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BENAI ELOHIM E NEPHILIM

NOS DIAS DE ENOQUE

Juarez Fragata

Edição 2018

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INTRODUÇÃO

Com certeza os caros leitores já ouviram uma vez ou outra a música “Mulher Bonita e Carinhosa”. Para quem ainda não sabe os versos dessa composição são de Otacílio Batista e a melodia de Zé Ramalho. Esta canção ficara conhecida na voz da cantora Amelinha, contudo, existe uma versão mais recente na voz do próprio Zé Ramalho. Os versos de Otacílio Batista são um enfoque ao poder atrativo feminino, e para dar ênfase a esse poder o mesmo da certas pinceladas na narrativa sistemática do passado de ilustres personagens da história. “Mulher nova bonita e carinhosa faz um homem gemer sem sentir dor!” Esse verso tem contido em si uma verdade incontestável. O poder atrativo feminino é irresistível, e de acordo com o apócrifo “livro de Enoque”, até mesmo os anjos, isto é, os Benai Elohim, traduzido por filhos de Deus, rederam-se a ele. Gênesis 6/ 1-2: E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Inicialmente se acreditava que os filhos de Deus eram anjos, no entanto, quando percebera que algumas Bíblias gregas traziam o termo “anjos de Deus” enquanto outras como “filhos de Deus”, Julius Africanus (+- 200 DC), contrariara essa crença, abraçando a teoria de que os

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“filhos de Deus” eram os descendentes de Seth, enquanto as “filhas dos homens” eram os descendentes de Caim. Depois do parecer de Julius as opiniões se dividiram, porém, Agostinho de Hipona (354-430 DC), ou Santo Agostinho, decidira a questão, e acabara com a discussão dos anjos caídos, afirmando que Gênesis 6, falava a respeito da linhagem piedosa de Seth com a linhagem de Caim. Em decorrência do poder da igreja de abafar o que lhe interessava naquele tempo, o mito da linhagem de Seth prevalecera. Hoje com mais liberdade religiosa a discussão volta à tona, e os defensores de que os “os filhos de Deus” mencionados em Gênesis (6) são os descendentes de Caim usam Mateus 22/ 30, para dar sustentáculo a essa crença:

Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.” Jesus afirma que os anjos de Deus não se casam nem são dados em casamento no céu, não na terra, dando a entender que fora do céu isso é possível, caso contrário Cristo não teria colocado o “no céu”. Já, a outra corrente de pensamento usa o apócrifo livro de Enoque para defender a tese de que os filhos de Deus mencionados em Gênesis (6) são anjos. Qual é a sua opinião? Ainda não tem um conceito bem definido a este respeito? Pois, bem, talvez depois das informações contidas neste livro você possa ter um.

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BENAI ELOHIM E NEPHILLIM Nos Dias de Enoque

Enoque 6/ 1-2: E sucedeu que, quando os filhos dos homens se multiplicaram, naqueles dias nasceram a eles filhas formosas e belas. E os Anjos, os filhos dos Céus, as viram e cobiçaram. E disseram uns aos outros: "Venham, escolhamos para nós esposas, dentre as filhas dos homens, e geremos filhos para nós."

O primeiro ponto a se observar é que, Enoque não

apresenta uma imagem mental desses seres, reservando o direito de apenas dizer que eram anjos, mas a figura desses entes era distinta dos seres humanos, porque no capítulo (17/ 1), o mesmo afirma que estava em um lugar onde estes entes eram como fogo ardente, mas quando

queriam podiam transformar-se em formas humanas.

O segundo ponto é que a ideia desses anjos não era

apenas tê-las como esposas, mas sim gerar uma poderosa

raça hibridizada, com o intuito de governar o planeta Terra. Esta era a real intenção desses seres de outra dimensão ou planeta dotados de grande inteligência.

Enoque 6/ 3: E Semyaza, que era seu líder, disse a eles:

"Eu temo que vós possais não querer fazer isto e que eu sozinho pagarei por esse grande pecado."

O medo de Semyaza era colocar em prática o plano

elaborado juntamente com os demais anjos, e na hora do vamos ver os outros recuarem, deixando-o, pendurado no pincel, como se diz por ai, sendo o mesmo obrigado a pagar sozinho um preço extremamente alto pela transgressão. Anjos tomando mulheres humanas como esposas, gerando

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uma nova raça que deixaria de ser a imagem e semelhança de Deus? Isso seria algo de uma gravidade sem tamanho. Por isso o medo de Semyaza. Enoque 6/ 4-5: E todos lhe responderam e disseram:

"Vamos todos fazer um juramento, e todos nos comprometermos com maldições, a não alterar este plano, mas fazê-lo efetivamente.” Então juraram todos juntos e comprometeram-se com maldições a respeito dele. Esses anjos tinham elaborado um plano, e estavam dispostos a colocá-lo em prática de todo o jeito e maneira, não temendo as consequências, por isso, prontamente se comprometeram com maldições, sem pensar duas vezes. Como disse anteriormente esses anjos eram dotados de grande sabedoria, e tinham plena consciência daquilo que estavam prestes a cometer contra as leis de Deus, e os resultados que um ato contrário a natureza traria como consequência, mas mesmo assim seguiram adiante com o plano que alteraria o curso da civilização antediluviana. Enoque 6/ 6: E eles eram ao todo duzentos e desceram em Ardis, que é o topo do Monte Hermon. E chamaram à montanha Hermon, porque nela tinham jurado e se comprometido com maldições. Como esses duzentos anjos tinham assumido um compromisso com maldições, nada mais justo do que chamar a montanha na qual fizeram juramentos, que, provavelmente está localizada em algum lugar perto do Lago Van na Turquia, de Monte Hermon que, em Hebreu significa maldições.

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Enoque 6/ 7: E estes são os nomes de seus líderes:

Semyaza, que era seu líder, Urakiba, Ramiel, Kokabiel, Tamiel, Ramiel, Daniel, Ezeqiel, Baraqiel, Asael, Armaros, Batriel, Ananel, Zaqiel, Samsiel, Satael, Turiel, Yomiel, Araziel. Estes são os líderes dos duzentos Anjos e de todos os outros com eles. No capítulo 12/ 4, Enoque é chamado de “escriba da retidão”, sendo que ele mesmo afirma que fora os anjos que o introduziram a escrita. Isso explica o conhecimento minucioso que o mesmo tinha a respeito deles. Ele sabia até mesmo os nomes de seus líderes. Enoque 7/ 1: E tomaram para si esposas e cada um escolheu para si uma. E começaram a entrar nelas e foram promíscuos com elas, e lhes ensinaram feitiços e encantamentos, e lhes mostraram o corte de raízes e árvores. Depois de conquistá-las os mesmos passam a viver com elas como marido e mulher. Essa estreita convivência com as mulheres humanas fez com que esses anjos, também conhecidos como Guardiões ou Sentinelas, lhes ensinassem malefícios de feiticeiros, ou seja, bruxarias, exorcismos, e a propriedade de raízes e árvores, familiarizando-as com ervas e raízes, dando origem, assim, as primeiras bruxas: mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e magia. Enoque 7/ 2: E elas ficaram grávidas, e deram à luz a grandes gigantes. E sua altura era de três mil cúbitos. Esse versículo no texto grego se difere bastante do etíope, tendo o seguinte acréscimo: “E elas (as mulheres)

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geraram a eles (as sentinelas) três raças: os grandes gigantes.” Como podiam ter filhos de mulheres, muitos acreditam que estes entes eram humanos, e não anjos, e quando Enoque afirma que os seus filhos eram gigantes, talvez não fossem fisicamente, mas sim poderosos. A própria Bíblia diz que eles eram os valentes que houvera na antiguidade, os homens de fama (Gênesis 6/ 4), e é sabido que, um trabalho médico contínuo, e uma boa alimentação pode aumentar o tamanho médio. No apócrifo “Caverna dos Tesouros”, obra creditada a santo Efrém, a afirmação é que os filhos de Deus, isto é, os Benai Elohim, ou os filhos dos Céus, na realidade eram os descendentes de Seth. Adão e Eva prantearam Abel durante cem anos. Depois Adão conheceu Eva mais uma vez, e ela deu à luz Seth, que foi um homem bonito, agigantado, perfeito como Adão. Ele foi o pai de todos os gigantes que antecederam o dilúvio (C.D.T. 6/ 1).

Quando Adão morreu, o seu filho Seth ungiu-o com mirra, canela e aloés, segundo o que lhe havia ordenado. Tendo sido ele o primeiro morto sobre a terra, foi grande o luto por ele. A sua morte foi pranteada durante cento e quarenta dias; depois disso, o seu corpo foi levado e sepultado na Caverna dos Tesouros. Após ter sido inumado Adão, as famílias e os troncos dos filhos de Seth separaram-se dos filhos do assassino Caim. Seth tomou o seu primogênito Enos, com Cainan,

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Mahalaleel, suas mulheres e filhos, e conduziu-os ao alto da Montanha Sagrada, para onde fora levado Adão. Caim, porém, e seus descendentes permaneceram embaixo, na planície, onde Caim matara Abel (C.D.T. 6/ 8-

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Após o sepultamento de Adão, Seth e seus descendentes foram habitar no cume de um monte, tido como “Sagrado” por santo Efrém, enquanto que Caim e os seus permaneceram na planície. Vamos conferir o desenvolvimento dos descendentes de Caim. Gênesis 4/ 17: E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque. Existe uma curiosidade ao extremo por parte de um grande número de pessoas a respeito da esposa de Caim. Quem era ela? Quem eram os seus pais? A resposta pode ser encontrada no apócrifo “Livro dos Jubileus”, 4/ 9: E Caim tomou Awan sua irmã para ser sua esposa e ela lhe deu Enoque no encerramento do jubileu quarto. Isso mesmo. Caim tomara sua própria irmã como esposa. No passado essa prática era mais comum do que se imagina. Até mesmo no planeta Nibiru. É o que nos diz “O Livro Perdido de Enki”, de Zecharia Sitchin. É sabido que nas guerras as mulheres superam em número aos homens. Para que as mesmas não morressem solteiras, criara-se em Nibiru, um decreto, permitindo que um homem tivesse mais de uma esposa, sendo que, a

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primeira esposa tinha que ser a oficial. Neste decreto também ficara estabelecido que o sucessor de seu pai, deveria ser o filho primogênito. Este decreto também fora colocado em prática no planeta Terra por alguns dos povos da antiguidade. Voltando ao planeta Nibiru. Postarei três trechos do “Livro Perdido de Enki” para ficarmos por dentro da criação da “Lei da Semente”. Por estas leis, não demorou em chegar à confusão; se o filho primogênito não era nascido da primeira Esposa. E depois nascia um filho da primeira Esposa, convertendo-se por lei em Herdeiro Legal. Quem será o sucessor: aquele que pela conta do Shars nasceu primeiro? Aquele nascido da Primeira Esposa? O filho Primogênito? O Herdeiro Legal? Quem herdará? Quem acontecerá? No reinado do Anshargal, Kishargal foi declarada primeira Esposa. Meia- irmã do rei era.

Eu sou a meia-irmã do rei; de mim, o rei é meio-irmão. Por isso, meu filho possui o dobro de semente de nosso pai Anib! Que, na sucessão, a Lei da Semente, a Lei do Desposório prevaleça! Que, na sucessão, o filho de uma meia-irmã, quando queira que nasça, por cima de todos outros filhos alcance a sucessão!

Anshargal, considerando-o, concedeu-lhe seu favor à Lei da Semente: A confusão de esposa e concubinas, de matrimônio e divórcio, se evitaria com ela. Em seu conselho, os conselheiros reais adotaram a Lei da Semente para a sucessão. Por ordem do rei, os escribas anotaram o decreto. Assim foi proclamado o próximo rei pela Lei da Semente

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para a sucessão. Foi-lhe concedido o nome real An.Shar. Foi o quinto no trono (O L.P. de Enki).

Abraão e Sara também eram irmãos por parte de pai. Já no caso de Isaque a união acontecera entre primos. O mesmo sucedera com seu filho Jacó que, tomara como esposa as irmãs Lia e Raquel, filhas de seu tio Labão. No que diz respeito à semente de Abraão, parece-me que a “Lei da Semente” fora mantida até Jacó, Lia e Raquel. O próprio Jacó fora o responsável pela oxigenação da semente de Abraão, uma vez que concordara com suas esposas, e tivera filhos com as criadas das mesmas. Dito isto, vamos retornar a história de Caim, e para compreendê-la um pouco mais vamos recorrer ao livro de Gênesis. Gênesis 3/ 1: Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? Inicialmente na esfera religiosa cristã a “serpente” era vista como uma coisa simbólica, no entanto, com o advento da internet, se abrira novas possibilidades de pesquisas, e lentamente esta simbologia fora cedendo lugar a outras teorias. Uns vê-a como a primeira mãe de santo, ou seja, Satanás a possuíra, e por meia dela falara com Eva, uma vez que réptil não tem o dom da fala. Mas o livro dos “Jubileus”, que na verdade é um resumo de Gênesis, afirma que naqueles dias todos os animais falavam. Porém, no dia em que Adão fora obrigado a deixar o Paraíso, o

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mesmo fizera uma oferenda de Líbano, benjoim e especiarias da manhã, e com esta espécie de feitiçaria fechara a boca de todos os animais selvagens e domésticos, das aves, de tudo que anda e rasteja, de forma que não mais puderam falar. De acordo com o relato deste apócrifo, até então, todos falavam entre si a mesma língua. Parece que somente o papagaio e algumas espécies de caturritas não foram atingidos pelo sortilégio de Adão. Se o relato contido no livro dos Jubileus for verídico é claro! Uma segunda corrente religiosa é adepta da teoria de que esta serpente era um animal ereto, provavelmente um macaco, o elo perdido entre o chipanzé e o homem, coisa que a ciência não consegue explicar. Este ser, segundo esta teoria, tinha a habilidade de arrazoar, mentir e seduzir. Eva fora seduzida por este macaco que teve relações sexuais com a mesma antes de Adão, engravidando-a, de Caim. Mas de acordo com a cultura dos povos antigos esta “serpente” era na verdade um reptiliano puro. Gênesis 3/ 1-6: Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? A tradução em questão não diz a origem da serpente. Apenas afirma que ela era mais engenhosa que os animais irracionais que Deus tinha feito. Sendo assim fica aberta a questão: este ser viera de outra dimensão ou planeta, ou fora criado junto com as alimárias do campo? Gênesis 3/ 1: Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito.

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Já esta tradução deixa claro que este ser era uma espécie que também fazia parte do pacote, ou seja, fazia parte dos animais do campo que o Senhor havia feito corroborando com aquilo que Jim Sparx declarara a jornalista, investigadora e pesquisadora de OVNIs, Linda Moulton Howe. Jim fora “abduzido”, e declarara a Linda ter entrado em contato com alguns reptilianos ou seres serpentes originários da terra. Segundo Sparx estes seres têm sua própria cultura, e têm interagido com os seres humanos por milhares de anos. O versículo colocado na forma que fora apresentado logo acima também dá respaldo à alegação de Ole K que afirma ter se comunicado com uma reptiliana, isto é, com um ser serpente do sexo feminino de nome Lacerta, entrevistando- o, em mais de uma ocasião. Nestas entrevistas Lacerta declara que os reptilianos que evoluíram na Terra se diferenciam dos reptilianos alienígenas que frequentemente visitam o planeta Terra, e veem a raça humana como uma espécie primitiva pertencente a outras raças extraterrestres. Ademais, de acordo com Lacerta, os reptilianos terrestres abatem a espécie humana de modo moderado não trazendo risco a presença humana no planeta, sugerindo que estes seres serpentes estão seguindo normas impostas sobre os mesmos por raças alienígenas ou espirituais mais poderosas. Se isso, deveras, for verdade, nós podemos ter a certeza de que os seres humanos somente são abatidos em caso especiais, uma vez que a preservação da espécie humana no planeta Terra é de vital importância para os seres serpentes, e outros entes espirituais do mal, visto que os mesmos se

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alimentam das emoções negativas humanas (Gálatas 5/

19-21).

Para colocar um pouco mais de mistério a questão em pauta o livro de Enoque afirma que esta serpente a qual seduzira Eva, era um anjo rebelde de nome Gadreel, porém, há um ponto falho nesta afirmação, uma vez que Gadreel faz parte do grupo de benai elohim de Gênesis 6. Essa discordância é decorrente do fato de eu ser um cristão, e estar usando a Bíblia como paradigma hermenêutico, como fundamentação deste estudo. Bem, dentro da esfera cristã existe o consenso entre a grande maioria de que a tal serpente que seduzira a primeira mulher era na realidade um querubim do hebreu “keruv”, no plural “keruvim”. Estes entes espirituais são descritos no cristianismo, assim como em tradições mais antigas, algumas vezes mostrando formas híbridas de homem e animal. No entanto, na Bíblia não se encontra registros que os expõe como seres reptilianos. Ou seja, nas Escrituras não se encontra base para a crença de que esta serpente era um querubim. O mesmo não se pode dizer da palavra hebraica serafim, que na realidade é plural da raiz “saraf” que significa “abrasador, ardente”. Na Bíblia hebraica a palavra “saraf” aparece inúmeras vezes, traduzida como “serpente abrasadora”. Crê-se que os serafins estejam na primeira posição na hierarquia celestial dos anjos. São os que estão mais próximos de Deus. No livro do profeta Isaías aparece à raiz diversas vezes, sendo que a palavra “saraf” é uma vez encontrada no plural, traduzida como “serpente ardente” recebendo o adjetivo “voador”. Ou seja, Isaías qualifica-a, como uma

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serpente voadora, isto é, alada. Portanto, podemos afirmar de acordo com a Bíblia hebraica de que um serafim é uma serpente voadora abrasadora, ardente, sendo, assim, fora um serafim o sedutor de Eva, e não um querubim. Isaías 6/ 1-2: No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. O profeta vira Deus assentado sobre um alto trono que demonstrava inatingível beleza e perfeição estética, e a parte de sua veste que se arrastava enchia o templo, e serpentes ardentes voadoras estavam por cima Dele. As traduções que, estamos acostumados a manusear afirmam que os serafins em questão possuíam seis asas cada. Com duas cobriam os seus rostos, com duas cobriam seus pés, e com duas voavam. Os versículos acima nos relevam que nem todos os serafins ou serpentes ardentes voadoras se corromperam, dando sustentabilidade à tese do escritor e orador britânico David Icke que a cepa genética reptiliana opera em todo o Universo, e nem todos são malévolos. Mas de onde vem à crença de que o sedutor da primeira mulher fora um querubim? Esta crença é decorrente daquilo que diz o profeta Ezequiel. Ezequiel 28/ 12-14: Filho do homem levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria

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e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.

É bom que se diga que Tiro é uma antiga cidade fenícia

no Líbano, na costa do mar Mediterrâneo, aproximadamente trinta quilômetros de Sídon. Bem! O rei de Tiro nos dias do profeta Ezequiel era um querubim que um dia havia estado no jardim do Éden. Por isso a crença cristã de que este querubim fora o sedutor de Eva. No entanto, esta doutrina é errônea.

Gênesis 3/ 22-24: Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, o Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

O querubim da guarda ungido mencionado pelo profeta

Ezequiel um dia tinha feito parte do grupo de querubins que Deus colocara ao oriente do Éden para guardar o caminho da árvore da vida depois que Adão fora lançado

fora do jardim. Como era “ungido” supõe-se que fosse o

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líder dos demais querubins. Mas em tempo algum este ente espiritual entrara em contato com Eva. O que acabamos de conferir nos dá uma única certeza:

ninguém sabe ao certo quem fora o sedutor de Eva. Agora, deveras, vamos percorrer a história de Caim. Gênesis 4/ 1-2: E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem. E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Eva dera à luz a gêmeos, mas de pais diferentes. Caim era filho da serpente, para aqueles que gostam de dar um sentido literal a tudo, Caim era filho de um reptiliano. Portanto, o mesmo era hibrido. Já Abel era um humano puro. Descendente legítimo de Adão e Eva. Onde está o alicerce para esta minha afirmação? Gênesis 4/ 25: E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Seth; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou. No caso de Seth, Adão tornara a conhecer a sua mulher. Coisa que não acontecera no caso de Caim e Abel. “E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e deu à luz mais a seu irmão Abel!” Caim e Abel eram gêmeos, filhos da mesma mãe, mas de pais diferentes. Gênesis 4/ 2-7: Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua

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gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar. Deus não aceitara a oferta de Caim pelo fato do mesmo ser hibrido? E que tipo de mal o mesmo estava praticando? Se Caim fizesse o que era bom o Senhor aceitaria sua oferta, mesmo sendo ele um hibrido, visto que Deus não faz acepção de pessoas. Mas fazendo uma rápida pesquisa a respeito da cultura reptiliana, se chegará à conclusão de que Caim havia começado a fazer enxerto, isto é, enxertar uma espécie de frutos e sementes em outras espécies, por isso a não aceitação de sua oferta, visto que já demonstravam mudanças genéticas. Gênesis 4/ 8-9: E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou. E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? É bom enfatizar que um reptiliano puro ou hibrido não possui noção de bem ou mal, ou seja, para ele o fim sempre justifica os meios. Caim assassinara seu meio irmão Abel, e ficara bravo quando o Senhor lhe perguntara a respeito dele. “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” Para o mesmo este era um fato corriqueiro, normal, como se tirar a vida de alguém fosse uma coisa natural. No

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entanto, para os reptilianos, tanto os puros como os híbridos, de fato, isso é uma coisa trivial, visto que não têm senso de justiça. São como um computador programado para executar determinada tarefa, e no exercício desta tarefa são frios como o gelo. 1 João 3/ 12: Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou o próprio irmão. E por que o matou? Porque

o que Caim fazia era mau, e o que o seu irmão fazia era bom. Tudo indica que Caim era um ser híbrido, e é com esta hipótese que vamos trabalhar.

Gênesis 4/ 16-17: E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden. E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu

à luz a Enoque.

O mesmo tomara como esposa a sua irmã Awan, humana pura, filha legítima de Adão e Eva, nascida depois do nascimento de Caim e Abel. Portanto, o Enoque, filho de Caim era um humanoide talvez com traços mais voltados para a raça humana do que para os reptilianos, no entanto, isto não diminui sua condição de híbrido.

Gênesis 4/ 17-22: Caim e a sua mulher tiveram um filho

e lhe deram o nome de Enoque. Mais tarde Caim construiu

uma cidade e a chamou de Enoque, o nome do seu filho. Enoque foi pai de Irade, que foi pai de Meujael, que foi pai de Metusael, que foi pai de Lameque. Lameque teve duas mulheres: uma delas se chamava Ada, e a outra, Zilá. Ada teve um filho chamado Jabal, que foi o antepassado dos que criam gado e vivem em barracas. Jabal tinha um irmão chamado Jubal, que foi o antepassado de todos os músicos

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que tocam lira e flauta. Zilá, por sua vez, teve um filho chamado Tubalcaim, que era ferreiro e fazia objetos de bronze e de ferro. Os humanoides reptilianos começam a se desenvolver a passos largos. Surge cidade, a criação de gado, para a comercialização de leite e carne nesta cidade, a cultura musical, e os especialistas em fazer objetos de bronze e de ferro. Resumindo, os descendentes de Caim, já tinham atingido um nível considerável de desenvolvimento, e povoado a planície, e este progresso ocorrera antes da chegada dos duzentos anjos mencionados na narrativa de Enoque. Vamos retornar ao livro “A Caverna dos Tesouros”. No capítulo 11, santo Efrém diz que, reinava a impudicícia entre os filhos de Caim. As mulheres corriam atrás dos homens sem a menor vergonha e misturavam-se com eles numa orgia selvagem. Praticavam a fornicação abertamente, sem pudor algum. Dois, até três homens caíam em cima de uma mulher; e da mesma forma as mulheres corriam atrás dos homens, pois lá naquele lugar estavam reunidos todos os demônios. Os espíritos impuros meteram-se dentro das mulheres, e as mais velhas entre elas eram ainda mais assanhadas que as jovens. Os pais e os filhos conspurcavam suas mães e suas irmãs; os filhos não reconheciam os seus pais, e os pais não distinguiam os seus filhos. Satanás tornou-se o chefe desse antro. Sopravam as flautas em meio ao vozerio, tocavam as cítaras sob o influxo dos demônios, percutiam os tambores e as matracas, em colaboração com os espíritos maus. E o

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ruído das gargalhadas elevava-se nos ares, e foi ouvido no alto da Montanha Sagrada. Quando os filhos de Seth escutaram aquele poderoso vozerio e aquelas gargalhadas, vindos do campo dos filhos de Caim, cem dentre eles, homens fortes e vigorosos, reuniram-se e tomaram a resolução de descer até a área dos filhos de Caim (C.D.T. 11/ 1-3). Lá embaixo viram as filhas de Caim, que eram de bonita aparência, e que descobriam as suas vergonhas sem o mínimo pudor. Então os filhos de Seth atiraram-se à perdição, por meio da fornicação com as filhas de Caim (C.D.T. 11/ 7). Como falei na introdução, os adeptos desta tese usam Mateus 12/ 25, para dar sustentabilidade, e defendê-la, onde Jesus afirma que na ressurreição os seres humanos não casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. Cristo faz menção aos anjos que estão nos céus, não fala nada a respeito daqueles que estão na terra que, era o caso dos anjos mencionados por Enoque. Ainda trabalhando com a hipótese de que os Guardiões não eram anjos, mas sim humanos. Se este fora o caso então a teoria de que estes Benai Elohim eram homens do futuro que viajaram no tempo tem lá certo fundamento. De acordo com a Física Quântica o espaço e o tempo são ilusões da percepção humana, ou seja, tudo aquilo que percebemos com os cinco sentidos não é real. Essas ilusões se desenvolvem em linha reta passando por três etapas: passado, presente e futuro. Já Deus, e talvez os seres espirituais, fora do espaço-tempo, vêm os eventos terrenos se desenvolverem de modo simultâneo, em forma

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de círculos interligados, um circundando o outro centralizado no presente. Quando os cientistas descobrirem um meio de dissipar essas ilusões da percepção humana então será possível trazer para o presente, e alterar tudo que já acontecera no planeta Terra, e tudo o que irá acontecer. Não existirá mais passado nem futuro, uma vez que tudo estará centralizado no presente. Vivenciar e fazer parte dos fatos passados e futuros será como ir de um bairro a outro de uma cidade qualquer. Os cientistas que conseguirem esta proeza, deveras, atingiram o status de deuses, contudo, eu acredito que, no momento em que este êxito for alcançado Jesus aparecerá sobre as nuvens (Mateus 24/ 30), ou então ocorrerá uma grande reciclagem na mesma proporção do dilúvio ocorrido nos dias de Noé, mas, de fato, existe uma remota possibilidade dos anjos mencionados por Enoque serem seres humanos do futuro. Porém, eu creio que estes entes que tomaram mulheres humanas como esposas, deveras, eram anjos, assim como cria Judas irmão do Senhor, e o apóstolo Pedro. Enoque tinha um conhecimento minucioso a respeito desses seres. Se fossem humanos certamente ele teria colocado esta informação em seu livro. Para melhor compreensão eu recomendo-os, a assistirem a série “Touch” e o filme “Lucy”. Na série Touch, criada por Tim Kring, e protagonizada por Kiefer Sutherlando, e David Mazouz, com participação de Danny Glover, e Maria Bello, Jake, interpretado por Mazouz, é um garoto autista que tem a capacidade de comunicar-se por meio de números, vendo coisas não

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capitáveis a percepção de um ser humano normal. Jake consegue entrar em determinadas frequências que vão ligando eventos aparentemente desconexos que passam a desenvolver-se de modo simultâneos. Contudo, Jake consegue captar e ligar os eventos que ocorrem na mesma linha do tempo, isto é, no presente, ou seja, ele não consegue captar eventos passados nem futuros. Já o filme “Lucy”, estrelado por Scarlett Johansson e Morgan Freeman, ultrapassa as barreiras do presente. Lucy entrega uma maleta para o Sr. Jang com uma nova droga sintética chamada CPH4. Depois ela é espancada até ficar inconsciente. Quando acorda a mesma se da conta que, lhe fora feita uma cirurgia, sendo, em seguida informada que, um saco com a tal droga é cirurgicamente implantado em seu abdômen, e em mais outras três "mulas", que também vão transportar a droga para comercialização na Europa. No cativeiro, um de seus raptores tenta abusá-la sexualmente, sendo que, a mesma revida a investida com uma mordida num dos dedos do sujeito. Enraivecido, o homem lhe dá um soco, e depois que ela cai, chuta seu estômago. Após três chutes, o saco com a droga acaba por se rasgar e libera parte de seu conteúdo em seu corpo. Como resultado, ela gradativamente começa a adquirir capacidades físicas e mentais cada vez mais elevadas, como telepatia, telecinese, eletrocinese, absorção instantânea de conhecimento, capacidade de viagem no tempo, e inclusive a capacidade de não sentir dor ou outros desconfortos físicos ou emocionais, entre outras coisas. Lucy se torna uma deusa. Por um curto período de tempo é bem verdade, mas por

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um momento a mesma vê as coisas do mesmo modo que o Criador vê. Outro ponto interessante neste filme é o conceito de tempo. De acordo com o roteirista o tempo é que dá existência a matéria ou não, sendo que, tudo depende dá sua velocidade. Dito isso vamos conferir novamente Enoque 7/ 2: E elas ficaram grávidas, e deram à luz a grandes gigantes. E sua altura era de três mil cúbitos. O objetivo dos Guardiões era gerar uma nova raça com a capacidade de suplantar, e exercer controle sobre o homem, a obra prima de Deus, criado a imagem e semelhança do Altíssimo, e o objetivo deles fora alcançado. As mulheres humanas deram a luz a uma raça de gigantes híbridos. Porém, toda a criação fora dos princípios de Deus é imperfeita, ou seja, sempre apresenta um defeito ou outro. A escritora britânica Mary Shelley fora muito feliz quando escrevera o seu romance de terror gótico Frankenstein”, uma criatura arrepiadora criada por um cientista alquimista que, se rebela depois de ter sido abandonado pelo seu criador. O que me chama a atenção não é a narrativa da autora, mas sim a criatura em si. Provavelmente, de modo inconsciente, a mesma criara uma personagem que retrata bem o resultado de uma criação fora dos princípios de Deus. Por isso Jesus disse “sem mim nada podeis fazer (João 15/ 5)!” Enoque 7/ 3: Estes devoravam todo o trabalho dos homens; até que os homens não foram mais capazes de sustentá-los.

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O defeito em forma de maldição apresentado pelos gigantes híbridos estava no estômago e na boca, vamos dizer assim, porque os mesmos comiam, comiam, e nunca conseguiam matar a fome. Essa distorção fez com que eles consumissem todas as provisões de alimentos dos demais homens. Alimentá-los se tornara uma tarefa impossível. Enoque 7/ 4: E os gigantes se voltaram contra eles para devorar os homens. Quando os humanos puros nada mais tinham de alimento para dar-lhes, os gigantes se voltaram contra eles e começaram a devorá-los, ou seja, começara ocorrer um canibalismo híbrido. Enoque 7/ 5: E eles começaram a pecar contra pássaros, animais, répteis, peixes, e devoravam a carne uns dos outros, e bebiam seu sangue. Depois dos humanos puros fora a vez dos pássaros, dos animais selvagens, dos répteis e dos peixes. Após esta sequência os gigantes hibridizados começaram a devorar a carne e a beber o sangue um dos outros. Agora não estava ocorrendo somente canibalismo, mas também vampirismo. De acordo com um manuscrito grego havia duas raças de gigantes chamadas de Nephilim e uma de Elioud, e essas três raças começaram a devorar-se entre si. Enoque 7/ 6: Então a Terra queixou-se dos sem lei. Noutra tradução a terra clamou contra os monstros.” O conteúdo contido nesta primeira parte, com certeza, emite informação suficiente para se criar um cenário mental do quão terrível era à situação do mundo antediluviano nos dias de Enoque.

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PARTE II

Inicialmente as vítimas eram basicamente os seres humanos puros. Depois fora a vez dos pássaros, dos animais selvagens, dos répteis e dos peixes. Após esta sequência os gigantes hibridizados começaram a devorar a carne e a beber o sangue um dos outros. Agora não estava ocorrendo somente canibalismo, mas também vampirismo. Se isso não bastasse os anjos caídos introduziram uma série de elementos novos na cultura antediluviana. Enoque 8/ 1: Azazel ensinou aos homens a confecção de espadas, facas, escudos e armaduras, abrindo os seus olhos para os metais e para a maneira de trabalhá-los. Quando o anjo caído Azazel, repentinamente, se propusera a ensinar-lhes a fazer espadas, facas, escudos, e armaduras, provavelmente os homens acreditaram que esse Benai Elohim estava querendo ajudá-los. Contudo, não havia razão para Azazel ajudá-los. Certamente o mesmo também era pai de gigantes híbridos. Ajudaria ele os humanos, talvez, assinar os seus próprios filhos? É claro que não! A real intenção por trás dessa aparente ação benigna era alterar o ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, e as armas desencadearam um processo de desumanização. Um deixara de respeitar a vida do outro, tirando-a, cruelmente, sem demonstrar remorso algum. Vamos conferir a segunda parte do versículo. Vieram depois os braceletes, os adornos diversos, o uso dos cosméticos, o embelezamento das pálpebras, toda sorte de pedras preciosas e a arte das tintas (Enoque 8/ 1).

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Azazel também lhes ensinara a fabricar espelhos e a manufatura de braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o embelezamento das sobrancelhas, o uso de

todo tipo de selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de corantes, com um único propósito: transformar completamente os valores da sociedade humana, desfigurando-a.

Os ornamentos de beleza trouxeram como consequência

a multiplicação do sexo sem compromisso, e a adulteração de todos os valores éticos e morais, culminando na perversão de todas as doutrinas. No capítulo (9) está escrito que, Azazel revelara aos homens os segredos eternos que estavam preservados nos Céus. Em outras culturas, seguramente este anjo caído seria adorado como o deus das armas e da moda.

Enoque 8/ 3: Amezarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes.

O anjo Amezarak decidira popularizar o ofício de

feiticeiro, encantamentos, e corte de raízes e árvores, permitindo que o público em geral tivesse acesso a esta espécie de conhecimento, antes restrito as esposas dos Benai Elohim. Tudo indica que o mesmo abrira uma escola voltada, exclusivamente, à arte da magia. Sem sombra de dúvidas, muita gente disputava uma vaga nesta escola. Com tantos bruxos fazendo uso de sortilégios para intervir na vida das pessoas, nada mais justo do que criar uma escola para desfazer bruxarias, e fora isso que o anjo Armaros fizera para equilibrar as coisas, deixando tudo no

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faz e desfaz, no desfaz e faz, colocando em cena uma gangorra movida por bruxos e suas magias. Enoque 8/ 3: Armaros a dissipação dos esconjuros. Imagine a quantidade de feiticeiros que haviam saído da escola de Amezarak, ao ponto de se criar uma escola só para formar bruxos dotados de habilidades para desfazer feitiços? Vamos passar para outra parte do verso. Enoque 8/ 3: Barakijal ou Baraqiel ensinou a astrologia, Kokabiel ensinou presságios, Tamiel ensinou astrologia, e Asradel ensinou as influências da Lua. “Astrologia” do grego astron, astros, estrelas, corpos celestes, e logos, palavra, estudo, é uma pseudociência. De acordo com essa pseudociência as posições relativas dos corpos celestes podem prover informações sobre a personalidade, as relações humanas, incluindo outros assuntos que diz respeito à vida do ser humano. A humanidade tivera acesso a esta pseudociência por meio dos ensinamentos dos anjos Barakijal ou Baraqiel, e Tamiel. Os ensinamentos de Kokabiel eram voltados para os prognósticos sobre o futuro. Já Asradel preferira ensinar as influências da lua. Acredita-se que, as frequências que a lua emite afetam as frequências do estado de espírito do ser humano, como sentimentos, emoções e desejos. Na lua nova, a fase não iluminada, isto é, o lado escuro da Lua está de frente para a Terra. A escuridão emana frequências Raja-Tama predominante. Assim sendo, quando comparada com a fase iluminada, a fase escura emite mais frequências sutis básicas de Raja-Tama para a

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Terra. Quando a lua está cheia ou nova, a atração gravitacional da lua e do sol é combinada. A lua exerce uma força sobre a Terra em outros dias também, mas não é tão poderoso quanto nos dias de lua cheia e lua nova. Durante os dias de lua nova, os demônios, espalham raja-tama nas pessoas envolvidas em rituais de ocultismo e pessoas predominantemente Rajasik, e Tamasik são fortemente influenciadas e recebem energia negra para suas atividades Raja-Tama. Como é um dia condutivo para atividades Raja-Tama, é considerado um dia não favorável para quaisquer atividades positivas, de acordo com esses ensinamentos preconizados por Asradel. Bem, este conjunto de fatores causara danos terríveis à humanidade daquela época. Enoque 8/ 4: À medida que os homens pereciam, eles clamavam, e suas vozes alcançavam os Céus. Uma população armada desencadeando uma carnificina entre irmãos, e se isso não bastasse os gigantes também a devorava. Isso quando estes híbridos não estavam se devorando entre si. Também havia grupos que lutavam entre si, usando as armas dá feitiçaria no embate de forças. Provavelmente o sexo sem compromisso fizera alastrar-se muitas doenças sexualmente transmissíveis, tornando-se, verdadeiras epidemias, aumentando ainda mais o contingente de pessoas mortas. Diante de um quadro tão aterrador como este o povo começara a clamar ao Senhor. Enoque 9/ 1: E então Miguel, Gabriel, Suriel e Uriel olharam para baixo desde os Céus e viram a quantidade de

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sangue que estava sendo derramado sobre a terra e toda a iniquidade que estava sendo feita sobre a terra. Estes quatro anjos do bem viram o quadro aterrador que predominava sobre o planeta Terra, e foram até Deus, e relataram o que estava se passando, e quem eram os responsáveis pelo caos instaurado. Enoque 9/ 6: Vê então o que Azazel tem feito como tem ensinado toda iniquidade na terra e revelado os segredos eternos que estão (preservados) nos Céus. Tudo que Azazel ensinara eram segredos eternos preservados nos Céus. Eram coisas maléficas que a humanidade não deveria ter acesso, porém, este anjo, sem temer a ira do Senhor transmitira-os, a espécie humana, despertando em seus corações a malícia, seguida de uma brutalidade sem igual. Enoque 9/ 7: E Semyaza fez conhecidos encantamentos, ele a quem Tu deste, autoridade para comandar aqueles que estão com ele. Os quatro anjos continuam contando os feitos pecaminosos realizados pelos duzentos anjos rebeldes. Enoque 9/ 9: E as mulheres deram à luz a gigantes, e toda a terra desde então tem estado cheia com sangue e iniquidade. É claro que não poderia faltar no relato o canibalismo e o vampirismo praticado pelos gigantes híbridos, e as demais iniquidades postas em prática pelos mesmos. Após a narrativa minuciosa em todos os quesitos, o Senhor distribuíra tarefas a cada um dos anjos do bem. Enoque 10/ 1-3: Então o Altíssimo, o Magnífico e Sagrado, falou e mandou Arsyalalyur ao filho de Lameque,

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e lhe disse: Diga a ele em meu nome, esconde-te! E revela a ele o fim que se aproxima, porque toda a terra será

destruída. Um dilúvio está por vir sobre toda a terra, e tudo

o que está sobre ela será destruído. E agora o instrua para que ele escape e sua descendência possa sobreviver para toda a Terra. No texto grego ao invés de Arsyalalyur lê-se Uriel. Bem, a ordem de Deus é para que o anjo Uriel salve do

dilúvio o filho de Lameque, que nascerá num futuro próximo, e se chamará Noé. Além de profetizar detalhes precisos do dilúvio, e seu tempo, também revela que isto foi escrito no período em que Enoque já é avô, de Lameque, mas não sabe ainda como o filho de Lameque será chamado. No livro de Matusalém filho de Enoque, e pai de Lameque, está escrito que, o corpo de Noé era branco como

a neve, e vermelho como a flor de uma roseira. O cabelo de

sua cabeça era branco como a lã, e seus olhos eram belos,

e quando ele os abria fazia toda a casa brilhante, como o

Sol, e toda a casa ficava excepcionalmente brilhante. Lameque temera o próprio filho, e fugira para junto de seu pai Matusalém, e lhe disse: Gerei um filho estranho. Ele não é como um homem, mas como os filhos dos Anjos dos

Céus. É de um tipo diferente, e não como nós. E seus olhos são como os raios de Sol, e sua face gloriosa. E me parece que ele não saiu de mim, mas dos Anjos, e receio que algo extraordinário possa ser realizado na terra em seus dias (Enoque 106/ 1-6).

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Noé é filho de um anjo, ou seja, é fruto de uma traição! Essa era a suspeita de Lamaque, uma vez que a criança tinha todas as características de um híbrido. No Shahnemeh ou Livro dos Reis que, contém a legendária história do Irã, completada em 1010 d.C. pelo poeta árabe Firdowsi, descreve o nascimento de um bebê chamado Zal, o filho de um rei chamado Sam. De novo o rei fica horrorizado pela aparência não terráquea desta criança que tinha um corpo muito grande, e tão claro como a prata, cabelo tão branco como de um homem idoso, similar à neve, e um rosto que se comparava ao Sol. Sam chamou seu filho de uma criança demônio, uma criança dos devas, das Sentinelas. Como os patriarcas do Antigo Testamento, os iranianos pareciam ter uma aversão às crianças nascidas com características extremamente brancas. E quem se diz ser extremamente branca, branca albina? A hierarquia real dos Dracos. Os textos do Shahnemeh, diz de Zal:

Nenhum ser humano desta Terra Poderia gerar tal parto monstruoso, Ele deve ser da raça dos Demônios, Embora humano ainda na forma e rosto, Se não um Demônio, ele pelo menos, Parece uma variedade de besta (48). (O Maior Segredo, David Icke). Bem, Lameque recorre a seu pai Matusalém, por sua vez Matusalém recorre a seu pai Enoque, ambos movidos pelo mesmo propósito: obter resposta a respeito de Noé.

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Enoque 106/18: E agora faz saber a teu filho Lameque que aquele que nasceu é verdadeiramente seu filho. E chama-o Noé, pois será um sobrevivente para vós e ele e seus filhos serão salvos da destruição que se aproxima sobre a terra por causa de todo o pecado e toda a iniquidade, a qual será efetuada sobre a Terra em seus dias. Enoque manda seu filho Matusalém disser ao seu filho Lameque, neto de Enoque, que o seu filho albino, era realmente seu filho e sugere o nome de Noé. Seria ele um sobrevivente, uma vez que ele e seus filhos seriam salvos da destruição. Enoque 10/ 4-6: E além, disso o Senhor disse a Rafael:

Amarra as mãos e os pés a Azazel e lança-o na escuridão. E abre o deserto, que está em Dudael, e lança-o lá. E lança sobre ele rochas brutas e ásperas, e cobre-o com escuridão. Cobre sua face para que ele não possa ver a luz. E para que, no Grande Dia do Julgamento, ele seja lançado no fogo. Judas irmão de Jesus faz menção do castigo imposto pelo o Senhor a estes anjos rebeldes. Judas 1/ 6: E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia. É bom enfatizar que Judas usa o capítulo 1/ 6, do livro de Enoque em sua epístola. Judas 1/ 14-15: E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas

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obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. Isso demonstra a importância que Judas, assim como outros de sua época davam ao livro de Enoque. O apóstolo Pedro também faz menção do castigo imposto aos Guardiões que tomaram mulheres humanas como esposa, e por meio delas geram uma raça de gigantes híbridos. A afirmação de Pedro é que Deus lançara no inferno os anjos rebeldes, entregando-os, às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo (2 Pedro 2/ 4). Enoque 10/ 9: E o Senhor disse a Gabriel: Vai contra os bastardos e perversos, e contra os filhos dos fornicadores. E destrua os filhos dos fornicadores, e os filhos das Sentinelas, dentre os homens. E manda-os partir, e manda- os uns contra os outros para que se destruam em luta, pois não terão vida longa. Havia um grupo que era formado por pessoas espúrias, e nefandas. Outro grupo era formado por aqueles que eram frutos de relacionamentos sexuais sem compromisso. Já o terceiro grupo era formado pelos filhos das Sentinelas, ou seja, pelos gigantes híbridos. A missão do anjo Gabriel era destruí-los. E o meio pelo qual os destruiria seria incitando-os, uns contra os outros. Enoque 10/12-13: Quando todos seus filhos se tiverem matado uns aos outros, e quando eles virem à destruição de seus queridos, aprisiona-os por setenta gerações, sob os montes da terra, até o dia de seu julgamento e de seu fim, até que o julgamento, que é por toda a eternidade, seja consumado. Naqueles dias serão levados para o Abismo de

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Fogo; em tormento e em prisão serão trancados por toda a eternidade. Os Guardiões não escapariam do aprisionamento, contudo, antes disso acontecer eles veriam à destruição de seus filhos. Depois deste castigo inicial os mesmo seriam aprisionados nos montes da terra por setenta gerações, aguardando em regime fechado o julgamento já com uma sentença preestabelecida. O Abismo de Fogo seria o destino final destes anjos rebeldes, onde, em tormento eterno, e em prisão seriam trancados por toda a eternidade. Nós acabamos de conferir a sentença imposta as Sentinelas. Agora vamos ficar por dentro da sentença imposta aos seus filhos. Enoque 15/ 5: Os gigantes, porém, que foram gerados do espírito e da carne, serão chamados na terra de espíritos maus; eles também terão a sua morada na terra. Do corpo delas procederam espíritos maus; pois, embora nascidos de humanos, é dos Guardiões santos o seu princípio e origem primeira. Eles serão espíritos corruptos sobre a terra. e assim chamar-se-ão. Tudo indica que os espíritos dos Nephilins sejam os espíritos que Jesus chamara de espíritos imundos.

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PARTE III

Jesus Cristo fez-se semelhante ao ser humano, e achando na forma de homem, ensinara a humanidade a lidar com uma espécie de espíritos aos quais chamou de espíritos imundos. O apócrifo livro de Enoque nos informa de que esses espíritos na realidade são os espíritos dos Nephilim. O estudo a seguir nos esclarece um pouco mais a respeito dessa hierarquia de espíritos amaldiçoados por Deus, ou seja, os espíritos dos Nephilim. Mateus 12/ 43-45: Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Imundo” significa porco, sujo, asqueroso, obsceno. O primeiro sintoma de uma pessoa com espírito imundo é a falta de higiene. O segundo é apresentar hábitos que causam nojo naqueles que estão a sua volta. O terceiro é o emprego de uma sensualidade extremamente vulgar, na maioria das vezes observada em garotas de programa. O quarto é o procedimento malicioso, seguido de brincadeiras de baixo nível, e o falar completamente incompatível com a moral e a ética de uma sociedade politicamente correta. Certamente alguém possesso de um espírito imundo apresentará um desses sintomas descrito acima.

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Marcos 9/ 25: E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo:

Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e nunca mais entres nele. Marcos 9/ 28-29: E quando entraram em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que não pudemos nós expulsá-lo? Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração {e jejum.} Neste tipo de caso o espírito imundo entra numa pessoa quando ela ainda é um feto em formação, e a incredulidade é a procuração que lhe dá o direito de entrar num feto ainda em formação. Marcos 9/ 21-24: E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para destruí-lo; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe disse Jesus: Se podes!-tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, {com lágrimas} disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade. Ajuda a minha incredulidade!” A mãe ou o pai deste garoto era estéril. Por isso não podiam ter filhos. Porém, um dia o Senhor falara com o pai e lhe prometera um filho. Porém, o mesmo não crera. Sua incredulidade abrira a porta para um espírito mudo e surdo entrar no jovem quando era ainda um feto. Vamos recorrer a outro caso. Se por ventura ainda há dúvida por certo ela será eliminada. Lucas 1/ 5-7: Houve nos dias do Rei Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de

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Abias; e sua mulher era descendente de Arão, e chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos avançados em idade. Lucas 1/ 11-13: Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso. E Zacarias, vendo-o, ficou turbado, e o temor o assaltou. Mas o anjo lhe disse: Não temais Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. Não fica bem claro se a oração de Zacarias fora feita na época em que o mesmo era jovem, ou se fora num momento de inspiração. Lucas 1/ 18: Disse então Zacarias ao anjo: Como terei certeza disso? Pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade. Eu acredito que num momento de inspiração, não muito tempo antes da visita do anjo, Zacarias numa experiência profunda com o Senhor sentira que poderia ser pai apesar

dê sua velhice e da velhice de sua esposa, e pedira um filho

a Deus. No entanto, a resposta positiva viera num

momento em que ele estava em seu estado natural. Por isso o mesmo não crera nas palavras do anjo. E qual é a base para esta afirmação? Lucas 1/ 8-9: Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso.

Coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor!”

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Ou seja, o mesmo não estava preparado para entrar no santuário do Senhor, uma vez que este direito lhe coube por sorte. Por isso a sua incredulidade diante das palavras de Gabriel. Lucas 1/ 19-20: Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas; e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que há seu tempo hão de cumprir-se. A primeira impressão que temos é de que o anjo fez com que Zacarias ficasse mudo por castigo em decorrência de sua incredulidade. Mas na realidade Gabriel remetera o espírito mudo para sua boca, para evitar que João nascesse sem a habilidade de falar. Lucas 1/ 57-64: Ora, completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho. Ouviram seus vizinhos e parentes que o Senhor lhe multiplicara a sua misericórdia, e se alegravam com ela. Sucedeu, pois, no oitavo dia, que vieram circuncidar o menino; e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. Respondeu, porém, sua mãe: De modo nenhum, mas será chamado João. Ao que lhe disseram:

Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que se chamasse. E pedindo ele uma tabuinha, escreveu: Seu nome é João. E todos se admiraram. Imediatamente a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; louvando a Deus. No caso específico de João Batista, o espírito mudo poderia ter entrado nele desde o momento dá concepção

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até o seu oitavo dia de vida física. Por isso o anjo decretara que o mesmo ficasse na boca de Zacarias até o dia em que os vizinhos vieram circuncidá-lo. Vamos nos reportar a outro caso de “incredulidade” ainda mais grave que os dois já conferidos.

2 Reis 4/ 8: Sucedeu também certo dia que Eliseu foi a

Suném, onde havia uma mulher rica que o reteve para comer; e todas as vezes que ele passava por ali, lá se dirigia

para comer.

2 Reis 4/ 14-16: Então dissera ele: Que se há de fazer,

pois por ela? E Geazi dissera: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. Pelo que disse ele: Chama-a. E ele a chamou, e ela se pôs à porta. E Eliseu disse: Por este tempo,

no ano próximo, abraçarás um filho. Respondeu ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. A mulher sunamita pensara que o profeta estava lhe falando uma mentira. Ou seja, achara que Eliseu estava fazendo uma brincadeira de péssimo gosto com ela.

2 Reis 4/ 17: Mas a mulher concebeu, e deu à luz um

filho, no tempo determinado, no ano seguinte como Eliseu

lhe dissera. Da para imaginar a tamanha felicidade desta mulher? No entanto, a sua incredulidade resultaria em algo terrível para o garoto e consequentemente a ela.

2 Reis 4/ 18-20: Tendo o menino crescido, saiu um dia a

ter com seu pai, que estava com os segadores. Disse a seu pai: Minha cabeça! Minha cabeça! Então ele disse a um moço: Leva-o a sua mãe. Este o tomou, e o levou a sua mãe; e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu.

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O menino crescera sem apresentar sintomas anômalos. Tudo corria aparentemente de modo normal, mas a incredulidade da mulher sunamita fez com que um espírito de morte entrasse já no feto que estava se formando em seu ventre, até que um dia sem aviso prévio este espírito se manifestara, e o garoto veio á falecer inesperadamente. 2 Reis 4/ 28: Então disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? Não sabia a sunamita que o “não me enganes” era a causa da morte de seu filho. 2 Reis 4/ 32-37: Quando Eliseu chegou a casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama. Então ele entrou, fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor. Em seguida subiu na cama e deitou-se sobre o menino, pondo a boca sobre a boca do menino. Os olhos sobre os seus olhos, e as mãos sobre as suas mãos, e ficou encurvado sobre ele até que a carne do menino aqueceu. Depois desceu, andou pela casa duma parte para outra, tornou a subir, e se encurvou sobre ele; então o menino espirrou sete vezes, e abriu os olhos. Eliseu chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele: Toma o teu filho. Então ela entrou, e prostrou-se a seus pés, inclinando-se à terra; e tomando seu filho, saiu. Neste caso o profeta Eliseu ajudou a sunamita na sua falta de fé. Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra.” Mas o que faz com que estes espíritos saiam do ser humano?

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Respondeu-lhes: Esta casta não sai de modo algum, salvo à força de oração {e jejum}.” Ou seja, esta hierarquia de espíritos não são assim tão fácil de colocá-los em debandada. Existem somente duas armas para realizar este feito: oração e jejum. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada.” Certamente o espírito imundo tentará retornar, e se o seu antigo hospedeiro não tiver se alicerçado num novo perfil, ou seja, está suscetível às velhas práticas as coisas se tornam complicadas para o mesmo. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro.” Obviamente a pessoa não vai ficar muda nem surda, porém, ela corre sério risco de se tornar um maltrapilho de rua, ou acabar numa clínica psiquiátrica. 2 Pedro 2/ 22: Deste modo sobreveio-lhes o que diz este provérbio verdadeiro; Volta o cão ao seu vômito, e a porca lavada volta a revolver-se no lamaçal. Quando alguém põe um espírito imundo em retirada de seu corpo, e não se alicerça em Cristo Jesus o mesmo cumpre o provérbio proferido pelo apóstolo Pedro. João 8/ 36: Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Ter sempre em mente este versículo é de contínuo emitir por meio da mente um brado de vitória. Marcos 1/ 23-26: Ora, estava na sinagoga um homem possesso dum espírito imundo, o qual gritou: Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei

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quem és: o Santo de Deus. Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te, e sai dele. Então o espírito imundo, convulsionando-o e clamando com grande voz, saiu dele. Os versículos 23 e 24 soam de certo modo estranhos, visto que começa “um homem possesso dum espírito imundo”, e quando o espírito fala, pergunta: Que temos nós contigo? No plural. Vamos desvendar este mistério recorrendo a outro caso. Marcos 5/ 2-9: E, logo que Jesus saíra do barco, lhe veio ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros; e nem ainda com cadeias podia alguém prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas; e ninguém o podia domar; e sempre, de dia e de noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando, e ferindo-se com pedras, vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o; e, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. Pois Jesus lhe dizia: Sai desse homem, espírito imundo. E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. Ou seja, o homem na sinagoga era o hospedeiro de uma legião de espíritos imundos, com um comunicador falando em nome de todos, assim como era o caso do homem dos sepulcros. Marcos 5/ 10: E rogava-lhe muito que não os enviasse para fora da região.

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Ou seja, aquele território pertencia a esta religião de espíritos imundos, exercendo influência sobre os habitantes deste território.

Marcos 5/ 11-13: Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lhes permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram.

A manada era de uns dois mil, e toda a manada

precipitou-se pelo despenhadeiro no mar. Isso significa que

o homem dos sepulcros tinha de dois mil espíritos imundos pra mais. Marcos 5/ 14-17: Nisso fugiram aqueles que os apascentavam, e o anunciaram na cidade e nos campos; e muitos foram ver o que era aquilo que tinha acontecido. Chegando-se a Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera

a legião, sentado, vestido, e em perfeito juízo; e temeram. E os que tinham visto aquilo lhes contaram como havia acontecido ao endemoninhado, e acerca dos porcos. Então começaram a rogar-lhe que se retirasse dos seus termos.

O povo daquela região estava tão acostumado com o

comportamento fora dos padrões que temeram quando viram um ser humano em seu estado normal. Então começaram a rogar-lhe que se retirasse dos seus termos!” As pessoas não queriam mudar, ou seja, elas queriam continuar sobre a influência daqueles espíritos imundos, coisa que até mesmo os porcos se recusaram. Os suínos

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preferiram a morte a se sujeitarem a ação daqueles espíritos imundos, no entanto, os humanos daquele território aceitavam-na, de bom grato.

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