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Prefeitura Municipal de Alvorada-RS

ALVORADA-RS
Auxiliar Administrativo

Edital de Abertura nº 01/2017

AB066-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal de Alvorada-RS

Cargo: Auxiliar Administrativo

(Baseado no Edital de Abertura nº 01/2017)

• Língua Portuguesa
• Legislação
• Informática
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Análise global do texto.......................................................................................................................................................................................... 01


Ortografia.................................................................................................................................................................................................................... 10
Relações entre fonemas e grafias...................................................................................................................................................................... 15
Acentuação gráfica.................................................................................................................................................................................................. 17
Morfologia: estrutura e formação de palavras.............................................................................................................................................. 20
Classes de palavras e seu emprego................................................................................................................................................................... 25
Flexões: gênero, número e grau do substantivo e adjetivo..................................................................................................................... 54
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação.................................................................................................................................. 61
Equivalência e transformação de estruturas.................................................................................................................................................. 74
Discurso direto e indireto...................................................................................................................................................................................... 76
Concordância nominal e verbal.......................................................................................................................................................................... 79
Regência verbal e nominal.................................................................................................................................................................................... 85
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 91
Pontuação................................................................................................................................................................................................................... .97
Interpretação de textos: variedade de textos e adequação de linguagem.....................................................................................100
Estruturação do texto e dos parágrafos........................................................................................................................................................100
Informações literais e inferências.....................................................................................................................................................................100
Estruturação do texto: recursos de coesão..................................................................................................................................................100
Significação contextual de palavras e expressões.....................................................................................................................................103

Legislação

CAPÍTULO VII - Da Administração Pública...................................................................................................................................................... 01


A Lei Orgânica do Município de Alvorada...................................................................................................................................................... 14
Lei Municipal nº 730/1994 - Regime Jurídico dos Servidores Públicos Municipais....................................................................... 32

Informática

Fundamentos da Computação: conceitos básicos de informática, componentes de hardware e software dos computa-
dores periféricos, dispositivos de entrada, saída e armazenamento de dados............................................................................... 01
Conceitos básicos LibreOffice 5: editor de texto (Writer); formatar, salvar e visualizar arquivos e documentos; alinhar,
configurar página e abrir arquivos; copiar, mover e localizar texto; destacar listas, personalizar documentos, Inserir sím-
bolos e imagens, Trabalhar com tabelas, trabalhar com colunas. ........................................................................................................ 24
Conceitos básicos planilhas eletrônicas (Calc); formatar a planilha, números e fórmulas, funções básicas, impressão e
gráficos. Trabalhando com arquivos e pastas, trabalhando com programas, gerenciando janelas, procurando informa-
ções. .............................................................................................................................................................................................................................. 49
Localizando as informações, Navegação com guias, Imprimindo e salvando informações, ..................................................... 79
Correio eletrônico: envio e recepção de mensagens com ou sem anexos......................................................................................115
SUMÁRIO

Conhecimentos Específicos

Documentação e Redação Oficial: Tipos de documentos oficiais e tipos de correspondência - Conceituação. (Ata, Ates-
tado; Certidão, Circular, Comunicado, Convite, Convocação, Edital, Memorando, Ofício, Ordem de Serviço, Portaria,
Requerimento); Objetivos. Características textuais. Adequação lingüística. .................................................................................... 01
Arquivo e protocolo: arquivo e sua documentação; organização de um arquivo; técnicas e métodos de arquivamento;
arquivo corrente e protocolo; modelos de arquivos e tipos de pastas; arquivamento de registros informatizados....... 23
Qualidade no atendimento: comunicação telefônica e formas de atendimento............................................................................ 42
Noções de Administração: Funções essenciais da organização: administrativa, operações e pessoal.................................. 46
Folha de Pagamento............................................................................................................................................................................................... 46
Funções administrativas, planejamento........................................................................................................................................................... 48
Organização: Conceitos. Finalidade e utilidades.......................................................................................................................................... 48
Recepção: informações, classificação, registro e distribuição de documentos................................................................................ 48
Expedição de correspondência: registro e encaminhamento................................................................................................................. 49
LÍNGUA PORTUGUESA

Análise global do texto........................................................................................................................................................................................... 01


Ortografia.................................................................................................................................................................................................................... 10
Relações entre fonemas e grafias....................................................................................................................................................................... 15
Acentuação gráfica.................................................................................................................................................................................................. 17
Morfologia: estrutura e formação de palavras.............................................................................................................................................. 20
Classes de palavras e seu emprego................................................................................................................................................................... 25
Flexões: gênero, número e grau do substantivo e adjetivo..................................................................................................................... 54
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação.................................................................................................................................. 61
Equivalência e transformação de estruturas.................................................................................................................................................. 74
Discurso direto e indireto...................................................................................................................................................................................... 76
Concordância nominal e verbal.......................................................................................................................................................................... 79
Regência verbal e nominal.................................................................................................................................................................................... 85
Crase.............................................................................................................................................................................................................................. 91
Pontuação................................................................................................................................................................................................................... .97
Interpretação de textos: variedade de textos e adequação de linguagem......................................................................................100
Estruturação do texto e dos parágrafos........................................................................................................................................................100
Informações literais e inferências.....................................................................................................................................................................100
Estruturação do texto: recursos de coesão...................................................................................................................................................100
Significação contextual de palavras e expressões.....................................................................................................................................103
LÍNGUA PORTUGUESA

- Capacidade de observação e de síntese e


ANÁLISE GLOBAL DO TEXTO. - Capacidade de raciocínio.

Interpretar X compreender

É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi- Interpretar significa


co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso, - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento - Através do texto, infere-se que...
de responder às questões relacionadas a textos. - É possível deduzir que...
- O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de
Compreender significa
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
e decodificar ).
está escrito.
- o texto diz que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
- é sugerido pelo autor que...
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con-
ção...
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido.
- o narrador afirma...
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma
Erros de interpretação
frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
inicial.
de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
Intertexto - comumente, os textos apresentam referên-
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
cias diretas ou indiretas a outros autores através de cita-
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
entendimento do tema desenvolvido.
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações,
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
na prova.
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
cadas e, consequentemente, errando a questão.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais
de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
definem o tempo).
que o autor diz e nada mais.
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou
de diferenças entre as situações do texto.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
com uma realidade, opinando a respeito.
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun-
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
dárias em um só parágrafo.
me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala-
vai dizer e o que já foi dito.
vras.
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
Condições básicas para interpretar
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
Fazem-se necessários:
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
literários, estrutura do texto), leitura e prática; também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
texto) e semântico; cedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na in-
Observação – na semântica (significado das palavras) terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono- coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua- existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
gem, entre outros. a saber:

1
LÍNGUA PORTUGUESA

- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden- No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
te, mas depende das condições da frase. reduzido no qual o menino detém sua atenção é
- qual (neutro) idem ao anterior. (A) fresta.
- quem (pessoa) (B) marca.
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois (C) alma.
o objeto possuído. (D) solidão.
- como (modo) (E) penumbra.
- onde (lugar)
quando (tempo) Texto para a questão 2:
quanto (montante)
DA DISCRIÇÃO
Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto) Mário Quintana
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
aparecer o demonstrativo O ). Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
Dicas para melhorar a interpretação de textos
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade)
assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
a leitura; 2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o
pelo menos duas vezes; poema, é correto afirmar que
- Inferir; (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; é algo ruim.
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do (B) amigo que não guarda segredos não merece res-
autor; peito.
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros
compreensão; amigos.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
questão; (E) entre amigos, não devem existir segredos.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las.
3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-
Fonte: CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITEN-
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- CIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à
gues/como-interpretar-textos questão.

QUESTÕES Casamento

1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 Há mulheres que dizem:


- ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, conside- Meu marido, se quiser pescar, pesque,
re o texto abaixo. mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
A marca da solidão
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
ele fala coisas como “este foi difícil”
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
penumbra na tarde quente. “prateou no ar dando rabanadas”
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- e faz o gesto com a mão.
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- atravessa a cozinha como um rio profundo.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é Por fim, os peixes na travessa,
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a vamos dormir.
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. Coisas prateadas espocam:
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja- somos noivo e noiva.
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) (Adélia Prado, Poesia Reunida)

2
LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que,
(A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão
gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham a) vigilantes.
difícil limpar os peixes. b) carga.
(B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres c) viatura.
que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os d) foi.
esbarrões de cotovelos na cozinha. e) desviada.
(C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozi-
nhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os 7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
peixes. Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos — Carta para o 9.326!!!
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada. Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite, em
para limpar, abrir e salgar o peixe. branco, e um outro pergunta:
— Quem te mandou essa carta?
4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- — Minha irmã.
PE/2012) — Mas por que não está escrito nada?
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a — Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, adaptações).
que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do acima decorre
mundo. A) da identificação numérica atribuída ao louco.
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: carta no hospício.
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). C) do fato de outro louco querer saber quem enviou
a carta.
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
“O riso”. co.
(...) CERTO ( ) ERRADO E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.

5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) 8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)


Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin- Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e — O senhor tem hora?
generalizado de energia no final de 2009. O sujeito olha para o relógio e diz:
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- — Sim. São duas e meia.
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es- — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
900 km que separam Itaipu de São Paulo. paga o aluguel do consultório...
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para adaptações).
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri-
buição de energia do país desde o traumático racionamento No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
de 2001. homem para saber se ele
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
dos do dr. Pedro.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. mento do aluguel.
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 C) tem relógio e sabe esperar.
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo. D) marcou consulta e está calmo.
(...) CERTO ( ) ERRADO E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
dados do dr. Pedro.
6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS-
TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura, (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As
de São Paulo.” questões de números 09 a 12 referem-se ao texto abaixo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Liderança é uma palavra frequentemente associada a 10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
feitos e realizações de grandes personagens da história e da NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa
vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al- claro que
gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom (A) a importância do líder baseia-se na valorização de
de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar todo o grupo em torno da realização de um objetivo co-
outras e, assim, obter e manter o poder. mum.
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a (B) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide- ou objetivo.
rança. (C) pode não haver condições de liderança em algumas
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas
para cada um de seus membros.
que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun-
(D) a liderança é um dom que independe da participa-
to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias
ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de
algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto
trabalho.
através das experiências da vida, quanto da formação volta-
da para essa finalidade. 11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo)
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, No contexto, inter-relação significa
que requerem a interação cooperativa dos membros envol- (A) o respeito que os membros de uma equipe devem
vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode- demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um resultarem em benefício de todo o grupo.
escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que (B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um
viveu noutra época. [...] grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos-
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação tos pela organização a que prestam serviço.
do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre os de menor capacidade.
liderança. (D) a criação de interesses mútuos entre membros de
uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder
çadas por todos.
que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para
fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e
12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
humana possível. [...] CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Ma- (A) a presença física de um líder natural é fundamen-
cedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292, aceitos.
com adaptações) (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
09-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- autores diversos.
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
texto, liderança mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não aquele que influencia e aquele que é influenciado.
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
tarefas em seu ambiente de trabalho. e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de mais propícia.
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes
13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
feitos e se tornaram poderosos através deles.
FGV PROJETOS/2010)
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da- Painel do leitor (Carta do leitor)
queles que constituem a equipe de trabalho.
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os Resgate no Chile
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes- Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
soais. salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
de uma mina de cobre e ouro no Chile.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Um a um os mineiros soterrados foram içados com 15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum- – VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode que, assim como seus amigos, a autora viaja para
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos, (A) visitar um lugar totalmente desconhecido.
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen- (B) escapar do lugar em que está.
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E, (C) reencontrar familiares queridos.
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons- (D) praticar esportes radicais.
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para (E) dedicar-se ao trabalho.
ajudar no salvamento.
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai- 16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde,
nel do leitor – 17/10/2010) “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como
um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará
Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex- para um lugar
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor (A) repulsivo e populoso.
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem (B) sombrio e desabitado.
ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO: (C) comercial e movimentado.
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...” (D) bucólico e sossegado.
B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma (E) opressivo e agitado.
mina de cobre e ouro no Chile.”
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” 17) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.” PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
ceram na mina...”
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 14 a 16.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as


malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
(Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...
Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
própria vida. que o tema apresentado é
E eu vou para a Ilha do Nanja. (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- soas.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra derna.
ilha.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap- RESOLUÇÃO
tado)
1-)
*fissuras: fendas, rachaduras Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
do cabe numa fresta.
14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA-
LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre- RESPOSTA: “A”.
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora
mostra que seus amigos estão 2-)
(A) serenos. Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
(B) descuidados. ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
(C) apreensivos. pode ser arriscado.
(D) indiferentes.
(E) relaxados. RESPOSTA: “D”.

5
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 10-)
Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a au- O texto deixa claro que a importância do líder baseia-
tora narra um momento simples, mas que é prazeroso ao se na valorização de todo o grupo em torno da realização
casal. de um objetivo comum.

RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “A”.

4-) 11-)
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie- Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
RESPOSTA: “CERTO”. bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
alcançadas por todos”.
5-)
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo RESPOSTA: “D”.
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por
“o qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (ora- 12-)
ção subordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
da oração principal. A construção seria: “do apagão, que
atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país”); houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, influencia e aquele que é influenciado.
delimita a informação – como no caso do exercício).
RESPOSTA: “C”.
RESPOSTA: “CERTO’.
13-)
6-) Em todas as alternativas há expressões que represen-
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Tra-
Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
ta-se da figura de linguagem (de construção ou sintaxe)
“zeugma”, que consiste na omissão de um termo já citado enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.
anteriormente (diferente da elipse, que o termo não é ci-
tado, mas facilmente identificado). No enunciado temos a RESPOSTA: “B”.
narração de que a carga foi desviada e de que a viatura foi
abandonada. 14-)
“pensando nas suas estradas – barreiras, pedras sol-
RESPOSTA: “D”. tas, fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos
entre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar
7-)
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah,
porque nós brigamos e não estamos nos falando”. RESPOSTA: “C”.

RESPOSTA: “D”. 15-)


Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
8-) da própria autora!
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se
o senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele
RESPOSTA: “B”.
marcou horário e se é paciente do Dr. Pedro.

RESPOSTA: “E”. 16-)


Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
9-)
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar RESPOSTA: “D”.
à conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter
-relação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de 17-)
necessidades para serem atendidas ou objetivos para se- Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
rem alcançados, que requerem a interação cooperativa dos
observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
membros envolvidos = equipe
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “C”.

6
LÍNGUA PORTUGUESA

Linguagem Verbal e Não Verbal

O que é linguagem? É o uso da língua como forma de


expressão e comunicação entre as pessoas. A linguagem
não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas,
mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comuni-
camos apenas pela fala ou escrita, não é verdade?
Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a
analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar
o verbo? Se não, tente, e verá que é impossível se ter algo
fundamentado e coerente! Assim, a linguagem verbal é a
que utiliza palavras quando se fala ou quando se escreve.
A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal,
não utiliza vocábulo, palavras para se comunicar. O objeti-
vo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer Símbolo que se coloca na porta para indicar “sanitário
dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros masculino”.
meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos,
cores, ou seja, dos signos visuais.
Vejamos:
- um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma entrevis-
ta, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado, um
bilhete? = Linguagem verbal!
Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de fu-
tebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o
aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação
de “feminino” e “masculino” através de figuras na porta do
banheiro, as placas de trânsito? = Linguagem não verbal!
A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao
mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e
anúncios publicitários.

Observe alguns exemplos:


Imagem indicativa de “silêncio”.

Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.


Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”.

Fonte: http://www.brasilescola.com/redacao/lingua-
gem.htm

Linguagem Literária e não Literária

Sabemos que a “matéria-prima” da literatura são as pa-


lavras. No entanto, é necessário fazer uma distinção entre a
linguagem literária e a linguagem não literária, isto é,
aquela que não caracteriza a literatura.
Embora um médico faça suas prescrições em determi-
Placas de trânsito – “proibido andar de bicicleta” nado idioma, as palavras utilizadas por ele não podem ser
consideradas literárias porque se tratam de um vocabulário
especializado e de um contexto de uso específico. Ago-

7
LÍNGUA PORTUGUESA

ra, quando analisamos a literatura, vemos que o escritor Texto B


dispensa um cuidado diferente com a linguagem escrita,
e que os leitores dispensam uma atenção diferenciada ao Amor é fogo que arde sem se ver;
que foi produzido. É ferida que dói e não se sente;
Outra diferença importante é com relação ao tratamen- É um contentamento descontente;
to do conteúdo: ao passo que, nos textos não literários é dor que desatina sem doer.
( jornalísticos, científicos, históricos, etc.) as palavras ser- Luís de Camões. Lírica, Cultrix.
vem para veicular uma série de informações, o texto literá-
rio funciona de maneira a chamar a atenção para a própria Você deve ter notado que os textos tratam do mesmo
língua (FARACO & MOURA, 1999) no sentido de explorar assunto, porém os autores utilizam linguagens diferentes.
vários aspectos como a sonoridade, a estrutura sintática e No texto A, o autor preocupou-se em definir “amor”,
o sentido das palavras. usando uma linguagem objetiva, científica, sem preocupa-
Veja abaixo alguns exemplos de expressões na lingua-
ção artística.
gem não literária ou “corriqueira” e um exemplo de uso da
No texto B, o autor trata do mesmo assunto, mas com
mesma expressão, porém, de acordo com alguns escritores,
na linguagem literária: preocupação literária, artística. De fato, o poeta entra no
campo subjetivo, com sua maneira própria de se expres-
Linguagem não literária: sar, utiliza comparações (compara amor com fogo, ferida,
- Anoitece. contentamento e dor) e serve-se ainda de contrastes que
- Teus cabelos loiros brilham. acabam dando graça e força expressiva ao poema (con-
- Uma nuvem cobriu parte do céu. ... tentamento descontente, dor sem doer, ferida que não se
sente, fogo que não se vê).
Linguagem literária:
- A mão da noite embrulha os horizontes. (Alvarenga Tipologia textual.
Peixoto)
- Os clarins de ouro dos teus cabelos cantam na luz! (Má- A todo o momento nos deparamos com vários textos,
rio Quintana) sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença
- Um sujo de nuvem emporcalhou o luar em sua nascen- do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo
ça. (José Cândido de Carvalho) que está sendo transmitido entre os interlocutores. Esses
interlocutores são as peças principais em um diálogo ou
Como distinguir, na prática, a linguagem literária da não em um texto escrito, pois nunca escrevemos para nós
literária? mesmos, nem mesmo falamos sozinhos.
- A linguagem literária é conotativa, utiliza figuras (pa- É de fundamental importância sabermos classificar os
lavras de sentido figurado) em que as palavras adquirem textos com os quais travamos convivência no nosso dia a
sentidos mais amplos do que geralmente possuem. dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais
- Na linguagem literária há uma preocupação com a es- e gêneros textuais.
colha e a disposição das palavras, que acabam dando vida Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
e beleza a um texto. fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa
- Na linguagem literária é muito importante a maneira opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum
original de apresentar o tema escolhido.
lugar que visitamos, ou fazemos um retrato verbal sobre
- A linguagem não literária é objetiva, denotativa, preo-
alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente
cupa-se em transmitir o conteúdo, utiliza a palavra em seu
sentido próprio, utilitário, sem preocupação artística. Ge- nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos
ralmente, recorre à ordem direta (sujeito, verbo, comple- textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição
mentos). e Dissertação.

Leia com atenção os textos a seguir e compare as lin- As tipologias textuais caracterizam-se pelos
guagens utilizadas neles. aspectos de ordem linguística

Texto A - Textos narrativos – constituem-se de verbos de ação


demarcados no tempo do universo narrado, como também
Amor (ô). [Do lat. amore.] S. m. 1. Sentimento que predis- de advérbios, como é o caso de antes, agora, depois, entre
põe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: outros:
amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra. Ela entrava em seu carro quando ele apareceu. Depois de
2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser muita conversa, resolveram...
ou a uma coisa; devoção, culto; adoração: amor à Pátria;
amor a uma causa. 3. Inclinação ditada por laços de família: - Textos descritivos – como o próprio nome indica,
amor filial; amor conjugal. 4. Inclinação forte por pessoa de descrevem características tanto físicas quanto psicológicas
outro sexo, geralmente de caráter sexual, mas que apresenta acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos
grande variedade e comportamentos e reações. verbais aparecem demarcados no presente ou no pretérito
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo Dicionário imperfeito:
da Língua Portuguesa, Nova Fronteira. “Tinha os cabelos mais negros como a asa da graúna...”

8
LÍNGUA PORTUGUESA

- Textos expositivos – Têm por finalidade explicar um Texto Original


assunto ou uma determinada situação que se almeje
desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela Minha terra tem palmeiras
acontecer, como em: Onde canta o sabiá,
O cadastramento irá se prorrogar até o dia 02 de As aves que aqui gorjeiam
dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo, sob pena de Não gorjeiam como lá.
perder o benefício. (Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
- Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
uma modalidade na qual as ações são prescritas de Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
forma sequencial, utilizando-se de verbos expressos no Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
imperativo, infinitivo ou futuro do presente. Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador até Eu tão esquecido de minha terra...
criar uma massa homogênea. Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
- Textos argumentativos (dissertativo) – Demarcam- (Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bah-
se pelo predomínio de operadores argumentativos, ia”).
revelados por uma carga ideológica constituída de
argumentos e contra-argumentos que justificam a posição Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é mui-
assumida acerca de um determinado assunto. to utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia. Aqui
A mulher do mundo contemporâneo luta cada vez mais o poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto pri-
para conquistar seu espaço no mercado de trabalho, o que mitivo conservando suas ideias, não há mudança do senti-
significa que os gêneros estão em complementação, não em do principal do texto, que é a saudade da terra natal.
disputa.
Paródia
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar
é diferente, pois se conceituam como gêneros textuais outros textos, há uma ruptura com as ideologias impos-
as diversas situações sociocomunicativas que participam tas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da
da nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpre-
uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma tação, a voz do texto original é retomada para transfor-
monografia, um poema, um editorial, e assim por diante. mar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas
verdades incontestadas anteriormente. Com esse processo
Intertextualidade há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma
busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e
Intertextualidade acontece quando há uma referên- da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo
cia explícita ou implícita de um texto em outro. Também dessa arte. Frequentemente os discursos de políticos são
pode ocorrer com outras formas além do texto, música, abordados de maneira cômica e contestadora, provocando
pintura, filme, novela etc. Toda vez que uma obra fizer alu- risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada
são à outra ocorre a intertextualidade. pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado ante-
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o riormente, teremos, agora, uma paródia.
objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo,
o autor do texto citado é indicado; já na forma implícita, a Texto Original
indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o co-
nhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e Minha terra tem palmeiras
identificar quando há um diálogo entre os textos. A inter- Onde canta o sabiá,
textualidade pode ocorrer afirmando as mesmas ideias da As aves que aqui gorjeiam
obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase Não gorjeiam como lá.
e a Paródia. (Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase Paródia
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia
do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre Minha terra tem palmares
para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do onde gorjeia o mar
texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. os passarinhos daqui
Temos um exemplo citado por Affonso Romano Sant’Anna não cantam como os de lá.
em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p. 23): (Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

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LÍNGUA PORTUGUESA

O nome Palmares, escrito com letra minúscula, subs- Opinião:


titui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social O homem moderno, sempre ávido por progresso, preci-
e racial neste texto, Palmares é o quilombo liderado por sa, agora mais do que nunca, rever sua postura no tocante
Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido à maneira como lida com os recursos naturais ainda dispo-
do texto primitivo que foi substituído pela crítica à escravi- níveis no planeta, sob pena de colocar em xeque o próprio
dão existente no Brasil. futuro da humanidade.

Diferença entre fato e opinião Fato:


Vive-se um momento de um crescente e irrefreável con-
Distinguir “fato” de “opinião” é fundamental na hora sumismo.
de desenvolver um texto dissertativo. A dissertação é as-
sim caracterizada por apresentar a predominância da opi-
nião. Deixar que o fato prevaleça num texto que se quer Opinião:
opinativo é cometer um sério equívoco, pois isso levará à As pessoas são levadas a acreditar que só poderão ser
produção de outra tipologia textual. No caso, uma narra- plenamente felizes se consumirem cada vez mais. Não per-
ção, motivo de sobra para se eliminar o candidato. Ou seja, cebem que a felicidade e a realização pessoal nada têm a ver
trocar fato por opinião é trocar dissertação por narração. com a posse material e o ter mais e mais.
Leia atentamente os exemplos abaixo e veja que não é tão
difícil fazer essa diferenciação. Fonte:
http://lingua-agem.blogspot.com.br/2011/06/fato-al-
Conceituação go-cuja-existencia-independe-de.html
Fato: algo cuja existência independe de quem escreve.

Opinião: maneira pessoal de ver o fato. A depreensão ORTOGRAFIA.


de conceitos e valores a partir de algo pré-existente, que é
o fato

Alguns exemplos de ‘fato’ e ‘opinião’: A ortografia é a parte da língua responsável pela gra-
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão
Fato: culto da língua.
A educação brasileira patina no atraso e na defasagem, As palavras podem apresentar igualdade total ou par-
em relação à dos países desenvolvidos. cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten-
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas
Opinião: de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto,
Equacionar a problemática da educação no país é ina- do latim, significa música vocal). As palavras homônimas
diável. dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
Fato: gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
Novamente, a discussão acerca da redução da maiori- lácio ou passo, movimento durante o andar).
dade penal ocupa lugar de destaque no congresso. Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-
se observar as seguintes regras:
Opinião:
Como em todo tema polêmico, discutir a maioridade O fonema s:
penal requer, pela gama de aspectos envolvidos, sensatez e
muita responsabilidade dos legisladores. Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan-
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel,
Fato: corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão /
Volta à pauta de discussões da câmara a possibilidade ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
de se liberar a maconha. / submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im-
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer
Opinião: - recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir
A liberação da maconha, no Brasil, não pode ser levada - consensual
a cabo antes de se promover um amplo, objetivo e transpa- Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri-
rente debate com toda a sociedade brasileira. vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced,
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir
Fato: - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão /
O progresso célere e a qualquer custo tem levado à ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /
exaustão dos recursos naturais do planeta. regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer -
compromisso / submeter - submissão

10
LÍNGUA PORTUGUESA

*quando o prefixo termina com vogal que se junta com *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- gir.
trico / re + surgir - ressurgir *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- nado com j: ágil, agente.
plos: ficasse, falasse
Escreve-se com J e não com G:
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, boia, manjerona.
Juçara, caçula, cachaça, cacique *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, O fonema ch:
esperança, carapuça, dentuço Escreve-se com X e não com CH:
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção caxi, muxoxo, xucro.
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
*após ditongos: foice, coice, traição
xampu, lagartixa.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r):
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
Observação: Exceção: quando a palavra de origem
O fonema z: não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
Escreve-se com S e não com Z:
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs- Escreve-se com CH e não com X:
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, *as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me- As letras e e i:
tamorfose. *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
quiseste. *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
*nomes derivados de verbos com radicais terminados escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
empresa / difundir - difusão - atenção para as palavras que mudam de sentido
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (super-
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho fície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir)
*após ditongos: coisa, pausa, pouso / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estân-
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina cia, que anda a pé), pião (brinquedo).
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu-
Escreve-se com Z e não com S: gues/ortografia
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico - riqueza Questões sobre Ortografia
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con- 01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
as frases que seguem, a única correta é:
cretizar
a) Ele se esqueceu de que?
*como consoante de ligação se o radical não terminar
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri-
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
bui-lo entre os presentes.
inho - lapisinho
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí-
ticas.
O fonema j: d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações
Escreve-se com G e não com J: dos funcionários.
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
gesso.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim. 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter-
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. com a norma- -padrão.
Observação: Exceção: pajem (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
litígio, relógio, refúgio. (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir. cal.

11
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. (C) Mas elas cresçam...
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! (D) Mas elas crescem...
(E) Mas elas crescerão...
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para 07. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
informar os usuários sobre o festival Sounderground. FUJB/2011) Assinale a alternativa em que a frase NÃO con-
traria a norma culta:
Prezado Usuário A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do por isso posso me queixar com razão.
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
começa o Sounderground, festival internacional que presti- passarmos os infortúnios da vida.
gia os músicos que tocam em estações do metrô. C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
tarão e divirta-se! vida.
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
expressões de e simplicidade.
A) A fim ...a partir ... as E) As dificuldades por que passamos certamente nos
B) A fim ...à partir ... às fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
C) A fim ...a partir ... às
D) Afim ...a partir ... às GABARITO
E) Afim ...à partir ... as 01.E 02. D 03. C
04. A 05. B 06. E 07. E
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se- RESOLUÇÃO
guinte frase:
1-)
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
(A) Ele se esqueceu de que? = quê?
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
geiros nos aeroportos.
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei-
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de
cessivos nas críticas.
pessoa cortês.
(D) O juíz ( juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só- cações dos funcionários.
cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do (E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
pátio.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má- 2-)
goa pode estar sendo o grande impecilho na superação (A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta-
dessa sua crise. beliães
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces- = cidadãos
são de privilégios ilegítimos. (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
cal. = certidões
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de-
escrita? graus
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
pansa. 3-) Prezado Usuário
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan- A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me-
ça. trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú-
sa. sicos que tocam em estações do metrô.
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
pansa. tarão e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU- antes de horas: há crase
NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
ela cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o 4-) Fiz a correção entre parênteses:
verbo no tempo futuro. (A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
(A) Mas elas cresceram... boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
(B) Mas elas cresciam... geiros nos aeroportos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
sua reputação de pessoa cortês. do, aquém- -fiar, etc.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
(frondosa) árvore do pátio. mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe-
de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
cilho) na superação dessa sua crise.
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni- Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
vente na concessão de privilégios ilegítimos. históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
sácia-Lorena, etc.
5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou- 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-
pansa. = mendigo/caderneta/poupança quando associados com outro termo que é iniciado por r:
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito.
6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
elas crescerão...
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
7-) Fiz as correções entre parênteses:
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor- 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
túnios, por isso posso me queixar com razão. ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
para ultrapassarmos os infortúnios da vida. 10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele-
que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
de nossa vida. semi-hospitalar, super- -homem.
D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so- 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
frimento, principalmente daqueles que procuram viver com termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on-
dignidade e simplicidade. das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas- Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros
samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
para os infortúnios da vida.

HÍFEN - Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-


dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for-
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre-
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor, verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe- linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas
receram-me; vê-lo-ei). as linhas).
Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em Não se emprega o hífen:
duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro). 1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
Uso do hífen que continua depois da Reforma Or- “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir-
tográfica:
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia,
microrradiografia, etc.
1. Em palavras compostas por justaposição que formam
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense, fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes-
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro. trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
cola, infraestrutura, etc.
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora- “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu-
menina, erva-doce, feijão-verde. mano, inábil, desabilitar, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o A) (sub) chefe


segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobriga- B) (sub) entender
ção, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc. C) (sub) solo
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção D) (sub) reptício
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis- E) (sub) liminar
ta, etc.
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei- tão grafadas corretamente:
to, benquerer, benquerido, etc. A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
Questões sobre Hífen C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
D) supervida, superelegante, supermoda
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
novo Acordo, está sendo usado corretamente:
A) Ele fez sua auto-crítica ontem. 08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor-
B) Ela é muito mal-educada. reto.
C) Ele tomou um belo ponta-pé. A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei. B) bem-vindo / antessala /contra-regra
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. C) contramestre / infravermelho / autoescola
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
hífen:
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que 09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
faria uma superalimentação. quanto ao emprego do hífen.
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido. para relacionamento extraconjugal.
D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje- B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterre-
tos. no.
E) O autodidata fez uma autoanálise. C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
rinas.
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
do hífen, respeitando-se o novo Acordo. tirrábica.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. E) Era um suboficial de uma superpotência.
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
do campeonato. 10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu. emprego do hífen.
D) O recém-chegado veio de além-mar. A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório. B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) O contrarregra comeu um contra-filé.
04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.
hífen é obrigatório:
A) em nenhuma delas. GABARITO
B) na segunda palavra.
C) na terceira palavra. 01. B 02. B 03. A 04. E 05. C
D) em todas as palavras. 06. D 07. D 08. B 09. D 10. C
E) na primeira e na segunda palavra.
RESOLUÇÃO
05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
Qual alternativa completa corretamente as lacunas? 1-)
A) sobreumano/interregional A) autocrítica
B) sobrehumano-interregional C) pontapé
C) sobre-humano / inter-regional D) supermercado
D) sobrehumano/ inter-regional E) infravermelhos
E) sobre-humano /interegional
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom-
06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo brada.
sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen: 3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

4-) Certos fonemas podem ser representados por diferen-


a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo- tes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representa-
leque (doce) do por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não (nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço)
apresentam elementos de ligação.
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé- Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fone-
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, ma, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam letras e cinco fonemas.
elementos de ligação. Em certas palavras, algumas letras não representam
nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em pala-
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam- vras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando
peonato inter-regional. são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal,
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. como em canto, tinta, etc.
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
letra com que se inicia a outra palavra Classificação dos Fonemas

6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender, consoantes.
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala-
vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das
cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa
7-) livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais
A) autocrítica, contramestre, extraoficial e nasais.
B) infra-assinado, infravermelho, infrassom Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavi-
C) semicírculo, semi-humano, semi-internato dade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê,
D) supervida, superelegante, supermoda = corretas ali, pó, dor, uva.
E) sobressaia, minissaia, supersaia Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade
bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~)
8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba,
nunca.
9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
tirrábica. Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou áto-
nas, dependendo da intensidade com que são pronuncia-
10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé. das. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade:
café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor
intensidade: café, bola, vidro.
RELAÇÕES ENTRE FONEMAS E GRAFIAS.
Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos
de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Obser-
LETRA E FONEMA ve, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas
sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é
(tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). semivogal.

Fonema é o menor elemento sonoro capaz de esta- Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar,
belecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na
nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou
os pares de palavras: embaraço. Exemplos: gato, pena, lado.

bar – mar tela – vela sela – sala Encontro Vocálicos

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semi-
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que repre- vogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai
senta o fonema. Nem sempre o número de fonemas de (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semi-
uma palavra corresponde ao número de letras que usamos vogal + vogal = ditongo crescente).
para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos - Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma
quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Pa-
cinco letras. raguai.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma EXERCÍCIOS


palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca
há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í- 01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas
da), juiz ( ju-iz) são as letras que a compõem é:
a) importância
Encontro Consonantais b) milhares
c) sequer
Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal d) técnica
intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. e) adolescente

Dígrafos 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não


um, mas dois fonemas?
Grupo de duas letras que representa apenas um fone- a) exemplo
ma. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc = b) complexo
fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/)
c) próximos
d) executivo
Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos.
e) luxo
- Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç
(desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr 03. Qual palavra possui dois dígrafos?
(ferro), gu (guerra) a) fechar
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, ven- b) sombra
to), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un c) ninharia
(tumba, mundo) d) correndo
e) pêssego
Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um
só fonema; nos encontros consonantais, cada letra repre- 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos
senta um fonema. apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hia-
to, ditongo.
Observe de acordo com os exemplos que o número a) jamais / Deus / luar / daí
de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
- Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem c) ódio / saguão / leal / poeira
um único som. d) quais / fugiu / caiu / história
- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” 05. Os vocabulários passarinho e querida possuem:
não tem som.
- Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem a) 6 e 8 fonemas respectivamente;
um único som. b)10 e 7 fonemas respectivamente;
- Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem c) 9 e 6 fonemas respectivamente;
um único som. d) 8 e 6 fonemas respectivamente;
- Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pro- e) 7 e 6 fonemas respectivamente.
nuncia o “s” e o “en” tem um único som.
- Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípedo:
“x”.
- Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de
a) 7
“ks”.
b) 12
- Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um
c) 11
único som e o “rr” também tem um único som.
d) 14
- Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um
único som. e) 15

Repare que através do exemplo a mudança de apenas 07. Os vocábulos pequenino e drama apresentam, res-
uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v pectivamente:
a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o.
a) 4 e 2 fonemas
b) 9 e 5 fonemas
c) 8 e 5 fonemas
d) 7 e 7 fonemas
e) 8 e 4 fonemas

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LÍNGUA PORTUGUESA

08. O “I” não é semivogal em: Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
a) Papai Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
b) Azuis na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
c) Médio – passível
d) Rainha Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
e) Herói está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
pano – médico – ônibus
09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos:
Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
a) muito, faísca, balaústre. de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
b) guerreiro, gratuito, intuito. uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
c) fluido, fortuito, Piauí. quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
d) tua, lua, nua. quanto à intensidade.
e) n.d.a. Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresen- podemos observar no exemplo a seguir:
tam ditongo crescente:
“Sei que não vai dar em nada,
a) Lei, Foice, Roubo Seus segredos sei de cor”.
b) Muito, Alemão, Viu
c) Linguiça, História, Área Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
d) Herói, Jeito, Quilo mais, como átonos (que, em, de).
e) Equestre, Tênue, Ribeirão
Os acentos
RESPOSTAS:
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
01-D (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas «u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
11 letras). da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
02-B (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/). tongos abertos)
03-D (Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”). acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”,
04-B (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu). “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
05-D / 06-D / 07-C / 08-D / 09-D / 10-C tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
ACENTUAÇÃO GRÁFICA. trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total-
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.:
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re- mülleriano (de Müller)
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com- til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo-
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na Regras fundamentais:
linguagem escrita.
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a Palavras oxítonas:
prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”,
competências, e logo nos adequamos à forma padrão. “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci-
pó(s) – armazém(s)
Regras básicas – Acentuação tônica Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
A acentuação tônica implica na intensidade com que guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se-
de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com-
As demais, como são pronunciadas com menos intensida- pô-lo
de, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
cadas como:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Paroxítonas: Repare:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: 1-) O menino crê em você
- i, is : táxi – lápis – júri Os meninos creem em você.
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum 2-) Elza lê bem!
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – Todas leem bem!
fórceps 3-) Espero que ele dê o recado à sala.
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos Esperamos que os garotos deem o recado!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para 4-) Rubens vê tudo!
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações das Eles veem tudo!
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =
fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização! * Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou Eles vêm à tarde!
não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
Regras especiais:
-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
palavras paroxítonas. As formas verbais que possuíam o acento tônico na
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são Antes Depois
acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu. apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue
Antes Agora argúi (arguir) argui
assembléia assembleia
idéia ideia Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
geléia geleia do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
jibóia jiboia vir)
apóia (verbo apoiar) apoia A regra prevalece também para os verbos conter, ob-
paranóico paranoico ter, reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom- ele obtém – eles obtêm
panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca ele retém – eles retêm
– baú – país – Luís ele convém – eles convêm

Observação importante: Não se acentuam mais as palavras homógrafas que


Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.: lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
exceções, como:
Antes Agora
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
bocaiúva bocaiuva
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
feiúra feiura
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
Sauípe Sauipe
do singular do presente do indicativo). Ex:
Ela pode fazer isso agora.
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
abolido. Ex.: O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora preposição por.
crêem creem - Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co-
lêem leem locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto:
vôo voo “pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex:
enjôo enjoo Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Acentuação Gráfica 08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen-
tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA – acentuação gráfica os vocábulos
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras A) também e coincidência.
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que B) quilômetros e tivéssemos.
justificam, respectivamente, as acentuações de: década, C) jogá-la e incrível.
relógios, suíços. D) Escócia e nós.
(A) flexíveis, cartório, tênis. E) correspondência e três.
(B) inferência, provável, saída.
(C) óbvio, após, países. 09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(D) islâmico, cenário, propôs. PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
(E) república, empresária, graúda. acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
(...) CERTO ( ) ERRADO
02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) GABARITO
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio 01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
e antropológico. 06. C 07. D 08. B 09. E
(A) Distúrbio e acórdão.
(B) Máquina e jiló. RESOLUÇÃO
(C) Alvará e Vândalo.
(D) Consciência e características. 1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona
(E) Órgão e órfãs. terminada em ditongo / suíços = regra do hiato
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em
03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE – ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida
TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa- de “s”)
lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de (B) inferência = paroxítona terminada em ditongo /
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do
( ) CERTO ( ) ERRADO hiato
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após
04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em
A) tevê – pôde – vê
“o” + “s”
B) únicas – histórias – saudáveis
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
C) indivíduo – séria – noticiários
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
D) diário – máximo – satélite
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, primei-
05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego ro temos que classificar as palavras do enunciado quanto à
do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes. posição de sua sílaba tônica:
(...) CERTO ( ) ERRADO Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An-
tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago-
06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- ra, vamos à análise dos itens apresentados:
PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” (A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo;
recebem acento gráfico com base na mesma regra de acórdão = paroxítona terminada em “ão”
acentuação gráfica. (B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada
(...) CERTO ( ) ERRADO em “o”
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro-
paroxítona
07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES- (D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo;
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes- características = proparoxítona
mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”, (E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em
respectivamente, são “ão” e “ã”, respectivamente.
a) trajetória, inútil, café e baú.
b) exercício, balaústre, níveis e sofá. 3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato;
c) necessário, túnel, infindáveis e só. calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paro-
d) médio, nível, raízes e você. xítona terminada em ditongo.
e) éter, hífen, propôs e saída. RESPOSTA: “ERRADO”.

19
LÍNGUA PORTUGUESA

4-) B) quilômetros e tivéssemos.


A) tevê – pôde – vê Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparo-
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per- xítona
feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva- C) jogá-la e incrível.
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona termi-
“pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi- nada em “l’
nada em “e” D) Escócia e nós.
B) únicas – histórias – saudáveis Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós = mo-
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi- nossílaba terminada em “o + s”
nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em E) correspondência e três.
ditongo. Correspondência = paroxítona terminada em ditongo;
C) indivíduo – séria – noticiários três = monossílaba terminada em “e + s”
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona 9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monos-
terminada em ditongo. sílaba terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em
D) diário – máximo – satélite ditongo aberto “éu”.
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = RESPOSTA: “ERRADO”.
proparoxítona; satélite = proparoxítona.

5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxíto-


MORFOLOGIA: ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE
na. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúlti-
ma sílaba é tônica, “mais forte”). PALAVRAS.
RESPOSTA: “ERRADO”.

6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diá- ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS


ria = paroxítona terminada em ditongo; paciência = paro-
xítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são acen- Estudar a estrutura é conhecer os elementos formado-
tuados devido à mesma regra. res das palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi-
RESPOSTA: “CERTO”.
cado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas
em unidades menores, a que damos o nome de elementos
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
mórficos ou morfemas.
1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra
2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
observamos facilmente a existência de quatro elementos.
3-) países = regra do hiato
4-) será = oxítona terminada em “a” São eles:
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja,
a) trajetória, inútil, café e baú. aquele que contém o significado.
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil = inh - indica que a palavra é um diminutivo
paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada em a - indica que a palavra é feminina
“e” s - indica que a palavra se encontra no plural
b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaús- Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo.
tre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i + Existem palavras que não comportam divisão em unidades
s”; sofá = oxítona terminada em “a”. menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mór-
c) necessário, túnel, infindáveis e só. ficos:
Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel - Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significa-
= paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona ter- tivos
minada em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”. - Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Te-
d) médio, nível, raízes e você. mática: elementos modificadores da significação dos pri-
Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = pa- meiros
roxítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será = - Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elemen-
oxítona terminada em “a”. tos de ligação ou eufônicos.
e) éter, hífen, propôs e saída.
Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se
terminada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”; concentra a significação das palavras, consideradas do ân-
saída = regra do hiato. gulo histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum
às palavras da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz
8-) noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral
A) também e coincidência. de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum,
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo,
= paroxítona terminada em ditongo etc.

20
LÍNGUA PORTUGUESA

Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal te-
-ão; ac-ionar; mática. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-,
rompe-, proibi-
Radical:
Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e con-
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho; soantes de ligação são morfemas que surgem por motivos
livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento co- eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a
mum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve pronúncia de uma determinada palavra. Exemplos: pari-
de base para o significado? Esse elemento é chamado de siense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas
radical (ou semantema). Elemento básico e significativo das -ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira,
palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático. cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.
É encontrado através do despojo dos elementos secundá-
rios (quando houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; Formação das Palavras: existem dois processos bá-
in-cert-eza.
sicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a
Composição. A diferença entre ambos consiste basica-
Afixos: são elementos secundários (geralmente sem
mente em que, no processo de derivação, partimos sempre
vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para
de um único radical, enquanto no processo de composição
formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do
morfema “-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a sempre haverá mais de um radical.
partir de “certo”: certamente, advérbio de modo. De ma-
neira semelhante, o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma pa-
à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar lavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente,
são morfemas capazes de operar mudança de classe gra- chamada primitiva. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro,
matical na palavra a que são anexados. marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que
Quando são colocados antes do radical, como aconte- «mar» e «terra» não se formam de nenhuma outra palavra,
ce com “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quan- mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por
do, como “-ar”, surgem depois do radical, os afixos são meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e
chamados de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas. 
inter-nacion-al.
Tipos de Derivação
Desinências: são os elementos terminais indicativos
das flexões das palavras. Existem dois tipos: - Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acrés-
- Desinências Nominais: indicam as flexões de gêne- cimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significa-
ro (masculino e feminino) e de número (singular e plural) do alterado: crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.
dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. - Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acrésci-
Só podemos falar em desinências nominais de gêne- mo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração
ros e de números em palavras que admitem tais flexões, de significado ou mudança de classe gramatical: alfabetiza-
como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, ção. No exemplo, o sufixo -ção transforma em substantivo
telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do subs-
de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência tantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.
nominal de número.
A derivação sufixal pode ser:
- Desinências Verbais: indicam as flexões de número
Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel –
e pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência
papelaria; riso – risonho.
“-o”, presente em “am-o”, é uma desinência número pes-
Verbal, formando verbos: atual - atualizar.
soal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – feliz-
singular; “-va”, de “ama-va”, é desinência modo-temporal:
caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do in- mente.
dicativo, na 1ª conjugação.
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre
Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, pre- quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâ-
parando-o para receber as desinências. Nos verbos, distin- neo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da
guem-se três vogais temáticas: parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos)
- Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, bus- e verbos. Considere o adjetivo “triste”. Do radical “trist-”
cavas, etc. formamos o verbo entristecer através da junção simultâ-
- Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper, nea do prefixo  “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de
rompemos, etc. apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma
- Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proi- nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras
birá, etc. “entriste”, nem “tristecer”. Exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

emudecer Os particípios passam a substantivos ou adjetivos:


mudo – palavra inicial Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
e – prefixo Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Ro-
mud – radical berta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidade-
ecer – sufixo zinha.
Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fan-
desalmado tasma foi despedido; O menino prodígio resolveu o pro-
alma – palavra inicial blema.
des – prefixo Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que
alm – radical ninguém escutasse.
ado – sufixo Palavras invariáveis passam a substantivos: Não enten-
do o porquê disso tudo.
Não devemos confundir derivação parassintética, em Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele
que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)
simultâneo, com casos como os das palavras desvaloriza-
ção e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acopla-
Os processos de derivação vistos anteriormente fazem
dos em sequência: desvalorização provém de desvalorizar,
parte da Morfologia porque implicam alterações na forma
que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor.
das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basica-
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas
mente com seu significado, o que acaba caracterizando um
por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém
de “propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não exis- processo semântico. Por essa razão, entendemos o motivo
tem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo pelo qual é denominada “imprópria”.
acréscimo concomitante de prefixo e sufixo.
- Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva Composição: é o processo que forma palavras com-
quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas postas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem
por redução: comprar (verbo), compra (substantivo); beijar dois tipos:
(verbo), beijo (substantivo).
- Composição por Justaposição: ao juntarmos duas
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética:
verbo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «giras-
orientação: sol» houve uma alteração na grafia (acréscimo de um «s»)
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra.
e o verbo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância, veri- - Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou
fica-se o contrário. mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo in- mais de seus elementos fonéticos: embora (em boa hora);
dicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não fidalgo (filho de algo - referindo-se a família nobre); hi-
ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto. drelétrico (hidro + elétrico); planalto (plano alto). Ao agluti-
Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao narem-se, os componentes subordinam-se a um só acento
verbo ancorar. tônico, o do último componente.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente - Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de
substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome sua forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por
de substantivos deverbais. Note que na linguagem popu- automóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputa-
lar, são frequentes os exemplos de palavras formadas por
dor; Zé - por José. Como exemplo de redução ou simpli-
derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco
ficação de palavras, podem ser citadas também as siglas,
(de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar);
muito frequentes na comunicação atual.
amasso (de amassar); chego (de chegar)

O processo normal é criar um verbo a partir de um - Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja
substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em formação entram elementos de línguas diferentes: auto
sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. (grego) + móvel (latim).

- Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre - Onomatopeia: numerosas palavras devem sua ori-
quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acrésci- gem a uma tendência constante da fala humana para imi-
mo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. tar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são
Neste processo: vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as
Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão vozes dos seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar,
contemplados. cocoricar, etc.

22
LÍNGUA PORTUGUESA

Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam proto-: início, começo, anterioridade: proto-história,
antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o protótipo, protomártir.
sentido; raramente esses morfemas produzem mudança poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeís-
de classe gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras mo.
portuguesas se originam do latim e do grego, línguas em sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfo-
que funcionavam como preposições ou advérbios, logo, nia, simpatia, sinopse.
como vocábulos autônomos.  Alguns prefixos foram pou- tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telé-
co ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, grafo.
tiveram grande vitalidade na formação de novas palavras:
a- , contra- , des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , Prefixos de Origem Latina
super- , anti-.
a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso,
Prefixos de Origem Grega abstinência, abstração.
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjun-
a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência, to,advogado, advir, aposto.
carência: anônimo, amoral, ateu, afônico. ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessa-
ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise, la, anteontem, antever.
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguida-
anagrama, anacrônico.
de, ambivalente.
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplici-
ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: bene-
dade: anfiteatro, anfíbio, anfibologia.
fício, bendito.
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, an-
bis-, bi-:  repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bi-
tagonista, antítese. savô, biscoito.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, circu(m)-: movimento em torno: circunferência, cir-
apocalipse, apologia. cunscrito, circulação.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, ex- cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.
cesso: arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário. co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio,
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, ca- cooperativa, condutor.
tálogo, catarata. contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.
di-:  duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema. de-: movimento de cima para baixo, separação, nega-
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, dia- ção: decapitar, decair, depor.
gonal, diafragma, diagrama. de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: des-
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispep- ventura, discórdia, discussão.
sia, disfasia. e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão,
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, exportação, expelir.
êxodo, ectoderma, exorcismo. en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para
en-, em-, e-:  posição interior, movimento para dentro: um estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embe-
encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo. ber, injetar, importar.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocar- extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordi-
po, endosmose. nário, extraviar.
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epí- i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal,
logo, epidemia, epitáfio. impossível, improdutivo.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, eufo- inter-, entre-: posição intermediária: internacional, in-
ria, eucaristia, eufonia. terplanetário.
hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemi- intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, in-
traverbal.
plégico.
intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido,
hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipér-
introspectivo.
bole, hipertrofia.
justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.
hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese,
ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar,
hipodérmico. ocupar, obstáculo.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar,
metacarpo. perverter.
para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo, pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado.
parasita, paradoxo, paradigma.
pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.
peri-: movimento ou posição em torno de: periferia,
peripécia, período, periscópio. pro-: movimento para frente: progresso, promover,
pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prog- prosseguir, projeção.
nóstico, profeta, programa. re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, rea-
pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia. tar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas fi-
retroagir, retrógrado. losóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo,
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, comunismo.
inferioridade: soterrar, sobpor, subestimar.
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: su- Sufixos Formadores de Adjetivos
percílio, supérfluo.
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, - de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado;
soto-pôr. -áceo(a) - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual;
trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movi- -ar – escolar; -ário - diário, ordinário; -ático – problemá-
mento através: transatlântico, tresnoitar, tradição. tico; -az – mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento;
ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ul- -eo – róseo; -esco – pitoresco; -este – agreste; -estre –
trarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta. terrestre; -enho – ferrenho; -eno – terreno; -ício – ali-
vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vi- mentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino – cristalino;
ce-almirante. -ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso; -udo
– barrigudo.
Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos)
que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua - de verbos:
principal característica é a mudança de classe gramatical -(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante,
que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o doente, seguinte.
significado de um verbo num contexto em que se deve -(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação
usar um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é coloca- – louvável, perecível, punível.
do depois do radical, a ele são incorporadas as desinências -io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afir-
que indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois mativo, pensativo.
grupos de sufixos formadores de substantivos extrema- -(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma
mente importantes para o funcionamento da língua. São ação, referência – movediço, quebradiço, factício.
os que formam nomes de ação e os que formam nomes -(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, prepa-
ratório.
de agente.
Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe ape-
Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminha-
nas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado
da; -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção;
do substantivo feminino latino mens, mentis que pode sig-
-dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza;
nificar “a mente, o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se
-ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreen-
a adjetivos, na forma feminina, para indicar circunstâncias,
são; -tude – amplitude; -ura – formatura. especialmente a de modo. Exemplos: altiva-mente, bra-
va-mente, bondosa-mente, nervosa-mente, fraca-mente,
Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – se- pia-mente. Já os advérbios que se derivam de adjetivos ter-
cretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – luta- minados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.)
dor; -nte – feirante. não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora
uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.
Sufixos que formam nomes de lugar, depositório:
-aria – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro; Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de
-or – corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório. regra, ao radical de substantivos e adjetivos para formar
novos verbos. Em geral, os verbos novos da língua formam-
Sufixos que formam nomes indicadores de abun- se pelo acréscimo da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar;
dância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – pa- radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)
pelada; -agem – folhagem; -al – capinzal; -ame – gentame; portugues-ar.
-ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria – cor-
reria; -io – mulherio; -ume – negrume. Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de
ação.
Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciên- -ar: cruzar, analisar, limpar
cia: -ear: guerrear, golear
-ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fós- -entar: afugentar, amamentar
seis). -ficar: dignificar, liquidificar
-oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores). -izar: finalizar, organizar
-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito
(pedra). Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação re-
-ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais). petida.
-ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto). Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer
-ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciên- ou causar.
cia linguística). Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pou-
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples) co intensa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exercícios 07. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de


derivação imprópria?
01. Assinale a opção em que todas as palavras se for- a) Às sete horas da manhã começou o trabalho princi-
mam pelo mesmo processo: pal: a votação.
a) ajoelhar / antebraço / assinatura b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto
b) atraso / embarque / pesca secreto... Bobagens, bobagens!
c) o jota / o sim / o tropeço c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições con-
d) entrega / estupidez / sobreviver tinuariam sendo uma farsa!
e) antepor / exportação / sanguessuga d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se en-
tenderam.
02. A palavra “aguardente” formou-se por: e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando
a) hibridismo de raiva.
b) aglutinação
c) justaposição 08. Assinale a série de palavras em que todas são for-
d) parassíntese madas por parassíntese:
e) derivação regressiva a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
b) solução, passional, corrupção, visionário
03. Que item contém somente palavras formadas por c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
justaposição? d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
a) desagradável – complemente e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
b) vaga-lume - pé-de-cabra
c) encruzilhada – estremeceu 09. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são
d) supersticiosa – valiosas formadas por:
e) desatarraxou – estremeceu a) derivação
b) onomatopeia
04. “Sarampo” é: c) hibridismo
a) forma primitiva d) composição
e) prefixação
b) formado por derivação parassintética
c) formado por derivação regressiva
10. Assinale a alternativa em que uma das palavras não
d) formado por derivação imprópria
é formada por prefixação:
e) formado por onomatopéia
a) readquirir, predestinado, propor
b) irregular, amoral, demover
05. Numere as palavras da primeira coluna conforme
c) remeter, conter, antegozar
os processos de formação numerados à direita. Em segui-
d) irrestrito, antípoda, prever
da, marque a alternativa que corresponde à sequência nu-
e) dever, deter, antever
mérica encontrada:
( ) aguardente     1) justaposição Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A
( ) casamento     2) aglutinação / 9-D / 10-E /
( ) portuário         3) parassíntese
( ) pontapé         4) derivação sufixal
( ) os contras     5) derivação imprópria
( ) submarino     6) derivação prefixal CLASSES DE PALAVRAS E SEU EMPREGO.
( ) hipótese

a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1 Advérbio
b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6 O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6 tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a
ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
06. Indique a palavra que foge ao processo de forma- referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
ção de chapechape: ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
a) zunzum se desenvolve.
b) reco-reco O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no senti-
c) toque-toque do de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
d) tlim-tlim do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
e) vivido pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
guem alguns exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
você está até bem informado. mente, simplesmente, só, unicamente
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad-
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica. de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
bém
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra de designação: Eis
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama- do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
mos de locução adverbial, representada por algumas ex- para quê? (finalidade)
pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
modo algum, entre outras.
Locução adverbial
Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér-
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advér-
bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez
expressas por: bio. Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres- Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-
frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu
parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste- apressadamente.
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa- modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
mente variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
categoria dos advérbios é a de grau:
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, inconstitucionalissimamente, etc.;
de todo, de muito, por completo.
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en- Artigo
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata-
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
tempos em tempos, em breve, hoje em dia gênero e o número dos substantivos.
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
Classificação dos Artigos
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
Artigos Definidos: determinam os substantivos de ma-
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter-
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em neira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum um animal.

de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel- Combinação dos Artigos


mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
É muito presente a combinação dos artigos definidos
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe- e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi- essas combinações:
tavelmente (=sem dúvida).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Preposições Artigos - Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
o, os sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
a ao, aos a menos que venham especificadas.
de do, dos Eles estavam em casa.
em no, nos Eles estavam na casa dos amigos.
por (per) pelo, pelos Os marinheiros permaneceram em terra.
a, as um, uns uma, umas Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
à, às - -
da, das dum, duns duma, dumas - Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata-
na, nas num, nuns numa, numas mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa
pela, pelas - - excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com - Não se une com preposição o artigo que faz parte do
o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhe- nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O
cida por crase. Estado de S. Paulo.

Constatemos as circunstância Morfossintaxe


os em que os artigos se manifestam:
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
das olimpíadas. do substantivo a que se refere. Tal função independe da
função exercida pelo substantivo:
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso A existência é uma poesia.
do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, Uma existência é a poesia.
A Bahia...
Conjunção
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por
- No caso de nomes próprios personativos, denotando
exemplo:
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
do artigo: O Pedro é o xodó da família.
amiguinhas.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
os Incas, Os Astecas... amiguinhas
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) Cada informação está estruturada em torno de um ver-
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
artigo), o pronome assume a noção de qualquer. ções:
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
(qualquer classe) mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.

- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e
cultativo: a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma Observe: Gosto de natação e de futebol.
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
é uns vinte anos. partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
“e” está ligando termos de uma mesma oração.
- O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de Morfossintaxe da Conjunção
tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re- As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
lativo cujo (e flexões). cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Este é o homem cujo amigo desapareceu. Classificação
Este é o autor cuja obra conheço. - Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas

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LÍNGUA PORTUGUESA

Conjunções coordenativas - CONSECUTIVAS


Expressam uma ideia de consequência.
Dividem-se em: Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gos- Falou tanto que ficou rouco.
to de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas tam- - FINAIS
bém, não só...como também. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo- Principais conjunções finais: para que, a fim de que, por-
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada. que (=para que),
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
- PROPORCIONAIS
do, todavia, no entanto, entretanto.
Principais conjunções proporcionais: à medida que,
quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, - TEMPORAIS
quer...quer, já...já. Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
logo que.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora- Quando eu sair, vou passar na locadora.
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois Diferença entre orações causais e explicativas
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. (OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de-
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá paramos com a dúvida de como distinguir uma oração cau-
fora. sal de uma explicativa. Veja os exemplos:
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (an- 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”:
tes do verbo), porquanto.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
Conjunções subordinativas b) As orações são coordenadas e, por isso, independen-
tes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as ora-
- CAUSAIS ções que vêm marcadas por vírgula.
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
uma vez que, como (= porque). Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Ora-
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. ção Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela
será explicativa.
- COMPARATIVAS Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão... perativo)
como, mais...do que, menos...do que. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra
Ela fala mais que um papagaio. cidade porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordina-
- CONCESSIVAS da (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
mesmo que, apesar de, se bem que. colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
os mortos em outra cidade.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
estar cansada) dependentes uma da outra.
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
Interjeição
- CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
conforme, consoante sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
Cada um colhe conforme semeia. interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor- que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas lin-
midade. guísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!

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LÍNGUA PORTUGUESA

No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia riedade)
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim- Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de for- Classificação das Interjeições
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in- Comumente, as interjeições expressam sentido de:
terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra- - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um Atenção!, Olha!, Alerta!
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos: - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Bravo! Bis! - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi mui- - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
to bom! Repitam!” Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten-
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!,
ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
particular, um momento ou um contexto específico. Exem- - Desculpa: Perdão!
plos: - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
Ah, como eu queria voltar a ser criança! Oh!, Eh!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!,
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Epa!, Ora!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
O significado das interjeições está vinculado à maneira Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?,
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que Cruz!, Putz!
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex- - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
to de enunciação. Exemplos: Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres- - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
chamando! Ei, espere!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão me, Deus!
em um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
favor, faça silêncio!” - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
puxa: interjeição; tom da fala: decepção os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
tristeza, dor, etc.
dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras. linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
Ah, deve ser muito interessante. até loguinho.

2) Sintetizar uma frase apelativa Locução Interjetiva


Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex-
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bo-
- palavras: Oba!, Olá!, Claro! las! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
Ora bolas! Alto lá! Muito bem!

A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve- Observações:


zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode - As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! =
exemplo: Peço-lhe que me desculpe.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
gramaticais podem aparecer como interjeições. vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
Viva! Basta! (Verbos) proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
Fora! Francamente! (Advérbios) dúzia, par, ambos(as), novena.

- A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra- Classificação dos Numerais


se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.:
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto! Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá-
sico: um, dois, cem mil, etc.
- Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imita- Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
tivas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bum- dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
ba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá- Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a
quá!, etc. divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
- Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo
e não a fazemos depois do “ó” vocativo. Leitura dos Numerais
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac) Separando os números em centenas, de trás para fren-
- Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas te, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses
no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela con-
Obrigadinho! junção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos
Interjeições, leitura e produção de textos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos- Flexão dos numerais
tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali-
dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças são invariáveis.
à sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética Os numerais ordinais variam em gênero e número:
e conteúdo mais emocional do que racional fazem das in- primeiro segundo milésimo
terjeições presença constante nos textos publicitários. primeira segunda milésima
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ primeiros segundos milésimos
morf89.php primeiras segundas milésimas

Numeral Os numerais multiplicativos são invariáveis quando


atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
Numeral é a palavra que indica os seres em termos e conseguiram o triplo de produção.
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
situa em determinada sequência. flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. plas do medicamento.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e nú-
Eu quero café duplo, e você? mero. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] terças partes
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequên- dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
cia de “fila”] É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando sentido. É o que ocorre em frases como:
a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se “Me empresta duzentinho...”
trata de numerais, mas sim de algarismos. É artigo de primeiríssima qualidade!

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LÍNGUA PORTUGUESA

O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego dos Numerais

*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são larga-
mente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo

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LÍNGUA PORTUGUESA

oitocentos octingentésimo - octingentésimo


novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas:
abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância
em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela.
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir de dois processos:

1. Combinação: A preposição não sofre alteração.


preposição a + artigos definidos o, os
a + o = ao
preposição a + advérbio onde
a + onde = aonde
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.

Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
De + um = dum
De + uns = duns
De + uma = duma
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num
Em + uma = numa
Em + uns = nuns
Em + umas = numas
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s)

Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s)
De + aquele(s) = daquele(s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

De + aquela(s) = daquela(s) Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.


De + isto = disto Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + isso = disso Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aquilo = daquilo Fonte:
De + aqui = daqui http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + aí = daí
De + ali = dali Pronome
De + outro = doutro(s)
De + outra = doutra(s) Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
Em + este(s) = neste(s) a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o
Em + esta(s) = nesta(s) de alguma forma.
Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s) A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so-
Em + aquela(s) = naquela(s) nhos!
Em + isto = nisto [substituição do nome]
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo-
A + aquele(s) = àquele(s) nita!
A + aquela(s) = àquela(s) [referência ao nome]
A + aquilo = àquilo Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome]
Dicas sobre preposição Grande parte dos pronomes não possuem significados
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên-
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro-
para determiná-lo como um substantivo singular e femi- nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes
nino.
têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
A dona da casa não quis nos atender.
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica,
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
os pronomes apresentam uma forma específica para cada
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
pessoa do discurso.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
curar um tratamento adequado.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
lugar e/ou a função de um substantivo. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se
parte da família fala]
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio se fala]
das preposições:
Destino = Irei para casa. Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
Modo = Chegou em casa aos gritos. variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme-
Lugar = Vou ficar em casa; ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. através do pronome seja coerente em termos de gênero
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
tamento. Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos-
Instrumento = Escreveu a lápis. sa escola neste ano.
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe. [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom. adequada]
Companhia = Estarei com ele amanhã. [neste: pronome que determina “ano” = concordância
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado. adequada]
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco. [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor-
Origem = Nós somos do Nordeste, e você? dância inadequada]

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LÍNGUA PORTUGUESA

Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos.
Pronomes Pessoais
Pronome Oblíquo Átono
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e fraca: Ele me deu um presente.
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
ou às pessoas de quem fala. figurado:
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- - 1ª pessoa do singular (eu): me
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto - 2ª pessoa do singular (tu): te
ou do caso oblíquo.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
Pronome Reto
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores. Observações:
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê- O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-
principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por
Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi- acompanhar diretamente uma preposição, o pronome
gurado: “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
- 1ª pessoa do singular: eu diretos como objetos indiretos.
- 2ª pessoa do singular: tu Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
- 3ª pessoa do singular: ele, ela objetos diretos.
- 1ª pessoa do plural: nós Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi-
- 2ª pessoa do plural: vós nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for-
- 3ª pessoa do plural: eles, elas mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha,
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem:
como complementos verbais na língua-padrão. Frases - Trouxeste o pacote?
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram - Sim, entreguei-to ainda há pouco.
eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser - Não contaram a novidade a vocês?
evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for- - Não, no-la contaram.
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram- No português do Brasil, essas combinações não são
me até aqui”. usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego
é muito raro.
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
próprias formas verbais marcam, através de suas desinên-
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o
cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fi-
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma
zemos boa viagem. (Nós)
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal
Pronome Oblíquo é suprimida. Por exemplo:
fiz + o = fi-lo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen- fazeis + o = fazei-lo
tença, exerce a função de complemento verbal (objeto di- dizer + a = dizê-la
reto ou indireto) ou complemento nominal. Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as-
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma viram + o: viram-no
variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação repõe + os = repõe-nos
indica a função diversa que eles desempenham na oração: retém + a: retém-na
pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo tem + as = tem-nas
marca o complemento da oração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome Oblíquo Tônico

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. Por
esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas

Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.

- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.

Atenção: Há construções em que a preposição, apesar de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma
oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá
ser do caso reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco
e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de companhia.
Ele carregava o documento consigo.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são re-
forçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum numeral.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.

Pronome Reflexivo

São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da
oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.


Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlo-
cutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na
3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa pos-
suída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa No tempo:


gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua con- refere ao ano presente.
tribuição naquele momento difícil. Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
refere a um passado próximo.
Observações: Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar está se referindo a um passado distante.
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado,
seu José. - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos- invariáveis, observe:
se. Podem ter outros empregos, como: Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
la(s).
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
anos. - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
seus defeitos, mas eu gosto muito dela. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, que te indiquei.)
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência - mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que
trouxe sua mensagem? o procuraram ontem.
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- - próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e o problema.
anotações. - semelhante(s): Não compre semelhante livro.
- tal, tais: Tal era a solução para o problema.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí-
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe Note que:
os passos. (= Vou seguir seus passos.)
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
Pronomes Demonstrativos construções redundantes, com finalidade expressiva, para
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
Os pronomes demonstrativos são utilizados para expli-
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
citar a posição de uma certa palavra em relação a outras - O pronome demonstrativo neutro ou pode represen-
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso
espaço, no tempo ou discurso. em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi-
cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o
No espaço: pressentiam.
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o - Para evitar a repetição de um verbo anteriormente ex-
carro está perto da pessoa que fala. presso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que ela o
pessoa que fala. fizesse.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que - Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em
quem falo. primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este
quanto por meio de correspondência, que é uma moda- solteiro, aquele casado]
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o - O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irô-
nica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
pode causar ambiguidade. disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar = naquilo)
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer-
sidade destinatária). Pronomes Indefinidos
Reafirmamos a disposição desta universidade em partici-
par no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universida- São palavras que se referem à terceira pessoa do dis-
de que envia a mensagem). curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
quantidade indeterminada.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém Essas oposições de sentido são muito importantes na
-plantadas. construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- de que fazem parte:
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: prático.
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu- Czrávamos no exterior.
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin- lavras:
guém, outrem, quem, tudo. - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo
Algo o incomoda? como você agiu semana passada.
Quem avisa amigo é. - quando (= em que): Bons eram os tempos quando po-
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser díamos jogar videogame.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). numa só frase.
Cada povo tem seus costumes. O futebol é um esporte.
Certas pessoas exercem várias profissões. O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
ora pronomes indefinidos adjetivos: - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Pronomes Interrogativos
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
Alguns se contentam pouco.
retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
riáveis e invariáveis. Observe:
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
(e variações), quanto (e variações).
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, preferes.
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
outras, quantas. tos passageiros desembarcaram.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
algo, cada.
Sobre os pronomes:
São locuções pronominais indefinidas:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele quando desempenha função de complemento. Vamos en-
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
uma ou outra, etc. frase e que função exerce. Observe as orações:
Cada um escolheu o vinho desejado. 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
Indefinidos Sistemáticos lhe ajudar.

Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per- Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
cebemos que existem alguns grupos que criam oposição exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sen- reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
tido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido exercendo função de complemento, e, consequentemente,
negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmati- é do caso oblíquo.
va, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa; Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada, o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer, a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
que generaliza. devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Importante: Em observação à segunda oração, o em- Ênclise


prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver-
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio. nos. A ênclise vai acontecer quando:
Eu desejo lhe perguntar algo. - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Eu estou perguntando-lhe algo. Amem-se uns aos outros.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou Sigam-me e não terão derrotas.
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos - O verbo iniciar a oração:
de preposição. Diga-lhe que está tudo bem.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Chamaram-me para ser sócio.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
que eu estava fazendo. posição “a”:
Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Colocação Pronominal Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
- O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
A colocação pronominal é a posição que os pronomes
cupada.
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao
Despediu-se, beijando-me a face.
verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos:
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
na oração em relação ao verbo: mesmo instante.
1. próclise: pronome antes do verbo Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo Mesóclise

Próclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado


no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela
- Palavras com sentido negativo: se realizará)
Nada me faz querer sair dessa cama. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
Não se trata de nenhuma novidade. proposta a você)

- Advérbios: Questões sobre Pronome


Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio. 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
- Pronomes relativos: está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono
- Pronomes indefinidos: e da água faça em si diferença, as companhias não podem
Quem me disse isso? suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por
tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
- Pronomes demonstrativos:
mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
Isso me deixa muito feliz! de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
- Preposição seguida de gerúndio: Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, refe-
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais rem- -se, respectivamente, a
indicado à pesquisa escolar.
(A) dúvidas e preços.
- Conjunção subordinativa: (B) dúvidas e insumos básicos.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. (C) companhias e insumos básicos.
(D) companhias e preços do carbono e da água.
(E) políticas de crescimento e preços adequados.

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
fado está corretamente substituído por um pronome em: A) a que … acaba … à
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo B) com que … acabam … à
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo- C) de que … acabam … a
lhes desalentado D) em que … acaba … a
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de E) dos quais … acaba … à
conhecê-lo?
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013-
parecia ser-lhe adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e res-
E) incomodaram o general... − incomodaram-no pectivamente, as lacunas do trecho.
______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- sujeito de forma cômica.
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de A) Fazem... a ... de que
modo INCORRETO em: B) Faz ...a ... que
A) mostrando o rio= mostrando-o. C) Fazem ...à ... com que
B) como escolher sítio= como escolhê-lo. D) Faz ...à ... que
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes. E) Faz ...à ... a que
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada
lhes acrescentariam. 09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas. As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
lantes.
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabe-
alternativa em que o pronome destacado está posicionado ça...
de acordo com a norma-padrão da língua. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família.
grifados acima foram corretamente substituídos por um
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
pronome, na ordem dada, em:
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.
(B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alterna-
(D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
tiva cujo emprego do pronome está em conformidade com
(E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
a norma padrão da língua.
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. 10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba- adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos
lada. estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimen-
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks. tos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação.
(D) Conformado, se rendeu às punições. – de acordo com a norma-padrão, os pronomes que subs-
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. tituem, corretamente, os termos em destaque são:
A) os comprovam … ajudá-la.
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale B) os comprovam …ajudar-la.
a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de C) os comprovam … ajudar-lhe.
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que E) lhes comprovam … ajudá-la.
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa- GABARITO
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
(C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que
abrisse a bolsa que encontrara. RESOLUÇÃO
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten-
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. 1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei-
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma
07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade-
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ- quados para o carbono, a água e (na maioria dos países
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______ pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos
prazo. preços do carbono e da água faça em si diferença, as com-

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LÍNGUA PORTUGUESA

panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di- 10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som- munhas vão ajudar a polícia na investigação.
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- felizmente os comprovam ... ajudá-la
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos. (advérbio)
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
sempre será a segunda opção. Verbo

2-) Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pes-


A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los soa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
desalentado ocorrência (nascer); desejo (querer).
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
conhecê-las ? os seus possíveis significados. Observe que palavras como
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
parecia sê-lo ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las possuem.

4-) Estrutura das Formas Verbais


(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. apresentar os seguintes elementos:
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
5-)
(radical fal-)
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba-
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
lada.
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
fala-r
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar),
2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I -
6-) (partir).
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação
de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. - Desinência modo-temporal: é o elemento que desig-
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos na o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten- - Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin-
gular ou plural):
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
produtos de que não necessitam e acabam tendo falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
de pagar tudo a prazo. Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação,
8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”,
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em
estava sujeito de forma cômica. algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblí- Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
quo no/na (fizeram-na, colocaram-no) dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto; bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento
“lhe” é para objeto indireto tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por
convencer - verbo transitivo direto = pede objeto dire- exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
to; “lhe” é para objeto indireto no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende-
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los rão, nutriríamos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos Verbos * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
Classificam-se em: plural.
A fruta amadureceu.
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências As frutas amadureceram.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al-
terações no radical: canto cantei cantarei cantava Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
cantasse. verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
receu bastante.
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera-
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- Entre os unipessoais estão os verbos que significam vo-
zesse. zes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo,
cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais Os principais verbos unipessoais são:
e pessoais: 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- (preciso, necessário, etc.):
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
principais verbos impessoais são: bastante.)
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
zar-se ou fazer (em orações temporais). É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) dos da conjunção que.
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Estava frio naquele dia.
* Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama-
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Ama- - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
nheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, emprega- que provavelmente causaria problemas de interpretação
do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser em certos contextos.
pessoal.
- verbo computar. Este verbo teria como formas do pre-
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) sente do indicativo computo, computas, computa - formas
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso
efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáti-
** São impessoais, ainda: cos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando o desenvolvimento e a popularização da informática, tem
tempo: Já passa das seis. sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição - Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas- forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno
fêmias. costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas re-
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está gulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas
bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re- formas curtas (particípio irregular). Observe:
ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
se, tais verbos, então, pessoais.

4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de


“ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?

42
LÍNGUA PORTUGUESA

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

43
LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

44
LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia refle-
xiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
Maria penteou-me.

45
LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad-


- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes jetivo)
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
função sintática. curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
- Há verbos que também são acompanhados de prono- plo:
mes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pro- Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
nominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica
à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo: - Particípio: quando não é empregado na formação
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
nero, número e grau. Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Modos Verbais
Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a alu-
tem três modos: na escolhida para representar a escola.
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem-
pre estudo. Tempos Verbais
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal-
vez eu estude amanhã. Tomando-se como referência o momento em que se
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
agora, menino. tempos. Veja:

Formas Nominais 1. Tempos do Indicativo

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- - Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste co-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, légio.
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas
nominais. Observe: - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo
tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
rompido.
substantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta) - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
Ele estudou as lições ontem à noite.
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen-
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
exemplo: ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
É preciso ler este livro. tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
Era preciso ter lido este livro. posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
(forma simples).
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não - Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: atual: Ele estudará as lições amanhã.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
2. Tempos do Subjuntivo
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma
boa colocação. - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
- Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
ou advérbio. Por exemplo: - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad- posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
vérbio) o jogo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á

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LÍNGUA PORTUGUESA

cantar emos vender emos partir emos


cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO - VUNESP/2012) Assinale a
alternativa em que todos os verbos estão conjugados segundo a norma-padrão.
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao vício.
(B) Perderam seus documentos durante a viagem, mas já os reaveram.
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo conflitos.
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa indenização.
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos eletrônicos.

02. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)


... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
(B) ... era a capital da China.
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
(D) ... dispararam na última década.
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. (TRF - 2ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - 07. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) É importante
FCC/2012) O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão que a inserção da perspectiva da sustentabilidade na cultura
corretos em: empresarial, por meio das ações e projetos de Educação Am-
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty biental, esteja alinhada a esses conceitos.
não prescindiram e não requiseram mais do que o esqueci- O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
mento e a passagem do tempo. verbo grifado na frase acima está em:
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para (A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, polí-
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge ticas...
do esquecimento, em 1974. (B) ... as definições de Educação Ambiental são abran-
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- gentes...
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so- (C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
breviram longos anos de esquecimento. vel...
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando (D) ... e incorporou [...] também aspectos de desenvol-
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos vimento humano.
atropelos do turismo selvagem. (E)... e reforce a identidade das comunidades.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para
que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo 08. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JA-
turístico de inegável valor histórico. NEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO EM BIBLIO-
TECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) Na frase “se você
04. (TRF - 3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - quiser ir mais longe”, a forma verbal empregada tem sua
FCC/2014) Tinham seus prediletos ... forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o forma verbal está ERRADA é
grifado acima está em: (A) se você se opuser a esse desejo.
(A) Dumas consentiu. (B) se você requerer este documento.
(B) ... levaram com eles a instituição do “lector”. (C) se você ver esse quadro.
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam (D) se você provier da China.
charutos... (E) se você se entretiver com o jogo.
(D) Despontava a nova capital mundial do Havana.
(E) ... que cedesse o nome de seu herói... 09. (PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO –
ÁREA CIVIL – VUNESP/2011) Considere as frases:
05.(Analista – Arquitetura – FCC – 2013-adap.). Está ade- I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara.
quada a correlação entre tempos e modos verbais na frase: II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional
A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores de 5,4 bilhões de reais por ano.
absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o
dos pequenos bons momentos. verbo haver pelo verbo existir, conservando o tempo e o
B) Há até quem queira saber quem fosse o maior ban- modo.
dido entre os que recebessem destaque nos popularescos (A) Existe – existe
programas da TV. (B) Existem – existirão
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- (C) Existirão – existirá
tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha (D) Existem – existirá
aspirações a ser metafísica. (E) Existiriam – existiria
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu- 10. (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
par-se com os degraus da notoriedade. ... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi
E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de a Grécia e à grandeza que foi Roma”.
grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
preocupar com conquistas superlativas. grifado acima está em:
a) Poe certamente acreditava nisso...
06. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – b) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de
FCC/2012) ...Ou pretendia. casa...
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o c) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como
grifado acima está em: verdadeiro, embora não de modo consciente.
a) ... ao que der ... d) ... como um legado que provê o fundamento de nos-
b) ... virava a palavra pelo avesso ... sas sensibilidades.
c) Não teria graça ... e) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação
d) ... um conto que sai de um palíndromo ... da princesa homérica?
e) ... como decidiu o seu destino de escritor.

50
LÍNGUA PORTUGUESA

GABARITO D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em


conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
01.E 02. B 03. D 04. D 05. E par-se com os degraus da notoriedade.
06.B 07. E 08. C 09. D 10.B 6-) Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo
a) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo
RESOLUÇÃO b) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo
c) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo
1-) Correção à frente: d) ... um conto que sai = presente do Indicativo
(A) Absteu-se = absteve-se e) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo
(B) mas já os reaveram = reouveram
(C) se vocês verem = virem 7-) O verbo “esteja” está no presente do Subjuntivo.
(D) Só haverá acordo se nós propormos = propusermos (A) ... a Empresa desenvolve = presente do Indicativo
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos (B) ... as definições de Educação Ambiental são = pre-
eletrônicos. sente do Indicativo
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
2-) Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo vel... = presente do Indicativo
A = contornam – presente do Indicativo (D) ... e incorporou [...] = pretérito perfeito do Indicativo
B = era = pretérito imperfeito do Indicativo (E)... e reforce a identidade das comunidades. = presen-
C = foi = pretérito perfeito do Indicativo te do Subjuntivo.
D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indi-
cativo 8-)
E = acompanham = presente do Indicativo (A) se você se opuser a esse desejo.
(B) se você requerer este documento.
3-) Acrescentei as formas verbais adequadas nas ora- (C) se você ver esse quadro.= se você vir
ções analisadas: (D) se você provier da China.
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não (E) se você se entretiver com o jogo.
prescindiram e não requiseram (requereram) mais do que o
9-) Há = presente do Indicativo / haverá = futuro do
esquecimento e a passagem do tempo.
presente do indicativo.
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para
Ao substituirmos pelo verbo “existir”, lembremo-nos de
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge
que esse sofrerá flexão de número (irá para o plural, caso
(emerge) do esquecimento, em 1974.
seja necessário):
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor-
I. Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câ-
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so-
mara.
breviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento.
II. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicio-
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando nal de 5,4 bilhões de reais por ano.
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos Existem / existirá.
atropelos do turismo selvagem.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para 10-) Foi = pretérito perfeito do Indicativo
que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o prestígio de a) Poe certamente acreditava = pretérito imperfeito do
um polo turístico de inegável valor histórico. Indicativo
b) Se Grécia e Roma foram = pretérito perfeito do In-
4-)Tinham = pretérito imperfeito do Indicativo. Vamos dicativo
às alternativas: c) ... ainda seja = presente do Subjuntivo
Consentiu = pretérito perfeito / levaram = pretérito d) ... como um legado que provê = presente do Indi-
perfeito (e mais-que-perfeito) do Indicativo cativo
Despontava = pretérito imperfeito do Indicativo e) Seria = futuro do pretérito do Indicativo
Cedesse = pretérito do Subjuntivo

5-)
A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores
absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto
dos pequenos bons momentos.
B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido
entre os que recebem destaque nos popularescos progra-
mas da TV.
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos-
tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem
aspirações a ser metafísica.

51
LÍNGUA PORTUGUESA

Vozes do Verbo O vento ia levando as folhas. (gerúndio)


As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para
indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva
ação. São três as vozes verbais: analítica com outros verbos que podem eventualmente
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar-
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação cada pela doença.
expressa pelo verbo. Por exemplo:
Ele fez o trabalho. 2- Voz Passiva Sintética
sujeito agente ação objeto (pacien-
te) A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a Por exemplo:
ação expressa pelo verbo. Por exemplo: Abriram-se as inscrições para o concurso.
O trabalho foi feito por ele. Destruiu-se o velho prédio da escola.
sujeito paciente ação agente da passiva Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva
sintética.
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen- Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo: tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
O menino feriu-se. nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o
significado de voz passiva como sendo a voz que expressa
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois ele-
a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao mentos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e
outro) AGENTE DA PASSIVA.
Formação da Voz Passiva
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
A voz passiva pode ser formada por dois processos:
analítico e sintético.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
tancialmente o sentido da frase.
1- Voz Passiva Analítica
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio
Sujeito da Ativa objeto Direto
do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada.
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas-
O trabalho é feito por ele.
siva)
Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado Sujeito da Passiva Agente da Passiva
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda- Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
dos. sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. Observe mais exemplos:

- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar - Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma- Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
ção das frases seguintes: mestres.
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi- - Eu o acompanharei.
cativo) Ele será acompanhado por mim.

b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado,
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo) não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) Saiba que:
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle-
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume xivos, são chamados neutros.
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. O vinho é bom.
Observe a transformação da frase seguinte: Aqui chove muito.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

- Há formas passivas com sentido ativo: a) é observado.


É chegada a hora. (= Chegou a hora.) b) seja observado.
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) c) ser observado.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) d) é observada.
e) for observado.
- Inversamente, usamos formas ativas com sentido pas-
sivo: 05. (Analista de Procuradoria – FCC – 2013-adap) Trans-
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) pondo- -se para a voz passiva a frase O poeta teria
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado) aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal re-
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido sultante será:
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o A) fora aberto.
sujeito é paciente. B) abriria.
Chamo-me Luís. C) teria sido aberto.
Batizei-me na Igreja do Carmo. D) teriam sido abertas.
Operou-se de hérnia. E) foi aberto.
Vacinaram-se contra a gripe.
06.(SEE/SP – PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II E PRO-
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ FESSOR II – LÍNGUA PORTUGUESA - FCC/2011) ...permite
morf54.php que os criadores tomem atitudes quando a proliferação de
algas tóxicas ameaça os peixes.
Questões sobre Vozes dos Verbos A transposição para a voz passiva da oração grifada aci-
ma teria, de acordo com a norma culta, como forma verbal
01. (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A fra- resultante:
se que admite transposição para a voz passiva é: (A) ameaçavam.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. (B) foram ameaçadas.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma (C) ameaçarem.
grande diversidade de fenômenos. (D) estiver sendo ameaçada.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- (E) forem ameaçados.
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da 07. (INFRAERO – ENGENHEIRO SANITARISTA –
vida (...). FCC/2011) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a
e da falsa consciência. forma verbal obtida será:
(A) pode ser obscurecido.
02. (TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) ... a (B) obscurecerá.
Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ... (C) pode ter obscurecido.
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma (D) pode ser obscurecida.
verbal corretamente obtida é: (E) será obscurecida.
a) tinha interrompido.
b) foram interrompidas. 08.(GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PRO-
c) fora interrompido. CON – ADVOGADO – CEPERJ/2012) “todos que são impac-
d) haviam sido interrompidas. tados pelas mídias de massa”
e) haveriam de ser interrompidas. O fragmento transcrito acima apresenta uma constru-
03. (FCC-TRE-Analista Judiciário – 2011) Transpondo-se ção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva
para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en- encontra-se em:
frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões
a seguinte forma verbal: de compra de uma família”
(A) são enfrentados. B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do mer-
(B) tem enfrentado. cado para a persuasão do público infantil”
(C) tem sido enfrentada. C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
(D) têm sido enfrentados. crianças brasileiras nas práticas de consumo.”
(E) é enfrentada. D) “Elas são assediadas pelo mercado”
E) “valores distorcidos são de fato um problema de or-
04. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – dem ética”
FCC/2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer a
responsabilidade de proteger pela via militar, a comunida- 09. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – CASA CI-
de internacional [...] observe outro preceito ... VIL – EXECUTIVO PÚBLICO – FCC/2010) Transpondo a frase
Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva,
passiva, a forma verbal resultante será: obtém-se corretamente o seguinte segmento:

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LÍNGUA PORTUGUESA

(A) tinha recebido promoção. Se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos
(B) estaria sendo promovido. dois; se na ativa temos dois, na passiva teremos três. Então:
(C) fizera a promoção. A atuação de um protagonista pode ser obscurecida por
(D) estava sendo promovido. um figurante.
(E) havia sido promovido.
8-)
10. -) (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012) A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das deci-
Da sede do poder no Brasil holandês, Marcgrave acompa- sões de compra de uma família” = voz ativa
nhou e anotou, sempre sozinho, alguns fenômenos celestes, B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do mer-
sobretudo eclipses lunares e solares. cado para a persuasão do público infantil” = ativa (verbo de
Ao transpor-se a frase acima para a voz passiva, as for- ligação); não dá para passar para a passiva
mas verbais resultantes serão: C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
a) eram anotados e acompanhados. crianças brasileiras nas práticas de consumo.” = ativa
b) fora anotado e acompanhado. D) “Elas são assediadas pelo mercado” = voz passiva
c) foram anotados e acompanhados. E) “valores distorcidos são de fato um problema de or-
d) anota-se e acompanha-se. dem ética” = ativa (verbo de ligação); não dá para passar
e) foi anotado e acompanhado. para a passiva
9-) o diretor estava promovendo seu filme = dois ver-
GABARITO bos na voz ativa, três na passiva: seu filme estava sendo
produzido.
01. B 02.B 03. E 04.B 05. C
06. E 07. D 08. D 09.D 10.C 10-)Marcgrave acompanhou e anotou alguns fenô-
menos celestes = voz ativa com um verbo (sem auxiliar!),
RESOLUÇÃO então na passiva teremos dois: alguns fenômenos foram
acompanhados e anotados por Marcgrave.
1-)
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma FLEXÕES: GÊNERO, NÚMERO E GRAU DO
grande diversidade de fenômenos. SUBSTANTIVO E ADJETIVO.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. SUBSTANTIVO
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
vida (...). Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
e da falsa consciência. denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
nos, os substantivos também nomeiam:
2-) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
com o vizinho = voz ativa com um verbo, então a passiva -sentimentos: raiva, amor...
terá dois: comunicações com o vizinho foram interrompi- -estados: alegria, tristeza...
das pela Coreia... -qualidades: honestidade, sinceridade...
3-) Hoje a autoria institucional enfrenta séria concorrên- -ações: corrida, pescaria...
cia dos autores anônimos = Séria concorrência é enfrenta-
da pela autoria... Morfossintaxe do substantivo

4-) a comunidade internacional [...] observe outro pre- Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em ge-
ceito = se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos ral exerce funções diretamente relacionadas com o verbo:
dois: outro preceito seja observado. atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
(objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode
5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par- ainda funcionar como núcleo do complemento nominal ou
tes = Um diálogo teria sido aberto... do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do ob-
jeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos
6-) Quando a proliferação ameaça os peixes = voz ativa substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de
Quando os peixes forem ameaçados pela proliferação... adjuntos adverbiais - quando essas funções são desempe-
= voz passiva nhadas por grupos de palavras.

7-) Um figurante pode obscurecer a atuação de um pro-


tagonista.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos Substantivos 3 - Substantivos Coletivos

1- Substantivos Comuns e Próprios Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha.
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
uma cidade (em oposição aos bairros). cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
mais outra abelha...
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada No terceiro caso, empregou-se um substantivo no sin-
cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo gular (enxame) para designar um conjunto de seres da
comum. mesma espécie (abelhas).
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes-
homem, mulher, país, cachorro. mo estando no singular, designa um conjunto de seres da
Estamos voando para Barcelona. mesma espécie.

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es- Substantivo coletivo Conjunto de:
pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró- assembleia pessoas reunidas
prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie alcateia lobos
de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. acervo livros
antologia trechos literários selecionados
2 - Substantivos Concretos e Abstratos arquipélago ilhas
banda músicos
LÂMPADA MALA bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com batalhão soldados
existência própria, que são independentes de outros seres. cardume peixes
São substantivos concretos. caravana viajantes peregrinos
cacho frutas
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que cáfila camelos
existe, independentemente de outros seres. cancioneiro canções, poesias líricas
Obs.: os substantivos concretos designam seres do colmeia abelhas
mundo real e do mundo imaginário. chusma gente, pessoas
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, concílio bispos
Brasília, etc. congresso parlamentares, cientistas.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- elenco atores de uma peça ou filme
ma, etc. esquadra navios de guerra
enxoval roupas
Observe agora: falange soldados, anjos
Beleza exposta fauna animais de uma região
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região
O substantivo beleza designa uma qualidade. frota navios mercantes, ônibus
girândola fogos de artifício
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que horda bandidos, invasores
dependem de outros para se manifestar ou existir. junta médicos, bois, credores, examinadores
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser júri jurados
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa legião soldados, anjos, demônios
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para leva presos, recrutas
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo malta malfeitores ou desordeiros
abstrato. manada búfalos, bois, elefantes,
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- matilha cães de raça
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser molho chaves, verduras
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), multidão pessoas em geral
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
penca bananas, chaves

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LÍNGUA PORTUGUESA

pinacoteca pinturas, quadros Flexão de Gênero


quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
rebanho ovelhas sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há
récua bestas de carga, cavalgadura dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero
repertório peças teatrais, obras musicais masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
réstia alhos ou cebolas artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
romanceiro poesias narrativas O velho e o mar
revoada pássaros Um Natal inesquecível
sínodo párocos Os reis da praia
talha lenha
tropa muares, soldados Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po-
turma estudantes, trabalhadores dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
vara porcos A história sem fim
Uma cidade sem passado
Formação dos Substantivos As tartarugas ninjas

Substantivos Simples e Compostos Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no-


Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
terra.
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for-
O substantivo chuva é formado por um único elemento mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ou radical. É um substantivo simples. ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
- prefeita
Substantivo Simples: é aquele formado por um único
elemento. Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois para o feminino. Classificam-se em:
elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou fêmea.
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
Substantivos Primitivos e Derivados soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
o ídolo, o indivíduo.
Meu limão meu limoeiro, - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
meu pé de jacarandá... soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
doente, o artista e a artista.
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
sistema, o sintoma, o teorema.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital (ci-
da palavra limão. dade)

Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou- Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
tra palavra.
- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno -
Flexão dos substantivos aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- masculino: freguês - freguesa
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de
exemplo, pode sofrer variações para indicar: três formas:
Plural: meninos Feminino: menina - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona

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LÍNGUA PORTUGUESA

Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - - A palavra personagem é usada indistintamente nos
sultana dois gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada pre-
- Substantivos terminados em -or: ferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora personagens dos contos de carochinha.
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não acei-
- Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul tam a personagem.
- consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque -
duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
- Substantivos que formam o feminino trocando o -e
fotográfico Ana Belmonte.
final por -a: elefante - elefanta
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- Substantivos que têm radicais diferentes no masculino
e no feminino: bode – cabra / boi - vaca Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
- Substantivos que formam o feminino de maneira es- maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: soprano, o proclama, o pernoite, o púbis.
czar – czarina réu - ré
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
para indicar o masculino e o feminino. eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
ma, o hematoma.
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha-
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro. Gênero dos Nomes de Cidades:
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Sobrecomuns: Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Entregue as crianças à natureza. A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- A acolhedora Porto Alegre.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem Uma Londres imensa e triste.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João. Gênero e Significação:
A criança chorona chamava-se Maria.
Muitos substantivos têm uma significação no masculino
Outros substantivos sobrecomuns: e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que à
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
criatura.
em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
Marcela faleceu manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
Comuns de Dois Gêneros: marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
A distinção de gênero pode ser feita através da análise a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
cês - repórter francesa de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de

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LÍNGUA PORTUGUESA

peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa - Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
(recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente o látex - os látex.
(vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a Plural dos Substantivos Compostos
nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala -A formação do plural dos substantivos compostos de-
(poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa- pende da forma como são grafados, do tipo de palavras
ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o que formam o composto e da relação que estabelecem en-
voga (remador), a voga (moda, popularidade). tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes,
Flexão de Número do Substantivo girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/
malmequeres.
Em português, há dois números gramaticais: o singular, O plural dos substantivos compostos cujos elementos
que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
do plural é o “s” final.
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados
Plural dos Substantivos Simples de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – feitos
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
- cânones. numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
“ns”: homem - homens. formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes. alto- -falantes
Atenção: O plural de caráter é caracteres. palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara- formados de:
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul substantivo + preposição clara + substantivo = água-
e cônsules. de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de lo-vapor e cavalos-vapor
duas maneiras: substantivo + substantivo que funciona como determi-
nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
-relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.

Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas - Permanecem invariáveis, quando formados de:
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
duas maneiras: ca-rolhas
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses - Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- o bem-te-vi e os bem-te-vis
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de
três maneiras. Plural das Palavras Substantivadas
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
no plural, as flexões próprias dos substantivos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pese bem os prós e os contras. fosso fossos


O aluno errou na prova dos noves. imposto impostos
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. olho olhos
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou osso (ô) ossos (ó)
“z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui- ovo ovos
tos seis e alguns dez. poço poços
porto portos
Plural dos Diminutivos posto postos
tijolo tijolos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
e acrescenta-se o sufixo diminutivo. Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-
pãe(s) + zinhos = pãezinhos sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
animai(s) + zinhos = animaizinhos Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne),
botõe(s) + zinhos = botõezinhos de molho (ó) = feixe (molho de lenha).
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos Particularidades sobre o Número dos Substantivos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas - Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
flore(s) + zinhas = florezinhas norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
mão(s) + zinhas = mãozinhas - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
papéi(s) + zinhos = papeizinhos as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
funi(s) + zinhos = funizinhos singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos bom nome) e honras (homenagem, títulos).
pai(s) + zinhos = paizinhos - Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
pé(s) + zinhos = pezinhos com sentido de plural:
pé(s) + zitos = pezitos Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Plural dos Nomes Próprios Personativos improvisadas.
Flexão de Grau do Substantivo
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
sempre que a terminação preste-se à flexão. Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
Os Napoleões também são derrotados. as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
As Raquéis e Esteres. - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
do normal. Por exemplo: casa
Plural dos Substantivos Estrangeiros - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
do ser. Classifica-se em:
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es-
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce- Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
to quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
jazz.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os cador de aumento. Por exemplo: casarão.
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons,
os réquiens. - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Observe o exemplo: do ser. Pode ser:
Este jogador faz gols toda vez que joga. Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
Plural com Mudança de Timbre cador de diminuição. Por exemplo: casinha.

Certos substantivos formam o plural com mudança de ADJETIVO


timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato
fonético chamado metafonia (plural metafônico). Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
Singular Plural característica do ser e se relaciona com o substantivo.
corpo (ô) corpos (ó) Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
esforço esforços cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
fogo fogos ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
forno fornos moça bondosa, pessoa bondosa.

59
LÍNGUA PORTUGUESA

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe-
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho- minino somente o último elemento. Por exemplo: o moço
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, norte-americano, a moça norte-americana.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo. Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Morfossintaxe do Adjetivo: Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino


como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função feliz.
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
ou do objeto). político-social.

Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Número dos Adjetivos

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Ob- Plural dos adjetivos simples
serve alguns deles:
Estados e cidades brasileiros: Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo
Alagoas alagoano com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
Amapá amapaense substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
Aracaju aracajuano ou aracajuense zes, ruim e ruins boa e boas
Amazonas amazonense ou baré Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Belo Horizonte belo-horizontino função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Brasília brasiliense que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Cabo Frio cabo-friense um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Campinas campineiro ou campinense a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Adjetivo Pátrio Composto
tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza.
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
Veja outros exemplos:
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru-
Motos vinho (mas: motos verdes)
dita. Observe alguns exemplos:
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
África afro- / Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto
-inglesas Adjetivo Composto
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
China sino- / Acordos sino-japoneses malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
Espanha hispano- / Mercado hispano-português o último elemento concorda com o substantivo a que se
Europa euro- / Negociações euro-americanas refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italia- um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
nas um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
Grécia greco- / Filmes greco-romanos rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala-
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará
invariável. Por exemplo:
Flexão dos adjetivos Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Gênero dos Adjetivos Telhados marrom-café e paredes verde-claras.

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre
substantivos, classificam-se em: invariáveis.
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas- - Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, têm os dois elementos flexionados.
mau e má, judeu e judia.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Grau do Adjetivo Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala-


vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo:
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten- O secretário é muito inteligente.
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo
o comparativo e o superlativo. de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.

Comparativo Observe alguns superlativos sintéticos:


benéfico beneficentíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- bom boníssimo ou ótimo
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- comum comuníssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe
doce dulcíssimo
os exemplos abaixo:
fácil facílimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade fiel fidelíssimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
quão. um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe- Essa relação pode ser:
rioridade Analítico De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- Note bem:
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do 1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
que” ou “mais...que”. dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe- etc., antepostos ao adjetivo.
rioridade Sintético 2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
grande/maior, baixo/inferior.
guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
Observe que: 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariís-
a) As formas menor e pior são comparativos de supe- simo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desa-
pectivamente. gradável hiato i-í.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei-
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se SINTAXE: PROCESSOS DE COORDENAÇÃO E
usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais grande SUBORDINAÇÃO.
e mais pequeno. Por exemplo:
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
mentos.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
duas qualidades de um mesmo elemento. Frase, período e oração:
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- estabelecer comunicação. Expressa juízo, indica ação, esta-
ferioridade do ou fenômeno, transmite um apelo, ordem ou exterioriza
emoções.
Sou menos passivo (do) que tolerante.
Normalmente a frase é composta por dois termos – o
sujeito e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois em
Superlativo Português há orações ou frases sem sujeito: Há muito tem-
po que não chove.
O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
vado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser ab- Enquanto na língua falada a frase é caracterizada pela
soluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: entoação, na língua escrita, a entoação é reduzida a sinais
de pontuação.
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de Quanto aos tipos de frases, além da classificação em
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre- verbais e nominais, feita a partir de seus elementos consti-
senta-se nas formas: tuintes, elas podem ser classificadas a partir de seu sentido
global:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- frases interrogativas: o emissor da mensagem formula Chove.


uma pergunta: Que queres fazer? A existência é frágil.
- frases imperativas: o emissor da mensagem dá uma Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
ordem ou faz um pedido: Dê-me uma mãozinha! Faça-o de opinião.
sair!
- frases exclamativas: o emissor exterioriza um estado Período composto é aquele constituído por duas ou
afetivo: Que dia difícil! mais orações:
- frases declarativas: o emissor constata um fato: Ele já “Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver.”
chegou. Cantei, dancei e depois dormi.

Quanto à estrutura da frase, as frases que possuem Termos essenciais da oração:


verbo (oração) são estruturadas por dois elementos essen- O sujeito e o predicado são considerados termos es-
ciais: sujeito e predicado. O sujeito é o termo da frase que senciais da oração, ou seja, sujeito e predicado são termos
concorda com o verbo em número e pessoa. É o “ser de indispensáveis para a formação das orações. No entanto,
quem se declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”. existem orações formadas exclusivamente pelo predicado.
O predicado é a parte da frase que contém “a informação O que define, pois, a oração, é a presença do verbo.
nova para o ouvinte”. Ele se refere ao tema, constituindo a O sujeito é o termo que estabelece concordância com
declaração do que se atribui ao sujeito. o verbo.
Quando o núcleo da declaração está no verbo, temos “Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos.”
o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver num nome, “Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos teus
teremos um predicado nominal: olhos”.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres Na primeira frase, o sujeito é minha primeira lágrima.
de opinião. Minha e primeira referem-se ao conceito básico expresso
em lágrima. Lágrima é, pois, a principal palavra do sujeito,
A existência é frágil. sendo, por isso, denominada núcleo do sujeito. O núcleo
do sujeito relaciona-se com o verbo, estabelecendo a con-
A oração, às vezes, é sinônimo de frase ou período (sim- cordância.
ples) quando encerra um pensamento completo e vem li- A função do sujeito é basicamente desempenhada por
mitada por ponto-final, ponto de interrogação, ponto de substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora-
exclamação e por reticências. ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras
Um vulto cresce na escuridão. Clarissa encolhe-se. É Vas- palavras substantivadas (derivação imprópria) também po-
co. dem exercer a função de sujeito.
Ele já partiu;
Acima temos três orações correspondentes a três pe- Os dois sumiram;
ríodos simples ou a três frases. Mas, nem sempre oração Um sim é suave e sugestivo.
é frase: “convém que te apresses” apresenta duas orações,
mas uma só frase, pois somente o conjunto das duas é que Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos:
traduz um pensamento completo. o de determinação ou indeterminação e o de núcleo do
Outra definição para oração é a frase ou membro de sujeito.
frase que se organiza ao redor de um verbo. A oração pos- Um sujeito é determinado quando é facilmente iden-
sui sempre um verbo (ou locução verbal), que implica na tificável pela concordância verbal. O sujeito determinado
existência de um predicado, ao qual pode ou não estar li- pode ser simples ou composto.
gado um sujeito. A indeterminação do sujeito ocorre quando não é
Assim, a oração é caracterizada pela presença de um possível identificar claramente a que se refere a concor-
verbo. Dessa forma: dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não inte-
Rua! = é uma frase, não é uma oração. ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração.
Já em: “Quero a rosa mais linda que houver, para enfeitar Estão gritando seu nome lá fora;
a noite do meu bem.” Temos uma frase e três orações: As Trabalha-se demais neste lugar.
duas últimas orações não são frases, pois em si mesmas O sujeito simples é o sujeito determinado que possui
não satisfazem um propósito comunicativo; são, portanto, um único núcleo. Esse vocábulo pode estar no singular ou
membros de frase. no plural; pode também ser um pronome indefinido.
Nós nos respeitamos mutuamente;
Quanto ao período, ele denomina a frase constituí- A existência é frágil;
da por uma ou mais orações, formando um todo, com Ninguém se move;
sentido completo. O período pode ser simples ou com- O amar faz bem.
posto.
O sujeito composto é o sujeito determinado que possui
Período simples é aquele constituído por apenas uma mais de um núcleo.
oração, que recebe o nome de oração absoluta. Alimentos e roupas andam caríssimos;

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ela e eu nos respeitamos mutuamente; Com exceção do vocativo, que é um termo à parte, tudo
O amar e o odiar são tidos como duas faces da mesma o que difere do sujeito numa oração é o seu predicado.
moeda. Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres (predica-
do);
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a re- Passou-me (predicado) uma ideia estranha (sujeito) pelo
ferência ao sujeito oculto ( ou elíptico), isto é, ao núcleo do pensamento (predicado).
sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido pela
desinência verbal ou pelo contexto. Para o estudo do predicado, é necessário verificar se
Abolimos todas as regras. = (nós) seu núcleo está num nome ou num verbo. Deve-se consi-
derar também se as palavras que formam o predicado re-
O sujeito indeterminado surge quando não se quer ou ferem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.
não se pode identificar claramente a que o predicado da Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor sincero às
oração refere--se. Existe uma referência imprecisa ao sujei- mulheres de opinião.
to, caso contrário, teríamos uma oração sem sujeito.
Na língua portuguesa o sujeito pode ser indeterminado O predicado acima apresenta apenas uma palavra que
se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se
de duas maneiras:
direta ou indiretamente ao verbo.
- com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o
A existência (sujeito) é frágil (predicado).
sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
Bateram à porta;
O nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se ao
Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi- sujeito da oração. O verbo atua como elemento de ligação
nistro. entre o sujeito e a palavra a ele relacionada.
- com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido
do pronome se. Esta é uma construção típica dos verbos O predicado verbal é aquele que tem como núcleo sig-
que não apresentam complemento direto: nificativo um verbo:
Precisa-se de mentes criativas; Chove muito nesta época do ano;
Vivia-se bem naqueles tempos; Senti seu toque suave;
Trata-se de casos delicados; O velho prédio foi demolido.
Sempre se está sujeito a erros. Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
O pronome se funciona como índice de indeterminação apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro-
do sujeito. cessos.

As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predica- O predicado nominal é aquele que tem como núcleo
do, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A mensa- significativo um nome; esse nome atribui uma qualidade
gem está centrada no processo verbal. Os principais casos ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo
de orações sem sujeito com: do sujeito. O predicativo é um nome que se liga a outro
- os verbos que indicam fenômenos da natureza: nome da oração por meio de um verbo.
Amanheceu repentinamente; Nos predicados nominais, o verbo não é significativo,
Está chuviscando. isto é, não indica um processo. O verbo une o sujeito ao
predicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado
- os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam fe- do sujeito:
nômenos meteorológicos ou se relacionam ao tempo em “Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas.”
geral:
Na frase acima o verbo ser poderia ser substituído por
Está tarde.
estar, andar, ficar, parecer, permanecer ou continuar, atuan-
Ainda é cedo.
do como elemento de ligação entre o sujeito e as palavras
Já são três horas, preciso ir;
a ele relacionadas.
Faz frio nesta época do ano;
A função de predicativo é exercida normalmente por
Há muitos anos aguardamos mudanças significativas; um adjetivo ou substantivo.
Faz anos que esperamos melhores condições de vida;
O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta
O predicado é o conjunto de enunciados que numa dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No pre-
dada oração contém a informação nova para o ouvinte. Nas dicado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao su-
orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia um jeito ou ao complemento verbal.
fato qualquer: O verbo do predicado verbo-nominal é sempre signi-
Chove muito nesta época do ano; ficativo, indicando processos. É também sempre por in-
Houve problemas na reunião. termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o
termo a que se refere.
Nas orações que surge o sujeito, o predicado é aquilo O dia amanheceu ensolarado;
que se declara a respeito desse sujeito. As mulheres julgam os homens inconstantes

63
LÍNGUA PORTUGUESA

No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta O adjunto adverbial é o termo da oração que indi-
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga- ca uma circunstância do processo verbal, ou intensifica o
ção. Esse predicado poderia ser desdobrado em dois, um sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função
verbal e outro nominal: adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais
O dia amanheceu; exercerem o papel de adjunto adverbial.
O dia estava ensolarado. Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona
As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto
o complemento homens como o predicativo inconstantes.
adverbial são:
Termos integrantes da oração: - acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço.
- afirmação: Sim, realmente irei partir.
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o - assunto: Falavam sobre futebol.
complemento nominal são chamados termos integrantes - causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede…
da oração. - companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas.
Os complementos verbais integram o sentido dos ver- - concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.
bos transitivos, com eles formando unidades significativas. - conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
Esses verbos podem se relacionar com seus complementos - dúvida: Talvez nos deixem entrar.
diretamente, sem a presença de preposição ou indireta- - fim: Estudou para o exame.
mente, por intermédio de preposição. - frequência: Sempre aparecia por lá.
O objeto direto é o complemento que se liga direta- - instrumento: Fez o corte com a faca.
mente ao verbo.
- intensidade: Corria bastante.
Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de opi-
nião; - limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opinião; - lugar: Vou à cidade.
Dou-lhes três. - matéria: Compunha-se de substâncias estranhas.
Houve muita confusão na partida final. - meio: Viajarei de trem.
- modo: Foram recrutados a dedo.
O objeto direto preposicionado ocorre principalmente: - negação: Não há ninguém que mereça.
- com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns - preço: As casas estão sendo vendidas a preços exorbi-
referentes a pessoas: tantes.
Amar a Deus; - substituição ou troca: Abandonou suas convicções por
Adorar a Xangô; privilégios econômicos.
Estimar aos pais. - tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo.
- com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de O adjunto adnominal é o termo acessório que deter-
tratamento:
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função
Não excluo a ninguém;
Não quero cansar a Vossa Senhoria. adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que
exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também
- para evitar ambiguidade: atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação e os pronomes adjetivos.
seria outra) O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu
amigo de infância.
O objeto indireto é o complemento que se liga indireta- O adjunto adnominal liga-se diretamente ao substanti-
mente ao verbo, ou seja, através de uma preposição. vo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi-
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres; cativo do objeto liga-se ao objeto por meio de um verbo.
Os homens pedem-lhes amor sincero; O poeta português deixou uma obra originalíssima.
Gosto de música popular brasileira. O poeta deixou-a.
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: ad-
O termo que integra o sentido de um nome chama-se
junto adnominal)
complemento nominal. O complemento nominal liga-se
ao nome que completa por intermédio de preposição: O poeta português deixou uma obra inacabada.
Desenvolvemos profundo respeito à arte; O poeta deixou-a inacabada.
A arte é necessária à vida; (inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do
Tenho-lhe profundo respeito. objeto)
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um
Termos acessórios da oração e vocativo: substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal rela-
ciona-se apenas ao substantivo.
Os termos acessórios recebem esse nome por serem O aposto é um termo acessório que permite ampliar,
acidentais, explicativos, circunstanciais. São termos acessó- explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida num termo
rios o adjunto adverbial, adjunto adnominal, o aposto e o que exerça qualquer função sintática.
vocativo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado. Coordenadas Assindéticas


São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente
ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Se- Coordenadas Sindéticas
gunda-feira passei o dia mal-humorado. Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu valor tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
na oração, em: denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração
a) explicativo: A linguística, ciência das línguas humanas, uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são
permite-nos interpretar melhor nossa relação com o mundo. classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna-
b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas tivas, conclusivas e explicativas.
coisas: amor, arte, ação.
c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho,
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
tudo isso forma o carnaval.
cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixa-
só... como, assim... como.
ram-se por muito tempo na baía anoitecida.
Não só cantei como também dancei.
O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
ou interpelar um ouvinte real ou hipotético. Comprei o protetor solar e fui à praia.
A função de vocativo é substantiva, cabendo a substan- Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
tivos, pronomes substantivos, numerais e palavras substan- principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
tivadas esse papel na linguagem. to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
João, venha comigo! Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançan-
Traga-me doces, minha menina! do.
Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO praia.

O período composto caracteriza-se por possuir mais de Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
uma oração em sua composição. Sendo assim: principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer;
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma ora- seja...seja.
ção) Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras
(Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações) diferentes.
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
ções). Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma ora- principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
ção. Isso implica que o primeiro exemplo é um período sim- seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
ples, pois tem apenas uma oração, os dois outros exemplos Passei no concurso, portanto irei comemorar.
são períodos compostos, pois têm mais de uma oração. Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer en-
Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
tre as orações de um período composto: uma relação de
A situação é delicada; devemos, pois, agir
coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de
informações, marcado pela pontuação final), mas têm, am- principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda-
bas, estruturas individuais, como é o exemplo de: de, pois (anteposto ao verbo).
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
(Período Composto) Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
Podemos dizer: Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domin-
1. Estou comprando um protetor solar. go.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
É esse tipo de período que veremos agora: o Período
Composto por Coordenação. Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos “Eu sinto que em meu gesto existe o
dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sin- teu gesto.”
déticas. Oração Principal Oração Subordinada

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observe que na oração subordinada temos o verbo Atenção:


“existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singu- Observe que a oração subordinada substantiva pode
lar do presente do indicativo. As orações subordinadas que ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos um pe-
apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos ríodo simples:
do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são cha- É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
madas de orações desenvolvidas ou explícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja: Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto. a função de sujeito
Oração Principal Oração Subordinada Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
principal:
A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu
sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração - Verbos de ligação + predicativo, em construções do
subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É
a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. claro - Está evidente - Está comprovado
Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas É bom que você compareça à minha festa.
orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou - Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-se
não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi- - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado
das ou implícitas. - Ficou provado
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual- - Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - im-
mente, introduzidas por preposição. portar - ocorrer - acontecer
Convém que não se atrase na entrevista.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub-
A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in-
soa do singular.
tegrante (que, se).
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
b) Objetiva Direta
Oração Subordinada Substantiva
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce
Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva função de objeto direto do verbo da oração principal.

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também Todos querem sua aprovação no concurso.
introduzem as orações subordinadas substantivas, bem Objeto Direto
como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
como). Veja os exemplos: Todos querem que você seja aprovado. (Todos que-
O garoto perguntou qual seu nome. rem isso)
Oração Subordinada Substantiva Oração Principal oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
Não sabemos por que a vizinha se mudou. As orações subordinadas substantivas objetivas diretas
Oração Subordinada Substan- desenvolvidas são iniciadas por:
tiva - Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”:
A professora verificou se todos alunos estavam presentes.
Classificação das Orações Subordinadas Substanti-
vas - Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
De acordo com a função que exerce no período, a ora- O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado.
ção subordinada substantiva pode ser:
a) Subjetiva - Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às ve-
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito zes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu
do verbo da oração principal. Observe: não sei por que ela fez isso.
É fundamental o seu comparecimento à reu-
nião. c) Objetiva Indireta
Sujeito A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua
É fundamental que você compareça à reu- como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem
nião. precedida de preposição.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Meu pai insiste em meu estudo.
Subjetiva Objeto Indireto

66
LÍNGUA PORTUGUESA

Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso) 2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
na oração. orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora. a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta o exemplo:
Esta foi uma redação bem-sucedida.
d) Completiva Nominal Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
A oração subordinada substantiva completiva nominal Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
completa um nome que pertence à oração principal e tam- adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
bém vem marcada por preposição. outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa-
Sentimos orgulho de seu comportamento. pel. Veja:
Complemento Nominal Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
Sentimos orgulho de que você se comportou. (Senti-
mos orgulho disso.) Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad-
Oração Subordinada Substantiva Completiva jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita
Nominal pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio-
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob- função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto seria exercido pelo termo que o antecede.
que orações subordinadas substantivas completivas nomi- Obs.: para que dois períodos se unam num período
nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para reco-
da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
nhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser subs-
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
tituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
Refiro-me ao aluno que é estudioso.
o segundo, um nome.
Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
e) Predicativa
A oração subordinada substantiva predicativa exerce
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
pal e vem sempre depois do verbo ser. Quando são introduzidas por um pronome relativo e
Nosso desejo era sua desistência. apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
Predicativo do Sujeito orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo
era isso) (podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o
Oração Subordinada Substantiva verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
Predicativa particípio).
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
“de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
fui bem na prova. No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
f) Apositiva relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
A oração subordinada substantiva apositiva exerce fun- perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor-
ção de aposto de algum termo da oração principal. dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re-
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade! lativo e seu verbo está no infinitivo.
Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.) Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
Oração Subordinada Substantiva Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
Apositiva rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
reduzida de infinitivo duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
* Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,
(:) sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
também orações que realçam um detalhe ou amplificam

67
LÍNGUA PORTUGUESA

dados sobre o antecedente, que já se encontra suficien- bordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida,
temente definido, as quais denominam-se subordinadas pois é introduzida por uma conjunção subordinativa (quan-
adjetivas explicativas. do) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”,
Exemplo 1: do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la,
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um obtendo-se:
homem que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
Nesse período, observe que a oração em destaque res- A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma
tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata- das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
se de um homem específico, único. A oração limita o uni- introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens, preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
mas sim àquele que estava passando naquele momento. Obs.: a classificação das orações subordinadas adver-
biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad-
Exemplo 2: juntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela
O homem, que se considera racional, muitas vezes age oração.
animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordina-
das Adverbiais
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido a) Causa
restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar provoca um determinado fato, ao motivo do que se decla-
contida no conceito de “homem”. ra na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina
Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa é um acontecimento”.
separada da oração principal por uma pausa que, na es- Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
crita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in-
a pontuação seja indicada como forma de diferenciar as troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois
orações explicativas das restritivas; de fato, as explicativas que, já que, uma vez que, visto que.
vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al-
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
ternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
b) Consequência
Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
As orações subordinadas adverbiais consecutivas expri-
fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida,
mem um fato que é consequência, que é efeito do que se
vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
(com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo declara na oração principal. São introduzidas pelas conjun-
com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz. ções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que,
etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE
Oração Subordinada Adverbial (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
Observe que a oração em destaque agrega uma cir- dor.)
cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais cretizando-os.
são termos acessórios que indicam uma circunstância refe- Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida
rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto de Infinitivo)
adverbial depende da exata compreensão da circunstância
que exprime. Observe os exemplos abaixo: c) Condição
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de Condição é aquilo que se impõe como necessário para
minha vida. a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor-
minha vida. rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres-
so na oração principal.
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto Principal conjunção subordinativa condicional: SE
adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”. Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
No segundo período, esse papel é exercido pela oração desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
“Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração su- sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, Fiz o bolo conforme ensina a receita.
certamente o melhor time será campeão. Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o direitos iguais.
contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa. g) Finalidade
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a in-
d) Concessão tenção, a finalidade daquilo que se declara na oração prin-
As orações subordinadas adverbiais concessivas in- cipal.
dicam concessão às ações do verbo da oração principal, Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a
ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à locução conjuntiva para que.
quebra de expectativa. Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu- entrasse.
ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos-
to que, apesar de que. h) Proporção
Só irei se ele for. As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex-
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao
só se realizará caso essa condição seja satisfeita. expresso na oração principal.
Compare agora com: Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio-
Irei mesmo que ele não vá. nal: À PROPORÇÃO QUE
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...
de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A (maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con- quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...
cessiva. (menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos).
Observe outros exemplos: À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques-
Embora fizesse calor, levei agasalho. tões.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me- Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
tade da população continua à margem do mercado de con- Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
sumo.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embo- i) Tempo
ra não estudasse). (reduzida de infinitivo) As orações subordinadas adverbiais temporais acres-
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração
e) Comparação principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an-
As orações subordinadas adverbiais comparativas esta- terioridade ou posterioridade.
belecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
da oração principal. Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto,
Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as
Ele dorme como um urso. vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo: Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Agem como crianças. (agem) Mal você saiu, ela chegou.
Oração Subordinada Adverbial Comparativa Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi-
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso
não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (compa- Questões sobre Orações Coordenadas
ração do verbo falar e do verbo fazer).
01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan-
f) Conformidade tação integral de gosto e de estilo” tem valor:
A) conclusivo
As orações subordinadas adverbiais conformativas indi- B) adversativo
cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, C) concessivo
um modelo adotado para a execução do que se declara na D) explicativo
oração principal. E) alternativo
Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
FORME 02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. A
Outras conjunções conformativas: como, consoante e oração em destaque é:
segundo (todas com o mesmo valor de conforme). a) coordenada explicativa

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LÍNGUA PORTUGUESA

b) coordenada adversativa 07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun-


c) coordenada aditiva ção sublinhada está corretamente indicado entre parênte-
d) coordenada conclusiva ses.
e) coordenada assindética A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
tende trabalhar como advogado. (explicação)
03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
o seguinte trecho: C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a preocupe. (oposição)
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
prática. (alternância)
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o toda a chuva. (conclusão)
termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito
em: 08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua- no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique
nossa vida prática. -as, respectivamente, como coordenadas:
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como A) adversativa e aditiva.
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância B) explicativa e aditiva.
para nossa vida prática. C) adversativa e alternativa.
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase D) aditiva e alternativa.
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
sa vida prática. 09. Um livro de receita é um bom presente porque aju-
D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase da as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque”
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
sa vida prática. A) entretanto.
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase B) então
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- C) assim
sa vida prática. D) pois.
E) porém.
04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto-
10- Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, te-
móvel mas também da necessidade de maior número de
mos a presença de uma oração coordenada que pode ser
viagens... –, os termos em destaque estabelecem relação de
classificada em:
A) explicação.
A) Coordenada assindética;
B) oposição.
B) Coordenada assindética aditiva;
C) alternância.
D) conclusão. C) Coordenada sindética alternativa;
E) adição. D) Coordenada sindética aditiva.

05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que GABARITO


estaremos a seu lado sempre.
Marque a opção correta quanto à sua classificação: 01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
A) Coordenada sindética aditiva. 06. A 07. B 08. A 09. D 10. D
B) Coordenada sindética alternativa.
C) Coordenada sindética conclusiva. RESOLUÇÃO
D) Coordenada sindética explicativa.
1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação inte-
06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad- gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan-
versativo é: to: oração coordenada sindética adversativa
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. 2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames =
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa a oração em destaque não é introduzida por conjunção,
de pedir esmola”. então: coordenada assindética
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da so- 3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção
ciedade”. (e ideia) adversativa
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di- A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua-
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul- se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
tura, acesso à saúde E à educação”. nossa vida prática. = conclusiva

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como Questões sobre Orações Subordinadas
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conformativa 01. (Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- Mais denso, menos trânsito
sa vida prática. = conclusiva
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- em processo de deterioração agudizado pelo crescimento
sa vida prática. = explicativa econômico da última década. Existem deficiências evidentes
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu em infraestrutura, mas é importante também considerar o
planejamento urbano.
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
tanto. desconcentração, incentivando a criação de diversos centros
4-) fruto não só do novo acesso da população ao auto- urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
móvel mas também da necessidade de maior número de de deslocamento.
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sem- viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
pre. aumentando a necessidade do transporte individual.
= conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin- Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
concentração ao extremo, ficam claras as consequências.
dética explicativa
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
6-) ram característica da cidade.
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
ajuda (ideia contrária) elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
= adição O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
de pedir esmola”. = adição de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie- gradual do centro, com deslocamento das atividades para
dade”. = adição diversas regiões da cidade.
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di- A visão de adensamento com uso abundante de trans-
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul- porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
tura, acesso à saúde E à educação”. = adição sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
7-) lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não preten- número de viagens em função da distância cada vez maior
entre os destinos da população.
de trabalhar como advogado. = adversativa
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adap-
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se tado)
preocupe. = conclusão
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
= explicativa estabelecem entre si uma relação de
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam (A) comparação e adição.
toda a chuva. = alternativa (B) causa e consequência.
(C) conformidade e negação.
8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa (D) hipótese e concessão.
(E) alternância e explicação
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
9-) Um livro de receita é um bom presente porque ajuda 02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
as pessoas que não sabem cozinhar. NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi-
= conjunção explicativa: pois vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi- próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes
ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva. de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece
entre as orações uma relação de

71
LÍNGUA PORTUGUESA

A) condição. A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-


B) causa tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
C) comparação. ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
D) tempo. B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
E) concessão. mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen-
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas tes...
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, C) Assim como são verificados a desconcentração e o
exceto: aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de-
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita so- tentes...
bre sua vida. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
C) Ignoras quanto custou meu relógio? extensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos. volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião tes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
Considere a tirinha em que se vê Honi conversando com desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
seu Namorado Lute. existentes...

06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –


É fundamental que essa visão de adensamento com uso
abundante de transporte coletivo seja recuperada para
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência.
B) condição.
C) finalidade.
D) causa.
E) concessão.

07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.).


Considere o trecho: “Como as músicas eram de protesto,
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança na-
cional pela ditadura militar e exilado.” O termo Como, em
destaque na primeira parte do enunciado, expressa ideia
de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013) C) conformidade e tem sentido equivalente a conforme.
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
É correto afirmar que a expressão contanto que estabe- E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.
lece entre as orações relação de
A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja trabalhar 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
depois de casada. Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjun-
B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho
como cantor romântico. que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que
C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já estabelece entre as construções [com tanto orgulho] e [que
pensam em casamento. chega a contaminar-me] uma relação de
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão A) condição e finalidade
de músico provavelmente ganhará pouco. B) conformidade e proporção.
E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido C) finalidade e concessão.
torne-se um artista famoso. D) proporção e comparação.
E) causa e consequência.
05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão 09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país
urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... –, mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alter-
sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo
está corretamente reescrito em: ao conteúdo, é:

72
LÍNGUA PORTUGUESA

A) já que. 9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país


B) todavia. bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
C) ainda que. mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” = con-
D) entretanto. junção concessiva: ainda que
E) talvez.
10-) contanto que garantam sua autenticidade. = con-
10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter- junção condicional = desde que
nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi-
narei o documento, contanto que garantam sua autenti- Questões sobre Análise Sintática
cidade. – sem que haja prejuízo de sentido.
(A) desde que garantam sua autenticidade. 01. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os
(B) no entanto garantam sua autenticidade. trabalhadores passaram mais tempo na escola...
(C) embora garantam sua autenticidade. O segmento grifado acima possui a mesma função sin-
(D) portanto garantam sua autenticidade. tática que o destacado em:
(E) a menos que garantam sua autenticidade. A) ...o que reduz a média de ganho da categoria.
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
GABARITO C) O crescimento da escolaridade também foi impul-
sionado...
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
06. C 07. D 08. E 09. C 10. A dio...
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
RESOLUÇÃO versidades...

1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, conse- 02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...],
sabiam os paulistas como...
2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece en- O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
tre as orações uma relação de causa com a consequência ma função sintática que o elemento grifado em:
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
de “tem um efeito positivo”.
tradores para a volta.
B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração su-
riam aqueles de considerável...
bordinada substantiva objetiva direta
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou
sinal.
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores-
verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam- ta, podia significar uma pista.
bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”. E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-
nos a vila de São Paulo como centro...
4-) a expressão contanto que estabelece uma relação
de condição (condicional) 03. Há complemento nominal em:
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada.
5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex- B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de
tensão urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva ganhar a vida.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- C)Ela estava na janela do edifício.
mento da extensão urbana no Brasil, = causal D)... sem saber ao certo se gostávamos dele.
C) Assim como são verificados a desconcentração e o E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e mo-
aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa cinho de cinema.
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
extensão urbana verificados no Brasil = causal 04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter-
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen- mo destacado é:
to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas A) pronome possessivo
B) complemento nominal
6-) para que possamos = conjunção final (finalidade) C) objeto indireto
D) adjunto adnominal
7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa E) objeto direto
ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
e tem sentido equivalente a visto que. 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de
construção estabelece uma relação de causa e consequên- vida.
cia. (a causa da “contaminação” – consequência) - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.

73
LÍNGUA PORTUGUESA

A)Tu – vós C)na janela do edifício. = adjunto adnominal


B)Nós – eu D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto
C)Vós – nós indireto
D) Ele - tu E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto
indireto
06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta. 4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitran-
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatu- sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa
ral. É frequente a mistura de assuntos relativos ao naciona- de dois complementos – dois objetos: direto e indireto.
lismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses Deu o quê? = cem mil contos (direto)
tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, aju- Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto
dando-os ou atrapalhando- -os.
A)simples, composto 5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre quali-
B)indeterminado, composto dade de vida.
C)simples, simples - Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário.
D) oculto, indeterminado
6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so-
07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”. brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao
Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun- nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os
ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados: deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he-
A) objeto indireto – substantivo róis, ajudando-os ou atrapalhando-os.
B) objeto direto - substantivo Ambos os termos apresentam sujeito simples
C) sujeito – adjetivo
D) objeto direto – adjetivo 7-) Surgiram fotógrafos e repórteres.
E) sujeito - substantivo O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com-
GABARITO posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti-
vos.
01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E

RESOLUÇÃO EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE


ESTRUTURAS.
1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
= SUJEITO
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob-
jeto direto “Ideias confusas geram redações confusas”. Esta frase
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. leva-nos a refletir sobre a organização das ideias em um
= objeto direto texto. Significa dizer que, antes da redação, naturalmen-
C) O crescimento da escolaridade também foi impulsio- te devemos dominar o assunto sobre o qual iremos tratar
nado... = sujeito paciente e, posteriormente, planejar o modo como iremos expô-lo,
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio... do contrário haverá dificuldade em transmitir ideias bem
= objeto direto acabadas. Portanto, a leitura, a interpretação de textos e a
E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer- experiência de vida antecedem o ato de escrever.
sidades... = agente da passiva
Obtido um razoável conhecimento sobre o que iremos
2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre- escrever, feito o esquema de exposição da matéria, é ne-
nhas selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO cessário saber ordenar as ideias em frases bem estrutura-
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL das. Logo, não basta conhecer bem um determinado as-
B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad- sunto, temos que o transmitir de maneira clara aos leitores.
junto adverbial O estudo da pontuação pode se tornar um valioso alia-
C) seria perceptível o sinal. = predicativo do para organizarmos as ideias de maneira clara em frases.
D) Uma sequência de tais galhos = sujeito Para tanto, é necessário ter alguma noção de sintaxe. “Sin-
E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto taxe”, conforme o dicionário Aurélio, é a “parte da gramá-
direto tica que estuda a disposição das palavras na frase e a das
frases no discurso, bem como a relação lógica das frases en-
3-) tre si”; ou em outras palavras, sintaxe quer dizer “mistura”,
A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal isto é, saber misturar as palavras de maneira a produzirem
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento um sentido evidente para os receptores das nossas men-
nominal (possibilidade de quê?) sagens. Observe:

74
LÍNGUA PORTUGUESA

1)A desemprego globalização no Brasil e no na está La- Observações:


tina América causando. - tais construções não estão erradas, mas rompem com
2) A globalização está causando desemprego no Brasil e a ordem direta;
na América Latina. - é preciso notar que em Língua Portuguesa, há muitas
frases que não têm sujeito, somente predicado. Por exem-
Ora, no item 1 não temos uma ideia, pois não há uma plo: Está chovendo em Porto Alegre. Faz frio em Friburgo.
frase, as palavras estão amontoadas sem a realização de São quatro horas agora;
“uma sintaxe”, não há um contexto linguístico nem relação - Outras frases são construídas com verbos intransiti-
inteligível com a realidade; no caso 2, a sintaxe ocorreu de vos, que não têm complemento: O menino morreu na Ale-
maneira perfeita e o sentido está claro para receptores de manha, (sujeito +verbo+ adjunto adverbial), A globalização
língua portuguesa inteirados da situação econômica e cul- nasceu no século XX. (idem)
tural do mundo atual. - Há ainda frases nominais que não possuem verbos:
Cada macaco no seu galho. Nestes tipos de frase, a ordem
A Ordem dos Termos na Frase direta faz-se naturalmente. Usam-se apenas os termos
existentes nelas.
Leia novamente a frase contida no item 2. Note que Levando em consideração a ordem direta, podemos
ela é organizada de maneira clara para produzir sentido.
estabelecer três regras básicas para o uso da vírgula:
Todavia, há diferentes maneiras de se organizar gramatical-
1)Se os termos estão colocados na ordem direta não
mente tal frase, tudo depende da necessidade ou da von-
haverá a necessidade de vírgulas. A frase (2) é um exemplo
tade do redator em manter o sentido, ou mantê-lo, porém,
disto:
acrescentado ênfase a algum dos seus termos. Significa
dizer que, ao escrever, podemos fazer uma série de inver- A globalização está causando desemprego no Brasil e na
sões e intercalações em nossas frases, conforme a nossa América Latina.
vontade e estilo. Tudo depende da maneira como quere- Todavia, ao repetir qualquer um dos termos da oração
mos transmitir uma ideia. Por exemplo, podemos expressar por três vezes ou mais, então é necessário usar a vírgula,
a mensagem da frase 2 da seguinte maneira: mesmo que estejamos usando a ordem direta. Esta é a re-
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- gra básica nº1 para a colocação da vírgula. Veja:
sando desemprego. A globalização, a tecnologia e a “ciranda financeira”
causam desemprego… = (três núcleos do sujeito)
Neste caso, a mensagem é praticamente a mesma, A globalização causa desemprego no Brasil, na América
apenas mudamos a ordem das palavras para dar ênfase a Latina e na África. = (três adjuntos adverbiais)
alguns termos (neste caso: No Brasil e na A. L.). Repare que, A globalização está causando desemprego, insatisfação
para obter a clareza tivemos que fazer o uso de vírgulas. e sucateamento industrial no Brasil e na América Latina. =
Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o mais usado e (três complementos verbais)
o que mais nos auxilia na organização de um período, pois
facilita as boas “sintaxes”, boas misturas, ou seja, a vírgula 2)Em princípio, não devemos, na ordem direta, sepa-
ajuda-nos a não “embolar” o sentido quando produzimos rar com vírgula o sujeito e o verbo, nem o verbo e o seu
frases complexas. Com isto, “entregamos” frases bem orga- complemento, nem o complemento e as circunstâncias, ou
nizadas aos nossos leitores. seja, não devemos separar com vírgula os termos da ora-
O básico para a organização sintática das frases é a ção. Veja exemplos de tal incorreção:
ordem direta dos termos da oração. Os gramáticos estru- O Brasil, será feliz. A globalização causa, o desempre-
turam tal ordem da seguinte maneira: go.
SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO VERBAL+ CIR- Ao intercalarmos alguma palavra ou expressão entre
CUNSTÂNCIAS os termos da oração, cabe isolar tal termo entre vírgulas,
assim o sentido da ideia principal não se perderá. Esta é
A globalização + está causando+ desemprego + no Bra-
a regra básica nº2 para a colocação da vírgula. Dito em
sil nos dias de hoje.
outras palavras: quando intercalamos expressões e frases
Nem todas as orações mantêm esta ordem e nem to-
entre os termos da oração, devemos isolar os mesmos com
das contêm todos estes elementos, portanto cabem algu-
mas observações: vírgulas. Vejamos:
- As circunstâncias (de tempo, espaço, modo, etc.) nor- A globalização, fenômeno econômico deste fim de sécu-
malmente são representadas por adjuntos adverbiais de lo XX, causa desemprego no Brasil.
tempo, lugar, etc. Note que, no mais das vezes, quando
queremos recordar algo ou narrar uma história, existe a Aqui um aposto à globalização foi intercalado entre o
tendência a colocar os adjuntos nos começos das frases: sujeito e o verbo. Outros exemplos:
“No Brasil e na América…” “Nos dias de hoje…” “Nas minhas A globalização, que é um fenômeno econômico e cultu-
férias…”, “No Brasil…”. e logo depois os verbos e outros ral, está causando desemprego no Brasil e na América Lati-
elementos: “Nas minhas férias fui…”; “No Brasil existe…” na.

75
LÍNGUA PORTUGUESA

Neste caso, há uma oração adjetiva intercalada. Ali a globalização também causou…
As orações adjetivas explicativas desempenham fre- A não ser que queiramos dar ênfase: Aqui, a globali-
quentemente um papel semelhante ao do aposto explicati- zação…
vo, por isto são também isoladas por vírgula.
A globalização causa, caro leitor, desemprego no Bra- Obs3: na língua escrita, normalmente, ao realizarmos a
sil… ordem inversa, emprestamos ênfase aos termos que prin-
Neste outro caso, há um vocativo entre o verbo e o seu cipiam as frases. Veja este exemplo de Rui Barbosa desta-
complemento. cado por Garcia:
A globalização causa desemprego, e isto é lamentável, “A mim, na minha longa e aturada e continua prática
no Brasil… do escrever, me tem sucedido inúmeras vezes, depois de con-
siderar por muito tempo necessária e insuprível uma locução
Aqui, há uma oração intercalada (note que ela não per- nova, encontrar vertida em expressões antigas mais clara,
tence ao assunto: globalização, da frase principal, tal ora- expressiva e elegante a mesma ideia.”
ção é apenas um comentário à parte entre o complemento Estas três regras básicas não solucionam todos os pro-
verbal e os adjuntos. blemas de organização das frases, mas já dão um razoável
suporte para que possamos começar a ordenar a expressão
Obs: a simples negação em uma frase não exige vír- das nossas ideias. Em suma: o importante é não separar
gula: os termos básicos das orações, mas, se assim o fizermos,
A globalização não causou desemprego no Brasil e na seja intercalando ou invertendo elementos, então devemos
América Latina. usar a vírgula.

3)Quando “quebramos” a ordem direta, invertendo-a, - Quanto à equivalência e transformação de estru-


tal quebra torna a vírgula necessária. Esta é a regra nº3 da turas, outro exemplo muito comum cobrado em provas
colocação da vírgula. é o enunciado trazer uma frase no singular, por exem-
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- plo, e pedir que o aluno passe a frase para o plural,
sando desemprego… mantendo o sentido. Outro exemplo é o enunciado dar
No fim do século XX, a globalização causou desemprego a frase em um tempo verbal, e pedir para que a passe
no Brasil… para outro tempo verbal.
Nota-se que a quebra da ordem direta frequentemen-
te se dá com a colocação das circunstâncias antes do su-
jeito. Trata- -se da ordem inversa. Estas circunstâncias, em DISCURSO DIRETO E INDIRETO.
gramática, são representadas pelos adjuntos adverbiais.
Muitas vezes, elas são colocadas em orações chamadas ad-
verbiais que têm uma função semelhante a dos adjuntos
adverbiais, isto é, denotam tempo, lugar, etc. Exemplos: Discurso Direto, Indireto e Indireto Livre
Quando o século XX estava terminando, a globalização
começou a causar desemprego. Num texto, as personagens falam, conversam entre si,
Enquanto os países portadores de alta tecnologia de- expõem ideias. Quando o narrador conta o que elas disse-
senvolvem--se, a globalização causa desemprego nos países ram, insere na narrativa uma fala que não é de sua autoria,
pobres. cita o discurso alheio. Há três maneiras principais de repro-
Durante o século XX, a Globalização causou desempre- duzir a fala das personagens: o discurso direto, o discurso
go no Brasil. indireto e o discurso indireto livre.

Obs 1: alguns gramáticos, Sacconi, por exemplo, consi- Discurso Direto


deram que as orações subordinadas adverbiais devem ser
isoladas pela vírgula também quando colocadas após as “Longe do olhos...”
suas orações principais, mas só quando
a) a oração principal tiver uma extensão grande: por - Meu pai! Disse João Aguiar com um tom de ressenti-
exemplo: A globalização causa… , enquanto os países…(vide mento que fez pasmar o comendador.
frase acima); - Que é? Perguntou este.
b) Se houver uma outra oração após a principal e antes João Aguiar não respondeu. O comendador arrugou a
da oração adverbial: A globalização causa desemprego no testa e interrogou o rosto mudo do filho. Não leu, mais adivi-
Brasil e as pessoas aqui estão morrendo de fome , enquanto nhou alguma coisa desastrosa; desastrosa, entenda-se, para
nos países portadores de alta tecnologia… os cálculos conjunto-políticos ou políticos-conjugais, como
melhor nome haja.
Obs 2: quando os adjuntos adverbiais são mínimos, - Dar-se-á caso que... começou a dizer comendador.
isto é, têm apenas uma ou duas palavras não há necessida- - Que eu namore? Interrompeu galhofeiramente o filho.
de do uso da vírgula: Machado de Assis. Contos. 26ª Ed. São Paulo, Áti-
Hoje a globalização causa desemprego no Panamá. ca, 2002, p. 43.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O narrador introduz a fala das personagens, um pai e Passagem do Discurso Direto para o Discurso Indi-
um filho, e, em seguida, como quem passa a palavra a elas reto
e as deixa falar. Vemos que as partes introdutórias perten-
cem ao narrador (por exemplo, disse João Aguiar com um Pedro disse:
tom de ressentimento que faz pasmar o comendador) e as - Eu estarei aqui amanhã.
falas, às personagens, (por exemplo, Meu pai!).
O discurso direto é o expediente de citação do discurso No discurso direto, o personagem Pedro diz “eu”; o
alheio pela qual o narrador introduz o discurso do outro e, “aqui” é o lugar em que a personagem está; “amanhã” é o
depois, reproduz literalmente a fala dele. dia seguinte ao que ele fala. Se passarmos essa frase para o
discurso indireto ficará assim:
As marcas do discurso são:
Pedro disse que estaria lá no dia seguinte.
- A fala das personagens é, de princípio, anunciada por
um verbo (disse e interrompeu no caso do filho e pergun- No discurso indireto, o “eu” passa a ele porque á alguém
tou e começou a dizer no caso do pai) denominado “ver- de quem o narrador fala; estaria é futuro do pretérito: é um
bo de dizer” (como recrutar, retorquir, afirmar, obtem-perar tempo relacionado ao pretérito da fala do narrador (disse),
declarar e outros do mesmo tipo), que pode vir antes, no e não ao presente da fala do personagem, como estarei; lá
meio ou depois da fala das personagens (no nosso caso, é o espaço em que a personagem (e não o narrador) havia
veio depois); de estar; no dia seguinte é o dia que vem após o momento
- A fala das personagens aparece nitidamente separa- da fala da personagem designada por ele.
da da fala do narrador, por aspas, dois pontos, travessão Na passagem do discurso direto para o indireto, deve-
ou vírgula; se observar as frases que no discurso direto tem as formas
- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as pala- interrogativas, exclamativa ou imperativa convertem-se, no
vras que indicam espaço e tempo (por exemplo, pronomes discurso indireto, em orações declarativas.
demonstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usa-
dos em relação à pessoa da personagem, ao momento em Ela me perguntou: quem está ai?
que ela fala diz “eu”, o espaço em que ela se encontra é o Ela me perguntou quem estava lá.
aqui e o tempo em que fala é o agora.
As interjeições e os vocativos do discurso direto desa-
parecem no discurso indireto ou tem seu valor semântico
Discurso Indireto
explicitado, isto é, traduz-se o significado que elas expres-
sam.
Observemos um fragmento do mesmo conto de Ma-
chado de Assis: O papagaio disse: Oh! Lá vem a raposa.
“Um dia, Serafina recebeu uma carta de Tavares dizen- O papagaio disse admirado (explicitação do valor se-
do-lhe que não voltaria mais à casa de seu pai, por este lhe mântico da interjeição oh!) que ao longe vinha a raposa.
haver mostrado má cara nas últimas vezes que ele lá esti-
vera.” Se o discurso citado (fala da personagem) comporta
Idem. Ibidem, p. 48. um “eu” ou um “tu” que não se encontram entre as pessoas
do discurso citante (fala do narrador), eles são convertidos
Nesse caso o narrador para citar que Tavares disse a num “ele”, se o discurso citado contém um “aqui” não cor-
Serafina, usa o outro procedimento: não reproduz literal- responde ao lugar em que foi proferido o discurso citante,
mente as palavras de Tavares, mas comunica, com suas pa- ele é convertido num “lá”.
lavras, o que a personagem diz. A fala de Tavares não chega
ao leitor diretamente, mas por via indireta, isto é, por meio Pedro disse lá em Paris: - Aqui eu me sinto bem.
das palavras do narrador. Por essa razão, esse expediente é
chamado discurso indireto. Eu (pessoa do discurso citado que não se encontra no
discurso citante) converte-se em ele; aqui (espaço do dis-
As principais marcas do discurso indireto são:
curso citado que é diferente do lugar em que foi proferido
o discurso citante) transforma-se em lá:
- As falas das personagens também vem introduzidas
por um verbo de dizer; - Pedro disse que lá ele se sentia bem.
- As falas das personagens constituem oração subordi-
nada substantiva objetiva direta do verbo de dizer e, por- Se a pessoa do discurso citado, isto é, da fala da per-
tanto, são separadas da fala do narrador por uma partícula sonagem (eu, tu, ele) tem um correspondente no discurso
introdutória normalmente “que” ou “se”; citante, ela ocupa o estatuto que tem nesse último.
- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as pa-
lavras que indicam espaço e tempo (como pronomes de- Maria declarou-me: - Eu te amo.
monstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usados
e relação a narrador, ao momento em que ele fala e ao O “te” do discurso citado corresponde ao “me” do ci-
espaço em que está. tante. Por isso, “te” passa a “me”:

77
LÍNGUA PORTUGUESA

- Maria declarou-me que me amava. donar as marcas linguísticas próprias de sua fala, estivesse
incorporando as reclamações e suspeitas da personagem,
No que se refere aos tempos, o mais comum é o que o a cuja linguagem pertencem expressões do tipo bruto, sim
verbo de dizer esteja no presente ou no pretérito perfeito. senhor e a mulher tinha miolo. Até a repetição de palavras
Quando o verbo de dizer estiver no presente e o da fala e uma certa entonação presumivelmente exclamativa con-
da personagem estiver no presente, pretérito ou futuro do firmam essa inferência.
presente, os tempos mantêm-se na passagem do discur- Para perceber melhor o que é o discurso indireto livre,
so direto para o indireto. Se o verbo de dizer estiver no confrontemos uma frase do texto com a correspondente
pretérito perfeito, as alterações que ocorrerão na fala da em discurso direito e indireto:
personagem são as seguintes:
- Discurso Indireto Livre
Discurso Direto – Discurso Indireto Estava direito aquilo?
Presente – Pretérito Imperfeito
Pretérito Perfeito – Pretérito mais-que-perfeito - Discurso Direto
Futuro do Presente – Futuro do Pretérito Fabiano perguntou: - Esta direito isto?
Joaquim disse: - Compro tudo isso. - Discurso Indireto
- Joaquim disse que comprava tudo isso. Fabiano perguntou se aquilo estava direito
Joaquim disse: - Comprei tudo isso. Essa forma de citação do discurso alheio tem caracte-
- Joaquim disse que comprara tudo isso. rísticas próprias que são tanto do discurso direto quanto
do indireto. As características do discurso indireto livre são:
Joaquim disse: - Comprarei tudo isso.
- Joaquim disse que compraria tudo isso. - Não há verbos de dizer anunciando as falas das per-
sonagens;
Discurso Indireto Livre
- Estas não são introduzidas por partículas como “que”
e “se” nem separadas por sinais de pontuação;
“(...) No dia seguinte Fabiano voltou à cidade, mas ao
- O discurso indireto livre contém, como o discurso
fechar o negócio notou que as operações de Sinhá Vitória,
direto, orações interrogativas, imperativas e exclamativas,
como de costume, diferiam das do patrão. Reclamou e ob-
bem como interjeições e outros elementos expressivos;
teve a explicação habitual: a diferença era proveniente de
juros. - Os pronomes pessoais e demonstrativos, as palavras
Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, indicadoras de espaço e de tempo são usados da mesma
sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mu- forma que no discurso indireto. Por isso, o verbo estar, do
lher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do exemplo acima, ocorre no pretérito imperfeito, e não no
branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estri- presente (está), como no discurso direto. Da mesma forma
bos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que o pronome demonstrativo ocorre na forma aquilo, como
era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar no discurso indireto.
como negro e nunca arranjar carta de alforria!
Graciliano Ramos. Vidas secas. Funções dos diferentes modos de citar o discurso do
28ª Ed. São Paulo, Martins, 1971, p. 136. outro

Nesse texto, duas vozes estão misturadas: a do nar- O discurso direto cria um efeito de sentido de verdade.
rador e a de Fabiano. Não há indicadores que delimitem Isso porque o leitor ou ouvinte tem a impressão de que
muito bem onde começa a fala do narrador e onde se inicia quem cita preservou a integridade do discurso citado, ou
a da personagem. Não se tem dúvida de que o período seja, o que ele reproduziu é autêntico. É como se ouvisse a
inicial está traduzido a fala do narrador. A bem verdade, até pessoa citada com suas próprias palavras e, portanto, com
não se conformou (início do segundo parágrafo), é a voz a mesma carga de subjetividade.
do narrador que está comandando a narrativa. Na oração Essa modalidade de citação permite, por exemplo, que
devia haver engano, já começa haver uma mistura de vo- se use variante linguística da personagem como forma de
zes: sob o ponto de vista das marcas gramaticais, não há fornecer pistas para caracterizá-la. Sirva de exemplo o tre-
nenhuma pista para se concluir, que a voz de Fabiano é que cho que segue, um diálogo entre personagens do meio ru-
esteja sendo citada; sob o ponto de vista do significado, ral, um farmacêutico e um agricultor, cuja fala é transcrita
porém, pode-se pensar numa reclamação atribuída a ele. em discurso direto pelo narrador:
Tomemos agora esse trecho: “Ele era bruto, sim senhor,
via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha mio- Um velho brônzeo apontou, em farrapos, à janela aber-
lo. Com certeza havia um erro no papel do branco.” Pelo ta o azul.
conteúdo de verdade é pelo modo de dizer, tudo nos in- - Como vai, Elesbão?
duz a vislumbrar aí a voz de Fabiano ecoando por meio - Sua bênção...
do discurso do narrador. É como se o narrador, sem aban- - Cheio de doenças?

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Sim sinhô. Em ambos os casos, as aspas são utilizadas para dar


- De dores, de dificuldades? destaque a certas formas de dizer típicas das personagens
- Sim sinhô. citadas e para mostrar o modo como o narrador as inter-
- De desgraças... preta. No exemplo de Eça de Queirós, “porque era o papá
O farmacêutico riu com um tímpano desmesurado. de seu Carlinhos” contem uma expressão da personagem
Você é o Brasil. Depois Indagou: Amélia e mostra certa dose de ironia e malícia do narrador.
- O que você eu Elesbão? No segundo exemplo, as aspas destacam a insatisfação do
- To precisando de uns dinheirinho e duns gênor. Meu narrador com a deselegância e o desprezo do funcionário
arroizinho tá bão, tá encanando bem. Preciso de uns manti- para com os clientes.
mento pra coiêta. O sinhô pode me arranjá com Nhô Salim. O discurso indireto livre fica a meio caminho da subje-
Depois eu vendo o arroiz pra ele mermo. tividade e da objetividade. Tem muitas funções. Por exem-
- Você é sério, Elesbão? plo, dá verossimilhança a um texto que pretende manifes-
- Sô sim sinhô! tar pensamentos, desejos, enfim, a vida interior de uma
- Quanto é que você deve pro Nhô Salim? personagem.
- Um tiquinho.
Em síntese, demonstra um envolvimento tal do narra-
Oswaldo de Andrade. Marco Zero.
dor com a personagem, que as vozes de ambos se mis-
2ª Ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1974,
turam como se eles fossem um só ou, falando de outro
p. 7-8.
modo, como se o narrador tivesse vestido completamente
Quanto ao discurso indireto, pode ser de dois tipos, e a máscara da personagem, aproximando-a do leitor sem a
cada um deles cria um efeito de sentido diverso. marca da sua intermediação.
- Discurso Indireto que analisa o conteúdo: elimina Veja-se como, neste trecho: “O tímido José”, de Antônio
os elementos emocionais ou afetivos presentes no discurso de Alcântara Machado, o narrador, valendo-se do discurso
direto, assim como as interrogações, exclamações ou for- indireto livre, leva o leitor a partilhar do constrangimento
mas imperativas, por isso produz um efeito de sentido de da personagem, simulando estar contaminado por ele:
objetividade analítica. Com efeito, nele o narrador revela
somente o conteúdo do discurso da personagem, e não o (...) Mais depressa não podia andar. Garoar, garoava
modo como ela diz. Com isso estabelece uma distância en- sempre. Mas ali o nevoeiro já não era tanto felizmente. Deci-
tre sua posição e a da personagem, abrindo caminho para diu. Iria indo no caminho da Lapa. Se encontrasse a mulher
a réplica e o comentário. Esse tipo de discurso indireto des- bem. Se não encontrasse paciência. Não iria procurar. Iria é
personaliza discurso citado em nome de uma objetividade para casa. Afinal de contas era mesmo um trouxa. Quando
analítica. Cria, assim, a impressão de que o narrador analisa podia não quis. Agora que era difícil queria.
o discurso citado de maneira racional e isenta de envolvi- Laranja-da-china. In: Novelas Paulistanas.
mento emocional. O discurso indireto, nesse caso, não se 1ª Ed. Belo Horizonte, Itatiaia/ São Paulo, Edusp,
interessa pela individualidade do falante no modo como 1998, p. 184.
ele diz as coisas. Por isso é a forma preferida nos textos de
natureza filosófica, científica, política, etc., quando se ex-
põe as opiniões dos outros com finalidade de criticá-las,
rejeitá-las ou acolhê-las.
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL.
- Discurso Indireto que analisa a expressão: serve
para destacar mais o modo de dizer do que o que se diz;
por exemplo, as palavras típicas do vocabulário da perso- Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
nagem citada, a sua maneira de pronunciá-las, etc. Nesse referindo à relação de dependência estabelecida entre um
caso, as palavras ou expressões ressaltadas aparecem entre
termo e outro mediante um contexto oracional. Desta fei-
aspas. Veja-se este exemplo. De Eça de Queirós:
ta, os agentes principais desse processo são representados
pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o
...descobrira de repente, uma manhã, eu não devia trair
verbo, o qual desempenha a função de subordinado.
Amaro, “porque era papá do seu Carlinhos”. E disse-o ao
abade; fez corar os sessenta e quatro anos do bom velho (...). Dessa forma, temos que a concordância verbal caracte-
O crime do Padre Amaro. riza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesi-
Porto, Lello e Irmão, s.d., vol. I, p. 314. tos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifican-
do, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo
Imagine-se ainda que uma pessoa, querendo denun- apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
ciar a forma deselegante com que fora atendida por um rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
representante de uma empresa, tenha dito o seguinte: poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.

A certa altura, ele me respondeu que, se eu não estivesse Casos referentes a sujeito simples
satisfeito, que fosse reclamar “para o bispo” e que ele já não 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
estava “nem aí” com “tipinhos” como eu. o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

2) Nos casos referentes a sujeito representado por subs- 10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex-
tantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
Observação: porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
poderá ir para o plural: Observações:
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. - Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por-
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova-
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
3) Quando o sujeito é representado por expressões par- - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin-
titivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da dire-
a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto toria.
pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol- determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:
veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar. Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.

4) No caso de o sujeito ser representado por expres- 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado
o verbo concorda com o substantivo determinado por elas: na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas Majes-
Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso. tades gostaram das homenagens. Vossa Majestade agrade-
ceu o convite.
5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex-
pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais 12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
Observação: aspectos que os determinam:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
necessariamente, deverá permanecer no plural:
Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
campanha de doação de alimentos.
bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni-
tência mundial.
dades de formatura.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos Unidos é uma potência mundial.
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um
dos que atuaram na Copa América. Casos referentes a sujeito composto
7) Em casos relativos à concordância com locuções pro- 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
nominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es-
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário tando relacionado a dois pressupostos básicos:
nos atermos a duas questões básicas: - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar
também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são
o receberemos. / Alguns de nós o receberão. primos.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver ex-
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin- 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
gular: Algum de nós o receberá. teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus
dois filhos compareceram ao evento.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pro-
nome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
singular ou poderá concordar com o antecedente desse bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.

9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singu-
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma- lar: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felici-
mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. dade do mundo.

80
LÍNGUA PORTUGUESA

5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô- A bebida está inclusa.


nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo Precisamos de nomes próprios.
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha Obrigado, disse o rapaz.
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de
meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre- f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
miação é fruto de meu esforço. - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
singular e o adjetivo no plural.
Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos de- Renato advogou um e outro caso fáceis.
mais termos da oração para que concordem em gênero e Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto,
o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, g) É bom, é necessário, é proibido
temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira. - Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
cedido de artigo ou outro determinante.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono- Canja é bom. / A canja é boa.
me concordam em gênero e número com o substantivo. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
- A pequena criança é uma gracinha. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. trada é proibida.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à
regra geral mostrada acima.
h) Muito, pouco, caro
a) Um adjetivo após vários substantivos - Como adjetivos: seguem a regra geral.
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o Comi muitas frutas durante a viagem.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Os sapatos estavam caros.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. - Como advérbios: são invariáveis.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural Comi muito durante a viagem.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Ela tem pai e mãe louros. Comprei caro os sapatos.
- Ela tem pai e mãe loura.
- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria- i) Mesmo, bastante
mente para o plural. - Como advérbios: invariáveis
- O homem e o menino estavam perdidos. Preciso mesmo da sua ajuda.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos - Como pronomes: seguem a regra geral.


- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
mais próximo. Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco. j) Menos, alerta
- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: Preciso de menos comida para perder peso.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Estamos alerta para com suas chamadas.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos. k) Tal Qual
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
c) Um substantivo e mais de um adjetivo com o consequente.
- antecede todos os adjetivos com um artigo. As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.

- coloca o substantivo no plural. l) Possível


Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. - Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me-
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex-
d) Pronomes de tratamento pressões.
- sempre concordam com a 3ª pessoa. A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Vossa Santidade esteve no Brasil. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em-
presa.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado As piores situações possíveis são encontradas nas favelas
- Concordam com o substantivo a que se referem. da cidade.
As cartas estão anexas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

m) Meio 03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para


- Como advérbio: invariável. responder à questão.
Estou meio (um pouco) insegura. _________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
- Como numeral: segue a regra geral. está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
Comi meia (metade) laranja pela manhã. seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É
n) Só verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e
- apenas, somente (advérbio): invariável. da água em si ___________diferença, as companhias não po-
Só consegui comprar uma passagem. dem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares
- sozinho (adjetivo): variável. por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portan-
Estiveram sós durante horas. to, elas começam a usar preços- -sombra. Ainda assim,
ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/concor- adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria
dancia-verbal.htm das políticas de crescimento verde sempre ___________ a se-
gunda opção.
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na pectivamente, com:
frase: (A) Restam… faça… será
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores (B) Resta… faz… será
que determinam as escolhas dos governantes, para confe- (C) Restam… faz... serão
rir legitimidade a suas decisões. (D) Restam… façam… serão
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem (E) Resta… fazem… será
ser embasados na percepção dos valores e princípios que
regem a prática política. 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna-
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro tiva em que o trecho
regime democrático, em que se respeita tanto as liberda- – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
des individuais quanto as coletivas. neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.–
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa-
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi- drão da língua portuguesa.
nadas de um único poder central. (A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados até agora uma maneira adequada de se quantificar os in-
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi- sumos básicos.
niões existentes na sociedade. (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con- cos ser quantificados.
cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
em: até agora uma maneira adequada para que os insumos bá-
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei- sicos sejam quantificado.
tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora- (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor, trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
mediante palavras, sua matéria-prima. mos básicos seja quantificado.
B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus au- os insumos básicos.
tores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, 05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per- - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto:
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega-
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. tiva...
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classi-
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de ficação do continente americano (2,0)...
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que exemplos, em:
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu (A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o pró-
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. ximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da maio-
ria?

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LÍNGUA PORTUGUESA

(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas. 09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha. O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos-
(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural,
todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia. está em:
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
também existem umas que não merecem nossa atenção. (B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla-
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. neta)
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O
06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) consumo mundial de barris de petróleo)
Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se
peregrinação. no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos)
O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plu- (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
ral caso o segmento grifado seja substituído por: forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
(A) Há folheteiros que climáticas)
(B) A maior parte dos folheteiros
(C) O folheteiro e sua família 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi-
(D) O grosso dos folheteiros nale a alternativa em que a concordância das formas ver-
(E) Cada um dos folheteiros bais destacadas está de acordo com a norma-padrão da
07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) língua.
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higieni-
em: zação subterrânea.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os tra-
sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir balhadores da área de limpeza.
dessas criações poéticas tão originais. (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status riscos de se contrair alguma doença.
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
nas melhores universidades do país. sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção
mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer. de seus funcionários.
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e
a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser GABARITO
resultado do puro e simples desconhecimento.
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble- 01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de 06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
representatividade.
RESOLUÇÃO
08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
Observam-se corretamente as regras de concordância ver- 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
bal e nominal em: (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como que determinam as escolhas dos governantes, para confe-
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica- rir legitimidade a suas decisões.
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
de hoje. (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valo-
b) A importância de intelectuais como Edward Said e res e princípios que regem a prática política.
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
escreveram. tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so- crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
menos de terem alguma trégua. (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) volta-
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver- dos (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
relativa, costumam encontrar muito mais detratores que
admiradores. 2-)
e) No final do século XX já não se via muitos intelectuais A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei-
e escritores como Edward Said, que não apenas era notícia tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora-
pelos livros que publicavam como pelas posições que co- mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor,
rajosamente assumiam. mediante palavras, sua matéria-prima. = correta

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem- B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan- C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto)
tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
matéria-prima.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, 7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per- (A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside-
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa-
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. zes de fruir dessas criações poéticas tão originais.
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje
de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o nas melhores universidades do país.
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de épo- por merecer.
ca. (D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva-
3-) _Restam___dúvidas lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco-
em si __faça __diferença nhecimento.
a maioria das políticas de crescimento verde sempre (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que
____será_____ a segunda opção. os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto à falta de representatividade.
no plural quanto no singular. Nas alternativas não há “res-
tam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as opções 8-) Fiz as correções entre parênteses:
adequadas.
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisti-
4-)
cadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns (co-
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
mum) nos dias de hoje.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os
b) A importância de intelectuais como Edward Said e
insumos básicos.
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
que escreveram.
cos serem quantificados.
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
mos básicos sejam quantificados. sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- (ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter)
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- alguma trégua.
mos básicos sejam quantificados. d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver-
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem relativa, costumam encontrar muito mais detratores que
os insumos básicos. = correta admiradores.
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos in-
5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos telectuais e escritores como Edward Said, que não apenas
aos itens: era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém posições que corajosamente assumiam.
tem (singular)
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) 9-)
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quiseram (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) =
(plural) “há” permaneceria no singular
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem (B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
umas (plural) neta) = “sabe” permaneceria no singular
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O
as formas estão no plural) consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane-
ceria no singular
6-) (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no
A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “reflete”
“folheterios”) passaria para “refletem-se”

84
LÍNGUA PORTUGUESA

(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esfor- Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
ços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças cli- de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
máticas) = “pressiona” permaneceria no singular não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
diferentes formas em frases distintas.
10-) Fiz as correções:
(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) Verbos Intransitivos
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos ris- Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
cos importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
sete da manhã = eram
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
começou = começaram - Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL. indicar destino ou direção são: a, para.

Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple- Ricardo foi para a Espanha.
mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala- Adjunto Adverbial de Lugar
vras, criando frases não ambíguas, que expressem efetiva-
mente o sentido desejado, que sejam corretas e claras. - Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
Regência Verbal em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o úl-
Termo Regente: VERBO timo jogo.

A regência verbal estuda a relação que se estabelece Verbos Transitivos Diretos


entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos Os verbos transitivos diretos são complementados por
adverbiais). objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de co- gar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblí-
nhecermos as diversas significações que um verbo pode quos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses prono-
assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre- mes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
posição. Observe: verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, con- formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
tentar. lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agra- São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
do ou prazer”, satisfazer. nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad-
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar,
“agradar a alguém”. castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender,
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
Saiba que: proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
O conhecimento do uso adequado das preposições é Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver- como o verbo amar:
bal (e também nominal). As preposições são capazes de Amo aquele rapaz. / Amo-o.
modificar completamente o sentido do que se está sendo Amo aquela moça. / Amo-a.
dito. Veja os exemplos: Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Cheguei ao metrô. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver-
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de adnominais).
indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da lín- Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
gua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem di- Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carrei-
vergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns ra)
verbos, e a regência culta. Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)

85
LÍNGUA PORTUGUESA

Verbos Transitivos Indiretos Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.


Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Paguei minhas contas. / Paguei-as.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Informar
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos Informe os novos preços aos clientes.
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos preços)
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos
lhe, lhes. - Na utilização de pronomes como complementos, veja
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: as construções:
- Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo- Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
iguais para todos. bre eles)
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada
mentos introduzidos pela preposição “a”: para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, pre-
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. venir.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
Comparar
- Responder - Tem complemento introduzido pela pre- Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
quem” ou “ao que” se responde. indireto.
Respondi ao meu patrão. Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
criança.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
pessoa.
siva analítica. Veja:
Pedi-lhe favores.
O questionário foi respondido corretamente. Objeto Indireto Objeto Direto
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen- Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
tos introduzidos pela preposição “com”. Objetiva Direta
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover- Saiba que:
nam para uma minoria privilegiada. - A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
licença estiver subentendida.
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta- Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini-
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje- tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos: - A construção “dizer para”, também muito usada po-
pularmente, é igualmente considerada incorreta.
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indi-
Paguei o débito ao cobrador. reto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Objeto Direto Objeto Indireto Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado
com particular cuidado. Observe: sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil
Agradeci o presente. / Agradeci-o. vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. prefixo existente no próprio verbo (pre).

86
LÍNGUA PORTUGUESA

Mudança de Transitividade X Mudança de Significa- - Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apre-
do sentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
preposicionado ou não.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi- A torcida chamou o jogador mercenário.
dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen- A torcida chamou ao jogador mercenário.
to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin- A torcida chamou o jogador de mercenário.
guístico muito importante, pois além de permitir a correta A torcida chamou ao jogador de mercenário.
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, CUSTAR
estão: - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
AGRADAR Frutas e verduras não deveriam custar muito.
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
nhos, acariciar. ou transitivo indireto.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Muito custa viver tão longe da família.
quando o revê. Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjeti-
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / va
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. Intransitivo Reduzida de Infinitivo
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento atitude.
introduzido pela preposição “a”. Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjeti-
O cantor não agradou aos presentes. va
O cantor não lhes agradou. Indireto Reduzida de Infinitivo

ASPIRAR Obs.: a Gramática Normativa condena as construções


- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi- que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
por pessoa. Observe:
rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Custei para entender o problema.
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Forma correta: Custou-me entender o problema.
como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida.
(Aspirávamos a elas)
IMPLICAR
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto-
a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela
implicavam um firme propósito.
(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
b) Ter como consequência, trazer como consequência,
Aspiravam a ela) acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure-
cimento político de um povo.
ASSISTIR - Como transitivo direto e indireto, significa compro-
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres- meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
tar assistência a, auxiliar. Por exemplo: econômicas.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transi-
tivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen- quem não trabalhasse arduamente.
ciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
Assistimos ao documentário. PROCEDER
Não assisti às últimas sessões. - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
Essa lei assiste ao inquilino. cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de de adjunto adverbial de modo.
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa As afirmações da testemunha procediam, não havia
conturbada cidade. como refutá-las.
Você procede muito mal.
CHAMAR - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo-
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so- sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi-
licitar a atenção ou a presença de. do pela preposição “a”) é transitivo indireto.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha- O avião procede de Maceió.
má-la. Procedeu-se aos exames.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. O delegado procederá ao inquérito.

87
LÍNGUA PORTUGUESA

QUERER OBEDECER
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com
vontade de, cobiçar. a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.
Querem melhor atendimento. Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode
Queremos um país melhor. ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
estimar, amar. VER
Quero muito aos meus amigos. É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu
Ele quer bem à linda menina. o filme.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
Regência Nominal
VISAR É o nome da relação existente entre um nome (subs-
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. nome. Essa relação é sempre intermediada por uma prepo-
O homem visou o alvo. sição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
O gerente não quis visar o cheque. conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos
O ensino deve sempre visar ao progresso social. nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar nomes correspondentes: todos regem complementos in-
público. troduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
ESQUECER – LEMBRAR Obediente a algo/ a alguém.
- Lembrar algo – esquecer algo Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronomi- da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
nal) atentamente e procure, sempre que possível, associar es-
ses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, conhece.
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
to, transitivos indiretos:
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-


brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e


indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de al-
guma coisa).

SIMPATIZAR
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não sim-
patizei com os jurados.

NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Ma-
ria namora João.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

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LÍNGUA PORTUGUESA

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em responsabilidade pelo problema.
partes desiguais... (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que se perdido.
o grifado acima está empregado em: (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a de um índio na porta do prédio.
extremos de sutileza. (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado perdido de sua família.
nos troncos mais robustos. (E) A família toda se organizou para realizar a procura
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- à garotinha.
rientam, não raro, quem...
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
na serra de Tunuí... a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
gentio, mestre e colaborador...
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.).
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a
o da frase acima se encontra em: mídia pode exercer sobre os jovens.
A) A palavra direito, em português, vem de directum, do A) dos … na
verbo latino dirigere... B) nos … entre a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das C) aos … para a
sociedades... D) sobre os … pela
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado E) pelos … sob a
pela justiça.
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira- 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
ções da justiça... Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sen- da língua, assinale a alternativa em que os trechos desta-
timento de justiça. cados estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- dez mil tomadas.
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
nominal e à pontuação. C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida- criar logotipos e negociar.
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço D) O taxista levou o autor a indagar no número de to-
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, madas do edifício.
do que em outros. E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor repa-
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapida- rasse a um prédio na marginal.
mente seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço
seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, 09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
do que em outros.
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
língua e sem alteração de sentido.
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
exemplo, do que em outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- direitos dos trabalhadores domésticos.
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço A) da
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo B) na
– do que em outros. C) pela
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamen- D) sob a
te, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço E) sobre a
seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exemplo)
do que em outros. GABARITO

06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina- 01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
le a alternativa correta quanto à regência dos termos em 06. A 07. C 08. A 09. C
destaque.

90
LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 6-)
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das ou- se perdido.
tras ciências ... (C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de
Facilitar – verbo transitivo direto um índio na porta do prédio.
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de liga- (D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdi-
ção do de sua família.
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo (E) A família toda se organizou para realizar a procura
de ligação pela garotinha.
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran-
sitivo direto e indireto 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro = já assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
verbo transitivo indireto
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito
nos filhos do sueco. que a mídia pode exercer sobre os jovens.
Pedir = verbo transitivo direto e indireto
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- 8-)
sitivo direto B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de ha-
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
ligação C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... criar logotipos e negociar.
=verbo intransitivo D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi- tomadas do edifício.
mento. =transitivo direto E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor repa-
rasse em um prédio na marginal.
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada
em partes desiguais... 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
Constar = verbo intransitivo direitos dos trabalhadores domésticos.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado
nos troncos mais robustos. =ligação
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
rientam, não raro, quem... =transitivo direto CRASE.
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
na serra de Tunuí... = transitivo direto
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”,
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... “junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân-
Lidar = transitivo indireto cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a”
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s),
sociedades... =transitivo direto aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escri-
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado ta, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O
pela justiça. =ligação uso apropriado do acento grave depende da compreensão
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira- da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o
ções da justiça... =transitivo direto e indireto entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sen- nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a cra-
timento de justiça. =transitivo direto se, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon-
Observe:
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re-
Vou a + a igreja.
gência (pontuação encontra-se em tópico específico)
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, Vou à igreja.
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon- No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
tuação) “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
à pontuação) no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi- elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o Observe os outros exemplos:
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um Conheço a aluna.
exemplo) do que em outros. Refiro-me à aluna.

91
LÍNGUA PORTUGUESA

No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não
pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes
já especificados.

Casos em que a crase NÃO ocorre:

- diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
- diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.

Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.

- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita
e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método: troque a palavra
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

- diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

- diante de palavras femininas:


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.

- na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.

92
LÍNGUA PORTUGUESA

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de

Crase diante de Nomes de Lugar


Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”.
A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)

*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.

- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:


Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado.

Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo

Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais

A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pro-
nomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição
do termo regido feminino por um termo regido masculino. Por exemplo:

93
LÍNGUA PORTUGUESA

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. - diante de pronome possessivo feminino:
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade. Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a artigo. Observe:
crase. Veja outros exemplos: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. por você.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está espe-
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam rando por você.
responder nenhuma das questões. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
A sessão à qual assisti estava vazia. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
as frases abaixo das seguintes formas:
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo
“a” também pode ser detectada através da substituição do - depois da preposição até:
termo regente feminino por um termo regido masculino.
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Veja:
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à por-
Minha revolta é ligada à do meu país.
ta.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
Os exemplos são semelhantes aos de antes. palestra vai até às cinco horas da tarde.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele. Questões sobre Crase
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis-
cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju-
A Palavra Distância rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri-
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde
a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância pública como programas de esclarecimento e prevenção, de
de 100km daqui. (A palavra está determinada) tratamento para dependentes e de reintegração desses____
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou
palavra está especificada.) clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase própria família?
não pode ocorrer. Por exemplo: (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
Os militares ficaram a distância. 17.09.2012. Adaptado)
Gostava de fotografar a distância. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Ensinou a distância. respectivamente, com:
Dizem que aquele médico cura a distância. (A) aos … à … a … a
Reconheci o menino a distância. (B) aos … a … à … a
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambigui- (C) a … a … à … à
dade, pode-se usar a crase. Veja: (D) à … à … à … à
Gostava de fotografar à distância. (E) a … a … a … a
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia
o texto a seguir.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor-
- diante de nomes próprios femininos: reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no- causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto-
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar- mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
tigo. Observe: deu-a por ter feito o que fez.
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo ordem dada:
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode- A) à – a – a
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas: B) a – a – à
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto. C) à – a – à
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro- D) à – à – a
berto. E) a – à – à

94
LÍNGUA PORTUGUESA

03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está corre-
portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamente tamente empregado em:
empregado em: A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
(A) A população, de um modo geral, está à espera de com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. desejos.
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
sarem a sua postura. nos mecanismos biológicos de controle emocional.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
punições muito mais severas. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a
alimentam a violência crescente nas cidades.
vida dos demais motoristas e de pedestres.
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento
da nova lei para que ela possa funcionar. dade atinge os mais vulneráveis.

04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não 08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e O sinal indicativo de crase está correto em:
efervescente. A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase área de biotecnologia.
se o segmento grifado for substituído por: B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
A) leitura apressada e sem profundidade. à educação dos filhos.
B) cada um de nós neste formigueiro. C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
C) exemplo de obras publicadas recentemente. instalações do prédio.
D) uma comunicação festiva e virtual. D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
E) respeito de autores reconhecidos pelo público. detalhe que envolva a segurança das pessoas.
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- que comprometa o bem-estar do cidadão.
NESP – 2013).
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) 09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho-
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e
-lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e
uma vida digna. sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí-
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/ vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces- (Adaptado de P.D.James, op.cit.)
so em: 18.08.2012. Adaptado)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti- ordem dada:
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa- (A) à - à - a
drão da língua portuguesa. (B) a - à - a
A) à … à … à (C) à - a - à
B) a … a … à (D) a - à - à
C) a … à … à (E) à - a – a
D) à … à ... a
E) a … à … a 10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op-
06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
indicado?
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a
A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura.
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo
com a norma-padrão. B) Ninguém se referira à essa ideia antes.
Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cederemos C) Esta era à medida certa do quarto.
espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ prejudicar D) Ela fechou a porta e saiu às pressas.
nossas instituições. E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo.
(A) à … à … à
(B) a … à … à GABARITO
(C) à … a … a
(D) à … à … a 01. B 02. A 03. A 04. A 05. D
(E) a … a … à 06.C 07. E 08. B 09.B 10. D

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no


caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais. Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina no infinitivo – “prejudicar”).
não há crase)
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a 7-)
vida = à) A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en- com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
pronome indefinido/relativo) B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la so- o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
bre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos crase)
que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___ C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por (artigo indefinido)
ter feito o que fez. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
3-) de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá masculina)
para substituir por “esperando”) de que E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
sarem (antes de verbo) nal: desfavorável a?)
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à
punições (generalizando, palavra no plural) 8-)
(D) À ninguém (pronome indefinido) A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
(E) Cabe à todos (pronome indefinido)
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa-
educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
da e sem profundidade.
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono-
instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
me indefinido)
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
masculina)
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido) indefinido)
a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa- E) É função da política é dedicar-se à todo problema
lavra masculina) que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
definido)
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__ 9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa- singular e “frases”, no plural)
rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando Impassível à propensão (regência nominal: pede pre-
em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão posição)
e uma vida digna. A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição; to indicativo de crase)
- retorno a? regência nominal pede preposição; Sequência: a / à / a.
- antes de verbo no infinitivo não há crase.
10-)
6-) Vamos por partes! A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e
- Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por- substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia)
tanto: pede preposição; B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes
- quem cede, cede algo A alguém, então teremos obje- de pronome demonstrativo)
to direto e indireto; C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (artigo
- quem se propõe, propõe-se A alguma coisa. e substantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcio-
Vejamos: nal: À medida que lia, mais aprendia)
Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cederemos D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advér-
espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar bio de modo = apressadamente)
nossas instituições. E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
* Sujeitar A + A corrupção; palavra masculina
* ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto
indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
ma” é pronome indefinido);

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto de Interrogação
PONTUAÇÃO. Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo)

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que Reticências


servem para compor a coesão e a coerência textual, além 1- Indica que palavras foram suprimidas.
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve- - Comprei lápis, canetas, cadernos...
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
nhecidos pelo uso da língua portuguesa. 2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em - Este mal... pega doutor?
que se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava. - Deixa, depois, o coração falar...

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. Vírgula


Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma Não se usa vírgula
importância. *separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo gam-se diretamente entre si:
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) - entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por
Sujeito predicado
vírgulas.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
- entre o verbo e seus objetos.
nhas, frio e cobertor.
O trabalho custou sacrifício aos realiza-
dores.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-
V.T.D.I. O.D. O.I.
tivos, decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
Usa-se a vírgula:
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia; - Para marcar intercalação:
- Reunião com amigos. a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
dância, vem caindo de preço.
Dois pontos b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
1- Antes de uma citação produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
2- Antes de um aposto trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à querem abrir mão dos lucros altos.
tarde e calor à noite. - Para marcar inversão:
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven- Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
do a rotina de sempre. chadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
4- Em frases de estilo direto pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Maria perguntou: c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Por que você não toma uma decisão? maio de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
Ponto de Exclamação tos em enumeração):
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
susto, súplica, etc. A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
- Ai! Que susto! Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- João! Há quanto tempo! - Para isolar:

97
LÍNGUA PORTUGUESA

- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei- (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
ra, possui um trânsito caótico. moramento do desportista.
- o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
judô, natação e canoagem.
Fontes:
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ 04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012)
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu- Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
la.htm a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran-
Questões sobre Pontuação sação.
c) Maria, você trouxe os documentos?
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter- d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
nativa em que a pontuação está corretamente empregada, e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen-
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. tação estranha.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi- 05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua após o acréscimo das vírgulas.
dona. (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- nica ao grupo ou acione o código na internet.
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua onde o código foi acionado.
dona. (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- que a criança foi encontrada.
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
primeiro às, areias do Guarujá.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
ferência
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013)
dona.
Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical-
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação.
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi- Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en- ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as regras
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais mi-
dona. núsculas.
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP- de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B)
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re- os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici-
em sua certidão de nascimento. (...) pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
A oração subordinada “que não possuem o nome do PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
vírgula porque tem natureza restritiva. ças e transformação das comunidades em lugares melhores
( ) Certo ( ) Errado para se viver.
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- a) A
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada, b) B
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão? c) C
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o d) D
treino. e) E
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
portes? 07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU-
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
prepara para o evento. pontuação.

98
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas (D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali- e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti-
viada. midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X)
(B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por- encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
que você está junto; com os outros motoristas cujos com- sua dona.
portamentos, são desconhecidos. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
(C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in-
ser uma extensão de nossa personalidade. timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando ,
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au- (X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
a sua dona.
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas
na rua, são as principais causas da ira de trânsito.
2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU- de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que
econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do
você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada pai na certidão.
para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.” RESPOSTA: “CERTO”.
No período acima, as vírgulas foram empregadas em
“Paciência, minha filha, este é [...]”, para separar 3-)
(A) aposto. (A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
(B) vocativo. treino. = mantê-la (termo deslocado)
(C) adjunto adverbial. (B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
(D) expressão explicativa.
portes? = mantê-la (vocativo)
09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL (C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío- prepara para o evento.
do corretamente pontuado é: = mantê-la (explicação)
(A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos moramento do desportista.
espectadores. = pode retirá-la (advérbio de tempo)
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma judô, natação e canoagem.
história ficcional. = mantê-la (enumeração)
(C) A história de heroísmo e de determinação que nem
sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado, 4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal-
pelo frio. tante:
(D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem!
riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
(E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da
liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível. transação.
c) Maria, você trouxe os documentos?
GABARITO d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo-
01. C 02. C 03. D 04. C 05. E vimentação estranha.
06. D 07. A 08. B 09.B
5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
RESOLUÇÃO quadas
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
pais de onde o código foi acionado.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
sua dona. (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma dizendo que a criança foi encontrada.
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.
sua dona.

99
LÍNGUA PORTUGUESA

6-)
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau- PARÁGRAFOS.
lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para
as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti- “CARO CANDIDATO, O TÓPICO ACIMA FOI
cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas ABORDADO NO DECORRER DA MATÉRIA”
PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
ças e transformação das comunidades em lugares melhores INFORMAÇÕES LITERAIS
para se viver. E INFERÊNCIAS.
A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi-
ção (D), pois antecipa um termo explicativo.

7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas: “CARO CANDIDATO, O TÓPICO ACIMA FOI
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas ABORDADO NO DECORRER DA MATÉRIA”
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
viada.
(B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO: RECURSOS DE
porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos COESÃO.
comportamentos, (X) são desconhecidos.
(C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros
podem ser uma extensão de nossa personalidade.
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a ca-
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas. pacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento,
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas elaboramos todas as informações que recebemos e orien-
na rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito. tamos as ações que interferem na realidade e organização
de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensa-
8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado mento transformado em texto.
para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo. Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira
9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina- organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina-
dequadas ou faltantes: lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer
(A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência dizer, por meio da comunicação.
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X) Para isso, os elementos que compõem o texto se sub-
aos espectadores. dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To-
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada.
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
história ficcional. Introdução
(C) A história de heroísmo e de determinação (X) que
nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
marcado, (X) pelo frio. tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
(D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem
correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre- rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o
vivência. texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é
(E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título.
a liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans- Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto
ponível. em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo
ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação,
pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS: VARIEDADE DE em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri-
TEXTOS E ADEQUAÇÃO DE LINGUAGEM. meiro parágrafo.

Desenvolvimento

“CARO CANDIDATO, O TÓPICO ACIMA FOI A maior parte do texto está inserida no desenvolvi-
ABORDADO NO DECORRER DA MATÉRIA” mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre
a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo-

100
LÍNGUA PORTUGUESA

radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam Em relação à abertura para novas discussões, a con-
e dão base às explicações e posições do autor. É carac- clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes
terizado por uma “ponte” formada pela organização das fatores:
ideias em uma sequência que permite formar uma relação
equilibrada entre os dois lados. → Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te-
O autor do texto revela sua capacidade de discutir um mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto.
determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele → Para estimular o leitor a ler uma possível continuida-
se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito.
dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões → Por apenas apresentar dados e informações sobre
são fundamentadas a partir daqui. o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o assunto.
escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con- → Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
clusão. Por isso a importância do planejamento de texto. tor enumera algumas perguntas no final do texto.
Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex-
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre- A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au-
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica
é um roteiro, em que estão presentes os planejamentos.
formato de parágrafos medianos e curtos.
Nele devem estar indicadas as melhores sequências a se-
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são
rem utilizadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto
o desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está
possível.
relacionado ao autor tomar um argumento secundário que Fonte: http://producao-de-textos.info/mos/view/Carac-
se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra ter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/
em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O
segundo caso acontece quando quem redige tem muitas Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra-
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido, balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul- saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha cada parte constituinte do texto, é preciso saber escrever
lógica de raciocínio. obedecendo às normas de coerência e coesão. Antes de
mais nada, é necessário definir os termos: coerência diz res-
Conclusão peito à articulação do texto, à compatibilidade das ideias,
à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere-se à
Considerada como a parte mais importante do texto, expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas fra-
é o ponto de chegada de todas as argumentações elabo- sais e ao emprego do vocabulário.
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa
parte, em que a exposição ou discussão se fecha. Coerência e coesão relacionam-se com o processo de
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma produção e compreensão do texto. A coesão contribui para
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em
medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem
dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”. construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve reto, mas apresentar ideias sem nexo, sem uma sequência
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um
características de textos bem redigidos. texto pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas,
sem que no plano da expressão as estruturas frasais sejam
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi-
gramaticalmente aceitáveis: há coerência, mas não coesão.
cam muito longas:
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela
hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem ori-
→ O problema aparece quando não ocorre uma ex- gem nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo
ploração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma de cada pessoa, aliada à competência linguística. Deduz-se
invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão. que é difícil ensinar coerência textual, intimamente ligada
→ Outro fator consequente da insuficiência de funda- à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A
mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar coesão, porém, refere-se à expressão linguística, aos pro-
de maiores explicações, ficando bastante vazia. cessos sintáticos e gramaticais do texto.
→ Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
texto em que o autor fica girando em torno de ideias re-
dundantes ou paralelas. Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de
→ Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita- um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa ade-
mente dispensáveis. quada relação semântica, que se manifesta na compatibi-
→ Quando não tem clareza de qual é a melhor con- lidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa
clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final. com coisa” ou “uma coisa bate com outra”).

101
LÍNGUA PORTUGUESA

Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo mentos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o
do texto, numa linha de sequência e com os quais se es- significado de determinada palavra, mas não sabe empre-
tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo gá-la adequadamente, isso ocorre frequentemente com o
coesivo faz-se via gramática, fala-se em coesão gramatical. emprego dos conectivos (preposições e conjunções). Não
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical. basta saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas
nominais no interior das frases e que as conjunções ligam
Coerência frases dentro do período; é necessário empregar adequa-
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do damente tanto umas como outras. É bem verdade que, na
texto; maioria das vezes, o emprego inadequado dos conectivos
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão remete aos problemas de regência verbal e nominal.
conceitual; Exemplos:
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o
todo, com o aspecto global do texto; “Estar inteirada com os fatos” significa participação, in-
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e fra- teração.
ses. “Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento
dos fatos, estar informada.
Coesão
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar.
- situa-se na superfície do texto, estabelece conexão
sequencial; “Ir ao encontro” quer dizer concordar.
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as
partes componentes do texto; “Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das ideias” significa a liberdade não é ameaça;
frases. “Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de
ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada.
Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibili-
dade ou compreensão do texto. Um texto bem redigido Quanto à regência verbal, convém sempre consul-
tem parágrafos bem estruturados e articulados pelo enca- tar um dicionário de verbos, pois muitos deles admitem
deamento das ideias neles contidas. As estruturas frasais duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem
devem ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que um significado específico. Lembre-se, a propósito, de que
diz respeito à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado as dúvidas sobre o emprego da crase decorrem do fato
e essa adequação só se consegue pelo conhecimento dos de considerar-se crase como sinal de acentuação apenas,
significados possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais quando o problema refere-se à regência nominal e verbal.
comuns de redação sejam devidos à impropriedade do vo- Exemplos:
cabulário e ao mau emprego dos conectivos (conjunções,
que têm por função ligar uma frase ou período a outro). Eis O verbo assistir admite duas regências:
alguns exemplos de impropriedade do vocabulário, colhi- assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar
dos em redações sobre censura e os meios de comunica- assistência (O médico assiste o doente):
ção e outras. Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti
ao jogo da seleção).
“Nosso direito é frisado na Constituição.”
Nosso direito é assegurado pela Constituição. = correta Pedir o =n(transitivo direto) significa solicitar, pleitear
(Pedi o jornal do dia).
“Estabelecer os limites as quais a programação deveria
Pedir que =,contém uma ordem (A professora pediu
estar exposta.”
que fizessem silêncio).
Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
Pedir para = pedir permissão (Pediu para sair da clas-
estar sujeita. = correta
se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.” pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos,
A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensa- pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá
cionalistas ou punir os meios de comunicação que veiculam -lo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores
tais notícias. = correta pedem aumento de salário).

“Retomada das rédeas da programação.” O mau emprego dos pronomes relativos também pode
Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, em-
que diz respeito à programação. = correta prega-se no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo
da clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessá-
O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui- rio ou inadequado.
tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi- “Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para
gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en-
enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conheci- velope que (o qual) estava sem remetente).

102
LÍNGUA PORTUGUESA

“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da


sensibilidade...” SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE PALAVRAS
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade E EXPRESSÕES.
delas (palavras cheias de sensibilidade).

Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação


das frases, aconselha-se levar em conta as seguintes suges- Consideremos as seguintes frases:
tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
(conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções Vamos! Coloque logo a mão na massa!
conjuntivas). As crianças estão com as mãos sujas.
- Para dar ideia de oposição ou contradição, a articu- Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.
lação sintática faz-se por meio de conjunções adversativas:
mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Po- Chegamos à conclusão de que se trata de palavras
dem também ser empregadas as conjunções concessivas idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem
e locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição o mesmo significado?
Existe uma parte da gramática normativa denominada
aliada à concessão: embora, ou muito embora, apesar de,
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significa-
ainda que, conquanto, posto que, a despeito de, não obs-
dos que uma mesma palavra apresenta de acordo com o
tante. contexto em que se insere.
- A articulação sintática de causa pode ser feita por Tomando como exemplo as frases já mencionadas,
meio de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo
como, por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo
podem ser empregadas as preposições e locuções preposi- dicionário.
tivas: por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a, Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi-
em consequência de, por motivo de, por razões de. ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o
- O principal articulador sintático de condição é o “se”: significado é de: participação, interação mediante a uma
Se o time ganhar esse jogo, será campeão. Pode-se também tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por
expressar condição pelo emprego dos conectivos: caso, último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa.
contanto que, desde que, a menos que, a não ser que. Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
- O emprego da preposição “para” é a maneira mais cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
comum de expressar finalidade. “É necessário baixar as ta- algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em
xas de juros para que a economia se estabilize” ou para a consideração as situações de aplicabilidade.
economia estabilizar-se. “Teresa vai estudar bastante para Há uma infinidade de outros exemplos em que pode-
fazer boa prova.” Há outros articuladores que expressam mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exem-
plo:
finalidade: a fim de, com o propósito de, na finalidade de,
O rapaz é um tremendo gato.
com a intenção de, com o objetivo de, com o fito de, com o O gato do vizinho é peralta.
intuito de. Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
- A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, sobrevivência
pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. O passarinho foi atingido no bico.
Para introduzir mais um argumento a favor de determinada
conclusão emprega- Polissemia e homonímia
-se ainda. Os articuladores aliás, além do mais, além
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
cabal, apresentado como um acréscimo, para justificar de comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi-
forma incontestável o argumento contrário. cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
- Para introduzir esclarecimentos, retificações ou de- quando duas ou mais palavras com origens e significados
senvolvimento do que foi dito empregam-se os articu- distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho-
ladores: isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A monímia.
conjunção aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o de- A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
senvolvimento do discurso, pois acrescenta uma informa- significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
polissemia porque os diferentes significados para a palavra
ção nova, um dado novo, e se não acrescentar nada, é pura
manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
repetição e deve ser evitada.
mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que
- Alguns articuladores servem para estabelecer uma uma entrada no dicionário.
gradação entre os correspondentes de determinada escala. “Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar
No alto dessa escala acham-se: mesmo, até, até mesmo; no o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou
plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo. a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os
diferentes significados estão interligados porque remetem
para o mesmo conceito, o da escrita.

103
LÍNGUA PORTUGUESA

Polissemia e ambiguidade - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra


com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua-
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode gem rica e expressiva. Veja este exemplo:
ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpreta- Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes
ção. Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação que seja tarde demais.
específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle
alimentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste de ações; disciplina, limitação de conduta e comportamen-
caso podem existir duas interpretações diferentes. As pes- to.
soas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são
felizes porque têm uma alimentação equilibrada. Fonte:
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre- justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu-
tação. Para fazer a interpretação correta é muito importan- rado-das-palavras.html
te saber qual o contexto em que a frase é proferida.
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabo- Questões sobre Denotação e Conotação
la, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser de-
finida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma 1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto. LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão
Sentido Próprio e Figurado das Palavras de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala-
Pela própria definição acima destacada podemos per- vras ígneo e pétreo.
ceber que a palavra é composta por duas partes, uma delas (A) De corda; de plástico.
relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada (B) De fogo; de madeira.
significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex- (C) De madeira; de pedra.
pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado). (D) De fogo; de pedra.
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi- (E) De plástico; de cinza.
dem-se assim:
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti- 2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
do comum que costumamos dar a uma palavra. LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura- - ADAPTADO) Para responder à questão, considere a se-
do”, que podemos dar a uma palavra. guinte passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereoti-
Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes pando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
contextos: 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra- Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
dável, que adota condutas pouco apreciáveis) (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhe- (B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
ce muito sobre alguma coisa, “expert”) dela.
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co- (C) adotar como referência de qualidade.
mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado (D) julgar de acordo com normas legais.
em sentido figurado. (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Podemos então concluir que um mesmo significante
(parte concreta) pode ter vários significados (conceitos). 3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
Denotação e Conotação ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as
palavras destacadas nas seguintes passagens do texto:
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
com o seu significado primitivo e original, com o sentido ... informações ligadas especialmente à pesquisa aca-
do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem dêmica,
comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para ... uma “máquina poética”, algo que funcionasse por
que não voasse mais. analogia e associação...
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a ideia
próprio, comum, usual, literal. de hipertexto...
... 20 anos depois de seu artigo fundador...
MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di-
cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti- As palavras destacadas que expressam ideia de tempo
lizado em seu sentido dicionarístico. são:

104
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) algo, especialmente e Quando. 7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU-


(B) Desde, especialmente e algo. NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à
(C) especialmente, Quando e depois. questão.
(D) Desde, Quando e depois.
(E) Desde, algo e depois. RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a
Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci-
4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi-
A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o mo- pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per-
vimento cordelista pode ser comparada à de outros dois correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas
grandes nomes... onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve,
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em
prejuízo da correção, o elemento grifado pode ser subs- ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via
tituído por: pública como a casa da sogra.
(A) contrastada. Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os
recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas
(B) confrontada.
que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas,
(C) ombreada.
pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar
(D) rivalizada.
orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban-
(E) equiparada. cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU- lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo
NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te com ele.
abras com teu amigo – o verbo em destaque foi emprega- É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão
do em sentido figurado. nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum
Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir” motivo, parecem querer levar ao colapso.
continua sendo empregado em sentido figurado. Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalis-
(A) Ao abrir a porta, não havia ninguém. mo, saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade,
(B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri- resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos
dor. públicos, talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua.
(C) Para aprender, é preciso abrir a mente. (Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013.
(D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em Adaptado)
casa.
(E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico. Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º
parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de
6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – (A) progresso.
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques- (B) descaso.
tão, considere o texto abaixo. (C) vitória.
(D) tédio.
A marca da solidão (E) ruína.

Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de 8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho:
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de “Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva
anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo
penumbra na tarde quente.
sentido é:
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
(A) O menino leva o material adequado para a escola.
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
(B) João levou uma surra da mãe.
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- (C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é (D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a (E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. a prova.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) RESOLUÇÃO

No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido 1-)


figurado é Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
(A) menino. sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
(B) chão. fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos-
(C) testa. ta?
(D) penumbra.
(E) tenda. RESPOSTA: “D”.

105
LÍNGUA PORTUGUESA

2-) - Antônimos
Classificar conforme regras conhecidas, mas não con- São palavras de significação oposta: ordem - anarquia;
firmadas se verdadeiras. soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem.
Observação: A antonímia pode originar-se de um pre-
RESPOSTA: “E”. fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer;
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis-
3-) córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e an-
As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são: ticomunista; simétrico e assimétrico.
desde, quando e depois.
O que são Homônimos e Parônimos:
RESPOSTA: “D”. - Homônimos
a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferen-
4-) tes na pronúncia:
Ao participar de um concurso, não temos acesso a di-
rego (subst.) e rego (verbo);
cionários para que verifiquemos o significado das palavras,
colher (verbo) e colher (subst.);
por isso, caso não saibamos o que significam, devemos
jogo (subst.) e jogo (verbo);
analisá-las dentro do contexto em que se encontram. No
exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”. denúncia (subst.) e denuncia (verbo);
providência (subst.) e providencia (verbo).
RESPOSTA: “E”. b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e di-
5-) ferentes na escrita:
Em todas as alternativas o verbo “abrir” está emprega- acender (atear) e ascender (subir);
do em seu sentido denotativo. No item C, conotativo (“abrir concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
a mente” = aberto a mudanças, novas ideias). cela (compartimento) e sela (arreio);
censo (recenseamento) e senso ( juízo);
RESPOSTA: “C”. paço (palácio) e passo (andar).

6-) c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São


Novamente, responderemos com frase do texto: seu palavras iguais na escrita e na pronúncia:
rosto formando uma tenda. caminho (subst.) e caminho (verbo);
cedo (verbo) e cedo (adv.);
RESPOSTA: “E”. livre (adj.) e livre (verbo).

7-) - Parônimos
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção do São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro
autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-se à e couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede
queda, ao fim, à ruína da cidade. e cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; au-
tuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir
RESPOSTA: “E”. e diferir; suar e soar.
8-)
No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an-
sentido de “duração/tempo”
tonimos,-homonimos-e-paronimos
(A) O menino leva o material adequado para a escola.
= carrega
Questões sobre Significação das Palavras
(B) João levou uma surra da mãe. = apanhou
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. = 01. Assinale a alternativa que preenche corretamente
direciona as lacunas da frase abaixo:
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a Da mesma forma que os italianos e japoneses _________
prova = duração/tempo para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros ________
para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor;
RESPOSTA: “E”. internamente, __________ para o Sul, pelo mesmo motivo.
a) imigraram - emigram - migram
- Sinônimos b) migraram - imigram - emigram
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto c) emigraram - migram - imigram.
- abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir. d) emigraram - imigram - migram.
Observação: A contribuição greco-latina é responsável e) imigraram - migram – emigram
pela existência de numerosos pares de sinônimos: adver-
sário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e he- Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – 2013
miciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e - Leia o texto para responder às questões de números 02
diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. e 03.

106
LÍNGUA PORTUGUESA

Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
está correto o que se afirma em
Você comprou um smartphone e acha que aquele seu A) I, II e III.
celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo B) III, apenas.
para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID C) I e III, apenas.
– Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto D) I, apenas.
ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, E) I e II, apenas.
ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo
eletrônico. 05. Leia as frases abaixo:
Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo, 1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
constroem carros com sensores de movimento que respon- 2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em
dem à aproximação das pessoas. A fonte de energia vem de Marte.
baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que precisa- 3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas
mos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o instrutor de de humor.
robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos também 4 - ___________ dias que não falo com Alfredo.
aprendem a consertar computadores antigos. “O nosso pro-
jeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se tivéssemos Escolha a alternativa que oferece a sequência correta
que comprar tudo, não seria viável”, completou. de vocábulos para as lacunas existentes:
Em uma época em que celebridades do mundo digital a) concerto – há – a – cessões – há;
fazem campanha a favor do ensino de programação nas es- b) conserto – a – há – sessões – há;
colas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da c) concerto – a – há – seções – a;
turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já d) concerto – a – há – sessões – há;
sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No e) conserto – há – a – sessões – a .
início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
interessando”, disse. 06. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
(Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013. NESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho para res-
Adaptado) ponder à questão.
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans-
02. A palavra em destaque no trecho –“Tirando alguns mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem”... – lhes impuseram limites de disciplina.
pode ser substituída, sem alteração do sentido da mensa- O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
gem, pela seguinte expressão: trecho, é:
A) Pelo menos A) de desprendimento.
B) A contar de B) de responsabilidade.
C) Em substituição a C) de abnegação.
D) Com exceção de D) de amor.
E) No que se refere a E) de egoísmo.

03. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo 07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser
para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu preenchida com a primeira alternativa da série dada nos
achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse. parênteses:
A) Estimulante. A) Estou aqui _______ de ajudar os flagelados das en-
B) Cansativo. chentes. (afim- a fim).
C) Irritante. B) A bandeira está ________. (arreada - arriada).
D) Confuso. C) Serão punidos os que ________ o regulamento. (in-
E) Improdutivo. flingirem - infringirem).
D) São sempre valiosos os ________ dos mais velhos.
04. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- (concelhos - conselhos).
NESP – 2013). Analise as afirmações a seguir. E) Moro ________ cem metros da praça principal. (a cer-
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso ca de - acerca de).
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. 08. Assinale a alternativa correta, considerando que à
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser direita de cada palavra há um sinônimo.
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta- a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar
ção. b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife- c) delatar = expandir; dilatar = denunciar
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. – d) deferir = diferenciar; diferir = conceder
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
do”, sem alterar o sentido do texto.

107
LÍNGUA PORTUGUESA

GABARITO B) A bandeira está arriada . (arrear = colocar


arreio no cavalo)
01. A 02. D 03. A 04. A C) Serão punidos os que infringirem o regulamen-
05. D 06. E 07. E 08. A to. (inflingirem = aplicarem a pena)
D) São sempre valiosos os conselhos dos mais ve-
RESOLUÇÃO lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa
de um distrito).
1-) Da mesma forma que os italianos e japoneses E) Moro a cerca de cem metros da praça principal.
imigraram para o Brasil no século passado, hoje os bra- (acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.).
sileiros emigram para a Europa e para o Japão, à busca
de uma vida melhor; internamente, migram para o
Sul, pelo mesmo motivo. 8-)
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) =
2-) “Com exceção de alguns sensores, que precisamos significados invertidos
comprar, é tudo reciclagem”... c) delatar = expandir; dilatar = denunciar = signifi-
cados invertidos
3-) antônimo para o termo destacado : “No início das d) deferir = diferenciar; diferir = conceder = signifi-
aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me interes- cados invertidos
sando” e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação =
“No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas significados invertidos
depois fui me interessando”
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
4-)
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a al-
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser ternativa correta quanto à concordância, de acordo
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta- com a norma-padrão da língua portuguesa.
ção. = correta (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife- social está no centro dos debates atuais.
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. – (B) Políticos, economistas e teóricos diverge em re-
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão lação aos efeitos da desigualdade social.
do”, sem alterar o sentido do texto. = correta (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
mais pobres é um fenômeno crescente.
5-) (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito
1 - Assisti ao concerto do balé Bolshoi; criticado por alguns teóricos.
2 - Daqui a pouco vão dizer que há (= existe) (E) Os debates relacionado à distribuição de rique-
vida em Marte.
zas não são de exclusividade dos economistas.
3 – As sessões da câmara são verdadeiros pro-
gramas de humor.
4- Há dias que não falo com Alfredo. (= Realizei a correção nos itens:
tempo passado) (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
cial está = estão
6-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes (B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e gem
não lhes impuseram limites de disciplina. (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse mais pobres é um fenômeno crescente.
trecho, é de egoísmo (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado cado = criticada
nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações (E) Os debates relacionado = relacionados
de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan-
tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per-
RESPOSTA: “C”.
cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse
conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli-
nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou 2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se-
coletivas). guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase
– Um levantamento mostrou que os adolescentes ame-
7-) ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
A) Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em:
enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in- (A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes
dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas americanos consomem em média 357 calorias, diárias
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos) dessa fonte.

108
LÍNGUA PORTUGUESA

(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a
americanos consomem, em média 357 calorias diárias exposição pública a que se submetem os guardadores de
dessa fonte. carros.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias -placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma
dessa fonte. demonstração de mau gosto.
(D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in-
americanos, consomem em média 357 calorias diárias teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da-
dessa fonte. queles velhos carros-placa.
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias, RESPOSTA: “C”.
dessa fonte.
4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a
Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada
mesma regra que distribuídos.
ou faltante:
(A) sócio
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes (B) sofrê-lo
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X) (C) lúcidos
diárias dessa fonte. (D) constituí
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes (E) órfãos
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte. Distribuímos = regra do hiato
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes (A) sócio = paroxítona terminada em ditongo
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des- (B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome
sa fonte. oblíquo. Nunca!)
(D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes (C) lúcidos = proparoxítona
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
diárias dessa fonte. – oxítona: cons-ti-tui)
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes (E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
diárias, (X) dessa fonte. RESPOSTA: “D”.

RESPOSTA: “C”. 5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)


A concordância verbal está plenamente observada na
3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – frase:
FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de (A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
concordância verbal na frase: materialistas, o posicionamento de alguns religiosos e
a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível parlamentares acerca da educação religiosa nas escolas
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a públicas.
visibilidade social. (B) Sempre deverão haver bons motivos, junto
àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino
b) As duas tábuas em que se comprimem o famige-
religioso, para se reservar essa prática a setores da ini-
rado homem-placa carregam ditos que soam irônicos,
ciativa privada.
como “compro ouro”.
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do tex-
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa to, contra os que votam a favor do ensino religioso na
a exposição pública a que se submetem os guardadores escola pública, consistem nos altos custos econômicos
de carros. que acarretarão tal medida.
d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na (D) O número de templos em atividade na cidade
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de- de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em
monstração de mau gosto. proporção maior do que ocorrem com o número de es-
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados colas públicas.
em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles ve- (E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
lhos carros-placa. como a regulação natural do mercado sinalizam para
as inconveniências que adviriam da adoção do ensino
Fiz as correções entre parênteses: religioso nas escolas públicas.
a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu-
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri- (A) Provocam = provoca (o posicionamento)
mida a visibilidade social. (B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá haver
b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime) (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô- contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
nicos, como “compro ouro”. pública, consistem = consiste.

109
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) O número de templos em atividade na cidade de (D) As instituições fundamentais de um regime de-
São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor- mocrático não pode estar subordinado às ordens indis-
ção maior do que ocorrem = ocorre criminadas de um único poder central.
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
a regulação natural do mercado sinalizam para as inconve- para o momento eleitoral, que expõem as diferentes
niências que adviriam da adoção do ensino religioso nas opiniões existentes na sociedade.
escolas públicas.
Fiz os acertos entre parênteses:
RESPOSTA: “E”. (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para
6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) conferir legitimidade a suas decisões.
Segundo o Manual de Redação da Presidência da Repú- (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
(A) embaixadores. valores e princípios que regem a prática política.
(B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais. (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
(C) prefeitos municipais. dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
(D) presidentes das Câmaras de Vereadores. tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
(E) vereadores. (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
(abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o seu tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presi- põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
dência da República (1991).
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-de- RESPOSTA: “A”.
tail.php?id=393)
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010)
RESPOSTA: “E”. A frase que admite transposição para a voz passiva é:
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa-
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) grado.
... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
ciedade como tais. grande diversidade de fenômenos.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da so-
passará a ser, corretamente, ciedade, a própria sociedade e seu instrumento de uni-
(A) perceba. ficação.
(B) foi percebido. (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto
(C) tenham percebido. da vida (...).
(D) devam perceber. (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar ilu-
(E) estava percebendo. dido e da falsa consciência.

... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te- do.
remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
princípios... grande diversidade de fenômenos.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
RESPOSTA: “A” explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
A concordância verbal e nominal está inteiramente cor- (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
reta na frase: vida (...).
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
valores que determinam as escolhas dos governantes, e da falsa consciência.
para conferir legitimidade a suas decisões.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes RESPOSTA: “B”.
devem ser embasados na percepção dos valores e prin-
cípios que regem a prática política. 10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda- TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias,
deiro regime democrático, em que se respeita tanto as vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista
liberdades individuais quanto as coletivas. ambiental Geraldo Motta.

110
LÍNGUA PORTUGUESA

Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli- 13-) (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011)
nhados devem sofrer as seguintes alterações: Entre as frases que seguem, a única correta é:
(A) entrar − vira a) Ele se esqueceu de que?
(B) entrava − tinha visto b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para dis-
(C) entrasse − veria tribui-lo entre os presentes.
(D) entraria − veria c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas
(E) entrava − teria visto críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindica-
Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve- ções dos funcionários.
ria = entrasse / veria. e) Não sei por que ele mereceria minha conside-
ração.
RESPOSTA: “C”.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê?
11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) (B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
A pontuação está inteiramente adequada na frase: distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a cessivos nas críticas.
ver com as de ontem. (D) O juíz ( juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que cações dos funcionários.
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver,
com as de ontem.
RESPOSTA: “E”.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver
14-) (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINIS-
com as de ontem. TRATIVO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as fra-
d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que ses do texto:
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver I, Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
com as de ontem. gativa...
e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que II,... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver sificação do continente americano (2,0)...
com as de ontem. Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases
I e II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem
Devido à igualdade textual entre os itens, a apresenta- dos exemplos, em:
ção da alternativa correta indica quais são as inadequações (A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
nas demais. próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente
da maioria?
RESPOSTA: “E”. (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas ju-
ninas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de qua-
12-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – drilha.
ALUNO SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa.
No trecho: “O crescimento econômico, se associado à Quase todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
ampliação do emprego, PODE melhorar o quadro aqui (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui,
sumariamente descrito.”, se passarmos o verbo desta- mas também existem umas que não merecem nossa
cado para o futuro do pretérito do indicativo, teremos atenção.
a forma: (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
A) puder.
B) poderia. Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
C) pôde. aos itens:
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
D) poderá.
tem (singular)
E) pudesse.
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do
ram (plural)
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode- (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é umas (plural)
crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes- (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
soa do singular (ele) = poderia. as formas estão no plural)

RESPOSTA: “B”. RESPOSTA: “A”.

111
LÍNGUA PORTUGUESA

15-) (CETESB/SP - ANALISTA ADMINISTRATIVO - 17-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-


RECURSOS HUMANOS - VUNESP/2013 - ADAPTADA) RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preen-
Considere as orações: … sabíamos respeitar os mais che adequadamente e de acordo com a norma culta a
velhos! / E quando eles falavam nós calávamos a boca! lacuna da frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu
Alterando apenas o tempo dos verbos destacados lhe faria a pergunta mais deliciosa de todas.
para o tempo presente, sem qualquer outro ajuste, (A) entrasse
tem-se, de acordo com a norma-padrão da língua por- (B) entraria
tuguesa: (C) entrava
(A) … soubemos respeitar os mais velhos! / E quan- (D) entrar
do eles falaram nós calamos a boca! (E) entrou
(B) … saberíamos respeitar os mais velhos! / E quan-
do eles falassem nós calaríamos a boca! O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in-
(C) … soubéssemos respeitar os mais velhos! / E dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou-
quando eles falassem nós calaríamos a boca! tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se
(D) … saberemos respeitar os mais velhos! / E quan- ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço...
do eles falarem nós calaremos a boca!
(E) … sabemos respeitar os mais velhos! / E quando RESPOSTA: “A”.
eles falam nós calamos a boca!
18-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
No presente: nós sabemos / eles falam. RIA – VUNESP/2010 - ADAPTADA)
Assinale a alternativa de concordância que pode ser
RESPOSTA: “E”. considerada correta como variante da frase do texto –
A maioria considera aceitável que um convidado che-
16-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS- gue mais de duas horas ...
TRATIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas (A) A maioria dos cariocas consideram aceitável
verbais está correta em: que um convidado chegue mais de duas horas...
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o (B) A maioria dos cariocas considera aceitáveis que
planeta não resistiu. um convidado chegue mais de duas horas...
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto (C) As maiorias dos cariocas considera aceitáveis
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um co- que um convidado chegue mais de duas horas...
lapso. (D) As maiorias dos cariocas consideram aceitáveis
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebi- que um convidado chegue mais de duas horas...
da, o do jogo, o do sexo e o do consumo não conheces- (E) As maiorias dos cariocas consideram aceitável
se distorções patológicas, não haverá vícios. que um convidado cheguem mais de duas horas...
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tor-
nado tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão Fiz as indicações:
baratas. (A) A maioria dos cariocas consideram (ou considera,
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir tanto faz) aceitável que um convidado chegue mais de
conscientemente, a oferta de produtos supérfluos cres- duas horas...
cia. (B) A maioria dos cariocas considera (ok) aceitáveis
(aceitável) que um convidado chegue mais de duas horas...
Fiz as correções necessárias: (C) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas considera (ok)
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane- aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais de
ta não resistiu = resistirá duas horas...
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto (D) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso. (ok) aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida, de duas horas...
o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis- (E) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
torções patológicas, não haverá = haveria (ok) aceitável que um convidado cheguem (chegue) mais
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado de duas horas...
tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou
teriam ficado) RESPOSTA: “A”.
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia =
crescerá

RESPOSTA: “B”.

112
LÍNGUA PORTUGUESA

19-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ- (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
palavras são acentuadas graficamente pelos mesmos ADAPTADO) Leia o texto, para responder às questões
motivos que justificam, respectivamente, as acentua- de números 21 e 22.
ções de: década, relógios, suíços. Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de
(A) flexíveis, cartório, tênis. deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o cliente
(B) inferência, provável, saída. paulista acena, assovia, agita os braços num agônico
(C) óbvio, após, países. polichinelo; encostado à parede, marmóreo e impas-
(D) islâmico, cenário, propôs. sível, o garçom carioca o ignora com redobrada aten-
(E) república, empresária, graúda. ção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”, “Chefê?!”, “Par-
ceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro, olha
Década = proparoxítona / relógios = paroxítona termi- pro lustre.
nada em ditongo / suíços = regra do hiato Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância:
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em o paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar,
ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas inte-
de “s”) rações sociais terminam, 99% das vezes, diante da per-
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / gunta “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do que o fato de estar pagando não garantirá a atenção do
hiato garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após e criado na crua batalha entre burgueses e proletários,
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato compreender o discreto charme da aristocracia?
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que
“o” + “s” esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto- e da gravata borboleta, saudades do imperador. [...]
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato Se deixou de bajular os príncipes e princesas do século
19, passou a servir reis e rainhas do 20: levou gim tô-
RESPOSTA: “E”. nicas para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques
para Tom e leites para Nelson, recebeu gordas gorjetas
20-) (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- de Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje
NESP/2013) De acordo com a norma- padrão da fala de futebol com Roberto Carlos e ouve conselhos de
língua portuguesa, o acento indicativo de crase está João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre foi,
corretamente empregado em: seu orgulho permanece intacto.
(A) A população, de um modo geral, está à espera Até que chega esse paulista, esse homem bidimen-
de que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os aci- sional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e
dentes. sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à um crachá universal, capaz de abrir todas as portas. Ah,
repensarem a sua postura. paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos vazio que carregas no peito - pensa o garçom, antes de
à punições muito mais severas. conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre.
a vida dos demais motoristas e de pedestres. Veja, veja como ele se debate, como se debaterá
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumpri- amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de Cin-
mento da nova lei para que ela possa funcionar. zas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas do
Tietê, onde a desigualdade é tão mais organizada: “Ô,
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava pra
para substituir por “esperando”) de que ver um cardápio?!”. Acalme-se, conterrâneo.
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re- Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom
pensarem (antes de verbo) carioca não está aí para servi-lo, você é que foi ao res-
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à taurante para homenageá-lo.
punições (generalizando, palavra no plural) (Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha
(D) À ninguém (pronome indefinido) de S.Paulo, 06.02.2013)
(E) Cabe à todos (pronome indefinido)
(*) Um tipo de coreografia, de dança.
RESPOSTA: “A”.

113
LÍNGUA PORTUGUESA

21-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
NESP/2013) Assinale a alternativa contendo passagem ADAPTADO) Para responder às questões de números 24
em que o autor simula dialogar com o leitor. e 25, considere a seguinte passagem: Sem querer este-
(A) Acalme-se, conterrâneo. Acostume-se com sua reotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas
existência plebeia. interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
(B) Ô, companheiro, faz meia hora que eu cheguei... pergunta “débito ou crédito?”.
(C) Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de
deux”. 24-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
(D) Sim, meu caro paulista... PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
(E) Ah, paulishhhhta otááário... NESP/2013) Nesse contexto, o verbo estereotipar tem
sentido de
Em “meu caro paulista”, o autor está dirigindo-se a nós, (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
leitores. (B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
dela.
RESPOSTA: “D”. (C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
22-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2013) O contexto em que se encontra a passa- Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
gem – Se deixou de bajular os príncipes e princesas do firmadas se verdadeiras.
século 19, passou a servir reis e rainhas do 20 (2.º pará-
grafo) – leva a concluir, corretamente, que a menção a RESPOSTA: “E”.
(A) príncipes e princesas constitui uma referência
em sentido não literal. 25-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
(B) reis e rainhas constitui uma referência em sen- PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
tido não literal. NESP/2013) Nessa passagem, a palavra cujas tem sen-
(C) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma tido de
referência em sentido não literal. (A) lugar, referindo-se ao ambiente em que ocorre a
(D) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma pergunta mencionada.
referência em sentido literal. (B) posse, referindo-se às interações sociais do pau-
(E) reis e rainhas constitui uma referência em sen- lista.
tido literal. (C) dúvida, pois a decisão entre débito ou crédito
ainda não foi tomada.
Pela leitura do texto infere-se que os “reis e rainhas” (D) tempo, referindo-se ao momento em que ter-
do século 20 são as personalidades da mídia, os “famosos” minam as interações sociais.
e “famosas”. Quanto a príncipes e princesas do século 19, (E) condição em que se deve dar a transação finan-
esses eram da corte, literalmente. ceira mencionada.

RESPOSTA: “B”. O pronome “cujo” geralmente nos dá o sentido de pos-


se: O livros cujas folhas (lê-se: as folhas dos livros).
23-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- RESPOSTA: “B”.
NESP/2013) O sentido de marmóreo (adjetivo) equiva-
le ao da expressão de mármore. Assinale a alternativa 26-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
contendo as expressões com sentidos equivalentes, res- PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
pectivamente, aos das palavras ígneo e pétreo. NESP/2013) Assinale a alternativa em que a oração
(A) De corda; de plástico. destacada expressa finalidade, em relação à outra que
(B) De fogo; de madeira. compõe o período.
(C) De madeira; de pedra. (A) Se deixou de bajular os príncipes e princesas do
(D) De fogo; de pedra. século 19, passou a servir reis e rainhas do 20...
(E) De plástico; de cinza. (B) Pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última
mesa do restaurante...
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as- (C) Você é que foi ao restaurante para homenageá
sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos -lo.
fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos- (D) ... nenhum emblema preencherá o vazio que
ta? carregas no peito ...
(E) O garçom boceja, tira um fiapo do ombro...
RESPOSTA: “D”.

114
LÍNGUA PORTUGUESA

Vamos às análises: (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO


A - Se deixou de bajular os príncipes e princesas do - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
século 19 = a conjunção inicial é condicional. ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere
B - antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante = as palavras destacadas nas seguintes passagens do tex-
conjunção temporal (dá-nos noção de tempo) to:
C - para homenageá-lo = nessa oração temos a noção Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
do motivo (qual a finalidade) da ação de “ter ido ao restau- ... informações ligadas especialmente à pesquisa
rante”, segundo o texto acadêmica,
D - que carregas no peito – o “que” funciona como ... uma “máquina poética”, algo que funcionasse
pronome relativo (podemos substituí-lo por “o qual” car- por analogia e associação...
regas no peito) Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a
E - tira um fiapo do ombro – temos aqui uma oração ideia de hipertexto...
assindética (sem conjunção “final”) ... 20 anos depois de seu artigo fundador...

RESPOSTA: “C”. 29-) As palavras destacadas que expressam ideia de


tempo são:
27-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (A) algo, especialmente e Quando.
(B) Desde, especialmente e algo.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
(C) especialmente, Quando e depois.
NESP/2011) Em – A falta de modos dos homens da Casa
(D) Desde, Quando e depois.
de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward dizen-
(E) Desde, algo e depois.
do bobagens para estranhos no Quirguistão incomo-
dou a embaixadora americana. As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
A conjunção destacada pode ser substituída por desde, quando e depois.
A) portanto. (B) como. (C) no entanto. (D)
porque. (E) ou. RESPOSTA: “D”.
O “mas” é uma conjunção adversativa, dando a ideia de 30- (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
oposição entre as informações apresentadas pelas orações, PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
o que acontece no enunciado da questão. Em “A”, temos NESP/2013) Assinale a alternativa contendo frase com
uma conclusiva; “B”, comparativa; “C”, adversativa; “D”, ex- redação de acordo com a norma-padrão de concordân-
plicativa; “E”, alternativa. cia.
(A) Pensava na necessidade de ser substituído de
RESPOSTA: “C”. imediato os métodos existentes.
(B) Substitui-se os métodos de recuperação de in-
28-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO formações que se ligava especialmente à pesquisa aca-
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- dêmica.
NESP/2013) Assinale a alternativa contendo palavra (C) No hipertexto, a textualidade funciona por se-
formada por prefixo. quências fixas que se estabeleceram previamente.
(A) Máquina. (D) O inventor pensava em textos que já deveria es-
(B) Brilhantismo. tar disponíveis em rede.
(C) Hipertexto. (E) Era procurado por ele máquinas com as quais
(D) Textualidade. pudesse capturar o brilhantismo anárquico da imagi-
(E) Arquivamento. nação humana.

Coloquei entre parênteses a correção:


A – Máquina = sem acréscimo de afixos (prefixo ou su-
(A) Pensava na necessidade de ser substituído (serem
fixo)
substituídos) de imediato os métodos existentes.
B - Brilhantismo. = acréscimo de sufixo (ismo)
(B) Substitui-se (substituem-se) os métodos de recupe-
C – Hipertexto = acréscimo de prefixo (hiper) ração de informações que se ligava (ligavam) especialmen-
D – Textualidade = acréscimo de sufixo (idade) te à pesquisa acadêmica.
E – Arquivamento = acréscimo de sufixo (mento) (C) No hipertexto, a textualidade funciona por sequên-
cias fixas que se estabeleceram previamente.
RESPOSTA: “C”. (D) O inventor pensava em textos que já deveria (deve-
riam) estar disponíveis em rede.
(E) Era procurado (eram procuradas) por ele máquinas
com as quais pudesse capturar o brilhantismo anárquico da
imaginação humana.

RESPOSTA: “C”.

115
LÍNGUA PORTUGUESA

31-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- trabalhar no feriado.
NESP/2013) Assinale a alternativa com as palavras (D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
acentuadas segundo as regras de acentuação, respec- (E) Se você quer a promoção, é necessário que a re-
tivamente, de intercâmbio e antropológico. quera a seu superior.
(A) Distúrbio e acórdão. Realizei a correção entre parênteses:
(B) Máquina e jiló. (A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da
(C) Alvará e Vândalo. impressão definitiva.
(D) Consciência e características. (B) Não haverá prova do crime se o réu se manter
(E) Órgão e órfãs. (mantiver) em silêncio.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem (dispu-
Para que saibamos qual alternativa assinalar, primeiro serem) a trabalhar no feriado.
temos que classificar as palavras do enunciado quanto à (D) Ficarão surpresos quando o verem (virem) com a
posição de sua sílaba tônica: toga...
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An- (E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque-
tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago- ra (requeira) a seu superior.
ra, vamos à análise dos itens apresentados:
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; RESPOSTA: “A”.
acórdão = paroxítona terminada em “ão”
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada 34-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
em “o” PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro- NESP/2013) Assinale a alternativa que completa as la-
paroxítona cunas do trecho a seguir, empregando o sinal indicativo
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; de crase de acordo com a norma-padrão.
características = proparoxítona Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cede-
remos espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em
prejudicar nossas instituições.
“ão” e “ã”, respectivamente.
(A) à … à … à
(B) a … à … à
RESPOSTA: “D”.
(C) à … a … a
(D) à … à … a
32-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
(E) a … a … à
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2013) Na passagem – Nesse contexto, governos e
Vamos por partes!
empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a - Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por-
fraude, valendo-se dos mais variados mecanismos... – a tanto: pede preposição;
oração destacada expressa, em relação à anterior, sen- - quem cede, cede algo A alguém, então teremos ob-
tido que responde à pergunta: jeto direto e indireto;
(A) “Quando?” - quem se propõe, propõe-se A alguma coisa.
(B) “Por quê?” Vejamos:
(C) “Como?” Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cedere-
(D) “Para quê?” mos espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar
(E) “Onde?” nossas instituições.
* Sujeitar A + A corrupção;
Questão que envolve conhecimento de coesão e coe- * ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto
rência. Se perguntássemos à primeira oração “COMO o indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
governo está fechando o cerco contra a corrupção?”, ob- ma” é pronome indefinido);
teríamos a resposta apresentada pela oração em destaque. * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
RESPOSTA: “C”. Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
no infinitivo – “prejudicar”).
33-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- RESPOSTA: “C”.
NESP/2013) Assinale a alternativa em que todos os ver-
bos estão empregados de acordo com a norma-padrão. 35-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Analise a propa-
da impressão definitiva. ganda do programa 5inco Minutos.
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter
em silêncio.

116
LÍNGUA PORTUGUESA

Sublinhei os sujeitos das orações para facilitar a per-


cepção da concordância verbal:
Falha no Facebook expõe dados de 6 milhões de usuá-
rios.
Números de telefone e e-mails de parte dos usuários
do site estavam disponíveis
“expõe” e “estavam disponíveis”.

RESPOSTA: “B”.

(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-


LO – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o
texto para responder às questões de números 37 e 38.
Metrópoles desenvolvidas arcam com parte do cus-
Em norma-padrão da língua portuguesa, a frase da to do transporte público. Fazem-no não só por populis-
propaganda, adaptada, assume a seguinte redação: mo dos políticos locais mas também para imprimir mais
(A) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não eficiência ao sistema. E, se a discussão se dá em termos
matem-na porisso. de definir o nível ideal de subsídio, a gratuidade deixa
(B) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não de ser um delírio para tornar-se a posição mais extrema
matem-na por isso. num leque de possibilidades.
(C) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não Sou contra a tarifa zero, porque ela traz uma ou-
a matem por isso. tra classe de problemas que já foi bem analisada pelo
(D) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não pessoal da teoria dos jogos: se não houver pagamento
lhe matem por isso. individual, aumenta a tendência de as pessoas usarem
(E) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não ônibus até para andar de uma esquina a outra, o que é
a matem porisso. ruim para o sistema e para a saúde.
Para complicar mais, vale lembrar que a discus-
A questão envolve colocação pronominal e ortografia. são surge no contexto de prefeituras com orçamentos
Comecemos pela mais fácil: ortografia! A palavra “por isso” apertados e áreas ainda mais prioritárias como educa-
é escrita separadamente. Assim, já descartamos duas alter- ção e saúde para atender.
nativas (“A” e “E”). Quanto à colocação pronominal, temos (Hélio Schwartsman, Tarifa zero, um delírio? Folha de
a presença do advérbio “não”, que sabemos ser um “ímã” S.Paulo, 21.06.2013. Adaptado)
para o pronome oblíquo, fazendo-nos aplicar a regra da
próclise (pronome antes do verbo). Então, a forma correta 37-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
é “mas não A matem” (por que A e não LHE? Porque quem PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) A ideia central do
mata, mata algo ou alguém, objeto direto. O “lhe” é usado texto pode ser sintetizada da seguinte forma, em confor-
para objeto indireto. Se não tivéssemos a conjunção “mas”
midade com a norma-padrão da língua portuguesa:
nem o advérbio “não”, a forma “matem-na” estaria correta,
(A) Daqui à pouco teremos à passagem gratuita.
já que, após vírgula, o ideal é que utilizemos ênclise – pro-
(B) Não existe condições de se implantar a passagem
nome oblíquo após o verbo).
gratuita.
RESPOSTA: “C”. (C) É necessário a implementação da passagem gra-
tuita.
36-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (D) O povo prefere mais passagem paga que gratuita.
PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Falha no Face- (E) A passagem barata é preferível à gratuita.
book ______________ dados de 6 milhões de usuários. Nú-
meros de telefone e e-mails de parte dos usuários do Fiz as correções entre parênteses:
site ______________ para download a partir da ferramenta (A) Daqui à (a) pouco teremos à (a) passagem gratuita.
“Baixe uma cópia dos seus dados”, presente na seção (B) Não existe (existem) condições de se implantar a pas-
“Geral” da categoria “Privacidade”, sem o consenti- sagem gratuita.
mento dos cadastrados da rede social. (C) É necessário (necessária) a implementação da passa-
(http://veja.abril.com.br, 21.06.2013. Adaptado) gem gratuita.
(D) O povo prefere mais passagem paga que (paga à)
Em norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas gratuita.
do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com (E) A passagem barata é preferível à gratuita.
(A) expõe … estava disponível O verbo “preferir” pede preposição: Prefiro água a vinho
(B) expõe … estavam disponíveis (e não: “do que vinho”)
(C) expõem … estavam disponível
(D) expõem … estava disponível RESPOSTA: “E”.
(E) expõem … estava disponíveis

117
LÍNGUA PORTUGUESA

38-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO comia, eu pensava: Deus do céu, como caqui é bom!
PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Na passagem – ... Caqui é maravilhoso! O que tenho feito eu desta curta
e ausência de candidatos para preenchê-las. –, substituin- vida, tão afastado dos caquis?!
do-se o verbo preencher por concorrer e atendendo-se à Meus amigos e amigas e parentes queridos são
norma-padrão, obtém-se: como os caquis: nunca os encontro. Quando os encon-
(A) … e ausência de candidatos para concorrer a elas. tro, relembro como é prazeroso vê-los, mas depois que
(B) … e ausência de candidatos para concorrer à elas. vão embora me esqueço da revelação. Por que não os
(C) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes. vejo sempre, toda semana, todos os dias desta curta
(D) … e ausência de candidatos para concorrê-las. vida?
(E) … e ausência de candidatos para lhes concorrer. Já sei: devem ficar escondidos de mim, guardados
numa caixa, lá em Sorocaba.
Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não te- (Antônio Prata, Apolpando. Folha de S.Paulo,
mos acento indicativo de crase antes de pronome pessoal; 29.05.2013)
quando temos um verbo no infinitivo, podemos usar a cons-
trução: verbo + preposição + pronome pessoal. Por exemplo: 40-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
Dar a eles (ao invés de “dar-lhes”). PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) A oração – …
nunca os encontro. (2.º parágrafo) – assume, em voz
RESPOSTA: “A”. passiva, a seguinte redação:
(A) … eu nunca encontro eles.
39-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (B) … eles nunca têm sido encontrados por mim.
PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) A Polícia Militar (C) … nunca se encontram eles.
prendeu, nesta semana, um homem de 37 anos, acusado (D) … eu nunca os tenho encontrado.
de ____________ de drogas e ____________ à avó de 74 anos de (E) … eles nunca são encontrados por mim.
idade. Ele foi preso em __________ com uma pequena quan-
tidade de drogas no bairro Irapuá II, em Floriano, após “Traduzindo” a oração destacada: “eu nunca encontro
várias denúncias de vizinhos. De acordo com o Coman- eles” (Observação: colocação pronominal feita dessa for-
dante do 3.º BPM, o acusado era conhecido na região pela ma apenas para esclarecer a voz verbal!). Ao passarmos da
voz ativa para a voz passiva, teremos a seguinte construção:
atuação no crime.
“eles nunca são encontrados por mim”.
(www.cidadeverde.com/floriano. Acesso em
23.06.2013. Adaptado)
RESPOSTA: “E”.
De acordo com a norma-padrão da língua portu-
41-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
guesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, res-
PAULO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Considerando o
pectivamente, com:
contexto, assinale a alternativa em que há termos em-
(A) tráfico … mal-tratos … flagrante pregados em sentido figurado.
(B) tráfego … maltratos … fragrante (A) Outro dia, meu pai veio me visitar… (1.º pará-
(C) tráfego … maus-trato … flagrante grafo)
(D) tráfico … maus-tratos … flagrante (B) … e trouxe uma caixa de caquis, lá de Sorocaba.
(E) tráfico … mau-trato … fragrante (1.º parágrafo)
(C) … devem ficar escondidos de mim, guardados
Questão de ortografia. Vamos às exclusões: Polícia tra- numa caixa… (último parágrafo)
balha com criminosos pegos em “flagrante”, no “flagra”; (D) Enquanto comia, eu pensava… (1.º parágrafo)
“fragrante” relaciona-se a aroma, fragrância. Assim, já des- (E) … botei numa tigela na varanda e comemos um
cartamos os itens “B” e “E”. “Tráfego” tem relação com trân- por um… (1.º parágrafo)
sito, transitar, trafegar. “Tráfico” é o que consideramos ile-
gal, praticado por traficante. Descartamos o item “C” tam- Sublinhei os termos que estão relacionados (os prono-
bém. Sobrou-nos “Maus-tratos”/mal-tratos. O tratamento mes e verbos retomam os seguintes substantivos abaixo):
dado à avó foi ruim, mau (adjetivo). Sendo assim, o correto Meus amigos e amigas e parentes queridos são como
é “maus-tratos”. os caquis...
Quando os encontro, relembro como é prazeroso vê-
RESPOSTA:”D”. -los...
devem ficar escondidos de mim, guardados numa cai-
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- xa, lá em Sorocaba...
LO – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o Através da leitura acima, percebemos que o autor re-
texto para responder às questões de números 40 e 41. fere-se aos amigos, amigas e parentes. Ao dizer que ficam
Outro dia, meu pai veio me visitar e trouxe uma cai- guardados em caixas, obviamente, está utilizando uma lin-
xa de caquis, lá de Sorocaba. Eu os lavei, botei numa guagem conotativa, figurada.
tigela na varanda e comemos um por um, num silêncio
reverencial, nos olhando de vez em quando. Enquanto RESPOSTA: “C”.

118
LEGISLAÇÃO

CAPÍTULO VII - Da Administração Pública...................................................................................................................................................... 01


A Lei Orgânica do Município de Alvorada...................................................................................................................................................... 14
Lei Municipal nº 730/1994 - Regime Jurídico dos Servidores Públicos Municipais....................................................................... 32
LEGISLAÇÃO

b) Princípio da impessoalidade: Por força dos interes-


CAPÍTULO VII - DA ADMINISTRAÇÃO ses que representa, a administração pública está proibida
PÚBLICA. de promover discriminações gratuitas. Discriminar é tratar
alguém de forma diferente dos demais, privilegiando ou
prejudicando. Segundo este princípio, a administração pú-
blica deve tratar igualmente todos aqueles que se encon-
1) Princípios da Administração Pública trem na mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou
Os valores éticos inerentes ao Estado, os quais permi- igualdade). Por exemplo, a licitação reflete a impessoalida-
tem que ele consolide o bem comum e garanta a preser- de no que tange à contratação de serviços. O princípio da
vação dos interesses da coletividade, se encontram exte- impessoalidade correlaciona-se ao princípio da finalidade,
riorizados em princípios e regras. Estes, por sua vez, são pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração públi-
estabelecidos na Constituição Federal e em legislações in- ca é somente o interesse público. Com efeito, o interesse
fraconstitucionais, a exemplo das que serão estudadas nes- particular não pode influenciar no tratamento das pessoas,
te tópico, quais sejam: Decreto n° 1.171/94, Lei n° 8.112/90 já que deve-se buscar somente a preservação do interesse
e Lei n° 8.429/92. coletivo.
Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no c) Princípio da moralidade: A posição deste princí-
setor público partem da Constituição Federal, que estabe- pio no artigo 37 da CF representa o reconhecimento de
lece alguns princípios fundamentais para a ética no setor uma espécie de moralidade administrativa, intimamente
público. Em outras palavras, é o texto constitucional do ar- relacionada ao poder público. A administração pública não
tigo 37, especialmente o caput, que permite a compreen- atua como um particular, de modo que enquanto o des-
são de boa parte do conteúdo das leis específicas, porque cumprimento dos preceitos morais por parte deste parti-
possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fun- cular não é punido pelo Direito (a priori), o ordenamento
damentais da administração pública. Estabelece a Consti- jurídico adota tratamento rigoroso do comportamento
tuição Federal: imoral por parte dos representantes do Estado. O princípio
da moralidade deve se fazer presente não só para com os
Artigo 37, CF. A administração pública direta e indireta administrados, mas também no âmbito interno. Está indis-
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito sociavelmente ligado à noção de bom administrador, que
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legali- não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos
dade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, princípios éticos regentes da função administrativa. TODO
também, ao seguinte: [...] ATO IMORAL SERÁ DIRETAMENTE ILEGAL OU AO MENOS
IMPESSOAL, daí a intrínseca ligação com os dois princípios
São princípios da administração pública, nesta ordem: anteriores.
Legalidade d) Princípio da publicidade: A administração pública
Impessoalidade é obrigada a manter transparência em relação a todos seus
Moralidade atos e a todas informações armazenadas nos seus ban-
Publicidade cos de dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e
Eficiência a afixação de portarias. Por exemplo, a própria expressão
Para memorizar: veja que as iniciais das palavras for- concurso público (art. 37, II, CF) remonta ao ideário de que
mam o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza esperada da todos devem tomar conhecimento do processo seletivo de
Administração Pública. É de fundamental importância um servidores do Estado. Diante disso, como será visto, se ne-
olhar atento ao significado de cada um destes princípios, gar indevidamente a fornecer informações ao administrado
posto que eles estruturam todas as regras éticas prescritas caracteriza ato de improbidade administrativa.
no Código de Ética e na Lei de Improbidade Administrativa, No mais, prevê o §1º do artigo 37, CF, evitando que
tomando como base os ensinamentos de Carvalho Filho1 e o princípio da publicidade seja deturpado em propaganda
Spitzcovsky2: político-eleitoral:
a) Princípio da legalidade: Para o particular, legali-
dade significa a permissão de fazer tudo o que a lei não Artigo 37, §1º, CF. A publicidade dos atos, programas,
proíbe. Contudo, como a administração pública representa obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter
os interesses da coletividade, ela se sujeita a uma relação caráter educativo, informativo ou de orientação social,
de subordinação, pela qual só poderá fazer o que a lei ex- dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que
pressamente determina (assim, na esfera estatal, é preciso caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servido-
lei anterior editando a matéria para que seja preservado o res públicos.
princípio da legalidade). A origem deste princípio está na
criação do Estado de Direito, no sentido de que o próprio Somente pela publicidade os indivíduos controlarão
Estado deve respeitar as leis que dita. a legalidade e a eficiência dos atos administrativos. Os
1 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito admi- instrumentos para proteção são o direito de petição e as
nistrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 2010. certidões (art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - resi-
2 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São dualmente - do mandado de segurança. Neste viés, ainda,
Paulo: Método, 2011. prevê o artigo 37, CF em seu §3º: 

1
LEGISLAÇÃO

Artigo 37, §3º, CF. A lei disciplinará as formas de par- Em relação à necessidade de motivação dos atos ad-
ticipação do usuário na administração pública direta e ministrativos vinculados (aqueles em que a lei aponta um
indireta, regulando especialmente: único comportamento possível) e dos atos discricionários
I -  as reclamações relativas à prestação dos serviços (aqueles que a lei, dentro dos limites nela previstos, aponta
públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e juízo de conveniência e oportunidade), a doutrina é unís-
interna, da qualidade dos serviços; sona na determinação da obrigatoriedade de motivação
II -  o acesso dos usuários a registros administrativos e com relação aos atos administrativos vinculados; todavia,
a informações sobre atos de governo, observado o disposto diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos dis-
no art. 5º, X e XXXIII; cricionários.
III -  a disciplina da representação contra o exercício ne- Meirelles4 entende que o ato discricionário, editado sob
gligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na admi- os limites da Lei, confere ao administrador uma margem de
nistração pública. liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportuni-
dade, não sendo necessária a motivação. No entanto, se
e) Princípio da eficiência: A administração pública houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a
deve manter o ampliar a qualidade de seus serviços com
esta, em razão da necessidade de observância da Teoria
controle de gastos. Isso envolve eficiência ao contratar pes-
dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário
soas (o concurso público seleciona os mais qualificados ao
da doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário,
exercício do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos
é necessária a motivação para que se saiba qual o caminho
(pois é possível exonerar um servidor público por ineficiên-
cia) e ao controlar gastos (limitando o teto de remunera- adotado pelo administrador. Gasparini5, com respaldo no
ção), por exemplo. O núcleo deste princípio é a procura art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta inclusive a superação de
por produtividade e economicidade. Alcança os serviços tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a
públicos e os serviços administrativos internos, se referindo motivação para todos os atos nele elencados, compreen-
diretamente à conduta dos agentes. dendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os
Além destes cinco princípios administrativo-constitu- vinculados.
cionais diretamente selecionados pelo constituinte, podem
ser apontados como princípios de natureza ética relaciona- 2) Regras mínimas sobre direitos e deveres dos ser-
dos à função pública a probidade e a motivação: vidores
a) Princípio da probidade:  um princípio constitucio- O artigo 37 da Constituição Federal estabelece os prin-
nal incluído dentro dos princípios específicos da licitação, cípios da administração pública estudados no tópico ante-
é o dever de todo o administrador público, o dever de ho- rior, aos quais estão sujeitos servidores de quaisquer dos
nestidade e fidelidade com o Estado, com a população, no Poderes em qualquer das esferas federativas, e, em seus
desempenho de suas funções. Possui contornos mais defi- incisos, regras mínimas sobre o serviço público:
nidos do que a moralidade. Diógenes Gasparini3 alerta que
alguns autores tratam veem como distintos os princípios Artigo 37, I, CF. Os cargos, empregos e funções públicas
da moralidade e da probidade administrativa, mas não há  são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisi-
características que permitam tratar os mesmos como pro- tos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na
cedimentos distintos, sendo no máximo possível afirmar forma da lei.
que a probidade administrativa é um aspecto particular da
moralidade administrativa. Aprofundando a questão, tem-se o artigo 5º da Lei nº
b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao 8.112/1990, que prevê:
administrador de motivar todos os atos que edita, gerais
ou de efeitos concretos. É considerado, entre os demais Artigo 5º, Lei nº 8.112/1990. São requisitos básicos para
princípios, um dos mais importantes, uma vez que sem a
investidura em cargo público:
motivação não há o devido processo legal, uma vez que a
I - a nacionalidade brasileira;
fundamentação surge como meio interpretativo da decisão
II - o gozo dos direitos políticos;
que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais;
meio de viabilização do controle da legalidade dos atos da
Administração. IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do
Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicá- cargo;
vel ao caso concreto e relacionar os fatos que concreta- V - a idade mínima de dezoito anos;
mente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos VI - aptidão física e mental.
os atos administrativos devem ser motivados para que o § 1º As atribuições do cargo podem justificar a exigência
Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo de outros requisitos estabelecidos em lei. [...]
quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle, devem 4 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro.
ser observados os motivos dos atos administrativos. São Paulo: Malheiros, 1993.
3 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Pau- 5 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Pau-
lo: Saraiva, 2004. lo: Saraiva, 2004.

2
LEGISLAÇÃO

§ 3º As universidades e instituições de pesquisa cientí- O edital delimita questões como valor da taxa de ins-
fica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com crição, casos de isenção, número de vagas e prazo de vali-
professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com dade. Havendo candidatos aprovados na vigência do prazo
as normas e os procedimentos desta Lei. do concurso, ele deve ser chamado para assumir eventual
vaga e não ser realizado novo concurso.
Destaca-se a exceção ao inciso I do artigo 5° da Lei nº Destaca-se que o §2º do artigo 37, CF, prevê:
8.112/1990 e do inciso I do artigo 37, CF, prevista no arti-
go 207 da Constituição, permitindo que estrangeiros as- Artigo 37, §2º, CF. A não-observância do disposto nos in-
sumam cargos no ramo da pesquisa, ciência e tecnologia. cisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.
Artigo 37, II, CF. A investidura em cargo ou emprego pú-
blico depende de aprovação prévia em concurso público Com efeito, há tratamento rigoroso da responsabiliza-
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a na- ção daquele que viola as diretrizes mínimas sobre o ingres-
tureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma
so no serviço público, que em regra se dá por concurso de
prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em
provas ou de provas e títulos.
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
Artigo 37, V, CF. As funções de confiança, exercidas ex-
Preconiza o artigo 10 da Lei nº 8.112/1990:
clusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e
Artigo 10, Lei nº 8.112/90. A nomeação para cargo de os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores
carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos
prévia habilitação em concurso público de provas ou de pro- previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de di-
vas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo reção, chefia e assessoramento.
de sua validade.
Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso Observa-se o seguinte quadro comparativo6:
e o desenvolvimento do servidor na carreira, mediante pro-
moção, serão estabelecidos pela lei que fixar as diretrizes do Função de Confiança Cargo em Comissão
sistema de carreira na Administração Pública Federal e seus
regulamentos. Exercidas exclusivamente Qualquer pessoa, obser-
por servidores ocupantes vado o percentual mínimo
No concurso de provas o candidato é avaliado ape- de cargo efetivo. reservado ao servidor de
nas pelo seu desempenho nas provas, ao passo que nos carreira.
concursos de provas e títulos o seu currículo em toda sua Com concurso público, já Sem concurso público,
atividade profissional também é considerado. Cargo em que somente pode exercê- ressalvado o percentual
comissão é o cargo de confiança, que não exige concurso -la o servidor de cargo mínimo reservado ao servi-
público, sendo exceção à regra geral. efetivo, mas a função em dor de carreira.
si não prescindível de con-
Artigo 37, III, CF. O prazo de validade do concurso públi- curso público.
co será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual Somente são conferidas É atribuído posto (lugar)
período. atribuições e responsabi- num dos quadros da
lidade Administração Pública,
Artigo 37, IV, CF. Durante o prazo improrrogável pre- conferida atribuições e
visto no edital de convocação, aquele aprovado em concur- responsabilidade àquele
so público de provas ou de provas e títulos será convocado que irá ocupá-lo
com prioridade sobre novos concursados para assumir car-
go ou emprego, na carreira. Destinam-se apenas às Destinam-se apenas às
atribuições de direção, atribuições de direção,
Prevê o artigo 12 da Lei nº 8.112/1990: chefia e assessoramento chefia e assessoramento
De livre nomeação e exo- De livre nomeação e exo-
Artigo 12, Lei nº 8.112/1990. O concurso público terá neração no que se refere neração
validade de até 2 (dois) anos, podendo ser prorrogado uma à função e não em relação
única vez, por igual período. ao cargo efetivo.
§1º O prazo de validade do concurso e as condições de
sua realização serão fixados em edital, que será publicado Artigo 37, VI, CF. É garantido ao servidor público civil o
no Diário Oficial da União e em jornal diário de grande direito à livre associação sindical.
circulação.
§ 2º Não se abrirá novo concurso enquanto houver
candidato aprovado em concurso anterior com prazo de 6 http://direitoemquadrinhos.blogspot.com.br/2011/03/quadro-
validade não expirado. -comparativo-funcao-de-confianca.html

3
LEGISLAÇÃO

A liberdade de associação é garantida aos servidores Artigo 37, X, CF. A remuneração dos servidores públi-
públicos tal como é garantida a todos na condição de di- cos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 somente
reito individual e de direito social. poderão ser fixados ou alterados por lei específica, ob-
servada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada re-
Artigo 37, VII, CF. O direito de greve será exercido nos visão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção
termos e nos limites definidos em lei específica. de índices.

O Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores Artigo 37, XV, CF. O subsídio e os vencimentos dos
públicos possuem o direito de greve, devendo se atentar ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutí-
pela preservação da sociedade quando exercê-lo. Enquan- veis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo
to não for elaborada uma legislação específica para os fun- e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.
cionários públicos, deverá ser obedecida a lei geral de gre-
ve para os funcionários privados, qual seja a Lei n° 7.783/89 Artigo 37, §10, CF. É vedada a percepção simultânea
(Mandado de Injunção nº 20). de proventos de aposentadoria decorrentes do art.
40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo,
Artigo 37, VIII, CF. A lei reservará percentual dos car- emprego ou função pública, ressalvados os cargos acu-
gos e empregos públicos para as pessoas portadoras de muláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e
deficiência e definirá os critérios de sua admissão. os cargos em comissão declarados em lei de livre nomea-
ção e exoneração.
Neste sentido, o §2º do artigo 5º da Lei nº 8.112/1990:
Sobre a questão, disciplina a Lei nº 8.112/1990 nos ar-
Artigo 5º, Lei nº 8.112/90. Às pessoas portadoras de de- tigos 40 e 41:
ficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso
público para provimento de cargo cujas atribuições sejam Art. 40. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo
compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para exercício de cargo público, com valor fixado em lei.
tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das
vagas oferecidas no concurso. Art. 41. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo,
acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabele-
Prossegue o artigo 37, CF: cidas em lei.
§ 1º A remuneração do servidor investido em função
Artigo 37, IX, CF. A lei estabelecerá os casos de contra- ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art.
tação por tempo determinado para atender a necessidade 62.
temporária de excepcional interesse público. § 2º O servidor investido em cargo em comissão de
órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a
A Lei nº 8.745/1993 regulamenta este inciso da Cons- remuneração de acordo com o estabelecido no § 1º do art.
tituição, definindo a natureza da relação estabelecida en- 93.
tre o servidor contratado e a Administração Pública, para § 3º O vencimento do cargo efetivo, acrescido das
atender à “necessidade temporária de excepcional interes- vantagens de caráter permanente, é irredutível.
se público”. § 4º É assegurada a isonomia de vencimentos para
“Em se tratando de relação subordinada, isto é, de rela- cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo
ção que comporta dependência jurídica do servidor peran- Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as
te o Estado, duas opções se ofereciam: ou a relação seria vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou
trabalhista, agindo o Estado iure gestionis, sem usar das ao local de trabalho.
prerrogativas de Poder Público, ou institucional, estatutária, § 5º Nenhum servidor receberá remuneração inferior
preponderando o ius imperii do Estado. Melhor dizendo: ao salário mínimo.
o sistema preconizado pela Carta Política de 1988 é o do
contrato, que tanto pode ser trabalhista (inserindo-se na Ainda, o artigo 37 da Constituição:
esfera do Direito Privado) quanto administrativo (situando-
-se no campo do Direito Público). [...] Uma solução inter- Artigo 37, XI, CF. A remuneração e o subsídio dos
mediária não deixa, entretanto, de ser legítima. Pode-se, ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da
com certeza, abonar um sistema híbrido, eclético, no qual administração direta, autárquica e fundacional, dos
coexistam normas trabalhistas e estatutárias, pondo-se em membros de qualquer dos Poderes da União, dos Esta-
contiguidade os vínculos privado e administrativo, no sen- dos, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores
tido de atender às exigências do Estado moderno, que pro- de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os
cura alcançar os seus objetivos com a mesma eficácia dos proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, per-
empreendimentos não-governamentais”7. cebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens
7 VOGEL NETO, Gustavo Adolpho. Contratação de servidores
pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão
para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/revista/Rev_39/Arti- gos/Art_Gustavo.htm>. Acesso em: 23 dez. 2014.

4
LEGISLAÇÃO

do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, Artigo 37, XIV, CF. Os acréscimos pecuniários percebi-
nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e dos por servidor público não serão computados nem acu-
no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no mulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.
âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Es-
taduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o A preocupação do constituinte, ao implantar tal pre-
subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, li- ceito, foi de que não eclodisse no sistema remuneratório
mitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por dos servidores, ou seja, evitar que se utilize uma vantagem
cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do como base de cálculo de um outro benefício. Dessa forma,
Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, qualquer gratificação que venha a ser concedida ao servi-
aplicável este limite aos membros do Ministério Público, dor só pode ter como base de cálculo o próprio vencimen-
aos Procuradores e aos Defensores Públicos. to básico. É inaceitável que se leve em consideração outra
vantagem até então percebida.
Artigo 37, XII, CF. Os vencimentos dos cargos do Poder
Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superio- Artigo 37, XVI, CF. É vedada a acumulação remune-
res aos pagos pelo Poder Executivo. rada de cargos públicos, exceto, quando houver com-
patibilidade de horários, observado em qualquer caso o
Prevê a Lei nº 8.112/1990 em seu artigo 42: disposto no inciso XI: a)   a de dois cargos de professor;
b)   a de um cargo de professor com outro, técnico ou
Artigo 42, Lei nº 8.112/90. Nenhum servidor poderá per-
científico; c)  a de dois cargos ou empregos privativos
ceber, mensalmente, a título de remuneração, importância
de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
superior à soma dos valores percebidos como remuneração,
em espécie, a qualquer título, no âmbito dos respectivos Po-
deres, pelos Ministros de Estado, por membros do Congresso Artigo 37, XVII, CF. A proibição de acumular estende-se
Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal. Parágra- a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,
fo único. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
previstas nos incisos II a VII do art. 61. subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indire-
tamente, pelo poder público.
Com efeito, os §§ 11 e 12 do artigo 37, CF tecem apro-
fundamentos sobre o mencionado inciso XI: Segundo Carvalho Filho8, “o fundamento da proibição
é impedir que o cúmulo de funções públicas faça com que
Artigo 37, § 11, CF. Não serão computadas, para efei- o servidor não execute qualquer delas com a necessária efi-
to dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do ciência. Além disso, porém, pode-se observar que o Cons-
caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório tituinte quis também impedir a cumulação de ganhos em
previstas em lei. detrimento da boa execução de tarefas públicas. [...] Nota-
-se que a vedação se refere à acumulação remunerada. Em
Artigo 37, § 12, CF. Para os fins do disposto no inciso consequência, se a acumulação só encerra a percepção de
XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao vencimentos por uma das fontes, não incide a regra cons-
Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às titucional proibitiva”.
respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite úni- A Lei nº 8.112/1990 regulamenta intensamente a ques-
co, o subsídio mensal dos Desembargadores do respec- tão:
tivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e
vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Artigo 118, Lei nº 8.112/1990.  Ressalvados os casos pre-
Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o vistos na Constituição, é vedada a acumulação remunera-
disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Esta- da de cargos públicos.
duais e Distritais e dos Vereadores. §  1o  A proibição de acumular estende-se a cargos,
empregos e funções em autarquias, fundações públicas,
Por seu turno, o artigo 37 quanto à vinculação ou equi-
empresas públicas, sociedades de economia mista da
paração salarial:
União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios e
dos Municípios.
Artigo 37, XIII, CF. É vedada a vinculação ou equipara-
§  2o   A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica
ção de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de
remuneração de pessoal do serviço público. condicionada à comprovação da compatibilidade de ho-
rários.
Os padrões de vencimentos são fixados por conselho § 3o  Considera-se acumulação proibida a percepção de
de política de administração e remuneração de pessoal, vencimento de cargo ou emprego público efetivo com pro-
integrado por servidores designados pelos respectivos ventos da inatividade, salvo quando os cargos de que decor-
Poderes (artigo 39, caput e § 1º), sem qualquer garantia ram essas remunerações forem acumuláveis na atividade.
constitucional de tratamento igualitário aos cargos que se 8 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito admi-
mostrem similares. nistrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 2010.

5
LEGISLAÇÃO

Art. 119, Lei nº 8.112/1990.  O servidor não poderá atividade financeira, com o intuito de obter recursos indis-
exercer mais de um cargo em comissão, exceto no caso pensáveis às necessidades cuja satisfação se comprometeu
previsto no parágrafo único do art. 9o, nem ser remunerado quando estabeleceu o “pacto” constitucional de 1988. [...]
pela participação em órgão de deliberação coletiva.  A importância da Administração Tributária foi reconheci-
Parágrafo único.  O disposto neste artigo não se aplica da expressamente pelo constituinte que acrescentou, no
à remuneração devida pela participação em conselhos de artigo 37 da Carta Magna, o inciso XVIII, estabelecendo a
administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de sua precedência e de seus servidores sobre os demais se-
economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem como tores da Administração Pública, dentro de suas áreas de
quaisquer empresas ou entidades em que a União, direta ou competência”10.
indiretamente, detenha participação no capital social, obser-
vado o que, a respeito, dispuser legislação específica. Artigo 37, XIX, CF. Somente por lei específica pode-
rá ser criada autarquia e autorizada a instituição de
Art. 120, Lei nº 8.112/1990.  O servidor vinculado ao empresa pública, de sociedade de economia mista e de
regime desta Lei, que acumular licitamente dois cargos efeti- fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso,
vos, quando investido em cargo de provimento em comissão, definir as áreas de sua atuação.
ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipóte-
se em que houver compatibilidade de horário e local com o Artigo 37, XX, CF. Depende de autorização legislati-
exercício de um deles, declarada pelas autoridades máximas va, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades
dos órgãos ou entidades envolvidos. mencionadas no inciso anterior, assim como a participação
de qualquer delas em empresa privada.
“Os artigos 118 a 120 da Lei nº 8.112/90 ao tratarem da
acumulação de cargos e funções públicas, regulamentam, Órgãos da administração indireta somente podem
no âmbito do serviço público federal a vedação genérica ser criados por lei específica e a criação de subsidiárias
constante do art. 37, incisos VXI e XVII, da Constituição da destes dependem de autorização legislativa (o Estado cria
República. De fato, a acumulação ilícita de cargos públicos e controla diretamente determinada empresa pública ou
constitui uma das infrações mais comuns praticadas por sociedade de economia mista, e estas, por sua vez, pas-
servidores públicos, o que se constata observando o eleva- sam a gerir uma nova empresa, denominada subsidiária.
do número de processos administrativos instaurados com Ex.: Transpetro, subsidiária da Petrobrás). “Abrimos um
esse objeto. O sistema adotado pela Lei nº 8.112/90 é rela- parêntese para observar que quase todos os autores que
tivamente brando, quando cotejado com outros estatutos abordam o assunto afirmam categoricamente que, a des-
de alguns Estados, visto que propicia ao servidor incurso peito da referência no texto constitucional a ‘subsidiárias
nessa ilicitude diversas oportunidades para regularizar sua das entidades mencionadas no inciso anterior’, somente
situação e escapar da pena de demissão. Também prevê a empresas públicas e sociedades de economia mista podem
lei em comentário, um processo administrativo simplifica- ter subsidiárias, pois a relação de controle que existe entre
do (processo disciplinar de rito sumário) para a apuração a pessoa jurídica matriz e a subsidiária seria própria de pes-
dessa infração – art. 133” 9. soas com estrutura empresarial, e inadequada a autarquias
e fundações públicas. OUSAMOS DISCORDAR. Parece-nos
Artigo 37, XVIII, CF. A administração fazendária e que, se o legislador de um ente federado pretendesse, por
seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de com- exemplo, autorizar a criação de uma subsidiária de uma
petência e jurisdição, precedência sobre os demais setores fundação pública, NÃO haveria base constitucional para
administrativos, na forma da lei. considerar inválida sua autorização”11.
Ainda sobre a questão do funcionamento da adminis-
Artigo 37, XXII, CF. As administrações tributárias da tração indireta e de suas subsidiárias, destaca-se o previsto
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos §§ 8º e 9º do artigo 37, CF:
atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas
por servidores de carreiras específicas, terão recursos prio- Artigo 37, §8º, CF. A autonomia gerencial, orçamen-
ritários para a realização de suas atividades e atuarão tária e financeira dos órgãos e entidades da administração
de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato,
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou con- a ser firmado entre seus administradores e o poder público,
vênio. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho
para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
“O Estado tem como finalidade essencial a garantia I -  o prazo de duração do contrato;
do bem-estar de seus cidadãos, seja através dos serviços II -  os controles e critérios de avaliação de desempenho,
públicos que disponibiliza, seja através de investimentos direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
na área social (educação, saúde, segurança pública). Para III -  a remuneração do pessoal.
atingir esses objetivos primários, deve desenvolver uma 10 http://www.sindsefaz.org.br/parecer_administracao_tributaria_
9 MORGATO, Almir. O Regime Disciplinar dos Servidores Pú- sao_paulo.htm
blicos da União. Disponível em: <http://www.canaldosconcursos.com.br/ 11 ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Administrativo Descom-
artigos/almirmorgado_artigo1.pdf>. Acesso em: 11 ago. 2013. plicado. São Paulo: GEN, 2014.

6
LEGISLAÇÃO

Artigo 37, § 9º, CF. O disposto no inciso XI aplica-se às Prescrição é um instituto que visa regular a perda do
empresas públicas e às sociedades de economia mista direito de acionar judicialmente. No caso, o prazo é de 5
e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos anos para as infrações mais graves, 2 para as de gravidade
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para paga- intermediária (pena de suspensão) e 180 dias para as me-
mento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. nos graves (pena de advertência), contados da data em que
o fato se tornou conhecido pela administração pública. Se
Continua o artigo 37, CF: a infração disciplinar for crime, valerão os prazos prescri-
cionais do direito penal, mais longos, logo, menos favorá-
Artigo 37, XXI, CF. Ressalvados os casos especificados veis ao servidor. Interrupção da prescrição significa parar a
na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contagem do prazo para que, retornando, comece do zero.
contratados mediante processo de licitação pública que Da abertura da sindicância ou processo administrativo dis-
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, ciplinar até a decisão final proferida por autoridade com-
com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, petente não corre a prescrição. Proferida a decisão, o prazo
mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da começa a contar do zero. Passado o prazo, não caberá mais
lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação propor ação disciplinar.
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumpri-
mento das obrigações. Artigo 37, §7º, CF. A lei disporá sobre os requisitos e as
restrições ao ocupante de cargo ou emprego da adminis-
A Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, regulamenta tração direta e indireta que possibilite o acesso a informa-
o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui nor- ções privilegiadas.
mas para licitações e contratos da Administração Pública
e dá outras providências. Licitação nada mais é que o con- A Lei nº 12.813, de 16 de maio de 2013 dispõe sobre
junto de procedimentos administrativos (administrativos o conflito de interesses no exercício de cargo ou emprego
porque parte da administração pública) para as compras do Poder Executivo federal e impedimentos posteriores ao
ou serviços contratados pelos governos Federal, Estadual exercício do cargo ou emprego; e revoga dispositivos da
ou Municipal, ou seja todos os entes federativos. De forma Lei nº 9.986, de 18 de julho de 2000, e das Medidas Provi-
mais simples, podemos dizer que o governo deve comprar sórias nºs 2.216-37, de 31 de agosto de 2001, e 2.225-45,
e contratar serviços seguindo regras de lei, assim a licita- de 4 de setembro de 2001.
ção é um processo formal onde há a competição entre os Neste sentido, conforme seu artigo 1º:
interessados.
Artigo 1º, Lei nº 12.813/2013. As situações que configu-
Artigo 37, §5º, CF. A lei estabelecerá os prazos de pres- ram conflito de interesses envolvendo ocupantes de cargo ou
crição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor emprego no âmbito do Poder Executivo federal, os requisitos
ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as res- e restrições a ocupantes de cargo ou emprego que tenham
pectivas ações de ressarcimento. acesso a informações privilegiadas, os impedimentos poste-
riores ao exercício do cargo ou emprego e as competências
A prescrição dos ilícitos praticados por servidor encon- para fiscalização, avaliação e prevenção de conflitos de inte-
tra disciplina específica no artigo 142 da Lei nº 8.112/1990: resses regulam-se pelo disposto nesta Lei.

Art. 142, Lei nº 8.112/1990.  A ação disciplinar pres- 3) Atos de improbidade administrativa


creverá: A Lei n° 8.429/1992 trata da improbidade administra-
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com tiva, que é uma espécie qualificada de imoralidade, sinôni-
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e mo de desonestidade administrativa. A improbidade é uma
destituição de cargo em comissão; lesão ao princípio da moralidade, que deve ser respeita-
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; do estritamente pelo servidor público. O agente ímprobo
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto á advertência. sempre será um violador do princípio da moralidade, pelo
§ 1o  O prazo de prescrição começa a correr da data em qual “a Administração Pública deve agir com boa-fé, since-
que o fato se tornou conhecido. ridade, probidade, lhaneza, lealdade e ética”12.
§  2o  Os prazos de prescrição previstos na lei penal A atual Lei de Improbidade Administrativa foi criada
aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também devido ao amplo apelo popular contra certas vicissitudes
como crime. do serviço público que se intensificavam com a ineficácia
§  3o  A abertura de sindicância ou a instauração de do diploma então vigente, o Decreto-Lei nº 3240/41. De-
processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão correu, assim, da necessidade de acabar com os atos aten-
final proferida por autoridade competente. tatórios à moralidade administrativa e causadores de pre-
§  4o  Interrompido o curso da prescrição, o prazo juízo ao erário público ou ensejadores de enriquecimento
começará a correr a partir do dia em que cessar a ilícito, infelizmente tão comuns no Brasil.
interrupção. 12 LENZA, Pedro. Curso de direito constitucional esquematiza-
do. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

7
LEGISLAÇÃO

Com o advento da Lei nº 8.429/1992, os agentes públi- b) Ato de improbidade administrativa que importe
cos passaram a ser responsabilizados na esfera civil pelos lesão ao erário (artigo 10, Lei nº 8.429/1992)
atos de improbidade administrativa descritos nos artigos O grupo intermediário de atos de improbidade admi-
9º, 10 e 11, ficando sujeitos às penas do art. 12. A exis- nistrativa se caracteriza pelos elementos: causar dano ao
tência de esferas distintas de responsabilidade (civil, penal erário ou aos cofres públicos + gerando perda patrimo-
e administrativa) impede falar-se em bis in idem, já que, nial ou dilapidação do patrimônio público. Assim como
o artigo anterior, o caput descreve a fórmula genérica e
ontologicamente, não se trata de punições idênticas, em-
os incisos algumas atitudes específicas que exemplificam
bora baseadas no mesmo fato, mas de responsabilização o seu conteúdo14.
em esferas distintas do Direito. Perda patrimonial é o gênero, do qual são espécies:
Destaca-se um conceito mais amplo de agente públi- desvio, que é o direcionamento indevido; apropriação, que
co previsto pela lei nº 8.429/1992 em seus artigos 1º e 2º é a transferência indevida para a própria propriedade; mal-
porque o agente público pode ser ou não um servidor pú- baratamento, que significa desperdício; e dilapidação, que
blico. Ele poderá estar vinculado a qualquer instituição ou se refere a destruição15.
órgão que desempenhe diretamente o interesse do Estado. O objeto da tutela é a preservação do patrimônio pú-
Assim, estão incluídos todos os integrantes da administra- blico, em todos seus bens e valores. O pressuposto exigível
ção direta, indireta e fundacional, conforme o preâmbulo é a ocorrência de dano ao patrimônio dos sujeitos passivos.
da legislação. Pode até mesmo ser uma entidade privada Este artigo admite expressamente a variante cul-
posa, o que muitos entendem ser inconstitucional. O
que desempenhe tais fins, desde que a verba de criação
STJ, no REsp n° 939.142/RJ, apontou alguns aspectos
ou custeio tenha sido ou seja pública em mais de 50% da inconstitucionalidade do artigo. Contudo, “a
do patrimônio ou receita anual. Caso a verba pública que jurisprudência do STJ consolidou a tese de que é
tenha auxiliado uma entidade privada a qual o Estado não indispensável a existência de dolo nas condutas descritas
tenha concorrido para criação ou custeio, também have- nos artigos 9º e 11 e ao menos de culpa nas hipóteses do
rá sujeição às penalidades da lei. Em caso de custeio/cria- artigo 10, nas quais o dano ao erário precisa ser compro-
ção pelo Estado que seja inferior a 50% do patrimônio ou vado. De acordo com o ministro Castro Meira, a conduta
receita anual, a legislação ainda se aplica. Entretanto, nes- culposa ocorre quando o agente não pretende atingir o
tes dois casos, a sanção patrimonial se limitará ao que o resultado danoso, mas atua com negligência, imprudência
ilícito repercutiu sobre a contribuição dos cofres públicos. ou imperícia (REsp n° 1.127.143)”16. Para Carvalho Filho17,
não há inconstitucionalidade na modalidade culposa, lem-
Significa que se o prejuízo causado for maior que a efetiva
brando que é possível dosar a pena conforme o agente aja
contribuição por parte do poder público, o ressarcimento com dolo ou culpa.
terá que ser buscado por outra via que não a ação de im- O ponto central é lembrar que neste artigo não se exi-
probidade administrativa. ge que o sujeito ativo tenha percebido vantagens indevi-
A legislação em estudo, por sua vez, divide os atos de das, basta o dano ao erário. Se tiver recebido vantagem
improbidade administrativa em três categorias: indevida, incide no artigo anterior. Exceto pela não per-
a) Ato de improbidade administrativa que importe cepção da vantagem indevida, os tipos exemplificados se
enriquecimento ilícito (artigo 9º, Lei nº 8.429/1992) aproximam muito dos previstos nos incisos do art. 9°.
O grupo mais grave de atos de improbidade adminis- c) Ato de improbidade administrativa que atente
trativa se caracteriza pelos elementos: enriquecimento + contra os princípios da administração pública (artigo
11, Lei nº 8.429/1992)
ilícito + resultante de uma vantagem patrimonial indevi-
Nos termos do artigo 11 da Lei nº 8.429/1992, “cons-
da + em razão do exercício de cargo, mandato, emprego, titui ato de improbidade administrativa que atenta contra
função ou outra atividade nas entidades do artigo 1° da os princípios da administração pública qualquer ação ou
Lei nº 8.429/1992. omissão que viole os deveres de honestidade, imparciali-
O enriquecimento deve ser ilícito, afinal, o Estado não dade, legalidade, e lealdade às instituições [...]”. O grupo
se opõe que o indivíduo enriqueça, desde que obedeça aos mais ameno de atos de improbidade administrativa se
ditames morais, notadamente no desempenho de função caracteriza pela simples violação a princípios da admi-
de interesse estatal. nistração pública, ou seja, aplica-se a qualquer atitude do
Exige-se que o sujeito obtenha vantagem patrimo- sujeito ativo que viole os ditames éticos do serviço público.
nial ilícita. Contudo, é dispensável que efetivamente tenha Isto é, o legislador pretende a preservação dos princípios
ocorrido dano aos cofres públicos (por exemplo, quando gerais da administração pública18.
um policial recebe propina pratica ato de improbidade ad- 14 Ibid.
ministrativa, mas não atinge diretamente os cofres públi- 15 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito admi-
cos). nistrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 2010.
Como fica difícil imaginar que alguém possa se enri- 16 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Improbidade ad-
ministrativa: desonestidade na gestão dos recursos públicos. Disponí-
quecer ilicitamente por negligência, imprudência ou im- vel em: <http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.
perícia, todas as condutas configuram atos dolosos (com area=398&tmp.texto=103422>. Acesso em: 26 mar. 2013.
intenção). Não cabe prática por omissão.13 17 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito admi-
13 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São nistrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 2010.
Paulo: Método, 2011. 18 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São

8
LEGISLAÇÃO

O objeto de tutela são os princípios constitucionais. Carvalho Filho20 tece considerações a respeito de algu-
Basta a vulneração em si dos princípios, sendo dispensáveis mas das sanções:
o enriquecimento ilícito e o dano ao erário. Somente é pos- - Perda de bens e valores: “tal punição só incide sobre
sível a prática de algum destes atos com dolo (intenção), os bens acrescidos após a prática do ato de improbidade.
embora caiba a prática por ação ou omissão. Se alcançasse anteriores, ocorreria confisco, o que restaria
Será preciso utilizar razoabilidade e proporcionalidade sem escora constitucional. Além disso, o acréscimo deve
para não permitir a caracterização de abuso de poder, dian- derivar de origem ilícita”.
te do conteúdo aberto do dispositivo. Na verdade, trata- - Ressarcimento integral do dano: há quem entenda
-se de tipo subsidiário, ou seja, que se aplica quando o ato que engloba dano moral. Cabe acréscimo de correção mo-
de improbidade administrativa não tiver gerado obtenção netária e juros de mora.
de vantagem - Perda de função pública: “se o agente é titular de
Com efeito, os atos de improbidade administrativa não mandato, a perda se processa pelo instrumento de cassa-
são crimes de responsabilidade. Trata-se de punição na ção. Sendo servidor estatutário, sujeitar-se-á à demissão
esfera cível, não criminal. Por isso, caso o ato configure
do serviço público. Havendo contrato de trabalho (servido-
simultaneamente um ato de improbidade administrativa
desta lei e um crime previsto na legislação penal, o que res trabalhistas e temporários), a perda da função pública
é comum no caso do artigo 9°, responderá o agente por se consubstancia pela rescisão do contrato com culpa do
ambos, nas duas esferas. empregado. No caso de exercer apenas uma função públi-
Em suma, a lei encontra-se estruturada da seguinte ca, fora de tais situações, a perda se dará pela revogação
forma: inicialmente, trata das vítimas possíveis (sujeito pas- da designação”. Lembra-se que determinadas autoridades
sivo) e daqueles que podem praticar os atos de improbida- se sujeitam a procedimento especial para perda da função
de administrativa (sujeito ativo); ainda, aborda a reparação pública, ponto em que não se aplica a Lei de Improbidade
do dano ao lesionado e o ressarcimento ao patrimônio pú- Administrativa.
blico; após, traz a tipologia dos atos de improbidade ad- - Multa: a lei indica inflexibilidade no limite máximo,
ministrativa, isto é, enumera condutas de tal natureza; se- mas flexibilidade dentro deste limite, podendo os julga-
guindo-se à definição das sanções aplicáveis; e, finalmente, dos nesta margem optar pela mais adequada. Há ainda
descreve os procedimentos administrativo e judicial. variabilidade na base de cálculo, conforme o tipo de ato
No caso do art. 9°, categoria mais grave, o agente ob-
de improbidade (a base será o valor do enriquecimento ou
tém um enriquecimento ilícito (vantagem econômica inde-
o valor do dano ou o valor da remuneração do agente). A
vida) e pode ainda causar dano ao erário, por isso, deverá
não só reparar eventual dano causado mas também co- natureza da multa é de sanção civil, não possuindo caráter
locar nos cofres públicos tudo o que adquiriu indevida- indenizatório, mas punitivo.
mente. Ou seja, poderá pagar somente o que enriqueceu - Proibição de receber benefícios: não se incluem as
indevidamente ou este valor acrescido do valor do prejuízo imunidades genéricas e o agente punido deve ser ao me-
causado aos cofres públicos (quanto o Estado perdeu ou nos sócio majoritário da instituição vitimada.
deixou de ganhar). No caso do artigo 10, não haverá en- - Proibição de contratar: o agente punido não pode
riquecimento ilícito, mas sempre existirá dano ao erário, o participar de processos licitatórios.
qual será reparado (eventualmente, ocorrerá o enriqueci-
mento ilícito, devendo o valor adquirido ser tomado pelo 4) Responsabilidade civil do Estado e de seus ser-
Estado). Já no artigo 11, o máximo que pode ocorrer é o vidores
dano ao erário, com o devido ressarcimento. Além disso, O instituto da responsabilidade civil é parte integran-
em todos os casos há perda da função pública. Nas três te do direito obrigacional, uma vez que a principal conse-
categorias, são estabelecidas sanções de suspensão dos
quência da prática de um ato ilícito é a obrigação que gera
direitos políticos, multa e vedação de contratação ou per-
cepção de vantagem, graduadas conforme a gravidade do para o seu auto de reparar o dano, mediante o pagamen-
ato. É o que se depreende da leitura do artigo 12 da Lei nº to de indenização que se refere às perdas e danos. Afinal,
8.929/1992 como §4º do artigo 37, CF, que prevê: “Os atos quem pratica um ato ou incorre em omissão que gere dano
de improbidade administrativa importarão a suspensão deve suportar as consequências jurídicas decorrentes, res-
dos direitos políticos, a perda da função pública, a in- taurando-se o equilíbrio social.21
disponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, A responsabilidade civil, assim, difere-se da penal, po-
na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação dendo recair sobre os herdeiros do autor do ilícito até os
penal cabível”. limites da herança, embora existam reflexos na ação que
A única sanção que se encontra prevista na Lei nº apure a responsabilidade civil conforme o resultado na es-
8.429/1992 mas não na Constituição Federal é a de mul- fera penal (por exemplo, uma absolvição por negativa de
ta. (art. 37, §4°, CF). Não há nenhuma inconstitucionalidade autoria impede a condenação na esfera cível, ao passo que
disto, pois nada impediria que o legislador infraconstitu- uma absolvição por falta de provas não o faz).
cional ampliasse a relação mínima de penalidades da Cons-
tituição, pois esta não limitou tal possibilidade e porque a nistrativo. 23. ed. Rio de Janeiro: Lumen juris, 2010.
lei é o instrumento adequado para tanto19. 20 Ibid.
Paulo: Método, 2011. 21 GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 9. ed.
19 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito admi- São Paulo: Saraiva, 2005.

9
LEGISLAÇÃO

A responsabilidade civil do Estado acompanha o racio- zação civil do Estado, mas somente aquele que é causado
cínio de que a principal consequência da prática de um ato por um agente público no exercício de suas funções e que
ilícito é a obrigação que gera para o seu auto de reparar o exceda as expectativas do lesado quanto à atuação do Es-
dano, mediante o pagamento de indenização que se re- tado.
fere às perdas e danos. Todos os cidadãos se sujeitam às É preciso lembrar que não é o Estado em si que viola os
regras da responsabilidade civil, tanto podendo buscar o direitos humanos, porque o Estado é uma ficção formada
ressarcimento do dano que sofreu quanto respondendo por um grupo de pessoas que desempenham as atividades
por aqueles danos que causar. Da mesma forma, o Estado estatais diversas. Assim, viola direitos humanos não o Estado
tem o dever de indenizar os membros da sociedade pelos em si, mas o agente que o representa, fazendo com que o
danos que seus agentes causem durante a prestação do próprio Estado seja responsabilizado por isso civilmente,
serviço, inclusive se tais danos caracterizarem uma violação pagando pela indenização (reparação dos danos materiais
aos direitos humanos reconhecidos. e morais). Sem prejuízo, com relação a eles, caberá ação de
Trata-se de responsabilidade extracontratual porque regresso se agiram com dolo ou culpa.
não depende de ajuste prévio, basta a caracterização de Prevê o artigo 37, §6° da Constituição Federal:
elementos genéricos pré-determinados, que perpassam
pela leitura concomitante do Código Civil (artigos 186, 187
Artigo 37, §6º, CF. As pessoas jurídicas de direito públi-
e 927) com a Constituição Federal (artigo 37, §6°).
co e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
Genericamente, os elementos da responsabilidade civil
responderão pelos danos que seus agentes, nessa quali-
se encontram no art. 186 do Código Civil:
dade, causarem a terceiros, assegurado o direito de re-
Artigo 186, CC. Aquele que, por ação ou omissão vo- gresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
luntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato Este artigo deixa clara a formação de uma relação jurí-
ilícito. dica autônoma entre o Estado e o agente público que cau-
sou o dano no desempenho de suas funções. Nesta rela-
Este é o artigo central do instituto da responsabilidade ção, a responsabilidade civil será subjetiva, ou seja, caberá
civil, que tem como elementos: ação ou omissão voluntária ao Estado provar a culpa do agente pelo dano causado, ao
(agir como não se deve ou deixar de agir como se deve), qual foi anteriormente condenado a reparar. Direito de re-
culpa ou dolo do agente (dolo é a vontade de cometer uma gresso é justamente o direito de acionar o causador direto
violação de direito e culpa é a falta de diligência), nexo do dano para obter de volta aquilo que pagou à vítima,
causal (relação de causa e efeito entre a ação/omissão e considerada a existência de uma relação obrigacional que
o dano causado) e dano (dano é o prejuízo sofrido pelo se forma entre a vítima e a instituição que o agente com-
agente, que pode ser individual ou coletivo, moral ou ma- põe.
terial, econômico e não econômico). Assim, o Estado responde pelos danos que seu agen-
1) Dano - somente é indenizável o dano certo, espe- te causar aos membros da sociedade, mas se este agen-
cial e anormal. Certo é o dano real, existente. Especial é te agiu com dolo ou culpa deverá ressarcir o Estado do
o dano específico, individualizado, que atinge determina- que foi pago à vítima. O agente causará danos ao praticar
da ou determinadas pessoas. Anormal é o dano que ul- condutas incompatíveis com o comportamento ético dele
trapassa os problemas comuns da vida em sociedade (por esperado.22
exemplo, infelizmente os assaltos são comuns e o Estado A responsabilidade civil do servidor exige prévio pro-
não responde por todo assalto que ocorra, a não ser que cesso administrativo disciplinar no qual seja assegurado
na circunstância específica possuía o dever de impedir o contraditório e ampla defesa. Trata-se de responsabilida-
assalto, como no caso de uma viatura presente no local - de civil subjetiva ou com culpa. Havendo ação ou omis-
muito embora o direito à segurança pessoal seja um direito são com culpa do servidor que gere dano ao erário (Ad-
humano reconhecido).
ministração) ou a terceiro (administrado), o servidor terá o
2) Agentes públicos - é toda pessoa que trabalhe den-
dever de indenizar.
tro da administração pública, tenha ingressado ou não por
Não obstante, agentes públicos que pratiquem atos
concurso, possua cargo, emprego ou função. Envolve os
violadores de direitos humanos se sujeitam à responsabi-
agentes políticos, os servidores públicos em geral (funcio-
nários, empregados ou temporários) e os particulares em lidade penal e à responsabilidade administrativa, todas
colaboração (por exemplo, jurado ou mesário). autônomas uma com relação à outra e à já mencionada
3) Dano causado quando o agente estava agindo nesta responsabilidade civil. Neste sentido, o artigo 125 da Lei
qualidade - é preciso que o agente esteja lançando mão nº 8.112/90:
das prerrogativas do cargo, não agindo como um particu-
lar. Artigo 125, Lei nº 8.112/1990. As sanções civis, penais
Sem estes três requisitos, não será possível acionar o e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes
Estado para responsabilizá-lo civilmente pelo dano, por entre si.
mais relevante que tenha sido a esfera de direitos atingida. 22 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São
Assim, não é qualquer dano que permite a responsabili- Paulo: Método, 2011.

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LEGISLAÇÃO

No caso da responsabilidade civil, o Estado é direta- Artigo 38, CF.  Ao servidor público da administração
mente acionado e responde pelos atos de seus servido- direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato
res que violem direitos humanos, cabendo eventualmente eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
ação de regresso contra ele. Contudo, nos casos da res- I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou
ponsabilidade penal e da responsabilidade administrativa distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;
aciona-se o agente público que praticou o ato. II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do
São inúmeros os exemplos de crimes que podem ser cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela
praticados pelo agente público no exercício de sua função sua remuneração;
que violam direitos humanos. A título de exemplo, pecula- III - investido no mandato de Vereador, havendo compa-
to, consistente em apropriação ou desvio de dinheiro pú- tibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo,
blico (art. 312, CP), que viola o bem comum e o interesse emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo
da coletividade; concussão, que é a exigência de vantagem eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a
indevida (art. 316, CP), expondo a vítima a uma situação de norma do inciso anterior;
constrangimento e medo que viola diretamente sua digni- IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o
dade; tortura, a mais cruel forma de tratamento humano, exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
cuja pena é agravada quando praticada por funcionário contado para todos os efeitos legais, exceto para promo-
público (art. 1º, §4º, I, Lei nº 9.455/97); etc. ção por merecimento;
Quanto à responsabilidade administrativa, menciona- V - para efeito de benefício previdenciário, no caso
-se, a título de exemplo, as penalidades cabíveis descritas de afastamento, os valores serão determinados como se no
no art. 127 da Lei nº 8.112/90, que serão aplicadas pelo exercício estivesse.
funcionário que violar a ética do serviço público, como ad-
vertência, suspensão e demissão. 6) Regime de remuneração e previdência dos servi-
dores públicos
Evidencia-se a independência entre as esferas civil, pe-
Regulamenta-se o regime de remuneração e previdên-
nal e administrativa no que tange à responsabilização do
cia dos servidores públicos nos artigo 39 e 40 da Consti-
agente público que cometa ato ilícito.
tuição Federal:
Tomadas as exigências de características dos danos aci-
ma colacionadas, notadamente a anormalidade, considera-
Artigo 39, CF. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
-se que para o Estado ser responsabilizado por um dano,
Municípios instituirão conselho de política de administra-
ele deve exceder expectativas cotidianas, isto é, não cabe ção e remuneração de pessoal, integrado por servidores
exigir do Estado uma excepcional vigilância da sociedade designados pelos respectivos Poderes. (Redação dada pela
e a plena cobertura de todas as fatalidades que possam Emenda Constitucional nº 19, de 1998 e aplicação suspensa
acontecer em território nacional. pela ADIN nº 2.135-4, destacando-se a redação anterior: “A
Diante de tal premissa, entende-se que a responsa- União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios institui-
bilidade civil do Estado será objetiva apenas no caso de rão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e
ações, mas subjetiva no caso de omissões. Em outras pa- planos de carreira para os servidores da administração pú-
lavras, verifica-se se o Estado se omitiu tendo plenas con- blica direta, das autarquias e das fundações públicas”).
dições de não ter se omitido, isto é, ter deixado de agir § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais
quando tinha plenas condições de fazê-lo, acarretando em componentes do sistema remuneratório observará:
prejuízo dentro de sua previsibilidade. I -  a natureza, o grau de responsabilidade e a complexi-
São casos nos quais se reconheceu a responsabilida- dade dos cargos componentes de cada carreira;
de omissiva do Estado: morte de filho menor em creche II -  os requisitos para a investidura;
municipal, buracos não sinalizados na via pública, tentativa III -  as peculiaridades dos cargos.
de assalto a usuário do metrô resultando em morte, danos § 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão
provocados por enchentes e escoamento de águas pluviais escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento
quando o Estado sabia da problemática e não tomou pro- dos servidores públicos, constituindo-se a participação
vidência para evitá-las, morte de detento em prisão, incên- nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira,
dio em casa de shows fiscalizada com negligência, etc. facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos
Logo, não é sempre que o Estado será responsabili- entre os entes federados.
zado. Há excludentes da responsabilidade estatal, nota- § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo
damente: a) caso fortuito (fato de terceiro) ou força maior público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII,
(fato da natureza) fora dos alcances da previsibilidade do XV,XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabe-
dano; b) culpa exclusiva da vítima. lecer requisitos diferenciados de admissão quando a nature-
za do cargo o exigir.
5) Exercício de mandato eletivo por servidores pú- § 4º O membro de Poder, o detentor de mandato
blicos eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e
A questão do exercício de mandato eletivo pelo servi- Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio
dor público encontra previsão constitucional em seu artigo fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
38, que notadamente estabelece quais tipos de mandatos gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representa-
geram incompatibilidade ao serviço público e regulamenta ção ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer
a questão remuneratória: caso, o disposto no art. 37, X e XI.

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LEGISLAÇÃO

§ 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios dife-
Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a renciados para a concessão de aposentadoria aos abran-
menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em gidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos
qualquer caso, o disposto no art. 37, XI. termos definidos em leis complementares, os casos de ser-
§ 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário vidores:
publicarão anualmente os valores do subsídio e da I -  portadores de deficiência;
remuneração dos cargos e empregos públicos. II -  que exerçam atividades de risco;
§ 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal III -  cujas atividades sejam exercidas sob condições es-
e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos peciais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
orçamentários provenientes da economia com despesas § 5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição
correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para serão reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no §
aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade 1º, III, a, para o professor que comprove exclusivamente
e produtividade, treinamento e desenvolvimento, tempo de efetivo exercício das funções de magistério na
modernização, reaparelhamento e racionalização do educação infantil e no ensino fundamental e médio.
serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou § 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos car-
prêmio de produtividade. gos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada
§ 8º A remuneração dos servidores públicos a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do
organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § regime de previdência previsto neste artigo.
4º. § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de
pensão por morte, que será igual:
Artigo 40, CF.  Aos servidores titulares de cargos efetivos I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor fa-
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, lecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios
incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regi- do regime geral de previdência social de que trata o art. 201,
me de previdência de caráter contributivo e solidário, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este
mediante contribuição do respectivo ente público, dos limite, caso aposentado à data do óbito; ou
servidores ativos e inativos e dos pensionistas, obser- II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor
vados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite
atuarial e o disposto neste artigo.
máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
§ 1º Os servidores abrangidos pelo regime de
previdência social de que trata o art. 201, acrescido de se-
previdência de que trata este artigo serão aposentados,
tenta por cento da parcela excedente a este limite, caso em
calculados os seus proventos a partir dos valores fixados
atividade na data do óbito.
na forma dos §§ 3º e 17:
§ 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para
I - por inva