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MANUAL DE SOLUÇÕES

PARA PROFESSORES .
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SUMÁRIO

Introdução .....................................................................................................................................03

I – Algumas Sugestões .................................................................................................................04


• Parâmetros dos AOP’S
• Curto-Circuito Virtual
• Aplicações
• Laboratório
• Componentes
• Livros

II – Relações Úteis da Análise de Circuitos ...................................................................................06

III – Resolução dos Problemas Analíticos .....................................................................................07

IV – Tabela de Códigos de Cores para Resistores e Capacitores: Alguns Tipos Comerciais .......31

2
INTRODUÇÃO

Neste manual fornecemos algumas sugestões úteis ao professor que utilizar nosso texto, bem como, apresentamos
um pequeno (mas importante) formulário sobre circuitos elétricos.

Na terceira parte fornecemos a resolução dos problemas analíticos do apêndice B. Agradeço à minha ex-aluna Rita
de Cássia por ter passado à limpo as soluções pois, às vezes, nem eu mesmo entendo a minha “ letra “...

Apresentamos, como auxílio, uma tabela de códigos de cores para resistores e capacitores, bem como, informações
técnicas sobre alguns tipos disponíveis no mercado.

Esperamos que este manual seja útil aos caros colegas e aguardamos suas sugestões ou críticas que possam contri-
buir para a melhoria ou correções do mesmo.

Antonio Pertence Jr.


O autor

3
I - ALGUMAS SUGESTÕES

PARÂMETROS DOS AOP’S


Procuramos realizar um texto prático e objetivo e sob este ângulo o mesmo deverá ser encarado. Não nos detivemos
em detalhes extremamente teóricos sobre os AOP’s, pois tais detalhes acabam confundindo os estudantes e ofuscam
a extraordinária aplicabilidade destes integrados “milagrosos”.

Entretanto, alguns parâmetros essenciais não poderiam, de forma alguma, ser omitidos, pois são relevantes em mui-
tos projetos. Assim sendo, aconselhamos aos caros colegas trabalharem o melhor possível os seguintes parâmetros:

a) tensão OFFSET de entrada


b) tensão OFFSET de saída
c) corrente de polarização de entrada
d) tensão diferencial de entrada
e) corrente de curto-circuito de saída
f) consumo de potência
g) tempo de subida
h) taxa de subida
i) razão de rejeição de modo comum
j) ganho (em malha aberta e em malha fechada)
l) resistência de entrada
m) resistência de saída

É importante que o estudante compreenda o significado de cada um destes parâmetros e saiba localizá-los num DA-
TABOOK a fim de utilizá-los em projetos.

CURTO-CIRCUITO VIRTUAL
Um dos conceitos mais importantes da teoria dos AOP’s é o conceito de “terra-virtual”. Entretanto, este conceito é um
caso particular de um conceito mais amplo denominado “curto-circuito virtual”.

Para demonstrar claramente este conceito lançamos mão de um circuito genérico (Fig. 2-5) no qual aplicamos o
modelo de um AOP real. Após uma simples aplicação das leis de Kirchhoff e impondo a condição do ganho em malha
aberta tender a infinito, chegamos ao resultado:

VB = VA

Vd = VB - VA = 0

É importante que o professor ressalte que esta propriedade só existe quando tivermos um AOP realimentado negati-
vamente e Avo =>

O procedimento utilizado pelo autor é um procedimento “suigeneris” e tem dado ótimos resultados com os alunos,
pois elimina definitivamente a confusão que existe acerca dos conceitos de terra-virtual e curto-circuito virtual.

APLICAÇÕES
Ao longo do texto procuramos apresentar diversas aplicações reais dos circuitos com AOP’s (bioeletrônica, controle
de processos, etc.), mas as aulas ficam sempre mais interessantes e motivantes se o professor conseguir ilustrá-Ias
com circuitos práticos obtidos em revistas técnicas ou em manuais de máquinas e equipamentos industriais.

LABORATÓRIO
Apresentamos um conjunto de experiências que podem ser executadas com poucos equipamentos e material de
consumo facilmente encontrado no mercado.

Estas experiências foram todas testadas pelo autor em conjunto com alguns alunos (Lindomar, Rita
e Carlos Alberto) aos quais o autor manifesta seu sincero reconhecimento.

Procuramos explorar ao máximo as experiências e enfatizamos em algumas delas, diversos 4


aspectos concernentes à análise de falhas.

COMPONENTES
Este é um aspecto crítico aqui no Brasil. Entretanto, seria muito útil se o professor conseguisse obter alguns AOP’s
“especiais” para executar práticas e projetos diversos, bem como, comparar com as características do 741.

Entre os AOP’s “especiais”, temos: LF 351, µA725, LH 0036, OP-07E, LM 675, LM 12, etc.
Outros CI’s interessantes são os seguintes: ICL 8048, ICL 8049, ICL 8013, etc. Estes CI’s têm funções especiais.

LIVROS
Para um estudo detalhado sobre as caracteristicas elétricas dos AOP’s, bem como, sobre as tecnologias de fabrica-
ção dos mesmos, podemos indicar os seguintes textos:

a) Analysis and Design of Analog Integrated Circuits, 2nd Edition, Gray and Meyer (Wiley - 1984).

b) Microelectronics, 2nd Edition, Millman and Grabel (Mc Graw-Hill- 1987).

Àqueles que desejarem se aprofundar na análise e projeto de filtros ativos indicamos os seguintes textos:

a) Introduction To The Theory And Design of Active Filters, Huelsman and Allen (Mc Graw-Hill-1980).

b) Active Filters For Communications And Instrumentation, Bowron and Stephenson (Mc Graw-Hill-1979).

*c) A handbook of Active Filters, Johnson, Johnson and Moore - PHI, 1980.
* Este texto é excelente para projetos.

5
II – RELAÇÕES ÚTEIS DA ANÁLISE DE CIRCUITOS

TABELA
C = capacitância (F)
Vc = tensão (V) no capacitor
i = corrente (A)
q = carga (C)
t = tempo (s)
L = indutância (H)
T = período (s)

a)

b)

c) — Corrente em um capacitor

d) — Tensão em um capacitor

e) — Corrente em um indutor

f) — Tensão em um indutor

g) — Valor eficaz

h) — Valor médio

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III – RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS ANALÍTICOS

B.1 Utilizaremos o princípio da superposição.

a) Va atuando

Vb curto-circuitada

Neste caso, temos um amplificador inversor:

Va curto-circuitada

Vb atuando

Neste caso, temos um amplificador não-inversor:

Finalmente:

b)

B.2 Utilizaremos o princípio da superposição. Na saída do AOP 1, temos:

Na saída do AOP 2, temos:

Finalmente, na saída do AOP 3, temos:

B.3 O problema poderia ser solucionado utilizando a regra do divisor de corrente, mas pelo método
nodal a solução é mais simples. Aplicando LCK na entrada inversora, temos:

logo:
7
B.4 Suponhamos que o potencial no nó situado entre os resistores 2KΩ E 6KΩ seja V1.
Neste caso, teremos (aplicando LCK):

A saída não irá saturar pois o AOP está alimentado com ± 15V.

B.5

(máximo)
‑ circuito aberto

(mínimo)

B.6 Seja V1 o potencial na entrada não-inversora do seguidor de tensão:

Esta tensão aparecerá na saída do seguidor de tensão e, portanto:

Evidentemente está implícito que o AOP foi devidamente alimentado (± Vcc ) para que não ocorra saturação na saída.

B.7 Demonstramos no texto que:


Eq. (4.3)

Sendo, temos (em módulo):

Observações:
• Lembramos que o sinal de saída é defasado de 180° em relação ao sinal de entrada 8
• Avf é adimensional, pois é a razão de duas grandezas com a mesma dimensão (tensão).
B.8 Demonstramos no texto que:
Eq. (4-8)

Sendo, temos (em módulo):


(em módulo)

B.9

Queremos calcular o ganho temos:


9
B.10 Temos:

, logo:

Substituindo este resultado na equação anterior, temos:


B.11

a)
LCK:
(I)

(II)

(I)-(II) =>

10
b)

B.12

V0 = 9,6 V

Temos:

Da Eq. (I), temos:

Substituindo na EQ (II), obtemos:

mas,


ou

11

Para os valores dados, temos:

O professor pode utilizar um procedimento direto observando que o potencial no ponto b é amplificado pelo ganho do
circuito não-inversor, ou seja:


Finalmente:

B.13

a) Ch fechada => amplificador inversor

b) Ch aberta => Não existe corrente em R2, logo o potencial na entrada não-inversora é igual a Ei. Devido ao
curto-circuito virtual, o potencial na entrada inversora também é igual a Ei logo não temos corrente no resistor de
entrada R1.
Portanto, não existe corrente na malha de realimentação e o potencial Ei se transferem à saída. Assim:

12
OBSERVAÇÃO:
• Este circuito, denominado comutador de polaridade, é útil em aplicações de comando onde se deseja obter
sinais iguais em módulo mas de polaridades opostas (Por exemplo: comando eletrônico para reversão de motores).

B.14

a) Aplicando LCK nas entradas do AOP, temos:

(Vx = potencial nas entradas do AOP)

( I )

( II )

Igualando ( I ), ( II ) e determinado V2, temos :

Colocando os valores, temos:

( III )

Identificando, membro a membro, a equação ( III ) com a equação desejada , temos:

b) Se Ra = 0 (curto ), V1 = 0 e V3 = 2 V , teremos um amplificador não-inverso e, neste caso, a saída V2 será determi-


nada pela equação ( III ):

B.15

Observando o circuito, temos:

OBSERVAÇÃO:
• Note que utilizando um somador e um amplificador inversor obtemos um amplificador
diferencial ou subtrator (esta solução, evidentemente, não é muito econômica... ).
13
B.16

O aluno deverá lembrar que no amplificador inversor a impedância de entrada é igual à resistência de entrada a qual,
normalmente, é da ordem de Kilo-Ohms.

Para se conseguir alta ( altíssima ) impedância de entrada utiliza-se um amplificador não-inversor no qual se tem
dezenas de Mega-Ohms para a impedância de entrada. Apresentaremos, a seguir, uma possível solução.

Temos:

Os valores de R e R1, são opcionais mas é preferível que estejam na faixa de 1K a 100K .

B.17

Seja va , o potencial na entrada inversora do AOP, temos:

Ou seja, v0 = 2 va ( I )

Aplicando LCK na entrada não-inversora, obtemos:


Substituindo a Eq. ( I ) no resultado anterior, temos:

14
Expressando va, temos:

Pela Eq. ( I ), temos:

Este integrador pode ser denominado integrador não-inversor “duplo”.

B.18

Os capacitores bloqueiam a CC, logo, o circuito equivalente para CC será:

( R = R1 + R2 )

O qual é um “circuito seguidor de tensão”.

Nota do autor:
Seus alunos imaginavam que era tão simples?

Escrevendo as equações ( LCK ) para os nós 1 e 2 , temos:

e1 = potencial no nó 1

e2 = potencial no nó 2

15
Nó 1 => (I)

Nó 2 =>

Substituindo esta última equação na Eq. ( I ), temos ( após um longo algebrismo ):

Ou

Se R1= R2 = 1M , C1 = C2 = 1 F e W=103 rad/s, temos:


OBSERVAÇÃO:
• Este resultado era esperado. Pois o circuito possui duas redes de atraso, ou seja, -40 dB/ DÉC de atenuação
e como a freqüência angular dada está exatamente três décadas acima da freqüência de corte,
a atenuação naquela freqüência será -120 dB/ DÉC.

Cumpre observar que o circuito em questão é um filtro passa – baixa com freqüência de corte Wc = 1 ( rad/S).

Finalmente, é interessante observar que o resultado do problema 18 pode ser “comprovado” fazendo-se w=0 (sinal
contínuo) na expressão de Avf (obtendo-se Avf = 1).

B.20

Seja um nó 1 na entrada inversora do AOP1 e um nó 2 na entrada inversora do AOP3. Teremos:

Nó 1

Nó 2

16
Finalmente :

Nota do autor:
Simples para alguns.. Difícil para outros...

B.21

Em Vx, temos:

Em Vy, temos:

Substituindo Vx dado acima e resolvendo para Vy , temos:


Porém:

O qual, substituído na equação anterior nos dá:

B.22

Por definição:

mas,

17
Na entrada inversa do AOP tem-se:

A condição de Zi infinito é R2 = R1

B.23

O potencial na entrada inversora é nula, logo, aplicando LCK no ponto C, temos:

Se desejamos desenvolver a indicação a indicação Ra//Rc, temos:


18
B.24

a) Na entrada inversora temos um terra virtual, logo Rc está em paralelo Rπ e a tensão sobre Rc será:


(já demosntrado no problema 23)

Mas: , substituindo vc, temos:


b) (amplificador inversor normal)

Nota do autor:
Valor demasiado elevado e, portanto, introduz muito ruído térmico no circuito.

c) Sendo R1 = 100 e fazendo RA = RB = 100 , temos:

OBSERVAÇÕES:
No item b, temos um altíssimo valor de Rf (quase impraticável e não aconselhável para uso em circuitos com
AOP’s). Notemos que Rf é 105 vezes maior do que R1.
No item c, temos resistores na faixa aconselhável ( 1K até 100K ).

Conclusão: O circuito dado permite realizar um amplificador inversor com ganhos altos utilizando resistores na faixa
comercial e compatíveis com circuitos com AOP’s.

B.25

Aplicando LCK nas entradas do AOP, temos:

Entrada não inversora

Nota do autor:
va é o potencial na entrada não inversora.

Entrada inversora

Nota do autor:
vb é o potencial na entrada inversora. 19
Desenvolvendo para va, temos:

Desenvolvendo para vb, temos:

Mas va = vb, logo:



Expressando v0, temos:

ou

B.26 Observando o circuito, temos:

B.27

Através do SET-POINT, ajustamos a tensão de referência correspondente à velocidade desejada


para o motor. Quando a velocidade superar o valor ajustado, o tacômetro irá gerar um sinal (tensão)
superior ao sinal normal. Isso irá levar o comparador para a saturação negativa e acionará o
amplificador de potencia de modo a reduzir a velocidade do motor até que se restabeleça a 20
velocidade ajustada. Por outro lado, se o motor sofrer uma redução de velocidade, o tacômetro irá
gerar um sinal inferior ao sinal normal, levando o comparador para a saturação positiva, de tal modo
que o amplificador de potência irá acelerar o motor conduzindo-o à velocidade estabelecida. Evidentemente, o am-
plificador de potência não deve ser do tipo inversor (neste caso). O resistor R tem como finalidade reduzir a corrente
proveniente do tacômetro, protegendo, assim, o AOP. A especificação 10V/1000rpm serve apenas para indicar que,
em 1000rpm (rotação máxima), a tensão gerada é 10V. Esta forma de especificação (V/rpm) é utilizada por todos os
fabricantes de tacômetros e existe diversas faixas disponíveis (6V/1000rpm, 10V/1000rpm, 25V/1000rpm, etc.)

B.28

Temos:

(ver Figura 5-14)

Logo, desejamos calcular R1:

B.29

Temos:

O problema pode ser resolvido utilizando-se um potenciômetro duplo de 330K (comercial).

B.30

Temos:

Logo:

21
Para a frequência, temos:

B.31

Temos:

Logo, precisamos obter R3 (ver Figura 5-26).

B.32

Aplicando a fórmula de mudança de base , temos:

Finalmente:

22
Na temperatura ambiente (25°C), temos:

B.33

a) Para Vi = 420mV, teremos:

b) Para , temos:

c) Para , temos:

d) Para , temos:

B.34

Sendo precisaremos utilizar um subtrator de ganho unitário.

23

B.35

No gráfico (A), temos o sinal de entrada.

- Analisemos a saída em vi

Quando vi > 0, temos

Quando vi < 0, temos v1 = 0

Ver gráfico (B).

- Analisemos a saída em v2

Quando vi>0, temos v2 = 0

Quando vi<0, temos

Ver gráfico (C).

- Analisemos a saída em v0
Temos v0 = v2 - v1

Assim, “rebatendo” a saída v1, obtemos a saída v0.


Ver gráfico (D).

24
B.36 Utilizaremos o Quadro-Projeto 3

VCVS
PB 2ª ordem
Dados Butterworth
K=2
fc = 1000Hz

Pela Tabela 8.1, obtém-se


a = 1,414214 e b=1

Determinando C2, temos

Pela (Eq. 8-16), temos

Escolheremos

Pela (Eq. 8-12), temos



Pela (Eq. 8-13), temos

Pela (Eq. 8-14), temos

Pela (Eq. 8-15), temos

Observação:
Caso desejemos montar o filtro, devemos selecionar os valores comerciais mais próximos dos resultados acima. No
momento, não nos preocuparemos com isso.

B.37 Utilizaremos o Quadro-Projeto 5

MFB
PA 2ª ordem
Dados Chebyshev PR = 0,1 dB
K=-2
fc = 5000Hz

Pela tabela 8-2, temos:

a = 2,372356 e b = 3,314037

Sugestão: colocar dois capacitores de 1nF em paralelo.


Pela (Eq. 8-21), temos:

25
Utilizamos o módulo de K, pois para esta estrutura MFB ocorre um defasamento de 180° do sinal de saída em rela-
ção ao de entrada. Por isso, no texto, temos K negativo.

Pela (Eq. 8-22), temos

Pela (Eq. 8-23), temos

B.38

VCVS
PB 4ª ordem
Dados Butterworth
K = 16
fc = 1000Hz
(em cada estágio)

Utilizaremos dois estágios de segunda ordem tendo, cada um deles, um ganho dado pela (Eq. 8-29)
m = 2 estágios

Utilizaremos o Quadro-Projeto 3

1º estágio a = 0,765367
b=1

2º estágio a = 1,847759
b=1

Pelos dados do projeto, temos (em ambos os estágios)

1º estágio

Pela (Eq. 8-12), temos

Pela (Eq. 8-13), temos

Pela (Eq. 8-14), temos

Pela (Eq. 8-15), temos

2º estágio

Pela (Eq. 8-12), temos

Pela (Eq. 8-13), temos

Pela (Eq. 8-14), temos

Pela (Eq. 8-15), temos

Observação:
Os dois estágios deverão ser associados em cascata para se obter o filtro desejado.
26
B.39
MFB
PF
Dados K = 10
f0 = 1000Hz
BW = 125Hz

Evidentemente, subentende-se que desejamos um filtro PF de segunda ordem.


Utilizaremos o Quadro-Projeto 7.
Como não estabelecemos fc1 e fc2 , devemos calculá-los.

Pela (Eq. 7-4), temos


Pela (Eq. 7-2), temos

No circuito da Figura 8-11, os dois capacitores são iguais e dados pela seguinte fórmula

Pela (Eq. 8-32), temos

Pela (Eq. 8-33), temos

Pela (Eq. 8-34), temos

Podemos checar os resultados pela (Eq. 8-35)

(felizmente...)

B.40

Utilizaremos o Quadro-Projeto 8.

VCVS
RF
Dados K=1
f0 = 500Hz => W0 = 3142 rad/s
Q0 = 5
27
Pela (Eq. 7-2), temos:

NOTA DO AUTOR:
É interessante comprovar que BW = 100Hz.

Temos:

Pela (Eq. 8-36), temos:

Pela (Eq. 8-37), temos:

Pela (Eq. 8-38), temos:

B.41

Utilizaremos o Quadro-Projeto 9

MFB
Dados Deslocador de fase
Ø = 60°
f0 = 200Hz => W0 = 1257 rad/s
28
Sendo 0<60°<180°, temos, pela (Eq. 8-43):

Façamos:

Pela (Eq. 8-40), temos:

Pela (Eq. 8-41), temos:

Pela (Eq. 8-42), temos:

B.42

Para implementar este projeto, deveremos utilizar dois estágios, conforme a Figura 8-15. Evidentemente, estes
circuitos serão idênticos e cada um deverá produzir um defasamento de 120° em 60Hz. Para manter as amplitudes
iguais, deveremos utilizar, após cada estágio, um amplificador não inversor de ganho 2. O esquema (em blocos) dado
a seguir, ilustra o que dissemos:

Teremos, portanto, as seguintes relações fatoriais:

|V1| = |V2| = |V3| => Módulos iguais


29
Utilizaremos, neste projeto, o Quadro-Projeto 9:

MFB
Dados Deslocador de fase
Ø0 = 120°
f0 = 60Hz => W0 = 377 rad/s

Pela (Eq. 8-43), temos:

a � 0, 752

Façamos:

Pela (Eq. 8-40), temos:

Pela (Eq. 8-41), temos:

Pela (Eq. 8-42), temos:

OBSERVAÇÃO:
Finalmente, quanto aos dois amplificadores não inversores, deixamos o projeto a critério do professor e/ou dos alu-
nos. Entretanto, é uma boa sugestão utilizar resistores de 10K .

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IV - TABELA DE CÓDIGOS DE CORES RESISTORES
E CAPACITORES: ALGUNS TIPOS COMERCIAIS

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