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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE RIO PRETO – UNIRP

CURSO DE AGRONOMIA

TRABALHO COMPLEMENTAR – NOÇÕES GERAIS DE DIREITO

O CÓDIGO DE ÉTICA DO AGRÔNOMO

MIRELLE TAVARES PIMENTEL

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

2017
1. O Código de Ética do Agrônomo

Segundo a Resolução Confea 218/73, compete ao Engenheiro Agrônomo o


desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º da Resolução referentes a
engenharia rural; construções para fins rurais e suas instalações complementares;
irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento
animal e vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia, agrometeorologia; defesa
sanitária; química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar,
amidos, óleos, laticínios, vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos
produtos animais e vegetais; zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e
corretivos; processo de cultura e de utilização de solo; microbiologia agrícola;
biometria; parques e jardins; mecanização na agricultura; implementos agrícolas;
nutrição animal; agrostologia; bromatologia e rações; economia rural e crédito rural;
seus serviços afins e correlatos.
Conforme Lisboa (1997), o trabalho do engenheiro agrônomo exige conduta
ética, e de acordo com, a ética insere seus estudos em relação os problemas
relacionados com o comportamento do ser humano, e com isso esta tem por
objetivo central, investigar e explicar o comportamento das pessoas ao longo das
várias fases da história.
Para Moreira (2002) “Como conjunto de regras, a ética é o rol dos conceitos
aplicáveis ás ações humanas, que fazem delas atitudes compatíveis com a
concepção geral do bem e da moral”.
Contudo, está conduta funcional é elaborada com base em direitos e
deveres. Portanto, o Código de Ética Profissional do Engenheiro e de outros
profissionais é parte de um conjunto deontológico de nossa conduta funcional.
Assim sendo, as normas de condutas estão previstas no Decreto Federal
Nº23.569, de 11 dezembro 1933: Regula o exercício das profissões de engenheiro,
de arquiteto e de agrimensor. Lei Nº 4.950-A, de 22 abril 1966: Dispõe sobre a
remuneração de profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura,
Agronomia e Veterinária. Lei Nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966: Regula o
exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá
outras providências. Lei Nº 5.524, de 5 novembro 1968: Dispõe sobre o exercício
da profissão de Técnico Industrial de nível médio. Lei Nº 6.496, de 7 dezembro
1977: Institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de serviços
de Engenharia, de Arquitetura e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho
Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de
Assistência Profissional, e dá outras providências. Resolução CONFEA Nº 205, de
30 de setembro de 1971: Adota o Código de Ética Profissional e revisado em 2002.
Elaborado em 1971 e revisado em 2002, o Código de Ética Profissional da
Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia norteia
as intenções e as ações que constituem o Sistema Confea/Crea, estabelecendo um
vínculo inalienável entre a sociedade e o exercício profissional.
Segundo a Resolução nº 1.002/02 do Confea, a prática da profissão é
fundada nos seguintes princípios éticos aos quais o profissional deve pautar sua
conduta: do objetivo da profissão, da natureza da profissão, da honradez da
profissão, da eficácia profissional, do relacionamento profissional, da intervenção
profissional sobre o meio e da liberdade e segurança profissionais.
No exercício da profissão são deveres do profissional ante a profissão:
identificar-se e dedicar-se com zelo à profissão; conservar e desenvolver a cultura
da profissão; preservar o bom conceito e o apreço social da profissão;
desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua
capacidade pessoal de realização; empenhar-se junto aos organismos profissionais
para a consolidação da cidadania e da solidariedade profissional, e da coibição das
transgressões éticas.
No exercício da profissão são condutas vedadas ao profissional: ante o ser
humano e a seus valores: descumprir voluntária e injustificada mente com os
deveres do ofício; usar de privilégio profissional ou faculdade decorrente de função
de forma abusiva, para fins discriminatórios ou para auferir vantagens pessoais;
prestar de má-fé orientação, proposta, prescrição técnica ou qualquer ato
profissional que possa resultar em danos às pessoas ou a seus bens patrimoniais;
Ante a profissão é vedada: aceitar trabalho, contrato, emprego, função ou
tarefa para os quais não tenha efetiva qualificação; utilizar indevida ou
abusivamente do privilégio de exclusividade de direito profissional; omitir ou ocultar
fato de seu conhecimento que transgrida à ética profissional.
O artigo 13º da Resolução, discorre ainda que a infração ética constitui-se
de todo ato cometido pelo profissional que atente contra os princípios éticos,
descumpra os deveres do ofício, pratique condutas expressamente vedadas ou
lese direitos reconhecidos de outrem.
A lei 5.194/66 prevê as penalidades aos engenheiros agrônomos que ferem
o código de ética, sendo elas: a) advertência reservada; b) censura pública; c)
multa; d) suspensão temporária do exercício profissional; e) cancelamento
definitivo do registro.

2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CONFEA). Código de


Ética Profissional da Engenharia, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e
da Metereologia. Brasília. 2014

LISBOA, Lázaro Plácido. Ética geral e profissional. 2 ed. São Paulo: Atlas, 1997

MOREIRA, J. M. A. Ética empresarial no Brasil. São Paulo: Pioneira Thomson


Learning, 2002.