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CONCEITOS BÁSICOS DE CUSTOS Definições; Custos x Despesas x Gastos x Investimentos.

Para qualquer tipo de empresa – agropecuária, industrial, de comércio ou prestadora de serviços, com finalidade empresarial ou social, as modernas práticas de gestão exigem um sistema de custos que auxilie o conhecimento de todas as fases do processo produtivo, em síntese, para três finalidades principais:

bens, o

Valor dos Estoques, visando a elaboração das Demonstrações Financeiras, e ainda para

Apurar os Custos de Produtos e Serviços Vendidos e, no caso de produção de

atender exigências fiscais.

Prover informações úteis e relevantes para auxiliar os processos de Tomada de Decisões relacionadas com os diversos processos, destacando-se a comercialização, a fixação de preços de vendas, os cálculos de lucratividade de produtos, ou seleção do “mixde produtos a serem fabricados.

Possibilitar o Exercício do Controle sobre as diversas fases dos diversos processos;

acompanhar a execução de orçamentos, e avaliar as termos de volume e de qualidade.

expectativas de desempenho, em

A utilização dos sistemas de custo exige que se conheça a terminologia básica de seus elementos básicos - Material direto, Mão-de-Obra Direta, e Custos Indiretos de Produção.

Custo dos Materiais Diretos - corresponde ao custo de aquisição de todos os materiais, que finalmente tornam-se parte do objeto de custo (digamos, unidades acabadas ou em processo), e que podem ser reconhecidos no objeto de custo, por um meio economicamente possível. Inclui, além das matérias primas, os fretes, seguros e taxas.

Custo da Mão-de-Obra Direta - inclui a remuneração de todo trabalho produtivo que pode ser especificamente identificado com o objeto de custo (digamos, unidades acabadas ou em processo), e que pode ser, igualmente, reconhecida ao objeto de custo por um meio economicamente possível. Inclui salários, benefícios e encargos sociais.

Na realidade, a Mão-de-Obra não deve ser percebida como a pessoa que realiza uma atividade operacional, mas, de modo adequado, corresponde ao tempo produtivo desta pessoa, sempre que medido, multiplicado pela taxa horária correspondente à remuneração básica, acrescida dos encargos sociais. A ociosidade – tempo não produtivo, e as horas-extra são consideradas custos indiretos.

Custos Indiretos de Produção - são todos os custos de produção considerados como parte dos objetos de custos (digamos unidades acabadas ou em processo), mas que não podem ser reconhecidas no objeto de custo, por um meio economicamente possível,

exigindo a utilização de um critério de rateio para sua distribuição ao objeto de custo. Exemplos incluem: energia, materiais secundários, materiais indiretos, mão-de-obra indireta, aluguel da unidade produtiva, seguro da unidade produtiva, impostos sobre a propriedade da unidade produtiva, depreciação da unidade produtiva e a remuneração dos gerentes da unidade produtiva.

Terminologia de Custos

É necessário estabelecer inicialmente o sentido de algumas palavras de uso corrente nas organizações que custeiam seus produtos. O vocabulário inicial inclui as palavras: gasto, investimento, custo e despesa. Ainda que existam várias interpretações para estas palavras, adotamos as seguintes definições:

Gasto:

Sacrifício financeiro que a organização incorre no sentido de criar condições para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Esse sacrifício é representado por entrega ou promessa de entrega de ativos, como dinheiro. É um conceito extremamente amplo, e abrange os conceitos de Investimento, Custo, Despesa e Perda.

Investimento:

Gasto registrado no ativo, em função de sua vida útil ou da expectativa de benefícios futuros. Exemplo, a compra de uma máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. Destina-se a constituir a base operacional para a geração de produtos ou serviços.

Custeio:

Acumulação e distribuição de gastos para atender objetivo específico. Tal objetivo pode ser relativo a produto ou a serviço, ou seja, as despesas correspondentes à utilização de bens ou serviços aplicados na produção de outros bens ou serviços, aos dispêndios com departamentos – operacionais ou de apoio, inclusive administrativos e comerciais - ou a investimentos realizados em novos projetos, visando ampliação ou adequação tecnológica.

Custo:

Gasto realizado na produção de bens e serviços que serão ofertados para atender necessidades do mercado. Inclui material, mão de obra direta ou indireta, desgaste de investimentos utilizados no processo produtivo, aluguéis, Seguros, energia, etc.

Despesa:

Bens ou serviços consumidos e apropriados em um período, para a obtenção de receitas deste mesmo período. As comissões de vendedores, por exemplo, são gastos necessários para se obter receitas do período e, por isso, se tornam imediatamente despesas.

Perda:

Gasto involuntário, anormal, extraordinário. Como ilustração:

desfalques no caixa, perecibilidade de insumos, incêndio, greves, etc. Geralmente, a perda reduz o ativo e o patrimônio líquido.

Tradicionalmente o sistema contábil considera que os gastos identificáveis no processo de produção são custos, enquanto os gastos identificáveis à administração, os financeiros e os relativos às vendas são despesas.

Assim, de um modo genérico, as despesas incorridas para fabricar um produto, quando acumuladas, são reconhecidas pela conta CUSTO DE PRODUÇÃO; as despesas gastas para distribuir os produtos aos clientes são reconhecidas pelo saldo da conta DESPESAS COMERCIAIS; os gastos acumulados para controlar a empresa aparecem nas DESPESAS ADMINISTRATIVAS; e, os gastos com bens acumulados em estoque – matérias primas, produtos em processo ou produtos acabados – constituem INVESTIMENTOS.

UM POUCO DE PRÁTICA

A empresa LSM apresentou os gastos relacionados pelas seguintes contas:

CONTAS

$

I – C – D ( ? )

Matéria Prima Consumida

875.000

 

Despesas Financeiras

125.000

 

Estoque de Produtos Acabados

260.000

 

Pró – Labore dos Diretores

100.000

 

Comissões sobre Vendas

250.000

 

Pessoal de Fábrica

600.000

 

Estoque de Material Direto

150.000

 

Material de escritório consumido na Administração

12.500

 

Energia Elétrica consumida na Fábrica

312.500

 

Estoque de Produtos em Processo

75.000

 

Conservação e Manutenção da Fábrica

175.000

 

Despesas com Telefones – Vendas

25.600

 

Custo dos Produtos Vendidos

2.582.000

 

Marketing e Distribuição de Produtos

1.250.000

 

Seguros referentes às instalações industriais

45.000

 

Depreciações do parque fabril

550.000

 

Salários do Pessoal Administrativo

225.000

 

Despesas Indiretas Diversas de Fabricação

1.340.000

 

Custo de Obras em Andamento p/ampliação

3.560.000

 

Pede-se:

Indicar, a direita de cada conta, as seguintes opções que melhor caracterizam os gastos realizados e acumulados pela empresa LSM em cada conta:

I – INVESTIMENTO; C – CUSTO; D – DESPESA.

Classificação de Custos

Em Relação à Facilidade de Identificação

Custos Diretos e Custos Indiretos:

Custos diretos

Identificado ao produto, bastando haver uma medida de consumo :

horas de mão de obra utilizadas, kg de matérias primas consumidas, kwh de energia elétrica (consumo medido em relação ao efetivamente gasto na fabricação do produto).

Custos

Não permitem apropriação direta ao produto, o que leva à solução de distribuir os custos de acordo com alguma medida arbitrária (custos primários, tempo de mão de obra, tempo de máquina, área, etc.) através de rateio; exemplos: mão de obra indireta, manutenção, aluguel, seguros, depreciação, demanda de energia elétrica.

indiretos

A palavra “direto”, em custeio de produto, envolve em grande parte os itens de custo que podem ser convenientemente identificados com uma partida do produto. (A “partida “ pode ser milhares de galões de tinta, ou uma única máquina de embalagem).

Deve-se observar, todavia, que determinar se um custo é direto ou indireto depende das dificuldades e dos objetivos de cálculo. Por exemplo, o salário do gerente de um departamento é direto em relação aos custos que são classificados por departamentos, e indireto em relação aos custos que são classificados por produtos.

Em Relação ao Comportamento frente às Variações de Volume

Custo Variável e Custo Fixo:

Um custo variável é aquele que é uniforme por unidades, mas que flutua no seu total na razão direta das variações da atividade total (volume). Entre outros exemplos citam-se matérias-primas; peças e componentes; horas de mão-de-obra aplicadas; comissões sobre vendas.

Exemplo: Se uma empresa compra uma bateria para cada carro de sua fabricação, a $ 50, o custo total das baterias será de $ 50, vezes o número de carros produzidos.

No gráfico apresentado a seguir é possível observar que os elementos de custo variável têm comportamento crescente, em termos totais, em relação proporcional ao número de unidades produzidas:

comportamento de um custo variável

custo

comportamento de um custo variável custo unidades produzidas Um custo fixo é aquele cujo total permanece

unidades produzidas

Um custo fixo é aquele cujo total permanece inalterado numa grande amplitude de volumes, mas cujo valor unitário se torna menor por unidade à medida que a produção aumenta. Alguns exemplos: seguros, salários do pessoal indireto, aluguel, depreciação de ativos imobilizados.

O custo fixo é apenas em relação a um período e a um dado, embora amplo, intervalo de atividade chamado “intervalo de significância” . Assim, os custos fixos de uma empresa podem permanecer inalterados durante um ano, embora as taxas de imposto predial, os salários dos executivos possam ser mais altos no ano seguinte.

Os Quadros a seguir ilustram os Custos Fixos:

$ 55.000 - $ 50.000 - $ 30.000 0 20 40 60 80 100 ←intervalo
$ 55.000 -
$ 50.000 -
$ 30.000
0
20
40
60
80
100
←intervalo de Significância→
30
95

Atividade em milhares de horas *

comportamento de um custo fixos

custo

comportamento de um custo fixos custo unidades produzidas O quadro a seguir conceitua o custo variáve

unidades produzidas

O quadro a seguir conceitua o custo variável, o custo fixo e o custo semivariável:

custo variável

custo que tem comportamento proporcional ao número de unidade produzidas; exemplos: matéria prima, mão-de-obra, energia elétrica, comissões etc.;

custo fixo

custo que tem comportamento independente do volume ou nível de operação / fabricação. Independe da quantidade produzida. Os custos fixos de fabricação são, tratados como despesas do período; exemplos: aluguel da fábrica, salários de supervisão, seguro da fábrica, etc.;

custo

custo que não varia proporcionalmente à quantidade produzida nem permanece inalterado, ou seja, variam, mas não em proporção direta á quantidade produzida.

semivariável

Deve-se observar, todavia, que determinar se um custo é direto ou indireto depende das dificuldades e dos objetivos de cálculo. Por exemplo, o salário do gerente de um departamento é direto em relação aos custos que são classificados por departamentos, e indireto em relação aos custos que são classificados por produtos.

Vejamos alguns exemplos que ilustram como os custos podem ser classificados em mais de um modo, dependendo do objeto de custos:

Objeto de custo:

CUSTOS DE FABRICAÇÃO

 

CUSTOS INDIRETOS

DIRETOS (D) OU INDIRETO ( I )

VARIÁVEL (V) OU

 

FIXO

(F)

Tempo Ocioso

I

 

V

Seguro contra acidentes de trab. Em fábrica

I

 

V

Cimento para construção de estrada

D

 

V

Sucata de aço para alto forno

D

 

V

Toalhas de papel p/ banheiro de fábrica

I

 

V

Comida p/ a cantina da fábrica

I

 

V

Aluguel da fábrica

I

 

F

Sal. do funcionário burocrático do almoxarifado

I

 

F

Programa de treinamento de encarregados

I

 

F

Abrasivos (lixas etc.)

I

 

V

Sistema de Custeio Variável ou Direto

É um sistema criado para operar em ambiente flexibilizado, e é utilizado principalmente

para fins comerciais. Suas principais características são:

a) os custos fixos são separados dos custos variáveis;

b) somente considera os custos variáveis para apurar o custo de produtos e valorizar os

estoques;

c) considera os custos fixos constantes para uma faixa de tempo e, por conseqüência,

como custo do período e não do produto, e por esta razão são totalmente computados contra as receitas do período para apurar o resultado;

d) permite apurar de forma rápida e direta a margem de contribuição de cada produto

(preço de venda unitário menos o custo variável unitário).

Os custos neste sistema de custeio são variáveis ou fixos de acordo com o nível de atividade - volume ou quantidade produzida.

Igualmente, neste sistema os custos dos produtos - variáveis - podem ser do ambiente de

Assim, os custos

são relacionados com o volume de atividades num determinado período de tempo; se

fabricação ou de gastos como: comissões sobre vendas, fretes, etc

o resultado se mantiver constante, os custos são variáveis, ou seja, existe uma relação

permanente de consumo de custos e quantidades.

Exemplo 1: Decisão de preço para uma encomenda especial com base em lucro predefinido

A empresa de João Lima Ltda. produz lapiseiras e, em 31/12/X0, apresentou o seguinte

resultado:

Demonstrativo de Resultados para o Ano de 2000

Vendas Menos: Custos de Mercadorias Vendidas Lucro Bruto ou Margem Bruta Menos: Despesas de Vendas e Administração Lucro Operacional

$ 10.000.000

 

6.000.000

4.000.000

3.000.000

$

1.000.000

Os custos fixos de fabricação da empresa eram de $ 2,4 milhões e seus custos fixos de vendas e administrativos eram de $ 2,2 milhões. As comissões de vendas, de 3%, estão incluídas nas despesas de vendas e administrativas.

A empresa, no ano X0, vendeu dois milhões de lapiseiras. Perto do fim do ano, a

TELEMAR havia solicitado preço para uma encomenda especial de 150.000 lapiseiras, com fins promocionais, no ano X1. A encomenda exigia que o prendedor da lapiseira tivesse o emblema da TELEMAR e o custo deste prendedor, na fabricação, está orçado em $ 0,20 por caneta.

Como a oferta veio diretamente da TELEMAR, a empresa não terá os custos relacionados

à comissão de vendas. A João Lima Ltda. tem capacidade instalada para uma produção

de 2.500.000 de lapiseiras. Portanto, a empresa está trabalhando com alguma capacidade

ociosa.

Pergunta-se:

O presidente estima que em X1 a empresa terá operações idênticas a X0, caso não aceite

a encomenda da TELEMAR. O lucro da João Lima Ltda. está um pouco abaixo das

concorrentes e seu presidente deseja um aumento de 26,25%, isto é, que o lucro operacional ao fim de X1 seja de $ 1.265.500. Para atingir esta meta, que preço você recomendaria à encomenda da TELEMAR?

Sabe-se que um de seus concorrentes pretende ofertar esse produto a TELEMAR por $

4,40.

Resposta

Se nós apresentarmos o Demonstrativo de Resultados empregando a abordagem de contribuição, teremos:

Demonstrativo de Resultados para o Ano de X0

 
 

TOTAL

UNITÁRIO

Vendas

 

$ 10.000.000

 

$

5,00

Custos Variáveis:

       

Produção

$ 3.600.000

 

$ 1,80

 

Vendas e Administração

800.000

 

0,40

 

Menos: Custos Variáveis

   

4.400.000

   

2,20

Margem de Contribuição

 

$

5.600.000

 

$2,80

Despesas Fixas

       

Produção

$ 2.400.000

     

Vendas e Administração

2.200.000

     

Menos: Despesas Fixas

   

4.600.000

   

Lucro Operacional

 

$

1.000.000

   

A comissão de vendas, um dos itens pertencentes aos custos variáveis da rubrica Administração e Vendas, é 3% do valor de vendas: no TOTAL seu valor é de $ 300.000 ( $ 10.000.000 x 3%) e no UNITÁRIO é $ 0,15 ([$ 5,00 x 3%] ou [$ 300.000/2.000.000 de lapiseiras]). Dessa forma, os custos variáveis de Administração e Vendas, que totalizam $ 0,40 por lapiseira, podem ser divididos em dois subitens: (1) comissão de vendas, no valor de $ 0,15; e (2) Administração e Vendas $ 0,25 (computados pela diferença de $ 0,40 por $ 0,15).

Custos variáveis por lapiseira à proposta da TELEMAR:

Produção

$ 1,80 + $ 0,20 =

$

2,00

Administração e Vendas

$

0,40 - $ 0,15 =

$ 0,25

Custos variáveis por lapiseira

 

$ 2,25

De acordo com o presidente da João Lima Ltda., a encomenda da TELEMAR deverá aumentar o lucro em $ 262.500 ( $1.262.500, do lucro desejado, menos $ 1.000.000, do lucro projetado sem a encomenda). Como os custos fixos não se modificarão com a encomenda, a margem de contribuição com a operação da TELEMAR poderá ser igual ao lucro incremental de $ 262.500. Portanto, a receita a ser obtida com a venda das 150.000 lapiseiras deverá ser:

Receita a ser obtida com a proposta da TELEMAR:

Receita – Custos Variáveis = Margem de Contribuição Margem de Contribuição = $ 262.500 Custos Variáveis = $ 2,25/lapiseira x 150.000 lapiseiras = $ 337.500 Receita - $ 337.500 = $ 262.500 Receita = 337.500 + 262.500 = $ 600.000

O preço mínimo a ser cobrado à TELEMAR por lapiseira, para satisfazer o desejo de lucro

do presidente da João Lima Ltda., deverá ser de $ 4,00 ( $ 600.000/ 150.000 lapiseiras).

A tabela a seguir indica Demonstrativos de Resultados projetados sem a encomenda

especial e com a encomenda especial para a TELEMAR.

   

Sem

 

Com

Diferença

Diferença

Encomenda

Encomenda

 

Total

 

por

Especial

 

Especial

 

Unidade

Vendas

$ 10.000.000

$ 10.600.000

 

$ 600.000

 

$ 4,00

Custos Variáveis:

       

Produção

 

3.600.000

 

3.900.000

 

300.000

 

2,00

Vendas e Administração

 

800.000

 

837.000

 

37.500

 

0,25

Menos: Custos Variáveis

 

4.400.000

 

4.737.500

 

$ 337.500

 

$ 2,25

Margem de Contribuição

$

5.600.000

$

5.862.500

 

$ 262.500

 

$ 1,75

Despesas Fixas

       

Produção

$ 2.400.000

$ 2.400.000

   

Vendas e Administração

 

2.200.000

 

2.200.000

   

Menos: Despesas Fixas

 

4.600.000

 

4.600.000

   

Lucro Operacional

$

1.000.000

$

1.262.500

 

$ 262.500

 

$ 1,75

Ao aceitar a encomenda por $ 4,40, a contribuição adicional será de $ 2,15 por unidade ( $ 1,75 [contribuição quando o preço for $ 4,00] + $ 0,40 [ contribuição adicional ao preço de $ 4,00]). Portanto, o lucro do final do ano será:

(2,15 x 150.000) + $ 1.000.000 = $ 1.322.500

Se a decisão fosse baseada nas informações pelo método de abordagem por absorção, o gerente poderia computar o custo unitário da lapiseira da seguinte forma:

Produção ($ 6.000.000/2.000.000 de lapiseira)

$ 3,00

Vendas e Adm. ( $3.000.000/2.000.000 de lapiseiras)

$ 1,50

Custo Unitário de Lapiseira

$ 4,50

A informação deste custo unitário não mostra o comportamento de custo do produto,

podendo induzir a que não se faça negócio a preço inferior a $ 4,50, caso contrário teríamos prejuízo com a operação. O EXEMPLO 1, contudo, apresenta-nos o contrário. A lição aprendida do referido exemplo é: com base em um lucro projetado e conhecendo

o comportamento de custos de nosso produto, é possível tomar decisão de preço mais coerente com a competição do mercado. Conhecer o comportamento de custo do

produto significa que as informações são apresentadas pelo método de abordagem de contribuição.

O emprego da abordagem por contribuição pode ser extremamente útil quando queremos

ganhar mercado por meio da decisão de preço. O exemplo a seguir mostra-nos como

definir um preço para um determinado volume de negócio.

Exemplo 2: Decisão de preço com objetivo em volume de negócio

Retorne às informações relativas ao ano X0 do EXEMPLO1. Faça de conta que não haverá proposta da TELEMAR; no entanto, o presidente e o vice-presidente de marketing da João Lima Ltda. percebem que há uma possibilidade de aumentar o volume de vendas em 20% (isto é, vender 2.400.000 lapiseiras), em X1, se o preço do produto for reduzido.

A

direção da empresa, contudo, tem recebido uma pressão dos acionistas para aumentar

o

lucro para $ 1.400.000 (visando apurar retorno razoável sobre o patrimônio investido).

Esses dois elementos, aparentemente incongruentes, aumento no volume de vendas e aumento no lucro, fizeram com que a empresa o contratasse para auxiliá-los na decisão do novo preço da lapiseira.

PEDE-SE:

Determine o novo preço da lapiseira.