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CULTOS AFRO-

BRASILEIROS
A diversidade de terreiros é grande e não existe um esquema para
encaixar todos os cultos. Os principais cultos afro no Brasil são: candomblé
na Bahia e outros estados; tambor-de-mina, tambor de nagô e canjerê no
Maranhão; toré de xangô, em Alagoas; xangô em Pernambuco; babaçuê
(culto indígena-afro) na Amazônia; terecó (culto indígena-afro) em Goiás e
Maranhão; umbanda no Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados;
cabula no Espírito Santo; batuque ou pará no Rio Grande do Sul, também
chamado nação. Há notícias de um culto denominado guiné, que é pouco
estudado. Culto mandinga: v. Mandingas. O "Compêndio Narrativo do
Peregrino da América" do cronista Nuno Marques Pereira (1652-1718)
menciona os rituais de adivinhação praticados no calundu. A cultura negra no
Brasil é muito rica e diversificada.
Beatriz Goes Dantas pesquisou em Laranjeiras (SE) 15 terreiros de
toré ou candomblé de caboclo. Em São Paulo (SP), Ismael Girôto estudou
um candomblé autodenominado de tradição bombochê.[1]
São típicos nos cultos afro-brasileiros a dança, os tambores, os pontos
cantados e o transe. Há iniciação dos novatos. Não conhecem livros
sagrados.
Os cultos nagô e ioruba cultuam os orixás. Os jeje cultuam os voduns.
Os bantos são um grupo linguístico que tem muitas religiões de acordo com
a experiência religiosa dos antepassados de cada grupo. Há muitos que
cultuam Zâmbi. Os adeptos do Omolocô angolano cultuam Zâmbi e os
bakuros. Outros angolanos conhecem os inkices. Todos estes cultos
sustentam a memória de seus povos e a fé nos mitos de origem e nas forças
da natureza; cultuam seus reis, heróis e guerreiros e vários reverenciam os
ancestrais do Brasil: os caboclos. Todos estão 500 anos no Brasil e juntaram
à sua memória e culturas vários elementos indígenas e européias, por
integração ou por imposição. A convivência na nova terra trouxe trocas entre
as culturas negras.
Segundo Renato Almeida. "a dança, nas culturas primitivas, é
funcional, destina-se, via de regra, a cumprir deveres religiosos, não apenas
de culto, mas propiciatórios, para facilitar as diversas atividades, da guerra,
da caça, da agricultura etc, para celebrar ritos de passagem, em suma, está
associada à vida do homem em todas as suas manifestações. Em certos
casos exige máscaras ou adornos especiais. A condição de escravo impedia
o negro na América de realizar todos esses deveres com suas deidades, não
lhe dava tempo nem meios, nem sentia necessidade de ser protegido no
trabalho, que lhe transformou a vida em inferno. Mas, as raízes profundas da
alma, as crenças, as tendências, substrato inconsciente, não abandonam o
homem, podem transformar-se, procurar desvios, recalcar-se, sem
desaparecer jamais. (...) O negro na América tinha pouco tempo e muitas
vezes nenhuma liberdade para cantar e dançar. E, para isso, devia ainda
valer-se de mil subterfúgios. A reinterpretação que fez, estabelecendo o
sincretismo religioso, não foi apenas oriunda de pontos de contato e
semelhanças na invocação dos santos católicos e de todos seus Deuses,
BIBLIOGRAFIA AFRO

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CRONOLOGIA DA DEVOÇÃO DE NOSSA
SENHORA DO ROSÁRIO ENTRE OS
BANTOS NA ÁFRICA,EM PORTUGAL E
NO BRASIL, NOS SÉCULOS XV-XVII

Festa do Rosário: Araçuaí. MG - 2001

* Datas * Datas
*Datas Principais
Precedentes Suplementares

Introdução: Esta cronologia e suas fontes bibliográficas trazem alguns


dados novos sobre o cristianismo no congado. Tanto os escritores do
passado e quanto os de hoje adotam interpretações diversas dos
fatos. Nossa intenção é contribuir para que, na devoção de N.Sra.do
Rosário, seja respeitada a experiência religiosa dos bantos nesta
história.

 DATAS PRECEDENTES:
Séc.IV – A reza com pedrinhas. No deserto do norte da África, o
eremita cristão Paulo(Séc.IV) rezava 300 vezes o pai-nosso contando
300 pedrinhas.

0496 – Cristianismo chega aos francos. Em 496,Clóvis, rei dos


francos, é batizado e, com ele, seus nobres e o povo. O batismo de
Sigismundo, rei dos Borgonheses(515-523), deu origem à conversão do
seu povo. O que aconteceu com estes europeus, pode ter acontecido
com os bantos do Congo, da Guiné e da Angola.

Séc.XII - Usar pedrinhas para contar as orações vira um costume.


No século XII, os irmãos cistercienses rezavam 1500 pai-nossos para
um confrade falecido. Segundo a Regra da Ordem dos Templários,
revista por São Bernardo em 1128, rezavam durante uma semana 100
PN para o irmão falecido. Nos arredores da Colônia(Alemanha), em
1200, existia o costume de rezar 50 ave-marias. Já em 1260 existia em
Paris(França) uma corporação de fazedores de Padre-nosso, nome
antigo do rosário. (KNIPPENBERG, W.H.Th. "Devotionalia".Vol.I.
Eindhoven,Bura Boeken,1985.p.12-13.) A Regra de Santa
Brigida(1303-1373) manda rezar 63 ave-marias. Disso tudo surgiu mais
tarde o rosário de Maria, com 150 Ave-Marias. Segundo uma lenda,
Nossa Senhora teria ensinado a oração do rosário a São Domingos de
Gusmão(1170-1221). Não vamos entrar nos detalhes do história
complexa do rosário. Certo é que, no séc.XV, os frades dominicanos
introduziram e divulgaram a devoção do rosário de Maria e as
irmandades de Nossa Senhora do Rosário.

1223(c.) - Fundação dos Mercedários. Na Europa, muitos portugueses


foram escravos no norte da África. Formaram-se irmandades para a
libertação destes cativos cristãos. Por ex. a Irmandade de Nossa
Senhora das Mercês da Redenção Dos Cativos, fundada por São Pedro
Nolasco e São Raimundo Pennafort(1175-1275).

1409 – Na Alemanha, a fundação da primeira irmandade de Nossa


Senhora do Rosário. A mais antiga Irmandade do Rosário foi fundada
em 1409, na cidade de Düsseldorf(Alemanha) com o nome de
"Irmandade das Alegrias de Nossa Senhora, para irmãos e Irmãs do
Rosário". Em 1474, temos notícia de uma outra em
Colônia(Alemanha); esta irmandade, que serviu de modelo para
inúmeras outras, em 1481 já contava com 100.000 membros.
 DATAS PRINCIPAIS:
1415 - Os portugueses conquistam Ceuta, no Norte da África. Para
eles, o feito faz parte da fase final da reconquista. Em 4 de abril de
1418, o Pp.Martinho V concede favores espirituais a quem ajudar o rei
D.João I na guerra contra os mouros e outros infiéis. Em 1434, os
navios de D.Henrique abriram caminhos para o sul. Queriam descobrir
até onde se estendiam as terras dos infiéis(mouros) negociar com outros
povos e convertê-los ao cristianismo. Para este descobrimento,
D.Henrique contou com as finanças da Ordem de Cristo. O historiador
Pe.Miguel de Oliveira diz: "A obra portuguesa das conquistas e
descobrimentos foi, em princípio, uma nova Cruzada religiosa. Assim a
entenderam, desde logo, os pontífices. Martinho V concedeu largas
indulgências aos que auxiliassem o rei D.João I a prosseguir a
campanha de África e recomendou às autoridades eclesiásticas que
pregassem a cruzada, pois se tratava de dilatar a fé cristã(Bula "Sane
Charissimus", 04/04/1418). Eugênio IV fez idênticas concessões nos
reinados de D.Duarte e D.Afonso V(Bulas "Rex Regum", 08/09/1436 e
05/01/1443). Outros papas foram renovando essas graças e
indulgências, até que, desde 1591, se estabeleceu a concessão regular e
periódica da Bula da Cruzada."(OLIVEIRA,Miguel de.Pe. "História
Eclesiástica de Portugal".4aEd. Lisboa,União Gráfica,1968. pp.196-
198.)

1444 – Primeira venda pública de escravos em Portugal. A ilha de


Arguim foi alcançada em 1443 e a 8 de agosto de 1444, escreve Gomes
Eanes de Azurara na sua "Crônica dos feitos de Guiné"(1453), realizou-
se a primeira venda pública de escravos, em Lagos(Algarve), na
presença do Infante D.Henrique, o impulsionador das expedições
africanas.

1446 – Chegada dos portugueses a Guiné. Nuno Tristão e


companheiros morrem no combate dos Bijagós. No mesmo ano,
chegaram Diogo Gomes e Luís Cadamosto. No início da colonização
portuguesa, a Guiné indicava a terra dos negros em oposição à terra dos
mouros do norte da África. Será de fundamental importância o estudo
da história do cristianismo na Guiné para entender a origem das
irmandades de N.Sra.do Rosário dos Homens Pretos.

1450(c.) – Escravos do Golfo de Guiné, em Portugal. Os primeiros


documentos sobre o tráfico de escravos da Guiné e do Cabo Verde:
Actas Capitulares 1452(Arq.Mun.de Sevilla) e Chanc.D.Afonso V,
L.9,fl.95v.Ano:1462(Torre do Tombo).Apud:"Portugaliae Monumenta
Africana".Vol.I.Lisboa,Com.Nac. para as Comemorações dos
descobrimentos portugueses/Imprensa Nacional/Casa da
Moeda,1995.Doc.08 e 40.pp.36 e 118.

1452 – Escravidão com a aprovação eclesiástica. No breve "Dum


Diversitas" de 16/06/1452, nas décadas finais da Reconquista da
Península, o Pp.Nicolau V escrevia ao Rei de Portugal: "... nós lhe
outorgamos, pelos presentes documentos, com nossa autoridade
apostólica, plena e livre permissão de invadir, capturar e subjugar os
sarracenos e pagãos e qualquer outro incrédulo ou inimigo de Cristo,
onde quer que seja, como também seus reinos, ducados, condados,
principados e outras propriedades<...> e reduzir essas pessoas à
escravidão perpétua". Dois anos mais tarde, confirma, por outro breve
"Romanus Pontifex"(21/06/1454), estes supostos direitos. Calixto
III("Inter Coetera", 15/03/1456), Sixto IV("Aeterni Regis",
21/06/1481), Leão X("Praecelso Devotionis", 03/11/1514) também
confirmam essas concessões de poder, que, depois, serão extendidas,
por bulas e breves papais, aos reis da Espanha.

1453 – Crônicas importantes. Gomes Eanes de Azurara nos deixou a


importante "Crônica dos Feitos de Guiné"(1453). No Cap.VII, Azurara
dá as 5 razões que teve o Infante D.Henrique ao iniciar a cruzada de
descobrimentos para "além das ilhas de Canária e de um cabo que se
chama de bojador": - "por haver de tudo manifesta certidão, movendo-
se a isso por serviço de Deus e del-Rei D.Eduarte seu senhor e irmão". -
"porque se poderiam para estes reinos trazer muitas mercadorias, cujo
tráfego trazeria grande proveito aos naturais." - "para determinadamente
conhecer até onde chegava o poder daqueles infiéis(mouros)". - "se se
achariam em aquelas partes alguns príncipes cristãos em que a caridade
e amor de Cristo fosse tão esforçada que o quisessem ajudar contra
aqueles inimigos da fé."- "o grande desejo que havia de acrescentar em
a santa Fé de nosso senhor Jesus Cristo e trazer a ela todas as almas que
se quisessem salvar."(Apud:REMA,Henrique Pinto.OFM.."História das
Missões Católicas da Guiné".Braga, Ed. Franciscana,1982.p.14.) - Na
mesma era, o navegador Diogo Gomes( 1502) escreveu "De Prima
Inventione Guinee"(c.1453).

1478 - Fundação da primeira Irmandade do Rosário dos brancos de


Portugal, em Lisboa. (PIMENTEL,Alberto."História do Culto de
Nossa Senhora em Portugal".Lisboa,1899.p.46ss.)

1482 – Chegada dos portugueses ao Reino do Congo. Ao colocar a


marca do Reino luso à margem do rio Congo, o navegador Diogo Cão
diz: "Na era da criação do mundo de 6881, do nascimento de Nosso
Senhor de 1482, o mui alto, mui excelente e principe el-rei D.João II
mandou descobrir estas terras e pôr este padrão por Diogo Cão,
escudeiro da sua casa." - O cristianismo chegou ao Congo de maneira
mais ou menos espetacular. Diogo Cão mandou uma delegação com
presentes ao Manicongo(rei do Congo), na cidade de Mbanza. Os
portugueses não voltando, o navegador prendeu 4 indígenas e levou-os
consigo para Portugal prometendo o regresso. Os quatro foram
catequizados e batizados em 1483. Voltando em 1484, mandou um dos
4 para Mbanza e pediu a troca de prisioneiros que aconteceu sem
problemas. Depois o rei do Congo Nzinga-a-Nkuvu, mandou uma
embaixada com presentes a Dom João II e pediu missionários e
artífices. O chefe da embaixada, Caçuta, e seus companheiros, foram
batizados em Portugal. No dia 19 de dezembro de 1490 partiu de
Lisboa a primeira expedição missionária com finalidade religiosa,
política e econômica. À sua chegada, em 1491, segue-se o batismo do
conde de Soyo, na festa da Páscoa. A expedição segue caminho para
Mbanza, onde se dará o batismo do rei do Congo. Mais logo surgiriam
os conflitos por causa da ganância dos portugueses. O segundo rei do
Congo, o filho mais velho do Manicongo, Mbemba-a-Nzinga(D.Afonso
I) manifestou a D.Manuel, rei de Portugal, o seu desgosto pelo
comportamento dos missionários na educação de 400 jovens africanos
que arregimentou. Além disso, só aceitava como escravos os capturados
na guerra e opôs-se ao comércio de homens livres. As ordens religiosas
também tinham escravos ao seu serviço.(MUACA,Eduardo A.. "Breve
História da Evangelização de Angola.1491-1991".Lisboa, Secr.Nac.das
Comemorações dos 5 Séculos, 1991.pp.13-18.)

1491 – Na África, o batismo do rei do Congo. O poderoso Reino do


Congo foi o primeiro a fazer uma aliança com os portugueses. Depois
que o manicongo(rei) por meio de um embaixador e presentes pediu a
D.João II missionários e artífices, chegaram no Congo em 1491 o
embaixador português acompanhado pelos primeiros missionários
chamados "nganga à Nzambi". Foram para Mbanza, a cidade do rei
Nzinga-a-Nkuvu, que mandou pessoal e mantimentos ao seu encontro.
O históriador Eduardo A..Muaca, na "Breve História da Evangelização
de Angola.1491-1991" (Lisboa, Secr.Nac.das Comemorações dos 5
Séculos, 1991. pp.14-15.) conta: "Todos os grandes do Reino estavam
em Mbanza. Os portugueses entraram na cidade. O rei estava sentado
num trono de marfim colocado sobre um estrado. Coube aos frades
entregar ao rei os presentes do monarca português: louças e talheres em
ouro e prata; alfaias do culto; pratos de ouro e prata; brocados em
peças, panos de seda; veludos de carmezim; painéis de boa pintura;
rabos de cavalo guarnecidos de prata, etc.. Finalmente surgiu uma cruz
de prata, benzida pelo Papa Inocêncio VIII. Os portugueses ajoelharam-
se. O rei, que tinha o tronco nu, um rabo de cavalo a pender-lhe do
ombro esquerdo e manto de damasco a tapar-lhe os pés, inclinou-se.
Seguiu-se depois uma ruidosa festa, à maneira africana. Na expedição,
além de frades, vinham pedreiros, carpinteiros, sacristães e mulheres
para ensinar a cozer o pão. Todos foram apresentados ao rei. - A
catequese começou logo pelo rei e pelos nobres, enquanto os operários
portugueses construíam a primeira igreja. Esperavam inaugurá-la no dia
do batismo do rei. Entretanto, chega a notícia da revolta dos Anzicas. O
rei não quer ir pagão para a guerra, pediu que se antecipassasse a
cerimônia. Os frades fizeram-lhe a vontade. Foi batizado com o nome
de D.João I. E a rainha tomou o nome de Leonor. No dia seguinte ao
batismo, D.João I, de acordo com seu filho mais velho,
D.Afonso(Mbemba-a-Nzinga) e outros nobres, mandou queimar todos
os feitiços venerados pelo povo o que provocou a indignação do filho
mais novo, Panzo-a-Kitina ou Panzo Aquitino." - Após a sua conversão
precipitada, o rei acabou voltando para a religião dos seus antepassados.
Mas antes de morrer em 1506 indicou como sucessor o seu filho
Mbumba à Njinga que se havia convertido e foi batizado com o nome
de Dom Afonso I. Este estudou em Coimbra e, depois, empenhou-se em
criar um reinado cristão no Congo. Várias fontes falam sobre a
influência portuguesa na corte do rei Congo. Por ex.: FELGAS, Hélio
A.Esteves. Maj. "História do Congo Português". Carmona, 1958. pp.21-
64. - NUNES, Jerônimo.Pe. "400 anos da diocese de Congo." In:
"Cruzada Missionária". Ano LXV. Abril/1997. pp.4-5.

1496 – Em Lisboa, a primeira Irmandade do Rosário dos escravos.


A mais antiga menção a uma "Confraria de Nossa Senhora do Rosário
dos Homens Pretos" encontramos em 14 de julho de 1496*, portanto
quatro anos antes da descoberta do Brasil. Trata-se de um alvará dado à
dita confraria, sita no mosteiro de S.Domingos de Lisboa, para poderem
dar círios e recolher as esmolas nas caravelas que vão à Mina e aos rios
da Guiné. O importante documento(Confirmações Gerais,L.2.fls.107v.-
108) acha-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

1498 – Chegada dos portugueses a Moçambique. Em 11 de março de


1498, na ilha de São Jorge, missionários que acompanhavam Vasco de
Gama em viagem a Gôa celebravam a primeira missa. Em 1591 já
havia 20.000 batizados, na região do Zambeze. Entre as obras deixadas
por missionários dominicanos nos primórdios do séc.XVII acha-se uma
igreja de Nossa Senhora do Rosário em Massapa, a 50 léguas de Tete,
no Mazoé, e outra na vila de Sofala.(GARCIA,Antônio.SJ."História de
Moçambique Cristão".Vol.I-II.Braga,Livraria Cruz,1972.p.319) - As
religiões tradicionais conhecem um Ser Supremo(Mulungu, Muári, e
outros nomes) e o culto dos antepassados e dos espíritos.
1500 – Uma igreja do Rosário, em Cabo Verde. Na ilha de Santiago,
na Cidade Velha(Ribeira Grande), existe uma igreja de N.Sra.do
Rosário construída em 1500.(BALENO,Ilídio. "Subsídios para a
História de Cabo Verde, a necessidade das fontes locais através dos
vestígios materiais".(Série Separatas:219)Lisboa, Centro de Estudos de
História e Cartografia antiga/Instituto de Investigação Científica
Tropical,1989. p.7.)

1521 – A embaixada de Dom Afonso a Roma. O rei do Congo,


D.Afonso, mandou ao Papa uma embaixada para prestar-lhe obediência
como o faziam os outros reis cristãos. Desta embaixada fazia parte
D.Henrique, filho do rei do Congo que mais tarde veio a ser bispo
titular de Útica(pelo Pp.Leão X, 1518) e auxiliar de Funchal. Em
seguida, governou a Igreja do Congo de 1521 a 1531. Foi o primeiro
bispo da África Austral. O reino do Congo viveu seu apogeu neste
séc.XVI. - Muito mais informações sobre o reino do Congo, Dom
Afonso I e seu filho bispo D.Henrique nos traz Manuel Nunes Gabriel
nas 60 páginas de "D.Afonso I, rei do Congo." Lisboa,Secr.Nac.das
Comemorações dos 5 Séculos.,1991.60 pág. – Naquele tempo, o rei de
Portugal tratou o rei do Congo(hoje: sul do Congo, oeste do Zaire e
norte da Angola) como seu igual. Trocaram embaixadores. Tudo isso é
um caso único na África. O soberano do grande reino do Congo aceitou
a religião cristã livremente e após contatos diplomáticos. Enquanto a
maioria dos chefes africanos relutaram para converter-se ao
cristianismo, o batismo do rei do Congo forma uma notável exceção.

1526 – A primeira Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, na


África. A pedido de dois homens pretos livres, o rei de Portugal
autorizou a fundação da Irmandade na ilha de São Tomé.(BOXER,C.R..
"Race Relations in the Portuguese Colonial Empire,1415-1825".
Oxford,Clarendon Press,1963.p.14. Apud: KIDDY,Elizabeth W..
"Brotherhoods of Our Lady of the Rosary of the Blacks:Community
and Devotion in Minas Gerais, Brazil". Albuquerque,New
Mexico,1998.p.79)

1533 – Criação da Diocese de Cabo Verde e Guiné. A diocese foi


criada, na Ilha de Ribeira Grande, com sede na igreja de Santiago.

1533 – Numerosos escravos em Portugal. O humanista Cleonardo


escreve em 1533: "Estou a crer que em Lisboa os escravos e as escravas
são mais que os portugueses livres de condição." Dizem que ele
exagerou. Segundo Cristovão de Oliveira haveria em Lisboa, nos
meados do séc.XVI, 10.000 escravos, ou seja, 10% da população.
1538 – Outras irmandades dos Pretos em Portugal. Segundo
Joaquim Veríssimo Serrão, em 1538 havia em Lisboa uma Irmandade
do Rosário dos Homens Pretos, de que era mordomo um Francisco
Lopes, escravo forro, e, em 1553, de outra de Lagos. O mesmo autor
fala de "uma festa dos negros de Colares, em 1563, na fazenda de
Francisco Melo e com a participação de um seu escravo. Muitos outros
casos se poderiam referir."( "História de Portugal".Vol.III(1495-
1580).Lisboa,Verbo,1980.pp.274-275.)

1552(c.) – Uma Irmandade do Rosário de escravos de Guiné, em


Pernambuco. Em Goiana(PE), há uma igreja de N.Sra.do Rosário dos
Pretos(séc.XVI). - O historiador Frei Odulfo van der Vat OFM registra
sem pormenores a existência de uma confraria do Rosário para os
"muitos escravos de Guiné" na Capitania de Pernambuco antes de 1552.
("Princípios da Igreja no Brasil".Petrópolis,Vozes
Ltda.,1952.p.104.Nota:1)

1559 – Permissão aos engenheiros brasileiros. Em 1559, a Coroa


portuguesa autorizou cada senhor de engenho a importar anualmente
até 120 escravos da África. Em publicações diversos, o total dos
escravos trazidos para o Brasil varia entre 3 e 13,5 milhões. Vieram
africanos do Sudão(iorubas, daomeanos, haussas, tapas e mandingas) e,
principalmente, bantos(da Guiné, Angola, Congo e Moçambique).

1559 – Cristianismo na Angola. Em 1559 chegam os primeiros


missionários para o reino de Angola. Os contatos entre Angola e Congo
facilitaram as conversões. Em 1604 havia em Luanda, 20.000 cristãos.
A rainha Ginga foi batizada por um frade capuchinho italiano, em 1622.
Em 1663, o rei Luango pediu missionários em Luanda. Após um século,
fracassaram as tentativas dos reis de Portugal e do Congo de constituir
um reinado cristão, no vale do Congo. No entanto, o período está na
origem dos reinados existentes no Brasil, nas irmandades de Nossa
Senhora do Rosário dos Homens Pretos. – Mais
informações:R.Delgado."História de Angola."4 Vol.Lisboa,1970.

1561 – Em Moçambique, o batismo do Monomotapa e assassinato


do missionário. O chamado "império do Monomotapa", entre os rios
Zambeze e Limpopo no centro de Moçambique, existiu entre 1425 e
1884. - Em 1561, os padres jesuítas Dom Gonçalo da Silveira(1526-
1561), André Fernandes e o irmão André da Costa tentaram converter o
imperador Monomotapa. Gonçalo era missionário em Goa e bom filho
de Portugal. Havia ouro em Moçambique e chamar o dono destas
riquezas significaria abrir as portas do seu império ao comércio
português. Uma carta(Goa, 1559) do próprio punho de Gonçalo diz:
"Mas especialmente entra nesta empresa a conquista do imperador do
ouro de Manamotapa, em cujo poder se diz que são minas e serras de
ouro". Na verdade, em janeiro de 1561, o rei e sua mulher foram
batizados D.Sebastião e D.Maria(nomes do rei e rainha de Portugal),
juntamente com centenas de súditos. No entanto, Gonçalo de Silveira
foi martirizado na noite de 15 de março de 1561, na corte do
Monomotapa, junto ao rio Mussengueze(Cfr.Camões: Liv.X,cant.93).
Causa do assassinato: muçulmanos estrangeiros, donos do comércio
local, ajudados pelos feiticeiros da terra convenceram o rei que o padre
seria um espião do governador da Índia e do capitão de Sofala que
planejavam matar o Monomotapa. Resumimos assim as 15 págs de um
capítulo muito bem documentado de "Quadros da História de
Moçambique" do cônego Alcântara Guerreiro. (Vol.I. Lourenço
Marques,Imprensa Nacional de
Moçambique,1954.pp.141-156.)

1579 - Igrejas de N.Sra do Rosário, em


Moçambique. A igreja do Rosário em Moçambique
fundada pelos dominicanos em 1579 foi destruída
pelos holandeses em 1607.(ALMEIDA,Fortunato de.
"História da Igreja em Portugal".Vol.II.
Porto/Lisboa,Livr.Civilização Editora,1930.p.288) O
Pe.Antônio Lourenço Farinha fala de outra igreja de
N.Sra.do Rosário, no séc.XVIII, em Manica.("A Expansão da Fé na
África e no Brasil". Lisboa,Divisão de Publicações e Biblioteca -
Agência Geral das Colônias,1942.p.344)

1586 – Irmandades do Rosário nos engenhos, no Brasil. – Segundo


Serafim Leite SJ, no seu "História da Companhia de Jesus no
Brasil"(Rio de Janeiro,Civilização Brasileira,1938.Vol.II, pp.340-341),
os jesuítas fundaram várias irmandades do Rosário entre os escravos
dos engenhos, a partir de 1586.

1588 – Em Portugal, mais notícias sobre uma Confraria dos


Homens Pretos. Havia uma "Confrarya de nosa Sõra do Rosairo dos
homens pretos da villa dalcaçere do Sall", em 1588, em Portugal.
("Boletim da J.da Prov.da Estremadura" de 1954(pág.134). Apud: REIS,
Jacinto dos. Pe.. "Invocações de Nossa Senhora em Portugal de Aquém
e Além-mar e seu Padroado".Lisboa,1967.p.484)

1596 – Criação da diocese do Congo. Em 25 de maio de 1596 foi


criada a diocese do Congo.

1606 – Igrejas do Rosário, na Angola. Na Angola, em Cambande, foi


construída a igreja de Nossa Senhora do Rosário. Também no séc.XVII,
a igreja de N.Sra do Rosário das Pedras Negras e, a igreja de São
Benedito, "reservada aos nativos", em Massanango.
(FARINHA,Antônio Lourenço.Pe."A Expansão da Fé na África e no
Brasil".Lisboa,Div.Publicações e Biblioteca/Ag.Geral das
Colônias,1942.pp.252 e 254)

1607 – Na África, o Rei do Congo entra na Irmandade do Rosário.


O historiador Fortunato de Almeida na "História da Igreja em
Portugal"(Vol.II.Porto/Lisboa,Livr.Civilização Editora,1930.pp.277-
278) conta: - Cerca de 1607 chegaram a Lisboa embaixadores de
D.Álvaro II, rei do Congo, os quais traziam, entre outros, o encargo de
pedir a El-Rei que enviasse àquele reino alguns religiosos de
S.Domingos, para pregarem e dilatarem a fé pelas terras vizinhas. A 25
de Março embarcaram para a missão três padres pregadores:
Fr.Lourenço da Cunha, que levava o cargo de vigário, Fr.Fernando do
Espírito Santo e Fr.Gonçalo de Carvalho; e o converso Fr.Domingos da
Anunciação. Chegados a Luanda a 3 de Julho, de lá escreveram cartas
ao rei do Congo e aos seus ministros, para cumprirem as ordens que
quisessem dar-lhes. As respostas que tiveram foram muito benévolas, o
que decerto mais animou os missionários a empreenderem a viagem
para o Congo. Puseram-se a caminho no dia 16 de Setembro. - Na corte
do Congo iniciaram logo a construção de uma igreja, e nesta, ainda
antes de concluída, instituiu o vigário Fr.Lourenço a confraria do
Rosário. "Ordenou uma procissão; disse sua missa cantada com música
e charamelas do uso de Portugal, pregou e declarou ao povo os
privilégios e perdões. Assistiu El-Rei, e mandou-se assentar por
confrade com vinte mil reis de esmola na moeda dos seus búzios. O
duque de Bamba foi segundo em se assentar com esmola igual, e logo
seguiram todos os nobres com suas esmolas; porque são grandemente
pontuais em seguir o que vêem a seu rei fazer, havendo que o agradam.
Mandou El-Rei a um primo seu que fosse juiz da confraria, e o duque
de Bamba procurador."(Citação:SOUZA,Luís de.Fr."História de
S.Domingos".p.II,1.VI,Cap.XIII.) - O fim da história é triste. Intrigas de
um mau padre malogram a missão. Os missionários dominicanos ficam
doentes e morrem. Em 1612,o bispo escreve uma carta ao rei de
Portugal e se mostra desanimado. O rei do Congo não deixa de pedir
favores e missionários portugueses.

1618 – A Rainha Ginga enfrenta Portugal. "Ginga" é o nome


português da rainha Nzinga Mbandi(1581-1663), que durante 13 anos
lutou contra os portugueses em Angola. Mostrou firmeza na defesa da
dignidade. - Em meados do século XVI, o Congo e o Oeste africano se
viram invadidos por povos guerreiros. Em Angola(de Ngola), se
chamavam Gingas. Entre os reis guerreiros estava o fundador da
dinastia Ginga: Ngola Ginga. Tomou ele dois reinos: o de Ndongo, que
deu ao filho Ngola Bandi, e o de Mutamba, que governou. Dos
descendentes, Ngola Ginga Bandi, irmão da Ginga de Mutamba,
conseguiu ficar com os dois reinos, mandando matar vários parentes,
inclusive o filho de Ginga. Em 1618, ele resolveu enfrentar os
portugueses, e, depois de três anos de guerra, foi vencido por Luiz
Mendes de Vasconcelos que ocupou a capital do Ngola e matou 94 dos
seus chefes. Em 1621, a rainha Ginga de Mutamba com uma vistosa
comitiva foi então propor a paz, em Luanda. Aceitou certas condições
que lhe foram impostas e se batizou em 1622 com o nome de Dona Ana
de Souza, na igreja matriz de Luanda, mas não aceitava a submissão,
não pagava tributos. No ano seguinte, moveu ela mesma guerra aos
portugueses, depois de ter matado o irmão que assassinara seu filho.
Ficou então como rainha dos dois reinos e seus povos. Foi então que ela
permitiu que o capuchinho italiano Antônio Gaeta(+1662) morasse no
seu reino. Gaeta levou-a a mudar de vida. Contra a vontade dos
portugueses, Ginga mandou uma embaixada ao Papa Alexandre VII
pedindo o reconhecimento do seu reino. Esquecendo o padroado, o
Papa enviou-lhe uma carta pessoal e outra da Sagrada Congregação da
Propaganda Fide com orientações para que seu reino fosse cristão,
enviou mais missionários capuchinhos italianos e nomeou o Pe.Antônio
Gaeta como prefeito apostólico da Mutamba. A carta da S.C.da
Prop.Fide contém entre outras uma "proibição aos comerciantes e a
qualquer outras pessoas de comprar como escravos os batizados. Este
uso impede a conversão de muitos." Assim resumimos as anotações do
historiador Eduardo A..Muaca em "Breve História da Evangelização de
Angola.1491-1991"(Lisboa,Secr.Nac.das Comemorações dos 5
Séculos,1991.p.35). Mas a rainha foi derrotada à frente de suas tropas
por Fernão de Souza, e suas duas irmãs, as princesas Cambe e Funge,
foram levadas para Luanda e batizadas com os nomes de Bárbara e
Engrácia. Em 1641, os holandeses saíram do norte do Brasil e
ocuparam Luanda. Ginga aliou-se a eles contra os portugueses. Mas
estes tornaram a derrotá-la em 1647, sempre com armas superiores,
comandados por Gaspar Borges de Madureira. Em 1648, Salvador
Correa de Sá retomou Luanda dos holandeses, com uma armada saída
do Rio de Janeiro. A rainha Ginga viveu os seus últimos anos em
Angola, morrendo em 17 de dezembro de 1663, quando teria cerca de
81 anos. Foi sepultada na capela de Santana por ela mesma(Dona Ana)
construída, e com um hábito velho de capuchinho, relíquia de Gaeta. Os
portugueses anexaram a partir daí os reinos de Ginga e Mutumba(ou
Matamba) à Angola. A memória da rainha guerreira, no entanto,
acompanhou os negros levados como escravos para o Brasil.(KI-
ZERBO,Joseph."História da África Negra".Lisboa,Publ.Europa-
América.pp.426-427-Trad.de "Histoire de l’Afrique Noire."Paris,1972;
NUNES,Jerônimo.Pe. "Santa Ana e Rainha Jinga".In:"Cruzada
Missionária".Ano LXV.Abril/1997.p.4) Luanda tornou-se o maior porto
negreiro da África, a partir do qual mais de 30 mil escravos saíam
anualmente, principalmente para o Brasil. No séc.XVII, registramos a
existência de uma igreja de "Nossa Senhora do Rosário dos Pretos", em
Luanda e outras igrejas de Nossa Senhora do Rosário, em Cambambe e
em Pungo Andongo.(Informações de: MUACA, Eduardo A.. "Breve
História da Evangelização de Angola.1491-1991", Lisboa, Secr.Nac.das
Comemorações dos 5 Séculos, 1991. p.39.) – Em "O Livro das Velhas
Figuras"(Natal, Instituto Histórico e Geogr.do Rio Grande do Norte,
1977. pp.9-11), Luis da Câmara Cascudo defende a inclusão da rainha
Ginga na História, como a última rainha autêntica, combatendo
portugueses e holandeses e ficando com seu povo contra os chefes pro-
portugueses, proprietários de latifúndios e exploradores da fome negra.
- O autor angolano Manuel P.Pacavira escreveu sobre a Rainha Ginga o
romance "Nzinga Mbandi".(2aEd. Lisboa, Edições 70, 1979)

1639 – No Rio de Janeiro, fundação da Irmandade de N.Sra.do


Rosário dos Homens Pretos, na igreja de S.Sebastião. Na mesma
época, e na mesma igreja, havia uma confraria de S.Benedito também
fundada por homens pretos, livres e escravos. Em 1669, efetuou-se a
união de ambas numa só irmandade.(COSTA, Joaquim José da. "Breve
Notícia da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedicto
dos Homens Pretos do Rio-Capital do Império do Brasil." Rio de
Janeiro, Typogr.Polytechnica, 1886. - No Arquivo Geral da Cidade do
Rio de Janeiro.)

1650-1749 – Em Porto(Portugal), Irmandades do Rosário dos


Homens Pretos, com reinado. No Concelho do Porto, existiram
confrarias de Nossa do Rosário dos Pretos ou dos escravos, com
reinado e danças. A igreja do Convento de São Francisco(c.1698)
possuia uma irmandade dos escravos chamada "de Nossa Senhora do
Rosário e São Benedito". (RODRIGUES, Maria Manuela
Martins."Confrarias da Cidade do Porto." In:"Congresso Internacional
de História: Missionação Portuguesa e Encontro de Culturas.
Actas"(Vol.I. Braga,UCP/Com.Nac.para as Comemorações dos
Descobrimentos Port./Fund.Evangelização e Culturas,1993.p.382ss.)

1662 – Uma Irmandade do Rosário, em Moçambique. Registra-se


um "Compromisso Dos Irmãos da Confraria Da Virgem do Rozario, sita
no Convento do Patriarcha S.Domingos desta Cidade de Moçambique.
Anno de 1662".(GARCIA, Antônio.SJ.. "História de Moçambique
Cristão".Vol.I-II.Braga, Livraria Cruz,1972.pp.440-441) O autor não
menciona se os irmãos são portugueses ou africanos.

1674 – Em Recife(PE), reis de Congo. Câmara Cascudo registra uma


coroação dos reis de Congo no ano de 1674, no Recife(PE).
("Arquivos". 1o. e 2o., 55-56, Diretoria de Documentação e Cultura.
Prefeitura do Recife, 1949-1950. Apud:CASCUDO,Luís da
Câmara."Dicionário do Folclore Brasileiro".Brasília, Inst.Nac.do
Livro,1972.p.280)

1682 – Em Belém(PA), fundação da Irmandade de N.Sra.do


Rosário dos Homens Pretos.

1686 - Em Salvador(BA). Fundou-se a Irmandade de N.S.do Rosário


dos Homens Pretos, na igreja de N.S.da Conceição da Praia.

1697 – Em Lisboa é publicado um livro oferecido à Virgem do


Rosário, Senhora dos Pretos. Trata-se da : "Arte da Língua de Angola,
oferecida à Virgem do Rosário, May, & Senhora dos mesmos pretos.
Por P.Pedro Dias da Companhia de Jesus."( Lisboa, IBL, Res.239 P/F
No.1354.)

DATAS SUPLEMENTARES:

1708 - Em São João Del Rei(MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.


do Rosário dos Homens Pretos.

1711 – Em São Paulo(SP). Fundação da Irmandade de Nossa Senhora


do Rosário dos Homens Pretos.

1713 – Em Cachoeira do Campo(MG). Fundação da Irmandade de


N.Sra.do Rosário.

1713 – Em Sabará(MG). Fundação da Irmandade de Nossa Senhora


do Rosário dos Homens Pretos.
1715 – Em Ouro Preto(MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.do
Rosário dos Homens Pretos.

1728 – Em Serro(MG). Fundação da Irmandade do Rosário.

1754 - Em Viamão(RS). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário


dos Homens Pretos.

1771 - Em Caicó(RN). Fundação da Irmandade de N.Sra.do Rosário


dos Homens Pretos.

1773 - Em Mostardas(RS). Fundação da Irmandade de N.Sra.do


Rosário dos Homens Pretos.

1773 (ou 1747?)- Em Ouro Preto(MG), Chico Rei. Recebeu destaque


a festa do reinado do Rosário que se deu com Chico Rei da Angola, no
dia dos Santos Reis, seis de janeiro de 1773, em Vila Rica.

1774 - Em Rio Pardo(RS). Fundou-se a Irmandade de N.Sra.do


Rosário dos Homens Pretos.

1782 – Em Paracatu(MG). Fundação da Irmandade de N.Sra.do


Rosário dos Homens Pretos.