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Projecto de uma Residência T3

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MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA DO PROJECTO

1. INTRODUÇÃO
A presente Memória Descritiva refere-se ao projecto de construção de uma
Residencia T3 na Cidade de Nampula, Bairro de Elipisse - Muahivire
Expansão ,Posto Administrativo de Muhala , que pertencente ao Sr. Momade
Ibraimo Momade.
Na concepção da construção do edifício tomar-se-á em consideração o
programa base apresentado, os edifícios em volta existentes, a topografia
do terreno, os pontos cardeais e os ventos dominantes.

São partes deste projecto, a Memória Descritiva e as peças desenhadas.

I.1- Descrição geral técnica


O EDIFICIO PRINCIPAL a ser erguido desenvolve-se em Piso unico com um
quintal de 40X30 metros.

1° piso será composto por :

 Uma sala de estar;


 Uma sala de jantar;
 Uma cozinha;
 Despensa
 Duas varandas;
 Uma despensa;
 1quarto suite;
 Um lavabo;
 2 Quartos

Todos os trabalhos relativos a obra de “tosco” serão executados segundo as


boas normas de construção segundo se segue:

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3. AS NORMAS CONSTRUTIVAS
As normas construtivas específicas para habitação e em particular às que
normam no Boletim da República a construção de habitações foram
atentamente seguidas.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

1. TRABALHOS PRELIMINARES
1.1. Limpeza do terreno de construção
Limpeza do local destinado a construção, até 10 metros fora das fundações
de todos os entulhos, arbustos e capins, procedendo em seguida à
regularização do terreno até atingir os níveis indicados no projecto.
1.2. Implantação da obra
Demarcação das partes de obra a construir será feita com ajuda de
teodolito ou fita métrica e tomando como base a planta geral de
implantação e as medidas nelas contidas.
1.3. Construção do cangalho
Construção de estrutura auxiliar de madeira periférica e exterior aos
caboucos para demarcação de eixos de alvenaria, fundações e marcação
de cotas de projecto.

2. MOVIMENTO DE TERRAS
2.1. Escavação de caboucos para fundações
As fundações serão abertas conformem, até a profundidade indicada no
projecto com o mínimo de 75cm e será importante proteger as encostas e
paredes das fundações para evitar o desabamento dos solos.
2.2. Regar e bater a maço o leito dos caboucos e pavimentos
O leito de fundações e pavimentos será compactado a maço manual após
regularização com areia inerte lavada.
2.3. Aterro das fundações com solos limpos regados e batidos

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O leito das fundações será regularizado com a colocação e espalhamento


de uma camada de aterro de areia limpa, com espessura indicada no
projecto, regada e batida a maço manual ou mecânico.

2.4. Aterro em caixas de pavimento com terras de empréstimo


No caso de ser necessário aterrar, será feito por colocação de camadas
sucessivas de solos limpos, sendo cada camada de no máximo 30cm de
espessura regada e batida a maço manual ou mecânico. Os solos
removidos dos caboucos se estiverem isentos de impurezas e matéria
orgânica/vegetais podem ser reutilizados com aprovação da fiscalização
para enchimento das caixas de pavimento.

3. FUNDAÇÕES
3.1. Alvenaria de fundações
A alvenaria de fundação será composta por uma alvenaria de blocos
maciços de cimento/areia com 40x15x20cm, assente com argamassa de
cimento/areia ao traço 1:4.
3.2. Pavimento
O pavimento térreo assentará em dois substratos, sendo o substrato inferior
de 10cm de espessura de areia limpa compactada a maço e um substrato
intermédio constituído por enrocamento em pedra mediana com espessura
5cm devidamente compactada e regularizada para mais detalhes ver os
desenhos de pormenores respectivos.

4. BETÕES
4.1. Materiais
4.1.1. Cimento
O cimento a utilizar na obra será Portland Normal e respeitar o regulamento
de recepção deste material em obra.

4.1.2. Agregados
Todos os agregados deverão cumprir com as condições de qualidade
expressas nos regulamentos e ser limpos, sem poeiras terra, impurezas ou
matéria vegetal.
4.1.3. Brita

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Deverá ser rija, não fendida, não margosa nem quebradiça, bem lavada,
isenta de materiais que afectam o cimento e ter dimensões variadas, não
lamelar, de forma que, juntamente com a areia, dê maior compacidade ao
betão.
4.1.4. Areia
Agregados finos e areia para betões, devem ser areia do rio lavada ou areia
de britadeira. Os grãos devem ser de tamanho uniforme mas deve conter
uma mistura equilibrada de grãos finos e grossos, antes de misturada com os
agregados e brita, a areia deve ser crivada e perfeitamente lavada.
4.1.5. Água
A água a usar na fabricação dos betões, argamassa e betonilha, será limpa,
fresca, livre de impurezas vegetais ou minerais ou qualquer outra substância
em suspensão ou dissolvida.

4.2. Betão/betonilha, em pavimento


Esta camada de betonilha será nivelada com ajuda de uma régua que
assentará sobre os tacos/guias montados antes do enchimento e será nela
onde vai assentar o parquet ou outro material a decidir e de preferência
material de boa qualidade e devidamente seleccionado para o pavimento.
4.3. Betão em viga de coroamento
A cota indicada nos desenhos correrá uma viga de coroamento de secção
de ajustada à dimensão das paredes. Executada em betão B20, armada
segundo os desenhos de estrutura.
4.4. Betão em pilares, vigas, lajes e escada
O edifício será em estrutura convencional de pilares e pórticos com laje. A
laje terá uma espessura de 12cm na cobertura.

5. SERRALHARIA
5.1. Aço macio
Todo o aço a usar deverá suportar tensões de segurança estabelecidos
como mínimas, no regulamento de estruturas de aço para edifícios, em vigor
em Moçambique.

6. ALVENARIAS EM BLOCO DE CIMENTO/AREIA NAS ESPESSURAS


INDICADAS NO PROJECTO

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As paredes serão construídas segundo as dimensões do projecto em bloco


de areia e cimento de150 mm, conforme indicações do projecto. O bloco
será assente com juntas contra fiadas e será bem demolhado antes de ser
assente. O bloco será assente com juntas de 15 mm de espessura máxima, e
alinhado verticalmente apesar do contrafiamento.
7. COBERTURA
7.1. Material
O material de cobertura será em chapas IBR, assente segundo as
especificações do fabricante sobre uma estrutura constituída por asnas e
madres de madeira.

7.2. Assentamento
As chapas de cobertura serão assentes em comprimentos longos, sempre
que possível com comprimento total de uma água com caneluras estreitas
do lado exterior, com sobreposição lateral de uma canelura do lado oposto
de onde sopram os ventos dominantes.
As chapas serão fixas na estrutura de madeira, com todos acessórios e
processos de fixação recomendados pelo fabricante.

8. CARPINTARIAS
8.1. Madeiras
Serão utilizadas para caixilharia madeira de chanfuta, umbila ou outra de
qualidade reconhecida.
8.1.1. Qualidade
Todas as madeiras a empregar na obra serão de boa qualidade, bem secas,
sem nós, borne, empenos, ou outros defeitos e serão serradas, bem
esquadradas, nos cumprimentos necessários, e nas dimensões que permitam
o acabamento para as dimensões dos pormenores.
8.1.2. Tratamento da madeira
Toda a madeira empregue na obra, deverá ser devidamente tratada contra
o ataque de insectos e fungos, através de métodos aprovados.
8.2.1. Portas e janelas de madeira
Serão em madeira de chanfuta, com as dimensões indicadas nos desenhos.

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9. REVESTIMENTOS
9.1. Revestimento de alvenarias
9.1.1. Reboco em paramentos verticais interiores e exteriores
Reboco em argamassa de cimento e areia incluindo “chapisco” e emboço
sobre paramentos verticais ao traço 1:4.
9.1.2. Pinturas
Serão aplicadas tintas da primeira qualidade apropriada aos fins a que se
destinam. As superfícies a pintar deverão ser previamente preparadas, e
levarão as demãos necessárias para que fiquem devidamente cobertas,
serão aplicados os necessários e apropriados isolantes primários.

9.1.3. Tintas de água

As tintas de água a aplicar serão plásticas e aplicadas em paredes interiores


e exteriores.
Serão usados primários para o reboco, anti-alcalinos.
9.1.4. Azulejo vidrado
Na cozinha e na casa de banho, até a altura de 2.8m será aplicado azulejo
cerâmico vidrado de cor branca de 5mm de espessura de 150x150mm de
lado, seleccionados e de primeira qualidade, uniformes na cor e arestas.
9.2. Revestimento de pavimento
O pavimento será realizado aplicando um revestimento a escolha do dono
da obra com espessura não superior a 5cm.
9.4. Revestimento de elementos de madeira
9.4.1. Tinta de esmalte para madeira (opcional)
Será utilizado um primário de alumínio, e pelo menos duas de mão de
esmalte, sendo a segunda, sem diluição e aplicada sobre a primeira depois
de passada lixa fina.
9.5.1. Pintura esmalte (opcional)
Em caixilharias
(1) Portas
(2) Janelas
(3) Armários
9.5.2. As cores serão definidas em obra

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10. FERRAGENS
Todas as ferragens serão da melhor qualidade, a aprovar pelo Arquitecto,
assentes com parafusos no metal correspondente e serão lubrificadas, limpas
e trabalhadas sem empenamento.
10.1. Dobradiças
10.1.1. Portas
Todas as portas de madeira serão equipadas com dobradiças cromadas ou
de latão maciço conforme especificado nos desenhos.

10.1.2. Janelas de madeira


Todas as janelas de abrir, serão equipadas com dobradiças cromadas.
10.2. Reguladores e tranquetas, etc.
Todas as janelas de abrir, serão equipadas com reguladores de 300mm que
serão escolhidos mediante amostras entregues pelo empreiteiro, e
tranquetas do mesmo material, sugere-se o material da marca union.
10.3. Toalheiro, cabides
Os toalheiros e cabides aplicados nas casas de banho serão escolhidos
mediante amostras entregues pelo empreiteiro.
11.1. Vidro transparente
Todo o vidro empregue será liso, sem defeitos e tipo “float glass”, sendo
assente por meio de massa vidraceira, seguindo as recomendações do
fabricante.
11.2. Rede mosquiteira
A rede mosquiteira a aplicar em todas as janelas será de plástico fiada e
trançada sem defeitos ou desfiamentos e será assente segundo detalhes
apropriado.

12. EQUIPAMENTOS
12.1. Banca lava-loiça na cozinha
Fornecimento e assentamento de lava-loiça em chapa inox, fixa na
alvenaria.

13. INSTALAÇÕES DE ÁGUAS E ESGOTOS


13.1. Abastecimento de água

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13.1.1. Rede geral de água potável


O abastecimento de água realizar-se-á a partir de rede urbana de
abastecimento de água nas proximidades da parcela.
13.1.2. Rede de distribuição
A rede exterior será executada por tubos de ferro galvanizado enterrados no
solo e a rede interior será aplicada dentro da alvenaria.
O tipo de dispositivos sanitários irá determinar os níveis das saídas. Nas
entradas das casas de banho e cozinha estão previstas torneiras de
passagem.
13.2. Rede de esgotos
Para escoamento das águas negras e águas brancas estão previstos
sistemas separados.
13.2.1. Águas negras
As águas negras serão depuradas por fossa séptica. As águas depois de
filtradas pela fossa drenarão para o poço perdido (dreno).
13.2.2. Águas brancas
As águas brancas dos lava-loiças, lavatórios e chuveiros serão drenadas
para o dreno.

13.2.3. Tubagens
A condução de águas residuais far-se-á por tubagem em PVC para uso no
subsolo. Para inspecção dos tubos estão previstas caixas e bocas de limpeza
bem como ventilação da rede em tubagem PVC para uso aéreo.

14. INSTALAÇÃO ELÉCTRICA


A instalação eléctrica será o mais adequado para o tipo de construção em
causa e para mais pormenores ver os desenhos respectivos e a respectiva
memória descritiva e justificativa.

15. DRENOS DE ÁGUAS PLUVIAIS

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As águas pluviais serão orientadas para fora do terreno da construção


através de um sistema de dreno devidamente preparadas para o efeito.

16. CASOS OMISSOS


Em tudo não referido nesta memória descritiva deverá ser executado de
acordo com as normas de construção e regulamentos em vigor na
República de Moçambique.

MEMÓRIA DE CALCULO

Na presente memoria, procede-se à indicação do tipo e sistema de estrutura


adoptada, os processos a seguir na execução da obra bem como o
carácter que se pretende dar a este espaço de armazenamento e ainda
esclarecimento de algumas particularidades de solicitação sobre a estrutura
e apontar as exigências indicadas no projecto.

1.2 Cargas e materiais


As cargas verticais da estrutura aplicadas neste projecto, são os pesos
próprios, os pesos dos de acabamentos e as sobrecargas correspondentes,
conforme preconiza o regulamento (R.S.A);
Os materiais propostos para a execução do projecto são:
 B20,
 A400
 Alvenaria de blocos de cimento.
Os cálculos de estabilidade foram elaborados respeitando os regulamentos
mencionados no capítulo seguinte, sendo os materiais a utilizar o betão B20
e o aço A400. O sistema estrutural usado foi o de pórticos formados por vigas
e pilares resistentes apoiados em sapatas isoladas.

1.3 NORMAS E REGULAMENTOS

Para a elaboração do presente projecto foram respeitados os seguintes


regulamentos:
 R.G.E.U. - Regulamento Geral das Edificações Urbanas;

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 R.S.A. - Regulamento de Segurança e Acções para estruturas de


edifícios e pontes;
 R.E.B.A.P. - Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-
esforçado;
 Tabelas Técnicas para engenharia civil;
 Tabelas de cálculo de betão armado.

2. CONSTRUÇÃO
2.1. Generalidades
A construção a ser levada a cabo é do tipo moradia cujos elementos
estruturais serão em betão armado e as fachadas serão preenchidas com
alvenaria de blocos de cimento.
Todas as obras projectadas serão executadas com perfeição, segundo os
preceitos da boa técnica. Os desenhos anexos e detalhes serão aplicados
com materiais adequados.

2.2. TERRENO
A implantação do edifício deverá ser feita de acordo com as cotas do
projecto e em terreno constituído por solo comum, com capacidade de
carga razoável, sem problemas de compressibilidade e com o nível freático
a profundidades seguras. No acto da implantação serão respeitados os
afastamentos mínimos admissíveis pelas Normas de Urbanização.
3. Elementos contidos no projecto

 Vigas de cobertura ou travamento


 Alvenaria
 Pilares
 Sapatas Isoladas

ESTRUTURAS PRINCIPAIS

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PISO TÉRREO
O piso térreo será constituído por uma camada de enrocamento drenante
com 250 mm de espessura sobre o solo bem compactado, depois de limpo
de terras vegetais e raízes sendo, se necessário, substituído por terreno
compactável.
Laje de pavimento
No edifício, está prevista uma laje de betão levemente armada com uma
rede de varões electro-soldados, betonada contra as vigas de fundação
periféricas.
A laje de pavimento simples será em betão B20 a 100 mm de espessura,
sobre uma camada de 250 mm de enrocamento e de 50 mm de areia isenta
de sujidade.

Vigas
As vigas serão rectangulares e têm, em geral as seguintes dimensões
0.35x0.35 m² m², serão uniformes segundo as secções desenhadas em
função da acção das cargas actuantes sobre a estrutura.
O recobrimento usado é de 50 mm para um B20, A400.
As vigas estão dispostas ao longo da periferia e segundo as paredes
divisórias sempre que necessário.

Alvenaria
A alvenaria será em bloco, e executada com blocos de 20 para paredes
exteriores e interiores. O traço para a construção dos blocos será de 1:5.

Pilares
No edifício em causa serão executados pilares, serão quadrados e têm, em
geral as seguintes dimensões 0.35x0.35 m².
No seu dimensionamento considerou-se pilares com secções de acordo com
as cargas de solicitação a que são sujeitas; a determinação destas secções
teve em consideração as acções solicitadas e o respectivo regulamento em
vigor. Para todos os casos deverá ser usado betão B20, A400.
Foi também feita a análise em relação ao fenómeno de varejamento de
acordo com o REBAP.

Fundações
Caboucos
Serão abertos com profundidade indicada no projecto, nunca inferior a 100
cm da correspondente cota do terreno natural e largura de 100 cm.
O fundo dos caboucos será bem nivelado, compactado a maço, regado e
isento de substâncias orgânicas, de forma a criar um bom leito para as
fundações.
Os aterros serão em camadas sucessivas de 20 cm devidamente regadas e
compactadas a maço, com terras limpas de raízes ou outras impurezas

Sapatas

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As fundações são do tipo directo, através de sapatas isoladas, dispondo-se


ainda de vigas de fundação de acordo com as peças desenhadas, de
forma a garantir mais económica e eficiência da estabilidade da estrutura.
Nos locais onde os pilares descarregam serão executadas sapatas em betão
armado da classe B25, A400. Durante a execução das sapatas, serão
deixadas armaduras de espera a indicar que a partir daqueles pontos
partirão os pilares.
Para a tensão admissível do solo foi tomado o valor de 250 kPa, considerado
para o tipo de terreno de fundação.
Para o dimensionamento foi considerado o pilar mais solicitado, tanto para o
caso das sapatas isoladas como no caso das sapatas conjuntas e serão
armadas conforme o regulamento em vigor no país.
A ligação entre as sapatas será em blocos maciços, onde será assente a
alvenaria conforme se encontra representado nas peças desenhadas.
Nos locais onde o terreno apresenta pior qualidade, considera-se a
execução de bases em solo-cimento a 10%, como base das sapatas.

Justificativa de Calculo (Cype Cad)

O cálculo do projecto foi feito com auxílio do programa de cálculo


“CYPECAD 2007”.
A análise estrutural do edifício em causa foi feita tendo em consideração
as funções a que se destina o edifício, o período de vida prevista, com
graus de segurança adequados, sem perder de vista os aspectos
económicos e, em certos casos, estéticos.

Normas consideradas
BETÃO........................................ .REBAP e RSA (Portugal)
Aços enformados......................... .MV110 (Portugal)
Aços laminados e compostos....... .Eurocódigos 3 e 4 (Portugal)

Acções consideradas
Verticais
Nome do Grupo Sobrecargas Revestimento de
paredes
+ Cobertura
PISO 1 [kN/m²] 1,0 0.5

Combinações consideradas
BETÃO....................................................... .RSA (E.L.U.)

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Aços enformados.......................................... .RSA (E.L.U.)


Aços laminados............................................ .Eurocódigo 1
Deslocamentos............................................. .RSA (E.L.S.)
Tensão do terreno........................................ . .RSA (E.L.S.)
Dimensionamento das vigas de fundação............. .RSA (E.L.U.)
Equilíbrio de fundações.................................. .RSA (E.L.U.)
1.3.1 Combinações usadas no cálculo
Combinações para Betão: RSA (E.L.U.) Habitação
Combinações para Equilíbrio: RSA (E.L.U.) Habitação
Combinações para Betão de Vigas Fundação: RSA (E.L.U.) Habitação
Combinações para Tensão do Terreno: RSA (E.L.S.)
Combinações para Deslocamentos: RSA (E.L.S.)
Combinações para Aço Laminado: Eurocódigo 1
Combinações para Aço Enformado: Eurocódigo 1
Materiais utilizados
1.4.1 Betão

ELEMENTO BETÃO PLANTA FCK [MPa] GAMMA C

Lajes B20 Todas 20 1.50


Fundação B20 Todas 20 1.50
Pilares B20 Todas 20 1.50
Vigas B20 Todas 20 1.50

1.4.2 Aços por elemento em varões

ELEMENTO POSIÇÃO AÇO FYK GAMMA


Pilares Varões(Verticais) A400 400 1.15
Estribos(Horizontais) A400 400 1.15
Lajes Negativos(Superior) A400 400 1.15
Positivos(Inferior) A400 400 1.15
Sapatas A400 400 1.15

1.6 Armadura de pilares

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Pilares Dimensões[ Armaduras Estribos


m²]
P1 0.35x0.35 4Ø12+4Ø16 Ø8@15

P2 0.20x0.20 4Ø12 Ø6@15

1.7 Fundações
1.6.1 Lista de materiais das sapatas
Os materiais das sapatas são:
- Aço: A400
- Betão: B20
- Recobrimento superior: 5.00 cm
- Recobrimento inferior: 5.00 cm
- Recobrimento lateral: 5.00 cm
- Tensão admissível do terreno: 0.25 MPa
- Betão de limpeza: 10.0 cm

1.6.2 Listagem dos elementos de fundação


Referências GEOMETRIA ARMADURA
S1 Sapata quadrada X: Ø12 @13
Largura: 100.0 cm Y: Ø12 @13
Altura: 30.0 cm

S2 Sapata rectangular X: Ø12 @15


centrada Y: Ø12 @15
X: 70.0 cm
Y: 7O.0 cm
Altura: 30.0 cm

X : distância maior (comprimento)


Y : distância menor (Largura)

1.6.2 Verficação dos elementos de fundação

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VERIFICAÇÃO VALORES |ESTADO


Tensões sobre o terreno Tensão média: Máximo: 0.25 MPa
Calculado: VERIFICA
0.0933912 MPa
Tensão máxima Máximo: 0.3125
MPa
acc. gravíticas
Calculado:
0.165299 MPa
Flexão na sapata Na direcção X: VERIFICA
Momento: 5.42 KNm

Na direcção Y:
Momento: 4.05 KNm VERIFICA

Derrube da sapata Na direcção X: Reserva |VERIFICA|


segurança: 379.2 %

Na direcção Y: Reserva
segurança: 1786.0 %

VERIFICA
Compressão oblíqua na Máximo: 3200.02 KN/m2 VERIFICA
Calculado:
sapata
382.1 KN/m2

Esforço na sapata Na direcção X: Esforço VERIFICA


transverso: 1.77 KN

Na direcção Y: Esforço
transverso: 1.28 KN
VERIFICA

Mínimo: 25 cm VERIFICA
Altura mínima Calculado: 30
cm

Espaço para amarrar Mínimo: 12 cm VERIFICA


arranques na fundação|
Calculado: 23 cm

Quantidade geométrica Mínimo: 0.0015 VERIFICA


mínima Armadura inferior direcção X:
Calculado: 0.0018

Armadura inferior direcção Y:

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Calculado: 0.0018 | VERIFICA

Quantidade mínima - Armadura inferior direcção X: VERIFICA


Mínimo: 0.0004
necessária por flexão
Calculado:
0.0016
VERIFICA
- Armadura inferior direcção Y:
Mínimo: 0.0003
Calculado:
0.0016

Diâmetro mínimo dos varões Mínimo: 10 mm


Malha inferior: VERIFICA
|Calculado: 12 mm

Afastamento máximo entre


varões Máximo: 30 cm
VERIFICA
Armadura inferior direcção X:
Calculado: 20 cm
Armadura inferior direcção Y:
Calculado: 20 cm

Afastamento mínimo entre Mínimo: 10 cm


varões Armadura inferior direcção X:
VERIFICA
Calculado: 20 cm

Armadura inferior direcção Y:


Calculado: 20 cm

Comprimento de Mínimo: 15 cm
amarração
Armadura inf. direcção X para a dir.:
Calculado: 15 cm VERIFICA

Armadura inf. direcção X para a esq.:


Calculado: 15 cm

Armadura inf. direcção Y para cima:


Calculado: 15 cm
VERIFICA
Armadura inf. direcção Y para baixo:
Calculado: 15 cm

Cumprem-se todas as verificações

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Recomendações e omissões

Durante a implementação deste projecto chama-se a atenção no sentido


de se considerar sempre, todas as exigências do fabricante e fornecedores
dos materiais a serem empregadas na obra.
Relativamente ao trabalho de betão armado, é importante seguir com rigor
as especificações contidas nas especificações técnicas, dando-se especial
atenção aos ensaios laboratoriais, à vibração, de modo a reduzir tanto
quanto possível o índice de vazios do betão no seu estado final.
Quanto às omissões, seguir-se-ão os regulamentos em vigor no País e as
regras da boa arte, aplicando-se materiais de qualidade reconhecida,
métodos e práticas eficazes.

Nampula, Fevereiro de 2018


O Projetista:
………………………………………………….
( J.Sacur)

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