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PENA, Felipe. Teoria do jornalismo. São Paulo: Contexto, 2012. 3ª.ed.

Teoria do agendamento – remonta aos anos 1970

* Consumidores das notícias tenderiam a considerar que os assuntos veiculados na


mídia são mais importantes, sugerindo que os meios de comunicação agendam nossas
conversas.

Antecipada nos anos 1920 por Walter Lippman: relação causal entre agenda midiática e
agenda pública. A mídia é a principal ligação entre os acontecimentos do mundo e as
imagens que formamos em nossa mente. Mídia como agente modelador do
conhecimento.

McCombs & Shaw – 1972. Os estudos dos efeitos assumem uma outra direção. O
objetivo não é mais analisar o papel da mídia na mudança de opinião, mas sua
influência na formação e apreensão das informações. Na formação do conhecimento do
mundo.

A preocupação não reside apenas sobre o que as pessoas conversam, mas também na
forma como as pessoas conversam. (Meio impõe mudanças no tempo de cognição).

Agenda setting – hipótese de que a imprensa não é persuasiva, mas sua influência reside
na dinâmica organizacional das empresas, sua cultura própria e critérios de
noticiabilidade. Tendência a incluir ou excluir conhecimentos pessoais conforme os
meios de comunicação de massa incluem e excluem conhecimentos.

Confluência entre agenda midiática e agenda política

Noelle Neumann – características básicas da ação da mídia no conjunto no conjunto de


conhecimentos sobre a realidade social
Acumulação – capacidade da mídia de criar e manter a relevância de um tema
Consonância – as semelhanças nos processos produtivos de informação tendem a ser
mais significativas do que as diferenças
Onipresença – mídia está em todos os lugares com consentimento público

Pesquisas mais recentes apontam o efeito da agenda, mas não de forma determinista.