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Hailton Madureira de Almeida

Criação e Destruição de Postos de Trabalho no Setor Formal Brasileiro: Uma Abordagem por Gênero

Belo Horizonte - MG UFMG/CEDEPLAR Fevereiro de 2004

Hailton Madureira de Almeida

Criação e Destruição de Postos de Trabalho no Setor Formal Brasileiro:

Uma Abordagem por Gênero

Dissertação apresentada ao curso de mestrado do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do Título de Mestre em Economia.

Orientadora: Ana Flávia Machado

Belo Horizonte – MG Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional Faculdade de Ciências Econômicas - UFMG Fevereiro de 2004

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Aos meus pais e meus irmãos

à

Andresa, pelo amor, carinho e

pelo

incentivo

e

apoio

e

compreensão

nesta

etapa

da

minha vida.

Agradecimentos

À FAPEMIG e à CAPES, pela concessão das bolsas de estudo.

Ao

CEDEPLAR,

pelo

excelente

corpo

ambiente de estudo e pesquisa.

docente,

infra-estrutura

e

o

saudável

Aos professores do CEDEPLAR, funcionários da biblioteca, CPD e da secretaria.

Aos professores Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira e Marco Flávio da Cunha Resende pelos comentários e sugestões a este trabalho.

Em especial a minha orientadora Ana Flávia Machado, pelos conselhos, apoio, confiança e paciência na elaboração desta dissertação.

Aos colegas de mestrado em economia da turma de 2001, principalmente ao Euler, pela grande ajuda.

Aos meus pais, Eleuza e Hailton, aos meus irmãos, Rômulo e Yordan e à Andresa, por tudo.

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Sumário

1 - Introdução

1

2 - Revisão Bibliográfica

5

3 - Metodologia

21

3.1 Base de Dados

21

3.2 Definição das variáveis

24

3.3 Falácias Estatísticas

29

4 - Análise dos Resultados

32

4.1 - Resultados Agregados

32

4.2 – Análise Regional

43

4.3 – Análise Setorial

49

4.3.1 – Setor de Serviço

49

4.3.2 – Setor de Comércio

52

4.3.3 – Análise comparativa dos setores

56

4.4

– Análise por Tamanho do Estabelecimento

63

Considerações Finais

72

Referências bibliográficas

Erro! Indicador não definido.

Apêndice

78

6

Lista de Gráficos

33

GRÁFICO 4.2 – Taxas de admissão e demissão por ano 34 GRÁFICO 4.3 – Criação de postos de trabalho por nascimento 35

GRÁFICO 4.1 – Postos de trabalho médios por ano

GRÁFICO 4.4 – Taxas de criação por expansão e destruição de postos de trabalho GRÁFICO 4.5 – Taxas de criação total e destruição de postos de trabalho

e destruição de postos de trabalho GRÁFICO 4.5 – Taxas de criação total e destruição de

36

38

GRÁFICO 4.6 – Rotatividade dos postos de trabalho por sexo 39

40

GRÁFICO 4.8 – Postos de trabalho médios por região e sexo 44 GRÁFICO 4.9 – Rotatividade do trabalhador por região e sexo 45

GRÁFICO 4.10 – Variação líquida de postos de trabalho por região e sexo 46

47

GRÁFICO 4.12 – Rotatividade dos postos de trabalho por região e sexo 48 GRÁFICO 4.13 – Postos de trabalho médios por sexo 50 GRÁFICO 4.14 – Taxas de admissão e demissão 51 GRÁFICO 4.15 – Rotatividade dos postos de trabalho 52 GRÁFICO 4.16 – Postos de trabalho médios por sexo 53 GRÁFICO 4.17 – Taxas de admissão e demissão 54

GRÁFICO 4.18 – Rotatividade dos postos de trabalho

GRÁFICO 4.11 – Rotatividade dos postos de trabalho por região

GRÁFICO 4.7 – Rotatividade do trabalhador por sexo

55

GRÁFICO 4.19 – Postos de trabalho médios por setor e sexo 57 GRÁFICO 4.20 – Rotatividade do trabalhador por setor e sexo 58 GRÁFICO 4.21 – Variação líquida de postos de trabalho por setor e sexo 59

60

GRÁFICO 4.22 – Rotatividade dos postos de trabalho por setor

GRÁFICO 4.23 – Rotatividade dos postos de trabalho por setor e sexo 61 GRÁFICO 4.24 – Rotatividade do trabalhador por tamanho de empresa e sexo 64 GRÁFICO 4.25 – Variação líquida de postos de trabalho por tamanho de empresa e

sexo

65

7

GRÁFICO 4.26 – Variação absoluta de postos de trabalho por tamanho de empresa e

sexo

GRÁFICO 4.27 – Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de empresa 67 GRÁFICO 4.28 – Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de empresa e sexo 68 GRÁFICO 4.29 – Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de empresa e ano 69

66

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Resumo

O objetivo desta dissertação é examinar o comportamento dos postos de trabalho

criados e destruídos no Brasil, entre os anos de 1985 e 2001, no setor formal da economia.

A pesquisa tenta, por meio de controles como o espaço geográfico, setor de atividade e

tamanho de empresa, verificar se postos de trabalho ocupados por homens são mais

propensos à criação/destruição do que os ocupados por mulheres. Os resultados indicam que a mulheres estão preenchendo postos de trabalho mais

estáveis, em grande parte devido ao tipo de setor em que estão ocupadas, setor de serviços no Brasil. Este setor é o mais estável da economia quanto à rotatividade de trabalhadores e

de

postos de trabalho.

Abstract

The purpose of this thesis is to examine the behavior of the creation and destruction

of

Through the controls such as the geographic space, the activity sector and the size of a company, this research tries to verify if the jobs occupied by men are more susceptible to

instability than ones occupied by women.

jobs in Brazil, between the years of 1985 and 2001, in the formal sector of economy.

The results indicates that women are trilling up the most stable jobs, mostly because

of the type of sector they work in, which is the service in Brazil. This sector is the most

stable in relation to the mobility of workers and jobs.

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1 - Introdução

A flexibilidade e a rotatividade no mercado de trabalho têm sido bastante estudadas no

Brasil por influenciar a produtividade e a alocação do fator trabalho, com fortes conseqüências

sobre o bem estar da população. Um mercado de trabalho flexível consegue responder mais rapidamente às mudanças da demanda. No entanto, a alta rotatividade inibe investimentos, por parte das firmas e dos trabalhadores, em treinamento específico, o que acarreta prejuízos para ambos.

BARROS e MENDONÇA (1996) definem flexibilidade de um mercado como “a capacidade de os preços e quantidades transacionadas nesse mercado de se ajustarem rapidamente a choques nas curvas de demanda e oferta”. Essa flexibilidade deve ser um nível ótimo para ter impacto positivo sobre o crescimento econômico. Segundo a teoria do capital humano, os conhecimentos e habilidades de um trabalhador são fatores que determinam a sua produtividade. A produtividade, por sua vez, determina os salários. Portanto, os conhecimentos adquiridos pelo trabalhador através de

treinamento geral ou específico e suas habilidades explicam os salários percebidos. A rotatividade do trabalhador, ao desestimular treinamento por parte da firma, diminui os ganhos de produtividade e prejudica a própria qualidade do posto de trabalho. Como o salário real é função da produtividade, a rotatividade da mão-de-obra excessiva aumenta as disparidades salariais.

O Estado precisa tentar conhecer o mercado de trabalho quanto à flexibilização, pois é

necessário que se crie incentivos para o investimento em capital humano, sem diminuir a eficiência produtiva da economia. Na verdade, a baixa rotatividade dever ser um desejo e não uma imposição para trabalhadores e empregadores. O excesso de rotatividade também gera outros problemas como o aumento da informalidade. Isso ocorre porque o custo de demissão de um trabalhador sem carteira assinada é menor. GONZAGA (1996) demonstra que, quanto menor a escolaridade, maior a rotatividade e, portanto, menores são os salários. É o caso do setor informal no Brasil. Nesse estudo, o autor afirma que a rotatividade no Brasil é uma das mais altas do mundo. No

1

mercado de trabalho brasileiro ocorre uma relação negativa entre a rotatividade da mão-de- obra e o tamanho da empresa e quanto menor a escolaridade maior tende a ser a rotatividade. BARROS, CORSEUIL, FOGUEL (2001) tentam explicar o porquê da alta rotatividade de trabalhadores no Brasil. A principal conclusão é que os programas de proteção social no

Brasil, como FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), seguro desemprego, além de mal focalizados também incentivam a informalidade e a rotatividade. Os trabalhadores possuem incentivos a induzirem as suas demissões, principalmente em períodos de expansão econômica. O caso clássico é o FGTS que tem baixa liquidez e baixa remuneração e o trabalhador só tem acesso quando demitido, salvo algumas exceções. Neste caso, o trabalhador

é estimulado a aumentar sua rotatividade, pois o benefício de curto prazo, o recebimento em

dinheiro da demissão, é mais atrativo que o benefício de longo prazo, que é o aumento de sua

produtividade e, por conseguinte, o aumento de seus rendimentos. CAMARGO (1996) reforça

a idéia que contratos de trabalho no Brasil incentivam relações de trabalho instáveis. O

empregado quando demitido recebe uma quantia em dinheiro, enquanto por outro lado, as demissões têm um custo relativamente baixo para as firmas. O mercado de trabalho pode sofrer desequilíbrios entre a oferta e a demanda por trabalho. BARROS et. al (1997) estabelecem que os choques provocam este desequilíbrio citado e, dado um choque, o mercado procura o equilíbrio via mudanças no nível salarial e/ou realocação da mão-de-obra entre os segmentos da economia. A flexibilidade salarial e a rotatividade do fator trabalho são variáveis importantes para avaliar efeitos de choques econômicos sobre o mercado de trabalho. Neste estudo, o autor diferencia os choques agregados e os idiossincráticos, onde o primeiro afeta todos os segmentos do mercado e o segundo afeta uns de maneira positiva e outras negativa. No primeiro caso, o ajuste ao equilíbrio via realocação do trabalhador tem papel limitado, então ele se dá por meio de variação salarial. Quando não há flexibilidade salarial, o desemprego torna-se a alternativa. Por outro lado, o choque idiossincrático ocorre de maneira inversa, onde a realocação do trabalhador tem uma resposta mais eficiente do que via correção salarial. Dessa forma, “a capacidade do mercado de trabalho se ajustar às mudanças no ambiente econômico e o custo de ajuste depende do grau de flexibilidade salarial e alocativa deste mercado” afirmam BARROS et. al. (1997).

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O mercado de trabalho nacional foi marcado por um grande período de ajustamentos

na década de 90. Houve uma profunda recessão entre os anos de 1990 a 1992, a abertura

comercial iniciada no Governo Collor, as privatizações, os planos de estabilização de preços e uma maior busca de competitividade das empresas nacionais. Isso tudo provoca várias mudanças no mercado de trabalho e repercute via criação de postos de trabalhos em algumas regiões e setores e destruição em outros. Segundo estudos (IBGE,2003), a partir da Pesquisa Mensal de Emprego – PME, as pessoas com carteira assinada perdem participação nesta década de 90 e aumenta o número de pessoas sem carteira assinada e os trabalhadores por conta própria. Os dados da PME para o ano de 2003 indicam que, na média, o setor formal conta com 43,6% dos trabalhadores, o informal, com 42,7%, sendo o restante, 13,7%, formado por funcionários públicos, empregadores e pessoas não remuneradas.

A PME mostra ainda que, nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador e Rio de

Janeiro ,a participação do trabalhador informal é maior que a do formal, enquanto São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre é menor. Neste estudo (IBGE,2003) o trabalhador com carteira assinada recebe aproximadamente 30% a mais do que o trabalhador sem carteira assinada em

2003.

Essa dissertação trata do setor formal da economia, restrito à ótica da empresa que fornece as informações ao Ministério do Trabalho anualmente, preenchendo os formulários da Relação Anual de Informações Sociais –RAIS. É claro que ao se estudar apenas o setor formal da economia, as interpretações não podem ser expandidas para todo o mercado de trabalho sem as ressalvas necessárias. O setor formal é diferente do informal, apesar de, em muitos casos, as unidades produtivas concorrerem diretamente, visto o exemplo de vendedores de roupa em centros das grandes cidades. Os estudos sobre criação e destruição de postos de trabalhos têm a sua motivação na necessidade de compreensão do mercado de trabalho, principalmente quanto à rotatividade. Na verdade, os últimos trabalhos vêm de encontro a artigos anteriores que concluem que as pequenas empresas eram as grandes criadoras líquidas de empregos. Os primeiros trabalhos possuem problemas de metodologia que enviesavam a amostra em benéfico das pequenas empresas contra as grandes.

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Esta dissertação tem por objetivo mensurar as taxas de criação e destruição de postos de trabalho no Brasil, entre os anos de 1985 a 2001, por meio da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS. O estudo controla essas taxas por sexo do trabalhador, setor de atividade, região e tamanho de empresa. No mais, esse estudo faz uma análise das taxas de admissão e demissão e sua relação com as taxas de criação e destruição. Nesse aspecto, o objetivo é verificar quais são as características dos postos de trabalho que têm as maiores taxas de rotatividade, e principalmente, como as mulheres são afetadas. Além dessa introdução, o trabalho é dividido em mais três capítulos. O segundo trata

de apresentar as principais contribuições acadêmicas sobre este assunto e as suas conclusões. Assim, é apresentada a referência internacional sobre o tema, que é o artigo de DAVIS, HALTIWANGER (1992). Neste artigo o autor apresenta sua metodologia para cálculo de criação e destruição de postos de trabalho. Além disso, este capítulo introduz outras referências internacionais e nacionais, particularmente o artigo de PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000) que é o primeiro no Brasil a tratar deste tema.

O capítulo seguinte apresenta a metodologia adotada nesta pesquisa, as características

e limitações da base de dados utilizada e as falácias estatísticas cometidas pelos primeiros estudos que tentam estimar as taxas de criação e destruição de postos de trabalho.

O quarto capítulo descreve os resultados empíricos desta pesquisa. Portanto, o capítulo

é subdividido em quatro partes, onde a primeira parte faz uma análise global, a segunda trata

das estimativas de criação e destruição por região geográfica, a terceira por setor de atividade

e a quarta e última por tamanho de empresa. Por fim, apresenta-se a conclusão.

4

2 - Revisão Bibliográfica

A maioria dos estudos sobre mercado de trabalho só contribui com análises sobre os

dados do trabalhador, provenientes de pesquisas domiciliares, havendo baixa incidência de estudos que tentam entender a demanda por trabalho recorrendo a dados de estabelecimentos. O desenvolvimento de bases de dados confiáveis sobre empresas nos últimos anos, em vários países, inclusive no Brasil, tem permitido superar esse obstáculo, tornando possível aprofundar o conhecimento sobre o comportamento da demanda por trabalho.

Então, pode-se dividir a literatura entre estudos que se baseiam em fontes de dados com informações domiciliares e estudos com fonte de dados com informações dos estabelecimentos ou firmas. O cruzamento dessas duas bases de dados permite compreender as características dos trabalhadores e dos postos de trabalho que apresentam altas taxas de rotatividade e a sua relação. Os estudos com base em pesquisas domiciliares trazem indicadores sobre idade, sexo, raça, educação, renda entre outros. De fato, essas são informações muito relevantes para o

estudo do mercado de trabalho, porém incompletas, em vista que não contemplam informações sobre as características das firmas que estão, no nosso caso, criando e destruindo postos de trabalho.

A criação e a destruição de postos de trabalho gera informações sobre a dinâmica do

comportamento do mercado de trabalho e é uma importante medida do grau de rotatividade do trabalho. Altas taxas de criação e destruição, dentro de um mesmo ramo de atividade, significam uma alta heterogeneidade destas firmas, com empresas aumentando seu estoque de empregados e outras diminuindo. Os trabalhadores entram e saem do mercado de trabalho por vários fatores como problemas com a saúde, constituição de uma nova família, requalificação através da volta a escola, aposentadoria, entre outros. Alguns trabalhadores são também forçados a deixar de trabalhar não apenas por motivos relacionados a questões pessoais, mas também por razões criadas pela própria economia como as demissões temporárias ou permanentes decorridas, por exemplo, de uma recessão. Outros, ainda, migram de região ou mesmo país em busca de novas oportunidades de trabalho.

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A referência internacional é o artigo de DAVIS, HALTIWANGER (1992) e o livro elaborado por esses e por SCHUH, Job Creation and Destruction (1996). Esses autores tentam traçar o perfil e as razões para uma maior ou menor incidência da rotatividade, aqui medida como criação e destruição de postos de trabalho. Para exemplificar, a taxa de destruição de postos de trabalho devido a mortes de empresas nos Estados Unidos é de 23% entre os anos de 1973 a 1988, e taxa de criação decorrente do nascimento de empresas é de 16%, para o mesmo período. DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) definem criação de empregos no tempo t como a soma de todos os postos de trabalhos surgidos entre o período t-1 e t nas plantas que começam a operar e as que expandem o seu número de trabalhadores. E destruição de empregos, de maneira similar, como a soma de todos os postos de trabalhos perdidos entre o período t-1 e t nas plantas que encerram suas operações e as que apenas reduzem os seus quadros de funcionários. O resultado líquido sobre o emprego é a diferença decorrente da criação e da destruição. Por fim, a realocação é medida como sendo a soma de todos os postos de trabalhos criados e destruídos entre o período t-1 e t. Os autores estudam a criação e a destruição de postos de trabalho para os Estados Unidos entre os anos de 1973 e 1988, com uso da Longitudinal Research Database (LRD). O estudo possui controles por tamanho de empresa, região, nível salarial, nível tecnológico entre outros. Além disso, existem dados sobre a correlação entre criação e destruição de postos de trabalho e o papel do ciclo econômico neste processo. A limitação do trabalho é somente contemplar o setor industrial, porém o estudo divide esse setor em várias indústrias. Algumas características dos postos de trabalho criados e destruídos são interessantes como para um dado ano, na média, uma em cada dez empresas encerra suas atividades, enquanto esse mesmo número inicia a operação em outro lugar. Outra característica é que o número de postos de trabalho criados e destruídos tende a ser menor, para um dado setor, quanto maior o período analisado. Isso acontece porque postos de trabalho criados e destruídos possuem pouca persistência, sendo muitos deles apenas sazonais ou temporários. Os postos de trabalho são bastante cíclicos. A criação do posto de trabalho tende a cair em períodos recessivos e a destruição a aumentar. No entanto, a variação dessas taxas é bem diferente, sendo que, nos Estados Unidos, entre os anos de 1973 a 1988, o desvio padrão da

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destruição é 50% maior do quem da criação para dados anuais e 78% maior para dados trimestrais, segundo DAVIS, HALTIWANGER e SCHUH (1996). Os empregos temporários são os mais afetados em períodos recessivos. O estudo mostra que demissões temporárias aumentam em períodos recessivos e caem logo depois de cessada a crise. Ao acabar a recessão, as empresas tendem a recontratar esses trabalhadores, o que demonstra o caráter transitório desde fenômeno. As empresas pequenas, novas, especializadas e com baixos salários exibem correlação perto de zero entre a criação e destruição de postos de trabalho para período recessivo. Enquanto empresas grandes, velhas, diversificadas e com altos salários exibem uma robusta correlação negativa. A conclusão é que as forças que guiam a destruição e criação de postos de trabalho são diferentes para diferentes indústrias. Segundo os autores, os ramos com maiores taxas de realocação por total de trabalhadores são as indústrias moveleiras, de vestuário e de couro. As com menores taxas são as indústrias dos ramos de papel, tabaco e química. As últimas possuem a característica de atuarem em um mercado de poucas empresas, onde a estrutura de mercado de oligopólios predomina. As primeiras, por sua vez, atuam em um mercado, onde há um maior número de firmas, aproximando-se de um mercado de concorrência perfeita, com empresas mais heterogêneas. Em valores absolutos as empresas criadoras de postos de trabalho são das indústrias de metais, máquinas elétricas e não elétricas e de transporte. Essas empresas são, também, as que empregam maior número de trabalhadores, o que pode explicar esse resultado. As de maior capacidade de destruição de postos de trabalho são as de máquinas elétricas e não elétricas e de vestuário, sendo as primeiras da indústria de bens de capital, mais sujeitas, portanto, a choques de demanda. DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) afirmam que novos postos de trabalho, de uma forma geral, nos Estados Unidos, apresentam alta probabilidade de sobreviverem com duração média de um a dois anos. Por outro lado, postos de trabalho destruídos detêm alta probabilidade de serem reabertos no mesmo local, por outra firma, após um e dois anos. Os novos postos criados por firmas grandes ou por firmas com várias unidades são mais prováveis de sobreviverem por pelo menos um e dois anos em comparação aos das pequenas plantas.

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Postos de trabalhos destruídos por pequenas empresas são mais persistentes. As empresas são, também, divididas por tamanho e por tempo de operação da empresa. A taxa de destruição bruta de emprego cai bruscamente com aumento do tamanho da firma. Assim, pequenas empresas destroem mais empregos que as grandes empresas. As empresas com mais de quinhentos trabalhadores são responsáveis por 60% dos postos de trabalhos criados e 61% dos destruídos nos Estados Unidos entre os anos de 1973 a 1988. Isso ocorre, pois 69% dos empregos na manufatura, que é a base do estudo, estão no grupo dos grandes conglomerados. As taxas de criação e destruição de emprego caem com a idade de planta e há uma

forte correlação entre idade da planta e estabilidade do emprego. A explicação do autor é que as plantas mais maduras conhecem mais sobre seus custos e sobre o comportamento da demanda. Essas informações permitem à empresa sobreviver melhor e ter um maior lucro. Sendo assim, novas plantas passam por uma fase inicial de aprendizagem que é quando estão mais vulneráveis no mercado, apresentando elevada probabilidade de fecharem. Em termos de influência do ciclo econômico sobre a geração de postos de trabalho, os autores mostram que a destruição de postos de trabalho é muito mais sensível do que a criação em um ambiente recessivo e, em expansão econômica, a criação é um pouco maior que a destruição. Para o período analisado, 1967 a 1992, em épocas de crise, a destruição é quatro vezes maior que a criação. As empresas grandes, de maior tempo de operação, diversificadas, com várias unidades

e com os maiores salários são as mais sensíveis aos ciclos econômicos. Apesar da alta taxa de destruição, a criação também aumenta, em momentos de desaceleração do nível de atividade,

o que pode refletir processos de reestruturação vivenciados por um ramo de atividade. Segundo DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) alguns modelos tentam explicar este comportamento diferenciado. O primeiro dos modelos pressupõe que alguns choques criam incentivos para a realocação de trabalhadores e empregos, através de mudanças de produção, localização e atividade. O modelo conclui com um estudo sobre os custos sociais dos ciclos econômicos. Outro modelo afirma que os choques alocativos alteram os desejos da demanda e, sendo assim, provocam uma diferença entre a mão-de-obra que é ofertada e a demandada. Essas diferenças podem ser físicas, geográficas e decorrentes de choques

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tecnológicos ou provenientes de mudanças nas políticas governamentais.

O terceiro tipo de modelo interage os choques agregados com os choques alocativos

para explicar a realocação do posto de trabalho pela firma. As características duração e profundidade da recessão determinam as respostas de realocação. Por exemplo, as recessões

podem levar as firmas em declínio à morte. Outro fator relevante é que o investimento em capital e a realocação de trabalho necessitam de tempo. Postula-se no modelo que os custos de realocação são menores em períodos recessivos. Finalmente, o modelo relata que o acesso ao crédito diminui para algumas empresas e que um choque adverso pode levar a um aumento na intensidade de choques alocativos. As firmas que antes já passavam por problemas tendem a fecharem as portas. Além disso, DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) tratam também da relação entre fluxo de postos de trabalhos e o desemprego. Existe uma forte correlação entre destruição de postos de trabalho e desemprego em ciclos de negócios. A destruição de postos de trabalho aumenta rapidamente em períodos de crise e caí em fases de expansões do PIB. O interessante é a existência de uma correlação positiva entre criação e desemprego, o que reflete o caráter não-cíclico da criação de postos de trabalho. O pico do desemprego acompanha o pico de destruição de postos de trabalho.

O estudo afirma que as altas taxas de destruição de empregos em quase todos os

setores da economia reforçam a importância de um mercado de trabalho flexível e capaz de adaptar-se às mudanças de localização e habilidades requeridas para os empregos disponíveis. Aqui sim, é fundamental a presença do Estado para auxiliar a requalificação desta mão-de- obra.

DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) afirmam que fatores idiossincráticos dominam as razões para a criação e a destruição dos postos de trabalho. É comum em um mesmo ramo de atividade, empresas caminharem em sentidos opostos na contratação e demissão de empregados. Isso torna as políticas públicas muito menos eficazes e cabe então a discussão se o Estado é capaz de aumentar a eficiência da economia. Por exemplo, políticas industriais podem apenas dar sobrevida a uma indústria que já não é mais desejável economicamente. HALL (1999) estuda a concentração da destruição de postos de trabalho nos Estados

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Unidos entre os anos de 1972 e 1988, com o uso da Longitudinal Research Database (LRD).

O estudo utiliza uma metodologia econométrica para demonstrar que a série da destruição de

postos de trabalho é concentrada, ou seja, em um ciclo econômico, a destruição tende a responder rapidamente a esse choque, porém cessa também de maneira rápida. Para a criação

de postos de trabalho, o estudo mostra que a série não é concentrada, ou seja, a criação dos postos de trabalho persiste ao longo do tempo no caso de uma expansão econômica e se dá de maneira mais gradual, sem os picos da destruição.

O trabalho contempla a análise da correlação entre as taxas e criação e entre as taxas de

destruição, com diferenciação entre criação por expansão ou nascimento e destruição por

redução de trabalhadores ou morte da empresa. Por fim, há um controle para a indústria com diferenciação entre as de bens duráveis e não duráveis.

A dinâmica do emprego depende tanto da criação quanto da destruição de postos de

trabalho. Choques na demanda agregada têm efeito imediato sobre a destruição de postos de trabalho, e somente tem efeito na criação através do aumento do estoque de trabalhadores que procuram emprego. O autor parte do pressuposto que um posto de trabalho é criado apenas quando o empregador encontra um trabalhador com habilidades necessárias para este posto. Então, em um primeiro instante, a destruição de postos de trabalho aumenta a oferta de trabalhadores à procura de empregos, o que permite, posteriormente, que as firmas encontrem

o trabalhador com os requisitos necessários para a ocupação de um novo posto de trabalho. Alguns dados do trabalho são importantes: cerca de 12% dos postos de trabalho destruídos, entre os anos de 1972 a 1988, nos Estados Unidos, decorrem do fechamento das empresas, em análise trimestral. Todavia, em períodos recessivos, esse número aumenta muito, 18,5% em 1974 e 21,3% em 1981, anos de crise nos Estados Unidos. O autor encontra,

também, que, no setor de bens duráveis, o coeficiente de concentração da destruição de postos

de trabalho é estatisticamente significativo, o que não ocorre para os de bens não duráveis.

HALL (1999) conclui que a criação de postos de trabalho é mais persistente que a destruição e que a destruição possui a característica econométrica da concentração. Para este modelo, a dinâmica do emprego no curto prazo é determinada pela destruição de postos de

trabalho, visto que essa é mais concentrada. PICOT, BALDWIN e DUPUY (1994) estudam a criação e a destruição de postos de

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trabalho para o Canadá entre os anos de 1981 a 1988, com o uso da Longitudinal Employment Analysis Program (LEAP) que, diferente dos dados de DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB

(1996), contempla não apenas o setor industrial, mas, também, os setores primário, construção civil e serviços de transporte, financeiro e comércio. Os autores discutem os efeitos da metodologia para medir o tamanho da empresa. A motivação do artigo está em questionar os resultados de estudos anteriores que concluíram que as pequenas empresas criaram mais postos de trabalho que as grandes. O impacto desses estudos nas políticas públicas foi muito grande como, por exemplo, a criação de crédito especial para as pequenas empresas, diferenciação de impostos, benefícios jurídicos entre outras medidas. 1

O estudo diferencia mudanças do emprego devido a razões transitórias e de longo

prazo. As transitórias geram movimentos não desejados das empresas entre as classes de tamanho. Nesse caso o critério do ano base não é indicado. Seguindo PICOT, BALDWIN e DUPUY (1994) os critérios são:

Ano Base classifica o tamanho da firma pelo ano base t1;

Média Corrente classifica o tamanho da firma pela média dos anos t1 e t2;

Média Anterior classifica o tamanho da firma pela média dos anos t0 e t1;

Média de Longo Prazo classifica o tamanho da firma pela média de todo o

período.

O critério do ano base não filtra os efeitos dos movimentos transitórios sobre o

emprego. A média anterior tende a favorecer as empresas de pequeno porte quanto e a média corrente, favorecer as de maior porte. Essas duas últimas metodologias reduzem os efeitos transitórios, porém não os eliminam. Outro aspecto relevante, é que essa metodologia é aplicada a empresas sobreviventes entre os períodos, sendo as que iniciam e encerram as

operações são classificadas apenas no respectivo ano de acontecimento desses fatos.

O estudo conclui que a criação e a destruição de postos de trabalho são maiores nas

pequenas firmas, o que demonstra a grande instabilidade do emprego neste tipo de

1 A grande crítica do autor é que esses estudos cometeram as falácias da regressão para a média e a falácia da

distribuição por tamanho

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estabelecimento. No entanto, a variação líquida (criação menos destruição) é maior também nas pequenas firmas. Outra característica é que a probabilidade de ser demitido é de duas vezes maior nas pequenas empresas do que nas grandes e que os salários são maiores nos maiores estabelecimentos. PICOT, BALDWIN e DUPUY (1994) afirmam que quanto maior o tempo de análise

(três ou quatro anos) menores são os efeitos transitórios e os efeitos de longo prazo passam a dominar as razões para criação e destruição de postos de trabalho.

O trabalho é divido, então, entre os anos de 1981 a 1984, recessão econômica, 1984 a

1988, expansão econômica e 1981 a 1988, o ciclo econômico completo. Entre 1981 a 1984,

somente pequenas empresas apresentaram resultados líquidos sobre o emprego positivo. Entre 1984 a 1988, todas as empresas tem variação líquida positiva, no entanto continuam as empresas pequenas com resultados positivos maiores. Os autores concluem que há uma relação negativa clara entre tamanho da empresa e crescimento líquido do emprego. Algumas dúvidas persistem para os autores como encontrar as causas da maior rotatividade dos postos de trabalho nas pequenas empresas. Uma hipótese levantada é que nas pequenas empresas os baixos salários percebidos pelos trabalhadores incentivam a rotatividade, uma hipótese ligada a oferta de trabalho. Outra hipótese é que as pequenas empresas conseguem se adaptar mais rapidamente às novas tecnologias, ou seja, a rotatividade é uma resposta da demanda por trabalho. ABOWD, CORBEL e KRAMARZ (1990) estudam o fluxo de trabalhadores na França entre os anos de 1987 a 1990, com o uso de quatro bases de dados do Institut National de la Statistique et des Etudes Economiques (INSEE) da agência nacional de estatística da França. Os autores seguem a metodologia empregada por DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996). Essa base de dados possui informações sobre números de trabalhadores admitidos e demitidos.

A criação e a destruição de postos de trabalho é maior quando se possui informação

mensal de admissões e demissões, o que mostra a fragilidade de alguns empregos criados que não duram um ano. Por exemplo, em média, são criados 17 empregos em um ano com dados mensais, mas o resultado líquido ao final do ano cai para 8. Outro importante resultado é que a

taxa de admissão é aproximadamente duas vezes maior que a criação de postos de trabalho, ou seja, são necessárias duas admissões para ocorrer uma criação de postos de trabalho. Por outro

12

lado, a taxa de demissão é três vezes maior que a taxa de destruição de postos de trabalho. O interessante é o comportamento dos estabelecimentos ditos estáveis, sem variação líquida do emprego, que são também ativos quanto a realocação, ou seja, “os estabelecimentos estáveis não são estáticos”. Na maioria do tempo, os estabelecimentos estão admitindo e demitindo trabalhadores. Em relação ao tipo de contrato, mais da metade das demissões é decorrente do fim dos contratos temporários que não são renovados e apenas 1% é devido a transferências dentro de uma mesma firma. A rotatividade do trabalhador no setor de serviços é maior do que na indústria, porém a variação líquida tem sido maior no setor serviços, o que reflete seu aumento da participação do PIB mundial. Por fim, quanto maior a escolaridade do trabalhador menor a sua rotatividade. As taxas de admissão e demissão são pró-cíclicas com maiores amplitudes no caso da demissão. A sazonalidade é muito forte para ambas, sendo que as contratações ocorrem na França entre junho e outubro, e as demissões durante o verão francês e em dezembro. Quanto à característica do ciclo econômico, as contratações de curto prazo (temporárias) e as de longo prazo são pró-cíclicas, sendo a magnitude maior no caso das temporárias. Quanto maior o tempo de serviço menor a influência do ciclo econômico sobre o emprego, ou seja, os estabelecimentos tendem a demitir primeiro os trabalhadores temporários. O que é respondido por outro dado que quanto maior a qualificação do trabalhador menos ele é influenciado sazonalmente e ciclicamente. ABOWD, CORBEL e KRAMARZ (1990) chegam a alguns resultados, como por exemplo, para cada emprego criado em um dado ano existem três pessoas contratadas e duas demitidas. Em cada emprego destruído, em um dado ano, existem duas demissões e uma contratação. Dois terços de todas as contratações são com contratos curtos (temporários) e metade de todas as demissões são devido ao fim desses contratos. Quando os estabelecimentos estão contraindo o estoque de trabalhadores, o ajuste é feito pela redução à entrada (contratos curtos e longos) e não muda a taxa de demissão. Por fim, para a França, o ajuste no emprego se dá primeiramente na taxa de admissão e não na taxa de demissão. HAMERMESH, HASSINK e VANOURS (1996) estudam a rotatividade dos trabalhadores e dos postos de trabalho para a Holanda entre os anos de 1988 a 1990, com o

13

uso dos dados da Organization for Labor Market Research (OSA). Esse estudo trabalha com a firma e não com o estabelecimento e o foco do estudo é analisar o comportamento da admissão e demissão e comparar com o comportamento da criação e destruição de postos de trabalho.

Para os autores, a maior parte da rotatividade ocupacional ocorre entre as firmas sobreviventes. As firmas que contratam trabalhadores não estão necessariamente em fase de crescimento líquido do emprego e as que estão demitindo podem estar em fase de expansão dos postos de trabalho. Há uma clara heterogeneidade das empresas, e a maior parte da rotatividade dos trabalhadores está ocorrendo entre os empregos existentes e não para postos de trabalhos criados e destruídos. As forças microeconômicas que guiam as criação e a destruição são heterogêneas e de difícil captação.

A rotatividade do trabalhador (medido como admissão mais demissão) é

aproximadamente três vezes maior que a rotatividade dos postos de trabalho (medido como criação mais destruição de postos de trabalho). Essa comparação foi possível devido à base de dados ter informações sobre admissão e demissão. Como os dados são por firma e não por estabelecimento, é possível estudar a rotatividade dentro da firma e esse valor foi maior para firmas que estão em crescimento do emprego. As contratações são maiores para as empresas que estão ampliando o emprego e as

demissões são maiores para empresas que estão destruindo postos de trabalho.

Na literatura nacional, PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000) analisam a geração

de postos de trabalhos por porte da empresa de forma pioneira, no setor industrial, no período de 1986 a 1995, recorrendo aos dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA-IBGE). Esse tipo de base de dados, por ter um indexador para a empresa, permite análise longitudinal dos dados. A importância dos dados serem longitudinais é que o critério de cálculo do tamanho da empresa deve se basear em mais de uma observação de modo a evitar a falácia da distribuição do tamanho e a falácia da regressão para a média 2 . A metodologia aplicada é semelhante a DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996). O estudo classifica o tamanho das firmas pela média corrente, ou seja, pelo número médio de pessoas ocupadas nos anos t-1 e t, do período considerado. No entanto, os autores

2 Ver definição dessas falácias no capítulo metodológico.

14

enfatizam que esse tipo de classificação atenua os efeitos dos movimentos transitórios, porém não os elimina completamente.

PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000) buscam mostrar o papel das pequenas empresas na criação e destruição de postos de trabalho e o resultado líquido sobre o emprego. O fato estilizado de que são as pequenas empresas que mais criam novos postos de trabalho é de fato verdadeiro, porém são também as que mais destroem. De fato, a participação na criação e destruição de postos de trabalho das micros, pequenas e médias empresas é praticamente igual à participação das grandes empresas. Nesse estudo, assim como para os Estados Unidos e Canadá, quanto menor a empresa maior a criação e destruição de postos de trabalho e, conseqüentemente, maior realocação. Os resultados da variação líquida vão ao encontro dos estudos estrangeiros.

A qualidade do posto de trabalho também é analisada e medida por meio do valor dos

salários e dos benefícios percebidos pelo trabalhador e pela estabilidade das relações contratuais. Os resultados mostram, nesse caso, que a estabilidade independe do tamanho da empresa e as maiores empresas são as que pagam os maiores salários e benéficos. Ademais, no período analisado (1986-1995), a destruição de vagas de trabalho é maior do que a criação e, então, a variação líquida do emprego é negativa, sendo seu valor ainda maior a partir de 1992. Por fim, a duração do emprego é maior quanto maior o tamanho a empresa. Uma limitação do

trabalho é a ausência das relações entre criação de empregos por nascimento de firmas e destruição por morte de firmas e a restrição ao setor industrial brasilerio.

CORSEUIL et. al. (2002) analisam, também, a criação, destruição e realocação de postos de trabalho no Brasil entre os anos de 1996 e 1998 para todos os setores da economia, segundo portes da empresa, natureza jurídica, setor de atividade e localização nas diversas regiões do país. Por intermédio da pesquisa baseada nos dados fornecidos pelo CEMPRE verificam que 40% da realocação no Brasil são devido a falências e a abertura de novas unidades. Isso sugere baixos custos de entrada e saída do mercado e uma alta flexibilidade da economia brasileira. Em comparação a outros países, o Brasil apresenta taxas bastante elevadas.

A realocação de postos varia muito entre setores de atividade sendo o comércio e o

serviço os que apresentam a maior contribuição na criação e destruição de postos de trabalho

15

com 50%, seguido pela industria com 23%.Porém é a construção civil que registra as maiores taxas. Os pequenos estabelecimentos detêm a maior taxa de destruição de postos de trabalho, porém, no período analisado, esses foram os criadores líquidos de emprego. Há uma clara relação negativa entre tamanho e realocação, no entanto, as grandes foram destruidoras líquidas e as pequenas, criadoras líquidas no período estudado. No que tange às regiões da federação, as regiões Norte e Centro Oeste apresentam as maiores taxas de realocação. A maior parte da realocação se dá, segundo CORSEUIL et. al. (2002), dentro de cada setor, unidade de federação e classe de tamanho, o que sugere que choques setoriais não conduzem essa realocação, e sim, fatores idiossincráticos é que explicam essa rotatividade, o que reflete o alto grau de heterogeneidade das empresas no Brasil. CORSEUIL et. al. (2002) relatam que apesar do papel reduzido (14%) no emprego total, os postos de trabalho criados e destruídos devido a nascimento e morte de empresas explicam muito a dinâmica do emprego no Brasil. Como exemplo, 50% do emprego destruído em 1998 foram decorrentes do fechamento de empresas. Sobre a persistência, empregos já existentes apresentam 84% de chance de sobreviverem entre 1996/97 e 1997/98, enquanto os criados em 1997, apenas 67,5% sobreviveram em 1998 e os destruídos em 1997, 73,6% não haviam sido recuperados em 1998. Este estudo encontra resultados diferentes de PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000) em relação à participação das pequenas empresas quanto à criação e destruição de postos de trabalho, neste caso as empresas pequenas possuem maior participação no agregado também. A explicação possível é metodológica, pois PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000) desconsideram nascimento e mortes de firmas devido às limitações da base de dados e, principalmente, restringem-se ao setor industrial. CORSEUIL et. al. (2002) encontram resultados para tamanho de empresas similares a DAVIS, HALTIWANGER e SCHUH (1996), isto é, quanto maior a empresa, menores as taxas de criação e destruição de postos de trabalho. NAJBERG, PUGA e OLIVEIRA (2000) estudam a criação e fechamento das firmas no Brasil entre os anos de 1995 e 1997, utilizando os dados da RAIS. O estudo utiliza o critério do ano base para classificar os tamanhos da firma. Portanto, metodologia diferente da empregada por DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996). Para o caso do estudo de criação

16

e fechamento das firmas, o problema pode não ser muito grave, no entanto para quantificar criação e destruição de postos de trabalho em empresas sobreviventes, o artigo está sujeito às falácias da distribuição do tamanho e a falácia da regressão para a média, discutidas na parte metodológica. Os autores abordam também criação e destruição de postos de trabalho para o mesmo período. O estudo possui controles por região, setor de atividade e por tamanho de empresa. As micro e pequenas empresas foram as únicas a apresentarem criação maior que destruição de postos de trabalho. Os microestabelecimentos (0-19 empregados) foram responsáveis por 54,8% do emprego nas novas firmas e 49,7% dos destruídos por firmas que encerraram suas atividades. NAJBERG, PUGA e OLIVEIRA (2000) concluem que foram as micro e pequenas empresas que criaram mais empregos no período de 1995 e 1997, porém utilizam metodologia diferente de CORSEUIL et. al. (2002) e PAZELLO, BIVAR e GONZAGA (2000), como dito anteriormente, para medir criação e destruição de postos de trabalho. NAJBERG, PUGA e OLIVEIRA (2000) discutem os critérios de porte das empresas e adotam o ano base, seguindo estudo sueco onde se conclui que esta metodologia cria as menores distorções. Assim, conhecer quais as firmas ou indústrias que mais contratam e demitem ao longo do ciclo econômico é importante para elaboração de políticas públicas, na medida em que há comportamentos distintos das firmas dentro de um mesmo setor. Podem ocorrer firmas demitindo trabalhadores em períodos de recessão e outras, dentro da mesma atividade, contratando, o que reflete a alta heterogeneidade do setor e uma grande dificuldade para a elaboração de políticas públicas de combate aos aspectos negativos da rotatividade. Entender os fatores que levam as empresas a criarem e destruírem postos de trabalho permite que se entenda qual grau de rotatividade é benéfico à economia do país. A abordagem por gênero é relevante, pois as mulheres se inserem no mercado de trabalho em alguns setores, diferente dos homens que tendem a ter uma distribuição mais homogênea. Entender em que medida esses setores se comportam em um ciclo econômico e se as mulheres são mais prejudicadas, dado que estão concentradas em determinados segmentos, pode contribuir para definição de políticas públicas e para a formação de estratégias de investimento pessoal de modo a incrementar a empregabilidade das mulheres.

17

MELO (2000) analisa o emprego industrial feminino para os anos de 1985, 1993 e

1997 com o uso dos dados da PNAD. Os controles do trabalho são setor de atividade, faixa

etária, posição na ocupação, posição na família, escolaridade, renda e algumas ocupações. O emprego industrial feminino é caracterizado por concentrar-se nos setores têxtil, vestuário e calçados e ocupações como costurador, montador de equipamentos eletrônicos, auxiliar administrativo e embalador de mercadorias. Desse modo, os resultados da análise mostram alguns setores industriais estão sobre-representados por mulheres, enquanto em outros a presença feminina é praticamente nula. Esta diferenciação pode gerar grande vulnerabilidade da mulher em períodos de ciclo econômico, pois a alta concentração é, também, um fator de

risco e a base da desigualdade salarial entre os sexos. A autora ressalta que a reestruturação produtiva não expulsou as mulheres da indústria, porque sua participação entre os anos de

1985 a 1997 se mantém praticamente constante.

LAVINAS (2001) discute a questão da empregabilidade das mulheres no Brasil, entre os anos de 1981 a 1998, utilizando dados da PNAD. Entre os vários aspectos abordados no trabalho, o de interesse dessa dissertação se refere à crescente participação da mulher no mercado de trabalho, mesmo em momentos de crise. A autora primeiro conclui que isso decorre do fato de que a indústria é o setor destruidor líquido de postos de trabalhos e, nesse setor, predomina a mão-de-obra masculina. O setor de serviço, onde a participação feminina é

maior, apresenta taxas de criação maior do que de destruição, com resultado positivo na geração de emprego. Um dado interessante da mão-de-obra feminina é que à medida que aumenta a homogeneidade salarial entre homens e mulheres, aumenta também a heterogeneidade entre as mulheres. LAVINAS, AMARAL, BARROS (2000) utilizam dados da PME, entre os anos de

1982 a 1998, concluindo que os postos de trabalho femininos são mais sensíveis à variação do

PIB que os dos homens, independente do setor da ocupação. O estudo mostra que o desemprego feminino é mais dependente da dinâmica econômica que o masculino e é o principal fator de explicação. As mulheres estão mais sujeitas a postos de trabalho temporários e menos estáveis que os homens, sendo este tipo de trabalho o mais sensível às oscilações

econômicas. Os controles são por setor de atividade e escolaridade. O objetivo desta dissertação é entender as características dos postos de trabalho que

18

são suscetíveis a maiores taxas de rotatividade, ou seja, possuem maiores taxas de criação e destruição de postos de trabalho. Além disso, o estudo pretende comparar os postos de trabalho ocupados por homens com os ocupados por mulheres e analisar quais são mais instáveis, isto é, se postos de trabalho femininos têm maiores taxas de criação e destruição. Em que pese os vários estudos sobre a participação da mulher no mercado de trabalho, não há nenhum que relacione criação/destruição de postos de trabalho ao sexo do trabalhador. Em razão disso, pretende-se na dissertação incluir essa variável na análise do fenômeno com o uso dos dados da RAIS de forma pioneira. Segundo MELO (2000), as mulheres não possuem uma profissão tão bem definida como os homens, o que diminui o investimento em capital humano específico ao longo da sua vida profissional e aumenta a sua rotatividade ocupacional. Contudo, não há evidencias empíricas, analisando todos os segmentos da economia, de que postos de trabalho ocupados por mulheres registram maior ou menor rotatividade do que os ocupados por homens. Assim, este estudo pretende utiliza os controle como setor de atividade, espaço geográfico e tamanho de empresa, entre os anos de 1985 a 2001, para verificar qual sexo apresenta maiores taxas de criação e destruição de postos de trabalho. A hipótese da dissertação quanto ao tamanho da empresa estabelece uma relação inversa entre tamanho do estabelecimento e criação/destruição de postos de trabalho. Outra expectativa é de que mulheres e homens se insiram da mesma maneira nos diferentes tamanhos de empresa. Uma outra hipótese é a de serviços e comércio, setores mais heterogêneos no que tange a absorção de tecnologias e qualidade dos postos de trabalho, a criação e destruição de postos de trabalho seja maior do que na indústria. Contudo, são esperadas que as maiores taxas de rotatividade dos postos de trabalho estejam nos setor da construção civil e agropecuária, pois nesses setores há uma maior quantidade de postos de trabalho temporários. As regiões do país devem apresentar distintas taxas de rotatividade dos postos de trabalho, o que pode ser explicado pelos diferentes níveis de formalização das empresas e, principalmente, ao tipo de atividade econômica prevalecente. O Brasil possui uma indústria heterogênea, quanto ao aspecto geográfico. Quanto ao controle por gênero, é esperado que acompanhe as taxas globais de cada região.

19

Em relação aos ciclos econômicos, é esperado que a destruição aumente e a criação caia em épocas de crise econômica, ocorrendo o contrário em períodos de crescimento de produção. Na verdade, é esperado que essas taxas caminhem em sentidos opostos, quando em resposta a choque agregados e no mesmo sentido, quando ocorrem choques setoriais. No período analisado, entre 1985 a 2001, ocorrem mudanças importantes na estrutura produtiva do país, com expansão da participação dos setores de serviços e comércio e retração da indústria. Isso sugere taxas acentuadas de rotatividade de trabalhadores e de postos de trabalho. Neste caso, á hipótese é de que a rotatividade do trabalhador, medida pela soma das admissões e demissões, seja bem maior que a rotatividade dos postos de trabalho, medida pela soma da criação e destruição de postos de trabalho. Na verdade é esperado que a maior parte da rotatividade ocupacional se dê entre postos de trabalho existentes. Isso não é bom, visto que o investimento em capital humano específico é perdido pela firma, o que a desestimula em realizá-lo. O comportamento das empresas brasileiras deve ser bem heterogêneo com firmas de uma mesma indústria caminhando em sentidos opostos em relação ao estoque de empregados, assim como encontrado por CORSEUIL et. al. (2002) para o Brasil e DAVIS, HALTIWANGER e SCHUH (1996) para os Estados Unidos.

20

3 - Metodologia

Neste capítulo são apresentadas as principais considerações sobre a metodologia empregada nesta dissertação, bem como a descrição da base de dados utilizada, suas principais limitações e o porquê de sua escolha. A primeira parte discorre sobre a base de dados. A segunda parte apresenta a metodologia aplicada para criação e destruição de postos de trabalho, seguindo a Metodologia desenvolvida por DAVIS, HALTIWANGER (1992) e adaptada à base de dados. Na terceira parte discute-se brevemente sobre a falácia da distribuição por tamanho e a falácia da regressão para a média.

3.1 Base de Dados

Para estudos sobre criação/destruição de postos de trabalho, pode-se contar com a Pesquisa Industrial Anual – PIA realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, Pesquisa Industrial Mensal – PIM do IBGE, a Relação Anual de Informação Sociais – RAIS do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE e o Cadastro Central das Empresas – CEMPRE do IBGE. A PIA e a PIM, por só cobrirem o setor industrial e não contemplarem o corte por gênero, não se mostram adequadas para a pesquisa. O CEMPRE cobre todos os setores da economia, porém só existem dados sobre a variação líquida do emprego, não havendo, portanto, informações sobre o sexo do trabalhador contratado ou despedido. A base de dados a ser utilizada é a RAIS realizada pelo MTE para os anos de 1985 a 2001. A RAIS é um registro administrativo com periodicidade anual e de caráter obrigatório para todos os estabelecimentos. Com isso, temos uma cobertura de 90% do setor organizado da economia, ou seja, do mercado formal, cobrindo mais de 2 milhões de estabelecimentos com vínculos empregatícios com cerca 19 milhões de empregos Celetistas e 5 milhões de Estatutários. Como os dados são fornecidos pela empresa, ou seja, a fonte de informação é

21

unilateral, e há outros problemas de representatividade, os dados devem ser interpretados com cautela. Além disso, como acompanhamos a empresa apenas em cada ano, as empresas nascentes são inseridas na amostra e as empresas que encerram suas atividades são excluídas, visto que elas param de enviar os dados para o MTE, o que torna difícil a mensuração dos desligamentos por falências, omissão e mudanças de CGC. Desse modo, os dados de destruição de postos de trabalho podem estar subestimados, dado que essas empresas podem, simplesmente, não ter enviado as informações de desligamento de seus empregados, o que resulta na não contabilização dessas demissões. Assim, ocorre um favorecimento à criação líquida de emprego. Como havia a necessidade de se calcular criação e destruição de postos de trabalho por estabelecimento, foi requerido ao MTE a RAIS Identificada, a qual possui informações sobre

o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. Desse modo, temos a possibilidade de

acompanhar a empresa por um dado período do tempo, no nosso caso, durante um ano. O CNPJ é um cadastro administrado pela Receita Federal que registra as informações das pessoas jurídicas e veio substituir o Cadastro Geral de Contribuinte – CGC. De fato, todas as pessoas jurídicas são obrigadas a se inscrever neste cadastro, inclusive as equiparadas (firma individual e pessoa física equiparada à pessoa jurídica). Neste estudo foi detectado que algumas empresas não declaram seu CPNJ. Nesses

casos, o MTE atribui o número “0” para esta variável da empresa. Como é impossível saber quantas empresas não forneceram seu CNPJ, todas foram excluídas da amostra. Se este

procedimento não tivesse sido adotado, poderíamos ter um viés nas estimativas de criação ou destruição, visto que esse calculo agregaria várias empresas ao invés de apenas uma. No entanto, poucas empresas não declaram o CPNJ. Para os anos de 1985 a 2000 temos a RAIS já revisada e definitiva. No entanto, para o ano de 2001 os dados são da RAIS Preliminar. A diferença é que a RAIS Preliminar só possui

as declarações enviadas dentro do prazo legal. Novamente, a análise dos dados de 2001 deve

ser feita com ressalvas. Essa base de dados traz informações do setor formal da economia desagregadas por características do empregado, como gênero, instrução, idade, salário e desagregadas por características da empresas como a localidade, setor de atividade e o tamanho da empresa,

22

medido por meio do número de trabalhadores. Além disso, temos informações da movimentação da mão-de-obra como admissões e demissões por período mensal e cobertura

de todo o território nacional e todos os setores da economia, sendo possível a comparação geográfica e setorial.

O levantamento da RAIS é feito em nível de estabelecimento, considerando para isso o

endereço da empresa. Assim, diferentes linhas de produção podem estar agregadas, desde que estejam no mesmo prédio. Sendo assim, as variáveis admissão e demissão podem captar transferências dentro de uma mesma firma. Contudo, esse estudo agrega as informações, como admissão e demissão, por meio do CNPJ.

Para estabelecer o tamanho da empresa é utilizado o estoque médio de empregos em um dado estabelecimento. Esse tamanho é determinado pela média simples do número de empregados existente no estabelecimento em 31 de dezembro do ano base e de 31 de dezembro do ano anterior. As empresas de tamanho zero, que não contrataram ninguém no

referido ano, estão automaticamente excluídas do estudo. Cabe informar que como não se tem informações de faturamento, este fator não é utilizado para mensuração de tamanho.

É importante ressaltar que o número de empregados em um determinado período

corresponde ao total de vínculos empregatícios, o que difere um pouco do número de pessoas empregadas, uma vez que o empregado pode estar acumulando mais de um emprego. Além disso, entende-se como vínculo empregatício às relações de emprego que envolve trabalho remunerado. As empresas informam os dados ao MTE anualmente e detalham as pessoas admitidas e demitidas por mês, o que melhora a sensibilidade da rotatividade da mão-de-obra. Para efeito de cálculo de criação e destruição de postos de trabalho, a pesquisa considera o estoque médio de postos de trabalho e compara essa informação com o número de empregados admitidos e demitidos no mesmo ano. As variáveis utilizadas no estudo são o sexo do trabalhador, o CNPJ da empresa, o vínculo empregatício, setor de atividade, tamanho da empresa, região geográfica/estado, além das informações das pessoas admitidas e demitidas por empresa. Segundo NEGRI et. al.(2001), a RAIS não é homogênea para todos os setores da economia e unidades da federação. A RAIS subestima os empregados no setor agropecuário e

23

em menor escala no setor da construção civil, e sobreestima os trabalhadores na administração pública. A participação da região nordeste apresenta problemas de informação e está subestimada, enquanto Estado de São Paulo, por ter um maior nível de formalidade nas relações de trabalho, está superestimada.

3.2 Definição das variáveis

As taxas a serem calculadas neste trabalho são apresentas abaixo. As admissões são divididas entre primeiro emprego - PE (onde o PIS ou PASEP do trabalhador é incluído no sistema), reemprego - RE, transferência com ônus - TC, transferência sem ônus – TS e outros casos especiais - Oa.

adm

it

= PE

it

+ RE

it

+ TC

it

+ TS

it

+ Oa

it

onde i é o indexador para a empresa e o t para o período (ano).

As demissões são divididas entre desligamentos por rescisões - RE, transferência - TR, falecimentos - FA, aposentadorias - AP entre outras - Od. Outra maneira de cálculo da demissão, por meio da RAIS, é utilizando a variável “vínculo do trabalhador”. Caso essa assuma a posição “não”, isso significa que houve desligamento durante o ano de referência.

dem

it

= RE

it

+ TR

it

+ FA

it

+ AP + Od

it

it

A taxa de criação de postos de trabalho é igual a razão entre o número de trabalhadores admitidos menos demitidos e o estoque médio - X do subgrupo analisado no intervalo de t e t- 1, caso a variação do emprego seja positiva. Neste cálculo utilizaremos a metodologia de DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) que foi utilizada no Brasil por CORSEUIL et. al. (2002) e por PAZELLO(2001).

24

X

t

=

( n

t

+

n

t 1

) / 2

n

it

JC

it

JC

t

=

adm

it

dem

it

=∆

(

n

it

/

x

t

N

=Σ ∆

i =

1

(

n

it

)

/

I

(

x

t

)

n

I

it

(

n

0)

it

0)

As taxa de admissão e demissão também levam em consideração o estoque médio de

trabalhadores – X. Desse modo definem-se essas taxas assim:

Tadm

e

Tdem

it

it

=

=

adm

it

X

t

dem

it

X

t

Foi feita uma subdivisão da taxa de criação de postos de trabalho, decorrente da

percepção que as firmas nascentes estavam presentes na amostra e as que encerram suas

atividades estão excluídas. Assim, quando a empresa no ano anterior tinha “0” empregado e

contrata no ano corrente, considera-se que ela criou emprego por nascimento. Caso contrário

foi por expansão. Desse modo, é feita uma tentativa de controle da variável criação de postos

de trabalho com a desagregação por nascimento. De todo modo, cabe lembrar que o controle

não é igual para criação e destruição de postos de trabalho.

25

JCN

JCN

it

t

=∆ (

n

it

/

x

t

N

=Σ ∆

i =

1

(

n

it

)

/

I

(

x

t

)

n

I

it

(

n

0)

e ( n

it 1

=

0)

it

0)

e ( n

it

1

=

JCE

JCE

JC

it

it

=∆ (

n

it

/

x

t

)

I

(

t

N

=Σ ∆

=

i =

1

JCN

(

it

/

x

t

it

n

it

+

JCE

)

n

I

it

(

n

0)

e ( n

it 1

it

0)

e ( n

it

0)

1

JC

t

=

JCN

t

+

JCE

t

0)

0)

Quando a variação do emprego é negativa, a taxa de destruição de postos de trabalho é

igual à razão entre demitidos menos admitidos e o estoque médio de trabalhadores em cada

empresa no intervalo de t e t-1.

∆ n = adm − dem it it it JD = ( ∆ n /
n
=
adm
dem
it
it
it
JD
= (
∆ n
/ x
)
I ∆ n
(
it
it
t
it
N
JD =Σ
(
∆ n
/ x
)
I ∆ n
(
t
i = 1
it
t

0)

it

0)

O corte por sexo do trabalhador para os contratados e desligados em cada empresa

permite medir como homens e mulheres são afetados pela criação e destruição de postos de

trabalho. A contribuição dos homens na taxa de criação dos postos de trabalho é igual à razão

entre o número de homens admitidos menos demitidos e o estoque médio de trabalhadores

homens em cada empresa no intervalo de t e t-1. E para as mulheres, vale o mesmo raciocínio.

TadmH

it

=

adm

ith

X th

26

TdemH

it

=

TadmM

itm

TdemM

itm

dem

ith

=

=

X

adm

th

itm

X

tm

dem

itm

X

t

∆ =

n

ith

∆ =

n

itm

adm

ith

adm

itm

dem

ith

dem

itm

JCH

it

JCH

t

JCM

it

JCM

t

=∆

(

n

ith

N

=Σ ∆

i = 1

(

/

n

x

t

ith

)

/

I

(

x

t

)

n

I

ith

(

0)

n

ith

0)

=∆

(

n

itm

N

=Σ ∆

i = 1

(

/

n

x

t

itm

)

/

I

(

x

t

)

n

I

itm

(

0)

n

itm

0

onde h é o indexador para homens e m para as mulheres

A rotatividade do trabalhador é medida pela soma das taxas de admissões e

desligamentos que ocorrem no intervalo de t e t-1, enquanto a rotatividade do posto de

trabalho é medida pela soma das taxas dos empregos criados mais os empregos destruídos, no

intervalo de t e t-1.

Rotativtrabalhador

t

Rotativposto

t

=

JC

t

=

+

Tadm

JD

t

t

+

Tdem

t

A taxa de variação líquida do emprego (NEG) na economia é medida através da

27

diferença entre os admitidos e o demitidos e é igual à diferença entre empregos criados menos

os destruídos.

NEG

t

= Σ

N

i = 1

(

n h Xt = Tadm Tdem = JC JD

it

/

)

t

t

t

t

A divisão da atividade econômica é o Grande Setor de Atividade segundo o IBGE, que

divide a economia em indústria, serviços, construção civil, comércio e agropecuário, extração

vegetal, caça e pesca. As empresas que não estavam classificadas nesses grupos foram

excluídas da amostra.

Quanto à localização geográfica, a divisão é por região sendo elas a Norte, Sul,

Nordeste e Centro Oeste, e a região Sudeste, sendo esta última dividida por estado. Desse

modo, ao invés de se apresentar a região Sudeste, têm-se os dados desagregados em São

Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Assim como na atividade econômica,

empresas que não declaram essas variáveis foram excluídas.

A classificação do tamanho das firmas é de acordo com o número médio de pessoas

ocupadas nos anos t-1 e t, que é a variável “X”. Isso se faz necessário para evitar a falácia da

regressão para a média. PAZELLO (2000) afirma que isso reduz os impactos dos movimentos

entre as classes de tamanho, mas não as elimina. As faixas de tamanho das empresas são de 1-

4, 5-9, 10-19, 20-49, 50-99, 100-499, 499 ou mais.

A RAIS que foi utilizada não traz informações sobre as empresas que não empregaram

nenhuma pessoa no referido ano, ou seja, não tiveram vínculo empregatício. Neste trabalho,

onde o objetivo é calcular rotatividade de postos de trabalho, não é necessário identificar as

empresas que não contratam pessoas.

Por fim, o estudo faz uma análise de correlação entre algumas séries, como entre as

taxas de admissão e demissão e criação e destruição de postos de trabalho. O coeficiente de

correlação representa a relação linear entre duas ou mais variáveis. Caso o valor seja positivo,

a correlação é direta, caso contrário, é indireta. Com a correlação, pode-se inferir se as

variáveis possuem algum grau de associação, mas não, necessariamente, relação de

causalidade.

28

3.3 Falácias Estatísticas

Baseada em DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996), PAZELLO (2000) comenta dois erros muito comuns em pesquisas deste tipo, a saber, a falácia da distribuição por tamanho e a falácia da regressão para a média. A primeira ocorre devido ao uso de dados anuais para analisar o comportamento da firma. A falácia surge quando firmas migram entre categorias pré-definidas de ano para ano. A segunda ocorre, porque pequenas empresas tendem a crescer e as grandes tendem a diminuir de tamanho ao longo do tempo. Assim, uma empresa considerada grande em t-1 pode passar a ser pequena em t e esse processo pode ser contabilizado como aumento do número de postos de trabalho criados na categoria das pequenas e destruição na categoria das grandes. Para evitar esse tipo de erro, recomenda-se o uso de uma média entre t-1 e t para definir os grupos por tamanho da empresa. 3

A Falácia da distribuição por tamanho.

A Falácia da distribuição por tamanho surge quando se usa dados em Cross Section

para analisar comportamento no tempo das empresas. Basicamente, a questão se centra na possibilidade das firmas migrarem entre diferentes categorias de tamanho nos diferentes anos.

Exemplo: Definimos empresas grandes as que têm mais de 100 trabalhadores e as pequenas com menos de 100.

Empresa

Número em t-1

Número t

Firma 1

101

99

Firma 2

103

101

Pequenas

0

99

Grandes

204

101

3 Na literatura sobre o tema, muitos trabalhos que concluem que os pequenos negócios são os que mais criam postos de trabalhos líquidos incorrem nesse tipo de erro, o que contribui para motivar política econômicas favoráveis a pequenas e médias empresas.

29

Neste exemplo a Firma 1 reduziu o estoque de empregados de 101 para 99, passando da classificação de grande para pequena. A Firma 2 passou de 103 para 101 e manteve a classificação de firma grande. Na ótica dos grupos de tamanho da empresa, a pequena tem 0 empregado em t-1, 99 em t, enquanto a grande têm 204 em t-1 e 101 em t. Quando a análise é por grupo de tamanho, a conclusão é que foram criados 99 postos de trabalho nas pequenas e destruídos 103 nas grandes. Esse exemplo básico mostra que analisar o comportamento do tamanho de firmas usando dados em Cross Section não é indicado. É importante ressaltar que essa falácia não cria distorções nos resultados para nenhum grupo específico, sendo apenas um erro de interpretação.

PAZELLO (2000) demonstra que o uso de dados em Cross Section comparados ao em Longitudinais é bastante distinto. Por fim, DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) lembram que a migração entre as classes é freqüente e muito importante para as conclusões de criação e destruição de postos de trabalho.

Falácia da regressão para a média.

Essa falácia surge em virtude da classificação das empresas por tamanho, principalmente quando é utilizado o critério do ano base. Esse critério classifica o tamanho da empresa no primeiro ano de estudo. De acordo com PAZELLO (2000) e DAVIS, HALTIWANGER, SCHUB (1996) empresas pequenas detêm maior probabilidade de aumentarem de tamanho, enquanto as grandes têm de diminuir. Na média, firmas grandes são mais prováveis de terem passado por um período recente transitório de aumento de tamanho e devem agora diminuir. O que ocorre de forma contrária nas pequenas. Desse modo, PAZELLO (2000) compara o uso do ano base com a média corrente, onde a firma é classificada pela média entre t-1 e t. Os resultados apontam que o ano base apresenta maiores taxas de crescimento do emprego para empresas pequenas, e menores para as grandes, em comparação ao critério do ano corrente. O critério a ser utilizado neste trabalho é o da média corrente, que filtra os impactos

30

transitórios, mas não os elimina por completo, como ressaltado em PICOT, BALDWIN, DUPUY (1994).

31

4 - Análise dos Resultados

Neste capítulo é apresentado o comportamento das principais variáveis de rotatividade

dos postos de trabalho e do trabalhador no setor formal da economia brasileira, principalmente as estimativas das taxas de criação e destruição de postos de trabalho e admissão e demissão dos trabalhadores.

A primeira seção analisa as taxas agregadas de criação por expansão de postos de

trabalho – JCE, criação total – JC, destruição de postos de trabalho - JD, taxa de admissão – TX_ADM, demissão – TX_DEM, variação líquida do emprego – NEG, rotatividade dos postos de trabalho – RotPosto e a rotatividade dos trabalhadores - RotTrab.

A segunda seção apresenta as taxas citadas acima com controle de setor de atividade da

economia, a terceira seção com controle por região geográfica e a quarta e última com controle

do tamanho do estabelecimento. Por fim, em todas essas seções, é tratado conjuntamente a variável sexo do trabalhador.

4.1 - Resultados Agregados

Nesta seção, a análise se concentra na descrição das principais variáveis, de maneira

global 4 . O objetivo é identificar a criação e destruição de postos de trabalho no Brasil e as variáveis associadas a essas taxas e, posteriormente, controlar pelo sexo do trabalhador.

A análise se inicia pela demonstração da trajetória da quantidade média de postos de

trabalho no setor formal da economia, a variável X, em cada ano, sendo XH para homens e XM para mulheres. Assim, é possível visualizar o que acontece com este estoque durante os anos de 1985 a 2001.

O Gráfico 4.1, abaixo, mostra que os menores valores de postos de trabalho no setor

formal são os anos de 1985 e 1993 e o maior no ano de 2001. A estimativa de X é crescente de 1985 a 1989 e decrescente entre 1990 a 1993. Esse valor apresenta uma queda constante entre

4 Todas as informações da amostra se encontram no apêndice.

32

os anos de 1990 a 1993, e queda nos de 1996 e 1998. A taxa média de postos de trabalho no setor formal da economia é de 21.962.038.

Gráfico 4.1

Postos de trabalho médios por ano

30000000 25000000 20000000 15000000 10000000 5000000 0 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999
30000000
25000000
20000000
15000000
10000000
5000000
0
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
X XH XM
X
XH
XM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Realmente, o país passa por uma recessão na economia entre os anos de 1990 a 1992, com impactos expressivos nas taxas de emprego. Esse fato, associado ao aprofundamento da liberalização comercial, têm efeitos negativos sobre o mercado de trabalho formal e, somente em 1995, a quantidade de pessoas empregadas passa ser superior ao observado em 1989. Quanto ao sexo, as trajetórias do emprego médio para homens e mulheres são bem próximas, porém no caso das mulheres, o crescimento é maior. A taxa de crescimento dos postos de trabalho para homens é de 18,90%, para as mulheres de 62,10% e, no global de 33,16%, entre 1985 a 2001. A participação das mulheres passa de 33% para 40%, um crescimento que corrobora a maior participação do sexo feminino no mercado de trabalho. Após 1996, o estoque médio de postos de trabalho tem uma trajetória bem mais estável de crescimento apesar das crises financeiras, fiscais e cambiais sofridas no período.

33

O Gráfico 4.2 apresenta as taxas de admissão e demissão. Nele se verifica que essas

taxas possuem a mesma tendência de queda ou ascensão para todos os anos do estudo, com exceção de apenas três anos, os de 1987, 1990 e 1993, onde as taxas caminham em sentido oposto. Essa tendência é comprovada pela correlação entre as taxas que é de 0,75, ou seja, a correlação é positiva e forte.

Gráfico 4.2

Taxas de admissão e demissão por ano

70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
TX_ADM TX_DEM
TX_ADM
TX_DEM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A taxa de admissão apresenta seu maior valor no ano de 1986 e menor no ano de 1992,

enquanto a taxa de demissão é maior em 1990 e menor em 1993. A explicação aparente para a as taxas de admissão e demissão em 1992 e 1993 é a crise econômica brasileira nos anos anteriores, o que leva trabalhadores e empresas a ter menos incentivos a realocar a mão-de- obra. Os trabalhadores sabem que novos postos de trabalho estão mais difíceis e as firmas já demitiram os trabalhadores menos produtivos nos anos anteriores.

A taxa média da admissão é de 48,64% e da demissão é de 45,36%. Em resumo, essas

taxas são muito elevadas, visto que, na média, aproximadamente, 1 em cada 2 trabalhadores de uma empresa é admitido em cada ano, o mesmo ocorrendo para a demissão. Novamente, caso cada trabalhador trocasse de emprego apenas uma vez ao ano, metade de cada empresa seria demitida e outra metade admitida, evidenciando a expressiva rotatividade da mão-de-obra

34

nacional. A taxa de demissão é maior que a de admissão apenas para os anos de 1990 a 1992, o que produziu retração no emprego líquido nesses anos. Essas taxas possuem tendência de queda entre os anos de 1986 a 1992, com pequena elevação entre 1993 e 2001. Quando a análise é por sexo, as taxas de admissão e de demissão dos homens são sempre maiores que as das mulheres, ou seja, a rotatividade dos trabalhadores do sexo masculino é maior do que do sexo feminino, para todos os anos estudados. A taxa de criação de postos de trabalho por nascimento apresenta tendência de ascensão durante a série estudada, de acordo com o gráfico 4.3. As menores taxas são nos anos de 1990 e 1992, de 1,99% e a maior em 1997, de 4,85%, e a média é de 3,14%. A taxa de 1986 é bem atípica em relação aos anos subseqüentes, só sendo menor após 1997.

Gráfico 4.3

Criação de postos de trabalho por nascimento

6,00% 5,00% 4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999
6,00%
5,00%
4,00%
3,00%
2,00%
1,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
JCN JCNH JCNM
JCN
JCNH
JCNM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Quanto ao sexo, as taxas para as mulheres - JCNM são maiores do que as dos homens - JCNH, com exceção dos anos de 1995 e entre 1999 e 2001. Tanto para homens e mulheres, as maiores e menores taxas coincidem com a taxa global. Os dados sugerem que nos anos de 1986 e 1997 a economia favorecia a abertura de novas empresas, visto as altas taxas de criação de postos de trabalho por nascimento.

35

A criação de postos de trabalho por expansão - JCE e a taxa de destruição - JD, por

diferentes maneiras, tem filtros de controle para criação por nascimento e destruição por

mortes. É claro que esses filtros não são os ideais e são diferentes para cada taxa, o que pode levar a falsas conclusões. Por isso, a análise tem que ser feita com cautela.

A menor taxa de expansão – JCE, observando o gráfico abaixo, ocorre em 1990 e a

maior em 1985. Essa taxa é baixa para os anos de 1990 a 1993, sendo, na verdade, as taxas anteriores a 1990 maiores que todas as taxas até 2000. A taxa de JCE tem trajetória de ascensão pouco constante, sendo apenas nos anos de 1992 a 1994 e 1995 a 1997 que são, seguidamente, de crescimento.

Gráfico 4.4

Taxas de criação por expansão e destruição de postos de trabalho

14,00% 12,00% 10,00% 8,00% JCE 6,00% JD 4,00% 2,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993
14,00%
12,00%
10,00%
8,00%
JCE
6,00%
JD
4,00%
2,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Nos anos de 1990 a 1993 e 1995 a 1999, JCE é menor que a taxa de destruição de

postos de trabalho - JD. Isso indica que o país cria poucos postos de trabalho líquidos no setor formal, o que deve levar a mão-de-obra nacional à informalidade ou ao desemprego.

A menor taxa de destruição de postos de trabalho – JD ocorre no ano de 1985 e a maior

em 1990, exatamente oposto a JCE. O sentido das taxas (ascensão ou queda) é igual apenas

nos anos de 1989 e 1994.

36

A correlação entre as duas taxas é de –0,82, ou seja, forte e negativa e reforça o fato que essas taxas tendem a caminhar em sentidos opostos. Pode-se afirmar, portanto, que as firmas tendem, em momento de recessão econômica, a aumentar as taxas de destruição e diminuir a criação, e o contrário em períodos de crescimento econômico, algo esperado. No entanto, a admissão e demissão de trabalhadores caminham no mesmo sentido no período, o que não é esperado.

A correlação entre JCE e a criação líquida de emprego – NEG é de 0,99, uma

correlação quase perfeita. Não se pode afirmar que uma taxa explica a outra, apenas que

ambas estão fortemente associadas.

Os homens têm taxas de JCE maiores que as mulheres em todos os anos, com exceção

do ano de 1986. Como a participação masculina é maior, a trajetória de JCE total acompanha

mais a taxa de JCE para homens. Tanto para homens e mulheres, as maiores taxas são em 1986 e as menores em 1990. As taxas de JD para os homens são, também, sempre maiores do que das mulheres, mas ambos tem a mesma tendência. Entretanto, após 1993, a taxa para as mulheres é bem mais suave do que dos homens. Enquanto, entre 1993 e 1998, a taxa feminina cresce constantemente, para os homens ela sobe muito em 1995, caí em 1996 e 1997 e volta a subir em 1998. Por fim, a média da taxa de JD é de 9,95%, mas ressalta-se a sua possível subestimação. No caso da criação total de postos de trabalho – JT a taxa caminha no mesmo sentido que a taxa de destruição de postos de trabalho - JD apenas em 1986, 1989 e 1994, com correlação entre as taxas é de –0,53. O Gráfico abaixo compara JT a JD.

37

Gráfico 4.5

Taxas de criação total e destruição de postos de trabalho

18,00% 16,00% 14,00% 12,00% 10,00% JT 8,00% JD 6,00% 4,00% 2,00% 0,00% 1985 1987 1989
18,00%
16,00%
14,00%
12,00%
10,00%
JT
8,00%
JD
6,00%
4,00%
2,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A taxa média de criação total - JT é de 13,23% e é maior em 2000 e menor em 1985.

JT é maior que JD em todos os anos, com exceção de 1990 a 1992. É importante ressaltar que

apesar da grande recessão sofrida em 1990 com queda do PIB, empresas criarão postos de

trabalho a taxa de 9,32%. Isso indica que um número expressivo de empresas estava

aumentando o número de empregos, apesar da crise econômica ter afetado a maioria das

firmas.

A rotatividade dos postos de trabalho – RotPosto é a soma das taxas de criação e

destruição de postos de trabalho. O Gráfico 4.6 apresenta sua trajetória, sendo RotPostoH a

taxa dos homens e RotPostoM das mulheres.

38

Gráfico 4.6

Rotatividade dos postos de trabalho por sexo

30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
RotPostoH RotPostoM RotPosto
RotPostoH
RotPostoM
RotPosto

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A estimativa dessa variável apresenta trajetória de ascensão para a série estudada, entre

1985

a 2001, passando de 21,26% para 26,23%. Aliás, o maior valor ocorre exatamente em

2001

e o menor em 1989. Portanto, a rotatividade dos postos de trabalho aumenta ao longo do

período, o que sugere impactos negativos sobre a produtividade do trabalhador e da empresa.

A década de 90 é marcada pela reestruturação da cadeia produtiva no país, o que leva a

migração de postos de trabalhos entre diferentes firmas e entre outros setores e regiões. Dessa forma, pode-se perceber que ocorrem choques alocativos na economia, sendo esses mais importantes para criação e destruição de postos de trabalho do que choques agregados, como o de 1990, visto as baixas taxas de rotatividade de postos de trabalho nesse ano, quando comparadas as taxas após 1995. A taxa masculina é sempre maior que a feminina, sendo a taxa média para os homens de 24,36%, para as mulheres de 21,16% e no global de 23,19%. Assim, os postos de trabalho ocupados por homens apresentam maior rotatividade do que os ocupados por mulheres, em todos os anos estudados.

A taxa de rotatividade do trabalhador – RotTrab é a soma das taxas de admissão e

demissão e é mostrada no Gráfico 4.7. Fato interessante é que, ao contrário de RotPosto, a rotatividade do trabalhador apresenta tendência de queda entre os anos e tem o maior valor em

39

1986 com 113,08%.

Gráfico 4.7

Rotatividade do trabalhador por sexo

140,00% 120,00% 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997
140,00%
120,00%
100,00%
80,00%
60,00%
40,00%
20,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
RotTrab RotTrabH RotTrabM
RotTrab
RotTrabH
RotTrabM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A menor taxa de RotTrab é o do ano de 1992, um ano de crise econômica, assim como detalhado na taxas de admissão e demissão. A taxa média de RotTrab é de 94%, um valor quatro vezes maior que a taxa média de RotPosto. Isso indica que a maior parte da rotatividade da mão-de-obra se dá entre postos de trabalho existentes e não pela criação de empregos em uma empresa e destruição em outras, ou seja, via realocação de postos de trabalho entre firmas. Cabe ressaltar que a estimativa de RotTrab é decrescente entre 1986 a 1992 e, apesar de 1990 ter sido um ano de crise acentuada, a RotTrab é igual a de 1988. A conclusão que pode ser tirada do parágrafo acima é que a soma das taxas de admissão e demissão tende a cair em uma recessão. No entanto, ressalta-se que a demissão pode estar subestimada, mesmo quando comparada a outros anos, visto que a morte de empresas é mais intensa, em períodos de grave crise econômica. Na média, para cada 100 trabalhadores em um ano, há uma variação líquida positiva de 3 postos de trabalho, o que necessita a admissão de 48 pessoas, demissão de 45, o que gera a criação de 13 postos de trabalho e destruição de 10. Desse modo, a maior parte da rotatividade

40

dos trabalhadores se dá entre postos de trabalho existentes e não pela criação de postos em uma firma e destruição em outra. As taxas de demissão e admissão possuem uma correlação de 0,75, sendo forte e positiva, o que significa uma relação direta. Ao contrário, as taxas de criação e destruição apresentam uma correlação negativa de 0,52, uma relação indireta. Isso é bastante interessante e mostra o comportamento heterogêneo das firmas em respostas a choques econômicos. Na verdade, empresas que estão com variação líquida do emprego negativa estão, também, contratando pessoas, mas claro que em número menor. O mesmo ocorre com as firmas com variação positiva. Dado um choque econômico no Brasil, em um grupo de firmas, a maioria passa a destruir postos de trabalho, porém algumas têm taxas positivas de emprego. No entanto, as taxas de admissão e demissão caminham no mesmo sentido neste mesmo choque. Pode-se concluir que as firmas ao retraírem os postos de trabalho, aproveitam para fazer uma realocação do fator trabalho, demitem mais que o necessário e aproveitam para admitir novos trabalhadores. Aparentemente, em períodos de choques positivos, trabalhadores e firmas no Brasil tem incentivos para realocarem o fator trabalho. A explicação está no baixo custo e benefício para ambos de contratos de trabalho estáveis. A princípio, o trabalhador tem mais incentivos a rotatividade nos anos de aquecimento econômico, visto que há novas vagas para ele ocupar, ou seja, ele tem maior facilidade de realocação. A firma, por outro lado, detém mais incentivos nos anos de recessão, visto que aumenta o número de trabalhadores em busca de uma ocupação. Em 1990, ocorre um choque agregado negativo na economia, mas as taxas de demissão são menores do que em 1986 e 1987. Uma resposta para isso está na forma de cálculo da destruição, a qual não está incorporando corretamente as firmas que morrem, visto que muitas ao encerrarem suas atividades param de informar ao MTE. É claro que o número de firmas que morrem, em uma recessão, é maior do que em uma expansão econômica. Cabe ressaltar que caso a subestimação não seja a explicação, então se tem que a rotatividade acontece mais pelo interesse do trabalhador do que da empresa, o que vai ao encontro das críticas de BARROS, CORSEUIL, FOGUEL (2001) aos programas de proteção

41

social do Brasil. No mais, a literatura sobre a rotatividade no mercado de trabalho ressalta que, nos casos de choques alocativos, há um aumento da realocação da mão-de-obra e de postos de trabalho, pois a sociedade diminui a demanda por um certo tipo de produto ou serviço e aumenta por outro, o que eleva a taxa de criação, destruição de postos de trabalho e admissão e demissão do trabalhador.

42

4.2 – Análise Regional

Nesta seção, a análise se concentra na descrição das principais variáveis, com controles regionais. O objetivo é entender quais as localidades geográficas são mais propensas à rotatividade de postos de trabalho e do trabalhador. Divide-se aqui em região Sul, Nordeste, Centro-Oeste, Norte e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

O Brasil é um país bastante heterogêneo quanto às características dos postos de

trabalho nas diferentes regiões do país. As regiões apresentam diferentes níveis de formalização dos empregos e distintas participações nos ramos de atividade. Assim, é

esperado diferente taxas de rotatividade de postos de trabalho nas distintas localidades.

A estimativa do estoque médio de postos de trabalho – X possui o maior valor no

estado de São Paulo, concentrando 32,90% do total. O menor estoque se encontra no Espírito Santo, com 1,70%. São Paulo possui também a maior parte das empresas, com 32,65% do total e o Espírito Santo a menor parte, com 2,0%. Cabe ressaltar que a região sudeste é a única a ser dividida em estados e, portanto, é preciso ter cuidado nas comparações e conclusões regionais. A trajetória de X apresenta crescimento em todas as regiões do país, entre 1985 a 2001, sendo maior na região Centro Oeste do país, com crescimento de 72%. O Rio de Janeiro apresenta o menor crescimento, com apenas 3,7%. O gráfico abaixo mostra a variável X, na média entre 1985 a 2001, por região e sexo do trabalhador.

43

Gráfico 4.8

Postos de trabalho médios por região e sexo

8.000.000 7.000.000 6.000.000 5.000.000 X 4.000.000 XH 3.000.000 XM 2.000.000 1.000.000 0 NORTE CENTRO ES
8.000.000
7.000.000
6.000.000
5.000.000
X
4.000.000
XH
3.000.000
XM
2.000.000
1.000.000
0
NORTE
CENTRO ES NORD MG SUL
SP
RJ

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A estimativa de X para os homens e mulheres tem, também, o maior crescimento na

região Centro Oeste e menor no estado do Rio de Janeiro, entre os anos de 1985 a 2001. Na

verdade, o Rio de Janeiro sofre uma redução do estoque médio de postos de trabalho ocupados por homens, com queda de 8%.

A maior taxa de admissão ocorre no estado de São Paulo, porém é, também, neste

Estado que ocorre a maior taxa de demissão de trabalhadores. Desse modo, São Paulo apresenta a maior taxa de rotatividade de trabalhador. A região Nordeste possui as menores taxas de admissão e demissão e, conseqüentemente, a menor rotatividade do trabalhador.

A estimativa da taxa de admissão e demissão é maior no caso dos homens do que das

mulheres para todas as regiões estudadas. No caso dos homens, a maior taxa de admissão

apresenta-se no estado de Minas Gerais, e das mulheres no estado de São Paulo. A menor, para ambos, encontra-se no Nordeste do país.

O gráfico abaixo mostra a variável rotatividade do trabalhador, que é a soma das taxas

admissão e demissão por espaço geográfico e sexo do trabalhador.

44

Gráfico 4.9

Rotatividade do trabalhador por região e sexo 140,00% 120,00% 100,00% RotTrab 80,00% RotTrabH 60,00% RotTrabM
Rotatividade do trabalhador por região e sexo
140,00%
120,00%
100,00%
RotTrab
80,00%
RotTrabH
60,00%
RotTrabM
40,00%
20,00%
0,00%
NORTE
CENTRO ES NORD MG SUL
SP
RJ

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A região Nordeste apresenta taxas de admissão e demissão bastante inferiores, quando

comparadas a de outras regiões. Isso decorre do fato da RAIS está subrepresentada nesta

região, o que cria viés os dados na direção dos setores mais formais, como a administração pública, a qual possui taxas de rotatividade bastante baixas.

A estimativa da variação líquida do emprego – NEG calcula a diferença entre as taxas

de admissão e demissão, ou de criação total de postos de trabalho e destruição. A estimativa de NEG é maior na região Norte do país, e menor no estado do Rio de Janeiro. Para os homens, a maior coincide com a global, porém as mulheres apresentam a maior taxa na região centro- oeste. Os homens e as mulheres têm menores taxa de NEG no estado do Rio de Janeiro. Por fim, a variável NEGH é menor que NEGM apenas na região Nordeste do país, como observado no gráfico abaixo.

45

Gráfico 4.10

Variação líquida de postos de trabalho por região e sexo 6,00% 5,00% 4,00% NEG NEGH
Variação líquida de postos de trabalho por região e
sexo
6,00%
5,00%
4,00%
NEG
NEGH
3,00%
NEGM
2,00%
1,00%
0,00%
NORTE
CENTRO
ES NORD MG SUL
SP
RJ

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A diferença entre o maior crescimento de X (centro-oeste) e o maior de NEG (Norte)

sugere que a região Norte tem maiores problemas de informação, principalmente quanto à declaração de empresas que morrem. Isto ocorre porque as empresas deixam de informar os empregados demitidos quando morrem. Assim, há uma influência na variável NEG, que requer as declarações de demissão, mas não a comparação de X entre os anos. Dessa forma,

pode-se concluir que, no norte do país, um número maior de empresas deixa de informar ao Ministério do Trabalho, por meio da RAIS, as demissões de trabalhadores, em grande parte devido ao encerramento das atividades. Isso leva a uma superestimativa da variável NEG.

O estado do Espírito Santo tem a maior taxa de criação total de postos de trabalho,

seguido de Minas Gerais. A menor está no Nordeste. O Espírito Santo possui, também, a

maior taxa de criação por nascimento de empresas. A maior taxa de destruição está no estado do Espírito Santo, seguido de Minas Gerais, assim com a criação total.

A estimativa da taxa de criação por expansão é menor que a estimativa de destruição

nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e na região Sul do país, como demonstrado no gráfico abaixo. Quanto à criação total dos postos de trabalho, essa estimativa é sempre maior

46

que a destruição.

Gráfico 4.11

Rotatividade dos postos de trabalho por região

16,00% 14,00% 12,00% 10,00% 8,00% 6,00% 4,00% 2,00% 0,00% NORTE CENTRO ES NORD MG SUL
16,00%
14,00%
12,00%
10,00%
8,00%
6,00%
4,00%
2,00%
0,00%
NORTE
CENTRO
ES NORD MG SUL
SP
RJ
JCN JCE JT JD
JCN
JCE
JT
JD

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Os homens, quando comparados às mulheres, têm maiores taxas de criação em todas as regiões estudadas, com exceção do estado de São Paulo. Contudo, os homens também apresentam as maiores taxas de demissão, sendo nesse caso maior que as mulheres em todas as regiões. O gráfico abaixo mostra a estimativa da variável rotatividade dos postos de trabalho, que é a soma da criação total e destruição de postos de trabalho. O gráfico mostra que os homens são mais propensos a rotatividade que as mulheres, para todas as regiões.

47

Gráfico 4.12

Rotatividade do posto de trabalho por região e sexo

30,00% 28,00% 26,00% 24,00% 22,00% 20,00% 18,00% 16,00% 14,00% 12,00% 10,00% NORTE CENTRO ES NORD
30,00%
28,00%
26,00%
24,00%
22,00%
20,00%
18,00%
16,00%
14,00%
12,00%
10,00%
NORTE
CENTRO ES NORD MG SUL
SP
RJ
RotPosto RotPostoH RotPostoM
RotPosto
RotPostoH
RotPostoM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A relação entre rotatividade do trabalhador e rotatividade dos postos de trabalho é maior no estado de São Paulo – 4,6 e menor na região Norte do país – 3,7. Pode-se inferir dessa relação que, em São Paulo, é necessário mais trabalhadores trocarem de empregos para que postos de trabalho sejam criados por determinadas empresas e destruídos por outras. Dessa forma, São Paulo apresenta o maior excesso de rotatividade, onde a maior parte das admissões e demissões encontra-se em postos de trabalho que não são criados e nem destruídos, em um dado ano. Por fim, a correlação entre as taxas de admissão e demissão é maior no estado de São Paulo e menor no Centro Oeste. No mais, em todas as regiões, a correlação entre essas taxas é positiva. Quanto à correlação entre a criação total e destruição de postos de trabalho, é maior, em módulo, no Norte e menor no Nordeste do país. Contudo, em todas as regiões essa correlação é negativa.

48

4.3 – Análise Setorial

Nesta seção, a análise se concentra na descrição das principais variáveis, com controles de setores de atividade. O objetivo é descrever quais os ramos da economia são mais propensos à rotatividade de postos de trabalho e do trabalhador. Dividem-se os setores em

construção civil, serviço, comércio, indústria e agropecuário, extração vegetal, caça e pesca. Para simplificar, denomina-se esse último setor de agropecuário.

A análise dos setores de serviço e comércio é mais detalhada e para os outros setores

faz-se apenas uma análise comparativa. Isso se justifica porque a maior parte dos postos de trabalho ocupados por mulheres está nesses setores, correspondendo, aproximadamente, 85% do total, no setor formal da economia.

4.3.1 – Setor de Serviço

O setor de serviços é o ramo da economia que mais cresceu no país, passando de um

estoque de postos de trabalho de 9.925.670 em 1985 para 14.310.886 em 2001, um crescimento de 144%. Esse é também o que mais emprega trabalhadores formais, 54% do total. A participação do total de empregos é de 46,36% para os homens e de 66,89% para as

mulheres. Em 1985, essa participação no total de postos de trabalho é de 52% e, em 2001, passa a 57% e o número de empresas acompanha o crescimento dos postos de trabalho, com crescimento de 118% ao longo da série. Este setor no Brasil é composto por subsetores muito heterogêneos quanto às características de salário, qualificação e produtividade e, portanto, pode ser falacioso generalizar conclusões. Segundo MELO et. al. (1999) esse setor apresenta uma geração de valor agregado por pessoa ocupada baixo, quando comparado à indústria. Porém, há subsetores, como das instituições financeiras, que apresentam relação valor agregado/participação na ocupação superior aos observados na indústria. As características desse setor podem ser resumidas em prestação de trabalho, marcada

49

pelo caráter pessoal, pela simultaneidade dos atos de produção e consumo, a maior propensão à incorporação do progresso técnico e a natureza de não comercializáveis (non-tradebles) dos produtos que leva a uma baixa competição no setor. No mais, há baixa geração de renda por pessoa ocupada e é intensivo em trabalho (MELO et. al., 1999). O setor de serviços sofre uma queda na quantidade média de postos de trabalho formais – “X” entre os anos de 1989 a 1993. Na verdade, o valor da variável “X” em 1988 é superado apenas em 1995. Porém, trajetória de “X” é ascendente, tendo seu menor valor em 1985 e o maior em 2001.

O gráfico abaixo apresenta essa trajetória descrita acima e, também, separa a dos

homens do das mulheres. Os postos de trabalho ocupados por mulheres apresentam

crescimento, passando de 41% em 1985 para 49% em 2001.

Gráfico 4.13

Postos de trabalho médios por sexo

16000000 14000000 12000000 10000000 8000000 6000000 4000000 2000000 0 1985 1987 1989 1991 1993 1995
16000000
14000000
12000000
10000000
8000000
6000000
4000000
2000000
0
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
X XH XM
X
XH
XM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A comparação entre a taxa de variação líquida de postos de trabalho - NEG e a

variação do estoque médio de postos de trabalho, nos anos de 1990 a 1993, aponta para subestimação das taxas de destruição de postos de trabalho. Nesses anos, a estimativa de “X” sofre redução, enquanto NEG é positivo.

50

A taxa de admissão média é de 36,12%, de demissão é de 32,2%. A demissão é maior

que a admissão apenas em 1990. Em 1990, portanto, ocorre a única variação negativa líquida com –0,43%. A variação média líquida é de 3,92%, com maior valor em 1985 de 8,23%. As taxas de admissão e demissão coincidem em teto e piso, sendo, em 1986, no maior valor e, em 1992, no menor. Portanto, o ano de 1986 é marcado por grande instabilidade dos contratos de trabalho, e de maneira inversa, o ano de 1992 tem contratos mais estáveis, apesar da recessão.

Gráfico 4.14

Taxas de admissão e demissão

50,00% 45,00% 40,00% 35,00% 30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991
50,00%
45,00%
40,00%
35,00%
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
ADM DEM
ADM
DEM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A taxa de criação total - JT e a taxa de expansão - JCE de postos de trabalho têm o

maior valor em 1985 e o menor em 1990. A destruição tem seu maior valor em 1990 e o

menor 1985, exatamente de maneira oposta das taxas de criação. A destruição é maior que a criação total apenas em 1990, enquanto a criação por expansão é menor entre 1990 e 1992.

É fato interessante que a maior e a menor taxa de admissão ocorrem nos mesmos anos

e a maior de criação ocorre quando a taxa de destruição é menor, e vice-versa. Dessa maneira, as taxas de correlação entre JT e JD (–0,50) e entre JCE e JD (–0,71) são negativas, e entre a taxa de admissão e demissão (0,94) são positivas.

51

Gráfico 4.15

Rotatividade dos postos de trabalho

14,00% 12,00% 10,00% 8,00% 6,00% 4,00% 2,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997
14,00%
12,00%
10,00%
8,00%
6,00%
4,00%
2,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
JD JT JCE
JD
JT
JCE

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

No caso dos homens, a taxa JCE apresenta média de 9,07%, a taxa de JT de 11,26% e JD de 7,86%. As mulheres detêm taxa média de JCE de 8,27%, JT de 10,06% e JD de apenas 5,48%. Assim, os homens têm maiores taxas de RotPosto, 23% maior, e de RotTrab, de 50% maior, quando comparado às mulheres.

4.3.2 – Setor de Comércio

O setor de comércio é um ramo de atividade que conta com o maior número de firmas, mas que não representa o maior número de postos de trabalho. Na verdade, as empresas de comércio são bem menores do que nos outros ramos de atividade, em termos de número de postos de trabalho. Na média, entre 1985 a 2001, 43% das empresas são do setor de comércio, sendo que, em 1985, esse percentual é de 41% e passa em 2001 para 45%. Esse setor é bastante heterogêneo quanto aos níveis de produtividade e salário. Basicamente, o comércio se divide em atacadista, varejista e outras atividades comerciais. O

52

varejista, segundo relatório do o Cadastro Central Empresas – IBGE (2001), não requer volume de capital nem complexidade de negócios, o que facilita a proliferação de pequenas

unidades. As empresas varejistas são caracterizadas por pequenos negócios, o que muita vezes não conta com a participação de trabalhadores assalariados.

O comércio representa 15% dos postos de trabalho entre 1985 e 2001. O maior valor

desse número médio, que é a variável “X”, ocorre no ano de 2001 e o menor no ano de 1993. A estimativa dessa variável é decrescente entre 1989 e 1993 e crescente para todos os outros anos, com um salto em 1994.

Gráfico 4.16

Postos de trabalho médios por sexo

4500000 4000000 3500000 3000000 2500000 2000000 1500000 1000000 500000 0 1985 1987 1989 1991 1993
4500000
4000000
3500000
3000000
2500000
2000000
1500000
1000000
500000
0
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
X XH XM
X
XH
XM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Esse setor tem crescimento de 70% no número de postos de trabalho e de 146% no

número de empresas, o que reduz a média de empregados por firma de 5,4 em 1985 para 3,8 em 2001.

A taxa de admissão média é de 63,82% e a de demissão é de 59,02%. A taxa de

demissão é maior que a de admissão apenas entre os anos de 1990 a 1992, que são os anos com variação líquida negativa. A maior taxa de admissão ocorre em 1986 e a menor em 1992,

enquanto a demissão é maior também 1986 e menor em 1993.

53

Os homens ocupam 65% dos postos de trabalho no setor de comércio e esse setor detêm 30% dos postos de trabalho ocupados por homens e 18% das mulheres.

Gráfico 4.17

Taxas de admissão e demissão

90,00% 80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993
90,00%
80,00%
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
ADM DEM
ADM
DEM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Mais uma vez, a taxa de destruição é maior que a de criação total nos mesmos anos quando a admissão é maior do que a demissão, enquanto a de criação por expansão é maior que a destruição em 1985, 1986, 1989 e 2001. Esse último resultado indica o quanto é importante a destruição por morte das empresas como forma de demissões e que, possivelmente, está incluída parcialmente dentro de JD.

54

Gráfico 4.18

Rotatividade dos postos de trabalho

30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001
JD JT JCE
JD
JT
JCE

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A taxa de criação por expansão tem média de 17,77%, a criação total de 19,43% e de destruição de 14,63%. A maior taxa de criação por expansão ocorre em 2000 e a menor em 1992. No caso da destruição, a menor ocorre em 1985 e a maior em 1992. Para os homens, as maiores e menores taxas são iguais as globais citadas acima e para as mulheres a menor taxa de JD ocorre em 1992 e a maior em 1986, coincidindo JT e JCE com as globais. O comércio representa 35,78% do total da criação de postos de trabalho por nascimento, o que comprova as quão reduzidas são as barreiras à entrada neste setor. Também, a análise por gênero mostra que esse setor possui a maior quantidade de postos de trabalho criados por nascimento para ambos os sexos. A rotatividade do trabalhador possui média de 122,83%, número esse maior que a indústria e o serviço, enquanto a rotatividade dos postos de trabalho é de 34,06%, também maior que os dois setores. Porém, a relação entre essas taxas é de 3,61, bem próxima as atividades citadas. A participação no RotTrab de serviços no RotTrab total é de 19%, ou seja,

55

maior que sua participação no total de postos de trabalho médio (15%). Os homens têm taxa de RotPosto de 33,02% e as mulheres de 35,97%, enquanto no caso de RotTrab, os homens têm taxa de 121,06% e as mulheres de 126,05%. Em resumo, as mulheres têm taxa 9% maior de RotPosto e 4% maior de RotTrab. Nesse setor, ao contrário do setor de serviço, as mulheres têm taxas maiores para ambas estimativas e é interessante que a diferença entre as taxas de homens e mulheres é menor em RotTrab do que em RotPosto.

4.3.3 – Análise comparativa dos setores

A estimativa do estoque médio de postos de trabalho – X possui o maior valor no setor

de serviço, concentrando 53,80% do total, para a média entre os anos de 1985 a 2001. O menor estoque se encontra no setor agropecuário, com 1,84% O maior número de empresas, por outro lado, encontra-se classificada no setor de comércio, com 42,74% e o menor do

agropecuário, com 1,18%.

A relação entre X e o número de empresas fornece o tamanho médio das empresas por

setor. O estoque médio de postos de trabalho por empresa é maior, para a média de 1985 a 2001, no setor agropecuário, com aproximadamente vinte (20) trabalhadores por empresa. Os números da construção, serviço e indústria são bastante próximos. O menor está no comércio, com apenas quatro (4) trabalhadores por empresa.

A relação descrita acima apresenta redução, entre 1985 a 2001, para todos os setores de

atividade, sendo a queda maior na construção civil e na indústria. Isso indica o aumento do

número de pequenas empresas na economia e, possivelmente, o aumento da formalização. Quanto ao setor agropecuário, esse número sugere que a RAIS tem maior cobertura nas grandes empresas, o que enviesa as conclusões.

A trajetória de X apresenta crescimento em todos os setores de atividade, entre 1985 a

2001, com exceção da indústria. O maior crescimento está no setor de comércio, com crescimento de 70%, enquanto a indústria apresenta redução de 2,35% para o mesmo período. O gráfico abaixo mostra a variável X, na média entre 1985 a 2001, por setor e sexo do trabalhador.

56

Gráfico 4.19

Postos de trabalho médios por setor e sexo

14000000 12000000 10000000 8000000 6000000 4000000 2000000 0 AGRO CONSTR
14000000
12000000
10000000
8000000
6000000
4000000
2000000
0
AGRO
CONSTR
X XH XM
X
XH
XM

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A estimativa de X para os homens e mulheres registra, também, o maior crescimento

no setor de comércio e menor na indústria. No caso da indústria, as mulheres têm crescimento

de 10,45% e os homens redução de 6,79%.

A maior taxa de admissão ocorre no setor da construção civil, porém é também nesse

setor que se verifica a maior taxa de demissão de trabalhadores. Desse modo, a construção civil apresenta a maior taxa de rotatividade de trabalhador. O setor de serviço possui as menores taxas de admissão e demissão, e conseqüentemente, a menor rotatividade do trabalhador. Esses são, portanto, os setores da economia com maior e menor rotatividade do trabalhador. Contudo, o setor de serviço apresenta, em valores absolutos, o maior valor de admissão e demissão de trabalhadores.

A estimativa da taxa de admissão e demissão é maior no caso dos homens do que das

mulheres para os setores de serviço e construção civil, sendo nos outros casos o oposto. No caso dos homens, a maior taxa de admissão apresenta-se na construção e a menor no Serviço.

57

As mulheres apresentam, também, a menor no serviço, porém a maior está no agropecuário.

O gráfico abaixo mostra a variável rotatividade do trabalhador, que é a soma das taxas

admissão e demissão, por setor e sexo do trabalhador.

Gráfico 4.20

Rotatividade do trabalhador por setor e sexo 300,00% 250,00% 200,00% RotTrab 150,00% RotTrabH 100,00% RotTrabM
Rotatividade do trabalhador por setor e sexo
300,00%
250,00%
200,00%
RotTrab
150,00%
RotTrabH
100,00%
RotTrabM
50,00%
0,00%
AGRO
CONSTR

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A estimativa de rotatividade do trabalhador para os homens – RotTrabH é maior que

das mulheres – RotTrabM apenas nos setores no setor de serviços e construção civil. Conclui- se que como o setor da construção possui a maior taxa de rotatividade e o serviço possui o maior número de postos de trabalho e o maior número de admissões e demissões, daí decorre a explicação da maior taxa de rotatividade nos postos de trabalho ocupados por homens no global.

Além disso, as mulheres ocupam mais postos de trabalho no setor de serviço, setor esse que tem as menores taxas de rotatividade, ou seja, é o setor mais estável da economia quanto à rotatividade do trabalhador. Na verdade, 66% das mulheres que estão empregas no setor formal da economia estão neste setor.

A variável variação líquida do emprego – NEG calcula a diferença entre as taxas de

admissão e demissão, ou de criação total de postos de trabalho e destruição. A estimativa de

58

NEG é maior no comércio e menor na indústria. Para os homens, a maior e a menor coincidem com as globais, porém as mulheres têm a maior taxa na construção e a menor igual a global. Por fim, a variável NEGH é menor que NEGM em todos os setores de atividade. Dessa forma, as mulheres ganham participação, entre os anos de 1985 a 2001, em todos os setores de atividade estudados.

Gráfico 4.21

Variação líquida de postos de trabalho por setor e sexo 7,00% 6,00% 5,00% 4,00% NEG
Variação líquida de postos de trabalho por setor e sexo
7,00%
6,00%
5,00%
4,00%
NEG
3,00%
NEGH
2,00%
NEGM
1,00%
0,00%
AGRO
CONSTR

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A diferença entre o maior crescimento de X (comércio) e o maior de NEG (construção

civil) sugere, assim como na análise regional, que existem problemas de informação do número de trabalhadores demitidos na construção. Isso se deve, em grande parte, a morte de empresas que deixam de informar as demissões ao encerrarem suas atividades.

A estimativa da taxa de criação por expansão é maior que a estimativa de destruição

apenas no setor de serviço, como demonstrado no gráfico abaixo. Quanto à criação total dos postos de trabalho, essa estimativa é sempre maior que a destruição. A construção civil registra a maior taxa de criação e destruição total de postos de trabalho. Por outro lado, a menor taxa de criação e destruição está no setor de serviço.

59

Gráfico 4.22

Rotatividade dos postos de trabalho por setor

30,00% 25,00% 20,00% 15,00% 10,00% 5,00% 0,00% AGRO CONSTR
30,00%
25,00%
20,00%
15,00%
10,00%
5,00%
0,00%
AGRO
CONSTR
JCN JCE JT JD
JCN
JCE
JT
JD

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Os homens, quando comparados às mulheres, têm maiores taxas de criação total na construção e no serviço, porém, também têm maiores taxas de destruição. O gráfico abaixo mostra a estimativa da variável rotatividade dos postos de trabalho, que é a soma da criação total e destruição de postos de trabalho. O gráfico mostra que os homens são menos propensos a rotatividade que as mulheres nos setores agropecuário, comércio e indústria.

60

Gráfico 4.23

Rotatividade do Posto de Trabalho por Sexo

60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% AGRO CONSTR
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
AGRO
CONSTR

RotPostoRotPostoH RotPostoM

RotPostoHRotPosto RotPostoM

RotPostoMRotPosto RotPostoH

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A relação entre rotatividade do trabalhador e rotatividade dos postos de trabalho é

maior no agropecuário (6,51) e menor no comércio (3,61). Pode-se inferir dessa relação que há uma maior necessidade de trocas de trabalhadores no setor agropecuário para que seja criado e destruído postos de trabalho. Isso decore, em grande parte, do caráter sazonal desta

atividade. Por fim, a correlação entre as taxas de admissão e demissão é maior no agropecuário e menor na indústria. No mais, em todas as regiões a correlação entre essas taxas é positiva. Quanto à correlação entre a criação total e destruição de postos de trabalho, essa é maior, em módulo, na indústria e menor no comércio, contudo, em todas os setores essa correlação é negativa.

A correlação negativa das taxas JT e JD indica que choques na economia tendem a ser

mais agregados do que setoriais. A indústria apresenta a maior correlação, em módulo, nessas taxas o que sugere que o setor é mais homogêneo e que os choques na economia afetam esse setor de maneira global e não apenas setorialmente. No caso do comércio e do setor agropecuário, a correlação é menor, o que indica que o setor é mais heterogêneo e que os

61

choques são mais setoriais, quando comparados à indústria. É claro que a subdivisão da indústria e do comércio permitiria entender melhor a relação entre os choques da economia e os efeitos sobre o mercado de trabalho.

62

4.4 – Análise por Tamanho do Estabelecimento

Nesta seção, a análise se concentra na descrição das principais variáveis desta

dissertação, com controle por tamanho da empresa. O objetivo é verificar se as pequenas empresas são mais propensas a criarem e destruírem postos de trabalho. O tamanho da empresa é medido pelo número de pessoas ocupadas em determinado estabelecimento. As faixas de tamanho das empresas são de 0-4, 5-9, 10-19, 20-49, 50-99, 100-499, 500 ou mais. Estas classes de tamanho são baseadas em PAZELLO (2000), com apenas uma maior divisão na classe entre 0 e 19 pessoas ocupadas. Segundo o IBGE (2001), as maiores taxas de natalidade e mortalidade de empresas estão no grupo de 0 a 4 pessoas ocupadas, independente do segmento econômico. Além disso, as empresas menores são mais novas que as de maior porte, sendo que, aproximadamente, 50% das empresas na primeira faixa de tamanho têm até cinco (5) anos de vida.

O maior número de empresas se encontra na primeira faixa de tamanho, com

aproximadamente 74% do total. Há uma relação negativa entre a quantidade de empresas e o tamanho, a maior classe de tamanho apresenta o menor número de empresas, com apenas 0,29%. Por outro lado, este grupo das maiores empresas apresenta 40% do postos de trabalho no mercado formal, na média entre os anos de 1985 e 2001, enquanto a faixa de 0 a 4 possui

participação de apenas 9%.

A maior taxa de admissão e demissão ocorre no grupo de empresas de 0 a 4

trabalhadores. Desse modo, essas empresas apresentam a maior taxa de rotatividade de trabalhador. A menor estimativa da taxa de admissão e demissão ocorre no grupo das maiores empresas, com 500 ou mais trabalhadores e, conseqüentemente, é nessa faixa a menor

estimativa de rotatividade do trabalhador. As classes intermediárias, entre 5 e 99 trabalhadores, apresentam taxas de admissão e demissão bem próximas, na média entre 1985 e

2001.

Pode-se concluir, portanto, que as menores empresas tendem a admitir e demitir mais trabalhadores do que as empresas de maior porte, o que leva à impactos negativos na produtividade da mão-de-obra e, conseqüentemente, explica os menores salários percebidos naquele grupo de empresas.

63

A estimativa da taxa de admissão e demissão é maior no caso dos homens do que das

mulheres para todas as classes de tamanho estudadas. Além disso, o teto e o piso dessas taxas coincidem com as globais para ambos os sexos.

O gráfico abaixo mostra a variável rotatividade do trabalhador, que é a soma das taxas

admissão e demissão, por tamanho de estabelecimento e sexo do trabalhador.

Gráfico 4.24

Rotatividade do trabalhador tamanho de empresa e sexo

RotTrab RotTrabH RotTrabM
RotTrab
RotTrabH
RotTrabM
180,00% 160,00% 140,00% 120,00% 100,00% 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% 0 - 4 5 -
180,00%
160,00%
140,00%
120,00%
100,00%
80,00%
60,00%
40,00%
20,00%
0,00%
0 - 4
5 - 9
10 -
20 -
50 -
100 -
500 -
19
49
99
499
+
Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Cabe ressaltar que as taxas de demissão tendem a estar mais subestimada no caso das pequenas empresas do que das grandes, visto que há uma maior probabilidade das pequenas

encerrarem suas atividades do que as grandes e deixarem de informar esse ato ao Ministério do Trabalho, por meio da RAIS.

A estimativa da variação líquida do emprego – NEG calcula a diferença entre as taxas

de admissão e demissão, ou de criação total de postos de trabalho e destruição. A estimativa de NEG é decrescente quanto maior o tamanho da empresa. Para os homens, a menor taxa coincide com a global, porém as mulheres apresentam a menor taxa nas empresas de 100 a 499 trabalhadores. Os homens e as mulheres têm maiores taxas de NEG no menor grupo de empresas. Por fim, a variável NEGH é menor que NEGM apenas nos dois maiores grupos de empresas.

64

Gráfico 4.25

Gráfico 4.25 Variação líquida de postos de trabalho por tamanho de empresa e sexo 16,00% 14,00%
Variação líquida de postos de trabalho por tamanho de empresa e sexo 16,00% 14,00% 12,00%
Variação líquida de postos de trabalho por tamanho de
empresa e sexo
16,00%
14,00%
12,00%
10,00%
NEG
8,00%
NEGH
6,00%
NEGM
4,00%
2,00%
0,00%
-2,00%
0 - 4
5 - 9
10 - 19
20 - 49
50 - 99
100 -
500 -
499
+
Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A variação líquida de emprego, em valores absolutos e não em taxa como descrito antes, registra que as pequenas empresas, entre 0 e 4 trabalhadores, são as grandes criadoras líquidas de emprego no Brasil. Ressaltando, é claro, a possível subestimação da destruição de postos de trabalho nesta faixa de tamanho. Para as outras faixas de tamanho, o comportamento da variação líquida de postos de trabalho é semelhante, contudo os homens ocupam a maioria destes postos criados, com exceção das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas. Na verdade, os postos de trabalho ocupados por homens, nesta faixa de tamanho, têm variação negativa no período estudado. A possível explicação para a variação negativa dos postos de trabalho ocupados por homens para as empresas de maior porte está no fato da indústria ter reduzido seu estoque de empregos neste período, com maior efeito sobre os homens.

65

Gráfico 4.26

Variação absoluta de postos de trabalho por tamanho de empresa e sexo

Global Homens Mulheres
Global
Homens
Mulheres
300000 250000 200000 150000 100000 50000 0 0 - 4 5 - 9 10 -
300000
250000
200000
150000
100000
50000
0
0 - 4
5 - 9
10 -
20 - 49
50 - 99
100 -
500 -
-50000
19
499
+
Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

As menores empresas apresentam as maiores estimativas das taxas de criação total, criação por nascimento e destruição de postos de trabalho. Na verdade, essas taxas são decrescentes com o aumento do tamanho da empresa. As empresas que têm entre 0 e 4 trabalhadores são o único caso onde a criação por nascimento é maior que a por expansão, com taxa de 23,6% contra 12,6%, respectivamente. Dessa forma, subentendemos que a taxa de destruição por morte da empresa é muito importante para determinação da taxa de destruição total, visto a importância da taxa de nascimento. A estimativa da taxa de criação por expansão é menor que a estimativa de destruição apenas no caso do menor grupo de tamanho de empresa, como demonstrado no gráfico 4.27. Quanto à criação total dos postos de trabalho, essa estimativa é sempre maior que a destruição. Os homens, quando comparados às mulheres, têm maiores taxas de criação para todos os tamanhos de empresas estudadas, com exceção do maior grupo. Contudo, os homens também apresentam as maiores taxas de demissão e, nesta situação específica, maior que as mulheres em todas as classes de tamanho.

66

Gráfico 4.27

Rotatividade dos Postos de Trabalho 40,00% 35,00% 30,00% JCN 25,00% JCE 20,00% JT 15,00% JD
Rotatividade dos Postos de Trabalho
40,00%
35,00%
30,00%
JCN
25,00%
JCE
20,00%
JT
15,00%
JD
10,00%
5,00%
0,00%
0 - 4
5 - 9
10 - 19
20 - 49
50 - 99
100 -
500 - +
499

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A rotatividade dos postos de trabalho - RotPosto, que é a soma da criação total e

destruição de postos de trabalho, é decrescente com o tamanho da empresa. Assim, quanto

maior o estabelecimento, menor é a taxa de rotatividade dos postos de trabalho. O menor grupo de tamanho registra uma taxa oito vezes superior a do maior grupo. Cabe ressaltar que essa relação negativa não ocorre com a variável rotatividade do trabalhador.

O gráfico abaixo mostra a estimativa da variável rotatividade dos postos de trabalho

por tamanho de empresa e sexo do trabalhador. O gráfico mostra que os homens são mais propensos a rotatividade que as mulheres, em todas as faixas de tamanho de estabelecimento.

67

Gráfico 4.28

Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de empresa e sexo

RotPosto RotPostoH RotPostoM
RotPosto
RotPostoH
RotPostoM
70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% 0 - 4 5 - 9 10
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
0 - 4
5 - 9
10 -
20 - 49 50 - 99
100 -
500 -
19
499
+
Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

A relação entre rotatividade do trabalhador e rotatividade dos postos de trabalho é maior nas empresas entre 100 e 499 trabalhadores e menor no grupo de empresas com 0 a 4 trabalhadores. Pode-se inferir dessa relação que, em empresas maiores, é necessário que mais trabalhadores troquem de empregos para que postos de trabalho sejam criados por determinadas empresas e destruídos por outras. Dessa forma, as maiores empresas apresentam o maior excesso de rotatividade, onde a maior parte das admissões e demissões encontra-se em postos de trabalho que não são criados nem destruídos, em um dado ano. Cabe informar que, em muitos casos, a destruição de postos de trabalho em empresas de 0 a 4 trabalhadores leva à morte desta empresa e, conseqüentemente, a possível não mensuração na RAIS, o que pode subestimar a relação citada.

68

O gráfico abaixo apresenta a estimativa da taxa de RotPosto para todas as faixas de

tamanho de empresa e em todos os anos estudados. Pode-se perceber que a crise econômica de

1990 afeta mais as empresas de médio e grande porte. De fato, nas empresas de 0 a 4 pessoas

ocupadas, observa-se uma redução dessa variável, o que torna mais evidente a subestimação

da destruição de postos de trabalho por morte de empresa. Assim, além de RotPosto ser muito

maior para o grupo de menor tamanho em comparação aos outros grupos, este valor deve ser o

que se apresenta mais subestimado.

Gráfico 4.29

Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de empresa e ano 70,00% 0 - 4
Rotatividade dos postos de trabalho por tamanho de
empresa e ano
70,00%
0
- 4
60,00%
5
- 9
50,00%
10
- 19
40,00%
20
- 49
30,00%
50
- 99
20,00%
100
- 499
10,00%
500
- +
0,00%
1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS

Por fim, a correlação entre as taxas de admissão e demissão é próxima para todos os

tamanhos de empresa (0,84), com exceção do menor grupo, onde esse número é bem menor

(0,57). No mais, para todos os tamanhos, a correlação entre essas taxas é positiva. Quanto à

correlação entre a criação total e destruição de postos de trabalho, essa é maior, em módulo, na

classe de menor tamanho (0,88). Além disso, para todas as faixas de tamanho, essa correlação

é negativa. A correlação entre a taxa de destruição e criação por expansão é menor no grupo

de 0 a 4 trabalhadores (0,68) e maior no grupo entre 20 e 49 (0,95).

69

Neste capítulo 4, os resultados encontrados indicam que postos de trabalho ocupados por homens apresentam maiores taxas de rotatividade do que os ocupados por mulheres. Além disso, os homens apresentam maiores taxas de admissão e demissão do que as mulheres. Assim, os homens ocupam a maioria dos postos de trabalho criados, mas, também, são os que mais perdem o emprego quando postos de trabalho são destruídos. Além disso, as mulheres apresentam as maiores taxas de variação líquida de postos de trabalho, levando aa crescimento da participação no mercado de trabalho em todos os segmentos da economia, passando a ocupar, em 2001, 40% dos postos de trabalho formais.

A região Nordeste registra as menores taxas de rotatividade de postos de trabalho -

RotPosto, que é a soma de criação e destruição de postos de trabalho e de rotatividade do

trabalhador - RotTrab, que é a soma das taxas de admissão e demissão. Por outro lado, o

estado de São Paulo apresenta o maior valor para ambas taxas. Cabe ressaltar que a região Sudeste foi à única a ser dividida em Estados.

A análise regional explicita a maior estabilidade das mulheres no mercado de trabalho,

pois em todas as regiões do país, os postos de trabalho ocupados por pessoas do sexo feminino

registram menores taxas de RotPosto e RotTrab.

O setor da construção civil registra as maiores estimativas das taxas de RotPosto e

RotTrab, em grande parte devido ao caráter temporário dos postos de trabalho neste setor. O setor com as menores taxas citadas é o de serviço, sendo, portanto, o mais estável da economia. As mulheres registram menores taxas de RotPosto e RotTrab do que os homens apenas na construção civil e em serviço. Como o primeiro apresenta as maiores taxas e o segundo os maiores valores, em números absolutos, as mulheres registram taxas menores do que os homens, em grande parte, devido ao tipo de setor que elas mais se inserem, sendo que, na construção civil sua participação é muito reduzida e o setor de serviço representa 67% do total de postos de trabalho ocupados por mulheres no setor formal da economia. Os resultados por tamanho de empresa indicam que as menores empresas tem maiores taxas de admissão e demissão de trabalhadores e de criação e destruição de postos de trabalho. Na verdade, as empresas com 0 a 4 pessoas ocupadas tem uma taxa de RotTrab três vezes maior e taxa de RotPosto oito vezes maior do que as empresas com 500 ou mais pessoas

70

ocupadas. Contudo, no período estudado, são as pequenas empresas que apresentam a maior taxa de variação líquida de postos de trabalho, ou seja, são as maiores geradoras de emprego no Brasil. A análise por tamanho de empresa corrobora a menor estabilidade dos postos de trabalho ocupados por homens, visto que para todos os tamanhos de empresas os homens registram maiores taxas de RotPosto e RotTrab do que as mulheres.

71

Considerações Finais

O estudo do mercado de trabalho com dados de estabelecimento tem contribuído para a

melhor compreensão, no Brasil e em outros países, das causas da rotatividade de postos de trabalho e dos trabalhadores e do próprio mercado de trabalho.

Há uma grande disparidade entre as taxas de criação e destruição de postos de trabalho

entre diferentes setores da economia e de tamanho de empresa. Tal heterogeneidade deve ser compreendida, pois políticas públicas baseadas em agentes representativos, que agrupam empresas de uma mesma indústria, não geram os resultados esperados, como afirmado em CORSEUIL et. al. (2002). Compreender as razões para a criação e destruição de postos de trabalho é muito importante para o desenho de políticas públicas e tem implicações para a economia com mudanças significativas na eficiência produtiva e no bem estar da população.

A flexibilidade do mercado de trabalho é muito importante para a eficiência da

economia, principalmente quanto à capacidade alocativa do fator trabalho. Mercados de trabalho rígidos podem resultar em perda de eficiência econômica. Contudo, o excesso de rotatividade gera impactos negativos na produtividade da mão-de-obra, com efeitos sobre os níveis salariais. Os ajustes no mercado de trabalho podem ser feitos via realocação da mão–de-obra, quando ocorre um choque alocativo. Nesta situação, a rigidez pode ser bastante nociva. No caso de choques agregados, os ajustes podem ser feitos via redução dos salários, na forma de

demissão de trabalhadores ou ambos. Nesta ótica, entender as características e causas da rotatividade dos trabalhadores e dos postos de trabalho permite que se conheça como o mercado de trabalho brasileiro responde aos diferentes choques na economia. Essa pesquisa utiliza, de maneira pioneira, a RAIS para estimação da taxa de criação e destruição de postos de trabalho. O período estudado é entre os anos de 1985 e 2001, anos esses de profunda reestruturação da economia e, principalmente, do mercado de trabalho.

O objetivo desta dissertação é entender as características dos postos de trabalho que

apresentam as maiores taxas de rotatividade, ou seja, as maiores taxas de criação e destruição

de postos de trabalho. Além disso, o estudo se propôs a analisar se postos de trabalho

72

ocupados por mulheres registram maiores ou menores taxas de rotatividade do que os

ocupados por homens. Este trabalho é o primeiro a relacionar rotatividade de postos de trabalho e o sexo do trabalhador.

Os resultados encontrados e descritos no capítulo 4 vão ao encontro dos resultados de

CORSEUIL et. al. (2002) quanto ao controle setorial. Assim, a construção civil registra as

maiores taxas de rotatividade de postos de trabalho - RotPosto, que é a soma de criação e destruição de postos de trabalho e o setor de serviço as menor estimativa dessa taxa. A análise regional não corrobora os resultados encontrados pelos autores citados. Isso pode ser devido ao maior período desta dissertação, entre 1985 a 2001, ou devido à subestimação da taxa de destruição de postos de trabalho por morte de empresa.

Os resultados por tamanho de empresa vão ao encontro dos resultados de CORSEUIL

et. al. (2002) e PAZELLO (1999), onde as pequenas empresas registram maiores taxa de criação e destruição de postos de trabalho. Contudo, as pequenas empresas são as criadoras líquidas de emprego. PAZELLO (1999) descreve, assim como neste estudo, que há redução no número de postos de trabalho na indústria brasileira. Esse ocorre devido à reestruturação vivida por este setor no início da década de 90. Contudo, em magnitude os resultados encontrados são diferentes, o que se deve, em grande parte, a subestimação na taxa de destruição.

Os resultados descritos de maneira pioneira, a diferença de rotatividade dos postos de

trabalho ocupados por homens e mulheres, registram que o trabalhador do sexo feminino

ocupa postos mais estáveis, com menores taxas de criação e destruição dos mesmos.

A continuação desta pesquisa pode começar por relacionar outras variáveis do

trabalhador com nível de escolaridade e idade e, principalmente, outras variáveis das empresas como nível tecnológico, idade da planta, nível salarial, intensidade de capital e divisão entre

empresas exportadoras, importadoras e outras. No mais, é interessante medir o grau de persistência dos postos de trabalho criados. Quanto à questão quantitativa, a sugestão é modelar as taxas de rotatividade com variáveis de entrada citadas, de modo a aprofundar a explicação das razões da criação e destruição de emprego no Brasil.

73

Os futuros trabalhos devem abordar uma estimativa de destruição de postos de trabalho quando há morte de empresa. Isso se faz por meio do acompanhamento da empresa entre diferentes anos. Assim, é possível descrever com mais acuidade quais setores, tamanho de empresa e região do país, controlados por sexo do trabalhador, registram maiores taxas de rotatividade. No mais, para a melhor compreensão da flexibilidade do mercado de trabalho, é importante a tentativa de separar os choques agregados dos setoriais. Dessa forma, pode-se inferir como as firmas no Brasil tendem a responder diante do ciclo econômico e da reestruturação de atividades das empresas e a realocação entre diferentes setores, espaço geográfico e mesmo entre tamanho de empresas.

74

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PAZELLO, E., BIVAR, W.,GONZAGA, G. Criação e destruição de postos de trabalho por tamanho de empresas na industria brasileira. Pesquisa e Planejamento Econômico, v 30, n.2, p.259-288, ago 2000

PAZELLO, E.T. A relação entre o tamanho das empresas e a criação e destruição de postos de trabalho na indústria brasileira. 1999. 75f. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Economia, Pontifícia Universidade Católica do Rio. Rio de Janeiro.

PICOT, G., BALDWIN, J., DUPUY, R. Have small firms created a disproportionate share of new jobs in Canada? A reassessement of facts. Ottawa: Analytical Studies Branch, 1994.

34p.

Disponível em:

<http://www.statcan.ca/english/research/11F0019MIE/11F0019MIE1994071.pdf>

(Research

papers;

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503).

RIBEIRO, E.P. Rotatividade de trabalhadores e criação e destruição de postos de trabalho: aspectos conceituais. Rio de Janeiro: IPEA, 2001. 24p. (Texto para discussão; 820)

THEODORO, M.As bases da política de apoio ao setor informal no Brasil. Brasília: IPEA, 2000. 19p. (Texto para discussão; 762)

77

Apêndice

Tabela 1

Taxas agregadas

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,66%

12,69%

15,34%

5,92%

18920941

51,48%

42,06%

9,43%

21,26%

93,54%

1986 3,37%

12,39%

15,77%

7,21%

20671369

60,82%

52,27%

8,55%

22,98%

113,08%

1987 2,39%

9,97%

12,36%

8,78%

21375763

56,51%

52,93%

3,58%

21,15%

109,44%

1988 2,21%

10,64%

12,85%

8,08%

21972991

53,68%

48,92%

4,77%

20,93%

102,60%

1989 2,25%

10,53%

12,79%

7,79%

22206684

52,90%

47,90%

5,00%

20,58%

100,80%

1990 1,99%

7,33%

9,32%

13,22%

21465434

47,47%

51,38%

-3,91%

22,54%

98,85%

1991 2,03%

8,32%

10,35%

11,65%

20510811

46,45%

47,75%

-1,30%

22,00%

94,21%

1992 1,99%

8,03%

10,03%

12,09%

19575554

39,05%

41,11%

-2,06%

22,11%

80,16%

1993 2,49%

9,17%

11,66%

9,52%

19144995

42,12%

39,98%

2,13%

21,18%

82,10%

1994 3,08%

10,36%

13,43%

9,91%

21849557

47,06%

43,53%

3,52%

23,34%

90,59%

1995 3,30%

9,33%

12,62%

11,74%

22427767

49,48%

48,59%

0,88%

24,36%

98,07%

1996 3,44%

9,60%

13,03%

10,86%

22515073

45,65%

43,47%

2,18%

23,89%

89,12%

1997 4,85%

10,30%

15,15%

10,56%

23462428

49,51%

44,91%

4,59%

25,71%

94,42%

1998 4,19%

10,04%

14,22%

11,38%

23168267

44,99%

42,15%

2,84%

25,60%

87,14%

1999 4,36%

10,32%

14,69%

10,90%

23603885

43,96%

40,17%

3,79%

25,59%

84,14%

2000 4,63%

11,50%

16,13%

9,68%

24373202

48,45%

42,00%

6,45%

25,80%

90,45%

2001 4,39%

11,40%

15,79%

10,44%

25195034

49,43%

44,08%

5,36%

26,23%

93,51%

MÉDIA

3,15%

10,11%

13,27%

9,98%

21908221

48,77%

45,48%

3,28%

23,25%

94,25%

DP

1,01%

1,44%

2,10%

1,92%

1961116

5,31%

4,27%

3,51%

1,98%

8,97%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

78

Tabela 2

Taxas agregadas para o sexo masculino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

2,59%

12,90%

15,49%

6,33% 12674844

55,72%

46,56%

9,15%

21,82%

102,28%

1986

3,22%

12,26%

15,48%

7,96% 13837544

65,84%

58,31%

7,52%

23,43%

124,15%

1987

2,32%

10,17%

12,49%

9,20% 14129224

62,23%

58,94%

3,29%

21,69%

121,16%

1988

2,10%

10,94%

13,03%

8,68% 14439932

59,52%

55,17%

4,35%

21,71%

114,69%

1989

2,09%

10,74%

12,83%

8,66% 14538219

57,73%

53,56%

4,17%

21,49%

111,30%

1990

1,84%

7,38%

9,22%

14,49% 13874199

52,22%

57,49%

-5,27%

23,72%

109,71%

1991

1,91%

8,68%

10,59%

12,48% 13216763

51,11%

53,00%

-1,89%

23,07%

104,12%

1992

1,89%

8,31%

10,21%

13,08% 12543267

43,51%

46,39%

-2,88%

23,29%

89,90%

1993

2,35%

9,58%

11,93%

10,48% 12224877

46,15%

44,70%

1,45%

22,41%

90,85%

1994

3,00%

10,82%

13,81%

10,71% 13893243

52,15%

49,04%

3,10%

24,52%

101,19%

1995

3,21%

9,73%

12,94%

12,93% 13945744

54,59%

54,58%

0,01%

25,87%

109,17%

1996

3,38%

10,07%

13,45%

11,92% 13891120

50,66%

49,13%

1,53%

25,37%

99,79%

1997

4,82%

11,00%

15,83%

11,31% 14568648

55,18%

50,66%

4,51%

27,14%

105,84%

1998

4,05%

10,14%

14,19%

12,39% 14163997

48,60%

46,80%

1,80%

26,58%

95,39%

1999

4,38%

10,72%

15,10%

12,04% 14187025

48,37%

45,31%

3,07%

27,14%

93,68%

2000

4,77%

12,28%

17,05%

10,41% 14656404

53,71%

47,07%

6,64%

27,47%

100,78%

2001

4,45%

11,88%

16,33%

11,31% 15070370

54,20%

49,18%

5,02%

27,64%

103,38%

MÉDIA

3,08%

10,45%

13,53%

10,85% 13873848

53,62%

50,94%

2,68%

24,37%

104,55%

DP

1,07%

1,46%

2,22%

2,12%

1031236

5,66%

4,72%

3,72%

2,25%

9,74%

Fonte: Elabora ção própria a parir da RAIS.

T abela 3

Taxas agregadas para o sexo feminino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,80%

12,25%

15,06%

5,07%

6246098

42,89%

32,91%

9,98%

20,13%

75,79%

1986 3,69%

12,66%

16,35%

5,72%

6833825

50,66%

40,02%

10,63%

22,07%

90,68%

1987 2,53%

9,57%

12,10%

7,97%

7246539

45,36%

41,22%

4,14%

20,07%

86,58%

1988 2,43%

10,06%

12,49%

6,94%

7533059

42,48%

36,93%

5,55%

19,44%

79,41%

1989 2,57%

10,14%

12,71%

6,13%

7668465

43,74%

37,17%

6,58%

18,84%

80,91%

1990 2,26%

7,23%

9,49%

10,90%

7591235

38,80%

40,21%

-1,42%

20,39%

79,01%

1991 2,24%

7,69%

9,92%

10,14%

7294048

38,02%

38,24%

-0,22%

20,07%

76,25%

1992 2,17%

7,54%

9,71%

10,31%

7032287

31,10%

31,70%

-0,60%

20,02%

62,80%

1993 2,74%

8,44%

11,18%

7,83%

6920119

34,99%

31,65%

3,35%

19,01%

66,64%

1994 3,21%

9,55%

12,76%

8,52%

7956314

38,16%

33,91%

4,25%

21,28%

72,07%

1995 3,44%

8,66%

12,10%

9,78%

8482024

41,07%

38,75%

2,32%

21,88%

79,83%

1996 3,52%

8,85%

12,36%

9,14%

8623953

37,57%

34,35%

3,22%

21,51%

71,92%

1997 4,89%

9,15%

14,05%

9,32%

8893780

40,22%

35,49%

4,72%

23,37%

75,71%

1998 4,22%

9,40%

13,62%

9,37%

9004270

37,29%

33,04%

4,25%

22,98%

70,34%

1999 4,34%

9,72%

14,06%

9,19%

9416861

37,31%

32,44%

4,87%

23,25%

69,75%

2000 4,40%

10,32%

14,73%

8,56%

9716799

40,52%

34,36%

6,16%

23,29%

74,87%

2001 4,31%

10,68%

15,00%

9,14% 10124664

42,34%

36,48%

5,85%

24,14%

78,82%

MÉDIA

3,28%

9,52%

12,81%

8,47%

8034373

40,15%

35,82%

4,33%

21,28%

75,96%

DP

0,90%

1,48%

1,98%

1,66%

1143236

4,41%

3,10%

3,25%

1,69%

6,90%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

79

Tabela 4

Taxas para o estado de São Paulo

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

2,63%

13,85%

16,48%

5,97%

6350069

59,11%

48,59%

10,51%

22,45%

107,70%

1986

3,32%

13,04%

16,36%

7,73%

6935122

70,12%

61,49%

8,63%

24,08%

131,61%

1987

2,30%

10,51%

12,81%

9,68%

7167658

66,11%

62,99%

3,12%

22,49%

129,11%

1988

2,28%

11,46%

13,74%

8,55%

7352252

61,69%

56,51%

5,18%

22,29%

118,19%

1989

2,41%

11,87%

14,29%

7,41%

7537595

62,86%

55,98%

6,88%

21,70%

118,84%

1990

2,02%

7,26%

9,28%

14,70%

7244680

54,79%

60,21%

-5,43%

23,98%

115,00%

1991

2,00%

8,70%

10,70%

12,30%

6935527

53,84%

55,44%

-1,60%

23,00%

109,27%

1992

2,01%

8,52%

10,53%

13,31%

6662727

43,36%

46,14%

-2,78%

23,83%

89,51%

1993

2,33%

9,19%

11,52%

10,32%

6516450

46,03%

44,83%

1,20%

21,83%

90,86%

1994

2,85%

11,46%

14,31%

10,56%

7409991

51,86%

48,11%

3,75%

24,87%

99,98%

1995

3,27%

10,48%

13,74%

13,00%

7334610

57,26%

56,51%

0,75%

26,74%

113,77%

1996

3,06%

10,76%

13,83%

11,33%

7266898

50,74%

48,24%

2,50%

25,15%

98,98%

1997

4,45%

10,67%

15,13%

11,22%

7476606

52,83%

48,92%

3,91%

26,34%

101,76%

1998

3,78%

10,48%

14,27%

12,25%

7176250

47,66%

45,64%

2,01%

26,52%

93,30%

1999

3,91%

11,36%

15,27%

11,62%

7219971

47,58%

43,92%

3,66%

26,89%

91,50%

2000

4,32%

12,82%

17,14%

9,77%

7485136

52,80%

45,43%

7,37%

26,91%

98,22%

2001

4,12%

10,96%

15,07%

10,81%

7744944

51,62%

47,36%

4,27%

25,88%

98,98%

MÉDIA

3,00%

10,79%

13,79%

10,62%

7165675

54,72%

51,55%

3,17%

24,41%

106,27%

DP

0,85%

1,69%

2,21%

2,28%

375915

7,31%

6,37%

4,07%

1,90%

13,09%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 5

Taxas para o estado de São Paulo e sexo masculino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,40%

13,55%

15,95%

6,07%

4385167

61,42%

51,54%

9,89%

22,02%

112,96%

1986 2,97%

12,37%

15,34%

8,08%

4767598

72,36%

65,10%

7,26%

23,42%

137,47%

1987 2,15%

9,86%

12,01%

9,63%

4884301

69,15%

66,77%

2,38%

21,65%

135,92%

1988 2,06%

10,96%

13,02%

8,73%

4987459

64,84%

60,54%

4,29%

21,75%

125,38%

1989 2,12%

11,48%

13,60%

7,81%

5091249

65,53%

59,74%

5,79%

21,41%

125,28%

1990 1,77%

7,02%

8,79%

15,63%

4824040

57,56%

64,40%

-6,84%

24,42%

121,96%

1991 1,79%

8,55%

10,35%

12,66%

4606935

56,03%

58,35%

-2,32%

23,01%

114,38%

1992 1,83%

8,30%

10,13%

13,81%

4391153

45,87%

49,55%

-3,68%

23,94%

95,42%

1993 2,07%

9,34%

11,41%

11,00%

4265743

48,51%

48,10%

0,41%

22,40%

96,61%

1994 2,71%

11,28%

13,99%

11,09%

4812937

55,21%

52,32%

2,89%

25,08%

107,53%

1995 3,04%

10,19%

13,23%

13,93%

4697744

60,21%

60,91%

-0,70%

27,17%

121,12%

1996 2,90%

10,40%

13,30%

12,19%

4607124

53,46%

52,36%

1,11%

25,49%

105,82%

1997 4,32%

10,55%

14,87%

11,79%

4741430

56,38%

53,30%

3,08%

26,66%

109,68%

1998 3,67%

9,97%

13,64%

13,47%

4506313

50,18%

50,00%

0,17%

27,10%

100,18%

1999 3,84%

10,88%

14,71%

12,69%

4490340

49,66%

47,65%

2,02%

27,41%

97,31%

2000 4,24%

12,75%

17,00%

10,38%

4629525

55,73%

49,12%

6,61%

27,38%

104,85%

2001 4,03%

10,63%

14,66%

11,82%

4781728

53,86%

51,02%

2,84%

26,48%

104,87%

MÉDIA

2,82%

10,48%

13,29%

11,22%

4674752

57,41%

55,34%

2,07%

24,52%

112,75%

DP

0,90%

1,63%

2,18%

2,52%

221749

7,37%

6,43%

4,16%

2,24%

13,20%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

80

Tabela 6

Taxas agregadas para o sexo feminino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,80%

12,25%

15,06%

5,07%

6246098

42,89%

32,91%

9,98%

20,13%

75,79%

1986 3,69%

12,66%

16,35%

5,72%

6833825

50,66%

40,02%

10,63%

22,07%

90,68%

1987 2,53%

9,57%

12,10%

7,97%

7246539

45,36%

41,22%

4,14%

20,07%

86,58%

1988 2,43%

10,06%

12,49%

6,94%

7533059

42,48%

36,93%

5,55%

19,44%

79,41%

1989 2,57%

10,14%

12,71%

6,13%

7668465

43,74%

37,17%

6,58%

18,84%

80,91%

1990 2,26%

7,23%

9,49%

10,90%

7591235

38,80%

40,21%

-1,42%

20,39%

79,01%

1991 2,24%

7,69%

9,92%

10,14%

7294048

38,02%

38,24%

-0,22%

20,07%

76,25%

1992 2,17%

7,54%

9,71%

10,31%

7032287

31,10%

31,70%

-0,60%

20,02%

62,80%

1993 2,74%

8,44%

11,18%

7,83%

6920119

34,99%

31,65%

3,35%

19,01%

66,64%

1994 3,21%

9,55%

12,76%

8,52%

7956314

38,16%

33,91%

4,25%

21,28%

72,07%

1995 3,44%

8,66%

12,10%

9,78%

8482024

41,07%

38,75%

2,32%

21,88%

79,83%

1996 3,52%

8,85%

12,36%

9,14%

8623953

37,57%

34,35%

3,22%

21,51%

71,92%

1997 4,89%

9,15%

14,05%

9,32%

8893780

40,22%

35,49%

4,72%

23,37%

75,71%

1998 4,22%

9,40%

13,62%

9,37%

9004270

37,29%

33,04%

4,25%

22,98%

70,34%

1999 4,34%

9,72%

14,06%

9,19%

9416861

37,31%

32,44%

4,87%

23,25%

69,75%

2000 4,40%

10,32%

14,73%

8,56%

9716799

40,52%

34,36%

6,16%

23,29%

74,87%

2001 4,31%

10,68%

15,00%

9,14% 10124664

42,34%

36,48%

5,85%

24,14%

78,82%

MÉDIA

3,28%

9,52%

12,81%

8,47%

8034373

40,15%

35,82%

4,33%

21,28%

75,96%

DP

0,90%

1,48%

1,98%

1,66%

1143236

4,41%

3,10%

3,25%

1,69%

6,90%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 7

Taxas para o estado do Rio de Janeiro

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,41%

10,50%

12,91%

6,58%

2565073

42,84%

36,51%

6,33%

19,49%

79,35%

1986 3,07%

11,03%

14,10%

6,63%

2718982

51,88%

44,41%

7,47%

20,74%

96,29%

1987 2,10%

8,94%

11,05%

8,50%

2784001

49,39%

46,84%

2,55%

19,54%

96,24%

1988 1,83%

9,66%

11,49%

8,16%

2842226

46,78%

43,45%

3,33%

19,65%

90,24%

1989 1,88%

8,05%

9,92%

9,21%

2855545

41,39%

40,69%

0,71%

19,14%

82,08%

1990 1,76%

6,71%

8,47%

13,25%

2654121

39,75%

44,53%

-4,77%

21,72%

84,28%

1991 1,75%

8,03%

9,78%

11,19%

2503012

42,13%

43,54%

-1,41%

20,97%

85,67%

1992 1,77%

7,18%

8,95%

11,84%

2337163

36,13%

39,02%

-2,89%

20,79%

75,15%

1993 2,21%

7,12%

9,33%

9,32%

2321054

35,59%

35,58%

0,00%

18,65%

71,17%

1994 3,12%

8,93%

12,05%

10,21%

2462285

41,80%

39,96%

1,84%

22,26%

81,76%

1995 3,08%

8,88%

11,97%

10,70%

2556439

46,88%

45,61%

1,27%

22,66%

92,50%

1996 3,33%

9,20%

12,54%

10,84%

2614274

45,83%

44,14%

1,69%

23,38%

89,97%

1997 3,93%

9,31%

13,25%

11,36%

2621870

44,59%

42,70%

1,89%

24,60%

87,30%

1998 3,48%

9,32%

12,80%

10,85%

2601563

42,33%

40,38%

1,95%

23,65%

82,71%

1999 3,87%

9,09%

12,96%

11,13%

2558041

41,01%

39,18%

1,83%

24,08%

80,19%

2000 4,01%

10,75%

14,76%

9,71%

2593174

44,30%

39,25%

5,04%

24,47%

83,55%

2001 3,90%

10,33%

14,24%

9,75%

2662073

45,26%

40,78%

4,49%

23,99%

86,04%

MÉDIA

2,79%

9,00%

11,80%

9,96%

2602994

43,41%

41,56%

1,84%

21,75%

84,97%

DP

0,87%

1,27%

1,93%

1,77%

149895

4,23%

3,17%

3,10%

2,04%

6,80%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

81

Tabela 8

Taxas para o estado do Rio de Janeiro e sexo masculino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

2,21%

10,41%

12,62%

6,87%

1762860

46,00%

40,25%

5,75%

19,50%

86,25%

1986

2,75%

11,08%

13,84%

6,99%

1857168

55,91%

49,07%

6,85%

20,83%

104,98%

1987

1,92%

9,16%

11,08%

8,84%

1873570

53,86%

51,62%

2,24%

19,92%

105,48%

1988

1,66%

9,71%

11,37%

8,64%

1901201

50,89%

48,16%

2,73%

20,01%

99,04%

1989

1,59%

7,75%

9,34%

10,85%

1908375

43,12%

44,63%

-1,51%

20,19%

87,75%

1990

1,56%

6,66%

8,22%

14,12%

1752950

42,17%

48,07%

-5,89%

22,34%

90,24%

1991

1,55%

8,32%

9,87%

11,57%

1644118

45,14%

46,84%

-1,70%

21,44%

91,98%

1992

1,60%

7,73%

9,33%

12,01%

1550777

39,82%

42,50%

-2,68%

21,33%

82,33%

1993

1,97%

7,22%

9,19%

10,10%

1514532

38,04%

38,95%

-0,92%

19,29%

76,99%

1994

2,87%

8,87%

11,74%

11,08%

1608709

44,23%

43,58%

0,66%

22,82%

87,81%

1995

2,84%

9,34%

12,18%

11,51%

1626570

50,31%

49,64%

0,67%

23,68%

99,95%

1996

3,15%

9,68%

12,83%

11,83%

1641525

50,01%

49,01%

1,00%

24,66%

99,02%

1997

3,79%

9,86%

13,65%

12,15%

1644284

48,11%

46,62%

1,50%

25,80%

94,73%

1998

3,27%

9,88%

13,15%

11,75%

1616596

45,49%

44,09%

1,40%

24,90%

89,58%

1999

3,75%

9,42%

13,17%

12,07%

1562451

43,60%

42,50%

1,10%

25,24%

86,10%

2000

3,94%

11,21%

15,15%

10,34%

1587287

46,54%

41,73%

4,80%

25,49%

88,27%

2001

3,91%

10,73%

14,64%

10,23%

1616293

47,64%

43,22%

4,41%

24,87%

90,86%

MÉDIA

2,61%

9,24%

11,84%

10,64%

1686427

46,52%

45,32%

1,20%

22,49%

91,84%

DP

0,91%

1,33%

2,07%

1,90%

129417

4,72%

3,62%

3,22%

2,34%

7,77%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 9

Taxas para o estado do Rio de Janeiro e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,83%

10,71%

13,54%

5,94%

802214

35,89%

28,28%

7,60%

19,48%

64,17%

1986 3,77%

10,91%

14,68%

5,86%

861814

43,20%

34,39%

8,81%

20,54%

77,59%

1987 2,49%

8,49%

10,98%

7,79%

910431

40,21%

37,02%

3,19%

18,77%

77,22%

1988 2,16%

9,56%

11,72%

7,19%

941025

38,49%

33,96%

4,53%

18,91%

72,44%

1989 2,45%

8,65%

11,10%

5,92%

947170

37,92%

32,74%

5,17%

17,02%

70,66%

1990 2,15%

6,82%

8,97%

11,56%

901171

35,04%

37,64%

-2,60%

20,53%

72,68%

1991 2,13%

7,47%

9,61%

10,47%

858894

36,36%

37,22%

-0,86%

20,07%

73,57%

1992 2,10%

6,10%

8,20%

11,51%

786386

28,85%

32,16%

-3,31%

19,72%

61,00%

1993 2,66%

6,93%

9,59%

7,86%

806522

30,99%

29,26%

1,73%

17,45%

60,25%

1994 3,58%

9,05%

12,63%

8,57%

853576

37,21%

33,15%

4,06%

21,20%

70,36%

1995 3,51%

8,08%

11,60%

9,28%

929869

40,89%

38,57%

2,32%

20,87%

79,46%

1996 3,65%

8,40%

12,04%

9,19%

972749

38,77%

35,92%

2,86%

21,23%

74,69%

1997 4,17%

8,40%

12,57%

10,02%

977586

38,67%

36,12%

2,55%

22,59%

74,79%

1998 3,83%

8,40%

12,23%

9,36%

984967

37,15%

34,28%

2,87%

21,59%

71,43%

1999 4,05%

8,57%

12,62%

9,65%

995590

36,94%

33,97%

2,97%

22,28%

70,91%

2000 4,12%

10,02%

14,14%

8,72%

1005888

40,76%

35,34%

5,42%

22,86%

76,10%

2001 3,89%

9,72%

13,62%

9,01%

1045780

41,60%

36,99%

4,60%

22,63%

78,59%

MÉDIA

3,15%

8,60%

11,75%

8,70%

916566

37,58%

34,53%

3,05%

20,46%

72,11%

DP

0,80%

1,32%

1,84%

1,77%

77818

3,63%

2,84%

3,16%

1,74%

5,69%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

82

Tabela 10

Taxas para a região Nordeste

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

1,91%

12,73%

14,64%

4,36%

2946654

41,69%

31,41%

10,28%

18,99%

73,11%

1986

2,43%

11,55%

13,98%

6,13%

3285581

43,92%

36,08%

7,85%

20,11%

80,00%

1987

1,88%

9,90%

11,78%

6,67%

3422776

39,47%

34,35%

5,11%

18,45%

73,82%

1988

1,62%

9,52%

11,14%

6,45%

3498863

38,63%

33,95%

4,68%

17,59%

72,58%

1989

1,61%

8,83%

10,44%

6,97%

3470537

35,71%

32,24%

3,47%

17,42%

67,95%

1990

1,57%

7,75%

9,32%

9,43%

3444370

34,75%

34,86%

-0,11%

18,74%

69,61%

1991

1,56%

7,78%

9,34%

9,33%

3328139

33,67%

33,65%

0,01%

18,67%

67,32%

1992

1,53%

6,39%

7,92%

10,39%

3147118

28,55%

31,02%

-2,47%

18,31%

59,57%

1993

2,07%

7,90%

9,97%

8,44%

3113331

29,56%

28,02%

1,53%

18,41%

57,58%

1994

2,36%

8,86%

11,22%

9,25%

3347723

32,43%

30,46%

1,97%

20,46%

62,88%

1995

2,78%

8,05%

10,83%

9,51%

3640844

34,48%

33,15%

1,33%

20,34%

67,63%

1996

3,17%

8,06%

11,23%

9,10%

3702437

34,28%

32,16%

2,12%

20,33%

66,44%

1997

4,31%

9,12%

13,43%

9,41%

3812955

38,73%

34,71%

4,02%

22,84%

73,44%

1998

3,72%

9,41%

13,13%

9,55%

3874006

36,06%

32,48%

3,57%

22,68%

68,54%

1999

3,90%

8,72%

12,62%

8,82%

3987149

34,03%

30,23%

3,80%

21,43%

64,26%

2000

4,32%

9,85%

14,17%

7,53%

4111784

38,05%

31,41%

6,64%

21,70%

69,47%

2001

3,91%

11,02%

14,94%

10,33%

4284518

40,14%

35,54%

4,61%

25,27%

75,68%

MÉDIA

2,63%

9,14%

11,77%

8,33%

3554046

36,13%

32,69%

3,44%

20,10%

68,82%

DP

1,04%

1,56%

2,06%

1,69%

367840

4,10%

2,14%

3,10%

2,13%

5,76%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 11

Taxas para a região Nordeste e sexo masculino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,07%

13,96%

16,04%

5,09%

1834393

50,31%

39,36%

10,95%

21,12%

89,67%

1986 2,63%

12,52%

15,15%

7,38%

2049045

54,47%

46,70%

7,77%

22,52%

101,16%

1987 2,02%

11,41%

13,43%

7,81%

2103269

50,03%

44,41%

5,62%

21,23%

94,43%

1988 1,77%

10,91%

12,68%

7,93%

2114308

50,02%

45,27%

4,76%

20,61%

95,29%

1989 1,72%

10,38%

12,10%

8,36%

2097225

46,13%

42,39%

3,74%

20,46%

88,52%

1990 1,66%

8,82%

10,47%

11,18%

2056510

45,21%

45,92%

-0,71%

21,66%

91,13%

1991 1,69%

8,99%

10,68%

11,27%

1986467

43,81%

44,40%

-0,59%

21,96%

88,20%

1992 1,67%

7,68%

9,35%

13,04%

1853556

38,07%

41,77%

-3,69%

22,39%

79,84%

1993 2,29%

9,45%

11,74%

10,47%

1798853

38,45%

37,18%

1,27%

22,21%

75,63%

1994 2,59%

10,99%

13,58%

9,78%

1958756

42,34%

38,54%

3,80%

23,36%

80,87%

1995 3,05%

9,91%

12,96%

11,07%

2083754

44,86%

42,97%

1,89%

24,02%

87,83%

1996 3,46%

9,65%

13,11%

10,52%

2116965

44,20%

41,60%

2,59%

23,63%

85,80%

1997 4,63%

10,97%

15,60%

10,94%

2205958

49,46%

44,80%

4,66%

26,53%

94,26%

1998 3,96%

10,67%

14,63%

11,61%

2222479

45,15%

42,12%

3,03%

26,24%

87,27%

1999 4,34%

10,04%

14,39%

11,08%

2244735

42,83%

39,53%

3,31%

25,46%

82,36%

2000 5,06%

12,16%

17,22%

9,07%

2312805

49,09%

40,94%

8,15%

26,30%

90,03%

2001 4,44%

12,64%

17,08%

11,71%

2413272

50,28%

44,91%

5,37%

28,78%

95,20%

MÉDIA

2,89%

10,66%

13,54%

9,90%

2085432

46,16%

42,52%

3,64%

23,44%

88,68%

DP

1,19%

1,58%

2,27%

2,02%

167158

4,45%

2,76%

3,54%

2,43%

6,50%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

83

Tabela 12

Taxas para a região Nordeste e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

1,63%

10,70%

12,33%

3,15%

1112262

27,49%

18,31%

9,18%

15,48%

45,80%

1986

2,10%

9,93%

12,03%

4,07%

1236536

26,45%

18,49%

7,97%

16,10%

44,94%

1987

1,66%

7,49%

9,16%

4,85%

1319507

22,64%

18,33%

4,31%

14,01%

40,97%

1988

1,39%

7,39%

8,78%

4,20%

1384555

21,23%

16,66%

4,58%

12,98%

37,89%

1989

1,45%

6,46%

7,91%

4,85%

1373312

19,80%

16,73%

3,07%

12,76%

36,54%

1990

1,43%

6,17%

7,60%

6,83%

1387860

19,25%

18,47%

0,78%

14,43%

37,71%

1991

1,37%

5,98%

7,35%

6,45%

1341672

18,65%

17,75%

0,90%

13,80%

36,41%

1992

1,33%

4,55%

5,87%

6,60%

1293562

14,90%

15,63%

-0,72%

12,47%

30,53%

1993

1,76%

5,79%

7,56%

5,66%

1314478

17,39%

15,49%

1,90%

13,22%

32,88%

1994

2,03%

5,85%

7,88%

8,49%

1388968

18,45%

19,06%

-0,61%

16,37%

37,52%

1995

2,42%

5,57%

7,99%

7,43%

1557091

20,58%

20,01%

0,57%

15,42%

40,59%

1996

2,77%

5,94%

8,71%

7,22%

1585472

21,03%

19,54%

1,49%

15,93%

40,58%

1997

3,88%

6,57%

10,45%

7,32%

1606997

23,99%

20,86%

3,13%

17,76%

44,85%

1998

3,39%

7,70%

11,10%

6,79%

1651527

23,82%

19,51%

4,31%

17,89%

43,33%

1999

3,32%

7,02%

10,34%

5,91%

1742415

22,69%

18,26%

4,43%

16,24%

40,95%

2000

3,36%

6,89%

10,25%

5,54%

1798979

23,87%

19,16%

4,70%

15,79%

43,03%

2001

3,23%

8,94%

12,18%

8,55%

1871246

27,07%

23,45%

3,62%

20,73%

50,52%

MÉDIA

2,27%

7,00%

9,2 6%

6,11%

1468614

21,72%

18,57%

3,15%

15,38%

40,30%

DP

0,88%

1,60%

1,9 2%

1,53%

212562

3,51%

1,93%

2,73%

2,16%

4,97%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

 

Tabela 13

Taxas para a região Norte

 
 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,70%

15,28%

17,97%

6,56%

641630

52,75%

41,34%

11,41%

24,54%

94,10%

1986 3,29%

15,27%

18,56%

7,92%

675390

56,99%

46,34%

10,65%

26,48%

103,33%

1987 2,26%

10,79%

13,05%

7,55%

757122

48,60%

43,10%

5,50%

20,61%

91,70%

1988 2,02%

11,86%

13,89%

7,53%

789386

46,57%

40,21%

6,36%

21,41%

86,78%

1989 1,84%

12,57%

14,41%

7,12%

829649

47,02%

39,73%

7,29%

21,53%

86,75%

1990 1,84%

7,90%

9,74%

13,10%

783269

42,39%

45,76%

-3,37%

22,84%

88,15%

1991 1,90%

7,56%

9,47%

13,01%

767169

36,67%

40,21%

-3,54%

22,47%

76,88%

1992 1,89%

9,32%

11,20%

12,94%

671038

33,68%

35,41%

-1,73%

24,14%

69,10%

1993 2,43%

11,35%

13,78%

6,94%

704070

34,54%

27,71%

6,84%

20,71%

62,25%

1994 2,56%

9,59%

12,14%

7,79%

790981

36,37%

32,02%

4,35%

19,93%

68,38%

1995 2,98%

8,44%

11,42%

9,74%

873220

35,77%

34,09%

1,68%

21,16%

69,85%

1996 3,55%

9,28%

12,84%

8,70%

885744

36,10%

31,97%

4,13%

21,54%

68,07%

1997 4,99%

10,07%

15,06%

9,06%

920619

38,96%

32,96%

6,00%

24,13%

71,91%

1998 4,01%

9,47%

13,48%

9,82%

971029

37,17%

33,51%

3,66%

23,30%

70,68%

1999 4,32%

10,37%

14,69%

9,78%

987149

37,11%

32,21%

4,91%

24,47%

69,32%

2000 4,69%

12,11%

16,80%

8,59%

1027999

43,14%

34,93%

8,21%

25,38%

78,07%

2001 4,34%

12,62%

16, 96%

8,32%

995611

45,05%

36,41%

8,64%

25,28%

81,45%

MÉDIA

3,04%

10,81%

13,85%

9,09%

827710

41,70%

36,93%

4,76%

22,94%

78,63%

DP

1,09%

2,27%

2,67%

2,11%

122332

6,86%

5,31%

4,40%

1,95%

11,46%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

84

T abela 14

Taxas para a região Norte e sexo masculino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

2,82%

15,44%

18,26%

7,82%

354870

56,26%

45,82%

10,44%

26,08%

102,08%

1986

3,58%

14,64%

18,22%

9,79%

433430

64,91%

56,49%

8,43%

28,02%

121,40%

1987

2,51%

12,45%

14,95%

7,96%

474293

60,02%

53,02%

7,00%

22,91%

113,04%

1988

2,16%

13,21%

15,38%

8,59%

492849

56,72%

49,93%

6,79%

23,97%

106,66%

1989

2,01%

13,46%

15,47%

8,71%

511424

56,18%

49,42%

6,76%

24,18%

105,59%

1990

2,02%

8,60%

10,62%

15,90%

473857

51,52%

56,80%

-5,28%

26,52%

108,31%

1991

2,08%

8,65%

10,74%

14,41%

458244

45,19%

48,86%

-3,67%

25,14%

94,05%

1992

2,12%

9,62%

11,74%

14,70%

400225

39,25%

42,21%

-2,96%

26,45%

81,47%

1993

2,75%

12,34%

15,09%

8,35%

410976

41,44%

34,70%

6,74%

23,44%

76,14%

1994

2,85%

11,02%

13,87%

9,17%

464571

44,33%

39,62%

4,70%

23,04%

83,95%

1995

3,42%

10,02%

13,44%

11,24%

509443

44,27%

42,08%

2,19%

24,68%

86,35%

1996

3,99%

10,62%

14,60%

10,04%

520374

43,58%

39,02%

4,56%

24,64%

82,60%

1997

5,64%

11,86%

17,50%

10,40%

537181

47,52%

40,42%

7,10%

27,90%

87,94%

1998

4,46%

11,16%

15,62%

10,94%

571085

45,13%

40,45%

4,68%

26,56%

85,58%

1999

4,95%

11,98%

16,93%

11,41%

576315

45,04%

39,52%

5,53%

28,34%

84,56%

2000

5,27%

13,79%

19,06%

9,26%

609743

51,50%

41,70%

9,80%

28,32%

93,20%

2001

4,87%

13,89%

18,77%

10,02%

544688

54,90%

46,15%

8,75%

28,79%

101,05%

MÉDIA

3,38%

11,93%

15,31%

10,51%

490798

49,87%

45,07%

4,80%

25,82%

94,94%

DP

1,25%

2,02%

2,65%

2,41%

67669

7,27%

6,45%

4,66%

1,99%

12,93%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 15

Taxas para a região Nordeste e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,54%

15,08%

17,62%

5,00%

286760

48,42%

35,80%

12,62%

22,62%

84,21%

1986 2,77%

16,40%

19,17%

4,56%

241960

42,78%

28,16%

14,62%

23,73%

70,95%

1987 1,86%

8,00%

9,86%

6,88%

282829

29,44%

26,46%

2,99%

16,74%

55,90%

1988 1,79%

9,61%

11,40%

5,76%

296537

29,69%

24,05%

5,64%

17,16%

53,74%

1989 1,58%

11,13%

12,71%

4,57%

318225

32,30%

24,17%

8,14%

17,28%

56,47%

1990 1,55%

6,84%

8,39%

8,82%

309413

28,42%

28,85%

-0,43%

17,21%

57,27%

1991 1,63%

5,95%

7,58%

10,93%

308925

24,03%

27,38%

-3,35%

18,51%

51,41%

1992 1,55%

8,86%

10,41%

10,32%

270814

25,45%

25,37%

0,08%

20,73%

50,82%

1993 1,97%

9,95%

11,93%

4,96%

293094

24,87%

17,90%

6,97%

16,89%

42,76%

1994 2,13%

7,55%

9,68%

5,84%

326410

25,04%

21,19%

3,84%

15,52%

46,23%

1995 2,36%

6,23%

8,59%

7,64%

363777

23,85%

22,90%

0,95%

16,23%

46,75%

1996 2,94%

7,38%

10,32%

6,80%

365370

25,45%

21,93%

3,52%

17,11%

47,38%

1997 4,08%

7,58%

11,65%

7,19%

383438

26,96%

22,50%

4,47%

18,84%

49,46%

1998 3,38%

7,05%

10,43%

8,21%

399944

25,81%

23,60%

2,21%

18,64%

49,42%

1999 3,43%

8,11%

11,54%

7,51%

410834

25,99%

21,95%

4,04%

19,05%

47,94%

2000 3,86%

9,65%

13,50%

7,60%

418257

30,96%

25,06%

5,90%

21,11%

56,01%

2001 3,69%

11,08%

14,77%

6,26%

450923

33,14%

24,64%

8,51%

21,03%

57,78%

MÉDIA

2,54%

9,20%

11,74%

6,99%

336912

29,57%

24,82%

4,75%

18,73%

54,38%

DP

0,88%

2,91%

3,11%

1,87%

59751

6,74%

3,93%

4,56%

2,36%

10,05%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

85

Tabela 16

Taxas para o estado do Espírito Santo

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

3,25%

13,26%

16,51%

5,99%

298313

48,91%

38,39%

10,52%

22,50%

87,29%

1986

4,21%

12,10%

16,31%

7,12%

327725

59,69%

50,49%

9,19%

23,43%

110,18%

1987

2,71%

10,51%

13,22%

8,80%

339081

53,94%

49,52%

4,42%

22,02%

103,46%

1988

2,49%

10,87%

13,36%

8,68%

351411

50,81%

46,13%

4,69%

22,04%

96,94%

1989

2,73%

11,19%

13,92%

9,17%

358048

50,35%

45,60%

4,75%

23,08%

95,94%

1990

2,52%

8,05%

10,57%

13,95%

355098

46,32%

49,70%

-3,38%

24,52%

96,02%

1991

2,55%

10,07%

12,62%

12,37%

347605

47,48%

47,22%

0,26%

24,99%

94,71%

1992

2,76%

8,92%

11,68%

12,31%

336052

40,06%

40,70%

-0,63%

23,99%

80,76%

1993

3,16%

10,22%

13,38%

11,50%

330102

43,00%

41,12%

1,88%

24,88%

84,12%

1994

4,33%

11,44%

15,76%

10,16%

383206

47,94%

42,34%

5,60%

25,93%

90,28%

1995

4,30%

11,76%

16,06%

11,84%

390801

52,71%

48,49%

4,22%

27,91%

101,20%

1996

4,70%

11,36%

16,07%

12,13%

397662

50,44%

46,50%

3,94%

28,20%

96,94%

1997

7,28%

10,89%

18,17%

12,92%

404844

59,28%

54,02%

5,26%

31,09%

113,29%

1998

5,43%

10,67%

16, 09%

13,18%

406352

50,12%

47,22%

2,91%

29,28%

97,34%

1999

5,40%

11,69%

17,09%

11,61%

417235

48,25%

42,77%

5,48%

28,70%

91,03%

2000

6,10%

11,77%

17,87%

11,00%

431954

55,46%

48,58%

6,87%

28,87%

104,04%

2001

5,68%

14,34%

20,03%

10,35%

465095

60,45%

50,78%

9,68%

30,38%

111,23%

MÉDIA

4,09%

11,12%

15,22%

10,77%

372975

50,89%

46,44%

4,45%

25,99%

97,34%

DP

1,48%

1,46%

2,51%

2,20%

43809

5,62%

4,18%

3,62%

3,03%

9,22%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 17

Taxas para o estado do Espírito Santo e sexo masculino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 3,14%

14,48%

17,62%

6,58%

204021

55,34%

44,29%

11,05%

24,20%

99,63%

1986 3,91%

11,66%

15,56%

8,28%

222315

66,12%

58,83%

7,29%

23,84%

124,95%

1987 2,59%

10,51%

13,11%

9,30%

227305

60,32%

56,51%

3,81%

22,40%

116,84%

1988 2,21%

11,68%

13,89%

9,43%

234841

57,93%

53,47%

4,46%

23,31%

111,40%

1989 2,58%

12,24%

14,83%

10,16%

238169

57,52%

52,86%

4,67%

24,99%

110,38%

1990 2,36%

8,55%

10,91%

15,38%

233459

52,92%

57,39%

-4,47%

26,28%

110,32%

1991 2,54%

10,70%

13,24%

13,86%

225086

54,35%

54,97%

-0,62%

27,10%

109,33%

1992 2,62%

9,49%

12,11%

13,81%

216136

46,60%

48,30%

-1,70%

25,92%

94,90%

1993 3,12%

11,15%

14,28%

13,68%

207466

49,39%

48,79%

0,60%

27,96%

98,18%

1994 4,32%

12,54%

16,86%

11,03%

245203

54,97%

49,14%

5,83%

27,89%

104,11%

1995 4,17%

12,22%

16,39%

13,46%

244369

59,73%

56,79%

2,93%

29,85%

116,52%

1996 4,58%

12,98%

17,57%

13,37%

249349

57,28%

53,09%

4,20%

30,94%

110,37%

1997 7,27%

12,42%

19,69%

13,56%

257129

66,59%

60,46%

6,13%

33,26%

127,06%

1998 5,66%

11,59%

17, 24%

14,85%

253227

56,66%

54,26%

2,39%

32,09%

110,92%

1999 5,37%

12,85%

18,21%

12,76%

258251

53,67%

48,22%

5,45%

30,97%

101,89%

2000 6,18%

12,97%

19,14%

11,84%

268382

62,00%

54,69%

7,31%

30,98%

116,69%

2001 5,91%

15,07%

20,98%

11,46%

287266

63,88%

54,36%

9,52%

32,44%

118,25%

MÉDIA

4,03%

11,95%

15,98%

11,93%

239528

57,37%

53,32%

4,05%

27,91%

110,69%

DP

1,57%

1,62%

2,82%

2,47%

21884

5,43%

4,31%

3,98%

3,50%

8,97%

Fonte: Elaboraçã o própria a parir da RAIS.

86

Tabela 18

Taxas para o estado do Espírito Santo e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

3,47%

10,63%

14,10%

4,72%

94293

35,00%

25,61%

9,38%

18,81%

60,61%

1986

4,85%

13,04%

17,88%

4,67%

105410

46,12%

32,91%

13,22%

22,55%

79,03%

1987

2,96%

10,49%

13,45%

7,80%

111776

40,96%

35,31%

5,65%

21,25%

76,27%

1988

3,07%

9,23%

12,30%

7,16%

116570

36,48%

31,34%

5,14%

19,46%

67,81%

1989

3,01%

9,10%

12,11%

7,19%

119880

36,10%

31,17%

4,92%

19,30%

67,27%

1990

2,83%

7,09%

9,92%

11,21%

121639

33,64%

34,93%

-1,29%

21,13%

68,58%

1991

2,56%

8,93%

11,49%

9,62%

122520

34,86%

32,99%

1,87%

21,11%

67,85%

1992

3,01%

7,89%

10,91%

9,62%

119916

28,28%

26,99%

1,29%

20,52%

55,27%

1993

3,21%

8,65%

11,86%

7,81%

122636

32,19%

28,13%

4,06%

19,67%

60,32%

1994

4,33%

9,48%

13,82%

8,62%

138003

35,45%

30,25%

5,20%

22,44%

65,70%

1995

4,53%

10,99%

15,52%

9,15%

146432

41,00%

34,63%

6,37%

24,67%

75,63%

1996

4,91%

8,64%

13,54%

10,05%

148314

38,92%

35,43%

3,50%

23,59%

74,35%

1997

7,30%

8,23%

15,53%

11,79%

147715

46,54%

42,80%

3,74%

27,32%

89,33%

1998

5,04%

9,15%

14,19%

10,43%

153125

39,32%

35,57%

3,75%

24,62%

74,88%

1999

5,46%

9,81%

15,26%

9,73%

158985

39,45%

33,92%

5,53%

24,99%

73,37%

2000

5,98%

9,80%

15,78%

9,62%

163572

44,72%

38,56%

6,16%

25,41%

83,28%

2001

5,31%

13,17%

18,49%

8,56%

177829

54,91%

44,98%

9,93%

27,05%

99,89%

MÉDIA

4,23%

9,67%

13,89%

8,69%

133448

39,06%

33,85%

5,20%

22,58%

72,91%

DP

1,35%

1,63%

2, 35%

1,98%

22841

6,38%

5,07%

3,39%

2,73%

11,02%

laboração própria a parir da RAIS.

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 19

Tabela 19

Taxas para a região Sul

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,87%

11,84%

14,70%

6,75%

3287353

53,73%

45,77%

7,96%

21,45%

99,51%

1986 3,80%

12,32%

16,11%

7,13%

3596479

66,56%

57,57%

8,99%

23,24%

124,13%

1987 2,81%

9,67%

12,47%

9,17%

3688514

62,38%

59,08%

3,30%

21,65%

121,45%

1988 2,50%

10,24%

12,74%

8,57%

3790644

59,95%

55,78%

4,16%

21,31%

115,73%

1989 2,45%

10,66%

13,12%

8,10%

3823807

60,59%

55,57%

5,02%

21,21%

116,15%

1990 2,18%

7,36%

9,54%

14,05%

3711719

52,63%

57,14%

-4,51%

23,59%

109,77%

1991 2,39%

8,26%

10,65%

12,27%

3425391

50,54%

52,16%

-1,62%

22,91%

102,70%

1992 2,27%

8,84%

11,12%

12,00%

3408990

43,61%

44,49%

-0,88%

23,11%

88,09%

1993 3,05%

10,90%

13,95%

10,06%

3165680

52,08%

48,19%

3,89%

24,02%

100,27%

1994 3,58%

10,11%

13,69%

9,63%

3887799

53,14%

49,08%

4,06%

23,32%

102,21%

1995 3,59%

8,81%

12,40%

12,55%

3897547

53,55%

53,70%

-0,15%

24,95%

107,25%

1996 3,72%

9,01%

12,73%

12,03%

3885373

47,27%

46,57%

0,69%

24,76%

93,84%

1997 6,03%

10,33%

16,35%

10,94%

4104028

52,68%

47,27%

5,41%

27,29%

99,95%

1998 4,98%

10,03%

15,01%

11,91%

4031653

48,36%

45,26%

3,10%

26,91%

93,62%

1999 5,10%

10,32%

15,42%

11,41%

4130684

47,83%

43,81%

4,02%

26,83%

91,64%

2000 5,36%

11,37%

16,74%

10,50%

4298421

53,20%

46,96%

6,24%

27,23%

100,16%

2001 5,12%

11,75%

16,88%

10,37%

4497968

55,10%

48,60%

6,50%

27,25%

103,70%

MÉDIA

3,64%

10,11%

13,74%

10,44%

3801885

53,72%

50,41%

3,31%

24,18%

104,13%

DP

1,24%

1,34%

2,19%

2,02%

356736

5,87%

5,09%

3,57%

2,23%

10,38%

FFoonnttee:: EEllaabboorraaççããoo própriaprópria aa pariparirr dada RAIS.RAIS.

87

T abela 20

Taxas para a região Sul e sexo masculino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

2,90%

12,03%

14,93%

7,36%

2156529

56,74%

49,17%

7,56%

22,29%

105,91%

1986

3,76%

12,15%

15,92%

7,90%

2344562

70,00%

61,98%

8,02%

23,81%

131,99%

1987

2,77%

9,94%

12,71%

9,62%

2386411

66,52%

63,43%

3,09%

22,32%

129,96%

1988

2,39%

10,48%

12,86%

9,18%

2453053

63,76%

60,07%

3,68%

22,04%

123,83%

1989

2,35%

10,65%

13,01%

8,90%

2455914

63,57%

59,46%

4,11%

21,91%

123,03%

1990

2,04%

7,18%

9,22%

15,15%

2362442

55,20%

61,12%

-5,92%

24,37%

116,32%

1991

2,26%

8,57%

10,83%

12,90%

2181838

53,30%

55,36%

-2,07%

23,72%

108,66%

1992

2,15%

8,86%

11,01%

12,96%

2144648

46,17%

48,11%

-1,95%

23,96%

94,28%

1993

2,85%

10,80%

13,65%

10,48%

2049272

53,14%

49,97%

3,16%

24,13%

103,11%

1994

3,44%

10,18%

13,62%

10,37%

2447100

56,42%

53,17%

3,25%

23,99%

109,59%

1995

3,52%

8,97%

12,49%

13,52%

2396222

56,47%

57,50%

-1,03%

26,01%

113,97%

1996

3,64%

9,43%

13,07%

12,90%

2358365

50,32%

50,16%

0,17%

25,97%

100,48%

1997

5,87%

11,11%

16,98%

11,58%

2513313

56,62%

51,21%

5,40%

28,56%

107,83%

1998

4,84%

10,82%

15,66%

12,83%

2432263

52,23%

49,40%

2,83%

28,48%

101,63%

1999

5,04%

10,74%

15,78%

12,13%

2472910

50,97%

47,31%

3,66%

27,91%

98,27%

2000

5,41%

12,07%

17,48%

11,29%

2557601

56,80%

50,61%

6,19%

28,77%

107,41%

2001

4,95%

12,62%

17,56%

11,02%

2656732

59,01%

52,46%

6,54%

28,58%

111,47%

MÉDIA

3,54%

10,39%

13,93%

11,18%

2374657

56,89%

54,15%

2,75%

25,11%

111,04%

DP

1,25%

1,45%

2,41%

2,12%

159822

6,16%

5,37%

3,79%

2,51%

10,91%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 21

Taxas para a região Sul e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2,81%

11,47%

14,28%

5,57%

1130825

48,01%

39,29%

8,71%

19,86%

87,30%

1986 3,86%

12,63%

16,49%

5,68%

1251917

60,11%

49,30%

10,80%

22,17%

109,41%

1987 2,89%

9,16%

12,05%

8,36%

1302103

54,78%

51,09%

3,69%

20,41%

105,86%

1988 2,71%

9,79%

12,51%

7,46%

1337591

52,96%

47,91%

5,04%

19,97%

100,87%

1989 2,64%

10,68%

13,31%

6,65%

1367893

55,23%

48,57%

6,66%

19,96%

103,80%

1990 2,43%

7,67%

10,09%

12,14%

1349277

48,13%

50,18%

-2,05%

22,24%

98,30%

1991 2,62%

7,71%

10,33%

11,16%

1243553

45,71%

46,54%

-0,83%

21,49%

92,24%

1992 2,48%

8,82%

11,30%

10,37%

1264342

39,26%

38,34%

0,93%

21,67%

77,60%

1993 3,44%

11,09%

14,52%

9,29%

1116409

50,15%

44,91%

5,24%

23,81%

95,06%

1994 3,83%

9,98%

13,81%

8,37%

1440699

47,56%

42,11%

5,45%

22,18%

89,67%

1995 3,69%

8,56%

12,25%

11,00%

1501325

48,89%

47,64%

1,25%

23,25%

96,53%

1996 3,84%

8,36%

12,20%

10,70%

1527009

42,54%

41,04%

1,51%

22,90%

83,58%

1997 6,26%

9,09%

15,36%

9,93%

1590715

46,46%

41,04%

5,43%

25,29%

87,50%

1998 5,19%

8,83%

14,02%

10,51%

1599391

42,48%

38,97%

3,51%

24,53%

81,45%

1999 5,20%

9,68%

14,88%

10,33%

1657775

43,14%

38,59%

4,55%

25,21%

81,73%

2000 5,30%

10,35%

15,64%

9,33%

1740820

47,92%

41,60%

6,31%

24,97%

89,52%

2001 5,38%

10,51%

15,89%

9,44%

1841237

49,46%

43,02%

6,45%

25,33%

92,48%

MÉDIA

3,80%

9,67%

13,47%

9,19%

1427228

48,40%

44,13%

4,27%

22,66%

92,52%

DP

1,23%

1,35%

1,93%

1,93%

209709

5,26%

4,40%

3,32%

1,96%

9,11%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

88

T abela 22

Taxas para a região Centro Oeste

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

3,17%

11,22%

14,39%

6,12%

1117691

45,17%

36,90%

8,27%

20,50%

82,07%

1986

3,91%

10,64%

14,55%

7,62%

1216384

52,74%

45,81%

6,93%

22,16%

98,54%

1987

2,96%

10,14%

13,10%

8,11%

1261044

49,80%

44,81%

4,99%

21,20%

94,61%

1988

2,88%

12,10%

14,99%

6,63%

1330485

50,26%

41,91%

8,35%

21,62%

92,17%

1989

2,77%

10,73%

13,50%

7,82%

1285928

47,83%

42,15%

5,68%

21,32%

89,98%

1990

2,25%

7,39%

9,64%

12,09%

1283427

44,67%

47,12%

-2,46%

21,73%

91,79%

1991

2,26%

8,06%

10,32%

11,90%

1289179

41,09%

42,67%

-1,58%

22,22%

83,75%

1992

2,27%

8,53%

10,80%

9,95%

1189097

37,21%

36,36%

0,85%

20,75%

73,57%

1993

2,68%

9,43%

12,12%

7,89%

1203685

40,57%

36,34%

4,23%

20,01%

76,90%

1994

3,42%

9,94%

13,37%

8,72%

1443924

42,69%

38,05%

4,65%

22,09%

80,74%

1995

3,28%

8,08%

11,37%

10,88%

1529549

41,38%

40,89%

0,49%

22,24%

82,27%

1996

4,00%

8,70%

12,70%

10,08%

1529409

40,36%

37,74%

2,63%

22,78%

78,10%

1997

5,27%

10,92%

16,19%

8,28%

1666160

46,79%

38,89%

7,91%

24,47%

85,68%

1998

4,49%

10,75%

15,24%

9,20%

1697482

43,21%

37,17%

6,03%

24,44%

80,38%

1999

5,21%

10,67%

15,88%

9,46%

1829268

43,22%

36,79%

6,42%

25,34%

80,01%

2000

4,89%

11,55%

16,44%

8,72%

1887965

45,96%

38,24%

7,72%

25,16%

84,21%

2001

4,77%

12,23%

16,99%

8,64%

1932355

48,35%

39,99%

8,36%

25,63%

88,33%

MÉDIA

3,56%

10,06%

13,62%

8,95%

1452531

44,78%

40,11%

4,67%

22,57%

84,89%

DP

1,05%

1,47%

2,24%

1,65%

263762

4,15%

3,46%

3,51%

1,78%

6,78%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 23

Taxas para a região Centro Oeste e sexo masculino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 3,23%

11,82%

15,05%

6,97%

761667

51,28%

43,20%

8,08%

22,02%

94,48%

1986 3,86%

10,24%

14,10%

8,86%

820966

59,23%

53,98%

5,25%

22,96%

113,21%

1987 2,95%

11,08%

14,04%

8,90%

839384

57,75%

52,61%

5,14%

22,94%

110,36%

1988 2,82%

13,36%

16,18%

7,08%

887778

58,64%

49,55%

9,09%

23,26%

108,19%

1989 2,61%

11,44%

14,05%

8,52%

859935

54,05%

48,52%

5,53%

22,56%

102,57%

1990 2,08%

7,60%

9,68%

12,83%

842484

51,08%

54,23%

-3,15%

22,52%

105,30%

1991 2,16%

8,72%

10,89%

13,03%

844159

47,24%

49,38%

-2,14%

23,92%

96,62%

1992 2,15%

9,05%

11,20%

10,86%

789549

42,57%

42,23%

0,34%

22,06%

84,80%

1993 2,48%

10,00%

12,48%

8,67%

795734

45,71%

41,91%

3,80%

21,15%

87,62%

1994 3,27%

10,34%

13,61%

9,87%

955675

47,82%

44,08%

3,74%

23,49%

91,91%

1995 3,12%

8,44%

11,56%

12,10%

988266

45,94%

46,48%

-0,54%

23,66%

92,43%

1996 3,91%

9,21%

13,13%

11,20%

995408

44,55%

42,62%

1,93%

24,32%

87,17%

1997 5,17%

11,52%

16,69%

8,55%

1096906

51,37%

43,23%

8,15%

25,24%

94,60%

1998 2,86%

7,05%

9,91%

6,43%

1096468

30,36%

26,87%

3,48%

16,34%

57,23%

1999 4,69%

10,82%

15,50%

9,65%

1110993

44,91%

39,06%

5,85%

25,16%

83,97%

2000 5,03%

12,06%

17,09%

9,14%

1178528

50,10%

42,16%

7,95%

26,23%

92,26%

2001 4,74%

12,39%

17,13%

9,42%

1210890

52,13%

44,42%

7,70%

26,55%

96,55%

MÉDIA

3,36%

10,30%

13,66%

9,53%

945576

49,10%

44,97%

4,13%

23,20%

94,07%

DP

1,03%

1,76%

2,43%

1,94%

146012

6,96%

6,52%

3,75%

2,31%

12,96%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

89

Tabela 24

Taxas para a região Centro Oeste e sexo feminino

 

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

3,04%

9,93%

12,97%

4,30%

356025

32,10%

23,43%

8,67%

17,27%

55,53%

1986

4,00%

11,46%

15,47%

5,04%

395418

39,26%

28,83%

10,43%

20,50%

68,08%

1987

2,96%

8,26%

11,22%

6,53%

421660

33,97%

29,28%

4,69%

17,75%

63,25%

1988

3,02%

9,58%

12,60%

5,74%

442707

33,45%

26,59%

6,87%

18,34%

60,04%

1989

3,10%

9,30%

12,40%

6,42%

425993

35,26%

29,29%

5,97%

18,82%

64,56%

1990

2,55%

6,99%

9,54%

10,68%

440943

32,41%

33,55%

-1,14%

20,22%

65,96%

1991

2,45%

6,79%

9,24%

9,75%

445020

29,42%

29,93%

-0,51%

19,00%

59,35%

1992

2,52%

7,49%

10,01%

8,14%

399548

26,62%

24,75%

1,86%

18,15%

51,37%

1993

3,09%

8,33%

11,42%

6,36%

407951

30,53%

25,47%

5,06%

17,78%

55,99%

1994

3,73%

9,16%

12,89%

6,46%

488250

32,65%

26,23%

6,43%

19,35%

58,88%

1995

3,58%

7,43%

11,01%

8,65%

541283

33,04%

30,67%

2,36%

19,66%

63,71%

1996

4,16%

7,76%

11,92%

7,99%

534001

32,55%

28,62%

3,93%

19,91%

61,18%

1997

5,46%

9,75%

15,22%

7,77%

569255

37,96%

30,52%

7,45%

22,98%

68,48%

1998

4,59%

10,45%

15,04%

7,84%

601014

36,30%

29,10%

7,20%

22,89%

65,39%

1999

6,03%

10,44%

16,47%

9,16%

718276

40,60%

33,29%

7,31%

25,63%

73,89%

2000

4,66%

10,70%

15,36%

8,02%

709437

39,08%

31,75%

7,34%

23,38%

70,83%

2001

4,82%

11,96%

16,77%

7,32%

721465

42,00%

32,54%

9,45%

24,09%

74,54%

MÉDIA

3,75%

9,16%

12,91%

7,42%

506955

34,54%

29,05%

5,49%

20,34%

63,59%

DP

1,07%

1,57%

2,41%

1,66%

119731

4,16%

2,96%

3,29%

2,53%

6,44%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 25

Taxas para o estado de Minas Gerais

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 3,59%

13,07%

16,66%

5,44%

1714159

52,78%

41,56%

11,22%

22,10%

94,34%

1986 4,36%

13,74%

18,10%

7,73%

1915707

64,69%

54,32%

10,37%

25,83%

119,01%

1987 2,91%

9,61%

12,52%

9,77%

1955569

58,03%

55,28%

2,75%

22,30%

113,31%

1988 2,56%

10,25%

12,81%

9,25%

2017726

54,09%

50,53%

3,56%

22,06%

104,62%

1989 2,66%

10,67%

13,33%

8,01%

2045577

53,10%

47,78%

5,32%

21,35%

100,89%

1990 2,35%

7,21%

9,56%

13,47%

1988751

47,55%

51,46%

-3,91%

23,03%

99,01%

1991 2,42%

8,60%

11,02%

11,98%

1914792

47,65%

48,60%

-0,95%

23,00%

96,25%

1992 2,22%

7,73%

9,95%

12,07%

1823370

39,64%

41,76%

-2,13%

22,02%

81,40%

1993 2,97%

9,64%

12,61%

9,58%

1790625

44,41%

41,37%

3,04%

22,19%

85,78%

1994 3,74%

11,34%

15,09%

10,43%

2123649

55,08%

50,42%

4,66%

25,51%

105,50%

1995 3,95%

9,80%

13,75%

12,39%

2204758

54,66%

53,30%

1,36%

26,14%

107,96%

1996 4,06%

10,27%

14,33%

11,36%

2233278

51,43%

48,46%

2,97%

25,69%

99,89%

1997 5,18%

11,60%

16,78%

10,57%

2455348

60,24%

54,03%

6,21%

27,34%

114,27%

1998 5,23%

10,11%

15,34%

13,29%

2409935

52,17%

50,12%

2,05%

28,63%

102,29%

1999 4,91%

10,67%

15,58%

12,48%

2474390

48,57%

45,47%

3,11%

28,06%

94,04%

2000 4,96%

10,91%

15,87%

12,38%

2536771

51,49%

48,00%

3,49%

28,25%

99,49%

2001 4,75%

12,22%

16,97%

12,49%

2612471

53,19%

48,71%

4,48%

29,46%

101,91%

MÉDIA

3,70%

10,44%

14,13%

10,75%

2130404

52,28%

48,89%

3,39%

24,88%

101,17%

DP

1,08%

1,70%

2,50%

2,21%

280827

5,86%

4,36%

3,82%

2,78%

9,60%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

90

Tabela 26

Taxas para o estado de Minas Gerais e sexo masculino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

3,46%

13,77%

17,24%

5,69%

1215340

58,27%

46,73%

11,55%

22,93%

105,00%

1986

4,04%

13,87%

17,91%

8,64%

1342460

70,74%

61,47%

9,27%

26,54%

132,21%

1987

2,68%

9,76%

12,44%

10,19%

1340692

64,11%

61,86%

2,25%

22,63%

125,96%

1988

2,30%

10,91%

13,21%

9,76%

1368445

61,10%

57,65%

3,44%

22,97%

118,75%

1989

2,39%

11,15%

13,54%

8,64%

1375930

59,32%

54,42%

4,90%

22,17%

113,75%

1990

2,06%

7,04%

9,09%

15,21%

1328458

52,47%

58,59%

-6,12%

24,31%

111,07%

1991

2,22%

8,90%

11,11%

12,87%

1269918

52,82%

54,57%

-1,76%

23,98%

107,39%

1992

2,01%

7,98%

9,98%

12,90%

1197225

44,75%

47,66%

-2,91%

22,88%

92,42%

1993

2,72%

10,04%

12,76%

10,50%

1182303

48,98%

46,72%

2,26%

23,26%

95,70%

1994

3,56%

12,29%

15,85%

11,87%

1400293

62,03%

58,05%

3,98%

27,72%

120,08%

1995

3,76%

10,02%

13,79%

14,12%

1399377

60,91%

61,25%

-0,34%

27,91%

122,16%

1996

3,90%

10,99%

14,89%

12,58%

1402012

58,28%

55,97%

2,31%

27,47%

114,26%

1997

5,10%

12,57%

17,67%

10,97%

1572448

68,08%

61,38%

6,70%

28,64%

129,46%

1998

5,33%

10,69%

16,01%

14,84%

1465568

59,95%

58,78%

1,17%

30,86%

118,74%

1999

5,00%

11,73%

16,73%

13,22%

1471032

56,60%

53,10%

3,51%

29,96%

109,70%

2000

5,13%

11,93%

17,06%

12,35%

1512535

59,13%

54,42%

4,71%

29,41%

113,55%

2001

4,80%

12,82%

17,62%

12,62%

1559503

59,53%

54,53%

5,00%

30,23%

114,06%

MÉDIA

3,56%

10,97%

14,52%

11,59%

1376679

58,65%

55,72%

2,94%

26,11%

114,37%

DP

1,20%

1,90%

2,81%

2,47%

117526

6,39%

5,00%

4,29%

3,10%

10,64%

F

onte: Elaboração própria a parir da RAIS

T abela 27

.

Taxas para o estado de Minas Gerais e sexo feminino

JCN

JCE

JT

JD

X

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 3,90%

11,34%

15,24%

4,82%

498819

39,38%

28,96%

10,42%

20,06%

68,35%

1986 5,11%

13,43%

18,54%

5,61%

573247

50,52%

37,59%

12,92%

24,15%

88,11%

1987 3,41%

9,30%

12,70%

8,86%

614877

44,79%

40,95%

3,84%

21,56%

85,73%

1988 3,12%

8,86%

11,98%

8,16%

649282

39,32%

35,51%

3,81%

20,14%

74,83%

1989 3,22%

9,69%

12,92%

6,73%

669647

40,32%

34,14%

6,18%

19,65%

74,46%

1990 2,94%

7,57%

10,50%

9,96%

660293

37,65%

37,10%

0,55%

20,46%

74,76%

1991 2,83%

8,02%

10,85%

10,22%

644874

37,47%

36,84%

0,63%

21,07%

74,30%

1992 2,62%

7,26%

9,88%

10,50%

626145

29,86%

30,48%

-0,62%

20,39%

60,34%

1993 3,46%

8,86%

12,32%

7,78%

608322

35,52%

30,98%

4,54%

20,10%

66,51%

1994 4,09%

9,51%

13,60%

7,63%

723356

41,63%

35,66%

5,97%

21,24%

77,29%

1995 4,28%

9,42%

13,70%

9,38%

805381

43,81%

39,49%

4,32%

23,08%

83,30%

1996 4,32%

9,07%

13,39%

9,30%

831266

39,86%

35,78%

4,08%

22,69%

75,64%

1997 5,32%

9,87%

15,19%

9,85%

882900

46,28%

40,94%

5,34%

25,03%

87,22%

1998 5,08%

9,22%

14,30%

10,87%

944367

40,09%

36,67%

3,42%

25,17%

76,76%

1999 4,78%

9,12%

13,90%

11,38%

1003358

36,80%

34,28%

2,52%

25,28%

71,09%

2000 4,71%

9,41%

14,12%

12,42%

1024236

40,21%

38,51%

1,69%

26,54%

78,72%

2001 4,69%

11,32%

16,01%

12,30%

1052968

43,81%

40,10%

3,72%

28,31%

83,91%

MÉDIA

3,99%

9,49%

13,48%

9,16%

753726

40,43%

36,12%

4,31%

22,64%

76,55%

DP

0,88%

1,47%

2,13%

2,17%

173291

4,66%

3,54%

3,38%

2,65%

7,56%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

91

Tabelo 28

Tabelo 28 Taxas para a Indústria ANO X JCN JCE JT JD TX_ADM TX_DEM NEG RotPosto

Taxas para a Indústria

ANO

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 5384125

2,24%

13,39%

15,63%

5,27%

51,34%

40,98%

10,36%

20,90%

92,33%

1986 6060196

3,16%

14,59%

17,76%

5,15%

66,53%

53,93%

12,60%

22,91%

120,46%

1987 6323781

1,80%

8,17%

9,96%

10,75%

57,05%

57,84%

-0,79%

20,71%

114,89%

1988 6262942

1,74%

9,38%

11,12%

9,29%

51,74%

49,91%

1,83%

20,42%

101,64%

1989 6389513

1,82%

11,31%

13,12%

6,92%

56,25%

50,05%

6,20%

20,05%

106,30%

1990 6186999

1,59%

5,41%

7,01%

16,67%

46,75%

56,42%

-9,67%

23,68%

103,17%

1991 5666603

1,52%

7,12%

8,65%

13,67%

47,06%

52,08%

-5,02%

22,31%

99,15%

1992 5288847

1,59%

6,75%

8,34%

14,96%

35,48%

42,11%

-6,62%

23,31%

77,59%

1993 5140827

2,20%

9,16%

11,36%

10,36%

41,58%

40,57%

1,01%

21,72%

82,15%

1994 5530882

2,62%

10,36%

12,98%

10,49%

45,64%

43,15%

2,49%

23,46%

88,79%

1995 5516229

2,47%

8,47%

10,94%

15,93%

50,08%

55,06%

-4,98%

26,87%

105,14%

1996 5294608

2,63%

9,33%

11,96%

12,97%

44,71%

45,72%

-1,01%

24,93%

90,44%

1997 5147989

4,55%

9,61%

14,16%

14,41%

47,36%

47,61%

-0,25%

28,58%

94,96%

1998 4950911

3,76%

9, 25%

13,01%

15,55%

42,51%

45,05%

-2,54%

28,56%

87,56%

1999 4943939

4,21%

10, 91%

15,13%

12,43%

43,54%

40,84%

2,70%

27,55%

84,38%

2000 5102578

4,60%

12,73%

17,34%

10,35%

48,99%

42,01%

6,99%

27,69%

91,00%

2001 5257618

3,99%

11,66%

15,65%

11,80%

47,77%

43,92%

3,85%

27,46%

91,68%

MÉDIA

5 555799

2,74%

9,86%

12,60%

11,59%

48,49%

47,48%

1,01%

24,18%

95,98%

D P

499642

1,10%

2,41%

3,12%

3,54%

7,01%

5,88%

5,94%

3,04%

11,50%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 29

Taxas para a Indústria e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 4099594

1,86%

12,57%

14,44%

4,87%

48,92%

39,35%

9,57%

19,31%

88,26%

1986 4540196

2,47%

12,94%

15,41%

5,07%

62,67%

52,34%

10,33%

20,48%

115,00%

1987 4716057

1,52%

7,78%

9,29%

9,38%

54,86%

54,94%

-0,08%

18,67%

109,80%

1988 4691070

1,45%

8,82%

10,27%

8,51%

49,37%

47,61%

1,75%

18,78%

96,98%

1989 4754642

1,45%

10,10%

11,54%

6,67%

53,00%

48,13%

4,88%

18,21%

101,13%

1990 4576129

1,23%

4,86%

6,09%

15,99%

43,94%

53,83%

-9,89%

22,08%

97,77%

1991 4197221

1,22%

6,71%

7,94%

12,43%

44,28%

48,77%

-4,49%

20,37%

93,05%

1992 3943075

1,28%

6,15%

7,44%

13,87%

33,62%

40,05%

-6,44%

21,31%

73,67%

1993 3823177

1,77%

8,56%

10,32%

9,84%

39,10%

38,61%

0,49%

20,16%

77,71%

1994 4110777

2,18%

9,71%

11,89%

10,19%

43,69%

41,99%

1,70%

22,07%

85,69%

1995 4097859

2,03%

8,17%

10,21%

14,99%

48,44%

53,23%

-4,79%

25,20%

101,67%

1996 3940375

2,23%

8,75%

10,98%

12,41%

43,36%

44,78%

-1,43%

23,39%

88,14%

1997 3837371

3,95%

9, 40%

13,36%

13,44%

46,33%

46,42%

-0,08%

26,79%

92,75%

1998 3687225

3,11%

8,79%

11,90%

15,26%

40,81%

44,17%

-3,36%

27,15%

84,98%

1999 3648094

3,60%

10,26%

13,86%

12,19%

41,65%

39,98%

1,67%

26,06%

81,63%

2000 3738935

4,05%

12,18%

16,23%

10,12%

47,22%

41,10%

6,11%

26,35%

88,32%

2001 3838904

3,44%

11,46%

14,90%

11,11%

46,38%

42,59%

3,79%

26,01%

88,97%

MÉDIA

4 131806

2,28%

9,25%

11,53%

10,96%

46,33%

45,76%

0,57%

22,49%

92,09%

D P

382357

0,98%

2,23%

2,91%

3,37%

6,60%

5,45%

5,44%

3,17%

10,81%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

92

Tabela 30

Taxas para a Indústria e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1284532

3,43%

16,01%

19,45%

6,56%

59,09%

46,21%

12,88%

26,01%

105,30%

1986 1520000

5,25%

19,54%

24,78%

5,40%

78,07%

58,68%

19,39%

30,18%

136,75%

1987 1607725

2,62%

9,30%

11,92%

14,77%

63,48%

66,34%

-2,85%

26,69%

129,82%

1988 1571872

2,63%

11,05%

13,68%

11,61%

58,81%

56,75%

2,07%

25,29%

115,56%

1989 1634872

2,90%

14,82%

17,72%

7,66%

65,69%

55,64%

10,06%

25,38%

121,33%

1990 1610870

2,62%

6,98%

9,60%

18,63%

54,73%

63,77%

-9,03%

28,23%

118,50%

1991 1469382

2,37%

8,30%

10,67%

17,19%

55,02%

61,55%

-6,53%

27,86%

116,56%

1992 1345772

2,48%

8,52%

11,00%

18,17%

40,95%

48,12%

-7,17%

29,17%

89,07%

1993 1317650

3,45%

10,91%

14,37%

11,86%

48,77%

46,26%

2,51%

26,22%

95,03%

1994 1420105

3,91%

12,23%

16,14%

11,35%

51,28%

46,50%

4,79%

27,49%

97,78%

1995 1418370

3,73%

9,35%

13,08%

18,62%

54,82%

60,36%

-5,54%

31,70%

115,18%

1996 1354233

3,80%

11,01%

14,80%

14,60%

48,65%

48,45%

0,20%

29,41%

97,11%

1997 1310618

6,31%

10,22%

16,53%

17,28%

50,34%

51,09%

-0,75%

33,80%

101,43%

1998 1263687

5,67%

10,59%

16,26%

16,39%

47,49%

47,62%

-0,14%

32,65%

95,11%

1999 1295846

5,93%

12,75%

18,68%

13,09%

48,85%

43,25%

5,59%

31,77%

92,10%

2000 1363643

6,13%

14,24%

20,37%

11,00%

53,85%

44,48%

9,37%

31,37%

98,32%

2001 1418714

5,48%

12, 21%

17,69%

13,69%

51,51%

47,51%

4,00%

31,38%

99,02%

MÉDIA

1423993

4,04%

11, 65%

15,69%

13,40%

54,79%

52,50%

2,29%

29,09%

107,29%

D P

124180

1,43%

3,14%

3,94%

4,17%

8,55%

7,41%

7,66%

2,71%

14,05%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

laboração própria a parir da RAIS.

Tabela 31 Tabela 31
Tabela 31
Tabela 31

Taxas para o comércio

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2496208

6,67%

13,46%

20,14%

9,96%

67,51%

57,34%

10,17%

30,10%

124,85%

1986 2751684

7,82%

12,98%

20,79%

10,66%

76,79%

66,66%

10,13%

31,45%

143,45%

1987 2864787

5,91%

10,75%

16,66%

12,88%

69,72%

65,94%

3,78%

29,54%

135,66%

1988 2928291

5,74%

11,88%

17,62%

12,20%

70,30%

64,88%

5,42%

29,82%

135,18%

1989 3051216

5,69%

12,18%

17,88%

11,85%

67,43%

61,40%

6,03%

29,73%

128,83%

1990 2987312

5,35%

9,34%

14,69%

16,95%

63,06%

65,32%

-2,26%

31,64%

128,38%

1991 2840815

5,51%

9,15%

14,66%

18,13%

60,38%

63,85%

-3,47%

32,80%

124,22%

1992 2663132

5,53%

9,01%

14,54%

18,02%

51,99%

55,46%

-3,47%

32,56%

107,45%

1993 2638276

7,04%

11,60%

18,64%

13,50%

59,36%

54,22%

5,15%

32,14%

113,58%

1994 3130768

7,70%

11,62%

19,32%

14,39%

61,49%

56,57%

4,93%

33,72%

118,06%

1995 3278580

8,17%

11,71%

19,88%

16,53%

67,61%

64,26%

3,36%

36,41%

131,87%

1996 3372852

8,31%

12,57%

20,88%

15,83%

62,14%

57,09%

5,05%

36,71%

119,23%

1997 3514051

11,28%

12,83%

24,11%

15,31%

65,54%

56,75%

8,80%

39,41%

122,29%

1998 3677831

9,61%

11,75%

21,36%

17,02%

58,36%

54,02%

4,34%

38,38%

112,38%

1999 3818461

10,01%

12,40%

22,40%

16,32%

58,41%

52,33%

6,08%

38,73%

110,74%

2000 4037123

10,34%

14,15%

24,49%

14,08%

62,88%

52,47%

10,41%

38,57%

115,35%

2001 4240345

9,57%

12,74%

22,31%

15,13%

61,85%

54,68%

7,18%

37,44%

116,53%

M ÉDIA

3193631

7,66%

11,77%

19,43%

14,63%

63,81%

59,01%

4,80%

34,07%

122,83%

D P

513283

1,94%

1,

47%

3,12%

2,49%

5,77%

5,13%

4,36%

3,59%

10,02%

Fonte:Fonte: ElaboraçãoElaboração própriaprópria aa pariparirr dada RAIS.RAIS.

93

Tabela 32

Taxas para o comércio e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1696128

6,19%

13,29%

19,49%

9,82%

66,46%

56,80%

9,66%

29,31%

123,27%

1986 1848877

7,18%

12,73%

19,91%

10,90%

76,07%

67,06%

9,02%

30,81%

143,13%

1987 1911975

5,45%

11,05%

16,51%

12,40%

69,96%

65,85%

4,11%

28,90%

135,80%

1988 1949831

5,11%

12,00%

17,11%

11,96%

70,18%

65,03%

5,15%

29,07%

135,22%

1989 2030069

4,91%

12,02%

16,93%

12,60%

65,50%

61,17%

4,34%

29,53%

126,67%

1990 1966466

4,63%

9,42%

14,06%

16,22%

62,62%

64,78%

-2,16%

30,27%

127,40%

1991 1869512

4,80%

9,30%

14,10%

17,50%

60,05%

63,45%

-3,40%

31,60%

123,50%

1992 1751780

4,80%

9,18%

13,98%

17,31%

51,57%

54,91%

-3,33%

31,29%

106,48%

1993 1729903

6,06%

11,71%

17,77%

13,17%

57,89%

53,29%

4,60%

30,94%

111,18%

1994 2026855

7,25%

11,96%

19,21%

13,64%

61,70%

56,13%

5,57%

32,85%

117,84%

1995 2121989

7,29%

11,97%

19,26%

16,06%

66,53%

63,33%

3,20%

35,32%

129,86%

1996 2169823

7,41%

12,47%

19,88%

15,44%

60,40%

55,96%

4,43%

35,32%

116,36%

1997 2247748

10,33%

13,08%

23,41%

14,79%

64,07%

55,45%

8,62%

38,20%

119,52%

1998 2355392

8,64%

11,64%

20,27%

16,66%

56,34%

52,73%

3,61%

36,93%

109,06%

1999 2429483

9,10%

12,37%

21,47%

15,97%

56,48%

50,98%

5,50%

37,44%

107,46%

2000 2549179

9,44%

14,05%

23,49%

13,89%

60,85%

51,25%

9,60%

37,38%

112,10%

2001 2622937

8,67%

12,72%

21,38%

14,85%

59,85%

53,31%

6,53%

36,23%

113,16%

MÉDIA

2075173

6,90%

11,82%

18,72%

14,31%

62,74%

58,32%

4,41%

33,02%

121,06%

DP

283860

1,84%

1,39%

2,99%

2,26%

6,01%

5,58%

4,09%

3,37%

10,84%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 33

Taxas para o comércio e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 800080

7,69%

13,83%

21,51%

10,26%

69,72%

58,47%

11,26%

31,77%

128,19%

1986 902807

9,12%

13,48%

22,60%

10,19%

78,26%

65,85%

12,41%

32,78%

144,10%

1987 952813

6,83%

10,15%

16,98%

13,85%

69,25%

66,12%

3,13%

30,83%

135,37%

1988 978460

6,99%

11,63%

18,62%

12,67%

70,52%

64,57%

5,95%

31,30%

135,10%

1989 1021147

7,24%

12,51%

19,75%

10,37%

71,26%

61,88%

9,38%

30,12%

133,13%

1990 1020847

6,74%

9,18%

15,91%

18,37%

63,91%

66,36%

-2,46%

34,28%

130,27%

1991 971303

6,87%

8,89%

15,75%

19,34%

61,01%

64,60%

-3,59%

35,09%

125,61%

1992 911353

6,95%

8,68%

15,63%

19,37%

52,78%

56,52%

-3,74%

35,00%

109,31%

1993 908373

8,91%

11,40%

20,30%

14,11%

62,18%

55,98%

6,19%

34,41%

118,16%

1994 1103913

8,51%

11,02%

19,53%

15,77%

61,12%

57,36%

3,75%

35,30%

118,48%

1995 1156592

9,78%

11,24%

21,02%

17,37%

69,60%

65,95%

3,65%

38,40%

135,55%

1996 1203030

9,94%

12,76%

22,69%

16,52%

65,29%

59,12%

6,17%

39,21%

124,41%

1997 1266303

12,96%

12,38%

25,34%

16,22%

68,16%

59,04%

9,12%

41,56%

127,20%

1998 1322439

11,35%

11,94%

23,29%

17,65%

61,97%

56,33%

5,64%

40,95%

118,30%

1999 1388978

11,60%

12,44%

24,04%

16,93%

61,80%

54,69%

7,11%

40,98%

116,48%

2000 1487944

11,89%

14,32%

26,21%

14,41%

66,36%

54,55%

11,80%

40,61%

120,91%

2001 1617408

11,02%

12,78%

23,81%

15,58%

65,11%

56,88%

8,23%

39,38%

121,99%

MÉDIA

1118458

9,08%

11,68%

20,76%

15,23%

65,78%

60,25%

5,53%

36,00%

126,03%

DP

230966

2,08%

1,68%

3,37%

3,01%

5,69%

4,42%

5,02%

3,94%

8,86%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

94

Tabela 34

Taxas para o agropecuário

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

2001

318944

2,78%

15,01%

17,79%

8,68%

99,89%

90,79%

9,11%

26,47%

190,68%

1986

319027

3,31%

13,07%

16,38%

13,32%

102,03%

98,98%

3,06%

29,70%

201,01%

1987

282533

2,27%

14,26%

16,52%

10,82%

112,96%

107,26%

5,70%

27,34%

220,23%

1988

299258

2,02%

12,19%

14,22%

11,94%

98,68%

96,40%

2,28%

26,16%

195,09%

1989

312022

2,26%

16,16%

18,42%

9,41%

96,74%

87,73%

9,01%

27,83%

184,47%

1990

315499

1,55%

8,19%

9,74%

16,79%

85,61%

92,66%

-7,05%

26,53%

178,27%

1991

311677

1,59%

11,87%

13,46%

15,24%

85,36%

87,14%

-1,77%

28,70%

172,50%

1992

307974

1,19%

11,65%

12,84%

15,20%

80,14%

82,50%

-2,36%

28,04%

162,64%

1993

278140

1,88%

10,38%

12,26%

20,58%

82,24%

90,56%

-8,32%

32,84%

172,80%

1994

872150

1,53%

15,12%

16,65%

10,23%

94,62%

88,19%

6,42%

26,88%

182,81%

1995

430428

2,56%

12,23%

14,79%

21,92%

95,75%

102,87%

-7,12%

36,71%

198,63%

1996

386432

2,39%

9,39%

11,78%

16,89%

90,92%

96,03%

-5,11%

28,67%

186,95%

1997

972662

2,31%

10,65%

12,96%

7,88%

93,06%

87,97%

5,09%

20,84%

181,03%

1998

349085

4,50%

13,40%

17,91%

15,96%

111,37%

109,42%

1,95%

33,86%

220,79%

1999

426260

5,89%

15,40%

21,29%

16,44%

106,43%

101,57%

4,85%

37,72%

208,00%

2000

334908

5,80%

17,55%

23,35%

13,64%

124,89%

115,18%

9,71%

36,99%

240,07%

2001

351734

5,70%

16,40%

22,10%

16,81%

129,53%

124,25%

5,28%

38,91%

253,79%

MÉDIA

404043

2,92%

13,11%

16,03%

14,22%

99,43%

97,62%

1,81%

30,25%

197,04%

DP

200721

1,57%

2,63%

3,82%

4,02%

14,03%

11,29%

6,00%

5,04%

24,75%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 35

Taxas para o agropecuário e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 273538

2,59%

14,62%

17,21%

7,99%

95,88%

86,66%

9,22%

25,20%

182,54%

1986 270874

3,10%

11,95%

15,05%

13,48%

97,28%

95,71%

1,57%

28,53%

192,99%

1987 235027

2,09%

13,73%

15,82%

10,14%

108,75%

103,07%

5,69%

25,96%

211,82%

1988 249494

1,85%

12,04%

13,88%

10,77%

96,29%

93,18%

3,12%

24,65%

189,47%

1989 259743

1,93%

15,07%

17,00%

9,16%

94,60%

86,76%

7,84%

26,17%

181,35%

1990 262704

1,42%

7,93%

9,35%

15,89%

83,58%

90,11%

-6,54%

25,24%

173,69%

1991 259268

1,45%

11,52%

12,97%

14,57%

83,71%

85,31%

-1,60%

27,55%

169,01%

1992 256287

1,09%

11,50%

12,59%

14,21%

78,56%

80,18%

-1,62%

26,79%

158,74%

1993 232536

1,70%

10,38%

12,09%

19,87%

80,44%

88,22%

-7,79%

31,96%

168,66%

1994 751115

1,08%

14,69%

15,77%

9,47%

90,64%

84,34%

6,30%

25,24%

174,98%

1995 348438

2,49%

12,39%

14,87%

21,10%

96,40%

102,62%

-6,23%

35,98%

199,02%

1996 313419

2,29%

9,23%

11,52%

16,74%

92,19%

97,40%

-5,21%

28,26%

189,59%

1997 847770

2,12%

10,45%

12,57%

7,29%

89,66%

84,38%

5,28%

19,86%

174,05%

1998 289663

4,26%

13,58%

17,83%

15,61%

112,54%

110,32%

2,22%

33,44%

222,86%

1999 291856

3,05%

15,71%

18,76%

15,63%

113,25%

110,12%

3,13%

34,39%

223,37%

2000 280447

5,62%

17,56%

23,18%

13,32%

124,72%

114,86%

9,86%

36,50%

239,58%

2001 294182

5,38%

15,91%

21,29%

17,13%

128,96%

124,80%

4,16%

38,42%

253,76%

MÉDIA

336256

2,56%

12,84%

15,40%

13,67%

98,09%

96,36%

1,73%

29,07%

194,44%

DP

177444

1,36%

2,58%

3,59%

4,04%

14,81%

12,73%

5,65%

5,13%

27,04%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

95

T abela 36

Taxas para o agropecuário e sexo feminino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 45407

3,94%

17,32%

21,26%

12,85%

124,07%

115,67%

8,41%

34,11%

239,74%

1986 48154

4,51%

19,36%

23,87%

12,44%

128,79%

117,36%

11,43%

36,31%

246,15%

1987 47507

3,12%

16,87%

19,99%

14,21%

133,79%

128,01%

5,78%

34,20%

261,81%

1988 49765

2,92%

12,97%

15,88%

17,81%

110,66%

112,58%

-1,92%

33,69%

223,24%

1989 52279

3,90%

21,55%

25,45%

10,61%

107,40%

92,56%

14,84%

36,07%

199,96%

1990 52795

2,20%

9,50%

11,69%

21,27%

95,73%

105,31%

-9,58%

32,97%

201,03%

1991 52409

2,30%

13,58%

15,87%

18,52%

93,55%

96,20%

-2,64%

34,39%

189,75%

1992 51688

1,70%

12,40%

14,09%

20,16%

87,95%

94,02%

-6,07%

34,25%

181,97%

1993 45604

2,75%

10,37%

13,12%

24,20%

91,44%

102,52%

-11,08%

37,33%

193,95%

1994 121035

4,35%

17,79%

22,13%

14,97%

119,28%

112,12%

7,16%

37,11%

231,40%

1995 81990

2,87%

11,58%

14,45%

25,37%

93,02%

103,93%

-10,92%

39,82%

196,95%

1996 73014

2,83%

10,07%

12,89%

17,56%

85,46%

90,13%

-4,66%

30,45%

175,59%

1997 124892

3,67%

11,95%

15,62%

11,87%

116,11%

112,36%

3,75%

27,49%

228,46%

1998 59422

5,71%

12,56%

18,27%

17,65%

105,65%

105,03%

0,62%

35,92%

210,68%

1999 134404

12,05%

14,73%

26,78%

18,19%

91,61%

83,02%

8,59%

44,97%

174,63%

2000 54461

6,74%

17,51%

24,25%

15,29%

125,79%

116,82%

8,96%

39,53%

242,61%

2001 57552

7,31%

18,91%

26,22%

15,18%

132,49%

121,45%

11,04%

41,40%

253,93%

MÉDIA

67787

4,29%

14,65%

18,93%

16,95%

108,40%

106,42%

1,98%

35,88%

214,82%

DP

29781

2,54%

3,66%

5,14%

4,17%

16,79%

12,24%

8,41%

4,11%

28,16%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 37

T axas para o serviço

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985

9925670

1,83%

10,72%

12,55%

4,32%

38,14%

29,90%

8,23%

16,87%

68,04%

1986

10606577

2,26%

9,72%

11,97%

6,54%

43,43%

38,00%

5,43%

18,52%

81,43%

1987

10954503

1,82%

9,74%

11,56%

5,54%

42,74%

36,72%

6,02%

17,09%

79,47%

1988

11483816

1,47%

9,77%

11,24%

5,50%

39,57%

33,83%

5,74%

16,74%

73,39%

1989

11 466843

1,47%

8,69%

10,16%

5,85%

38,58%

34,28%

4,30%

16,01%

72,86%

1990

11 012514

1,22%

7,10%

8,33%

8,75%

34,92%

35,35%

-0,43%

17,08%

70,27%

1991

10780445

1,28%

7,57%

8,85%

7,75%

34,29%

33,19%

1,10%

16,60%

67,48%

1992

10434059

1,22%

7,41%

8,63%

7,73%

29,46%

28,55%

0,91%

16,36%

58,01%

1993

10250568

1,38%

7,79%

9,17%

6,58%

31,29%

28,69%

2,60%

15,75%

59,98%

1994

11225325

1,97%

8,73%

10,69%

7,02%

33,42%

29,75%

3,67%

17,71%

63,16%

1995

12208179

2,20%

8,22%

10,42%

6,98%

36,94%

33,50%

3,44%

17,40%

70,43%

1996

12452361

2,28%

7,86%

10,13%

7,44%

34,18%

31,49%

2,69%

17,58%

65,67%

1997

12720574

3,20%

8,66%

11,87%

6,97%

36,23%

31,34%

4,89%

18,84%

67,58%

1998

13140015

2,59%

8,84%

11,43%

7,00%

34,09%

29,67%

4,43%

18,44%

63,76%

1999

13436137

2,62%

8,64%

11,26%

7,28%

33,39%

29,40%

3,99%

18,54%

62,79%

2000

13930379

2,72%

9,09%

11,81%

7,18%

36,92%

32,29%

4,64%

18,99%

69,21%

2001

14310886

2,74%

9,95%

12,69%

7,46%

39,18%

33,95%

5,23%

20,15%

73,13%

MÉDIA

11784638

2,02%

8,74%

10,75%

6,82%

36,28%

32,35%

3,93%

17,57%

68,63%

DP

1343291

0,62%

1,01%

1,36%

1,04%

3,75%

2,84%

2,12%

1,19%

6,30%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

96

Tabela 38

Taxas para o serviço e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 5849630

2,00%

10,78%

12,77%

4,95%

42,88%

35,05%

7,82%

17,72%

77,93%

1986 6292652

2,48%

9,64%

12,12%

7,76%

49,96%

45,60%

4,36%

19,87%

95,56%

1987 6370777

2,00%

10,00%

12,00%

6,49%

49,94%

44,43%

5,51%

18,48%

94,37%

1988 6611637

1,53%

10,14%

11,67%

6,52%

46,35%

41,20%

5,15%

18,18%

87,55%

1989 6573134

1,50%

9,29%

10,80%

6,81%

45,27%

41,28%

3,99%

17,61%

86,55%

1990 6175891

1,28%

7,36%

8,64%

10,51%

41,04%

42,92%

-1,88%

19,15%

83,96%

1991 6049800

1,34%

7,94%

9,28%

9,22%

40,00%

39,93%

0,06%

18,49%

79,93%

1992 5779970

1,32%

7,82%

9,14%

9,10%

34,67%

34,64%

0,04%

18,24%

69,31%

1993 5668615

1,48%

8,38%

9,85%

7,75%

36,57%

34,47%

2,10%

17,60%

71,04%

1994 5992009

2,10%

9,10%

11,20%

8,01%

38,51%

35,32%

3,19%

19,21%

73,83%

1995 6458733

2,34%

8,53%

10,87%

8,14%

42,32%

39,59%

2,73%

19,01%

81,91%

1996 6534371

2,44%

8,20%

10,64%

8,61%

39,32%

37,28%

2,04%

19,25%

76,60%

1997 6608293

3,51%

9,17%

12,68%

7,86%

41,65%

36,83%

4,82%

20,54%

78,47%

1998 6863463

2,82%

9,14%

11,96%

7,91%

38,71%

34,67%

4,05%

19,87%

73,38%

1999 6919315

2,94%

8,90%

11,84%

8,08%

38,03%

34,26%

3,76%

19,92%

72,29%

2000 7197912

3,09%

9,66%

12,74%

7,70%

42,35%

37,30%

5,04%

20,45%

79,65%

2001 7359583

3,02%

10, 14%

13,16%

8,30%

43,89%

39,04%

4,86%

21,46%

82,93%

MÉDIA

6429752

2,19%

9, 07%

11,26%

7,86%

41,85%

38,46%

3,39%

19,12%

80,31%

DP

483511

0,71%

0,94%

1,38%

1,24%

4,29%

3,67%

2,37%

1,12%

7,62%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 39

Taxas para o serviço e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 4076040

1,60%

10,64%

12,23%

3,41%

31,33%

22,52%

8,82%

15,65%

53,85%

1986 4313925

1,93%

9,84%

11,77%

4,78%

33,91%

26,91%

6,99%

16,54%

60,82%

1987 4583727

1,57%

9,37%

10,95%

4,22%

32,74%

26,01%

6,73%

15,16%

58,75%

1988 4872180

1,40%

9,27%

10,67%

4,12%

30,36%

23,82%

6,54%

14,79%

54,18%

1989 4893710

1,42%

7,88%

9,29%

4,57%

29,59%

24,87%

4,72%

13,87%

54,47%

1990 4836624

1,15%

6,77%

7,93%

6,51%

27,10%

25,68%

1,42%

14,43%

52,79%

1991 4730645

1,20%

7,11%

8,30%

5,87%

26,99%

24,56%

2,43%

14,17%

51,55%

1992 4654089

1,10%

6,91%

8,00%

6,02%

22,98%

20,99%

1,99%

14,02%

43,97%

1993 4581953

1,27%

7,06%

8,33%

5,13%

24,76%

21,55%

3,21%

13,46%

46,31%

1994 5233316

1,82%

8,30%

10,11%

5,89%

27,59%

23,36%

4,22%

16,00%

50,95%

1995 5749447

2,03%

7,88%

9,91%

5,67%

30,89%

26,65%

4,24%

15,58%

57,54%

1996 5917990

2,10%

7, 47%

9,57%

6,16%

28,50%

25,09%

3,41%

15,73%

53,59%

1997 6112281

2,87%

8, 12%

10,99%

6,01%

30,38%

25,41%

4,97%

17,00%

55,79%

1998 6276553

2,34%

8,52%

10,85%

6,01%

29,04%

24,20%

4,84%

16,86%

53,24%

1999 6516822

2,27%

8,38%

10,65%

6,43%

28,46%

24,24%

4,22%

17,07%

52,70%

2000 6732467

2,32%

8,49%

10,81%

6,61%

31,12%

26,92%

4,20%

17,43%

58,04%

2001 6951303

2,44%

9,75%

12,19%

6,57%

34,18%

28,56%

5,62%

18,77%

62,75%

MÉDIA

5 354886

1,81%

8,34%

10,15%

5,53%

29,41%

24,79%

4,62%

15,68%

54,19%

DP

908752

0,53%

1,13%

1,40%

0,97%

3,00%

1,99%

1,91%

1,46%

4,72%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

97

Tabela 40

Tabela 40 Taxas para a Construção Civil   X JCN JCE JT JD TX_ADM TX_DEM NEG

Taxas para a Construção Civil

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 795995

3,15%

29,08%

32,23%

16,42%

149,18%

133,38%

15,81%

48,65%

282,56%

1986 933886

4,33%

26,54%

30,87%

15,96%

160,06%

145,15%

14,91%

46,82%

305,22%

1987 950159

2,41%

20,99%

23,40%

20,18%

154,99%

151,77%

3,22%

43,58%

306,75%

1988 998685

3,33%

24,41%

27,74%

16,98%

165,95%

155,19%

10,76%

44,72%

321,14%

1989 987091

3,59%

20,09%

23,68%

22,81%

138,83%

137,96%

0,87%

46,48%

276,79%

1990 963111

2,95%

15,70%

18,65%

29,43%

134,77%

145,54%

-10,77%

48,08%

280,31%

1991 911272

3,34%

20,87%

24,20%

23,85%

129,88%

129,53%

0,36%

48,05%

259,41%

1992 881543

3,15%

18,86%

22,01%

27,41%

120,59%

125,99%

-5,40%

49,42%

246,58%

1993 837185

3,71%

17,99%

21,70%

24,29%

110,29%

112,89%

-2,60%

45,99%

223,18%

1994 1090433

4,75%

19,68%

24,43%

23,62%

115,12%

114,31%

0,81%

48,05%

229,42%

1995 994351

5,67%

18,49%

24,16%

26,79%

120,31%

122,94%

-2,63%

50,96%

243,25%

1996 1008820

6,04%

22,69%

28,73%

22,98%

119,61%

113,86%

5,75%

51,71%

233,47%

1997 1107153

6,98%

24,03%

31,01%

21,11%

122,82%

112,93%

9,90%

52,12%

235,75%

1998 1050426

7,08%

21,56%

28,64%

25,23%

124,11%

120,70%

3,41%

53,87%

244,81%

1999 979089

6,38%

20,10%

26,48%

29,37%

107,64%

110,53%

-2,89%

55,85%

218,18%

2000 968215

7,95%

26,49%

34,44%

22,37%

124,87%

112,80%

12,07%

56,81%

237,67%

2001 1034452

7,74%

22, 90%

30,64%

23,28%

121,67%

114,32%

7,36%

53,92%

235,99%

MÉDIA

970110

4,85%

21, 79%

26,65%

23,06%

130,63%

127,05%

3,58%

49,71%

257,68%

D P

82225

1,85%

3,49%

4,33%

4,07%

17,44%

15,15%

7,46%

3,86%

31,80%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 41

Taxas para a Construção Civil e sexo masculino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 755954

2,97%

29,62%

32,58%

16,56%

153,33%

137,30%

16,03%

49,14%

290,63%

1986 884946

4,03%

26,57%

30,60%

16,32%

163,94%

149,66%

14,28%

46,93%

313,60%

1987 895390

2,22%

21,20%

23,42%

20,53%

159,74%

156,84%

2,89%

43,95%

316,58%

1988 937902

3,15%

24,65%

27,80%

17,37%

171,25%

160,81%

10,43%

45,17%

332,06%

1989 920633

3,41%

20,35%

23,76%

23,39%

143,61%

143,24%

0,37%

47,16%

286,84%

1990 893010

2,77%

15,84%

18,61%

30,16%

139,81%

151,36%

-11,55%

48,77%

291,16%

1991 840963

3,16%

21,53%

24,69%

24,42%

135,25%

134,99%

0,26%

49,11%

270,24%

1992 812157

2,92%

19,43%

22,35%

28,09%

125,98%

131,72%

-5,75%

50,44%

257,70%

1993 770646

3,52%

18,48%

22,00%

24,87%

114,89%

117,76%

-2,87%

46,88%

232,65%

1994 1012487

4,55%

20,31%

24,86%

23,87%

119,53%

118,54%

0,99%

48,73%

238,06%

1995 918726

5,46%

18,93%

24,39%

27,11%

124,85%

127,57%

-2,72%

51,50%

252,43%

1996 933133

5,85%

23,35%

29,20%

23,29%

124,26%

118,35%

5,91%

52,50%

242,61%

1997 1027466

6,72%

24,68%

31,39%

21,30%

127,32%

117,22%

10,10%

52,69%

244,54%

1998 968255

6,83%

22,13%

28,96%

25,81%

129,18%

126,03%

3,15%

54,77%

255,21%

1999 898277

6,25%

20,61%

26,86%

30,10%

112,37%

115,61%

-3,24%

56,95%

227,97%

2000 889931

7,85%

27,17%

35,02%

22,72%

130,06%

117,77%

12,29%

57,74%

247,83%

2001 954765

7,63%

23,49%

31,12%

23,76%

126,57%

119,21%

7,35%

54,88%

245,78%

MÉDIA

900861

4,66%

22,25%

26,92%

23,51%

135,41%

132,00%

3,41%

50,43%

267,41%

DP

74558

1,87%

3,51%

4,41%

4,20%

17,39%

15,36%

7,61%

4,03%

31,92%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

98

Tabela 42

Taxas para a Construção Civil e sexo feminino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 40041

6,53%

19,02%

25,55%

13,92%

70,94%

59,31%

11,63%

39,47%

130,25%

1986 48940

9,69%

25,94%

35,63%

9,29%

89,97%

63,63%

26,34%

44,92%

153,59%

1987 54769

5,52%

17,52%

23,04%

14,45%

77,33%

68,75%

8,58%

37,49%

146,08%

1988 60783

6,10%

20,70%

26,79%

10,94%

84,27%

68,42%

15,85%

37,73%

152,69%

1989 66458

6,02%

16,48%

22,51%

14,65%

72,73%

64,87%

7,86%

37,15%

137,60%

1990 70101

5,25%

13,95%

19,21%

20,08%

70,59%

71,46%

-0,87%

39,28%

142,05%

1991 70310

5,46%

12,97%

18,43%

16,94%

65,68%

64,19%

1,49%

35,37%

129,88%

1992 69386

5,87%

12,21%

18,08%

19,45%

57,55%

58,93%

-1,37%

37,53%

116,48%

1993 66539

5,83%

12,32%

18,15%

17,57%

57,03%

56,44%

0,59%

35,72%

113,47%

1994 77946

7,36%

11,46%

18,82%

20,37%

57,83%

59,37%

-1,55%

39,19%

117,20%

1995 75626

8,23%

13,19%

21,43%

22,95%

65,09%

66,61%

-1,53%

44,38%

131,70%

1996 75687

8,32%

14,52%

22,84%

19,12%

62,22%

58,50%

3,72%

41,96%

120,73%

1997 79687

10,43%

15,61%

26,03%

18,76%

64,87%

57,60%

7,27%

44,80%

122,46%

1998 82171

10,04%

14,85%

24,89%

18,45%

64,34%

57,90%

6,44%

43,34%

122,24%

1999 80812

7,82%

14,48%

22,30%

21,28%

55,18%

54,16%

1,02%

43,59%

109,33%

2000 78284

9,04%

18,85%

27,89%

18,34%

65,88%

56,32%

9,55%

46,24%

122,20%

2001 79687

9,03%

15,85%

24,88%

17,51%

63,00%

55,63%

7,37%

42,39%

118,64%

MÉDIA

69248

7,44%

15,88%

23,32%

17,30%

67,32%

61,30%

6,02%

40,62%

128,62%

DP

12046

1,76%

3,68%

4,49%

3,61%

9,56%

5,26%

7,35%

3,53%

13,56%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 43

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS. Tabela 43 Taxas a faixa de 0 -

Taxas a faixa de 0 - 4

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1422100

25,14%

14,65%

39,79%

18,20%

85,98%

64,39%

21,59%

57,99%

150,38%

1986 1508792

30,82%

13,98%

44,80%

17,14%

95,39%

67,73%

27,66%

61,95%

163,13%

1987 1504412

24,37%

13,32%

37,69%

23,25%

89,51%

75,07%

14,43%

60,94%

164,58%

1988 1494836

22,75%

13,27%

36,02%

24,87%

89,47%

78,32%

11,15%

60,89%

167,79%

1989 1559196

22,85%

13,92%

36,77%

20,00%

85,26%

68,49%

16,77%

56,78%

153,74%

1990 1579587

20,78%

12,85%

33,63%

23,27%

82,55%

72,19%

10,36%

56,90%

154,75%

1991 1560197

19,81%

11,89%

31,70%

27,65%

79,71%

75,66%

4,05%

59,36%

155,37%

1992 1451453

18,84%

10,75%

29,59%

31,41%

69,65%

71,47%

-1,82%

60,99%

141,12%

1993 1552234

22,28%

12,57%

34,86%

22,63%

76,24%

64,01%

12,22%

57,49%

140,25%

1994 1894007

24,61%

12,70%

37,31%

21,03%

78,52%

62,25%

16,28%

58,34%

140,77%

1995 2167285

24,29%

13,36%

37,65%

22,58%

85,41%

70,34%

15,07%

60,24%

155,76%

1996 2399513

22,77%

12,73%

35,50%

22,96%

76,38%

63,84%

12,54%

58,46%

140,22%

1997 2758660

27,25%

13,38%

40,63%

19,57%

80,85%

59,79%

21,06%

60,20%

140,64%

1998 2587997

23,91%

11,36%

35,28%

23,03%

72,53%

60,28%

12,24%

58,31%

132,81%

1999 2757340

23,83%

11,02%

34,85%

23,04%

69,91%

58,09%

11,81%

57,89%

128,00%

2000 2909381

24,19%

11,75%

35,94%

21,38%

73,11%

58,54%

14,56%

57,32%

131,65%

2001 2981852

23,23%

11,64%

34,87%

22,49%

71,80%

59,42%

12,38%

57,36%

131,22%

MÉDIA

2005226

23,63%

12,66%

36,29%

22,62%

80,13%

66,47%

13,67%

58,91%

146,60%

D P

592989

2,73%

1,11%

3,44%

3,34%

7,61%

6,51%

6,58%

1,65%

12,54%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

99

T abela 44

Taxas para a Construção Civil e sexo masculino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 755954

2,97%

29,62%

32,58%

16,56%

153,33%

137,30%

16,03%

49,14%

290,63%

1986 884946

4,03%

26,57%

30,60%

16,32%

163,94%

149,66%

14,28%

46,93%

313,60%

1987 895390

2,22%

21,20%

23,42%

20,53%

159,74%

156,84%

2,89%

43,95%

316,58%

1988 937902

3,15%

24,65%

27,80%

17,37%

171,25%

160,81%

10,43%

45,17%

332,06%

1989 920633

3,41%

20,35%

23,76%

23,39%

143,61%

143,24%

0,37%

47,16%

286,84%

1990 893010

2,77%

15,84%

18,61%

30,16%

139,81%

151,36%

-11,55%

48,77%

291,16%

1991 840963

3,16%

21,53%

24,69%

24,42%

135,25%

134,99%

0,26%

49,11%

270,24%

1992 812157

2,92%

19,43%

22,35%

28,09%

125,98%

131,72%

-5,75%

50,44%

257,70%

1993 770646

3,52%

18,48%

22,00%

24,87%

114,89%

117,76%

-2,87%

46,88%

232,65%

1994 1012487

4,55%

20,31%

24,86%

23,87%

119,53%

118,54%

0,99%

48,73%

238,06%

1995 918726

5,46%

18,93%

24,39%

27,11%

124,85%

127,57%

-2,72%

51,50%

252,43%

1996 933133

5,85%

23,35%

29,20%

23,29%

124,26%

118,35%

5,91%

52,50%

242,61%

1997 1027466

6,72%

24,68%

31,39%

21,30%

127,32%

117,22%

10,10%

52,69%

244,54%

1998 968255

6,83%

22,13%

28,96%

25,81%

129,18%

126,03%

3,15%

54,77%

255,21%

1999 898277

6,25%

20,61%

26,86%

30,10%

112,37%

115,61%

-3,24%

56,95%

227,97%

2000 889931

7,85%

27,17%

35,02%

22,72%

130,06%

117,77%

12,29%

57,74%

247,83%

2001 954765

7,63%

23,49%

31,12%

23,76%

126,57%

119,21%

7,35%

54,88%

245,78%

MÉDIA

900861

4,66%

22,25%

26,92%

23,51%

135,41%

132,00%

3,41%

50,43%

267,41%

DP

74558

1,87%

3,51%

4,41%

4,20%

17,39%

15,36%

7,61%

4,03%

31,92%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

T abela 45

T axas a faixa de 0 - 4 e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 24,09%

569422

13,72%

37,81%

17,54%

79,36%

59,10%

20,27%

55,36%

138,46%

1986 30,03%

630492

13,58%

43,62%

16,28%

90,13%

62,79%

27,34%

59,89%

152,91%

1987 23,65%

632257

12,77%

36,42%

22,83%

84,11%

70,52%

13,59%

59,25%

154,63%

1988 22,76%

649308

12,88%

35,64%

22,89%

83,33%

70,58%

12,75%

58,53%

153,92%

1989 22,86%

691146

13,57%

36,43%

18,51%

81,57%

63,64%

17,92%

54,94%

145,21%

1990 20,70%

701576

12,26%

32,96%

22,72%

78,56%

68,32%

10,24%

55,68%

146,88%

1991 19,58%

696283

11,38%

30,96%

26,72%

75,36%

71,12%

4,24%

57,68%

146,48%

1992 18,55%

653109

10,27%

28,81%

30,05%

64,74%

65,98%

-1,23%

58,86%

130,72%

1993 21,90%

700757

11,94%

33,84%

21,92%

71,82%

59,89%

11,93%

55,76%

131,71%

1994 23,65%

841726

12,16%

35,82%

20,89%

73,48%

58,56%

14,92%

56,71%

132,04%

1995 23,96%

975852

12,59%

36,55%

22,46%

81,34%

67,25%

14,08%

59,01%

148,59%

1996 1073464

22,67%

12,08%

34,75%

22,77%

72,59%

60,61%

11,98%

57,53%

133,20%

1997 1221891

26,26%

12,59%

38,85%

20,12%

76,18%

57,45%

18,73%

58,96%

133,63%

1998 1179057

23,56%

11,15%

34,71%

22,82%

68,80%

56,91%

11,89%

57,53%

125,71%

1999 1282523

23,43%

10,79%

34,21%

22,68%

66,28%

54,75%

11,53%

56,90%

121,03%

2000 1338155

23,64%

11,60%

35,24%

20,89%

69,15%

54,79%

14,36%

56,13%

123,94%

2001 1400008

22,97%

11,63%

34,60%

21,87%

68,60%

55,88%

12,73%

56,47%

124,48%

MÉDIA

896296

23,19%

12,17%

35,37%

22,00%

75,61%

62,24%

13,37%

57,36%

137,85%

DP

290517

2,52%

0,98%

3,19%

3,18%

7,09%

5,76%

6,19%

1,53%

11,34%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

100

Tabela 46

Tabela 46 Taxas a faixa de 10 - 19 X JCN JCE JT JD TX_ADM TX_DEM

Taxas a faixa de 10 - 19

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1108886

3,44%

17,45%

20,89%

9,59%

68,10%

56,80%

11,30%

30,48%

124,91%

1986 1234918

5,22%

18,91%

24,14%

9,45%

81,65%

66,96%

14,69%

33,59%

148,60%

1987 1235929

3,14%

14,80%

17,94%

14,46%

76,18%

72,70%

3,48%

32,40%

148,88%

1988 1255325

2,95%

15,50%

18,45%

12,90%

74,97%

69,42%

5,55%

31,34%

144,39%

1989 1304938

2,89%

16,89%

19,77%

10,97%

74,89%

66,09%

8,80%

30,75%

140,98%

1990 1266480

2,07%

13,31%

15,38%

16,25%

71,74%

72,61%

-0,87%

31,64%

144,34%

1991 1240477

2,29%

13,43%

15,72%

15,65%

68,63%

68,56%

0,07%

31,37%

137,19%

1992 1173255

2,42%

12,57%

14,99%

16,77%

57,55%

59,34%

-1,78%

31,76%

116,89%

1993 1206266

3,00%

15,06%

18,06%

12,43%

61,79%

56,15%

5,63%

30,49%

117,94%

1994 1372749

3,71%

16,05%

19,76%

12,35%

65,81%

58,40%

7,41%

32,11%

124,21%

1995 1426654

3,68%

14,99%

18,67%

15,21%

70,97%

67,51%

3,45%

33,88%

138,48%

1996 1542993

3,70%

14,63%

18,33%

13,90%

63,21%

58,78%

4,43%

32,23%

122,00%

1997 1674657

4,77%

15,35%

20,12%

13,29%

63,88%

57,04%

6,83%

33,41%

120,92%

1998 1706015

4,86%

13,53%

18,39%

14,84%

58,75%

55,20%

3,55%

33,24%

113,95%

1999 1786986

5,08%

13,86%

18,94%

13,99%

56,56%

51,61%

4,95%

32,93%

108,17%

2000 1906182

5,10%

15,25%

20,35%

11,86%

60,58%

52,09%

8,49%

32,21%

112,67%

2001 1987830

4,81%

14,55%

19,36%

12,90%

59,82%

53,37%

6,45%

32,26%

113,19%

M ÉDIA

1437091

3,71%

15,07%

18,78%

13,34%

66,77%

61,33%

5,44%

32,12%

128,10%

DP

276159

1,07%

1,61%

2,19%

2,13%

7,41%

7,21%

4,19%

1,05%

14,01%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 47

Taxas a faixa de 10 - 19 e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 740434

3,97%

17,93%

21,90%

10,28%

72,45%

60,83%

11,62%

32,18%

133,28%

1986 819982

5,86%

19,01%

24,87%

10,18%

85,55%

70,86%

14,69%

35,05%

156,41%

1987 819017

3,55%

15,09%

18,64%

14,80%

80,06%

76,22%

3,84%

33,44%

156,29%

1988 821688

3,35%

15,76%

19,11%

13,85%

79,83%

74,57%

5,26%

32,95%

154,39%

1989 849712

3,32%

17,11%

20,43%

12,05%

78,74%

70,36%

8,38%

32,48%

149,09%

1990 821949

2,29%

13,54%

15,83%

17,09%

75,33%

76,59%

-1,26%

32,92%

151,91%

1991 801130

2,65%

13,96%

16,61%

16,18%

72,30%

71,87%

0,43%

32,80%

144,16%

1992 754485

2,68%

13,06%

15,73%

17,46%

61,41%

63,13%

-1,73%

33,19%

124,54%

1993 778355

3,38%

15,74%

19,12%

12,96%

64,95%

58,79%

6,16%

32,09%

123,74%

1994 885196

4,27%

16,85%

21,11%

12,93%

69,48%

61,30%

8,18%

34,04%

130,78%

1995 909145

4,23%

15,63%

19,86%

15,74%

74,68%

70,56%

4,12%

35,60%

145,25%

1996 982795

4,21%

15,21%

19,41%

14,89%

67,08%

62,56%

4,52%

34,31%

129,64%

1997 1073875

5,43%

16,26%

21,69%

13,83%

67,44%

59,58%

7,86%

35,52%

127,02%

1998 1085880

5,43%

13,98%

19,41%

15,85%

62,06%

58,50%

3,56%

35,26%

120,55%

1999 1134885

5,63%

14,36%

19,99%

14,93%

59,05%

53,99%

5,06%

34,92%

113,05%

2000 1213824

5,81%

15,74%

21,55%

12,61%

63,20%

54,25%

8,94%

34,15%

117,45%

2001 1246700

5,44%

14,85%

20,30%

13,86%

62,22%

55,78%

6,44%

34,16%

117,99%

MÉDIA

925827

4,21%

15,53%

19,74%

14,09%

70,34%

64,69%

5,65%

33,83%

135,03%

DP

164580

1,20%

1,58%

2,29%

2,11%

7,83%

7,76%

4,25%

1,17%

15,00%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

101

Tabela 48

Taxas a faixa de 10 - 19

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 368452

2,39%

16,47%

18,86%

8,20%

59,37%

48,71%

10,66%

27,07%

108,09%

1986 414936

3,97%

18,72%

22,69%

8,01%

73,93%

59,25%

14,68%

30,70%

133,18%

1987 416912

2,34%

14,23%

16,57%

13,79%

68,55%

65,77%

2,78%

30,35%

134,32%

1988 433637

2,19%

15,02%

17,20%

11,09%

65,78%

59,67%

6,11%

28,30%

125,44%

1989 455226

2,09%

16,46%

18,55%

8,97%

67,71%

58,13%

9,58%

27,52%

125,83%

1990 444531

1,67%

12,89%

14,56%

14,70%

65,10%

65,25%

-0,15%

29,26%

130,35%

1991 439347

1,63%

12,47%

14,10%

14,69%

61,94%

62,53%

-0,59%

28,78%

124,47%

1992 418770

1,97%

11,68%

13,65%

15,53%

50,62%

52,49%

-1,88%

29,18%

103,11%

1993 427911

2,31%

13,81%

16,13%

11,45%

56,03%

51,35%

4,68%

27,57%

107,38%

1994 487553

2,70%

14,61%

17,31%

11,30%

59,15%

53,14%

6,01%

28,61%

112,29%

1995 517509

2,71%

13,86%

16,57%

14,28%

64,45%

62,16%

2,29%

30,85%

126,60%

1996 560198

2,80%

13,61%

16,42%

12,15%

56,43%

52,16%

4,26%

28,57%

108,59%

1997 600782

3,58%

13,73%

17,32%

12,32%

57,50%

52,51%

4,99%

29,64%

110,01%

1998 620135

3,86%

12,75%

16,62%

13,08%

52,96%

49,42%

3,54%

29,70%

102,38%

1999 652101

4,13%

12,99%

17,12%

12,35%

52,24%

47,46%

4,77%

29,47%

99,70%

2000 692358

3,85%

14,40%

18,25%

10,54%

56,00%

48,29%

7,71%

28,79%

104,28%

2001 741130

3,74%

14,03%

17,77%

11,29%

55,79%

49,31%

6,48%

29,07%

105,10%

MÉDIA

511264

2,82%

14,22%

17,04%

11,99%

60,21%

55,15%

5,05%

29,03%

115,36%

DP

112139

0,86%

1,71%

2,06%

2,24%

6,50%

6,23%

4,17%

1,07%

12,03%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 49

Taxas a faixa de 20 - 49

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1674291

1,62%

16,29%

17,91%

8,03%

66,32%

56,45%

9,87%

25,94%

122,77%

1986 1860692

2,29%

17,64%

19,93%

8,16%

80,13%

68,36%

11,77%

28,09%

148,49%

1987 1861460

1,41%

13,48%

14,89%

12,38%

75,81%

73,30%

2,51%

27,27%

149,11%

1988 1905921

1,59%

14,44%

16,03%

10,63%

74,15%

68,75%

5,40%

26,66%

142,90%

1989 1938439

1,39%

15,22%

16,61%

9,70%

73,78%

66,87%

6,91%

26,32%

140,65%

1990 1827412

0,95%

11,02%

11,97%

16,09%

70,80%

74,92%

-4,12%

28,06%

145,72%

1991 1796637

1,17%

11,86%

13,02%

14,27%

68,44%

69,68%

-1,24%

27,29%

138,12%

1992 1701705

1,33%

11,32%

12,65%

15,16%

57,07%

59,58%

-2,51%

27,82%

116,65%

1993 1743489

1,45%

13,90%

15,35%

11,00%

60,33%

55,99%

4,34%

26,35%

116,32%

1994 1976205

2,05%

14,93%

16,98%

11,14%

65,55%

59,70%

5,84%

28,12%

125,25%

1995 1993295

2,03%

13,34%

15,37%

14,62%

69,28%

68,54%

0,75%

29,98%

137,82%

1996 2147598

2,25%

13,47%

15,72%

12,47%

62,52%

59,27%

3,25%

28,19%

121,79%

1997 2295904

3,05%

13,93%

16,98%

11,97%

63,29%

58,28%

5,02%

28,95%

121,57%

1998 2209523

2,99%

13,02%

16,01%

14,10%

59,54%

57,63%

1,91%

30,10%

117,17%

1999 2269848

3,31%

13,46%

16,77%

12,96%

57,02%

53,21%

3,81%

29,73%

110,23%

2000 2420743

3,24%

14,96%

18,20%

11,19%

61,85%

54,84%

7,01%

29,39%

116,69%

2001 2493079

3,31%

14,15%

17,45%

11,77%

61,65%

55,96%

5,68%

29,22%

117,61%

MÉDIA

2006838

2,08%

13,91%

15,99%

12,10%

66,33%

62,43%

3,89%

28,09%

128,76%

D P

253633

0,82%

1,67%

2,05%

2,30%

6,85%

7,01%

4,15%

1,33%

13,23%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

102

T abela 50

Taxas a faixa de 20 - 49 e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1132247

1,82%

17,10%

18,91%

8,73%

71,19%

61,01%

10,18%

27,64%

132,20%

1986 1246290

2,58%

18,03%

20,61%

9,00%

85,31%

73,70%

11,61%

29,61%

159,01%

1987 1249417

1,71%

14,01%

15,71%

12,74%

81,16%

78,19%

2,98%

28,45%

159,35%

1988 1265144

1,87%

15,15%

17,02%

11,56%

80,90%

75,45%

5,46%

28,59%

156,35%

1989 1271006

1,63%

15,72%

17,35%

10,97%

78,93%

72,56%

6,38%

28,32%

151,49%

1990 1192782

1,14%

11,51%

12,64%

17,34%

76,22%

80,92%

-4,70%

29,99%

157,13%

1991 1169359

1,40%

12,71%

14,10%

15,12%

73,49%

74,51%

-1,02%

29,22%

147,99%

1992 1105858

1,58%

12,17%

13,75%

16,03%

62,38%

64,66%

-2,28%

29,78%

127,04%

1993 1133020

1,72%

14,95%

16,67%

11,87%

64,74%

59,94%

4,80%

28,54%

124,67%

1994 1298955

2,36%

15,93%

18,28%

11,75%

69,65%

63,11%

6,53%

30,03%

132,76%

1995 1286659

2,35%

14,18%

16,52%

15,49%

74,16%

73,12%

1,03%

32,01%

147,28%

1996 1384550

2,64%

14,25%

16,88%

13,74%

67,62%

64,48%

3,15%

30,62%

132,10%

1997 1495007

3,40%

14,98%

18,38%

12,70%

67,73%

62,05%

5,68%

31,07%

129,77%

1998 1428084

3,20%

13,88%

17,08%

15,45%

64,27%

62,64%

1,63%

32,52%

126,91%

1999 1464080

3,80%

14,31%

18,10%

14,27%

61,23%

57,39%

3,83%

32,37%

118,62%

2000 1570508

3,76%

15,91%

19,67%

12,14%

66,21%

58,68%

7,53%

31,80%

124,90%

2001 1604960

3,72%

15,01%

18,73%

12,76%

65,45%

59,47%

5,98%

31,49%

124,92%

MÉDIA

1311643

2,39%

14,69%

17,08%

13,04%

71,21%

67,17%

4,04%

30,12%

138,38%

DP

154582

0,89%

1,65%

2,11%

2,39%

7,26%

7,64%

4,23%

1,55%

14,29%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 51

Taxas a faixa de 20 - 49 e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 542044

1,21%

14,60%

15,81%

6,57%

56,15%

46,92%

9,24%

22,37%

103,07%

1986 614402

1,71%

16,85%

18,56%

6,46%

69,62%

57,52%

12,10%

25,03%

127,14%

1987 612043

0,80%

12,41%

13,21%

11,66%

64,88%

63,33%

1,55%

24,87%

128,21%

1988 640777

1,02%

13,04%

14,07%

8,78%

60,82%

55,53%

5,29%

22,84%

116,36%

1989 667433

0,93%

14,28%

15,20%

7,29%

63,96%

56,04%

7,91%

22,49%

120,00%

1990 634630

0,59%

10,11%

10,70%

13,73%

60,63%

63,65%

-3,02%

24,43%

124,28%

1991 627278

0,74%

10,28%

11,02%

12,69%

59,03%

60,70%

-1,67%

23,70%

119,73%

1992 595847

0,86%

9,76%

10,62%

13,55%

47,21%

50,15%

-2,93%

24,18%

97,36%

1993 610469

0,95%

11,94%

12,89%

9,39%

52,15%

48,65%

3,50%

22,28%

100,81%

1994 677250

1,47%

13,02%

14,49%

9,97%

57,69%

53,17%

4,52%

24,46%

110,86%

1995 706636

1,44%

11,81%

13,26%

13,03%

60,41%

60,19%

0,23%

26,29%

120,60%

1996 763048

1,54%

12,07%

13,61%

10,18%

53,26%

49,82%

3,43%

23,78%

103,08%

1997 800897

2,41%

11,97%

14,38%

10,60%

55,02%

51,24%

3,78%

24,98%

106,26%

1998 781439

2,60%

11,45%

14,05%

11,63%

50,90%

48,48%

2,42%

25,68%

99,38%

1999 805768

2,42%

11,94%

14,36%

10,58%

49,38%

45,60%

3,78%

24,94%

94,99%

2000 850235

2,27%

13,22%

15,49%

9,44%

53,78%

47,74%

6,05%

24,93%

101,52%

2001 888119

2,56%

12,58%

15,14%

9,99%

54,77%

49,62%

5,16%

25,13%

104,39%

MÉDIA

695195

1,50%

12,43%

13,93%

10,33%

57,04%

53,43%

3,61%

24,26%

110,47%

DP

100967

0,70%

1,74%

1,99%

2,25%

5,93%

5,89%

4,08%

1,19%

11,09%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

103 103

Tabela 52

Tabela 52 Taxas a faixa de 50 -99 X JCN JCE JT JD TX_ADM TX_DEM NEG

Taxas a faixa de 50 -99

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1526107

0,73%

15,15%

15,88%

6,37%

63,44%

53,93%

9,51%

22,25%

117,37%

1986 1647844

0,85%

15,70%

16,55%

7,15%

76,39%

67,00%

9,40%

23,70%

143,39%

1987 1652092

0,54%

12,59%

13,13%

10,31%

74,29%

71,47%

2,82%

23,44%

145,76%

1988 1694093

0,66%

13,14%

13,80%

8,92%

69,56%

64,67%

4,89%

22,72%

134,24%

1989 1719371

0,52%

13,47%

13,98%

8,74%

70,11%

64,87%

5,24%

22,73%

134,97%

1990 1603850

0,32%

9,53%

9,85%

15,29%

67,03%

72,47%

-5,44%

25,13%

139,49%

1991 1567211

0,44%

10,53%

10,96%

12,90%

63,88%

65,82%

-1,94%

23,86%

129,70%

1992 1491309

0,44%

10,16%

10,60%

13,36%

53,25%

56,01%

-2,76%

23,96%

109,25%

1993 1543946

0,51%

12,42%

12,94%

10,26%

55,54%

52,87%

2,68%

23,20%

108,41%

1994 1742082

0,79%

12,51%

13,30%

10,11%

59,84%

56,65%

3,18%

23,41%

116,49%

1995 1713935

0,96%

11,58%

12,54%

13,20%

64,51%

65,16%

-0,65%

25,74%

129,66%

1996 1781022

1,21%

11,83%

13,04%

11,43%

58,09%

56,47%

1,62%

24,47%

114,56%

1997 1918385

1,66%

12,47%

14,13%

11,12%

59,35%

56,33%

3,02%

25,25%

115,69%

1998 1834956

1,33%

11,99%

13,32%

12,10%

55,55%

54,32%

1,22%

25,42%

109,87%

1999 1860092

1,63%

12,30%

13,93%

11,34%

52,82%

50,23%

2,59%

25,27%

103,05%

2000 1935308

1,88%

13,71%

15,59%

9,67%

57,33%

51,41%

5,92%

25,27%

108,74%

2001 1997158

1,78%

14,14%

15,92%

10,43%

59,31%

53,82%

5,48%

26,35%

113,13%

MÉDIA

1719339

0,96%

12,54%

13,50%

10,75%

62,37%

59,62%

2,75%

24,25%

121,99%

D P

151622

0,52%

1,

63%

1,87%

2,27%

7,14%

7,16%

3,98%

1,21%

13,74%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 53

Taxas a faixa de 50 -99 e sexo masculino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1029145

0,82%

16,12%

16,94%

6,88%

69,34%

59,28%

10,06%

23,82%

128,61%

1986 1107492

0,82%

16,01%

16,83%

8,05%

83,22%

74,44%

8,78%

24,88%

157,65%

1987 1118267

0,62%

13,34%

13,96%

10,67%

81,42%

78,12%

3,30%

24,63%

159,54%

1988 1145843

0,80%

14,12%

14,92%

9,41%

76,54%

71,03%

5,51%

24,33%

147,57%

1989 1156056

0,52%

14,07%

14,59%

9,76%

76,00%

71,16%

4,84%

24,35%

147,15%

1990 1062792

0,36%

10,14%

10,49%

16,37%

73,31%

79,19%

-5,88%

26,86%

152,50%

1991 1046763

0,51%

11,40%

11,90%

13,80%

69,86%

71,76%

-1,90%

25,71%

141,62%

1992 1004214

0,52%

11,21%

11,72%

14,09%

59,07%

61,44%

-2,37%

25,82%

120,52%

1993 1033960

0,53%

13,36%

13,89%

11,19%

60,23%

57,53%

2,70%

25,08%

117,75%

1994 1172744

0,88%

13,30%

14,18%

10,71%

64,71%

61,24%

3,47%

24,89%

125,94%

1995 1126148

1,20%

12,24%

13,44%

14,14%

70,26%

70,96%

-0,70%

27,58%

141,23%

1996 1177100

1,50%

12,64%

14,14%

12,49%

63,93%

62,28%

1,65%

26,62%

126,20%

1997 1279131

1,85%

13,63%

15,48%

11,87%

65,68%

62,06%

3,62%

27,35%

127,74%

1998 1202621

1,48%

12,86%

14,34%

13,64%

61,59%

60,89%

0,70%

27,99%

122,48%

1999 1207871

1,88%

13,17%

15,05%

12,66%

57,84%

55,45%

2,39%

27,71%

113,28%

2000 1276540

2,25%

14,69%

16,94%

10,75%

62,14%

55,95%

6,19%

27,68%

118,10%

2001 1313162

1,91%

14,95%

16,86%

11,40%

63,66%

58,21%

5,46%

28,26%

121,87%

MÉDIA

1144697

1,09%

13,37%

14,45%

11,64%

68,16%

65,35%

2,81%

26,09%

133,52%

DP

92610

0,61%

1,60%

1,88%

2,40%

7,73%

7,84%

4,05%

1,49%

15,04%

Fo nte: Elaboração própria a parir da RAIS.

104

T abela 54

Taxas a faixa de 50 -99 e sexo feminino

 

X JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 496962

0,54%

13,15%

13,68%

5,30%

51,23%

42,85%

8,38%

18,98%

94,07%

1986 540352

0,92%

15,06%

15,98%

5,32%

62,41%

51,75%

10,66%

21,30%

114,16%

1987 533825

0,37%

11,02%

11,39%

9,56%

59,36%

57,53%

1,83%

20,95%

116,90%

1988 548250

0,36%

11,11%

11,47%

7,88%

54,97%

51,39%

3,59%

19,36%

106,36%

1989 563315

0,51%

12,23%

12,73%

6,67%

58,02%

51,95%

6,07%

19,40%

109,97%

1990 541058

0,25%

8,33%

8,58%

13,16%

54,68%

59,27%

-4,59%

21,74%

113,94%

1991 520448

0,29%

8,78%

9,07%

11,08%

51,86%

53,87%

-2,01%

20,15%

105,73%

1992 487095

0,29%

7,99%

8,28%

11,85%

41,23%

44,80%

-3,57%

20,13%

86,03%

1993 509986

0,49%

10,51%

11,00%

8,37%

46,05%

43,42%

2,63%

19,38%

89,48%

1994 569338

0,59%

10,89%

11,48%

8,88%

49,80%

47,21%

2,59%

20,36%

97,01%

1995 587787

0,51%

10,31%

10,83%

11,38%

53,48%

54,03%

-0,55%

22,21%

107,51%

1996 603922

0,65%

10,26%

10,91%

9,36%

46,71%

45,15%

1,56%

20,27%

91,86%

1997 639254

1,29%

10,15%

11,43%

9,61%

46,70%

44,87%

1,83%

21,04%

91,57%

1998 632335

1,05%

10,33%

11,38%

9,16%

44,06%

41,84%

2,22%

20,54%

85,89%

1999 652221

1,16%

10,69%

11,85%

8,90%

43,52%

40,57%

2,95%

20,75%

84,09%

2000 658768

1,17%

11,82%

12,99%

7,59%

48,00%

42,61%

5,39%

20,58%

90,61%

2001 683996

1,53%

12,58%

14,10%

8,56%

50,94%

45,40%

5,54%

22,66%

96,34%

MÉDIA

574642

0,70%

10,89%

11,60%

8,98%

50,77%

48,15%

2,62%

20,58%

98,91%

DP

60841

0,40%

1,75%

1,96%

2,13%

5,90%

5,78%

3,96%

1,02%

10,98%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 55

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS. Tabela 55 Taxas a faixa de 100 - 499

Taxas a faixa de 100 - 499

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 4264779

0,20%

13,35%

13,55%

5,02%

55,38%

46,85%

8,53%

18,57%

102,23%

1986 4679051

0,25%

12,96%

13,21%

6,20%

67,51%

60,50%

7,01%

19,41%

128,01%

1987 4765501

0,12%

10,49%

10,61%

7,58%

65,12%

62,09%

3,03%

18,19%

127,21%

1988 4947938

0,18%

11,17%

11,35%

6,74%

60,76%

56,15%

4,61%

18,09%

116,91%

1989 4965175

0,08%

10,82%

10,90%

7,73%

60,55%

57,37%

3,17%

18,63%

117,92%

1990 4450720

0,11%

6,96%

7,07%

15,25%

55,74%

63,93%

-8,19%

22,32%

119,67%

1991 4417702

0,08%

8,65%

8,73%

10,78%

53,13%

55,18%

-2,05%

19,51%

108,30%

1992 4237733

0,12%

7,90%

8,02%

11,62%

43,85%

47,45%

-3,60%

19,64%

91,30%

1993 4182614

0,11%

9,01%

9,11%

9,19%

44,91%

44,99%

-0,07%

18,30%

89,90%

1994 4892328

0,31%

10,02%

10,33%

8,72%

50,59%

48,98%

1,61%

19,06%

99,57%

1995 4657196

0,21%

9,01%

9,22%

10,72%

51,86%

53,37%

-1,51%

19,94%

105,23%

1996 4748968

0,34%

9,66%

9,99%

8,75%

47,45%

46,21%

1,24%

18,74%

93,67%

1997 5090847

0,87%

9,80%

10,66%

9,34%

51,71%

50,39%

1,32%

20,00%

102,10%

1998 4798408

0,88%

10,17%

11,05%

10,22%

46,92%

46,09%

0,83%

21,27%

93,01%

1999 4862084

0,78%

10,56%

11,34%

8,86%

44,71%

42,24%

2,47%

20,20%

86,95%

2000 5015277

1,02%

11,71%

12,73%

7,90%

49,55%

44,72%

4,84%

20,63%

94,27%

2001 5206416

1,02%

12,07%

13,10%

7,88%

51,78%

46,57%

5,22%

20,98%

98,35%

MÉDIA

4716632

0,39%

10,25%

10,65%

8,97%

53,03%

51,36%

1,67%

19,62%

104,39%

DP

309257

0,36%

1,70%

1,85%

2,36%

7,05%

6,72%

4,07%

1,19%

13,16%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

105

Tabela 56

Taxas a faixa de 100 - 499 e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 2891439

0,18%

13,96%

14,13%

5,64%

61,44%

52,95%

8,49%

19,77%

114,39%

1986 3157664

0,28%

13,08%

13,36%

7,06%

75,12%

68,82%

6,30%

20,42%

143,94%

1987 3212198

0,15%

11,01%

11,17%

8,04%

73,11%

69,98%

3,13%

19,21%

143,09%

1988 3338319

0,25%

12,01%

12,26%

7,16%

68,98%

63,88%

5,10%

19,42%

132,86%

1989 3328857

0,07%

11,06%

11,13%

8,78%

67,94%

65,59%

2,35%

19,91%

133,53%

1990 2966994

0,14%

7,20%

7,34%

16,99%

63,53%

73,18%

-9,65%

24,33%

136,70%

1991 2929945

0,09%

9,38%

9,47%

11,78%

60,56%

62,87%

-2,31%

21,25%

123,43%

1992 2808108

0,08%

8,50%

8,58%

12,99%

51,03%

55,44%

-4,41%

21,57%

106,47%

1993 2769699

0,11%

9,88%

9,99%

10,29%

51,65%

51,95%

-0,30%

20,27%

103,60%

1994 3265718

0,36%

10,96%

11,32%

9,69%

58,23%

56,60%

1,63%

21,01%

114,83%

1995 2992929

0,21%

9,82%

10,04%

12,19%

59,42%

61,57%

-2,16%

22,23%

120,99%

1996 3071064

0,46%

10,47%

10,93%

10,13%

54,79%

53,99%

0,81%

21,06%

108,78%

1997 3372459

0,91%

10,79%

11,70%

10,07%

59,74%

58,11%

1,63%

21,78%

117,86%

1998 3082271

1,00%

10,90%

11,90%

11,80%

54,60%

54,50%

0,10%

23,70%

109,10%

1999 3077602

0,87%

11,41%

12,28%

10,51%

51,53%

49,77%

1,77%

22,79%

101,30%

2000 3179550

1,26%

12,68%

13,94%

9,24%

56,47%

51,77%

4,70%

23,18%

108,25%

2001 3281644

1,36%

12,64%

14,00%

9,13%

58,54%

53,67%

4,87%

23,13%

112,20%

MÉDIA

3101556

0,46%

10,93%

11,38%

10,09%

60,39%

59,10%

1,30%

21,47%

119,49%

D P

187681

0,44%

1,

69%

1,92%

2,64%

7,30%

7,17%

4,34%

1,56%

13,81%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 57

Taxas a faixa de 100 - 499

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 1373340

0,26%

12,06%

12,32%

3,72%

42,62%

34,02%

8,60%

16,04%

76,64%

1986 1521387

0,20%

12,70%

12,90%

4,42%

51,72%

43,23%

8,49%

17,32%

94,95%

1987 1553303

0,04%

9,42%

9,46%

6,64%

48,60%

45,78%

2,82%

16,09%

94,38%

1988 1609619

0,05%

9,42%

9,47%

5,86%

43,71%

40,10%

3,61%

15,33%

83,81%

1989 1636318

0,10%

10,33%

10,44%

5,59%

45,51%

40,66%

4,85%

16,02%

86,17%

1990 1483726

0,05%

6,47%

6,52%

11,78%

40,18%

45,44%

-5,26%

18,31%

85,62%

1991 1487757

0,07%

7,20%

7,27%

8,81%

38,48%

40,02%

-1,54%

16,08%

78,51%

1992 1429625

0,19%

6,72%

6,91%

8,94%

29,73%

31,76%

-2,03%

15,85%

61,49%

1993 1412915

0,10%

7,30%

7,40%

7,04%

31,70%

31,34%

0,36%

14,44%

63,05%

1994 1626610

0,22%

8,14%

8,36%

6,78%

35,26%

33,68%

1,58%

15,14%

68,94%

1995 1664267

0,21%

7,53%

7,74%

8,08%

38,28%

38,62%

-0,34%

15,82%

76,89%

1996 1677904

0,11%

8,16%

8,27%

6,24%

34,01%

31,98%

2,03%

14,50%

66,00%

1997 1718388

0,78%

7,85%

8,62%

7,90%

35,95%

35,23%

0,72%

16,53%

71,18%

1998 1716137

0,67%

8,86%

9,53%

7,38%

33,13%

30,98%

2,15%

16,90%

64,11%

1999 1784482

0,62%

9,09%

9,71%

6,02%

32,95%

29,25%

3,69%

15,73%

62,20%

2000 1835727

0,61%

10,04%

10,65%

5,57%

37,56%

32,49%

5,07%

16,22%

70,06%

2001 1924772

0,45%

11,11%

11,56%

5,76%

40,27%

34,46%

5,80%

17,32%

74,73%

MÉDIA

1615075

0,28%

8,96%

9,24%

6,85%

38,80%

36,42%

2,39%

16,10%

75,22%

D P

154297

0,25%

1,83%

1,88%

1,90%

6,10%

5,28%

3,65%

0,99%

10,81%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

106

T abela 58

Taxas a faixa de 500 ou mais

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

1985 8827946

0,00%

8,49%

8,49%

2,16%

29,90%

23,57%

6,33%

10,64%

53,47%

1986 9465849

0,00%

7,48%

7,48%

4,48%

34,88%

31,88%

3,00%

11,96%

66,76%

1987

9621997

0,00%

6,28%

6,28%

4,20%

33,21%

31,14%

2,07%

10,48%

64,36%

1988 10032653

0,00%

7,03%

7,03%

3,74%

30,51%

27,22%

3,29%

10,77%

57,73%

1989 10102496

0,06%

6,14%

6,20%

3,95%

28,81%

26,56%

2,25%

10,15%

55,37%

1990 9128736

0,00%

3,89%

3,89%

9,27%

25,11%

30,49%

-5,38%

13,16%

55,60%

1991 8611554

0,00%

4,94%

4,94%

7,18%

24,09%

26,34%

-2,24%

12,12%

50,43%

1992 8218918

0,10%

5,39%

5,49%

6,69%

20,79%

21,99%

-1,20%

12,18%

42,79%

1993 8011647

0,00%

4,77%

4,77%

5,30%

20,52%

21,05%

-0,53%

10,07%

41,56%

1994 9015068

0,06%

6,39%

6,45%

6,52%

24,49%

24,56%

-0,07%

12,96%

49,05%

1995 9030114

0,07%

5,34%

5,41%

6,65%

24,82%

26,06%

-1,24%

12,06%

50,87%

1996 8629884

0,00%

5,06%

5,06%

6,36%

21,93%

23,23%

-1,30%

11,41%

45,15%

1997 8571509

0,47%

5,29%

5,76%

5,92%

23,59%

23,76%

-0,17%

11,68%

47,35%

1998 8614206

0,20%

6,37%

6,57%

5,69%

22,61%

21,73%

0,88%

12,25%

44,34%

1999 8675302

0,10%

6,55%

6,65%

5,40%

22,56%

21,31%

1,25%

12,05%

43,88%

2000 9011681

0,22%

7,16%

7,38%

4,32%

25,15%

22,10%

3,06%

11,70%

47,25%

2001 9153973

0,15%

7,24%

7,40%

5,42%

27,49%

25,51%

1,98%

12,82%

53,00%

MÉDIA

8983737

0,08%

6,11%

6,19%

5,49%

25,91%

25,21%

0,70%

11,68%

51,12%

DP

573645

0,12%

1,18%

1,18%

1,63%

4,24%

3,44%

2,69%

0,96%

7,24%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

Tabela 59

Taxas a faixa de 500 ou mais e sexo masculino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

 

1985 5950692

0,00%

8,25%

8,25%

2,54%

33,30%

27,59%

5,70%

10,79%

60,89%

 

1986 6379837

0,00%

7,20%

7,20%

5,39%

40,04%

38,23%

1,81%

12,60%

78,28%

 

1987 6360546

0,00%

6,21%

6,21%

4,96%

38,76%

37,51%

1,25%

11,17%

76,28%

 

1988 6585197

0,00%

6,98%

6,98%

4,54%

35,83%

33,39%

2,44%

11,52%

69,23%

 

1989 6623195

0,07%

6,40%

6,47%

4,87%

33,65%

32,05%

1,60%

11,34%

65,70%

 

1990 5829415

0,00%

3,78%

3,78%

11,06%

30,03%

37,30%

-7,28%

14,84%

67,33%

 

1991 5524926

0,00%

5,00%

5,00%

8,50%

28,54%

32,04%

-3,50%

13,51%

60,58%

 

1992 5194619

0,14%

5,28%

5,42%

8,23%

24,52%

27,33%

-2,81%

13,65%

51,84%

 

1993 5050440

0,00%

4,69%

4,69%

6,75%

23,94%

26,00%

-2,06%

11,43%

49,93%

 

1994 5584382

0,05%

6,32%

6,37%

7,80%

29,12%

30,55%

-1,43%

14,16%

59,66%

 

1995 5427157

0,08%

5,45%

5,53%

8,11%

29,74%

32,33%

-2,58%

13,64%

62,07%

 

1996 5109535

0,00%

5,05%

5,05%

7,76%

26,23%

28,95%

-2,71%

12,80%

55,18%

 

1997 5074832

0,51%

5,30%

5,81%

7,26%

28,60%

30,05%

-1,45%

13,07%

58,65%

 

1998 5000934

0,26%

6,28%

6,54%

7,39%

26,63%

27,47%

-0,85%

13,93%

54,10%

 

1999 4909794

0,13%

6,27%

6,40%

6,65%

26,13%

26,38%

-0,25%

13,05%

52,51%

 

2000 5115273

0,33%

7,62%

7,95%

4,62%

30,00%

26,67%

3,33%

12,57%

56,66%

 

2001 5164018

0,22%

7,43%

7,65%

6,28%

32,29%

30,92%

1,37%

13,93%

63,21%

MÉDIA

5581458

0,11%

6,09%

6,19%

6,63%

30,43%

30,87%

-0,44%

12,82%

61,30%

DP

594383

0,15%

1,18%

1,21%

2,00%

4,68%

3,97%

3,08%

1,20%

8,11%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

107

Tabela 60

Taxas a faixa de 500 ou mais e sexo feminino

X

JCN

JCE

JT

JD

TX_ADM

TX_DEM

NEG

RotPosto

RotTrab

 

1985 2877254

0,00%

8,99%

8,99%

1,35%

22,87%

15,24%

7,63%

10,34%

38,11%

 

1986 3086012

0,00%

8,05%

8,05%

2,58%

24,21%

18,74%

5,47%

10,63%

42,96%

 

1987 3261451

0,00%

6,40%

6,40%

2,73%

22,39%

18,72%

3,67%

9,13%

41,11%

 

1988 3447456

0,00%

7,12%

7,12%

2,20%

20,34%

15,43%

4,91%

9,32%

35,77%

 

1989 3479301

0,05%

5,64%

5,69%

2,20%

19,60%

16,12%

3,49%

7,89%

35,72%

 

1990 3299321

0,00%

4,07%

4,07%

6,11%

16,41%

18,45%

-2,04%

10,19%

34,86%

 

1991 3086628

0,00%

4,82%

4,82%

4,81%

16,14%

16,13%

0,01%

9,64%

32,27%

 

1992 3024299

0,04%

5,58%

5,62%

4,06%

14,40%

12,83%

1,56%

9,68%

27,23%

 

1993 2961207

0,00%

4,91%

4,91%

2,83%

14,68%

12,60%

2,09%

7,74%

27,28%

 

1994 3430686

0,08%

6,50%

6,58%

4,43%

16,96%

14,82%

2,14%

11,01%

31,78%

 

1995 3602957

0,04%

5,19%

5,23%

4,45%

17,39%

16,61%

0,78%

9,67%

34,00%

 

1996 3520349

0,00%

5,07%

5,07%

4,33%

15,67%

14,93%

0,75%

9,40%

30,60%

 

1997 3496677

0,40%

5,28%

5,68%

3,99%

16,32%

14,63%

1,69%

9,67%

30,95%

 

1998 3613272

0,11%

6,50%

6,60%

3,33%

17,06%

13,78%

3,27%

9,93%

30,84%

 

1999 3765508

0,05%

6,93%

6,98%

3,77%

17,91%

14,71%

3,21%

10,75%

32,62%

 

2000 3896408

0,08%

6,56%

6,63%

3,94%

18,79%

16,10%

2,70%

10,57%

34,89%

 

2001 3989955

0,06%

7,00%

7,07%

4,31%

21,27%

18,52%

2,76%

11,38%

39,79%

M ÉDIA

3402279

0,05%

6,15%

6,21%

3,61%

18,38%

15,78%

2,59%

9,82%

34,16%

DP

324137

0,10%

1,26%

1,25%

1,18%

2,95%

1,94%

2,22%

0,98%

4,47%

Fonte: Elaboração própria a parir da RAIS.

108