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INSTITUTO DE PESQUISA EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

IPTEC

EXPOSIÇÃO DAS NORMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS


PARA ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS: LÍQUIDO PENETRANTE,
PARTÍCULAS MAGNÉTICAS E TERMOGRAFIA

Trabalho sobre ensaios não destrutivos


apresentado ao IPTEC como requisito
parcial para conclusão do curso de
Engenharia de Inspeção Não Destrutiva
em Equipamentos e Estruturas.

Aluno:

Douglas Jonatan Theobald

Professor:

Sergio Damasceno Soares

Rio de Janeiro

2017
SUMÁRIO

1 - INTRODUÇÃO: ..........................................................................................................1
2 - OBJETIVO: ..................................................................................................................1
3 - NORMALIZAÇÃO .....................................................................................................1
4 - NORMAS PARA LÍQUIDO PENETRANTE .............................................................3
5 - NORMAS PARA PARTÍCULAS MAGNÉTICAS ....................................................4
6 - NORMAS PARA TERMOGRAFIA ...........................................................................4
7 - CONCLUSÃO .............................................................................................................4
1 - INTRODUÇÃO:

O presente trabalho trata-se de um estudo e apresentação sobre a normalização


técnica, nacional e internacional, relacionadas à os procedimentos de ensaios não
destrutivos (END), mais especificamente os seguintes métodos: Líquido penetrante,
partículas magnéticas e termografia.

2 - OBJETIVO:

O objetivo do trabalho é apresentar e mapear as principais normas técnicas,


nacionais e internacionais, sobre os métodos de ensaios não destrutivos já especificados.
É importante ressaltar que o presente trabalho tem o intuito de estimular no profissional
da área de ensaios não destrutivos o salutar hábito de consulta as normas técnicas, bem
como a literatura especializada.

3 - NORMALIZAÇÃO

A associação brasileira de normas técnicas (ABNT), define norma como sendo:

“Documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo


reconhecido, que fornece, para um uso comum e repetitivo, regras, diretrizes
ou características para atividades ou seus resultados, visando à obtenção de um
grau ótimo de ordenação em um dado contexto”.

Dentre as diferentes modalidades de normas regulamentos técnico, devemos nos


ater para finalidades práticas no campo da engenharia de inspeção, aos seguintes níveis
de normalização segundo a Associação Brasileira da indústria de máquinas e
equipamentos:

“Nível empresarial: normas elaboradas por uma empresa ou grupo de


empresas com a finalidade de orientar as compras, a fabricação, as vendas e
outras operações.

Exemplo: Normas Petrobras ou procedimentos de gestão da qualidade.

Nível de associação: normas desenvolvidas no âmbito de entidades


associativas e técnicas para o uso de seus associados. Mas, também, chegam a
ser utilizadas de forma mais ampla, podendo se tornar referências importantes
no comércio em geral.

Exemplo: ASTM - American Society for Testing and Materials.

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Nível nacional: normas elaboradas pelas partes interessadas (governo,
indústrias, consumidores e comunidade científica de um país) e emitidas por
um Organismo Nacional de Normalização, reconhecido como autoridade para
torná-las públicas. Aplicam-se ao mercado de um país e, frequentemente são
reconhecidas pelo seu ordenamento jurídico como a referência para as
transações comerciais. Normalmente são voluntárias, isto é, cabe aos agentes
econômicos decidirem se as usam ou não como referência técnica para uma
transação.

Exemplo: ABNT - Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas ou


DIN - Associação Alemã de Normas Técnicas.

Nível regional: normas técnicas estabelecidas por um Organismo Regional de


Normalização para aplicação num conjunto de países (uma região, como a
Europa ou o Mercosul). São denominadas Normas Regionais e aplicáveis ao
conjunto de países representados no Organismo Regional.

Exemplo: AMN - Normas da Associação Mercosul de normalização ou CEN


- Comitê Europeu de Normalização.

Nível internacional: normas técnicas, de abrangência mundial, estabelecidas


por um Organismo Internacional de Normalização. São reconhecidas pela
Organização Mundial do Comércio – OMC como a base para o comércio
internacional.

Exemplo: ISO - International Organization for Standardisation”

Figura 1 – Hierarquia das normas técnicas.


Fonte: http://abracopel.org/artigos-tecnicos/normas-nacionais-internacionais-ou-estrangeiras-2/

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Figura 2 – Representantes dos níveis de normalização.
Fonte: autor

4 - NORMAS PARA LÍQUIDO PENETRANTE


Tabela 01- Normas para líquido penetrante.
ORGÃO PAÍS NORMA NÚMERO DESCRIÇÃO DATA

ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 16450:2016 Ensaios não destrutivos — Líquido penetrante — Qualificação de procedimento 2016
Ensaios não destrutivos — Líquidos penetrantes — Detecção de
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR NM 334:2012 descontinuidades 2012
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15691:2009 Ensaios não destrutivos - Líquido penetrante - Prática padronizada 2009
PETROBRAS Brasil PETROBRAS N-1596 Ensaios não destrutivos — Líquido penetrante 2003
AFNOR NF França AFNOR NF AFNOR NF A 09-500 Non-Destructive - Penetrante 2009
IRAM-NM-ISO Argentina IRAM-NM-ISO IRAM-NM-ISO 9712:2009 Non-destructive testing Qualification and certification of personnel 2009
DIM EM ISO Alemanha DIM EM ISO DIM EM ISO3452-1 Non-destructive testing -- Penetrant testing 2013

JIS Japão JIZ JIS-Z-2343 Method for liquid penetrant testing and classification of the indication 1982
ISO Internacional ISO ISO 3452-3 Non-destructive testing -- Penetrant testing 2013
Founding. Liquid penetrant testing. Sand, gravity die and low pressure die
BS EN Internacional BS EN BS EN 1371-1:2011 castings 2011
ASTM Internacional ASTM E1417/E1417M − 16 Standard Practice for Liquid Penetrant Testing 2016
ASSOCIAÇÃO MERCOSUL
Ensaios não destrutivos - Líquidos penetrantes - Detecção de descontinuidades
DE NORMALIZAÇÃO (ANM) AMN NM NM 00334:2012 2012
ASSOCIAÇÃO MERCOSUL
Ensaios não destrutivos - Líquidos penetrantes - Detecção de descontinuidades
DE NORMALIZAÇÃO (ANM) AMN NM NM 327 2011

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5 - NORMAS PARA PARTÍCULAS MAGNÉTICAS

Tabela 02- Normas para partículas magnéticas.

ORGÃO PAÍS NORMA NÚMERO Descrição DATA

PETROBRAS Brasil PETROBRAS N-1598 ENSAIO NÃO-DESTRUTIVO - PARTÍCULAS MAGNÉTICAS 2003


ABNT Brasil ABNT NBR NBR16030:2016 Ensaios não destrutivos - Partículas magnéticas - Detecção de descontinuidades 2016
Ensaios não destrutivos - Partículas magnéticas - Avaliação da aparelhagem
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15632:2008 para inspeção subaquática 2008
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 16241:2016 Ensaios não destrutivos - Partícula Magnética - Inspeção subaquática 2016
AFNOR NF França AFNOR NF AFNOR NF A 09-590 Non destructive testing - Magnetic particle examination - General principles 2009
AFNOR NF França AFNOR NF AFNOR NF A 09-599 Non destructive testing - Magnetic particle examination - General principles 2009
AFNOR NF França AFNOR NF AFNOR NF A 09-570 Non destructive testing - Magnetic particle examination - General principles 2009
, Ensayos no destructivos defectos superficiales y subsuperficiales. Método de
IRAM-NM-ISO Argentina IRAM IRAM 125 determinación por partículas magnetizables. 2010
Ensayos no destructivos. Acero fundido. Inspección mediante partículas
IRAM-NM-ISO Argentina IRAM IRAM 762 magnetizable 2015
DIM EM ISO Alemanha DIM EM ISO DIN ISO 5832-12 Implants for surgery - Metallic materials 2012
ISO Internacional ISO ISO 12707:2016 Non-destructive testing -- Magnetic particle testing 2016
BS EN Internacional BS EN DIN EN ISO 12707:2016-08 Non-destructive testing - Magnetic particle testing 2016
ASTM Internacional ASTM E1444/E1444M − 16´1 Standard Practice for Magnetic Particle Testing 2016
ASSOCIAÇÃO MERCOSUL
Magnetic Particle Testing
DE NORMALIZAÇÃO (ANM) AMN NM NM 00328:2011 VC:2011 2011
ASSOCIAÇÃO MERCOSUL
Ensaios não destrutivos - Partículas magnéticas - Terminologia
DE NORMALIZAÇÃO (ANM) AMN NM NM 00342:2014 VC:2014 2014

6 - NORMAS PARA TERMOGRAFIA

Tabela 03- Normas Termografia.

ORGÃO PAÍS NORMA NÚMERO DESCRIÇÃO DATA


PETROBRAS Brasil PETROBRAS N-2472 Ensaio não destrutivo-Termografia 1998
PETROBRAS Brasil PETROBRAS N-2475 Inspeção termográfica em sistemas elétricos 1998
Ensaios não destrutivos - Termografia - Critérios de definição de periodicidade
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15763:2009 de inspeção em sistemas elétricos de potência 2009
Ensaios não destrutivos - Termografia - Guia para inspeção de equipamentos
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15572:2009 elétricos e mecânicos 2009
Ensaios não destrutivos - Termografia - Medição e compensação da
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 16292:2014 temperaturaaparente refletida utilizando câmeras termográficas 2014
Ensaios não destrutivos - Termografia - Guia para inspeção de equipamentos
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15572:2013 elétricos e mecânicos 2013
Ensaio não destrutivo - Termografia - Metodologia de avaliação de temperatura
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15866:2010 de trabalho de equipamentos em sistemas elétricos 2010
Ensaios não destrutivos - Termografia - Critérios de definição de periodicidade
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15763:2009 de inspeção em sistemas elétricos de potência 2009
Ensaios não destrutivos — Termografia — Guia para verificação de
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15718:2009 termovisores 2009
ABNT Brasil ABNT NBR ABNT NBR 15424:2006 Ensaios não destrutivos— Termografia —Terminologia 2006
Condition monitoring and diagnostics of machines -- Requirements for
ISO Internacional ISO ISO 18436-7:2014 qualification and assessment of personnel -- Part 7: Thermography 2014
Standard Practice for Thermographic Inspection of Insulation Installations in
ASTM Internacional ASTM ASTM C1060 - 11a Envelope Cavities of Frame Buildings 2015
Thermal performance of buildings. Determination of air permeability of
BS EN Internacional BS EN BS EN 13829:2001 buildings. Fan pressurization method 2001

7 - CONCLUSÃO

Concluímos que é de suma importância para os engenheiros e técnicos


responsáveis pela execução de ensaios não destrutivos o conhecimento das normas, bem
como a hierarquia dos níveis de normalização.

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