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Edição 1

Agosto 2010

Edição 1 Agosto 2010 Formação & Negócios ISSN: 1647 - 7545 Isabel Amaral A importância do
Edição 1 Agosto 2010 Formação & Negócios ISSN: 1647 - 7545 Isabel Amaral A importância do

Formação

&
&

Negócios

ISSN: 1647 - 7545

Isabel Amaral A importância do Protoloco e Imagem na Organização de Eventos “A imagem de
Isabel Amaral
A importância do Protoloco e Imagem na Organização de Eventos
“A imagem de quem está a dar a cara pelo evento poderá contribuir para o
sucesso ou insucesso do mesmo.”

SUMÁRIO

ESTUDO

Conhece o Suporte Básico de Vida? pág. 4

F&N EM CONTACTO

O cliente mais antigo da Visar

pág. 6

ALTA DEFINIÇÃO

Isabel Amaral - Especialista em Protocolo pág. 10

ENTREVISTA

Sistema de Normalização Contabilística Vs Plano Oficial de Contabilidade | pág. 14

PONTO DE VISTA

A empresa de uma vida, por Fátima Mendes

pág.18

SERVIÇOS

Financiamentos | pág. 20

CRÓNICA

E ainda, Portugal! por Rui Pio | pág 22

4 PERGUNTAS A

Mafalda Isaac, Partner B-Training, Consulting pág. 5

À LUPA

Estratégia: a disciplina de fazer as coisas, por Carlos Sá | pág. 8

À LUPA

Boa Liderança vs Má liderança, por Paulo Alcobia pág. 13

À LUPA

Vendas a retalho, por Sílvia Ferreira pág. 17

PRODUTOS

Liberty Protecção Família | pág.19

NOTÍCIAS/EVENTOS

ENB e Visar social | pág. 21

CONTACTOS ÚTEIS

Espaços Visar e outros contactos | pág. 22

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FICHA TÉCNICA

Formação&Negócios - Agosto 2010

Propriedade

Escola de Negócios das Beiras Visar - Consultores Associados

Contactos

geral@escoladenegocios.com geral@visar.pt Tlf (ENB): 232 415 999 Fax: 232 415 083 Tlf (Visar): 232 416 689 Fax: 232 415 102

Directora Editorial

Marta Oliveira

Directora de Redacção

Marta Oliveira

2 Formação&Negócios

Redacção

Filipe Ventura; Marta Oliveira; Sofia Silva; Sónia Mesquita

Colaboração

Carlos Sá; Fátima Mendes; Fernando Car- doso; Filipe Ventura; José Rodrigues; Paulo Alcobia; Rui Pio; Sílvia Ferreira; Sofia Silva; Sónia Mesquita

Fotografia

Arquivo fotográfico da ENB e Visar

Acabamentos gráficos e Impressão

www.tipbeiraalta.com

Tiragem

1000 exemplares

Periodicidade

Bimestral Assinatura: €12 ISSN: 1647 - 7545 Depósito Legal: 313189/10

Agosto de 2010

D as cerca de 350 mil empre-

sas existentes em Portugal, a

esmagadora maioria - 99,7%

- são pequenas e médias empresas (PME), que geram 57,8% do volu- me de negócios total das socieda- des não financeiras.

Estas PME empregam 2,1 milhões de trabalhadores, 72,4% do total do pes- soal afecto ao tecido empresarial por- tuguês, e são responsáveis por 60% do investimento empresarial.

Estas são algumas das característi- cas do universo das micro, pequenas

e médias empresas em Portugal, de

acordo com os Estudos sobre Estatísti- cas Estruturais das Empresas de 2008, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De entre as 349 mil PME existentes no nosso país, a sua grande maioria são micro, representando 85% do total e empregando 26,9% do total da popu- lação activa que trabalha nas empre- sas não financeiras.

A facturação registada pelas PME em

2008, de 201,7 mil milhões de euros, reflectiu um crescimento anual de 1,7%, apesar de se situar 2,4 pontos percentuais abaixo da evolução verifi- cada no volume de negócios do con- junto das sociedades.

EDITORIAL

O estudo do INE salienta ainda o

crescimento que tem vindo a ser evi- denciado pelas empresas de tecno- logias de informação e comunicação (TIC), que representavam, em 2008, 1,7% das PME portuguesas. No que respeita ao emprego, as TIC emprega- vam quase 41 mil trabalhadores , valor que representava um aumento de 6,9% face ao ano de 2007. No total das PME, o crescimento do emprego não tinha ido além dos 0,2%, nos dois anos em análise.

Este estudo mostra que Portugal é um país que no mínimo tem 350.000 em- presários que resolveram meter mãos

à obra e agir. Essa acção criou mais de 2 milhões de empregos.

O que nós queremos neste momento

é mais acção, mais inovação, mais tra-

balho, mais dedicação, mais produção.

È sem dúvida um momento sensível

do ponto de vista económico, mas é

nestas épocas em que as dificuldades

se transformam em oportunidades.

Não perder o tino é essencial.

E os números falam por si! Urge uma

análise detalhada ao sector do Es- tado. Talvez com estes dois estudos existam condições objectivas para de- cidir, para avançar, para mudar, para

modernizar…para ganhar!

Obrigado a si, que resolveu agir!

Fernando Cardoso

ganhar! Obrigado a si, que resolveu agir! Fernando Cardoso A g o s t o d
ganhar! Obrigado a si, que resolveu agir! Fernando Cardoso A g o s t o d

ESTUDO

A morte súbita é uma das principais causas de morte em todo o mundo.

Sabia que, em 80% dos casos, a falta de reconhecimento dos sintomas e da valorização dos mesmos leva à morte das vítimas, em ambiente extra-hospitalar?

Conhece o Suporte Básico de Vida?

e da valorização dos mesmos leva à morte das vítimas, em ambiente extra-hospitalar? Conhece o Suporte

Segundo um estudo realizado, a uma

pessoas está a respirar ou não, sendo

amostra de 385 inquiridos, conclui-se que apenas 9,9% conhecem a mano- bra de respiração boca-a-boca; 84,2% domina a técnica de compressão torácica e destes, apenas 79,9% con- hecem a sua finalidade. Por não pos- suírem informações necessárias, ape- nas 14,5% sabe colocar correctamente

que um deles foi a presença de pulso. Verificou-se que as pessoas con- fundem a técnica desobstrução das vias aéreas com a respiração boca- a-boca. 40% dos inquiridos con- hecem a técnica e 10% não sabe como a realizar correctamente. No entanto, mais de 55% dos inquiri-

a

vítima, para realizar a compressão

dos não realizaria a respiração arti-

torácica. Esta falta de informação ade- quada, pode levar as pessoas a prestar um atendimento incorrecto às vítimas.

ficial em desconhecidos, pelo medo de transmissão de doenças e 34%, por afirmar não conhecer a técnica.

O

Suporte Básico de Vida é entendido

O estudo realizado permitiu concluir

como uma primeira abordagem à víti-

que os inquiridos não possuem con-

ma

que implica a desobstrução das vias

hecimento suficiente sobre Suporte

aéreas, a ventilação e a circulação arti- ficial. Aliadas a esta abordagem, estão

Básico de Vida e que, além de incom- pletos, alguns são incorrectos poden-

as

etapas do SBV. O reconhecimento

do comprometer o socorro prestado.

da

paragem cardíaca e a rápida acção

Atenta a estas necessidades, a Escola

de

um indivíduo que possua conhe-

de Negócios das Beiras, tem no seu

cimentos em SBV levam à prevenção

plano formativo um Curso de Suporte

de

sequelas miocárdicas e cerebrais.

Básico de Vida. Contará com o Enfer-

Existe, portanto, um conjunto de fac- tores que o socorrista deve dominar para que a sua intervenção seja bem sucedida. A começar pela avaliação da respiração, deve VER se existe

meiro Nelson Martins, como formador. Para além de ser enfermeiro nos Cuida- dos Intensivos Coronários, acompanha ainda a Viatura de Emergência Médica e Reanimação (INEM), no Hospital de

movimentação torácica; OUVIR se

S. Teotónio, em Viseu. É importante ter

ruído de ar durante a respiração e

em consideração que a cada minuto

SENTIR se existe o fluxo de ar. Neste estudo, 75,8% dos inquiridos iden- tificaram de imediato estes factores

que passa a taxa de sobrevivência diminui 10% e que o SBV triplica a taxa de sobrevivência dos colapsos

e

14% respondeu que conhecem

súbitos em Fibrilhação Ventricular.

outros factores para determinar se a

4 Formação&Negócios

Suporte Básico de Vida
Suporte Básico
de Vida

25 de Setembro de 2010 Duração: 7horas

Noções Básicas de Socorrismo
Noções Básicas de
Socorrismo

Início: 20 de Setembro de 2010 Duração: 20horas

2010 Duração: 7horas Noções Básicas de Socorrismo Início: 20 de Setembro de 2010 Duração: 20horas Agosto

Agosto de 2010

4 PERGUNTAS A

Mafalda Costa Isaac

Partner B-Training, Consulting

Muitos são os profissionais, das mais variadas áreas, que por motivos diversos sentem necessidade de tirar o cur- so de Formação Pedagógica Inicial de Formadores. No entanto, tem-se verificado, cada vez mais, um aumen- to da procura do curso, por jovens desempregados, pois consideram-no como uma mais valia para o seu futuro profissional. Confuso? Mafalda Isaac explica como fun- ciona.

Confuso? Mafalda Isaac explica como fun- ciona. Formação&Negócios:Quem são as pessoas que procuram a
Confuso? Mafalda Isaac explica como fun- ciona. Formação&Negócios:Quem são as pessoas que procuram a

Formação&Negócios:Quem são as pessoas que procuram a Formação Inicial Pedagógica de Formadores (FIPF)? Quais são as suas maiores ne- cessidade? Mafalda Costa Isaac: A FPIF é procu- rada por profissionais que pretendam vir a exercer a actividade de Formador nas mais variadas áreas psicossociais ou técnicas, ou por indivíduos que pretendam desenvolver e aprofundar algumas competências pedagógicas. Neste sentido, este curso é habitual- mente frequentado por indivíduos com ou sem experiência em forma- ção de adultos, os quais pretendem desenvolver e aprofundar os seus conhecimentos e competências ao nível dos metódos e técnicas pe- dagógicas, sustentar os seus compor- tamentos por orientações pedagógi- cas, melhorar a sua performance ao nível do planeamento e avaliação da formação. No caso dos indivíduos sem experiência profissional na área pedagógica, temos registado uma maior incidência na necessidade em abordar conteúdos com um carácter comportamental, como a aplicabili- dade e o ajustamento do processo co- municacional, a gestão de conflitos, a temática da liderança na Formação de Adultos, entre outros.

F&N: De que forma este curso prepara os interessados? MCI: Sendo a B-Training Consulting uma empresa especializada na For- mação de Adultos, os formandos do curso de FPIF serão preparados para se distinguir no mercado da formação profissional como formadores/consul- tores de formação com uma sensabili- dade única para trabalhar as questões

Agosto de 2010

da aprendizagem dos adultos - públi-

co habitual da formação profissional. Assim, tendo em vista a qualidade de formação, esta é sempre desenvolvi- da com uma componente essencial- mente prática e adaptada ao grupo de formação, o que permite aos futuros formadores experienciarem uma série de situações mobilizadas.

A título de exemlpo é de referir o facto

de, no decorrer do curso, é solicitado aos formandos que elaborem um tra- balho ao nível da Consultoria de For- mação, através do planeamento uma acção de formação, que servirá como ponto de partida para o trabalho a desenvolver no último módulo - Simu- lação Pedagógic Final - onde deverão aplicar todos os conteúdos abordados

e apreendidos ao longo do curso. Pre- paramos assim, os nossos formandos

a assumirem futuras tarefas enquanto formadores-animadores e forma- dores-consultores.

F&N: Na prática, a FPIF tem correspon- dido às expectativas dos alunos? MCI: O curso de FPIF realizado pela B-Training, tem vindo ao longo dos anos de realização, correspendido e ultrapassado as expectativas dos nos- sos Formandos. Destacando alguns dos testemunhos dos nossos for-

mandos: “

quanto pessoa

enriqueceu-me

“curso que se pode

dizer dos melhores”; “

muito en-

”,

uma

mais valia

e enriquecedor na minha vida pes-

soal e profissional”; “

a diferença entre passar informação e

formar”; “conjunto de conhecimentos enriquecedores que nos foi transmit- ido e que seguramente serão muito importantes para o futuro de cada um de nós em particular”.

constatar

pude

F&N: O que é a Bolsa de Formadores e como funciona? MCI: A Bolsa Nacional de Formadores permite a cada formador disponibilizar o seu currículo profissional, permitin- do o acesso por parte de entidades formadoras a informações como as habilitações académicas, frequência de formação profissional e experiência profissional e formativa. Assim, através desta Bolsa as entidades formadoras poderão obter informação actualizada relativa aos formadores certificados a nível nacional, por região e por áreas de formação. Para se inscrever na Bolsa Nacional de Formadores, o formador neces- sita apenas de aceder ao site da NetBolsa(http://netbolsaformador. iefp.pt/IEFP_bf/). Contudo, neces- sitará das credenciais de acesso (uti- lizador e palavra-chave), as quais são remetidas com o CAP (Certificado de Aptidão Profissional) de Formador. Os utilizadores poderão posteriormente actualizar, sempre que necessário, as informações disponibilizadas relativas ao seu curriculum profissional. Após a conclusão do curso, execu- tamos todos os procedimentos ne- cessários inerentes ao pedido de emissão do CAP e inscrição dos for- mandos na Bolsa. Neste sentido, con- tornamos a necessidade de desloca- ção de cada formando junto do IEFP, com o intuito de conclusão dos pro- cessos inerentes ao pedido de adims- são do CAP e inscrição na Bolsa Nacio- nal de Formadores.

inerentes ao pedido de adims- são do CAP e inscrição na Bolsa Nacio- nal de Formadores.

Formação&Negócios 5

F&N EM CONTACTO

O cliente mais antigo da Visar

As empresas funcionam bem, se conseguirem manter o con- tacto permanente com os seus clientes e fornecedores. É cada vez mais importante que todos os elemen-

tos que a constituem, sejam ouvidos e acompanha- dos. Daqui resulta a satisfação e “fidelização” do cliente.

É,

to preza, que os clientes se mantêm connosco. Durante anos.

proximidade, que a Visar tan-

talvez,

por

esta

relação

de

Localizada em Santa Comba Dão, a Prixmer, Consultoria para Negócios e Gestão, Lda, descobriu a Visar há doze anos e desde então tem sido acompanhada pelos nossos serviços.

e desde então tem sido acompanhada pelos nossos serviços. Formação&Negócios: Fale-nos da Prix- mer. Em que

Formação&Negócios: Fale-nos da Prix- mer. Em que consiste a sua actividade.

José Carlos: A Prixmer comercializa produtos não especificados. Fazemos também consultoria na área comer- cial, embora agora não seja a nossa actividade principal. Vendemos, mais ou menos, tudo que se pode vender. Estamos a falar de produtos de papelaria, produtos de higiene, detergentes, para consumo pessoal e industrial. No fundo, temos toda essa panóplia de artigos não especificados.

O que também verifico em algumas

empresas, é que reduzem o núme- ro de empregados, não tanto pela questão da crise, mas por outro tipo de questões. Por exemplo, conheço uma

empresa em que os sócios se sepa- raram e despediram algumas pessoas. Não foi pela crise, mas porque houve necessidade de reajustar a estrutura e prioridades da empresa.

F&N: Como classifica a ajuda do Esta- do, em relação às PME’s? JC: Relativamente aos
F&N: Como classifica a ajuda do Esta-
do, em relação às PME’s?
JC: Relativamente aos quadros exis-
tentes, sinceramente nunca concorri.
F&N:Tornou-se cliente da Visar há 12
anos. Como é que teve conhecimento
da Visar e dos serviços que prestava
nessa altura?
O que acho que o Estado devia fazer,
era controlar melhor alguns bens e
serviços, como por exemplo os com-
JC: Lembro-me bem. Na altura foi uma
pessoa amiga, que já conhecia a Visar
e me recomendou os seus serviços.
bustíveis. São preços absurdos, e quem
tem que se deslocar diariamente de
carro, tem uma despesa enorme, que
poderia ser reduzida para metade e
isso sim, ajudaria muito no final do
mês…
F&N: Todos os dias somos ‘’bom-
bardeados’’ com as questões da crise.
De que forma a crise o afectou a si, ou
aos seus clientes?
F&N: Tenho que lhe perguntar…Como
é que a ‘’relação’’ entre a Prixmer e a
Visar?
JC: Eu acho que se fala mais do que na
realidade se sentiu ou ainda sente.
É claro que o poder de compra de
alguns clientes diminuiu e houve até
outros que fecharam. Mas isso acon-
tece todos os dias.
JC: É boa, não tenho nada a dizer, a
não ser que se recomenda!
Acho que devem continuar a fazer
este tipo de entrevistas e falar com os
clientes. É uma boa ideia!

6 Formação&Negócios

Agosto de 2010

“Devemos estar sempre preparados para qualquer imprevisto” PRODUTOS/SERVIÇOS - Acidentes de Trabalho; - Acidentes

“Devemos estar sempre preparados para qualquer imprevisto”

PRODUTOS/SERVIÇOS

- Acidentes de Trabalho;

- Acidentes Pessoais;

- Saúde;

- Automóvel;

- Multirriscos;

- Vida;

SEGURADORAS

- Saúde; - Automóvel; - Multirriscos; - Vida; SEGURADORAS - Responsabilidade Civil O QUE NOS TORNA
- Saúde; - Automóvel; - Multirriscos; - Vida; SEGURADORAS - Responsabilidade Civil O QUE NOS TORNA
- Saúde; - Automóvel; - Multirriscos; - Vida; SEGURADORAS - Responsabilidade Civil O QUE NOS TORNA

- Responsabilidade Civil

O QUE NOS TORNA ESPECIAIS?

Existência de Protocolos Especiais, com particulares e colectivos:

- Professores;

- Funcionários Públicos Administrativos;

- Forças Militarizadas;

- Advogados;

- Agências de Viagens;

- Agências Financeiras;

Advogados; - Agências de Viagens; - Agências Financeiras; - Profissionais de Saúde Preços sob consulta Para

- Profissionais de Saúde

Preços sob consulta Para mais informação visite o site www.visar.pt

À LUPA

À LUPA Carlos Sá A estratégia empresarial é uma das áreas mais fascinantes do mundo da

Carlos Sá

A estratégia empresarial é uma das

áreas mais fascinantes do mundo

da empresa. É através dela que ma- terializamos as nossas ideias para

o negócio e desenhamos a forma

como vemos as coisas e como pre- tendemos que elas aconteçam. Existem muitas ideias preconce- bidas em relação aos elementos e forma sob a qual desenvolvemos uma estratégia. Evidentemente que em empresas de grande di- mensão, com um vasto número de colaboradores, a informação sobre

a estratégia terá de ser consolidada em documentos mais complexos, com diferentes níveis de acesso e com variados temas relacionados:

finanças, marketing, recursos hu- manos, tecnologia

O que convém não esquecer é que

a estratégia nasceu no seio das

empresas, por inspiração militar, para ajudar a empresa a encontrar

o seu caminho e chegar aos seus

objectivos, contornando a concor- rência e ganhando consumidores no mercado. Tal como os militares, nas grandes batalhas, os gestores precisam de concentrar as suas atenções em não mais de três ou quatro aspectos e através deles conseguir travar a incapacidade natural que as empresas têm para não fazer nada.

Ninguém duvida da capacidade militar em planear uma acção. Também ninguém duvida que nas empresas existem dezenas de

‘‘powerpoints’’ sobre coisas para fazer. O problema muitas vezes

está em fazer as coisas

Ou melhor,

fazer as coisas que devem ser feitas.

8 Formação&Negócios

Estratégia: a disciplina de fazer as coisas

Nenhuma estratégia terá sucesso se no seu processo de planea- mento não levarmos em linha de conta a capacidade que temos para a executar. A execução é parte integrante da estratégia e não pode ser vista como algo que “os outros vão fazer”. Diria mesmo que a maior tarefa de um líder empresarial é executar a estraté- gia. Se não conseguirmos pôr em prática as nossas ideias, ninguém vai compreender o que queremos fazer, principalmente o cliente.

O que os nossos clientes compram

são produtos ou serviços que re- sultam dos “powerpoints”. Eles não compram os “powerpoints”!

É aqui que entra a maior tarefa do

líder da empresa- fazer com que a estratégia seja implementada, tal como numa batalha. Para que tudo

corra bem, temos de a implemen- tar com disciplina. Esta tarefa pode ser dividida em três grandes áreas:

o comportamento do líder, a cria- ção de uma cultura de execução

e a tarefa que nenhum líder pode

delegar: ter as pessoas certas, no lugar certo.

Definir objecitvos claros e as priori- dades, investir tempo a explicar às pessoas o que pretende delas e in- sistir no realismo são os ingredien- tes para que o comportamento de líder seja visto como quem sabe o que quer e como quer que as coi- sas sejam feitas.

Não são precisos grandes estudos ou teorias para criar uma cultura de execução. Primeiro, diga clara- mente o que pretende. Depois, dis- cuta com as pessoas como acham que as coisas devem ser feitas para chegarmos aos resultados e, no final, “premeie” as pessoas por ter- mos chegado aos objectivos.

Finalmente, a selecção das pessoas que vão executar a estratégia, é determinante. Escolher as pessoas certas é talvez a tarefa mais difícil. Muitas vezes não olhamos para as verdadeiras motivações e com- petências das pessoas e com isso deixamos cair tudo por terra.

para as verdadeiras motivações e com- petências das pessoas e com isso deixamos cair tudo por

Agosto de 2010

FORMAÇÃO CONTÍNUA

“Gestão e Inovação nos Negócios”

FORMAÇÃO CONTÍNUA “Gestão e Inovação nos Negócios” Gestão e Estratégia , para assegurar o êxito de

Gestão e Estratégia, para assegurar o êxito de cada projecto | 07/09/10 a 09/11/10 ( 3as e 5as Feiras, das 19h30 às 22h30) |

Contabilidade e Finanças, para garantir o equilíbrio financeiro |13/09/10 a 08/11/10 (2as e 4as feiras, das 19h30 às 22h30) |

Vendas e Marketing, para sustentar uma imagem de excelência | 07/10/10 a 30/11/10 - (3as e 5as Fei- ras, das 19h30 às 22h30) |

Gestão de Recursos Humanos, para cimentar bases de confiança |13/09/10 a 08/11/10 (2as e 4as feiras, das 19h30 às 22h30) |

Desenvolvimento Pessoal e Liderança, para potenciar o crescimento individual |14/09/10 a 11/11/10 (3as e 5as feiras, das 19h30 às 22h30) |

a 11/11/10 (3as e 5as feiras, das 19h30 às 22h30) | Produção e Logística , para

Produção e Logística, para uma melhor optimização de recursos | 27/09/10 a 22/11/10 - (2as e 4as, das 19h30 às 22h30) |

FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Cursos intensivos de Espanhol e Inglês de Negócios:

2ª Ed.: 09/08 a 26/08 3ªEd.: 30/08 a 16/09

de Negócios: 2ª Ed.: 09/08 a 26/08 3ªEd.: 30/08 a 16/09 Em parceria com a B-Training
de Negócios: 2ª Ed.: 09/08 a 26/08 3ªEd.: 30/08 a 16/09 Em parceria com a B-Training

Em parceria com a B-Training Consulting:

Curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores Duração: 90 horas Renovação: 60 horas

Pós - Laboral: 14/09/10 a 19/11/10, 3as, 4as e 5as, das 19h30 às 22h30

Curso de Noções Básicas de Socorrismo Início: 20/09/10, 2a a 5a feira| Duração: 20horas

Curso de Suporte Básico de Vida

Data: 25/09/10 | Duração: 7horas

Para mais informações contacte-nos pelo email: geral@escoladenegocios.com ou pelo telefone 232 415 999

ALTA DEFINIÇÃO

No momento de organizar um evento, são inúmeras as dúvidas que surgem: como elaborar um convite, como receber e tratar as autoridades e convidados, como aplicar a Lei das Precedências, etc. Sendo evidente o aumento de Organizadores de Eventos e, consequentemente, os interessados em actualizar, aplicar e aprofundar conhecimentos nesta área e no domínio do Protocolo, conheça a opinião da especialista Isabel Amaral.

conheça a opinião da especialista Isabel Amaral. 10 Formação & Negócios Formação&Negócios:

10 Formação&Negócios

Formação&Negócios: Todos os dias nos deparamos com eventos. Uns de maior dimensão que outros, mas todos exigem planeamento. Para si, quais os aspectos chave que nunca podem faltar na Organiza- ção de Eventos? E pela sua vasta ex- periência, quais os que falham mais? Isabel Amaral:Na sua pergunta men- ciona o aspecto principal: um bom planeamento é meio caminho anda- do para o sucesso da organização de eventos. O problema é que em muitos casos a decisão de organizar um even- to é tomada com pouca antecedência sem que haja muito tempo para o pre- parar. Os aspectos que falham mais nos eventos são os pequenos deta lhes: os convites que chegaram tarde, as confirmações que são feitas em cima da hora, os horários que não são cum- pridos, uma decoração descuidada, um fundo pouco apropriado, uma sala com os lugares vazios, um arranjo de flores que tapa os oradores, ect. Com mais tempo todos estes pormenores poderiam ser corrigidos para que o evento decorresse sem problemas.

F&N: Considera que a imagem do responsável pela organização do evento, pode reflectir o sucesso ou in- sucesso do mesmo?

IA: Creio que a imagem de quem está

a dar a cara pelo evento pode contri- buir para o sucesso ou insucesso do

mesmo. Ter nervos de aço para manter um ar calmo, sorrir sempre e ter uma

fé inabalável de que no final tudo vai

correr bem são alguns dos requisitos

essenciais nesta profissão. Mas estou a falar apenas de aspectos da imagem que nada tem a ver com a aparência.

O responsável pela organização de

eventos, ao contrário do responsável pelo protocolo, deve ser invisível e até pode estar durante todo o evento a trabalhar vestido com umas calças de gangas em mangas de camisa nos bas-

Agosto de 2010

tidores com a sua equipa de produção. Quem trabalha em eventos sabe que meia hora

tidores com a sua equipa de produção. Quem trabalha em eventos sabe que meia hora antes de tudo começar é um momento aterrorizante. Tive duas alunas a quem dei a oportunidade de colaborar comigo numa inauguração com mais de mil convidados e que me abandonaram a meio dizendo que não conseguiam aguentar o stress. Re- conheço que a adrenalina fica a um nível tão alto que no final do evento quando regresso a casa tenho alguma dificuldade em conseguir adormecer.

“Ter nervos de aço e uma fé inabalável são alguns requisitos essenciais.”

F&N: Relativamente à imagem, con- sidera que os organizadores de even-

tos a valorizam o suficiente? Acha que valorizam mais a imagem e ‘’esque- cem’’ um pouco o protocolo, ou vice- versa?

IA:

O problema é que muita gente ain-

da

associa o protocolo às boas manei-

ras. Só quando se apercebem de que

o protocolo é muito mais do que boa

educação é que o começam a valori- zar. O protocolo para além de ser um conjunto de regras e regulamentos para a organização de cerimónias é também um sistema de comunicação verbal e não verbal, que aplica técni- cas de ordenamento sistemático

ALTA DEFINIÇÃO

o improviso. É bom acreditar que no fim tudo vai correr bem mas se não se tiverem preparado adequadamente,

aplica-se a lei de Murphy do protocolo:

“se alguma coisa puder correr mal, vai

no pior momento.” Será

esse momento que fará a primeira pá- gina nos media quando se tratar de um evento público.

“O Protocolo além de ser um conjunto de regras para organização de ce- rimónias é também um sistema de comunicação verbal e não verbal”

correr mal

sistema de comunicação verbal e não verbal” correr mal F&N: O protocolo deve ser adaptado sempre
sistema de comunicação verbal e não verbal” correr mal F&N: O protocolo deve ser adaptado sempre
sistema de comunicação verbal e não verbal” correr mal F&N: O protocolo deve ser adaptado sempre

F&N: O protocolo deve ser adaptado sempre ao evento Porquê é tão im- portante? IA: O protocolo é o instrumento fun- damental para criar uma harmonia

que evite conflitos e atropelos antes, durante e depois dos eventos. O ges- tor de eventos é, em muitos casos, um grande mestre de cerimónias, com competências e atribuições acresci- das, em áreas onde um chefe de Pro- tocolo não é habitualmente chamado

a intervir como são as da promoção

e cobertura mediática do evento ou até o seu financiamento. Como,

regra geral, o gestor de eventos não

é um profissional do Protocolo, tor-

na-se absolutamente indispensável recorrer aos serviços de peritos em questões de protocolo ou então aumentar os seus conhecimentos através da grande oferta formativa que já existe em Portugal e no es-

trangeiro sobre esta matéria.

e regras de comportamento na orga-

nização de actos públicos ou privados.

O protocolo serve para reforçar a di-

gnidade e legitimidade dos interve- nientes, recorrendo à linguagem cénica para fazer com que todos as- similem, sem necessidade de palavras,

aquilo que se pretende transmitir.

F&N: É convidada inúmeras vezes para falar sobre esta temática. Na sua opinião, quais as maiores dificul- dades que as pessoas sentem quan- do se deparam com a organização de um evento? IA: Existem algumas pessoas que pensam que os organizadores de eventos têm uma visa fantástica, sempre de festa em festa, vivendo momentos memoráveis. Se essas pes- soas soubessem o trabalho que dá criar esses momentos já não teriam tanta inveja daqueles profissionais. A primeira dificuldade a vencer no nos- so país é a propensão nacional para

F&N: Considera que há falta de profis- sionais qualificados nesta área? IA: Há uns anos atrás concordaria consigo mas neste momento existem muitos profissionais qualificados. Lembro-me de que comecei a dar au- las de protocolo numa Pós Graduação em Gestão de eventos na Universi- dade Católica , em 1999. Nessa altura não havia aulas de protocolo em ne- nhum estabelecimento de ensino su- perior em Portugal. Quando, em 2003, concebi e dese- nhei , a pedido do ISLA, a primeira Pós Graduação em Imagem, Protoco- lo e Organização de Eventos, houve quem previsse o seu insucesso por ter tantas horas de ensino sobre proto- colo como sobre imagem e organiza- ção de eventos. Mas valeu a pena cor- rer esse risco e hoje existem muitas pessoas que fizeram aqueles estudos superiores e que estão no terreno a fazer um excelente trabalho.

ALTA DEFINIÇÃO

Existe, desde 2003, a Associação Por- tuguesa de Estudos de Protocolo que tem como objectivo ser uma referên- cia sólida e credível para congregar to- dos os profissionais e interessados na área do protocolo. Trata-se de uma as- sossiação sem fins lucrativos que pro- move jornadas e encontros para pro- mover e fomentar o estudo, análise e debate de assuntos relacionados com protocolo e organização de eventos.

F&N: Para si, enquanto coordenadora da Pós Graduação de Imagem, Proto- colo e Organização de Eventos, con-

sidera que esta é uma mais-valia para os profissionais desta área? Em que medida?

IA: Esta Pós graduação foi pensada para

profissionais com grande experiência

e renome pudessem partilhar com

outros profissionais, aspirantes ou es- tudantes os seus conhecimentos. Muitos dos professores da primeira edição da PG em Imagem, Protocolo

e Organização de Eventos nunca ti-

nham dado aulas mas o ISLA apostou

no factor novidade, privilegiando a ex-

periência profissional em detrimento da académica. Dezassete edições de- pois, creio que é uma aposta ganha. Tenho mantido o contacto com mui- tos dos meus alunos e até convidei alguns para serem professores na Pós graduação, em que são considerados óptimos professores. Apoio sempre os projectos profissio- nais dos antigos alunos: uns criaram empresas, outros dão formação e mui- tos foram promovidos nos seus locais de trabalho. Sinto sempre um grande orgulho quando me contactam para

resolver alguma dúvida ou pedir al- guma ideia e dizem que a PG mudou

a vida deles, que aprenderam muito

e que guardam óptimas recordações dessa etapa da vida.

SABIA QUE

Isabel Amaral é uma das mais requisitadas especialistas em questões de Imagem, Comunica- ção e Protocolo, sendo responsável por diversas acções de “executive coaching” em Portugal, Espanha e República Popular da China?

12 Formação&Negócios

F&N: Quer deixar algumas dicas para que um evento seja bem sucedido, fo- cando os aspectos essenciais? IA: Apesar de não ser organizadora de eventos, creio que para organizar bem um evento, há que começar por dar resposta a uma série de perguntas. A

primeira de todas respeita o objectivo que se pretende alcançar: para quê? A pergunta seguinte é: quanto? Depois:

o quê? E de seguida: onde? quando?

quem? Depois de ter obtido resposta

a todas estas perguntas, coloca-se a

questão fulcral: como se vai desen- volver o evento? Ou seja, começa-se a elaborar o programa, a definir o texto

do convite, a elaborar a lista de convi- dados, em suma, a preparar o evento.

E é nesse momento que surgem as

questões protocolares: como ordenar os convidados, quem se vai sentar na mesa da presidência, qual a ordem de intervenções, como fazer o plano de mesas, como indicar o lugar aos con- vidados, etc. A coordenação entre o gestor de eventos, o responsável pelo protocolo e a equipe de produção é fundamental para o êxito do evento.

equipe de produção é fundamental para o êxito do evento. Curriculum Nome: Isabel Amaral Cargo: Fundadora
equipe de produção é fundamental para o êxito do evento. Curriculum Nome: Isabel Amaral Cargo: Fundadora

Curriculum

Nome:

Isabel Amaral

Cargo:

Fundadora e sócia-gerente da Isabel Amaral

Unipessoal, Lda

Fundadora e Presidente da APEP - Associa-

ção Portuguesa de Estudos de Protocolo

Formação:

Licenciada em Relações Internacionais

Percurso:

Docente Universitária;

Autora dos livros Imagem e Sucesso (2008)

e Imagem e Internacionalização (2009) e co-

autora do livro Cerimonial por cerimonalistas

(2008)

Filosofia:

“Não baixar os braços, não me dar por ven-

cida, acreditar nas minhas habilitações e nas

minhas capacidades, partilhando os meus

conhecimentos sobre protocolo e o meu

saber de experiência feito”

Agosto de 2010

À LUPA

À LUPA Reflexões da águia sobrevoando o ninho! Paulo Alcobia Boa Liderança vs Má Liderança As

Reflexões da águia sobrevoando o ninho!

Paulo Alcobia

Boa Liderança vs Má Liderança

As organizações são conjuntos heterogêneos de culturas focaliza-

das. São fortes ou são fracas, de- pendendo da liderança. Conheci algumas das fortes e outras das fra- cas. Gostei de todas, porque com

as fortes aprendi sobre a natureza

da boa liderança. Gostei das fracas - também, porque aprendi sobre as más lideranças.

Uma organização forte é aquela

que consegue com que a sua cul- tura seja apadrinhada pela equipa.

Uma organização fraca é aquela

que consegue com que a sua cul- tura seja odiada pela equipa. O paradoxo é que a percepção da cul- tura boa ou da cultura má depende da perspectiva de quem a está a analisar. Na perspectiva do líder, a cultura é boa quando a análise que faz aponta para uma cultura real muito próxima da cultura requeri- da (por ele). Na perspectiva do co- laborador, a cultura é má quando a análise que faz aponta para uma cultura requerida contrária aos seus valores, princípios ou crenças.

O bom líder comunica bem com

a sua equipa. E fá-lo, sobretudo,

através do exemplo. Centra-se no

sucessodaequipaemproldosresul-

tados organizacionais. O mau líder comunica bem consigo próprio, esquecendo a equipa. Centra-se em si. A sua mensagem nunca che- ga, pois é um relato egocêntrico, destituído de objectivo colectivo.

Conheci algumas organizações fortes e outras fracas – sim! As fortes são aquelas que valorizam a competência. As fracas são aquelas que valorizam os seguidores cegos e vazios de visão. Gostei de todas, porque com aquelas que valori- zam a competência, aprende-se

a ser mais competente, a edu-

car a forma de estar em equipa e, porque com aquelas que valori-

zam os seguidores cegos, aprende-

se porque se sente o peso dos er-

ros que se vão cometendo. Esses erros podem magoar e, pelo seu impacto, contribuem para o aper- feiçoamento enquanto pessoa, en- quanto profissional.

As organizações distinguem-se não apenas pelo sector económico no qual actuam, pela sua dimen- são ou pelos países que as aco- lhem, não apenas pelas lideranças que as conduzem ou pelas culturas que as caracterizam, mas muito devido ao valor que atribuem ao que representa o objecto úl- timo da sua existência no mercado.

Aquelas que estão conscientes da verdadeira razão da sua existência compreendem o quanto é impor- tante integrar essa mensagem na cultura da organização. Aquelas que estão demasiado preocupa- das em garantir a sobrevivência das lideranças dos níveis de topo da hierarquia não são beneficiadas pelo prémio da combinação siner- gética das motivações individuais.

Neste caso, os colaboradores são menos apoiantes das posições da gestão de topo, menos criati- vos, pouco receptivos à inovação; são críticos, negativos, oposi- tores e destruidores da visão.

Considerar organizações fortes e organizações fracas não é o mesmo do que considerar organizações lu- crativas daquelas que o não são. O lucro pelo lucro gera ambientes hostis para todos – para os clien- tes, os fornecedores, os colabora- dores. O lucro, quando derivado de uma estratégia de competição saudável, ancorada na qualidade e nos pressupostos de trocas jus- tas e equilibradas entre todos os intervenientes internos e externos, é um lucro merecido e potenciador de novas sinergias.

Não tenhamos dúvidas: temos organizações fortes e organiza-

ções fracas – temos e continuare- mos a tê-las! Da minha parte, na primeira avaliação, esforço-me por olhar para todas elas como se fos- sem organizações fortes.

Assim começam as reflexões da águia sobrevoando o ninho, as quais nos acompanharão ao longo das próximas edições.

ENTREVISTA

Sistema de Normalização Contabilíst

Em Janeiro de 2010, entrou em vigor o novo Sistema de Nor- malização Contabilística (SNC), que veio substituir o anterior Plano Oficial de Contabilidade (POC). São muitas as questões que se têm levantado relativamente a este novo modelo. Fomos con- versar com João Monarca Pires, Revisor Oficial de Contas (ROC) para tentar perceber um pouco melhor este novo plano.

Formação&Negócios: O que é o Siste- ma de Normalização Contabilística? João Monarca Pires: O SNC, é a abre- viatura de Sistema de Normalização Contabilística que entrou em vigor a partir do passado dia 1 de Janeiro de 2010, tendo substituído o POC- Plano Oficial de Contabilidade e as Direc-

trizes Contabilísticas. Este sistema foi constituído tomando por base as IAS/ IFRS- Normas Internacionais de Conta- bilidade, as quais vinham sendo apli- cadas desde 1 de Janeiro de 2005, para

as empresas que apresentam as suas

demonstrações financeiras em merca-

do regulamentado, ou seja, na bolsa.

Este novo sistema introduz coerência em todo processo contabilístico utili- zado em Portugal pelas mais diversas entidades, eliminando alguns pro- blemas relevantes para a tomada de decisão, como a comparabilidade da informação financeira e, no meu pon- to de vista, incorpora um conjunto de Normas(as NCRF - Normas Contabilís- ticas de Relato Financeiro) que ajudam a clarificar o processo de registo conta- bilístico das transacções sendo reque- rido um maior envolvimento por parte dos gestores em todo o processo.

F&N: Porquê a necessidade de altera- ção? JMP: A introdução deste novo siste- ma deveu-se a três razões fundamen-

tais. Primeiro, devido à Globalização.

A generalidade das economias já

adoptaram ou estão em processo de adopção das normas de contabilida-

14 Formação&Negócios

de que têm por base as IAS/IFRS, tal como acontece com o SNC, porque a informação financeira de base para os negócios também é global, devendo a informação ser entendível por todos os intervenientes, o que não acontecia no passado. Esta adaptação tem sido extensível a sectores específicos da actividade económica, como o sector financeiro e segurador. Em segundo lugar, devido à informa- ção relevante para os utilizadores das demonstrações financeiras. Com a alteração do paradigma da contabili- dade é cada vez mais importante, por- que todos assim o exigem, no propó- sito que a informação financeira seja completa, clara, comparável e útil para quem tem de tomar decisões com base em tal informação. Finalmente, existe uma maior trans- parência (mais informação que antes era omissa). Justifica um maior envol- vimento da gestão no processo de preparação da informação financeira, com uma maior interacção com os profissionais da contabilidade, exigin- do-lhes também um maior rigor na interpretação dos factos patrimoniais face aos conceitos que estão subja- centes a cada uma das Normas (NCRF). Também em relação aos gestores, será exigido um maior envolvimento na preparação da informação financeira, até porque são os principais responsá- veis por tal informação.

“Introduz coerência a todo o processo contabilístico ”

utilizado em Portugal

F&N: Então, na sua opinião, quais as vantagens, face ao POC? O que traz de novo? JMP: As grandes vantagens face ao POC estão, sem dúvida, ao nível de mais e melhor informação disponibi- lizada aos utilizadores das demons- trações financeiras e a utilização de conceitos económicos e financeiros no processo contabilístico, ao invés do que acontecia no passado. As Normas que fazem parte do SNC, obrigam ao

registo das transacções, sempre numa perspectiva económica, passando a haver, tal como referi, uma separação clara entre os conceitos económicos e fiscais na preparação da informação. De referir que o Código do IRC foi igualmente ajustado, ao nível concep- tual, com o propósito de adaptar e cla- rificar os novos conceitos contabilísti- cos ao nível da fiscalidade, como é o caso das Imparidades e do Justo Valor.

F&N: Tem-se verificado algumas difi- culdades, relativamente à implemen- tação do sistema JMP: A principal dificuldade de imple- mentação será ao nível das mentalida- des, uma vez que na generalidade das situações, as normas de contabilidade exigem informação que até à data não

era disponibilizada aos contabilísticas, ou simplesmente, era omitida.

A título de exemplo, podemos referir

a estimativa que deve ser feita da vida útil de um activo importante para o negócio. Com o POC, embora este mencionasse que se deveria estimar

a vida útil dos activos em função da

sua utilidade esperada, era prática co- mum considerar que as amortizações

dos bens seguissem os critérios fiscais. Com as novas Normas, será exigido que haja um maior envolvimento dos técnicos da empresa, no que respeita

à partilha de informação sobre as es-

pecificidades técnicas ao nível da uti- lização de tais bens, bem como dos gestores, no que respeita à sua ava- liação sobre o que esperam que tais activos venham a contribuir para o ne- gócio futuro, nomeadamente, no que respeita à avaliação do investimento em termos de benefícios económicos futuros. Será da conjunção destes fac- tores que se deverá estabelecer a vida útil, ou utilidade esperada de certo ac- tivo, a qual também deverá ser revista, caso ocorram situações de alterações significativas no negócio da entidade, obsolescência do activo ou qualquer outra situação que tenha impacto no valor recuperável do activo. Deste modo, as demosntrações financeiras

vão reflectir melhor o valor dos activos

e a realidade do negócio da entidade

Agosto de 2010

ENTREVISTA

ica vs Plano Oficial de Contabilidade

bem como a sua volatilidade. No caso de existirem divergências entre a vida ecnonómica estabelecida para certo activo/negócio então tais impactos devem igualmente ficar expressos na contabilidade pelo reconhecimento de impostos diferidos, mantendo as- sim a separação conceptual que é exi- gida. Contudo, para além da questão das mentalidades, existe um aspecto mais prático que se prende com o nível de informação que é exigido que as em- presas disponham, bem como a ma- nutenção no futuro, o que em algumas situações poderá requerer alterações profundas nos sistemas de informação de gestão e nos mecanismos de con- trolo interno, nomeadamente no que respeita à gestão da informação na or- ganização.

“Em algumas situações poderá requerer alterações profundas no sistema de informação da gestão e nos mecanismos de con- trolo interno.”

da gestão e nos mecanismos de con- trolo interno.” F&N: Enquanto ROC, qual o melhor modelo,

F&N: Enquanto ROC, qual o melhor modelo, sob o seu ponto de vista? JMP: Considero que o SNC vai provocar profundas alterações, pela positiva, na informação prestada pelas empresas, mas irá requerer igualmente um incre- mento significativo no nível de conhe- cimentos técnicos dos profissionais da contabilidade. Estas situações aumentam o risco de ocorrência de erros ou omissões nas demosntrações financeiras. Enquanto ROC, temos a missão de ga- rantir, perante os utilizadores das de- monstrações financeiras das empresas que, a informação preparada pelos gestores é adequada, suficiente e fi- dedigna, tomando como base as Nor- mas. Esta situação, irá exigir também, uma maior proximidade entre os pre- paradores da informação (os gestores e contabilistas) e os que validam tal informação (os auditores/ROC), exigi- dos à nossa profissão.

ENTREVISTA (CONT.)

ENTREVISTA (CONT.) João Monarca Pires Partner, SROC Unipessoal Lda Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Avenida

João Monarca Pires Partner, SROC Unipessoal Lda Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Avenida das Na- ções Unidas Nº23 - Escritório A, Telheiras - 1600-530 Lisboa

Unidas Nº23 - Escritório A, Telheiras - 1600-530 Lisboa 16 Formação & Negócios F&N: Quais as

16 Formação&Negócios

F&N: Quais as NCRF em vigor? JMP: São as seguintes:

SNC

Título

Normas IAS

B

NCRF 1

Estrutura e Conteúdo das Demonstrações Financei- ras

IAS 1

 

NCRF 2

Demonstração dos fluxos de caixa

IAS 7

 

NCRF 3

Adopção pela primeira vez das NCRF

IFRS 1

 

NCRF 4

Políticas contabilísticas. Alterações nas estimativas e erros

IAS 8

 

NCRF 5

Divulgação de partes relacionadas

IAS 24

 

NCRF 6

Activos intangíveis

IAS 38

 

NCRF 7

Activos fixos tangíveis

IAS 16

 

NCRF 8

Activos não correntes detidos para venda e uni- dades operacionais descontínuas

IFRS 5

 

NCRF 9

Locações

IAS 17

 

NCRF 10

Custos de empréstimos obtidos

IAS 23

 

NCRF 11

Propriedades de Investimento

IAS 40

 

NCRF 12

Imparidade de activos

IAS 36

 

NCRF 13

Interesses em empreendimentos conjuntos e inves- timentos em associadas

IAS 28 e IAS 31

 

NCRF 14

Concentração de actividades empresariais

IFRS 3

 

NCRF 15

Investimentos em subsidiárias e consoliação

IAS 27

 

NCRF 16

Exploração e avaliação de recursos minerais

IFRS 6

 

NCRF 17

Agricultura

IAS 41

 

NCRF 18

Inventários

IAS 2

 

NCRF 19

Contratos de construção

IAS 11

 

NCRF 20

Rédito

IAS 18

 

NCRF 21

Provisões, passivos contingentes e activos contin- gentes

IAS 37

 

NCRF 22

Contabilização dos subsídios do Governo e divulga- ção de apoios do Governo

IAS 20

 

NCRF 23

Os efeitos de alterações em taxas de câmbio

IAS 21

 

NCRF 24

Acontecimentos após a data do balanço

IAS 10

 

NCRF 25

Impostos sobre o rendimento

IAS 12

 

NCRF 26

Matérias ambientais

-

 

NCRF 27

Instrumentos financeiros

IAS 32, 39 e IFRS 7

NCRF 28

Benefícios a empregados

IAS 19

Como se pode constatar, as NCRF cosntituem uma adaptação das IAS/IFRS, através de uma correspondência quase directa e visam garantir, no essencial, os critérios de reconhe- cimento, mensuração e divulgação dos activos, passivos, rendimentos e gastos e demais informação sobre cada tema que as Normas retratam.

Agosto de 2010

Vendas a retalho

No mundo das vendas a retalho, tenho-me deparado muitas vezes, com as dificuldades de quem atende para poder concretizar uma venda.

Saber vender para quem nos entra pela loja a dentro, com uma inten- ção de comprar alguma coisa, é algo muito sensível e depende da forma e do tratamento de quem nos atende. São as ações que mais contam, não so- mente as palavras. São os resultados, não as promessas.

Quando os clientes entram na loja para ver este ou aquele produto, in- teriorizam um conjunto de questões que lhes permitem analisar a ne- cessidade que os levou a entrar.

1-Será que PRECISO mesmo disto?

2-Será

produto?

que

QUERO

mesmo

este

3-Será que preciso disto AGORA?

Será que estou disposto a pagar ESTE preço?

4-Será que quero comprar este produto NESTA loja?

5-Será que encontro outras alterna- tivas?

Sílvia Ferreira

À LUPA

que encontro outras alterna- tivas? Sílvia Ferreira À LUPA Devem vender-se benefícios, não so- mente produtos.

Devem vender-se benefícios, não so- mente produtos. O cliente aprecia que lhe sejam explicados os benefícios que terá ao comprar, para isso será vanta-

joso fazê-lo através de evidências reais

e comprovadas.

Conseguir a concordância que os benefícios são reais, irá conseguir sin- tonizar a vontade de vender com von- tade de comprar do cliente.

Para que tal seja conseguido,

o vendedor a retalho deve criar ima-

gens positivas em todas as palavras que utiliza. Deve ainda analisar através

da comunicação não verbal todos os sinais que o cliente vai demonstrando ao longo do processo de atendimento.

Manter uma atitude positiva permite

conseguir visualizar os benefícios para

o cliente, para a empresa e para quem

vende. Mesmo quando se enfrenta uma resistência, o importante é não esquecer que o nosso esforço só será apreciado se o cliente sentir que esta- mos ali para o ajudar.

A venda a retalho deve ser abordada

numa perspectiva da melhor forma

de atender um cliente no interior da loja. Ao fazermos isso estamos a criar

o

nosso espaço de uma forma positiva

e

duradoura.

Boas Vendas!

É pois, muito importante para quem atende mostrar ao cliente que os seus produtos prometem muito e entre- gam ainda mais.

PONTO DE VISTA

A Empresa de uma Vida, por Fátima Mendes

A Maria E. tem já doze dentes. 12.

Tantos quantos os anos que a Maria C. vai fazer este mês. Pelo meio, está a outra Maria C., que conta metade

daidade.Ealgunsdentesamenos…

A primogénita, logo pelos dois

anitos, perguntava: “mamã, o que

é uma “bigadora”? (vá-se lá saber porquê, a pobrezinha não con-

seguia dizer a palavra “advogada”).

E lá lhe fui explicando que a mãe

defendia os bons dos maus, ten- tava ajudar as pessoas que eram maltratadas, tudo isto para viver- mos num mundo melhor e mais

sorridente; à outra Maria C., quan-

do questionada, dei o mesmo tipo

de resposta. E provavelmente as-

sim será com a Maria E., quando chegar a altura.

Claro está que o advogado não de- fende só os bons dos maus e nem

sempre está do lado dos mais fra- cos, ou dos que têm razão. Mas isso elas não entendiam ainda, quando me indagaram. Deixei-as achar que sim. Até hoje. Sobretudo, porque

no seio da maior empresa de uma

vida, a FAMÍLIA, tentamos dar-lhes

o exemplo, quer por palavras, quer

sobretudo por actos, do que nos parece certo, justo, bom. Temos ali

três aprendizes, que, cada uma à sua maneira, requer a nossa aten- ção, o nosso assentimento, a nossa aprovação.

18 Formação&Negócios

Rodeadas de muito amor e cari- nho, as nossas Marias estão a crescer a olhos vistos. Orgu- lhosamente falo, a crescer não só anatomicamente, mas também e sobretudo enquanto pessoas, ci- dadãs do mundo, com princípios

e valores que tornam a empresa

de uma vida naquela em que mais devemos investir. Se a bebé já sabe dar aqueles deliciosos miminhos a quem dela gosta, a Maria C. dos 6 anos comove-se até quase às lágri- mas com a pobreza de alguns me- ninos e arranja um saco de plástico com brinquedos para dar… Quanto à Maria C., do alto dos seus quase 1,60 m, é uma aluna aplica- da e responsável, meiga e carido- sa, que já está na fase de entender que a sua formação, pessoal e aca- démica, lhe irá proporcionar, no futuro, aquilo que desejar ser ou fazer. É com o mesmo entusiasmo que vai para a escola, frequenta as suas aulas de dança ou joga ande- bol. E a família, cá está, por elas e para elas!

Tudo isto para salientar o quanto

é importante o investimento fa-

miliar na formação de cada um de nós. Partimos da satisfação pes-

soal para a satisfação profissional e não o contrário. Só a auto-estima,

a vontade de vencer, o animus de

não desistir, abrem o caminho para

o sucesso profissional.

Proporcionar, abrir caminhos, criar oportunidades, cabem em primei-

ra instância a nós, pais. Temos este

poder/dever de incutir, de ajudar

a formar a personalidade, de dar a formação que podemos e propor- cionar a restante.

A partir daí, é vê-los a voar, a dar

cabeçadas (porque não?) e a voltar

a voar…

A advocacia abriu-me outros hori-

zontes, outras formas de ver e vi-

venciar…ao ver pessoas a sofrer, ao tentar ajudá-las - e nesta parte reitero o que disse às minhas crias

-, nem sempre com sucesso, in-

felizmente, ou, simplesmente, ao

defender interesses bem mais mesquinhos, mas igualmente legí- timos, tenho vindo a formar-me.

E não tenciono ficar por aqui.

Para as Marias do meu coração,

alea jacta est!

tenho vindo a formar-me. E não tenciono ficar por aqui. Para as Marias do meu coração,

Agosto de 2010

PRODUTOS

A Visar Mediação de Seguros, Lda, conta com mais de uma década de experiência, aliada à dedicação de todos os seus colabo- radores, na escolha dos melhores parceiros Seguradores e das melhores soluções de protecção para as famílias portuguesas, particulares e para as PME’s.

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- Leque de coberturas de assistÊncia muito completo,
incluindo Assistência Doméstica patra donas de casa a
tempo inteiro e Assistência Médica em Portugal ou no
Estrangeiro;
- Válido nas férias, viagens, etc.

- Sem franquias;

Para mais informações: geral@visar.pt

SERVIÇOS

Financiamentos

A escassez ou inexistência de capital na criação e/ou desenvolvimento da sua empresa é uma das principais cau- sas para o insucesso das PME’s.

Muitas vezes o que acontece é que o dinheiro gerado pelas vendas não é suficiente para cobrir as necessidades de capital.

Assim, se o negócio cresce, as neces- sidades de capital tendem também a aumentar. É, portanto, importante definir uma estratégia e garantir que a sua empresa dispões de financiamen- to necessário para a implementação dos seus objectivos.

Para tal, podemos seguir o formato de financiamento bancário (como por exemplo, o leasing ou empréstimo a médio/longo prazo), ou candidatar-se a apoios e incentivos financeiros exis- tentes, disponibilizados pelo Governo Português e/ou Comunidade Euro- peia.

Conheça sucintamente os Sistemas de Incentivo existentes

IEFP

A situação de desemprego afecta

cada vez mais a população. No entan-

to esta situação pode ser vista como

a oportunidade para a criação do seu

próprio emprego. Incentivo: Antecipação das presta- ções de desemprego e apoio a fundo

perdido ou através de empréstimo com garantia.

QREN: INOVAÇÃO, EMPREENDORIS- MO E QUALIFICAÇÃO Direccionado para empresas que

pretendem investir na criação ou ex- pansão de actividades inovadoras e com grande potencial estratégico de crescimento. Incentivo: Pode ser Reembolsável ou

a Fundo Perdido.

PRODER: PROGRAMA DE DESEN- VOLVIMENTO RURAL Apoio na criação ou desenvolvimento da sua actividade agrícola, turismo e animação turística e outros ramos económicos, que se encontram em zonas predominantemente rurais. Incentivo: Sob a forma de Fundo Per- dido até 60% do Investimento elegív- el.

MODCOM: MODERNIZAÇÃO DO CO- MÉRCIO Direccionados para empresas de Co- mércio, cujo objectivo visa apoiar os comerciantes que pretendem mod- ernizar os seus estabelecimentos, ou

Como fazemos?

integrando-se em redes empresariais, dinamizando a sua actividade. Incentivo: Sob a forma de Fundo Per- dido pode ir até 45% do Investimento elegível.

Nota: Esta informação tem por base legislações anteriores, podendo sofrer alterações nas próximas candidaturas.

podendo sofrer alterações nas próximas candidaturas. A experiência e o sucesso obtido na execução de diversas

A experiência e o sucesso obtido na execução de diversas candidaturas faz-nos acreditar que a sua empresa também o irá

conseguir.

Temos como objectivo primordial ajudá-lo na realização e acompanhá-lo na execução do seu projecto, de forma a assegurar que o mesmo cria mais valor à sua actividade e sucesso à sua empresa.

Na preparação e elaboração das candidaturas adoptamos métodos de trabalho que achamos os mais adequados e eficazes,

nesse sentido seguimos estes passos:

1-Estudo e análise do negócio:

Ouvimos a sua ideia, analisamos a sua elegibilidade e viabilidade, e aconselhamos a tomada de decisão.

2-Preparação da candidatura e do Estudo de Viabilidade Económica:

Reunimos a documentação, projectamos económica e financeiramente o seu projecto, de acordo com os critérios específi- cos do concurso.

3-Preenchimento e apresentação do formulário:

Preenchemos e entregamos o formulário junto da entidade competente e preparamos o dossier da sua candidatura.

Para além dos Sistemas de Incentivo existentes, a Visar conta ainda com parcerias de renome, como o Banco Santander

Totta, que não sendo possível enquadrar o seu projecto ajudamo-lo a financiar o seu projecto com inúmeras vantagens.

Se pretender informações mais detalhadas sobre estes sistemas de incentivos sugerimos que nos envie um e-mail fazendo

uma pequena descrição do seu projecto para geral@visar.pt ou se preferir pode contactar-nos via telefone 232416689, pois

teremos todo o gosto em ajudar.

20 Formação&Negócios

Agosto de 2010

NOTÍCIAS / EVENTOS

Protocolo entre ENB e ATEC - Academia de Formação

Ao longo da sua existência a Escola de

Negócios das Beiras (ENB) tem realiza- do protocolos com entidades de re- nome, de forma a enriquecer a oferta formativa existente na região Cenntro.

O estabelecimento destes protocolos,

pretende ainda activar o potencial en- dógeneo da região e desenvolver ac- ções que contribuam e possibilitem a consolidação das redes de inter - rela- cionamento entre a escola, a socieda- de e as empresas. Assim sendo, e de forma a comple- mentar a sua oferta formativa, mais concretamente nas áreas de Produ- ção e Logística, a ENB estabeleceu no passado dia 12 de Julho, uma parceria com a ATEC - Academia de Formação,

ficando assim mais completo o leque formativo para o segundo semestre

do ano. A falta de profissionais na área de Logística é bastante elevado e as empresas recrutam, muitas vezes, pro- fissionais de todos os níveis de quali- ficação. É, portanto, objectivo da ENB

e da ATEC colmatar esta necessidade .

Por outro lado, esta parceria vem de- monstrar ainda, o empenho contínuo

da ENB e da ATEC no sentido de ofere-

cer formação de qualidade ao capital humano sempre com o objectivo do

saber – fazer e do saber -estar, basea-

da na experiência de profissional qua-

lificada.

A ATEC - Academia de Formação,

sedeada no Parque Industrial da Volkswagen Autoeuropa em Palme- la, direcciona a sua intervenção no âmbito da formação profissional para jovens e adultos e empresas, a par de outros serviços, de onde se destaca a Consultoria Estratégica e Operacional. A formação da ATEC caracteriza-se por uma abordagem abrangente e orien- tada para a prática, procurando sem- pre responder às necessidades reais do mercado, estabelecendo, para tal, parcerias que se traduzem em grande valor para a empresa e para os seus formandos.

A estratégia da ATEC passa pela ino-

vação e diversificação de mercados, sendo exemplo disso o investimento em áreas necessárias à indústria. Des- de que iniciou a sua actividade que a ATEC trabalha junto de organizações atingindo objectivos de optimização de processos de produção, seja através de processos formativos ou através de

serviços de consultoria. De forma geral a intervenção da ATEC incide nas áreas de Desenvolvimento Pessoal e Organi- zacional, Técnica, Qualidade, Higiene

e Segurança Métodos e Organização

de Trabalho, metodologias Lean e ao

nível de Processos Logísticos, entre outros.

A ATEC é entidade formadora e certifi-

cada pela DGERT, sendo também Aca- demia certificada Premium Microsoft, centro de formação KNX e Academia ITED e ITUR.

Microsoft, centro de formação KNX e Academia ITED e ITUR. I Pequeno - Almoço Temático “Endomarketing”

I Pequeno - Almoço Temático “Endomarketing”

A Escola de Negócios das Beiras e a ATEC levaram a cabo no dia 14 de Julho o I Pequeno-

Almoço Temático, cujo tema abordado

foi o Endomarketing.

Tal como o próprio nome indica, o

conceito destes encontros é permiter aos convidados tomarem o pequeno- almoço juntos e onde, informalmente

os profissionais de diversas empresas

possam criar sinergias, partilhar boas práticas, identificar outras abordagens de possível colaboração, aprender um pouco mais sobre a realidade de cada uma das empresas, esclarecer, deba- ter, conversar, etc.

O orador convidado foi Vinicius Car-

valho de Carvalho que explicou que endomarketing nasceu no Brasil, nos finais dos anos 80 e consiste na venda

“do interior, para o interior da empre- sa”. Trata-se de incutir os valores da empresa em todos os membros que

a constituam, para que se sintam en-

quadrados, motivados e daí advenha um volume de trabalho com qualida-

de superior.

Este evento contou com a presença

de

responsáveis de algumas empresas

da

região que aceitaram o desafio de

participar no pequeno-almoço apre- cebendo-se, assim,. que o Endomarke- ting já é aplicado nas suas empresas, embora de uma forma mais dispersa.

O feedback do evento foi bastante

positivo e em cada dois meses preten- de-se abordar um novo tema relacio- nado directa ou indirectamente com

a realidade existente nas empresas,

que possa ajudar a compreender me- lhor as necessidades de formação das mesmas.

me- lhor as necessidades de formação das mesmas. A g o s t o d e
me- lhor as necessidades de formação das mesmas. A g o s t o d e

CRÓNICA

CRÓNICA R u i P i o E ainda, Portugal! P ois! Poderão pensar que vos

Rui Pio

E ainda, Portugal!

P ois! Poderão pensar que vos irei falar na nossa Selecção! Que vos irei falar da crise!

Não!

Vou falar-vos do“pão que o diabo amassou” e que por esse facto somos todos nós responsáveis por mudar o “estado das coisas”. São décadas e décadas de apren- dizagem que a nada têm levado, pois ano após ano, ciclo após ciclo, tudo se repete de novo. Uns dirão, ”é como a moda”!

Mas uma coisa é certa, nada está na mesma e apenas “os velhos do Restelo” vêem no Portugal ac- tual algumas semelhanças com

o passado, os diversos passados. Portugal melhorou muito nas últimas décadas mas à custa de viver do endividamento externo

e sem aproveitar essa oportuni-

dade para se tornar mais com- petitivo, produtivo e para cum- prir com os seus compromissos. Até nos tornámos mais com- petitivos e mais produtivos mas nunca conseguimos deixar de depender tão fortemente do ex- terior. Quanto aos compromis- sos já não sinto o mesmo. Não os honramos, pensamos que são para os outros, deixamos que passem no tempo, o que faz que

a maioria ande sempre“atrasada”.

Os jovens, os empreendedores, os nossos professores não po- dem desistir e devem focar-se nos exemplos positivos que já existem em Portugal. Seguir o seu exemplo, planear e criar uma estratégia de futuro e sucesso económico envolve muito traba- lho, rigor, disciplina e compromisso. Só desta forma será possível traçar um plano sustentado de futuro não deixando de apoiar e de quebrar as inúmeras barreiras a quem quer fazer alguma coisa e se depara sempre com enormes dificuldades.

As nossas universidades e escolas

profissionais com os seus docentes devem mudar o rumo do ensino

e levar os seus alunos para cami-

nhos completamente diferentes daqueles a que nos habituaram. Temos já em Portugal alguns bons exemplos de escolas e univer- sidades incubadoras de empre- sas de sucesso e que acabaram por ser facilitadoras da sua cria- ção e desenvolvimento de negó- cio até ao nível da exportação.

Estamos em Julho de 2010 e mui- tos estranharam que em algumas

empresas se fale já do ano 2011

e se esteja a preparar o mesmo

para que assim que termine a “época de férias” se inicie no ter- reno aquilo que acontecerá em 2011 e que desta forma tem maio- res probabilidades de sucesso.

22 Formação&Negócios

Sucesso que só é atingível com muito trabalho pois o único sí- tio onde o “sucesso” aparece an- tes do “trabalho”, é no dicionário!

aparece an- tes do “trabalho”, é no dicionário! Força Portugal, vamos trabalhar, planificar, executar e

Força Portugal, vamos trabalhar, planificar, executar e cumprir…

Agosto de 2010

Espaços Visar

Viseu - Sede Estrada Velha de Abraveses Nº 173 r/c 3510-204 Viseu Tlf: 232 416 689 Fax: 232 418 102

Santa Comba Dão Avenida General Humberto Delgado, Edifíco Engenho Loja D, 3440-325 Santa Comba Dão Tlf: 232 888 531 Fax: 232 888 534

Ovar Rua Elias Garcia, Nº 69 2º andar trás 3880-213 Ovar Tlf: 256 575 575

Aveiro Rua Dr. Cândido dos Reis, Nº126 - A35 Loja C, 3800-097 Aveiro Tlf: 234 192 660 Fax: 234 192 979

Mangualde Rua A, Nº 17 Contenças de Baixo 3530-344 Santiago de Cassurães Tlm: 964 731 338

Castro Daire Rua Padre Américo, Bl. 16 A, r/c dto

3600 - 132 Castro Daire

Tlf: 232 315 845

Lisboa Av. António Augusto Aguiar, Nº100 1ºdto, 1050-019 Lisboa Tlf: 213 136 028 Fax:218 949 027

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