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Valorização da Educação Física escolar: a importância de um trabalho pedagógico relevante

La valoración de la Educación Física escolar: la importancia de un trabajo pedagógico relevante

*Discentes do Curso de Educação Física da Universidade Salgado de Oliveira

**Orientador: Docente do curso de Educação Física da Universidade Salgado de Oliveira

(Brasil)

Luara Gomes Andrade*Thaynara Martins Silva Dias*

Prof. Neilon Carlos Santos**

luaragata2006@hotmail.com

Resumo

Este trabalho tem por objetivo investigar os motivos sobre os quais a disciplina Educação
Física tem sido grandemente desvalorizada (investigar os motivos). A partir das observações
realizadas em uma instituição de ensino público foi possível perceber que esta é uma disciplina
considerada pelos próprios alunos como sem nenhuma importância para a formação dos
alunos. Entretanto, Gonçalves (1997) reafirma a importância existente no fato de o professor
proporcionar aos alunos movimentos portadores de um sentido para os mesmos, uma vez
que, os movimentos mecânicos, realizados abstratamente só contribuem para a inibição da
criação e da participação dos alunos em aula e, por consequência, os torna indivíduos que
deixam de interpretar os mundos por si próprios e passam a interpretá-lo pela visão dos
outros. Portanto é possível perceber a importância que o professor de Educação Física tem em
proporcionar aos alunos atividades que estimulem seu desenvolvimento integral e sua
formação de forma ampla.

Unitermos: Valorização. Educação Física. Escola Pública.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 19, Nº 191, Abril de 2014.
http://www.efdeportes.com/

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Introdução

Esta pesquisa ocorreu durante o período de realização da disciplina Estágio Supervisionado


II,quando dividimos nossa atuação na escola-campo em períodos observação, co-regência e
regência que se refere à desvalorização da disciplina de Educação Física, do descaso de alguns
professores de Educação Física que atuam em instituições do ensino público, quando já
acomodados não passam o conhecimento adequado, ao invés de uma atuação competente e
boa intervenção pedagógica, que mesmo em meio às dificuldades é sim, possível de ser
aplicadas.

O objetivo é indicar que mesmo em meio às dificuldades encontradas para uma atuação de
qualidade a mesma é possível, cooperando para o desenvolvimento dos alunos de acordo com
suas necessidades.Isso através de conteúdos adequados para cada bimestre, e que basta o
professor estar empenhado com as suas obrigações e não deixar a acomodação e a falta de
compromisso atrapalhar a sua intervenção e obrigação enquanto professor de Educação Física.

Este foi o aspecto que mais chamou a atenção desde o primeiro dia de estágio, percebendo-
se então como algo mais grave a ser solucionado. E a partir deste problema encontrado foi
dado inicio a uma nova mudança na vida dos alunos através de aulas criticas e reflexivas sobre
a importância da Educação Física, e dos seus direitos enquanto alunos a aulas de Educação
Física de qualidade.

Buscamos identificar os fatores que estão vinculados às dificuldades de aprendizagem dos


alunos e a partir de então analisar a postura do profissional da disciplina de Educação Física
propondo metodologias que possibilitem um melhor aproveitamento nas aulas priorizando a
aprendizagem dos alunos. Assim avaliamos a questão estrutural e a falta de recursos e como
esses entraves podem ser minimizados, de forma a contribuir para aulas mais dinâmicas e
motivadoras.

Analisar o ensino da disciplina de Educação Física a partir do trabalho realizado pelos


professores de Educação Física, bem como o desenvolvimento e a motivação dos alunos em
relação a esta disciplina e a valorização da disciplina no ambiente escolar pelos professores da
área, pelos alunos e pelo sistema educacional como um todo.

Faz-se também necessário, demonstrar aos alunos a disciplina de Educação Física em sua
totalidade desenvolvendo os aspectos atitudinais, procedimentais e conceituais, através de
conteúdos específicos de acordo com a série e idade.
Valorizar a educação física na escola, apresentando suas múltiplas possibilidades e
relevância para a formação integral do aluno.

Justificativa

Esta pesquisa se justifica a partir das observações realizadas durante Estágio Supervisionado,
bem como de estudos realizados, partindo de questionamentos base como: o que é Educação
Física? Qual a importância desta disciplina em sua vida? Logo depois foram feito estes
questionamentos aos alunos. A partir dessas perguntas os alunos responderam um
questionário que revelou um resultado preocupantes apontando a Educação Física como uma
disciplina somente para “jogar bola”, sem nenhum objetivo pedagógico ou outro objetivo
segundo os alunos, não apresentou valor algum em suas vidas. Verifica-se que isso ocorre com
razão, pois a professora que ali atua não se importa com a sua péssima atuação.

De acordo com NASCIMENTO e JACINTO (2010):

A Educação Física Escolar está perdendo seu rumo (objetivo), a cultura do esporte faz parte
do conteúdo da Educação Física Escolar, mas não é somente isso, a Educação Física trabalha
como expressão corporal através de: Jogos, recreação, mímicas, esportes, lutas, ginástica,
entre outras.

FARIA (2010 apud NASCIMENTO e JACINTO, 2010) cita que o que torna o esporte um
conteúdo de ensino da Educação Física capaz de “apagar” outros conteúdos na ampla esfera
de conhecimentos e práticas culturais? Com impacto nas aulas de Educação Física das escolas
brasileiras, o esporte provoca a construção de certas representações sobre a própria
especificidade pedagógica dessa disciplina.

O esporte e a Educação Física parecem, pois, assumir características de similaridade,


chegando-se muitas vezes a confundir o significado de ambos na escola. Acredito que a
Educação Física seja o espaço/tempo oficial de tratar pedagogicamente o esporte na escola,
não devendo, entretanto, ser este o único conteúdo a fazer parte do projeto pedagógico dessa
disciplina.
Sendo assim, utilizamos os conteúdos de acordo com os PCNs com a grade curricular e
também algumas atividades diferenciadas para que os mesmos venham a entender e
compreender o objetivo e finalidade da disciplina de Educação Física

Metodologia

Nosso trabalho foi desenvolvido em nosso período de Estágio Supervisionado, que foi
realizado na Escola Estadual Jaci Abércio Viana, localizada no Setor Garavelo, em Aparecida de
Goiânia, para os alunos do 9º ano, quando foram exigidas dezessete intervenções ao todo
sendo que, quatro foram de observação, duas de co-regência e onze de regência. Observamos
as aulas da professora e detectamos bastantes falhas a respeito do seu desinteresse em estar
passando conhecimento e desenvolvendo os seus alunos de forma integral e, de acordo com a
finalidade da Educação Física que é tão ampla e completa.

Durante a realização dos estágios curriculares em Educação Física I, II e III, foi possível
observar que a prática reflexiva, a ação transformadora, muitas vezes se dá apenas no discurso
dos professores, pois efetivamente pouco ocorre em situações concretas das aulas. Ao propor
uma nova abordagem da Educação Física, enquanto estudantes realizando a prática de ensino
são por vezes questionados: “Pra quê fazer isso? Não adianta, eles não têm jeito! Não perca o
teu tempo.”

De acordo com CÁSSIA e SCHULTZ (2009), esses discursos revelam um educador


desacreditado no seu papel social, o que por vezes, levam esses docentes a lugares de
acomodação como exemplifica a metáfora do “professor rola-bola”, que agindo assim,
agradará os alunos e evitará conflitos.

Então as nossas aulas foram elaboradas de acordo com as necessidades que observamos
que aqueles alunos precisavam através dos seus conteúdos exigidos para sua série e bimestre
de acordo com os PCNs. Então elaboramos nossas aulas para suprir a deficiências e
necessidades daqueles alunos, pois identificamos que eram muitos. E para que
conseguíssemos ter como base um rumo, meta e objetivo a ser alcançado, através destes
conteúdos foram desenvolvidos, elaborados e planejados aulas em que desenvolvesse estes
alunos através de ações pedagógicas por aspectos procedimentais, atitudinal e conceitual.

De acordo CÁSSIA e SCHULTZ (2009), é necessário que o professor busque respaldo teórico
para que possa refletir sobre a sua ação na prática pedagógica e, ainda, refletir sobre essa
reflexão na ação. Somente consegue desenvolver essa reflexão o professor que mobiliza seu
conhecimento de uma forma crítica.
A aplicação dessas aulas foi uma tarefa difícil, pois os alunos já estavam acostumados e
acomodados com as outras aulas, ainda sim, investimos em nosso trabalho. Através das aulas
aplicadas detectamos uma melhora nos seus comportamentos e o modo de ver as aulas de
Educação Física, apesar do pouco tempo que tivemos para realização da nossa proposta de
trabalho. Os resultados foram alcançados, mas não como o desejado devido ao pouco tempo
de regência com os alunos, mas essas poucas mudanças já foram possíveis de serem notadas,
o que nos motivos e mobiliza a acreditar na Educação Física Escolar.

Referencial teórico

Ao se referir ao ensino de Educação Física existem diferentes formas de concepção desta


disciplina enquanto muitos a consideram como a ‘aula da brincadeira’, outros já a percebem
como mais uma disciplina somente de teorias e de acordo com os PCNs é uma disciplina
muitas vezes marginalizada no sentido de não ser reconhecida como importante. É possível
observar essa questão (PCN, p 22, 1997).

Nas escolas, embora já seja reconhecida como uma área essencial, a Educação Física ainda é
tratada como “marginal”, que pode, por exemplo, ter seu horário “empurrado” para fora do
período que os alunos estão na escola ou alocada em horários convenientes para outras áreas
e não de acordo com as necessidades de suas especificidades (algumas aulas, por exemplo, são
no último horário da manhã, quando o sol está a pino). Outra situação em que essa
“marginalidade” se manifesta é no momento de planejamento, discussão e avaliação do
trabalho, no qual raramente a Educação Física é integrada. Muitas vezes o professor acaba por
se convencer da “pequena importância” de seu trabalho, distanciando-se da equipe
pedagógica, trabalhando isoladamente. (PCN, p. 22, 1997)

Por ser muitas vezes tratada como uma disciplina supérflua tanto por outros profissionais da
educação como pelos próprios professores de Educação Física as metodologias relacionadas a
essa disciplina na grande maioria das escolas públicas tem abordado somente um aspecto da
disciplina desconsiderando o ensino global da Educação Física.

Entretanto conforme os PCNs atualmente a análise crítica e uma busca da concepção


defasada da Educação Física tem demonstrado uma crescente necessidade de que além de se
considerar corpo e movimento e seus aspectos fisiológicos e técnicos é importante que se
considere também as dimensões cultural, social, política e até mesmo afetiva, observando e
considerando o ser humano, como um todo, como um ser que interage, que movimenta, que
se socializa e que é um cidadão.
Para isso e por isso os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1997, p. 22) “adotou a
distinção entre organismo - um sistema estritamente fisiológico - e corpo - que se relaciona
dentro de um contexto sociocultural - e aborda os conteúdos da Educação Física como
expressão de produções culturais”.

Conforme COLETIVO DE AUTORES (1992), a disciplina de Educação Física não se trata


somente de aprender o jogo pelo jogo, ou o esporte pelo esporte, ou ainda a dança pela
dança, mas esses conteúdos devem receber um tratamento metodológico. a fim de que
possam ser historicizados criticamente e aprendidos na sua totalidade enquanto
conhecimentos construídos culturalmente, e serem instrumentalizados para uma
interpretação crítica da realidade que envolve o aluno.

A pedagogia crítica-superadora enfatiza a observação da “realidade social complexa e


contraditória” (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 28), analisando a escola, os alunos, a
comunidade e a sociedade para, em seguida, sintetizar e interpretar a condição atual desses
elementos, direcionando o processo pedagógico de acordo com os objetivos do projeto de
ensino da escola e do planejamento do professor.

Assim o professor desta disciplina deve estar atento quanto à metodologia de suas aulas
para que estas não abranjam somente o aspecto corporal, ou o aspecto do movimento, ou
ainda somente o aspecto de teorias relacionadas a jogos ou a fisiologia do corpo humano.

O profissional desta área deve perceber o aluno como um ser completo e que portanto
precisa de uma formação global que o envolva em todos os aspectos. Assim uma aula em que
ocorre a situação em que os alunos saem da sala e recebem uma bola sem nenhuma mediação
ou orientação do professor é uma aula que para os alunos fica vaga e desconexa, pois a
observam apenas como disciplina de brincadeira ou jogo, sem que sejam levados a uma
reflexão ou análise do jogo em si, da socialização propiciada pelo jogo.

Para SACRISTÁN e PÉREZ (2002) há entendimento que o ensino não pode ser encarado
apenas como uma mera aplicação de normas, técnicas e receitas pré-estabelecidas, mas
também deve ser analisado como um espaço de vivências compartilhadas, de busca de
significados, de produção de conhecimento e de experimentação na ação, sendo encarado
assim como um espaço também de reflexão da realidade e da sociedade.
A Educação Física segundo COLETIVO DE AUTORES (1992 apud (CLAYTON e LUIS, 2010) pode
e deve ser tida como uma reflexão pedagógica que e desempenha um papel político
pedagógico, pois encaminha propostas de intervenção e possibilita reflexões sobre a realidade
dos homens.

De acordo com Freire (1993) a Educação Física durante muito tempo tem feito sua parte no
sentido de imobilizar, desesperançar, enrijecer, esterilizar e disciplinar os corpos por meio de
duas aulas de controle do corpo e fez isso com eficiência tal que ‘vendeu’ a ilusão de que
exercia a motricidade e o movimento, enquanto que na verdade nunca aprendeu a
compreender a motricidade humana, nunca humanizou o gesto, e conseqüentemente nunca
descobriu a receita da liberdade.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais PCN afirma que a área da disciplina de Educação Física
atualmente elenca e aborda múltiplos conhecimentos produzidos e usufruídos pela sociedade
não somente a respeito do corpo, mas também do movimento.

Entre estes conhecimentos considerados fundamentais pode se levar em conta as atividades


culturais de movimento com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e
emoções, e tudo isso com a intenção de promover, recuperar e manter a saúde.

Trata-se, então, de localizar em cada uma dessas manifestações (jogo, esporte, dança,
ginástica e luta) seus benefícios fisiológicos e psicológicos e suas possibilidades de utilização
como instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura, e formular a partir daí as
propostas para a Educação Física escolar. (PCN, p. 23, 1996)

A partir dos excertos fica evidente que o professor deve considerar a Educação Física em sua
totalidade englobando todos os aspectos inerentes ao ser humano, claro que deve enfatizar o
corpo e o movimento, mas a metodologia do profissional da Educação Física deve observar
esses princípios e especificidades de acordo com a lei e privilegiar instrumentos e
procedimentos que propiciem a comunicação, socialização, expressão, lazer e cultura.

... Nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se

Transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao


lado do educador, igualmente sujeito do processo. Só assim podemos falar realmente de saber
ensinado, em que o objeto ensinado é aprendido na sua razão de ser e, portanto, aprendido
pelos educandos. (FREIRE, 1996, p.26)
De acordo com os PCNs a Educação Física no âmbito escolar pode sistematizar situações de
ensino e aprendizagem que dêem garantia aos alunos quanto ao acesso a conhecimentos
práticos e conceituais.

Entretanto para que este tipo de ensino-aprendizagem aconteça é importante que os


profissionais da área de Educação Física mudem a ênfase da aptidão física e do rendimento
padronizado que caracterizava anteriormente a Educação Física e que perceba a E.F em uma
concepção mais abrangente, que abarque não somente uma, mas todas as dimensões
inerentes ao ser.

É fundamental que os professores conheçam e façam uma clara distinção entre os objetivos
da Educação Física escolar e os objetivos do esporte, da dança, da ginástica e da luta
profissionais, pois, embora seja uma referência, o profissionalismo não pode ser a meta
almejada pela escola. A Educação Física escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para
que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu
aprimoramento como seres humanos. Nesse sentido, cabe assinalar que os alunos portadores
de deficiências físicas não podem ser privados das aulas de Educação Física. (NUNES, p. 30-31,
2007)

Sendo o profissional da Educação Física licenciado e professor desta disciplina como


mediador, motivador e principal ator e autor da valorização da própria profissão e da disciplina
perante os alunos é possível perceber por meio da observação e da literatura analisada que a
desvalorização da disciplina como um todo e a desmotivação dos alunos encontrada no
ambiente escolar deve-se principalmente por causa dos próprios profissionais que
desmotivados pela falta de estrutura e incentivo agem com desinteresse durante as aulas,
gerando assim um ciclo vicioso de aulas apenas para passar o tempo com a bola.

Portanto é necessário que a concepção do valor da disciplina de Educação Física seja


reavaliada e repensada.

Resultados e discussão

Foi possível identificar a partir das observações, co- regência e regência que muitos dos
objetivos propostos foram alcançados, que a metodologia aplicada despertou nos alunos o
interesse, entretanto um ponto desfavorável foi o pouco tempo de estágio que não nos
permitiu aplicar e desenvolver as metodologias e objetivos por completo.
O estágio nos permitiu verificar o descaso com que a disciplina de Educação Física é tratada,
não somente pelos alunos, mas principalmente pelos professores e gestores, encarando-a
muitas vezes como disciplina de passatempo. Por isso é importante que haja discussões e
reflexões que levem os profissionais da área a agir de forma a valorizar a disciplina e
consequentemente motivar os alunos tornando as aulas mais interessantes para que estes
valorizem as aulas de Educação Física.

Considerações finais

No desenvolvimento do nosso trabalho, foi possível obter bons resultados, entretanto por
serem poucas aulas o trabalho ficou incompleto, deixando a nítida percepção que, caso foi
possível. A reflexão da nossa atuação foi boa, tivemos bastante dificuldade de atuação, para
atingirmos nosso objetivo.

Para finalizar, foi possível perceber que este é um campo de discussões, debates e reflexões
marcado principalmente pelo desinteresse dos próprios profissionais de Educação Física que
age displicentemente de forma a desvalorizar sua profissão que essa realidade precisa ser
mudada.

Sabe-se que falta estrutura e materiais adequados para as aulas de Educação Física. Ao
extremamente prejudiciais para a prática pedagógica mais a possibilidade se trabalhar aulas
adequadas, de qualidade e com conteúdo de acordo com os PCNs e com a matriz curricular da
disciplina.

Portanto é importante que haja uma valorização maior por parte da gestão da Educação, no
sentido de se investir em estrutura e materiais para as aulas, por parte dos professores no
sentido de planejar melhor suas aulas e investir em metodologias diversificadas, por parte da
gestão e coordenação no sentido de acompanhar melhor as aulas e os planejamentos
cobrando do professor uma postura mais profissional e por parte dos alunos mais interesse e
motivação perante as propostas de aulas reflexivas.

É necessário salientar que mudanças não ocorre de um dia para o outro, trata-se do um
processo que deve ser buscado por toda equipe escolar e por todos os profissionais da
Educação Física para que se tenha aulas de qualidade e uma maior valorização da disciplina e
do professor de Educação Física.
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