Você está na página 1de 79

ERICK ROGER DE LIMA FURTADO

Análise Comparativa de Custo de um Edifício Utilizando os Sistemas Construtivos


Convencionais e Light Steel Framing

Manaus
2016
ERICK ROGER DE LIMA FURTADO

Análise Comparativa de Custo de um Edifício Utilizando os Sistemas Construtivos


Convencionais e Light Steel Framing

Monografia apresentada a UNINORTE


Laureate International a fim de atender aos
requisitos para obtenção do grau de
bacharelado em Engenharia Civil.

Orientador: M.e Evailton Arantes de Oliveira

Manaus
2016
II
ERICK ROGER DE LIMA FURTADO

Análise Comparativa de Custo de um Edifício Utilizando os Sistemas Construtivos


Convencionais e Light Steel Framing

Monografia apresentada a UNINORTE Laureate International a fim de


atender aos requisitos para obtenção do grau de bacharelado em Engenharia Civil.

Comissão Avaliadora

______________________________
Assinatura do presidente da banca

______________________________
Assinatura do avaliador

______________________________
Assinatura do avaliador
Aprovado em:

Manaus
2016

III
DEDICATÓRIA

Dedico primeiramente a Deus, meu criador e pai, é dele todo o louvor, a


glória, a sabedoria, as ações de graça, a honra, o poder, a força e inclusive este
trabalho.
Dedico este trabalho aos meus maiores presentes: meu pai Francisco de
Assis da Silva Furtado, minha mãe Solange de Lima Furtado e minha irmã Gisele de
Lima Furtado. Eles são os meus “mestres” diários na minha escolha para “ser feliz”.

IV
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, por tornar tudo possível e pela possibilidade diária de


aprendizado.
Agradeço a meu pai, que sempre acreditou em meu potencial e transmitiu
conhecimentos acadêmicos e profissionais, sendo minha maior inspiração. Agradeço
especialmente à minha mãe, pelo apoio diário incansável, em todos os momentos
fazendo valer a mensagem da perseverança.
A minha namorada, pelo companheirismo, compreensão, incentivo, troca de
ideias e por sempre valorizar meu crescimento profissional.
Ao professor Evailton Arantes de Oliveira que, de forma incansável, me
apoiou e esteve presente nos momentos de pesquisa e na árdua tarefa de
desenvolvimento da escrita deste trabalho.
Aos colegas formandos, que fizeram parte da minha caminhada e que
levarei em minha memória, e aos demais professores entrego minha confiança e
respeito pelo conhecimento transmitido ao longo da minha formação.

V
RESUMO

O mercado da construção civil no Brasil é caracterizado pela predominância de uma


base produtiva voltada para o sistema construtivo convencional de concreto armado
com alvenaria de blocos cerâmicos. No entanto, vale salientar que o mundo
moderno exige, quase que de forma imperiosa, que busquemos alternativas de
métodos construtivos, os quais, aproveitando a escassez de recursos naturais, bem
como, a descoberta de novos materiais e processos executivos, resultem em
serviços, materiais, e porque não dizer, obras mais rápidas, mais baratas, mais
funcionais e até mais integradas ao meio ambiente. Nesse contexto se insere o Light
Steel Framing, sistema construtivo altamente industrializado de concepção racional,
que tem como principal característica uma estrutura construída por perfis de aço
galvanizados de pequena espessura formados a frio, possibilitando um processo de
construção de alta eficiência. O objetivo deste trabalho é a elaboração de análise
comparativa de custos para a construção de um edifício, inicialmente pelo sistema
construtivo convencional de concreto armado com alvenaria de blocos cerâmicos, e
posteriormente pelo sistema construtivo Light Steel Framing, aspirando à melhoria
produtiva e atendendo a crescente demanda por construções mais ágeis e de menor
custo. Nesse sentido, foi realizada coleta de dados para identificar os métodos,
materiais e mão de obra necessários; utilização de softwares adequados para
modelagem e dimensionamento da estrutura; elaboração de planilhas
orçamentarias; registros fotográficos e pesquisas normativas, os quais permitiram a
comparação de solução construtiva entre os sistemas.

Palavras Chave: Light Steel Framing, Alvenaria, Análise de Custos.

VI
LISTA DE ILUSTRAÇÕES, QUADROS E TABELAS

Figura 1: Fluxograma da metodologia 17

Figura 2: Padronização dos perfis 20

Figura 3: Perfiladeira 21

Figura 4: Padronização dos parafusos 22

Figura 5: Parafuso parabolt 22

Figura 6: Sapata corrida 23

Figura 7: Radier em concreto protendido 24

Figura 8: Padronização montantes e guias 25

Figura 9: Vigas de piso 26

Figura 10: Laje úmida 27

Figura 11: Laje seca 27

Figura 12: Treliças 28

Figura 13: Placas OSB 29

Figura 14: Isolamento termoacustico 31

Figura 15: Configuração paredes externas 32

Figura 16: Configuração paredes internas 33

Figura 17: Configuração dos pisos dos pavimentos 33

Figura 18: Configuração do forro 34

Figura 19: Configuração da fundação e piso pavimento térreo 34

Figura 20: Configuração da cobertura 35

VII
Figura 21: Planta baixa pavimento térreo em LSF 36

Figura 22: Planta baixa 1º andar em LSF 36

Figura 23: Planta baixa 2º andar em LSF 37

Figura 24: Planta baixa 3º andar em LSF 37

Figura 25: Cobertura em LSF 38

Figura 26: Detalhe das treliças da cobertura em LSF 38

Figura 27: Detalhe das treliças da cobertura em LSF 39

Figura 28: Detalhe dos painéis sem janelas em LSF 39

Figura 29: Detalhe dos painéis com janelas em LSF 40

Figura 30: Detalhe em 3D da escada em LSF 40

Figura 31: Detalhe em 3D das treliças da cobertura em LSF 41

Figura 32: Modelo arquitetônico 3D do edifício em LSF 41

Figura 33: Modelo estrutural 3D com rufo do edifício em LSF 42

Figura 34: Modelo estrutural 3D sem rufo do edifício em LSF 42

Figura 35: Coeficiente de mão de obra LSF 56

Figura 36: Cronograma físico-financeiro do LSF 61

Quadro 1: Quantitativos dos painéis do térreo 44

Quadro 2: Quantitativos dos perfis do térreo 44

Quadro 3: Quantitativos das placas do térreo 44

Quadro 4: Quantitativos dos parafusos do térreo 44

Quadro 5: Quantitativos dos painéis do 1º andar 45

Quadro 6: Quantitativos dos perfis do 1º andar 45

VIII
Quadro 7: Quantitativos das placas do 1º andar 45

Quadro 8: Quantitativos dos parafusos do 1º andar 46

Quadro 9: Quantitativos dos painéis do 2º andar 46

Quadro 10: Quantitativos dos perfis do 2º andar 46

Quadro 11: Quantitativos das placas do 2º andar 47

Quadro 12: Quantitativos dos parafusos do 2º andar 47

Quadro 13: Quantitativos dos painéis do 3º andar 47

Quadro 14: Quantitativos dos perfis do 3º andar 48

Quadro 15: Quantitativos das placas do 3º andar 48

Quadro 16: Quantitativos dos parafusos do 3º andar 48

Quadro 17: Quantitativos dos perfis do forro do 3º andar 49

Quadro 18: Quantitativos das placas do forro do 3º andar 49

Quadro 19: Quantitativos dos parafusos do forro do 3º andar 49

Quadro 20: Quantitativos dos perfis da cobertura 49

Quadro 21: Quantitativos das placas da cobertura 50

Quadro 22: Quantitativos dos parafusos da cobertura 50

Quadro 23: Orçamento atualizado de alvenaria convencional 51

Quadro 24: Orçamento em Light Steel Framing 57

IX
LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas


BDI – Benefícios e Despesas Indiretas
BIM – Building Information Modeling
cm – centímetros
Cr – perfil cartola
CRFS – Cimento Reforçado com Fio Sintético
h – hora
L – perfil cantoneira
LSF – Light Steel Framing
SPOC – Sistema Padrão de Orçamentos e Cronogramas
m² – Metro Quadrado
mm – milímetro
NBR – Norma Brasileira
OSB – Oriented Strand Board
SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil
ton – tonelada
U – Perfil U simples
Ue – Perfil U enrijecido
UFAM – Universidade Federal do Amazonas

X
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 13

1. OBJETIVO GERAL 16

1.1. Objetivos Específicos 16

2. METODOLOGIA 16

3. SISTEMA CONSTRUTIVO CONVENCIONAL 19

4. SISTEMA CONSTRUTIVO LIGHT STEEL FRAMING 20

4.1. Perfis Formados a Frio 20

4.2. Fundações 23

4.3. Estrutura Vertical 25

4.4. Pisos 26

4.5. Cobertura 28

4.6. Fechamento 29

4.7. Isolamento Termoacustico 30

5. RESULTADO 31

5.1. Etapas da Modelagem 31

XI
5.2. Resultado da Modelagem 35

5.3. Quantitativos Light Steel Framing 43

5.4. Resultado da Atualização do Orçamento Convencional 50

5.5. Resultado da Elaboração do Orçamento Ligth Steel Framing 56

5.6. Cronograma Físico-Financeiro Light Steel Framing 61

6. DISCUSSÃO 62

CONCLUSÃO 64

REFERÊNCIAS 66

ANEXO 1 – Planta baixa do primeiro pavimento 69

ANEXO 2 – Planta baixa do segundo pavimento 70

ANEXO 3 – Planta baixa do terceiro pavimento 71

ANEXO 4 – Planta baixa do quarto pavimento 72

ANEXO 5 – Planta baixa da elevação 73

ANEXO 6 – Planilha orçamentaria método convencional 74

ANEXO 7 – Cronograma físico-financeiro método convencional 79

XII
INTRODUÇÃO

Atualmente no Brasil, o sistema convencional de concreto armado ainda é o


mais utilizado em construções, porém, este sistema acarreta em grande geração de
resíduos e desperdício de materiais, fazendo com que diversos danos sejam
causados ao meio ambiente. Segundo Santiago et al., (2012, p.11) “o uso de novas
tecnologias é a melhor forma de permitir a industrialização e a racionalização dos
processos”.
Para Hass e Martins (2011, p.9), “com a crescente demanda do setor da
construção civil na atualidade, tem-se a necessidade de construir com maior rapidez
e menor desperdício, considerando uma crescente conscientização sobre a
importância das questões ambientais”. Nessa realidade, grandes construtoras
nacionais têm buscado investir em tecnologias construtivas mais eficientes,
resultando em produtos finais de qualidade e com custos competitivos quando
comparados aos sistemas totalmente artesanais, hoje ainda dominantes no país. A
adoção por parte das construtoras de uma estratégia voltada à racionalização do
processo construtivo constitui um ponto fundamental para que o setor da construção
evolua, tornando-se mais competitivo. (BARROS e SABBATINI, 2003)
Complementando estas citações, a adoção do sistema construtivo Light
Steel Framing (LSF) como um método alternativo ao convencional pode contribuir
para as melhorias ambientais e produtivas citadas acima. Segundo Batista (2011,
p.1), “este é um sistema construtivo altamente industrializado de concepção racional,
que tem como principal característica uma estrutura construída por perfis de aço
galvanizados de pequena espessura formados a frio, possibilitando um processo de
construção de alta eficiência”.
Rodrigues (2006) afirma que o sistema LSF apresenta grandes benefícios
tanto em relação à construção convencional quanto a construção em madeira, tais
como: redução no prazo de execução da obra, desperdício e perda de materiais
reduzidos e 100% reciclável e incombustível. Segundo Crasto (2005), Os produtos
que constituem o sistema são padronizados e de tecnologia avançada, em que
elementos construtivos são produzidos industrialmente e onde a matéria-prima
utilizada, os processos de fabricação, suas características técnicas e acabamento

13
passam por rigorosos controles de qualidade, fazendo com que o Light Steel
Framing seja uma das melhores alternativas de construções para residências e
edifícios comerciais.
Conforme PEREIRA (2009 apud OLIVEIRA, 2013, p.17), “no mundo o Light
Steel Framing existe há um bom tempo e o seu sistema construtivo já foi utilizado
para eliminar déficits habitacionais em países como Estados Unidos, Coréia do Sul e
Japão. Ainda está em crescimento no Brasil, apesar disso já existem algumas
empresas que trabalham somente com esse sistema”.
A infraestrutura encontrada hoje no Brasil possui os recursos necessários
para a construção utilizando o sistema construtivo Light Steel Framing. Porém,
existem dificuldades relacionadas à escassez de profissionais especializados e
capacitados nesse ramo da construção civil. É imperativo que haja esta mudança,
pois a construção em aço exige conhecimento de suas limitações, potenciais e
controle das etapas da construção desde o projeto até a sua finalização, à vista
disso, de acordo com Fabrício (2002), é durante o processo de projeto que podem
ser notadas as diferentes interfaces e diferentes compatibilizações entre sistemas e
elementos que compõem a edificação, o que garante a coerência entre decisões e
projetos, sendo isso, portanto, fundamental para o LSF.
Melhado e Fabrício (1998) destacam que há certas barreiras para melhorias
nos processos inerentes à Construção Civil. A desarticulação entre projeto e
produção é um dos obstáculos que mais se destaca. Tal desarticulação dificulta a
melhoria do desempenho das edificações e também é apontada como uma das
responsáveis pela dificuldade de aumento da produtividade e qualidade nos
processos.
No mercado atual da construção civil brasileira, poucos profissionais estão
realmente preparados para trabalhar de forma eficiente com uma filosofia de
construção industrializada e sistêmica. Os profissionais da construção civil sejam
arquitetos e engenheiros envolvidos no processo de projeto, empresários
responsáveis pelas decisões de investimento, até mesmo operários envolvidos
diretamente na execução da obra, deveriam possuir uma visão global do sistema,
onde há um real conhecimento dos benefícios no curto, médio e longo prazo, de
modo a serem capazes de tirar o máximo proveito desse tipo de solução. (RIBAS,
2006).

14
Neste sentido, utilizando uma analise comparativa de custos, este trabalho
visa demonstrar as vantagens da utilização do sistema construtivo Light Steel
Framing como método alternativo ao sistema convencional de concreto armado com
a alvenaria de blocos cerâmicos, com o intuito de obter melhorias no ponto de vista
ambiental, da engenharia civil, do consumidor e do produto final.

15
1. OBJETIVO GERAL

Mostrar através da análise comparativa de custos, o sistema construtivo


Light Steel Framing como um método alternativo ao atualmente denominado sistema
convencional construtivo de concreto armado com a alvenaria de blocos cerâmicos.

1.1. Objetivos Específicos

a) Avaliar a exequibilidade do Light Steel Framing em um edifício de


incumbência educacional de quatro pavimentos do Campus Universitário 2 de
Coarí da Universidade Federal do Amazonas;
b) Efetuar o dimensionamento da estrutura do edifício através do sistema Light
Steel Framing, fazendo utilização de programas de analise estrutural e
tabelas, tendo como base as Normas Brasileiras (NBR) de números
15253:2014 e 14762:2010 da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT);
c) Registrar levantamento dos custos de mão de obra, equipamentos e matéria-
prima, necessários na região de estudo;
d) Comprovar através de gráficos, planilhas orçamentárias, cálculos, plantas e
bases referenciais de preço do mercado, as vantagens do sistema construtivo
Light Steel Framing em relação ao sistema convencional de concreto armado
com a alvenaria de blocos cerâmicos, em um edifício de incumbência
educacional de quatro pavimentos do Campus Universitário 2 de Coarí da
Universidade Federal do Amazonas;

2. METODOLOGIA

Como o objetivo deste trabalho era realizar uma análise comparativa de


custos entre o sistema Light Steel Framing e o sistema convencional de concreto
armado com alvenaria de blocos cerâmicos, a pesquisa deste trabalho foi
classificada como quantitativa.

16
Quanto à metodologia, o presente trabalho utilizou diversos elementos
referenciais como: pesquisas bibliográficas, cursos online, livros, revistas,
dissertações, pesquisas de campo, artigos, monografias e programas de cálculo
estrutural e de orçamentos para realizar o levantamento comparativo de custo,
cálculos de dimensionamentos e dados técnicos utilizados no trabalho.
O fluxograma a seguir (Figura 1) visa demonstrar as atividades realizadas
nas diversas etapas deste trabalho.

Figura 1: Fluxograma da metodologia.


Fonte: Próprio autor.

17
Conforme apresentado no fluxograma, na fase inicial deste trabalho os
meios de coletas de dados utilizados foram a pesquisa bibliográfica, com objetivo de
levantar dados extraídos de normas e modelos pré-existentes, e a pesquisa de
campo onde foi realizado o levantamento da coleta e tipo de insumos, preços, como
e onde comprar, e a logística de distribuição para este tipo de serviço.
Por conseguinte, tomou-se como base os modelos estruturais de um edifício
com o total de 4.454,36 m², de incumbência educacional de quatro pavimentos do
Campus Universitário 2 de Coarí da Universidade Federal do Amazonas (UFAM),
dimensionado utilizando o sistema construtivo convencional de concreto armado
com a alvenaria de blocos cerâmicos, em que as ilustrações das plantas de
arquitetura (ANEXOS 1,2,3,4 e 5) possuem as seguintes características:
 Pavimento 1 com área de 1.113,64 m² composto de 1 cantina, 1
área de serviço, uma área de manutenção, 2 escadas, 1 reprografia, 1
laboratório de informática, 1 almoxarifado, 1 sala técnica, 1 elevador, 1
banheiro masculino, 1 banheiro feminino, 1 mini auditório, 2 salões de leitura,
1 hall, 1 auditório, 1 biblioteca e 1 área de circulação.
 Pavimento 2 com área de 1.113,64 m² composto de 2 depósitos,
2 escadas, 1 laboratório de realidade simulada, 1 sala técnica, 1 elevador, 1
banheiro masculino, 1 banheiro feminino, 5 laboratórios multiuso, 1 laboratório
de anatomia a seco, 2 almoxarifados e 1 área de circulação.
 Pavimento 3 com área de 1.113,64 m² composto de 2 depósitos,
2 escadas, 1 auditório telesaúde, 1 telepresença, 1 centro acadêmico, 1 sala
técnica, 1 elevador, 1 banheiro masculino, 1 banheiro feminino, 11 salas de
aula e 1 área de circulação.
 Pavimento 4 com área de 1.113,64 m² composto de 2 copas, 2
escadas, 1 convívio professores, 2 salas de reunião, 2 CPD, 1 sala técnica, 1
elevador, 1 banheiro masculino, 1 banheiro feminino, 2 coordenações, 1
diretoria, 1 secretaria, 1 convívio técnico, 7 salas de professores e 1 área de
circulação.
Foi realizada a modelagem e análise estrutural para o sistema construtivo
Light Steel Framing, de forma a definir as configurações dos perfis metálicos a
serem utilizados no novo sistema de construção. Para isso, foi utilizado o software
Vertex BD 2016 da empresa ARGOS Systems, onde foi realizada a modelagem dos

18
painéis, modelagem da laje, modelagem das escadas, modelagem 3D do edifício em
estudo e análises estruturais para levantamento de quantitativos.
Feito o dimensionamento da estrutura em Light Steel Framing, procedeu-se
com o levantamento dos quantitativos dos serviços necessários a execução da obra
na memória de cálculo do orçamento para o novo sistema construtivo. A planilha
orçamentaria relativa à construção pelo sistema convencional (ANEXO 6), apresenta
todos os itens que compunham o orçamento original, dimensionado para o sistema
construtivo de concreto armado com a alvenaria de blocos cerâmicos, dos quais
posteriormente foram excluídos os itens que não correspondem ao escopo da
comparação de custos sendo contemplados apenas os itens substituídos pela
adoção do sistema Light Steel Framing.
Com base nos quantitativos e na definição dos itens orçados, utilizou-se o
programa Sistema Padrão de Orçamentos e Cronograma (SPOCplus) – versão 3.0
da empresa Ciclo Soluções de Engenharia Limitada para alteração da base de
dados das planilhas em conformidade com o Sistema Nacional de Pesquisa de
Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI, de agosto/2016. O SPOCplus
também foi utilizado na elaboração de composições de custo unitário, planilha
orçamentaria e cronograma físico-financeiro, considerando os encargos sociais e
desconsiderando os Benefícios e Despesas Indiretas (BDI).
Por fim foram elaboradas as análises comparativas dos custos entre os dois
sistemas construtivos.

3. SISTEMA CONSTRUTIVO CONVENCIONAL

O sistema construtivo de concreto armado continua sendo o método mais


comum da construção civil do Brasil. Em conjunto com a utilização de blocos
cerâmicos para vedação, forma o sistema construtivo convencional.
É um sistema construtivo caracterizado por fatores negativos, tais como
lenta produtividade e grande desperdício de materiais. Muitos materiais utilizados
não são reaproveitados e em conjunto com a produção de blocos cerâmicos, fazem
esse sistema prejudicial ao meio ambiente.
Portanto, o sistema construtivo no país demanda um método de patamar
tecnológico mais racionalizado e eficiente, diminuindo assim os danos ao meio
ambiente e aumentando a velocidade produtiva das construções.
19
4. SISTEMA CONSTRUTIVO LIGHT STEEL FRAMING

4.1. Perfis Formados a Frio


A estrutura de aço é composta por perfis de aço galvanizado a frio. Segundo
Santiago (2012, p. 21), “a utilização de estruturas de aço compostas por perfis
formados a frio, na engenharia civil, está em fase de rápido crescimento no país, em
virtude das diversas vantagens que o emprego desses perfis oferece”.
Os perfis, assim como suas propriedades e espessuras, são padronizados
pelas normas NBR 15253:2014 e NBR 6355:2012. De acordo com as normas, os
perfis mais utilizados no sistema LSF apresentam seções transversais dos seguintes
tipos: U simples, Cantoneira (L), U enrijecido (Ue), e Cartola (Cr).

Figura 2: Padronização dos perfis.


Fonte: NBR 15253 (2014).

20
Para a fabricação dos perfis, a máquina perfiladeira realiza a movimentação
de uma chapa de aço acima dos roletes, estes moldam a chapa para o formato
definitivo do perfil. Após a sua modelagem, o perfil é reduzido para o tamanho
original do projeto.

Figura 3: Perfiladeira.
Fonte: Próprio autor.

Os parafusos autoatarraxantes e autoperfurantes são os mais comuns em


uma construção que utiliza o sistema LSF. Para a fixação dos perfis de aço são
utilizados os parafusos do tipo lentilha, sextavada e panela. Já para a fixação dos
painéis nos perfis, são utilizados os parafusos de cabeça tipo trombeta.

21
Figura 4: Padronização de parafusos.
Fonte: CSSBI (2005). Pini (2006). Walsywa (2011).

Já o parabolt (Figura 5) é o parafuso responsável pela ancoragem da


estrutura à fundação, devido a sua grande resistência ao arranque, possibilitando
que a estrutura fique bem fixada. Este parafuso caracteriza-se pela sua expansão na
medida em que é rosqueado.

Figura 5: Parafuso parabolt.


Fonte:Ventura (2012).

22
4.2. Fundações

Devido ao seu baixo peso, o Light Steel Framing, se caracteriza por possuir
fundações mais econômicas com relação aos outros sistemas construtivos. Levando
em consideração a rigorosidade da indústria, é plenamente necessário que a
fundação seja de forma contínua e bem executada, fazendo uso do projeto estrutural
e de profissionais competentes.
As formas mais comuns de fundações rasas produzidas para edifícios que
fazem uso do sistema LSF são as sapatas corridas e o radier, devido à distribuição
linear das cargas pelos painéis da estrutura de LSF.

Figura 6: Sapata corrida.


Fonte: Ventura (2012).

As sapatas corridas são um tipo de fundação contínua, feitas de concreto


simples ou armado, posicionadas acima de uma camada de concreto magro. São
empregadas com frequência em construções que não sejam locadas em terreno
nivelado. Esse tipo de fundação transporta o peso das paredes e pilares diretamente
para o solo.
O radier é uma opção de fundação rasa mais econômica para a construção
de obras residenciais e leves e, assim como a sapata, sua finalidade é a de

23
transmitir o peso da estrutura para o solo. Possui o formato de uma laje e é
construído com concreto armado. Devem ser tomadas algumas precauções para
construções de LSF que utilizam fundações do tipo radier, por exemplo: devido a
dificuldade de se controlar a homogeneidade da superfície plana do radier, deve-se
aplicar o contrapiso antes da montagem dos painéis, inclusive sob as guias. Além do
mais, a superfície do concreto deve ter acabamento rugoso, para facilitar a
aderência do contrapiso, quando de sua aplicação.
As principais propriedades do concreto são sua elevada resistência à
compressão e baixa resistência à tração. O concreto protendido é uma técnica
construtiva inteligente e eficaz com a finalidade de incorporar esforços prévios
capazes de reduzir ou anular as tensões de tração no concreto. Portanto, o radier
executado em concreto protendido permite a redução na sua altura e
consequentemente diminuindo os custos da obra.

Figura 7: Radier em concreto protendido.


Fonte: Emerick (2012).

24
4.3. Estrutura Vertical

As estruturas verticais do sistema LSF são construídas com a utilização de


perfis de aço formados a frio e painéis. Os painéis são formados por perfis
montantes de seção transversal Ue, agrupados na vertical com espaçamento de
400mm ou 600mm e perfis guias de seção transversal U localizados nas
extremidades dos montantes, com finalidade de estabilização dos montantes.

Figura 8: Padronização montantes e guias.


Fonte: Franzen (2010).

Os painéis são formados de chapas de madeira Oriented Strand Board


(OSB), encontrados na norma ISO 16894:2009. Segundo a ABNT NBR 14810:2013
“Produto em forma de painel, variando de 3 mm a 50 mm de espessura, constituído
por partículas de madeira aglomeradas com resinas naturais ou sintéticas‚ termo
fixas, sob a ação de pressão e calor. A geometria das partículas e sua
homogeneidade, os tipos de adesivos, a densidade e os processos de fabricação
podem ser modificados para produzir produtos adequados aos usos finais
25
específicos. Durante o processo de fabricação, podem ainda ser incorporados
aditivos para prover painéis de características especiais.”

4.4. Pisos

Segundo Santiago (2012, p. 52), “A estrutura de piso em Light Steel Framing


é composta por perfis de seção transversal Ue, denominados vigas de piso. Esses
elementos são dispostos na horizontal, obedecendo a mesma modulação dos
montantes, permitindo que suas almas permaneçam alinhadas. As mesas dos perfis
utilizados como vigas de piso normalmente têm as mesmas dimensões das mesas
dos montantes, porém, a altura da alma das vigas é determinada em função da
modulação da estrutura e o vão entre apoios.”

Figura 9: Vigas de piso.


Fonte: Manual Steel Framing: Arquitetura (2012, p.52).

Estas vigas de piso são encontradas logo abaixo da laje e são responsáveis
por transportar todas as cargas localizadas no contrapiso para os painéis verticais.
Existem dois tipos de lajes utilizadas em construções de Light Steel Framing,
a laje úmida e a laje seca.

26
Figura 10: Laje úmida.
Fonte: Freitas e Crasto (2009).

De acordo com Santiago (2012 , p. 54) “A laje tipo úmida é caracterizada por
utilizar uma chapa metálica ondulada aparafusada às vigas, sendo preenchida com
concreto que serve de base ao contrapiso.”

Figura 11: Laje seca.


Fonte: Freitas e Crasto (2009).

A laje seca faz uso das, já referidas, placas de madeira OSB, e são as mais
recomendadas para este tipo de construção, pois seguem a proposta de estrutura a
seco oferecida pelo LSF. Possuem a função de contrapiso e são fixadas nas vigas
através de parafusos.

27
4.5. Cobertura

A cobertura de uma construção se caracteriza por ter a função de defender a


estrutura de fatores climáticos e elementos atmosféricos. Assim como no sistema
convencional, na cobertura em LSF faz-se uso de treliças ou tesouras, podendo
haver telhados das mais diversas variações de tamanhos e formas, inclinados ou
planos, executados com perfis de aço galvanizado.
Seguindo a modelagem dos painéis verticais, as treliças utilizadas em
estruturas de LSF possuem o mesmo intervalo de espaçamento apresentado nos
montantes.

Figura 12: Treliças.


Fonte: Próprio autor.

28
4.6. Fechamento

O sistema construtivo Light Steel Framing por ser um tipo de construção onde
as suas próprias paredes possuem a capacidade de sustentar o peso sem o uso de
colunas verticais de concreto, faz com que as chapas externas aplicadas funcionem
tanto como fechamento quanto como contraventamento para a estrutura. Esses
fechamentos são: Placas OSB, placas de gesso acartonado e placas cimentícias.

Figura 13: Placas OSB.


Fonte: Construtora Eco Verde.

A fixação das chapas de OSB é feita diretamente nos perfis estruturais, e


deve ser feita com parafusos e aplicação de manta impermeável entre eles.
A fabricação das placas OSB é realizada através da maquina pesada
chamada Strander, capaz de fragmentar toras de madeira em tiras que compõem o
OSB. O Strander utiliza de uma lâmina extremamente afiada e pesada serra as tiras
em um formato padronizado de 25x5 cm. Essas medidas são importantes por
caracterizar a qualidade final do OSB.
29
As placas cimentícias são produzidas através da tecnologia Cimento
Reforçado com Fio Sintético (CRFS). Esta é uma tecnologia exclusiva e inédita no
mundo, apresentado pela Brasilit na feira de construção Feicon Batimat 2012. As
placas são construídas com a mistura do cimento Portland reforçado com fibras
sintéticas, fazendo com que esse tipo de material seja apropriado tanto para áreas
úmidas quanto para áreas secas.
Os cortes aplicados nas placas cimentícias deverão ser executados com o
uso da serra circular e disco diamantado. As placas são fixadas na estrutura através
de parafusos auto brocante
O gesso acartonado é um método de fechamento mais antigo também
conhecido como Drywall – Parede Seca. Por possuir uma grande facilidade de uso e
de acabamento é um dos mais utilizados no ramo da construção civil, possui uma
fina espessura, é de fácil manuseamento e possui isolamento acústico e conforto
térmico.

4.7. Isolamento Termoacústico

O isolamento termoacústico tem por finalidade proporcionar qualidade


ambiental e de conforto para o desempenho proposto pela construção, em
estruturas que utilizam o sistema convencional, o seu desempenho é dado pela
massa das paredes. Porem, no sistema LSF tais isolamentos são empregados
através de multicamadas.
Os isolantes são aplicados no espaçamento contido entre os painéis de
vedação, devendo imediatamente montar a segunda face da vedação graças a
grande sensibilidade dos materiais isolantes a poeira. Os materiais mais eficientes
para obter o máximo desempenho são as lãs de rocha ou lãs de vidro.

30
Figura 14: Isolamento termoacústico.
Fonte: Rayol (2012).

5. RESULTADO

5.1. Etapas da Modelagem

Conforme descrito na metodologia a ser adotada para o desenvolvimento


deste trabalho, e após pesquisa na Internet sobre as diferentes possibilidades de
uso de softwares para a elaboração do projeto em Light Steel Frame, adotou-se o
software Vertex BD 2016 da Empresa ARGOS Systems, pelas características
técnicas apresentadas, e por haver a possibilidade de obtenção de licença para uso
não comercial.
O referido software permitiu a modelagem de construções em LSF utilizando
a tecnologia Building Information Modeling (BIM), uma tecnologia que possibilita
especificar através de um modelo estrutural não só espessura, comprimento e altura,
mas também materiais, fabricantes, custos envolvidos e propriedades dos materiais
necessários para a execução do projeto.
O processo de desenvolvimento dos trabalhos se iniciou após a identificação
e seleção de um projeto existente, de construção de um prédio educacional,
composto de 4 pavimentos, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM),
elaborado no software Autodesk AutoCAD 2016, cujas plantas foram posteriormente
importadas para o Vertex BD como desenhos de referência na modelagem em Light
31
Steel Framing. Os desenhos de referência tem por finalidade a facilitação da locação
dos elementos que estiverem sendo modelados.
Para modelagem das paredes externas (Figura 15) a configuração adotada
foi a que utiliza perfis de aço galvanizado de 140mm de espessura, placas OSB de
9mm para a face externa da parede, placas de gesso acartonado de 12,5mm para a
face interna das paredes, membranas de polietileno de 0,2mm para
impermeabilização e revestimento decorativo de 10mm.

Figura 15: Configuração paredes externas.


Fonte: próprio autor.

Já para a modelagem das paredes internas (Figura 16), adotou-se perfis de


aço galvanizado de 90mm e gesso acartonado 12,5mm para ambas as faces.

32
Figura 16: Configuração paredes internas.
Fonte: próprio autor.

Para as configurações dos pisos dos pavimentos (Figura 17), fez-se uso de
perfis de aço galvanizado de 150mm, placas OSB de 18mm e revestimento
decorativo de 5mm.

Figura 17: Configuração dos pisos dos pavimentos.


Fonte: próprio autor.

33
Na modelagem do forro (Figura 18), optou-se pela utilização de perfis de
90mm, placas de gesso acartonado na face inferior e revestimento termoacústico de
fibra mineral.

Figura 18: Configuração do forro.


Fonte: próprio autor.

Na fundação e piso do pavimento térreo (Figura 19), optou-se pela utilização


de radier de concreto armado de espessura 25cm, contrapiso em argamassa de 5cm
e revestimento decorativo de 5mm.

Figura 19: Configuração da fundação e piso pavimento térreo.


Fonte: próprio autor.

34
Na composição da cobertura (Figura 20), projetou-se a utilização de
estrutura metálica do tipo treliça em perfis de aço galvanizado de 90mm, com
distancia entre as treliças de 90cm e placas OSB de 11mm.

Figura 20: Configuração da cobertura.


Fonte: próprio autor.

5.2. Resultado da Modelagem

Após a modelagem do edifício em Light Steel Framing, deu-se inicio a uma


nova etapa, onde foram gerados pelo software Vertex BD, os perfis, painéis e
treliças utilizados no projeto, obtendo-se assim, os modelos completos,
arquitetônicos 2D e 3D e estrutural 3D.
Não foi objeto de análise neste trabalho, o cálculo das estruturas, apenas
adotou-se os próprios parâmetros apresentados pelo software. Dessa forma, obteve-
se o resultado do projeto arquitetônico e estrutural que será apresentado da seguinte
forma:

35
Pavimento Térreo (Figura 21)

Figura 21: Planta baixa pavimento térreo em LSF.


Fonte: próprio autor.

1º Andar (Figura 22)

Figura 22: Planta baixa 1º andar em LSF.


Fonte: próprio autor.

36
2º Andar (Figura 23)

Figura 23: Planta baixa 2º andar em LSF.


Fonte: próprio autor.

3º Andar (Figura 24)

Figura 24: Planta baixa 3º andar em LSF.


Fonte: próprio autor.

37
Cobertura (Figura 25)

Figura 25: Cobertura em LSF.


Fonte: próprio autor.

Detalhes 2D e 3D

Figura 26: Detalhe das treliças da cobertura em LSF.


Fonte: próprio autor.

38
Figura 27: Detalhe das treliças da cobertura em LSF.
Fonte: próprio autor.

Figura 28: Detalhe dos painéis sem janelas em LSF.


Fonte: próprio autor.

39
Figura 29: Detalhe dos painéis com janelas em LSF.
Fonte: próprio autor.

Figura 30: Detalhe em 3D da escada em LSF.


Fonte: próprio autor.

40
Figura 31: Detalhe em 3D das treliças da cobertura em LSF.
Fonte: próprio autor.

Modelo Arquitetônico 3D (Figura 32)

Modelo Estrutural 3D (Figura X)

Figura 32: Modelo arquitetônico 3D do edifício em LSF.


Fonte: próprio autor.

41
Modelo Estrutural 3D (Figura 33 e Figura 34)

Figura 33: Modelo estrutural 3D com rufo do edifício em LSF.


Fonte: próprio autor.

Figura 34: Modelo estrutural 3D sem rufo do edifício em LSF.


Fonte: próprio autor.

42
O software Vertex BD é capaz de gerar, além dos resultados apresentados
nas figuras, todos os elementos necessários ao projeto, como: plantas baixas,
cortes, fachadas, projetos dos painéis, paredes, pisos, forro e rufo, projetos
completos das treliças e relatórios de quantitativos de materiais e custos em moeda
americana.

5.3. Quantitativos Light Steel Framing

Após o processo de modelagem ser concluído e analisado todos os


possíveis conflitos entre elementos, procedeu-se com a elaboração do levantamento
dos quantitativos gerados pelo software. Todos os quantitativos obtidos dos
relatórios gerados pelo sistema necessitaram passar por um processo de
sumarização para obtenção dos resultados finais.
A nomenclatura dos perfis caracteriza-se pela representação por uma letra
que define o tipo de perfil, um número que corresponde a largura da alma, seguido
de um traço, largura da mesa, outro traço, e por fim a espessura da chapa de aço. O
programa segue para a nomenclatura dos perfis um modelo americano, porém para
efeito de equivalência ao sistema brasileiro os perfis C equivalem aos perfis do tipo
U simples; os perfis U equivalem ao tipo U enrijecido (Ue).
Já para a nomenclatura das placas de OSB é composta das letras OSB
seguido de traço, espessura da placa em milímetro e as dimensões do painel. A
placa PB-12.5 equivale a placa de gesso acartonado de espessura 12,5mm e a
placa Gypsum equivale a placa de gesso acartonado de espessura de 13mm.
Dessa forma, obteve-se o resultado do levantamento dos quantitativos que
será apresentado da seguinte forma:

 Fundação em Radier
Volume = 53,62 x 25,00 x 0,25 = 335,13 m³

43
Pavimento Térreo (Quadros 1, 2, 3 e 4)

Paredes Quant. De Painéis Área

Externas 41,00 un 307,00 m2


Internas 110,00 un 599,00 m2
Total 151,00 un 906,00 m2

Quadro 1: Quantitativos dos painéis do térreo.


Fonte: próprio autor.

Comprimento de
Resumo de Perfis Peso dos Perfis (Kg) Quant. de Peças
Perfis (m)
C140-40-1.0 1.331,90 m 2.370,77 kg 525,00 peças
C175-50-2.0 116,49 m 506,72 kg 46,00 peças
C90-40-1.0 2.156,99 m 2.847,23 kg 756,00 peças
U140-30-1.0 585,57 m 890,07 kg 215,00 peças
U90-30-1.0 805,98 m 894,64 kg 385,00 peças
Total 4.996,93 m 7.509,43 kg 1.927,00 peças

Quadro 2: Quantitativos dos perfis do térreo.


Fonte: próprio autor.

Quantidade de
Resumo de Placas Área Peso por Placa Peso Total
Placas
OSB_9_1200x2400 379,99 m2 288,00 peças 17,50 kg/peça 5.040,00 kg
PB-12.5 1.881,83 m2 1.438,00 peças 10,00 kg/peça 14.380,00 kg
Total 2.261,82 m2 1.726,00 peças 19.420,00 kg

Quadro 3: Quantitativos das placas do térreo.


Fonte: próprio autor.

Parafusos Quantidade
Paredes Internas 4.290,00 un
Paredes Externas 2.906,00 un
Total 7.196,00 un
Quadro 4: Quantitativos dos parafusos do térreo.
Fonte: próprio autor.

44
1º Andar (Quadros 5, 6, 7 e 8)

Paredes Quant. de Painéis Área

Externas 41,00 un 312,00 m2


Internas 128,00 un 661,00 m2
Total 169,00 un 973,00 m2

Quadro 5: Quantitativos dos painéis do 1º andar.


Fonte: próprio autor.

Resumo de Perfis Comprimento de Perfis Peso dos Perfis Quant. de Peças

C140-40-1.0 1.343,23 m 2.390,95 kg 536,00 Paredes


C150-40-1.5 1.988,92 m 5.628,64 kg 474,00 Piso
C175-50-2.0 115,73 m 503,41 kg 46,00 Paredes
C90-40-1.0 4.649,69 m 6.137,59 kg 1.556,00 Paredes
C90-40-1.0 2.638,45 m 3.351,62 kg 41,00 Forro
U140-30-1.0 591,32 m 898,81 kg 216,00 Paredes
U150-50-1.5 500,07 m 1.395,19 kg 107,00 Piso
U90-30-1.0 1.612,14 m 1.789,48 kg 595,00 Paredes
Total 13.439,55 m 22.095,69 kg 3.571,00 peças

Quadro 6: Quantitativos dos perfis do 1º andar.


Fonte: próprio autor.

Resumo de Placas Área Quantidade de Placas Peso por Placa Peso Total

OSB_9_1200x2400 386,82 m2 283,00 peças 17,50 kg/peça 4.952,50 kg Parede


PB-12.5 2.144,36 m2 1.679,00 peças 10,00 kg/peça 16.790,00 kg Parede
OSB_18 1200X2400 1.061,30 m2 369,00 peças 33,70 kg/peça 12.435,30 kg Piso
Gypsum 1.063,40 m2 370,00 peças 7,30 kg/m2 7.762,82 kg Forro
Total 4.655,88 m2 2.701,00 peças 41940,62 kg

Quadro 7: Quantitativos das placas do 1º andar.


Fonte: próprio autor.

45
Parafusos Quantidade

Paredes Internas 5.370,00 un


Paredes Externas 2.970,00 un
Piso 1.836,00 un
Forro 2.298,00 un
Total 12.474,00 un
Quadro 8: Quantitativos dos parafusos do 1º andar.
Fonte: próprio autor.

2º Andar (Tabelas 9, 10, 11 e 12)

Paredes Quant. de Painéis Área

Externas 41,00 un 312,00 m2


Internas 128,00 un 641,00 m2
Total 169,00 un 953,00 m2
Quadro 9: Quantitativos dos painéis do 2º andar.
Fonte: próprio autor.

Resumo de
Comprimento de Perfis Peso dos Perfis Quant. de Peças
Perfis
C140-40-1.0 1.339,78 m 2.384,81 kg 535,00 Parede
C175-50-2.0 115,73 m 503,41 kg 46,00 Parede
C200-40-2.0 1.982,39 m 9.158,64 kg 582,00 Piso
C90-40-1.0 2.014,06 m 2.658,64 kg 600,00 Forro
C90-40-1.0 2.719,00 m 3.589,00 kg 958,00 Parede
U140-30-1.0 591,32 m 898,81 kg 216,00 Parede
U200-50-1.5 620,33 m 2.078,10 kg 119,00 Piso
U90-30-1.0 623,98 m 692,91 kg 141,00 Forro
U90-30-1.0 1.039,00 m 1.153,00 kg 461,00 Parede
Total 11.045,59 m 23.117,32 kg 3.658,00 peças
Quadro 10: Quantitativos dos perfis do 2º andar.
Fonte: próprio autor.

46
Resumo de
Área Quantidade de Placas Peso por Placa Peso Total
Placas

OSB_9_1200x2400 386,82 m2 283,00 peças 17,50 kg/peça 4.952,50 kg Paredes


PB-12.5 2.319,00 m2 1.733,00 peças 10,00 kg/peça 17.330,00 kg Paredes
OSB_18
1200X2400 1.061,30 m2 369,00 peças 33,70 kg/peça 12.435,30 kg Piso
Gypsum 1.063,40 m2 370,00 peças 7,30 kg/m2 7.762,82 kg Forro
Total 4.830,52 m2 2.755,00 peças 42.480,62 kg

Quadro 11: Quantitativos das placas do 2º andar.


Fonte: próprio autor.

Parafusos Quantidade

Paredes Internas 5.342,00 un


Paredes Externas 2.966,00 un
Piso 2.268,00 un
Forro 2.298,00 un
Total 12.874,00 un

Quadro 12: Quantitativos dos parafusos do 2º andar.


Fonte: próprio autor.

3º Andar (Tabelas 13, 14, 15 e 16)

Paredes Quant. de Painéis Área

Externas 41,00 un 414,00 m2


Internas 136,00 un 673,00 m2
Total 177,00 un 1.087,00 m2

Quadro 13: Quantitativos dos painéis do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

47
Resumo de Perfis Comprimento de Perfis Peso dos Perfis Quant. de Peças

C140-40-1.0 1.351,29 m 2.405,31 kg 536,00 Parede


C150-40-1.5 1.973,34 m 5.584,55 kg 579,00 Piso
C175-50-2.0 115,73 m 503,41 kg 46,00 Parede
C90-40-1.0 2.014,17 m 2.658,51 kg 600,00 Forro
C90-40-1.0 2.390,00 m 3.155,00 kg 950,00 Parede
U140-30-1.0 591,32 m 898,81 kg 216,00 Parede
U150-50-1.5 619,41 m 1.728,15 kg 116,00 Piso
U90-30-1.0 624,54 m 693,29 kg 141,00 Forro
U90-30-1.0 955,00 m 1.060,00 kg 451,00 Parede
Total 10.634,80 m 18.687,03 kg 3.635,00 peças

Quadro 14: Quantitativos dos perfis do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

Resumo de Placas Área Quantidade de Placas Peso por Placa Peso Total

OSB_9_1200x2400 387,18 m2 283,00 peças 17,50 kg/peça 4.952,50 kg Parede


PB-12.5 2.028,77 m2 1.601,00 peças 10,00 kg/peça 16.010,00 kg Parede
OSB_18 1200X2400 1.061,30 m2 369,00 peças 33,70 kg/peça 12.435,30 kg Piso
Gypsum 1.063,40 m2 370,00 peças 7,30 kg/m2 7.762,82 kg Forro
Total 4.540,65 m2 2.623,00 peças 41.160,62 kg

Quadro 15: Quantitativos das placas do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

Parafusos Quantidade

Paredes Internas 5.078,00 un


Paredes Externas 2.972,00 un
Piso 2.258,00 un
Forro 2.298,00 un
Total 12.606,00 un

Quadro 16: Quantitativos dos parafusos do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

48
Forro do 3º Andar (Tabelas 17, 18 e 19)

Resumo de Perfis Comprimento de Perfis Peso dos Perfis Quant. de Peças

C90-40-1.0 2.008,00 m 2.650,00 kg 565,00 Forro


U90-30-1.0 591,00 m 656,00 kg 136,00 Forro
Total 2.599,00 m 3.306,00 kg 701,00 peças

Quadro 17: Quantitativos dos perfis do forro do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

Resumo de Peso por


Área Quantidade de Placas Peso Total
Placas Placa
Gypsum 1.063,40 m2 370,00 peças 7,30 kg/m2 7.762,82 kg Forro
Total 1.063,40 m2 370,00 peças 7.762,82 kg

Quadro 18: Quantitativos das placas do forro do 3º andar.


Fonte: próprio autor.

Parafusos Quantidade
Forro 2.162,00 un
Total 2.162,00 un
Quadro 19: Quantitativos dos parafusos do forro do 3º andar.
Fonte: próprio autor.

Cobertura (Tabelas 20, 21 e 22)

Resumo de Perfis Comprimento de Perfis Peso dos Perfis Quant. de Peças

C140-40-1.5 3.988,66 m 10.569,96 kg 1595 Rufo


C89-41.3-1.0 11.147,79 m 17.836,46 kg 3616 Treliça
C90-40-1.0 1.994,69 m 2.632,99 kg 794 Treliça
U140-30-1.0 362,85 m 551,54 kg 113 Rufo
Total 17.493,99 m 31.590,95 kg 6118 peças

Quadro 20: Quantitativos dos perfis da cobertura.


Fonte: próprio autor.

49
Peso por
Resumo de Placas Área Quantidade de Placas Peso Total
Placa

OSB-
11_1200x2400 1.426,50 m2 496,00 peças 20,40 kg/peça 10.118,40 kg Rufo
Total 1.426,50 m2 496,00 peças 10.118,40 kg

Quadro 21: Quantitativos das placas da cobertura.


Fonte: próprio autor.

Parafusos Quantidade

Treliças 13.776,00 un
Rufo 4.054,00 un
Total 17.830,00 un

Quadro 22: Quantitativos dos parafusos da cobertura.


Fonte: próprio autor.

5.4. Resultado da Atualização do Orçamento Convencional

Antes da execução do processo de atualização do orçamento da construção


em alvenaria convencional, foram excluídos da planilha orçamentária, os itens que
não seriam substituídos pelo sistema Light Steel Framing.
A atualização dos preços foi feita no software SPOCplus – versão 3.0, que
foi cedido pela Empresa Ciclo Soluções de Engenharia Limitada, e já veio
acompanhado da base de dados atualizada do Sistema Nacional de Pesquisa de
Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI, de agosto/2016.

50
Base de Preços: SINAPI/AGO/2016 ORÇAMENTO SINTÉTICO
Unid Preço
Item Compos. Descrição Quant. Total
. Unitário
ESTRUTURA DE
02
CONCRETO
02.01 Estacas
Estaca raiz Ø 25 cm
02.01.01 m 1.293,50 228,24 295.228,44
completa
02.02 Blocos
02.02.01 73965/004 Escavação manual m3 117,14 61,44 7.197,08
Reaterro de Vala com
02.02.02 73964/006 m3 68,66 38,40 2.636,54
Compactação Manual
Forma de tábua de madeira
02.02.03 74007/001 m2 186,57 21,51 4.013,12
em fundação
Armação de Fundações e
Estruturas de Concreto
Armado, Exceto Vigas,
Pilares e Lajes (de Edifícios
02.02.04 92921 de Múltiplos Pavimentos, kg 2.765,70 6,91 19.110,99
Edificação Térrea ou
Sobrado), Utilizando aço Ca-
50 de 12.5 mm - Montagem.
Af_12/2015
Concreto fck = 20Mpa,
02.02.05 94971 m3 48,48 343,91 16.672,76
Usinado Bombeado
02.03 Cintas
02.03.01 73965/004 Escavação manual m3 32,40 61,44 1.990,66
Reaterro de Vala com
02.03.02 73964/006 m3 21,60 38,40 829,44
Compactação Manual
Forma de tábua de madeira
02.03.03 74007/001 m2 647,94 21,51 13.937,19
em fundação
Armação de Pilar ou Viga de
uma Estrutura Convencional
02.03.04 92761 kg 3.579,00 9,57 34.251,03
de Concreto Armado em um
Edifício de Múltiplos

51
Pavimentos Utilizando aço
Ca-50 de 8.0 mm -
Montagem. Af_12/2015
Concreto fck = 20Mpa,
02.03.05 90856 m3 51,80 539,12 27.926,42
Usinado Bombeado
Impermeabilização com tinta
02.03.06 74106/001 m2 90,09 7,76 699,10
asfáltica 2 demãos
02.04 Pilares
Fabricação de Fôrma Para
Pilares e Estruturas
Similares, em Chapa de
02.04.01 92264 m2 1.324,56 111,93 148.258,00
Madeira Compensada
Plastificada, e = 18 mm.
Af_12/2015
Armação de Pilar ou Viga de
uma Estrutura Convencional
de Concreto Armado em um
02.04.02 92761 Edifício de Múltiplos kg 19.240,00 9,57 184.126,80
Pavimentos Utilizando aço
Ca-50 de 8.0 mm -
Montagem. Af_12/2015
Concreto fck = 20Mpa,
02.04.03 90856 m3 95,44 539,12 51.453,61
Usinado Bombeado
02.05 Vigas
Fabricação de Fôrma Para
Pilares e Estruturas
Similares, em Chapa de
02.05.01 92264 m2 2.899,69 111,93 324.562,30
Madeira Compensada
Plastificada, e = 18 mm.
Af_12/2015
Armação de Pilar ou Viga de
uma Estrutura Convencional
de Concreto Armado em um
02.05.02 92761 Edifício de Múltiplos kg 25.148,60 9,57 240.672,10
Pavimentos Utilizando aço
Ca-50 de 8.0 mm -
Montagem. Af_12/2015
Concreto fck = 20Mpa,
02.05.03 90856 m3 228,98 539,12 123.447,70
Usinado Bombeado
02.06 Lajes
52
Fabricação de Fôrma Para
02.06.01 92271 Lajes, em Madeira Serrada, m2 4.159,83 31,09 129.329,11
E=25 mm. Af_12/2015
Fabricação de Fôrma Para
Lajes, em Chapa de Madeira
02.06.02 92268 m2 367,50 49,12 18.051,60
Compensada Plastificada, e
= 18 mm. Af_12/2015
02.06.03 83515 Escoramento formas m3 16.053,20 10,67 171.287,64
Armação de Laje de uma
Estrutura Convencional de
Concreto Armado em um
02.06.04 92767 Edifício de Múltiplos kg 31.771,40 8,87 281.812,32
Pavimentos Utilizando aço
Ca-60 de 4.2 mm -
Montagem. Af_12/2015_P
Concretagem de Lajes em
Edificações Multifamiliares
Feitas com Sistema de
Fôrmas Manuseáveis com
02.06.05 90856 Concreto Usinado m3 421,27 539,12 227.115,08
Bombeável, fck 20 Mpa,
Lançado com Bomba Lança -
Lançamento, Adensamento e
Acabamento. Af_06/2015
02.07 Escadas
Fabricação de Fôrma Para
Lajes, em Chapa de Madeira
02.07.01 92268 m2 146,68 49,12 7.204,92
Compensada Plastificada, e
= 18 mm. Af_12/2015
Armação de Laje de uma
Estrutura Convencional de
Concreto Armado em um
02.07.02 92772 Edifício de Múltiplos kg 3.129,60 5,35 16.743,36
Pavimentos Utilizando aço
Ca-50 de 12.5 mm -
Montagem. Af_12/2015_P
Concreto fck = 25Mpa, Traço
1:2,3:2,7 (Cimento/ Areia
02.07.03 94971 m3 16,92 343,91 5.818,96
Média/ Brita 1) - Preparo
Mecânico com Betoneira 600

53
l. Af_07/2016

Total
2.354.376,27
do Item

03 ESTRUTURA METÁLICA
03.01 73970/002 Estrutura de aço kg 6.070,44 5,70 34.601,51
Total
34.601,51
do Item
04 PAREDES E DIVISÓRIAS
Alvenaria 1/2 vez bloco
04.01 89168 cerâmico 9x19x19 espessura m2 3.140,40 55,86 175.422,74
9 cm
Alvenaria 1 vez bloco
04.02 73935/002 cerâmico 9x19x19 espessura m2 484,46 61,47 29.779,76
19 cm
Verga Moldada in Loco em
Concreto Para Portas com
04.03 93189 m 28,60 42,23 1.207,78
Mais de 1,5 m de Vão.
Af_03/2016
Parede de concreto
04.04 m2 121,60 233,55 28.399,68
espessura 5 cm
Parede de gesso acartonado
04.06 40397 ST simples interna, M2 138,40 147,88 20.466,59
e=125mm h=3,75m
Total
255.276,55
do Item
05 ESQUADRIAS
Shaft em MDF 10mm
05.01 revestido 2 lados m2 33,81 97,99 3.313,04
(035x345m)x28
Shaft em MDF 10mm
05.02 revestido 2 lados m2 91,14 97,99 8.930,81
(035x310m)x84
Total
12.243,85
do Item
06 REVESTIMENTOS
06.01 87894 Chapisco traço 13 m2 7.644,61 4,26 32.566,04
Emboço / massa única traço
06.02 89173 m2 7.644,61 29,83 228.038,72
128
06.03 87411 Gesso desempenado em m2 3.850,15 10,94 42.120,64

54
teto
Total
302.725,40
do Item
07 FORROS
Forro em lambri de PVC
07.01 41668 100mm - inclusive estrutura M2 131,45 73,15 9.615,57
de metalon
Forro de PVC cor madeira
07.02 41668 M2 171,70 73,15 12.559,86
inclusive estrutura de suporte
Total
22.175,43
do Item
08 PINTURAS
08.01 88411 Selador acrílico 1 demão m2 5.817,53 1,53 8.900,82
08.02 88495 Massa acrílica m2 5.817,53 5,98 34.788,83
08.03 88489 Tinta acrílica 2 demãos m2 10.709,80 9,52 101.957,30
Pintura anticorrosiva 1
08.04 74064/002 m2 662,48 8,71 5.770,20
demão em estrutura metálica
Pintura anticorrosiva 1
08.05 74064/002 m2 176,66 8,71 1.538,71
demão em elem. Serralheria
Esmalte sintético 2 demão
08.06 73924/002 m2 662,48 17,66 11.699,40
em estrutura metálica
Esmalte sintético 2 demão
08.07 73924/002 m2 176,66 17,66 3.119,82
em elementos serralheria
Total
167.775,08
do Item
09 PAVIMENTAÇÕES
Lastro de Concreto, E=5Cm,
09.01 73907/003 Preparo Mecânico, Inclusos m2 138,05 27,15 3.748,06
Lançamento e Adensamento
Contrapiso em Argamassa
Traço 1:4 (Cimento e Areia),
Preparo Manual, Aplicado
09.02 87642 m2 4.331,79 37,30 161.575,77
em Áreas Secas Sobre Laje,
Aderido, Espessura 4Cm.
Af_06/2014
Total
165.323,83
do Item
Total R$ 3.314.497,92

Quadro 23: Orçamento atualizado de alvenaria convencional.


Fonte: próprio autor.
55
5.5. Resultado da Elaboração do Orçamento Light Steel Framing

Para a realização do orçamento estimativo de construção do Bloco I de


Coari em Light Steel Framing, utilizou-se os quantitativos apresentados,
composições de custo unitários existentes na base do SINAPI, e a produtividade.
A metodologia para definição dos preços dos serviços fez uso do calculo dos
custos para fornecimento dos materiais e o cálculo da mão de obra para a execução
dos serviços, adotando-se como coeficientes de produtividade os três primeiros
parâmetros obtidos na Figura 35, totalizando um coeficiente de 0,53 homem hora por
m², já que a pintura não foi considerada no escopo do orçamento para o sistema
LSF.

Figura 35: Coeficiente de mão de Obra em LSF.


Fonte: Sanches; Sato, 2009.

Os preços dos Insumos da estrutura em Light Steel Framing foram


fornecidos pela empresa Planalto – Inovação em Aço para Construção Civil, durante
uma visita técnica realizada pelo autor deste trabalho.

56
Base Referencial : SINAPI/AM/AGO/2016 ORÇAMENTO SINTÉTICO
Item Compos. Descrição Unid Quant. Preço Total
. Unitário
02 FUNDAÇõES DE
CONCRETO
02.01 0001.CPU Radier Protendido m2 1.340,50 191,77 257.067,69
e=0,25m
Total do 257.067,69
Item
03 ESTRUTURA LIGHT
STEEL FRAME
03.01 PAVIMENTO TÉRREO
03.01.01 Fornecimento de Perfis kg 7.509,43 6,83 51.289,41
de Aço formado à Frio -
Steel Frame
03.01.02 Fornecimento de Placas peça 288,00 65,24 18.789,12
OSB 9mm para Paredes
03.01.03 Fornecimento de Placas peça 1.438,00 29,00 41.702,00
de Gesso Acartonado
12,5mm para Paredes
03.01.04 Fornecimento de un 7.196,00 0,13 935,48
Parafusos atarrachantes
e autobrocantes
03.01.05 0002.CPU Mão de Obra para m2 1.130,91 4,93 5.575,39
Montagem e Fixação de
estrutura LSF - Térreo
03.02 1º ANDAR
03.02.01 Fornecimento de Perfis kg 22.095,69 6,83 150.913,56
de Aço formado à Frio -
Steel Frame
03.02.02 Fornecimento de Placas peça 283,00 65,24 18.462,92
OSB 9mm para Paredes
03.02.03 Fornecimento de Placas peça 1.679,00 29,00 48.691,00
de Gesso Acartonado
12,5mm para Paredes
03.02.04 Fornecimento de Placas peça 370,00 32,00 11.840,00

57
de Gesso Acartonado
13mm para Forro do
Térreo
03.02.05 Fornecimento de Placas peça 369,00 46,00 16.974,00
de OSB 18mm para Piso
03.02.06 Fornecimento de un 12.474,00 0,13 1.621,62
Parafusos atarrachantes
e autobrocantes
03.02.07 0002.CPU Mão de Obra para m2 3.390,29 4,93 16.714,13
Montagem e Fixação de
estrutura LSF - 1º Andar
03.03 2º ANDAR
03.03.01 Fornecimento de Perfis kg 23.117,32 6,83 157.891,30
de Aço formado à Frio -
Steel Frame
03.03.02 Fornecimento de Placas peça 283,00 65,24 18.462,92
OSB 9mm para Paredes
03.03.03 Fornecimento de Placas peça 1.733,00 29,00 50.257,00
de Gesso Acartonado
12,5mm para Paredes
03.03.04 Fornecimento de Placas peça 370,00 32,00 11.840,00
de Gesso Acartonado
13mm para Forro do 1o.
Andar
03.03.05 Fornecimento de Placas peça 369,00 46,00 16.974,00
de OSB 18mm para Piso
03.03.06 Fornecimento de un 12.874,00 0,13 1.673,62
Parafusos atarrachantes
e autobrocantes
03.03.07 0002.CPU Mão de Obra para m2 3.477,61 4,93 17.144,62
Montagem e Fixação de
estrutura LSF - 2º Andar
03.04 3º ANDAR
03.04.01 Fornecimento de Perfis kg 22.173,03 6,83 151.441,79
de Aço formado à Frio -
Steel Frame
03.04.02 Fornecimento de Placas peça 283,00 65,24 18.462,92
OSB 9mm para Paredes
03.04.03 Fornecimento de Placas peça 1.601,00 29,00 46.429,00

58
de Gesso Acartonado
12,5mm para Paredes
03.04.04 Fornecimento de Placas peça 740,00 32,00 23.680,00
de Gesso Acartonado
13mm para Forro do 2o. e
3o. Andares
03.04.05 Fornecimento de Placas peça 369,00 46,00 16.974,00
de OSB 18mm para Piso
03.04.06 Fornecimento de un 14.768,00 0,13 1.919,84
Parafusos atarrachantes
e autobrocantes
03.04.07 0002.CPU Mão de Obra para m2 4.396,08 4,93 21.672,67
Montagem e Fixação de
estrutura LSF - 3º Andar
Total do 938.332,31
Item
04 COBERTURA
04.01 Fornecimento de Perfis kg 31.590,95 6,83 215.766,19
de Aço formado à frio -
Stell Frame para Treliças
e Rufo
04.02 Fornecimento de Placas peça 496,00 72,30 35.860,80
OSB 11mm para Rufo
04.03 Fornecimento de un 17.830,00 0,13 2.317,90
Parafusos atarrachantes
e autobrocantes
04.04 0002.CPU Mão de Obra para m2 6.042,27 4,93 29.788,39
Montagem e Fixação de
estrutura LSF - Cobertura
Total do 283.733,28
Item

05 PAVIMENTAÇÃO
05.01 90902 Contrapiso Acústico em m2 4.331,79 57,56 249.337,83
Argamassa Traço 1:4
(Cimento e Areia),
Preparo Manual, Aplicado
em Áreas Secas Menores
que 15M2, Espessura

59
5cm. Af_10/2014

Total do 249.337,83
Item
06 TRANSPORTE DE
ESTRUTURAS
06.01 72840 Transporte Comercial Txkm 2.725,00 0,49 1.335,25
com Caminhao Carroceria
9 t, Rodovia Pavimentada
06.02 93272 Grua Ascensional, Lanca chp 4.885,85 70,43 344.110,42
de 30 m, Capacidade de
1,0 t a 30 m, Altura ate 39
m - chp Diurno.
Af_03/2016
06.03 93274 Grua Ascensional, Lança chi 4.885,85 46,68 228.071,48
de 30 m, Capacidade de
1,0 t a 30 m, Altura até 39
m - chi Diurno.
Af_03/2016
Total do 573.517,15
Item
Total 2.301.988,26

Quadro 24: Orçamento em Light Steel Frame.


Fonte: próprio autor.

60
5.6. Cronograma Físico-Financeiro Light Steel Framing

A estimativa do prazo de execução dos serviços relacionados no orçamento


LSF, foi obtido a partir desta análise:

Área total = 18.437,16 m²


Produtividade da Mão de Obra = 0,53 homem hora/m²
Total de Horas Produtivas = 18.437,16 x 0,53 = 9.771,69 h
Considerando 4 equipes de 4 operários trabalhando 8h/dia, temos:
16 operários x 8h/dia = 128 h/dia
Quantidade de dias = 9.771,69 h / 128 h/dia = 76,34 dias corridos.
Dias úteis = 76,34 / 20 dias/mês = 3,81 meses

Adotado = 4 meses.

Figura 36: Cronograma físico-financeiro do LSF.


Fonte: próprio autor.

61
6. DISCUSSÃO

Esser (2014, p.39) aponta que o custo da utilização de uma nova tecnologia,
apesar de ser um fator importante, não é o único fator preponderante na decisão de
utilização ou não da nova tecnologia.
Com a apresentação dos resultados, foi possível chegar às analises
comparativas dos custos de execução entre os sistemas de alvenaria convencional e
Light Steel Framing.
De imediato chegou-se a conclusão que o custo de produção do sistema de
alvenaria convencional dos itens convertidos para o novo sistema, atualizados com
base na tabela do SINAPI/AGO/2016 resultou no valor de R$ 3.314.497,92 (três
milhões, trezentos e quatorze mil, quatrocentos e noventa e sete reais e noventa e
dois centavos) e o custo para a execução do sistema Light Steel Framing foi
calculado no valor de R$ 2.301.988,26 (dois milhões, trezentos e um mil, novecentos
e oitenta e oito reais e vinte e seis centavos), representando uma diferença de R$
1.012.509,66 (um milhão, doze mil, quinhentos e nove reais e sessenta e seis
centavos), equivalente a uma redução de 30,55% do valor total do custo dos itens
abordados, a favor do sistema LSF.
Levando em consideração o custo total do orçamento original, onde foram
contemplados todos os itens de alvenaria convencional, concluiu-se que houve
redução de 17,41% em relação ao custo total da obra. Essa diferença de valores
pode ser ainda maior ao ser aplicado o BDI, apesar de não ter sido considerado
neste trabalho.
Como é natural supor, obras comuns os custos são, evidentemente,
similares, porém para construções de porte acima de 100,00m², o LSF se mostra
mais viável economicamente. (MILAN et al., 2011)
Soares (2015, p.83) ressalta que a diferença no custo do valor total da
construção tende aumentar quando acrescidos os benefícios e despesas indiretas,
pelo fato de que quanto menor o tempo de execução, menores serão as despesas
calculadas por determinado período, no qual são consideros os impostos incidentes,
custo do capital, despesas indiretas e lucro desejado.
Os resultados mostraram também que o prazo de execução da obra reduz,
já que no sistema convencional estimava-se a conclusão dos serviços equivalentes
62
(ANEXO 7) em 9 meses, já pela produtividade da rápida execução do Light Steel
Framing, os serviços de superestrutura, estrutura, cobertura, paredes e painéis e
pavimentações podem ser concluídos em apenas 4 meses, considerando o uso de
16 operários diretos executando os serviços de montagem na obra.
Campos (2014) ressalta que a utilização de sistemas construtivos
industrializados permite uma execução mais ágil e garante qualidade construtiva.
Cruz (2012, p.62) enfatiza que um dos fatores mais importantes do sistema
Light Steel Framing é a redução de tempo de execução da obra, o que traz lucros
relevantes se comparado aos custos do sistema de alvenaria.
Não se pôde deixar de observar que o peso do edifício é significativamente
inferior no sistema LSF. O peso da estrutura de concreto da alvenaria convencional
é de aproximadamente 2.170 ton, enquanto no sistema LSF o peso total da
estrutura, incluindo a cobertura, forros, pisos e estrutura do telhado é equivalente a
272,5 ton. Isso, certamente, é um fator preponderante para a redução dos custos.
Cruz (2012, p.61) evidencia que uma edificação construída com o sistema
LSF apresenta massa total inferior a da mesma edificação em sistema construtivo
convencional, devido ao fato dos elementos necessários para a construção com o
sistema Light Steel Framing apresentarem peso menor se comparado com os
elementos de uma construção feita no sistema de alvenaria convencional.
Heredia e Pimenta (2015, p.14) retratam que o sistema Light Steel Framing é
um método construtivo leve, com resistência maior que outros sistemas construtivos,
apesar de muitos clientes possuírem uma visão em que associam o peso da
estrutura com sua segurança.
Para a mão de obra, foram utilizados os operários mais experientes e
capacitados, com os maiores custos por hora encarregados para a execução de
tarefas do sistema Light Steel Framing, disponíveis na base de dados do SINAPI,
totalizando R$ 422.078,58 (quatrocentos e vinte e dois mil, setenta e oito reais e
cinquenta e oito centavos) ou seja, 18,34% do custo total da construção. Já para o
sistema de alvenaria convencional, o custo de mão de obra totalizou R$ 708.463,24
(setecentos e oito mil, quatrocentos e sessenta e três reais e vinte e quatro
centavos), representando 21,37% do custo de produção das etapas adotadas no
orçamento da obra para o novo sistema. Dessa forma, o custo da mão de obra do
LSF é mais econômico que o sistema convencional, demonstrando que, mesmo com

63
a mão de obra mais qualificada para o serviço, o sistema Light Steel Framing
continua sendo uma opção econômica viável.
Valim (2014, p.75) frisa que por se tratar de um sistema construtivo
industrializado, a necessidade de uma mão de obra bem treinada e qualificada é
fundamental para que a execução da construção seja de qualidade. O LSF é um
sistema que se preocupa com isso, e tem em mente que se deve, primeiramente,
capacitar o profissional, ensinando a ele todos os passos da execução e a forma
correta de manuseio dos materiais, tendo em vista a qualidade do resultado.
Ecker e Martins(2014, p.82) acentuam que para o sistema Light Steel
Framing cumprir o que é proposto no projeto, os materiais devem ser adequados e a
mão de obra especializada.
Embora tenha sido usado o preço da base SINAPI para a locação da grua
ascensional, necessária para o transporte dos materiais dentro do canteiro de obras,
tal item apresentou um valor elevado, equivalente a 24,91% do valor total dos
serviços contemplados para o LSF, esse custo pode ser reduzido, caso a empresa,
possua ou decida realizar, um investimento para aquisição deste equipamento.
Portanto, percebeu-se no estudo realizado, neste trabalho, que o sistema
Light Steel Framing é uma alternativa capaz de diminuir o custo das obras e acelerar
o prazo de execução, podendo ajudar na solução de problema de déficit de
construção de moradias, escolas e postos de saúde. Além disso, Esser (2014, p.41)
explicita que as estruturas em perfis leves proporcionam rápida execução, precisão
dimensional e ambientalmente mais limpo, representando uma inovação tecnológica
no mercado construtivo brasileiro.

CONCLUSÃO

Com a intenção de demonstrar um trabalho que abordasse uma das áreas


de inovação no Brasil, e com o intuito de gerar maior produtividade, com menores
desperdícios, foram elaborados e concluídos, com êxito, os objetivos propostos para
o trabalho, apresentando o comparativo de custo da construção de um edifício entre
o sistema de alvenaria convencional e o sistema Light Steel Framing. Assim sendo,
foram atendidos ao longo do processo os seguintes aspectos:

64
 O sistema Light Steel Framing apresentou um ótimo desempenho
com relação ao sistema de alvenaria convencional na construção do
edifício utilizado para estudo. Tornando-o uma opção econômica
viável para o projeto.
 De acordo com a comparação, não restaram duvidas de que o
sistema LSF em relação ao sistema de alvenaria convencional não só
possibilita um custo comparado reduzido, como também foram
observados outras reduções significativas nos prazos da obra, no
custo total da mão de obra e na considerável redução do peso.
 É necessário ressaltar, que ao longo do trabalho, chegou-se a
conclusão que para que a execução do projeto seja bem sucedida, é
necessário que todas as etapas da construção possuam uma equipe
qualificada, desde engenheiros e arquitetos, na criação do projeto e
calculo estrutural, até a mão de obra encarregada nas etapas da
construção, onde o projeto deve ser seguido rigorosamente, sendo
necessário que todos os membros da equipe possuam treinamento
para a execução de suas tarefas.
 Por fim, o sistema Light Steel Framing atende as expectativas
daqueles que pretendem aumentar a velocidade da produção das
obras, reduzir os custos, contribuir para a sustentabilidade do meio
ambiente, mantendo a qualidade das construções.

65
REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14810: Painéis de


partículas de média densidade – Requisitos, Rio de Janeiro, 2013.

BARROS, Mércia M. S. B.; SABBATINI, Fernando H. Diretrizes para o processo


de projeto para a implantação de tecnologias construtivas racionalizadas na
produção de edifícios. São Paulo: EPUSP, 2003. 24p. (Boletim técnico
BT/PCC/172). Disponível em:
<<http://www.pcc.usp.br/files/text/publications/BT_00172.pdf>>. Acesso em:
10/março/2016.

CAMPOS, Patrícia. Light Steel Framing – Uso em Construções Habitacionais


Empregando a Modelagem Virtual como Processo de Projeto e
Planejamento.198 f. Tese (Mestrado) – Arquitetura e Urbanismo, Universidade de
São Paulo, 2014.

CRASTO, Renata Cristina Moraes de. Arquitetura e tecnologia em sistemas


construtivos industrializados: Light Steel Framing. Dissertação (Mestrado) –
Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto,
2005. Disponível em: <<http://livros01.livrosgratis.com.br/cp081196.pdf>>. Acesso
em: 10/março/2016.

CRUZ, Emerson. Processo Construtivo – Light Steel Framing Construção Seca.


64 f. Monografia – Engenharia Civil, Faculdades Integradas Dom Pedro II, 2012.
ECKER, Taienne; MARTINS, Valdemar. Comparativo dos Sistemas Construtivos
Steel Frame e Wood Frame para Habitações de Interesse Social. Monografia –
Engenharia Civil, Universidade Tecnológica do Paraná, Pato Branco.

ESSER, César. Estimativa de Custo entre Sistemas Estruturais em Light Steel


Framing e Concreto Armado-Estudo de Caso. 45 f. Monografia – Engenharia
Civil, Centro Universitário de Brasília, 2014.

FABRÍCIO, Márcio Minto. Projeto Simultâneo na Construção de Edifícios.


Orientação de Silvio Burratino Melhado. 2002. Tese (doutorado) – Escola Politécnica
–Universidade de São Paulo – USP, 2002. Diponível em:
<<https://www.researchgate.net/publication/264825683_Projeto_Simultaneo_na_Co
nstrucao_de_Edificios>>. Acesso em: 10/março/2016.

FABRÍCIO, Márcio Minto; MELHADO, Silvio Burratino. Projeto simultâneo e a


qualidade na construção de edifícios. Seminário Internacional NUTAU 98-
Arquitetura e urbanismo: tecnologias para o século 21. São Paulo, FAU-USP, 1998.
Disponível em: <<http://www.eesc.usp.br/sap/projetar/files/A036.pdf>>. Acesso em:
10/março/2016.

HASS, Deleine Christina G.; MARTINS, Louise F. Viabilidade econômica do uso


do sistema construtivo Steel Frame como método construtivo para habitações
66
sociais. 2011. 76f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Curso de
Engenharia de Produção Civil. Universidade Tecnológica Federal do Paraná,
Curitiba, 2011. Disponível em:
<<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/361/1/CT_EPC_2011_2_14.PD
F>>. Acesso em: 10/março/2016.

HEREDIA, Pamela; PIMENTA, Luiz. Viabilidade Técnica do Sistema Construtivo


Light Steel Framing: Vantagens e Desvantagens. 16 f. Artigo, 2015.

MILAN, Gabriel et al. A Viabilidade do Sistema Light Steel Frame para


Construções Residenciais. 209 f. Artigo, Universidade de Caxias do Sul, 2011.

OLIVEIRA, J. P. B. Otimização de Processos Construtivos Através da Inserção


de Novas Tecnologias na Indústria da Construção Civil: Vantagens da
Aplicação do Sistema Light Steel Framing em Residências. Pato Branco, 2013.
Disponível em:
<<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/859/1/PB_COECI_2012_2_11.
pdf>>. Acesso em: 10/março/2016.

RIBAS, Rovadavia Aline de Jesus. Avaliação das condições físico-construtivas e


de desempenho de uma edificação estruturada em aço. Estudo de caso: prédio
da EM da UFOP. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Engenharia Civil,
Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto, 2006. 210p. Disponível em:
<<http://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/2732/1/DISSERTA%C3%87%
C3%83O_Avalia%C3%A7%C3%A3oCondi%C3%A7%C3%B5esF%C3%ADsico.PDF
>>. Acesso em: 10/março/2016.

RODRIGUES, Francisco Carlos. Steel framing: engenharia. 2006. IBS – Instituto


Brasileiro de Siderurgia. CBCA – Centro Brasileiro de Construção em Aço. Rio de
Janeiro. 2006. Disponível em:
<<http://www.skylightestruturas.com.br/downloads/manual_engenharia.pdf>>.
Acesso em: 10/março/2016.

SANTIAGO, A. K. O Uso do Sistema Light Steel Framing Associado a outros


Sistemas Construtivos como Fechamento Vertical Externo Não Estrutural,
UFOP. Ouro Preto, 2008. Disponível em:
<<http://www.repositorio.ufop.br/bitstream/123456789/2248/1/DISSERTA%C3%87%
C3%83O_UsoSistemaLightSteel.pdf>>. Acesso em: 10/março/2016.

SANTIAGO, Alexandre Kokke et al. Steel Framing: Arquitetura / Alexandre Kokke


Santiago, Arlene Maria Sarmanho Freitas, Renata Cristina Moraes de Castro.
Rio de Janeiro: Instituto Aço Brasil / CBCA, 2012. 151p. 29 cm. (Série Manual de
Construção em Aço). Disponível em:
<<https://www.passeidireto.com/arquivo/11025104/steel-framing---arquitetura>>.
Acesso em: 10/março/2016.

SOARES, Eduardo. Light Steel Frame – Análise Comparativa de Custos e de


Processos Construtivos entre a Construção a seco e em Alvenaria Estrutural.
205 f. Monografia – Engenharia Civil, Universidade de Santa Crus do Sul, 2015.

67
VALIM, Vinícius. Light Steel Framing: Viabilidade Técnica da Utilização de um
Sistema Inovador na Construção Civil. 103 f. Monografia – Departamento de
Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014.

VIVAN, A. L. Projetos para Produção de Residências Unifamiliares em Light


Steel Framing, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2011. Disponível
em:
<<http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado//tde_busca/arquivo.php?codArq
uivo=4264>>. Acesso em: 10/março/2016.

VIVAN, A. L.; NOVAES, C. C.; PALIARI, J. C. Vantagem Produtiva do Sistema


Light Steel Framing: da Construção Enxuta à Racionalização Construtiva,
UFSCar. Rio Grande do Sul, 2010. Disponível em:
<<https://www.researchgate.net/publication/274384648_VANTAGEM_PRODUTIVA_
DO_SISTEMA_LIGHT_STEEL_FRAMING_DA_CONSTRUCAO_ENXUTA_A_RACI
ONALIZACAO_CONSTRUTIVA>>. Acesso em: 10/março/2016.

68
Anexo 1 – Planta baixa primeiro pavimento

69
Anexo 2 – Planta baixa segundo pavimento

70
Anexo 3 – Planta baixa terceiro pavimento

71
Anexo 4 – Planta baixa quarto pavimento

72
Anexo 5 – Planta baixa da elevação

73
Anexo 6 – Planilha orçamentaria método convencional

74
75
76
77
78
Anexo 7 – Cronograma físico-financeiro método convencional

79