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Geometria

Plana

Específica de Matemática 1
2 Específica de Matemática
Ângulos
 
Se no plano temos duas semirretas, de mesma origem O, OA e OB definimos ângulo como qualquer uma das duas regiões determi-
nadas por essas semirretas.

 
 = OA ∪ OB
AOB

Classificação

Ângulo Agudo - menor que 90°.


Ângulo Reto - igual a 90°.
Ângulo Obtuso - maior que 90° e menor que 180°.
Ângulo Raso - igual é igual a 180°.
Ângulos Complementares - soma de suas medidas é igual a 90° ( x e 90 - x ).
Ângulos Suplementares - soma de suas medidas é igual a 180° ( x e 180 − x ).

Ângulos entre paralelas

b a r
c d

f e s
g
h


a =
c =
e = g

b=d = f = 
h

Desenvolvendo uma habilidade


O periscópio é um acessório fundamental dos submarinos, usados para captar imagens acima da água.
Também teve largo uso em guerras, para observar movimento inimigo de dentro de trincheiras. Um per-
iscópio básico utiliza dois espelhos paralelos, a certa distância um do outro. Os raios luminosos atingem
o primeiro espelho, que os reflete para o segundo espelho; daí são novamente refletidos para o visor. O
trajeto completo da luz possui a forma aproximada da letra “Z”, onde por uma das extremidades a luz
refletida pelos corpos a serem observados entra, e pela outra ela atinge os olhos do observador, possibil-
itando que este veja o que, a princípio, estaria fora do seu alcance de visão.
O periscópio teria sido concebido primeiramente pelo russo Drzewiecki, em 1863. Entretanto, o primei-
ro aparelho de que se tem notícia foi construído só em 1894, pelo italiano Angelo Salmoiraghi. O nome
vem do grego periskopein, que significa “ver em volta”.

Qual deve ser o ângulo α para que o periscópio funcione perfeitamente?

Específica de Matemática 3
Transformações no Plano
Um importante conceito que nos ajuda a interpretar a realidade é de transformação no plano. Existem dois tipos de transformações no
plano: as isometrias e as não isometrias.

1) Isometrias

Isometria é toda transformação que mantém as distâncias entre pontos. Ou seja, as medidas da figura transformada mantêm-se constante.
Apenas o que muda são a direção ou o sentido dos segmentos. Existem três isometrias básicas: translação, rotação e reflexão.
(a) Reflexão
(a.1) Em torno de um ponto

(a.2) Em torno de uma reta


(b) Translação


(c) Rotação


Desenvolvendo uma habilidade
(FEPECS) Um raio luminoso emitido por um laser incide sobre um espelho plano no ponto A, indo refletir-se no ponto
B de uma parede paralela. Um segundo raio, emitido pela mesma fonte, incide sobre o espelho no ponto A’, refletindo-se
no ponto B’ da parede.
Se d é a distância entre a fonte e o espelho, D é a distância entre o espelho e a parede, x é a distância entre A e A’ e
y é a distância entre B e B’, então:

d+D
a) y = x.
d
D
b) y = x.
d
c) y = x .

D2
d) y = x.
d
d+D
e) y = x.
D

4 Específica de Matemática
Triângulos

1. Definição

Chama-se triângulo a união dos três segmentos formados com extremos em três pontos não colineares. Aos segmentos dá-se o nome
de lados e aos pontos vértices.

2. Classificação

I. Quanto aos lados


(a) Equilátero – possui os três lados congruentes e três ângulos congruentes medindo 60º.

(b) Isósceles – possui dois lados congruentes e os ângulos da base iguais entre si.

(c) Escaleno – possui os três lados não congruentes entre si.

II. Quanto aos ângulos


(a) Acutângulo – possui apenas ângulos internos agudos.

(b) Retângulo – possui um ângulo reto.

(b) Obtusângulo – possui um ângulo interno obtuso.

Específica de Matemática 5
3. Lei angular de Talles

A soma dos ângulos internos de um triângulo é igual a 180º

Consequência: Qualquer ângulo externo de um triângulo é igual a soma dos dois ângulos internos não adjacentes a ele.
α=B  +C
 +C
β=A 
 +B
γ=A 

Congruência de triângulos
Dois triângulos são congruentes se, por um movimento rígido de um deles no plano, fazemos coincidi-lo com o outro.

5.1 Casos

(a) LAL (lado – ângulo – lado)

(b) ALA (ângulo – lado – ângulo)

(c) LLL (lado – lado – lado)

6 Específica de Matemática
Quadriláteros

1. Definição

Quadrilátero é um polígono de quatro lados.


B
A

D C
 +B
A  +C
 +D
 = 360

2. Classificação

1) Paralelogramos

É o quadrilátero que possui lados paralelos dois a dois.


A B

C D
Propriedades:
i) Lados opostos côngruos.
ii) Ângulos opostos côngruos.
iii) Diagonais se cortam em seus pontos médios.

1.1) Retângulo
É o paralelogramo que possui um ângulo reto.
A B

D C
=B
A  =C
=D
 = 90

AD = BC
Propriedades:
i) Diagonais são côngruas.
ii) Os quatros ângulos são retos.

1.2) Losango
É o paralelogramo que possui todos os lados congruentes.
A

D B

AB = BC = CD = DA
AC ^ BD
Propriedades:
i) As diagonais são perpendiculares.
ii) As diagonais cortam-se ao meio.
Obs: A perpendicularidade das diagonais não garante que um quadrilátero seja um losango.

Específica de Matemática 7
1.3) Quadrado
É o quadrilátero que possui os quatro lados congruentes e os quatro ângulos internos retos.
A B

D C
=B
A  =C
=D
 = 90

AB = BC = CD = DA
Propriedades:
i) Preserva as propriedades dos retângulos.
ii) Preserva as propriedades dos losangos.

2) Trapézios

É o quadrilátero que possui dois lados paralelos chamados de bases.


A b B

D B C

2.1) Trapézio Retângulo


Possui um ângulo reto.
A B

D C
=D
A  = 90
2.2) Trapézio Isósceles
Possui os ângulos de uma mesma base congruentes.
A B

D C

AD = BC

BC = DA
=B
A ; C
=D

 +C
A  = 180 ; B
 +D
 = 180

Obs: Por consequência, os lados não paralelos às bases são congruentes.


2.3) Trapézio Escaleno
Possui os lados não paralelos às bases não congruentes.
A B

D C
Base Média de um Trapézio
É o segmento paralelo às bases do trapézio com extremidades nos pontos médios dos lados não paralelos.
Num trapézio cujas bases medem B e b, a medida da base média BM é a média aritmética de B e b, assim:
A b B

M N
me

D B C
B+b
BM =
2
B −b
me =
2

8 Específica de Matemática
Polígonos

1. Definição

Uma linha poligonal é formada por segmentos consecutivos e não colineares. As linhas poligonais podem ser: abertas e fechadas. Um
polígono é uma linha poligonal fechada.
A1
An
A2

A3

A4
A5

2. Nomenclatura

I. Polígono equiângulo
Possui todos os ângulos internos congruentes.

II. Polígono equilátero


Possui todos os lados congruentes.

III. Polígono Regular


É simultaneamente equilátero e equiângulo.

IV. De acordo com o número de lado, temos:


Triângulo — 3 lados
Quadrado — 4 lados
Pentágono — 5 lados
Hexágono — 6 lados
Heptágono — 7 lados
Octógono — 8 lados
Eneágono — 9 lados
Decágono — 10 lados
Undecágono — 11 lados
Dodecágono — 12 lados
Pentadecágono — 15 lados
Icoságono — 20 lados
Obs: Para um número de lados n diferente dos citados, costuma-se nomeá-lo de “Polígono de n lados”.

3. Número de Diagonais

Num polígono convexo de n lados, o número de diagonais d é dado por:

n(n − 3)
d=
2
4. Soma dos Ângulos Internos

Num polígono convexo de n lados, a soma dos ângulos internos é dada por:

Sn = (n − 2) ⋅ 180

5. Soma dos Ângulos Externos

Num polígono convexo a soma dos ângulos externos é dada por:


Se = 360

6. Ângulo Externo de um Polígono Regular

Se em polígono de n lados é regular, então um ângulo externo é dado por:


360
ae =
n

Específica de Matemática 9
7. Apótema

Chama-se apótema de um polígono regular o segmento com extremidades no centro do polígono e no ponto médio de um dos lados.

Relações Métricas nos triângulos

1) Triângulo retângulo

Seja ABC um triângulo retângulo de hipotenusa a e catetos b e c, sendo ainda h sua altura e m e n as projeções dos catetos sobre a
hipotenusa.

a b

c b
h

b m n a
a
Sobre ABC podemos determinar:
(1.1) relações métricas
(a) a 2 = b 2 + c 2 (Teorema de Pitágoras);
(b) ah = bc ;
(c) h 2 = mn ;
(d) b 2 = an ;
(e) c 2 = am ;
1 1 1
(f) = + (fórmula de Herão).
h2 b2 c2
(1.2) relações trigonométricas
(a) Seno – é definido como a razão entre cateto oposto e hipotenusa.

 = b ;
sen B  = c .
sen C
a a
(b) Cosseno - é definido como a razão entre cateto adjacente e hipotenusa.

 = c ;
cos B  = b.
cos C
a a
(c) Tangente - é definido como a razão entre cateto oposto e cateto adjacente.

 = b ; tg C
tg B  = c.
c b
Observe que sen B = cos C
 e cos B
 = sen C
 , de fato a palavra cosseno significa seno do complementar, ou seja, se α é um ângulo tal
 
que 0 < α < 90 , então sen α = cos (90 − α ) .

Relação entre seno e cosseno


Observe que pelo teorema de Pitágoras temos que a 2 = b 2 + c 2 , mas note que a ⋅ sen B
 = b e a ⋅ cos B
 = c , logo podemos es-
crever:
a 2 = (a ⋅ sen B) 2 + (a ⋅ cos B) 2 ⇒ 1 = ( sen B) 2 + (cos B) 2 , daí temos a relação fundamental da trigonometria:
sen 2α + cos 2α = 1
Podemos obter outra relação envolvendo as razões trigonométricas elementares, note que
c
c a = sen C .
tg C= =
b b cos C
a
senα
tgα =
cosα

10 Específica de Matemática
Arcos notáveis – são os arcos de 30°, 45° e 60°.
30° 45° 60°

sen 1 2 3
2 2 2

cos 3 2 1
2 2 2

tg 3 1 3
3
2) Triângulo qualquer

(2.1) Lei dos cossenos


Em todo triângulo são válidas as relações.
a 2 = b 2 + c 2 − 2bc ⋅ cos A 


b 2 = a 2 + c 2 − 2ac ⋅ cos B

c 2 = a 2 + a 2 − 2ab ⋅ cos C

(2.2) Lei dos senos
Em todo triângulo é válida a seguinte relação
a b c
= = = 2R
sen A sen B sen C

O número de ouro
AC CB
Dizemos que um ponto C divide um segmento AB em média e extrema razão se = .
AB AC

a b
Ou seja, temos que = = φ . Daí segue que
a+b a
2
b b
a 2 = ab + b 2 ⇒ b 2 + ab − a 2 = 0 ⇒   + − 1 = 0 ⇒ φ 2 + φ − 1 = 0
a a
5 −1
Como raiz positiva temos φ = , que é chamado de razão áurea ou número de ouro.
2
Chama-se retângulo áureo aquele cuja razão entre os lados é a razão áurea φ .

a b
=
a+b a
Este retângulo é considerado o com melhores proporções entre seus lados o que acarreta um grande valor estético. O Parthenon,
templo dedicado à deusa Atena, tem suas dimensões na razão áurea.

Específica de Matemática 11
O pentagrama, símbolo dos pitagóricos, também apresenta diversas relações que revelam a razão áurea .

Circunferência
É o conjunto dos pontos de um plano cuja distância a um ponto fixo desse plano é a mesma. O ponto fixo é o centro e a distância é o
raio da circunferência.
P

P Elementos

AB é um arco de circunferência.
A B
Q C AB é uma corda.
r
PQ
S é uma flecha (Q é médio da corda AB).
r 0
CD é diâmetro (CD = 2r).
D
S é um setor circular.
S' S’ é um segmento circular.

s é exterior
r t é tangente
r é secante

0 t

ponto de
tangencia

1. Posições relativas de duas circunferências

Exteriores Tangentes Exteriores


d > r1 + r2 d = r1 + r2

O1 O2
O1 O2 r1 r2
r1 r2

d
d

12 Específica de Matemática
Secantes Interiores
r1 − r2 < d < r1 + r2 d < r1 − r2

r1 r2
O1 O2
O1 O2
r1 r2

2. Arcos na Circunferência

Ângulo Central Ângulo Inscrito


Tem a mesma medida que o arco. Tem por medida a metade da medida do arco correspond-
ente.

V x

x
B C

B C


x = AB

AB
x=
2
Ângulo Excêntrico Interior Ângulo Excêntrico Exterior
Tem por medida a média aritmética entre os arcos correspond- Tem por medida a metade da diferença entre os arcos cor-
entes. respondentes.
B

A A

x x P
V

C B
D
C
 + CD
AB   − CD

x= AB
2 x=
2

Ângulo de Segmento
Tem a mesma medida do ângulo inscrito que subentende o mesmo arco.


AB
x=
2

Específica de Matemática 13
3. Potência de Ponto

I. P é interno II. P é externo


A E A

D
B
I
C P
O
D
B
F
C

AI ⋅ BI = CI ⋅ DI = EI ⋅ FI PA ⋅ PB = PC ⋅ PD

C
2
PA = PC ⋅ PD

Teorema de Pitot

Em todo quadrilátero circunscrito, a soma de dois lados opostos é igual à soma dos outros dois lados.
B
a
A

d b

C c A

a+c=b+d

Em todo quadrilátero convexo inscrito, os ângulos opostos são suplementares.


A B

 +C
A  = 180
 +D
B  = 180

Semelhança de triângulos

1) Teorema de Talles

Um feixe de paralelas determina sobre duas transversais quaisquer segmentos proporcionais.

A E

B F

C G

D H

AB BC CD AD
= = =
EF FG GH EH

14 Específica de Matemática
2. Teorema da Bissetriz Interna

Seja o triângulo ABC e AP a bissetriz interna do ângulo Â.


A

b
c

m D n
B C
a

c b
=
m n
3. Teorema da Bissetriz Externa

Seja o triângulo ABC e AD a bissetriz externa do ângulo Â.


A

c
b

n
B a D
C
m

c b
=
m n
4. Semelhança de triângulos

Dois triângulos são semelhantes se têm os três ângulos respectivamente iguais entre si e os lados respectivamente proporcionais.
D

B C E F

AB AC BC
= =
DE DF EF
Áreas

Triângulos

b
h
c b

θ
B a
B a C
bh absenα
S= S= S= p ( p − a )( p − b)( p − c)
2 2

c R b l h l
o b a

B a C r

A B l
S = pr c

abc l2 3
S= S=
4R 4

Específica de Matemática 15
2. Quadriláteros

Retângulo Quadrado
A B

S = ab

D C
l

d2
S = l 2 ou S =
2

Paralelogramo Losango
B
A B
A
h
h

l l
D C

S = bh
D B D

l l

D⋅d
S=
2

Trapézio
b
A B

C
B

( B + b) h
S=
2

Hexágono regular
l

3l 2 3
S=
2

16 Específica de Matemática
Circunferência e suas partes

Círculo Coroa Circular

r
R

S = πr 2 S = π( R 2 − r 2 )

Setor Circular

B
A

πr 2α
S=
360

A razão entre as áreas de duas figuras semelhantes é igual ao quadrado da sua razão de semelhança.
2
S1  l1 
=  
S2  l2 

Específica de Matemática 17
18 Específica de Matemática
Geometria
Espacial

Específica de Matemática 19
20 Específica de Matemática
1) Geometria de posição
A base de nosso estudo será: o ponto, a reta, o plano.
r Q

2) Postulados iniciais

P1. Dois pontos distintos determinam uma única reta.


P2. Três pontos não colineares determinam um único plano.
P3. Se dois pontos distintos, pertencentes a uma reta, pertencerem a um plano, esta reta estará contida nesse plano.
P4. Por um ponto fora de uma reta passa um, e somente uma, reta paralela a essa reta.

3) Posições relativas entre pontos, retas e planos.

a) Ponto e reta
r

b) Entre duas retas.


b.1) concorrentes
Têm um único ponto em comum.
r Q

P
s
s
a

r ∩ s = {P}
b.2) coincidentes
Têm todos os pontos em comum.

r ≡s e r∩s =r =s

b.3) paralelas
Não têm pontos em comum.

s
a

r / /s

Específica de Matemática 21
b.4 ) reversas
São retas que não são coplanares.
r

s
a

c) Entre plano e reta.

c.1) a reta está contida no plano.


Se possui dois pontos em comum com o plano.

P
r
a

c.2) concorrentes
Se têm um único ponto em comum.
r Q

c.3) paralelos
r

d) Entre planos

d.1) concorrentes
uma reta em comum.

d.2) paralelos

P Q r

a b

22 Específica de Matemática
d.3) coincidentes

aºb

e) Perpendicularismo.

e.1) retas perpendiculares


Se forem concorrentes e formarem um ângulo reto.
s

e.2) retas ortogonais


Se forem reversas e se existir, pelo menos, uma reta paralela a uma delas que é perpendicular a outra.
s

r’
r

e.3) reta e plano


Uma reta é perpendicular a um plano se for perpendicular (ou ortogonal) a duas retas do plano.
s

r
a

e.4) planos

r
a

b s

Específica de Matemática 23
Geometria espacial métrica

1)Poliedros

São sólidos limitados por faces planas e poligonais.

Elementos:
1) Faces (F): cada um dos polígonos que compõe sua superfície.
2) Aresta (A): são os lados de cada um dos polígonos-face.
3) Vértices (v): são os vértices de cada um dos polígonos-face.

Teorema de Euler

Para todo poliedro convexo é válida a relação V − A + F = 2


Válido para todo poliedro convexo.

Soma dos ângulos das faces

A soma dos ângulos das faces de um poliedro convexo é igual a S f = 360(V − 2) .

2) Poliedros de Platão

Um poliedro convexo é chamado de Platão se:


1. Todas as faces tiverem o mesmo número de arestas;
2. De todos os vértices partirem o mesmo número de arestas.

3) Poliedros regulares

Um poliedro é chamado regular se ele for de Platão e todas suas faces forem polígonos regulares. Existe cinco classes de polie-
dros regulares:

a) Tetraedro regular b) Hexaedro regular
Quatro faces triangulares Seis faces quadrangulares.

24 Específica de Matemática
c) Octaedro regular d) Dodecaedro
Oito faces triangulares. Doze faces pentagonais.

e) Icosaedro regular
Vinte faces triangulares.

4) Prismas

São poliedros convexos que possuem duas faces (bases) congruentes situadas em planos paralelos e as demais faces laterais
são paralelogramos.
A B

D E

Volume
O volume de qualquer prisma é dado por: V = B ⋅ h
B é a área da base.
h é a altura (distância entre as bases).

Tipos de prismas

1. Paralelepípedo retângulo 2. Cubo

a
D c

a
a
b
a
Volume: V = a3
Volume: V = a ⋅ b ⋅ c
Área total: At = 6a 2
Área total: At = 2ab + 2bc + 2ac
Diagonal: D = a 3
Diagonal: D = a 2 + b 2 + c 2

Específica de Matemática 25
5) Pirâmides
As pirâmides são poliedros que possuem todos os vértices, com exceção de apenas um, num mesmo plano, chamado plano da
base.
V V V

h
h h

O O
O

Pirâmide Pirâmide Pirâmide


regular regular hexagonal
triangular quadrangular

Volume
1
O volume de qualquer pirâmide é dado por: V = ⋅ B ⋅ h
3
Pirâmide regular
V

A D
M O
a B C

Todas as faces laterais são triângulos isósceles.


 : Ângulo de inclinação da pirâmide.
OMV
OM : Apótema da base.
VM : Apótema da pirâmide.
VM 2 = OM 2 + h 2

6) Corpos redondos.

6.1 Cilindro

Chama-se cilindro reto, ou de revolução, o sólido gerado pela rotação completa de um retângulo em torno de um de seus lados.
2R

Volume Área lateral Área total


V = B.h Al = 2π rh At = 2π r (h + r )
V = π r 2h

26 Específica de Matemática
6.2 Cone

g
h

M
O

R R

Chama-se cone reto, ou cone de revolução, o sólido gerado pela rotação completa de um triângulo retângulo em torno de um
de seus catetos
g 2 = r 2 + h2
V

g
h

M
O

R R

Volume: Área lateral Área total


1 Al = πrg At = πr ( g + r )
V = B.h
3
1 2
V = πr h
3

6.3 Esfera

Chama-se esfera o sólido gerado pela rotação completa de um semicírculo em torno da reta que contém o seu diâmetro.

R
O
R
P

Volume: Área total:


At = 4πr 2
4
V = πr 3
3

Específica de Matemática 27
Observações:
1. Sólidos semelhantes são aqueles que, analogamente a geometria plana, possuem os ângulos ordenadamente congruentes e
as linhas homólogas proporcionais.
V

h
V

A D
A D
M O M O
B C
B C
a

Razão de semelhança:

AB VA h
= = =k
A'B' V'A' H
Propriedades:

(a) A razão entre as áreas da base (laterais, totais) é igual ao quadrado da razão de semelhança.
b al a
= = t = k2
B Al At
(b) A razão entre os volumes é igual a razão de semelhança ao cubo.
v
= k3
V
Volume do tronco

VT = V − k 3V=V(1 − k 3 )

28 Específica de Matemática