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VII SRST – SEMINÁRIO DE REDES E SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES INSTITUTO NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – INATEL

ISSN 2358-1913

SETEMBRO DE 2017

Equipamentos de conversão de frequência para Comunicação Via Satélite: Testes e Medições

Daniele Vieira Campbell, Carlos Nazareth Motta Marins

Resumo - Este artigo irá ilustrar de forma sucinta as características da comunicação via satélite, tendo como objetivo principal, explicar a função dos equipamentos conversores de subida e descida e também os amplificadores LNA e LNB, ilustrando com medições e testes realizados em laboratório. Palavras chave - Down-Converter, LNA, LNB, Satélite, Up- Converter. Abstract - This article will present briefly the characteristics of satellite communications, having as main objective, explain the function of the Down-Converter and Up-Converter equipment and the LNA e LNB amplifiers, illustrating with measurements and tests performed in the laboratory. Index Terms - Down-Converter, LNA, LNB, Satellite, Up- Converter.

I.

INTRODUÇÃO

O sistema de comunicação via satélite é formado basicamente pelas estações terrenas e pelo satélite. A partir das estações terrenas, são formados os enlaces satélites, seja ele de subida ou descida, denominados up-link e down-link respectivamente. O enlace de up-link é a comunicação entre a estação terrena de origem e o enlace de down-link é a comunicação entre o satélite e a estação terrestre destino. A Figura 1 ilustra o diagrama do enlace desta comunicação em apenas uma direção, para enfatizar a definição dos enlaces de up-link e down-link. Em comunicação de dados as estações transmitem e recebem sinais, portanto cada estação é responsável por transmitir sinais e formar um up-link com o satélite, como também receber sinais e funcionar como a estação de recepção de um down-link com o satélite. Cada enlace opera em uma faixa de frequência, permitindo assim, reduzir a interferência entre eles. As faixas de operações, seja do enlace de subida ou de descida, são denominadas de Banda. Cada enlace opera em uma faixa de frequência, permitindo assim, reduzir a interferência entre eles.

Trabalho de Conclusão de Curso ilustrado ao Instituto Nacional de Telecomunicações, como parte dos requisitos para obtenção do Certificado de Pós-Graduação em Engenharia de Redes e Sistemas de Telecomunicações. Orientador: Prof. Dr. Carlos Nazareth Motta Marins. Trabalho Aprovado em

07/2017.

Carlos Nazareth Motta Marins. Trabalho Aprovado em 07/2017. Fig. 1. Enlace ponto a ponto unidirecional [1].

Fig. 1. Enlace ponto a ponto unidirecional [1].

Atualmente define-se 5 principais bandas de operação, ou

comercialmente mais utilizadas, denominadas de Banda L, C,

X Ku e Ka, sendo que cada uma opera em determinadas

aplicações. Na Tabela I, pode-se verificar as faixas de frequência de cada banda. A faixa de frequência de up-link é diferente da faixa de frequência de down-link para reduzir a interferência entre eles, não prejudicando a transmissão e recepção do sinal. É importante ressaltar que a banda L não é dividida em up-link e down-link, pois é empregada apenas para processamento eletrônico dos sinais nos equipamentos, não sendo utilizada para propagação no espaço.

TABELA I – FAIXAS DE FREQUÊNCIAS [2]

Banda

Faixa

Faixa

Up-Link

Down-Link

L

950 MHz a 1660MHz

C

5,925 – 6,425 (GHz)

3,7 – 4,2 (GHz)

X

7,965 – 8,025 (GHz)

7,315 – 7,357 (GHz)

Ku

12,75 – 13,25 (GHz) 13,75 – 14,5 (GHz)

10,7 – 12,75 (GHz)

Ka

27,5 – 30 (GHz)

17,7 – 20,2 (GHz)

O sistema de comunicação via satélite, é composto por vários elementos, que são responsáveis por levar a informação

da estação de transmissão até o satélite e do satélite até a

estação de recepção. As Figuras 2 e 3 ilustram os elementos de subida e descida de uma estação remota.

os elementos de subida e descida de uma estação remota. Fig. unidirecional [1] 2. Diagrama Básico

Fig.

unidirecional [1]

2.

Diagrama

Básico

da

Estação

de

Transmissão

em

um

enlace

Diagrama Básico da Estação de Transmissão em um enlace Fig. 3. Diagrama Básico da Estação de

Fig. 3. Diagrama Básico da Estação de Recepção em um enlace unidirecional

[1]

O objetivo deste artigo é ilustrar as características e

parâmetros dos conversores de frequência, tanto na recepção como na transmissão, e dos amplificadores de baixo ruído na recepção. A Seção II abordará a função dos conversores de frequência (up-converter e down-converter), dos amplificadores LNA (Low Noise Amplifier) e LNB (Low Noise Block), no sistema de comunicação via satélite. Na Seção III serão ilustrados os procedimentos de testes realizados em laboratório sobre o funcionamento dos conversores de frequência e na Seção IV os testes e parâmetros com os amplificadores de baixo ruído. Os testes foram realizados seguindo procedimentos que atendem as necessidades do mercado de comunicação via satélite.

II. FUNÇÕES DOS ELEMENTOS: CONVERSOR DE FREQUÊNCIA, LNA E LNB

No estágio da transmissão, além dos outros equipamentos que compõe o enlace de up-link, existe um que é responsável por transformar a baixa frequência que sai do modulador para

a alta frequência que precisa ser reconhecida na transmissão via satélite. A frequência mais utilizada na saída do modulador, denominada FI (Frequência Intermediária) do sistema, tipicamente assume o valor de 70MHz ou de 140MHz

e, como ilustrado na Tabela I, as transmissões e recepções de

sinais que trafegam pelos satélites, podem ser nas frequências da ordem de 5GHz até maiores que 30GHz dependendo da banda que irá ser utilizada.

Da mesma forma que é necessário converter baixos valores

de frequência para altos valores na transmissão, o procedimento contrário é realizado na recepção. O conversor de frequência na transmissão, é chamado de up-converter, e o conversor na recepção de down-converter. Outro elemento importante nesta comunicação, são os amplificadores de baixo ruído. Esses amplificadores são utilizados no estágio de recepção e, como ilustrado na Figura 3, podem apenas fazer a amplificação do sinal na recepção, função do LNA, ou fazer a amplificação e converter a

frequência recebida em uma determinada banda para a frequência em Banda L, sendo esta a função do LNB. Basicamente a conversão da frequência é realizada pelo conjunto de circuitos responsáveis por filtrar a frequência desejada e multiplicar com a frequência do oscilador. Os resultados desta multiplicação são novas componentes de frequências em bandas desejáveis e indesejáveis. Para selecionar as componentes que atendem ao sistema, utiliza-se de filtros que permitem a seleção da frequência adequada. A Figura 4 ilustra um diagrama em bloco de como é realizado a conversão no up-converter.

bloco de como é realizado a conversão no up-converter . Fig. 4. Diagrama em Blocos Básico

Fig. 4. Diagrama em Blocos Básico de um up-converter [1]

Na transmissão, o sinal modulado trafega pelo filtro de FI e

é multiplicado através do mixer com o sinal do oscilador,

passa novamente pelo filtro selecionando as frequências de Banda L.

O sinal resultante deste primeiro estágio de mixagem e

filtragem é aplicado a um segundo mixer que o multiplica com

o sinal de um segundo oscilador. O resultado desta segunda

multiplicação é novamente filtrado para se obter o sinal final na faixa de frequência da banda que se deseja transmitir. Após

essa conversão, o sinal é amplificado, através do amplificador de alta potência HPA (High Power Amplifier).

Já no enlace de recepção a estrutura é um pouco diferente,

pois, além da conversão do sinal de micro-ondas para faixa de FI ocorre também à amplificação do sinal. Dependendo do serviço em que será empregado e da configuração da estação,

o elemento na recepção pode ser um LNA ou um LNB. Atualmente o LNB é a solução mais empregada para sistemas, tanto para operação com comunicação de dados, como também para tráfego de sinais de áudio e vídeo, que se tornaram feixe de dados nas concepções digitais das diversas aplicações de mídia.

A Figura 5 ilustra o diagrama do down-converter. Na

recepção, o sinal de down-link é recebido com a potência muito baixa e em alta frequência. O LNA, que possui diversos estágios de amplificação, é o responsável por amplificar o sinal de recepção de baixo nível. Após este estágio de amplificação, o sinal entra nos estágios de conversão de frequência. No primeiro estágio o sinal passa por filtros e pelo mixer havendo uma subtração da frequência de entrada com a frequência do oscilador, gerando assim um sinal em Banda L. No segundo estágio de conversão, o sinal em banda L, sofre o mesmo processo de mixagem e filtragem, gerando assim um sinal na faixa de FI.

Fig. 5. Diagrama Básico de todo um sistema de conversão de frequência do sistema de

Fig. 5. Diagrama Básico de todo um sistema de conversão de frequência do sistema de recepção (down-converter) [1]

Cada equipamento trabalha com suas características específicas. Existe no mercado conversores de frequência que operam apenas em banda C, outros em banda Ku, como também uma solução completa que já faz a conversão da frequência e amplificação do sinal. Nas próximas sessões será ilustrado os testes realizados em laboratório com LNA, LNB, down-converter, up-converter e a ODU (outdoor unit), equipamento este que é utilizado em sistemas VSAT (Very Small Aperture Terminal), responsável por amplificar a potência e fazer o papel de up-converter.

III. TESTE COM UP-CONVERTER E DOWN-CONVERTER

O objetivo dos testes realizados em up-converters e down- converters é demonstrar como é feita a conversão verificando- se o resultado está dentro dos parâmetros adequados de qualidade necessários para atender os sistemas de comunicação via satélite na transmissão e recepção respectivamente. Nas Tabelas II, III e IV, são ilustradas as listas de equipamentos que foram utilizados nos testes para verificar o comportamento dos conversores de frequência e medir seus parâmetros.

TABELA II - EQUIPAMENTOS DO SET-UP DE TESTE DO CONVERSOR DE SUBIDA (BANDA C)

Equipamento

Modelo

Fabricante

Up-Converter

UT4505

Comtech

Gerador de RF

MG3642A

Anritsu

Modem Satélite

CDM600

Comtech

Analisador de Espectro

8757C

HP

TABELA III - EQUIPAMENTOS DO SET-UP DE TESTE DO CONVERSOR DE DESCIDA (BANDA C)

Equipamento

Modelo

Fabricante

Down-Converter

DT4503

Comtech

Gerador de RF

69359A

Wiltron

Modem Satélite

CDM600

Comtech

Contador de Frequência

MF76A

Anritsu

TABELA IV - EQUIPAMENTOS DO SET UP DE TESTE ODU

Equipamento

Modelo

Fabricante

BUC

AN7000 Ver.1.1

Gilat

Gerador de RF

MG3642A

Anritsu

Analisador de Espectro

MS2667C

Anritsu

A. Teste Up-Converter

O up-converter é um dos elementos responsáveis pela comunicação de up-link. Os testes foram realizados no conversor UT4505, que opera na faixa de frequência 5,845GHz a 6,425GHz. A Figura 6 ilustra o diagrama em blocos do set-up de testes.

Figura 6 ilustra o diagrama em blocos do set-up de testes. Fig. 6. Diagrama em blocos

Fig. 6. Diagrama em blocos do set-up de testes do up-converter UT4505.

A Figura 7 ilustra os componentes responsáveis pela

conversão da frequência de entrada de 70MHz para

6,175GHz.

O bloco D é a fonte de alimentação da unidade, bloco E é o

oscilador de 10MHz usado como referência para os sintetizadores de frequências na faixa de micro-ondas, o bloco

C é a placa controladora, o bloco B é o circuito de entrada,

que é conectado em um modem satélite, com frequência estipulada de 70MHz e o bloco A é responsável pelas

conversões de frequência feitas pelos mixers e as filtragens dos “batimentos”, realizadas por filtros, que atendem a conversão

de 70MHz para 6,175GHz.

filtros, que atendem a conversão de 70MHz para 6,175GHz. Fig. 7. Vista superior do Up-Converter UT4505,

Fig. 7. Vista superior do Up-Converter UT4505, com a indicação de todos os módulos.

A Figura 8 ilustra o gerador de RF, MG3642A, com

frequência e nível ajustados em 70MHz e nível de saída de -

35dBm.

A Figura 9 ilustra a frequência de 6,175GHz medida na

saída do up-converter no analisador de espectro 8757C HP. Pode-se verificar que, através do analisador de espectro, ao

entrar com FI de 70MHz houve a conversão para a frequência desejada de up-link. Com este teste, pode-se atestar a condição de conversão de frequência, o ganho de conversão e dependendo do sistema testado a medição de espúrios resultantes do processo de conversão de frequência, mas não eliminados por completo pelos estágios de filtragem.

Fig. 8. Gerador de RF MG3642 com a indicação do nível e da frequência do

Fig. 8. Gerador de RF MG3642 com a indicação do nível e da frequência do sinal ofertado em sua saída.

do nível e da frequência do sinal ofertado em sua saída. Fig. 9. Frequência de 6,175GHz

Fig. 9. Frequência de 6,175GHz medida na saída do up-converter no analisador de espectro 8757C HP.

O teste também foi realizado utilizando-se um modem, ilustrado na Figura 10, que oferece em sua saída o sinal modulado, como ilustrado na Figura 11.

em sua saída o sinal modulado, como ilustrado na Figura 11. Fig. 10. Conexão up-converter UT4505

Fig. 10. Conexão up-converter UT4505 com o Modem Satélite CDM600, ambos equipamentos da COMTECH.

com o Modem Satélite CDM600, ambos equipamentos da COMTECH. Fig. 11. Sinal Modulado na Frequência de

Fig. 11. Sinal Modulado na Frequência de 6,175GHz.

Ainda na Figura 9 é possível observar que, através do painel do equipamento, pode-se realizar a configuração de operação do equipamento, para que entregue em sua saída na conexão

com o amplificador de potência a frequência e o nível estabelecidos de 6,175GHz. Todo o processo de conversão de frequência ocorre da mesma forma, mas neste caso é possível verificar o sinal modulado ocupando a faixa de espectro especificada para o serviço.

B. Teste ODU

Nos sistemas VSAT, existe um equipamento que é responsável pela conversão de baixa frequência para alta frequência, amplificando também o sinal, comercialmente chamado por ODU (outdoor unit). Neste caso o teste foi realizado com o equipamento AN7000 Ver1.1 (Gilat) com potência de saída de 2W e frequência de 13,05GHz. Foram realizados testes com uma ODU que opera em banda Ku, como ilustrado na Figura 12.

uma ODU que opera em banda Ku, como ilustrado na Figura 12. Fig. 12. ODU Banda

Fig. 12. ODU Banda Ku AN7000 (1.1) da GILAT.

na Figura 12. Fig. 12. ODU Banda Ku AN7000 (1.1) da GILAT. Fig. 13. Diagrama em

Fig. 13. Diagrama em blocos do set-up de testes do ODU AN7000 (1.1) da GILAT.

De acordo com a Figura 12, o Bloco A é a entrada de um sinal em Banda L, o Bloco B é o circuito responsável por manter o oscilador fixo na frequência determinada pelo fabricante, que neste caso é de 13,05GHz. No bloco C tem-se estágio de amplificação de potência e filtros, para que se mantenha na entrada do mixer, representado pelo Bloco D, a frequência correta. No mixer é realizado a multiplicação da frequência do sinal em Banda L com a frequência do oscilador local. No Bloco E mais um estágio de amplificação de potência e por fim no Bloco F, o sinal passa por uma divisão com defasagem de 90º para proporcionar melhor ganho e proteção contra perda de retorno. As medidas na saída de cada estágio são ilustradas nas Figuras 14, 15 e 16.

Fig. 14. Sinal com frequência em Banda L em 1,2GHz na saída do Gerador de

Fig. 14. Sinal com frequência em Banda L em 1,2GHz na saída do Gerador de RF MG3642A – ANRITSU.

L em 1,2GHz na saída do Gerador de RF MG3642A – ANRITSU. Fig. 15. Sinal com

Fig. 15. Sinal com frequência em Banda Ku em 13,05GHz na saída do oscilador local da ODU.

em Banda Ku em 13,05GHz na saída do oscilador local da ODU. Fig. 16. Sinal com

Fig. 16. Sinal com frequência em Banda Ku em 14,25GHz na saída do ODU.

Nas Figuras 14, 15 e 16 respectivamente, estão ilustrados o sinal na saída do gerador de RF para frequência de Banda L em 1,2GHz e nível de aproximadamente -21,3dBm; o sinal na saída do oscilador local, com frequência de 13,05GHz; e o sinal após a mixagem, na saída da ODU com a frequência de 14,25GHz e com nível de -3,26dBm. Com estes valores de medição, sinais de entrada e de saída, é possível obter o ganho da unidade sob teste, que neste caso é de aproximadamente

18,04dB.

C. Teste Down- Converter

De acordo com o especificado para Banda C, informado na Tabela I , a faixa de frequência de operação no down-link é de 3,7GHz a 4,2GHz. Diante disto, configura-se o equipamento down-converter para 4GHz. Os parâmetros configurados para o teste estão ilustramos na Tabela V.

TABELA V - PARÂMETROS DE CONFIGURAÇÃO DO DOWN-CONVERTER.

Parâmetros

Medida

Frequência na Saída do Gerador de RF

4GHz

Potência de entrada típica do conversor

-45dBm

Frequência de Saída (FI)

70MHz

Ganho (Especificação de Manual)

45dB

O set-up de teste do down-converter DT4503 – COMTECH pode ser analisado na Figura 17.

DT4503 – COMTECH pode ser analisado na Figura 17. Fig. 17. Diagrama em blocos do set-up

Fig. 17. Diagrama em blocos do set-up de testes down-converter DT4503 – COMTECH.

A estrutura do down-converter, modelo utilizado no teste, se aproxima com a do up-converter. A Figura 18 ilustra a estrutura do equipamento, no Bloco A é o circuito onde sairá o sinal de FI em 70MHz, para ser ligado em um modem satélite. No Bloco B a placa controladora, Bloco C a fonte de alimentação da unidade, Bloco D o oscilador de referências de 10MHz e o bloco E são os circuitos formados pelos osciladores de micro-ondas (sintetizadores de micro-ondas), os mixers e os filtros. Todo este conjunto faz a conversão do sinal na faixa de 4GHz para 70MHz.

faz a conversão do sinal na faixa de 4GHz para 70MHz. Fig. 18. Componentes do down-converter

Fig. 18. Componentes do down-converter DT4503 – COMTECH.

Através do gerador de RF, Figura 19, pode-se simular o sinal de entrada no down-converter.

19, pode-se simular o sinal de entrada no down-converter . Fig. 19. Gerador de RF 69359A

Fig. 19. Gerador de RF 69359A – WILTRON.

A Figura 20 ilustra o resultado da medida no sinal com FI

em 70MHz.

20 ilustra o resultado da medida no sinal com FI em 70MHz. Fig. 20. Medição da

Fig. 20. Medição da frequência do sinal de 70MHz na saída do Down- Converter com contador de frequência MF76A – ANRITSU.

IV. TESTE COM AMPLIFICADOR DE BAIXO RUÍDO

Nos testes realizados com os amplificadores LNA e LNB, foram utilizados os equipamentos ilustrados nas Tabela VI.

TABELA VI - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NOS TESTES COM AMPLIFICADORES

Equipamento LNB Banda KU

Modelo

Faixa de operação 11,7GHz - 12,15GHz

Fabricante

LN2190

Gilat

LNA Banda C

LCB-

4045/2

3,6GHz - 4,2GHz

Maxtech

Analisador de

Espectro

MS2667C

9khz - 30GHz

Anritsu

D. Teste com LNA

O set-up de teste do LNA é ilustrado na Figura 21.

LNA O set-up de teste do LNA é ilustrado na Figura 21. Fig. 21. Diagrama em

Fig. 21. Diagrama em blocos do set-up de testes LNA LCB4045/2 – Maxtech.

O LNA possui a função de amplificar o sinal recebido sem alterar significativamente a relação sinal-ruído, com valores de temperatura equivalente de ruído inferiores a 50K. Através do gerador de RF, configura-se o amplificador para frequência central de 3,9GHz.

o amplificador para frequência central de 3,9GHz. Fig. 22. Sinal Gerado para teste com LNA com

Fig. 22. Sinal Gerado para teste com LNA com o gerador 69359A – Wiltron.

Este LNA possui 5 estágios de amplificação de potência e devido a necessidade de preservar os instrumentos de medida, foi inserido atenuadores e dissipador de calor que geraram uma perda em torno de 69dB, como ilustra a Figura 22, medida realizada na entrada do primeiro estágio de amplificação. Com auxílio do analisador de espectro MS2667C do fabricante Anritsu, nas Figuras 23, 24, 25, 26 e 27 é possível perceber qua a freqûencia de down-link se manteve e os sinais em cada saída dos estágios de amplificação foram tendo ganhos. Da medida realizada na entrada do sinal no LNA e logo na saída do primeiro estágio de amplificação, houve um ganho de aproximadamente 21dB, como ilustra a Figura 24. Já na saída do segundo estágio, em relação ao primeiro, houve um ganho de aproximadamente 10dB no sinal, como ilustra a Figura 25. Da saída do segundo estágio para o terceiro estágio, houve um ganho de 7dB, conforme ilustrado na Figura 26. Na saída do quarto estágio, em relação ao terceiro, houve um ganho de aproximadamente 8dB, como ilustra a Figura 27 e na saída do quinto, e último estágio de amplificação, houve um ganho de 16dB, conforme ilustra a Figura 28.

Fig. 23. Medida de entrada do sinal no LNA com Analisador de Espectro MS2667C -

Fig. 23. Medida de entrada do sinal no LNA com Analisador de Espectro MS2667C - Anritsu.

sinal no LNA com Analisador de Espectro MS2667C - Anritsu. Fig. 24. Saída no primeiro estágio.

Fig. 24. Saída no primeiro estágio.

MS2667C - Anritsu. Fig. 24. Saída no primeiro estágio. Fig. 25. Saída no segundo estágio. Fig.

Fig. 25. Saída no segundo estágio.

no primeiro estágio. Fig. 25. Saída no segundo estágio. Fig. 26. Saída no terceiro estágio. Fig.

Fig. 26. Saída no terceiro estágio.

no segundo estágio. Fig. 26. Saída no terceiro estágio. Fig. 27. Saída no 4 estágio Fig.

Fig. 27. Saída no 4 estágio

Saída no terceiro estágio. Fig. 27. Saída no 4 estágio Fig. 28. Saída no último estágio

Fig. 28. Saída no último estágio de amplificação

No total, este LNA amplificou o sinal recebido em aproximadamente em 62dB, conforme esperado, pois, para realização dos testes em cada fase de amplificação é necessário que o equipamento esteja aberto e com isso gera perdas e interferências no resultado exato. Não havendo essas perdas, por condições dos testes, o sinal sairia em 0dBm.

E. Teste com LNB

O LNB tem a função de transformar a alta frequência recebida em frequências de Banda L. A Figura 29 ilustra a estrutura eletrônica de um LNB.

L. A Figura 29 ilustra a estrutura eletrônica de um LNB. Fig. 29. Circuito LNB LN2190

Fig. 29. Circuito LNB LN2190 Gilat.

O bloco A é a fonte de alimentação do LNB, no Bloco B é a

entrada do sinal recebido pelo satélite, o Bloco C é um circuito

de filtros, onde os primeiros sinais, recebidos do satélite, passam por um filtro de banda, que permite selecionar apenas

a

banda de frequências de micro-ondas desejada. O bloco D é

o

oscilador local e o circuito do mixer. No mixer subtrai-se as

frequências do sinal de entrada e do oscilador, permitindo que

permaneça apenas as frequências de interesse. Por fim no bloco E, possui um segundo filtro de banda, que filtra o sinal para banda L e alimenta o amplificador de saída para o cabo.

O set-up de teste utilizado para o LNB, é ilustrado na Figura

30. Para a configuração ilustrada, só foi permitido a

visualização da amplificação do sinal.

foi permitido a visualização da amplificação do sinal. Fig. 30. Diagrama em blocos do set-up de

Fig. 30. Diagrama em blocos do set-up de teste do LNB LN2190 Gilat.

Através do gerador de frequência, é possível simular a faixa de frequência, configurada entre 11,7GHz a 12,2GHz, com potência de entrada em -60dBm. Já na saída do primeiro estágio de potência, observa-se que já houve um ganho significativo na frequência, aproximadamente 13dB, medindo na saída do primeiro estágio -47,55dBm, com frequência de 11,95GHz, conforme ilustrado na Figura 31. Já na saída do segundo estágio, em relação ao primeiro, houve um ganho de aproximadamente 11dB, como ilustra a Figura 32 entregando nesta saída um sinal com amplitude de aproximadamente -36,9dBm.

saída um sinal com amplitude de aproximadamente -36,9dBm. Fig. 31. Saída do 1º estágio LNB LN2190

Fig. 31. Saída do 1º estágio LNB LN2190 Gilat.

-36,9dBm. Fig. 31. Saída do 1º estágio LNB LN2190 Gilat. Fig. 32. Saída do 2º estágio

Fig. 32. Saída do 2º estágio LNB LN2190 Gilat.

Este LNB possui 4 estágios de potência, o terceiro e quarto estágio não foram possíveis de medir, pois, por estarem muito próximos do oscilador de frequência, ao medir com o equipamento destampado, gera muita interferência, não sendo possível coletar as informações com exatidão. No total este LNB amplificou, em relação ao sinal recebido, aproximadamente 61dB.

V.

CONCLUSÃO

Neste artigo foram abordadas as características e parâmetros dos conversores de frequência, na recepção e na transmissão, e dos amplificadores de baixo ruído na recepção. Para realização dos testes dos equipamentos empregados em comunicação via satélite, em sistemas de up-converter e down- converter, são necessários equipamentos que gerem sinais em diferentes valores de frequência e analisadores de espectro que permitam medir sinais nas mais variadas configurações. Neste trabalho é possível perceber, através das figuras que ilustramm os set-ups de teste, que deve-se preocupar com o devido ajuste de nível, para não colocar em risco os equipamentos testados e os equipamentos de medição. Neste trabalho só não é ilustrada a medição de figura de ruído, que na maioria dos casos não é feita, pois depende de

equipamentos de medição de alto custo presente somente nos laboratórios de calibração e nos próprios fabricantes destes equipamentos.

REFERÊNCIAS

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http://www.comtechefdata.com/files/datasheets/ds-ut4505x.pdf. [Acesso em

12 dezembro 2016].

[7] “DT4503,” 2 julho 2012. [Online]. Available:

http://www.comtechefdata.com/files/datasheets/ds-dt4503x.pdf. [Acesso em

12 dezembro 2016].

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http://www.comtechefdata.com/files/manuals/mn-modems-pdf/mn-cdm600-

600L.pdf. [Acesso em 12 dezembro 2016]. [9] Ribeiro, J. A. J.; “Engenharia de Antenas: Fundamentos, Projetos e Aplicações; Editora Érica, 2012.

Daniele Vieira Campbell nasceu na cidade do Rio de Janeiro em abril de 1990 . Recebeu o título de Engenheira Eletricista pelo Inatel em 2013.

Carlos Nazareth Mottas Marins Doutor em Engenharia Elétrica pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da UNICAMP – Departamento de Semicondutores, Instrumentos e Fotônica em 2010. Mestre em Telecomunicações, pelo INATEL em 2004, com dissertação na área de comunicação via satélite. Graduado em Engenharia Elétrica, ênfase em Eletrônica e Telecomunicações, pelo INATEL, em 1994. Técnico em Eletrônica pela ETE-FMC de Santa Rita do Sapucaí – MG em 1989. Vice Diretor e Pró Diretor de Graduação do Inatel. Membro da Diretoria de Ensino da SET. Professor dos cursos de Engenharia e de Tecnologia do INATEL. Consultor do ICC (Inatel Competence Center) em projetos para empresas nas áreas de telecomunicações e eletrônica. Foi professor da ETE-FMC, no curso de técnico de Eletrônica, de 1991 a 1999 e Engenheiro de desenvolvimento de produtos para empresa LINEAR Equipamentos Eletrônicos S.A. (Hitachi Kokusai Linear Equipamentos Eletrônicos S.A.) de 1994 a 2004.