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N Ú M E R O 2 / A N O 1

O PAS chegou... E agora?


Veja como enfrentar um dos mais importantes programas de
acesso à universidade pública

NESTA
EDIÇÃO:

Editorial 2

Opinião 2

Cultura 3

Educação 4

Diversidade 6

Esporte 7

Diversão 8

CULTURA OPINIÃO DIVERSIDADE


Somos mesmo
Campus São Sebastião imortais? A educação atual se faz
promove ações para a O que os adolescentes a partir da compreen-
tomada de consciência, realmente acham. são de nossas
de toda a comunidade diferenças.
escolar, sobre a impor- CONCURSO Veja as ações em
tância e a valorização da CULTURAL nosso campus!
cultura afro Ajude a escolher o no-
me do nosso jornal!

ESPORTE: nosso campus presente na etapa regional e nacional!


J U L . 2 0 1 6 I F L E R P Á G I N A 2

Editorial

OPINIÃO
Direita ou Esquerda?
Raielly Rodrigues da Silva

O Brasil está passando por momentos de turbulên-


cia: desde 2013, com as manifestações da então chama-
E a Esquerda defende, principalmente, as classes
sociais menos favorecidas e mais carentes financeira-
mente, ou seja, aquelas que necessitam atenção dos
da “Jornadas de Junho”, em que milhares saíram às ruas serviços públicos, lutando pelos direitos dos trabalha-
pedindo a redução das passagens do transporte públi- dores e da população mais pobre, pelo bem-estar
co, somados a outros movimentos de reivindicação, até coletivo e, principalmente, pela participação popular
este ano, em que multidões se manifestam a favor e dos movimentos sociais e minorias na administração
contra do impeachment da Presidente do país. Com pública. Nesse sentido, Noberto Bobbio afirma que
essas diversas opiniões sobre quem é a favor e quem é embora na prática os dois lados realizem reformas
contra a saída da Presidente, se intensificou um forte estruturais, a diferença crucial é que a esquerda busca
embate entre a “direita e a esquerda”. Você sabe o que promover a justiça social coletiva enquanto a direita
isso significa? Você sabe o que é ser de esquerda ou de trabalha pela liberdade individual.
direita? Pois bem, vamos explicar. Conversei com algumas pessoas e
Essa divisão, de base ideológica, percebi como esse tema é complexo.
surgiu no século XVIII na França. O “Durante a Assembleia Naci- Então, entrevistei, informalmente, 30
sistema político da época era com- onal Constituinte, cujo obje- pessoas, todas da nossa comunidade
posto por três grupos, os chama- tivo era criar uma nova escolar. Vi que apesar desse tema
dos Estados Gerais: o clero, a no- Constituição, as camadas estar muito presente, muita pessoas
breza e o terceiro estado, formado sociais preferiram não se não sabem ou não têm uma opinião
pelo “resto” da população “misturar”. Por isso, o lado formada. Cerca de 40% dos servido-
(banqueiros, comerciantes, etc.). O esquerdo foi associado à luta res e alunos dizem ser de esquerda,
que originou os termos Direita e pelos direitos dos trabalhado- pois apoiam ações que favorecem o
Esquerda foi o fato dos membros res, e o direito ao conserva- povo, dando mais apoio social à po-
do terceiro estado sentarem à es- dorismo e à elite.” pulação. Já 35% vê a direita como
querda do rei enquanto os do clero uma forma de organizar e priorizar
e da nobreza sentavam à direita. Foi assim que se origi- os valores e costume do cidadão “de bem” na socie-
naram os conceitos: Direita é um grupo conservador e dade. E cerca de 15% não concorda totalmente nem
Esquerda é de oposição. Tratava-se da primeira fase da com a direita e nem com a esquerda, e 10% acha que
Revolução Francesa (1789-1799). Nesse momento, a a divisão entre direita e esquerda é um jogo dos go-
burguesia, ainda como classe revolucionária, procurava vernantes para separar e dividir a sociedade, fazendo-
diminuir os poderes da nobreza e do clero, apoiada na a esquecer que somos um estado-maior. Enfim, verifi-
população mais pobre. Hoje em dia o significado é, ba- ca-se como a resposta ao nosso título não é fácil.
sicamente, o mesmo. A Direita defende os direitos Talvez, o que é realmente importante não é reconhe-
individuais, colocando valores religiosos e tradicionais cer um embate, mas, antes de tudo, assumir um posi-
como essenciais para a construção de uma sociedade cionamento sempre a favor do bem da coletividade e
moralmente decente, representando uma visão mais da luta por direitos, na busca por um mundo cada vez
conservadora, que busca manter o poder da elite e mais humanizado.
promover o bem-estar individual.
(BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Niccola; PASQUINO, Gian-
franco. Dicionário de política. Brasí- lia: Editora UnB, 1993. )
Equi-
EXPEDIENTE Extensão pe Docente Daniel Lima Sá Jéssica Galindo Chagas
Vera Lúcia R. de C. Bueno Tereza Bernadette Salles Ramos Érick Ricardo de Sousa Jéssica Karoline da S. de Assis
Diretor-geral Projeto de Extensão Rafael Sousa Siqueira Everson Sales Vieira Lucas Roberto Aires Barbosa
Rodrigo M. da Silva Equipe Discente Gabriela Pires L. dos Santos Maria Eduarda Castro Silva
Coordenadora Gisele E. Pereira de Freitas Mateus Rego de Sá
Diretora de Ensino, Pesquisa e Daniele dos Santos Rosa Clarisse da Rocha Feitosa Hebert dos Santos da Silva Matheus Feliciano Figueiredo
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EDUCAÇÃO

PAS?! Mãos à obra!


Ainda estamos no meio do ano. Será que já precisamos nos preocupar com o PAS? Não se enga-
ne! A preparação deve ser constante!

Gisele E. Pereira de Freitas

T odo ano o CESPE disponibiliza a matriz do que


cairá em cada etapa. É MUITO importante dar uma
Como é corrigida a redação?

lida. Se você não tem muita paciência para ler todas Cada erro tem um X valor, mas o que poucos sabem
aquelas páginas, recomendo o site “Tudo sobre o PAS é que quanto mais linhas você escreve menos valor
UnB” (https://tudosobreopasunb.wordpress.com/). Lá esse X vai ter. Por exemplo: João escreveu 15 linhas
encontrará métodos de como estudar, material de e Maria 30, ambos tiveram 2 erros e desenvolveram
estudo, novidades sobre o CESPE, Perguntas e dicas, e muito bem o tema. Quando foram ver a nota a dife-
vídeos. Além das obras que devem ser analisadas, tem rença foi grande, porque descontaram de Maria me-
as matérias da sua série, como não é nada tade do que descontaram de João.
fora do que você provavelmente estudará Uma boa dica para se sair bem na reda-
na escola, basta reforçar aquilo que apren- ção é ficar por dentro de tudo que acon-
deu. Uma boa dica é pegar provas dos tece no mundo e ler bastante, quem lê
anos anteriores e respondê-las, essas pro- tem muita facilidade em escrever tam-
vas estão disponibilizadas nesse mesmo bém.
site citado acima ou no site do CESPE
(http://www.cespe.unb.br/pas/) Escore Bruto, o que é, e como é cal-
culado?
Uma errada anula uma certa!
Escore Bruto: É o cálculo das questões
O CESPE criou esse tipo de correção, tipo A, B, C e D certas, subtraídas pelas
para não haver chute e ir bem só quem questões do tipo A e C erradas.
realmente se preparou para tal. PORÉM é
muito importante lembrar que na prova Quais são os cursos que posso fazer
há questões do tipo A, B, C e D. As ques- pelo PAS?
tões do tipo B e D não entram nesse estilo de elimina-
ção, somente A e C são anuladas caso tenha erro. O que poucos sabem é que a UnB é dividida em qua-
tro campus dentro do Distrito Federal. Sendo eles:
Eis a questão, chutar ou não? Campus UnB Ceilândia: (6 Cursos)
Campus UnB Gama: (4 Cursos)
Muitas pessoas adoram chutar nas provas, e às vezes Campus UnB Planaltina: (4 Cursos)
quando não sabem a resposta, o chute é inevitável. Campus UnB Plano Piloto: (55 Cursos)
Chutando uma questão no PAS, você tem uma proba-
bilidade alta de errar, e ainda perder uma questão que São tantos cursos né? Com tantas opções, nossas
você tenha acertado, Então, nada de sair chutando na cabeças viram uma tremenda confusão. Como se não
sua prova. Tente pensar, analisar e interpretar bem o bastasse termos que estudar tanto ainda tem a tão
que se pede na questão. Se não tiver certeza, deixe em difícil decisão do que escolher. Alguns dizem, “Se não
branco! Marque somente aquelas que você tem certe- gostar, troca!”, eu não diria ser tão simples. Claro,
za, e assim seu desempenho será muito melhor. isso pode acontecer. Porém uma boa dica é procurar
conhecer cada curso, ver quais matérias que há nele,
Fui mal na primeira etapa, e agora? duração, Campus, mercado de trabalho, etc. Todos
esses detalhes podem te ajudar muito nessa decisão,
Primeiro: Não desista! assim verá qual você mais se identifica.
Segundo: O PAS é composto por três etapas. No site do CESPE, você encontrará todos os cursos
Primeira Etapa: Peso 1, ou seja, sua nota foi X, então e detalhes de cada um deles. Boa Sorte!
sua nota será X. Gostou das dicas? Coloque em prática!
Segunda Etapa: Peso 2, ou seja, sua nota foi X, então Ainda ficou com dúvida? Procure um de nós do
sua nota será duas vezes X. IFler e deixe suas dúvidas, na próxima edição sua
dúvida poderá ser respondida.
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CULTURA

MÍDIA E
Os meios de comunicação são fundamentais para a distribuição de conteúdos de forma demo-
crática e relativamente acessível para a maior parte da população. Mas, como este cenário se re-
laciona com o processo formativo dos estudantes? Qual papel das mídias e redes sociais no nos-
so cotidiano?

Everson Sales Vieira

D epois da criação do jornal, do radio, da televisão


e de vários outros meios de comunicação, muitas
Esse futuro pode estar bem próximo, já que na atuali-
dade muitos veículos de comunicação estão optando
pessoas tiveram acesso a informações do mundo todo por postar suas notícias em redes sociais, devido ao
em tempo recorde. grande alcance com o numero de usuários e comparti-
As redes sociais como, por exemplo, o Facebook, além lhamentos.
de facilitar a comunicação com amigos e parentes, A internet nos fornece todas as informações de que
ainda contribui massivamente para a divulgação de precisamos, quase que gratuitamente. Além disso, te-
empresas, recursos educacionais, como eventos e mos a opção de escolher a informações que desejamos
seminários, ou protestos com milhares de pessoas, obter a partir de fontes, assim seria mais difícil de
como vimos nestes últimos anos. acontecer manipulação no produto final da noticia, já
Mas as redes sociais também trazem desvantagens em que o leitor teria varias opções para consultar.
relação ao seu uso, porque futuramente uma posta- Apesar do avanço das novas formas de comunicação
gem antiga sua pode ser levada a sério através da internet, o numero
e comprometer sua vida profissional, “As mídias sociais são uma fer- de leitores do jornal impresso
pessoal ou familiar, e também existe a ramenta para a comunicação de continuam o mesmo e apenas
possibilidade das pessoas diminuírem o forma rápida e eficaz, e que re- 10% migraram-se para o Jornal
contato pessoal fazendo com que as volucionou o mundo por conta digital.
relações humanas sejam substituídas da agilidade das informações e Digital ou impresso, o leitor
por likes e deslikes, além, é claro, de sua acessibilidade, com isso as do jornal brasileiro vai atrás de
que pode se tornar um veículo de di- mídias sociais vem conquistan- qualidade seja onde for sempre
fusão de preconceitos e até crimes. do cada vez mais pessoas. “ terá leitores a espera de uma
Com o avanço das novas formas de matéria que trate a realidade
comunicação e a internet, uma per- do mundo onde vivemos e que
gunta vem preocupando muita gente: seria o fim do contribuirá para o crescimento das formas de comuni-
jornal impresso daqui alguns anos?

Lívia Braga Barreto


Possui graduação em Comunicação Social pela UnB (2007). Atualmente é Assistente de Comunicação do Confederação Naci-
onal dos Trabalhadores na Agricultura e cursa Mestrado em Literatura, na UnB.

JIFLer — Que relação podemos estabelecer entre a mídia e a educação na atualidade?


Lívia Barreto — Os meios de comunicação são fundamentais para a distribuição de conteúdos de forma democrá-
tica e relativamente acessível para a maior parte da população. Além dos conteúdos chamados ‘factuais’, ou seja, os
fatos do dia, os meios de comunicação também trazem matérias sobre arte, cultura, saúde e diversos outros temas.
Essas matérias muitas vezes trazem contextualizações importantes para a compreensão do tema, e que são também
fonte de conhecimento. Recursos como infográficos, tabelas, linhas do tempo, fotos e ilustrações são muito utiliza-
dos para complementar as informações escritas e ajudar do entendimento do tema tratado. As matérias chamadas
factuais, mesmo que muitas vezes não tragam análises aprofundadas, são muito importantes para a compreensão da
realidade diária de uma comunidade, de uma cidade, estado ou País. Mas é preciso sempre fazer o esforço de relaci-
onar os assuntos uns com outros, para que a realidade não seja compreendida como um grande mosaico de aconte-
cimentos isolados, mas como um todo, onde tudo está interligado. Por exemplo: matérias sobre a disseminação do
Zika Vírus devem ser relacionadas a matérias sobre a falta de limpeza urbana, sobre o saneamento precário das
cidades, etc, e assim por diante. Esse trabalho de relacionar as informações dadas pelos meios de comunicação e a
produção de conhecimento não deve ser deixado somente sob responsabilidade dos meios de comunicação (que
em sua maioria tem uma agenda própria baseada nos interesses econômicos e políticos dos grupos donos das gran-
des redes): os cidadãos também podem e devem fazer esse exercício diário e constante, com a ajuda de professo-
res, de parentes e amigos. Conversar sobre as notícias cotidianas – não apenas criticando e reclamando, mas bus-
cando causas e consequências – deve ser um objetivo diário, constante, pois é peça fundamental da cidadania. Faz
parte do processo de formação questionar os meios de comunicação e as notícias informadas. É preciso sempre ler
e ouvir de maneira crítica, prestando atenção nas palavras mais repetidas, em quem são e o que representam as
pessoas entrevistadas, se perguntar quem poderia ter interesse na veiculação de uma determinada informação.
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EDUCAÇÃO
Televisão: Alienação ou Informação?
É impossível dizer que a televisão não tem o poder de
Já sabemos que os meios de comunicação tem uma influenciar as pessoas, mas isso só acontece porque as
grande importância para promover, educar e entreter pessoas tem preguiça de ir atrás dos fatos e se aco-
pessoas e informar sobre acontecimentos que estão modam com tudo aquilo que vê na televisão. Porque
ao nosso redor. O principal meio de comunicação é a iríamos nos preocupar em ficar procurando outras
televisão, já que 95% dos brasileiros assistem televisão fontes se já temos um resumo bem explicado como
regularmente de acordo com a Pesquisa Brasileira de na TV? Porque iríamos nos preocupar em ler um li-
Mídia. vro, se temos várias novelas em vários horários do
A televisão está apenas fazendo o papel dela: divertir, dia? Porque iríamos nos preocupar em assistir bons
educar, entreter e infor- filmes se podemos as-
mar o povo, mas como
podemos ter certeza de
“Nessa relação entre mídia e educação, é sistir reality shows?
Talvez estamos mais
que a noticia passada não importante investigar a presença e o pa- preocupados em con-
é tendenciosa? Já que mui- pel das mídias alternativas e tradicionais, teúdos fáceis, do que ir
tas vezes a televisão é o atrás da verdadeira
único meio de informação assim como reconhecer as diferenças a noticia e buscar conhe-
que as pessoas têm em serem ressaltadas entre a mídia pública e cimento, e certamente
casa, e se ela acaba notici- privada.” é esse tipo de compor-
ando uma falsa noticia com tamento que as emis-
o interesse de manipular, soras de televisão que-
as pessoas acabam acreditando e formando opiniões rem que as pessoas tenham, e contribuirá ainda mais
sobre um assunto que não apresenta a verdade ou para criar pessoas sem opinião própria que apenas
favorece algum partido político. seguem o que é passado pela televisão.

JIFLer — Quais papéis são exercidos hoje pelas mídias alternativas e tradicionais?
Lívia Barreto — O papel fundamental das mídias alternativas é o de democratização da informação, de disseminação
de diversos pontos de vista. A internet abriu espaço para grupos e pessoas produzirem informação que, por meio
dos veículos tradicionais, não teriam espaço nem visibilidade. Isso amplia o espectro de opiniões e enriquece a com-
preensão do mundo em que vivemos, o que permite tomada de decisões mais conscientes. No entanto, é preciso
ter ainda mais consciência crítica com as mídias alternativas, pois muitos blogueiros, ‘youtubers’ e
‘comentaristas’ não tem compromisso com a produção responsável de conteúdo, o que envolve pes-
quisa, conversas com especialistas, checagem de números em sites oficiais, muita leitura. É preciso
cuidado para não confundir opinião sem base com democratização da informação. As mídias tradicionais, por mais
que tenham sim interesses econômicos e político por trás de suas linhas editoriais, reúnem muitos profissionais
competentes e comprometidos com a informação, que sabem apurar a notícia (apurar é o jargão para aquele pro-
cesso de produção de notícias que eu citei agora há pouco) e escrevê-la de forma clara e compreensível para uma
grande maioria. As informações veiculadas pela mídia tradicional tem um alcance muito grande e são capazes de in-
fluenciar a opinião de muitas pessoas, especialmente aquelas que não fazem o exercício de consumir as informações
de maneira crítica, e que se informam por apenas um veículo. Com a diversidade de meios de comunicação e mídias
alternativas que temos hoje, é uma questão de bom senso olhar para os vários lados de uma mesma questão.

IFLer — Que diferenças há e devem ser ressaltadas entre a mídia pública e privada?
Lívia Barreto — A mídia privada atende a interesses privados de seus donos e acionistas, que é, em última instância,
lucro e influência. São, em sua maioria, conglomerados familiares que existem há décadas e foram fortalecidos por
meio de apoio estatal nos níveis federal, estadual e municipal – seja por fundos de financiamento, seja por meio de
publicidade. São grupos que influenciaram e ainda influenciam decisões políticas e econômicas em nosso País. As
mídias públicas têm o principal objetivo de prestar contas das ações do governo para a sociedade – como e onde
está sendo utilizado o dinheiro público, o que e como tem sido feito para melhorar a vida da população. É preciso
que os órgãos de comunicação públicos tenham independência do governo, para que não virem um órgão de propa-
ganda de uma determinada administração. Esse é o principal desafio das mídias públicas, não ser uma mídia ‘chapa-
branca’, que exalta acriticamente um governo, ou que omite informações importantes sobre a execução de progra-
mas e políticas públicas. “Outro objetivo fundamental das mídias públicas é oferecer conteúdos que for-
taleçam a cidadania e o conhecimento, conteúdos que não estão nos meios de comunicação tradicio-
nais, pois supostamente não trazem audiência.”
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MOVIMENTO ESTUDANTIL

NÓS PODEMOS?
Professora Pilar Acosta (IFB)

O ano de 2016 está marcado pelo luta de estudan-


tes e comunidade escolar pela educação pública de
Em nosso campus, por exemplo, sentimos bem os
cortes: diminuição drástica de bolsas Auxílio para
qualidade, em resposta aos
cortes e bloqueios de gas-
tos decretados pelo Gover-
no Federal, o qual reduziu a
verba para gastos na Educa-
ção em R$ 4,27 bilhões para
todo este ano.
Segundo dados disponibili-
zados pela União Brasileira
de Estudantes Secundaris-
tas/UBES, esta luta é o prin-
cipal combustível que moti-
vou um grande número de
secundaristas a ocuparem
escolas em seis estados
(Ceará, Mato Grosso, Para-
ná, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul e São Paulo),
além de outras instituições, como o DFTRANS, autar- alunos do Ensino Médio, Técnico e dos cursos superi-
quia responsável pelo transporte urbano do Distrito ores. Aproveitando a visita de nosso Reitor Wilson
Federal, entre tantas outras mobilizações por todo o Conciani, foram realizados protestos com cartazes e
País. gritos de ordem no mês de Março, chamando tam-
Em Brasília, desde 2015, como resultado da crise bém a atenção da direção do Campus para esses pro-
financeira, a Secretaria de Estado de Educação do DF blemas.
deixou de financiar a inscrição de mais de 50.000 alu-
nos que iriam fazer a prova do Programa de Avaliação “Pouco se avançou, em termos de mudanças e
Seriada/PAS da Universidade de Brasília. Resultado: medidas concretas. Contudo, essas manifesta-
muitos estudantes não conseguiram participar do pro- ções realizadas ao longo do 1º semestre de
2016 demonstra que a co-
munidade escolar, liderada
por seus estudantes, está se
unindo e indo em busca da
consolidação de todos seus
direitos. Essa sim é, com cer-
teza, o que de melhor temos
aprendido nas escolas.”
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MOVIMENTO ESTUDANTIL

O MAPA das OCUPAÇÕES

N o Rio Grande do Sul, o sentimento de resis-


tência tem tomado conta dos 128 colégios ocupados
Em São Paulo, onde a Primavera Secundarista atingiu
seu ponto alto durante a ocupação da Assembleia
Legislativa, concentrando na luta pela CPI da merenda
em todo estado. A luta secundarista é fortalecida pe- que com a pressão secundarista se encaminha para
los profissionais da educação que estão em greve há abertura da investigação na Casa.
15 dias.
No Rio de Janeiro, onde os professores estão em
No Paraná, há 3 escolas ocupadas, em Marin- greve desde 2 de março, há mais de 60 escolas ocupa-
gá. Apesar de morar há 13 Km da cidade, o secunda- das. A dura pressão do governo tenta dividir o movi-
rista de apenas 16 anos, Caio Granero, conta que, mento estudantil e truculência policial com reintegra-
assim como ele, jovens de diversas regiões do estado ções violentas.
vão diariamente às ocupações fortalecer o movimen-
to. No Ceará, 60 escolas permanecem ocupadas, mas
“Em todo estado, falta merenda, não apenas. Manifesta-
faltam professores. Enquanto ções de rua, atos e ca-
isso, escolas fantasmas e desvios deiraços também com-
de verba são investigados na põem a série de ativida-
Operação Quadro Negro. É des dos estudantes que
surpreende a vontade dos estu- exigem respostas emer-
dantes, nos colocamos contra a genciais. Os professores
clara tentativa de sucateamento em greve desde último
do governo que tenta privatizar dia 25 de abril dão apoio
a educação e instalar um projeto às ocupações.
neoliberal”, conta Caio. Para o diretor de grêmio
do colégio Polivalente de
No Mato Grosso, onde os professores estaduais Juazeiro do Norte, Arthur Brito, no coração de quem
decidiram entrar em greve a partir de 30 de maio, os ocupa as escolas do nordeste também está a resistên-
estudantes ocuparam a Escola Estadual Elmaz Gattas cia ao medo da repressão. “Além de defender a edu-
Monteiro, na região metropolitana de Cuiabá. Eles cação, estamos combatendo o velho coronelismo que
reivindicam contra a ameaça de privatização de 76 assombra o nosso estado desde sempre e reflete a
escolas estaduais e 15 Centros de Formação e Aper- tentativa de sucatear nosso ensino, mas nunca matará
feiçoamento Profissional (Cefapros). nossa Primavera”, destacou.

A luta atravessa fronteiras...

Depois de ocupar 72 escolas no Paraguai para de- No México, estudantes e professores tomaram as
nunciar a corrupção na compra da merenda, reivindi- ruas em uma greve nacional contra a reforma educati-
car refeições gratuitas e melhoria na infraestrutura va, mudança administrativa que viola os empregos e
das escolas, estudantes comemoraram a derrubada da inicia a privatização do ensino público. Na manifesta-
ministra da Educação, Marta Lafuente, que renunciou ção, os estudantes Institut National Polytechnique
o cargo no último dia 5 de maio. expressaram seu apoio aos secundaristas do Brasil.
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CAMPUS

Não fique de fora destes projetos!


A educação atual se faz a partir da ação. Nossos projetos são grandes oportunidades de desen-
volvimento pleno de nossa aprendizagem. Juntem-se, procurem os professores e se inscrevam
nos projetos de pesquisa e extensão. Afinal, somos mais fortes quando estamos unidos!
Matheus Feliciano

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecno-


logia de Brasília (IFB), Campus São Sebastião, a cada
Projetos de Pesquisa e Extensão

ano supera nossas expectativas. Professores e estu- Árvore da Palavra — uma forma inovadora de en-
dantes do Instituto vem fazendo várias visitas técnicas sinar e aprender, desenvolvido em parceria com o
e realizando vários projetos de pesquisa (mais de 40 Projeto Salto (PIBID UnB), é um projeto que tem por
projetos cadastrados e em atuação), os quais perten- objetivo promover rodas de conversa sobre os dife-
cem às áreas de Lingüística, Letras e Artes, Ciências rentes matrizes do conhecimento, em prol da Ecolo-
Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da gia dos Saberes. O primeiro tema discutido foi Litera-
Terra e Ciências Sociais Aplicadas. A isso soma-se os tura Negra Infantil, com a presença da palestrante
mais de 35 Projetos de Extensão desenvolvidos no Professora Regina Lemos de Souza. Em seu segundo
campus sobre diversos assuntos, os quais são mui- encontro, discutiu-se a variação lingüística e o ensino
to bem recebidos pela comunidade escolar, afinal de língua materna. O projeto acontece todas as sextas
promovem a ampliação de nossos conhecimentos, -feiras, às 10h, na sala 210, do CSSB.
além de abrir as portas para grandes oportunidades.
Diante disso, não podemos deixar de noticiar algo Qualidade de vida em São Sebastião — este
assim tão exemplar! No número anterior (dez. 2015), projeto, coordenado pelo Prof. Dr. Robson Caldas de
em nossa seção Diversidade, conversamos com a Oliveira, tem por objetivo implementar iniciativas
Prof. Letícia Ribeiro, coordenadora de importantes integradas de ensino, pesquisa e extensão a fim de
projetos em nosso campus, como “As ações de en- fortalecer a relação entre o IFB-CSSB e a comunidade
frentamento à violência contra a mulher” e “ Sarau local por meio da promoção da saúde, da conservação
Tecendo Histórias”. Nesta edição, trazemos outras do Cerrado, da intervenção no espaço urbano e da
importantes ações em nosso Campus! valorização de saberes populares e tradicionais, pro-
pondo ações a partir de estudos etnobotânico e etno-
Visitas Técnicas farmacêutico de espécies.

Estudantes do Ensino Médio Integrado, dos cursos de Leituras Filosófico-Literárias — este projeto tem
Administração e Secretariado fizeram uma visita técni- por objetivo capacitar discentes do curso de licencia-
ca, no dia 9 de março, ao Congresso Nacional. tura em letras para coordenarem e facilitarem a leitu-
Durante a visita, os alunos puderam aprender um ra de obras de filosofia e literatura junto aos estudan-
pouco mais sobre o processo legislativo brasileiro e a tes do ensino médio integrado, especialmente aquelas
representação política do país, além de conhecer me- cobradas pelo PAS-UnB como obras de referência.
lhor a história e a arquitetura da Câmara dos Deputa-
dos e Senado Federal. Na oportunidade, os alunos
receberam kits com publicações institucionais do ór-
gão. Para as professoras Ana Cláudia Vilarinho e Carla Como citado logo acima,,não deixe o egoismo, nem
Simone Castro, responsáveis por acompanhar os alu- a ganâcia te vencer ,pois o tempo passar e nos pode-
nos, a visita ao Congresso Nacional possibilitou ex- mos controlar o tempo ao nosso favor então espero
plorar vários conteúdos trabalhados em sala de aula que você não venha perde essas e outras gran-
como história, política, geografia e artes. “A ideia é des oportunidade.Lute e se esforçe pois se planata-
aproximar os alunos desses espaços e propor uma res bom frutos terá uma boa colheita mas se coloca-
discussão sobre a existência e o papel do poder Legis- res um fruto ruim terá uma colheita ruim,viva a vida o
lativo em um Estado Republicano, especialmente no mais gentil possivel,pois Gentileza Gera Gentileza.
Brasil” afirmam. Os alunos tiveram ainda a oportuni-
dade, neste mesmo mês, de visitarem duas importan-
tes exposições: “Frida Kahlo: conexões entre
mulheres surrealistas no México” e “Mondrian
e o movimento de Stijl”, acompanhados pelas pro-
fessoras Tereza Ramos e Letícia Ribeiro.
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ESPECIAL

Linguagem e Sociedade
O Especial Linguagem e Sociedade, produzido pela Equipe Salto do PIBID Letras e PBSL da UnB, em
parceria com projetos de Extensão do IFB, No campo da linguística, existem dois troncos principais:
o formalismo – que estuda a linguagem por si só, como um sistema fechado – e o funcionalismo – que
compreende a linguagem como um instrumento social, portanto, funcionando na/para a sociedade.
Este boletim foi concebido a partir da aproximação de duas correntes do funcionalismo – a tipologia
linguística e a análise de discurso. Assim, trazemos reflexões centradas sobre o potencial da(s) lingua-
gem(ns) para a construção das práticas e relações sociais. Assim, é tema para a reflexão sobre a rela-
ção entre linguagem e sociedade o crime hediondo cometido por 33 homens contra uma menina de
16 anos, reiterado pelas inúmeras agressões simbólicas que foram difundidas principalmente pelas
redes sociais, por meio das quais, a vítima é criminalizada e a justiça alienada. Bem como, o é a cons-
trução de referenciais iconográficos e narrativos para a promoção e valorização das culturas africana
e afrodescendente.

30 contra todas ou sobre a cultura do estupro que foram assassinadas e questionaram porque esta-
vam "sozinhas"), não devem usar determinada roupa
Levando em consideração que cultura também são os (mulheres de burca são estupradas e a desculpa lá é
costumes generalizados de que usam muita maquiagem),
um povo e que vivemos em não devem ir a
um país onde dados oficiais determinados luga-
(milhares não denunciam) res (meninas e mu-
mostram que a cada 11 lheres são estupra-
minutos uma mulher é es- das em escolas, em
tuprada, em que ainda dis- igrejas, em shop-
cutimos se uma gravidez pings), tem que
em consequência da violên- ficar em casa (além
cia deve ou não ser de violar o direito
"obrigatória", onde ouvi- de ir e vir descon-
mos que a culpa é da vítima sideram que a mai-
por não ter evitado, em vez or parte dos abu-
de questionar o abusador sos que as meninas
que se sentiu "no direito" sofrem é dentro do
de fazer aquilo. No mesmo lar, de um familiar
país onde a menina vira ou alguém próximo
"puta" quando o seu ex- da família) ou na-
namorado comete o crime morar firme
de divulgar, sem autoriza- (desconsideram
ção, fotos e vídeos íntimos do casal. Onde homens e quantos maridos praticam o estupro quando a esposa
mulheres veem uma menina com suas partes sangran- nega sexo e ele o força, porque é "seu direito"). A
do e desacordada, e falam que a culpa é dela por ser cultura do estupro existe justamente no momento em
drogada, que ela mereceu e ainda compartilham e que a culpa é das mulheres, por elas terem virado a
fazem piada do ocorrido. esquina e não dos homens, por eles estarem esperan-
do o "erro". Isso ajuda a quem comete os crimes, faz
“A cultura do estupro não é algo colocado e com que sejam esquecidos, banalizados e, na repeti-
sim um costume, uma acomodação, uma acei- ção, permitimos que o costume vire a cultura do estu-
tação como parte social, como uma mera con- pro. Diminuir toda essa reclamação como se fosse
sequência, onde tudo pode acontecer e ser jus- uma queixa das feministas ou uma coisa da esquerda, é
tificável por sermos homens e mulheres viven- um modo de silenciar essas mulheres mais uma vez e
do juntos e tomando decisões.” dar espaço para mais homens praticarem crimes. Cla-
ro que dentro de todos os movimentos existem pes-
Pior ainda, há quem defenda que as mulheres têm qua- soas que desvirtuam, exageram e prejudicam, mas a
se que a obrigação de evitar o estupro. EVITAR. Então luta das mulheres é por direitos iguais, para serem
elas não devem andar/viajar sozinhas (leia desacompa- donas do próprio corpo, sem que isso signifique ser
nhadas de um homem, como as duas amigas turistas puta ou culpada pelas violências que sofrem
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SAÚDE

Não fique de fora destes projetos!

O Brasil vive uma epidemia de dengue. Já são


97.198 casos a mais se comparado ao mesmo período
Dengue
Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presen-
te no Brasil. O país vive hoje uma epidemia dessa do-
de 2015, o que representa um aumento de 13,8%. ença.
O ano de 2015 foi re-
cordista em dengue: Transmissão: O vírus da
foram 1.649.008 casos dengue é transmitido
no país, maior número pela picada do mosquito
registrado na série his- Aedes aegypti.
tórica, iniciada em 1990.
Apesar do aumento do Sintomas: Febre alta
número de casos em (geralmente dura de 2 a
relação ao ano passado, 7 dias), dor de cabeça,
as mortes diminuíram. dores no corpo e articu-
Até 2 de abril, foram lações, prostração, fra-
confirmadas 140 mortes queza, dor atrás dos
por dengue. No mesmo olhos, erupção e coceira
período de 2015, tinham na pele. Nos casos gra-
sido 427 mortes. ves, o doente também pode ter sangramentos (nariz,
Além disso, foram confirmados 244 casos de dengue gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sono-
grave e 2.724 casos de dengue com sinais de alarme. lência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos
No ano passado, nesta mesma época, havia 731 casos extremos, a dengue pode matar
de dengue grave e 11.124 casos de dengue com sinais Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve
de alarme. procurar atendimento médico. As recomendações
Veja a seguir quais são os sintomas de cada uma delas. são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não
existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os
sintomas da versão mais grave da doença, é importan-
te procurar um médico novamente.

Chikungunya

Doença: Os primeiros casos “nativos” da doença no


Brasil apareceram
em setembro
de 2014
no Oiapoque, no
Amapá. Antes
disso, já haviam
sido detectados
casos de pessoas
que contraíram a
virose fora do
país. A origem do
nome chikun-
gunya é africana e
significa “aqueles
que se dobram”.
É uma referência
à postura dos
doentes, que
andam curvados
por sentirem
dores fortes nas
articulações.
J U L . 2 0 1 6 I F L E R P Á G I N A 1 1

SAÚDE

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Zika
Transmissão: É transmitida pelos mosquitos Aedes
aegypti (presente em áreas urbanas) e Aedes albopic- Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia,
tus (presente em áreas rurais). mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que
ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do
Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações Mundo.
de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros
de dengue. Além disso, também são sintomas: febre Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão
repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos da história. Mas o vírus também é transmitido pelo
músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% Aedes albopictus e outros tipos de aedes.
dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segun-
do o Ministério da Saúde, as mortes são raras. Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue
ou da chikungunya e os pacientes apresentam um qua-
Tratamento: Como no caso da dengue, não há trata- dro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com
mento espe- os das
cífico. É pre- doenças
ciso ficar de “primas”:
repouso e febre,
consumir dores e
bastante líqui- manchas
do. Não é no corpo.
recomendado Quem é
usar o ácido infectado
acetil salicílico pelo zika
(AAS) devido também
ao risco de pode
hemorragia. apresentar
Até 2 de diarreia e
abril, o núme- sinais de
ro de casos conjuntivi-
de chikun- te.
gunya no país
já ultrapassou Tratamen-
os casos re- to: Assim
gistrados no como nas
ano passado outras
inteiro. Fo- viroses, o
ram 39.017 tratamen-
casos prová- to consis-
veis este ano, contra 38.332 notificações em todo o te em repouso, ingestão de líquidos e remédios que
ano de 2015. aliviem os sintomas e que não contenham AAS. Até 2
Morreram por chikungunya seis pessoas este ano: três de abril, o país registrou 91.387 casos prováveis de
na Bahia, uma em Sergipe, uma em São Paulo e uma zika, o que corresponde a uma taxa de incidência de
em Pernambuco. 44,7 casos por 100 mil habitantes. Do total, 31.616
foram confirmados.
Até o momento, o Ministério da Saúde só divulgava
em seus boletins quantos estados tinham tido notifica-
ções de zika e o número de casos de microcefalia
provavelmente relacionados ao vírus, mas não o nú-
mero de casos da doença no país, por isso esse dado
é inédito.
D E Z . 2 0 1 5 J I F B P Á G I N A 1 2

DIVERSÃO

Caça-palavras RECADINHOS DO CORAÇÃO


Nathália dos Santos Ferreira
Encontre cinco religiões! .
Everson Sales Vieira?
Myrelle Maria Dias Nunes

DICAS Clarisse da Rocha Feitosa Filme

Leitura Projeto almanaque

Um grupo de amigos encontram os planos para a


Claire é uma garota nova, mas que foi cria- construção de uma máquina do tempo e, em se-
da desde pequena para um experimento guida, a constroem. Inicialmente eles usam a má-
com muitos riscos. Os pais tiverem que quina apenas para desfazer pequenos erros
aceitar desde o começo, obrigados pelo no passado, e, eventualmente, reverter seus obje-
governo. Logo uma série de treinamentos tivos para seu próprio benefício e prazer. No en-
durante 05 anos, fazem as 32 adolescentes tanto, eles logo percebem que mudar o passado
sofrerem horrores. Mas o pior não é estar pode causar consequências desastrosas no futuro.
infectado com o vírus mais mortal do uni- Dirigido por Dean Israelite (2015)
verso. O pior foi saber que ela passou. Que
ela foi uma das únicas que sobreviveu. Por Série
isso está sendo estudada pelos cientistas.
Só que tudo é muito confuso na vida da Reign
menina que não entende nada, além de que
está fazendo um “bem” a humanidade. Es- A narrativa descreve a história de Mary Stuart da
tará mesmo? Escócia e seu caminho até o poder, iniciando com
sua chegada à França com 15 anos e seu noivado
Autora: Maria Luisa S.B. com o Príncipe Francis. Acompanhada de suas três
Disponível em: <https://www.wattpad.com/ melhores amigas, Mary precisa sobreviver às intri-
story/36179489> gas, inimigos e forças obscuras que tomam conta
da corte francesa.