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DEDICATÓRIA

Este livro é dedicado aos meus pais, Ernest


Johnson e Opal Johnson, os quais praticamente desde o
berço me ensinaram os princípios cristãos e oraram por
mim. Eu sei que minha salvação e ministério são devidos
aos seus ensinamentos, influência e orações. Eu sempre
dou graças a Deus por este privilégio.

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REIS BOOK’S DIGITAL
ÍNDICE

Introdução.................. ........................................................ 05

1. Palavras mascaradas................................................ . 06

2. Masturbação.................................................................... 29

3. Sodomia......................................................................... 35

4. Relações sexuais durante a mestruação....................... 53

5. A disciplina e a correção de Deus


sobre os vícios sexuais ..................................... . 55

6. Excitação sexual pelo demónio.................................... 85

7. Possessão demoníaca e libertação............................. 110

8. Disciplina dos filhos e controle no namoro........ . 139

9. O que despertou o autor para ensinar sobre sexo... 150

10. Escuridão espiritual.......... ......................................... 158

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INTRODUÇÃO

Se o leitor não quer a verdade sobre vícios


sexuais, e se não deseja deixar a verdade mudar a sua
vida, é melhor não ler este livro, pois suas palavras serão
remorso para você, para sua alma, pela eternidade. Você
será perfeitamente informado e não vai ter desculpa
alguma. As palavras que serão usadas neste livro são
claras, exatas, necessárias para que o leitor entenda o
assunto que será tratado, e não fuja da verdade que está
revelada na Palavra de Deus.

O livro vai descrever explicitamente o que são os


vícios sexuais e como eles são praticados. Se este livro
está chocante, muito bem, espero que o impacto seja
benéfico.

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PALAVRAS
MASCARADAS

É notável que quando o homem se torna mais


depravado, ele começa a criar sua própria linguagem ou
gíria. Palavras que são comuns e que condenam suas ações
são trocadas por outras ou, às vezes, o sentido do termo é
mudado. A definição, o sentido original fica esquecido.
Para escapar da realidade, as palavras da gíria expressam
atos, mas não indicam os sentidos morais desses atos.
Assim o homem esconde-se em suas mentiras e palavras
mascaradas. Os term os seguintes mostram essa realidade:
Homossexual ........................................................................ Gay
Adulterar ................................................................. Fazer Amor
Fornicar ........................................................................... Transar
Bastardo ............................................................. Fruto do amor
Beijo Francês................................................................. Beijinho
Lascívia ............................................ Sensualidade, admiração
Sodomia ............................................................ Sexo anal e oral
Criança não nascida ........................................................... Feto
Devemos fundamentar nossa vida na verdadeira
realidade e não termos medo de sermos condenados. Isso
é melhor do que ocultar e mentir sobre nossos pecados e
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conduta. George Oswell em Política e Linguagem Inglesa
diz que há uma ligação entre destruição política e
corrupção da linguagem. Como nossa linguagem fica
corrompida debaixo da necessidade de defender nossas
ações e condições perversas, ela chega a ser mais
inexpressível e mais perversa, criando piores condições e
um outro tipo de linguagem, ainda mais perverso e
indefinido, gerando uma decadência constante.
Foi Deus quem colocou as palavras em nossa
linguagem e elas expressam exatamente o que Ele pensava
sobre certos atos. Quando o homem muda o sentido ou
não usa mais essas palavras, ele corrompe a linguagem
ordenada por Deus.
Essa cegueira que cria cretinos morais é inevitavel-
mente o resultado de terem rejeitad d á Deus, que é a
única autoridade sobre moral e ética.
“Porquanto, tendo conhecimento de Deus não
o glorificaram como Deus, nem lhe deram,
graças, antes se tornaram nulos em seus pró­
prios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o cora­
ção insensato. Inculcando-se por sábios, torna-
ram-se loucos...”, Romanos 1: 21-22.
A Bíblia diz que por não querer nada de Deus, o
homem está entregue ao sexo perverso, a uma mentalida­
de perversa, que produz palavras pervertidas que não têm
sentido moral.
O leitor possivelmente vai achar dificuldade em
acreditar que você mesmo, a humanidade e muitos na
Igreja organizada estão longe do caminho de Deus e
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constantemente praticam coisas que são totalmente ina­
ceitáveis a Ele. Mas isto é exatamente o que elevemos
esperar quando o sentido das definições das palavras, que
são guias morais, estão ignorados e esquecidos.
Nunca teremos um avivamento moral ou uma
mudança em nossa conduta até que comecemos a
entender e a usar as palavras que descrevem a má
conduta.
Se o leitor duvida da existência de tanta corrup­
ção, é bom considerar as palavras de Deus falando sobre o
povo antes do dilúvio. Deus, que sabia todos os pensa­
mentos, imaginações de todas as crianças, adolescentes,
homens e mulheres na face da terra, disse:
“E viu o Senhor que a maldade do homem se
multiplicara sobre a terra, e que toda a imagina­
ção dos pensamentos de seu coração era só má
continuam ente”, Génesis 6 :5 .
Gostaríamos de pensar que aquela geração era
mais corrompida que a nossa, mas Deus indicou que a
mesma mentalidade perversa iria continuar.
“E o Senhor cheirou o suave cheiro, e disse o
Senhor em seu coração: Não tornarei mais a
amaldiçoar a terra por causa do homem, porque
a imaginação do coração do homem é má desde
a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo o
vivente, como fiz ”, Génesis 8: 21.
Para entender o que os vícios sexuais são e como
eles estão sendo praticados, precisamos entender o que a
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Palavra de Deus diz e o que as palavras querem dizer ao
descreverem estes vícios. Jesus diz em João 13: 3: “Vós
estais limpos pelas palavras que vos tenho falado” . Jesus
diz que sua palavra limpa, lava, mas se as palavras da
Bíblia não são entendidas e recebidas, a limpeza é
impossível.
“Porque as obras da carne são manifestas as
quais são: prostituição, impureza, lascívia, etc”,
Gálatas 5 :1 9 .
“Acerca das quais vos declaro, como já antes
vos disse, que os que cometem tais coisas não
herdarão o reino de D eus”, Gálatas 5: 21b.
“Fazei, poik, morrer a vossa natureza terrena:
prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo
maligno, e a avareza, que é idolatria: por estas
cousas é que vem a ira de Deus sobre os filhos
da desobediência”, Colossenses 3: 5,6.
É muito evidente que as pessoas que praticam
lascívia, impureza e avareza não herdarão o reino de Deus.
A Bíblia simplesmente diz que a pessoa que pratica
lascívia está perdida. Este estudo vai analisar estas
palavras:
a) Lascívia
Esta palavra, que é raramente usada, é pouco
entendida e pouco explicada. Isso porque o homem quer
escapar à condenação do que essa palavra expressa. Veja
os sentidos do termo:
Lascívia: Aquilo que produz inclinação à luxúria;
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o que é desregradamente sensual; libidinagem (definição
da Biblioteca do amor e sexo).
Luxúria: Desejos sexuais ilícitos e maus; libertina­
gem, sensualidade.
Lascívia: A tendência de excitar desejos sexuais
fortes ou avareza imoral, fora do contexto do casamento.
Atos de exibicionismos obscenos e sensuais, sujos e
eróticos (Webster New Universal Dictionary).
Lascívia: Caracterizada como cobiça, desejos se­
xuais. A maioria das literaturas populares consiste em
contos ou narrativas lascivas. Significa falta de controle e
disciplina, não se domina sexualmente. Excitam-se a si ou
a outra pessoa. (Heritage Dictionary Edition).
Em poucas palavras, lascívia são atitudes, atos,
procedimentos e imaginações que estimulam e excitam a
si ou a outras pessoas séxualmente, fora do casamento;
também inclui atos obscenos de gestos imorais.
Observe uma breve lista das maneiras pelas quais
uma pessoa pode praticar lascívia:
• Beijos e abraços ardentes entre os que namoram
são uma forma de lascívia.
• Imaginações e fantasias eróticas, manipulação da
vagina e do pênis para excitar-se a si ou a outras pessoas.
• Músicas como rock and roll, cujo ritmo sugere o
ato sexual; exibir-se numa maneira que cria desejos
sexuais numa outra pessoa.
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• Nudez pública é lascívia; uso de minissaias,
roupas de banho (biquinis) são procedimentos escandalo­
sos em público.
• Gestos e movimentos do corpo semelhantes às
relações sexuais entre homens e mulheres.
• O homem ao imitar os gestos ou modos de falar
e andar de um efeminado está cometendo lascívia. Os
beijos ardentes e abraços frenéticos dados por casais em
público, sejam casados ou não, são considerados lascívia.
• Sinais que sugerem interesses sexuais para com
outras pessoas fora do casamento é lascívia.
• Danças que sugerem o ato sexual e outros
contatos físicos que excitam é lascívia.
• Gestos indecentes que homens ou rapazes fazem
para mulheres, quando passam, é lascívia.
• O uso de pornografias indecentes, imorais e
maliciosas sobre sexo e seu uso é lascívia.
• Gracejos e piadas que fazem menção ao sexo
ilícito é lascívia.
• A onda de pornografia que invade o mundo é
lascívia.
• A avalanche de livros e revistas pornográficas
que infestam o mundo é lascívia.
Há inúmeras maneiras de se praticar a lasojívia. Ela
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- -
coloca a humanidade e muitos na Igreja em estado de
condenação, do qual somente o arrependimento verdadei­
ro poderá libertar e salvar da perdição.
Possivelmente, o leitor, agora, pode entender
melhor porque Deus, olhando a humanidade, disse:
“E viu o Senhor que a maldade do homem se
multiplicava sobre a terra, e que toda a imagina­
ção dos pensamentos de seu coração era só má
continuam ente”, Génesis 6 :5 .
Imaginações eróticas têm ocupado uma grande
parte do pensamento do homem e da mulher. Deus não
teria dito isso sobre o povo antes do dilúvio, se estas
imaginações eróticas não fossem erradas e condenáveis.
Esta realidade será mais evidente na continuação deste
estudo.
A tristeza e frustração de Paulo é muito evidente
na seguinte passagem, e qualquer pessoa que já tenha
ensinado nesta área tem enfrentado a mesma frustração e
tristeza por causa da incredulidade do povo e da Igreja.
Esta é uma das escrituras bíblicas mais im portantes que
falam contra o pecado do vicio sexual. Paulo repetiu três
vezes, em poucas palavras, a triste realidade de que
aqueles que praticam impureza, lascívia e avareza estarão
perdidos eternam ente se não abandonarem seus pecados.
Quando Deus, pelas suas palavras, repete por três vezes o
mesmo aviso, o leitor deve acatar.
“Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas,
ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós,
como convém a santos; ( i ) nem conversação
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torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, cousas
essas inconvenientes, antes, pelo contrário,
ações de graça. (2) Sabei, pois, isto: nenhum
incontinente, ou impuro, ou avarento, que é
idólatra, tem herança no reino de Cristo e de
Deus. (3) Ninguém. vos engane com palavras vãs;
porque por estas cousas vem a ira de Deus sobre
os filhos da desobediência. (4) Portanto não
sejais participantes com eles”, Efésios 5: 3-7.
O vocábulo grego "pornos" está traduzido neste tex­
to pelas palavras impudicícia e incontinência. Esses termos
englobam todos os vícios sexuais bem conhecidos e nomina-
dos, como prostituição, adultério, homossexualismo, etc.
Mas impureza engloba todos os tipos de emissões sexuais, até
entre os casais. Mas quase sempre o tipo de emissões sexuais
está identificado pelas palavras cobiça e idolatria, que cen­
sura ou condena.
O apóstolo Paulo está falando, no texto acima,
sobre pecados nomeados, como a prostituição, que é bem
conhecida, mas também está falando sobre vícios sexuais
que não são nomeados, mas são reconhecidos e identifica­
dos pelas transgressões de cobiça, lascívia e impureza.
Este grupo é chamado de idólatra. O texto fala sobre
“toda sorte de im pureza” , mostrando que toda sorte de
pecados sexuais está categorizado na palavra impureza,
Efésios 4: 19. As palavras “toda sorte de im pureza”
também.
Provavelmente não fosse necessário para Paulo
usar as palavras cobiça e idolatria, para descrever vícios
como fornicação e adultério, que são nomeados na Bíblia
e bem conhecidos e condenados. Mas era muito im portan­
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te usar cobiça, lascívia e impureza para identificar pecados
ou vícios sexuais não nomeados nem designados. Vemos
novamente esta divisão em:
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena:
prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo ma­
ligno e avareza que é a idolatria”, Colossenses 3: 5.
Mais uma vez temos um grupo de pecados designa­
dos por cobiça e idolatria. Este grupo também é chamado
de impureza. Novamente vemos esta classificação em:
“Não sabeis que os injustos não herdarão o
reino de Deus? Não vos enganeis, nem os
impuros, nem os idólatras, nem adúlteros, nem
efeminados, nem sodomitas etc., herdarão o
reino de D eus”, I Coríntios 6 :9 .
Paulo colocou os impuros e idólatras juntos
novamente, o que indica que há uma classe de pecados
que está separada daqueles que já foram nomeados e são
melhor conhecidos. A impureza está colocada em primei­
ro lugar e todos os pecados nomeados depois são
diferentes formas de impureza.
O maior problema dos líderes das Igrejas não é o
de convencer o povo de que adultério, fornicação,
prostituição, homossexualismo são condenados, mas sim
de que os pecados não nomeados são condenados pelas
trangressões de cobiça e idolatria. Todos os dicionários
concordam que as palavras lascívia e cobiça são palavras
sinónimas.
b) Impureza
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Para entender melhor a palavra impureza do.
ponto de vista dos judeus vê-se que emissões dos órgãos
sexuais tornavam o homem e a mulher impuros. Os
escritores do Novo Testamento eram judeus e para eles,
quando um homem tinha um orgasmo, então ele tornava-
se impuro e deveria ficar fora do acampamento e tomar
um banho. Qualquer orgasmo voluntário ou involuntário
colocava um homem em estado de impureza.
Mas há uma impureza composta totalmente de
cobiça, que é idolatria. Quando uma pessoa pratica a
cobiça, que é a idolatria, orgasmos (impureza) são
inevitáveis, voluntários ou involuntários. Pelo processo de
eliminação, não temos outra definição, mas a impureza é
uma palavra que engloba todos os vícios sexuais. E todos
os vícios sexuais são diferentes maneiras de provocar
orgasmos. Cobiça e impureza são inseparáveis. O Novo
Testamento sugere que os orgasmos noturnos não são
totalmente inocentes e fazem o homem impuro fisica­
mente, senão também moralmente. Orgasmos noturnos
são evidentemente censurados aqui. São considerados
involuntários. A pergunta que o leitor deve fazer a si
mesmo é a seguinte: O que Deus deve pensar sobre
orgasmos voluntários, provocados de propósito pelos
desejos malignos e paixões lascivas?
“E contudo, também estes, semelhantemente ador­
mecidos, contaminam a sua carne...”, Judas 1:8. ^
Até os orgasmos noturnos são em muitos casos
ligados com sonhos eróticos de cobiça e lascívia.
Há muitas maneiras de praticar impureza, ou
provocar orgasmos, mas nem um deixa de ser fruto da
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r

cobiça ou de desejos malignos, se fora do contexto do


casamento praticados.
Quando analisamos bem a palavra impureza nós
não achamos outra definição alternativa. Por isso os
judeus ultra-ortodoxos consideram masturbação um dos
pecados mais graves.
O texto de Efésios 5: 3-7 fala sobre “toda sorte de
impureza”, mostrando que todos os tipos de pecados
sexuais estão caracterizados na palavra impureza. Efésios
4: 19 também usa a expressão “toda sorte de impureza”.
Outros textos das Escrituras, igualmente, afirmam que a
cobiça produz impureza.
Paulo admoestou seus leitores a deixarem a
impureza, Romanos 6: 19, que fora provacada pela
cobiça, Romanos 1 : 1 . 0 texto de II Pedro 2: 10, no
grego, fala sobre a cobiça que contamina, polui, suja.
Efésios 4: 19 diz: “os quais, tendo se tornado insensíveis,
se entregaram a dissolução para, com avidez, cometerem
toda sorte de im pureza”.
A palavra impureza fala de impureza física (emis­
sões), mas também impureza espiritual e moral estão
incluídas. Paulo nos diz que há dois tipos de impureza:
física e espiritual.
“Tendo, pois, á amados, tais promessas, purifi­
quemo-nos de toda impureza, tanto da carne
como do espirito, aperfeiçoando a nossa santi­
dade no temor de Deus”, II Co. 7 :1 .
Não importa como a palavra impureza seja inter-
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pretada, quer seja física, quer espiritual. Nenhuma das
emissões sexuais fora do contexto do casamento escapa às
duas definições de impureza. E o pecado de cobiça, que é
idolatria, acompanha a impureza:
“Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que
uma pessoa cometer, é fora do corpo; mas
aquele que pratica a imoralidade peca contra o
próprio corpo”, I Co. 6:18 .
c) Cobiça
A palavra cobiça já tem sido bastante usada neste
estudo, mas também não é bem entendida. Por isso
muitos erram. Para entender por que masturbação e
outros vícios são frutos da cobiça é necessário entender
bem o que cobiça quer dizer.
“Deus disse: não cobiçarás a mulher do teu
próximo, nem o seu servo, nem o seu boi, nem
o seu jum ento, nem coisa alguma do seu
próxim o”, Êxodo 20: 17.
A definição de cobiça é a seguinte:
1. desejar o que é da outra pessoa;
2. querer excessivamente, culpadamente;
3. desejar fortemente (The American Heritage
Dictionary da Linguagem Inglesa).
A Bíblia diz que não devemos desejar fortemente
coisas que pertençam a outra pessoa. Então, melhor
dizendo, temos mais um princípio que nós não devemos
desejar o que é ilícito, ilegal, imoral, sujo, perverso,
inaceitável e vergonhoso. Essas coisas não pertecem ao
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homem bom e reto. Elas são do diabo e pertencem ao
reino da maldade. Sexo não pertence de qualquer forma
aos solteiros, separados, divorciados, e desejar sexo é
paixão lasciva, desejo maligno e avareza, que 6 idolatria.
Nós temos exemplos claros de cobiça na Bíblia,
que mostram todos estes princípios:
“Que te guiou por aquele grande e terrível
deserto de serpentes ardentes e escorpiões e de
secura, em que não havia água; e tirou água para
ti da rocha do seixo; que no deserto te
sustentou com maná, que teus pais não conhe­
ceram: para te humilhar, e para te provar para
no fim te fazer bem ”, Deuteronómio 8: 15-16.
Em todos os passos o povo de Israel era guiado
por Deus. O povo sabia disso. Fie sabia que Deus tinha
um plano para sua vida, como Ele tem um plano para
todas as vidas dos que se entregam a Ele.
Quando nossos desejos não estão cm harmonia e
conformidade com os desejos, leis e lideranças de Deus,
nós estamos cobiçando coisas más e somos avarentos.
Cobiçar a ponto de ficar excitado é cobiça c lascívia e
inevitavelmente leva ao orgasmo
1 voluntário ou involuntá-
rio, que é impureza.
C

Mas o povo em geral reage de uma maneira


perversa ao amor e cuidado de Deus.
“II o povo falou contra Deus e contra Moisés:
por que nos fizestes subir do Ilgito, para que
morrêssemos neste deserto? Pois que nem pão
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nem água há; e nossa alma tem fastio deste pão
tão vil. Então o Senhor mandou entre o povo
serpentes ardentes, que morderam o povo; e
morreu muito povo de Israel”, Números 21:
5-6.
Neste caso o povo estava cobiçando coisas que
não eram más. Comida boa não é pecado, se providencia­
da por Deus, mas neste caso eles sabiam que não era a
vontade de Deus que tivessem a comida cobiçada. Sexo é
bom, mas só no contexto do casamento. F, totalmente
proibido para solteiros, separados e divorciados; todos
sabem disso.
O que não se pode conseguir legalmente não deve
ser desejado.

Uma coisa deve ser bem entendida: cobiçar não


quer dizer que a pessoa que está cobiçando irá praticar o
que está desejando. Quando se pratica o adultério ou
fornicação já se passou da cobiça para a concretização do
ato. Há pessoas que vivem praticando cobiça, mas acham
que se não praticam o que estão desejando não são
culpados desses atos. F, possível aue a pessoa, quando está
cobiçando, ache errado, perigoso e que não é a vontade
de Deus praticar essas coisas. Porém o fato de que eles
estão desejando ou que não estão em conformidade com
os desejos de Deus no seu estado de solteiro, coloca-os em
oposição e conflito com as leis e desejos de Deus. O povo
de Israel não voltou para o Egito porque na realidade não
queria ser escravo de novo, c tinha medo de desobedecer
a Deus. Assim vivem muitos crentes. O Fgito sempre foi
um símbolo de pecado.
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Cobiça c sempre misturada com murmuração.
Uma pessoa que pratica masturbação e outros vícios
sexuais sente vergonha e remorso, mas geralmente quer
justificar-se. Uma pessoa que justifica a sua maldade
condena a Deus. O povo de Israel condenava a Deus por
seu estado de insatisfação. O homem e a mulher viciados
dizem: Por que Deus me criou assim? Ninguém aguenta
tantos desejos sexuais. Por que Deus deu tanto desejo
sexual para uma pessoa que é nova demais para casar-se?
Por que há tantos demónios que me tentam? etc. Não
têm fim os argumentos usados pelo homem para se
auto-justificar, mas que culpam e condenam a Deus.
Agora é possível entendermos as palavras de Jesus que
falam sobre a cobiça.
“Ouviste o que foi dito aos antigos, não
cometerás adultério. l:u, porém, vos digo que
qualquer que atentar numa mulher para a
cobiçar, já em seu coração cometeu adultério
com ela”, Mateus 5: 27 e 28.
Jesus nos disse que cobiça é um ato de adultério
mental. Deve ser repetido que cobiça não quer dizer que a
pessoa, desejando sexo com uma mulher, adulteraria com
ela ou que uma pessoa que está desejando uma coisa iria
roubar aquilo. Há muitas pessoas que acham errado
adulterar, mas praticam todas as coisas iniciais ao
adultério. Na realidade já cobiçaram e estão gozando de
todos os prazeres preliminares do adultério ou fornicação
física. E a cada momento eles ficam se beijando e se
abraçando, se excitam mais e cobiçam mais, numa orgia
de lascívia. Jesus não estava falando simplesmente de
olhar de perto, mas de levar a mulher para o quarto, nas
imaginações, para ter sexo com ela.
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F muito difícil para as pessoas que estão constan­
temente praticando cobiça acreditar que estão transgre­
dindo as leis de Deus e que são adúlteros e idólatras. Mas
nós vimos este princípio claramente ensinado em uma
outra situação. Por exemplo: uma pessoa é assassina se
desejar atos de vingança contra outra. A vingança
pertence a Deus e está proibida aos homens. O Senhor
exige que se peça perdão.
“Qualquer que aborrecer o seu irmão é hom ici­
da. F vós sabeis que nenhum homicida tem nele
vida eterna”, I João 3: 15.
Uma vez o autor perguntou a um grupo de
mocidade da Igreja se eles acreditavam nas palavras de
Jesus neste texto. Todos disseram que sim. Fu lhes disse:
“Vocês não acreditam no que Fie disse. Voccs já
passaram este ponto muitas vezes e não estão só olhando
e desejando, mas já estão gozando o prazer do corpo dela.
Fstão excitando-se a si mesmos e a ela. F.stão a cada
momento que passa cobiçando mais e mais”. A mocidade
da Igreja em geral está escravizada nos pecados sexuais.
Os jovens na sua maioria, não ficam juntos cinco minutos
sozinhos e já se agarram e o maior divertimento deles é a
cobiça, lascívia, impureza e masturbação.
Nossas tradições e nossos maus costumes por
muitas gerações têm anulado a Palavra de Deus. Chega­
mos a ser totalmente cegos. O que os pais fizeram os
filhos fazem; e o que os pastores fizerem as suas
congregações também o farão; e o que não c controlado
é legalizado.
A Bíblia não perde tempo ou espaço em descrever
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as inúmeras maneiras pelas quais uma pessoa pode
praticar impureza e provocar um orgasmo ou lascívia e
cobiça. A lista com detalhes seria mais um livro de
pornografia. Por isso o Espírito Santo colocou masturba­
ção e outros vícios sexuais na categoria de impureza,
paixão lasciva, desejos malignos e avareza, que é a
idolatria. E não há dúvida de que há uma infinidade de
maneiras de praticar impureza.
O leitor acha que Deus vai dizer que não se deverá
provocar o orgasmo dançando, lendo pornografias, pelas
intimidades criadas pelos dois quando ficam sozinhos,
etc. A palavra impureza engloba todos os pecados sexuais
que o homem ou a mulher podem cometer. Às vezes a
palavra prostituição deve ser traduzida como impureza.
Por exemplo pomeia é às vezes traduzida como
prostituição (às vezes), mas engloba também qualquer
desregramento sexual e não somente prostituição. Com
nosso melhor conhecimento das palavras que descrevem
os vícios sexuais, temos condições de entender melhor
esta afirmação bíblica.
“Adas por causa da impureza cada um tenha a
sua própria mulher e cada uma tenha o seu
próprio marido. ( 1 ) 0 marido pague à mulher a
devida benevolência, da mesma sorte a mulher
para o marido. (2) A mulher não tem poder
sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o
marido. E também da mesma maneira o marido
não tem poder sobre o próprio corpo, mas
tem-no a m ulher”, I Coríntios 7: 2-4.
Se confrontarmos esta passagem com as outras
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escrituras com a qual está ligada, somos obrigados a
aceitar esta interpretação. Por causa de impurezas e vícios
sexuais o marido e a esposa devem cumprir as suas
obrigações sexuais um para com o outro. Porque nenhum
deles tem o direito ou a autoridade de excitar-se e
praticar a impureza para procurar obter prazer só para si.
Todas as atividades sexuais que não sejam com seu
cônjuge são chamadas de impurezas.
Um dia uma senhora queria conversar comigo. Eu
vi que ela estava muito perturbada e triste. Ela me disse
que o marido (um crente) não queria ter relações sexuais
com ela; disse-me que a casa dela estava cheia de livros
pornográficos e que seu marido foi achado masturbando-
se e por isso ela se julgava muito rejeitada. Ela queria
saber o que deveria fazer. A preocupação dela era tão
grande que foi aconselhar-se com vários pastores. E
possível duvidar que o marido dela vivia constantemente
cobiçando mulheres das suas fantasias, as mulheres de
revistas pornográficas? Pela informação que já temos
acerca da cobiça, lascívia, impureza, é impossível duvidar
que este homem vivia constantemente no estado de
adultério mental e que vivia cobiçando mulheres da sua
fantasia e ignorando e rejeitando a sua própria esposa?
Essas fantasias são uma forma de loucura que vêm
diretamente do inferno. E cada geração faz o mesmo.
“Este é o mal que há entre tudo o que se faz
debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo;
que também o coração dos filhos dos homens
está cheio de maldade; que há desvarios no seu
coração, na sua vida e que depois se vão aos
mortos”, Eclesiastes 9: 3.
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E quase toda a mocidade vive esta loucura. Há
homens e mulheres que imaginam outros parceiros
quando tem relações sexuais com seu cônjuge. F outras
pessoas lêem revistas de pornografias antes de ter sexo
com seu companheiro e, na realidade, estão cobiçando
essas mulheres c estão se excitando ao desejá-las. Isto é
adultério mental.
John Wenkley, o homem que tentou matar o
presidente Reagan, ficou apaixonado pela foto de Jodie
Foster semi-nua. Os desejos sexuais tornaram-se uma
obsessão e a cobiça por ela crescia tanto que ele faria
qualquer coisa para impressioná-la, ate o assassinato. Foi
fantasia de loucura que levou-o a fazer um absurdo
desses.
E deve ser dito que o marido não deve cobiçar a
sua própria esposa quando ela não está ou não tem
condições de manter relações sexuais. A cobiça pela
esposa pode levar a tantos desejos sexuais que conduzem
uma pessoa à masturbação e a procurar outras mulheres.
Sem dúvida isso tem acontecido milhares de vezes.
E quantas vezes essas fantasias eróticas têm levado
um homem ou uma mulher a uma loucura de masturba­
ção, fornicação, estupro, assassinatos e até a se suicidar.
Por isso Deus diz: “Não cobiçarás”. Abandone o que não
pertence a você moral e livremente 110 seu estado como
solteiro, divorciado, separado.
Prezado leitor, esses pecados não são brincadeiras,
mas pecados tão sérios que não há nada demais que um
homem ou uma mulher podem fazer para evitá-los e
possam ser libertos deles. Jesus, continuando a orientar
- 24 -
sobre cobiça, diz:
“Portanto, se o teu olho direito te escandalizar,
arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te è
melhor que se perca um dos teus membros do
que seja todo o teu corpo lançado no inferno. F.
se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e
atira-a para longe de ti, porque te é melhor que
um dos teus m embros se perca do que seja todo
o teu corpo lançado no inferno”, Mateus 5:
29-30.
Jesus disse que é melhor arrancar os olhos que
. provocam cobiça, se não se pode dominá-los, e até mesmo
cortar o braço direito.
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que,
se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo
terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus o
teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz
que em ti há são trevas, quão grandes serão tais
trevas!”, Mateus 6: 2,2-23.
Jesus nos diz que os olhos são a candeia do corpo
e a luz da candeia ilumina; mostra e chama a atenção. A
luz neste caso, como qualquer luz, pode ser boa ou ruim.
A luz má pode iluminar pornografia, áreas eróticas das
moças que passam e todos os tipos de maldade. Se existe
esta luz nos seus olhos, que constantemente iluminam
estas coisas no seu corpo ou moradia, você está em perigo
de escuridão total.
O versículo diz: “se portanto a luz que em ti há
são trevas, quão grandes trevas serão ”y Se os olhos são
- 25 -
levados a olhar e desejar coisas más, evidência existe de
que o seu olhar está sendo influenciado pelo maligno. Os
demónios manifestam, iluminam coisas más e eróticas, e
uma pessoa pode sentir esta influência maligna, e deve
fazer tudo para resistir a luz que ilumina a tentação má e
erótica. Lúcifer quer dizer “portador de luz” . Esta luz
originalmente dada por Deus é agora iluminadora da
maldade.
O autor sentia esta força maligna, experimentando
levar os seus olhos a olhar as moças e coisas que não
prestam muitas vezes. Ele também era diretor de uma
casa de recuperação e ensinava frequentemente sobre
estes assuntos. Depois os recuperandos foram informados
sobre esta realidade e todos reconheceram a influência do
maligno nos olhos, experimentando focalizá-los nas pes­
soas e coisas que tentam. Esta cobiça que pode ser criada
nos olhos pelos demónios é uma parte da concupiscência
mencionada em Romanos, nos capítulos 6-7.
A Bíblia fala sobre olhos de adultério em II Pedro
2: 14:
“Tendo os olhos cheios de adultério, e não
cessando de pecar, engordando as almas incons­
tantes, e tendo o coração exercitado na avareza,
filhos da maldição”.
Jesus nos diz não há nada demais que possamos
fazer para escapar às influências do maligno.
A Bíblia indica que a maldade que passa pelos
olhos do homem é como o inferno. Os olhos do homem
nunca estão repletos de maldade mas sempre têm mais
- 26 -
um lugar quando os iluminadores dos olhos são os
demónios. Não há maldade que chega.
“O inferno e a perdição nunca se fartam, e os
olhos dos homens nunca se satisfazem”, Provér­
bios 27: 20.
O demónio apresenta ao homem e à mulher
visualizações mentais ou possivelmente espirituais. Por
exemplo uma pessoa pensa em outra do sexo oposto e,
sem querer, numa visualização, apresenta-se uma cena
erótica. Essas visualizações vêm do maligno e podem criar
na pessoa uma corrente de imaginações eróticas que são
imaginações de cobiças e lascívia.
As visualizações são dirigidas aos olhos das pessoas.
O autor leu uma vez que a mocidade pensa em
sexo oposto quarenta ou cinquenta por cento do seu
tempo (como eles sabem disto não sei). Um moço contou
quantas vezes a mente dele foi levada a imaginações
eróticas. Ele disse 600 vezes em um dia (provavelmente
isto seja um exagero). Mas a pergunta que podemos fazer
é quanto tempo a mocidade pensa sobre o sexo. A
resposta é bastante evidente. Se esses pensamentos e
imaginações não fossem errados (repetimos), Deus não
teria dito, falando ao povo antes do dilúvio, que todas as
imaginações do coração do homem eram más continua­
mente.
Tó reconheceu esta força maligna e disse:
“Fiz concerto com os meus olhos; como, pois,
os fixaria numa viroeni ?”, Tó 31: 1.
Todos nós devemos fazer o mesmo concerto com
os nossos olhos como Jó fez e resistiremos a todo apelo
de sexualidade, erotismo e pornografias que tentam
invadir-nos.
O leitor sem dúvida está perplexo, um pouco
confuso, e provavelmente sente dor e tristeza sobre sua
vida e pode perguntar-se: F, possível que muitos na Igreja
estejam tão errados? A resposta é muito simples: somente
oito pessoas foram salvas do dilúvio, onde milhões de
pessoas morreram.
Mais do que dois milhões de israelitas saíram do
Egito, porém poucos entraram na Terra Santa.
“(1) E porque estreita é a porta, e apertado o
caminho que leva à vida, e poucos são os que a
encontram. (2) Acautelai-vos, porém, dos falsos
profetas, que vêm até vós vestidos como ove­
lhas, mas interiormente são lobos devoradores...
(3) Muitos me dirão naquele dia: Senhor,
Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e
em teu nome não expulsamos demónios, e em
teu nom e não fizem os muitas maravilhas? E
então lhes direi abertamente: (4) Nunca vos
conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a
iniquidade. (5) Todo aquele, pois, que escuta
estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-
lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua
casa sobre a rocha”, Mateus 7: 14-23.
“ Porque vos digo que, se a vossa justiça não
exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais
entrareis no reino dos céus” .
- 28 -
2
MASTURBAÇÃO

Parece que a palavra masturbação é um grande


“tabu” em qualquer idioma. Os pastores, às vezes, falam
um pouco sobre adultério ou homossexualismo, mas o
termo masturbação quase nunca é ouvido na Igreja. Às
vezes a palavra é mencionada em um acampamento de
jovens, mas muito superficialmente. Por que temos tanto
“tabu” , constrangimento e vergonha quando esta palavra
é falada? A resposta não é difícil. Quase toda a
humanidade tem praticado, está praticando e vai
continuar praticando esse ato. Se os livros sobre sexo
merecem crédito, a maioria dos homens e mulheres
continua a praticar masturbação em grande parte da sua
vida e aparentemente um grande número de crentes que
estão na Igreja são tão escravizados quanto o mundo.

Esse vício é comum entre todas as classes e


camadas sociais e entre não poucos pastores e sacerdotes.
A Bíblia diz claramente a razão: o homem e a mulher
estão condenados por não desejarem ouvir e aceitar a
verdade sobre seus pecados e transgressões e, assim, se
arrependerem.
- 29 -
“O julgamento é este: que a luz veio ao m undo,
e os homens amaram mais as trevas do que a
luz; porque as suas obras eram más. Pois todo
aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não
se chega para a luz, a fim de não serem arguidas
as suas obras”, João 3: 19-20.
O homem não quer a Verdade porque a luz revela
a verdade e o condena.
Os pastores sentem um grande constrangimento e
vergonha em mencionar a masturbação. Isso porque eles
sabem que masturbação é uma palavra que cria uma
reação de tristeza, terrível depressão e até de revolta na
congregação. Os ouvintes ficam simplesmente abalados
emocionalmente. A segunda razão é porque o homem, no
seu coração ou consciência que Deus lhe deu, sabe que a
masturbação é errada, mas a pratica. Esta consciência faz
com que ele evite palavras que o condenem e o
entristeçam. A terceira razão é que as forças malignas não
querem que nada seja dito sobre este assunto, para que o
povo continue cego e mal informado sobre as palavras
bíblicas que identificam e condenam este vício.
Os demónios criam medo e vergonha nas pessoas
que são obrigadas a admoestar sobre este assunto. Os
pastores têm sido muito negligentes ao falar sobre os
pecados que são comuns no meio do rebanho. O que
Deus disse sobre os pastores no passado também poderia
dizer hoje em dia:

“Todos os seus atalaias são cegos, e nada sabem;


todos são cães mudos, não podem ladrar;
- 30 -
andam adormecidos, estão deitados, e amam o
tosquenejar”, Isaías 56: 10.
Paulo declarou que sua maior tarefa foi admoes­
tar o povo do pecado:
“Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante
três anos não cessei, noite e dia, de admoestar
com lágrimas a cada um de vós”, Atos 20: 31.

Os escritores do Novo Testamento não tinham


medo de falar sobre cobiça, impureza e idolatria e acerca
dos vícios que essas palavras representam.
Há na Bíblia muito mais informações sobre
pecados sexuais do que acerca de qualquer outro pecado.
A consciência do homem e da mulher condena a
masturbação e quando uma pessoa a pratica, ela quer
achar que não há nada de errado, a fim de se justificar.
Mas a consciência dada por Deus não dorme. E tem que
ser totalmente cauterizada para não sentir vergonha ou
remorso. Uma pessoa pode se gloriar ao contar as
conquistas sexuais, mas a prática da masturbação rara­
mente é mencionada. Existe uma vergonha ao redor desta
palavra que constrange a quase todos. Ver um homem ou
uma mulher, até um cachorro, masturbar-se é uma cena
nojenta para qualquer pessoa com um pouco de vergonha.
Homens e mulheres praticam nos momentos de paixão o
que eles achariam vergonhoso e nojento em momentos
mais racionais. A consciência e o Espírito Santo conde­
nam a masturbação, apesar de todos os ensinamentos
humanistas. Quando alguns chegam a dizer ao jovem que
masturbação é uma coisa normal, até mesmo um dom de
- 31 -
Deus, muitos perguntam: Então por que eu ainda
conservo o mesmo sentimento de culpa?
David Wilkerson disse que a maior derrota dos
jovens é a masturbação. Ela deixa grande parte da
mocidade com sentimentos de culpa e vergonha. Os
jovens, por isso, acham difícil testemunhar e serem
zelosos em sua vida cristã. As dúvidas, o remorso e a
vergonha que a masturbação cria na pessoa mostram que
ela é a maior arma do demónio para derrubar a mocidade
da Igreja de Cristo. A Bíblia nos diz:
“Mas aquele que tem dúvidas, se come está
condenado, porque não come por fé; e tudo
que não é de fé é pecado”, Romanos 14: 23.
Tiago indica que a impureza é um dos maiores
impedimentos para aceitar a palavra de Deus, senão o maior.
“Portanto, despojando-vos de toda a impureza
e acúmulo de maldade, acolhei com mansidão a
palavra em vós implantada, a qual é poderosa
para salvar as vossas almas”, Tiago 1: 21.
O texto menciona duas coisas que impedem a
aceitação da Palavra de Deus: impureza e traquinagem.
Entenda-se este último termo (traquinagem) como sendo
oprocedimento igual ao de uma criança que não quer
aceitar a correção e a instrução. Esta atitude sempre
produz auto-justificação, desculpas e mentiras que co­
brem o pecado.
Deve ser dito que só a Palavra de Deus pode
libertar as pessoas dos vícios sexuais. A consciência do
- 32 -
homem é vacilante e volúvel e tem que ser fortalecida
pela Palavra de Deus. E somente uma linha bem definida
e vasto ensinamento sobre os vícios sexuais vão dar
possibilidades para o povo da Igreja vencer. A Igreja em
geral está saturada com vícios sexuais.
Não há dúvida de que em todos os pecados e
crimes existem avareza e cobiça. Porém existe um grupo
especial que é basicamente constituído dos vícios de
avareza e cobiça. Um adúltero já passou a cobiçar e já se
satisfez, conseguindo o que ele desejava. Um efeminado
ou homossexual também não simplesmente cobiçaram,
mas comeram da fruta proibida. A masturbação é indicio
de cobiça e avareza. A pessoa que se masturba quase
sempre deseja um homem ou uma mulher e suas
imaginações estão ligadas a um parceiro imaginário. Um
homossexual, efeminado, masturba-se pensando em um
parceiro do mesmo sexo.
As pessoas podem pensar que não cometem
adultério, sodomia e fornicação quando elas se mastur­
bam, mas conforme a Palavra de Deus estão desejando
coisas que são proibidas pela Bíblia e, por isso, são
avarentas e idólatras. E as emissões, conforme o Novo
Testamento, contaminam a carne e a alma.
Para os judeus, a impureza cerimonial e a espiri­
tual eram quase, se não, inseparáveis. Emissões sexuais
eram designadas como impureza física, mas também
estavam ligadas à impureza espiritual (cobiça, lascívia e
idolatria). As leis de Deus que afastavam o homem do
acampamento por causa desta impureza devem ter chama­
do a atenção à lascívia e cobiça que estão ligadas a ela. O
objetivo dessas leis seria o de que todo homem israelita se
- 33 -
abstivesse de tudo que iria obrigar essa separação.
Masturbação era um ato que faria um homem impuro em
ambos os sentidos: cerimonial e espiritual. Essa lei, sem
dúvida, foi usada para minimizar e corrigir a impureza.
Veja Deuteronômio 23: 9, 10, 14; Lev. 15: 16; 18: 19.
A mulher que estivesse impura tinha que se abster
de sexo durante sete dias. Esse era um número completo,
divino, para que ela estivesse separada do homem. Para
ela simbolizava a necessidade de permanecer sem sexo
enquanto solteira ou sem marido. O que contamina o
homem leva à desobediência às leis de Deus. Esta
impureza foi a consequência de funções normais e
naturais, mas contaminam física, se não espiritualmente.
Contaminação pela impureza do pecado é um fato
consumado para toda a humanidade, Romanos 3: 23.
“Porque Deus a todos encerrou na desobediên­
cia, a fim de usar de misericórdia para com
todos”, Romanos 11: 32.
O que condena o homem e mulher não é o fato de
que eles foram contaminados pelo pecado, mas que eles
recusam a lavagem que Deus ordenou para eliminar esta
impureza. Era necessário abster-se do pecado (sexo, neste
caso), e ter fé no sacrifício ordenado por Deus.
“... Então o sacerdote oferecerá um para oferta
para o pecado, e o outro para o holocausto: o
sacerdote fará por ela expiação do fluxo da sua
impureza perante o Senhor”, Lev. 15: 28-30.
Hoje, o sacrifício de Jesus é que nos purifica de
todo o pecado.
- 34 -
3
SODOMIA

O Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de


Aurélio B. de Holanda, define sodomia como sendo a
prática irregular, anormal, do sexo, tanto entre
indivíduos do mesmo sexo (homossexualismo), como
entre pessoas de sexo diferente; são pessoas que praticam
o sexo oral e anal. Orgasmos são provocados pela boca
(chupando o pénis), introduzindo o pênis no interior do
ânus, pressionando-o nas laterais do anus ou ainda entre
as pernas, para obter orgasmos.
Sexo anal ou oral é uma perversão tão evidente
que, em muitos casos, o pior mulherengo acha esse tipo
de ato muito perverso e baixo demais para dele participar.
A vagina, que é o membro ordenado por Deus para
receber o pênis e engravidar a mulher, é rejeitada e
ignorada. Tal rejeição acontece como consequência do
abandono de todas as demais leis de Deus e da natureza,
que exigem conformidade. Em muitos casos a vagina é
rejeitada e o ânus é quase sempre utilizado. O dêmonio
do sexo, que sabe manipular os órgãos sexuais dos
homens, como se fossem instrumentos de música, pode
criar excitação sexual. Os demónios, que têm acesso a
- 35 -
todas as áreas sexuais e conhecimento delas, podem criar
excitação e satisfação durante qualquer ato perverso que
o homem pratique. Isto é muito evidente durante os
orgasmos e geralmente acontece durante os atos de
feiticismo, sadismo e masoquismo.
Uma mulher envolvida em um assassinato de uma
família nos Estados Unidos foi notícia em toda a
imprensa. Ela disse que, enquanto estava matando a
mulher, teve um orgasmo. E muito evidente que o
demónio do sexo pode provocar um orgasmo durante o
ato mais perverso e horrível que se pode imaginar; neste
caso o assassinato.
A ira e a atitude que são demonstradas quando
muitos maridos querem forçar a esposa a participar dessas
desgraças, havendo até muito abuso e crueldade, mostram
claramente que a origem destas besteiras é demoníaca. E,
pouco a pouco, o que era horrível e nojento no princípio
chega a ser agradável por causa das estimulações demonía­
cas durante o ato perverso.
Crentes devem saber que se eles praticam sodomia
estão quebrando as leis seculares da maioria dos países. Se
o governo secular reconhece que este ato é perverso, por
que o crente não reconhece isso? A resposta é que os
casais têm uma lavagem cerebral pelos livros que estão nas
bancas que vendem pornografia. A Bíblia fala da mudança
da mulher quanto ao uso do sexo.
“Por causa disso os entregou Deus a paixões
infames; porque até as suas mulheres mudaram
o modo natural de suas relações intimas, por
outro contrário à natureza”, Romanos 1: 26.
- 36 -
Se Deus no Antigo Testamento considera as
emissões dos órgãos sexuais do homem e da mulher
impuras, com Ele deve abominar tais atos!
O nome desta perversão — sodomia — vem da
cidade chamada Sodoma, totalmente aniquilada por
Deus, por causa destas transgressões.
A prática da Sodomia pode criar vários problemas
físicos pois o ânus não foi feito para receber o pênis. A
vagina é muito elástica, podendo abrir-se para acomodá-
lo e até mesmo à cabeça de um nenê. Mas o ânus é
forçado a receber o pênis mediante amplo uso de
lubrificação em numerosos atos de sodomia, que podem
causar dor e sangramento. A prática da sodomia pode
prejudicar os músculos do ânus, que passa a fazer a
excreção com dificuldade.
A Aids é quase sempre constatada entre pessoas
do mesmo sexo ou de sexo diferente envolvidas nessas
maneiras perversas de se praticar o coito. Deve ser
evidente que essa doença é uma praga de Deus sobre
pessoas que praticam sexo anal e oral.
No passado uma das piores palavras que a pessoa
poderia ser chamada em inglês era “ cock sucker” que
quer dizer um chupador de pênis. Mas agora temos uma
sodoma na igreja.
Todos os animais praticam o sexo no modo de um
sodomita. É um nível de sexo muito inferior ao que Deus
criou para o homem e para a mulher, que é um
relacionamento muito íntimo e bonito, com palavras de
amor e carinho, beijos, abraços e toques que excitam e
- 37 -
agradam, criando estimulações visuais agradáveis. Mas a
sodomia reduz o homem ou a mulher ao nível de um
bicho ou animal. O homem e a mulher mundanos querem
imitar os bichos. Desejam sexo sem restrições, como eles
querem, quando eles querem, como a vida sexual de um
cachorro na rua. Na realidade é uma forma de masturba­
ção pela boca e a Bíblia diz que este ato é impureza.
“(1) Pelo que também Deus os entregou às
concupiscências de seus corações, à imundícia,
para desonrarem os seus corpos entre si; (2)
pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e
honraram e serviram mais a criatura do que o
criador, que é bendito eternamente. Amém. (3)
Pelo que Deus os abandonou às paixões infa­
mes. Porque até as suas mulheres mudaram o
uso natural, no contrário à natureza”, Roma­
nos 1: 24-26.
É perceptível que um homem sem Deus tenha um
raciocínio defeituoso quando ele analisa seus vícios
sexuais. Os atos sexuais do homossexualismo, na maioria
dos casos, não são nada mais do que masturbação mútua.
Sodomitas ou homossexuais simplesmente vão à cama,
masturbando-se pelas pernas da outra pessoa, até provo­
car o orgasmo. Também, às vezes, masturbam-se na
presença de outra pessoa ou, ainda, são masturbados pela
outra. As lésbicas, na maioria dos casos, praticam a
masturbação mútua. Os homossexuais praticam sexo oral
e anal, em menos casos.
A diferença entre a prática do homossexualismo
e a masturbação solitária, geralmente é o fato de que o
homossexual tem um parceiro e masturba-se às vezes
- 38 -
pelo ânus ou outras vezes, pelas pernas. No entanto, a
pessoa que se masturba solitariamente, faz isso imaginan­
do um parceiro sexual. Note que o homem faz uma
palhaçada quando tenta justificar a sua perversão sexual e
condenar a do outro.
A boca torna-se um órgão sexual perverso, domi­
nada pelo demónio do sexo. A língua do homem penetra
a vagina da mulher e pelo movimento de sucção provoca
o orgasmo. O mesmo tipo de perversão é praticado
quando a língua é aceita pela boca. A boca aceita a língua.
Este beijo é chamado beijo francês e no passado foi
censurado a até havia leis contra esta perversão.
O mesmo demónio que estimula a boca de uma
pessoa para desejar chupar o pênis da outra é o mesmo
que excita a praticar estas mesmas perversões pela boca e
língua. MAs uma vez vemos um cachorro masturbando-se.
O demónio mais uma vez tem reduzido o homem à uma
condição de animal.
A maior razão por que o homem quer aceitar a
teoria da evolução é que ele quer escapar da condenação
de Deus, especialmente sobre seus vícios ou pecados
sexuais. Ele quer negar a autoridade de Deus e suas leis
morais. Por isso ele deseja eliminar Deus e as suas leis de
suas concepções. Chama-se de um bicho e quer ser
descendente de um animal.

TESTEMUNHO DE UMA EX-FEITICEIRA

“Eu comecei a viver com um homem que agora é


- 39 -
meu marido, e passamos a praticar sexo oral. Eu não
sabia que isso era errado, mas pensava que fosse normal.
Faltava-me uma formação cristã. Quando estava no
espiritismo, trabalhando como feiticeira, ficava totalmen­
te endemoninhada. Eu procurei a libertação em uma
igreja Quadrangular. Mas eu não estava pronta a deixar a
vaidade necessária, para ser liberta e também faltava
muito ensinamento de que eu precisava para me orientar
para o caminho do Senhor. Eu não melhorei. Mais tarde
eu comecei a freqiientar a Igreja Presbiteriana Renovada,
mas eu continuava muito perturbada e ainda tinha
acessos, às vezes. Um dia o pastor queria falar comigo. Ele
me perguntou sobre meu relacionamento conjugal. Ele,
evidentemente, estava procurando uma razão para desco­
brir porque eu não era liberta. Então ouvi uma conversa
entre minha mãe e uma outra pessoa, que me fez sentir
certo constrangimento sobre a prática de sexo oral. Minha
mãe disse que os homens exigem coisas más de suas
mulheres. Possivelmente foi o Espirito Santo que me fez
lembrar destas palavras. Ouando o pastor fez a pergunta
sobre minha vida conjugal, eu sentia que possivelmente o
sexo oral pudesse ser um impedimento à minha libertação.
Quando o pastor soube que eu praticava o sexo oral, ele
me disse que eu devia parar com esse ato imediatamente.
Eu pratiquei esse ato mais uma vez e quase imediatamente
o demónio me possuiu. Eu senti que esse era um de meus
problemas agora, e nunca mais praticaria sexo oral. Meu
marido aceitou meu pedido (não praticar mais sexo oral).
Depois que eu larguei da sodomia, minha vida espiritual
melhorou e fui aliviada das outras perturbações”.
O grande número de homens que procuram
prostitutas para praticar sodomia quando as esposas se
recusam a aceitar essa perversão mostra mais uma vez a
- 40 -
origem desses atos demoníacos. É um ato que separa o
homem da mulher e de Deus, e o leva aos braços e boca
de uma prostituta.

TESTEMUNHO DE UM CRENTE

Um crente, quando não estava totalmente liberto,


contou-me uma de suas experiências, quando ainda
praticava a masturbação. “Um dia eu entrei num banheiro
onde vi um homem com o seu pênis fora da calça, com
uma expressão diabólica em seu rosto e era tão nojento,
que chocou-me” . Este homem nojento e perverso foi
tomado por um desejo tão forte de praticar a sodomia,
que deu medo. Quando eu olhava e pesava “que
perversidade” , “uma voz que eu reconhecia disse em
minha mente” : “Você faz a mesma coisa” . Ele saiu do
banheiro tão rápido quanto possível, perguntando: “Meu
Deus, isto é possível? Eu sou igual a ele” .
George Otis, conhecido pregador, em seu livro
Like a Roaring L io n # conta a seguinte experiência:
“Durante nosso lanche depois do culto no restaurante
Howard Johnson, meu amigo Dr. Grover disse: ‘Esse tipo
de espírito é completamente diferente de outros. Quando
ele consegue dominar alguém, ele parece entrelaçar-se, de
certo modo, no centro da vida da pessoa. Homossexuali­
dade frequentemente altera a personalidade, aparência e
caráter daqueles que se tornam envolvidos em tal prática.
O mau espírito afeta a aparência, perverte o espírito, e até
mesmo toca em certos atributos físicos. Por exemplo, a
voz e os gestos das mãos ... até mesmo o gosto pelas
roupas e o estilo de cabelo. E este é um dos mais difíceis
- 41 -
processos para ser revertido’. O médico continuou: ‘Em
anos recentes eu tenho gasto muito tempo ministrando
entre eles. Deixa-me deprimido admitir as limitadas
vitórias que eu posso apontar. Esta é uma força podero­
sa’.” (p. 148)
No mesmo livro, p. 152, George Otis relata o
seguinte fato, tratando de vícios sexuais: “Um caso
especial sobressai. Eu hesitei em incluí-lo, mas depois de
muita oração eu senti que essa experiência pode reverter
aquilo que Satanás havia planejado para o mal na glória
de Deus em alguma vida. E a história de um amigo
chamado Matthew.
Três anos atrás, o testemunho de Matthew e de
sua esposa foi divulgado em uma revista de circulação
nacional. Ele era ministro ordenado em uma importante
denominação. Sua esposa, Fran, veio de uma família de
ministros bem conhecidos. As comoventes vitórias no
ministério por eles exercido em uma casa de café (tipo de
lanchonete, mas onde o lanche era oferecido gratuitamen­
te a quem entrava, e ali os proprietários falavam de Jesus)
foram mencionadas no artigo da revista, e uma fotografia
de Matthew e Fran, segurando seu filhinho de colo, foi
colocada no artigo.
Há alguns anos, Virgínia e eu recebemos um
telefonema numa hora em que Fran e Matthew estavam
em crise. Quando chegamos à casa deles, Fran estava
escondido no canto de um pequeno quarto. Quando
deixamos a casa deles, algumas horas depois, eles estavam
cantando e se regozijando. Fran tinha sido liberta de um
poderoso espírito de temor. Por alguns meses ela tinha
vivido com terror mental e finalmente tentou tirar sua
- 42 -
própria vida. A libertação de Fran naquela noite foi
permanente e gloriosa. Mas foi só recentemente que nós
descobrimos um possível “gatilho” para aquela sua
experiência que foi como um pesadelo.
Fran nos telefonou em sua segunda crise. O
chamado começou com as palavras de calafrio de que,
agora, este grito de socorro era mais que urgente. Nós
convidamos Fran e Matthew para virem imediatamente
para nossa casa. Quando eles chegaram, Matthew parecia
frio e insensível... como um zumbi. Seus olhos estavam
vidrados e lânguidos. Ele ouvia de um modo insensível à
medida que Fran contava a terrível história. Nós tivemos
dificuldade em acreditar nisso - era como um sonho ruim,
à medida que Fran compartilhava os assustadores deta­
lhes.
Matthew tinha sido acariciado por um tio deprava­
do quando ele era um pequeno garoto. Esse tio excêntri­
co havia sido deixado, descuidadamente, para tomar
conta de suas sobrinhas e sobrinhos, enquanto os pais de
Matthew tinham saído de férias. Esse tio efeminado tinha
vivido com adultos que consentiam a prática do homosse­
xualismo, mas agora a presença do jovem Matthew
sozinho na casa tentou-o. O espírito imundo irrompeu
com sua força no inocente menino. O tio sutilmente
influenciou o menino até que foi capaz de seduzi-lo.
Aquela infecção doentia e pecaminosa inicial do pequeno
Matthew anos mais tarde tornou-se uma agitação violenta
para o pecado.
Esse desvio no jovem Matthew ressurgia nele de
vez em quando. Mas um dia, anos mais tarde, Matthew
fez uma decisão por Cristo em um acampamento de
- 43 -
verão. Ele tinha chorado em arrependimento, pedindo
perdão pelos seus pecados. Mas não havia ninguém no
acampamento que sabia lidar com Matthew nas áreas de
libertação. Depois de sua conversão ele ainda experimen­
tou ocasionais inclinações para o vicio sexual.
Mas Matthew direcionou sua vida para o ministé­
rio e alguns anos mais tarde graduou-se em uma escola
bíblica, e então casou-se com Fran. Seu casamento e
ministério floresceram e duas crianças nasceram.
Durante o ministério na casa de café, o cansaço
físico decorrente de sua vida ocupada começou a reduzir
o tempo do estudo bíblico de Matthew. Seu ministério
envolvia contatos diuturnos com muitos jovens do sexo
masculino, espiritualmente necessitados. O velho espírito
imundo e obsceno começou a ressurgir nele novamente e
os velhos impulsos começaram a vir com nova frequência
e força. Matthew falhou em tratar com esse problema
espiritualmente.
Dentro de meses ele deu brecha a tais desejos.
Logo ele permitiu que isso ocorresse novamente. Então os
desejos interiores vieram como que rugindo para que se
efetivassem seus pensamentos maus. Matthew, voluntaria­
mente, deu lugar, mais e mais, à luxúria de sua carne.
Cerca de um ano mais tarde quando ele estava
sozinho em casa um dia com seu filho, Matthew foi
tentado. Ele agora foi tão longe que deu lugar a tal
atitude. Jâ não havia paz nem fora e nem dentro de casa.
Matthew atravessou a linha estabelecida por Deus. A
força que o compelia era sempre insaciável. O relaciona-
memto com o garoto, que agora tinha seis anos de idade,
- 44 -
progrediu em ambos. Os instintos negros mantiveram seu
repugnante segredo oculto até mesmo de sua mãe.
A árvore má continuou a crescer até que Matthew
achou o ministério intolerável. Orações, hinos e pregação
tornaram-se insuportáveis. Matthew deixou o ministério e
arrumou um serviço secular, mas não era capaz de ficar
em qualquer trabalho por muito tempo e as coisas foram
piorando. Fran continuou a revelar a história enquanto
Matthew estava como que inconsciente do que estava
sendo dito, sem emoção ou sentimentos. Matthew havia
começado a compilar elaborados arquivos de homens e
meninos disponíveis para relações sexuais. As negras
maquinações de Matthew foram finalmente expostas por
um anúncio publicado em um jornal de circulação ilegal.
Visto que é possível anunciar praticamente tudo naquele
tipo de publicação, Matthew tinha colocado a sua ali.
Tanto sua consciência como a razão tinham se tornado
cauterizados por seu repetitivo pecado. “ E por haverem
desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os
entregou a uma disposição mental reprovável, para
praticarem coisas inconvenientes” , Rom. 1: 28.
Um homem, que veio vestido à paisana, tinha
marcado um encontro por telefone com Matthew. Eles se
encontraram no estacionamento de um mercado. Era um
policial. Ao se encontrarem ele tirou seu distintivo e
outros policiais, também vestidos à paisana, se aproxima­
ram. A polícia prendeu Matthew e naquela tarde, com um
mandado de busca, encontraram o mencionado arquivo
escondido na caixa de ferramentas de Matthew. Ele foi
preso na própria armadilha que preparou.
À esta altura Matthew não podia nem mesmo
- 45 -
sentir remorso pelo que tinha feito ao seu próprio filho.
Tornou-se tão morto em sua alma que ele já não sentia
culpa. Após algumas horas de trabalho com Matthew — e
somente Deus podia ter-nos dado boa vontade para tentar
— foi-nos mostrado algo pelo Espirito. A consciência de
Matthew era como a de um homem morto. É inútil
ministrar aos mortos, não é? Nem antes nem depois disso
nós tínhamos sido levados a orar como fizemos por
Matthew.
Nós oramos pela ressurreição de seu espírito
morto. Depois de um tempo Matthew nos contou como,
pela primeira vez, em anos, ele estava sentindo arrependi­
mento pelo que havia feito. Nós ministramos a ele nos
termos mais duros, mostrando-lhe que ele estava, agora,
em uma luta, com terrível desigualdade na vida espiritual.
Nós demos a Matthew um estojo com fitas cassetes que
continham as Escrituras e pedimos que ele se impregnasse
com a Palavra de Deus. Antes de deixar nossa casa ele
começou a confessar em voz alta seu remorso e aversão
pelo que tinha feito. Matthew prometeu louvar a Deus
diariamente e naquele momento pediu ao Senhor que
implantasse nele um novo amor pela santidade. Ele tem
seguido as instruções espirituais. Matthew está agora na
prisão, mas vem se empenhando ardentemente em edifi­
car aquela luz de nova vida espiritual.
Você pode entender como os não arrependidos
que fazem das crianças suas presas ganham um lugar nas
trevas exteriores. Eles, provavelmente não gostariam do
céu de maneira nenhuma.
Esta não é uma matéria agradável, mas nós,
cristãos do século XX, devemos estar querendo enfrentar
- 46 -
e vencer todo assalto do inimigo. Deus não nos quer
tolerando algo que ele odeia tão profundamente. Ele não
irá se adaptar à permissividade moral que tem arrastado e
penetrado em algumas igrejas. Em nome do “esclareci­
mento” e da “ cultura” de nossos dias a homossexualidade
pode tornar-se aceitável ao mundo, mas para com Deus
ainda á anátema.
Em uma recente viagem eu soube de outro
exemplo que indica esta crescente ameaça no próprio
Corpo de Cristo. No último ano, uma série de encontros
evangelísticos espiritualmente produtivos foram dirigidos
por um certo ministro. Centenas aceitaram a Cristo em
suas reuniões, de modo que o grupo que o tinha
patrocinado convidou-o para programar outro trabalho
seguinte, com uma série de reuniões.
Quando lhe telefonaram, ele disse: ‘Eu não estou
mais aceitando convites para fazer trabalhos evangelísti-
cos. Você não ouviu acerca de meu novo ministério?’
Quando eles disseram que não, ele contou-lhes: ‘Eu
estabeleci uma nova igreja para homossexuais aqui em
........ Está prosperando e agora eu estou ministrando
àqueles que se sentem como eu’.
Eles ficaram admirados com a rapidez desta
queda. Eles também se propuseram a orar por um mais
ardente discernimento, percebendo em análise retrospec­
tiva, que ele tinha demonstrado algumas das indicações
clássicas deste pecado específico.
Nesses últimos poucos anos nós temos lido muito
acerca dos homossexuais. Sem dúvida será útil olhar de
novo para o que Deus tem dito acerca dessas coisas:
- 47 -
“Quando também um homem se deitar com
outro homem como uma mulher, ambos fize ­
ram abominação; certamente morrerão; o seu
sangue é sobre eles”, Lv. 20: 13.
“Não haverá prostitutas dentre os filhos de
Israel; nem haverá sodomita (homossexual)
dentre os filhos de Israel”, Dt. 23: 17.
“Assim como Sodoma e Gomorra... que haven­
do-se corrompido ... e ido após outra carne,
foram postas por exemplo, sofrendo a pena do
fogo eterno... ondas impetuosas do mar, que
escumam as suas mesmas abominações: estrelas
errantes, para os quais está eternamente reserva­
do a negrura das trevas”, Jd. 7: 13.
“E condenou à subversão as cidades de Sodoma
e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as
para exemplo aos que vivessem im piam ente”, II
Pe. 2: 6.”
Certa vez, eu estava sozinho numa igreja onde
permaneci desconhecido, procurando amizade. Estava
tímido, e não foi fácil para mim fazer amizade e falar com
pessoas estranhas. Um dia, depois do culto, um moço
bonito, alto, e muito amigável apresentou-se a mim. Foi a
primeira pessoa jovem que se mostrou bem amigável,
tendo interesse em me conhecer. Em pouco tempo
ficamos bons amigos. Eu visitei diversas vezes seu lar e
ele, também o nosso.
Um dia um evangelista muito bem conhecido
naquela denominação fez um culto na igreja. Ele era um
- 48 -
ótimo pianista profissional e havia feito campanhas em
muitos países. Ben e eu estávamos muito impressionados
pelo evangelista e depois do culto conversamos com ele.
Ele pediu o endereço de Ben e ambos ficamos muito
felizes com o interesse que ele demonstrou para com Ben.
Eu pensei que pudéssemos assistir em suas campanhas
como ajudantes. Aparentemente houve correspondência
entre o evangelista e Ben, sem eu saber. Ben foi chamado
a servir no exército, onde permaneceu por dois anos.
Quando ele voltou do exército, não era o mesmo Ben
que eu conhecia; estava nervoso e muito menos feliz e
pouco comunicativo. Uma nuvem escura sombreava sua
vida. Ele voltou para o serviço onde ainda trabalhava,
mas não podia desempenhar suas funções com a facilida­
de que tinha no passado, e por isso foi demitido.
Era evidente que alguma coisa estava muito
errada em sua vida. Eu procurei achar razão para sua
tristeza. Um dia perguntei-lhe sobre o evangelista. Ele me
respondeu que aquele homem havia visitado-o no acampa­
mento do exército no Estado da Califórnia. Depois Ben
falou palavras da Bíblia que o evangelista citou: “Todas as
cousas me são licitas, mas nem todas convêm. Todas as
cousas me são licitas, mas eu não me deixarei dominar
por nenhuma delas”, I-Cor. 6: 12.
O texto bíblico que ele citou abriu minha mente
para que eu entendesse melhor este enigma estranho no
procedimento do meu amigo. As Escrituras, tiradas
evidentemente do contexto, só podem ser usadas para
confundir a consciência de uma pessoa e seduzi-la.
A visita do evangelista ao meu amigo se encaixou
bem com o que eu supus que havia acontecido na vida
- 49 -
dele. Ben não queria falar mais sobre o assunto. Isso me
convenceu que minha suposição estava correta. Falei com
meu pai, dizendo que eu acreditava que Ben havia sido
seduzido pelo evangelista e o trauma e culpa que sentia
estavam prejudicando-o seriamente. Possivelmente isso o
estava levando a uma estafa.
Meu pai, depois de ouvir os detalhes, concordou
comigo. Fez perguntas a Ben, que me embaraçaram por
sentir pena dele. Ben recusou entrar no assunto e não
respondeu às perguntas. A deterioração continuava na
vida de meu amigo. Em pouco tempo ele teve uma estafa
e foi internado em um hospital para doentes mentais.
Ben teve alta no hospital, mas estava inválido e
sem possibilidades de trabalhar. A experiência que ele,
um crente sincero e líder na igreja, havia vivido, envolvi­
do em homessexualidade, o abalou tanto que não podia
perdoar a si mesmo. E o demónio da homossexualidade
achou abrigo e a tentação e confusão o levaram ao
desespero total.
Deus não havia abandonado Ben. Ele, em seu
desespero e conflitos emocionais, buscava a Deus. Disse
que uma vez estava orando em línguas estranhas e no
hospital um médico judeu disse que ele estava louvando a
Deus em hebraico.
Ben foi fortalecido espiritualmente, mas possivel­
mente nunca irá ser o mesmo homem emocionalmente.
Ele vai levar cicatrizes e memórias tristes pelo resto da
vida.
Depois de muitos anos eu tive uma conversa sobre
- 50 -
o evangelista com dois missionários que vieram dos
Estados Unidos. Durante o diálogo com eles, relataram a
seguinte informação. Por ser um evangelista bem conheci­
do na denominação, qualquer novidade acerca dele
despertava interesse. Em poucas palavras, disseram que o
evangelista havia telefonado para um ancião da mesma
denominação, considerado espiritual e devoto, dizendo
que queria falar com ele. O ancião disse-lhe: ‘pois não’, e
convidou-o a vir para sua casa, onde o evangelista o
informou de que era um homossexual e tinha vivido
assim por muitos anos. Ele confessou que tinha seduzido
muitos moços e homens na igreja. Revelou que no
principio teve remorso e tristeza sobre seus atos de
perversão e sedução, mas agora não sentia mais nada, não
tinha o mínimo desejo de mudar sua vida e se arrepender.
Suas últimas palavras para o ancião foram as seguintes:
‘não adianta nada contar meus segredos porque ninguém
vai acreditar’.
A confissão do evangelista me fez lembrar da
confissão de Judas. O evangelista foi um homem que
tinha traído sua própria natureza, consciência e a Palavra
de Deus, que pregara por muitos anos; levou muitos para
a dissolução. Também, como Judas, sentia a obrigação de
confessar a tortura, tristeza e desespero que foram
abrigados em seu coração, que condenava tudo que ele
fez. A confissão era um ato expiatório, quase que suicida,
sem arrependimento. Como Judas, suspeitava que o seu
pecado tinha levado-o ao ponto onde havia atravessado a
linha marcada por Deus, de onde não podia regressar.
A deterioração da moral do homem é muito
parecida à praga da AIDS. Eu acredito que Deus criou
essa doença e mostra como a deterioração da consciência
- 51 -
do homem acontece. A célula T é a sentinela do sistema
defensivo do corpo. E a célula T que avisa a B que o
corpo está sendo atacado pelas bactérias, gérmens e vírus.
A célula B, imediatamente, começa a organizar a defesa
do corpo, quando é avisada. A célula T é um tipo da
nossa consciência, dada por Deus, que deve ser fortalecida
pela Sua Palavra. No caso da AIDS, a sentinela ou a célula
T está enganada, subornada pelo vírus da AIDS. A defesa
do corpo, agora, está totalmente cega, indefesa, sem
conhecimento do perigo e da presença do inimigo. E a
grande tragédia é a célula T, a guarda do corpo, começar a
confraternizar-se com o inimigo e criar vírus da AIDS. A
célula T está transformada e pervertida de tal maneira que
ajuda em sua própria destruição e é o meio de espalhar
essa perversão para as células de outras pessoas.
Sem uma consciência bem preparada e fortalecida
pela Palavra, o inimigo de nossas almas perverte nossa
consciência com mentiras e falsidades. Tal pessoa é levada
à cegueira total, sem defesa contra todo o tipo de
maldade. E, na realidade, os líderes da igreja são
sentinelas e consciência da igreja. Sobre a perversão,
observe a seguinte notícia:
“A Suprema Corte dos EUA considerou legal a pena de sete meses de
prisão imposta em 1990 a Scott Fagg, um recruta da Força Aérea, por prática de
sexo oral com a namorada. Fagg não negou a acusação e disse que se tratava de
ato consensual entre adultos.
Os regulamentos das Forças Armadas, aprovados pelo Congresso em
1950, proibem o sexo oral a todos os militares. Os advogados de Fagg
recorreram sob a alegação de a privacidade de seu cliente fora violada. A Corte
não comentou o caso. Apenas manteve a decisão do Tribunal de Recursos das
Forças Armadas. Em 1986, a Corte havia resolvido que a Constituição não
garante o direito de homossexuais praticarem sexo oral mesmo em casa quando
lei estadual proibir o ato. O sexo oral é ilegal em 1 7 dos 50 estados americanos.
A namorada de Fagg tinha 16 anos quando o incidente ocorreu. Pelos
códigos militares, pessoas acima de 16 anos são consideradas adultas. Ela
denunciou o namorado a seus superiores depois que ele a abandonou. ”

- 52 -
4
RELAÇÕES SEXUAIS
DURANTE A
MENSTRUAÇÃO
Um pastor, que é meu amigo, contou-me a
seguinte experiência. Ele era pastor em uma cidade no
Norte do Paraná quando um casal de uma Igreja o visitou.
O pastor achava estranho que o casal tivesse vindo para
falar com ele, sendo que pertencia a uma outra igreja.
Parece que foi muito difícil para o casal começar uma
conversa séria. No final, admitiram que tinham vergonha
e não possuíam coragem de falar com o seu próprio
pastor. Confessaram que uma coisa muito estranha estava
acontecendo: quando se deitavam, ambos sentiam uma
entidade na cama, com eles. Era uma presença nojenta
que os preocupava.
O pastor tinha o dom do discernimento de
espíritos, revelações, profecias, cumpridas no seu ministé­
rio, que muitos podem verificar, inclusive o autor deste
livro. Durante a conversa com o casal ele sentiu por Deus
que o casal estava tendo sexo durante a menstruação da
mulher. O pastor perguntou ao casal se isto era uma
realidade e, com lágrimas nos olhos, o casal confessou que
eles praticavam sexo durante a menstruação. Eles ficavam
muito excitados durante esse período. O pastor aconse­
- 53 -
lhou-os a não praticarem mais isso, e o casal concordou, e
em pouco tempo a entidade não foi mais sentida na cama.
Todas as leis no Antigo Testamento eram válidas
para melhor higiene, limpeza e para proteger o povo da
contaminação e de doenças contagiosas. Essas leis suge­
rem impureza moral.
Há quatro tipos de impurezas: contato com
leproso, emissões dos órgãos sexuais do homem e também
da mulher, falta de circuncisão e contato com os mortos.
Uma falta de limpeza higiénica indica uma fraque­
za moral, falta de disciplina e é demoníaca. Minha
experiência na casa de recuperação mostrou que pessoas
oprimidas e ou endemoninhadas eram muito sujas. Todos
os vícios sexuais são impuros, não são higiénicos e são
perversos e não naturais. São meios de espalhar doenças
venéreas e Aids.
“As palavras puro e impuro são aplicadas às
transgressões sérias, especialmente sexuais, que
fazem a terra impura”, Levítico 18: 22-28.

- 54 -
5
A DISCIPLINA
E A CORREÇÃO
DE DEUS SOBRE OS
VÍCIOS SEXUAIS
O mundo em geral acha que os prazeres sexuais
são mais importantes do que Deus. E esta prática é
idolatria. Apesar da teimosia e rebeldia da raça humana,
Deus a ama e faz tudo para a corrigir.
“(1) Filho meu, não rejeites a correção do
Senhor, nem te enojes da sua repreensão. (2)
Porque o Senhor repreende aquele a quem
ama, assim como o pai ao filho a quem quer
bem. (3) Bem-aventurado o homem que acha
sabedoria, e o homem que adquire conhecimen­
to ”, Provérbios 3: 11-13.
O autor fez muitas campanhas evangelísticas com
tendas e também ensinou bastante em diversas igrejas. Em
muitos anos de ministério teve a oportunidade de
conhecer muita gente que foi escravizada pelo vício do
sexo e saber o resultado desses vícios em suas vidas.
Membros da mocidade que tiveram dificuldades de
acreditar no que foi ensinado, e largar seus vícios sexuais,
depois foram falar comigo e confessar que eu estava
certo. Isso aconteceu muitas vezes. Eu sei que em muitos
- 55 -
dos casos eles enfrentaram humilhação, fracassos e até
doenças para aprender a aceitar a verdade.
Há muitas pessoas perturbadas e doentes por
causa dos vícios sexuais. Eu acredito que haja mais
indivíduos no inferno por causa de vícios sexuais do que
por qualquer outro pecado. Não é possível ser mais claro.
A Bíblia diz que aqueles que os praticam não herdarão o
reino de Deus.
Os seguintes relatos são experiências verdadeiras
que o autor teve com pessoas que praticaram vícios
sexuais e viveram as consequências desses vícios.
Sexo e Espiritismo em muitos casos são insepará­
veis. Onde o demónio domina, pecados sexuais dominam.
Aqueles que participaram do Espiritismo, especialmente
do baixo espiritismo, ficaram endemoninhados e com
desejos sexuais incontrolados. Muitas vezes praticaram
sodomia e outras perversões. O sexo é usado em certas
seitas para atrair membros para si.
Fiquei conhecendo uma ex-feiticeira que assistiu a
uma campanha que fiz com uma tenda de evangelização.
A mulher trabalhava na casa do pastor com quem me
hospedei durante a campanha. Sabendo que ela era
ex-feiticeira, fiz amizade com ela e perguntei-lhe sobre
sua vida no espiritismo. Era uma pessoa simpática, como
quase todos os feiticeiros. Foi fácil conversar com ela.
Sua mãe, e disso eu me lembro bem, e outros membros da
família, trabalharam em um centro de baixo espiritismo,
que se envolvia muito com prostituição (prostitutas e
homossexuais). Todos eles ficavam possessos pelos dem ó­
nios do sexo e de outros tipos. Tinham acessos e eram
— 56 —
muito castigados e atormentados pelos demónios. A mãe
dela, num estado de desespero, começou a ouvir um
programa evangélico pelo rádio. Durante o programa, o
evangelista contou aos ouvintes que havia uma pessoa que
o estava ouvindo, e que estava muito perturbada e Deus
estava pronto a libertá-la. O evangelista contou outras
coisas que aparentemente se encaixaram com a vida dela.
Esta revelação animou a mulher, e então foi assistir ao
culto numa igreja evangélica. Após muitas orações, ficou
liberta dos demónios que a atormentavam. A libertação
da mãe a animou a procurar sua libertação também em
uma igreja evangélica.
O processo de libertação é demorado, às vezes, e
depende do progresso da pessoa, ou seja, como ela quer
largar os vícios. Então começa a entrar em arrependimen­
to. Aquela mulher disse que tinha acesso pelo menos dez
vezes quando as pessoas oravam com ela. Mas, pouco a
pouco, ela foi mais e mais aliviada.
Deus é muito misericordioso e, se fizermos pro­
gresso em nossa vida espiritual, Ele haverá de nos animar.
Seremos recompensados com mais alívio espiritual e mais
afastamento dos poderes dos demónios.
Pessoas que brincam com qualquer vício sexual
estão em perigo de ficar endemoninhadas ou perturbadas.
A mulher trabalhava especificamente com a pomba gira, o
demónio do sexo. Prostitutas e homossexuais vinham
fazer trabalho para conseguir mais freguesia. Ela confes­
sou que muitas vezes ficou inconsciente e não sabia o que
se passava. Ela possivelmente teve relações sexuais duran­
te algumas experiências. Era casada, mas o marido
também se envolvia com espiritismo; era um bêbado e
- 57 -
totalmente endemoninhado. Ela me informou que atraia
facilmente as pessoas pelo espírito da pomba gira.
Alguém que estivesse em sua presença podia sentir uma
atração demoníaca. O demónio do sexo ainda a acompa­
nhava e então ficou evidente que não estava totalmente
liberta dos demónios. Confessou que ainda sentia
perturbações e pediu que eu orasse por ela. Quando eu
orei e vi que ainda existia uma forte influência do
demónio em sua garganta, que parecia estar enferma ou
perturbada, eu tive uma reação nesta área. A mulher
estava na igreja por sete anos e se encontrava muito
melhor, mas não completamente liberta. A razão ficou
evidente em breve. Sendo separada do marido, estava
sendo muito tentada sexualmente. Um dia, quando estava
sozinho com ela, tirou seu cinto e isso foi um ato muito
sugestivo. Eu ignorei a sugestão e continuei conversando
com ela. Naquele momento eu soube por que sua
libertação não era completa. Deus estava aguardando que
ela vencesse totalmente o demónio do sexo, que evidente­
mente a tentava muito. Deus lhe deu a libertação da
seguinte maneira. Havia outra mulher que assistiu à nossa
campanha. Ela era lasciva e tentadora. Um dia eu estava
sentado ao púlpito e ela foi ter comigo. Durante a
conversa, colocou a mão em minha perna. Foi um ato
sugestivo e sensual. Imediatamente reconheci sua inten­
ção. Parece que há mulheres que querem provar que
todos os pastores não são melhores que elas.
Mais tarde, enquanto eu visitava uma família,
recebi notícia de que uma pessoa queria que eu a visitasse.
Então entrei em uma casa onde encontrei a mulher que
procedeu lascivamente comigo. Ela imediatamente come­
çou a falar besteiras sobre problemas sexuais com seu
marido. Eu saí tão rapidamente quanto possível. Ambas
- 58 -
as experiências foram muito desagradáveis a mim. Eu me
senti muito ofendido que uma pessoa pudesse pensar tais
coisas de mim.
No último dia da campanha, lembro-me bem,
estava sentado na cadeira da tenda, no final do culto. Sem
eu saber, a ex-feiticeira sentou-se atrás de mim. A mulher
dada à conduta lasciva veio com uma amiga e colocou a
mão em meu ombro. Fiquei muito irritado e lhe disse:
“Tire sua mão do meu ombro” . A humilhação dela foi
muito evidente e ambas saíram da tenda e não voltaram
mais. A ex-feiticeira observava tudo isso, sem eu saber. Eu
me levantei e a vi sentada. Eu sabia que ela tinha visto
tudo, e, como eu estava saindo, um pensamento muito
forte passou pela minha mente: “tudo isto foi planejado
por Deus” . Pouco mais tarde a ex-feiticeira testemunhou
que, pela primeira vez em muitos anos, estava totalmente
liberta dos demónios que a perseguiam. Quando saímos,
ela chorou muito. Creio que Deus preparou e usou esta
experiência para a humilhar e envergonhá-la a fim de que
se arrependesse. E evidentemente se arrependeu de
verdade, pois a libertação veio imediatamente. Pessoas
que praticam vícios sexuais raramente são libertas de
demónios.
Na mesma campanha havia uma jovem muito
linda que assistia aos cultos na tenda todas as noites. Sua
família frequentava os centros espíritas. A moça estava
muito perturbada, pode-se dizer possessa. Frequentava a
Igreja Presbiteriana Independente por três anos mas não
conseguira ser liberta. Fui convidado a ir até sua casa para
falar-lhe sobre sua perturbação. Disse-lhe que o perdão
era muito essencial para se receber a libertação. Ela me
respondeu que não tinha problema com perdão e procu­
- 59 -
rei, então, uma razão para seu problema. Várias outras
pessoas estavam sendo libertas durante a campanha.
Um dia eu a vi andando na rua perto da tenda e
senti uma expressão muito forte de que seu problema
eram os vícios sexuais. Falei com meu companheiro que
me ajudava na campanha que o problema daquela jovem
era sexo. Poucos dias mais tarde seu namorado foi falar
comigo sobre a dificuldade dela. Suas primeiras palavras
foram: “por que ela não melhora? por que continua
assim?” . Aproveitei esta oportunidade e disse-lhes o que
eu sabia sobre sua vida. Disse-lhe: Se você largar de
beijá-la e abraçá-la, vai ajudar muito. Ela não está
aguentando tudo isso. Ele respondeu que queria, com
aqueles atos, apenas expressar seus sentimentos. O que
digo são palavras duras para a mocidade desses dias, que
não sabem o que a lascívia e cobiça querem dizer. Mas
pelo menos eu os informei qual seu problema. Senti então
que fiz o que pude.
Não passou muito tempo desde que oramos pela
moça e percebemos que o demónio estava começando a
manifestar-se e a reagir. Ela quase caía durante a oração.
Foi bom sinal porque se não existe uma reação normal­
mente o demónio fica tranquilo; não está com medo de
ser expulso. Da próxima vez que oramos por ela o
demónio falou pela primeira vez e disse: “sou a pomba
gira e vou fazer dela uma prostituta. Ninguém pode me
expulsar” . Eu sabia que o demónio já estava quase
pronto a sair. Ela nos informou mais tarde que quando o
demónio falou, ela ouvia. Fez então uma decisão de
mudar sua vida sexual. Evidentemente a decisão foi
firme, porque jogou fora todas as roupas que achou
escandalosas. Quase imediatamente ficou liberta. Mais
- 60 -
tarde informou-me que anteriormente estava sempre
com desejos sexuais fortes.
A sua mudança, depois que foi liberta, foi muito
impressionante. Antes, ela gaguejava, era muito nervosa,
tinho um jeito esquisito, mas depois que foi liberta
passou a ter uma personalidade muito calma e atraente, e
não mais gaguejava. Ficou uma moça muito linda em
todos os sentidos. Mais tarde ouvi falar que se casou com
um pastor.
Acanhamento, nervosismo, gagueira, problemas
com a personalidade, etc, são evidências fortes da
presença da influência de demónios na vida das pessoas.
Creio que a entrada destes defeitos que humilham e
envergonham a pessoa na maioria dos casos são resultados
dos vícios sexuais. Se Uma pessoa pratica vícios sexuais ela
vai ser envergonhada tanto pelo demónio que provoca
esses desejos como também pela sua própria consciência
e pela Palavra de Deus. A moça estava namorando um
bom moço e não estava se prostituindo. A sua prática era
masturbação, lascívia e cobiça.
Fiz uma campanha com uma tenda no norte do
Paraná e durante uma palestra sobre sexo percebi que
uma jovem estava muito entristecida. Eu sabia, pelo seu
jeito, que tinha o vício de masturbação. Mais tarde tive a
oportunidade de conversar com ela. Então me disse que
morava no seminário e estava doente. Tinha muitos
pesadelos à noite. Também tinha uma doença que
chamou de alergia, provavelmente fosse asma ou bronqui­
te. A moça me contou um pouco sobre os sonhos que
tinha. Um sonho repetiu-se diversas vezes: uma serpente a
atacara; ela resistiu e brigou com a serpente. Durante a
- 61 -
briga, bateu na serpente, mas não conseguiu matá-la. A
serpente sempre escapava e voltava a atacá-la de novo.
Vários problemas psicológicos e de saúde a obriga­
ram a sair do seminário. Então decidi contar-lhe uma
experiência de um moço que teve quase a mesma
experiência: um sonho erótico. Depois que lhe contei a
experiência, disse: “O problema do moço era masturba­
ção” . Ela me disse “muito obrigada, pastor”. Mais tarde
eu voltei para a Igreja onde ela assistia e conversei com
ela. Perguntei-lhe sobre sua saúde e ela me disse que havia
sarado e estava muito bem agora. Ela me disse que jejuava
e orava bastante e havia sido totalmente liberta. Eu não
conversei com ela sobre masturbação, mas sem dúvida o
vício foi largado, pois é muito raro que uma pessoa sare
completamente quando não abandona os vícios sexuais.
O demónio, no sonho, estava dizendo para ela que
ela queria vencer o vício da masturbação, mas não
conseguia. A serpente era um símbolo dos vícios que não
podia dominar em sua vida.
Os demónios falam a nós muitas vezes em sonho e
com um pouco de meditação e discernimento uma pessoa
pode interpretar a mensagem dos demónios. Mais vai ser
dito sobre isto em outros capítulos. O autor não está
sugerindo que uma pessoa deva interpretar sonhos dos
demónios, mas que tal tipo de sonhos de demónios são
realidade e é possível a sua interpretação. O problema da
moça era só a masturbação, ela não estava se prostituin­
do.
Eu estava morando em um hotel, onde a gerente
era uma mulher. Sua neta vinha algumas vezes visitá-la e
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ficava também ali hospedada. Era bem nova e provavel­
mente tinha 18 anos. Era uma moça muito linda, com
muito charme. Quando eu cheguei ao hotel, ela gozava de
boa saúde, mas em breve eu vi que sua aparência estava
mudando. Parecia a cada dia mais pálida e doente. Eu
sentia que ela estava perturbada por uma força maligna.
Sua avó me informou que a moça se sentia muito mal.
Um dia eu lhe perguntei se queria uma oração. Ela me
disse que sim. Eu orei por ela e disse-lhe: “largue seus
vícios sexuais” . Ela respondeu: “Eu não consigo” . Depois
da oração ela ficou totalmente liberta. Fui informada pela
avó que ela estava boa, que sua aparência havia mudado
completamente. Evidentemente ela falou a verdade de sua
pouca condição de resistir sobre séus vícios sexuais. Foi
para Curitiba onde permaneceu por vários meses e,
quando voltou, não queria falar comigo. Então se afastou
de mim. Ela estava novamente muito perturbada, pálida e
doente. Eu sabia que ela se sentia envergonhada em
minha presença e que sua vida sexual era desregrada em
Curitiba. Pouco mais tarde eu ouvi falar que estava
doente, com pedras nos rins. Fui à casa onde ela morava,
orei por ela e lhe disse: “Nossa vida espiritual é muito
parecida com a nossa vida física”. Se tivermos cuidado
com nosso alimentação, descanso e exercícios, temos
condições de resistir germes, bactérias e outros tipos de
vírus que atacam nosso corpo. Mas se não nos guardarmos
a nós mesmos, o inimigo de nossa saúde dominará nosso
corpo, criando doenças. A mesma coisa acontece com
nossa vida espiritual. Ela entendeu perfeitamente o que
eu queria dizer e me respondeu: “ É uma realidade” . Eu
orei por ela e evidentemente ela sarou. Mais tarde eu vi
que a doença e a perturbação haviam sumido. Posterior­
mente, em saúde perfeita, me mostrou suas fotos de
casamento. Ela aparentemente estava muito feliz. Disse-
- 63 -
me que tinha interesse nas coisas espirituais. Sua aparên­
cia agora estava bonita e saudável. Eu orei bastante por
ela pedindo a Deus que encontrasse o caminho certo.
Um nenê entra neste mundo completamente
ignorante. Ele só sabe mamar e chorar, o resto é
aprendido por tentativas e erros. O comer com colher e
andar exige quedas, falhas e muita repetição.
Nossa vida é um processo de aprendizagem. Uma
pessoa tem que aprender a verdade da Palavra de Deus;
tem que acreditar no que a Bíblia diz sobre vícios sexuais
para então poder ser liberto. Também precisamos de
experiências para vencer a batalha sobre o demónio do
sexo. O leitor não deve ficar desesperado se falhar. Terá
que aprender as táticas do inimigo, depender de Deus,
permanecer perto dele, e também ter disciplina.
Aprendemos muito de nossas derrotas e lutas.
Como o nosso corpo reage ao ataque de bactérias
e vírus, também aprendemos, pelo conflito, sobre como
vencer e expulsar o inimigo. Anti-corpos são produzidos
por experiência de batalhas. Também nossas defesas
espirituais são melhoradas pelas nossas experiências na
batalha. Deus providenciou as experiências e um plano de
defesa, a sua Palavra, por pessoas que foram inspiradas a
ensiná-la. Vitórias sobre todos os vícios sexuais são
possíveis e necessárias.

A palavra de Deus é a nossa defesa. Seria


impossível defender uma pessoa que não sabe o que a
Palavra de Deus diz sobre os pecados de vícios sexuais.
- 64 -
Se uma pessoa acredita, como muitos, que a
masturbação é uma descarga de energia sexual normal e
aceitável, nunca vai ter a motivação de praticar as coisas
necessárias para vencer esta tentação terrível. Jesus
venceu a tentação porque ele conhecia a Palavra e a
interpretação correta. O leitor está sendo informado
corretamente do que a Bíblia diz sobre tentações sexuais.
A sua vitória dependerá de sua crença. Se a pessoa
reconhecer que os demónios estão provocando todos os
tipos de desejos sexuais para que ela seja perdida
eternamente vai largar os seus vícios sexuais. Se não
acreditar, não terá condições de abandoná-los. Nosso ato
de arrependimento depende de nossa crença.
A maior obra de Satanás é esconder a verdade de
qualquer maneira possível. Eu vi muitas manifestações
desta realidade em cultos onde pregava sobre vícios
sexuais. Vi pessoas que eu sabia terem uma vida desregra­
da nesta área caírem em sono tão logo eu começava a
falar e, assim, não puderam ouvir muito sobre a mensa­
gem. Eles pegavam no sono tão rapidamente que
pareciam pessoas drogadas. E um homem muitas vezes
dormia de pé, como um cavalo.
Os livros escritos sobre sexo são de mentira e dão
má informação.
Há pessoas que têm grande dificuldade em ler a
Bíblia e em entendê-la. Isso é uma evidência da presença
demoníaca. Sua inabilidade de entender é sem dúvida
uma perturbação mental.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos
libertará”, João 8; 32.
- 65 -
O mundo em geral não é conhecedor da verdade.
Não há possibilidade de libertação sem o conhecimento
da verdade, que é a Palavra de Deus:
“O meu povo fo i destruído, porque lhe faltou
conhecimento. Porque tu rejeitaste o conheci­
mento, também eu te rejeitarei, para que não
sejas sacerdote diante de mim; visto que te
esqueceste da lei de D eus”, Oséias 4: 6.
Deus, nesse texto, diz que o povo de Israel estava
totalm ente sem o conhecimento de que precisava para ser
salvo da perdição. A mesma coisa pode ser dita sobre
nossa geração, que são muitos na igreja.
Eu tive várias experiências que evidentemente
eram revelações de Deus sobre pessoas que praticavam
vícios sexuais.
Estive pregando em uma tenda no Norte do
Paraná quando senti um forte desejo de dizer: Há uma
pessoa nesta tenda que será curada de asma se largar de se
masturbar. Mais tarde o pastor me disse que uma mulher
na igreja contou a outra que ela sofria asma e que
praticava a masturbação, porque seu marido não a estava
satisfazendo sexualmente. Eu já sabia quem era e ela
disse: “se largar de masturbar-me, serei curada”.
Preguei sobre vícios sexuais em uma casa em
Maringá e durante a mensagem eu tive um forte desejo de
apontar algumas pessoas que estavam assistindo ao culto.
Eu sentia que essas pessoas estavam praticando vícios
sexuais. Enquanto eu estava olhando em uma direção, fui
levado a apontar uma mulher que estava do lado aposto.
- 66 -
Deus me revelou que ela praticava vícios sexuais. Após o
culto ela me procurou e disse que tinha o vício de
masturbação. Seu marido tinha uma am ante, e embora
vivesse com a esposa, não mantinha relações sexuais com
ela. Estava muito entristecida e pediu que orasse por ela
nesse sentido. Eu a aconselhei a abandonar o vício da
masturbação.
Tive várias experiências em uma Igreja que ajudei
a fundar através de uma tenda. Elas mostram que vícios
sexuais são grandes obstáculos a uma cura e a consequên­
cia, às vezes, é a morte. O povo dessa igreja era muito
pobre; a maioria era bóia-fria. Quase todos eles eram
perturbados e orávamos pela maioria quase todos os dias.
Pouco a pouco eles foram libertos. Entre eles havia um
homem muito grande e forte que estava m uito perturba­
do. Orei por ele e a dor e aflições sumiram temporaria­
mente, mas voltaram. Vi que ele estava piorando e certa
vez, quando estava intercedendo por ele, o demónio ria
nele. Em pouco tempo o homem estava perdendo a sua
memória e ficando paralisado. Falei com ele um dia e lhe
disse: “moço, cada dia você piora; largue os seus vícios
sexuais”. Ele me respondeu “farei isto” . Evidentemente
não fez, pois logo estava no sanatório, paralisado e sem
memória. Masturbação é chamada de quiromania, pois
significa, no grego, “quiro” mão, mais “m ania” = loucura,
demência. Mania está ligada à doença. Eu duvido que a
masturbação deixe uma pessoa louca, mas ela é um fato
condenado na Bíblia, que abre a porta para o demónio
entrar e agir. Ela sem dúvida pode criar culpa, vergonha,
falta de sociabilidade e numerosas aflições mentais e
físicas. Quando uma pessoa cede ao dem ónio e ao espirito
mau, todas essas aflições podem acontecer. Não há
evidência ou prova de que ele estava se prostituindo, mas
- 67 -
sim praticando a m asturbação, lascívia e cobiça.
Estive orando por uma fila de gente em Maringá.
Uma mulher estava endemoninhada e me disse que eu e
vários outros pastores já haviam orado por ela. Também
eu lhe disse: “Irmã, por favor, sente-se no banco. Quero
falar com a senhora, depois que orar por esta fila”.
Disse-lhe: “Irmã, muitas pessoas não saram por causa da
m asturbação”. Ela respondeu: “Mas eu não tenho mari­
do” . Ela confessou que tinha este vício e eu sentia
fortem ente. Então a masturbação foi o maior impedimen­
to à sua libertação.
Um homem e um jovem assistiam aos cultos na
igreja já mencionada. O homem era aleijado e quase não
podia andar. O moço era tão magro que parecia um
esqueleto. Tudo o que comia vomitava e nem água
conseguia tomar. Visitamos a família e orei por ele.
Imediatamente ficou bom e podia comer sem vomit;ar.
Passou a assistir aos cultos na tenda e dentro de poucos
dias começou a engordar. Estava lendo a Bíblia em casa e
todos podiam ver uma grande diferença nele. Um dia falei
sobre vícios sexuais e ele nunca mais voltou para a tenda.
Eu disse para meu companheiro: O problema dele eram
os vícios sexuais. Um dia meu companheiro na obra viu-o
com uma revista pornográfica. Ele de novo ficou doente
e, sem dúvida, se não está m orto, terá poucos dias de
vida.
Outro homem que era aleijado também recebeu
oração e começou a andar melhor. O Maligno estava
perdendo força na vida dele. Quando eu falei sobre vícios
sexuais, ele também não mais voltou para a igreja. Em
pouco tempo estava m orto. Ele era um homem novo, não
- 68 -
tinha mais do que quarenta anos. Ele não estava se
prostituindo, mas estava praticando vícios sexuais co­
muns, como: masturbação, lascívia e cobiça.
Os vícios sexuais amarram o homem de tal
maneira que sem a ajuda de Deus a libertação é
impossível. O caçador de macacos coloca uma manga em
uma garrafa e o macaco enfia a mão na garrafa para tentar
retirá-la. Mas não conseguirá retirar a mão da garrafa com
a manga na mão. Ele tem que abrir a mão para tirá-la. O
desejo dele é tão forte, tão grande de conseguir a manga,
que não abre a mão para escapar. Quando o caçador
chega para apanhá-lo, o macaco está quase sempre preso.
Sua cobiça pela manga é a sua destruição.
Vícios sexuais raramente são deixados, apesar da
admoestação da Bíblia, da consciência atorm entada e de
muita infelicidade; até mesmo a doença e morte.
Certamente esse desejo sexual é um deus que domina a
vida do homem e torna-se um ídolo que reina acima de
tudo. O leitor tem que responder a esta pergunta: E sexo
ou Deus?
Um religioso, a quem daremos o nome de João,
contou sua experiência de correção e libertação de vícios
sexuais. João teve uma boa formação, tendo sido criado
em um lar cristão. Seu pai o ensinara a nunca manipular
o pênis. Sempre, obedecendo-o com pletam ente, nunca
tivera vícios de qualquer tipo, mas por causa de pequenas
falhas sempre se sentia indigno de ser um cristão.
Também não entendia bem, como m uitos, o ensino do
evangelho de que todos os pecados do passado, presente e
futuro já haviam sido aniquilados pela m orte de Cristo. O
que condena o homem e a mulher é um estado de
- 69 -
rebeldia, idolatria e incredulidade. Nossos pecados e
defeitos serão eliminados e corrigidos com o passar do
tem po.
O pai de João experim entou ensinar-lhe que
poucas pessoas são perfeitas e que ele já vivia melhor do
que muitos crentes. Recebera o batismo no Espírito
Santo quando tinha 12 anos. Depois havia sido curado de
febre reumática. Mas desviou-se do caminho do Senhor
porque achava que não estava andando de acordo com os
ensinamentos da Bíblia. Quando estava com quatorze
anos, sonhou que recebia o batism o no Espírito Santo.
Naquela noite seus pais o ouviram falar em línguas
estranhas. Deus queria dizer-lhe que estava com ele e que
ele deveria se animar e andar com Cristo. Mas João não
permaneceu estável. É evidente que Deus queria que ele
evitasse o sofrimento e a humilhação do futuro. Fez todo
o possível para mostrar-lhe que o amava e o aceitava,
mas ele não entendeu e continuava a sua incredulidade.
Agora seria entregue ao dem ónio do sexo.
Um pouco depois que teve a experiência de falar
em línguas estranhas, começou a ficar sexualmente
muito agitado. A agitação era maior do que podia
aguentar. Ele não tinha descanso. Não era uma sensação
agradável, porém mais um torm ento e ele não sabia como
conseguir alívio. Havia poucas palavras para achar o alívio
dessa tensão e agitação: masturbou-se. Antes de mastur-
bar-se, nunca havia tido um orgasmo nem sonho erótico,
mas, depois, sonhos eróticos, orgasmos noturnos e
fantasias de imaginações sexuais chegaram a fazer parte
de sua vida. Como quase toda a humanidade, ficou
escravo do pecado, do demónio do sexo. Continuou a se
masturbar por vários anos e foi levado a isso por medo.
- 70 -
Medo de que? Medo de falhar sexualmente. Quando
aconteceu pela primeira vez, foi necessário friccionar o
pênis bastante para ter um orgasmo, mas depois de algum
tem po, eles vieram mais rapidamente até ficar evidente
que não tinha mais controle. E uma realidade que o
homem quer-amar uma mulher e ter sexo com ela, mas
quase todos sentem que com o passar do tem po o ato não
está satisfazendo a mulher. Percebeu que agora os
orgasmos eram muito rápidos e teve medo de não
satisfazer sua esposa quando se casasse. Experimentou
prolongar o ato sexual e isto provavelmente levou-o a se
masturbar-se. Esta perturbação e preocupação é um dos
truques mais usados pelo demónio do sexo, prendendo os
moços ao vício da masturbação.
O homem em muitos casos está extremamente
preocupado sobre sua habilidade de satisfazer sua
esposa. O tam anho do pênis preocupa o moço e outras
preocupações sexuais criam muito torm ento mental e até
impotência. O tamanho do pênis não tem nada a ver com
o prazer da mulher no ato sexual. Ele mede em média 15
centímetros; os lábios da vagina ficam maiores quando a
mulher está excitada e normalmente se adaptam a
qualquer tam anho de pênis. Mas a questão de orgasmo
prematuro é outro problema. Há m uita evidência de que
o demónio do sexo provoca estes orgasmos.
Aquele jovem, como muitos outros, infelizmente
estava se colocando nas garras dos demónios, pelas suas
forças, para corrigir o problema. Sua m ente e órgãos
sexuais estavam sendo dominados pelo dem ónio. E muito
evidente que uma boa vida sexual será impossível para um
casal se o demónio tiver acesso para com o ato sexual e
quiser atrapalhá-lo.
- 71 -
Um livro sobre sexo diz que entre 30 e 40'/. dos
homens têm problema de orgasmos prematuros ou
impotência. Sem dúvida a impotência é causada pelo
medo de falhar e os orgasmos prem aturos poderão causar
este medo. O sexo torna-se mais uma humilhação do que
um prazer. Sem dúvida essas humilhações sexuais de
escravidão em muitas áreas de nossa vida têm sua origem
nas forças malignas. Se João tivesse confiado em Deus e
largado a masturbação, a lascívia e a cobiça, o demónio
do sexo teria se afastado de sua vida. Ele teria condições
de ter uma vida sexual satisfatória. Mas o homem sem
Deus está enganado sobre tudo. Quando voltou do
exército aceitou a Cristo com muito mais firmeza e
devoção, mas infelizmente não largou a masturbação.
Um dia um evangelista veio à Igreja e tinha o
ministério provado de profecia. Ele profetizou sobre a
vida daquele moço e falou estas palavras: “Uma coisa terá
que ser crucificada e você sofrerá m uito”. O rapaz não
entendeu a profecia e não ligou a masturbação à profecia.
Preocupou-se um pouco sobre a mesma, sabendo que ele
era um homem de Deus. Mais tarde ficou sabendo muito
bem o que tinha que ser crucificado.
Mais tarde João esteve doente, com disenteria.
Estava magro e pálido. Sua consciência doía e ele não
estava satisfeito consigo mesmo. Conseguiu levar muitas
pessoas a Cristo, mas duvidava de sua própria salvação.
Pensava não ser nada, senão um hipócrita. Deus o curaria
se ele largasse esse vício maldito, a masturbação. Sem
conhecer bem os textos bíblicos sobre vícios sexuais ele
sentiu que era um idólatra.
Deus o avisou de várias maneiras que ele tinha que
- 72 -
largar esse vício. Uma vez recebeu uma carta de sua mãe
dizendo que estava muito preocupada com ele. Deus
falou para ela orar muito por ele e também outros irmãos
dissseram que sentiam a necessidade de orar por ele.
Sempre, quando recebia essas cartas, seu pensamento o
levava a pensar sobre o vício de masturbação. Não teve
outro pecado ou vício em sua vida que ele reconhecesse.
“Pois, qualquer que guarda toda a lei, mas
tropeça em um só ponto, torna-se culpado de
todos”, Tiago 2: 10.
Um dia ele reconheceu uma presença que imedia­
tamente sabia ser os demónios. Eles o perturbavam, mas
João jejuou e foi liberto. Também o relacionamento com
pastores com quem trabalhava piorou. Sua vida estava
material e fisicamente em miséria.
João se lembrou bem da profecia. Muitos anos
atrás haviam profetizado o sofrimento para ele. Largou a
masturbação quase imediatamente quando percebeu a
presença de espíritos maus, mas continuou a praticar a
lascívia e cobiça. Ele não entendia o que a Bíblia dizia
sobre lascívia e cobiça. Pensava que se não estivesse
adulterando e nem se masturbando não estaria pecando.
João disse que namorou uma moça e enquanto
namorava foi m uito tentado. Não havia beijado ou
abraçado a jovem , mas quando pensava nela, embora não
fossem pensamentos eróticos, ele ficava m uito excitado
sexualmente. Seu testem unho indica claramente que o
demónio do sexo estava trabalhando em seus membros.
“Mas o pecado, tomando ocasião pelo manda­
- 73 -
mento, fez em mim toda concupiscência...”,
Romanos 7: 8.
João informou-nos que realmente não amava a
moça, mas queria ser aliviado desta paixão ardente que o
perturbava. Fantasias sexuais continuavam a fazer parte
de sua vida.
Um dia queria expulsar o demónio, mas este o
perseguia e a perturbação aumentava. Fie não entendeu
exatamente por que isso acontecia, pois não estava mais
se masturbando, e não praticava coisas lascivas com a
moça que namorava. E claro que Deus queria que ele
aprendesse bem a lição de que essas fantasias eram erradas
e condenadas pela Bíblia. São chamadas de lascívia e
cobiça. Suas ideias, como as da maioria das pessoas, eram
de que se ele não adulterava e não se masturbava, as
fantasias não eram erradas. Ele pensava que desejar sexo
era normal e que todos faziam ou fazem isso. Relatou que
estava pálido, magro e andava numa maneira muito
estranha, sem firmeza. Teve dores nas costas, na nuca e
outras perturbações. Sua vida era um pesadelo e a
perturbação durou bastante tem po. Pouco a pouco a
opressão foi aliviada. Ele orou sobre as perturbações e
elas sumiram. Mas sofreu sem o alívio total por possivel­
m ente quatro anos, ou mais.
Meu querido leitor, vícios sexuais não saõ uma
brincadeira, mas condenam uma pessoa à correção séria, e
até a circunstâncias terríveis. Se a pessoa não se arrepen­
der terá o castigo eterno.
João visitou uma igreja onde não era conhecido.
Uma mulher chamou-o e disse que ele estava planejando
- 74 -
fazer um negócio e esse negócio não iria dar certo. Ele
teria sucesso de uma maneira desconhecida.
Uma outra mulher profetisa entregou esta mesma
profecia, confirmando a anterior. E a primeira mulher
que falou com ele disse-lhe estas palavras da Bíblia:
“A ntes subjugo o meu corpo, e o reduzo à
servidão, para que pregando aos outros, eu
mesmo não venha de alguma maneira a ficar
reprovado”, I Corintios 9: 27.
Ambas as profetisas disseram que ele teria sucesso
no que estava planejando fazer. Tudo o que disseram
sobre seus planos foram cumpridos. O negócio não deu
certo, e então percebeu que o aviso de Deus estava
correto. Esteve em estado de disciplina e ele sabia. Que o
leitor aprenda lições dessa experiência, para que não
venha a passar pela mesma disciplina de Deus. Por que
sofrer? Quando aprendemos melhor o que a Bíblia ensina
sobre os vícios sexuais e o que significa a lascívia, cobiça e
impureza, ficamos mais fortalecidos.
Podem os aprender m uito da correção de Deus,
mas para estarm os totalm ente preparados para, como
todos os que ficam libertos, ganhar a vitória precisamos
conhecer a Palavra de Deus. Aquele jovem , como todos
que ficam libertos, aprendeu a m aneira de evitar a
lascívia e cobiça e apagar todos os pensam entos eróti­
cos. Ele tinha que criar estes hábitos: não olhar as áreas
mais eróticas das moças, e descobrir que orações
preventivas eram m uito im portantes. Se orava sincera­
m ente sobre as tentações sexuais ele dorm ia bem sem
estar excitado sexualm ente, e não tinha sonhos eróticos
- 75 -
que o pertubassem m uito. Teve m uito mais habilidade
de resistir às tentações sexuais.
João nos disse que foi m uito evidente em pouco
tem po que a maioria da excitação sexual não era normal e
que os sonhos eróticos vinham do demónio. Teve uma
experiência que lhe m ostrou bem que o demónio o
excitou. Ele estava acostumado ao fato de que o demónio
tocava em seus cabelos, às vezes. Um dia sentiu uma
presença em seus órgãos sexuais. Imediatamente ficou
excitado sexualmente. Chegou à conclusão de que o
demónio do sexo está envolvido em todas as tentações
sexuais. Ele tinha provas constantes de que isto era uma
realidade.
É evidente que tudo isso era o plano de Deus para
a sua vida, não porque Deus queria que ele sofresse ou
cometesse esses atos perversos. Ele fizera tudo para evitar
esse sofrimento. Mas o Senhor, sendo Deus, conhecia as
fraquezas de João e que o poder do maligno se
aproveitava disso. A profecia que foi ministrada sobre o
seu sofrimento futuro mostrava que o plano de Deus foi
cumprido em sua vida, para que ele fosse corrigido e
santificado. Este testemunho é uma história para a
iluminação e salvação do leitor.
Ser bem informado, mas não aceitar os ensina­
m entos e não se arrepender é m uito sério. O leitor agora
está muito bem informado e será melhor informado
quando ler o restante deste livro. Será possível contar
várias experiências que provam que quando uma pessoa
sabe uma verdade e a ignora, ela é entregue a mais
perturbação e degradação. Mas vou dizer o seguinte: “Os
amigos e conhecidos que ouviram esta mensagem sobre o
- 76 -
sexo e não a obedeceram, todos aqueles que eu tenho
conhecimento, foram terrivelmente envergonhados”. Pa­
rece que Deus tirou a sua mão de proteção, depois que
eles foram bem informados.
Um grupo de oração conhecido foi informado de
que um homem vizinho que tinha uma filhina recém-nas-
cida estava molestando-a sexualmente, colocando seu
dedo na vagina da criança, friccionando. O grupo de
oração ficou muito entristecido e indignado. Passou a
orar com muita angústia, no sentido de que o problema
fosse resolvido conforme o que fosse melhor para a
criança. Dentro de poucos dias o hom em , bem novo e
com saúde perfeita, morreu.
Deus considerou homossexualismo, bestialidade,
adultério e fornicação tão sérios que a penalidade a quem
os praticava no Antigo Testamento era a m orte. O leitor
não deve pensar que os desejos perversos por essas
mesmas coisas não trará a ira de Deus sobre suas vidas. Os
relatos deste capítulo e a morte desse homem só terão
valor para aqueles que lerem e aproveitarem essas
experiências, aplicando-as às suas vidas.

A seguir uma experiência relatada por George Otis


em seu livro “Like a Roaring Lion

“Era inicio da noite de uma terça-feira quando


nosso telefone de quarto tocou. Eu larguei meu livro,
mentalmente resmungando, e peguei o telefone para fazer
cessar o barulho da campainha que tocava: ‘Alô ... ah, é
você. Dick? Como vai?’
- 77 -
Dick Stone é um homem de negócios, já perto dos
40 anos de idade e proíessor da escola dominical em uma
das grandes igrejas no leste de Los Angeles. Dick, um
crente leigo, e o representante para o ocidente de uma
companhia de aviação. Sua esposa é uma pessoa amável.
Dick me perguntou se ele e um amigo poderiam
vir para minha casa naquele m om ento. Eu tinha acabado
de chegar de uma longa viagem feita à Flórida, e tentei
adiar o compromisso com Dick por alguns dias. Mas Dick
insistiu, sem considerar o que eu havia dito: ‘George, é
uma emergência! Eu realmente preciso ver você agora. Eu
estou com problem as/ Essa atitude não era comum a
Dick.
Meia hora mais tarde, Dick e seu amigo Steve
chegavam a minha casa. Eu fiquei gelado de preocupação
quando olhei para a face de Dick.
Nós puxamos duas cadeiras cm direção à lareira e
eu pedi à família que nos deixasse sós. Nós, imediatamen­
te, oramos. Então ele começou a me contar...
Dick falou rapidamente por cinco minutos; então
eu lhe Hz um sinal para parar. Eu disse: ‘Você está
omitindo muita coisa; por favor, comece no inicio. Você
pode voltar ao ponto onde tudo isso começou em sua
vida? Não omita nada, Dick. Eu tenho lidado com
problemas semelhantes com outras pessoas. Sc eu vou
tentar ajudar, nós devemos voltar à causa c começo disso
em sua vida. Agora, por favor, comece de novo.’
Suas palavras passaram a ter o fio cortante da
verdade à medida que elas rasgavam a fachada que Dick
- 78 -
havia m ostrado por muitos anos. Sua história continuou
por quase uma hora... Sua vida anterior revelou as
pegadas daquele leão sutil, o rei do inferno! Este
problema tinha se iniciado havia m uito tem po com as
“pequenas raposas” que começaram a roubar a vinha da
vida de Dick. Através dos anos ele havia semeado vento e
agora estava colhendo tempestade.
Ele contou de que maneira, quando ainda era
garoto, pratica regularmente a masturbação. Isso, devagar,
estimulou sua lascívia. Quando era garoto ele vivia
pedindo aos outros revistas imorais e ficava andando pelas
ruas a fim de espiar janelas descuidadamente deixadas
abertas. A Bíblia adverte: ‘Não reine, portanto, o pecado
em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas
paixões’, Rom. 6: 12. O sexo começou a encontrar
prioridade nos lugares sscretos da m ente de Dick.
É aqui que precisa haver vigilância. Satanás
trabalha na janela de nossas imaginações. Sua estratégia é
alimentar em nossos olhos e ouvidos coisas que nos
inflamam para o pecado. Neste mundo lascivo, com sua
chamada nova moralidade, não é sempre possível impedir
tudo o que é ruim .de aparecer diante de nossos olhos. Há
vezes quando impurezas irrompem para excitar paixões
antes mesmo de podermos fechar nossos ouvidos ou virar
nossa cabeça. Mas esses intrusos indesejados devem ser
mandados embora de imediato. E eles podem ser, se nos
recusarmos a projetá-los novamente naquela pequena tela
que tem os dentro de nossa mente, onde enxergamos os
planos que imaginamos. Não devemos deixá-los permane­
cer; ao invés, devemos apagá-los da m emória.
Para alimentar os desejos de sua sensualidade,
Dick preparou tudo a fim de satisfazer-se. Embora fosse
um cristão, ele começou a agir às escondidas. Dick falhou
em fazer o que todo cristão deve fazer. Ele não tom ou
uma posição voluntária firme contra o mal que estava
crescendo em seu interior. Ele não procurou escape em
Deus. O Senhor já providenciou um meio de escape de
toda tentação. Muitos de nós falhamos mesmo em
pedir-lhe isso. Deus adverte sobre a lascívia: ‘Tomará
alguém fogo em seu seio, sem que as suas vestes se
incendeiem ?’ Prov. 6: 27. ‘De que maneira poderá o
jovem guardar puro o seu caminho? observando-o segun­
do a tua palavra’, Sl. 119: 9.
Nós não somos obrigados a provar as coisas más
que temos visto ou feito no passado. Não devemos
brincar com isso na privacidade de nossa mente, a fim de
não providenciar uma abertura para Satanás. O apóstolo
Paulo diz: anulando sofismas e toda altivez que se
levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo
todo pensamento à obediência de Cristo’, II Co. 10: 4, 5.
Dick e sua esposa Joan tinham se casado jovens.
Dick pensou que isto poria fim aos problemas de sua
juventude. Algumas vezes antes de se casarem Dick já
havia sentido poderes malignos e tentações levando-o
além de sua força de resistir. Um desses episódios quase o
forçou a ter uma relação por toda a vida com uma família
extrem am ente perversa. Mais tarde ele perdeu temporaria­
m ente o controle de si e quase fez mal fisicamente a uma
garota numa noite em um estacionam ento.
Depois que Joan e ele haviam se casado vieram
meses de um alívio muito bem-vindo. Mas então ele nos
contou das pressões que começaram a voltar, alguns
80
- -
meses depois do casamento. Às vezes isso surgiria quase
além da sua força e então diminuíam, dando um alívio
parcial. Mas Dick estava pedindo por isso e ajudando a
trazer isso. Dick se contorceu à medida que confessava
que as coisas estavam ao ponto de ele já não mais poder
parar de olhar para as garotas sem que houvesse malícia.
Ele havia começado a ler livros imorais; então mudou
gradualmente para revistas de fotos lascivas; e então para
material com pletam ente obsceno e deteriorado do ponto
de vista moral.

Por mais de um ano Dick estava tirando parte de


suas tardes, quando deveria estar trabalhando, para
assistir a filmes pornográficos. Depois que os novos
cinemas com filmes explícitos, para adultos, surgiram, ele
os achou irresistíveis. Agora sua lascívia tinha crescido ao
ponto de que estava possuindo seus pensamentos. Tudo
isso começou com os anos de deliberado envolvimento
com as trevas. Dick conhecia muito bem a Bíblia, mas
depois de um certo tempo, ele não mais se sentia
confortável ao lê-la. Pela repetitiva desobediência, a
consciência de Dick estava se tornando cauterizada.

Mas Dick não tinha conseguido ocultar isso por


tantos anos? O Senhor pode ignorar nosso pecado por um
tempo, mas ele finalmente o tornará exposto. Deus não
encobriu nem mesmo o pecado dos heróis da Bíblia. E
mais cedo ou mais tarde ele irá descobrir o nosso a fim de
nos ajudar. O assassinato de Urias, por Davi, a fim de
conseguir sua esposa Bate-Seba foi m anifesto por Deus.
Quando Davi se arrependeu, Deus o perdoou, mas Davi
ainda teve que pagar um alto preço por sua lascívia.
- 81 -
Hoje chegara a hora para pagar as contas por seus
delitos.
Ele continuou dolorosam ente. Naquela tarde ele
havia dirigido pela Garfield Boulevard após ter assistido a
duas apresentações de um daqueles filmes de sexo
explícito. Dick estava se dirigindo à fábrica de um cliente
em El Monte auando ele viu uma jovem dessas que
habitualm ente viajam pedindo carona cerca de uma
quadra à frente. Ela possuía cabelos escuros e usava um
vestido indiscreto.
Alguma coisa veio sobre ele, e ele diminuiu a
velocidade para considerar um rápido pensamento, mas já
era muito tarde. Antes que desse por si, havia parado e a
garota sorridente abriu a porta do carro. Ele saiu e então
depois de algumas milhas virou o carro para uma área
isolada de armazéns. Eles haviam conversado — ela era
amigável; então ele sugeriu um plano. Mas, de repente, ela
começou a resistir-lhe e passou a gritar para que ele
parasse.
“Ao contrário, cada um é tentado pela sua
própria cobiça, quando esta o atrai e seduz”,
Tiago 1: 14.
Da boca de Dick com eçaram a vir palavras que
ele nunca havia dito em voz alta antes. Ele disse-nos
que era com se ouvisse alguém falando, usando sua voz.
A Bíblia diz: “...porque a boca fala do que está cheio o
coração”, Mt. 12: 34. D urante os anos, Dick tinha
sim ulado, pelos sentidos, tal podridão que seu coração,
agora cheio disso, estava apenas transbordando, pela
sua boca, o que havia em seu interior. Aquele espírito
- 82 -
lascivo que Dick havia alim entado pela sua maneira
voluntária de pecar pareceu dominá-lo.
Antes que Dick desse por si, ele estava apontando
um revólver à amedrontada jovem que lhe pedira carona.
Naquela manhã ele havia colocado seu revólver no carro
para uma caçada. Sua mão havia se movido como uma
serpente e ali estava ele neste ato criminoso. A garota
gritou de novo e segurou a maçaneta da porta. O grito o
assustou e quando ele diminuiu a velocidade, ela pulou do
carro.
Trinta minutos mais tarde um Dick em pânico,
agora dirigindo na direção oposta, ouviu uma sirene.
Olhando no retrovisor viu luzes de viatura. O centro
policial havia dado uma mensagem às viaturas sobre o
fato ocorrido. A garota havia observado o número da
licença do carro de Dick e o comunicou à polícia.
Dick foi algemado e levado ao posto policial, onde
foi autuado. Joan, sua esposa, havia pago fiança, e a
audiência preliminar estava marcada para a próxima
semana. Era isso...
Era óbvio para mim que havia, ainda tentação no
interior de Dick, e eu senti profunda compaixão por ele.
Eu estava convencido de que ele, agora, aborrecia seu
pecado sexual e não estava somente desgostoso porque
fora preso. Isso era uma base sobre a qual se podia
construir algo.
Pelas próximas horas ministramos a ele. Dick
renunciou seus pecados em voz alta e não tentou
justificá-los. Ele, abertamente, renunciou a Satanás e
- 83-
buscou libertação. Depois de um tempo de oração e
expulsão de demónios, nós o aconselhamos sobre como
m anter sua libertação. Nós o ensinamos acerca da
urgência de encher sua alma, agora adornada e limpa, com
a Palavra de Deus. Dick também orou, pedindo um novo
am or pela justiça de Deus. Nós sabíamos que ele entendia
finalmente sua própria responsabilidade para disciplinar
sua carne dali para frente.
Depois que Dick e seu amigo saíram eu me
regozijei de sua preciosa vitória espiritual. Mas pensei -
quão melhor teria sido se Dick tivesse se posicionado
contra aquele pecado mais cedo em sua vida. Uma vitória
ainda maior - se ele houvesse travado essa luta antes desse
desgosto. Satanás havia conseguido quase uma vitófia
total. E Dick ainda ia ter que pagar por isso no reino
natural, mas Deus o havia perdoado no espiritual. Desde
então o progresso de Dick tem sido maravilhoso”.

- 84 -
6
EXCITAÇÃO
SEXUAL
PELO DEMÓNIO
Tudo o que está escrito neste livro pode ser
facilmente crido se o leitor tiver conhecimento do que a
Bíblia diz sobre vícios sexuais. As Escrituras ensinam
claramente que o demónio do sexo está sempre envolvido
em tentações de natureza sexual. Para entender que
realmente o demónio domina o homem sexualmente nós
precisamos com preender o que significam certas palavras
mencionadas nos capítulos 6 e 7 de Romanos.
Jesus nos disse que a carne é fraca:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tenta­
ção. Na verdade o espirito está pronto, mas a
carne é fraca”, Mateus 26: 41.
E fácil para o inimigo excitar o homem sexual­
mente, provocar canseiras, dores, tristeza, preguiça, fome,
sonhos, etc. A batalha real não é contra a carne, mas
contra os poderes que manipulam a carne e a controlam.
Paulo diz isto claramente:
“Porque não temos que lutar contra a carne e o
- 85 -
sangue, mas sim contra os principados e potes­
tades, contra os príncipes das trevas, contra as
hostes espirituais da maldade, nos lugares celes­
tiais”, Efésios 6 :1 2 .

Vamos analisar agora a palavra pecado, muito


usada nos capítulos 6 e 7 de Romanos. Mais uma vez o
diabo tem mascarado um term o im portante nas Escritu­
ras.
Para muitos teólogos a palavra pecado é usada
simplesmente para fazer referência ao pecado original ou
hereditário. Segundo eles, o pecado original causou a
depravação total da raça e contamina o homem,
chamado “a carne” . O diabo gosta de esconder-se desta
maneira para ocultar sua obra; gosta de esconder sua
influência e então torna o homem seu escravo.
É muito evidente que o escravo do diabo não vai
preocupar-se tanto com os desejos da carne, que parecem
normais. Certamente ele irá preocupar-se muito mais
com um demónio que trabalha em seus membros, que o
excita e tem um único alvo: destruí-lo e levá-lo ao
inferno.
O pecado, neste capítulo, não é simplesmente a
transgressão da lei, nem o pecado original, mas uma
personalidade em que cada pensamento, imaginação e
alvo é rebelar-se e transgredir as leis de Deus. Pecado
neste caso é uma personificação. Essa influência faz
pensar mal, viver mal sem cessar. Ele é pecado vivo.
Paulo simplesmente tom ou a palavra usada pela
- 86 -
primeira vez em Génesis 4: 6 para descrever o demónio
e a usou de novo em Romanos 6 e 7.
Deus, neste texto, está falando com Caim, que
estava irado porque seu sacrifício não fora aceito:
“. . . Por que andas irado? e por que descaiu o
teu semblante? . . . Se, todavia, procederes mal,
eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será
contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”, Génesis
4: 6.
Essa passagem mostra muito claramente que o
demónio (pecado) estaria à porta do coração de Caim,
espreitando, observando, para achar a oportunidade de
entrar e dominá lo. Em muitos casos os demónios identifi­
cam-se pelos nomes de diferentes pecados. Eles chamam-se
adultério, impureza, mentira, etc. Então é lógico e
compreensível que o reino de maldade é chamado “o
pecado”, porque se identifica pelos diferentes pecados.
A Bíblia ensina que o demónio do sexo excita
uma pessoa sexualmente.
“O que diremos pois? E a lei pecado? De modo
nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado,
senão por intermédio da lei; pois não teria eu
conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: Não
cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo
mandamento, despertou em mim toda sorte de
concupiscência; porque sem lei está morto o
pecado”, Romanos 7: 7, 8.
A passagem diz que o demónio do sexo despertou
- 87 -
em Paulo todo o tipo de desejos sexuais. Concupiscência
da carne é ardente paixão, desejo sexual, cobiça forte no
homem. A Bíblia diz que o demónio despertou todo tipo
de concupiscência. Isso quer dizer que ele usou muitas
maneiras para produzir cobiça sexual no homem.
Este fato é repetido numerosas vezes em Rom a­
nos 7. Veja os versículos 17, 20 e 23. Analise também I
Coríntios 7 :5 .
“De maneira que já não sou eu que faço isto,
mas o pecado que habita em m im ”, Romanos
7: 17.
“Ora se eu faço o que não quero, já não faço
eu, mas o pecado que habita em m im ”,
Romanos 7 :20.
“Mas vejo nos meus membros outra lei, que
batalha contra a lei do meu entendim ento, e
me prende debaixo da lei do pecado, que está
nos meus m em bros”, Romanos 7: 23.
“Não vos defraudeis um ao outro, senão por
consentimento m útuo por algum tempo, para
vos aplicardes à oração: e depois ajuntai-vos
outra vez, para que Satanás vos não tente pela
vossa incontinência”, I Coríntios 7: 5.
Mais uma vez mencionamos o mandam ento para
não se cobiçar. Agora o leitor deve ter um bom
entendimento acerca do que é cobiça e avareza no sentido
sexual. A Bíblia fala muito mais sobre cobiça sexual do
que da cobiça do dinheiro. Deus legislou:“não
- 88 -
cobiçarás” ; porém o demónio do sexo viu a fraqueza do
homem e criou desejos que eram contra, a vontade e leis
de Deus. O pecado desperta desejos no solteiro, divorcia­
do, separado e os leva a desejar sexo, q u e é proibido em
seu estado. E tam bém desperta cobiça a rd e n te nos casais,
levando-os a desejar parceiros im aginários ou parceiros
fora do casamento.
Qualquer pessoa sabe que c o b iç a , avareza, é
desejar adulterar ou fornicar fisicam ente e Paulo possivel­
mente não estava falando sobre atos se x u a is fisicamente
completados. Ele estava provavelmente se referindo mais
ao adultério e à fornicação mental o u cobiça. Não é
necessário para o demónio tentar levar a. pessoa a cometer
adultério e fornicação para obter ê x ito . Somente criar
desejos fortes no homem por sexo, f o r a do contexto do
casamento, é suficiente. Essa pessoa j á está condenada
pelas palavras de Jesus já mencionadas , por vários textos
escritos por Paulo e pela lei que foi c ita d a . Esses textos
bíblicos dizem que aqueles que continviam a cobiçar estão
perdidos, sem exceção. E não há u m ato que defina e
expresse a palavra cobiça melhor do q u e a masturbação.
A pessoa fantasia atos sexuais em sua m e n te e pelos atos,
em muitos casos, ele faz uma peça_, imaginando uma
situação, até provocar o orgasmo.
“Falo como homem, pela jfraqueza da vossa
carne: Porque, assim c o m o apresentastes os
vossos membros para servire -m a impureza e a
maldade para a maldade, at^sim apresentai os
vossos membros agora para se rv ire m a justiça e
para a santificação”, R o m a n o s 6 :1 9 .
A carne não é a essência do fx a c a sso , mas sim a
- 89 -
influência do maligno sobre ela.
Uma pergunta fazemos ao leitor: Por que Paulo
não usava o mandamento “não prostituirás” em vez de
“não cobiçarás” ? A resposta é simples. Há muitas pessoas
que não praticam fornicação e adultério fisicamente, e
por isso acham que não são culpadas deste pecado. Mas
Paulo queria que todo o mundo entendesse que só desejar
esses atos coloca a pessoa no estado de cobiça e Jesus diz
que aquele que cobiça comete adultério no seu coração.
Paulo usava as palavras lascívia, cobiça para descrever
todos os vícios que não são nomeados. Mas quando uma
pessoa entende o que estas palavras querem dizer, não há
um ato sexual, fantasia ou imaginação que não seja
reconhecida como algo que desagrada a Deus. Oualquer
vício sexual é muito fácil de ser identificado e reconheci­
do. Paulo sem dúvida analisava muito bem as palavras de
Jesus sobre cobiça ou adultério mental, para usar as
palavras exatamente como Deus queria. Jesus pelas suas
palavras condena todos os atos que a cobiça engloba,
como excitar-se e provocar orgasmos.
Seria bom considerar as várias maneiras que o
demónio do sexo excita ou cria a cobiça no homem. Os
seguintes relatos são experiências que mostram que o
demónio excita para que o homem cobice.
Onde trabalhei, numa casa de recuperação, havia
um homem solteiro que estava lutando para escapar das
garras do homossexualismo. Ele me visitou por várias
vezes para receber conselho de mim e contar seus
problemas e tentações sexuais. Pouco a pouco, ele me
contou a história de sua vida sexual. Ele saiu de sua casa
quando era bem novo e entrou em prostituição masculi­
- 90 -
na, numa casa de prostituição. Trabalhava diretamente
com a pomba gira (demónio do sexo). Para conseguir
freguesia, ele assistia às reuniões espíritas e ali fazia
trabalhos com demónios e um demónio poderoso de
homossexualismo começou a acompanhá-lo. Eu gravei
uma experiência de nossa entrevista que mostra o terrível
poder do demónio do sexo.
Um dia ele entrou em um bar de luxo, onde estava
procurando freguesia. Quando entrou, várias pessoas
estavam sentadas em uma mesa conversando. Uma era
engenheiro químico e a esposa uma enfermeira formada.
Ele provavelmente estava vestido com roupas de mulher,
porque as pessoas naquela mesa reconheceram que ele era
homossexual. O engenheiro químico começou a zombar
dele e a zombaria era muito severa, porque o moço ficou
muito irritado. Saiu do bar e falou com o terrível e
poderoso príncipe das trevas que sempre o acompanhava.
Ele disse ao dem ónio: “eu quero entrar naquele bar e
quero que esse homem que me ridicularizou seja tão
possuído pelo teu poder que ele me beije na frente de
todos naquela mesa, e eu dou o meu sangue para ti”. Ele
me mostrou a cicatriz no braço, onde foi cortado para dar
sangue ao demónio. Ele entrou novamente no bar e
começou a conversar com o mesmo homem que zombou
dele. O que aconteceu em minutos é difícil de acreditar,
mas quando a realidade sobre a força maligna que
escraviza quase toda a humanidade é reconhecida, não é
difícil de se crer. Durante a conversa com o engenheiro, o
príncipe das trevas projetou nele um desejo irresistível de
beijar e de tocar no moço.
Eu, como conselheiro, senti essa força várias vezes
durante a conversa com homossexuais. Na presença dessa
- 91 -
gente, o demónio do homossexualismo age e sua força de
influência pode ser sentida por qualquer pessoa que eles
queiram atingir. Uma vez eu aconselhava um moço que
era homossexual e disse-lhe: “há um demónio de hom os­
sexualismo neste quarto” . Ele respondeu-me “ é uma
realidade”. Ele sentiu o que qualquer um pode sentir, um
desejo forte de tocar, abraçar e estar perto daquela
pessoa. O problema do homossexualismo não é físico,
mas espiritual.
Incrível como parece, o engenheiro químico o
beijou. Um homem, que havia poucos minutos zombava e
ridicularizava do moço, estava sendo atingido pela concu­
piscência despertada pelo demónio de um homem sem
Cristo, que tem pouca habilidade de resistir.
A história não termina aqui. Esse homem perfeita­
mente normal tornou-se apaixonado pelo moço. Ele
deixou sua mulher nova, bonita e muito inteligente por
um mulato homossexual, sem-vergonha. Alugou um
apartam ento para ele, com prou jóias e cuidou do moço
por dois anos. A sua atração ao moço era um enigma para
com o engenheiro. Um dia, segurando uma pistola na
mão, disse-lhe, “eu gostaria de lhe dar um tiro ”. Ele
parou e disse: “Eu não sei porque eu te amo, eu te
quero”. Naquele momento beijou o tornozelo do moço.
Se o demónio pode transformar, em instantes,
um homem normal em um sodomita, imagine o que o
demónio pode fazer quando moços e moças estão
sozinhos.
Ele pode criar o desejo de tocar, beijar, ser beijado
e abraçado. Tais atitudes, para os que não estão bem
- 92 -
informados dos ensinos bíblicos, são irresistíveis. Quase
todos os jovens que estão nas igrejas são dominados pelo
demónio do sexo.
Pela ilustração citada, é evidente que ninguém
pode confiar somente em seus sentimentos. Há bastante
evidência de que o demónio do sexo pode criar nessas
pessoas obsessão por uma pessoa e desejos sexuais que são
quase incontroláveis. E vem uma grande tristeza quando
não se está com essa pessoa.
Uma jovem e uma senhora foram visitar uma
irmã conhecida em Maringá, norte do Paraná, a fim de
pedir conselho. A moça havia se apaixonado por um
rapaz, que se tornara um alcoolatra. Ele tinha saído da
cidade desesperado e até deixado o carro com a moça. Ela
era crente e estava muito triste. Queria saber o que
deveria fazer. Eu lhe disse que o relacionamento era
muito perigoso e que ela deveria obedecer à Palavra de
Deus e largar daquele jovem.
“Não vos prendais e um jugo desigual com os
infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com
a injustiça? e que comunhão tem a luz com as
trevas?”, II Coríntios 6: 14.

Ela me disse que estava tão entristecida que tinha


dor em seu peito e pediu que eu orasse por ela. Então orei
e logo saiu a dor. Ela sentiu-se muito aliviada e até a
tristeza sumiu. Minha opinião é que a moça estava muito
perturbada e a tristeza e a dor que estava sentindo eram
muito mais a influência do maligno do que por causa do
namoro que não estava dando certo.
- 93 -
A cobiça provocada pelo demónio pode incluir
tristeza e dores que só podem ser aliviadas quando a
pessoa está em bom relacionamento com o nam orado.
Para sarar desta perturbação e tristeza, tem que haver
tempo para ser curado emocionalmente, ou m ediante a
libertação de Deus, como foi neste caso.
Uma pessoa entristecida pelo namoro que não deu
certo é um alvo de demónios e dores e o sofrimento pode
aumentar muito pelas influências malignas. Não há
dúvidas de que esse tipo de problema já tenha levado
muitos ao suicídio.
Quando perguntei à ex-feiticeira já citada neste
livro sobre o poder de feitiçaria na área da sexualidade,
ela me contou a seguinte experiência: uma prostituta veio
ao centro espírita onde ela trabalhava para que o pessoal
do centro fizesse um trabalho por ela. Ela queria
conseguir um homem novo, bem de vida, bem casado,
com dois filhos e uma linda esposa. Evidentemente o
feitiço feito pelo Centro começou um ataque terrível pelo
Maligno para destruir o casamento e envolver o homem
com a prostituta. Em pouco tem po aquele homem bem
casado, que amava muito sua esposa e filhos, estava
aprisionado na teia da cobiça, despertado pelas legiões da
maldade. Todo tipo de concupiscência foi utilizado para
que o homem se tornasse obsessivo pelos desejos sexuais,
tornaram-se uma loucura constante. Ele, no estado de
confusão mental, e controlado pelas paixões lascivas,
deixou sua esposa e juntou-se com a prostituta. A
confusão, trauma e remorso, causados pela separação da
família e sua ligação com uma pessoa de caráter evidente­
m ente baixo, levou-o à bebida. Em pouco tempo estava
bebendo excessivamente e finalmente, num desespero
- 94 -
total, suicidou-se. Minha experiência em aconselhamento
fez-me encontrar diversas pessoas que tiveram experiên­
cias semelhantes.
Experiências que acontecem diariamente nos cen­
tros espíritas mostram que a excitação sexual é demonía­
ca. Conforme o testemunho de uma médium, que
escreveu sua biografia, durante uma clarividência e visões
proféticas ela sempre sentia grandes desejos sexuais.
Também é dito sobre médiuns que quando há fenómenos
físicos de materialização existem tremendas excitações
sexuais durante esse tipo de manifestação. Um observa­
dor contou que um médium passou por um estado de
cobiça incontrolável quando ela produzia materialização.
Ela ficou tão excitada sexualmente que segurou o homem
mais próximo com as coxas e pés trem endo, a cabeça no
ombro do homem, totalm ente abandonando o seu corpo.
O ectoplasmo pode emanar de qualquer parte do corpo
de um médium que pratica a materialização e na maioria
dos casos vem da genitália. Geralmente existe muita
excitação sexual e orgasmos.

E realmente é uma forma de masturbação espiri­


tual. O ectoplasma é tirado do corpo e apresentado pelos
demónios. Orgasmos sexuais são comuns nessas circuns­
tâncias, que provam que os espíritos maus são provocado­
res de excitação sexual e orgasmos.
O ectoplasma é uma substância que sai do corpo
do médium e que é usado para os espíritos se materializa­
rem em diversas formas.
Excitação sexual, ou desejo pela mesma, é eviden-
- 95 -
te marca da presença de um espirito mau, e deve ser
reconhecida como uma presença perigosa e mortal.
Um ex-feiticeiro tornou-se crente e contou uma
experiência que revela que a excitação sexual é demoníaca.
Ele foi convidado a ir a casa de uma feiticeira,
quando começou a ingressar no espiritismo. A feiticeira
começou a trabalhar com um aparelho de alquimia. Ela
pegou uma colher e segurou-a sobre o fogo. Um vapor
verde subiu. Ela recitou umas palavras em hebraico e
gritou: “façá o seu pedido” . Eu ainda não havia feito o
pedido e estava me esforçando para fazer um im ediata­
mente. “Eu pensei que Tereza rogasse para ter sexo
comigo. Eu fiz tudo para não rir do que estava acontecen­
do. E aquele pensamento espontâneo me pegou de
surpresa. Eu estava contente por não ter dito nada em voz
alta. No momento seguinte eu olhei fascinado para
Tereza, que deixara cair a colher da mão e olhava para
mim. Ela inclinou um pouco, sacudiu a cabeça, como se
estivesse querendo resistir a uma compulsão desagradável.
Deu um passo para trás, dizendo “não, não” . Bateu na
mesa em que estava o aparelho. Ela engoliu em seco e
lutou contra uma força invisível, Eu estava com muito
medo. Ela respirou profundam ente. “Eu sei o que você
quer, por que fez isso?” Ela disse que isto não é uma
brincadeira. Ela parou de resistir e ajoelhou-se e beijou o
meu tornozelo. Eu estava aterròrizado. Foi uma poderosa
lição sobre o poder do maligno, em forçar uma de suas
escravas a ter sexo com alguém, sem a sua vontade.
Ela foi totalm ente incapaz de resistir à concupis­
cência, por causa de uma grande paixão que o demónio
criou nela. Mas a humanidade deve entender que a
- 96 -
experiência de ser excitado pelo demónio é uma experiên­
cia diária, para muitas pessoas ou para a maioria da
humanidade, especialmente pessoas que não têm condi­
ções de se satisfazer no contexto do casamento.
Outra experiência. Uma mulher começou a assistir
aos cultos em uma igreja que fundamos no Paraná. Ela
estava muito perturbada. A apostila sobre vícios sexuais foi
dada a ela pelo pastor e ela parou de ir a igreja. O pastor a
visitou e ela disse que estava tendo grande dificuldade em
largar de se masturbar. Ela indicava que estava tendo
orgasmos, que parecia estar se masturbando quando dormia.
O pastor disse-lhe que, se ela orasse e se esforçasse, os
orgasmos noturnos iriam diminuir e também a tentação
sexual. Um dia pediu ao pastor que achasse um lugar para
ela morar, porque os seus pais eram muito velhos e não
queriam que ela continuasse morando come eles. O pastor
procurou uma casa de conhecidos meus e irmã na fé. Em
breve foi muito evidente que a moça tinha um problema
muito sério em sua vida. Tinha uma maneira de respirar que
era muito nojenta e cansativa. Uma mulher começou a
observá-la e me disse que ela respirava como um cachorro
enxertando uma cachorra. Eu não sei uma melhor maneira
de descrever a sua respiração. Quando ela não estava
respirando desta maneira grotesca, ela ficava muito agitada
e atormentada, e andava constantemente de um lado da
casa para outro, repetindo “eu quero o meu fôlego”,
aparentemente em grande desespero. Ela parou de andar e
nos disse, “está voltando”. Então começou a respirar de
novo desta maneira nojenta. Em pouco tempo ela nos
revelou sua trágica vida sexual. Ela também estava em
estado de ira contra os seus pais, que evidentemente não
podiam aguentar mais as suas contorções físicas e seu jeito
de viver.
- 97 -
Ela contou uma historia muito triste sobre sua
vida sexual. Revelou que quando tinha cinco anos deixou
um cachorro lambê-la e ainda que não tenha explicado
como, a vagina ficou infeccionada e levou meses para
sarar. As mulheres que ouviram o relato dela suspeitaram
que ela houvesse mantido relações sexuais com o cachor­
ro. Ela também disse que sua mãe havia visto quando o
cachorro a estava lambendo e nada disse. Por isso sentia
ira contra a mãe e contra o cachorro, pois a mãe não a
repreendeu, e o cachorro foi usado para estimulá-la
sexualmente.
Esta experiência com o cachorro foi o começo de
sua depravação sexual. O inimigo já estava trabalhando
nesta vida, para que seus planos fossem cumpridos nela. O
demónio começa agir na vida de todas as crianças novas
quando acha brechas, e ele acha muitas em nossa vida
contemporânea pela televisão, livros de pornografias e
falta de moral no povo em geral. Quando aquela menina
tinha sete anos seu cunhado havia praticado um ato
obsceno em sua frente. Ele deixou a calça cair e expôs os
órgãos genitais. Foi um ato bárbaro, sem dúvida, provoca­
do pela entidade que mais tarde iria dominar sua vida
completamente.
Tanto este ato sugestivo do homem como relacio­
namento sexual dela com o cachorro a prepararam para a
seguinte experiência. No mesmo dia ela tratou dos porcos
e os viu enxertando as porcas. Enquanto ela observava,
ficava muito excitada sexualmente, fora do normal para
uma criança de sua idade. A sensação era tão forte que ela
não aguentava, e pela primeira vez masturbou-se sete ou
oito vezes. E nunca mais parou até hoje o seu delito
sexual. A masturbação continuava até que chegou aos 16
- 98 -
anos. Uma noite ela viu uma luz em seu quarto, e a luz
moveu-se de um canto para o outro e tornou-se um
homem, baixinho e gordo, vestido de branco, com a
camisa aberta, m ostrando bastante cabelo em seu peito.
Enquanto ela o observava, naquele mom ento ficou muito
excitada. Ela sentiu uma presença de uma entidade em
cima dela, nas zonas eróticas, que estavam grandemente
excitadas. Nessa situação, estava com pletam ente controla­
da pela entidade e foi forçada a fazer todos os tipos de
sexo que ele queria: oral, anal e natural. Conforme as suas
palavras, ele queria seis ou sete orgasmos durante este
relacionamento. Ele iria continuar até que fosse satisfeito.
Ela agora tem quarenta anos e a entidade continua a ter
sexo com ela. Geralmente ele vem de três em três dias.
Em pouco tempo depois que teve sexo com o demónio
pela primeira vez, começou a prostituir-se com os
homens. Ela me disse que o demónio a ensina as palavras
que deve dizer aos homens enquanto faz am or com eles.
Ela disse que a entidade excita mais a ela do que relações
sexuais com homens. Ela é tão controlada e dominada
pelos desejos sexuais que invoca a entidade para vir e ter
sexo com ela.
Ela relatou a mesma experiência a várias pessoas e
o relato era sempre idêntico. Uma mulher, curiosa de
saber por que ela não se levantava mais cedo, a observava
pelo buraco da fechadura, e a viu tendo sexo com uma
entidade invisível. Seus movimentos eram os de quem
estava tendo sexo com um homem. A conversa dela era
sempre sobre assuntos eróticos. Seu desejo maior era
continuar sempre nova e atraente aos homens.
Ela disse uma vez, quando estava querendo ser
liberta das aflições e perturbações, que foi a um centro
- 99 -
espírita onde a feiticeira a mandou tomar um banho. A
moça banhou-se como foi mandado e depois fez um
compromisso com a “iem anjá” , queimando velas a ela.
Ele pediu que continuasse com o espírito de pomba gira e
permanecesse nova e bonita. Ela iria dar esmalte para o
espírito.
Conversando com ela, não vi desejo de arrependi­
m ento ou qualquer desejo de mudar sua vida. O torm ento
por que ela passava e os seus atos eróticos fizeram com
que o casal, onde ela ficou por três dias, a mandasse
embora.
Essa história é um relato de como o demónio
seduziu uma criança e a levou a uma vida e depravação
inimaginável.
Essa experiência pode ser repetida bilhões de
vezes na vida do ser hum ano. O homem é seduzido pelo
demónio do sexo que o leva à masturbação, às fantasias
sexuais, às pornografias, ao adultério e, às vezes, a outras
perversões.
Tenho conhecimento de mais cinco mulheres
com experiências sexuais com os demónios.
Não se pode duvidar que o demónio se revelou
num cachorro, no órgão sexual do homem, até nos
porcos, no momento apropriado, e também na indiferen­
ça da mãe. Mas deve ser claramente entendido que
masturbação e todos os outros vícios sexuais são relacio­
nam entos com demónios. De uma forma ou de outra,
demónios estão sempre envolvidos nestas depravações e,
conforme Paulo, são seu autor principal. O que o
- 100 -
demónio apresentou em forma aparentem ente materiali­
zada para ela, ele apresenta em fantasias e sonhos eróticos
aos homens e mulheres. Ela é um exemplo extremo de
como a pessoa pode sofrer grandes dores de humilhação,
até ficar preso em hospício e não largar seus prazeres
sexuais, nem as entidades de seres que os providenciam.
Ela era uma escrava chicoteada constantem ente pelo seu
dono, mas não queria escapar das causas das migalhas de
prazer que recebia dele. Às vezes, por causa do tormento
da situação física, puxava o cabelo e até se mordia. Várias
pessoas que a observaram diziam que ela não era louca,
pois respondia às nossas perguntas numa maneira lógica e
inteligente. Somente uma experiência como a que ela
estava passando podia explicar o seu procedimento.
A vagina dela ficou infeccionada por muito tempo
e ainda recentem ente estava com infecção. Ela tem um
terrível ódio dos cachorros e disse uma vez que gostaria
de matar a todos e até castrá-los. E notável que o
demónio tenha sexo com ela de todas as maneiras,
mostrando que é autor de todas estas perversões.
O leitor pode perguntar como é possível essas
coisas? Minha resposta é que o m undo espiritual pode
fazer coisas incríveis e inimagináveis ao homem. Mas
todos nós sabemos que os somhos eróticos são tão reais e
impressionantes que parece que estamos no local e
sentimos as emoções naturais que iriam acontecer se essas
experiências fossem reais. E quase sempre um orgasmo
acontece nesses sonhos eróticos. Sentimos fisicamente o
que foi irrealidade numa experiência espiritual. O demó­
nio apresentou uma visão que é tão real e naquele
momento nós cremos que é uma realidade. Eu acredito
que existe um estado espiritual que leva uma pessoa a
- 101 -
maior realidade nesta esfera. Por exemplo foi revelado ao
pastor evangelista Kenneth Hagin que existem três tipos
de visões: (1) inconsciente e dormindo; (2) consciente,
mas com olhos fechados; (3) uma visão aberta, quando
uma pessoa tem os olhos abertos ao seu redor, mas
também vê coisas e pessoas apresentadas a ela pela visão.
Este tipo de visão é considerado superior.
Uma visão é uma imaginação criada por uma
entidade que apresenta esta “imaginação-visão” aos olhos
da pessoa. Para esclarecer melhor, é como um filme. As
visões são apresentadas à sua faculdade e as pessoas
reagem naturalmente às situações vistas. Essas manifesta­
ções espirituais são realidade espiritual e sempre existe
uma outra realidade por trás. A mulher cuja experiência
relatamos anteriorm ente, sem dúvida, estava tendo um
relacionamento sexual com uma entidade espiritual,
como uma pessoa tem em sonhos eróticos, ainda que seja
involuntário e até desagradável. Ela aceitou o controle do
demónio, quando estava perfeitam ente consciente e, às
vezes, aquele que está sonhando, por não ter mais
controle de si, quase hipnotizado com uma fixação pelas
experiências, entrega-se às influências e experiências no
sonho. O demónio penetra a pálpebra fechada através dos
raios de luz que emanam dele mesmo e a escuridão criada
pelos olhos fechados é um ótim o ambiente para a pessoa
ver claramente a visão. Ouanto menos luz que existe, a
visão fica mais clara. A visão é projetada nos olhos da
pessoa, semelhantemente à luz que é utilizada para
projetar filmes.
Essas experiências são uma realidade: pode haver
a masturbação pela entidade e a pessoa, sendo enfraqueci­
da pelo estado de sono, é incapaz de resistir. Isso porque
- 102 -
as suas faculdades são totalm ente ocupadas pela visão e
incapaz de reagir independentemente.
No estado consciente, visualizações e imaginações
eróticas são apresentadas a nossos espíritos unidas à
excitação sexual. Na realidade render-se a uma experiên­
cia de sedução e masturbação em todas as suas diferentes
formas é exatamente isto e nada menos. A pessoa está se
entregando ao demónio e envolvida sexualmente com ele.
Os demónios, como os homens, gostam de contar
estórias. Nossos sonhos, em muitos casos, são peças
apresentadas para humilhar e excitar sexualmente, diver­
tir, assustar e confundir. Muitos livros são escritos sobre
interpretações de sonhos, mas não passam de bobagens. O
demónio sem dúvida ri sem parar dessas interpretações.
Deve ser dito que o espiritismo sabe muito mais
sobre os espíritos e as suas capacidades do que os pastores
e sacerdotes cristãos.
Membros do espiritismo têm contato e observam
manifestações dos espíritos maus constantem ente. Os
cristãos estão certos sobre a origem dos espíritos, que são
anjos decaídos. Deve-se evitar comunicação com eles. Mas
suas habilidades são desconhecidas pelos cristãos em

O que é totalm ente real a nós em sonhos também


pode ser feito tão real em uma visão aberta, até a pessoa
ser tomada por todas as emoções e sentimentos dessa
experiência. Os orgasmos sexuais e zonas eróticas eram
excitados em sonhos e sem dúvida isso acontecia quando
- 103 -
a mulher tinha uma experiência sexual com aquela
entidade.
Eu não vou dizer com certeza que a experiência
daquela mulher fosse sempre uma visão aberta, mas é
uma explicação possível. Há outras experiências que
foram contadas a mim, que indicam essa possibilidade.
Mas a experiência é uma realidade; é uma amplificação
das experiências de toda a humanidade.
Eu tive muitas outras experiências que provam
que os sonhos eróticos vêm do maligno. Nas igrejas e
campanhas com a tenda, onde eu ensinava sobre sexo,
estava muito evidente que muitas pessoas nas igrejas têm
esse conhecimento tam bém . Muitas pessoas podem teste­
munhar que quando elas largaram a cobiça, lascívia e a
masturbação e oraram a Deus por libertação, os sonhos
eróticos e orgasmos diminuíram até que não os tiveram
mais, ou raramente os tiveram. Ter muitos orgasmos
noturnos é possível evidência de que nem tudo está bem
na sua vida espiritual. E uma maneira para o demónio
humilhar e desanimar uma pessoa. Eu não acredito que
todos os sonhos eróticos de orgasmos são evidência duma
conduta lasciva na pessoa, mas uma pessoa deve orar
sobre esta perturbação e se abster de tudo o que pode
servir de entrada para essas manifestações espirituais.

A feiticeira já mencionada, que trabalhava em casa


de um pastor, me disse que os espíritos maus falaram para
ela através da boca de outros feiticeiros, dizendo: “você
já nos viu” , e riram dela. Ela me disse que os demónios
estavam dizendo que eles apareceram a ela em sonhos
eróticos.
- 104 -
Um pastor que conheci teve um sonho erótico e
um pouco mais tarde foi expulsar um dem ónio, que lhe
disse que o havia visitado em sonho erótico recentemente.
A mim pessoalmente foi mostrado como o demó­
nio faz sonhos.
Uma vez depois de sete dias de jejum o demónio
apareceu no quarto. Eu ordenei, em nome de Jesus, que
ele me mostrasse como ele faz sonhos. Ele respondeu em
inglês atrapalhado, mas compreensível, “não conte a
ninguém” . Pouco mais tarde ele voltou e form ou uma tela
e fez muitos desenhos em cores.
A Bíblia sugere que os anjos dão visões e sonhos..
A visita do anjo Gabriel a Daniel sempre foi acompanhada
pelas visões e estas vieram do anjo. Um grande pastor nos
Estados Unidos, chamado Roland Buck, foi visitado pelo
anjo Gabriel várias vezes e ele lhe deu visões e com elas
explicou muitas verdades da Bíblia. O que os anjos de
Deus podem fazer, evidentemente os anjos de Satanás
também o podem.
Jó é um bom exemplo de uma pessoa atorm enta­
da pelas visões da noite. Ele perdeu os seus filhos, depois
as suas riquezas e saúde. E durante esse tempo de
torm ento e de prova ele reclamou sobre sonhos que o
atormentavam. E evidente que todas as tentações que ele
passou foram sonhos do diabo.
“Então me espantas com sonhos, e com visões
me assombras ”, Jó 7: 14.
Em nossas campanhas havia muitas pessoas que
- 105 -
pediam que eu orasse para que fossem libertas dessas
perturbações, e muitos reconheciam que eram malignas.
Um conhecido meu conseguiu uma apostila minha
e disse que sonhos eróticos e orgasmos vinham do
maligno. Ele não era um crente. Naquela noite ele teve
um sonho erótico de uma am ante que teve fazia muitos
anos. Ele também teve um orgasmo e no próximo dia
recebeu um telefonema da am ante que ele não via e nem
tinha contato com ela havia muito tempo. Reconheceu a
voz dela e imediatamente colocou o telefone no gancho.
Essa experiência o convenceu muito rapidamente de que
o que estava dito na apostila era uma realidade.
O fato de que o demónio pode excitar uma pessoa
e provocar um orgasmo pode prejudicar a vida sexual do
casal.
Um conhecido meu deu este testemunho sobre o
problema de orgasmos prem aturos. Ele me disse que não
tinha sexo com sua esposa por dois meses e o casamento
estava perto de um divórcio. Disse que só tinha um bom
relacionamento sexual com sua esposa quando bebia, mas
agora ele era crente e não mais bebia.
O autor achava que possivelmente ele tinha uma
falta de controle no seu relacionamento conjugal e
deu-lhe um livro cristão sobre sexo, além de orar bastante
para que seu casamento melhorasse. Passaram-se mais ou
menos dois anos e estávamos esperando o início do culto,
quando ele me disse que agora tinha um bom relaciona­
mento sexual com sua esposa. Disse que agora ela era
convertida e estava tendo relações sexuais normais e boas.
O autor perguntou-lhe se o problema passado foi falta de
- 106 -
controle. Ele me disse que sim e que agora ela não tinha
mais esse problema. Reconheceu que a mulher não estava
satisfeita no passado e me disse que ela não tinha razão de
continuar casada com ele. O moço, pelas masturbações e
delitos do passado, deixou o demónio entrar em sua vida
e esta entidade o excitava rapidam ente e não deixava
obter o controle necessário para satisfazer a esposa.
Quando ele orou sobre o problema e largou da masturba­
ção, da lascívia e cobiça, Deus respondeu e resolveu o seu
problema de ejaculação prematura, dando-lhe uma boa
vida sexual. Ainda que o mundo está obcecado pelo sexo,
as estatísticas mostram que um grande número não tem
prazer no sexo. Uma falta de vida sexual boa causa brigas
entre o casal, cria tragédias no lar. O homem deve
reconhecer que sem Deus é escravo de Satanás. Gostaria
de uma vez mais fazer uma pergunta ao leitor! Você acha
que sabe mais do que Deus? Ele criou todos os desejos e
todas as maneiras de satisfazê-los. O homem pela sua
duplicidade e rebeldia atrapalha a satisfação que Deus
tem providenciado para ele. As leis de Deus não foram
dadas para prender o homem, mas para que ele tivesse
uma vida de paz e felicidade; satisfação em todas as áreas.
Um livro muito lido, escrito sobre sexo, por um cristão,
diz que os crentes têm muito mais prazer no sexo do que
a maioria das pessoas do mundo.
Um irmão e amigo me disse recentem ente que
antes de ter sexo com a sua esposa ele sempre orava para
que tivesse um bom relacionamento, e quando ele fazia
isto quase sempre tinham orgasmos ao mesmo tempo.
Mas quando ele não fez assim nem tudo foi bem. Deus
quer seus filhos obedientes sejam felizes e tenham a
melhor satisfação possível dum ato que ele criou para que
o casal esteja então feliz e satisfeito como precisa.
- 107 -
O homem, e possivelmente a mulher, casam mais
por razões sexuais do que por qualquer outro motivo. Se
ele não está satisfeito sexualmente com sua esposa,
geralmente não estará satisfeito com o casamento. A vida
sexual entre os casais pode ser uma frustração pelas
seguintes razões. Conforme as estatíticas, cerca de 30'/.
das mulheres têm orgasmos com frequência em suas
relações sexuais com o marido. Mas, conforme um livro
sobre sexo, 83’/. das mulheres praticam a masturbação,
que muitos casos está envolvida com fantasias sexuais
com parceiros imaginários, que não o marido, e aparente­
m ente os orgasmos são facilm ente provocados pelas
masturbação, que é condenada pela Bíblia.
Esta realidade, mais uma vez, indica que estim ula­
ções sexuais e orgasmos são tendências de atividades
demoníacas, num ato condenado por Deus, e uma
perturbação, também de origem demoníaca, no relaciona­
m ento legal com seu marido, que passa a criar sentim en­
tos de insegurança e outros conflitos emocionais, que
impedem um relacionamento sexual bom e agradável.
Eu li que 73'/. dos casais não tem um relaciona­
m ento sexual realmente satisfatório. E também, como foi
mencionado, o demónio prejudica o sexo entre o casal
pelo orgasmo prematuro e cria atitudes, em ambos, que
irritam e prejudicam o casal. Para que a mulher tenha um
bom relacionamento sexual com seu marido, ela tem que
sentir-se bem segura, sem embaraço, acanhamento, e isso
somente é possível quando o relacionamento é bom e
confiável em outras áreas do casamento. A falta de
orgasmos e satisfação da mulher pode humilhar o marido
tanto que o ato sexual chega a ser desagradável e até
nojento. Se a mulher não está satisfeita, geralmente o
- 108 -
marido também não está. Tal frustração pode levar o
marido a não mais manter relações sexuais com sua
esposa e a procurar outras mulheres. Conforme as
estatísticas, a falta de satisfação está levando muitas
mulheres à masturbação, senão à prostituição.
O leitor precisa da graça de Deus para tratar o seu
cônjuge com amor e respeito. O diabo está constantemen­
te querendo criar divisões e brigas, e o casal sem Deus é
constantem ente alvo desses ataques.
Orgasmos noturnos não são necessários e normal­
mente são absorvidos pelo corpo. Para qualquer observa­
dor que analisa bem, deve ser evidente que uma vida
lasciva aumenta esses orgasmos e se a lascívia for
abandonada as emissões noturnas vão diminuir. Há
muitos crentes que podem testificar que isto é uma
realidade.
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a
destruir: eu vim para que tenham vida, e a
tenham com abundância ”, João 10: 10.
Ninguém pode chegar à sua potência total sem a
ajuda de Deus. O homem é totalm ente dependente dele
em todas as áreas de sua vida. Ignorá-lo é suicídio
espiritual e m orte eterna. E a confusão que vem desta
rejeição de Deus vai saturar todas as áreas de sua vida e
criar muita dor e sofrimento.

- 109 -
7
POSSESSÃO
DEMONÍACA
E LIBERTAÇÃO
Várias experiências de possessões são menciona­
das neste livro. Ele é bem claro ao dizer que os vícios
sexuais podem levar uma pessoa à possessão demoníaca e
a todos os tipos de doenças e loucuras. A Bíblia nos diz
que, porque o homem rejeita a Deus, ele está entregue à
concupiscência e aos desejos carnais. Diz também que o
pecado (demónio) excita o homem sexualmente. Fica,
portanto, evidente que Deus entrega a pessoa a demónios
que já são donos dela. A Bíblia ensina que aquele que
está sem Cristo é dominado pelo maligno.
“E tornarem a despertar, desprendendo-se dos
laços do diabo, em que à vontade dele estão
presas”, II Timóteo 2: 26.
“De sorte que até os lenços e aventais se
levavam do seu corpo aos enfermos, e as
enfermidades fugiam deles, e os espíritos malig­
nos saiam”, Atos 19: 12.
Esse texto bíblico indica um tipo de relaciona­
mento que normalmente é a causa da doença. Não quer
- 110 -
dizer que uma pessoa está sempre doente por causa do
pecado, mas a Bíblia ensina que espíritos maus são, em
muitos casos, a causa da doença.
“E eis que estava ali uma mulher que tinha um
espirito de enfermidade, havia já dezoito anos; e
andava curvada, e não podia de modo algum
endireitar-se”, Lucas 13: 11.
Jesus disse que ela era uma filha de Abraão, uma
crente verdadeira. Contudo, em Mateus 18 o próprio
Senhor afirma que as pessoas que não perdoam vão ser
entregues aos demónios que causam aflições físicas e
mentais.

“Então o seu Senhor, chamando-o à sua presen­


ça, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda
aquela divida, porque me suplicaste. (2) Não
devias tu igualmente ter compaixão do teu
companheiro, como eu também tive misericóri-
da de ti?. (3) E, indignado, o seu Senhor o
entregou aos atormentadores, até que pagasse
tudo o que devia. (4) Assim vos fará também
meu Pai celestial, se do coração não perdoardes,
cada um a seu irmão, as suas ofensas”, Mateus
18: 32-35.
Os poderes do dêmonio do sexo aqui no Brasil são
chamados de Pomba Gira e Exu. Esses espíritos identifi­
cam-se, muitas vezes, falando da boca das pessoas,
quando são obrigadas a fazer isto pelo homem que está
cheio do Espírito Santo e de autoridade. Há diferentes
estágios de perturbações. Conforme a língua grega, o
- 111 -
demónio é chamado de “daim onion” e o grego usa a
palavra “daimonizom ai”, termo que faz referência a uma
pessoa influenciada pelo demónio. Não quer dizer que a
pessoa está sempre endemoninhada. Infelizmente a pala­
vra “daimonizom ai” está traduzida tanto em inglês como
em português quase sempre como endemoninhado. Mas
esta tradução quase sempre não é correta. A melhor seria
“oprimido, perturbado e, às vezes endem oninhado”.
Deus, muitas vezes, entrega pessoas, pouco a
pouco, aos demónios, aguardando o arrependim ento. Se a
pessoa não se arrepender, o espírito do mal terá mais
chance de perturbá-la e a condição dela vai piorando. Eu
já vi esta decadência física e mental em várias pessoas por
causa do pecado que as domina.
As pessoas devem entender bem que vivem em um
ambiente de grande perigo, onde espíritos de doença,
loucura, m orte, e espíritos de diversas tentações estão
constantem ente ao seu redor. Estão prontos a matar, a
provocar doença e loucura a qualquer m om ento. Deus
cuida de nós, mas sua paciência não é inesgotável. Uma
pessoa sem Cristo está desamparada diante dessas forças
malignas.
Uma pessoa me inform ou que em um dicionário
norte-am ericano Satanás é chamado de o deus “D e” (de
devil — dem ónio). Observe as seguintes palavras, que
em sua m aioria começam com “ d e” (de demónio,
“ devil” ): depreciar, depredar, depressão, deprim ir, de­
pravação, derrubar, derrotar, desacerto, desacordo,
desacreditar, desafiar, desagradar, desajeitado, desalen­
tado, desalinhado, desalmado, desarm ar, desam parado,
destruição. Olhei só duas páginas de um dicionário
- 112 -
m uito pequeno e não escrevi todas as palavras. São
algumas poucas que Satanás criou pelas suas ações.
Em minha opinião nem essas palavras, nem os atos
existiam antes da rebelião de Satanás. Foi ele quem criou
toda a miséria que esses termos descrevem e definem. Ele
é o criador de todas as más emoções e sentimentos que
atorm entam o homem.
É muito duvidoso que Adão e Eva sentissem medo,
vergonha, timidez, ódio, etc., antes de pecar. Foi Satanás
quem abriu a porta e criou o ambiente para tudo isso.
Pode ter certeza de que, se você está em situação
ou estado emocional descrito por uma dessas palavras,
Satanás está envolvendo-o de uma maneira ou outra.
Seria bom ler esses vocábulos em um dicionário para
saber a influência maligna que causam em sua vida.
Eu poderia contar muitas outras experiências que
mostram que é impossível imaginar como o mundo
espiritual tem tanta influência no homem. Agora vou
relatar uma experiência que o pastor Derek Prince teve.
Ele é um conhecido escritor e pregador entre os
carismáticos:
“Em 1963-1964 eu estava pastoreando uma igreja
pentecostal independente numa cidade dos Estados Uni­
dos. No sábado de manhã um pastor batista me telefonou
e disse-me haver uma mulher que precisava da libertação
de espíritos maus. Ela fora batizada no Espírito Santo. Eu
orei a Deus e perguntei a Ele: ‘tudo isso é certo?’
Pareceu-me que Deus concordou. Disse, então, ao pastor:
‘traga a mulher’.
- 113 -
O pastor batista entrou em casa com a mulher.
“Ele disse que ela havia sido liberta dos demónios da
nicotina, mas havia outros demónios nela.”
Quero dizer enfaticamente que não recomendo
tudo o que foi feito neste caso como um padrão para se
agir. Estou simplesmente contando o que aconteceu.
“O pastor ordenou que Satanás se manifestasse
nela. Vi que a sua fisionomia mudou. Era como se outra
pessoa começasse a aparecer. Eu disse ao espírito mau:
‘Qual é o seu nom e?’ A resposta veio imediatamente:
“ódio” . A fisionomia da mulher só demonstrava ódio
total. Eu nunca vira em minha vida tanto ódio nos olhos
de uma pessoa. Disse-lhe: ‘Demónio do ódio, sai dela’.
Numa voz insolente, bem diferente da voz da mulher,
respondeu: ‘Esta casa é minha; eu vivi aqui por trinta e
cinco anos e não vou sair’. Depois de uma batalha
prolongada o espírito começou a dizer que mesmo que
saísse voltaria. Disse-lhe: ‘vai sair’. Ele respondeu: ‘se eu
sair, meu irmão está aqui e vai matá-la’. Respondi: ‘Não!
Você sairá primeiro e seus irmãos depois’. O espírito mau
disse-me: ‘temos a filha dela. Se sairmos vamos matá-la’.
Naquele momento a mulher levantou os braços e
experimentou estrangular-se com as próprias mãos. Ela
começou a ficar roxa; seus olhos projetavam-se de sua
cabeça. Eu e o outro homem, que era maior e mais
pesado, com toda nossa força unida, conseguimos tirar as
mãos de sua garganta. A força da mulher era sobrenatural.
Eu sentia uma pressão tremenda, dentro de mim. Esta
pressão era causada pelos demónios que estavam na
mulher. Uma espuma saiu de sua boca. Naquele momento
minha pressão baixou. Desta maneira eu sabia que o
- 114 -
démônio saíra. Em pouco tem po ela ficou tensa de novo.
Sabíamos que havia outros demónios. Lutamos com eles
por cinco horas. O primeiro que deu seu nome foi o
demónio do “ódio” ; o próxim o foi “m edo”, “orgulho” ,
“ciúmes” , “inveja” e um outro da infidelidade” . Não
quer dizer que a mulher tenha sido infiel ao seu marido,
mas o demónio veio para fazê-la infiel. O espírito
seguinte chamava-se “m orte” . Não era uma condição ou
estado, mas uma personalidade. Eu perguntei: Quando
entrou nela? Respondeu-me que havia mais ou menos três
anos, quando ela quase morrera na mesa de operação.
Mais tarde eu verifiquei isto com a mulher e era verdade.
Ela tivera uma operação muito séria e quase havia
morrido.
Eu aprendi naquele tem po que quando uma
pessoa tem um problema m uito sério, ou uma operação
séria, o espírito da m orte frequentem ente entra nela
durante este tempo. Aquele que recebe o espírito da
morte falece sem uma explicação adequada da medicina.
Eu confirmei isto com um médico que é cristão e entende
adequadamente o mundo espiritual.
Quando o espírito da m orte saiu da mulher, seu
rosto ficou como com uma máscara de morte. Não havia
cor alguma nela. A pele estava fria. Quando o espirito da
morte saiu, ela estava deitada no piso. Qualquer pessoa
juraria que ela estava m orta. Lembrei-me do que disse o
povo sobre o menino do qual Jesus havia expulsado o
espírito de epilepsia. Eles disseram: “ele está m orto” . Mas
Jesus disse que ele não estava m orto e o levantou. Assim
também a mulher ficou deitada, esgotada, por mais ou
menos dez minutos e então começou a adorar a Deus e a
falar em línguas estranhas. Eu mandei que ela parasse de
- 115 -
falar em línguas. Deus mostrou-me que enquanto ela
falava os espíritos não podiam sair. Eles não podiam
passar a barreira.
Alguns dias mais tarde a mulher telefonou e pediu
que fôssemos à casa dela. Ela achava que alguns demónios
queriam voltar. Fomos lá e pude conhecer sua filha, que
tinha seis anos. A menina era muito acanhada e olhava
sempre em outra direção quando olhávamos para ela. Ela
era considerada atrasada na escola. Eu disse à mãe: ‘Eu sei
que o demónio nem sempre fala a verdade, mas quando
eles disseram que têm sua filha eu acreditei que falaram a
verdade’. Quando oramos pela menina, mais uma vez os
demónios se manifestaram nela. Eram espíritos do
mesmo tipo que a mãe tinha. O últim o que saiu foi o da
morte. Quando este espírito saiu, ela tam bém , como a
mãe, ficou deitada no piso. Parecia uma cadáver. Dois
anos mais tarde, eu soube que a menina estava tirando
boas notas na escola” .
Diante deste testemunho, uma pergunta que
alguns podem fazer é: se o Espírito Santo está na pessoa
por que ele não expulsa o inimigo imediatam ente? A
resposta é simples. O Espírito do Senhor está esperando
que surja na vida do indivíduo uma fé autêntica, com
bases na Palavra de Deus. Tal fé leva a pessoa a desejar se
arrepender de pecados que ainda existam em sua vida. A
fé na Palavra levará o recém-convertido a buscar ajuda de
pessoas que podem expulsar o demónio em nome de
Jesus.
É necessário que o nome de Jesus seja usado pará
expulsar o demónio e assim o Senhor será glorificado.
Dessa maneira o Espírito Santo poderá operar. Se o nome
- 116 -
de Jesus não for usado e glorificado, e sinais de
arrependimento não puderem ser observados na vida da
pessoa, a libertação não teve valor.
Segue ainda mais um relato sobre a autoridade
que devemos ter sobre os demónios. Kenneth Hagin, um
pastor-evangelista e escritor, fundador do Instituto Bíbli­
co de Tulsa, em Oklahoma, nos Estados Unidos, também
um profeta, teve a seguinte revelação:
“Enquanto Jesus estava me falando, um mau
espírito correu entre mim e Jesus e espalhou alguma coisa
semelhante a uma nuvem. Depois disso eu não podia mais
ver Jesus. O demónio começou a pular e a gritar até o
mom ento em que eu já não era capaz de entender mais
nada do que Jesus estava falando. Eu não podia
compreender por que Jesus não mandava o espírito
embora. Depois de algum tem po de perturbação, eu
fiquei enjoado com tudo aquilo e o mandei embora. O
espírito mau parou im ediatam ente, e caiu por terra; a
nuvem escura desapareceu e o espírito mau sumiu. Eu
estava querendo saber por que Jesus não havia mandado o
mau espírito embora, e o Senhor, conhecendo meus
pensamentos, disse-me: se você não tivesse agido assim,
eu não poderia ter operado. Perguntei-lhe por que e Ele
me disse que não podia, ou não queria fazê-lo. ‘Não’, ele
disse-me: “se você não tivesse feito, eu não poderia fazer
nada sobre isso”. Disse eu: Mas o Senhor pode fazer
qualquer coisa. Dizer que não podia fazer isso muda
minha teologia. As vezes é preciso mudar sua teologia.
‘Senhor, eu não posso aceitar isso se não for provado pela
Palavra de Deus’, disse eu.
“E esta a terceira vez que eu vou ter convosco.
- 117 -
Por boca de duas ou três testemunhas será
confirmada toda palavra”, II Coríntios 13: 1.
Eu não posso aceitar uma visão se não estiver
provada pela Palavra de Deus. Em vez de ficar bravo
comigo, ele sorria para mim e me disse: ‘eu vou dar não
somente duas testem unhas, mas quatro.’ Eu disse: ‘li o
Novo Testamento cento e cinquenta vezes e muitas partes
dele li mais vezes que isso.’ O Senhor me m ostrou que
não há nem um lugar no Novo Testamento que ensine
que o crente deva orar contra o diabo e nem que Deus vá
fazer alguma coisa. Não há nada na Bíblia que diz que
devemos orar para que Deus repreenda o demónio.
Pessoas que oram para que o Senhor repreenda o diabo
estão perdendo tem po. Deus já fez tudo o que tinha a
fazer no que diz respeito ao diabo. Agora aguardamos que
o anjo o amarre e o coloque no abismo.
Em todo o Novo Testamento é ordenado ao
crente fazer alguma coisa, lutando contra o Diabo. Por
isso o cristão tem que ter autoridade sobre seu grande
inimigo. Caso contrário, a Bíblia não diria nada acerca de
se fazer alguma coisa sobre ele.
“E, chegando-se Jesus, falou-lhes dizendo: É me
dado todo o poder no céu e na terra. Portanto
ide, ensinai todas as nações, batizando-as em
nom e do Pai, e do Filho, e do Espirito Santo;
ensinando-as a guardar todas as coisas que eu
vos tenho mandado; e eis que eu estou convos­
co todos os dias, até a consumação dos sécu­
los”. Am ém . Mateus 28: 18-20.
O Senhor pode agir contra os espíritos, porque as
- 118 -
Escrituras dizem que ele tem todo o poder no céu e na
terra. “Mas eu deleguei esta autoridade na terra e à
igreja” , diz o Senhor Jesus.
“E disse-lhes: ide por todo o mundo e pregai o
evangelho a toda criatura. Quem crer e for
batizado será salvo; mas quem não crer será
condenado. E estes sinais seguirão aos que
crerem: em meu nom e expulsaram os dem ó­
nios; falarão novas línguas; pegarão nas serpen­
tes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não
lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os
enfermos, e os curarão”, Marcos 16: 15-18.
Um dos sinais mencionados no texto e que
seguirão o crente é o expulsar os demónios. Quer dizer
que a igreja exercerá esta autoridade sobre o diabo. “Eu
deleguei esta autoridade sobre o diabo. Eu deleguei a
minha autoridade sobre o diabo à igreja. Eu posso
trabalhar somente pela igreja, porque eu sou a cabeça da
igreja” .
“Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele
fugirá de vós”, Tiago 4: 7.
Tiago não disse que Deus vai resistir ao Diabo por
você. Ele disse: “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.
Você não poderia resistir ao diabo se não tivesse poder e
autoridade sobre ele.
“Não deis lugar ao diabo”, Efésios 4: 27.
Não dê lugar ao diabo. Mais uma vez vemos que
temos autoridade para resistir ao demónio. Jesus me
- 119 -
disse: “aqui estão quatro testem unhas” . Eu sou a
primeira, Tiago é a segunda, Pedro é a terceira, e Paulo a
quarta.
Isto estabelece o fato. O crente tem autoridade na
terra: “Eu deleguei minha autoridade a você sobre o
diabo. Se não fizer nada sobre ele, nada será fe ito ”.
Só quando se olha para Jesus na hora da tentação
é que se leva a m ente a ser racional e firme. Só o nome de
Jesus cria vergonha no seu coração para não continuar a
pensar ou desejar algo ilícito, proibido e imoral. Mas
infelizmente na hora da tentação nós colocamos Deus de
lado, como se fosse uma imagem, até terminar de praticar
vícios, roubos, desonestidades, mentiras e depois nos
voltamos para nosso Deus novamente.
Chamamos isso de idolatria porque colocamos
com tais atitudes os prazeres sexuais, mentiras, desonesti­
dades, coisas materiais, acima de Deus.
Se você age assim é dominado pelo demónio, o
seu corpo é dele. Ele faz como quer.
Os demónios agem em todas as áreas da vida. Sem
dúvida pessoas que praticam vícios sexuais como mastur­
bação têm demónios trabalhando em seu corpo e estes
precisam ser expulsos:
“Falo com o homem, pela fraqueza da vossa
carne: pois que, assim como apresentastes os
vossos m embros para servirem à imundície, e à
maldade, para a maldade, assim apresentai
agora os vossos membros para servirem à
120 -v
justiça para santificação”, Romanos 6: 19.
Muitos crentes ainda precisam de libertação. Tiago
escreveu uma carta onde diz que seus leitores, crentes,
tinham uma força maligna trabalhando neles: duas
fontes:
“Mas nenhum homem pode domar a língua. É
um mal que não se pode refrear; está cheia de
peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e
Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos
à semelhança de Deus. De uma mesma boca
procede bênção e maldição. Meus irmãos, não
convém que isso se faça assim. Porventura deita
alguma fonte de um mesmo manancial água
doce e água amargosa? Meus irmãos, pode
também a figueira dar azeitona ou a videira
figos? Assim tão pouco pode uma fonte dar
água salgada e doce”, Tiago 3: 8-12.
Sem dúvida todos começam a vida cristã com
vícios, defeitos, rebeldia, idolatria. Sempre tais problemas
estão associados a forças malignas que devem ser expul­
sas. Ouase sempre a batalha é ganha pouco a pouco.
O povo de Israel, enquanto estava tomando a terra
prom etida, é um bom exemplo da batalha do crente em
sua vida cristã. A Bíblia diz que suas experiências são
lições para nós.
“Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos,
e foram escritos para advertência nossa, de nós
outros sobre quem os fins dos séculos têm
chegado”, I Cor. 10: 11.
- 121 -
Deus chama a pessoa em seu estado de total
rebeldia, com vícios e pecados. Ele sabe do grande
problema que é eliminar a maldade do coração humano.
Voltando para a história de Israel observa-se que
um concerto foi feito com a segunda geração de judeus
que saíram do Egito. O povo aceitou o pacto e as
promessas de Deus referentes à vitória sobre seus inimi­
gos:
“E fo i esta a causa por que Josué os circunci­
dou: todo o povo que tinha saído do Egito, os
varões, todos os homens de guerra eram já
m ortos no deserto, pelo caminho, depois que
saíram do Egito. Porque todo o povo que sana
do Egito estava circuncidado, mas a nenhum do
povo que nascera no deserto, pelo caminho,
depois de terem saído do Egito, haviam circun­
cidado”, Josué 5: 4-5.
“E aconteceu que, acabando de circuncidar a
toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial,
até que sararam. Disse mais o Senhor a Josué:
Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito;
pelo que o nome daquele lugar se chamou
Gilgal, até o dia de hoje”, Josué 5: 8-9.
Agora eles eram propriedade de Deus e o Senhor
estava obrigado a consertar a vida de seu povo e a dar-lhes
vitória. O povo foi justificado ao ter aceitado o concerto
de Deus. Justificação quer dizer que já não tinham
condenação alguma. Era como se nada houvesse aconteci­
do anteriorm ente. Mas a batalha para tom ar a terra
prometida estava apenas começando. Deus já havia falado
- 122 -
ao povo de Israel que ele daria a terra prometida a eles,
pouco a pouco:
“E o Senhor teu Deus lançará fora estas gentes
pouco a pouco de diante de ti: não poderás
destruí-las todas de pronto, para que as feras do
campo se não multipliquem contra ti”, Dt. 7:
22 .
As feras referidas no texto são símbolo de
diferentes classes do inimigo que Deus pode deixar para
nos punir:
“Porque enviarei entre vós as feras do campo, as
quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e
vos apoucarão; e os vossos caminhos serão
desertos”, Lev. 26: 22.
O Senhor não estava insatisfeito com o povo de
Israel enquanto eles estavam tom ando terra e fazendo
progresso. Deus ficou irado com o povo de Israel quando
eles se acomodaram e não estavam mais progredindo.
Quando um crente sabe que não está vencendo o inimigo
em uma área de sua vida, mas está sendo derrotado, ele
corre o perigo de ser escravizado ainda mais e muito
chicoteado fisicamente.
Ao povo de Israel foi prom etida a vitória sobre
todos os seus inimigos e nós tem os a mesma promessa:
“E o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti,
para as ferir, totalm ente as destruirás; não farás
com elas concerto, nem terás piedade delas”,
Dt. 7: 2
- 123 -
Assim como Deus deu a nova terra aos judeus, a
nós Ele prom eteu uma vida de vitória. Nós estamos numa
batalha constante e não podemos dar brechas ao inimigo,
nem recuar ou ficar parados:
“Este mandamento te dou, meu filho Timóteo,
que, segundo as profecias que houve acerca de
ti, milites por elas a boa milícia” I Tim. 1: 18.
“Milita a boa milícia da fé, tom a a posse da vida
eterna, para a qual também foste chamado,
tendo já feito boa confissão diante de muitas
testem unhas”, I Tim. 6: 12.
Estamos obrigados a expulsar todos os inimigos
que estão dentro do templo de Deus e não devemos
deixar nenhum entrar. O homem pode começar a jornada
cristã perturbado, oprimido ou até endemoninhado.
Precisa aceitar a Palavra de Deus, a autoridade de Deus e
suas promessas para expulsar o inimigo. A terra, assim,
será tom ada por todos nós. Na verdade, todos temos áreas
a conquistar.
O seguinte material foi escrito por Derek Prince,
bem conhecido nos Estados Unidos pelos carismáticos.
Se o leitor acredita que está sendo m uito influen­
ciado pelo dem ónio, e está possesso por espíritos maus,
seria bom expor-lhes uma lista de exigências escritas por
esse autor:
1. Humildade — A pessoa deve agir com bastante
humildade e entregar-se, render-se com pletam ente a Deus.
Isso antes de ter condições de resitir ao diabo.
- 124 -
“Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele
fugirá de Vós”, Tiago 4: 7.
-2. Honestidade — Deve reconhecer e admitir
qualquer pecado que pode ter aberto a porta para a
perturbação ou estado espiritual da pessoa.
“(1) Bem-aventurado aquele cuja transgressão é
perdoada, cujo pecado é coberto. (2) Bem-aven-
turado o homem a quem o Senhor não im puta a
maldade, em cujo espírito não há engano. (3)
Enquanto eu me calei, envelheceram os meus
ossos pelo meu bramido todo dia, porque de dia
e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu
humor se tornou em sequidão de estio. (5)
Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade
não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as
minhas transgressões e tu perdoaste a maldade
do meu pecado”, Salmo 32: 1-5.
3. Confissão — A pessoa deverá confessar a Deus
todos os pecados conhecidos e também poderá confessá-
lo à pessoa que está orando para que seja liberto.
“Confessai as vossas culpas uns aos outros, para
que sareis; e a oração feita por um justo pode
muito em seus efeitos”, Tiago 5 :1 6 .
A confissão a Deus e ao homem é uma limpeza e
embora seja uma humilhação para nós ela justifica a Deus.
Primeiro confessamos, depois oramos.
4. Renúncia — Não é suficiente confessar pecados
sem renunciá-los.
- 125 -
“O que esconde as suas transgressões, nunca
prosperará, mas o que as confessa e deixa,
alcançara a misericórdia”, Pv. 28: 13.
A pessoa tem que renunciar não somente aos atos
de pecados exteriores, mas também aos pensamentos,
desejos e imaginações que as inclinam aos pecados
exteriores. É necessário primeiro abandonar o pecado,
antes de receber a misericórdia e o perdão de Deus.
5. Perdão — Se uma pessoa deseja perdão de Deus,
primeiramente terá que perdoar aos homens. A falta de
perdão é um dos obstáculos mais comuns à libertação.
“Tendo cuidado de que ninguém se prive da
graça de Deus e de que nenhum a raiz de
amargura, brotando, vos perturbe, e por ela
m uitos se contaminem”, Hebreus 12: 15.
Jesus disse:
“E perdoa-nos as nossas dividas, assim como
nós perdoamos aos nossos devedores”, Mt. 6:
12 .
A raiz de amargura que tem envenenado o coração
da pessoa terá que ser totalm ente removida. Primeiro
temos que perdoar para depois recebermos o perdão de
Deus. Sem exercermos o perdão não tem os o direito de
receber o perdão divino.
Quando uma pessoa tem cumprido essas cinco
condições ela está numa posição para aceitar e crer nas
promessas de Joel 2: 22.
- 126 -
"... E há de ser que todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo”, Joel 2: 22b.
Com o invocar o nome do Senhor em voz alta,
norm alm ente começa o processo de libertação.
É muito importante reconhecer que libertação é
realmente um processo e este pode ser de curta ou longa
duração; pode ser intenso e dramático ou quieto, ou
ainda apenas observável. Mas quando uma pessoa é
liberta, sempre quando o demónio sai há uma experiência
que indica que o espírito deixou o corpo. Onde não há
uma experiência definida ou uma reação é duvidosa a
libertação da pessoa.
Se há um demónio dentro da pessoa ele terá que
sair. Se este não sair, não há libertação. Normalmente, o
demónio vai querer esconder a sua presença para que não
seja expulso.
O demónio é um espírito e a palavra grega
traduzida por espírito é “pneum a” , que também significa
fôlego ou sopro. O fôlego sai e entra na pessoa pela boca
ou nariz e o mesmo pode ser dito sobre os demónios e
espíritos maus. Quando um demónio sai de uma pessoa,
normalmente sai pela boca e, neste ponto, geralmente há
uma manifestação definida, ligada à boca: Saliva, gritaria,
cuspe, arroto, rugido ou choro.
O fenómeno de rugir e gritar é mencionado em:
“Pois que os espíritos imundos saíam de muitos
que os tinham, clamando em alta voz; e muitos
paralíticos e coxos eram curados”, Atos 8 :7 .
- 127 -
Esses fenómenos são dois dos que estão ligados à
boca. Experiências têm-me convencido de que existem
diferentes classes de demónios que manifestam diferentes
tipos de procedim entos quando são expulsos. Por exem­
plo, demónios do sexo e impureza norm alm ente saem
com uma forma de cuspe, vómito e uma grande quantida­
de de mucosa, material pegajoso, no processo de sair. O
demónio do medo sai normalmente com gritos ou choros
estéricos, lamúrias ou choramingos. O demónio da menti­
ra e ódio, com rugido. O demónio da nicotina ou fumo,
com cuspe ou tosse.
Os nomes seguintes são alguns dos que ouvi
quando os espíritos foram obrigados a falar quando os
servos do Senhor mandaram que se identificassem: medo,
mentira, ciúme, inveja, ódio, confusão, perversidade,
esquisofrenia, m orte, suicídio, adultério, desprezo, blasfé­
mia, feitiçaria, e outros nomes obscenos demais para
serem publicados.
O que vem a seguir é uma rápida recapitulação de
tudo o que foi dito neste estudo. Idolatria e sexo ilícito
ou cobiça estão sempre juntos. Paulo m encionou a
lascívia praticada pelos judeus para identificar a experiên­
cia de idolatria com o bezerro de ouro. Moisés mencionou
a nudez quando falou sobre a mesma experiência de
idolatria.
“E estas coisas foram-nos feitas em figura, para
que não cobicemos as coisas más, corno eles
cobiçaram. Não vos façais pois idólatras, como
alguns deles, conforme está escrito: O povo
assentou-se a comer e a beber, levantou-se para
folgar”, I Coríntios 10: 6.
- 128 -
E Moisés falando sobre a idolatria do povo disse:
“E acontecendo que, chegando ele ao arraial,
vendo o hezerro e as danças, acendeu-se o furor
de Moisés, e arremessou as tábuas das suas
mãos, e quebrou-as ao pê do m onte”, Êxodo
32: 19.
Moisés reclamou por causa da dança lasciva.
“E vendo Moisés que o povo estava despido,
porque Arão o havia despido para vergonha dos
seus inimigos”, Exodo 32: 26.
Temos aqui um símbolo, uma alegoria de todo o
vício sexual, a cobiça. Gente pulando com desejos
malignos ao redor de um deus de concupiscência. O deus
que os deixa fazer como querem; um deus que anima a
sensualidade, um deus que não se preocupa com nada, um
deus sem instruções. Este deus é o deus deste mundo. O
deus que reina nos corações de muitos do povo da igreja.
O povo quer sexo e uma religião que aceite seus delitos
ou que os ignore. O povo está cobiçando nas suas danças
lascivas, mas todos são muitos religiosos. No primeiro
quadro vimos aqui uma alegoria de todos os pecados
mencionados neste texto. São cobiça, e esta é idolatria.
Moisés disse que o povo estava nu, mas provavel­
mente melhor vestido do que pessoas que usam “shorts” ,
biquinis, roupas de banho, mas foi considerado im pro­
priamente vestido por Moisés. Pedro foi considerado nu,
quando somente tirou sua túnica. Deus não gosta de
nudez. O sacerdote não podia chegar-se ao altar de bronze
por uma escada, mas tinha que subir uma rampa para não
- 129 -
mostrar nenhum a parte do seu corpo descoberta. Nudez
sempre foi símbolo de pecado descoberto, ou de uma
pessoa sem cobertura para enfrentar a ira de Deus. Adão e
Eva imediatam ente após o pecado reconheceram que
estavam nus, quando sua consciência foi ativada. Eles
sabiam que eram indignos e condenados neste estado na
presença de Deus. Deus não mudou, só os homens que
mudam. Uma pessoa que gosta de exibir o seu corpo é
lasciva e tem a tendência a excitar desejos sexuais,
provocando desregramento e libertinagem sexual.
A nudez tem sido usada sempre para expressar
uma posição de escravidão, vergonha e ridículo. O homem
que era endemoninhado tirou toda a sua roupa. Uma
evidente influência do maligno é a nudez.
“...Vindo da cidade um homem que desde
m uito tempo estava possesso de demónios, e
não andava vestido, nem habitava em qualquer
casa, mas nos sepulcros”, Lucas 8: 27.
O leitor deve entender, mais uma vez, que Paulo
separou a cobiça por sexo de um ato com pleto. Mas
ambos são atos de cobiça, que é idolatria. Veja os
versículos seguintes:
“E não nos prostituamos, como alguns deles
fizeram; e caíram num dia vinte e três m il”, I
Coríntios 1 0 :8 .
A condenação pela cobiça é a m orte, se não
houver o arrependim ento.
“E não tentemos a Cristo, como alguns deles
-130 -
tentaram e pereceram pelas serpentes”, I Corín­
tios 10: 9.
Neste caso, foi o desejo pela comida e o descon­
tentam ento sobre o cuidado de Deus para com o povo de
Israel.
“E não murmureis como também alguns deles
murmuravam e pereceram pelo destruidor”, I
Coríntios 10: 10.
“Ora tudo isto lhes sobreveio como figuras, e
estão escritas para aviso nosso, para quem já
estão chegados os fins dos séculos”, I Coríntios
1 0 : 11 .
“Aquele pois que cuida estar em pé, olhe que
não caia", I Coríntios 10: 12.
“Não veio sobre vós tentação, senão humana;
mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar
acima do que podeis, antes com a tentação dará
também o escape, para que a possais suportar”,
I Coríntios 10: 13.
“Portanto, meus amados irmãos, fugi da idola­
tria”, I Coríntios 10: 14.
Tudo o que foi dito nesta passagem, contendo
advertências sobre a cobiça, foi colocado na categoria de
idolatria, que harmoniza perfeitamente com tudo o que
foi dito sobre a avareza, que é idolatria, neste estudo.
Todas essas passagens falam especificamente sobre
- 131 -
cobiça e desejos sexuais. Temos um aviso: ninguém pode
pensar que não tem condições de cair na área da
sensualidade. Não há um humano que seja tão forte a
ponto de poder resistir sem a ajuda de Deus. E Deus que
fortalece e apoia as pessoas nas tentações sexuais. O
versículo diz que “aquele que está de pé” (v. 12)... deve
ser bem cuidadoso. Qualquer pessoa que brinca com
desejos sexuais já está caído. Ele já está cobiçando e
praticando lascívia e poucos segundos de imaginações
eróticas levará uma pessoa à masturbação. Masturbação
nunca será praticada se uma pessoa primeiro não praticar
a cobiça e lascívia.
A Bíblia ensina que qualquer pensamento de
imaginações eróticas devem ser apagados imediatam ente,
pois a pessoa já entrou em estado de pecado. A
masturbação só pode ser vencida pela renúncia total aos
prazer es sexuais fora do casamento.

Se o leitor não tem vontade de fazer isso, nunca


em sua vida vai ser liberto das garras do demónio. A
libertação de pecados sexuais só será obtida quando a
pessoa se conscientizar de que ela não pode brincar um
segundo com desejos sexuais. Quase sempre a excitação
sexual é um ataque do maligno. E muito im portante
acreditar nisso e agir conforme esse conhecim ento. A
promessa de vitória sobre qualquer tentação sexual ou
cobiça está prom etida neste texto. O m andam ento “não
cobiçarás”, tam bém é uma profecia. A palavra é usada no
futuro e não no imperativo, que quer dizer não cobiçarás,
“ porque eu estou contigo, e cumprirei as minhas promes­
sas” . As promessas de Deus e todos os recursos que ele
nos dá estão atrás dessas promessas e profecias. Deus
- 132 -
sempre é fiel no cumprimento de suas promessas. A falha
não está em Deus.
Ouando ensinei na casa de recuperação, muitos
recuperandos aceitaram a realidade de que a masturbação
é errada, mas quando eles voltaram para suas casas, para
suas namoradas, a lascívia que eles praticavam quase
sempre os levou à masturbação novamente. Meu aconse­
lhamento dentro e fora da casa de recuperação deram
bastante evidência que os atos de lascívia com as moças
geralmente levam os moços a masturbação.
Dois moços me informaram que estavam se
masturbando e eu era um instrumento de Deus para ajudar
a fortalecê-los em suas vidas espirituais. Eu orei por esses
jovens por dois meses, para que não se masturbassem.
Ambos me disseram que eles não se masturbaram durante
o tempo em que por eles orei (2 meses). Eles não sabiam
que eu intercedia por eles todos os dias, durante esse
período. Essa experiência mostra o poder da oração. Uma
pessoa que não confessa nem ora acerca de seus delitos não
é séria em seu desejo de largá-los, e Deus sabe disso.
Orações preventivas são muito importantes para vencer os
vícios sexuais. Ouando uma pessoa tem uma fraqueza nessa
área, ela deve orar cedo, todos os dias sobre tal tentação.
Confissão e pedidos de ajuda são evidências de humildade
e desejo de mudar.
“Contou-lhes também uma parábola sobre o
dever de orar sempre, sem desfalecer”, Lucas
18: 1.
“Cobiçais, e nada tendes; sois invejosos e
cobiçosos e não podeis alcançar: combateis e
- 133 -
guerreais, e nada tendes, porque não pedis.
Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o
gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlte­
ras, não sabeis vós que a amizade do m undo, é
inimizade contra Deus? Portanto qualquer que
quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo
de D eus”, Tiago 4: 2-4.
Muitos são vencidos simplesmente porque nunca
pediram a Deus que os libertasse.
A mais im portante etapa de nossa libertação é
fazer o que Paulo ensinou em Gálatas 5: 16.
“Digo, porém: Andai em Espirito, e não cum ­
prireis a concupiscência da carne”.

Nosso relacionamento com Deus deve ser tão


íntimo e precioso de tal maneira que cada passo, cada
pensamento, cada ato seja controlado pela Palavra de
Deus e pelo Espírito Santo.
Deus falou com um pastor muito conhecido nos
Estados Unidos. Ele foi visitado várias vezes pelo anjo
Gabriel e foi-lhe revelado pelo Senhor que santificação
não é tanto resultado de nossos esforços para agradar a
Deus nem da falta de pecado em nossa vida, mas é, muito
mais: é a glória de Deus em nossa vida quando andamos
no Espírito constantem ente, nos lugares celestiais. Esta­
mos saturados pela personalidade de Cristo; a sua pureza
é nossa pureza, a sua força é nossa força, a sua habilidade
de resistir o pecado é nossa habilidade quando oramos
sem cessar e vivemos louvando a Deus.
- 134 -
O primeiro mandam ento é a chave do sucesso:
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus
de todo o coração e de toda a tua alma, e de
todo o teu pensam ento”, Mt. 22:37
Nossa expressão de amor, comunicação, com u­
nhão, oração e louvores para com Deus levam-nos à
posição de santificação, numa esfera em que não pode­
mos ser derrotados.
Uma pessoa pode ficar desanimada e perturbada
quando pensa sobre a possibilidade de vencer os vícios
que têm sido um grande fracasso em sua vida por longo
tempo. No princípio uma pessoa deve somente pensar
sobre aquele dia que está vivendo. Todos os vícios são
vencidos desta maneira. Uma decisão é tomada com toda
energia. E necessário a preparação mental, com honestida­
de. E bom dizer em voz alta: eu não vou praticar nenhum
pecado de sexo hoje.
Jesus reconhecia que nossas lutas estão divididas
em períodos de dias e que nós temos que nos concentrar
no dia em que estamos vivendo, e não nos preocuparmos
com a próxima semana ou mês. Jesus, neste caso, estava
falando sobre a batalha de sobrevivência material, mas o
princípio é o mesmo em qualquer luta.
“Não vos inquieteis pois pelo dia de amanhã,
porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo,
basta a cada dia o seu mal”, Mateus 6: 34.
“Abstende-vos de toda a aparência do m al”, I
Tessalonicenses 5: 22
- 135 -
A obra de Satanás aparece com maior evidência
quando progredimos em nossa luta contra os pecados
sexuais. A lei de Deus que diz “não cobiçarás” é a maior
defesa contra o demónio e contra os vícios sexuais. Não
há outra defesa se esta não for utilizada.
Geralmente quando uma pessoa fica excitada à
noite e tem , às vezes, um pensamento erótico essa
excitação é demoníaca. Deve orar e pensar sobre Cristo.
Só o pensamento sobre Cristo em um mom ento de
excitação sexual é a força que dá ânimo para resistir.
Quando uma pessoa brinca um pouco com as fantasias
sexuais, e fica m uito excitada, é muito difícil voltar atrás.
É bom decorar as Escrituras que são apropriadas para nos
fortalecerem e defenderem dessas tentações. Um moço
colocou perto do espelho uma cópia do texto bíblico que
falaria com elé nos momentos de tentação. Ele foi muito
fortalecido.
Deus só deixa o demónio excitar uma pessoa até
onde ela possa resistir. Mas, se não resiste, a estimulação
aumenta rapidam ente e na realidade está convidando o
demónio a excitá-lo mais, tomando controle da situação.
Em poucos segundos estará possesso de uma paixão
demoníaca. Em m uitos casos é só o desejo de ser excitado
que está se apresentando à pessoa. O demónio só tem
sucesso se você coopera com ele. Sentir-se excitado, ou
ter uma visualização, ou mesmo ter um pensamento
erótico, não é pecado, se a pessoa elimina da mente tais
pensamentos logo que surgem. O demónio só tem sucesso
quando você coopera com ele.
Todo o m undo, e especialmente os pastores,
devem reconhecer que as pessoas que entram na igreja são
- 136 -
viciadas. Muito é dito sobre cigarros, bebidas e drogas na
Igreja, mas há poucos que são viciados nessa área. Mas a
realidade é que quase todos os que entram na Igreja estão
viciados sexualmente e também muitos da Igreja.
Paulo, nos capítulos 6 e 7 de Romanos, usava a si
mesmo como um exemplo da raça humana escravizada
pela avareza sexual. Ele sabia que era mais difícil largar os
vícios sexuais do que drogas ou qualquer outro vicio. Ele
usou sexo e não drogas e bebidas para m ostrar a
escravidão quase total do homem debaixo da lei. Minhas
experiências com muitos recuperandos na casa de recupe­
ração mostram que o sexo é uma tentação muito maior
do que as outras. É o desejo para o sexo que leva a
mocidade a lugares onde drogas e bebidas são vendidas.
Bebidas e drogas preparam as pessoas para o sexo ilícito,
matam a consciência e o medo das consequências.
Bebidas e drogas, no princípio, geralmente são secundá­
rias. A missão do pastor não é disciplinar, humilhar,
embaraçar o viciado, mas ajudá-lo. Quando uma pessoa
cai e é disciplinada, o pastor falha, a Igreja falha e a
pessoa disciplinada falha. Pastores! larguem suas ilusões
sobre si mesmos e sobre suas Igrejas. Grande número de
pessoas na igreja são viciadas. Ela é um hospital para
restaurar viciados e doentes. Esta é a maior missão da
Igreja. Se o pastor é um bom médico, ele vai experim en­
tar de tudo para ajudar as pessoas viciadas.
A liderança da Igreja reunida em Jerusalém
i escreveu uma carta para os gentios onde se sugere que um
dos maiores problemas da Igreja era o vício sexual, senão
o maior. Uma análise superficial da carta (Atos 15:
22-29) parece revelar que eles estavam exigindo pouco da
Igreja. Mas, em poucas palavras, os apóstolos disseram
- 137 -
tudo o que era necessário a fim de que um crente possa
cumprir seus deveres para com Cristo.
A igreja primitiva teve os melhores ensinamentos
sobre ídolos e idolatrias em todas as suas formas. Para a
igreja primitiva um ídolo era qualquer pecado contínuo
na vida da pessoa, qualquer desejo forte que estivesse em
conflito com as leis de Deus, para a vida. Enfim, ídolo era
qualquer coisa que tivesse preeminência, acima de Deus.
O ídolo mais mencionado nas Escrituras é a cobiça
sexual. Mais uma vez, aparentem ente, Paulo engloba
todos os vícios sexuais não designados pela palavra ídolo.
Contudo, a prostituição (desregramento sexual) foi espe­
cificamente nom eado. Isso demonstra que os líderes
deram ênfase especial aos problemas de natureza sexual.
“Mas escrever-lhes que se abstenham. das conta­
minações dos ídolos e da prostituição, do que é
sufocado e do sangue”, Atos 15: 20.

- 138 -
8
DISCIPLINA
DOS FILHOS
ECONTROLE
NO NAMORO
Por gerações, tem-se reconhecido que o sexo é
uma terrível tentação e atração, especialmente quando o
Maligno está envolvido; tem-se reconhecido, tam bém , que
de alguma forma, não se deve deixar a mocidade ser
muito tentada. As gerações, no passado, reconheceram
que a virgindade tinha valor e queriam preservá-la. As
moças deveriam ser protegidas dos moços sedutores e
malandros e das paixões quase que incontroláveis. Eu vejo
uma terrível indiferença dos pais acerca do que seus
filhos estão passando. A atual geração é tão corrupta que
quase tudo é aceitável; o que não é aceitável é ignorado.
Por que os filhos estão indo de mal a pior? A resposta é:
Os pais são os responsáveis. Deus falou para o sacerdote
Eli que ele era responsável pelos pecados sexuais de seus
filhos porque não os disciplinou e não os segurou em sua
conduta.
“Eram porém os filhos de Eli, filhos de Be-
lial...”, I Samuel 2: 12.
“Era, porém. Eli, já velho e ouvia tudo quanto
seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se
- 139 -
deitavam com as mulheres que em bandos se
ajuntavam à porta da congregação”, I Samuel
2 : 22 .
Deus, falando à Samuel, disse que toda a família
de Eli iria ser tirada do sacerdócio para sempre.
“Porque já eu lhe fiz saber que julgarei a sua
casa para sempre, pela iniquidade que ele bem
conhecia, porque fazendo-se os seus filhos
execráveis, não os repreendeu”, I Samuel 3 :1 3 .
A Bíblia, falando sobre Adonias, filho de Davi,
diz o seguinte:
“E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo
por que foste assim?...”, I Reis 1 :6 .
Adonias nunca aprendeu a obedecer, porque
nunca lhe foi ensinado a obedecer. A Bíblia culpou Davi
pelas ações de seu filho e sua rebeldia.
A vida sexual de Davi foi uma semente que
resultou em muitas ofensas sexuais na vida de seus filhos.
Deus condenou Davi a um banho de sangue e a escândalos
sexuais e o que foi prom etido, foi cumprido.
“Então disse Natã a Davi: Tu és este homem .
Assim diz o Senhor Deus de Israel: Eu te ungi
Rei sobre Israel, e eu te livrei das mãos de Saul.
E te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de
teu senhor em teu seio, e também te dei a casa
de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te
acrescentaria tais e tais coisas. Porque, pois,
- 140 -
desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal
diante dos seus olhos? A Urias, o heteu, feriste
à espada, e a sua mulher tomaste por tua
mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos
de Am om . Agora, pois, não se apartará a espada
jamais da tua casa, porquanto me desprezaste,
e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para que
te seja por mulher. Assim diz o Senhor: Eis que
suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti, e
tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e
as darei a teu próximo, o qual se deitará com
tuas mulheres perante este sol. Porque tu o
fizeste em oculto, mas eu farei este negócio
perante todo o Israel e perante o sol”, I Samuel
12: 7-12.
Davi sofreu terrivelmente por causa da morte de
seus filhos; pior ainda que sabia que ele mesmo era o
responsável. Imagine sua vergonha e sofrimento quando
seu próprio filho Amom estuprou sua irmã Tamar. E a
tristeza de Davi quando Absalão m atou a Amom, porque
ele havia abusado sexualmente de sua irmã. A morte de
Absalão na batalha com o exército entristeceu tanto a
Davi, que disse preferir morrer em lugar de seu filho. O
filho amado Adonias morreu porque ele queria tomar o
trono de Davi em um ato traiçoeiro. Pessoas que pensam
que vão escapar de seus delitos sexuais em sua vida ou na
vida de seus filhos estão muito enganadas.
Um casal de missionários trabalhou comigo por
algum tem po. Eles me contaram uma história muito
triste. A irmã da esposa do missionário era uma crente
firme na igreja e muito fervorosa. Um dia voltou da escola
e achou sua mãe na cama com outro homem. Essa
- 141 -
experiência abalou tanto a filha que ela não teve mais fé
em nada. Ficou tão revoltada que vivia uma vida
extremamente desregrada. Não existia nada perverso
demais para ela fazer. Vivia com qualquer homem. Não
tinha mais alicerce moral e sabia que todos os ensinamen­
tos que recebera dos pais não eram cridos nem por eles
mesmos. As ações falam mais alto que palavras.
Billy Graham conta uma experiência triste de uma
moça muito linda, que tinha tudo. A mãe ensinava todas
as boas maneiras para que fosse uma pessoa da sociedade.
Ela estudava nas melhores escolas e foi muito admirada e
desejada pelos moços como esposa. Mas infelizmente não
lhe foi ensinado nada sobre Deus. A mãe, infelizmente,
estava só interessada em sua aceitação, posição social e
em sua beleza.
Um dia, a moça foi muito ferida em um acidente
de automóvel. Suas últimas palavras enquanto estava
morrendo foram: “Mãe, você me ensinava como falar,
dançar, estudar, ser charmosa e ser linda, mas não me
ensinou como orar. Mãe, a senhora deve me ensinar
rápido, porque estou m orrendo”.
Crianças que não aprendem a respeitar e a
obedecer os seus pais raram ente aprendem a obedecer os
professores, as leis do país, as leis morais e muito menos a
Deus. Não há uma criatura na face da terra, que não
aprenda a correção ou a dor. E dito que o homem tem
livre arbítrio e isto é uma realidade. Mas todos os animais
répteis e mamíferos têm livre arbítrio também. Todos
querem fazer como acham que se deve fazer. Eles
aprenderam a ser obedientes pela correção, disciplina e
recompensas.
- 142 -
“Não retireis a disciplina da criança; porque
fustigando-a com. a vara, nem por isso morrerá.
Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma
do inferno”, Provérbios 3: 13-14.
Deus criou o homem à sua imagem e parece que
todo mundo quer ser Deus. Para tirar a teimosia de uma
pessoa, necessita-se de lições e de experiências duras. Se
Deus cuida de nós e nos disciplina, como a maioria dos
pais cuida e disciplina seus filhos, todos nós estaríamos
perdidos. Para ter filhos que obedecem, precisa-se de uma
vida exemplar, uma mão dura e muito amor. Filhos terão
que ser ensinados sobre a verdade acerca do sexo; terão
que ser conscientizados até o ponto em que eles saibam
que tentações sexuais não são brincadeiras e que ninguém
tem condições de vencê-las sem muita disciplina e oração.
Atos e rebeldias que acontecem com a maioria dos
filhos hoje mereciam a m orte no Antigo Testam ento.
“O que ferir seu pai, ou sua mãe, certamente
morrerá”, Êxodo 21: 15.
O filho não tem direito de falar mal de seus pais,
ou de abusar deles com palavras.
“E quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe,
certamente morrerá”, Êxodo 21: 17.
Os filhos desobedientes eram mortos.
“Quando alguém tiver um filho contumaz e
rebelde, que não obedecer à voz do seu pai e à
voz da sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não
- 143 -
der ouvidos, então seu pai e sua mãe pegarão
nele, e o levarão aos ançiãos da sua cidade, e à
porta do seu lugar; e dirão aos ançiãos da
cidade: este nosso filho é rebelde e contumaz,
não dá ouvidos à nossa voz, é um comilão e
beberrão. Então todos os homens da sua cidade
o apedrejarão com pedras, até que morra...”,
Deuteronômio 21: 18-21.
Deus começa a corrigir muitas crianças ainda
quando novas porque infelizmente os pais não corrigem.
Estive no Paraguai morando com uma família brasileira
que tinha um filho muito novo e rebelde. Um dia eu falei
com sua mãe: Nós temos um ditado em inglês que diz
que se o filho não aprender a ser obediente até a idade de
sete anos, ele nunca vai aprender a obediência. A mulher
não gostou e reagia de uma maneira muito rude. Porém,
em pouco tempo a criança começou a sofrer acessos e foi
levada ao médico. Tiraram chapas dela, fizeram eletroen-
cefalograma e foi tratada por algum tempo sem resultado.
Depois de dois ou três anos de tratam ento ela não
melhorou nada. Um dia o médico disse aos pais:
“Queridos, disciplinem este filho”. Este menino não tinha
mais do que cinco anos e estava endemoninhado. A ira e a
rebeldia dele era tão grande que ficou nervoso e possesso
pelo demónio.

Eu conheço um missionário americano que tinha


um filho com cinco ou seis anos que sofria de asma e
bronquite. Era muito rebelde e desobediente. Um dia
falei com os pais: Esta criança é perturbada e a razão é
porque é desobediente. Mais tarde, quando aprendeu a
obediência, foi curado.
- 144 -
Eu contei esta experiência para um homem que
tinha um filho muito pequeno e que tam bém sofria asma.
A irmã do menino me disse que deveria ser o mesmo
problema, pois era muito desobediente. Passou um ano e
falei mais uma vez com o pai e perguntei-lhe sobre seu
filho: ele sarou? Ele me respondeu que sim e disse que
estava obedecendo muito melhor.
A pergunta que os pais podem fazer: Como os
filhos devem namorar? Acredito que temos exemplos que
podem nos guiar nesse sentido: as tradições dos judeus.
Há tradições antigas dos judeus que evidentemente foram
inspiradas por Deus. Temos um exemplo disso na festa da
Páscoa. Os judeus tomavam três pães asmos. O grande
significado para nós, cristãos, está no segundo pão, que,
após ser partido ao meio, era colocado debaixo da
almofada onde o pai sentava. Isso era uma figura do
sepultamento de Cristo. Esse mesmo pão partido, que
havia sido colocado sob a almofada, era tomado de novo
durante o terceiro copo de vinho bebido durante a
cerimónia. E muito evidente o que os três pães represen­
tam: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. O pão partido ao
meio representa o Filho. O Senhor Jesus foi quebrado,
sepultado e ressuscitado ao terceiro dia.
O namoro dos judeus antigos tam bém foi divina­
mente inspirado. Ao casal não era dada liberdade de
praticar atos de lascívia. O moço fazia um acordo com a
moça e sua família. Depois do acordo de casamento ele ia
para casa do pai para preparar uma moradia. Ele ficava na
casa do pai por mais ou menos um ano, preparando tudo.
A moça não sabia exatamente quando o moço voltaria.
Quando ele retornava, tomava a moça da casa do pai e
eles tinham sete dias de festa. Durante a festa dormiam
- 145 -
juntos e o casamento era consumado. Uma pessoa
familiarizada com as Escrituras Sagradas, sabe que esse
namoro e casamento representam o namoro e o casamen­
to de Cristo com sua igreja.
Todos que já namoraram ou estão namorando
sabem que o namoro geralmente é um período de fracasso
espiritual. E uma orgia de lascívia, cobiça e masturbação.
O namoro e o casamento dos judeus antigos protegia o
casal de muita familiaridade e tentações sexuais. Ambos
tinham a oportunidade de pensar bem sobre o casamento
e sem a tentação de grandes desejos sexuais que levam
m uitos à fornicação, gravidez e até a casamentos precipi­
tados e forçados. Os princípios deste tipo de namoro
devem ser estudados e seguidos pelos pais dos namorados.
A forma de namoro que se observa hoje é uma entrega ao
diabo e uma tentação irresistível.
Os pais devem reconhecer que Deus culpa qual­
quer pessoa por negligência, em caso de atos de seus
filhos, animais ou qualquer propriedade sua na época do
Antigo Testamento. Se o boi conhecidamente era perigo­
so, e o dono não cuidou e não o prendeu, o proprietário
era responsabilizado e m orto. Deus culpa os pais pelos
atos de seus filhos, quando aqueles não disciplinaram sua
conduta, ou deixaram de segurá-los em seu procedimento.
“Mas se o boi dantes era dado a chifrar, e o seu
dono era disso conhecedor, e não o prendeu, e
o boi matar homem ou mulher, o boi será
apedrejado, e também será morto o seu dono”,
Êxodo 21: 29.
O homem, no coração, sabe o que está certo. O
- 146 -
povo da Igreja e todo o mundo condenou um evangelista
muito conhecido pela televisão. Ela não praticava o
adultério, mas praticava o que muitos na Igreja praticam
constantemente. Quando eles o condenam, condenam-se
a si mesmos.
Posso imaginar os argumentos de um membro da
mocidade: mas ele estava com uma prostituta. E você
está com sua namorada, excitando-a, desmoralizando-a?
Ele praticava a masturbação e você? Este fracasso moral
no evangelista, não há dúvida, é um quadro de muitos na
Igreja. Eu li uma vez que noventa por cento dos
seminaristas praticam a masturbação. Quando falei sobre
este assunto na Igreja e fiz um apelo, o Espírito Santo
estava movendo nesta área sexual. Uma grande parte da
Igreja foi para a frente, e muitos dos que não foram era
porque certam ente estavam envergonhados demais para
confessar. Realmente não faço um apelo especificamente
sobre vícios sexuais, para que o povo não seja envergonha­
do. A situação na Igreja é muito pior do que podemos
imaginar.
“Tu, que dizes que não se deve adulterar,
adulteras?”, Rom. 2: 22.
A disciplina, oração e luta necessárias para conti­
nuar a vencer tentações sexuais devem fazer uma impres­
são muito forte na pessoa que permanece liberta. Qual­
quer pessoa que está liberta de vícios sexuais vai ter uma
experiência que irá levá-lo a reconhecer o poder demonía­
co nessas tentações e que a Bíblia proíbe tais atos. Se esta
libertação é uma realidade, deve criar nele um grande
desejo de ajudar outras pessoas viciadas. Pessoas libertas,
e que são realmente cristãs, sentem uma grande compai­
- 147 -
xão i. pv^QÓfê&ç^o sobre aqueles que são viciados,
especialmente na área onde ele esteve viciado. Se este
desejo e compaixão não existem , é muito duvidoso que
aquela pessoa esteja liberta. Está consciente do grande
perigo que ele corre como um viciado. E evidente que a
ele faltará conhecimento, coragem, compaixão e moral de
ministrar e aconselhar nessa área. Para uma pessoa,
especialmente na liderança, ficar calada, com uma expe­
riência de libertação de escravidão sexual, é uma negligên­
cia intolerável e indesculpável. E certamente aquela
pessoa vai aparecer diante do juízo de Deus vermelho do
sangue dos seus companheiros e pessoas que assistem na
igreja. Num país onde está calculado que existem duas
vezes mais abortos que nascim entos; onde está dito que
existem 10 milhões de crianças abandonadas e onde
virgindade quase não existe mais e as jovens na escola
zombam de uma moça virgem por ser moral. E possível
imaginar que esta deterioração moral pode ser revertida
simplesmente pela palavra pecado, como está usada tanto
na igreja, generalizado, sem detalhes, exemplos, defini­
ções adequadamente explicadas. Para muitos, pecado é
alguma coisa que a outra pessoa está fazendo. E ele vai
continuar a pensar isto, se a pregação sobre pecado não
está sendo feita detalhadam ente e bem explicada. Cobiça,
lascívia, impureza são raízes de toda a imoralidade sexual
e sem o conhecimento e entendim ento profundo desses
pecados, o mundo e a igreja não tem uma base moral para
vencer as tentações sexuais.

“Portanto eu vos protesto, no dia de hoje, que


estou limpo do sangue de todos; porque jamais
deixei de vos anunciar todo o desígnio de
Deus”, Atos 20: 26-27.
- 148 -
Ninguém que respeita a Jesus Cristo pode imagi­
nar que ele praticaria vícios sexuais, incluindo a
m asturbação. O ideal de Cristo deve ser o ideal de nossa
vida e mais nada. Qualquer padrão de vida mais baixo
que o de Jesus é inaceitável a Deus e à nossa própria
consciência.
“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se
alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si
mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”,
Mateus 16: 24.
As últimas orientações de Deus no Antigo Testa­
mento tratando da impureza sugerem que se uma pessoa
contaminada por impureza sexual não obedecer às leis
divinas para se purificar, e morrer neste estado, estará
eternamente perdida. Se Deus, com tanta exigência,
ameaça as pessoas que não obedecem às leis sobre a
purificação dessa impureza, imagine as consequências de
morrer em uma impureza estimulada pela lascívia e
cobiça, que é idolatria, Levítico 15: 31.
Deve ser evidente, pelo conteúdo deste livro, que o
sexo e os desejos sexuais separam a humanidade, permanente
ou temporariamente, da comunhão com Deus.
É exatamente isso o que as emissões sexuais no Antigo
Testamento simbolizam. E apenas pela obediência à Palavra de
Deus, mediante a lavagem pela Palavra, que a pessoa será
justificada (água representa a Palavra).
A falto de circuncisão também simboliza a mesma
realidade. A impureza da carne tem que ser cortada, eliminada
da vida da pessoa, para que o concerto de Deus seja válido. Mais
uma vez, isto mostra que o sexo ilícito e desejos impuros têm
sempre sido o maior pecado e obstáculo a um bom relaciona­
mento com Deus, Colossenses 2: 11-13.
- 149 -
9
O QUE DESPERTOU
O AUTOR PARA
ENSINAR SOBRE
SEXO
Há mais ou menos dezessete anos meu pai veio
dos Estados Unidos para me visitar. Eu me lembro muito
bem de suas palavras em uma ocasião. Estávamos no lado
do Brasil, na ponte da amizade (entre Paraguai e Brasil).
Ele me olhou e disse palavras de profecia: “Meu filho, um
dia você vai falar fortem ente contra a corrupção e contra
o pecado do sexo. Vai falar como poucos têm falado.
Não perca a sua coragem.” Ele era um profeta provado.
Uns poucos dias antes de morrer ele disse para minha tia:
“Vai chegar um dia quando Rússia e Estados Unidos
serão amigos; vão trabalhar juntos.” Ninguém teria
acreditado nisso em 1978. Eu meditei sobre suas palavras
muitas vezes. Estou vendo a cada dia o cumprimento de
sua profecia. Este livro é um cum primento de suas
palavras.
Para mim, não foi fácil falar abertam ente sobre
este assunto no princípio. Eu mencionava vícios sexuais
em minhas palestras, mas nunca dava uma mensagem
completa sobre este assunto. O fato é que nunca ouvi
uma mensagem sobre este tema em minha vida. Provavel­
mente nunca ouvi falar sobre a m asturbação na Igreja.
- 150 -
Mas Deus tinha um plano de me libertar deste medo e
constrangimento.
Estava fazendo uma campanha em Mandaguari,
Paraná, quando tive uma experiência que me libertou de
qualquer medo e me ensinou minha obrigação de falar
sobre vícios sexuais. Eu comecei a falar sobre o assunto
que tinha preparado, mas não pude continuar. Simples­
mente não podia falar. Eu disse para a congregação: não
posso continuar; vamos cantar um corinho. Eu também
cantei e depois perguntei a Deus: “Deus, o que devo
pregar?” Imediatamente um texto bíblico veio à minha
mente: “Andai no Espírito e não cumprireis a concupis­
cência da carne”. Eu sabia que o Espírito Santo queria
que eu pregasse. Então pela primeira vez dei uma palestra
completa sobre vícios sexuais. Os resultados foram
evidentes e impressionantes. Muitos foram para a frente,
como sinal de arrependim ento sobre vícios sexuais. Eu
sabia sem dúvida que fora escolhido para falar sobre este
assunto. Tomei uma decisão e obedeci. Em outra igreja
falei sobre o mesmo tema.
Continuei a falar sobre vícios sexuais na Igreja,
mas às vezes eu me sentia m uito sozinho nesta tarefa. Os
outros pastores nunca falavam sobre isso. Eu sabia que
muitos jovens que estão desviados reclamavam e não
gostavam e, às vezes, adultos tam bém reclamavam e não
gostavam. Eu orava a Deus para que ele me falasse e
confirmasse o meu ministério nesta área. Em poucos dias
Deus respondeu a minha oração. Estive fazendo uma
campanha em Ivaiporã, PR, quando tive uma experiência
que confirmou este ministério. Estava pregando quanto
tive forte desejo de bater palmas. Achei isso muito
estranho, porque não era um gesto compatível com o
- 151 -
assunto que estava desenvolvendo. Mas o impulso foi tão
forte que não pude resistir. Eu bati palmas várias vezes.
Um pouco mais tarde, o pastor falou comigo sobre uma
mulher que estava reclamando da mensagem acerca do
sexo. Ela achava que era muito franco e que o assunto
devia ser abordado em um acam pamento para jovens. A
mulher estava falando com outra irmã considerada muito
espiritual, que respondeu às suas reclamações desta
maneira: Irmã, na noite em que o pastor pregava, ele
batia as palmas e, naquele m om ento, eu vi uma nuvem de
luz sobre ele onde foram escritas as seguintes palavras:
“Ai daquele que fala mal de um ungido do Senhor” .
Estas palavras me animaram a continuar minis­
trando na área do sexo. Eu sabia que Deus havia
confirmado o meu ministério e me deu dois testemunhos.
Eu tive mais uma experiência em Governador
Valadares, MG. Estava meditando em Romanos 7 :7 :
“... não cobiçarás...”
Eu senti um forte desejo de entender melhor
esse texto bíblico e orei com m uita sensibilidade para
que Deus me revelasse o sentido desta passagem. Poucos
dias se passaram e eu estava entrando em uma tenda de
evangelização que estava m ontada na cidade, onde
pregaria naquela noite. Antes de entrar na tenda, um
homem que eu não conhecia queria falar comigo. Ele
me disse que tinha um texto da Bíblia para mim. Li o
versículo:
“Mas aquele consolador, o Espirito Santo, que
o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará
- 152 -
todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo
quanto vos tenho d ito ”, João 14: 26.
Após eu ter feito a leitura ele me perguntou:
“ isso quer dizer alguma coisa para o irmão?” Eu lhe
respondi: “ quer dizer m uito, meu irm ão”. Eu espero que
este livro queria dizer m uito tam bém para o leitor.
Certamente há leitores deste livro que têm
praticado vícios sexuais como masturbação e outras
degradações e acham difícil que Deus os perdoe.
Um moço, que ouviu minha palestra sobre sexo,
aceitou-a de bom grado e largou a masturbação por algum
tem po. Mas quando começou a namorar, a lascívia
praticada levou-o de volta a praticar o mesmo vício e
também a prostituição. Depois que se casou e entrou no
ministério ele me disse que se não entendesse bem o
evangelho teria se desviado totalm ente da graça de Deus e
provavelmente nunca teria voltado para o Senhor.
Agora ele trabalha na obra de Deus de uma
maneira dedicada e fiel. Felizmente ele teve uma explica­
ção do evangelho que era verdadeira e bem fácil de
entender. Foi a seguinte explicação que lhe dei: Deus já
perdoou todos os pecados e exige que façamos o mesmo.
Não é o ato de pecar que condena o homem, mas
um estado de incredulidade e rebeldia. Vamos olhar bem
este fato judicial. Em João 3: 17-21, vemos por que o
homem é condenado:
“Porquanto Deus enviou o seu filho ao mundo
não para que julgasse o mundo, mas para que o
- 153 -
mundo fosse salvo por ele. Quem n ’E le crê não
é julgado; o que não crê está condenado,
porquanto não crê no nom e do unigénito Filho
de D eus”, João 3: 17.
Por que o homem é julgado, condenado? A Bíblia
não diz aqui que é porque ele roubou, m atou, adulterou
e cometeu muitos outros pecados. Não. É porque ele não
crê no Unigénito Filho de Dèus. Ele é condenado porque
ele acha que Deus não merece confiança. Acha que Deus
não existe ou não tem palavra. Ele não crê que Deus pode
mudar sua vida e libertá-lo. Acha melhor gozar os
prazeres desta vida do que crer na Palavra de Deus.
“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo e
os homens amaram mais as trevas do que a luz,
porque as suas obras eram más”, João 3:15 .
Mais uma vez digo: O julgamento não é porque o
homem com eteu muitos atos de pecados e sim porque ele
não aceita, não crê na verdade que é Cristo, a Luz que
veio ao mundo. O homem é condenado porque tudo o
que ele fez é mau. Ele é perverso.
“Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a
luz e não se chega para a luz a fim de não serem
arguidas as suas obras”, João 3: 20.
O pecador é condenado porque ele não gosta da
luz, não gosta de Deus. Não gosta de Cristo e aborrece a
luz, a verdade, Cristo, Deus. Ele não quer nada de Deus.
Ele não vem à luz, a Cristo, a Deus.
Esta c a razão pela qual o homem é condenado.
- 154 -
Deus simplesmente não vai levar uma pessoa para o céu,
se ela não quer nada com Ele, aborrece-o e não quer vir a
Ele. Mas eu devo dizer agora que, se uma pessoa
convertida continuar a pecar, ela não está mais na luz. Ela
entra mais uma vez em estado de incredulidade e rebeldia.
Quando os pecados em atos foram tirados da
terra, mediante o sacrifício de Jesus, tornou-se muito fácil
para Deus justificar uma pessoa legalmente, porque não
permaneceu nada mais, senão a rebeldia, a incredulidade e
idolatria do homem que o condenam. Vamos considerar a
justificação que uma pessoa recebe no momento em que
ela aceita e crê na Palavra.
“A vós também, que noutro tempo éreis
estranhos e inimigos, no entendim ento pelas
vossas obras más, agora contudo vos reconci­
liou no corpo da sua carne, pela morte, para
perante ele vos apresentar santos, e irrepreensí­
veis, e inculpáveis”, Colossenses 1: 21-22.
No momento em que um homem aceita a Cristo
ele torna-se santo, inculpável e irrepreensível. Isso porque
Jesus fez tudo e pecados em atos não existem mais.
“Mas ao se cumprirem os tempos se manifestou
uma vez para aniquilar, pelo sacrifício de si
mesmo, o pecado”, Hebreus 9: 26.
E quando o pecado em atos é aniquilado, anulado,
acabado, não existe mais, é fácil dizer:
“Porque com uma oblação aperfeiçoou para
sempre os que são santificados”, Hebreus 10: 14.
- 155 -
Porque o plano de Deus sempre foi fazer isto:
“Como também nos elegeu nele antes da fundação
do m-undo para que fôssemos santos e irrepreensí­
veis diante dele em caridade”, Efésios 1: 4.
Por isso Deus prometeu-nos:
“E jamais me lembrarei de seus pecados e de
suas iniqiiidades”, Hebreus 10:17.
E João realmente disse a verdade quando excla­
mou, sobre Jesus:
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo ”, João 1: 29.
Isso foi profetizado:
“Diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a
iniquidade desta terra num dia”, Zacarias 3 :9 .
O fato de estarmos em Cristo fez-nos perfeitos,
santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Deus esqueceu-se de
nossos pecados porque o pecado foi tirado da terra.
Tanto a santidade como a perfeição de Cristo são
nossas. Quando Deus nos olha, é como se estivesse
olhando a Jesus.
“Por que assim o que santifica com os que são
santificados são um ”, Hebreus 2: 11.
Prezado leitor, no m om ento em que você
abandonar seu pecado e disser de coração: “tua vontade
- 156 -
seja feita” , não haverá nada mais que o condene,
porque todos os pecados serão aniquilados, perdoados,
acabados. Se você falhar, não desanime. Levante-se, vá
em frente, e experimente de novo. Aquele pecado já foi
aniquilado, anulado e Deus está pronto a fortalecê-lo e a
perdoá-lo.

- 157 -
10
ESCURIDÃO
ESPIRITUAL
Os muitos anos de experiência proporcionaram ao
autor inúmeras oportunidades de ver como os membros das
igrejas reagem aos ensinos da Palavra de Deus sobre pecados
sexuais. Para não dizer muito, o ministério nessa área é difícil
e desanimador. Algumas pessoas, de imediato, aceitam a verda­
de, mas são muitos os que ficam irritados quando se aborda este
assunto e começam a justificar-se.
Há algumas dessas pessoas que lutam, por algum tem­
po, contra a verdade no que toca ao pecado de impureza e
cobiça, mas acabam cedendo e se convertem. Devemos admitir
que não é fácil para alguém que esteja na igreja há muito
tempo, especialmente um líder e cooperador, admitir e confessar
que está praticando vícios que são totalmente proibidos pela
Bíblia. Admitir perante outros que está na prática do pecado
implica em uma mudança da auto-imagem, o que é doloroso e
vergonhoso. Mas muitos daqueles que, a princípio, são teimosos
aceitam a verdade e passam por uma real conversão.
Minha experiência de muitos anos tem-me convencido
de que os vícios sexuais serão o último pecado que as pessoas
vão abandonar. E, infelizmente, muitos nunca vão deixar a
prática de tais pecados.
- 158 -
Se há uma coisa que é claramente ensinada na Bíblia
é o fato de que o mundo está enganado em suas cont cpçfipft
sobre Deus, sobre si mesmo, sobre sua conduta e destino.
“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente., que
se chama diabo e Satanás, o sedutor de lodo o mundo,
sim, foi atirado para a terra e, com ele, os seus anjos ”,
Apocalipse 12: 9
Provavelmente, todos nós estamos enganados sobre
alguma coisa, quer seja acerca de Deus ou de nosso próprio
comportamento. Conversão não é nada mais do que alguém
aceitar a verdade sobre si mesmo e deixar que tal verdade o leve
à humilhação, confissão e renúncia. Qualquer um que aceite a
verdade vai pagar um preço alto:
“Compra a verdade, e não a vendas; compra a sabedoria,
a instrução, e o entendimento”, Provérbios 23: 23.

Quando a confissão for realmente sincera, também


será humilhante e doída. Confessar quer dizer concordar com
Deus; é dizer que Ele está certo e que eu estou errado. A
confissão da fé é a mesma coisa: aceitei os ensinamentos de
Cristo; eles são certos e verdadeiros e eu os tenho aplicado à
minha vida. Quando confesso a fé, concordo com Deus sobre
tudo. Este render-se aos pés do Senhor é extremamente difícil.
Certos prazeres ilícitos terão que ser rejeitados e renunciados.
O texto bíblico de Efésios 4: 17-18 descreve e analisa a menta­
lidade dos que praticam os pecados de impureza e cobiça:
“Isto, portanto, digo, e no Senhor testifico, que não mais
andeis como também andam os gentios, na vaidade dos
seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendi imn
to, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em
que vivem, pela dureza dos seus corações."
-159 -
O apóstolo Paulo, para causar forte impressão em seus
leitores quanto à seriedade e verdade de sua exortação, indicou
que não era somente ele que dizia tais coisas, mas era como se
o próprio Cristo estivesse falando. Infelizmente, Paulo enfren­
tou muita incredulidade quando ensinava sobre esses vícios,
assim como o autor deste livro.
Paulo sempre ensinou muito mais sobre vícios sexuais do
que acerca de qualquer outro tipo de pecado. Práticas imorais e
pecaminosas relacionadas a sexo causaram grande preocupação
e frustração ao apóstolo. Por isso, ele repetiu e enfadzou sua
inquietação de diversas maneiras. Este assunto foi sempre sua
maior tristeza, conforme se vê no Novo Testamento.
Paulo sempre colocou a impureza e a cobiça no início
das listas de pecados que condenam o homem. Veja Colossen-
ses 3: 5-9; I Coríntios 6: 9-10; Gálatas 5: 19-21; Efésios 5: 3- 6; I
Tessalonicenses 4: 1-7. Os capítulos 6 e 7 de Romanos mostram
a escravidão do próprio autor da epístola na área de impureza
e cobiça, antes de aceitar a Cristo, mostrando que esta é,
sempre, a tentação maior da humanidade. Por isso, Paulo deu
tantas recomendações para se preservar a pureza na vida pes­
soal: Romanos 6: 13-23; 7: 5-25; I Coríntios 5: 9-11; 6: 9, 13-19;
7: 3-4; II Coríntios 6: 17; 7: 1; 12: 21; Gálatas 5: 19, 24; Efésios
2: 3; 4: 17-29; 5: 13-16; Colossenses 2: 11-13; 3: 5-6; I Tessaloni­
censes 4: 3-7; I Timóteo 1: 9-10; II Timóteo 2: 22; Tito 2: 12.
“Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus
por causa da ignorância em que vivem, pela dureza dos
seus corações, os quais, tendo-se tomado insensíveis, se
entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem,
toda sorte de impureza”, Efésios 4: 18, 19.
Vaidade expressa orgulho, superficialidade, inutilida­
de, trivialidade; o termo designa aquilo que não tem valor real.
Contudo, Deus, que é a maior realidade na vida humana, é
ignorado; Seus valores, planos e leis são rejeitados.
- 160 -
1. “Obscuridade de entendimento”: pensamentos desones­
tos; refere-se àquele que vive num mundo de fantasia, não há
realidade em seus desígnios.
2. “Alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que
vivem”. Quando um homem não aceita a verdade de Cristo
sobre os seus pecados, ele não tem vida, pois Cristo e seus
ensinamentos são nossa vida.
3. “Os quais, tendo se tornado insensíveis...”: refere-se à
pessoa que perde a vergonha, tornando-se indiferente à voz da
sua própria consciência. Não se preocupa com seus delitos, pois
sua sensibilidade está morta.
4. “Dureza de coração: é a teimosia, a rebelião; o que é
de valor não penetra; a expressão refere-se ao indivíduo “cabe­
ça dura”, que tem um coração de pedra.
5. “Se entregarem à dissolução: é cometer licenciosidade,
depravação, que resulta na decomposição de caráter.
6. “Com avidez cometeram toda sorte de impureza”. Uma
mente escurecida é a moradia dos espíritos das trevas e eles
trabalham para que a pessoa permaneça nessa escuridão.
“Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que de
fato o tendes ouvido, e nele fostes instruídos, segundo é a
verdade em Jesus, no sentido cie que, quanto ao trato
passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe
segundo as concupiscências do engano ”, Efésios 4: 20- 22.
Mais uma vez, o apóstolo afirma que aquele que pratica
vícios de impureza e cobiça está enganado sobre práticas peca­
minosas tão comuns entre a maioria das pessoas. Ele diz que a
paixão ardente e os desejos sexuais corrompem e enganam. A
pessoa é levada pelas suas paixões a praticar impureza e cobiça
- 161 -
e depois procura justificar-se, totalmente enganada e cega,
concordando com a corrupção.
No texto de Efésios 4: 20-22, Paulo, mais uma vez,
apelou aos ensinamentos de Jesus Cristo, querendo mostrar a
máxima autoridade de tais palavras quanto à impureza e
cobiça.
Paulo, nos textos citados e amplificados repetiu quatro
vezes a autoridade de Cristo. Em nenhum outro texto do Novo
Testamento o apóstolo Paulo deu tanta ênfase às palavras de
Jesus para fundamentar uma idéia sua como aqui. Essa realida­
de mostra a preocupação especial de Paulo no sentido de
convencer seus leitores dos perigos dos pecados de impureza e
cobiça.
Novamente, Paulo usou uma autoridade mais elevada,
ou seja, os próprios ensinos de Jesus Cristo, para dar embasa­
mento sólido aos seus ensinamentos acerca de vícios de cobiça
em I Tessalonicenses 4: 1-7.
Evidentemente, o apóstolo Paulo estava se referindo às
palavras de Jesus em Mateus 5: 27-30, que englobam todos os
pecados relacionados à impureza e cobiça. Jesus sabia, como
qualquer pessoa que está liberta dos vícios sexuais, que somente
uma linha bem definida de conduta e um ensinamento muito
claro, duro e exigente podem produzir os resultados desejados,
ou seja, libertação dos vícios sexuais de cobiça.
E evidente que as palavras de Jesus dizem respeito à
cobiça, antes que o ato se concretize:
“Ouvistes que foi dito aos antigos: não cometerás adul­
tério. Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa
mulher para. a cobiçar, já em seu coração co meteu adul­
tério com el.a. Portanto, se o teu olho direito te escandali­
zar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor
- 162-
que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu
corpo lançado no inferno. ” Mateus 5: 27-29.
Estas palavras são o único comentário de Jesus sobre
sexo no Novo Testamento. Pergunto: com esta informação,
agora, é possível separar qualquer vício de cobiça da condena­
ção das palavras de Jesus? E notável que os autores dos livros
sobre sexo quase sempre usam o texto acima citado para
condenar a lascívia e a cobiça presentes no ato da masturbação.
Isso concorda perfeitamente com os ensinamentos de Paulo,
inspirado pelo Espírito Santo, baseado nas palavras de Jesus.
A maioria das pessoas, na igreja e fora dela, não tem
dificuldade em acreditar que adultério, fornicação, homosse­
xualismo, incesto, bestialidade, etc, estão errados. Mas, há um
tipo de cegueira maligna que impede os crentes de ver e admitir
os pecados sexuais praticados e não nomeados, mas identifica­
dos pela impureza e cobiça, como masturbação e outras manei­
ras de provocar um orgasmo. E necessário haver muita
exortação e ênfase aos ensinos sobre a santidade para se remo­
ver essa cegueira. Só assim serão abertos os olhos das pessoas
envolvidas com esses pecados. Paulo sabia disso e fez todo o
possível para remover esse tipo de cegueira de seus leitores.
“Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é
para os que se perdem que está encoberto. Nos quais o
deus deste ??iundo cegou os entendimentos dos incrédu­
los para que lhes não resplandeça a luz do evangelho
da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. II
Coríntios 4: 3.
Uma consciência obscurecida por longo tempo, os
apetites do sexo descontrolado e as atividades satânicas para
enganar são grandes obstáculos para qualquer pessoa vencer
na vida. Receber a verdade e permanecer nela é uma tarefa
muito difícil, e só a luz de Cristo pode iluminar uma mente
escurecida:
-163 -
“Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta- te de
entre os mortos, e Cristo te iluminará”, Efésios 5: 14.
Essa passagem bíblica, mais uma vez, está falando espe­
cificamente sobre pessoas que praticam vícios de cobiça e
impureza. Paulo indicou no contexto dessa passagem que os
que praticam tais vícios estão num sono de morte, escuridão
total e “o que eles fazem em oculto o só referir é vergonha”', são
insensatos, Efésios 5: 3-17. Porque Paulo não nomeou o peca­
do? Ele diz que só o referir é vergonha. Ele citou adultério,
homossexualismo e falou dos efeminados em I Co. 6: 9. Muito
possivelmente, Paulo sentia a mesma vergonha que quase todos
sentem quando a palavra masturbação é falada. O autor já
comentou sobre a vergonha, tabu e constrangimento. Todos
nós sabemos o que a palavra masturbação cria nos ouvintes.
Mas, imagine o constrangimento e a vergonha que a palavra no
original grego devia provocar nos ouvintes. Como já foi men­
cionado, quiromania significa, no grego, quiro (mão) + mania
(loucura, demência). O termo “mania”está ligado à doença. E
uma descrição vívida do ato que os ouvintes podem visualizar
com facilidade com toda a vergonha. Se Deus colocou quiro­
mania na linguagem grega, não existe dúvida nenhuma sobre
a atitude de Deus para com o ato de masturbação. Mas, pelo
menos, a palavra foi colocada na linguagem grega pela pessoa
que reconheceu a vergonha envolvida nesse ato. A palavra
masturbação é um dos melhores candidatos para se entender
a expressão “o que fazem em oculto, o só referir êvergonha”. Certa­
mente, impureza e cobiça foram a melhor e mais suficiente
maneira de englobar todos os pecados sexuais que provocam
um orgasmo fora do contexto do casamento, com muito menos
vergonha e constrangimento.
A mentalidade distorcida e adormecida revela-se nos
atos daquelas pessoas que cobiçam e praticam lascívia; elas se
excitam e provocam orgasmos em si mesmas ou em outras
pessoas. Cobiçar é sentir um forte e excessivo desejo por coisas
ilícitas. A cobiça e a lascívia podem chegar ao ponto máximo
- 164 -
de uma pessoa provocar um orgasmo na outra. O que o autor
está dizendo é tão evidente que qualquer pessoa irá compreen­
der isso facilmente. Todo aquele que cede à influência demo­
níaca inevitavelmente vai provocar um orgasmo, o que mostra
uma vitória total pelo inimigo. Até este ponto ele poderia
resistir, mas para o demónio um orgasmo significa tentação
consumada. Não houve resistência à tentação de cobiça e
lascívia.
Mas, infelizmente, muitos não compreendem essa rea­
lidade. E, por isso, condenam pessoas fora da igreja por causa
de seus delitos sexuais. Essa inconsistência é muito evidente,
mas não por causa da escuridão que as cega. Como resultado
disso, as pessoas desejam ser enganadas e o demónio está
pronto a comandá-las.
Há um exército de demónios, um número quase infi­
nito, que tem uma só tarefa: cegar a humanidade para que
quebre o mandamento: “não cobiçarás”. E no momento em
que uma pessoa se veste indecentemente, acaricia ou pratica
atos que criam desejos sexuais em si mesma e em outra pessoa,
fora do casamento, ela já está recrutada e alistada no exército
dos tentadores demoníacos. Assim, já está pardcipando com os
demónios na desmoralização de si mesma e da raça humana.
Deixar de acreditar no que o apóstolo Paulo ensinou,
e é tão enfatizado neste livro, é desacreditar das grandes defi­
nições dos melhores dicionários acerca de cobiça e lascívia. A
definição de impureza permanece a mesma do Novo Testamen­
to: emissões sexuais, Judas 1: 8. Tais emissões são idendficadas
pela lascívia e cobiça.
Paulo achou uma maneira inspirada pelo Espírito San­
to para identificar qualquer pecado sexual pelos três testemu­
nhos. No texto bíblico de Efésios 5: 3, o apóstolo identifica
todos os pecados sexuais pela cobiça. Primeiro ele usou a
palavra grega “porneia”, que generaliza pecados sexuais. O
-165 -
termo é traduzido por impudicícia. Impudicícia é impureza, e
impureza é cobiça, Efésios 5: 3.
“Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas, ou cobiça,
nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos”.
Paulo colocou as palavras “poneria” e “impureza”jun­
tas por várias vezes. Ele sabia que os gregos ou gentios não
entenderiam a palavra impureza sem uma explicação no senti­
do que os judeus compreendiam esse termo. “Poneria”, que
engloba qualquer desregramento sexual, expressa exatamente
o mesmo que impureza: pecados sexuais generalizados. Assim
também as pessoas de nossos dias não entendem a palavra
impureza quando está mencionada no Novo Testamento. Os
outros autores do Novo Testamento estavam escrevendo mais
para judeus e eles só usaram a palavra impureza. Também é
possível que muitos achem que impureza está mais ligada ao
homem, mas as emissões do homem faziam a mulher impura
no Antigo Testamento. E a palavra grega “poneria” engloba a
mulher também. Paulo usou o termo “poneria” diversas vezes
sem a palavra “impureza”, escrevendo para os gentios. Poneria
foi traduzido como prostituição nas edições mais antigas da
Bíblia, mas a nossa tradução reconhece que a palavra genera­
liza os pecados sexuais e engloba muito mais que a prostituição.
Vamos comparar os textos do Antigo com os do Novo
Testamento para não deixar nenhuma dúvida na mente do
leitor. Impureza no Novo Testamento permanece com a mesma
definição do Antigo. Vejamos Lev. 15: 16-18:
“Também o homem, quando sair dele a semente da
cópula, toda a sua carne banhará com água, e será
imundo até à tarde. Também todo o vestido, e toda apele
em que houver semente da cópula, se lavará com água, e
será imundo até à tarde. E também a mulher, com quem
homem se deita com semente da cópula, ambos se banha­
rão com água, e serão imundos até a tarde. ”
-166 -
Veja Deuteronômio 23: 9, 10, 14:
“Quando sair o exército contra os teus inimigos, então te
guardarás de toda cousa má. Se houver entre vós alguém
que por motivo de polução notuma não esteja limpo,
sairá do acampamento; não permanecerá nele. [...] Por­
quanto o Senhor teu Deus anda no meio do teu acampa­
mento para te livrar, e para entregar-te os teus inimigos;
portanto o teu acampamento será santo, para que ele não
veja em ti cousa indecente, e se aparte de ti. ”

Judas , w. 7 e 8, escreveu:
“Assim como Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizi­
nhas, que, havendo-se corrompido como aqueles, e ido
após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a
pena dofogo eterno. E, contudo, também estes, semelhan­
temente adormecidos, contamiram a sua carne...”

Judas, v. 23:
“E salvai alguns arrebatando-os do fogo; tende deles
misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa mancha­
da de carne. ”

Judas falou sobre vícios sexuais praticados pelos sodo­


mitas e também falou sobre orgasmos noturnos e possivelmen­
te orgasmos involuntários provocados por atos de imaginação
lasciva. Judas pulou de um assunto para outro, mas depois
voltou para o mesmo tema várias vezes. Sempre insistiu em falar
sobre sexo e sexualidade mais do que qualquer outro pecado
e seu castigo. E evidente que orgasmos de qualquer tipo, fora
do casamento, foram condenados por serem frutos de imagi­
nação cheia de lasciva e cobiça.
- 167 -
A palavra carne é usada no sentido de sexo, sexualida­
de, carnalidade nos versículos 7 e 23. E muito evidente que as
emissões sexuais do homem foram consideradas extremamen­
te sujas pelosjudeus por causa dos ensinos do Antigo Testamen­
to. E inimaginável que os judeus bons praticariam sexo oral e
anal.
A Bíblia quase sempre é interpretada literalmente.
Quando a interpretação literal se encaixa bem com o conteúdo
geral das Escrituras e de outras passagens não se deve procurar
outra interpretação.
Mais uma vez Paulo repetiu a mesma sequência. A
palavra grega “pornos”, que generaliza um pecador que pratica
vícios sexuais, é traduzida como “incontinente”: “nenhum incon­
tinente ou impuro ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de
Deus”, Efésios 5: 5. O incontinente é impuro.
Onde há emissões sexuais fora do contexto do casa­
mento automaticamente há também cobiça; cobiça, por sua
vez, é avareza, que é idolatria. O termo lascívia é usado em
outros textos bíblicosjá mencionados, para identificar todos os
pecados sexuais cometidos fora do contexto do casamento. E
Paulo disse que aqueles que praticam tais atos estão realmente
perdidos.
Possivelmente o leitor mais perspicaz pergunte: por
que tanta repetição? Não é tudo isso muito evidente? O autor,
como o apóstolo Paulo, sabe que as pessoas que estão na igreja,
em muitos casos, são tão teimosas e vivem tão presas pelos vícios
sexuais que é extremamente fácil para o demónio do engano
e do sexo confundir suas mentes sobre verdades tão evidentes.
Paulo linha muitas experiências nesse sentido e via essa triste
realidade comprovada. Assim também o autor deste livro.
O apóstolo repetiu três vezes no texto citado, em pou­
cas palavras, que pessoas que praticam esses pecados estarão
- 168 -
eternamente perdidas. Por que Paulo foi obrigado a repetir
tanto? Porque ele estava enfrentando muita incredulidade. Na
verdade, ele não teria enfrentado tanta barreira se estivesse
falando somente sobre pecados nomeados e claramente con­
denados na Bíblia. Com um número menor de palavras ele
poderia ter feito uma lista de todos os pecados que são nome­
ados e condenados pela igreja. Meu querido leitor, os termos
impureza e cobiça não excluem de sua compreensão nenhum
orgasmo fora do contexto do casamento.
Pela minha própria experiência, e pela observação que
tenho feito de muitas pessoas, eu sei que o demónio do engano
pode perturbar a mente, de forma temporária, de tal maneira
que a pessoa não consegue utilizar nenhuma lógica em seu
raciocínio; mas o que é mais aterrorizante é que essa situação
pode tornar-se permanente no caso de uma pessoa dominada
pelo demónio do engano.
A mente torna-se incapaz de ligar fatos conhecidos a
uma conclusão lógica. Parece que o raciocínio está paralisado
nesse sentido. Embora os fatos existam, e a pessoa tenha conhe­
cimento deles, a realidade não quer dizer nada a ele. Assim, o
demónio atrapalha o raciocínio do homem e o cega.
“De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías.
Ouvireis com os ouvidos, e de modo nenhum entendereis;
vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque
o coração deste povo está endurecido, de mau grado
ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos;
para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os
ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam
por mim curados”, Mateus 13: 14.

“A todos os que ouvem a palavra e não compreendem,


vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no
coração, Mateus 13: 19.
- 169-
A cegueira do povo torna-se clara e evidente quando
olhamos as prioridades e preocupações da igreja em seus
ensinamentos. Não são as mesmas que o apóstolo Paulo possu­
ía. Deve ficar bem claro ao leitor que a maior preocupação e
prioridade de Paulo era ensinar sobre os vícios sexuais decor­
rentes da cobiça. E qualquer pessoa um pouco esclarecida sabe
muito bem se a masturbação e outros pecados de cobiça são
pecados que condenam à morte eterna. A igreja está quase que
totalmente cega e provavelmente a maioria das pessoas está
perdida.

A cobiça, lascívia e impureza (masturbação) são o


começo de qualquer desmoralização sexual. Se o autor está
certo no que ensina acerca da impureza e da cobiça, e certas
igrejas estão erradas, imagine as consequências para os mem­
bros da igreja e a culpa que pesa sobre os líderes. Será ainda
possível ensinar sobre esses delitos sexuais, quando o mundo
está enfrentando uma desmoralização terrível?

Paulo não concordava com a indiferença. Mas repetiu


e enfatizou, o máximo possível, o perigo dessas tentações,
mostrando que a cobiça e a lascívia podem levar uma pessoa a
todos os tipos de pecados sexuais.

Se uma pessoa estuda com atenção a Bíblia e a história


da igreja, vai chegar à conclusão de que a religião organizada
tem sido sempre o maior inimigo de Cristo. Foram os religiosos
que perseguiram os profetas e apóstolos. Foram os religiosos
que mataram Cristo e assassinaram milhões de cristãos. Foram
religiosos que levaram a Igreja à idolatria e promoveram a
venda de indulgências; muitos deles hoje desprezam a cura
divina, o batismo do Espírito Santo e o expulsar demónios;
rejeitam uma vida realmente santificada e certamente não vão
censurar o pecado mais praticado pelos que frequentam as
igrejas.
- 170-
As igrejas consideradas mais conservadoras em sua
doutrina desistem de ensinar sobre certos pecados implícitos
na impureza e cobiça, como a masturbação.
Muitas pessoas que praticam masturbação e outros
vícios de cobiça e impureza têm tanto remorso e estão tão
envergonhadas que levam alguns dias para ter coragem de
voltar a orar novamente. Mas, infelizmente, não têm uma linha
de conduta bem definida; não têm ensinamentos e nada que
as fortaleça para que possam defender-se do inimigo. Contudo,
a consciência, que concorda perfeitamente com os ensinos
bíblicos sobre este assunto, condena e entristece a pessoa que
pratica vícios de impureza e cobiça.
As igrejas pentecostais, em certos casos, proíbem tele­
visão, cinema, bailes e praia. Contudo, com muita frequência,
essas regras deixam a mocidade em dúvida, porque a Bíblia não
menciona especificamente esses objetos de tentação ou
proibição. Na verdade, osjovens precisam compreender o que
é a lascívia, seus perigos e o que a Palavra de Deus diz a respeito
do assunto. Isso ajudará a proteger a mocidade das tentações
sexuais.
A maioria das pessoas que freqúenta a igreja não sabe
a verdadeira definição de lascívia, cobiça e impureza. E em
muitos casos nem quer saber. Mas, você pode ter absoluta
certeza de que, por não saber o que esses pecados querem dizer,
o maligno aproveita, ao máximo, a ignorância e teimosia do
povo dentro da igreja.
Espíritos dominadores das trevas confessaram que os
demónios da masturbação, do sexo anal e oral, das lascívias, das
indecências e da cobiça estão sob seu comando. (Livro Batalha
Espiritual, de El Shaddai, de Mikito Yamashita, página 39). Se a
maioria das pessoas da igreja está liberta dos vícios de impureza
e cobiça, é por causa da ação do Espírito Santo e da correção
de Deus.
-171 -
Jesus descreveu sua geração comparando-a às crianças
que brincam nas praças. Elas fazem um funeral e celebram o
culto, mas tudo é uma brincadeira, fora da realidade. Não há
qualquer problema se a criança que é líder daquele culto
imaginário exigir que as outras participem em sua brincadeira
com mais entusiasmo.
Se os líderes das igrejas não falam dos pecados em que
as pessoas têm mais dificuldades, onde estão mais escravizadas,
a igreja torna-se uma brincadeira, onde só existe superficiali­
dade, fantasia. Na verdade, os líderes estão exigindo que seus
liderados cooperem e participem em suas brincadeiras e super­
ficialidade.
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Mas, a quem hei
de comparar esta geração ?E semelhante a meninos que,
sentados nas praças, gritam aos companheiros: Nós vos
tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações,
e não pranteastes”, Mateus 11: 15-17.
A liderança da igreja freqúentemente ignora tratar
daqueles namoros que são mais perigosos para osjovens do que
qualquer outra situação de tentação sexual. E a mocidade
sempre pergunta: o que os casais de namorados vão fazer se
obedecerem à Palavra e se abstiverem da sensualidade?
Essa pergunta revela uma verdade que todos nós já
sabemos: as maiores atrações do namoro são a sexualidade, os
prazeres sexuais, a cobiça e a lascívia. Meu aconselhamento
com a mocidade faz-me suspeitar de que a maioria que namora
há algum tempo está fornicando. Quase todos os outros prati­
cam lascívia e cobiça. Por isso a igreja deve impor restrições no
namoro.
O maligno é muito astuto no modo como age para
enganar as pessoas. Por isso, somente um grande esforço pelo
leitor e a ajuda de Deus vão dar ao crente condições de
- 172 -
permanecer na verdade e crescer nela. O demónio do sexo e
do engano não dorme nem descansa. Por isso, o primeiro passo
para a libertação é ter consciência de que a pessoa que pratica
impureza e lascívia está perdida.
A cobiça é totalmente proibida nas Escrituras e aqueles
que a praticam irão para a perdição eterna. Quando uma
pessoa se convence disso, ela certamente vai deixar de estimu­
lar-se ou praticar a cobiça. E quando alguém faz isso, já possui
a vitória na mão. Mas, o maligno vai lutar para conservar sua
presa, pois ele sabe que quando a pessoa crer na verdade será
solta de suas garras e da escravidão.
Os livros sobre sexo mais vendidos nos Estados Unidos
e no Brasil concordam com os ensinamentos aqui expostos. O
livro O Ato Conjugal, que vendeu um grande número de exem­
plares nos Estados Unidos e no Brasil, diz o seguinte sobre sexo
anal e oral:
“Nossas pesquisas indicam que o sexo oral está aumentan­
do hoje por causa da educação sexual amoral, da pornografia, da
moderna literatura sexual e da decadência moral de nossos dias ”,
p. 195.
“Estamos convencidos de que nada tomará o lugar do
tradicional ato conjugal como principal método de expressão do
amor conjugal entre pessoas casadas”, p. 196.
“Concluímos, disso tudo, que o sexo oral tem recebido nos
últimos anos uma publicidade indevida, levando muitos casais a
experimentá-lo, casais que antes não tinham o hábito de praticá-lo.
Mas a maioria dos casais não faz dele um substituto do convencio­
nal e belo intercurso sexual, designado pelo Criador para ser uma
íntima expressão de amor”, p. 196.
Provavelmente não existe uma questão mais controver­
sa no campo da sexologia do que a pergunta: a masturbação é
- 173 -
errada? Alguns anos atrás todos os crentes responderiam afir­
mativamente a esta pergunta. Mas isto antes da revolução
s<exual.
Falando sobre masturbação, o mesmo livro diz: Entre
o»s pastores cujo curso superior foi feito num seminário teoló­
gico, e cursos médios em escolas evangélicas, somente 17%
aprovaram a masturbação e 83% a consideraram errada. A
maior parte dos pastores é composta por pessoas bem informa­
das sobre o assunto; provavalmente eles têm mais informações
ÇLue os próprios médicos sobre o assunto, pois freqúentemente
se defrontam com esse problema em seus gabinetes.
Entre as pessoas que responderam a nossa pesquisa,
5 2% dos homens e 84% das mulheres declararam nunca haver
p raticado ou haver feito raramente; 17% dos homens e 4% das
mulheres responderam que haviam praticado regularmente ou
freqúentemente. Muitos desses afirmaram especificamente
q ue não mais praticaram desde que se tornaram crentes.
Essas estatísticas foram respondidas por evangélicos
d os Estados Unidos. Contudo, gostaríamos de apresentar as
razões por que pensamos que essa prática não seja aceitável
p:ara os crentes:
(1) A masturbação está ligada a fantasias sexuais e a
p*ensamentos lascivos e a Bíblia condena tais coisas claramente,
Mlateus 5: 28.
(2) O ato sexual, segundo determinação divina, deve
ser realizado por duas pessoas de sexo oposto, e cria uma
d«ependência saudável e necessária de um pelo outro, para que
a experiência se consume.
(3) Quase que universalmente, a prática da masturba­
ção é acompanhada de um forte sentimento de culpa, a menos
q»ue quem a pratique tenha recebido uma lavagem cerebral da
- 174 -
imperante filosofia humanista, que não acredita que haja uma
consciência dada por Deus, e em muitos casos não admite valores
absolutos de certo e errado. O sentimento de culpa interfere no
crescimento espiritual do crente e produz nele sentimentos de
derrota espiritual, principalmente nos jovens. Isso constitui um
obstáculo, que somente será superado pela auto-disciplina, a fim
de que o nascido de novo cresça em Cristo e ande no Espírito.
(4) Sua prática é uma violação de I Coríntios 7:9: “Caso,
porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que
viver abrasado”. Se um jovem se masturba, o hábito tende a
anular nele uma importante motivação para casar-se. Hoje em
diajá existem inúmeros fatores desmotivantes da ordem social,
educacional e financeira; a mocidade não precisa de mais um.
(5) Amasturbação torna-se um hábito, ao qual a pessoa
pode ser tentada a recorrer como meio de escape quando o
casal enfrenta problemas sexuais ou outro tipo de dificuldade
que impeça a união sexual.
(6) Ela priva o esposo de um direito seu (I Cor. 7: 3-5).
Nenhum homem casado deve aliviar seu desejo sexual, um
impulso dado por Deus, a não ser no ato sexual dentro do
casamento. Se ele recorrer a esse método artificial de drenar
sua energia sexual, a esposa se sentirá insegura e sem amor e
muitos outros problemas menores aumentarão de proporção.
Esse fator cresce em importância à medida que o casal se
encaminhar para a meia idade. (págs. 250-251)
Satanás tem usado diversos argumentos para cegar o
mundo e as pessoas que frequentam a igreja. Será bom que os
analisemos, para que o leitor tenha uma melhor defesa.
Primeiro argumento: “Muita gente, a grande maioria das
pessoas, pratica vícios sexuais, como a masturbação. Será pos­
sível que todos estejam errados e sejam condenados? Eu conhe­
ço muita gente de destaque na igreja que pratica esses atos.”
- 175 -
O leitor deve saber que o governo de Deus não é uma
democracia. Deus é soberano e sua vontade deve ser inteira­
mente acatada. A Bíblia ensina claramente que o que a maioria
das pessoas está fazendo é anátema. Jesus disse que poucos vão
ser salvos e prova esta realidade com muitas experiências na
Bíblia, Mateus 7: 14.
Infelizmente, os líderes religiosos raramente foram
elogiados por Jesus; frequentemente eram repreendidos, Ma­
teus 23: 14-36. O Senhor ensinou que muitos líderes irão para
a perdição eterna e poucos serão salvos, Mateus 5: 20; 7: 22.
Paulo indicou que não eram poucos na igreja que
praticavam pecados de impureza e lascívia. Muitos textos de
suas epístolas mostram que ele estava extremamente preocupa­
do acerca dessas tentações. Observe a inquietação, expectativa
e tristeza de Paulo no texto de II Coríntios 12: 21, por causa do
grande número de pessoas na igreja que cometiam esses peca­
dos:
“Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no
meio de vós, e eu venha a chorar por m uitos que outrora
pecaram e não se arrependeram da impureza, prostit uição
e lascívia que cometeram

Paulo indicou que já havia repreendido muitas pessoas


por causa desses pecados. Contudo, sabendo da teimosia do
povo, de como esses vícios dominam o homem, e conhecendo
a maneira pela qual o demónio cega o indivíduo, ele não
esperava melhores resultados. Essa observação retrata perfeita­
mente como vive a igreja de hoje. Parece que não há diferença
alguma. Essa ênfase de Paulo deve ser uma resposta para o
leitor que eslá perguntando se é possível que tanta gente esteja
errada, praticando constantemente pecados sexuais tão proibi­
dos pela Bíblia.
- 176 -
Constatar que todos estão fazendo coisas erradas não
deve ser algo tão chocante. Conforme a Bíblia, é exatamente
isso o que devemos esperar. E preciso ser dito que a preocupa­
ção, tristeza e lágrimas de Paulo devem ser também partilhados
pelos líderes da igreja de hoje, por causa da lascívia, impureza
e cobiça praticados continuamente pelo povo da igreja.
Segundo argumento: “ninguém aguenta tantas tenta­
ções sexuais. Os desejos sexuais são tão fortes que a humanidade
não tem condições de resistir. ”
Eu concordo com essa opinião, levando em considera­
ção a maneira em que a grande maioria vive. Os jovens casais
vivem em abrasamento mútuo quando estão juntos e depois
vão para o banheiro ou quarto e se masturbam, pensando no
namorado ou no companheiro imaginário. Eu concordo que
ninguém tem condição alguma de resistir. E assim, a prática da
lascívia e da cobiça vai aumentando.
Imagine que uma pessoa esteja deitada e sexualmente
excitada. Quase que imediatamente começará a pensar em um
parceiro imaginário. Assim a cobiça tem início. Para resolver o
problema, procure eliminar aquela moça ou moço da sua
mente e ore um tempo. Assim, você vai ver que em poucos
minutos estará livre da tentação e certamente vai poder resisti-
la. Quando uma pessoa está excitada sexualmente, terá que
eliminar o parceiro imaginário de sua mente o quanto antes.
Pode ser que não esteja imaginando nada erótico com aquela
pessoa, mas o demónio sabe que aquela pessoa está ligada à sua
excitação sexual provocada por ele e vai continuar até lograr
êxito.
Se uma pessoa aprende a eliminar de sua mente as
imaginações eróticas, o demónio vai procurar achar outras
maneiras de conseguir uma abertura para promover as tenta­
ções sexuais. Uma delas é fazer a pessoa lembrar-se de momen­
tos afetuosos e deixá-la excitada. O inimigo poderá usar aquelas
- 177 -
expressões amorosas que, embora não sejam eróticas, a pessoa
se sentia excitada enquanto as dirigia à namorada. Mais tarde,
lembrando-se dessas palavras, o demónio excita a pessoa nova­
mente e, cada vez em que ela pensa sobre a conversa, fica
excitada. Mesmo sem querer, essas palavras podem tornar-se
uma tentação habitual. Abrem uma porta para excitação sexu­
al. Em muitos casos, qualquer pensamento ou meditação sobre
uma pessoa do sexo oposto pode levar a pessoa a se excitar
sexualmente, mediante uma provocação do demónio. Estou
convencido de que quase toda excitação sexual fora do casa­
mento vem, direta ou indiretamente, dos demónios, estimulan­
do mental ou fisicamente.
O Espírito Santo nos ajuda a bem entender a impor­
tante realidade acerca das tentações sexuais. Uma pessoa,
quando tentada, vai sentir exatamente o que o demónio quer
que ela sinta. Pode ser um grande desejo de tocar, abraçar, ou
estar com determinada pessoa; às vezes o inimigo provoca uma
excitação forte na presença daquela pessoa, ou uma grande
atração física ou intelectual.
Eu creio que o Diabo pode criar admiração e respeito
por uma outra pessoa, e assim provocará a tentação. Alguém
pode se apaixonar em todos os sentidos por outrem. Evidente­
mente não seria uma tentação, se o desejo não existisse. Mas a
pessoa que orar e se lembrar dos mandamentos de Deus resis­
tirá. A prática do homossexualismo mostra que o demónio
pode criar uma atração que é totalmente contra a natureza e
mostra o grande poder do inimigo nessa área.
O Espírito Santo falou ao autor deste livro numa oca­
sião em que ele estava sendo muito tentado sexualmente, mas
resolveu resistir. Disse o Espírito estas palavras: “o que é impor­
tante é que você resista.” O autor começou a se apaixonar por
uma jovem, embora soubesse que a moça não fosse firme no
Senhor. Diante disso, implorou que Deus tirasse esse interesse
e logo saixi aquela atração, que evidentemente não provinha
-178-
do Senhor. O fato é que muitos na igreja não estão aguentando
as tentações sexuais simplesmente por que não têm as orienta­
ções bíblicas de que eles precisam. E quando têm, infelizmente
muitos não permanecem na verdade.
“Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram
de mau grado com seus ouvidos, efecharam seus olhos;
para que não vejam com os olhos, e ouçam com os
ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam,
e eu os cure”, Mateus 13: 15.
O autor ministrou a Palavra e vendeu livros Escravos do
Sexo em diversas denominações. Muitos pastores gostaram e
aceitaram o que lhes foi exposto.
O livro geralmente vende bem. Em muitos casos a
igreja é despertada e iluminada pela mensagem. Sinais de
preocupação e de arrependimento são evidentes. Mas o que
acontece? Uma grande cegueira provocada pelo maligno gera
a escuridão na mente daqueles que foram dominados pelo
Diabo. Assim, mais uma vez as pessoas ficam cegas. Líderes
religiosos, pastores viciados pela masturbação e sodomia por
muitos anos, com a consciência cauterizada, recusam aceitar a
realidade sobre seu estado espiritual e mais uma vez entram
num sono de morte e de escuridão maligna. “O que fazem em
oculto só o referir é vergonha”, Efésios 5:12.
Eu digo isto com muita tristeza e preocupação, pois a
igreja está numa situação muito triste. E o que é pior é que não
quer a verdade sobre seus delitos. Líderes nas denominações
consideradas muito conservadoras em suas doutrinas em mui­
tos casos rejeitam qualquer ensinamento sobre o assunto, Ma­
teus 23: 25-28. E os pastores que não estão dominados pelos
vícios não têm coragem de falar sobre cobiça e impureza.
A Bíblia não concorda com esta atitude pessimista e
derrotada que ninguém aguenta. A Palavra declara que o
- 179 -
homem pode vencer qualquer tentação sexual ou qualquer outra.
Deus nunca mandou uma pessoa obedecer os mandamentos sem
qualificar a pessoa para obedecê-los. Todas as passagens seguintes
falam especificamente sobre a habilidade dada por Deus para
resistir tentações sexuais. Algumas dessas passagens devem ser
decoradas e usadas no momento da tentação:
Romanos 6: 14, 18:
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não
estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. ”
“E libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. ”
Romanos 8: 2, 13:
“Porque a lei do espírito de vida, em Cristo Jesus, me
livrou da lei do pecado e da morte. ”
“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se
pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. ”
I Coríntios 10: 13:
“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é
Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis,
antes com a tentação dará também o escape, para que a
possais suportar. ”
Isaías 59: 16, 19:
“E viu que ninguém havia [...] pelo que o seu próprio
braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o
susteve. [...] Vindo o inimigo como uma corrente de
águas, o Espírito do Senhor arvorará contra ele a sua
bandeira. ”
180
- -
O leitor deve lembrar-se de que foi a falta de fé nas
promessas de que o povo de Israel poderia vencer o inimigo
que levou Deus a rejeitar o povo. Não crer na palavra de Deus
que ensina que podemos vencer qualquer tipo de pecado e
tentação é evidentemente incredulidade. Uma grande tenta­
ção mostra a confiança que Deus tem em você, como Ele
confiou em Jó. Deus tem grandes planos em sua vida para
tomar você a imagem de Cristo, Romanos 8: 29:
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou
para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que
ele seja o primogénito entre muitos irmãos”.
Em Romanos 7: 24, Paulo afirma:
“Miserável homem que sou! quem me livrará do corpo
desta morte?”
Paulo referiu-se ao castigo dos romanos. O assassino
era acorrentado à pessoa que ele matara. A decomposição do
corpo criava pragas que matava o assassino. Paulo está dizendo
que a sensualidade do corpo influenciada pelo demónio ou
pelo pecado criou nele um corpo de morte que acorrentou sua
alma e levaria ambos para a perdição. O Espírito de Deus fez
possível que Paulo controlasse seus desejos sexuais e resistisse
aos pecados que anteriormente o dominaram. Paulo se referiu
à ressurreição espiritual desse corpo de morte, Rom. 8: 11:
“E se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou aJesus
habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo
também vivificará os vossos corpor mortais, pelo seu
Espírito que em vós habita
Os capítulos 6 a 8 de Romanos devem ser estudados
com muito cuidado, porque mostram a escravidão sexual da
maioria da humanidade e a necessidade absoluta de vencer as
paixões sexuais que vêm do corpo, provocadas pelo maligno,
- 181 -
nesses capítulos. Carne, aqui, refere-se à carnalidade, sensuali­
dade e sexualidade.
Terceiro argumento do demónio. Para animar e
incentivar atividades sexuais ilícitas de todos os tipos, os
enganadores dizem que se uma pessoa não utiliza seu órgão
sexual, sua capacidade sexual vai diminuir. Provavelmente o
contrário é verdade. A Bíblia nos admoesta a sermos mode­
rados em tudo. Pouco é conhecido sobre a produção de
esperma. Mas, se a produção fosse limitada desde o nasci­
mento, como os óvulos da mulher, a atividade sexual exces­
siva teria a tendência de diminuir a potência sexual e a
fertilidade. E evidente que as leis de Deus no Antigo Testa­
mento teria a tendência de reduzir os atos sexuais dos casais.
Os judeus não podiam ter relações durante a menstruação.
Quando o casal mantinha relações sexuais, ambos eram
considerados impuros e tinham que ficar fora do acampa­
mento durante o dia e tomar banho. A exigência de limpeza
a cada vez que o casal mantinha relações faria diminuir a
atividade sexual. Todas as leis de Deus foram feitas para o
bem do seu povo. Deus não ordenou leis para prejudicar a
vida sexual do casal, mas as leis de Deus com certeza melho­
raram a vida sexual do casal. Quantidade é muito menos
importante que qualidade. Nós não sabemos o que Deus sabe
sobre sexo ou sobre qualquer outra coisa. Sabemos que Deus
quer o melhor para aquele que obedece as suas leis. Também
é reconhecido que a produção de esperma deve exigir bas­
tante força do homem. E um excesso de sexo pode diminuir
a força para outras atividades.

Não há prova nem autoridade válida reconhecida que


diga que a falta de atividade sexual reduza a potência sexual.
E muitos podem testemunhar que não mantiveram relações
por muito tempo depois da morte do parceiro ou de uma
separação e depois casaram de novo e voltaram a ter relações
sexuais normalmente, sem qualquer diminuição da força
sexual.
- 182 -
Satanás vai criar dúvidas na mente dos homens sobre
sua potência sexual, habilidade para controlar suas emissões
durante o ato sexual e manter ereção. Essas dúvidas procedem
do maligno e podem provocar indagações que podem levar
uma pessoa a estimular-se para certificado de sua capacidade
sexual, acabando por levá-lo à impureza e lascívia. A melhor
maneira de resolver essas dúvidas é orar e ter fé em Deus para
que ele resolva qualquer desses problemas e tire as dúvidas da
mente da pessoa.
Todos os ensinos e princípios expostos neste livro po­
dem ser observados, verificados e provados pelo leitor, se ele
observar com diligência os ensinamentos e experiências aqui
relatadas, comparando com as suas próprias experiências.
Quarto argumento dos enganadores: “é perfeitamente
normal desejar sexo, pois ninguém iria casar se não tivesse desejos
sexuais?”Resposta: Os desejos sexuais são como qualquer outro; têm
que ser limitados e controlados pelas leis de Deus. O desejo excessivo por
qualquer coisa pode levar uma pessoa a adulterar, roubar e até a matar.
Desejos por fama, riqueza e poder são naturais, mas quando eles são
tão fortes que nos levam a ignorar as leis de Deus e a prejudicarmos
nosso próximo, devem ser deixados de lado.
Deus controla tudo pelas leis morais e naturais, estabe­
lecidas por ele. Existe uma contra-balança. Um exemplo disso
são as leis de centrifugar, de gravidade. Quando essas forças ou
leis estão em equilíbrio perfeito deixam os planetas permane­
cer em órbita para sempre. Assim também ocorre nos desejos
do homem. Uma vontade restrita e dominada pelas leis de Deus
produz cooperação e harmonia eterna. Esta obediência às leis
de Deus proporcionará vida eterna para o homem.
Se o leitor quer permanecer em sua órbita espiritual,
terá que obedecer ao mandamento “não cobiçarás” e a outras
leis de Deus. Deus não criou um robô quando ele fez o homem;
- 183-
ele não criou um animal que estivesse dominado por seus
instintos e desejos.
Temos que nos lembrar dos ensinos de Jesus de que o
que prejudica o homem e é perigoso, não sendo útil, será
destruído e eliminado.
“E também já está posto o machado à raiz das árvores;
toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e
lança-se no fogo ”, Lucas 3: 9.
E todos nós consideramos isto justo e prático. Se todo
mundo obedecesse ao imperativo da lei “não cobiçarás”, não
haveria masturbação e nem outros pecados sexuais; não existi­
riam doenças venéreas e o número de órfãos e de crianças
abandonadas seria muito menor; não haveria roubo, portas
fechadas e trancadas, quase não haveria policiais, advogados,
juizes; as pessoas não seriam vitimadas por Aids e quase todos
os abortos e a maioria das brigas e guerras e muito sofrimento
seria evitado. Este mundo seria um céu, o reino de Deus na
terra. Tudo isto é tão evidente que mesmo um insensato deve
enxergar com facilidade. Mas infelizmente não vê.
O homem não tem tido condições de raciocinar na
área sexual e amorosa. As palavras cobiça e lascívia têm escapa­
do do conhecimento e da linguagem do ser humano, por causa
da rebeldia e dos pecados praticados. Há grande influência do
maligno, que tem escurecido as mentes. Nenhum ensino, por
mais claro que seja, pode penetrar em tal loucura insensata. Os
homens parecem marionetes, controlados por alguém; as mu­
lheres perderam sua vergonha, exibindo-se nas ruas, quase que
totalmente nuas. Um grande número de pessoas na igreja vem
praticando perversões sexuais. O casamento tem sido despre­
zado, desrespeitado e desmanchado como nunca. Hoje há mais
mães solteiras de que em qualquer outra época da história do
mundo. A AIDS está ameaçando destruir a população em
diversos países, particulamente na África. Moças e moços têm
- 184 -
vergonha de ser pessoas boas e morais. A maioria daqueles que
estão na igreja sofre o poder dos vícios sexuais e não têm coragem
de abrir a boca contra a lascívia, impureza e cobiça. A televisão é
uma fonte de pornografia e de maus ensinamentos.
“Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos Exércitos;
levantarei as abas de tua saia sobre o teu rosto, e mostrarei
às naçoes a tua nudez, e aos reinos as tuas vergonhas.
Lançarei sobre ti imundícias; tratar-te-ei com desprezo, e
te porei por espetáculo ”, Naurn 3: 5, 6.

Quando as pessoas rejeitam a Deus, entregam-se ao


exibicionismo, sensualidade, cobiça e lascívia. O fim está pró­
ximo:
“E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também
nos dias do Filho do homem”, Lucas 17: 26.

“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multi­


plicado na terra e que era continuamente mau todo
desígnio do seu coração ”, Génesis 6: 5.

Os ensinamentos deste livro, comprovados pelas passa­


gens bíblicas, podem ser de grande valia em sua experiência
pessoal, se aplicá-los com diligência e cuidado. Muitos podem
dizer que as palavras do livro e as Escrituras têm produzido os
resultados desejados. Mas o conteúdo de tudo que escrevi e a
preocupação de Paulo e sua grande ênfase sobre cobiça e
impureza mostram que a libertação não é para uma pessoa que
não ama a verdade e não está pronta para lutar seriamente,
todos os dias, contra as tentações sexuais, Joao 7: 17. “Se alguém
quiserfazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de
Deus ou se eu falo por mim mesmo. ” Quem, todavia, lhe aceita o
testemunho, por sua vez certifica que Deus é verdadeiro," João
3: 33.
- 185-
A última recomendação do autor baseia-se nas palavras
de Jesus sobre a necessidade de aceitar a verdade, valorizá- la e
lutar para não perdê-la. Os escolhidos recebem e valorizam a
verdade.
“Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas,
ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado”,
Mateus 13: 12.

■ 186 -
BIBLIOGRAFIA

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HUNTER, Charles e Francês. Angels on Assignment. Kingwo-


od, Hunter Books.

OTIS, George. Like a Roaring Lion. Van Nuys, Time Light,


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PRINCE, Derek. Expelling Demons. FT. Landerdale, Derek


Prince Publications.

REUDEN, Dauid. Everything you always wanted to know about


sex. New York, Bantam Books, 1970.
WARNKE, Mike. The Satan-Seller. Plainfiel, Logos Internati­
onal, 1972.

- 187 -
A masturbação é prejudicial?

Sexo anal e oral são moralmente


aceitáveis?

A s atitudes morais dos pais têm


reflexo na vida dos filhos?

De onde vêm os sonhos?

Qual a maior razão das falhas


na vida sexual?

Que tem a ver sexualidade


com problemas emocionais?

Charles
Lee
Johnson

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