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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE

DO SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

VIRGÍNIA CRISTINA SAMRSLA CZYZESKI

ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA DA CONEXÃO DE UM SISTEMA SOLAR


FOTOVOLTAICO EM MÉDIA TENSÃO

Ijuí, 28 de julho de 2016


VIRGÍNIA CRISTINA SAMRSLA CZYZESKI

ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA DA CONEXÃO DE UM SISTEMA SOLAR


FOTOVOLTAICO EM MÉDIA TENSÃO

Trabalho de conclusão do Curso apresentado


ao Colegiado de Coordenação de Curso de
Engenharia Elétrica da Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, como requisito
parcial para a obtenção do grau de
Engenheiro Eletricista.

Orientador: Professor Eliseu Kotlinski

Ijuí, 28 de julho 2016


AGRADECIMENTOS

A Deus em primeiro lugar.


Aos meus pais Eugenio e Marilei, que me deram a vida e me ensinaram a importância do
respeito e humildade, e que parar de estudar estava fora de cogitação. Deixando muitas
vezes seus desejos de lado para ver os filhos formados, e que sempre me apoiaram e
ouviram minhas reclamações e comemorações no decorrer do curso.
Agradeço também aos meus irmãos, os dois engenheiros da casa – Charles e Cristiano,
pelo apoio e conhecimentos repassados ao longo do tempo.
Ao meu namorado Ariel Albrecht, que sempre esteve do meu lado, escutando o que eu
tinha para dizer, fosse sobre as dificuldades ou novos aprendizados. Apoio e
encorajamento no decorrer do curso e também por sair comemorar após uma prova difícil!
Aos colegas que persistiram em continuar o curso e sempre estiveram dispostos a ajudar.
Aos professores Eliseu Kotlinski e Sandro Bock, por toda paciência e persistência em
repassar seus conhecimentos aos alunos, e em especial por me ajudar na etapa final do
curso.
A todos os professores do curso de Engenharia Elétrica, aos funcionários do
departamento, a secretária Juliana Amaral, o chefe dos laboratórios Mauricio Gaspar,
estes que nunca negam uma ajuda e estão sempre dispostos a escutar e auxiliar a todos.
Aos responsáveis da limpeza e vigilantes do departamento.
A todos, o meu MUITO OBRIGADO.
RESUMO

O avanço crescente de mercado e a procura por fontes renováveis de energia, trazem cada
vez mais estudos sobre a energia solar fotovoltaica e suas aplicações. No Brasil, esta fonte
de energia deve ser aproveitada ao máximo, já que se dispõe de alta incidência de radiação
solar. As perspectivas de crescimento do uso da energia solar fotovoltaica estão cada vez
maiores, enquanto que no primeiro trimestre de 2016 o número de instalações deste tipo
no país atinge pouco mais de 2000 instalações, a Agência Nacional de Energia Elétrica
(ANEEL) estima que até o ano de 2024, 1.2 milhão de consumidores com 4,5 GW de
potência instalada estejam conectadas as distribuidoras de energia. (AMBIENTE
ENERGIA, 2016)
Uma vez conectados, sistemas fotovoltaicos podem melhorar o perfil de tensão de
atendimento ao consumidor, reduzir perdas em linhas de transmissão e provocar a redução
de impactos ambientais causados pela obtenção de outros tipos de geração de energia
elétrica.
É através da perspectiva de crescimento da energia solar fotovoltaica, que esse trabalho
visa mostrar as condições e aspectos iniciais de conexão, de um sistema fotovoltaico em
uma instalação elétrica abastecida em média tensão, juntamente com uma análise de
viabilidade demonstrando os custos iniciais para este porte de instalação. Para isso foi
escolhido o próprio campus da Universidade a fim de demonstrar a possibilidade da
mesma em gerar a própria energia elétrica.

Palavras-chave: Energia solar fotovoltaica, normatização, minigeração.


ABSTRACT

The growing advance of the market and the demand for renewable energy sources, bring
more and more studies on photovoltaic solar energy and its applications. In Brazil, this
source of energy should be exploited to the maximum, since it has a high incidence of
solar radiation. The growth prospects of the use of photovoltaic solar energy are
increasing, while in the first quarter of 2016 the number of such facilities in the country
is slightly more than 2000 installations, the Agencia Nacional de Energia Elétrica
(ANEEL) estimates that by the year 2024, 1.2 million consumers with 4.5 GW installed
capacity will be connected on grid in the power distribution companies. (AMBIENTE
ENERGIA, 2016).
Once connected, photovoltaic systems can improve the voltage profile provided to
consumers, reduce losses in transmission lines and cause the reduction of environmental
impacts caused by obtaining other types of power generation.
It is thinking about the growth potential of photovoltaic solar energy, this work aims to
show the conditions and initial aspects of connection, of a photovoltaic system in an
electrical installation supplied at medium voltage, along with a feasibility study
demonstrating the initial costs for this size installation. For this, the very campus of the
University was chosen to demonstrate the possibility of it to generate their own electricity.

Keywords: photovoltaic solar energy, standardization, minigeneration.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1-1 - Demonstrativo de crescimento da geração solar fotovoltaica no cenário

mundial. .......................................................................................................................... 13

Figura 1-2- Total de potência instalada por fonte de energia ......................................... 14

Figura 3-1 Localização das medições de energia do Campus Ijuí. ................................ 23

Figura 3-2 - Resultado do simulador solar do Instituto Ideal. ........................................ 26

Figura 3-3 - Área compreendida pela medição. ............................................................. 27

Figura 3-4 - Vista do prédio da biblioteca da Universidade. .......................................... 28

Figura 3-5 - Vista lateral do prédio M. ........................................................................... 29

Figura 3-6 - Ilustração da incidência solar sobre um telhado voltado para o sentido norte.

........................................................................................................................................ 29

Figura 3-7 - Porcentagem de geração para cada orientação. .......................................... 30

Figura 4-1- Etapas de solicitação de acesso a micro e minigeração. .............................. 32

Figura 4-2 - Diagrama unifilar para instalações acima de 300kVA, com transformador de

500kVA. ......................................................................................................................... 33

Figura 4-3 - Conexão da rede da distribuidora com a entrada de energia onde está situada

a medição. ....................................................................................................................... 33

Figura 4-4 - Detalhe do medidor de energia. .................................................................. 34

Figura 4-5 - Saída de energia da cabine. ........................................................................ 34

Figura 4-6 - Visualização da parte externa da subestação de energia. ........................... 35

Figura 4-7 - Diagrama de conexão para sistema de minigeração. .................................. 37

Figura 4-8 - Subestação abrigada superior a 300kVA com medição. ........................... 39

Figura 5-1 – Média de geração mensal para o sistema fotovoltaico. ............................. 43

Figura 5-2 - Dados de geração e economia para cada mês do ano. ................................ 46
Figura 5-3 - Retorno financeiro do sistema fotovoltaico................................................ 47
LISTA DE TABELAS

Tabela 3-1- Dados de consumo de energia da medição 312 do Campus Ijuí ................. 25

Tabela 4-1- Níveis de tensão considerados para conexão de centrais geradoras ........... 31

Tabela 4-2 - Proteções necessárias a um sistema fotovoltaico. ...................................... 36

Tabela 5-1 - Demonstrativo de consumo e tarifas pagas. ............................................... 42

Tabela 5-2 Valores de mercado para projeto fotovoltaico de 630kWp. ......................... 45


LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.

ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica.

ANSI American National Standards Institute

FECOERGS Fundação das Cooperativas de Energia, telefonia e desenvolvimento rural


do Rio Grande do Sul.

INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

LABSOL Laboratório de energia solar

PRODIST Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica.

RIC MT Regulamento de instalação consumidoras - Fornecimento em média tensão

UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

kWh Kilo Watt Hora

kWp Kilo Watt pico

GW Giga Watt
SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS ..................................................................................................... 3

1.0 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 13

1.2 Energia solar fotovoltaica ..................................................................................... 15

1.3 Sistemas on grid ................................................................................................... 15

1.4 Energia solar no brasil .......................................................................................... 16

1.5 Cenário atual de energia ....................................................................................... 17

2.0 COMPOSIÇÃO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO ................................... 19

2.1 Módulos fotovoltaicos ..................................................................................... 19

2.1.1 Módulo Monocristalino ............................................................................ 19

2.1.2 Módulo Policristalino ............................................................................... 20

2.2 Inversor fotovoltaico ........................................................................................ 21

2.3 Proteção de sistemas fotovoltaicas................................................................... 21

2.4 String box ......................................................................................................... 22

3.0 ESTUDO PARA INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO ....... 23

3.1 Fidene - Unijuí ................................................................................................. 24

3.2 Consumo de energia......................................................................................... 24

3.3 Simulação......................................................................................................... 25

3.3.1 Entrada de dados do simulador solar ........................................................ 26

3.4 Local da instalação........................................................................................... 27

3.5 Orientação dos módulos solares....................................................................... 29


4.0 ACESSO A MINIGERAÇÃO ............................................................................ 31

4.1 Solicitação de acesso ....................................................................................... 32

4.2 Medição de energia existente ........................................................................... 32

4.3 Critérios de conexão de sistema de micro e minigeração ................................ 35

4.3.1 Normas Técnicas ...................................................................................... 37

4.3.2 Conexão do sistema solar com a medição de energia atual ...................... 38

4.3.3 Irregularidades encontradas conforme regulamento atual. ....................... 39

5.0 VIABILIDADE ECONÔMICA .......................................................................... 41

5.1 Métodos de Análise ......................................................................................... 41

5.2 Análise inicial .................................................................................................. 41

5.3 Capacidade de Geração .................................................................................... 43

5.4 Análise Financeira ........................................................................................... 44

5.4.1 Investimento ............................................................................................. 44

5.4.2 Valores de referência ................................................................................ 45

5.4.3 Retorno financeiro do projeto fotovoltaico. ............................................. 45

5.5 Etapas para implantação do projeto ................................................................. 47

6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 49

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 51

ANEXO A: Características técnicas, normas e procedimentos para sistemas fotovoltaicos

conectados à rede. ........................................................................................................... 55

ANEXO B: Documentação exigida para conexão à rede de distribuição para centrais

geradoras: ....................................................................................................................... 57
ANEXO C: Critérios técnicos e operacionais estabelecidos pela ANEEL para a conexão

de uma central fotovoltaica à rede em média tensão. ..................................................... 59

ANEXO D: Requisitos de projeto .................................................................................. 62

ANEXO E: Requisitos técnicos para conexão de micro e minigeração ao sistema de

distribuição da distribuidora local .................................................................................. 63

ANEXO F: Mapa do campus Ijuí - Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do

Sul ................................................................................................................................... 68

ANEXO G: Resultados da simulação............................................................................. 70

ANEXO H: Informações e base de dados do simulador solar. ...................................... 72


13

1.0 INTRODUÇÃO

Uma das fontes de energia elétrica, dentre as energias renováveis que tem ganhado
maior destaque nos últimos anos foi a energia solar fotovoltaica. No cenário mundial, ela
representa 1% da demanda da energia elétrica total gerada. Em 2014 haviam sido
instalados 40GW em energia solar, conforme figura 1-1, enquanto que a capacidade
estimada para os anos de 2015 a 2019 é de 178 GW. (Solar Power Europe - anteriormente
EPIA – Associação Europeia da Industria Fotovoltaica, 2015)

Figura 1-1 - Demonstrativo de crescimento da geração solar fotovoltaica no cenário mundial.

Fonte: Adaptado de Solar Power Europe, 2015.

O Brasil por sua vez, possui um alto índice de radiação solar, maior ainda que o
índice da Alemanha, um dos países líderes no mercado da energia solar, o local com o
pior grau de irradiação no Brasil é 40% superior ao melhor local de irradiação da
Alemanha (EFICIEN, 2014). Enquanto que na Alemanha desde os anos 2000, seu
governo passou a distribuir subsídios para difundir o uso deste tipo de energia (Revista
Galileu, 2012), aqui no Brasil foi apenas em 2010 que através de consulta e audiência
pública, líderes e empresários que atuavam na área de geração de energia conseguiram
movimentar projetos junto ao governo brasileiro, para que em 2012 a ANEEL lançasse
uma norma que mudaria o cenário das energias renováveis no país.
Foi em 17 de abril de 2012 que entrou em vigor a Resolução Normativa nº 482.
Esta resolução, estabelece as condições gerais para o acesso de micro e mini geração aos
sistemas de distribuição de energia elétrica (ANEEL, 2012). A partir desta data, a geração
distribuída começou a ganhar mais destaque no cenário brasileiro. O número de 1.125
conexões em 2015 representava uma potência instalada de 13,1 MW na matriz energética,
14

(ANEEL, 2015) enquanto que sistemas de energia solar fotovoltaica contavam com 1074
conexões conforme mostra a figura 1-2 (ANEEL,2015).

Figura 1-2- Total de potência instalada por fonte de energia

FONTE: ANEEL,2015

Sendo assim, a perspectiva de mercado para os próximos anos se mostra favorável,


não apenas para a energia solar fotovoltaica, mas para as outras energias renováveis como
é o caso da energia eólica e a biomassa.
Entretanto para uma maior inserção da energia solar fotovoltaica na matriz
brasileira, é necessário a realização de pesquisas e estudos que se concretizem em
publicações de confiança nesta área, visto a falta de conteúdo que tratem deste assunto,
até mesmo na parte da conexão de sistemas fotovoltaicos com a rede de energia elétrica.
Sendo que a grande maioria das publicações são a respeito de sistemas de baixa potência,
caracterizadas como microgeração (inferior a 75 kW).
Portanto, este trabalho visa apresentar o estudo de conexão de um sistema solar
fotovoltaico em média tensão para o Campus da Universidade Regional do Noroeste do
Rio Grande do Sul – UNIJUI, bem como a aplicação da Resolução Normativa 482/2012
da ANEEL, que proporcionou aos consumidores a conexão de microgeradores e
minigeradores a rede elétrica de energia, assim como as normas técnicas relacionadas ao
assunto apresentado.
O objetivo geral deste trabalho, é apresentar quais são os caminhos que a
universidade deve tomar, caso deseja instalar um sistema fotovoltaico em seu campus,
qual o custo inicial que mesma terá, bem como o retorno financeiro do investimento.
Este trabalho possui como objetivos específicos os seguintes itens:
15

 Levantamento de dados do local a servir como estudo;


 Funcionamento de um sistema solar fotovoltaico;
 Normas e critérios de conexão do sistema solar fotovoltaico com a rede elétrica;
 Estudo de proposta de implantação do sistema solar fotovoltaico e análise
econômica do mesmo.

Este trabalho está organizado em cinco capítulos. No primeiro capítulo é


apresentado uma visão geral da energia solar fotovoltaica, qual a capacidade instalada no
Brasil e no mundo, bem como a prospecção de crescimento para os próximos anos.
No segundo capítulo, é abordado como funciona uma central geradora
fotovoltaica juntamente com os principais equipamentos que compõem um sistema solar
fotovoltaico.
No terceiro capítulo, é apresentado o lugar escolhido para o estudo, o consumo
de energia atual, a simulação para verificação de porte de sistema fotovoltaico a ser
instalado e as condições iniciais para a realização do mesmo.
No quarto capítulo, é apresentado a documentação necessária para a conexão do
sistema fotovoltaico com a rede elétrica, a normatização vigente e a estrutura referente a
entrada de energia local.
No quinto capítulo, é apresentado um estudo preliminar do investimento da
instalação do sistema fotovoltaico em estudo, e qual o retorno financeiro para o mesmo.
No sexto capítulo, estão apresentadas as considerações finais deste trabalho.

1.2 Energia solar fotovoltaica

É chamado de energia solar fotovoltaica, a luz solar recebida por células solares e
convertida em energia elétrica pelas mesmas. Estas células são feitas de semicondutores
de silício, e quando expostas a luz do sol ocorre o chamado “ efeito fotovoltaico”. Este
efeito foi descoberto em 1839 pelo físico francês Edmondo Becquerel, que é o surgimento
de uma tensão elétrica em um material semicondutor, quando é exposto à luz visível
(Viridian, 2016).

1.3 Sistemas on grid

Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica de distribuição são também


conhecidos como sistemas On Grid (termo inglês). Este tipo de sistema dispensa o uso
16

de acumuladores, pois a energia pode ser produzida diretamente pela carga, ou injetada
na rede elétrica convencional, para ser consumida por unidades consumidores da rede de
distribuição.
Para este tipo de sistema, a unidade de medida utilizada é o Watt-pico (Wp),
unidade de saída de uma célula, módulo ou gerador fotovoltaico, considerando as
condições de padrão de teste (CRESESB/CEPEL, 2014). A figura 1-3 ilustra como é
caracterizado um sistema solar do tipo On Grid.

Figura 1-3 - Sistema fotovoltaico conectado à rede.

Fonte: Viridian, 2016

1.4 Energia solar no brasil

Através de consulta e audiência pública nos anos de 2010 e 2011, a ANEEL, com
o objetivo de debater os dispositivos legais sobre a conexão da geração distribuída de
pequeno porte na rede de distribuição de energia elétrica, elaborou a Resolução
Normativa nº 482/2012. Esta resolução, é a regra que estabelece as condições gerais para
o acesso de micro e mini geração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e
juntamente cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor
instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a
distribuidora local. A regra é válida para geradores que utilizem fontes incentivadas de
energia (solar, eólica, biomassa, hídrica e cogeração qualificada). (ANEEL, 2015)
Esta resolução foi lançada em 17 de abril de 2012, e após, alterada pela Resolução
Normativa nº 517 de 11 de dezembro de 2012, fazendo com que o Módulo 3 do PRODIST
17

também tivesse alterações para que se adequasse a essas resoluções. Juntamente com a
Resolução Normativa 482/2012 foi criado o sistema de compensação de energia elétrica
correspondente.
O Art. 2º da Resolução 482/2012 adota as seguintes definições:

I – microgeração distribuída: central geradora de energia elétrica, com


potência instalada menor ou igual a 100kW e que utilize fontes com base em energia
hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação
da ANEEL, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades
consumidoras;
II – minigeração distribuída: central geradora de energia elétrica, com potência
superior ou igual a 100kW e menor ou igual a 1MW para fontes com base em energia
hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, conforme regulamentação
da ANEEL, conectada na rede de distribuição por meio de instalações de unidades
consumidoras;
III- sistema de compensação de energia elétrica: sistema no qual a energia ativa
instalada por unidade consumidora com microgeração distribuída ou minigeração
distribuída é cedida, por meio de empréstimo gratuito, à distribuidora local e
posteriormente compensada com o consumo de energia elétrica ativa dessa mesma
unidade consumidora onde os créditos foram gerados, desde que possua o mesmo
Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) junto ao
Ministério da Fazenda. (Redação dada pela REN ANEEL 517, de 11.12.2012.)

1.5 Cenário atual de energia

Segundo dados da ANEEL atualizados em maio de 2016, o Brasil possui no total


4.520 empreendimentos em operação, totalizando 143.133.470 kW de potência instalada,
contando com todas as fontes de geração. Esta informação pode ser visualizada na tabela
1-1 e na figura 1-4.
Tabela 1-4 - Potência instalada por fonte de energia.

Potência instalada (kW) %


Biomassa 13.341.312 8,8727
Eólica 8.795.690 5,8132
Fóssil 26.228.157 17,3346
Hidrica 92.671.660 61,24
Nuclear 1.990.000 1,3152
Solar 22.952 0,0151
Importação 5,3997
TOTAL 143.049.771 99,9905
Fonte: BIG ANEEL, 2016.
18

Figura 1-2 - Matriz energética brasileira

POTÊNCIA INSTALADA (KW)


Biomassa;
13.341.312,00 Eólica;
8.795.690,00
Fóssil;
26.228.157,00

TOTAL;
143.049.771,
00
Hidrica;
92.671.660,00

Solar; Nuclear;
22.952,00 1.990.000,00

Fonte: BIG ANEEL, 2016.

Conforme pode-se perceber, a energia solar ainda não atingiu o patamar de 1% na


matriz energética brasileira. Tendo como base a Alemanha, que possui em sua matriz
35.500 MW de potência instalado de fonte solar, o Brasil tem muito a crescer quando o
assunto é energia solar.
19

2.0 COMPOSIÇÃO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO

Sistema fotovoltaico é um sistema composto por um conjunto de placas solares


também conhecidos por módulos fotovoltaicos, que são responsáveis por captar a luz do
sol através de uma composição de células de silício, suas características de tensão e
corrente variam com a irradiância solar coletada pelo módulo e com a temperatura que as
células operam. Um aparelho conhecido por inversor solar, recebe esta tensão e corrente
gerada pelas células solares em corrente continua, converte para corrente alternada
deixando a energia gerada na mesma qualidade que a distribuidora de energia. (CRESEB,
CEPEL, 2014).
2.1 Módulos fotovoltaicos

Conforme citado, módulo fotovoltaico é um conjunto de células de silício que são


responsáveis pela conversão de energia recebida do sol. As células geram na máxima
potência (sob irradiação solar de 1000W/m² e a célula a temperatura de 25°C) densidades
de corrente da ordem de 32mA/cm² em tensões entre 0,46V E 0,48V. As células são
agrupadas em associações em série e paralelo com o intuito de obter o melhor
dimensionamento de corrente e tensão. (GROTH, J., 2013)
Atualmente no mercado existem módulos fotovoltaicos de várias faixas de
potência que são utilizadas para instalações diversas, podendo variar de 10 W a 310 W
de potência. As mais utilizadas para instalações, tanto comerciais como residenciais estão
na faixa de 200 W até 300 W de potência, pela principal característica de tamanho da
placa versus capacidade de geração. Estes módulos independentes de potência, por
determinação da ANEEL, devem satisfazer as normas nacionais e internacionais de
qualidade apresentados no Anexo A.
A seguir, é mostrado os dois tipos mais utilizados de módulos solares.

2.1.1 Módulo Monocristalino

Este módulo apresenta atualmente um rendimento de 15 a 21%, e é a tecnologia


mais empregada no mercado. Este tipo de painel é de fácil reconhecimento, pois são mais
finos que os policristalinos e costumam ter uma cor azul escuro. Eles são feitos a partir
de um único cristal de silício ultrapuro, (lingotes de silício de forma cilíndrica). (Portal
Solar,2016). Este modelo de painel é apresentado conforme figura 2-1.
20

Figura 2-1 - Módulo solar monocristalino.

Fonte: Portal solar, 2016

2.1.2 Módulo Policristalino

Neste tipo de módulo, os cristais de silício são fundidos em um bloco, desta forma
preservando a formação de múltiplos cristais (resultando no nome policristalino). Quando
este bloco é cortado e fatiado, é possível observar esta formação múltipla de cristais. Este
modelo apresenta custo inferior por necessitar de uma energia menor na sua fabricação,
assim como a sua eficiência que fica entre 11% e 13%. (CRESESB/CEPEL, 2014). Este
modelo de painel é apresentado conforme figura 2-2.
,
Figura 2-2 - Módulo solar policristalino.

Fonte: Portal Solar (2016)

Quando é citado sobre a eficiência de painel, este assunto está diretamente ligado a
radiação solar. Este é um termo utilizado para se referir à forma de transferência da
energia vinda do sol através da propagação de ondas eletromagnéticas. A quantidade de
radiação solar que atinge a terra, depende dos obstáculos encontrados na atmosfera, mas
a radiação que chega a qualquer ponto do topo da atmosfera é constante e conhecida como
"Constante Solar". A constante solar é estimada em 1.366 W/m². Ao chegar à superfície
da Terra, ela alcança no máximo 1000 W/m². Assim, se a eficiência de determinado
painel solar é de 10%, isso significa que ele será capaz de captar no máximo 100 W/m².
(América do Sol, 2016).
21

2.2 Inversor fotovoltaico

O inversor fotovoltaico é um aparelho que recebe a energia em corrente contínua


gerada pelos módulos fotovoltaicos, e converte para corrente alternada, deixando na
mesma qualidade que a energia recebida pela rede de distribuição. Os inversores de última
geração sao equipados com circuitos microprocessados visando otimizar a geração de
energia elétrica com rápida atuação sobre a geração dos módulos fotovoltaicos. (GROTH,
J., 2013)
Este tipo de aparelho só pode ser utilizado se estiver conforme normas brasileiras ou
normas internacionais, de forma que atenda a todos os requisitos de segurança e qualidade
impostos ao mesmo, conforme anexo A.
Para prevenir o ilhamento, estes aparelhos funcionam apenas se a energia elétrica da
rede de distribuição estiver “ligada”, ou seja, caso a rede da distribuidora seja desligada
por alguma falha ou manutenção da mesma, o inversor se desliga e interrompe a
distribuição da energia para o consumidor ou para a rede elétrica. Impossibilitando assim
que ocorra acidentes de energização da rede elétrica. (ABNT, NBR 16149,2013)

2.3 Proteção de sistemas fotovoltaicas

Assim como toda instalação elétrica de baixa ou media tensão, sistemas solares
devem conter suas próprias proteções, sistemas estes que devem interromper a geração e
e/ou a entrega de energia do sistema caso a rede ou o próprio gerador solar apresente
alguma falha. Em geral, os inversores são adaptados para proteger o sistema em si, eles
possuem funções para detectar qualquer falha que possa surgir, e assim proteger o
sistema.
Mesmo assim, o sistema deve obedecer principalmente a NBR 5410 e possuir
dispositivos auxiliares de proteção como a instalação de dispostos contra surtos tanto para
a geração de energia dos painéis (Corrente Contínua), como a conexão dessa energia na
unidade consumidora, como o envio da mesma para a rede elétrica (Corrente Alternada).
O aterramento dos painéis e de todas as partes metálicas, como estruturas de sustentação
dos painéis, bem como o inversor, devem seguir a NBR 5419.
Conforme GROTH, J., 2013, para sistemas acima de 10kW, é recomendado que
se instale pára-raios junto a instalação fotovoltaica. Este tipo de proteção deve ser
estudado e deve ser muito eficiente, pois, descargas atmosféricas não apenas danificam
toda uma instalação como podem ocorrer riscos de incêndio no local.
22

Em contrapartida, segundo a empresa Finder, fabricante de relés e temporizadores,


em sua publicação “Guia para aplicação de Dispositivos contra Surtos – DPS (2012), uma
instalação fotovoltaica está tão exposta tanto quanto uma instalação elétrica quando o
assunto é descarga atmosférica. A mesma indica que deve ser realizada uma análise de
riscos de acordo com a norma EN 62305-2 (CEI 81-10/2) para identificar quais as
medidas a serem adotadas, independente da potência do sistema solar fotovoltaico, e que
em muitas vezes, a instalação de pára-raios pode resultar em danos e não na proteção dos
sistemas, visto que o pára raio tem como função principal a de “atrair” a descarga para si
e proporcionar um caminho seguro para a descarga. Portanto, deve-se analisar com muito
cuidado cada situação, e seguir as normas vigentes ao assunto, que podem ser encontradas
no anexo A deste trabalho.

2.4 String box

Grande parte dos sistemas existentes no mercado possui um equipamento de


proteção chamado String Box. É nele que ficam armazenados os dispositivos de proteção
contra surto citados anteriormente, fusíveis e disjuntores de proteção. É um equipamento
de extrema importância nas instalações e também deve seguir as normas da ABNT 5410
e módulo 3 do PRODIST, sendo dispensável apenas quando comprovada a existência de
proteções adicionais por parte do inversor a ser instalado.
23

3.0 ESTUDO PARA INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO

Conforme citado anteriormente, o local utilizado para o estudo da instalação de um


sistema fotovoltaico foi a Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul -
Unijui, campus Ijuí.
Este campus possui quatro medições de energia, uma é responsável pela ala oeste
(prédios A ao L, e departamentos), a segunda é responsável pela ala Sul (biblioteca e
laboratórios), a terceira para um departamento localizado na ala leste, e uma medição
separada para apenas um departamento, conforme apresentado na Figura 3-1. Esta figura
é apresentada no anexo F com mais detalhes e informações.
Dentre as quatro medições, a que possui maior consumo é na qual está localizada o
prédio da biblioteca e o salão de atos. É nesta área que o estudo será focado,
principalmente pelo seu consumo elevado e por possuir grande área de telhado disponivel
e pouco sombreamento em seus prédios. Ela será chamada de medição 312, pois é este o
seu código de unidade consumidora.

Figura 3-1 Localização das medições de energia do Campus Ijuí.


2º 3º
º
Fonte: Portal Unijuí, 2016.

º
A área citada e que será estudada, possui um consumo médio anual de
79.678kWh/mês conforme tabela 3-1, e será a partir destes dados que se realizará o estudo
24

inicial. Para o mesmo será utilizado a norma regulamentadora da Fecoergs, visto que este
campus está dentro da área de concessão da Coop. Regional de Energia e
Desenvolvimento Ijuì Ltda - Ceriluz.

3.1 Fidene - Unijuí

Com mais de 50 anos de história, a Unijuí possui em sua estrutura multicampi nas
cidades de Ijuí, Panambi, Santa Rosa, Três Passos e o Núcleo Universitário de Tenente
Portela, além das unidades de apoio e pólos de atendimento da educação a distância.
Em 1956, na busca pela qualificação e habilitação legal para o trabalho
pedagógico e a atuação no ensino secundário a Ordem dos Frades Franciscanos
(Capuchinos) do Rio Grande do Sul, e a comunidade de Ijuí e região, iniciaram uma
mobilização em prol da implantação do ensino superior, constituindo neste ano, a
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí (FAFI), pioneira no ensino superior da
região noroeste do estado.
Em 1969, o patrimônio da FAFI passa à Fundação de Integração,
Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (FIDENE),
hoje mantenedora da UNIJUÍ, e demais áreas a ela vinculadas. Em 1993, após a
formalização do caráter regional e multicampi, transforma-se na Universidade Regional
do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, ampliando posteriormente seu
reconhecimento regional. (Portal Unijuí, 2016)

3.2 Consumo de energia

Para que o se pudesse realizar o dimensionamento de um sistema solar fotovoltaico para


a medição 312, foram obtidos os valores de consumo de energia elétrica da mesma.
A partir das faturas recebidas, foi possível obter a tabela 3-1.
25

Tabela 3-1- Dados de consumo de energia da medição 312 do Campus Ijuí

Consumo Anual Consumo FORA PONTA Consumo PONTA


Mês Consumo Consumo (kWh) Consumo (kWh)
(kWh)
mar/16 96040 86380 9660
fev/16 92880 84760 8120
jan/16 73800 68140 5660
dez/15 84740 78200 6540
nov/15 76240 70720 5520
out/15 69240 63060 6180
set/15 82620 73660 8960
ago/15 79500 69940 9560
jul/15 77220 67160 10060
jun/15 81540 71700 9840
mai/15 62320 56711,2 0
abr/15 80000 72800 0
TOTAL 956.140,00 863.231,20 80.100,00
Média 79.678,33 71.935,93 6.675,00
Fonte: Setor Patrimonial da universidade, 2016.

A partir da tabela 3-1, pode-se observar os valores mensais de energia, o consumo no


horário fora de ponta e o consumo no horário de ponta da medição 312, sendo que a
mesma teve um consumo de 956.140,00 kWh dentro do período de 12 meses, resultando
em uma média de consumo mensal de 79.678,33kWh.

3.3 Simulação

Com base nos dados do item 3.2, os mesmos foram utilizados para uma simulação
online realizado pelo simulador solar disponibilizado pela América do Sol, site
pertencente ao Instituto Ideal. Este Instituto tem por objetivo o fomento da energia solar
no Brasil. É uma organização privada sem fins lucrativos que promove eventos, incentiva
pesquisas e ações voltadas para as energias renováveis, o mesmo conta com o apoio do
governo da Alemanha, e é referência no setor energético brasileiro. (Instituto Ideal, 2016).
Este simulador, assim como o próprio Instituto Ideal, possuem fontes confiáveis
e seus dados podem ser utilizados como base de pesquisa para quem deseja instalar
sistemas fotovoltaicos.
26

3.3.1 Entrada de dados do simulador solar

Para que se possa realizar uma simulação de um sistema solar utilizando o simulador solar
disponibilizado pela América do Sol, o usuário deve acrescentar os dados relacionados
abaixo:
 Consumo de energia mês a mês (baseado na fatura de energia) ou o consumo de
energia elétrica que deseja suprir;
 Localização da futura instalação fotovoltaica;
 Custo atualizado da fatura de energia;
 O tipo de conexão com rede elétrica: trifásica, bifásica ou monofásica;
 Nome da distribuidora de energia elétrica de sua localidade.
Após a entrada de dados, o simulador realiza os cálculos baseados na radiação mensal da
localização da futura instalação e na potência instalada do sistema simulado. Demais
informações sobre a metodologia de trabalho deste simulador se encontram no anexo H.

3.3.2 Resultados obtidos através do simulador solar online

O resultado obtido na simulação é mostrado na figura 3-2. Esta figura também se encontra
no anexo G juntamente com mais informações adquiridas de geração para este caso.

Figura 3-2 - Resultado do simulador solar do Instituto Ideal.

Fonte: Instituto Ideal, 2016.

Como pode se perceber, para este porte de consumo, um sistema fotovoltaico que
equivale a esse consumo, seria de 625,1kWp de potência instalada. Trabalhando com
27

sistemas de tabela disponibilizadas por fornecedores da área, o sistema a ser instalado


seria de 630 kWp, o qual é composto por 2000 módulos fotovoltaicos de 315W de
potência cada.
Para um sistema fotovoltaico deste porte, o mesmo se enquadra como
Minigeração, pois sua potência está acima de 100kW e abaixo de 1MW de potência
instalada conforme Resolução Normativa 482/2012.

3.4 Local da instalação

Conforme citado anteriormente, será utilizada apenas a maior parcela de consumo


de energia do campus, e a área a ser utilizada é a região onde se encontra os prédios
responsáveis pela maior parcela de consumo de energia do campus e o salão de atos da
Universidade, através da figura 3-3 pode-se perceber qual a área a ser disponibilizada
para a instalação do sistema fotovoltaico.

Figura 3-3 - Área compreendida pela medição.

Fonte: Portal Unijuí, 2016.

Para a instalação de 2.000 módulos fotovoltaicos de 315Wp de potência, é


necessária uma área de telhado de 3800m². Este valor de área total necessária para
instalação dos módulos fotovoltaicos, é feita de maneira simples utilizando dados
relacionados a dimensão do mesmo obtidos através de pesquisa por fabricantes desse tipo
de módulo. Para esse caso, no qual foi escolhida uma placa de 315W de potência, a mesma
possui dimensões de 1954x982x40 (mm) (MINHA CASA SOLAR, 2016) na qual a sua
28

área total (base x altura) é igual a 1,9m². Multiplicando este valor pelo número total de
módulos necessários, é possível obter a área total necessária para a instalação: 3800m².
Conforme disponibilizado pelo setor patrimonial da Universidade, apenas o
prédio principal desta área, que é o chamado prédio da biblioteca e o salão de atos
possuem um total de 4.662,07 m². Para uma análise inicial de espaço de telhado, além
dessa área será utilizado para a instalação dos painéis, as áreas de telhados dos prédios M
e N, a fim de aproveitar os prédios da universidade que possuem maior visibilidade.
Segundo informações repassadas, os prédios M e N possuem 639,90m² e 1.106,2m²
respectivamente. O que torna viável a instalação do sistema fotovoltaico em questão de
área disponivel de telhado.
A estrutura do prédio da biblioteca é mostrada na Figura 3-4. Percebe-se que é
uma ampla área sem sombreamento e possui orientação Norte/Sul, o que viabiliza a
instalação de um sistema fotovoltaico.

Figura 3-4 - Vista do prédio da biblioteca da Universidade.

Fonte: Elaborado pela autora,2016.

Conforme mencionado, um dos lugares a serem utilizados para a instalação de


parte do sistema, é o prédio M por possuir uma maior visibilidade de seu telhado. O
mesmo possui orientação leste e oeste e pode ser visualizado na Figura 3-5.
29

Figura 3-5 - Vista lateral do prédio M.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

3.5 Orientação dos módulos solares

A orientação dos módulos em uma instalação fotovoltaica é o ponto principal para


uma geração eficiente de energia. Instalações localizadas no hemisfério Sul devem estar
voltadas para o Norte Verdadeiro, assim como instalações localizadas no hemisfério
norte, devem estar voltadas para o Sul Verdadeiro. A Figura 3-6 ilustra o nascer do sol
no sentido leste. Ao decorrer do dia ele alcança seu ponto máximo e decai se pondo ao
sentido oeste, assim pode-se visualizar do porquê a geração é mais eficiente se o ponto
de instalação for voltado para o sentido norte, ou seja, ao decorrer do dia sempre haverá
incidência solar sobre ele, seja na estação do inverno ou verão.

Figura 3-6 - Ilustração da incidência solar sobre um telhado voltado para o sentido norte.

Fonte: Portal Solar, 2016.

No Brasil, as instalações fotovoltaicas devem estar com a sua face voltadas para
o norte para uma maior geração de energia, mas isso não impede que sejam instalados
30

com orientação leste/oeste. A Figura 3-7 demonstra a porcentagem de aproveitamento do


sistema para as demais orientações.

Figura 3-7 - Porcentagem de geração para cada orientação.

Fonte: Portal Solar, 2016.

Percebe-se que no Brasil o pior caso é quando o ponto de instalação é voltado para
o Sul, assim não se indica a instalação de sistemas para essa orientação. A inclinação do
sistema também é importante, geralmente o ângulo de inclinação utilizado para a
instalação dos painéis solares é o igual ao da latitude do local. Tendo como exemplo a
cidade de Ijuí / RS, a mesma possui localização de latitude 28º23'16" sul e a uma longitude
53º54'53" oeste (WIKIPÉDIA, 2016), assim a inclinação indicada para instalação do
painel seria de 28º. É válido observar, que para casos onde se queira instalar sistemas
fotovoltaicos em telhados e o mesmo possuir uma inclinação menor que o da localidade
da instalação, a sua geração acaba sendo mais eficiente. (PORTAL SOLAR, 2016)
31

4.0 ACESSO A MINIGERAÇÃO

Conforme o módulo 3 do PRODIST e as normas técnicas específicas para o acesso


da micro e minigeração, todo consumidor que deseja se conectar à rede de distribuição de
energia através de geradores, sejam eles de fonte solar, eólica, biomassa, hidráulica e
outros, devem seguir determinados procedimentos técnicos e operacionais para a
conexão.
Para o caso em estudo, o mesmo possui conotação de acesso a minigeração. A
alimentação dos inversores ocorre em baixa tensão, sendo sua alimentação até a medição
de energia existente em média tensão. Como a potência do sistema fotovoltaico para o
caso desse trabalho é de 630kWp, a descrição da tensão de conexão pode ser visualizada
conforme tabela 4-1.

Tabela 4-1- Níveis de tensão considerados para conexão de centrais geradoras

Potência Instalada Nível de tensão de conexão

<10kW Baixa Tensão (monofásico)

10 A 75kW Baixa tensão (trifásico)

76 A 150 kW Baixa Tensão (trifásico) / Média Tensão

151 a 500 kW Baixa Tensão (trifásico) / Média Tensão

501 a 10 MW Média tensão / Alta tensão

11 a 30 MW Média tensão / Alta tensão

>30MW Alta tensão

Fonte: ANEEL, 2012

Assim, os procedimentos adotados para conexão em média tensão seguem as


normas do módulo 3 do PRODIST e os padrões da distribuidora local, a qual requer a
apresentação de um projeto de instalações de baixa tensão e média tensão, o
dimensionamento e instalação dos equipamentos, a configuração dos equipamentos
instalados e a implementação de um quadro de distribuição de geração para conexão do
gerador solar fotovoltaico. (FECOERGS, 2012). As normas para conexão de sistemas de
micro e minigeração estão apresentados no Anexo B.
32

4.1 Solicitação de acesso

Este documento é obrigatório e deve ser entregue pelo responsável da unidade


consumidora a fim de comunicar a conexão de geradores em paralelo com a rede de
distribuição. Nele devem constar todos as informações referente ao sistema a ser
interligado: proteções do sistema, diagramas unifilares, fichas técnicas dos aparelhos bem
como as autorizações do órgão fiscalizador. A partir deste documento, a distribuidora tem
um prazo legal para aceitar ou não o projeto apresentado, caso esteja faltando alguma
informação, o técnico responsável pelo projeto é notificado para corrigir e entregar
novamente o mesmo com suas correções. Após a aprovação, a instalação do sistema pode
ocorrer normalmente, e então após finalizado, deve ser comunicado a distribuidora para
que ocorra sua vistoria e então liberação para conexão com a mesma.
Estes prazos estão apresentados na figura 4-1 para um melhor entendimento.

Figura 4-1- Etapas de solicitação de acesso a micro e minigeração.

FONTE: Caderno Temático da ANEEL, 2014.

Os documentos exigidos pela distribuidora para esta etapa, estão apresentados no

Anexo B.

4.2 Medição de energia existente

O campus da universidade conforme citado anteriormente, possui 4 medições de


energia. Assim foi verificado junto ao setor patrimonial e setor de engenharia do campus
33

da universidade, qual medição que abrange a área estudada. A medição responsável por
esta área é do tipo Indireta em baixa tensão, e seu diagrama unifilar é representado na
Figura 4-2.

Figura 4-2 - Diagrama unifilar para instalações acima de 300kVA, com transformador de 500kVA.

Fonte: RIC MT Fecoergs, 2007.

A energia é entregue pela distribuidora e recebida neste ponto através de uma


Derivação dupla (RIC MT FECOERGS, 2007), e passa pelos terminais de média tensão
conectados na cabine conforme mostra a Figura 4-3.

Figura 4-3 - Conexão da rede da distribuidora com a entrada de energia onde está situada a medição.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

O medidor de energia está em uma cabine padrão para este tipo de instalação.
Junto ao medidor está instalado um equipamento de aferição, conforme pode-se verificar
na Figura 4-4.
34

Figura 4-4 - Detalhe do medidor de energia.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.


Após a passagem de energia pelo medidor, a mesma passa pelos terminais de
média tensão na qual é recebida através de uma Derivação normal em estrutura tipo B
(RIC MT FECOERGS, 2007), e segue através de uma instalação subterrânea até a
subestação de energia.
Figura 4-5 - Saída de energia da cabine.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Para a parte da subestação de energia, a mesma está a alguns metros de distância


da entrada de energia descrita acima. Nela estão instalados todos os componentes
responsáveis pela distribuição de energia da medição 312 do campus. O transformador
instalado nesta medição possui 500kVA de potência apresentando todos os equipamentos
para a distribuição de energia conforme RIC MT da distribuidora local. A parte externa
da subestação é mostrada na Figura 4-6.
35

Figura 4-6 - Visualização da parte externa da subestação de energia.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

4.3 Critérios de conexão de sistema de micro e minigeração

Quanto a critérios técnicos e operacionais para conexão de sistemas fotovoltaicos


em média tensão a ANEEL, através do módulo 3 do PRODIST, estabelece algumas
exigências a serem seguidas com referência a:
a) Tipo de corrente elétrica e faixa de frequência;

b) Responsabilidade com o paralelismo;

c) Sistema de comunicação entre a acessada e o acessante;

d) Sincronização das instalações com o Sistema de Distribuição;

e) Sistemas de proteção;

f) Estudos básicos e operacionais;

g) Níveis de tensão de conexão;

Para os critérios de proteção em sistemas fotovoltaicos, a tabela 4-2 apresenta os


requisitos básicos de proteção que o sistema a ser conectado deve apresentar.
36

Tabela 4-2 - Proteções necessárias a um sistema fotovoltaico.

Função Potência instalada kW


Equipamento
ANSI 76 a 100 101 a 500 500 a 1000

Proteção de Subtensão 27 Sim Sim Sim

Proteção de Sobretensão 59 Sim Sim Sim

Proteção de Sobfrequencia 81º Sim Sim Sim

Proteção de Subfrequencia 81U Sim Sim Sim

Proteção contra desequilíbrio de corrente 46 Não Não Sim

Proteção contra desbalanço de tensão 47 Não Não Sim

Proteção de sobrecorrente direcional 67 Não Não Sim

Proteção de sobrecorrente com restrição de tensão 51V Não Não Sim

Relé de sincronismo 25S Sim Sim Sim

Proteção Anti Ilhamento 78 Sim Sim Sim

Proteção Anti Ilhamento por dHz 81d Sim Sim Sim

Estudo de Curto Circuito - Não Sim Sim

Medição - Bidirecional Quatro quadrantes

Ensaio - Sim
Fonte: Prodist, 2015.

Conforme citado no item 2.2 deste trabalho, o inversor apresenta grande parte
destas proteções, sendo dispensados algumas proteções auxiliares. Neste caso, o inversor
a ser instalado deve ter sido aprovado pelas normas técnicas e estar apto a conexão à rede.
Para que esta conexão ocorra de forma a ser aprovada pelo setor de projetos da
distribuidora, deve constar no projeto a ser entregue o diagrama de conexão mostrado na
Figura 4-7, a partir desse diagrama que o sistema fotovoltaico deve ser conectado e o
local onde será instalado deve estar com suas instalações de acordo com a norma.
Este diagrama se encontra no anexo E juntamente com sua simbologia e
informações adicionais.
37

Figura 4-7 - Diagrama de conexão para sistema de minigeração.

Fonte: Fecoergs, 2013.


Na figura 4-7, o diagrama de conexão apresenta os equipamentos que
obrigatoriamente devem estar presentes na parte de medição de energia, e percebe-se que
o sistema auxiliar a instalado deve possuir todas as funções presentes no mesmo. Essas
funções também são chamadas de Funções ANSI - American National Standards
Institute, o qual no Brasil equivale as normas da ABNT.
Conforme citado anteriormente no item 4.2, o projeto a ser apresentado a
distribuidora de energia deve conter desenhos, diagramas e fotos da medição existente
onde será instalado o sistema fotovoltaico, bem como o detalhamento da nova conexão.
Caso a distribuidora verifique desacordo tanto no projeto como na vistoria do mesmo, ele
pode não ser autorizado, fazendo com que o consumidor só tenha seu projeto aprovado
após ter as pendências resolvidas.

4.3.1 Normas Técnicas

Após a publicação da Resolução Normativa 482/2012, que permitiu a conexão de


geradores junto a rede das distribuidoras, e alterou o módulo 3 do PRODIST, as
38

distribuidoras de energia tiveram que se adequar para realizar essas conexões. A


princípio, toda conexão à rede da distribuidora segue o módulo 3 do PRODIST, caso esta
não possua uma norma técnica interna. Para o caso da conexão em média tensão do
sistema fotovoltaico e estudo para este trabalho, o mesmo segue a norma citada
anteriormente juntamente com a norma técnica da Fecoergs, como é apresentado no
Anexo E.
Para a elaboração do projeto do sistema fotovoltaico a ser conectado à rede da
distribuidora de energia, o acessante deve observar as características técnicas, normas,
padrões e procedimentos específicos definidos pela ANEEL para o desenvolvimento de
projetos de acesso, relacionado à confiabilidade e a segurança operacional do sistema
elétrico. Nos anexos C e D estão listados os critérios de conexão e de projeto a serem
seguidos para a correta instalação do sistema fotovoltaico.
Para que este sistema possa ser conectado à rede da distribuidora, o responsável
técnico pelo projeto a ser apresentado, deve apresentar todos os equipamentos já
instalados no local e providenciar todas as modificações necessárias a serem realizadas.

4.3.2 Conexão do sistema solar com a medição de energia atual

Conforme verificado junto a distribuidora de energia, para a conexão de um


sistema solar fotovoltaico na medição 312, a mesma teria que se adequar aos padrões
vigentes na norma atual. Quando a mesma foi construída, em meados dos anos 1993/1994
havia uma norma a ser seguida, mas após esta data o RIC MT FECOERGS sofreu
alterações, e foi atualizado.
Para o caso de medições antigas que não ofereçam risco de acidentes, ou alguma
falha nos equipamentos instalados, a distribuidora de energia após vistoria, não emite
nenhum comunicado e ela continua em operação. Mas caso a mesma, depois de tantos
anos em funcionamento apresentar algum tipo de risco, a distribuidora emite um parecer
e o consumidor deve se readequar. O que acontecerá caso a universidade deseje aderir a
geração de energia solar fotovoltaica, a mesma terá que construir uma medição de energia
totalmente nova para estar dentro dos padrões solicitados pela distribuidora de energia
local.
39

4.3.3 Irregularidades encontradas conforme regulamento atual.

O item 4.2 deste trabalho, apresenta as instalações referentes a medição 312 e sua
subestação de energia. Assim pôde-se perceber algumas irregularidades com o
Regulamento de Instalações do Consumidor em média tensão – RIC -MT da Fecoergs em
vigência desde 2007. Por se tratar de uma construção antiga, equipamentos como
disjuntor automático e chaves teste de tensão e corrente que se encontram no diagrama
de conexão ilustrado na figura 4-7, não estão presentes na cabine de medição atual. A
própria cabine onde se encontra a medição, não condiz com a atual norma em vigor.
Conforme relatado pelos técnicos da distribuidora de energia, durante
acompanhamento em uma vistoria e manutenção desenvolvida pela própria distribuidora,
em junho deste ano junto a medição 312, foi informado que para a conexão de um sistema
solar fotovoltaico, a qual segue o diagrama de conexão apresentado na figura 4-7, a cabine
de energia deveria ser do tipo “Abrigada superior a 300kVA com medição” (RIC MT
FECOERGS, 2007) conforme mostra figura 4-8. Foi informado também, que ocorreria a
troca do medidor de energia apresentado na figura 4-4, pois se trata de um modelo antigo
de medidor de energia.

Figura 4-8 - Subestação abrigada superior a 300kVA com medição.

Fonte: RIC - MT Fecoergs, 2007

Assim, para que a Universidade possua um sistema solar fotovoltaico em


operação, a parte da medição de energia para este caso, terá de ser construída conforme o
40

padrão atual, o que acarretará em custo inicial de R$ 70.000,00 de investimento conforme


informado por uma empresa atuante na área, alocada na cidade de Santo Ângelo. Para a
obtenção do orçamento foi encaminhado o modelo da nova subestação conforme RIC
FECOERGS – Média Tensão, e solicitado um valor global para o projeto. Neste valor,
estão inclusos os valores de projetos e obras referentes a construção da subestação
abrigada com medição e todos os equipamentos que nela devem ser instalados.
É valido observar, que para a conexão de sistemas fotovoltaicos, independentes
de sua faixa de potência, a distribuidora de energia fiscaliza as instalações antes de sua
conexão, assim, mesmo que a Universidade deseje possuir um sistema fotovoltaico de
pequeno porte, a medição de energia 312 teria que ser adequada e seguir o padrão da
norma vigente de distribuidora responsável pela entrega de energia.
Para isso, ao final deste trabalho, estão listadas algumas atividades que podem ser
seguidas para a implantação do sistema solar fotovoltaico.
41

5.0 VIABILIDADE ECONÔMICA

Por se tratar um estudo de implantação de um sistema fotovoltaico em geral, e não se


tratando apenas de um assunto especifico relacionado ao mesmo, um dos pontos
abordados neste trabalho é a análise financeira de um projeto deste porte para a
universidade, e o que representa de economia para a mesma. Atualmente diferentes tipos
de indicadores de viabilidade econômico-financeira podem ser abordados. Para este caso,
será abordado de forma simplificada alguns métodos.

5.1 Métodos de Análise

Conforme citado, existem diversos métodos de análise para viabilidade econômica


de sistemas, um deles é o Payback descontado, no qual o modelo do Payback simples tem
como conceito que o tempo necessário para que as entradas de caixa do projeto se igualem
ao valor a ser investido, ou seja, o tempo de recuperação do investimento realizado.
(Lunelli Reinaldo L., 2016). Assim, o método payback descontado possui basicamente
este mesmo conceito mas considera-se o valor do dinheiro no tempo. É verificado um
número exato de períodos para a recuperação do investimento. Juntamente a este método,
é levado em consideração o Valor Presente Líquido (VLP), que é uma fórmula
matemática financeira que leva em conta o valor do dinheiro no tempo. O mesmo
corresponde à diferença entre o valor presente das entradas liquidas de caixa associadas
ao projeto e o investimento inicial necessário (LEMES JÚNIOR, RIGO e CHEROBIM,
2002).
A esses dois métodos, é acrescentado a Taxa Interna de Retorno (TIR), que vem
do inglês Internal Return Rate (IRR), e é uma fórmula matemática-financeira na qual a
taxa a ser calculada é a taxa que se iguala o valor presente líquido de um projeto a zero.
(Lunelli Reinaldo L., 2016).

5.2 Análise inicial

A partir do levantamento de informações junto ao setor patrimonial da


universidade, foram adquiridos dados de consumo e valores pagos a distribuidora de
energia. Atualmente, a universidade está caracterizada como classe Comercial, dentro do
grupo tarifário A4 – Tarifa verde, com demanda contratada fora de ponta de 490kW.
42

Analisando a fatura de energia da medição 312 referente ao mês de março de 2016, a


tabela 5-1 traz os valores cobrados pela distribuidora bem como o seu consumo em kWh.

Tabela 5-1 - Demonstrativo de consumo e tarifas pagas.

Consumo Tarifa
Descrição Liq. R$ Trib. R$ Valor R$
(kWh) (kWh)

Consumo FP 86380 0,21125 18.247,77 7.820,47 26.068,24

Consumo P. 9680 0,92591 8.944,29 3.833,26 12.777,55

Demanda Faturada FP 490 7,630 1.602,30 1.602,30 5.341,00

Ultrapassagem FP 180 15,260 2.746,80 1.177,20 3.924,00

Adicional Bandeira vermelha 30981 0,030 929,43 418,23 1.327,76

Adicional bandeira amarela 65059 0,0150 975,88 398,32 1.394,11

Taxa de iluminação publica - - 42,46 0,00 42,46

Fonte: Setor patrimonial Unijuí, 2016.

A partir de uma análise da fatura, percebe-se o alto consumo de energia da


universidade bem como o alto valor a ser pago, tendo como base apenas esse mês de
análise, a mesma pagou a distribuidora pouco mais de R$ 50.000,00 em energia elétrica.
Vale lembrar que este é o consumo de apenas uma das medições do campus da
universidade.
Sendo assim, um investimento na instalação de sistema fotovoltaico para
universidade, significaria uma grande redução de valores pagos a distribuidora bem como
a oportunidade de se tornar uma autogeradora de energia.

5.2.1 Taxa de disponibilidade

Como a compensação de energia ocorre apenas para o consumo nos horários de


ponta e fora de ponta, o consumidor deve pagar uma taxa chamada de Taxa de
disponibilidade da rede, pois nos dias em que não há geração de energia devido a
condições climáticas, ou durante o período da noite, toda a energia vem da rede da
distribuidora. Segundo a Resolução Normativa nº 482/2012, para os consumidores
conectados em alta tensão (grupo A) é devida apenas a parcela da fatura correspondente
à demanda contratada. Ou seja, para esse caso, quando houver geração maior que o
consumo de energia elétrica, a mesma continua pagando a taxa sobre a demanda
43

contratada, que neste caso é valor sobre os 490 kW. A energia gerada e que não é
consumida, vai para a rede da distribuidora e vira créditos de energia conforme norma
regulamentadora.

5.3 Capacidade de Geração

Conforme citado no item 2.2 deste trabalho, um sistema fotovoltaico para suprir a
demanda de consumo da medição 312, será necessário a instalação de um sistema de
630kWp de potência. Para este sistema, seriam utilizados em sua instalação 2.000 painéis
fotovoltaicos.
Conforme simulação de geração para um sistema fotovoltaico deste porte,
percebe-se na figura 3-2 do capítulo 3, que o mesmo possui capacidade de geração anual
de 830,33MWh, ou seja, sua capacidade média de geração seria de 74.850 kWh / mês.
Transformando esses valores em gráficos, tendo em vista que, em meses de inverno a
geração de energia solar cai em mais de 40% quando comparada aos meses de verão,
devido a incidência solar, os valores de geração mês a mês são apresentados na Figura 5-
1.
Figura 5-1 – Média de geração mensal para o sistema fotovoltaico.

Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Pode-se observar na Figura 5-1, que a geração de energia é maior nos meses mais
quentes do ano, tendo em vista a maior incidência do sol. Esses meses fazem parte do
período de maior consumo da universidade, devido ao uso de sistemas de climatização
para refrigeração dos locais, e também do salão de atos, período que abrange também as
formaturas realizadas pela mesma. A energia elétrica produzida pelo sistema, pode suprir
44

até 93% do consumo da medição 312 quando comparada com média mensal de consumo
apresentada no capítulo 2.0 deste trabalho, que foi um consumo médio de 79.678,33
kWh/mês, pois este sistema de 630 kWp possui geração média mensal de 74.850 kWh/
mês.
O resultado da geração foi obtido através de softwares como o SunData
desenvolvido e disponibilizado pelo Centro de Referência para Energia Solar e Eólica
Sergio Brito – CRESEB, e do programa Radiasol, desenvolvido no LABSOL da UFRGS,
no qual os usuários conseguem realizar as verificações de geração de energia solar através
da entrada de dados de localização, inclinação e orientação do sistema fotovoltaico, o qual
resultam em gráficos de incidência solar conforme cada hora do dia, auxiliando assim na
construção de gráficos de geração de sistemas fotovoltaicos conforme o obtido na figura
5-1.

5.4 Análise Financeira

Para que se tenha uma melhor visualização do investimento em um sistema solar


fotovoltaico, será apresentado os valores de investimento obtidos e qual o tempo de
retorno financeiro para o mesmo.

5.4.1 Investimento

A partir dos dados obtidos na simulação, a qual resultou em sistema de 630kWp,


foram realizadas algumas pesquisas de mercado, buscando empresas atuantes nesta área.
Por se tratar de um sistema fotovoltaico de grande porte, foi solicitado apenas o custo
global do sistema, contemplando valores de projeto, equipamentos, montagem do sistema
e comissionamento do mesmo. Para isso não se tem marcas específicas dos equipamentos
a serem utilizados, visto a gama de marcas e modelos disponíveis no mercado atualmente,
não sendo objetivo deste trabalho detalhar os mesmos. Os valores recebidos de
orçamentos se encontra na página seguinte, listados na tabela 5-2.
45

Tabela 5-2 Valores de mercado para projeto fotovoltaico de 630kWp.

Painel solar policristalino Inversores (10 unidades Estrutura de Projeto e Instalação do


Valor total
315W (2000 unidades) 50kW cada) fixação comissionamento sistema

Unit. Total Unit. Total


Empresa R$
R$ 2.200.000,00 R$ 61.200,00 R$ 612.000,00 R$ 197.800,00 R$ 40.000,00 R$ 250.000,00 R$ 3.299.800,00
A 1.100,00
Empresa
R$ 990,00 R$ 1.980.000,00 R$ 55.000,00 R$ 550.000,00 R$ 212.100,00 R$ 45.000,00 R$ 200.100,00 R$ 2.987.200,00
B
Empresa
R$ 920,00 R$ 1.840.000,00 R$ 51.800,00 R$ 518.000,00 R$ 210.005,00 R$ 38.000,00 R$ 215.600,00 R$ 2.821.605,00
C
Fonte: pesquisa de mercado,2016.

Pela tabela 5-2, percebe-se a diferença de valores aplicados no mercado. Contanto,


para realizar o cálculo de retorno financeiro, será utilizado o menor valor de orçamento
recebido, portanto da empresa C, no qual o investimento é de R$ 2.821.605,00.

5.4.2 Valores de referência

Conforme pode-se perceber na tabela 4, a universidade paga um valor de R$


0,21125 por kWh de energia consumida fora de ponta sem impostos e R$ 0,3017 com
impostos. Já para o horário de ponta, o valor a ser pago é de R$ 0,92591 sem impostos,
e R$ 1,322 com impostos. É com base nesses valores mais as taxas adicionais de bandeira
amarela (R$ 0,015 kWh) e bandeira vermelha (R$ 0,030) que será analisado os valores
de retorno financeiro.

5.4.3 Retorno financeiro do projeto fotovoltaico.

A partir dos valores de orçamento recebidos, e escolhido para analise o de menor


valor global, foi realizado uma análise básica de geração de energia e quanto essa geração
irá significar em valores atuais de tarifa de energia aplicada para cada mês do ano, levando
em consideração a diminuição de geração do sistema para os meses de inverno. A figura
5-2 apresenta os dados de geração e economia gerada pelo sistema.
46

Figura 5-2 - Dados de geração e economia para cada mês do ano.

PRODUÇÃO ANUAL SISTEMA


FOTOVOLTAICO
Geração Economia
MÊS
(kWh) (R$)
Janeiro 97.928 R$ 52.881,03
Fevereiro 83.097 R$ 44.872,12
Março 80.614 R$ 43.531,71
Abril 64.659 R$ 34.915,76
Maio 54.504 R$ 29.432,35
Junho 47.375 R$ 25.582,38
Julho 51.931 R$ 28.042,87
Agosto 63.033 R$ 34.037,58
Setembro 73.462 R$ 39.669,22
Outubro 88.723 R$ 47.910,52
Novembro 93.542 R$ 50.512,54
Dezembro 99.381 R$ 53.662,69
TOTAIS: 898.248 R$ 485.053,77
Fonte: Elaborado pela autora, 2016.

Conforme pode-se visualizar na figura 5-2, os valores de economia mensal


correspondem aproximadamente aos valores pagos a distribuidora de energia local. No
qual o somatório desses valores, chegam a uma economia de pouco mais de R$
485.000,00 por ano em energia elétrica. Valores de geração de energia e de energia
consumida da rede da distribuidora de energia, obtidos na simulação citada no capítulo 3
deste trabalho, estão apresentadas no anexo G.
Levando em consideração o custo do projeto do sistema fotovoltaico de
R$2.821.605,00, a vida útil mínima dos painéis que é de 25 anos, e as análises citadas nos
itens 5.1, o resultado do investimento para a obtenção do sistema solar fotovoltaico de
630 kWp, é demonstrado no gráfico conforme figura 5-3, o qual demonstra o retorno
financeiro do projeto.
47

Figura 5-3 - Retorno financeiro do sistema fotovoltaico.

Fonte: Elaborado pela autora.

Pode se concluir através da figura 5-3, que com o investimento inicial de


R$2.821.605,00., a universidade irá recuperar o valor total em 6 anos após a interligação
do sistema com a rede da distribuidora. Vale ressaltar que este resultado foi analisado,
partindo do pressuposto de que a universidade possua este valor de investimento para a
realização do projeto.

5.5 Etapas para implantação do projeto

Conforme apresentado neste trabalho, para que a universidade implante um


sistema solar fotovoltaico em seu campus, algumas providências devem ser tomadas em
relação as instalações elétricas existentes. A seguir, será detalhado uma proposta de
atividades a serem seguidas.

1ª Etapa: Entrada de energia.

(a) Manutenção e vistoria da medição e subestação existentes – compreendendo


limpeza do local e verificação dos equipamentos instalados quanto a sua
eficiência;
(b) Verificação das instalações conforme norma atual do Regulamento de Instalação
Consumidora - Fornecimento em média tensão;
48

(c) Levantamento de valores para a adequação da nova medição de energia e demais


equipamentos que forem necessários;
(d) Construção e conexão da nova medição de energia;

2ª Etapa: Implantação de um Sistema solar fotovoltaico.

(a) Verificação da situação do sistema de aterramento e SPDA do local;


(b) Estudo de paralelismo do gerador a diesel existente com a conexão do gerador
solar no sistema;
(c) Analise da qualidade da rede, tanto na parte de distribuição como rede interna.
(d) Verificação dos locais escolhidos para a instalação dos módulos solares, quanto a
adequações físicas, estrutura de telhado e passagem de cabeamento;
(e) Verificação do local a serem instalados os inversores e equipamentos de proteção
em corrente contínua e corrente alternada do sistema solar fotovoltaico;
(f) Estudo do arranjo dos módulos solares na instalação;
(g) Consulta de acesso do sistema junto a distribuidora de energia.
49

6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo como um desafio a busca por novos métodos de geração de energia em


nosso país, a energia solar fotovoltaica se apresenta cada vez mais presente na vida dos
consumidores. Sua utilização e comprovação de resultados imediatos na fatura de energia,
trazem segurança a quem investe e busca a sustentabilidade, tema este muito debatido,
mas pouco realizado em nossa sociedade.
Aos poucos percebe-se que viver dependendo da geração de energia hídrica e
outras fontes onerosas de energia não é um futuro com garantias. As chamadas “energias
alternativas” como a solar, biomassa, eólica e outras, estão cada vez mais presentes em
nosso meio dispostas a mudar os rumos da geração no país, fazendo com que a grande
parte dos consumidores de energia possa ter em suas residências a sua própria geração de
energia. Por outro lado, a grande dificuldade é o governo criar incentivos para que se
possa investir nesses tipos de geração de energia elétrica, tanto através de financiamentos
como uma maior divulgação dos benefícios aos usuários.
Conforme o objetivo inicial deste trabalho, de demonstrar para a universidade o
caminho inicial a se tomar para se tornar uma geradora de energia elétrica através da
energia solar fotovoltaica, teve um resultado satisfatório em relação a análise de custos e
valores de retorno financeiro, mas não tão satisfatório quanto a qualidade técnica do local
para receber um sistema solar fotovoltaico em suas instalações.
Com este estudo realizado para a implantação de um sistema solar fotovoltaico
conectado em média tensão, tendo como local o campus da Unijuí, pôde-se perceber que
o mesmo possui ampla área disponível para a instalação de um sistema solar fotovoltaico,
e que o investimento inicial de R$ 2.821.605,00 apresenta um retorno financeiro dentro
de 6 anos. É válido observar que o valor de investimento e período de retorno financeiro
do investimento, se mostram compatíveis com pesquisas de mercado realizadas para
sistemas desse porte.
Mesmo se mostrando viável a instalação do sistema com relação ao espaço físico
para o mesmo, foram encontradas algumas dificuldades com relação a análise técnica do
local da medição de energia, que não estão em conformidades com as normas propostas
pela ANEEL e pela distribuidora de energia local atualmente.
50

A partir destas análises técnicas realizadas sobre a entrada de energia da medição


312, pode-se perceber a quão precária se encontram estas instalações quando relacionadas
ao seu tempo de funcionamento, equipamentos de proteção atuais que não existem no
local e que deveriam ser uma preocupação para o bom funcionamento e qualidade de
energia da mesma.
Após o estudo das normas técnicas a serem seguidas para a conexão de um sistema
solar fotovoltaico junto a rede da distribuidora, foram apresentadas algumas soluções e
etapas a serem cumpridas para que a universidade venha a possuir um sistema solar
fotovoltaico em seu campus.

Como sugestão de trabalhos futuros:

 O impacto da conexão de inúmeros sistemas fotovoltaicos a rede da distribuidora;


 Proteção atmosférica de sistemas de grande porte;
 Verificação técnica da conexão de um sistema solar fotovoltaico em média tensão
em uma estrutura adequada as normas vigentes.
51

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https://pt.wikipedia.org/wiki/Iju%C3%AD
55

ANEXO A: Características técnicas, normas e procedimentos para sistemas


fotovoltaicos conectados à rede.

Módulos Fotovoltaicos
Norma / Certificação Descrição

ISO 9001:2008 Qualidade


IEC 17025 Requisitos gerais para a competência.
IEC 60904-1 Dispositivos fotovoltaicos - Parte 1: Medição das características da
corrente-tensão.
IEC 60904-2 Dispositivos fotovoltaicos - Parte 2: Requisitos para células solares de
referência.
IEC 60904-3 Dispositivos fotovoltaicos - Parte 3: Princípios de medição para
dispositivos solares com referência de dados de Irradiação Espectral.
IEC 60891 Procedimentos para correções de temperatura e irradiância às características
IV medidas de dispositivos fotovoltaicos de silício cristalino.
IEC 61173:1992 Versão alemã EN 61173: 1994DIN EN 61173: 1996-10 sobretensão
proteção para fotovoltaicos (PV) sistemas de geração de energia – Guia.
IEC 61215 (DIN 61215) Módulos Fotovoltaicos de Silício cristalino: Projeto de Qualificação e
Homologação.
IEC-61646 Módulos de filmes finos (a-Si, CdTe, CIGS, etc): Ensaios de Qualificação
para módulos fotovoltaicos
IEC-61701 Procedimentos de ensaios da resistência de módulos fotovoltaicos à
corrosão por névoa salina
IEC 61730 Qualificação de segurança de módulos fotovoltaicos.
IEC 61724 Sistema fotovoltaico de monitoramento de desempenho - Orientações para
a medição, intercâmbio e análise de dados.
IEC 61829 Painéis Fotovoltaicos de silício cristalino (PV) - medição no local de
características IV.
IEC 62446 Sistemas fotovoltaicos conectados à rede- Requisitos mínimos para a
documentação do sistema, comissionamento e testes de inspeção.
NBR 10899 Terminologia para conversão de energia fotovoltaica.
NBR 11704:2008 Classificação de sistemas fotovoltaicos.
NBR 11876:2010 Especificação de módulos fotovoltaicos.
INMETRO 004/2011 Revisão dos Requisitos de Avaliação da Conformidade para Sistemas e
Equipamentos para Energia Fotovoltaica e outras providências.
IEEE 929 Prática Recomendada para Interface Utilitário de sistemas de energia
fotovoltaica (PV).
Certificação UL 1703 Padrão de Segurança Flat-Placa Fotovoltaica Módulos e Painéis.

Transformadores e Inversores
Norma / Certificação Descrição
NBR 5356 Transformadores de Potência
IEC 60364-7-712 Sistemas de alimentação solares fotovoltaicos (PV).
IEC 61000 Compatibilidade eletromagnética (EMC) ou Equivalente.
IEC 61683 Os sistemas fotovoltaicos - procedimento para medir a eficiência.
IEC 62103 Equipamentos eletrônicos para uso em instalações elétricas.
IEC 62116 (VDE 0126-2) Procedimento de teste de ilhamento e medidas de prevenção para utilidade
inversores fotovoltaicos interativos.
Certificação EM 50524 Folha de dados para inversores fotovoltaicos.
IEC 62109-1 Segurança de conversores de energia para uso em sistemas de energia
fotovoltaica - Parte 1: Requisitos gerais.
IEC 62109-2 Segurança de conversores de energia para uso em sistemas de energia
fotovoltaica - Parte 2: Regras particulares para conversores.
EN 50530 Eficiência global de inversores fotovoltaicos conectados à rede elétrica
56

Cabos Elétricos e Instalações Elétricas


Norma / Certificação Descrição
NBR 5410:2008 Instalações elétricas de baixa tensão
NBR 5419:2005 Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas
NBR 13571 Hastes de aterramento aço-cobreada e acessórios
NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão
NBR 14692 Sistemas de subdutos de polietileno para telecomunicações
(Determinação do tempo de oxidação induzida)

NBR 15465 Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão
– Requisitos de desempenho.
IEC 60331 Testes para cabos elétricos sob condições de fogo.
IEC 60529 Graus de proteção oferecido pelos gabinetes (Código IP).
IEC 60947 Aparelhagem de baixa tensão - Parte 3: Interruptores, seccionadores,
interruptores-seccionadores e combinados fusíveis.
IEC 61140 Proteção contra choques eléctricos - Aspectos comuns às instalações e
equipamentos.
IEC 61643-1 Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão - Parte 1:
dispositivos de proteção conectados a sistemas de distribuição de energia de
baixa tensão - Requisitos e ensaios.
EN 50395 Métodos de teste elétrico para cabos de energia em baixa tensão.
EN 50396 Métodos de ensaio não eléctricos para cabos elétricos de baixa tensão.
IEEE - 519 Recomendação IEEE de práticas e requisitos para controle de harmônicas
no sistema elétrico de potência.
57

ANEXO B: Documentação exigida para conexão à rede de distribuição para centrais


geradoras:

1) CONSULTA DE ACESSO
A consulta de acesso deve ser formulada pelo acessante à acessada com o objetivo de obter
informações técnicas que subsidiem os estudos pertinentes ao acesso, sendo facultada ao
acessante a indicação de um ou mais pontos de conexão de interesse.

2) INFORMAÇÃO DE ACESSO
A informação de acesso é a resposta formal e obrigatória da acessada à consulta de acesso, sem
ônus para o acessante.

3) SOLICITAÇÃO DE ACESSO
Solicitação de acesso é o requerimento formulado pelo acessante (consumidor), e que, uma vez
entregue à acessada (distribuidora), implica em prioridade de atendimento, de acordo com a
ordem cronológica de protocolo. Nessa solicitação de acesso deve constar o projeto das
instalações de conexão (memorial descritivo, localização, arranjo físico, diagramas), conforme
seção 3.3 o modulo 3 do PRODIST, além de outros documentos e informações eventualmente
solicitados pela distribuidora.

4) PARECER DE ACESSO
É o documento formal apresentado pela acessada (sem ônus para o acessante), no qual são
informadas as condições de acesso, abrangendo a conexão e o uso, bem como os requisitos
técnicos que permitam a conexão das instalações do acessante e os respectivos prazos. E, quando
couber, o parecer de acesso deverá também indicar:
a. a classificação da atividade do acessante;
b. a definição do ponto de conexão de acordo com o critério de menor custo global,
com a apresentação das alternativas de conexão que foram avaliadas pela
acessada, acompanhadas das estimativas dos respectivos custos, conclusões e
justificativas;
c. as características do sistema de distribuição acessado e do ponto de conexão,
incluindo requisitos técnicos, como tensão nominal de conexão, além dos padrões
de desempenho;
d. a relação das obras e serviços necessários no sistema de distribuição acessado,
com a informação dos prazos para a sua conclusão, especificando as obras de
responsabilidade do acessante e aquelas de responsabilidade da acessada;
e. a participação financeira;
58

f. as informações gerais relacionadas ao ponto de conexão, como tipo de terreno,


faixa de passagem, características mecânicas das instalações, sistemas de
proteção, controle e telecomunicações disponíveis;
g. os modelos dos contratos a serem celebrados;
h. as tarifas de uso aplicáveis;
i. as responsabilidades do acessante;
j. eventuais informações sobre equipamentos ou cargas susceptíveis de provocar
distúrbios ou danos no sistema de distribuição acessado ou nas instalações de
outros acessantes;
k. os impactos na Rede Básica e nas DIT, a partir de interação com o ONS.
59

ANEXO C: Critérios técnicos e operacionais estabelecidos pela ANEEL para a


conexão de uma central fotovoltaica à rede em média tensão.

A ANEEL determina que:

 Centrais geradoras de energia podem ser conectadas ao sistema de distribuição de Baixa


Tensão (BT), desde que preservadas a confiabilidade e a segurança operativa do sistema
elétrico;

 O ponto de conexão deve situar-se na interseção das instalações de conexão de interesse


restrito, de propriedade do acessante, com o sistema de distribuição acessado. O ponto de
conexão inicialmente implantado pode ser deslocado a partir do compartilhamento das
instalações de uso exclusivo com outro acessante, o qual será responsável pelos custos
decorrentes das adequações necessárias;

 O ponto de conexão é definido como sendo o limite de responsabilidades entre a acessada


e o acessante.

Critérios técnicos e operacionais:


 A conexão deve ser realizada em corrente alternada com frequência de 60 (sessenta) Hz;

 O acessante que conecta suas instalações ao sistema de distribuição não pode reduzir a
flexibilidade de recomposição do mesmo, seja em função das limitações dos
equipamentos ou por tempo de recomposição;

 O paralelismo das instalações do acessante com o sistema da acessada não pode causar
problemas técnicos ou de segurança aos demais acessantes, ao sistema de distribuição
acessado e ao pessoal envolvido com sua operação e manutenção;

 Para o bom desempenho da operação em paralelo, deve existir um sistema de


comunicação entre a acessada e o acessante, obedecendo a critérios definidos pelo
PRODIST;

 O acessante é o único responsável pela sincronização adequada de suas instalações com


o sistema de distribuição acessado;

 O acessante deve ajustar suas proteções de maneira a desfazer o paralelismo caso ocorra
desligamento, antes da subsequente tentativa de religamento;
60

 Nota: O tempo de religamento é definido no acordo operativo.

 No caso de paralelismo permanente, o acessante deve atender aos requisitos técnicos de


operação da acessada, observando os procedimentos operacionais determinados pelo
PRODIST no módulo 4 e que são apresentadas no Anexo D;

 Os estudos básicos, de responsabilidade do acessante, devem avaliar tanto no ponto de


conexão como na sua área de influência no sistema elétrico acessado os seguintes
aspectos:

 Nível de curto-circuito;
 Capacidade de disjuntores, barramento, transformadores de instrumento e malhas de
terra;
 Adequação do sistema de proteção envolvido na integração das instalações do acessante
e revisão dos ajustes associados, observando-se estudos de coordenação de proteção,
quando aplicáveis;
 Ajustes dos parâmetros dos sistemas de controle de tensão e de frequência e, para
conexões em alta tensão, dos sinais estabilizadores.
 estudos operacionais necessários à conexão da instalação do acessante ao sistema de
distribuição são de sua responsabilidade, devendo ser aprovados pela acessada.
 A instalação do acessante, conectada ao sistema de distribuição, deve operar dentro dos
limites de frequência situados entre 59,9 Hz e 60,1 Hz.
 As tensões de conexão padronizadas para Baixa Tensão (BT) são apresentadas na Tabela
a seguir:
Tensões Nominais Padronizadas Tensão Nominal (V)
de Baixa Tensão
Sistema Trifásico 220 / 127
380 / 220
Monofásico 254 / 127
440 / 220

 As Tensões de conexão padronizadas para Média Tensão (MT) e Alta Tensão (AT) são:
a) 13,8 kV (MT)
b) 34,5 kV (MT)
c) 69 kV (AT)
d) 138 kV (AT)
 O acessante deve garantir que suas instalações operem observando as faixas de fator de
potência estabelecidas pela PRODIST, conforme a tabela a seguir:
61

Faixas de Fator de Potência Fator de Potência no ponto de conexão


Tensão da conexão
Inferior a 230kV Entre 0,92 e 1,00 (indutivo) ou 1,00 e 0,92
(capacitivo)
Igual ou superior a 230kV Segue-se o determinado no Procedimento de
Rede.

 Os ajustes das proteções das instalações do acessante devem ser por ele calculados e
aprovados pela acessada, observando requisitos estabelecidos pela PRODIST e
apresentados na Tabela 4-2 deste trabalho.
 Os procedimentos de operação da proteção do sistema elétrico do acessante devem estar
definidos no acordo operativo;
 A forma de onda e amplitude da tensão no ponto de conexão deve ser garantida pelo
acessante de que não haverá violação dos valores de referência para seguintes parâmetros:
a) Distorções harmônicas;
b) Desequilíbrio de tensão;
c) Flutuação de tensão; e
d) Variações de tensão de curta duração.
62

ANEXO D: Requisitos de projeto

Pelo modulo do 3 do PRODIST é definido que:

 Os requisitos a serem observados pelos acessantes que necessitam elaborar projetos de


instalações de conexão.
 As instalações de conexão devem ser projetadas observando as características técnicas,
normas, padrões e procedimentos específicos do sistema de distribuição da acessada,
além das normas da ABNT.
 A acessada deve indicar para o acessante as normas, padrões e procedimentos técnicos
a serem utilizados no projeto das instalações de interesse restrito.
Sobre o memorial descritivo do projeto.
 Os projetos de instalações de conexão devem conter um memorial descritivo das
instalações de conexão, os dados e características do acessante.
 O memorial descritivo deve relacionar toda a documentação, normas e padrões técnicos
utilizados como referência.
63

ANEXO E: Requisitos técnicos para conexão de micro e minigeração ao sistema de


distribuição da distribuidora local

A FECOERGS define em seu capitulo 8 - Critérios gerais para conexão em Média Tensão.

Consumidores só podem conectar geradores em média tensão (rede primária), mediante


aprovação da Cooperativa para este nível de tensão, de acordo com as informações contidas
anteriormente e apresentadas no Anexo B deste trabalho. Caso seja definida pela Cooperativa a
conexão em média tensão, o acessante deve apresentar as informações listadas no Anexo C deste
trabalho.
A conexão de geração distribuída em média tensão requer a apresentação de projeto de
instalações de baixa tensão e média tensão, o dimensionamento e instalação dos equipamentos, a
configuração dos equipamentos instalados e o acompanhamento técnico da vistoria. Todos estes
serviços devem ser efetuados por profissionais devidamente habilitados e com Anotações de
Responsabilidade Técnica.
É recomendada a implementação de um quadro de distribuição de geração para conexão
dos geradores.

 Tensão de Conexão
A figura a seguir apresenta a classificação da geração distribuída, conforme a carga instalada
para conexão em média tensão ao sistema de distribuição da Cooperativa.

 Localização do Ponto de Conexão


O local de instalação do ponto de conexão para uma central de micro e minigeração em média
tensão segue os mesmos parâmetros e definições conforme PRODIST módulo 3 e
RIC MT da FECOERGS.

 Sistema de Proteção
A figura a seguir apresenta os requisitos mínimos de proteção para conexão MT ao sistema de
distribuição da Cooperativa.
64

Notas:
 Não é necessário relé de proteção específico, mas um sistema eletro-eletrônico que
detecte tais anomalias e que produza uma saída capaz de operar na lógica de atuação do
elemento de interrupção.
 Os estudos de Curto-Circuito, no ponto de conexão, serão elaborados pela Cooperativa.
 Só serão aceitos equipamentos com certificação INMETRO. Excepcionalmente, caso
ainda não haja essa certificação, o acessante deve apresentar certificados (nacionais ou
internacionais) ou declaração do fabricante que os equipamentos citados neste item
foram ensaiados conforme normas brasileiras, ou, na ausência, normas internacionais.

OBS: A entrada de energia na subestação de consumidores de MT com subestação de geração


deve conter módulo de proteção que proteja as instalações do consumidor e a rede de MT da
Cooperativa.

O paralelismo deve ser extinto e o disjuntor geral de média tensão aberto, quando for
detectada falta na rede de MT da unidade consumidora.
A circulação em frente às instalações do módulo de proteção deve ser livre, para
facilitar a manutenção.
Não é permitido o religamento automático do disjuntor geral de MT.
A Cooperativa pode a qualquer momento efetuar, inspeções no módulo de proteção
verificando a configuração paramétrica, o registro de eventos, os alarmes e as oscilografias
gravadas nos relés secundários. O consumidor não pode impedir o acesso aos dados do relé pela
Cooperativa.
A figura a seguir apresenta como devem ser instalados os transformadores da micro e
minigeração:
65

 Instalar chaves testes de tensão e corrente no secundário dos transformadores


exclusivos de proteção para os relés secundários, no painel do módulo de
proteção que permitam a abertura dos circuitos para testes de operação das
funções ANSI de proteção implementadas. Sendo ainda necessárias chaves de
testes de sinais de disparos de saída dos relés secundários.
 Equipamentos que devem possuir intertravamento que evite o paralelismo:
Disjuntores;
Chaves seccionadora;
Ou qualquer outro equipamento de manobra que permita o paralelismo sem
supervisão do relé de sincronismo.

 O Disjuntor geral de MT deve ter esquema de desbloqueio de fechamento


quando:
Todas tensões de fase MT > 0,8 pu e;
Tensão fase-fase da barra MT < 0,4 pu ou > 0,8 pu.

 As seccionadoras do módulo de proteção devem ter esquema de desligamento


rápido causando disparo de abertura no disjuntor do mesmo módulo quando
movimentadas para abertura ou fechamento.
 Nos módulos de proteção trifásica devem ser implementadas funções adicionais
do (s) relé (s) secundários como:
66

 Sinalizações de Proteção devem:


Sinalizar atuação de proteção por fase ou neutro
Ser atualizadas em cada manobra do disjuntor geral de MT

 Registro de Eventos deve:


Disponibilizar no mínimo os últimos 200 registros das funções de proteção
ANSI implementadas, com as partidas e disparos de abertura;
Disponibilizar as manobras do disjuntor geral de MT.

 Registro Oscilográfico Digital deve:


Disponibilizar os eventos oscilografados, em que a partida deve ocorrer no
início do disparo de abertura de qualquer uma das funções de proteção ou no
sinal de fechamento do disjuntor geral.
Nota: O tempo de duração para permitir no mínimo os últimos 4 (quatro) eventos disponíveis
no Módulo de proteção, e seguir os tempos de ajuste conforme figura a seguir:

 Sistema de Data e Hora deve:


Ter sincronismo de ajuste automático de relógio nos relés secundários para
registros de eventos e oscilografias.

 O diagrama unifilar de conexão de geração em MT é apresentado na página


seguinte.
67

 As definições e simbologias utilizadas nos diagramas unifilares é apresentada


na figura a seguir.
68

ANEXO F: Mapa do campus Ijuí - Universidade Regional do Noroeste do Rio


Grande do Sul

Ala oeste:
 Prédios com letra A à M - Salas de aula
 Prédios em laranja – Departamentos de cursos:
 D1 - DHE – Dep. de Humanidades e Educação;
 D2 – DCJS – Dep. de Ciências Jurídicas e sociais;
 D3 - DACEC - Dep. de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da
Comunicação;
 D7 – CEaD – Coordenadora de Educação a Distância;
 D8 – ASC/ AIPD.
Ala Sul
 Prédios com letras O, P, Q, M, N - Blocos com salas de aula e laboratórios;
 $ - Bancos;
 FC - Fotocopias;
 ? - Informações;
 Biblioteca - Biblioteca Mario Osorio Marques; Salão de Atos; Central de
atendimento ao aluno;
Ala leste:
 D6 - Secretaria Engenharia Civil;
 Prédio em verde - Marcenaria / maquetaria;
 Prédios em azul - Hospital veterinário.

Descrições conforme imagem a seguir:


69
70

ANEXO G: Resultados da simulação.

As figuras abaixo, apresentam os dados obtidos no simulador solar do Instituto Ideal:

O gráfico abaixo simula como ficaria o consumo elétrico com um sistema


fotovoltaico conectado à rede. A área cinza mostra uma estimativa de quanta
eletricidade é fornecida pela rede elétrica, enquanto a área amarela mostra o quanto seria
gerado pelo seu sistema fotovoltaico.
A soma das áreas cinza e amarela corresponde ao total consumido, conforme
os valores fornecidos por você. A geração solar é estimada segundo a radiação mensal
média da sua cidade e a potência instalada (tamanho) do sistema simulado.
71

A tabela abaixo mostra, em detalhes, como seria o consumo elétrico. Da esquerda


para a direita, a primeira coluna mostra a sua demanda energética no mês. A segunda
coluna exibe o quanto dessa energia viria da geração fotovoltaica, e a terceira, o quanto
de eletricidade você consumirá da rede elétrica. A quarta e última coluna mostra quantos
créditos você acumulou no mês.
Os créditos irão aparecer somente quando seu sistema gerar mais energia do que você
consumiu no mês. Isso está previsto na resolução normativa 482/2012 da ANEEL, que
criou o sistema de compensação de energia. Esses créditos serão usados para compensar
o seu consumo da rede nos meses subsequentes.
72

ANEXO H: Informações e base de dados do simulador solar.

A criação do simulador ocorreu através da parceria entre o Instituto Ideal e a


Cooperação Alemã para o desenvolvimento sustentável, por meio da Deutsche
Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e KfW banco de fomento
alemão, no âmbito do Programa América do Sol.
Objetivo: dar ao consumidor a possibilidade de se familiarizar com termos e
fatores que devem ser considerados para a instalação de um sistema de geração
fotovoltaica conectado à rede elétrica. Ao realizar uma simulação, o usuário terá ideia da
potência necessária para atender a demanda energética de uma edificação residencial,
comercial ou industrial.
Pode-se instalar um sistema FV com base nos resultados do Simulador Solar?
Não. Esses são cálculos preliminares que não consideram o posicionamento do telhado,
as condições da vizinhança – como a presença de árvores – e outros fatores específicos
da sua edificação. Caso tenha interesse em instalar um sistema, deve-se procurar um
profissional habilitado para analisar a viabilidade técnica e financeira no local previsto
para a instalação.
Quais parâmetros são levados em conta no cálculo da potência do sistema FV?
O Simulador Solar prevê o abastecimento da demanda elétrica anual informada pelo
usuário, descontando um consumo mínimo da rede elétrica que corresponde ao custo de
disponibilidade. A geração fotovoltaica estimada se refere aos dados para o primeiro ano
de operação do sistema FV, visto que anualmente há uma pequena perda do rendimento
(cerca de 0,5%).
Com relação aos módulos fotovoltaicos, a simulação considera:
- O uso da tecnologia de silício policristalino;
- A instalação voltada para o Norte e com uma inclinação ótima, ou seja, correspondente
à latitude da localização escolhida.
- Não considera: As condições da vizinhança do local informado (presença de árvores ou
edificações próximas) que podem levar a uma redução da produção elétrica devido aos
sombreamentos dos módulos.
Como é simulado o consumo elétrico anual?
O dado de consumo da rede elétrica foi fornecido no início da simulação. Se foi informado
apenas o dado para um mês, o simulador considera esse valor como sendo uma média do
73

seu consumo mensal e faz a multiplicação desse número por 12 para ter o seu consumo
elétrico anual. Se foi optado por informar dados dos últimos 12 meses, o consumo elétrico
anual será calculado a partir da soma desses números.
O Simulador Solar considera o Sistema de Compensação de Energia criado pela
REN 482/2012, da ANEEL?
Sim. Para ter a melhor viabilidade econômica do sistema FV, o Simulador Solar considera
um balanço anual sem acúmulo de créditos para o ano seguinte. Portanto, caso haja
geração de energia além do que você consome no mês, o excedente será convertido em
créditos na sua conta de luz, que serão usados para abater da sua fatura de eletricidade
nos meses subsequentes.
Quais são as fontes dos dados utilizados no Simulador Solar?
Resolução Normativa 482 sobre mini e microgeração distribuída, publicada pela
ANEEL em 17 de abril de 2012 (alterada pela Resolução Normativa 687, de 2015)
Resolução Normativa 414 publicada pela ANEEL em 9 de setembro de
2010 (alterada pela Resolução Normativa nº 479, de 03.4.2012)
Módulo 3 – Acesso ao Sistema de Distribuição Revisão 5 dos Procedimentos de
Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional – PRODIST, publicado
pela ANEELem 19 de abril 2012.
Projeto SWERA (Solar and Wind Energy Resource Assessment), coordenado no Brasil
pelo DMA/CPTEC/INPE
Fator de emissão de CO2do setor elétrico fornecido pelo Ministério de Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI)
Preço estimado do sistema FV completo e instalado (turn-key) levantados no estudo “O
mercado brasileiro de geração distribuída fotovoltaica – Edição 2015”
O Simulador está programado para simular geradores de até 5000 kWp (5 MWp)
de potência, visto que este é o limite estabelecido pela Resolução Normativa 482/2012 da
ANEEL para que possam ser conectados à rede de distribuição e participar do sistema de
compensação de energia. Atende apenas os consumidores do Grupo B (Baixa Tensão)
que, segundo a resolução 482/2012 da ANEEL, devem pagar, no mínimo, o valor
referente ao custo de disponibilidade. Caso seja um consumidor do Grupo A (Média e
Alta Tensão), deve-se procurar uma empresa no Mapa de Empresas do Setor FV para que
a mesma faça o dimensionamento do sistema considerando o custo da demanda
contratada.