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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL

DA COMARCA DE PORTO ESPERDIÃO – MT.

ODETE PEREIRA DA SILVA, brasileira, solteira, desempregada,


residente e domiciliada na Rua Joaquim Borges de Freitas, Centro,
Municíípio de Porto Esperidiaã o - MT, inscrita no CPF sob o n.º 265.708.488-
52, portadora do RG 2952669-8, NB. 7029539240, sem endereço de e-
mail, vem aà presença de Vossa Exceleê ncia, por intermeí dio de seus
procuradores constituíídos, propor a presente AÇÃO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO ASSISTENCIAL COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA
contra o INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, pessoa
juríídica de direito puí blico, autarquia federal com endereço aà R. Leonoí rio
Lorençaã o, 1083 Bairro Planalto, Mirassol D'Oeste - MT, 78280-000, pelos
fatos e fundamentos que a seguir aduz:

1. DAS PRELIMINARES

1.1 DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA

Inicialmente afirma, nos termos dos arts. 98 e 99,


do CPC, naã o possuir condiçoã es de arcar com as despesas processuais e
honoraí rios advocatíícios sem prejuíízo do proí prio sustento e da famíília,
razaã o pela qual requer o deferimento do benefíício de gratuidade da
justiça. Esclarece que tal requerimento se formula para efeito de eventual
necessidade de apresentaçaã o de recurso.
1.2 DA TUTELA ANTECIPADA

Desde logo, registre-se cuidar-se a pretensaã o autoral de


requerimento com natureza alimentar, a qual, com base na comprovaçaã o
dos pressupostos dos arts. 294 e 300 do CPC, pretende obter provimento
favoraí vel jaí em primeira instaê ncia, por meio de pedido de tutela de
urgeê ncia.
O Coí digo de Processo Civil de 2015 manteí m a
possibilidade do pedido de tutela de urgeê ncia como espeí cie de
“antecipaçaã o dos efeitos da tutela” ligada a pedido que envolve a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado uí til
do processo, sendo aqui requerida aquela de natureza satisfativa.

Art. 300. A tutela de urgeê ncia seraí concedida quando houver elementos
que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao
resultado uí til do processo. [...] § 2o A tutela de urgeê ncia pode ser
concedida liminarmente ou apoí s justificaçaã o preí via.

Na presente situaçaã o, aleí m da evidente existeê ncia de


teses jurisprudenciais e inuí meros dispositivos legais que corroboram
com o pleito autoral, tudo o quanto relatado estaí devidamente
comprovado por robusta documentaçaã o, vez que fora
acostados: (a) Laudos e Exames meí dicos, atestando o quadro clíínico
grave e incuraí vel; b) coí pia do comunicado de decisaã o negativa do
INSS; c) Declaraçaã o de Hipossuficieê ncia constatando o seu estado de
miserabilidade, inclusive com Fotos e Vídeo.
O perigo de dano eí evidenciado pelo fato da Autora se
encontrar com Esquizofrenia Paranóide (CID 20.0), como tambeí m em
estado de miserabilidade, por naã o mais conseguir trabalhar e
consequentemente naã o obter renda para se sustentar, passando
necessidades, sendo plenamente vaí lido o requerimento do BPC/LOAS.
Isto posto, pugna pela concessão da tutela de
urgência em caráter de medida liminar inaudita altera pars, pela
condenação da Ré a conceder-lhe o benefíício previdenciaí rio pretendido,
no prazo maí ximo de 30 dias.

2. BREVE RESENHA FÁTICA


A autora afirma que desde os 24 anos, quando ainda
morava em Guarulhos, Estado de Saã o Paulo, começou a ter crises e naã o se
lembrava do que havia ocorrido nos momentos de surto. Quando foi
levada ao meí dico, foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide (CID
F20.0), pela equipe meí dica psiquiaí trica.
Em detrimento da doença, acabou sendo demitida do
serviço e veio morar em Mato Grosso, local onde reside alguns de seus
familiares. Ocorre que a doença soí fez piorar o estado de sauí de.
Em visita a sua resideê ncia, na data de 06 de junho de
2016, o Conselho Tutelar do municíípio recebeu uma denuí ncia de que
havia uma aluna de 07 anos que naã o estava frequentado as aulas e, ao
dirigir-se para a resideê ncia, diagnosticou a seguinte situaçaã o:

“... a filha naã o estava frequentando as aulas (...). Que a mesma [Odete]
naã o tinha haí bitos de cozinhar. Chegamos a resideê ncia da senhora
Odete que estava fechada, e apoí s chamarmos vaí rias vezes, ela abriu a
porta e nos atendeu. Perguntamos se poderííamos adentrar na
resideê ncia, ela respondeu que naã o e começou a falar coisas
desconexas, inclusive em relaçaã o ao seu níível escolar, e frisava que
era cantora, professora, etc. (Anexo III)

A partir desta data, o Conselho Tutelar com o apoio da


equipe CRAS Volante do Municíípio, passou a acompanhar o caso e
diagnosticaram que ela estava sem condiçoã es de cuidar da filha e de si
mesma (anexo IV).
No dia 06 de Dezembro de 2016, o Conselho Tutelar
retirou provisoriamente a guarda da filha e entregou ao pai da criança. Em
15 de dezembro de 2016, atraveí s do requerimento do Ministeí rio Puí blico, a
guarda passou a ser definitiva para o pai da criança.
Em 07 de dezembro a equipe volante solicitou a este juíízo
a internaçaã o compulsoí ria da paciente em virtude do risco que
representava para si mesma e para sociedade (Anexo).
Em Março de 2017, o Ministeí rio Puí blico solicitou ao CRAS
um relatoí rio de atendimento e acompanhamento da paciente (Anexo) e
em 30 de maio de 2017, protocolou junto a este juíízo uma açaã o de
internaçaã o compulsoí ria com pedido de Tutela de Urgeê ncia, que foi
deferido em 07 de junho de 2017.
A partir desta data, a paciente foi internada na casa de
Sauí de Paulo de Tarso, em Rondonoí polis – MT, onde passou por
tratamentos, recebendo alta meí dica em 27 de julho de 2017 (Anexo)
Ao receber alta, a paciente foi recebida na Casa de Apoio do
municíípio, mas precisou mudar-se no final de ano em virtude do
fechamento para recesso da prefeitura.
Atualmente mora em uma casa de aluguel (custeada pelas
irmaã s), feita de madeira com apenas um coê modo, em situação de
miserabilidade, sem o mínimo de dignidade, onde falta alimentos,
móveis, dorme no chão úmido, como demonstra as fotos e vídeo
anexo.
A autora recebe apenas 80,00 (oitenta reais) do Programa
Bolsa Famíília, naã o possui condiçoã es de trabalhar, toma remeí dio controlado
doados pela prefeitura e, em virtude da perda da guarda da filha adquiriu
o haí bito de fumar que lhe consome a sauí de e parte da pouca renda que
recebe do benefíício assistencial.
Devido aà impossibilidade de se auto prover, a Parte
Autora requereu ao INSS, em 31/07/2017, o benefíício de Amparo Social
ao Deficiente, tendo o mesmo sido indeferido pela Autarquia-Reí , sob a
alegaçaã o de que “Não Atende ao Critério de Deficiência para Acesso ao
BPC-LOAS”.
Tal indeferimento eí indevido, como se comprovaraí pelos
documentos e direitos apresentados nessa exordial. Adianta-se, quanto
aos fatos, que, no tocante ao nuí cleo familiar, reside apenas a autora na
resideê ncia, em virtude da perda da guarda da filha.
Quanto às provas, a Parte Autora anexa, aà presente exordial, os
seguintes documentos:
- Certidaã o de nascimento, carteira de identidade e CPF, tíítulo de eleitor,
comprovante de resideê ncia e comprovante de pagamento de aluguel.
Já quanto à doença, destacamos as condiçoã es pessoais da Parte
Autora:

1. Tipo de Doença Esquizofrenia Paranoide


2. Limitaçoã es decorrentes da A esquizofrenia paranoide se
deficieê ncia caracteriza essencialmente pela
presença de ideias delirantes
relativamente estáveis,
frequentemente de perseguição, em
geral acompanhadas de alucinações,
particularmente auditivas e de
perturbações das percepções. As
perturbações do afeto, da vontade, da
linguagem e os sintomas catatônicos,
estão ausentes, ou são relativamente
discretos (Fonte: datasus.gov.br).

3. Data de nascimento 07/05/1976

A comprovaçaã o de suas condiçoã es (deficieê ncia) eí feita pela


apresentaçaã o dos seguintes documentos:
(X) Atestado Meí dico;
(X) Laudo Meí dico;
(X) Prontuaí rio Meí dico;
(X) Internaçaã o compulsoí ria;
Certa do indevido indeferimento do benefíício assistencial, recorre, a
Parte Autora, aà via judicial competente.

2. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

Nos termos do art. 1º, da Carta Magna, a Repuí blica


Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democraí tico de Direito e tem
como uns dos seus fundamentos a cidadania e a dignidade da pessoa
humana.
O seu art. 3º tambeí m firmou como objetivos
fundamentais republicanos: a construçaã o de uma sociedade solidaí ria; a
garantia do desenvolvimento nacional; erradicaçaã o da pobreza e
marginalizaçaã o, reduzindo as desigualdades sociais e regionais; bem
como a promoçaã o do bem de todos, sem qualquer discriminaçaã o.
O Benefíício Assistencial, na forma de prestaçaã o
continuada, estaí previsto no art. 203, inc. V, da Constituiçaã o Federal de
1988, in verbis:

Art. 203. A assisteê ncia social seraí prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuiçaã o, a seguridade social, e tem por
objetivos:
[...]
V – a garantia de um salaí rio míínimo de benefíício mensal a pessoa
portadora de deficieê ncia e ao idoso que comprovem naã o possuir
meios de prover a proí pria manutençaã o ou de teê -la provida por sua
famíília, conforme dispuser a lei.

Sua regulamentaçaã o se deu por meio da Lei n.º 8.742, de


7.12.1993 (Lei Orgaê nica da Assisteê ncia Social), que exige, aleí m da
comprovaçaã o da idade ou da deficieê ncia, que a renda familiar mensal per
capita seja inferior a 1/4 do salaí rio míínimo. Vejamos seus artigos 2.º e 20:

Art. 2.º A assisteê ncia social tem por objetivos:


I – a proteçaã o social, que visa aà garantia da vida, aà reduçaã o de
danos e aà prevençaã o da incideê ncia de riscos, especialmente:
(Redaçaã o dada pela Lei n.º 12.435, de 2011)
a) a proteçaã o aà famíília, aà maternidade, aà infaê ncia, aà adolesceê ncia e aà
velhice; (Incluíído pela Lei n.º 12.435, de 2011)
[...]
e) a garantia de 1 (um) salaí rio míínimo de benefíício mensal aà
pessoa com deficieê ncia e ao idoso que comprovem naã o possuir
meios de prover a proí pria manutençaã o ou de teê -la provida por sua
famíília; (Incluíído pela Lei n.º 12.435, de 2011)
[...]
Art. 20. O benefíício de prestaçaã o continuada eí a garantia de um
salaí rio míínimo mensal aà pessoa com deficieê ncia e ao idoso com 65
(sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem naã o possuir meios
de prover a proí pria manutençaã o nem de teê -la provida por sua
famíília. (Redaçaã o dada pela Lei n.º 12.435, de 2011)
§ 2.º Para efeito de concessaã o deste benefíício, considera-se pessoa
com deficieê ncia aquela que tem impedimentos de longo prazo de
natureza fíísica, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em
interaçaã o com diversas barreiras, podem obstruir sua participaçaã o
plena e efetiva na sociedade em igualdade de condiçoã es com as
demais pessoas. (Redaçaã o dada pela Lei n.º 12.470, de 2011)
§ 3.º Considera-se incapaz de prover a manutençaã o da pessoa com
deficieê ncia ou idosa a famíília cuja renda mensal per capita seja
inferior a 1/4 (um quarto) do salaí rio míínimo. (Redaçaã o dada pela
Lei n.º 12.435, de 2011) [...]

Conforme comprova a documentaçaã o anexa, a autora eí


incapaz, devidamente atestada sua incapacidade por profissional meí dico
especialista, fato este que poderaí ser comprovado mediante a realizaçaã o
de períícia judicial, restando, portanto, cumprido o primeiro requisito para
a concessaã o do benefíício assistencial no presente caso.
De acordo com a Suí mula n.º 29 da TNU: “Para os efeitos
do art. 20, § 2.º, da Lei n.º 8.742, de 1993, incapacidade para a vida
independente naã o soí eí aquela que impede as atividades mais elementares
da pessoa, mas tambeí m a impossibilita de prover ao proí prio sustento”.
Quanto ao segundo requisito, ou seja, a renda familiar per
capita inferior a 1/4 de SM, a Parte Autora tambeí m cumpre tal requisito
pois recebe apenas R$ 80,00 (oitenta reais) de benefíício do Bolsa Famíília,
inexistindo motivos que justifiquem o indeferimento do benefíício
requerido.
Vale ainda ressaltar o disposto no Decreto n.º 6.214, de
26.09.2007, alterado pelo Decreto n.º 7.617, de 17.11.2011, quais os
valores de renda devem ser computados para a apuraçaã o da renda mensal
bruta familiar:

Art. 4.º (...).


VI – renda mensal bruta familiar: a soma dos rendimentos brutos
auferidos mensalmente pelos membros da famíília composta por
salaí rios, proventos, pensoã es, pensoã es alimentíícias, benefíícios de
prevideê ncia puí blica ou privada, seguro-desemprego, comissoã es,
proí -labore, outros rendimentos do trabalho naã o assalariado,
rendimentos do mercado informal ou autoê nomo, rendimentos
auferidos do patrimoê nio, Renda Mensal Vitalíícia e Benefíício de
Prestaçaã o Continuada, ressalvado o disposto no paraí grafo uí nico do
art. 19.
Entretanto, a norma traz tambeí m possibilidades de
exclusaã o de valores para apuraçaã o da renda mensal familiar, a saber:

§ 2.º Para fins do disposto no inciso VI do caput, não serão


computados como renda mensal bruta familiar:
I – benefíícios e auxíílios assistenciais de natureza eventual e
temporaí ria;
II – valores oriundos de programas sociais de transfereê ncia de
renda;
III – bolsas de estaí gio curricular;
IV – pensaã o especial de natureza indenizatoí ria e benefíícios de
assisteê ncia meí dica, conforme disposto no art. 5.º;
V – rendas de natureza eventual ou sazonal, a serem
regulamentadas em ato conjunto do Ministeí rio do
Desenvolvimento Social e Combate aà Fome e do INSS; e
VI – remuneraçaã o da pessoa com deficieê ncia na condiçaã o de
aprendiz.
Assim, como o INSS naã o levou em consideraçaã o a renda
da requerente e nem o estado de sauí de dela, indevida eí a negativa do
benefíício. A parte cumpre, portanto, o requisito de 1/4 de salaí rio míínimo
e deve ter concedido o benefíício de prestaçaã o continuada da LOAS.
Sendo assim, naã o merece perdurar a decisaã o
administrativa de indeferimento do benefíício, cabendo a esse nobre Juíízo
restabelecer o direito e a justiça!

3. DO PREQUESTIONAMENTO

Resta clara a violaçaã o aos ditames constitucionais e legislaçaã o


federal, ao ignorar a Constituiçaã o Federal em seu art. 1°, III, art. 3°, I, art. 6°
caput, art. 203 caput e lei 8.742/1993 em seus artigos 1°, caput, art. 2° I
“e”, art. 4° e seguintes.

4. REQUERIMENTOS
Diante do exposto, requer-se a Vossa Exceleê ncia:
a) a citaçaã o do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, para,
querendo, responder aà presente demanda, no prazo legal e a determinaçaã o
ao INSS para que, na primeira oportunidade em que se pronunciar nos
autos, apresente o Processo de Concessaã o do Benefíício Assistencial para
apuraçaã o dos valores devidos aà Parte Autora, sob pena de cominaçaã o de
multa diaí ria, nos termos do art. 139, IV, do Coí digo de Processo Civil/2015,
a ser fixada por esse Juíízo;
b) a procedeê ncia da pretensaã o aduzida, consoante narrado nesta
inicial, condenando-se o INSS a conceder o Benefíício Assistencial, a contar
da data do primeiro requerimento administrativo;
c) a condenaçaã o do INSS a pagar as parcelas vencidas, acrescidas de
correçaã o monetaí ria a partir do vencimento de cada prestaçaã o ateí a efetiva
liquidaçaã o, respeitada a prescriçaã o quinquenal. Requer-se ainda a
aplicaçaã o dos juros de mora a serem fixados aà taxa de 1% ao meê s, a contar
da citaçaã o, com base no art. 3.º do Decreto-lei n.º 2.322/1987, aplicaí vel,
analogicamente, aos benefíícios pagos com atraso, tendo em vista o seu
caraí ter alimentar;
d) a condenaçaã o do INSS ao pagamento de custas, despesas e de
honoraí rios advocatíícios, na base de 20% (vinte por cento) sobre as
parcelas vencidas e as doze vincendas, apuradas em liquidaçaã o de
sentença, conforme dispoã em o art. 55 da Lei n.º 9.099/1995 e o art. 85, §
3.º, do Coí digo de Processo Civil/2015;
e) cumprindo a previsaã o do art. 319, VII, do Coí digo de Processo
Civil/2015, a parte autora declara que opta pela realizaçaã o de audieê ncia de
conciliaçaã o no presente caso;
Requer-se, com base no § 4.º do art. 22 da Lei n.º 8.906/1994, que, ao
final da presente demanda, caso sejam encontradas diferenças em favor da
Parte Autora, quando da expediçaã o da RPV ou do precatoí rio, os valores
referentes aos honoraí rios contratuais (contrato de honoraí rios anexo)
sejam expedidos em nome do advogado contratado pela Parte Autora, no
percentual constante no contrato de honoraí rios anexo, assim como dos
eventuais honoraí rios de sucumbeê ncia.
Daí -se aà causa o valor de R$ 17.172,00 (Dezessete Mil Cento e setenta e
dois reais).
Nesses termos,
PEDE DEFERIMENTO.
Porto Esperidiaã o – MT, 19 de Fevereiro de 2018.

Guilherme Henrique Moraes


OAB 24464/O