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Direito Tributário Teoria e Exercícios TRF-5ª Região

Prof. Alberto Macedo


Aula 00 – Competência Legislativa em Matéria Tributária

Caro(a) Futuro(a) Analista Judiciário(a),

É um imenso prazer ministrar este Curso de Direito Tributário para Analista do


TRF 5ª Região para vocês!

Deixe-me fazer uma breve apresentação.

Meu primeiro concurso público foi quando tinha 14 anos de idade, quando
passei para o Colégio Naval (antigo 2º grau, hoje nível médio). Servi, então, à
Marinha do Brasil (onde me graduei em Ciências Navais, ênfase em Mecânica,
na Escola Naval) como Oficial, por 13 anos.

Sou Auditor-Fiscal Tributário do Município de São Paulo há 14 anos.


Atualmente sou o Presidente do Conselho Municipal de Tributos de São Paulo
(CMT), Instância máxima do julgamento administrativo municipal tributário,
onde trabalho desde a sua fundação.

Bacharel, Mestre e Doutorando em Direito Tributário pela Faculdade de Direito


da Universidade de São Paulo (USP), Especialista em Direito Tributário pelo
Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET), também sou Professor de
Especialização em Direito Tributário na Faculdade de Direito da USP, na
Fundação Getúlio Vargas – SP (GVlaw - Módulos “Tributação no Setor de
Serviços” e “Tributação no Setor de Comércio”) e no IBET.

Vamos ao que interessa. Como será o curso? Nesse curso trataremos da Teoria
e resolveremos Exercícios da disciplina Direito Tributário relativos à banca
Fundação Carlos Chagas - FCC.

Serei objetivo, não sendo muito extenso, porém procurando enfatizar todos os
aspectos do ponto que entendo serem importantes para que você, na hora da
prova, saiba marcar a alternativa correta em uma questão sobre o mesmo
tema.

Segue o conteúdo programático do curso.

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Aula 00 – Competência Legislativa em Matéria Tributária

Aula Conteúdo dos Exercícios


00 • Competência legislativa em matéria tributária;
(Demo) bitributação e “bis in idem”
01
• Natureza do tributo; Espécies de tributo
(20.07.2012)
02 • Sistema tributário nacional: dos princípios gerais, das
(31.07.2012) limitações ao poder de tributar
• Impostos da União, dos Estados e do Distrito Federal.
03
Repartição das receitas tributárias. hipótese de incidência
(10.08.2012)
e não incidência da norma jurídica tributária
04
• Sujeito passivo da obrigação tributária
(21.08.2012)
• Crédito tributário; suspensão e exigibilidade do crédito
05
tributário; extinção do crédito tributário; exclusão do
(31.08.2012)
crédito tributário
06
• Administração tributária
(11.09.2012)

As dúvidas serão sanadas por meio do fórum do curso, a que todos os


matriculados terão acesso.

Minha missão nesse curso é que você, futuro Analista Judiciário do TRF 5ª
Região, possua um material ao mesmo tempo enxuto e completo, para uma
rápida revisão, abordando todos os pontos da disciplina Direito Tributário, de
forma a GABARITAR EM DIREITO TRIBUTÁRIO!

As críticas ou sugestões poderão ser enviadas para:


alberto@pontodosconcursos.com.br

Mãos à obra!

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Aula 00 – Competência Legislativa em Matéria Tributária

Conteúdo Direito Tributário


1. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA . 4
2. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA - DEFINIÇÃO ........................................ 4
3. CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ......................... 4
3.1. Facultatividade............................................................................... 4
3.2. Indelegabilidade ............................................................................. 5
4. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ≠ CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA .. 10
5. TIPOS DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ........................................... 12
5.1. Privativa ......................................................................................12
5.2. Comum ........................................................................................16
5.3. Residual ou Remanescente .............................................................17
5.4. Cumulativa ...................................................................................20
5.5. Concorrente..................................................................................32
5.6. Supletiva ou Suplementar ..............................................................33
5.7. Extraordinária ...............................................................................34
6. BITRIBUTAÇÃO E BIS IN IDEM ....................................................... 36
6.1. Bitributação ..................................................................................36
6.2. Bis In Idem ..................................................................................37

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1. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA – COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA


Prevê o art. 6º do Código Tributário Nacional (CTN):

Art.6º. A atribuição constitucional de competência tributária compreende


a competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na
Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas
do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.

Por que competência legislativa plena?


1º) Porque o ente federado pode editar leis sobre a instituição (= criação),
fiscalização, cobrança e arrecadação de tributos; e
2º) Porque se um ente federado é competente para instituir tributo, também é
competente para conceder qualquer isenção ou benefício fiscal relativos a esse
mesmo tributo (quem pode criar tributo, pode majorar ou reduzir tributo);

2. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA - DEFINIÇÃO


Daí, extraímos a definição de competência tributária – competência
tributária é o poder outorgado (= atribuído) pela Constituição à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios (U, E, DF, M) para editar leis
sobre a instituição (= criação), fiscalização, cobrança e arrecadação de
tributos.

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

União Instituição
pela para
Poder Estados de
Constituição editar leis Fiscalização
outorgado DF tributos
a sobre Cobrança
Municípios Arrecadação

3. CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

3.1. Facultatividade
Os entes políticos (U, E, DF, M) exercem essa competência tributária se
quiserem. Eles não são obrigados a instituir os tributos de sua competência.

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Atenção: a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei Complementar 101/2000,


diz que se o ente político não instituir e efetivamente arrecadar todos os
tributos de sua competência, são vedadas transferências voluntárias para
este ente.

A ideia é simples: se o ente não institui e cobra os tributos de sua


competência, como quer receber recursos da União por transferências
voluntárias?

Mas a LRF fala de transferências voluntárias, e não de repartição


constitucional de receitas. Se os Estados, Distrito Federal ou os Municípios não
instituírem e efetivamente cobrarem algum tributo de sua competência, apesar
de não poderem receber transferências voluntárias, continuam participando da
repartição constitucional de receitas, recebendo parte do produto da
arrecadação de alguns impostos e da CIDE-Combustíveis. [A repartição
constitucional de receitas será abordada quando falarmos de Impostos, dentro
do ponto “Classificação de Tributos”, na aula 01].

Transferências Voluntárias ≠ Repartição Constitucional de Receitas


Vamos distinguir então “transferências voluntárias” de “repartição
constitucional de receitas”.

Transferências Voluntárias – é a “entrega de recursos correntes ou de


capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência
financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os
destinados ao Sistema Único de Saúde” (art.25, LRF).

Repartição Constitucional de Receitas – é a previsão, na Constituição, de


repartição de parte do produto da arrecadação de alguns impostos federais e
estaduais (arts.153, §5º, 157, 158 e 159, I e II, CF/88) e da CIDE-
Combustíveis (art.159, III, CF/88).

3.2. Indelegabilidade
Prevêem os arts.8º e 7º, CTN:

Art. 8º O não-exercício da competência tributária não a defere a


pessoa jurídica de direito público diversa daquela a que a Constituição
a tenha atribuído.

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Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das


funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, [...].

Um ente federado não pode delegar a sua competência tributária a outro ente,
mesmo que por lei. Por exemplo, não pode a União, caso não esteja mais
interessada em instituir leis sobre o Imposto sobre a propriedade territorial
rural (ITR), delegar essa competência tributária aos Municípios.

Atenção: em relação ao ITR, a Emenda à Constituição (EC) nº 42/2003 não


extrapolou a regra da indelegabilidade da competência tributária ao incluir
inciso III do §4º do art.153, CF88, que diz:
III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na
forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou qualquer
outra forma de renúncia fiscal.

Como se vê, a possibilidade é de os Municípios fiscalizarem e cobrarem, e


não de legislarem sobre o ITR.

Uma questão a respeito.

01- (AFTM MUNICÍPIO SÃO PAULO FCC 2012) Município Deixa pra Lá, não
conseguindo, hipoteticamente, exercer sua competência constitucional
tributária para instituir o ITBI no seu território, celebrou acordo com o Estado
federado em que se localiza, para que esse Estado passasse a exercer, em seu
lugar, a competência constitucional para instituir o referido imposto em seu
território municipal e, ainda, para que exercesse as funções de fiscalizar e
arrecadar esse tributo, recebendo, em contrapartida, um pagamento fixo
anual, a título de "retribuição compensatória". Relativamente a essa situação,
o Município Deixa pra Lá
(A) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
arrecadar e de fiscalizar tributos de sua competência tributária a qualquer
outra pessoa jurídica de direito público, mas pode delegar as funções de
arrecadação às instituições bancárias públicas e privadas.
(B) pode delegar sua competência tributária e suas funções de arrecadar e de
fiscalizar tributos a outra pessoa jurídica de direito público.

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(C) não pode delegar sua competência tributária a qualquer outra pessoa
jurídica de direito público, embora possa delegar as funções de arrecadar e de
fiscalizar tributos de sua competência tributária.
(D) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
fiscalizar tributos a qualquer outra pessoa jurídica de direito público, embora
possa delegar suas funções de arrecadar tributos de sua competência
tributária.
(E) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
arrecadar e de fiscalizar tributos de sua competência tributária a qualquer
outra pessoa jurídica de direito público.

Resolução

(A) ERRADA. não pode delegar sua competência tributária, nem MAS PODE
DELEGAR suas funções de arrecadar e de fiscalizar tributos de sua
competência tributária a qualquer outra pessoa jurídica de direito público, mas
E pode delegar as funções de arrecadação às instituições bancárias públicas e
privadas. (ARTS.7º E 8º, CTN).
(B) ERRADA. NÃO PODE pode delegar sua competência tributária e MAS PODE
DELEGAR suas funções de arrecadar e de fiscalizar tributos a outra pessoa
jurídica de direito público. (ARTS.7º E 8º, CTN).
(C) CORRETA. não pode delegar sua competência tributária a qualquer outra
pessoa jurídica de direito público, embora possa delegar as funções de
arrecadar e de fiscalizar tributos de sua competência tributária. (ARTS.7º E 8º,
CTN). (ARTS.7º E 8º, CTN).
(D) ERRADA. não pode delegar sua competência tributária, nem MAS PODE
DELEGAR suas funções de fiscalizar tributos a qualquer outra pessoa jurídica
de direito público, embora possa E PODE delegar suas funções de arrecadar
tributos de sua competência tributária. (ARTS.7º E 8º, CTN).
(E) ERRADA. não pode delegar sua competência tributária, nem MAS PODE
DELEGAR suas funções de arrecadar e de fiscalizar tributos de sua
competência tributária a qualquer outra pessoa jurídica de direito público.
(ARTS.7º E 8º, CTN).

GABARITO: C

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02- (AGENTE FISCAL DE RENDAS ESTADO SÃO PAULO - DIREITO


TRIBUTÁRIO II - FCC 2009) A respeito da competência tributária,
considere:
I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político,
por lei complementar específica, para aumentar tributos.
II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou
fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa
jurídica de Direito Público a outra.
III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a
capacidade tributária, é delegável.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) I e III.

Resolução

I. ERRADA. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente


político, por lei complementar específica PELA CONSTITUIÇÃO, NÃO SÓ para
aumentar tributos, MAS TAMBÉM EDITAR LEIS SOBRE A INSTITUIÇÃO (=
CRIAÇÃO), FISCALIZAÇÃO, COBRANÇA E ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS.
II. CORRETA. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de
arrecadar ou fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou
decisões administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma
pessoa jurídica de Direito Público a outra. É A LETRA DO ART.7º, CAPUT, CTN.
III. ERRADA. A competência tributária, que compreende a competência
legislativa e a capacidade tributária, é delegável INDELEGÁVEL (ART.7º, CTN).
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) I e III.

GABARITO: B

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Reforcemos com mais uma questão:

03- (AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SÃO PAULO 2007 FCC)


Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e
fiscalização, é correto afirmar que
(A) ambas sempre são delegáveis, dependendo de lei complementar federal.
(B) a competência é delegável de uma pessoa jurídica de direito público para
outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é
indelegável.
(C) a competência é indelegável de uma pessoa jurídica de direito público para
outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é
delegável.
(D) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização são indelegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para
outra.
(E) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para
outra.

Resolução

(A) ERRADA. ambas sempre são delegáveis, dependendo de lei complementar


federal. SÓ AS FUNÇÕES DE ARRECADAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO SÃO
DELEGÁVEIS (ART.7º, CTN).
(B) ERRADA. a competência é INdelegável de uma pessoa jurídica de direito
público para outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização é inDELEGÁVEL (ART.7º, CTN).
(C) CORRETA. a competência é indelegável de uma pessoa jurídica de direito
público para outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização é delegável (ART.7º, CTN).
(D) ERRADA. tanto a competência como a atribuição das funções de
arrecadação e de fiscalização são indelegáveis É INDELEGÁVEL de uma pessoa
jurídica de direito público para outra (ART.7º, CTN).
(E) ERRADA. tanto a competência como a atribuição das funções de
arrecadação e de fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direito
público para outra (ART.7º, CTN).

GABARITO: C

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4. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ≠ CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA


De novo, o art.7º, CTN:
Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das
funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária,
conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, [...].

§ 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais


que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.

§ 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato


unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha
conferido.

§ 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas


de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.

Aquele “salvo” do art.7º, CTN, na verdade, não é uma exceção à


indelegabilidade da competência tributária, mas é sim a capacidade tributária
ativa.

Capacidade tributária ativa – é ter as funções de arrecadar ou fiscalizar


tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em
matéria tributária.

Essa capacidade tributária ativa pode se manter no ente que detém a


competência tributária, ou pode ele delegá-la a outra pessoa jurídica de direito
público.

Competência Tributária INDELEGÁVEL LEGISLAR



Capacidade Tributária ativa DELEGÁVEL FISCALIZAR, ARRECADAR E EXECUTAR

Assim, sobre o “Atenção” acima, em relação ao ITR, o que Emenda à


Constituição (EC) nº 42/2003 fez, ao incluir inciso III do §4º do art.153, CF88,
foi dar a possibilidade aos Municípios de assumirem, nos termos de lei
(federal), a capacidade tributária ativa do ITR.

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Segue, novamente, o dispositivo:


Art.153, §4º, III – [O ITR] será fiscalizado e cobrado pelos Municípios
que assim optarem, na forma da lei, desde que não implique redução do
imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal.

Como se vê, a possibilidade é de os Municípios fiscalizarem e cobrarem, e não


de legislarem sobre o ITR.

Outra questão.

04- (AUDITOR TCE ALAGOAS 2008 FCC) O ITR – Imposto Sobre a


Propriedade Territorial Rural é de competência da União. Contudo, os
Municípios, nos termos da lei, poderão optar em arrecadar e fiscalizar este
imposto, conforme autoriza a Constituição Federal. Neste caso o Município que
assim optar será titular da
(A) competência tributária ativa.
(B) competência e da capacidade tributária ativa.
(C) capacidade tributária ativa.
(D) competência tributária delegada.
(E) capacidade tributária delegante.

Resolução

(A) ERRADA. A competência tributária é uma só. Não existe essa dualidade:
competência tributária ativa e passiva; mas sim capacidade tributária ativa e
passiva (esta última, veremos na Aula 08).
(B) ERRADA. A competência É INDELEGÁVEL. No caso, o Município só fica com
a capacidade tributária ativa.
(C) CORRETA. Capacidade tributária ativa.
(D) ERRADA. Competência tributária delegada. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA É
INDELEGÁVEL.
(E) ERRADA. Capacidade tributária delegante. ESSA EXPRESSÃO NÃO EXISTE
NA DOUTRINA RELEVANTE NEM NO DIREITO POSITIVO.

GABARITO: C

Vamos aos tipos de competência tributária:

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5. TIPOS DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

5.1. Privativa
Quando aquele tributo só pode ser instituído por uma pessoa política.

5.1.1. União
- Impostos federais (art.153, CF88):
- II – Imposto de Importação de produtos estrangeiros
- IE – Imposto de Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados
- IR – Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza
- IPI – Imposto sobre produtos industrializados
- IOF – Imposto operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários
- ITR - Imposto sobre propriedade territorial rural
- IGF - Imposto sobre grandes fortunas, nos termos de lei complementar

- Empréstimos compulsórios (art.148, CF88)


A União pode instituir Empréstimos Compulsórios por dois
fundamentos distintos:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade
pública, de guerra externa ou sua iminência; ou
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional.

Calamidade
Pública

NÃO SE
Despesas
APLICAM as
Extraordinárias
Anterioridades

Empréstimo Guerra Externa ou


Compulsório sua Iminência

Investimento de Caráter Urgente e de


Público Relevante Interesse Nacional

- Contribuições especiais (art.149, CF88):

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- Contribuições Sociais:
- Contribuições para a Seguridade Social (art.195, CF88)
- Contribuições Sociais Gerais (por exemplo, Contribuições para
os Serviços Sociais Autônomos – SENAI, SESI, SESC etc [art.240,
CF88]; Contribuição Social do Salário-Educação [art.212, §5º,
CF88])
- Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE
- Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou
Econômicas – CRM, CREA, CRC, CREFITO, OAB

5.1.2. Estados e Distrito Federal


- Impostos Estaduais (art.155, CF88):
- ITCMD - Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, de
quaisquer bens ou direitos
- ICMS - Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual
e Intermunicipal e de Comunicação, ainda que as operações e as
prestações se iniciem no exterior
- IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores
- Contribuições para Seguridade Social de Seus Servidores (art.149,
§1º, CF88)

5.1.3. Municípios
- Impostos municipais (art.156, CF88):
- IPTU- Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana
- ITBI - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato
oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos
reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
a sua aquisição
- ISS - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155,
II, definidos em lei complementar
- Contribuições para Seguridade Social de Seus Servidores (art.149,
§1º, CF88)
- Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública
(art.149-A, CF88)

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05- (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO TCE-SE FCC 2011) São tributos


estaduais:
(A) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos; imposto sobre prestação de serviço de transporte intramunicipal e
imposto sobre produtos industrializados.
(B) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores; imposto sobre
transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis,
por natureza ou acessão física e imposto sobre operações relativas à circulação
de mercadorias.
(C) Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros; imposto sobre
prestação de serviço de transporte intramunicipal e imposto sobre operações
relativas à circulação de mercadorias.
(D) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos; imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e
imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
(E) Imposto sobre prestação de serviço de comunicação; imposto sobre
prestação de serviço de transporte intramunicipal e imposto sobre a
propriedade de veículos automotores.

Resolução

(A) ERRADO. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer


bens ou direitos (ESTADOS – ART.155, I, CF88); imposto sobre prestação de
serviço de transporte intramunicipal (MUNICÍPIOS – ART.156, III, CF88) e
imposto sobre produtos industrializados (UNIÃO – ART.153, IV, CF88).
(B) ERRADO. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (ESTADOS
– ART.155, III, CF88); imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer
título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física
(MUNICÍPIOS – ART.156, II, CF88) e imposto sobre operações relativas à
circulação de mercadorias (ESTADOS – ART.155, II, CF88).
(C) ERRADO. Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (UNIÃO –
ART.153, I, CF88); imposto sobre prestação de serviço de transporte
intramunicipal (MUNICÍPIOS – ART.156, III, CF88) e imposto sobre operações
relativas à circulação de mercadorias (ESTADOS – ART.155, II, CF88).
(D) CORRETO. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de
quaisquer bens ou direitos (ESTADOS – ART.155, I, CF88); imposto sobre
operações relativas à circulação de mercadorias (ESTADOS – ART.155, II,
CF88) e imposto sobre a propriedade de veículos automotores (ESTADOS –
ART.155, III, CF88).

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(E) ERRADO. Imposto sobre prestação de serviço de comunicação (ESTADOS –


ART.155, II, CF88); imposto sobre prestação de serviço de transporte
intramunicipal (MUNICÍPIOS – ART.156, III, CF88) e imposto sobre a
propriedade de veículos automotores (ESTADOS – ART.155, III, CF88).

GABARITO: D

06- (PROCURADOR DO BACEN 2006 FCC) Em nosso sistema tributário,


podemos elencar como impostos de competência da União, dos Estados e dos
Municípios:
(A) Imposto de Importação, Imposto Territorial Rural e Imposto de Operações
Financeiras.
(B) Imposto de Produtos Industrializados, Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços e Imposto Predial e Territorial Urbano.
(C) Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, Imposto Predial e Territorial
Urbano e Imposto de Renda.
(D) Imposto de Renda, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores e
Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação.
(E) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza e Imposto de Transmissão Intervivos.

Resolução

(A) ERRADA. Imposto de Importação (U – 153, I, CF88), Imposto Territorial


Rural (U – 153, VI, CF88) e Imposto de Operações Financeiras (U – 153, V,
CF88).
(B) CORRETA. Imposto de Produtos Industrializados (U – 153, IV, CF88),
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (E, DF – 155, II, CF88) e
Imposto Predial e Territorial Urbano (M – 156, I, CF88).
(C) ERRADA. Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (M – 156, III,
CF88), Imposto Predial e Territorial Urbano (M – 156, I, CF88) e Imposto de
Renda (U – 153, III, CF88).
(D) ERRADA. Imposto de Renda (U – 153, III, CF88), Imposto sobre
Propriedade de Veículos Automotores (E, DF – 155, III, CF88) e Imposto de
Transmissão Causa Mortis e Doação (E, DF – 155, I, CF88).
(E) ERRADA. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (E, DF – 155,
II, CF88), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (M – 156, III, CF88) e
Imposto de Transmissão Intervivos (M – 156, II, CF88).

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GABARITO: B

5.2. Comum
Quando a espécie de tributo é de competência de todas as pessoas políticas.

- Taxas – É competente para cobrar taxa o ente federativo a que a


Constituição de 1988 conferiu competência para prestar o respectivo serviço
público específico e divisível ou para exercer o respectivo poder de polícia.

Isso fica claro com a leitura do art.77, CTN, que diz “taxas cobradas pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de
suas respectivas atribuições”.

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Exercício
regular
do poder
de polícia
Taxas prestados ao
ou Efetiva
contribuinte
de serviços
pela públicos
Utilização ou específicos ou
e divisíveis
Potencial postos à sua
disposição

- Contribuições de Melhoria – o ente que realizar a obra pública da qual


decorra valorização imobiliária é competente para instituir a respectiva
contribuição de melhoria.

Isso é límpido com a leitura do art.81, CTN, que diz “contribuição de melhoria
cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios,
no âmbito de suas respectivas atribuições”.

5.3. Residual ou Remanescente


Além dos tributos já previstos na CF88, esta confere poder à União de,
atendidas determinadas condições, criar novos impostos e novas contribuições
para a seguridade social.

5.3.1. União:
- Novos Impostos (art.154, I, CF/88), desde que:
- por Lei complementar
- sejam não-cumulativos
- não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos impostos já
previstos na CF/88

- Novas Contribuições para a Seguridade Social (art.195, §4º, CF/88),


desde que:
- por Lei complementar
- sejam não-cumulativos

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- não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios das contribuições


sociais já previstas na CF/88

07- (JUIZ SUBSTITUTO TJPE FCC 2011) Em nosso sistema tributário, os


impostos designados residuais
(A) podem ser instituídos por lei ordinária federal, desde que não sejam
cumulativos e tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(B) podem ser instituídos pela União, Estados ou Municípios, desde que não
sejam cumulativos e tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(C) podem ser instituídos por lei ordinária federal, desde que tenham fato
gerador e base de cálculo inéditos.
(D) são de competência privativa da União e só podem ser instituídos mediante
lei complementar.
(E) são instituídos para cobertura das despesas residuais orçamentárias.

Resolução

Para tal, basta a leitura do art.154 I, CF88:

Art. 154. A União poderá instituir:


I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo
anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato
gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta
Constituição;

(A) ERRADA. podem ser instituídos por lei ordinária federal LEI
COMPLEMENTAR, desde que não sejam cumulativos e tenham fato gerador e
base de cálculo inéditos.
(B) ERRADA. podem ser instituídos pela União, Estados ou Municípios, desde
que não sejam cumulativos e tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(C) ERRADA. podem ser instituídos por lei ordinária federal LEI
COMPLEMENTAR, desde que tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(D) CORRETA. são de competência privativa da União e só podem ser
instituídos mediante lei complementar.
(E) ERRADA. são instituídos para cobertura das despesas residuais
orçamentárias. NÃO HÁ UMA CAUSA ESPECÍFICA PARA SUA CRIAÇÃO.

GABARITO: D

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08- (AGENTE TECNICO LEGISLATIVO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA SP


FCC 2010) É da competência constitucional legislativa dos Estados a
instituição de
(A) impostos não discriminados expressamente na Constituição Federal, dentro
da competência residual.
(B) taxas, pelo exercício regular de poder de polícia de competência estadual.
(C) contribuição de intervenção no domínio econômico.
(D) imposto sobre a transmissão inter vivos de bens imóveis a título oneroso.
(E) empréstimo compulsório para cobrir despesas extraordinárias decorrentes
de calamidade pública.

Resolução

(A) ERRADO. impostos não discriminados expressamente na Constituição


Federal, dentro da competência residual. COMPETÊNCIA DA UNIÃO (ART.154,
I, CF88).
(B) CORRETO. taxas, pelo exercício regular de poder de polícia de competência
estadual. (ART.145, II, CF88).
(C) ERRADO. contribuição de intervenção no domínio econômico.
COMPETÊNCIA DA UNIÃO (ART.149, CF88).
(D) ERRADO. imposto sobre a transmissão inter vivos de bens imóveis a título
oneroso. COMPETÊNCIA DOS MUNICÍPIOS E DO DF (ARTS.156, II, E 147,
CF88).
(E) ERRADO. empréstimo compulsório para cobrir despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública. COMPETÊNCIA DA UNIÃO (ART.148,
CF88).

GABARITO: B

09- (AUDITOR TCE AMAZONAS 2007 FCC) A União institui contribuição


social cujos fato gerador e base de cálculo são os mesmos de um imposto de
sua competência. Considera-se essa contribuição
(A) constitucional, por não haver vedações constitucionais quanto à utilização
de mesmos fato gerador e base de cálculo, em se tratando de contribuições
sociais e impostos.
(B) inconstitucional, por incidir sobre o mesmo fato gerador de um imposto.

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(C) inconstitucional, por ser calculada sobre a mesma base imponível de um


imposto.
(D) inconstitucional, por representar bitributação.
(E) constitucional, em razão de a União Federal ser competente para a
instituição de contribuições com fato gerador e base de cálculos idênticos aos
dos impostos federais, estaduais e municipais.

Resolução

A vedação é de que a nova contribuição social tenha fato gerador e base de


cálculo idênticos aos de uma contribuição de sua competência; e de que o
novo imposto tenha fato gerador e base de cálculo idênticos aos de um
imposto de sua competência (art.154, I, CF88/ art.195, §4º, CF88).

GABARITO: A

5.3.2. Estados:
Veja o art.25, §1º, CF/88:
Art.25, § 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes
sejam vedadas por esta Constituição.

Como os Estados possuem competência residual na divisão das competências


para realizar obras e serviços (os serviços cuja competência não foi
expressamente conferida à União, ao Distrito Federal ou aos Municípios), então
podemos dizer que a competência deles, quanto à instituição de taxas e
contribuições de melhoria também é residual.
ATENÇÃO: ESSE RACIOCÍNIO SÓ VALE PARA A ESAF, CONFORME CONCURSO
FISCAL DO PARÁ 2002. PARA A FCC, ESTADOS NÃO POSSUEM COMPETÊNCIA
RESIDUAL, CONFORME CONCURSO AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB
2006 FCC!!

5.4. Cumulativa
5.4.1. União
- Em Território Federal (art.147, CF/88)
- Impostos Estaduais – ITCMD, ICMS, IPVA
- Impostos Municipais (IPTU, ITBI, ISS), se o Território não for dividido
em Municípios, além dos impostos estaduais.

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5.4.2. Distrito Federal


- Impostos Estaduais e Municipais (art.32, c/c arts.155 e 156, CF/88)

10- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Verifique os quadros


abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro quadro com uma das
alternativas do segundo e assinale a opção correta.
V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos.
W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios
Federais.
X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei
Complementar.
Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia.
Z. Imposto sobre transmissão inter-vivos, por ato oneroso, de bens imóveis.
1. Tributo da competência privativa da União.
2. Tributo da competência privativa dos Municípios.
3. Tributo da competência comum.
4. Tributo da competência residual da União.
5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal.
(A) V1 W3 X5 Y2 Z4
(B) V5 W1 X4 Y3 Z2
(C) V2 W4 X3 Y1 Z5
(D) V3 W5 X2 Y4 Z1
(E) V4 W2 X1 Y5 Z3

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Resolução

V. ITCMD 5. Privativa dos Estados e do Distrito


Federal
W. IPVA nos Territórios Federais 1. Privativa da União
X. Imposto não previsto no art. 153 4. Tributo da competência residual da
da Constituição Federal, criado por Lei União
Complementar
Y. Taxa em razão do exercício do 3. Tributo da competência comum
poder de polícia
Z. Imposto sobre transmissão inter- 2. Tributo da competência privativa
vivos, por ato oneroso, de bens dos Municípios
imóveis
Quanto ao IPVA nos Territórios Federais, apesar de normalmente ser
classificada como competência cumulativa, não chega a ser errado dizer que é
privativa, desde que seja expressa que é nos Territórios Federais.

GABARITO: B.

Mais uma questão sobre competência residual:

11- (AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC) A competência


residual tributária é exercida
(A) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não sejam
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
discriminados na Constituição Federal
(B) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse,
observando os princípios constitucionais da anterioridade e da irretroatividade
(C) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato
gerador e base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal
(D) pela União, que através de lei complementar, pode instituir impostos que
não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos discriminados na Constituição Federal
(E) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e
contribuições sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador
ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal.

Resolução

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Art. 154, CF88. A União poderá instituir:


I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior,
desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de
cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição; [...]

(A) ERRADA. Estados não possuem competência residual (art.154, I, CF88), e


a competência residual da União é só para novos impostos e novas
contribuições para a Seguridade Social, e não para taxas (art.154, I, e art.195,
§4º, CF88).
(B) ERRADA. Municípios não possuem competência residual (art.154, I, CF88).
(C) ERRADA. Estados não possuem competência residual (art.154, I, CF88).
(D) CORRETA (art.154, I, CF88).
(E) ERRADA. Estados e Distrito Federal não possuem competência residual
(art.154, I, CF88).

GABARITO: D

12- (PROCURADOR TCE PIAUÍ 2005 FCC) Em sede de competência


tributária, é correto afirmar que
(A) lei ordinária federal poderá instituir novos impostos, desde que não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos previstos no texto
constitucional.
(B) lei ordinária federal poderá instituir isenções de tributos estaduais e
municipais.
(C) somente a União poderá instituir contribuições sociais.
(D) somente o Município poderá instituir taxas por serviços prestados.
(E) o ITR é um tributo federal que, nos termos de permissivo constitucional,
poderá ser fiscalizado e cobrado pelos Municípios.

Resolução

(A) ERRADO. lei ordinária federal LEI COMPLEMENTAR poderá instituir novos
impostos, desde que não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
previstos no texto constitucional (art.154, I, CF88).
(B) ERRADO. lei ordinária federal A UNIÃO NÃO poderá instituir isenções de
tributos estaduais e municipais (art.151, III, CF88).
(C) ERRADO. – OS ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS PODEM INSTITUIR
Contribuições para Seguridade Social de Seus Servidores (art.149, §1º, CF88),

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E O DF E OS MUNICÍPIOS PODEM INSTITUIR Contribuição para o Custeio do


Serviço de Iluminação Pública (art.149-A, CF88).
(D) ERRADO. U, E, DF, M podem instituir e cobrar taxas relativas a serviços NO
ÂMBITO DE SUAS RESPECTIVAS ATRIBUIÇÕES.
(E) CORRETO. o ITR é um tributo federal que, nos termos de permissivo
constitucional, poderá ser fiscalizado e cobrado pelos Municípios (art.153, §4º,
CF88).

GABARITO: E

Outras questões sobre competência privativa:

13- (AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SÃO PAULO 2007 FCC)


São tributos de competência municipal:
(A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre
a prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade
territorial rural.
(B) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre
a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a
propriedade predial urbana.
(C) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a
propriedade territorial rural.
(D) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação
de serviço de comunicação.
(E) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços de
qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos na
tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de
bens imóveis.

Resolução

(A) ERRADA. imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis,


imposto sobre a prestação de serviço de comunicação (ESTADOS E DF -
art.155, I e II, CF88) e imposto sobre a propriedade territorial rural (UNIÃO –
art.153, VI, CF88).

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(B) ERRADA. imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis


(ESTADOS E DF - art.155, I, CF88), imposto sobre a transmissão onerosa,
inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a propriedade predial urbana.
(C) ERRADA. imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto
sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a
propriedade territorial rural (UNIÃO – art.153, VI, CF88).
(D) ERRADA. imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação
de serviço de comunicação (ESTADOS E DF - art.155, I e II, CF88).
(E) CORRETA. imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre
serviços de qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-
compreendidos na tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa,
inter vivos, de bens imóveis.

GABARITO: E

14- (PROCURADOR DO MUNICÍPIO PGM TERESINA 2010 FCC) NÃO é


competência municipal a instituição de
(A) imposto sobre a transmissão de bens imóveis por ato inter vivos a título
oneroso.
(B) imposto sobre a propriedade territorial urbana.
(C) contribuição social dos servidores municipais para custeio de regime
previdenciário próprio.
(D) contribuição de melhoria.
(E) contribuição de interesse de categorias profissionais ou econômicas.

Resolução

(A) É. Imposto sobre a transmissão de bens imóveis por ato inter vivos a título
oneroso (art.156, II, CF88).
(B) É. Imposto sobre a propriedade territorial urbana (art.156, I, CF88).
(C) É. Contribuição social dos servidores municipais para custeio de regime
previdenciário próprio (art.149, §1º, CF88).
(D) É. Contribuição de melhoria (COMPETÊNCIA COMUM).
(E) NÃO É. Contribuição de interesse de categorias profissionais ou econômicas
(UNIÃO – Art.149, CF88).

GABARITO: E

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15- (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE SALVADOR 2006 FCC) Na forma


das respectivas leis, poderão instituir contribuição para o custeio do serviço de
iluminação pública:
(A) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observado o
disposto no art.150, I e III, da Constituição Federal.
(B) a União e os Estados, observado o disposto no art.150, III, “b” e “c” da
Constituição Federal.
(C) os Estados e o Distrito Federal, observado o disposto no art.150, I e III, da
Constituição Federal.
(D) o Distrito Federal e os Municípios, observado o disposto no art.150, I e III,
da Constituição Federal.
(E) a União e os Municípios, observado o disposto no art.150, III, “b”, da
Constituição Federal.

Resolução

Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir


contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço
de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 39, de 2002)
Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o
caput, na fatura de consumo de energia elétrica.(Incluído pela Emenda
Constitucional nº 39, de 2002)

GABARITO: D

16- (DEFENSOR PÚBLICO ESTADO DE SÃO PAULO 2006 FCC) Nos termos
da Constituição Federal, compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir
impostos sobre
(A) produtos industrializados.
(B) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativa a títulos e valores
mobiliários.
(C) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição.
(D) propriedade territorial rural.
(E) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.

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Resolução

(A) ERRADA. Produtos industrializados (União – art.153, IV, CF88).


(B) ERRADA. Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativa a títulos e
valores mobiliários (União – art.153, V, CF88).
(C) ERRADA. transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de
bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição
(Municípios – art.156, II, CF88).
(D) ERRADA. Propriedade territorial rural (União – art.153, VI, CF88).
(E) CORRETA. Transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos (Estados e Distrito Federal – art.155, I, CF88).

GABARITO: E

17- (AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC) O Distrito


Federal é competente para instituir impostos sobre
(A) circulação de mercadorias e serviços, transmissão causa mortis e doação
de quaisquer bens ou direitos, propriedade territorial rural e operações
financeiras.
(B) produtos industrializados, transmissão causa mortis e doação de quaisquer
bens ou direitos, propriedade de veículos automotores e propriedade territorial
rural.
(C) propriedade territorial rural, circulação de mercadorias e serviços,
transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade
de veículos automotores e produtos industrializados.
(D) circulação de mercadorias e serviços, transmissão causa mortis e doação
de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, serviços
de qualquer natureza, propriedade predial e territorial urbana e transmissão de
bens imóveis inter vivos.
(E) propriedade predial e territorial urbana, operações financeiras, produtos
industrializados, transmissão causa mortis e doação, propriedade de veículos
automotores, transmissão de bens imóveis inter vivos e circulação de
mercadorias e serviços.

Resolução
Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos
estaduais e, se o Território não for dividido em Municípios,

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cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem


os impostos municipais.

(A) ERRADA. circulação de mercadorias e serviços (art.155, II, CF88),


transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos (art.155, I,
CF88), propriedade territorial rural (União – art.153, VI, CF88) e operações
financeiras (União – art.153, V, CF88).
(B) ERRADA. produtos industrializados (União – art.153, IV, CF88),
transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos (art.155, I,
CF88), propriedade de veículos automotores (art.155, III, CF88) e propriedade
territorial rural (União – art.153, VI, CF88).
(C) ERRADA. propriedade territorial rural (União – art.153, VI, CF88),
circulação de mercadorias e serviços (art.155, II, CF88), transmissão causa
mortis e doação de quaisquer bens ou direitos (art.155, I, CF88), propriedade
de veículos automotores (art.155, III, CF88) e produtos industrializados (União
– art.153, IV, CF88).
(D) CORRETA. circulação de mercadorias e serviços (art.155, II, CF88),
transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos (art.155, I,
CF88), propriedade de veículos automotores (art.155, III, CF88), serviços de
qualquer natureza (art.156, III, CF88), propriedade predial e territorial urbana
(art.156, I, CF88) e transmissão de bens imóveis inter vivos (art.156, II,
CF88).
(E) ERRADA. propriedade predial e territorial urbana (art.156, I, CF88),
operações financeiras (União – art.153, V, CF88), produtos industrializados
(União – art.153, IV, CF88), transmissão causa mortis e doação (art.155, I,
CF88), propriedade de veículos automotores (art.155, III, CF88), transmissão
de bens imóveis inter vivos (art.156, II, CF88) e circulação de mercadorias e
serviços (art.155, II, CF88).

GABARITO: D

18- (AGENTE FISCAL DE RENDAS ESTADO SÃO PAULO - DIREITO


TRIBUTÁRIO II - FCC 2009) Em relação à competência tributária, cabe
(A) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros;
II) propriedade territorial rural; III) doação de quaisquer bens e direitos.
(B) aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I) transmissão
causa mortis; II) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

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prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de


comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza.
(C) aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial urbana e
rural; II) serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência
tributária dos Estados, definidos em lei complementar; III) doação de
quaisquer bens e direitos.
(D) aos Estados instituir impostos sobre: I) propriedade predial territorial e
urbana; II) transmissão inter vivos a qualquer título, por ato oneroso ou
gratuito de quaisquer bens e direitos; III) serviços de qualquer natureza.
(E) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros;
II) propriedade territorial rural; III) os impostos estaduais em território Federal
e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos
municipais.

Resolução

(A) ERRADA. à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos


estrangeiros; II) propriedade territorial rural; III) doação de quaisquer bens e
direitos (ESTADOS E DF – art.155, I, CF88).
(B) ERRADA. aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I)
transmissão causa mortis; II) operações relativas à circulação de mercadorias
e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e
de comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza
AUTOMOTORES (art.155, III, CF88).
(C) ERRADA. aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial
urbana e rural (INSTITUIR NÃO. NO MÁXIMO, FISCALIZAR E COBRAR –
art.153, §4º, III, CF88); II) serviços de qualquer natureza não compreendidos
na competência tributária dos Estados, definidos em lei complementar; III)
doação de quaisquer bens e direitos (ESTADOS E DF – art.155, I, e art.147, in
fine, CF88).
(D) ERRADA. aos Estados instituir impostos sobre: I) propriedade predial
territorial e urbana (MUNICÍPIOS E DF - art.156, I, CF88); II) transmissão
inter vivos a qualquer título, por ato oneroso ou (MUNICÍPIOS E DF – art.156,
II, CF88) gratuito de quaisquer bens e direitos; III) serviços de qualquer
natureza (MUNICÍPIOS E DF – art.156, III, CF88).
(E) CORRETA. à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos
estrangeiros; II) propriedade territorial rural; III) os impostos estaduais em
território Federal e, se o Território não for dividido em Municípios,
cumulativamente, os impostos municipais (art.147, 1ª parte, CF88).

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GABARITO: E

19- (PROCURADOR TCE MARANHÃO 2005 FCC) Aos Municípios, Estados e


União, respectivamente, competem instituir impostos, dentre outros, sobre
(A) transmissão causa mortis; transmissão inter vivos; e operações de crédito,
câmbio e seguros.
(B) territorial rural; serviços de qualquer natureza; e propriedade de veículos
automotores.
(C) transmissão inter vivos; transmissão causa mortis; e territorial rural.
(D) serviços de qualquer natureza; propriedade de veículos automotores; e
transmissão causa mortis.
(E) operações de crédito, câmbio e seguros; territorial rural; e operações
relativas à circulação de mercadorias.

Resolução

(A) ERRADA. transmissão causa mortis (ESTADOS – art.155, I, CF88);


transmissão inter vivos (MUNICÍPIOS – art.156, II, CF88); e operações de
crédito, câmbio e seguros (UNIÃO – art.153, V, CF88).
(B) ERRADA. territorial rural (UNIÃO – art.153, VI, CF88); serviços de
qualquer natureza (MUNICÍPIOS – art.156, III, CF88); e propriedade de
veículos automotores (ESTADOS – art.155, III, CF88).
(C) CORRETA. transmissão inter vivos (MUNICÍPIOS – art.156, II, CF88);
transmissão causa mortis (ESTADOS – art.155, I, CF88); e territorial rural
(UNIÃO – art.153, VI, CF88).
(D) ERRADA. serviços de qualquer natureza (MUNICÍPIOS – art.156, III,
CF88); propriedade de veículos automotores (ESTADOS – art.155, III, CF88);
e transmissão causa mortis (ESTADOS – art.155, I, CF88).
(E) ERRADA. operações de crédito, câmbio e seguros (UNIÃO – art.153, V,
CF88); territorial rural (UNIÃO – art.153, VI, CF88); e operações relativas à
circulação de mercadorias (ESTADOS – art.155, II, CF88).

GABARITO: C

Vamos abordar o tema das competências concorrente e suplementar.

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Será de grande ajuda para tal a transcrição do art.24 e parágrafos, art.30, II,
e art.146, III, todos da CF88, nas partes que nos interessam:

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar


concorrentemente sobre:
I - direito tributário, [...];
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União
limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não
exclui a competência suplementar dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais
suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.

Art. 30. Compete aos Municípios: [...]


II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;[...]

Art. 146. Cabe à lei complementar: [...]


III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos
impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas
sociedades cooperativas.
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as
microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes
especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II,
das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição
a que se refere o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,
de 19.12.2003) [...]

Então, continuemos com os tipos de competência tributária:

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5.5. Concorrente
A União deve legislar sobre direito tributário concorrentemente com os
Estados, O Distrito Federal e os Municípios (art.24, I, c/c art.30, III, CF/88),
limitando-se a União estabelecer normas gerais (art.24, §1º). [c/c =
combinado com]

ATENÇÃO: O caput do art.24, CF88, não é expresso quanto aos Municípios


também terem essa competência concorrente. Mas assim se interpreta pelos
diversos dispositivos constitucionais em matéria tributária. Entre eles o inciso
III do art.30, CF88, que diz que compete aos Municípios instituir e arrecadar os
tributos de sua competência. Ora, se eles podem fazer isso, obviamente
legislam sobre direito tributário.

O STF já decidiu nesse sentido no AI-AgR 167.777, que apesar de tratar do


IPVA, fez menção expressa à possibilidade de os Municípios também
exercerem sua competência legislativa plena, em caso de ausência de lei
complementar estabelecendo norma geral:
AI-AgR 167.777 SP:
“IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES –
DISCIPLINA. Mostra-se constitucional a disciplina do Imposto sobre
Propriedade De Veículos Automotores mediante norma local. Deixando
a União de editar normas gerais, exerce a unidade da federação a
competência legislativa plena - §3º do artigo 24, do corpo
permanente da Carta de 1988 -, sendo que, com a entrada em vigor do
sistema tributário nacional, abriu-se à União, aos Estados, ao Distrito
Federal e aos Municípios, a via da edição de leis necessárias à
respectiva aplicação - §3º do artigo 34 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Carta de 1988.”

As normas gerais em matéria tributária são aquelas previstas no art.146, III,


CF/88, as quais regulam:
- Definição de tributos e suas espécies
- Definição de fato gerador, base de cálculo e contribuintes dos impostos
previstos na CF/88
- Normas de obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência
tributários
- Adequado tratamento ao ato cooperativo das sociedades cooperativas

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- Definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e


empresas de pequeno porte

5.6. Supletiva ou Suplementar


A competência tributária supletiva encontra-se basicamente nos parágrafos do
art.24.

Se a União deixar de legislar, total ou parcialmente, sobre normas gerais em


matéria de tributária, os Estados e o Distrito Federal podem exercer sua
competência suplementar, para atender a suas peculiaridades. (§§2º e 3º do
art.24, CF88)

Se sobrevier lei complementar federal posterior, ela suspende a eficácia da lei


estadual no que esta for contrário. (§4º do art.24, CF88)

ATENÇÃO: Os parágrafos não prevêem que os Municípios possuem


competência suplementar sobre normas gerais. Essa competência só foi dada
aos Estados e ao Distrito Federal.

Um exemplo de exercício da competência suplementar se deu com o IPVA, de


competência dos Estados. Inserido na Constituição de 1988, nunca veio lei
complementar para definir fato gerador, base de cálculo e contribuinte do
IPVA, como prevê o art.146, III, ‘a’, CF88, definindo as normas gerais a
respeito.

Os Estados e o Distrito Federal instituíram suas leis de IPVA fundamentando-se


justamente na sua competência suplementar. Inclusive, o STF deu ganho de
causa aos Estados nesse tema em vários julgados, entre eles o mais recente
RE-AgRg 262.643-MG, de 06.04.2010. [RE-AgRg = Agravo regimento em
Recurso Extraordinário. É uma espécie de recurso ao STF]

ATENÇÃO, NÃO CONFUNDIR!:


U, E, DF e M – competência CONCORRENTE para legislar sobre DIREITO
TRIBUTÁRIO.

E e DF– competência SUPLEMENTAR para legislar sobre NORMAS GERAIS.

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20- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002 ESAF) Assinale a


assertiva incorreta.
(A) No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á
a estabelecer normas gerais.
(B) A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.
(C) Não existindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
(D) A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da
lei estadual, no que lhe for contrário.
(E) A Constituição não prevê as normas de direito tributário como pertencendo
ao âmbito da legislação concorrente.

Resolução

Vamos à resposta da questão. Atente que a questão pede a incorreta:


(A) CORRETA. Letra do §1º do art.24, CF88.
(B) CORRETA. Letra do §2º do art.24, CF88.
(C) CORRETA. Letra do §3º do art.24, CF88.
(D) CORRETA. Letra do §4º do art.24, CF88.
(E) ERRADA. Basta a leitura do caput do art.24 e seu inciso I, CF88. [caput =
cabeça do artigo. É a primeira parte do artigo, o que não é parágrafo, inciso,
alínea ou item]

GABARITO: E

Para concluir sobre os tipos de competência tributária, vamos à competência


extraordinária.

5.7. Extraordinária
Prevista no art.154, II, CF88, se houver (i) iminência de guerra externa; ou
(ii) guerra externa, pode ser instituído imposto extraordinário, mesmo que
com fato gerador idêntico ao de imposto estadual ou municipal.

É isso mesmo! E basta lei ordinária. Assim, nessas situações, pode existir, por
exemplo, um ISS municipal e um imposto extraordinário cujo fato gerador seja
a prestação de serviço de qualquer natureza.

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Cessada a causa de sua criação (guerra externa ou sua iminência), o imposto


extraordinário será suprimido gradativamente.

21- (AUDITOR TRIBUTÁRIO – JABOATÃO DOS GUARARAPES 2006 FCC)


Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar que
(A) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, para
instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já
relacionados na Constituição Federal no exercício da competência residual.
(B) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia de
tributos municipais.
(C) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não
em sua competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa.
(D) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de intervenção
no domínio econômico.
(E) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos
municipais, distritais e estaduais.

Resolução

(A) ERRADA. a União NÃO pode invadir as competências tributárias dos entes
políticos (COMPETÊNCIA PRIVATIVA), para instituir impostos cumulativos, com
fato gerador e base de cálculo já relacionados na Constituição Federal no
exercício da competência residual (arts.155 e 156, CF88).
(B) ERRADA. Os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e
anistia de SEUS tributos (POR LEI), E NÃO DE municipais (COMPETÊNCIA
PRIVATIVA).
(C) CORRETA. a União poderá instituir impostos extraordinários,
compreendidos ou não em sua competência tributária, na iminência ou no caso
de guerra externa. (Art.154, II, CF88)
(D) ERRADA. A União e os Estados-membros podem instituir contribuição de
intervenção no domínio econômico (art.149, CF88).
(E) ERRADA. a União NÃO pode conceder isenções de caráter geral OU NÃO,
em relação aos tributos municipais, distritais e estaduais (art.151, III, CF88).

Assim, GABARITO: C

22- (PROCURADOR DE CONTAS TCE CEARÁ 2006 FCC) O Estado do Ceará


tem competência tributária para instituição de
(A) IPTU, ICMS e IPVA.

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(B) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria.


(C) ITBI, ITCMD e ISS.
(D) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual.
(E) empréstimo compulsório, IPVA e taxas.

Resolução

(A) ERRADO. IPTU (M - art.156, I, CF88), ICMS e IPVA.


(B) CERTO. ITCMD (E, DF - art.155, I, CF88), ICMS (E, DF - art.155, II, CF88)
e contribuição de melhoria (ART.145, III, CF88).
(C) ERRADO. ITBI (M - art.156, II, CF88), ITCMD e ISS (M - art.156, III,
CF88).
(D) ERRADO. taxas (ART.145, II, CF88), contribuição de melhoria (ART.145,
III, CF88) e imposto residual (U - art.154, I, CF88).
(E) ERRADO. empréstimo compulsório (U - art.148, CF88), IPVA (E, DF -
art.155, III, CF88) e taxas (ART.145, II, CF88).

GABARITO: B

6. BITRIBUTAÇÃO E BIS IN IDEM

6.1. Bitributação

Ocorre a bitributação quando dois ou mais entes políticos distintos exigem,


cada um com seu tributo, o mesmo fato jurídico.

Isso ocorre, por exemplo, quando o Estado de São Paulo tributa com o ICMS a
propaganda em outdoors entendendo ser serviço de comunicação, tributável
pelo ICMS; e o Município entende ser essa propaganda em outdoors tributável
pelo ISS, por se tratar de propaganda e publicidade (subitem 17.06 da lista de
serviços da LC nº 116/03).

O fato é o mesmo, sendo tributado por pessoas jurídicas distintas.

A bitributação é vedada no nosso ordenamento, já que as competências


tributárias dos entes políticos (U, E, DF, M) não se superpõem.

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Mas há DOIS casos de BITRIBUTAÇÃO LEGÍTIMA:


(i) Quando a União se vale de sua competência extraordinária para instituir o
imposto extraordinário (art.154, II).

Veja que o referido dispositivo fala que a União poderá instituí-los “(...),
compreendidos ou não em sua competência tributária, (...)”.

Assim, em caso de guerra externa ou sua iminência, pode a União instituir um


ICMS-federal, um ISS-federal etc.

(ii) Quando a bitributação envolve Estados-Nações distintos.

É o caso do imposto de renda, em que um residente do Brasil recebe


rendimentos de capital ou trabalho auferidos na Europa, por exemplo. Tanto o
país europeu quanto o Brasil são competentes para tributar esse fato jurídico.

Não há como evitar essa dupla incidência, a não ser que os dois países
celebrem um Acordo para Evitar a Dupla Tributação, decidindo entre eles qual
vai tributar esse fato. O Brasil tem aproximadamente 30 acordos desse tipo
celebrados com outros países.

6.2. Bis In Idem

Ocorre bis in idem quando o mesmo fato jurídico vem a ser tributado duas ou
mais vezes pela mesma pessoa política.

O bis in idem também é vedado no nosso ordenamento, pois para cada fato
gerador só pode surgir uma obrigação tributária.

Assim, não pode o Estado de São Paulo efetuar o lançamento de ofício de ICMS
relativo a saída de uma mercadoria sabendo que o contribuinte já pagou o
ICMS sobre essa mesma saída. Estaria o Estado de São Paulo tributando o
mesmo fato duas vezes.

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23- (AUDITOR FISCAL DO TCE PIAUÍ 2002 FCC) O fenômeno do bis in


idem é encontrado quando
(A) o mesmo fato jurídico vem a ser tributado por duas ou mais pessoas
políticas.
(B) dois ou mais fatos jurídicos são tributados por duas ou mais pessoas
políticas.
(C) dois ou mais fatos jurídicos são tributados pela mesma pessoa política.
(D) o mesmo fato jurídico vem a ser tributado duas ou mais vezes pela mesma
pessoa política.
(E) o fato jurídico vem a ser tributado por pessoa jurídica de direito privado.

Resolução

(A) ERRADO. o mesmo fato jurídico vem a ser tributado por duas ou mais
pessoas políticas = BITRIBUTAÇÃO
(B) ERRADO. dois ou mais fatos jurídicos são tributados por duas ou mais
pessoas políticas. NÃO HÁ NADA DE ERRADO, SE O MESMO FATO NÃO É
TRIBUTADO POR MAIS DE UMA PESSOA POLÍTICA.
(C) ERRADO. dois ou mais fatos jurídicos são tributados pela mesma pessoa
política. NÃO HÁ NADA DE ERRADO, SE SÃO FATOS DISTINTOS.
(D) CERTO. o mesmo fato jurídico vem a ser tributado duas ou mais vezes pela
mesma pessoa política = BIS IN IDEM
(E) ERRADO. o fato jurídico vem a ser tributado por pessoa jurídica de direito
privado. É INCOMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA DESSA PESSOA JURÍDICA.

GABARITO: D

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QUADRO TIPOS DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA POR ENTE FEDERATIVO:


Ente
Tipo de Competência Para legislar / instituir
Federativo
Concorrente Sobre direito tributário (só normas gerais)
II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF
Privativa Empréstimo Compulsório
Contribuições Especiais
Taxas
Comum
Contribuições de Melhoria
Em Território Federal:
Impostos Estaduais: ITCMD, ICMS, IPVA
União
Em Território Federal não dividido em
Cumulativa
Municípios:
Impostos Estaduais: ITCMD, ICMS, IPVA
Impostos Municipais: IPTU, ITBI, ISS
Novos impostos (art.154, I)
Residual Novas contribuições para a Seguridade Social
(art.195, §4º)
Extraordinária Impostos Extraordinários (art.154, II)
Concorrente Legislar sobre direito tributário
Taxas(1)
Comum / Residual
Contribuições de Melhoria(1)
Estados e Para legislar sobre normas gerais de direito
Supletiva ou Suplementar
Distrito Federal tributário
ITCMD, ICMS, IPVA
Privativa Contribuições para Previdência Social de seus
Servidores
ITCMD, ICMS, IPVA
IPTU, ITBI, ISS
Distrito Federal Cumulativa Contribuições para Previdência Social de seus
Servidores
COSIP
Concorrente Legislar sobre direito tributário
IPTU, ITBI, ISS
Contribuições para Previdência Social de seus
Privativa
Municípios Servidores
COSIP
Taxas
Comum
Contribuições de Melhoria
(1) ATENÇÃO: ESSE RACIOCÍNIO SÓ VALE PARA A ESAF, CONFORME CONCURSO FISCAL DO
PARÁ 2002. PARA A FCC, ESTADOS NÃO POSSUEM COMPETÊNCIA RESIDUAL, CONFORME
CONCURSO AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC!!

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QUADRO DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA POR TIPO DE COMPETÊNCIA:


Tipo de
Ente Federativo Para legislar / instituir
Competência
Sobre direito tributário (União só normas
Concorrente U, E, DF, M
gerais)
Taxas
Comum U, E, DF, M
Contribuições de Melhoria
II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF
U Empréstimo Compulsório
Contribuições Especiais
ITCMD, ICMS, IPVA
E, DF Contribuições para Previdência Social de seus
Privativa
Servidores
IPTU, ITBI, ISS
Contribuições para Previdência Social de seus
M
Servidores
COSIP
Em Território Federal: ITCMD, ICMS, IPVA
Em Território Federal Não Dividido em
U Municípios:
Impostos Estaduais: ITCMD, ICMS, IPVA
Impostos Municipais: IPTU, ITBI, ISS
Cumulativa
ITCMD, ICMS, IPVA
IPTU, ITBI, ISS
DF Contribuições para Previdência Social de seus
Servidores
COSIP
Legislar sobre normas gerais de direito
Supletiva ou
E, DF tributário
Suplementar
Novos impostos (art.154, I)
U Novas contribuições para a Seguridade Social
Residual (art.195, §4º)
Taxas(1)
E, DF
Contribuições de Melhoria(1)
Extraordinária U Impostos Extraordinários (art.154, II)
(1) ATENÇÃO: ESSE RACIOCÍNIO SÓ VALE PARA A ESAF, CONFORME CONCURSO FISCAL DO
PARÁ 2002. PARA A FCC, ESTADOS NÃO POSSUEM COMPETÊNCIA RESIDUAL, CONFORME
CONCURSO AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC!!

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Questões Comentadas e Resolvidas Nesta Aula


DIREITO TRIBUTÁRIO

01- (AFTM MUNICÍPIO SÃO PAULO FCC 2012) Município Deixa pra Lá, não
conseguindo, hipoteticamente, exercer sua competência constitucional
tributária para instituir o ITBI no seu território, celebrou acordo com o Estado
federado em que se localiza, para que esse Estado passasse a exercer, em seu
lugar, a competência constitucional para instituir o referido imposto em seu
território municipal e, ainda, para que exercesse as funções de fiscalizar e
arrecadar esse tributo, recebendo, em contrapartida, um pagamento fixo
anual, a título de "retribuição compensatória". Relativamente a essa situação,
o Município Deixa pra Lá
(A) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
arrecadar e de fiscalizar tributos de sua competência tributária a qualquer
outra pessoa jurídica de direito público, mas pode delegar as funções de
arrecadação às instituições bancárias públicas e privadas.
(B) pode delegar sua competência tributária e suas funções de arrecadar e de
fiscalizar tributos a outra pessoa jurídica de direito público.
(C) não pode delegar sua competência tributária a qualquer outra pessoa
jurídica de direito público, embora possa delegar as funções de arrecadar e de
fiscalizar tributos de sua competência tributária.
(D) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
fiscalizar tributos a qualquer outra pessoa jurídica de direito público, embora
possa delegar suas funções de arrecadar tributos de sua competência
tributária.
(E) não pode delegar sua competência tributária, nem suas funções de
arrecadar e de fiscalizar tributos de sua competência tributária a qualquer
outra pessoa jurídica de direito público.

02- (AGENTE FISCAL DE RENDAS ESTADO SÃO PAULO - DIREITO


TRIBUTÁRIO II - FCC 2009) A respeito da competência tributária,
considere:
I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político,
por lei complementar específica, para aumentar tributos.
II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou
fiscalizar os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa
jurídica de Direito Público a outra.

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III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a


capacidade tributária, é delegável.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) I e III.

03- (AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SÃO PAULO 2007 FCC)


Relativamente à competência tributária e às funções de arrecadação e
fiscalização, é correto afirmar que
(A) ambas sempre são delegáveis, dependendo de lei complementar federal.
(B) a competência é delegável de uma pessoa jurídica de direito público para
outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é
indelegável.
(C) a competência é indelegável de uma pessoa jurídica de direito público para
outra, mas a atribuição das funções de arrecadação e de fiscalização é
delegável.
(D) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização são indelegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para
outra.
(E) tanto a competência como a atribuição das funções de arrecadação e de
fiscalização são delegáveis de uma pessoa jurídica de direito público para
outra.

04- (AUDITOR TCE ALAGOAS 2008 FCC) O ITR – Imposto Sobre a


Propriedade Territorial Rural é de competência da União. Contudo, os
Municípios, nos termos da lei, poderão optar em arrecadar e fiscalizar este
imposto, conforme autoriza a Constituição Federal. Neste caso o Município que
assim optar será titular da
(A) competência tributária ativa.
(B) competência e da capacidade tributária ativa.
(C) capacidade tributária ativa.
(D) competência tributária delegada.
(E) capacidade tributária delegante.

05- (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO TCE-SE FCC 2011) São tributos


estaduais:

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(A) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou


direitos; imposto sobre prestação de serviço de transporte intramunicipal e
imposto sobre produtos industrializados.
(B) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores; imposto sobre
transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis,
por natureza ou acessão física e imposto sobre operações relativas à circulação
de mercadorias.
(C) Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros; imposto sobre
prestação de serviço de transporte intramunicipal e imposto sobre operações
relativas à circulação de mercadorias.
(D) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos; imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e
imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
(E) Imposto sobre prestação de serviço de comunicação; imposto sobre
prestação de serviço de transporte intramunicipal e imposto sobre a
propriedade de veículos automotores.

06- (PROCURADOR DO BACEN 2006 FCC) Em nosso sistema tributário,


podemos elencar como impostos de competência da União, dos Estados e dos
Municípios:
(A) Imposto de Importação, Imposto Territorial Rural e Imposto de Operações
Financeiras.
(B) Imposto de Produtos Industrializados, Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços e Imposto Predial e Territorial Urbano.
(C) Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, Imposto Predial e Territorial
Urbano e Imposto de Renda.
(D) Imposto de Renda, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores e
Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação.
(E) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza e Imposto de Transmissão Intervivos.

07- (JUIZ SUBSTITUTO TJPE FCC 2011) Em nosso sistema tributário, os


impostos designados residuais
(A) podem ser instituídos por lei ordinária federal, desde que não sejam
cumulativos e tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(B) podem ser instituídos pela União, Estados ou Municípios, desde que não
sejam cumulativos e tenham fato gerador e base de cálculo inéditos.
(C) podem ser instituídos por lei ordinária federal, desde que tenham fato
gerador e base de cálculo inéditos.

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(D) são de competência privativa da União e só podem ser instituídos mediante


lei complementar.
(E) são instituídos para cobertura das despesas residuais orçamentárias.

08- (AGENTE TECNICO LEGISLATIVO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA SP


FCC 2010) É da competência constitucional legislativa dos Estados a
instituição de
(A) impostos não discriminados expressamente na Constituição Federal, dentro
da competência residual.
(B) taxas, pelo exercício regular de poder de polícia de competência estadual.
(C) contribuição de intervenção no domínio econômico.
(D) imposto sobre a transmissão inter vivos de bens imóveis a título oneroso.
(E) empréstimo compulsório para cobrir despesas extraordinárias decorrentes
de calamidade pública.

09- (AUDITOR TCE AMAZONAS 2007 FCC) A União institui contribuição


social cujos fato gerador e base de cálculo são os mesmos de um imposto de
sua competência. Considera-se essa contribuição
(A) constitucional, por não haver vedações constitucionais quanto à utilização
de mesmos fato gerador e base de cálculo, em se tratando de contribuições
sociais e impostos.
(B) inconstitucional, por incidir sobre o mesmo fato gerador de um imposto.
(C) inconstitucional, por ser calculada sobre a mesma base imponível de um
imposto.
(D) inconstitucional, por representar bitributação.
(E) constitucional, em razão de a União Federal ser competente para a
instituição de contribuições com fato gerador e base de cálculos idênticos aos
dos impostos federais, estaduais e municipais.

10- (TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL 2002.2 ESAF) Verifique os quadros


abaixo e relacione cada uma das alíneas do primeiro quadro com uma das
alternativas do segundo e assinale a opção correta.
V. Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou
direitos.
W. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores nos Territórios
Federais.
X. Imposto não previsto no art. 153 da Constituição Federal, criado por Lei
Complementar.
Y. Taxa em razão do exercício do poder de polícia.

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Z. Imposto sobre transmissão inter-vivos, por ato oneroso, de bens imóveis.


1. Tributo da competência privativa da União.
2. Tributo da competência privativa dos Municípios.
3. Tributo da competência comum.
4. Tributo da competência residual da União.
5. Tributo da competência privativa dos Estados e do Distrito Federal.
(A) V1 W3 X5 Y2 Z4
(B) V5 W1 X4 Y3 Z2
(C) V2 W4 X3 Y1 Z5
(D) V3 W5 X2 Y4 Z1
(E) V4 W2 X1 Y5 Z3

11- (AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC) A competência


residual tributária é exercida
(A) pela União e Estados, que podem instituir impostos e taxas, que não sejam
cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
discriminados na Constituição Federal
(B) pelos Municípios, que podem criar tributos de seu peculiar interesse,
observando os princípios constitucionais da anterioridade e da irretroatividade
(C) pelos Estados, que podem instituir contribuições que não tenham fato
gerador e base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal
(D) pela União, que através de lei complementar, pode instituir impostos que
não sejam cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos discriminados na Constituição Federal
(E) pelos Estados e Distrito Federal, que podem instituir impostos e
contribuições sociais, que não sejam cumulativos e não tenham fato gerador
ou base de cálculo próprios dos discriminados na Constituição Federal.

12- (PROCURADOR TCE PIAUÍ 2005 FCC) Em sede de competência


tributária, é correto afirmar que
(A) lei ordinária federal poderá instituir novos impostos, desde que não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos previstos no texto
constitucional.
(B) lei ordinária federal poderá instituir isenções de tributos estaduais e
municipais.
(C) somente a União poderá instituir contribuições sociais.
(D) somente o Município poderá instituir taxas por serviços prestados.
(E) o ITR é um tributo federal que, nos termos de permissivo constitucional,
poderá ser fiscalizado e cobrado pelos Municípios.

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13- (AUDITOR FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL SÃO PAULO 2007 FCC)


São tributos de competência municipal:
(A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre
a prestação de serviço de comunicação e imposto sobre a propriedade
territorial rural.
(B) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre
a transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a
propriedade predial urbana.
(C) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, imposto sobre a
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a
propriedade territorial rural.
(D) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre a
transmissão onerosa, inter vivos, de bens imóveis e imposto sobre a prestação
de serviço de comunicação.
(E) imposto sobre a propriedade territorial urbana, imposto sobre serviços de
qualquer natureza, definidos em lei complementar e não-compreendidos na
tributação do ICMS, e imposto sobre a transmissão onerosa, inter vivos, de
bens imóveis.

14- (PROCURADOR DO MUNICÍPIO PGM TERESINA 2010 FCC) NÃO é


competência municipal a instituição de
(A) imposto sobre a transmissão de bens imóveis por ato inter vivos a título
oneroso.
(B) imposto sobre a propriedade territorial urbana.
(C) contribuição social dos servidores municipais para custeio de regime
previdenciário próprio.
(D) contribuição de melhoria.
(E) contribuição de interesse de categorias profissionais ou econômicas.

15- (PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE SALVADOR 2006 FCC) Na forma


das respectivas leis, poderão instituir contribuição para o custeio do serviço de
iluminação pública:
(A) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observado o
disposto no art.150, I e III, da Constituição Federal.
(B) a União e os Estados, observado o disposto no art.150, III, “b” e “c” da
Constituição Federal.
(C) os Estados e o Distrito Federal, observado o disposto no art.150, I e III, da
Constituição Federal.

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(D) o Distrito Federal e os Municípios, observado o disposto no art.150, I e III,


da Constituição Federal.
(E) a União e os Municípios, observado o disposto no art.150, III, “b”, da
Constituição Federal.

16- (DEFENSOR PÚBLICO ESTADO DE SÃO PAULO 2006 FCC) Nos termos
da Constituição Federal, compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir
impostos sobre
(A) produtos industrializados.
(B) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativa a títulos e valores
mobiliários.
(C) transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis,
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição.
(D) propriedade territorial rural.
(E) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.

17- (AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS TCE PB 2006 FCC) O Distrito


Federal é competente para instituir impostos sobre
(A) circulação de mercadorias e serviços, transmissão causa mortis e doação
de quaisquer bens ou direitos, propriedade territorial rural e operações
financeiras.
(B) produtos industrializados, transmissão causa mortis e doação de quaisquer
bens ou direitos, propriedade de veículos automotores e propriedade territorial
rural.
(C) propriedade territorial rural, circulação de mercadorias e serviços,
transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos, propriedade
de veículos automotores e produtos industrializados.
(D) circulação de mercadorias e serviços, transmissão causa mortis e doação
de quaisquer bens ou direitos, propriedade de veículos automotores, serviços
de qualquer natureza, propriedade predial e territorial urbana e transmissão de
bens imóveis inter vivos.
(E) propriedade predial e territorial urbana, operações financeiras, produtos
industrializados, transmissão causa mortis e doação, propriedade de veículos
automotores, transmissão de bens imóveis inter vivos e circulação de
mercadorias e serviços.

18- (AGENTE FISCAL DE RENDAS ESTADO SÃO PAULO - DIREITO


TRIBUTÁRIO II - FCC 2009) Em relação à competência tributária, cabe

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(A) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros;


II) propriedade territorial rural; III) doação de quaisquer bens e direitos.
(B) aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I) transmissão
causa mortis; II) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza.
(C) aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial urbana e
rural; II) serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência
tributária dos Estados, definidos em lei complementar; III) doação de
quaisquer bens e direitos.
(D) aos Estados instituir impostos sobre: I) propriedade predial territorial e
urbana; II) transmissão inter vivos a qualquer título, por ato oneroso ou
gratuito de quaisquer bens e direitos; III) serviços de qualquer natureza.
(E) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros;
II) propriedade territorial rural; III) os impostos estaduais em território Federal
e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos
municipais.

19- (PROCURADOR TCE MARANHÃO 2005 FCC) Aos Municípios, Estados e


União, respectivamente, competem instituir impostos, dentre outros, sobre
(A) transmissão causa mortis; transmissão inter vivos; e operações de crédito,
câmbio e seguros.
(B) territorial rural; serviços de qualquer natureza; e propriedade de veículos
automotores.
(C) transmissão inter vivos; transmissão causa mortis; e territorial rural.
(D) serviços de qualquer natureza; propriedade de veículos automotores; e
transmissão causa mortis.
(E) operações de crédito, câmbio e seguros; territorial rural; e operações
relativas à circulação de mercadorias.

20- (AUDITOR-FISCAL DA RECEITA FEDERAL 2002 ESAF) Assinale a


assertiva incorreta.
(A) No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á
a estabelecer normas gerais.
(B) A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.
(C) Não existindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.

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(D) A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da


lei estadual, no que lhe for contrário.
(E) A Constituição não prevê as normas de direito tributário como pertencendo
ao âmbito da legislação concorrente.

21- (AUDITOR TRIBUTÁRIO – JABOATÃO DOS GUARARAPES 2006 FCC)


Sobre discriminação de competências tributárias, é correto afirmar que
(A) a União pode invadir as competências tributárias dos entes políticos, para
instituir impostos cumulativos, com fato gerador e base de cálculo já
relacionados na Constituição Federal no exercício da competência residual.
(B) os Estados-membros podem conceder parcelamento, isenções e anistia de
tributos municipais.
(C) a União poderá instituir impostos extraordinários, compreendidos ou não
em sua competência tributária, na iminência ou no caso de guerra externa.
(D) a União e os Estados-membros podem instituir contribuição de intervenção
no domínio econômico.
(E) a União pode conceder isenções de caráter geral, em relação aos tributos
municipais, distritais e estaduais.

22- (PROCURADOR DE CONTAS TCE CEARÁ 2006 FCC) O Estado do Ceará


tem competência tributária para instituição de
(A) IPTU, ICMS e IPVA.
(B) ITCMD, ICMS e contribuição de melhoria.
(C) ITBI, ITCMD e ISS.
(D) taxas, contribuição de melhoria e imposto residual.
(E) empréstimo compulsório, IPVA e taxas.

23- (AUDITOR FISCAL DO TCE PIAUÍ 2002 FCC) O fenômeno do bis in


idem é encontrado quando
(A) o mesmo fato jurídico vem a ser tributado por duas ou mais pessoas
políticas.
(B) dois ou mais fatos jurídicos são tributados por duas ou mais pessoas
políticas.
(C) dois ou mais fatos jurídicos são tributados pela mesma pessoa política.
(D) o mesmo fato jurídico vem a ser tributado duas ou mais vezes pela mesma
pessoa política.
(E) o fato jurídico vem a ser tributado por pessoa jurídica de direito privado.

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Gabarito das Questões

01-C 02-B 03-C 04-C 05-D 06-B 07-D 08-B 09-A 10-B
11-D 12-E 13-E 14-E 15-D 16-E 17-D 18-E 19-C 20-E
21-C 22-B 23-D

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