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Noções de Arquivologia para Técnico Legislativo

Aula 00 - Aula Demonstrativa / Preservação, Conservação e Restauração


Prof. Mayko Gomes

Aula 00-Aula Demonstrativa / Preservação, Conservação e Restauração

Aula Conteúdo Programático Data

00 Preservação, Conservação e Restauração 22/07

01 Conceitos Fundamentais de Arquivologia 03/08


Gestão da Informação e de Documentos:
Arquivos Correntes e Intermediários;
02 10/08
Protocolos;
Arquivamento e Organização de Documentos.
Tipologias Documentais e Suportes Físicos:
Arquivos Permanentes;
03 17/08
Microfilmagem;
Automação;

Sumário

Comentários ao Edital .................................................................................................................. 2


Noções Iniciais ................................................................................................................................... 3
Acondicionamento e Armazenamento ............................................................................. 5
Acondicionamento ............................................................................................................................ 5
Armazenamento ................................................................................................................................ 9

Noções de Preservação ............................................................................................................. 12


Noções de Conservação ............................................................................................................ 17
Técnicas de Restauração.......................................................................................................... 19
Exercícios ............................................................................................................................................. 22

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Comentários ao Edital

Salve, concurseiros e concursandos! Tudo bem com vocês? Firmes na Luta?

Espero que sim, pois está aí a maior oportunidade deste ano, e espero que já
estejam queimando o asfalto!!!

Eu sou Mayko Gomes, coach de concursos e professor de Arquivologia e


Procedimentos Administrativos aqui no Ponto dos Concursos, e estou aqui para
ajudá-los com a disciplina Noções de Arquivologia, pedida para o cargo de
Técnico Legislativo da tão sonhada, desejada e cobiçada Câmara dos
Deputados! É um grande prazer acompanhá-los nesta jornada, e saibam que
me esforçarei ao máximo para fazer com que aprendam todo o conteúdo e
gabaritem a prova!

Sobre o concurso, de uma forma geral, está bem difícil. O conteúdo é um tanto
extenso, e devido ao gabarito do órgão, a concorrência promete ser histórica.
Sendo assim, terá vantagem aquele que já está se preparando há algum
tempo, mas quem começar agora e fizer um esforço considerável não ficará
para trás.

Outra consideração, agora em relação à nossa disciplina, é que o conteúdo foi


“destrinchado” em assuntos, assim como em outros concursos, de outras
bancas; Vamos utilizar como base o edital para o mesmo concurso, só que do
ano de 2007. Mas não se preocupem, pois apesar da data, vamos procurar
sempre observar também as tendências das bancas, especialmente do
Cespe/UnB, que até então é a candidata mais provável a organizar este
concurso. Sendo assim, vamos seguir aqueles assuntos que mais aparecem em
provas, especialmente desta banca!!!

Considerando o exposto acima, nossas aulas vão seguir o programa descrito no


início. E por falar em programa, já vamos estudá-lo, agora, nesta aula
demonstrativa, começando pelo assunto “Preservação, Conservação e
Restauração de Documentos”! E isso para que vocês não só conheçam a
posição da banca perante a disciplina, mas também que para que avaliem a
didática do curso.

E então vamos fazer isso! Chega de conversa e vamos estudar! Farei mais
algumas considerações ao fim da aula, então não deixem de ler! Sejam todos
muito bem-vindos, e boa aula para nós!

Prof. Mayko Gomes


Julho/2015

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Noções Iniciais

Vamos iniciar com uma imagem básica para compreendermos melhor sobre a
importância da Preservação de Documentos.

Alguns de vocês já devem ter brincado, quando crianças, de “telefone sem fio”.
A brincadeira consiste em reunir um grupo de pessoas e uma delas relata uma
mensagem para uma segunda, que repassa essa mesma mensagem para uma
terceira e assim por diante, até que a mensagem seja transmitida à última
pessoa, e esta revela a todos a mensagem que recebeu. O interessante dessa
brincadeira é que nunca ocorre de a mensagem que a última pessoa recebeu
ser idêntica à que a primeira pessoa relatou. Isso ocorre por que, no meio do
“caminho” existem barreiras que interferem na transmissão da mensagem e na
sua consequente compreensão pelo indivíduo. Essas barreiras, chamadas de
ruído, podem ser externas (volume da fala, velocidade, tom de voz, etc.) e
internas (experiências do receptor, poder de concentração, poder de
associação, etc.).

A situação acima, apesar de um exemplo bem pobrezinho, serve para relatar o


que ocorre com a informação que produzimos: ela se perde durante a
transmissão. Seja pelo tempo que leva para chegar ao receptor, ou pelo espaço
que percorre para tal, a informação sempre vai perder seu “conteúdo original” e
cada receptor vai interpretar o que resta segundo seus próprios “filtros”.

A fim de evitar ao máximo essa perda do “conteúdo original” da informação,


foram desenvolvidos ao longo da História alguns mecanismos. Na Grécia Antiga
foram criados e utilizados os “mnémons”, os homens-memória. Esses homens
eram treinados desde crianças para desenvolverem ao máximo sua capacidade
de retenção de informação (memorização), a fim de serem os guardiões
principalmente de acordos que ocorriam entre pessoas. Sempre que havia
algum conflito entre as partes, recorria-se aos “mnémons” para conhecer os
termos do acordo (daí o atual uso do termo “mnemônico” para se referir à
técnicas e ferramentas de memorização).

Outra forma, mais eficiente de evitar essa perda foi a utilização da escrita. Ao
registrar a informação em um suporte físico, havia menor chance de perda de
conteúdo ou espaços para interpretações diferentes das intenções do emissor.
Foram vários os materiais utilizados, desde a pedra e o metal até o papel,
passando pelo papiro, pergaminho, peles de animais, madeiras, etc.

Deste contexto podemos extrair o conceito mais básico de documento: toda


informação (mensagem, conhecimento, ideia, pensamento, sentimento, fato,

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conclusão, etc.) que está registrado (gravado) em um suporte físico. Sendo


assim:

DOCUMENTO = INFORMAÇÃO + SUPORTE

Observa-se que a informação e o suporte devem


ser necessariamente inseparáveis para serem
considerados documento!

Se a principal função do suporte é fazer com que a informação se perpetue no


tempo e no espaço sem perder seu conteúdo original, ainda temos um grande
problema aqui, pois TUDO O QUE EXISTE está sujeito à deterioração! Tudo o
que existe está sempre em processo de destruição, e não é diferente com os
suportes físicos, independente de qual material sejam feitos.

Sendo assim é preciso adotar medidas para “atrasar” (eu disse atrasar, não
impedir!) essa deterioração ao máximo possível. Daí a importância da
preservação de documentos.

Em resumo:

1 – A função do suporte é fazer com que a


informação se perpetue no tempo e no espaço
sem perder as suas características originais;

2 – A preservação de documentos busca retardar (e não impedir) a


deterioração dos suportes pelo maior tempo possível.

A preservação de documentos vai muito além de técnicas para recuperar ou


aumentar a durabilidade do material, devendo constituir-se em uma verdadeira
política a ser adotada por todos os profissionais de uma instituição.

Inserida na política de preservação devem estar a conservação e a restauração


de documentos.

Ao passo em que a preservação é uma política, isto é, procura uma visão


fundamental, global e estratégica, voltada para a prevenção, a conservação é
de natureza mais prática e metodológica, envolvendo técnicas e padrões para o
fluxo de documentos. Suas práticas estão voltadas para a estabilização do
documento (medidas e ferramentas adequadas para a evitar, reduzir e/ou
desacelerar o processo de deterioração natural). Enquanto a preservação
considera o conjunto de documentos (as diretrizes devem ser observadas para
todos os documentos), a conservação considera o documento como peça

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isolada (a decisão sobre técnica ou ferramenta a ser utilizada deve considerar a


natureza de cada suporte e o tipo e grau do processo de deterioração de cada
um).

Quanto a restauração, seu foco é a estabilização de documentos e recuperação


de danos causados por agentes externos. Vamos nos aprofunda mais nesses
assuntos mais adiante.

Acondicionamento e Armazenamento

Os principais fatores que influenciam na conservação dos documentos é a


maneira em que são feitos o acondicionamento e o armazenamento. Para
compreendermos melhor o que são, vamos aos conceitos

Acondicionamento: é a embalagem dos documentos para sua preservação.


Trata-se de colocá-lo em um invólucro (pasta, envelope, capa ou caixa).

Armazenamento: é a guarda do documento propriamente dita. É a colocação


do documento no arquivo, seja ele o móvel (armário, gaveta, estante,
prateleira, etc.), o prédio ou parte dele, ou o depósito.

Podem perceber pela definição dada pelo Dicionário de Terminologia


Arquivística, que não é nada difícil entender esses conceitos. Basicamente a
unidade de acondicionamento é a proteção do documento contra a ação de
agentes externos que podem causar danos; e o armazenamento consiste em
colocar os documentos nos seus devidos lugares, em condições ideais.

Vamos então às recomendações do CONARQ, que são as adotadas pelas bancas


para elaborar suas questões

Acondicionamento

1 - Os documentos devem ser acondicionados em mobiliário e invólucros


apropriados, que assegurem sua preservação. A escolha deverá ser feita
observando-se as características físicas e a natureza de cada suporte. A
confecção e a disposição do mobiliário deverão acatar as normas existentes
sobre qualidade e resistência e sobre segurança no trabalho.

2 - O mobiliário facilita o acesso seguro aos documentos e promove a proteção


contra danos físicos, químicos e mecânicos. Os documentos devem ser
guardados em arquivos, estantes, armários ou prateleiras, apropriados a cada
suporte e formato.

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Apenas para mostrar-lhes com mais detalhes,


esses são alguns dos mobiliários adequados para
o armazenamento de documentos: arquivo,
estante de aço e arquivo deslizante

3 - Os documentos de valor permanente que apresentam grandes formatos,


como mapas, plantas e cartazes, devem ser armazenados horizontalmente, em
mapotecas adequadas às suas medidas, ou enrolados sobre tubos
confeccionados em cartão alcalino e acondicionados em armários ou gavetas.

Exemplo de mapoteca horizontal, mapoteca


vertical e tubo de papelão alcalino para guarda de
documentos:

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4 - Nenhum documento deve ser armazenado diretamente sobre o chão.

5 - As mídias magnéticas, como fitas de vídeo, áudio e de computador, devem


ser armazenadas longe de campos magnéticos que possam causar a distorção
ou a perda de dados.

6 - O armazenamento será preferencialmente em mobiliário de aço tratado com


pintura sintética, de efeito antiestático.

7 - As embalagens protegem os documentos contra a poeira e danos acidentais,


minimizam as variações externas de temperatura e umidade relativa e reduzem
os riscos de danos por água e fogo em casos de desastre.

8 - As caixas de arquivo devem ser resistentes ao manuseio, ao peso dos


documentos e à pressão, caso tenham de ser empilhadas. Precisam ser

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mantidas em boas condições de conservação e limpeza, de forma a proteger os


documentos.

Exemplos de caixas arquivos para guarda de


documentos. Lembrando que a mais indicada é a
de papel alcalino (papelão), pois as caixas
sanfonadas (de plástico) retêm a umidade
expelida pelo papel:

9 - As medidas de caixas, envelopes ou pastas devem respeitar formatos


padronizados, e devem ser sempre superiores às dos documentos que irão
abrigar.

10 - Todos os materiais usados para o armazenamento de documentos


permanentes devem manter-se quimicamente estáveis ao longo do tempo, não
podendo provocar quaisquer reações que afetem a preservação dos
documentos.

11 - Os papéis e cartões empregados na produção de caixas e invólucros devem


ser alcalinos e corresponder às expectativas de preservação dos documentos.

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No caso de caixas não confeccionados em cartão alcalino, recomenda-se o uso


de invólucros internos de papel alcalino, para evitar o contato direto de
documentos com materiais instáveis.

Armazenamento

1 - Os documentos devem ser armazenados em locais que apresentem


condições ambientais apropriadas às suas necessidades de preservação, pelo
prazo de guarda estabelecido em tabela de temporalidade e destinação.

2 - A localização de um depósito de arquivo deve prever facilidades de acesso e


de segurança contra perigos iminentes, evitando-se, por exemplo:

- áreas de risco de vendavais e outras intempéries, e de inundações;


- áreas de risco de incêndios;
- áreas próximas a indústrias pesadas com altos índices de poluição atmosférica;
- áreas próximas a instalações estratégicas.

3 - As áreas de trabalho e de circulação de público deverão atender às


necessidades de funcionalidade e conforto, e as de armazenamento de
documentos devem ser totalmente independentes das demais.

4 - Nas áreas de depósito (de documentos), os cuidados devem ser dirigidos a:

- evitar, principalmente, os subsolos e porões, em razão do grande risco de


inundações;
- prever condições estruturais de resistência a cargas;
- ter limite de 200 m2 de área. Os depósitos deverão ser compartimentados. Os
compartimentos devem ser independentes entre si, separados por corredores, com
acessos equipados com portas corta-fogo e, de preferência, também com sistemas
independentes de energia elétrica, de aeração ou de climatização;
- evitar tubulações hidráulicas, caixas d’água e quadros de energia elétrica sobre
as áreas de depósito;
- evitar todo tipo de material que possa promover risco de propagação de fogo ou
formação de gases, como madeiras, pinturas e revestimentos;
- aumentar a resistência térmica ou a estanqueidade das paredes externas, em
especial daquelas sujeitas à ação direta de raios solares, por meio de isolamento
térmico e/ou pintura de cor clara, de efeito reflexivo. Além dos recursos construtivos
utilizados para amenizar as temperaturas internas, sempre que for possível, posicionar
os depósitos nos prismas de menor insolação;
- promover a ventilação dos ambientes de forma natural ou artificial, inclusive
com a disposição adequada do mobiliário, de forma a facilitar o fluxo do ar;
- evitar a presença de pessoas em trabalho ou consulta em tais ambientes;
- manter suprimento elétrico de emergência.

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5 - Nas áreas de depósito, os documentos devem ser armazenados


separadamente, de acordo com o seu suporte e suas especificidades, a saber:

- documentos textuais, como manuscritos e impressos;


- documentos encadernados;
- documentos textuais de grande formato;
- documentos cartográficos, como mapas e plantas arquitetônicas;
- documentos iconográficos, como desenhos, gravuras e cartazes;
- documentos em meio micrográfico;
- documentos fotográficos;
- documentos sonoros;
- documentos cinematográficos;
- documentos em meios magnéticos e ópticos.

6 - Quanto às condições climáticas, as áreas de pesquisa e de trabalho devem


receber tratamento diferenciado das áreas dos depósitos, as quais, por sua vez,
também devem se diferenciar entre si, considerando-se as necessidades
específicas de preservação para cada tipo de suporte. Recomenda-se um estudo
prévio das condições climáticas da região, nos casos de se elaborar um projeto
de construção ou reforma, com vistas a obter os melhores benefícios, com
baixo custo, em favor da preservação dos acervos.

7 - A deterioração natural dos suportes dos documentos, ao longo do tempo,


ocorre por reações químicas, que são aceleradas por flutuações e extremos de
temperatura e umidade relativa do ar, e pela exposição aos poluentes
atmosféricos e às radiações luminosas, especialmente dos raios ultravioleta. A
adoção dos parâmetros recomendados por diferentes autores (de temperatura
entre 15° e 22° C e de umidade relativa entre 45% e 60%) exige, nos climas
quentes e úmidos, o emprego de meios mecânicos sofisticados, resultando em
altos custos de investimento em equipamentos, manutenção e energia. Os
índices muito elevados de temperatura e umidade relativa do ar, as variações
bruscas e a falta de ventilação promovem a ocorrência de infestações de insetos
e o desenvolvimento de microrganismos, que aumentam as proporções dos
danos.Com base nessas constatações, recomenda-se:

- armazenar todos os documentos em condições ambientais que assegurem sua


preservação, pelo prazo de guarda estabelecido;
- monitorar as condições de temperatura e umidade relativa do ar;
- utilizar preferencialmente soluções de baixo custo direcionadas à obtenção de
níveis de temperatura e umidade relativa estabilizados na média, evitando variações
súbitas;
- reavaliar a utilidade de condicionadores mecânicos quando os equipamentos de
climatização não puderem ser mantidos em funcionamento sem interrupção;

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- proteger os documentos e suas embalagens da incidência direta de luz solar, por


meio de filtros, persianas ou cortinas;
- monitorar os níveis de luminosidade, em especial das radiações ultravioleta;
- reduzir ao máximo a radiação UV emitida por lâmpadas fluorescentes, aplicando
filtros bloqueadores aos tubos ou às luminárias;
- promover regularmente a limpeza e o controle de insetos rasteiros nas áreas de
armazenamento;
- manter um programa integrado de higienização do acervo e de prevenção de
insetos;
- monitorar as condições do ar quanto à presença de poeira e poluentes,
procurando reduzir ao máximo os contaminantes, utilizando cortinas, filtros, bem como
realizando o fechamento e a abertura controlada de janelas;
- armazenar os acervos de fotografias, filmes, meios magnéticos e ópticos em
condições climáticas especiais, de baixa temperatura e umidade relativa, obtidas por
meio de equipamentos mecânicos bem dimensionados, sobretudo para a manutenção
da estabilidade dessas condições, a saber:

Fotografias em preto e branco


T 12ºC ± 1ºC e UR 35% ± 5%

Fotografias em cor
T 5ºC ± 1ºC e UR 35% ± 5%

Filmes e registros magnéticos


T 18ºC ± 1ºC e UR 40% ± 5%

(FUB/2009 – Cespe/UnB) As áreas de depósito de


documentos devem receber climatização especial,
diferenciada para cada tipo de suporte
armazenado. O tratamento climático das áreas
destinadas ao trabalho interno do arquivo e ao atendimento do público deve ser
diferente do adotado nos depósitos.

Resolução

Os suportes documentais podem ser formados a partir de vários tipos de


materiais (papel, plástico, filme, madeira, etc), e cada um desses materiais
possuem características e necessidades de tratamento diferentes. Sendo assim,
os depósitos de documentos devem atender aos requisitos para uma boa
preservação de cada tipo de suporte.

Além disso, em geral, o clima ideal para a boa preservação da grande maioria
dos documentos é baixo, chegando a ser no mínimo “desconfortável” para o ser
humano. Então as áreas de depósitos devem ter clima indicado para a

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preservação de documentos, e as áreas destinadas à presença de pessoas


devem possuir clima agradável ao ser humano.

O item está correto.

(FUB/2009 – Cespe/UnB) O CONARQ recomenda


que sejam armazenados separadamente, segundo
o suporte e especificidades, categorias de
documentos como: textuais (manuscritos e
impressos), encadernados, cartográficos (mapas e plantas arquitetônicas),
iconográficos (desenhos, gravuras e cartazes), fotográficos, sonoros,
documentos em meios magnéticos e ópticos, entre outras.

Resolução

Justamente o que recomenda o Conselho Nacional de Arquivos – CONARQ:


armazenar os documentos separando-os pelas características do suporte (item
05).

Mas atenção: quase houve aqui uma pegadinha, pois a questão foi além, dando
alguns exemplos de cada gênero documental apresentado! Ela poderia, por
exemplo, aproveitar a deixa para afirmar que mapas são documentos
audiovisuais, ou que gravuras são documentos textuais. Então, para responder
a esta questão, foi necessário além dos conhecimentos sobre as recomendações
do CONARQ, os conhecimentos sobre classificação dos documentos, que
estudaremos em nossa primeira aula, ok?!

O item está correto.

Noções de Preservação

Como já dito, o ideal é que toda instituição possua uma política de preservação
de seus documentos e informações, que implique na adoção de normas e
padrões, métodos e ferramentas a serem observadas por todos.

Contudo, uma política dessas, além da possibilidade de alta oneração, também


depende de muitos estudos, que vão desde as leis e normas que regulam a
atividade da instituição, até o detalhamento da missão institucional. Sendo
assim, tais políticas não podem ser generalizadas, e cada instituição deve
desenvolver a sua.

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Mas ainda que não haja uma “política padrão”, é possível termos algumas
noções básicas de preservação, e mesmo que uma instituição não possua uma
política, é possível determinarmos algumas referências, considerando que o
objetivo é evitar o dano aos documentos.

As seguintes orientações sobre preservação de documentos foram publicadas


pelo CONARQ e devem ser observadas quando da elaboração da política
institucional de preservação. Vamos a elas:

1 - Evitar a luz natural onde funcionar o arquivo (a luz prejudica o suporte). Até
mesmo a luz artificial deve ser moderada e controlada.

2 - Evitar o ar seco e a umidade que enfraquecem as fibras do papel. Ainda, a


umidade pode provocar mofo.

3 - Manter temperatura e umidade baixas e estáveis. A temperatura ideal deve


estar entre 16º e 22ºC.

4 - Estar com as mãos limpas e livres de gorduras. Em caso de fotografias e


gravuras, usar luvas de algodão sempre que possível.

5 - Evitar tintas e grafites, pois podem causar manchas, rasgos ou riscos.

6 - Não dobrar o canto da página. Deve ser utilizado um marcador de papel


livre de acidez.

7 - Não umedecer os dedos com saliva. A saliva no papel favorece o


desenvolvimento de microrganismos que vão destruí-lo.

8 - Não usar objetos metálicos, como grampos ou clipes. Os clipes devem ser
de plástico, e o local de contato com o documento deve estar protegido com um
pequeno pedaço de papel.

9 - Evitar cópias dos documentos. A luz ultravioleta provoca danos irreversíveis


e o manuseio pode provocar danos nas lombadas.

10 - Cuidado ao retirar documentos de dentro das pastas e caixas. Segure-o de


forma correta para evitar rasgos e amassados.

11 - Evitar substâncias poluentes, pois são os principais agentes de


deterioração do acervo, catalisando as reações químicas (formação de ácidos,
sujeira, desfiguração dos materiais).

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12 - Somente utilizar aparelhos de ar condicionado se os mesmos puderem ficar


ligados ininterruptamente, dia e noite. Caso contrário recomenda-se não usar,
pois os danos serão muito maiores.

13 - Fitas de vídeo devem ser rebobinadas periodicamente e mantidas na


posição vertical com a bitola cheia voltada para baixo.

14 - Suportes eletrônicos devem ser mantidos longe de campos


eletromagnéticos (computadores e eletrodomésticos em geral) e livres de
poeira, umidade e temperaturas altas.

De forma geral, os seguintes cuidados devem ser tomados para os documentos,


de acordo com suas características:

Documentos em papel:

 Estantes e arquivos devem ser de metal e revestidos de pintura (para


evitar a ferrugem);
 Deve-se manter as mãos limpas ao manusear os documentos;
 Evitar qualquer tipo de alimento junto aos documentos;
 Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepe ou cola branca (PVA),
para evitar a perda de um fragmento do volume em degradação. Esses
materiais possuem alta acidez e provocam manchas irreversíveis no local de
aplicação.
 Não escrever nos documentos;
 Não dobrar as páginas;
 Na apoiar os cotovelos ou braços ao ler ou consultar;
 Não umedecer os dedos com saliva ou qualquer outro líquido;
 Para a remoção do pó das lombadas e partes externas dos documentos,
pode ser utilizado o aspirador com escova circular especial, adaptada com
tecido de filó ou gaze;
 Para limpeza das folhas, utilizam-se trinchas, escovas macias, flanelas de
algodão ou borracha em pó;
 Remover grampos metálicos, etiquetas, fitas adesivas, papéis e cartões
ácidos;
 Fazer anotações e observações somente a lápis.

Fotografias:

 Devem ter proteção individual de boa qualidade;


 Devem ser manuseadas com luvas de algodão e arquivadas em mobiliário
de aço;
 Não forçar a separação de uma fotografia da outra;

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 Escrever o necessário somente no verso, com lápis macio.

Diapositivos (slides):

 Utilizar materiais de acondicionamento adequados (cartelas flexíveis de


polietileno ou polipropileno);
 Utilizar mobiliário metálico revestido de tinta;
 Produzir cópias ou vias em caso de projeções frequentes.

Microfilmes:

 Devem ser armazenados em cofres, arquivos ou armários à prova de


fogo, e acondicionados em latas vedadas contra a umidade.
 Produzir cópias ou vias (determinação legal);
 Remover a sujeira com pano limpo que não solte fiapos, umedecido com
Film Cleaner (produto específico para este material).

Disquetes e CD’s:

 Usar disquetes de boa qualidade;


 Manter os disquetes em local fresco, seco e longe do computador;
 Usar programas antivírus;
 Proteger os CD’s contra arranhões e poeira.

Caixas de Arquivo (caixa-box):

 Utilizar caixas de papelão e não as de plástico (poli onda); estas tendem a


transpirar quando submetidas a altas temperaturas. Além disso, o papel em
que forem confeccionadas deve ser alcalino ou com pH neutro, pois são livres
de acidez. Ainda, suas medidas devem ser maiores que as dos documentos
que vai acondicionar, utilizando calços ou apoios para evitar que os
documentos se dobrem ou rasguem.

Limpeza do assoalho:

 Não utilizar água, nem mesmo no piso. A limpeza deve ser feita com pano
umedecido e/ou aspiradores;
 Remover a poeira com cuidado para não deslocá-la para as estantes e
para os documentos. Não utilizar vassouras ou espanadores. É sempre
aconselhável utilizar panos umedecidos e aspiradores.
 O pano nunca deve estar molhado, apenas umedecido. É necessário
também lavá-lo sempre que ficar totalmente sujo.

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(TRF-2/2012 – FCC) Sobre os procedimentos de


conservação preventiva em arquivos, é correto
afirmar que

A) a higienização de manuscritos e impressos, para retirada de poeira e outros


resíduos sólidos, deve ser efetuada por meio de aspirador elétrico.
B) presilhas metálicas, fitas adesivas, grampos e clipes devem ser
sistematicamente removidos dos documentos em suporte-papel.
C) as luvas de borracha são responsáveis por manchas indeléveis nos diferentes
suportes documentais, devendo ser usadas apenas por pessoas alérgicas.
D) a temperatura ambiental nos depósitos de documentos de diferentes
suportes deve oscilar entre 12 e 24 °C, com umidade relativa entre 70 e 80%.
E) as fileiras de estantes devem ser dispostas no sentido contrário ao da
circulação de ar, de modo a impedir a proliferação de fungos nos documentos.

Resolução

Está correta a alternativa de letra “B”, pois estes são elementos que contribuem
para a deterioração dos documentos. Os grampos e clipes metálicos podem
enferrujar e ocasionar reações no papel, e a fita adesiva, além de também
ocasionar uma reação a longo prazo, aumenta o risco de acidentes e ataques de
fungos e insetos.

E vamos às demais alternativas

Na de letra “A” somente para a retirada de poeira deve ser utilizada o


aspirador. Para os demais resíduos sólidos devem ser utilizadas outras
ferramentas adequadas, como pincel ou escova macia, flanela específica, pó de
borracha, etc.

Na de letra “C”, é recomendadíssimo o uso de luvas de borracha por qualquer


pessoa, pois evita que o documento entre em contato com a oleosidade da
mão, que é um fator de deterioração do documento.

Na letra “D”, não há um consenso entre os autores sobre a temperatura ou


umidade ideal, apesar de a maioria opinar por “entre 16 e 20º”. Contudo já
sabemos que, seja lá qual for a adotada, não deve ocorrer oscilações, ou seja, a
temperatura adotada deve ser constante. Ainda, a umidade relativa do ar deve
estar entre 45 e 60%.

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Noções de Arquivologia para Técnico Legislativo
Aula 00 - Aula Demonstrativa / Preservação, Conservação e Restauração
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Na letra “E”, aprendemos que o ambiente do depósito deve prever, além das
condições ideais para a guarda de documento, também as condições para a
realização de trabalhos dos profissionais.

Noções de Conservação

Já aprendemos que a conservação tem o objetivo de combater o processo de


deterioração natural dos documentos, deixando-os pelo maior tempo possível
com as suas características originais.

Se o processo de deterioração é natural, significa que é executado pelos fatores


internos ao documento, cabendo à conservação reduzir as suas reações
químicas. Neste cenário, vamos identificar alguns outros conceitos:

Agentes Internos: são os próprios elementos que constituem o documento


(fazem parte dele) e que o deterioram. São exemplos as tintas utilizadas para
escrever, os elementos presentes no papel, a reação que um elemento sofre em
contato com outro, etc.

Agentes Externos: são elementos que não constituem o documento, mas cuja
presença aceleram e/ou causam reações nocivas ao mesmo. Como são maioria,
geralmente estão classificados como

Agentes Físicos: São exemplos a luminosidade, a temperatura e a umidade.


Todos eles têm a capacidade de influenciar e/ou acelerar as reações de
deterioração dos documentos.

Agentes Químicos: São exemplos a poluição atmosférica, as gorduras e


oleosidades e os objetos metálicos. Também as tintas dos documentos são
consideradas agentes químicos, uma vez que provocam reações no documento.

Agentes Biológicos: São exemplos os insetos e roedores, os microrganismos


e o próprio ser humano. Os locais de armazenamento devem permanecer
sempre limpos para evitar a presença de pragas que devoram os documentos.
Quanto ao homem, estes destroem os documentos através de seu uso.

Em especial o ser humano é responsável pela deterioração dos documentos


através do fator mecânico, isto é, da ação de manuseio dos documentos. O
dano pode ser causado pela má utilização e acondicionamento dos documentos,
ou mesmo a sua destruição de forma intencional. Até mesmo a correta
utilização dos documentos provoca a sua deterioração, mesmo que que seja em
um maior período de tempo.

(TRF-3/2014 – FCC) São fatores internos de


deterioração dos documentos em suporte-papel,
entre outros,

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A) a ventilação e os atos de vandalismo.


B) a qualidade do material fibroso e o teor de acidez.
C) os contaminantes atmosféricos e os desastres naturais.
D) a temperatura e a umidade relativa do ar.
E) a iluminação e os processos inadequados de tratamento.

Resolução

Os fatores internos que contribuem para a deterioração dos documentos são as


características físico-químicas do material em que é confeccionado o suporte.

Sendo assim, está correta a alternativa de letra “B”, pois apresenta


características que afetam diretamente o desgaste, sendo para acelerá-lo ou
retardá-lo. As demais alternativas referem-se a fatores externos, ou seja,
elementos que não estão presentes no documento, mas sim no ambiente onde
ele se encontra.

As principais atividades de conservação são:

Alisamento - Consiste em colocar os documentos em bandejas de aço


inoxidável (câmara de umidificação), expondo-os à ação do ar com forte
umidade (90 a 95%), durante 1 hora, em seguida são passados a ferro folha
por folha, em máquinas elétricas.

Desinfestação - Processo de destruição ou inibição da atividade de insetos. O


método mais eficiente é a fumigação. A substância química a ser empregada
deve passar por testes de garantia da integridade do papel e da tinta sob sua
ação. Com a fumigação os insetos, em qualquer fase de desenvolvimento, são
completamente destruídos. Contudo, de acordo com uma publicação oficial do
Arquivo Nacional cujo texto original é de Indgrid Beck, a fumigação de
documentos não é mais recomendada em virtude dos gases tóxicos e
compostos oxidantes danosos.

Desinfecção - Método químico utilizado para o combate de insetos e pragas.


Consiste em introduzir os documentos na câmara (câmara de fumigação), onde
se faz a vácuo, aplica-se o produto químico e submetem-se os documentos à
ação fumigante pelo prazo de 48 a 72 horas, aproximadamente. Em seguida
repete-se o vácuo, insufla-se o ar e retiram-se os documentos.

Limpeza - Retirada, por meio de técnicas apropriadas, de poeira e outros


resíduos. É a fase posterior à fumigação. Na falta de instalações especiais para
essa operação, utiliza-se um pano macio, uma escova ou um aspirador de pó.

Restauração - Daremos maior atenção a esta em seguida

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(TSE/2007 – Cespe/UnB) A conservação


compreende os cuidados prestados aos
documentos e ao seu local de armazenamento. As
principais operações de conservação são

A) higienização, exaustão, congelamento e preservação.


B) umidificação, limpeza, calafetação, restauração.
C) laminação, refrigeração, evaporação e encapsulamento.
D) desinfestação, limpeza, alisamento e restauração.

Resolução

Pode dar uma risadinha, pois esta está muito fácil! Acabamos de aprender as 4
principais atividades de conservação, que são a desinfestação ou desinfecção,
limpeza ou higienização, alisamento e restauração.

Está correta a alternativa de letra “D”.

Técnicas de Restauração

Por fim, a restauração tem o objetivo de recuperar os danos que os documentos


tenham sofrido por conta de fatores externos. É um conjunto de procedimentos
específicos para recuperação e reforço de documentos deteriorados e
danificados.

A restauração emprega uma série de técnicas, ferramentas e métodos para


combater os efeitos de danos causados nos documentos. A escolha pela
aplicação das técnicas depende da natureza dos documentos a serem
restaurados, bem como da natureza e da intensidade do dano sofrido. Vamos
conhecer as suas técnicas.

Banho de gelatina – mergulha-se o documento em cola específica,


aumentando sua durabilidade. Contudo é maior a possibilidade de ataque de
fungos e bactérias.

Tecido – utiliza duas folhas de tecido muito finas, que são ligadas ao
documento por uma pasta de amido, para reparar pequenos danos.

Silking – variação do método anterior, substituindo os tecidos por outros


específicos (musseline de seda ou crepeline). Estes têm maior durabilidade,
mas devido ao uso da pasta de amido, suas qualidades são um pouco afetadas.
Além disso, o material muito específico o deixa com custos altos.

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Laminação – envolve o documento, nas duas faces, em uma folha de seda e


outra de acetato de celulose. Em seguida coloca-se o documento em uma
prensa hidráulica com pressão entre 7 e 8 Kg/cm, e temperatura entre 145º a
155ºC.

Laminação manual – variação do método anterior, acrescentando acetona à


folha de acetato de celulose.

Encapsulação – o documento é envolto em películas de poliéster e fita adesiva


de duplo revestimento.

Existem outras técnicas de restauração de


documentos não muito comuns em provas. Vamos
a elas:

Reintegração ou Reenfibragem: processo pelo qual partes perdidas da folha


são reconstruídas com celulose nova. Nesta etapa é utilizado um equipamento,
que executa, por meio de sucção, o preenchimento de todas as áreas de perda
de suporte. O processo consiste em despejar no equipamento, uma solução de
polpa e água que, após sucção, se concentra nas áreas onde não há suporte
(vazadas). Essas áreas novas devem ter espessura igual à do original, mas com
a tonalidade de cor um ponto abaixo do tom original, para diferenciar as áreas
novas da antiga.

Velatura é um novo suporte em papel, agregado ao original.

Reintegração cromática é a cobertura com pigmento de cor e tom, próximos


do original, em áreas de remendo ou reforço. Ela é feita com lápis-aquarela
importado diretamente nas áreas em que é necessária uma homogeneidade
entre o antigo e o novo, para compor a estética do documento. Só quando
necessária.

Planificação é a prensagem do documento.

Montagem compreende a reorganização das folhas conforme a sequência do


original sobrepondo as folhas, obedecendo a ordem de numeração do original.

Costura é feita em linha de algodão, em substituição aos grampos metálicos;


compõe-se de dois pontos de costura.

Encolagem e Reencolagem é a aplicação interna ou superficial de substância


adesiva em papel ou cartão. A reencolagem visa restituir ao papel a substância
adesiva original perdida.

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As bancas sempre tentam induzir os candidatos


ao erro levando-os a acreditar que o alisamento,
limpeza e desinfestação são técnicas de
restauração, o que não é verdade! A restauração,
o alisamento, a limpeza e a desinfestação são ações corretivas de conservação.

Ainda, apesar de no quadro anterior estar listado as técnicas menos comuns,


não significa que elas não vão aparecer em provas. Então tomem o cuidado de
estuda-las sempre que possível.

(TRT-23/2011 – FCC) A fim de proteger os


documentos em suporte-papel, utiliza- se a
técnica da encapsulação, que consiste em

A) encerrá-los em recipiente hermeticamente fechado, submetendo-os a


fumigação.
B) colocá-los entre duas superfícies de poliéster transparente cujas bordas são
seladas.
C) reunir as folhas avulsas entre capas, fixando-as por meio de adesivo.
D) preencher suas eventuais falhas com polpa de papel, de forma manual ou
mecânica.
E) utilizar agentes químicos para destruir insetos e micro-organismos xilófagos.

Resolução

Aprendemos que a encapsulação consiste em envolver o documento em


películas de poliéster é selar suas faces com fita adesiva de duplo revestimento.
Sendo assim, está correta a alternativa de letra “B”.

Por questões didáticas, vamos analisar as demais alternativas.

A alternativa “A” refere-se à desinfestação, que NÃO É uma ação de


restauração.

A alternativa “C” não trata de nenhuma técnica de conservação ou restauração.

A alternativa “D” refere-se à reintegração ou reenfibragem.

A alternativa “E” refere-se à fumigação.

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Exercícios

01 – (CFET Celso Suckow da Fonseca/2014 – Cesgranrio) Os documentos


digitais são suscetíveis à degradação física dos seus suportes, a intervenções
não autorizadas e à obsolescência tecnológica. O resultado disso é a sua

A) avaliação ou triagem
B) organização ou ordenação
C) gestão ou administração
D) identificação ou descrição
E) adulteração ou destruição

Comentário: Os documentos digitais, entre outras desvantagens, apresentam


a possibilidade de alterações em seu conteúdo, devido à facilidade com que os
dados registrados em seu suporte podem ser manipulados. Isso faz que não
seja tão seguro utilizá-los, especialmente

Gabarito: Letra “E”

02 – (CFET Celso Suckow da Fonseca/2014 – Cesgranrio) Alguns municípios do


Brasil são cortados por rios nos quais, em épocas de chuvas, podem ocorrer
inundações e, em alguns casos, os acervos arquivísticos podem ser danificados
por água. Se um acidente ocorrer e os documentos contidos em fita magnética
ficarem encharcados, é preciso manusear os documentos com cuidado,
removendo quaisquer embalagens de papel. Além disso, esses documentos não
devem ser

A) limpos
B) abertos
C) higienizados
D) rebobinados
E) separados

Comentário: A água é um dos principais agentes de deterioração dos


documentos em qualquer suporte, inclusive a curto e curtíssimo prazo!

O primeiro passo para o restauro de documentos danificados por água é a


retirada do mesmo, ou ao menos do seu excesso, para em seguida manipular o
material com bastante cuidado e perícia.

No caso das fitas, elas são formadas por duas camadas de poliéster coladas
uma a outra, e a informação registrada por pequenas “falhas” em sua
superfície, conhecidas como ranhuras, e que podem ser lidas por equipamentos

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específicos. Caso haja o contato com água, o material que serve de cola para
essas camadas sofre reação e se “desmancha”, fazendo com que o
equipamento não mais compreenda a mensagem gravada na superfície das
lâminas de poliéster.

Sendo assim, essas fitas não podem ser rebobinadas até que a água em
excesso seja retirada e o material “cola” recupere suas propriedades.

Gabarito: Letra “D”

03 – (CFET Celso Suckow da Fonseca/2014 – Cesgranrio) Se o arquivo de uma


cidade do interior do Rio de Janeiro for inundado pelo transbordamento de um
rio, e parte do acervo arquivístico ficar flutuando na água, a equipe do arquivo,
com base nas recomendações para resgate de acervos arquivísticos danificados
por água, deve utilizar um material para coletar os documentos. O material
mais adequado é a(o)

A) pá de nylon
B) peneira de pedreiro
C) lona de plástico
D) balde de plástico
E) carrinho de metal

Comentário: De acordo com as recomendações para o resgate de acervos


arquivísticos danificados por água (aqui), o material mais indicado para
documentos que estejam flutuando sobre a água é a peneira de pedreiro, que
deve estar em quantidade suficiente para equipar pelo menos a metade do time
de resgate.

Gabarito: Letra “B”

04 – (CFET Celso Suckow da Fonseca/2014 – Cesgranrio) Se o arquivo da


secretaria escolar de uma universidade for atingido por água, e os documentos
encadernados ficarem encharcados, a equipe de arquivistas, visando a salvá-
los, deve

A) congelar os documentos para evitar micro-organismos.


B) colocar os documentos ao sol para secar.
C) utilizar lâmpadas para acelerar a secagem dos documentos.
D) manter os documentos na água para soltar as colas.
E) utilizar água com cloro para clarear as fibras dos documentos.

Comentário: A água, além de favorecer reações químicas danosas, também


torna o ambiente propício à proliferação de pragas, como os insetos xilófagos

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(comedores de celulose, como baratas, traças, cupins, etc.), além de fungos e


bactérias.

O melhor a se fazer, neste caso, é congelar os documentos, pois o ambiente


muito frio não é o ideal para esses microrganismos.

Gabarito: Letra “A”

05 – (CFET Celso Suckow da Fonseca/2014 – Cesgranrio) Em um treinamento


para arquivistas, um especialista em conservação preventiva orienta sobre o
uso de invólucros de papel para a guarda de documentos de valor permanente.
Ele alerta para o fato de que os invólucros devam ser constituídos com pH
alcalino, portanto, com baixo conteúdo de

A) lignina
B) fibra
C) resina
D) albúmen
E) colódio

Comentário: A lignina é uma substância presente no papel, junto com a


celulose. Entre suas características está o fato de escurecer quando em contato
com a luz ou o oxigênio, o que traz o aspecto “envelhecido” ou “amarelado” do
papel depois de algum tempo.

Durante o processo de produção do papel, pode ser retirada boa parte da


lignina, mas este processo é mais trabalhoso, o que aumenta o custo final do
produto, além de essa retirada não ser total.

Gabarito: Letra “A”

06 – (IBGE/2010 – Cesgranrio) Em um depósito de arquivo com temperatura


acima de 25 ºC e umidade relativa do ar acima de 60%, é comum o
aparecimento de fungos, bactérias e seus esporos, que são transmitidos por
contato e pelo movimento do ar. Os arquivistas conhecem esses elementos
nocivos como

A) microfilos.
B) micro-organismos.
C) macrofilos.
D) microfobos.
E) macro-organismos.

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Comentário: Segundo a terminologia arquivística, os microrganismos são


fungos, bactérias e esporos, assim como qualquer organismo microscópico que
pode viajar e ser transmitido por contato e pela circulação do ar.

Gabarito: Letra “B”

07 – (IBGE/2010 – Cesgranrio) Para a organização de arquivos considerados


históricos é muito importante saber que o papel envelhece, tornando-se
amarelado e quebradiço, dependendo dos agentes agressores a que o
documento esteja exposto. Pode acontecer o rompimento de polímeros e das
pontes de hidrogênio que estão presentes na constituição da(o)

A) celulose.
B) tinta.
C) borracha.
D) plástico.
E) ar.

Comentário: Esta questão exige um conhecimento básico de química. A


celulose é um carboidrato formado também pelas pontes de Hidrogênio, que
são responsáveis por dar formato fibroso e resistência à estrutura.

Quando em contato com a luz e outros elementos, as pontes de Hidrogênio se


rompem, diminuído a resistência e elasticidade da fibra de celulose.

Gabarito: Letra “A”

08 – (IBGE/2010 – Cesgranrio) Com relação ao acondicionamento de


documentos, assinale a opção correta.

A) Considerando a relação custo-benefício, recomenda-se guardar os


documentos em caixas, pastas e envelopes comuns.
B) Acondicionamento é a sequência de operações intelectuais e físicas que
corresponde à guarda ordenada de documentos.
C) O mobiliário do arquivo deve ser confeccionado e posicionado segundo as
normas relativas à qualidade e resistência das peças e as normas de segurança
no trabalho, além de proteger contra danos físicos ou químicos e permitir o
acesso fácil e seguro aos documentos.
D) Ao acondicionar documentos de grandes formatos, como mapas, plantas e
cartazes, deve-se dobrá-los cuidadosamente, segundo as medidas da
embalagem, para evitar que partes do documento saiam do invólucro e sejam
danificadas.

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E) Registros magnéticos devem ser armazenados em móveis especiais de


madeira, porque o mobiliário de aço atrai campos magnéticos que podem
causar a perda dos dados.

Comentário: Esse tipo de questão envolve a análise de item a item, então


vamos lá:

A letra “A” está incorreta, pois independente do custo, os documentos devem


ser acondicionados em invólucros apropriados. Além do mais, o custo de não-
fazer agora pode ser muito maior no futuro (danos irreparáveis).

A letra “B” está incorreta, pois traz o conceito de armazenamento, que é o


arquivamento propriamente dito.

A letra “C” está correta.

A letra “D” está incorreta, pois não é recomendável, em hipótese alguma,


dobrar os documentos. Eles devem ser guardados totalmente abertos, na
direção horizontal ou vertical, ou enrolados nos tubos apropriados.

A letra “E” está incorreta, pois não é recomendado utilizar mobiliários de


madeira. A madeira tende a atrair os insetos xilófagos, além de apodrecer e
favorecer o aparecimento de microrganismos, ou mesmo servir de combustível
no caso de incêndios.

Gabarito: Letra “C”

09 – (BNDES/2010 – Cesgranrio) O responsável pela divisão de arquivo de um


banco, preocupado com a degradação dos documentos, solicitou a análise
química de todo o acervo. O laudo apresentado informou que a destruição da
cola dos documentos acontecia em virtude do ataque por fungos proteolíticos,
que tornava a documentação higroscópica frágil e vulnerável, causando a
contaminação por esses fungos. Diante do laudo técnico, o responsável pelo
arquivo estabeleceu, num primeiro momento, uma medida de profilaxia que
consistia em

A) limpeza com hipocloritos.


B) desinfestação com pentaclorofenaco de sódio.
C) higienização periódica.
D) compactação antifúngica.
E) fumigação com gás etileno.

Comentário: A questão pode assustar um pouco devido aos nomes


apresentados nas alternativas, mas ainda assim é bem simples.

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A presença dessa cola, POR SI SÓ, não é fator suficiente para causar a aparição
dos microrganismos, apesar de favorecê-la. Outro fator, que contribui ainda
mais, é a presença de sujidades, acompanhada de manutenção incorreta e falta
de organização dos documentos (sempre fica um cantinho sem limpar!).

Gabarito: Letra “C”

10 – (BNDES/2010 – Cesgranrio) Um conservador realizou um diagnóstico


sobre a ambiência de um depósito, no Rio de Janeiro, para armazenamento de
documentos. Apresentou o seguinte relato: as condições climáticas desse
depósito não estão em consonância comas Normas, por isso os documentos
estão quebradiços. Recomendo, para uma eficiente conservação, valores
constantes de 10 °C e 40% de URA. Ao ler esse diagnóstico, o arquivista
percebeu que os parâmetros apresentados pelo conservador estão equivocados,
pois os corretos valores para uma boa conservação são, respectivamente,

A) 40 °C e 20% URA.
B) 30 °C e 30% URA.
C) 20 °C e 60% URA.
D) 10 °C e 30% URA.
E) 00 °C e 40% URA.

Comentário: Apesar da falta de consenso entre os profissionais e,


consequentemente das bancas, podemos apontar um dado comum, que é mais
utilizado, além de recomendado pelos documentos de órgãos oficiais como os
arquivos públicos e o CONARQ.

A temperatura ideal para documentos de papel deve estar em torno de 16 e


22º, enquanto a URA deve estar em torno de 55 a 65%. Então as medidas que
mais se aproximam dessas são as apresentadas na alternativa de letra “C”.

Gabarito: Letra “C”

11 – (BNDES/2010 – Cesgranrio) A climatização dos ambientes arquivísticos é


um fator especialmente importante para a preservação de acervos
documentais. Ela implica o controle eficiente de temperatura e de umidade
relativa do ar nos ambientes dos depósitos de arquivamento e na guarda de
documentação. A prática dos conservadores tem levado à implantação de
sistemas de controle desses elementos, fundamentais à conservação de
acervos. Assim, o controle da climatização deve ser realizado por meio da
leitura de aparelhos colocados nos depósitos arquivísticos, que são

A) hidrômetro, densitômetro e termômetro.


B) higrômetro, termo-higrógrafo e termômetro.

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C) termógrafo, higrógrafo e termossensor.


D) desumidificador, exaustor e vaporizador
E) ventilador, condensador e hidrotermostato.

Comentário: Os fatores a serem controlados e monitorados, quando se trata


de climatização, são a temperatura e a umidade.

A umidade pode ser controlada e monitorada pelo higrômetro, que serve para
medir a umidade da atmosfera. A temperatura pode ser controlada e
monitorada pelo termômetro. O termo-higrômetro é uma ferramenta que
unifica as duas anteriores, sendo mais indicada para depósitos de documentos
de menor extensão (um aparelho dois-em-um sai mais barato também).

Gabarito: Letra “B”

12 – (IEA-RJ/2008 – Cesgranrio) A determinação de um espaço físico para


abrigar um arquivo exige cuidados importantes como o controle de luz,
umidade, temperatura, poeira e gases, visando à

A) oscilação das fibras.


B) umidade documental.
C) conservação do acervo.
D) parcimônia da intempérie.
E) laminação dos documentos.

Comentário: Essas ações são preventivas, ou seja, buscam reduzir a ação de


agentes danosos, ou mesmo o risco de deterioração dos documentos.

Como são medidas preventivas, tratam-se de ações de conservação de


documentos.

Gabarito: Letra “C”

13 – (ANP/2008 – Cesgranrio) Um arquivo bem cuidado exige atenção


constante em relação à luz do dia (que deve ser abolida na área de
armazenamento), à temperatura (que não deve sofrer oscilações graves), à
poeira e aos gases (que contribuem para o envelhecimento do papel). Para
evitar esses danos aos documentos, utilizam-se operações específicas da

A) laminação
B) conservação
C) umidificação
D) flexibilização
E) desinfestação

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Comentário: Para evitar esses danos devemos utilizar operações de


conservação, que possuem caráter preventivo. Ou seja, deve haver controle da
luminosidade (que deve ser artificial), equipamento para controlar a umidade e
temperatura local e atividades de limpeza e higienização periódica, além de
equipamentos padronizados e adequados, e de treinamentos aos usuários dos
documentos sobre a melhor maneira de utilizá-los!

Essas medidas são eficientes na redução de danos causados aos documentos,


visto que diminuem a ação dos agentes de deterioração.

Gabarito: Letra “B”

14 – (TCE-RO/2007 – Cesgranrio) Os cuidados com a conservação de arquivos


abrangem também os documentos que fazem parte do acervo e o local em que
os arquivos estão colocados. Com base nessa assertiva, marque a única
afirmação correta.

A) A luz do dia, natural, não afeta o acervo do arquivo


B) A luz artificial pode ser usada à vontade, pois não oferece risco algum ao
acervo do arquivo.
C) As operações de conservação de documentos são: limpeza, alisamento e
restauração
D) O banho de gelatina é um processo de desinfestação que aumenta a
resistência do documento
E) Documentos textuais terão suas fibras enfraquecidas se forem expostos à
variação de temperatura

Comentário: Neste tipo de questão devemos analisar item a item:

O item A está incorreto, pois a luz, natural ou artificial, afeta os documentos.

O item B está incorreto pelo mesmo motivo da anterior.

O item C está incorreto, pois estas são operações corretivas, e a conservação


tem caráter preventivo.

O item D está incorreto, pois o processo de desinfestação é a fumigação. O


banho de gelatina é a imersão do documento em produto específico que
aumenta a resistência contra os ataques de fungos.

O item E está correto!

Gabarito: Letra “E”

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E acabamos aqui com este assunto e esta aula demonstrativa.

Vejam que o assunto é dos mais simples! Em termos de dificuldade, não


acredito que chegue a ser obstáculos a vocês. Contudo, atenção aos detalhes,
pois são com eles que as bancas trabalham os assuntos “fáceis”. Concluindo a
análise do conteúdo, percebam que é bem prático. E até o estudado nesta aula
pode ser aprendido sem maiores dificuldades com apenas algumas horas de
dedicação.

Nesta aula foi apresentada a vocês a minha didática: apresentação do


conteúdo, resolução de questões pertinentes, lista de exercícios retirados de
provas anteriores e com comentários. Há apenas duas considerações que
gostaria de colocar: a primeira é que vou utilizar questões mais frequentes do
Cespe/UnB e Fundação Carlos Chagas, e as mais atuais possíveis; sempre que
possível vou colocar as mais diversas modalidades possíveis. E a segunda é que
este curso é totalmente aberto às suas sugestões e críticas, então vocês devem
ficar à vontade para sugerir mudanças na estrutura das aulas ou quaisquer
outras ideias que possam ter. Este curso é feito para vocês, então que também
seja feito por vocês!

Em nossa primeira aula vamos continuar/começar os estudos conforme o nosso


programa. Saibam que estou sempre à disposição e pronto para ajudá-los no
que me for possível!

Mais uma vez sejam todos muito bem-vindos, vamos arregaçar as mangas e
pôr a mão na massa, pois o trabalho é grande e tempo perdido não volta!

Forte abraço, bons estudos e aguardo a todos para nossa primeira aula!

Prof. Mayko Gomes


Julho/2015

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