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Como Adaptar ao Meio Aquático

Soares, S.; Fernandes, R.; Vilas-Boas, J. P.


Universidade do Porto, Faculdade de Desporto, CIFI2D, Porto, Portugal

1. Introdução
A adaptação do ser humano ao meio aquático (AMA) é, antes de mais, uma questão
de sobrevivência. Mais tarde ou mais cedo, com maior ou menor frequência, de
forma mais ou menos inusitada, qualquer pessoa acaba por contactar com o
ambiente aquático, seja ele natural (mares, rios, lagos,…) ou produzido pelo
próprio Homem (piscinas). A capacidade de nele sobreviver vai depender da
quantidade e qualidade das adaptações até então adquiridas e do conhecimento
que o sujeito tem deste meio. Neste contexto, a AMA é vista no seu sentido lato.
Quanto melhor for a competência aquática de um indivíduo tanto mais adaptado ele
estará. Estará mais bem adaptado à água o sujeito que nade todas as técnicas,
parta e vire, jogue pólo aquático, salte e faça natação sincronizada, entre outras
competências não associadas a modalidades desportivas aquáticas. Em sentido
restrito, a AMA é vista como a primeira fase do ensino da natação ou de outras
disciplinas aquáticas. Nesta fase procuram resolver-se os problemas de equilíbrio,
respiração e propulsão que o inadaptado sente e que decorrem das diferenças
existentes entre o meio terrestre e o meio aquático. Procura-se ainda dotar o
indivíduo de um conjunto de competências básicas que visam facilitar a aquisição
de competências mais complexas. Por exemplo, ensina-se o aluno a rodar no eixo
frontal com vista à futura aquisição das técnicas de viragem com rolamento. Neste
contexto, a AMA ultrapassa a importante relação com a sobrevivência do indivíduo
no meio aquático, passando a ser olhada como pressuposto da aprendizagem e do
próprio rendimento desportivo na natação.
O texto que a seguir se desenvolve está redigido de uma forma simples, usando
uma linguagem que se quer tão próxima possível da que utilizamos no bordo da
piscina, por vezes destituída de alguns dos formalismos que caracterizam a
linguagem escrita. Tal não invalida que nalgumas situações se apliquem termos
mais formais, que deverão ser simplificados na prática do dia a dia. Contudo, a
simplificação da linguagem no ambiente de ensino não deve cair em situações
menos ortodoxas, tais como a de, por exemplo, chamar corda ao separador de
pista. Será legítimo simplificar e chamar-lhe apenas pista, mão não corda. Tudo
isto porque o uso da designação completa, separador de pista no exemplo dado,
implica que o tempo de informação aumente e que o feedback curto e rápido possa
ser inviabilizado. Durante as páginas seguintes falaremos então sobre a sequência
a adoptar para adaptar um indivíduo ao meio aquático, justificando algumas das
opções tomadas à luz da didáctica e de alguns princípios mecânicos
especificamente relacionados com o meio aquático. Trata-se de uma proposta
elaborada e permanentemente optimizada pelo gabinete de Natação da FADEUP,
com base na consulta de documentos vários e na experiência lectiva dos docentes.
Encerraremos com uma reflexão relativa ao conceito de saber nadar e indicando
alguma literatura de suporte ao ensino da natação que poderá ser consultada.

2. Progressão pedagógica para Adaptação ao meio Aquático


A necessidade de adaptar o ser humano ao meio aquático advém, em primeiro
lugar, da estranheza sensorial que este lhe causa. Por um lado, o equilíbrio, a
respiração e a locomoção alteram-se drasticamente em comparação com o
ambiente terrestre. Por outro, a água simplesmente incomoda nos olhos, no nariz,
na boca e nos ouvidos. A face não gosta da água e é-lhe reactiva. A par e passo,
seguindo uma progressão lógica e coerente, o aluno vai resolvendo os seus
problemas até chegar a um momento em que é capaz de se deslocar na água
movendo os seus segmentos corporais, seguindo um padrão de movimento
espontâneo e natural, no qual não se reconhece nenhuma técnica de nado.

2.1.Equilíbrio vertical
A aquisição do equilíbrio vertical é o primeiro passo da adaptação ao meio aquático.
Quando um sujeito entra na água de pé e tenta simplesmente caminhar, a primeira
coisa que sente é que se desequilibra. A busca do equilíbrio aquático pode então
ser induzida com deslocamentos suaves, andando para a frente, para trás, de lado,
a rodar e das formas que o aluno imaginar. Depois, à medida que se sente mais
seguro, podemos sugerir-lhe que corra, salte e brinque de forma mais atrevida. A
necessidade de o aluno conseguir caminhar na água é fundamental. Antes de
avançar para o desenvolvimento de outras competências temos de ter a certeza de
que o aluno, em caso de queda, consegue retomar a vertical sem risco de
afogamento.

2.2.Adaptações da face
Resolvida a situação de equilíbrio vertical e para minimizar ainda mais o risco de
afogamento em situação de queda a água, é necessário começar rapidamente com
o trabalho de adaptação da face. O aluno tem que suportar o contacto da água com
os olhos, o nariz, a boca e os ouvidos. O que mais lhe irá custar será a abertura dos
olhos e neste momento, nós professores, não podemos ceder à pressão dos pais e
dos alunos que insistem no uso dos óculos de natação. Um aluno não deve usar

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óculos de natação antes de conseguir abrir os olhos de forma natural e espontânea.
Este é o momento de propormos exercícios onde a expiração activa está presente
(e.g. "faz bolhinhas debaixo de água com a boca") e exercícios em que o aluno tem
que ver, com a face imersa, que objecto foi escondido no fundo da piscina ou o
número de dedos que estão visíveis na mão do professor.
A absoluta necessidade de aquisição das três competências que expressam a
adaptação da face à água (imergir a face e, simultaneamente, abrir os olhos e
expirar activamente) é sustentada por várias ordens de razões: (i) Primeiro porque
um sujeito que "sabe nadar" (ou seja, não se afoga!), numa situação de acidente
(queda inadvertida na água) pode afogar-se pelo simples facto de não conseguir
ultrapassar a aflição que é ter a face (ouvidos incluídos) rodeada de água. Assusta-
se, hiperventila e engole água; (ii) Segundo porque qualquer habilidade realizada
com o corpo na horizontal é sujeita a maior arrasto (força oposta ao deslocamento)
quando a cabeça está emersa. Tal acontece porque os membros inferiores (MI)
afundam quando a cabeça se eleva, ficando o corpo em posição oblíqua, o que
aumenta a área de superfície frontal oposta ao deslocamento (a área de superfície
frontal oposta ao deslocamento é a superfície corporal que cria resistência ao
avanço. Andar de pé para a frente na água é mais difícil do que deslocar-se na
horizontal porque a superfície corporal que cria resistência é maior quando estamos
de pé); (iii) Terceiro, porque não é possível nadar bem com a cabeça fora de água,
seja em que técnica for, porque em todas há um tempo de imersão da face que
tem que ser respeitado e coordenado com os movimentos, quer dos membros
superiores (MS), quer dos MI. Em qualquer das técnicas (à excepção óbvia do nado
de costas); (iv) Quarto, porque a expiração é realizada dentro de água. Se não o
for, quando o praticante emerge a cabeça, no tempo que tem para inspirar vai ter
que expirar e inspirar, o que aumenta o tempo de permanência da cabeça fora de
água, induz maior arrasto e provoca uma descoordenação com os movimentos dos
MS e dos MI; (v) Quinto e, por último, abrir os olhos é fundamental por uma
questão de orientação. A existência de linhas pretas no fundo e paredes da piscina
justifica-se, exactamente, pelo facto de necessitarmos de guias para que o nado
ocorra em linha recta. Necessitamos, pela mesma razão, do festão de falsa partida
e dos festões de viragem ("bandeirolas") para sabermos, quando nadamos costas,
o quão próximo estamos da parede. É fácil testar esta necessidade. Basta tentar
nadar em linha recta com os olhos fechados. O que vai acontecer é um desvio da
linha de nado para a lateral direita ou esquerda, dependendo de qual é o MS
dominante.

2.3.Imersão em profundidade e salto de pé

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Uma vez que o aluno já se desloca de pé na água com alguma segurança e imerge
a face podemos começar a fazê-lo entender que quando cai à água não fica
pousado no fundo da piscina, como se de uma barra de ferro se tratasse, um
pensamento muito usual no senso-comum. De facto, o corpo tende a emergir, o
que acontece porque enquanto no meio terrestre o corpo está sujeito a uma força
única, denominada força da gravidade, aquela que atrai o corpo para a terra e que
é responsável pelo facto desse corpo ter peso, na água há uma outra força a actuar
sobre o corpo, chamada força de impulsão. A força de impulsão é a força que
empurra o corpo para cima, na direcção da superfície, e é a resultante das forças
de compressão do corpo, que são maiores nas zonas que estão a maior
profundidade (nos pés, se estivermos de pé). Esta força não é, contudo, suficiente
para nos mantermos à superfície com a face fora de água, nomeadamente a boca e
o nariz. Se o aluno ainda não conseguir sustentar-se na água, após a queda
emerge, mas vai engoli-la e respirá-la e o afogamento dar-se-á pouco abaixo da
zona de interface entre o ar e a água. Para melhor entender a emersão o aluno
deve ser convidado a imergir em profundidade e a subir ajudado pela força de
impulsão. Podemos pedir-lhe para descer a escada da piscina com as mãos, para
largar o bordo da piscina e se empurrar para o fundo, sentando-se até, se
conseguir, para descer agarrado a uma vara, para descer juntamente com o
professor ou empurrado por ele. Mal o aluno toque o fundo deve soltar-se de tudo a
que estiver agarrado, olhar para cima e começar a subir, sentindo como "algo" o
empurra em direcção à superfície. Se mover os MS e os MI sobe ainda mais rápido
e mal se agarra ao bordo da piscina fica seguro. É natural que o aluno sinta um
pouco de medo durante a realização destes exercícios, mas tal facto é
absolutamente natural e não devemos deixar de o ajudar.
A partir do momento em que o aluno já caminha na piscina para a frente, para trás
e para os lados, já molha a cara, abre os olhos e expira e já consegue imergir o
corpo todo até ao fundo da piscina pode começar a saltar de pé, tendo o cuidado de
prender os haluces (dedos grandes do pé) no bordo da piscina.

2.3.1. Uso de flutuadores fixos

É talvez agora o momento de reflectir um pouco sobre o uso, na fase de AMA, de


flutuadores (materiais que dão ao corpo a capacidade de flutuar) fixos, como é o
caso das braçadeiras e dos cintos de flutuação, que são muito utilizados com
crianças pequenas, aquelas que não têm pé, mesmo numa piscina de água rasa
para um adulto. O relato que se segue foi retirado de um comentário a uma notícia
colocada num espaço de partilha virtual e, na nossa opinião, vale a pena ser

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cuidadosamente analisado. Chamamos a atenção para o facto de estarmos a
analisar o domínio do senso-comum. A autora da notícia pretendia chamar a
atenção para os cuidados que devemos ter com as crianças e a água (leia-se
piscinas, mar...) durante os períodos de férias, particularmente no verão.
Conhecemos vários exemplos similares a este.

"...estávamos num condomínio fechado com piscina e andava por ali uma menina
que não devia ter mais de 3 anos. Andava com as braçadeiras e entrava e saída
da piscina a seu bel-prazer. Os pais estavam do outro lado de uma sebe a não a
conseguiam ver. Às tantas a menina veio de ao pé dos pais sem as braçadeiras
e como normalmente fazia (e como ainda ninguém lhe tinha dito que não podia ir
para a água sem elas) atirou-se para dentro da água. Se não fosse o Sr. Marido
[a autora do relato refere-se ao seu próprio marido] atirar-se logo lá para dentro e
trazê-la para fora ela tinha lá ficado e os pais nem sequer se tinham apercebido de
nada." (as expressões a negrito foram propositadamente salientadas)

Sobre o relato anterior podem ser feitas duas importantes leituras:


1. Nunca se pode deixar uma criança sem vigilância dentro de água, mesmo que a
situação pareça "segura".
2. No ensino da natação, na fase inicial de adaptação ao meio aquático, a utilização
de braçadeiras, cintos ou outro material flutuador, além de retardar a aquisição da
autonomia aquática (tal como no bebé, por exemplo, o uso do carrinho voador
atrasa a aquisição do andar), não permite que a criança aprenda que não sabe
nadar, que adquira a noção de que se afoga. Tal como se depreende do relato, uma
criança que sempre vivenciou situações de flutuabilidade no meio aquático, sem
nunca ter percebido que tal capacidade lhe advinha das braçadeiras que sempre lhe
foram colocadas, "sabe nadar". Esta criança nunca sentiu o seu corpo a afundar-se
na piscina, nunca teve necessidade de utilizar movimentos propulsivos que a
dirigissem para a superfície (o simples esbracejar) e nunca tentou alcançar a
parede ou outro apoio perto de si. Esta criança, além de "saber nadar", não tem o
menor instinto de defesa, de "auto-salvamento".

Em termos de ensino da natação, uma criança só adquire a noção de que se afoga


quando é confrontada com a imersão completa da face, com a abertura dos olhos
estando a face imersa e com o salto de pé, deixando-se ir ao fundo e recuperando a
superfície.

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2.3.2. Aquisição da noção do risco de afogamento e “auto-
salvamento”
Apesar do confronto da criança com as situações de imersão da face e do corpo,
dependendo da sua idade, a noção do risco de afogamento pode ou não ser
adquirida. Para adquirir esta noção é necessário que, enquanto bebé, se ultrapasse
a fase da inconsciência do risco (a fase em que saltar de uma janela do 3º andar é
igual a descer o degrau do passeio). É ainda importante referir que, mesmo depois
da aquisição da noção de risco de afogamento, é muito difícil uma criança adquirir
algumas competências de "auto-salvamento" antes dos 2.5 anos e, mesmo depois
de as adquirir, vai continuar a requerer uma vigilância muito apertada, porque na
emoção do momento, brincando, imitando outras crianças, pode ir além daquilo
que é capaz. Antes desta idade, na maioria das vezes, a competência de “auto-
salvamento” traduz-se na simples acção de, depois de cair à água perto do bordo, a
criança emergir e nadar um metro para se agarrar. Note-se, ainda, que estas
afirmações não são válidas se a criança cair à água vestida, porque dificilmente
será capaz de sustentar o peso da roupa molhada. Todas as pessoas deveriam
saber que, numa situação de queda acidental à água, a primeira coisa que temos
de fazer é despir-nos, tirando os sapatos ou botas logo em primeiro lugar. Contudo,
isto é algo que um bebé ou uma criança pequena não conseguem fazer.

2.4.Equilíbrio vertical autónomo em água profunda


Quando o aluno já consegue caminhar na piscina, para a frente, para trás e para os
lados, já molha a cara, abre os olhos e expira, já consegue imergir o corpo todo até
ao fundo da piscina e já salta de pé podemos tentar que ela se equilibre
autonomamente, na vertical, em piscina de água profunda (sem pé). Esta é uma
habilidade importante, porque é a que vai permitir que o aluno mantenha a face à
superfície e respire se cair à água e não tiver pé. Para desenvolver esta
competência podem fazer-se alguns jogos. Por exemplo, estando o aluno apoiado
com as mãos no bordo, pedimos-lhe, primeiro, que tire uma mão do bordo. Depois
a outra. De seguida vai bater palmas e fazer outras brincadeiras até ser capaz de
se sustentar movendo apenas os MI e os MS. Vai demorar algum tempo até o aluno
se conseguir sustentar e a estratégia é ir repetindo insistir várias vezes enquanto
vamos avançando com outros conteúdos da AMA. Se não houver a possibilidade de
acesso à piscina de água rasa e todo o trabalho tiver de ser desenvolvido em
piscina de água rasa (com pé), teremos de ultrapassar este importante passo e
passar para o conteúdo seguinte da progressão pedagógica, a posição de medusa.

2.5.Equilíbrio estático: a posição de medusa

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A medusa, ou posição fetal na água começa a ser trabalhada após o salto de pé ou
o equilíbrio vertical autónomo. É a habilidade aquática em que o corpo humano
mais se aproxima do equilíbrio estável. O equilíbrio estável caracteriza-se pela
coincidência dos pontos de aplicação das forças de gravidade e de impulsão, o que
acontece apenas em corpos homogéneos, como uma rolha de cortiça, por exemplo.
Trata-se de um tipo de equilíbrio impossível no corpo humano, por ser constituído
por diferentes tipos de tecidos (ósseo, muscular, adiposo, cartilaginoso,...). O aluno
vai começar por experimentar a posição de medusa, primeiro, realizando uma
apneia inspiratória (inspirar o mais possível e suster o ar, bloqueando a expiração).
O ar é muito leve (menos denso que a água) e ajuda a flutuar. O aluno vai sentir
que, com o ar dentro do peito, é muito fácil flutuar. São critérios para a realização
da medusa com apneia inspiratória a manutenção da face em imersão e da posição
fetal. Depois do aluno já conseguir adoptar a posição de medusa com apneia
inspiratória deve deixar-se manipular. Devemos tocar, empurrando e rodando
ligeiramente na horizontal, no corpo do aluno, que se deixará voltar à posição
inicial, sentindo como o seu corpo tende a flutuar. Por fim, devemos estimular uma
habilidade mais difícil, por vezes mesmo impossível de realizar com crianças
pequenas, a medusa com apneia expiratória. A dificuldade associada a esta
habilidade advém da necessidade de resistir à apneia expiratória. O aluno tem,
primeiro, que expirar com muita força (expiração forçada) e depois tem que
adoptar a posição de medusa só com o volume de ar residual que lhe fica dentro
dos pulmões. Se o aluno conseguir suportar a apneia expiratória vai sentir o seu
corpo descer em direcção ao fundo da piscina, salvo nalguns casos em que existe
flutuabilidade positiva mesmo com o pulmão esvaziado.

2.6.Equilíbrio horizontal ventral e dorsal


Até ao momento e retomando a progressão pedagógica na posição de medusa,
ainda não foi solicitado ao aluno que se colocasse na posição horizontal, a posição
de nado. Não há que ter pressa ou ansiedade relativa à aquisição desta
competência. Uma propedêutica incorrecta vai levar a que o aluno não consiga
posicionar o corpo de forma adequada. Por exemplo, se a capacidade de imergir a
face não estiver adquirida, o aluno vai deitar-se na água, em posição ventral, com
a cabeça emersa, o que origina o afundamento dos MI e impede a manutenção do
equilíbrio. É importante reter que aprender a nadar é um processo que demora o
seu tempo e a precipitação faz queimar etapas importantes do mesmo, ou seja,
inibe a aquisição de competências necessárias à aprendizagem das habilidades mais
complexas.

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Antes do aluno começar a tentar o domínio do equilíbrio horizontal tem que
aprender a deitar-se na água, quer em decúbito ventral, quer dorsal. É
imprescindível que seja capaz de passar da posição vertical para a horizontal, quer
ventral, quer dorsal, voltando a retomar a posição vertical inicial. Depois de treinar
estas alterações de posição pode começar a adoptar a posição de estrela (flutuar
com os MI e os MS afastados), com a face imersa. Apesar da necessidade de
imersão na face, a definição da posição de estrela é mais fácil na posição ventral.
Deitar para trás é vertiginoso e é natural que o aluno reaja de forma mais receosa
às primeiras propostas de realização da estrela dorsal.

2.7.Equilíbrio dinâmico: deslize


Um aluno que vai começar a aprender habilidades pertencentes ao grupo dos
equilíbrios dinâmicos já tem, obrigatoriamente, a face bem adaptada à água e é
capaz de se colocar na posição horizontal. Também não revela medos ou receios no
contacto com a água. O aluno que cumpre os requisitos anteriores está pronto a
iniciar o deslize. Para deslizar tem que colocar os dois pés na parede e esticar o
corpo na totalidade. Inicialmente não será exigida a posição hidrodinâmica, apesar
de o aluno a dever conhecer (conf. 2.7.2). Nas primeiras tentativas o deslize pode
ser realizado entre paredes (testa e lateral, numa quina da piscina). Depois, deve
começar a partir da parede testa e deslizar, o mais possível, ao longo da pista. Nos
primeiros deslizes pode permitir-se ao aluno que se mantenha à superfície.
Contudo, com o passar do tempo e à medida que ele se torne mais competente, é
necessário exigir que os deslizes ocorram sempre com o corpo totalmente imerso.

2.7.1. Força de arrasto


A explicação para a necessidade da imersão total do corpo durante o deslize é,
como qualquer gesto na natação, explicada pela hidrostática e hidrodinâmica,
disciplinas da mecânica que se debruçam, respectivamente, sobre o estudo de
corpos em equilíbrio estático e dinâmico. A questão que se coloca é a seguinte:
porque é o arrasto à superfície maior do que em imersão? Tentaremos, de seguida,
uma explicação simples e clara, quer para aqueles que se estão a iniciar nesta
matérias, quer mesmo para o senso-comum, particularmente os pais dos alunos,
aos quais os objectivos da nossa actuação têm de ser devidamente justificados.
Quando o corpo se move na interface entre o ar e a água, parte da energia que
devia servir exclusivamente para a propulsão é transmitida às massas de água,
animando-as de movimento. Reconhece-se este fenómeno de transferência de
energia química em energia cinética observando as ondas que se formam à volta do
corpo do nadador e se afastam dele, em direcção aos bordos da piscina. Estas

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ondas são muito similares àquelas que se formam quando atiramos uma pedra para
dentro de um lago em que as águas estavam paradas. A formação de ondas à volta
do corpo do nadador é um dos fenómenos hidrodinâmicos responsáveis pela
frenagem do seu movimento, conhecido por arrasto de onda. Mas o arrasto de onda
não é a única forma de arrasto que o corpo sofre quando se desloca à superfície da
água. Existe também o arrasto de fricção. Junto ao corpo existe uma fina película
de água que se move a uma menor velocidade que as camadas adjacentes. Chama-
se a esta película a camada limite. A água move-se mais lentamente, frenando o
deslocamento para a frente, porque as gotas de água vão ficando "presas" ao
corpo. Este fenómeno de fricção é tanto maior quanto mais perto se estiver da
superfície, porque quanto mais fundo se está mais as partículas têm dificuldade em
aderir ao corpo, uma vez que as adjacentes puxam-nas, como que descolando-as
do corpo. À superfície as camadas adjacentes são muito menos espessas, daí o
maior arrasto. Outro tipo de arrasto que o corpo sofre quando à superfície da água
é o arrasto de pressão. Quando se nada, a parte da frente do corpo (cabeça,
ombros...) constitui uma barreira oposta ao deslocamento. Nesta zona de barreira
há partículas de água que diminuem a sua velocidade de deslocamento e outras
que param mesmo de se movimentar. Quando conseguem fluir a partir do ponto
que as fez desacelerar ou onde ficaram estagnadas, aceleram rapidamente na
direcção dos pés, umas seguindo pela parte superior do corpo, outras pela parte
inferior. Estas partículas vão criar, na zona dos pés, uma massa de água em
turbilhão que se designa por esteira. Este fenómeno, representado na Figura 1,
pode ser muito facilmente observado nos barcos a motor, por exemplo.

Fig. 1 – Formação da esteira da zona oposta à superfície de estagnação do fluído.

Um matemático suíço de nome Jakob Bernoulli (sec XVI – XVII), descobriu que há
uma relação inversa entre a velocidade de um fluído e a sua pressão (Teorema de
Bernoulli). Assim, se na parte anterior do corpo a velocidade das partículas de água
é menor, então, a pressão é maior, e o inverso acontece no lado oposto desse
mesmo corpo. Quando há um gradiente inverso de pressões tende a formar-se uma
força orientada no sentido das altas para as baixas pressões, formando-se uma
força que puxa o corpo na direcção dos pés, ou seja, no sentido contrário ao
deslocamento. É a esta força que se chama arrasto de pressão. Este tipo de arrasto

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é o responsável pelo facto de não se dever elevar muito a cabeça quando se nada,
por exemplo. Elevando a cabeça, os MI tendem a afundar, criando muitos mais
pontos de estagnação das partículas de água e aumentando o arrasto de pressão.
No deslize, se o aluno se deslocar com um bom alinhamento corporal, imerso,
minimiza os pontos de estagnação e desloca-se mais depressa.

2.7.2. Posição hidrodinâmica


A posição hidrodinâmica é a posição corporal que permite deslizar sofrendo da água
a menor resistência possível (Fig. 2).

Fig. 2 – Corpo do nadador em posição hidrodinâmica durante a realização do


deslize.

Para contrariar a força de arrasto é necessário elevar os MS, juntar as mãos,


sobrepondo-as abertas e com os dedos unidos, e apertar os MS assim estendidos
contra a cabeça (tomar como referência as orelhas ajuda os alunos a compreender
melhor o que se pretende). Os ombros devem elevar-se um pouco para que
desapareça o espaço que fique entre eles e a cabeça. A cabeça deve estar alinhada
com o tronco, nem com o queixo puxado para a frente, nem inclinada para trás
permitindo olhar o tecto. Todo o corpo deve estar estendido e tenso. Todos os
músculos contraem, especialmente os dos MI, e os pés devem ter as pontas bem
esticadas (“pé de bailarina”). Esta é a posição hidrodinâmica. O aluno não pode
deixar de a aprender. Ela vai permitir que o aluno adopte uma melhor posição de
nado. É uma posição que terá também de ser adoptada em todos os deslizes que
forem realizados após a partida e as viragens, numa qualquer prova de nado.

2.8.Equilíbrio dinâmico: parafusos e cambalhotas


O deslize de que falamos no ponto anterior terá de ser realizado pelo aluno quer
em decúbito ventral, quer dorsal, uma vez que constitui o ponto de partida para a
aquisição da capacidade de rodar no eixo longitudinal, ou seja a fazer "parafusos".
Os "parafusos" não são fáceis de realizar, uma vez que implicam já a necessidade
de realizar alguns movimentos alternados dos MI. Esta habilidade parece um pouco
descontextualizada, mas não o é, de facto. Rodar sobre o eixo longitudinal é muito
importante para realizar uma boa rotação do tronco nas técnicas alternadas (crol e
costas) e também para a futura aquisição da capacidade de virar, principalmente de
costas para costas, em que é necessário passar da posição ventral para a dorsal
antes de rodar sobre o eixo frontal (dar uma "cambalhota” para a frente).

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As rotações no eixo frontal são exactamente o conteúdo seguinte que o aluno deve
aprender. O eixo horizontal é o eixo que fica à frente do corpo, mas fora dele (é o
eixo do varão de protecção da saída da escola em que as crianças rodam). O aluno
deve aprender a rodar com o corpo engrupado, para a frente e para trás. A
aquisição desta competência vai ser de grande valia na aprendizagem futura das
viragens de rolamento. Também vai permitir ao aluno aprender a retomar as suas
referências em termos de orientação, depois de ter rodado na água, uma
competência importante para o auto-salvamento em caso de acidente aquático. Por
exemplo, se o aluno alguma vez cair à piscina ou de um barco, mesmo depois de
duas ou três “cambalhotas”, saberá exactamente onde está.
Se estivermos a aprender a ensinar a nadar numa piscina de água rasa (com pé),
podemos ajudar o aluno a rodar. Numa piscina de água profunda (sem pé),
podemos colocar o aluno no bordo, na posição de grande flexão de MI (de
“cócoras”), e ele terá de fazer as “cambalhotas” deixando-se cair para a água e
rodando.

2.9.Movimentos alternados dos membros inferiores

Depois do aluno ter aprendido tudo o que descrevemos até ao momento deverá
estar pronto para começar a propulsionar-se através da acção alternada dos MI,
quer estando na posição ventral, quer dorsal. A placa deve ser pegada na posição
horizontal (com o bordo mais largo na frente da cabeça), usando-se uma pega
média (as duas mãos agarram os bordos laterais da placa). O aluno deve estender
bem os MI, sem esquecer os pés e sem ficar exageradamente tenso, e estender
bem os MS. É fundamental que coloque a cabeça dentro de água, para uma boa
manutenção do alinhamento corporal e minimização do arrasto. Sempre que o
aluno necessitar de respirar deve elevar a cabeça frontalmente e inspirar
fortemente. Depois volta a colocar a cabeça na água e expirar tanto ar quanto
conseguir. É necessário cuidar para que o aluno não expire fora de água, fazendo
uma apneia quando a face está imersa. Este erro é particularmente grave,
nomeadamente porque, mais tarde, quando o aluno estiver a aprender as técnicas
de nado, será impossível conseguir um nado bem coordenado. Tal acontecerá
porque o aluno vai expirar e inspirara no momento temporal destinado apenas à
inspiração, o que atrasará a imersão da face.

2.10. Propulsão autónoma


Quando o aluno chega a este nível de competência já adquiriu todas a
competências anteriores e deve ser estimulado a encontrar formas diferentes de se

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deslocar na água. Contudo, ainda sem que lhe ensinemos qualquer técnica
estereotipada de nado. Podemos usar jogos em que o aluno tem de ser deslocar em
meio aquático imitando objectos, animais ou acontecimentos. Devemos usar
imagens tão sui generis quanto possível (ex: nada como se fosses uma cadeira,
como um Leão, como um candeeiro, como uma ave, como um parafuso. Imita um
piano a cair á água, um rallie. Inventa tu! Nada como quiseres.). A única exigência
a colocar é a de que o aluno seja capaz de se deslocar. Neste momento o aluno
estará pronto para novas aquisições. Podemos dizer que está adaptado ao meio
aquático. Não tem problemas em nadar sem óculos, não precisa de braçadeiras ou
flutuadores para se manter à superfície, sabe colocar-se em posição hidrodinâmica,
fazer “parafusos” e dar “cambalhotas”.

2.11. Salto de cabeça


Se sentirmos que o aluno está preparado para tal, podemos fechar este ciclo
adaptativo ensinando-o a saltar de cabeça. O salto de cabeça difere do salto de
partida apenas no facto de, no segundo, o aluno saltar para nadar e, no primeiro,
saltar para aprender a entrar na água de cabeça. No ensino desta habilidade temos
que precaver, a todo o custo, a vivência negativa da “chapa” ou “chapão” na água
(queda com impacto da barriga ou de todo o corpo). O segredo do ensino do salto
de cabeça está em não deixar o aluno vivenciar o "chapão", o que se consegue
eliminando a fase de voo do salto de partida. Um salto e partida consiste em quatro
acções a serem ensinadas, a acção no bloco, o voo, a entrada e o deslize. Na
natação de competição inicia-se a acção no bloco com um apito longo do juiz
árbitro, que passa, de seguida, a partida para o juiz de partidas. O aluno sobe para
o bloco e prende os háluces (dedos grandes dos pés) no bordo anterior do mesmo.
Coloca as mãos entre os pés, agarrando, também com as mãos, a parte anterior do
bloco. Puxa o bloco para si como se o quisesse arrancar à voz de "aos seus
lugares", dada pelo juiz de partida, e fica imobilizado nesta posição. Ao apito curto
de saída, dado pelo juiz de partidas, inicia-se o voo. A acção começa com o
desequilíbrio do corpo, em bloco, para a frente. Neste movimento inicial o aluno
armazena energia elástica que lhe vai servir de impulso para sair em voo. O voo
realiza-se com o corpo completamente esticado e em posição hidrodinâmica. As
mãos vão tocar a água em primeiro lugar e o mais longe possível. No ensino, é
exactamente o voo que se retira. O aluno deve entrar na água perto do bordo ou
do bloco e "picando" para o fundo da piscina (Fig. 3).

12
Figura 3 – Entrada na piscina, de cabeça, sem voo.

A entrada na água dá-se com as mãos em primeiro lugar e todo o corpo deve
passar pelo "buraco" aberto pelas mãos. Claro que no ensino, se se retirou o voo,
vai ser impossível fazer passar o corpo todo pelo mesmo ponto. Por fim, o aluno vai
deslizar com o corpo em posição hidrodinâmica, a uma altura de cerca de 50 cm da
superfície, habilidade que ele já aprendeu.

2.12. Conceito de saber nadar


Não é possível dizer "quanto" é que uma pessoa precisa saber nadar. Quanto
necessita uma pessoa de saber nadar para, por exemplo, poder salvar-se a si
mesma ou a outrem? Para responder a esta questão é necessário partir do princípio
de que quem apenas tem uma adaptação ao meio aquático rudimentar não
consegue salvar-se ou salvar numa situação de acidente difícil. Mas chegará saber
nadar crol e costas? Necessitará também das técnicas de bruços, das partidas e das
viragens? E da mariposa? Se um sujeito necessita de saber nadar mariposa para se
salvar, por exemplo, é uma questão irrelevante. O que interessa é que o sujeito
que nada mariposa tem um nível de competência aquática superior (para aprender
a nadar mariposa andou na natação um tempo considerável) e é o nível de
desempenho superior que saí advém que pode fazer a diferença ao salvar a sua
vida ou a de outros. Quanto mais habilidades um sujeito conseguir realizar no meio
aquático (habilidades da natação pura, de natação sincronizada, dos saltos para a
água, do pólo aquático, do simples exercício aquático), mais apto estará,
teoricamente, a sobreviver nesse meio. Por isso, se queremos que os nossos alunos
sejam sobreviventes de um acidente aquático devemos ensinar-lhes o mais que
possamos. Quando olhamos para um aluno é natural perguntarmo-nos: até onde o
ensino? A resposta a dar deverá ser sempre a mesma: tudo o que eu for capaz,
mesmo que os pais me digam que só querem que o filho se "desenrasque" para o
caso de cair "à piscina que temos lá em casa". E porquê tudo? Porque não sabemos
se algum dia ele vai necessitar de uma competência aquática superior para se
salvar ou para salvar alguém, se quererá ser um nadador, de natação pura ou
sincronizada, se quererá ser um jogador de polo aquático, se quererá fazer um

13
curso superior de educação física, se irá querer fazer carreira na marinha, se, se,
se, se... O lema mais importante é, em linguagem bem corrente, "não cortar
pernas", ensinar-lhe tudo. Mesmo que ele não venha a ser nadador de alta
competição, mesmo que ele venha a ser um profissional qualquer de outra área que
não o desporto aquático, mesmo que ele só venha a nadar como forma de
"manutenção", de recereação ou de recuperação. Ainda assim, só nadará se o seu
nado for competente e lhe transmitir uma sensação agradável. Se for penoso e
sofrido, um nado de "desenrasque", de pouco ou nada irá servir-lhe, seja em que
circunstância for. Neste sentido, nós, os profissionais das actividades aquáticas, só
temos uma solução: ser profissionais de excelência para produzir alunos com
excelência capaz de ser aplicada naquilo que eles vierem a necessitar. É isso que
devemos tentar todos os dias, quer com os maiores, quer com os mais pequeninos,
que nos passam como alunos.
Apenas mais um pormenor em jeito de reflexão. Se saber "desenrascar-se" na água
chegasse, então, os professores de natação não seriam necessários. Há imensas
pessoas e crianças que se “desenrascam” muito bem com os ensinamentos que os
pais e avôs lhes proporcionam em tempo de verão.
Saber nadar, para o leigo, significa não se afogar. Saber nadar, para o profissional
do desporto, significa ter uma competência aquática de nível superior em todas as
disciplinas aquáticas.

2.13. Literatura de suporte em ensino da natação


A literatura científica referente à didáctica da natação é particularmente escassa. A
maioria dos trabalhos que encontramos estão editados em formato de livro ou
constituem meros artigos de opinião, onde, grosso modo, algumas opções
metodológicas são defendidas apenas pelo sentido da lógica. Trata-se de literatura
eminentemente técnica, de melhor ou pior qualidade. Estes textos, apesar de
carecerem de fundamentação científica, podem e devem ser consultados,
particularmente porque a maioria contém uma série de propostas de exercícios que
poderão ser adoptados na prática lectiva. Encerraremos este trabalho deixando
algumas sugestões de obras que poderão ser consultadas.

3. Conclusão
O processo adaptativo ao meio aquático constitui a propedêutica do ensino das
técnicas de nadar, partir e virar. Pressupõe uma abordagem sequencial de
conteúdos, ordenados do mais simples para o mais complexo. Esta ordenação tem
por base uma fundamentação suportada na documentação técnica existente, na
lógica da didáctica e dos princípios da mecânica aquática. Apesar de carecer ainda

14
de validação científica, tem aceitação suficiente na comunidade técnica. Assim é a
proposta que aqui deixamos.

4. Referências para consulta futura

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