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PANCs Sudeste

Karen H. Teramae
Shinai A. Gregório
Capuchinha
Tropaeolum majus L.
A espécie T. majus é planta herbácea anual de pequeno porte
(caméfito), com ramos rasteiros e retorcidos, ligeiramente suculenta,
trepadora ou rastejante. Apresenta um aroma característico, mais intenso
nos caules e folhas, ausente das flores. As flores e as folhas apresentam um
sabor picante, similar ao do Lepidium sativum (agrião).
As folhas são suborbiculares, peltadas, de 3–10 cm de
diâmetro, glabras, inteiras ou com as margens undulados. Os pecíolos são
longos, com 15–20 cm de comprimento.
A flores ocorrem em longos pedúnculos, com 10–20 cm de
comprimento, com 5 sépalas com 15–18 mm de comprimento e 8–9 mm de
largura, de coloração verde-amarelada, com um esporão de 25–35 mm de
comprimento. As pétalas são 5, desiguais, inteiras ou unduladas, amarelas a
vermelhas, com linhas e pontos amarelos iregulares, as pétalas superiores
afiladas, com 30–40 mm de comprimento, as inferiores com 15–20 mm de
comprimento e de largura, com uma unha com 12–15 mm de comprimento,
ciliada. Os carpelos com 10 mm de comprimento quando em fruto, com
aduelas rugosas.
Existem numerosas variedades cultivadas, frequentemente
assilvestradas, com flores flores que vão da cor vermelha a branca, sendo
mais frequentes as variedades de flores alaranjadas e amarelas. As flores
podem ser usadas na culinária e os frutos são utilizados na confecção de
conservas, mas a planta inteira é comestível, crua ou cozida,
frequentemente em saladas.
A planta contém um óleo essencial, rico em tiocianato de benzilo e
glucotropeolina, ao qual são atribuídos efeitos antibióticos, sendo utilizado
em medicina tradicional em casos de infecções das vias
urinárias, nefrite e gripes. As folhas são também ricas em ácido
ascórbico, isoquercitrina e helenina, sendo utilizadas maceradas no
tratamento de hematomas.
Capuchinha
Tropaeolum majus L.
Taboa
Typha domingensis
T. domingensis é uma planta aquática, herbácea, enraizada, emergente, perene, com
até 2,5 m de altura.
As folhas igualam ou excedem a altura das espigas, com a parte superior
da bainha prolongando-se sobre a lâmina. São assimétricas, com a epiderme ventral com
grande quantidade de glândulas mucilaginosas de coloração escura, dispostas
longitudinalmente em direção à base da lâmina. Lâmina com 1,5 metro de comprimento e de
8 a 13 milímetros de largura, com a face inferior convexa nas proximidades da bainha e plano
na parte mais próxima do ápice agudo em que termina a folha.
A inflorescência é castanho clara a acinzentada, com uma ou mais brácteas foliáceas
caducas. As flores em espigas masculinas, com até 40 centímetros de comprimento e 15
milímetros de largura, separadas das femininas por 0,6-5 centímetro. As bractéolas das flores
masculinas são filiformes, espatulada, simples a ramificadas, com incisões de segmentos
largos, com pontos acinzentados no ápice, 2-4 mm de comprimento, 2-4 estames, total ou
parcialmente soldados, filamentosos, 1-2,5 milímetros de comprimento; anteras de 2-3
milímetros de comprimento e 0,15-0,20 de largura. O pólen ocorre em mónadas. As espigas
femininas de 50 centímetros de comprimento e 2 de diâmetro, flores femininas com
bractéolas longas e delgadas, mais compridas que os pelos do ginóforo, com coloração
acinzentada clara no ápice, de 3 a 5 milímetros de comprimento. Os pelos do ginóforo
coloridos na sua ponta e mais curtos que os estigmas, ovário fusiforme, estilo de 1 a 2 mm de
comprimento, estigma comprido e delgado, 0,5-1,5 milímetros de comprimento.
Fruto fusiforme, de 1-2 milímetro de comprimento.
Altamente adaptável, encontra-se espalhada por todo o mundo, e em algumas
partes é uma espécie invasora considerada uma praga.
A sua fibra, durável e resistente, pode ser utilizada como matéria-prima para papel,
cartões, pastas, envelopes, cestas, bolsas e outros itens de artesanato.
Na medicina popular turca, a inflorescência feminina desta planta, e de outras
espécies do género Typha, são usadas externamente para tratamento de lesões da pele,
incluindo queimaduras. Foi demonstrado que extractos de T. domingensis apresentam
propriedades curativas em ratos de laboratório.[4]
Estudos realizados em zonas húmidas comprovaram que populações de Typha
domingensis são uma forma eficaz de reduzir a contaminação bacteriana de águas destinadas
a usos agrícolas, permitindo reduções de até 98% da concentração
de enterobactérias potencialmente patogénicas com origem nas fezes de mamíferos É
também considerada uma depuradora de águas poluídas, absorvendo metais pesados.
Taboa
Typha domingensis
Azedinha
Rumex acetosa
Graças ao seu sabor peculiar, usa-se como condimento na elaboração de vários
pratos, cozida ou em saladas. A sopa de azedas é um prato popular em vários países
europeus. Apresenta efeitos diuréticos. Devido ao elevado conteúdo de Vitamina
C considera-se antiescorbútica.
De acordo com pesquisas realizadas, a planta azedinha pode ser útil no combate a
inflamações dos rins e em outras partes do corpo, além de auxiliar no tratamento do câncer e
reduzir a pressão arterial. Segundo alguns pesquisadores, a raiz da planta contém 100 vezes
mais revesratrol que a uva. Esta substância antioxidante auxilia no controle da homeostase,
equilibrando as funções do organismo e combatendo inúmeras doenças, principalmente
aquelas referentes ao envelhecimento e metabolismo. É indicada para diabetes,
principalmente do tipo 2, mais comum nos idosos e que está relacionada ao desequilíbrio
homeostático.
Na China, a planta é usada ainda crua para aliviar a região reprodutiva da mulher
após partos normais, a fim de prevenir infecções. A azedinha é ainda um dos ingredientes
utilizados na formulação de um medicamento bastante conhecido para o tratamento do
câncer, denominado essiac.

Vitamina A 4.000 IU Vitamina C 48 mg


Cálcio 44 mg Ferro 2,4 mg
Vitamina D 0 IU Vitamina B6 0,1 mg
Vitamina B12 0 µg Magnésio 103 mg
Azedinha
Rumex acetosa
Azedinha
Rumex acetosa
Peixinho da Horta ou Orelha de coelho
Stachys byzantina
S. byzantina é uma espécie herbácea, perene e rústica, com baixas exigências
nutricionais, atingindo entre 20-40 cm de altura e formando touceiras com dezenas de
propágulos. As flores são pequenas, brancas ou rosa dispostas em inflorescências em
racimos. As folhas são elípticas, carnosas e rugosas densamente cobertas em ambas as faces
por tricomas apresentando coloração cinza-prateada (LORENZI e SOUZA, 2001). Extratos de S.
byzantina demonstrou atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus que é
resistente à vancomicina (JAMSHIDI et al. 2011).
Peixinho da Horta ou Orelha de coelho
Stachys byzantina
Peixinho da Horta ou Orelha de coelho
Stachys byzantina
Peixinho da Horta ou Orelha de coelho
Stachys byzantina
Lobeira ou Fruta do Lobo
Solanum lycocarpum
A lobeira, fruta-de-lobo ou guarambá (Solanum lycocarpum) é um pequeno arbusto
ou árvore de até 5 metros de altura. Pertence à família das Solanaceae, a mesma do tomate e
do jiló. O fruto da lobeira lembra um tomate na aparência. Calmante, combate a diabetes,
epilepsia, hepatite. A saúde do lobo-guará depende do consumo da lobeira, defesa contra o
verme que ataca os rins e mata.
A lobeira tem sua frutificação concentrada entre julho e janeiro. Multiplica-se
facilmente por sementes. Seus frutos representam até 50 por cento da dieta alimentar
do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), acreditando-se que tenham ação terapêutica contra
o verme-gigante-dos-rins (Dioctophyme renale), que é muito frequente e geralmente fatal no
lobo-guará, como supracitado. Seus frutos têm o formato arredondado, alcançando até 13
centímetros de largura, e são de cor verde e amarela (madura).
Seu principal uso medicinal é no tratamento da diabetes. O polvilho extraído dos
frutos verdes auxilia na regeneração das células beta do pâncreas, isto é, nas células
responsáveis pela produção de insulina. Além disso, ela pode ser útil na redução de
triglicérides, colesterol, no excesso de peso e no controle da pressão arterial
Solanum lycocarpum
Fruta do lobo, lobeira
Solanum lycocarpum
Fruta do lobo, lobeira