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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES CENTRO TECNOLÓGICO-ENGENHARIA ELÉTRICA

DANIEL CARLETTI

RELATÓRIO DE ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I

EXPERIMENTO 1

RETIFICADOR MONOFÁSICO DE MEIA- ONDA A DIODO

VITÓRIA

2010

- 1ª Parte: Retificador Monofásico de Meia-Onda a Diodo com Carga R.

A primeira parte do experimento teve por objetivo observar as formas de onda em um circuito retificador monofásico de meia-onda a diodo com carga R (resistiva). Dessa forma, através de um VARIAC (autotransformador variável) foi aplicado um valor adequado de tensão (senoidal e de amplitude 200 V (pico) – 60Hz), e com o auxílio de um aparelho osciloscópio e multímetros foram colhidos os dados principais do circuito. Este e seu esquema de ligação são mostrados a seguir:

Este e seu esquema de ligação são mostrados a seguir: Figura 1: Circuito retificador monofásico a

Figura 1: Circuito retificador monofásico a diodo com carga R.

As principais formas de onda do circuito acima são mostradas a seguir:

Figura2: Forma de Onda de tensão na carga. Figura3: Forma de onda de tensão no

Figura2: Forma de Onda de tensão na carga.

Figura2: Forma de Onda de tensão na carga. Figura3: Forma de onda de tensão no diodo.

Figura3: Forma de onda de tensão no diodo.

Figura 4: Forma de Onda da corrente do circuito. As formas de onda acima foram

Figura 4: Forma de Onda da corrente do circuito.

As formas de onda acima foram obtidas com o auxílio do software Psim® e reproduzem de forma aceitável as ondas observadas em laboratório.

A partir das formas de onda acima é possível observar a tensão na carga retificada em meia-onda e, por conseguinte, que a forma de onda de corrente é uma imagem da tensão uma vez que a carga é puramente resistiva.

Vale observar ainda a característica unidirecional de tensão do diodo, o qual conduz nos ciclos positivos de tensão e “suporta” os ciclos negativos, fato evidenciado na Figura 3.

Apresentadas as formas de onda, as tabelas a seguir apresentam os principais valores referentes aos sinais do circuito.

 

Experimental

Teórico

 

Valor de Pico [V]

200,0

---

Tensão

Valor rms [V]

100,0

100,0

Valor Médio [V]

63,7

63,6

Corrente

Valor Médio [A]

0,41

0,44

Tabela 1: Valores de Tensão na Carga e Corrente do circuito.

Experimental

Valor de Pico [V] Valor rms [V] Valor Médio [V]

200,0

100,0

63,7

Tabela 2: Valores de Tensão no Diodo.

O cálculo dos valores de tensão (média e eficaz) na carga e corrente média no circuito

segue as seguintes relações:

0,45 0,707

Onde V e é o valor de tensão eficaz da fonte, no caso do experimento:

V e =

=141,4 [V]

Da Tabela 1, a qual compara os valores teóricos com os obtidos experimentalmente, nota-se que os modelos de tensão e corrente dados pelas equações anteriores são uma boa aproximação para tais grandezas no circuito em estudo, a pequena diferença entre valores teóricos e experimentais deve-se à imprecisão dos elementos de medida.

- 2ª Parte: Retificador Monofásico de Meia-Onda a Diodo com Carga RL.

Na segunda parte do experimento foi adicionado um indutor ao circuito. Dessa forma,

a carga do circuito retificador é formada por uma parte resistiva (R) e uma reatância indutiva (X L ).

Tendo em vista os efeitos causados pela inserção do indutor ao circuito, foram medidos novamente os valores de tensão e corrente no circuito. De modo idêntico àquele feito na primeira parte, o circuito fora excitado com uma fonte senoidal de amplitude 200 V (pico) – 60 Hz.

A Figura 5 abaixo apresenta o circuito em estudo e seu esquema de ligação:

Figura 5: Circuito retificador monofásico a diodo com carga RL. As principais formas de onda

Figura 5: Circuito retificador monofásico a diodo com carga RL.

As principais formas de onda do circuito são apresentadas abaixo:

RL. As principais formas de onda do circuito são apresentadas abaixo: Figura 6: Forma de Onda

Figura 6: Forma de Onda de Tensão na Carga RL.

Figura7: Forma de Onda de Tensão no Resistor. Figura 8: Forma de Onda de Corrente

Figura7: Forma de Onda de Tensão no Resistor.

Figura7: Forma de Onda de Tensão no Resistor. Figura 8: Forma de Onda de Corrente no

Figura 8: Forma de Onda de Corrente no Circuito.

Figura 9: Formas de Onda de Tensão no Indutor e Corrente no Circuito. Figura 10:

Figura 9: Formas de Onda de Tensão no Indutor e Corrente no Circuito.

Formas de Onda de Tensão no Indutor e Corrente no Circuito. Figura 10: Formas de Onda

Figura 10: Formas de Onda de Tensão no Diodo e na Carga RL.

A principal característica das formas de onda acima é que agora a carga apresenta valores negativos de tensão como mostra a Figura 6. Isso ocorre devido a característica do indutor que se opõe a variações de corrente e dessa forma, durante o

ciclo negativo ao “perceber” o decréscimo de corrente tenta “impedir” fornecendo

corrente ao circuito e fazendo, dessa forma, com que a corrente do circuito dure mais

tempo. Com efeito, enquanto houver corrente no circuito o diodo não se bloqueia,

permitindo a passagem de tensão (chave fechada).

As Figuras 7 e 8 estão relacionadas pois apresentam a tensão no resistor e a Corrente

do circuito (unidirecional). A relação ocorre pois, como evidenciam as figuras, a forma

de onda de tensão no resistor é uma imagem da corrente.

A Figura 9 apresenta a forma de onda de tensão no indutor a qual é diretamente

relacionada com a corrente do circuito pela relação:

Isso é evidenciado pelo fato de que, quando a corrente atinge seu máximo a tensão é

nula. De modo geral,

Conforme mostra a Figura 9.

0

0

0

0

0

0

Por fim, a Figura 10 mostra o comportamento do diodo do circuito. Este somente

bloqueia tensão quando a passagem de corrente no circuito é cessada.

Principais Grandezas do Circuito:

* Cálculo do Ângulo β e da Indutância L:

O ângulo β é conhecido como ângulo de extinção da corrente e pode ser calculado a

partir de dados experimentais pela relação:

, é â .

Para freqüência de 60 Hz, 2 60 120

Onde t u é o tempo de ultrapassagem, obtido experimentalmente (t u = 750 ). Assim:

0,283 16,2°

Sendo o ângulo de extinção:

0,283 3,42 196,2 °

A partir do ângulo é possível determinar ainda a indutância L do circuito. A partir da

relação entre e o ângulo de impedância (pág. 9 – apostila) obtêm-se:

2

= 15 º

2

103,05

O valor obtido para L é muito próximo ao valor de indutância utilizada no experimento:

L exp = 103,10 mH

* Valores de Tensão do circuito:

Os principais valores de tensão do circuito serão apresentados na forma de tabela.

 

Experimental

Teórico

 

Valor de Pico [V]

200,0

---

Tensão

Valor rms [V]

100,0

---

Valor Médio [V]

62,9

62,4

Corrente

Valor Médio [A]

0,39

0,43

Tabela 3: Valores de Tensão na Carga e Corrente do circuito.

Na Tabela 3 acima, os valores teóricos de tensão e corrente média são calculados a partir das relações a seguir:

0,225 1 cosβ

ã é

Os valores de tensão média na carga experimental e teórico ficaram bem próximos, assim como o valor médio de corrente. Quanto a esse valor, o resultado teórico é

maior pois na prática o indutor possui resistência e sua tensão média não é nula. Isso

é mostrado na Tabela 4 a seguir:

Se comparado com o retificador com carga R, o valor de tensão média na carga diminui. Isso é esperado tendo em vista a parte negativa da onda de tensão da carga.

Experimental

Valor de Pico [V] Valor rms [V] Valor Médio [V]

67,2

26,8

3,64

Tabela 4: Valores de Tensão no Indutor.

Observa-se da tabela 4 a tensão média do indutor, ainda que pequena, mas não nula.

Experimental

Valor de Pico [V]

188,0

Valor rms [V]

94,4

Valor Médio [V]

62,0

Tabela 5: Valores de Tensão no Resistor.

Experimental

Valor de Pico [V]

200,0

Valor rms [V]

100,0

Valor Médio [V]

61,3

Tabela 6: Valores de Tensão no Diodo.

-Conclusão Geral:

Ao fim do experimento e da elaboração deste relatório é possível destacar o efeito do indutor no retificador monofásico de meia onda de forma a modificar de modo significativo as formas de onda do circuito. E ainda, é importante salientar a eficácia dos modelos matemáticos utilizados os quais descrevem com fidelidade aceitável os circuitos em estudo, basta observar a proximidade entre os valores teóricos e experimentais.

-Bibliografia:

-Aragão,F°,W.C.P. de. Apostila de Eletrônica de Potência I. Ufes, 2007.