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FORMULÁRIO

O formulário abaixo figurará, tal como está, nos enunciados das provas de Física Geral, não necessitando o aluno de trazer o
mesmo para a prova. É esperado que o aluno saiba o contexto de aplicação das fórmulas e o significado de todos os símbolos.

     
∆G = Gfinal − Ginicial ; A = Ax ɵI + Ay Jɵ + Az K
 ; A ≡ A = Ax2 + Ay2 + Az2 ; A ⋅ B = AB cosθ ; A × B = AB sinθ nˆ
4
Círculo: A = πR2 ; P = 2π R Esfera: V = π R3 ; A = 4π R 2 Cilindro: V = π R 2 h ; A = 2π R 2 + 2π Rh
3
    
 ∆r  dr distância   ∆v  dv d 2r
v med = ; v= ; smed = ; s = v =v ; amed = ; a= = 2
∆t dt ∆t ∆t dt dt
 
 a = cte a = cte
v = cte v = cte    
   1D:  v = v 0 + at 1D: v = v 0 + at
r = r0 + vt  x = x0 + vt    
1 1
r = r0 + v 0t + at 2  x = x0 + v 0t + at 2
 2  2
 d
θ = R ; 1 rot = 2π rad 
 

 d = ∆θ R τ = r × F α = cte
 dθ ∆θ  ω = cte   
ω = ; ωmed = ; v = ωR ;  ;  Στ ; ω = ω0 + α t
 dt ∆t  2 θ = θ 0 + ωt α = 
 1
 dω ∆ω at = α R ; ar = v I θ = θ0 + ω0t + α t 2
α = dt ; α med = ∆t  R  2

  v2
ΣF = ma ; Fg = mg ; g = 9,8 m/s2 ; fs ≤ µeFN ; fk = µc FN ; Fcentrip = m
R
  1 xf dE p 1 2
W = F ⋅ ∆r ; Ec = mv 2 ; E p = − ∫ FC ( x )dx ; FC = − ; E pg = mgh ; Felast ,x = −kx ; E p,elast = kx
2 xi dx 2
∆E  
Em = Ec + E p Wtot = ∆Ec ; WC = −∆E p
; ; WNC = ∆Em ; Pmed = ; P = F ⋅v
∆t
     
p = mv ; I = Fext ∆t ; I = ∆p
Mm M M
FG = G ; VG = −G ; E pG = mVG ; G = 6,67 × 10 −11 N.m2 .kg-2 ; ag ≡ g = G
r2 r r2
1
ε 0 = 8,85 × 10−12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9,0 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
 qq  q   q ∆V
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; Ve = ke ∑ i ; E pe = qVe ; E=−
r i ri i ri ∆s
A 1 1 1 1
q = CV ; C = ε0 ; E pe.cond = CV 2 ; = + + ⋯ ; Ceq.par = C1 + C2 + ⋯
d 2 Ceq.serie C1 C2
L ε 1 1 1
V = RI ; R = ρ ; I= ; P = IV ; PJoule = RI 2 ; Req.s = R1 + R2 + ⋯ ; = + +⋯
A R+r Req.p R1 R2
resistência : V = ±IR se corrente e circulação resp.  / ⇒
ΣIentrada = ΣIsaida ; ∑V =0
malha
→ 
f.e.m. : V = ±ε se circulação resp. do pólo ( − → + ) / ( + → − )
      mv    
FB = qv × B ; FB = I L × B ; R= ; τ = NIA × B ; A = Anˆ
qB
 µ I ds × rˆ µ I µ I µ0 I1 I2
dB = 0 ; µ0 = 4π × 10−7 N.A -2 ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; Bsolen = µ0 nI ; F =L
4π r 2
2π d 2 R 2π d
∆Φ B d ΦB  
ε med = −N ; ε = −N ; Φ B = ∫ B ⋅ dA ; Φ B = BA cosθ
∆t dt A

1 X L − XC R
X L = ωL ; XC = ; Z = R 2 + ( X L − XC )2 ; tgφ = ; cos φ =
ωC R Z
Imax ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z
Resumo de fórmula, equações e deduções – Fundamentos de
Física I – Halliday, Resnick, Walker – Resumo de Alyson Prado
Wolf – Acadêmico de Engenharia Mecânica UEM

CAPÍTULO 02 – MOVIMENTO RETILÍNEO

Aceleração constante: um caso especial

CAPÍTULO 03 – VETORES
Assunto tratado de maneira mais completa em livros de geometria analítica.
CAPÍTULO 04 – MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES

A direção da velocidade instantânea de uma partícula é sempre tangente à trajetória


da partícula na posição da partícula.
Movimento de projéteis

Movimento Circular Uniforme

Movimento relativo
Para constante, temos:
CAPÍTULOS 05 E 06 – FORÇA E MOVIMENTO
Primeira Lei de Newton: Se nenhuma força resultante atua sobre um corpo ( ),
sua velocidade não pode mudar, ou seja, o corpo não pode sofrer uma aceleração.
Segunda Lei de Newton:
Terceira Lei de Newton: Quando dois corpos interagem, as forças que cada corpo
exerce sobre o outro são sempre iguais em módulo e têm sentidos opostos.
Força de atrito
(i) se v = 0, a força possui o mesmo módulo que a força aplicada sobre o corpo.
(ii) se v = 0 e o corpo está na eminência de movimento, diz-se que atingiu um valor
máximo, cujo módulo é determinado por
(iii) se v ≠ 0, então
Força de arrasto
Resumo de fórmula, equações e deduções – Fundamentos de
Física I – Halliday, Resnick, Walker – Resumo de Alyson Prado
Wolf – Acadêmico de Engenharia Mecânica UEM

Força centrípeta

CAPÍTULO 07 – ENERGIA CINÉTICA E TRABALHO


Energia cinética, potencial gravitacional e trabalho.

Trabalho da força elástica

Se um bloco que está preso a uma mola se encontra em repouso antes e depois de um
deslocamento, o trabalho realizado sobre o bloco pela força aplicada responsável pelo
deslocamento é o negativo do trabalho realizado sobre o bloco pela força elástica.
Trabalho de uma força genérica

Se a velocidade de um corpo realizando trabalho possuir mesmo módulo em dois


pontos diferentes, então ΔK será nulo, logo, o trabalho realizado pela força resultante
entre esses dois pontos será nulo.
Potência

CAPÍTULO 08 – ENERGIA POTENCIAL E CONSERVAÇÃO DA ENERGIA


Trabalho e Energia Potencial

Independência da Trajetória para o Trabalho de Forças Conservativas


- O trabalho total realizado por uma força conservativa sobre uma partícula que se
move ao longo de qualquer percurso fechado é nulo.
- O trabalho realizado por uma força conservativa sobre uma partícula que se move
entre dois pontos não depende da trajetória seguida pela partícula.
Energia Potencial Gravitacional
Resumo de fórmula, equações e deduções – Fundamentos de
Física I – Halliday, Resnick, Walker – Resumo de Alyson Prado
Wolf – Acadêmico de Engenharia Mecânica UEM

Energia Potencial Elástica

Conservação da Energia Mecânica

Cálculo da Força

Trabalho Realizado por uma Força Externa sobre um Sistema


- Trabalho é a energia transferida para um sistema ou de um sistema através de uma
força externa que age sobre o sistema.
 Ausência de atrito:  Presença de atrito:

Potência

CAPÍTULO 09 – CENTRO DE MASSA E MOMENTO LINEAR


Sistemas de Partículas

Corpos Maciços

Para um corpo de densidade constante, tem-se:

A Segunda Lei de Newton para um Sistema de Partículas

Momento Linear

Momento Linear de um Sistema de Partículas

Colisão e Impulso

Colisões em série

Conservação do Momento Linear


Se , então
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Física I – Halliday, Resnick, Walker – Resumo de Alyson Prado
Wolf – Acadêmico de Engenharia Mecânica UEM

Momento e Energia Cinética em Colisões


- Colisão elástica: a energia cinética total do sistema é conservada.
- Colisão inelástica: a energia cinética total do sistema não é conservada.
- Colisão perfeitamente inelástica: ocorre quando a perda de energia cinética do
sistema é máxima, ou seja, os dois corpos permanecem juntos.
Colisões Inelásticas em uma dimensão
- Colisão inelástica unidimensional

- Colisão perfeitamente inelástica unidimensional


Para o corpo 2 inicialmente em repouso, temos:

Colisões Elásticas em uma dimensão


- Para o corpo 2 inicialmente em repouso, temos:

Para m1 = m2, v1f = 0 e v2f = v1i.


Para , tem-se que v1f = - v1i e v2f = (2m1/m2)v1i.
Para , tem-se que v1f = v1i e v2f = 2v1i
- Para o corpo 2 inicialmente em movimento, temos:

Colisões em duas dimensões1

Para colisões elásticas, tem-se também:

Sistema de massa variável

CAPÍTULO 10 – ROTAÇÃO

Para aceleração angular constante, tem-se:

Energia Cinética de Rotação


Resumo de fórmula, equações e deduções – Fundamentos de
Física I – Halliday, Resnick, Walker – Resumo de Alyson Prado
Wolf – Acadêmico de Engenharia Mecânica UEM

Torque

CAPÍTULO 11 – ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTO ANGULAR


O rolamento como uma combinação de translação e rotação

A energia cinética do rolamento

As forças do rolamento

Rolando para baixo em uma rampa

O Ioiô

Momento angular

Momento angular de um corpo rígido girando em torno de um eixo fixo


Actividades AF 3_1

1. Considere as seguintes afirmações produzidas por estudantes acerca da energia.

A. Energia é uma força natural e é também um facto indispensável à vida.


B. Energia é o petróleo, o carvão e os outros combustíveis.
C. Energia é uma força, um poder, que permite aos seres terem movimento e
vida e pode ser transmitida.
D. Energia é o alimento dos seres vivos que lhes dá força e os faz viver.
E. Energia é uma força que existe em todos os corpos do Universo, que os
transforma, que os cria, que os mata. É de origem desconhecida.
F. A energia é uma força que serve para accionar diversos mecanismos.
G. A energia é o resultado de reacções químicas naturais ou provocadas
artificialmente.

Indique, uma a uma, se é correcta ou incorrecta, criticando-a.

2. Um estudante afirmou que se sente bem na praia pois sabe-lhe bem receber o calor do
Sol. É cientificamente correcta esta afirmação? Fundamente.

3. A figura representa uma bala a mover-se a


altíssima velocidade que perfurou uma maçã sem
que esta tenha saído do seu suporte. A bala tem a
massa 100 g e a sua velocidade é de 400 m/s.
3.1. Qual a energia cinética da bala?
3.2. Explique fisicamente o facto de a maçã não
ser empurrada pela bala e cair do suporte. 

4. Converta:
4.1. 1 000 J em cal
4.2. 1 000 J em kcal
4.3. 2,11 × 106 J em BTU

5. Determine quantas grandes calorias :


5.1. correspondem a 10 kJ;
5.2. correspondem a 1 megajoule (1 MJ)

6. Considere a seguinte afirmação:


«Uma pilha contém materiais com energia eléctrica».
Critique esta afirmação.

7. Informe-se sobre o funcionamento de um central termoeléctrica.Que transformações de


energia ocorrem numa central termoeléctrica?

8. Informe-se sobre o funcionamento de um central hidroeléctrica.Que transformações de


energia ocorrem numa central hidroeléctrica?
9. Um corpo com a massa de 100 g e o peso de 1,0 N foi
deixado cair de uma altura 0,5 m, a partir do repouso.
9.1. Qual foi o trabalho realizado pela força gravítica?
9.2. O trabalho mede uma transformação de energia que
ocorreu. Que transformação foi essa?
9.3. Qual a velocidade com que o corpo chegou ao fim da
queda?
 
10. Com uma força de 600 N empurrou-se um carro ao
longo de uma distância de 5 m. O carro moveu-se
horizontalmente.
10.1. Qual foi o trabalho realizado pela força?
10.2. Que significa o valor obtido na alínea
anterior?
10.3. Que tipo de energia foi adquirida peo carro e
qual o seu valor? Fundamente.

11. Um corpo de massa 2,0 kg sobe um plano inclinado


de altura 2,0 m e comprimento 4,0 m com velocidade
constante. O atrito e a resistência do ar são desprezáveis.
Considere o valor da aceleração da gravidade igual a 10
m/s2
11.1. Que características tem a força aplicada no
corpo paralela ao plano e que faz subir o corpo?
Justifique.
11.2. Qual o trabalho realizado pela força referida

12. Analise o mapa conceptual da página seguinte .


12.1 Que formas de energia são referidas?
12.2 De que depende a energia cinética de um corpo?
12.3 De que depende a energia potencial gravítica de um sistema de corpos?
12.4 De que depende a energia potencial elástica?

13. Complete o mapa conceptual, indicando uma posição e ligações que façam sentido, para os
seguintes conceitos:
13.1 Energia sonora.
13.2 Energia transportada pela corrente eléctrica.
13.3 Energia nuclear.
14. Um pequeno carro com massa 1,0 kg é lançado numa pista horizontal com uma velocidade
de 1,0 m/s, acabando por parar ao fim de 10 s devido à força de atrito que se supõe constante
ao longo do movimento.
14.1. Qual é o trabalho realizado pela força de atrito durante o percurso do carro sobre a pista?
14.2. Qual é a potência que deveria desenvolver um motor colocado no carro, de modo que este
se movimentasse ao longo de toda a pista com a mesma velocidade com que é lançado nela?

15. Com que velocidade deve ser lançada uma pedra verticalmente de baixo para cima para que,
na ausência de resistência do ar, ela atinja a altura h num local onde a aceleração da gravidade é
g?

A. v = gh
B. v = 2gh
C. v = gh
D. v = 2gh
16. Três projécteis A, B e C, da mesma massa, são lançados de um mesmo lugar no solo com a
mesma rapidez inicial v (em m/s) segundo ângulos de lançamento com a horizontal de 30º, 45º e
60º, respectivamente. Considerando desprezável a resistência do ar, que relação de grandeza há
entre as velocidades dos projécteis quando estão à mesma altura h do solo?

A. vA < vB < vC
B. vA > vB > vC
C. vA = vB = vC
D. vA = vC < vB

17. Considere um sistema formado por duas partículas (1 e 2) nas seguintes situações:

1ª situação: As duas partículas estão à superfície da Terra, sob a acção da gravidade.


2ª situação: As duas partículas estão numa situação (no espaço, por exemplo) em que todas
as acções de outros corpos sobre elas se podem desprezar.

Em qual (ou quais) das duas situações se conserva o momento linear do sistema formado
pelas partículas 1 e 2?

… A. Em ambas as situações
… B. Na 1ª situação
… C. Na 2ª situação
… D. Em nenhuma das situações

18. Uma bola cai de uma altura de 2,00 m sobre uma superfície horizontal e é devolvida por esta
até uma altura de 1,00 m. A massa da bola é 100 g. A duração do choque com a referida
superfície é 0,01 s. Qual a força média de interacção entre a bola e a superfície?

19.  Apresente uma fundamentação para o facto de o trabalho realizado por uma força que
provoca um movimento circular e uniforme ser nulo?

20. Um bloco em repouso explode originando três pedaços. Dois dos pedaços, de massa igual,
deslocam-se após a explosão em direcções perpendiculares, com velocidades de 30 m/s. O
terceiro pedaço, de massa igual a três vezes a massa de qualquer dos outros, que velocidade
adquire após a explosão?
Resolução das actividades 3_1

1. Todas as afirmações são incorretas. De forma breve:


A. Confusão energia-força e visão naturalista da energia.
B. Substantificação da energia e confusão energia-combustível.
C. Confusão energia-força e associação de toda a energia ao movimento.
D. Substantificação da energia e confusão energia-alimento.
E. Confusão energia –força e energia como causa de as coisas sucerem como sucedem.
F. Confusão energia –força e visão mecanicista d energia.
G. Visão limitativa da energia cingindo-a à forma química.

2. A afirmação é incorrecta. O Sol emite luz, não emite calor. A luz é um forma de energia-
energia luminosa ou radiante que, ao incidir numa pessoa, vai transformar-se em energia
interna, tal como se ele estivesse a receber calor por exemplo de um cobertor eléctrico. O
efeito é o mesmo – aumento da energia intern, mas os processos ue conduzem ao efeito são
diferentes.

3.
3.1. A energia cinética é :
Ec = ½ m v2 = ½ ×0,1 kg × (4 × 102 m/s)2 =8 × 103 J
3.2. A bala não cai devido à inércia. Estando em repouso tende a permanecer em repouso e
a passagem da bala pela maçã foi tão rápida que não deu tempo para a mação «vencer»
a inércia e ser arrastada.

4.
4.1. 1000 / 4,184 cal = 239 cal
4.2. 1000 / 4184 kcal = 0,239 kcal
4.3. 2,11 × 106 / 1,05435 × 103 BTU = 2,00 × 103 BTU

5.
5.1. 10000 / 4184 Cal = 2,39 Cal
5.2. 1 000 000 / 4184 Cal = 239 Cal

6. A afirmação é incorrecta. Se, ao ligarmos a pilha a um circuito, assistimos a manifestações


de energia neste, é porque a pilha já tem energia, pois a energia não surge do nada. Porém,
a energia eléctrica no circuito está associada à corrente eléctrica, ou seja ao movimento dos
electrões de condução da corrrente, e é, pois energia cinética. A energia ds substâncias da
pilha é, pelo conrário, uma forma de energia potencial acumulada nos sistemas de materiais
que a compõem. A energia eléctrica manifestada no circuito acaba portanto por resultar de
reacções químicas entre as substâncias químicas que constituem a pilha. Essas substâncias
possuem energia química, não energia eléctrica. A pilha, como geradorm acaba por ser um
sistema que transforma energia química em energia eléctrica.

7. Numa central termoeléctrica entram combustíveis (carvão, por exemplo), que, ao serem
queimados, sofrem reacções químicas que libertam energia. A energia transfere-se para o
vapor de água, deste para os geradores de corrente eléctrica e, a seguir, para a corrente nos
fios. O combustível, juntamente com o oxigénio, constitui um sistema com energia química
(eneria potencial). Quando ocorre a combustão há uma libertação de calor (energia em
trânsito da caldeira de combustão para o vapor de água que vai accionar as turbinas. Aqui a
energia cinética do vapor é transferida para as turbinas e destas para os alterndores ue
convertem a energia mecânic cinética em energia eléctrica. Esta é propagada através das
redes eléctricas para os locais de consumo.
8. Numa central hidroeléctrica o desnível entre o orifício de saída da água para a conduta de
escoamento e a turbinas confere à água energia potencial gravitacional que é transformada
em energia cinética da água, quando a água cai, ao longo da conduta. Essa enegia cinética
transfere-se para a turbina e desta para o alternador que a transforma em energia eléctrica
propagada depois através dos fios para os locais de consumo.

9. Tem-se

Fg = 1,0 N e Δr = 0,5 m.

9.1. O trabalho realizado foi w = Fg × Δr = 1,0 N × 0,5 m = 0,5 J.


9.2. Este trabalho mede a energia potencial gravítica que se transformou em energi cinética.
9.3 A energia cnética é, portanto, igual a 0,5 J.
De
Ec = ½ m v2 concluímos que v2 = 2 Ec /m = 1,0 /0,10 = 10 m2/s2.
Extraindo a raíz quadrada obtém-se:
v = 3,2 m/s

10. Tem-se
F = 600 N e Δr = 5 m.
10.1. O trabalho realizado foi
w = F × Δr = 600 N × 5 m = 3000 J.
10.2. O valor do trabalho, 3000 J, significa que foi transferida uma energia de 3000 J para o
sistema carro-Terra.
10.3. Como o movimento é horizontal não há variação de energia potencial gravítica e toda essa
energia transferida no valor de 300º J fica no carro na forma de energia cinéticase desprezarmos
a energia dissipada nos atritos e na resistência do ar.

11. Tem-se
m = 2,0 kg, h = 2,0 m, l = 4,0 m e g = 10 m/s2.
11.1 Sabemos que a soma vectorial da força gravítica com a reacção do plano é uma força
paralela ao plano, descendente, de intensidade
Fg . h/l = Fg . sin α
onde α = ângulo de inclinação do plano.
Esta soma é, pois
20 N × 2,0 m/4,0 m = 10 N

Para que o corpo suba a velocidade constante há que aplicar-lhe uma força simétrica desta –
intensidade 10 N, direcção paralela ao plano e sentido ascendente.
11.2. O trabalho é dado neste caso por

w = F × Δr = 10 N × 4,0 m = 40 J.

11.3. Esse trabalho mede a energia transferida do corpo ou sistema que exerce a força de
arrastamento do corpo para o sistema corpo-Terra. Neste caso, como não há variação da
energia cinética do copo, uma vez que a sua velocidade não varia, essa energia é toda
convertida em energia potencial grvítica.
11.4. A energia potencial gravítica é dada por
11.5.
Ep = m.g.h = 2,0 kg × 10 m/s2 × 2,0 m = 40 J

Verifica-se que esta energia potencial é igual ao trabalho pelas razões apontadas na
alínea anterior.
12
12.1. Energias cinética e potencial e, dentro das energias potenciais, a potencial gravítica, a
potencial elástica e a potencial química.
12.2. Da massa e da velocidade.
12.3. Da posição relativa dos corpos e da massa destes.
12.4. Da deformação dos corpos e da sua elasticidade.

13.
13.1. Tenha em conta que se trata de uma energia do movimento (portanto é cinética) vibratório
dos corpos elásticos (lâminas metálicas, ar, etc) que portanto depende da elasticidade destes.
13.2. Tenha em conta que se trata de energia dos electrões em movimento (portanto é cinética).
13.3. Tenha em conta que é uma forma de energia acumulada (portanto é potencial) nos núcleos
e que como toda a forma de energia potencial depende da posição relativa das partículas que
interactuam.

14.
14.1. O trabalho realizado, entre dois pontos da trajectória de uma partícula, pela força
resultante que actua sobre ela, é sempre igual à variação da energia cinética da partícula
entre esses dois pontos. No caso descrito a força resultante é a força de atrito e a
variação da energia cinética é dada por

1
m( v 2f − v i2 )
ΔE c =
2
onde vi e vf são, respectivamente, as velocidades inicial e final da partícula. Do
enunciado sabemos que a velocidade final é nula e a inicial é 1 m/s . Logo a variação de
energia cinética e o trabalho da força de atrito valem –0,5 J. O trabalho é negativo
porque a força de atrito se opõe sempre ao deslocamento.
14.2. Para que o carro se desloque com velocidade constante, o motor tem de exercer
sobre ele uma força com o mesmo módulo e direcção da força de atrito e de sentido
contrário. O módulo da força de atrito pode ser calculado a partir dos dados do
problema. Para isso começamos por calcular a aceleração do movimento sem o motor.
Nesse caso a velocidade v é dada, em função do tempo t, por

v = v0 – a t

em que a é a aceleração do movimento e v0 a velocidade inicial com que o carro é


lançado na pista. Como ao fim de 10 s o carro acaba por parar, vem que

a = v0/t = 1,0 m.s -1/10 s = 0,1 m/s2

Sendo m a massa do carro, o módulo da força de atrito é

F = ma = 1,0 kg × 0,1 m/s2 = 0,1 N,

que é também o módulo da força exercida pelo motor se o carro mantiver a sua
velocidade constante .
A potência associada a uma força que actua sobre um corpo que se move com
velocidade v é P = F v.
Logo, neste caso a potência exercida pelo motor é
P = 0,1 N ×1,0 m/s = 0,1 W.
15. A opção correcta é B.
Pela lei da conservação da energia mecânica:

Ec (baixo) + Ep (baixo) = Ec (cima) + Ep (cima)

Substituindo as expressões das energias e considerando para nível zero da energia


potencial a posição de lançamento, vem:

½ m v2 + 0 = 0 + mgh

De aqui conclui-se que

v = 2 gh

16. A opção corecta é C.

Verifica-se a lei da conservação da energia mecânica Como, à partida todos os


projécteis têm a mesma energia cinética (mesma massa e rapidez) e a mesma energia
potencial (nível zero de energia potencial), ou seja, à partida:

Ec = constante e Ep = constante, para todos os projécteis,

concluímos que a energia mecânica é igual para todos os projécteis e terá de se manter
invariável ao longo do percurso.
Então, quando os projécteis estão à mesma altura,

Ep = mgh = constante (para todos eles),

a energia cinética, Ec = ½ m v2, terá de ser também constante para todos eles. Logo, a
rapidez será a mesma para todos os projécteis.

17. A variação do momento linear total ao longo do tempo é igual à soma de todas as
forças que actuam no sistema e têm origem fora dele (forças exteriores). Por isso num
sistema isolado, i.e. em que as interacções com o exterior se podem desprezar, não
existem forças exteriores a actuar sobre o sistema e, portanto, o seu momento linear
conserva-se. Sendo assim, na 2ª situação o momento linear conserva-se. Na 1ª situação,
como consideramos que o sistema é apenas formado pelas partículas 1 e 2 e como a
Terra actua em ambas através da acção da gravidade, existem forças exteriores ao
sistema cuja soma é não nula. Logo, o momento linear do sistema não se conserva.
Consequentemente, a resposta correcta é C.
Note que se na 1ª situação considerássemos que o sistema era formado pela Terra e
pelas partículas 1 e 2, as forças que eram exteriores (exercidas pela Terra sobre o
sistema das partículas 1 e 2) agora já passavam a forças interiores, por a Terra fazer
parte deste novo sistema. Então, se pudéssemos desprezar as acções de todos os outros
corpos exteriores a este sistema partícula 1 + partícula 2 + Terra, então o momento
linear total deste sistema conservar-se-ia.
18. Quer na queda da bola quer na subida posterior é válida a relação v2 = 2 g h que se
obtém igualando a energia cinética no ponto mais baixo (ao chegar ao solo e ao
abandonar a seguir o solo), pois aí a energia potencial considera-se nula, com a energia
potencial gravítica no ponto mais alto (de que a bola parte e onde depois chega), pois aí
a energia cinética é nula. No fundo basta recorrer à expressão da conservação da energia
mecânica.
Recorrendo à referida expressão com h = 2,00 m, obtém-se o valor da velocidade no
final da descida, cuja componente é vy = - 6,26 m/s (negativa por ter sentido oposto ao
eixo dos yy vertical e para cima.
Recorrendo à mesma expressão com h = 1,00 m, obtém-se o valor da velocidade no
início da subida, cuja componente é v’y = + 6,26 m/s (positiva por ter o sentido
ascendente igual ao do eixo dos yy).
Agora resta aplicar a relação de igualdade entre impulso da força no solo e variação da
quantidade de movimento:

Fy (média). Δt = m (v’y- vy)

Efectuando os cálculos obtém-se Fy = 105 N.

19. O trabalho realizado por uma força que leva uma partícula de A para B é, em geral,
dado por um limite de uma soma de um número muito grande de deslocamentos
r r
elementares F ⋅ dr ao longo da trajectória quando esse número vai crescer para infinito
B r
r
(matematicamente traduz-se por um integral ( W = ∫ F ⋅ dr ). Se considerarmos o caso do
A
r
movimento circular e uniforme a força F que actua na partícula em cada ponto da
r
trajectória e o deslocamento elementar (infinitesimal) dr com origem nesse ponto são
sempre perpendiculares,r em todos os pontos da trajectória. Então cada trabalho
r r
elementar F ⋅ dr é nulo, e portanto a sua soma tem de ser nula.

20 É uma velocidade de módulo 14 ms-1 e cuja direcção forma um ângulo de 135º com a
direcção de um dos blocos e um ângulo de 135º com a direcção do outro bloco:

Tem-se, sendo m a massa igual dos dois blocos 1 e 2, v a velocidade do bloco 3, e 3


m a massa deste bloco 3, as quantidades de movimento serão:

p1 = 30 m , p2 = 30 m , p3 = 3 m v

Como a diagonal do rectângulo é igual à raíz quadrada da soma dos quadrados dos
lados, para que a quantidade de movimento continue a ser nula já que o era de início,
teremos:

3mv = (30m )2 + (30m )2


Elevando ambos os membros ao quadrado e simplificando, acabamos por obter
v = 14 m/s .
ACTIVIDADE AF2_1 
 
1. Nas situações acima colocadas os respectivos corpos podem considerar-se partículas?

2.
2.1 Verifique que a posição do projéctil representado na figura do texto satisfaz as equações
paramétricas
x = 25 t (SI) e y = 9,49 t – 4,9 t2

2.2. Em que instante é que o referido projéctil passa n posição representada?

3. Suponhamos agora que o deslocamento ocorre da posição xi = + 50,0 m para a posição


xf = + 20,0 m.

3.1. Caracterize o deslocamento.


3.2. Qual é a componente escalar do deslocamento no eixo Ox?
3.3. Compare o valor do deslocamento com o valor do espaço percorrido.

4. A tabela que se segue refere-se à variação da posição de uma partícula que se move rectilineamente:

Tempo t (s) 0 5 10 15 20 25 30
Posição x(m) 0 10 20 20 25 15 50

Vamos admitir que entre os instantes tabelados o movimento foi sempre regular, isto é, a
posição variou regularmente.

4.1. Construa um gráfico correspondente à função x = x (t), colocando a variável tempo no eixo
das abcissas (o eixo geralmente atribuído à variável independente) e a variável posição no eixo
das ordenadas (o eixo da variável dependente).

4.2. O gráfico poderá corresponder a um situação real de movimento? Justifique.

4.3. Como evoluiu a posição da partícula?

5. Relativamente ao movimento a que se refere a tabela da questão anterior, determine a rapidez


média da partícula entre os instantes 10 s e 25 s.

6. Se a posição de uma pequena esfera obedecer à equação horária

s = 3 + 20.t – 2.t2 (SI)

qual é a rapidez da esfera no instantes 2 s?


7. Considere novamente o movimento a que se refere a tabela da questão 4 e os instantes 10 s e
25 s:
7.1. Determine o valor do deslocamento entre esses instantes.
7.2. Caracterize esse deslocamento.
7.3 Detemine o valor da velocidade média da partícula entre esses instantes.

8. Analise a seguinte situação em que uma sonda espacial gira em torno da Terra.

8.1 Caracterize as forças que


actuam .
8.2 A Terra move-se ao encontro
da sonda? Justifique.
 

9. Considere uma bola de 1,0 kg parada sobre


uma mesa.
9.1. Caracterize o par de forças de interacção que actuam no sistem bola-mesa.
9.2. Que forças actuam na bola? Que intensidade têm, recordando de estudos elementares que o
peso de um corpo é dado pelo produto P = m.g (simplifique o valor de g para 10 m/s2).
9.3. Estas duas forças são um par acção-reacção?
9.4. Represente as forças na bola e as forças no par acção-reacção.

10. Suponha que x(t) é a posição, no instante t, de uma partícula que descreve um movimento
rectilíneo. Qual dos movimentos a seguir representados é um movimento rectilíneo em que a
aceleração é constante?

… A. x(t) = 3t4 –2t2


… B. x(t) = 2t3 –5
… C. x(t) = 3t2 –2t
… D. x(t) = 2t-4

11. Suponha que conhece a velocidade constante de um movimento rectilíneo. Para conseguir
descrever completamente este movimento (i.e. determinar a posição da partícula em qualquer
instante), necessita de conhecer mais alguma grandeza? Justifique.
12. Nas situações (I) e (II) temos o mesmo corpo de massa 1,00 kg ligado a um fio de massa
desprezável e sobre a mesma mesa. Em (I) puxou-se o fio com uma força de 5,0 N exercida
com a mão e em (II) ligou-se o corpo a um outro corpo de massa 0,50 kg (peso 5,0 N).  
12.1. Compare as acelerações do corpo de massa 10 kg nas duas situações.
 
Situação (I)                   Situação (II) 
 
 
                   1,00 kg                              5,0 N          1,00 kg 
                                              
5,0 N 
12.2. Qual é a intensidade da força de tensão do fio que liga os corpos de massas 1,00 kg e
0,50 kg na situação (II)?

13. Porque é que quase não podemos andar numa superfície polida (chão envernizado ou uma
pista de gelo, por exemplo)?

14. Uma carruagem só se põe em movimento, mesmo num troço de linha horizontal, quando se
aplica nela uma força muito intensa (a força de quatro ou cinco homens pode não ser
suficiente). Porém, uma vez posta em movimento, para manter a carruagem em movimento
já é suficiente uma força de menor intensidade (um ou dois homens são suficientes). A que
se deve esta diferença?

15. Se, num combate de boxe, fosse possível somar as intensidades das forças aplicadas nos
dois contendores pelos golpes certeiros, e o vencedor fosse quem somasse mais, a luta
terminaria empatada. Fundamente esta afirmação.

16. Três pessoas fazem um mesmo percurso rectilíneo. A figura mostra a coordenada x de cada
pessoa, num
certo referencial.

16.1 Qual das pessoas se deslocou em sentido oposto ao


das outras?
16.2 A origem do referencial coincide com a posição
inicial de que pessoa?
16.3 Que pessoas têm a mesma velocidade? Justificar.
16.4 Qual das pessoas tem maior rapidez? Justificar.
16.5 Caracterizar os deslocamentos das três pessoas
entre t = 0 s e t = 5 s.
16.6 Caracterizar as velocidades das três pessoas entre
t = 0 s e t = 5 s.
16.7 Qual o valor da resultante das forças que actuou
em cada pessoa?
17. Num automóvel, a velocidade variou regularmente de 80 km/h para 30 km/h durante 1,0
min. Qual é o valor da aceleração ou seja a componente escalar da aceleração num ponto
qualquer do percurso entretanto efectuado, se considerarmos um eixo Ox sobre a trajectória e
tendo por sentido positivo o sentido do movimento?

18. Duas balas são lançadas para o


ar, uma obliquamente e
outra verticalmente, conforme se
indica na figura. Estão
representadas as balas e vectores
aplicados em cada
uma delas. Quais dos vectores
representam as forças
que actuam nas balas durante o seu
movimento, depois
de terem sido lançadas?
 

19. Os três blocos da figura, de massa igual, m = 1,0 kg, são empurrados horizontalmente por
uma força de intensidade constante 30 N. Consideram-se desprezáveis quaisquer atritos.

19.1. Com que aceleração se desloca o conjunto dos blocos?


19.2. Mostrar que a resultante das forças no bloco A tem a intensidade de 10 N.
19.3. Caracterizar as forças que se exercem no bloco A.
19.4. Caracterizar as forças que se exercem no bloco B.
19.5. Caracterizar as forças que se exercem no bloco C.
19.6. Quando se empurra uma fila de objectos encostados uns aos outros, qual deles é
submetido a forças de maior intensidade? Porquê?

20. Dois corpos A e B são ligados por um fio de massa desprezável e inextensível, assentes
sobre planos inclinados de atrito desprezável, como mostra a figura seguinte. Considere o valor
da aceleração da gravidade g = 10 m/s2 e despreze os atritos e a massa da roldana.

20.1. Determine a intensidade da resultante das forças gravítica e de reacção do plano exercidas
no corpo A.
20.2. Determine a intensidade da resultante das forças gravítica e de reacção do plano exercidas
no corpo B.
20.3. Qual é o sentido do movimento de cada um dos corpos? Justifique.
20.4. Com que aceleração se move o sistema ligado dos dois corpos?
RESPOSTAS QA2_1

1. O ciclista pode considerar-se partícula, a Terra sim se estivermos apenas interessados no


seu movimento de translação, mas o atleta não pois o movimento das partes do corpo não pode
neste caso ser ignorado.

2.

2.1. Substituindo o valor da abcissa obtém-se t = 0,1 s. Substituindo agora o vlor de t na


outra equação paramétrica, obtemos o vlor da ordend do projéctil.

2.2. O instante é, pois, t = 0,1 s.

3.

3.1. O deslocamento é um vector com a direcção do eixo Ox e o sentido negativo deste.


3.2. É
Δx = xf - xi = (+ 20,0 m) – (+ 50,0 m) = - 30,0 m

3.2. Como o deslocamento se efectua no sentido negativo do eixo Ox, o valor do deslocamento
deu negativo, – 30,0 m, mas o espaço percorrido é positivo, + 30,0 m.

4.
4.1.

60

50 50

40
Posição (m)

30
25
20 20 20
15
10 10

0 0
0 5 10 15 20 25 30 35

Tempo (s)

4.2. Não. Trata-se de uma solução ideal. As variações de posição nas situções reais não podem ocorrer
desta forma descontínua, como por exemplo sucede aos 25 s. A posição estava a decrescer ao mesmo
ritmo dos 20 s aos 25 s e instantâneamente passou a crescer ao mesmo ritmo dos 25 s aos 30 s. Nenhum
prtícul real pode ir a um ritmo constante num sentido e instantaneamente mudar de sentido.
4.3. Basta fazer-se uma leitura simples do gráfico posição-tempo:

- o carro andou 20 m para a frente da posição inicial entre o instante inicial e o instante 10 s;
- instantaneamente (situação ideal!) parou;
- manteve-se parado os 5 s que decorreram entre os instantes 10s e 15 s, na posição + 20 m;
- andou a seguir 5 m para a frente entre os instantes 15 s e 20 s atingindo a posição + 25 m;
- instantaneamente (situação ideal!) passou a recuar, deslocando-se 10 m para trás entre as
posições + 25 m e + 15 m em 5 s;
- instantaneamente (situação ideal!) passou a avançar novamente, andando 35 m para a frente
deslocando-se da posição + 15 m a + 50 m em 5 s.
5. Tem-se, que entre as posições referentes aos 10 s e aos 25 s, a patícula percorreu uma
distância total:

Δs = 0 m (dos 10 s aos 15 s) + │25 m – 20 m │(dos 15 s aos 20 s) +

+│15 m – 25 m │(dos 20 s aos 25 s) = 0 m + 5 m + 10 m = 15 m

Como a rapidez média é dada por

vem neste caso

rapidez média = 15 m / 15 s = 1,0 m/s

6. Tem-se

v= = 20 - 4.t (em m/s)

pelo que a rapidez aos 2 s é v = 20 - 2 ×2 = 16 m/s

7.

7.1. As posições inicial e final consideradas são as seguintes

x10 = 20 m e x25 = 15 m

Portanto o valor do deslocamente é:

Δx = x25 - x10 = 15 m – 20 m = - 5 m

7.2. Trata-se de um vector com módulo 20 m, assente no eixo Ox e com o sentido negativo
desse eixo.

7.3. O valor da velocidade média pode-se calcular por:

Neste cso obtém-se – 5 m / 15 s = - 0,33 m/s


8.

8.1. Actuam duas forças gravitacionais simétricas, uma aplicada na sonda e outra na Terra.
Qualquer delas tem uma intensidade igual ao «peso» da sonda no local onde se situa.
8.2. Teoricamente, pode-se dizer que devido a este par de forças, cada uma a actuar no seu
corpo, a sonda é atraída gravitacionalmente para a Terra e, simultaneamente, atrai a Terra. Pode
dizer-se portanto que a Terra também cai para a sonda…
Na prática a Terra também é solicitada a «cair» para o corpo, uma vez que é igualmente actuada
por uma força gravitacional da mesma intensidade. Porém, este movimento da Terra é
totalmente desprezável, devido ao elevado valor da massa da Terra (e, por isso, da sua inércia) e
ao facto de ela ser solicitada a mover-se de todos os lados...

9.

9.1. A duas forças são as seguintes: uma exercida pela bola na mesa, dirigida verticalmente para
baixo e outra exercida pela mesa na bola, verticalmente para cima. As duas forças têm igual
intensidade.

9.2. Na bola actuam duas forças:


• uma força gravitacional de 10 N (1,0 kg × 10 m/s2), dirigida para baixo;
• uma força exercida pela mesa, dirigida para cima, igualmente de
10 N.

9.3. Estas forças não constituem um par acção-reacção, uma vez que estão aplicadas no mesmo
corpo. A força que faz par acção-reacção com a força exercida na bola pela mesa é a força que a
bola exerce na mesa.

9.4.

10. Um movimento rectilíneo uniformemente acelerado caracteriza-se por ter uma aceleração
constante (e diferente de zero). A aceleração é, por definição, a derivada da velocidade em
ordem ao tempo. A velocidade, por sua vez, é a derivada da posição x em ordem ao tempo
Derivando duas vezes em ordem ao tempo as equações dos movimentos representados, apenas
no caso C se obtém uma constante diferente de zero. Logo, a resposta correcta é C.

Note que todos os movimentos rectilíneos em que a posição depende do tempo através de
um polinómio de grau 2 são uniformemente acelerados. Qual dos movimentos representados
é rectilíneo e uniforme (velocidade constante)?
 
11. Se o movimento rectilíneo tem velocidade constante sabemos que o gráfico da posição x
em função do tempo t é uma linha recta. O que não sabemos é se tal recta passa pela origem
(para t = 0 s é x = 0 m) ou não (para t = 0 s é x ≠ 0). Portanto no fundo temos de conhecer além
da velocidade, também a posição inicil da partícula.

12.

12.1. A aceleração é menor na situação II. Com efeito, nesta situação, a força de 5,0 N arrasta o
corpo da mesa e o próprio corpo suspenso. Logo, neste caso a massa a arrastar é maior,
portanto a inércia é maior, por isso é menor a aceleração.

12.2. O fio, tenso, exerce uma força de tensão no corpo de 1,0 kg na mesa. Essa força é potente
(o fio puxa o corpo para a «frente»). O mesmo fio exerce um força no corpo suspenso que é
resistente (puxa-o par «trás» à medida que este é solicitdo a mover-se pelo seu próprio peso.
Dada a massa desprezável do fio, estas forças de tensão podem considerar-se do mesmo
módulo. Vejamos porquê.

A força de tensão do fio no bloco suspenso tem a mesma intensidade da força com que o
bloco suspenso puxa o fio, Ffio/bloco suspenso. Porquê? São um par acção-reacção.

A força de tensão com que o fio puxa o bloco da mesa tem a mesma intensidade da força que
o bloco da mesa exerce no fio, Ffio/bloco da mesa. Porquê? São um par acção-reacção.

Ffio/bloco suspenso - Ffio/bloco da mesa = mfio × aceleração

Como consideramos mfio nula ambos os membros da iguldde são nulos, as forças do primeiro
membro são iguais em módulo e os seus pares (as tensões do fio de um lado e do outro)
também iguais em módulo. Ambs têm a mesma intensidade que representmos por T.

A lei fundamental aplicada ao corpo na mesa de massa 1,00 kg pode traduzir-se assim:

T = m. a = 1,00 kg × a m/s2

A lei fundamental aplicada ao corpo de massa 0,50 kg pode traduzir-s deste modo:

5,0 N - T = m. a = 0,50 kg × a m/s2

A resolução deste sistema de duas equações a duas incógnitas, a e T, dá-nos a solução:

T = 3,33 N

13. Não havendo atrito não conseguimos que os nossos pés exerçam forças de acção no chão
com componentes dirigidas para trás. Em consequência, não são desencadeadas reacções do
chão sobre nós dirgidas para diante. Ora só estas componentes horizontais para a frente das
forças exercidas pelo chão em nós podem produzir acelerações em nós e colocar-nos em
movimento.
14. Deve-se à inércia. No primeiro caso a carruagem tem uma grande inércia de repouso, pois a
sua massa é enorme, e exige-se uma grande força para a acelerar. No segundo caso, com a
carruagem a mover-se, ela tem uma grande inércia de movimento, pois a sua massa é enorme, e
tem a tendência natural para manter a sua velocidade com resultante de forças nula. A força que
se exige para a manter em movimento é apenas a estritamente necessária para equilibrar os
atritos e resistência do ar.

15. Esta afirmação fundamenta-se na lei da acção-reacção. Em qualquer dos contactos de um


dos combatentes no outro, independentemente da força envolvida, há duas forças simétricas, ou
seja de igual intensidade, a actuar cada uma delas em cada um deles. Ambos estão pois sujeitos
a forças de igual intensidade. A diferença está na resistência do «material» onde a força actua
(face, punho, olhos, tórax, etc.) mas isso não está contemplado nesta questão!...

16.

16.1. A

16.2. B

16.3. B e C, porque o declive da linha recta no gráfico (t,x) é o mesmo.

16.4. A, porque independentemente o facto de se mover em sentido contrário, ele percorre maior
distância por unidade de tempo, já que a linha do gráfico está mais inclinada.

16.5. Deslocamento de A - direcção: a de Ox; sentido: negativo de Ox; magnitude: 15 m.


Deslocamentos de B e C - direcção: a de Ox; sentido: positivo de Ox; magnitude: 10 m.

16.6. Velocidade de A - direcção: a de Ox; sentido: negativo de Ox; magnitude: 3 m/s.


Velocidades de B e C - direcção: a de Ox; sentido: negativo de Ox; magnitude: 2 m/s.

16.7. As resulatntes das forças são todas nulas porque as velocidades das pessoas são
constantes.

17. É - 0,23 m/s2.

18. São os vectores 2 e 4, respectivamente para a bola lançada verticalmente e obliquamente.


19.

19.1. 30 N = 3,0 kg × a, o que implica que a = 10 m/s2.

19.2. Fres = 1,0 kg × 10 m/s2 = 10 N

19.3. Dsignando por FA/B a intensidade da força exercida em A pelo corpo B, vem
30 N – FA/B = 10 N
Portanto FA/B = 20 N

19.4. Força exercida em B por A = FB/A = 20 N


Força exercida em B por C = FB/C = 10 N

19.5. Força exercida em C por B = FC/B = 10 N

19.6. O primeiro, ou seja o que está em contacto com a força exterior que empurra (ou puxa),
porque esta se vai repartindo pelos diferentes blocos.

20

20.1. 3,4 N

20.2. 5,0 N

20.3. Move-se para o lado de B porque a força resultante das duas anteriores aponta para esse
lado.

20.4.
5,0 N – T = 1,0 × a
T - 3,4 N = 1,0 kg × a
Este sistema permite-nos obter a = 0,8 m/s2
ACTIVIDADES FORMATIVAS AF2.2

1. Uma partícula descreveu uma semicircunferência de raio 0,40 m em 2,0 s com rapidez
constante .Considera-se um referencial com origem no centro da semicircunferência.
1.1. Que tipo de movimento teve a partícula?
1.2. Qual foi a distância percorrida dos 0 s aos 2,0 s?
1.3. Caracterize o deslocamento da partícula no referido intervalo de tempo.
1.3. Caracterize o deslocamento da partícula do instante inicial ao instante 1,0 s.
1.4. Qual foi a distância percorrida pela partícula ao fim de 1,0 s.

2. Um carrinho partiu da posição x0 = 0 m e do repouso, seguindo por um trilho rectilíneo com


uma aceleração constante de 2 m/s2. Ao fim de 4,0 s estava na posição x4 = 16 m.
2.1. Classifique este tipo de movimento.
2.2. Baseando-se no conceito de aceleração determine a velocidade do carrinho na referida
posição aos 4 s.
2.3. Mostre que velocidade atingida pelo carrinho na referida posição está relacionada com
a aceleração e a distância percorrida através da expressão
v2 = 2.a.s

3. Um carro move-se numa estrada recta e horizontal no sentido de Norte para Sul, a 80 km/h,
durante 20 s.
3.1. Qual a rapidez do carro em m/s?
3.2. Qual o módulo da velocidade em m/s?
3.3. Que distância percorre durante os 20 s?
3.4. Qual o valor da velocidade (componente escalar da velocidade) do carro num eixo com
a orientação Sul-Norte?

4. Um carro desloca-se em linha recta a 50 km/h no sentido positivo de um eixo Ox. Quando o
carro se encontra na origem do eixo Ox, começa-se a contar o tempo.
4.1. Escreva a equação das posições do carro no referencial indicado, em unidades SI.
4.2. Escreva a equação que permite calcular a distância percorrida ao fim de t segundos, em
unidades SI.
4.3. Esquematize os gráficos (t, x) e (t, s).
4.4. Determine a posição do carro ao fim de 10 s, a partir da equação das posições e a partir
do gráfico (t, x).
4.5. Considere agora um outro eixo de referência com a origem na posição 10 m antes da
posição onde se iniciou a contagem do tempo. Qual é, neste novo referencial, a equação
das posições?
5. Na figura estão representadas graficamente as posições de duas partículas, A e B, que se
movem «sem colidir» ao longo do eixo dos xx de um referencial.

5.1 Escreva a equação das posições


da partícula A.
5.2 Escreva a equação das posições
da partícula B.
5.3 Partindo das expressões
anteriores, determine quando e onde
as duas partículas se encontram.
5.4 Confirme os valores anteriores
por leitura directa no gráfico.

6. Um carro a 100 km/h trava e pára em 10 s. Caracterize a aceleração do carro, supondo que
ela é constante e que o movimento é rectilíneo.

7. Duas partículas, A e B, iniciaram um movimento rectilíneo vertical no mesmo instante,


partindo de posições diferentes. Os respectivos gráficos tempo-velocidade estão
representados na figura seguinte:

7.1. Qual das partículas foi deixada cair sem velocidade inicial? E qual delas foi lançada
para cima, com uma
certa velocidade inicial?
7.2. Qual é o valor da aceleração da partícula A? E da partícula B?
7.3. Em que instante atinge a altura máxima a partícula que foi lançada para cima?
7.4. Qual é a distância percorrida por cada uma das partículas entre 0 s e 3 s?
7.5. Escreva as equações das velocidades de ambas as partículas.
 
8. Numa corrida de 100 m, um atleta chega à meta fazendo a marca de 10,2 s. Admita que o
atleta acelerou uniformemente durante os 2,0 s iniciais da corrida até atingir uma velocidade
constante até ao final.
8.1. Calcule a magnitude da aceleração do atleta nos dois primeiros segundos.
8.2. Calcule a velocidade máxima do atleta.
8.3. Esboce os gráficos v(t) e a(t).
9. Suponha que x(t) é a posição, no instante t, de uma partícula que descreve um movimento
rectilíneo.
9.1. Qual dos movimentos a seguir representados é um movimento rectilíneo uniformemente
variado?

A. x(t) = 3t4 –2t2


B. x(t) = 2t3 –5
C. x(t) = 3t2 –2t
D. x(t) = 2t-4
9.2. Qual é a aceleração da partícula?
9.3 Qual é a equação das velocidades da partícula?
9.4. Em que sentido se move a partícula no instante inicial?
 
10. Uma esfera é lançada verticalmente de baixo para cima. No preciso instante em que atinge o
ponto mais alto, que características têm a sua velocidade e a sua aceleração?
A A velocidade é nula e a aceleração é nula.
B A velocidade é para cima e a aceleração é para baixo.
C A velocidade é nula e a aceleração é para baixo.
D A velocidade é nula e a aceleração é para cima.
 
11. Uma bola é projectada verticalmente para cima com uma velocidade inicial de 20 m s-1.
Considerar desprezável a resistência do ar e g =10 m s-2.
11.1 Qual é a altura máxima que a bola atinge?
11.2 Em que instante a bola atinge a posição a metade da
altura máxima?
11.3 Esboçar o gráfico vy(t).
11.4 Esboçar o gráfico ay(t).
11.5 Esboçar o gráfico v(t).
11.6 Esboçar o gráfico a(t).
11.7 Esboçar o gráfico y(t).

12. Como se caracteriza a trajectória e o módulo da velocidade de um movimento curvilíneo


com aceleração tangencial nula e aceleração normal constante? Justifique.

13. Uma partícula descreve um movimento circular e uniforme de raio R com velocidade linear
de módulo v. Qual o período T de rotação da partícula?

A. T = v/R
B. T = v / (2πR)
C. T = R/v
D. T = 2πR/v

14. Um automóvel move-se numa pista circular de 1,0 km de raio. Parte do repouso
e desloca-se com aceleração tangencial constante, atingindo uma velocidade de
módulo 30,0 m/s no fim da primeira volta.

14.1. Qual é o valor da aceleração normal no final da primeira volta?

14.2. Qual é o valor da aceleração tangencial do movimento?


15. O vector posição de uma partícula, de massa 0,5 kg, que se move num plano, relativamente
a um determinado referencial, é dado, em função do tempo, por
G G G
r = 4t 2 u x + 5t 3 u y

em que t é expresso em segundos e a posição em metros. Determine a força que actua sobre
a partícula no instante 4,0 s.

16. Considere o seguinte dispositivo sob a acção da gravidade (g = 10 m/s2). As


massas dos corpos A e B são iguais a 4,0 kg. As massas das roldanas e dos fios são
desprezáveis.

16.1. Quanto pesam os corpos A e B?


16.2 Determine as acelerações dos corpos A e B e as forças de tensão nos fios no
caso em que não existe quaisquer atritos.

 
RESOLUÇÃO DAS ACTIVIDADES 2.2
  
1
1.1. Teve um mvimento circular e uniforme, circular porque a trjectória é circular e uniforme
porque a rapidez é constante.
1.2. A distância percorrida foi metade do perímetro da circunferência de raio r = 0,40 m:
s = (2 p r)/2 = 3,14 ´ 0,40 = 1,26 m
1.3. O deslocamento efectudo tem o módulo ou magnitude de 0,80 m (o dobro do raio). A
direcção do deslocamento é a direcção do eixo dos xx e o sentido negativo do eixo Ox. O
deslocamento teve origem no ponto de coordenadas x = + 0,40 m e y = 0,00m e terminou no
ponto de coordenadas x = – 0,40 m e y = 0,00 m. O valor (projecção) do deslocamento
ocorrido no eixo Ox foi, portanto, - 0,80 m.
1.4. Ao fim de 1,0 s a partícula percorreu 1/4 da circunferência. O deslocamento efectuado é o
vector que une o ponto inicial de coordenadas (0,40 m; 0,00 m) ao ponto de coordenadas
(0,00 m; 0,40 m). Pode medir-se a magnitude desse vector utilizando o teorema de
Pitágoras:
0,402 + 0,402 = 0,56 m

1.5. Ao fim de 1,0 s, a partícula percorreu 1/4 da circunferência:


s = (2 π r)/4 = 0,63 m

2.
2.1. Trata-se de um movimento rectilíneo uniformemente acelerado.
2.2. Dado que a aceleração traduz a variação da velocidade por unidade de tempo, o facto de ela
ser 2,0 m/s2 significa que a velocidade aumentou de 2,0 m/s em cada segundo, sendo pois
de 2,0 m/s ao fim de 1 s, 4,0 m/s ao fim de 2 s, 6,0 m/s o fim de 3 s e 8,0 m/s ao fim de 4 s.
2.3. Se em linh recta o móvel foi da posição 0 m à posição 16 m, percoreu uma distância 16 m.
Sendo então, aos 4 s, v = 8 m/s , s = 16 m e a = 2 m/s2 (constante ao longo de todo o
percurso) temos que:
v2 = 64 m2/s2 e 2.a.s = 2 × 2 m/s2 × 16 m = 64 m2/s2.

3.
3.1. Como a rapidez é constante, temos 80 km/h = 80 000 m / 3 600 s = 22,2 m/s.
3.2. A magnitude da velocidade é igual à rapidez: v = 22,2 m/s.
3.3. A distância percorrida é s = 22,2 m/s × 20 s = 444 m.
3.4. Como o movimento é de Norte para Sul e a orientação do eixo é Sul-Norte, a componente
escalar da velocidade é negativa: vx = – 22,2 m/s.

4.
4.1. Convertendo a velocidade em m/s temos: v = 50 km/h = 50000 m / 3600 s = 13,9 m/s.
Como o sentido do movimento coincide com o sentido de Ox, o valor da velocidade ou seja
a componente escalar do correspondente vector segundo Ox é vx = + 13,9 m/s.
A posição do carro no instante t = 0 s coincide com a origem do referencial. Logo, x0 = 0 m.
Portanto, a equação das posições do carro, em unidades SI, é:
x = 0 + 13,9 t ou, simplesmente, x = 13,9 t
4.2. Como v = 13,9 m/s (e é constante), tem-se, para a distância percorrida, s, ao fim de t
segundos:
s = 13,9 t (em unidades SI)
4.3.

4.4. Como x = 13,9 t vem, para t = 10 s, x10 = 13,9 m/s 10 s = 139 m .


A partir do gráfico temos :

4.5. No novo referencial, a posição no instante t = 0 s é x0 = 10 m. Deste modo, a equação das


posições neste novo referencial é:
x = 10 + 13,9 t (em unidades SI)

5. Tendo em conta a equação das posições x = x0 + vx. t, temos:


5.1. xA = 8 + 2,0 t (SI)
5.2. xB = 5 t (SI)
5.3. xA = xB t = 2,7 s

6. O módulo da velocidade do carro varia de 100 km/h = 27,8 m/s a 0 m/s. Portanto, o módulo
dessa variação é 27,8 m/s em 10 s.
A aceleração tem então por módulo 27,8 m/s a dividir por 10 s, ou seja 2,78 m/s2.
Quanto à direcção ela é a da trajectória rectilínea.
O sentido da aceleração é o sentido oposto ao do movimento.

7.
7.1. Sem velocidade inicial: B
Com velocidade inicial: A
7.2. a = vy/ t = –10 m/s2
7.3. t = 3 s
7.4. 45 m
7.5. A: vy = 30 – 10 t
B: vy = – 10 t
8.
8.1. Distância percorrida em mov. uniformemente acelerado, expressa em metros, nos primeiros
dois segundos (sendo a a magnitude da aceleração):
s= 1/2 a 2,02 = 2,0 a (SI)
Rapidez ao fim de 2,0 s: v2 = at = a × 2,0 = 2,0 a (SI)
Distância percorrida em mov. uniforme, expressa em metros, entre 2,0 s e 10,2 s:
s = v2 × Δt = 2,0 a (10,2 – 2,0) = 16,4 a (SI)
Distância total:
2,0 a + 16,4 a = 100
Daqui tira-se: a = 5,4 m/s2
8.2. v = a t = 5,4 × 2,0 m/s = 10,8 m/s
8.3.

9.
9.1. A opção correcta é a C
De facto a equação dada em C obedece à fórmula geral x = x0 + v0xt + ½ ax.t2, ou seja: é uma
equação do 2º grau.
9.2. Comparando a equação dada com esta expressão geral vemos que
½ ax.= 3
Portanto ax.= 6 m/s2.
9.3. Continuando a comparar a equação dada com a fórmula geral conclui-se que
x0 = 0 m/s e v0x = -2 m/s
Então a equação das velocidades v = v0x + ax.t será neste caso
v = -2 + 6.t (SI)
9.4. Como a velocidade inicial é negativa (v0x = -2 m/s) a partícula no instante inicial move-se
no sentido negativo.

10. Opção C.
A velocidade é nula porque o corpo tem de inverter a velocidade o que exige que pare. Mas
continua sempre a ser acelerado para baixo pois continua sempre actuado pela força-peso para
baixo. Por isso ele não permanece parado. A paragem é instantânea.
11.
11.1. y = 20 t – 5 t2 => vy = 20 – 10 t Fazendo vy = 0 ⇒ t = 2 s. Ora t = 2 s ⇒y2 = hmáx = 20
× 2 – 5 × 22 = 20 m
11.2. 10 = 20 t – 5 t2 ⇒ t2 – 4 t + 2 = 0 ⇒ t = 0,6 s e t = 3,4 s. Logo, t = 3,4 s
11.3.

11.4

11.5.

11.6.

11.7.
12. É um movimento de trajectória circular e com velocidade de módulo constante.
Num movimento curvilíneo, sendo R o raio de curvatura da trajectória e v o módulo da
velocidade, a aceleração normal é
an = v 2 / R
e a aceleração tangencial
dv
at =
dt

Se a aceleração tangencial é nula, então o módulo da velocidade é constante. Se a aceleração


normal é constante e o módulo da velocidade é constante então o raio de curvatura da
trajectória é constante. Trajectórias com raio de curvatura constante são somente as
trajectórias circulares. Um movimento curvilíneo com aceleração tangencial nula e
aceleração normal constante é um movimento circular e uniforme.

13. A opção correcta é a D.

O período T é o tempo que a partícula demora a percorrer uma volta completa sobre a
circunferência. Durante o período T a partícula percorre um espaço igual a 2πR, com
velocidade de módulo constante v. Como o módulo da velocidade é constante podemos dizer
que é igual ao espaço percorrido dividido pelo tempo necessário para percorrer esse espaço.
Logo, v = 2πR /T . E de aqui tira-se: T = 2πR /v.
Nota: é importante que ganhe familiaridade com as noções de aceleração normal,
velocidade linear, velocidade angular, período e frequência num movimento circular e
uniforme e que seja capaz de as relacionar.

14.   
14.1. A aceleração normal relaciona-se sempre, em cada instante, com o módulo da velocidade
linear v e com o raio R da trajectória circular por,

v2
an =
R

Como v = 30 m/s e r = 1000 m, substituindo estes valores na expressão anterior, conclui-se que
a aceleração normal é 0,9 m/s2.

14.2. A aceleração tangencial, at , é a taxa de variação da rapidez v do automóvel, sendo por isso
dv
traduzida pela derivada . Como, segundo o problema, esta taxa de variação de v é constante,
dt
isso significa que a rapidez v cresce regularmente de 0 a 30,0 m/s. A rapidez v, em cada instante,
indica-nos por sua vez a taxa de variação da distância percorrida pelo automóvel, sendo por isso
ds
dada pela derivada . Estamos, pois, num situação paralela à que vimos no movimento
dt
rectilíneo uniformemente acelerado. Neste, a aceleração coincidia com a sua componente
tangencial, pois a componente normal ou centrípeta era nula (a velocidade nesse movimento não
varia em direcção).
Se no movimeno rectilíneo uniformemente acelerado podemos calcular a distância percorrida
sobre a trajectória a partir do repouso pela expressão

1 2
s= a t
2
e a rapidez v pela expresão
v=at
porque o valor da aceleração a é constante, neste caso e em todos os casos em que o valor da
aceleração tangencial at é constante, podemos determinar a distância percorrida sobre a
trajectória, s, ao fim de um tempo t por,
1
s= a t2
2 t

e a rapidez ou módulo da velocidade linear pela expressão

v=a t
t

Elevando ao quadrado a segunda destas expressões, resolvendo a equação obtida em ordem a t2


e substituindo na primeira equação, obtém-se
v2
a =
t 2s

Como conhecemos a velocidade ao fim de uma volta (30,0 m/s) e o espaço percorrido ao fim
dessa volta (2πR) podemos calcular a aceleração tangencial obtendo-se, at = 0,07 m/s2.

15. A expressão que o problema fornece


G G G
r = 4t 2 u x + 5t 3 u y
G
é a do vector-posição, r (vector que une a origem O do referencial Oxy à posição da partícula)
G
dado como uma função do tempo. De facto, o vector-posição, r suge como a soma das suas
componentes vectoriais, segundo os eixos Ox e Oy, ambas funções da vaeriável tempo. Os
G G
vectores u x e u y são os vectores unitários (módulo =1), também chmados versores, dos eixos.
A velocidade ou vector-velocidade é a derivada deste vector posição em ordem ao tempo, ou
seja:
G G G
v = 8tu x + 15t 2u y

A aceleração ou vector aceleração é a derivada deste vector em ordem ao tempo, ou seja:


G G G
a = 8u x + 30tu y

Para calcular a força que actua sobre esta partícula utiliza-se a relação entre a aceleração e a
força
G
F = ma = 0,5(8u x + 30tu y ) = 4 u x + 15t u y (N)
G G G G G

Para calcular a força no instante 4,0 s basta substituir t por 4,0 s. Obtém-se:
G G G
F = 4 u x + 60 u y (N)

Esta expressão informa tudo o que há a saber acerca da aceleração.


16.
16.1. Sendo o peso de um corpo a força que lhe imprime a aceleração da gravidade quando
cai, tem-se
P = m.g = 4,0 kg × 10 m/s2 = 40 N

16.2. Neste dispositivo o corpo A é arrastado pelo fio de um distância s de 0 a t segundos. Neste
mesmo intervalo de tempo, a roldana e o corpo B só caem de uma distância s/2, porque, nessas
condições, os extemos do diâmetro da roldana onde o fio enrola descem ambos s/2, e s/2 + s/2
vai dar a distância s de arrasto de A.
A consequência é que as acelerações do corpo A, aA, e do corpo B, aB, relacionam-se por

aA= 2.aB.

Sendo TA a força de tensão do fio que puxa o corpo A, e m a massa do corpo A, temos, pela lei
fundamental aplicada ao corpo A

TA= m aA (1)

Para o corpo B esta mesma lei traduz-se por

-TB +mg = m aB (2)

em que TB é a força de tensão do fio no corpo B.

Como TB = 2 TA , obtém-se de (1) e (2),

g- 2 aA = aB

Dada a relação entre as acelerações dos dois corpos obtém-se,

aA = g/5 ; aB = 2g/5

Ou seja, aA = 2,0 m/s2 e aB = 3,9 m/s2 .

O cálculo das forças de tensão é efectuado utilizando (1) e (2), obtendo-se

TB = 15,7 N e TA = 7,8 N.
Física Geral 21048

Física Geral 21048

ACTIVIDADES FORMATIVAS 4

Electromagnetismo

1. Uma carga de 1 C é colocada no ponto P da


figura ao lado. As cargas em A, B e C estão fixas. P
As distâncias AB = 3 m e BP = 4 m são iguais a, 1C
respectivamente, BC e CP.
a. Caracterize o campo elétrico que a carga em
P cria em A, B e C. 4m
b. Que energia teríamos que fornecer à carga
no ponto P para a levar desse ponto até ao A 3m B C
infinito? 1C -2 C 3C
c. Imagine que as quatro cargas estão dentro
de uma esfera de vidro. Qual é o fluxo do
campo elétrico através dessa esfera?

+ _
2. Considere o condensador da figura ao lado.
+ _
Trace as linhas de força do campo eléctrico
entre as placas e as curvas equipotenciais.
+ _
Ignore os efeitos das bordas.
+ _

3. Um solenóide de 1 cm de comprimento e 200 espiras é percorrido por uma corrente de 5 A,



sendo que o campo magnético dentro dele gerado toma a direcção ez . Nesse solenóide entra
um electrão entra com velocidade v = (2 × 108 ex ) m/s . Qual a componente magnética da força
 

de Lorentz que actua no electrão à entrada no solenóide?

4. Um aquecedor consome 2000 W de potência. O fio elétrico que o liga à tomada é composto por
dois condutores revestidos por camadas de plástico com 0,6 mm de espessura. Calcule a força
exercida por metro sobre o plástico do revestimento.

5. Considere o circuito elétrico abaixo. A potência dissipada na casa é de 20 W.

1/3
Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

I1
R1 = 3 Ω

I2 Ic
R2 = 3 Ω
I3
R3 = 3 Ω

Rc = 5 Ω
V
~ P = 20 W

a. Calcule a potência dissipada por efeito de Joule nas resistências R1, R2 e R3 e a tensão V aos
terminais do gerador.
b. Suponha que a resistência R3 falha, deixando de passar corrente por ela. Recalcule as
quantidades da pergunta 1, exigindo que a potência dissipada na casa continue a ser 20 W.
c. Suponha que, além da resistência R3, a resistência R2 falha também. Re-calcule as quantidades
da pergunta 1, exigindo novamente que a potência dissipada na casa continue nos 20 W.

6. O circuito do problema anterior representa um modelo protótipo de produção e distribuição de


eletricidade, a nível local ou nacional. O gerador toma o papel de central de produção. As três
resistências em paralelo, R1, R2 e R3, representam uma “rede elétrica”, ou seja, vários caminhos
por onde a eletricidade pode ir da central até aos consumidores, os quais são representados pela
resistência Rc (a casa). O facto da potência dissipada em Rc ser sempre de 20 W significa que a
procura dos consumidores é constante e que, consequentemente, a central e a rede têm que
disponibilizar tanta energia quanta a que os consumidores exigem. A supressão das resistências
R2 e R3 representa o acontecimento de anomalias na rede (pequena anomalia: R3 fora de serviço,
grande anomalia: ambas R2 e R3 fora de serviço). Discuta com os seus colegas no fórum
moderado pelos estudantes as seguintes questões:
a. Olhando ao modelo, que vantagens vê em transportar eletricidade por redes? E que custos,
físicos e económicos, tem esse transporte?
b. Que consequências espera, ao nível da central, da rede e dos consumidores, de uma pequena
anomalia na própria rede? E de uma grande?
c. Se, no caso de uma anomalia, a central não tiver potência de reserva (ou seja, não puder
aumentar a potência que produz), que acontecerá aos consumidores?

7. Uma central hidroeléctrica gera a potência de 400 MW. A energia eléctrica produzida é
transportada à tensão de 100 kV por um cabo de alumínio, com 10 cm de diâmetro, até uma
subestação abaixadora, situada a 200 km de distância da central, onde é depois dividida pelos
consumidores. Tratando o problema como se tratasse de corrente contínua, calcule:
a. A potência perdida por dissipação em calor (efeito de Joule) durante o transporte. O que
aconteceria a esta perda se a tensão de transporte caísse para metade?

2/3
Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

b. Caracterize o campo magnético a 50 m de distância do cabo. Compare a sua intensidade com


a do campo magnético terrestre em Portugal, que é de 44 x 10-6 T.
c. Na central, a eletricidade é obtida de um gerador elétrico, um aparelho que transforma
energia mecânica em energia elétrica. Faça uma pesquisa na internet para saber como
funciona uma central hidroeléctrica e, baseado nesta, explique de onde é que vem a energia
mecânica para o gerador e como é que este a transforma em energia elétrica.
Dados: ρalumínio = 1/ σ alumínio = 2,65 × 10 −8 Ωm

8. Considere o circuito elétrico da figura abaixo.

C1 = 5 µF

I=?

R1 = 30 Ω
C2 = 1 µF
E = 220 V
f = 50 Hz
~ R2 = 20 Ω R3 = 20 Ω

L1 = 1 H

L2 = 2 H

a. Calcule a capacitância, resistência e indutância equivalentes.


b. Calcule a intensidade de corrente no circuito simplificado, a potência dissipada e o ângulo de
fase entre a tensão e a corrente. Sugestão: usando a alínea anterior, reduza este circuito a um
circuito RLC comum.

3/3
Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

Física Geral 21048

ORIENTAÇÕES DE RESPOSTA
às
ACTIVIDADES FORMATIVAS 4

Electromagnetismo

1. (Distribuição de cargas.)
 1 QP
a. O campo elétrico criado pela carga P é dado pela Lei de Coulomb, E = rˆ , com rˆ o
4πε 0 d 2
vector unitário na direção do ponto à distância d. O campo crido no ponto B é simples de

calcular, dado que a direção BP é vertical, logo expressa pelo vector unitário ey . Temos então
  1 −1   8 
E =  ( −e ) V/m = 5,625 × 10 ey V/m . Note-se que o campo aponta para cima,
 4πε 0 (dPB ) 
2 y

no sentido da carga em P, porque essa é a convenção para o sentido do campo de uma carga
negativa. Nos pontos A e C o campo tem componentes segundo os eixos x e y. Pelo teorema
de Pitágoras, as distâncias AP e CP são d AP = dCP = 42 + 32 = 5 e a magnitude do vector
  1 1
E = 2 
V/m = 3,6 × 108 V/m . O ângulo entre os segmentos AB e BP é tal que
 4πε 0 5 
sin(θ ) = 4 / 5 (logo cos(θ ) = 3 / 5 ) e o vector unitário em A, na direção e sentido de P, é

er = cos(θ )ex + sin(θ )ey . Em A o campo é então E = 3,6 × 108 ( cos(θ )ex + sin(θ )ey ) V/m .
    

Em C só muda a direção e sentido do vector unitário er , mantendo-se a magnitude do campo.

Por simetria, temos E = 3,6 × 108 ( − cos(θ )ex + sin(θ )ey ) V/m .
 

b. Neste sistema actuam apenas forças elétricas. A energia a fornecer à carga no ponto P para a
levar até ao infinito terá que compensar o trabalho das forças elétricas nesse deslocamento.
Como as forças elétricas são conservativas, o trabalho depende apenas dos pontos finais e
iniciais, e não da trajectória. O trabalho é (livro de texto, p.251)
∞ 
 ∞  
We = ∫ Fe ⋅ dr = ∫ qE ⋅ dr = − q
 (V∞ − VP ) = −(V∞ − VP ) .
P P =1 C

O potencial no infinito é zero. No ponto P, o potencial é gerado pelas 3 cargas em A, B e C e é


1 qi 1  1 −2 3  6
VP = ∑
i = A,B ,C
Vi = ∑
i = A,B,C 4πε 0
⋅ =  + +  = 9 × 109 ⋅
d i 4πε 0  5 4 5  20
J = 2,7 × 109 J .

1/4

Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

O potencial em P é repulsivo e as forças elétricas realizam um trabalho 2,7 × 109 J para


afastar a carga em P. Assim, não há que fornecer energia à carga para a afastar. Ao invés,
recebemos 2,7 × 109 J de energia nesse afastamento.
c. O cálculo do fluxo é uma mera aplicação da lei de Gauss:
φ = ∫ E ⋅ dS = ∑ i Qi / ε 0 = (1 + 1 − 2 + 3)C / ε 0 = 3,77 × 1010 Vm .
 
S

2. No interior do condensador, o campo é


constante. No exterior, se ignorarmos o
efeito das bordas, é nulo. O campo elétrico
toma a direção perpendicular às placas; + _
representado na figura ao lado por vectores
(as setas) de igual comprimento, direção e + _
sentido. As equipotenciais são linhas
perpendiculares ao campo em cada ponto,
+ _
representadas à direita a vermelho
tracejado. _
+
3. Pela lei de Ampére, o que o campo magnético dentro dele do solenóide tem a magnitude
200
B = µ0 nI = (4π × 10−7 ⋅ ⋅ 5) T = 0,12566 T . O campo magnético é então o vector
0,01
    
B = (0,12566 T) ez . A componente magnética da força de Lorentz é simplesmente F = qv × B
(produto vectorial!), que, no nosso caso, é

F = ( −1,602 × 10 −19 C) ⋅ (2 × 108 m/s) ⋅ (0,12566 T) ⋅ (ex × ez ) = (4,026 N) ey .
  

=− ey


µ0 I1I2
4. A força por metro pode ser calculada pela expressão F = , deduzida da lei de Biot-
2π d
Savaart. Basta-nos apenas saber o valor das correntes. Ora dissipar 2000 W sob a tensão de 220 V
requer uma intensidade de I = P / V = 9,091 A . As correntes são então 9,091 A (fio de entrada)
e 9,091 A no sentido contrário (fio de saída – os eletrões não desaparecem no aquecedor!) Como
cada condutor é revestido por 0,6 mm de plástico, estão à distância de 1,2 mm e a força por
9,0912
metro é de F = 2 × 10−7 N = 0,01377 N . A força é repulsiva, pois as correntes
1,2 × 103
circulam em sentidos opostos. Esta força é bastante baixa, embora possa subir
consideravelmente em caso de curto-circuito.
5. (Circuito modelo)
a. Se em Rc se dissipa 20 W, a intensidade de corrente que passa nessa resistência é de
P = RIc2 ⇔ Ic = P / R = 2 A . A resistência equivalente da associação R1, R2, R3 é de
Req = 1 Ω , logo a queda de tensão neste grupo é de V = ReqIc = 2 V . As correntes I1, I2 e I3
são portanto de I1 = I2 = I3 = 2 V / 3 Ω = 2 / 3 A e a potência dissipada por efeito de Joule

2/4

Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

nestas resistências é de PJoule = R1I12 + R2I22 + R3I32 = 3 × 3 × ( 23 )2 W = 4 W . A tensão que o


gerador deve fornecer é de V = RtotalIc = (Req + Rc ) ⋅ 2 V = 12 V .

b. Neste caso temos Req = 3 / 2 Ω e I1 = I2 = 1 A . A potência dissipada na associação sobe para


PJoule = R1I12 + R2I22 = 2 × 3 × 12 J = 6 W , tal como a tensão que o gerador tem que fornecer
para manter o “status quo” na resistência Rc, a qual passa a ser de 13 V.
c. É fácil de ver agora que PJoule = 3 W e V = 16 V .
6. (Rede elétrica.)
a. As vantagens principais são baixar as perdas por efeito de Joule e oferecer caminhos
alternativos ao transporte de energia. Se um caminho falhar, outros podem ser usados sem
que o consumidor final sinta qualquer perda de potência. O custo é principalmente
económico, dado que é preciso haver mais linhas.
b. Uma pequena anomalia exige que a central debite mais potência, para compensar o que as
perdas acrescidas por efeito de Joule no transporte. Uma grande anomalia sobrecarrega tanto
o gerador como os condutores em funcionamento normal.
c. Se a central não puder debitar mais potência, os consumidores sentirão uma queda de tensão.
Se houver sobrecarga, mais e mais condutores podem falhar e o sistema pode colapsar. Numa
rede nacional, o colapso chama-se blackout.
7. (Central hidroeléctrica.)
a. Transportar 400 MW a 100 kV requer uma intensidade de I = P / V = 4000 A . A resistência
l ρal ⋅ l
do condutor é R = = diam = 0,6748 Ω e a dissipação por efeito de Joule
σ al A π ( 2 )2
PJoule = RI 2 = 10,8 MW (cerca de 2,7% da potência transportada). O transporte a metade da
tensão necessitaria de uma corrente de 8000 A, que levaria a perdas de 43,2 MW (10,8% da
potência). A tensão é o maior possível precisamente para reduzir as perdas de transporte.
b. Podemos considerar o problema como ‘campo magnético criado pela corrente que percorre
um fio infinito’, caso em que podemos usar a lei de Ampére. O campo é então
µ I 4000
B = 0 = 2 × 10−7 T = 16 × 10 −6 T . A direção do campo magnético é tangente a
2π d 50
uma circunferência centrada no cabo e cujo plano é perpendicular ao mesmo e o sentido é
dado pelo produto vectorial da corrente pelo vector tangente unitário. Comparado com o
campo magnético terreste, o campo a 50 m do cabo é cerca de 1/3 do terrestre, que já de si é
bastante fraco.
c. Numa barragem, a água da albufeira é feita passar por turbinas. Estas transformam a energia
potencial gravítica da água em energia cinética. As turbinas estão ligadas a um gerador, que
recebe essa energia cinética e, usando o princípio da indução electromagnética, a transforma
em energia elétrica.
8. (Circuito RLC.)

3/4

Versão:13-Dez-08
Física Geral 21048

a. Basta aplicar as regras de associação de elementos de circuitos. Temos Ceq = C1 + C2 = 6 µ F ,


1/ Leq = 1/ L1 + 1/ L2 ⇔ Leq = 2 / 3 H e Req = R1 + (1/ R2 + 1/ R3 )−1 = 40 Ω .

b. Para a intensidade de corrente, há que determinar a impedância total. No condensador


1 1
temos X c = = = 530,5 Ω e nas bobinas temos X L = ωLeq
ωCeq (2π ⋅ 50) ⋅ 6 × 10 −6
= (2π ⋅ 50) ⋅ 2 / 3 = 209,4 Ω . A impedância é Z = Req
2
+ ( X L − X c )2 = 323,58 Ω . Da lei de
Ohm para corrente alternada, temos a intensidade de I = V / Z = 0,68 A . A potência é só
dissipada nos elementos resistivos, onde se perdem P = RI 2 = 40 × 0,68 A = 27,2 W .
ωL 1
Finalmente, o ângulo de fase entre a tensão e corrente é de tan φ = eq −
R RωCeq
⇔ φ = arctan( −8,0275 rad) ≈ −89,87o ; circuito capacitivo. (Nota: o livro de texto define
este ângulo entre corrente e tensão, ao invés. Daí o sinal do ângulo ser o contrário.)

4/4

Versão:13-Dez-08
Nome:............................................................................................................

B.I. :.................................... Nº de Estudante: ...............................

Curso: ..........................................................................................................

Turma: ..................

Classificação
Unidade Curricular: FÍSICA GERAL ( ) ………………………
Código: 21048 Data: 17 fevereiro 2011 Assinatura do Docente:

Assinatura do Vigilante: ............................................................................ ....................................................

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 6
páginas, numeradas de 2 a 7, terminando com a palavra FIM.
Este p-fólio consta de duas partes: a primeira é constituída por 5 questões de escolha
múltipla (em que apenas uma das respostas é correcta). A segunda é composta por 3
questões estruturadas de produção de resposta.
Em cada questão de escolha múltipla:
- deverá assinalar com uma cruz um e um só quadrado, o que se referir à alternativa
que considerar correcta;
- se assinalar mais de uma alternativa, a resposta será considerada nula, ainda que
uma das alternativas assinaladas esteja correcta;
- se pretender mudar a opção escolhida, acabe de preencher o respectivo quadrado
com a tinta da caneta de modo a que a cruz deixe de se notar e coloque uma outra
cruz no quadrado que corresponde à opção correcta.
Recomenda-se que:
- leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de
responder;
- responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis;
- reveja as resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
O tempo disponível para resolução da prova é 90 minutos.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos
seus colegas.
Os parâmetros valorizados nas respostas livres são:
- o rigor científico do raciocínio usado;
- o rigor dos cálculos efectuados;
- a expressão correcta dos resultados (os valores numéricos apenas com os algarismos
significativos e com as unidades adequadas).

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FORMULÁRIO E VALORES DE CONSTANTES FÍSICAS

g = 9,8 m/s2 ; G = 6,67 × 10−11 N.m2 .kg-2


1
µ0 = 4π × 10−7 N.A-2 ; ε 0 = 8,85 × 10−12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
  
 dr ds  ∆r
 dv  
v= ; v= ; v med =
; a= ; F = ma
dt dt ∆t dt
 ω = cte
 a = cte v = ωR
v = cte    
    ; v = v0 + at ; θ = θ0 + ωt
x = x0 + vt    
1 2
x = x0 + v0t + at 2 a = v ; aT =
dv
 2  N
R dt
ln(2)
N = N0e−λt ; T1/ 2 =
λ
1 2π 2π
φ( x, t ) = A sen(ωt − kx + α ) ; λ = vT ; T =
; ω= ; k= ; vcorda = T / µ
f T λ
c
sen i = sen i ' ; ni senθi = nr senθr ; n =
v
1  
Ec = mv 2 ; Em = Ec + Ep ; W = F ⋅ ∆r ; WF.conserv = −∆Ep ; WF .ext ,NC = ∆Em
2
 Mm M
Fat .e ≤ µe N ; Fat .c = µc N ; FG = −G 2 rˆ ; VG = −G ; Epg = mgh
r r

           dL
p = mv ; ∆p = Fext ∆t ; L = r × p ; M = r × F ; M =
dt
1 k
Felast = −kx ; Ep.elast = kx 2 ; ω0 = ; x = A sen(ωt + α )
2 m
 qq  q   q  
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; ΦE = int ; ΦE = ∫ E ⋅ dS
r i ri ε0 S

q   ∆V
Ve = ke ∑ i ; Epe = qVe ; E = −∇Ve ; E =
i ri d

Q = CV ; C = ε0
A 1
; Econd = CV 2 ; V = RI ; R = ρ
l ; PJoule = RI 2
d
  2 A
( )
   
F = q E +v ×B ; F = I l ×B
 µ µ I µ I µ II
Bdx = 0 I dx ɵi × rˆ ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; F= 0 1 2
4π 2π d 2 R 2π d
  d ΦB  
∫ B ⋅ d l = µ0 I ; B = µ0 nI ; ε ind = − ; ΦB = ∫ ⋅ dS
B
dt S

1 XL − XC
XL = ωL ; XC = ; Z = R2 + ( XL − XC )2 ; tgφ =
ωC R
I0 ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z

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PARTE I
Cotação

0,8 val
1. Um laboratório recebe um artefacto para datação por carbono 14. Os técnicos
analisam a atividade radiativa do instrumento e estimam para este quantidades
iniciais e atuais de 14C de 1,1 mg e 0,71 mg, respetivamente. O 14C tem um período
de semidesintegração de 5730 anos. A que Era deverá pertencer o artefacto?

 A. Pré-história (anterior a 6000 A.C.)


 B. Antigo Egito (entre 4000 e 700 A.C.)
 C. Grécia e Roma antigas (entre 700 A.C. e 400 A.D.)
 D. Invasões bárbaras (entre 400 A.D. e 800 A.D.)
 E. Atualidade

A.C.: Antes de Cristo


A.D.: Anno Domini, i.e. depois de Cristo

2. Um condensador de placas paralelas está sujeito a uma diferença de potencial de 24


0,8 val
V, sendo que o campo elétrico aponta para baixo (ver figura). Entre as placas, que
estão separadas de 5 mm, encontra-se uma pequena gota de óleo, carregada, em
repouso. Sabendo que a gota de óleo tem 0,025 g de massa, qual é a sua carga?

 A. 51 nC
 B. 20 nC
 C. 5,2 nC E

 D. -5,2 nC
 E. -51 nC

3. Um fio condutor retilíneo é percorrido por uma corrente de 12 A. Perpendicular a


0,8 val este há um campo magnético de intensidade desconhecida. A magnitude da força
magnética exercida sobre 50 cm de fio é de 7,2 mN. Qual a magnitude do campo
magnético?

 A. 1,2 mT
 B. 1,8 mT
 C. 2,4 mT
 D. 3,3 mT
 E. 4,8 mT

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4. Uma bobina circular com 10 espiras e 6 cm de raio é atravessada por um campo
0,8 val
magnético homogéneo, orientado paralelamente ao seu núcleo (ver figura). Esse
campo, inicialmente uma magnitude de 0,1 T, sobe uniformemente para 0,4 T ao
longo de 2 milisegundos. Quanto vale a força eletromotriz induzida na bobina?

 A. 1,7 V
 B. 3,4 V B
 C. 4,6 V
 D. 9,2 V
 E. 17 V

5. No circuito abaixo, qual o valor da intensidade de corrente indicada?


0,8 val
2Ω 5Ω

15 V 8Ω

I =? 7Ω

 A. 0,45 A
 B. 0,68 A
 C. 1,72 A
 D. 2,21 A
 E. 6,80 A

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PARTE II

1. Uma corda de violino vibra livremente no seu tom fundamental (harmónico de


ordem 1), produzindo a nota musical Lá, de frequência 440 Hz. A corda tem 32 cm
de comprimento e 0,67 g de massa.
0,6 val a. Diga que tipo de onda se propaga na
corda vibrante e justifique que o seu
comprimento de onda é de 64 cm.
0,6 val b. Calcule a velocidade de propagação da 32 cm
vibração na corda.

0,8 val
c. Calcule a tensão na corda.
d. A perturbação na posição da corda é
0,6 val
transmitida ao ar. Caraterize, sem efetuar
cálculos, o novo tipo de onda se propaga
através do ar.

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2. Considere o sistema gravitacional Terra-Lua.
a. Escreva a expressão completa da força gravítica que a Terra exerce sobre a
0,6 val
Lua (não necessita de substituir valores).
0,8 val b. Calcule a energia que seria necessária para separar a Terra da Lua.
1,0 val c. Calcule a posição, contada a partir do centro da Terra, do ponto de
imponderabilidade, i.e. o local onde as forças gravitacionais da Terra e da
Lua se anulam.
Dados:
- Massa da Terra: 5,98 × 1024 kg
- Massa da Lua: 7,35 × 1022 kg
- Distância média Terra-Lua: 384 × 106 m (contado a partir do centro de cada um).

384 000 km

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Cotação
3. Um caixote de 120 kg é puxado por uma corda, arrastando-se sobre o chão (ver
figura). A tensão máxima que a corda pode suportar sem quebrar é de 950 N e o
coeficiente de atrito cinético entre o caixote e o chão é de 0,4.
0,7 val
a. Desenhe na figura as forças que atuam no caixote.
b. Caraterize os pares ação-reação das forças indicadas acima. (Basta apenas 0,6 val
uma descrição sucinta, que inclua o ponto de aplicação.)
c. Calcule a aceleração máxima que a corda pode imprimir ao caixote sem 0,9 val
quebrar.
d. Se o caixote for arrastado por 3 metros, quanto vale o trabalho da força de 0,8 val
atrito durante esse deslocamento?

FIM
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Física Geral 21048
Ano letivo 2010/11
Orientações de resposta ao p-fólio de 17 de fevereiro 2011

PARTE I

Problema 1
O carbono 14 é um isótopo radioativo que decai de acordo com a lei de decaimento usual (livro de
texto, p.18),      , com  e  as quantidades atual e inicial de 14C, respetivamente.
Estritamente falando, aqui “quantidade” quer dizer “n.º de átomos de 14C”, mas como todos os átomos
tem a mesma massa, podemos usar massas em vez do n.º de átomos. Ou seja, podemos reescrever a lei
de decaimento como      . Para aplicar esta lei precisamos da constante de decaimento, , a
qual pode ser calculada do período de semidesintegração:
ln 2 ln 2
   1,21  10 anos 
 5730

Aplicando a lei de decaimento vem
0,71 mg 0,71
  * ln +
,!" #$%&!' ()
,  - 1,21  10 anos   ) . * .
1,1 mg 1,1
0,4378
- * . 1 3620 anos.
- 1,21  10 anos  
Uma idade de 3620 anos corresponde a fabrico por volta do ano 2010 - 3620  1610 A.C., ou seja,
na Era do Antigo Egito. Se o leitor obteve idades do artefacto de
2510 anos (500 A.C., Grécia/Roma antigas), então terá porventura usado a fórmula (errada)  1/' .
5
,7
1570 anos (440 A.D., invasões bárbaras), então terá usado log de base 10 na expressão ln 6 , 8.

8330 anos (6320 A.C., pré-história), então terá usado log de base 10 na expressão  ln 2/' .
5

0 anos (atualidade), então terá usado (erradamente)  5730.

Problema 2
O campo elétrico entre as placas de um condensador é aproximadamente constante (livro de texto,
:;  =
p.261-263). Para um campo constante 9  :< , que no nosso caso dá 9  ,> ?  4800 V/m. Para a
gota estar em repouso, o seu peso tem de ser compensado exatamente pela força elétrica. Esta última
deverá apontar para cima, pelo que, de ABC  D9EB (livro de texto, p.250) e de o campo apontar para
baixo, a carga terá de ser negativa. A sua medida deverá ser
m
G 9,8 
AC  AF * D9  G * D  * D  25  10H kg ) s  5,104  10K C 1 51 nC.
9 V
4800 m
A gota deverá estar então carregada com D  -51 nC.
Problema 3
A situação é a que vem descrita no livro de texto, p.280. A expressão vetorial da força que o campo
magnético exerce sobre o condutor é dada por ABM  NOB  P EB que, em magnitude, é AM  NOP sen R,
com R o ângulo entre o fio e o campo. Isolando P e substituindo valores temos
AM 7,2  10S N
P   1,2  10S T  1,2 mT
NO sen R 12 A ) 0,25 m ) sen 6V8
2

Problema 4
YZ
A f.e.m. induzida numa espira é dada pela lei de Faraday, X  - [ (livro de texto, p.299). Esta é
Y
uma expressão instantânea que, para uma variação do fluxo magnético Φ uniforme, pode ser
:Z :Z
estendida para um intervalo de tempo finito: X  - [ . Para  espiras temos então X  - [.
: :
Calculemos então as quantidades no nosso caso. Como o campo magnético é homogéneo
dentro da espira, o fluxo magnético dentro da bobina é simplesmente Φ]  P^, com ^ a área
circundada pelas espiras. Para espiras circulares temos então Φ]  P ) V_  e vem
ΔΦ]  Pab$#c - Pb$bdb#c  ) V_   0,4 T - 0,1 T ) V 0,06 m  3,4  10S Wb
A f.e.m. induzida é então
ΔΦ] 3,4  10S Wb
X  -  -10 ) 1 -17 V
Δ. 0,002 s
O sinal menos apenas quer dizer aqui que a f.e.m. será tal que se irá opor, pela lei de Lenz (p.298), à
causa que lhe deu origem. A resposta será, em módulo, 17 V. Se respondeu 1,7 V então esqueceu-se
de multiplicar a expressão da lei de Faraday pelo n.º de espiras.

Problema 5
A intensidade indicada é a que sai da fonte de alimentação. Assim, para resolver o problema basta
simplesmente calcular a resistência equivalente de todo o circuito (livro de texto, p.306-7).
Associando as resistências de 5 e 7 Ω, que estão em série, temos _>7  5 Ω h 7 Ω  12 Ω. Agora, a
resistência equivalente _>7 está em paralelo com a resistência de 8 Ω, pelo que, associando as duas
  
temos _>7K  6K h 8 Ω  4,8 Ω. Esta última resistência equivalente está em série com a
resistência de 2 Ω, pelo que a resistência equivalente total do circuito é então de _Ci j  4,8 Ω h
2 Ω  6,8 Ω. Aplicando a lei de Ohm encontramos uma corrente de
k 15 V
N  1 2,21 A.
_Ci j 6,8 Ω
Se respondeu 0,68 A, então somou todas as resistências, sem notar que havia ramais em paralelo.
Se respondeu 0,45 A, então aplicou a lei de Ohm ao contrário (i.e. N  _/k.
 
Se respondeu 6,8 A, então esqueceu-se de inverter a expressão 6K h 8 Ω.
PARTE II

Problema 1
A corda de violino tem duas extremidades fixas. Trata-se pois de uma onda estacionária, transversal,
em que a perturbação l m, . é o deslocamento de cada ponto da corda em relação à sua posição de
equilíbrio (livro de texto, p.44-45 e 56-60). Estando a corda a vibrar no seu harmónico principal, o
comprimento de onda é o dobro do comprimento da própria corda, donde
  2n  2 ) 0,32 m  0,64 m
Se estivesse a vibrar no harmónico de ordem o, o comprimento de onda seria p  2n/o.

A velocidade de propagação da vibração é dada por q  r  s, que no nosso caso é
q  0,64 m ) 440 Hz  281,6 m/s
r
A tensão na corda pode ser obtida da expressão da p.45 do livro de texto, q  vw, em que x é
,H7!y z{ z{
a densidade linear de massa da corda, i.e. x   2,094  10S ? . Isolando a tensão,
,S ?
z{ ? 
temos   xq  62,094 

10S ? 8 ) 6281,6 & 8  166 N.
A vibração da corda causa perturbações no ar em seu redor. Estas perturbações são alterações
da pressão atmosférica normal e propagam-se em todas as direções. São pois ondas sonoras; ondas
longitudinais que, ao chegar ao ouvido, nos dão a sensação de ouvir o som da nota a ser tocada do
instrumento.

Problema 2
A força gravitacional entre dois corpos é dada pela lei da atração universal de Newton (livro de texto,
p.130-132). Para o nosso sistema, a força que a Terra exerce sobre a Lua é, na sua forma vetorial
completa,
}r }~
AB  -| €̂
 r~
com }r , }~ as massas da Terra e Lua, | a constante de gravitação universal,  r~ a distância da Terra
à Lua e €̂ o raio-vetor unitário que aponta da Terra à Lua. O sinal menos aparece porque a força tem
sentido contrário ao do raio-vetor €̂ .
O potencial gravitacional que a Terra causa num ponto à distância  de si é dado por k 
‚ƒ
-| . Estando a Lua à distância    r~ , a energia potencial gravitacional do sistema é então
Y

}r Nm 5,98  10 kg


9„…  -| ) }~  - †6,67  10
‡) ) 7,35  10 kg
 r~ kg  3,84  10K m
 -7,635  10K J
O sinal menos aparece porque o potencial é atrativo. Seria pois necessário fornecer ao sistema Terra-
Lua uma energia de 9  h7,635  10K J para vencer a atração e separar os dois corpos celestes. Por
curiosidade, a energia libertada na bomba nuclear de Hiroshima foi de aproximadamente 6  10S J;
quinze ordens de grandeza abaixo!
As magnitudes da força gravitacional que a Terra e Lua exercem sobre um objeto de massa
 em órbita as distâncias  r e ~ são, respetivamente,
 }r  }~
Ar  | ; A~  | 
r

~
A imponderabilidade dar-se-á quando as duas forças tiverem igual magnitude e apontarem em
sentidos opostos. Ora os sentidos só podem ser opostos para um ponto segundo a direção Terra-Lua.
Segundo essa direção temos  r~   r h ~ e vem
 }r  }~ }r }~ }~ 
Ar  A~ * |  |  *    *  
- 2  h  
  * r
r~ -  r 
r~ r
r ~ r  r~ r
}r r
}
2 r~ Š v 2 r~  - 4 ) 61 - }~ 8 )  r~ 
r

}
2 ) 61 - ~ 8
}r
O sinal mais origina uma solução não-física e o sinal menos dá-nos, depois de substituídos valores,
 r 1 3,46  10K m  346 000 km
Comparando com a distância  r~ , vemos que ponto de imponderabilidade fica sensivelmente a 10%
da distância Terra-Lua, contado a partir da lua. Contado a partir da Terra, fica a 90% dessa distância.

Problema 3
Abaixo temos indicadas as forças que atuam no caixote. Estas são: 1) o peso, aplicado no centro de
massa do caixote, de módulo A„  G e apontando para baixo na vertical; 2) a reação normal do
chão, de módulo A‹ igual ao peso e apontando para cima na vertical; 3) a força de atrito cinético, de
módulo AŒ,Žp  x  e 4) a força de tração vinda da corda, de módulo Ar .

AB‹

ABr

ABŒ,Žp

ABF

Os pares das forças acima indicadas têm a mesma magnitude e direção das forças correspondentes,
mas sentidos diferentes. Os pontos de aplicação são:
1) Par do peso: centro de massa da Terra, na vertical para cima.
2) Par da normal: superfície da Terra, na vertical para cima.
3) Par da força de atrito: superfície da Terra, na horizontal para o lado do movimento.
4) Par da força de tensão: extremidade esquerda da corda, na horizontal para o lado contrário ao
movimento.
Quanto à aceleração máxima, quando a corda está totalmente tensa, o somatório das forças na
horizontal é, fazendo o sentido do movimento como positivo,
m
Ar h AŒ,Žp  Ar - x G  950 N - 0,4 ) 120 kg ) 69,8  8  479,6 N
s
o que, pela 2ª lei de Newton, A  , corresponde a uma aceleração máxima de
479,6 N
Má<   4 m/s 
120 kg
Finalmente, se o caixote for arrastado por 3 m, adaptando a definição de trabalho, ‘  ’ AB )
_EB (livro de texto, p. 120) para o caso de uma força constante num trajeto retilíneo, a força de atrito
realiza então um trabalho de ‘“”•  ABŒ ) Δ_EB  AŒ ) Δ_ cos R que, no nosso caso é
m
‘“”•  x ) Δ_ ) cos 180%   0,4 ) 120 kg 69,8  8 ) 3 m ) -1  -1411 J
s
Note-se que o deslocamento tem sentido oposto ao da força de atrito, donde R  180% .
Física Geral
21048
Instruções para elaboração deste e-Fólio
Documento de texto, .DOC, .PDF ou .PS; fonte 11 ou 12; espaçamento livre; máximo 8 páginas.
Pode incluir desenhos, várias cores e pode inclusive juntar elementos aos desenhos do próprio e-Fólio.
Para incluir fórmulas pode usar o editor de fórmulas do seu processador de texto ou gerá-las à parte.
Entregar até às 23:59 h do dia 16 de janeiro, por via da plataforma.
Este e-Fólio tem a cotação máxima de 4 valores.

1. (1 valor) Considere a figura abaixo. Em cada vértice do quadrado temos uma carga de magnitude 3
mC. O quadrado tem lado s = 35 cm.
A B

√2 


C D

Calcule a energia encerrada nesta configuração de cargas e interprete o sinal dessa energia.

2. (1 valor) Considere o circuito abaixo, no qual os condensadores estão plenamente carregados.

C1 = 3 mF

C2 = 2 mF
24 V

C3 = 4 mF

a. (0,5 valores) Calcule a carga acumulada aos terminais de cada condensador.


b. (0,4 valores) Calcule a energia acumulada nesta configuração e diga que tipo de
energia se trata. Nota: há mais do que uma maneira de chegar ao resultado pretendido.
c. (0,1 valores) O que aconteceria ao circuito se fosse retirada a fonte de alimentação?
3. (1 valor) O fio condutor da figura ao lado é percorrido por uma corrente de 2,7 A. Considerando
que as secções vertical e horizontal do fio podem ser consideradas aproximadamente como
infinitas e que a secção curva tem formato de arco de circunferência, calcule o vetor campo
magnético no ponto P indicado.

R = 20 cm
 135º
P
I

I = 2,7 A

4. (1 valor) Considere o circuito abaixo, onde 220 V é a tensão eficaz do gerador.

6H
I1

3H

~ I2 I3
220 V
50 H

6 µF
75 Ω

a. (0,7 valores) Calcule as intensidades de corrente eficazes indicadas.


b. (0,1 valores) Indique o ângulo de fase do circuito.
c. (0,2 valores) Indique a potência média dissipada em cada um dos elementos do
circuito.




             
               

 

 



 

              
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            
 
        

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  
                
 
                   
          
 
      

                  

                  
                 
 
                
 


                      
                 

 
                 
      

          

Física Geral
21048
Instruções para elaboração deste e-Fólio
Documento de texto, .DOC, .PDF ou .PS; fonte 11 ou 12; espaçamento livre; máximo 8 páginas.
Pode incluir desenhos, várias cores e pode inclusive juntar elementos aos desenhos do próprio e-Fólio.
Para incluir fórmulas pode usar o editor de fórmulas do seu processador de texto ou gerá-las à parte.
Entregar até às 23:59 h do dia 5 de dezembro, por via da plataforma.
Este e-Fólio tem a cotação máxima de 4 valores.

Nos problemas abaixo, considere g = 9,8 m/s2 e dê as suas respostas em unidades SI.

1. (1 valor) Dois comboios deslocam-se numa secção reta de uma linha férrea, na mesma direção
e sentido. O comboio A viaja à rapidez de 180 km/h e, à sua frente, o comboio B viaja a 90
km/h. Quando a distância entre eles é de 300 m, o maquinista do comboio A repara no
comboio B e trava a fundo, provocando uma desaceleração constante desse comboio de 5
m/s2. O comboio B continua o seu movimento sem dar por nada.

vA =180 km/h vB = 90 km/h

a. (0,1 valores) Indique que tipos de movimento descrevem os comboios, a partir do


momento em que o comboio A inicia a sua travagem.
b. (0,3 valores) Escreva as funções que dão a posição dos comboios, a partir do momento
referido na alínea anterior. Utilize um referencial inercial à sua escolha.
c. (0,4 valores) Verifique se os comboios irão colidir.
d. (0,2 valores) Calcule a rapidez média do comboio A no percurso de travagem, até este
se imobilizar.

2. (1 valor) Um caixote A, de 3 kg, é atirado contra outro caixote B, de 4 kg, em repouso, dando-
se uma colisão frontal. Após a colisão o caixote A fica imobilizado, ao passo que caixote B se
passa mover com rapidez de 2 m/s (ver figura). O coeficiente de atrito cinético entre os
caixotes e o solo é de 0,4.

mA = 3 kg mB = 4 kg

v=? v = 2 m/s

Antes da colisão Depois da colisão


Questões:

a. (0,1 valores) Com que rapidez o caixote A embate com o caixote B?


b. (0,2 valores) Indique, justificando, se a colisão é elástica ou inelástica.
c. (0,4 valores) Indique e caraterize as forças que atuam sobre o caixote B após a colisão
(não necessita de as apontar no desenho; basta uma explicação por extenso) e diga
onde estão aplicados os pares ação-reação das mesmas.
d. (0,3 valores) Calcule a aceleração do bloco após o embate.

3. (1 valor) No alto da Torre do Palácio de Westminster em


Londres, encontra-se o relógio “Big Ben”. Os seus ponteiros das
horas e minutos têm 3,5 m e 4 m respetivamente.

a. (0,3 valores) Escolha um referencial inercial e


caraterize o vetor velocidade linear da ponta de
cada um dos ponteiros nesse referencial, quando
o relógio marca 11:00 h em ponto.
b. (0,7 valores) Calcule quanto tempo, contado a
partir das 11:00 h, passa, até que os ponteiros se
cruzem pela primeira e segunda vezes.

4. (1 valor) Um rapaz agita um remo em movimento harmónico simples (MHS), completando


duas oscilações por segundo (ver figura). Entre altos e baixos do remo espaçam 50 cm. A
perturbação criada à superfície da água onde está o remo propaga-se em seguida numa onda
sinusoidal progressiva na direção horizontal, sentido da esquerda para a direita, à velocidade
de 1,5 m/s.

50 cm

a. (0,1 valores) Indique o período e a frequência angular do MHS.


b. (0,4 valores) Sabendo que a pá do remo tem 750 g de massa e que a haste tem massa
desprezável, calcule a energia associada ao MHS.
c. (0,1 valores) Calcule a distância entre cristas da onda progressiva causada pelo MHS e
o seu número de onda.
d. (0,2 valores) Escreva a função φ(x,t) que descreve a propagação da perturbação.
e. (0,2 valores) Indique, justificando, se a onda é transversal ou longitudinal.
Física Geral 21048
Ano letivo 2010/11
Orientações de resposta ao e-fólio A

1. Comboios em risco de colisão.


a. Até ao momento do início da travagem os comboios deslocavam-se segundo um movimento
retilíneo uniforme. Quando o comboio A vê o comboio B começa a travar, entrando assim
em movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV). Neste caso, dado que a rapidez de
A diminui, o movimento é uniformemente retardado (MRUR). Quanto ao comboio B, do
enunciado sabemos que este continua o seu movimento retilíneo uniforme, alheio ao que se
passa à sua retaguarda.
b. Escolhamos um referencial cujo eixo dos xx coincide com os carris da linha férrea e com
origem no local onde o comboio A inicia a sua travagem. Temos assim, assumindo que os
comboios se deslocam no sentido positivo dos xx e passando a rapidez a unidades SI,
1
   
     50  2,5  m 
 2
   
   300 25 m
c. A maneira mais simples de verificar se há risco de colisão é ver se os 300 m que separam os

segundo o eixo dos xx do comboio A é dada por


 
 , pelo que este comboio
dois comboios à partida são suficientes para que o comboio A se imobilize. A velocidade

demora 0  50  5    10 s a parar. A posição do comboio A ao fim de 10 segundos


é  10   50  10  2,5  10  250 m. Bastam portanto 250 m ao comboio A para
parar, pelo que não há risco de colisão.
Se porventura 300 m não bastassem para o comboio A se imobilizar, havia que resolver

colisão, i.e. para que valor de  as posições dos comboios são iguais. No nosso problema isso
o problema de outra forma. Podíamos, p.ex., ver para que instante (hipotético) se daria a

dar-nos-ia
      50  2,5   300 25  2,5   25 300  0     10 120
10  √10  4  1  120
0  5  √95 s
2
Os valores de  encontrados são raízes de um número negativo; ou seja, a colisão só poderia
acontecer num instante imaginário. É um exemplo de solução não-física, e a sua

aconteceria se o valor de  fosse real e positivo, e dar-se-ia nesse instante .


interpretação é de que na vida real a colisão simplesmente não vai acontecer. A colisão só

d. A rapidez média num percurso é, por definição, o espaço percorrido a dividir pelo tempo que

levando a uma rapidez média de


!  $ %  25 m/s.
levou a efetuar esse percurso. Da alínea c) vemos que o comboio A percorreu 250 m em 10 s,
" #

Versão: 8-Set-10 Página 1 de 4


2. Caixotes em choque.
a. Para determinar a velocidade de embate basta notar que na colisão apenas atuam forças
interiores ao sistema, pelo que se pode aplicar o princípio da conservação da quantidade de
movimento, que neste caso toma a forma
'
() '
()  '
(* '
(*
(os índices i e f referem-se às situações ‘inicial’ e ‘final’). Do enunciado temos
) 
0;
*  0 ;
*  2 m/s e vem, segundo um eixo na direção do movimento,
4 8
'
) 0  '
* 0  3
)  4
* 
)   2 m/s  m/s.
3 3
b. Se a colisão for inelástica, parte da energia cinética inicial será dissipada, i.e. transformada

igual à energia total final. Para a nossa colisão vem1 .)/0/  .*/0/  .1,)  .1,* .2 o que
em calor. O princípio da conservação de energia diz-nos que a energia total inicial deverá ser

nos dá
1 1 1 8 
.1,)  .1,* .2  '
)  '
* .2   3 kg  5 m/s6
2 2 2 3
1 8
  4 kg  2 m/s .2  .2  J.
2 3
Vemos então que são dissipados aproximadamente 2,67 J de energia, pelo que o processo de
colisão é inelástico, ou não-conservativo.
c. O caixote B está sob ação do peso 8(9 , da normal 8(: e da força de atrito cinético 8(;1 . No
desenho abaixo temos as forças que atuam no bloco B logo após a colisão.

8(:

8(;1

8(9

O peso está aplicado no centro de massa do caixote e a normal e a força de atrito estão
aplicados no caixote, na sua zona de contacto com o solo.2 Os pares ação-reação destas
forças estão aplicados respetivamente no centro da Terra e no solo. (Não estão no desenho.)

solo!), pelo que apenas a força de atrito atua. A sua magnitude é dada por 8;1  <1 = 
d. A normal e o peso anulam-se mutuamente (senão o caixote levantaria voo ou perfuraria o

<1 ' > e, pela 2ª lei de Newton, temos   B@A  AB C  <1 >  0,4  9,8 m/s   
? D B E
C C
3,92 m/s . Esta aceleração é horizontal e no sentido oposto ao sentido do movimento do
caixote.

1
Aqui .2 é a energia dissipada na colisão.
2
Nota: na verdade, o ponto de aplicação das três forças é uma questão algo mais subtil. A exposição acima é apenas uma
simplificação.

Versão: 8-Set-10 Página 2 de 4


3. Relógio Big Ben.
a. Os ponteiros do relógio descrevem um movimento circular uniforme (MCU). O ponteiro das
horas tem período 12 h e o dos minutos 1 h. No sistema SI estes períodos correspondem a
velocidades angulares constantes e de magnitudes, respetivamente,
2H
FG   1,4544 J 10KL rad/s
12  3600 s
2H
FB   1,7453 J 10KQ rad/s
3600 s

(rapidez),
, através de
 FR, em que R é o raio do MCU. As pontas dos ponteiros
A magnitude da velocidade angular relaciona-se com a magnitude da velocidade linear

movem-se pois com rapidez constante


rad

G  FG RG  51,4544 J 10KL 6  3,5 m  5,091 J 10KL m/s
s
rad

B  FB RB  51,7453 J 10KQ 6  4 m  6,981 J 10KQ m/s
s
A velocidade linear é, no entanto, um vetor. A rapidez calculada acima é apenas a sua
magnitude. Para caraterizar completamente a velocidade linear às 11 h há que indicar a


(B
direção e sentido da mesma. Escolhendo um referencial cartesiano usual, com versores i, j

(G
como indicado na figura, temos, às 11 h,

ΔT
j
i

É fácil de ver que a indicação das 11 h de um relógio faz um ângulo de ST  30U  H/6 rad

H H
com a vertical, pelo que vem finalmente


(G  5,091 J 10KL  Vcos Y Z [ sen Y Z ^_ m/s  4,409 [ 2,545 ^ J 10KL m/s
6 6

(B  6,981 [ J 10KQ m/s
b. O tempo que falta para o primeiro cruzamento dos ponteiros é imediato: como sabemos que
depois das 11 h os ponteiros se cruzam pela primeira vez às 12 h em ponto, o primeiro
cruzamento dá-se exatamente 1 h após as 11 h. O segundo cruzamento já requer alguns
cálculos. O MCU dos ponteiros é descrito pelas fórmulas
TG  TG FG  ; TB  TB FB 
Se definirmos t = 0 às 12 h e a origem dos ângulos na vertical, então TG  TB  0.3 O
segundo cruzamento dos ponteiros dar-se-á quando o ponteiro dos minutos tiver dado mais
uma volta que o das horas, i.e. quando tiver percorrido mais 2π radianos. Inserindo este facto
nas fórmulas do MCU temos
2H
TB  TG 2H  FB   FG  2H     3927,3 s
FB  FG
A segunda vez que os ponteiros se cruzam será então 3600 3927,3  7527,3 segundos
após as 11 h. Ou seja, às 13:05 h e 27,3 s.

3
Se tivéssemos definido t = 0 às 11 h, teríamos tido TG  H/6 ; TB  0. O leitor é encorajado a voltar a resolver o
problema com esta escolha.

Versão: 8-Set-10 Página 3 de 4


4. Remo oscilante e onda progressiva.
Duas oscilações completas por segundo significam frequência a  2 Hz. Isto permite-nos
obter d  1/a  0,5 s e F  2Ha  4H  12,57 Hz.
a.

A posição dá pá do remo é descrita pela função e  f senF g. Inserindo a


amplitude f  0,25 m (metade da distância entre altos e baixos) e definindo o ângulo de fase
b.

g como nulo em   0, temos e  0,25 sen4H m. A rapidez do movimento do remo é



h   0,25  4H  cos4H  H  cos4H m/s. A rapidez máxima é portanto de
2h
2/
H  3,1416 m/s. A energia cinética máxima da pá do remo é a energia que podemos
associar ao MHS, que é de .   0,75 kg  H m/s  3,701 J.
$

A distância entre cristas de uma onda sinusoidal progressiva é o seu comprimento de onda, i.
De i 
d temos4 i  1,5 m/s  0,5 s  0,75 m. O número de onda é j  2H/i 
c.

8H/3 mK$ .
d. As alíneas anteriores contêm toda a informação para escrever a função pretendida.
Chamando x à direção horizontal, que definimos com sentido positivo para a direita, temos5
k,   0,25 sen Y4H  Z m.
lm
Q
e. A perturbação que k,  descreve é a altura da água. Esta varia na direção vertical, direção
que é perpendicular à direção de propagação, pelo que a onda é transversal.

4
Notar que aqui
não é a velocidade da oscilação das perturbações verticais mas sim a velocidade de propagação da
onda.
5
O problema é idealizado. Uma onda na água não se propaga de forma sinusoidal e progressiva. Na realidade, se fizermos
a experiência numa tina de água, vemos que a onda se dispersa em todas as direções de igual modo, com amplitude que
decresce à medida que perturbação se afasta da fonte. O abaixamento da amplitude acontece porque a energia da fonte se
vai espalhando uniformemente por uma área cada vez maior. Se não baixasse, a energia, que é proporcional à amplitude,
não se conservaria.

Versão: 8-Set-10 Página 4 de 4


Nome:............................................................................................................

B.I. :.................................... Nº de Estudante: ...............................

Curso: ..........................................................................................................

Turma: ..................

Classificação
Unidade Curricular: FÍSICA GERAL ( ) ………………………
Código: 21048 Data: 29 julho 2011 Assinatura do Docente:

Assinatura do Vigilante: ............................................................................ ....................................................

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 7
páginas, numeradas de 2 a 8, terminando com a palavra FIM.
Este p-fólio consta de duas partes: a primeira é constituída por 3 questões de escolha
múltipla (em que apenas uma das respostas é correcta). A segunda é composta por 4
questões estruturadas de produção de resposta.
Em cada questão de escolha múltipla:
- deverá assinalar com uma cruz um e um só quadrado, o que se referir à alternativa
que considerar correcta;
- se assinalar mais de uma alternativa, a resposta será considerada nula, ainda que
uma das alternativas assinaladas esteja correcta;
- se pretender mudar a opção escolhida, acabe de preencher o respectivo quadrado
com a tinta da caneta de modo a que a cruz deixe de se notar e coloque uma outra
cruz no quadrado que corresponde à opção correcta.
Recomenda-se que:
- leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de
responder;
- responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis;
- reveja as resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
O tempo disponível para resolução da prova é 90 minutos.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos
seus colegas.
Os parâmetros valorizados nas respostas livres são:
- o rigor científico do raciocínio usado;
- o rigor dos cálculos efectuados;
- a expressão correcta dos resultados (os valores numéricos apenas com os algarismos
significativos e com as unidades adequadas).

Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior -1-


FORMULÁRIO E VALORES DE CONSTANTES FÍSICAS

g = 9,8 m/s2 ; G = 6,67 × 10−11 N.m2 .kg-2


1
µ0 = 4π × 10−7 N.A-2 ; ε 0 = 8,85 × 10−12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
  
 dr ds  ∆r
 dv  
v= ; v= ; v med =
; a= ; F = ma
dt dt ∆t dt
 ω = cte
 a = cte v = ωR
v = cte    
    ; v = v0 + at ; θ = θ0 + ωt
x = x0 + vt    
1 2
x = x0 + v0t + at 2 a = v ; aT =
dv
 2  N
R dt
ln(2)
N = N0e−λt ; T1/ 2 =
λ
1 2π 2π
φ( x, t ) = A sen(ωt − kx + α ) ; λ = vT ; T =
; ω= ; k= ; vcorda = T / µ
f T λ
c
sen i = sen i ' ; ni senθi = nr senθr ; n =
v
1  
Ec = mv 2 ; Em = Ec + Ep ; W = F ⋅ ∆r ; WF.conserv = −∆Ep ; WF .ext ,NC = ∆Em
2
 Mm M
Fat .e ≤ µe N ; Fat .c = µc N ; FG = −G 2 rˆ ; VG = −G ; Epg = mgh
r r

           dL
p = mv ; ∆p = Fext ∆t ; L = r × p ; M = r × F ; M =
dt
1 k
Felast = −kx ; Ep.elast = kx 2 ; ω0 = ; x = A sen(ωt + α )
2 m
 qq  q   q  
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; ΦE = int ; ΦE = ∫ E ⋅ dS
r i ri ε0 S

q   ∆V
Ve = ke ∑ i ; Epe = qVe ; E = −∇Ve ; E =
i ri d

Q = CV ; C = ε0
A 1
; Econd = CV 2 ; V = RI ; R = ρ
l ; PJoule = RI 2
d
  2 A
( )
   
F = q E +v ×B ; F = I l ×B
 µ µ I µ I µ II
Bdx = 0 I dx ɵi × rˆ ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; F= 0 1 2
4π 2π d 2 R 2π d
  d ΦB  
∫ B ⋅ d l = µ0 I ; B = µ0 nI ; ε ind = − ; ΦB = ∫ ⋅ dS
B
dt S

1 XL − XC
XL = ωL ; XC = ; Z = R2 + ( XL − XC )2 ; tgφ =
ωC R
I0 ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z

Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior -2-


Cotação PARTE I

0,8 val 1. Um raio de luz incide sobre um copo de vidro com água, entrando no vidro a α =
50º com a perpendicular à superfície do copo (ver figura abaixo). Qual o ângulo
final θ que o raio entra na água?

α β

ar água
β θ
vidro

Dados:
n (ar) = 1
n (vidro) = 1,52
n (água) = 1,33

 A. 11º
 B. 30º
 C. 35º
 D. 40º
 E. 50º

0,8 val 2. A “velocidade de escape” de um planeta é definida como a rapidez que um objeto à
superfície tem de ter para escapar ao campo gravitacional desse planeta,
desprezando a resistência da atmosfera. Qual a velocidade de escape da Terra?

 A. 28 km/s
 B. 15 km/s
 C. 11 km/s
 D. 9,8 km/s
 E. 7,4 km/s

Dados:
- Massa da terra: 5,28 × 1024 kg
- Raio da terra: 6,38 × 106 m

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3. Uma carga de 50 mC e 1,2 g de massa entra, à rapidez de 15 m/s, numa região do
0,8 val
espaço com campo magnético perpendicular à sua velocidade, passando a descrever
um movimento circular de 2 m de raio. Qual a magnitude do campo magnético?

 A. 0,18 T
 B. 0,45 T
 C. 0,56 T
 D. 0,72 T
 E. 0,75 T

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PARTE II

1. Observe atentamente a figura abaixo. Nela, a onda sinusoidal progressiva,


provocada pela oscilação da mão, propaga-se até ao fim da corda (não representado
na figura).
0,7 val
a. Determine o período, o comprimento de onda, a frequência angular e o n.º
de onda da onda sinusoidal progressiva.
0,6 val
b. Escreva a expressão que dá a perturbação φ como função da posição e do
tempo.
0,5 val c. A onda é transversal ou longitudinal? Justifique.

λ=? v = 2 m/s

3 ciclos/s
cm
32 cm

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2. Um caixote de 120 kg é deixado deslizar por um plano inclinado, com atrito (ver Cotação
figura). O caixote parte do repouso e acelera uniformemente, com magnitude 1,5
m/s2, até chegar à base do plano. Tratando o caixote como um corpo pontual,
0,6 val
a. Desenhe na figura as forças que atuam no caixote.
b. Caraterize os pares ação-reação das forças indicadas acima. (Basta apenas 0,5 val
uma descrição sucinta, que inclua o ponto de aplicação.)
c. Calcule o tempo que leva ao caixote a chegar à base. 0,7 val

d. Calcule a rapidez com que o caixote chega à base. 0,7 val


e. Determine o coeficiente de atrito cinético entre o caixote e o plano. 1,0 val
f. Quanto vale o trabalho da força de atrito durante o deslizamento?
0,8 val

120 kg

5,2 m

25º

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3. Uma corrente de 4 A flui no condutor da figura abaixo. O ponto assinalado está no
centro da semi-circunferência de raio 3 cm.
I

3 cm I

Assumindo que os fios são longos,


a. Determine o vetor campo magnético no centro da semi-circunferência. 1,0 val

b. Calcule a força por unidade de comprimento entre as partes retilíneas do 0,7 val
condutor, longe da semi-circunferência.
c. A força encontrada na alínea anterior é atrativa ou repulsiva? Justifique. 0,5 val

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4. O circuito abaixo encontra-se em estado estacionário. Ou seja, o condensador está
plenamente carregado, não fluindo para ele nenhuma carga vinda do resto do
circuito.

3Ω

12 V 8Ω 5Ω 2 mF

I8
I I35

a) Verifique que a intensidade de corrente I35 é de 1,5 A. 0,8 val


b) Qual a carga acumulada nos terminais do condensador?
0,5 val

FIM
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior -8-
Física Geral 21048
Ano letivo 2010/11
Orientações de resposta ao p-fólio de 27 de julho 2011

PARTE I

Problema 1

 sen  
sen 
. Na zonas de contacto ar-vidro e vidro-água, temos então, olhando à figura e
O fenómeno em jogo é a refração da luz (livro de texto, p.67-70), a qual obedece à lei de Snell

aplicando a lei de Snell,


  sen  sen 

 sen á sen
Combinando as duas equações, temos
  sen 1  sen 50
  sen á sen  sen   arcsen  $   % 35
á 1,33
Note-se que o resultado não depende do índice de refração do vidro.

Problema 2
Para resolver esta questão há que notar a forma do potencial gravitacional causado por uma massa &
num ponto à distância ' dessa massa. Este potencial é dado por () *+&/' (livro de texto, p.131).
Escapar à atração gravitacional significa atingir a distância ' ∞, distância à qual o potencial é zero.
A energia . necessária para levar um corpo de massa /, sujeito à atração do corpo de massa &, do
ponto ' ao infinito terá de compensar o trabalho da força gravitacional (conservativa), 01) *Δ.3) ,
i.e.
+& +&/
. Δ.3) /4(∞ * ('5 / 60 * * $7
' '
A energia . será então a energia cinética mínima que o corpo terá de ter à superfície para escapar à
atração. Notando que a superfície está à distância ' '89 do centro da Terra vem, para o nosso
planeta

1 +&89 / 2+&89
.: '89  Δ.3)  /<=>  <=> ?  <= 11 182 m/s % 11 km/s
2 '89 '89

Note-se que o resultado obtido é independente do valor da massa /. Um corpo que seja lançado da
superfície com rapidez < C <= chegará ao infinito (i.e. longe da Terra) ainda com alguma energia
D
cinética, nomeadamente .: > /< > * <=> .

Versão: 23-Ago-11 Página 1 de 4


Problema 3
Quando um corpo carregado entra numa zona com campo magnético perpendicular à sua velocidade

uniforme. O raio desse movimento é dado por E /</FG, expressão que podemos inverter para
vai, pela força de Lorentz (livro de texto, p.276-277), passar a descrever um movimento circular

obter a magnitude solicitada:


m
/< 1,2 H 10 kg  L15 s M
IJ
G 0,18 T
FE 0,05 C  2 m

PARTE II

Problema 1
Dos dados indicados na figura tiramos três quantidades: P 3 Hz, < 2 m/s e S 0,16 m
D D
(recordemos que a frequência é o n.º de ciclos realizados por segundo). Temos então U V J s,
> >[
W <U J m, X 2YP 6Y sID e Z \
3Y mID .

perturbação se propaga de acordo com ]^, _ S sinX_ * Z^ a . Substituindo valores vem
Definindo a horizontal como eixo dos xx, sentido positivo para a direita, temos que a

]^, _ 0,16 sin6Y_ * 3Y^ a  m


A expressão é válida apenas para ^ tal que exista corda nesse ponto. Deixámos o ângulo de fase  em
aberto porque o mesmo não era indicado. Qualquer assunção que o aluno fizesse a esse respeito seria
considerada correta.
A onda é transversal porque a perturbação, que é o desvio da posição da corda em relação à
horizontal, é perpendicular à direção de propagação.

Problema 2
Durante o movimento atuam três forças no caixote: o seu peso, a reação normal do plano e a força de
atrito cinético entre o caixote e o plano. Se tratarmos, como indicado, o caixote como um corpo
pontual, podemos considerar as forças aplicadas todas no mesmo ponto. Definindo um referencial e

bcg
fazendo o desenho, temos

bcef,:
x

25º

bcd
25º

Versão: 23-Ago-11 Página 2 de 4


Note-se que ângulo entre o peso e a reta normal ao plano é o mesmo que entre o plano e o solo.
Os pares ação-reação destas forças tem a mesma magnitude e direção das forças
correspondentes e sentido oposto. O par do peso está aplicado no centro da Terra e os pares da força
normal e de atrito estão aplicados no plano.
Para determinar o tempo de descida basta aplicar a equação da posição num movimento
D
uniformemente acelerado, ^ ^h a <h _ a i_ > . o caixote parte do repouso, <h 0 e a distância
>
j
percorrida (comprimento do plano) é ^ * ^h 12,3 m. Substituindo estes valores temos
k9l>jm 

1 m 12,3 >
12,3 m  L1,5 > M  _ >  _ ?2   n  _ 4,05 s
2 s 1,5

Com o tempo de descida conhecido, podemos usar agora a equação da velocidade num
movimento uniformemente acelerado, < <h a i_, para achar a rapidez de chegada ao solo:

1,5 m/s >


< 0a 6,08 m/s
4,05 n

Até agora bastou-nos a cinemática para calcular as quantidades pedidas. Para achar o
coeficiente de atrito há que ir mais além e usar a 2ª lei de Newton. A aceleração de 1,5 m/s > é
causada pela soma das forças segundo o eixo dos xx:

∑bq /iq  *bef,: a bd,q /iq

acima. A magnitude desta força é dada por bef,: r:  bg (livro de texto, p.127). Como o caixote não
Notar que a força de atrito aponta no sentido negativo do eixo dos xx; daí o sinal menos na expressão

se mexe segundo o eixo dos yy,1 temos bg bd,s  bg /t cos25 . Juntando tudo, vem
iq
*r: /t cos25  a /t sen25  /iq  *r: cos25  a sen25   r:
t
i
6 tq * sen25 7
*  r: % 0,3
cos25 

usando a definição 01vw,x bcef,:  Δ'c ou aplicando o resultado 0yqf,gz Δ.{ . Pela primeira maneira
Quanto ao trabalho realizado pela força de atrito, podemos calculá-lo de duas maneiras:

basta substituir valores já calculados acima (deixa-se ao leitor). Pela segunda, como a força de atrito é
a única força não conservativa a realizar trabalho, vem, fazendo a origem do potencial gravítico no
solo,
1
0yqf,gz 01vw,x .{V * .{  01vw,x /< > * /t|  01vw,x
2 V
1 m > m
120 kg  6  L6,08 M * L9,8 > M  5,2 m7  01vw,x % *3900 J *3,9 kJ
2 s s
O sinal negativo indica que o trabalho foi realizado contra o sentido do movimento, tal como é
caraterístico das forças de atrito.

1
O eixo dos yy é oblíquo e paralelo ao plano. Neste eixo, ‘descer’ significa perfurar o plano e ‘subir’ significa levantar
voo!

Versão: 23-Ago-11 Página 3 de 4


Problema 3
O campo no centro pode ser calculado como sobreposição das contribuições de três partes: a corrente

expressão para a contribuição dos condutores horizontais é G rh /4Y' (ver p.ex. as orientações de
que flui no condutor horizontal do topo, no condutor horizontal da base e no semi-círculo. A

centro de uma espira (também nas mesmas orientações de resposta), i.e. G rh /4'. Nas expressões
resposta ao e-fólio B). A contribuição do semi-círculo é simplesmente metade do campo magnético no

acima, ' é a distância dos condutores ao centro do semi-círculo. Pela regra da mão direita vemos que
as três contribuições apontam todas na mesma direção. Assim, a magnitude total no centro é
1 1 1
G G€ a G‚ k9 a Gk9ƒ„„ rh   a a $
4Y' 4Y' 4'
2 1
4Y H 10I… T. m/A  4 A   a $ 6,86 H 10Ij T
4Y  0,03 m 4  0,03 m

O vetor campo magnético terá então a magnitude acima e direção para fora da folha.

cm. A força por unidade de comprimento entre dois condutores percorridos por correntes D e > é
Longe do semi-círculo podemos considerar que temos dois condutores longos, espaçados de 2

1 ‰ ‹ ‹
dada por ˆ >[Š ŒŽ  (livro de texto, pág. 286). No nosso caso temos, obviamente, D > e vem
b 4Y H 10I… T. m/A 4 A>
 5,33 H 10Ij N/m
 2Y 0,06 m
Esta força é repulsiva porque os condutores conduzem em sentidos opostos.

Problema 4

assim nenhuma corrente a fluir para ele. Assim, para achar Jj basta resolver o circuito normalmente,
Como o circuito está num estado estacionário, o condensador está totalmente carregado, não havendo

como se o condensador não estivesse presente. Para determinar a carga acumulada no condensador,
basta saber a d.d.p. aos seus terminais.
As resistências de 3 Ω e 5 Ω estão em série, pelo que têm resistência equivalente EJj 3 Ω a
5 Ω 8 Ω. A resistência equivalente EJj está em paralelo com a resistência de 8 Ω, perfazendo uma
resistência total do circuito de EJj’ 48 ΩID a 8 ΩID 5ID 4 Ω. Pela lei de Ohm, a corrente que
“ D> •
sai da fonte de alimentação é então  ” – Ω 3 A. Quando encontra a bifurcação, esta corrente
divide-se por dois ramais. Pela lei dos nodos temos ’ a Jj 3 A. Por outro lado, cada ramal está
sob uma d.d.p. de 24 V pelo que, da lei de Ohm, E’ ’ EJj Jj . Combinando estas duas equações
vem
’ a Jj 3 A 2 3 A  1,5 A
 Jj  Jj
8’ 8Jj ’ Jj ’ 1,5 A
Sabendo a corrente Jj podemos calcular a d.d.p. aos terminais da resistência de 5 Ω, que é,
novamente pela lei de Ohm, (j j  5 Ω 1,5 A  5 Ω 7,5 V. A carga aos terminais é então
™ š( 0,002 F  7,5 V 0,015 C 15 mC.

Versão: 23-Ago-11 Página 4 de 4


Física Geral
21048
Instruções para elaboração deste e-Fólio
Documento de texto, .DOC, .PDF ou .PS; fonte 11 ou 12; espaçamento livre; máximo 8 páginas.
Pode incluir desenhos, várias cores e pode inclusive juntar elementos aos desenhos do próprio e-Fólio.
Para incluir fórmulas pode usar o editor de fórmulas do seu processador de texto ou gerá-las à parte.
Entregar até às 23:55 h do dia 3 de dezembro, por via da plataforma.
Critérios de correção: (para cada questão as percentagens oscilarão nos intervalos indicados)
20 ± 10% Rigor científico na identificação dos princípios físicos em jogo.
40 ± 10% Rigor científico da colocação do problema em equação.
40 ± 10% Rigor dos cálculos, expressão e (se aplicável) interpretação corretas dos resultados.
Este e-Fólio tem a cotação máxima de 4 valores.

Nos problemas abaixo, considere g = 9,8 m/s2 e dê as suas respostas em unidades SI.

1. Um automóvel descreve o seguinte movimento, composto de três partes: na 1ª acelera


uniformemente desde o repouso até 50 km/h, à razão de 2,0 m/s2. Na 2ª parte, percorre 100 m a
essa rapidez constante [50 km/h] (na mesma direção e sentido), após o que faz, na 3ª parte, uma
curva brusca de 90º para a sua esquerda, percorrendo mais 100 m, ainda à mesma rapidez de 50
km/h. Assumindo que nas partes 1 e 2 do movimento este se dá no sentido positivo dos xx, que na
parte 3 este se dá no sentido positivo dos yy e que não há lapsos temporais entre as três partes,
calcule
a. (0,3 val) O tempo que leva a completar o movimento (do repouso até ao final da parte 3).
b. (0,4 val) A velocidade média, a rapidez média e a aceleração média do movimento.
c. (0,3 val) O instante de tempo em que a rapidez média é igual à rapidez instantânea.

2. Na figura abaixo um homem puxa dois caixotes, A e B, de massas respetivamente 30 e 40 kg.


Entre o chão e os caixotes existe atrito de coeficientes 0,60 (estático) e 0,50 (cinético). A corda que
puxa o caixote B fá-lo num ângulo de 30º com o solo. Considerando os blocos como pontuais,

A (30 kg) B (40 kg)

30º

a. (0,2 val) Copie o desenho para o seu e-folio e marque, num diagrama de corpo livre, as
forças que atuam em cada um deles.
b. (0,6 val) Qual o valor mínimo da força (em módulo) que o homem tem de aplicar para
puxar os dois caixotes?
c. (0,6 val) Se homem puxar com uma força de 450 N, quanto valerá a aceleração do sistema?
3. Uma força constante de módulo 28 N puxa um bloco de 5,2 kg, inicialmente em repouso, desde a
base de um plano inclinado de comprimento 2,0 m e 20º de inclinação, até ao seu topo. A força
atua paralelamente ao plano e a situação é sem atrito. Calcule:
a. (0,3 val) Utilizando a definição de trabalho, calcule o trabalho da força constante, do peso
e da força normal no deslocamento de desde a base do plano até ao topo.
Utilizando apenas os teoremas de trabalho-energia e impulso-momento, calcule:
b. (0,4 val) A velocidade a que o bloco atinge o topo.
c. (0,3 val) O tempo que leva ao bloco a chegar ao topo.

4. Uma bicicleta está pendurada no mostrador de uma loja, sendo que as suas rodas, de 70 g de
massa e 35 cm de raio, estão livres para girar. Uma criança põe a roda da frente a girar à
velocidade angular de 1,5 rotações/s. Devido ao atrito nos rolamentos do eixo, a roda desacelera
gradual e uniformemente. Para modelar o atrito, considere que este atua paralelamente à
velocidade linear da roda, a uma distância de 5,0 mm do centro de rotação e com magnitude
constante de 0,80 N (ver figura). Considerando que a roda se pode tratar aproximadamente como
um anel,
a. (0,4 val) Calcule o tempo que leva à roda a parar.
b. (0,2 val) O n.º de rotações que a roda descreve até parar.
Momento de inércia de um anel de massa ‫ ܯ‬e raio ܴ, em torno de um eixo perpendicular ao
seu centro: ‫ܴܯ = ܫ‬ଶ

Sentido da
rotação

݂௞
10 mm
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Pode incluir desenhos, várias cores e pode inclusive juntar elementos aos desenhos do próprio e-Fólio.
Para incluir fórmulas pode usar o editor de fórmulas do seu processador de texto ou gerá-las à parte.
Entregar até às 23:55 h do dia xx de xxx, por via da plataforma.
Critérios de correção: (para cada questão as percentagens oscilarão nos intervalos indicados)
20 ± 10% Rigor científico na identificação dos princípios físicos em jogo.
40 ± 10% Rigor científico da colocação do problema em equação.
40 ± 10% Rigor dos cálculos, expressão e (se aplicável) interpretação corretas dos resultados.
Este e-Fólio tem a cotação máxima de 4 valores.

Nos problemas abaixo, considere g = 9,8 m/s2 e dê as suas respostas em unidades SI.

1. Um automóvel descreve o seguinte movimento, composto de três partes: na 1ª acelera


uniformemente desde o repouso até 50 km/h, à razão de 2,0 m/s2. Na 2ª parte, percorre 100 m a
essa rapidez constante [50 km/h] (na mesma direção e sentido), após o que faz, na 3ª parte, uma
curva brusca de 90º para a sua esquerda, percorrendo mais 100 m, ainda à mesma rapidez de 50
km/h. Assumindo que nas partes 1 e 2 do movimento este se dá no sentido positivo dos xx, que na
parte 3 este se dá no sentido positivo dos yy e que não há lapsos temporais entre as três partes,
calcule
a. (0,3 val) O tempo que leva a completar o movimento (do repouso até ao final da parte 3).
b. (0,4 val) A velocidade média, a rapidez média e a aceleração média do movimento.
c. (0,3 val) O instante de tempo em que a rapidez média é igual à rapidez instantânea.

(a) O tempo para executar a parte 1 é o tempo que demora ao automóvel a chegar aos 50 km/h. Esse
tempo pode ser calculado da definição de aceleração média. Passando as quantidades ao SI e segundo

1000 m m
x temos

Δ 
−  50 3600 s − 0 s
 = → Δ = = m = 6,944 s
Δ  2,0 
s
Na parte 2 precisamos de saber o tempo que demora a percorrer um total de 100 m a 50 km/h. Para tal

Δ Δ 100 m
basta-nos usar a definição de velocidade média, novamente segundo o eixo dos xx:

 = → Δ = = = 7,2 s
Δ  50 1000 m
3600 s

 = 6,944 s + 7,2 s + 7,2 s = 21,34 s (21 s)


A parte 3 leva outros 7,2 s a executar, pelo que no total o movimento demora
(Entre parêntesis o valor que a precisão dos dados nos permite atribuir ao resultado, neste caso 2
algarismos significativos.)

precisamos de saber o deslocamento. Se fizermos  = 0 m no início do movimento, no final da parte


(b) Vejamos agora a velocidade, rapidez e aceleração médias. Para calcular a velocidade média

1 1 m
1 o automóvel está em

 = ! + ! +   →  = 0 + 0 + "2,0  # (6,944 s) = 48,22 m


2 2 s
Do enunciado vemos que ao fim da parte 2 o carro está em  = 100 m + 48,22 m = 148,22 m e que
no final da parte 3 está em (, %) = (148,22 m ; 100 m). A velocidade média é então, por definição,
Δ(' (148,22 m ; 100 m) − (0 m ; 0 m) m m
' = = = "6,946 ; 4,686 #
Δ 21,34 s s s
m m
' = 6,9 )̂ + 4,7 +̂
s s
Recorde que a velocidade média é um vetor. No caso da alínea a. as expressões que escrevemos foram
de projeções segundo o eixo dos xx das definições de velocidade e aceleração médias. Passemos agora
à rapidez e aceleração médias. Para a rapidez basta somar as distâncias percorridas em cada uma das

distância 48,22 m + 100 m + 100 m m m


partes do movimento e dividir pelo tempo total

, = = = 11,63 "12 #


Δ 21,34 s s s
 
Note-se que o valor obtido não é o módulo da velocidade média, o qual é 4"6,9 6 # + "4,7 6 # =
5 5

8,3 6 . (A rapidez em geral só coincide com o módulo da velocidade média para o caso da velocidade
5

no final da parte 3 é '


= 8,9 6 +̂ = 13,89 6 +̂ e vem por isso
7! 5 5
e rapidez instantâneos.) Finalmente, para a aceleração média, do enunciado temos que a velocidade

m m m m
Δ' "0 s ; 13,89 s # − "0 s ; 0 s # m m
' = = = "0 ; 0,6509 #
Δ 21,34 s s s
m
' = 0,65 +̂
s
(c) Finalmente, a rapidez média (11,63 m/s) obviamente só pode ser igual à rapidez instantânea

m m
durante a parte de MRUV. Isso acontece para o instante de tempo

 = ! +  → 11,63 = 0 + "2,0  #  ⇔  = 5,805 s (5,8 s)


s s

2. Na figura abaixo um homem puxa dois caixotes, A e B, de massas respetivamente 30 e 40 kg.


Entre o chão e os caixotes existe atrito de coeficientes 0,60 (estático) e 0,50 (cinético). A corda que
puxa o caixote B fá-lo num ângulo de 30º com o solo. Considerando os blocos como pontuais,

B (40 kg)
A (30 kg)

30º
a. (0,2 val) Copie o desenho para o seu e-folio e marque, num diagrama de corpo livre, as
forças que atuam em cada um deles.
b. (0,6 val) Qual o valor mínimo da força (em módulo) que o homem tem de aplicar para
puxar os dois caixotes?
c. (0,8 val) Se homem puxar com uma força de 250 N, quanto valerá a aceleração do sistema?

tensões (;< entre blocos e ; o puxar) e a castanho atritos.


(a) No desenho temos marcadas as forças em questão. A azul normais, a verde pesos, a vermelho

atrito estático está no seu valor máximo; a expressão do atrito estático, => ≤ @> ;A , satura para cada
(b) Para que os caixotes se movam temos de vencer o atrito estático. Na iminência do movimento o

caixote e tem-se => = @> ;A (na verdade, a situação é um pouco mais subtil mas, como veremos abaixo,
a assunção de saturação em ambos está certa). Decompondo as forças no referencial xy indicado na

;< = @> NG O
figura e aplicando a 1ª lei de Newton temos
E, : ;< − =>G = 0 ;< = @> ;AG D
D E, %: ;AG − ;HG = 0 M D ; = N O R …

AG G M⇔ M
I, : ; − ; − = = 0 ; cos 30 − ; = @ ; √3 ;
C C C ; − ;< = @> UNK O − V
!
J < >K < > AK
BI, %: ;L + ;AK − ;HK = 0 B;AK = NK O − ; sen 30! R2 2
B …
Somando as duas equações da última chaveta a tensão na corda que liga A e B cancela e temos
√3 ; √3 @> 2@> (NG + NK )O
; = @> UNG O + NK O − V ⇔ W + X ; = @> (NG + NK )O ⇔ ; =
2 2 2 2 √3 + @>

m
Substituindo valores vem

2(0,60)(70 kg) "9,8 #


;= s  = 353,0 N (350 N)
√3 + 0,60
Ou seja, se o homem puxar com uma força maior do que 350 N, os caixotes começarão a mover-se.

caixote. Ou seja, para mover o caixote A precisamos que ;< seja maior que o atrito estático máximo
Uma outra forma de resolver o problema, talvez mais intuitiva, seria dividir as situações para cada

m
desse caixote. Na iminência do movimento teríamos então:

{E, : ;< − =>G = 0 → ;< = @> ;AG = @> NG O ⇔ ;< = 0,60(30 kg) "9,8  # = 176,4 N
s

; cos 30! − 176,4 N − @> ;AK = 0


Considerando agora o caixote B viria, também na iminência do movimento,

I, : ;J − ;< − =>K = 0 M M
] m
I, %: ;L + ;AK − ;HK = 0 ⇔ ^;AK = (40 kg) "9,8 # − ; sen 30!
s
m
⇔ ]; cos 30 = 176,4 N + 0,60 _(40 kg) "9,8 s # − ; sen 30 `M
! !


√3 1 411,6 N
⇔ ^; W + 0,60 X = 176,4 N + 235,2 NM ⇔ a; = 1,166 = 353,0 NM
2 2
… …
Esta 2ª resolução é, de facto, um pouco mais simples. No entanto, a 1ª resolução tem a vantagem de
ficar já praticamente escrito o sistema de equações para a alínea c).
(c) Se o puxão for de 450 N o atrito passa de estático a cinético. A aceleração do sistema pode ser

passagem @> → @b !)
calculada decompondo forças e aplicando a 2ª lei de Newton. Temos então, no sistema SI, (note-se a
;< − =bG = NG  ;< = NG  + @b ;AG
D ;AG − ;HG = 0 M D ;AG = NG O
⇔ M
;
C J − ;< − =bK = N K  C; cos 30 !
− ;< = N K  + @ ;
b AK
B ;L + ;AK − ;HK = 0 B ;AK = NK O − ; sen 30!
;< = 30 + 0,50 ⋅ 30 ⋅ 9,8
… M
⇔c
389,7 − ;< = 40 + 0,50 ⋅ (40 ⋅ 9,8 − 225)

m m
Podemos novamente somar as duas equações acima, o que nos daria

389,7 = 70 + 230,5 ⇔  = 2,274  "2,3  #


s s
Colocou-se as unidades SI apenas no resultado final para não sobrecarregar a notação.

3. Uma força constante de módulo 28 N puxa um bloco de 5,2 kg, inicialmente em repouso, desde a
base de um plano inclinado de comprimento 2,0 m e 20º de inclinação, até ao seu topo. A força
atua paralelamente ao plano e a situação é sem atrito. Calcule:
a. (0,2 val) Utilizando a definição de trabalho, calcule o trabalho da força constante, do peso
e da força normal no deslocamento de desde a base do plano até ao topo.
Utilizando apenas os teoremas de trabalho-energia e impulso-momento, calcule:
b. (0,3 val) A velocidade a que o bloco atinge o topo.
c. (0,2 val) O tempo que leva ao bloco a chegar ao topo.
(a) Um desenho ajudará a compreender a situação.

110º

20º

Além das três forças a azul (normal), vermelho (força cte.) e verde (peso) temos marcado a castanho o

definição e = ;' ⋅ Δ(' = ;Δ( cos ∢(;, Δ(),


deslocamento. Notar o ângulo entre o peso e o deslocamento, de 110º. O trabalho das três forças é, da

Normal: egh = 0 porque ∢(;, Δ() = 90! → cos 90! = 0.

Peso: egi = NO Δ( cos(110! ) = (5,2 kg) "9,8 6j # (2,0 m)(−0,3420) = −34,87 J (−35 J).
5

Força de tração: eg = ; Δ( cos(0! ) = (28 N)(2,0 m)(1) = 56 J


(b) Aplicando agora o 1º teorema de trabalho-energia, e = Δlm , temos
e = egh + egi + eg = (0 − 34,87 + 56)J = 21,13 J
1 1 1 m m
e = N
 − N  ⇔ 21,13 J = (5,2 kg)
 − 0 ⇔ 
= 2,851 "2,9 #
2 2 2 s s
momento, n' = Δo'. Designando por x a direção do movimento (c.f. figura), a projeção do teorema
(c) Finalmente, para calcular o tempo de subida podemos recorrer ao teorema de impulso-

m
nessa direção dá-nos

nJ = o
J − o J = N
J − N J = (5,2 kg) "2,851 # − 0 = 14,83 N. s
s
Dado que as forças atuantes são constantes podemos tirar o tempo da definição de impulso, n' =
;'J Δ. Vamos precisar apenas das componentes segundo x dessas forças, as quais são ;J = 28 N,
;HJ = NO cos 110! = −17,43 N e ;AJ = 0
nJ 14,83 N. s
Δ = = = 1,403 s (1,4 s)
;J,J 28 N − 17,43 N + 0 N

4. Uma bicicleta está pendurada no mostrador de uma loja, sendo que as suas rodas, de 70 g de
massa e 35 cm de raio, estão livres para girar. Uma criança põe a roda da frente a girar à
velocidade angular de 1,5 rotações/s. Devido ao atrito nos rolamentos do eixo, a roda desacelera
gradual e uniformemente. Para modelar o atrito, considere que este atua paralelamente à
velocidade linear da roda, a uma distância de 5,0 mm do centro de rotação e com magnitude
constante de 0,80 N (ver figura). Considerando que a roda se pode tratar aproximadamente como
um anel,
a. (0,3 val) Calcule o tempo que leva à roda a parar.

Momento de inércia de um anel de massa q e raio r, em torno de um eixo perpendicular ao


b. (0,2 val) O n.º de rotações que a roda descreve até parar.

seu centro: n = qr

Sentido da
rotação

=b
10 mm

Trata-se de um problema de movimento circular uniformemente variado (MCUV). Para calcular o

s = t/n (com mais forças haveria que calcular e somar (vetorialmente) os momentos das várias
tempo e as rotações precisamos da aceleração angular. Havendo só uma força a atuar, esta é dada por

forças). Precisamos então de calcular t e n. O momento da força (ou torque, t) é um vetor, cuja
projeção segundo o eixo de rotação é t = ±(; sen w, com o sinal a indicar se a força atua no sentido
da rotação ou contrário, e w o ângulo entre ; e (.1 Na prática isto é mais simples. Dado que o atrito
atua perpendicularmente à velocidade linear w = 90! e temos:
t = −(; sen(90! ) = −(0,0050 m)(0,80 N)(1) = −4,0 × 10y8 N. m
Sendo o momento de inércia da roda n = qr = (0,070 kg)(0,35 m) = 8,575 × 10y8 kg. m
(note-se que ( e r são coisas diferentes!), a aceleração angular é
−4,0 × 10y8 N. m
s=− = −0,4665 rad/s
8,575 × 10y8 kg. m

nos pede um dos resultados em rotações, passemos tudo a essa unidade. De 1 rot = 2{ rad temos
Podemos agora passar a unidade de ângulo de radianos a rotações, ou vice-versa. Como o enunciado

1
rot rot
2{
s = −0,4665  = −0,07424 
s s

rot
O tempo até parar é então

Δ| |
− | 0 − 1,5 s
s= → Δ = = rot = 20,20 s (20 s)
Δ s −0,07424 
s
e as rotações descritas (|! é o mesmo que | ) 2

1 rot 1 rot
Δw = |!  + s  ⇔ Δw = U2,0 V (20,20 s ) + U−0,07424  V (20,20 s )
2 s 2 s
= 15,15 rot (15 rot)

Recorde-se que (' é o vetor de desde a origem dos momentos até ao ponto de aplicação da força e ( o seu módulo.
O índice ‘0’ quer dizer “quando  = 0”. O índice ‘i’ quer dizer “inicial”. Neste caso são ambos a mesma coisa.
1
2
Física Geral
21048
Instruções para elaboração deste e-Fólio
Documento de texto, .DOC, .PDF ou .PS; fonte 11 ou 12; espaçamento livre; máximo 8 páginas.
Pode incluir desenhos, várias cores e pode inclusive juntar elementos aos desenhos do próprio e-Fólio.
Para incluir fórmulas pode usar o editor de fórmulas do seu processador de texto ou gerá-las à parte.
Entregar até às 23:55 h do dia 28 de janeiro, por via da plataforma.
Critérios de correção: (para cada questão as percentagens oscilarão nos intervalos indicados)
20 ± 10% Rigor científico na identificação dos princípios físicos em jogo.
40 ± 10% Rigor científico da colocação do problema em equação.
40 ± 10% Rigor dos cálculos, expressão e (se aplicável) interpretação corretas dos resultados.
Este e-Fólio tem a cotação máxima de 4 valores.

Nos problemas abaixo dê as suas respostas em unidades SI.

1. Nos quatro vértices de um quadrado de 20 cm de lado estão fixas cargas pontuais de módulo
ܳ = 3 μC e sinal conforme a figura. Calcule
a. (0,4 val) A força eletrostática que as cargas A, C e D causam sobre a carga B.
b. (0,4 val) A energia eletrostática encerrada na configuração de cargas.
c. (0,2 val) Interprete fisicamente o sinal obtido na alínea anterior.

A B
+ܳ −ܳ

−ܳ +ܳ
C D
2. (1 val) Calcule a carga e a energia eletrostática acumulada aos terminais de cada um dos
condensadores da montagem na figura abaixo.

6,0 mF

1,0 mF 1,0 mF 1,0 mF


12 V

4,0 mF

3. (1 val) No circuito abaixo, calcule a f.e.m. ߝ, as intensidades de corrente ‫ܫ‬ଵ e ‫ܫ‬ଶ e a potência
dissipada na resistência de 4 Ω.
4,0 Ω 3,0 Ω
‫ܫ‬ଵ 2,0 A

‫ܫ‬ଶ
12 V 20 V ℰ

6,0 Ω 2,0 Ω

5,0 Ω

4. Um fio de cobre com 1,5 mm2 de secção é enrolado 16 vezes à volta de um lápis de 1,0 cm de
diâmetro e em seguida as extremidades são ligadas. O fio enrolado é colocado num campo
magnético de 0,18 T paralelo ao seu eixo de simetria. O fio é então rodado até o eixo fazer um
ângulo de 30º com o campo, ao longo de um intervalo de tempo de 2,4 s (c.f. figura, campo a
azul). Resistividade do cobre: ρ = 1,7 × 10-8 Ω.m. Calcule:
a. (0,4 val) A resistência elétrica do fio enrolado.
b. (0,6 val) A força eletromotriz média induzida no
fio durante a rotação e a intensidade de corrente
média que o percorre.
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Critérios de correção: (para cada questão as percentagens oscilarão nos intervalos indicados)
20 ± 10% Rigor científico na identificação dos princípios físicos em jogo.
40 ± 10% Rigor científico da colocação do problema em equação.
40 ± 10% Rigor dos cálculos, expressão e (se aplicável) interpretação corretas dos resultados.
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Nos problemas abaixo dê as suas respostas em unidades SI.

 = 3 μC e sinal conforme a figura. Calcule


1. Nos quatro vértices de um quadrado de 20 cm de lado estão fixas cargas pontuais de módulo

a. (0,4 val) A força eletrostática que as cargas A, C e D causam sobre a carga B.


b. (0,4 val) A energia eletrostática encerrada na configuração de cargas.
c. (0,2 val) Interprete fisicamente o sinal obtido na alínea anterior.
 


−
+ 
A B

− +
C D

A força eletrostática exercida sobre B é a soma vetorial da força que cada uma de A, C e D exercem
sobre ela. Temos pois, da lei de Coulomb,

 =
  
 
,,
Na figura marcámos os três versores (vetores de módulo 1)   , juntamente com um referencial xy

 = ̂ ;  = ̂ ;  = cos 45$ %̂ + sen 45$ %̂, este último porque faz um ângulo de 45º com o
onde os vamos decompor. Da figura é fácil de ver que os versores são, no referencial indicado,

eixo dos xx. Juntando tudo e notando que a distância entre C e B é de √2 ⋅ 20 cm (do teorema de
Pitágoras) temos

N. m −3 × 1067 C%3 × 1067 C%


 = -9,0 × 101 45 ̂
C 0,20 m%
−3 × 1067 C%−3 × 1067 C% √2 √2 −3 × 1067 C%3 × 1067 C%
+ - ̂ + ̂ 4 + ̂:
8√2 ⋅ 0,20 m9
 2 2 0,20 m%

N. m 3 × 1067 C%3 × 1067 C% √2


= -9,0 × 101 4- 4 -−1 + 4 ̂ + ̂%
C  0,20 m%  4
= 2,025 N%−0,6464%̂ + ̂ % = −1,310 N%̂ + ̂%  = −1,3 N ̂ − 1,3 N ̂%

Entre parêntesis o resultado com dois algarismos significativos.

A energia eletrostática da configuração pode ser calculada de duas formas: construindo a

ou aplicando < = ∑ BC
? @. Pela primeira forma, o procedimento é o seguinte: para colocar a carga
>>
configuração passo-a-passo, transportando as cargas uma a uma do infinito até aos pontos onde estão,
A ?@
A no seu ponto (i.e. trazê-la do infinito até A) não necessitamos de gastar energia. Em seguida, para

ficar B. Esse potencial é (leia-se ‘potencial que A causa no ponto B’ e chamemos D ao lado do
trazer a carga B para o seu ponto já temos de considerar o potencial que A causa no local onde vai

quadrado)

E F% =

D
A energia potencial que a carga B adquire ao ser trazida até B é então
 
<G =  E F% = − ⋅

= −

H%
D D
O sinal menos significa que há atração entre A e B. O conjunto AB causa agora no local C um novo
potencial, que é
 − 1 
E I % =
+
=
J1 − K
D √2 D √2 D
Trazendo a carga C até ao seu local esta adquire
 1 1 
<G =  E I % = − ⋅
J1 − K
= −
J1 − K
%
√2 D √2 D
Finalmente, as três cargas causam em D um potencial de

 − − 1 
E L% =
+
+
=
J − 2K
√2 D D D √2 D

e a energia potencial que a carga D adquire é de

1  1 
<G =  E L% = + ⋅
J − 2K =
J − 2K
M%
√2 D √2 D

A energia eletrostática total será a soma das três contribuições individuais, que é
 1  1  
<= <G + <G + <G = −

J1 − K +
J − 2K =
8−4 + √29
H% % M%
D √2 D √2 D D

Substituindo valores vem

3 × 1067 C%
< = 9,0 × 101 %8−4 + √29 = −1,047 J −1,0 J%
0,20 m%

O sinal menos significa que a configuração total é atrativa, i.e. é que será necessário fornecer +1,0 J
de energia ao sistema para voltar a separar as cargas. Se o sinal fosse positivo, seria a própria
configuração que iria fornecer energia ao exterior quando se desfizesse.

Deixa-se ao leitor confirmar o resultado por aplicação da fórmula < = ∑ BC



>? >@
A?@
. Regra geral,
esta fórmula é mais simples e expedita de usar do que o procedimento passo-a-passo.

2. (1 val) Calcule a carga e a energia eletrostática acumulada aos terminais de cada um dos
condensadores da montagem na figura abaixo.

6,0 mF 6,0 mF

1,0 mF 1,0 mF 1,0 mF 3,0 mF


12 V 12 V

4,0 mF 4,0 mF

em paralelo e têm portanto capacidade equivalente de I > = 1,0 + 1,0 + 1,0% mF = 3,0 mF. A
PQR
Para calcular as cargas há primeiro que simplificar o circuito. Os três condensadores à esquerda estão

montagem é então equivalente à da direita, a qual está obviamente em série e tem portanto capacidade
equivalente total de
1
I > = = 1,333 mF
1 1 1
+ +
3,0 mF 4,0 mF 6,0 mF

cada um deles é constante. Para a associação fluíram então  = I > E = 16 mC. Esta é pois a carga
Ora como sabemos, numa associação de condensadores em série, a carga acumulada aos terminais de

acumulada aos terminais dos condensadores de 6,0 e 4,0 mF e da associação à esquerda. No entanto,
nos condensadores dessa associação a carga de 16 mC está distribuída por todos eles de tal forma que
a d.d.p. aos terminais de cada um deles é constante (numa associação em paralelo, é a d.d.p. que é
constante, não a carga). Essa d.d.p. é EH = /I > = 5,333 V e por conseguinte a carga aos terminais
PQR

de cada um dos condensadores individualmente é H = IH EH = 5,333 mC. Resumindo, as cargas são


H = 5,333 mC ; V = 7 = 16 mC
Quanto à energia eletrostática acumulada, esta pode ser calculada individualmente para cada
condensador de W = IE  . Esta fórmula não é, no entanto, a mais conveniente de usar neste caso.
H

Z 
Notando que  = IE ⇔ E = /I a expressão simplifica para W = I Y [ =
H H Z\
   
. Aplicando a cada
condensador obtemos, a 2 alg.sig.,

WH = 14 mJ ; WV = 32 mJ ; W7 = 21 mJ

3. (1 val) No circuito abaixo, calcule a f.e.m. ], as intensidades de corrente ^H e ^ e a potência


dissipada na resistência de 4 Ω.

^H
4,0 Ω 3,0 Ω
2,0 A

^

12 V 20 V ℰ

6,0 Ω 2,0 Ω

5,0 Ω

Dado que se trata de um circuito com várias malhas, vamos precisar de usar as leis de Kirchhoff.
Marcámos na figura duas circulações. Aplicando a lei dos nós na junção do topo e a lei das malhas
vem, de acordo com as convenções para os sinais do manual e em unidades SI
Nós: 2,0 A = ^H + ^
` Malha esq.: + 4,0 Ω ^H − 20 V − 6,0 Ω%^ + 5,0 Ω%^H − 12 V = 0 l
 %
Malha dir.: +2,0 A%3,0 Ω% − ] + 2,0 A%2,0 Ω% + 6,0 Ω%^ + 20 V = 0
O estudante deve verificar cuidadosamente que os sinais da expressão estão de acordo com as
convenções. (No que se segue omitiremos as unidades não indicadas para não sobrecarregar a
notação.) O sistema de equações que obtivemos é muito simples de resolver por substituição. A dois


alg.sig. temos
^H = 2,0 − ^ ^H = 2,0 − −0,9333%
 % % l
m 9,0 2,0 − ^ − 6,0 ^ − 32 = 0 ⇔ n −15,0 ^ − 14 = 0 l ⇔ m ^ = −0,9333 A l
6 − ] + 4 + 6^ + 20 = 0 ] = 30 + 6^ ] = 30 + 6−0,9333%
^H = 2,9 A
⇔ m ^ = −0,9 Al
] = 24 V

O sinal menos da corrente ^ significa apenas que o seu sentido real é oposto ao sentido assumido no
na figura. Quanto à potência dissipada na resistência de 4 Ω ela é simplesmente pqrstP = u^H =
4,0 Ω%2,933 A% = 34,041 W 34 W%.
4. Um fio de cobre com 1,5 mm2 de secção é enrolado 16 vezes à volta de um lápis de 1,0 cm de
diâmetro e em seguida as extremidades são ligadas. O fio enrolado é colocado num campo
magnético de 0,18 T paralelo ao seu eixo de simetria. O fio é então rodado até o eixo fazer um
ângulo de 30º com o campo, ao longo de um intervalo de tempo de 2,4 s (c.f. figura, campo a
azul). Resistividade do cobre: ρ = 1,7 × 10-8 Ω.m. Calcule:
a. (0,4 val) A resistência elétrica do fio enrolado.
b. (0,6 val) A força eletromotriz média induzida no
fio durante a rotação e a intensidade de corrente
média que o percorre.

A resistência do fio pode ser calculada de u = x . No enunciado temos a secção (1,5 mm2) pelo que
y


de um comprimento de fio z = 16 × 2{u = 32{0,0050 m% = 0,503 m. A resistência elétrica do fio


falta apenas o comprimento deste. Para enrolar 16 voltas circulares de 1,0 cm de diâmetro precisamos

é então: (atenção à passagem de mm2 para m2! 1 mm2 = 10-6 m2)


0,503 m
u = 1,7 × 106| Ω. m% = 5,701 × 106M Ω 5,7 mΩ%
1,5 × 1067 m
Quanto à f.e.m. induzida média, ela é calculada a partir da lei de Faraday, ] = −} ~€ . As 16
~

voltas ao lápis formam 16 espiras. Seja ‚ o ângulo entre a normal ao plano da espira e o campo e ƒ a
área abraçada pelas espiras. A variação de fluxo do campo magnético através de cada uma delas é
0,010 m 
Δ… = …† − … = Fƒ cos ‚† − Fƒ cos ‚ ⇔ ΔΦ = 0,18 T% Š{ J K ‹ cos 0$ − cos 30$ %
2
= 1,894 × 1067 Wb
Note-se que no cálculo da resistência ƒ era a área da secção do fio. No cálculo do fluxo, ƒ é a área
englobada pelas espiras. São duas áreas diferentes. A f.e.m. induzida é então
1,894 × 1067 Wb
] = −16 = −1,263 × 106 V 13 μV%
2,4 s
O sinal menos quer apenas dizer que a f.e.m. induzida tende a contrariar a diminuição de fluxo
proveniente da rotação das espiras. Não tem nenhum outro significado especial. A intensidade de
corrente média é então
] 1,263 × 106 V
^Ž  = = = 2,215 × 106M A 2,2 mA%
u 5,701 × 106M Ω
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

U.C. 21048
Física Geral
20 de fevereiro de 2013

ISTRUÇÕES

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 6 páginas,
numeradas de 2 a 7 e terminando com a palavra FIM.
O estudante não necessita de indicar qualquer resposta neste enunciado, pelo que poderá ficar
na posse do mesmo finda a prova.
Este exame consta de duas partes:
1) A primeira é constituída por 7 questões de escolha múltipla (em que apenas uma das respostas é
correcta). As respostas a estas questões devem ser feitas na folha de prova. Indique nela, de
uma forma clara, a alínea que corresponde à resposta que considera correta. Respostas que não
sejam claras ou cuja interpretação seja ambígua serão consideradas nulas. Os valores numéricos
das várias alternativas são apresentados com 2 algarismos significativos.
2) A segunda é composta por 5 questões estruturadas de produção de resposta, das quais deve
resolver apenas 4. Indique claramente as questões que se propõe resolver, sendo que o professor
julgará como entender omissões a esse respeito. Nestas respostas os parâmetros valorizados são:
• O rigor científico do raciocínio usado, nomeadamente na identificação dos princípios físicos
em jogo e na colocação do problema em equação.
• O rigor dos cálculos efectuados, incluindo a expressão correcta dos resultados (os valores
numéricos com os algarismos significativos e unidades adequados) e a interpretação dos
resultados (se aplicável). Os resultados devem ser apresentados com 2 ou 3 algarismos
significativos.
Recomenda-se que:
• Leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de responder.
• Responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis.
• Reveja as resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos seus colegas.

Duração: 2h:30 min


FORMULÁRIO E VALORES DE COSTATES FÍSICAS
     
∆G = Gfinal − Ginicial ; A = Ax ɵI + Ay Jɵ + Az K
 ; A ≡ A = Ax2 + Ay2 + Az2 ; A ⋅ B = AB cosθ ; A × B = AB sinθ nˆ
4
Círculo: A = π R2 ; P = 2π R Esfera: V = π R3 ; A = 4π R 2 Cilindro: V = π R 2 h ; A = 2π R 2 + 2π Rh
3
    
 ∆r  dr distância   ∆v  dv d 2 r
v med = ; v= ; smed = ; s = v = v ; amed = ; a= = 2
∆t dt ∆t ∆t dt dt
 
 a = cte a = cte
v = cte v = cte    
    1D:  v = v 0 + at 1D: v = v 0 + at
r = r0 + vt  x = x0 + vt    
1 1
r = r0 + v 0 t + at 2  x = x0 + v 0 t + at 2
 2  2
 d
θ = R ; 1 rot = 2π rad 
  

 d = θ R τ = r × F α = cte
 dθ ∆θ  ω = cte   
ω = ; ωmed = ; v = ωR ;  ;  Στ ; ω = ω0 + α t
 dt ∆t  2 θ = θ0 + ωt α = 
v  1
 dω ∆ω at = α R ; ar = I θ = θ0 + ω0 t + α t 2
α = dt ; α med = ∆t  R  2

  v2
ΣF = ma ; Fg = mg ; g = 9,8 m/s2 ; fs ≤ µe FN ; fk = µc FN ; Fcentrip = m
R
  1 xf dE p 1 2
W = F ⋅ ∆r ; Ec = mv 2 ; E p = − ∫ FC ( x )dx ; FC = − ; E pg = mgh ; Felast ,x = −kx ; E p,elast = kx
2 xi dx 2
∆E  
Em = Ec + E p ; Wtot = ∆Ec ; WC = −∆E p ; WNC = ∆Em ; Pmed = ; P = F ⋅v
∆t
     
p = mv ; I = Fext ∆t ; I = ∆p
Mm M M
FG = G ; VG = −G ; E pG = mVG ; G = 6,67 × 10 −11 N.m2 .kg-2 ; ag ≡ g = G
r2 r r2
1
ε 0 = 8,85 × 10−12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9,0 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
 qq  q   q ∆V
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; Ve = ke ∑ i ; E pe = qVe ; E=−
r i ri i ri ∆s
A 1 1 1 1
q = CV ; C = ε0 ; E pe.cond = CV 2 ; = + + ⋯ ; Ceq.par = C1 + C2 + ⋯
d 2 Ceq.serie C1 C2
L ε 1 1 1
V = RI ; R = ρ ; I= ; P = IV ; PJoule = RI 2 ; Req.s = R1 + R2 + ⋯ ; = + +⋯
A R+r Req. p R1 R2
resistência : V = ±IR se corrente e circulação resp.  / ⇒
ΣIentrada = ΣIsaida ; ∑V =0
malha
→ 
f.e.m. : V = ±ε se circulação resp. do pólo ( − → + ) / ( + → − )
      mv    
FB = qv × B ; FB = I L × B ; R= ; τ = NIA × B ; A = Anˆ
qB
 µ I ds × rˆ µ I µ I µ0 LI1 I2
dB = 0 ; µ0 = 4π × 10−7 N.A -2 ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; Bsolen = µ0 nI ; F=
4π r 2 2π d 2 R 2π d
∆ΦB d ΦB  
ε med = −N ; ε = −N ; Φ B = ∫ B ⋅ dA ; Φ B = BA cosθ
∆t dt A

1 X L − XC R
X L = ωL ; XC = ; Z = R 2 + ( X L − XC )2 ; tgφ = ; cos φ =
ωC R Z
Imax ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z

2
PARTE I

1. (1,2 val) Uma pedra é lançada ao ar verticalmente, a uma altura de 3,0 m. Cai no solo após 6,0 s o
lançamento. Com que rapidez embate no solo?

A. 13 m/s B. 15 m/s C. 17 m/s D. 30 m/s E. 45 m/s F. 60 m/s

2. (0,9 val) Dois fios retilíneos, longos e paralelos


conduzem ambos correntes de 2,5 A. As correntes
fluem em sentidos opostos e os fios distam 1,2 mm
entre si. Qual a magnitude do campo magnético a 4,0 B=?
mm dos fios? (C.f. figura)

1,2 mm 4,0 mm
A. 220 µT B. 150 µT C. 110 µT
D. 72 µT E. 36 µT F. 29 µT

3. (0,9 val) Um circuito RLC série está ligado à rede elétrica nacional (Ve = 220 V a 50 Hz) e é
percorrido por uma intensidade de corrente eficaz de 1,2 A. O condensador tem capacidade 45 µF
e o indutor 0,70 H de indutância. Quanto vale a resistência?

A. 330 Ω B. 280 Ω C. 180 Ω D. 130 Ω E. 110 Ω F. 50 Ω

4. (1,0 val) Um automóvel viaja à rapidez constante de 120 km/h. A essa rapidez a força de
resistência do ar à passagem do automóvel é de aproximadamente 490 N. Que potência, em
cavalo-vapor, terá o motor de transmitir às rodas para manter a velocidade da viatura?
Dados: 1 CV = 736 W

A. 15 CV B. 22 CV C. 36 CV D. 49 CV E. 63 CV F. 80 CV

3
5. (1,0 val) Durante a execução de um ensaio do
disco, o atleta age sobre ele com uma força cuja 180 N
componente perpendicular ao raio tem uma
magnitude média de 180 N. O disco tem 220 mm
de diâmetro e momento de inérica 0,012 kg.m2 e
o ensaio dura 1,2 s. Com que velocidade angular
sai o disco do ensaio? Nota: o disco começa o
ensaio do repouso.

A. 290 rad/s B. 320 rad/s C. 620 rad/s


D. 1600 rad/s E. 2000 rad/s F. 4000 rad/s

6. (1,5 val) Na montagem abaixo, quanto vale a energia eletrostática acumulada aos terminais do
condensador de 3,0 mF?
3,0 mF

2,0 mF 4,0 mF 24 V

2,0 mF

A. 320 mJ B. 250 mJ C. 190 mJ D. 96 mJ E. 18 mJ F. 12 mJ

7. (1,5 val) Numa central elétrica o gerador é composto por 400 espiras condutoras, cercando uma
área de 1,25 m2 e sob um campo magnético de 1,4 T. O gerador roda a 90 rpm. Qual o valor
máximo da f.e.m. nele induzida?

A. 4,1 kV B. 4,7 kV C. 6,6 kV D. 9,3 kV E. 14 kV F. 18 kV

4
PARTE II

Das 5 questões abaixo, responda apenas a 4.


Indique claramente as questões a que se propõe responder.

1. Um livro (A), de 500 g de massa, é feito deslizar sobre uma mesa de 80 cm de altura, indo embater
frontalmente à rapidez de 5,0 m/s noutro livro (B), de 350 g e inicialmente em repouso. O livro B
cai pela borda da mesa com velocidade de 4,2 m/s no sentido positivo dos xx (c.f. referencial da
figura), estatelando-se de seguida no chão. Considerando os livros como corpos pontuais e
desprezando atritos,

A (500 g) B (350 g)

a. (0,7 val) Calcule o vetor velocidade do livro A imediatamente depois de este embater no B.
b. (0,8 val) Indique se a colisão foi elástica ou inelástica, justificando.
c. (0,7 val) Determine a rapidez com que o bloco B chega ao solo.
d. (0,8 val) Se a queda do livro B for aparada por uma balança de mola com constante elástica
2100 N/m, qual seria aproximadamente o peso indicado pela balança no ponto de compressão
máxima? Se não conseguiu resolver a alínea anterior assuma que B chega ao solo a 10 m/s.

2. No circuito de corrente contínua abaixo o solenoide e a fonte de alimentação podem considerar-se


como ideais. O solenoide tem 10 espiras, enroladas ao longo de 3,0 mm de comprimento.

R = 4,0 cm 10 A

3,0 Ω
3,0 mm
ε
10 espiras
1,0 Ω
6,0 Ω

10 A
5
Calcule:
a. (0,8 val) A resistência equivalente do circuito.
b. (0,5 val) A força eletromotriz da fonte de alimentação.
c. (0,8 val) O módulo do campo magnético no interior do solenóide.
d. (0,9 val) O vetor campo magnético causado pela corrente que percorre o semicírculo, de 4,0 cm
de raio, do topo do circuito no centro do mesmo (ponto P).

3. Duas cargas pontuais, de +2,0 mC e –2,0 mC, estão fixas nos pontos respetivamente (0 cm, 0 cm)
e (8 cm, 0 cm) de um referencial xy. Calcule

y 3,0 mC

6 cm
8 cm
x
+2,0 mC –2,0 mC

a. (1,5 val) O vetor campo elétrico no ponto (8 cm, 6 cm).


b. (1,5 val) Uma carga de 3,0 mC é colocada no ponto (0 cm, 6 cm) e seguidamente transportada
até ao ponto (8 cm, 6 cm) – ver figura. Calcule o trabalho das forças elétricas nesse
deslocamento.

4. Na figura abaixo, uma força horizontal de 240 N atua sobre dois caixotes, A (20 kg) e B (15 kg),
juntos um ao outro. Entre os caixotes e o solo há atrito cinético de coeficientes 0,40 (A-solo) e
0,60 (B-solo). Considerando os caixotes como pontuais,

A B
(20 kg) (15 kg)

240 N

a. (1,0 val) Marque, em diagramas de corpo livre, as forças que atuam sobre ambos os caixotes e
identifique os pares ação-reação, se os existirem.
b. (2,0 val) Calcule a aceleração do sistema.

6
5. Observe o circuito abaixo.
a. (0,5 val) Calcule a potência dissipada na resistência de 15 Ω.
b. (2,5 val) Escreva um conjunto de equações que lhe permitam calcular as quantidades
desconhecidas, I1, I2 e ε. (Não efetue os cálculos – apresente só as equações.)

15 Ω
3A

I2 I1
10 Ω
24 V
4Ω 8Ω

12 Ω
10 V

FIM

7
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

U.C. 21048
Física Geral - RESOLUÇÃO
20 de fevereiro de 2013

INSTRUÇÕES

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 6 páginas,
numeradas de 2 a 7 e terminando com a palavra FIM.
O estudante não necessita de indicar qualquer resposta neste enunciado, pelo que poderá ficar
na posse do mesmo finda a prova.
Este exame consta de duas partes:
1) A primeira é constituída por 7 questões de escolha múltipla (em que apenas uma das respostas é
correcta). As respostas a estas questões devem ser feitas na folha de prova. Indique nela, de
uma forma clara, a alínea que corresponde à resposta que considera correta. Respostas que não
sejam claras ou cuja interpretação seja ambígua serão consideradas nulas. Os valores numéricos
das várias alternativas são apresentados com 2 algarismos significativos.
2) A segunda é composta por 5 questões estruturadas de produção de resposta, das quais deve
resolver apenas 4. Indique claramente as questões que se propõe resolver, sendo que o professor
julgará como entender omissões a esse respeito. Nestas respostas os parâmetros valorizados são:
 O rigor científico do raciocínio usado, nomeadamente na identificação dos princípios físicos
em jogo e na colocação do problema em equação.
 O rigor dos cálculos efectuados, incluindo a expressão correcta dos resultados (os valores
numéricos com os algarismos significativos e unidades adequados) e a interpretação dos
resultados (se aplicável). Os resultados devem ser apresentados com 2 ou 3 algarismos
significativos.
Recomenda-se que:
 Leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de responder.
 Responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis.
 Reveja as resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos seus colegas.

Duração: 2h:30 min


FORMULÁRIO E VALORES DE CONSTANTES FÍSICAS

G  Gfinal  Ginicial ; A  Ax I  Ay J  Az K ; A  A  Ax2  Ay2  Az2 ; A  B  AB cos 


4
Círculo: A   R2 ; P  2 R Esfera: V   R3 ; A  4 R 2 Cilindro: V   R 2h ; A  2 R 2  2 Rh
3
r dr distância v dv d 2r
v med  ; v ; smed  ; s  v v ; amed  ; a 
t dt t t dt dt 2
 
a  cte a  cte
v  cte v  cte  
 1D:  v  v 0  at 1D: v  v 0  at
r  r0  vt  x  x0  vt  
1 1
r  r0  v 0t  at 2  x  x0  v 0t  at 2
 2  2
 d
  R ; 1 rot  2 rad  
 d   R   r  F   cte
 d     cte  
  ; med  ; v  R ;  ;   ;   0   t
 dt t    0  t   
 d  at   R v2  I 1
  0  0t   t 2
; ar 
  dt ;  med  t  R  2

v2
F  ma ; Fg  mg ; g  9,8 m/s2 ; fs  eFN ; fk  c FN ; Fcentrip  m
R
1 xf dE p
W  F  r ; Ec  mv 2 ; E p    FC ( x )dx ; FC   ; E pg  mgh ; Em  Ec  E p
2 xi dx
E
Wtot  Ec ; WC  E p ; WNC  Em ; Pmed  ; P  F v
t
p  mv ; I  Fext t ; I  p
Mm M M
FG  G ; VG  G ; E pG  mVG ; G  6,67  10 11 N.m2 .kg-2 ; ag  g  G
r2 r r2
1
 0  8,85  10 12 C2 .N-1.m-2 ; ke   9,0  109 N.m2 .C-2
4 0
q1q2 q qi V
Fe  ke rˆ ; E  ke  2i rˆi ; Fe  qE ; Ve  ke  ; E pe  qVe ; E
r2 i ri i ri s
A 1 1 1 1
q  C( V ) ; C   0 ; E pe.cond  C( V )2 ;    ; Ceq. par  C1  C2 
d 2 Ceq.serie C1 C2

V  RI ; R  
l ; I

; P  I ( V ) ; PJoule  RI 2 ; Req.s  R1  R2  ;
1

1

1

A Rr Req. p R1 R2

resistência : V  IR se corrente e circulação resp. /


Ientrada  Isaida ;  V  0
malha
 
f.e.m. : V   se circulação resp. do pólo      /     
mv
FB  qv  B ; FB  I L  B ; R  ;   NIA  B ; A  Anˆ
qB
0 I ds  rˆ  I  I F 0 I1 I2
dB  ; 0  4  10 7 N.A -2 ; Bfio  0 ; Bcirc  0 ; Bsolen  0 nI ; 
4 r2 2 d 2 R l 2 d
 B d B
 med  N ;   N ;  B   B  dA ;  B  BA cos 
t dt A

1 X  XC R
X L  L ; XC  ; Z  R 2  ( X L  X C )2 ; tg   L ; cos  
C R Z
Imax  R
Ie  ; Ve  ; Ve  ZIe ; Pmed  IeVe
2 2 Z

2
PARTE I

1. (1,2 val) Uma pedra é lançada ao ar verticalmente, a uma altura de 3,0 m. Cai no solo após 6,0 s o
lançamento. Com que rapidez embate no solo?

A. 13 m/s B. 15 m/s C. 17 m/s D. 30 m/s E. 45 m/s F. 60 m/s

A pedra descreve um MRUV, cujas expressões para a posição e velocidade (+y para cima) são, no
sistema SI,

Sabemos que para temos . Substituindo isto na expressão para temos que a
velocidade inicial é

Substituindo na expressão para a velocidade temos então que a pedra atinge o solo a

Entre parêntesis a expressão do resultado com dois algarismos significativos (alg.sig.). Usaremos
esta notação repetidamente.

2. (0,9 val) Dois fios retilíneos, longos e paralelos


conduzem ambos correntes de 2,5 A. As correntes
fluem em sentidos opostos e os fios distam 1,2 mm
entre si. Qual a magnitude do campo magnético a 4,0 B=?
mm dos fios? (C.f. figura)

1,2 mm 4,0 mm
A. 220 T B. 150 T C. 110 T
D. 72 T E. 36 T F. 29 T

Aqui há que ter atenção ao caráter vetorial do campo magnético. Aplicando a lei de Biot-Savart para
fios longos e a regra da mão direita vem

3
(Notar a relação entre versores .) O módulo do campo magnético é então, a dois alg.sig. e
passando a microtesla, .

3. (0,9 val) Um circuito RLC série está ligado à rede elétrica nacional (Ve = 220 V a 50 Hz) e é
percorrido por uma intensidade de corrente eficaz de 1,2 A. O condensador tem capacidade 45 F
e o indutor 0,70 H de indutância. Quanto vale a resistência?

A. 330  B. 280  C. 180  D. 130  E. 110  F. 50 

Para achar a resistência vamos precisar da impedância. Esta é . As


reatâncias são e
. A resistência é então

4. (1,0 val) Um automóvel viaja à rapidez constante de 120 km/h. A essa rapidez a força de
resistência do ar à passagem do automóvel é de aproximadamente 490 N. Que potência, em
cavalo-vapor, terá o motor de transmitir às rodas para manter a velocidade da viatura?
Dados: 1 CV = 736 W

A. 15 CV B. 22 CV C. 36 CV D. 49 CV E. 63 CV F. 80 CV

Para manter a velocidade o motor terá de passar às rodas uma força igual à força de resistência. A
potência desenvolvida por uma força sobre um corpo que se desloca a velocidade constante é dada
pela expressão . Como a força às rodas tem o mesmo sentido da velocidade o produto
interno torna-se, em módulo, . Substituindo valores e passando a m/s temos

Em cavalos-vapor isto é

Este valor é realista. Um automóvel só desenvolve a sua potência máxima (que normalmente é
bastante superior a 22 cv) quando o motor chega ao limite de rotações. A 120 km/h esse limite ainda
está longe.

4
5. (1,0 val) Durante a execução de um ensaio do
disco, o atleta age sobre ele com uma força cuja 180 N
componente perpendicular ao raio tem uma
magnitude média de 180 N. O disco tem 220 mm
de diâmetro e momento de inérica 0,012 kg.m2 e
o ensaio dura 1,2 s. Com que velocidade angular
sai o disco do ensaio? Nota: o disco começa o
ensaio do repouso.

A. 290 rad/s B. 320 rad/s C. 620 rad/s


D. 1600 rad/s E. 2000 rad/s F. 4000 rad/s

Os dados do enunciado permitem-nos calcular a aceleração angular (média) do disco durante o


ensaio. Esta é . A velocidade angular é então, das
expressões do movimento curvilíneo uniformemente variado (MCUV),

6. (1,5 val) Na montagem abaixo, quanto vale a energia eletrostática acumulada aos terminais do
condensador de 3,0 mF?
3,0 mF

2,0 mF 4,0 mF 24 V

2,0 mF

A. 320 mJ B. 250 mJ C. 190 mJ D. 96 mJ E. 18 mJ F. 12 mJ

Para saber a energia no condensador indicado podemos usar ou . Como veremos,


a última expressão é mais conveniente. Para a usar basta-nos saber a carga acumulada aos seus

5
terminais. Notemos agora que os dois condensadores mais à esquerda estão em paralelo; logo, a sua
capacidade equivalente é . O circuito é portanto equivalente um
circuito com três condensadores em série: um de 2,0 mF, outro de 3,0 mF e um de 6,0 mF. A
capacidade equivalente total é então de

A carga que flui da fonte para a associação é então de . Como


numa associação em série a carga aos terminais de cada condensador é constante, é esta a carga aos
terminais do condensador de 3,0 mF. Vem então

Nota: aos terminais da associação em paralelo temos também 24 mC, mas essa carga é distribuída
pelos dois condensadores (o de 4,0 mF fica com 16 mC e o de 2,0 mF com 8,0 mC).

7. (1,5 val) Numa central elétrica o gerador é composto por 400 espiras condutoras, cercando uma
área de 1,25 m2 e sob um campo magnético de 1,4 T. O gerador roda a 90 rpm. Qual o valor
máximo da f.e.m. nele induzida?

A. 4,1 kV B. 4,7 kV C. 6,6 kV D. 9,3 kV E. 14 kV F. 18 kV

Aqui há que usar a lei de Faraday, . O fluxo magnético é dado por e,


como há rotação constante, varia de acordo com , com
. Temos então

O valor máximo da f.e.m. acontece quando o seno é 1 e vem

6
PARTE II

Das 5 questões abaixo, responda apenas a 4.


Indique claramente as questões a que se propõe responder.

1. Um livro (A), de 500 g de massa, é feito deslizar sobre uma mesa de 80 cm de altura, indo embater
frontalmente à rapidez de 5,0 m/s noutro livro (B), de 350 g e inicialmente em repouso. O livro B
cai pela borda da mesa com velocidade de 4,2 m/s no sentido positivo dos xx (c.f. referencial da
figura), estatelando-se de seguida no chão. Considerando os livros como corpos pontuais e
desprezando atritos,

A (500 g) B (350 g)

a. (0,7 val) Calcule o vetor velocidade do livro A imediatamente depois de este embater no B.
b. (0,8 val) Indique se a colisão foi elástica ou inelástica, justificando.
c. (0,7 val) Determine a rapidez com que o bloco B chega ao solo.
d. (0,8 val) Se a queda do livro B for aparada por uma balança de mola com constante elástica
2100 N/m, qual seria aproximadamente o peso indicado pela balança no ponto de compressão
máxima? Se não conseguiu resolver a alínea anterior assuma que B chega ao solo a 10 m/s.

A velocidade do livro A após a colisão pode ser obtida por conservação de momento linear. Segundo
x temos

Em forma vetorial temos .


Para verificar se a colisão foi elástica ou não, há que comparar a energia cinética antes e depois da
colisão. Esta é

Como há perda de energia cinética, a colisão foi inelástica.


Considerando o livro B como pontual, durante a sua queda apenas o peso atua. A questão pode ser
resolvida tratando essa queda como um projétil ou usando considerações de energia. Aqui usamos as

7
considerações de energia, visto que leva a cálculos mais simples. O leitor pode confirmar estes
resultados fazendo os cálculos como projétil. Como o peso é uma força conservativa, a energia
mecânica do livro mantém-se constante. Redefinindo agora o estado inicial como o início da queda,
o estado final como a chegada ao solo e a origem do potencial gravítico ao nível do solo, temos

Note-se que a velocidade inicial, , é totalmente horizontal. Já a velocidade final, , tem


componentes nos dois eixos, x e y. Fazendo os cálculos como projétil, é fácil de ver que essa
velocidade final é , que corresponde a uma rapidez final de, a 2 alg.sig.,
. O resultado confere com o obtido por considerações de energia, como
esperado.
Finalmente, se a colisão fosse aparada por uma balança teríamos, novamente por conservação de
energia mecânica (a força elástica é conservativa) e designando por ‘1’ a chegada ao prato da balança
e por ‘2’ o ponto de compressão máxima,

Note-se que este resultado é apenas aproximado porque não se contabilizou o potencial gravitacional
associado ao abaixamento de 7,5 cm. O leitor pode confirmar que, dado que k é grande, essa
contribuição é pequena, o que justifica o seu desprezo. Ora um abaixamento de 7,5 cm implica uma
força elástica de magnitude

O livro B, de massa 350 g, ao embater na balança provocará então uma medição virtual de 16 kgf no
ponto de compressão máxima. Dizemos ‘virtual’ pois não corresponde ao peso real do livro.
Chamamos também a atenção para que este resultado assume que a balança recebe o livro
paralelamente ao prato (i.e. o prato da balança está oblíquo). Se o prato estivesse horizontal, só a
componente vertical da velocidade (3,96 m/s) importaria.

2. No circuito de corrente contínua abaixo o solenoide e a fonte de alimentação podem considerar-se


como ideais. O solenoide tem 10 espiras, enroladas ao longo de 3,0 mm de comprimento.

R = 4,0 cm 10 A

3,0 Ω
3,0 mm
ε
10 espiras
1,0 Ω
6,0 Ω
8
10 A
Calcule:
a. (0,8 val) A resistência equivalente do circuito.
b. (0,5 val) A força eletromotriz da fonte de alimentação.
c. (0,8 val) O módulo do campo magnético no interior do solenóide.
d. (0,9 val) O vetor campo magnético causado pela corrente que percorre o semicírculo, de 4,0 cm
de raio, do topo do circuito no centro do mesmo (ponto P).

Para achar a resistência equivalente basta notar que as resistências de 1 e 3 ohm estão em série entre
si, e em paralelo com a de 6 ohm. Aplicando as regras de associação temos simplesmente

Como o solenóide não tem resistência, a resistência total do circuito é de 2,4  e a f.e.m. é, da lei
de Ohm,

Quanto ao campo no interior do solenóide, ele é dado por

Finalmente, o campo no centro do semicírculo é simplesmente metade do campo no centro de um


círculo completo, i.e.

Pela regra da mão direita a direção deste campo magnético é e, na forma vetorial, o campo é então
.

3. Duas cargas pontuais, de +2,0 mC e –2,0 mC, estão fixas nos pontos respetivamente (0 cm, 0 cm)
e (8 cm, 0 cm) de um referencial xy. Calcule

y 3,0 mC

6 cm
8 cm
x
+2,0 mC –2,0 mC

a. (1,5 val) O vetor campo elétrico no ponto (8 cm, 6 cm).

9
b. (1,5 val) Uma carga de 3,0 mC é colocada no ponto (0 cm, 6 cm) e seguidamente transportada
até ao ponto (8 cm, 6 cm) – ver figura. Calcule o trabalho das forças elétricas nesse
deslocamento.

Na figura desenhámos quatro vetores. O verde-escuro representa o campo produzido em (8,6) pela
carga na origem (carga ‘1’) e o verde-claro o campo produzido pela carga em (8,0) (carga ‘2’). Os
vetores a azul são os versores unitários nas direções 1P (escuro) e 2P (claro). O leitor deve
analisar esta figura cuidadosamente e compará-la com a expressão para abaixo escrita, de
forma a entender bem o significado de todos os símbolos.
A distância entre (0,0) e (8,6) é, pelo teorema de Pitágoras, . O campo
elétrico em P=(8,6) cm será então dado pela soma vetorial destes dois vetores, i.e.

Para continuar temos de decompor os versores no referencial xy. Isto é fácil para , que é
simplesmente . Para basta aplicar trigonometria elementar, que nos diz que o ângulo que
o versor faz com a horizontal é tal que e . Temos então .
Juntando isto à expressão para temos finalmente

Para a alínea b. o trabalho é dado pelo 2º teorema de trabalho-energia:

O potencial nos pontos P = (8,6) cm e S = (0,6) cm devido às cargas pontuais 1 e 2 é

e o trabalho é

4. Na figura abaixo, uma força horizontal de 240 N atua sobre dois caixotes, A (20 kg) e B (15 kg),
juntos um ao outro. Entre os caixotes e o solo há atrito cinético de coeficientes 0,40 (A-solo) e
0,60 (B-solo). Considerando os caixotes como pontuais,

A B
(20 kg) (15 kg)

240 N

10
a. (1,0 val) Marque, em diagramas de corpo livre, as forças que atuam sobre ambos os caixotes e
identifique os pares ação-reação, se os existirem.
b. (2,0 val) Calcule a aceleração do sistema.

As forças estão marcadas na figura: a verde pesos, a azul normais, a preto a já conhecida (240 N), a
vermelho atritos e a castanho as forças que A exerce em B e que B exerce em A, sendo que estas
duas últimas formam um par ação-reação.
Como não há inclinações, as normais têm a mesma magnitude dos pesos. Aplicando a 2ª lei de
Newton temos, segundo x (basta esse eixo para obter a aceleração),

Somando a equação de cima à de baixo anula e vem, substituindo os dados do enunciado,

5. Observe o circuito abaixo.


a. (0,5 val) Calcule a potência dissipada na resistência de 15 Ω.
b. (2,5 val) Escreva um conjunto de equações que lhe permitam calcular as quantidades
desconhecidas, I1, I2 e ε. (Não efetue os cálculos – apresente só as equações.)

15 Ω
3A

I2 I1
10 Ω
24 V
4Ω 8Ω

12 Ω
10 V

11
A potência é muito simples de calcular: . Quanto às equações,
aplicando as leis de Kirchhoff no nodo a vermelho e malhas a azul, temos, no sistema SI,

Três equações, três incógnitas. O sistema é na verdade simples de resolver: basta substituir a equação
do nodo na da malha de baixo. O resto é trivial.

FIM

12
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

U.C. 21048
Física Geral

31 de julho de 2013

INSTRUÇÕES

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 5 páginas,
numeradas de 2 a 6 e terminando com a palavra FIM.
O estudante não necessita de indicar qualquer resposta neste enunciado, pelo que poderá ficar
na posse do mesmo finda a prova.
Este exame consta de duas partes:
1) A primeira é constituída por 7 questões de escolha múltipla (em que apenas uma das respostas é
correcta). As respostas a estas questões devem ser feitas na folha de prova. Indique nela, de
uma forma clara, a alínea que corresponde à resposta que considera correta. Respostas que não
sejam claras ou cuja interpretação seja ambígua serão consideradas nulas. Os valores numéricos
das várias alternativas são apresentados com 2 algarismos significativos.
2) A segunda é composta por 5 questões estruturadas de produção de resposta, das quais deve
resolver apenas 4. Indique claramente as questões que se propõe resolver, sendo que o professor
julgará como entender omissões a esse respeito. Nestas respostas os parâmetros valorizados são:
• O rigor científico do raciocínio usado, nomeadamente na identificação dos princípios físicos
em jogo e na colocação do problema em equação.
• O rigor dos cálculos efectuados, incluindo a expressão correcta dos resultados (os valores
numéricos com os algarismos significativos e unidades adequados) e a interpretação dos
resultados (se aplicável). Os resultados devem ser apresentados com 2 ou 3 algarismos
significativos.
Recomenda-se que:
• Leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de responder.
• Responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis.
• Reveja as resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos seus colegas.

Duração: 2h:30 min


FORMULÁRIO E VALORES DE CONSTANTES FÍSICAS

r r r r r r
ΔG = Gfinal − Ginicial ; A = Ax $I + Ay J$+ Az K
µ ; A ≡ A = Ax2 + Ay2 + Az2 ; A ⋅ B = AB cos θ ; A × B = AB sinθ nˆ
4
Círculo: A = π R2 ; P = 2π R Esfera: V = π R3 ; A = 4π R 2 Cilindro: V = π R 2 h ; A = 2π R 2 + 2π Rh
3
r r r r r
r Δr r dr distância r r Δv r dv d 2 r
v med = ; v= ; smed = ; s = v =v ; amed = ; a= = 2
Δt dt Δt Δt dt dt
⎧ r ⎧
r ⎪a = cte ⎪a = cte
⎧v = cte ⎧v = cte ⎪ r r r ⎪
⎨ r r r 1D: ⎨ ⎨v = v 0 + at 1D: ⎨v = v 0 + at
⎩r = r0 + vt ⎩ x = x0 + vt ⎪ r r r ⎪
1r 1
⎪r = r0 + v 0 t + at 2 ⎪ x = x0 + v 0 t + at 2
⎩ 2 ⎩ 2
⎧ d
⎪θ = R ; 1 rot = 2π rad ⎧
r r
⎧
⎪ ⎪d = θ R ⎧τr = r × F ⎪α = cte
⎪ dθ Δθ ⎪ ⎧ω = cte ⎪ r ⎪
⎨ω = ; ωmed = ; ⎨v = ω R ; ⎨ ; ⎨ Στ ; ⎨ω = ω0 + α t
⎪ dt Δt ⎪ 2 ⎩θ = θ0 + ω t ⎪α = ⎪
v ⎩ I 1
⎪ dω Δω ⎪at = α R ; ar = ⎪θ = θ0 + ω0 t + α t 2
⎪α = dt ; α med = Δt ⎩ R ⎩ 2
⎩
r r v2
ΣF = ma ; Fg = mg ; g = 9,8 m/s2 ; fs ≤ µe FN ; fk = µc FN ; Fcentrip = m
R
r r 1 xf dE p 1 2
W = F ⋅ Δr ; Ec = mv 2 ; E p = − ∫ FC ( x )dx ; FC = − ; E pg = mgh ; Felast ,x = −kx ; E p,elast = kx
2 xi dx 2
ΔE r r
Em = Ec + E p ; Wtot = ΔEc ; WC = −ΔE p ; WNC = ΔEm ; Pmed = ; P = F ⋅v
Δt
r r r r r r
p = mv ; I = Fext Δt ; I = Δp
Mm M M
FG = G ; VG = −G ; E pG = mVG ; G = 6,67 × 10 −11 N.m2 .kg-2 ; ag ≡ g = G
r2 r r2
1
ε 0 = 8,85 × 10 −12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9,0 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
r qq r q r r q ΔV
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; Ve = ke ∑ i ; E pe = qVe ; E=−
r i ri i ri Δs
A 1 1 1 1
q = CV ; C = ε0 ; E pe.cond = CV 2 ; = + +L ; Ceq. par = C1 + C2 + L
d 2 Ceq.serie C1 C2
L ε 1 1 1
V = RI ; R = ρ ; I= ; P = IV ; PJoule = RI 2 ; Req.s = R1 + R2 + L ; = + +L
A R+r Req. p R1 R2

⎪⎧resistência : V = ±IR se corrente e circulação resp. Ä / ⇒


ΣIentrada = ΣIsaida ; ∑V =0 → ⎨
malha ⎪⎩f.e.m. : V = ±ε se circulação resp. do pólo ( − → + ) / ( + → − )
r r r r r r mv r r r r
FB = qv × B ; FB = I L × B ; R= ; τ = NIA × B ; A = Anˆ
qB
r µ I ds × rˆ µ I µ I µ0 LI1 I2
dB = 0 2
; µ0 = 4π × 10 −7 N.A -2 ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; Bsolen = µ0 nI ; F=
4π r 2π d 2 R 2π d
ΔΦ B d ΦB r r
ε med = −N ; ε = −N ; Φ B = ∫ B ⋅ dA ; Φ B = BA cos θ
Δt dt A

1 X L − XC R
X L = ωL ; XC = ; Z = R 2 + ( X L − X C )2 ; tgφ = ; cos φ =
ωC R Z
Imax ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z 2
PARTE I

1. (1,2 val) Uma peça de artilharia dispara os seus projéteis à rapidez de 870 m/s. Se desprezarmos a
resistência do ar e assumindo um tiro a 45º, qual será a altitude máxima atingida pelos projéteis?

A. 39 km B. 30 km C. 19 km D. 10 km E. 3,0 km F. 1,5 km

2. (0,8 val) Na figura abaixo uma corrente de intensidade I = 10 A percorre um fio retilíneo que a
dada altura enrola sobre si mesmo, descrevendo 4 espiras de 2,0 cm de diâmetro e seguindo
novamente de forma retilínea. Qual o módulo do campo magnético no centro das espiras?

N=4

I I

A. 1,5 mT B. 2,5 mT C. 2,7 mT D. 4,6 mT E. 7,8 mT F. 8,1 mT

3. (1,0 val) Um condensador de placas paralelas sem dielétrico foi colocado sob uma diferença de
potencial de 50 V, tendo ficado carregado com 3,0 nC de carga. Sabendo que as placas estão
separadas de 0,20 mm, determine a área das mesmas.

A. 1,3 cm2 B. 2,3 cm2 C. 14 cm2 D. 38 cm2 E. 45 cm2 F. 66 cm2

4. (1,5 val) O tambor de uma máquina de lavar roupa desacelera uniformemente de 600 rpm
(rotações por minuto) até parar 10 s depois. Quantas rotações executa até parar? Dica: utilize
como unidades de ângulo e tempo respetivamente a rotação e o segundo.

A. 500 rot B. 200 rot C. 100 rot D. 60 rot E. 50 rot F. 25 rot

3
5. (1,0 val) O motor de um automóvel desenvolve um binário (torque) de 200 N.m. Esse binário é
aplicado às rodas através da transmissão. O momento de inércia do conjunto transmissão-rodas é
de 2,7 kg.m2 e o raio das rodas é de 25 cm. Se o conjunto transmissão-rodas for deixado girar
livremente, qual será a aceleração linear da ponta das rodas? (Nota: na prática a aceleração é
substancialmente menor porque há atrito entre as rodas e o asfalto. Além disso, o motor de
combustão não debita um binário constante.)

A. 120 m/s2 B. 74 m/s2 C. 60 m/s2 D. 37 m/s2 E. 27 m/s2 F. 19 m/s2

6. (1,0 val) Uma linha de alta tensão transmite uma potência de 1,0 MW à tensão de 400 kV. A
distância entre postes é de 75 m. A linha tem um formato aproximadamente retilíneo e faz um
ângulo de 70º com o campo magnético terrestre, cuja magnitude é de 45 µT. Qual a força que este
campo exerce sobre a linha, entre dois postes?

A. 1,0 mN B. 1,3 mN C. 2,9 mN D. 5,4 mN E. 6,5 mN F. 7,9 mN

7. (1,5 val) Uma bobina com 200 espiras e 15 cm de raio está colocada perpendicularmente a um
campo magnético de magnitude 0,25 T. Qual a f.e.m. média induzida na bobina se o campo
magnético triplicar num intervalo de tempo de 0,30 s?

A. 24 V B. 17 V C. 12 V D. 6,0 V E. 3,2 V F. 1,7 V

4
PARTE II

Das 5 questões abaixo, responda apenas a 4.


Indique claramente as questões a que se propõe responder.

1. Na figura abaixo o bloco tem 3,0 kg de massa e está em repouso sobre o plano inclinado, ligado à
mola, a qual está distendida de um elongamento de 2,4 cm no sentido descendente. Entre o plano
e bloco há atrito, de coeficientes 0,15 (estático) e 0,10 (cinético). O atrito estático está no seu
valor máximo e aponta no sentido ascendente do plano. Considerando o bloco como um corpo
pontual,

1,6 m

) 20º

a. (2,0 val) Calcule a constante elástica da mola.


Considere agora que o bloco se solta da mola.
b. (1,0 val) O trabalho da força de atrito no trajeto do bloco até ao solo.

2. Três blocos encontram-se sobre um plano horizontal sem atrito. O bloco A desliza sobre o plano a
uma rapidez de 3,6 m/s quando embate no bloco B, de tal forma que os dois passam a seguir
juntos. O conjunto AB embate de seguida no bloco C, seguindo os três blocos juntos. Calcule:
a. (2,0 val) A rapidez final do conjunto ABC.
b. (1,0 val) A energia disspada nas três colisões. O que aconteceu a essa energia?

3,6 m/s

A (10 kg) B (20 kg) C (30 kg)

5
3. Uma pessoa deseja carregar as baterias de uma viatura elétrica na sua garagem. Da caixa de
derivação à entrada do edifício até à tomada e distam 15 m e o disjuntor ligado à garagem permite
uma corrente máxima de 10 A. Quer-se evitar que as perdas por dissipação resistiva, de desde a
entrada do edifício até à tomada, sejam mais do que 2% da potência a retirar da rede. A rede
elétrica oferece uma d.d.p. de 220 V e toda a instalação elétrica é de fio de cobre (ρ = 1,7 × 10-8
Ω.m) com secção de 1,5 mm2. Tratando o problema como sendo de corrente contínua,
a. (0,5 val) Calcule a potência máxima que o disjuntor permite retirar da rede.
b. (2,5 val) Verifique se o fio de 1,5 mm2 é suficiente para garantir menos de 2% de perdas por
dissipação ou se terá de ser substituído. Dica: calcule primeiro a resistência dos 15 m de fios.

4. Considere o circuito RLC abaixo. Nele, a tensão indicada é uma tensão efetiva.

25 µF 45 µF

70 V
40 Hz ~ 300 Ω 0,76 H

600 Ω Ie = ?

200 Ω
Calcule:
a. (0,8 val) A resistência e capacidade equivalentes das associações de condensadores e
resistências do circuito.
b. (1,2 val) A corrente eficaz que sai do gerador, Ie.
c. (0,5 val) O ângulo de fase entre a corrente e a tensão.
d. (0,5 val) A potência média debitada pelo gerador.

5. (3,0 val) A montagem da figura ao lado está em


repouso, sendo que as esferas estão carregadas
com uma carga desconhecida, Q. A massa das
esferas é de 2,0 kg. Calcule Q.
30º 30º

Q Q
FIM 20 cm

6
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

U.C. 21048
Física Geral - RESOLUÇÃO
31 de julho de 2013

I#STRUÇÕES

Leia com atenção o que se segue antes de iniciar a sua prova:

Verifique se o enunciado desta prova possui, para além desta folha de rosto, mais 5 páginas,
numeradas de 2 a 6 e terminando com a palavra FIM.
O estudante não necessita de indicar qualquer resposta neste enunciado, pelo que poderá ficar
na posse do mesmo finda a prova.
Este exame consta de duas partes:
1) A primeira é constituída por 7 questões de escolha múltipla (em que apenas uma das respostas é
correcta). As respostas a estas questões devem ser feitas na folha de prova. Indique nela, de
uma forma clara, a alínea que corresponde à resposta que considera correta. Respostas que não
sejam claras ou cuja interpretação seja ambígua serão consideradas nulas.Os valores numéricos
das várias alternativas são apresentados com 2 algarismos significativos.
2) A segunda é composta por 5 questões estruturadas de produção de resposta, das quais deve
resolver apenas 4. Indique claramente as questões que se propõe resolver, sendo que o professor
julgará como entender omissões a esse respeito.Nestas respostas os parâmetros valorizados são:
• O rigor científico do raciocínio usado, nomeadamente na identificação dos princípios físicos
em jogo e na colocação do problema em equação.
• O rigor dos cálculos efectuados, incluindo a expressão correcta dos resultados (os valores
numéricos com os algarismos significativos e unidades adequados) e a interpretação dos
resultados (se aplicável).Os resultados devem ser apresentados com 2 ou 3 algarismos
significativos.
Recomenda-se que:
• Leia com muita atenção as questões e seleccione bem os dados e incógnitas antes de responder.
• Responda primeiro às questões que julgar mais acessíveis, e só depois às questões que
considerar mais difíceis.
• Revejaas resoluções cuidadosamente antes de entregar a prova.
Pode utilizar a sua máquina de calcular mas não pode emprestá-la a qualquer dos seus colegas.

Duração: 2h:30 min


FORMULÁRIO E VALORES DE CO#STA#TES FÍSICAS
     
∆G = Gfinal − Ginicial ; A = Ax ɵI + Ay Jɵ + Az K
 ; A ≡ A = Ax2 + Ay2 + Az2 ; A ⋅ B = AB cosθ ; A × B = AB sinθ nˆ
4
Círculo: A = π R2 ; P = 2π R Esfera: V = π R3 ; A = 4π R 2 Cilindro: V = π R 2 h ; A = 2π R 2 + 2π Rh
3
    
 ∆r  dr distância   ∆v  dv d 2 r
v med = ; v= ; smed = ; s = v = v ; amed = ; a= = 2
∆t dt ∆t ∆t dt dt
 
 a = cte a = cte
v = cte v = cte    
    1D:  v = v 0 + at 1D: v = v 0 + at
r = r0 + vt  x = x0 + vt    
1 1
r = r0 + v 0 t + at 2  x = x0 + v 0 t + at 2
 2  2
 d
θ = R ; 1 rot = 2π rad 
  

 d = θ R τ = r × F α = cte
 dθ ∆θ  ω = cte   
ω = ; ωmed = ; v = ωR ;  ;  Στ ; ω = ω0 + α t
 dt ∆t  2 θ = θ0 + ωt α = 
v  1
 dω ∆ω at = α R ; ar = I θ = θ0 + ω0 t + α t 2
α = dt ; α med = ∆t  R  2

  v2
ΣF = ma ; Fg = mg ; g = 9,8 m/s2 ; fs ≤ µe FN ; fk = µc FN ; Fcentrip = m
R
  1 xf dE p 1 2
W = F ⋅ ∆r ; Ec = mv 2 ; E p = − ∫ FC ( x )dx ; FC = − ; E pg = mgh ; Felast ,x = −kx ; E p,elast = kx
2 xi dx 2
∆E  
Em = Ec + E p ; Wtot = ∆Ec ; WC = −∆E p ; WNC = ∆Em ; Pmed = ; P = F ⋅v
∆t
     
p = mv ; I = Fext ∆t ; I = ∆p
Mm M M
FG = G ; VG = −G ; E pG = mVG ; G = 6,67 × 10 −11 N.m2 .kg-2 ; ag ≡ g = G
r2 r r2
1
ε 0 = 8,85 × 10−12 C2 .N-1.m-2 ; ke = = 9,0 × 109 N.m2 .C-2
4πε 0
 qq  q   q ∆V
Fe = ke 1 2 2 rˆ ; E = ke ∑ 2i rˆi ; Fe = qE ; Ve = ke ∑ i ; E pe = qVe ; E=−
r i ri i ri ∆s
A 1 1 1 1
q = C ( ∆V ) ; C = ε 0 ; E pe.cond = C( ∆V )2 ; = + + ⋯ ; Ceq.par = C1 + C2 + ⋯
d 2 Ceq.serie C1 C2
l ε 1 1 1
∆V = RI ; R = ρ ; I= ; P = I ( ∆V ) ; PJoule = RI 2 ; Req.s = R1 + R2 + ⋯ ; = + +⋯
A R+r Req. p R1 R2

resistência : ∆V = ±IR se corrente e circulação resp.  / ⇒


ΣIentrada = ΣIsaida ; ∑ ∆V = 0
malha
→ 
 f.e.m. : ∆V = ±ε se circulação resp. do pólo ( − → + ) / ( + → − )
      mv    
FB = qv × B ; FB = I L × B ; R= ; τ = NIA × B ; A = Anˆ
qB
 µ I ds × rˆ µ I µ I F µ0 I1 I2
dB = 0 ; µ0 = 4π × 10−7 N.A -2 ; Bfio = 0 ; Bcirc = 0 ; Bsolen = µ0 nI ; =
4π r 2
2π d 2 R l 2π d
∆ΦB d ΦB  
ε med = −N ; ε = −N ; Φ B = ∫ B ⋅ dA ; Φ B = BA cosθ
∆t dt A

1 X L − XC R
X L = ωL ; XC = ; Z = R 2 + ( X L − XC )2 ; tgφ = ; cos φ =
ωC R Z
Imax ε R
Ie = ; Ve = ; Ve = ZIe ; Pmed = IeVe
2 2 Z

2
PARTE I

1. (1,2 val) Uma peça de artilharia dispara os seus projéteis à rapidez de 870 m/s. Se desprezarmos a
resistência do ar e assumindo um tiro a 45º, qual será a altitude máxima atingida pelos projéteis?

A. 39 km B. 30 km C. 19 km D. 10 km E. 3,0 km F. 1,5 km

 =  − 
No eixo vertical a trajetória do projétil é descrita por (sentido positivo para cima)

 1 
=  +   − 
2
A altura máxima acontece quando  = 0  . Substituindo  =  sen45  = 615,2  na
 

m m m
expressão da velocidade vem

0 = 615,2 − 9,8   ⇔  = 62,78 s


s s s
Ora nesta altura o projétil encontra-se a uma altura de (assumindo  = 0 m)
m m
#$% = 0 m + 615,2  62,78 s − 4,9  62,78 s = 19310 m 19 km
s s
(Entre parêntesis o resultado com dois algarismos significativos.) Note-se que não precisámos da
componente x da trajetória.

2. (0,8 val)Na figura abaixo uma corrente de intensidade I = 10 A percorre um fio retilíneo que a
dada altura enrola sobre si mesmo, descrevendo 4 espiras de 2,0 cm de diâmetro e seguindo
novamente de forma retilínea.Qual o módulo do campo magnético no centro das espiras?

=4

I I

A. 1,5 mT B. 2,5 mT C. 2,7 mT D. 4,6 mT E. 7,8 mT F. 8,1mT

Há duas contribuições para o campo magnético no centro: uma do fio longo e outra das quatro
espiras. É fácil de ver que ambas apontam na mesma direção (neste caso para fora do plano da folha),
bastando portanto somar os seus módulos para obter o campo total no centro. Temos então, da lei de
Biot-Savart,

3
/ 1 / 1
( = ()*+ + 4 ⋅ (-*.- = +4
20 2 23
Como 2 = 3 = 1,0 cm vem, no sistema SI,
T. m 10 A 10 A
( = 540 × 1078 <5 +4 < = 2,713 × 107= T 2,7 mT
A 200,010 m 20,010 m

3. (1,0 val) Um condensador de placas paralelas sem dielétrico foi colocado sob uma diferença de
potencial de 50 V, tendo ficado carregado com 3,0 nC de carga. Sabendo que as placas estão
separadas de 0,20 mm, determine a área das mesmas.

A. 1,3cm2 B. 2,3 cm2 C. 14 cm2 D. 38 cm2 E. 45 cm2 F. 66cm2

Para determinar a área temos primeiro de saber a capacidade do condensador. Esta é, de > = ?ΔA,
> 3,0 × 107B C
?= = = 6,0 × 107EE F
ΔA 50 V
Para um condensador de placas paralelas sem dielétrico a capacidade é dada por ? = G e temos
H
I

J ?2 6,0 × 10 F0,00020 m
7EE
? = G →J= = = 1,356 × 107= m 14 cm 
2 G 8,85 × 107E
L M

N.M

Note que 1 cm = 0,01 m = 107O m .

4. (1,5 val) O tambor de uma máquina de lavar roupa desacelera uniformemente de 600 rpm
(rotações por minuto) até parar 10 s depois. Quantas rotações executa até parar? Dica: utilize
como unidades de ângulo e tempo respetivamente a rotação e o segundo.

A. 500 rot B. 200 rot C. 100 rot D. 60 rot E. 50 rot F. 25 rot

são P  = 10 rot/s. A aceleração angular pode ser calculada da definição:


P QRS
Trata-se de um problema de MCUV. Primeiro há que passar tudo às mesmas unidades. Ora 600 rpm

ΔY Y) − Y* 0  − 10 
QRS QRS

X= = = = −1 rot/s
Δ Δ 10 s
Durante este tempo o tambor executa, assumindo Z = 0 rad,
1 rot rot
Z = Z + Y  + X → Z = 0 + 510 < 10 s − 50,5 < 10 s = 50 rot
2 s s

4
5. (1,0 val) O motor de um automóvel desenvolve um binário (torque) de 200 N.m. Esse binário é
aplicado às rodas através da transmissão. O momento de inércia do conjunto transmissão-rodas é
de 2,7 kg.m2 e o raio das rodas é de 25 cm. Se o conjunto transmissão-rodas for deixado girar
livremente, qual será a aceleração linear da ponta das rodas? (Nota: na prática a aceleração é
substancialmente menor porque há atrito entre as rodas e o asfalto. Além disso, o motor de
combustão não debita um binário constante.)

A. 120m/s2 B. 74m/s2 C. 60m/s2 D. 37m/s2 E. 27m/s2 F. 19m/s2

Σ^ 200 N. m
O binário e momento de inércia produzem uma aceleração angular

X= = = 74,07 rad/s
1 2,7 kg. m

m m
Esta aceleração angular corresponde a uma aceleração linear de

a = X3 = 74,07 s 7 0,25 m = 18,52 19 


s s
Curiosidade: isto implicaria um ‘tempo dos 0 aos 100 km/h’ de  = = 1,46 s!! Na
E/=,P  /
EB /M
realidade, e como é dito no enunciado, a transmissão não gira livremente devido ao atrito roda-
pavimento. Na verdade, é este atrito que faz o carro andar... sem ele o carro patinaria! ☺

6. (1,0 val) Uma linha de alta tensão transmite uma potência de 1,0 MW à tensão de 400 kV. A
distância entre postes é de 75 m. A linha tem um formato aproximadamente retilíneo e faz um
ângulo de 70º com o campo magnético terrestre, cuja magnitude é de 45 µT. Qual a força que este
campo exerce sobre a linha, entre dois postes?

A. 1,0 mN B. 1,3 mN C. 2,9 mN D. 5,4 mN E. 6,5 mN F. 7,9 mN

A força que um campo magnético exerce sobre uma corrente é dado por bc = 1d ec × (
ec , que em módulo
é b = 1d( sin Z. Para calcular esta força precisamos da corrente. Esta é dada por
1,0 × 10P W
g = 1A → 1 = = 2,5 A
400 × 10= V

b = 2,5 A75 m45 × 107P T sen70  = 7,929 × 10= N 7,9 mN


A força magnética é então

5
7. (1,5 val) Uma bobina com 200 espiras e 15 cm de raio está colocada perpendicularmente a um
campo magnético de magnitude 0,25 T. Qual a f.e.m. média induzida na bobina se o campo
magnético triplicar num intervalo de tempo de 0,30 s?

A. 24 V B. 17 V C. 12 V D. 6,0 V E. 3,2 V F. 1,7 V

A f.e.m. média pode ser calculada da lei de Faraday, ℇ = − jml. Para calcular o valor basta notar que
jk

‘campo perpendicular’ corresponde a Z = 90º na expressão op = (J cos Z (logo op = (J) e

o) − o* () J − (* J 3 ⋅ 0,25 T − 0,25 T ⋅ 00,15 m


substituir os dados do enunciado:

ℇ = −q = −q = −400
Δ 0,30 s 0,30 s
= −23,56 V 24 V
O sinal menos quer apenas dizer que a f.e.m. é tal que a corrente induzida tende a contrariar o
aumento de fluxo (lei de Lenz); não tem nenhum outro significado especial.

6
PARTE II

Das 5 questões abaixo, responda apenas a 4.


Indique claramente as questões a que se propõe responder.
responder

1. Na figura abaixo o bloco tem 3,0 kg de massa e está em repouso sobre o plano inclinado, ligado à
mola, a qual está distendida de um elongamento de 2,4 cm no sentido descendente.
descendente Entre o plano
e bloco há atrito, de coeficientes 0,15 (estático) e 0,10 (cinético). O atrito estático está no seu
valor máximo e aponta no sentido ascendente do plano. Considerando o bloco como um corpo
pontual,

1,6 m

) 20º

a. (2,0 val) Calcule a constante elástica da mola.


Considere agora que o bloco se solta da mola.
b. (1,0 val) O trabalho da força de atrito no trajeto do bloco até ao solo.

No desenho estão marcadas as forças na situação da alínea a. A azul a normal, a vermelho o atrito
(estático),, a verde o peso e a castanho a força elástica. Seja +
+x a direção do plano, sentido para cima

(rs t /s bu → rs#$% = /s bu ),
(c.f. figura). A 1ªª lei de Newton dá
dá-nos,
nos, notando que a força de atrito estático está no limite máximo

w: byz$sm,% + b{% + rs = 0 +|w − } sen20  + /s bu = 0


v ⇔v
: bu + b{ = 0 bu − } cos20  = 0
|w = 10,06
06 N − 0,1527,63 N 5,916 N N N
⇔v ⇔ ~| = 0,024 m = 246,5246 5250 <
bu = 27,63 N m m
−−−
Nota 1:k é uma grandeza sempre positiva. Se tivéssemos obtido |  0 isso quereria dizer que alguma
das assunções do problema ma estaria errada .ex. a força de atrito não estaria saturada, i.e. rs  /s bu
errada.P.ex.
ou haveria um erro nos cálculos.
Nota 2: do desenho vemos que a projeção da força elástica segundo o eixo dos xx do referencial

O trabalho da força de atrito pode ser calculado usando a definição, € = bc . āc. Durante o
escolhido é positiva. Daí termos escrito ‘+
‘+kx’.
’. (Na verdade, a questão é um pouco mais subtil...)
subtil

deslizamento o atrito em jogo é o cinético e vem

7
€)‚ = rcƒ . āc = rƒ ā cosrƒ , ā
1,6 m
= /ƒ bu cos180  = 0,10 „} cos20 …4,678 m−1
sen20 
= −12,92 J −13 J

2. Três blocos encontram-se sobre um plano horizontal sem atrito. O bloco A desliza sobre o plano a
uma rapidez de 3,6 m/s quando embate no bloco B, de tal forma que os dois passam a seguir
juntos. O conjunto AB embate de seguida no bloco C, seguindo os três blocos juntos. Calcule:
a. (2,0 val) A rapidez final do conjunto ABC.
b. (1,0 val) A energia disspada nas três colisões. O que aconteceu a essa energia?

3,6 m/s

A (10 kg) B (20 kg) C (30 kg)

Nas colisões o momento linear conserva-se. Temos então:

Colisão A-B: ‡* = ‡) → 10 kg 3,6   = }H + }p Hp ⇔ Hp = 1,2


 


Colisão AB-C: ‡* = ‡) → 30 kg 1,2   = }H + }p + }ˆ Hpˆ ⇔ Hpˆ = 0,60


 


A energia dissipada é a diferença entre a energia mecânica antes do 1º embate a energia mecânica
após o 2º embate. Como neste caso a energia potencial é irrelevante, a energia mecânica reduz-se à

1 m 1 m
cinética e vem

‰#* = }H 3,6  = 64,8 J ; ‰#) = }H + }p + }ˆ  0,60  = 10,8 J


2 s 2 s
Uma perda de –54 J, que corresponde à transformação de 54 J de energia cinética em energia
calorífica, i.e. aquecimento dos blocos.

8
3. Uma pessoa deseja carregar as baterias de uma viatura elétrica na sua garagem. Da caixa de
derivação à entrada do edifício até à tomada e distam 15 m e o disjuntor ligado à garagem permite
uma corrente máxima de 10 A. Quer-se evitar que as perdas por dissipação resistiva, de desde a
entrada do edifício até à tomada, sejam mais do que 2% da potência a retirar da rede. A rede
elétrica oferece uma d.d.p. de 220 V e toda a instalação elétrica é de fio de cobre (ρ = 1,7 × 10-8
Ω.m) com secção de 1,5 mm2. Tratando o problema como sendo de corrente contínua,
a. (0,5 val) Calcule a potência máxima que o disjuntor permite retirar da rede.
b. (2,5 val) Verifique se o fio de 1,5 mm2 é suficiente para garantir menos de 2% de perdas por
dissipação ou se terá de ser substituído.Dica: calcule primeiro a resistência dos 15 m de fios.

Para uma d.d.p. de 220 V e corrente máxima de 10 A a potência máxima permitida pelo disjuntor é

g = 1A = 10 A220 V = 2200 W


então de

entrada do edifício à tomada é de1 mm = 107P m 


No que respeita à instalação, 2% de 2200 W são 44 W. A resistência dos fios que levam da

d 15m
3=‹ = 1,7 × 107Œ Ω. m = 0,17 Ω
J 1,5 × 107P m

gŽ = 31 = 0,17Ω10 A = 17W  44 W
Ora, mesmo quando a corrente é máxima (10 A), a dissipação é de apenas

logo, a instalação cumpre perfeitamente e não necessita de ser substituída.

4. Considere o circuito RLC abaixo. Nele, a tensão indicada é uma tensão efetiva.

25 µF 45 µF

70 V
40 Hz ~ 300 Ω 0,76 H

600 Ω Ie= ?

200 Ω
Calcule:
a. (0,8 val) A resistência e capacidade equivalentes das associações de condensadores e
resistências do circuito.
b. (1,2 val) A corrente eficaz que sai do gerador, Ie.
c. (0,5 val) O ângulo de fase entre a corrente e a tensão.

9
d. (0,5 val) A potência média debitada pelo gerador.

As três resistências estão em paralelo, pelo que o equivalente é


1 1 1 7E
3y = 5 + + < Ω = 100 Ω
200 300 600
A capacidade equivalente em série segue a mesma regra de associação que as resistências em
paralelo:
1 1 7E
?y = 5 + < μF = 16,07 μF 16 μF
25 45

‘’ = Yd = 20rd = 2040 Hz0,76 = 191,0 Ω e ‘ˆ = •ˆ = ˜O ™šEP,8×E›œ  = 247,6 Ω


E E
Para calcular a corrente eficaz precisamos das reatâncias e da impedância. As primeiras são

–—

+ ‘ − ‘  =  100 Ω + 191,0 Ω − 247,6 Ω = 114,9 Ω


ž = Ÿ3y ’ ˆ

Temos então 1y = = = 0,6092 A 0,61 A.


¡– 8 £
¢ EEO,B Ω

Finalmente, o ângulo de fase é simplesmente o = arctg   = −29,51 −30  e a potência


¤¥ 7¤¦
§
transmitida g = 1y Ay ¢ = 37,16W 37 W.
§

5. (3,0 val) A montagem da figura ao lado está em


repouso, sendo que as esferas estão carregadas
com uma carga desconhecida, Q. A massa das
esferas é de 2,0 kg. Calcule Q.
30º 30º
Na figura marcámos as forças sobre a esfera da esquerda.
Peso a verde, tensão a vermelho e força eletrostática a
Q
Q
a 1ª lei de Newton e a lei de Coulomb vem (tg 30 = )
E
azul. Decompondo num referencial xy usual e aplicando
√=

>
20 cm

> | = b© sen30 
w: − by + b©% = 0  −|y + b© sen30  = 0 
 y
 
v : − b + b = 0 ⇔ ª ⇔«

 }

−} + b© cos30 = 0 b© =
{ ©
cos30 
> }   } tg30 
| =
⇔  y  cos30  sen30 ⇔ ª> = ¬ ⇔>
|y
−−− −−−
2,0 kg 9,8 M  0,20 m ⋅
 E

= ¬  √=
= 7,092 × 107P C 7,1 μC
9,0 × 10B N. m /C
FIM

10
UNIVERSIDADE ABERTA

FÍSICA GERAL
Código 21048

CADERNO

DE

TESTES FORMATIVOS
O conteúdo deste caderno

Este caderno contém dois testes formativos destinados aos alunos da disciplina de Física Geral da
Universidade Aberta.

Cada um destes testes tem uma estrutura semelhante à dos testes sumativos a que os alunos serão
submetidos, embora a proporção relativa de questões objectivas e de resposta livre possa ser
ligeiramente diferente.

O 1º teste diz respeito aos seguintes temas do programa da disciplina:

• Espaço e tempo. Grandezas e sua medição.


• Forças e movimentos. As leis newtonianas da Mecânica e suas aplicações (com o formalismo
newtoniano).
• As vibrações e as ondas

O 2º teste diz respeito aos seguintes temas do programa da disciplina:

• Energia e sua transferência entre sistemas. Termodinâmica.


• Partículas e Campos. Campos electromagnéticos.

Qual é o objectivo deste caderno?

Pretende-se, com este caderno, que cada estudante avalie o modo como apreendeu os conteúdos do
programa. É importante que o estudante aprenda significativamente tal conteúdo, o que se traduzirá
pelo facto de ser capaz de responder a questões algo diferentes daquelas a que já respondeu
(transferência da aprendizagem para situações novas).
Cada um dos testes só deverá ser resolvido após o estudo dos temas a que o teste diz respeito e
nunca antes.
A resolução deverá então ser confrontada com a que consta do caderno de respostas, as diferenças
analisadas, e deverá ser repetido o estudo dos assuntos cujas respostas estão erradas.
Se a tentativa de responder e, a seguir, compreender a resolução, fracassarem, não há que hesitar em
recorrer ao professor responsável da disciplina que está totalmente disponível para prestar a ajuda
necessária.
Convém ter sempre presente esta afirmação: sem esforço pessoal e persistência não pode ocorrer
aprendizagem significativa.
Física Geral

1º Teste de Avaliação Formativa

INSTRUÇÕES

1º - O teste consta de duas partes: a primeira tem questões de escolha múltipla e a segunda contém
questões de resposta livre.

2º - A estrutura deste teste é semelhante à do teste de avaliação sumativa final, embora o número de
questões e a proporção relativa de questões objectivas e de resposta livre possa ser ligeiramente
diferente.

3º - Nas questões de escolha múltipla deverá assinalar com uma cruz a opção correcta. Há um
espaço em branco a seguir a cada questão da segunda parte do teste destinado à respectiva resposta.

4º - Deverá sempre indicar nas questões de resposta livre todos os cálculos que o conduziram à
resposta.

5º - São fornecidos os seguintes dados que poderão ser necessários:

• Aceleração da gravidade: g = 9,80 ms-2


• Raio da órbita terrestre: R = 1,50 × 1011 m
• Momento de inércia de uma esfera: I = 2/5 M R2
• Momento de inércia de uma barra homogénea em relação a um extremidade: I = 1/3 m l2 (l =
comprimento da barra)
1
• Momento de inércia de um cilindro: Icil = MR 2
2

Tenha em linha de conta que os parâmetros valorizados nas respostas livres que saírem no exame são:
- o rigor científico do raciocínio usado;
- o rigor dos cálculos efectuados;
- a expressão correcta dos resultados (os valores numéricos apenas com os algarismos
significativos e com as unidades adequadas).
PARTE I

1. O parsec (pc) é uma unidade de medidas astronómicas que corresponde à distância à Terra de um
ponto no espaço cujo ângulo de paralaxe é 1 segundo de grau. Qual é o valor do parsec em
quilómetros?
A. 3 × 1013 km
B. 3 × 1014 km
C. 3 × 1015 km
D. 3 × 1016 km

2. Qual é a definição mais actual de metro?


A. É o comprimento igual a 1 650 763,73 vezes o comprimento de onda, no vazio, da
radiação laranja do gás crípton 86.
B. É a distância a 0 ºC entre dois traços numa barra de platina iridiada que existe no Museu
Internacional de Pesos e Medidas.
C. É o comprimento da trajectória percorrida pela luz no vácuo durante o intervalo de
tempo de 1/299 792 458 do segundo.
D. É a décima milionésima parte do comprimento calculado para equivaler a um quarto do
meridiano terrestre.

3. Um dos processos clássicos de determinar distâncias astronómicas é a triangulação. Conhecendo


a distância a entre os locais B e C e as medidas dos ângulos, B e C, qual das seguintes expressões
permite calcular a distância d’?

a
A. d ' = A
cos B + cotg C × cos C
a
B. d ' =
sin C × cotg B + cos C
a
C. d ' = d d’
cos C + cotg B × cos B
a
D. d ' =
sin B × cotg C + cos B
C a B

4. Qual das seguintes expressões relaciona a constante de decaimento de um elemento radioactivo,


λ, com o seu período de semi-transformação T?

A. λ = T × ln 2
B. λ = 2 × ln T
C. λ = T / ln 2
D. λ = ln 2 / T
5. Com que velocidade deve ser lançada uma pedra verticalmente de baixo para cima para que, na
ausência de resistência do ar, ela atinja a altura h num local onde a aceleração da gravidade é g?

A. v = gh
B. v = 2gh
C. v = gh
D. v = 2gh

6. Sendo ω a frequência angular de uma sequência de ondas, k o número de ondas e v a velocidade


de propagação das ondas, alguma das seguintes expressões é correcta?

A. A expressão ω = k × v
B. A expressão k = ω × v
C. A expressão v = ω × k
D. Nenhuma das anteriores

7. Um bloco em repouso explode originando três pedaços. Dois dos pedaços, de massa igual,
deslocam-se após a explosão em direcções perpendiculares, com velocidades de 30 m/s. O terceiro
pedaço, de massa igual a três vezes a massa de qualquer dos outros, que velocidade adquire após a
explosão?

A. Uma velocidade de módulo 14 ms-1 e cuja direcção forma um ângulo de 135º com a
direcção de um dos blocos e um ângulo de 135º com a direcção do outro bloco.
B. Uma velocidade de módulo 14 ms-1 e cuja direcção forma um ângulo de 135º com a
direcção de um dos blocos e um ângulo de 45º com a direcção do outro bloco.
C. Uma velocidade de módulo 7 ms-1 e cuja direcção forma um ângulo de 135º com a
direcção de um dos blocos e um ângulo de 135º com a direcção do outro bloco.
D. Uma velocidade de módulo 7 ms-1 e cuja direcção forma um ângulo de 135º com a
direcção de um dos blocos e um ângulo de 45º com a direcção do outro bloco.

8. Uma dada mola elástica sofre um alongamento de 4,0 cm por acção de uma força de 100 N. O
trabalho realizado pela força elástica da mola quando esta passa da posição em que está alongada
2,0 cm para a posição em que está alongada 4,0 cm é dada por qual dos seguintes valores?

A. -50 J
B. - 1,5 J
C. 1,5 J
D. 50 J

9. Três projécteis A, B e C da mesma massa são lançados de um mesmo lugar no solo com a mesma
rapidez inicial v (em m/s) segundo ângulos de lançamento com a horizontal de 30º, 45º e 60º,
respectivamente. Considerando desprezável a resistência do ar, que relação de grandeza há entre as
velocidades dos projécteis quando estão à mesma altura h do solo?

A. vA < vB < vC
B. vA > vB > vC
C. vA = vB = vC
D. vA = vC < vB
10. Sendo M a massa da Terra, R o raio da Terra e G a constante universal de atracção gravitacional,
qual das seguintes expressões permite calcular a 2ª velocidade cósmica, velocidade de escape
ou velocidade de fuga ao campo gravitacional da Terra?

A. GR

M
B. G
R

M
C. 2G
R

M
D. 2G
R2
PARTE II

11. O polónio 210 sofre declínio radioactivo emitindo radiação α. Com o objectivo de determinar o
D. GR

seu período de semi-desintegração, um físico usou um contador Geiger. Mediu a actividade de


uma amostra de polónio 210 num determinado dia e mediu novamente a actividade da amostra
30 dias depois. A 1ª medição deu 2,0 × 10-4 Ci e a segunda medição deu 1,7 × 10-4 Ci.
11.1. Qual é o valor da constante de decaimento do isótopo estudado?
11.2. Qual é o seu período de semi-desintegração?
11.3. Qual é a massa inicial de polónio 210?
12. Um pêndulo gravítico simples foi abandonado de uma posição a que corresponde uma
amplitude angular θ0 = 6º. Ao fim de 50 oscilações a sua amplitude reduziu-se a 3º. O período
do pêndulo foi 1,0 s.
Representar as forças que actuam no pêndulo para uma posição genérica em que a amplitude
angular é θ.
Determinar a resultante da força gravítica com a força de tensão em função da amplitude
angular θ0 e da aceleração da gravidade.
13. Uma partícula foi submetida a dois impulsos. Um dos impulsos, se actuasse isoladamente, poria
a partícula a vibrar com um movimento

x1 = 5 cos ωt

O outro impulso, se actuasse isoladamente, produziria um movimento traduzido pela equação

x2 = 5 cos (ωt+π/3)

Qual o tipo de movimento resultante da partícula? Indique a sua equação respectiva.


Determine a amplitude e a fase inicial da partícula.
Física Geral

2º Teste de Avaliação Formativa

INSTRUÇÕES

1º - O teste consta de duas partes: a primeira tem questões de escolha múltipla e a segunda contém
questões de resposta livre.

2º - A estrutura deste teste é semelhante à do teste de avaliação sumativa final, embora o número de
questões e a proporção relativa de questões objectivas e de resposta livre possa ser ligeiramente
diferente.

3º - Nas questões de escolha múltipla deverá assinalar com uma cruz a opção correcta. Há um
espaço em branco a seguir a cada questão da segunda parte do teste destinado à respectiva resposta.

4º - Deverá sempre indicar nas questões de resposta livre todos os cálculos que o conduziram à
resposta.

5º - São fornecidos os seguintes dados que poderão ser necessários:

Permeabilidade magnética do vazio: μ0 = 4π × 10-7 H/m


Constante universal dos gases: R = 8,31 JK-1 mol-1
Constante de Avogadro: NA = 6,02 × 1023 mol-1
Aceleração da gravidade: g = 9,80 ms-2
Condições normais de pressão e temperatura.: Τ = 273,15 Κ ; p = 1,01 × 105 Pa
Quociente das capacidades térmicas molares a pressão e volume constante:
γ = 1,67 (gases monoatómicos) γ = 1,40 (gases diatómicos)

Tenha em linha de conta que os parâmetros valorizados nas respostas livres que saírem no exame são:
- o rigor científico do raciocínio usado;
- o rigor dos cálculos efectuados;
- a expressão correcta dos resultados (os valores numéricos apenas com os algarismos
significativos e com as unidades adequadas).
PARTE I

1. Alguém declarou ter construído um aparelho capaz de medir uma intensidade de corrente tão
pequena como 1,60 × 10-23 A no decorrer de uma experiência que durou apenas 100 segundos. São
feitas a seguir duas afirmações:
1ª - A referida declaração não merece confiança.
2ª - Na referida experiência foram detectados alguns, poucos, electrões.
Qual das opções seguintes é correcta?

A. As duas afirmações são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.


B. A primeira afirmação é verdadeira ainda que a segunda afirmação seja falsa.
C. A primeira afirmação é falsa ainda que a segunda afirmação seja verdadeira.
D. As duas afirmações são falsas.

2. Num circuito eléctrico em que o amperímetro e o voltímetro podem ser considerados ideais e o
gerador tem uma determinada resistência interna, leu-se e anotou-se a intensidade no
amperímetro, I1, e a diferença de potencial correspondente, V1, no voltímetro.

Voltímetro

Amperímetro

Sendo 6,0V o valor da força electromotriz do gerador do circuito, 2,0 ohms a resistência interna do
gerador e 10,0 ohms a resistência introduzida com o reóstato, qual o valor da diferença de potencial
assinalado no voltímetro?

A. 3,0 V
B. 5,0 V
C. 6,0 V
D. 10,0 V
3. À medida que se ia fazendo variar a resistência no reóstato do circuito referido na alínea anterior,
iam-se registando outros pares de valores de I e de V. Com os diversos pares de valores, I e V,
construiu-se um gráfico que acabou por ter uma forma idêntica a um dos que a seguir se representa.
A qual dos seguintes tipos correspondeu?

A. V

I
B. V

I
C. V

I
D. V

4. Um fino feixe de partículas alfa (q = +2e) é submetido a uma diferença de potencial de 1,0 kV,
que acelera as partículas desde o repouso. As partículas penetram então num campo magnético
de intensidade B = 0,20 T, e de direcção perpendicular à direcção do feixe. Qual das seguintes
opções traduz o comportamento das partículas após penetrarem no campo magnético?

A. As partículas seguem na direcção em que vinham com a velocidade de


3,0 × 105 m/s.
B. As partículas seguem na direcção em que vinham com a velocidade de
3,0 × 103 m/s.
C. As partículas passam a curvar com uma trajectória circular de raio 3,2 cm.
D. As partículas passam a curvar com uma trajectória circular de raio 6,4 mm.
r
5. Qual é a intensidade do campo magnético B num ponto situado a 5,0 cm de um condutor
rectilíneo de grande comprimento no qual circula uma corrente eléctrica contínua de 15 A?

A. 1,5 × 10-5 T
B. 3,0 × 10-5 T
C. 6 × 10-5 T
D. 9 × 10-5 T

6. O segmento AB representa uma porção da linha de campo de um campo eléctrico criado por uma
carga elementar q situada no ponto O. Qual das seguintes expressões permite obter o trabalho
realizado pelo campo eléctrico no transporte da unidade de carga positiva ao longo da linha de
campo do ponto A ao ponto B?

1 q 1 q
A. w = −
4πε 0 rB 4πε 0 rA
1 q 1 q
B. w = −
4πε 0 rB
2
4πε 0 rA 2
1 q 1 q r
C. w = − O (q) A E B
4πε 0 rA 4πε 0 rB
1 q 1 q
D. w = − (rA = OA e rB = OB)
4πε 0 rA
2
4πε 0 rB 2

7. Consideremos uma carga eléctrica, q, colocada num ponto do vácuo e uma superfície esférica
centrada no ponto onde está a carga. Seja ΔS uma pequena porção da superfície esférica. Qual das
seguintes expressões permite determinar o fluxo do campo eléctrico através da superfície ΔS?

1 q
A. ΔS
4πε 0 r 2
1 q
B. ΔS
4πε 0 r
q
C.
4πε 0
q
D.
ε0
8. Que espécie de movimento rtem uma partícula com a massa m e a carga eléctrica q quando
r
penetra num campo magnético B uniforme perpendicular à velocidade v de penetração no campo?

A. Tem um movimento uniforme com a velocidade de módulo v


qB
B. Tem um movimento uniformemente acelerado com a aceleração de módulo
m
mv
C. Tem um movimento circular uniforme de raio
qB
D. Tem um movimento diferente dos anteriores.

9. Qual é a impedância de um circuito eléctrico constituído por uma resistência não indutiva de
valor 100 Ω associada em série a um condensador de 50 μF percorrido por uma corrente sinusoidal
de frequência 60 Hz?

A. 2 Ω
B. 60 Ω
C. 100 Ω
D. 113 Ω

10. Comprimiu-se adiabaticamente 10,0 litros de um gás perfeito monoatómico à pressão normal.
Sabendo que a pressão aumentou 2,5 vezes, qual o volume a que ficou o gás?

A. 1,2 litros
B. 2,0 litros
C. 4,0 litros
D. 5,9 litros

11. Uma determinada quantidade de água, de massa 1,00 kg, foi aquecida de 0 ºC a 100 ºC por
contacto com uma fonte quente à temperatura de 100 ºC. Supondo que o aquecimento foi feito a
volume constante e tendo em conta que a capacidade térmica mássica da água é 4,18 J/g.K, qual foi
a variação total da entropia do sistema?

A. – 1121 JK-1
B. – 184 JK-1
C. + 184 JK-1
D. + 1305 JK-1
PARTE II

12. Uma esfera maciça, constituída por um material não condutor, está uniformemente carregada
com uma densidade de carga ρ positiva.

12.1. Descreva o campo eléctrico no exterior da esfera, traduzindo a sua intensidade em função
de ρ.
12.2. Descreva o campo eléctrico no interior da esfera, traduzindo a sua intensidade em função
de ρ.
12.3. Esboçar o gráfico que mostra a variação radial do campo a partir do centro da esfera.
13. Um circuito apresenta uma resistência de 10 Ω, uma bobina com a auto-indução de 0,01 H e um
condensador de capacidade variável. Qual deverá ser a capacidade do condensador para que,
quando se liga o circuito a uma fonte de tensão de 50 Hz, a intensidade da corrente no circuito seja
máxima?
14. O diagrama da figura diz respeito a uma transformação cíclica sofrida por um sistema
constituído por 2 moles de hélio (aproximadamente gás ideal). O sistema evoluiu do estado A ao
estado B, deste ao estado C e, finalmente do estado C ao estado A. A linha BC representa uma
transformação adiabática e a linha CA representa uma transformação isotérmica.

p/105 Pa

2,02 B

1,013 A

50 75 X V /10-3 m3

14.1. Escreva as equações que traduzem as transformações do diagrama.


14.2. Determine o calor trocado pelo sistema na transformação AB.
14.3. Calcule o trabalho trocado em todas as transformações.
14.4. Determine a variação da entropia do sistema entre A e B.
UNIVERSIDADE ABERTA

FÍSICA GERAL
Código 21048

RESPOSTAS

AOS

TESTES FORMATIVOS
O conteúdo deste caderno

Este caderno contém as respostas aos dois testes formativos destinados


aos alunos da disciplina de Física Geral da Universidade Aberta, bem
como as respectivas resoluções.

Tal como já ficou escrito no caderno de questões, o 1º teste diz respeito


aos seguintes temas do programa da disciplina.

• Espaço e tempo. Grandezas e sua medição.


• Forças e movimentos. As leis newtonianas da Mecânica e suas
aplicações (com o formalismo newtoniano).
• As vibrações e as ondas

E o 2º teste diz respeito a estes temas do programa:

• Energia e sua transferência entre sistemas. Termodinâmica.


• Partículas e Campos. Campos electromagnéticos.

Qual é o objectivo deste caderno?

Estas respostas e as respectivas resoluções só deverão ser consultadas


após uma ou mais tentativas de resolução, e nunca antes.
Recomenda-se que comece por verificar se a sua solução está correcta,
caso tal não suceda estude melhor o assunto e tente uma segunda vez
chegar à solução e só, depois, analise a resolução deste caderno
comparando-a com a sua.
As diferenças deverão ser analisadas e deverá ser sempre repetido o
estudo dos assuntos cujas respostas estão erradas.
Se a tentativa de responder e, a seguir, compreender a resolução,
fracassarem, não hesite em recorrer ao professor responsável da
disciplina que está totalmente disponível para prestar a ajuda necessária.
Convém ter sempre presente esta afirmação: sem esforço pessoal e
persistência não pode ocorrer aprendizagem significativa.

Tenha em linha de conta que os parâmetros valorizados nas respostas livres


que saírem no exame são:
- o rigor científico do raciocínio usado;
- o rigor dos cálculos efectuados;
- a expressão correcta dos resultados (os valores numéricos
apenas com os algarismos significativos e com as unidades
adequadas).
Física Geral

1º Teste de Avaliação Formativa

PARTE I

1. Opção A.
1,50 × 1011 m
tg 1´´ =
1 parsec

1,50 × 1011 m 1´’


1 parsec

Temos, então,

1,50 × 1011 m
1 prsec = = 3,1 × 1016 m = 3 × 1013 km
tg 2,8 × 10 graus
-4

2. Opção C.

Tem a ver com a que é hoje considerada uma das constantes


fundamentais da Natureza, de acordo com a Física Moderna, que é a
velocidade da luz no vácuo.
3. Opção D.

Tem-se

d sin B
=
d ′ sin C

e a = d cos C + d´cos B

Dividindo esta última expressão por d´ vem,

a d
= cos C + cos B
d′ d′

Substituindo d/d´dado pela primeira expressão, vem

a sin B
= cos C + cos B
d ′ sin C

Expressão esta que resolvida em ordem a d´ permite obter

a
d′ =
sin B cot gC + cos B

4. Opção D

Como T = ln 2 / λ , concluímos que λ = ln 2 / Τ .

5. Opção B.

Ec (baixo) + Ep (baixo) = Ec (cima) + Ep (cima)

½ m v2 + 0 = 0 + mgh

De aqui conclui-se que

v = 2 gh
6. Opção A.

ω = 2π /T e k = 2π /λ implicam ω / k = λ / T = v , portanto
ω =k.v

7. Opção A.

p1

p3 p2

p3

Tem-se, sendo m a massa igual dos dois blocos 1 e 2, v a velocidade


do bloco 3, e 3 m a massa deste bloco 3, as quantidades de movimento
serão:

p1 = 30 m , p2 = 30 m , p3 = 3 m v

Como a diagonal do rectângulo é igual à raíz quadrada da soma dos


quadrados dos lados, para que a quantidade de movimento continue a ser
nula já que o era de início, teremos:

3mv = (30m )2 + (30m )2


Elevando ambos os membroas ao quadrado e simplificando, acabamos
por obter
v = 14 m/s .

8. Opção B.

A constante elástica da mola é

F 100 N
k= = = 2500 N/m
x 4,0 × 10 -2 m

Sendo o trabalho da força elástica simétrico da variação da energia


potencial, tem-se

⎛1 1 ⎞
We = −⎜ kx 4 − kx 2 ⎟
⎝2 2 ⎠
Substituindo valores vem:

We = 1250 × (2,0 ×10-2)2 - 1250 × (4,0 ×10-2)2 = -1,5 J .


9. Opção C.

Verifica-se a lei da conservação da energia mecânica Por outro lado, à


partida todos os projécteis têm a mesma energia cinética e a mesma
energia potencial. Tem-se à partida:

Ec = constante e Ep = constante, para todos os projécteis.

A energia mecânica é igual para todos os projécteis e terá de se manter


invariável ao longo do percurso.
Como, quando os projécteis estão à mesma altura, Ep = mgh = constante
para todos eles, a energia cinética, Ec = ½ m v2, terá de ser também
constante para todos eles. Logo, a velocidade será a mesma para todos os
projécteis.

10. Opção C.

Pela lei da conservação da energia mecânica, tem-se

Em (à superfície) = E (no infinito)


Logo

1 2 ⎛ mM ⎞ mM M
mv + ⎜ − G ⎟ = 0 + 0 ⇔ mv = 2G
2
⇒ v = 2G
2 ⎝ R ⎠ R R
PARTE II

11
11.1. Equação do declínio radioactivo:

N=N0 e-λt, sendo N0 o número inicial de núcleos da amostra que sofrem


desintegração.

Como a actividade A (t) é, em cada momento

dN ( t )
A( t ) = = λN ( t )
dt

o declíneo radioactivo pode também ser estudado usando a expressão


equivalente

A=A0 e-λt

Sendo:
A0= 2,0 x 10-4 x 3,7 x 1010 Bq = 7,4 x 106Bq

A=1,7 x10-4x 3,7x1010Bq= 6,3 x 106Bq

e aplicando a equação anterior aos dois momentos da medição efectuada


e tendo em conta que t= 30 dias= 2,59 x 106 s, virá:

λ = 6,27 x 10-8 s-1 = 6,3 x10-8 s-1

11.2. Da equação N=N0 e-λt concluímos que ln (N/N0) = -λt


Uma vez que T1/2 corresponde ao intervalo de tempo necessário para que
o número de núcleos da amostra se reduza a metade, isto é, T1/2 é tal que

N 1
=
N0 2
aplicando logaritmos a esta igualdade virá:

ln (N/N0) = ln 1 - ln 2 = 0- ln 2
Uma vez que
ln (N/N0) = -λt

teremos -ln 2= -6,27 x 10-8. Τ1/2


Então
Τ1/2 = 1,10 x 107 s, o que corresponde aproximadamente a 127 dias.

11.3.
dN
Sendo A = (número de núcleos que se desintegram por unidade de
dt
tempo) é A0= λN0 , correspondendo N0 ao número de núcleos de Po-210
da amostra no momento em que se iniciou o estudo (amostra inicial).
Por isso será:
7,4 x 106 = 6,3 x 10-8 x N0

N0= 1,17 x 1014 núcleos

210
Dado que a massa (em g) de um núcleo de Po-210 é g
6,02 x10 23
É
m (N0) = 4,1 x 10-8g

12.
12.1. Na posição genérica θ

Fg

v2
12.2. Para a posição extrema, v = 0 ⇒ an = = 0 . A resultante
l
r r r
R = Fg + T é tangente, tendo-se:

r r
Fg + T = mg sin θ 0

θ0
T

Fg

Fg + T
13.
13.1 Movimento harmónico:

⎡ ⎛ π⎞⎤
x ( t ) = x1 + x 2 = 5 ⎢ cos w t + cos⎜ w t + ⎟ ⎥ ≅ A( cos wt + ϕ )
⎣ ⎝ 3⎠⎦

⎡ ⎛ π⎞⎤
5 ⎢ cos w t + cos⎜ w t + ⎟ ⎥ = 5( cos α + cos β )
⎣ ⎝ 3⎠⎦

π
sendo α = wt e β = wt +
3

α+β α−β
Dado que cos α + cos β = 2 cos cos
2 2

vem:

⎛ π⎞ ⎛ π⎞ ⎛ π⎞
A( cos wt + ϕ) = 10 cos⎜ wt + ⎟ cos⎜ − ⎟ = 8,66 cos⎜ wt + ⎟
⎝ 6⎠ ⎝ 6⎠ ⎝ 6⎠

13.2
Amplitude (A) = 8,66 m e Fase inicial(ϕ) = π/6 rad
Física Geral

2º Teste de Avaliação Formativa

PARTE I

1. Opção B

q = I.t = 1,60 ×10-23 A ×102 s = 1,60×10-21 C


Número de electrões = 1,60×10-21 C / 1,60×10-19 C=0,01 electrões

2. Opção B

Cálculo da intensidade da corrente:

ε 6,0 V
I= = = 0,5 A
R + ri 12,0 Ω
Cálculo da d.d.p.
V = ε - rI I = 6,0-2,0 ×0,5= 5,0 V
Ou: V = R I = 10,0 Ω × 0,5 A = 5,0 V

3. Opção C.

Sendo V a d.d.p. nas extremidades de um gerador, ε a sua f.e.m., rI a


resistência interna do gerador e I a intensidade da correte que o percorre,
por aplicação das noções de f.e.m. e d.d.p. e das leis de Joule e da
conservação da energia chega-se á seguinte expressão:

V = ε - rI I

Nesta expressão, V é uma função de I do tipo y = b – ax . Ora, esta


expressão corresponde a uma recta de ordenada na origem b (neste caso
ε) e coeficiente angular negativo, portanto declive decrescente, o que só
poderá ser traduzidi pelo gráfico da opção C.
4. Opção C.

Pela lei do trabalho - energia, tem-se: W = q.V = ½ m v2

Desta expressão concluímos que a velocidade é dada por


2QV
v =
m

2qv
v=
m

Quando penetram no campo magnético numa direcção perpendicular à do


campo, passam a descrever uma trajectória circular de raio:

mv
R=
qB
Substituindo a expressão de v nesta última expressão, obtemos:

1 2mV
R=
B q

Substituindo os valores dados e efectuando os cálculos, obtém-se

R = 0,032 m = 3,2 cm

5. Opção C.

Tem-se B = 10-7 × 2I / r = 10-7 × 30 / 0,05 = 6 × 10-5 T

6. Opção C.

WA→B = q (VA – VB) = +1 ( 1 Q



1 Q
)
4πε 0 rA 4πε 0 rB

7. Opção A

Por definição de fluxo


r r 1 Q
Φ = E S .ΔS = E S × ΔS = ΔS
4πε 0 r 2
8. Opção C.

Como a força e a velocidade são vectores perpendiculares, tem-se:

F = qvB

Por outro lado, esta força magnética é centrípeta, logo é dada por

F = m v2 / r

Igualando as duas expressões e resolvendo em ordem a r, obtemos:


mv
r=
qB

9. Opção D

A impedância é dada por

2 2
⎛ 1 ⎞ ⎛ 1 ⎞
Z = R2 + ⎜ ⎟ = 100 + ⎜
2
−6 ⎟ = 113 Ω
⎝ Cω ⎠ ⎝ 50 × 10 × 2π × 60 ⎠

10. Opção D

Na transformação adiabática, verifica-se a relação

p1 V1γ = p2 V2γ
expressão equivalente a
γ
p 2 ⎛ V1 ⎞
=⎜ ⎟⎟
p1 ⎜⎝ V2 ⎠

Como o gás é monoatómico, γ= 1,67 e podemos escrever


1,67
⎛V ⎞
2,5 = ⎜⎜ 1 ⎟⎟
⎝ V2 ⎠

Com recurso à máquina de calcular, obtemos

V1
= 1,70
V2

Sabendo que V1 = 10 litros, esta relação permite determinar o valor de V2:

V2 = 5,9 litros.
11. Opção C

Pelo 1º princípio da Termodinâmica aplicado à fonte quente:

dUFQ = Q (uma vez que é W = 0)

Como Q = - ΔQ (quantidade de calor cedida à água), é dUFQ = -ΔQ

Por sua vez,


ΔQ = c m Δ T = 4180 . 1 . 100 = 4,18 x 105 J

Consequentemente é:

dUFQ = - 4,18 . 105 J

Variação da entropia da fonte quente:

ΔQ 4,18 × 105
dS FQ = =− = −1120,6 JK -1
T 373

Cálculo da variação da entropia da água:

dUagua = TdS (supondo dV = 0)

Como
c × dT
c x ΔT = T dS é dS =
T

vem
cdT dT Tf
∫ ∫
373
S f − Si = =c = 4180 ln = 1304,6 JK -1
T 273 T Ti

Consequentemente:

Variação total da entropia (água + fonte quente) =

=-1120,6 JK-1 + 1304,6 JK-1 = + 184 JK-1


PARTE II

12.
12.1

dQ
Sendo ρ = a densidade de carga da esfera, a carga total da esfera,
dV
dada em função do raio Re da esfera será:
R R E
4πRe 3

Q = ρ×
3

O campo é radial e para calcular a sua intensidade considere-se uma


superfície gaussiana à volta da esfera, concêntrica com esta, de raio
R >R e e aplique-se o teorema de Gauss:

r r
∫ E ⋅ dS =
Qint
S
ε0

r ρ × 4πRe3 r ρRe3 1
E × 4πR 2 = ⇒ E = ×
3ε 0 3ε 0 R 2

r ρRe3 1
E ext = × e$r
3ε 0 R 2

O campo eléctrico no exterior da esfera é radial e a sua intensidade


diminui com o inverso do quadrado da distância ao centro da esfera, tal
como se toda a carga desta estivesse concentrada num ponto no centro
desta.

r ρRe
À superfície da esfera (R=Re) E =
3ε 0

12.2.

Para calcular a intensidade do campo num ponto no interior da esfera, à


distância r do centro desta, tome-se uma superfície gaussiana de raio
r<Re. Tendo em conta que a carga no interior deste superfície gaussiana é

ρ × 4πr 3
Q=
3
aplicando o Teorema de Gauss será:

r ρ × 4πr 3
E × 4πr 2 =
3ε 0

Consequentemente:

r ρ r ρ
E = ×r e E int = × r e$r
3ε 0 3ε 0

O campo eléctrico no interior é radial e a sua intensidade aumenta


linearmente com a distância ao centro da esfera, até atingir uma máximo
na superfície desta.

12.3. Sendo
r
E= E

temos

ρRe/3ε0

r<Re Re R>Re r
13.
A intensidade de corrente será máxima quando a frequência angular da
tensão aplicada (w) coincidir com a frequência de ressonância do
circuito. Para tal é:

1
w=
LC

Consequentemente:

1 1 1 −3
C= = = −2 = 1 × 10 F
w L ( 2πf ) L 4π × 50 × 1 × 10
2 2 2 2

14.

14.1. Transformação A--->B:

Δp
p-p0 = k1 V, sendo k1 =
ΔV

Transformação B--->C:

cp 5
pV γ = k 2 sendo γ= = já que sendo o helio
cv 3
3 5
monoatómico é cv = R e c p = cv + R = R
2 2

Transformação C---->A:

pV = k3

14.2.

Pelo 1º Princípio da Termodinâmica é:

ΔU = -W + Q

Considerando o hélio um gás perfeito a sua energia interna é apenas


função da temperatura, pelo que:

dU AB = ncv dT e ∫
ΔU AB = ncv dT = ncv ( TB − TA )

TA e TB podem calcular-se com base na equação do gás perfeito:

pV = nRT

Tendo em conta os valores no diagrama é:


TA = 305 K e TB = 911 K

Consequentemente: ΔUAB = 15115,6 J

Por outro lado, WAB = pdV ∫


dp
Sendo p-p0 = k1 V é dp = k1 dV e dV =
k1

3,054 × 1010
Donde: WAB =
1
k1
∫ pdp =
1
2 k1
( p B2 − p 2A ) =
2 × 40,28 × 105
= 3791 J

Substituindo na equação que traduz o 1º Princípio da


Termodinâmica será:

Q = 15115,6 + 3791 = 18907 J

14.3.

Transformação A--->B W = 3791 J (ver alínea anterior)

Transformação B--->C:

Como é uma transformação adiabática é Q = 0, pelo que dUBC = -W


ΔU BC = ncv dT = 3R( TC − TB ) = −15115,6 J

Transformação C--->A:

Como é uma transformação isotérmica ΔUCA = 0, pelo que WCA = Q

Cálculo de WCA:

⎛V ⎞

WCA = nRT
dV
V
= nRT ln⎜ A ⎟
⎝ VC ⎠

Para calcular VC, pode utilizar-se a equação TV γ −1 = cons tan te


relativa a transformações adiabáticas do gás perfeito e aplicá-la á
transformação B--->C. será então:
2 2
TCVC3 = TBVB3 ⇒ VC = 656 × 10 −3

Então WCA = -13055,5 J


14.4.

Como se trata de um gás perfeito, a equação dU=TdS - pdV assume


a forma

dT dV
dS = ncv + nR
T V

pelo que ΔS = ncv ∫ dTT + nR ∫ dV


V

Consequentemente é

TB VB
ΔS AB = ncv ln + nR ln
TA VA

ΔSAB = 27,29 + 6,74 = 34,03 JK-1


FÍSICA GERAL

3º teste formativo

PARTE I

1. O isótopo 123I do iodo é usado em exames médicos de tomografia. Antes do exame,


uma pequena quantidade deste isótopo, cujo período de semitransformação é de
13,22 horas, é injectado no paciente. Assumindo que o paciente não expele
nenhum 123I, qual a quantidade do isótopo nele presente ao fim de 1 dia?

 A. Praticamente nenhum
 B. Metade da quantidade inicial
 C. Aproximadamente a quantidade inicial
 D. 16,28% da quantidade inicial
 E. 28,41% da quantidade inicial

2. Um raio de luz incide sobre a superfície plana de um lago, fazendo um ângulo de


60o com a vertical. Que ângulos fazem os raios de luz refletidos e refratados com a
vertical?

 A. θrefratado = 22,03o θrefletido = 60o


 B. θrefratado = 40,52o θrefletido = 40o
 C. θrefratado = 40,52o θrefletido = 60o
 D. θrefratado = 41,80o θrefletido = 40o
 E. Há reflexão total; não existe raio refratado e θrefletido = 60o
Dados: nar = 1 nágua = 1,333 .
3. Uma bola de golfe é batida a uma rapidez de 200 km/h e num ângulo de 45º com o
solo. Qual a altura máxima que a bola atinge? Despreze a resistência do ar e use
g = 9,8 m/s2 .

 A. 6 m
 B. 79 m
 C. 157 m
 D. 1020 m
 E. 2040 m

4. Uma bola de bilhar segue à velocidade de 3 m/s quando embate frontal e


elasticamente com outra bola de bilhar, inicialmente em repouso e com a mesma
massa (ver figura). Quais as velocidades das bolas A e B depois do choque?

 A. v A,final = −1,5 m/s v B,final = 1,5 m/s vA,inicial = 3 m/s


 B. v A,final = −1m/s v B,final = 2 m/s
 C. v A,final = 0 m/s v B,final = 3 m/s
 D. v A,final = 1m/s v B,final = 2 m/s A B x

 E. v A,final = 1,5 m/s v B,final = 1,5 m/s

5. Dois discos giram em torno do eixo vertical da figura abaixo, à esquerda, em


sentido horário. O disco de baixo tem momento de inércia I2 = 2 I1 e, no instante
inicial, a rotação é tal que ω2 = 2ω1 . A certa altura o disco de cima desprende-se e
cai sobre o disco de baixo, passando os dois a girar com a mesma velocidade
angular, ωf (situação representada à direita na figura). Quanto vale ωf ?

1
 A. ωf = ω1
2
1
 B. ωf = ω1
3
I1 , ω1
1
 C. ωf = ω1
4
I2 , ω2 ωf
5
 D. ωf = ω1
3
Inicial Final
 E. ωf = ω1
2
6. Na figura ao lado, o íman está fixo e o condutor de formato quadrangular é puxado
no sentido indicado pela seta. O desenho está em perspetiva, sendo que as linhas de
fluxo do campo magnético atravessam o plano do condutor. O que é que vai
acontecer?

 A. O íman vai repelir o condutor.


 B. O íman vai ser repelido pelo
condutor.
 C. A variação do fluxo magnético
através do plano do condutor
induzirá no condutor uma corrente
elétrica.
 D. As forças magnéticas farão o
condutor girar rapidamente à
medida que é puxado.
 E. O condutor afastar-se-á à medida
que é puxado, sem que nada mais
aconteça.

7. Uma antena é composta por um solenóide com 30 espiras e 1 cm de comprimento.


Ao ser atravessada por uma corrente de 0,01 A, o campo magnético no seu interior

toma a direção ex . Se o campo magnético terrestre no local for
( )
B = 37,7 × 10 −6 ey T , quanto se desviará do Norte magnético uma bússola
 

colocada dentro da antena?

 A. 5,7º
 B. 40,6º
 C. 45º
 D. 52,3º
 E. 84,3º

Dados: µ0 = 4π × 10 −7 N/A 2 .

3
8. No circuito abaixo, qual a intensidade de corrente na resistência R1?
I=?
 A. 1,02 A
 B. 0,96 A
 C. 0,60 A E = 24 V R2 = 20 Ω R1 = 10 Ω

 D. 0,48 A
 E. 0,40 A
R3 = 10 Ω

9. O depósito de combustível de um automóvel tem uma forma cilíndrica, com altura


de 70 cm. Se colocarmos o depósito na posição vertical verificamos que, à
temperatura de 20 ºC, o mesmo tem gasolina até uma altura de 67 cm. Calcule o
aumento do nível de gasolina se o depósito for deixado ao Sol e atingir
temperaturas de 50 ºC.

 A. 0,01 cm
 B. 0,42 cm
 C. 0,52 cm
 D. 0,64 cm
 E. 1,06 cm

Dados: α gasolina = 317 × 10 −6 ºC −1 .

10. Um reservatório estanque contendo um gás ideal monoatómico sofre uma


compressão adiabática reversível. O que acontece à temperatura e entropia desse
gás?

 A. A temperatura diminui e a entropia mantém-se.


 B. A temperatura aumenta e a entropia diminui.
 C. A temperatura mantém-se e a entropia aumenta.
 D. A temperatura aumenta e a entropia aumenta.
 E. A temperatura aumenta e a entropia mantém-se.

4
Parte II

1. Um bloco, que podemos considerar como um corpo pontual, encontra-se


inicialmente em repouso no ponto A, deslizando pela encosta da figura abaixo.
Chegado ao ponto B, entra na calha curva que une B a C, imobilizando-se neste
último ponto. O ponto A está à altura de 10 m e entre A e B o movimento está
sujeito a forças de atrito, sendo o coeficiente de atrito cinético bloco-encosta µc =
0,5. Entre B e C não há atrito. Calcule:

10 m C

hc = ?
θ = 30o

1.1. Uma expressão para o trabalho das forças dissipativas no trajeto AB.

1.2. A altura do ponto C.

5
2. Uma criança pega na extremidade de uma corda elástica e fá-la oscilar duas vezes
por segundo, com movimento harmónico simples de amplitude 20 cm. As
perturbações geradas chegam 5 segundos depois à outra extremidade da corda,
situada a 10 m de distância.

2.1. Escreva a equação do movimento da extremidade da corda, assumindo uma


fase na origem (ângulo de fase) de zero.

2.2. Determine a distância entre as cristas da onda sinusoidal progressiva gerada


pela perturbação na extremidade e escreva a equação desta onda.

2.3. Esta onda é longitudinal ou transversal? Justifique.

6
3. Uma quantidade 0,1 mol de um gás ideal monoatómico é sujeito ao ciclo
termodinâmico do diagrama PV abaixo. No trajecto BC, o gás obedece à
equação PV γ = cte e no trajecto CA à equação PV= cte . Nota: a figura não
está à escala; é meramente ilustrativa.
P

1,5874 atm B (J) A →B B→C C→A


Q
1 atm C W
A
∆U
V
3,2 dm3 6,4 dm3
3.1. Indique o nome dos processos termodinâmicos que compõem o ciclo;

3.2. Calcule, em ºK, a temperatura do gás nos estados termodinâmicos


representados pelos pontos A, B e C;

3.3. O quadro acima resume as trocas de energia do gás com o exterior, em joule.
Usando as propriedades dos processos acima indicados e a 1ª Lei da
Termodinâmica, preencha-a;

3.4. Calcule o rendimento que teria uma máquina térmica actuando neste ciclo.

Dados: 1 atm = 101300 Pa , R = 8,3144 J.mol-1.ºK -1 ) .

FIM

7
FÍSICA GERAL

Respostas ao 3º teste formativo

PARTE I

1. Para resolver, basta usar a lei do decaimento radioativo. Para tal, precisamos primeiro da constante
de decaimento, a qual pode ser obtida do período de semidesintegração:

T1/ 2 = (ln2) / λ ⇔ λ = (ln 2) / T1/ 2 = 0,693147 /(13,22 h) = 0,052432 h-1 .

Note-se que estamos a usar a hora como unidade de tempo, pelo que há que transformar o dia em
horas: 1 dia = 24 horas. Substituindo λ na lei do decaimento, temos:
h−1 )×(24 h )
N = N0 e − λt ⇔ N = N0 e −(0,052432 ≈ 0,2841× N0 = 28,41% de N0 .

Ou seja, ao fim de 1 dia, resta-nos 28,41% da quantidade inicial, N0. Note-se que a exponencial é
adimensional: se as unidades no expoente não cancelassem (como aqui cancelam), teria havido
erro.

2. Quando um raio de luz atinge uma superfície de separação entre dois meios, ocorrem, em geral,
dois fenómenos: a reflexão e a refração (livro de texo, p.69). No caso da reflexão, o ângulo que o
raio refletido faz com a normal à superfície de separação é igual ao ângulo de incidência, o que
elimina à partida as hipóteses B e D. O ângulo do raio refratado com a normal à superfície dir-nos-
á qual escolha certa. Este ângulo pode ser calculado pela lei de Snell:
ni sin(θ i ) = nr sin(θ r ) ⇔ nar sin(θincidente ) = nágua sin(θrefratado )
⇔ 1× sin(60o ) = 1,333 × sin(θrefratado )
⇔ sin(θrefratado ) = (1/1,333) × 0,866025
⇔ θrefratado = arcsin(0,649681)
⇔ θrefratado ≈ 40,52o

Nota: se usar calculadora, deve ter o cuidado de verificar se a mesma está a operar em graus.
Se porventura os cálculos tivessem indicado um ângulo refratado com seno maior que 1, p.ex.
θrefratado = arcsin(1,2) , dado que tal ângulo não existe (um seno está sempre entre -1 e 1), isso
quereria simplesmente dizer que não existe raio refratado. Estaríamos perante uma situação de
reflexão total.

3. Trata-se de um problema de cinemática. Em primeiro lugar há que passar todas as unidades ao


mesmo sistema. P.ex. passando ao sistema SI, que neste caso é o mais conveniente, temos, para a
rapidez

1
1000 m
200 km/h = 200 ⋅ ( ) ≈ 55,56 m/s .
3600 s
Seguidamente, há que identificar o tipo de movimento. A bola de golfe comporta-se como um
projétil, i.e. o seu movimento desenha uma parábola no plano xy. No entanto, o que nos é pedido é
a altura máxima, pelo que podemos cingir-nos apenas ao movimento segundo o eixo vertical (yy).
Segundo o eixo vertical, a bola sofre um movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV,
livro de texto, p.2) com aceleração g = 9,8 m/s2, no sentido ‘para baixo’, que aqui definimos como
sentido negativo do eixo dos yy.
A componente vertical da velocidade inicial é (recordemos-nos que a rapidez instantânea é a
magnitude do vetor velocidade instantânea)

2
v 0,y = v 0 sin(45º ) = 55,56 × ≈ 39,28 m/s .
2
A altura máxima será então a distância que a bola percorre na direção vertical até parar de subir.
As leis do MRUV permitem-nos calcular essa distância recorrendo a:
1 2
h = h0 + v 0,y t − gt ,
2
com h0 a altura inicial, que podemos fazer igual a zero, e t o tempo até a bola parar de subir, i.e. até
que vy = 0. (Nota: o sinal menos aparece porque a aceleração da gravidade aponta no sentido
negativo do eixo dos yy.) Novamente, as leis do MRUV permitem-nos calcular esse tempo usando:
v y = v 0,y − gt ⇔ 0 = 55,56 − 9,8 ⋅ t ⇔ t ≈ 4,01 s .

Substituindo este valor de volta na equação para a altura máxima, tem-se:


1
h = 0 + 55,56 ⋅ 4,01 − 9,8 ⋅ 4,012 ≈ 79 m .
2
Se o resultado que obteve foi 6 m, cometeu um erro ao passar para unidades SI.
Se obteve 157 m, então converteu corretamente as unidades, mas não reparou que a velocidade
segundo o eixo dos yy não é igual à rapidez.
Se obteve 1020 m, é porque não passou os km/h a m/s.
Se obteve 2040 m, não só não passou km/h a m/s como também não reparou que a velocidade
segundo o eixo dos yy não é igual à rapidez.

4. Colisão ‘frontal’ significa que não há mudanças na direção das trajetórias. Neste problema isso
quer dizer que basta considerarmos as magnitudes das velocidades. Colisão ‘elástica’ significa que
a energia cinética se conserva. Como a quantidade de movimento também se conserva, podemos
conjugar o dito acima em duas equações:

mAv A,inicial + mBv B,inicial = mAv A,final + mBv B,final ← (conservação da quantidade de movimento)
1
 2 mAv A,inicial + 2 mBv B,inicial = 2 mAv A,final + 2 mBv B,final ← (conservação da energia cinética)
2 1 2 1 2 1 2

2
Substituindo os valores iniciais das velocidades, v A,inicial = 3 m/s e v B,inicial = 0 m/s , e usando
mA = mB = m temos

3m + 0 = mv A,f + mv B,f


1
 2 m ⋅ 9 + 0 = 2 mv A,f + 2 mv B,f
1 2 1 2

3 = v A,f + v B,f 3 = (v A,f + v B,f ) 9 = v A,f + v B,f + 2(v A,f ⋅ v B,f )
2 2 2 2

⇔ ⇔ ⇔
9 = v A,f + v B,f 9 = v A,f + v B,f
2 2 2 2
− − −

Substituindo a equação de baixo na de cima vem,

9 = 9 + 2(v A,f ⋅ v B,f ) 2(v A,f ⋅ v B,f ) = 0 v A,f = 0 ou v B,f = 0


⇔ ⇔ ⇔
− − − − − − 9 = v A,f + v B,f
2 2

Ora v B,f = 0 é o que por vezes se designa por “solução não física”, pois corresponde à situação em
que a bola A passa pela B sem lhe bater. A solução “física” é pois v A,f = 0 e, substituindo na
equação de baixo, temos v A,f = 0 e v B,f = 3 m/s .

5. O problema é uma aplicação da conservação de momento angular (livro de texto, secção 3.7). O
momento angular antes do desprender deve ser o mesmo que o momento angular depois.
Escrevendo as expressões explicitamente, vem
Linicial = Lfinal ⇔ ω1I1 + ω2I2 = ωf If

Substituindo ω2 = 2ω1, I2 = 2I1 e atendendo ao facto de que o momento de inércia é uma


quantidade aditiva ( If = I1 + I2 ), temos

⇔ ω1I1 + (2ω1 ) ⋅ (2I1 ) = ωf (I1 + 2I1 ) ⇔ ω1(I1 + 4I1 ) = ωf ⋅ 3I1


5I1 5
⇔ ωf = ω1 ⇔ ωf = ω1.
3I1 3

6. A resposta certa é C. À medida que o condutor é puxado, o fluxo através deste varia (na verdade
diminui, dado que o campo fica mais fraco à medida que nos afastamos do íman). Ora pelo
princípio de indução eletromagnética (lei de Faraday), uma variação de fluxo magnético causa o
aparecimento de uma força eletromotriz no circuito, a qual por sua vez leva ao aparecimento de
uma corrente elétrica.

7. Uma bússola alinha-se com o campo magnético no ponto em que se encontra. Como o campo
magnético é uma quantidade vetorial e aditiva, basta-nos fazer a soma vetorial de todas as
contribuições para o mesmo. No nosso caso temos duas contribuições: o campo gerado pelo
solenóide e o campo gerado pela Terra. O campo da Terra é dado; o do solenóide pode ser obtido
calculando a densidade de espiras (n = N/l) e aplicando a lei de Ampére (livro de texto, p.290-
291):
3
 30
Bsolenóide = Bsolenóide = µ0 nI = (4π × 10 −7 N.A −2 ) ⋅ −1
⋅ (0,01 A) = 37,7 × 10 −6 T ,
(0,01 m )

onde usámos 1 T = 1 N.A-1.m-1 (livro de texto, p.295). Vemos que a magnitude do campo do
solenóide é igual à do campo da Terra. Do enunciado sabemos que o campo oriundo do solenóide
toma a direção do eixo dos xx, ao passo que o campo da Terra se dirige segundo o eixo dos yy.
Desenhando o campo dentro do solenóide e fazendo a soma vetorial das duas contribuições, temos

y
BTOTAL
BTerra

Bsoln. x

A bússola orientar-se-á pois segundo o vetor BTOTAL . O ângulo θ é o desvio em relação ao Norte
magnético, i.e. a direção para onde a bússola apontaria se não houvesse campo do solenóide. Como
 
as magnitudes dos dois vetores, Bsoln. e BTerra , são iguais, segue de imediato que o ângulo θ é de
45º.

8. Há várias formas de resolver este problema. Aqui apresentamos apenas uma, deixando ao estudante
encontrar outras resoluções. Vamos chamar I1, I2 e I3 às intensidades de corrente que passam nas
resistências R1, R2 e R3, respetivamente. As resistências R1 e R2 estão sujeitas à mesma diferença de
potencial. Aplicando a lei de Ohm, essa diferença de potencial é R1 × I1 = R2 × I2. Sabemos
também, da lei dos nodos, que I3 = I1 + I2. Portanto, se soubermos I3 conseguiremos calcular I1. Ora
I3 pode ser obtido calculando a resistência equivalente de todo o circuito e aplicando a lei de Ohm.
As resistências R1 e R2 estão associadas em paralelo, pelo que a resistência equivalente desta
associação é
−1
1 1 1  1 1  20
= + ⇔ R = +  = Ω.
R R1 R2  10 20  3

As resistências R1 e R2 estão em série com R3. Como tal podemos calcular a resistência equivalente
de todo o circuito e achar I3:

 20  50 V 24
Req = R + R3 =  + 10  = Ω ⇔ I3 = = = 1,44 A .
 3  3 Req 50 / 3

Finalmente, usando I3 = 1,44 = I1 + I2 e R1 × I1 = R2 × I2, temos

 20
10I1 = 20I2

I1 = (1,44 − I1 ) ⇔ 3I1 = 2 × 1,44 ⇔ I1 = 0,96 A .
  10
1,44 = I1 + I2 − − −

4
9. Com o aumento de temperatura, a gasolina vai dilatar. Como a gasolina está num cilindro, a
dilatação só pode acontecer na direção vertical, sendo por isso uma dilatação linear. O aumento de
volume vai ser dado por (livro de texto, p.392)
∆L
= α ∆T ⇔ ∆L = α L ∆T .
L
Substituindo valores, temos

∆L = (317 × 10 −6 º C−1 ) ⋅ (67 cm) ⋅ (50 − 20) º C = 0,63717 cm ≈ 0,64 cm .

Ou seja, a altura passa de 67 cm para 67,64 cm e não há qualquer risco de transbordo do depósito.
Na verdade, seria necessário aquecer o depósito até qualquer coisa como 161 ºC para que isso
acontecesse (o leitor pode tentar obter esta temperatura de transbordo).

10. Este problema, aparentemente simples, é muito interessante e bem ilustrativo de alguns dos
conceitos elementares da Termodinâmica. Vejamos.
Um processo adiabático é, por definição, um processo onde não há trocas de calor. No nosso
caso, isso significa que o gás não expele nem absorve calor do exterior durante toda a
compressão. Sabemos também que o processo é reversível, pelo que se aplica a equação de troca
de calor elementar (livro de texto, p.424)
δ Q = TdS ,
a qual é válida durante toda a compressão. Ora, sendo o processo adiabático δ Q = 0 , pelo que
temos
TdS = 0 ⇔ dS = 0 ⇔ S = constante .

Ou seja, a entropia mantém-se constante numa troca elementar adiabática e reversível. Como o
processo total é uma soma de processos elementares, a entropia manter-se-á constante durante
todo o processo.
=0

Quanto à temperatura, da 1ª lei da Termodinâmica temos ∆U = Q − W = −W , com W o trabalho
realizado pelo gás no processo. Como neste caso o gás realiza trabalho negativo, i.e. recebe
trabalho do exterior, ∆U é positivo. Ou seja, a energia interna do gás aumenta. Ora para um gás
ideal monoatómico podemos relacionar a energia interna com a sua temperatura:
3
U= nRT .
2
Se no processo U aumenta, então T tem também que aumentar. Resumindo: a entropia mantém-
se inalterada e a temperatura aumenta. A conclusão seria a mesma para outros gases ideais, que
não o monoatómico. A única coisa que mudaria seria a expressão que relaciona a energia interna
com a temperatura.
Note-se que estas conclusões podem parecer um tanto ou quanto estranhas... afinal, o gás
aumenta de temperatura sem lhe termos fornecido calor. Mas tal não é tão estranho se nos
lembrarmos da equivalência entre calor e trabalho: (livro de texto, p.386) pode-se aquecer algo
fornecendo-lhe calor, ou trabalho. No nosso caso fornecemos trabalho.
5
Uma pequena descrição do que acontece fisicamente pode ajudar a compreender. Uma
compressão adiabática é uma compressão brusca. Assim, o gás não tem tempo para expelir como
calor o trabalho sobre ele realizado. Finda a compressão, a temperatura do gás sobe mas o
reservatório permanece à temperatura ambiente. Quem comprimir bruscamente, p.ex., uma
seringa tapada, não vai notar de imediato o aumento de temperatura. Ou seja, vai ficar com a
sensação (errada) de que a temperatura do gás se mantém constante. Mas se esperar alguns
segundos, as paredes da seringa vão acabar por aquecer, do contacto com o gás quente.
Experimente! (Se necessário, deixe sair o ar comprimido e repita várias vezes.)
Quanto à entropia, numa compressão diminuímos o volume. Ora como a entropia é uma medida
da desordem, ao diminuirmos o volume diminuímos também a desordem e consequentemente
poderia parecer que a entropia baixa. No entanto, essa diminuição de entropia por perda de
volume é compensada pelo aumento de temperatura do gás, o qual causa maior agitação das suas
moléculas e consequente aumento de entropia. Do que vimos acima, como no global a entropia
acaba por não se alterar, vemos que estas duas contribuições se anulam uma à outra exatamente.
Finalmente, um comentário sobre o que aconteceria se a compressão fosse irreversível. Nesse
caso, a troca elementar de calor teria a forma
TdS ≥ δ Q .

Ou seja, mesmo que tenhamos δ Q = 0 (processo adiabático), podemos ter TdS > 0 , pelo que a
entropia do gás pode aumentar. E em geral aumenta.

6
PARTE II

1. Trata-se de uma aplicação do princípio de conservação de energia a um sistema dissipativo (livro


de texto, secção 3.5.2, p.125). No trajeto atuam o peso (força conservativa), o atrito (força não

conservativa ou dissipativa) e a reação normal N (perpendicular à trajetória, logo não efetua
trabalho). É o atrito que leva à perda de energia mecânica do bloco.

1.1 Pela conservação de energia temos Wd = ∆Em , em que Wd é o trabalho das forças dissipativas,

neste caso apenas o atrito. Usando a definição de trabalho Watrito = Fatrito ⋅ ∆r , a forma da força de

 
atrito cinético Fatrito = µc N e trigonometria elementar ( 10 / ∆r = sin(θ ) ⇔ ∆r = 20 m ) temos
 

Wd = Fatrito ⋅ ∆r = Fatrito ⋅ ∆r ⋅ cos(α ) = µc N ⋅ ∆r ⋅ cos(α ) = ( µc mg cos(θ ) ) ⋅ 20 ⋅ cos(α ) ,


     

com α o ângulo entre a força de atrito e o deslocamento ao longo da encosta. A força de atrito
opõe-se ao movimento, pelo que tem a mesma direção do deslocamento ao longo da encosta, mas
sentido oposto. Assim, o ângulo α é de 180º e temos

Wd = 0,5 ⋅ mg ⋅ cos(30º ) ⋅ 20 ⋅ cos(180º ) = −5 3mg J .


  
3 =−1
=
2

A expressão procurada é pois Wd = −5 3mg J .

1.2. Dado que em A e C o bloco está parado, ele tem nestes pontos apenas energia potencial
gravítica. Assim, temos

Wd = ∆Em ⇔ − 5 3mg = mghC − mghA


⇔ mghC = mghA − 5 3mg
⇔ (
mg hC = mg ⋅ 10 − 5 3 )
⇔ hC ≈ 1,34 m

Note-se que não foram precisos nem o valor específico da massa do corpo, m, nem o da aceleração
da gravidade, g.

7
2. Se considerarmos a corda esticada horizontalmente, as oscilações dão-se segundo o eixo dos yy,
propagando-se para lá da extremidade esquerda segundo o eixo dos xx. A figura abaixo ajuda a
compreender os conceitos em jogo.
λ v

10 m

2.1. A forma geral de um movimento harmónico simples (MHS) é


y = A sin(ωt + δ ) ,

Com A a amplitude do MHS, ω a sua frequência angular e δ a fase na origem. Do enunciado


temos A = 20 cm = 0,2 m e δ = 0. Quanto a ω, a frequência das oscilações é 2 ciclos por segundo,
i.e. f = 2 Hz. Como tal, temos ω = 2π f = 4π Hz. Juntando tudo, temos
y = 0,2 sin(4π t ) m .

2.2. A distância entre cristas é o comprimento de onda, λ. Este pode ser obtido de λ = vT, com v a
velocidade de propagação da onda e T o seu período. A velocidade de propagação é simples de
obter: como as perturbações chegam à outra extremidade da corda, situada a 10 m, ao fim de 5 s, a
velocidade é simplesmente v = 10/5 = 2 m/s. O período é o inverso da frequência (T = 1/f = 0,5 s),
pelo que temos λ = 2 × 0,5 = 1 m de distância entre cristas.
Quanto à equação da onda progressiva, ela é, no geral,
y ( x, t ) = A sin(ω t − kx + δ ) ,

com k = 2π /λ o número de onda. Substituindo valores vem simplesmente


y ( x, t ) = 0,2 sin(4π t − 2π x ) m .

2.3. A onda é transversal porque as oscilações em torno da posição de equilíbrio (dão-se ao longo
dos yy) são perpendiculares à direção de propagação da onda (xx). Se fossem paralelas, a onda seria
longitudinal. Um exemplo deste último caso é as ondas sonoras.

8
3. (Ciclo termodinâmico)

3.1. No processo AB o volume mantém-se constante. Trata-se pois de um processo isocórico, ou
isovolumétrico.
γ
No processo BC temos PV = cte, o que identifica um processo adiabático (livro de texto,
p.430-431).
Para identificar o processo CA, recorremos à eq. de estado dos gases ideais, PV = nRT. Do
enunciado sabemos que PV = cte. Logo, como n e R são constantes, T também tem que ser, e o
processo é então isotérmico.

3.2. Basta novamente recorrer à equação dos gases ideais. Há, no entanto, que ter o cuidado de
passar a pressão e volume ao sistema de unidades SI, visto que é nesse sistema que temos o valor
da constante R e que nele a unidade de temperatura é o ºK. Assim, vem
PAVA
PAVA = nRTA ⇔ TA =
nR
(1 atm) ⋅ (3,2 dm3 )
⇔ TA =
(0,1 mol) ⋅ (8,3144 J.mol-1.ºK -1 )
(101300 Pa ) ⋅ (0,0032 m3 )
⇔ TA =
(0,1 mol ) ⋅ (8,3144 J .mol-1 .ºK -1 )
⇔ TA = 389,9 ºK

onde usámos a igualdade 1 J = 1 Pa.m3 (ver p.ex. p.423 do livro de texto). Para o estado
termodinâmico B, temos
PBVB = nRTB
(1,5874 atm) ⋅ (3,2 dm3 )
⇔ TB =
(0,1 mol) ⋅ (8,3144 J.mol-1.ºK -1 )
(160803,6 Pa ) ⋅ (0,0032 m3 )
⇔ TB =
(0,1 mol ) ⋅ (8,3144 J .mol-1 .º K -1 )
⇔ TB = 618,9 ºK

Para o estado C, como o processo CA é isotérmico, a temperatura do estado C é igual à do


estado A.

3.3. Para preencher o quadro, há que recorrer:


• à 1ª lei, ou primeiro princípio, da Termodinâmica (livro de texto, secção 6.8.2). Dela temos
∆U = Q − W , versão finita da transformação infinitesimal dU = δ Q − δ W ;
• às propriedades dos processos em causa, que nos ajudam a identificar quanto valem ∆U, Q
e W em cada etapa, e;
• ao facto de que a energia interna, U, de uma mole de gás ideal monoatómico é apenas
função da sua temperatura, i.e. U = 32 nRT .
9
Note-se que Q é o calor absorvido pelo gás (logo tem sinal negativo se o gás expele calor para o
exterior) e que W é o trabalho realizado pelo gás (logo tem sinal negativo se o gás recebe trabalho
do exterior).

No processo AB o gás não altera o seu volume. Como W = ∫ P dV (livro de texto, p.423), se o
volume não varia dV = 0 e portanto W = 0 . Temos então ∆U = Q e a variação de energia interna
pode ser calculada facilmente:
3
∆U A →B = UB − U A = nR (TB − TA )
2
3
= × 0,1× 8,3144 × (618,9 − 389,9) = 285,6 J.
2
O processo BC é adiabático, portanto não há trocas de calor com o exterior, i.e. Q = 0.
Consequentemente, da 1ª lei, ∆U = −W . Como notado acima, a temperatura do ponto C é a
mesma do ponto A e podemos calcular ∆UB→C da mesma maneira que acima:

3 3
∆UB → C = U C − UB = nR (TC − TB ) = nR (TC − TA )
2 2
3
= × 0,1× 8,3144 × (389,9 − 618,9) = −285,6 J.
2
Note-se que o gás perdeu energia, i.e. arrefeceu à medida que se expandia, realizando durante essa
expansão um trabalho de W = −∆U = −( −285,6) J = +285,6 J .

Finalmente, no processo CA o gás manteve a sua temperatura constante, logo também a sua
energia interna se manteve constante. Ou seja, ∆U = 0 e temos ∆U = Q − W ⇔ Q = W . O gás
recebeu trabalho do exterior, trabalho esse que o comprimiu de volta ao seu volume inicial. Por seu
turno, a energia que recebeu sob a forma de trabalho foi toda ela expelida de volta para o exterior,
sob a forma de calor. Resta-nos apenas saber quanta energia está envolvida nesta troca-por-troca. O
trabalho num processo isotérmico pode ser calculado (livro de texto, p.434), obtendo-se
VA VA
nRT
VA
dV V 
WC→ A = ∫ P dV = ∫ dV = nRT ∫ = nRT ln  A 
VC VC
V VC
V  VC 
= 0,1× 8,3144 × 389,9 × ln(1/ 2) = −224,7 J.

Note-se que no cálculo acima as simplificações no integral só podem ser feitas porque a
temperatura é constante em todo o processo. Num caso mais geral isso não seria verdade e não se
poderia tirar a temperatura para fora do sinal de integral. Note-se que o trabalho tem o sinal certo:
ele é negativo porque o gás recebeu energia. Como Q = W também o calor tem aqui sinal
negativo; o que está correto porque o gás cedeu energia para o exterior. É importante compreender
estas subtilezas com os sinais.
Juntando os cálculos acima na tabela, temos

(J) A →B B→C C→A


Q 285,6 0 –224,7
W 0 285,6 –224,7
∆U 285,6 –285,6 0
10
Algumas das conclusões acima poderiam ter sido tiradas fazendo outros raciocínios ou cálculos. A
solução apresentada não é única.

3.4. O rendimento, ou eficiência, de uma máquina térmica define-se (livro de texto, p.434) como

W
η= .
QFQ

em que W é a soma do trabalho realizado (não só o realizado pelo gás, mas também o realizado
sobre ele) e QFQ o calor que recebeu da fonte quente (e apenas esse!). No nosso caso, o gás realiza
trabalho na expansão BC e recebe trabalho na compressão CA. Temos então um trabalho total
de W = 285,6 − 224,7 = 60,9 J . Quanto ao calor, o gás apenas recebe calor da fonte quente
durante o processo AB, logo QFQ = QA →B = 285,6 J (no processo BC não há troca de calor, e
no processo CA o gás cede calor para a fonte fria). Juntando tudo, temos
60,9
η= ≈ 0,2132 = 21,32% .
285,6

Comparando com o rendimento de uma máquina de Carnot funcionando entre TA e TB, temos
TFF T 389,9
ηCarnot = 1 − = 1− B = 1− ≈ 0,37 = 37% .
TFQ TA 618,9

Vemos que o ciclo proposto tem um rendimento inferior ao do ciclo de Carnot, em cerca de
metade. Isto era esperado porque o ciclo de Carnot é o ciclo térmico mais eficiente entre duas
temperaturas: nenhum outro ciclo pode sequer ter um rendimento tão grande quanto o de Carnot,
aqui 37%.

11
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

HALLIDAY, RESNICK, WALKER, FUNDAMENTOS DE FÍSICA, 8.ED., LTC, RIO DE


JANEIRO, 2008.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 1 - MEDIÇÃO

01. O micrômetro (1 m) também é chamado mícron. (a) Quantos mícrons tem 1,0 km? (b) Que
fração do centímetro é igual a 1,0 m? (c) Quantos mícrons tem uma jarda?
(Pág. 9)
Solução.
(a) Para efetuar a conversão, basta lembrar que 1 km = 10 3 m e que 1 m = 106 m. Isso implica em:
103 m 106  m
1 e 1
1 km 1m
Multiplicar 1 km pelas razões acima equivale a multiplicar por 1. Portanto:
 103 m   106  m 
1 km  1 km  1  1  1 km      1 10  m
9

 1 km   1 m 
1 km  1109  m

(b) Queremos determinar a fração f de um centímetro que equivale a 1,0 m. Em termos
matemáticos, teremos:
f 1 cm  1 m
Agora é preciso converter o centímetro em mícrons.
1  m  102 cm   1 m  4
f      10
1 cm  1m   106  m 
f  104

(c) Para esta conversão, é preciso lembrar que 1 jarda = 3 pés e que 1 pé = 30,48 cm. Logo:
 30, 48 cm   1m   10  m 
6
1 jarda  3 pés      2   1 m   9,144 10  m
 5
 1 pé
   10 cm   
1 jarda  9 105  m

05. A Terra tem a forma aproximada de uma esfera com 6,37 × 106 m. Determine (a) a
circunferência da Terra em km, (b) a área da superfície da Terra em quilômetros quadrados e (c)
o volume da Terra em quilômetros cúbicos.
(Pág. 9)
Solução.
Seja o raio da Terra R = 6,37 × 103 km.

(a) A circunferência da Terra será:


________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

L  2 R  2     6,37 103 km   4,00238 104 km

L  4,00 104 km

(b) A área da superfície da Terra será:

 
2
A  4 R 2  4    6,37  103 km  5, 09904 108 km 2

A  5,10 108 km2

(c) O volume da Terra será:


4 4
 
3
V   R3     6,37 103 km  1,08269 1012 km3
3 3
V  1,08 1012 km3

10. A planta de crescimento mais rápido de que se tem notícia é uma Hesperoyucca whipplei, que
cresceu 3,7 m em 14 dias. Qual foi a velocidade de crescimento da planta em micrômetros por
segundo?
(Pág. 10)
Solução.
O problema resume-se em converter m/dia em m/s. Sendo v a velocidade de crescimento, teremos:
3, 7 m  106  m   1 d   1 h 
v     3, 05886  m/s
14 d  1 m   24 h   3.600 s 
v  3,1 m/s

Observação: Para saber mais sobre a Hesperoyucca whipplei, consulte


http://en.wikipedia.org/wiki/Hesperoyucca_whipplei.

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
Halliday, Resnick, Walker - Fund.de Física 1 - 8 Ed. - LTC - 2009. Cap. 01 – Medição
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 1 - MEDIÇÃO

05. Uma substituição conveniente para o número de segundos em um ano é π  107. Dentro de que
percentagem de erro isso está correto
(Pág. 11)
Solução.
Seja Nestim o número de segundos estimado para um ano, que é π  107. O número verdadeiro de
segundos em um ano, Nverd, vale:
 dia   h   s  s
Nverd   365, 25    24    3.600   31.557.600
 ano   dia   h ano
O erro percentual é calculado da seguinte forma:
 7 s   s 
N estim  N verd   10    31.557.600 
 ano   ano 
erro  100%  100%  0, 4489 %
N verd  s 
 31.557.600 
 ano 
erro  0,45%

38. (a) Calcule 37,76 + 0,132 com o número correto de algarismos significativos. (a) Calcule
16,264  16,26325 com o número correto de algarismos significativos.
(Pág. 12)
Solução.
(a) Vamos efetuar a primeira operação:
37, 76
+ 0,132

37,892
O algarismo sublinhado não é significativo, pois não pôde ser somado com o algarismo equivalente
no número 37,76. O algarismo correspondente ao milésimo deste número não foi avaliado e,
portanto, é desconhecido. Logo, o resultado deve ser fornecido ao centésimo.
R  37,89
(b) Vamos agora efetuar a segunda operação:
16,264
 16,26325

0,00075
________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

Os algarismos sublinhados não são significativos, pois não puderam ser somados com os algarismos
equivalentes no número 16,264. Portanto, o resultado deve ser fornecido ao milésimo. Como o
algarismo referente ao décimo de milésimo é maior ou igual a 5, ou seja, é 7, o algarismo referente
ao milésimo deve ser aproximado para mais 1. Logo:
R  0,001

40. Uma formação rochosa porosa dentro da qual a água pode se deslocar constitui um aqüífero. O
volume V de água que passa pela seção reta de área A dessa formação rochosa, no tempo t, é
dado por
V H
 KA
t L
onde H é a queda vertical da rocha, em relação à distância horizontal L: ver Fig. 10. Essa
relação é chamada de Lei de Darcy. A grandeza K é a condutividade hidráulica da rocha. Quais
são as unidades SI de K

(Pág. 13)
Solução.
Para encontrar a resposta, vamos substituir os símbolos das grandezas envolvidas, exceto K, pelas
respectivas unidades SI:
V H
 KA
t L
m3 m
 Km2  Km2
s m
Como o membro da esquerda deve ter a mesma unidade do da direita, K deve ter unidade m/s.
m3  m  2 m 3
  m 
s s s
Logo:
m
K
s

________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

Hesperoyucca whipplei

28. Os grãos de areia das praias da Califórnia são aproximadamente esféricos, com um raio de 50
m, e são feitos de dióxido de silício, que tem uma massa específica de 2.600kg/m3. Que massa
de grãos de areia possui uma área superficial total (soma das áreas de todas as esferas) igual à
área da superfície de um cubo de 1,00 m de aresta?
(Pág. 11)
Solução.
Como a área superficial de um cubo de 1,00 m de aresta é igual a 6,00 m2, teremos a área total da
superfície dos grãos de areia como sendo A = 6,00 m2. A massa total M dos grãos é igual ao número
de grãos N multiplicado pela massa m de cada grão.
M  Nm (1)
A massa de cada grão pode ser determinada com base na densidade  da areia e no volume v de
cada grão:
4
m  v    r3 (2)
3
O número de grãos é a razão entre a área total A dos grãos e a área a de cada grão.
A A
N  (3)
a 4 r 2
Substituindo-se (2) e (3) em (1), teremos:

 rA
 2.600 kg/m    50  m    101 mm    6, 00 m 
3
6
2

M
A 4
   r3    
4 r 2
3 3 3
M  0, 26 kg

57. A unidade astronômica (UA) é a distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 92,9 × 106
milhas. O parsec (pc) é a distância para a qual uma distância de 1 UA subtende um ângulo de
________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

exatamente 1 segundo de arco (Fig. 1-8). O ano-luz é a distância que a luz, viajando no vácuo
com uma velocidade de 186.000 milhas por segundo, percorre em 1,0 ano. Expresse a distância
entre a Terra e o Sol (a) em parsecs e (b) em anos-luz.

Fig. 1-8 Problema 57.


(Pág. 13)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema:
B
1 pc
0,5 UA
A 0,5’’
C

De acordo com o esquema, teremos a seguinte relação para o triângulo retângulob ABC:
 0,5 UA   1 UA 
sen  0,5'' 
1 pc   2 pc 
1 UA  sen  0,5''    2 pc   4,84813 106 pc

1 UA  4,8 106 pc

(b) O ano luz é matematicamente definido como sendo o produto da velocidade da luz pelo
intervalo de tempo de 1,0 ano. Ou seja:
 mi   24 h   3.600 s 
1 ano-luz  c  t  186.000    365 dias     
 s   1 dia   1 h 
1 ano-luz  5,86569 1012 mi
Agora resta apenas efetuar a conversão de milhas para anos-luz no valor da UA:
 1 ano-luz 
1 UA  92,9 106 mi     1,58378 105 ano-luz
 5,86569 10 mi 
12

1 UA  1,6 105 ano-luz

________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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HALLIDAY, RESNICK, WALKER, FUNDAMENTOS DE FÍSICA, 8.ED., LTC, RIO DE


JANEIRO, 2008.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 3 – VETORES

16. Na soma A + B = C, o vetor A tem um módulo de 12,0 m e um ângulo de 40,0o no sentido anti-
horário em relação ao semi-eixo x positivo, e o vetor C tem um módulo de 15,0 m e um ângulo
de 20,0o no sentido anti-horário em relação ao semi-eixo x negativo. Determine (a) o módulo de
B e (b) o ângulo de B em relação ao semi-eixo x positivo.
(Pág. 59)
Solução.
Considere o esquema abaixo, que mostra os vetores A e C:
y
A
Ay

Cx A

C Ax x
Cy
C
(a) O módulo de B é calculado por meio da seguinte relação:
B Bx2 By2 (1)
Portanto, precisamos agora calcular Bx e By para, em seguida, substituí-los em (1). Esse cálculo
pode ser feito por meio das duas equações escalares contidas na equação vetorial A + B = C. A
primeira delas é:
Ax Bx Cx
A cos A Bx C cos C

Bx A cos A C cos C

Bx 12,0 m cos 40,0 15,0 m cos 20,0 23, 2879 m


A segunda equação escalar é:
Ay By C y
A sen A By C sen C

By A sen A C sen C

By 12,0 m sen 40,0 15,0 m sen 20,0 12,8437 m


Substituindo-se os valores de Bx e By em (1), teremos:
2 2
B 23, 2879 m 12,8437 m 26,5949 m
B 26,6 m
(b) O ângulo que B faz em relação ao semi-eixo x positivo é dado por:

________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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1
By 1 12,8437 m
B tan tan 28,8776
Bx 23, 2879 m
Embora a calculadora forneça como resultado para B o valor 28,9o, podemos ver na figura abaixo
que devemos acrescentar 180o a esse resultado para obter a resposta correta.
B

y
28,9o

A
B
x
C

Logo:
B 180 28,8776 208,8776

B 209

25. Se B é somado a C = 3,0 i + 4,0 j, o resultado é um vetor no sentido do semi-eixo y positivo,


com um módulo igual ao de C. Qual é o módulo de B?
(Pág. 59)
Solução.
Em primeiro lugar vamos determinar o módulo de C:
C Cx2 C y2 3, 02 4, 02 25 5, 0
Vamos chamar de D o vetor soma de B e C. Como D aponta no sentido +y e possui módulo 5,0,
teremos:
D 5,0j
Agora precisamos efetuar a operação mencionada no enunciado para obter B:
B A D
B D C
B 5, 0 j 3, 0i 4, 0 j
B 3,0i 1,0j
Portanto, o módulo de B vale:
2 2
B Bx2 By2 3,0 1,0 10 3,1622
B 3, 2

Os vetores B, C e D podem ser vistos no esquema abaixo:

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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y

5 D
C
4
3
2
1

3 2 1 0 1 2 3 4 5 x
1
B b

32. Na Fig. 3-33, um vetor a com um módulo de 17,0 m faz um ângulo = 56,0o no sentido anti-
horário com o semi-eixo x positivo. Quais são as componentes (a) ax e (b) ay do vetor? Um
segundo sistema de coordenadas está inclinado de um ângulo ’ = 18o em relação ao primeiro.
Quais são as componentes (c) a’x e (b) a’y neste novo sistema de coordenadas?

Fig. 3-33 Problema 32


(Pág. 60)
Solução.
As componentes de a no sistema de coordenadas xy são:
(a) ax
ax a cos 17,0 m cos 56,0 9,5062 m
ax 9,51 m
(b) ay
ay a sen 17,0 m sen 56,0 14,0936 m
ax 14,1 m
As componentes a x' e a 'y no sistema rotacionado são dadas pelas seguintes relações (tente deduzir
essas relações):
ax' ax cos '
a y sen '

a 'y a y cos '


ax sen '

Logo:

________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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(c)
ax' ax cos '
ay sen '
9,5062 m cos 18 14,0936 m sen 18 13,3961 m
ax' 13m
(d)
a'y ay cos '
ax sen '
14,0936 m cos 18 9,5062 m sen 18 10, 4662 m
ax' 10 m

43. Os três vetores na Fig. 3-35 têm módulos a = 3,00 m, b = 4,00 m e c = 10,0 m; = 30,0o.
Determine (a) a componente x e (b) a componente y de a; (c) a componente x e (d) a
componente y de b; (e) a componente x e (f) a componente y de c. Se c = p a + q b, quais são os
valores de (g) p e (h) q?

Fig. 3-35 Problema 43


(Pág. 60)
Solução.
(a) Como A está sobre o eixo x, teremos:
ax 3,00 m
(b) ay 0, 00 m
Vetor B:
(c) bx b cos 4,00 m cos 30,0 3, 4641 m
bx 3,46 m
(d) by b sen 4,00 m sen 30,0
by 2, 00 m

(e) cx c cos 90 10,0 m cos 120,0


cx 5,00 m
(f) cy c sen 90 10,0 m sen 120,0 8,6602 m
cy 8,66 m
(g) e (h) Para calcular p e q devemos resolver o sistema de duas equações escalares embutidas na
equação vetorial c = p a + q b, que são cx = p ax + q bx e cy = p ay + q by. Da primeira equação,
teremos:
cx pax qbx
________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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cx pa x
q (1)
bx
Da segunda, teremos:
c y pa y
q (2)
by
Igualando-se (1) e (2):
cx pax c y pa y
bx by
Resolvendo a equação acima para p, teremos:
c y bx cxby 8, 6602 m 3, 4641 m 5, 00 m 2, 00 m
p 6, 6666
a y bx axby 0, 00 m 3, 4641 m 3, 00 m 2, 00 m
p 6,67
Agora podemos obter q a partir de (1):
cx pax 5, 00 m 6, 6666 3, 00 m
q 4,3301
bx 3, 4641 m
q 4,33

51. Um barco a vela parte do lado americano do lago Erie para um ponto no lado canadense, 90,0
km ao norte. O navegante, contudo, termina 50,0 km a leste do ponto de partida. (a) Que
distância e (b) em que sentido deve navegar para chegar ao ponto desejado?
(Pág. 61)
Solução.
Considere o seguinte esquema vetorial da situação, em que r0 é a posição almejada pelo velejador,
r1 é a posição alcançada pelo barco e r é o deslocamento que o barco deve sofrer para alcançar seu
objetivo inicial.
Lago Erie

y
r
90 km x
r0

r1

50 km
(a) De acordo com o esquema acima, temos a seguinte relação vetorial:
r0 r1 r
r r0 r1 90, 0 km j 50, 0 km i 50, 0 km i 90, 0 km j
O módulo de r é:

________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

2 2
r rx2 ry2 50,0 km 90,0 km 102,9563 km
r 103 km
(b) A direção de r é dada pelo ângulo 2:
'
ry 90, 0 km
2 tan 1 tan 1 60,9453
rx 50, 0 km
Logo:
'
2 2 180 60,9453 119,0546

2 119

54. São dados três deslocamentos em metros: d1 = 4,0 i + 5,0 j 6,0 k, d2 = 1,0 i + 2,0 j + 3,0 k e
d3 = 4,0 i + 3,0 j + 2,0 k. (a) Determine r = d1 d2 + d3. (b) Determine o ângulo entre r e o
semi-eixo z positivo. (c) Determine a componente de d1 em relação a d2. (d) Qual é a
componente de d1 que é perpendicular a d2 e está no plano de d1 e d2? (Sugestão: Para resolver
o item (c), considere a Eq. 3-20 e a Fig. 3-20; para resolver o item (d), considere a Eq. 3-27.)

a b ab cos (3-20)

Fig. 3-20

c ab sen (3-27)

(Pág. 61)
Solução.
(a)
r d1 d2 d3
r 4, 0i 5, 0 j 6, 0k 1, 0i 2, 0 j 3, 0k 4, 0i 3, 0 j 2, 0k

r 4,0 1,0 4,0 i 5,0 2,0 3,0 j 6,0 3,0 2,0 k


r 9,0i 6,0j 7,0k
________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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(b) O ângulo entre r e o eixo z pode ser obtido por meio do produto escalar entre r e o vetor unitário
k:
r k r k cos rz r 1 cos rz

r k
cos rz (1)
r
Agora precisamos calcular r.k e r. Cálculo de r.k:
r k 9, 0i 6, 0 j 7, 0k k 0 0 7, 0
r k 7,0
Cálculo de r:
2 2 2
r rx2 ry2 rz2 9,0 6,0 7,0
r 12,8840
Substituindo-se esses valores em (1), teremos:
7, 0
cos rz 0,5433
12,8840
1
rz cos 0,5433 122,9089

rz 123
(c) A componente de d1 em relação a d2, que chamaremos d12, é d1 cos 12. Esse termo aparece no
produto escalar dos dois vetores:
d1 d2 d1d2 cos 12
d1 d2
d1 cos 12
d2
Ou seja:
d1 d 2
d12 (2)
d2
Agora precisamos calcular d1 d2 e o módulo de d2. O produto escalar vale:
d1 d 2 4, 0i 5, 0 j 6, 0k 1, 0i 2, 0 j 3, 0k 4, 0 10 18 12 m 2
O módulo de d2 vale:
2 2 2
d2 d22x d22y d22z 1,0 2,0 3,0 3,7416 m
Substituindo-se os valores de d1 d2 e d2 em (2), teremos:
12 m2
d12 3, 2071 m
3, 7416 m
d12 3, 2 m
(d) A componente de d1 que é perpendicular a d2 e está no plano de d1 e d2, que chamaremos d12 , é
d1 sen 12. Esse termo aparece no módulo do produto vetorial dos dois vetores:
d1 d 2 d1d 2 sen 12 d12 d 2

________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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d1 d 2
d12 (3)
d2
Agora só precisamos calcular |d1×d2|. O produto vetorial vale:
d1 d 2 4, 0i 5, 0 j 6, 0k 1, 0i 2, 0 j 3, 0k 27i 6, 0 j 13k
O módulo de d1×d2 é:
2 2 2
d1 d2 27 6,0 13 30,5614 m2
Substituindo-se os valores de |d1×d2| e d2 em (3), teremos:
d1 d 2 30,5614 m2
d12 8,1678 m
d2 3, 7416 m
d12 8, 2 m

58. Um jogador de golfe precisa de três tacadas para colocar a bola no buraco. A primeira tacada
lança a bola a 3,66 m para o norte, a segunda 1,83 m para o sudeste e a terceira 0,91 m para o
sudoeste. Determine (a) o módulo e (b) a direção do deslocamento necessário para colocar a
bola no buraco na primeira tacada.
(Pág. 61)
Solução.
As direções associadas aos termos nordeste (NE), sudeste (SE), sudoeste (SW) e noroeste (NW),
podem ser conferidas na figura abaixo, que costuma ser chamada de “rosa dos ventos”:

Considere o seguinte gráfico que mostra os três deslocamentos sucessivos sofridos pela bola:
y

o
315 b o
225
a
c

x
De acordo com o enunciado, os vetores a, b e c são definidos por:

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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a 3, 66 m j

b 1,83 m cos 315 i 1,83 m sen 315 j

c 0,91 m cos 225 i 0,91 m sen 225 j


A tacada única d capaz de lançar a bola diretamente no buraco corresponde à soma vetorial a + b
+c:
d a b c
d 3, 66 m j 1,83 m cos 315 i 1,83 m sen 315 j

0,91 m cos 225 i 0,91 m sen 225 j

d 0, 6505 m i 1, 7225 m j
(a) O módulo de d vale:
2 2
d d x2 d y2 0,6505 m 1,7225 m 1,8412 m
d 1,84 m
(b) O ângulo que d faz em relação ao semi-eixo x positivo é dado por:
1
dy 1 1, 7225 m
d tan tan 69,3102
dx 0, 6505 m

d 69
O vetor d pode ser visto no esquema abaixo:
y

b
a
c
d
69o
x

69. Um manifestante, com sua placa de protesto, parte da origem de um sistema de coordenadas xyz,
com o plano xy na horizontal. Ele se desloca 40 m no sentido negativo do eixo x, faz uma curva
de 90o à esquerda, caminha mais 20 m e sobe até o alto de uma torre de 25 m de altura. (a) Em
termos de vetores unitários, qual é o deslocamento da placa do início ao fim? (b) O manifestante
deixa cair a placa, que vai parar na base da torre. Qual á o módulo do deslocamento total, do
início até este novo fim?
(Pág. 62)
Solução.
Considere o seguinte gráfico que mostra os deslocamentos sofridos pela placa:

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES
z
c

d
b

x
y
(a) O deslocamento total d é dado por:
d a b c
d 40 m i 20 m j 25 m k
O vetor d pode ser visto na figura abaixo.
z
c

d
b

x
y
(b) Quando a placa cai no chão, sofre um deslocamento igual a c. Logo, seu novo deslocamento
total e vale:
e a b c c a b
e 40 m i 20 m j
O módulo de e vale:
2 2
e 40 m 20 m 44,7213 m
e 45 m
O esquema vetorial para essa situação será:
z
c c

b
e

x
y

71. Se B é somado a A, o resultado é 6,0 i + 1,0 j. Se B é subtraído de A, o resultado é 4,0 i + 7,0


j. Qual é o módulo de A?
(Pág. 62)
Solução.
Vamos somar as duas equações mencionadas no enunciado para eliminar B e obter A.
________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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B A 6,0i 1,0j
A B 4,0i 7,0j
O resultado da soma é:
2A 2,0i 8,0j
Ou:
A 1,0i 4,0j
O módulo de A vale:
A Ax2 Ay2 1, 02 4, 02 17 4,1231
A 4,1

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 3 – VETORES

16. Uma roda com raio de 45 cm rola sem deslizar ao longo de uma superfície horizontal, como
mostra a Fig. 25. P é um ponto pintado no aro da roda. No instante t1, P é o ponto de contato
entre a roda e o chão. No instante t2 posterior, a roda girou de meia revolução. Qual é o
deslocamento de P nesse intervalo de tempo?

(Pág. 46)
Solução.
Considere o esquema a seguir:
P

r
y y

x
O deslocamento do ponto P corresponde ao vetor r, que é dado por:
r xi yj
Analisando-se o esquema acima, podemos concluir que x é corresponde a meia volta da
circunferência da roda ( R) e y é igual a 2R. Logo, o vetor deslocamento vale:
r Ri 2 Rj 1, 4137 m i 0,90 m j

r 1, 4 m i 0,90 m j
O módulo do deslocamento vale:
r x2 y2 2, 2237 m
r 2, 2 m

24. Uma estação de radar detecta um míssil que se aproxima do leste. Ao primeiro contacto, a
distância do míssil é 3.200 m, a 40,0o acima do horizonte. O míssil é seguido por 123o no plano
leste-oeste, e a distância no contacto final era de 7.800 m; veja a Fig. 27. Ache o deslocamento
________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

do míssil durante o período de contacto com o radar.

(Pág. 46)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
r
r0
r
y

A posição inicial do míssil é dada por:


r0 r0 x i r0 y j
r0 r0 cos i r0 sen j
A posição final do míssil é dada por:
r rx i ry j
r r cos i r sen j
O vetor deslocamento do míssil é dado por:
r xi yj
r r cos r0 cos i r sen r0 sen j
r 10.216,9370 m i 33,5360 m j
r 10 km i 33 m j
O módulo do deslocamento é:
r rx 2 ry 2 10.216,9921 m
r 10 km

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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HALLIDAY, RESNICK, WALKER, FUNDAMENTOS DE FÍSICA, 8.ED., LTC, RIO DE


JANEIRO, 2008.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 2 – MOVIMENTO RETILÍNEO

01. Um automóvel viaja em uma estrada retilínea por 40 km a 30 km/h. Em seguida, continuando
no mesmo sentido, percorre outros 40 km a 60 km/h. (a) Qual é a velocidade média do carro
durante este percurso de 80 km? (Suponha que o carro se move no sentido positivo de x.) (b)
Qual é a velocidade escalar média? (c) Trace o gráfico de x em função de t e mostre como
calcular a velocidade média a partir do gráfico.
(Pág. 33)
Solução.
(a) A velocidade média (vm) no percurso total corresponde à razão entre o deslocamento total ( x12)
e o intervalo de tempo total ( t):
x12 x1 x2 2 x
vm (1)
t t1 t2 t1 t2
Na Eq. (1), as grandezas com índice 1 referem-se à primeira etapa da viagem e as com índice 2 à
segunda etapa da viagem, como descrito no enunciado. O termo 2 x é devido à igualdade entre x1
e x2. Em relação às etapas da viagem, suas velocidades médias valem:
x
vm1
t1
x
vm 2
t2
Explicitando o tempo de cada etapa, teremos:
x
t1 (2)
vm1
x
t2 (3)
vm 2
Substituindo (2) e (3) em (1):
2 x 2vm1vm 2 2 30 km/h 60 km/h
vm
x x vm 2 vm1 60 km/h 30 km/h
vm1 vm 2
vm 40 km/h
O estudante deve ter percebido que o cálculo da velocidade média é função apenas das velocidades
médias de cada uma das etapas. Isso é conseqüência da igualdade entre os deslocamentos
envolvidos nessas etapas.

(b) A velocidade escalar média (vem) é a razão entre a distância total percorrida (s) e o intervalo de
tempo ( t). No presente caso, temos s = x12. Portanto:

________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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s x12
vem vm
t t
vem 40 km/h
(c) No gráfico a seguir são mostrados os deslocamentos e intervalos de tempo parciais e totais. A
linha I corresponde à primeira etapa da viagem e a II à segunda etapa. A linha tracejada III
corresponde ao trajeto total. As declividades dessas correspondem às velocidades médias dos
trajetos correspondentes.
x (km)
t12
t1 t2
80
x2
III II
40 x12

I x1

1 2 t (h)

02. Um carro sobe uma ladeira com uma velocidade constante de 40 km/h e desce a ladeira com
uma velocidade constante de 60 km/h. Calcule a velocidade escalar média da viagem de ida e
volta.
(Pág. 33)
Solução.
Como os deslocamentos envolvidos na subida e descida têm o mesmo módulo, a situação é
semelhante à do Probl. 1. Usaremos os índices S para subida e D para descida.
sSD sS sD 2s
vem (1)
tSD tS tD tS tD
Na equação acima, s é o comprimento da ladeira. Explicitando o tempo de cada etapa, teremos:
s
tS (2)
vS
s
tD (3)
vD
Substituindo (2) e (3) em (1):
2s 2vS vD 2 40 km/h 60 km/h
vem
s s vD vS 60 km/h 40 km/h
vS vD
vem 48 km/h

17. A posição de uma partícula que se move ao longo do eixo x é dada em centímetros por x = 9,75
+ 1,50 t3, onde t está em segundos. Calcule (a) a velocidade média durante o intervalo de tempo
de t = 2,00 s a t = 3,00 s; (b) a velocidade instantânea em t = 2,00 s; (c) a velocidade instantânea
em t = 3,00 s; (d) a velocidade instantânea em t = 2,50 s; (e) a velocidade instantânea quando a
partícula está na metade da distância entre suas posições em t = 2,00 s e t = 3,00 s. (f) Plote o

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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gráfico de x em função de t e indique suas respostas graficamente.


(Pág. 34)
Solução.
(a) Chamando de x0 a posição da partícula em t0 = 2,00 s e de x1 sua posição em t1 = 3,00 s, os
valores de x0 e x1 serão:
3
x0 9,75 1,50 2,00 21,75 cm
3
x1 9,75 1,50 3,00 50, 25 cm
A velocidade média da partícula no intervalo de tempo t1 t0 será:
x x1 x0 50, 25 cm 21, 75 cm
vm,01
t t1 t0 3, 00 s 2, 00 s
vm ,01 28,5 cm/s
(b) A velocidade instantânea v corresponde à derivada da função x(t) em relação a t:
dx d
v 9, 75 1,50t 3 4,50t 2
dt dt
Logo, para t0 = 2,00 s teremos:
2
v0 4,50 2, 00
v0 18, 0 cm/s
(c) Para t1 = 3,00 s teremos:
2
v1 4,50 3,00
v1 40,5 cm/s
(d) Para t2 = 2,50 s teremos:
2
v2 4,50 2,50 28,125 cm/s
v2 28,1 cm/s
(e) A metade da distância entre as posições da partícula em t0 = 2,00 s e t1 = 3,00 s corresponde à
posição x3, definida por:
x0 x1 21, 75 cm 50, 25 cm
x3 36 cm
2 2
A partícula alcança a posição x3 no instante de tempo t3, que vale:
x3 9, 75 1,50t33

36 9,75
t3 3 2,5962 s
1,50
Logo, a velocidade v3 da partícula no instante t3 será:
2
v3 4,50 2,5962 30,3322 cm/s
v3 30,3 cm/s
(f)

________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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x (cm) Declividade = v1

Declividade = v3
x1
Declividade = v0
x3
x0
Declividade = vm01

1 2 3 t (s)
t0 t1
t3

41. A Fig. 2-28 mostra um carro vermelho e um carro verde que se movem um em direção ao outro.
A Fig. 2-29 é um gráfico do movimento dos dois carros que mostra suas posições x0verde = 270
m e x0vermelho = 35,0 m no instante t = 0. O carro verde tem uma velocidade constante de 20,0
m/s e o carro vermelho parte do repouso. Qual é o módulo da aceleração do carro vermelho?

Fig. 2-28 Problemas 40 e 41

Fig. 2-29 Problema 41


(Pág. 36)
Solução.
Vamos utilizar os índices r e g para os carros vermelho (red) e verde (green), respectivamente. O
carro verde possui movimento com velocidade constante. Logo:
x x0 v0t
x1 xg 0 vg t1
x1 270 m 20 m/s 12 s
x1 30 m
x1 é a coordenada x correspondente ao instante de tempo t1 = 12 s. O carro vermelho possui
movimento com aceleração constante. Logo, sua equação de movimento será:
1 2
x x0 v0t at
2

________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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1 2
x1 xr 0 0 ar t1
2
2 x1 xr 0
ar
t12
Substituindo-se o valor de x1 calculado anteriormente:
2 30 m 35 m
aR 2
0,90277 m/s 2
12 s
aR 0,90 m/s 2

Observação: Você deve ter notado que os sinais negativos de xr0 e de vg não foram dados no
enunciado. Essas informações foram obtidas a partir do gráfico fornecido.

70. Duas partículas se movem ao longo do eixo x. A posição da partícula 1 é dada por x = 6,00 t2 +
3,00 t + 2,00, onde x está em metros e t em segundos; a aceleração da partícula 2 é dada por a =
8,00 t, onde a está em metros por segundo ao quadrado e t em segundos. No instante t = 0 a
velocidade é de 20 m/s. Em que instante as duas partículas têm a mesma velocidade?
(Pág. 38)
Solução.
Sendo a posição da partícula 1 dada por:
x1 6, 00t 2 3, 00t 2, 00
Sua velocidade em função do tempo será:
dx
v1 12, 0t 3, 00 (1)
dt
Sendo a aceleração da partícula 2 dada por:
a2 8, 00t
Sua velocidade em função do tempo será:
dv
a2 8, 00t
dt
dv 8,00t dt
v2 t
dv 8, 00 t dt
v0 t0

t 2 t02
v2 v0 8, 00
2
Foi mencionado que em t0 = 0 a velocidade da partícula 2 é v0 = 20 m/s. Logo
t2 0
v2 20 m/s 8, 00
2
v2 20 4, 00t 2 (2)
Igualando-se (1) e (2), teremos:
12, 0t 3, 00 20 4, 00t 2
4,00t 2 12,0t 17 0
________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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As raízes dessa equação são 1,0495...s e 4,0495...s. O instante de tempo positivo corresponde à
solução do problema. Portanto:
t 1,1 s

88. Uma pedra é lançada verticalmente para cima a partir da borda do terraço de um edifício. A
pedra atinge a altura máxima 1,60 s após ter sido lançada. Em seguida, após quase se chocar
com o edifício, a pedra chega ao solo 6,00 s após ter sido lançada. Em unidades SI: (a) com que
velocidade a pedra foi lançada? (b) Qual a altura máxima atingida pela pedra em relação ao
terraço? (c) Qual a altura do edifício?
(Pág. 39)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y

v1 = 0 y1 = h (t1 = 1,60 s)

v0
y0 = H (t0 = 0,00 s )

Trajetória da pedra
a

y2 = 0 (t2 = 6,00 s )

v2

(a) Análise do percurso entre os instantes de tempo t0 e t1:


v1 v0 gt1
0 v0 gt1
v0 9,8 m/s2 1,60 s 15, 68 m/s
v0 16 m/s
(b) A altura máxima acima do edifício corresponde a h – H. Para determiná-la, vamos novamente
analisar o percurso entre os instantes de tempo t0 e t1:
1 2
y1 y0 vt gt1
2
1 2 1 2
h H 0 gt1 9,8 m/s 2 1, 60 s 12,544 m
2 2
h H 13 m
________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

(c) A altura do edifício corresponde a H. Para determiná-la, vamos analisar o percurso entre os
instantes de tempo t0 e t2:
1 2
y2 y0 v0t gt2
2
1 2
0 H v0t2 gt2
2
1 2 1 2
H v0t2 gt2 15, 68 m/s 6, 00 s 9,8 m/s 2 6, 00 s 82,32 m
2 2
H 82 m

99. Um certo malabarista normalmente arremessa bolas verticalmente até uma altura H. A que
altura as bolas devem ser arremessadas para passarem o dobro de tempo no ar?
(Pág. 40)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y
Sit. B
HB

tB= 2 tA

Sit. A
HA
tA

y0 = 0
Vamos utilizar a seguinte equação na coordenada y para analisar o movimento de subida das bolas
nas situações A e B:
1 2
y y0 vt gt
2
Na situação A, teremos:
1
HA 0 0 g t A2
2
1
HA g t A2 (1)
2
Na situação B, teremos:
1 1 2
HB 0 0 g tB2 g 2 tA
2 2
2
H B 2g tA (2)
Dividindo-se (2) por (1), teremos:

________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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HB 2 g t A2
HA 1
g t A2
2
HB 4H A

106. Deixa-se cair uma pedra, sem velocidade inicial, do alto de um edifício de 60 m. A que
distância do solo está a pedra 1,2 s antes de chegar ao solo?
(Pág. 40)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y

y0 = H (t0)

y1 = h (t1 = t2 1,2 s)

y2 = 0 (t2)

Primeiro vamos analisar o movimento de queda da pedra do alto do edifício (índice 0) até o solo
(índice 2). A equação geral do movimento é:
1 2
y y0 v0t gt
2
Aplicando-se os índices corretos, teremos:
1 2
y2 y0 0 gt2
2
1 2
0 H gt2
2
2H
t2 3, 4992 s
g
O valor de t1 é igual a t2 1,2 s. Logo:
t1 2, 2992 s
Agora podemos analisar o movimento de queda da pedra desde o alto do edifício até a coordenada
y1:
1 2
y y0 v0t gt
2
Aplicando-se os índices corretos, teremos:

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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1 2
y1 y0 0 gt1
2
1 2
h H gt1
2
1 2 1
h H gt1 60 m 9,8 m/s 2 2, 2992 s 34, 0954 m
2 2
h 34 m

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
Halliday, Resnick, Walker - Fund.de Física 1 - 8 Ed. - LTC - 2009. Cap. 02 – Movimento Retilíneo
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 2 – MOVIMENTO UNIDIMENSIONAL

01. Que distância seu carro percorre, a 88 km/h, durante 1 s em que você olha um acidente à
margem da estrada?
(Pág. 28)
Solução.
Como o problema trata de um movimento que ocorre com velocidade constante, deve-se utilizar a
Eq. (1).
x x0 v x t (1)
A distância procurada corresponde ao deslocamento x = x x0.
x x0 x vx t
1 m/s
x (88 km/h) (0,50 s) 12, 222 m
3, 6 km/h
A resposta deve ser expressa com apenas um algarismo significativo:
x 10 m

02. Um jogador de beisebol consegue lançar a bola com velocidade horizontal de 160 km/h, medida
por um radar portátil. Em quanto tempo a bola atingirá o alvo, situado a 18,4 m?
(Pág. 28)
Solução.
Apesar do movimento da bola ser bidimensional (ao mesmo tempo em que a bola viaja até a base
horizontalmente, ela sofre ação da gravidade e cai verticalmente) só precisamos nos preocupar com
o seu movimento horizontal. Isto é devido a esse movimento ser o responsável pela situação exposta
no enunciado. O movimento horizontal da bola não está sujeito à aceleração da gravidade ou a
qualquer outra aceleração (exceto, é claro, à aceleração causada pela força de resistência do ar, que
é desprezada) e deve ser tratado como movimento com velocidade constante.
x x0 vt
x x0 x (18, 4 m)
t
v v 1 m/s
(160 km/h)
3, 6 km/h
t 0,414 s

08. Um avião a jato pratica manobras para evitar detecção pelo radar e está 35 m acima do solo
plano (veja Fig. 24). Repentinamente ele encontra uma rampa levemente inclinada de 4,3 o, o
que é difícil de detetar. De que tempo dispõe o piloto para efetuar uma correção que evite um
choque com o solo? A velocidade em relação ao ar é de 1.300 km/h.

________________________________________________________________________________________________________ 10
a
Resnick, Halliday, Krane - Física 2 - 4 Ed. - LTC - 1996. Cap. 2 – Movimento Unidimensional
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

(Pág. 28)
Solução.
O avião desloca-se em movimento retilíneo com velocidade constante. Considere o esquema abaixo
para a resolução do problema.
v

0 h x

d
Analisando o movimento do avião no eixo x, temos:
x x0 vt
0 d vt
d
t
v (1)
Como o valor de d não foi dado, é preciso calculá-lo.
h
tan
d
h
d
tan (2)
Substituindo-se (2) em (1):
h (35 m)
t 1, 289035... s
v tan 1.300
km/h tan 4,3o
3, 6
t 1,3 s

11. Calcule sua velocidade escalar média nos dois casos seguintes. (a) Você caminha 72 m à razão
de 1,2 m/s e depois corre 72 m a 3,0 m/s numa reta. (b) Você caminha durante 1,0 min a 1,2 m/s
e depois corre durante 1,0 min a 3,0 m/s numa reta.
(Pág. 28)
Solução.
(a) Precisamos lembrar que a velocidade escalar média é a razão entre a distância percorrida (não o
deslocamento) e o intervalo de tempo decorrido no percurso.

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
Resnick, Halliday, Krane - Física 2 - 4 Ed. - LTC - 1996. Cap. 2 – Movimento Unidimensional
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

s1 s2 s1 s2 72 m 72 m 2
vem 1, 714 m/s
t1 t2 s1 s1 72 m 72 m 1 1
v1 v1 1, 2 m/s 3, 0 m/s 1, 2 m/s 3, 0 m/s

vem 1,7 m/s


(b)
s1 s2 v1 t1 v2 t2 1, 2 m/s 60 s 3, 0 m/s 60 s 1, 2 m/s 3, 0 m/s
vem
t1 t2 t1 t2 60 s 60 s 2
vem 2,1 m/s

12. Dois trens, cada um com a velocidade escalar de 34 km/h, aproximam-se um do outro na mesma
linha. Um pássaro que pode voar a 58 km/h parte de um dos trens quando eles estão distantes
102 km e dirige-se diretamente ao outro. Ao alcançá-lo, o pássaro retorna diretamente para o
primeiro trem e assim sucessivamente. (a) Quantas viagens o pássaro pode fazer de um trem ao
outro antes de eles se chocarem? (b) Qual a distância total que o pássaro percorre?
(Pág. 28)
Solução.
Neste problema vamos resolver primeiro o item (b) e em seguida o item (a).
Trem A Trem B
2o Encontro 1o Encontro
vA vP vB

4d/9 2d/3
0 x

d/2 d/2
d
(b) Como os trens viajam à mesma velocidade, porém em sentidos contrários, o choque dar-se-á na
coordenada d/2. O tempo ( t) do percurso de cada trem será igual ao tempo de vôo do pássaro.
Logo, para o trem A:
x d /2
vA
t t
d
t
2v A
Para o pássaro:
s
vp
t
d
s 2v A
2v A
s d
Portanto, o pássaro percorre uma distância igual à separação inicial dos trens, ou seja:
s 102 km
(a) Em primeiro lugar, vamos calcular a coordenada x do primeiro encontro (x1).
x1 x0P vPt (1)
________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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x1 x0 B vB t (2)
Nestas equações, x0p = 0 e x0B = d são as posições do pássaro e do trem B no instante zero e vP = 2
vB e vB são as velocidades do pássaro e do trem B. Como no momento do primeiro encontro o
pássaro e o trem B estarão na mesma coordenada (x1), podemos igualar (1) e (2).
x0 B vBt x0 P vPt
d vB t 0 ( 2vB )t
d
t (3)
3v B
Substituindo-se (3) em (1):
d
x1 x0 P vP 0 ( 2vB )
3vB
2d
x1
3
De maneira semelhante, pode-se demonstrar que o segundo encontro se dará na coordenada 4d/9.
Como conseqüência, do primeiro para o segundo encontro o pássaro percorre uma distância igual a
2d/3 4d/9 = 2d/9, que é igual a 2/3 de d/3. Também pode ser demonstrado que do segundo para o
terceiro encontro ele percorre uma distância igual a 2/3 de 1/3 de d/3, e assim por diante. Em
resumo:
Viagem do pássaro Distância percorrida
1 2/3 d = 2/3 d
2 2/3 . 1/3 . d = 2/32 d
3 2/3 . 1/3. 1/3 . d = 2/33 d
… … …
n
n 2/3 . 1/3 . …. 1/3 . d = 2/3 d

A soma das distâncias percorridas em cada trecho de ida e vinda do pássaro deve ser igual a d
(resposta do item b):
2 2 2 2
d 2
d 3
d  nd d
3 3 3 3
Ou seja:
1 1 1 1 1
2 3
 n
3 3 3 3 2
n
1 1
i
(4)
i 1 3 2
Pode-se demonstrar que (4) somente será verdadeira se n = (Utilize sua calculadora para verificar
esta afirmação). Portanto, em teoria, o pássaro fará um número infinito de viagens.

14. Que distância percorre em 16 s um corredor cujo gráfico velocidade-tempo é o da Fig. 25?

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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(Pág. 28)
Solução.
Conhecendo-se a função x(t) que descreve a posição x de um objeto em qualquer instante de tempo t,
pode-se calcular sua velocidade em qualquer instante a partir da derivada de x(t) em relação a t.
dx(t )
v(t )
dt
No caso inverso, conhecendo-se a velocidade v(t) de um objeto em qualquer instante t, pode-se
determinar sua posição x em qualquer instante, bem como seu deslocamento, no intervalo de tempo
considerado.
dx(t ) v(t ) dt
x v
dx(t ) v( t ) dt
x0 v0

v
x x0 v(t ) dt
v0

De acordo com esta, o deslocamento x x0 corresponde à área sob a curva do gráfico v(t) = f(t). Cada
quadrado mostrado no gráfico possui área equivalente a (2 m/s) (2 s) = 4 m. Portanto,
contabilizando toda a área sob a curva mostrada no gráfico, chegaremos ao seguinte resultado:

t (s) x (m)
0 2 8
2 10 64
10 12 12
12 16 16
Total 100

Portanto:
x(16) x(0) 100 m

29. Para decolar, um avião a jato necessita alcançar no final da pista a velocidade de 360 km/h.
Supondo que a aceleração seja constante e a pista tenha 1,8 km, qual a aceleração mínima
necessária, a partir do repouso?
(Pág. 29)
Solução.

________________________________________________________________________________________________________ 14
a
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Trata-se de movimento retilíneo com aceleração constante. O cálculo pode ser feito por meio da Eq.
(1).
v2 v02 2a x (1)
2
1 m/s
2 2
360 km/h 02
v v 3, 6 km/h
a 0
2, 7777 m/s 2
2 x 2 (1,80 103 m)
a 2,78 m/s 2

31. A cabeça de uma cascavel pode acelerar 50 m/s2 ao atacar uma vítima. Se um carro pudesse
fazer o mesmo, em quanto tempo ele alcançaria a velocidade escalar de 100 km/h a partir do
repouso?
(Pág. 29)
Solução.
Trata-se, naturalmente, de movimento retilíneo com aceleração constante. A velocidade inicial, v0, é
igual a zero. O cálculo do tempo (t) é feito através da Eq. 1.
v v0 at (1)
1 m/s
(100 km/h) 0
v v0 3, 6 km/h
t 0,55556 s
a (50 m/s 2 )
t 0,56 s

33. Um elétron, com velocidade inicial v0 = 1,5 105 m/s, entra numa região com 1,2 cm de
comprimento, onde ele é eletricamente acelerado (veja Fig. 29). O elétron emerge com
velocidade de 5,8 106 m/s. Qual a sua aceleração, suposta constante? (Tal processo ocorre no
canhão de elétrons de um tubo de raios catódicos, utilizado em receptores de televisão e
terminais de vídeo.)

(Pág. 30)
Solução.
Trata-se de movimento retilíneo com aceleração constante. O cálculo pode ser feito através da Eq.
(1).

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a
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v2 v02 2a x (1)
v 2 v02 (5,8 106 m/s)2 -(1,5 105 m/s) 2
a 1, 4007 1015 m/s2
2 x 2(1,2 10-2 m)
a 1, 4 1015 m/s 2

34. A maior velocidade em terra já registrada foi de 1.020 km/h, alcançado pelo coronel John P.
Stapp em 19 de março de 1954, tripulando um assento jato-propulsado. Ele e o veículo foram
parados em 1,4 s; veja a Fig. 30. Que aceleração ele experimentou? Exprima sua resposta em
termos da aceleração da gravidade g = 9,8 m/s2. (Note que o corpo do militar atua como um
acelerômetro, não como um velocímetro.)

(Pág. 30)
Solução.
Trata-se de movimento retilíneo com aceleração (negativa ou desaceleração) constante. O cálculo
pode ser feito através da Eq. (1).
v v0 at (1)
1 m/s
0 (1.020 km/h)
v v0 3, 6 km/h
a 202,38095 m/s 2
t (1,4 s)
Para obter a aceleração em termos de unidades g, basta dividir a aceleração obtida pelo valor da
aceleração da gravidade.
a ( 202,38095 m/s 2 )
20,6511
g (9,8 m/s2 )
a 21 g

41. Um trem de metrô acelera a partir do repouso a 1,20 m/s2 em uma estação para percorrer a
primeira metade da distância até a estação seguinte e depois desacelera a 1,20 m/s2 na segunda
metade da distância de 1,10 km entre as estações. Determine: (a) o tempo de viagem entre as
estações e (b) a velocidade escalar máxima do trem.
(Pág. 30)
Solução.
Considere o esquema abaixo para auxiliar a resolução:
________________________________________________________________________________________________________ 16
a
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a -a

x0 = 0 x1 = d/2 x2 = d x
(a) Sabendo-se que o tempo gasto na primeira metade do caminho (acelerado) é igual ao tempo
gasto para percorrer a segunda metade do caminho (desacelerado), o tempo de viagem entre as
estações pode ser calculado da seguinte forma (trecho x0 x1):
1 2 1 2
x x0 v0t at v0t1 at1
2 2
2
d 1 t
0 0 a
2 2 2
4d 4(1,10 103 m)
t 60,553... s
a (1, 2 m/s 2 )
t 60,6 s
(b) A velocidade escalar máxima do trem (v1), que é atingida em x1 = d/2, pode ser calculada da
seguinte forma (trecho x0 x1):
v2 v0 2 2a( x x0 )
v12 v0 2 2a( x1 x0 )
d
v12 0 2a ( 0)
2
v1 ad (1, 20 m/s2 )(1,10 103 m) 36,331... m/s
v1 36,3 m/s

45. No momento em que a luz de um semáforo fica verde, um automóvel arranca com aceleração de
2,2 m/s2. No mesmo instante um caminhão, movendo-se à velocidade constante de 9,5 m/s,
alcança e ultrapassa o automóvel. (a) A que distância, além do ponto de partida, o automóvel
alcança o caminhão? (b) Qual será a velocidade do carro nesse instante? (É instrutivo desenhar
um gráfico qualitativo de x(t) para cada veículo.).
(Pág. 31)
Solução.
Considere o esquema abaixo para a resolução do problema. Observe que tanto o caminhão quanto o
automóvel percorrem a mesma distância em tempos iguais.
d
vC vC

a
v0A = 0 vA = ?

x0 = 0 x=d=? x
(a) O movimento do caminhão (C) ocorre com velocidade constante.
x x0 vt

________________________________________________________________________________________________________ 17
a
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x x0 vC t
x vC t (1)
O movimento do automóvel ocorre com aceleração constante, partindo do repouso em x0 = 0.
1 2
x x0 v0t at
2
1 2
x x0 v0C t at
2
1 2
d 0 at
2
1 2
d at (2)
2
Substituindo-se o valor de t de (1) em (2):
2
1 d a d2
d a
2 vc 2 vc 2
2vc 2 2(9,5 m/s)2
d 82,045045... m
a (2, 2 m/s 2 )
d 82 m
(a) A velocidade com que o automóvel alcança o caminhão (vA) vale:
v2 v0 2 2a( x x0 )
vA2 v0 A2 2a( x x0 )
vA2 0 2ad

vA 2ad 2(2, 2 m/s2 )(82,04545... m) 18,999... m/s


vA 19 m/s

49. No manual de motorista diz que um automóvel com bons freios e movendo-se a 80 km/h pode
parar na distância de 56 m. Para a velocidade de 48 km/h a distância correspondente é 24
m.Suponha que sejam iguais, nas duas velocidades, tanto o tempo de reação do motorista,
durante o qual a aceleração é nula, como a aceleração quando aplicados os freios. Calcule (a) o
tempo de reação do motorista e (b) a aceleração.
(Pág. 31)
Solução.
Considere o seguinte esquema para a resolução do problema:

________________________________________________________________________________________________________ 18
a
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Tempo de Frenagem (A)


reação (A)
Situação A
v0A v1A = v0A v2A = 0

x0 = 0 x1B x1A x2B x2A x

v0B v1B = v0B v2B = 0


Situação B
Tempo de Frenagem (B)
reação (B)
(a) Vamos inicialmente analisar a situação A. Durante o tempo de reação, o carro desloca-se com
velocidade constante.
x x0 vt
x1A x0 A v0 AtR
Mas:
x0 A 0
Logo:
x1 A v0 At R (1)
Análise do movimento de frenagem na situação A.
v2 v0 2 2a( x x0 )
v2 A2 v1 A2 2a( x2 A x1 A )
Mas:
v1A v0 A
Logo:
0 v0 A2 2a( x2 A x1 A ) (2)
Substituindo-se (1) em (2):
2a( x2 A v0 AtR ) v0 A2 (3)
A análise da situação B através do caminho seguido pelas Eqs. (1) a (3) conduz ao seguinte
resultado:
2a( x2 B v0 BtR ) v0 B 2 (4)
Dividindo-se (3) por (4):
x2 A v0 AtR v0 A2
x2 B v0 BtR v0 B 2
Logo:
v0 A2 x2 B v0 B 2 x2 A
tR (5)
v0 Av0 B (v0 A v0 B )
tR 0, 72 s
(b) Substituindo-se (5) em (3):
________________________________________________________________________________________________________ 19
a
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v0 A2
a 6,17284... m/s 2
2( x2 A v0 AtR )
a 6, 2 m/s2

54. Uma rocha despenca de um penhasco de 100 m de altura. Quanto tempo leva para cair (a) os
primeiros 50 m e (b) os 50 m restantes?
(Pág. 31)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema para a situação:
y0 = 0

g y1 = 50 m

y2 = 100 m

y
Trata-se de movimento retilíneo (vertical) com aceleração constante. O cálculo do tempo de queda
nos primeiros 50 m pode ser feito através da Eq. (1). De acordo com o esquema ao lado, a
aceleração da gravidade tem o mesmo sentido do referencial adotado e, portanto, possui sinal
positivo.
1
y1 y 0 v0 y t a y t12 (1)
2
Como v0y = 0:
2( y1 y0 ) 2( y1 y0 )
t1
ay g

2[(50 m) 0)
t1 10, 20408 s 2 3,19438 s
(9,81 m/s 2 )
t1 3,2 s
(b) Para calcular o tempo de queda dos 50 m seguintes (y1 = 50 m a y2 = 100m), primeiramente
vamos calcular o tempo de queda de y0 = 0 a y2 = 100m.
1
y 2 y 0 v0 y t a y t 22
2
2( y2 y0 )
t2
g

________________________________________________________________________________________________________ 20
a
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2[(100 m) 0)
t2 20,40816 s 2 4,51753 s
(9,81 m/s 2 )
O cálculo do tempo de queda y1 a y2 (t12) é feito por diferença:
t12 t 2 t1 (4,51753 s) (3,19438 s) 1,32315 s
t12 1,3 s

59. Enquanto pensava em Isaac Newton, uma pessoa em pé sobre uma passarela inadvertidamente
deixa cair uma maçã por cima do parapeito justamente quando a frente de um caminhão passa
exatamente por baixo dele. O veículo move-se a 55 km/h e tem 12 m de comprimento. A que
altura, acima do caminhão, está o parapeito, se a maçã passa rente à traseira do caminhão?
(Pág. 31)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y v0 = 0
y0 = h

h Inicial
x0 = 0 x1= l
y1 = 0
vC x

Final

vC

v1
A solução deste problema consiste em analisar as equações do movimento horizontal do caminhão e
vertical da maçã e combiná-las, pois são sincronizadas no tempo. Movimento do caminhãoem x:
x x0 vxt
l 0 vC t
l
t (1)
vC
Movimento da maçã em y:
1 2
y y0 v0t at
2
1
0 h 0 ( g )t 2
2
1 2
h gt (2)
2
________________________________________________________________________________________________________ 21
a
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Substituindo-se (1) em (2):


2

2
1 l 1 12 m
h g 9,81 m/s 2 3, 026 m
2 vC 2 m/s
55 km/h 3, 6
km/h
h 3,0 m

61. Um jogador de basquete, no momento de “enterrar” a bola, salta 76 cm verticalmente. Que


tempo passa o jogador (a) nos 15 cm mais altos do pulo e (b) nos 15 cm mais baixos? Isso
explica por que esses jogadores parecem suspensos no ar no topo de seus pulos.
(Pág. 32)
Solução.
Considere o seguinte esquema para a resolução do problema.
y
D
yD
15 cm mais
yC = yE C E altos

a = -g

yB = yF B F
15 cm mais
A G baixos
yA = yG = 0
Como a aceleração é a mesma na subida e na descida, temos que:
t
t AB tFG t15 B 2t AB t AB 15 B
2
t
tCD tDE t15 A 2tCD tCD 15 A
2
onde tAB é o tempo para ir de do ponto A ao ponto B e t15A e t15B são os tempos em que o jogador
passa nos 15 cm mais altos e mais baixos, respectivamente.
A velocidade inicial do jogador (vA) pode ser calculada pela análise do movimento no trecho AD.
v2 v0 2 2a ( y y0 )
vD 2 vA2 2( g )( yD y A ) 1)
0 vA2 2 g ( yD 0)

vA 2 gyD 2(9,81 m/s 2 )(0,76 m) 3,8615022... m/s


(a) Análise do movimento no trecho CD.
1 2
y y0 vt at
2
1
yD yC vDtCD ( g )tCD 2
2
2
1 t
(0,15 m) 0 g 15 A
2 2

________________________________________________________________________________________________________ 22
a
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8(0,15 m)
t15 A 0,3497... s
(9,81 m/s 2 )
t15 A 0,35 s
(b) Análise do movimento no trecho AB.
1 2
y y0 v0t at
2
1
yB y A vAt AB ( g )t AB 2
2
2
t 1 t
(0,15 m) v A 15 B g 15 B
2 2 2
(9,81 m/s 2 ) (3,8615022... m/s)
t15 B t15 B (0,15 m) 0 (1)
8 2
A Eq. (1) é uma equação do segundo grau cujas raízes são:
t15 B ' 1, 492560... s
t15 B '' 0, 081955... s
Como t15B deve ser menor do que t15A:
t15 B 0,082 s

64. O laboratório de pesquisa da gravidade nula do Centro de Pesquisa Lewis da NASA (EUA) tem
uma torre de queda de 145 m. Trata-se de um dispositivo vertical onde se fez vácuo e que, entre
outras possibilidades, permite estudar a queda de uma esfera com diâmetro de 1 m, que contém
equipamentos. (a) Qual o tempo de queda do equipamento? Qual sua velocidade ao pé da torre?
(c) Ao pé da torre a esfera tem uma aceleração média de 25 g quando sua velocidade é reduzida
a zero. Que distância ela percorre até parar?
(Pág. 32)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema da situação:
y0 = 0

Acel. g

y1 = 145 m
Desacel.
y2
y

________________________________________________________________________________________________________ 23
a
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Trata-se de movimento retilíneo (vertical) com aceleração constante. O cálculo do tempo de queda
livre pode ser feito através da Eq. (1). De acordo com o esquema, a aceleração da gravidade tem o
mesmo sentido do referencial adotado e, portanto, possui sinal positivo.
1
y1 y 0 v0 y t a y t12 (1)
2
Como v0y = 0:
2( y1 y0 )
t1
ay

2( y1 y0 )
t1
g
2[(145 m) 0)
t1 5, 43706 s
(9,81 m/s 2 )
t1 5,44 s
(b) O cálculo da velocidade de chegada da esfera à base da torre também é direto.
v1 y v0 y a y t1
v1 y 0 (9,81 m/s 2 )(5, 43706 s) 53,337604 m/s
v1y 53,3 m/s
(c) A desaceleração ocorre entre as posições y1 e y2.
v 22 y v12y 2a y ( y y y1 )
v22 y v12y v22 y v12y 02 (53,337604 m/s) 2
y 5,8 m
2a y 2 25 g 2 (25 9,81 m/s 2 )
y 5,8 m
Obs.: O diâmetro da esfera não tem utilidade na resolução dos itens pedidos. Ele só foi dado para
ilustrar a situação.

70. Um balão está subindo a 12,4 m/s à altura de 81,3 m acima do solo quando larga um pacote. (a)
Qual a velocidade do pacote ao atingir o solo? (b) Quanto tempo ele leva para chegar ao solo?
(Pág. 32)
Solução.
O balão desloca-se em movimento retilíneo para cima, com velocidade constante. Considere o
esquema abaixo para a resolução do problema. Como o balão está em movimento, a velocidade
inicial do pacote é a mesma do balão.

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a
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y v0 = vB

y0 = h

a = -g

y=0
(a) A velocidade (v) do pacote ao atingir o chão pode ser calculada da seguinte forma:
v2 v0 2 2a ( y y0 )
v2 vB 2 2( g )(0 h)
v2 vB 2 2 gh
v2 (12, 4 m/s)2 2(9,81 m/s 2 )(81,3 m)
v 41,819445... m
v 41,8 m
(a) O tempo (t) gasto para o pacote atingir o chão pode ser calculado da seguinte forma:
1
y y0 (v0 v)t
2
1
0 h (vB v)t
2
2h
t
vB v
2(81,3 m)
t 5,5269567... s
(12, 4 m/s) (41,819445... m/s)
t 5,53 s

73. No Laboratório Nacional de Física da Inglaterra (o equivalente ao nosso Instituto Nacional de


Pesos e Medidas) foi realizada uma medição de g atirando verticalmente para cima uma bola de
vidro em um tubo sem ar e deixando-a retornar. A Fig. 35 é o gráfico da altura da bola em
função do tempo. Seja tL o intervalo de tempo entre duas passagens consecutivas da bola pelo
nível inferior, tU o intervalo de tempo entre duas passagens consecutivas pelo nível superior e
H a distância entre os dois níveis. Prove que
8H
g 2
.
tL tU 2

________________________________________________________________________________________________________ 25
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(Pág. 32)
Solução.
Considere o seguinte esquema para a resolução do problema.
y
C
yC
yB B

yA A

Movimento do ponto A ao ponto C é dado por:


1 2
y y0 vt at
2
1
yC y A vC t ( g )t 2
2
No ponto C a velocidade da bola (vC) é zero.
2
1 tL
yC yA 0 g
2 2
1
yC yA g tL 2 (1)
8
De maneira idêntica, o movimento do ponto B ao ponto C é dado por:
1
yC yB g tU 2 (2)
8
Subtraindo-se (2) de (1):
1
( yC y A ) ( yC yB ) yB y A H g ( tL 2 tU 2 )
8
Portanto:
8H
g 2
tL tU 2

74. Uma bola de aço de rolamento é largada do teto de um edifício com velocidade inicial nula. Um
observador em pé diante de uma janela com 120 cm de altura nota que a bola gasta 0,125 s para
ir do topo da janela ao parapeito. A bola continua a cair, chocando-se elasticamente com uma
________________________________________________________________________________________________________ 26
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

calçada horizontal e reaparece no parapeito da janela 2,0 s após passar por ela ao descer. Qual a
altura do edifício? (Após uma colisão elástica, a velocidade escalar da bola em dado ponto é a
mesma ao subir e ao descer.)
(Pág. 33)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y
v0 = 0
y0 = H

t1 v4 = v 3
y1
t2 h v1
y2 = y4
a = gj v2
H

t3

v3
y3 = 0

v3

Vamos analisar o movimento de queda livre da esfera entre os pontos 0 (topo do edifício) e 2
(parapeito da janela):
v2 v02 2a y y0
v22 v02 2 g y2 H
v22 0 2 g y2 H

v22
H y2 (1)
2g
Agora vamos analisar o movimento da esfera entre os pontos 1 (topo da janela) e 2 (parapeito da
janela):
1 2
y y0 vt at
2
1
y2 y1 v2 t2 g t22
2
1
h v2 t2 g t22
2
h 1 1, 20 m 1 m
v2 g t2 9,81 2 0,125 s
t2 2 0,125 s 2 s
v2 10, 213125 m/s

________________________________________________________________________________________________________ 27
a
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Finalmente, vamos analisar o movimento da esfera entre os pontos 2 (parapeito da janela) e 3 (solo).
Note que o tempo requerido para a esfera ir do parapeito ao solo e retornar ao parapeito é de 2,0 s.
Logo, o tempo para ir do parapeito ao solo é de t3 = 1,0 s.
1 2
y y0 v0t at
2
1
y3 y2 v2 t3 g t32
2
1
0 y2 v2 t3 g t32
2
1 1 m 2 2
y2 g t32 v2 t3 9,81 2 1,0 s 10, 213125 m/s 1,0 s
2 2 s
y2 15,118125 m
Substituindo-se os valores de v2 e y2 em (1), teremos a resposta do problema:
2
10, 213125 m/s
H 15,118125 m 20, 434532 m
2 9,81 m/s 2
H 20 m

75. Um cachorro avista um pote de flores passar subindo e a seguir descendo por uma janela com
1,1 m de altura. O tempo total durante o qual o pote é visto é de 0,74 s. Determine a altura
alcançada pelo pote acima do topo da janela.
(Pág. 33)
Solução.
O tempo no qual o vaso é visto subindo (tS) é igual ao tempo no qual ele é visto descendo (tD).
Portanto:
tS tD 2tS t
t
tS 0,34 s
2
Considere o esquema abaixo para a resolução do problema.
y
y2
y1

a = -g

y0 = 0

Cálculo da velocidade do vaso na coordenada y1 (v1):

________________________________________________________________________________________________________ 28
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

1 2
y y0 vt at
2
1
y1 y0 v1tS ( g )tS 2
2
1 2
y1 y0 gtS
v1 2
tS
1
(1,1 m) 0 (9,81 m/s 2 )(0,37 s) 2
v1 2
(0,37 s)
v1 1,15812297... m/s
Cálculo da distância acima da janela atingida pelo vaso (y2 y1):
v2 v0 2 2a ( y y0 )
v2 2 v12 2( g )( y2 y1 )
v12 v2 2
y2 y1
2g
(1,15812297... m/s)2 0
y2 y1 0,068361... m
2(9,81 m/s 2 )
y2 y1 6,8 cm

________________________________________________________________________________________________________ 29
a
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 4 – MOVIMENTO BI E TRIDIMENSIONAL

02. A posição de uma partícula que se move em um plano xy é dada por r = (2t3 5t)i + (6 7t4)j,
com r em metros e t em segundos. Calcule (a) r, (b) v e (c) a quando t = 2 s.
(Pág. 64)
Solução.
(a) Em t = 2,00 s a posição (r) da partícula vale:
r [2 (2)3 5 (2)]i [6 7 (2) 4 ]j
r (16 10)i (6 112) j
r (6i 106j) m
(b) A velocidade instantânea v é derivada primeira de r em relação ao tempo:
dr d
v [(2t 3 5t )i (6 7t 4 ) j]
dt dt
v (6t 2 5)i 28t 3 j
Substituindo-se o valor de t = 2 s:
v [6 (2)2 5]i [28 (2)3 ]j
v (21i 224j) m/s
(c) A aceleração instantânea a é derivada primeira de v em relação ao tempo:
dv d
a [(6t 2 5)i 28t 3 j]
dt dt
a 12ti 84t 2 j
Substituindo-se o valor de t = 2 s:
a 12 (2)i 84 (2)2 j
a (24i 336 j) m/s 2

44. Um canhão é posicionado para atirar projéteis com velocidade inicial v0 diretamente acima de
uma elevação de ângulo , como mostrado na Fig. 33. Que ângulo o canhão deve fazer com a
horizontal de forma a ter o alcance máximo possível acima da elevação?

________________________________________________________________________________________________________
a
Resnick, Halliday, Krane - Física 2 - 4 Ed. - LTC - 1996. Cap. 4 – Movimento Bi e Tridimensional
(Pág. 67)
Solução.
Análise do movimento no eixo horizontal (x), onde é o ângulo de inclinação do canhão em relação
à horizontal:
x x0 vxt
R cos 0 v0 cos t
R cos
t (1)
v0 cos
Análise do movimento no eixo vertical (y):
1 2
y y0 v y 0t at
2
1 2
R sin 0 v0 sin t gt (2)
2
Substituindo-se (1) em (2):
R cos 1 R 2 cos 2
R sin v0 sin g
v0 cos 2 v0 2 cos 2
cos 1 R cos 2
sin sin g
cos 2 v0 2 cos 2
gR cos 2
sin tan cos
2v0 2 cos 2
2v0 2 cos2
R tan cos sin (3)
g cos2
Como R( ) é uma função cujo ponto de máximo deve ser localizado, devemos identificar o valor de
tal que dR/d = 0.
dR 2v0 2 cos( 2 )sec2
0 (4)
d g
Resolvendo-se (4) para encontramos duas possíveis soluções:
1
(2 )
4
1
(2 )
4
Como 0 /2 (ver figura), a resposta mais coerente é:
________________________________________________________________________________________________________ 2
Seção dedicada ao aluno de graduação
1
(2 )
4
É claro que resta demonstrar que d2R/d 2 0, equação (3), pois como se trata de um ponto de
máximo, a concavidade da curva nesse ponto deve ser voltada para baixo.

48. Um foguete é lançado do repouso e se move em uma linha reta inclinada de 70,0o acima da
horizontal, com aceleração de 46,0 m/s2. Depois de 30,0 s de vôo com o empuxo máximo, os
motores são desligados e o foguete segue uma trajetória parabólica de volta à Terra; veja a Fig.
36. (a) Ache o tempo de vôo desde o lançamento ao impacto. (b) Qual é a altitude máxima
alcançada? (c) Qual é a distância da plataforma de lançamento ao ponto de impacto? (Ignore as
variações de g com a altitude.)

(Pág. 68)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

v2
y2 = H

v1
0
H
y1
a = gj
a0

0
v0 = 0
y0 = y3 = 0
x
x0 = 0 x1 x2 x3
v3
R
(a) O cálculo do tempo total de vôo, t03, é a soma do tempo de aceleração em linha reta com os
foguetes, t01 = 30,0 s, e o tempo de queda livre, t13, que precisa ser calculado.
t03 t01 t13 (1)
Para o cálculo de t13, precisamos de y1 e v1. Cálculo de y1:

________________________________________________________________________________________________________ 3
Seção dedicada ao aluno de graduação
1 2
y y0 v y 0t a yt
2
1 2
y1 y0 v0 y t01 a0 y t01
2
1 2
y1 0 0 a0 sen 0 t01
2
1 2 1 2
y1 a0 sen 0 t01 46, 0 m/s 2 sen 70, 0o 30, 0 s
2 2
y1 19.451,63 m (2)

Cálculo de v1:
v y v0 y ayt
v1 y v0 y a0 y t01
v1 sen 0 0 a0 sen 0 t01
v1 a0 t01 46,0 m/s2 30,0 s
v1 1.380 m/s (3)
Agora podemos determinar t13, com a ajuda dos valores obtidos em (2) e (3):
1 2
y y0 v y 0t a yt
2
1
y3 y1 v1 y t13 g t132
2
1 2
0 y1 v1 sen 0 t13 g t132
2 g
2v1 sen 2 y1
t132 0
t13 0
g g

2
2 1.380 m/s sen 70, 0o 2 19.451, 63 m
t 13 t13 0
9,81 m/s 2 9,81 m/s 2

t132 264,3783 s t13 3.965,6752 s2 0


As raízes da equação acima são:
t13' 278, 6120 s
''
t 13 14, 2336 s
Logo:
t13 278,6120 s (4)
Substituindo-se (4) em (1):
t03 30, 0 s 278, 6120 s 308, 6120 s
t03 309 s
(b) A altitude máxima de vôo do foguete pode ser obtida pela análise do movimento na coordenada
y do ponto 1, o início da queda livre, ao ponto 2, que corresponde ao topo da trajetória.
________________________________________________________________________________________________________ 4
Seção dedicada ao aluno de graduação
v y2 v02 y 2a y y y0
v22 y v12y 2 g y2 y1
0 v12 sen 2 0 2g H y1
2
v12 sen 2 0
1.380 m/s sen 2 70, 0o
H y1 19.451, 63 m 105.161,50 m
2g 2 9,81 m/s 2
H 105 km
(c) Para determinarmos a distância pedida, precisamos apenas analisar o movimento horizontal
entre os pontos 1 e 3, que ocorre com velocidade horizontal constante.
x x0 vxt
x3 x1 v1x t13
R x1 v1 cos 0 t13
Lembremos que x1 pode ser obtido pela relação:
y1
tan 0
x1
Logo:
y1 19.451,63 m
R v1 cos 0 t13 o
1.380 m/s cos 70,0o 278,6120 s
tan 0 tan 70,0
R 138.581, 29 m
R 139 km

49. Um canhão antitanque está localizado na borda de um platô a 60,0 m acima de uma planície,
conforme a Fig. 37. A equipe do canhão avista um tanque inimigo parado na planície à distância
de 2,20 km do canhão. No mesmo instante a equipe do tanque avista o canhão e começa a se
mover em linha reta para longe deste, com aceleração de 0,900 m/s 2. Se o canhão antitanque
dispara um obus com velocidade de disparo de 240 m/s e com elevação de 10,0o acima da
horizontal, quanto tempo a equipe do canhão teria de esperar antes de atirar, se quiser acertar o
tanque?

(Pág. 68)
Solução.
A estratégia que vamos adotar consiste em calcular o tempo que o obus leva para atingir o solo da
planície (tb) e o tempo que o tanque leva para chegar ao local onde o obus cai (tt), que fica a uma
distância horizontal R do canhão. O tempo de espera será:
t tb tt (1)
Em primeiro lugar vamos analisar o movimento do obus. Em x o movimento se dá com velocidade
constante:

________________________________________________________________________________________________________ 5
Seção dedicada ao aluno de graduação
x x0 vxt
R 0 v0 cos tb
R
tb (2)
v0 cos
Movimento do obus em y:
1 2
y y0 v y 0t a yt
2
1 2
0 h v0 sen t gtb (3)
2
Substituindo-se (2) em (3):
2
R 1 R
h v0 sen g
v0 cos 2 v0 cos
g
R2 tan R h 0
2v cos2
2
0

Daqui para adiante não há vantagem em continuar a solucionar o problema literalmente. As raízes
desta equação do 2o grau são:
R1 2.306, 775 m
R2 296,5345 m
Como R corresponde a uma coordenada positiva no eixo x, temos:
R 2.306,775 m (4)
Substituindo-se (4) em (2):
tb 9, 7598 s (5)
Agora vamos analisar o movimento do tanque, que se dá com aceleração constante:
1 2
x x0 vx 0t ax t
2
1 2
R d0 0 at tt
2
2 R d0
tt 15, 4038 s (6)
at
Substituindo-se (5) e (6) em (1):
t 5,6440 s
t 5,64 s

60. Uma criança gira uma pedra em um círculo horizontal a 1,9 m acima do chão, por meio de uma
corda de 1,4 m de comprimento. A corda arrebenta e a pedra sai horizontalmente, caindo no
chão a 11 m de distância. Qual era a aceleração centrípeta enquanto estava em movimento
circular?
(Pág. 68)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
________________________________________________________________________________________________________ 6
Seção dedicada ao aluno de graduação
r
y
v
x

d
A aceleração centrípeta procurada é dada por:
v2
ac (1)
r
Análise do movimento no eixo horizontal (x):
x x0 vxt
d 0 vt
d
t (2)
v
Análise do movimento no eixo vertical (y):
1 2
y y0 v y 0t at
2
1 2
0 h 0 gt
2
1 2
h gt (3)
2
Substituindo-se (2) em (3):
2
1 d
h g
2 v2
2
gd
2
v (4)
2h
Substituindo-se (4) em (1):
2
gd
ac
2rh
2
(9,81 m/s 2 )(11 m)
ac 223,1221... m/s 2
2(1, 4 m)(1,9 m)
ac 2, 2 103 m/s 2

70. A neve está caindo verticalmente à velocidade escalar constante de 7,8 m/s. (a) A que ângulo
com a vertical e (b) com qual velocidade os flocos de neve parecem estar caindo para o
motorista de um carro que viaja numa estrada reta à velocidade escalar de 55 km/h?
(Pág. 69)
Solução.

________________________________________________________________________________________________________ 7
Seção dedicada ao aluno de graduação
Considere o seguinte esquema vetorial de velocidades, onde vC é a velocidade do carro em relação
ao solo, vN é a velocidade da neve em relação ao solo e vNC é a velocidade da neve em relação ao
carro:
vNC
y
vN
x
vC
(a) O ângulo que a neve faz com a vertical vale:
vC
tan
vN

1 vC
tan 27, 0463
vN
27
(b) A velocidade escalar da neve é dada por:
vNC vC2 vN2 61,7534 km/h
vNC 62 km/h
Obs. Apenas como curiosidade, vamos mostrar o vetor vNC. Os vetores vN e vC são definidos como:
vC vC i
vN vN j
De acordo com o esquema, temos:
vN vC v NC
v NC vN vC
Logo:
v NC vC i vN j

71. Um trem viaja para o Sul a 28 m/s (relativamente ao chão), sob uma chuva que está sendo
soprada para o sul pelo vento. A trajetória de cada gota de chuva faz um ângulo de 64 o com a
vertical, medida por um observador parado em relação à Terra. Um observador no trem,
entretanto, observa traços perfeitamente verticais das gotas na janela do trem. Determine a
velocidade das gotas em relação à Terra.
(Pág. 69)
Solução.
Considere o seguinte esquema vetorial de velocidades, onde vT é a velocidade do trem em relação à
Terra, vG é a velocidade das gotas de chuva em relação à Terra e vGT é a velocidade das gotas de
chuva em relação aotrem:
vGT
y
vG
x
vT
Os vetores vT e vGT são definidos como:
vT vT i (1)
________________________________________________________________________________________________________ 8
Seção dedicada ao aluno de graduação
vGT vG cos j (2)
De acordo com o esquema, temos:
vG vT vGT (3)
Substituindo-se (1) e (2) em (3):
vG vT i vG cos j (4)
O esquema mostra que vG é definido por:
vG vG sen i vG cos j (5)
Comparando-se (4 e (5), conclui-se que:
vG sen vT
vT
vG (6)
sen
Substituindo-se (6) em (4):
vT
vG vT i j
tan
O módulo de vG é dado por:
2
vT
vNC vT2 31,1528 m/s
tan
vNC 31 m/s

81. Um homem quer atravessar um rio de 500 m de largura. A velocidade escalar com que consegue
remar (relativamente à água) é de 3,0 km/h. O rio desce à velocidade de 2,0 km/h. A velocidade
com que o homem caminha em terra é de 5,0 km/h. (a) Ache o trajeto (combinando andar e
remar) que ele deve tomar para chegar ao ponto diretamente oposto ao seu ponto de partida no
menor tempo. (b) Quanto tempo ele gasta?
(Pág. 70)
Solução.
(a) O trajeto procurado é definido pelo ângulo que o remador deve adotar para direcionar o barco
durante a travessia, de forma que a soma dos tempos gastos remando (t1) e andando (t2) deve ser o
menor possível. Logo, a solução deste item consiste em construir uma função matemática t1 + t2 =
f( ) e, em seguida, achar o valor de onde t1 + t2 tem seu valor mínimo, ou seja, d(t1 + t2)/d = 0.
Considere o seguinte esquema para a situação:
v
C t2 ,d2 B

vA
y t1 ,d1
l

vHA vH

A x

________________________________________________________________________________________________________ 9
Seção dedicada ao aluno de graduação
A velocidade do homem em relação à água (vHA) deve fazer um ângulo em relação à margem. A
velocidade da água (vA) fará com que o barco percorra a trajetória retilínea AB, que faz um ângulo
em relação à margem. O trajeto AB mede d1 e será percorrido num tempo t1. Ao chegar ao ponto
B, o homem irá caminhando até C num tempo t2 através de uma distância d2. Seja o esquema
vetorial de velocidades:
vA

vHA vH

De acordo com o esquema acima:


vH vA v HA (1)
Mas:
vA va i (2)
v HA vHA cos i vHA sen j (3)
Logo, substituindo-se (2) e (3) em (1):
vH (va vHA cos )i vHA sen j
Movimento do ponto A ao ponto B:
r r0 vt
rB rA v H t1
Considerando-se um sistema de coordenadas cartesianas com origem no ponto A, temos:
rB d2i l j
Logo:
d2i l j 0 [(vA vHA cos )i vHA sen j]t1 (4)
A equação (4) somente é verdadeira se e somente se:
d2 (vA vHA cos )t1
e
l vHA sen t1 (5)
Logo, de acordo com (10):
l
t1
vHA sen
Mas, de acordo com o esquema principal acima:
l
d2 (6)
tan
Também podemos dizer que:
v H v Hx i v Hy j
Onde:
v Hy v HA sen
tan (7)
v Hx (v A v HA cos )
Substituindo-se (7) em (6):
________________________________________________________________________________________________________ 10
Seção dedicada ao aluno de graduação
l (v A v HA cos )
d2 (8)
v HA sen
Movimento de B até C:
x x0 vxt
0 d2 vt2
d2
t2 (9)
v
Substituindo-se (8) em (9):
l (v A v HA cos )
t2
vvHA sen
Agora podemos construir a função t1 + t2 = f( ):
l l (v A v HA cos )
t1 t2
v HA sen θ vvHA sen
l (v v A v HA cos )
t1 t 2 (10)
vvHA sen
O mínimo da função (10) agora pode ser encontrado.
d (t1 t2 ) l [( vHA )sen 2 (v vA vHA cos ) cos ]
0 (11)
d vvHA sen 2
A equação (11) somente é verdadeira se:
v HA sen 2 (v v A v HA cos ) cos 0
Logo:
v HA (sen2 cos 2 ) (v v A ) cos
v HA
cos
v vA

1 v HA
cos
v vA
(3,0 km)
cos 1
115,3769 o
[(5,0 km) (2,0 km)]
115 o
(b) Da equação (10):
o
(0,500 km)[(5,0 km/h) (2,0 km/h) (3,0 km/h) cos115,3769 )
t1 t2
(5,0 km/h)(3,0 km/h)sen115,3769 o
t1 t 2 0,2108  h
t1 t 2 0,21 h

82. Um navio de guerra navega para leste a 24 km/h. Um submarino a 4,0 km de distância atira um
torpedo que tem a velocidade escalar de 50 km/h. Se a posição do navio, visto do submarino,
está 20o a nordeste (a) em qual direção o torpedo deve ser lançado para acertar o navio, e (b)
________________________________________________________________________________________________________ 11
Seção dedicada ao aluno de graduação
que tempo decorrerá até o torpedo alcançar o navio?
(Pág. 70)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema da situação:
vN
y

v TN
vT

x
Pelo esquema acima, temos:
vT v N vTN
vTN vT vN
onde vTN é o vetor velocidade do torpedo em relação ao navio. Os vetores vN e vT são assim
definidos:
v N vN i (1)
vT vT sin i vT cos j (2)
onde é o ângulo procurado no item (b) do enunciado.
vTN vT sin i vT cos j vN i vT sin vN i vT cos j (3)
Mas:
vTN vTN sin i vTN cos j (4)
Como os vetores (3) e (4) são iguais, suas componentes também são iguais.
vT sin vN vTN sin (5)
vT cos vTN cos (6)
Dividindo-se (5) por (6):
vT sin vN
tan (7)
vT cos
Resolvendo-se (7) :

1 vN vT tan vT 4 vT 4 tan 2 vN 2vT 2


sec
vT 2 vN 2
São duas as soluções possíveis:
173,89...o
46,8112...o
Pelo esquema inicial, conclui-se que a resposta mais coerente é a segunda opção:
47o
(b) Equação de movimento do navio e do torpedo:
rN rN 0 v N t
________________________________________________________________________________________________________ 12
Seção dedicada ao aluno de graduação
rT rT 0 vT t
Como no instante t da colisão entre o torpedo e o navio ambos estarão na mesma posição, temos:
rN rT
rN 0 vNt rT 0 vT t
Mas:
rT 0 0
Logo:
rN 0 vNt vT t (8)
Porém:
rN 0 d sin i d cos j (9)
Substituindo-se (1), (2) e (9) em (8):
d sin i d cos j vN ti vT sin ti vT cos tj
(d sin vN t )i d cos j vT sin ti vT cos tj (10)
Como os vetores descritos em ambos os membros de (10) são iguais, suas componentes também são
iguais. Igualando-se as componentes y desses vetores:
d cos vT cos t
d cos
t
vT cos
(4,0 km) cos(20o )
t 0,109838... h
(50 km/h) cos(46,8112...o )
t 0,11 h

________________________________________________________________________________________________________ 13
Seção dedicada ao aluno de graduação
Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 5 – FORÇAS E LEIS DE NEWTON

10. Um corpo com massa m sofre a ação de duas forças F1 e F2, como mostra a Fig. 27. Se m = 5,2
kg, F1= 3,7 N e F2= 4,3 N, ache o vetor aceleração do corpo.

x
(Pág. 90)
Solução.
Em termos vetoriais, as forças F1 e F2 valem:
F1 3, 7 N j
F2 4,3 N i
De acordo com a segunda lei de Newton:
F F1 F2 ma

F1 F2 3,7 N j 4,3 N i
a
m (5, 2 kg)
a 0,8269 m/s2 i 0,71153 m/s2 j

a 0,83 m/s2 i 0,71 m/s2 j

12. Uma certa força dá ao objeto m1 a aceleração 12,0 m/s2. A mesma força dá ao objeto m2 a
aceleração 3,30 m/s2. Que aceleração daria a um objeto cuja massa fosse (a) a diferença entre m1
e m2 e (b) a soma de m1 e m2.
(Pág. 90)
Solução.
(a) De acordo com a segunda lei de Newton (na coordenada x):
F m1a1 (1)
F m2 a2 (2)
Igualando-se (1) e (2):

________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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m1a1
m2 (3)
a2
Mas:
F m2 m1 a3 (4)
F
a3 (5)
m2 m1
Substituindo-se (1) e (3) em (5):
F
a3
m2 m1
m1a1 a1a2
a3 4,5517 m/s 2
a1 a1 a2
m1 m1
a2
a3 4,55 m/s 2
(b) Procedendo de maneira semelhante ao item (a), porém usando-se (m1 + m2) em (4) ao invés de
(m2 m1), obtém-se:
a1a2
a4 2,5882 m/s 2
a1 a2
a4 2,59 m/s 2

33. Um bloco de 5,1 kg é puxado ao longo de uma superfície sem atrito por uma corda que exerce
uma força P = 12 N e faz o ângulo = 25o acima da horizontal, como mostra a Fig. 30. (a) Qual
é a aceleração do bloco? (b) A força P é lentamente aumentada. Qual é o valor de P logo antes
de o bloco ser levantado da superfície? (c) Qual é a aceleração do bloco no exato momento em
que ele é levantado e perde contato com a superfície?

x
(Pág. 92)
Solução.
Sempre que houver uma força inclinada para acima que atua sobre um corpo no solo devemos
considerar a possibilidade de o corpo ser levantado do chão. Isso ocorrerá caso a componente
vertical dessa força seja igual (iminência de levantar) ou maior do que o peso. Na situação inicial, a
componente y da força (Py) vale P sen 25o 5 N, enquanto que o peso vale 5,1 kg 9,81 m/s2 50
N. Logo, a força inicial não é capaz de levantar o corpo do chão.
(a) Cálculo da aceleração em x:
Fx max
Px ma

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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P cos
a 2,1324 m/s 2
m
a 2,1 m/s2
(b) No instante em que o bloco perde o contato com o solo, temos em y:
Fy 0
P' sen mg 0
mg
P' 118,3834 N
sen
P' 0,12 kN
(b) No instante em que o bloco perde o contato com o solo, temos em x:
Fx max
Px' ma '
P ' cos
a' 21, 0376 m/s 2
m
a' 21 m/s2

34. Como um objeto de 450 N poderia ser baixado de um teto utilizando-se uma corda que suporta
somente 390 N sem se romper?
(Pág. 92)
Solução.
O objeto de peso P deve ser abaixado com uma aceleração a tal que a tensão na corda não
ultrapasse seu valor limite (TMAX). Considere o seguinte esquema da situação:

Tmax y
a
x
P

Aplicando-se a segunda lei de Newton à coordenada y do sistema:


Fy ma y
P
TMAX P a
g
TMAX
a g 1 1,308 m/s2
P
a 1,31 m/s2
Esta é a aceleração mínima com que o corpo deve ser abaixado (sinal negativo) para que a corda
não se rompa.

________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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43. Um caixote de 110 kg é empurrado com velocidade constante para cima de uma rampa sem
atrito, inclinada de 34o, como na Fig. 34. (a) Qual a força horizontal F requerida? (b) Qual a
força exercida pela rampa sobre o caixote?

(Pág. 93)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y

N
F
m x

P
Forças em x:
Fy 0
N cos θ mg 0
mg
N (1)
cos θ
Forças em y:
Fx 0
F N sen θ 0
F N sen θ (2)
Substituindo-se (1) em (2):
F mg tan θ
F 727,8621 N
2
F 7,3 10 N
(b) De (1):
mg
N
cos θ
N 1.301,6297  N
N 1,3 10 3 N

44. Um novo jato da Marinha, de 22 toneladas métricas, requer para decolar uma velocidade em
relação ao ar de 90 m/s. Seu próprio motor desenvolve um empuxo de 110.000 N. O jato tem de
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a
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alçar vôo de um porta-aviões com pista de 100 m. Que força deve ser exercida pela catapulta do
porta-aviões? Suponha que tanto a catapulta como o motor do avião exerçam uma força
constante ao longo de toda a pista de decolagem.

(Pág. 93)
Solução.
Neste problema, será desprezado o atrito do avião com o ar e com a pista. Considere o seguinte
esquema do movimento do avião:
a

x0 = 0 x=d x
Cálculo da aceleração do avião (movimento no eixo x):
v x2 v x20 2a ( x x0 )
v2 0 2ad
v2
a (1)
2d
A força exercida pela catapulta será calculada por meio da segunda lei de Newton. Considere o
seguinte esquema de forças, onde P é o peso do avião, N é a força normal, FM é a força exercida
pelo motor do avião e FC é a força exercida pela catapulta:
N
FM FC y

o x

P
Fx ma x
FC FM ma (2)
Substituindo-se (1) em (2):
mv 2
FC FM
2d

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a
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A massa do avião foi dada em toneladas métricas, que pertence ao sistema inglês de unidades. O
fator de conversão é 1 ton = 907,2 kg. Logo, m = 19.958,4 kg, com apenas dois algarismos
significativos. Logo:
2
19.958, 4 kg 90 m/s
F 110.000 N 698.315, 2 N
2 100 m
F 7,0 105 N

46. Antigamente, cavalos puxavam barcaças por canais, como mostra a Fig. 37. Suponha que o
cavalo exerça uma força de 7.900 N num ângulo de 18o com a direção de movimento da
barcaça, que se desloca ao longo do eixo do canal. A massa da barcaça é 9.500 kg e sua
aceleração é 0,12 m/s2. Calcule a força exercida pela água sobre a barcaça.

(Pág. 93)
Solução.
Este problema pode ser facilmente resolvido através de cálculo vetorial. Considere o seguinte
esquema da situação.
y
F
m
P E
a x
A força exercida pelo cavalo (F) e a aceleração da barcaça (a) são definidos por:
F F cos i F sen j (1)
a ai (2)
Aplicação da Segunda Lei de Newton:
F ma
F Fa P E ma
onde P é o peso do barco, E é o empuxo da água, sendo que P + E = 0 e Fa é a força exercida pela
água na barcaça.
Fa ma F (3)
Substituindo-se (1) e (2) em (3):
Fa m(a i) ( F cos i F sen j)
Fa (ma F cos ) i F sen j (4)
Substituindo-se os valores numéricos em (4):
Fa [(9.500 kg )(0,12 m/s 2 ) (7.900 N) cos(18 o )] i (7.900 N) sen(18 o ) j
________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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Fa ( 6.373,3464  N) i (2.441,2342  N) j
O módulo da força exercida pela água vale:
Fa 6824 ,8934  N
Fa 6,8 10 3 N

49. Um balão de pesquisas de massa total M desce verticalmente com aceleração a para baixo (veja
Fig. 39). Quanto de lastro deve ser atirado para fora da gôndola para dar ao balão a mesma
aceleração a para cima, supondo que não varie a força de flutuação para cima exercida pelo ar
sobre o balão?

(Pág. 93)
Solução.
Balão acelerado para baixo:
E
y M

x a
P1
Fy ma y
E P1 Ma
E M ( g a) (1)
Balão acelerado para cima:
E
y M- m

x a
P2
Fy ma y
E P2 (M m)a
E (M m) g (M m)a
________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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E M ( g a) m( g a)
m( g a) M ( g a) E (2)
Substituindo-se (1) em (2):
m( g a) M ( g a) M ( g a)
2 Ma
m
g a

51. Um bloco de massa m desliza para baixo em um plano inclinado sem atrito que forma um
ângulo com o piso de um elevador. Ache a aceleração do bloco relativa ao plano nos seguintes
casos. (a) O elevador desce com velocidade constante v. (b) O elevador sobe com velocidade
constante v. (c) O elevador desce com aceleração a. (d) O elevador desce com desaceleração a.
(e) O cabo do elevador se rompe. (f) No item (c) acima, qual é a força exercida sobre o bloco
pelo plano inclinado?
(Pág. 93)
Solução.
(a) Estando o elevador com velocidade constante, o comportamento do bloco em relação à rampa é
idêntico ao que seria caso o elevador estivesse em repouso.
y

m m

x
P
v
Segunda lei de Newton em x, onde aB é a aceleração do bloco:
Fx max
mg sen maB
aB g sen
(b) Semelhante ao item (a):
aB g sen
(c) Como o elevador acelera para baixo, existe a componente ax que se soma a gx para acelerar o
bloco rampa abaixo.
y

m m a

x
P
a
Fx max
mg sen ma sen maB

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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aB g a sen
Embora tenham sido somadas duas acelerações em x para o bloco (ax e gx), a aceleração do bloco
em relação à rampa é menor. No caso limite do elevador descer com aceleração igual a g (queda
livre), o bloco também cairia em queda livre. Isso faria com que a aceleração do bloco em relação à
rampa seja zero (veja o item (e) abaixo).
(d) Semelhante ao item (c), diferindo apenas pelo sinal de a:
aB g a sen
(e) Semelhante ao item (c), sendo a = g:
aB 0
(f)
Fy ma y
N mg cos ma cos
N m g a cos

54. Um macaco de 11 kg está subindo por uma corda sem massa, amarrada a um tronco de 15 kg
que passa por um galho (sem atrito) da árvore. (a) Qual a aceleração mínima com que o macaco
deve subir pela corda de modo a levantar do chão o tronco de 15 kg? Se, depois de o troco ter
sido levantado do chão, o macaco parar de subir e somente se segurar à corda, quais serão agora
(b) a aceleração do macaco e (c) a tração na corda?
(Pág. 94)
Solução.

(a) Considere o seguinte esquema:

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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Tronco Macaco
y

T T

mT
mM a

PT PM

A condição mínima para que o tronco seja levantado do solo é que sua força normal e sua
aceleração sejam nulas. As forças que agem no tronco nessas condições são a tensão na corda (T) e
o peso do tronco (PT):
Fy T PT 0
T mT g (1)
Forças no macaco:
Fy ma y
T PM mM a
T mM g
a (2)
mM
Substituindo-se (1) em (2):
mT g mM g mT
a 1 g 3,5672 m/s 2
mM mM
a 3, 6 m/s 2
(b) Agora a situação é a seguinte:
Tronco Macaco
y

T’
T’
-a’ a’
mT
mM
PM
PT

Forças no tronco:
T' PT mT ( a ' )
T' mT g mT a ' (3)
Forças no macaco:
T' PM mM a '
T' mM g mM a ' (4)
Substituindo-se (3) em (4):
mT g mT a ' mM g mM a '

________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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mT mM
a' g 1,5092 m/s2
mT mM
a ' 1,5 m/s 2
(c) De (3):
T ' 124,511 N
T' 0,12 kN

55. Três blocos são ligados como mostra a Fig. 40, sobre uma mesa horizontal sem atrito e puxados
para a direita com uma força T3 = 6,5 N. Se m1 = 1,2 kg, m2 = 2,4 kg e m3 = 3,1 kg, calcule (a) a
aceleração do sistema e (b) as trações T1 e T2. Faça uma analogia com corpos que são puxados
em fila, tais como uma locomotiva ao puxar um trem de vagões engatados.

(Pág. 94)
Solução.
Diagrama de forças dos blocos:
N2 N3
N1 m2 m3
m1
y
T1 -T1 T2 -T2 T3
x
a
P1
P2 P3
(a) Forças de todo o sistema em x:
Fx Max
T1 T1 T2 T2 T3 m1 m2 m3 a
T3
a 0,970149 m/s2
m1 m2 m3
a 0,97 m/s2
(b) Forças no corpo 3:
T3 T2 m3a
T2 T3 m3a 3, 4925 N
T2 3,5 N
Forças no corpo 1:
T1 m1a 1,1641 N
T1 1, 2 N

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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57. A Fig. 42 mostra três caixotes com massa m1 = 45,2 kg, m2 = 22,8 kg e m3 = 34,3 kg apoiados
sobre uma superfície horizontal sem atrito. (a) Qual a força horizontal F necessária para
empurrar os caixotes para a direita, como se fossem um só, com a aceleração de 1,32 m/s 2 ? (b)
Ache a força exercida, por m2 em m3; (c) por m1 em m2.

(Pág. 94)
Solução.
(a) Neste caso, pode-se imaginar o sistema como sendo constituído por uma massa compacta m1 +
m2 + m3:
N
m1+m2+m3 y
F
x
a
P
Fx ma x
F (m1 m2 m3 )a
F 135,036 N
F 135 N
(b) Forças sobre m3:
m3
N3

F23 y

x
a
P3
Fx ma x
F23 m3 a
F23 45,276 N
F 45,3 N
(c) Forças sobre m2:
N 2
m 2 y
F32 F12

x
a
P2

Fx ma x

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a
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F12 F32 m2 a
F12 m2 a F32
F23 75,372 N
F 75,4 N

59. Um bloco de massa m1 = 3,70 kg está sobre um plano inclinado sem atrito de ângulo = 28o e é
ligado por uma corda que passa em uma polia pequena e sem atrito a um segundo bloco de
massa m2 = 1,86 kg, que pende verticalmente (veja a Fig. 44). (a) Qual é a aceleração de cada
bloco? (b) Ache a tração na corda.

(Pág. 94)
Solução.
y

a1
N1 T1

m1 x

P1
F1 m1a1
N1 T1 P1 m1a1
N1 sen θ i N1 cos θ j T cos θ i T sen θ j m1 g j m1 (a cos θ i a sen θ j)
(T cos θ N1 sen θ) i ( N1 cos θ T sen θ m1 g ) j m1a cos θ i m1a sen θ j (1)
A equação (1) somente é verdadeira se e somente se:
T cos θ N1 sen θ m1a cos θ (2)
e
N1 cos θ T sen θ m1 g m1a sen θ (3)
De (2):
T cos θ N1 sen θ 1
a (T N1 tan θ) (4)
m1 cos θ m1
De (3):
m1a sen θ T sen θ m1 g m1 g
N1 (m1 a T ) tan θ (5)
cos θ cos θ
Substituindo-se (5) em (4) e simplificando:

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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T
a g sen θ (6)
m1
Bloco 2:
y

T2

m2 x

P2 a2
F2 m2 a 2
T2 P2 m2 a 2
Como as forças que agem no bloco 2 e seu movimento ocorrem apenas na coordenada y:
T m2 g m2 a
T m2 ( g a) (7)
Substituindo-se (7) em (6) e simplificando:
g (m2 m1 sen θ)
a
m1 m2
a 0,216940  m/s 2
a 0,22 m/s 2
(b) De (6):
T m1 (a g sen θ)
T 17,8430  N
T 18 N

60. Uma pessoa de 77 kg salta de pára-quedas e adquire aceleração para baixo de 2,5 m/s2 logo
depois da abertura do pára-quedas. A massa do pára-quedas é 5,2 kg. (a) Ache a força para cima
exercida pelo ar sobre o pára-quedas. (b) Calcule a força para baixo exercida pela pessoa no
pára-quedas.
(Pág. 94)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

(a) Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 14
a
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FAr

PPQ
y
a x

PH

Seja m a massa do pára-quedas e M a massa do homem. Para descobrir a força que o ar exerce sobre
o pára-quedas (FAr) vamos considerar o homem e o pára-quedas como um só conjunto de massa (m
+ M):
Fy ma y
FAr m M g m M a
FAr m M g a 600,882 N
FAr 0, 60 kN
(b) Para descobrir a força que o pára-quedas exerce sobre o homem, vamos aplicar a segunda lei de
Newton apenas ao homem, de acordo com o seguinte esquema de forças:

FPQ y
a
x
PH

Fy ma y
FPQ Mg Ma
FPQ M g a 562,87 N
FPQ 0,56 kN

61. Um elevador consiste em uma cabine (A), um contrapeso (B), um motor (C) e o cabo e polias
mostrados na Fig. 45. A massa da cabine é 1.000 kg e a massa do contrapeso é 1.400 kg.
Despreze o atrito, as massas do cabo e das polias. O elevador acelera para cima a 2,30 m/s 2 e o
contrapeso acelera para baixo à mesma taxa. Quais são os valores das trações (a) T1 e (b) T2?
Qual a força exercida no cabo pelo motor?

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a
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(Pág. 94)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

Motor
T2’ T1’

T2 T1

y
aCP aE
x
PCP PE

(a) Aplicando-se a segunda lei de Newton ao elevador:


Fy ma y
T1 PE mE aE
T1 mE g mE a
T1 mE a g 12.110 N
T1 12,1 kN
(b) Aplicando-se a segunda lei de Newton ao contrapeso:
Fy ma y
T2 PCP mCP aCP
T2 mCP g mCP a
T2 mCP g a 10.514 N

________________________________________________________________________________________________________ 16
a
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T2 10,5 kN
(c) A força resultante que o cabo exerce sobre o motor (FMC) sobre o motor vale:
FMC Fx T1' T2' 1.596 N
O sinal positivo mostra que o cabo força o motor para a direita. Como o problema pede a força no
cabo pelo motor, basta aplicar a terceira lei de Newton, uma vez que essas forças formam um par
ação-reação. Logo, a força que o motor exerce sobre o cabo (FCM) vale:
FCM FMC 1,60 kN
O sinal negativo mostra que o motor força o cabo para a esquerda de acordo com o referencial
adotado. Isso faz com que o elevador suba.

62. Um helicóptero de 15.000 kg está levantando um carro de 4.500 kg com aceleração para cima
de 1,4 m/s2. Calcule (a) a força vertical que o ar exerce nas pás das hélices do helicóptero e (b) a
tração na parte superior do cabo de sustentação; veja a Fig. 46.

(Pág. 95)
Solução.
(a) Forças nas pás das hélices:
F ar
a y

Hélices

P
Fy ma y
FAr ( PH PC ) (mH mC )a y
FAr (mH mC ) g (mH mC )a (mH mC )(a g ) 218.595 N

________________________________________________________________________________________________________ 17
a
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FAr 2, 2 105 N
(b) Forças no ponto de junção dos cabos:
T
a y

Junção
dos cabos

PC
Fy ma y
T PC mC a
T mC a mC g mC (a g ) 50.445 N
T 5, 0 104 N

64. Duas partículas, cada uma de massa m, estão conectadas por uma corda leve de comprimento
2L, como mostra a Fig. 48. Uma força F constante é aplicada no ponto médio da corda (x = 0) e
faz um ângulo reto com a posição inicial desta. Mostre que a aceleração de cada massa na
direção perpendicular a F é dada por

F x
ax 1/ 2
2m L x 2
2

na qual x é a distância perpendicular de uma das partículas à linha de ação de F. Discuta a


situação quando x = L.

(Pág. 95)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 18
a
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2L
m O m
x

y
x
ax

a2 ay
a1

O
L

a0
F
Seja a o módulo da aceleração de cada massa (a1 e a2, no esquema).
x
ax a cos a (1)
L
Aceleração do ponto O em y, que está sujeito apenas à força F:
F 2ma0 (2)
O esquema mostra que:
1/ 2
2 1/ 2 x2
a0 ay a sen a 1 cos a 1 2
L
1/ 2
L2 x2
a0 a (3)
L2
Substituindo-se (3) em (2):
1/ 2
L2 x2
F 2ma
L2
F L
a 1/ 2
(4)
2m L2 x 2

Substituindo-se (4) em (1):


F x
ax
2m L2 x 2 1/ 2

65. Um bloco de massa M é puxado ao longo de uma superfície horizontal sem atrito por uma corda
de massa m, como mostra a Fig. 49. Uma força horizontal P é aplicada a uma das extremidades
da corda. (a) Mostre que a corda tem de se curvar, mesmo que seja de uma quantidade
imperceptível. Então, supondo que o encurvamento seja desprezível, ache (b) a aceleração da
corda e do bloco, (c) a força que a corda exerce no bloco, e (d) a tração no ponto médio da
corda.

________________________________________________________________________________________________________ 19
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

(Pág. 95)
Solução.
(a) Considere um elemento da corda cuja massa é m e, da mesma forma que o conjunto M +m,
possui aceleração a.
y a
Te T d

m
g
Como o elemento de massa m tem aceleração apenas no eixo x:
Fy 0
Td sen Te sen mg 0
mg
sen (1)
Td Te
Para a corda ficar esticada, é preciso que = 0, ou seja que sen = 0. De acordo (1), isso implica
em m = 0 ou Td + Te = . Como nenhumas dessas alternativas é fisicamente possível, conclui-se
que 0.
(b) Supondo que = 0 e analisando o conjunto M + m:
Fx ma x
P (M m)a
P
a (2)
M m
(c)
N y
F
M cb
x
a
P
Fx ma x
Fcb Ma (3)
Substituindo-se (2) em (3):
M
Fcb P
M m
(d)

________________________________________________________________________________________________________ 20
a
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m
/
2 T
m
M
a

Fx ma x
m
Tm M a (4)
2
Substituindo-se (2) em (4):
m P
Tm M
2 M m
(m 2M ) P
Tm
2( M m )

67. O homem na Fig. 51 pesa 800 N; a plataforma e a polia sem atrito têm peso total de 190 N.
Ignore o peso da corda. Com que força o homem tem de puxar a corda de forma a se levantar
junto com a plataforma a 0,37 m/s2?

(Pág. 95)
Solução.
Forças no homem:
y
a
PH
T’

N
Fy ma y
PH
N T' PH a
g
T’ = T:
a
N T PH 1 (1)
g
________________________________________________________________________________________________________ 21
a
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Forças na plataforma:
y
T T a

PP N’

Fy ma y
PP
2T N' PP a
g
N’ = N:
a
2T N PP 1 (2)
g
Substituindo-se (1) em (2):
a a
2T T PH 1 PP 1
g g
a
T PH PP 1 1.027,3394 N
g
T 1,0 kN

68. Uma cunha em forma de um triângulo retângulo de massa M e ângulo suporta um pequeno
bloco de massa m e está em repouso numa mesa horizontal, como mostra a Fig. 52. (a) Que
aceleração horizontal a deve ter M em relação à mesa, de forma a manter m estacionário em
relação à cunha supondo-se os contatos sem atrito? (b) Que força horizontal F deve ser aplicada
ao sistema para atingir este resultado, supondo-se o topo da mesa sem atrito? (c) Suponha que
nenhuma força seja fornecida a M e ambas as superfícies sejam sem atrito. Descreva o
movimento resultante.

(Pág. 95)
Solução.
(a) A aceleração a de M deve ser tal que a aceleração de m também seja a (horizontal). Diagrama de
forças em m:
y
Nm

a
m x

Pm

________________________________________________________________________________________________________ 22
a
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Forças em y:
Fy Nm cos mg 0
mg
Nm (1)
cos
Forças em x:
Fx max
Nm sen ma (2)
Substituindo-se (1) em (2):
mg
sen ma
cos
a g tan (3)
(b) Forças em x no sistema cunha-bloco:
Fx max
F m M a (4)
Substituindo-se (3) em (4):
F m M g tan
As componentes horizontais das forças normais da cunha sobre o bloco (Nm) e do bloco sobre a
cunha não precisam ser computados pois formam um par ação-reação e cancelam-se mutuamente.
(c) A cunha irá se mover para a esquerda com aceleração constante. O bloco irá descer pela
superfície inclinada da cunha com aceleração g sen em relação à cunha, porém com aceleração
menor e constante em relação à mesa. As forças que aceleram o bloco em relação à mesa são o seu
peso e a normal da cunha. O peso do bloco não varia nessas circunstâncias. Porém, quando a cunha
acelera para a esquerda, a normal que esta gera no bloco fica menor, o que diminui a aceleração do
bloco em relação à mesa quando comparada à situação em que a cunha permanece imóvel.

________________________________________________________________________________________________________ 23
a
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 6 – DINÂMICA DA PARTÍCULA

09. Uma força horizontal F de 53 N empurra um bloco que pesa 22 N contra uma parede vertical
(Fig. 26). O coeficiente de atrito estático entre a parede e o bloco é 0,60 e o coeficiente de atrito
cinético é 0,40. Considere o bloco inicialmente em repouso. (a) O bloco começará a se mover?
Qual é a força exercida no bloco pela parede?

(Pág. 116)
Solução.
Forças no bloco:
fe ou fc

N F y

P
(a) A condição para que o bloco escorregue é que o seu peso (P) seja maior do que a força de atrito
estático (fe). Forças em x:
Fx 0
F N 0
F N (1)
Força de atrito estático:
fe eN (2)
Substituindo-se (1) em (2):
fe eF 0,60.(53 N)
fe 31,8 N
Este resultado significa que fe pode suportar um bloco de até 31,8 N de peso. Como o peso do bloco
é menor do que esse limite máximo, o bloco não desliza.
(b) A força exercida pela parede (FP) sobre o bloco tem duas componentes. A componente
horizontal é a força normal e a vertical é a força de atrito. Ou seja:
FP Ni fe j
De acordo com o esquema acima e os valores dados no enunciado, temos:
________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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FP ( 53 N)i (22 N)j

12. Um estudante quer determinar os coeficientes de atrito estático e atrito cinético entre uma caixa
e uma prancha. Ele coloca a caixa sobre a prancha e gradualmente levanta um dos extremos da
prancha. Quando o ângulo de inclinação com a horizontal alcança 28,0o, a caixa começa a
deslizar, descendo 2,53 m ao longo da prancha em 3,92 s. Ache os coeficientes de atrito.
(Pág. 116)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y
N x
f

a v0 = 0

v
r

No momento em que a prancha está na iminência de deslizar, a caixa ainda está em equilíbrio.
Nessas condições age sobre a caixa, além do peso (P) e da normal (N), a força de atrito estática (fs).
Forças em y:
Fy 0
N P cos 0
N P cos (1)
Forças em x:
Fx 0
fs P sen 0

s N P sen (2)
Substituindo-se (1) em (2):
s P cos P sen

s tan tan 28,0 0,5317

s 0,532
No momento em que o corpo desliza sobre a prancha, a força de atrito é do tipo cinético (fk). Forças
em x:
Fx max
fk P sen ma

k N mg sen ma (3)

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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Substituindo-se (1) em (3):


k mg cos mg sen ma
a k g cos g sen (4)
Análise do movimento ao longo da prancha (coordenada x):
1 2
x x0 vx 0t axt
2
1 2
r 0 0 at
2
2r
a (5)
t2
Igualando-se (4) e (5):
2r
k g cos g sen
t2
2r 2 2,53 m
k tan 2
tan 28, 0 2 2
0, 49369
gt cos 9,81 m/s 3,92 s cos 28, 0

k 0, 494

13. Um trabalhador quer empilhar areia em uma área circular em seu quintal. O raio do círculo é R.
Nenhuma areia deve sair para fora da área determinada; veja a Fig. 28. Mostre que o volume
máximo de areia que pode ser estocado dessa maneira é eR3/3, onde e é é o coeficiente de
atrito estático da areia com a areia. (O volume do cone é Ah/3, onde A é a área da base e h é a
altura.)

(Pág. 116)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
f
N

h y x

R
O volume do monte cônico é dado por:
________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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Ah R2h
V (1)
3 3
Pelo esquema acima, vemos que:
h R tan (2)
Substituindo-se (1) em (2):
R 3 tan
V (3)
3
Vamos analisar a dinâmica de um grão de areia em particular. Forças em x:
Fx 0
N P cos 0
N mg cos (4)
Forças em y:
Fy 0
f P sen 0
e N mg sen (5)
Substituindo-se (4) em (5):
e tan (6)
Substituindo-se (6) em (3):
R3 e
V
3

20. O cabo de um escovão de massa m faz um ângulo com a vertical; veja a Fig. 31. Seja c o
coeficiente de atrito cinético entre o escovão e o assoalho e e o coeficiente de atrito estático.
Despreze a massa do cabo. (a) Ache o módulo da força F, dirigida ao longo do cabo, necessária
para fazer com que o escovão deslize com velocidade uniforme sobre o assoalho. (b) Mostre
que se for menor do que um certo ângulo, 0, o escovão não poderá deslizar sobre o assoalho,
por maior que seja a força aplicada ao longo do cabo. Qual é o ângulo 0?

(Pág. 117)
Solução.
Forças no escovão:

________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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y
m
f
x
F
P
(a) No movimento com velocidade constante, a força resultante sobre o escovão é nula. Forças em
y:
Fy 0
N P F cos 0
N mg F cos (1)
Forças em x:
Fx 0
F sen fc F sen c N 0 (2)
Substituindo-se (1) em (2):
F sen c mg c F cos 0
c mg
F
sen c cos

(b) Na situação de repouso do escovão, a força de atrito é estática. A força que age no escovão é
idêntica à do item (a), substituindo-se c por e.
e mg
F
sen e cos

A condição para que a força F seja infinita e ainda assim o sistema permanecer em repouso é:
sen e cos 0
tan 0 e
1
0 tan e

24. O bloco B na Fig. 33 pesa 712 N. O coeficiente de atrito estático entre o bloco B e a mesa é
0,25. Encontre o peso máximo do bloco A para o qual o sistema permanecerá em equilíbrio.

(Pág. 117)

________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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Solução.
Como o sistema está em equilíbrio, o ponto onde os três cabos se encontram (ponto O) também está
em equilíbrio. Diagrama das forças nesse ponto:
TA
TB’ O y

x
PA
Forças em y no ponto O:
Fy 0
TA sen PA 0
PA
TA (1)
sen
Forças em x no ponto O:
Fx 0
TA cos TB ' 0
Como TB’ = TB (par ação-reação):
TB TA cos (2)
Substituindo-se (1) em (2):
PA
TB (3)
tan
Forças no bloco B:
NB

fe TB y

PB
Forças em y no bloco B:
N B PB 0
NB PB (4)
Forças em x no bloco B:
TB fe 0
TB fe e NB (5)
Substituindo-se (4) em (5):
TB e PB (6)
Substituindo-se (3) em (6):
PA e PB tan 154,733 N
PA 1,5 102 N

________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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27. Um bloco desliza para baixo de uma calha de ângulo reto inclinada, como na Fig. 36. O
coeficiente de atrito cinético entre o bloco e o material da calha é c. Ache a aceleração do
bloco.

(Pág. 118)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

Forças em z:
Fz 0
N P cos 0
N mg cos (1)
Devemos considerar a força de atrito cinética total (fk) como sendo a soma de duas forças de atrito
(fk’ e fk’’), cada uma surgindo a partir da interação entre a caixa e a calha na direção x.
z
N
N’
45o N’’

P
'
fk f k f k'' k N' k N '' 2 k N cos 45
fk 2 k N (2)
Substituindo-se (1) em (2):
fk 2 k mg cos (3)
Forças em x:
Fx max
P sen fk ma (4)
Substituindo-se (3) em (4):
mg sen 2 k mg cos ma

a g sen 2 k cos

Este resultado indica que a aceleração será zero (condição de equilíbrio estático, na iminência de
deslizar na calha) quando:
sen 2 s cos

________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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1
s tan
2
Este resultado difere da situação de uma caixa na iminência de deslizar sobre uma superfície
inclinada:
s tan

28. Os dois blocos, m = 16 kg e M = 88 kg, mostrados na Fig. 37 estão livres para se moverem. O
coeficiente de atrito estático entre os blocos é e = 0,38, mas a superfície abaixo de M é lisa,
sem atrito. Qual é a força mínima horizontal F necessária para segurar m contra M?

(Pág. 118)
Solução.
Para segurar m contra M, a condição necessária é que o módulo da força de atrito que M exerce em
m para cima seja igual ao módulo do peso de m. Forças no bloco m:
m fe
Nm F y

x
a
Pm
Forças em x no bloco m:
Fx max
F Nm ma
F ma Nm (1)
Forças em y no bloco m:
Fy 0
Pm fe mg e Nm 0
mg
Nm (2)
e

Forças no bloco M:

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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NM
M

N’ y

fe’ x
a
PM
Forças em x no bloco M:
N 'm Ma
Como N = N’ (par ação-reação):
N
a (3)
M
Substituindo-se (2) e (3) em (1):
mg mg mg m
F m 1 488,15311 N
M e e e M
F 4,9 102 N

31. Uma laje de 42 kg repousa sobre um assoalho sem atrito. Um bloco de 9,7 kg repousa sobre a
laje, como na Fig. 40. O coeficiente de atrito estático entre o bloco e a laje é 0,53, enquanto o
coeficiente de atrito cinético é 0,38. O bloco de 9,7 kg sofre a ação de uma força horizontal de
110 N. Qual é a aceleração resultante (a) do bloco e (b) da laje?

(Pág. 118)
Solução.
Em primeiro lugar temos que verificar se haverá deslizamento entre o bloco e a laje. Isso ocorrerá
se o módulo da força horizontal que atua no bloco (F) for maior do que o módulo da força de atrito
estática entre o bloco e a laje (fs). Verificação:
fs s Nm s Pm s mg 50 N
Como F = 110 N, o bloco deslizará sobre a laje, sendo f a força de atrito cinético. Forças sobre o
bloco:
m Nm

F f y

x
am
Pm
Forças em y sobre o bloco:
________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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Fy 0
Nm Pm 0
Nm mg (1)
Forças em x sobre o bloco:
Fx 0
f F mam

c Nm F mam (2)
Substituindo-se (1) em (2) e resolvendo-se para am:
F
am cg 7, 6124 m/s2
m
am 7, 6 m/s 2
Forças sobre a laje:

Nm’
NM
M
f’ y

x
aM
PM
Forças em x sobre a laje:
f ' MaM
Como f = f’ (par ação-reação):
f c Nm mg
aM c
0,86094 m/s2
M M M
aM 0,86 m/s 2

40. Um disco de massa m sobre uma mesa sem atrito está ligado a um cilindro de massa M suspenso
por uma corda que passa através de um orifício da mesa (veja a Fig. 42). Encontre a velocidade
com a qual o disco deve se mover em um círculo de raio r para que o cilindro permaneça em
repouso.

________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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(Pág. 119)
Solução.
O cilindro permanecerá em repouso se a tensão na corda que o sustenta for igual ao seu peso.
Forças no cilindro:
T
M
y

PM
Fy 0

T PM 0
T Mg (1)
Forças no disco:
Nm
m T’

Pm
Fx max
T ' Fc (2)
Na Eq. (2) Fc é a força centrípeta responsável pelo movimento circular do disco e T’ = T (par ação-
reação).
mv 2
T (3)
r
Substituindo-se (1) em (3):
mv 2
Mg
r
Mgr
v
m

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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47. Um avião está voando em uma trajetória circular horizontal à velocidade de 482 km/h. As asas
do avião estão inclinadas de 38,2o com a horizontal; veja a Fig,. 44. Encontre o raio do círculo
no qual o avião está voando. Suponha que a força centrípeta seja totalmente fornecida pela força
de sustentação perpendicular à superfície da asa.

(Pág. 119)
Solução.
Como o avião descreve uma trajetória circular, está sujeito a uma força centrípeta (Fc). Esta é a
componente radial da força de sustentação do ar (Fs). A força peso do avião (P) não contribui para
Fc pois é ortogonal à direção radial. Considere o seguinte esquema:
Vista de cima

y y
Fs
v x
R
x
v
P

Forças em x:
Fx max
mv 2
Fs sen Fc
R
mv 2
R (1)
Fs sen
Forças em y:
Fy 0
Fs cos P 0
mg
Fs (2)
cos
Substituindo-se (2) em (1):

________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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mv 2 v2
R 2.322,1387 m
mg g tan
sen
cos
R 2,32 km

52. Uma bola de 1,34 kg está presa a uma haste rígida vertical por meio de dois fios sem massa, de
1,70 m de comprimento cada. Os fios estão presos à haste em pontos separados de 1,70 m. O
conjunto está girando em volta do eixo da haste, com os dois fios esticados formando um
triângulo eqüilátero com a haste, como mostra a Fig. 45. A tensão no fio superior é 35,0 N. (a)
Encontre a tensão no fio inferior. (b) Calcule a força resultante na bola, no instante mostrado na
figura. (c) Qual é a velocidade da bola?

(Pág. 120)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

y
l T1
m
m
r
l v x
a

T2 P
l

(a) Forças na bola em y:


Fy 0
T1 cos T2 cos P 0
mg
T2 T1 8, 7092 N
cos
T2 8, 7 N
(b) A força resultante (R) que atua na bola vale:
________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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R T1 T2 P
R T1 sen i T1 cos j T2 sen i T2 cos j mgj

R T1 T2 sen i T1 T2 cos mg j (1)


R 37,8532 N i 0j (2)
R 38 N i
(c) A resultante calculada no item (b) é a força centrípeta do movimento circular da bola em torno
do eixo. Logo:
mv 2
Fc R (3)
r
A comparação das equações (1) e (2) nos dá o módulo de R:
R T1 T2 sen (4)
Substituindo-se (4) em (3):
mv 2 mv 2
T1 T2 sen
r l sen
T1 T2 l
v sen 6, 4489 m/s
m
v 6,4m/s

53. Um cubo muito pequeno de massa m é colocado dentro de um funil (veja a Fig. 46) que gira em
torno de um eixo vertical à taxa constante de v revoluções por segundo. A parede do funil forma
um ângulo com a horizontal. O coeficiente de atrito estático entre o cubo e o funil é c e o
centro do cubo está à distância r do eixo de rotação. Encontre (a) o maior valor e (b) o menor
valor de v para o qual o cubo não se moverá em relação ao funil.

(Pág. 120)
Solução.
________________________________________________________________________________________________________ 14
a
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(a) Na situação em que o corpo está na iminência de subir a parede do funil observa-se o seguinte
esquema de forças sobre o bloco:
y
N

m
x

fs
P
Embora tenhamos fs sN, na condição limite de o bloco subir pela parede do funil isso implica em:
fs s N
Forças sobre o bloco que atuam na coordenada y:
Fy 0
Ny Py f sy 0
Embora a força de atrito cinética seja definida como fs sN, na condição de iminência de o bloco
subir pela parede do funil isso implica em:
fs s N
Logo:
N cos mg s N sen 0
mg
N (1)
cos s sen
Forças sobre o bloco que atuam na direção radial (coordenada x), onde Fc é a força centrípeta (força
resultante na direção radial):
Fx mac
Px Nx f sx Fc
mv 2
0 N sen s N cos
r
r
v2 N sen s cos (2)
m
Substituindo-se (1) em (2):
r mg
v2 sen s cos
m cos s sen

sen cos
v2 rg s
(3)
cos s sen

Para converter v de m/s para rev/s (vrps), usaremos a seguinte identidade:


v
vrps (4)
2 r
Substituindo-se v de (4) em (3):

________________________________________________________________________________________________________ 15
a
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tan
4 2 r 2vrps
2
rg s
tan s

1 g tan s
vrps
2 r tan s

(b) Quando o bloco está na iminência de descer a parede do funil, vale o seguinte esquema de
forças:
y

fs N

x
m

P
O desenvolvimento da solução é idêntico ao do item (a).

54. Devido à rotação da Terra, um fio de prumo pode não pender exatamente ao longo da direção da
força gravitacional que a Terra exerce no próprio fio, mas pode desviar ligeiramente dessa
direção. (a) Mostre que o ângulo de desvio (em radianos), em um ponto de latitude L, é dado
por
2 2R
sen 2 L ,
gT 2

onde R é o raio e T é o período de rotação da Terra. (b) Em que latitude esse desvio é máximo?
De quanto é esse desvio? (c) Qual é o desvio nos pólos? E no equador?
(Pág. 120)
Solução.
Considere o esquema a seguir:
Fio de prumo

Terra y T
x
r Fc Direção radial
L
L
P Peso do prumo
R

À medida que a Terra gira em torno de seu eixo o peso do prumo descreve uma trajetória circular de
raio r = R cos L e, portanto, está sujeito a uma força centrípeta (Fc) que é a resultante das forças
peso do prumo (P) e tensão no fio do prumo (T) na direção radial. Vamos aplicar a segunda lei de
Newton ao prumo. Em x:
Fx max

________________________________________________________________________________________________________ 16
a
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T cos mg Fc cos L (1)


Em y:
Fy ma y
T sen Fc sen L
Fc sen L
T (2)
sen
Substituindo-se (2) em (1):
Fc sen L
cos mg Fc cos L
sen
sen L mg
cos L (3)
tan Fc
A força centrípeta do movimento circular do prumo vale:
2
2 r
m
mv 2 T m4 2 R 2 cos 2 L 4 2
mR cos L
Fc (4)
r R cos L R cos LT 2 T2
Substituindo-se (4) em (3):
sen L T2
cos L mg 2
tan 4 mR cos L
sen L 2cos L
tan 2
gT 2cos L
cos L 2
4 R cos L
sen 2 L
tan (5)
2 gT 2
2 cos L
2 2R
O termo gT2/2 2R 580, enquanto que 2 cos2 L vale no máximo 2. Portanto, com boa aproximação
podemos dizer que:
gT 2 gT 2
2 cos 2 L
2 2R 2 2R
Também considerando-se que é um ângulo pequeno, podemos dizer que tan . Logo, com
essas aproximações a Eq. (5) transforma-se em:
2 2R
sen 2 L (6)
gT 2
(b) Como conhecemos a função = f(L), para determinar o valor de L que maximiza devemos
igualar a zero a derivada de em relação a L. Ou seja:
d 2 2R
2cos 2 L 0
dL gT 2
cos 2 L 0

2L
2

________________________________________________________________________________________________________ 17
a
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L 45
4
Verificação da concavidade da função em L = /4:
d2 4 2R 8 2R
( 2)sen 2 L sen 2 L
dL2 gT 2 gT 2
Para L = /4, sen (2L) = sen ( /2)=1. Logo:
d2 8 2R
0
dL2 gT 2
Como d2 /dL2 0 implica em concavidade para baixo, L = /4 é um ponto de máximo da função
= f(L).
(c) Nos pólos temos L = 90o = rad. Logo, de acordo com (6) = 0. No equador temos L = 0o = 0
rad. Logo, de acordo com (6) = 0.

55. A posição de uma partícula de massa 2,17 kg que desloca em linha reta é dada por

x 0,179t 4 2,08t 2 17,1 ,

onde x é dado em metros e t em segundos. Encontre (a) a velocidade, (b) a aceleração e (c) a
força na partícula no instante t = 7,18 s.
(Pág. 120)
Solução.
(a)
dx( t )
v(t ) 4at 3 2bt
dx
Para t = 7,18 s:
v(7,18 s) 235,1559 m/s
v(7,18 s) 235 m/s
(b)
dv(t )
a(t ) 12at 2 2b
dx
Para t = 7,18 s:
a(7,18 s) 106,5745 m/s 2

a(7,18 s) 107 m/s 2


(c)
F(t ) ma( t )
F(7,18 s) ma(7,18 s) 231, 2667 N
F(7,18 s) 231 N

65. Uma barcaça de canal, de massa m, está viajando com velocidade vi quando seu motor pára. A
força de arrasto D com a água é dada por D = bv. (a) Encontre uma expressão para o tempo
________________________________________________________________________________________________________ 18
a
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necessário para que a barcaça reduza a sua velocidade até vf. (b) Calcule numericamente o
tempo para que uma barcaça de 970 kg, navegando inicialmente a 32 km/h, reduza a sua
velocidade para 8,3 km/h; o valor de b é 68 N.s/m.
(Pág. 121)
Solução.
Considere o esquema da situação a seguir:
y

x
D m vi D m vf

a a
(a) O movimento da barcaça é retardado por uma aceleração variável, pois a força de arrasto da
água de pende da velocidade do barco. Aplicando-se a segunda lei de Newton ao barco, na
coordenada x:
Fx max
dv
bv m
dx
dv b
dt
v m
v f dv b t
dt
vi v m 0

vf b
ln t
vi m
m vf
t ln (1)
b vi
(b) Substituindo-se os valores numéricos em (1) obtém-se:
t 19, 2499 s
t 19 s

________________________________________________________________________________________________________ 19
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 7 – TRABALHO E ENERGIA

10. Um bloco de 5,0 kg se move em linha reta sobre uma superfície horizontal sem atrito sob
influência de uma força que varia com a posição, como mostra a Fig. 15. Qual é o trabalho
realizado pela força quando o bloco se move desde a origem até x = 8,0 m?

(Pág. 136)
Solução.
O trabalho de uma força unidimensional é dado por:
x
W F( x ) dx
x0

Isso significa que num gráfico de F(x) x o trabalho é a área entre a curva e a coordenada zero do
eixo da força, sendo que as áreas acima da coordenada zero (Asuperior) são positivas e as que ficam
abaixo (Ainferior)são negativas. O cálculo da área deve ser feito utilizando-se as escalas da ordenada e
da abscissa. Vale notar que cada célula da malha do gráfico corresponde a um trabalho equivalente
a 10 J. Portanto:
W Asuperior Ainferior 30 J 5 J
W 25 J

17. Um objeto de massa 0,675 kg está em uma mesa sem atrito e ligado a um fio que passa através
de um buraco da mesa, no centro de um círculo horizontal no qual o objeto se move com
velocidade constante. (a) Se o raio do círculo for 0,500 m e a velocidade da massa for 10,0 m/s,
calcule a tensão no fio. (b) Verifica-se que se puxarmos o fio para baixo mais 0,200 m,
reduzindo assim o raio do círculo para 0,300 m obtém-se o mesmo efeito que se multiplicarmos
a tração do fio original por 4,63. Calcule o trabalho total realizado pelo fio sobre o objeto
girante durante a redução do raio.
(Pág. 137)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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m m
R0 T R
T0
v0 v
(a) A força centrípeta do movimento circular do objeto vale:
mv 2
Fc
r
Como Fc = T0:
mv02
T0 (1)
R0
T0 135 N
(b)
mv 2
T 4, 63T0 (2)
R
Dividindo-se (1) por (2):
R0v 2
4, 63
Rv02
Rv02
v2 4, 63 (3)
R0
Aplicando-se o teorema do trabalho-energia cinética:
1
W K K K0 m v 2 vo2 (4)
2
Substituindo-se (3) em (4):
1 2 R
W mv0 4, 63 1 60, 007 J
2 R0
W 60,0 J

26. A Terra circula o Sol uma vez por ano. Qual é o trabalho que deveria ser feito sobre a Terra para
trazê-la ao repouso em relação ao Sol?
(Pág. 138)
Solução.
O trabalho que uma força externa deveria fazer para parar a Terra pode ser calculado por meio do
teorema do trabalho-energia cinética. Como há duas forças agindo sobre a Terra, força do agente
externo que vai parar a Terra e a força gravitacional do Sol, o trabalho total é a soma dos trabalhos
realizados por estas forças. Supondo que a força gravitacional é sempre perpendicular ao
movimento da Terra, seu trabalho será nulo. Logo:
1
Wtotal Wext Wg Wext 0 K K f Ki m v 2f vi2
2
Como a Terra será imobilizada, sua velocidade final será zero.
1 1 2
Wext m 0 vi2 mvi (1)
2 2

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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A velocidade inicial da Terra é a velocidade com a qual ela viaja através do espaço em torno do Sol.
Sendo dTS a distância Terra-Sol e T o período de translação da Terra, sua velocidade vale:
2 dTS 2 150 109 m
vi 29.865, m/s
T 365, 25 d 86.400 s/d
Ou seja, a velocidade média de translação da Terra é de cerca de 108 mil km/h. Substituindo-se vi
em (1), teremos:
1 2
Wext 5,98 1024 kg 29.865, m/s 2, 66689 1033 J
2
Wext 2, 7 1033 J
O sinal negativo no resultado acima significa que o agente externo deve aplicar a força no sentido
contrário ao deslocamento da Terra.

Só para termos uma idéia de a quanta energia corresponde este resultado, vamos fazer uma pequena
conta, sabendo-se que 1 J = 1 W.h:
1 MW 1h
Wext 2,7 1033 W.h 6
7.5 1023 MW.h
10 W 3.600 s
A usina de Itaipú forneceu em 2007 cerca 91 milhões de MW.h de energia elétrica e isto
representou cerca de 19% da energia elétrica consumida no Brasil. Logo, a energia total consumida
foi de cerca de 480 milhões de MW.h. Logo, a energia requerida para parar a Terra representa a
energia necessária para abastecer o Brasil durante:
7,5 1023 MW.h
6
1,6 1015 anos
480 10 MW.h/ano
Isto representa cerca de 100 mil vezes a idade do universo (15 bilhões de anos).

28. Um projétil de 0,550 kg é lançado da beira de um penhasco com energia cinética inicial de
1.550 J e em seu ponto mais alto está a 140 m acima do ponto de arremesso. (a) Qual é a
componente horizontal de sua velocidade? (b) Qual era a componente vertical de sua velocidade
logo após o lançamento? (c) Em um instante durante o seu vôo encontra-se o valor de 65,0 m/s
para a componente vertical de sua velocidade. Neste instante, qual é a distância a que ele está
acima ou abaixo do seu ponto de lançamento?
(Pág. 138)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
y

K0
h
m
x

________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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(a) Vamos partir da definição da energia cinética inicial do projétil:


1 2 1 2 2
K0 mvo m vxo v yo (1)
2 2
2 2 K0 2
vyo vxo (2)
m
Na Eq. (1) foi usada a igualdade que representa o módulo da velocidade inicial do projétil:
vo2 2
vxo 2
v yo (3)
Multiplicando-se (3) por m/2, em que m é a massa do projétil:
1 2 1 2 1 2
mvo mvxo mvyo
2 2 2
K0 K x0 K y 0
Como o movimento do projétil pode ser estudado independentemente nas coordenadas x e y, é de se
esperar que a energia mecânica do projétil, que depende de sua posição e velocidade, também possa
ser analisada independentemente em x e em y. Portanto, vamos analisar a conservação da energia
mecânica em y:
Ey0 Ey
K y0 Uy
1 2
mvy 0 mgh
2
v y20 2 gh (4)
Substituindo-se (2) em (4):
2 K0 2
vxo 2 gh
m
K0
vx 0 2 gh 53, 7546 m/s
m
2
vxo 53,8 m/s
Pode-se demonstrar a validade do procedimento acima. Aplicando-se a equação de movimento de
Torricelli do ponto de lançamento até o ponto mais elevado da trajetória do projétil:
v y2 2
v yo 2a ( y y0 )
2
0 v yo 2 gh
2
v yo 2 gh (2)
Substituindo-se (2) em (1):
2 2 K0
vxo 2 gh 53, 7546 m/s
m
2
vxo 53,8 m/s
(b) Da Eq. (4):
2
v yo 2 gh 52, 4099 m/s
2
v yo 52, 4 m/s

________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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(c) A posição do corpo pode ser encontrada da seguinte forma:


v y2 2
v yo 2a ( y y0 )
v y2 2
v yo 2 gy
2
v yo v y2
y 75,3357 m
2g
y 75,3 m
De acordo com o referencial adotado, nessa posição a velocidade do projétil será negativa. O
instante de tempo em que essa posição é atingida é dado por:
vy v y 0 at
vy vy 0 gt
vy 0 vy
t 11,968 s
g
t 12,0 s

32. Uma bola de borracha deixada cair de uma altura de 1,80 m é rebatida várias vezes pelo chão,
perdendo 10% de sua energia cinética de cada vez. Depois de quantas colisões a bola não
conseguirá se elevar acima de 0,90 m?
(Pág. 138)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
y
h0
h1

h2

K0 K1 K2
0
Seja K0 a energia cinética inicial, K1 a energia cinética após a primeira rebatida, K2 a energia
cinética após a segunda rebatida, etc., e KN a energia cinética da bola após a N-ésima rebatida.
Temos que:
K1 0,9 K0
K2 0,9 K1 0,92 K0
K3 0,9 K 2 0,93 K0
Logo:
KN 0,9 K N 1 0,9 N K 0 (1)
Também pode-se usar o trabalho da força gravitacional na subida da bola após cada rebatida para
fazer o cálculo de K1, K2, etc., KN.
W K
________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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mgh1 K K0 0 K1
K1 mgh1
Logo:
K2 mgh2
Portanto, após a N-ésima rebatida:
KN mghN (2)
Queremos saber N tal que hN 0,90 m. Igualando-se (1) e (2):
N
0,9 K0 mghN
0,9 N mgh0 mghN
hN 0,90 m
0,9 N 0,5
h0 1,80 m
ln 0,5
N 6,57
ln 0,9
A altura h = 0,90 só deixa de ser atingida após N = 6,57 rebatidas. Logo:
N 7

33. Um bloco de 263 g é deixado cair sobre uma mola vertical de constante elástica k = 2,52 N/cm
(Fig. 20). O bloco adere-se à mola, que ele comprime 11,8 cm antes de parar
momentaneamente. Enquanto a mola está sendo comprimida, qual é o trabalho realizado (a)
pela força da gravidade e (b) pela mola? (c) Qual era a velocidade do bloco exatamente antes de
se chocar com a mola? (d) Se esta velocidade inicial do bloco for duplicada, qual será a
compressão máxima da mola? Ignore o atrito.

(Pág. 138)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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v0 = 0 y
m y0

v1
F
0 y1
v2 = 0
y2
k P

(a)
r
Wg F(r ) dr
r0

y2 y2
Wg Pdy mg dy mg ( y2 y1 ) 0,30444 J
y1 y1

Wg 0,304 J
(b)
y2
y2 y2 y2 k 2
We F( y ) dy ( ky )dy k ( y1 y22 ) 1, 7544 J
y1 y1 2 y1
2

We 1, 75J
(c) Aplicando-se o teorema do trabalho-energia cinética:
W K
1 2
Wg We K 2 K1 0 mv1
2
2
v1 Wg We 3,32058 m/s
m
v1 3,32 m/s j
(d) v1’ = 2 v1
W K
Wg We K2 K1' 0 K1'
k 2 1 '2
mg ( y2' y1 ) ( y1 y2'2 ) mv1
2 2
k '2 1
mgy2' y2 m(2v1 )2
2 2
k '2
y2 mgy2' 2mv12 0
2
A equação do segundo grau correspondente é:
y2'2 0, 020476 y2' 0, 04603 0
________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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As possíveis soluções são:


y2' 1 0, 20455 m
y2' 2 0, 2250 m
Como y2’ 0:
y2' 0, 225 m

47. Um bloco de granito de 1.380 kg é arrastado para cima de um plano inclinado por um guincho, à
velocidade constante de 1,34 m/s (Fig. 23). O coeficiente de atrito cinético entre o bloco e o
plano inclinado é 0,41. Qual é a potência que deve ser fornecida pelo guincho?

(Pág. 139)
Solução.
Considere o seguinte esquema das forças que agem sobre o bloco:
y

N T x
m

fc
P
A potência fornecida pelo guincho é dada pela Eq. (1), onde v é a velocidade de elevação do bloco,
F é força responsável pela elevação do bloco e é o ângulo entre F e v. Essa força, que na verdade
é uma tensão (T), é gerada pelo motor do guincho e transmitida ao bloco por meio da corda
mostrada na figura.
P F.v Fv cos Fv Tv (1)
Vamos aplicar a primeira lei de Newton ao bloco, considerando-se apenas as forças em y:
Fy 0
N P cos 0
N mg cos (2)
Agora em x:
Fx 0
T fc P sen 0
T c N mg sen (3)

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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Substituindo-se (2) em (3):


T c mg cos mg sen mg ( c cos sen ) (4)
Substituindo-se (4) em (1):
P mg ( c cos sen )v 16.606,328 W
P 16,6 kW

52. Mostre que a velocidade v alcançada por um carro de massa m dirigido com potência constante
P é dada por

1/ 3
3xP
v ,
m

onde x é a distância percorrida a partir do repouso.


(Pág. 139)
Solução.
Sabe-se que:
dW F .dx
P F.v
dt dt
A expressão P = F.v dá a potência instantânea gerada pelo motor do carro, onde F é a força
instantânea de propulsão do motor e v é a velocidade instantânea do carro. Como P é constante e v
aumenta com o tempo, então F também é variável. Ou seja, o movimento do carro ocorre com
aceleração variável.
dv
P F.v Fv cos Fv mav m v (1)
dt
Na Eq. (1), é o ângulo entre F e v que, neste caso, é zero. Aplicando-se a regra da cadeia a (1):
dv dx dv
P m v mv 2
dx dt dx
m 2
dx v dv
P
x m v 2
dx v dv
0 P 0
m v3
x
P 3
1/ 3
3xP
v
m

54. Qual é a potência desenvolvida por uma máquina de afiar cuja roda tem raio de 20,7 cm e gira a
2,53 rev/s quando a ferramenta a ser afiada é mantida contra a roda por uma força de 180 N? O
coeficiente de atrito entre a roda e a ferramenta é 0,32.
(Pág. 139)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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fc
r y
N F
x

Em primeiro lugar vamos converter a freqüência angular f (rps) para velocidade angular (rad/s):
2 f
A velocidade tangencial da roda vale:
v r 2 rf (1)
As forças no eixo x são F, a força que a ferramenta que é afiada exerce sobre a roda, e N a força de
reação a F que aparece no eixo da roda. Logo:
Fx 0
N F 0
N F (2)
Cálculo da potência dissipada pela força de atrito (fc):
P fc .v fc v cos fc v cos fcv Nv (3)
Substituindo-se (1) e (2) em (3):
1
P 2 Ffr 2 0,32 180 N 2,53 s 0, 207 m 189,5366 W

P 1,9 102 W

57. A resistência ao movimento de um automóvel depende do atrito da estrada, que é quase


independente da sua velocidade v, e do arrasto aerodinâmico, que é proporcional a v2. Para um
dado carro de 12.000 N, a força total de resistência F é dada por F = 300 + 1,8 v2, onde F está
em newtons e v em m/s. Calcule a potência necessária para que o motor acelere o carro a 0,92
m/s2 quando a velocidade for 80 km/h.
(Pág. 140)
Solução.
Forças que agem no carro:
N

F Fm y

P
A potência do motor P de um automóvel é dada pelo produto escalar da força gerada pelo motor Fm
e a velocidade do automóvel v. Na Eq. (1), é o ângulo entre Fm e v.
P Fm .v Fmv cos Fmv cos 0 Fmv (1)
A força do motor pode ser determinada a partir da segunda lei de Newton, onde F é a força de
resistência ao movimento do carro:

________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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Fx max
Fm F ma
P
Fm 300 1,8v 2 a (2)
g
Substituindo-se (2) em (1):
P
P 300 1,8v 2 a v 51.428, 24 W 68,965 hp
g
P 69 hp

58. Um regulador centrífugo consiste em duas esferas de 200 g presas mediante hastes leves e
rígidas de 10 cm a um eixo de rotação vertical. As hastes são articuladas de modo que as esferas
se afastam para longe do eixo enquanto giram com ele. Entretanto, quando o ângulo é 45o, as
esferas encontram a parede do cilindro dentro do qual o regulador está girando; veja a Fig. 24.
(a) Qual é a velocidade mínima de rotação, em revoluções por minuto, necessárias para as
esferas tocarem na parede? (b) Se o coeficiente de atrito cinético entre as esferas e a parede é
0,35, que potência é dissipada como resultado do atrito das esferas contra a parede quando o
mecanismo gira a 300 rev/min?

(Pág. 140)
Solução.
(a) Forças sobre uma das esferas:
y
T

m
x

P
A velocidade mínima de rotação é obtida quando as esferas estão na iminência de tocar nas paredes
do cilindro (N = 0, onde N é a força normal de contato das esferas com a parede.). Forças em y:
Fy 0
T cos mg 0
________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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mg
T (1)
cos
Forças em x:
Fx max
v2
T sen mac m (2)
r
Substituindo-se (1) em (2):
mg v2
sen m
cos r
v lg sen tan (3)
Cálculo da velocidade angular , em rpm:
v v
r l sen
Podemos trabalhar diretamente com RPM fazendo a seguinte transformação:
v rad 60 s 1 rot
rpm
l sen s min 2 rad
30v
rpm (4)
l sen
Substituindo-se (3) em (4):

30 g 30 9,81 m/s 2
rpm 112, 4769 rpm
l cos 0,10 m cos 45

rpm 1,1 102 rpm


(b) Forças sobre uma das esferas:
y
T
v
m
Fc N x

P
A equação (1) ainda é válida para esta situação. Forças em x:
Fx max
v2 v2
T sen N mac m m
r l sen
mv 2
N T sen (5)
l sen
Substituindo-se (1) em (5):
mv 2
N mg tan (6)
l sen
A força de atrito cinética vale::
________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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fc c N
A potência total dissipada pelo atrito, considerando-se duas esferas, é:
P 2 fc .v 2 c Nv (7)
Substituindo-se (6) em (7):
mv 2
P 2 cv mg tan (8)
l sen
De (4) temos:
rpm l sen
v (9)
30
2 2
rpm
2
l sen 2
v2 (10)
900
Substituindo-se (9) e (10) em (8):
2 2
rpm l sen m l sen 2
rpm
2

P 2 c mg tan
30 l sen 900
2 2 2
c m rpm l sen rpm l g
P (11)
15 900 cos
2
0,35 0, 200 kg 300 rpm 0,10 m sen 45
P
15
2
2
300 rpm 0,10 m 9,81 m/s 2
900 cos 45

P 18,6534 W
P 19 W
De acordo com (11), a potência dissipada será igual a zero se:
2 2
rpm l sen
g tan
900
g30
rpm
l cos
Que é a resposta literal do item (a).

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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Problemas Resolvidos de Física Prof. Anderson Coser Gaudio – Depto. Física – UFES

RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 8 – CONSERVAÇÃO DE ENERGIA

02. Alega-se que até 900 kg de água podem ser evaporados diariamente pelas grandes árvores. A
evaporação ocorre nas folhas e para chegar lá a água tem de ser elevada desde as raízes da
árvore. (a) Suponha que em média a água seja elevada de 9,20 m acima do solo; que energia
deve ser fornecida? (b) Qual a potência média envolvida, se admitirmos que a evaporação
ocorra durante 12 horas?
(Pág. 159)
Solução.
(a) A água ao ser transportada para o topo da árvore tem sua energia potencial aumentada de UA = 0
até UB = mgh. Ou seja:
U UB U A
U mgh
O trabalho realizado para elevar a água corresponde à energia que deve ser fornecida:
W U mgh 81.226,8 J
W 81,2 kJ
(b)
W mgh
P 1,88025 W
t t
P 1,88 W

10. Um carro de montanha russa, sem atrito, parte do ponto A (Fig. 25) com velocidade v0. Calcule
a velocidade do carro: (a) no ponto B, (b) no ponto C, (c) no ponto D. Suponha que o carro
possa ser considerado uma partícula e que permaneça o tempo todo no trilho.

(Pág. 159)
Solução.
Como a única força que realiza trabalho (peso do carrinho) é conservativa, o sistema é conservativo.
Portanto é possível aplicar o princípio da conservação da energia mecânica. Vamos supor que na
base da montanha russa Ug = 0.
(a)

________________________________________________________________________________________________________ 1
a
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EA EB
K A U gA K B U gB
1 2 1 2
mv0 mgh mvB mgh
2 2
vB v0
(b)
EA EC
K A U gA KC U gC
1 2 1 2 h
mv0 mgh mvC mg
2 2 2
v02 2 gh vC2 gh

vC v02 gh
(c)
EA ED
K A U gA K D U gD
1 2 1 2
mv0 mgh mvC 0
2 2
v02 2 gh vC2

vC v02 2 gh

13. Uma haste delgada de comprimento L = 2,13 m e de massa desprezível pode girar em um plano
vertical, apoiada num de seus extremos. A haste é afastada de = 35,5o e largada, conforme a
Fig. 28. Qual a velocidade da bola de chumbo presa à extremidade inferior, ao passar pela
posição mais baixa?

(Pág. 160)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

________________________________________________________________________________________________________ 2
a
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Lcos L

A
vA = 0
h B m
vB Ug = 0
A única força que realiza trabalho neste sistema é o peso da massa m. A tensão na corda, que é
radial, é sempre ortogonal aos deslocamentos tangenciais da massa e, portanto, não realiza trabalho.
Logo, a energia mecânica do sistema é conservada:
EA EB
K A U gA K B U gB
1 2
0 mgh mvB 0
2
2 g ( L L cos ) vB2
vB 2 gL(1 cos ) 2, 749135 m/s
vB 2,75 m/s
A expressão literal da resposta indica que se 1 cos = 0 implica em vB = 0. Isso ocorre quando
cos = 1 ou = 0o.

21. A mola de um revólver de brinquedo tem constante elástica de 7,25 N/cm. O revólver é
inclinado de 36,0o acima da horizontal e dispara uma bola de 78 g à altura de 1,9 m acima da
boca do revólver. (a) Qual a velocidade de saída da bola? (b) De quanto deve ter sido
comprimida inicialmente a bola?
(Pág. 161)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
C
y vC
g
v0
h
B

x
A
m d
k
Como o sistema é conservativo, vamos aplicar o princípio da conservação da energia mecânica aos
pontos B e C.
EB EC
K B U gB KC U gC

________________________________________________________________________________________________________ 3
a
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No ponto C o projétil tem velocidade vertical igual a zero e velocidade horizontal (que é a
velocidade do projétil) igual a v0 cos .
1 2 1 2
mv0 0 m v0 cos mgh
2 2
v02 v02 cos2 2 gh

2 gh
v0 10,3874 m/s
1 cos 2
v0 10 m/s
(b) Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos pontos A e B:
EA EB
K A U gA U eA K B U gB U eB
1 2 1 2 2
0 mgd sen kd mv0 0 0
2 2 k
2mg sen mv02
d2 d 0
k k
As raízes desta equação são:
d1 0,108364
d2 0,107123
Como d 0:
d1 0,11 m

23. Uma corrente é mantida sobre uma mesa sem atrito, ficando um quarto do seu comprimento
dependurado na borda (veja Fig. 33). O comprimento da corrente é L e sua massa m; que
trabalho é necessário para puxar para o tampo da mesa a parte dependurada?

(Pág. 161)
Solução.
Considerando-se que a força F irá puxar a corrente para a direita com velocidade constante, seu
módulo será sempre igual ao módulo do peso P(y) da parte suspensa da corrente. Como o peso o
peso da parte suspensa da corrente é variável, F também é variável. Seja a densidade linear de
massa da corrente:
m
L
m L
________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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A massa da parte suspensa, que depende do comprimento y (coordenada vertical) vale:


m( y ) y
Logo:
F( y ) P( y ) m( y ) g gy
Portanto, o trabalho da força F(y) vale:
L/4
y L/4 m y2 mg L2
W F( y ) dy gydy g .
y0 0 L 2 0
2 L 16
mgL
W
32

26. Duas crianças brincam de acertar, com uma bolinha lançada por um revólver de brinquedo
situado na mesa, uma caixinha colocada no chão a 2,20 m da borda da mesa (veja a Fig. 35).
Kiko comprime a mola de 1,10 cm, mas a bolinha cai a 27,0 cm antes da caixa. De quanto deve
a mola ser comprimida pela Biba para atingir o alvo?

(Pág. 161)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
v0 = 0
y

x
2

1 v
g

x
d
l
Vamos aplicar o princípio da conservação da energia mecânica no lançamento horizontal da bola
pela mola:
E0 E
K0 U e 0 K Ue
1 2 1 2
0 kx mv 0
2 2
kx2 mv2
________________________________________________________________________________________________________ 5
a
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Logo, para o lançamento 1 teremos:


kx12 mv12 (1)
Para o lançamento 2, teremos:
kx22 mv22 (2)
Dividindo-se (1) por (2):
x1 v1
x2 v2
v2
x2 x1 (3)
v1
Movimento horizontal da bola:
x x0 vxt
Logo, para o lançamento 1 teremos:
l d v1t (4)
Para o lançamento 2, teremos:
l v2t (5)
Dividindo-se (5) por (4) e lembrando-se que t tem o mesmo valor nessas equações:
l v2
(6)
l d v1
Substituindo-se (6) em (3):
l
x2 x1 1, 25388 cm
l d
x2 1, 25cm

27. Um pequeno bloco de massa m escorrega ao longo de um aro como mostrado na Fig. 36. O
bloco sai do repouso no ponto P. (a) Qual a força resultante que atua nele quando estiver em Q?
(b) A que altura acima do fundo deve o bloco ser solto para que, ao passar na parte mais alta do
círculo, esteja a ponto de desprender-se dele?

(Pág. 161)
Solução.
(a) No ponto Q as forças que atuam no bloco são:

________________________________________________________________________________________________________ 6
a
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Q
N y

P
P mgj (1)
N Ni (2)
Em Q a força normal (N) é a própria força centrípeta do movimento circular de raio R, uma vez que
o peso do bloco (P) não possui componente radial. Logo:
mvQ2
Fc ,Q N (3)
R
Aplicando-se o princípio da conservação da energia aos pontos P e Q:
EP EQ
K P U gP KQ U gQ
1 2
0 mg 5R mvQ mgR
2
vQ2 8 gR (4)
Substituindo-se (4) em (3):
N 8mg (5)
Substituindo-se (5) em (2):
N 8mgi (6)
Portanto, a força resultante sobre o bloco no ponto Q vale:
R N P
R 8mgi mgj
(b) A condição para que no ponto T (topo da trajetória circular) o bloco esteja na iminência de
desprender-se da superfície é que a força normal exercida pela superfície sobre o bloco (NT) seja
zero. Logo, a força centrípeta do bloco no ponto T será seu próprio peso.
mvT2
Fc ,T P mg
R
vT2 gR (7)
Aplicando-se o princípio da conservação da energia aos pontos S e T, onde S é o novo ponto da
rampa (altura h) de onde será solto o bloco a partir do repouso:
ES ET
K S U gS KT U gT
1 2
0 mgh mvT mg 2 R (8)
2
Substituindo-se (7) em (8):
1
h R 2R
2

________________________________________________________________________________________________________ 7
a
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5R
h
2

32. O fio da Fig. 38 tem comprimento L = 120 cm e a distância d ao pino fixo P é de 75,0 cm.
Quando se larga a bola em repouso na posição mostrada ela oscilará ao longo do arco
pontilhado. Qual será a sua velocidade (a) quando alcançar o ponto mais baixo do movimento?
(b) quando alcançar o ponto mais elevado depois que o fio encostar no pino?

(Pág. 162)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
vA = 0
A
C
d
vC

r
Ug = 0
B vB
Aplicando-se o princípio da conservação da energia aos estados A e B:
EA EB
K A U gA K B U gB
1 2
0 mgL mvB 0
2
vB 2 gL 4,8522 m/s
vB 4,85 m/s
Esta velocidade é a mesma que seria obtida caso o bloco tivesse caído em queda livre da altura d +
r.
(b) De acordo com o resultado do problema 33 (Pág. 162), para que a bola faça um círculo completo
ao redor do ponto P a distância d deve ser maior do que 3L/5. Como 3L/5 = 72 cm e d = 120 cm,
isso implica em d 3L/5. Portanto, a bola faz uma trajetória circular completa ao redor do pino.
Chamando de C o estado do sistema quando a bola está no topo da trajetória circular ao redor do
pino:
EA EC
K A U gA KC U gC

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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1 2
0 mgL mvC mg 2( L d )
2
vC2 2 gL 4 g ( L d )
vC 2 g (2d L) 2, 4261 m/s
vC 2, 43 m/s
A expressão literal da resposta indica que se 2d L = 0 implica em vC = 0. Isso ocorre quando d =
L/2. Isto é verdade pois, neste caso, o ponto C (topo da trajetória circular em torno do pino)
coincidiria com o pino (mesma altura do ponto A).

33. Mostre, ainda em relação à Fig. 38, que, para a bolinha do pêndulo completar uma volta inteira
em redor do pino deve ser d > 3L/5. (Sugestão: A bolinha deve ter velocidade no alto da
trajetória, caso contrário o fio se afrouxa.)

(Pág. 162)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
vA = 0
A
C
d
vC

r
Ug = 0
A condição mínima para que a bola complete uma volta em torno do ponto P é que a tensão na
corda seja zero. Nesta condição a força centrípeta do seu movimento circular será o próprio peso da
bola.
mvC2
Fc P mg
r
vC2 gr g (L d ) (1)
Aplicando-se o princípio da conservação da energia aos estados A e C:
EA EC
K A U gA KC U gC
1 2
0 mgL mvC mg 2( L d ) (2)
2

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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Substituindo-se (1) em (2):


1
mgL mg ( L d ) mg 2( L d )
2
L d
L 2 L 2d
2 2
3L
d
5

35. Um bloco de 3,22 kg parte do repouso e desliza uma distância d para baixo de uma rampa
inclinada de 28,0o e se choca com uma mola de massa desprezível, conforme a Fig. 32. O bloco
desliza mais 21,4 cm antes de parar momentaneamente ao comprimir a mola, cuja constante
elástica é de 427 N/m. (a) Quanto vale d? (b) A velocidade do bloco continua a aumentar
durante certo tempo depois de chocar-se com a mola. Qual a distância adicional que o bloco
percorre antes de alcançar sua velocidade máxima e começar a diminuir?

(Pág. 162)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema:

(d + l) sen

l
A
Ug = 0

B
Na ausência da força de atrito o sistema é conservativo e a energia mecânica é conservada:
EA EB
K A U gA U eA K B U gB U eB

________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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1 2
0 mg (d l )sen 0 0 0 kl
2
kl 2
d l 0, 4453 m
2mg sen
d 0, 45 m
(b) Considere o seguinte esquema da nova situação:

(d + l) sen
l x
A

Ug = 0
v(x) (l - x) sen
C
Para encontrar a velocidade máxima que o bloco atinge após comprimir a mola de uma distância x
vamos construir uma função v(x) = f(x) e em seguida encontrar o valor de x que torna dv(x)/dx = 0.
Para construir v(x), vamos aplicar a conservação da energia mecânica aos pontos A, de onde o bloco
é solto com velocidade nula, e C, o ponto onde a velocidade é máxima.
EA EC
K A U gA U eA KC U gC U eC
1 2 1 2
0 mg (d l )sen 0 mv( x ) mg (l x)sen kx
2 2
1/ 2
kx 2
v( x ) 2 g sen (d x)
m
O valor de x que torna dv(x)/dx = 0 vale:
1/ 2
dv( x ) 1 kx 2 2kx
2 g sen (d x) . 2 g sen 0 (1)
dx 2 m m
A Eq. (1) somente será verdadeira se:
2kx
2 g sen 0
m
mg sen
x 0, 03473 m
k
x 3,5 cm

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a
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36. Um garoto está assentado no topo de um hemisfério de gelo (Fig. 39). Ele recebe pequeno
empurrão e começa a escorregar para baixo. Mostre que ele perde contato com o gelo num
ponto situado à altura 2R/3, supondo que não haja atrito com o gelo. (Sugestão: A força normal
anula-se quando se rompe o contato com o gelo.)

(Pág. 162)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
y
m
A

h R
vB
P
x
Como a única força que realiza trabalho é conservativa (força peso, P), há conservação da energia
mecânica do sistema:
EA EB
K A U gA K B U gB
1 2
0 mgR mvB mgh
2
vB2
h R (1)
2g
Na posição B o garoto está na iminência de perder contato com a superfície esférica. Isto significa
que a força normal (N) que o gelo exerce sobre ele é zero. Logo, a força centrípeta do seu
movimento circular será a componente de P na direção radial (Pr).
Fc Pr
mvB2 h
mg sen mg
R R
vB2 gh (2)
Substituindo-se (2) em (1):
gh h
h R R
2g 2
2R
h
3

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37. A partícula m da Fig. 40 move-se em um círculo vertical de raio R, no interior de um trilho sem
atrito. Quando m se encontra em sua posição mais baixa sua velocidade é v0. (a) Qual o valor
mínimo vm de v0 para que m percorra completamente o círculo, sem perder contato com o trilho?
(b) Suponha que v0 seja 0,775 vm. A partícula subirá no trilho até um ponto P no qual perde
contato com ele e percorrerá o arco indicado aproximadamente pela linha pontilhada. Determine
a posição angular do ponto P.

(Pág. 162)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema:
B vB

P
T
R

m
v0 Ug = 0
A
A condição mínima para que a partícula complete uma volta sem perder contato com o trilho é que
sua força normal (N) seja zero no ponto mais alto de sua trajetória circular. Nesse ponto sua força
centrípeta será o próprio peso da partícula (P).
Fc P mg
mvB2
mg
R
vB2 gR (1)
Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos estados A e B:
EA EB
K A U gA K B U gB
1 2 1 2
mv0 0 mvB mg 2 R (2)
2 2
Substituindo-se (1) em (2):
v02 gR 4 gR

________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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v0 5 gR (3)
(b) Considere o seguinte esquema:
vP
P
Pr
P R

m
Ug = 0
v0 A
No ponto P a partícula perde contato com a superfície, o que torna N nula. Logo, a força centrípeta
do seu movimento circular será a componente de P na direção radial (Pr).
Fc Pr
mvP2
mg sen
R
vP2 gR sen (4)
Aplicando-se o princípio da conservação da energia mecânica aos estados A e P:
EA EP
K A U gA K P U gP
1 2 1 2
m 0, 775v0 0 mvP mg R R sen
2 2
0, 7752 v02 vP2 2 gR 2 gR sen (5)
Substituindo-se (3) e (4) em (5):
0,7752.5gR gR sen 2 gR 2 gR sen
5.0,7752 2 3sen
1 1
sen 5.0,7752 2 19,5345
3
19,5

56. Um pequeno objeto de massa m = 234 g desliza em um trilho que tem a parte central horizontal
e as extremidades são arcos de círculo (veja Fig. 46). A parte horizontal mede L = 2,16 m e nas
porções curvilíneas não há atrito. O objeto é solto no ponto A, situado à altura h = 1,05 m acima
do trecho horizontal, no qual ele perde 688 mJ de energia mecânica, devido ao atrito. Em que
ponto o objeto irá parar?

________________________________________________________________________________________________________ 14
a
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(Pág. 164)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
A D
h
c
Ug = 0
B C

L
Assim que a partícula é solta, sua energia potencial gravitacional inicial UA é convertida em energia
cinética. Essa energia vale:
UA mgh
Como a parte curva não apresenta atrito, ao chegar ao ponto B sua energia cinética será:
KB UA mgh (1)
Na parte plana o atrito começará a dissipar a energia mecânica da partícula, que está totalmente na
forma de energia cinética. Devemos verificar se a partícula pára antes do ponto C ou se o ultrapassa,
subindo a rampa oposta. Cada vez que a partícula atravessa a parte plana a força de atrito (f) realiza
um trabalho W.
E Wat
KC KB Wat (3)
Substituindo-se (1) em (2):
KC mgh Wat
Como K é sempre positivo, temos que se mgh + Wat 0, o bloco vai subir a rampa oposta. Na
verdade, mgh + Wat = 1,722317 J (lembre-se que Wat 0). Portanto a partícula atravessa a região
central e sobe a rampa oposta. Cada vez que a partícula atravessa a parte plana ela perde Wat. O
número de vezes que ela consegue atravessar a parte plana (n) é dado por:
mgh nWat 0
mgh
n 3,50336
Wat
Ou seja, a partícula atravessa três vezes a parte central plana e pára aproximadamente em L/2 na
quarta vez em que tenta atravessá-la.

57. Dois picos nevados têm altitude de 862 m e 741 m, respectivamente, acima do vale entre eles.
Uma pista de esqui estende-se do cimo do pico mais alto ao do mais baixo, conforme a Fig. 47.
(a) Um esquiador parte do repouso no pico mais elevado. Qual sua velocidade ao chegar ao pico
mais baixo se ele deslizou sem impulsionar-se com os bastões? Suponha que o solo esteja

________________________________________________________________________________________________________ 15
a
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gelado e por isso não há atrito. (b) Após uma nevada, uma esquiadora de 54,4 kg faz o mesmo
trajeto, também sem utilizar os bastões e por pouco não consegue alcançar o pico mais baixo.
De quanto aumenta a energia interna dos esquis e da neve sobre a qual ela desliza?

(Pág. 164)
Solução.
(a) Supondo que não haja atrito, as únicas forças que agem sobre o esquiador são o peso e a normal.
Como esta é sempre ortogonal ao deslocamento do esquiador, não realiza trabalho. Logo, a força
peso (força conservativa) é a única força que realiza trabalho, o que torna o sistema conservativo.
Podemos aplicar o princípio da conservação da energia mecânica:
E1 E2
K1 U g1 K2 U g 2
1 2
0 mgh1 mv2 mgh2
2
2 gh1 v22 2 gh2

v2 2 g h1 h2 48, 7239 m/s


v2 48,7 m/s
(b) Agora há atrito entre o esqui e a neve e o trabalho realizado pelo atrito será igual à variação da
energia mecânica do sistema.
Wat E E2 E1 K2 U g 2 K1 U g1
Wat 0 mgh2 0 mgh1 mg h2 h1 64.573,344 J
O sinal negativo do trabalho indica que o sistema perdeu essa quantidade de energia, que foi
convertida em calor que aquece a neve e os esquis. Logo, o aumento da energia interna observado
da neve e dos esquis é:
Eint,neve Wat,esquiador 64.573,344 J
Eint,neve 64, 6 kJ

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a
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 9 – SISTEMA DE PARTÍCULAS

2. Onde está o centro de massa das três partículas mostradas na Fig. 26?

(Pág. 187)
Solução.
A posição do centro de massa (rCM) é definida por:
rCM xCM i yCM j
A componente xCM vale:
1
xCM mi xi
mi
1
xCM m1 x1 m2 x2 m3 x3
m1 m2 m3
xCM 1,0666 m
A componente yCM vale:
1
yCM mi yi
mi
1
yCM m1 y1 m2 y2 m3 y3
m1 m2 m3
yCM 1,3333 m
Logo:
rCM 1m i 1m j

3. Qual é a distância do centro de massa do sistema Terra-Lua ao centro da Terra? (Veja no


Apêndice C as massas da Terra e da Lua e a distância entre os seus centros. É interessante

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a
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comparar o resultado com o raio da Terra.


(Pág. 187)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
Terra

mT d Lua
mL

0 xCM x
xT = 0 xL = d TL

dTL
A posição do centro de massa do sistema Terra-Lua é xCM. Como a origem do referencial x está no
centro da Terra, a distância procurada (d) vale:
d xCM
A posição do centro de massa é dada por:
1
xCM mi xi
mi
1
xCM mT xT mL xL
mT mL
1
xCM 24
5,98 10 kg 7,36 1022 kg

5,98 1024 kg .0 7,36 10 22 kg 3,82 108 m


xCM 4, 6443 106 m

xCM d 4, 64 106 m
Como o raio da Terra é 6,37 106 m, conclui-se que xCM encontra-se no interior da Terra, a uma
distância aproximadamente igual a 0,7 RT do centro do planeta.

7. Um homem de massa m segura-se numa escada de corda, que pende de um balão de massa M
(veja a Fig. 27). O balão está estacionário em relação ao chão. (a) Se o homem começar a subir
a escada com velocidade constante v (em relação à escada), em qual direção e a que velocidade
(em relação à Terra) o balão se moverá? (b) Qual será o estado de movimento depois que o
homem parar de subir?

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a
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(Pág. 187)
Solução.
(a) Considere o seguinte esquema de velocidades:

vb
vhb
y
vh

Observa-se a seguinte relação de velocidades na presente situação, em que vb é a velocidade do


balão, vh é a velocidade do homem e vhb é a velocidade do homem em relação ao balão ( que o
problema chamou simplesmente de v), sendo todas as velocidades verticais:
vb vhb vh
vb v vh (1)
Como não há força externa resultante atuando sobre o sistema, a velocidade do centro de massa
(nula) não se altera com o movimento do homem:
vCM ,0 vCM
0 Mvb mvh (2)
Substituindo-se (1) em (2):
0 Mvb mvb mv
mv
vb
m M
O sinal negativo indica que o balão se move para baixo, no sentido negativo do referencial y.
(b) Após o homem parar de subir pela escada o balão volta ao estado estacionário, pois o centro de
massa do sistema deve permanecer em repouso o tempo todo.

9. Um canhão e seu suprimento de balas estão dentro de um vagão fechado, de comprimento L,


como mostra a Fig. 28. Atira-se com o canhão para a direita e o vagão recua para a esquerda. As
balas permanecem no vagão depois de atingirem a parede oposta. Depois que todas as balas
forem disparadas, qual é a maior distância que o carro pode ter percorrido a partir de sua
posição inicial? (b) Qual é a velocidade do carro depois que todas as balas foram disparadas?
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a
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(Pág. 188)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
nm M

Inicial d

0 x
L d

Final
Como só estão envolvidas forças internas ao sistema durante os disparos, a posição do centro de
massa do sistema não muda.
xCMi xCMf
O sistema é composto por um vagão (V) de massa M e por n balas (B), cada uma de massa m. Logo:
1 1
MxCMVi nmxCMBi MxCMVf nmxCMBf
M nm M nm
L L
M d nmd M nmL
2 2
Md nmd nmL
L
d
M
1
nm
A maior distância d é atingida quando o número de balas tende ao infinito (nm ). Neste caso:
d L
(b) Como as balas não podem sair do vagão e o centro de massa permanece em repouso, o vagão
também deverá permanecer em repouso.
vf 0

12. Uma bomba é lançada de uma arma com velocidade inicial de 466 m/s, num ângulo de 57,4 o
com a horizontal. No topo da trajetória, a bomba explode em dois fragmentos de massas iguais.
Um dos fragmentos, cuja velocidade imediatamente depois da explosão é nula, cai
verticalmente. A que distância da arma cairá o outro, supondo que o terreno seja plano?
(Pág. 188)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:

________________________________________________________________________________________________________ 4
a
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y

g
v0

m m
2
x1 xCM x2 x
R/2
R
Se a bomba não tivesse explodido, seu alcance R seria dado por:
v02 sen 2
R
g
Após a explosão, o centro de massa do sistema, que não sofreu interferência de forças externas,
continua sua trajetória original. Após os pedaços da bomba terem caído no chão, a localização do
centro de massa do sistema será na coordenada xCM = R. Sabendo-se que a localização do pedaço 1
da bomba está localizado em x1 = R/2, vamos usar essas informações para calcular a posição x2 do
pedaço 2.
MxCM m1 x1 m2 x2
R
2mR m mx2
2
3R
x2
2
Ou seja:
3v02 sen 2
x2 30.142,0988 m
2g
x2 30,1 km

13. Uma corrente flexível de comprimento L, com densidade linear , passa por uma polia pequena
e sem atrito (veja a Fig. 30). Ela é abandonada, a partir do repouso, com um comprimento x
pendendo de um lado e L x, do outro. Determine a aceleração a em função de x.

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(Pág. 188)
Solução.
A força que acelera a corrente é o peso da porção de comprimento 2x L.
Fx max
P(2 x L) m(2 x L) g m( L ) a (1)
Na Eq. (1), m(2x L) é a massa da porção da corrente de comprimento 2x L e m(L) é a massa total da
corrente (comprimento L). Como:
m( L ) m(2 x L )
,
L 2x L
Temos:
L
m( L ) m(2 x L ) (2)
2x L
Substituindo-se (2) em (1):
L
m(2 x L ) g m(2 x L ) a
2x L
2x L
a g
L
2x
a 1 g
L

14. Um cachorro que pesa 5,0 kg está em um barco chato a 6,0 m da margem. Ele caminha 2,5 m no
barco em direção à margem e pára. O barco pesa 20 kg e podemos supor que não haja atrito
entre ele e a água. A que distância ele estará da margem ao fim desse tempo? (Sugestão: O
centro de massa do barco + cachorro não se move. Por que?) A margem está também à esquerda
da Fig. 31.

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(Pág. 188)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
d0
l0
M m

d
l

l0

0 xb0 xc xb xc0 x
Como não força externa resultante atuando no sistema, a aceleração do centro de massa do sistema
é nula. Como o centro de massa está inicialmente em repouso, ele permanece em repouso durante
todo o tempo independentemente do movimento do cachorro em relação ao barco.
xCM 0 xCM
mb xb 0 mc xc 0 mb xb mc xc
Considerando-se a massa do cachorro mc = m e a massa do barco mb = M e analisando-se o esquema
acima:
M d 0 l0 md 0 M d l l0 md
m M d m M d0 Ml
Ml
d d0
m M
d 4,0 m

17. Três varas finas, cada uma de comprimento L, estão arranjadas na forma de um U invertido,
como mostra a Fig. 32. Cada uma das duas varas que formam os braços do U tem massa M e a
terceira vara tem massa 3M. Onde está localizado o centro de massa do conjunto?

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a
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(Pág. 189)
Solução.
Como as varas são homogêneas, o centro de massa de cada uma delas está localizado na metade de
seus respectivos comprimentos, como mostra o esquema a seguir:
y
3M
L

L/2
M M

L/2 L x
Logo:
1 1
xCM mi xi m1 x1 m2 x2 m3 x3
mi m1 m2 m3
1 L
xCM M .0 3M ML
5M 2
L
xCM
2
De forma semelhante:
1 L L
yCM M. 3ML M
5M 2 2
4L
xCM
5

18. A Fig. 33 mostra uma placa de dimensões 22,0 cm 13,0 cm 2,80 cm. Metade da placa é feita
de alumínio (densidade = 2,70 g/cm3) e a outra metade de ferro (densidade = 7,85 g/cm3), como
mostrado. Onde está o centro de massa da placa?

________________________________________________________________________________________________________ 8
a
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(Pág. 189)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
D

Fe
y

Al
z H
x
L/2

L/2
Aplicando-se argumentos de simetria, deduz-se que:
D
xCM 6,50 cm
2
H
zCM 1, 40 cm
2
O cálculo de yCM pode ser feito considerando-se que a massa de cada metade da placa esteja
concentrada nos respectivos centros de massa, projetados no eixo y.
mA l mF e

0 L/2 L y
Logo:
1 1
yCM mi yi mAl y Al mFe yFe
mi mAl mFe
1 LDH L LDH 3L
yCM Al Fe (1)
LDH 2 4 2 4
Al Fe
2
Na Eq. (1), AlLDH/2 é a massa da placa de alumínio (densidade volume). Logo:
L Al 3 Fe
yCM 13,6848 cm
4 Al Fe

________________________________________________________________________________________________________ 9
a
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yCM 13,7 cm

19. Uma caixa, na forma de um cubo cuja aresta mede 40 cm, tem o topo aberto e foi construída de
uma placa metálica fina. Encontre as coordenadas do centro de massa da caixa em relação ao
sistema de coordenadas mostrado na Fig. 34.

(Pág. 189)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
z
a
a
1 4

2 3
a
y
5
x
Chamaremos os lados da caixa de 1, 2, 3, 4 e 5. Resolveremos o problema determinando o centro de
massa de cada lado da caixa e em seguida consideraremos a caixa como uma coleção de massas
pontuais, cada uma com massa igual à massa de um lado da caixa. Depois encontraremos o centro
de massa desse conjunto de massas pontuais. O centro de massa de cada lado da caixa é:
a a
r1 i k
2 2
a a
r2 ai j k
2 2
a a
r3 i aj k
2 2
a a
r4 j k
2 2
a a
r5 i j
2 2
O centro de massa da caixa está localizado em:
________________________________________________________________________________________________________ 10
a
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1 1
rCM miri mr1 mr2 mr3 mr4 mr5
mi 5m
1
rCM r1 r2 r3 r4 r5
5
1 a a
rCM 5 i 5 j 2ak
5 2 2
a a 2
rCM i j ak
2 2 5
Logo:
xCM 20 cm
yCM 20 cm
zCM 16 cm

20. Um tanque cilíndrico está inicialmente cheio com gasolina para avião. Drena-se o tanque
através de uma válvula no fundo (veja a Fig. 35). (a) Descreva qualitativamente o movimento
do centro de massa do tanque e de seu conteúdo, à medida que a gasolina escoa. (b) Qual é a
profundidade x do nível de gasolina quando o centro de massa do tanque e de seu conteúdo
estiver em sua posição mais baixa? Expresse sua resposta em termos de H, a altura do tanque;
M, sua massa; e m, a massa da gasolina que ele pode conter.

(Pág. 189)
Solução.
(a) Quando o tanque de gasolina está cheio o centro de massa do sistema tanque+gasolina está no
centro do tanque. À medida que a gasolina é escoada do tanque o centro de massa do sistema
começa a baixar. Como o centro de massa do tanque vazio também se localiza no centro do tanque,
deduz-se que em algum momento do escoamento da gasolina o centro de massa do sistema deve
atingir um nível vertical mínimo e, a partir daí, voltar a subir em direção ao centro do tanque.
(b) Considere o seguinte esquema:

________________________________________________________________________________________________________ 11
a
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H
m
h CM
xCM

Para resolver este problema temos de construir uma função matemática para a posição do centro de
massa (xCM) em função do nível de gasolina no tanque (h). Em seguida devemos encontrar o valor
de h que minimiza xCM (dxCM/dh = 0). A posição do centro de massa é dada por:
1 1
xCM mi xi mt xt mc xc
mi mt mc
1 h H
xCM m( h ) M
m( h ) M 2 2

m( h ) h MH
xCM (1)
2 m( h ) M
Como a massa da gasolina depende do seu nível no tanque m(h), precisamos determinar a função
m(h). Para isso utilizaremos a densidade da gasolina :
m m( h )
V V( h )
Ou seja:
m m
m( h ) V( h ) Ah
V AH
mh
m( h ) (2)
H
Substituindo-se (2) em (1):
mh
h MH
xCM H
mh
2 M
H
mh 2 MH 2
xCM (3)
2 mh MH
Vamos agora encontrar o valor de h que minimiza xCM (dxCM/dh = 0):
dxCM 2mh.2 mh MH mh 2 MH 2 .2m
2
0 (4)
dh 4 mh MH
Como todas as grandezas envolvidas são positivas, (4) somente será verdadeira se:
4mh mh MH 2m mh2 MH 2
mh2 2MHh MH 2 0 (5)
________________________________________________________________________________________________________ 12
a
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A Eq. 4 é uma equação do segundo grau e sua solução é:


MH m
hmin 1 1
m M
Como hmin deve ser positivo, o termo entre parênteses também deve ser positivo. Para que isso
ocorra o sinal da raiz quadrada deve ser positivo.
MH m
hmin 1 1
m M

21. Encontre a posição do centro de massa de uma placa semicircular homogênea, de raio R.
(Pág. 189)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
y

M
dm,da
dy
y R
x
Por simetria, deduz-se imediatamente que xCM = 0. O valor de yCM deve ser calculado.
1
yCM ydm (1)
M
A densidade superficial de massa é definida por:
M dm
A da
M
dm da (2)
A
Onde:
R2
A (3)
2
da 2R cos dy (4)
Substituindo-se (3) e (4) em (2):
2M 4M
dm 2
2 R cos dy cos dy (5)
R R
Mas:
2 1/ 2
2 1/ 2 y
cos 1 sen 1 (6)
R
Substituindo-se (6) em (5):
2 1/ 2
4M y
dm 1 dy (7)
R R
Substituindo-se (7) em (1):
________________________________________________________________________________________________________ 13
a
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2 1/ 2
4 R y
yCM y 1 dy (8)
R 0 R
Modificando-se (8) para:
2 1/ 2
2R R 2y y
yCM 1 dy
0 R2 R
Podemos identificar o seguinte padrão no integrando:
2 R R ' 1/ 2
yCM f ( y ) . f ( y ) dy
0

Onde:
2
y df( y ) 2y
f( y ) 1 e f ('y )
R dy R2
A solução da integral acima é:
R
3/ 2 R 2 3/ 2
2R f( y ) 2 2 y 4R
yCM . . 1 13/ 2
3/ 2 0
3 R 3
0

4R
yCM
3

23. Um caminhão de 2.000 kg move-se para o Norte a 40,0 km/h e vira para o Leste; ele acelera até
adquirir a velocidade de 50 km/h. (a) Qual foi a variação da energia cinética do caminhão? (b)
Quais o módulo, a direção e o sentido da variação do momento linear do caminhão?
(Pág. 189)
Solução.
(a)
1
K K K0 m v 2 v02
2
2 2
1 1 m/s 1 m/s
K 2.000 kg 50, 0 km/h 40, 0 km/h
2 3, 6 km/h 3, 6 km/h

K 6,9444 104 J
K 6,94 104 J
(b) Considere o seguinte esquema da situação:
v

v0
y

x
m

Os valores de v0 e v, de acordo com o referencial adotado, são v0 = v0 j e v = v i. Logo:

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a
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p p p0 mv mv0
p 2,78 104 kg.m/s i 2, 22 104 kg.m/s j

29. Um homem de 80 kg, em pé numa superfície sem atrito, chuta para a frente uma pedra de 100 g
de modo que ela adquire a velocidade de 4,0 m/s. Qual é a velocidade que o homem adquire?
(Pág. 190)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
m2

m1

v2
v1

Como o somatório das forças externas que agem sobre homem/pedra é zero, o momento linear é
conservado durante todo o evento. Em x:
P0 x Px
p0 x ,1 p0 x ,2 px ,1 px ,2
0 0 m1v1 m2v2
m1v1 0,100 kg 4, 0 m/s
v2
m2 80 kg
3
v2 x 5, 0 10 m/s

30. Um homem de 75,2 kg encontra-se em uma carroça de 38,6 kg que se move à velocidade de
2,33 m/s. Ele salta da carroça de tal maneira que atinge o solo com velocidade horizontal nula.
Qual será a variação na velocidade do veículo?
(Pág. 190)
Solução.
Considere o seguinte esquema:
m1

v02
m2

x
v1 = 0
v2

Admitindo-se que o efeito do atrito no eixo das rodas e entre as rodas e o solo seja desprezível
durante o evento, o momento linear será conservado na coordenada x.
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a
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P0 x Px
p0 x ,1 p0 x ,2 px ,1 px ,2
m1 m2 v01 0 m2 v2
m1 m2
v2 v01 6,8873 m/s
m2
v2 6,89 m/s
Pode-se analisar a situação do ponto de vista do movimento do centro de massa, cuja velocidade
não se altera. Como a maior parte da massa do sistema (homem) fica em repouso após saltar da
carroça, para que a velocidade do centro de massa permaneça constante a carroça, cuja massa é
menor, deve mover-se com velocidade maior.

31. Um vagão de estrada de ferro, de peso W, pode mover-se sem atrito ao longo de um trilho
horizontal reto. Inicialmente, um homem de peso w está em pé no vagão, que se move para a
direita com velocidade v0. Qual será a variação na velocidade do vagão se o homem correr para
a esquerda (Fig. 37), de modo que sua velocidade relativa ao vagão seja vrel, imediatamente
antes de ele pular para fora do vagão na extremidade esquerda?

(Pág. 190)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
w
W
v0
Inicial

vh x

Final v
Considere o seguinte esquema de velocidades:
v vh
vrel
x
A partir do esquema acima, tem-se:
vh v vrel (1)
Admitindo-se que haja conservação do momento linear em x durante todo o evento:
P0 x Px
p0 x ,h p0 x ,v px , h px ,v
mh v0 mv v0 mhvh mv v

________________________________________________________________________________________________________ 16
a
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w W w W
v0 vh v
g g g g
w W v0 wvh Wv (2)
Substituindo-se (1) em (2):
w W v0 wv wvrel Wv
w W v0 wvrel w W v
w
v v0 vrel
w W
O sinal negativo indica que o vagão sofreu uma variação de velocidade positiva (para a direita),
tendo-se em vista que vrel é negativa.

39. Uma bala de 3,54 g é atirada horizontalmente sobre dois blocos em repouso sobre uma mesa
sem atrito, como mostra a Fig. 38a. A bala passa através do primeiro bloco, de 1,22 kg de
massa, e fica engastada no segundo, de massa de 1,78 kg. Os blocos adquirem as velocidades de
0,630 m/s e 1,48 m/s respectivamente, conforme a Fig. 38b. Desprezando a massa removida do
primeiro bloco pela bala, determine (a) A velocidade da bala imediatamente após emergir do
primeiro bloco e (b) sua velocidade original.

(Pág. 190)
Solução.
Considere o seguinte esquema da situação:
v1A = 0 v2A = 0
v0 m1 m2

v1B v2B

x
(a) Considerando-se que não há interferência de forças externas sobre o movimento do sistema, há
conservação do momento linear. Seja mb e v0b a massa e a velocidade inicial da bala, m1 a massa do
bloco de 1,22 kg e m2 a massa do bloco de 1,78 kg. Colisão entre a bala e m2:
P0 x Px
p0 x ,b p0 x ,2 p x ,b px ,2
mb vb mb m2 v2
________________________________________________________________________________________________________ 17
a
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mb m2
vb v2 745,6607 m/s (1)
mb
vb 746 m/s
(b) Colisão entre a bala e m1:
P0 x Px
p0 x ,b p0 x ,1 p x ,b px,1
mb v0b mb vb m1v1 (2)
Substituindo-se (1) em (2):
m2 m1
v0b 1 v2 v1 962, 7794 m/s
mb mb
v0b 963 m/s

43. Um bloco de massa m está em repouso sobre uma cunha de massa M que, por sua vez, está
sobre uma mesa horizontal, conforme a Fig. 39. Todas as superfícies são sem atrito. O sistema
parte do repouso, estando o ponto P do bloco à distância h acima da mesa; qual será a
velocidade da cunha no instante em que o ponto P tocar a mesa?

(Pág. 191)
Solução.
Vamos denominar o bloco de corpo 1 e a cunha de corpo 2. As forças externas que atuam sobre o
sistema são a força da gravidade sobre m e M e a força normal sobre M. As forças normal e da
gravidade atuam na vertical e, como a cunha se desloca na horizontal, não executam trabalho.
Portanto, o sistema é conservativo. Logo, a energia mecânica inicial (E0) é igual à energia mecânica
final (E).
E0 E
K0,1 K0,2 U 0,1 U 0,2 K1 K 2 U1 U 2
1 2 1
0 0 mgh MgyCM ,2 mv1 Mv22 0 MgyCM ,2
2 2
2mgh mv12 Mv22
1
v22 2mgh mv12 (1)
M
O momento linear em x também é conservado.
P0 x Px

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a
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p0 x ,1 p0 x ,2 px ,1 px ,2
0 0 mv1x Mv2 x mv1x Mv2 (2)
O esquema das velocidades que agem no sistema é mostrado a seguir, onde v1 e v2 são as
velocidades de m e M em relação ao solo e v12 é a velocidade de m em relação a M:

v12
v1

x
v2
A partir do esquema acima podemos perceber que:
v1x v12 cos v2 , (3)
E, pela lei dos cossenos:
v12 v22 v122 2v2v12 cos (4)
Substituindo-se (3) em (2):
0 mv12 cos v2 Mv2
m M v2
v12 (5)
m cos
Substituindo-se (5) em (4):
2
2 2 m M v2 m M v2
v1 v2 2v2 cos
m cos m cos
`2
2 2 m M 2 m M
v1 v 1
2 (6)
m2 cos 2 m
Substituindo-se (6) em (1):
`2
2 1 m M 2 m M
v2 2mgh mv22 1 (7)
M m2 cos2 m
Desenvolvendo-se a equação (7), chega-se a:
2m2 gh cos 2
v22
m M M m 1 cos 2
Logo:
1/ 2
2 2
2m gh cos
v2
m M M m 1 cos 2

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a
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RESNICK, HALLIDAY, KRANE, FÍSICA, 4.ED., LTC, RIO DE JANEIRO, 1996.

FÍSICA 1

CAPÍTULO 10 – COLISÕES

01. Na prova de resistência do pára-choques de um novo carro, o veículo, de 2.300 kg e a 15 m/s,


colide com o parapeito de uma ponte, sendo parado em 0,54 s. Determine a força média que
atuou no carro durante o impacto.
(Pág. 209)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

m v

Durante o curto tempo de duração da colisão a única força externa relevante que atua no carro é a
força do parapeito da ponte (F). Portanto:
dP
Fext F
dt
Suponha que o referencial x aponta no sentido do movimento do carro. Em x:
dPx
F
dt
dPx Fdt (1)
De acordo com a Seção 10.3 (Pág. 195), a Eq. (1) é equivalente a:
Px F t
px p p0 m v v0 m 0 v0
F
t t t0 t 0 t
mv0
F 63.888,88 N
t
F 6, 4 104 N

02. Uma bola de massa m e velocidade v bate perpendicularmente em uma parede e recua sem
perder velocidade. (a) O tempo de colisão é t; qual a força média exercida pela bola na parede?
(b) Avalie numericamente essa força média no caso de uma bola de borracha de massa de 140 g
à velocidade de 7,8 m/s, sendo de 3,9 ms a duração do choque.
(Pág. 209)
Solução.
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a
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Considere o seguinte esquema:


m
v

m
-v

(a) A força média envolvida na colisão é:


px p p0 m v v0 m v v
F
t t t t
2mv
F
t
(b) O módulo da força média é:
2(0,140 kg)(7,8 m/s)
F 560 N
(3,9 10 3 ms)
F 5,6 102 N

32. Uma bola de aço de 0,514 kg está amarrada a um fio de 68,7 cm e é solta quando este está na
horizontal (Fig. 32). No fim do arco de 90o descrito pela bola, ela atinge um bloco de aço de
2,63 kg que está em repouso numa superfície sem atrito: a colisão é elástica. Determine (a) a
velocidade da bola e (b) a velocidade do bloco, ambas imediatamente após o choque. (c)
Suponha agora que na colisão metade da energia cinética mecânica seja convertida em energia
interna e energia sonora. Determine as velocidades finais.

(Pág. 211)
Solução.
Considere o seguinte esquema:

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a
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m1
A

m2
B v1B

v1C v2C

O movimento de A até B é feito com energia mecânica constante (ausência de forças dissipativas),
logo:
EA EB
KA U A KB U B
1
0 m1 gl m1v12B 0
2
v1B 2 gl 3, 67136 m/s
(a) Durante o choque o momento linear é conservado. Vamos chamar de B a situação do sistema
antes do choque e