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O Teorema Fundamental do Cálculo

COMP217 - CÁLCULO 2 - 80h


ECOM010 - CÁLCULO 2 - 60h
Profa. Xu Yang

7 de fevereiro de 2018

1. Parte 1
Definimos uma função com forma
żx
gpxq “ f ptqdt,
a
onde f é uma função contínua de ra, bs e x varia entre a e b.
Exemplo 1.1. Se f é uma função dada por:
$
& 2x, se x P r0, 1s
f pxq “ 2, se x P p1, 2s
% x
2 ´ 2, se x P p2, 6s
şx
e gpxq “ 0 f ptqdt, encontre os valore de gp0q, gp1q, gp2q, gp3q, gp4q e gp5q.
Teorema 1.2. Se f for contínua em ra, bs, então a função g definida por
żx
gpxq “ f ptqdt, a ď x ď b
a
é contínua em ra, bs e derivável em pa, bq e g 1 pxq “ f pxq. Isto é
d x
ż
f ptqdt “ f pxq.
dx a
Demonstração: (Caso h ą 0)
ż x`h żx
gpx ` hq ´ gpxq “ f ptqdt ´ f ptqdt
a a
ż x`h
“ f ptqdt
x
Logo, para h ą 0,
ż x`h
gpx ` hq ´ gpxq 1
(1) “ f ptqdt
h h x
Se f é contínua em rx, x`hs, o Teorema dos valores extremos afirma que há numeros
u e v em rx, x ` hs tais que f puq “ m e f pvq “ M , onde m e M são valores mínimo
e máximo absolutos de f em rx, x ` hs.
Temos ż x`h
mh ď f ptqdt ď M h.
x
Como h ą 0,
ż x`h
1
f puq ď f ptqdt ď f pvq
h x
Então
gpx ` hq ´ gpxq
f puq ď ď f pvq
h
1
2

Agora, tomemos h Ñ 0. Então u Ñ x e v Ñ x, uma vez que u e v estão entre x e


x ` h. Portanto,
lim f puq “ f pxq e lim f pvq “ f pxq
uÑx vÑx
porque f é contínua em x. Pelo Teorema do Contronto, temos
gpx ` hq ´ gpxq
g 1 pxq “ lim “ f pxq
hÑ0 h
Observação 1.3.
d x
ż
f ptqdt “ f pxq
dx a
quando f for contínua.
Exemplo 1.4. Encontre a derivada da função gpxq, onde
żxa
ş x4
gpxq “ 1 ` t2 dt, gpxq “ 1 sectdt
0

2. Parte 2
Definição 2.1. (Primitivas) Uma função F é denominada uma primitiva de f num
intervalo I se F 1 pxq “ f pxq para todo x em I.
Exemplo 2.2. Seja f pxq “ x2 . Se F pxq “ 13 x3 , logo F 1 pxq “ x2 “ f pxq.
Teorema 2.3. Se F é uma primitiva de f em um intervalo I, então a primitiva
mais geral de f em I é
F pxq ` C
onde C é uma constante arbitrária.
Tabela de Fórmulas de Primitivação
Teorema 2.4. Se f for contínua em ra, bs, então
żb
f pxqdx “ F pbq ´ F paq
a
onde F é qualquer primitiva de f , isto é, uma função tal que F 1 “ f .
şx
Demonstração: Seja gpxq “ a f ptqdt. Sabemos da Parte 1 que g 1 pxq “ f pxq, isto
é, g é uma primitiva de f . Se F for qualquer outra primitiva de f em ra, bs, então
sabemos, que F e g diferem por uma constante, para a ă x ă b. Como F e g são
conínua em ra, bs e temos
F pbq ´ F paq “ rgpbq ` Cs ´ rgpaq ` Cs
żb
“ gpbq ´ gpaq “ gpbq “ f ptqdt
a
1
Observação 2.5. Como F pxq “ f pxq, a Parte 2 pode ser reescrita como
żb
F 1 pxqdx “ F pbq ´ F paq
a
Exemplo 2.6. Calcule a integral
ż3 ż6
1 ş3 dx
2
dx não existe! 1
ex dx ,
´1 x 3 x
Exemplo 2.7. Se vptq é a velocidade de um objeto e sptq é sua posição no tempo
t, então vptq “ s1 ptq, de forma que s é uma primitiva de v. E
żb
vptqdt “ spbq ´ spaq
a