na linha 09, as duas ocorrências da palavra a são preposições.
III – Na linha 14, em às, ocorre a contração do artigo definido feminino as com a preposição a.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

9. (35242) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
Em relação às expressões “dormir”, “dormir bem” e “dormir muito” (l.01), analise as seguintes
afirmações:
I – O uso de advérbios altera o significado das expressões em que ocorrem.
II – Apesar do uso de advérbios, todas as expressões no contexto de ocorrência se equivalem.
III – Caso os advérbios ‘bem’ e ‘muito’ fossem substituídos por sinônimos, a forma correta das
expressões seria ‘mau’ e ‘pouco’.

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Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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10. (35245) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e
Verbal
Analise as seguintes propostas de substituição e supressão de palavras no texto.
I – Supressão de “nós” (l.14).
II – Substituição de “de sono” (l.20) por sonífera.
III – Substituição de “sem interrupções” (l.23) por ininterruptamente.

Quais NÃO alteram o sentido do texto?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

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11. (35266) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
A expressão depois em Os pesquisadores reproduziram a canção de um pássaro adulto macho
para ensinar aos pássaros jovens uma música, depois ensinaram outra composição com as
mesmas sílabas numa ordem diferente. tem a função de:
a) orientar temporalmente a sequência de ações expressas no período.
b) separar duas ações concomitantes.
c) priorizar a ação subsequente.
d) alinhar a leitura do fragmento.
e) conduzir a leitura, fazendo com que o leitor retorne ao que foi dito.

Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR CODE em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados online. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/simulados/resolver/H918113

Gabarito: 1. (26442) C 2. (26450) A 3. (26482) D 4. (26492) C 5. (24114) C 6. (24123) D 7. (27133) E 8. (35210) D
9. (35242) A 10. (35245) D 11. (35266) A

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Aula 2

ANÁLISE SINTÁTICA

SUJEITO

Em análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais da oração, geralmente responsável

por realizar ou sofrer uma ação ou estado. Ele é o termo com o qual o verbo concorda.

1. Sujeito simples – é o sujeito determinado que possui um único núcleo, um único vocábulo

diretamente ligado com o verbo.


•• Pastavam lindos cavalos neste campo.

•• A revolta dos concurseiros foi com a banca organizadora.

•• Existem graves problemas técnicos neste andar.

•• Foste, alguma vez, enganado por mim?

2. Sujeito composto – é o sujeito determinado que possui mais de um núcleo, isto é, mais de
um vocábulo diretamente relacionado com o verbo.
•• Ocorreram acidentes, assaltos e sequestros nesta comunidade.

•• Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.

3. Sujeito indeterminado – quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem

o predicado da oração se refere. Observe que há uma referência imprecisa ao sujeito; caso

contrário, teríamos uma oração sem sujeito.

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A língua portuguesa apresenta duas maneiras de identificar o sujeito:
a) Com o verbo na 3ª pessoa do plural, desde que o sujeito não tenha sido identificado
anteriormente.
•• Dizem que a família está falindo.

•• Sempre me perguntam sobre isso.

b) Com o verbo na 3ª pessoa do singular, acrescido do pronome se. Essa construção é típica
dos verbos que não apresentam complemento direto.
•• Precisa-se de mão de obra nesta construção.

•• Vive-se intensamente na juventude.

•• É-se muito ingênuo na juventude.

4. Orações sem sujeito – são formadas apenas pelo predicado, articulam-se a partir de um
verbo impessoal.
a) Verbos que indicam fenômeno da natureza
•• Choveu na cidade e, na praia, fez sol!

•• Deve nevar na Serra este ano.

b) Verbo haver – no sentido de existir ou ocorrer


•• Houve um grave acidente neste local.

•• “Quando há ferrugem, no meu coração de lata!

É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!” (Teatro Mágico)

•• Deve haver aprovações neste concurso.

•• Devem existir aprovações neste concurso.

c) Verbo Fazer – indicando temperatura, fenômeno da natureza, tempo


•• Faz 25ºC nesta época do ano.

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•• Deve fazer 40ºC amanhã.

•• Fez calor ontem na cidade.

•• Fez 2 anos que nós nos conhecemos.

•• Está fazendo 4 anos que você viajou para Londres.

d) Verbo ser – indicando hora, data, distância


•• Do curso até lá são 5km.

•• Hoje são 26 de julho.

•• Hoje é dia 26 de julho.

•• Agora são 9h da manhã.

5. Sujeito Oracional
•• Fazer promessas é muito comprometedor.

•• É necessário que você revise tudo em casa.

•• Convém que nós nos dediquemos muito para este concurso.

TRANSITIVIDADE VERBAL

Verbo Intransitivo (VI)

É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo

para completar o seu sentido. Sua ação não transita.


•• “O poeta pena, quando cai o pano e o pano cai.” (Teatro Mágico)

•• “A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer.” (Arnaldo Antunes)

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Verbo Transitivo Direto (VTD)

Não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento (objeto). Esses

complementos (sem preposição) são chamados de objetos diretos.


•• “Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho.” (Mallu Magalhães)

•• “Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois.” (Caetano)

•• “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito.” (Jota Quest)

Verbo Transitivo Indireto (VTI)


O complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição obrigatória.
•• “Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor.” (Tribalistas)

•• “Mentira se eu disser que não penso mais em você.” (Skank)

Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI)


Exige 2 complementos diferentes.
•• “Ah, vai

Me diz o que é o sossego

Que eu te mostro alguém

A fim de te acompanhar.” (Los Hermanos)

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Verbo de Ligação (VL)

É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles

(sujeito e características) certos tipos de relações.


•• “Tenho andado distraído,

Impaciente e indeciso
ser, viver, acha,
E ainda estou confuso.” (Legião Urbana) encontrar, fazer,
parecer, estar,
continuar, ficar,
•• “E quando eu estiver triste permanecer

Simplesmente me abrace

Quando eu estiver louco” (Skank)

ADJUNTO ADVERBIAL

É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, instrumento, lugar,

causa, dúvida, modo, intensidade, finalidade, ...). O adjunto adverbial é o termo que modifica o

sentido de um verbo, de um adjetivo, de um advérbio.

Advérbio X Adjunto Adverbial

Não quero estudar neste feriado, pois nunca consigo um lugar nesta sala!

APOSTO X VOCATIVO

Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto

adnominal, mas que sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma

isolada por pontuação.

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Vocativo é o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao verbo nem ao nome.

Não faz parte do sujeito nem do predicado. A função do vocativo é chamar o receptor a que se

está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação.


•• André Vieira, o professor que encontramos antes, trabalha muito!

•• Sempre cobram dois conteúdos nas provas: regência e pontuação.

•• “Vamos fugir

Pra outro lugar, baby!

Vamos fugir

Pra onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue.” (Shak)

ADJUNTO ADNOMINAL

Adjunto adnominal é o termo que caracteriza e/ou define um substantivo. As classes de

palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são artigos, adjetivos,

pronomes, numerais, locuções adjetivas. Portanto se trata de um termo de valor adjetivo que

modificar o nome ao qual se refere.

Artigo – A aula de português acabou.

Adjetivos – A aula zambeliana foi dada pelo professor de Português.

Pronome – Esta sala está lotada, mas a minha turma ficou unida!

Numeral – Cinco alunos fizeram aquele concurso.

Locução adjetiva – O problema da empresa foi avaliado pelo advogado do grupo.

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Exercício

1. Reescreva as orações seguintes, passando os termos destacados para o plural:


a) Precisa-se de fotógrafo.

b) Vende-se celular usado.

c) Arruma-se celular estragado.

d) Acredita-se em milagre.

e) Plastifica-se carteira de motorista.

f) Apela-se para o milagre.

g) Vende-se barraca na praia.

2. Classifique os elementos sublinhados das orações abaixo.


a) O candidato voltou do curso.

b) Histórias incríveis contou-nos aquele colega.

c) O professor Zambeli ofereceu-lhe um lugar melhor no curso.

d) Procurei-a por todos os lugares.

e) Gabaritaram a prova.

f) Talvez ainda haja concursos neste ano.

g) Taxa de homicídio cresce em 15 anos no país.

h) A prova foi fácil.

i) Site oferece promoções aos clientes na internet.

j) Contei-lhe o resultado da prova!

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Questões

1. (26466) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Classes de Palavras (Morfologia)/Flexão Nominal e


Verbal
Considere as seguintes afirmações sobre classes e funções de palavras e expressões no texto.
I – O vocábulo uma, em uma, outra, outra mais (l. 22-23) é adjetivo.
II – O vocábulo o, em e o conhecimento às sociedades que o originaram (l. 26-27) é pronome
em função de objeto direto do verbo originaram.
III – O verbo entrever (l. 35) tem como objeto direto a expressão os livros e revistas postos ao
alcance de nosso cotidiano (l. 33-34).

Quais estão corretas?


a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas II e III
e) I, II e III

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2. (26504) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e
Colocação, Regência Nominal e Verbal
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas indicadas por linhas
pontilhadas das linhas 19, 21 e 29.

a) a – os – no
b) a – o – lhe
c) as – as – lhe
d) a – o – no
e) as – os – lhe

3. (24131) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e


Colocação, Regência Nominal e Verbal
Considerando a regência verbal da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o pronome
oblíquo átono NÃO substitui adequadamente os termos destacados.
a) Agradeci um favor. / Agradeci-o.
b) Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
c) Informe os novos prazos aos interessados. / Informe-os aos interessados.
d) Perdoei a dívida. / Perdoei-a.
e) Chamou o aprovado no concurso. / Chamou-lhe.

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4. (35225) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Sintaxe da oração e do período


Considere o seguinte período, retirado do texto:
Claudemir Belintane, professor de língua portuguesa e alfabetização da Faculdade de
Educação da USP, argumenta que o traçado da letra e o manejo rápido contribuem para o fluxo
da escrita, mesmo em jovens que misturam a cursiva com a letra de forma. (linhas 34 a 36)
Analise as seguintes afirmações a respeito do parágrafo acima, assinalando V, se verdadeiro, ou
F, se falso.
( ) Os termos sublinhados funcionam como complementos verbais.
( ) O fragmento em negrito tem a função de desenvolver o termo a que se refere, recebendo
o nome de aposto.
( ) O fragmento que misturam a cursiva com a letra de forma representa uma oração adjetiva,
pois qualifica o termo jovens.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) F – F – F.
b) V – F – F.
c) V – V – F.
d) F – V – V.
e) V – V – V.

5. (35259) FUNDATEC 2013 PORTUGUÊS Sintaxe da oração e do período


Considere a seguinte frase
“Os erros flagrados no livro não diminuem a importância desses gênios.”
Analise as assertivas que seguem.
I – O sujeito da frase é classificado como composto.
II – A palavra não classifica-se como um adjunto adverbial.
III – O verbo diminuir é transitivo direto, e está conjugado no presente do indicativo.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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6. (35263) FUNDATEC 2013 PORTUGUÊS Sintaxe da oração e do período
Considere o seguinte fragmento: Ninguém está afirmando que o canto dos pássaros é um tipo
de fala, mas existem vários paralelos.
Qual das seguintes afirmações está correta em relação ao fragmento acima?
a) O termo Ninguém representa um sujeito indeterminado.
b) A palavra que é um pronome relativo.
c) A expressão é um tipo de fala caracteriza um predicado verbal.
d) A forma verbal existem não tem sujeito.
e) A palavra mas é um nexo coesivo adversativo.

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Gabarito: 1. (26466) B 2. (26504) E 3. (24131) E 4. (35225) E 5. (35259) D 6. (35263) E

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Aula 3

CONCORDÂNCIA

Concordância verbal

Regra geral

“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou

parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas
parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” (Freud)

Verbos impessoais

1. Verbo Haver

O verbo haver é impessoal (permanecendo na 3ª pessoa do singular) quando significa: existir,

acontecer, ocorrer. Formando locução com outro verbo, a impessoalidade a ele se estenderá.
•• Comentam que vai haver questões anuladas na prova!

•• Havia cinco pessoas na fila.

•• Aqui houve modificações.

2. Verbo Fazer
Esse verbo é impessoal, mantendo-se na 3ª pessoa do singular e não apresentando sujeito,
quando indicar: tempo e temperatura. A impessoalidade será transmitida para o outro verbo,

quando houver locução.

•• Está fazendo cinquenta anos que casei.

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•• Já fez mais de cinco minutos que ela saiu.

3. Expressões de tratamento = verbo 3ª pessoa


•• Vossa Excelência, seu aniversário foi ontem? Não vai comemorar com seus amigos?

4. Expressões fracionárias ou partitivas = o verbo poderá ficar no singular ou ir para


o plural.

•• "A maioria das pessoas, quando conversa, tem pressa em expressar sua opinião e por isso

só ouve o som da própria voz." (Tsai Chih Chung)

•• Três quintos do teste foi de questões objetivas.

•• Mais da metade dos professores utiliza o quadro-branco.

5. SE

Pronome Apassivador Índice de Indeterminação do Sujeito


A voz passiva sintética Como o sujeito é indeterminado, o verbo não
pode concordar com ninguém, devendo sempre
Em expressões do tipo “vendem-se casas”, o ver- permanecer na 3ª pessoa do singular.
bo deve concordar com a palavra que o acompa-
nha, porque ela é o sujeito. •• Naquele setor bagunçado, ainda se acredita
Assim, na frase “vendem-se casas”, a palavra casa
em milagres.
não é objeto direto, como se poderia pensar ao
primeiro exame, mas sujeito. A frase deve ser en-
tendida assim: •• Precisa-se de materiais sobre pontuação.
Casas são vendidas.
•• Nunca se assistiu a tanta corrupção nos te-
•• Aluga-se uma bicicleta.
lejornais.

•• Alugam-se duas bicicletas.


•• Vive-se melhor no litoral.
•• Consertam-se motores.
•• Sempre se fica nervoso durante as provas.

•• Ainda que se vejam as luzes e se ouçam os

berros dos alunos, não há sinais de negocia-

ção nas escolas invadidas.

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6. Sujeito posposto ao verbo (faltar, restar, sobrar, existir, ocorrer, acontecer, bastar,
etc...)
•• Faltam poucas vagas para o simulado.

•• Existem pessoas desagradáveis nesta turma!

Exercícios

1. Passe para o plural os termos destacados em cada uma das frases seguintes. Faça as mudanças
necessárias em cada caso.
a) Anunciou-se a reforma administrativa.

b) Definiu-se o objetivo da reforma fiscal.

c) Ele prefere não opinar quando se fala em eleição.

d) Houve problema durante a viagem.

e) Ocorreu um problema durante a viagem.

f) Não havia motivo para tanto.

g) Existia algum motivo para tanto?

h) Parece ter havido dúvida durante a realização da prova.

i) Ele acredita que deve ter ocorrido algum transtorno durante a viagem.

j) Faz mais de uma hora que ela saiu.

k) Faz um ano que ele viajou.

l) Deve fazer uma década que o país está nessa situação.

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Concordância Nominal

Regra geral
Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a
que eles se referem.

Casos especiais

1. Adjetivo + substantivos de gênero diferente: concordância com o termo


mais próximo.
•• André Vieira conheceu belos caminhos e ruas em Roma.

•• André Vieira conheceu belas ruas e caminhos em Roma.

2. Substantivos de gênero e número diferentes + adjetivo: concordância


com o termo mais próximo ou uso do masculino plural.
•• Aluno e aluna compreensivos.

•• Aluno e aluna compreensiva.

3. ANEXO
Seguem anexos os contratos.

4. SÓ
•• Joana ficou só em casa. (sozinha)

•• Lúcia e Lívia ficaram sós. (sozinhas)

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•• Depois da guerra só restaram cinzas. (apenas)

•• Eles queriam ficar só na sala. (apenas)

Observação
A locução adverbial a sós é invariável.

5. OBRIGADO
•• “Muito obrigada”, disse a aniversariante aos convidados!

6. BASTANTE
•• Recebi bastantes flores.

•• Estudei bastante.

7. TODO, TODA, TODO O , TODA A


•• Todo aluno tem dificuldades nos estudos.

•• Todo o clube comemorou a chegada do jogador.

8. É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO, É PERMITIDO


•• Vitamina C é bom para saúde.

•• É necessária muita paciência.

9. MEIO
•• Tomou meia garrafa de champanhe.

•• Isso pesa meio quilo.

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•• A porta estava meio aberta.

•• Ele anda meio cabisbaixo.

Exercícios

1. Complete as lacunas com o termo entre parênteses, fazendo a devida concordância nominal.
a) Esses alunos são ___________inteligentes. (bastante/bastantes)
b) Nossa discussão foi _______longa. (meio/meia)
c) Estamos _________com nossas obrigações. (quite/quites)
d) Calma é __________. (necessária/necessário)
e) Escolhemos _______hora e lugar. (má/más/mau)
f) As provas _________foram consideradas. (anexo/em anexo/anexas)
g) A professora ficou _______cansada. (meia/meio)
h) _________os reparos, fomos aproveitar. (Feito/Feitos)
i) É ______________ cautela a essa hora da noite, aqui no parque. (necessária/necessário)
j) Era a _________indicada para o cargo. (menas/menos)
k) É _____________a entrada de pessoas estranhas ao serviço. (proibido/proibida)
l) Eles _____________terminaram o serviço. (mesmo/mesmos)
m) _____________considerações foram feitas na reunião. (Bastante/Bastantes)
n) Elas ficaram __________satisfeitas com o resultado. (bastante/bastantes)
o) É ____________a sua presença. (necessário/necessária)
p) Não diga nada ao rapaz. É ______________cautela. (necessária/necessário)
q) Ela __________organizou a formatura. (mesmo/mesma)
r) Parecia ________perturbada depois de tudo. (meio/meia)
s) Eles __________disseram ao pai que ele _________teria de reconsiderar. (mesmo/
mesmos)
t) Faz uma hora e _______que terminamos tudo. (meio/meia)
u) Estaremos lá ao meio-dia e _________. (meio/meia)
v) Estejamos todos __________ . (alerta/alertas)
x) Eles __________ serão os agraciados. (próprios/próprio)

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Questões

1. (24019) FDRH – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas com traço contínuo das linhas 01,
39 e 41 respectivamente.

a) Existe — têm — ligaram


b) Existe — tem — ligar
c) Existem — teem — ligarem
d) Existem — tem – ligar
e) Existem — têm — ligar

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2. (26448) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Passando-se A rede (l. 15) para o plural, quantas outras palavras do terceiro parágrafo do texto
deverão ser alteradas?

a) Quatro
b) Cinco
c) Seis
d) Sete
e) Oito

3. (26452) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Considere as frases abaixo, com relação às concordâncias nominais e verbal.
I – Agora é meio-dia e meia e faz três horas que ela saiu.
II – Devem ir neste envelope, anexos ao processo, uns dois formulários.
III – Ela era meio desatenta, por isso tinha menos condições do que as irmãs.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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4. (26473) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Se substituirmos a expressão Os personagens de narrativas literárias (l. 49-50) por
O personagem de narrativas literárias, quantos outros vocábulos do parágrafo, que se estende
até a linha 54, deverão sofrer obrigatoriamente ajuste de flexão?

a) Dois
b) Três
c) Quatro
d) Cinco
e) Seis

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5. (26476) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das
linhas 57, 59, 89.

a) iam – evitam – abrangem


b) ia – evitam – abrange
c) ia – evita – abrange
d) ia – evita – abrangem
e) iam – evita – abrangem

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6. (26490) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Se substituirmos o vocábulo vacilo (l. 41) pela forma pluralizada vacilos, quantos outros
vocábulos do período terão de ser, obrigatoriamente, pluralizados?

a) Um.
b) Dois.
c) Três.
d) Quatro.
e) Cinco.

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7. (26505) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas indicadas por traços
contínuos das linhas 29, 51 e 53.

a) necessário – eliminados – distinta


b) necessária – eliminadas – distinta
c) necessário – eliminadas – distinto
d) necessária – eliminados – distinta
e) necessário – eliminados – distinto

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8. (26508) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Tempos e Modos


Verbais/Verbos
Assinale a alternativa correta sobre flexão e emprego de formas verbais no texto.

a) A substituição de havia (l. 05) por existia manteria a frase correta.


b) A forma aceita (l. 09) é incorreta e deveria ser substituída por aceite.
c) A forma leia-se (l. 12) poderia ser substituída por tratam-se de, sem prejuízo à correção da
frase.
d) No penúltimo parágrafo, as formas seriam (l. 48), seriam (l. 51 ) e alteraria (l. 53) poderiam
ser substituídas por eram, eram e alterava, respectivamente, sem prejuízo à correção das
frases em que se encontram.
e) Caso o verbo é (l. 61) fosse substituído por será, a forma dispomos, no mesmo período,
teria de ser substituída por dispormos.

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9. (24105) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Considere as seguintes afirmações sobre verbos do texto.
I – A substituição da palavra há (l. 02) pela palavra existe manteria a correção gramatical do
texto.
II – A substituição da expressão nestes tempos (l. 04) pela expressão neste momento exigiria a
substituição de levam (l.04) por leva.
III – A substituição da palavra crianças (l.06) pela expressão uma criança exigiria a substituição
de sabem (l. 06) por sabe, e a substituição da palavra elas (l. 07) pela palavra ela exigiria a
substituição de têm (l. 07) por tem.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II. d) Apenas I e II.
c) Apenas III. e) Apenas I e III.

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10. (24126) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


No que se refere à concordância verbo-nominal do texto, considere as afirmações abaixo.
I – No trecho O novo estudo, feito com 5 mil pessoas em 315 municípios do país, confirma os
piores vaticínios (l. 06-08), ao passarmos a palavra estudo para o plural, outras quatro palavras
também pluralizariam a fim de que se mantivesse a correção gramatical do período.
II – No trecho E não há dúvida de que a leitura transforma (l. 27), se passássemos a palavra
dúvida para o plural, apenas mais uma palavra precisaria ser pluralizada a fim de que se
mantivesse a correção gramatical do período.
III – No trecho Por isso, é decisiva a leitura crítica, que percebe a relação entre texto e
contexto (l. 34-3), ao passarmos a palavra leitura para o plural, outras cinco palavras também
pluralizariam a fim de que se mantivesse a correção gramatical do período.

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

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11. (24130) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Considere o seguinte texto.
Sua Senhoria, O Prefeito, foi extremamente ________ às nossas reivindicações, as quais foram
respaldadas pelos documentos enviados ________ ao relatório que lhe foi apresentado. Na
próxima reunião, ______ haver outras autoridades locais presentes.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas acima.
a) atencioso – anexos – deverá
b) atenciosa – anexos – deverão
c) atencioso – anexo – deverá
d) atenciosa – anexo – deverão
e) atencioso – anexos – deverão

12. (24112) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a única alternativa correta quanto à concordância nominal prescrita pela norma culta
da língua.

a) Não temos a mínima ideia do quão equivocada algumas dessas concepções podem ser.
b) As contradições entre as atitudes dos médicos e o respeito à criança passam, em geral,
despercebida.

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c) A busca do bom senso na educação tornou-se um grande desafio a ser enfrentada pelos
educadores e pais.
d) Ao negarmos alguns direitos básicos da criança, em nome da sua proteção, a falta de bom
senso na nossa relação com elas é ampliada.
e) Por enquanto, muitos pais e professores não são capaz de garantir autonomia para as
crianças.

13. (35204) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Se o segmento As paisagens (linha 10) for substituído por O cenário, quantas outras palavras,
em toda a frase, deverão ser flexionadas para fins de concordância?

a) Duas.
b) Três.
c) Quatro.
d) Cinco.
e) Seis.

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14. (35217) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Caso a expressão “os pais” (l. 11) fosse passada para o singular, quantas outras alterações
deveriam ser feitas para manter a correção do período?

a) Uma.
b) Duas.
c) Três.
d) Quatro.
e) Cinco.

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15. (35247) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Caso a palavra investigação (l.22) seja substituída por inquéritos, quantas outras alterações são
necessárias para manter a correção do período?

a) Uma.
b) Duas.
c) Três.
d) Quatro.
e) Cinco.

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16. (35282) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal
Caso a palavra “professor” (l.10) fosse passada para o plural, quantas outras palavras deveriam
ser alteradas a fim de manter a concordância do período?

a) Duas.
b) Três.
c) Quatro.
d) Cinco.
e) Seis.

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17. (38519) FUNDATEC – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Caso a palavra você (linha 22) fosse substituída por vocês, quantas outras alterações deveriam
ser feitas para manter a correção do período?

a) Uma.
b) Duas.
c) Três.
d) Quatro.
e) Cinco.

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Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR CODE em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados online. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (24019) E 2. (26448) B 3. (26452) E 4. (26473) B 5. (26476) B 6. (26490) B 7. (26505) B 8. (26508) D
9. (24105) C 10. (24126) E 11. (24130) A 12. (24112) D 13. (35204) A 14. (35217) D 15. (35247) B 16. (35282) C
17. (38519) D

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Aula 4

REGÊNCIA VERBAL

O que você precisa lembrar antes de estudar este conteúdo?

Transitividade

Transitivos Diretos – exigem um complemento sem preposição, chamado de objeto direto.


•• André Vieira fará uma viagem em breve.

Transitivos Indiretos – exigem um complemento preposicionado, chamado de objeto indireto.


•• Alguns alunos não se referem ao concurso.

Transitivos Direto e Indireto – exigem um objeto direto e um objetos indiretos.


•• Aos alunos o material Dudan enviou.

Pronomes X sintática

Os pronomes oblíquos, quando completam um verbo funcionam assim: A, O, AS, OS =


OD; LHE = OI

Pronomes Relativos
Uso dos pronomes relativos
Que: Refere-se a coisas ou a pessoas.
•• Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma

receita para a vida que sirva para todos.” (Carl Jung)

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•• “Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.” (Lacan)

•• As matérias de que eu preciso estão no site da Casa do Concurseiro.

Quem: Refere-se somente a pessoas, nunca a coisas. Vem sempre antecedido de preposição
quando tem um antecedente explícito.
Exemplos:
•• É esta a professora de quem você falou?

•• As pessoas em quem tu acreditas sumiram!

•• Este é o amigo a quem sempre amei.

Onde: É utilizado para indicar um lugar, podendo ser substituído por: em que, no qual, na
qual, nos quais e nas quais. Exemplos:
•• Este é o curso onde estudei antes de passar.

•• O hotel onde ficamos estava lotado.

Qual e suas flexões: Vem sempre precedido de um artigo.


•• Pensei nisso naquela noite de estudo, durante a qual não consegui dormir.

•• Li um livro sobre o qual nunca tinha ouvido falar nada.

Cujo e suas flexões: Aparece entre dois substantivos e transmite uma ideia de posse, sendo
equivalente a: do qual, da qual, dos quais, das quais, de que e de quem. Deve concordar em
gênero e número com a coisa possuída.
•• Escolheram os alunos cujas médias foram diferenciadas.

•• A Casa prefere concurseiros cujo comprometimento seja total.

•• O candidato de cujo nome me esqueci está naquela sala.

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Regência de alguns verbos:

1. Aspirar
a) = respirar – é VTD. Ele aspirou o gás.
b) = desejar, pretender – é VTI. Sérgio aspira ao sucesso!

2. Assistir
a) = ver – é VTI. Eu assisto, no cinema, ao filme.
b) = socorrer – é VTD. Assistimos o rapaz acidentado!

3. Esquecer / lembrar
a) quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD
•• Esqueceste os faróis acesos.

•• Lembramos o recado do professor

b) quando acompanhado de pronome oblíquo, são VTI


•• Tu te esqueceste do compromisso.

•• Eu me lembrei de você ontem!

4. Implicar
a) = acarretar – é VTD. Esta medida implica novos sacrifícios.
b) = embirrar, ter implicância. É VTI. Ex.: Implicas muito com a corrupção no país?

5. Pagar/perdoar
a) Paga-se o que se deve. Perdoa-se alguma coisa.
•• Paguei o empréstimo.

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•• Perdoa nosso erros.
b) Paga-se a quem se deve. Perdoa-se a alguém.
•• Ana jamais perdoará ao seu namorado!

•• Edgar Abreu pagou ao banco sua dívida.

6. Obedecer/ desobedecer
VTI = prep. A – Ex.: Zambeli nunca obedece ao sinal de trânsito.

7. Preferir - VTDI
Prefere-se A a B
•• Prefiro o chocolate quente à cerveja gelada.

8. Querer
a) VTD = no sentido de “desejar”
•• Quero minha liberdade de expressão!

b) VTI = no sentido de “ gostar de, amar, querer bem”


•• Eu quero muito ao amor da minha vida!

9. Usufruir
VTD- Usufrua os benefícios da fama!

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10. Visar –
a) VTD – quando significa “mirar”
•• Meu colega visou a aprovação e foi com tudo!

b) VTI – quando significar “ almejar, ter por objetivo”


•• Visamos ao sucesso neste concurso!

c) VTD – quando significa “assinar”


•• Você já visou o recibo?

Exercício

1. Utilize o pronome oblíquo adequado (o, a, os, as, lhe, lhes), adaptando-o se necessário.
a) Ela não ___ amava, mas não ___ desobedecia.
b) Queremos convidar-___ para uma viagem inesquecível.
c) Desde que ___ vi, minha vida não é mais a mesma.
d) Perdoei-___ no mesmo dia, pois é meu grande amigo.
e) Informo-___ de que deve sair agora.
f) Informo-___ que deve sair agora.
g) Todos ___ odiavam.
h) Incumbi-____ de tarefas muito difíceis.
i) Quem ___ autorizou a entrada neste setor?
j) Quando ___ encontro, não ___ cumprimento.
l) Não desejava incomodar-___.
m) Cientifique-___ que os horários foram modificados.
n) Cientifique-___ de que os horários foram modificados.
o) A professora não ___ respondeu satisfatoriamente.
p) Todos ___ querem muito bem.

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2. Complete com a preposição adequada, se preciso.
a) Precisamos de um chefe ___ cujas ordens todos obedeçam.
b) Vou apresentar-lhe a pessoa ___ cuja casa me hospedei.
c) É pelo estudo que conquistarás o posto ___ que aspiras.
d) A fazenda ___ que fomos ontem pertence a um amigo.
e) Os livros ___ que preciso são estes.
f) O debate ___ que procedemos vai ser extenso.
g) O jogo ___ que assistimos foi movimentadíssimo.
h) Esta é a mulher _________ que acredito.
i) O colega ___ quem desconfio não veio à aula hoje.

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Questões

1. Quanto ao amigos, prefiro João............Pedro, ......... quem sinto..........simpatia.


a) a – por – menos
b) do que – por – menos
c) a – para – menas
d) do que – com – menos
e) do que – para – menas

2. As preposições sublinhadas na sequência “a impossibilidade de depender de uma só carreira –


às vezes aquela da qual mais se gosta”. São exigidas, respectivamente, por:
a) impossibilidade e aquela
b) depender e gosta
c) impossibilidade e gosta
d) depender e carreira
e) depender e aquela.

3. Eis o livro...... a crítica faz elogios e ...... o estudante pode retirar informações válidas.
a) a que – do qual
b) a que – o qual
c) de que – no qual
d) em que – do qual
e) que – no qual

4. Regência imprópria:
a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

5. A frase que não apresenta problema(s) de regência, levando-se em consideração a língua


escrita, é:
a) Prefiro sair antes do que ficar até o fim da peça.
b) O cargo a que todos visavam já foi preenchido.
c) Lembrou de que precisava voltar ao trabalho.
d) As informações que dispomos não são suficientes para esclarecer o caso.
e) Não tenho duvidas que ele chegará em breve.

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6. Apontar a frase com erro de regência verbal.
a) Eu visitei a casa que você morou.
b) Eu visitei a casa de que você foi desapropriada.
c) Eu visitei a casa que você comprou.
d) Eu visitei a casa a que você se referia.
e) Eu visitei a casa em que ocorreu a assinatura do contrato.

7. Sempre ...... desobedeceu, embora..... quisesse muito, porque não suportava que ninguém
.......orientasse.
a) o–o–o
b) lhe- lhe – lhe
c) lhe – o – o
d) lhe – lhe – o
e) o – lhe – o

8. Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a norma culta da
língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

9. O Departamento Pessoal ...... que julgou suficientes os conhecimentos ....o candidato dispõe.
a) informa-lhe – de que
b) informa-o – a que
c) informa-lhe de – que
d) informa-o de – a que
e) informa-lhe de – de que

10. De seus ídolos os adolescentes querem apenas a diversão.


As cincos formas verbais abaixo poderiam substituir querem. Assinale aquela que exigiria a
troca da preposição de
a) desejam.
b) encontram.
c) esperam.
d) exigem.
e) pedem.

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11. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases:


I – O lugar ____ moro é muito pequeno.
II – Esse foi o número ____ gostei mais.
III – O filme ____ enredo é fraco, tem dado grande prejuízo.
a) onde – que – cujo
b) em que – de que – cujo o
c) que – que – cujo o
d) em que – de que – cujo
e) no qual – do qual – cujo o

12. O “que” devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção:


a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos

13. "Ele não ..... viu". Não cabe na frase:


a) nos.
b) te.
c) lhe.
d) o.
e) me.

14. (24100) FAURGS 2012 PORTUGUÊS Concordância Nominal e Verbal


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 09, 13 e
33.

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a) que – como – que
b) com que – que – a que
c) com que – como – que
d) que – como – a que
e) que – que – a que

15. (26454) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo.
A cidade _______ eu vivia na infância é a mesma ________ eles estavam se referindo ontem de
manhã.
a) que – de que
b) onde – que
c) na qual – em que
d) em que – a que
e) que – que

16. (26459) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Pronomes: Emprego,
Formas de Tratamento e Colocação
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 09, 13 e
33.

a) que – como – que


b) com que – que – a que
c) com que – como – que
d) que – como – a que
e) que – que – a que

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17. (26504) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Concordância Nominal e Verbal, Pronomes: Emprego,
Formas de Tratamento e Colocação
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas indicadas por linhas
pontilhadas das linhas 19, 21 e 29.

a) a – os – no
b) a – o – lhe
c) as – as – lhe
d) a – o – no
e) as – os – lhe

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Gabarito: 1. A 2. B 3. A 4. E 5. B 6. A 7. D 8. D  9. A  10. B 11. D 12. C  13. C 14. (24100) B 
15. (26504) E 16. (26459) C 17. (26454) D

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Aula 5

CRASE

Ocorre Crase

Sempre assisti às novelas do SBT. (A prep. + AS artigo)

A questão à qual me refiro foi anulada. (A prep. + A do pronome relativo A Qual)

A minha dúvida é igual à do André Vieira. (A prep. + A pronome demonstrativo)

Sérgio fez referência àquele computador. (A prep. + A pronome demonstrativo Aquele).

1. Substitua a palavra feminina por outra masculina correlata; em surgindo a combinação AO,
haverá crase.
•• Eles foram à praia.

•• Estamos aptos às questões de Português.

2. Substitua os demonstrativos Aqueles(s), Aquela(s), Aquilo por A este(s), A esta(s), A isto;


mantendo-se a lógica, haverá crase.
•• Ele fez referência àquele aluno.

•• Sempre nos referimos àquela pessoa com carinho.

3. Nas locuções prepositivas, conjuntivas e adverbiais:


à frente de; à espera de; à procura de; à noite; à tarde; à esquerda; à direita; às vezes; à medida
que; à proporção que; à toa; à vontade, etc.

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•• Não vire à esquerda.

•• Precisamos estudar à tarde.

•• À medida que eu estudo, mais estressado fico.

4. Na indicação de horas determinadas.


•• Ele saiu às duas horas e vinte minutos.

•• A Casa fica aberta das 8h às 22h30min.

5. Antes de nome próprio de lugares, deve-se colocar o verbo VOLTAR; se dissermos VOLTO
DA, haverá acento indicativo de crase; se dissermos VOLTO DE, não ocorrerá o acento.
•• Vou à Bahia. (volto da)

•• Vou a São Paulo (volto de).

Obs.: se o nome do lugar estiver acompanhado de uma característica (adjunto adnominal), o


acento será obrigatório.
•• Vou a Portugal. Vou à Portugal das grandes navegações.

6. Antes da palavra “casa”, haverá o acento indicativo de crase somente quando ela estiver
especificada.
•• Retornou a casa. Retornou à casa dos pais.

7. Antes da palavra “terra”, haverá o acento indicativo de crase, se ela estiver especificada.
•• O navegador retornou a terra. Ele chegou à terra dos anões.

8. Antes da palavra “distância”, haverá o acento indicativo de crase, se ela estiver especificada.
•• Ficou à distância de 10m. Ficou a distância.

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Crase Opcional

1. Antes de nomes próprios femininos.


•• Entreguei o presente a Ana (ou à Ana).

2. Antes de pronomes possessivos femininos adjetivos no singular.


•• Fiz alusão a minha amiga (ou à minha amiga). Mas não fiz à sua.

3. Depois da preposição ATÉ.


•• Fui até a escola (ou até à escola).

Não ocorre crase

1. Antes de palavras masculinas.


•• Ele saiu a pé.

•• Escrevi toda a redação a lápis.

2. Antes de verbos.
•• Estou disposto a colaborar com ele.

3. Antes de artigo indefinido.


•• Fomos a uma lanchonete no centro.

•• Talvez estejamos aptos a uma prova mais complicada!

4. Antes de pronomes pessoais, indefinidos e demonstrativos.


•• Passamos os dados do projeto a ela.

•• Eles podem ir a qualquer restaurante.

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•• Refiro-me a esta aluna.

5. Antes de QUEM e CUJA.


•• A pessoa a quem me dirigi estava atrapalhada.

•• O restaurante a cuja dona me referi é ótimo.

6. Depois de preposição.
•• Eles foram para a praia.

•• Não adianta remar contra a maré.

7. Quando o A estiver no singular e a palavra a que ele se refere estiver no plural.


•• Refiro-me a pessoas que são competentes.

8. Em locuções formadas pela mesma palavra.


•• Conferiu as anotações uma a uma.

(cara a cara, lado a lado, face a face, passo a passo, frente a frente, dia a dia, etc.)

Exercício

1. Utilize o acento indicativo de crase quando necessário:


a) Enviarei a você as informações referentes as nossas atuais atividades.
b) Com relação a suas habilidades, procure dar mais ênfase as que se referem a pintura.
c) Lançou um olhar satisfeito a terra que comprara e, a proporção que andava, sentia-se
disposto a vencer.
d) Você vai a aula hoje?
e) Escreveram a ti antes de escreverem a mim!
f) Telefonei a ela, depois a você e a todas as nossas amigas.
g) A cena a qual assistimos foi lamentável.

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h) Prefiro maçã a pera.


i) Prefiro a maçã a pera.
j) Os preços continuam a subir, e a qualidade de vida a baixar.
k) Prefiro aquela maçã aquele mamão.
l) Entreguei a bolsa aquela que atendeu ao portão.
m) Refiro-me as exportações, e não as importações.

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Questões

1. (35250) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Crase


As lacunas das linhas 15, 17, 24, 29 e 39, considerando o uso do acento indicativo de crase,
devem ser preenchidas respectivamente por:

a) à – às – à – às – às
b) a – às – à – às – às
c) a – as – à – às – as
d) a – as – a – às – as
e) a – às – a – às – as

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2. (35223) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Crase
Considerando as relações morfossintáticas estabelecidas no texto, as lacunas pontilhadas das
linhas 05, 12 e 40 devem ser preenchidas, respectivamente, por:

a) à – a – à
b) a – a – a d) à – à – a
c) à – à – à e) a – a – à

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3. (35260) FUNDATEC – 2013 – PORTUGUÊS – Crase


Considere as seguintes propostas de completamento das lacunas pontilhadas das linhas 01, 03,
11, 16 e 18, relativamente ao uso ou não da crase, e assinale a alternativa correta.

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a) à–a–à–a–à
b) a–à–a–à–a
c) à–à–à–a–a
d) a–a–à–à–à
e) a–a–a–a–a

4. (38506) FUNDATEC – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Considerando-se o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche,
correta e respectivamente, as lacunas das linhas 12, 13, 25 e 31.

a) a–a–à–à
b) a–à–à–à
c) a–à–à–a
d) à–à–a–a
e) à–a–a–a

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5. (38528) FUNDATEC – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Sobre o uso da crase no texto, analise as afirmativas abaixo:
I – No trecho “uma ironia discreta em relação às agruras do seu tempo” (linha 08), caso a
palavra sublinhada fosse para o singular, não haveria mais condições de ocorrência de crase
nesse período.
II – Se no trecho “construiu sua glória” (linha 19) tivéssemos a construção “construiu a sua
glória”, o uso da crase seria obrigatório.
III – No trecho “à sua obra” (linha 20), o uso da crase é facultativo.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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6. (24120) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Crase
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 10, 14 e 33.

a) há – à – à
b) à–a–à
c) há – à – às
d) a – à – as
e) há – a – às

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7. (24096) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 07, 25,
38, 40 e 51.

a) a – a – as – a – a
b) à – a – às – à – à
c) à – à – as – à – a
d) a – à – às – a – à
e) a – à – as – a – a

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8. (26468) FAURGS 2012 PORTUGUÊS Crase
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas indicadas por traços
contínuos das linhas 21, 23, 41 e 42.

a) à–a–a–à
b) a–à–à–a
c) à–a–à–à
d) a–a–à–à
e) a–à–a–à

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9. (26443) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 07, 11 e
37.

a) à–a–à
b) a–à–a
c) à–à–à
d) a–a–à
e) a–a–a

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10. (26475) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Crase
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas contínuas das linhas
04, 07, 33 e 43

a) a – à – às – a
b) a–a–à–à
c) a – à – as – à
d) à–a–a–a
e) à – à – às – à

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11. (26497) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das linhas 05, 26,
45 e 50.

a) à–a–à–a
b) à – há – a – à
c) a–a–à–à
d) a – há – a – à
e) à–a–a–a

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12. (26509) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Crase
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego da crase no texto.
I – Caso substituíssemos o verbo invocava (l. 14) por recorria, seriam criadas, no contexto da
oração, as condições para o uso da crase.
II – Na sequência manifestava à sua volta (l. 28) a crase é obrigatória.
III – Caso substituíssemos o verbo refletir (l. 62) pelo substantivo reflexão, seriam criadas, no
contexto da oração, condições para uso de crase.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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13. (26434) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Crase


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 10 e 17.

a) a–a
b) há – à
c) há – a
d) à–a
e) a–à

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Gabarito: 1.
Gabarito: 1. (35250) 2. (35223)
A 2. B 3. A 4. A 3.
E 5. (35260)
B 6. A 7.D 4. (38506)
D 8. D  9.C 5. (38528)
A  10. B 11.C 6. (24120)
D 12. C 7.
C  13. (24096)
C 14. E 8.
(24100) (26468) D
B 
9.
15.(26443)
(26504)D 10.
E 16.(26475)
(26459)A 11.
C 17.(26497)
(26454)B 12.
D (26509) C 13. (26434) E

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Aula 6

ORAÇÕES COORDENADAS

Orações Coordenativas – ligam termos que exercem a mesma função sintática, ou orações
independentes. Subdividem-se:

1. Assindéticas – não se unem por meio de conjunção.

•• “Ela parou, olhou, sorriu, me deu um beijo e foi embora.”(Natiruts)

2. Sindéticas – unem-se por meio de conjunção. Classificam-se como

1. aditivas: expressam ideia de adição, soma, acréscimo.


São elas: e, nem, não só... mas também, mas ainda, etc.
•• A corrupção atinge todas as camadas da sociedade e incide em alguns comportamentos.

•• “De repente, a dor de esperar terminou, e o amor veio enfim.” (Tim Maia)

•• Não estudei Português, nem cheguei perto de Constitucional ainda.

2. adversativas: expressam ideia de oposição, contraste.


São elas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, etc.

•• “Vai ser difícil esquecer tudo o que passou, mas são as quedas que ensinam a cultivar o

nosso amor.” (Natirutis)

•• “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” (Vinícius de Moraes)

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3. alternativas: expressam ideia de alternância ou exclusão.
São elas; ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja...seja

•• “A amizade é o grande palavrão das mulheres, quer para permitir que o amor entre, quer

para o pôr fora da porta.” (Charles Saint-Beuve)

•• O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha. (Friedrich Nietzsche)

4. conclusivas: expressam ideia de conclusão ou uma ideia consequente


do que se disse antes. São elas: logo, portanto, por isso, por conseguinte,
assim, de modo que, em vista disso então, pois (depois do verbo) etc.
•• “Nós nos transformamos naquilo que praticamos com frequência. A perfeição, portanto,

não é um ato isolado. É um hábito.” (Aristóteles)

•• “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se

chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente

viver.” (Dalai Lama)

5. explicativas: a segunda oração dá a explicação sobre a razão do que se


afirmou na primeira oração. São elas: pois, porque, que.
•• “Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. Nessa hora

fique firme, pois tudo isso logo vai passar.” (Jeneci)

•• “Socorro! Alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha.” (Arnaldo Antunes)

•• DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo

Que ele um outro amigo tem.

E o amigo do teu amigo

Possui amigos também... (Mário Quintana)

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ORAÇÕES SUBORDINADAS

Dependem de uma oração principal. Podem ser: adverbiais, substantivas ou adjetivas.

Orações Subordinadas Adverbiais – ligam duas orações sintaticamente


dependentes. Introduzem as orações subordinadas adverbiais:

1. Causais (exprimem motivo, causa): porque, porquanto, visto que, já


que, uma vez que, como, pois (anteposto ao verbo).

•• A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos

da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos

diversos. (Mahatma Gandhi)

•• “Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria

sensato praticarmos a compaixão e o amor ao próximo enquanto podemos?” (Dalai Lama)

2. Condicionais (exprimem circunstância, condição) – se, caso, contanto


que, desde que, a menos que, a não ser que, uma vez que (+ verbo no
subjuntivo)
•• ``Se você se sente só,

é porque ergueu muros

em vez de pontes´´(William Shakespeare)

•• “O destino nada me perguntou em tirar você na minha vida, mas, caso você encontre com

ele, agradeça-o em meu nome.” (Caio Fernando Abreu)

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3. Consecutivas (exprimem conseqüência, resultado) – {tão, tal, tamanho,
tanto} ...que, de modo que, de maneira que, de forma que
•• “Tenho tanto sentimento

Que é frequente persuadir-me

De que sou sentimental,

Mas reconheço, ao medir-me,

Que tudo isso é pensamento,

Que não senti afinal.” (Fernando Pessoa)


•• “O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado

depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem

imagem.” (Millôr Fernandes)

4. Comparativas (expressam semelhança, relações)- como, que (precedido


de mais ou menos), assim como, tanto ...quanto
•• “O amor é como o sol sabe como renascer.” (Natiruts)

•• É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação. (Friedrich Nietzsche)

•• “Quantas vezes a gente, em busca de aventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:

Em vão, por toda parte, os óculos procura,

Tendo-os na ponta do nariz!” (Mario Quintana)

5. Conformativas (expressam conformidade) – como, conforme, segundo,


consoante, etc..
•• “Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou

um castigo.” (J. Petit Senn)

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6. Concessivas (expressam um fato que poderia opor-se à realização do


que se declara na oração principal.) – embora, se bem que, ainda que,
apesar de que, mesmo que, conquanto, posto que, por mais que.
•• “Ainda que sendo tarde e em vão,

perguntarei por que motivo

tudo quando eu quis de mais vivo

tinha por cima escrito: "Não"” (Cecília Meireles)

•• “Ainda que eu falasse

A língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria.” (Renato Russo)

7. Temporais (exprimem o tempo de um acontecimento) – quando, logo


que, assim que, mal, sempre que, antes que, enquanto, depois que, desde
que, sempre que, cada vez que
•• “Você é a vida da minha vida,

Enquanto eu tiver saúde,

Enquanto eu tiver de pé,

Enquanto a gente se amar,

Enquanto a gente ainda tiver

Um coração tão cheio,

Tão cheio de amanhã.” (Vanguart)

•• Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que

suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo,

procuraram o remédio. (William Shakespeare)

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8. Finais (indicam a finalidade ou o objetivo de ação expressa na oração
principal) – a fim de que, para que.

•• O ser humano tem até de experimentar o amor, para que compreenda bem o que é a

amizade. (Sébastien-Roch Chamfort)

•• “Você tem um segundo para aprender a me amar; você tem a vida inteira para me devorar.”
(Cazuza)

9. Proporcionais (destacam a intensidade de um fato, da qual depende a


intensidade do fato expresso na principal.) - à proporção que, à medida
que, quanto mais ...., (tanto) mais, quanto menos...

•• “O erro só é bom enquanto somos jovens. À medida que avançamos na idade, não convém

que o arrastemos atrás de nós.” (Johann Goethe)

Semelhanças e Diferenças

POIS
a) Conclusivo – posposto ao verbo.
•• Dediquei-me bastante; alcançarei, pois, meus objetivos.

b) Explicativo – anteposto ao verbo.


•• Chegue cedo, pois há poucos lugares. (ordem, pedido)

•• Meus amigos devem ter viajado, pois ainda não me telefonaram. (hipótese,
suposição)

c) Causal – anteposto ao verbo.


•• O mandato do deputado foi cassado, pois se comprovou a irregularidade.

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COMO
a) Causal – ocorre em início de período (ou após adjunto adverbial em início de
período). Não admite a inversão das orações.
•• Como faltou vários dias ao trabalho, foi demitido.

b) Comparativo – une duas orações cujos verbos são iguais (o da 2ª oração pode ser
omitido).
•• O humor dela é instável como o tempo.

c) Conformativo – une duas orações cujos verbos são diferentes.


•• Como havíamos imaginado, ele é culpado.

Exercício

1. Classifique as orações subordinadas adverbiais em destaque.


a) O amor pode acabar, se ele der suas opiniões.

b) O namorado sumiu, visto que a briga foi tensa.

c) Acabou o namoro, conforme as sogras previam.

d) Ama com empenho, à medida que seu coração bate.

e) Posto que me peça de joelhos, não perdoarei a briga.

f) Tal era o seu amor, que logo quis casar.

g) Enquanto a mulher briga, o marido recolhe as roupas.

h) Caso diga a verdade, serei absolvido.

i) Como era eficiente, foi promovido a marido!

j) Apesar de ser fiel, reparava na vizinhança!

k) Cada vez que ela chega, meu coração dispara!

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l) Por mais que te esforces, não conseguirás esquecer o que passou!

m) Uma vez que acabasse, sumiria.

n) Uma vez que acabou, sumiu.

o) Minha namorada, assim que me viu, começou a sorrir!

p) Conforme era previsto, foram felizes até o casamento.

q) Amou tanto que ficou doida.

r) O noivo, como se esperava, foi muito feliz.

s) Seu amor ficou em minha vida como um símbolo de vitória.

t) Como nunca conseguiu enganar o namorado, desistiu do casamento.

u) Como a discussão dela não tinha motivo, sai para beber com os amigos.

v) Mesmo que com medo, quis casar com ele.

w) Assim que tiveres tempo, pede a senha dele.

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Questões

1. (26449) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
A expressão no entanto (l. 23) poderia ser substituída, mantendo-se o significado e a correção
gramatical da frase, por:

a) por conseguinte
b) mesmo assim
c) não obstante
d) todavia
e) isso posto

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2. (26501) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e
Colocação, Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e Subordinadas)/Nexos
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego de estruturas contendo o vocábulo que.
I – A expressão em que, na linha 03, poderia ser substituída por onde, sem se desviar da norma
gramatical ou comprometer o sentido da frase.
II – Na linha 36, que tem a função de sujeito.
III – Na linha 44, que introduz um objeto oracional à sentença que o antecede.
Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.

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3. (26464) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
A oração reduzida de gerúndio o máximo sendo também o mínimo (l. 31), no período em que
ocorre no texto, pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela seguinte forma:

a) a despeito de o máximo ser também o mínimo.


b) contanto que o máximo seja também o mínimo.
c) a não ser que o máximo seja também o mínimo
d) a fim de que o máximo seja também o mínimo.
e) visto ser o máximo também o mínimo.

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4. (24118) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e
Subordinadas)/Nexos
No trecho “funcionam melhor à noite e, por conseguinte, acabam deitando e levando mais
tarde.” (linhas 32-34), a expressão por conseguinte foi utilizada para expressar um sentido de:

a) origem.
b) proporção.
c) condição.
d) consequência.
e) adversidade.

5. (24134) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
Cada uma das alternativas abaixo apresenta frases isoladas, as quais foram reescritas de modo
a formar um único período. Assinale a alternativa em que o período resultante NÃO estabelece
uma correta relação semântica entre as frases.
a) Esforçou-se muito. Não conseguiu bons resultados.
Esforçou-se muito, mas não conseguiu bons resultados.
b) Manuel estava doente. Manuel não veio à reunião.
Manuel não veio à reunião porque estava doente.
c) Li. Reli seu texto. Não o entendi.
Li e reli seu texto, porém não o entendi.
d) A luz da casa está acesa. Os vizinhos devem ter chegado.
A luz da casa está acesa; portanto, os vizinhos devem ter chegado
e) Não deve ter nenhum ferimento grave. Sofreu um acidente terrível.
Não teve nenhum ferimento grave porque sofreu um acidente terrível.

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6. (26495) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
Considere a classificação das orações a seguir, no que concerne à relação sintática estabelecida
com suas respectivas orações principais no texto.
I – se os novos colegas descobrirem isso (l. 32-33) – relação de condição
II – Enquanto não chegam leis concretas(l. 80) – relação de temporalidade
III – como nos comportamos em público (l. 91-92) – relação de consecução

Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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7. (26493) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e
Subordinadas)/Nexos
Assinale as afirmações abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso), no que se refere ao emprego de
nexos do texto.
( ) A substituição de Se por Caso, em Se você não está no Facebook e encontra aquele
amor antigo da escola ali (l. 18-20) exige que os verbos dessas orações subordinadas sejam
flexionados no modo subjuntivo.
( ) No trecho E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década
(l. 39-41), a conjunção E poderia ser substituída pela conjunção Mas, sem prejuízo do sentido
original.
( ) A substituição de já que por por, em já que elas mostram num mapa onde os usuários
estão a cada momento (l. 48-49) exigiria que o verbo mostrar fosse flexionado no infinitivo.
( ) para, em para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade (l. 82-84)
poderia ser substituído por a fim de, sem prejuízo do sentido original.
A sequência que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é:

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a) V – V – F – V.
b) F – F – V – F.
c) V – F – F – V.
d) V – F – V – V.
e) V – F – V – F.

8. (26463) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
No contexto em que se encontram, os dois pontos da linha 10 podem ser substituídos, com
ajuste de vírgula, pela expressão:

a) por isso
b) já que
c) além do que
d) se bem que
e) no entanto

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9. (26465) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e
Subordinadas)/Nexos
Em relação à oração a que se subordina, a oração quando não há trincos burocráticos e trancas
comerciais (l. 24-25) estabelece a relação de:

a) condição
b) objeção
c) contraste
d) contraposição
e) consecução

10. (26474) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
Considere as seguintes afirmações sobre o vocábulo que no texto.
I – Em dizia que quem morria passava para outro tempo (l. 01-02), tem a função de sujeito da
oração de que faz parte.
II – Em que mesmo quando não é clara (l. 14-15), introduz uma oração com valor explicativo.
III – No trecho ou um sentido que faça sentido (l. 19-20), introduz uma oração com função de
aposto.
IV – Em o mesmo que dizia o Becket (l. 47-48), tem a função de objeto direto da oração de que
faz parte.

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Quais estão corretas?


a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e IV.
e) Apenas III e IV.

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11. (26479) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e
Subordinadas)/Nexos
Assinale a alternativa que apresenta uma substituição contextualmente adequada para a
expressão a par de (l. 44).

a) consonante
b) apesar de
c) além de
d) depois de
e) a fim de

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12. (26451) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Sintaxe da Oração e do Período (Coordenadas e


Subordinadas)/Nexos
Considere as duas frases abaixo.
Por perceber-se despreparado, abandonou a reunião.
Ao perceber-se despreparado, abandonou a reunião.
Assinale a alternativa que apresenta as transformações das passagens sublinhadas que
correspondem, respectivamente, ao significado das frases originais.
a) 1. Assim que se percebeu 2. Já que se percebeu
b) 1. Percebendo-se 2. Embora se percebendo
c) 1. Mal se percebeu 2. Uma vez que se percebeu
d) 1. Já que se percebeu 2. Mesmo se percebendo
e) 1. Porque se percebeu 2. Quando se percebeu

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Gabarito: 1. (26449) D 2. (26501) E 3. (26464) E 4. (24118) D 5. (24134) E 6. (26495) C 7. (26493) D 8. (26463) B
9. (26465) A 10. (26474) D 11. (26479) C 12. (26451) E

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Aula 7

PONTUAÇÃO

Emprego da Vírgula

Na ordem direta da oração (sujeito + verbo + complemento(s) + adjunto adverbial), NÃO use

vírgula entre os termos. Isso só ocorrerá ao deslocarem-se o predicativo ou o adjunto adverbial.

•• “A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento

da civilização humana.” (Freud)

Dica zambeliana = Não se separam por vírgula:


•• predicado de sujeito = Acontecerá, alguma coisa amanhã!

•• objeto de verbo = Contamos, aos alunos, todos os detalhes.

•• adjunto adnominal de nome = A questão, de Português, foi anulada facilmente!

Entre os termos da oração

1. para separar itens de uma série. (Enumeração)


•• “A mão, a mente, o gatilho, a favela choram seus filhos. (Criolo)

•• “Sem culpa católica, sem energia eólica, a morte rasga o véu.” (Criolo)

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2. para assinalar supressão de um verbo.
•• Muitas vezes os professores fingem que ensinam, e os alunos, que aprendem.

•• Eu preciso de uma ajuda em todo o Português; meu colega, de uma boa explicação só sobre
crase.

3. para separar o adjunto adverbial deslocado.


•• “Em última análise, precisamos amar para não adoecer” (Freud)

•• “Na turma da Mônica do asfalto, Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil” (Criolo)

•• “O falso é, às vezes, a verdade de cabeça para baixo.”(Freud)

Obs.: Se o adjunto adverbial for pequeno, a utilização da vírgula não é necessária, a não ser que

se queira enfatizar a informação nele contida.


•• “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito.” (Jota Quest)

4. para separar o aposto.


•• Precisamos revisar sempre dois assuntos: morfologia e sintaxe.

•• Yanis Varoufakis, ministro das Finanças grego, renuncia

5. para separar o vocativo.


•• Caros alunos, vocês estão entendendo?

6. para separar expressões explicativas, retificativas, continuativas, conclusivas ou


enfáticas (aliás, além disso, com efeito, enfim, isto é, em suma, ou seja, ou melhor,
por exemplo, etc).
•• “É a culpa, e não a fé, que remove montanhas.” (Freud)

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•• A dependência do celular, por exemplo, pode atrapalhar em muito os estudos.

•• Dormir na aula, em suma, pode ser sinal de cansaço.

Entre as orações

1. para separar orações coordenadas assindéticas.

•• ” Hoje não tem boca pra se beijar, não tem alma pra se lavar, não tem vida pra se viver,

mas tem dinheiro pra se contar.” (Criolo)

•• “Diga a verdade, doa a quem doer, doe sangue e me dê seu telefone.” (Engenheiros do Hawaii)

2. As orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Orações


coordenadas são as que indicam adição ( nem, mas também), alternância (ou, ou ...
ou, ora ... ora), adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e
explicação (porque, pois).
•• “Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.” (Freud)

•• Sempre fui assim, portanto não vou mudar.

•• “Seja humilde, pois até o sol com toda sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar.” (Bob Marley)

3. para separar orações coordenadas sindéticas ligadas por “e”, desde que os sujeitos
sejam diferentes.
•• “Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.” (Bob
Marley)

•• “Se souberem onde ela está, digam-me e eu vou lá buscá-la.” (Tim Maia)

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4. para separar orações adverbiais, especialmente quando forem longas.
•• Em determinado momento, os políticos se apresentaram a CPI, apesar de negarem o

envolvimento.

•• O fiscal conversava muito, enquanto eu escrevia a redação incomodado.

5. para separar orações adverbiais antepostas à principal ou intercaladas, tanto


desenvolvidas quanto reduzidas.
•• Como queria deixar de ser solteira, estudava com afinco.

•• Os criminosos, assim que percebem a aproximação da polícia, disfarçam seus movimentos.

•• “A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte; quando existe a

morte, não existimos mais.” (Epicuro)

6. Orações Subordinadas Adjetivas


Podem ser:

a) Restritivas – delimitam o sentido do substantivo antecedente (sem vírgula).


Encerram uma qualidade que não é inerente ao substantivo.
•• Os políticos que são dedicados ao povo merecem nossa admiração.

•• “Nin-Jitsu, Oxalá, Capoeira, Jiu-Jitsu, Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio ao trabalhador
que corre atrás do pão é humilhação demais que não cabe nesse refrão.” (Criolo)

•• “Desata o nó que te prendeu a uma pessoa que nunca te mereceu.” (Humberto)

b) Explicativas – explicações ou afirmações adicionais ao antecedente já definido


plenamente (com vírgula). Encerram uma qualidade inerente ao substantivo.

•• A telefonia móvel, que facilitou a vida do homem moderno, provocou também situações

constrangedoras.

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•• A questão, que era de fácil resolução, foi analisada em conjunto pela turma.

•• As mulheres, que são sensíveis, sofrem pela falta de diálogo.

Emprego do Ponto-e-Vírgula

1. para separar orações que contenham várias enumerações já separadas


por vírgula ou que encerrem comparações e contrastes.

•• Durante a aula do Edgar, estudou-se largamente as taxas de juros; na aula do Zambeli, os

alunos aprenderam que essas taxas eram com “x”.

•• O Brasil tem imensas potencialidades; não sabe aproveitá-las.

2. para separar orações em que as conjunções adversativas ou conclusivas


estejam deslocadas.

•• Esperávamos encontrar todos os professores no local da prova; encontrei, porém, apenas

alguns.

•• Sempre gostei de você; esperava, portanto, que me respeitasse um pouco!

3. para alongar a pausa de conjunções adversativas (mas, porém,


contudo, todavia, entretanto, etc.) , substituindo, assim, a vírgula.
•• Gostaria de estudar hoje; todavia, só chegarei perto dos livros amanhã.

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Emprego dos Dois-Pontos

1. para anunciar uma citação.

Afirma Ana Luiza Mano: "Diferentemente do vício em drogas ou álcool, o vício em celular não é

tão fácil de detectar, até porque as suas implicações são mais psicológicas do que físicas".

2. para anunciar uma enumeração, um aposto, uma explicação, uma


consequência ou um esclarecimento.
•• “O amor é como a criança: deseja tudo o que vê.” (Shakespeare)

•• Algumas pesquisas realizadas apontam como causa dos vícios: a miséria social, o

analfabetismo, problemas políticos, econômicos, financeiros, culturais e de âmbito familiar.

Exercícios

1) “Consta que ao iniciar uma das palestras,(1) durante sua mítica visita ao Brasil,(1) Jaen-Paul
Sartre encarou a platéia, vasculhou o recinto com os olhos incertos e disparou a pergunta:
“onde estão os negros?”(...) “Ou melhor, fez a pergunta certa, (2) mas no local errado. Deveria
tê-la feito mais adiante,(3) quando fosse jantar, no restaurante.”(...) “ Já no restaurante, ele
perceberia, com muito mais surpresa, que igualmente não havia negros – e não entre os
clientes, nisso não haveria nada de surpreendente, mas entre o próprio pessoal de serviço, (4)
ou seja,(4) entre garçons.” (...) “Tudo o que se precisa ler é o cardápio. E no entanto,(5) salvo
exceções,(5) não há negros entre os garçons no Brasil. Eis a discriminação no seu ponto mais
cruel.”
As afirmativas abaixo referem-se ao emprego de vírgulas no texto. Assinale com V as afirmações
verdadeiras e com F as falsas.
( ) As vírgulas de número 1 isolam um adjunto adverbial.
( ) A vírgula de número 2 marca a separação de orações coordenadas.
( ) A vírgula de número 3 marcam a separação de orações subordinadas.
( ) As vírgulas de número 4 delimitam uma expressão explicativa.
( ) As vírgulas de número 5 sinalizam um aposto explicativo.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é
a) V – V – V – V – F

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b) F – F – V –V – F
c) F–V–F–F–V
d) V–F–V–V–V
e) V–V–F–V–V

2. Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase
abaixo. Não cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência: Aos poucos .... a necessidade
de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se necessária a abertura dos portos .... para uma
outra população de trabalhadores ..... os imigrantes.
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula
b) O - O - dois pontos - vírgula
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos
d) vírgula – dois pontos - O - dois pontos
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula

3. Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase
abaixo. Não havendo sinal, O indicará essa inexistência. Na época da colonização ..... os negros
e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram ..... indiscutivelmente ..... de forma
diferente.
a) O - O - vírgula - vírgula
b) O - dois pontos - O - vírgula
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula
d) vírgula - vírgula - O - O
e) vírgula - O - vírgula - vírgula

4. "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade". Cabem no máximo:
a) 1 vírgula
b) 2 vírgulas
c) 3 vírgulas
d) 4 vírgulas
e) 5 vírgulas

Gabarito: 1. A 2. C 3. E 4. B

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Questões

1. (26480) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Pontuação


Considere as afirmações abaixo sobre pontuação no texto.
I – A substituição dos travessões da linha 18 por parênteses permitiria a supressão da vírgula
antes de a seu ver (l. 18-19).
II – A vírgula depois de semanais (l. 56) cumpre a função de sinalizar deslocamento do adjunto
adverbial desde 2004 (l. 57).
III – As vírgulas depois de Flávio Pinheiro (l. 64) e nacional (l. 65) cumprem a função de isolar
um aposto.
Quais estão corretas?

a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas I e II
e) Apenas II e III

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2. (26491) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Pontuação
Considere as seguintes propostas de reformulação da pontuação do texto.
I – suprimir a vírgula que segue o vocábulo lá(l. 21)
II – substituir o ponto depois de por exemplo (l. 25) por ponto-e-vírgula, com o devido ajuste no
emprego de letras maiúsculas e minúsculas.
III – inserir uma vírgula depois de divulgue(l. 37)
IV – substituir os dois pontos que seguem o vocábulo sim (l. 51) por uma vírgula antes e uma
depois desse vocábulo
Quais propostas conservam o sentido original e estão corretas do ponto de vista da norma gramatical?

a) Apenas II.
b) Apenas III.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) Apenas II e IV.

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3. (24104) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Pontuação


Considere as seguintes possibilidades de alteração da pontuação do texto.
I – retirada da vírgula depois de aceitam (l. 11)
II – colocação de uma vírgula depois de pequena (l. 16)
III – colocação de uma vírgula depois de simplesmente (l.24)
Quais provocariam alteração do significado das respectivas sentenças?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

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4. (24103) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Pontuação
Considere as seguintes possibilidades de alteração da pontuação do texto.
I – substituição do ponto final depois de isso (l. 07) por uma vírgula, com a devida mudança de
maiúscula para minúscula da primeira letra da conjunção mas (l. 07)
II – substituição do ponto-e-vírgula depois de adulto (l.57) por uma vírgula
III – substituição dos dois-pontos depois de resumo (l.59) por uma vírgula
Quais manteriam a correção gramatical do texto?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

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5. (26446) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Pontuação


Considere as propostas abaixo, relativas à pontuação do texto.
I – acréscimo de vírgula antes de que (l. 05)
II – supressão das vírgulas antes e depois de no entanto (l. 23)
III – acréscimo de vírgulas antes e depois de pelo menos (l. 26)
Quais mantêm o significado e a correção do texto original?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.

6. (26440) FAURGS 2012 PORTUGUÊS Pontuação


Considere as afirmações a seguir sobre a pontuação de frases do texto.
I – A retirada da vírgula depois de chineses (l. 01) não provoca alteração de sentido na sentença
e não representa erro gramatical.
II – A colocação de uma vírgula depois de concentra (l. 14) e de outra vírgula depois de território
(l. 15) não provoca alteração de sentido na sentença e não representa erro gramatical.
III – A retirada da vírgula depois de energia (l. 25) não provoca alteração de sentido na sentença
e não representa erro gramatical.
Quais estão corretas?

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a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

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Gabarito: 1. (26480) C 2. (26491) E 3. (24104) E 4. (24103) D 5. (26446) C 6. (26440) B

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Aula 8

EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS

Tempos verbais do Indicativo

1. Presente – é empregado para expressar um fato que ocorre no


momento em que se fala; para expressar algo frequente, habitual; para
expressar um fato passado, geralmente nos textos jornalísticos e literários
(nesse caso, trata-se de um presente que substitui o pretérito); pode
indicar o futuro também.
•• Em 1856 nasce Freud, pai da Psicanálise.

•• “É só você fazer assim que eu volto.” (Luan Santana)

•• “Todos ficam falando que eu não sirvo pra você

Dizem que eu não presto, só me meto em confusão

Querem nos afastar e acabar com nosso amor

Tirar você de mim

O nosso amor

Todos querem por um fim

Querem nos afastar

Tirar você de mim

Eu amo você

E não me importa o que vão dizer

Eu quero só você.” (Jorge e Mateus)

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2. Pretérito Perfeito – revela um fato concluído, iniciado e terminado no
passado.
•• “Foi bonito, foi, foi intenso

Foi verdadeiro, mas sincero

Sei que fui capaz, fiz até demais

Te quis do teu jeito

Te amei, te mostrei que o meu amor

Foi o mais profundo

Me doei, me entreguei, fui fiel

Chorei, chorei” (Gusttavo Lima)

3. Pretérito Imperfeito – pode expressar um fato no passado, mas não


concluído ou uma ação que era habitual, que se repetia no passado.
•• “Quando criança só pensava em ser bandido, ainda mais quando com um tiro de soldado o

pai morreu. Era o terror da sertania onde morava...” (Legião)

4. Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado,


antes de outro também passado.
•• “E se lembrou de quando era uma criança e de tudo o que vivera até ali.” (Legião)

•• Eu já estudara a matéria, quando saiu o edital do concurso.

5. Futuro do presente – indica um fato que vai ou não ocorrer após o


momento em que se fala.
•• “POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!”
(Mario Quintana)

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TJ-RS – Português – Prof. Carlos Zambeli

•• “Sim, sei bem

Que nunca serei alguém.

Sei de sobra

Que nunca terei uma obra.

Sei, enfim,

Que nunca saberei de mim.

Sim, mas agora,

Enquanto dura esta hora,

Este luar, estes ramos,

Esta paz em que estamos,

Deixem-me crer

O que nunca poderei ser.”


(Fernando Pessoa)

6. Futuro do pretérito – expressa um fato futuro em relação a um fato


passado, habitualmente apresentado como condição. Pode indicar também
dúvida, incerteza. Cordialidade.
•• “Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.” (Freud)

•• "Eu aceitaria a vida como ela é, viajaria a prazo pro inferno, eu tomaria banho gelado no

inverno.” (Barão Vermelho)

•• Você faria isso mesmo?

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Tempos verbais do Subjuntivo

1. Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato


hipotético.
•• “Mesmo que você não caia na minha cantada, mesmo que você conheça outro cara, na fila

de um banco, um tal de Fernando. Um lance, assim, sem graça.” (Luan Santana)

•• Talvez nós possamos estudar mais em casa depois dessa aula.

•• Só quero que ela retorne para mim, que ela seja a minha namorada!

2. Pretérito imperfeito – expressa um fato passado dependente de outro


fato passado.
•• “Se namorar fosse bom, isso aqui tava vazio, a mulherada tava em casa. Se namorar fosse

bom, eu vivia no cinema e não tava na balada.” (Bruninho e Davi)

3. Futuro – indica uma ação hipotética que poderá ocorrer no futuro.


Expressa um fato futuro relacionado a outro fato futuro.
•• Se eu acertar todas as questões, passarei.

•• Se vocês se concentrarem, a matéria fará mais sentido!

Imperativo

Presente do IMPERATIVO Presente do IMPERATIVO


indicativo AFIRMATIVO subjuntivo NEGATIVO
EU QUE EU NÃO
TU QUE TU NÃO
ELE QUE ELE NÃO
NÓS QUE NÓS NÃO
VÓS QUE VÓS NÃO
ELES QUE ELES NAO

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DICAS ZAMBELIANAS

1. EU

2. Ele = você
Eles = vocês

3. Presente do indicativo = tu e vós – S = Imperativo Afirmativo

4. Presente do subjuntivo (Que) – completa o restante da tabela.

“Segue o teu destino...

Rega as tuas plantas;

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

de árvores alheias.”
(Fernando Pessoa)

“Presta atenção em tudo o que a gente faz

Já somos mais felizes que muitos casais

Desapega do medo e deixa acontecer

Eu tenho uma proposta para te fazer

Eu, você, dois filhos e um cachorro

Um edredom, um filme bom no frio de agosto

E aí, cê topa?”
(Luan Santana)

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Exercício

1. Preencha as lacunas
a) Ele ____________ no debate. No entanto, eu não _________________. (intervir – pretérito
perfeito)

b) Se eles não ______________ o contrato, não haveria negócio. (manter)

c) Se o convite me _____________, aceitarei. (convir)

d) Se o convite me _____________, aceitaria. (convir)

e) Quando eles ________________ o convite, tomarei a decisão. (propor)

f) Se eu ____________ de tempo, aceitarei a proposta. (dispor)

g) Se eu ____________ de tempo, aceitaria a proposta. (dispor)

h) Se elas _______________ minhas pretensões, faremos o acordo. (satisfazer)

i) Ainda bem que tu ____________ a tempo. (intervir – pretérito perfeito)

j) Quem se ____________ de votar deverá comparecer ao TRE. (abster – futuro do subjuntivo)

k) Quando eles ____________ a conta, perceberão que está tudo perdido. (refazer)

l) Se eles _______________ a conta, perceberiam que está tudo perdido. (refazer)

m) Quando não te __________________, assinaremos o contrato. (opor)

n) Se eu _____ rico, haveria de ajudá-lo. (ser)

o) Espero que você ______________ mais atenção a nós. (dar – presente subjuntivo)

p) Se ele ________________ no caso, poderia resolver o problema. (intervir – pretérito


imperfeito do subjuntivo)

q) Epa! Eu não __________________ nesta cadeirinha! (caber – presente indicativo)

r) Se nós ____________ sair, poderíamos. (querer – pretérito imperfeito do subjuntivo)

s) Quando ela ___________ o namorado com outra, vai ficar uma fera! (ver – futuro do
subjuntivo)

t) Se ela _______________ aqui com o namorado, poderá se hospedar em casa. (vir – futuro
do subjuntivo)

u) Se _____________ agora, talvez paguemos um bom preço. (comprar – futuro do subjuntivo)

v) Tu __________ bom! (ser – presente do indicativo)

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Questões

1. (26508) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos


Assinale a alternativa correta sobre flexão e emprego de formas verbais no texto.

a) A substituição de havia (l. 05) por existia manteria a frase correta.


b) A forma aceita (l. 09) é incorreta e deveria ser substituída por aceite.
c) A forma leia-se (l. 12) poderia ser substituída por tratam-se de, sem prejuízo à correção da
frase.
d) No penúltimo parágrafo, as formas seriam (l. 48), seriam (l. 51 ) e alteraria (l. 53) poderiam
ser substituídas por eram, eram e alterava, respectivamente, sem prejuízo à correção das
frases em que se encontram.
e) Caso o verbo é (l. 61) fosse substituído por será, a forma dispomos, no mesmo período,
teria de ser substituída por dispormos.

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2. (38788) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
Considere as frases abaixo com relação ao emprego das formas verbais.
I – Neste momento, vimos solicitar ao diretor que nos libere da tarefa.
II – Requeiro a Vossa Senhoria que nos entregue o escritório.
III – Se eu vir o Romualdo, pretendo confessar a verdade.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

3. (26487) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos


Considere as seguintes propostas de reescrita do trecho abaixo.
"(...) Pode ser que descobriremos que a privacidade, no fim das contas, sempre foi uma
anomalia" (l. 58-59)
I – "(...) Pode ser que descubramos, afinal, que a privacidade foi uma anomalia sempre."
II – "(...) Descobriremos, possivelmente, no fim das contas, que a privacidade foi sempre uma
anomalia."
III – "(...) Pode-se acabar descobrindo, finalmente, que a privacidade foi, sempre, uma
anomalia."
Quais propostas conservam o sentido original e estão corretas do ponto de vista da norma
gramatical?

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a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

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4. (26455) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase abaixo.
Na reunião __________ a calma e, felizmente, ___________ todas as acusações e ainda
________ a plateia.
a) manti – rebati – entreti
b) manti – rebati – entretive
c) mantive – rebati – entretive
d) mantive – rebative – entretive
e) manto – rebative – entreti

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Gabarito: 1. (26508) D 2. (38788) E 3. (26487) E 4. (26455) C

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Aula 9

VOZES VERBAIS

Voz é a forma assumida pelo verbo para indicar a relação entre ele e seu sujeito

Voz Ativa
•• Os terroristas atacaram mais uma cidade nesta semana.

•• Os meus colegas farão aquele concurso em 2017.

Na frase acima, “Os terroristas” pratica a ação expressa pelo verbo. É um sujeito agente. “mais

uma cidade” recebe a ação expressa pelo verbo. É um objeto direto.

Para passar uma oração da voz ativa para a voz analítica, é necessário que haja objeto direto,

pois esse termo será o sujeito da voz passiva.

Voz Passiva

A voz passiva é marcada principalmente pela circunstância de que o sujeito passa a sofrer a

ação. Como é construída tanto com o auxílio verbo ser (passiva analítica ou com auxiliar), como

com o pronome se (passiva sintética ou pronominal).


•• Os muros foram pichados nesta madrugada pelos jovens delinquentes.

“Os muros ” sofrem a ação expressa pelo verbo. Trata-se de um sujeito paciente. “Os jovens
delinquentes” é o elemento que pratica a ação de ferir. É o agente da passiva.
A voz passiva pode ser:
a) Analítica: formada pelo verbo ser + o particípio do verbo principal.
b) Sintética ou pronominal: formada pelo verbo principal na 3º pessoa, seguido do pronome
se

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Passiva Analítica

•• Os edifícios arrojados foram construídos por uma empresa multinacional.

TRANSFORMAÇÕES
Para ser passado para voz passiva, o verbo deve ter objeto direto (único complemento
que tem a mesma estrutura do sujeito) e fazer as seguintes transformações:
1. O objeto direto da voz ativa passa a sujeito da voz passiva analítica.
2. O tempo do verbo principal é transferido para o verbo auxiliar ser, ao passo que o
principal vai para o particípio.
3. a preposição por se junta ao sujeito da voz ativa para formar o agente da passiva.
4. o verbo, na voz passiva, concorda com o sujeito paciente.

Obs.: Os verbos TER, HAVER e POSSUIR, a despeito de exigirem objeto direto, NÃO podem ser
apassivados.

Passiva Sintética

•• Consertam-se aparelhos elétricos.

•• Nunca se viram tantos casos de corrupção no país.

•• Enviaram-se os documentos aos diretores do curso.

TRANSFORMAÇÃO DA ATIVA PARA A PASSIVA SINTÉTICA


•• verbo no mesmo tempo e modo que na ativa + se
•• objeto direto – sujeito paciente
•• O número de verbos é o mesmo que na ativa.

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Voz Reflexiva:

•• Mãe e filha abraçaram-se. Eu me afastei constrangido.

O sujeito pratica e recebe a ação verbal, ou seja, ele é, ao mesmo tempo, o agente e o paciente
da ação.

Exercício

1. Passe as frases a seguir de uma voz para a outra.


a) Os voluntários promoveram campanhas de donativos.

b) A Gripe Suína e a Febre Amarela ceifam milhares de vida.

c) O governo liberou os recursos em vinte dias.

d) A experiência ensina-nos muitas coisas.

e) Eu já lhes dei todas as questões da prova.

f) Todos o consideravam honesto.

g) Quem pagará esses prejuízos?

h) Sem a ajuda do povo, o Chile não reconstruiria a cidade.

i) O crime da família de Isabela foi julgado também pelo povo.

j) A polícia pode ser corrompida pelo povo facilmente.

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Questões

1. (26447) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Vozes Verbais


Passando-se para a voz passiva A Internet realmente transformou o mundo (l. 10) e ela está
substituindo os encontros entre pessoas (l. 24), as formas verbais resultantes, respectivamente,
são:

a) tem sido transformado e têm substituído.


b) foi transformado e estão sendo substituídos.
c) tem sido transformado e têm sido substituídos.
d) está sendo transformado e estão sendo substituídos.
e) foi transformado e têm sido substituídos.

2. (26457) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Discurso Direto e Indireto


Considere o trecho abaixo.
Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro:
– É o senho o hóspede que se fantasiou de fantasma
duranta a festa?
Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição do trecho para o discurso indireto.
a) Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro se é ele o senhor que se fantasiou de
fantasma durante a festa.
b) Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro se era ele o hóspede que se fantasiara de
fantasma durante a festa.

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c) Dona Benta, indiscreta, perguntou se o forasteiro era o hóspede que se fantasiou de
fantasma durante a festa.
d) Dona Benta perguntou indiscretamente ao forasteiro se tinha sido ele o hóspede que havia
se fantasiado de fantasma durante a festa
e) Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro quem teria sido o hóspede que havia se
fantasiado de fantasma durante a festa?

3. (24107) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Vozes Verbais


Assinale a alternativa em que o período contém oração na voz passiva.

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a) Acreditamos, por exemplo, que crianças sabem querer e que elas têm direito a isso. (l.
06-07)
b) Assim, milhares de crianças são privadas, todas as noites, de um sono reparador e,
fundamentalmente, de construir seu lugar em relação aos pais. (l. 12-15)
c) Por isso, pais e professores não consideram legítimo conduzir os mais novos a fazer coisas
simplesmente porque é preciso. (l. 27-29)
d) A criança tem o direito fundamental de brincar. (l. 44)
e) Pais e professores simplesmente não permitem que a criança brinque. (l. 46-47)

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4. (26489) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Discurso Direto e Indireto
Considere as seguintes propostas de reescrita para o seguinte trecho adaptado do texto.
"Qual é a graça de continuar usando o Orkut, se não dá mais para espionar a vida dos
outros escondido?", perguntavam os usuários.
I – Os usuários se perguntavam sobre qual seria a graça de continuar usando o Orkut, uma
vez que não poderiam mais espionar secretamente a vida dos outros.
II – Os usuários se perguntavam: qual será a graça de continuar usando o Orkut,
considerando que não se poderá mais espionar a vida dos outros em segredo?
III – A indagação dos usuários era acerca de qual seria a graça de continuar usando o Orkut, já
que não seria mais possível espionar em segredo a vida dos outros.
Quais propostas conservam o sentido original e estão em discurso indireto?

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a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.

5. (24121) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Vozes Verbais


Assinale a alternativa correspondente à correta transformação do trecho Quando classificou o
Brasil de país de não leitores, o articulista do Le Monde Diplomatique Lucas Murtinho sequer
conhecia o resultado da terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. (l. 01-04) da
voz ativa para a voz passiva.

a) O articulista do Le Monde Diplomatique Lucas Murtinho sequer conhecia o resultado da


terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura do Brasil quando o classificou como país de
não leitores.
b) Quando o Brasil foi classificado de país de não leitores pelo articulista do Le Monde
Diplomatique Lucas Murtinho, o resultado da terceira edição da pesquisa Retratos da
Leitura no Brasil sequer era conhecido pelo referido articulista.

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c) O articulista do Le Monde Diplomatique Lucas Murtinho sequer conhecia o resultado da
terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil quando este foi classificado de
país de não leitores.
d) Quando o Brasil fora classificado de país de não leitores pelo articulista do Le Monde
Diplomatique Lucas Murtinho, este sequer conhecia o resultado da terceira edição da
pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.
e) Quando o Brasil for classificado de país de não leitores pelo articulista do Le Monde
Diplomatique Lucas Murtinho, este sequer conhecia o resultado da terceira edição da
pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

6. (36372) FAURGS – 2013 – PORTUGUÊS – Vozes Verbais


Considere os trechos a seguir, extraídos do texto.
I – Devem ser reabertos os arquivos da ditadura? (l. 03-04)
II – A arena de debates públicos foi ampliada virtualmente ao infinito pela capilaridadedas
redes sociais. (l. 06-07)
III – Para conquistar o meu respeito, é preciso conseguir construir argumentos que voemalém
dos interesses de sua categoria. (l. 29-31)
IV – ...pode-se concordar ou não com eles, mas ganham um crédito adicional de confiança
por pensarem com a cabeça e não com o bolso ou o coração. (l. 33-36)
Quais deles contêm oração na voz passiva?
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e IV.
c) Apenas II e III.
d) Apenas II e IV.
e) Apenas I, II e IV.

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Gabarito: 1. (26447) B 2. (26457) B 3. (24107) B 4. (26489) D 5. (24121) B 6. (36372) A

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Aula 10

ORTOGRAFIA

Uso dos porquês

POR QUE → equivale a “pelo qual” ou as variações dessa expressão: pelos quais, pela qual e
pelas quais. Também ocorre quando se pode acrescentar as palavras “razão” ou “motivo”.
•• Não sei por que (razão) ela não veio.

•• A situação por que (pela qual) passaste não foi fácil.

POR QUÊ → assim como o porquê acima, pode-se acrescentar a palavra “razão” ou “motivo”, o
acento é justificado por anteceder um ponto (final ou de interrogação).
•• Eles não foram ao jogo e não sabemos por quê. (motivo)

•• Poucos estudam. Por quê? (razão)

PORQUE → é uma conjunção, equivalendo a “pois”.


•• Não saiam da aula, porque o professor já vem.

PORQUÊ → é um substantivo, equivalendo a “razão”, “motivo” e normalmente aparece


antecedida de palavra determinante (artigo, por exemplo).
•• Dê-me ao menos um porquê para sua atitude.

•• É importante o uso dos porquês.

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Exercícios

1. Complete com os porquês.


a) Esta é a pior fase ___________________ passei.

b) Não concluí o trabalho, ________________ tive um compromisso.

c) Filosofar é procurar os ________________ de tudo.

d) Ficou furiosa e ninguém entendeu ________________.

e) Não saíste comigo ___________________ estás zangado ?

f) Todos nos empenhamos _________________ queríamos a vitória.

g) Qual o ________________ da sua revolta ?

h) As cidades ______________ passamos eram muito pobres.

i) Ficaremos aqui _________________ ele precisa da nossa ajuda.

j) Um __________________ pode ser escrito de quatro modos.

l) Não há _________________ pensarmos nisso agora.

m) São grandes as transformações ______________ está passando a sociedade brasileira.

n) _____________ caminhos estávamos andando, ninguém sabe.

o) Pense bem, _______________ é fácil enganar-se.

p) O ministro explicou ___________________ concordava com a medida.

q) Eis a razão ________________ o progresso é pequeno.

r) Não há ________________ pensarmos nesse assunto agora.

s) A obra foi interrompida ________________?

t) Não importa saber ¬________________ brigaram as duas famílias.

u) Indaga-se, em vão, o ________________ de tantas experiências.

v) Estranhamos todos; ________________ não vieste?

x) Vá cedo ao teatro, ________________ há poucos lugares.

z) Estranhei a maneira ________________ ele reagiu.

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Homônimos

São palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

Acerca de: a respeito de, sobre Cessão: cedência


Acender: pôr fogo A cerca de: a aproximadamente Seção ou secção: parte de um
Ascender: subir Há cerca de: faz todo
aproximadamente Sessão: reunião de pessoas
Acento: sinal gráfico Acidente: desgraça Censo: contagem
Assento: local para se sentar Incidente: episódio Senso: juízo
Afim: semelhante Caçar: perseguir Concerto: sessão musical
A fim de: para, com intuito de Cassar: anular Conserto: ato de arrumar
Tachar: Acusar de defeito,
Incipiente: iniciante Mal: advérbio
censurar
Insipiente: ignorante Mau: adjetivo
Taxar: regular o preço

Parônimos

São palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na
pronúncia.

A princípio: no início Ao encontro de: favorável Emergir: vir à tona


Em princípio: em tese De encontro a: contra Imergir: afundar
Amoral: indiferente à moral Delatar: denunciar Descrição: ato de descrever
Imoral: contrário à moral Dilatar: ampliar Discrição: modéstia
Descriminar: inocentar
Eminente: elevado, célebre Emigrar: sair da pátria
Discriminar: separar, segregar,
Iminente: próximo Imigrar: entrar em país estranho
discernir
Tráfego: movimentação de
Flagrante: evidência Ratificar: confirmar
veículos
Fragrante: aromático Retificar: corrigir
Tráfico: negócio ilícito
Infligir: aplicar pena Mandado: ordem judicial
Infringir: transgredir Mandato: delegação de poder

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Conotação e Denotação

Conotação: Sentido mais geral que se pode atribuir a um termo abstrato, além da significação
própria. Sentido figurado, metafórico.
Denotação: Significado de uma palavra ou expressão mais próximo do seu sentido literal.
Sentido real, sentido do dicionário.
•• Minha vizinha soltou os cachorros no síndico na reunião de condomínio.

•• Soltei os cachorros para correrem no pátio.

Algumas palavras podem apresentar polissemia (vários sentidos no contexto),


podemos criar neologismos (criações artísticas ou inovadoras), podemos empregar
arcaísmos (palavras em desuso) ou gírias.

Sinônimos e Antônimos

Sinônimos
As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos.
•• casa – lar – moradia – residência

•• longe – distante

•• morrer e falecer

•• após e depois

Note que o sentido de algumas palavras é próximo, mas não exatamente equivalentes.
Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma palavra que signifique exatamente a
mesma coisa que outra.

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TJ-RS – Português – Prof. Carlos Zambeli

•• Feliz, alegre

•• Lindo, bonito

Pode existe uma diferença de significado entre palavras sinônimas.


•• Comprei uma nova casa. / Comprei um novo lar.

Antônimos
São palavras que possuem significados opostos, contrários.
•• mal / bem

•• ausência / presença

•• fraco / forte

•• claro / escuro

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ACENTUAÇÃO

Regras de acentuação

1. Proparoxítonas – todas as proparoxítonas recebem acento.


•• lâmpada – rápido – córrego – rígido – pânico

2. Paroxítonas – são acentuadas as paroxítonas terminadas em:

a) DITONGO CRESCENTE (seguidas ou não de “s”)


•• sábio – régua – farmácia – espontâneo – mágoa

b) Ã, ÃS, ÃO, ÃOS


•• ímã – órfãs – órgão – bênçãos

c) EI, EIS
•• jóquei – pônei – fósseis – úteis

d) I, IS
•• táxi – biquíni – lápis – júri – íris

e) ON, OM, ONS


•• Nélson – próton – nêutrons

f) L, N, R, X, PS
•• sensível – hífen – caráter – tórax – bíceps

g) UM, UNS, US
•• ônus, álbum, médiuns

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SUSEPE (Agente Penitenciário) – Português – Prof. Carlos Zambeli

ATENÇÃO: NÃO se acentuam os vocábulos paroxítonos terminados em EM, ENS e

ditongo aberto: item, homem, itens, hifens, homens, assembleia, heroico, ideia, jiboia,

paleozoico, paranoia, onomatopeia.

3. Oxítonas – são acentuadas as oxítonas terminadas em: A, E, O (seguidas


ou não de “s”), EM, ENS, ditongo aberto
•• sofá – café – cipó – você – porém – herói – chapéu – anéis

4. Hiato – acentuam-se o I e o U tônicos, quando formam sílabas sozinhos


ou com “s” e vêm precedidos de vogal.
•• saída – faísca – feiúra – uísque – influí – reúne – egoísta – destruí-lo – baú – Quarai – juízes

OBSERVAÇÕES:
Não se acentuam o I e o U quando seguidos de NH: rainha, bainha, ladainha.
Não se acentuam o I e o U quando formarem sílabas com outra letra que não seja “s”:
cairmos, juiz, ruim, defini-lo.
Não se acentuam o I e o U quando formarem ditongo: gratuito, fluido, fortuito, intuito.

ATENÇÃO:
As palavras paroxítonas que têm i ou u tônicos precedidos por ditongos não são mais
acentuadas. Desta forma, agora escreve-se feiura, baiuca, boiuno, cauila.
Essa regra não vale quando se trata de palavras oxítonas; nesses casos, o acento
permanece. Assim, continua correto Piauí, teiús, tuiuiú.

5. Hiatos EE e OO
Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos OO / EE:

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•• oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo

•• ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem

6. Trema
O trema foi abolido de todas as palavras da língua portuguesa.

Porém, o trema é mantido em nomes próprios estrangeiros e suas derivações, como Bündchen,

Schönberg, Müller e mülleriano, por exemplo.

7. Acento diferencial – diferencia a intensidade de alguns vocábulos com


relação a seus homógrafos átonos.
•• Pôr (verbo) / por (preposição)

•• Pôde (pret. perf. ind.) / pode (pres. ind.)

8. Verbos ter e vir

eles têm, Ele vem aqui; eles vêm aqui.


na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
eles vêm Eles têm sede; ela tem sede.

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Questões

1. (26442) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Fonética, Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão


Nominal e Verbal

Assinale a alternativa que apresenta um substantivo derivado de verbo.


a) surpreendente (l. 13)
b) administrativa (l. 31)
c) construção (l. 38-39)
d) poluídos (l. 42)
e) indignados (l. 44)

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2. (24109) FAURGS – 2010 – PORTUGUÊS – Formação de Palavras
Assinale a afirmação correta a respeito de palavras do texto.

a) As palavras preconceitos (l. 01) e insanidades (l.05) possuem prefixos com valor de negação.
b) As concorrências da palavra querer nas linhas 07 e 12 são casos de substantivação dessa
verbo pelo processo de derivação imprópria.
c) As palavras reparador (l. 14) e fundamental (l.44) são adjetivos formados a partir de verbos
por derivação imprópria.
d) As palavras simplesmente (l. 24) e bem-vinda (l.63) são advérbios formados por composição.
e) As palavras proteção (l.41) e frustrações (l.42) são substantivos formados a partir de verbos
por derivação sufixal.

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3. (24133) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Ortografia


Leia o seguinte texto.
Na semana passada, organizou-se uma ______ para discussão de critérios acerca das
progressões funcionais. Decidiu-se que os colaboradores da instituição terão direito a _______
para realização de estudos desde que terminado o estágio probatório. Observou-se que a
falta de critérios que definam aqueles que podem ________ profissionalmente preocupa
a maioria dos funcionários e que as discussões anteriores sobre o assunto foram _________
encaminhadas pela gestão.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas acima.
a) cessão – dispensa – acender – mau
b) sessão – dispensa – ascender – mal
c) seção – despensa – ascender – mal
d) sessão – dispensa – acender – mal
e) seção – despensa – ascender – mau

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4. (24124) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS – Ortografia
Considerando a hipótese de eliminarmos o ponto de interrogação que finda o período
compreendido entre as linhas 14 e 17, assinale a alternativa em que a proposta de reescrita
desse período preserva tanto a correção gramatical, quanto a coerência de sentido em relação
à sequência do texto.

a) Se o analfabetismo diminuiu, (...) não é possível compreender porque estamos lendo tão
pouco.
b) Se o analfabetismo diminuiu, (.,.) cabe indagar por que estamos lendo tão pouco.
c) Se o analfabetismo diminuiu, é impossível compreender por que estamos lendo tão pouco.
d) Se o analfabetismo diminuiu, (...) cabe indagar o porque de estarmos lendo tão pouco.
e) Se o analfabetismo diminuiu, (...) é por que estamos lendo muito pouco.

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5. (36379) FAURGS – 2013 – PORTUGUÊS – Ortografia


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 10, 60, 72
e 110.

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a) por quê – porquê – porque – por que
b) porque – por quê – porque – porque
c) por quê – porquê – porque – porque
d) porque – por quê – por que – porque
e) por que – porquê – porque – porque

6. (36363) FAURGS – 2013 – PORTUGUÊS – Ortografia


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente,as lacunas das linhas 10 e 11 do
texto.

a) tras – visões
b) trás – visões
c) trás – vizões
d) traz – visões
e) traz – vizões

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7. (36381) FAURGS – 2013 – PORTUGUÊS – Formação de Palavras


As palavras abaixo foram retiradas do texto. Assinale a alternativa que contém apenas palavras
formadaspor derivação sufixal.

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a) exaustivamente – infeliz – honestidade
b) perenemente – desprezo – objetivamente
c) desarmonia – perversidade – coletividade
d) superego – pressupõe – desconforto
e) fundamental – excessivamente – pontualidade

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (26442) C 2. (24109) B 3. (24133) B 4. (24124) B 5. (36379) C 6. (36363) B 7. (36381) E

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Português

Professor Juliano Viegas

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Edital

PORTUGUÊS: Significação de palavras e expressões. Relações semânticas entre palavras e ex-


pressões (sinonímia, antonímia, hiponímia, homonímia, polissemia); campos semânticos. Sig-
nificação contextual das expressões; significados literais e significados figurados; denotação e
conotação das expressões. Relações semânticas, lógicas e enunciativas entre frases. Leitura,
análise e interpretação de texto. Variedades de linguagem, tipos e gêneros textuais, e adequa-
ção de linguagem. Elementos de sentido do texto: coerência e progressão semântica do texto;
relações contextuais entre segmentos de um texto; informações explícitas, inferências válidas,
pressupostos e subentendidos na leitura do texto. Elementos de estruturação do texto: seg-
mentação do texto em parágrafos e sua organização temática. Interpretação do texto: identifi-
cação do sentido global de um texto; identificação de seus principais tópicos e de suas relações
(estrutura argumentativa); síntese do texto; adaptação e reestruturação do texto para novos
fins retóricos.

BANCA: FAURGS
CARGO: Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa

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Português

RELAÇÕES SEMÂNTICAS ENTRE PALAVRAS E EXPRESSÕES


(SINONÍMIA, ANTONÍMIA, HIPONÍMIA, HOMONÍMIA, POLISSEMIA)

O estudo das significações das palavras é um assunto na língua portuguesa exclusivo da


Semântica. No que diz respeito ao aspecto semântico da língua, pode-se destacar algumas
propriedades:

1. Sinonímia

Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam significados iguais ou
semelhantes, ou seja, os sinônimos. Exemplos: bondoso – caridoso; distante – afastado; cômico
– engraçado.
Vejamos mais:
1. A garota renunciou ao pedido para que estudasse.
2. A menina recusou ao pedido para que estudasse.
3. A mocinha rejeitou ao pedido para que estudasse.
Pode-se, a partir dessa análise, que sinonímia é a relação das palavras que possuem sentido,
significados comuns.

Prática: Escreva a sinonímia adequada das palavras abaixo:

Defender Entrar
Déficit Entregar
Dependente Enxuto
Depreciar Equidade
Derradeiro Estima
Desamparar Exasperar
Desagradar Fadiga
Desastre Funesto
Desbotar Futuro

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Descida Hesitação
Desconhecido Humilhar
Desculpar Ilógico
Desgraça Imergir
Desleixo Imparcial
Desletrado Impávido
Desmedido Imperecível
Desnortear Impremeditado
Desnecessário Imprevidência
Desobedecer Improbidade
Desordem Inautêntico
Destruir Incerto
Desventura Incontinente
Desviado Incrédulo
Detestar Infectar
Dianteira Infidelidade
Dificultar Ininterrupto
Dilapidar Injustiça
Elementar Interesseiro
Embrulhar Intencional
Emporcalhar Intimidar
Encantar Invalidar
Encanto Medroso
Encher Rápido
Enfurecer Reminiscência
Enorme Resgatar
Enrubescer Triste

2. Antonímia

Relação estabelecida entre duas ou mais palavras que apresentam significados diferentes,
contrários, ou seja, os antônimos. Exemplos: Economizar – gastar / Bem – mal / Bom – ruim.
bondoso – maldoso.
1. A senhora aceitou ao pedido para que estudasse.

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2. A garota renunciou ao pedido para que estudasse.

O importante, aqui, é saber que os significados são opostos, ou seja, excluem-se.

Prática: Em cada grupo de quatro palavras, sublinhe o par de antônimos.


a) suficiente, conveniente, leal, inconveniente.
b) modesto, honesto, desonesto, sociável.
c) rigoroso, anormal incompreensível, normal.
d) maldoso, maduro, deslumbrante, bondoso.
e) passivo, festivo, ativo, nocivo.
f) imaturo, largo, estreito, magro.
g) medíocre, insatisfeito, adiantado, atrasado.
h) ausente, incrível, irregular, presente.
i) divergente, geográfico, convergente, raro.
j) escasso, abundante, claro, estimável.
k) robusto, próximo, diminuto, distante.
l) vaidoso, perigoso, inofensivo, relevante.
m) idêntico, diferente, vantajoso, sozinho.
n) egoísta, realista, idealista, satisfeito.
o) cauteloso, guloso, sonolento, imprudente.
p) covarde, corajoso, sábio, ligeiro.
q) indolente, frágil, acanhado, desinibido.
r) seco, apático, humano, úmido.
s) posterior, superior, anterior, humilde.
t) monótono, desleixado, limitado, cuidadoso.
u) supérfluo, imóvel, confuso, indispensável.
v) virtuoso, duradouro, efêmero, idoso.
w) saudável, interessante, grosseiro, delicado.
x) ileso, facultativo, severo, obrigatório.
y) autoritário, mandrião, permissivo, rural.
z) sedentário, exuberante, exaltante, nômade.

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Questões

1. Selecione o antônimo de inaugurar:


a) abrir.
b) completar.
c) encerrar.
d) restaurar.
e) reabrir.

2. Selecione o antônimo de incluir:


a) diluir.
b) concluir.
c) incorporar.
d) excluir.
e) externar.

3. Selecione o antônimo de aprovar:


a) deferir.
b) concordar.
c) passar.
d) diferir.
e) parar.

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GABARITO PRÁTICA

Página 7 (Prática: Escreva a sinonímia adequada das palavras abaixo)

Defender proteger Entrar ingressar


Déficit falta Entregar dar
Dependente subordinado Enxuto seco
Depreciar desvalorizar Equidade igualdade
Derradeiro último Estima consideração
Desamparar desproteger Exasperar irritar
Desagradar descontentar Fadiga cansaço
Desastre acidente Funesto sinistro
Desbotar empalidecer Futuro porvir
Descida declive Hesitação dúvida
Desconhecido ignorado Humilhar rebaixar
Desculpar perdoar Ilógico absurdo
Desgraça infelicidade Imergir mergulhar
Desleixo negligência Imparcial neutro
Desletrado analfabeto Impávido intrépido
Desmedido enorme Imperecível eterno
Desnortear perturbar Impremeditado impensado
Desnecessário dispensável Imprevidência descuido
Desobedecer transgredir Improbidade desonestidade
Desordem confusão Inautêntico falso
Destruir arruinar Incerto duvidoso
Desventura infelicidade Incontinente imoderado
Desviado afastado Incrédulo cético
Detestar odiar Infectar contaminar
Dianteira frente Infidelidade deslealdade
Dificultar complicar Ininterrupto contínuo
Dilapidar gastar Injustiça tirania
Elementar essencial Interesseiro egoísta
Embrulhar empacotar Intencional propositado
Emporcalhar sujar Intimidar assustar
Encantar fascinar Invalidar anular

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Encanto feitiço Medroso temeroso


Encher abarrotar Rápido ligeiro
Enfurecer enraivecer Reminiscência lembrança
Enorme imenso Resgatar recuperar
Enrubescer corar Triste melancólico

Página 9 (Prática: Em cada grupo de quatro palavras, sublinhe o par de antônimos)


a) Conveniente; inconveniente.
b) Honesto; desonesto.
c) Anormal; normal.
d) Maldoso; bondoso.
e) passivo; ativo.
f) largo; estreito.
g) adiantado; atrasado.
h) ausente; presente.
i) divergente;convergente.
j) escasso; abundante.
k) próximo; distante.
l) perigoso; inofensivo.
m) idêntico; diferente.
n) realista; idealista.
o) cauteloso; imprudente.
p) covarde; corajoso.
q) acanhado; desinibido.
r) seco; úmido.
s) posterior; anterior.
t) desleixado;cuidadoso.
u) supérfluo; indispensável.
v) duradouro; efêmero.
w) grosseiro; delicado.
x) ileso, facultativo, severo, obrigatório.
y) autoritário, mandrião, permissivo, rural.
z) sedentário, exuberante, exaltante, nômade.

Gabarito: 1. C 2. D 3. D

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3. Hiponímia (hiperônimo x hipônimo):

Os hiperônimos e hipônimos são objetos de estudo do campo semântico, que também está
situado na Linguística. É a Linguística que se encarregará de procurar compreender o significado
da palavra. Portanto, a Semântica vai analisar as relações entre cada significante, palavra, frase.
Hiperônimo: deriva do grego hyperonymon (hyper = acima, sobre/ onymon = nome)
é uma palavra com sentido genérico, cujo significado será mais amplo.
Doença é o Hiperônimo de Gripe.
Móvel é o Hiperônimo de Mesa
Cereal é o Hiperônimo de Arroz
Legume é hiperônimo de chuchu.
Galáxia é hiperônimo de estrelas e planetas.
Ferramenta é hiperônimo de chave de fenda, alicate, etc.
Hipônimo: deriva do grego hyponymon (hypo = debaixo, inferior/ onymon = nome), é a palavra
com sentido específico.
Vermelho e amarelo são hipônimos de cor.
Brócolis e alface são hipônimos de verdura.
Flores e jardins são hipônimos de flora.

4. Polissemia

A polissemia caracteriza-se pela propriedade que uma mesma palavra possui de apresentar
vários significados. Do grego "polis" significa muitos e "sema" refere-se ao significado. Portanto,
um termo é polissêmico quando, de acordo com o contexto, a mesma palavra pode representar
significados distintos. Exemplos:

Prática: escreva quais são os significados das palavras abaixo:


a) letra:
1. A letra da música do Chico Buarque é incrível.
2. A letra daquele aluno é inelegível.
3. Meu nome começa com a letra D.

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b) cabo:
1. O cabo da vassoura quebrou no dia da faxina.
2. Preciso dar cabo de toda essa bagunça.
3. Seguiu a carreira militar e, atualmente é cabo do exército brasileiro.
4. Na África do Sul, o Cabo da Boa esperança é conhecido pelo nome: Cabo das Tormentas.
c) banco:
1. Estava uma fila enorme no banco por causa do dia do pagamento dos trabalhadores.
2. Joana sentou no banco da praça para terminar de ler seu livro.
3. Se você não tiver dinheiro, eu banco nossa viagem ao exterior.

5. HOMÔNIMOS

Palavras que se pronunciam na mesma forma que outra, mas cujo sentido e escrita são
diferentes. Essas são chamadas de homófonas:

acender (colocar fogo) ascender (subir)


acento (sinal gráfico) assento (local onde se senta)
acerto (ato de acertar) asserto (afirmação)
apreçar (ajustar o preço) apressar (tornar rápido)
bucheiro (tripeiro) buxeiro (pequeno arbusto)
bucho (estômago) buxo (arbusto)
caçar (perseguir animais) cassar (tornar sem efeito)
cegar (deixar cego) segar (cortar, ceifar)
cela (pequeno quarto) sela (forma do verbo selar; arreio)
censo (recenseamento) senso (entendimento, juízo)
céptico (descrente) séptico (que causa infecção)
cerração (nevoeiro) serração (ato de serrar)
cerrar (fechar) serrar (cortar)
cervo (veado) servo (criado)
chá (bebida) xá (antigo soberano do Irã)
cheque (ordem de pagamento) xeque (lance no jogo de xadrez)
círio (vela) sírio (natural da Síria)
cito (forma do verbo citar) sito (situado)

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concertar (ajustar, combinar) consertar (reparar, corrigir)
concerto (sessão musical) conserto (reparo)
coser (costurar) cozer (cozinhar)
esotérico (secreto) exotérico (que se expõe em público)
espectador (aquele que assiste) expectador ( tem esperança espera)
esperto (perspicaz) experto (experiente, perito)
espiar (observar) expiar (pagar pena)
espirar (soprar, exalar) expirar (terminar)
estático (imóvel) extático (admirado)
esterno (osso do peito) externo (exterior)
estrato (camada) extrato (o que se extrai de algo)
estremar (demarcar) extremar (exaltar, sublimar)
incerto (não certo, impreciso) inserto (inserido, introduzido)
incipiente (principiante) insipiente (ignorante)
ruço (pardacento, grisalho) russo (natural da Rússia)
tacha (prego pequeno) taxa (imposto, tributo)

6. PARÔNIMO

São palavras parecidas na pronúncia, mas diferentes na grafia e com significados diferentes.

absolver (perdoar, inocentar) absorver (asprirar, sorver)


apóstrofe (figura de linguagem) apóstrofo (sinal gráfico)
aprender (tomar conhecimento) apreender (capturar, assimilar)
arrear (pôr arreios) arriar (descer, cair)
ascensão (subida) assunção (elevação a um cargo)
bebedor (aquele que bebe) bebedouro (local onde se bebe)
cavaleiro (que cavalga) cavalheiro (homem gentil)
comprimento (extensão) cumprimento (saudação)
deferir (atender) diferir (distinguir-se, divergir)
delatar (denunciar) dilatar (alargar)
descrição (ato de descrever) discrição (reserva, prudência)
descriminar (tirar a culpa) discriminar (distinguir)

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docente (relativo a professores) discente (relativo a alunos)


emigrar (deixar um país) imigrar (entrar num país)
eminência (elevado) iminência (qualidade do que está iminente)
eminente (elevado) iminente (prestes a ocorrer)
esbaforido (ofegante, apressado) espavorido (apavorado)
estada (permanência em um lugar) estadia (permanência temporária em um lugar)
flagrante (evidente) fragrante (perfumado)
fluir (transcorrer, decorrer) fruir (desfrutar)
fusível (aquilo que funde) fuzil (arma de fogo)
imergir (afundar) emergir (vir à tona)
inflação (alta dos preços) infração (violação)
infligir (aplicar pena) infringir (violar, desrespeitar)
mandado (ordem judicial) mandato (procuração)
peão (aquele que anda a pé,cavalo) pião (tipo de brinquedo)
precedente (que vem antes) procedente (proveniente;fundamento)
ratificar (confirmar) retificar (corrigir)
recrear (divertir) recriar (criar novamente)
soar (produzir som) suar (transpirar)
sortir (abastecer, misturar) surtir (produzir efeito)
sustar (suspender) suster (sustentar)
tráfego (trânsito) tráfico (comércio ilegal)
vadear (atravessar a vau) vadiar (andar ociosamente)

Atenção: As palavras que se escrevem do mesmo jeito, mas a pronúncia e o significado são
diferentes. Essas são chamadas de homógrafas:
Almoço ( com o "ô", nome de uma refeição )
Almoço (com o "ó" forma do verbo almoçar)
Jogo ( com o "ô", substantivo )
Jogo (com o "ó", verbo)

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Prática HOMÔNIMO e PARÔNIMO:
Preencha as lacunas com um dos termos entre parênteses:
1. Em tempos de crise, é necessário.......................a despensa de alimentos. (sortir – surtir)

2. Os direitos de cidadania do rapaz foram....... ..................pelo governo. (caçados – cassados)

3. O..........................dos senadores é de oito anos. (mandado- mandato)

4. A Marechal Rondon estava coberta pela...............................(cerração – serração)

5. César não teve..........................de justiça. (censo – senso)

6. Todos os....................................haviam sido ocupados. (acentos – assentos)

7. Devemos uma......................quantia ao banco. (vultosa – vultuosa)

8. A próxima..............................começará atrasada. (seção – sessão)

9. ..................................-.se, mas havia hostilidade entre eles. (cumprimentaram


comprimentaram)

10. Na........................das avenidas, houve uma colisão. (intersecção – intercessão)

11. O.....................................no final do dia estava insuportável. (tráfego – tráfico)

12. O marido entrou vagarosamente e passou......... .............................(despercebido –


desapercebido)

13. Não costume .......................................as leis. (infligir – infringir)

14. Após o bombardeio, o navio atingido............ .................. (emergiu- imergiu)

15. Vários....................................japoneses chegaram a São Paulo nas primeiras décadas do


século. (emigrantes – imigrantes)

16. Não há.......................................de raças naquele país. (discriminação – descriminação)

17. Após anos de luta, consegui a ........................... (dispensa – despensa)

18. A chegada do....................................... diplomata era........................ ( eminente – iminente).

19. O corpo..................................... era formado por doutores. (docente- discente)

20. Houve alguns.......................................no Congresso. (acidentes – incidentes)

21. Fomos...................................pelos anfitriões. (destratados – distratados)

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22. A..................................... dos direitos da emissora foi uma das tarefas do governo. (seção –
cessão)

23. Ali, na...................................... de eletrodomésticos, há uma grande liquidação. (seção –


cessão)

24. É um senhor......................................(distinto – destinto)

25. Dei o .......................................mate ao gerente, por causa do................ sem fundos.


(cheque – xeque)

26. A nuvem de gafanhotos ..................................a plantação. (infestou – enfestou)

27. Quando Joana toca piano é mais um.............que um.................. (conserto – concerto)

28. Todos eles.............................o prazer da bela melodia. (fruem – fluem)

29. Estava muito..................para.................quanto custava aquele aparelho. (apreçar –


apressar)

30. Nas festas de São João é comum ............balões e vê-los.............. (ascender – acender)

31. As pessoas foram recolhidas a suas..........(celas – selas)

32. Seguia...............................médica, mas não obtive resultados. (proscrição – prescrição)

33. Alguns modelos.................................serão vendidos. (recreados – recriados)

34. A bandeira de São Paulo tem...................pretas. (listas – listras)

35. Para passar, precisava ..............................mais das lições. ( apreender -aprender)

36. O réu..............................suas culpas. (expiará – espiará)

37. Encontrei uma carteira com .........................de cem dólares. (cédulas – sédulas)

38. Iremos à..............para lermos deliciosa.................medieval. (xácara – chácara)

39. Na hora da................................., os mexicanos dormem. (cesta – sesta)

40. Percebe-se que ele ainda é meio...................., pois não tem prática de comércio. (incipiente
– insipiente)

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Questões

QUESTÕES DE SEMÂNTICA: c) As avalanches acontecem repentina-


mente e tragam morros inteiros.
d) Todos querem que as chuvas tragam
apenas benefícios, e não destruição.
1. Fotografia divulgada na internet mostra a e) Todo auxílio que as pessoas tragam
placa com o nome de um bar. Nela se lê: numa situação dessas é bem recebido.
“BAR ÁLCOOL ÍRIS”. Pode-se criticar a supos-
ta originalidade, mas não há dúvida de que
4. capaz de fornecer as mais diferentes solu-
a escolha do nome baseou-se na relação
ções para questões humanas eminentes.
que há entre as palavras “álcool” e “arco”, o
(último parágrafo)
que caracteriza um caso de
Considerando-se o par de palavras eminen-
a) ambiguidade.
tes / iminentes, é correto afirmar que se
b) homonímia.
trata de
c) paráfrase.
d) paronímia a) antonímia.
e) polissemia b) sinonímia.
c) paronímia.
2. Nas alternativas abaixo, só uma apresen- d) homonímia.
ta uma frase em que se respeita o devido e) homofonia.
sentido dos vocábulos, selecionando conve-
nientemente o parônimo adequado à frase 5. Após o __________ de suas atividades da
elaborada. Assinale-a. tarde, o fisioterapeuta pediu _________ de
sua jornada, porque tinha um importante
a) A descoberta do plano de conquista era
compromisso. Os pacientes o admiram, pois
eminente.
ele trabalha com muita ________ e sem
b) O infrator foi preso em flagrante.
causar __________ .
c) O candidato recebeu despensa das duas
últimas provas. a) comprimento … despensa … descrição
d) O metal delatou ao ser submetido à alta … acidentes.
temperatura. b) comprimento … dispensa … discrição …
e) Os culpados espiam suas culpas na pri- incidentes.
são. c) cumprimento … despensa … descrição
… incidentes.
3. Assinale a alternativa em que a forma ver- d) cumprimento … dispensa … discrição …
bal tragam possui o mesmo sentido que na acidentes.
frase – Assim se tragam vidas humanas, ca- e) cumprimento … despensa … descrição
sas, lares ... … acidentes.
a) É necessário que se tragam muitos re-
cursos para resolver essa desgraceira.
b) Esperamos que as chuvas não tragam
mais infortúnios.

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6. (último parágrafo) Jenner enfrentou severas 9. Indique o fenômeno léxico-semântico pre-
resistências. A classe médica, por exemplo, sente no fragmento
demonstrava ceticismo. Os variolizadores
fizeram ferrenha oposição. Grupos religio- "Mas isso é a política, um dia você manda,
sos alertavam para o risco da degeneração outro dia você é mandado. Inclusive para a
da raça humana pela contaminação com guilhotina...":
material bovino: a vacalização ou minotau- a) sinonímia.
rização, como foi chamada. Mas, em pouco b) homonímia.
tempo, a vacina conquistou a Inglaterra. Em c) hiponímia.
1799, era criado o primeiro instituto vacíni- d) paronímia.
co em Londres e, em 1802, sob os auspícios e) polissemia.
da família real, fundava- se a Sociedade Real
Jenneriana para a Extinção da Varíola. 10. 0 vocábulo “brinquedos” (l. 21) designa
Considerando as ideias do último parágra- ouro e pedras preciosas, por um processo
fo do texto, assinale a alternativa incorreta de significação das palavras, denominado:
quanto ao sinônimo das palavras, implican- l.21 – E nunca mais viu os “brinquedos” cus-
do prejuízo ao significado original. tosos, cavados penosamente do chão ava-
a) “Severas” é sinônimo de “sérias”. rento.
b) “Ceticismo” é sinônimo de “descrença”. a) sinonímia.
c) “Ferrenha” é sinônimo de “implacável”. b) homonímia
d) “Degeneração” é sinônimo de “decai- c) hiperonímia
mento” d) antonímia
e) “Auspícios” é sinônimo de “olhares”. e) hiponímia.

7. Com base na análise deste trecho “mais 11. “O cronista andarilho, agora de saudosa
problemas reais e menos imaginários” (l. memória, dizia não haver melhor jeito e
05), os adjetivos destacados têm entre si lugar para se entender a cidade do que ba-
uma relação de: ter perna descompromissadamente, mas
a) pseudonímia. em passos mais curtos do que essa palavra
b) homonímia. imensa, pelas calçadas.” (§ 5)
c) sinonímia. No período acima, constata-se a ocorrên-
d) antonímia. cia de duas comparações, ambas com forte
e) paronímia. carga de expressividade, caracterizando o
sentido conotativo. Na segunda ocorrência,
8. “Em menos de 10 anos, a população carce- a comparação foi empregada para a expres-
rária feminina triplicou. Eram pouco mais são semântica de uma:
de 9 mil detentas. Hoje são 27.762 mulhe-
res em situação de prisão.” a) polissemia.
A exemplo do fragmento acima, utiliza-se b) paronímia.
abundantemente o seguinte recurso lexical c) homonímia.
de coesão: d) sinonímia.
e) antonímia.
a) paronímia.
b) sinonímia.
c) homonímia.
d) hiponímia.
e) antonímia.

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12. Assinale a alternativa na qual a palavra su- 14. Assinale a alternativa em que ocorre ERRO
blinhada está em relação de sinonímia com na frase pelo uso INADEQUADO.
a palavra colocada entre parênteses.
a) O professor pediu deferimento no pro-
a) “É o individualismo e a falta de ética cesso, quando requereu sua licença
predominantes (prevalecentes) na so- prêmio por direito adquirido.
ciedade contemporânea que estão pro- b) O almoxarifado do colégio está sortido
vocando uma nova corrida ao seu estu- de merenda escolar, já que houve au-
do.” mento de verba pública para este fim.
b) “nossa sociedade precisa de visões do c) O aluno imigrante requereu a cidadania
futuro que sejam atraentes, inspirado- brasileira, por não querer mais retornar
ras e vigorosas (categóricas) o bastante ao seu país de origem.
para [...]. d) Minha escola recebeu vultosa quantia
c) “As inúmeras conferências internacio- pela premiação dos alunos que partici-
nais [...] são exemplos significativos (re- param das Olimpíadas de Conhecimen-
dundantes) da necessidade de uma mu- to.
dança ética em todos os campos da vida e) Ficamos todos muito satisfeitos com a
social.” presença daquele iminente professor
d) “A sociedade industrial cresceu arraiga- em nosso Festival de Poesia.
da ao materialismo e à supremacia (su-
perveniência) do homem sobre a natu- 15. Atento ao emprego dos Homônimos, ana-
reza.” lise as palavras sublinhadas e identifique a
e) “que levou a problemas atuais como a alternativa CORRETA:
poluição, [...] e as milhares de pessoas
que morrem de inanição (inapetência) a) Ainda vivemos no Brasil a descrimina-
todos os dias [...]. ção racial. Isso é crime!
b) Com a crise política, a renúncia já pare-
13. Verifique quais dos homônimos homófonos cia eminente.
entre parênteses completam, correta e res- c) Descobertas as manobras fiscais, os po-
pectivamente, os espaços nas orações abai- líticos irão agora expiar seus crimes.
xo: d) Em todos os momentos, para agir corre-
tamente, é preciso o bom censo.
I – Seu ___________ de humor é ótimo! e) Prefiro macarronada com molho, mas
(censo/senso) sem estrato de tomate.
II – Os __________ ficaram decepcionados 16. Na língua portuguesa, há muitas palavras
com o desfecho da peça de teatro. (especta- parecidas, seja no modo de falar ou no de
dores/ expectadores) escrever. A palavra sessão, por exemplo, as-
III – Não gosto de perfumes com semelha-se às palavras cessão e seção, mas
__________ de alfazema. (estrato/ extrato) cada uma apresenta sentido diferente. Esse
caso, mesmo som, grafias diferentes, deno-
Assinale a alternativa que traz a sequência mina-se homônimo homófono. Assinale a
correta: alternativa em que todas as palavras se en-
a) senso – expectadores – extrato contram nesse caso.
b) senso – espectadores – estrato a) conserto, pleito, ótico
c) censo – expectadores – estrato b) cheque, descrição, manga
d) senso – espectadores – extrato c) serrar, ratificar, emergir
e) censo – espectadores – extrato d) taxa, cesta, assento
e) banco, cabo, cético

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17. Aponte o antônimo do vocábulo “sucinto”: 21. Analise os itens quanto à grafia e uso ade-
quado dos pares das palavras nos enuncia-
a) conciso dos.
b) inerente
c) prolixo I – Consideraram melhor dilatar o tempo
d) breve necessário aos exames da perícia. / Consi-
e) eficaz deraram melhor delatar o tempo que os ad-
vogados usaram para apresentar os exames.
18. O antônimo para a expressão "época de es-
tiagem" é: II – Será retificado o resultado dos exames.
/O resultado dos exames só será ratificado
a) tempo quente se a perícia exigir.
b) tempo de ventania
c) falta de chuva III – O tráfego mundial na internet vai sal-
d) estação florida tar para 1,5 bilhão de terabytes no próximo
e) estação chuvosa ano. / O Supremo está investigando o trá-
fico de influência da administração pública.
19. Quanto à sinonímia, associar a coluna da es- IV – Enquanto o governo tenta desacelerar
querda com a da direita e indicar a seqüên- a inflação, seus correligionários persistem
cia correta. na infração causada pelo patrimonialismo.
1 – insigne ( ) ignorante Assinale a alternativa correta
2 – extático ( ) saliente a) Apenas I e II, estão corretos.
3 – insipiente ( ) absorto b) Apenas II e III, estão corretos.
c) Apenas I e IV, estão corretos.
4 – proeminente ( ) notável d) Todos os itens estão corretos.
e) Apenas IV e V estão corretos.
a) 4–3–2 –1
b) 1–2 –3–4
c) 3–4 –2–1
d) 3–1–4–2
e) 4–2–1–3

20. Parece-nos plausível que venha a ocorrer


exacerbação dos ânimos, pois a decisão foi
tomada arbitrariamente. Têm significação
oposta à dos termos sublinhados na frase
acima, respectivamente:
a) inverossímil, pacificação, pressurosa-
mente.
b) inadmissível, apaziguamento, criterio-
samente.
c) inaceitável, apaziguamento, gratuita-
mente.
d) inadmissível, arrefecimento, injustifica-
damente

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TJ-RS – Português – Prof. Juliano Viegas

GABARITO PRÁTICA
Página 18 (Prática HOMÔNIMO e PARÔNIMO)
1. sortir;
2. cassados;
3. mandato;
4. cerração;
5. senso;
6. assentos;
7. vultosa;
9. cumprimento;
10. intersecção;
11. tráfego;
12. despercebido e desapercebido;
13. infringir;
14. imergir;
15. imigrantes;
16. discriminação;
17. dispensa;
18. eminente + iminente;
19. docente;
20. incidentes;
21. destratados;
22. cessão;
23. seção;
24. distinto;
25. xeque + cheque;
26. infestou;
27. conserto + concerto;
28. fruem;
29. apressado + apreçar;
30. acender + ascender;
31. celas;
32. prescrição;
33. recriados;
34. listras;
35. aprender;
36. expiará;
37. cédulas;
38. chácara + xácara;
39. sesta;
40. incipiente.
Gabarito: 1. D 2. B 3. C 4. C 5. D 6. E 7. D 8. B 9. E 10. C 11. E 12. A 13. D 14. E 15. C 16. D 17.
C 18. C 19. C 20. B 21. D

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CAMPOS SEMÂNTICOS. SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DAS EXPRESSÕES;
SIGNIFICADOS LITERAIS E SIGNIFICADOS FIGURADOS; DENOTAÇÃO E
CONOTAÇÃO DAS EXPRESSÕES

DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO
Palavra com significação ampla, criada pelo
Palavra com significação restrita.
contexto.
Palavra com o sentido comum, aquele Encontrado Palavra com sentidos que carregam valores
no dicionário. Sociais, afetivos, ideológicos, etc.
Palavra utilizada de modo objetivo. Palavra utilizada de modo criativo, artístico.
Linguagem exata e precisa. Linguagem expressiva, rica em sentidos.

São figuras de palavras:


a) comparação e) catacrese i) antítese m) hipérbole
b) metáfora f) sinestesia j) eufemismo n) perífrase
c) metonímia g) antonomásia k) ironia o) pleonasmo
d) sinédoque h) onomatopéia l) prosopopéia

a) "Amou daquela vez como se fosse máquina.


b) “O amor é fogo que arde sem se ver.”
c) Ela parecia ler Jorge Amado
d) O paulista é tímido
e) folhas de livro, pele de tomate, dente de alho,
f) Veja a terra arder.
g) Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
h) Tique-taque
i) Uns nos querem mal, e fazem-nos bem.
j) Creio que você faltou com a verdade.
k) Imagine! João é um anjo de menino.
l) Os rios vão carregando os galhos do caminho
m) Rios te correrão dos olhos, se chorares!
n) “Cidade maravilhosa”
o) subir para cima, entrar para dentro, repetir de novo, ouvir com os ouvidos.

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Questões

QUESTÕES: significados figurados; denotação e conotação das expressões

1. A figura de linguagem presente em “Houve 4. “É sabido o caso do rapaz que não tinha
uma mulher que amou um amor de sucesso com as mulheres. Procurando o
verdade.” é: conselho da mãe, ela lhe disse que ele
deveria falar ‘coisas’ doces às moças. Ele
a) prosopopeia. ficou animado com o conselho, mas horas
b) pleonasmo. depois voltou entristecido. Disse então
c) sinestesia. que falou as ‘coisas’ mais doces que sabia
d) hipérbole. àquelas mulheres que lhe despertavam
e) metonímia. desejo...” A palavra em negrito poética
é empregada, geralmente, no sentido
2. Diante do exposto, marque a resposta em figurado, ela é um exemplo, portanto, de
que a figura de linguagem corresponde à linguagem:
frase apresentada.
a) Conotativa.
a) Pedro é uma tartaruga no trânsito. – b) Denotativa.
comparação c) Metódica.
b) No trânsito, João corre como um doido. d) Factual.
– metáfora e) verídico
c) Paulo sofreu um acidente e passou
desta para melhor. – hipérbole 5. No dicionário, o significado do substantivo
d) Enquanto dirigia, Maria comeu uma patíbulo é: estrado ou lugar onde os
caixa de chocolate. – metonímia condenados sofrem a pena capital (forca,
e) Quando foi ao DETRAN, Maria chorou guilhotina, decapitação). Percebe-se,
rios de lágrimas. – eufemismo portanto, que o emprego da palavra no
texto situa-se no nível da conotação. Porém,
3. De acordo com o trecho: “Aquela voz subindo NÃO há conotação em:
do mar de barracas e legumes era como a
própria sirena policial, documentando, por a) A multidão mergulhou sobre ele.
seu uivo, a ocorrência grave, que fatalmente b) Lembro-me de estar inteiro, de coração,
se estaria consumando ali, na claridade do numa angústia enorme.
dia, sem que ninguém pudesse evitá-la.” c) era difícil explicar a jornalistas europeus
Marque a opção CORRETA. a acusação de que teria ofendido um
intérprete de sereias.
a) Há no trecho uma comparação... d) este novo palco tem o poder de juntar
b) A expressão mar de barracas em poucos minutos largos milhares de
compreende denotação. pessoas, todas aos gritos.
c) A voz forte era dos barraqueiros. e) uma turba exaltada, correndo, gritando,
d) Os moleques de rua puderam evitar a jogando pedras.
ocorrência.
e) A voz não alcançou grandes proporções.

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6. No título, “Comida “feia” também é sinônimo de saúde.” A palavra também expressa sentido
de:
a) exceção
b) inclusão
c) exclusão
d) contradição
e) comparação

7. Leia o texto.
É noite. Sinto que é noite
Não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
Mas porque dentro de mim,
No fundo de mim, o grito
Se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite, que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
Noite nas águas, na pedra.
Carlos Drummond de Andrade

Avalie a veracidade das afirmações feitas sobre o texto.


1. A palavra “noite” está sendo usada em sentido conotativo.
2. O termo “noite” evoca significados de valor negativo.
3. A palavra sublinhada no texto é um verbo conjugado no imperfeito do subjuntivo.
4. Na expressão “se calou” temos uma ênclise, em relação à posição do pronome oblíquo.
5. É noite porque a sombra desceu sobre a terra.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5

8. Assinale o segmento em que NÃO foram usadas palavras em sentido figurado:


a) Lendo o futuro no passado dos políticos (...)
b) As fontes é que iam beber em seus ouvidos.
c) Eram 75 linhas que jorravam na máquina de escrever com regularidade mecânica.
d) Antes do meio-dia, a coluna estava pronta.
e) (...) capaz de cortar com a elegância de um golpe de florete.

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9. “ isto de método, sendo, como é, uma cousa indispensável,


todavia é melhor tê-lo sem gravata nem suspensórios,
mas um pouco à fresca e à solta (…)
É como a eloqüência, que há uma genuína e vibrante, de
uma arte natural e feiticeira, e outra tesa, engomada e
chocha. “
Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas

No contexto, gravata e suspensórios


a) expressam metaforicamente os aspectos positivos do método, do qual, segundo o
narrador, toda obra depende.
b) caracterizam metonimicamente o método “fresco” e “solto” que o narrador reconhece
como essencial.
c) equivalem, em seu sentido denotativo, às qualidades do método que o narrador julga
indispensáveis.
d) correspondem, respectivamente, a possíveis rigidez e vantagens do método, defendidos
por serem imprescindíveis.
e) adquirem sentido conotativo por representar a austeridade do método, atributo que o
narrador gostaria de ver minimizado.

10. A palavra empregada no texto em sentido próprio e depois em sentido figurado está grifada
nestes dois segmentos:
a) os pesquisadores fizeram uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal
... / a mudança climática contribuiu para a ruína desta sociedade...
b) a civilização maia da América Central tinha um método sustentável de gerenciamento da
água. / As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações.
c) e os motivos que levaram ao seu colapso ainda são questionados e debatidos pelos
pesquisadores. / Minha visão pessoal é que o colapso envolveu diferentes fatores...
d) para fazer a dragagem do maior reservatório de água em Tikal ... / uma estação que desviava
a água para diversos reservatórios.
e) a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região ... / estimativas
de mais cinco milhões de pessoas que viviam na região das planícies maias ao sul.

Gabarito: 1. B 2. D 3. A 4. A 5. E 6. B 7. B 8. D 9. A 10. A

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Questões: significados figurados

1. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo",
a figura de linguagem presente é chamada:
a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese

2. Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e esplende e
estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente as figuras de
linguagem:
a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.

3. Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava
nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja"
encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
a) prosopopeia e hipérbole;
b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopeia.

4. Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de
linguagem chamada:
a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número

5. Em qual das opções há erro de identificação das figuras?


a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia)

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6. Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:


a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de
muita força para sobreviver.
b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.
c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.
d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais
satisfatórios.
e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus
insubordinável a qualquer tratamento.

7. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da ideia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de
gradação. Não há gradação em:
a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.

8. "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de
linguagem que há na frase acima:
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."

Gabarito: 1. E 2. A 3. E 4. E 5. C 6. C 7. B 8. B

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LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

COMPREENSÃO INTERPRETAÇÃO

DICAS objetivo-práticas
•• Ler a questão
•• Ler o texto – por trechos –
•• Ler a fonte do texto
•• Marcar a palavra-chave
•• Marcar os advérbios
•• Marcar alteração de assunto no texto.

Elementos de estruturação do texto: segmentação do texto em parágrafos e sua organização


temática.
PRÁTICA do PARÁGRAFO: O parágrafo é uma unidade de discurso que em um texto escrito,
expressa uma ideia ou argumento e que reproduz as palavras de um orador em um discurso.
Encontra-se composta por um conjunto de orações que apresentam certa unidade temática.
“apesar de você.”

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1º Você é a favor ou contra cortarem árvores para alargar uma rua? A favor ou contra derrubarem
uma casa para construir um edifício? Devem ser reabertos os arquivos da ditadura? Proibidas
as máscaras nos protestos? Publicadas biografias não autorizadas?
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2º A arena de debates públicos foi ampliada virtualmente ao infinito pela capilaridade das redes
sociais. Pode parecer apenas mais uma discussão banal sobre um aumento de 20 centavos nas
passagens, mas por trás de toda polêmica que exalta ânimos e inflama espíritos há um conflito
de visões de mundo, um choque tectônico de ideias. Quase nunca é só pelos 20 centavos.
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3º Como nem sempre são evidentes todos os aspectos envolvidos em um debate – e como
poucas pessoas entendem de todos os assuntos, tirando Leonardo Da Vinci e aquele seu amigo
que dá palpite sobre tudo – é comum que fiquemos atentos à maneira como diferentes pessoas
em quem confiamos se posicionam antes de formarmos a nossa própria opinião. O conceito de
formador de opinião, porém, mudou muito nos últimos anos. Hoje há formadores de opinião
por todos os lados, para onde você olhar, e talvez por isso mesmo seja cada vez mais difícil
escolher a quem vale a pena ouvir.
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4º Na busca da iluminação cotidiana, gosto de prestar atenção em quem entende do riscado:
arquitetos para falar de arquitetura, médicos para falar de medicina, juristas para falar de
leis. Mas não basta entender do assunto. Para conquistar o meu respeito, é preciso conseguir
construir argumentos que voem além dos interesses da sua categoria. Médicos a favor do Mais
Médicos, jornalistas contra o diploma de jornalismo, empresários dispostos a perder algum
dinheiro: pode-se concordar ou não com eles, mas ganham um crédito adicional de confiança
por pensarem com a cabeça e não com o bolso ou o coração.
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5º Quero que o formador de opinião seja coerente, mas se for dizer algo desatinadamente
oposto ao que disse antes, que reconheça isso, com humildade, porque mudar de opinião, às
vezes, é um sinal de inteligência e integridade. Quero ler opiniões que me surpreendam de vez
em quando, porque o pensador independente não se torna refém de inclinações políticas ou
ideológicas – e nada é mais triste do que ver pessoas inteligentes esforçando-se para tornar
plausível um pensamento torto apenas para justificar uma ideologia ou um interesse particular.

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Ainda assim, quero o conforto de saber que certas pessoas têm a capacidade de iluminar os
caminhos mais tortuosos, invariavelmente apontando para a trilha do que é justo, honesto,
honrado, coerente.
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6º A polêmica desta semana envolvendo o grupo de artistas que defende restrições às biografias
não autorizadas talvez seja lembrada menos pelo assunto em si do que pelo fato de ter colocado
sob fogo cerrado dois dos nomes mais emblemáticos da cultura brasileira. Não me importa
que Caetano e Chico tenham opiniões diferentes das minhas – muitas vezes tiveram, inclusive
politicamente. O que é triste é ver que emprestaram seu prestígio não a um princípio ou a uma
causa maior do que eles, mas a interesses restritos ao seu cercadinho. Pois, levado ao limite, o
raciocínio da proteção à privacidade torna impossível publicar qualquer coisa que contrarie o
interesse de qualquer pessoa – o que, vamos combinar, é muito parecido com censura.
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7º O mais irônico é que justamente esse gesto pode vir ser a nota mais embaraçosa das
biografias dos dois – quando, “apesar de você”, elas forem escritas. E serão.
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VEJAMOS SE FACILITA O ENTENDIMENTO:

1. Considere as afirmações a seguir.


I – Formadores de opinião que defendem pontos de vista contrários aos interesses de sua
categoria profissional privilegiam a razão na expressão de suas opiniões.
II – As restrições às biografias não autorizadas constituem uma limitação à liberdade de
expressão que se aproxima da censura.
III – A posição de Caetano Veloso e Chico Buarque de Holanda na polêmica relativa às restrições
às biografias não autorizadas é motivada por interesses particulares.
Quais expressam ideias presentes no texto?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

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2. Assinale a alternativa que apresenta conteúdo que se pode depreender da leitura do texto.
a) O programa “Mais Médicos” é uma boa iniciativa do Governo Federal.
b) Formadores de opinião inteligentes costumam ter uma segunda opinião para mostrar que
são íntegros.
c) É sinal de independência de um pensador elaborar seus argumentos com o objetivo de
justificar sua ideologia particular.
d) A ironia característica de Caetano Veloso e Chico Buarque de Hollanda será registrada em
suas biografias em forma de nota.
e) Ao aumento do número de formadores de opinião corresponde um aumento da dificuldade
de seleção das opiniões que merecem ser consideradas.

3. Na expressão “apesar de você”, empregada no último parágrafo do texto entre aspas duplas, é
uma citação de um trecho de uma canção de Chico Buarque de Hollanda em que o músico faz
uma crítica à ditadura militar no Brasil. No texto em análise, pode-se afirmar que a autora faz
essa citação a fim de estabelecer uma analogia entre os censores do regime militar e
a) o leitor do texto.
b) Caetano Veloso e Chico Buarque de Hollanda.
c) os autores de biografias.
d) médicos, jornalistas e empresários.
e) os leitores de biografias.

4. Ao utilizar a expressão capilaridade das redes sociais (segundo parágrafo), a autora refere-se à
a) profundidade dos debates que acontecem nas redes sociais.
b) segmentação de redes sociais especializadas em distintas questões de caráter público.
c) capacidade das redes sociais de propagar ideias entre um número expressivo de pessoas.
d) clandestinidade das redes sociais, necessária para garantir o anonimato de seus
participantes.
e) finalidade das redes sociais de exercer um papel de crítica radical a iniciativas do poder
público.

5. A expressão choque tectônico de ideias (l. 12) contém uma metáfora que remete ao campo da
a) história.
b) biologia.
c) química.
d) medicina.
e) geologia.
Interpretação do texto: identificação do sentido global de um texto; identificação de seus
principais tópicos e de suas relações (estrutura argumentativa); síntese do texto; adaptação e
reestruturação do texto para novos fins retóricos.

Gabarito: 1. E 2. E 3. B 4. C 5. E

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Interpretação do texto: identificação do sentido global de um texto;
identificação de seus principais tópicos e de suas relações (estrutura
argumentativa); síntese do texto; adaptação e reestruturação do texto para
novos fins retóricos.

Interpretação básica: Aplicação de dicas


Texto um: Abre-te Sésamo
O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não
é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e-vir. A senha é a senhora absoluta. Sem
senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida.
No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no
computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu
carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha.
Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira
inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos
da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto
que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do
lugar secreto que guarda as senhas.
(Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações)

1. Julgue os itens a respeito das ideias do texto.


I – Depreende-se do texto que o autor se coloca na posição de quem se exclui da sociedade
informatizada.
II – O texto argumenta contra a modernidade, propondo como idéia principal que um direito
constitucional, ora desrespeitado, deve ser o ideal a almejar.
III – Depreende-se do texto que comportamentos sensatos poupam a memória para finalidades
mais nobres e evitam qualquer procedimento ligado à informatização.
IV – O segundo parágrafo constitui-se apenas de exemplos e ilustrações que explicam e justifi
cam a última oração do parágrafo anterior, sem ampliar a reflexão.
Assinale a opção correta.
a) Estão corretos apenas os itens I e II.
b) Estão corretos apenas os itens II e III.
c) Estão corretos apenas os itens III e IV.
d) Nenhum item está correto.
e) Todos os itens estão corretos.

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2. Assinale a opção incorreta a respeito do emprego das palavras e expressões do texto.


a) Para que as regras da norma culta sejam respeitadas, é obrigatório o emprego da
preposição de regendo a oração “que ele é escravo” (l. 1)
b) A expressão quantificadora “Cada um” (l. 6) tem valor totalizante porque faz associar uma
senha ao conjunto de cartões, os meus e os seus.
c) Respeitam-se as regras de regência da norma culta ao empregar a preposição de em vez de
que na expressão verbal “Têm que” (l. 8).
d) A inserção do pronome possessivo sua diante de “senha” (l. 9) mantém coerente a
argumentação do texto, mas altera o sentido de generalização que essa ausência provoca.
e) Na argumentação, a alternância entre o emprego de pronomes de primeira pessoa e
o pronome você evoca a idéia de que tanto o autor quanto o leitor compartilham a
propriedade designada por homem moderno.

Texto dois : Leia o texto abaixo para responder à próxima questão


Quando surgiu a preocupação ética no homem? Em que momento da sua história sentiu o ser
humano necessidade de estabelecer regras definindo o certo e o errado? Essas indagações,
possivelmente existentes desde que o homem começou a pensar, têm ocupado o tempo e o
esforço de reflexão dos filósofos ao longo dos séculos. O fato é que, desde seus primórdios,
as coletividades humanas não apenas pactuaram normas de convivência social, mas também
foram corporificando um conjunto de conceitos e princípios orientadores da conduta no que
tange ao campo ético-moral. Esta necessidade ética, sinalizando parâmetros de comportamento
em todas as esferas da atividade humana, naturalmente tinha que alcançar o exercício das
profissões.
(Adaptado de Ivan de Araújo Moura Fé, Desafios éticos – prefácio)

Analise as seguintes inferências:


I – O homem tem preocupação ética desde o início da história e, possivelmente, desde que
começa a pensar.
II – Filósofos têm se dedicado a refletir sobre as regras que definem o certo e o errado ao longo
dos séculos.
III – Profissões são resultados de conjuntos de conceitos e princípios norteadores de conduta.

3. A argumentação do texto permite


a) todas as inferências.
b) apenas a inferência I.
c) apenas a inferência II.
d) apenas as inferências I e II.
e) apenas as inferências II e III.

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Texto três:

(Fonte: Pablo Picasso, Guernica, óleo sobre tela em preto e branco. 1937, Madri, Museu Nacional Reina Sofia.In:
Revista História viva. Ano IV – Nº 46. São Paulo, junho de 2007.)

4. A obra Guernica, é composta por um conjunto de símbolos. Marque a alternativa correta que
sintetiza, sob todos os aspectos, a tristeza do artista pela atrocidade ao povo basco.
a) O touro esmagando uma mulher com o filho no colo.
b) A obra ser, originalmente, toda em preto e branco.
c) O braço amputado do soldado segundo a espada.
d) A mulher segurando o candeeiro.
e) O cavalo em disparada.

TEXTO quatro: Tirinha da Mafalda.

5. Assinale a alternativa que melhor expresse o efeito de humor contido na tirinha:


a) O discurso feminista de Susanita é responsável pelo efeito de humor, já que o tema é
tratado de forma irônica, denotando certo machismo por parte do autor da tirinha.
b) Mafalda opõe-se ao discurso da amiga Susanita e, através de suas feições em todos os
quadrinhos, percebe-se nitidamente seu descontentamento.
c) A linguagem verbal não contribui para o melhor entendimento da tirinha, pois todo efeito
de humor está contido na linguagem não verbal através da expressão exibida por Mafalda
no último quadrinho.
d) Susanita apresenta um discurso de acordo com as teorias feministas que pregam a libertação
das práticas tradicionalmente atribuídas à mulher. Contudo, no último quadrinho, a
personagem defende o uso de uma tecnologia que apenas reforça os padrões tradicionais.

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Texto cinco: A arte de caminhar


A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz
o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos
humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que
os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede,
mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de
chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo
relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a
regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo
o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas
vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos
100 mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos
gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e
anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E
Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os
problemas, as dúvidas). Por quê?
No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000,
Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras
do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-
se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas
se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um
processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam
da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon
expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor
francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “É bom colecionar
coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar
coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela
renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de
caminhar.
(Revista Mente e Cérebro,Agosto 2010, edição 211 – Adaptação)

6. De acordo com o texto, assinale com V, as afirmações VERDADEIRAS, e com F ,as FALSAS:
( ) Antigamente, a prática de exercícios físicos não era uma necessidade como é hoje em dia,
pois, em decorrência do estilo de vida, as pessoas, em grande parte, não eram sedentárias.
( ) O uso das mãos é o que nos torna humanos, mas o dos pés nos iguala aos outros animais
na nossa necessidade de deslocamento.
( ) O significado simbólico do ato de caminhar deve-se ao fato de que, ao dar apenas um só
passo, o homem altera irreversivelmente seu destino.
Os parênteses ficam correta e respectivamente preenchidos, de cima para baixo, por:
a) V – F – V.
b) V – V – F.
c) V – F – F.
d) F – F – V.
e) F – V – F.
Gabarito: 1. D 2. B 3. D 4. B 5. D 6. B

www.acasadoconcurseiro.com.br 203
Coesão e coerência; recursos coesivos

O que é coesão textual?


Quando falamos de COESÃO textual, falamos a respeito dos mecanismos linguísticos que
permitem uma sequência lógico-semântica entre as partes de um texto, sejam elas palavras,
frases, parágrafos, etc. Entre os elementos que garantem a coesão de um texto, temos:
a) As referências e as reiterações: Este tipo de coesão acontece quando um termo faz
referência a outro dentro do texto.
b) As substituições lexicais (elementos que fazem a coesão lexical): este tipo de coesão
acontece quando um termo é substituído por outro dentro do texto, estabelecendo com
ele uma relação de sinonímia, antonímia.
c) os conectores (elementos que fazem a coesão interfrásica): Estes elementos coesivos
estabelecem as relações de dependência e ligação entre os termos, ou seja, são conjunções,
preposições e advérbios conectivos.

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Questões

1. Considere as seguintes afirmações sobre relações de referência estabelecidas no texto “Apesar


de você”.
I – A expressão sua categoria (4º parágrafo) faz referência à qualidade dos argumentos dos
envolvidos em um debate.
II – O pronome eles (4º parágrafo) faz referência aos possíveis argumentos em um debate.
III – A expressão esse gesto (7º parágrafo) faz referência ao posicionamento assumido por Chico
Buarque de Hollanda e Caetano Veloso em relação às restrições às biografias não autorizadas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
Texto 2: Leia o seguinte texto para responder à questão abaixo.
“O mundo é plano”, livro do jornalista Thomas
Friedman, mostra que há uma nova globalização por aí.
Ela achatou o planeta e explodiu as noções de distância,
tempo e trabalho. Recriou a China e a Índia.
Ao contrário da globalização financeira dos anos 90,
nessa há lugar para brasileiros. Na primeira, ganhava
quem tinha dinheiro. Agora, pode ganhar quem tem
educação, quer aprender mais e acredita no seutrabalho.
É nessa hora que se abre espaço para Pindorama.
Se os jovens brasileiros começarem a brigar por mais computadores
em suas casas, escolas e trabalho, a brincadeira terá começado.
O livro não arruma empregos para seus leitores,
mas ensina como eles acabam, onde reaparecem e como reaparecem.
(Elio Gaspari, Um livro muito bom: “O mundo é plano”,Folha de São Paulo, 18 de dezembro de 2005, com
adaptações)

2. Assinale a opção em que o termo da primeira coluna retoma, no texto, o termo da segunda.

a) “nessa” “globalização financeira dos anos 90”


b) “primeira” “nova globalização”
c) “nessa hora” “Agora”

www.acasadoconcurseiro.com.br 205
d) “Pindorama” “livro do jornalista Thomas Friedman”
e) “eles” “leitores”

TEXTO 3: “Chega o Ano Novo, mas os nossos grandes problemas estão nos velhos hábitos
situados naquela zona malandra centrada entre o Estado (essa milionária máquina gerencial
pública com suas regras opostas ao bom-senso) e a sociedade. Nós, os cidadãos comuns que
não recebemos milionários auxílios-residência, não temos licença-prêmio ou atrasados a
receber e nem fomos eleitos para algum cargo público com o propósito de usá-lo para virarmos
nobres e, melhor que isso, ficarmos fora do alcance da lei. Nós, os comuns, não temos emprego
– temos impostos e trabalho!”
(Roberto DaMatta. O Globo. 04/01/2012)

3. Levando em conta as relações de coesão estabelecidas pelas palavras destacadas nas


alternativas abaixo, assinale a afirmativa incorreta:
a) “isso” refere-se, anaforicamente, ao termo “virarmos nobres”.
b) “(l)o” recupera, anaforicamente, o termo “cargo público”.
c) “nós” refere-se, cataforicamente, ao termo “cidadãos comuns”.
d) “que” retoma, anaforicamente, o termo “cidadãos comuns”.
e) “suas” remete, cataforicamente, ao termo “regras opostas”.

TEXTO 4: “Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas
e nas estradas. Não podemos mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é
preciso que você e cada um de nós sejamos de fato os agentes da mudança na direção de um
trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir para isso, aproveite esta semana para
refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal, quem morre no
trânsito é amigo ou parente de alguém. Ninguém está livre disso".

4. Nesse parágrafo do texto 2, há um conjunto de demonstrativos empregados de forma correta.


O comentário inadequado sobre seu emprego é:
a) “nesta semana" / a forma “esta" se refere ao momento presente da enunciação;
b) “tolerar esses números" / a forma “esses" se refere ao número de mortos citado
anteriormente;
c) “para que isso mude" / a forma “isso" se refere ao alto número de acidentes fatais;
d) “você pode contribuir para isso" / a forma “isso" se refere à mudança do número de mortos;
e) “ninguém está livre disso" / a forma “disso" se refere à possibilidade de ter um amigo ou
parente morto no trânsito.

Gabarito: 1. C 2. C 3. E 4. D

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INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS, INFERÊNCIAS VÁLIDAS, PRESSUPOSTOS E


SUBENTENDIDOS NA LEITURA DO TEXTO

Inferência é a ação e o efeito de inferir (deduzir algo, tirar uma conclusão de outra coisa,
conduzir a um resultado). A inferência surge a partir de uma avaliação mental entre distintas
expressões que, ao serem relacionadas como abstrações, permitem traçar uma implicação
lógica.

O que é Pressuposto:
Pressuposto pode ser relacionamento a um propósito ou pretexto, ou um plano.
Os pressupostos são marcados por advérbios, verbos, orações adjetivas e adjetivos. O
pressuposto é um dado apresentado como indiscutível para o falante e o ouvinte, não
permitindo contestações.
Pressupostos são ideias não expressas de maneira explícita, mas que pode ser percebida a partir
de certas palavras ou expressões utilizadas. Quanto à utilização de pressupostos, eles devem
ser sempre verdadeiros ou aceitos como verdadeiros, pois eles que construirão informações
explícitas.

Pressuposto e subentendido
Na comunicação, em um enunciado ou uma frase, é possível identificar pressupostos e
subentendidos. Um pressuposto é uma ideia clara que pode ser presumida, que é possível
supor. Por outro lado, o subentendido é uma insinuação dentro do enunciado, algo que pode
ser deduzido a partir da informação que é fornecida.
Uma frase pode ter vários pressupostos e subentendidos, sendo que neste último caso, os
subentendidos dependem da interpretação que cada indivíduo é capaz de fazer.
Na frase "O Pedro não pode mais pilotar uma moto", o pressuposto é que o Pedro antes
dirigia um carro. Quanto ao subentendido, podem existir vários. Talvez o João não pilote mais,
porque a carteira de motorista foi apreendia. No entanto, outro subentendido (interpretação
alternativa) pode ser que o Pedro não pilote mais, porque sofreu um acidente grave.

PRÁTICA DO PRESSUPOSTO E SUBENTENDIDO

1. “Pedro deixou de beber”


PRESSUPOSTO: Pedro bebia.
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO: O verbo “deixar”.
SUBENTENDIDO:

www.acasadoconcurseiro.com.br 207
2. Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até nós.
PRESSUPOSTO:
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO:
SUBENTENDIDO:

3. O caso da corrupção tornou-se público.


PRESSUPOSTO:
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO:
SUBENTENDIDO:

4. O Sertanejo foi o outro ritmo premiado no festival.


PRESSUPOSTO:
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO:
SUBENTENDIDO:

5. O sindicato da categoria acompanha os trabalhadores para que não sejam mais enganados.
PRESSUPOSTO:
MARCADOR DE PRESSUPOSIÇÃO:
SUBENTENDIDO:

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Questões

1. Texto 1
“Em 1997, a Unesco reuniu cientistas, políticos e estudiosos em Utrecht, na Holanda, para discutir
como lidar com a violência entre crianças, adolescentes e jovens em escolas europeias. Um dos
primeiros problemas do grupo foi chegar a um acordo sobre o que identifica alguém violento.
Termos como ‘comportamento indesejável’ ou ‘antissocial’ e atitudes ‘politicamente incorretas’
apareceram para descrever jovens ‘normais’ e sem aparentes tendências à delinquência, mas
que, um dia, fizeram algo gravíssimo. Dez anos depois, essas questões permanecem desafiando
pais, escolas e governos. O que leva jovens com família, dinheiro e acesso à boa educação a se
comportarem como bárbaros sem motivo aparente? Este é o debate no qual o Brasil se envolve
após tomar conhecimento de que um grupo de garotos da classe média alta carioca espancou
covardemente uma empregada doméstica que estava sozinha em um ponto de ônibus, na
madrugada do domingo 24. Até então, eles eram considerados ‘mimados’, ‘arrogantes’, segundo
vizinhos e colegas de faculdade que não quiseram se identificar. Agora são criminosos.”
(Assis Filho e Eliane e Lobato. Comportamento: marginais de classe média. Revista ISTO É, 04 julho de 2007)

Texto 2
“O assassinato do índio pataxó Galdino José dos Santos foi um dos muitos crimes cometidos
por jovens de classe média que mais chocaram o Brasil. Em 1997, cinco rapazes de Brasília
tocaram fogo no índio que dormia num ponto de ônibus. ‘A gente só queria dar um susto em
um mendigo, não sabíamos que era índio, disse na época A.N.V., filho de um juiz. Foi preso com
os amigos M.R.A, E.R. de O., T.O. e G.O. de A., por incendiar o pataxó. Galdino teve 95% do
corpo queimado e morreu. ‘Eles nunca ficaram em celas enquanto esperavam o julgamento’,
diz a promotora Maria José Miranda. Segundo ela, ocupavam a biblioteca da penitenciária,
tinham banho quente e computador, entre outros privilégios.
Os rapazes foram julgados e condenados a 14 anos de prisão em 2001 e deveriam ter
permanecido pelo menos nove anos em regime fechado. Não foi o que aconteceu. Em 2003,
A.N. e N.M., enteado de um ex-ministro do TSE, foram flagrados tomando cerveja num bar.
Em 2004, estavam todos soltos. Para sair da cadeia, disseram que queriam trabalhar e estudar.
‘Nenhum estudava antes de ser preso’, diz o promotor Maurício Miranda. ‘O rico, depois que
entra na cadeia, vai para a faculdade para se beneficiar com o saidão”. Hoje levam uma vida
discreta.”
(Assis Filho e Eliane e Lobato. Comportamento: marginais de classe média. Revista ISTO É, 04 julho de 2007)

Após a leitura dos textos 1 e 2, considere com atenção as afirmativas que seguem.
I – De modo geral, apesar de os dois textos tratarem do mesmo tema, as ideias não se articulam,
o que torna a frase título “Barbárie Social: jovens, ricos e intolerantes” incompatível com os
dois textos.

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II – Entre as informações da UNESCO (1997) que identificam alguém violento, e os crimes
praticados pelos jovens, ricos e intolerantes, mencionados, deduz-se que a pobreza não é o
único fator responsável por essa barbárie.
III – Os textos exemplificam a barbárie social urbana, como a sofrida pelo pataxó e a doméstica,
mas ambos, explicitamente, afirmam que esse tipo de violência só tem ocupado mais espaço
na mídia pelo fato de envolver jovens da elite.
IV – Em 1997, enquanto na Holanda se discutia a barbárie juvenil, em Brasília 5 jovens mataram
um índio pataxó. Decorridos dez anos, nada mudou e a flagrante impunidade provoca novo
crime.
V – A iniciativa da UNESCO, em 1997, de nada adiantou, pois não apontou claramente outras
causas da barbárie juvenil e nem apresentou um caminho a percorrer no processo de superação
desse problema.
De acordo com os textos 1 e 2, são corretas, apenas:
a) as afirmativas I, III e IV.
b) as afirmativas Ie V.
c) as afirmativas II e IV.
d) as afirmativas II, IV e V.
e) as afirmativas V.

2. Não se trata aqui, é óbvio, de procurar eximir os meios de comunicação da responsabilidade


por seus produtos. Mas determinar de antemão o que não pode ser veiculado e policiar a
expressão livre de ideias e informações – ou seja, chancelar a censura.
(Folha de S. Paulo, 28/08/97, 1-2)
Depreende-se do texto que seu autor:
a) pretende corroborar a censura, embora afirme que os meios de comunicação devam ser
responsabilizados por seus produtos.
b) isenta os meios de comunicação de responsabilidades em relação aos produtos que
veiculam.
c) posiciona-se contra a censura prévia e reconhece que os meios de comunicação podem ser
responsabilizados pelos produtos que veiculam.
d) pretende evitar a censura, estabelecendo critérios prévios quanto ao que pode ou não ser
veiculado nos meios de comunicação.
e) busca transferir para o próprio órgão de imprensa a responsabilidade pela censura prévia.

3. A informação do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário sobre a arrecadação de


impostos no país, através do instrumento denominado Impostômetro, é mais um elemento
de transparência da democracia brasileira. É bom para o país que instituições independentes
façam este tipo de acompanhamento do poder público. Mas seria importante, também, que
os próprios governos mantivessem constante atualização pública do que arrecadam e gastam,
para que os cidadãos se sintam efetivamente representados pelos governantes que elegem.
O sistema de impostos é a maneira histórica com que o poder público, no país e no mundo,
arrecada recursos para sustentar-se, para promover os serviços essenciais e para investir
em obras de sua responsabilidade. Neste sentido, o sistema é imprescindível, integrando de
maneira fundamental a estruturação do Estado e da sociedade.

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Assim, numa sociedade organizada, pagar imposto faz parte dessa espécie de contrato social
que garante ao país o funcionamento adequado, a promoção da saúde, da segurança e da
educação e a manutenção das instituições e dos poderes. O controle social dos gastos públicos
e a fiscalização dos cidadãos em relação ao uso adequado dos recursos são questões básicas
para a qualidade do crescimento do país.
Em relação às ideias do texto, assinale a inferência correta.
a) O Instituto Brasileiro de Planejamento é uma instituição oficial pública.
b) O acompanhamento do poder público por instituições independentes prejudica o
desenvolvimento do País, porque elas têm seus próprios interesses.
c) A qualidade do crescimento do país está relacionada com o controle social dos gastos
públicos realizado pelos cidadãos.
d) Se os governos mantivessem informações disponíveis sobre seus gastos e sua arrecadação,
a administração ficaria prejudicada.
e) O sistema de impostos é dispensável para a estruturação do Estado e da sociedade.

Gabarito: 1. D 2. C 3. C

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TIPOS TEXTUAIS E ADEQUAÇÃO DE LINGUAGEM

Tipos de textos:
1. NARRAÇÃO
2. DESCRIÇÃO
3. DISSERTAÇÃO
4. INJUNTIVO

1. Narração
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e
lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de
anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado. Estamos cercados
de narrações desde as que nos contam histórias infantis até às piadas do cotidiano. É o tipo
predominante nos gêneros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento, piada, relato,
etc.

2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um ob-
jeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua função caracteri-
zadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos. Não
há relação de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto
descrito. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega.
É um tipo textual que se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem
predominância em gêneros como: cardápio, folheto turístico, anúncio classificado, etc.

3. Dissertação
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo
do objetivo do autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo.

3.1 Dissertação-Exposição
Apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Apresenta informações
sobre assuntos, expõe, reflete, explica e avalia idéias de modo objetivo. O texto expositivo ape-
nas expõe ideias sobre um determinado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula,
resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.

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3.2 Dissertação-Argumentação
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O
texto, além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo.
Caracteriza-se pela progressão lógica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo
predominante em: sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, ensaio, manifesto, crítica,
editorial de jornais e revistas.

4. Injunção/Instrucional
Indica como realizar uma ação. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua
maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o
uso do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais
e instruções para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de
comportamento; textos de orientação (ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com
votos e desejos (de natal, aniversário, etc.).

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Questões

Questões: Tipos textuais e estrutura.

TEXTO 1: A guerra do Fim do Mundo


“O homem era alto e tão magro que parecia sempre de perfil. Sua pele era escura, seus ossos
proeminentes e seus olhos ardiam como fogo perpétuo. Calçava sandálias de pastor e a túnica
azulão que lhe caía sobre o corpo lembrava o hábito desses missionários que, de quando
em quando, visitavam os povoados do sertão batizando multidões de crianças e casando os
amancebados. Era impossível saber sua idade, sua procedência, sua história, mas algo havia em
seu aspecto tranquilo, em seus costumes frugais, em sua imperturbável seriedade que, mesmo
antes de dar conselhos, atraía pessoas.”
(VARGAS LLOSA, Mario. A guerra do fim do mundo. 8 ed. São Paulo: Francisco Alves, 1982.)

1. A sequência tipológica predominante no texto é


a) narração.
b) descrição.
c) argumentação.
d) exposição.
e) injunção.

TEXTO 2: DENGUE E VISTORIA


As equipes de combate ao Aedes aegypti já vistoriaram 18,6 milhões de imóveis em todo país.
O balanço é do segundo ciclo de campanha de caça ao mosquito, iniciado este mês. Mas nem
todo mundo atendeu ao chamado dos agentes de saúde: muitos imóveis visitados estavam
fechados ou os moradores não abriram suas portas. Até agora, a vistoria só aconteceu de fato
em 33,4% do total de 67 milhões de residências que deveriam ser monitoradas.
Nesse segundo ciclo de visitas, os agentes já visitaram 22,4 milhões de imóveis. Desses,
3,8 milhões não foram vistoriados, de acordo com informações do Ministério da Saúde. A
abrangência das visitas também foi divulgada. Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.438 já
registraram as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República
(SIM-PR), segundo o novo balanço, concluído no dia 24. Os agentes de saúde encontraram
focos de larvas de Aedes aegypti em 3,2% dos locais visitados.

2. O texto é classificado como informativo; a seguinte característica NÃO é representativa desse


gênero textual:
a) o enunciador domina uma informação que não é do domínio do receptor.
b) o enunciador supõe um interesse na informação por parte do receptor.
c) a mensagem deve criar estratégias de interesse pela leitura do texto.

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d) o conteúdo da mensagem deve apoiar-se em dados bastante objetivos.
e) os fatos apresentados devem obedecer a uma sequência cronológica.

3. TEXTO 3: “Nesse segundo ciclo de visitas, os agentes já visitaram 22,4 milhões de imóveis.
Desses, 3,8 milhões não foram vistoriados, de acordo com informações do Ministério da Saúde”.
As formas demonstrativas “nesse” e “desses”:
a) obedecem a uma mesma regra de estruturação textual.
b) referem-se a termos afastados temporalmente.
c) estão ligados a termos espacialmente próximos.
d) comprovam um emprego contrário à norma culta.
e) demonstram um uso coloquial na língua portuguesa.

Texto 4: A eficácia das palavras certas


Havia um cego sentado numa calçada em Paris. A seus pés, um boné e um cartaz em madeira
escrito com giz branco gritava: “Por favor, ajude-me. Sou cego”. Um publicitário da área de
criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir
licença, pegou o cartaz e com o giz escreveu outro conceito. Colocou o pedaço de madeira aos
pés do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Seu
boné, agora, estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pegadas do publicitário
e perguntou se havia sido ele quem reescrevera o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele
havia escrito.
O publicitário respondeu: “Nada que não esteja de acordo com o conceito original, mas com
outras palavras”. E, sorrindo, continuou o seu caminho. O cego nunca soube o que estava
escrito, mas seu novo cartaz dizia: “Hoje é primavera em Paris e eu não posso vê-la”.
(Produção de Texto, Maria Luíza M. Abaurre e Maria Bernadete M. Abaurre)

4. O texto pertence ao modo narrativo de organização discursiva, caracterizado pela evolução


cronológica das ações. O segmento que comprova essa evolução é:
a) “Havia um cego sentado numa calçada em Paris. A seus pés, um boné e um cartaz em
madeira escrito com giz branco gritava”;
b) “Por favor, ajude-me. Sou cego”;
c) “Um publicitário da área de criação, que passava em frente a ele”;
d) “parou e viu umas poucas moedas no boné”;
e) “Sem pedir licença, pegou o cartaz”.

Texto 5:
1. O filósofo alemão Max Weber (1864 – 1920) foi o primeiro a
2. identificar a monopolização da força pelo Estado. Weber disse que,
3. para viver sob a tutela social, seria obrigação de cada um abdicar
4. do direito de resolver conflitos na porrada – com armas, por
5. exemplo. Por outro lado, a liberdade individual é algo que sempre

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6. vem à tona quando a sociedade se sente ameaçada diante da


7. repercussão de um crime brutal e se coloca em discussão a
8. capacidade dos governos de garantir a segurança. No
9. Brasil, onde a população não apenas desconfia da polícia,
10. mas também tem medo dela, isso é ainda mais exacerbado.
(Revista Superinteressante. São Paulo: Abril, jun. 2004)

5. Segundo a tipologia textual, podemos dizer que o texto se classifica como:


a) dissertativo com passagens narrativas
b) apenas narrativo
c) descritivo com passagens narrativas
d) narrativo com passagens descritivas
e) apenas dissertativo

Gabarito: 1. B 2. E 3. A 4. D 5. A

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Elementos de sentido do texto: coerência e progressão semântica do texto;
relações contextuais entre segmentos de um texto;

Questões TEXTOS APLICADOS


TEXTO UM: Sobre a efemeridade das mídias
Um congresso recente, em Veneza, dedicou-se à questão da efemeridade dos suportes de
informação, desde a tábua de argila, o papiro e o pergaminho até o livro impresso e os atuais
meios eletrônicos. O livro impresso, até agora, demonstrou que sobrevive bem por 500 anos,
mas só quando se trata de livros feitos de papel de trapos. A partir de meados do século XIX,
passou-se ao papel de polpa de madeira, e parece que este tem uma vida máxima de 70
anos (com efeito, basta consultar jornais ou livros dos anos de 1940 para ver como muitos se
desfazem ao ser folheados). Há muito tempo se realizam estudos para salvar todos os livros que
abarrotam nossas bibliotecas; uma das soluções mais adotadas é escanear todas as páginas e
passá-las para um suporte eletrônico.
Mas aqui surge outro problema: todos os suportes para a transmissão e a conservação de
informações, da foto ao filme, do disco à memória do computador, são mais perecíveis que o
livro. As velhas fitas cassetes, com pouco tempo de uso se enrolavam todas, e saíam mascadas;
as fitas de vídeo perdem as cores e a definição com facilidade. Tivemos tempo suficiente para
ver quanto podia durar um disco de vinil sem ficar riscado demais, mas não para verificar
quanto dura um CD-ROM, que, saudado como a invenção que substituiria o livro, ameaça sair
rapidamente do mercado, porque podemos acessar on line os mesmos conteúdos por um custo
menor. Sabemos que todos os suportes mecânicos, elétricos ou eletrônicos são rapidamente
perecíveis, ou não sabemos quanto duram e provavelmente nunca chegaremos a saber. Basta
um pico de tensão, um raio no jardim para desmagnetizar uma memória. Se houvesse um
apagão bastante longo, não poderíamos usar nenhuma memória eletrônica.
Os suportes modernos parecem criados mais para a difusão do que para a conservação das
informações. É possível que, dentro de alguns séculos, a única forma de ler notícias sobre o
passado continue sendo a consulta a um velho e bom livro. Não, não sou um conservador
reacionário. Gravei em disco rígido portátil de 250 gigabytes as maiores obras primas da
literatura universal. Mas estou feliz porque os livros continuam em minha biblioteca – uma
garantia para quando os instrumentos eletrônicos entrarem em pane.
(Adaptado de Umberto Eco – UOL – Notícias – NYT/ 26/04/2009)

1. Analisando diferentes mídias, o autor tem sua atenção voltada, sobretudo, para
a) o grau de obsolescência dos livros antigos, mormente os centenários.
b) a conservação dos livros, que se vem revelando cada vez mais precária.
c) o conservadorismo de quem rejeita os suportes modernos de informação.
d) a preservação das informações, quaisquer que sejam seus suportes.
e) a fidedignidade das informações que circulam em suportes eletrônicos.

218 www.acasadoconcurseiro.com.br
TJ-RS – Português – Prof. Juliano Viegas

2. Atente para as seguintes afirmações:


I – No primeiro parágrafo, afirma-se que vem sendo processada a cópia eletrônica de livros
para preservar a massa de informações dos volumes que lotam nossas bibliotecas.
II – No segundo parágrafo, considera-se não apenas a efemeridade dos últimos suportes de
mídia, mas também aspectos éticos envolvidos na transmissão de informações on-line.
III – No terceiro parágrafo, o autor sugere que informações impressas em livro estão mais
seguras do que as que se vêem processando em suportes mais avançados.
Está correto o que se afirma em
a) III, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.

3. O autor nega que seja um conservador reacionário – negativa que pode ser justificada
atentando-se para o segmento
a) consulta a um velho e bom livro.
b) Gravei em disco rígido portátil.
c) mais para a difusão do que para a conservação das informações.
d) única forma de ler notícias sobre o passado.
e) os livros continuam em minha biblioteca.

4. É correto deduzir das afirmações do texto que


a) a confiabilidade de suportes simples pode superar a dos mais complexos.
b) a limitação da mídia eletrônica revela-se na transmissão de informações.
c) já houve tempo suficiente para se precisar a durabilidade do disco rígido.
d) a obsolescência de todos os suportes de informação tem a mesma causa.
e) os livros feitos de papel de trapo não resistem mais que cinco séculos.

Gabarito: 1. D 2. E 3. B 4. A

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Texto dois: FAURGS / TJ-RS 2016

1. Assinale a alternativa que apresenta uma ideia que pode ser depreendida do texto.
a) O pai da narradora costumava acordá-la, nos domingos, estocando-a com uma batuta.
b) O motivo principal da separação entre o pai da narradora e sua esposa foram seus gostos
musicais.
c) Nos domingos, o pai da narradora pegava caixas de som emprestadas para ouvir música
clássica.
d) Depois de separar-se da esposa, o pai da narradora começou a levar os filhos a óperas e
concertos nos fins de semana.
e) A partir das repetidas encenações do pai aos domingos, a narradora passou a gostar de
música clássica.

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TJ-RS – Português – Prof. Juliano Viegas

2. Considere as afirmações a seguir sobre o uso de expressões referenciais no texto.


I – O pronome ele (l. 02) faz referência ao pai da narradora do texto.
II – A expressão suas diferenças musicais (l. 12-13) faz referência às diferenças entre a música
clássica e a música de Roberto Carlos.
III – O pronome ele (l. 30) faz referência ao casal suspeito do filme "A Vida dos Outros".
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

TEXTO TRÊS: FAURGS / TJ-RS

Gabarito: 1. D 2. A

www.acasadoconcurseiro.com.br 221
1. Assinale a alternativa que apresenta ideia que se pode depreender da leitura do texto.
a) Antes do aumento de 227% na emissão per capita de gás carbônico, a China já apresentava
a maior taxa de emissão do gás do efeito estufa por habitante.
b) Apenas um quarto da população da China contribui para que o país seja responsável pela
maior emissão de gás carbônico do planeta.
c) Foi preciso mais de um estudo para constatar que cada chinês emite, em média, 7,2
toneladas de gás carbônico por ano.
d) Há duas décadas, a emissão per capita de gás carbônico na China era menor do que a da
Europa.
e) Atualmente, em números absolutos, a emissão de gás carbônico pela China é similar à
europeia.

2. Considere as seguintes propostas de reescrita da sentença que se inicia com Pressionadas (L.
31) e termina com usinas (L. 35).
I – As autoridades provinciais pressionadas pelo comando central do Partido Comunista para
conseguir desempenhos econômicos estratosféricos não têm muito escrúpulo ao aprovar
indústrias e usinas.
II – As autoridades provinciais, pressionadas pelo comando central do Partido Comunista para
conseguir desempenhos econômicos estratosféricos, não têm muito escrúpulo ao aprovar
indústrias e usinas.
III – As autoridades provinciais não têm muito escrúpulo ao aprovar indústrias e usinas
pressionadas pelo comando central do Partido Comunista para conseguir desempenhos
econômicos estratosféricos.
Quais têm sentido equivalente ao da sentença original?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

3. Considere as afirmações a seguir sobre o valor referencial de expressões utilizadas no texto.


I – A expressão do gás do efeito estufa (L. 08-09) faz referência ao gás carbônico.
II – A expressão no mesmo período (L. 11) faz referência ao início da década de 90.
III – A expressão dessa postura (L. 40) faz referência aos protestos feitos pela população chinesa
contra a criação de indústrias poluentes.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas I e III.

Gabarito: 1. D 2. B 3. A

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TJ-RS – Português – Prof. Juliano Viegas

TEXTO QUATRO: Caipiradas


A gente que vive na cidade procurou sempre adotar modos de ser, pensar e agir que lhe
pareciam os mais civilizados, os que permitem ver logo que uma pessoa está acostumada com
o que é prescrito de maneira tirânica pelas modas – moda na roupa, na etiqueta, na escolha dos
objetos, na comida, na dança, nos espetáculos, na gíria. A moda logo passa; por isso, a gente
da cidade deve e pode mudar, trocar de objetos e costumes, estar em dia. Como consequência,
se entra em contato com um grupo ou uma pessoa que não mudaram tanto assim; que usam
roupa como a de dez anos atrás e respondem a um cumprimento com certa fórmula desusada;
que não sabem qual é o cantor da moda nem o novo jeito de namorar; quando entra em
contato com gente assim, o citadino diz que ela é caipira, querendo dizer que é atrasada e
portanto meio ridícula.
Diz, ou dizia; porque hoje a mudança é tão rápida que o termo está saindo das expressões de
todo dia e serve mais para designar certas sobrevivências teimosas ou alteradas do passado:
músicas caipiras, festas caipiras, danças caipiras, por exemplo. Que, aliás, na maioria das vezes,
conhecemos não praticadas por caipiras, mas por gente que finge de caipira e usa a realidade
do seu mundo como um produto comercial pitoresco.
Nem podia ser de outro modo, porque o mundo em geral está mudando depressa demais,
e nada pode ficar parado. Hoje, creio que não se pode falar mais de criatividade cultural no
universo do caipira, porque ele quase acabou. O que há é impulso adquirido, resto, repetição –
ou paródia e imitação deformada, mais ou menos parecida. Há, registre-se, iniciativas culturais
com o fito de fixar o que sobra de autêntico no mundo caipira. É o caso do disco Caipira. Raízes
e frutos, do selo Eldorado, gravado em 1980, que será altamente apreciado por quantos se
interessem por essa cultura tão especial, e já quase extinta.
(Adaptado de Antonio Candido, Recortes)

1. No primeiro parágrafo,estabelece-se uma contraposição entre as expressões


a) “logo passa” e “estar em dia”, destacando parâmetros adotados pelos caipiras.
b) “de maneira tirânica” e “está acostumada”, enfatizando as críticas dos citadinos aos modos
caipiras.
c) “deve” e “pode mudar”, sublinhando os impulsos a que os caipiras têm que se render.
d) “é atrasada” e “meio ridícula”, acentuando a variabilidade que ocorre com as modas.
e) “mais civilizados” e “fórmula desusada”, identificando pontos de vista adotados pelos
citadinos.

2. Atente para as seguintes afirmações sobre o primeiro parágrafo:


I – Com a expressão “o que é prescrito de maneira tirânica”, o autor está qualificando modos de
ser, pensar e agir, com cuja imposição os citadinos estão acostumados.
II – A submissão dos citadinos aos valores da moda é a causa de uma alternância de valores que
reflete uma clara hesitação entre o que é velho e o que é novo.
III – No último e longo período, a sequência de pontos e vírgulas destaca uma enumeração de
traços que identificam um caipira aos olhos do citadino.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em:

www.acasadoconcurseiro.com.br 223
a) II e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I, II e III.
d) III, apenas.
e) I e III, apenas.

3. Atentando-se para o 2º parágrafo, é correto afirmar que o segmento


a) “Diz, ou dizia” sugere a velocidade com que um novo elemento da moda aprimora um
anterior.
b) “certas sobrevivências teimosas ou alteradas” designa a precária permanência de costumes
caipiras.
c) “o termo está saindo das expressões de todo dia” refere-se à moda que deixa de ser seguida.
d) “um produto comercial pitoresco” traduz a maneira pela qual o citadino reconhece a moda
que ele mesmo promove.
e) “a realidade do seu mundo” está-se referindo ao universo do citadino.

4. Ao afirmar que o universo do caipira (...) quase acabou, o autor emprega o termo quase em
função
a) de remanescerem repetições e paródias que aludem ao mundo caipira.
b) de as mudanças do nosso tempo ocorrerem em alta velocidade.
c) de iniciativas culturais que reavivam e fortalecem os costumes caipiras.
d) da fermentação cultural que se propaga criativamente nesse universo.
e) da autenticidade que o citadino ainda reconhece nos costumes caipiras.

Gabarito: 1. E 2. E 3. B 4. A

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Edital

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO: Conjuntos e Contagem: operações entre conjuntos,


relação de inclusão, princípio fundamental da contagem. Arranjos, combinações e permutações.
Aritmética e Álgebra: operações elementares e suas propriedades. Grandezas direta e
inversamente proporcionais: razão, proporção, escalas, divisão em partes proporcionais, regra
de três, porcentagem. Sequências lógicas. Sequências numéricas: progressões aritméticas e
geométricas. Variáveis: equações de 1º e 2º graus. Sistemas de equações de 1º e 2º graus:
resolução e interpretação geométrica. Funções: função linear, quadrática e seus gráficos.
Geometria: sistema métrico decimal, medida de ângulo, relações métricas e trigonométricas
no triângulo retângulo, semelhança de triângulos quaisquer, perímetro e área de triângulos e
quadriláteros, comprimento da circunferência e área do círculo.

BANCA: FAURGS
CARGO: Técnico Judiciário – Área Judiciária e Administrativa

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Módulo
Aula XX
1

CONJUNTOS NUMÉRICOS

Números Naturais (ℕ)

Definição: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℕ* = {1, 2, 3, 4,...} naturais não nulos.

Números Inteiros (ℤ)

Definição: ℤ = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0, 1, 2, 3, 4,...}

Subconjuntos
ℤ* = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não nulos.

ℤ + = {0, 1, 2, 3, 4,...} inteiros não negativos (naturais).

ℤ*+ = {1, 2, 3, 4,...} inteiros positivos.

ℤ- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1, 0} inteiros não positivos.

ℤ*- = {..., – 4, – 3, – 2, – 1} inteiros negativos.

O módulo de um número inteiro, ou valor absoluto, é a distância da origem a esse ponto


representado na reta numerada. Assim, módulo de – 4 é 4 e o módulo de 4 é também 4.

|– 4| = |4| = 4

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Números Racionais (ℚ)

Definição – É todo número que pode ser escrito na forma:


p
com p ∈ ℤ e q ∈ ℤ*.
q

Subconjuntos
ℚ* à racionais não nulos.
ℚ + à racionais não negativos.
ℚ*+ à racionais positivos.
ℚ- à racionais não positivos.
ℚ*- à racionais negativos.

Frações, Decimais e Fração Geratriz


Decimais exatos
2 1
= 0,4 = 0,25
5 4

Decimais periódicos
1 7
= 0,333... = 0,3 = 0,777... = 0,7
3 9

Transformação de dízima periódica em fração geratriz

1. Escrever tudo na ordem, sem vírgula e sem repetir.


2. Subtrair o que não se repete, na ordem e sem vírgula.
3. No denominador:
•• Para cada item “periódico”, colocar um algarismo “9”;
•• Para cada intruso, se houver, colocar um algarismo “0”.

Exemplos
07 − 0 7
a) 0,777... Seguindo os passos descritos: =
9 9
14 - 1 13
b) 1,444... Seguindo os passos descritos: =
9 9

872 www.acasadoconcurseiro.com.br
TJ-RS – Matemática e Raciocínio Lógico – Prof. Dudan

123 - 1
c) 1,232323... Seguindo os passos descritos: = 122/99
99
2134 - 21
d) 2,1343434... Seguindo os passos descritos: = 2113/990
990

Números Irracionais (𝕀)

Definição: Todo número cuja representação decimal não é periódica.

Exemplos:
0,212112111... 1,203040... 2 π

Números Reais (ℝ)

Definição: Conjunto formado pelos números racionais e pelos irracionais.


ℝ = ℚ ∪ 𝕀, sendo ℚ ∩ 𝕀 = Ø

Subconjuntos
ℝ* = {x ∈ R | × ≠ 0} à reais não nulos
R
ℝ + = {x ∈ R | × ≥ 0} à reais não negativos Q I

Z
ℝ*+ = {x ∈ R | × > 0} à reais positivos
N
ℝ- = {x ∈ R | × ≤ 0} à reais não positivos
ℝ*- = {x ∈ R | × < 0} à reais negativos

Números Complexos ( )

Definição: Todo número que pode ser escrito na forma a + bi, com a e b reais.

Exemplos:
3 + 2i – 3i – 2 + 7i 9
1,3 1,203040... 2 π

Resumindo:
Todo número é complexo.

www.acasadoconcurseiro.com.br 873
Teoria dos Conjuntos (Linguagem dos Conjuntos)
Conjunto é um conceito primitivo, isto é, sem definição, que indica agrupamento de objetos,
elementos, pessoas, etc. Para nomear os conjuntos, usualmente são utilizadas letras maiúsculas
do nosso alfabeto.

Representações:
Os conjuntos podem ser representados de três formas distintas:
I – Por enumeração (ou extensão): Nessa representação, o conjunto é apresentado pela citação
de seus elementos entre chaves e separados por vírgula. Assim, temos:
•• O conjunto “A” das vogais -> A = {a, e, i, o, u};
•• O conjunto “B” dos números naturais menores que 5 -> B = {0, 1, 2, 3, 4};
•• O conjunto “C” dos estados da região Sul do Brasil -> C = {RS, SC, PR}.
II – Por propriedade (ou compreensão): Nesta representação, o conjunto é apresentado por
uma lei de formação que caracteriza todos os seus elementos. Assim, o conjunto “A” das vogais
é dado por A = {x / x é vogal do alfabeto} -> (Lê-se: A é o conjunto dos elementos x, tal que x é
uma vogal).
Outros exemplos:
•• B = {x/x é número natural menor que 5}
•• C = {x/x é estado da região Sul do Brasil}
III – Por Diagrama de Venn: Nessa representação, o conjunto é apresentado por meio de uma
linha fechada de tal forma que todos os seus elementos estejam no seu interior. Assim, o
conjunto “A” das vogais é dado por:

a.
e.
A i.
o.
u.

Classificação dos Conjuntos


Vejamos a classificação de alguns conjuntos:
•• Conjunto Unitário: possui apenas um elemento. Exemplo: o conjunto formados pelos
números primos e pares.
•• Conjunto Vazio: não possui elementos, é representado por ∅ ou, mais raramente, por { }.
Exemplo: um conjunto formado por elemento par, primo e diferente de 2.

874 www.acasadoconcurseiro.com.br
TJ-RS – Matemática e Raciocínio Lógico – Prof. Dudan

•• Conjunto Universo (U): possui todos os elementos necessários para a realização de um


estudo (pesquisa, entrevista, etc.)
•• Conjunto Finito: um conjunto é finito quando seus elementos podem ser contados um a
um, do primeiro ao último, e o processo chega ao fim. Indica-se n (A) o número (quantidade)
de elementos do conjunto “A”.
Exemplo: A = {1, 4, 7, 10} é finito e n(A) = 4
•• Conjunto Infinito: um conjunto é infinito quando não é possível contar seus elementos do
primeiro ao último.

Relação de Pertinência

É uma relação que estabelecemos entre elemento e conjunto, em que fazemos uso dos
símbolos ∈ e ∉.
Exemplo:
Fazendo uso dos símbolos ∈ ou ∉, estabeleça a relação entre elemento e conjunto:

a) 10 ____ ℕ

b) – 4 ____ ℕ

c) 0,5 ____ 𝕀

d) – 12,3 ____ ℚ

e) 0,1212... ____ ℚ

f) 3 ____ 𝕀

g) -16 ____ ℝ

www.acasadoconcurseiro.com.br 875
Relação de Inclusão

É uma relação que estabelecemos entre dois conjuntos. Para essa relação, fazemos uso dos
símbolos ⊂, ⊄, ⊃ e ⊅.

Exemplos:
Fazendo uso dos símbolos de inclusão, estabeleça a relação entre os conjuntos:
ℕ _____ ℤ
ℚ _____ ℕ
ℝ _____ 𝕀
𝕀 _____ ℚ

Observações:
•• Dizemos que um conjunto “B” é um subconjunto ou parte do conjunto “A” se, e somente
se, B ⊂ A.
•• Dois conjuntos “A” e “B” são iguais se, e somente se, A ⊂ B e B ⊂ A.
•• Dados os conjuntos “A”, “B” e “C”, temos que: se A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C.
e
•• O total de subconjuntos é dado por 2 , onde "e" é o número de elementos do conjunto.
4
Exemplo: o conjunto A = {1,2,3,4} possui 16 subconjuntos, pois 2 = 16.

União, Intersecção e Diferença entre Conjuntos

União Intersecção Diferença entre conjuntos

AUB A∩B A � B B � A

A B A B A B A B

Junta tudo sem repetir O que há em comum O que é exclusivo

876 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplos:
Dados os conjuntos A = {1, 3, 5}, B = {2, 3, 5, 7} e C = {2, 5, 10}. Determine:
a) A ⋃ B
b) A ⋂ B
c) A – B
d) B – A
e) A ⋂ B ⋂ C
f) A ⋃ B ⋃ C

Faça você

1. Assinale V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) 0,333... ∈ Z ( ) 0 ∈ Q* ( ) – 3 ∈ Q+


( ) – 3,2 ∈ Z ( ) N c Q ( ) 0,3444... ∈ Q*
( ) 0,72 ∈ N ( ) 1,999... ∈ N ( ) 62 ∈ Q
3
( ) Q c Z ( ) N c Z ( ) 8 ∈Q

2. Entre os conjuntos abaixo, o único formado apenas por números racionais é:


a) { π , 4 , – 3}

⎧⎪ 1 3 ⎫⎪
b) ⎨ ,−1,777...,− ⎬
4 6⎪
⎩⎪ ⎭
c) {− 2,π, −3}3

d) {1, 2, 3}
3

e) { 4, 6 , 9}

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3. Observe os seguintes números.

I – 7,32333435...
π
II –
5
III – 1,121212...
IV – 1,323334
V – −4
Assinale a alternativa que identifica os números irracionais.
a) I e II
b) I e IV
c) II e III
d) II e V

33
4. Se a = 5 , b = , e c = 1,323232..., a afirmativa verdadeira é:
25
a) a<c<b
b) a<b<c
c) c<a<b
d) b<a<c
e) b<c<a

5. Numa sala há n pessoas. Sabendo que 75 pessoas dessa sala gostam de matemática, 52 gostam
de física, 30 pessoas gostam de ambas as matérias e 13 pessoas não gostam de nenhuma
dessas matérias. É correto afirmar que n vale:
a) 170
b) 160
c) 140
d) 100
e) 110

878 www.acasadoconcurseiro.com.br
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6. Um cursinho tem 700 alunos matriculados. Sabe-se que 350 leem o jornal Zero Hora, 230 leem
o jornal Correio do Povo e 250 não leem jornal algum. Quantos alunos leem os dois jornais?
a) 130
b) 220
c) 100
d) 120
e) 230

7. Numa escola há n alunos. Sabe-se que 56 alunos leem o jornal A, 21 leem os jornais A e B, 106
leem apenas um dos dois jornais e 66 não leem o jornal B. O valor de n é.
a) 249
b) 137
c) 158
d) 127
e) 183

8. Uma pesquisa encomendada sobre a preferência entre rádios numa determinada cidade
obteve o seguinte resultado:
•• 50 pessoas ouvem a rádio Riograndense.
•• 27 pessoas escutam tanto a rádio Riograndense quanto a rádio Gauchesca.
•• 100 pessoas ouvem apenas uma dessas rádios.
•• 43 pessoas não escutam a rádio Gauchesca.
O número de pessoas entrevistadas foi:
a) 117
b) 127
c) 147
d) 177
e) 197

www.acasadoconcurseiro.com.br 879
9. Uma pesquisa sobre inscrições em cursos de esportes tinha as seguintes opções: A (Natação), B
(Alongamento) e C (Voleibol). E assim foi montada a seguinte tabela:

Cursos Alunos
Apenas A 9
Apenas B 20
Apenas C 10
AeB 13
AeC 8
BeC 18
A, B e C 3

Analise as afirmativas seguintes com base nos dados apresentados na tabela.


1. 33 pessoas se inscreveram em pelo menos dois cursos.
2. 52 pessoas não se inscreveram no curso A.
3. 48 pessoas se inscreveram no curso B.
4. O total de inscritos nos cursos foi de 88 pessoas.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
a) 1e2
b) 1e3
c) 3e4
d) 1, 2 e 3
e) 2, 3 e 4

10. Um grupo de 82 pessoas foi a um restaurante. Sabe-se que: 46 comeram carne, 41 comeram
peixe e 17 comeram outros pratos que não carne ou peixe. O número de pessoas que comeram
carne e peixe é:
a) 21
b) 22
c) 23
d) 24
e) 25

Gabarito: 1. * 2. B 3. A 4. E 5. E 6. A 7. C 8. C 9. B 10. B

880 www.acasadoconcurseiro.com.br
Questões

1. (30234) Observando-se, durante certo pe- 2. (103507) Considere P como o resultado da


ríodo, o trabalho de 24 desenhistas do multiplicação de sete números naturais.
Tribunal de Justiça, verificou-se que 16 Para que P seja impar, é suficiente e neces-
executaram desenhos arquitetônicos, 15 sário que a quantidade de números ímpa-
prepararam croquis e 3 realizaram outras res, entre os números utilizados na multipli-
atividades. O número de desenhistas que cação, seja igual a
executaram desenho arquitetônico e prepa-
raram croquis, nesse período, é de: a) 1
b) 2
a) 10 c) 3
b) 11 d) 5
c) 12 e) 7
d) 13
e) 14

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para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=9020638

Gabarito: 1. (30234) A 2. (103507) E 

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Módulo
Aula XX
2

OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

Observe que cada operação tem nomes especiais:


•• Adição: 3 + 4 = 7, em que os números 3 e 4 são as parcelas e o número 7 é a soma ou total.
•• Subtração: 8 – 5 = 3, em que o número 8 é o minuendo, o número 5 é o subtraendo e o
número 3 é a diferença.
•• Multiplicação: 6 × 5 = 30, em que os números 6 e 5 são os fatores e o número 30 é o produto.
•• Divisão: 10 ÷ 5 = 2, em que 10 é o dividendo, 5 é o divisor e 2 é o quociente, neste caso o
resto da divisão é ZERO.

Adição e Subtração

Regra de sinais
•• A soma de dois números positivos é um número positivo.
(+ 3) + (+ 4) = + 7, na prática eliminamos os parênteses. + 3 + 4 = + 7

•• A soma de dois números negativos é um número negativo.


(– 3) + (– 4) = – 7, na prática eliminamos os parênteses. – 3 – 4 = – 7

•• Se adicionarmos dois números de sinais diferentes, subtraímos seus valores absolutos e


damos o sinal do número que tiver o maior valor absoluto.
(– 4) + (+ 5) = + 1, na prática eliminamos os parênteses. – 4 + 5 = 1 assim, 6 – 8 = – 2.

•• Se subtrairmos dois números inteiros, adicionamos ao 1º o oposto do 2º número.


(+ 5) – (+ 2) = (+ 5) + (– 2) = + 3, na prática eliminamos os parênteses escrevendo o oposto
do segundo número, então: + 5 – 2 = + 3 (o oposto de + 2 é – 2)
(– 9) – (- 3) = – 9 + 3 = – 6
(– 8) – (+ 5) = – 8 – 5 = – 13

DICA: Na adição e subtração, um número de sinal positivo representa “o que eu tenho


de dinheiro” e um número de sinal negativo, “o que eu devo à alguém”, assim, basta
imaginar que você está acertando as contas.

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Faça você

1. Calcule:
a) – 5 + 3 = b) + 73 – 41 =

c) – 24 – 13 = d) – 5 + (– 12) =

e) + 51 – 4 = f) + 17 + (–14) =

g) – 9 – (– 25) = h) + 72 – (–12) =
i) + 19 – 25 = j) – 80 + 41 + 57 =
k) – 2 – 22 – 21 = l) – 6 – (+ 31) + 50 =

2. Calcule:

a) 1234 b) 752 c) 425 d) 1321


+ 463 + 271 – 328 + 412

e) 632 f) 921 g) 2358 h) 32,54


+ 346 – 708 + 426 + 85,89

i) 233,2 j) 5,174 k) 23,42 l) 237,85


– 143,1 – 6,719 + 34,67 – 156,38

m) 17,43 n) 275,74 o) 157,32 p) 329,75


– 29,38 – 131,12 – 38,43 + 158,37

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Multiplicação e Divisão

Regra de sinais
•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais positivos, o resultado é um
número positivo.
Exemplos: a) (+ 3) × (+ 8) = + 24
b) (+12) ÷ (+ 2) = + 6

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais negativos, o resultado é um


número positivo.
Exemplos: a) (– 6) × (– 5) = + 30
b) (– 9) ÷ (– 3) = + 3

•• Ao multiplicarmos ou dividirmos dois números de sinais diferentes, o resultado é um


número negativo.
Exemplos: a) (– 4) × (+ 3) = – 12
b) (+ 16) ÷ (– 8) = – 2

DICA: Na multiplicação/divisão, quando os dois sinais forem iguais, o resultado é ( + ) e,


quando forem diferentes, o resultado é ( – ).

3. Calcule os produtos e os quocientes:


a) (– 5) × (– 4) = b) 24 ÷ (– 2) =

c) – 5 × 8 = d) (– 14) ÷ (–14) =

e) 32 ÷ (– 16) = f) – 14 × (– 4) =

g) (+ 17) × (+ 2) = h) (– 64) ÷ (– 8) =

i) – 3 x (– 14) ÷ 7 = j) 24 ÷ (– 3) ÷ (+ 4) ÷ (– 2)=

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4. Efetue os cálculos a seguir:

a) 432 b) 317 c) 628 d) 23


x 76 x 32 x 13 x 17

e) 72,3 f) 17,32 g) 28,33


x 16,2 x 1,9 x 1,52

h) 4862 ÷ 36 i) 28,8 ÷ 4 j) 1 ÷ 2,5 k) 1,2 ÷ 0,24

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l) 65,3 ÷ 3,1 m) 481 ÷ 37 n) 800 ÷ 25 o) 926 ÷ 13

p) 6513 ÷ 13 q) 721 ÷ 7 r) 618 ÷ 50 s) 2546 ÷ 32

t) 3214 ÷ 25 u) 1223,5 ÷ 25 v) 3586,2 ÷ 32 x) 1256 ÷ 12,5

z) 402,21 ÷ 12

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Potenciação e Radiciação
•• No exemplo 72 = 49 temos que: 7 é a base, 2 é o expoente e 49 é a potência.
•• A potência é uma multiplicação de fatores iguais: 72 = 7 x 7 = 49
•• Todo número inteiro elevado a 1 é igual a ele mesmo:
Ex.: a) (– 4)1 = -4 b) (+ 5)1 = 5
•• Todo número inteiro elevado a zero é igual a 1.
0
Ex.: a) (– 8) = 1 b) (+ 2)0 = 1
•• No exemplo 3 8 = 2, temos que: 3 é o índice da raiz, 8 é o radicando, 2 é a raiz e o símbolo
é o radical.
2
Ex.: a) 5 = 25 b) 23 = 8 c) 34 = 81
d) 4 625 = 5 e) 64 = 8 f) 3 27 = 3

Regra de sinais
•• Expoente par com parênteses: a potência é sempre positiva.
Exemplos: a) (– 2)4 = 16, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) × (– 2) = + 16
b) (+ 2)² = 4, porque (+ 2) × (+ 2) = + 4
•• Expoente ímpar com parênteses: a potência terá o mesmo sinal da base.
Exemplos: a) (– 2)3 = – 8, porque (– 2) × (– 2) × (– 2) = – 8
5
b) (+ 2) = + 32, porque (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) × (+ 2) = + 32
•• Quando não tiver parênteses, conservamos o sinal da base independente do expoente.
Exemplos: a) – 2² = – 4
b) – 23 = – 8
c) + 3² = 9
3
d) + 5 = + 125

5. Calcule as potências:
a) 3² = b) (– 3)² =

c) – 3² = d) (+ 5)3 =

e) (– 6)² = f) – 43 =

g) (– 1)² = h) (+ 4)² =

i) (– 5)0 = j) – 7² =

k) (– 2,1)² = l) – 1,13 =

m) (–8)² = n) – 8² =

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Propriedades da Potenciação
•• Produto de potência de mesma base: Conserva-se a base e somam-se os expoentes.
Exemplos:
a) a3 x a4 x a2 = a3+4+2 = a9
b) (– 5)2 x (– 5) = (– 5)2+1 = (– 5)3 = – 125
-2 5 -2+1+5
c) 3 x 3 x 3 = 3 = 34 = 81

•• Divisão de potências de mesma base: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes.


Exemplos:
a) b5 ÷ b2 = b5-2 = b3
b) (– 2)6 ÷ (– 2)4 = (– 2)6-4 = (– 2)2 = + 4
15 5 15-5 10
c) (– 19) ÷ (– 19) = (– 19) = (– 19)

•• Potência de potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes.


Exemplos:
a) (a2)3 = a23 = a6
b) [(– 2)5]2 = (– 2)5.2 = (– 2)10 = 1024

•• Potência de um produto ou de um quociente: Multiplica-se o expoente de cada um dos


elementos da operação da multiplicação ou divisão pela potência indicada.
Exemplos:
2 4 3 2.3 4.3 6 12
a) [(– 5) x (+ 3) ] = (– 5) x (+ 3) = (– 5) x (+ 3)
b) [(– 2) ÷ (– 3) ] = (– 2) ÷ (– 3) = (– 2) ÷ (– 3)8
4 2 1.2 4.2 2

Expressões numéricas
Para resolver expressões numéricas é preciso obedecer à seguinte ordem:
1º resolvemos as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.
2º resolvemos as multiplicações e divisões na ordem em que aparecem.
3º resolvemos as adições e subtrações na ordem em que aparecem.

Caso contenha sinais de associação:


1º resolvemos os parênteses ( )
2º resolvemos os colchetes [ ]
3º resolvemos as chaves { }

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6. Calcule o valor das expressões numéricas:
a) 6² ÷ 3² + 10² ÷ 50 =

b) 20 + 23 × 10 – 4² ÷ 2 =

c) 3 + 4 16 – 15 + 49 =

d) 33 ÷ 27 × 20 =

e) 100 + 1000 + 10000 =

f) 5² – 5 × 15 + 50 × 53 =

7. Calcule o valor numérico das expressões a seguir, sendo a = 2, b = – 3 e c= – 4.


a) a²b + c b) a² + 3b² – c² =

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8. Elimine os sinais de associação e resolva as expressões numéricas a seguir:

2 2
a) 5 – {– 3 (2 – 5) + 3 – 5} . 2 =

b) {[(1 + 2 +3 +4 +5) . 3] – 8} =

3
c) {10² + (5 – 4) + 2²} ÷ 5 =

d) 2 × {40 – [15 – (3² – 4)]} =

9. Aplique seus conhecimentos e calcule o valor das expressões numéricas. Observe as operações
indicadas, a existência de sinais de associação e tenha cuidado com as potências.
a) (– 1 – 2 – 3 – 4 -5) ÷ (+ 15) =
b) (8 + 10 ÷ 2 – 12) ÷ (– 4 + 3) =
c) 103 – (– 10)² – 100 =
d) (– 1)8 + 60 – [15 + (– 40) ÷ (– 2)3] =
e) – 3 – {– 2 – [(– 35) ÷ 25 + 22]} =
f) 4 – {(– 2)2 × (– 3) – [– 11 + (– 3) × (– 4)] – (– 1)} =
g) 14 – [(– 1)3 × ( – 2)2 + ( – 35) ÷ (+ 5)] =
h) – 2 + {– 5 – [– 2 – (– 2)3 – 3 – (3 – 2)9 ] + 5} =
2 0
i) 64 – 2 – 2 – 2 =
j) – 15 + 10 ÷ (2 – 7) =

Gabarito: 6. a) 6 / b) 92 / c) 11 / d) 1 / e) 3 / f) 145 7. a) - 16 / b)15 8. a) - 9 / b) 37 / c) 21 / d) 60 8. a) - 1 / b) - 1 / c) 899 /


d) -18 / e) - 4 / f) 16 / g) 25 / h) - 4 / i) 1 / j) - 17

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Do Português para o Matematiquês
2 3 5 2 3 5 30 5
1. de de = x x = =
3 4 6 3 4 6 72 12
2. Um número = x

3. O dobro de um número = 2x
x
4. A metade de um número =
2
5. O quadrado de um número = x2
x2
6. A metade do quadrado de um número =
2
2
⎛ x⎞
7. O quadrado da metade de um número =
⎜⎝ 2 ⎟⎠
x
8. A terça parte de um número =
3
9. O cubo de um número = x³
3
⎛ x⎞
10. O cubo da terça parte de um número = ⎜ ⎟
⎝ 3⎠
x3
11. A terça parte do cubo de um número =
3
x
12. O triplo da metade de um número = 3.
2
1
13. A metade do triplo de um número = ⋅3x
2
x
14. A quinta parte de um número =
5
15. A raiz quadrada de um número = x

16. O oposto de um número = – x


1
17. O inverso de um número =
x
a
18. A razão entre a e b =
b
b
19. A razão entre b e a =
a
20. A diferença entre a e b = a – b

21. A diferença entre b e a = b – a


x3
22. A razão entre o cubo de um número e o quadrado desse número = 2 = x3−2 = x1 = x
x
23. Três números inteiros consecutivos = x, x + 1, x + 2

24. Três números pares consecutivos = x, x + 2. x + 4

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Módulo
Aula XX
3

FRAÇÕES

Definição

Fração é um modo de expressar uma quantidade a partir de uma razão de dois números
inteiros. A palavra vem do latim fractus e significa "partido", dividido ou "quebrado (do verbo
frangere: "quebrar").
Também é considerada parte de um inteiro, que foi dividido em partes exatamente iguais. As
frações são escritas na forma de números e na forma de desenhos. Observe alguns exemplos:

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Na fração, a parte de cima é chamada de numerador e indica quantas partes do inteiro foram
utilizadas.
A parte de baixo é chamada de denominador, que indica a quantidade máxima de partes em
que fora dividido o inteiro e nunca pode ser zero.

Ex.: Uma professora tem que dividir três folhas de papel de seda entre quatro alunos, como ela
pode fazer isso?
3
Se cada aluno ficar com (lê-se três quartos) da folha. Ou seja, você vai dividir cada folha em 4
4
partes e distribuir 3 para cada aluno.
56
Assim, por exemplo, a fração (lê-se cinquenta e seis oitavos) designa o quociente de 56 por
8
8. Ela é igual a 7, pois 7 × 8 = 56.

Relação entre frações decimais e os números decimais


•• Para transformar uma fração decimal em número decimal, escrevemos o numerador da
fração e o separamos com uma vírgula, deixando tantas casas decimais quanto forem os
zeros do denominador.
Exemplo: a) 48 = 4,8 b) 365 = 3,65 c) 98 = 0,098 d) 678 = 67,8
10 100 1.000 10

•• Para transformar um número decimal em uma fração decimal, colocamos no denominador


tantos zeros quantos forem os números depois da vírgula do número decimal.

Exemplo: a) 43,7 = 437 b) 96,45 = 9.645 c) 0,04 = 4 d) 4,876 = 4.876


10 100 100 1.000

Simplificação de frações

•• Para simplificar uma fração, divide-se o numerador e o denominador da fração por um


mesmo número.
Exemplo:
a) 6 ÷ 2 = 3
14 2 7
2
b) 40 ÷ 2 = 20 ÷ 2 = 10 ou 40 ÷ 4 = 10
12 2 6 3 12 4 3
•• Quando o numerador é divisível pelo denominador, efetua-se a divisão e se obtém um
número inteiro.

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Exemplo:

a) 100 = – 4
-25
b) 299 = 13
23
⇒ Simplifique as frações, aplicando a regra de sinais da divisão:

a) – 75 b) – 48 c) – 36 d) – 10
50 84 2 15

Comparação entre Frações


Se duas frações possuem denominadores iguais, a maior fração é a que possui maior numerador.
Por exemplo:
3 4
<
5 5

Para estabelecer comparação entre frações, é preciso que elas tenham o mesmo denominador.
Isso é obtido por meio do menor múltiplo comum.
Exemplo:
2 3
?
5 7

Na comparação entre frações com denominadores diferentes, devemos usar frações


equivalentes a elas e de mesmo denominador para, assim, compará-las.
O MMC entre 5 e 7 é 35, logo:

Assim temos que

2 3
<
5 7

Adição e Subtração
• Sendo os denominadores iguais, basta somar ou subtrair os numeradores e manter o
denominador.

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•• Se os denominadores forem diferentes, será necessário encontrar frações equivalentes
(proporcionais) que sejam escritas no mesmo denominador comum. Usaremos o m.m.c,
veja:
Exemplo:

O m.m.c. de 3 e 5 é 15. Em seguida divide-se o m.m.c pelo denominador original de cada fração
e multiplica-se o resultado pelo numerador, obtendo assim, uma fração equivalente.
Observe que com isso, temos:

Por fim efetuamos o cálculo:

Exemplo:

⇒ Calcule o valor das expressões e simplifique quando for possível:

a) −3 + 2 − 5 − 5
4 10 2 10

7 1
b) +2−
3 4
⎛ 1 1⎞ ⎛ 5 3⎞
c) ⎜ + ⎟ − ⎜ − ⎟
⎝ 3 2⎠ ⎝ 6 4⎠

d)
1
2
(
+ −0,3 )

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MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO
Para multiplicar frações, basta multiplicar os numeradores entre si e fazer o mesmo entre os
denominadores, independentemente de serem iguais ou não.
Exemplo:

Para dividir as frações, basta multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda fração.
Exemplo:

DICA
Dividir por um número é multiplicar pelo seu inverso!

⇒ Efetue e simplifique quando for possível:

1
−1−
4 ⎛ 2⎞ 1 ⎛ −3 ⎞ 2 ⎛ −3 ⎞
a) ÷ −
⎜ ⎟
7 ⎝ 5⎠
b)
⎜ ⎟
2⎝ 4 ⎠ 3
c) −4 ÷ ⎜
⎝ 8⎠
( )
⎟   d)
7
3 −1 ⎞


6 ⎜⎝ 3 ⎟⎠

POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES


Para elevarmos uma fração a determinada potência, basta aplicarmos a potência no numerador
e também no denominador, respeitando as regras dos sinais da potenciação.
Exemplo:

2 2
⎛ 2 ⎞ ⎛ 22 ⎞ 4 ⎛ 4 ⎞ ⎛ 42 ⎞ 16
= =
⎜⎝ 3 ⎟⎠ ⎜⎝ 32 ⎟⎠ 9 ⎜⎝ − 9 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 92 ⎟⎠ = + 81

3 2 2
⎛ 3 ⎞ ⎛ 33 ⎞ 27 ⎛ 12 ⎞ ⎛ 3 ⎞ ⎛ 32 ⎞ 9
⎜⎝ 5 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 53 ⎟⎠ = + 125 ⎜⎝ − 8 ⎟⎠ = ⎜⎝ − 2 ⎟⎠ = ⎜⎝ + 22 ⎟⎠ = 4

www.acasadoconcurseiro.com.br 897
•• Um número racional negativo não tem raiz de índice par no conjunto Q, se o índice for
ímpar pode ter raiz positiva ou negativa.
Exemplo: a) - 36 = ∉ Q
b) 4 -81 = ∉ Q
•• Já o índice ímpar admite raiz nagativa em Q.
Exemplo: a) 3 -64 = – 4, porque (- 4)3 = – 64
5
b) 5 -32 = – 2, porque (- 2) = -32

Caso seja necessário aplicar um radical numa fração, basta entender que: “a raiz da fração é a
fração das raízes.”

Exemplos:

Expoente negativo

Todo número diferente de zero elevado a um expoente negativo é igual ao inverso do mesmo
número com expoente positivo.
1 1
Exemplo: a) 7−2 = 2 = b) 4-3 = 1 = 1 c) �– 2 �-2 = �– 4 �2 = + 16
7 49 4³ 64 4 2 4

Faça você

1. Calcule o valor das expressões:

2
2 ⎛ 1 ⎞ ⎛ −2 ⎞ 3⎛ 1 1⎞
a) + b) +
⎜ ⎟ ⎜
3 ⎝ 3⎠ ⎝ 6 ⎠ ⎟ 7 ⎜⎝ 3 4 ⎟⎠

0
⎛ 1⎞
( )
9 − −2 + ⎜ ⎟
⎝ 2⎠
c)
( −2) + ( −3)
2

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2. João e Tomás partiram um bolo retangular. João comeu a metade da terça parte e Tomás comeu
a terça parte da metade. Quem comeu mais?
a) João, porque a metade é maior que a terça parte.
b) Tomás.
c) Não se pode decidir porque não se conhece o tamanho do bolo.
d) Os dois comeram a mesma quantidade de bolo.
e) Não se pode decidir porque o bolo não é redondo.

3. Dividir um número por 0,0125 equivale a multiplicá-lo por:


1
a)
125
1
b)
8
c) 8

d) 12,5

e) 80

4. O valor de 2 é:
(0,666...)
a) 0,333...
b) 1,333...
c) 3,333...
d) 3
e) 12

Gabarito: 1. a) 17/27 b) 1/2 c) 6  2. D 3. E 4. D

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Módulo
Aula XX
4

DIVISORES E MÚLTIPLOS

Os múltiplos e divisores de um número estão relacionados entre si da seguinte forma:


Se 15 é divisível por 3, então 3 é divisor de 15, assim, 15 é múltiplo de 3.
Se 8 é divisível por 2, então 2 é divisor de 8, assim, 8 é múltiplo de 2.
Se 20 é divisível por 5, então 5 é divisor de 20, assim, 20 é múltiplo de 5.

Múltiplos de um Número Natural


Denominamos múltiplo de um número o produto desse número por um número natural
qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos é encontrado na tradicional tabuada.

Múltiplos de 2 (tabuada da multiplicação do número 2)


2x0=0
2x1=2
2x2=4
2x3=6
2x4=8
2 x 5 = 10
2 x 6 = 12
2 x 7 = 14
2 x 8 = 16
2 x 9 = 18
2 x 10 = 20
E assim sucessivamente.

Múltiplos de 3 (tabuada da multiplicação do número 3)


3x0=0
3x1=3
3x2=6
3x3=9
3 x 4 = 12
3 x 5 = 15
3 x 6 = 18
3 x 7 = 21
3 x 8 = 24

www.acasadoconcurseiro.com.br 901
3 x 9 = 27
3 x 10 = 30
E assim sucessivamente.
Portanto, os múltiplo de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 18, 20, ...
E os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, ...

Divisores de um Número Natural

Um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0. Portanto,


12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 16, 24 e 48.
Observações importantes:
•• O menor divisor natural de um número é sempre o número 1.
•• O maior divisor de um número é o próprio número.
•• O zero não é divisor de nenhum número.
•• Os divisores de um número formam um conjunto finito.

Principais Critérios de Divisibilidade

Dentre as propriedades operatórias existentes na Matemática, podemos ressaltar a divisão,


que consiste em representar o número em partes menores e iguais.
Para que o processo da divisão ocorra normalmente, sem que o resultado seja um número
não inteiro, precisamos estabelecer situações envolvendo algumas regras de divisibilidade.
Lembrando que um número é considerado divisível por outro quando o resto da divisão entre
eles é igual a zero.

Regras de divisibilidade

Divisibilidade por 1
Todo número é divisível por 1.

Divisibilidade por 2
Um número natural é divisível por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou 4, ou 6, ou 8, ou seja,
quando ele é par.

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Exemplos: 5.040 é divisível por 2, pois termina em 0.


237 não é divisível por 2, pois não é um número par.

Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus algarismos for
divisível por 3.
Exemplo: 234 é divisível por 3, pois a soma de seus algarismos é igual a 2 + 3 + 4 = 9, e como 9 é
divisível por 3, então 234 é divisível por 3.

Divisibilidade por 4
Um número é divisível por 4 quando termina em 00 ou quando o número formado pelos dois
últimos algarismos da direita for divisível por 4.
Exemplos: 1.800 é divisível por 4, pois termina em 00.
4.116 é divisível por 4, pois 16 é divisível por 4.
1.324 é divisível por 4, pois 24 é divisível por 4.
3.850 não é divisível por 4, pois não termina em 00 e 50 não é divisível por 4.

Divisibilidade por 5
Um número natural é divisível por 5 quando ele termina em 0 ou 5.
Exemplos: 55 é divisível por 5, pois termina em 5.
90 é divisível por 5, pois termina em 0.
87 não é divisível por 5, pois não termina em 0 nem em 5.

Divisibilidade por 6
Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: 54 é divisível por 6, pois é par, logo divisível por 2 e a soma de seus algarismos é
múltiplo de 3, logo ele é divisível por 3 também.
90 é divisível por 6, pelo mesmos motivos..
87 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2.

Divisibilidade por 9
Será divisível por 9 todo número em que a soma de seus algarismos constitui um número
múltiplo de 9.
Exemplos: 81 : 9 = 9, pois 8 + 1 = 9
1107 : 9 = 123, pois 1 + 1 + 0 + 7 = 9
4788 : 9 = 532, pois 4 + 7 + 8 + 8 = 27

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Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 se termina com o algarismo 0 (zero).
Exemplos: 5420 é divisível por 10 pois termina em 0 (zero).
6342 não é divisível por 10 pois não termina em 0 (zero).

Divisibilidade por 15
Todo número divisível por 3 e 5 também é divisível por 15.
Exemplos: 1470 é divisível por 15, pois 1470:3 = 490 e 1470:5 = 294.
1800 é divisível por 15, pois 1800:3 = 600 e 1800:5 = 360.

Faça você

Teste a divisibilidade dos números abaixo por 2, 3, 4, 5, 6, 9 e 10.


a) 1278 b) 1450 c) 1202154

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Fatoração

Podemos escrever os números como produto (multiplicação) de números primos. Contudo,


qual a finalidade de fatorarmos esses números? Preciso realizar a fatoração separadamente ou
posso fazê-la simultaneamente, com dois ou mais números? Esses respostas virão adiante.
Um dos pontos importantes da fatoração, encontra-se no cálculo do M.D.C (Máximo Divisor
Comum) e do M.M.C (Mínimo Múltiplo Comum). Entretanto, devemos tomar cuidado quanto
à obtenção desses valores, pois utilizaremos o mesmo procedimento de fatoração, ou seja, a
mesma fatoração de dois ou mais números para calcular o valor do M.D.C e do M.M.C. Sendo
assim, devemos compreender e diferenciar o modo pelo qual se obtém cada um desses valores,
por meio da fatoração simultânea.
Vejamos um exemplo no qual foi feita a fatoração simultânea:

Note que na fatoração foram destacados os números que dividiram simultaneamente os


números 12 e 42. Isto é um passo importante para conseguirmos determinar o M.D.C. Se
fossemos listar os divisores de cada um dos números, teríamos a seguinte situação:
D(12)={1, 2,3,4,6,12}
D(42)={1, 2,3,6,7,21,42}
Note que o maior dos divisores comuns entre os números 12 e 42 é o número 6. Observando
a nossa fatoração simultânea, este valor 6 é obtido realizando a multiplicação dos divisores
comuns.
Por outro lado, o M.M.C será obtido de uma maneira diferente. Por se tratar dos múltiplos,
deveremos multiplicar todos os divisores da fatoração. Sendo assim, o M.M.C (12,14)=
2x2x3x7=84.
Portanto esse processo de fatoração é muito utilizado no cálculo do M.M.C e do M.D.C também,
mas cada um com seu respectivo procedimento. Cuidado para não se confundir.
Exemplos: Vamos fatorar, para o cálculo do M.M.C, os valores abaixo:

Logo, o produto desses fatores primos: 2.2.2.3.5 = 120 é o menor múltiplo comum entre os
valores apresentados.

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Agora se quiséssemos calcular o M.D.C, teríamos que fatorá-los sempre juntos, até não haver
mais divisor comum além do número 1.
Assim:

E com isso temos que o M.D.C dos valores dados é 3.


Exemplo: Fatore 20 e 30 para o cálculo do M.M.C

Assim, o produto desses fatores primos obtidos: 2.2.3.5 = 60 é o M.M.C de 20 e 30.


De fato, se observarmos a lista de múltiplos de 20 e 30 verificaremos que, dentre os comuns, o
menor deles é, de fato, o 60.
M (20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, 140, 160,...
M (30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150,...
Agora, se buscássemos o M.D.C teríamos que fatorar de forma diferente.

Com isso, o produto desses fatores primos, 2.5 = 10, obtidos pela fatoração conjunta, representa
o M.D.C.
De fato, se observarmos a lista de divisores de 20 e 30, verificaremos que, dentre os comuns, o
maior deles é, de fato, o 10.
D (20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20.
D (30) = 1, 2 ,3 ,5 ,6, 10, 15, 30.

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Mínimo Múltiplo Comum (M.M.C)


O mínimo múltiplo comum entre dois números é representado pelo menor valor comum
pertencente aos múltiplos dos números. Observe o M.M.C entre os números 20 e 30:
M(20) = 0, 20, 40, 60, 80, 100, 120, ... e M(30) = 0, 30, 60, 90, 120, 150, 180, ...
Logo, o M.M.C entre 20 e 30 é equivalente a 60.
Outra forma de determinar o M.M.C entre 20 e 30 é pela fatoração, em que devemos escolher
os fatores comuns de maior expoente e os termos não comuns.
Observe: 20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5 logo:
M.M.C (20; 30) = 2² x 3 x 5 = 60
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea dos números, multiplicando
os fatores obtidos. Observe:

20 30 2
10 15 2
5 15 3
5 5 5
1
M.M.C (20, 30) = 2 x 2 x 3 x 5 = 60

Dica: Apenas números naturais tem M.M.C

Um método rápido e fácil para se determinar o M.M.C de um conjunto de números naturais é


a FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que ao menos um deles possa
ser dividido pelo fator primo apresentado, até que não sobrem valores maiores que 1.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Mínimo Múltiplo Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar os números 6, 8 e 12 como exemplo.
Da fatoração destes três números temos:

6, 8, 12 2
3, 4, 6 2
3, 2, 3 2
3, 1, 3 3
1, 1, 1

O M.M.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.

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Logo: M.M.C (6 , 8 , 12) = 2.2.2.3 = 24

Qual é o M.M.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números temos:

Assim o M.M.C (15, 25, 40) = 2. 2 . 2 . 3 . 5 . 5 = 600

PROPRIEDADE DO M.M.C.
Todo múltiplo comum de dois ou mais números inteiros é múltiplo do m.m.c. destes números.
Exemplo: os múltiplos comuns positivos de 2 , 5 e 6 são exatamente os múltiplos positivos de
30 (m.m.c. (2 ,5 , 6) = 30), ou seja, são 30 , 60, 90,...
Como identificar questões que exigem o cálculo do M.M.C?
Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.M.C por ser um “múltiplo comum”, é um número sempre será maior ou igual ao maior dos
valores apresentados , logo sempre um valor além dos valores dados.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum, é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.
Exemplo:

1. Numa linha de produção, certo tipo de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias; na
máquina B; a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia 2 de dezembro foi feita
a manutenção nas três máquinas, após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
mesmo dia?
Temos que determinar o M.M.C entre os números 3, 4 e 6.

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Assim o M.M.C (3, 4, 6) = 2 * 2 * 3 = 12


Concluímos que após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto, dia 14 de
dezembro.

2. Um médico, ao prescrever uma receita, determina que três medicamentos sejam ingeridos pelo
paciente de acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 em 2 horas; remédio
B, de 3 em 3 horas; e remédio C, de 6 em 6 horas. Caso o paciente utilize os três remédios às 8
horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão dos mesmos?
Calcular o M.M.C dos números 2, 3 e 6.

M.M.C (2, 3, 6) = 2 * 3 = 6
O mínimo múltiplo comum dos números 2, 3, 6 é igual a 6.
De 6 em 6 horas os três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo horário será às 14
horas.

Máximo Divisor Comum (M.D.C)


O máximo divisor comum entre dois números é representado pelo maior valor comum
pertencente aos divisores dos números. Observe o M.D.C entre os números 20 e 30:
D (20) = 1, 2, 4, 5, 10, 20. e D (30) = 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30.
O maior divisor comum dos números 20 e 30 é 10.
Podemos também determinar o M.D.C entre dois números através da fatoração, em que
escolheremos os fatores comuns de menor expoente. Observe o M.D.C de 20 e 30 utilizando
esse método.
20 = 2 x 2 x 5 = 2² x 5 e 30 = 2 x 3 x 5 = 2 x 3 x 5
Logo M.D.C (20; 30) = 2 x 5 = 10
A terceira opção consiste em realizar a decomposição simultânea e conjunta dos números,
multiplicando os fatores obtidos. Observe:

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Logo o M.D.C (20 , 30) = 10
Um método rápido e fácil para se determinar o M.D.C de um conjunto de números naturais é a
FATORAÇÃO.
Nela iremos decompor simultaneamente os valores, de forma que todos eles devem
ser divididos, ao mesmo tempo, pelo fator primo apresentado, até que se esgotem as
possibilidades dessa divisão conjunta.
O produto dos fatores primos utilizados nesse processo é o Máximo Divisor Comum.
Para que possamos fazer uma comparação, vamos tomar novamente os números 6, 8 e 12
como exemplo.
Da fatoração conjunta desses três números, temos:

O M.D.C (6, 8, 12) será calculado pelo produto desses fatores primos usados na decomposição
dos valores dados.
Logo: M.M.C (6 , 8 , 12) = 2

Qual é o M.D.C (15, 25, 40)?


Fatorando os três números, temos:

Assim o M.M.C (15, 25, 40) = 5


Exemplo:

Qual é o M.D.C (15, 75, 105)?


Fatorando os três números, temos:

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M.D.C (15, 75, 105) = 3 . 5 = 15


Note que temos que dividir todos os valores apresentados, ao mesmo tempo, pelo fator primo.
Caso não seja possível seguir dividindo todos, ao mesmo tempo, dá-se por encerrado o cálculo
do M.D.C.

Propriedade Fundamental
Existe uma relação entre o M.M.C e o M.D.C de dois números naturais a e b.
•• m.m.c. (a,b) . m.d.c. (a,b) = a . b
Ou seja, o produto entre o m.m.c e m.d.c de dois números é igual ao produto entre os dois
números.
Exemplo
Se x é um numero natural em que m.m.c. (14, x) = 154 e m.d.c. (14, x) = 2, podemos dizer que
x vale.
a) 22
b) – 22
c) + 22 ou – 22
d) 27
e) – 27

Como identificar questões que exigem o cálculo do M.D.C?


Para não ficar em dúvida quanto à solicitação da questão, M.M.C ou M.D.C, basta entender que
o M.D.C por ser um “divisor comum”, é um número que sempre será menor ou igual ao menor
dos valores apresentados, logo sempre é um valor aquém dos valores dados, dando ideia de
corte, fração.
Já o M.M.C, por ser um “múltiplo comum”, é um número que sempre será maior ou igual ao
maior dos valores apresentados, logo sempre é um valor além dos valores dados, criando uma
ideia de “futuro”.
Apesar do nome Mínimo Múltiplo Comum é equivocado pensar que o “mínimo” indica um
número pequeno, talvez menor que os valores apresentados. Na verdade ele é o menor dos
múltiplos e quase sempre maior que todos esses valores de quem se busca o cálculo do M.M.C.

DICA: Quando se tratar de M.M.C a solução será um valor no mínimo igual ao maior
dos valores que você dispõe. Já quando se tratar de M.D.C a solução será um valor no
máximo igual ao menor dos valores que você dispõe.

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Faça você

3. Três ciclistas percorrem um circuito saindo todos ao mesmo tempo, do mesmo ponto, e com
o mesmo sentido. O primeiro faz o percurso em 40 s, o segundo em 36 s e o terceiro em 30
s. Com base nessas informações, depois de quanto tempo os três ciclistas se reencontrarão
novamente no ponto de partida, pela primeira vez, e quantas voltas terá dado o primeiro, o
segundo e o terceiro ciclista, respectivamente?
a) 5 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 13 voltas.
b) 6 minutos, 9 voltas, 10 voltas e 12 voltas.
c) 7 minutos, 10 voltas, 11 voltas e 12 voltas.
d) 8 minutos, 8 voltas, 9 voltas e 10 voltas.
e) 9 minutos, 9 voltas, 11 voltas e 12 voltas.

4. José possui um supermercado e pretende organizar de 100 a 150 detergentes, de três marcas
distintas, na prateleira de produtos de limpeza, agrupando-os de 12 em 12, de 15 em 15 ou de
20 em 20, mas sempre restando um. Quantos detergentes José tem em seu supermercado?
a) 60
b) 120
c) 121
d) 180
e) 181

5. Em uma árvore de natal, três luzes piscam com frequência diferentes. A primeira pisca a cada 4
segundos, a segunda a cada 6 segundos e a terceira a cada 10 segundos. Se num dado instante
as luzes piscam ao mesmo tempo, após quantos segundos voltarão, a piscar juntas?
a) 24
b) 40
c) 60
d) 80
e) 100

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6. Nas últimas eleições, três partidos políticos tiveram direito, por dia, a 90s, 108s e 144s de
tempo gratuito de propaganda na televisão, com diferentes números de aparições. O tempo
de cada aparição, para todos os partidos, foi sempre o mesmo e o maior possível. A soma do
número das aparições diárias dos partidos na TV foi de:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

7. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mesmo comprimento. Após realizar os cortes
necessários, verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes medidas: 156
centímetros e 234 centímetros. O gerente de produção ao ser informado das medidas, deu
a ordem para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e de maior comprimento
possível. Sendo assim, a quantidade de novos retalhos de tecido e a medida de cada um deles,
valem, respectivamente:
a) 3 e 78
b) 5 e 78
c) 6 e 65
d) 65 e 6
e) 78 e 5

8. Um escritório comprou os seguintes itens: 140 marcadores de texto, 120 corretivos e 148
blocos de rascunho e dividiu esse material em pacotinhos, cada um deles contendo um só
tipo de material, porém todos com o mesmo número de itens e na maior quantidade possível.
Sabendo-se que todos os itens foram utilizados, então o número total de pacotinhos feitos foi:
a) 74
b) 88
c) 96
d) 102
e) 112

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9. No alto da torre de uma emissora de televisão, duas luzes “piscam” com frequências diferentes.
A primeira “pisca” 15 vezes por minuto e a segunda “pisca” 10 vezes por minuto. Se num certo
instante, as luzes piscam simultaneamente, após quantos segundos elas voltarão a “piscar
simultaneamente”?
a) 12
b) 10
c) 20
d) 15
e) 30

10. Para a confecção de sacolas serão usados dois rolos de fio de nylon. Esses rolos, medindo 450
cm e 756 cm serão divididos em pedaços iguais e do maior tamanho possível. Sabendo que não
deve haver sobras, quantos pedaços serão obtidos?
a) 25
b) 42
c) 67
d) 35
e) 18

Gabarito: 3. B 4. C 5. C 6. D 7. B 8. D 9. A 10. C

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Módulo
Aula XX
5

RAZÃO E PROPORÇÃO
Razão
A palavra razão vem do latim ratio e significa a divisão ou o quociente entre dois números, A e
A
B, denotada por .
B
12
Exemplo: A razão entre 12 e 3 é 4, pois = 4.
3
Proporção
Já a palavra proporção vem do latim proportione e significa uma relação entre as partes de uma
grandeza, ou seja, é uma igualdade entre duas razões.

6 10
Exemplo: 6 = 10 , a proporção é proporcional a .
3 5 3 5

A C
Se numa proporção temos = , então os números A e D são denominados extremos
B D
enquanto os números B e C são os meios e vale a propriedade: o produto dos meios é igual ao
produto dos extremos, isto é:

A×D=C×B

x 12
Exemplo: Dada a proporção = , qual é o valor de x?
3 9
Dica
x 12
= logo 9.x=3.12 → 9x=36 e portanto x=4 DICA: Observe a ordem com
3 9
que os valores são enunciados
para interpretar corretamente a
questão.
Exemplo: Se A, B e C são proporcionais a 2, 3 e 5,
•• Exemplos: A razão entre a e b
é a/b e não b/a!!!
logo: A B C A sua idade e a do seu colega são
= =
2 3 5 proporcionais a 3 e 4,
sua idade 3
logo = .
idade do colega 4

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Faça você

2
1. A razão entre o preço de custo e o preço de venda de um produto é . Se for vendida a
R$ 42,00, qual é o preço de custo? 3

2. A idade do professor Zambeli está para a do professor Dudan assim como 8 está para 7. Se
apesar de todos os cabelos brancos o professor Zambeli tem apenas 40 anos, a idade do
professor Dudan é de:
a) 20 anos
b) 25 anos
c) 30 anos
d) 35 anos
e) 40 anos

3. A razão entre os números (x + 3) e 7 é igual à razão entre os números (x – 3) e 5. Nessas


condições, o valor de x é?

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Regra de Três Simples

Grandezas diretamente proporcionais


A definição de grandeza está associada a tudo aquilo que pode ser medido ou contado. Como
exemplo, citamos: comprimento, tempo, temperatura, massa, preço, idade, etc.
As grandezas diretamente proporcionais estão ligadas de modo que, à medida que uma
grandeza aumenta ou diminui, a outra altera de forma proporcional.
Grandezas diretamente proporcionais, explicando de uma forma mais informal, são grandezas
que crescem juntas e diminuem juntas. Podemos dizer também que nas grandezas diretamente
proporcionais uma delas varia na mesma razão da outra. Isto é, duas grandezas são diretamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a outra também dobra; triplicando uma delas, a
outra também triplica... E assim por diante.

Exemplo:
Um automóvel percorre 300 km com 25 litros de combustível. Caso o proprietário desse
automóvel queira percorrer 120 km, quantos litros de combustível serão gastos?

300 km 25 litros
120 km x litros
Dica
Quando a regra
300 25 3000 de três é direta,
= 300.x = 25.120 x=  à x = 10
120 x 300 multiplicamos em
X, regra do “CRUZ
CREDO”.

Exemplo:
Em uma gráfica, certa impressora imprime 100 folhas em 5 minutos. Quantos minutos ela
gastará para imprimir 1300 folhas?

100 folhas 5 minutos


1300 folhas x minutos

100 5 5 × 1300
= = 100.x = 5.1300 à x= = 65 minutos
1300 x 100

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Grandeza inversamente proporcional
Entendemos por grandezas inversamente proporcionais as situações em que ocorrem
operações inversas, isto é, se dobramos uma grandeza, a outra é reduzida à metade.

São grandezas que quando uma aumenta a outra


diminui e vice-versa. Percebemos que, variando Dica!!
uma delas, a outra varia na razão inversa da
primeira. Isto é, duas grandezas são inversamente
proporcionais quando, dobrando uma delas, a Dias
outra se reduz pela metade; triplicando uma inv
delas, a outra se reduz para a terça parte... E Op. H/d
assim por diante.

Exemplo:
12 operários constroem uma casa em 6 semanas. 8 operários, nas mesmas condições,
construiriam a mesma casa em quanto tempo?
12 op. 6 semanas
8 op. x semanas
Antes de começar a fazer, devemos pensar: se diminuiu o número de funcionários, será que
a velocidade da obra vai aumentar? É claro que não. E, se um lado diminui enquanto o outro
aumentou, é inversamente proporcional e, portanto, devemos multiplicar lado por lado (em
paralelo).

8.x = 12.6
8x = 72 Dica
72 Quando a regra de três é
x =  à x = 9
8 inversa, multiplicamos lado
por lado, regra da LALA.

Exemplo: A velocidade constante de um carro e o tempo que esse carro gasta para dar uma
volta completa em uma pista estão indicados na tabela a seguir:

Velocidade (km/h) 120 60 40


Tempo (min) 1 2 3

Observando a tabela, percebemos que se trata de uma grandeza inversamente proporcional,


pois, à medida que uma grandeza aumenta, a outra diminui.

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4. Se um avião, voando a 500 Km/h, faz o percurso entre duas cidades em 3h, quanto tempo
levará se viajar a 750 Km/h?
a) 1,5h
b) 2h
c) 2,25h
d) 2,5h
e) 2,75h

5. Em um navio com uma tripulação de 800 marinheiros há víveres para 45 dias. Quanto tempo
poderíamos alimentar os marinheiros com o triplo de víveres?
a) 130
b) 135
c) 140
d) 145
e) 150

6. Uma viagem foi feita em 12 dias percorrendo-se 150 km por dia. Quantos dias seriam
empregados para fazer a mesma viagem, percorrendo-se 200 km por dia?
a) 5
b) 6
c) 8
d) 9
e) 10

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Regra de Três Composta
A regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou
inversamente proporcionais. Para não vacilar, temos que montar um esquema com base na
análise das colunas completas em relação à coluna do “x”.
Vejamos os exemplos abaixo.
Exemplo:
Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160 m3 de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
3
necessários para descarregar 125 m ?
A regra é colocar em cada coluna as grandezas de mesma espécie e deixar o X na segunda linha.

+ –
Horas Caminhões Volume
8 20 160

5 x 125

Identificando as relações quanto à coluna que contém o X:


Se em 8 horas, 20 caminhões carregam a areia, em 5 horas, para carregar o mesmo volume,
serão MAIS caminhões. Então se coloca o sinal de + sobre a coluna Horas.
Se, 160 m³ são transportados por 20 caminhões, 125 m³ serão transportados por MENOS
caminhões. Sinal de – para essa coluna.
Assim, basta montar a equação com a seguinte orientação: ficam no numerador, acompanhando
o valor da coluna do x, o MAIOR valor da coluna com sinal de +, e da coluna com sinal de –, o
MENOR valor.
Assim:
20 × 125 × 8
= 25 Logo, serão necessários 25 caminhões.
160 × 5

Exemplo:
Numa fábrica de brinquedos, 8 homens montam 20 carrinhos em 5 dias. Quantos carrinhos
serão montados por 4 homens em 16 dias?
Solução: montando a tabela:

– +
Homens Carrinhos Dias
8 20 5
4 x 16

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Observe que, se 8 homens montam 20 carrinhos, então 4 homens montam MENOS carrinhos.
Sinal de – nessa coluna.

Se, em 5 dias montam-se 20 carrinhos, então em 16 dias se montam MAIS carrinhos. Sinal de +.
20 × 4 × 16
Montando a equação: x = = 32
8× 5
Logo, serão montados 32 carrinhos.

Dica
Não esqueça que um sinal indica quem fica no NUMERADOR da fração, ou seja, se
aparecer o sinal de + fica o maior valor da coluna, se aparecer o sinal de – fica o menor
valor da coluna.

7. Franco e Jade foram incumbidos de digitar os laudos de um texto. Sabe-se que ambos digitaram
suas partes com velocidades constantes e que a velocidade de Franco era 80% da de Jade.
Nessas condições, se Jade gastou 10 min para digitar 3 laudos, o tempo gasto por Franco para
digitar 24 laudos foi?
a) 1h e 15 min
b) 1h e 20 min
c) 1h e 30 min
d) 1h e 40 min
e) 2h

8. Num acampamento, 10 escoteiros consumiram 4 litros de água em 6 dias. Se fossem 7


escoteiros, em quantos dias consumiriam 3 litros de água?
a) 6,52
b) 6,50
c) 6,45
d) 6,42
e) 6,40

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9. Em uma campanha publicitária, foram encomendados, em uma gráfica, quarenta e oito mil
folhetos. O serviço foi realizado em seis dias, utilizando duas máquinas de mesmo rendimento,
oito horas por dia. Dado o sucesso da campanha, uma nova encomenda foi feita, sendo desta
vez de setenta e dois mil folhetos. Com uma das máquinas quebradas, a gráfica prontificou-se a
trabalhar doze horas por dia, entregando a encomenda em:
a) 7 dias
b) 8 dias
c) 10 dias
d) 12 dias
e) 15 dias

Propriedade das proporções


Imaginem uma receita de bolo.
1 receita:

A B

4 xícaras de farinha - 6 ovos - 240 ml de leite - 180 g de açúcar

½ receita:

C D

2 xícaras de farinha - 3 ovos - 120 ml de leite - 90 g de açúcar

2 receitas:

E F

8 xícaras de farinha - 12 ovos - 480 ml de leite - 360 g de açúcar

Então se houver,

G H

14 xícaras de farinha - x ovos - y ml de leite - z g de açúcar

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Teremos que calcular x, y e z por regra de três (Proporções).

A B A C
1. = ou =
C D B D
A+B C +D A+B B+D
2. = ou =
A C A B

Numa proporção, a soma dos dois primeiros termos está para o 2º (ou 1º) termo, assim como a
soma dos dois últimos está para o 4º (ou 3º).

Constante de proporcionalidade

Considere as informações na tabela:

A B
5 10 As colunas A e B não são iguais, mas são PROPORCIONAIS.
6 12
7 14 Então, podemos escrever: 5 ∝ 10
9 18 6 ∝ 12
13 26 9 ∝ 18
15 30

Assim, podemos afirmar que:


5k = 10
6k = 12


9k = 18
Onde a constante de proporcionalidade k é igual a dois.
Exemplo:
A idade do pai está para a idade do filho assim como 9 está para 4. Determine essas idades
sabendo que a diferença entre eles é de 35 anos.

P=9
F=4

P - F = 35

Como já vimos, as proporções ocorrem tanto “verticalmente” como “horizontalmente”. Então,


podemos dizer que:

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P está para 9 assim como F está para 4. Simbolicamente, P ∝ 9, F ∝ 4.
Usando a propriedade de que “toda proporção se transforma em uma igualdade quando
multiplicada por uma constante”, temos:
P = 9k e F = 4k
Logo, a expressão fica:
P – F = 35
9k – 4k = 35 Assim, P = 9 × 7= 63 e F = 4 × 7 = 28
5k = 35
K=7

Divisão proporcional
Podemos definir uma DIVISÃO PROPORCIONAL como uma forma de divisão na qual se
determinam valores que, divididos por quocientes previamente determinados, mantêm-se
uma razão constante (que não tem variação).
Exemplo:
Vamos imaginar que temos 120 bombons para distribuir em partes diretamente proporcionais
a 3, 4 e 5, entre 3 pessoas A, B e C, respectivamente:
Num total de 120 bombons, k representa a quantidade de bombons que cada um receberá.
Pessoa A – k k k = 3k
Pessoa B – k k k k = 4k
Pessoa C – k k k k k = 5k
Se A + B + C = 120 então 3k + 4k + 5k = 120
3k + 4k + 5k = 120 logo 12k = 120 e assim k = 10
Pessoa A receberá 3.10 = 30
Pessoa B receberá 4.10 = 40
Pessoa C receberá 5.10 = 50
Exemplo:
2 3 5
Dividir o número 810 em partes diretamente proporcionais a, e .
3 4 6
Primeiramente tiramos o mínimo múltiplo comum entre os denominadores 3, 4 e 6.
2 3 5 8 9 10
=
3 4 6 12 12 12
2 3 5
Depois de feito o denominador e encontrado frações equivalentes a , e com
3 4 6
denominador 12 trabalharemos apenas com os numeradores ignorando o denominador, pois
como ele é comum nas três frações, não precisamos trabalhar com ele mais.

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Podemos então dizer que: Por fim multiplicamos,


8K + 9K + 10K = 810 8.30 = 240
27K = 810 9.30 = 270
K = 30. 10.30 = 300
240, 270 e 300.
Exemplo:
3 5
Dividir o número 305 em partes inversamente proporcionais a , 5 e .
8 6
O que muda quando diz inversamente proporcional? Simplesmente invertemos as frações pelas
suas inversas.

3 8
 à 
8 3
1
5 à  Depois disto, usamos o mesmo método de cálculo.
5
5 6
 à 
6 5

8 1 6 40 3 18
=
3 5 5 15 15
5 15
Ignoramos o denominador e trabalhamos apenas com os numeradores.
40K + 3K + 18K = 305 logo 61K = 305 e assim K = 5
Por fim,
40 . 5 = 200
3 . 5 = 15
18 . 5 = 90
200, 15 e 90
Exemplo:
Dividir o número 118 em partes simultaneamente proporcionais a 2, 5, 9 e 6, 4 e 3.
Como a razão é direta, basta multiplicarmos suas proporcionalidades na ordem em que foram
apresentadas em ambas.
2 × 6 = 12
5 × 4 = 20
9 × 3 = 27 logo, 12K + 20K + 27K =
118 à 59K = 118 daí
K=2
Tendo então,
12 . 2 = 24
20 . 2 = 40 24, 40 e 54.
27 . 2 = 54

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Casos particulares
João, sozinho, faz um serviço em 10 dias. Paulo, sozinho, faz o mesmo serviço em 15 dias. Em
quanto tempo fariam juntos esse serviço?
Primeiramente, temos que padronizar o trabalho de cada um. Neste caso já esta padronizado,
pois ele fala no trabalho completo, o que poderia ser dito a metade do trabalho feito em um
certo tempo.
1
Se João faz o trabalho em 10 dias, isso significa que ele faz do trabalho por dia.
1 10
Na mesma lógica, Paulo faz do trabalho por dia.
15
1 1 3 2 5 1
Juntos o rendimento diário é de + = + = =
10 15 30 30 30 6
1
Se em um dia eles fazem do trabalho em 6 dias os dois juntos completam o trabalho.
6

Sempre que as capacidades forem diferentes, mas o serviço a ser feito for o mesmo,
1 1 1
seguimos a seguinte regra: + =
t1 t2 tT (tempo total)

x y
10. Se = e x + y = 154 determine x e y:
9 13

11. A idade do pai está para a idade do filho, assim como 7 está para 3. Se a diferença entre essas
idades é 32 anos, determine a idade de cada um.

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12. Os salários de dois funcionários do Tribunal são proporcionais às suas idades, que são 40 e
25 anos. Se os salários somados totalizam R$ 9100,00, qual é a diferença de salário destes
funcionários?

13. A diferença entre dois números é igual a 52. O maior deles está para 23, assim como o menor
está para 19. Quais números são esses?

14. Dividir o número 180 em partes diretamente proporcionais a 2,3 e 4.

2 3 5
15. Dividir o número 540 em partes diretamente proporcionais a , e .
3 4 6

16. Dividir o número 70 em partes inversamente proporcionais a 2 e 5.

1 1 1
17. Dividir o número 48 em partes inversamente proporcionais a , e .
3 5 8

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18. Dividir o número 148 em partes diretamente proporcionais a 2, 6 e 8 e inversamente
1 2
proporcionais a , e 0,4.
4 3

2
19. Dividir o número 670 em partes inversamente proporcionais simultaneamente a , 4, 0,3 e 6,
3 2 5
e .
2 3

20. Uma herança foi dividida entre 3 pessoas em partes diretamente proporcionais às suas idades,
que são 32, 38 e 45.
Se o mais novo recebeu R$ 9.600, quanto recebeu o mais velho?

21. Uma empresa dividiu os lucros entre seus sócios, proporcionais a 7 e 11. Se o 2º sócio recebeu
R$ 20 000 a mais que o 1º sócio, quanto recebeu cada um?

22. Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato de futebol amador irão receber um
prêmio de R$ 3.340,00 rateados em partes inversamente proporcionais ao número de faltas
cometidas em todo o campeonato. Os jogadores cometeram 5, 7 e 11 faltas. Qual é a premiação
referente a cada um deles respectivamente?

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23. Quatro amigos resolveram comprar um bolão da loteria. Cada um dos amigos deu a seguinte
quantia: Carlos: R$ 5,00 Roberto: R$ 4,00 Pedro: R$ 8,00 João: R$ 3,00.
Se ganharem o prêmio de R$ 500.000,00, quanto receberá cada amigo, considerando que a
divisão será proporcional à quantia que cada um investiu?

24. Certo mês o dono de uma empresa concedeu a dois de seus funcionários uma gratificação
no valor de R$ 500. Essa gratificação foi dividida entre eles em partes que eram diretamente
proporcionais aos respectivos números de horas de plantões que cumpriram no mês e, ao
mesmo tempo, inversamente proporcional à suas respectivas idades. Se um dos funcionários
tem 36 anos e cumpriu 24h de plantões e, outro, de 45 anos cumpriu 18h, coube ao mais jovem
receber:
a) R$ 302,50
b) R$ 310,00
c) R$ 312,50
d) R$ 325,00
e) R$ 342,50

25. Três sócios formam uma empresa. O sócio A entrou com R$ 2.000 e trabalha 8h/dia. O sócio B
entrou com R$ 3.000 e trabalha 6h/dia. O sócio C entrou com R$ 5.000 e trabalha 4h/dia. Se, na
divisão dos lucros o sócio B recebe R$ 90.000, quanto recebem os demais sócios?

26. Certa herança foi dividida de forma proporcional às idades dos herdeiros, que tinham 35, 32 e
23 anos. Se o mais velho recebeu R$ 525,00, quanto coube o mais novo?
a) R$ 230,00
b) R$ 245,00
c) R$ 325,00
d) R$ 345,00
e) R$ 350,00

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27. Uma torneira enche um tanque em 3h, sozinho. Outra torneira enche o mesmo tanque em 4h,
sozinho. Um ralo esvazia todo o tanque sozinho em 2h. Estando o tanque vazio, as 2 torneiras
abertas e o ralo aberto, em quanto tempo o tanque encherá?

28. Através de um contrato de trabalho, ficou acertado que 35 operários construiriam uma casa em
32 dias, trabalhando 8 horas diárias. Decorridos 8 dias, apesar de a obra estar transcorrendo
no ritmo previsto, novo contrato foi confirmado: trabalhando 10 horas por dia, 48 operários
terminariam a obra. O número de dias gasto, ao todo, nesta construção foi:
a) 14
b) 19
c) 22
d) 27
e) 50

29. Uma fazenda tem 30 cavalos e ração estocada para alimentá-los durante 2 meses. Se forem
vendidos 10 cavalos e a ração for reduzida à metade. Os cavalos restantes poderão ser
alimentados durante:
a) 3 meses
b) 4 meses
c) 45 dias
d) 2 meses
e) 30 dias

30. Uma ponte foi construída em 48 dias por 25 homens, trabalhando​-se 6 horas por dia. Se o
número de homens fosse aumentado em 20% e a carga horária de trabalho em 2 horas por dia,
esta ponte seria construída em:
a) 24 dias
b) 30 dias
c) 36 dias
d) 40 dias
e) 45 dias

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31. Usando um ferro elétrico 20 minutos por dia, durante 10 dias, o consumo de energia será de 5
kWh. O consumo do mesmo ferro elétrico se ele for usado 70 minutos por dia, durante 15 dias
sera de.
a) 25 kWh
b) 25,5 kWh
c) 26 kWh
d) 26,25 kWh
e) 26,5 kWh

32. Trabalhando oito horas por dia, durante 16 dias, Pedro recebeu R$ 2.000,00. Se trabalhar 6
horas por dia, durante quantos dias ele deverá trabalhar para receber R$ 3000,00?
a) 30 dias
b) 31 dias
c) 32 dias
d) 33 dias
e) 34 dias

33. Cinco trabalhadores de produtividade padrão e trabalhando individualmente, beneficiam


ao todo, 40 kg de castanha por dia de trabalho referente a 8 horas. Considerando que existe
uma encomenda de 1,5 toneladas de castanha para ser entregue em 15 dias úteis, quantos
trabalhadores de produtividade padrão devem ser utilizados para que se atinja a meta
pretendida, trabalhando dez horas por dia?
a) 10
b) 11
c) 12
d) 13
e) 14

34. Uma montadora de automóveis demora 20 dias trabalhando 8 horas por dia, para produzir 400
veículos. Quantos dias serão necessários para produzir 50 veículos, trabalhando 10 horas ao
dia?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Gabarito:  1. R$28,00 2. D 3. 18 4. B 5. B 6. D 7. D 8. D 9. D 10. x = 63 / y = 91 11. 56 e 24 
12. R$ 2100 13. 299 e 247 14. 40,60 e 80 15. 160,180 e 3 200 16. 50 e 20 17. 9,15 e 24 18. 32,36 e 80 19. 50,20 e 600 
20. R$ 13500 21. R$35000 e R$ 55000 22. R$ 1540, R$ 1100 e R$ 700 23. R$ 125000, R$10000,R$200000 e R$75000 
24. C 25. R$80000, R$ 90000 e R$100000 26. D 27. 12 h 28. C 29. C 30. B 31. D 32. C 33. A 34. B

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ESCALAS

Definição

As distâncias expressas nos mapas, plantas e maquetes são consideradas representativas, isto
é, indicam uma constante de proporcionalidade usada na transformação para a distância real.
Os dados expressos nos mapas são diretamente proporcionais às distâncias na realidade.
A escala é a razão entre as dimensões no desenho (ou planta, ou mapa) e as correspondentes
dimensões na realidade. Assim, podemos dizer o seguinte:

Distância no Mapa
Escala =
Distância Real

Usamos escala quando queremos representar um esboço gráfico de objetos, da planta de uma
casa ou de uma cidade, mapas, maquetes, etc.
Se num mapa a escala indicada é de 1 : 1000, isso quer dizer que cada medida no desenho
do mapa é 1000 vezes menor que a realidade, sendo assim: Cada 1 cm medido no mapa
representará no real ->1000 cm = 10 m
Se num projeto arquitetônico cada cm desenhado equivale a 120 cm ( 1,2 m ) de dimensão real,
afirmamos que esse modelo está na escala de 1 : 120, ou seja, tudo na realidade é 120 vezes
maior que no projeto arquitetônico.
Resumindo:
•• Se a razão for maior que 1 representa uma ampliação.
•• Se a razão for menor que 1 representa uma redução.
Para calcular escalas, é usada a proporcionalidade direta. Assim, tanto pode utilizar a
propriedade fundamental das proporções, como a regra de três simples.

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ATENÇÃO:
Na escala 1: 100 000 – “1 cm” representa a distância no mapa enquanto que o “100 000 cm”
representa a distância real. Isto significa que 1 cm no mapa corresponde a 100 000 cm na
realidade, ou seja 1 km.

Exemplos Resolvidos:

1. Sabendo, que no mapa, duas cidades estão separadas por um segmento de reta de 6 cm e que
a escala do mapa é de 1: 3000000, calcula a distância real.
DM = 6 cm
DR = ?
Escala = 1 : 3 000 000

Assim a distância real é de 180 km.

2. A distância real entre duas cidades é de 23 km. No mapa a distância, em linha reta, entre estas
duas cidades, é de 5 cm. Qual é a escala?
DM = 5 cm
DR= 23 km = 2 300 000 cm
Escala = ?

Escala 1: 460 000 ou 1 / 460 000 (1cm no mapa corresponde a 460000cm de distância na
realidade)

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Faça você

1. Um protótipo foi desenhado na escala 1:100. Qual será o comprimento desse protótipo se o
modelo em tamanho real tem um comprimento igual a 4,00 m?
a) 0,4 cm
b) 4 cm
c) 40 cm
d) 4 dm
e) 40 dm

2. Qual é escala da planta de um terreno no qual um comprimento de 48 metros foi representado


no papel por um segmento de 2,4 dm?
a) 1:2
b) 1:20
c) 1:200
d) 1:2000
e) 1:20000

3. Uma bandeira brasileira oficial tem o comprimento de 10 metros e a largura de 7 metros. Que
escala estaremos trabalhando ao desenharmos nossa bandeira com 8 cm de comprimento?
a) 1:25
b) 1:125
c) 1:250
d) 1:500
e) 1:1000

4. A distância entre duas cidades é de 150 km e está representada em um mapa por 10 cm.
Determine a escala desse mapa.
a) 1:150
b) 1:1500
c) 1:15000
d) 1:150000
e) 1:1500000

5. Qual o comprimento que devemos representar uma avenida de 42 hm de comprimento, ao


desenhar a planta de um bairro, na escala de 1 : 20.000?
a) 0,21 cm
b) 21 cm
c) 210 cm
d) 21 dm
e) 210 dm

Gabarito: 1. B 2. C 3. B 4. E 5. B

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Questões

1. (30237) Um determinado setor do Poder 4. (31148) No hospital, 35 pacientes represen-


Judiciário gasta R$ 3.600,00 com vale ali- tam um gasto de R$15.400,00 pelas refei-
mentação para 5 funcionários em 20 dias. ções de 22 dias. Qual o gasto representado
Mantido o mesmo valor unitário do vale ali- por 100 pacientes pelas refeições de 83 dias
mentação, o gasto do setor, em 150 dias e do hospital?
para 10 funcionários, será de:
a) R$ 36.520,00
a) R$ 7.200,00 b) R$ 48.000,00
b) R$ 27.000,00 c) R$ 56.000,00
c) R$ 36.000,00 d) R$ 126.000,00
d) R$ 54.000,00 e) R$ 166.000,00
e) R$ 57.600,00
5. (31154) Pedro, Alberto e Henrique possuem
2. (30240) Se a área do desenho de um retân- um bar no qual investiram R$ 18.00,00. Pe-
2
gulo na escala 1:200 é de 50 cm , então a dro entrou com R$ 4.000,00 Alberto com
real desse retângulo é de: R$ 6.000,00 e Henrique com R$ 8.000,00.
O lucro do bar é dividido em partes propor-
a) 1 m2 cionais ao investimento feito por cada um
b) 5 m2 deles. Se o lucro do mês de março foi de R$
c) 20 m2 3.600,00, quanto coube a Alberto?
d) 100 m2
e) 200 m2 a) R$ 800,00
b) R$ 1.000,00
3. (30243) No Tribunal de Justiça, constatou- c) R$ 1.200,00
-se a média semanal de ingresso de 20 d) R$ 1.400,00
processos na seção de Direito Criminal, 25 e) R$ 1.600,00
processos na seção de Direito Público e 35
processos na seção de Direito Privado. Em
um montante de 560 processos a serem dis-
tribuídos entre as seção desse tribunal e de
acordo com a média semanal constatada, as
estimativas de número de processos para
ingresso nas seções de Direito Criminal. Di-
reito Público e Direito Privado são de, res-
pectivamente,
a) 130, 175 e 255.
b) 140, 165 e 255.
c) 140, 175 e 245.
d) 150, 165 e 245.
e) 150, 175 e 235.

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6. (103504) No hospital de Cínicas de Porto 7. (103505) A sala de um ambulatório foi re-
Alegre (HCPA), um dos indicadores institu- presentada em um desenho na escala
cionais estratégicos relacionados à susten- 1:150. Considerando que essa sala possui
tabilidade é o “Consumo de Papel A4 por formato retangular e que as medidas do de-
funcionário”. senho são 4 cm e 10 cm, a área da sala, em
metros quadrados, é
Esse indicador é calculado pela razão
Q(folhas de papel A4)
, onde Q(folhas de papel A4) a) 40
Q(funcionários ativos)
b) 60
= quantidade de folhas de papel A4 con- c) 80
sumido por mês e Q(funcionários ativos) = d) 90
quantidade de funcionários ativos. e) 150

Considerado que em determinado mês de


2014, existiam 6.100 funcionários ativos e
Q(folhas de papel A4)
que Q(funcionários ativos) = 300, então, a quan-
tidade de folhas de papel A4 consumidas
nesse mês foi de:
a) 18.300 folhas
b) 183.000 folhas
c) 1.830.000 folhas
d) 18.300.000 folhas
e) 183.000.000 folhas

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=9020750

Gabarito: 1. (30237) D 2. (30240) E 3. (30243) C 4. (31148) E 5. (31154) C 6. (103504) C 7. (103505) D

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Módulo
Aula XX
6

PORCENTAGEM

DEFINIÇÃO: A percentagem ou porcentagem (do latim per centum, significando “por cento”,
“a cada centena”) é uma medida de razão com base 100 (cem). É um modo de expressar uma
proporção ou uma relação entre 2 (dois) valores (um é a parte e o outro é o inteiro) a partir de
uma fração cujo denominador é 100 (cem), ou seja, é dividir um número por 100 (cem).

Taxa Unitária
Quando pegamos uma taxa de juros e dividimos o seu valor por 100, encontramos a taxa
unitária.
A taxa unitária é importante para nos auxiliar a desenvolver todos os cálculos em matemática
financeira.
Pense na expressão 20% (vinte por cento), ou seja, essa taxa pode ser representada por uma
fração cujo numerador é igual a 20 e o denominador é igual a 100.

Como Fazer Agora é sua vez


10
10% = = 0,10
100 15%
20 20%
20% = = 0, 20
100 4,5%
5
5% = = 0, 05 254%
100
38 0%
38% = = 0,38
100 63%
1,5 24,5%
1,5% = = 0, 015
100
6%
230
230% = = 2,3
100

Dica:
A porcentagem vem
sempre associada a um
elemento, portanto,
sempre multiplicado a ele.

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Exemplos:

1. Calcule:

a) 20% de 450

b) 30% de 300

c) 40% de 400

d) 75% de 130

e) 215% de 120

f) 30% de 20% de 50

g) 20% de 30% de 50

Exemplo Resolvido
II. Um jogador de futebol, ao longo de um campeonato, cobrou 75 faltas, transformando em
gols 8% dessas faltas. Quantos gols de falta esse jogador fez?
8 600
8% de 75 = .75 = =6
100 100

Portanto, o jogador fez 6 gols de falta.

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Faça você

2. Calcule:
a)
b) (20%)²
c) (1%)³
2
3. A expressão (10%) é igual a:
a) 100%
b) 1%
c) 0,1%
d) 10%
e) 0,01%

4. Uma mercadoria que custava US$ 2.400 sofreu um aumento, passando a custar US$ 2.880. A
taxa de aumento foi de:
a) 30%
b) 50%
c) 10%
d) 20%
e) 15%

5. Em um exame vestibular, 30% dos candidatos eram da área de Humanas. Dentre esses
candidatos, 20% optaram pelo curso de Direito. Do total dos candidatos, qual a porcentagem
dos que optaram por Direito?
a) 50%
b) 20%
c) 10%
d) 6%
e) 5%

6. Uma certa mercadoria que custava R$ 10,50 sofreu um aumento, passando a custar R$ 11,34.
O percentual de aumento da mercadoria foi de:
a) 1,0%
b) 10,0%
c) 10,8%
d) 8,0%
e) 0,84%

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7. Se, em uma prova de matemática de 40 questões objetivas, um candidato ao concurso errar 12
questões, o percentual de acertos será:
a) 4,8%
b) 12%
c) 26%
d) 52%
e) 70%

8. Dentre os inscritos em um concurso público, 60% são homens e 40% são mulheres. Já têm
emprego 80% dos homens e 30% das mulheres. Qual é a porcentagem dos candidatos que já
têm emprego?
a) 60%
b) 40%
c) 30%
d) 24%
e) 12%

9. O preço de um bem de consumo é R$100,00. Um comerciante tem um lucro de 25% sobre o


preço de custo desse bem. O valor do preço de custo, em reais, é:
a) 25,00
b) 70,50
c) 75,00
d) 80,00
e) 125,00

10. Numa melancia de 10 kg, 95% dela é constituída de água. Após desidratar a fruta, de modo que
se eliminem 90% da água, pode-se afirmar que a massa restante da melancia será, em kg, igual
a:
a) 1,45
b) 1,80
c) 5
d) 9
e) 9,5

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11. Em uma sala onde estão 100 pessoas, sabe-se que 99% são homens. Quantos homens devem
sair para que a percentagem de homens na sala passe a ser 98%?
a) 1
b) 2
c) 10
d) 50
e) 60

Gabarito: 1. * 2. * 3. B 4. D 5. D 6. D 7. E 8. A 9. D 10. A 11. D

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Questões

1. (30242) Cada técnico judiciário de um de- 4. (103502) Segundo o Relatório de Gestão de


terminado setor do Tribunal de Justiça di- Exercício de 2014 do Hospital de Clínicas de
gitaliza 240 páginas de processos em uma Porto Alegre, “O Programa de Cirurgia Ro-
jornada diária de 8 horas de trabalho. Se bótica do HCPA apresentou significativo in-
a jornada de trabalho em digitalização de cremento de suas atividades em 2014.”
cada técnico for reduzida para 5 horas diá-
rias, a porcentagem mínima de novos servi- A tabela abaixo apresenta o número de ci-
dores, para manter o mesmo nível de pro- rurgias robóticas realizadas nas respectivas
dutividade do setor, é de: especialidades.

a) 20% Especialidade Quantidade


b) 30%
c) 40% Urologia 34
d) 50% Ginecologia 26
e) 60%
Cirurgia Geral 30
2. (31151) O salário de um servidor era, em Cirurgia Digestiva 20
setembro de 2009, R$ 4.000,00 e, em de- Coloproctologia 8
zembro de 2009, R$ 4.628,82. Sabe-se que
Fonte: Relatório de Gestão do Exercício de 2014 de HCPA
as taxas de reajuste aplicadas ao seu salário
em outubro e novembro foram, respectiva- Dentre as alternativas, em relação ao total
mente, de 5% e 3%. Qual foi a taxa de rea- de cirurgias robóticas realizadas, assinale a
juste relativa ao mês de dezembro? que apresenta o valor percentual mais pró-
ximo para o número de cirurgias na especia-
a) 7%
lidade Ginecologia.
b) 8%
c) 9% a) 22%
d) 10% b) 24%
e) 11% c) 25%
d) 26%
3. (103501) Um Produto farmacêutico foi ven- e) 28%
dido com 20% de desconto sobre seu pre-
ço original. Se o produto foi vendido por
R$ 90,00, seu preço original era de:
a) R$ 110,00
b) R$112,50
c) R$ 115,00
d) R$ 117,50
e) R$ 120,00

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Gabarito: 1. (30242) E 2. (31151) A 3. (103501) B 4. (103502) A

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Módulo
Aula XX
7

EQUAÇÕES DO 1º GRAU

A equação de 1º grau é a equação na forma ax + b = 0, onde a e b são números reais e x é a


variável (incógnita). O valor da incógnita x é − b
a

b
ax + b = 0 → x= −
a

Resolva as equações:
a) 10x – 2 = 0

b) – 7x + 18 = – x

c) x + 3 − x − 3 = 7
2 3

2x
d) +3= x
5

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Faça você

1 1
1. Gastei do dinheiro do meu salário e depois gastei do restante, ficando com R$ 120,00
3 4
apenas. Meu salário é de:
a) R$ 480,00
b) R$ 420,00
c) R$ 360,00
d) R$ 240,00
e) R$ 200,00

2. Duas empreiteiras farão conjuntamente a pavimentação de uma estrada, cada uma trabalhando
a partir de uma das extremidades. Se uma delas pavimentar 2 da estrada e a outra os 81 km
restantes, a extensão dessa estrada será de: 5

a) 125 km
b) 135 km
c) 142 km
d) 145 km
e) 160 km

3. O denominador de uma fração excede o numerador em 3 unidades. Adicionando-se 11


unidades ao denominador, a fração torna-se equivalente a 3 . A fração original é:
4
a) 54
57
30
b)
33
33
c)
36

d) 42
45

18
e)
21

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1
4. Uma pessoa gasta do dinheiro que tem e, em seguida, 2 do que lhe resta, ficando com
4 3
R$ 350,00. Quanto tinha inicialmente?
a) R$ 400,00
b) R$ 700,00
c) R$ 1400,00
d) R$ 2100,00
e) R$ 2800,00

1
5. Uma peça de tecido, após a lavagem, perdeu de seu comprimento e este ficou medindo 36
10
metros. Nessas condições, o comprimento, em m, da peça antes da lavagem era igual a:
a) 44
b) 42
c) 40
d) 38
e) 32

7
6. Do salário que recebe mensalmente, um operário gasta e guarda o restante, R$122,00, em
8
caderneta de poupança. O salário mensal desse operário, em reais, é:
a) R$ 868,00
b) R$ 976,00
c) R$ 1204,00
d) R$ 1412,00
e) R$ 1500,00

7. O valor de x que é solução da equação (x/3) – (1/4) = 2(x – 1) pertence ao intervalo:


a) ]0, 1]
b) ]1, 2]
c) ]2, 3]
d) ]3, 4]
e) ]4, 5]

Gabarito: 1. D 2. B 3. D 4. C 5. C 6. B 7. B

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Módulo
Aula XX
8

FUNÇÕES DE 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, a qualquer função f de IR em IR dada


por uma lei da forma:
onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.
f (x) = ax + b
Seu gráfico é sempre uma reta.
a → Coeficiente angular, Parâmetro angular, Inclinação ou Declividade.
b → Coeficiente linear, Parâmetro linear ou Termo Independente.
Atenção!
O coeficiente linear b é o ponto de intersecção do eixo y.
O coeficiente angular a não é o ponto de intersecção do eixo x.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x – 3, onde a = 5 e b = – 3
f(x) = – 2x – 7, onde a = – 2 e b = – 7
f(x) = – x, onde a = – 1 e b = 0
Exemplo:

1. Sendo f(x) = – 4x + 10, determine:


a) f(3)
b) f(0)
c) f(x) = 2
d) f(x) = 0

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•• Coeficiente angular a:
a > 0 a < 0
Reta CRESCENTE Reta DECRESCENTE

•• Coeficiente linear b:

2. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3/2 x
b) f(x) = – 3/2 x +2
c) f(x) = – 3x +2
d) f(x) = – 2x + 3
e) f(x) = – 2/3x

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3. Assinale as leis de formação das funções abaixo:

a) f(x) = – 3x + 2
b) f(x) = 2x – 3
c) f(x) = 2x – 1
d) f(x) = x – 2
e) f(x) = 2x – 2

4. Uma função polinomial f do 1º grau é tal que f(3) = 6 e f(4) = 8. Portanto, o valor de f(10) é:
a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

5. A função geradora do gráfico abaixo é do tipo y = mx + n

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Então, o valor de m³ + n é
a) 2
b) 3
c) 5
d) 8
e) 13

6. Considere a tabela a seguir, que apresenta dados sobre as funções g, h, k, m, f.


A função cujo gráfico está sobre uma mesma reta é
a) g
b) h
c) k
d) m
e) f

7. A tabela a seguir, obtida a partir de dados do Ministério do Meio Ambiente, mostra o cresci-
mento do número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
Se mantida, nos anos subseqUentes, a tendência linear de crescimento mostrada na tabela, o
número de espécies ameaçadas de extinção em 2011 será igual a:
a) 461
b) 498
c) 535
d) 572
e) n.d.a

8. Em fevereiro, o governo da Cidade do México, metrópole com uma das maiores frotas de
automóveis do mundo, passou a oferecer à população bicicletas como opção de transporte.
Por uma anuidade de 24 dólares, os usuários têm direito a 30 minutos de uso livre por dia.
O ciclista pode retirar em uma estação e devolver em qualquer outra e, se quiser estender a
pedalada, paga 3 dólares por hora extra. Revista Exame. 21 abr. 2010.
A expressão que relaciona o valor f pago pela utilização da bicicleta por um ano, quando se
utilizam x horas extras nesse período é
a) f(x) = 3x
b) f(x) = 24
c) f(x) = 27
d) f(x) = 3x + 24
e) f(x) = 24x + 3

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9. Em uma experiência realizada na aula de Biologia, um grupo de alunos mede o crescimento


de uma planta, em centímetros, todos os dias. Plotando os pontos (t,a), em que t corresponde
ao tempo em dias, e a corresponde à altura da planta em centímetros, os alunos obtiveram a
figura a seguir.
Se essa relação entre tempo e altura da planta for mantida, estima-se que, no 34º dia, a planta
tenha, aproximadamente,
a) 10 cm
b) 6 cm
c) 8 cm
d) 5 cm
e) 7 cm

10. O valor de um caminhão do tipo A novo é de R$ 90.000,00 e, com 4 anos de uso, é de


R$ 50.000,00. Supondo que o preço caia com o tempo, segundo uma função linear, o valor de
um caminhão do tipo A, com 2 anos de uso, em reais, é de
a) 40.000,00
b) 50.000,00
c) 60.000,00
d) 70.000,00
e) 80.000,00

Gabarito: 2. A 3. D 4. E 5. B 6. C 7. B 8. D 9. E 10. D

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Questões

1. (30247) Considere a figura abaixo.

Assinale a alternativa que apresenta uma


equação para a reta suporte do segmento
oblíquo dessa figura.
a) x + 4y – 8 = 0
b) 4y – x – 8 = 0
c) x + 2y – 8 = 0
d) x + 4y + 8 = 0
e) 4y – x + 8 = 0

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Gabarito: 1. (30247) A

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Módulo
Aula XX
9

EQUAÇÕES DO 2º GRAU

A equação de 2º grau é a equação na forma ax² + bx + c = 0, onde a, b e c são números reais e x


é a variável (incógnita). O valor da incógnita x é determinado pela fórmula de Bháskara.
Nas equações escritas na forma ax² + bx + c = 0 (forma normal ou forma reduzida de uma
equação do 2º grau na incógnita x), chamamos a, b e c de coeficientes.
•• “a” é sempre o coeficiente de x²;
•• “b” é sempre o coeficiente de x,
•• “c” é o coeficiente ou termo independente.
Assim:
•• x² – 5x + 6 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = – 5 e c = 6.
•• 6x² – x – 1 = 0 é um equação do 2º grau com a = 6, b = – 1 e c = – 1.
•• 7x² – x = 0 é um equação do 2º grau com a = 7, b = – 1 e c = 0.
•• x² – 36 = 0 é um equação do 2º grau com a = 1, b = 0 e c = – 36.
Complete o quadro conforme os exemplos:

Coeficientes
Equação
a b c
6x2 – 3x + 1=0

5
−3x2 − + 4x = 0
2

2x2 – 8 = 0
2
6x – 3x = 0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES COMPLETAS DE 2º GRAU

ax2 + bx + c = 0

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Como solucionar uma equação do 2º grau?
Para solucionar equações do 2º grau, utilizaremos a fórmula de Bháskara.

−b ± b2 − 4ac
x=
2a
Onde a, b e c são os coeficientes (números) encontrados na equação.
Exemplo:
Resolução a equação: 7x2 + 13x – 2 = 0
Temos a = 7, b = 13 e c = – 2 .
Substituindo na fórmula, temos:

Vale ressaltar que, de acordo com o discriminante, temos três casos a considerar:
•• 1º Caso: O discriminante é positivo , ∆ > 0, então a equação tem duas raízes reais diferentes.
•• 2º Caso: O discriminante é nulo , ∆ = 0, então a equação tem duas raízes reais e iguais.
•• 3º Caso: O discriminante é negativo, ∆ < 0 ,então não há raízes reais.

Atenção!
•• Raiz (ou zero da função) é(são) o(s) valor(es) da incógnita x que tornam verdadeira a
equação.

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Exemplos:
I – As raízes de x² – 6x + 8 = 0 são x1 = 2 e x2 = 4 pois (2)² – 6(2) +8 = 0 e (4)² – 6(4) +8 = 0

II – As raízes de x² + 6x + 9 = 0 são x1 = x2 = – 3 pois (– 3)² +6 (– 3) +9 =0

Faça você

1. Determine as raízes das equações:


a) x² – 2x – 15 = 0 b) –x² + 10x – 25 = 0 c) x² – 4x + 5 = 0

RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES INCOMPLETAS DE 2º GRAU


Na resolução das incompletas não é necessário resolver por Bháskara, basta usar os métodos
específicos:

Faça você

2. Encontre as raízes das equações abaixo:


a) x² – 4x = 0 b) – 3x² +9x = 0 c) x² – 36 = 0 d) 3x² = 0

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SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:
Soma = x1 + x2 = ____
–b

a

Produto = x1 . x2 = ___
c
a

Faça você

3. Determine a soma e o produto das raízes das equações:


a) x² – 7x – 9 = 0 b) – 4x² + 6x = 0 c) 3x² – 10 = 0

2
4. O número – 3 é a raíz da equação x – 7x – 2c = 0. Nessas condições, o valor do coeficiente c é:
a) 11
b) 12
c) 13
d) 14
e) 15

5. A maior raiz da equação – 2x² + 3x + 5 = 0 vale:


a) –1
b) 1
c) 2
d) 2,5
e) (3 + 19 )
4

960 www.acasadoconcurseiro.com.br
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6. O produto das raízes reais da equação 4x² – 14x + 6 = 0 é igual a:


3
a) −
2
1
b) −
2
1
c)
2
3
d)
2
e) 5
2

7. A diferença entre o quadrado de um número natural e o seu dobro é igual a 15. Qual é esse
número?
a) –5
b) –3
c) 1
d) 3
e) 5

8. O quadrado da minha idade menos a idade que eu tinha há 20 anos é igual a 2000. Assim,
minha idade atual é:
a) 41
b) 42
c) 43
d) 44
e) 45

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9. Se a soma das raízes da equação kx² + 3x – 4 = 0 é 10, podemos afirmar que o produto das
raízes é:
a) 40
3
40
b) −
3
c) 80
3
40
d) −
3
e) − 3
10

10. Considere as seguintes equações:


I. x² + 4 = 0
II. x² – 2 = 0
III. 0,3x = 0,1

Sobre as soluções dessas equações é verdade que:


a) II são números irracionais.
b) III é número irracional.
c) I e II são números reais.
d) I e III são números não reais.
e) II e III são números racionais.

Gabarito: 4. E 5. D 6. D 7. E 8. E 9. A 10. A

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Módulo
Aula 10
XX

FUNÇÃO DE 2º GRAU

Definição

Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR em IR


dada por uma lei da forma f(x) = ax² + bx + c, onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.

f(x)=ax2+bx+c
O gráfico de uma função polinomial do 2º grau é uma curva chamada parábola.
Exemplos de funções quadráticas:
f(x) = 3x² – 4x + 1, onde a = 3, b = – 4 e c = 1
f(x) = x² – 1, onde a = 1, b = 0 e c = – 1
f(x) = – x² + 8x, onde a = 1, b = 8 e c = 0
f(x) = – 4x², onde a = – 4, b = 0 e c = 0

→ Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que:


concavidade voltada para cima concavidade voltada para baixo

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→ Outra relação importante na função do 2º grau é o ponto onde a parábola corta o eixo y.
Verifica-se que o valor do coeficiente “c” na lei de formação da função corresponde ao valor do
eixo y onde a parábola o corta.

→ A análise do coeficiente "b" pode ser orientada pela analise de uma reta “imaginária” que
passa pelo “c” e pelo vértice. Assim:

Nos exemplos acima, se a reta “imaginária” for crescente, b > 0, caso contrário, b < 0, e no caso
em que o vértice e o “c” coincidem, teremos b = 0 e uma simetria em relação ao eixo Y.
Atenção!
A quantidade de raízes reais de uma função quadrática depende do valor obtido para o
radicando ∆ , chamado discriminante:
Se ∆ > 0, há duas raízes Se ∆ = 0, há duas raízes Se ∆ < 0, não há raiz real.
reais e distintas; reais e iguais;

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Exemplo:

1. Complete as lacunas:

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Zero ou Raiz da Função

Chamam-se zeros ou raízes da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0, os


números reais x tais que f(x) = 0.
Para determinar as raízes, aplica-se a chamada fórmula de Bhaskara:

x=
−b ± b2 − 4a.c
2a
,sendo =b2 − 4.a.c 
Exemplo:

2. Encontre as raízes de x² – 5x + 6.

SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

A soma e o produto das raízes da função quadrática são dados pelas fórmulas:

b
Soma = X1 + X2 = −
a

c
Produto = X1 . X2 =
a

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3. Determine a soma e o produto das raízes das funções abaixo.


a) f(x) = x² + 5x + 6 b) y = – x² – 4 c) f(x) = 6x² – 4x + 1

Vértice da Parábola

O vértice da parábola constitui um ponto importante do gráfico, pois indica o ponto de valor
máximo e o ponto de valor mínimo. De acordo com o valor do coeficiente a, os pontos serão
definidos. Observe:

Para determinar o ponto de máximo (quando a < 0) ou ponto de mínimo (quando a > 0):
V(XV,YV)

b Δ
XV = − YV = −
2a 4a
Atenção: Xv é o ponto médio das raízes reais.

4. Determine o vértice da parábola f(x) = 2x² – 8x + 5.

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Exemplo:

5. Considere a função f: ℜ → ℜ definida por


O valor de f(π) + f( 2 ) – f(1) é
a) π2+2 π -2
b) 2π + 2 2 – 2
c) π2 – 2
d) 2π + 1
e) 2 2 – π + 1

6. Baseado no gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c, com a, b, e c ∈! , pode-se afirmar que:


a) a > 0,  Δ < 0

b) a > 0,  Δ = 0

c) a > 0,  Δ > 0

d) a < 0,  Δ > 0

e) a < 0,  Δ = 0
2
7. A função f(x) = Ax + Bx + C, A ≠ 0 tem como gráfico a figura abaixo. Podemos então concluir
que:
2
a) A > 0, B < 4AC, C > 0
2
b) A > 0, B = 4AC, C > 0
2
c) A > 0, B > 4AC, C > 0
2
d) A < 0, B < 4AC, C < 0
2
e) A > 0, B < 4AC, C < 0

8. A expressão que define a função quadrática f(x), cujo gráfico está esboçado, é:
2
a) f(x) = –2x – 2x + 4
2
b) f(x) = x + 2x – 4
2
c) f(x) = x + x – 2
2
d) f(x) = 2x + 2x – 4
2
e) f(x) = 2x + 2x – 2

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9. A função que define o lucro de uma empresa é L(x) = – 2x² + 32x + 10, sendo x o número de
peças vendidas e L o lucro em milhares de reais. Determine:
a) Qual é o lucro na venda de 10 peças?

b) Quantas peças devem ser vendidas para obter o lucro máximo?

c) Qual é o lucro máximo?

10. O movimento de um projétil, lançado para cima verticalmente, é descrito pela equação
y= – 40x2 + 200x. Onde y é a altura, em metros, atingida pelo projétil x segundos após
o lançamento. A altura máxima atingida e o tempo que esse projétil permanece no ar
corresponde, respectivamente, a:
a) 6,25 m, 5s
b) 250 m, 0s
c) 250 m, 5s
d) 250 m, 200s
e) 10.000 m, 5s

Gabarito: 5. C 6. C 7. C 8. D 10. C

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Módulo
Aula 11
XX

SISTEMAS LINEARES

Todo sistema linear é classificado de acordo com o número de soluções apresentadas por ele.

Métodos de Resolução

Método da Adição
Definição: Consiste em somar as equações, que podem ser previamente multiplicadas por uma
constante, com o objetivo de eliminar uma das variáveis apresentadas.
Atividades: Esse método consiste em multiplicar as equações de maneira que se criem valores
"opostos" da mesma variável que será eliminada quando somarmos as equações.
Vale ressaltar que nem sempre é necessária tal multiplicação.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13
⎪⎧ x + 2y = 16
Assim, multiplicaremos a segunda equação por 2, logo: ⎨ assim criamos os
valores opostos 2y e – 2y. ⎧ x + 2y = 16 ⎪⎩ 6x − 2y = 26

Agora somaremos as 2 equações, logo: ⎨ 6x − 2y = 26
⎪ 7x + 0y = 42

42
Logo x = → x = 6 e, para achar o valor de y, basta trocar o valor de x obtido em qualquer uma
7
das equações dadas:
Assim se x + 2 y = 16, então 6 + 2y = 16 → 2y = 10 e portanto y = 10/2 → y = 5

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1. Resolva usando o método da adição:

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

Método da Substituição
Definição: Esse método consiste em isolar uma das variáveis numa equação e substituí-la na
outra.
Vale ressaltar que preferencialmente se deve isolar a variável que possuir “coeficiente” 1; assim
evitamos um trabalho com o M.M.C.

x + 2y = 16
Exemplo: �
3x – y = 13

Assim, isolando o “x” na primeira equação, temos: x = 16 – 2y e substituindo-o na segunda


35
equação: 3(16 – 2y) – y = 13 → 48 – 6y – y = 13 → – 7y = 13 – 48 → – 7y = – 35 logo x = − =5
7

Daí basta trocar o valor de x obtido na equação isolada:


Se x = 16 – 2y, logo x = 16 – 2 x 5 → x = 16 – 10 → x = 6

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2. Resolva usando o método da substituição.

3x + y = 9
a) �
2x + 3y = 13

3x – 2y = 7
b) �
x+y=–1

3. A diferença entre dois números positivos a e b é 5, e a razão entre eles é 5/3. O produto ab é:
a) 7,5
b) 8,333...
c) 12,5
d) 93
e) 93,75

4. Na garagem de um prédio, há carros e motos, num total de 13 veículos e 34 pneus. O número


de motos nesse estacionamento é:
a) 5.
b) 6.
c) 7.
d) 8.
e) 9.

5. Um aluno ganha 5 pontos por exercício que acerta e perde 3 pontos por exercício que erra. Ao
fim de 50 exercícios tinha 10 pontos. Quantos exercícios ele acertou?
a) 15
b) 20
c) 25
d) 30
e) 35

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6. Uma família foi num restaurante onde cada criança paga a metade do buffet e adulto paga
R$ 12,00. Se nessa família há 10 pessoas e a conta foi de R$ 108,00, o número de adultos é:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8
e) 10

7. O valor de dois carros de mesmo preço adicionado ao de uma moto é R$ 41.000,00. O valor de
duas motos iguais a primeira, adicionado ao de um carro de mesmo preço que os primeiros, é
de R$ 28.000,00. A diferença entre o valor do carro e o da moto é:
a) R$ 5.000,00
b) R$ 13.000,00
c) R$ 18.000,00
d) R$ 23.000,00
e) R$ 41.000,00

8. Uma pessoa comprou dois carros, pagando um total de 30 mil reais. Pouco tempo depois,
vendeu-os por 28 mil reais, ganhando 10% na venda de um deles e perdendo 10% na venda do
outro. Quantos milhares de reais custou cada carro?
a) 15,5 e 14,5
b) 10 e 20
c) 7,5 e 22,5
d) 6,5 e 23,5
e) 5 e 25

9. Para se deslocar de casa até o seu trabalho, um trabalhador percorre 550 km por mês. Para
isso, em alguns dias, ele utiliza um automóvel e, em outros, uma motocicleta. Considerando
que o custo do quilômetro rodado é de 21 centavos para o automóvel e de 7 centavos para a
motocicleta, calcule quantos quilômetros o trabalhador deve andar em cada um dos veículos,
para que o custo total mensal seja de R$ 70,00.
a) 300 km de carro e 250 km de motocicleta.
b) 350 km de carro e 200 km de motocicleta.
c) 330 km de carro e 220 km de motocicleta.
d) 250 km de carro e 300 km de motocicleta.
e) 225 km de carro e 325 km de motocicleta.

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10. Certo dia os professores Edgar e Zambeli estavam discutindo a relação e decidiram fazer uma
lista dos pagamentos das contas da casa onde moravam.
O professor Zambeli argumentava que havia pago exatamente R$ 1.000,00 em contas de
internet e gás.
As contas de gás todas tiveram o mesmo valor entre si, assim como as da internet.
Sabendo que o total de contas pagas de internet ou de gás foi de 40 e que o valor mensal destas
contas era de R$ 30,00 e R$ 20,00, respectivamente, podemos afirmar que o valor total das
contas de gás pagas pelo professor Zambeli foi de:
a) R$ 200,00
b) R$ 300,00
c) R$ 400,00
d) R$ 500,00
e) R$ 600,00

Gabarito: 1. * 2. * 3. E 4. E 5. B 6. D 7. B 8. E 9. E 10. C

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Questões

1. (30238) Se a soma de dois números é igual 3. (30246) Os funcionários de um setor do


a 10 e o seu produto é igual a 20, a soma de Tribunal de Justiça estão organizando uma
seus quadrados é igual a: festa de despedida para um colega que irá
se aposentar. Os valores recolhidos, por
a) 30 participante, são de R$ 50,00 para jovens
b) 40 ou adultos e de R$ 25,00 para crianças até
c) 50 12 anos de idade. Sendo R$ 5.250,00 o va-
d) 60 lor total arrecadado e 120 o número de par-
e) 80 ticipantes, então os números de jovens ou
adultos e de crianças que contribuíram para
2. (30241) Para a conversão de escalas de a festa são de, respectivamente,
E1 para E2 e vice-versa, utiliza-se a tabela
abaixo. a) 75 e 45.
b) 80 e 40.
E1 E2 c) 90 e 30.
d) 100 e 20.
0 7 e) 105 e 15.
100 32
4. (31147) Ricardo e Maria atendem, juntos, a
Então, os valores x e y que completam cor- 26 telefonemas. Se Ricardo atende a 2 tele-
retamente a tabela abaixo. fonemas a mais que Maria, quantos telefo-
nemas ela atende?
E1 E2 a) 10
b) 11
20 x
c) 12
y 22 d) 13
e) 14
São respectivamente,
a) 11 e 80.
b) 12 e 60.
c) 12 e 80.
d) 14 e 60.
e) 14 e 80.

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para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=9021933

Gabarito: 1. (30238) D 2. (30241) B 3. (30246) C 4. (31147) C

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Módulo
Aula 12
XX

PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Definição
Uma progressão aritmética (abreviadamente, P. A.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual à soma do termo anterior com uma constante r. O número r
é chamado de razão da progressão aritmética.
Alguns exemplos de progressões aritméticas:
• 1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma progressão aritmética em que a razão (a diferença entre os números
consecutivos) é igual a 3.
• – 2, – 4, – 6, – 8, – 10, ..., é uma P.A. em que r = – 2.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com r = 0.
Exemplo: (5, 9, 13, 17, 21, 25, 29, 33, 37, 41, 45, 49, ...)
r = a2 – a1 = 9 – 5 = 4 ou r = a3 – a2 = 13 – 9 = 4 ou r = a4 – a3 = 17 – 13 = 4
e, assim por diante.

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada subtraindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.A. pode ser classificada em crescente, decrescente ou constante dependendo de como
é a sua razão (R).

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Exemplos:

I – (5, 8, 11, 14, 17, 20, 23, 26, ...) → CRESCENTE pois r = + 3

II – (26, 18, 10, 2, – 6, – 14, – 22, ...) → DECRESCENTE pois r = – 8

III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → ESTACIONÁRIA OU CONSTANTE pois r = 0

TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo


Numa P.A. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo, o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1 + (n-1)r ou an = ap + (n-p)r

Atenção!
a20 = a1 + 19r ou a20 = a7 + 13r ou a20 = a14 + 6r

Exemplo Resolvido:
Sabendo que o 1º termo de uma P.A é igual a 2 e que a razão equivale a 5, determine o valor do
18º termo dessa sequência numérica.
a18 = 2 + (18 – 1) . 5
a18 = 2 + 17 . 5
a18 = 2 + 85 logo a18 = 87
O 18º termo da P.A em questão é igual a 87.

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Faça você

1. Dada a progressão aritmética (8, 11, 14, 17, ...), determine:


a) razão b) décimo termo c) a14 d) termo geral

2. A razão de uma P.A de 10 termos, em que o primeiro termo é 42 e o último é – 12 vale:


a) –5
b) –9
c) –6
d) –7
e) 0

3. Calcule a razão da P.A. em que o terceiro termo vale 16 e o décimo primeiro termo vale 40.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

TERMO GERAL ou MÉDIO


Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o termo central é a média aritmética
do termo antecessor e do sucessor, isto é,

Exemplo:
Na P.A (2, 4, 6, 8, 10,...) veremos que ou , etc.

Na P.A (1, 4, 7, 10, 13,...) veremos que ou , etc.

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Dica:
Sempre a cada três termos consecutivos de uma P.A, o termo central é a média
dos seus dois vizinhos, ou seja, a soma dos extremos é o dobro do termo central.
Além disso, a soma dos termos equidistantes dos extremos é constante.

Faça você

4. Determine a razão da P.A. (x + 2, 2x, 13).


a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

5. As idades das três filhas de Carlos estão em progressão aritmética. Colocando em ordem
crescente tem-se (1 + 3x, 4x + 2, 7x + 1). Calcule a idade da filha mais nova.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

6. Calcule o termo central da progressão (31, 33, 35,..., 79)


a) 53
b) 55
c) 57
d) 59
e) 61

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SOMA DOS “n” TERMOS


Sendo n o número de termos que se deseja somar, temos:

Dica:
Essa fórmula pode ser lembrada como a soma do primeiro e do último termos,
multiplicada pelo número de casais ( ).

Exemplo Resolvido:
Na sequência numérica ( – 1, 3, 7, 11, 15,...), determine a soma dos 20 primeiros termos.

1) Cálculo da razão da P.A


r = 3 – (–1) = 3 + 1 = 4 ou r = 7 – 3 = 4 ou r = 11 – 7 = 4

2) Determinando o 20º termo da P.A


a20 = –1 + (20 – 1) * 4
a20 = – 1 + 19 * 4
a20 = – 1 + 76
a20 = 75
2) Calculando a soma dos termos

s20 = 740
A soma dos 20 primeiros termos da PA ( – 1, 3, 7, 11, 15, ...) equivale a 740.
Observe que a soma do 1º termo com o último(20°) é 74, que multiplicada pelo número de
casais formados com 20 pessoas (10 casais), totalizará 740.

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Faça você

7. Calcule a soma dos vinte primeiros termos da sequência (15, 21, 27, 33, ...).
a) 1140
b) 1240
c) 1340
d) 1440
e) 1540

8. A soma dos 12 primeiros termos de uma P.A. é 180. Se o primeiro termo vale 8, calcule o último
termo dessa progressão.
a) 16
b) 18
c) 20
d) 22
e) 24

9. Devido à epidemia de gripe do último inverno, foram suspensos alguns concertos em lugares
fechados. Uma alternativa foi realizar espetáculos em lugares abertos, como parques ou praças.
Para uma apresentação, precisou-se compor uma plateia com oito filas, de tal forma que na
primeira fila houvesse 10 cadeiras; na segunda, 14 cadeiras; na terceira, 18 cadeiras; e assim
por diante. O total de cadeiras foi:
a) 384
b) 192
c) 168
d) 92
e) 80

10. Uma exposição de arte mostrava a seguinte sequência lógica formada por bolinhas de gude:

O primeiro quadro contém 5 bolas, o segundo contém 12 bolas, o terceiro contém 21 bolas, o
quarto contém 32 bolas ... . Cada quadro contém certa quantidade de bolas de gude e seguirá esse
padrão até chegar ao vigésimo quadro que tem n bolinhas. É correto afirmar que n vale:
a) 420
b) 440
c) 460
d) 480
e) 500

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PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Uma progressão geométrica (abreviadamente, P. G.) é uma sequência numérica em que cada
termo, a partir do segundo, é igual ao produto do termo anterior por uma constante q. O
número q é chamado de razão da progressão geométrica.
Alguns exemplos de progressões geométricas:
• 1, 2, 4, 8, 16, ..., é uma progressão geométrica em que a razão é igual a 2.
• – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ..., é uma P.G. em que q = 3.
• 6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.G. com q = 1.
• (3, 9, 27, 81, 243, ...) → é uma P.G. crescente de razão q = 3
1
• (90, 30, 10, 10/3, ...) → é uma P.G. decrescente de razão q =
3
Exemplo: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...)

a2 2 a 4 a 8
q= = = 2 ou q = 3 = = 2 ou q = 4 = = 2 e assim por diante.
a1 1 a2 2 a3 4

Dica:
Observe que a razão é constante e pode ser calculada dividindo um termo qualquer
pelo seu antecessor.

CLASSIFICAÇÃO
Uma P.G. pode ser classificada em crescente, decrescente, constante ou oscilante, dependendo
de como é a sua razão (q).
Exemplos:

I – (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, ...) → CRESCENTE pois a2 > a1 , a3 > a2 e assim por diante;
II – ( – 1, – 3, – 9, – 27, – 81, ...) → DECRESCENTE pois a2 < a1 , a3 < a2 e assim por diante;
III – (7, 7, 7, 7, 7, ...) → CONSTANTE pois q =1 e a2=a1 e assim por diante;
IV – (3, – 6, 12, – 24, 48, – 96, ...) → OSCILANTE pois há alternância dos sinais.

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TERMO GERAL ou enésimo termo ou último termo
Numa P.G. de n termos, chamamos de termo geral ou enésimo termo o último termo ou o
termo genérico dessa sequência.

an = a1.qn-1 ou an = ap.qn-p

Atenção!

a20 = a1q19 ou a20 = a7.q13 ou a20=a14q6 ou a20 = a18q2

Exemplo Resolvido
Em uma progressão geométrica, temos que o 1º termo equivale a 4 e a razão igual a 3.
Determine o 8º termo dessa PG.
a8 = 4 .37
a8 = 4 . 2187
a8 = 8748 Logo, o 8º termo da PG descrita é o número 8748.

Faça você

11. Dada a progressão geométrica (5, 10, 20, 40, ...), determine:
a) razão b) oitavo termo c) a10 d) termo geral

12. Calcule a razão da P.G. na qual o primeiro termo vale 2 é o quarto termo vale 54.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

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TERMO GERAL ou MÉDIO

Numa progressão geométrica, a partir do segundo termo, o termo central é a média geométrica
do termo antecessor e do sucessor, isto é an = an−1 .an+1
Exemplo Resolvido:
Na P.G (2,4,8,16,...) veremos que 4 = 2.8 ou 8 = 4.16 , etc.

Faça você

13. Na P.G. cujos três primeiros termos são x – 10, x e 3x, o valor positivo de x é:
a) 15
b) 10
c) 5
d) 20
e) 45

14. O primeiro termo de uma progressão geométrica em que a3 = 1 e a5 = 9 é:


a) 1
27
1
b)
9
c) 1
3
d) 1

e) 0

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SOMA DOS FINITOS TERMOS
Caso deseje-se a soma de uma quantidade exata de termos, usaremos:

Exemplo:
Considerando a PG (3, 9, 27, 81, ...), determine a soma dos seus 7 primeiros elementos.

Faça você

15. Calcule a soma dos oito primeiros termos da progressão (3, 6, 12, 24, ...)
a) 725
b) 735
c) 745
d) 755
e) 765

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SOMA DOS INFINITOS TERMOS


Para calcular a soma de uma quantidade infinita de termos de uma P.G usaremos:

Dica:
Essa fórmula é usada quando o texto confirma o desejo pela soma de uma quantidade
infinita de termos e também quando temos 0 < q < 1.

Faça você
⎛1 1 1 ⎞
16. A soma dos seis primeiros termos da PG ⎜ , , ,...⎟ é:
⎝ 3 6 12 ⎠
a) 12
33
15
b)
32
c) 21
33
d) 21
32
2
e)
3

(x) (x)
17. O valor de x na igualdade x + + +... = 12 , é igual a:
3 9
a) 8
b) 9
c) 10
d) 11
e) n.d.a.

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1 1 1
18. A soma da série infinita 1+ + + ... é:
5 25 125+
a) 6
5
b) 7
5
c) 5
4
d) 2
e) 7
4

19. Na 2ª feira, foram colocados 3 grãos de feijão num vidro vazio. Na 3ª feira, o vidro recebeu
9 grãos, na 4ª feira, 27 e assim por diante. No dia em que recebeu 2187 grãos, o vidro ficou
completamente cheio. Isso ocorreu:
a) num sábado
b) num domingo
c) numa 2ª feira
d) no 10º dia
e) no 30º dia

20. Considere que, em julho de 1986, foi constatado que era despejada uma certa quantidade de
litros de poluentes em um rio e que, a partir de então, essa quantidade dobrou a cada ano. Se
hoje a quantidade de poluentes despejados nesse rio é de 1 milhão de litros, há quantos anos
ela era de 500 mil litros?
a) Nada se pode concluir, já que não é dada a quantidade despejada em 1986.
b) Seis.
c) Quatro.
d) Dois.
e) Um.

Gabarito:  2. C 3. C 4. C 5. D 6. B 7. D 8. D 9. C 10. D 12. B 13. A 14. B 15. E 16. D 17. A 18. C 19. B 
20. E

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Questões

1. (30245) Os funcionários de um departa- 4. (103508) Considere a sequência de triângu-


mento do Tribunal de Justiça desejam com- los equiláteros de lado 1 e justapostos de
prar um forno de micro-ondas para uso co- acordo com as etapas da figura a seguir.
mum do setor. O aparelho custa R$ 218,70.
Para tanto, resolveram arrecadar dinheiro
por meio de uma brincadeira: todos os dias
úteis, o último funcionário a chegar ao se-
tor deve colocar na ”caixinha” o dobro da
quantia que lá está em dinheiro. Para ini-
ciar a brincadeira, o chefe do departamen-
to colocou R$ 0,10 na “caixinha”. Contabili-
zando somente os dias úteis, o primeiro dia
em que o forno de micro-ondas poderá ser Na sequência na etapa 1 temos 1 triângu-
comprado é o: lo equilátero de lado 1; na etapa 2 temos 4
triângulos equiláteros de lado 1; na etapa 3
a) 8º temos 9 triângulos equiláteros de lado 1 e
b) 12º assim, sucessivamente.
c) 15º
d) 30º Portanto, na etapa 17, o número de triângu-
e) 60º los equiláteros de lado 1 é:

2. (31150) Qual o vigésimo quinto termo da a) 169


sequência 2, 5, 8, 11, ...? b) 196
c) 225
a) 80. d) 289
b) 78. e) 324
c) 76.
d) 74.
e) 72.

3. (103506) A sequência de números a seguir


possui um padrão de construção.
1, 1, 2, 3. 5, 8, 13, N, 34, 55
Utilizando esse padrão, o valor de N é:
a) 20
b) 21
c) 24
d) 30
e) 31

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Gabarito: 1. (30245) A 2. (31150) D 3. (103506) B 4. (103508) D

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Módulo 13

ANÁLISE COMBINATÓRIA

Fatorial

Ao produto dos números naturais começando em n e decrescendo até 1 denominamos de


fatorial de n e representamos por n!.

n! = n.(n – 1).(n – 2).(n – 3)..... 3. 2. 1

Exemplo:
7! = 7.6.5.4.3.2.1 12! = 12.11.10.9.8.7.6.5.4.3.2.1

Faça você

1. Determine:
a) 5! = b) 6! = c) 4! + 2! =
d) 6! − 5! = e) 3!2! = f) 5! − 3!=

Atenção!
a) (x + 4)! = ( ). ( ). ( ). ( )!
Cuidado!
b) (x – 4)! = ( ). ( ). ( ). ( )!
c) 10! = ( ). ( ). ( )!              1! = 1 e 0! = 1

www.acasadoconcurseiro.com.br 993
Princípio da Contagem

Os primeiros passos da humanidade na matemática estavam ligados à necessidade de contagem


de objetos de um conjunto, enumerando seus elementos. Mas as situações se tornavam mais
complexas, ficando cada vez mais difícil fazer contagens a partir da enumeração dos elementos.
A análise combinatória possibilita a resolução de problemas de contagem, importante no
estudo das probabilidades e estatísticas.
Problema: Para eleição de uma comissão de ética, há quatro candidatos a presidente (Adolfo,
Márcio, Bernardo e Roberta) e três a vice-presidente (Luana, Diogo e Carlos).
Quais são os possíveis resultados para essa eleição?

PRESIDENTE VICE-PRESIDENTE RESULTADOS POSSÍVEIS PARA ELEIÇÃO

12
RESULTADOS
POSSÍVEIS
PARA ELEIÇÃO

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O esquema que foi montado recebe o nome de árvore das possibilidades, mas também
podemos fazer uso de tabela de dupla entrada:

VICE-PRESIDENTE

↓ PRESIDENTE L D C

A AL AD AC
M ML MD MC
B BL BD BC
R RL RD RC

Novamente podemos verificar que são 12 possibilidades de resultado para eleição.

PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO
Você sabe como determinar o número de possibilidades de ocorrência de um evento, sem
necessidade de descrever todas as possibilidades?
Vamos considerar a seguinte situação:
Edgar tem 2 calças (preta e azul) e 4 camisetas (marrom, verde, rosa e branca).
Quantas são as maneiras diferentes que ele poderá se vestir usando uma calça e uma camiseta?
Construindo a árvore de possibilidades:

CALÇAS CAMISETAS MANEIRAS DE EDGAR SE VESTIR

Edgar tem duas possibilidades de escolher uma calça para cada uma delas, são quatro as
possibilidades de escolher uma camiseta. Logo, o número de maneiras diferentes de Edgar se
vestir é 2.4 = 8.
Como o número de resultados foi obtido por meio de uma multiplicação, dizemos que foi
aplicado o PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO.
LOGO: Se um acontecimento ocorrer por várias etapas sucessivas e independentes, de tal modo
que:
•• p1 é o número de possibilidades da 1ª etapa;
•• p2 é o número de possibilidades da 2ª etapa;
.
.
.
•• pk é o número de possibilidades da k-ésima etapa;
Então o produto p1 . p2 ... pk é o número total de possibilidades de o acontecimento ocorrer.

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•• De maneira mais simples poderíamos dizer que: Se um evento é determinado por duas
escolhas ordenadas e há “n” opções para primeira escolha e “m” opções para segunda, o
número total de maneiras de o evento ocorrer é igual a n.m.
De acordo com o princípio fundamental da contagem, se um evento é composto por duas ou
mais etapas sucessivas e independentes, o número de combinações será determinado pelo
produto entre as possibilidades de cada conjunto.
EVENTO = etapa1 x etapa2 x etapa3 x ... etapan
Exemplo:
Vamos supor que uma fábrica produza motos de tamanhos grande, médio e pequeno, com
motores de 125 ou 250 cilindradas de potência. O cliente ainda pode escolher as seguintes
cores: preto, vermelha e prata. Quais são as possibilidades de venda que a empresa pode
oferecer?

Tipos de venda: 3 . 2 . 3 = 18 possibilidades

Tamanho Motor Cor


125 Preta
Grande Vermelha
250 Prata
125 Preta
Média Vermelha
250 Prata
125 Preta
Pequena Vermelha
150 Prata

Listando as possibilidades, tem-se:

Grande – 125 cc – preta Média – 125 cc – preta Pequena – 125 cc – preta


Grande – 125 cc – vermelha Média – 125 cc – vermelha Pequena – 125 cc – vermelha
Grande – 125 cc – prata Média – 125 cc – prata Pequena – 125 cc – prata
Grande – 250 cc – preta Média – 250 cc – preta Pequena – 250 cc – preta
Grande – 250 cc – vermelha Média – 250 cc – vermelha Pequena – 250 cc – vermelha
Grande – 250 cc – prata Média – 250 cc – prata Pequena – 250 cc – prata

Problema:
Os números dos telefones da cidade de Porto Alegre têm oito dígitos. Determine a quantidade
máxima de números telefônicos, sabendo que os números não devem começar com zero.
Resolução:
9 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 x 10 = 90.000.000

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Problema:
Utilizando os números 1,2,3,4 e 5, qual o total de números de cinco algarismos distintos que
consigo formar?
Resolução: 5 x 4 x 3 x 2 x 1 = 120

2. Quantos e quais números de três algarismos distintos podemos formar com os


algarismos 1, 8 e 9?
a) 3
b) 4
c) 5
d) 6
e) 7

3. Uma pessoa está dentro de uma sala onde há sete portas (nenhuma trancada). Calcule de
quantas maneiras distintas essa pessoa pode sair da sala e retornar sem utilizar a mesma porta.
a) 77
b) 49
c) 42
d) 14
e) 8

4. Para colocar preço em seus produtos, uma empresa desenvolveu um sistema simplificado de
código de barras formado por cinco linhas separadas por espaços. Podem ser usadas linhas de
três larguras possíveis e espaços de duas larguras possíveis.
O número total de preços que podem ser representados por esse código é:
a) 1.440
b) 2.880
c) 3.125
d) 3.888
e) 4.320

5. Uma melodia é uma sequência de notas musicais. Para compor um trecho de três notas
musicais sem repeti-las, um músico pode utilizar as sete notas que existem na escala
musical. O número de melodias diferentes possíveis de serem escritas é:
a) 3
b) 21
c) 35
d) 210
e) 5.040

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6. Quantos números inteiros positivos, com 3 algarismos significativos distintos, são múltiplos de 5?
a) 128
b) 136
c) 144
d) 162
e) 648

7. A figura abaixo pode ser colorida de diferentes maneiras, usando-se pelo menos duas de quatro
cores disponíveis.
Sabendo-se que duas faixas consecutivas não podem ter cores iguais, o número de modos de
colorir a figura é:

a) 12
b) 24
c) 48
d) 72
e) 108

8. O número de frações diferentes entre si e diferentes de 1 que podem ser formados com os
números 3, 5, 7, 11, 13, 19 e 23 é:
a) 35
b) 42
c) 49
d) 60
e) 120

9. Lucia está se preparando para uma festa e separou 5 blusas de cores diferentes (amarelo, preto,
rosa , vermelho e azul), 2 saias (preta, branca) e dois pares de sapatos (preto e rosa). Se nem o
sapato nem a blusa podem repetir a cor da saia, de quantas maneiras Lucia poderá se arrumar
para ir a festa?
a) 26
b) 320
c) 14
d) 30
e) 15

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Identificação

Sobra Alguém?

SIM NÃO

Importa a ordem entre PERMUTAÇÃO


os selecionados?

SIM NÃO
ARRANJO COMBINAÇÃO

Permutação

Permutação Simples
É caracterizada por envolver todos os elementos, nunca deixando nenhum de fora. Muito
comum em questões que envolvem anagramas de palavras.

Fórmula: Pn = n!

Exemplo:

Quantos anagramas possui a palavra AMOR.


Um anagrama formado com A, M, O, R corresponde a qualquer permutação dessas letras, de
modo a formar ou não palavras.
Temos 4 possibilidades para a primeira posição, 3 possibilidades para a segunda posição, 2
possibilidades para a 3 posição e 1 possibilidade para a quarta posição.
Pelo princípio fundamental da contagem temos 4 * 3 * 2 * 1 = 24 possibilidades ou 24
anagramas.
Pela própria fórmula faremos P4 = 4! = 4.3.2.1= 24 anagramas.
Alguns anagramas: ROMA, AMRO, MARO, ARMO, MORA . . .

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Faça você

10. Calcule:
a) P3 = b) P5 = c) P4 + P6 =

11. Quantos anagramas possui a palavra CHAPÉU?


a) 24
b) 40
c) 120
d) 720
e) 5.060

12. Quantos anagramas possui a palavra GAÚCHOS de modo que as vogais fiquem juntas?
a) 24
b) 40
c) 120
d) 720
e) 5.060

13. Cinco amigos – Ana, Bernardo, Carlos, Débora e Elisa – estão sentados num banco de uma
praça. Calcule de quantas maneiras podemos dispô-los sendo que Ana, Bernardo e Carlos
sempre estejam juntos.
a) 6
b) 12
c) 24
d) 36
e) 48

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E se houver elementos repetidos??

Assim, temos a Permutação com Repetição na qual deveremos “descontar" os elementos


repetidos pois a troca de posição entre dois elementos repetidos não evidencia uma nova
estrutura.

Permutação com repetição

Faça você

14. Calcule a quantidade de anagramas da palavra BANANA.


a) 24
b) 60
c) 120
d) 720
e) 5.060

15. Calcule de quantas maneiras podemos enfileirar quatro bolinhas vermelhas, uma preta e 2
azuis, sendo todas as bolinhas indistinguíveis a não ser pela cor.
a) 5040
b) 720
c) 210
d) 120
e) 105

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16. Uma pessoa dispõe de 4 livros de matemática, 2 livros de física e 3 livros de química, todos
distintos entre si. O número de maneiras diferentes de arrumar esses livros numa fileira de
modo que os livros de cada matéria fiquem sempre juntos é:
a) 1728
b) 1287
c) 1872
d) 2781
e) 2000

17. De quantas maneiras distintas podem-se alinhar cinco estacas azuis idênticas, uma vermelha e
uma branca?
a) 12
b) 30
c) 42
d) 240
e) 5040

Arranjo

É uma seleção (não se usam todos ao mesmo tempo!), em que a ordem faz diferença.
Muito comum em questões de criação de senhas, números, telefones, placas de carro,
competições, disputas, situações em que houver hierarquia.
Dica:
n!
n
Fórmula: A = p
Pode ser resolvido usando
(n−p)! o P. F da Contagem

Calcule:

1002 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplo:
Um cofre possui um disco marcado com os dígitos 0, 1, 2, ..., 9. O segredo do cofre é marcado
por uma sequência de 3 dígitos distintos. Se uma pessoa tentar abrir o cofre, quantas tentativas
deverá fazer (no máximo) para conseguir abri-lo?
Solução: As sequências serão do tipo xyz. Para a primeira posição teremos 10 alternativas; para
a segunda, 9; e para a terceira, 8. Podemos aplicar a fórmula de arranjos, mas pelo princípio
fundamental de contagem, chegaremos ao mesmo resultado:
10. 9. 8 = 720. Observe que 720 = A10,3

Método Prático
Esse método agilizará a resolução das questões.
Para isso, basta usar a regra: rebobinar o “n” até o total de “p” itens.
Exemplos:

Faça você

18. Em uma escola está sendo realizado um torneio de futebol de salão, no qual dez times estão
participando. Quantos jogos podem ser realizados entre os times participantes em turno e
returno?
a) 90
b) 60
c) 45
d) 15
e) 10

www.acasadoconcurseiro.com.br 1003
19. Durante a Copa do Mundo, que foi disputada por 24 países, as tampinhas de Coca-Cola traziam
palpites sobre os países que se classificariam nos três primeiros lugares (por exemplo: primeiro
lugar, Brasil; segundo lugar, Nigéria; terceiro lugar, Holanda).
Se, em cada tampinha, os três países são distintos, quantas tampinhas diferentes poderiam
existir?
a) 69
b) 2024
c) 9562
d) 12144
e) 13824

20. Num curso de pós-graduação, Marcos, Nélson, Osmar e Pedro são candidatos a representantes
da turma da qual fazem parte. Serão escolhidas duas dessas quatro pessoas: uma para
representante e a outra para ser o auxiliar desse representante. Quantas duplas diferentes de
representante e auxiliar podem ser formadas?
a) 24
b) 18
c) 16
d) 12
e) 6

Combinação

É uma seleção (não se usam todos ao mesmo tempo!) onde a ordem NÃO faz diferença.
Muito comum em questões de criação de grupos, comissões e agrupamentos em que não há
distinção pela ordem dos elementos escolhidos.

Fórmula: Dica:
Só pode ser resolvido
usando a fórmula, mas
iremos aprender o método
prático!

Calcule:

1004 www.acasadoconcurseiro.com.br
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Exemplo Resolvido:
Uma prova consta de 5 questões das quais o aluno deve resolver 2. De quantas formas ele
poderá escolher as 2 questões?
Solução: Observe que a ordem das questões não muda o teste. Logo, podemos concluir que se
trata de um problema de combinação.
Aplicando a fórmula, chegaremos a:
C5,2 = 5! / [(5-2)! . 2!] = 5! / (3! . 2!) = 5.4.3.2.1. / 3.2.1.2! = 20/2 = 10

Método Prático e Combinação Complementar


Para não perder tempo, poderíamos aplicar o método prático:

Para isso, basta usar a regra: rebobinar o “n” até o total de “p” itens e dividir pelo “p” fatorial.
Calcule pelo Método Prático:
a) C 5,2 =
b) C10,4 =
c) C 8,1 =
d) C 7,5 =
São combinações que têm o mesmo resultado final.

Ambos tem o mesmo resultado.

Dica:
Combinações
Complementares agilizam
os cálculos:
C 5,2 = C 5,3 pois 2 e 3 se
complementam para
somar 5.

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Exemplo:
a) C20, 18 = C20 , 2
b) C9, 6 = C9, 3
c) C10, 4 = C 10 ,6

Faça você

21. Os 32 times que jogarão a Copa do Mundo 2014 no Brasil estão agrupados em oito grupos de
quatro seleções cada. As quatro seleções de cada grupo se enfrentarão uma única vez entre si,
formando a primeira etapa da copa. Calcule a quantidade de jogos que cada grupo terá.
a) 2
b) 3
c) 4
d) 5
e) 6

22. Sete amigos decidiram viajar juntos e, durante uma das paradas ao longo da estrada, deveriam
ser escolhidos 3 deles para irem buscar comida no restaurante do posto de abastecimento. De
quantas maneiras essa escolha pode ser feita?
a) 210
b) 105
c) 35
d) 7
e) 5

23. As 14 crianças de uma família serão separadas em grupos de 9, para participar da gincana da
quermesse da cidade onde vivem. De quantas maneiras as crianças poderão ser agrupadas?
a) 2002
b) 1540
c) 728
d) 120
e) 23

24. Uma lanchonete dispõe de seis frutas tropicais diferentes para a venda de sucos. No cardápio
é possível escolher sucos com três ou quatro frutas misturadas. O número máximo de sucos
distintos que essa lanchonete poderá vender é de:
a) 720
b) 70
c) 150
d) 300
e) 35

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25. Uma pizzaria permite que seus clientes escolham pizzas com 1, 2 ou 3 sabores diferentes
dentre os 7 sabores que constam no cardápio. O número de pizzas diferentes oferecidas por
essa pizzaria, considerando somente os tipos e número de sabores possíveis, é igual a:
a) 210
b) 269
c) 63
d) 70
e) 98

26. Em uma sala existem 10 pessoas, sendo 8 mulheres e 2 homens. O número de possibilidades de
formar, com essas 10 pessoas, um grupo que contenha exatamente 3 mulheres e 2 homens é:
a) C 38
5
b) C10
c) 2C 38
5
d) A10
e) A 38

27. Numa Câmara de Vereadores, trabalham 6 vereadores do partido A, 5 vereadores do partido


B e 4 vereadores do partido C. O número de comissões de 7 vereadores que podem ser
formadas, devendo cada comissão ser constituída de 3 vereadores do partido A, 2 do partido B
e 2 vereadores do partido C, é igual a
a) 7
b) 36
c) 152
d) 1200
e) 28800

28. Uma associação recém-formada vai constituir uma diretoria composta de 1 presidente,
1 tesoureiro e 2 secretários. Entre os membros da associação, 6 deles se candidataram a
presidente, 4 outros se ofereceram para tesoureiro e 8 outros para a secretaria. O número de
maneiras distintas que se tem para a formação dessa diretoria é igual a:
a) 1344
b) 672
c) 432
d) 384
e) 192

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29. Você faz parte de um grupo de 12 pessoas, 5 das quais deverão ser selecionadas para formar
um grupo de trabalho. De quantos modos você poderá fazer parte do grupo a ser formado?
a) 182
b) 330
c) 462
d) 782
e) 7920

Gabarito: 1. * 2. D 3. C 4. D 5. D 6. B 7. E 8. B 9. C 10. a) 6 / b) 120 / c) 740 11. D 12. D 13. D 14. B 
15. E 16. A 17. C 18. A 19. D 20. D 21. E 22. C 23. A 24. E 25. C 26. A 27. D 28. B 29. B

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Questões

1. (30235) Um técnico judiciário deve agrupar 2. (30236) O Tribunal de Justiça está utilizan-
4 processos do juiz A, 3 do juiz B e 2 do juiz do um código de leitura de barras composto
C, de modo que os processos de um mes- por 5 barras para identificar os pertences
mo juiz fiquem sempre juntos e em qual- de uma determinada seção de trabalho. As
quer ordem. A quantidade de maneiras di- barras podem ser pretas ou brancas. Se não
ferentes de efetuar o agrupamento é de: pode haver código com todas as barras da
mesma cor, o número de códigos diferentes
a) 32 que se pode obter é de:
b) 38
c) 288 a) 10
d) 864 b) 30
e) 1728 c) 50
d) 150
e) 250

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (30235) E 2. (30236) B

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Módulo
Aula 14
XX

GEOMETRIA PLANA

Ângulos

Ângulo é a região de um plano concebida pelo encontro de duas semirretas que possuem uma
origem em comum, chamada vértice do ângulo.
A unidade usual de medida de ângulo, de acordo com o sistema internacional de medidas, é o
grau, representado pelo símbolo º, e seus submúltiplos são o minuto ’ e o segundo ”.
Temos que 1º (grau) equivale a 60’ (minutos) e 1’ equivale a 60” (segundos).
Ângulo é um dos conceitos fundamentais da matemática, ocupando lugar de destaque na
Geometria Euclidiana, ao lado de ponto, reta, plano, triângulo, quadrilátero, polígono e
perímetro.

Tipos de ângulo
•• Ângulos Complementares: dois ângulos são complementares se a soma de suas medidas é
igual a 90º. Nesse caso, cada um é o complemento do outro.
Na ilustração, temos que:

α
0

α + β = 90º

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•• Ângulos Suplementares: dois ângulos são suplementares quando a soma de suas medidas é
igual a 180º. Nesse caso, cada um é o suplemento do outro.
Na ilustração, temos que:

β
α

α + β = 180º
•• Ângulos Replementares: dois ângulos são replementares quando a soma de suas medidas é
igual a 360°. Nesse caso, cada um é o replemento do outro.
Na ilustração, temos que:

α + β = 360º
Exemplo:

1. Assinale V para verdadeiro e F para falso nas sentenças abaixo:


( ) 80° e 10° são suplementares.
( ) 30° e 70° são complementares.
( ) 120° e 60° são suplementares.
( ) 20° e 160° são complementares.
( ) 140° e 40° são complementares.
( ) 140° e 40° são suplementares.

1012 www.acasadoconcurseiro.com.br
TJ-RS – Matemática e Raciocínio Lógico – Prof. Dudan

Dadas duas ou mais retas paralelas, cada reta transversal a essas retas formam ângulos opostos
pelo vértice.

r/s
y
x t é transversal
r
x
y

y
x
s
x
y
x + y = 180º e ângulos opostos
congruentes

ângulos opostos pelo vértice são


CONGRUENTES

a + b= 180º

Exemplos:

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Faça você

2. As retas r e s são interceptadas pela transversal "t", conforme a figura. O valor de x para que r e
s sejam paralelas é:

a) 20°
b) 26°
c) 28°
d) 30°
e) 35°

3. Na figura adiante, as retas r e s são paralelas, o ângulo 1 mede 45° e o ângulo 2 mede 55°. A
medida, em graus, do ângulo 3 é:

a) 50°
b) 55°
c) 60°
d) 80°
e) 100°

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Ângulos de um Polígono
A soma dos ângulos internos de qualquer polígono depende do número de lados (n), sendo
usada a seguinte expressão para o cálculo:

Polígono regular e irregular


Todo polígono regular possui os lados e os ângulos com medidas iguais. Alguns exemplos de
polígonos regulares.

Polígonos regulares

Um polígono irregular é aquele que não possui os ângulos com medidas iguais e os lados não
possuem o mesmo tamanho.

Polígonos irregulares

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Diagonais de um polígono
Diagonal de um polígono é o segmento de reta que liga um vértice ao outro, passando pelo
interior da figura. O número de diagonais de um polígono depende do número de lados (n) e
pode ser calculado pela expressão:

Faça você

4. A medida mais próxima de cada ângulo externo do heptágono regular da moeda de R$ 0,25 é:

a) 60°
b) 45°
c) 36°
d) 83°
e) 51°

5. Dada a figura:

Sobre as sentenças:
I – O triângulo CDE é isósceles.
II – O triângulo ABE é equilátero.
III – AE é bissetriz do ângulo BÂD.
é verdade que
a) somente a I é falsa.
b) somente a II é falsa.
c) somente a III é falsa.
d) são todas falsas.
e) são todas verdadeiras.

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Teorema de Pitágoras

Definição
O teorema de Pitágoras é uma relação matemática entre os comprimentos dos lados de
qualquer triângulo retângulo. Na Geometria Euclidiana, o teorema afirma que:
“Em qualquer triângulo retângulo, o quadrado do comprimento da hipotenusa é igual à soma
dos quadrados dos comprimentos dos catetos.”
Por definição, a hipotenusa é o lado oposto ao ângulo reto, e os catetos são os dois lados que
o formam. O enunciado anterior relaciona comprimentos, mas o teorema também pode ser
enunciado como uma relação entre áreas:
“Em qualquer triângulo retângulo, a área do quadrado cujo lado é a hipotenusa é igual à soma
das áreas dos quadrados cujos lados são os catetos”.
Para ambos os enunciados, pode-se equacionar:
2 2 2
a =b +c

Exemplo:
Calcule o valor do segmento desconhecido no triângulo retângulo a seguir:

Exemplo:
Calcule o valor do cateto no triângulo retângulo a seguir:

www.acasadoconcurseiro.com.br 1017
Exemplo:
Determine x no triângulo a seguir:

•• Triângulos Retângulos PITAGÓRICOS


Existem alguns tipos especiais de triângulos retângulos cujos lados são proporcionais a:

Faça você

6. Roberto irá cercar uma parte de seu terreno para fazer um canil. Como ele tem um alambrado
de 10 metros, decidiu aproveitar o canto murado de seu terreno (em ângulo reto) e fechar essa
área triangular esticando todo o alambrado, sem sobra. Se ele utilizou 6 metros de um muro,
do outro muro ele irá utilizar, em metros?
a) 7
b) 5
c) 8
d) 6
e) 9

7. Em um prédio do Tribunal de Justiça, há um desnível de altura entre a calçada frontal e a


sua porta de entrada. Deseja-se substituir a escada de acesso existente por uma rampa.
Se a escada possui 40 degraus iguais, cada um com altura de 12,5 cm e comprimento de
30 cm, o comprimento da rampa será de:
a) 5m
b) 8m
c) 10 m
d) 12 m
e) 13 m

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8. Um ciclista acrobático vai atravessar de um prédio a outro com uma bicicleta especial,
percorrendo a distância sobre um cabo de aço, como demonstra o esquema a seguir:

Qual é a medida mínima do comprimento do cabo de aço?


a) 9m
b) 10m
c) 11m
d) 12m
e) 13m

Triângulo

Triângulo é uma figura geométrica formada por três retas que se encontram duas a duas e não
passam pelo mesmo ponto, formando três lados e três ângulos.
Para fazer o cálculo do perímetro de um triângulo, basta fazer a soma da medida de todos os
lados. A soma dos ângulos internos é sempre 180°.
Observando o triângulo, podemos identificar alguns de seus elementos:

•• A, B e C são os vértices.
•• Os lados dos triângulos são simbolizados pelo encontro dos vértices (pontos de encontros):
, , segmentos de retas.
•• Os ângulos têm duas formas de representá-los: no caso do triângulo ele tem 3 lados,
consequentemente, 3 ângulos.

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Tipos de Triângulo
O triângulo pode ser classificado segundo:

A medida do seu lado.


Triângulo Equilátero: é todo triângulo que apresenta os três lados com a mesma medida. Nesse
caso dizemos que os três lados são congruentes.

Triângulo Isósceles: é todo triângulo que apresenta dois lados com a mesma medida, ou seja,
dois lados de tamanhos iguais.

Triângulo Escaleno: é todo triângulo que apresenta os três lados com medidas diferentes, ou
seja, três lados de tamanhos diferentes.

A medida de seus ângulos


Triângulo acutângulo: é todo triângulo que apresenta os três ângulos internos menores que
90º, ou seja, os três ângulos internos são agudos.

Triângulo obtusângulo: é todo triângulo que apresenta um ângulo interno maior que 90º, ou
seja, que possui um ângulo obtuso.

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TRIÂNGULO RETÂNGULO

Triângulo retângulo: é todo triângulo que apresenta um ângulo interno reto, ou seja, que
possui um ângulo medindo 90º.

Calculo da área do Triângulo


A área de um triângulo é a metade do produto da medida da sua altura pela medida da sua
base. Assim, a área do triângulo pode ser calculada pela fórmula:

onde h é a altura do triângulo, b a medida da base.

Composição do Triângulo Retângulo


Catetos: correspondem aos lados que compõem o ângulo reto, formada por dois catetos:
adjacente e oposto.
Hipotenusa: lado oposto ao ângulo reto considerado o maior lado do triângulo retângulo.

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Faça você

9. Na figura abaixo, ABD e BCD são triângulos retângulos isósceles. Se AD = 4, qual é o comprimento
de DC?

a) 4 2
b) 6
c) 7
d) 8
e) 8 2

10. Determinar a área do triângulo a seguir considerando que a sua base mede 23 metros e a altura
12 metros.

a) 130
b) 132
c) 134
d) 136
e) 138

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11. A área do triângulo sombreado da figura abaixo é:

a) 13,5
b) 9 10
c) 10,5
d) 21
e) 10,5 10

12. Calcule a área do triangulo retângulo abaixo.

a) 143
b) 145
c) 147
d) 149
e) 151

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Trigonometria no Triângulo Retângulo

Definição
Trigonometria é uma ferramenta matemática bastante utilizada no cálculo de distâncias
envolvendo triângulos retângulos. Na antiguidade, matemáticos utilizavam o conhecimento
adquirido em trigonometria para realizar cálculos ligados à astronomia, determinando a
distância, quase que precisa, entre a Terra e os demais astros do sistema solar. Há muito tempo,
medições eram realizadas de formas indiretas, usando as estrelas e os corpos celestes para
orientação, principalmente na navegação.
Com o estudo das relações métricas no triângulo retângulo, essas medidas se tornaram mais
eficientes, mais precisas, tornando viáveis cálculos outrora impossíveis.

Relações Trigonométricas

•• Seno de x é a razão entre o comprimento do cateto oposto ao ângulo x e o comprimento


da hipotenusa do triângulo.
•• Cosseno de x é a razão entre o comprimento do cateto adjacente ao ângulo x e o
comprimento da hipotenusa do triângulo.
•• Tangente de x é a razão entre os comprimentos do cateto oposto e do cateto adjacente ao
ângulo x .

Principais Ângulos

0o 30o 45o 60o 90o


Seno
Cos
Tan

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Casos ESPECIAIS de Triângulos Retângulos


Caso : “Coisa” , “2Coisa” e “Coisa √3”

Caso : Triangulo Retângulo Isósceles

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Exemplo: Determine os valores de seno, cosseno e tangente dos ângulos agudos do triângulo
abaixo.

1
Exemplo: Sabendo que sen α = , determine o valor de x no triângulo retângulo abaixo:
2

Exemplo: Considerando o triângulo retângulo ABC da figura, determine as medidas a e b


indicadas.

Exemplo: No triângulo retângulo da figura abaixo, determine as medidas de x e y indicadas


(Use: sen 65° = 0,91; cos 65° = 0,42 ; tg 65° = 2,14)

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Faça você

13. Um alpinista deseja calcular a altura de uma encosta que vai escalar. Para isso, afasta-se,
horizontalmente, 80 m do pé da encosta e visualiza o topo sob um ângulo de 60° com o plano
horizontal. A altura da encosta, em metros, é:
a) 160
b) 40 3
c) 80 3
d) 40 2

e) 80 3
3
14. Uma escada de 2 m de comprimento está apoiada no chão e em uma parede vertical. Se a
escada faz 30º com a horizontal, a distância do topo da escada ao chão é de:
a) 0,5 m
b) 1m
c) 1,5 m
d) 1,7 m
e) 2m

Quadriláteros

Um quadrilátero é um polígono de quatro lados. Em geral, um quadrilátero será uma figura


geométrica limitada por quatro lados, todos diferentes e que formam entre si quatro ângulos
internos também diferentes.
Em qualquer caso, a soma dos valores dos ângulos internos de um quadrilátero é sempre 360º.
Algumas propriedades dos quadriláteros:

1. A soma dos seus ângulos internos é 360º.

2. A soma dos seus ângulos externos é 360º.

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3. Todos os quadriláteros apresentam duas diagonais.

Exemplo: Determine a medida dos ângulos indicados:

Classificação dos Quadriláteros


Os quadriláteros classificam-se em paralelogramos e trapézios.

Paralelogramos
São quadriláteros de lados opostos paralelos.
•• Retângulo – Paralelogramo em que todos os ângulos são retos. O retângulo cujos lados são
congruentes chama-se quadrado.
•• Quadrado – Retângulo cujos lados tem medidas iguais.
•• Losango, paralelogramo.

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Exemplo: Observe os paralelogramos e, considerando as propriedades estudadas, determine:


a) MN e NP b) xey

Exemplo: Encontre os valores de x e de y:


a) ABCD é um losango b) ABCD é um retângulo

Trapézios
Quadrilátero que tem dois e só dois lados opostos paralelos.
Exemplos:
Trapézio Escaleno – tem todos os lados de medidas distintas.
Trapézio Retângulo – Trapézio que tem dois ângulos retos.
Trapézio Isósceles – Trapézio que tem os lados não paralelos com a mesma medida.

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Principais Quadriláteros

1. Trapézio

Características:

Apresenta dois lados paralelos apenas.

2. Paralelogramo

Características:
Lados paralelos congruentes, ângulos opostos congruentes.

3. Losango

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Características:
Lados paralelos congruentes, todos os lados de mesma medida, ângulos opostos congruentes,
diagonais cortam-se nos seus pontos médios e são proporcionais entre si.

4. Retângulo

Características:
Todos os ângulos internos são retos, com lados paralelos congruentes e diagonais de mesma
medida e se cortam nos seus pontos médios.

5. Quadrado

Características:
Todos os ângulos internos são retos, com lados paralelos congruentes, todos de mesma medida,
com diagonais de mesma medida, perpendiculares entre si e que se cortam nos seus pontos
médios.

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Faça você

15. A área da sala representada na figura é:

a) 15 m2
b) 17 m2
c) 19 m2
d) 20 m2

16. Na figura, ABCD é um quadrado e DCE é um triângulo equilátero. A medida do ângulo AED, em
graus, é:

a) 30
b) 49
c) 60
d) 75
e) 90

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Figuras Circulares

Definição
Os estudos relacionados à Geometria são responsáveis pela análise das formas encontradas
na natureza. Tais estudos formulam expressões matemáticas capazes de calcular o perímetro,
a área, o volume e outras partes dos objetos. Duas figuras importantes são o círculo e a
circunferência. Mas qual é a diferença entre as duas formas?
De acordo com a Geometria Euclidiana, circunferência é o espaço geométrico de uma região
circular que compreende todos os pontos de um plano, localizados a uma determinada
distância, denominada raio, de um ponto chamado centro. Podemos definir o círculo como a
região interna da circunferência. A circunferência limita o círculo, observe a ilustração a seguir:

A circunferência e o círculo possuem um elemento denominado diâmetro, que constitui em um


segmento que passa pelo centro da figura. Outro segmento importante pertencente às duas
figuras é o raio, que corresponde à metade do diâmetro. Observe a figura:

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E o famoso valor π ?
Há duas interpretações distintas quanto ao valor do π:
Como constante matemática,costumamos definir PI como sendo a razão entre a circunferência
e o diâmetro de um círculo, ou seja, vale aproximadamente 3,14.
Agora, quando trabalhamos com ângulos, temos a seguinte relação:
π rad = 180°

PRINCIPAIS FÓRMULAS

1 – CÍRCULO / CIRCUNFERÊNCIA

Exemplo: Calcule o valor da área e do perímetro dos círculos abaixo:

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2 – SETOR CIRCULAR


Exemplo: Calcule o perímetro e a área de um setor circular cujo ângulo central vale rad.
3

3 – COROA CIRCULAR

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Exemplo: Determine a área da coroa circular da figura a seguir, considerando o raio da
circunferência maior igual a 10 metros e raio da circunferência menor igual a 8 metros.

Faça você

17. Carlos vai pintar uma circunferência cujo comprimento é 31,4 metros. Considerando π =
3,14, o total de tinta, em m³, que Carlos precisa para pintar, sem que haja desperdício, essa
circunferência é igual a:
a) 42,39
b) 59,12
c) 64,78
d) 78,50
e) 85,63

18. Na figura abaixo, o comprimento da circunferência é 36 e α = 25°. O comprimento do arco é:

a) 1
b) 1,5
c) 2,5
d) 3
e) 3,5

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19. A área de um setor circular de 210° e raio 3 cm é:


a) 9π
2
b) 15π
4

c) 8π
d) 21π
4
e) 6 π

Comprimento ou Perímetro

Um exemplo claro do uso do conhecimento matemático nessas simples situações é quando


precisamos saber o tamanho de certas coisas. Logo sabemos que essas medidas que procuramos
correspondem também ao uso das unidades de medida correspondentes. Um terreno por
exemplo, além da área que possui, também possui medidas laterais independentemente do
formato desse terreno - quadrado, retângulo, trapézio, etc.
Se tratarmos de um terreno retangular com dimensões laterais de 12 m e 25 m, sabemos
2
que sua área é 300 m . Isso significa que, se quisermos calçar o terreno devemos comprar o
material necessário para 300 m², mas, por outro lado, se falarmos em cercar esse mesmo local,
falaremos em perímetro.
O perímetro de um determinado lugar é a soma das medidas de seus lados. Pegando as
dimensões do terreno citado acima, temos: 12 m e 25 m. Somando a medida de seus lados
temos que o perímetro do terreno é igual a 74 m (12 m + 25 m + 12 m + 25 m).
Se necessitarmos obter o perímetro de uma figura geométrica qualquer por exemplo, devemos
observar primeiro a natureza da figura, ou seja, quantos lados possui: pentágono 5 lados,
eneágono 9 lados, triângulo 3 lados, e depois realizar a soma das medidas de todos os lados
para achar o perímetro.
Sendo assim, o perímetro é a medida do contorno de um objeto bidimensional, ou seja, a soma
de todos os lados de uma figura geométrica.
Imagine a seguinte situação: Um fazendeiro quer descobrir quantos metros de arame serão
gastos para cercar um terreno de pastagem com formato retangular. Como ele deveria proceder
para chegar a uma conclusão? De maneira bem intuitiva, concluímos que ele precisa determinar
as medidas de cada lado do terreno e então, somá-las, obtendo o quanto seria gasto. A esse
procedimento damos o nome de perímetro.
O perímetro de uma figura é representado por 2p apenas por convenção.

www.acasadoconcurseiro.com.br 1037
Exemplo: Um fazendeiro pretende cercar um terreno retangular de 120 m de comprimento
por 90 m de largura. Sabe-se que a cerca terá 5 fios de arame. Quantos metros de arame serão
necessários para fazer a cerca? Se o metro de arame custa R$ 15,00, qual será o valor total
gasto pelo fazendeiro?

Solução: Imagine que a cerca terá somente um fio de arame. O total de arame gasto para
contornar todo o terreno será igual à medida do perímetro da figura. Como a cerca terá 5 fios
de arame, o total gasto será 5 vezes o valor do perímetro.
Cálculo do perímetro:
2p = 120 m + 90 m + 120 m + 90 m = 420 m
Total de arame gasto:
5.420 = 2100 m de arame para fazer a cerca.
Como cada metro de arame custa R$ 15,00, o gasto total com a cerca será de:
2100.15 = R$ 31.500,00.

Principais Figuras

1. Triângulo Retângulo

Exemplo: Calcule o perímetro da figura a seguir.

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2. Triângulo Equilátero

Exemplo: Calcule o perímetro da figura abaixo:

3. Quadrado

Exemplo: Calcule o perímetro da figura a seguir:

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4. Retângulo

Exemplo: Calcule o perímetro da figura abaixo:

5. Losango

Exemplo: Calcule o perímetro da figura abaixo:

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6. Círculo

Exemplo: Calcule o perímetro da figura abaixo:

Faça você

20. Roberto irá cercar uma parte de seu terreno para fazer um canil. Como ele tem um alambrado
de 10 metros, decidiu aproveitar o canto murado de seu terreno (em ângulo reto) e fechar essa
área triangular esticando todo o alambrado, sem sobra. Se ele utilizou 6 metros de um muro,
do outro muro ele irá utilizar, em metros,
a) 7
b) 5
c) 8
d) 6
e) 9

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Área

Definição
O cálculo de área é uma atividade cotidiana na vida de todos nós. Sempre nos vemos envolvidos
em alguma situação em que há a necessidade de se calcular a área de uma forma geométrica
plana. Seja na aquisição de um terreno, na reforma de um imóvel ou na busca de reduzir custos
com embalagens, o uso do conhecimento de cálculo de áreas se faz presente. É uma atividade
muito simples, mas, às vezes, deixamos algumas questões passarem despercebidas.
Área é um conceito matemático que pode ser definida como quantidade de espaço
bidimensional, ou seja, de superfície.
2
Existem várias unidades de medida de área, sendo a mais utilizada o metro quadrado (m ) e
os seus múltiplos e submúltiplos.
Para não haver erro, lembre-se: “Área é o que eu posso pintar”.

Fórmulas mais importantes


1. Triângulo Qualquer

Exemplo:

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2. Triângulo Retângulo

Exemplo:

3. Triângulo Equilátero

Exemplo:

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4. Quadrado

Exemplo:

5. Retângulo

Exemplo:

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6. Losango

Exemplo:

7. Paralelogramo

Exemplo:

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8. Trapézio

Exemplo:

9. Círculo

Exemplo

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Curiosidades
Primeiro, faremos um exemplo conhecendo as medidas do retângulo, depois faremos a
generalização.
Exemplo 1. Considere o retângulo abaixo:

Sua área será de:


A1 = 10 x 3 = 30 cm2
Agora, vamos duplicar as medidas dos lados.

A área desse novo retângulo será de:


A2 = 20 x 6 = 120 cm2
Observe que, ao dobrar as medidas dos lados do retângulo, sua área mais que dobrou, na
verdade, quadruplicou.

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Faça você

21. A área do quadrado sombreado:

a) 36
b) 40
c) 48
d) 50
e) 60

22. No desenho abaixo, uma cruz é formada por cinco quadrados de lado 1 justapostos.

A área do quadrado ABCD é:


a) 4
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8

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23. Se a área da região destacada na figura corresponde a 30% da área do terreno, então a medida
x vale:

a) 15 m
b) 12 m
c) 10 m
d) 6m
e) 3m

24. Seja o octógono EFGHIJKL inscrito num quadrado de 12 cm de lado, conforme mostra a figura
a seguir. Se cada lado do quadrado está dividido pelos pontos assinalados em segmentos
congruentes entre si, então a área do octógono, em centímetros quadrados, é:

a) 98
b) 102
c) 108
d) 112
e) 120

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25. A área do polígono da figura é 30. O lado x mede.

15
a) 6
b) 3
c) 4
d) 5
e) 17

Gabarito: 1. F V V F F V 2. B  3. E 4. E 5. E 6. C 7. E 8. E 9. D 10. E 11. C 12. C 13. C 14. B 15. D 
16. D 17. D 18. C 19. D 20. C 21. D 22. B 23. D 24. D 25. D

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Questões

1. (30239) Se cada círculo desenhado abaixo 4. (30251) Os desenhistas do Tribunal de Jus-


está dividido em partes iguais entre si, as- tiça estão projetando um jardim com qua-
sinale a alternativa que apresenta o círculo drados de 2 m de lado contendo canteiros
que tem 12,5% de sua área hachurada: triangulares com área destinada ao plantio
de flores da estação e áreas destinada com
pedras d’água. A figura abaixo representa
a) um desses quadrados, onde M e N são os
pontos médicos dos lados AB e BC, respecti-
vamente.
b)

c)

d)

e) Se as flores forem plantadas no triângulo


DMN, elas ocuparão uma área de:
a) 1,5 m2
2. (30248) Um desenhista do Tribunal de Justi- b) 2 m2
ça quer traçar um retângulo com perímetro c) 2,5 m2
2
de 28 cm e com a maior área possível. O va- d) 3,5 m
2
lor dessa área será de: e) 4m
2
a) 14 cm
5. (30252) Em um prédio do Tribunal de Justi-
b) 21 cm2
ça, há um desnível de altura entre a calçada
c) 49 cm2
frontal e a sua porta de entrada. Deseja-se
d) 56 cm2
substituir a escada de acesso existente por
e) 70 cm2
uma rampa. Se a escada possui 40 degraus
iguais, cada um com altura de 12,5 cm e
3. (30250) A base CD do retângulo ABCD é di-
comprimento de 30 cm, o comprimento da
vidida em 4 partes de mesma medida pelos
rampa será de:
pontos M, N e O. O ponto P está sobre o
lado AB. A razão entre a área do retângulo a) 5m
ABCD e a área do triângulo MPO é: b) 8m
c) 10 m
a) 2
d) 12 m
b) 3
e) 13 m
c) 4
d) 6
e) 8

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6. (31149) Um triângulo isósceles tem 32 cm c) 100 cm
de perímetro e 8 cm de altura em relação d) 10 m
à base (isto é, com relação ao lado diferen- e) 100 m
te dos demais). A área desse triângulo, em
centímetros quadrados, é: 9. (103503) A figura a seguir, formada por dois
retângulos cujas medidas estão indicadas
a) 48 em metros, representa um terreno.
b) 40
c) 36
d) 24
e) 20

7. (31153) Para fazer um cercado para ratos,


em um laboratório, dispõe-se de 12 metros
de tela de arame. Para um do lados, será
aproveitada a parede do fundo da sala, de
modo a fazer o cercado com um formato re-
tangular, usando os 12 metros de tela para Se terreno foi avaliado em R$ 2.140.000,00,
formar os outros três lados do retângulo. o valor do metro quadrado é:

Se a parede a ser usada tem 4 metros, qual a) R$ 2.500,00


será a área do cercado? b) R$ 5.000,00
2
c) R$ 9.500,00
a) 28 m d) R$ 19.000,00
b) 24 m2 e) R$ 38.000,00
c) 20 m2
d) 16 m2
e) 12 m2

8. (31152) Dois objetos de 15 cm e 9 cm de al-


tura, respectivamente, estão a uma distân-
cia de 8 cm, conforme a figura.

Qual é a distância entre os pontos mais al-


tos desses objetos?
a) 0,1 cm
b) 0,1 m

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TJ-RS – Matemática e Raciocínio Lógico – Prof. Dudan

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Gabarito: 1. (30239) D 2. (30248) C 3. (30250) C 4. (30251) A 5. (30252) E 6. (31149) A 7. (31153) D 8. (31152) B 
9. (103503) B

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