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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Direito Processual Penal�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Princípio da Verdade Real/Material��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Princípio da Não Autocriminação (Nemo Tenetur se Detegere)��������������������������������������������������������������������������������2
Princípio da Vedação das Provas Ilícitas������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Direito Processual Penal


Princípio da Verdade Real/Material
No processo penal, o acusado defende-se dos fatos. Então, o processo penal preocupa-se com a
busca da verdade real, que é aquela que demonstra em sua íntegra a sua materialidade com o fato,
isto é, não deixando pairar dúvidas quanto a sua comprovação com o fato em si. Podemos também
dizer que a verdade real é o mesmo que prova material.
Artigos Citados na Aula:
“Art. 187. O interrogatório será constituído de duas partes: sobre a pessoa do acusado e sobre os
fatos.
§ 1o Na primeira parte o interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida ou profis-
são, oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, vida pregressa, notadamente se foi
preso ou processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do processo, se houve suspensão
condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros dados familiares e sociais.
§ 2o Na segunda parte será perguntado sobre:
I – ser verdadeira a acusação que lhe é feita;
II – não sendo verdadeira a acusação, se tem algum motivo particular a que atribuí-la, se
conhece a pessoa ou pessoas a quem deva ser imputada a prática do crime, e quais sejam, e se
com elas esteve antes da prática da infração ou depois dela;
III – onde estava ao tempo em que foi cometida a infração e se teve notícia desta;
IV – as provas já apuradas;
V – se conhece as vítimas e testemunhas já inquiridas ou por inquirir, e desde quando, e se tem
o que alegar contra elas;
VI – se conhece o instrumento com que foi praticada a infração, ou qualquer objeto que com
esta se relacione e tenha sido apreendido;
VII – todos os demais fatos e pormenores que conduzam à elucidação dos antecedentes e cir-
cunstâncias da infração;
VIII – se tem algo mais a alegar em sua defesa.”
“Art. 260. Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou
qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo
à sua presença.
Parágrafo único. O mandado conterá, além da ordem de condução, os requisitos mencionados no
Art. 352, no que lhe for aplicável.
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando
I – for manifestamente inepta;
II – faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou
III – faltar justa causa para o exercício da ação penal”.

Princípio da Não Autocriminação (Nemo Tenetur se Detegere)


Assegura que ninguém pode ser compelido a produzir prova contra si mesmo (conforme Art. 5º,
inciso LXIII da CF/88). Tem pontos de contato com o princípio da presunção de inocência e com o
direito ao silêncio assegurado pela Constituição. A ideia é a limitação do poder de punir do Estado.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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Esse princípio deriva do NEMO TENETUR SE DETEGERE, e segundo ele, o acusado não é
obrigado a praticar nenhum comportamento ativo que possa incriminá-lo, como, por exemplo,
participar de reconstituição do crime, fornecer material para exame grafotécnico, soprar “bafôme-
tro” etc.
As chamadas provas invasivas, ou seja, aquelas que envolvem o corpo humano e implicam a
utilização ou extração de alguma parte dele, também são protegidas por esse princípio, dependendo
assim de anuência do acusado para sua realização.
˃˃ MUITO CUIDADO – é possível que haja os seguintes questionamentos – o reconhecimento
de pessoas do Art. 226 do CPP fere o PRINCÍPIO DA NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO (NEMO
TENETUR SE DETEGERE)?
»» A resposta é: devemos observar, quanto ao reconhecimento de pessoas, que este não demanda
nenhum COMPORTAMENTO ATIVO por parte do “reconhecido”, não ferindo, assim, tal
princípio.
Podemos aplicar ao depoimento da testemunha o PRINCÍPIO DA NÃO AUTOINCRIMINA-
ÇÃO (NEMO TENETUR SE DETEGERE)?
→→ A Testemunha e o direito ao silêncio
Com relação à testemunha, não se aplica esse princípio, visto que ela tem a obrigação de dizer a
verdade sob pena de falso testemunho, SALVO se da resposta da testemunha puder resultar uma au-
toincriminação, excepcionalmente, neste caso, estará protegida pelo direito ao silêncio.

Princípio da Vedação das Provas Ilícitas


Segundo o princípio da vedação das provas ilícitas (Art. 5º, LVI, CF) nos termos do Art. 5º, inciso
LVI, da Constituição Federal, “são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos.”
O Código de Processo Penal, com o advento da Lei nº 11.690/08, passou a disciplinar com por-
menores a matéria. De tal modo, inicialmente, repetiu o mandamento constitucional no Art. 157,
caput, estatuindo que são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas.
Então, o Art. 157, § 3º, CPP, determina que preclusa a decisão de desentranhamento da prova
declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar
o incidente. Registre-se, porém, que se a prova permanecer nos autos, mas ela não for utilizada pelo
magistrado, de nenhuma forma, para a prolação da sentença, não haverá qualquer nulidade nesta
decisão. Não obstante, caso o juiz venha a se utilizar de uma prova ilícita para proferir a sentença,
esta será nula (nulidade absoluta).
Em seguida, no mesmo dispositivo legal (Art. 157, caput), o CPP define o que se entende por
provas ilícitas: “são aquelas que violam tanto normas constitucionais como legais.” Na sequência,
o CPP, no Art. 157, § 1º, consagrou expressamente também a impossibilidade de utilização das
provas ilícitas por derivação (teoria dos frutos da árvore envenenada ou do efeito à distância–
“fruits of the poisonous tree”, construção da Suprema Corte americana e que já vinha sendo
aceita, no Brasil, pelo STF), que são aquelas provas que decorrem de uma prova ilícita originária,
sendo que tal ilicitude somente restará caracterizada se houver demonstração do nexo causal entre as
provas ou quando as derivadas não puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.
A esse respeito, considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos
e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da
prova (Art. 157, § 2º, do CPP).
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ATENÇÃO!
→→ A jurisprudência brasileira começa a reconhecer a teoria da proporcionalidade (ou teoria da ra-
zoabilidade ou teoria do interesse predominante) na apreciação da prova ilícita, admitindo excep-
cionalmente a utilização desta última em benefício dos direitos do réu inocente que produziu tal
prova para a sua absolvição.
EXERCÍCIOS
Princípios e garantias processuais penais fundamentais. A garantia constitucional da duração
razoável do processo não se aplica ao inquérito policial por este tratar de procedimento administra-
tivo, sendo garantia exclusiva do processo acusatório.
01. O princípio do nemo tenetur se detegere é corolário da garantia constitucional do direito ao
silêncio e impede que todo o acusado seja compelido a produzir ou contribuir com a formação
de prova contrária ao seu interesse, salvo se não houver outro meio de produção de prova.
Certo ( ) Errado ( )
Acerca da prova no processo penal, julgue o item a seguir.
02. A teoria dos frutos da árvore envenenada, de origem norte-americana e consagrada na CF,
proclama a mácula de provas supostamente lícitas e admissíveis, obtidas, todavia, a partir de
provas declaradas nulas pela forma ilícita de sua colheita.
Certo ( ) Errado ( )
GABARITO
01 - ERRADO
02 - CERTO

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