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O Estado Novo foi implantado em 1933 através de um plesbito, por António de Oliveira

Salazar. Era um estado autoritário (os poderes concentravam-se no chefe de Estado),


conservador e tradicionalista (os seus idiais baseavam-se em Deus, na pátria, família,
autoritarismo, etc.), era nacionalista e repudia a democracia e o parlamentarismo. Era
considerado um “Estado Forte” e defendia a nação (“Tudo pela Nação, nada contra a Nação”).
Era muito apoiado pela igreja (pois defendia a igreja católica e era a favor do neocolonialismo
– valorizava a ação evangelizadora), por monárquicos, grandes proprietários capitalistas e alta
burguesia. Defendia a ruralidade (pois temia a sociedade urbana e industrial) e defendia a
família tradicional, católica, rural e conservadora, onde o papel da mulher era bastante
passivo. Defendia o culto do chefe, na qual fazia de Salazar o “Salvador da Pátria”. O
corporativismo era um modelo económico, político e social na qual negava a existência de
classes, mas apoiava a existência de grupos ou instituições (corporações, instituições de
caridade, universidades, organizações científicas, etc.).

Foi através de um grupo de instituições que conseguiram a adesão das pessoas ao regime
(através do enquadramento de massas), tais como o Secretariado da Propaganda Nacional
(fundado em 1930, por António Ferro), a União Nacional (único partido para a Assembleia
Nacional), a Legião Portuguesa (organização miliciana), a Mocidade Portuguesa (que incutiam
valores nacionalistas aos jovens), a Obra das Mães para a Educação Nacional (destinada à
formação de mães e mulheres), a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (que
controlava os tempos livres dos trabalhadores), etc. Para as populações que não aderiam a
este regime, o Estado criou vários aparelhos repressivos como: a censura prévia (imagem,
cinema, teatro, música, televisão, etc.) que destruiam tudo o que fosse contra os principios do
Estado Novo, a polícia política (PVDE até 1945, depois PIDE) que prendia, torturava e matava
qualquer opositor ao Estado Novo e as prisões ou campos de concentração para presos
políticos.

Salazar defendia uma política intervencionista e autárcica (defendia que o país fosse
autossuficiênte e proteccionista). Esta política tinha como objetivo a estabilidade financeira
através da diminuição das despesas e aumento das receitas, através de um maior controlo dos
dinheiros públicos, aumento de impostos (imposto sobre o rendimento, imposto sobre o
rendimento do trabalho, imposto sobre os funcionários públicos, imposto sobre a salvação
pública, taxa de salvação nacional sobre o consumo – açucar, gasolina e óleo – etc.) e de taxas
alfandegárias sobre importações (redução da dependia externa no quadro da autarcia). O
facto de Portugal ter sido um país neutro durante a 2ª Guerra Mundial, fez com que não
gastasse dinheiro em armamento e tropas e com que exportasse mais (reservas de ouro),
aumentanto assim o nível do saldo económico.

Esta estabilização económica foi alcançado à custa de uma política de grande austeridade e
sacrifício, com uma elevada carga fiscal e supressão de liberdades, ficou conhecido como o
“Milagre”. O Estado, como defensor da ruralidade, apoiou-se numa política de apoio aos
interesses agrários e da "lavoura nacional” como a construção de barragens (para a irrigação
de solos), a adoção de fixação de pessoas no interior do país, a política de florestação, o
fomento de culturas de produtos agrícolas (como o arroz, azeitona, batata, frutas, etc.) e pela
campanha de trigo (1929-1937), baseada na “Batalha de Trigo” Italiana, que resultou no
aumento deste ceral, aumentando a autossuficiência e a utilização de adubo e maquinaria,
gerando emprego. Adotou também a política de obras públicas (apoiado pela Lei da
Reconstituição Económica – 1930), na qual geria imenso emprego e obras de intuíto
económico. O ministro das obras públicas, Duarte Pacheco, desempenhou o papel desta
política através da construção de caminhos-de-ferro, pontos, barragens, aeroportos,
instituições, universidades, estradas (que facilitavam a acessibilidade aos mercados externos),
etc. No entanto, a indústria não fazia parte destas políticas, pois não era uma prioridade do
espado, ao contrário do mundo rural. A industria encontrava-se condicionada, pois era o
Estado que definia as suas prioridades iniciais e qualquer decisão e qualquer decisão que uma
empresa industrial quisesse tomar, teria de pedir autorização ao Estado. Este dirigismo
económico, fez com que Estado tivesse um controlo sobre a indústria (especialmente as
empresas de exportações), em relação à subida/descida de preços, sobreprodução,
desemprego e agitação social. Este condicionamento teve um impacto enorme na
modernização, o que limitava a concorrência.

A política laboral de Salazar apontava no corporativismo, implantado pelo Estatuto do


Trabalho Nacional, na qual as corporações seriam divididas em dois grandes grupos, os
sindicatos nacionais (que constituiam os trabalhadores) e o grémios (constituídos pelos
patrões), Os sindicatos foram muito repreendidos pelos trabalhadores. A política colonial
baseou-se no"ato colonial" publicado em 1930, na qual afirmava a ação civilizadora dos
portugueses em territórios ultramarinos, fez com que houvesse uma maior fiscalização dos
governadores coloniais e obrigou a que as colónias fornecessem mais matéria-prima à
metrópole. O projeto cultural (política de espírito) foi implementado por António Ferro no
Secretariado da Propaganda Nacional e consistia na utilização de artistas ou escritores como
forma de propaganda, incutindo na sociedade os valores ideológicos do Estado, como o amor à
pátria, o culto dos heróis, as virtudes das famílias, etc. Desta forma, chegando a uma cultura
modernista, tendo o Estado Portugues ficado com o "louros".

O Estado Novo foi implementado através de um plebiscito, em 1933, por António de Oliveira
Salazar (que posteriormente tinha sido nomeado chefe do governo e implementado uma nova
ordem política). O Estado Novo era considerado um estado autoritário (em que o poder
concentrava-se apenas no Estado), nacionalista, conservador e tradicionalista (defendia
principios e valores como Deus, pátria, familia, austeridade, obediência, autarcia, etc.).
Defendia o culto do chefe (em que Salazar era considerado o salvador da pátria) e príncipios
como “tudo pela nação, nada contra a nação”. Era considerado um estado forte, defendia a
ruralidade (pois receava a sociedade urbana e industrial) e a religião católica, baseava a família
portuguesa numa familia religiosa, rural, tradicional e conservadora, na qual o papel da mulher
era passivo. Era neocolonialista (pois valorizava a ação evangelizadora) e defendia o
corporativismo, na qual repudia a existência de classes e formava grupos com funções para o
bem comum, chamados de corporações (podiam ser instituições de caridade, universidades ou
agremiações científicas). Repudia a democracia e o parlamentarismo e era apoiado pela igreja,
monárquicos, altos proprietários capilatistas e alta burguesia.
Foi através de um conjunto de instituições que fez com que a população aderisse mais
facilmente a este regime, através do enquadramento de massas. O secretariado da
propaganda nacional (criado em 1930 por antonio ferro), a legiao portuguesa (organização
miliciana), a uniao nacional (partido unico), a mocidades portuguesa (que incutia os valores
nacionalistas nos jovens), a obra das maes para a educação nacional (formava mães e
mulheres) e a fundação nacional para a alegria e trabalho (que controlava os tempos livres dos
trabalhadores), foram algumas dessas instituições. Para os opositores, salazar criou um
aparelho repressivo do estado: a censura previa impedia que certos conteúdos contra o estado
novo fossem expostos (na imprensa, musica, teatro, cinema, etc.), a polícia política
(inicialmente PVDE, depois de 1945 PIDE) prendia, tortura e matava opositores ao Estado e as
prisões ou campos de concentração que prendia presos políticos.

Salazar adotou uma medida económica intervencionista e autárcica (defendia que o país tinha
de ser autossuficiente e proteccionista), que tinha como objetivo o equilíbrio económico ao
baixar o número de despesas e aumentanto as receitas, controlando melhor o dinheiro do
estado. Tambem conseguiu esse equilibrio graças ao aumeno de vários impostos (imposto
sobre o rendimento, imposto profissional dos rendimentos, imposto sobre os funcionarios
publicos, taxa de salvação de consumo, etc) e ao aumento das taxas alfandegárias de
importações (quadro da autarcia). A neutraliade adotada durante a 2ª guerra mundial,
também beneficiou a balança comercial pois pouparam nas despesas do armamento e
aumentaram as receitas com as exportações para os países em guerra (aumento das nossas
reservas de ouro). Este equilíbrio economico foi alcançado devido a uma politica de muito
sacrifico, austeridade e repressão de liberdades, ficando conhecida como o “milagre”. Nos
anos 30, Portugal apoiava muito o mundo rural (indo contra a civbilização), como tal, adotou
várias medidas para a promoção da “lavoura nacional” como a construção de barragens (para
a irrigaçao dos solos), a fixação de população no interior do país, politicas de florestação,
promoção cultural na produção de produtos (como a vinha, arroz, batata, azeitona, frutas e
cortiça) e fez a “campanha do trigo” (de 1929 a 1937) baseada na batalha do trigo italiana, na
qual aumentou na produção do cereal, melhorando assim a autossuficiência do país,
aumentando a utilização do abudo e de maquinarias, gerando emprego. Também foi um
apoiante de várias obras públicas (influenciadas pela lei de reconstrução economica – 1930)
que geria emprego, o ministro das obras publicas, duarte pacheco, construiu vários caminhos
de ferro, varias estradas (que facilitavam a acessibilidade para mercados externos), portos,
aeroportos, barragens, hospitais, universidades, monumentos, etc. No entanto, a área
industrial levou um condicionamento (pois Salazar acreditava que o desenvolvimento vinha do
meio rural) como tal, definia os principios das industrias e tinha de autorizar qualquer ação ou
movimento que as empresas in dustriais quisessem fazer (estas medidas afetam
principalmente empresas de exportação de produtos), este dirigismo económico facilitou ao
estado ter o controlo absoluto sobre os preços, a sobreprodução, o desmeprego ou a agitasção
social industrial, no entanto atrasou imenso a modernização, limitando a competitividade.

Outra política implementada foi a laboral, baseada no estatudo de trabalho nacional, que
dividiu as corporações em dois grupos, os sindicatos nacionalistas (constituidos por
trabalhadores) e os grémios (constituidos pelos patrões), que combinavam entre si os
contratos de trabalhaos, os salários e normas. Os sindicatos foram muito repreensivos pelos
trabalhadores. A política colonial expressou-se a partir de uma “ato colonial” publicado em
1930, que afirmava a ação civilizadora dos portugueses nos territorios ultramarinos, fazendo
pressão as colonias, fiscalizando os governantes das coloniais e exgindo materia prima das
mesmas para a metropole. O projeto cultural implementado (politica de espirito) foi
influenciada por antonio ferro do secretariado da propaganda nacional, na qual varios artistas
e escritores eram utilizados como propaganda, para incutirem na sociedade os valores
ideologicos do estado novo (amor a patria, culto dos herois, as virtudes da familia, etc). Este
projeto acabou por desenvolver imenso a modernização cultural.